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Universidade Federal de São João Del Rei - CDB

Resumo A Era Do Economista, Cap. I a V


Curso: História Ano: 2014
Professor: Márcio Carneiro do Reis Disciplina: Introdução à Economia
Graduando: Séfora Semíramis Sutil Moreira Matrícula: 141100014

FUSFELD, Daniel R. A Era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, cap.1-5

Surge a economia de mercado (Cap.1)

A economia de mercado se desenvolveu em larga escala somente após


a Idade Média, após o século XV. As mudanças trazidas pelo novo sistema – o
comércio – afetou até os aristocratas e clérigos. No séc. XVI Bencon criticou e
condenou o sistema de mercado aonde reinava a ganância dos homens.

Thomas Wilson, contemporâneo de Thomas Bencon, relatou que tanto


os camponeses quando os homens mais nobres mediam seus atos a fim de
conseguirem maiores lucros.

O modelo tradicional de trabalho e troca de serviços foi gradativamente,


da Idade Medieval à Moderna, modificando-se e tomando mais características
de mercado. Os camponeses que passaram a ser arrendatários de terras de
seus senhores tinham que pagar-lhes uma quantia pelo uso da terra, para
conseguirem pagar a taxa de uso e, ainda, ter com que sobreviverem
começaram a vender algumas insumos que sobravam de suas produções. Os
donos de terra com o dinheiro que ganhavam das taxas de arrendamento
conseguiam comprar mais propriedade, muitas vendidas pelos próprios
camponeses que precisavam do dinheiro para sobreviver, e conseguiam
produzir mais e lucrar mais. Os proprietários, ávidos por maiores lucros,
aumentavam as taxas e os camponeses se viram obrigados a cultivar mais
para que pudessem vender. E assim, esta busca por sobrevivência e lucro fez
nascer um ciclo de comércio – compra e venda de insumos.

Antes da popularização do comércio já existiam as trocas, compra e


venda, porém estava delimitada ao comércio a distância ou troca de materiais
preciosos e raros. Foi na Idade Moderna que a Economia de Mercado de fato
se estabeleceu. Além dos fatores já mencionados houve outros que
influenciaram significativamente para a instauração do mercado, como: As
descobertas marítimas, o surgimento do Estado-Nação e novas estratégias de
guerra.

As descobertas marítimas do século XV e XVI abriram enormes


oportunidades de negócio e desencadearam um intenso fluxo de
capital rumo à Europa na forma de ouro e prata (...). O surgimento
dos „Estado-Nacionais‟ destruiu boa parte do poder político dos dois
pilares da velha ordem: a nobreza e o clero. Novas estratégias de
guerra (...) requeriam dinheiro e controle. Assim, criaram-se sistemas
de impostos nacionais e fluxos de renda (...) estimulando ainda mais
o crescimento dos mercados. (FUSFELD; 2001, p.12)

Esta nova fase fez com que os hábitos mudassem, assim como foi
apontado no texto A crítica à Economia Política Clássica, a Economia é
multidisciplinar, ou seja, tem relação com a política, cultura e sociedade. Neste
caso a Economia promoveu uma transformação nos velhos hábitos (mudanças
culturais) como o costume de guerrear que foi deixado de lado (deixou de ser
um hobe) para dedicação de mais tempo aos afazeres que rendiam lucros e
não prazer. “O futuro residia na riqueza e nos lucros advindos do comércio.” 1

Religião e Economia

A igreja2 sempre tentou, e podemos dizer que conseguiu, manter seus


fiéis no caminho correto. Este caminho correto significava seguir o caminho do
Cristo, ou seja, manter uma vida como a de Jesus Cristo (na humildade e
pobreza). Trabalhar enfatidiosamente e ter muitas privações fazia parte do
pagamento pelos pecados, a vida para um camponês era um verdadeiro
purgatório. Mas, com a mudança de um sistema de produção de subsistência
para um sistema de trocas comerciais a igreja se viu na obrigação de orientar
seus fiéis para que eles não caíssem num mundo de perdições. Em outras
palavras, a igreja condenava a busca por lucros – o enriquecimento. “A busca
de riqueza em benefício próprio era uma atividade pecaminosa (...) que
desviava a atenção da salvação e da condução de uma vida moralmente
correta.”3

No entanto, o que percebeu-se foi que os homens estavam se


importando mais com seus lucros do que com a salvação de suas almas. A
igreja não podia mais lutar contra essa força maior – a Economia de Mercado –
então passou a buscar conceitos éticos para embasar esta prática. A igreja
encontrou a solução na aplicação de fundamentos de justiça – o preço justo.

No séc. XIII escolásticos, filósofos, católicos e professores


desenvolveram pensamentos sobre a questão do preço justo. Idéias que se
relacionavam, porém, próprias de cada seguimento.

