Você está na página 1de 21
ee ee ee Ree te eee es retest eee end Coe ee neo aed Brasil, na busce de uma melhor organiza- ee eS te ec Cc Fa no vaste campo da educagdo. ‘A equipe de coordenagéo nacional da De Oey oe ee ce eee ea eee Cty ee se tomar um instrumento para provocar Ore eet eee ee eee eee es ety principalmente com as contribuigbes do eee cd pastoral da educagdo: estudos para Cea (dir ly nN ty APRESENTACAO Ahistéia da educagio no Brasil est intinsecamenceligada so empenho da Igreja Calica pela educasgo, Especialmente apis © Conclio Vaticano H, a Igeja no Bra, na busca de uma melhor onganiagio de sua misso, vu forescera Pastoral da Educago como presenga vangelzadora no vaso campo da educacio. ‘Ao olhar para o recente passado, consideramos o fecundo caminho de muitas dioceses ¢ regionais na implementacio da Pastoral da Educacéo, Um m 4 publcagio, em 1992, por parte do episcopado brsilezo, do im- portante documento Bdvcaeo, lee sociedad, Passadas mas de dias décadas dessa publica, reconhecemos que a experitncia dos limos tempos eos nove dsafospedem indicagto mais precisa de cxeneasbes para o desenvolvimento c fortlecimento dessa pastoral Asim, a equipe de coordenasao nacional da Pastoral da Educisio centre Tgeja no Beas sce extudoiniulado Patna de Educa etude para dierizesnacionais,Pabliad na coleséo Estudos da CNB, cxporase que o presente texto sea arplarnencedivulgado estudio, Desde jf ee texto pode se torr um instrumento para provocar ointerese pela Pastoral da Educagio nas comunidades dgneas particulates. Esperamos que o texto sea cnriquecido, princi palmente com as contribuigbes de educadorese pastores. Ao Sina ‘eaconerams fica pare as emendas que poder ser remetidas & nossa Comissio até 0 prazo de julho de 2017. 20 dese itinertio pés-conciliar fo ‘Agradecemos Aqueles que ji ofereceram sua colaboracio © 2 tancos outtos que continuario a colaborar + Joo Jstng de Medeiros Siva Tipe Aur de Belo erate Praidente Comisdo Episcopal Pastoral ene Cult es Eder + Jilio End Abaming, SAC ‘apo Ala de So Palo ‘Meno da Comisio Epicopal Pastoral para Ciara ea Bacio ‘Bipo Referenclpara Pastoral da Eda INTRODUGAO Dei ates wr indo camino educeional, qu fga creer as rt lingua gue uma pea made deve saber falar a lingua da ‘mente alin do ona lingua das mdo.Harmoniasament, Ji 6 poraro que sent ques fz; sentir bem o que e pent 20 gus fis fizer bem 0 que pense 0 gue se see (Papa Francisco. Enconuo com a comunidade escolar em Roma, 10/05/2014), 1. Aceducasso é uma grande rea na qual Igrea sempre quis ser pioneta,seja com suas préprias instcuigdese projetos, seja como parceira atuante e quilficadora das iniciativas governamentais. ‘Como nos relembram os Bispos do Brasil, “a Igreja tev sempre viva ‘consciéncia de que lhe cabe educar’! Neste sentido, adverte-nos 0 Comanicade final do Congreso Mundial para a Educagio Catéicn? “Nos anos do pés-Concilio, 0 Magistério wiras vere se pronunciou sobre aimporeincia da edueagio esobre a contribuigio que a comu- nidade crits Ihe deve oferecer principalmente nos lugares onde hi uuma emergéncia cducaivaevidente, Na verdad os centrosealicos deeducasio nio sio apenas dispensadores de competéncia, mas, por ‘ua préipria narureza, So lugares de enconto, de dilogo ede cres- cimento rnduo num percurso de educagio para a vida que se abre 40$ outros na perspectiva do bem comum”. Hoje, num eomtexto de rmudanga de época, somos convidadosarevitaliar nossa presenga nos cexpagos de educacéo formal e nas novas modalidades da edlucasio, fortalecendo a vocagio ea missia de todos os sujitas que extio af "CUR haa esc Dunes a CNB. Sa atts 2.9.22 Cama to ones nda ea Ea Cat. Ds er ‘wausdzetawiesteecterepatinepe edanecaiaiaonsestae angeiomonan sate agg thn assoc e016 Doane ac pes ema Coma cenvolvidos. 