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INB quer retomar extra$o de urânio e lançarum PDV ll[inençäo Comissão Nacional de Energia Nu-
INB quer retomar extra$o
de urânio e lançarum PDV
ll[inençäo
Comissão Nacional de Energia Nu-
clear (CNEN).'ulemos uma relação
RodrigoPolito
to de elemento combusúvel. "[O
valorl praticamente garante nossa
fabricação de elemento combusú-
Do Rio
de itens a serem cumpridos junto
ao órgão licenciadorpara finrlizar
vel em 2018, para fomecimento
e ter a liberação. Estamos em pro-
para as usinas de Angra em 201 9.'
Responsável pelo fomecimen-
cesso muito avançadon, disse.
Comrelação aoPDV, aINBjá es-
to de elemento combusúvel às
A expectativa é que a rnineração
usinas nucleares de Angra I e2, a
em Caetité alcance 70 toneladas
tii em conversas com a Secretaria
de Coordenação e Governança das
Indúshias Nucleares do Brasil
este ano e atinja a capacidade ple-
na de400 toneladas/ano em2019.
Ernpresas Estatais (Sest), do Minis-
(INB) pretende retomar neste ano
tério do Planejamento, Desenvol-
a atividade de mineração de urâ-
dahá cerca de hês anos. Segundo
A retomada da mineração e o
PDV fazem parte do planejauren-
to estratégico de dez anos da
vimento e Gest¡io. Ainda não foi
nio em Caetité (BA), interrompi-
definido o número estirnado de re-
dução do quadro atual de funcio-
o presidente, Reinaldo Gonzaga,
companhia, cujo objetivo princi-
nários, que é de 176 pessoas. Mas a
a medida está entre as priorida-
meta da empresa é diminuir em
des de curto prazo da companhia.
pal é chegar a 2026'þerando lu-
cro independentemente de re-
O pacote da INB inclui ainda o
cursos do Tesouro, sendo capaz
de investir em seus processos
cerca de R$ 100 milhões anuais a
folha e ehcargos salariais pesados,
lançamento de um programa de
demissão voluntária (PDV).
"O projeto prioritário da INB é
com recursos próprios", afirmou
Gonzaga, funcionário de carreira
ao patamar de R$ 200 milhões.
De acordo com o planejamento
retomar a mineração em Caetité.,
E faremos isso ainda no prirneiro
da INB, onde ingressou em 2000.
estatégico, a INB quer aumentar
a atuação no exterior, para am-
O executivo ressaltou que a em-
presa éuma das estataismenos de-
pliar a receita. Aestatal vem nego-
semestren, afirrnou Gonzaga, que
ciando fornecimento de dois car-
assumiu o comando da estatal há
iouco mais de tês meses.'ulodo
pendentes do governo. Apenas
regamentos de urânio enriqueci-
37% do recu¡sos que a INB precisa
do para a Argentinq nos mesmos
o urânio que utilizamos para fa-
zerarecargadeAngra 1 e2 epara
são oriundos do Tesouro. Neste
moldes do prirneiro conhato de
Gonzaga. da INB:'Estamos em pocesso atnnçado pan obter Ilcença daGNEìl"
ano, a Companhia teve uma libera-
entrega, firmado em 2016. "Esta-
atender os programas internos
vem de fora
[do
exterior]. Qual-
ção de recursos pelo governo da
ordem de R$ 190 milhões, para
despesas operacionais e investi-
mentos. A INB tem um faturamen-
rnos caminhando pÍìra consErrir
uma demanda firme com eles [Ar-
coma Framatome (antiga Areva),
A INB também estli de olho no
responsável pelo projeto de Angra
mercado de movimentação de ele-
quer quilo [de urânio] que tirar-
mos de lá [da mina]busca redu-
gentinal ", afi rmou Gonzaga.
Visando mais negócios no exte-
2 e uma das principais fornecedo-
ras do mercado alemão, onde as
mento combusúve! sewiço que a
empresa preste no Brasil
para
a
uFazemos [a movi-
zir as despesas com aquisição de
matéria-prirna', completou.
Segundo o executivo, os recur-
to anual da ordem de R$ 630 mi-
lhões, porém está zujeita aos con-
tingenciamentos do governo.
rior, o executivo viaja na próxima
seman para a Europq onde vai
hatar da oportunidade de venda
usinas nucleares devem ser desati-
Eletronuclear.
vadas até 2022. Na prática, como a
mentaçãol e temos capacidade pa-
Framatome deve reduzi¡ suas ati-
sos para a retomada da mineração
Em 2018, a INB deve receber
de pequenos componentes metá-
licos para outras usinas no exte-
rior.A ideia é firmaruma parceria
vidades, o objetivo da INB é se cre-
denciar como parceira da empresa
para atender ouhas usinas.
ra pequenos rep¡uos nos elemen-
tos combusúveis.hso é urn merca-
já estão confirmados. Falta basica-
mente a emissão de licença pela
n$ eOO milhões da Elehonuclear,
em receita firme pelo fornecimen-
do que movimentabilhões [de dó-
lares ] lá fora', afirmou Gonzaga.
Finep aprova R$ 32milhões para explorarrejeitos em Caldas

