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O encabeçamento

(a liderança) de JesuS

PARTE 2
Quem é a cabeça da Igreja?

Vamos continuar nesta carta com o tema da anterior: “O


Encabeçamento de Jesus” Julgo que preciso recapitular brevemente
alguns dos pontos principais. Primeiro que tudo, nós vimos que
o encabeçamento/a liderança é um conceito central da palavra
de Deus, especialmente no Novo Testamento. E na verdade, a
liderança é o caminho de governo apontado por Deus. Vimos que,
no natural, a cabeça tem certas funções. Ela recebe dados, toma
decisões, inicia a ação, e dá orientação contínua. Isto também se
reproduz no domínio espiritual.

A relação padrão de liderança é a relação entre Deus, o Pai e


Jesus, Seu Filho. E se nós queremos saber o que significa estar
sob liderança, precisamos olhar para o exemplo de Jesus na Sua
relação com o Pai. E eu sublinhei que Ele nunca iniciou nada. A
iniciativa de tudo o que Ele fez veio do Pai, o que está exatamente
em linha com o modelo de liderança. Eu penso que este é um
conceito com o qual a maior parte de nós não está familiarizada.
Vai ser necessário a oração, a meditação e a procura a Deus, para
ser capaz de reproduzir esta relação de liderança tal como Deus
a quer.

E depois vimos que a relação entre Deus, o Pai e Jesus, o Filho


devia ser reproduzida na relação entre Jesus e a Sua igreja, porque

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Jesus foi designado cabeça sobre todas as coisas para a igreja, que
é o Seu corpo.

Agora quero olhar para alguns exemplos da prática deste


princípio na igreja do Novo Testamento. O que significa estar sob a
liderança de Jesus na igreja, e como é que essa liderança funciona?
Eu escolhi começar com um exemplo específico que é o apostolado
de Paulo. Encontro no apostolado de Paulo um modelo perfeito e
completo do que deve ser a liderança de Jesus. Acho que é importante
concentrarmo-nos em Paulo porque ele foi nomeado apóstolo
depois do dia de pentecostes. Ele não estava nessa categoria com
os primeiros doze que foram designados enquanto Jesus esteve na
terra. E em certo sentido nós poderíamos dizer que não podemos
esperar reproduzir o que aconteceu enquanto Jesus esteve na
terra, mas não há razão para não podermos ver reproduzido o que
aconteceu através do Espírito Santo depois do dia de Pentecostes.

Se fores para 1 Timóteo 1, Paulo faz aqui uma declaração acerca


da base do seu apostolado. 1 Timóteo 1:1:

Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, segundo o mandado de Deus, nosso


Salvador, e do Senhor Jesus Cristo, esperança nossa.

Então Paulo traça o seu apostolado de volta à liderança de


Deus, o Pai. E este veio através de Jesus Cristo que estava sob a
liderança do Pai, mas como cabeça sobre a igreja.

No final do evangelho de Mateus Jesus disse, depois da


ressurreição: “Toda a autoridade no céu e na terra me foi dada.”
A fonte de toda a autoridade é Deus, o Pai. Mas Ele transmitiu-a
a Jesus Cristo, o Filho, porque Jesus provou a Ele próprio ser
totalmente digno de ter autoridade. Como é que Ele provou isso?

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Por ser totalmente obediente à autoridade. Repara, a qualificação
para exercer autoridade está em provar que tu sabes estar sob ela.

A qualificação para exercer autoridade está


em provar que tu sabes estar sob ela.

E assim, em certo sentido, eu imagino mentalmente a autoridade


como uma grande cúpula lá em cima, que é o trono de Deus. E depois
por baixo está um grande e imenso gancho que é Jesus Cristo. E toda
a autoridade em qualquer área do universo, entre os anjos, homens,
seja onde for, procede desse gancho. Todas as coisas estão suspensas
do gancho que é Jesus Cristo. Mas Jesus é o canal e o transmissor da
autoridade de Deus para todo o universo. E em particular, Ele tem
uma relação especial com a igreja, que é o Seu corpo. Deus pôs todas
as coisas sob os Seus pés. Mas nós não estamos apenas sob os pés
de Jesus. Como parte do Seu corpo nós estamos ligados a Ele, como
cabeça. E Ele dirige o corpo como cabeça duma maneira diferente
do que qualquer outra parte do universo.

Um exemplo, eu podia ser um sargento instrutor – o que Deus


proíbe – e estar a dar ordens a um pelotão de soldados. Estaria
pois a dirigir todos os soldados com as minhas ordens. Mas o meu
próprio corpo, dirijo-o de um modo completamente diferente. Eu
não tenho que dar ordens ao meu corpo, eu simplesmente tomo a
decisão e comunico-a, e os membros executam-na. Então vês que
nós temos uma relação única com Jesus que mais ninguém no
universo tem. Este é um pensamento fantástico, não é?

Sabes qual é um dos nossos problemas como Cristãos? Nós


não nos apreciamos a nós próprios. Nós não imaginamos quão
valiosos e quão importantes somos. Entristece-me sempre ouvir
os Cristãos depreciando-se a si próprios. É certo que, nós não

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somos nada em nós próprios. Mas por causa da nossa relação com
Jesus Cristo, somos as pessoas mais importantes no universo.

Por causa da nossa relação com Jesus Cristo nós


somos as pessoas mais importantes no universo.

Nós somos o fator decisivo em todos os assuntos humanos.


Unicamente por causa dessa relação.

Assim vemos então o apostolado de Paulo originado com Deus,


o Pai e transmitido através de Jesus Cristo. Agora em Gálatas 1,
Paulo fala também sobre o seu apostolado, mas ele traça-o na
direção oposta. Gálatas 1:1:

Paulo, apóstolo (não da parte dos homens, nem por homem algum, mas
por Jesus Cristo, e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos).

Em 1 Timóteo ele está olhando para a autoridade descendente do


Pai, através de Jesus Cristo. Em Gálatas ele está olhando para cima,
através de Jesus, para o Pai. Mas a origem da Sua designação como
apóstolo foi Deus, o Pai operando através de Jesus Cristo, o Filho.