2. A presenga evangelizadora da Igeja no mundo da educasio e © culdado com a educacio catéica sao desafios importantes para a grea, sempre mais empenkada "para realizara ‘Nova Evangelizaglo! em um contexto histérico e culeural em constantetransformagio” uma ver que a “missio educativa caélica nase, como no passado, da propria idencidade da Igreja que se fundamenta na mandara da cvangelizago: ‘ide por todo o mundo e anunciaio Exangelho a todas ascriacuras (Me 16,1555)" 3. © Bispo de Roma sublinha, desse modo, arés aspectos que podem pautar essa reflex: 2) 0 valor do didlogo na educassos b) a preparasio qualifcada dos educadoresc) o dom peculiar das Escolas « Universidades Caclicas nos eampos da educagfo, clénciae cultura Dialogando, qualificando nostesedacadores e inserindo-nos,a partie do Evangelho, nos espagos de educagio, ceremos, com certeza, a8 sretizes fundamentals para uma autéatiea Pastoral da Edvcasio, Antes, porém, de adentratmosas diretczespropriamente dts, alguns conceitos si fundamentas. Conceito de Pastoral da Educagéo 4, Pascoral da Educagdo 64 ago evangelizadora da Tgeja no mun- do da educagéo, compreendida como instincias ou institnigbes de ‘educagéo formal ou popular, sistematizada ou ocasional, estruwuras, processs, politica « prticas educatvas:¢, prioritariamente, como ‘pessoas, familias e comunidades que se envolvemn com educa¢io, 5. _ A Pastoral da Fducacio pretend desenvolver processas eagées pastorais nesses imbios descitos pata realizar a sua obra evangelaa- *apnenanCsco Auster cies Abies Pars da Corpo aa ates es dt) aan 1SDX01A Dagon eon a * cme fal 2. 0 dora e contsibuir com a humanizacio da nossa sociedade, © que a Pastoral da Educacao pretende ser 6. A hue da experéncia evangliadora da Ipeja, a Pastoral da Educagio pretende ser 4. a presengaevangoizadora da Teja no mundo da educa- ‘io, posbilitando, por meio de procesos pedagégicos © pastoris, ocaconto das psoas com os valores do Reino dde Deus, como o amor, vedade eo bem? uma reflerioagSo conjunta que questions eiticament, luz dos valores evangics,»educago em s, ox procesios «educativos eas estruturas ds insituighese movimentos de ceducagd, bem como a vide ea agto dos edueadores, pais, professores, comunicadores, formadores de opinigo, os _milkiplos miciosimpresos, visi, audiovisual © outros, «je inflenciam dzetsendirctament a formagso humans; um servigo estrururado para desenvolveragées expecfcas ‘com educadores calico, vestemunhas da f€ nas ecole de todos oF tpos, de modo especial nas excoas das redes piiblicas de ensino, onde se encontram aqueles que vivem nas pecferis existencias® que exgem uma maior ado cevangelizadora da gras 4. umambiente em que oF ujeizasda educagso se encontram para refer 0 pacto educstivo entre a fafa, a escola, 0 Exado ea Igeja, que reeonhece e defende 0 autético protagonismo da familia na miso aducaiva Scigta ts. Scien 1 OBJETIVOS DA PASTORAL DA EDUCACAO. 1.1. Objetive geral 7. Promover articular organizaragSes evangelizadorasno mundo «da elucagéo — compreendido como pessoas, famflis, insttulgdes ambientes elacionados 3 educagio — com a finalidade de ser snal do Reino de Deus e de ajular a constr um ser humano frstemo, live, just, consciente, comprometide eético. 1.2. Objetivos especificos 8. _Incentivar os educadores catslicos — de modo expectfico a fi ila, que €a primeira comunidade educadora — ao proragonismo a0 cestemunho evangelizador. 9. Promovera formaiocrsté dos agentes da Pastoral da Educacio nas dimensoes da fs da. metodologia que lhe & propria, da priis contextualizadae da expritulidade. 10, Escimulara comunicagSo entre a comunidade eclesial eo mun- do da educagéo em busca de relagées faternas que contemplem a incluséo eo desenvolvimento de todos. 11, Fortalcer a dimensio ecuménica do dilogo inter-reigioso intercultural, promovendo © protagoaismo de todos os sujetos cenvolvidos. 