Brurc Villas Bôas e Rodrigo Folito

Do Rio

A Financiadora de Estudos e hojetos (Finep) aprovou financia-

mento para a IndúsEias Nucleares do Brasil (INB) desdnvolver uma tecnologia capaz de tratar e explo- rar minérios de urânio e tenas ra-

ras a partir dos rejeitos daprimeira

unidade brasileira de mineração e beneficiamento de urânio, em Cal-

das (MG). A instalação estli desati- vada há mais de 20 anos.

Segundo a Finep, foram aprova-

dos R$ 32 milhões pelo programa

lnova Mineral, ao custo de T[.P

mais 1,5% ao ano. Outros R$ 2,5 mi- lhões em zubvenção (recursos não

reembolsáveis) estlio em aprova; ção. A INB irwestirá mais R$ I mi-

lhões de recursos próprios no pro-

jeto, que inclui a tecnologia de re-

cuperação e uma planta piloto.

A unidade de Caldas produzia

concentrado de urâniq chamado "yellow cake", para a usina de An-

gra 1.Em 1995, aunidadefoidesa-

tivada após constatação de sua in-

viabilidade econômica. O local

tem bacias de contenção de rejei-

tos, com resíduos radioativos na

cava da mina. Por issq é motivo de

preocupação e monitoramento.

Segundo Mauúcio Syrio, supe-

rintendente de Inovação em In-

dúsbia, Engenharia e Sewiços da

Finep, a ideia é que o projeto este-

ja em operação dentro de quatro

anos. "O que está como rejeito, vai

se tomar produto. E algo econo-

micamente interessante. E a ideia

é resolver a quesüio ambientaln,

disse o superintendente. O presidente da INB, Reinaldo

Gonzagq disse que o projeto é

urna parceria com a Finep e o BN-

DES, dentro do programa Inova

Mineral Ele elçlicou que :ui con-

versas est¡io avançando, mas "airt- da não assinamos o processo".

A INB diz fazer monitoramento

constante das instalações, solo e

águas da região. No local estÍi hoje

instalado o laboratório Ambien-

tal de Análises Qu-rmicas e Radio-

lógicas, que faz análisss do rnoni-

toramento do meio ambiente em áreas onde funcionam as unida-

des da INB na Bahi4 no Ceará, em

Minas Gerais e emSão Paulo

seis anos, a INB apresentou

plano de recuperação ambiental

da área desenvolvido pela empre- sa Golder Associates, especializa-

da nesse segmento. De acordo

com a estatal, a recuperação am-

biental da área envolveria recur- sos de cerca de R$ 400 milhões ao

longo de quase duas décadas.

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