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INTRODUÇÃO À DECLARAÇÃO DE PARIS

INTRODUÇÃO À DECLARAÇÃO DE PARIS


Por Ricardo Gustavo Garcia de Mello
A maior ameaça da Europa não está no jihadismo ou no imperialismo chinês e russo, mas na
falsa compreensão de si – a falsa Europa promovida pela União Europeia (UE). A União
Europeia, autointitulada como o ápice ou cume da civilização Ocidental, se vende na
propaganda como a percursora da comunidade universal, que na realidade é um corpo
tecnocrático não-eletivo, que pretende dispensar qualquer vínculo de responsabilidade com a
cidadania nacional, e com o patrimônio cultural do Ocidente. E necessita por isto, passar por
cima de todos os obstáculos – as figuras de autoridade (Deus, Pátria, família e propriedade),
como uma motoniveladora com o objetivo de tornar o terreno plaino. A União Europeia é,
uma Elite globalista que opera um aparato repressivo e ideológico na Europa à serviço da
Nova Ordem Mundial.

Os objetivos da Nova Ordem Mundial são por um lado, substituir os Estados Nacionais por
um governo global. E por outro lado, é destruir os valores ocidentais, sobretudo a moral
judaico-cristã e as liberdades individuais, colocando no seu lugar uma ideologia totalitária. A
União Europeia é o modus operandi da Nova Ordem Mundial na Europa.

A falsa Europa, a União Europeia, quer desapropriar os europeus da sua própria morada, ou
seja, despejar o dono da sua própria casa. E para tal, é necessário antes fazer com que os
moradores não, se sintam pertencentes a própria casa, não reconhecendo tal patrimônio
material e espiritual como seu – é essa a função política entreguista do multiculturalismo. O
multiculturalismo pretende nivelar todas as culturas, considerando todos os costumes e
valores como simétricos ou iguais, ou seja, tudo é igual, nada é melhor. E a consequência
política do multiculturalismo reside na perda da identidade. A geopolítica ensina que o Estado
ou qualquer organização humana, tem por base o substrato material, o território, e o substrato
espiritual, a cultura. A diminuição ou crescimento da cultura, é acompanhado, cedo ou tarde,
da expansão ou perda territorial.

A marca da unidade Europeia e do Ocidente, não é um poder imperial, mas o cristianismo. O


cristianismo é o espírito universal que semeou os valores civilizadores da nossa uma unidade
cultural, e não um império hierocrático. E foi o declínio da fé cristã, advogado pelo
politicamente correto como forma de aceitar a diversidade e a tolerância. Que abriu flancos
nessa unidade cultural, para o retorno do racismo. O ressurgimento do racismo é o corolário
necessário do multiculturalismo, e da política de imigração.

Os imigrantes que saem dos seus países, para buscar uma cultura da paz e prosperidade, e não
da guerra. Esperam que quando chegarem na Europa irão encontrar aquilo que a Europa é,
mas ao chegarem na Europa percebem que chegaram em um território flagelado pelo
multiculturalismo, onde podem reencontrar a comunidade cultural que violentou e desgraçou
suas vidas. O bom imigrante respeita a cultura local e obedece às leis, ele pretende ser
integrado na sociedade, ou seja, ser assimilado pelo convívio. A imigração sem assimilação é
colonialismo, e deve ser rejeita.

A declaração de Paris: Uma Europa na qual podemos acreditar, é um pedido para reconhecer
o patrimônio cultural da Europa e do Ocidente, a soberania nacional e o cristianismo, e
rejeitar a fantasia da falsa Europa - a União Europeia. A verdadeira união Europeia reside no
que une todos os Ocidentais - o cristianismo.

“A nossa herança cristã devemos muitas coisas além de nossa fé religiosa. Através dela
rastreamos a evolução de nossas artes através dela temos nossa concepção de lei romana que
tanto fez para moldar o mundo ocidental através dela temos nossa concepção de moralidade
pública e privada. E através dela temos nossos padrões comuns de literatura, nas literaturas da
Grécia e Roma. O mundo ocidental tem sua unidade nessa herança, no cristianismo e nas
antigas civilizações da Grécia, de Roma e de Israel, das quais, devendo muito a dois mil anos
de cristianismo, rastreamos nossa descendência. Não aprofundarei esse ponto. O que quero
dizer é que essa unidade nos elementos comuns da cultura, através de muitos séculos, é o
verdadeiro laço que nos une. Nenhuma organização política ou econômica, não importa
quanta boa vontade ela comande, pode oferecer o que essa unidade cultural nos dá.

Se dissiparmos ou jogarmos nosso patrimônio cultural comum, então toda organização e todo
planejamento das mais engenhosas mentes não serão capazes de nos ajudar ou nos
aproximar.” [ELIOT, 2011, p.139]

ELIOT, T.S., Notas para a definição de cultura. São Paulo, É Realizações, 2011

DE PAOLA, Heitor. O Eixo do Mal Latino- Americano e a Nova Ordem Mundial. 2ª Ed.
Observatório Latino, São Paulo, 2016

TEXTO DA DECLARAÇÃO DE PARIS

Tradução: Oscar Mundstock