12, Intensifcara atuasocristé nos diversos processos educacionas: ‘meio de comunicagio social, instiruigSes educativa,escolas, far, B agremiagbes ¢ inscincias de parccipagio nas politicas piblicas de educagio, 13, Colaborae na formasio dos futuzos presbiterose sensibilizar © clero sobre a importincia da Pastoral da Educagé. 1.3. Objetivos operacionais? 14, Analisar critcamente as priticas educativas, tendo como re- ferenctal a pritca de Jesus Cristo, os pressupostos da antropologia, cristo crescimento do ser cristo do educadore do educando. 15. Buscaro envolvimento eo crescimento dos educadores cristios dos educadores de boa vontade, promovendo o debate, o estado ea reflex sobre vida pesoal, familia, comunicira, social, vocacional « profssonal a luz da Palavra de Deus. 16, Discuti as tendéncias da agio educativa da familia, da escola, dos meios de comunicacio social, entre outros. 17. Analisarcontinuamentea conjuntura que esc ditetamente rela- -ionsda ao process educative para compzecnder os desafios impostos pela realidde § Pastoral da Educacio e responder com competéncia 18, Promover eventos relacionados & educagio erst, como semi nities, congresses, encontrs, envolvendo o maior n~roero possvel deeducadotes: pais, comunicadores,profesores, agentes de pastoral, ‘em parcesa com insituigées ¢entidades educacionals, 19, Buscar articulacio com pastoras especialmente ligadas 3 elu cagio, exis como Pastoral da Juventud, Pastoral da Familia, Pastoral, «da Crianga, Pastoral do Menor, Pastoral Escolar, Pastoral da Comu- 7 ced pus da wap 2 rca wig qe seas caps pop ovehanopeacna usa preps thon ue penn across panes coin 3 “ nicagio, Pastoral Universi ia, Pastoral do Ensino Religiso, entre > 20, Ser presengaativa nos conselhos municpais,estaduaise nacional de educagio. 21, Integrarse 4s comunidades losis, contribuindo para tomada de consciéncia da dimensio educativa de sua priticae de seu papel za construgio de polticas pablicas de educagio. 22. Testemunhar como “fermento, sil lua” (of Me 13,33: 5,138), ‘ontibuindo para que os processos educativos sejam emancipads ce solidatios. 23, Criare manter espagos na internet e nas redes socials para dis ponibilizar informagdes sobre a Pastoral da Educagio, publicando artigos, crlando banco de dados e outtisferramentas pertinentes i cevangelizgio. 24, Desenvolverestraégias para o surgimentode iderangas juvenis para atuacio no meio estudantil, cendo como referencia os valores 25. Despertar a conseiéncia de que a dignidade da pessoa humana fandamenta direto a liberdade religiosa nos meios educacionais, afim de promovero'respeito mituo, 0 bem comum ¢ a paz.” Pekan 2K de GEN 1s 2 A REALIDADE EDUCACIONAL BRASILEIRA. 2.1. A educagao e a Igreja no Brasil 26. A groja, desde os primérdios desu presenga no Bra, reve sua atuagio voltads para a educagio, fizendo dela pareira do trabalho ‘missionirio na relizagéo da sua missio evangelizadora, 27. Hoje, em cocréncia com essa histéia, somos chamados 2 res- ponder 20s desafis evanglizadores, consid xxiacia do rocesso educaivo par formagso da pesonalidade do edueando, ee eee -ealizagio plena da pessoa no que diz respeito & sua dimensio trans- cendent, 2.2. A constituigéo atual 0s fundamentos da educacao no Brasil 28, A Organizagio das Nagées Unidas para a Educagio, aCiénciae 4.Culeura (UNESCO), no Forum Mundial "Educagio 2030", con- firmou o compromisso de uma educago para todos. A Declan de Incheon estabelece parao ano de 2030 alguns abjtivosFundamentas: ‘ compromiso de garantie a inclusio ea equidade para derttar as ‘iris formas de marginalidade; garancir a qualidade do ensino para ‘melhorara aprendizagem; promover formas deaprendizagem 0 lon- go de toda vida et. Esse princpios da UNESCO enincidem coma (Cara Magna do Brasil, laborads a partir dos principios de iberdade, democracia, participasto social ecidadanta. Assim, entende-se quea ceducagio é um dos principals meios para construcao da sociedade, vw Por sso, a educacio deve fundamentar-se nesses valores ¢ empenhar- “seem promové los, em vista da efetivasio do Estado de dirito. 