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Concorrência Perfeita

A concorrência perfeita por definição é a forma-espelho para as demais estruturas de


mercado, sendo assim, o modelo econômico mais importante das Ciências Econômicas. Para
Ferguson, em tal situação, ao contrário do que a nomenclatura forme pré-noção do que seja, o
modelo perfeito tem em sua base a ausência de rivalidade entre vendedores e compradores,
portanto o mercado torna-se impessoal.

No mercado de concorrência pura, as firmas possuem apenas uma preocupação, exatamente


referente ao nível de sua produção, pois o preço é determinado pelo mercado, fazendo com
que sejam tomadores de preço. Pindyck descreve que por serem vendedores em grande
volume, muitos competidores, cada vendedor em sua substância não tem o poder de impactar
no preço. O consumidor, por sua vez, sofre da mesma restrição e condição de serem
aceitadores de preço.

Contudo, ainda existem outras condições para o reconhecimento de um mercado como sendo
perfeitos, tais características são: atomicidade, fluidez, homogeneidade, transparência do
mercado, os consumidores têm perfeito conhecimento do preço praticado ( Santos, 2016).

Atomicidade:

Condição que demonstra a existência de muitos e pequenos agentes econômicos, incapazes de


alterarem o preço.

Fluidez:

Para Santos, é fluidez nada mais do que a capacidade de livre mobilidade dentro da economia.
Nessa condição, as firmas podem sair ou entrar em uma atividade econômica sem qualquer
custo especial. Por sua vez, os consumidores, podem substituir os fornecedores ou
vendedores, caso alterem o preço.

Homogeneidade:

Essa condição diz que o produto das firmas são idênticos. Caso os produtos possuem
distinções mesmo que ínfimas, poderiam gerar distorções no equilíbrio do mercado, e
consequentemente, nos preços.

Transparência de mercado:

Trata-se de todos os indivíduos inseridos no mercado terem todas as informações, sem custo
algo, sobre preço, quantidade, qualidade, tecnologia contida no produto e etc. A teoria
neoclássica aborda que sem esse conhecimento pleno, ocorrem falhas de mercado, pois
surgem desiquilíbrios nas transações.

Segundo Vasconcellos, no modelo da competição perfeita, o lado da oferta tem o preço dado
pelo mercado, portanto resta determinar o nível de produção que maximizará o seu lucro. O
lucro, em sua definição para Pindyck, é a diferença entre a receita total e o custo total. A
receita é formada pelo preço multiplicado pela quantidade do produto. O custo total já é o
resultado, também da multiplicação entre os custos fixos e os custos variáveis.

Graficamente, Pindyck analisa o comportamento da empresa no processo de maximização do


lucro da seguinte maneira:

Outras duas curvas importantes são inseridas no gráfico: a primeira trata-se da receita
marginal que por definição, é uma receita extra quando vendida uma unidade adicional. A
segunda, o custo marginal entendido como custo adicional devido a uma elevação extra dos
custos. Inicialmente, os custos são maiores do que a receita, porém à medida que o nível da
produção aumenta, o lucro passa a ser maior do que os custos, dando continuidade a sua
elevação até o nível de produção ótima q*, mostrando a igualdade entre RMG=CMG. A partir
desse ponto, devido a Lei dos Rendimentos Descrentes, os custos ultrapassam a receita.

Colocar as curvas da demanda no início RMG=P.

As empresas também se deparam com a condição de entrarem em prejuízo. A questão


deficitária no fluxo de caixa trata no modelo de competição perfeita da seguinte maneira:
De acordo com Ferguson, o prejuízo é estabelecido quando o preço é menor que o custo
médio total. No gráfico acima, P=RMG são menores do que o custo médio total (CTMe), pela
presença de elevados custos fixos. Neste caso, na inexistência de cursos irrecuperáveis, a
empresa deve decidir fechar. Caso exista, custos irrecuperáveis a firma deverá observa sua
curva de custo variável, mantendo-a aberta até uma progressão dos preços.

Outro aspecto importante, o excedente do produtor e o lucro pela similaridade podem


acarretar enganos. De acordo com Varian, tal excedente possui associação, não só conceitual
como gráfica. A curva do ofertante nada mais é do que a quantidade que a firma está disposta
a oferecer por um preço determinado. O excedente do produtor encontra-se acima da reta da
oferta. Ismodes conceitua como o preço estabelecido pelo ofertante maior do que os custos,
então surge a confusão com o lucro. Contudo, Pindyck esclarece tal confusão da seguinte
maneira, no curto prazo, por conta dos custos serem fixos, o preço de mercado deverá ser
acima dos custos variáveis, ou seja, lucro variável.
No curto prazo, devido ausência de flexibilidade dos custos fixos, a empresa, no objetivo de
maximizar os lucros, consegue ajustar apenas o nível da produção, variando os custos
variáveis. No longo prazo, não existem custos fixos, portanto a firma pode alterar não só a
quantidade produzida, como seu tamanho.

Para Ferguson, a lógica da maximização no longo prazo ocorre da seguinte maneira:


A empresa acredita que no longo prazo o preço de mercado será de R$ 40, então expandirá
sua estrutura para produzir até o q³, nesse ponto, ocorrerá maximização dos lucros, pois
P=CMG. Para níveis, inferiores ao q³, a receita marginal será maior do que o custo marginal,
tendo em si, uma margem para expansão. Níveis superiores a q³, o custo marginal será maior
do que a receita marginal. Sendo assim no longo prazo, o lucro aumentará saindo do retângulo
do gráfico, no curto prazo, ABCD para DGEF.

Para Varian, o equilíbrio da competição perfeita, no longo prazo é obtido através do lucro zero.
A condição da livre mobilidade de recursos garante que não existam barreiras de entrada e
nem de saída, portanto qualquer oportunidade de um maior lucro ou prejuízo servirá como
justificativa para a tomada de decisão da firma. Contudo, o lucro zero é equivalente ao valor
do investimento inicial e adicional das firmas durante sua existência. Esse ponto não significa
que a empresa deixou de lucrar, mas que recebe, o que qualquer outra lucra, sendo assim, não
existe incentivo nem para saída e nem para entrada.

Segundo Pindyck, algumas empresas no modelo perfeito contam com recursos limitados
como: terreno, talento individual e recursos naturais. Porém, nessa condição o equilíbrio seria
atingido, é a disposição das outras empresas em obter tais fatores de produção escassos. Tal
processo é batizado de renda econômica. No caso do imposto, se a empresa obtiver o lucro
nulo, continuará, caso contrário, a empresa dotada de racionalidade, optará por fechar.

VEJA O SENTIDO DA FRASE, NÃO ENTENDI O QUE QUIS DIZER. REESCREVE. ASS.: Bárbara :*