“... identificavam o preço justo como aquele que garantia a contínua


reprodução da ordem social [...]. Eliminando-se todas as formas de
monopólio e controle de mercado, a concorrência entre os

1
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.12
2
Quando dito igreja para este período, início da Idade Moderna, refere-se à religião católica.
3
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.13
revendedores manteria o preço de mercado em um nível que caberia
apenas o custo de produção e um lucro normal.”4

A análise de preços justos de mercado iniciou-se com a igreja e a


análise de preços de mercado, propriamente dita, começou com os
escolásticos. Eles também se preocupavam com a busca e manutenção do
bem-estar das pessoas conseguido através dos processos de mercado.

Para Thomas Middleton, monge inglês, e Duns Scotus, professor, as


trocas, compras e vendas beneficiavam tanto compradores como vendedores.
Segundo eles, se não beneficiassem a ambos simplesmente não ocorreriam.
Eles ainda acreditavam que estes processos “aumentavam o bem-estar dos
indivíduos.”5

A questão do preço justo entre compradores e comerciantes mais


gananciosos continuava sendo um problema religioso. As pessoas estavam
muito mais preocupadas, mesmo depois das intervenções religiosas, ainda
com o enriquecimento e com a conquista de um status quo. Na virada da era
Medieval para a Moderna o dilema da moral religiosa versus o enriquecimento
pelo mercado se impôs diante às pessoas. Ou ser fraterno e justo para com os
outros ou ser rival e obter cada vez mais bens e sucesso. As pessoas
começaram a questionar se Deus6 realmente desaprovava o novo modo de
vida aonde as pessoas tinham a possibilidade de ter condições melhores. Este
questionamento levou à heresia protestante e deu embasamento para a
Reforma Protestante7. Uma nova moral dizia que Deus confiou a cada
indivíduo uma vocação, qualquer vocação levaria à plenitude desta pessoa,
mesmo que sua vocação fosse para o comércio. A descoberta da vocação era
percebida quando se conseguia prosperar através dela (ter estabilidade
econômica). Ter posses e bens não era condenável por está nova moral, mas
se perder no luxo e ociosidade sim. Esta nova concepção adequou-se às
realidades da classe média urbana e contribuiu para o acúmulo de riquezas
pelas pessoas, que por sua vez, contribuiu para a expansão econômica.

Trabalhar várias horas por dia e conseguir poupar não mantendo vícios
ou esbanjando era a nova meta para se ser um bom homem. Mas, uma nova
questão se colocou, quem não conseguia ter uma vida economicamente
estável era então um mal cristão?

Primórdios da Ciência Econômica (Cap. 2)

4
Idem, p.14
5
Idem
6
Quando dito Deus, neste caso, refere-se à divindade monotéica católica cristã.
7
A Reforma Protestante foi um movimento reformista cristão culminado no início do séc. XVI
por Martinho Lutero. Este movimento questionava a doutrina da Igreja Católica Romana.
A ciência econômica moderna preocupava-se em saber qual era a fonte
última de riqueza de uma Nação. Se era o comércio, a agricultura ou o próprio
trabalho humano.

Os Mercantilistas

Os mercantilistas foram os primeiros a se preocuparem com a questão


da fonte de riqueza nacional. Este era um questionamento que enfrentava dois
problemas: um interno e outro externo. O problema interno era o uso da
unidade: era preciso se criar um sistema interno de moedas unificadas. Na luta
pela instauração de um sistema monetário interno os monarcas tinham apoio
dos mercadores, que se beneficiariam com a unificação da economia e a
diminuição das barreiras comerciais locais. Os monarcas também tinham o
apoio dos pequenos possidentes de terra. Os pequenos proprietários de terra
estavam preocupados com o aumento do poder do Estado para assegurar o
equilíbrio entre o poder da Nobreza e assim, pouco a pouco, assegurar que
seus bens também crescessem. Além desses apoios também contavam com
os juristas, pessoas que entendiam das complicadas relações econômicas que
se impuseram; os funcionários do governo e a Corte Real. Embora estes
últimos estivessem em menor número tinham grande influência.

A aliança político-econômica desses grupos deu origem ao pensamento


mercantilista. Os mercantilistas formavam o “primeiro corpo teórico organizado
de pensamento econômico moderno.” [Eles] visavam a unificação da nação
sob o comando de um único e poderoso dirigente, desenvolvimento de suas
forças militares e naval (...) [e] crescimento (...) [da] riqueza” 8.

Os mercantilistas apoiavam a manufatura. O comércio exterior, que


surgiu com as colônias, era controlado por tarifas, leis de navegação e
restrições alfandegárias. Apoiavam o desenvolvimento agrícola sobretaxando
as importações para que produtos agrícolas não fossem importados e sim
plantados, e taxavam as exportações para que os produtos permanecessem
dentro do país. Acreditavam que quando mais acumulassem de riqueza dentro
da nação mais desenvolvida ela se tornaria. Então, efetuava essas práticas de
dificultação da importação e exportação, além, de também não permitirem que
as trocas fossem feitas com metais preciosos (ouro e prata mais
especificamente) e com somente produtos agrícolas supérfluos.

