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1 INTRODUÇÃO 4

a) Objetivos 4
b) Fundamentos teóricos 4
2 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS: 1
2.1 – Procedimento I: Distribuição das Cargas Elétricas nos Corpos 1
2.2 – Procedimento I: O Poder das Pontas 13
2.3 – Procedimento I: Linhas de força em um campo elétrico 14
2.4 – Procedimento IV: Descarga em gases a alta pressão 17
3 CONCLUSÃO 20
1 INTRODUÇÃO
a) Objetivos

Demonstrar visualmente a existência das linhas de força através do mapeamento


de campo elétrico gerado pela produção de uma tensão com um gerador de Van de
Graaf excitando eletrodos de formatos diferentes, interpretando o comportamento do
campo elétrico nas proximidades de dois eletrodos de formatos diferentes configuração
das linhas de forças entre eletrodos de formatos diferentes e Interpretar o
comportamento do campo elétrico nas proximidades de dois eletrodos de formatos
diferentes.

b) Fundamentos teóricos

Gerador de Van de Graaff Robert Van de Graaff (1901-1967), físico Americano,


foi o criador do instrumento. Ele construiu o primeiro destes geradores que levou seu
nome em 1931, com o propósito de produzir uma diferença de potencial muito alta (da
ordem de 20 milhões de volts) para acelerar partículas carregadas que se chocavam
contra blocos fixos. Os resultados das colisões nos informam das características dos
núcleos do material que constituem o bloco.
Robert J. Van de Graaff e uma das primeiras versões do Gerador Van de Graaff

O gerador de Van de Graaff é um gerador de corrente constante, enquanto que


a bateria é um gerador de voltagem constante, o que varia é a intensidade dependendo
de quais os aparelhos que são conectados. O Gerador Van de Graaff é uma máquina que
utiliza uma Correia Móvel para acumular Tensão Eletrostática muito alta na cavidade de
uma Esfera de Metal.
O gerador eletrostático tipo Van de Graaff, tem capacidade para 200 kV, sua
esfera tem 18 cm de diâmetro, é removível e dispõe de conexões para aterramento. A
sustentação é construída em acrílico e possui articulação na ligação com a base, mede
45 cm de altura. A correia de borracha tem 6 cm de largura e se movimenta sobre 04
polias (19 m de diâmetro), acionada por um motor elétrico de 1/8 de HP funcionando
em 110 ou 220 V, conforme a sua rede local de energia e é munido de controle
eletrônico da velocidade de rotação do motor.
O conjunto está fixado em uma base metálica cujas dimensões são (40x30x2)cm.
O conjunto é integrado por uma cuba de vidro, 7 eletrodos, 2 fixadores de eletrodos, 2
cabos de ligações e torniquete eletrostático.

Partes do Gerador:

a) Esfera de alumínio polido


b) Polias
c) Conexão na esfera
d) Escova superior
e) Correia de borracha
f) Escova metálica intermediária
g) Polia de acrílico
h) Conexão de fio terra (inferior)
i) Escova metálica inferior
Gerador de Van de Graaff No gerador eletrostático, uma correia isolante recebe
cargas superficiais que passam a ser transportadas a outro eletrodo, onde são removidas
(como uma escada rolante transporta pessoas). Caracterizando-se assim uma corrente
elétrica suficiente para gerar uma voltagem elevada por um curto período de tempo. O
gerador eletrostático (Van de Graaff) pode ser entendido como uma esfera metálica
isolada da terra que é permanentemente carregada (positiva ou negativamente) através
desta correia. Por sua vez, esta correia, é carregada pelo atrito entre a polia e a correia
(como se alguém continuamente esfregasse um bastão de plástico em um pedaço de
feltro e encostasse o bastão na correia). Em pequenos geradores como este, a diferença
de potencial é da ordem de KV (Quilovolt), enquanto que nos grandes aceleradores ela
pode ultrapassar 10 MV.

