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SINAIS

DOS
TEMPOS

RAYOM RA

[DIREITOS RESERVADOS]

[Todas as obras de Rayom Ra poderão ser reproduzidas em trechos ou


integralmente desde que citadas a autoria e a fonte de onde foram pesquisadas]
PARTE I

SOBRE A TRADIÇÃO

ANTIGAS PREDIÇÕES
“Sinais dos tempos”, idéia cunhada a partir dos evangelhos dos apóstolos
de Jesus, pretende significar, sob um manto de revelações, que grandes
tribulações advirão para a humanidade com o consequente julgamento de cada
ser humano vivente na Terra, segundo suas obras. Os sinais prenunciados por
Jesus Cristo, reafirmados e ultra dimensionados por João Evangelista em seu
exílio na Ilha de Patmos, mandado pelo imperador Diocleciano, numa
linguagem quase toda enigmática e profundamente alegórica, serão os
precursores e ao mesmo tempo os já extraordinários acontecimentos
sequenciados, que deixarão atônitos a todos os habitantes do planeta. E
depois de tudo, o mal que por tantos milênios atormenta as nações deixará a
Terra.

“Quanto, porém, aos covardes, aos incrédulos, aos abomináveis, aos


assassinos, aos impuros, aos feiticeiros, aos idólatras e a todos os mentirosos,
a parte que lhes cabe será no lago que arde com fogo e enxofre, a saber, a
segunda morte”. “Nunca mais haverá qualquer maldição...” “Então já não haverá
noite, nem precisarão eles de luz de candeia, nem da luz do sol, porque o Senhor
Deus brilhará sobre eles. E reinarão pelos séculos e séculos”. Apoc. 21-8 e 22-
3,5.
O calendário para a contagem do Fim dos Tempos e a data de um
esperado julgamento que antecederá ou sucederá aos eventos, detem,
igualmente, algumas divergências. Em Mateus 24-6.7.8 é dito com relação às
dores e tribulações:

“E certamente ouvireis falar de guerras e rumores de guerras: vede não vos


assusteis, porque é necessário assim acontecer, mas ainda não é o fim”.
“Porquanto se levantará nação contra nação, reino contra reino, e haverá fome e
terremotos em vários lugares”. “Porém, tudo isto é o princípio das dores”.

Para religiosos, as referências contidas nas parábolas de Jesus não são


elusivas ou meramente simbólicas, como charadas para leitores assíduos ou
pesquisadores de livros sagrados. São, verdadeiramente, profecias contendo
revelações importantes e transcendentais do final de uma era de
aproximadamente 2000 anos, em que se cumprirá o primeiro mandato de
Jesus Cristo, chamado pelas religiões cristãs e movimentos religiosos afins, de
o Filho de Deus. Feitas análises para o entendimento das passagens anotadas
nos evangelhos sobre os sinais dos tempos, vê-se claramente o indicativo de
que ao final do período em que Jesus reina sobre a Terra, acontecimentos os
mais terríveis tanto geológicos quanto de doenças, fome, sede; de conflitos,
guerras e misérias, açularão a vida em todos os lugares e mudarão a crosta do
planeta. Esses convulsivos acontecimentos afligirão a todos os povos que
finalmente reconhecerão a veracidade das palavras de Cristo e o valor de suas
profecias.

As interpretações de todas as situações apresentadas por Jesus são


sempre motivos de grandes discussões entre pesquisadores, evangélicos e
céticos. A par dessas infindáveis discussões e visões pessoais de milhares de
autores, em muitos trechos das narrativas dos quatro evangelistas há claros
dispositivos para fáceis interpretações, principalmente quando tratam de instruir
a pôr em prática a fé e ao seguir os passos do enviado da Galiléia. Mostram-
se, portanto, ensinamentos isolados e simples para o entendimento de
religiosos, mas com frequência também as palavras se alternam com
enigmáticas e simbólicas parábolas, porque nelas se embutem metáforas
alusivas a níveis mais profundos das experiências espirituais ligadas às
tradições milenares. Vejamos alguns outros exemplos onde as palavras de
Jesus deixam claras mensagens proféticas:

“Porque nesse tempo haverá grande tribulação, como desde o princípio do


mundo até agora não tem havido e nem haverá jamais”. “Não tivessem aqueles
dias sido abreviados, e ninguém seria salvo; mas por causa dos escolhidos tais
dias serão abreviados”. “Então se alguém vos disser: Ei-lo ali! Não acrediteis”.
“Porque surgirão falsos Cristos e falsos profetas operando grandes sinais e
prodígios, para enganar se possível, os próprios eleitos”. Mateus, 24-
21.22.23.24.
“Dize-nos quando sucederão estas coisas, e que sinais haverá quando
todas elas estiverem para cumprir-se”. “Então Jesus passou a dizer-lhes: vede
que ninguém vos engane”. “Muitos virão em meu nome, dizendo: Sou eu, e
enganarão a muitos”. “Quando, porém, ouvirdes falar de guerras e rumores de
guerras, não vos assusteis: é necessário assim acontecer, mas ainda não é o
fim.” Marcos, 13-4.5.6.7
“Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas: sobre a terra, angústia entre as
nações em perplexidade por causa do bramido do mar e das ondas”. “Haverá
homens que desmaiarão de terror e pela expectativa das coisas que sobrevirão
ao mundo; pois os poderes dos céus serão abalados”. “Então se verá o Filho do
homem vindo numa nuvem, com poder e grande glória”. “Ora, ao começarem
estas coisas a suceder, exultai e erguei as vossas cabeças; porque a redenção
se aproxima”. Lucas 21-25.26.27.28

Na verdade, há pouco mais de meio século acontecimentos incomuns vêm


se precipitando sobre a Terra. Hoje, ao final de 2010, a humanidade sente
transformações muito mais intensas, tanto na atmosfera e clima do planeta
quanto nas relações entre os povos. As mensagens da ciência, as
transformações das sociedades e tudo mais que cerca e envolve as atividades
das nações e interessam a uma mídia construída de um macro poder
econômico da mais inabalável infra-estrutura mundial, viram notícias. Caso
contrário, notícias são proibidas, suprimidas, minimizadas ou perdem
visibilidade, sendo unicamente tratadas por organismos menores tanto quanto
possível independentes, porém sem as retumbantes respostas de quando
submetidas ao processo da globalização.

E se por um lado, a ciência encurta o tempo dos traslados através dos


meios de transportes mais rápidos, e ajuda nas intercomunicações muitas
vezes instantâneas entre distantes regiões da Terra, e homens e mulheres
realizam numerosos intercâmbios das culturas mundiais, por outro lado essa
apresentação ao vivo dos povos vem trazer grandes desafios aos sociólogos.
Pois enormes abismos se abrem pelas diversidades de elementos e premissas
sócio-religiosas emergentes das diferentes nações. E Isto somente vem indicar
que a distância física entre os povos encurta num sentido figurativo de tempo,
mas as pontes mentais num sentido subjetivo de egos precisarão ser
incansavelmente reconstruídas para a edificação de uma nova mentalidade
universal sem distanciamentos de nenhuma ordem e sob novas energias.
E se neste momento a economia mundial globaliza, segundo assim
entendem muitos especialistas, em contrapartida os grupos poderosos que
dominam sobre os meios pelos quais as necessidades básicas convergem,
põem de joelhos mais de meio mundo; os interesses tornam-se cada vez mais
absurdos, a natureza se depaupera por todas as vias onde o homem interfere e
as guerras eclodem conforme predissera o grande mentor nazareno.
Efetivamente não serão por esses veículos nem com esses miliardários
condomínios particulares, sob um imperialismo sem precedentes, que as
nações se unirão em futuro.

Vivemos, sem a menor dúvida, debaixo dos sinais dos tempos. Muitos
falsos profetas têm aparecido para alardear grandes acontecimentos jamais
confirmados. Anunciadores da ciência vêm surgir em constantes volúpias a fim
de também apresentar suas descobertas laboratoriais que trarão novos
elementos ao enigma da vida, mas invariavelmente acabam mesmo por
provocar infindáveis discussões que pouco ou nada acrescentam ao senso
comum.

Muitos acreditam que o mundo logo acabará; esperavam esse final na


virada do milênio, mas tal não se verificou. A grande comunidade cética
mundial, capitaneada pelos cientistas e pesquisadores ateus, acompanhada de
perto pelos teóricos e entusiastas de uma revolução mecânica na vida
planetária, delira quando os acontecimentos preconizados não se aproximam
das margens apregoadas. Apegam-se demasiado à exatidão de datas, ao
calendário gregoriano, sob cuja contagem os fatos não vêm se consumando
com a precisão que conhecidos profetas pretensamente os teriam expostos,
como Michel de Nostradamus. Tendo em mente um gatilho disparador de
críticas e regozijos, se esquecem de observar ou fingem não ver o mundo a se
transformar acima e abaixo, sem que a ciência consiga deter ou dominar os
efeitos dos fenômenos naturais mais nítidos e tangíveis. Correntes do ceticismo
científico, não tão céticas quanto possam parecer, e não tão menos culpadas
de certos acontecimentos como veremos mais adiante, então buscam explicar
através de seus manuais técnicos de terminologias empoladas porque tais
coisas se verificam ou não, e fazem profecias baseadas somente na ciência, e
se propõem a novos estudos e experiências. Não obstante, em regra geral,
nada concluem de aproveitável, pretendendo redefinir sempre suas
metodologias, dissimulando mensagens e se afastando cada vez mais das
origens dos fluxos permeantes das desordens na natureza.

A ciência é simplesmente necessária e espontânea. Através de mentes


poderosas ganhou conotações humanas e pragmáticas, mas caminha com
tudo o que Deus criou segundo os tempos. A ciência é, portanto, de Deus para
seus universos; os homens não a inventaram, somente a vem descobrindo e
dela se aproveitam. O que são desnecessárias são as explicações céticas dos
que imantam a ciência com um espesso véu de materialidade, desejando fazer
crer que ela somente existe porque homens a inventaram. Incorporam um
organismo pensante nas metodologias laboratoriais como um cérebro biológico
programado e fazem da ciência um amontoado de proposições e axiomas
ateus, fugindo assim de seu principal objetivo que é a união do homem com
seu Criador pelo conhecimento e inteligente descoberta.
Este ceticismo moderno impregnado de materialidade, enganos e
manobras é o mesmo de todos os tempos. Na história, esteve sempre anelado
à política de governantes corruptos, corruptores e ambiciosos anticristãos que
a nada acreditavam de um mundo superior e transcendente, senão,
unicamente, nos gozos dos sentidos, e que cuidou de profanar todas as
evidências da presença de Jesus na Terra. Pela negação de provas concretas
existentes, o Jesus histórico, a despeito de sua plausibilidade, não é
reconhecido pela ciência e pelos homens ateus, não importando a metodologia
e o critério linguístico adotados pelos honestos historiadores para atestar sua
existência. Nem é considerado legítimo o sentido das tradições desenvolvidas
pós Cristo. A carta de Publius Lentulus é desprezada diante de tantas dúvidas
propositalmente alocadas. Da mesma maneira, o depoimento do historiador
Flavius Josephus, ou Yosef Ben Matiyahu, no século I da era cristã, é
denunciado como um documento apócrifo. O Jesus histórico virou lenda, como
é lenda o Jesus místico para os homens que somente admitem os fenômenos
da matéria. Vejamos interessante artigo sobre Flavius Josephus, extraído da
Wikipédia:

“Uma outra e interessante versão do "Testimonium" foi encontrada em cinco


fragmentos da "Guerra Judaica", numa tradução para o Paleoeslavo que
remonta aos séculos XI-XII. Ainda que se trate, evidentemente, de uma
interpolação, posto que inexistente no original grego da obra, não deixa de ser
muito curioso o modo como o autor se vale de passos evangélicos para compor
uma história da prisão e condenação de Jesus absolutamente inédita. Eis o
texto”:
"’Apareceu então um homem, se é que podemos chamar-lhe homem. A sua
natureza e as atitudes exteriores eram humanas mas a sua aparência e as suas
obras eram divinas. Os milagres que realizava eram grandes e surpreendentes.
Uns diziam dele ' É o nosso primeiro legislador que ressuscitou dos mortos e dá
provas de suas capacidades, operando muitas curas ´. Outros julgavam-no
enviado por Deus. Opunha-se em muitas coisas à Lei e não observava o sábado,
segundo o costume dos antepassados; todavia, não fazia nada de impuro, nem
nenhum trabalho manual, dispondo apenas da palavra. Muitos entre a multidão o
seguiam e escutavam seus ensinamentos; os espíritos de muitos se agitavam
pensando que, graças a ele, as tribos de Israel se libertariam do jugo romano.
Costumava estar, de preferência, em frente da cidade, no Monte das Oliveiras.
Vendo a sua força e que, com as palavras, fazia tudo o que queria, pediram-lhe
para entrar na cidade, massacrar as tropas romanas e Pilatos, e passar a
governá-los. Mas ele não lhes dava ouvidos.
Mais tarde, os chefes dos hebreus vieram a saber de tudo aquilo, reuniram-
se com o Grande Sacerdote e disseram: Somos impotentes e fracos para
resistirmos aos romanos, como um arco frouxo. Vamos dizer a Pilatos o que
ouvimos e não teremos aborrecimentos´. E foram falar dele a Pilatos. Este
enviou homens, mandou matar muitos entre a multidão e prendeu o doutor de
milagres. Informou-se melhor sobre ele e vendo que fazia o bem, e não o mal,
que não era rico, nem ávido de poder real, libertou-o; de fato, tinha curado a sua
mulher, que estava moribunda. E regressado ao local habitual, retomou o
cumprimento de suas obras, e novamente um número maior de pessoas se
aglomerou em torno dele. Os doutores da Lei, feridos pela inveja, deram trinta
talentos a Pilatos, para que o mandasse matar. Este aceitou-os e deu-lhes
autoridade para serem eles próprios a fazer o que desejavam. Desse modo,
apossaram-se dele e o crucificaram, apesar da lei dos antepassados."’
Transcrevamos, agora, a carta do senador Publius Lentulus publicada na
obra O Sublime Peregrino, ditada pelo espírito de Mestre Ramatís:

“Em carta enviada a Tibério, o senador Publius Lentulus, quando presidente


da Judéia, narrando a existência de “um homem de grandes virtudes chamado
Jesus, pelo povo inculcado do profeta da Verdade e pelos seus discípulos do
filho de Deus.
É um homem de justa estatura, muito belo no aspecto; e há tanta majestade
em seu rosto, obrigando os que o veem a amá-lo ou a temê-lo. Tem os cabelos
cor de amêndoa madura, são distendidos até as orelhas; e das orelhas até as
espáduas; são da cor da terra, porém reluzentes. Ao meio de sua fronte, uma
linha separando os cabelos, na forma em uso pelos nazarenos. Seu rosto é
cheio; de aspecto muito sereno; nenhuma ruga ou mancha se vê em sua face; o
nariz e a boca são irrepreensíveis. A barba é espessa, semelhante aos cabelos,
não muito longa e separada pelo meio, seu olhar é muito afetuoso e grave, terá
os olhos expressivos e claros, resplandecendo no seu rosto como os raios do
Sol; porém ninguém pode olhar fixo o seu semblante, pois se resplandece,
subjuga; e quando ameniza, comove até as lágrimas. Faz-se amar e é alegre;
porém com gravidade. Nunca alguém o viu rir, porém chorar”.