Nesse tempo os mercados eram limitados e havia baixo poder aquisitivo.


Não havia dinheiro nem crédito para que o comércio fluísse. O governo acabou
tendo que recomendar a “política monetária frouxa” que significou o aumento
de dinheiro disponível para a facilitação do comércio e “manter baixa as taxas

8
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.22
de juros”9. Mas, também tinha o problema da inflação, então não se podia
aumentar o fluxo de moedas no mercado. A inflação criava problemas para “os
trabalhadores e para os mais pobres porque os aumentos salariais tendiam a
ficar defasados em relação aos aumentos de preços (...) [além de reduzir] a
demanda externa por manufaturados domésticos e, por fim, resultavam em
piora das condições econômicas domésticas.” 10

Políticas econômicas e internacionais (...) tornaram-se estreitamente


inter-relacionadas (...). Aprenderam (...) que, se a oferta interna de
moeda e o poder de compra se expandissem mais rapidamente do
que a oferta de bens disponíveis para venda, os preços internos
aumentariam, as importações cresceriam e as exportações
diminuiriam (...). Argumentavam que, se as exportações excedessem
as importações, ouro e prata adentrariam o país, mas dinheiro tornar-
se-ia disponível, o crescimento econômico seria estimulado e a
riqueza da nação aumentaria. (FUSFELD; 2001, p.24)

11
Ilustração

Oposição ao Mercantilismo

As políticas do mercantilismo eram favoráveis aos grandes mercadores


e financistas que trabalhavam na economia internacional. A manutenção do
poder nacional satisfazia os dirigentes e funcionários do governo. Mas, o
crescimento da economia e suas políticas pareciam não favorecer a agricultura
nem a indústria. Então inicia-se o questionamento do mercantilismo em
meados do século XVIII.

9
Idem, p.23
10
Idem, p. 23-24
11
Séfora Semíramis
As pequenas empresas sentiam-se prejudicadas com o monopólio
concedido às grandes empresas. Também os pequenos proprietários de terra
se ressentiam com as taxas lhes impostas para a manutenção do poder
nacional. Começou-se a questionar essa dependência com o Estado e, além
da dependência, as imposições que só visavam o poder do Estado e dos
poderosos que o apoiavam. Questiona-se se a nação estava realmente
crescendo com todas as imposições sobre os de poder minoritário.

Os questionamentos dessa minoria (em posse de poder e bens) tinham


razão de serem feitos. Mas, nada era feito por que o sistema econômico, da
forma como era, era benéfico para os que detinham o poder. Entre estes havia
o favorecimento mútuo e aos outros a exploração.

Problemas do mercantilismo

Alta tributação e taxação aos pequenos proprietários, pequenos


comerciantes, camponeses e pobres em geral;
Permissão do monopólio de grandes indústrias pelo governo;
Sonegação de impostos e taxas, burlagem das sistemáticas
imposições mercantilistas pelos poderosos;
Governo que também participava da corrupção e passivo às
sonegações dos nobres.

Os fisiocratas

Os fisiocratas eram antimercantilistas. Eram um grupo francês liderado


por Quesnay, os fisiocratas não compreendiam as regras mercantis como a
melhor forma de se obter uma economia crescente que beneficie o Estado e
sua população. Não viam, primeiramente, no comércio e na indústria a força
motora para o crescimento econômico nacional. Com esta negação aos
princípios mercantilistas, exploração da indústria e comércio, associado ao
naturalismo nasceu a fisiocracia. Quesnay acreditava que a riqueza vinha da
natureza, portanto, valorizava a agricultura. Dizia ele que a produção de
excedentes agrícolas seria capaz de formar a renda, os salários e o poder de
compra.

Quesnay “acreditava piamente que toda riqueza provinha (...) de um


processo gerador criado por Deus. Por crer na supremacia das leis naturais ele
defendia que um regime de liberdade econômica não era apenas natural, como
também benéfico e auto-regulável.” 12

Liberalismo econômico

O pensamento liberalista econômico iniciou-se no final do século XVII à


início do XVIII, mas foi predominante no século XIX e vive até hoje, porém,
como “ideologia capitalista clássica”. Os primeiros liberalistas, antes de Adam
12
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.27
Smith, defendiam a libertação das barreiras comerciais (comércio
internacional), das tarifas abusivas, do monopólio e da regulamentação.

Os liberalistas defendiam a tese de que a busca particular por


manutenção da vida e acúmulo de bens em benefício próprio também geram
benefícios à sociedade com um todo.