Potencial elétrico – superfície equipotencial - é a propriedade com que um corpo


energizado tem de conseguir realizar trabalho, ou seja, atrair ou repelir outras cargas
elétricas. Com relação a um campo elétrico interessa-nos a capacidade de realizar
trabalho, associada ao campo em si, independentemente do valor da carga q colocada
num ponto desse campo. Para medir essa capacidade, utiliza-se a grandeza potencial
elétrico. Para obter o potencial elétrico de um ponto, coloca-se nele uma carga de prova
q e mede-se a energia potencial adquirida por ela. Essa energia potencial é proporcional
ao valor de q. Portanto, o quociente entre a energia potencial e a carga é constante.
Esse quociente chama-se potencial elétrico do ponto.
Campo elétrico - linha de força - Um campo eléctrico é o campo de força
provocada por cargas eléctricas (eletrons, protons ou ions) ou por um sistema de cargas.
Cargas eléctricas num campo eléctrico estão sujeitas a uma força eléctrica. A fórmula do
campo eléctrico é dada pela relação entre a força eléctrica F e a carga de prova q

Figura 4: Eletrização por atrito


Eletrização por Contato Quando dois corpos condutores entram em contato,
sendo um neutro e outro carregado, observa-se que ambos ficam carregados com
cargas de mesmo sinal. Ex.: tendo-se um bastão carregado e uma esfera neutra
inicialmente, ao tocar-se as esfera com este bastão verifica-se que a esfera adquire a
carga de mesmo sinal daquela presente no bastão.

Eletrização por contato

Eletrização por Indução A indução ocorre quando se tem um corpo que está
inicialmente eletrizado e é colocado próximo a um corpo neutro. Com isso, a
configuração das cargas do corpo neutro se modifica de forma que as cargas de sinal
contrário à do bastão tendem a se aproximar do mesmo. Porém, as de sinais contrários
tendem a ficar o mais afastado possível. Ou seja, na indução ocorre a separação entre
algumas cargas positivas e negativas do corpo neutro ou corpo induzido.

Eletrização por indução

2 PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS:

2.1 – Procedimento I: Distribuição das Cargas Elétricas nos Corpos

Materiais utilizados: Gerador eletrostático; Controlador de velocidade; Cuba de vidro;


Tiras de papel laminado; 2 cabos de ligação; Fita adesiva; Torniquete eletrostático.

Foi cortado tiras de papel alumínio e fixado na superfície externa da esfera com
fita adesiva. Em seguida foi ligado o gerador eletrostático e regulado para uma
velocidade média de rotação do motor. Ao ligarmos o gerador, o potencial elétrico da
esfera devidamente isolada é zero. Mantendo-se constante a diferença de potencial da
fonte, ocorrem transferências contínuas de cargas elétricas até que a esfera adquira o
mesmo potencial elétrico da fonte. Desta forma a distribuição regular das cargas no
corpo da esfera forma um campo elétrico de direção radial e com orientação para o
centro da mesma.
Nos condutores as cargas se concentram nas superfícies. Por isso quando
repetimos a experiência, desta vez, afixando as fitas de alumínio na parte interna da
esfera, nada se observa, pois, neste local o campo elétrico é nulo. O que se explica pela
lei de Gauss.
“Qualquer excesso de cargas colocado em um condutor isolado se moverá
inteiramente para a superfície do condutor. Nenhum excesso de carga será encontrado
no interior do corpo do condutor”.

Gerador de Van de Graaff d) Pegar com a mão “fiapos” de algodão e aproximá-los da


esfera do gerador, mantendo a mão numa posição próxima. O que ocorre? Porque? A
esfera induz cargas nos fiapos de algodão, sendo que as cargas de sinal oposto ao da
esfera ficam mais próximas da esfera do que as cargas de mesmo sinal, causando como
resultado, uma atração.

Gerador de Van de Graaff

Procedimento II: O Poder das Pontas

- Colocar o torniquete ligado à esfera do gerador;


- Ligar o gerador eletrostático e regular para velocidade de rotação média.
- Comentar o que ocorreu e justificar o fato. O torniquete começou a girar. Isto ocorre
porque nas pontas eletrizadas do torniquete o ar se ioniza e os íons que possuem carga
de mesmo sinal que as pontas são repelidas. Esses por sua vez repelem as pontas (forças
de reação) determinando a rotação do torniquete em sentido anti-horário e com
velocidade elevada.