Aproveitamos para destacar outra fonte histórica ignorada por muitos,


firmada numa carta de Pilatos para Tibério Cesar, preservada na Biblioteca do
Vaticano, de onde só é possível obter cópias do original, através da Biblioteca
do Congresso em Washington. Essa referência foi extraída da obra “Jesus, a
Verdade e a Vida” de Fida Hassnain, editora Madras. Diz o seguinte:

“Um homem apareceu na Galiléia e pregou uma nova lei; humildade. No


começo pensei que tinha por intenção estimular a revolta das pessoas contra os
romanos. Minhas suspeitas logo foram afastadas. Jesus falava mais como
amigo dos romanos do que como amigo dos judeus.
Um dia observei o jovem homem no meio de um grupo de pessoas, recostado no
tronco de uma árvore e falando calmamente com a multidão que estava ao seu
redor. Disseram-me que aquele era Jesus, o que era óbvio devido a diferença
existente entre ele e os que o cercavam. Seus cabelos e barba de cor clara
conferiam-lhe uma aparência divina. Ele tinha cerca de trinta anos e eu nunca
tinha visto antes um rosto tão simpático e bondoso. Havia uma grande diferença
entre ele e aqueles outros de barbas negras que o ouviam. Eu não quis
interrompê-lo e segui meu caminho, pedindo ao meu secretário juntar-se ao
grupo e ouvi-lo.
Meu secretário contou-me que nunca tinha lido antes nenhum trabalho de
filósofos que pudesse comparar-se aos ensinamentos de Jesus e que ele não
era agitador nem estava desencaminhando pessoas. Foi por isso que decidimos
protegê-lo. Ele era livre para agir, falar e para reunir as pessoas. Esta liberdade
sem limites provocou os judeus, que ficaram indignados, ou seja, a atitude não
perturbava os pobres, mas irritava os ricos e poderosos.
Quando solicitei seu comparecimento à minha presença no Fórum, ele veio.
Ao olhar para ele, fiquei trespassado. Meus pés pareciam estar acorrentados
com correntes de ferro no chão de mármore. Eu tremia como uma pessoa
culpada, embora ele estivesse calmo. Sem me mover, avaliei este homem por
algum tempo. Não havia nada desagradável em sua aparência ou caráter.
Estando em sua presença senti imenso respeito.
Disse-lhe que sua aura e sua personalidade tinham uma simplicidade
contagiante que o elevava acima dos mestres e filósofos atuais. Ele “nos causou
profunda impressão devido às suas maneiras agradáveis, simplicidade,
humildade e amor”.

Óbvio que esses elementos concretos nada representam para céticos e


maledicentes, mas por serem poucos justamente respaldam mais ainda a fé,
deixando transparecer uma aura de verdade. Ao contrário do esperado pelos
solapadores, essas poucas provas históricas refutadoras nos bastam, pois
sabem os investigadores religiosos e esotéricos que se fossem divulgadas
muito mais provas materiais da vinda de Cristo à Terra, as lendas se
multiplicariam incontinenti, conduzindo a verdade por caminhos sem fim,
confundindo buscadores e estudiosos. Além do mais, a fé para ser leal precisa
ser testada nas verdadeiras provas. Os evangelhos motivam suficientemente a
fé, pois falam aos corações e mentes dos receptivos, muito embora tenham
sido modificados em certos trechos pelas interpretações tortuosas de homens,
ou mesmo pelos condenáveis interesses da religião. Porém, salvaram-se
exemplares de comprovadas originalidades que diferem dos evangelhos
conhecidos mundialmente, mas que também confirmam e revitalizam
passagens importantes divulgadas nas quatro narrativas dos apóstolos. Desse
modo, vem robustecer as principais verdades objetivas e aquelas mantidas sob
a ocultação de véus através de simbolismos e alegorias, conforme já
mencionamos.

No entanto, quem teria sido de fato esse Jesus de quem tanto já se


escreveu, de quem se buscou uma imagem que melhor retratasse sua pessoa;
esse artífice sensacional da maior revolução religiosa planetária dos últimos
2000 anos? A Bíblia afirma ter sido ele filho de um simples carpinteiro chamado
José, e de uma mãe casta chamada Maria, nascido em Belém pela graça do
Espírito Santo, tendo crescido em Nazaré da Galiléia. Sua ascendência seria a
linhagem de Davi, da tribo de Judá, rei de Jerusalém, pai de Salomão seu
grande sucessor, cujas ações e atos sobrelevaram-no aos patamares dos mais
sábios da antiguidade. Das muitas histórias de Jesus, conta-se de sua
espontânea sabedoria ainda criança, a discutir e ensinar o espírito da letra das
escrituras nos templos públicos das sinagogas, irritando assim os sacerdotes
chamados de autoridades nas leis mosaicas.

Para místicos e esotéricos, o nascimento de Jesus não deve ser entendido


literalmente como narrado nos evangelhos. E nem ele seria o filho único de
Deus, porque filhos de Deus todos nós somos. Nesse segmento, há toda uma
história pregressa da pessoa de Jesus nos escalões iniciatórios, desde tempos
imemoriais, e acentuadamente no desaparecido continente de Atlântida. Os
iniciados, como foi Jesus e continua sendo, galgam degraus e postos no corpo
de uma Hierarquia regente dos destinos da Terra, e ao subir iniciação após
iniciação, tornam-se cada vez mais sábios e perfeitos. Esses homens especiais
convivem com seus semelhantes nos mundos superiores, em intensas tarefas
segundo suas inclinações e qualidades desenvolvidas. Na medida em que os
ciclos históricos de evolução planetária em seus reinos e povos atingem
determinados estágios, torna-se necessário um novo impulso em suas
consciências para um avanço mais significativo. A vinda de mensageiros com a
missão de abrir novos portais na Terra é então providenciada, segundo as
energias que astronomicamente permearão o planeta e as nações, que, sob
suas influências, alavancarão novas conquistas. E as novas energias que se
precipitam nesse momento, trazem com elas fundamentalmente dois pólos, o
negativo e o positivo. Daí o mundo convulsionar sob um roldão de
acontecimentos e forças destrutivas a se lançarem sobre anacrônicos
sistemas, limpando e preparando o caminho para a renovação.

Jesus foi escolhido pelos seus superiores para desempenhar o papel de


mentor de uma era de transformações espirituais, por que detinha qualidades
para tal missão. A Era de Peixes, a qual Jesus inauguraria, traria duas pessoas
numa só para o desempenho de tal e grandiosa tarefa; Jesus – o missionário
encarnado, que a par de trabalhar pelo mundo com grande poder e autoridade,
era ainda assim, um aspirante a novas iniciações – e o Cristo. Cristo é uma
energia cósmica, transcendente a todo o sistema solar e intemporal, estando
imantada na segunda pessoa da trindade, conhecida pelos gnósticos e
modernos esotéricos como o Segundo Logos. Essa poderosa energia é
também imanente a toda a natureza, segundo suas diversidades de reinos e
espécies, e no ser humano encarnado é sua vida e seu Mestre verdadeiro.
Cristo representa na Hierarquia da Terra a energia de um de seus três grandes
departamentos – exatamente o segundo - a exemplo da natureza original do
próprio Logos Solar, em três principais aspectos. E homens e mulheres
evoluindo nos escalões da Hierarquia da Grande Fraternidade Branca no
planeta Terra, de tempos em tempos, são incumbidos de incorporar os poderes
dessa energia tríplice para atuar em auxílio ao mundo. Quando no segundo
departamento da Hierarquia Planetária, os iniciados que alcançam e
incorporam os atributos de Cristo são conhecidos no esoterismo oriental como
Bodhisattvas.

O momento na Terra, na Era de Peixes, pelos ciclos evolucionários do


próprio sistema solar traria a energia crística, e Jesus veio com a missão de a
isso plasmar no mundo encarnando-se num corpo físico. E imediatamente
acima dele estaria a figura de Cristo, seu Mestre. Portanto, Cristo é uma
Energia, uma Presença obrigatória, uma Vida imanente e transcendente,
emanada do Sol, personificada na Terra nos altos iniciados que regem os
destinos da evolução planetária. A potencialidade de Jesus era imensa, mais
ainda a de Cristo que com ele, a partir da cerimônia do Batismo no Jordão,
dividiria a missão e a responsabilidade de entregar aos homens os mais
profundos ensinamentos das tradições sacerdotais em três níveis principais: o
religioso, o esotérico e o iniciático. No processo missionário, e nas situações
enfrentadas por Cristo e Jesus, como uma só pessoa, ambos avançaram em
seus planejamentos iniciatórios, e tal como ocorre com neófitos e discípulos da
sabedoria oculta, obtiveram iniciações, incorporando novas energias e forças
que se outorgam aos candidatos quando vitoriosos nesse mister. Segundo
afirmam correntes do esoterismo, Cristo teria obtido três iniciações naquela
missão e Jesus duas, mantendo-se, portanto, a hierarquização de suas forças,
mas com avanço maior da pessoa de Cristo.

A missão de Jesus, portanto, detinha ainda um elemento mais valioso para


o mundo, qual seja, o de abrir o portal de iniciações em segundo grau a todos
os homens da Terra que seguissem os seus ensinamentos. Por isso, a
necessidade de um palco material sequenciando argumentos, capítulos e
situações de sua passagem física. Por isso, a necessidade das alegorias e
simbolismos deixados ao mundo desde o seu nascimento até sua crucificação.
Foi uma história com um sentido humano real e doloroso, acoplada a outro
minucioso sentido oculto e esotérico, onde um confirma o outro em níveis
diferentes nesse universo de experiências e ascensões da alma.

As muitas situações em que se descrevem a presença do Espírito Santo


em Jesus e em discípulos, e sendo o Espírito Santo a terceira pessoa e não a
segunda como é o Cristo, se devem as necessidades de as forças atuar em
separado ou se conjugarem. No ocultismo gnóstico, fazem-se referências a
Jesus falando e agindo ora como Cristo ora como Sophia – a Sabedoria que
emana do terceiro aspecto feminino do Logos, o próprio Espírito Santo ou
Mente Universal em nível planetário. Esses são segredos somente
aprofundados por iniciados da sabedoria oculta. Na descrição de H.P.
Blavatski, Jesus é visto assim:

“Jesus, chamado também Cristo ou Jesus-Cristo. Há que se estabelecer


uma distinção entre o Jesus histórico e o Jesus místico. O primeiro era essênio
e nazareno e foi mensageiro da Grande Fraternidade para predicar os antigos
ensinamentos divinos que deveriam ser a base de uma nova civilização. No
espaço de três anos foi Mestre divino dos homens e recorreu à Palestina,
levando uma vida exemplaríssima por sua pureza, compaixão e amor à
humanidade. Obrou muitos prodígios ressuscitando mortos, sanando enfermos,
devolvendo a visão aos cegos, fazendo andar os paralíticos e realizando muitos
outros atos que, por seu caráter extraordinário, foram qualificados de milagres.
A sublimidade de suas doutrinas ressalta-se, sobretudo em seu célebre
Sermão da Montanha. Como iniciado que era, ensinou também doutrinas
esotéricas, porém essas as reservava para os poucos, isto é para seus
discípulos eleitos. Ao Jesus histórico se tem atribuído não poucos fatos
lendários que os tem convertido em outro personagem puramente místico, uma
verdadeira cópia do deus Krishna, tão venerado na Índia...”

Já sobre o significado de Cristo, assim se expressa a mesma autora, em


alguns trechos que selecionamos:

“Chréstos (Gr), primitiva forma de Cristo. Foi usada no século V antes de


J.C. por Esquilo, Heródoto e outros. (...) Os términos Cristo e Cristãos, que
originalmente se escreviam Chrést e Chréstianos, foram copiados do
vocabulário do Templo dos pagãos. Chréstos significava em dito vocabulário um
discípulo posto à prova, um candidato para a dignidade de hierofante. Quando o
aspirante havia alcançado por meio da iniciação, largas provas e sofrimentos, e
havia sido ungido (isto é <tocado com azeite> como eram os iniciados e ainda as
imagens (ídolos) dos deuses de modo a ser o último toque da prática cerimonial)
trocava-se seu nome para Christos, o purificador, em linguagem de mistério ou
esotérica.
Em simbologia mística, realmente, Christés ou Christos significava que se
havia já percorrido <o caminho>, o Sendero, e alcançado a meta; quando os
frutos de um árduo trabalho para unir a efêmera personalidade de barro com a
Individualidade indestrutível, o transformavam desse modo em Ego imortal. <Ao
término do caminho está o Chréstés>, o Purificador, e uma vez levada a cabo a
união, o Chréstos, o <homem da dor>, se convertia em Christos mesmo”.
Vemos, portanto, que o epíteto Jesus Cristo, não foi casual, e o nome
Jesus também foi um dos muitos nomes a ele atribuídos, dentre tantos como
Yehoshua Ben Pandira, Emmanuel, Nabu Meschiha, Issa ou Iesus. Se chegar
a Cristo era alcançar um estado de elevação e sabedoria através das dolorosas
provas a que se submetiam os candidatos, esse processo hoje não mudou,
sendo ainda a meta para muitos discípulos que seguem os passos do grande
iniciado judeu sob os auspícios e supervisão dos mestres da Fraternidade
Branca. Ser Cristo na Terra não é somente sinônimo de agonia e sofrimento,
mas de um estado superior mental-espiritual a que o ego atinge, ao se
amalgamar com os poderes da alma cristificada em suas progressivas
iniciações. O estado crístico, contudo, na plena existência de seus poderes
espirituais, nada tem a ver com a personalidade em si mesma, sendo livre dela,
porém estando parcialmente nela enquanto o iniciado, ainda encarnado, galga
a Cristo ou já realiza sua missão. Muitos se dizem iniciados porque assim
foram nas suas escolas, porém as iniciações que verdadeiramente unem o
discípulo com a Fraternidade Branca são dadas fora dos sistemas e
ensinamentos adotados pelas escolas.