Bernard de Mandeville afirmava que “os avanços da civilização resultam


de vícios, não de virtudes. O progresso provinha de interesses egoístas do
indivíduo – desejo de levar uma vida fácil, confortável, luxuosa e prazerosa –
não de alguma propensão natural a trabalhar intensamente e poupar [como
contribuía a igreja no fim da idade média a fazer] (...). A prosperidade e o
crescimento econômico seriam ampliados caso se desse espaço à motivação
egoísta dos indivíduos (...). O vício do egoísmo incitaria as pessoas a
maximizar seus ganhos e, em conseqüência, aumentar a riqueza da nação.” 13

“Vícios privados geram benefício públicos.”

Já Cantillon une as idéias de North e Hume sobre a competitividade do


mercado e de Mandeville sobre o incentivo ao egoísmo ao racionalismo
cartesiano para afirmar que “o auto interesse racional por parte dos
comerciantes operando num sistema de mercados competitivos ajustáveis
levaria a uma rede de preços e quantidades mutuamente compatíveis.”14

Teoria do valor-trabalho

Segundo o pensamento liberalista a fonte de riqueza da nação repousa


sob o trabalho humano por que as pessoas precisam se alimentar, vestir,
abrigar e ter algum conforto e se elas conseguirem satisfazer suas
necessidades através do trabalho se sentiriam cada vez mais motivadas a
produzir. A motivação para a produção resultará no crescimento econômico de
toda nação.

Para que o crescimento seguro se fizesse por esta perspectiva era


necessário que a riqueza fosse acessível a todos que trabalhassem para galgá-
la. Dito de outra forma era preciso que o Estado-nação com sua nobreza
poderosa permitissem que os pobres enriquecessem. Metaforicamente, isso
era como tirar um osso da boca de um cão faminto.

13
Idem, p.29
14
Idem, p.30
15
Ilustração

Propriedades privadas

John Locke associou a idéia da motivação para o trabalho e “produção


da riqueza à propriedade privada” 16. Ao ter motivos para trabalhar os
indivíduos adicionam o sentido de propriedade ao produto, então é como se
elas estivessem produzindo seu próprio produto, ou seja, para seu consumo
(como de certa forma não deixa de ser). O homem deu algo de si ao produto,
seu esforço, portanto, torna-se de sua propriedade, segundo Locke.

Outros economistas, posteriormente, também argumentam a idéia de


Locke e dizem que o governo precisa proteger a propriedade privada para que
este tecido de crescimento econômico, que é favorável a todos, possa se
desenvolver e crescer.

Bases do Liberalismo em seus primórdios

Comércio competitivo (North e Hume);


Incentivo ao egoísmo, trabalho humano (Mandeville);
Propriedade privada (John Locke).

Fontes de riqueza para as Nações segundo os principais pensamentos


econômicos

Comércio .......... Mercantilistas

Natureza .......... Fisiocratas

15
Séfora Semíramis
16
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001 p.30
Trabalho humano .......... Liberalistas

Adam Smith (Cap. 3)

No século XVIII um crescente desenvolvimento intelectual dos


pensamentos e grandes inventos e técnicas se viram nascer. A possibilidade
que pessoas pobres e/ou comuns (não nobres) viam de ascender na vida
parece ter as motivado a melhorar suas técnicas de produção e agricultura e
num âmbito geral.

Leis naturais na ciência e as teorias políticas

O Renascimento (séc. XV e XVI) com sua visão racional e a Reforma


(séc. XVI) com seus questionamentos sobre as leis religiosas introduziram uma
nova forma de pensar e agir nas pessoas. Nos séculos seguintes (XVII e XVIII)
o desenvolvimento da Matemática e das Ciências fortaleceu as idéias já
estabelecidas dando explicação aos acontecimentos. Muitas descobertas no
campo científico foram feitas neste período; destacando nomes como Isaac
Newton, Edmund Halley, Robert Boyle, Antoine Lavoisier, Wiliam Harvey, entre
outros. Também no campo das ciências humanas houve avanços,
principalmente no que diz respeito à filosofia, política, economia. Os
pensamentos mais do que nunca se desvinculavam da antiga visão religiosa,
reforçados pelas descobertas das ciências exatas que lhes deu embasamento.
Os pensamentos se voltavam para o Liberalismo, ou seja, o homem enquanto
ser social que promove ações a fim de garantir seus desejos particulares. Em
outras palavras, sai-se da visão teocêntrica para a antropocêntrica.

O sistema de liberdade natural de Smith

“Adam Smith apregoava um „sistema de liberdade natural‟ no qual todos


seriam livres para perseguir e alcançar seus próprios interesses.” 17 Já os
mercantilistas eram contra esta visão, acreditavam que se um indivíduo
conseguiu o bem que queria era porque outro deixou de tê-lo.

Smith não via verdade na premissa mercantilista e acreditava que


quando duas pessoas trocavam algo ambas estavam adquirindo o que
queriam, portanto, ambas estavam satisfeitas com a troca (sem o sentimento
que um tivesse levado vantagem sobre o outro).

