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Aula 01

Raciocínio Lógico p/ ABIN (Todos os Cargos) Com videoaulas - Pós-Edital

Professores: Arthur Lima, Hugo Lima


RACIOCÍNIO LÓGICO Pƒ ABIN Pós-edital
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS
Prof. Arthur Lima, Prof. Hugo Lima に Aula 01

AULA 01: LÓGICA DE PROPOSIÇÕES

SUMÁRIO PÁGINA
INTRODUÇÃO ÀS PROPOSIÇÕES LÓGICAS .................................................... 2
NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES SIMPLES ........................................................ 11
NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS .................................................. 13
CONSTRUÇÃO DA TABELA-VERDADE DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS ............. 19
TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA .......................................... 22
EQUIVALÊNCIA DE PROPOSIÇÕES LÓGICAS ................................................ 25
CONDIÇÃO NECESSÁRIA E CONDIÇÃO SUFICIENTE ..................................... 29
SENTENÇAS ABERTAS .............................................................................. 33
RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS..................................................................... 36
LISTA DE QUESTÕES DESTA AULA ............................................................. 70
GABARITO DAS QUESTÕES ....................................................................... 83
PRINCIPAIS PONTOS DA AULA ................................................................... 84

Olá!
Hoje começamos o estudo do seguinte assunto:
Lógica de argumentação: analogias, inferências, deduções e conclusões.
Lógica sentencial (ou proposicional). Proposições simples e compostas.
Tabelas verdade. Equivalências. Leis de De Morgan. Diagramas lógicos.
Lógica de primeira ordem.
Costumo chamar estes temas simplesmente de “lógica
proposicional”, ou “lógica de proposições”. Dedicaremos a próxima aula
para avançar mais na teoria e para reforçar o seu entendimento sobre os
assuntos que iniciaremos hoje. Lembre-se de seguir meu Instagram,
onde posto dicas diárias para complementar sua preparação:
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INTRODUÇÃO ÀS PROPOSIÇÕES LÓGICAS

Para começar este assunto, você precisa saber que uma proposição
é uma oração declarativa que admita um valor lógico (V – verdadeiro ou F
– falso). Um exemplo é a frase “A bola é azul”. Note que todos os
elementos da nossa definição estão presentes nesta frase:
- ela é uma oração, pois trata-se de uma frase com um verbo (“é”);
- ela é uma oração declarativa, pois estamos afirmando que a bola tem a
cor azul;
- ela pode ser classificada como verdadeira (se a bola em questão
realmente for azul) ou falsa (se a bola não for azul).

Observe que nem toda frase pode ser considerada uma proposição.
Por exemplo, a exclamação “Bom dia!” não pode ser classificada como
verdadeira ou falsa. O mesmo ocorre com a pergunta “Qual o seu
nome?”, que também não têm um valor lógico (V ou F). Veja também que
a ordem “Vá dormir” não pode ser classificada como verdadeira ou falsa
(embora ela possa ser cumprida ou descumprida, o que é outra coisa).
Portanto, grave que NÃO SÃO proposições: perguntas, exclamações e
ordens/pedidos. Veja essa questão:

CESPE – Bombeiros/AL – 2017) A respeito de proposições lógicas,


julgue os itens a seguir.
( ) A sentença Soldado, cumpra suas obrigações, é uma proposição
simples.
RESOLUÇÃO:
Esta é uma ordem (veja o verbo no imperativo “cumpra”). Embora
ela possa ser obedecida ou desobedecida pelo soldado, ela NÃO PODE ser
classificada como verdadeira ou falsa, motivo pelo qual não é uma
proposição. Item ERRADO.
Resposta: E

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No estudo de lógica de argumentação, usamos letras


(principalmente p, q e r) para simbolizar uma proposição. É importante
também conhecer alguns princípios relativos às proposições. O princípio
da não-contradição diz que uma proposição não pode ser, ao mesmo
tempo, Verdadeira e Falsa. Ou uma coisa ou outra. Já o princípio da
exclusão do terceiro termo diz que não há um meio termo entre
Verdadeiro ou Falso. Portanto, se temos uma proposição p (exemplo: “2
mais 2 não é igual a 7”), sabemos que:
- se essa frase é verdadeira, então ela não pode ser falsa, e vice-versa
(não-contradição), e
- não é possível que essa frase seja “meio verdadeira” ou “meio falsa”,
ela deve ser somente Verdadeira ou somente Falsa (exclusão do terceiro
termo).
Uma observação importante: em regra, não se preocupe tanto com
o conteúdo da proposição. Normalmente quem nos dirá se a proposição é
verdadeira ou falsa é o enunciado do exercício. Isto porque estamos
trabalhando com Lógica formal, onde a grande preocupação é com a
forma (estrutura), e não o conteúdo das proposições.
Vejamos duas proposições exemplificativas:
p: Chove amanhã.
q: Eu vou à escola.

Note que, de fato, p e q são duas proposições, pois cada uma delas
pode ser Verdadeira ou Falsa.
Duas ou mais proposições podem ser combinadas, criando
proposições compostas, utilizando para isso os operadores lógicos. Vamos
conhecê-los estudando as principais formas de proposições compostas.
Para isso, usaremos como exemplo as duas proposições que já vimos
acima. Vejamos como podemos combiná-las:

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a) Conjunção (“e”): trata-se de uma combinação de proposições


usando o operador lógico “e”, ou seja, do tipo “p e q”. Por exemplo:
“Chove amanhã e eu vou à escola”. Utilizamos o símbolo ^ para
representar este operador. Ou seja, ao invés de escrever “p e q”,
podemos escrever “ p  q ”.

Veja que, ao dizer que “Chove amanhã e eu vou à escola”, estou


afirmando que as duas coisas acontecem (chover e ir à escola). Em outras
palavras, esta proposição composta só pode ser Verdadeira se as duas
proposições simples que a compõem forem verdadeiras, isto é,
acontecerem. Se chover e, mesmo assim, eu não for à escola, significa
que a conjunção acima é Falsa. Da mesma forma, se não chover e mesmo
assim eu for à escola, a expressão acima também é Falsa. Portanto, para
analisar se a proposição composta é Verdadeira ou Falsa, devemos olhar
cada uma das proposições que a compõem. Já vimos que se p acontece
(p é Verdadeira) e q acontece (q é Verdadeira), a expressão p e q é
Verdadeira. Esta é a primeira linha da tabela abaixo. Já se p acontece (V),
isto é, se chove, e q não acontece (F), ou seja, eu não vou à escola, a
expressão inteira torna-se falsa. Isto também ocorre se p não acontece
(F) e q acontece (V). Estas são as duas linhas seguintes da tabela abaixo.
Finalmente, se nem p nem q acontecem (ambas são Falsas), a expressão
inteira também será falsa. Veja esta tabela:

Valor lógico de p Valor lógico de q Valor lógico de p e q


(“Chove amanhã”) (“Eu vou à escola”) ( pq)

V V V
V F F
F V F
F F F

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A tabela acima é chamada de tabela-verdade da proposição


combinada “p e q”. Nesta tabela podemos visualizar que a única forma de
tornar a proposição verdadeira ocorre quando tanto p quanto q são
verdadeiras. E que, para desmenti-la (tornar toda a proposição falsa),
basta provar que pelo menos uma das proposições que a compõem é
falsa.
Exercite a conjunção nesta questão:

FGV – MP/BA – 2017) Considere a afirmativa:


“Tereza comprou pão e leite”.
Se a afirmativa acima é falsa, conclui-se logicamente que Tereza:
(A) não comprou pão nem leite.
(B) comprou pão, mas não comprou leite.
(C) comprou leite, mas não comprou pão.
(D) comprou pão ou comprou leite.
(E) não comprou pão ou não comprou leite.
RESOLUÇÃO:
Pela tabela-verdade da conjunção, vemos que para ela ser falsa é
preciso que alguma das informações seja falsa (ou ambas). Ou seja, é
preciso que Tereza NÃO tenha comprado pão, ou que ela NÃO tenha
comprado leite (ou as duas coisas).
Isto é, basta que Tereza NÃO tenha comprado pão OU não tenha
comprado leite. Temos isso na alternativa E.
Resposta: E

b) Disjunção (“ou”): esta é uma combinação usando o operador “ou”,


isto é, “p ou q” (também podemos escrever p  q ). Ex.: “Chove
amanhã ou eu vou à escola”.

Veja que, ao dizer esta frase, estou afirmando que pelo menos uma
das coisas vai acontecer: chover amanhã ou eu ir à escola. Se uma delas
ocorrer, já estou dizendo a verdade, independentemente da outra ocorrer

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ou não. Agora, se nenhuma delas acontecer (não chover e, além disso, eu


não for à escola), a minha frase estará falsa. A tabela abaixo resume
estas possibilidades:

Valor lógico de p ou
Valor lógico de p Valor lógico de q
q
(“Chove amanhã”) (“Eu vou à escola”)
( pq)

V V V
V F V
F V V
F F F

Como você pode ver na coluna da direita, a única possibilidade de


uma Disjunção do tipo p ou q ser falsa ocorre quando tanto p quanto q
não acontecem, isto é, são falsas.
Talvez você tenha estranhado a primeira linha da tabela. Na língua
portuguesa, “ou” é utilizado para representar alternativas excludentes
entre si (isto é, só uma coisa poderia acontecer: chover ou então eu ir à
escola). Assim, talvez você esperasse que, caso p fosse verdadeira e q
também fosse verdadeira, a frase inteira seria falsa. Veja que isto não
ocorre aqui. Veremos isso no próximo item, ao estudar a disjunção
exclusiva.

c) Disjunção exclusiva (Ou exclusivo): esta é uma combinação do


tipo “ou p ou q” (simbolizada por p  q ). Ex.: “Ou chove amanhã ou
eu vou à escola”.

Aqui, ao contrário da Disjunção que vimos acima, a proposição


composta só é verdadeira se uma das proposições for verdadeira e a
outra for falsa. Isto é, se eu digo “Ou chove amanhã ou eu vou à escola”,
porém as duas coisas ocorrem (amanhã chove e, além disso, eu vou à

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escola), a frase será falsa como um todo. Veja abaixo a tabela-verdade


deste operador lógico, chamado muitas vezes de “Ou exclusivo”, em
oposição ao “ou” alternativo que vimos acima:

Valor lógico de Ou p
Valor lógico de p Valor lógico de q
ou q
(“Chove amanhã”) (“Eu vou à escola”)
(pq)

V V F
V F V
F V V
F F F

Marquei em vermelho a única mudança que temos em relação ao


caso anterior.

d) Condicional (implicação): uma condicional é uma combinação do


tipo “se p, então q” (simbolizada por p  q ). Usando o nosso
exemplo, podemos montar a proposição composta “Se chove amanhã,
eu vou à escola”.

Esta é a proposição composta mais comum em provas de concurso.


Chamamos este caso de Condicional porque temos uma condição (“se
chove amanhã”) que, caso venha a ocorrer, faz com que
automaticamente a sua consequência (“eu vou à escola”) tenha que
acontecer. Isto é, se p for Verdadeira, isto obriga q a ser também
Verdadeira.

Se a condição p (“se chove amanhã”) não ocorre (é Falsa), q pode


ocorrer (V) ou não (F), e ainda assim a frase é Verdadeira. Porém se a
condição ocorre (p é V) e o resultado não ocorre (q é F), estamos diante
de uma proposição composta que é Falsa como um todo. Tudo o que
dissemos acima leva a esta tabela:

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Valor lógico de p Valor lógico de q Valor lógico de Se p,


(“Chove amanhã”) (“Eu vou à escola”) então q ( p  q )

V V V
V F F
F V V
F F V

Exercite a condicional com esta questão:

IBFC – TJ/PE – 2017) Na seguinte proposição condicional a seguir, o


consequente não foi explicitado:
Se 3 é um número ímpar, então .
Essa proposição será falsa quando o consequente é dado por:
a) 1 + 2 é ímpar
b) O conjunto vazio está contido em qualquer conjunto não-vazio
c) Se A e B são conjuntos disjuntos, então A intersecção B é o conjunto
vazio
d) 3 – 1 é um número par
e) Se o conjunto A está contido no conjunto B, então B – A é o conjunto
vazio
RESOLUÇÃO:
Pela tabela-verdade da condicional, sabemos que a única forma de
deixa-la falsa é escrevendo V F, ou seja, o antecedente deve serverdadeiro
e o consequente deve ser falso.
Como o número 3 é ímpar, o antecedente é VERDADEIRO. Logo,
devemos buscar um alternativa que contenha uma informação falsa para
o consequente. Isto ocorre na letra E, pois um conjunto A pode estar
contido dentro de um conjunto B e, mesmo assim, o conjunto B – A pode
ser um conjunto NÃO vazio. Por exemplo, se B = {1, 2, 3, 4} e A =

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{1,2}, o conjunto A está contido dentro do conjunto B, e o conjunto B – A


é igual a {3,4}, que NÃO é um conjunto vazio.
Resposta: E

e) Bicondicional (“se e somente se”): uma bicondicional é uma


combinação do tipo “p se e somente se q” (simbolizada por p  q ).
Ex.: “Chove amanhã se e somente se eu vou à escola”.

Quando alguém nos diz a frase acima, ela quer dizer que,
necessariamente, as duas coisas acontecem juntas (ou então nenhuma
delas acontece). Assim, sabendo que amanhã chove, já sabemos que a
pessoa vai à escola. Da mesma forma, sabendo que a pessoa foi à escola,
então sabemos que choveu. Por outro lado, sabendo que não choveu,
sabemos automaticamente que a pessoa não foi à escola.
Note, portanto, que a expressão p  q só é verdadeira quando

tanto p quanto q acontecem (são Verdadeiras), ou então quando ambas


não acontecem (são Falsas). Se ocorrer outro caso (chover e a pessoa
não for à escola, por exemplo), a expressão p  q é Falsa. Isso está

resumido na tabela abaixo:

Valor lógico de p se
Valor lógico de p Valor lógico de q
e somente se q
(“Chove amanhã”) (“Eu vou à escola”)
( pq)

V V V
V F F
F V F
F F V

Novamente, marquei em vermelho a única coisa que mudou em


relação à condicional p  q .