Da importância da vinda de Cristo a Terra, por meio de Jesus, temos os


seguintes extratos de A..A. Bailey na obra “De Belém ao Calvário”:

“A revelação crística é universal e toda a analogia que existe noutras


religiões é simplesmente uma parte dessa revelação. O cristianismo não é uma
religião de mesma ordem que outras; como disse Scheleimarcher, é a religião
das religiões. Que importância há se dentro do cristianismo, que se supõe é tão
distinto de outras crenças, não haja nada de original fora a vinda de Cristo e de
Sua Personalidade? Não é precisamente sobre isto que se cumpre a esperança
de todas as religiões? (palavras do Dr. Berdyaev).
Cada grande período de tempo e cada ciclo mundial terão – pela amorosa
bondade de Deus – sua religião das religiões que sintetize todas as revelações
passadas e indique a esperança futura. A atual expectativa do mundo demonstra
estarmos aos pródromos de uma nova revelação, revelação que de modo algum
negará nossa divina herança espiritual, senão que, pelos prodígios do passado,
agregará uma clara visão do futuro. Expressará o divino, algo até agora não
revelado. Portanto, é possível que a compreensão de alguns dos significados
mais profundos da história do Evangelho, permita ao buscador moderno captar
uma síntese mais ampla do tema.
(...) A religião eventualmente deve ser um compendio, extraído de muitas
fontes e formado de muitas verdades. Resulta, portanto, lícito pensar que se na
atualidade deveríamos eleger um credo poderíamos escolher o cristianismo por
esta razão específica: o problema central da vida é aferrar-nos a nossa divindade
e pô-la em manifestação. Na vida de Cristo temos a demonstração mais
completa e perfeita e o exemplo de uma divindade vivida exitosamente na Terra,
vivida como a maioria de nós deve fazê-lo, não em retiro, senão em meio às
tormentas e tensões”.

De fato, o cristianismo para chegar ao Oriente Médio como a Grande


Revelação, em meio às revelações de um passado religioso e de extrema
aplicação por homens que se entregaram às verdades salvadoras do mundo,
que receberam e ditaram regras de purificação e práticas de ensinamentos,
teve antes, no budismo, o seu último grande ancoradouro. Buda fora o Cristo
revelador cinco séculos antes, e tal como Jesus na Galiléia a seu tempo e
modo, Buda primeiro viveu uma vida de dolorosas experiências humanas, para
depois se entregar a uma vida asceta mais bem concatenada mentalmente a
fim de alcançar as verdades espirituais libertadoras. Mas quem seguiu Buda
com o desejo colado na alma e sem o largar alcançou o Nirvana, conforme
prometera o Gautama, não viveu naquelas vidas de buscas e práticas solitárias
do mesmo modo com que viveram os seus irmãos de raça voltados para suas
famílias e afazeres diários. Buda diria das ilusões de Maia e das armadilhas
dos demônios para tentar os buscadores e retirá-los de seus ascetismos. Já
Cristo, incrementando as verdades de Buda com novas perspectivas e
horizontes para todos os seres na Terra, diria:

“Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e
siga-me”. “Porquanto, quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; e quem perder
a vida por minha causa, achá-la-á” (MT, 16-24,25).

As diferenças conceituais entre o budismo e o cristianismo somente se


levam em conta pelas naturezas dos povos a quem foram revelados, pois a
cada ciclo de avanço das consciências as mensagens buscam de todas as
maneiras alertar os homens a desenvolver uma visão mais subjetiva da alma, e
nessa visão encontrar-se a si mesmos como almas e com poderes internos, e
não como corpos e sentidos. Mais adiante esses homens identificados com
suas almas, virão deixá-las para subir mais alto ainda e serem unos com suas
mônadas ou espíritos, ou o Pai nos Céus. Desse modo, o budismo grassou
pela Ásia, mas não encontrou abrangência no Oriente Médio e Europa, tendo
estancado nas margens do Mediterrâneo como uma consecução profética e um
limite a não ultrapassar, senão com outra mensagem e visão maiores que
viriam com Cristo. Seguindo com A.A. B:

“Interessante também recordar que estas duas destacadas individualidades,


Buda e Cristo, estamparam suas insígnias em ambos os hemisférios, sendo
Buda o Instrutor do Oriente e Cristo o Salvador do Ocidente. Quaisquer que
sejam nossas conclusões pessoais a respeito de Suas relações com o Pai nos
Céus, ou entre si, o fato subsistirá sobre todas as controvérsias. Revelaram
entre Si a divindade para suas respectivas civilizações e, de maneira fartamente
significativa trabalharam juntos para o benefício eventual da raça. Seus dois
sistemas são interdependentes, sendo que Buda preparou o mundo para a
mensagem e missão de Cristo. Ambos encarnaram em Si Mesmos certos
princípios cósmicos, e por Suas obras e sacrifícios, certos poderes divinos se
derramaram através da humanidade e sobre ela.
(...) Porém o amor chegou ao mundo por intermédio de Cristo, e com Sua
obra transmutou a emoção em amor. Como “Deus é Amor”, a compreensão de
que Cristo revelou o amor de Deus, aclara a magnitude da tarefa que
empreendeu – tarefa muito mais além dos poderes de qualquer instrutor ou
mensageiro que o precedeu. Quando Buda recebeu a iluminação, “permitiu
entrar” uma onda de luz sobre a vida e sobre nossos problemas mundiais, e esta
inteligente compreensão das causas das angústias do mundo a formulou nas
Quatro Nobres Verdades ...”

Mas com que autoridade se revestiria Jesus para se dizer o Cristo,


restabelecer verdades milenares sob parábolas, e representar na Terra um
papel de Salvador do Mundo, vivendo cena a cena, etapa a etapa um percurso
marcante e inesquecível de uma trama notável onde a alma desempenharia um
papel central? E como esse mortal comum ousaria prenunciar fatos futuros em
profecias terríveis e fatais?

A história de Jesus só se torna crível, se buscarmos nos mecanismos


esotéricos os fatos pregressos que se encadeiam sob a gestão de uma
Hierarquia Planetária, onde homens de mentes avançadas e com clarividências
tomam para si os destinos da Terra e de sua humanidade. Ninguém nasce por
nascer, e por obra e graça do Espírito Santo vem simplesmente tornar-se sábio
da noite para o dia passando a desempenhar missões divinas e diretoras na
Terra. Os homens que aqui pisaram para serem grandes instrutores, já eram
homens superiores com cabedais iniciáticos não somente conquistados na
Terra como trazidos de outros orbes planetários. As grandes raças que
passaram e passam por estágios evolucionários sempre elegeram e ainda
haverão de eleger os seus líderes espirituais para comandar grandes avanços
nas sociedades, em todos os campos de atividades. Sob a égide da Hierarquia
Planetária, esses homens excepcionais puderam conjugar a sabedoria por eles
conquistadas, com a inspiração e visão universal de superiores mestres e
grandes representantes de Deus na Terra, e assim levaram adiante os planos
mais eloquentes para os avanços mentais das raças e aperfeiçoamento
espiritual. A meta mais próxima será sempre às conquistas já acontecidas e
demonstradas por esses lídimos e para nós perfeitos líderes. E Jesus foi um
desses luminares que desde um passado distante galgava postos importantes
no corpo hierárquico e se habilitava para escolhas cada vez maiores em
missões entre os homens. Eis o que nos conta Ramatís sobre fatos passados,
e de um personagem de visão e mente avançadas, encarnado na Terra como
Antúlio de Maha Ethel, quem futuramente viria ser Jesus de Nazaré – O Cristo
aguardado pelas tradições da sabedoria milenar:

“Entre os profetas longínquos, alguns que previram os pródromos do que


ocorreu na Lemúria, na Atlântida e nos primórdios da raça atual, distinguimos a
generalidade dos que na Terra ficaram tradicionalmente conjugados à casta dos
“profetas brancos”, que abrange todos os profetizadores do Velho e do Novo
Testamento. Há que recordar os Flamíneos, herdeiros iniciáticos dos videntes da
“Colina Dourada”, mas, acima de tudo, o inigualável Antúlio de Maha Ethel, o
sublime instrutor atlante, consagrado filósofo e vidente das “Portas do Céu!”.
Antúlio foi o primeiro depositário na Terra, da revelação do Cosmo,
precedendo a Moisés em milhares de anos. Sob a inspiração das Cortes
Celestiais, criadoras dos mundos, ele deixou magnífico tratado de
“Cosmogênesis”, no qual descreve a criação da nebulosa originária de vossa
Constelação Solar. Cabe-lhe a primazia de haver descrito a maravilhosa tessitura
dos Arcanjos e dos Devas, com suas roupagens planetárias policrômicas, onde
o iniciado distingue perfeitamente os campos resplandescentes dos reinos
etéreos-astrais dos mundos físicos!
Antes do trabalho esforçado de Moisés, no Monte Sinai, Antúlio já pregava
na Atlântida a idéia unitária de Deus, mas em lugar de Jehova, feroz e vingativo,
ensinava que o Onipotente era uma Fonte Eterna de Luz e Amor! Também é de
sua autoria a primeira enunciação setenária na Terra, quando se refere à
cromosofia das sete Legiões dos Guardiões, cada um se movendo numa aura
correspondente a cada cor do Arco-Íris.
Comprovando seus dons maravilhosos, Antúlio previu, com milênios de
antecipação, a submersão da Atlântida e a inversão rápida do eixo da Terra há
mais de 27.000 anos do vosso calendário!
Desde as tradições bíblicas até os vossos dias, muitos outros eventos
proféticos foram registrados e comprovados pela documentação que ainda se
guarda nas fímbrias do Himalaia, nas regiões inacessíveis ao homem comum. A
Bíblia vos notifica de que os bons profetas existiram desde Davi, principalmente
entre as tribos de Israel, das quais se destaca a tribos dos “Filhos de Issacar”,
berço dos mais notáveis profetas, cujos descendentes, mesmo em vossos dias,
revelam ainda notável dom de profecia, tais como Schneider e, principalmente,
Nostradamus, o vidente francês.
Moises, Samuel, Elias, Eliseu, Isaias, Ezequiel, Daniel, Joel, Jeremias, Amós,
Zacarias, Malaquias, e muitos outros, foram profetas de sucessos comprovados
nos livros sagrados, onde se diz que eram profundamente tocados pela graça do
Senhor dos Mundos! Posteriormente os apóstolos Pedro, Mateus, João
Evangelista e outros discípulos de Jesus, que ouviram o Mestre predizer as
dores de vossos dias, também foram tocados pela graça de profetizar.
Finalmente, Jesus, o Sublime Enviado, ao considerar o “Fim dos Tempos” e o
“Juízo Final”, também usou a linguagem sagrada da profecia”. (Mensagens do
Astral).

À medida que o continente da Atlântida passava por transformações


geológicas, mediante as ações da Hierarquia Planetária em seu papel corretivo
e orientador das raças, o aspecto da crosta da Terra sofria transformações.
Quando, finalmente, um cataclismo de maiores proporções sacudiu e projetou
o planeta para além de seu equilíbrio original, provocando terremotos,
maremotos e afundamentos de continentes, a natureza inteira sofreu profundas
transformações em todos os seus aspectos; daí pelos milênios vindouros a vida
na Terra veio se adaptando às novas condições. Nos dias de hoje os conceitos
divulgados pela astronomia em relação a alguns aspectos do orbe ainda se
prendem aos seguintes parâmetros:

“Sabe a astronomia que a Terra não é uma esfera perfeita, sendo dilatada no
equador e achatada nos pólos. O seu diâmetro equatorial tem em torno de
12.756 km ao passo que o diâmetro polar tem aproximadamente 12.713 km, o
que dá uma diferença de mais ou menos 43.0 km a maior para o equador
terrestre. Somado a isso temos a inclinação do plano do equador terrestre em
relação ao plano da eclíptica em 23º 27’ e este, por seu turno, detem a inclinação
em relação ao plano da órbita da Lua em 5º 8’. O plano da eclíptica é o plano da
órbita do planeta Terra em redor do Sol” (Nova Era ou Era Dourada – Rayom Ra).

Um planejamento levado a cabo para um planeta como a Terra, através de


sua Hierarquia, ocupa-se sempre em buscar o equilíbrio nas relações intra-
dependentes de todos os processos de vida, quer humanos, animais, vegetais
ou minerais. A natureza edifica reinos e espécies e o reino humano
desempenha destaque especial pela condição de o homem evoluir
conscientemente através do exercício constante, e cada vez mais apurado, de
um estado de consciência chamado racional. A natureza é sempre tratada e
cuidada pelos setores da Hierarquia responsáveis pela evolução da vida na
Terra como uma existência global onde as alterações mais significativas em
qualquer dos reinos, afetarão um todo, modernamente convencionado a
chamar-se eco-sistema. O planeta ao ter sua sustentação alterada pela
inclinação de seu eixo, sofreu mudanças em todos os níveis das vidas
orgânicas e inorgânicas e na captação de energia do astro-rei nas incidências
dos seus raios sob ângulos antes não acontecidos. Ante essa inclinação, houve
também mudanças nos circuitos de energias eletro-magnético em seus cursos
de ida e vinda de norte a sul e de leste a oeste. Os pólos geográficos ao mudar
seus posicionamentos anteriores, pela inclinação do eixo terrestre, mudaram
também as estações climáticas, precisando elas ser reestudadas e
recalculadas segundo novas relações astronômicas, adequando-se calendários
para ambos os hemisférios. Toda essa inusitada situação que abrangeu o
planeta inteiro provocou mudanças visíveis e profundas nas vidas dos reinos,
produzindo no homem alterações principalmente de ordens fisiológicas,
emocionais e até mentais.

“Tanto a formação geológica do orbe terráqueo quanto a sua posição


astronômica eram outras há milhões de anos. A Terra tem dois pólos
magnéticos, norte e sul, para o trânsito das energias magnéticas, um de entrada
e outro de saída. Tem também dois outros caminhos específicos, de ida e volta,
de leste para oeste e de oeste para leste, para as suas trajetórias pelo globo.
Na época do aparecimento da raça Polar, o pólo norte geográfico, como
dissemos, era representado pela região onde hoje se estende o deserto de Gobi
na Ásia. Essa situação mudou milhões de anos depois, após a hecatombe de
magnitude planetária que resultou na submersão do continente atlante. Como
consequência, o eixo da Terra adernou 23º e 27´ em relação à eclíptica com o
equador, posição até hoje relativamente mantida”. (O Monoteísmo Bíblico...,
Rayom Ra).

O planeta, após as hecatombes durante o período atlante, resultou em


quatro pólos, dois geográficos e dois magnéticos. Os antigos pólos geográficos
que adernaram de suas posições originais, sendo hoje somente magnéticos,
antes, acredita-se, representariam a ambas as condições numa só: a
magnética e a geográfica. Hoje, portanto, ao norte e sul do orbe temos em
cada uma dessas orientações dois pólos distintos, comprovados pelas agulhas
das bússolas que quanto mais se aproximam de um pólo geográfico mais
apontam em direção ao pólo magnético, realizando o fenômeno chamado
declinação magnética. Na realidade, há um jogo de inversões de polaridades
ou atrações opostas entre negativo x positivo nos pólos geográficos e
magnéticos. Desse modo, quando as agulhas das bússolas apontam para o
pólo geográfico norte, elas estarão de fato apontando para o pólo magnético
sul, e também vice versa em relação ao pólo geográfico sul e pólo magnético
norte.
(*) Esse fato comprovado cientificamente, é bom ressaltar, estaria
acontecendo por que há mais de 500 mil anos, ou como apontam alguns 750 mil
anos, os pólos magnéticos se teriam invertido em relação às suas polaridades.
Desse modo, o pólo magnético norte foi invertido para o pólo geográfico sul
enquanto o pólo magnético sul foi para o pólo geográfico norte.

