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Sumário

Introdução ................................................................................................................................ 1
1. Conceito...................................................................................................................................... 2
2. Composição................................................................................................................................ 2
2.1 Resinas ............................................................................................................................. 2
2.2 Pigmentos .......................................................................................................................... 2
2.3 Aditivos .............................................................................................................................. 2
2.4 Solventes ............................................................................................................................. 4
3. Fabricação .................................................................................................................................. 4
4. Tipos de tintas ................................................................................................................................ 3
4.1. De acordo com o processamento ..................................................................................... 3
4.2. De acordo com a aparência ..................................................................................................... 3
4.3. De acordo com o mercado atendido e tecnologias mais representativas ...................... 5
4.4. Quanto à formação do revestimento ................................................................................. 5
4.5. Formação de filme: tintas à base de solvente X tinta à base de água ........................... 5
5. Superfícies.................................................................................................................................. 6
5.1. Alvenaria .............................................................................................................................. 7
5.2. Madeira ................................................................................................................................ 7
5.3. Ferro/Metal ........................................................................................................................... 7
6. Pintura......................................................................................................................................... 7
6.1. Objetivos da pintura ............................................................................................................ 7
6.2. Tipos de tintas e suas aplicações ...................................................................................... 8
6.2.1. Cal ........................................................................................................................... 8
6.2.2. Tinta à Óleo ............................................................................................................ 8
6.2.3. Tinta esmalte .......................................................................................................... 8
6.2.4. Isolante térmica ...................................................................................................... 8
6.2.5. Magnética................................................................................................................ 8
6.2.6. Texturizada ............................................................................................................. 8
6.2.7. Epóxi........................................................................................................................ 9
6.2.8. Verniz ...................................................................................................................... 9
6.2.9. Acrílica................................................................................................................... 10
6.2.10. Emborrachadas .................................................................................................... 10
6.2.11. Laváveis ................................................................................................................ 10
6.2.12. Inodoras ................................................................................................................ 10
6.2.13. Látex ou PVA ........................................................................................................ 11
6.2.14. Resinas ................................................................................................................. 11
6.2.15. Resinas Poliuretanas ........................................................................................... 11
6.2.16. Esmalte Sintético ................................................................................................. 12
6.2.17. Massa Corrida ...................................................................................................... 12
6.3. Materiais usados na pintura ............................................................................................. 12
6.4. Acessórios para pintura .................................................................................................... 13
6.5. Aplicações funcionais da cor ............................................................................................ 13
6.6. Má utilização das tintas..................................................................................................... 14
6.7. Armazenamento de tintas ................................................................................................. 18
7. Preço Médio de comercialização ............................................................................................ 19
8. Normas Técnicas Tintas para Construção Civil .................................................................... 20
Referências Bibliográficas .................................................................................................. 21

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Introdução

A proteção não é a única utilidade das tintas. Também são empregadas de maneira artística,
pois deixam mais atraente os artigos manufaturados e ambientes.
A ação do intemperismo sobre os materiais causa danos indesejáveis à economia e até à
segurança em toda parte. Materiais como o metal, sem o recobrimento apropriado, são mais
suscetíveis à deterioração (corrosão). Material deteriorado reporta problemas. Desta maneira, as tintas,
os vernizes e as lacas são usados como recobrimento superficial para proteger o material, evitar
prejuízos e danos pessoais que podem ser irreparáveis.
A indústria de recobrimento é antiga. Segundo a Bíblia, Noé revestiu a arca com betume por
dentro e por fora. Na antiguidade, o homem usava argila e vegetais que tinham pigmentos desejados.
O ocre e o vermelho procediam das argilas. Para o preto, utiliza-se o carvão ou o óxido de manganês
raspado das paredes das covas. Como aglutinante, utilizavam-se gorduras ou sangue de animais.
A mola propulsora para o avanço tecnológico deste mercado foi o desenvolvimento de novos
polímeros (resinas) no século XX. Ao longo do tempo, os recobrimentos superficiais foram divididos
em: tintas, vernizes, esmaltes, lacas, tintas de impressão, polímeros.
As matérias primas necessárias para a produção de quase todos os tipos de tintas são constituídas pelos
pigmentos, solventes, aditivos e veículo fixo (resinas e óleos). Em uma produção em massa, o
processo consiste em pesagem e mistura das matérias primas em um tanque de alimentação.
Posteriormente, operações unitárias físicas (mistura, dispersão, completagem, filtração e
envase) dão origem ao produto final. A formulação apropriada das tintas é especificada para um
emprego particular que podem ser a cobertura, coloração, resistência ao tempo, lavabilidade, lustre,
propriedades anticorrosivas de metais e consistência, conforme o tipo de aplicação.
Produzir toda essa variedade de produtos, gera impactos ambientais. Como exemplo, as
matérias primas e produtos auxiliares utilizados no processo possuem propriedades tóxicas e
corrosivas. Sendo assim, é necessário um manuseio precavido. Em uma relação de causa e efeito, leis
ambientais têm levado os fabricantes a produzirem tintas com baixos teores de compostos orgânicos
voláteis, otimizando o processo de fabricação de tintas, com o esforço para melhorar a produtividade
e, principalmente, a qualidade das tintas.

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1. Conceito

As tintas são corantes que, para serem depositadas em uma superfície, necessitam de um
veículo, que pode ser a água (com um solvente sintético) ou um solvente orgânico.
São materiais empregados na pintura da superfície de paredes, janelas, portas entre outros, tem a
finalidade de proteger, ornamentar e higienizar, tem uma composição química geralmente viscosa,
constituída de um ou mais pigmentos dispersos em um aglomerado líquido (veículo) que os faz sofrer
um processo de cura (secagem) quando entendida em película, formando um filme opaco e aderente ao
substrato. Esse filme tem a finalidade de proteger e embelezar as superfícies.