A lógica de Adam Smith era a seguinte:

Ao poupar, com o intuito de melhorar de vida, as pessoas aumentam


os recursos de capital da nação. As pessoas utilizam esse capital, da
maneira mais lucrativa possível, para produzir as mercadorias
desejadas pelas outras pessoas. (FUSFELD; 2001, p.42)

17
Idem, p.41
Para Smith a questão do liberalismo natural é de fácil aplicabilidade à
população, uma vez que é do interesse de todos alcançar uma vida mais
confortável. Porém, o grande empecilho, em seu pensar, era o governo. Para a
aplicação das leis liberalistas era preciso retirar o poder de determinação e
condicionamento da pobreza social e status quo da nobreza do Governo e
atribuir-lhe novas funções, sendo essas:

“O estabelecimento e a manutenção da justiça”;


“A defesa nacional e „a criação e a manutenção de certas obras e
instituições públicas. ‟”

Entretanto, Adam Smith tinha precauções quanto ao poder do Estado


sobre a manutenção de obras e instituições. O Estado não poderia requerer da
sociedade uma quantia maior do que a necessária para as manutenções por
que, caso contrário, ao invés de gerar benefício iria desestabilizar a economia.

O mercado auto-ajustável

A concorrência entre os vendedores num esforço para auferir lucros


naturalmente resultaria num padrão de produção adaptado às
necessidades e desejos dos consumidores, assim como manteria os
lucros em montantes mínimos, suficientes apenas para motivar os
produtores. (FUSFELD; 2001, P.43)

Preço ‘natural’

Para Smith todo produto tem um preço „natural‟, este preço é o agregado
do valor de trabalho para produzi-lo mais o valor do próprio produto, ou seja, é
adicionado ao valor do produto custos com mão-de-obra, taxas, renda e lucro.
O resultado da adição dos valores de custo de produção ao valor material do
produto não podem exceder um valor considerado o normal para produzi-lo e
toda vez que este valor está em conformidade com o de mercado este último
esforça-se em mantê-lo dentro do preço aceitável.

Quando o valor de mercado é maior que o valor natural tem-se o


aumento da produção e, por conseguinte, o aumento do produto no mercado.
Quando o preço de mercado é inferior tem-se, então, a diminuição da
produção.

PM > PN = AP

PM < PN = DP

Sigla Significado
PM Preço de Mercado
PN Preço Natural
AP Aumento de produção
DP Diminuição de produção
18
Fonte

Economia Clássica (Cap. 4)

As idéias de Adam Smith que se embasaram no liberalismo foram


apropriadas por outros economistas e ganhou força no século seguinte (XIX)
em meio às guerras, revoluções, crescimento demográfico e as próprias
transformações econômicas. A corrente de pensadores que se fundamentava
nas concepções de Smith ficou conhecida por Economia Clássica.

Num cenário de constantes disputas e combates entre França e


Inglaterra a industrialização viu-se crescendo e com o crescimento da
industrialização cresceu também a população. Como as indústrias estavam
localizadas nos centros urbanos houve a migração do campo para as cidades
(êxodo). As cidades não tinham estrutura para tantas pessoas e as mazelas se
instalaram: falta de estrutura de esgoto; falta de sistema hídrico que levasse
água a todos; falta de métodos de saúde acessíveis; entre outros. A
precariedade levou à redução da qualidade de vida e ao aumento das mortes
por epidemias e doenças.

Malthus e a teoria da população

“Os aumentos nos preços dos alimentos, a revolução agrícola e os


cercamentos de terra coletiva, que expulsaram muitos agricultores de seus
pequenos lotes de terra. Além da Revolução Industrial e do crescimento das
cidades e da população, trouxeram a tona sérios problemas de pobreza.” 19
Algumas medidas políticas eram precisar ser tomadas para a questão da
pobreza eminente, mas os governantes estavam muito receosos a fazer
qualquer tipo de Reforma devido aos recentes problemas oriundo da
Revolução Francesa que havia afetado também a Inglaterra.
20
Thomas Robert Malthus chegou a algumas conclusões sobre o problema da
pobreza:

“O problema dos pobres era essencialmente moral e tinham suas origens em


duas proposições básicas” 21:

O alimento;
O sexo.

Estas proposições induziriam ao princípio de que:

“O poder da população é infinitamente superior ao poder da terra de


produzir subsistência para o homem.” 22 Então, qualquer medida de alívio à

18
Séfora Semíramis
19
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.55
20
Thomas Robert Malthus (1766 – 1834) foi um ministro filho de um culto proprietário de terras.
21
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.56
pobreza seria inútil. Dizendo de outra forma, não seria necessário fazer nada,
somente deixar que permanecessem, os pobres, à miséria e aos vícios. Miséria
e vícios fariam com que as condições permanecessem dentro do nível da
subsistência. A população teria o suficiente somente para viver, nada mais nem
menos, isso estagnaria a procriação, pois não haveria como alimentar mais um.
Ou nascia para morrer de fome comprometendo o restante da família ou
simplesmente não nascia. Obviamente devido à falta de práticas eficazes para
controle de natalidade o que mais freqüentemente ocorreria era a morte por
desnutrição ou doenças decorrentes da baixa imunidade que, por sua vez, é
oriunda da baixa qualidade de alimentação.