Essa situação, no entanto, não é permanente uma vez que cientistas


chegaram à conclusão que os pólos magnéticos se alternam norte-sul, sul-
norte a cada 500 mil anos ou muito mais. Isso também significaria que
enquanto os pólos magnéticos trocam de posições, a rotação da Terra viria
passar por uma desaceleração até estancar, para depois começar a girar ao
inverso. Durante o processo de alternância dos pólos, o campo magnético da
Terra se enfraqueceria o que viria causar inúmeros transtornos como
desorientação de animais em seus períodos migratórios, além de sobrevir uma
onda de radiação que causaria queima de colheitas, doenças e outros
problemas.

A situação acima pode suceder porquanto há um fenômeno explicativo


chamado “Ressonância de Schumann”, captado pela medição de ciclos na
frequência de base da Terra, chamada pulsação. Essa pulsação, em milênios,
detinha uma constante de 7 a 8 ciclos por segundos, hoje os ciclos já passam
dos 15. Assim, os cientistas constatam uma relação inversa, ou seja, enquanto
os ciclos aumentam o campo gravitacional da Terra diminui, estando já próximo
de sua metade. Isso, somado a outros fatores, levaria o planeta ao Ponto Zero,
que é, exatamente, o equilíbrio entre o movimento de rotação e a atração
gravitacional, dando-se no Ponto Zero o momento da inversão dos pólos
magnéticos. Como resultado, se verificaria o consequente estancamento da
rotação da Terra no sentido oeste-leste, reiniciando o movimento rotatório para
o sentido leste-oeste. (**) Ou seja, a inversão ocorrendo veríamos o nascente
do Sol a oeste e o poente a leste. É provável esse estancamento da rotação
planetária durar horas, o que ocasionaria uma perturbação incrível na vida
terrena, muito embora não voássemos pelo ar pela falta de sustentação
gravitacional, pois a existência do campo gravitacional do planeta não depende
somente de sua rotação, existindo três outros centros de gravidade no interior
da Terra.
(**) Esta referência merece uma explicação complementar, uma vez que
o sentido rotacional do globo terrestre também depende do ponto onde se
encontra o observador. Se o observador está acima do Pólo Sul, o sentido de
rotação da Terra é horário. Se ele se encontra num ponto acima do Pólo Norte o
sentido de rotação é anti-horário.
Na edição original desta obra, havíamos cometido o engano de anotar
o sentido de rotação da Terra naquilo maiormente observado, de leste para
oeste, que agora corrigimos.

Uma das constatações que já se verifica, na medida em que nos


aproximamos do Ponto Zero é a sensação do encurtamento dos dias ou uma
velocidade maior das horas, o que fisicamente não acontece. O fato se
explicaria pela incidência de um momento em que grande parte da humanidade
começa a elevar a consciência para a quarta dimensão, e isso nada mais é do
que a abertura dos portais internos de nossas percepções psicofísicas para a
dimensão em que os parâmetros de tempo e espaço são sentidos de modos
diversos aos aprisionados por nossas convenções terrenas. Não devemos
nunca nos esquecer de que a Terra é um Ente Físico e Espiritual, e dele
detemos todos os átomos de nossos corpos. Uma vez que o processo
vibracional ou de consciência global no planeta se acelera pelo seu momento
de ascenso em escala cósmica - apesar de todos os acontecimentos físicos
que os instrumentos acusam de inversões e mudanças gravitacionais - os
átomos de nossos corpos superiores acompanham os padrões. Quem não
conseguir se situar dentro dos novos padrões vibratórios da nova consciência
mundial, equilibrando as polaridades opostas, precipitará seus valores mentais
e emocionais unicamente para a polaridade da matéria, não podendo assim
experimentar padrões mais altos de dimensão x matéria mais refinada. Aliás, o
montante de almas com padrões superiores alcançados e não alcançados, já
foi definido pelos mentores planetários junto à população mundial.
Há algum tempo a ciência vem notando que a distância entre os pólos
geográficos e magnéticos vem diminuindo a cada ano. A partir de 1980
verificou-se que essa aproximação se dava na média de 10 quilômetros por
ano. No entanto, mensurações a partir de 2007, vieram demonstrar que já
havia a distância de 550 quilômetros entre esses pólos com a aproximação do
pólo magnético em direção ao pólo geográfico na média atual de 55
quilômetros por ano. Isso talvez possa ser explicado pelo fato de o orbe
terrestre possuir dois corpos que se sobrepõem em dimensões diferentes, com
massas diferentes, ou seja, um corpo material e físico que conhecemos e outro
totalmente eletro-magnético formado de energia-matéria etérica. Aquele corpo
etérico planetário já sente a ação de energias mais poderosas provindas,
principalmente, de um astro que vem de fora de nosso sistema solar e atrai o
corpo etérico da Terra para si, forçando-o a retomar sua posição original
ocupada antes da hecatombe do período atlante. O corpo etérico planetário, ao
final de tudo, virá arrastar sua contraparte física na mesma direção e distância
a que ele se desloca, sob um ritmo ainda controlado pela Hierarquia Planetária
para não permitir desastres abruptos antes de um tempo pré-determinado,
enquanto o planejamento de socorro aos habitantes da Terra não esteja
encerrado. A plausibilidade dessa afirmação pode ser atestada pelas
declarações recentes, nesse ano de 2010, de cientistas geógrafos, ao
constatarem que o eixo da Terra se move alguns centímetros a cada ano no
sentido de sua verticalização.

Tanto as constatações dos aumentos sucessivos dos ciclos nas


Ressonâncias de Schumann – que a ciência atéia e cética se apressa em
desmentir e rebater, apresentando argumentos em contrário e sem
consistência – bem como suas previsões para anos passados são objetos de
reflexões. As datas de nosso calendário Gregoriano nem sempre batem com os
eventos esperados nos períodos previstos por profetas ou cientistas libertos
das ortodoxias laboratoriais acadêmicas. As mensurações de tempo x espaço,
principalmente, nos dias apocalípticos atuais, se encontram um tanto
atropelados pela intensidade de fatores que se vêm desencadeando, e pelas
interferências de nossa Hierarquia Planetária a que já nos referimos. Certos
fatos relevantes tanto para o planeta quanto para as nações e reinos da
natureza, impossíveis conter por mais tempo, se sucedem em medidas e
padrões das iniciais profecias. Entretanto, pela não constatação das maciças
catástrofes e outros eventos, conforme previu Nostradamus, que Ramatís
também divulgou para o final do século XX, se apegam os debochados e
sarcásticos materialistas para tentar desmoralizar a fé e o conhecimento de
religiosos e esotéricos.

Os tempos atuais são diferentes e únicos. Estamos à beira de uma


convulsão mundial sem precedentes com enorme perigo de uma guerra
nuclear. Os dirigentes das nações estão sendo alertados a não mais ignorar a
presença dos óvnis na atmosfera do planeta. Nossa Hierarquia Oculta trabalha
ante a perspectiva de iminente invasão de poderosas hostes alienígenas do
mal. O planeta que possa ser o Nibiru das profecias Maias, já é visível a olho
nu ao nascer e ao por do Sol e se aproxima rapidamente, sem que se saiba ao
certo se com ele virão os alienígenas invasores, ou será esse o planeta
higienizador preconizado por Ramatís que arrastará 2/3 da humanidade para
seu bojo. E sobre parte desse assunto voltemos ao século XX para reencontrar
as previsões divulgadas por Ramatís de antigas profecias, em seu livro
“Mensagens do Astral”, cuja primeira edição se deu em 1948.

É, no entanto, tarefa das mais ingratas destacar trechos desse magnífico e


impar trabalho revelatório da literatura esotérico-espiritualista, ditado e
orientado por Ramatís a Dr. Hercílio Maes. Para melhor avaliação das
fantásticas interpretações de muitas das profecias do passado, sugerimos aos
leitores ler a obra “in totum”, que, por si só é um guia completo para o
entendimento de verdades ocultas sob “Véus de Isis”, que Ramatís descortina
com grande sabedoria e rara lucidez. Não obstante a grande capacidade de
Ramatís em ler nos “registros akásicos”, acontecimentos passados e
probabilidades futuras, acreditamos que o insigne mestre não obtivera, na
ocasião em que ditou a obra, autorização para abordagem e análise da
trasladação e interseção de nosso sistema solar ao Cinturão de Fótons, situado
em torno do sol central de Alcione da Constelação das Plêiades. Com isso,
teríamos perdido a oportunidade de saber, há décadas, diretamente do Mestre
sobre mitos ou verdades objetivas.

Sabe-se hoje que todos os planetas deste nosso sistema solar possuem
três movimentos: o de rotação em torno de seus eixos, o de translação em
torno do Sol (no caso da Terra há uma variante em que ocorre a precessão
devido à presença de alguns fatores sobre a inclinação do seu eixo planetário
com a eclíptica), e aquele que leva nosso Sol e toda sua corte a se aproximar e
se afastar da constelação das Plêiades e de seu sol central, Alcione. Esse
último movimento global, segundo cálculos previstos partindo-se das
revelações dos Maias, atingiria seu ápice – o ponto mais próximo de Alcione - a
cada 25.920 anos. E desta vez nosso sistema solar permaneceria dentro do
Cinturão. Vejamos, pois, Ramatís em seleções de interessantes tópicos:

1. “Quanto ao dia e a hora, ninguém sabe, mas unicamente o Pai”. Prevendo


a tradicional desconfiança do habitante terráqueo, o Divino Cordeiro predisse:
“E aquele que tiver olhos de ver que veja”.

Ao transcurso de sua obra, Ramatis revela sobre o planejamento cósmico


acerca de todos os acontecimentos que redundam na construção do sistema
solar. E diz que nada é imutável, exceto as leis cósmicas divinas emanadas do
Deus Criador. E acreditamos seja esse o motivo de algumas das predições de
Nostradamus e afirmativas dele mesmo, Ramatís, para o final do século XX,
não se terem verificado como previstas. Muitas das profecias antigas,
corroboradas por Nostradamus e outras trazidas pelo vidente, aconteceram
dentro de um tempo compatível com as revelações. O Fim dos Tempos, no
entanto, ao se revestir de importância impar e por ser de âmbito mundial,
implicando diretamente em novas diretrizes para toda a vida terrena, vem
obtendo dos “Engenheiros Siderais” e dos Mestres da Hierarquia Planetária,
atenção mais do que especial. Os acontecimentos trágicos, anelados às
hecatombes mundiais que transformarão a crosta terrestre, varrendo nações e
afundando grandes extensões de terra, sem dúvida, acontecerão. Porém, a
data correta, relembra-nos Ramatís: “...ninguém sabe, mas unicamente o Pai”.
Há quem duvide de que Deus, se existe, participa desse processo. E existindo,
por ser um Ente Supernal e de tal magnitude, não se incomodaria com um
planeta insignificante como a Terra. Ledo engano, pois Suas leis são
incorporadas nas mentes dos grandes hierárquicos cósmicos, prepostos de
Seus planos, para serem aplicadas em todos os casos e nas situações em que
haja a possibilidade de ajustes e mudanças em prol da evolução.

2. “Um Geólogo Sideral é aquele que orça a carga do planeta em edificação,


e seus satélites, prevendo as correspondências que se processarão dentro do
sistema solar que for chamado a se mover; um Químico Sideral examina o
“’quantum”’ magnético físico que se manifestará no futuro, dentro das
indescritíveis operações químicas ocorridas no laboratório do Cosmos; um
Anatomista Sideral estabelece as linhas fundamentais das figuras humanas que
deverão surgir no orbe, em conformidade com os recursos do meio, as
condições físicas e necessidades da massa espiritual operante; um Sociólogo
Sideral prevê as migrações das almas entre os globos habitáveis do mesmo
sistema, no contínuo intercâmbio que acelera a angelitude nas seleções
espirituais e retifica os rebeldes com a disciplina corretiva; um Legislador
Sideral prescreve as leis básicas da ascensão espiritual, manifestando-se
gradativamente, às humanidades na forma de ‘“revelações periódicas”’ e na
conformidade da apreensão mental dos seres”.

Temos aqui bons exemplos, segundo o entendimento de nossos cérebros


físicos, acerca dos títulos e funções desses seres siderais operantes em nosso
globo em conjunto com a Hierarquia Oculta, e que, no transcorrer das eras em
diversas civilizações, obtiveram diferentes nomes dêiticos, ou epítetos
celestiais, de acordo com religiões, esoterismos ou mitologias.

3. “Todos vós estais devidamente avisados dos próximos eventos dos


‘“tempos chegados”’; conheceis no subjetivismo de vossas almas, a sequência
dos fatos que se desenrolarão sobre a crosta de vosso orbe. (...) A eclosão
desses acontecimentos dar-se-á pela presença de um planeta que se move em
direção à Terra e cuja aproximação já foi prevista remotamente pelos
Engenheiros Siderais. A sua órbita é obliqua sobre o eixo imaginário do vosso
orbe e o seu conteúdo magnético, poderosíssimo, atuará tão fortemente que
obrigará, progressivamente, a elevação do eixo terráqueo. Se imaginardes uma
haste oblíqua, no espaço, e atuardes na ponta superior da mesma, atraindo-a
para vós e conservando a ponta inferior no mesmo local, obrigá-las-ei a tomar a
posição vertical. É o que acontecerá com o planeta que habitais.
Trata-se de um planeta impregnado de magnetismo primário muitíssimo
vigoroso, cuja aura radiativa, devido a estrutura mineral do seu núcleo,
ultrapassa de 3.200 vezes o potencial da aura astro-etérea do vosso globo. Ele
trafega numa órbita que exige 6.666 anos para completar o seu círculo e,
mediante o seu próprio magnetismo e as coordenadas de forças que se cruzam
no vosso sistema solar, tange a órbita terrestre, formando um ângulo de
poderosa atração magnética, capaz de elevar, gradativamente, o eixo da Terra.”
(...) Denominamo-lo “’Astro Intruso”’ porque não faz parte do vosso sistema
solar, e realmente se intromete no movimento da Terra, com sua influência, ao
completar o ciclo de 6.666 anos”.

Esse é o “Astro Intruso”, assim denominado por Ramatís em suas


apreciações sobre os acontecimentos estrondosos que ocorrerão na Terra.
Não se trata, pois, pelo que se depreende das explicações do Mestre, do
Nibiru, Nebereu, Marduck, Hercolubus, ou Planeta X, que no seu trânsito do
plano orbital, se aproxima da Terra a cada 3.600 anos. Segundo alguns
especialistas, Nibiru, seria o 12º. planeta do sistema solar, e residência dos
reptilianos, que nele habitam, mas cujas condições ambientais são inóspitas,
de extrema pobreza de fauna e flora, bem como paupérrimo de bons elementos
minerais, sendo, pois, um espectro vagante numa órbita obrigatória com uma
raça extremamente perigosa, poderosa mental e tecnologicamente, carnívora
de qualquer espécie, mas decadente em perspectiva de rápida extinção.