29, Bases prinepios também dizem respeito& educagio como tl, ‘de modo que Estado deve garantie que os dteitosindividuissejam cfetivades pels politica pablicas de educagio."” 30. A Constituigio Federal fundamenta o Plano Nacional de Edu- ‘casio (PNE), que tem como diretrizs:™ 2 ertadicagio do analfabetisma; b. universalizagéo do atendimento escolar csuperagéo das desigualdades educacionais, com énfase na promocia da cdadania ema crradicagio de todas as formas de discriminasio; dd, melhoria da qualidade da educagéo: «. formacio para trabalho c para cidadania, com énfise nos valores moras e icos em que se fundamenta a socedade; £promagio do principio da gestio democritica da edueagio plies; & promorio humanistica, centifics, cultural etecnolégicado pals, hh estbelecimento de mera de apicecio de recursos piblicos «em educasio como proporcio do Produto Interno Bruto (PIB), que asegure atendimento is necesidades de expan- ‘so, com padrdo de qualidade e equidade: |. valorizacio dos(as) profsionais da educacto; ji. promosio dos prineipios do respeito as direitos humanos, A diversidadee& sustentabilidade socioambiental.® ft 208,26 «208d sda ed con asus pes sales "BAL Pao Matoa de azo en Det Hanes Cont Nose Eo ‘en Dns Hanes bes: eon ec oe aos anes Miso da Ha dasa USO, 200 "Hin 3008 de 2 eo de 01, 18 2.3, Aatual lei de diretrizes e bases da educagao nacional 31. A Lei de Diteties ¢ Bases da Fducagio Nacional (LDBEN 9394/96) reafirma o dieito& educagio garantdo pela Constituigio Federal, Bsabelece os prineipios da educacio eos deveres do Fsrado em relagio &educagio escolar plea, definindo as responsabilida- dds em regime de colaboragio entre a Unito, os Estados, o Distrito Federale os Manicipios. A edlucagéo brasileira exci organizada em dois niveis: Educagio BBisica © Superior, e, hoje, abrange modalidades como Educacio Especial, Edueagio a Distincia (EaD), Educagio Profssional ¢ “Tecnolégica, Educagio de Jovens e Adultos, Educagio Indigena, Eiducagéo no Campo, enste outs. 2.4. A atual politica educacional brasileira 33. A polftica educacional diz respeito as decsGes que o poder piiblico, isto é 0 Estado, roma em relagio & educagio, O Estado, ‘em ssa Fangio de garantir todos os direitos socais, deve fomentar ce defender os direitos bisicos ¢ 0 acess & educagio, Para isso, & seu ere f a fomentar uma escola pblica de qualidade para todos; bi. reconhecer 0 ditcito de comunidades e grupos culturais organizarem escolas propria, em codos os nivels, a partic de seus valores e concepyées de vida, dentro das exigncias dali _garantirqueo acessoaesssescolas sejapossivel nas mesmas condigies que 0 acesso as escolasinsttuidas pelo Estado, de acordo com a livte opgio des pals; CLC Osea 1.48, 4d. foxnecer os recursos pblicos necessirios§ sustentacio desas cescolas, sob o controle fiscal da comunidade (por meio das Unidades Exccutoras)e do Estado: € garantir quea sociedade venha o controle da qualidade do ensino ¢ dos prineipios moras da escola, 34, Poroutro ado, cabe i sociedade trata dos limits e perspecivas a polica educacional braleia, 0 que implica examinar 0 alcance dasmedidas educacionas romadas pelo Estado brasileiro. Assim, edu- cadorese comunidade eduativa devem conhecer os matcos ea 0s programas educacionais propostos plo governoe pariciparatvamente «dos process de elaboraso de politica publica referenteseducacio, 35. Deis principios constitucionais legtimam a aruagéo das ins tuigBescadlias de ensino, ue promovem a ago evangelizadora no ‘mundo da educago: pluralism de ideas ede concepgées pedagigicas e coevisténcia de instinigées plies eprivadas de ensino." 