2. Composição
Basicamente, as tintas são compostas de resina (veículo), pigmentos, solventes e aditivos.
Tintas a base de água são menos onerosas que as de solvente, entretanto têm menor poder de
cobertura e não são resistentes a água em abundância. São ideais para a pintura de locais de clima seco
e protegidos de situações como a chuva. Geralmente são usadas em quartos e salas.
Tintas a base de solvente orgânico são ecologicamente indicadas, pois não é necessária a
utilização de solventes sintéticos em sua composição. O poder de cobertura e a durabilidade desta
linha são bastante vantajosos, pois cobrem uma área maior que à base d’água utilizando a mesma
quantidade e são mais resistentes às condições ambientais. São mais utilizadas em áreas externas,
banheiros, cozinhas, lavanderias e em regiões de alta humidade. Porém, também são indicadas aos
outros cômodos.

2.1 Resinas
Resina é a parte não volátil da tinta, que serve para aglomerar as partículas de pigmentos e é
responsável pela transformação do produto do estado líquido para o sólido, convertendo – o em
película. As resinas são responsáveis pelas propriedades físico-químicas das tintas, determinando
inclusive o uso do produto e sua secagem. Assim por exemplo, temos as tintas PVA, Acrílica,
Alquídica, etc.
Resinas a base de água são polímeros que aceitam quantidades substanciais de água e,
geralmente, formam filmes translúcidos e transparentes, sendo conhecidas também como emulsões ou
soluções hidrossolúveis. Elas são menos agressivas ao meio ambiente e aos usuários finais, pois
minimizam a emissão de compostos orgânicos durante o processo de secagem da tinta.
As Emulsões Acrílicas são resinas formadas pela polimerização de monômeros acrílicos e
metacrílicos, que utilizam a água em substituição aos solventes orgânicos. Este tipo de emulsão possui
um tamanho de partícula médio ou baixo e tem boa resistência à abrasão e intempéries. Dividem –se
em:
 Estirenadas: são dispersões aquosas aniônicas de copolímeros acrílico-estirenados. Este tipo
de resina proporciona alto brilho, boa capacidade para dispersar ligamentos e ótima formação

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de filme e durabilidade. As emulsões Acrílicas Estirenadas são muito utilizadas como ligante
na fabricação de tintas látex, massa acrílica, massa corrida, texturas e grafiatos.
 Pura: é uma dispersão aquosa aniônica de copolímero 100% acrílico. Este tipo de emulsão
tem como principais características a ótima formação de filme, excelente durabilidade, além
de boa dureza e resistência a abrasão. A emulsão Acrílica pura é utilizada, principalmente, em
tintas de demarcação viária.
 Termoplástica: é uma dispersão aquosa aniônica de um terpolímero acrílico isenta de
solventes e plastificantes. Esta resina apresenta ótima secagem, excelente aderência, ótima
formação de filme e boa resistência à deformação. Suas principais aplicações são: tintas látex,
massa corrida, selantes cimentícios, argamassas e adesivo látex – cola para papel e madeira.
 Espessantes acrílicos álcali associativos indicados para massa acrílica, massa corrida PVA,
texturas, vedantes, grafiatos, seladores, fundos preparadores, tintas semi-brilho e foscas.
Inclui: Espessante de alta viscosidade, Espessante de média viscosidade e Modificador
reológico.
 Dispersantes conferem dispersões de alta concentração com viscosidades baixas e ótima
estabilidade, possui excepcional relação de uso Dispersante X Cargas/Pigmentos e excelente
estabilidade na tinta final, não alterando significativamente sua viscosidade em retenção.
 O emulsificante é um aditivo desenvolvido especialmente para uso em tintas alquídicas
emulsionadas. Ele melhora estabilidade da tinta emulsionada, melhora retenção de brilho,
reduz o tempo de secagem da tinta emulsionada, possui ótima aceitação de água e boa
viscosidade de emulsionamento.

2.2 Pigmentos
Material sólido finalmente dividido, insolúvel no meio, utilizado para conferir cor, opacidade, certas
características de resistência e outros efeitos. São divididos em pigmentos ativos que conferem a
cor/opacidade e em inertes (cargas) que conferem certas propriedades, tais como: lixabilidade,
durabilidade, consistência e diminuição do brilho.

2.3 Aditivos
Ingredientes que, adicionados às tintas, proporcionam características especiais nas suas propriedades.
Utilizados para auxiliar nas diversas fases de fabricação e conferir características necessárias à
aplicação. Existe uma variedade enorme de aditivos usados na indústria de tintas e vernizes, tais como:
secantes, antisedimentares, niveladores, antipele, antiespuma, etc.

2.4. Solventes
Líquido volátil, geralmente de baixo ponto de ebulição, utilizado nas tintas e correlatos para dissolver
a resina. São classificados em: Solventes Ativos ou verdadeiros, Latentes e Inertes.

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3. Fabricação
O processo de fabricação das tintas passa por uma série de etapas sequenciadas, onde a formulação
adequada terá de ser rigidamente observada e obedecida, tais quais:
Controle de qualidade da matéria-prima;
 Pesagem das matérias primas com a formulação;
 Pré-mistura: junção dos pigmentos, aditivos e resinas em dispersores de alta rotação;
 Moagem: a pasta obtida na pré-mistura passa pelo equipamento - moinho – para ser dispersa,
uniformemente, em películas finamente divididas. Existem vários tipos de moinho, o uso de cada um é
específico pela característica do produto em fabricação;
 Complementação: o produto obtido na moagem, ainda com alto grau de concentração, é
levado para tanques providos de agitadores onde se completa a formulação, através da adição de
solventes, resinas e demais matérias-primas de correntes da formulação;
 Tingimento: é a etapa onde se acerta a cor da tinta para o padrão estabelecido;
 Controle de qualidade: nesta etapa os produtos são submetidos à rigorosas analises para
observação da viscosidade, brilho, cobertura, cor e secagem. Após aprovação é liberado para
enlatamento.
 Enlatamento: os produtos são colocados nas várias embalagens e enviados à expedição.

4. Tipos de tintas:

4.1. De acordo com o processamento:


As tintas se classificam em tintas que secam por evaporação do diluente e saque secam por absorção do
oxigênio de ar.