Portanto, segundo o pensamento malthusiano o que era preciso fazer


para controlar a pobreza era deixar que um sistema natural se impusesse. Para
tal era necessário acabar com as assistências aos pobres (dadas
principalmente pelas igrejas) e aplicar esse valor (o gasto nas assistências) em
outras atividades que fossem produtivas. A idéia de Malthus era basicamente
eliminar qualquer esmola dada aos pobres e deixá-los a mercê da própria
sorte, como a sorte certamente os faltaria sentiriam na carne os efeitos da
miséria, deixariam de ter filho e buscariam trabalhar cada vez mais para suprir
suas necessidades básicas. Vale ressaltar que independentemente do quanto
trabalhassem, na proposição malthusiana, nunca conseguiriam, os pobres,
mais do que o suficiente para manter-se na miséria.

Por mais cruel que parece a teoria de Malthus foi aceita e ainda tornou-
se base para o pensamento econômico clássico.

Ricardo e o crescimento econômico

David Ricardo (1772 – 1823) acreditava que o crescimento econômico


estava relacionado ao acúmulo de capital. Para ele a liberdade econômica era
a fonte para se obter lucros máximos. “Ricardo defendia reformas no sistema
bancário e monetário, no sistema de assistência aos pobres e nas tarifas
alfandegárias, apoiava a liberdade de imprensa e de expressão.” 23

Por volta de 1815, após as guerras napoleônicas, havia uma


controvérsia política e social na Inglaterra: preservar a agricultura ou incentivar
a indústria? Ricardo era a favor das indústrias. Ele acreditava que se a
agricultura fosse mais fortalecida os agricultores não investiriam sua renda em
atividades produtivas que fomentassem a economia e sim ao seu bel prazer.

A economia Internacional

“Ricardo mostrou que a especialização internacional e a divisão do


trabalho eram favoráveis para todas as nações e que políticas
comerciais restritivas que visavam à proteção dos produtos

22
Idem.
23
Idem, p.58
domésticos prejudicavam a nação que as impunha. Livre comércio
era o caminho tanto para o bem-estar internacional como para o
doméstico.” (FUSFELD; 2001, p.61)

Um exemplo fácil dado pelo autor é o da produção de dois produtos em


dois países que, por exemplo, gastem tempos diferentes para ser produzidos
(maior tempo num país e menos noutro). Exemplo: para se produzir trigo na
França um camponês gasta dois dias e para produzir tecido ele gasta quatro
dias, de forma que um produto é o dobro do valor do outro (levando-se em
conta o preço agregado do trabalho). Na Inglaterra um camponês produz os
mesmos produtos, mas gasta dois dias para produzir o tecido e quatro para
produzir o trigo, então os valores são inversamente os mesmos. O que poderia
ser feito entre os dois países é a troca do produto inviável de se produzir, pois
é mais caro, pelo que é barato de se produzir. A França trocaria trigo, que é
barato para produzir em solo francês, pelo tecido da Inglaterra, que também é
barato para se produzir em solo inglês, e a troca seria equivalente para ambos.
Em outras palavras, a troca satisfaria as necessidades de ambas as nações
sem que fossem injustas.

Desta forma haveria um equilíbrio dos preços dos dois produtos num
país e noutro, pelo fato de terem o conseguido pelo mesmo valor do produto
trocado. O que o autor está querendo dizer é que neste caso é preferível trocar
a produzir, pois a troca é igualitária no quesito valor sendo que a produção é
superior no quesito preço. A equivalência de preços acarretaria no equilíbrio
econômico internacional. O que poderia atrapalhar estas transações
harmônicas seria a rivalidade entre nações e a implantação de altas taxas
alfandegárias, restrições e guerras.

A lei de Say

Nos primeiros anos do séc. XIX um problema se alastrava, a falta de


empregos. A industrialização foi intensa nos tempos de combate a Napoleão.
Com o fim das guerras tinha-se soldados e marinheiros que voltaram dos
combates a procura de empregos; redução da industrialização devido ao fim
das guerras; trabalhadores manuais que perderam seus empregos para os
processos industriais, estes eram os problemas que agravavam a falta de
empregos. Esta situação foi agravada devido à políticas públicas que reduziram
o crédito.