Em certo sentido, isso foi estabelecido no céu. Mas tinha que se


tornar efetivo na terra. Então agora nós temos que voltar para o
livro de Atos, para o capítulo 13. Aqui temos um modelo de como
a autoridade celestial é comunicada e tornada efetiva na igreja.
Quero transmitir que não me lembro de nenhuma razão do porquê
d’aquilo que aconteceu aqui em Atos na igreja em Antioquia, não
possa ser reproduzido hoje na igreja em qualquer parte na terra.
E isto é importante, porque envolve o surgimento do ministério
apostólico. Leiamos os primeiros quatro versículos de Atos. (Atos
13: 1-4)

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E na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a
saber: [são mencionados cinco] Barnabé e Simeão chamado Níger…

Sabem o que significa Níger? Negro. Então ele era de pele escura.

… e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes o tetrarca…

Por outras palavras, ele era realmente da casa do governante.

… e Saulo.

Cinco homens que foram reconhecidos como profetas e


mestres. Será que estamos preparados para aceitar que podem
existir profetas e mestres na igreja hoje?

E, servindo eles ao Senhor, e jejuando…

Eu confirmei com a NVI (Nova Versão Internacional) e a NVI


não diz ministrar ou servir, ela diz adorar o Senhor. O que é uma
interpretação legitima. Como é que nós ministramos ao Senhor?
Nós Adoramo-Lo. Este é um modo de ministrar ao Senhor.

E, servindo eles ao Senhor [ou adorando], e jejuando…

O jejum é outra dessas coisas que está a ser restaurada na igreja –


um pouco contra a propensão de algumas pessoas. Eu fui salvo
no exército Britânico em 1941. Como eu estava no exército fui
enviado, quase imediatemente, para o estrangeiro. Passei os três
anos seguintes nos desertos do Norte de África, e nunca vi uma
igreja – raramente vi um capelão – estava dependente de Deus, da
Bíblia e do Espírito Santo. Quer dizer, eu não tive qualquer outra
fonte. Devo dizer que, de certo modo, estou bastante agradecido,

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porque durante esse tempo li a Bíblia toda por várias vezes. Mais
tarde quando comecei a ir à igreja descobri que existiam muitas
coisas na Bíblia que eles não diziam às pessoas lá. Mas eu já tinha
lido a Bíblia. Deus tornou claro para mim, só estou a mencionar
porque não sei explicar bem como, que eu tinha que jejuar um dia
por semana. Escolhi a quarta-feira. E basicamente durante todo o
meu serviço militar, que durou outros quatro anos e meio, jejuei
todas as quartas-feiras.

Quando nós estávamos no Egito, no deserto, fui


incidentalmente, responsável por um pelotão de maqueiros. Oito
soldados britânicos blasfemos e ímpios. Nenhum deles queria ser
maqueiro. Nós vivíamos num caminhão de três toneladas que era
conduzido por dois condutores, assim havia dez de nós mais eu,
que era suposto estar no comando de tudo.

Seja como for, quando se está a viver assim tão perto, com
homens - e não se pode fugir das pessoas no deserto - não há
segredos. Quero dizer que não havia maneira de eu puder jejuar
secretamente. Então todas as quartas-feiras, os outros soldados
sabiam que eu não estaria a comer. Bem, alguns de vocês sabem
que os Muçulmanos têm um mês no ano chamado Ramadão onde
eles não jejuam verdadeiramente, eles não comem durante o dia,
mas compensam isso à noite. Eu não chamo realmente a isso
jejum. De qualquer modo, todos os soldados na minha unidade
chamavam daí por diante quarta-feira, Ramadão.

Olhando para trás, devo dizer, penso que isso foi a chave para
o meu progresso espiritual. E basicamente, houve muito poucos
períodos na minha vida em que eu não tenha jejuado um dia por
semana. Sabes que John Wesley recusava ordenar para o mistério
Metodista qualquer homem que não prometesse jejuar pelo

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menos até às 16 horas cada quarta-feira e cada sexta-feira. E ele
escreveu no seu jornal: “Estou convencido de que qualquer pessoa
que entenda a imporância do jejum e não o pratique irá recair tão
certamente quanto alguém que entenda a importância da oração
e não a pratique.”

Quando, por volta de 1949 em Londres, eu comecei a ensinar


sobre o jejum as pessoas olhavam para mim como se eu tivesse
vindo de outro planeta. Quero dizer, era apenas absolutamente
desconhecido de que os Cristão deveriam jejuar. Hoje já fizemos
algum progresso. Penso que há muito mais progresso para fazer.
Indiquei às pessoas que Jesus no sermão da montanha não disse:
se tu jejuares, Ele disse: quando tu jejuares. Ele assumiu que os
Seus discípulos jejuariam, mas deu-lhes certas regras.

O que eu estou a dizer é, se estudares o livro de Atos, encontrarás


dois acontecimentos cruciais no desenvolvimento da igreja. Um
está em Atos 13, e é o envio dos primeiros apóstolos que estão
registados depois do Dia de Pentecostes. Em Atos 14:23 temos a
designação dos anciãos locais numa igreja nova. E ambas estas
decisões cruciais foram acompanhadas por jejum e oração da
liderança. Eu sugiro-te que a indicação é que os Cristãos, ou uma
igreja, que queiram realmente conhecer a mente de Deus precisam
de estar preparados para jejuar e então, ouvir de Deus.

Aqui eles estavam ministrando ao Senhor, ou adorando


e jejuando. Depois o Espírito Santo falou-lhes. Repara que a
iniciativa veio de Deus. Mas veio do Deus triúno: Deus o Pai,
através do Filho, pelo Espírito. Vês? E qual era a declaração? O
apostolado de Paulo e também de Barnabé. Versículo 2:

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E, servindo eles ao Senhor, e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai­‑me
a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. (Atos 13:2)

Repara que a iniciativa é totalmente de Deus. Isso não tinha


sido uma boa ideia, não era alguma coisa que Saulo e Barnabé
estivessem ansiosos por fazer, pois eles não apelaram à igreja para
serem reconhecidos. A iniciativa estava completamente com Deus.
Porque a igreja se abriu a si própria para receber de Deus. Se não
nos abrirmos a nós próprios, como podemos receber? Versículo 3:

Então, jejuando e orando…

Nota que eles não jejuaram somente uma vez. Eles jejuaram
uma vez para ouvir de Deus e depois jejuaram uma segunda vez
para comprometer essas pessoas com Deus.

Então, jejuando e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram.


(Atos 13:3)

Quando eles foram enviados, tornaram-se em “os enviados.”