4.2. De acordo com a aparência:


 Tintas foscas: a base de água e alquídicas;
 A base de água: a cal, de cimento branco, de látex (PVA), de cimento escuro e de borracha;
 Tintas resinosas: à óleo, esmaltes, vernizes e lacas;
 Tintas para fins especiais: Metálicas antioxidantes asfálticas e póxicas.

4.3. De acordo com o mercado atendido e tecnologias mais representativas:


Tintas imobiliárias: tintas e complementos destinados à construção civil. Podem ser subdivididas em:
Produtos aquosos (látex): látex acrílicos, látex vinílicos, látex vinil-acrílicos, etc.
Produtos base solvente orgânico: tintas a óleo, esmaltes sintéticos, etc.
 Tintas industriais do tipo OEM (original equipment manufacturer).
As tintas e complementos utilizados como matérias primas no processo industrial de fabricação de um
determinado produto incluem, entre outros, os seguintes produtos:
Fundos (primers) eletroforéticos.
Fundos (primers) base solvente.
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Esmaltes acabamento mono-capa e bi-capa.
Tintas em pó
Tintas de cura por radiação (UV), etc.
Tintas especiais: abrange os outros tipos de tintas, como por exemplo:
Tintas e complementos para repintura automotiva
Tintas para demarcação de tráfego
Tintas e complementos para manutenção industrial
Tintas marítimas
Tintas para madeira, etc.

4.4. Quanto à formação do revestimento:


Isto é, levando-se em conta o mecanismo da formação do filme protetor e a secagem ou cura das
tintas:
 Lacas: a película se forma através da evaporação do solvente. Exemplos: lacas nitro celulósico
e lacas acrílicas.
 Produtos látex: a coalescência é o mecanismo de secagem. Exemplos :as tintas látex acrílicas,
vinil-acrílico usadas na construção civil.
 Produtos termos-convertíveis: a secagem ocorre através da reação entre duasresinas presentes
na composição a uma temperatura adequada (eletrodomésticos são exemplos)
 Sistemas de dois componentes: a formação do filme ocorre na temperatura ambiente após a
mistura dos dois componentes (embalagens separadas) no momento da pintura, as tintas epóxi e os
produtos poliuretanos são os exemplos mais importantes.
 Tintas de secagem oxidativa: a formação do filme ocorre devido à ação do ar. Os
esmaltes sintéticos e as tintas à óleo usados na construção civil são os exemplos mais marcantes.

4.5. Formação de filme: tintas à base de solvente X tinta à base de água


A maneira como uma tinta seca, forma filme e desenvolve propriedades diferentes entre tintas à base
de óleo e tintas látex. Isso se deve às diferenças entre seus ligantes.
 Tintas à base de solvente ou óleos:
Secam e curam em duas fases: primeiro os solventes evaporam, deixando apenas os sólidos na
superfície do substrato. Ao mesmo tempo, a segunda fase é iniciada: o ligante à base de óleo ou resina
alquidica começa a secar ou curar. Geralmente leva um dia ou mais para a cura proporcionar as
propriedades desejadas. Essa oxidação do ligante pode continuar indefinidamente, em alguns casos
resultando no amarelamento ou em dureza excessiva. Isto pode levar ao cracking e ao descascamento
da tinta.
 Tinta á base de água:
Geralmente são feitas com ligantes que são dispersões de partículas sólidas de resina sintética em
água. Este Tipo de dispersão é chamado látex, daí o termo “tinta látex”. Na medida em que a tinta
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seca, as partículas de ligante se aproximam cada vez mais entre si. Em seguida, unem-se, englobando
as partículas de pigmento, e formam um filme continuo e resistente, inclusive à água. Essa
aproximação das partículas de ligante é chamada coalescência. Isso constitui o processo de formação
do filme. Não há oxidação subseqüente para endurecer ainda mais o filme da tinta.
A obtenção de um filme contínuo e bem formado quando uma tinta látex seca é essencial para se obter
as propriedades de desempenho esperadas, especialmente durabilidade. Se a tinta for aplicada a uma
temperatura excessivamente baixa (inferior a 20°C) as partículas de ligante estarão demasiadamente
duras para se unirem completamente. E se a tinta for aplicada a condições que a façam secar depressa
demais, as partículas não terá tempo suficiente para coalescer e formar um filme contínuo e durável.
Os níveis de solvente (coalescente) em tinta látex são uma pequena percentagens do total de líquidos.
A maior parte do liquido em uma tinta látex é água, levando o termo “tinta à base de água”. Nas tintas
látex o ligante é sintético. Atualmente, ligantes látex podem ser acrílico, à base de cloreto de vinila,
acetato de vinila, estireno ou uma combinação desses materiais em uma única resina.

5. Superfícies
As superfícies mais comuns encontrados na construção civil são:
 Alvenaria Comum: Tijolo; Bloco de Concreto; Reboco;
 Alvenaria Especial:Tijolo Aparente; Concreto Aparente;
 Madeira;
 Metal Ferroso;
 Metal não Ferroso: (Alumínio e Galvanizados)
Os cuidados prévios devem ser rigorosamente observados em toda e qualquer superfície. Eliminar
poeira e gordura, mofo, sabão, umidade, retirar partes soltas com pouca aderência, caiação, crostas de
tinta antiga, corrigir imperfeição, rachaduras, furos, etc. são processos que devem ser realizados antes
da aplicação de qualquer produto.
Cada superfície tem seu produto adequado de acordo com a finalidade desejado.

5.1. Alvenaria
Aguardar no mínimo 30 dias para cura total da superfície, sob pena de apresentar, em curto prazo,
problemas de saponificação, calcinação, embolhamento e descascamento. Rebocos fracos devem
receber o preparador de paredes para evitar problemas de má-aderência e descascamento. Superfícies
bem curadas e coesas não precisam de tintas de fundos, exceto para selagem da alcalinidade.

5.2. Madeira
Aconselha-se selar a parte traseira da madeira antes de instalar, para evitar a penetração de umidade
por esse lado. Selar cuidadosamente os nós, furos e junções para eliminar imperfeições e prevenir
infiltrações de água. A madeira deve ser limpa, aparelhada, seca e isenta de óleo, graxa ou qualquer
sujeira.

