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EEF CENTRO EDUCACIONAL MUNICIPAL CELESTINO DE SOUSA

AVALIAÇÃO DE LINGUA PORTUGUESA - 2º MOMENTO DA RECUPERAÇÃO – 8º ANO


ALUNO (A):_______________________ N°: ______TURMA:______ PROFESSORA: Sandra Santos
TEXTO I
A CARA VIDA MODERNA
Meu primeiro celular parecia um tijolo. Difícil de carregar. Pior ainda, de funcionar. A linha vivia com sinal de
ocupado. Mesmo assim era um luxo! Lembro quando liguei pela primeira vez para minha amiga Vera:
— Estou em Brasília, no meu celular — contei.
— Também quero um! — ela gritou, entusiasmada.
De novidade, tornou-se essencial. Agora esses aparelhos são mínimos, fotografam, tocam músicas e acessam
a internet. Viver sem um é estar desconectado. No fim do mês vem a conta. Sempre me assusto! As
operadoras oferecem pacotes. E de pacote em pacote às vezes eu me sinto embrulhado! Compro por puro
entusiasmo uma série de serviços que não uso depois! Um amigo meu tem três celulares. Durante um jantar,
falava em todos ao mesmo tempo, enquanto eu tentava conversar. Imagino a conta!
A cada dia inventam algo que imediatamente se torna indispensável. Impossível encontrar um adolescente que
não sinta necessidade de um laptop. Se não tem, voa para uma lan house. A internet ficou tão importante
quanto as calças que estou vestindo. O laptop de um jovem ator quebrou às vésperas de ele sair em turnê pelo
país com um espetáculo. Está desesperado.
— Vou perder meu contato com o mundo!
É verdade! E-mails, redes de relacionamento e blogs são vitais para boa parte das pessoas. Tudo isso custa: o
orçamento cresce em eletricidade, conexões de banda larga e equipamentos — os avanços são rápidos, é
preciso renovar sempre. Falando em avanços: um amigo formou uma excelente coleção de clássicos de cinema
em vídeo. Jogou fora e iniciou outra ao surgir o DVD. Agora veio o Blu-ray. O coitado quase explodiu de tão
estressado! Mas é impossível permanecer com o equipamento antigo. Em pouco tempo some das lojas. Toca
comprar tudo novo!
A TV por assinatura tornou-se um sonho de consumo. E os televisores em si? Todo dia fico sabendo de uma
tela maior, mais fina e com melhor imagem. Sem falar nos eletrodomésticos, mais e mais sofisticados. Quando
comprei o meu primeiro freezer, há muito tempo, um amigo riu:
— Para que uma coisa dessas?
Hoje ninguém dispensa um freezer. Qualquer item da vida pode se sofisticar: faz-se café expresso em casa,
sorvete, iogurte e até pão. Ninguém tem tudo, é fato. Mas todo mundo tenta ter algum novo e fantástico
produto!
Passada a garantia, é difícil consertar qualquer aparelho. O preço raramente compensa. E logo quebra de novo,
mesmo porque muitos técnicos de antigamente perderam o pé nos digitais!
Viver ficou muito mais caro. Antes eu parava o carro na rua, agora é Zona Azul ou estacionamento particular; os
cinemas aumentaram o valor dos ingressos porque investem em tecnologia; cabeleireiros sofisticaram os
produtos; banho em cachorro é melhor no pet shop; é essencial um cartão de crédito, mas vem a anuidade.
Além de um bom plano de saúde, é ideal também um de aposentadoria. Tenho certeza: daqui a pouco
descobrirei algo absolutamente essencial de cuja existência até agora não tinha o menor conhecimento!
Mas os salários não subiram na mesma proporção. No passado era mais fácil cortar gastos. Agora, não. Muitas
despesas não podem mais sair do orçamento. Contatos profissionais, bancários e muitos serviços públicos
acontecem através de celulares e da internet. Já conheci gente com falta de dinheiro para comer, mas sem
poder abdicar do celular!
Fonte: Walcyr Carrasco. Disponível em: http://vejasp.abril.com.br/materia/a-cara-vida-moderna. Acesso em: 31/7/2013.

1. A ideia principal do texto é refletir sobre:


(A) As dificuldades financeiras que podem ser minimizadas se as pessoas forem menos consumistas.
(B) A vida que está mais cara em razão das demandas de consumo impostas pela sociedade moderna.
(C) As pessoas que devem se conscientizar de que o consumismo é o maior problema da vida moderna.
(D) A necessidade que o status social exige para que os consumidores adquiram produtos e serviços inúteis.