Existe uma palavra para isto, qual é? Apóstolos, é isto que a
palavra apóstolo significa, significa alguém enviado.

Agora, eu gosto muito do próximo versículo, e não quero parar


no versiculo 3.

E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali


navegaram para Chipre. (Atos 13: 4)

O que eu estou a enfatizar é que neste versículo a expressão que


diz “enviados pelo Espírito Santo” é uma expressão que significa
que o Espírito santo os acompanhou.

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Não é a mesma expressão que é usada no versículo 3. As pessoas
enviaram-nos, mas o Espírito Santo foi com eles. Compreendes?
Isto é importante.

Então, o que é que aconteceu como resultado? Como é que isso


acabou? Volta para o capítulo seguinte de Atos, capítulo 14, e vais
ler dois versículos, versículo 4 e versículo 14. Falam sobre o que
aconteceu numa das cidades:

E dividiu-se a multidão da cidade; e uns eram pelos judeus, e outros pelos


apóstolos. (Atos 14:4)

E depois o versículo 14:

Ouvindo, porém, isto os apóstolos Barnabé e Paulo,…

Apercebes-te do que eles são agora? Eles são apóstolos. Antes


eram profetas e mestres. Como é que eles se tornaram apóstolos?
Ao terem sido enviados. Sendo enviados por quem? Pelo Espírito
Santo através da igreja. Como vês, todas as coisas na igreja deveriam
ser iniciadas por Deus, o Pai através do Filho, pelo Espírito.

Todas as coisas na igreja deveriam ser iniciadas por


Deus, o Pai através do Filho, pelo Espírito.

Mas isto somente é efetivo quando a igreja responde. E


embora estivesse no conselho eterno de Deus que Paulo devia
ser um apóstolo, ele nunca foi chamado apóstolo até a igreja ter
reconhecido e aprovado o seu chamado. Isto é muito importante
para todos nós. É fácil ficar impaciente com a igreja e tornar-
se critico dela, mas Deus não a ignora. Porque ela é o corpo de
Cristo. E assim com todas as suas fraquezas e falhas, nós temos

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que confiar em Deus para trabalhar através da igreja. Este é pois o
modelo completo de como Paulo foi estabelecido apóstolo. Isto foi
iniciado por Deus, o Pai, veio através de Jesus Cristo que é a cabeça
da igreja, foi comunicado à igreja pelo Espírito Santo, foi recebido
pela igreja e posto em prática. E então foi esta a designação dos
apóstolos.

Agora, a questão que eu quero colocar é esta: poderia o


mesmo acontecer hoje? Por outras palavras, poderíamos nós ter
apóstolos legítimos operando hoje na igreja? Para mim a resposta
óbvia é, sim. Se nós podermos acreditar ou se Deus pode ser
suficientemente bom para nos agraciar com profetas e mestres, e
estes esperarem em Deus, abrirem-se eles próprios para Ele, talvez
jejuarem, então a partir dessa situação existe um modelo do Novo
Testamento completamente legitimo para emergir o ministério de
apóstolos. Eu acredito que há apóstolos na igreja hoje. Mas penso
que no geral, a igreja não está em condições de realmente poder
apoderar-se do propósito e da provisão de Deus.

O que eu quero sublinhar a propósito disto é que, cada


nomeação na igreja, creio que deveria seguir o mesmo modelo.
Acredito que não deveria haver nenhuma nomeação feita na igreja
que não venha pelo caminho da cabeça.

Não deveria haver nenhuma nomeação feita na


igreja que não venha pelo caminho da cabeça.

Da mesma maneira, penso que nada no meu corpo deveria


começar a fazer alguma coisa, que não seja iniciada pela minha
cabeça. Quero dizer, se isso acontecer, das duas uma, ou eu estou
paralisado ou tenho outros problemas sérios. Eu poderia ter
paralisia cerebral que, como sabes, para aqueles que a têm nós

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somos profundamente compassivos. Mas eu não acredito que
seja a vontade de Deus que a igreja de Cristo devesse ter paralisia
cerebral. Por outras palavras, todos os membros deveriam operar
sob a direção e o controlo da Cabeça.

Todos os membros deveriam operar sob


a direção e o controlo da Cabeça.

Quero dar-vos apenas dois exemplos da escolha de Deus.


Julgo que realmente uma das verdades que está a ser esquecida
(negligenciada) seriamente na igreja contemporânea é a verdade
da soberania de Deus. Eu penso que no movimento Carismático as
pessoas têm-se focado largamente naquilo que elas podem obter
de Deus, naquilo que Deus pode fazer por elas. E por vezes isso
está quase degenerado até ao ponto de Deus ser tratado como
uma máquina de venda automática. E se tiveres a moeda certa e a
colocares na ranhura certa irás obter o tipo de refrigerante certo.
Eu só quero dizer-te que Deus não é uma máquina de venda
automática. E esta é uma imagem muito incorreta de Deus. O
que é que eu quero dizer com soberania de Deus? É assim que eu
defino isso. Dizer que Deus é soberano significa que Ele faz o que
Ele quer, quando Ele quer, da maneira que Ele quer, e não pede
permissão a ninguém.

Deus é soberano significa: Ele faz o que Ele


quer, quando Ele quer, da maneira que Ele
quer, e não pede permissão a ninguém.

Eu sugiro-te que se alguma vez começares a infringir na


soberania de Deus, tu estarás a meter-te em problemas, porque se
existe uma coisa que Deus guarda ciosamente é a Sua soberania, o

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Seu direito de fazer o que Ele quer, quando Ele quer, da maneira
que Ele quer, sem obter permissão de ninguém.

E eu penso particularmente na questão dos ministérios


designados (nomeados) na igreja, Deus reserva a Sua soberania.
Por exemplo, leia João 15:16. Jesus está a falar com os Seus
apóstolos. Não está a falar às multidões. Este foi um tempo a sós
com os Seus próprios apóstolos escolhidos. E Ele diz:

Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei,
para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo
quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda. (João 15:16)

Jesus deixa extremamente claro que ninguém se torna um


apóstolo ao candidatar-se ao trabalho (emprego) ou por ter sido
votado na igreja. Ele diz tu não me escolheste, Eu escolhi-te, Eu fiz
a nomeação.