Além da falta de empregos tinha também uma inflação devido a alta


emissão de papel moeda durante os anos de guerra em contrapartida com a
baixa produção. Para tentar controlar a inflação foi dado uma dose de deflação,
mas isto não fez com que a situação econômica mudasse. O desemprego e o
baixo crescimento econômico perduraram por trinta anos.
Neste cenário surgiram as figuras de Jean Simonde de Sismondi 24 e
William Spence (1783 – 1860). Simonde acreditava que “o investimento em
capital periodicamente forçaria a capacidade de produzir a exceder a de
consumir.” 25 Já Spence “afirmou (...) [que o] desenvolvimento econômico da
agricultura (...) promoveria estabilidade econômica e segurança.” 26

Ambos se viam desmotivados na política econômica de incentivo ao


egoísmo e queriam propor novos meios para o mercado. Mas, veio Jean-
Baptiste Say (1767 – 1832) 27 com sua lei de mercado refutando as idéias dos
dois. “Say dizia que nunca poderia existir uma demanda insuficiente ou um
excesso de mercadorias na economia como um todo. (...) Say afirmou que as
pessoas não produziam por produzir, mas para trocar seus produtos por outros
bens que desejavam ou de que necessitem. (...) „Toda oferta cria sua própria
demanda‟ (...), quanto mais estiver a venda, mais será comprado.” 28 A idéia
era a utilização de todos os recursos do livre comércio. A teoria de mercado de
Say foi fortemente aceita e durou até a crise de 1930.

Bentham e o liberalismo intervencionista

Jeremy Bentham 29 em sua obra “Uma introdução aos Princípios da


Moral e da Legislação” defendia que toda ação humana era válida moralmente
se resultasse em felicidade. Ele considerava como princípio das ações a dor e
o prazer. Era a dor e o prazer que fazia com que as pessoas empreendessem
economicamente. Acreditava que a busca pela felicidade ou manutenção desta
garantia o bem-estar social. Não condenava o egoísmo e dizia que era
resultado “natural, racional e desejável” do comportamento econômico.

John Stuart Mill

John Stuart Mill 30 compreendia que “processos de ajustamento do


mercado envolvia variações na renda, assim como nos preços.” 31 mostrou que
a pobreza era fruto da má distribuição da renda ou da terra. As idéias de Mill se
aproximavam a um conceito de socialismo. Ele acreditava que as ações
econômicas humanas culminavam para um cooperativismo. Segundo ele

24
Jean Charle Léonard Simonde de Sismondi foi um historiador econômico nascido em Genebra.
25
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.64
26
Idem.
27
Jean-Baptiste Say nasceu em 05 de janeiro de 1767 Lyon na França e morreu 15 de novembro de 1832
em Paris, era filho de mercadores de tecido que foram fortemente influenciados pelo Iluminismo.
28
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p. 64-65
29
Jeremy Bentham nasceu em 15 de fevereiro de 1748 em Londres na Inglaterra e morreu em 06 de
junho de 1833 no mesmo local de nascimento. Foi um filósofo e jurista.
30
John Stuart Mill nasceu em Londres em 20 de maio de 1806 e morreu em Avinhão em 08 de maio de
1873. Era o filho mais velho do filósofo escocês James Mill. Foi educado por seu pai e Padrinho Jeremy
Bentham desde os três anos de idade. Stuart Mill foi um filósofo e economista adepto de Malthus e do
utilitarismo, chegou em sua juventude a promover campanhas para o controle de natalidade e a
contracepção como meios de melhorar a condição de vida da classe trabalhadora.
31
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.72
“ações inteligentes de pessoas livres fariam surgir experiências com
associações de voluntários (...) que levariam a uma ordem social mais
adequada.” 32

Socialismo e Karl Marx (Cap. 5)

O socialismo foi um modelo político que via na sociedade redes de


classes que cooperando entre si traria uma fluidez econômica a todos. Antes
disso o socialismo era uma crítica à Economia Clássica que valorizava a
individualidade e o egoísmo em busca dos interesses pessoais.

O socialismo e a conjuntura da época

Com a Revolução Industrial houve a elevação do padrão de vida e das


oportunidades de enriquecimento das classes médias.

33
Ilustrações

32
Idem.
No entanto, enquanto a classe média ficava mais rica os pobres ficavam
mais podres e eram cada vez mais explorados. Os pobres eram os degraus de
ascensão da classe média.

A disparidade se instalou, pobres mais pobres e sem perspectivas eram


a força que levantava a níveis cada vez mais altos a riqueza e o poderio dos
ricos e da emergente classe média.

“A propriedade de máquinas, fábricas e outros bens de capital permitia


ao proprietário obter grandes retornos, relaxar e tirar proveito de seus lucros
enquanto outros trabalhavam.” 34

Robert Owen, o utópico

Robert Owen 35 começou a trabalhar desde os 10 anos de idade e pode


perceber na carne como eram injustas as condições de trabalho para os
pobres. Trabalhou na indústria e nela permaneceu até conseguir um cargo de
administrador em uma firma escocesa em 1800. Esta indústria, como faziam
muitas das outras, empregava crianças pequenas de orfanatos, mulheres,
velhos e indivíduos socialmente exclusos (bêbados, ladrões e criminosos em
geral) que eram condicionados a pesadas jornadas de trabalho (das seis da
manhã às sete da noite). Esta mão-de-obra morava numa vila da fábrica com
casas de um só cômodo.

