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UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA

Deyna Pinho

Orientadora: Profa. Dra. Lília Mascarenhas Sant’Agostino

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

Programa de Pós-Graduação em Recursos Minerais e Hidrogeologia

SÃO PAULO
2007
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS

CONTRIBUiÇÃO À PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA

DEYNA PINHO

Orientadora: Drª. Lília Mascarenhas Sant'Agostino

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO

COMISSÃO JULGADORA

Nome ssinatura

Presidente: ProF-. OrQ . Lília Mascarenhas Sant'Agostino I~ M !1hr;~


-J ' / .:;J .<1 ~.)-
Examinadores: Orª. Mirian Cruxen Barros de Oliveira -vf~ (-;:::::,1 - ~ ,
---r - fJ /2
(~.tfU4(7 ~,vL.,
U 1 7 /
Prof. Dr. Silvio Roberto Farias Vlach

SÃO PAULO
2007
Ficha catalográfica preparada pelo Serviço de Biblioteca e Documentação
do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo

Pinho, Deyna
Contribuição à petrografia de pedra britada /
Deyna Pinho. – São Paulo, 2007.
447 f. : il.

Dissertação (Mestrado) : IGc/USP


Orient.: Sant’Agostino, Lília Mascarenhas

1. Brita 2. Minerais industriais 3. Petrografia


4. Região metropolitana: Pedreiras 5. Petrologia
estrutural 6. Mapa geológico I. Título
ERRATA

Na página 43 leia-se:

As descrições microscópicas foram feitas em microscópio ótico da marca Olympus,

modelo BX50, com uma câmera digital acoplada, da marca Olympus, modelo Camédia C-

5050, no Laboratório de Óptica do Departamento de Mineralogia e Geotectônica – GMG, do

Instituto de Geociências da USP. Em complemento, utilizou-se microscópio estereográfico

de luz refletida, no Laboratório de Preparações de Amostras do Departamento de Geologia

Sedimentar e Ambiental – GSA, do Instituto de Geociências da USP, no intuito de observar o

os minerais metálicos ou opacos, e seu grau de alteração.

Para complementar a análise microscópica, quando necessária, foi realizada análise

mineralógica de argilominerais por Difração de Raios X, no intuito de descobrir o caráter

deletério, no caso expansivo do argilomineral.

Análise feita no Laboratório de Difratometria de Raios X, no Depto. De Mineralogia e

Geotectônica – GMG, do Instituto de Geociências da USP, pelo método do pó. Para

identificação de argilo-minerais separa-se a fração fina da amostra previamente cominuída,

através de decantação sobre uma pequena lâmina de vidro. Após a completa evaporação da

água a amostra é analisada pelo difratômetro sem alguma alteração, depois submetida a

ambiente saturado em etilenoglicol por 12 horas, analisada novamente no intuito de se

observar a presença de expansão através da mudança de distância interplanar, se

necessário é aquecida para observar-se transformações de fases.

Ao final do trabalho utilizou-se uma nomenclatura de abreviações minerais

modificadas de Kretz (1994) e Spear (1995), conforme TABELA 3.1.


Dedico este trabalho a
Deus, a minha família e
a todos os que me apoiaram!
AGRADECIMENTOS

Este trabalho envolveu a colaboração de diversas pessoas que trabalham na

área de exploração de pedra britada, de algumas associações de produtores de pedra

britada, como também colegas e amigos nas atividades de campo e desenvolvimento

da dissertação. Também foi imprescindível o suporte financeiro pela CAPES, e infra-

estrutura do Instituto de Geociências da USP que para eles também expresso meus

agradecimentos.

Assim, agradeço ao Eng. Fauaz Abdul Hak da PEDRAPAR (PR), a Marlene da

AGABRITAS (RS), ao Eng. Leandro Fagundes da UFGRS, a SINDIBRITA (RJ), ao

SINDIPEDRAS (SP) pelas informações concedidas de vital importância no

desenvolvimento desta pesquisa.

Agradeço as bibliotecas da CPRM, em especial, a Tânia Freire (CPRM-RJ), a

Ana Lúcia (CPRM-RS), a Silvana (CPRM-MG) pela ajuda na aquisição das cartas

geológicas bases para o desenvolvimento de uma parte essencial na dissertação.