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5.3. Ferro/Metal
Eliminar totalmente, através de lixamento, contaminantes que possam interferir na total aderência do
revestimento, inclusive prontos de ferrugem e partes soltas ou de tinta velha, deixando a superfície
totalmente limpa. As superfícies galvanizadas também devem ser limas, secas e livres de
contaminantes. Um prime especifico para o topo de superfície (ferro/ metal) deve ser aplicado
inicialmente (wash primer).

Cada tipo superfície merece uma atenção especial para que se obtenha o resultado desejado, logo,
observadas as condições, podemos aplicar:
 Fundo + massa + acabamento: É utilizado em superfícies internas que estão em
contato com superfícies que possuem infiltrações, como no caso de jardim de inverno.
 Massa + acabamento: É utilizado, na maioria das vezes, para corrigir imperfeições estéticas
em superfícies internas. A massa é utilizada para tirar as imperfeições rasas da superfície.
 Fundo + acabamento: Muito utilizado em muros, pois está em contato direto geralmente, com
gramas, precisando assim, de um fundo para impermeabilizar. O acabamento é feito à nível de
estética.

6. PINTURA

6.1. Objetivos da pintura:


A maneira mais comum de se combater a deterioração dos mas diversos tipode de materiais é proteger
sua superfície, aplicando-lhes uma película resistente que impça a ação dos agente sde destruição e
corrosão. Essas películas podem ser obtidas pela aplicação de tintas, vernizes, lacas ou esmaltes.
6.2. Tipos de tintas e suas aplicações:

6.2.1. Cal
É muito barata e de fácil aplicação mas não é lavável, usada em muros e exteriores.Ar rústico de
pintura e cumpre o papel de proteger a parede.Pode se misturar pigmentos naturais ou até de fábrica
para embelezar a pintura.Sua aplicação é feita com pincel tipo brocha.
6.2.2. Tinta à Óleo
Fosco ou brilhante, lavável, de excelente acabamento, muito durável e serve tanto para o interior
quanto exterior. Por possuir sua base com óleos, esta tinta também assume a função
impermeabilizante. É muito usada em madeira, ferro, paredes, etc.
6.2.3. Tinta esmalte
A tinta esmalte comum ou sintética é usada quando se quer um acabamento de grande qualidade.
Diluem-se e limpam-se com aguarrás. Resiste melhor à luz, às intempéries e à chuva. Indicadas para
madeiras, metais e azulejos.
Outros tipos de tinta:

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6.2.4. Isolante térmica
Indicada principalmente para atenuar o calor. Outra utilização da tinta é para a impermeabilização de
lajes, telhados, caixas d'água, paredes, galpões, depósitos.
6.2.5. Magnética
É uma tinta semibrilho, geralmente cinza, densa e rugosa, com carga magnética, permitindo a
aderência de ímãs.
6.2.6. Texturizada
Se você está procurando um acabamento rústico ou se deseja uma cobertura eficaz para superfícies
com defeitos, a tinta texturizada fará esse trabalho. Algumas variedades vêm misturadas com
partículas semelhantes à areia e são utilizadas como artifício decorativo
6.2.7. Epóxi
É uma boa opção para a utilização em pisos, especialmente em locais de grande circulação, por
apresentarem excelentes propriedades físicas, mecânicas e químicas (ou seja, têm excelente resistência
à abrasão, aderência, durabilidade, resistência a água etc.). São indicadas para áreas internas, pois a
ação dos raios solares é danosa a essas tintas.
Aplicação:
1- Verifique se o piso já possui revestimento, pois o epóxi reagirá com outros previamente
instalados;
2- Procure por manchas de óleo, graxa ou resíduos de borracha de pneus;
3- Teste áreas aleatórias para procurar por selantes ou revestimentos que não foram detectados.
Use uma solução acida que deve espumar ligeiramente amarela caso não haja selantes.
4- Decape o chão com ácido muriático ou um limpador de alvenaria. A decapagem é um
processo importante, pois ele abre os poros do concreto para que a tinta epóxi possa se aderir
corretamente;
5- Use uma mangueira de baixa pressão para molhar o piso inteiro apenas o suficiente para que o
chão fique úmido;
6- Misture 3,5 litros de solução de ácido/água (4 partes de água/ 1 parte de ácido);
Uniformemente derrame o líquido para cobrir de 6 a 9 m² de área. Use uma vassoura de cerdas duras e
esfregue para lavar as áreas; você deve obter uma reação "espumosa" branca;
7- Enxágue bem todo o piso;
8- Permita a secagem do chão por completa.

A resina epóxi é o principal ingrediente do revestimento epóxi, sendo geralmente um líquido claro ou
âmbar viscoso. Pode ser encontrado em diversas quantidades.
O catalisador é o componente de um sistema epóxi multiparte que faz com que a resina endureça.
Já que o epóxi é um material semitransparente ou incolor, um pigmento é utilizado para dar a ele sua
cor final.
Epóxis não cobrem tanta superfície como outros revestimentos e tintas, então verifique a taxa de
aplicação (ou cobertura) do produto que você escolher. Basicamente, para uma taxa de aplicação de 5
a 6 mil, 3,5 litros de material combinado cobrirá 18 m² (ou uma garagem pequena de apenas um
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carro). Para uma superfície lisa e de rápida aplicação, certifique-se de comprar um pouco mais do que
você vai precisar.

6.2.8. Verniz
É um protetor fosco ou com brilho, transparente de várias tonalidades muito usado em madeira, pois
aumenta a durabilidade do material. Para as madeiras (portas, janelas etc.): É sempre recomendado o
uso de vernizes, stains, esmaltes ou tintas a óleo, que evitam rachaduras e trincas e as protegem de
envelhecimento precoce, desbotamento e deterioração, repelindo a água e combatendo a formação de
fungos.
Aplicação:
1- Não ponha todo o pincel dentro da lata de verniz.
2- Misture o conteúdo da lata de verniz antes de utilizá-lo.
3- Misture o verniz com o pincel, com firmeza, mas nunca bata porque vai criar algumas bolhas
no verniz que serão muito difíceis de eliminar da madeira.
4- Não esfregue o pincel na borda da lata de verniz para tirar o excesso, apenas dê algumas
batidinhas.
5- Para que o resultado fique melhor, trabalhe sempre de forma horizontal.
6- Nunca deixe o trabalho pela metade. Quando comece a envernizar alguma superfície, vá até o
fim porque senão se notará a diferença entre as pinceladas.
7- Trabalhe com firmeza e rapidez. Você tem de espalhar bem o verniz úmido por toda a
superfície, porque quando começar a secar já não será possível espalhá-lo, pois se forma uma espécie
de camada.
8- Deixe secar completamente cada camada de verniz antes de aplicar uma segunda camada.