Já o “Astro Intruso”, diz Ramatís, “não faz parte do vosso sistema solar, e
realmente se intromete no movimento da Terra, com sua influência, ao completar
o ciclo de 6.666 anos”. Portanto, vem de fora, não sendo assim o 12º. planeta
de nosso sistema conforme preconizam modernos pesquisadores, podendo
não obstante, o Nibiru ser outro planeta que também se aproxima, o que seria
mais trágico ainda.

4. “Embora a elevação do eixo da Terra tenha de se processar


gradativamente, de modo tal que, a princípio, não despertará a curiosidade
científica ou a apreensão humana, ser-vos-á fácil avaliar as consequências
decorrentes do fenômeno. Certamente, os cientistas hão de explicar o
acontecimento dentro das leis consagradas pelo academismo oficial e situá-lo
no campo das modificações climatéricas e previstas no “tempo geológico”. A
verticalização, quando for percebida, será incondicionalmente atribuída à
periodicidade espontânea dos movimentos naturais do orbe. Dificilmente a
vossa ciência haverá de aceitar a “absurda” notícia da aproximação de um
planeta desconhecido nas cartas astronômicas.
O atrito magnético, que provocará gradativamente o aquecimento de vosso
orbe, será levado à conta de fenômeno comum e inerente às alterações da
massa planetária. Mas, apesar de todas as explicações cientificamente “’muito
bonitas”’, dos vossos cientistas, os acontecimentos se efetivarão de acordo
com os planos elaborados pelos Construtores Siderais e não conforme as
opiniões acadêmicas”.

Ramatís acertou em cheio e a comunidade científica do mundo inteiro


ainda desdenha dos esotéricos, endeusando os grandes técnicos que se
utilizam de consagrados métodos científicos para suas assertivas
“aprofundadas” nos assuntos. Mesmo com o advento do super telescópio
Hubble, que desmentiu categoricamente tantas afirmações ortodoxas e
recentes especulações de homens da astronomia, não vieram as suas novas
descobertas servir como parâmetro mais moderado para um respeito maior à
sabedoria milenar. Sabemos agora que a NASA veio omitindo muitas
informações importantes acerca de suas prospecções na Lua e Marte, e
segundo ex-astronautas e aposentados daquele grande instituto, habitantes e
aliens visitantes de outros planetas foram vistos em naves diversas,
contataram, ameaçaram e proibiram certas explorações no espaço. Vídeos,
fotos e livros editados por tais ex-profissionais, pululam nas livrarias
estrangeiras, mas mesmo assim a comunidade científica teimosa, e a romaria
de seguidores céticos, inconformados com essas provas irrefutáveis, se
apegam mais ainda às suas teses superadas buscando desmentidos, a
exemplo de avestruzes que enfiam as cabeças nos buracos da terra para não
ver.
5. “A fase mais intensa das modificações físicas situar-se-á entre os anos
de 1982 e 1992, e os efeitos mais catastróficos se farão sentir até o ano de 1999,
pois o advento do terceiro milênio será sob os escombros que, em todas as
latitudes geográficas, revelarão maior ou menor efeito dos adventos dos “’fins
dos tempos”’. Daqui a mais alguns anos, os vossos geofísicos anunciarão
apreensivos, a verdade insofismável: - “’O eixo da Terra está se
verticalizando!!!”’

Numa rápida estatística de terremotos entre 1982 e 1992, temos os


seguintes dados:
1. 1982 – Iêmen – 3.000 mortos
2. 1983 - Turquia – 2.200 mortos
3. 1983 - Colômbia – 197 mortos
4. 1985 - México - 36.000 mortos
5. 1985 – Chile – 177 mortos
6. 1986 – El Salvador – 2 200 mortos
7. 1988 – Nepal – 1.000 mortos
8. 1988 – China – 938 mortos
9. 1988 – Armênia – 25.000 mortos
11. 1990 – Irã – 60.000 mortos
12. 1990 – Filipinas – 1.600 mortos
13. 1991 – Índia – 2.100 mortos
14. 1992 – Turquia – 1050 mortos
15. 1992 – Egito – 555 mortos
16. 1992 – Indonésia – 1200 mortos
17. 1992 – Nicarágua – 116 mortos

Partindo de outras estatísticas entre 1993 e 2003 temos os seguintes


principais fatos:
1. 1993 – Índia – 35.000 mortos
2. 1994 – Colômbia – 1.000 mortos
3. 1995 - Japão – 6.500 mortos
4. 1995 – Rússia - 2.000 mortos
5. 1997 – Irã – 1.100 mortos
6. 1997 – Irã - 2.500 mortos
7. 1998 – Afeganistão – 4.400 mortos
8. 1998 – Afeganistão - 300 mortos
9. 1998 – Afeganistão – 4.900 mortos
10. 1998 – Nova Guiné (Tsunami) – 3.200 mortos
11. 1999 – Colômbia – 1.200 mortos
12. 1999 – Turquia – 34.500 mortos
13. 1999 – Taiwan – 2.300 mortos
14. 1999 – Turquia – 700 mortos
15. 2001 – El Salvador – 680 mortos
16. 2001 – Índia – 15.700 mortos
17. 2002 – Afeganistão – 800 mortos
18. 2003 – Argélia – 2.250 mortos.
19. 2003 – Turquia – 200 mortos

Partindo de 2004 até 2010, tivemos as principais ocorrências por


terremotos como seguem:
1. 2004 – Sumatra – 230.000 mortos
2. 2005 – Paquistão – 82.400 mortos
3. 2006 – Indonésia – 6.600 mortos
4. 2007 – Peru – 710 mortos
5. 2008 – China – 88.000 mortos
6. 2009 – Indonésia – 1.780 mortos
7. 2010 – Haiti – 223.500 mortos

Apesar desses dados não estarem completos, eles refletem as principais


incidências, pois as diversas fontes onde foram pesquisados divergem, ou
omitem. Nota-se, no entanto, que o número de terremotos e de mortes entre
1982 e 1992, e 1993 e 2003, detém resultados com poucas diferenças. Já a
partir de 2004 até a presente data de 2010, os efeitos dos terremotos parecem
ter sido muito maiores sobre as populações, ocasionando número assombroso
de óbitos, mesmo excetuando-se o tsunami de Sumatra, embora haja se
originado de um maremoto. A história não tem como registrar com a precisão
de agora, as ocorrências dos últimos dois milênios, embora tenha havido
terremotos na Europa, Ásia e Américas, consideradas grandes catástrofes
mundiais. No entanto, por tudo quanto a ciência humana vem apurando nas
últimas décadas, mesmo com o ceticismo fortemente blindado em relação às
profecias, é altamente improvável encontrarem-se paralelos em todos os
séculos comparados com as três últimas décadas de nossa atual era.

Esse fato é ainda confirmado com os dados científicos expedidos pela


United States Geological Survey dos EEUU, dando conta de que nos últimos
20 anos o número de terremotos aumentou de maneira inacreditável e somente
na última década foram registrados mais de 200.000 abalos sísmicos. Quanto a
Ramatís ter afirmado que “(...) e os efeitos mais catastróficos se farão sentir até
o ano de 1999” e tal não ter acontecido exatamente como relatou o Mestre, mas
se terem alastrado pelo terceiro milênio sem que comoções monumentais
transformassem definitivamente a geografia da Terra, já comentamos sobre as
mudanças de diretrizes pelos Engenheiros Siderais, embora, certamente,
esses efeitos em breve se sucederão, o que ainda nos deixa bastante
assustados.

6. “Além do que consta nos “’Registros Iniciáticos”’ do Oriente, podeis


encontrar notícias da última influenciação sofrida pelo eixo da Terra se
percorrerdes os textos da Bíblia, do Talmude, de inúmeros papiros egípcios, das
tábuas astronômicas da Babilônia, da Pérsia, da Índia, e até os calendários
astecas e os dos maias. Há notáveis e exatas referências a esse fenômeno nas
lendas folclóricas do México, da China, da Arábia, do Tibete, da Finlândia; nos
relatos verbais ou tradições conhecidas entre os aborígenes da América Central
e os remanescentes peles-vermelhas americanos. Os “’Livros de Bambu”’, dos
chineses, as “’Crônicas do Talmude”’ e o “’Livro dos Reis”’, entre os assírios,
revelam perfeita concordância conosco nas suas citações simbólicas do
fenômeno de que se trata.
Os mamutes, que os vossos cientistas lobrigam sob os gelos do Pólo Norte,
ainda com os ventres repletos de ervas indigeridas, que cresciam a mais de
1.800 quilômetros de distância do local, são testemunhos indiscutíveis de que
houve um acontecimento violento no passado. Na realidade a espécie mamute
foi aniquilada de súbito – asfixiada pelo gás que se desprendeu na convulsão – e
soterrada sob o gelo que se formou em consequência da modificação rápida do
eixo da Terra. A nova modificação no eixo terráqueo, que inicia atualmente,
processa-se lenta e gradativamente. No primeiro caso houve inversão e, no
segundo, registra-se elevação do eixo”.

Sob tantas e diferentes fontes Ramatís indica aos céticos acadêmicos


possuídos da arrogância peculiar que lhes compete, onde encontrar o fio da
meada da ciência que hoje existe graças aos antigos sacerdotes iniciados nas
ciências ocultas. Quanto ao fato de ao longo das décadas em que as obras de
Ramatís circulam por diversos países em diferentes continentes, e os
acadêmicos ironizavam as crendices tolas por serem sem nenhuma base
demonstrável por métodos científicos, hoje, apesar de se omitirem em
comentar e não se curvarem às veracidades das comunicações, essa mesma
comunidade cética encontra respaldos nas pesquisas quando constatam que o
eixo da Terra vem se movendo alguns centímetros anualmente. E se os
mamutes desapareceram por envenenamento de gases desprendidos da
Terra, não terá sido esse o mesmo destino dos dinossauros há 65.5 milhões de
anos, talvez por um fenômeno geológico de extraordinária magnitude que
balançasse o planeta e o fizesse sair de sua estabilidade? Ou meramente por
gases letais espalhados na atmosfera da Terra onde, exatamente, se
concentrassem as famílias sauros, independente de cataclismo? Ou numa
hipótese mais ousada, teriam sido levados da Terra para outros orbes
primitivos?

Que a Terra fosse abalroada por um grande asteróide e os dinossauros


houvessem perecido, é realmente uma grande ficção da mente científica, pois
onde estariam os restos de tal asteróide? Ter-se-iam calcinado sem nada
restar, se dos dinossauros sobraram fósseis? E os outros animais que ainda
viveriam pelos milhões de anos adiante por que teriam sobrevivido? E os
antropóides de quem hoje se acham vestígios com datas anteriores e
posteriores ao desaparecimento dos dinossauros, como teriam escapado do
terrível impacto que formaria uma cratera com milhares de quilômetros de
diâmetro e tantos de profundidade, além de provocar, com toda a certeza,
terrível e arrasador maremoto e terremoto, convulsivos a praticamente todo o
planeta? Impossível!

7. “Os cientistas da Atlântida também esposavam dúvidas sobre o que iria


acontecer, até os últimos momentos dos acontecimentos, embora as
“’pitonisas”’ e as “’vestais”’ dos “’Templos do Vaticínio”’ advertissem de uma
próxima catástrofe, e o próprio rei Noé, decididamente fizesse navegar o seu
palácio flutuante até as fímbrias do Himalaia, a fim de preservar os documentos
iniciáticos em seu poder. O conhecimento científico daquela época – embora
adiantado no campo astronômico e astrológico, em relação às leis positivas –
desmentia a possibilidade de acontecimentos inesperados e incomuns.
Conforme reza a tradição bíblica, enquanto Noé predizia o dilúvio, o povo
dançava e se divertia, zombando da ingenuidade do seu bom rei, confiando nos
seus conhecimentos fragmentários.
Os cientistas ignoram que os profetas costumam lançar um véu sobre o
fundo de suas predições, porque encerram também vaticínios referentes a
futuros remotos. A ignorância dessa circunstância fez que o povo atlante fosse
colhido por uma inundação espantosa, sem poder alcançar as altas cordilheiras,
que os sacerdotes assinalavam como locais de segurança”.

Nas devidas proporções, considerados um novo tempo e os avanços


mentais dos povos, ainda assim a situação se repete em relação aos
incrédulos, ateus e céticos de todas as categorias. Com essas revelações,
Ramatís tira em definitivo quaisquer dúvidas quanto à existência física de Noé
e sua Arca, que não era arca, mas um castelo flutuante. Sabe-se que grandes
vultos do antigo testamento não foram unicamente homens de fé cega em
Deus, mas iniciados na sabedoria de todos os tempos, pois sempre houve
segmentos de Hierarquias Solares operando na Terra para sua evolução,
fundando centros de ensino oculto onde documentos contando a história das
raças e revelando forças, eram guardados dos profanos. Sem dúvida, e sabem
os verdadeiros iniciados, que os documentos iniciáticos mais secretos, desde
um passado remoto, sobrevivem por feituras de materiais especiais imunes à
ação do tempo, do fogo e da água, para serem resgatados por mentores
espirituais quando devam novamente ser usados.

8. “Duvidar das profecias consagradas nas tradições bíblicas seria atribuir a


Jesus o título de embusteiro, pois ele ratificou as predições dos profetas e
sempre as acatou e repetiu. João Evangelista, na Ilha de Patmos, aos 96 anos de
idade, quando do seu desterro determinado por Domiciano, ouvindo a voz que
vinha da esfera do Cristo, registrou suas impressões e descreveu a “’Besta do
Apocalipse”’. Isso vos demonstra a fonte divina de suas profecias.
(...) Mas é ainda Nostradamus, o famoso vidente e ocultista do século
dezesseis, que oferece matéria mais aproximada dos eventos dos vossos
próximos dias. Michel de Nostradamus, conceituado médico, em uma de suas
existências anteriores, foi um dos mais célebres profetas bíblicos (Isaias).
Embora variem as interpretações acerca de suas “’centúrias”’, realizaram-se até
o momento todas as suas predições, com acentuada exatidão”.