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IMPORTANTE: Saiba que “e”, “ou”, “ou, ... ou...”, “se..., então...”,
“se e somente se” são as formas básicas dos conectivos conjunção,
disjunção, disjunção exclusiva, condicional e bicondicional. Entretanto,
várias questões exploram formas “alternativas” de se expressar cada uma
dessas proposições compostas. Ao longo das questões que resolvermos
nessa e na próxima aula, você aprenderá a lidar com estas alternativas.
Veja os casos que considero mais importantes:

- Conectivo “mas” com ideia de conjunção (“e”). Ex.: Chove, mas


vou à escola. Observe que quem diz esta frase está afirmando que duas
coisas acontecem: 1 = chove, e 2 = vou à escola. No estudo da lógica,
isto é o mesmo que dizer “Chove e vou à escola”. Portanto, o “mas” está
sendo usado para formar uma conjunção.

- Conectivo “ou” precedido por vírgula, com ideia de “ou


exclusivo”. Ex.: Chove, ou vou à escola. Aqui a pausa criada pela vírgula
nos permite depreender que apenas uma coisa ocorre: ou chove, ou vou
à escola. Assim, temos uma forma alternativa de representar o “ou ...,
ou...” que estudamos na disjunção exclusiva.

- Condicional utilizando “Quando...” ou “Toda vez que...”.


Exemplos:
1) Quando chove, vou à escola.
2) Toda vez que chove vou à escola.
Veja que nos dois casos acima temos formas alternativas de
apresentar uma condição (“chove”) que leva a uma consequência (“vou à
escola”). Portanto, estas são formas alternativas ao clássico “se ..., então
...” da condicional.
- Uso do “...ou..., mas não ambos” com ideia de disjunção
exclusiva. Ex.: “Jogo bola ou corro, mas não ambos”. Repare que a
primeira parte dessa frase é uma disjunção comum (inclusiva), mas a
expressão “mas não ambos” exclui o caso onde “jogo bola” é V e “corro”
também é V. Isto é, passamos a ter uma disjunção exclusiva. Alguns

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autores entendem que só temos disjunção exclusiva se a expressão “mas


não ambos” estiver presente (ainda que tenhamos “ou..., ou ...”), mas
isso não pode ser considerado uma verdade absoluta. Trabalharemos esse
problema ao longo das questões.

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES SIMPLES

Representamos a negação de uma proposição simples “p” pelo

símbolo “~p” (leia não-p).Também podemos usar a notação p , que é


menos usual. Sabemos que o valor lógico de “p” e “~p” são opostos, isto
é, se p é uma proposição verdadeira, ~p será falsa, e vice-versa.
Quando temos uma proposição simples (por ex.: “Chove agora”,
“Todos os nordestinos são fortes”, “Algum brasileiro é mineiro”), podemos
negar essa proposição simplesmente inserindo “Não é verdade que...” em
seu início. Veja:
- Não é verdade que chove agora
- Não é verdade que todos os nordestinos são fortes
- Não é verdade que algum brasileiro é mineiro
Entretanto, na maioria dos exercícios serão solicitadas outras
formas de negar uma proposição. Para descobrir a negação, basta você se
perguntar: o que é o MÍNIMO que eu precisaria fazer para provar que
esta frase é mentira? Se você for capaz de desmenti-la, você será capaz
de negá-la.
Se João nos disse que “Chove agora”, bastaria confirmar que não
está chovendo agora para desmenti-lo. Portanto, a negação seria
simplesmente “Não chove agora”.
Entretanto, caso João nos diga que “Todos os nordestinos são
fortes”, bastaria encontrarmos um único nordestino que não fosse forte
para desmenti-lo. Portanto, a negação desta afirmação pode ser, entre
outras possibilidades:
- “Pelo menos um nordestino não é forte”
- “Algum nordestino não é forte”

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- “Existe nordestino que não é forte”


Já se João nos dissesse que “Algum nordestino é forte”, basta que
um único nordestino seja realmente forte para que a frase dele seja
verdadeira. Portanto, aqui é mais difícil desmenti-lo, pois precisaríamos
analisar todos os nordestinos e mostrar que nenhum deles é forte. Assim,
a negação seria, entre outras possibilidades:
- “Nenhum nordestino é forte”
- “Não existe nordestino forte”

A tabela abaixo resume as principais formas de negação de


proposições simples. Veja que, assim como você pode usar as da coluna
da direita para negar frases com as expressões da coluna da esquerda,
você também pode fazer o contrário.

Proposição “p” Proposição “~p”


Meu gato é preto Meu gato não é preto
Todos gatos são pretos Algum/pelo menos um/existe gato
(que) não é preto
Nenhum gato é preto Algum/pelo menos um/existe gato
(que) é preto

Note ainda que ~(~p) = p, isto é, a negação da negação de p é a


própria proposição p. Isto é, negar duas vezes é igual a falar a verdade.
Ex.: “Não é verdade que meu gato não é preto” esta frase é
equivalente a “Meu gato é preto”.
Veja abaixo uma questão inicial sobre negação de proposições
simples.

FGV – Pref. Salvador – 2017) Considere a afirmação: “Nenhum


deputado é sensato”. A sua negação é:
(A) “Há, pelo menos, um deputado sensato”.
(B) “Alguns sensatos são deputados”.

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(C) “Todos os deputados são sensatos”.


(D) “Todos os sensatos são deputados”.
(E) “Todos os deputados são insensatos”.
RESOLUÇÃO:
Se alguém nos diz que NENHUM deputado é sensato, o que é o
MÍNIMO que precisamos fazer para desmentir? Ora, basta mostrar que
existe algum deputado sensato e a frase dita será falsa. Portanto, a
negação da frase do enunciado pode ser escrita como:
“Algum deputado É sensato”
“Existe deputado que É sensato”
“Pelo menos um deputado é sensato”

Veja que na alternativa A temos uma variação dessas negações.


Este é nosso gabarito.
ATENÇÃO para não marcar a alternativa C. Não é preciso que todos
os deputados sejam sensatos para desmentirmos o autor da frase. “Todos
os deputados são sensatos” não é negação de “Nenhum deputado é
sensato”, pois AMBAS as proposições podem ser FALSAS
simultaneamente (tendo mesmo valor lógico, o que não é permitido entre
negações). Basta que existam alguns deputados sensatos e outros não.
Resposta: A

NEGAÇÃO DE PROPOSIÇÕES COMPOSTAS

Quando temos alguma das proposições compostas (conjunção,


disjunção, disjunção exclusiva, condicional ou bicondicional), podemos
utilizar o mesmo truque para obter a sua negação: buscar uma forma de
desmentir quem estivesse falando aquela frase. Vejamos alguns
exemplos:

a) Conjunção: “Chove hoje e vou à praia”. Se João nos diz essa frase, ele
está afirmando que as duas coisas devem ocorrer (se tiver dúvida,

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retorne à tabela-verdade da conjunção). Isto é, para desmenti-lo,


bastaria provar que pelo menos uma delas não ocorre. Isto é, a primeira
coisa não ocorre ou a segunda coisa não ocorre (ou mesmo as duas não
ocorrem). Veja que para isso podemos usar uma disjunção, negando as
duas proposições simples como aprendemos no item anterior: “Não chove
hoje ou não vou à praia”. Da mesma forma, se João tivesse dito “Todo
nordestino é forte e nenhum gato é preto”, poderíamos negar utilizando
uma disjunção, negando as duas proposições simples: “Algum nordestino
não é forte ou algum gato é preto”.

b) Disjunção: “Chove hoje ou vou à praia”. Essa afirmação é verdadeira


se pelo menos uma das proposições simples for verdadeira. Portanto,
para desmentir quem a disse, precisamos provar que as duas coisas não
acontecem, isto é, as duas proposições são falsas. Assim, a negação seria
uma conjunção: “Não chove hoje e não vou à praia”. Já a negação de
“Todo nordestino é forte ou nenhum gato é preto” seria “Algum
nordestino não é forte e algum gato é preto”.

c) Disjunção exclusiva: “Ou chove hoje ou vou à praia”. Recorrendo à


tabela-verdade, você verá que a disjunção exclusiva só é verdadeira se
uma, e apenas uma das proposições é verdadeira, sendo a outra falsa.
Assim, se mostrássemos que ambas são verdadeiras, ou que ambas são
falsas, estaríamos desmentindo o autor da frase. Para isso, podemos usar
uma bicondicional: “Chove hoje se e somente se eu vou à praia”. Veja
que esta frase indica que ou acontecem as duas coisas (chover e ir à
praia) ou não acontece nenhuma delas.
d) Condicional: “Se chove hoje, então vou à praia”. Lembra-se que a
condicional só é falsa caso a condição (p) seja verdadeira e o resultado
(q) seja falso? Portanto, é justamente isso que deveríamos provar se
quiséssemos desmentir o autor da frase. A seguinte conjunção nos
permite negar a condicional: “Chove hoje e não vou à praia”.

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e) Bicondicional: “Chove hoje se e somente se vou à praia”. O autor da


frase está afirmando que as duas coisas (chover e ir à praia) devem
ocorrer juntas, ou então nenhuma delas pode ocorrer. Podemos
desmenti-lo provando que uma das coisas ocorre (é verdadeira) enquanto
a outra não (é falsa). A disjunção exclusiva nos permite fazer isso: “Ou
chove hoje, ou vou à praia”.

Veja na tabela abaixo as principais formas de negação de


proposições compostas:

Proposição composta Negação


Conjunção ( p  q ) Disjunção ( ~ p ~ q )

Ex.: Chove hoje e vou à praia Ex.: Não chove hoje ou não vou à praia
Disjunção ( p  q ) Conjunção ( ~ p ~ q )

Ex.: Chove hoje ou vou à praia Ex.: Não chove hoje e não vou à praia
Disjunção exclusiva ( p  q ) Bicondicional ( p  q )

Ex.: Ou chove hoje ou vou à praia Ex.: Chove hoje se e somente se vou à praia
Condicional ( p  q ) Conjunção ( p ~ q )

Ex.: Se chove hoje, então vou à praia Ex.: Chove hoje e não vou à praia
Bicondicional ( p  q ) Disjunção exclusiva ( p  q )

Ex.: Chove hoje se e somente se vou à Ex.: Ou chove hoje ou vou à praia
praia.

Outra forma de negar a bicondicional é escrevendo outra


bicondicional, porém negando uma das proposições simples. Por exemplo,
p ~ q é uma forma alternativa de negar p  q . Esta negação pode ser

escrita como “Chove se e somente se NÃO vou à praia).

Comece a exercitar a negação de proposições compostas a partir


das questões abaixo:

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VUNESP – TJ/SP – 2017) Uma negação lógica para a afirmação “João é


rico, ou Maria é pobre” é:
(A) João é rico, e Maria não é pobre.
(B) João não é rico, ou Maria não é pobre.
(C) Se João não é rico, então Maria não é pobre.
(D) Se João é rico, então Maria é pobre.
(E) João não é rico, e Maria não é pobre.
RESOLUÇÃO:
Temos a proposição “p ou q” no enunciado, onde:
p = João é rico
q = Maria é pobre

A sua negação é “~p e ~q”, em que:


~p = João não é rico
~q = Maria não é pobre

Ou seja,
“João não é rico E Maria não é pobre”
Resposta: E

IBFC – TJ/PE – 2017) Ana fez a seguinte afirmação: “Algum formando


não foi à formatura, mas todos os professores foram”. A afirmação que
Ana fez é falsa se, e somente se, for verdadeira a seguinte afirmação:
a) Todos os formandos foram à formatura, mas algum professor não foi
b) Algum formando foi à formatura, ou todos os professores não foram
c) Todos os formandos foram à formatura, ou algum professor não foi
d) Todos os formandos foram à formatura, e algum professor não foi
e) Todos os formandos foram à formatura, ou algum professor foi
RESOLUÇÃO:
Para a frase de Ana ser falsa, a sua negação deve ser verdadeira. A
frase do enunciado é uma conjunção que usa o “mas” no lugar do “e”. A
negação de “p e q” é “não-p ou não-q”. Temos:

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p = algum formando não foi à formatura


q = todos os professores foram

Logo,
não-p = todos os formandos foram à formatura
não-q = algum professor não foi

A negação é:
“Todos os formandos foram à formatura ou algum professor não foi”
Resposta: C

FCC – FUNAPE – 2017) Considere a afirmação abaixo.