6.2.9. Acrílica
Tinta de alto padrão pelo acabamento. Muito usada em paredes, tanto de interior quanto de
exterior. As tintas acrílicas diluem-se e limpam-se com água.Têm como vantagem não ter odor, secar
rapidamente, não amarelam com o tempo e são de fácil utilização. Paredes pintadas com tintas
acrílicas são facilmente laváveis.
6.2.10. Emborrachadas
Possuem uma película flexível que acompanha a dilatação e a retração da argamassa sob
mudança de temperatura, protegendo a parede contra a umidade e contra a ação da chuva e do sol.
6.2.11. Laváveis
Têm acabamento acetinado e oferecem grande resistência à limpeza, sendo ideal para
ambientes com intenso tráfego de pessoas ou locais onde há crianças.
6.2.12. Inodoras
São produtos que, em sua maioria, perdem o odor em até três horas após sua aplicação. Estão
disponíveis em acabamento fosco e acetinado e podem ser utilizados na pintura de ambientes internos
e externos

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Principais Características:

 Ótima cobertura;
 Excelente rendimento;
 Possui ótima resistência;
 Resistente a fungos e bactérias;
 Alta resistência a intempéries e longo tempo de vida útil;
 Forma uma película flexível, autolavável e impermeável

Campos de Aplicação:

 Permite aplicação em qualquer estrutura de concreto, alvenaria e demais superfícies minerais


em áreas internas e externas. Ideal para superfícies fissuradas e absortivas;
 Fachadas com fissuras;
 Estruturas próximas a unidades de tratamento de efluentes;
 Fachadas de prédios e residências em ambientes urbanos ou litorâneos.
 Rende aproximadamente 300 m² a cada 18 litros.
6.2.13. Látex ou PVA
Tinta à base de água indicada essencialmente para interiores. É uma opção mais econômica.
Indicado para reboco, fibrocimento, gesso e sobre superfícies com massa corrida. Deve ser aplicada
em locais que não requer manutenção constante.

6.2.14. Resinas:
A resina é responsável pela formação da película protetora a qual se converte a tinta depois de
seca. A dispersão aquosa é usada na tinta látex, as resinas alquídicas são usadas na tinta a óleo, as
resinas epóxi são usadas em produtos mais sofisticados. Tintas industriais utilizam grande quantidade
de resinas e polímeros e são escolhidas de acordo com função, tipo de substrato, método de cura,
secagem e etc.

Principais Características:

 Altera ligeiramente o aspecto do substrato tratado com a resina;


 Ação Impermeabilizante;
 Evita incrustações, bactérias, fungos e algas;
 Mantém o aspecto limpo;
 Fácil aplicação;
 Incolor e sem cheiro
Campos de Aplicação :

 Telhas de concreto ou barro;


 Pisos de concreto ou cimento queimado;
 Garagens, estacionamentos e calçadas;
 Pisos de bloco ou concreto estampado;
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 Pedras naturais, mármores e ardósias;
 Tijolos em fachadas e revestimentos.

6.2.15. Resinas Poliuretanas


Éster do ácido Carbâmico que podem ser obtidos assim:

Bi – obtido através da mistura de um componente A (polímero hidroxilado) e um B (polisocianatos)


no momento da aplicação da tinta.
Mono – Polímeros curados em estufa, curam durante a aplicação através da reação química com a
umidade do ar.
Os poliuretanos produzem tintas de alta qualidade, tendo aplicações sob vários tipos de substratos.

Principais vantagens das tintas com Poliuretanos


 Alta flexibilidade e durabilidade;
 Alta resistência á abrasão;
 Alta resistência á produtos químicos;
 Excelente propriedade dielétrica;
 Baixa temperatura de cura.
 Os principais campos de aplicação são: Acabamentos claros, Industriais, Marítimos e
pavimentos.

6.2.16. Esmalte Sintético


Indicado esmaltes sintéticos e a tinta a óleo, tanto para o interior quanto para o exterior dos
imóveis, principalmente para metais pois sua composição aumenta a durabilidade evitando a corrosão.
6.2.17. Massa Corrida
Indicado para nivelar e corrigir imperfeições de superfícies internas de reboco, blocos de
concreto, concreto aparente, fibrocimento e paredes já pintadas. Proporciona um acabamento liso com
boa aderência, é lavável e fácil para lixar. É um produto de fácil aplicação, baixo odor e de secagem
rápida. É um produto à base de resina acrílica.
Aplicação:
1- Lixar a parede, aplicar um selador acrílico para aumentar a resistência do reboco. Utilize uma
espátula para aplicação. Faça movimentos verticais ou horizontais com camadas bem finas.
2- Depois de seca, lixe a parede para retirar as imperfeições

6.3. Materiais usados na pintura


Os materiais usados na pintura podem ser generalizados em tintas de fundo (seladores usados
para isolar a parede), massas (são usados para nivelar e corrigir imperfeições) e tintas de acabamento.
Além desses entram elementos secundários e corretores tais como os secantes, os solventes e os
desodorizantes.
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Os produtos a base de solventes têm maior poder de penetração de oque as à base de látex,
entretanto, amos selam a superfície e funcionam como primeira demão, favorecendo também,
economia no acabamento final. Têm a função de:
Massas: Produtos altamente pigmentados, onde os mesmos uniformizam a superfície, permitindo um
melhor acabamento.
Seladores e fundo de preparadores: Específicos para selar, também regularizam a absorção do
substrato, aumentando a coesão, inibindo a alcalinidade, aumentando a durabilidade e preparando a
superfície para as demãos de acabamento.
Vernizes: permitem a visualização do fundo na qual foi aplicado: madeira, pedra, concreto, etc. Tem
efeito decorativo, reduzindo a absorção de umidade, ampliando a vida útil da superfície.
Primers: Indicados para promover uma melhor aderência do acabamento ao substrato. Os tipos mais
comuns são:
Anticorrosivo: protege superfícies metálicas da corrosão;
Surfacer: nivela a superfície para as demãos subsequentes do acabamento.