Apenas a titulo de comentário, qual é a palavra chave quando nós


estamos a falar sobre um apóstolo? É uma palavra muito pequena
de três letras: “Vai”. Eu te escolhi e te designei para que vades. Um
apóstolo quieto (com residência fixa) é realmente uma contradição
em termos.

“Para que vades e deis fruto que permanecerá, e que as vossas orações
serão atendidas.”: Eu acredito que tudo isto depende de quem toma
a iniciativa. Eu acredito que dar fruto que permaneça e ter as nossas
orações atendidas, somente pode estar baseado no facto de que Jesus
fez a escolha. Sugiro-te que onde nós tivermos escolhas que não
sejam feitas por Jesus, na maior parte dos casos nós não iremos
obter fruto que permaneça. E em muitos casos as nossas orações não
serão atendidas. Ele não está comprometido a fazer isso.

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Vês, existe muito fruto que tem sido produzido na igreja
contemporânea que não permanece. Não é verdade? Um certo
famoso evangelista tem como a sua própria estimativa de
convertidos que permanecem, cerca de 5%. Existe alguma coisa
de errado com a igreja. A igreja não está a operar na ordem divina.
Ela não está sob a liderança de Jesus.

Novamente em Atos 15 versículo 7, existe esta tremenda disputa


sobre se os Gentios podem ser admitidos na igreja sem estarem
sob a lei de Moisés. É um facto realmente interessante que, só
recentemente na última década, as Assembleias de Deus nos Estados
Unidos tiveram precisamente o problema oposto. O problema era
este: poderiam eles admitir as Assembleias Messiânicas dentro das
Assembleias de Deus? E enquanto eles discutiam isto um dos líderes
levantou-se e disse: “Bem, há 19 séculos eles é que nos permitiram
entrar, como é que nós agora podemos recusá-los a entrar”? Assim,
a história deu uma volta completa.

levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há


muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem
da minha boca a palavra do evangelho, e cressem. (Atos 15:7)

Entao é novamente a escolha de Deus. A igreja não nomeou Pedro,


Deus escolheu Pedro. E ele esteve muito relutante, como sabes.
Ele não queria ir para os Gentios e pregar para eles. Mas Deus
dominou. Eu estou verdadeiramente convencido de que se nós
nos focássemos na escolha de Deus e nos submetêssemos a ela e
não atuássemos até a conhecermos, as coisas seriam totalmente
diferentes entre nós. Qual de nós pode escolher melhor do que
Deus? Nenhum de nós. Lembra-te, as escolhas de Deus são
improváveis. Quero dizer, Ele geralmente escolhe a pessoa que
nós não escolheríamos. Simplesmente lê a Bíblia e vê.

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E digo-te outra coisa a respeito das escolhas de Deus. Quando
Deus escolhe, a pessoa escolhida normalmente está convencida
que não consegue fazer o trabalho. Quando eu me cruzo com
alguém que diz: “Deus escolheu-me, Deus chamou-me e eu sei
que consigo fazer isso,” eu somente questiono se alguma vez
Deus os chamou.

Baseado nesta imagem dos Atos 13, quero extrair certos


princípios. O que eu pretendo enfatizar é a importância daquilo
que eu chamo de adoração em aberto. Por outras palavras, estar
na presença de Deus, adorá-Lo sem estabelecer um tempo limite.
Isto não é um encontro de oração. Como sabes, o encontro de
oração começa às 19.30 e termina às 21.30 horas. Depois disso
toda a gente vai para casa independentemente de onde está
Deus ou do que Ele fez. Mas é esperar na presença de Deus
numa atitude de adoração, focando-se em Deus, afastando-se de
distrações tal como a comida, e entrar na Sua presença e ficar aí
até ouvires d’Ele. Estive uma vez numa igreja onde tinham um
relógio na parede oposta ao púlpito – que é, com certeza, um
bom lugar para o ter. Mas este relógio dizia: é tempo de procurar
o Senhor. E a passagem que estava citada dizia: pois é hora de
buscar o Senhor, até que ele venha e faça chover justiça sobre
vocês. (Oséias 10:12) O limite não é estabelecido pelo relógio, é
estabelecido pelas ações soberanas de Deus.

Gostaria de ir para o Salmo 95, que acredito irá apelar


provavelmente para os líderes de louvor. Para mim este é um
salmo modelo. Como ouvir de Deus, como entrar na presença de
Deus e ouvir d’Ele. Gostaria de ler os primeiros sete versículos.

Vinde, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação.


(versículo 1).

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Quantos de vocês levam isto a sério? Jubilar (gritar, clamar em
voz alta). Jubilemos (cantar em alta voz e com alegria) ao Senhor.
Nós lemos esta passagem, a maioria de nós, vezes sem conta e
nunca pensamos acerca de cantar em alta voz. E algumas pessoas
diriam se o fizessemos: eles estão loucos. Mas eu prefiro ser louco
desse modo em vez de sensato do modo de algumas pessoas.

Vinde, cantemos ao SENHOR; jubilemos à rocha da nossa salvação.


(v. 1) Apresentemo-nos ante a sua face com louvores, e celebremo-lo com
salmos. (v. 2)

Tal como eu entendo, isto é o acesso na presença de Deus.


Porque a Bíblia diz que nós entramos nas Suas portas com ações
de graças, nos Seus átrios com louvor. Eu não acredito que tu
possas entrar na presença de Deus sem ações de graças e louvor.
Tu podes lamentavelmente estar à distância e pedir ajuda como
os dez leprosos, mas não tens acesso a Deus até começares a dar
graças e a louvá-Lo.

Não tens acesso a Deus até começares a dar graças e a louvá-Lo.

É muito interessante os dez leprosos no evangelho de Lucas.


Eles pediram ajuda, Jesus respondeu, eles saíram e fizeram o que
Ele lhes disse, e eles foram todos curados. Somente um voltou
para trás para agradecer a Deus. E ele foi o único que foi salvo.
Todos os dez ficaram curados, somente um foi salvo. Apenas um
teve acesso direto a Jesus. Como? Dando graças.