Se contratei um empréstimo com juros maiores do que antes, então
pagarei um montante maior.
A afirmação que corresponde à negação lógica desta é
(A) Se não paguei um montante maior, então não contratei um
empréstimo com juros maiores.
(B) Contratei um empréstimo com juros maiores do que antes ou pagarei
um montante maior.
(C) Se contratei um empréstimo com juros menores do que antes, então
pagarei um montante maior.
(D) Contratei um empréstimo com juros maiores do que antes e não
pagarei um montante maior.
(E) Não contratei um empréstimo com juros maiores do que antes ou não
pagarei um montante maior.
RESOLUÇÃO:
Temos a condicional P–>Q no enunciado, onde:
P = não contratei um empréstimo com juros maiores do que antes
Q = pagarei um montante maior

A sua negação é P e ~Q, onde:


~q = NÃO pagarei um montante maior

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Escrevendo a negação:
“Não contratei um empréstimo com juros maiores do que antes E NÃO
pagarei um montante maior
Resposta: D

FCC – DPE/RS – 2017) Considere a afirmação:


Se sou descendente de italiano, então gosto de macarrão e gosto de
parmesão.
Uma afirmação que corresponde à negação lógica desta afirmação é
(A) Sou descendente de italiano e, não gosto de macarrão ou não gosto
de parmesão.
(B) Se não sou descendente de italiano, então não gosto de macarrão e
não gosto de parmesão.
(C) Se gosto de macarrão e gosto de parmesão, então não sou
descendente de italiano.
(D) Não sou descendente de italiano e, gosto de macarrão e não gosto de
parmesão.
(E) Se não gosto de macarrão e não gosto de parmesão, então não sou
descendente de italiano.
RESOLUÇÃO:
A negação de p–>q é dada por p e não-q. No caso, temos:
p = sou descendente de italiano
q = gosto de macarrão e gosto de parmesão

Veja que q é uma proposição composta. Sua negação é:


não-q = NÃO gosto de macarrão OU NÃO gosto de parmesão
Assim, a negação p e não-q fica:
“Sou descendente de italiano E NÃO gosto de macarrão OU NÃO gosto de
parmesão”
Resposta: A

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CONSTRUÇÃO DA TABELA-VERDADE DE PROPOSIÇÕES


COMPOSTAS

Alguns exercícios podem exigir que você saiba construir a tabela-


verdade de proposições compostas. Para exemplificar, veja a proposição
A  [(~ B)  C]. A primeira coisa que você precisa saber é que a tabela-

verdade desta proposição terá sempre 2n linhas, onde n é o número de


proposições simples envolvidas. Como só temos 3 proposições simples (A,
B e C), esta tabela terá 23, ou seja, 8 linhas.
Para montar a tabela verdade de uma expressão como
A  [(~ B)  C], devemos começar cria8ndo uma coluna para cada proposição
e, a seguir, colocar todas as possibilidades de combinações de valores
lógicos (V ou F) entre elas:

Valor Valor lógico Valor lógico


lógico de de B de C
A
V V V
V V F
V F V
V F F
F V V
F V F
F F V
F F F

Agora, note que em A  [(~ B)  C] temos o termo ~B entre

parênteses. Devemos, portanto, criar uma nova coluna na nossa tabela,


inserindo os valores de ~B. Lembre-se que os valores de não-B são
opostos aos valores de B (compare as colunas em amarelo):

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Valor Valor lógico Valor lógico Valor lógico


lógico de de B de C de ~B
A
V V V F
V V F F
V F V V
V F F V
F V V F
F V F F
F F V V
2
F F F V

Agora que já temos os valores lógicos de ~B, e também temos os


de C, podemos criar os valores lógicos da expressão entre colchetes:
[(~ B)  C] . Observe que se trata de uma conjunção (“e”), que só tem valor

lógico V quando ambos os membros (no caso, ~B e C) são V:

Valor Valor lógico Valor lógico Valor lógico Valor lógico


lógico de de B de C de ~B de [(~ B)  C]
A
V V V F F
V V F F F
V F V V V
V F F V F
F V V F F
F V F F F
F F V V V
F F F V F

Agora que já temos os valores lógicos de A e também os valores


lógicos de [(~ B)  C] , podemos analisar os valores lógicos da disjunção

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A  [(~ B)  C]. Lembre-se que uma disjunção só é F quando ambos os seus

membros são F (marquei esses casos em amarelo):

Valor Valor Valor Valor Valor Valor


lógico lógico de lógico de lógico de lógico de lógico de
de A B C ~B [(~ B)  C] A  [(~ B)  C]

V V V F F V
V V F F F V
V F V V V V
F
V F F V
V
2
F V V F F F
F V F F F F
F F V V V V
F F F V F F

Assim, podemos omitir a 4ª e 5ª coluna, de modo que a tabela-


verdade da expressão A  [(~ B)  C] é:

Valor Valor Valor Valor


lógico lógico de lógico de lógico de
de A B C A  [(~ B)  C]

V V V V
V V F V
V F V V
V F F V
F V V F
F V F F
F F V V
F F F F

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Veja que essa tabela nos dá os valores lógicos da expressão


A  [(~ B)  C] para todos os possíveis valores das proposições simples que

a compõem (A, B e C).

TAUTOLOGIA, CONTRADIÇÃO E CONTINGÊNCIA

Ao construir tabelas-verdade para expressões, como fizemos acima,


podemos verificar que uma determinada expressão sempre é verdadeira,
independente dos valores lógicos das proposições simples que a
compõem. Trata-se de uma
tautologia. Por outro lado, algumas
4
expressões podem ser sempre f alsas, independente dos valores das
proposições que a compõem. Neste caso, estaremos diante de uma
contradição. Vejamos alguns exemplos:

a) Veja abaixo a tabela-verdade de p ~ p (ex.: Sou bonito e não sou

bonito). Pela simples análise desse exemplo, já vemos uma contradição


(não dá para ser bonito e não ser ao mesmo tempo). Olhando na coluna
da direita dessa tabela, vemos que ela é falsa para todo valor lógico de p:

Valor lógico de p Valor lógico de Valor lógico de


~p p ~ p

V F F
F V F

Obs.: notou que essa tabela-verdade possui apenas duas linhas? Isso
porque temos apenas 1 proposição simples (p), e 21 = 2.

b) Veja abaixo a tabela-verdade de p ~ p (ex.: Sou bonito ou não sou

bonito). Pela simples análise desse exemplo, já vemos uma tautologia


(essa frase sempre será verdadeira, independente da minha beleza).
Olhando na coluna da direita dessa tabela, vemos que ela é verdadeira
para todo valor lógico de p:

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Valor lógico de p Valor lógico de Valor lógico de


~p p ~ p

V F V
F V V

A maioria das proposições tem valor lógico V em algumas linhas e F


em outras linhas das suas tabelas-verdade. Neste caso, não estamos
diante de tautologias e nem de contradições, e sim de contingências.

e
Pratique o que discutimos até aqui através da questão a seguir.

CESPE – Bombeiros/AL – 2017) A respeito de proposições lógicas,


julgue os itens a seguir.
( ) Se P e Q forem proposições simples, então a proposição composta
Qv(Q P) é uma tautologia.
RESOLUÇÃO:
Podemos resolver esta questão de DUAS formas. A primeira é a
mais tradicional, e consiste na montagem da tabela-verdade. A segunda é
uma solução mais rápida, mas exige mais domínio da lógica de
proposições. Vejamos as duas.

Primeira solução:
Para montar a tabela-verdade, veja que temos n = 2 proposições
simples. O número de linhas da tabela será 2n = 22 = 4 linhas. Temos:
P Q
V V
V F
F V
F F

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Podemos criar uma coluna para a condicional Q P. Ela só é falsa na


linha em que Q é V e P é F (terceira linha), sendo verdadeira nas demais:
P Q Q P
V V V
V F V
F V F
F F V

Podemos agora colocar uma coluna para a disjunção Q v (Q P). Para


ela ser falsa, tanto Q como Q P deveriam ser falsas simultaneamente. Isto
não ocorre em nenhuma linha da tabela, motivo pelo qual essa proposição
é sempre verdadeira:
P Q Q P QvQ P
V V V V
V F V V
F V F V
F F V V

Veja que, de fato, estamos diante de uma tautologia. Item CERTO.

Segunda solução:
Como o item disse que a proposição é uma tautologia, podemos
desafiá-lo, tentando deixar a proposição Falsa. Se conseguirmos, ela não
é uma tautologia. Mas, se não conseguirmos deixa-la falsa, ela é uma
tautologia.
Para tentar deixar a disjunção Q v (Q P) falsa, precisamos que
ambas as proposições fiquem falsas. Para isto, Q precisa ser F.
Entretanto, como Q é F, a condicional Q P fica verdadeira,
independentemente do valor lógico de P. E, com isto, a disjunção NÃO
fica falsa.

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Veja que nós tentamos deixar a disjunção falsa, e não foi possível.
Isto indica que ela é sempre verdadeira, sendo uma tautologia. Item
CERTO.
Como você pode notar, esta segunda solução exige maior domínio
da lógica de proposições, entretanto é mais rápida que a anterior.
Resposta: C

EQUIVALÊNCIA DE PROPOSIÇÕES LÓGICAS

Dizemos que duas proposições lógicas são equivalentes quando elas


possuem a mesma tabela-verdade. Como exemplo, vamos verificar se as
proposições p  q e ~ q ~ p são equivalentes.

Faremos isso calculando a tabela verdade das duas, para poder


compará-las. Mas intuitivamente você já poderia ver que elas são
equivalentes. Imagine que p  q é “Se chove, então vou à praia”.

Sabemos que se a condição (chove) ocorre, necessariamente o resultado


(vou à praia) ocorre. Portanto, se soubermos que o resultado não ocorreu
(não vou à praia), isso implica que a condição não pode ter ocorrido (não
chove). Isto é, podemos dizer que “Se não vou à praia, então não chove”.
Ou seja, ~ q ~ p .

A tabela-verdade de p  q encontra-se abaixo. Calcule-a sozinho,

para exercitar:

Valor Valor Valor


lógico lógico de lógico de
de p q pq

V V V
V F F
F V V
F F V

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Já a tabela-verdade de ~ q ~ p foi obtida abaixo:

Valor Valor Valor Valor Valor


lógico lógico de lógico de lógico de lógico de
de p q ~q ~p ~ q ~ p

V V F F V
V F V F F
F V F V V
F F V V V

Repare na coluna da direita de cada tabela. Percebeu que são


iguais? Isso nos permite afirmar que ambas as proposições compostas
são equivalentes.
Veja ainda a tabela verdade de ~p ou q:

Valor Valor Valor Valor


lógico de lógico de lógico de lógico de
p q ~p ~p ou q
V V F V
V F F F
F V V V
F F V V

Perceba que a tabela-verdade de ~p ou q é igual às duas anteriores


(p q e ~q ~p). Assim, essas 3 proposições são equivalentes.
Não usei este exemplo à toa. Ele cai bastante em concursos,
portanto é bom você gravar: ( p  q ), ( ~ q ~ p ) e (~p ou q) são
proposições equivalentes!!!

Veja as questões abaixo para começar a treinar as equivalências


lógicas:

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VUNESP – TJ/SP – 2017) Uma afirmação equivalente para “Se estou


feliz, então passei no concurso” é:
(A) Passei no concurso e não estou feliz.
(B) Estou feliz e passei no concurso.
(C) Se não passei no concurso, então não estou feliz.
(D) Se passei no concurso, então estou feliz.
(E) Não passei no concurso e não estou feliz.
RESOLUÇÃO:
Temos a condicional p–>q em que:
p = estou feliz
q = passei no concurso

As suas equivalências “manjadas” são:


~q–>~p: “Se NÃO passei no concurso, então NÃO estou feliz”
~p ou q: “NÃO estou feliz OU passei no concurso”

Temos na alternativa C uma dessas equivalências.


Resposta: C

IBFC – TJ/PE – 2017) Considere a seguinte implicação lógica:


“Se é terça ou quarta, então trabalho e não vou ao cinema”.
Essa implicação é equivalente a:
a) Se vou ao cinema e não trabalho, então não é terça, nem quarta
b) Se é terça ou não vou ao cinema, então trabalho ou é quarta
c) Se trabalho e não é terça, então vou ao cinema ou é quarta
d) Se vou ao cinema ou não trabalho, então não é terça, nem quarta
e) Se não trabalho ou não vou ao cinema, então não é terça, mas quarta
RESOLUÇÃO:
Temos uma condicional no enunciado que pode ser esquematizada
como (p ou q) (r e s), onde:
p = é terça

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q = é quarta
r = trabalho
s = não vou ao cinema

Sabemos que a condicional A–>B é equivalente a ~B–>~A.


Devemos inverter e negar os dois lados, ficando com:
~(r e s) ~(p ou q)

Veja que ~(r e s) é a negação da conjunção “r e s”, que pode ser


escrita como (~r ou ~s). E veja que ~(p ou q) é a negação da disjunção
“p ou q”, que pode ser escrita como (~p e ~q). Portanto, temos:
(~r ou ~s) (~p e ~q)

Veja ainda que:


~p = NÃO é terça
~q = NÃO é quarta
~r = NÃO trabalho
~s = VOU ao cinema

Logo, (~r ou ~s) (~p e ~q) fica assim:

“Se NÃO trabalhou OU vou ao cinema, então não é terça e nem quarta”.
Resposta: D

FGV – SEPOG/RO – 2017) Considere a afirmação:


“Toda pessoa que faz exercícios não tem pressão alta”.
De acordo com essa afirmação é correto concluir que
(A) se uma pessoa tem pressão alta então não faz exercícios.
(B) se uma pessoa não faz exercícios então tem pressão alta.
(C) se uma pessoa não tem pressão alta então faz exercícios.
(D) existem pessoas que fazem exercícios e que têm pressão alta.
(E) não existe pessoa que não tenha pressão alta e não faça exercícios.

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RESOLUÇÃO:
A proposição “Toda pessoa que faz exercícios não tem pressão alta”
nos mostra uma condição (fazer exercícios) que, se obedecida, leva a um
resultado (não ter pressão alta). Portanto, estamos diante da condicional:
“Se uma pessoa faz exercícios, então não tem pressão alta”

Não temos esta opção de resposta, mas podemos buscar uma


proposição equivalente. Sabemos que p–>q equivale a ~q–>~p, ou seja,
basta inverter as duas informações da condicional e negar ambas, ficando
com:
“Se uma pessoa TEM pressão alta, então ela NÃO faz exercícios”
Resposta: A

CONDIÇÃO NECESSÁRIA E CONDIÇÃO SUFICIENTE

Quando temos uma condicional p q, sabemos que se a condição p


acontecer, com certeza o resultado q deve acontecer (para que p q seja
uma proposição verdadeira). Portanto, podemos dizer que p acontecer é
suficiente para afirmarmos que q acontece. Em outras palavras, p é uma
condição suficiente para q.
Por exemplo, se dissermos “Se chove, então o chão fica molhado”,
é suficiente saber que chove para afirmarmos que o chão fica molhado.
Chover é uma condição suficiente para que o chão fique molhado. Por
outro lado, podemos dizer que sempre que chove, o chão fica molhado. É
necessário que o chão fique molhado para podermos afirmar chove.
Portanto, “o chão fica molhado” é uma condição necessária para
podermos dizer que chove (se o chão estivesse seco, teríamos certeza de
que não chove). Ou seja, q é uma condição necessária para p.
Resumidamente, quando temos uma condicional p q, podemos
afirmar que p é suficiente para q, e, por outro lado, q é necessária para p.
Por outro lado, quando temos uma bicondicional p  q , podemos

dizer que p é necessária e suficiente para q, e vice-versa. Para a

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proposição “Chove se e somente se o chão fica molhado” ser verdadeira,


podemos dizer que é preciso (necessário) que chova para que o chão
fique molhado. Não é dada outra possibilidade. E é suficiente saber que
chove para poder afirmar que o chão fica molhado. Da mesma forma, é
suficiente saber que o chão ficou molhado para afirmar que choveu; e a
única possibilidade de ter chovido é se o chão tiver ficado molhado, isto é,
o chão ter ficado molhado é necessário para que tenha chovido.
Veja esta questão:

FCC – SEFAZ/RJ – 2014) Um indivíduo ser contador é condição


suficiente para ele ter condições de trabalhar no ramo de Auditoria. Assim
sendo,
(A) os indivíduos que têm condições de trabalhar no ramo de Auditoria
sempre são contadores.
(B) todos que têm condições de trabalhar no ramo de Auditoria são
contadores.
(C) é possível que alguns contadores não tenham condições de trabalhar
no ramo de Auditoria.
(D) um indivíduo que não tem condições de trabalhar no ramo de
Auditoria nunca é contador
(E) a maioria dos indivíduos que tem condições de trabalhar no ramo de
Auditoria são contadores.
RESOLUÇÃO:
Sabemos que em uma condicional p q nós podemos dizer que p é
suficiente para q. Assim, ser contador é suficiente para trabalhar com
Auditoria, ou seja:

“Se um indivíduo é contador, então ele tem condições de trabalhar no


ramo de Auditoria”

Outra forma de visualizar esta frase é a seguinte: basta ser


contador para ter condições de trabalhar com Auditoria. Isto é, TODOS os

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contadores tem condições de trabalhar no ramo de Auditoria.


