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Paróquia de Benedita | Zona 8: Candeeiros

7ºAno | Catequese 14: A Eucaristia: A Força do Ressuscitado

A EUCARISTIA: A FORÇA DO RESSUSCITADO


1º Encontro – A refeição da Festa.

Orientador – Pessoal, esta vai ser a última catequese do ano aqui na


capela.
Mas vamos falar de assunto que vocês vão ter de estar atentos porque para
a semana vamos fazer a parte prática desta lição.
Abram o vosso catecismo na página 84 e olhem para a figura que está ai no
canto da página.
Acham que uma refeição é importante na vida das pessoas? Será a mesma
coisa comer só e partilhar uma refeição com familiares ou amigos?

Orientador - Partilhar uma refeição significa que as pessoas estão mais


activas e participativas: não se limitam a ingerir alimentos. Mas dialogam,
convivem, estão umas com outras. Há mais proximidade.
Acham importante esta dimensão da refeição?
Pensem nas vossas refeições, como é que elas são?

Orientador – De que refeições gostam mais? Das refeições a sós, em


família ou das festivas? Porquê?
Todos nós já participámos na comemoração de acontecimentos, de carácter
familiar, social e religioso. Em que refeições festivas já estiveram?
(Baptismo, casamento, aniversário. festas de final de curso, bodas de prata
ou ouro ... ).

Orientador – Agora uma pergunta importante: Já alguma vez se


interrogaram porque é que estes momentos incluem sempre a partilha de
uma refeição?
A refeição contribui para a união entre as pessoas, a alegria, dá-lhes uma
nova motivação para enfrentar as dificuldades da vida.

Orientador – A refeição une mais as pessoas. E há uma razão profunda


para a união que a refeição cria: o alimento é fruto do trabalho. As pessoas
esforçam-se, gastam-se, para terem e darem alimentos. Isto é, na comida e
bebida que tomamos está muito da vida daqueles que para eles
contribuíram: é o caso, por exemplo, dos pais.
Portanto, no alimento há partilha de vida, e na refeição experimenta-se isso
mesmo. Nunca tinham pensado nisto?

Orientador – Haverá alguma semelhança entre as nossas refeições e a


última Ceia que Jesus celebrou com os discípulos? Pensem sobretudo
naquilo que Jesus disse aos seus discípulos, quando lhes deu o pão e o
vinho.
Mas não respondam já.

Orientador – A resposta seria dada para a semana mas como vamos dar as
duas partes da lição 14 hoje, vamos já descobri-la depois de lermos o Para
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interiorizar da página 84.

2º Encontro – A Eucaristia: Banquete da comunidade

Orientador – Então recapitulando, o que é aprenderam de novo sobre isto


da importância das refeições?
Pois é podemos resumir o que acabamos de aprender em dois tópicos:
- A importância das refeições para unir as pessoas
- A razão pela qual a refeição cria esta união: Nos alimentos as pessoas
partilham a vida umas com as outras.

Orientador – Lembram-se da pergunta de à pouco?


Haverá neste ponto alguma semelhança entre as nossas refeições e a
Última Ceia que Jesus celebrou com os discípulos? Convidei-vos a pensar
nas palavras que Jesus disse, quando deu o pão e o vinho aos discípulos.
Quem se lembra delas?

Orientador - Antes de vermos se as vossas respostas estão certas, convém


conhecermos a importância da Última Ceia de Jesus com os seus discípulos .
Um primeiro sinal dessa importância foi a altura em que ela foi celebrada.
Sabem quando foi?
Foi na mesma altura em que os judeus celebravam uma das suas maiores
festas: a Páscoa em que comemoravam o maior acontecimento da sua
história; isto é, a libertação da escravidão do Egipto. Essa libertação era
celebrada através duma refeição. Era, por isso, a refeição mais importante
do ano, para os judeus.

Orientador - Jesus celebra-a com os seus discípulos pela última vez, na


véspera da sua morte e ressurreição. Por isso, essa refeição pascal ganhou
um significado novo para nós cristãos. Passou a ser comemorativa de um
outro acontecimento muito mais libertador do que a saída dos judeus do
Egipto: passou a comemorar a vitória de Jesus sobre a morte. Foi o próprio
Jesus que lhe deu esse novo significado.

Orientador - Vejamos melhor como é que isso aconteceu. Além dos


Evangelhos, também S. Paulo nos conta como foi. Podem abrir as vossas
Bíblias em 1 cor 11, 23b-26. Antes de um de vocês ler o relato de S. Paulo,
peço-vos que prestem muita atenção sobretudo às palavras de Jesus.