Então este é o modo de aproximação a Deus. Há alguns anos


atrás eu estava a ensinar isto e estava lá um verdadeiro homem
de Deus, um irmão no Senhor, um senhor já com alguma idade.
Eu disse: eu não creio que nós tenhamos algum direito de entrar

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na presença de Deus sem ação de graças e louvor. Este é o modo
designado. E este querido irmão, mais ou menos da minha idade,
no final aproximou-se de mim. Ele é Cristão há pelo menos 50
anos. Ele disse: “Sabes, esta é a primeira vez que me apercebi que
eu tinha que dar graças e louvor para entrar na presença de Deus.”
Ele é um irmão maravilhoso no Senhor.

Agora, os próximos dois versículos 3-5, explicam porque é que


nós damos graças e louvamos.

Porque o SENHOR é Deus grande, e Rei grande sobre todos os deuses.


Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são
suas. Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca.

Eu tenho comentado algumas vezes que nós agradecemos a


Deus pela Sua bondade, louvamos a Deus pela Sua grandeza, mas
O adoramos pela Sua santidade. Outro salmo diz que o Senhor
é grande e muito digno de louvor (de ser louvado). Louvor é a
nossa resposta à grandeza de Deus.

Assim agora dando graças e louvando, cantando alegremente


com júbilo, nós entramos na presença de Deus. Agora o estado de
espirito muda completamente. Olha para o próximo versículo:

O, vinde, adoremos… (v. 6)

Isto não é ação de graças. Isto não é louvor. Isto é alguma coisa
diferente. Cada palavra na Bíblia que é traduzida por “adorar”
descreve uma atitude do corpo. Curvando a cabeça, curvando a
parte superior do corpo, curvando-se como diz aqui, ajoelhando-
se, prostrando-se a si próprio perante Deus. Adoração é em
primeiro lugar uma atitude e não uma expressão.

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Adoração é em primeiro lugar uma
atitude e não uma expressão.

Louvor é uma expressão, adoração é uma atitude. O louvor


conduz-nos para o lugar da adoração.

Ruth comentava comigo há algum tempo atrás, que há


tantos líderes de louvor que não sabem a diferença entre louvor
e adoração. Nós chegaremos a esse lugar maravilhoso onde
estamos simplesmente na presença de Deus, chegamos lá através
do louvor, e o líder do louvor começará alguns pequenos coros
animados e pôr-nos-á todos a dançar. Isso não é apropriado
naquele momento. Naquele momento nós precisamos de estar em
intimidade com Deus.

Agora, lendo os versículos 6 e 7:

O, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do SENHOR que


nos criou. Porque ele é o nosso Deus…

Como podemos reconhecê-Lo como Deus? O que é que O


confirma como Deus? O que é que é unicamente devido a Deus?
Uma palavra: Adoração. Quando nós O adoramos, estamos a
declarar que Ele é o nosso Deus. E deixa-me avisar-te que o que
quer que seja que tu adores, torna-se o teu Deus.

O que quer que seja que tu adores, torna-se o teu Deus.

Se tu adoras o dinheiro, este torna-se o teu deus. Se tu adoras


o teu estômago, este torna-se o teu deus. Paulo fala acerca de
pessoas que fizeram das suas barrigas o seu deus, adorando-as.

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Continuando no versículo 7:

Porque ele é o nosso Deus e nós povo do seu pasto e ovelhas da sua mão…

Agora existe uma coisa estranha; no final deste versículo temos


o fim de uma frase e o início de um novo parágrafo. Reparaste
nisso? Isto não é por acaso. O que é que diz a seguir?

…Se hoje ouvirdes a sua voz.

Quando é que ouves a voz de Deus? Quando tiveres estado a


adorá-Lo. Tenho aprendido que quando se trata de profecia ou
línguas e interpretação, eu nunca aceito isso automaticamente.
Eu uso sempre a minha antena espiritual e pergunto: isto é
realmente de Deus; isto é realmente ungido; isto é uma palavra
para agora? Mas falando de um modo geral, se isto acontecer
num período de adoração podes ter praticamente a certeza que
é de Deus. Esta é a nossa salvaguarda. Eu agradeço a Deus por
ter uma esposa que é uma adoradora. Ela também sabe cantar
um pouco. Eu não sei cantar para salvar a minha vida, por isso
tenho que depender das outras pessoas. Eu não sei se vocês, as
pessoas que cantam, se apercebem que alguns de nós temos que
depender de vocês para fazer isso. Então não nos falhem. Ruth
e eu passamos tempo na presença de Deus basicamente todas as
manhãs e todas as noites. Nós não somos legalistas quanto a isto.
Muitas e muitas vezes ouvimos de Deus, recebemos palavras de
encorajamento, palavras de direção (orientação), palavras de
aviso. Mas 90% das vezes em que elas chegam nós estamos em
atitude de adoração. E geralmente nós não as recebemos se damos
a Deus trinta minutos. É no tempo sem limite que Deus se move.
Isto não significa que Ele vai precisar mais do que meia hora,
significa que Deus não nos deixa estabelecer o limite de tempo.

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Ele é soberano. Se estiveres preparado para passar todo o dia na
presença de Deus, poderás ouvir d’Ele muito rapidamente. Mas
se disseres: “Deus, eu posso dar-te 35 minutos,” é questionável
se Deus falará nesses termos.

Aqui está o modelo, do Atos 13. Eles estavam adorando o


Senhor, jejuando, e tinham afastado as suas mentes de muitas
coisas perfeitamente normais, de coisas materiais necessárias.
Aparentemente eles não tinham estabelecido um tempo limite.
Não tinham nenhum programa, não sabiam o que aconteceria a
seguir e Deus moveu-se. E realmente, Atos 13 é um dos capítulos
mais decisivos no Novo Testamento, porque de certo modo,
é o nascimento do trabalho missionário. E nasceu a partir do
ministrar ao Senhor e jejuar. Mas isto é um modelo, a essência
disto é fazer Jesus a cabeça, deixar que Ele tome a iniciativa.

Gostaria de continuar com a segunda viagem missionária


de Paulo. Nós temos aqui outros exemplos da liderança de
Jesus exercida através do Espírito Santo. Em Atos 16, Paulo
saiu com Silas e recrutaram Timóteo bastante cedo. E deixa-me
apenas mostrar-te, 1 Tessalonicenses 1:1 por um momento. Esta
carta é dos três, Paulo, Silvano (outra forma do nome Silas) e
Timóteo. Então estas três pessoas acerca das quais nós vamos
ler – Paulo, Silas e Timóteo – escreveram esta carta coletivamente
à igreja em Tessalónica. E depois no capítulo 2 versículo 6 está
escrito:

E não buscamos glória dos homens, nem de vós, nem de outros, ainda que
podíamos, como apóstolos de Cristo, ser vos pesados.