Representando os conjuntos dos “contadores” e dos “profissionais com
condições para trabalhar com Auditoria”, temos:

Repare que no diagrama acima todos os contadores estão inseridos


no conjunto dos profissionais que podem trabalhar com Auditoria. Ou
seja, se sabemos que alguém é contador, isto é suficiente para
concluirmos que ele pode trabalhar com Auditoria.
Entretanto, não podemos afirmar que todos os profissionais capazes
de trabalhar com auditoria são contadores. Pode ser que outras
formações também sejam suficientes para permitir que um indivíduo
trabalhe com auditoria.
Analisando as alternativas desta questão, temos:
(A) os indivíduos que têm condições de trabalhar no ramo de Auditoria
sempre são contadores.
ERRADO. Sabemos que os contadores podem trabalhar com
Auditoria, mas é possível que outros profissionais também possam
trabalhar com Auditoria.

(B) todos que têm condições de trabalhar no ramo de Auditoria são


contadores.

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ERRADO, pelos mesmos motivos do item anterior. Na dúvida você


também pode observar o nosso diagrama.

(C) é possível que alguns contadores não tenham condições de trabalhar


no ramo de Auditoria.
ERRADO. Todos os contadores estão dentro do conjunto dos
profissionais que podem trabalhar com Auditoria. Como o enunciado
disse, ser contador é suficiente para poder trabalhar com Auditoria.

(D) um indivíduo que não tem condições de trabalhar no ramo de


Auditoria nunca é contador.
CORRETO. Todos os contadores estão dentro do conjunto dos
profissionais que podem trabalhar com Auditoria. Se um indivíduo está
fora deste conjunto maior (não tendo condições de trabalhar com
Auditoria), certamente ele também está fora do conjunto dos contadores.

(E) a maioria dos indivíduos que tem condições de trabalhar no ramo de


Auditoria são contadores.
ERRADO. Não temos informações no enunciado que permitam levar
a esta conclusão. Esta afirmação pode ser verdadeira ou não, mas não é
possível afirmá-la somente com base no que foi dito no enunciado.
Resposta: D

CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à regularização


da documentação de imóveis, um cartório estampou um cartaz com os
seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não registra o
imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) Um comprador que tiver registrado o imóvel, necessariamente, o
escriturou.

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RESOLUÇÃO:
A proposição P pode ser esquematizada como:
não escritura não registra

Esta condicional ~q ~p equivale a p q, que seria:


registra escritura

Lembrando que em uma condicional p q podemos afirmar que q é


necessário para p, então neste caso podemos dizer que escriturar é
necessário para ter registrado, ou melhor, quem registrou
necessariamente escriturou. Item CORRETO.
Resposta: C

SENTENÇAS ABERTAS

Sentenças abertas são aquelas que possuem uma ou mais


variáveis, como o exemplo abaixo (do tipo p q):
“Se 2X é divisível por 5, então X é divisível por 5”

Temos a variável X nessa frase, que pode assumir diferentes


valores. Se X for igual a 10, teremos:
“Se 20 é divisível por 5, então 10 é divisível por 5”

Esta frase é verdadeira, pois p é V e q é V. Se X = 11, teremos:


“Se 22 é divisível por 5, então 11 é divisível por 5”

Esta frase é verdadeira, pois p é F e q também é F. Já se X = 12.5,


teremos:
“Se 25 é divisível por 5, então 12.5 é divisível por 5”

Agora a frase é falsa, pois p é V e q é F!

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Portanto, quando temos uma sentença aberta, não podemos afirmar


de antemão que ela é verdadeira ou falsa, pois isso dependerá do valor
que as variáveis assumirem. Assim, uma sentença aberta não é uma
proposição (só será uma proposição após definirmos o valor da variável).
Trabalhe o conceito de sentenças abertas na questão a seguir.

FCC – BAHIAGÁS – 2010) “Se a soma dos dígitos de um número inteiro


n é divisível por 6, então n é divisível por 6”. Um valor de n que mostra
ser falsa a frase acima é:
a) 30
b) 33
c) 40
d) 42
e) 60
RESOLUÇÃO:
Estamos diante de uma sentença aberta, pois temos uma variável
(n) que, dependendo de seu valor, pode tornar a proposição falsa ou
verdadeira.
Observe que a proposição do enunciado é uma condicional, isto é,
uma frase do tipo p q. Sabemos que só há uma forma da condicional ser
falsa: se a condição (p) for verdadeira, mas ainda assim o resultado
(q) for falso (se ficou em dúvida, volte na tabela-verdade da condicional).
Com isso, vamos analisar as alternativas:
n = 30: a soma de seus dígitos não é divisível por 6 (3 + 0 = 3), o
que torna a condição p Falsa. Como a condição é falsa, o resultado
(q) pode ser verdadeiro ou falso que a frase continua verdadeira. A
título de curiosidade, note que neste caso q é Verdadeira (pois 30 é
divisível por 6).
n = 33: a soma dos seus dígitos é divisível por 6 (3+3=6), ou seja,
p é Verdadeira. Entretanto, o resultado q é Falso, pois 33 não é
divisível por 6. Portanto, n = 33 torna a proposição composta Falsa.
Este é o gabarito.

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n = 40: neste caso, p é Falsa e q é Falsa. Com isso, a frase é


Verdadeira (para espanto daqueles não acostumados com o estudo
da Lógica)
n = 42: neste caso, p e q são Verdadeiras, tornando p q
Verdadeira
n = 60: idem ao anterior.
Resposta: B

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RESOLUÇÃO DE EXERCÍCIOS

Chegou a hora de praticarmos tudo o que trabalhamos nesta aula.


Procure sempre tentar resolver os exercícios antes de ler as minhas
resoluções, ok? E marque aqueles exercícios que geraram maior
dificuldade para que você possa revisá-los posteriormente. Além disso, se
você já está em uma fase mais avançada dos estudos, CRONOMETRE o
tempo gasto, para ter uma ideia se você está dentro do esperado para a
sua prova.

A partir da proposição P: “Quem pode mais, chora menos”, que


corresponde a um ditado popular, julgue os próximos itens.

1. CESPE – TRF1 – 2017) A negação da proposição P pode ser expressa


por “Quem pode menos, chora mais”.
RESOLUÇÃO:
A proposição é a condicional “Se pode mais –> chora menos”. A
negação de p–>q é dada por “p e não-q”, ou seja:
“Pode mais E NÃO chora menos”

Não é isso que temos neste item. ERRADO.


Resposta: E

2. CESPE – TRF1 – 2017) Do ponto de vista da lógica sentencial, a


proposição P é equivalente a “Se pode mais, o indivíduo chora menos”.

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RESOLUÇÃO:
Sim. De fato, a proposição nada mais é que a condicional “Se pode
mais –> chora menos”. Item CORRETO.
Resposta: C

3. CESPE – TRF1 – 2017) A tabela verdade da proposição P, construída


a partir dos valores lógicos das proposições simples que a compõem, tem
pelo menos 8 linhas.
RESOLUÇÃO:
A proposição P é composta por 2 proposições simples. Sabemos que
o número de linhas é dado por 2n, em que n é o número de proposições
simples. Nesse caso, temos 2², o que resulta em 4 linhas. Item errado.
Resposta: E

4. CESPE – TRF1 – 2017) A negação da proposição P pode ser expressa


por “Quem não pode mais, não chora menos”.
RESOLUÇÃO:
A proposição é a condicional “Se pode mais –> chora menos”. A
negação de p–>q é dada por “p e não-q”, ou seja:
“Pode mais E NÃO chora menos”

Não é isso que temos neste item. ERRADO.


Resposta: E

5. CESPE – TRF1 – 2017) Se a proposição P for verdadeira, então o


conjunto formado por indivíduos que podem mais está contido no
conjunto dos indivíduos que choram menos.
RESOLUÇÃO:
Em uma condicional p–>q, sabemos que p é suficiente para q. Isto
é, ser “p” é suficiente para ser “q”. Em outras palavras, pertencer ao
conjunto “p” é suficiente para também pertencer ao conjunto “q”.

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Ou seja, pertencer ao conjunto “pode mais” é suficiente para


pertencer também ao conjunto “chora menos”. Logo, o conjunto “pode
mais” está contido no conjunto “chora menos”. Item CORRETO.
Resposta: C

ATENÇÃO: Texto para as três próximas questões

Em uma reunião de colegiado, após a aprovação de uma matéria


polêmica pelo placar de 6 votos a favor e 5 contra, um dos 11 presentes
fez a seguinte afirmação: “Basta u m de nós mudar de ideia e a decisão
==8224e==

será totalmente modificada”.

6. CESPE – TRF1 – 2017) A negação da proposição pode ser expressa


por “basta um de nós não mudar de ideia ou a decisão não será
totalmente modificada”.
RESOLUÇÃO:
Temos a proposição “p –> q” onde:
p = Basta um de nós mudar de ideia
q = a decisão será totalmente modificada

A sua negação é “p e ~q”, onde:


~q = a decisão NÃO será totalmente modificada

A negação pode ser escrita, portanto, da seguinte forma:


“Basta um de nós mudar de ideia E a decisão NÃO será totalmente
modificada”
Resposta: E

7. CESPE – TRF1 – 2017) A proposição é equivalente, sob o ponto de


vista da lógica sentencial, à proposição “Desde que um membro mude de
ideia, a decisão será totalmente modificada”.
RESOLUÇÃO:

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Em ambos os casos estamos diante da condicional onde a condição


“um membro mudar de ideia” leva ao resultado “a decisão será
totalmente modificada”. Podemos, inclusive, escrevê-la na forma:
“Se um membro mudar de ideia, a decisão será totalmente modificada”
Portanto, o item é correto.
Resposta: C

8. CESPE – TRF1 – 2017) A tabela-verdade da referida proposição,


construída a partir dos valores lógicos das proposições simples que a
compõem, tem mais de 8 linhas.
RESOLUÇÃO:
A proposição é composta por 2 proposições simples. Sabemos que o
número de linhas é dado por 2n, em que n é o número de proposições
simples. Nesse caso, temos 2², o que resulta em 4 linhas. Item errado.
Resposta: E

ATENÇÃO: Texto para as três próximas questões

Texto CB1A5AAA – Proposição P


A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento; o juiz julgou, pois,
procedente a ação movida pelo ex-empregado.

9. CESPE – TRT/CE – 2017) A quantidade mínima de linhas necessárias


na tabela-verdade para representar todas as combinações possíveis para
os valores lógicos das proposições simples que compõem a proposição P
do texto CB1A5AAA é igual a
A) 32.
B) 4.
C) 8.
D) 16
RESOLUÇÃO:

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A proposição P pode ser resumida assim:


“alegou ter pago E não apresentou comprovantes, LOGO o juiz julgou
procedente”

Temos 3 proposições simples, de modo que teremos 23 = 8 linhas


na tabela-verdade.
Resposta: B

10. CESPE – TRT/CE – 2017) Assinale a opção que apresenta uma


proposição equivalente, sob o ponto de vista da lógica sentencial, à
proposição P do texto CB1A5AAA.
A) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento, ou o juiz julgou procedente a
ação movida pelo ex-empregado.
B) Se o juiz julgou procedente a ação movida pelo ex-empregado, então a
empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento.
C) Se a empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas
não apresentou os comprovantes de pagamento, então o juiz julgou
procedente a ação movida pelo ex-empregado.
D) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento, mas o juiz julgou procedente
a ação movida pelo ex-empregado.
RESOLUÇÃO:
Veja que a proposição P apresenta duas condições (alegação da
empresa e não apresentação de comprovantes) que, ocorrendo, fazem
com que um resultado ocorra (o juiz julgar procedente).
Portanto, estamos diante da condicional:
“Se a empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias E não
apresentou os comprovantes, ENTÃO o juiz julgou procedente a ação
movida pelo ex-empregado”.
Temos isso na alternativa C.