(Leitura)

Orientador - Vejamos então se conseguem descobrir qual o sentido dado


por Jesus com as suas palavras sobre o pão e sobre o cálice.
Comecemos pelas palavras ditas sobre o pão. Em que sentido é que o pão
se torna o corpo de Cristo entregue por nós?
É num sentido semelhante àquele em que, por exemplo, os nossos pais nos
dão alimento. O que eles nos dão para nos alimentarmos, é fruto do seu
trabalho, das suas preocupações por nós, da vida em que se gastam para
podermos viver. Dão-se por nós no alimento que nos dão. O alimento é uma
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das expressões maiores do seu amor, da sua entrega por nós.


É um pouco neste mesmo sentido que Jesus se dá: no pão que parte e dá
aos seus discípulos vai a sua vida, entregue por eles.

Orientador - Só que a sua entrega é muitíssimo maior do que a dos nossos


pais. Por duas razões:

1) Pela presença de Deus nele. Enquanto os nossos pais têm falhas e


limitações no dom das suas vidas, com Jesus é tal a sua união com Deus,
que o dom da sua vida é ilimitado. Como?

2) Pela segunda razão. Esta é mais clara nas palavras que pronuncia
sobre o cálice: “Este cálice é a nova aliança no meu sangue”. Que
sangue é este?

Orientador - O sangue que Ele derramou na cruz. Como sem sangue não
podemos viver, Ele, ao dar todo o seu sangue na sua morte, foi toda a sua
vida que Ele deu. Mas deu-a tal como tinha sempre feito até então:
amando. Jesus amou-nos tanto, tanto, que não se poupou a nada. E assim é
que a sua morte na cruz foi de facto a entrega da sua vida, o auge do seu
amor. É, sendo assim um amor à medida de Deus, com a entrega da vida
pelo seu sangue, criou uma aliança, uma união nova entre Deus e nós. Por
isso Ele diz que se trata da "nova aliança" no seu sangue .

Orientador - Não acham maravilhoso este amor de Jesus?! É tão grande


que venceu a morte. Foi por isso que Ele ressuscitou. E por isso, na
Eucaristia, não nos alimentamos de um morto, mas de um vivo, mais vivo
do que ninguém, tão vivo como o próprio Deus. E por ter uma vida assim é
que Ele, quando comungamos o seu Corpo, nos dá uma força, uma energia
que não teríamos sem Ele. Mas que força, energia é esta em concreto?
Leiam outra vez o versículo 26.

Orientador - Como é que nós anunciamos a morte do Senhor na


celebração da Eucaristia e a partir dela?

Na celebração, fazêmo-Io na medida em que, em união íntima com Cristo,


recordamos, ou melhor, tornamos presente o seu amor.
Através do celebrante que preside, Jesus oferece-nos ali mesmo o seu corpo
e o seu sangue. Por isso dizemos que a Eucaristia é a memória viva da
morte e ressurreição de Cristo, do seu amor então manifestado para
sempre.
Pela celebração, esse amor torna-se presente ali, ao vivo

Orientador - Se participarmos com fé na Eucaristia, esse amor apodera-se


de nós e manifesta-se, depois, no resto da nossa vida. Os cristãos que
participam activamente na Eucaristia sentem uma energia, uma coragem,
uma prontidão maior para amarem, para se darem pelos outros. E deste
modo, estão a anunciar, a mostrar aos outros, o amor de Jesus, manifestado
na sua morte e ressurreição.
Olhem, para que também nós sejamos capazes disso, de dar um

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testemunho vivo de Jesus a partir da participação na Eucaristia, proponho


que cantemos mais uma vez "É o meu corpo".
Orientador - Sabem como é que S. Paulo chama à Igreja? Chama-lhe Corpo
de Cristo. Isto é, nos formamos, um corpo em que, pelo contributo de cada
um de nós e pelo amor com que o fazemos, Jesus está vivo, presente no
mundo. Mas, como é que nós podemos ser Corpo de Cristo, sem nos
alimentarmos do seu corpo, do seu amor. Como podemos dar-nos
totalmente aos outros, sem a força, a energia, o alimento de Jesus Cristo, o
amor cuja energia não conhece limites?
De facto sem eucaristia não há comunidade cristã.

Orientador – vamos ler o testemunho de uma vida que comprova como se


pode amar Jesus na Eucaristia, dentro e fora da celebração.

Ler o texto de Margarida Maria Alacoque, na página 86.

Orientador – Foi extensa esta catequese? E o ano como foi? Uma seca?
Convido-vos a agradecerem, aqui ao lado, na capela, este ano. Apesar de
não ser o mais perfeito, apesar de o nosso grupo nem sempre, ou quase
nunca conseguiu ser um grupo, convido-vos a agradecer a Maria este ano
que passou. A agradecer as alegrias, a vida feliz ou a vida mais secante que
tivemos, mas sobretudo a agradecer a vida em si. A vida que, mal ou bem
vivemos gratuitamente.

(na capela presta-se o devido agradecimento com o respeito e as


espontaneidade de cada um).

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