6.4. Acessórios para pintura


Pincéis/ Trinchas
Utilizados na aplicação e esmaltes, tintas e vernizes, O tipo e o tamanho da superfície
determinam o tamanho dos mesmos. Os maiores destinam-se à superfícies planas e grandes e os
pequenos para superfícies irregulares, cantos e emendas. Sua durabilidade depende da limpeza pós-
uso.
Rolos
Encontrados em vários tamanhos e em vários materiais, são indicados m conformidades com o
produto. Os rolos de espuma macia sçao utulziados para esmaltes ou vernizes, enquanto que os rolos
de espuma rígida são para textura. Após o uso, devem ser limpos com o solvente utilizado no
produto. Os rolos de lã são indicados para pintura de paredes com látex PVA ou acrílico. Antes de usá-
lo, umedeça-o com água e retire o excesso, sacudindo-o Após o uso, lave-o com água e detergente.
Espátula
Utilizadas para remoção de tintas velhas e aplicação de massa. Desempenadeira de aço usada
na aplicação de massa corrida e massa acrílica em grandes superfícies.
Bandeja
Utilizada em apoio ao rolo de pintura facilita sua molhagem e, assim, a aplicação do produto.
Pistola
Instrumento de pressão utilizado na aplicação de esmaltes e vernizes.
Lixa
Encontrada em vários materiais e granulação, é usada para aumentar a aderência do produto e
uniformizar a superfície.

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6.5. Aplicações funcionais da cor
É o uso racional das cores de modo a criar reações subjetivas nas pessoas que visualizarem a
pintura. A cor é muito importante para a decoração de interiores, por ser um meio de comunicação
poderoso, exprimindo a personalidade de uma pessoa, ao mesmo tempo em que transmite a
mensagem ideal de um ambiente. Se pretendermos renovar um ambiente, à tinta possibilita que um
espaço ou residência seja pintado para todos os gostos e bolsos.

 Rosa: simboliza amor, harmonia e esperança. Dirigido exclusivamente à corrente sanguínea,


funcionando como ativados estimulante e regenerados das funções cardíacas.
 Verde : Saúde, bem estar e estabilidade.. Há quem afirme que é a cor do equilíbrio entre a
natureza física e o espírito imortal, normalmente usada para limpeza da aura. Atua principalmente
sobre órgãos do abdômen.
 Vermelho: energia, força física e vitalidade. Desperta a vontade e induz o ser às paixões.

Cores suaves são usadas geralmente para dormitórios, porque estimulam o repouso. A cor atrai
a atenção e prende a vista de acordo com o grau de visibilidade. A visibilidade depende grandemente
do contraste e da pureza da cor. Por exemplo: o amarelo é uma cor de grande visibilidade e torna-se
ainda mais quando tem, no fundo, a sua cor complementar, o azul. De um modo geral, todas as cores
são mais visíveis junto com as suas complementares, desde que estas sejam suavizadas, ou
escurecidas.

6.6. Má utilização das tintas

Na escolha do produto é fundamental observar a relação custo x qualidade x rendimento. A


observação das especificações técnicas informadas pelo fabricante favorece a obtenção de melhor
cobertura com maior economia. É essencial a correta preparação da superfície, uso do fundo
recomendado e as instruções para aplicação do produto.
Apesar da qualidade intrínseca no produto, pequenas alterações podem acontecer decorrentes das
condições de armazenamento ou não observância das orientações dos fabricantes. Podem acontecer:

 Sedimentação:
A parte sólida da tinta se acumula no fundo da embalagem decorrente delongo tempo de
armazenamento. Pode-se resolver este problema homogeneizando-se o produto, com instrumento ou
equipamento adequado.
 Cor diferente da cartela de cores:
Devido ao sistema de impressão, as cartelas são confeccionadas com produtos diferentes
daqueles que representam.
 Escorrimento:

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Ocasionado pela diluição excessiva, aplicação não uniforme, utilização de solventes
inadequados, repintura sobre a demão anterior ainda úmida, temperatura ambiente baixa.
 Secagem diferente:
Pode ser decorrente da baixa temperatura (abaixo de 15°C) excessiva umidade relativa do ar,
provocando o retardamento da secagem. Ainda, o preparo incorreto da superfície, onde contaminantes
como óleo, cera, graxas, etc., prejudicam a eficiência do produto.
 Cobertura deficiente:
Pode ser causada pela diluição excessiva ou insuficiente, não homogeneização do produto no
ato da aplicação ou utilização de solvente inadequado. Sempre observar informação técnica do
produto.
 Dificuldade de aplicação:
Durante a aplicação, o produto pode se tornar pesado se a diluição for insuficiente. A
dificuldade de alastramento pode, ainda, ser decorrente da aplicação de camadas muito finas. Além
destas, pode acontecer dificuldades em decorrência da reação química devida, principalmente, ao
armazenamento prolongado ou indevido do produto, provocando neste, alterações.
 Geleificação:
A tinta se converte num produto geleificado. O defeito é resultante de excesso de temperatura,
quando da fabricação da resina, que passa a polimerizar-se mesmo dentro da lata. Este defeito pode
ocorrer quando se expõe uma lata de tinta ao calor, em temperaturas superiores à ambiente.
 Existência de sedimento duro:
Alguns pigmentos sedimentam mais que outros, de modo que o tempo necessário para
homogeneizá-los é variável, dependendo das características do pigmento e da própria tinta. Se,
todavia, depois de muito mexer-se o conteúdo de uma lata, o sedimento ainda permanecer, isso pode
ser considerado defeito.
 Não mexer a tinta causa o seguinte defeito:
No início, a pintura é semelhante a um verniz, quase sem pigmentação e, através de um
gradiente, a pintura termina por torna-se fosca. Tem-se, então, gradiente de tonalidades de mesma cor
e a pintura parece manchada.
 Diluição em demasia:
Quando se trabalha constantemente com tintas recomenda-se o uso de um viscosímetro o tipo
“Ford cup 4” é utilizado por todas as fábricas de tintas, as quais fornecem as viscosidades das tintas
medidas neste viscosímetro. É de fácil manejo e muito prático. Quando a diluição é demasiada, os
pintores dizem que a tinta “chora”, isto porque é tão baixa a sua viscosidade que ela não tem
cobertura. Quando o pintor insiste em realizar uma pintura normal, a tinta escorre.
 Tinta muito grossa:
A tinta muito grossa leva o pintor quase sempre, a aplicá-la em grossas camadas e então o
espalhamento não é perfeito, o acabamento também não é bom, a adesão pode ficar empobrecida, a
tinta custa muito mais a secar e pode originar-se um enrugamento da película de tinta.