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Resposta: C

11. CESPE – TRT/CE – 2017) Proposição Q: A empresa alegou ter


pago suas obrigações previdenciárias, mas não apresentou os
comprovantes de pagamento. A proposição Q, anteriormente
apresentada, está presente na proposição P do texto CB1A5AAA. A
negação da proposição Q pode ser expressa por
A) A empresa não alegou ter pago suas obrigações previdenciárias ou
apresentou os comprovantes de pagamento.
B) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias ou não
apresentou os comprovantes de pagamento.
C) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias e
apresentou os comprovantes de pagamento.
D) A empresa não alegou ter pago suas obrigações previdenciárias nem
apresentou os comprovantes de pagamento.
RESOLUÇÃO:
A proposição do enunciado é uma conjunção, onde o “e” foi
substituído pelo “mas”.
Neste conjunção “a e b”, temos:
a = A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias
b = não apresentou os comprovantes de pagamento

A sua negação é dada por “~a ou ~b”, onde:


~a = A empresa NÃO alegou ter pago suas obrigações previdenciárias
~b = apresentou os comprovantes de pagamento

A negação fica:
A empresa NÃO alegou ter pago suas obrigações previdenciárias
OU apresentou os comprovantes de pagamento.
Resposta: A

ATENÇÃO: Texto para a próxima questão

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Texto CB1A5BBB – Argumento formado pelas premissas (ou


proposições) P1 e P2 e pela conclusão C

P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o seu conteúdo,


mesmo que tenha escrito apenas uma parte.
P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu
conteúdo, sou demitido.
C: Logo, escrevo apenas uma parte do relatório, mas sou demitido

12. CESPE – TRT/CE – 2017) A negação da proposição P2 do texto


CB1A5BBB pode ser corretamente escrita na forma
A) Não sou responsável pelo relatório, nem surge um problema em seu
conteúdo, mas sou demitido.
B) Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu
conteúdo, não sou demitido.
C) Se não sou responsável pelo relatório e não surge um problema em
seu conteúdo, não sou demitido.
D) Sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo,
mas não sou demitido.
RESOLUÇÃO:
Veja que P2 é uma condicional do tipo (A e B)–>C, onde:
A = sou responsável pelo relatório
B = surge um problema em seu conteúdo
C = sou demitido

A sua negação é dada por uma conjunção onde mantemos a


primeira parte e negamos a segunda, isto é:
(A e B) e não-C

Escrevendo esta proposição:

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Sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo, E


NÃO sou demitido.
Na letra D temos esta proposição, apenas trocando o “e” pelo
“mas”.
Resposta: D

13. CESPE – Bombeiros/AL – 2017) A respeito de proposições lógicas,


julgue os itens a seguir.
( ) A sentença Soldado, cumpra suas obrigações, é uma proposição
simples.
( ) Considere que P e Q sejam as seguintes proposições:
P: Se a humanidade não diminuir a produção] de material plástico ou não
encontrar uma solução para o problema do lixo desse material, então o
acúmulo de plástico no meio ambiente irá degradar a vida no planeta.
Q: A humanidade diminui a produção de material plástico e encontra
uma solução para o problema do lixo desse material ou o acúmulo de
plástico no meio ambiente degradará a vida no planeta.
Nesse caso, é correto afirmar que as proposições P e Q são equivalentes.
( ) Se P e Q forem proposições simples, então a proposição composta
Qv(Q P) é uma tautologia.
RESOLUÇÃO:
( ) A sentença Soldado, cumpra suas obrigações, é uma proposição
simples.
Esta é uma ordem (veja o verbo no imperativo “cumpra”), não
podendo ser classificada como proposição. Item ERRADO.

( ) Considere que P e Q sejam as seguintes proposições:


P: Se a humanidade não diminuir a produção de material plástico ou não
encontrar uma solução para o problema do lixo desse material, então o
acúmulo de plástico no meio ambiente irá degradar a vida no planeta.

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Q: A humanidade diminui a produção de material plástico e encontra


uma solução para o problema do lixo desse material ou o acúmulo de
plástico no meio ambiente degradará a vida no planeta.
Nesse caso, é correto afirmar que as proposições P e Q são equivalentes.
A proposição P pode ser resumida assim:
P: não diminuir OU não encontrar irá degradar
Q: (diminui E encontra) OU irá degradar

Lembrando que as proposições A B e ~A ou B são equivalentes.


Repare que a proposição P pode ser representada por A B. E repare que
a proposição Q pode ser representada por ~A ou B. Portanto, as
proposições são equivalentes. Item CORRETO.

( ) Se P e Q forem proposições simples, então a proposição composta


Qv(Q P) é uma tautologia.
Caso a proposição Q seja Verdadeira, o primeiro trecho da disjunção
será V, o que é suficiente para tornar a proposição completa verdadeira.
Caso a proposição Q seja Falsa, o trecho Q P será verdadeiro, de
modo que a disjunção será verdadeira.
Assim, o item CERTO, pois a proposição será sempre verdadeira,
independentemente do valor lógico de P.
Resposta: C

14. CESPE – ANVISA – 2016) A sentença As consequências de nossos


atos são florestas devastadas, descongelamento das calotas polares,
extinção de dezenas de espécies animais, poluição dos rios e diminuição
drástica das reservas de água potável apresenta um argumento válido.
RESOLUÇÃO:
Veja que esta frase não nos apresenta um argumento, mas apenas
uma única declaração (dizendo quais são as consequências dos nossos
atos). Não há que se falar em argumento, que deve ser composto por
premissas e conclusão. Item ERRADO.

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Resposta: E

15. CESPE – ANVISA – 2016) A expressão (¬P)^((¬Q)vR)<=>¬(PvQ)


v ((¬P)^R) é uma tautologia.
RESOLUÇÃO:
Podemos montar a tabela-verdade desta proposição para verificar
se ela é ou não uma tautologia. Veja como fica a tabela:

Portanto, estamos diante de uma tautologia. Item CERTO.


Resposta: C

16. CESPE – ANVISA – 2016) A sentença A fiscalização federal é


imprescindível para manter a qualidade tanto dos alimentos quanto dos
medicamentos que a população consome pode ser representada
simbolicamente por P^Q.
RESOLUÇÃO:
Veja que a frase pode ser lida como “a fiscalização é imprescindível
para manter a qualidade dos alimentos e dos medicamentos”. Estamos
diante de uma proposição simples, e não uma conjunção. Isto torna o
item ERRADO.
Resposta: E

17. CESPE – ANVISA – 2016) A sentença “Alberto é advogado, pois


Bruno não é arquiteto” é logicamente equivalente à sentença “Bruno é
arquiteto, pois Alberto não é advogado.”
RESOLUÇÃO:

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Aqui temos a condicional usando o “pois”. Nela, o resultado aparece


primeiro e a condição depois. Isto é, a frase “Alberto é advogado, pois
Bruno não é arquiteto”, pode ser lida como:
“Se Bruno não é arquiteto, então Alberto é advogado”.

Já a segunda frase pode ser lida como:


“Se Alberto não é advogado, então Bruno é arquiteto”

Se representarmos a primeira por p–>q, esta segunda seria ~q–


>~p. Estamos diante da equivalência mais conhecida da proposição
condicional. Item CERTO.
Resposta: C

18. CESPE – INSS – 2016) A sentença "Bruna, acesse a internet e


verifique a data de aposentadoria do Sr. Carlos!" é uma proposição
composta que pode ser escrita na forma p^q.
RESOLUÇÃO:
Note que temos verbos no imperativo ("acesse", "verifique").
Estamos diante de uma ordem, que NÃO é uma proposição. Se não temos
uma proposição, não podemos representar na forma de uma conjunção
p^q.
A banca tentou fazer você acreditar que estava mesmo diante de
uma conjunção, pois temos um “e” na frase deste item. Mas fique atento
para as situações que NÃO são proposições, como vimos anteriormente!
Resposta: E

19. CESPE – INSS – 2016) Dadas as proposições simples p: "Sou


aposentado" e q: "Nunca faltei ao trabalho", a proposição composta "Se
sou aposentado e nunca faltei ao trabalho, então não sou aposentado"
deverá ser escrita na forma (p^q) ~p, usando-se os conectivos lógicos.
RESOLUÇÃO:
Veja a frase dada no enunciado:

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"Se sou aposentado e nunca faltei ao trabalho, então não sou


aposentado"

Veja que marquei os conectivos lógicos e sublinhei os 3 verbos.


Estamos diante de 3 proposições simples ligadas por 2 conectivos:
condicional (“se... então”) e conjunção (“e”). Podemos esquematizar a
frase assim:
(aposentado e não faltei) não aposentado

Substituindo o “e” pelo símbolo ^ que representa a conjunção,


temos:
(aposentado ^ não faltei) não aposentado

Podemos ainda definir proposições lógicas que nos permitam


representar a frase. Por exemplo:
p = aposentado (de modo que ~p = não aposentado)
q = não faltei

Repare que representei “não faltei” utilizando a letra q, mesmo


tendo um “não”. Não há problema nenhum em fazer isto, ok? Basta você
manter a coerência ao longo do restante da resolução.

Usando as proposições simples que definimos, temos:


(aposentado ^ não faltei) não aposentado
p ^ q ~p
Portanto, a proposição do enunciado pode mesmo ser representada
na forma (p^q) ~p. Item CERTO.
Resposta: C

20. CESPE – INSS – 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue


os itens subsequentes.

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( ) Na lógica proposicional, a oração “Antônio fuma 10 cigarros por dia,


logo a probabilidade de ele sofrer um infarto é três vezes maior que a de
Pedro, que é não fumante” representa uma proposição composta.
RESOLUÇÃO:
O “logo” nos dá ideia de que a informação que o precede (Antônio
fumar 10 cigarros por dia) é uma CONDIÇÃO, cujo cumprimento leva
obrigatoriamente a um RESULTADO (a probabilidade de infarto aumenta).
Estamos diante de uma proposição condicional, que pode ser
esquematizada como p q, onde:
p = Antônio fuma 10 cigarros por dia
q = A probabilidade de Antônio sofrer um infarto é três vezes maior que a
de Pedro
Item CERTO.
Resposta: C

21. CESPE – INSS – 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue


os itens subsequentes.
( ) Considerando-se as proposições simples “Cláudio pratica esportes” e
“Cláudio tem uma alimentação balanceada”, é correto afirmar que a
proposição “Cláudio pratica esportes ou ele não pratica esportes e não
tem uma alimentação balanceada” é uma tautologia.
RESOLUÇÃO:
Sendo p = Cláudio pratica esportes, podemos dizer que “ele não
pratica esportes” é ~p. Definindo ainda ~q = Cláudio NÃO tem uma
alimentação balanceada, a proposição deste item é:
p ou (~p e ~q)

Como o item afirma ser uma tautologia (sempre verdadeira), vamos


“desafiá- lo”, tentando deixar esta proposição falsa. Assumindo que p é F
(de modo que ~p é V) e também assumindo que ~q é F, ficamos com o
seguinte:
F ou (V e F)

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F ou F
F

Portanto, conseguimos deixar a proposição falsa, o que nos indica


NÃO ser uma tautologia. Note que nem foi preciso fazer a tabela-verdade,
e já podemos marcar que o item é ERRADO!
Vamos resolver também da forma mais “tradicional”, que consiste
em montar a tabela-verdade desta proposição:
p q ~p (~p e q) p ou (~p e
q)
V V F F V
V F F F V
F V V V V
F F V F F

Veja que, de fato, NÃO estamos diante de uma tautologia, e sim de


uma contingência, pois a proposição do enunciado pode ser V ou F,
dependendo do caso.
Resposta: E

22. CESPE – INSS – 2016) Para quaisquer proposições p e q, com


valores lógicos quaisquer, a condicional p (q p) será, sempre, uma
tautologia.
RESOLUÇÃO:
Temos uma condicional A B neste item, onde A = p, e B = (q p). Só
há uma forma de uma condicional ser falsa, que é quando temos V F.
Forçando A a ser V, temos que p é V. Com isto, B será
OBRIGATORIAMENTE verdadeira, afinal ficamos com B = (q V). Esta
condicional entre parênteses não fica falsa, independentemente do valor
lógico de q.

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De fato, temos uma tautologia, pois não é possível tornar esta


proposição do enunciado falsa. Outra possibilidade seria montar a tabela-
verdade da proposição, que ficaria assim:
p q q p p (q p)
V V V V
V F V V
F V F V
F F V V
Resposta: C

23. CESPE – INSS – 2016) Caso a proposição simples "Aposentados


são idosos" tenha valor lógico falso, então o valor lógico da proposição
"Aposentados são idosos, logo eles devem repousar" será falso.
RESOLUÇÃO:
A proposição "Aposentados são idosos, logo eles devem repousar" é
uma condicional, que podemos esquematizar assim:
aposentados são idosos eles devem repousar

Em uma condicional onde a condição é F, o resultado será V.


Portanto, esta condicional é verdadeira.
Resposta: E

24. CESPE – INSS – 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue


os itens subsequentes.
( ) Supondo-se que p seja a proposição simples “João é fumante”, que q
seja a proposição simples “João não é saudável” e que p –> q, então o
valor lógico da proposição “João não é fumante, logo ele é saudável” será
verdadeiro.
RESOLUÇÃO:
( ) Supondo-se que p seja a proposição simples “João é fumante”, que q
seja a proposição simples “João não é saudável” e que p –> q, então o

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valor lógico da proposição “João não é fumante, logo ele é saudável” será
verdadeiro.

Sabemos que p–>q. Por sua vez, a proposição “João não é fumante,
logo ele é saudável” pode ser representada por ~p–>~q.
Lembrando que p–>q NÃO É EQUIVALENTE a ~p–>~q, não temos
como afirmar que ~p–>~q será verdadeiro pelo mero fato de sabermos
que p–>q é verdadeiro. Só poderíamos fazer esta afirmação se
estivéssemos diante de proposições equivalentes entre si. Item ERRADO.
Resposta: E

25. CESPE – DPU – 2016) Um estudante de direito, com o objetivo de


sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual identificava,
por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e
as vinculava por meio de sentenças (proposições). No seu vocabulário
particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime
fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.
Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o
crime B, lembrou que ele era inafiançável. Tendo como referência essa
situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
( ) A proposição “Caso tenha cometido os crimes A e B, não será
necessariamente encarcerado nem poderá pagar fiança” pode ser
corretamente simbolizada na forma (P^Q) ((~R)v(~S)).
( ) A sentença (P Q) ((~Q) (~P)) será sempre verdadeira,
independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
( ) A sentença P S é verdadeira.
( ) A sentença Q R é falsa.