O que é que eles são? Apóstolos. Quem são os apóstolos? Paulo,


Silas e Timóteo. Porque é que eles eram apóstolos? Porque eles

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foram enviados por iniciativa do Espírito Santo para realizarem
um trabalho específico.

Voltando para Atos 16, avançamos na história para o versículo


6. Irás notar neste capítulo que altera entre eles e nós, porque o
escritor era Lucas e às vezes ele estava com eles, então é “nós”,
outras vezes ele não estava com eles, então é “eles”. Eles estavam
naquilo que hoje chamamos Ásia Menor e diz no versículo 6:

E, passando pela Frígia e pela província da Galácia, foram impedidos pelo


Espírito Santo de anunciar a palavra na Ásia.

Isto não é uma afirmação surpreendente? O mesmo Espírito


Santo que inspirou a Bíblia através de quem Jesus deu instrução
aos apóstolos, “ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda
a criatura” disse para não irem à Ásia. Quantos de nós tinham
dado ouvidos a isto? Por vezes as pessoas dizem-me: Deus não
responde às minhas orações. Eu respondo: Tu precisas estar ciente
de que o não é uma resposta tal e qual como o sim.

Avançando para o versículo 7:

E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito


não lho permitiu.

Tenta imaginar: eles vão numa direção para noroeste através


da Ásia Menor. Tentam virar para a esquerda para a província da
Ásia e são proibidos. Então tentam ir para a direita para a Bitínia e
são proibidos. Por isso eles realmente não tinham opção, tiveram
que ir para noroeste. Indo para noroeste, chegam a Trôade. Não
achas que eles devem ter ficado intrigados?

21
Agora vamos ler o que aconteceu em Trôade. Versículo 9:

E Paulo teve de noite uma visão, em que se apresentou um homem da


Macedónia, e lhe rogou, dizendo: Passa à Macedônia, e ajuda-nos.

Depois eles começaram a entender, vês?

E, logo depois desta visão, procuramos partir para a Macedônia,


concluindo que o Senhor nos chamava para lhes anunciarmos o evangelho.
(Atos 16:10)

Paulo era um verdadeiro líder. Sabes como nós notamos isso?


Ele teve a visão. Mas o texto não diz que ele chegou à conclusão,
diz, nós chegámos à conclusão. Ele transmitiu isso à sua equipa,
compreendes? Isso é liderança. Não é, eu tomo todas as decisões
e digo-te o que fazer. Mas eu ouvi de Deus e nós em conjunto
decidimos o que é que Deus quer fazer.

Nós não vamos mais longe, mas à luz dos 19 séculos seguintes,
isto foi um dos movimentos mais decisivos na igreja primitiva,
porque eles tinham estado na Ásia Menor o que hoje é basicamente a
Turquia. E que durante 13 séculos tem sido totalmente Muçulmana
quase sem vestígios de Cristianismo em qualquer lugar.

Mas Deus “expremeu-os” da Ásia Menor para que continente?


A Europa. Esta é a primeira vez que o evangelho chegou à Europa.
E foi levado para lá pelo apóstolo dos Gentios. Se olhares para
trás ao longo da história, que continente preservou a fé Cristã
durante toda a Idade Média? A Europa. A partir de que continente
partiram então os primeiros missionários? Da Europa. Por outras
palavras, a Europa teve um lugar totalmente especial nos planos
futuros de Deus. Paulo e Silas não sabiam isso. Mas o Espírito

22
Santo sabia. Se eles tivessem confiado somente na sua sabedoria
e planeamento teriam feito a coisa errada. Tal como foi, Deus
conseguiu introduzir o evangelho na Europa num momento
crucial e ali estabeleceu a fé Cristã.

Outra coisa que me impressiona é quando eles chegaram a


Filipos; Satanás ficou verdadeiramente zangado. Como sabes,
Paulo orou pela jovem escrava com um espírito de adivinhação
e ela foi liberta. Os seus mestres perderam o dinheiro que vinha
através da adivinhação dela. Toda a cidade ficou envolvida em
tumulto. Paulo e Silas foram agarrados, espancados e atirados
para dentro da principal prisão de segurança. Isto foi totalmente
irracional. Quero dizer, isto foi absolutamente sem qualquer
base real em razão. Qual foi a causa disto? Satanás estava muito
zangado, porque o seu território estava a ser invadido.

Paulo disse – muitas pessoas interpretam isto de maneiras


diferentes – Paulo disse em 2 Coríntios que Deus enviou um anjo
de Satanás para o esbofetear. E ele orou três vezes e Deus disse:
não, Eu não vou retirar isso.

Agora, existem muitas teorias diferente, mas eu próprio


acredito que este anjo provocou problemas a Paulo em quase
todas as cidades para onde ele foi. Isto não aconteceu com todos
os outros apóstolos. Dificilmente haverá uma cidade em que Paulo
tenha ido onde não tenha havido um motim. Eu penso que existia
um anjo satânico por detrás disto. Mas o que eu estou a assinalar
é que Satanás estava realmente zangado, porque o seu território
estava a ser invadido.

E depois nós reparamos que Deus intervém de uma maneira


extraordinária. Ele enviou um tremor de terra, abalou a prisão, abriu

23
as portas, libertou os prisioneiros. Como podes ver, esta foi realmente
uma estratégia de alto nível. Ambos, Deus e satanás, estavam
extremamente interessados naquilo que aconteceu em Filipos.

E mais uma coisa ainda para notar. Paulo foi proibido de ir à


Ásia. Mais tarde na sua carreira em Atos 19 ele foi para Éfeso, que
é a principal cidade da Ásia. E teve talvez os maiores resultados
do todo o seu ministério, em qualquer cidade. Isto não será algo
para ponderar? Se ele tivesse ido para lá mais cedo teria estragado
tudo. O terreno não estava preparado.

Deus falou à Ruth e a mim há pouco tempo e disse: “Eu irei


conduzir-vos a lugares onde o solo foi preparado.” Na realidade
Ele disse: “Vocês podem ir para lugares bastante surpreendentes.”
Bem, nós vimos isto ser verdade. No ano passado estivemos em
Inglaterra. Fomos a alguns lugares que eu não teria escolhido, mas
vimos alguns resultados bastante surpreendentes. Se tivéssemos
escolhido as grandes multidões e lugares famosos, nós nunca
teríamos estado lá.