2.5. Dados educacionais 36._ importante quea wadade sj considerad para ques Pastoral «ka Baus cenhapertingneia, Para tanto, énecessrio 0 comet- mento de informarer que podem sx aceiadas junto 3s pincpas Fontes de dadoseducacionss no Bras." 2.6, Mudanca de época e suas consequéncias para a educacao 37. Amudanga de época que mares realidade awal fix com que ‘os valores ecrttris do passado serornem insuficentes para a com- ‘ep ub S804 a2 qu ede aes mt olmnanas ove Cora ofutnoRacoa detsudse esas tivation io bela REP ponte ees ane cnn gm, Ese toe rss secede cl que Se esata 0 preensio da realidad como um tod «também no que dix rexpeito 2 educagio em todos os seus aspectos." 38. Diante dessa realidade, uma das contribuigées fundamentais dda Tpreja nas discusses eno apoio ao desenvolvimento de processos ‘educativos €a defesa ea promosao dos direitos humanos como exo fundamental da educagio Isso ela condigdes para que a edscagi seja integral e humanizadora, ea Igeeja, que € perta em humanidade,"” ‘ema competéncia que Ihe propria pra contribu com ess questo. A edueagio é a are do crescimento e do culivo humano: atentar contra aeducacio & desumanizar; promover a educagio é conttibuie para uma vida mais humana. O inverso também é verdadeir: tudo ‘que atenca contra a vida humana é também um dano & educass, CAE 20152018. 16329. "CPA, Pendanemo a OW, fe uate de 1985. Dep er gs tree wptpeese S6rSmest spe SSD et rate a 3 REFERENCIAL TEOLOGICO _ PARA UMA EDUCACAO CRISTA 31. A Revelacio 39, ARevelagio ensina-nos que. homem ea mulher foram criados 4 imagem ¢ semelhanca de Deus. Deus se revela a nés como uma ‘maravihosa comunhéo entre as ts pessoas: Pai, Flho e Espirito Santo, Assim, o ser human, eriado 3 imagem dessa Tiindade, 56.0 plenamente enquantorealiza em sa historia conereta esta comu- ‘nhio profunda com a Trindade e com os ievios, A educagso crits se entende, portanto, como uma educagio pasa a comunho, pois todos os seres hummanos sio por natureza seres de comunhéo."* 40. A Revelacio de Deus comporsa uma particular ‘pedagogia divina’s Deus comunica-se gradualmente com 0 ser humano, prepara-o por etapas para acolher a Revelacio que faz de si mesmo, prope aliangas c, por fim, estabelece sua Nova e Excrna Aliana ‘mediante a vida entregue de seu Filho, o qual “sopra o seu Espirito (c£ Jo 20,22). Todas as prticaseducatvas da Igeja esto integradas 3 sua missio de anunciar a Boa-novs, 41. Allpreja éagence de um processo educativo no qual a educagéor 6 comprecndida como percepeio e interpreasio da realidade em bbusca da transformasio da pessoa e, consequentemente, da prépria, realidad? "Scaea Doane, 50 Sctogcns eten 42. Ao exercer seu ministétio educativo e sia missio de Mater et ‘Magisra, a Tere tliza-se de diversos meios:catequese, meios de ‘comunicagao, cultura, desports, rabalhos com a juventude, bem. como as iniituigseseducacianais2* que possuem como finaidades:?> cultivar as faculdades intelectuais, desenvolver 2 capacidade de julgarretamentes ineroduie no patriménio culeuta; promover 0 sentido dos valores de tal modo que nio so- -mence se fale deles, mas que sejam assumidos ¢ vividos na ‘comunidade educadora; © preparar para a vida profissional; £possibiltar uma cultura de relacées principalmence entre psoas de indole e condigio diversas dispor os individuos & compreensio matua; 1. ser espago de participasio social eore 43. Fm ondem a essa missio, que € evangelizar a Igreja vé na edu cacio um meio privilegiado para a formasso integral do ser humana « paraa construgo do bem comum.? 