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( ) Caso as proposições R e S se refiram à mesma pessoa e a um único


crime, então, independentemente das valorações de R e S como
verdadeiras ou falsas, a proposição R^S Q será sempre falsa.
RESOLUÇÃO:
( ) A proposição “Caso tenha cometido os crimes A e B, não será
necessariamente encarcerado nem poderá pagar fiança” pode ser
corretamente simbolizada na forma (P^Q) ((~R)v(~S)).
O trecho “Caso tenha cometido os crimes A e B” pode ser
interpretado como uma proposição simples, afinal trata-se de uma única
oração. Mas, para o CESPE, esse trecho pode ser interpretado como a
proposição composta “Caso tenha cometido o crime A e tenha cometido o
crime B”, o que permite representar como P^Q. Já o trecho “não será
necessariamente encarcerado” é a negação da proposição R, isto é, é ~R.
E o trecho “nem poderá pagar fiança” é a negação de S, ou melhor, é ~S.
Entretanto, veja que o “nem” tem função de conjunção (“e nem”), e não
de disjunção (que seria “ou não”). Portanto, o trecho “não será
necessariamente encarcerado nem poderá pagar fiança” é representado
por ~R^~S, de modo que a proposição deste item é:
(P^Q) ((~R)^(~S)). Item ERRADO.

( ) A sentença (P Q) ((~Q) (~P)) será sempre verdadeira,


independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
Veja que ~Q ~P é equivalente a P Q. Portanto, podemos
substituir ~Q ~P da proposição do enunciado por P Q, ficando:
(P Q) (P Q)

Veja que a bicondicional acima é uma tautologia, isto é, é sempre


verdadeira, afinal tanto de um lado como do outro temos a MESMA
proposição, o que nos garante que sempre teremos o mesmo valor lógico
(V ou F) dos dois lados da bicondicional. Item CORRETO.

( ) A sentença P S é verdadeira.

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Temos: crime A fiança. Note que nada sabemos sobre o crime A,


talvez ele também seja inafiançável. Se isto ocorrer, a proposição acima
pode ficar V F (quando a pessoa comete o crime A e, mesmo assim, ele
não pode pagar fiança). Isto tornaria a sentença falsa. Portanto, NÃO
podemos assumir que P S é verdadeira. Item ERRADO.

( ) A sentença Q R é falsa.
Aqui temos: crime B reclusão. Note que nada nos garante que uma
pessoa cometeu o crime B, de modo que este trecho pode ser Falso. Se
isto ocorrer, ficamos com uma condicional verdadeira, afinal F F e F V
são ambas proposições verdadeiras. Item ERRADO.

( ) Caso as proposições R e S se refiram à mesma pessoa e a um único


crime, então, independentemente das valorações de R e S como
verdadeiras ou falsas, a proposição R^S Q será sempre falsa.
Temos aqui:
(reclusão e fiança) crime B

Sabemos que o crime B é inafiançável, portanto quando “crime B”


for V, teremos “fiança” F. Isto nos leva a uma condicional VERDADEIRA,
pois ficamos com F V. Item ERRADO.
Resposta: E C E E E

Atenção: Utilize o texto a seguir para responder as próximas 3


questões
26. CESPE – Polícia Científica/PE – 2016)
Texto CG1A06AAA
A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sexta-feira, um
jovem de 22 anos de idade suspeito de ter cometido assassinatos em
série. Ele é suspeito de cortar, em três partes, o corpo de outro jovem e
de enterrar as partes em um matagal, na região interiorana do município.
Ele é suspeito também de ter cometido outros dois esquartejamentos, já

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que foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece


executando os crimes.
Tendo como referência o texto CG1A06AAA, assinale a opção
correspondente à negação correta da proposição “A Polícia Civil de
determinado município prendeu, na sexta-feira, um jovem de 22 anos de
idade suspeito de ter cometido assassinatos em série”.
A) A Polícia Civil de determinado município não prendeu, na sexta-feira,
um jovem de 22 anos de idade que é suspeito de não ter cometido
assassinatos em série.
B) A Polícia Civil de determinado município não prendeu, na sexta-feira,
um jovem de 22 anos de idade suspeito de ter cometido assassinatos em
série.
C) A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sexta-feira, um
jovem de 22 anos de idade que não é suspeito de ter cometido
assassinatos em série.
D) A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sexta-feira, um
jovem de 22 anos de idade suspeito de não ter cometido assassinatos em
série.
E) A Polícia Civil de determinado município não prendeu, na sexta-feira,
um jovem de 22 anos de idade que não é suspeito de ter cometido
assassinatos em série.
RESOLUÇÃO:
A proposição do enunciado é muito longa, e pode te confundir. O
ideal é tentar resumi-la às suas principais deias. No caso, podemos fazer
assim:
“A polícia prendeu um jovem suspeito na sexta-feira”

A sua negação é simplesmente:


“A polícia NÃO prendeu um jovem suspeito na sexta-feira”

Veja que a alternativa B é exatamente este caso.


Resposta: B

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27. CESPE – Polícia Científica/PE – 2016) Assinale a opção que


apresenta corretamente a quantidade de linhas da tabela verdade
associada à proposição “Ele é suspeito de cortar, em três partes, o corpo
de outro jovem e de enterrar as partes em um matagal, na região
interiorana do município”, presente no texto CG1A06AAA.
A) 32.
B) 2.
C) 4.
D) 8.
E) 16.
RESOLUÇÃO:
Veja que a proposição do enunciado pode ser separada em duas
ideias principais:
- ele é suspeito de cortar
- ele é suspeito de enterrar
Portanto, temos duas proposições simples, que seriam:
p = Ele é suspeito de cortar, em três partes, o corpo de outro jovem
q = Ele é suspeito de enterrar as partes em um matagal, na região
interiorana do município

Com n = 2 proposições simples, a tabela-verdade terá 2n = 22 = 4


linhas.
Resposta: C

28. CESPE – Polícia Científica/PE – 2016) Assinale a opção que é


logicamente equivalente à proposição “Ele é suspeito também de ter
cometido outros dois esquartejamentos, já que foram encontrados vídeos
em que ele supostamente aparece executando os crimes”, presente no
texto CG1A06AAA.

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A) Se foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece


executando os dois esquartejamentos, ele é suspeito também de ter
cometido esses crimes.
B) Ele não é suspeito de outros dois esquartejamentos, já que não foram
encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando os
crimes.
C) Se não foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece
executando os dois esquartejamentos, ele não é suspeito desses crimes.
D) Como ele é suspeito de ter cometido também dois esquartejamentos,
foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando
os crimes.
E) Foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece
executando os dois esquartejamentos, pois ele é também suspeito de ter
cometido esses crimes.
RESOLUÇÃO:
Veja que temos uma consequência (ele ser suspeito) que baseia-se
em uma condição (foram encontrados vídeos). Podemos reescrevê-la na
ordem:
Foram encontrados vídeos ele é suspeito

Repare que estamos diante de uma condicional usando uma


estrutura diferente, o “já que”. Podemos reescrevê-la, portanto, como:
“Se foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando os
dois esquartejamentos, ele é suspeito também de ter cometido esses crimes”
Resposta: A

29. CESPE – TRE/MT – 2015) A negação da proposição: “Se o número


inteiro m > 2 é primo, então o número m é ímpar” pode ser expressa
corretamente por
A) “Se o número m não é ímpar, então o número inteiro m > 2 não é
primo”.
B) “Se o número inteiro m > 2 não é primo, então o número m é ímpar”.

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C) “O número inteiro m > 2 é primo e o número m não é ímpar”.


D) “O número inteiro m > 2 é não primo e o número m é ímpar”.
E) “Se o número inteiro m > 2 não é primo, então o número m não é
ímpar”.
RESOLUÇÃO:
Temos no enunciado a condicional p q, onde:
p = o número inteiro m > 2 é primo
q = o número m é ímpar

A sua negação é dada por “p e ~q”, onde:


~q = o número m não é ímpar

Escrevendo “p e ~q”:
“O número inteiro m>2 é primo E o número m não é ímpar”

Note que aqui temos uma frase com uma variável (m) mas que,
ainda assim, pode ser CLASSIFICADA como VERDADEIRA. Isto porque, de
fato, todo número primo maior que 2 é ímpar (basta lembrar da
matemática básica). Temos uma variável no texto mas ainda assim esta
frase é uma proposição, pois pode ser classificada como V
independentemente do valor da variável.
Resposta: C

30. CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à


regularização da documentação de imóveis, um cartório estampou um
cartaz com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) A negação da proposição P pode ser expressa corretamente por “Se o
comprador escritura o imóvel, então ele o registra”.

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RESOLUÇÃO:
A proposição P é uma condicional que podemos representar como
~p ~q, onde:
~p = não escritura
~q = não registra

Já a proposição “Se o comprador escritura o imóvel, então ele o


registra” pode ser representada por p q, usando as mesmas proposições
simples definidas acima.
Queremos saber se ~p ~q é negação de p q. Podemos fazer isto
montando a tabela-verdade das duas proposições. Se essas tabelas forem
OPOSTAS entre si, então estamos diante de negações. Veja a tabela
abaixo, que tem apenas 4 linhas, afinal temos apenas 2 proposições
simples (p e q):

p q ~p ~q ~p ~q p q
V V F F V V
V F F V V F
F V V F F V
F F V V V V
Note que as colunas marcadas NÃO são exatamente opostas entre
si. Existem linhas da tabela onde as duas proposições tem mesmo valor
lógico. Isto nos mostra que elas NÃO são negação uma da outra. Item
ERRADO.
Para você acompanhar melhor a montagem desta tabela, saiba que
a ordem de preenchimento foi a seguinte:
- criar uma coluna para cada proposição simples (p e q)
- verificar se precisamos criar colunas para as negações (neste caso
precisamos para ~p e para ~q)
- criar colunas para as proposições que queremos avaliar (~p ~q e p q)
- preencher a coluna de p com V-V-F-F
- preencher a coluna de q com V-F-V-F

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- preencher a coluna de ~p com o oposto da coluna p


- preencher a coluna de ~q com o oposto da coluna q
- preencher a coluna de ~p ~q, colocando F nas linhas onde temos V F
nas colunas de ~p e de ~q, e V nas demais (afinal uma condicional só é
falsa quando temos V F)
- preencher a coluna de p q, colocando F nas linhas onde temos V F nas
colunas de p e de q, e V nas demais.
Resposta: E

31. CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à


regularização da documentação de imóveis, um cartório estampou um
cartaz com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O comprador
escritura o imóvel, ou não o registra”.
RESOLUÇÃO:
Vemos que P é “não escritura não registra”. Podemos
esquematizá-la como ~q ~p, onde:
~q = não escritura
~p = não registra

Sabemos que isto é equivalente a p q, onde p seria “registra” e q


seria “escritura”, de modo que p q seria:
registra escritura

Esta proposição ~q ~p também é equivalente a ~pvq, que seria:


não registra ou escritura

Portanto é correto dizer que:


“O comprador não registra o imóvel ou o escritura”

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Como a ordem das proposições não altera a disjunção, podemos


dizer que:
“O comprador escritura o imóvel ou não o registra”

Item CERTO. Note que, para resolver esta questão, bastou lembrar
que p q, ~q ~p e ~pvq são proposições equivalentes.
Resposta: C

32. CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à


regularização da documentação de imóveis, um cartório estampou um
cartaz com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) Um comprador que tiver registrado o imóvel, necessariamente, o
escriturou.
RESOLUÇÃO:
Sabemos que a proposição P pode ser esquematizada por:
não escritura não registra

Já vimos que ~q ~p é equivalente a p q, que neste caso seria:


registra escritura
Lembrando que em uma condicional p q podemos afirmar que q é
necessário para p, então neste caso podemos dizer que escriturar é
necessário para ter registrado. Ou melhor:
quem registrou necessariamente escriturou

Item CERTO.
Resposta: C

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33. CESPE – MEC – 2015) Considerando que as proposições lógicas


sejam representadas por letras maiúsculas e utilizando os conectivos
lógicos usuais, julgue os itens a seguir a respeito de lógica proposicional.
( ) A sentença “A aprovação em um concurso é consequência de um
planejamento adequado de estudos" pode ser simbolicamente
representada pela expressão lógica P s Q, em que P e Q são proposições
adequadamente escolhidas.
( ) A sentença “A vida é curta e a morte é certa" pode ser simbolicamente
representada pela expressão lógica P 巻 Q, em que P e Q são proposições
adequadamente escolhidas.
( ) A sentença “Somente por meio da educação, o homem pode crescer,
amadurecer e desenvolver um sentimento de cidadania" pode ser
simbolicamente representada pela expressão lógica P 巻 Q 巻 R, em que P,
Q e R são proposições adequadamente escolhidas.
RESOLUÇÃO:
( ) A sentença “A aprovação em um concurso é consequência de um
planejamento adequado de estudos" pode ser simbolicamente
representada pela expressão lógica P s Q, em que P e Q são proposições
adequadamente escolhidas.
A princípio você poderia pensar: sendo Q = aprovação em concurso,
e P = planejamento adequado de estudos, podemos dizer que P é uma
condição que, se implementada, leva a uma consequência Q. Portanto,
teríamos a condicional P Q, tornando o item correto. Mas NÃO é assim
que o CESPE entende. A banca considerou que estamos diante de uma
proposição SIMPLES, e não composta, visto que só temos um verbo (“é”)
e não temos conectivos lógicos. Portanto, o item é ERRADO.

( ) A sentença “A vida é curta e a morte é certa" pode ser simbolicamente


representada pela expressão lógica P 巻 Q, em que P e Q são proposições
adequadamente escolhidas.

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Aqui temos o conectivo lógico “e”, uma conjunção, que de fato pode
ser representada por P^Q, onde P = “a vida é curta”, e Q = “a morte é
certa”. CORRETO.

( ) A sentença “Somente por meio da educação, o homem pode crescer,


amadurecer e desenvolver um sentimento de cidadania" pode ser

simbolicamente representada pela expressão lógica P 巻 Q 巻 R, em que P,


Q e R são proposições adequadamente escolhidas.
Veja que o trecho “somente por meio da educação” não tem verbo e
nem conectivo lógico, não sendo uma proposição simples, mas parte
integrante do restante da frase. Repare que temos um “e”, mas ele
aparece em uma enumeração de verbos (“crescer, amadurecer e
desenvolver), não assumindo a função de conjunção que costumamos
trabalhar. Assim, estamos diante de uma proposição SIMPLES, motivo
pelo qual o gabarito é ERRADO.
Resposta: E C E

34. CESPE - MEC – 2015)

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em


que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F correspondem,
respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.Com base nessas
informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue os itens
subsecutivos.