Deixa-me terminar sugerindo-te certos requisitos básicos e


simples que teremos que preencher se queremos ser capazes de
ouvir de Jesus como cabeça da igreja. Darei-te as referências das
Escrituras para poderes verificá-las.

Primeiro que tudo, precisas reconhecer a tua necessidade de


ouvir d’Ele.

Em segundo lugar, Paulo diz em Romanos 12: 1-2:

Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos


corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

24
E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela
renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a
boa, agradável, e perfeita vontade de Deus.

Então como um princípio geral, se nós queremos perceber a


vontade de Deus temos que nos tornar a nós próprios, totalmente
e sem reservas, disponíveis para Deus. O nosso corpo tem que se
tornar uma oferta (oferenda) no Seu altar.

Em terceiro lugar, em Mateus 6:10 nós temos o início da oração


“o Pai Nosso”, que é um modelo. E Jesus diz para orar deste
modo: “Pai-nosso que estais no céu,” e então qual é o primeiro
santificado, o que é que isso significa? Adoração. Nós adoramos.
Nós Te adoramos. Santificado seja o Teu nome.

A próxima coisa é nos alinharmos a nós próprios com o


propósito de Deus. Não para termos os nossos planos cumpridos,
mas para termos os planos de Deus cumpridos. Qual é o plano de
Deus? Venha o Teu reino. Nós realmente não temos o direito de
esperar que Deus responda as nossas orações até nos alinharmos a
nós próprios por uma decisão da nossa vontade, com o propósito
de Deus, que é a vinda do Seu reino na terra.

Não temos o direito de esperar que Deus responda as


nossas orações até nos alinharmos com o propósito
de Deus, que é a vinda do Seu reino na terra.

E depois seja feita a Tua vontade. Isto significa: Deus, não o que
eu quero, mas o que Tu queres. Estas são as condições básicas.

E a seguir, em Romanos 8:14 está escrito:

25
Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos
de Deus.

Por isso nós temos que fazer amizade com o Espírito Santo. O
Espírito Santo não é teologia. Ele é uma pessoa. O Espírito Santo é
uma pessoa tanto quanto Deus, o Pai e Deus, o Filho. Se tu quiseres
ser guiado pelo Espírito Santo tens que ser amigável e sensível a
Ele. Ele não é um ditador. Assusta-se facilmente; Ele é como uma
pomba. Tu podes afugentá-Lo.

E depois mais uma salvaguarda. Confirma com a Escritura.


Seja o que for que acredites ser a revelação ou orientação de Deus,
confronta isso com a tua Bíblia. Porque toda a Escritura é dada
sob inspiração de Deus. Se foi o Espírito Santo quem escreveu a
Escritura, a Sua orientação nunca irá discordar com Ela. Estás a
ver isto?

Resumindo:

Reconhece a tua necessidade de ouvir d’Ele.

Apresenta o teu corpo.

Alinha com o propósito de Deus.

Submete a tua vontade à Sua vontade.

Faz amizade com o Espírito Santo.

E confirma todas as coisas com a Escritura.

26
Agora, quais são alguns obstáculos comuns – e estes são
apenas alguns. Primeiro que tudo, eu diria, a nossa arrogância
humana. Eu penso que este é o maior problema. Houve um
período no meu ministério em que acreditava que estava a ser
orientado fora da vontade de Deus. Entrei numa situação cheia
de problemas. Quando olho para trás e pergunto a mim próprio
como isso aconteceu, julgo que a causa raiz foi arrogância em
mim. Basicamente, penso que todas as deceções no corpo de Cristo
têm uma alavanca para entrar e que é o orgulho. Se não formos
orgulhosos, nunca seremos enganados. E por isso eu penso que o
grande obstáculo para ouvir de Deus é a nossa arrogância.

O grande obstáculo para ouvir de Deus é a nossa arrogância.

A Bíblia chama a isto o orgulho da vida. Um desejo de ser


independente de Deus. Quando Jesus foi tentado para se atirar
do pináculo do templo, Ele recusou. Ele podia ter feito isso, mas
nunca faria algo para demonstrar o Seu poder independentemente
do Pai.

Depois existem outras barreiras comuns. Irei apenas mencioná-


las, embora possas ponderá-las. A barreira do habito ou tradição.
Na verdade, a tradição é um hábito coletivo. Nem todos os hábitos
são maus, nem todas as tradições são más, mas basicamente
quando nós seguimos simplesmente a tradição vamos perder
Deus.

Quando nós seguimos simplesmente a


tradição vamos perder Deus.

Eu penso que a tradição foi a única maior barreira que impediu


o povo Judeu de receber o ensinamento de Jesus no Seu tempo.

27
Outra barreira comum é o medo. E existem certas espécies de
medo. Medo do homem. O que é que as pessoas irão dizer? Julgo
que um lamentável número de Cristãos é mais influenciado pela
opinião das pessoas do que é pela opinião de Deus.

Muitos cristãos são mais influenciados pela opinião


das pessoas do que pela opinião de Deus.

Em segundo lugar, medo do desconhecido. Bem, nós nunca fizemos


isto desta maneira anteriormente. Quer dizer, nós não temos um
programa? Nós não temos um boletim? Como saberemos o que
fazer? Deixa simplesmente acontecer e vê o que acontecerá.

E depois medo de ser dependente. Eu penso que este é talvez o


mais forte. Nós realmente não gostamos de ter de depender de
Deus.

Quero assinalar-te alguma coisa em ligação com isto. A


essência do pecado não é o desejo de fazer o mal, é o desejo de ser
independente de Deus.

A essência do pecado não é o desejo de fazer o


mal, é o desejo de ser independente de Deus.

Nota: a motivação original no Jardim de Eden foi boa; ser como


Deus. Conhecer a diferença entre o bem e o mal. Isso é bom, não
é mau. O que estava errado é que eles queriam isto de forma
independente de Deus. E onde quer que exista esse desejo dentro
de nós, de sermos independentes de Deus, nós não estamos
verdadeiramente livres do domínio do pecado.

28
Então, vou recapitular. E enquanto eu faço isto, talvez tu
precises fazer uma pequena avaliação interior. Quais são os
obstáculos comuns?