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Por tudo isto é que se deve aplicar sempre a tinta em demãos de finas espessuras. Se a tinta está
grossa, adicionam-se os solventes recomendados, mexendo-se a tinta simultaneamente com a adição
do solvente (a fim de evitar possível coagulação local em zonas de elevada concentração do solvente),
até ser atingida a viscosidade adequada ao tipo de aplicação que se tem em mira.
 Tinta pobre em cobertura:
Pode estar diluída demais. Geralmente quando se pinta cores claras, como bege ou marfim,
sobre cores escuras, como marrom ou preto, é mais difícil a cobertura, o que é natural. Certos
pigmentos são transparentes. Na verdade, operando-se com pigmentos transparentes, torna-se
necessário dar-se, talvez, uma ou duas demãos a mais que nas tintas portadoras de pigmentos opacos.
 A tinta encrespa ou enruga:
As demãos de tintas devem ser dadas sempre finas e só se aplicam nova demão, quando a
anterior estiver perfeitamente seca. Quando se aplica uma demão sobre outra, ainda por secar, ou
quando se aplica uma demão muito grossa de tinta, ou, ainda, no caso de se pintar planos de grandes
dimensões, provocando a superposição de demãos nas emendas, o defeito que surge é o seguinte: A
parte da tinta em contato com o ar seca mais rapidamente adquirindo a consistência sólida e retendo,
sob si, tinta líquida, com solvente por evaporar; a pressão deste último sobre a superfície sólida
determina a sua deformação; O calor também pode provocar este defeito.
 A tinta não seca:
Por falta de secante; por ter sido secante absorvido pelo segmento; por ter sido a tinta pintada
sobre óleos, graxas, resinas não-secativas. As madeiras de lei, principalmente, são ricas resinas não-
secativas e nestes casos convém aplicar-se uma demão de uma solução de goma-laca em álcool.
 Perda de brilho:
A tinta brilhante é preparada de tal modo que, ao final de sua vida, perca o brilho e torne-se
áspera, porque então servirá como suporte para a aplicação de novas demãos de tinta.
Quando ocorrem prematuramente, entretanto, isso pode ser proveniente de absorção intensa do veículo
da tinta. Certos materiais de fibra prensada como Eucatex e outros, provocam este defeito. Pode-se
evitá-lo dando uma demão prévia de um selador com o objetivo de tapar os poros. O emprego
inadequado de solventes pode também determinar a perda de brilho.
 Falta de adesão:
Isto pode ocorrer: Porque a tinta foi aplicada sobre superfície inadequada; por pinturas sobre
graxas, óleos, gorduras; por pinturas sobre um filme de tinta, em geral já pintados a três anos ou mais.
O que acontece neste último caso, é a polimerização progressiva, no transcurso do tempo, sem
destruição, já que a tinta está ao abrigo do tempo. Deste modo, atinge tal grau de vitrificação que a
nova tinta não adere, pelo contrário se retrai, por efeito da tensão superficial, como a água espalhada
sobre o vidro. Recomenda-se lixar a superfície se possível. Caso contrário, precisa-se fazer uma
aplicação especial de solventes para amolecer o filme vitrificado.
 Desenvolvimento de mofo:
As tintas à óleo são um substrato natural para o desenvolvimento de mofo. Sendo assim, no
caso destas tintas a luta é difícil.
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A adição de óxido de zinco inibe o desenvolvimento de mofos, mas por varias razões NE
sempre pode ser empregada. Nestes casos, há o recurso de anti - mofos (sais fenólicos e mercuriais) os
quais sempre protegem o filme de tinta. Todavia, em lugares onde a incidênciade mofo é muito
grande, como, por exemplo, em lugares úmidos, sombrios, quentes e com arborescência intensa, o
mofo termina por sobreviver. As tintas alquídicas, dependendo do caso, podem ou não serem sujeitas
ao mofo. Quando há possibilidade de mofo, deve-se sempre utilizar uma tinta que, por suas
propriedades em geral e pela constituição do seu formador de filme em particular, não seja suscetível
ao mofo.
 Calcinação:
A calcinação ocorre naturalmente no fim da vida de um filme de tinta. Os raios ultravioletas destroem
o formador de filme, deixando o pigmento sob forma pulverulenta, depositado sobre o restante filme
de tinta.
 Gretamento e fendilhamento:
Ambos constituem uma falha do filme de tinta e, desde o momento em que se estabelecem, a tinta
deixa de servir como fator de proteção. O gretamento é uma falha com desenho irregular, que não
atinge, desde logo, a superfície sobre a qual a tinta foi aplicada. O fendilhamento é o fenômeno que
ocorre nos filmes de tinta, representando por uma fratura que penetra até a superfície pintada. É
característica desta fratura o seu arranjo em linhas aproximadamente paralelas. Quase sempre ocorre
em madeira.