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( ) A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica


Pv(QuR) quando representada na posição horizontal é igual a

( ) A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica


Ps(Q巻R) quando representada na posição horizontal é igual a

RESOLUÇÃO:
( ) A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica
Pv(QuR) quando representada na posição horizontal é igual a

Vamos completar a tabela-verdade dessa proposição composta:


P Q R Q R Pv(Q R)
V V V V V
F V V V V
V F V F V
F F V F F
V V F F V
F V F F F
V F F V V
F F F V V

Escrevendo a última coluna na horizontal: VVVFVFVV. Item


CORRETO.

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( ) A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica


Ps(Q巻R) quando representada na posição horizontal é igual a

Escrevendo a tabela-verdade:
P Q R Q巻R Ps(Q巻R)
V V V V V
F V V V V
V F V F F
F F V F V
V V F F F
F V F F V
V F F F F
F F F F V

Escrevendo a última coluna na horizontal: VVFVFVFV. Item


ERRADO.
Resposta: C E

35. CESPE – MPOG – 2015) Considerando a proposição P: “Se João se


esforçar o bastante, então João conseguirá o que desejar”, julgue os itens
a seguir.
( ) A proposição “João não se esforça o bastante ou João conseguirá o
que desejar” é logicamente equivalente à proposição P.
( ) A proposição “Se João não conseguiu o que desejava, então João não
se esforçou o bastante” é logicamente equivalente à proposição P.
( ) Se a proposição “João desejava ir à Lua, mas não conseguiu” for
verdadeira, então a proposição P será necessariamente falsa.
( ) A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “João
não se esforçou o bastante, mas, mesmo assim, conseguiu o que
desejava”.
RESOLUÇÃO:

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( ) A proposição “João não se esforça o bastante ou João conseguirá o


que desejar” é logicamente equivalente à proposição P.
Veja que P é uma condicional p q, onde p = João se esforçar, e q
= João conseguirá. Sabemos que isto é equivalente a ~p ou q, onde ~p =
João NÃO se esforçar. Escrevendo ~p ou q, temos:

“João não se esforça o bastante OU João conseguirá o que desejar”


Item CORRETO.

( ) A proposição “Se João não conseguiu o que desejava, então João não
se esforçou o bastante” é logicamente equivalente à proposição P.
Também sabemos que ~q ~p é equivalente a p q. Neste caso, ~q
= João NÃO conseguirá, e ~p = João NÃO se esforçar. Escrevendo
~q ~p, temos:

“Se João não conseguir o que deseja, então ele não se esfoça o bastante”

Fazendo uma adaptação nos tempos verbais, temos a frase deste


item, que está CORRETO.

( ) Se a proposição “João desejava ir à Lua, mas não conseguiu” for


verdadeira, então a proposição P será necessariamente falsa.
Veja que, neste caso, João não conseguiu o que desejava. Assim, a
proposição simples q (da condicional p q que estamos trabalhando) é
Falsa. Isto não necessariamente significa que a condicional p q é F, pois
caso João não tenha se esforçado, p será F, e ficaremos com F F, o que é
uma condicional verdadeira. Item ERRADO.

( ) A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “João


não se esforçou o bastante, mas, mesmo assim, conseguiu o que
desejava”.

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A negação de p q é dada por “p e ~q”. Sendo p = João se esforçar


o bastante, e ~q = João não conseguirá o que desejar, temos:

“p e ~q” = “João se esforça o bastante E João não conseguirá o que


desejar”

Veja que esta negação é diferente da frase dada neste item, que
está ERRADO.
Resposta: C C E E

36. CESPE – INPI – 2015) Tendo como referência a proposição P: “Em


outros países, seres vivos como microrganismos e animais geneticamente
modificados são patenteáveis, desde que não sejam humanos”, julgue os
itens seguintes, acerca da lógica sentencial.
( ) A proposição P é logicamente equivalente a “Se não forem humanos,
seres vivos como microrganismos e animais geneticamente modificados
são patenteáveis em outros países”.
( ) Se a proposição “Em outros países, seres vivos como microrganismos
e animais geneticamente modificados são patenteáveis” for falsa e a
proposição “Seres vivos não são humanos” for verdadeira, então a
proposição P será falsa.
( ) A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “Em
outros países, seres vivos como microrganismos e animais geneticamente
modificados são patenteáveis, desde que sejam humanos”.
( ) De acordo com a proposição P, em outros países, não ser humano é
condição necessária para que seres vivos, como microrganismos e
animais geneticamente modificados, sejam patenteáveis.
( ) A tabela-verdade correspondente à proposição P tem mais de 5
linhas.
RESOLUÇÃO:

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( ) A proposição P é logicamente equivalente a “Se não forem humanos,


seres vivos como microrganismos e animais geneticamente modificados
são patenteáveis em outros países”.
A frase P nos mostra que, se uma condição for atendida (não forem
seres humanos), um resultado é alcançado (os seres vivos são
patenteáveis). Temos a condicional:
Não forem seres humanos os seres vivos são patenteáveis

Assim, a frase proposta neste item é logicamente equivalente a P.


Item CORRETO.

( ) Se a proposição “Em outros países, seres vivos como microrganismos


e animais geneticamente modificados são patenteáveis” for falsa e a
proposição “Seres vivos não são humanos” for verdadeira, então a
proposição P será falsa.
Vamos usar a esquematização de P:
Não forem seres humanos os seres vivos são patenteáveis

Se o trecho “seres vivos são patenteáveis” for F e o trecho “não


forem seres humanos” for V, temos V F, que é uma condicional falsa.
Item CORRETO.

( ) A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “Em


outros países, seres vivos como microrganismos e animais geneticamente
modificados são patenteáveis, desde que sejam humanos”.
Usando ainda a mesma esquematização:
Não forem seres humanos os seres vivos são patenteáveis

Sabemos que a negação de p q é dada por “p e ~q”. Neste caso,


~q seria algo como “os seres vivos NÃO são patenteáveis”. Assim, uma
forma de expressar “p e ~q” seria:
“Seres vivos não são seres humanos E não são patenteáveis”

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Já a frase deste item nos dá uma condição (“sejam seres


humanos”) que leva a um resultado (“seres vivos são patenteáveis”). Isto
é:
Forem seres humanos os seres vivos são patenteáveis

Comparando com a nossa esquematização de P, note que foi


fornecido neste item a proposição ~p q. Sabemos que ela não é anegação
de p q, portanto o item está ERRADO.

( ) De acordo com a proposição P, em outros países, não ser humano é


condição necessária para que seres vivos, como microrganismos e
animais geneticamente modificados, sejam patenteáveis.
Relembrando a esquematização de P:
Não forem seres humanos os seres vivos são patenteáveis

Em uma condicional p q como esta, sabemos que p é condição


suficiente para q, e q é condição necessária para p. Portanto, este item
está ERRADO, pois ele afirma que p é condição necessária para q.

( ) A tabela-verdade correspondente à proposição P tem mais de 5


linhas.
A proposição P é uma condicional do tipo p q. Como ela é formada
por n = 2 proposições simples, o número de linhas de sua tabela-verdade
é dado por:
2n = 22 = 4 linhas
Item ERRADO.
Resposta: C C E E E

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Fim de aula. Até o próximo encontro! Abraço,

Prof. Arthur Lima

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LISTA DE QUESTÕES DESTA AULA

A partir da proposição P: “Quem pode mais, chora menos”, que


corresponde a um ditado popular, julgue os próximos itens.

1. CESPE – TRF1 – 2017) A negação da proposição P pode ser expressa


por “Quem pode menos, chora mais”.
RESOLUÇÃO:
A proposição é a condicional “Se pode mais –> chora menos”. A
negação de p–>q é dada por “p e não-q”, ou seja:
“Pode mais E NÃO chora menos”
Não é isso que temos neste item. ERRADO.
Resposta: E

2. CESPE – TRF1 – 2017) Do ponto de vista da lógica sentencial, a


proposição P é equivalente a “Se pode mais, o indivíduo chora menos”.
RESOLUÇÃO:
A proposição é a condicional “Se pode mais –> chora menos”. Item
CORRETO.
Resposta: C

3. CESPE – TRF1 – 2017) A tabela verdade da proposição P, construída


a partir dos valores lógicos das proposições simples que a compõem, tem
pelo menos 8 linhas.
RESOLUÇÃO:
ERRADO, são 2 proposições simples, o que resulta em 4 linhas.
Resposta: E

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4. CESPE – TRF1 – 2017) A negação da proposição P pode ser expressa


por “Quem não pode mais, não chora menos”.
RESOLUÇÃO:
A proposição é a condicional “Se pode mais –> chora menos”. A
negação de p–>q é dada por “p e não-q”, ou seja:
“Pode mais E NÃO chora menos”
Não é isso que temos neste item. ERRADO.
Resposta: E

5. CESPE – TRF1 – 2017) Se a proposição P for verdadeira, então o


conjunto formado por indivíduos que podem mais está contido no
conjunto dos indivíduos que choram menos.
RESOLUÇÃO:
Em uma condicional p–>q, sabemos que p é suficiente para q. Isto
é, ser “p” é suficiente para ser “q”. Em outras palavras, pertencer ao
conjunto “p” é suficiente para também pertencer ao conjunto “q”.
Ou seja, pertencer ao conjunto “pode mais” é suficiente para
pertencer também ao conjunto “chora menos”. Logo, o conjunto “pode
mais” ESTÁ CONTIDO” no conjunto “chora menos”. Item CORRETO.
Resposta: C

ATENÇÃO: Texto para as três próximas questões

Em uma reunião de colegiado, após a aprovação de uma matéria


polêmica pelo placar de 6 votos a favor e 5 contra, um dos 11 presentes
fez a seguinte afirmação: “Basta um de nós mudar de ideia e a decisão
será totalmente modificada”.

6. CESPE – TRF1 – 2017) A negação da proposição pode ser expressa


por “basta um de nós não mudar de ideia ou a decisão não será
totalmente modificada”.

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7. CESPE – TRF1 – 2017) A proposição é equivalente, sob o ponto de


vista da lógica sentencial, à proposição “Desde que um membro mude de
ideia, a decisão será totalmente modificada”.

8. CESPE – TRF1 – 2017) A tabela-verdade da referida proposição,


construída a partir dos valores lógicos das proposições simples que a
compõem, tem mais de 8 linhas.

ATENÇÃO: Texto para as três próximas questões

Texto CB1A5AAA – Proposição P


A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento; o juiz julgou, pois,
procedente a ação movida pelo ex-empregado.

9. CESPE – TRT/CE – 2017) A quantidade mínima de linhas necessárias


na tabela-verdade para representar todas as combinações possíveis para
os valores lógicos das proposições simples que compõem a proposição P
do texto CB1A5AAA é igual a
A) 32.
B) 4.
C) 8.
D) 16

10. CESPE – TRT/CE – 2017) Assinale a opção que apresenta uma


proposição equivalente, sob o ponto de vista da lógica sentencial, à
proposição P do texto CB1A5AAA.
A) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento, ou o juiz julgou procedente a
ação movida pelo ex-empregado.

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B) Se o juiz julgou procedente a ação movida pelo ex-empregado, então a


empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento.
C) Se a empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas
não apresentou os comprovantes de pagamento, então o juiz julgou
procedente a ação movida pelo ex-empregado.
D) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias, mas não
apresentou os comprovantes de pagamento, mas o juiz julgou procedente
a ação movida pelo ex-empregado.

11. CESPE – TRT/CE – 2017) Proposição Q: A empresa alegou ter


pago suas obrigações previdenciárias, mas não apresentou os
comprovantes de pagamento. A proposição Q, anteriormente
apresentada, está presente na proposição P do texto CB1A5AAA. A
negação da proposição Q pode ser expressa por
A) A empresa não alegou ter pago suas obrigações previdenciárias ou
apresentou os comprovantes de pagamento.
B) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias ou não
apresentou os comprovantes de pagamento.
C) A empresa alegou ter pago suas obrigações previdenciárias e
apresentou os comprovantes de pagamento.
D) A empresa não alegou ter pago suas obrigações previdenciárias nem
apresentou os comprovantes de pagamento.

ATENÇÃO: Texto para a próxima questão

Texto CB1A5BBB – Argumento formado pelas premissas (ou


proposições) P1 e P2 e pela conclusão C

P1: Se eu assino o relatório, sou responsável por todo o seu conteúdo,


mesmo que tenha escrito apenas uma parte.

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P2: Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu


conteúdo, sou demitido.
C: Logo, escrevo apenas uma parte do relatório, mas sou demitido

12. CESPE – TRT/CE – 2017) A negação da proposição P2 do texto


CB1A5BBB pode ser corretamente escrita na forma
A) Não sou responsável pelo relatório, nem surge um problema em seu
conteúdo, mas sou demitido.
B) Se sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu
conteúdo, não sou demitido.
C) Se não sou responsável pelo relatório e não surge um problema em
seu conteúdo, não sou demitido.
D) Sou responsável pelo relatório e surge um problema em seu conteúdo,
mas não sou demitido.

13. CESPE – Bombeiros/AL – 2017) A respeito de proposições lógicas,


julgue os itens a seguir.
( ) A sentença Soldado, cumpra suas obrigações, é uma proposição
simples.
( ) Considere que P e Q sejam as seguintes proposições:
P: Se a humanidade não diminuir a produção] de material plástico ou não
encontrar uma solução para o problema do lixo desse material, então o
acúmulo de plástico no meio ambiente irá degradar a vida no planeta.
Q: A humanidade diminui a produção de material plástico e encontra
uma solução para o problema do lixo desse material ou o acúmulo de
plástico no meio ambiente degradará a vida no planeta.
Nesse caso, é correto afirmar que as proposições P e Q são equivalentes.
( ) Se P e Q forem proposições simples, então a proposição composta
Qv(Q P) é uma tautologia.

14. CESPE – ANVISA – 2016) A sentença As consequências de nossos


atos são florestas devastadas, descongelamento das calotas polares,

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extinção de dezenas de espécies animais, poluição dos rios e diminuição


drástica das reservas de água potável apresenta um argumento válido.

15. CESPE – ANVISA – 2016) A expressão (¬P)^((¬Q)vR)<=>¬(PvQ)


v ((¬P)^R) é uma tautologia.