Primeiro, arrogância, orgulho da vida.

Segundo, hábito, tradição. Eu acredito realmente que a maior


parte das coisas que nós fazemos na igreja, não são feitas porque
Deus disse que devíamos fazê-las, elas são feitas porque é isso o
que nós temos feito sempre. Eu confirmei isso. Demora cerca de
cinco anos para começar uma tradição religiosa. Tenho estado com
grupos que começaram no poder do Espírito e em cinco anos eles
estavam amarrados pela tradição. Não demorou muito tempo.

E depois o medo do homem, o medo do desconhecido e o medo


de estar dependente de Deus.

Nós temos que superar estas coisas. Mas eu diria que vale a
pena correr o risco.

29
Querido leitor,
Examina com tempo e com calma as seguintas perguntas:

Todas as coisas na tua igreja estão a ser iniciadas por


Deus, o Pai através do Filho, pelo Espírito?

O fruto que tem sido produzido na tua igreja é fruto


que permanece?

A tua igreja reconhece a necessidade de ouvir d’Ele?

A tua igreja alinha com o propósito de Deus, que é a


vinda do Seu reino na terra?

As coisas feitas na tua igreja, são feitas porque Deus


disse que deviam ser feitas, ou elas são feitas porque é
isso o que têm feito sempre?

Estas perguntas são feitas para refletir e em seguida agir conforme a necessidade:

• Continuar com mais força aonde vemos que agimos bem, conforme a Escritura.
• Arrepender e corrigir onde for preciso para se tornar conforme a Escritura.
• Anular/limpar o que afinal descobrimos que são coisas feitas na força(boa
vontade) do homem e não baseadas na iniciativa e vontade de Deus.

Não se contenta como igreja com folhas produzidas mas procura o caminho para
produzir fruto que permaneça.

E dizia esta parábola: Um certo homem tinha uma figueira


plantada na sua vinha, e foi procurar nela fruto, não o achando;
E disse ao vinhateiro: Eis que há três anos venho procurar fruto
nesta figueira, e não o acho. Corta-a; por que ocupa ainda a terra
inutilmente? E, respondendo ele, disse-lhe: Senhor, deixa-a este
ano, até que eu a escave e a esterque; E, se der fruto, ficará e, se
não, depois a mandarás cortar. (Lucas 13: 6-9)

O nosso objetivo com esta carta é: até que eu a escave e a esterque…

Christina
DPM Portugal

Editora um êxodo
Caminho Novo, Lote X, Feteira 9700-360 Angra do Heroísmo
30 E-mail: umexodo@gmail.com
Proclama-se hoje, a Boa Nova como Jesus Cristo a iniciou e
estipulou proclamar?

Transmite-se hoje, a Entrada no Reino de Deus como Deus a


iniciou e estipulou transmitir?

Leia a carta: Leia a carta:

Carta de Ensino 15
AGOSTO 2012

DPM - Ministério Derek Prince Portugal

AFINAL QUAL É A BOA NOVA? Entrada no Reino de


Carta de Ensino 16 Deus Carta de Ensino 15

A Igreja hoje, é como Deus a inciou e estipulou ser?


Leia o nosso livro:

A REDESCOBERTA
DEREK PRINCE

DA IGREJA DE DEUS

• Como pode a igreja de Jesus Cristo cumprir


a sua chamada para o século 21? DEREK PRINCE
• Qual o teu lugar na igreja?

Derek Prince A igreja é a família de Deus - um lugar de amor, A REDESCOBERTA


(1915-2003) aceitação, alegria, aprendizagem e objetivos; um
A Redescoberta da Igreja de Deus

A combinação entre
refúgio longe das pressões do mundo e um oásis
onde te tornas mais forte à medida que caminhas DA IGREJA DE DEUS
profundidade e ao com o Senhor.
mesmo tempo Com este olhar compreensivo sobre os desígnios
de Deus para a Sua igreja, descobrirás como
simplicidade no seu
experimentar:
ensino, faz Derek
- A vida poderosa e produtiva do Novo Testamento
Prince ser
- A vitória na guerra espiritual
mundialmente - O verdadeiro companheirismo
reconhecido e amado - A vontade de Deus para a tua vida
como professor da
Bíblia. Ele produziu Este livro é o teu esquema para o cumprimento do
mais de 40 livros plano de Deus para a igreja. Deixa-te invadir por
e quase 500 um novo sentido de poder e expectativa à medida
mensagens de audio que aprendes o que significa ser um membro vital
e video, os quais
do corpo de Cristo. Aceitas o desafio de Derek
Prince para tomares o teu lugar na comunidade de
foram editados em
Deus tornando-te um embaixador dinâmico da Sua
mais de 100 línguas.
mensagem para um mundo perdido?

LIVROS
DP M
Ensino que
muda a tua DPM PORTUGAL
DPM Portugal
vida! ISBN 978-989-8501-06-6 Derek Prince Ministries Portugal

Será bom ter as respostas a estas perguntas já que só o que Deus


inicia será completado; todo o resto, feito pelo homem, mesmo
com as melhores intenções, será frustado.

E ninguém quer trabalhar em vão pois não???

31
O ALINHAR
com o que Deus inicía,
requer arrependimento.
O que é verdadeiro arrependimento???

Leia o livro:

AJUDE-NOS
• Com a vossa oração para este projecto de Deus e que é de todos nós;
• Com o sustento deste trabalho para alcançarmos cada vez mais
pessoas para Deus;
• Na divulgação da Palavra oferecendo as cartas de ensino a familiares;
colegas; amigos; é só contactarem-nos e enviaremos as quantidades
pretendidas;
• Com as vossas sugestões; perguntas;
• Partilhe connosco as suas experiências; testemunhos

DPM Portugal deseja cooperar na edificação do corpo de Cristo:


(Efésios 4:12,13)
O nosso alvo é fortalecer a fé dos cristãos no Senhor Jesus Cristo, através do
ensino bíblico de Derek Prince, com material (livros, cartas de ensino, cartões de
proclamação e mais tarde CD’s e DVD’s) na sua própria língua!

DPM PORTUGAL
Informações, cartas de ensino gratuitas, encomendas, catálogo:
DPM Portugal 295 663 738 • 914 173 597 • 927 992 157
Blog: www.dpm-portugal.blogspot.com
E-mail: dpmportugal@gmail.com