3.2. Fundamentos biblicos 44, £ imprescindivel que sempre partamos “da proclamacio da Talavra de Deus come fonte principal de onde exerair a forga ¢ a inspicagio para renova apaixéo educativa’ Na Sagrada Escttur, Deus se mostra como um educadoe, por conseguir, do processo celucativo tem sua raiz mais profunds e sua vitalidade no préprio Deus (ef Dr 1,31; 32,10-11; Os 113-4). Bis algumas earactersticas da pedagogia de Deus no Antigo Testamento:™ ton m4 eae Doar #7, 525% * 2.0 Senhor tespeita remnamente 6 momento histérico © as condigées euleurais dos destinatitios de sua palavra, revelando-se de modo progressivo; b, Deus ensina a partic da concretude da existincia c, por sso, seu ensinamento é luz para os nossos pasos (cf. Sl 119[118]105); a pedagogia de Deus éa de alguém presente na vida e na historia do povo: 4. diante da infdelidade e das fraqueaas, Deus age com pa nia, indicando o caminho da conversio (cf Os 14,1 ce ensinaa Lei, que & manifesasio da sua agio liberador amorosa e salvia: £ 0 Senor ouve, desce, compreende, lierta e conduz as pessoas ea sociedad a vida ea liberdade (cf, x 3) 45. A pedagogia do Novo Testamento enconta sua expresio mais ‘completa na manera como Jesus se relaciona com as pessoas ¢ 0s acontecimentos. Nee encontramos “o exegeta” por exceléncia da Let (Jo 118). 46, ‘Reconhecido como Meste, Jesus posi um ensinamento novo € dado com autoridade (ef Me 1,27), 0 qual pode assim ser expresso: 1. pedlagogia do amor: que éa alma do seu dinamismao for- mativo, vis sera pessoa humana — e aio ur conceito ‘ou doutrina — o abjeto de sua atengio. Nesse sentido, a ceducagio & uma obra de amor: 1. pedagogia do empenho: Jesus s6 ensina o que ele pesso- almente pratica: “Eu vos det o exemplo” (cf. Jo 13,15). As ‘multidées reconhecem a autoridade de Jesus como diferente cm relagio’ dos doutores, porque se manifesta na coertncia centre sua palavra e seu agi; * Eatamony, od, de Pag ria So Pas Pans 20 3 «© _pedagogia da convivenca: ao chamar agules que le quis (E-Mc3.13), Jus osconvidaa um aprendiad de elas bes fraernaseconcrstas:“Vinde evede(€ Jo 1,39) 4d pedagogia do didlogo em busca da verdade e da con- vivéncia: 0 didlogo proposto por Jesus tem se inicio, fiequentements, na descoberta de wm pono divergente ente ee, Meste «seus interlactores. Ao responder, 0 se contents em apresentar seu prdprio ponto de vst, mas accitaconfronti-lo com aqueles que pensim dversmmente, Jesus estabelece uma ponte de encendimento cde didlogo com as pessoas ¢ a8 conduz aé faze brotar uma conclusio ‘operacional,prtia (ef Le 10,25-37) pedagogia provocadora o ensinamenco de Jesus aborda ‘quests existenciise, por so, €profundamenteistgante cepenetrante (Hb 4,12), exigindo conversio, posi ‘mento radical, cio e libertador (cE Me 7, 12,49; 14,33; 16,135 0 8,36). 47. Hle nao sb pregou o Reino: cle ovivew. Eso que a sua vid, monte ¢ resuregio nos ensinam. E por iso que ele € Camino, Verdade Vida (Jo 14,6). Coma Verdade de Deus, cle éa Verdade aque liberta o homem para Deas, e assim o libera para os outros © para si. No mundo dividido ede nfo fatenidade no qual stu 0 ‘educador erst precisa fazer 0 caminho de Jesus: “Conheceres a verdade, ca verdad vos tomar lives” Jo 832). 3.3. Magistério da Igreja 48. AlyreaddindicagSee’ Pasion da Fducago para oenfientamento das novasstuagbes que slo decorrentes da mudanca de epoca. Entze 2 08 Dore. = agi on cr se Grponsote ke: 2% 8 vriasorlentapbex propostas pelo Magittio em seus documentos ¢ pronunciamentos, destacames: 33.1. Retornar& fote 49, sempre nevesiio votaraguca“elera antiga esempe nove dda pen de Jue «partir dos documentos ecrentpes do Ma- tiie da Ig, pena a naurefandante da educa calc: 0 conus daedcago catia € sempre a pestoa de Jesus Cristo “Tudo o que acontee na escola catlicae na unversidade cadlica dvetiaconduzr a0 enconcto de Crist vio" > 33.2. Rever a Amoopologia Educacional 50. A educagio precisa ver a pessoa humana como um todo, pro- ‘mover a sua dignidadee os seus direitos econtribuir para que todos ‘enham vida em plenitude. Por isso, deve considera as dimens6es: a filosdfcs: a busca do saber deve ser uma “diaconia da verdade"* 1 social: uma educasio que conceba o sec humano nas sas relagiess &_histdrica: uma educagSo que conserve a meméria ese abra 20 Reino; + 4d. ecoldgici: uma educacto que forme o set humano para se perceber como parte integrante ¢ cuidadora do univers, Casa Comum de todos: olga ume eda gue pot 