O gretamento pode ser provocado:


Por veículo pouco elástico;
Por pigmento que favorece o gretamento (como o azul ultramar);
Por aplicação de tintas, de uso exclusivo em interiores incorretamente em exterior;
Por aplicação de um filme menos elástico sobre outro mais elástico.
Com o fendilhamento pode ocorrer:
Descascamento: É a fase seguinte ao gretamento, em tintas que atingiram o fim de sua existência.
Prematuramente, ocorre sempre que a superfície, por qualquer motivo, foi defeituosamente preparada.
OBS.: O gretamento, o fendilhamento, o descascamento e a formação de bolhas obrigam à remoção
total da tinta falhada, antes da repintura.
 Formação de bolhas:
As bolhas, só muito dificilmente, são ou podem ser provocadas por defeito de aplicação. A
bolha é sempre proveniente de um gás ou de um líquido em evaporação, que produz uma pressão
abrupta sob o filme de tinta curado. Lentamente, há trocas gasosas sem danos através dos filmes de
tinta, o que provocam bolhas. Podem ser produzidas:
Por madeira úmida; Por ferrugem; Pela retenção de líquidos de ponto de ebulição elevado;
Pela retenção do ar ou gotículas de água.

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6.7. Armazenamento de tintas
Com exceção das tintas a base de água, a maioria das tintas utilizadas na indústria contém
solventes orgânicos inflamáveis. Defeitos na embalagem, danificações sofridas durante o transporte,
manuseio incorreto na estocagem ou ainda, aquecimento excessivo, podem causar vazamentos de
solventes e acúmulo de seus vapores no ambiente. Se houver uma faísca elétrica ou uma chama aberta
poderá ocorrer um acidente.
A utilização de locais improvisados para o armazenamento de embalagens contendo tintas ou
diluentes, quase sempre resulta em perdas na qualidade e na quantidade dos materiais e
frequentemente ocorrem acidentes.
O Armazenamento do produto é muito importante, pois garante a segurança das pessoas,
sobretudo a qualidade do produto. Por isso o local NÃO deve:
 Ter paredes comuns com áreas aquecidas, como salas de fornos ou estufas, a menos que
haja isolamento térmico;
 Ser armazenados junto com outros tipos de materiais, principalmente os sólidos. As caixas de
papelão devem ser retiradas, ficando estocadas somente as latas.
 Não devem ser armazenados sob escadas ou nas proximidades de áreas usadas para a saída ou
passagem de pessoas.
 O local deve se comunicar com o exterior por meio de uma porta de emergência, que
possibilite a fuga em caso de incêndio.
Devem ser evitados nestes locais aparelhos ou equipamentos com escovas ou carvões que
produzam faíscas ao funcionarem. Também devem ser evitados os aparelhos que trabalham aquecidos,
para não aumentarem a temperatura do ambiente.
Precisa ter boa ventilação e ser coberto, necessitando que a construção das paredes tenham
elementos vazados ou telas com grades. É preferível ventilação natural porém, no caso de ventilação
forçada ou mecânica, os motores utilizados nos exaustores devem ser blindados e a prova de explosão.

7. Preço Médio de comercialização

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8. Normas Técnicas Tintas para Construção Civil

 ABNT NBR 15079:2011


Tintas para construção civil – Especificação dos requisitos mínimos de desempenho de tintas para
edificações não industriais – Tinta látex econômica nas cores claras.
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Estabelece os requisitos e critérios mínimos para os três níveis de desempenho das tintas látex
foscas nas cores claras, quando utilizadas como acabamento em paredes, muros ou fachadas de
edificações não industriais. Estabelece também os requisitos mínimos para o menor nível de
desempenho de uma tinta látex e tinta látex econômica, quando utilizada como acabamento de
edificações não industriais, independentemente do tipo de acabamento proporcionado.

 ABNT NBR 11702:2010 Versão Corrigida:2011


Tintas para construção civil – Tintas para edificações não industriais – Classificação.
Esta Norma estabelece a classificação dos tipos de produtos empregados nas pinturas de
edificações não industriais.

 ABNT NBR 13245:2011


Tintas para construção civil — Execução de pinturas em edificações não industriais — Preparação de
superfície

Esta Norma fornece as diretrizes para a execução de pinturas em edificações não industriais,
aplicadas aos diversos substratos, indicando os sistemas de pintura adequados.

 ABNT NBR 16211:2015


Tintas para construção civil — Verniz brilhante a base de solvente — Requisitos de desempenho de
tintas para edificações não industriais

Esta Norma estabelece os requisitos de desempenho dos vernizes sintéticos brilhantes, quando
utilizados como acabamento de edificações não industriais.

 ABNT NBR 15494:2010 (Norma em revisão)


Tintas para construção civil - Tinta brilhante à base de solvente com secagem oxidativa - Requisitos
de desempenho de tintas para edificações não industriais

Esta Norma estabelece os requisitos de desempenho das tintas brilhantes à base de solvente
com secagem ao ar, quando utilizada como acabamento de edificações não industriais.
Referências Bilbiograficas

1. j. Dafico alves – materiais de construção vol-2


2. eládio petrucci – materiais de construção
3. enio verçosa – materiais de construção
4. manual de pintura Suvinil
5. manual de pintura coral
19
6. www.suvinil.com.br
7. www.leroymerlin.com.br
8. www.sherwin-williams.com.br
9. www.telhanorte.com.br
10. www.cec.com.br
11. www.coral.com.br
12. http://www.ebah.com.br/content/ABAAAfX3cAI/os-componentes-das-tintas
13. http://www.infoescola.com/compostos-quimicos/tintas/
14. http://www.tintadequalidade.com.br/dicas/4-do-que-sao-compostas-as-tintas-em-
geral/#sthash.kCm0tTxh.dpuf
15. http://casa.umcomo.com.br/articulo/como-aplicar-verniz-na-madeira-
2928.html#ixzz3pOY6F2MH
16. http://pt.wikihow.com/Aplicar-um-Revestimento-Ep%C3%B3xi-em-um-Piso-de-
Garagem#/Imagem:Put-an-Epoxy-Coating-on-a-Garage-Floor-Step-6Bullet4.jpg
17. Normas ABNT.

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