2. O trecho que justifica o título do texto é:


(A) “Ninguém tem tudo, é fato. Mas todo mundo tenta ter algum novo e fantástico produto!” (linha 25)
(B) “Contatos profissionais, bancários e muitos serviços públicos acontecem através de celulares e da internet.”
(linhas 34 e 35)
(C) “No passado era mais fácil cortar gastos. Agora, não. Muitas despesas não podem mais sair do orçamento.”
(linhas 33 e 34)
(D) “Agora esses aparelhos são mínimos, fotografam, tocam músicas e acessam a internet. Viver sem um é
estar desconectado”. (linhas 5 e 6)

.3 O texto foi escrito em uma linguagem de acordo com a norma padrão, mas em certos momentos, fica clara a
busca de um tom mais coloquial, informal. Observe estas frases:
I. “muitos técnicos de antigamente perderam o pé nos digitais!”
II. “descobrirei algo absolutamente essencial de cuja existência até agora não tinha o menor conhecimento!”
III. “Toca comprar tudo novo!”
IV. “Se não tem, voa para uma lan house.”
Em quais delas se nota certa informalidade na linguagem?
(A) I, II. (B) I, II, IV. (C) I, III, IV. (D) II, III, IV.
TEXTO II
CARTA DA TERRA
A Carta da Terra é um documento que foi elaborado pelas Organizações Não-Governamentais (ONGs)
reunidas no Rio de Janeiro durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
– ECO’92. Ela baseia-se em princípios e valores fundamentais que vão nortear pessoas e Estados no que se
refere ao desenvolvimento sustentável. Em 1995, acontece um Seminário Internacional sobre a Carta da Terra,
realizado em Haia, na Holanda, quando são definidas as necessidades, os elementos principais e a forma de
elaboração da Carta da Terra. Durante a Rio+5, em 1997, foi constituída uma Comissão da Carta da Terra. Em
1998, em Cuiabá, Mato Grosso/Brasil, é realizada a primeira conferência regional, envolvendo os países da
América Latina e Caribe e da América do Norte. Essa conferência abriu o processo das sistematizações
continentais.
A Carta foi aprovada pelas Nações Unidas em 2002.
Entre os valores definidos pelo documento, encontram-se:
 Respeito à Terra e à sua existência.
 A proteção e a restauração da diversidade, da integridade e da beleza dos ecossistemas da Terra.
 A produção, o consumo e a reprodução sustentáveis.
 Respeito aos direitos humanos, incluindo o direito a um meio ambiente propício à dignidade e ao bem-
estar dos humanos.
 A erradicação da pobreza.
 A paz é a solução não violenta dos conflitos.
 Distribuição equitativa dos recursos da Terra.
 Participação democrática nos processos de decisão.
 A igualdade de gênero.
 Responsabilidade e a transparência nos processos administrativos.
 Promoção e aplicação dos conhecimentos e tecnologias que facilitam o cuidado com a Terra.
 A educação universal para uma vida sustentada.
 Sentido de responsabilidade compartilhada, pelo bem-estar da comunidade da Terra e das gerações
futuras.
Jornal Pitágoras – Cidade Jardim, Abril-Maio/2005, p. 7 (fragmento)
4. A “Carta da Terra”, aprovada pela ONU em 2002, é um texto:
(A) epistolar. (B) documental. (C) informativo. (D) didático

5. O objetivo da “Carta da Terra” é orientar ações de “desenvolvimento sustentável”. A alternativa que explica
esse tipo de desenvolvimento é:
(A) O incentivo à produção e ao consumo com respeito aos direitos humanos e aos ecossistemas da Terra.
(B) A paz e a solução não violenta dos conflitos com a participação democrática nos processos de decisão.
(C) A igualdade de gênero com responsabilidade e transparência nos processos administrativos.
(D) A responsabilidade compartilhada com a distribuição equitativa dos recursos da Terra.

6. Releia, com atenção, as passagens a seguir:


“Em 1995, acontece um Seminário Internacional sobre a Carta da Terra, realizado em Haia, na Holanda,
quando são definidas as necessidades, os elementos principais e a forma de elaboração da Carta da Terra. (...)
Em 1998, em Cuiabá, Mato Grosso/Brasil, é realizada a primeira conferência regional, envolvendo os países da
América Latina e Caribe e da América do Norte”.

Observe que, na passagem transcrita, o locutor usa verbos no presente para relatar ações do passado. Essa é
uma estratégia argumentativa que tem como objetivo:
(A) fazer com que a linguagem do texto se aproxime o máximo possível do coloquial.
(B) reforçar a ideia de que as decisões do Seminário e da conferência são importantes e atuais.
(C) demonstrar que uma norma gramatical não precisa ser seguida à risca para garantir o sentido.
(D) informar que os termos do Seminário e da conferência ainda hoje são debatidos.

Leia a tira abaixo, de Adão Iturrusgarai, e responda às questões 7 e 8.


TEXTO III
7. O humor da tira está:
(A) no livro com páginas em branco.
(B) no título do livro.
(C) no balão em branco como resposta do crítico.
(D) no fato de o crítico ler o livro que está em branco.

8. Nas falas do autor do livro, os pontos de exclamação reforçam a ideia de:


(A) surpresa com a crítica. (C) expectativa com a crítica.
(B) desinteresse por sua obra. (D) entusiasmo por ter lançado seu livro.

Leia o texto a seguir, de Liana John, e responda às questões 9 e 10.