As profecias que por João Evangelista seriam recebidas e que levaram o


nome de Apocalipse, justamente significando revelação, como se vê, foram
originais, passadas diretamente das hostes de Cristo para a mente do apóstolo.
Não foi tal revelação, em todo o seu desdobramento, produto de um
condicionamento mental do autor, como supõem alguns, mas transmitida a ele
através de um tipo de mediunidade chamada ideoplastia mediúnica, conforme
explica Ramatís, em que o espírito do profeta fora do corpo lê na tela etérico-
astral os fatos futuros e os traz para a mente e cérebro terrenos a fim de
reproduzi-los. Esse mecanismo mediúnico está bastante esmiuçado por
Ramatís com as seguintes explicações:

9. “A revelação feita a João Evangelista exigia que ele tomasse parte,


diretamente, no fenômeno, para que os seus relatos se impregnassem de suas
emoções altamente superexcitadas, de modo a impressionarem as massas e os
futuros exegetas da mensagem. Se ele apenas psicografasse as comunicações
recebidas dos Espíritos Mentores do orbe, estes é que teriam de adaptar as suas
mensagens à força emotiva e compreensiva terrícola. Deveis saber que à medida
que as almas assumem posições hierárquicas de mais alta responsabilidade,
vão se libertando grandemente do sentimentalismo e da emotividade versátil do
ser humano. A linguagem dos seus comunicados espirituais endereçados à
Terra, já não pode rebaixar-se à altura do melodrama terreno, a que já se
sobrepuseram por efeito de sua emancipação espiritual; exigir-lhes isso seria
quase uma impossibilidade! Por esse motivo, os Técnicos Siderais, sob a
inspiração divina de Jesus, evocaram o espírito de João Evangelista, quando no
seu exílio na Ilha de Patmos, e o auxiliaram a contemplar no além, no plano
astral, os sucessos mais importantes do porvir, impressionando-o com a sua
excessiva dramaticidade. O espírito do profeta foi submetido, deliberadamente, a
uma visão ideoplástica atemorizante, diante do panorama global dos
acontecimentos, e daí ter sido ferido em sua visão pelo espetáculo das “’chuvas
de fogo”’, dos “’montes em chamas”’, dos “’poços de abismos”’, ou dos
“’oceanos de mortos”’. Os quadros que descortinou, as cidades, os mares, os
homens e os animais que descreveu, têm significações cósmicas; por isso tudo
deve ser encarado em caráter global, em relação ao todo, às massas e
continentes, mas não em relação, apenas, às criaturas terrenas, aos credos ou
quaisquer grupos isolados. Os Técnicos Espirituais projetaram e repetiram,
propositadamente, na indescritível tela cinematográfica do mundo astral, as
imagens que melhor representassem os terríveis sucessos gerais do “’fim dos
tempos”, os quais constituem o conteúdo mais importante do Apocalipse.
O Evangelista João, em visão extraterrena, desprendido do corpo físico,
pôde ver e gravar em sua memória etérica todos os acontecimentos futuros,
transferindo os respectivos quadros, depois, para a sua consciência física.
Rememorando, então, o que vira em transe e, dominado ainda pelas emoções
tremendas que o haviam empolgado no instante da visão, impregnou os relatos
apocalípticos de misteriosa energia oculta, mas que, apesar de sua aparência
fantasmagórica, não deixa dúvidas quanto à veracidade dos acontecimentos.
Essa força emotiva, estranha e latente, que lhe caldeia a revelação, é que tem
mantido o fogo sagrado do interesse pelo Apocalipse, embora a sabedoria da
ciência acadêmica queira situá-lo como improdutiva história de fadas! Coalhado
de símbolos estranhos, e incoerente para com a lógica da realidade material, o
Apocalipse é bem um relato assombroso de energia espiritual, onde a
linguagem, ainda que quase infantil, representa um poema heróico a realizar-se
no futuro!”.

É desejar muito que homens da ortodoxia laboratorial venham aceitar


essas explicações de um sábio que em vidas pregressas andou por tantas
civilizações e comprovou pessoalmente tantas assertivas. Mesmo mil provas
não sensibilizarão os donos da ciência material, mas pouco importa para os
Mentores da Grande Hierarquia, pois as ávidas pesquisas da ciência concreta
na busca do conhecimento na medida em que lhe traga enigmas sobre
enigmas, mais forçarão seus representantes a entrar nos campos das
abstrações - que místicos e ocultistas tão bem conhecem - a fim de explicar
aquilo que a complicada instrumentalização e os conceitos básicos das
regências de leis materiais não conseguem apreender.

10. “Aqueles que só admitem a realidade dos acontecimentos sob o


exclusivismo das experimentações científicas e condenam os profetas como
inúteis, não atingiram ainda o limiar hipersensível do sexto sentido, que será
uma faculdade normal para o fim do terceiro milênio. Confundem a ausência de
um sentido que lhes faria perceber a mensagem profética, com o puro
intelectualismo do mundo das formas, que os torna apenas repetidores
incessantes do dito por outros repetidores. Para aferir o valor profético,
acumulam provas, continuamente, através da precariedade dos cinco sentidos,
ao mesmo tempo em que as descobertas se repetem e as leis em uso se
modificam a cada passo. Invocam altos conhecimentos para a fiscalização dos
acontecimentos profetizados, traçados nos céus e, paradoxalmente, fracassam
na sua edificação espiritual na Terra!
(...) Inúmeras vezes o cientificismo se torna até anti-cientifico, pois não raro
os cientistas fogem deliberadamente do estudo dos fatos, quando é certo que
muitos deles exigem a boa-fé inicial até dos sábios! O ceticismo científico é, na
realidade, o responsável pela longa série de derrotas da vossa ciência,
paradoxalmente considerada “’a mais bem informada”’. Idéias, propostas,
invenções simples e teorias singelas têm sido condenadas “’a priori”’ pelo
próprio academismo oficial, como representando coisas aberrativas ou infantis,
para depois serem consagradas por outros cientistas mais estudiosos dos
fenômenos da vida!
(...) Já desapareceu, porventura, esse costume anti-científico entre os
vossos cientistas, que continuam a sorrir, com ares de superioridade, ante as
evidências dos fenômenos espíritas, da comunicação entre os mortos, das
obsessões, e que não conseguem assimilar o sensato processo da
reencarnação? Poucas afirmações, no vosso mundo, têm sido tão tolas quanto
as que os vossos cientistas fazem diante de um caso de xenoglossia,
declarando que se trata de mera associação de idéias. A verdade, entretanto, é
que essa disposição dos cientistas para se agarrarem aos princípios
denominados científicos não passa de uma ingênua beatice do ceticismo
acadêmico, incapaz de “sentir” aquilo que, depois de percebido, se torna
comum e assimilável por qualquer mentalidade reduzida!”.

Viva Ramatís uma vez mais! A lucidez e análise do humano só são válidas
por quem conhece o crítico, aquilo a que ele critica e a composição do soro que
neutraliza o veneno da crítica. Realmente, os geniais céticos de nossa ciência
chegam, em muitas instâncias, a superar aos simples e incultos aborígenes,
aos zulus que ainda caçam com espetos de paus, ou ao caipira que pita seu
fumo de rolo acocorado sobre os calcanhares, frente à palhoça em desalinho,
tal a ingenuidade (ou quem sabe até a hipocrisia pelo fato de não saberem
explicar convincentemente). O fato é facilmente perceptivo quando, por
exemplo, a comunidade científica com seu ortodoxismo vem afirmar que o
universo surgiu do nada e do nada surgiu o big-bang, e do big-bang todas as
coisas se organizaram por elas mesmas, inclusive as leis cósmicas e as leis
mecânicas das rotações e transladações dos planetas e os seus sistemas
solares. Com a maior cara de pau reafirmam que a natureza da Terra é produto
do acaso, ou da inteligência da matéria, que depois de um longo processo de
epigenia natural no mar, com tantas interpolações posteriores de espécies,
surgiria o ancestral do homem e finalmente o homem. E seguindo essa
absurda linha de felizes coincidências, perguntaríamos como o homem sendo
matéria, inventaria os conflitos emocionais, e da matéria emanariam os
pensamentos, o psiquismo e todas as coisas abstratas com as quais nossas
personalidades terrenas convivem? Finalmente, sendo o homem um eu-
matéria, sem Pai nem Mãe espirituais, por que esse homem-matéria inventaria
a lenda de um Criador acima de todas as realidades materialistas, Alfa e
Ômega da existência do universo? Seria somente para o exercício de sua
contradição?

11. “Para provar-vos que os profetas e os videntes preveem as dúvidas da


ciência, assim como advertem, em seus relatos proféticos, de que serão
contestados antes de suas completas conclusões, reportamo-nos a
Nostradamus que, na carta a Henrique II, cent. 56-57, assim se expressa:
“’Então, tendo o Grande Deus Eterno cumprido todos os seus desejos, as coisas
não se sucederão de outro modo, apesar das equívocas opiniões contrárias, que
excedem sempre a todas as razões naturais dos sonhos proféticos”’. Alhures ele
ratifica o seu pensamento, quando na centúria 3-34 diz o seguinte: - “Quando o
sol ficar completamente eclipsado, passará em nosso céu um novo corpo
celeste colossal, que será visto em pleno dia; mas os astrônomos interpretarão
os efeitos desse corpo de outro modo; por isso, ninguém terá provisões em face
da penúria, porque esse corpo é de efeito abrasador”’.
(...) Na realidade, a aura magnética desse planeta, em conjunção com a
Terra, o Sol, a Lua e outras influências astrais adjacentes, será igual a
gigantesco refletor de magnetismo aquecido, resultando lamentável aridez na
parte do vosso globo que ficar mais exposta às consequências catastróficas do
“’fim dos tempos”’”.
(...) A composição do magnetismo etéreo-astral desse planeta, em
comparação com o mesmo campo de forças da Terra, é indescritível
efervescência de assombroso potencial energético, e ultrapassa, então, de 3.200
vezes o mesmo conjunto terráqueo. Inúmeras estrelas que os astrônomos
situam no céu variam, também, quanto aos seus núcleos rígidos e sua aura
etéreo-astral que, dotadas muitas vezes de igual volume material, diferenciam-se
em milhares de vezes quanto ao volume áurico. Esse poderoso imã-magneto,
que circula sobre um ângulo do vosso sistema solar, em sua aproximação
também influi e se combina à aura etéreo-astral dos outros orbes circunvizinhos
da Terra, no conhecido fenômeno de contato astrológico. Os cientistas atlantes
previam a futura influência do planeta intruso sobre o vosso mundo, pois em
seus tratados de astrosofia, a serem em breve conhecidos, já diziam que o “juízo
da Terra seria assistido pela ronda da roda de Ra”, ou seja, pela ronda do globo
responsável pelo juízo da Terra em torno do Sol.
Esse volume de 3.200 vezes maior do que a Terra não é referente à massa
rígida daquele orbe, cujo núcleo resfriado é um pouco maior que a crosta
terráquea. Estamos tratando de sua natureza etéreo-astral, do seu campo
radiante e radiativo, que é o fundamento principal de todos os acontecimentos
no “fim dos tempos”. É o volume de seu conteúdo energético, inacessível à
percepção da instrumentação astronômica terrestre, mas conhecido e até
fotografado pelos observatórios de Marte, de Júpiter e de Saturno, cujas cartas
sidéreas registram principalmente a natureza e o volume das auras dos mundos
observados.
Com a elevação gradativa do eixo terráqueo, os atuais pólos deverão ficar
completamente libertos dos gelos e até o ano 2000, aquelas regiões estarão
recebendo satisfatoriamente o calor solar. O degelo já principiou; vós é que não
o tendes notado. Se prestardes atenção a certos acontecimentos comprovados
pela vossa ciência, vereis que ela já assinala o fato de os pólos se estarem
degelando.
Em breve, colossais ‘“icebergs”’ serão encontrados cada vez mais distantes
de suas zonas limítrofes, os animais das regiões polares, pressentindo o
aquecimento procurarão zonas mais afins aos seus tipos polares, enquanto
peixes, crustáceos, aves e outros animais acostumados aos ambientes tropicais
farão o seu deslocamento em direção aos atuais pólos, guiados pelo “faro”
oculto de que eles serão futuras zonas temperadas.”

Já falamos da orbita desse planeta que vem de fora do sistema solar


segundo as palavras do próprio Ramatís. Esse esclarecimento veio definir ante
o que acreditávamos ser o ‘“Astro Intruso”’ o mesmo Hercólubus das profecias
maias. Agora, parece-nos que o “Astro Intruso” é outro, portanto não sendo o
12º. planeta mencionado pelos ufólogos e por alguns esotéricos. Sobre os
acontecimentos mais assombrosos até o ano 2.000, já nos pronunciamos em
comentário anterior. Entretanto, há de se considerar que com a verticalização
gradativa do eixo planetário, os pólos realmente vinham de há muito
degelando, fenômenos este constatado por Ramatís muito antes da
comunidade cética manifestar-se.

Embora seja evidente para cientistas perspicazes e sensíveis que a Terra


se move em direção de sua antiga posição astronômica, e muitos dos
devastadores acontecimentos ocorridos na natureza devam originar-se
justamente dessa elevação da Terra, a ciência ortodoxa prefere divulgar que o
degelo, a mudança climática, o rompimento da camada de ozônio e todas as
respostas da natureza, nessa desordem mundial, se devam às emissões de
gases poluentes. Graças ao bloco contrário de cientistas, o efeito estufa é
fortemente contestado pela maneira como vem sendo colocado. As causas
elencadas por cientistas formais e ortodoxos e reforçadas suas divulgações por
homens de governos com evidentes interesses, demonstram-se, pelo bloco
dissidente, exatamente com o sentido inverso nas emissões do CO2.

Os cientistas que discordam da mídia controladora das massas mundiais,


nessa verdadeira epidemia de afirmações sobre o dióxido de carbono, são
chamados “hereges”. Os hereges afirmam categoricamente que o gás
carbônico jamais foi fator ou elemento principal do efeito estufa planetário,
mesmo porque sempre houve eras de intenso calor e gelo na Terra. Em contra-
argumento ao processo doutrinário, sistematicamente lançado pelos veículos
de comunicação junto à opinião pública mundial, e ao pseudo fato de a
emissão de CO2 ser o grande vilão do aquecimento global, a corrente herege
aposta que não é a emissão de CO2 o principal agente causador do
aquecimento desordenado, mas o aquecimento desordenado é que vem liberar
quantidades maiores de CO2 já existentes na natureza. Sob essa divergente
ótica, causas e efeitos mudam diametralmente de lado e alteram de maneira
radical e contrária muitas das falsas proposições de propagadores do efeito
estufa, que descem ladeira abaixo.

Nessa linha de contestações, vejamos a interessante exposição do


cientista João Airton Coelho da Rocha, que entregou suas pesquisas sobre os
poluentes atmosféricos ao World Wide Institute, morrendo dois dias depois.
Professor Airton dizia que a bio-vida planetária depende basicamente de três
fatores: uma atmosfera protetora, água em estado líquido e temperatura amena
entre os limites máximos de (-) 50º. C a (+)50ºC.

Ele reafirmou que os únicos organismos vivos produtores de oxigênio são


os fitos plânctons, que mantém oxigênio na atmosfera com somente 4% de
produção e que a camada de ozônio possui buracos por onde o oxigênio
consegue escapar. A 50 km de altitude está localizada a camada de ozônio O3.
Nessa camada existem buracos por onde o oxigênio vaza naturalmente para o
espaço exterior. Para ali atingir, o oxigênio leva mais de 10 anos e nesse
caminho o oxigênio passa por diversas camadas.
O informe do professor ainda ressalta que até os 12 km de altitude todas
as toxinas liberadas precipitam-se em forma de chuva e retornam a Terra. Dos
12 km até os 40 km existe uma faixa onde não há precipitações. Nessa última
faixa, grandes quantidades de oxigênio se perdem, pois são oxidadas ao reagir
com elementos poluentes e detritos presos na camada.

“O professor reafirmou que os mais perniciosos veículos de


destruição da camada de ozônio são os foguetes transportadores de
naves e os satélites, pois ultrapassam as camadas superiores liberando
combustíveis e detritos danosos ao equilíbrio da atmosfera”.