Efeito dos cabelos eletrizados

Explique o fenômeno. A eletrização da pessoa por contato faz com que por indução, se
acumulem nos cabelos cargas de mesmo sinal que o da esfera. Como as cargas presentes
em cada fio de cabelo que fica eletrizado com cargas da mesma polaridade, que
consequentemente se repelem, o que provoca o eriçamento do cabelo.

e) Quais as conclusões que se pode tirar? A conclusão que se pode tirar é que em torno
da esfera eletrostática cria um campo elétrico e que esse campo elétrico aponta para
fora. Ao aproximarmos o algodão da esfera, as cargas eletrostáticas induzem cargas nos
fiapos de algodão, sendo que as cargas de sinal oposto ao da esfera ficam mais próximas
da esfera do que as cargas de mesmo sinal, causando como resultado, uma atração. Ao
colocarmos o torniquete e ligarmos o gerador, o torniquete começou a girar. Isto ocorre
porque nas pontas eletrizadas do torniquete o ar se ioniza e os íons que possuem carga
de mesmo sinal que as pontas são repelidas. Esses por sua vez repelem as pontas (forças
de reação) determinando a rotação do torniquete em sentido antihorário e com
velocidade elevada. A eletrização da pessoa por contato faz com que por indução, se
acumulem nos cabelos cargas de mesmo sinal que o da esfera. Como as cargas presentes
em cada fio de cabelo são de mesmo sinal, ocorre uma força de repulsão entre eles, o
que provoca o eriçamento do cabelo.
Procedimento III: Descarga em gases a alta pressão

Materiais utilizados: Gerador de correia; Uma conexão de fio; Uma esfera de cabo
isolante;

Objetivo do experimento: 1. Identificar os eletrodos anodo e catodo; 2.


Classificar os gases dentro da família dos condutores; 3. Concluir a importância da pressa
(a que um gás é submetido) e da distância entre os eletrodos sobre a capacidade de
condução elétrica do gás; 4. Descrever as condições necessárias para uma descarga
elétrica através de um gás a alta pressão.

PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL Ligamos o aparelho e aproximamos o bastão de teste


da cabeça do gerador (figuras 16 e 17).

Gerador de correia com bastão

Foi verificado que o gás em questão é o ar atmosférico. No momento em que


aproximamos o bastão de teste ao Gerador ocorreu uma transferência visível de
elétrons de um corpo para o outro. Essa transferência é denominada descarga elétrica,
que é o rompimento de elétrons no ar.
Aproximação do bastão de teste junto à cabeça do gerador

A transferência é parecida com o fenômeno natural, os raios, possuindo até


mesmo uma cor parecida, sendo esbranquiçado e com o espectro combinado do
oxigênio e do nitrogênio. O raio algumas vezes parece possuir outras cores, quando
ocorre em ambientes e meios diferentes. Em contraste com o amarelo das luzes
artificiais, o raio pode parecer azulado e vice-versa.

3 CONCLUSÃO

Pode-se concluir que o experimento atingiu o objetivo proposto para o


aprendizado, de forma que através de uma configuração simples conseguiu-se visualizar
com clareza a formação dos campos elétricos pelas linhas equipotenciais formadas pelo
campo elétrico gerado. Pôde-se notar o seu comportamento diante de cada mudança
estabelecida através da troca de configuração e disposição dos materiais usados nos
experimentos.
Portanto pode-se comprovar que as linhas de força são sempre perpendiculares
às superfícies metálicas dos eletrodos desta forma nunca podendo ser paralelas aos
mesmos, pois as linhas demonstram o trajeto do campo elétrico de um eletrodo ao
outro como que se formando uma ponte entre eles para a circulação da corrente
elétrica, constatou-se assim, a existência do campo elétrico e fez-se o seu mapeamento
com o auxílio da farinha de mandioca sobre o óleo de rícino.
Com o conhecimento teórico de Campo Elétrico obtido a princípio, vislumbra-se
pelos experimentos realizados sua ação prática que condiz com a ação teórica. Com
relação ao alinhamento da farinha de mandioca, ao contrário dos materiais condutores,
os dielétricos podem armazenar energia em seu interior. Isso é possível porque ao se
aplicar um campo elétrico externo em um dielétrico não ocorre a movimentação de
cargas livres, mas um deslocamento relativo nas posições das cargas negativas (elétrons)
e positivas, dando origem às cargas polarizadas.
Somente com a aplicação de um campo elétrico é que as cargas positivas e
negativas se deslocam buscando um alinhamento na direção das linhas de força do
campo em uma formação, por esta razão é que as partículas de farinha de mandioca se
alinham quando energizados os eletrodos.
O experimento foi muito satisfatório com aprendizado e como forma de se
demonstrar como funciona o Gerador de Van de Graaff e colocar em prática a teoria
para se entender melhor os fenômenos físicos

4 REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS

HALLIDAY, D., Resnick, R. Walker, J - Fundamentos de Física 3 – Tradução BIASI Ronaldo


Sérgio de, - Rio de Janeiro: Livros técnicos e Científicos Editora, 7a Edição, 2007.