TEXTO IV
Amazônia - Planeta Verde
[...] A NARRAÇÃO QUE EMPOBRECE

A decisão de incluir voz na versão brasileira do excelente filme Amazônia rompe a conexão entre o espectador
e o macaquinho protagonista. Rompe não, nem deixa que ela se estabeleça do modo como ocorre na versão
original, exibida na Europa. A narração é excessiva e desnecessária e quebra o encanto de descobrir a selva
com os mesmos receios e surpresas do animalzinho perdido. O sentido da audição se acomoda, não é
aguçado. Em diversos momentos, inclusive, a narração encobre a ótima trilha sonora e o som ambiente
caprichado.
O resultado é uma inversão empobrecedora da experiência: enquanto na versão original a tendência é do
público entrar na pele do macaquinho e vivenciar a floresta por meio da observação (em um 3D de verdade!),
na versão brasileira é o macaquinho que se transveste de humano e faz uma leitura tagarela da selva. Em seus
"pensamentos", ele chega inclusive a identificar diversas espécies com as quais se depara, com base no que
teria visto na TV, em seu tempo de cativeiro.
Em resumo, a narração atrapalha a imersão. E subestima a imaginação de nossas crianças. Uma pena
mesmo".
(Disponível em: http://viajeaqui.abril.com.br/materias/amazonia-resenha-do-filme. Acesso em: 15/6/2014.)

9. Uma opinião da autora em relação ao objeto cultural criticado está presente em:
(A) "a narração encobre a ótima trilha sonora e o som ambiente caprichado".
(B) "na versão brasileira é o macaquinho que se transveste de humano".
(C) "ele chega inclusive a identificar diversas espécies [...] com base no que teria visto na TV, em seu tempo de
cativeiro."
(D) "a narração [...] subestima a imaginação de nossas crianças. Uma pena mesmo ... "

10. O uso de aspas na palavra pensamentos se justifica porque:


(A) pretende ressaltar essa palavra no interior da frase.
(B) a narração que acompanha as ações simula a reflexão do macaquinho.
(C) sendo irracional, o animal do filme não pensa.
(D) se trata da citação das palavras de outra pessoa.

TEXTO V
A POESIA É UMA PULGA
A poesia é uma pulga, faz zumbido de abelha, a poesia é uma pulga,
coça, coça, me chateia, mexe, mexe, não se cansa, de pular não tem receio,
entrou por dentro da meia, nas palavras se balançam, adora pular na escola...
saiu por fora da orelha, fala, fala, não se cala, Só na hora do recreio!

Sylvia Orthof
11. Todos os verbos sublinhados no poema indicam:
(A) estado (B) ação (C) fenômeno da natureza (D) qualidade
12. Leia a tirinha e responda:
TEXTO VI
Os verbos entre aspas no primeiro
quadrinho estão no modo:
(A) Subjuntivo.
(B) Futuro.
(C) Imperativo.
(D) Indicativo.

13. Assinale a alternativa onde o verbo destacado indica estado.


(A) O povo todo correu para lá, com enxadas, foices, pedaços de pau.
(B) Os amigos estavam preocupados.
(C) Comprei uma bicicleta linda.
(D) Achei um lápis azul.

14. Assinale a frase com verbo que indica ação.


(A) Minha mãe parece muito feliz hoje.
(B) Esses alunos ganharam o campeonato de estudantes.
(C) Esse rio estava largo e fundo.
(D) Em Sorriso, chove todos os dias durante o verão.

15. "O homem, a fera e o inseto, à sombra delas, vivem livres de fome e fadigas." Nesta oração o sujeito é:
(A) Sujeito indeterminado. (C) Sujeito oculto.
(B) Oração sem sujeito. (D) Sujeito composto.

16. "Anoitecia silenciosamente." Nesta oração temos:


(A) Sujeito simples. (C) Sujeito indeterminado.
(B) Oração sem sujeito. (D) Sujeito oculto.

17. A oração sem sujeito possui apenas:


(A) Objeto direto. (B) Objeto indireto. (C) Predicado. (D) Sujeito oculto.

18. Preencha as lacunas, usando o seguinte código:


(A) POR QUE (B) POR QUÊ (C) PORQUÊ ( D) PORQUE
1. ( ) Quer dizer que você não vai mesmo conosco, ___________?
2. ( ) Não entendo o ____________ de suas atitudes.
3. ( ) Você sabe ___________ ela não passou no concurso.
4. ( ) Não fuja, ___________ toda fuga é fraqueza.
5. ( ) Os maus momentos _________ passaste serão inesquecíveis
6. ( ) Os amigos, não sei _________, foram sumindo um a um.
7. ( ) Agora entendo ______votaste no “homem”...
8. ( ) Menina apaixonada chora sem saber ___________
9. ( ) _______não tinha sono, fiquei na sala assistindo ao jogo
10. ( ) Qual seria a razão _______ concordaram tão facilmente?

GABARITO
1. 2. 3. 4. 5. 6. 7. 8. 9. 10.

11. 12. 13. 14. 15. 16. 17. 18.

Bom Desempenho!