Estados Unidos, Rússia, França, Inglaterra e China encabeçam a lista com


80 % de participação e igual responsabilidade pelo atual caos atmosférico do
planeta.

12. “A presença do “’Astro Intruso”’ (sob certo teor cabalístico), que deve
elevar o eixo da Terra, está explícita na linguagem do profeta João, quando diz
(VIII-10) “’E tocou o terceiro anjo uma grande estrela ardente como um facho, e
caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas”’. Na sua visão
extra-corpórea, que a técnica sideral preparou num fabuloso resumo
ideoplástico, que anulava a idéia de movimentos gradativos, o evangelista viu
“’uma estrela cair”’, mas essa queda, que lhe pareceu rapidíssima, abrange todo
o espaço de tempo ocupado pelo “’Astro Intruso”’ na sua lenta aproximação da
Terra. Em virtude de João apreciar em poucos minutos, a sucessão de
acontecimentos que ocupariam séculos, tudo lhe pareceu rápido, presente, com
os seus movimentos aceleeradíssimos, devido à ausência da noção gradual de
tempo”
(...) A firma o evangelista: “’E a grande cidade (a Terra) foi dividida em três
partes”’ (capítulo XVI-19), completando seu pensamento no versículo 20: “”E
toda a ilha fugiu, e os montes não foram achados””. Ele descreve as principais
modificações que sofrerão os oceanos Pacífico e Atlântico, com as emersões da
Lemúria e da Atlântida, que formarão extensa área de terra, do que resultará a
existência de apenas três continentes, para melhores condições de existência da
humanidade futura. E a grande cidade, isto é, a superfície do vosso globo ficará
dividida em três partes.
Depois, o evangelista prediz com perfeita exatidão o que acontecerá após o
terremoto, quando as paisagens familiares e conhecidas não serão mais
encontradas, naturalmente por terem sido substituídas por aspectos novos: ‘“E
toda a ilha fugiu e os montes não foram achados”’.
As estranhas mutações no clima costumeiro da Terra, provocadas pelo
degelo contínuo e pela influência magnética do “’Astro Intruso”’, culminarão na
produção de chuvas de pedras, “’como do peso de um talento”’.
E diz mais o profeta: “’E as cidades das nações caíram, e Babilônia, a
grande, veio em memória diante de Deus, para lhe dar de beber o cálice do vinho
da indignação e da ira”’. Quer isso dizer que as terras submergiram devido a
elevação gradual do eixo. E Babilônia, a grande (a humanidade desregrada), veio
em memória, isto é, apresentou-se para julgamento com a memória de seus
atos, pecados e virtudes, desregramentos e sublimações, perante Deus, para a
seleção à direita ou à esquerda do Cristo, na separação já prevista.
Os habitantes da Terra terão, portanto, de prestar contas de todos os seus
atos e ser responsabilizados pela semeadura realizada nas reencarnações
passadas; hão de submeter-se ao “’juízo final”’, a fim de serem situados
carmicamente nos mundos que lhes são afins com o grau espiritual de então. Na
verdade, não serão propriamente a “’indignação e a ira de Deus”’ que há de cair
sobre os faltosos, mas simplesmente o efeito, a consequência das infrações
destes à Lei da Evolução”.

Segundo cálculos sobre as profecias, informados por Ramatís, somente


1/3 de seus moradores permanecerá na Terra, os demais 2/3 deverão ser
levados para o “Astro Intruso”, onde ficarão por um determinado tempo a fim de
se purificar. Outros cálculos nos dão conta de que serão 2/5 os que
permanecerão. De todas as formas o cálculo é aproximado, ficando abaixo de
3 bilhões.

13. “A figura da Besta descrita por João Evangelista no último livro que faz
parte da Bíblia, intitulado “’Apocalipse”’, é um simbolismo do desregramento a
que há de atingir o vosso mundo, conjugando-se a todas as paixões inferiores e
formando uma só consciência coletiva, composta das criaturas invigilantes.
Simboliza um comando pervertido, ou seja, a dominação por parte de um grupo
que submeterá aos seus caprichos determinada quantidade de seres.
(...) A Besta apocalíptica representa, pois, a alma global e instintiva de todas
as manifestações desregradas: ela age sorrateiramente sobre as criaturas
negligentes e sempre lhes ajusta as emoções contraproducentes, a fim de
incentivar para a insanidade, a corrupção e a imoralidade geral. O reinado da
Besta, como o de Satanás, implica na existência de súditos que são os
gozadores das bacanais lúbricas dos sentidos humanos e das paixões
aviltantes, herdadas do animal.
(...) Não vos esqueçais de que o simbolismo da Besta alicerça-se
exclusivamente no instinto humano desregrado, que pode manifestar-se em
qualquer latitude geográfica do mundo ou setor de trabalho religioso, filosófico,
científico ou social. (...) Na política, buscam o voto do eleitorado e depois
dilapidam o patrimônio público; na ciência, empregam a cerebração genial no
desenvolvimento da indústria bélica para a destruição em massa; na religião, a
esperança do céu é vendida a título de mercadoria imponderável.
No apocalipse, os agentes nefastos da política, da ciência e da religião são
representados sob a alegoria de três espíritos imundos semelhantes às rãs,
porque esses homens abomináveis se parecem com répteis asquerosos, do
charco, visto que, devido a pele escorregadia que lhes dá a proteção desonesta,
escorregam e escapam das mãos da Justiça!
(...) a Besta apocalíptica, que representa um desregramento geral, continua a
endereçar o seu convite voluptuoso à vossa humanidade e prevê com êxito a
corrupção total dos costumes tradicionais. Um dos mais característicos sinais
de que a Besta começa a agir com despudorado cinismo é a volúpia das
criaturas em se desnudarem nos folguedos do mundo; iludidas pelo senso
psicológico do século eletrônico, confundem a subjetiva ansiedade de
desregramento psíquico com a nudez inocente do selvagem e a naturalidade da
criança. Quando a nudez começou a imperar desbragadamente em Sodoma e
Gomorra, Babilônia e Roma, a Técnica Sideral sabia que isso significava o fim de
uma civilização; por isso o fogo purificador procedeu à benéfica desinfecção do
ambiente lúbrico, em que as hordas selvagens funcionaram como retificação
dolorosa para os espíritos também embrutecidos”.

Parece-nos que Ramatís teria ditado tais comunicações no dia de ontem,


tamanha a similitude dos fatos da atualidade com os de suas narrativas em
1948. Os desregramentos da humanidade, no entanto, são ainda maiores do
que se imaginariam nas linhas gerais traçadas pelo Mestre. Nos dias atuais a
vida tornou-se excessivamente violenta, o perigo ameaça a todos os cidadãos
em qualquer lugar onde se encontrem; a Besta tornou-se muitas vezes mais
feroz e poderosa do que previsto e os valores se hão invertido de tal forma que
os bons padrões da educação familiar chocam-se com a generalidade, se
fragmentam e diluem a todo instante, sendo “esquecidos” pelas gerações. Sem
a menor dúvida que a única fonte, cujo manancial consegue respaldar as
consciências confusas e desejosas de não perder valores morais contra os
hábitos nocivos de um dilacerado mundo, se encontra nos ensinamentos da
verdadeira espiritualidade.

Cristo alcança as almas em seus vários níveis de existência, mas sua


mensagem é sempre a da salvação e evolução pela prática dos nobres valores.
Esse é um paradigma divino revelado desde a vinda de Jesus à Terra, e
seguido pelos milênios como o guia seguro e infalível para todos, não
importando raças ou culturas. A mensagem de Cristo foi e é universal; foi
trazida há 2.000 anos unicamente para a consciência humana em sua reta final
rumo aos portais de uma nova civilização que hoje se anuncia. Esse é um dos
motivos de Cristo ser responsável também por julgar e separar o joio do trigo,
pois ele sempre esteve junto com a humanidade, ensinando, abrindo veredas e
trazendo almas mais avançadas para iniciações em níveis de mestrados.

14. “Ante a proximidade do milênio do mentalismo, a seleção se faz urgente,


porquanto as condições educativas terrenas vão permitir que o homem
desenvolva, também, as suas forças íntimas para futuramente situar-se na
posição de cooperador eficiente do onipotente. Se os “esquerdistas” de vossa
humanidade ficassem com direito a viver na Terra, no terceiro milênio, em breve
seria ela um mundo de completa desordem, sob o comando de geniais celerados
que, de posse das energias mentais, seriam detentores de assombroso poder
desenvolvido para o domínio da vontade pervertida! Os maiorais formariam uma
consciência coletiva maligna e invencível pelo restante, que se tornaria escravo
desse torpe mentalismo! Seria uma execrável experimentação científica
contínua, de natureza mórbida, uma degradação coesa e indestrutível sob o
desejo diabólico, como se dá com certos magos que hipnotizam o público no
teatro e submetem grupos de homens à sua exclusiva direção mental!
Por isso serão separados imediatamente os candidatos ao diabolismo
terrestre, evitando-se que se repita o acontecido na Atlântida, onde os magos
negros da organização da “Serpente Vermelha”, conseguiram açambarcar as
posições chaves da coletividade. A fim de desalojá-los de sua posição perigosa
e salvar a integridade moral dos bem intencionados, o Espaço teve que
empregar exaustivos e severos recursos incomuns, que pesaram na economia e
no equilíbrio magnético e psicológico da época. A terapêutica sideral não mais
podia ser contemporizada; o ambiente estava impregnado de terrível energia
que, na forma de “um elemental virgem”, agressivo e destruidor da matéria fina,
era utilizado discricionariamente para fins nefandos.
Então os Mentores Siderais fizeram reverter essa energia sobre a crosta do
orbe, numa operação que diríamos de “refração” sobre os próprios agentes de
todos os matizes, que a manuseavam. Os atlantes, em sua maioria, passaram
então a funcionar como “captadores” vivos das forças deletérias em liberdade e
que manuseavam à vontade; mas incorporaram em seus veículos astro-etéricos
a quantidade correspondente a cada culpa belicosa ou uso desregrado,
tornando-se portadores de uma carga nociva, do elemental tosco, primitivo,
imune à medicação comum.
O resultado disso a vossa humanidade ainda está sofrendo, pois esse
elemental, essa energia agressiva, lesiva à matéria mais fina, e profundamente
corrosiva, está sendo expurgada pelos corpos físicos na forma confrangedora
conhecida pela patogenia cancerosa. O câncer identifica ainda os restos dessa
substância virulenta do astral inferior, que foi utilizada com muita imprudência
por parte dos atlantes, acarretando um “carma” que deverá durar até o princípio
do terceiro milênio e cuja “queima” está sendo apressada pelo Espaço, motivo
pelo qual aumentam atualmente os quadros mórbido de câncer”.

A ciência terrena não se baseia na sabedoria milenar para avaliar os casos


de doenças e especificamente as origens do câncer. No entanto, há décadas
luta para vencer os seus efeitos com medicação pesada e processos
terapêuticos que acabam por provocar nos pacientes problemas colaterais
terríveis, quando não os levam ao óbito mais rápido do que se seguissem
tratamentos menos pesados e até naturais. Não desconhecemos que há casos
em que os tumores malignos enraizados sob a conhecida metástase, já
contaminam os órgãos e sangue do portador, drenando-lhe rapidamente as
energias. E malgrado os esforços da medicina, o tratamento em regra geral,
como dissemos, somente contribui para acelerar o processo de desencarne,
pela impossibilidade de promover a cura ou estender mais alguns anos de vida
ao paciente, sob condições, tanto quanto possíveis, razoáveis.

Os avanços da ciência, sobre o tratamento do câncer, não são ainda


suficientes para a cura e nem para a prevenção total. Os métodos de
prevenção, quando aplicados, são para os casos de efeitos cármicos
controláveis, ou de contaminação de metais e de outros elementos nocivos ao
organismo, não estando ao imperativo de um processo expurgador necessário
e programado para o ego desde sua descida à Terra. Para esses últimos casos
não há métodos preventivos através da medicina oficial. A maioria das pessoas
que encarna sob o signo do sofrimento cancerígeno precisará realmente
passar pelo expurgo da energia entranhada nas células de seus corpos
espirituais, por débitos do passado. Uma faixa de eletivos ao câncer conseguirá
escapar de seus efeitos dolorosos, se optar pela espiritualização e pelas obras
de auxílio aos irmãos da humanidade. Nesses casos, poderá haver uma
inversão do processo mórbido da doença, pela constante entrada de energia
balsâmica das correntes espirituais, obstando assim o avanço dos tumores e
ações no sangue. E isso de fato acontece.

Entretanto, conforme já expusemos noutro trabalho aqui editado, havendo


a medicação e terapia pesadas surtido efeito sobre o avanço cancerígeno mais
intenso, fazendo retroagir sua manifestação, duas principais consequências
poderão advir pelo fato de a energia deletéria não ter ainda se extinguido. A
primeira é a energia, que no processo obrigatório do expurgo não encontra
saídas nesse ou naquele órgão aonde se manifestava, vir procurar outro ponto
onde se externar. Assim, o processo recomeça noutro local. A segunda, devido
à potência da medicação e terapias com produtos químicos de impacto, em
que a energia cancerígena foi inibida na sua ação, não podendo assim se
manifestar integralmente, a energia virá guardar-se nas suas maiores
proporções para novamente se externar noutra encarnação. Em compensação,
a saúde geral do corpo estará completamente abalada e debilitada pela
violência utilizada nos processos de combate ao câncer. Logo, a pessoa não se
livrará do câncer enquanto a energia armazenada não se liberar
completamente.

Sob a ótica do carma, o sofrimento dessa terrível doença precisará ser


suportado até o seu final por quem é dela portadora. A não ser que pelas vias
da caridade, haja condições dela ser naturalmente atenuada ou neutralizada
por completo, conforme já exemplificamos. Porém, cada caso detem suas vias
cármicas pessoais que se cruzam ou se somam, e nem sempre outra solução é
encontrada senão o padecimento, o que não significa sempre a morte rápida.
Há diversos casos em que o portador do câncer luta muitos anos usando
medicina terrena, embora sem reais avanços na cura. O corpo biológico age
como uma esponja que absorve as boas e as más energias acumuladas em
nossos corpos sutis desde muitas encarnações, e os resultados bons ou maus
aparecem sempre.

Reproduzimos a seguir, trechos de uma notícia assustadora acerca de


diagnósticos de câncer de mama, editada por globo.com-Ciência e Saúde:

“O governo dos Estados Unidos decidiu nesta terça-feira (20) (julho de 2010)
criar uma comissão para investigar a suspeita de erros em resultados de exames
para detectar o primeiro estágio do câncer de mama. A notícias foi divulgada
pelo jornal "The New York Times", que relatou casos de mulheres que teriam
sido operadas sem necessidade.
Entre todos os tipos de câncer de mama, o mais comum é o carcinoma
ductal. Ele ataca as células do canal por onde passa o leite materno e pode se
espalhar pelo seio. O primeiro estágio desse tipo de câncer é o carcinoma ductal
in situ, que pode ser detectado por meio de biópsia, uma agulha que retira para
análise amostras de célula da mama.
Segundo o "New York Times", a interpretação dos resultados desses
exames de biópsia não tem sido 100% segura nos Estados Unidos. O governo
americano resolveu fazer um levantamento dos diagnósticos depois de receber
a informação, pelo jornal, de que 17% de todos os casos desse tipo de câncer
podem estar errados, ou seja, a doença não existiria.
Uma associação americana formada por pessoas que venceram o câncer de
mama afirma que 90 mil mulheres receberam diagnósticos errados de carcinoma
ductal no país. Muitas passaram por tratamentos incorretos por causa dessa
avaliação errada dos resultados. Algumas fizeram cirurgia sem precisar”.