16. CESPE – ANVISA – 2016) A sentença A fiscalização federal é


imprescindível para manter a qualidade tanto dos alimentos quanto dos
medicamentos que a população consome pode ser representada
simbolicamente por P^Q.

17. CESPE – ANVISA – 2016) A sentença “Alberto é advogado, pois


Bruno não é arquiteto” é logicamente equivalente à sentença “Bruno é
arquiteto, pois Alberto não é advogado.”

18. CESPE – INSS – 2016) A sentença "Bruna, acesse a internet e


verifique a data de aposentadoria do Sr. Carlos!" é uma proposição
composta que pode ser escrita na forma p^q.

19. CESPE – INSS – 2016) Dadas as proposições simples p: "Sou


aposentado" e q: "Nunca faltei ao trabalho", a proposição composta "Se
sou aposentado e nunca faltei ao trabalho, então não sou aposentado"
deverá ser escrita na forma (p^q) ~p, usando-se os conectivos lógicos.

20. CESPE – INSS – 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue


os itens subsequentes.
( ) Na lógica proposicional, a oração “Antônio fuma 10 cigarros por dia,
logo a probabilidade de ele sofrer um infarto é três vezes maior que a de
Pedro, que é não fumante” representa uma proposição composta.

21. CESPE – INSS – 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue


os itens subsequentes.

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( ) Considerando-se as proposições simples “Cláudio pratica esportes” e


“Cláudio tem uma alimentação balanceada”, é correto afirmar que a
proposição “Cláudio pratica esportes ou ele não pratica esportes e não
tem uma alimentação balanceada” é uma tautologia.

22. CESPE – INSS – 2016) Para quaisquer proposições p e q, com


valores lógicos quaisquer, a condicional p (q p) será, sempre, uma
tautologia.

23. CESPE – INSS – 2016) Caso a proposição simples "Aposentados


são idosos" tenha valor lógico falso, então o valor lógico da proposição
"Aposentados são idosos, logo eles devem repousar" será falso.

24. CESPE – INSS – 2016) Com relação a lógica proposicional, julgue


os itens subsequentes.
( ) Supondo-se que p seja a proposição simples “João é fumante”, que q
seja a proposição simples “João não é saudável” e que p –> q, então o
valor lógico da proposição “João não é fumante, logo ele é saudável” será
verdadeiro.

25. CESPE – DPU – 2016) Um estudante de direito, com o objetivo de


sistematizar o seu estudo, criou sua própria legenda, na qual identificava,
por letras, algumas afirmações relevantes quanto à disciplina estudada e
as vinculava por meio de sentenças (proposições). No seu vocabulário
particular constava, por exemplo:
P: Cometeu o crime A.
Q: Cometeu o crime B.
R: Será punido, obrigatoriamente, com a pena de reclusão no regime
fechado.
S: Poderá optar pelo pagamento de fiança.

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Ao revisar seus escritos, o estudante, apesar de não recordar qual era o


crime B, lembrou que ele era inafiançável. Tendo como referência essa
situação hipotética, julgue os itens que se seguem.
( ) A proposição “Caso tenha cometido os crimes A e B, não será
necessariamente encarcerado nem poderá pagar fiança” pode ser
corretamente simbolizada na forma (P^Q) ((~R)v(~S)).
( ) A sentença (P Q) ((~Q) (~P)) será sempre verdadeira,
independentemente das valorações de P e Q como verdadeiras ou falsas.
( ) A sentença P S é verdadeira.
( ) A sentença Q R é falsa.
( ) Caso as proposições R e S se refiram à mesma pessoa e a um único
crime, então, independentemente das valorações de R e S como
verdadeiras ou falsas, a proposição R^S Q será sempre falsa.

Atenção: Utilize o texto a seguir para responder as próximas 3


questões
26. CESPE – Polícia Científica/PE – 2016)
Texto CG1A06AAA
A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sexta-feira, um
jovem de 22 anos de idade suspeito de ter cometido assassinatos em
série. Ele é suspeito de cortar, em três partes, o corpo de outro jovem e
de enterrar as partes em um matagal, na região interiorana do município.
Ele é suspeito também de ter cometido outros dois esquartejamentos, já
que foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece
executando os crimes.
Tendo como referência o texto CG1A06AAA, assinale a opção
correspondente à negação correta da proposição “A Polícia Civil de
determinado município prendeu, na sexta-feira, um jovem de 22 anos de
idade suspeito de ter cometido assassinatos em série”.
A) A Polícia Civil de determinado município não prendeu, na sexta-feira,
um jovem de 22 anos de idade que é suspeito de não ter cometido
assassinatos em série.

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B) A Polícia Civil de determinado município não prendeu, na sexta-feira,


um jovem de 22 anos de idade suspeito de ter cometido assassinatos em
série.
C) A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sexta-feira, um
jovem de 22 anos de idade que não é suspeito de ter cometido
assassinatos em série.
D) A Polícia Civil de determinado município prendeu, na sexta-feira, um
jovem de 22 anos de idade suspeito de não ter cometido assassinatos em
série.
E) A Polícia Civil de determinado município não prendeu, na sexta-feira,
um jovem de 22 anos de idade que não é suspeito de ter cometido
assassinatos em série.

27. CESPE – Polícia Científica/PE – 2016) Assinale a opção que


apresenta corretamente a quantidade de linhas da tabela verdade
associada à proposição “Ele é suspeito de cortar, em três partes, o corpo
de outro jovem e de enterrar as partes em um matagal, na região
interiorana do município”, presente no texto CG1A06AAA.
A) 32.
B) 2.
C) 4.
D) 8.
E) 16.

28. CESPE – Polícia Científica/PE – 2016) Assinale a opção que é


logicamente equivalente à proposição “Ele é suspeito também de ter
cometido outros dois esquartejamentos, já que foram encontrados vídeos
em que ele supostamente aparece executando os crimes”, presente no
texto CG1A06AAA.
A) Se foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece
executando os dois esquartejamentos, ele é suspeito também de ter
cometido esses crimes.

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B) Ele não é suspeito de outros dois esquartejamentos, já que não foram


encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando os
crimes.
C) Se não foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece
executando os dois esquartejamentos, ele não é suspeito desses crimes.
D) Como ele é suspeito de ter cometido também dois esquartejamentos,
foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece executando
os crimes.
E) Foram encontrados vídeos em que ele supostamente aparece
executando os dois esquartejamentos, pois ele é também suspeito de ter
cometido esses crimes.

29. CESPE – TRE/MT – 2015) A negação da proposição: “Se o número


inteiro m > 2 é primo, então o número m é ímpar” pode ser expressa
corretamente por
A) “Se o número m não é ímpar, então o número inteiro m > 2 não é
primo”.
B) “Se o número inteiro m > 2 não é primo, então o número m é ímpar”.
C) “O número inteiro m > 2 é primo e o número m não é ímpar”.
D) “O número inteiro m > 2 é não primo e o número m é ímpar”.
E) “Se o número inteiro m > 2 não é primo, então o número m não é
ímpar”.

30. CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à


regularização da documentação de imóveis, um cartório estampou um
cartaz com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) A negação da proposição P pode ser expressa corretamente por “Se o
comprador escritura o imóvel, então ele o registra”.

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31. CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à


regularização da documentação de imóveis, um cartório estampou um
cartaz com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O comprador
escritura o imóvel, ou não o registra”.

32. CESPE – TCE/RN – 2015) Em campanha de incentivo à


regularização da documentação de imóveis, um cartório estampou um
cartaz com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e não
registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”.
A partir dessa situação hipotética e considerando que a proposição P: “Se
o comprador não escritura o imóvel, então ele não o registra” seja
verdadeira, julgue os itens seguintes.
( ) Um comprador que tiver registrado o imóvel, necessariamente, o
escriturou.

33. CESPE – MEC – 2015) Considerando que as proposições lógicas


sejam representadas por letras maiúsculas e utilizando os conectivos
lógicos usuais, julgue os itens a seguir a respeito de lógica proposicional.
( ) A sentença “A aprovação em um concurso é consequência de um
planejamento adequado de estudos" pode ser simbolicamente
representada pela expressão lógica P s Q, em que P e Q são proposições
adequadamente escolhidas.
( ) A sentença “A vida é curta e a morte é certa" pode ser simbolicamente
representada pela expressão lógica P 巻 Q, em que P e Q são proposições
adequadamente escolhidas.

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( ) A sentença “Somente por meio da educação, o homem pode crescer,


amadurecer e desenvolver um sentimento de cidadania" pode ser

simbolicamente representada pela expressão lógica P 巻 Q 巻 R, em que P,


Q e R são proposições adequadamente escolhidas.

34. CESPE - MEC – 2015)

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela-verdade, em


que P, Q e R representam proposições lógicas, e V e F correspondem,
respectivamente, aos valores lógicos verdadeiro e falso.Com base nessas
informações e utilizando os conectivos lógicos usuais, julgue os itens
subsecutivos.
( ) A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica
Pv(QuR) quando representada na posição horizontal é igual a

( ) A última coluna da tabela-verdade referente à proposição lógica


Ps(Q巻R) quando representada na posição horizontal é igual a

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35. CESPE – MPOG – 2015) Considerando a proposição P: “Se João se


esforçar o bastante, então João conseguirá o que desejar”, julgue os itens
a seguir.
( ) A proposição “João não se esforça o bastante ou João conseguirá o
que desejar” é logicamente equivalente à proposição P.
( ) A proposição “Se João não conseguiu o que desejava, então João não
se esforçou o bastante” é logicamente equivalente à proposição P.
( ) Se a proposição “João desejava ir à Lua, mas não conseguiu” for
verdadeira, então a proposição P será necessariamente falsa.
( ) A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “João
não se esforçou o bastante, mas, mesmo assim, conseguiu o que
desejava”.

36. CESPE – INPI – 2015) Tendo como referência a proposição P: “Em


outros países, seres vivos como microrganismos e animais geneticamente
modificados são patenteáveis, desde que não sejam humanos”, julgue os
itens seguintes, acerca da lógica sentencial.
( ) A proposição P é logicamente equivalente a “Se não forem humanos,
seres vivos como microrganismos e animais geneticamente modificados
são patenteáveis em outros países”.
( ) Se a proposição “Em outros países, seres vivos como microrganismos
e animais geneticamente modificados são patenteáveis” for falsa e a
proposição “Seres vivos não são humanos” for verdadeira, então a
proposição P será falsa.
( ) A negação da proposição P pode ser corretamente expressa por “Em
outros países, seres vivos como microrganismos e animais geneticamente
modificados são patenteáveis, desde que sejam humanos”.
( ) De acordo com a proposição P, em outros países, não ser humano é
condição necessária para que seres vivos, como microrganismos e
animais geneticamente modificados, sejam patenteáveis.
( ) A tabela-verdade correspondente à proposição P tem mais de 5
linhas.

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GABARITO DAS QUESTÕES

01 E 02 C 03 E 04 E 05 C 06 E 07 C
08 E 09 B 10 C 11 A 12 D 13 C 14 E
15 C 16 E 17 C 18 E 19 C 20 C 21 E
22 C 23 E 24 E 25 ECEEE 26 B 27 C 28 A
29 C 30 E 31 C 32 C 33 ECE 34 CE 35 CCEE
36 CCEEE

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PRINCIPAIS PONTOS DA AULA

Veja a seguir um resumo com os principais conceitos que você


precisa guardar sobre o tema desta aula.

Proposição simples: oração declarativa que admite um valor lógico (V / F).

Não são proposições: exclamações, perguntas, ordens e pedidos (imperativo),


frases sem verbo (nem são orações!), sentenças abertas.

Sentença aberta: oração declarativa que possua uma variável cujo valor
precisa ser conhecido para permitir sua valoração lógica.

Proposição composta: proposições simples unidas por um conectivo que


exprima uma operação lógica (conjunção, disjunção simples ou exclusiva,
condicional, bicondicional).

Proposições equivalentes: mesmos valores lógicos sempre (mesma tabela-


verdade).

Negações: possuem sempre valores lógicos opostos (tabelas-verdade opostas).


Para negar uma proposição, pergunte-se: “o que é o mínimo que preciso fazer
para provar que o autor desta proposição está mentindo?”. Esta será a negação.

Negações de proposições categóricas: a negação de “todo A é B” é “algum A


não é B”, e a de “nenhum A é B” é “algum A é B”.

Tabela-verdade: o número de linhas será igual a 2n, onde n é o número de


proposições simples (não conte duas vezes uma proposição p e sua negação
~p!!!)

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Tautologia: proposição que é sempre V. Para constatar, basta montar sua


tabela-verdade. Se for sempre F contradição; se variar entre V e F
contingência.

Condições: em uma condicional p q, dizemos que p é condição suficiente para


q, e q é condição necessária para p. Na bicondicional p q, p é condição
necessária e suficiente para q, e vice-versa.

MAPA MENTAL – PRINCIPAIS CONCEITOS SOBRE PROPOSIÇÕES

CONECTIVOS E VALORES LÓGICOS DAS PROPOSIÇÕES COMPOSTAS


Proposição Variações importantes do Valor lógico Equivalências Negações
Conectivo Exemplo Representações
composta conectivo Falso quando... importantes importantes
peq ... mas ...
Conjunção ... e ... Estudo e trabalho alguma é F − ~p ou ~q
p ^q ... como também ...
Disjunção p ou q
... ou ... Estudo ou trabalho − todas são F − ~p e ~q
simples pvq
Quando, Caso, Sempre
Se estudo, então se p, então q ~q−−>~p
Condicional se..., então... que, Desde que, Toda vez V−−>F p e ~q
trabalho p−−>q ~p ou q
que etc
Disjunção Ou estudo ou ou p ou q ou..., ou..., mas não valores lógicos p<−−>q
ou... ou ... (p−−>~q)^(~p−−>q)
exclusiva trabalho pvq ambos iguais (p e q) ou (~p e ~q)
ou p ou q
... se e Estudo se e somente p se e somente se q ... assim como ... valores lógicos (p−−>q)^(q−−>p)
Bicondicional (~p<−−>q)
somente se ... se trabalho p<−−>q ... da mesma forma que... diferentes (p−−>q)^(~p−−>~q)
(p<−−>~q)

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