6.25 cE aeNiO NM, Bsr asec sss Un 1704250, Deere Shu Ca ates ast do Paptans uoc atasito ssesansoconoeraispm denn ieno cee seaceencsee 3, ” 33.3. Mentidade edidlogo 51. Em uma sociedade plural, a educagio ea evangelizagio so im- pactadas pelo desafo do didlogo, que exige compreensio da pedpria, identidade e capacidade de abrit-se a uma verdadeira ¢ profunda telagio de alteridade. A Pastoral da Educagio deve considerar esa questo e procurar promovero dislogo,principalmente nas ambientes que possuem a marca do pluralismo religioso, Os educadore catdicos {que auam ss diferentes redes de ensino, cultivandoa sa vid ‘io chamados a dar tstemunho de sua 52. Em nossor dias, as escolascatdlicas abrem suas portas a um Piiblico diversificado e nem senapre em sintonia com sua identidade confessional A difculdade encontra-e na fidelidade A misséo e n0 respeito aos que ado profesam a fé catélica, Devemos ttadusir a visio propria da tradigéo humanista erst no em contraposicio, smas em diflogo com as outeas culturas ¢ crengasteligiosas. Aléan disso, aidentidade catdica nio se entende come mera confessions lidade. Numa escola catdlica, a identidade pecmeia ese encarna em todos osaspectos da educacio: ambiente fisic, pedagogia conreido programdtico, atividades curticulaes e extracurticulares, elagio entre pais, alunos, professors, diretorese funcionérios, elementos crlturas. Nese sentido, a difereneas presente na escola, sem car na indiferengac no relatvismo, podem ensiquecere ser para o mundo plurals atual um sina profético da cultura da paz. 334. Vide comunitdria 53. Osambiente educacionais sio ambientes de vida nos quais se ‘express uma educagio integral em vista de uma comunhio que tem como fonte, modelo e meta oamortxnititio, Os educadaes crstios ddevem ser apoiados para que sejam o fermento e a forga serena da ‘comunidade que se consti, Por iso, ¢rarefa da Igreja promover uma educagio em que te evidencie esa relago comunit 2% 3.3.5. Rducasdo imegral de pesoa humana 54, No que dir respeito & educagio integral, © Papa Francisco, zna conclusio do Congresso Mundial para a Educayio Catélica, recordou o valor integral da educa¢io, pos “educar € introduzie na toualidade da verdade’. Portanta, “néo se pode falar de educacio catélica sem falar de humanidade, porque a identidade cardia é precisamente Deus que se fez homemn’. Logo, “educar crstimente Elevar por diante 08 jovens, as eriangas nos valores hummanos em todas as realidades, ctuma dessasrelidades é a transcendénca,[.) ‘A maior crise da educagio, na perspectiva cist, €este fechamento 2 canscendéncla [..] Fducar humanamente, mas com horizontes abercos. Nenhu tipo de fechamento benefcia a educacia”.** Os ambientes educativos devem, por conscguinte, ser entendidos como ‘espagos prvilegiados paca o desenvolvimento da ago evangeliza- dora, Eles se configuram como um serigo formagio humana por mio da educasSo integral, que a considera em todos os aspectos do seu ser durante o processo de desenvolvimento. Esso que Freja fealiza com a Pastoral da Educacio. 3.3.6. Forman permanente dos profsres 55. O professor é um dos agentes fundamentals da tarefaeduca- ‘iva. Para tanto, a formagio permanente dos professores se tomna Iimprescindivel. Nesse sentido, os Bispos do Brasil} nos indicaram, 1a década de 1990, direcionamentas coneundentes com rlacio 0 magistétio, quea Tgreja prope para asautoridades compecentes: 1. garantir melhores condigdes de trabalho justa remune- so b._ articular a methoria das instituigées formadoras, principal- mente nos cursos de icenciatura: 2 Comancos§ Glen ceo dy, p18 » € disporo necestio para o etude € a pexquiss <4. deseavolver panos de careea que incentivem ejusifiquem investments na continuidade dos estudos, em graduacto pe graduagio, 56, Hoje, alm dessesdrecionamentos, novas necesidadesdevern ser colocadas nessa lis, comoa realizaio de coneussos plies em