Não desmerecemos os esforços de sérios pesquisadores a fim de


encontrar soluções para os problemas humanos, e dos profissionais honestos,
competentes e sensíveis aos sofrimentos da humanidade. E são muitos esses
bons profissionais utilizando tecnologia inteligente apesar de os monopólios
das grandes organizações mundiais, que visam unicamente o lucro, dominarem
as pesquisas e procurar obstruir cada vez mais o desenvolvimento da medicina
natural. Os diversos ramos da ciência estão longe ainda de domar o carma na
sua generalidade. E nem a humanidade atingiu o momento em que as doenças
poderão ser erradicadas do planeta pela ação mínima de remédios, terapias e
cirurgias. No entanto, os cientistas materialistas e os interesses financeiros
desconstroem alguns dos esforços de pesquisadores sensíveis às mensagens
e auxílio dos mundos superiores, criando cercos e barreiras cada vez mais
difíceis de transpor para o avanço de processos naturais de curas, que se
somariam às conquistas já verificadas pela medicina acadêmica. A homeopatia
é ferozmente perseguida por grande parte da comunidade médica e científica
que não entende seus efeitos pela ação de um processo endógeno nos corpos
sutis do homem. A essa endogenia se conjugam as prescrições da medicina do
espaço em tratamentos não convencionais com bons resultados já
comprovados. Porém, as organizações monopolizadoras da farmacologia, não
explicam porque tantos medicamentos milagrosos e caros são retirados de
circulação anos depois de continuados usos, quando se comprovam seus
efeitos danosos à saúde e por serem responsáveis por casos letais. Então
desaparecem das prateleiras das farmácias as coloridas embalagens e as
fórmulas de terminologia complicada, indecifráveis pelos consumidores, que
somente entendem que o remédio foi feito para curar seus males. E contam
dezenas os remédios já retirados da comercialização nos últimos anos.

O mecanicismo da atual processualidade laboratorial e o desprezo


universitário aos tratamentos da medicina natural, são de fato os responsáveis
por esses diagnósticos errados, acusados por aquela associação americana.
Muitos diferentes casos em que tanto os diagnósticos quanto às cirurgias foram
errados e desnecessários, provocaram danos irreversíveis à saúde de
inúmeras pessoas.

Para encerrarmos a primeira parte dessa resenha, escolhemos mensagens


finais, concomitantes com os acontecimentos que se avizinham. Os trechos
tomados são auto-explicativos e compreensíveis ao que a maestria de Ramatís
pretendeu passar aos esotéricos, espíritas, religiosos e às pessoas de boa
vontade. Todas essas consciências - alvos de Ramatís para um maior estímulo
e confiança - mantém acesas em seus corações as chamas da esperança de
um mundo melhor, e, principalmente, trabalham com vontade e dedicação para
o desiderato.

15. “A subtração magnética é uma sucção gradativa, partida do astro


inferior, a que cada alma responderá conforme sua faixa vibratória, revelando a
sua maior ou menor afinidade com as condições de vida primitiva que lá existe.
Os espíritos de vibrações rapidíssimas, em faixas vibratórias mais sutis,
escaparão da influência do planeta e, portanto, não sentirão o futuro
entorpecimento magnético, um estado de morte aparente e consequente
flutuação compulsória na atração para o orbe estranho. Os “esquerdistas”,
porém, sentir-se-ão sob estranha hipnose, que os deixará inquietos, ignorando
de onde provém a força atrativa e succional; perderão o senso do local em que
permanecerem até aquele momento, e envolvidos por forte torpor, terminarão
trasladando-se para o meio inóspito do planeta higienizador, no qual só
despertarão para a recapitulação das lições negligentes na Terra. Mas o que há
de predominar nesse processo migratório exótico será justamente a afinidade
psíquica de cada espírito para com o planeta primitivo”.

16. “Quando o astro retornar, isto é, em sua nova aproximação da Terra,


daqui a 6.666 anos, em que ficará um tanto mais distanciado da órbita terráquea,
pelo gradual afastamento nas oscilações cósmicas expansivas, aqueles que já
estiverem livres de suas mazelas e da carga magnética deletéria, farão a
transmigração em massa para a Terra, enquanto os mais recalcitrantes
continuarão nos ciclos reencarnatórios depurativos do próprio planeta-exílio”.
17. “Antes de Jesus, na velha Atlântida, já os profetas afirmavam que
haveria modificações no “eixo da roda”, ou seja, o eixo da Terra. Hermes
Trimegisto, o insigne instrutor egípcio já dizia:
“’Na hora dos tempos, a Terra não terá mais equilíbrio; o ar entorpecerá e os
astros serão perturbados em seu curso”’.
E Isaias o confirma (LXV-17) quando diz: - “’Porque eis aqui estou eu, que
crio uns céus novos e uma terra nova; e não persistirão na memória as primeiras
calamidades, nem subirão sobre o coração”’.
O evangelista Lucas também adverte (XXI-10): “’E aparecerão grandes sinais
nos céus”’ (queda virtual das estrelas e abalo ou comoção nos céus). João
Evangelista, no seu Apocalipse (VIII-7) anuncia: “’E caiu do céu uma estrela
ardente, como um facho, e caiu ela sobre a terça parte dos rios e sobre as fontes
das águas”’.
E no capítulo VI-13 “’E as estrelas caíram do céu sobre a Terra, como
quando a figueira, sendo agitada por um grande vento, deixa cair os seus figos
verdes”’.
E no capítulo XXI do Apocalipse, le-se o seguinte: “’E vi um céu novo e uma
terra nova, porque o primeiro céu e a primeira terra se foram”’, ou seja: a velha
Terra, inclinada no seu eixo, e o velho céu familiar a todos, modificaram-se ou
se foram. O profeta seixa subentendido que, devido a mudança do antigo
panorama sideral, os cientistas terão que modificar os seus mapas zodiacai9s,
em cada nova latitude e longitude astronômica peculiar a cada povo,
organizando-lhes outros quadros do “’novo”’ céu”.

18. “A humanidade terrena do terceiro milênio, deverá ser constituída dos


espíritos que forem selecionados no “’Juízo Final”’, até o fim deste século,
compreendendo as criaturas fraternas, honestas, avessas à guerra, à crueldade,
à maldade, sumamente devotadas às coisas espirituais, cujo carma se apresente
de modo mais favorável a permitir a vida em um mundo melhor.
Em face de a Terra verticalizar-se, na próxima elevação do seu eixo, dar-se-á
melhor ajuste entre as suas estações, resultando disso estabilidade do clima,
predominando as fases da Primavera e do Outono. Isso favorecerá à eliminação
dos resfriados, gripes, bronquites, pneumonias e todas as moléstias peculiares
ao sistema respiratório, consequentes de oscilações violentas da atmosfera.
Embora ainda devam manifestar-se na Terra outros tipos de enfermidades
comuns ao homem, estas serão provenientes do sistema nervoso em particular,
podendo ser curadas com êxito pelos processos da psicoterapia e
cromoterapêutica. A humanidade do terceiro milênio, não obstante ser ainda
necessitada de trabalho árduo e contínuo, poderá dedicar maior soma de tempo
à Arte, à Ciência, à Filosofia e, principalmente ao estudo disciplinado da Alta
Espiritualidade. Poderá controlar perfeitamente os efeitos do clima e por em
prática extraordinários sistemas de domínios das forças da natureza.
Majestosas civilizações desenvolver-se-ão nos atuais pólos, gozando a
plenitude de um ambiente estável e acolhedor, livre das comoções geológicas
extremistas e das intempéries que surpreendem à lavoura e abatem o ânimo do
trabalhador. Muitos sonhos e ideais elevados já serão possíveis de concretizar-
se nesse breve porvir do vosso globo, pois, embora seja ainda um mundo
imperfeito, deverá gozar das credenciais de uma esfera em vias de se tornar
morada superior!”

19. “A terra que se encontra debaixo das gigantescas camadas de gelo, dos
pólos, cessou de produzir logo que a Terra sofreu a inversão do seu eixo,
quando da submersão da “’Grande Atlântida”’, há mais ou menos 27.000 anos.
Mas trata-se de terra nutrida, que pôde conservar seu húmus e vitalidade em
estado latente. Quando os raios solares começarem a despertar toda a energia
adormecida nessa região, que é poderoso cadinho de forças telúricas, a própria
erva de qualidade rasteira poderá atingir até um palmo de altura, e qualquer
vegetal se transformará em espécie gigantesca e de contextura carnuda. O
carvalho, o álamo, os cedros, pinheiros, árvores frutíferas como as nogueiras,
amendoeiras, as majestosas perobeiras e figueiras bravas para o lenho e para a
cobertura, encontrarão a magnificência de um solo ubérrimo, capaz de enfeitar a
superfície dos pólos qual frondosa cabeleira de vegetação gigantesca”.

20. “As convulsões geológicas e as inundações, como produtos naturais de


elevação do eixo terráqueo nos acontecimentos profetizados, não permitirão,
logo de início, uma absoluta estabilidade e segurança mesológica. Devido à
mudança das linhas tradicionais do equilíbrio geofísico e do magnetismo
terráqueo, continuarão a registrar-se, ainda, certos impactos subterrâneos,
embora cada vez mais fracos. Apesar de apresentar a Terra satisfatórias
condições de habitabilidade, a humanidade terrícola ainda não encontrará, no
princípio do terceiro milênio, um panorama edênico e venturoso. Serão
aplicados todos os esforços e conhecimentos artísticos, científicos e educativos
para a edificação de um cenário agradável à existência humana dos escolhidos.
O êxito desejado nãos era obtido de modo ‘“ex-abrupto”’, mas sim no decorrer
dos primeiros dois ou três séculos, como fruto do entendimento entre as
criaturas bem intencionadas. Distantes das angústias atuais em que o fantasma
da guerra exige que a melhor parte dos proventos humanos seja transformada
em armamentos assassinos, todos os esforços e realizações não de convergir
apenas para um só objetivo – um mundo melhor!
Ao começo, quase tudo estará por fazer e renovar. O final do vosso século
será qual o fim de uma festa bacânica, em que os destroços se amontoam por
todos os cantos, em face da incúria do homem e da brutalidade dos elementos
da natureza justamente irritados pela agressividade humana. As margens dos
mares, lagos e rios e os novos panoramas geográficos, as ruínas batidas pelos
ventos melancólicos das intemperanças e desilusões humanas, demarcarão os
restos de algumas orgulhosas civilizações, que se submergirão sob as paixões
desregradas e a distância do Cristo amoroso.
A face enrugada da Terra, os cenários inéditos e as numerosas surpresas
consequentes da elevação do eixo, hão de requerer novas providências no
reajuste e na classificação geológica. A vegetação selvática, nutritiva e seivosa,
revelando-se através de espécimens gigantescos, na região dos pólos
degelados, inspirará um viveiro de indústrias pletóricas para o bem da
humanidade renovada. Graças aos registros da memória “’psico-etérica”’ do
homem, onde se reflete o resumo de toda a escalonada do espírito, ele fará
inteligentes adaptações ao panorama modificado, e a sua experiência do
passado induzi-lo-á a eliminar o excessivo, o fútil e o inadequado, para só
edificar agrupamentos cercados do essencialmente benéfico e necessariamente
indispensável. Não se verão mais os monstrengos atulhando os cemitérios, na
forma de ricos mausoléus que atestam a vaidade humana ainda depois da
morte; desaparecerão os monumentos graníticos que estratificam o orgulho dos
homens nas praças públicas, apenas porque cumpriram o dever que se lhes
havia solicitado como aos mais credenciados para certas responsabilidades!
A existência humana, no terceiro milênio, será toda consagrada ao bem
comum; os valores espirituais hão de predominar sobre as estultícias das
glorícolas bordadas nas pedras e gravadas no solo instável de um mundo em
transe para novas configurações futuras. Todo o aspecto edificativo do mundo
deixará sempre uma fisionomia de transitoriedade; perceber-se-á que o homem
já delineia as suas atitudes para o fim espiritual, olvidando pouco a pouco a
preocupação aflitiva de eternizar-se no meio físico. E a estabilidade do clima,
pela perpendicularidade do eixo e a ausência das variações tempestuosas, que
são produtos dos desequilíbrios barométricos, auxiliá-lo-ão a compor uma vida
tranquila e profundamente saudável”.

Voltamos a ressaltar que os acontecimentos mundiais não deixam


quaisquer dúvidas acerca do momento apocalíptico em que estamos vivendo.
A própria ciência se vê constantemente em becos sem saída para confirmar
tudo aquilo que apregoa, estando dividida. Sabemos nós, os esotéricos e
espíritas, o quanto as inteligências geniais vem trabalhando ao longo dos
milênios em oposição ao Plano da Criação em andamento na Terra. Muito mais
agora em que, segundo consagrados ocultistas e comunicadores do plano
espiritual vêm afirmando, o momento é de trazer ao claro muitas revelações
que estarrecerão ao mundo. Já estamos estarrecidos tanto pelas versões de
uma nova história mundial que homens corajosos ousam contar desafiando
poderosas organizações, mediante achados arqueológicos e de documentos
antigos, quanto atemorizados pelas incríveis aberrações humanas realizadas
contra a própria vida, contra a razão e o senso natural, e pelas loucuras
generalizadas que assistimos diariamente.

Para onde irão esses homens e mulheres que vivem do fútil e do


consumismo, da imagem física e dos prazeres e vícios insaciáveis? Que
mundo é esse que com tanta paixão bilhões se entregam como se fora um
mundo de realidades, mas sustentado por uma máquina poderosa de criar
ilusões a lançar sempre um véu dissimulador sobre as consciências distraídas?
E que máquina é essa de fazer guerras, prostituir, espalhar o terror, a fome, a
doença e a morte, como simbolizam os quatro cavaleiros do apocalipse, de
dominar a Terra por meio de homens da política e senhores da sorte?
Sabemos para onde irão, Ramatís nos contou com riquezas de detalhes, pois a
colheita já foi feita e todos fazem o que desejam para depois não virem
reclamar de injustiças de Deus, quem em Deus muito mal acredita. Está escrito
no apocalipse, não lê quem não quer.

Na segunda parte dessa obra abordaremos mensagens atuais vindas


daqueles que se inserem no processo de alertar e velar pela humanidade, e de
mestres que trabalham para a passagem desse ciclo confuso e violento para
um tempo melhor, conforme nos prometem as profecias do passado.

Rayom Ra

14/09/2010