Quando Owen assumiu a administração começou a efetuar significantes


mudanças para a melhoria da vida dessas pessoas. Estipulou uma carga
horária de 10 horas e meia de trabalho e não permitia que crianças menores de
20 anos fossem empregadas. E fez mais, criou:

Cursos noturnos nas escolas;


Creches para as crianças pequenas;
“Registro de caráter” que inspecionava os maus comportamentos dos
adultos (bebedeiras, sexo fora do casamento ou incestuosos, etc.);
Inspeções de limpeza nas residências;
Fundação de uma caixa econômica que estimulava o gasto consciente
do dinheiro;
Armazém que vendia produtos a baixos preços aos funcionários.

Robert Owen conseguia manter seus lucros apesar de todos esses


investimentos sociais, pois pagava salários a baixo da média e conseguia
qualidade na produção devido a uma aparente motivação dos trabalhadores,
provavelmente, em detrimento ao sistema paternalista que empregava.

33
Séfora Semíramis
34
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.78
35
Robert Owen nasceu em 14 de maio de 1771 em Newtown no País de Gales e morreu em 17 de
novembro de 1858. Foi um reformista social considerado um dos fundadores do socialismo e do
cooperativismo. Foi um dos mais importantes socialistas utópicos.
Owen foi de fato um visionário que tentou estabelecer sistemas de
cooperativismo e uso comum da terra em outros locais, mas teve seqüências
de experiências fracassadas.

Karl Marx, o revolucionário

Karl Marx 36 foi um alemão filho de um advogado do governo alemão


formado em direito e filosofia que devido às concepções políticas e religiosas
seguiu carreira fazendo artigos jornalísticos. Marx conheceu pessoas influentes
no pensamento socialista como Friedrich Engels 37, o qual tornou-se grande
amigo.

Marx e Engels tornaram-se revolucionários e defendiam a libertação dos


operários (proletariado) das amaras do sistema sócio-político-econômico que
explorava e condicionava suas vidas à pobreza. Eles defendiam a idéia de que
o capitalismo entraria em colapso e daria lugar a um sistema político-
econômico socialista revolucionário – o comunismo – pois as massas em
situação de desvantagem revoltariam e clamariam por mudanças. Prevendo o
colapso capitalista Marx criou o partido comunista, pois haveria de ter uma
corrente política que assumisse quando a outra declinasse.

O capitalismo segundo Marx

Segundo a concepção de Marx no capitalismo, assim como em outros


sistemas econômicos não socialistas, “as relações econômicas são as forças
motrizes fundamentais em qualquer sociedade.” 38 No capitalismo em
específico o burguês luta contra o proletariado em busca de seus interesses
econômicos. São forças opostas que se convergem. Uma luta pela
subsistência e outra pelo enriquecimento.

Marx inicia sua crítica geral ao capitalismo com uma crítica específica ao
“valor do trabalho”. Segundo ele não se era pago o valor correto pelo trabalho
aos funcionários, os salários eram sempre inferiores ao trabalho exercido. E
era desta forma que os proprietários conseguiam aumentar seus lucros. Além
da exploração da mão-de-obra havia, também, o condicionamento psicológico
e cognitivo dos indivíduos – não lhes permitiam ascender intelectualmente. Não
sendo permitido ao proletariado a ascensão intelectual eles se tornavam, na
visão marxista, alienados.

Faces do capitalismo

36
Karl Heinrich Marx nasceu em 05 de maio de 1818 em Tréveis na Alemanha e morreu em 14 de março
de 1883 em Londres. Foi um intelectual e revolucionário fundador da doutrina comunista moderna.
Atuou como economista, filósofo, historiador, teórico político e jornalista.
37
Friedrich Engels nasceu em 28 de novembro de 1820 em Barmen na Prússia e morreu em 05 de
agosto de 1895 em Londres. Foi um teórico revolucionário que junto com Karl Marx fundou o socialismo
científico (comunismo moderno).
38
FUSFELD, Daniel. A era do Economista. São Paulo: Saraiva, 2001, p.83
39
Ilustração

O colapso do capitalismo

Como foi dito Marx e Engels acreditavam que o sistema Capitalista


estava fadado ao desaparecimento e pontuou fatores para tal.

Sendo seus argumentos os seguintes:

Moral > as injustiças levarão a condições insustentáveis;


Sociológica > conflito entre as classes sociais;
Econômico > a abundância econômica ocasionaria crises (desemprego,
crises econômicas).

A visão marxista do desenvolvimento do capitalismo

Iniciava com a exploração dos bens naturais pelo homem, exploração do


homem pelo homem e tinha seu fim iniciado pelas crises econômicas e pela
revolta social.

40
Ilustração

39
Séfora Semíramis
40
Idem.