Agradeço também ao Olindo Assis Martins Filho, pesquisador da fundação Oswaldo

Cruz (MG), a minha amiga geógrafa Adriana pela ajuda na aquisição da cópia de

cartas geológicas.

Meus sinceros agradecimentos ao Fábio da Eldorado Mineração (RS), pela

permissão e cooperação; também agradeço a Incopel (RS), ao Sr. Darcy da Inecol

(PR), Cimento Rio Branco S.A. (PR), ao Darli da Ibrata (RJ); em especial ao seu

Geraldo pela assistência na coleta de amostras na Ibrata mineração. Agradeço ao Luis

Simonetti pela permissão em fazer coleta das amostras na Pedreira Vigné (RJ); a

Mata Grande (MG), a Britadora Betim (MG), em especial, ao Fabio, Eduardo, Mário Jr.

E Mário pelo carisma e apoio na visita e amostragem. Agradeço a Pedreira Santa

Isabel (SP), em especial ao Técnico Luiz que permitiu e auxiliou durante todo o
processo de amostragem no local, também agradeço ao Eng. Marcio da Embu S.A.

pela permissão de amostragem.

Meus sinceros agradecimentos também a Dra. Geóloga Mirian Cruxên do

Laboratório de Petrologia e Tecnologia de Rochas do IPT pelas informações,

sugestões e assistência na petrografia de pedra britada. Agradeço também a Geóloga

Gláucia Cuchierato pelo auxílio no começo dessa pesquisa e claro, meus verdadeiros

agradecimento a Profa. Dra. Lília Mascarenhas Sant’Agostino que me orientou durante

todas as fases dessa pesquisa e outras anteriores.

Por fim, agradeço aos meus pais pela paciência e por terem me amparado e

acompanhado em todas as etapas de campo dessa pesquisa, a minha amiga geóloga

Fernanda Nishyama pela ajuda em conseguir alguns contatos importantes, a minha

amiga geóloga Alexandra V. Suhogusoff pela ajuda em campo e fases finais deste

trabalho, a Dra. Geóloga Lucelene Martins pela assistência na tiragem das

fotomicrografias no laboratório de óptica, a Rachel C. Prochoroff pelo seu impecável

conhecimento da Língua Inglesa, ao Pérsio Witkowski pela ajuda na língua francesa,

ao geólogo Fernando Pelegrini Spinelli pela imensa ajuda em diversas etapas dessa

pesquisa, principalmente na impressão final.

Obrigado Deus por mais esta conquista!


RESUMO

O conhecimento das propriedades físico-químicas da composição mineralógica

dos agregados é de extrema importância para o não comprometimento da obra em

que serão empregados. Desse modo, o conhecimento da petrografia, mineralogia e

geologia das rochas-fonte para brita também são extremamente necessárias.

O principal objetivo deste trabalho foi gerar informações sobre a geologia,

mercado produtor e petrografia das rochas-fonte da pedra britada nas principais

regiões produtoras do país. As informações disponíveis neste segmento da mineração

são escassas, principalmente devido às próprias características do setor onde os

investimentos em pesquisas geológicas geralmente são escassas e por vezes pouco

exigidas.

Os cinco principais pólos produtores de pedra britada, alvos de estudo deste

trabalho, incluem as cinco maiores regiões metropolitanas do país: São Paulo,Minas

Gerais, Rio de Janeiro , Paraná , Rio Grande do Sul. São locais que possuem

diferentes rochas-fonte de brita para cada centro produtor, devido à diversidade

geológica e abundância daquelas nestes centros.

Assim sendo, na região de São Paulo capital a principal rocha-fonte utilizada

são granitos e gnaisses provenientes do Embasamento; na região de Belo Horizonte

são os calcários provenientes do Grupo Bambuí; na região do Rio de Janeiro capital

são os sienitos alcalinos, localizados em diversos corpos alcalinos intrusivos e

gnaisses; na região de Curitiba (RMC) são calcários (Formações Perau e Votuverava)

e migmatitos extraídos de complexos migmatíticos; e na região de Porto Alegre

(RMPA) são predominatemente basaltos e dacitos da Formação Serra Geral.

Neste trabalho foi gerado um mapa geológico com localização das pedreiras

ativas no período de 2004-2006 para cada região metropolitana relativa à capital de

cada Estado. Em cada região foram selecionadas as minerações representativas de


acordo com a geologia (rocha-fonte) e produtividade e feitas amostragens e

mapeamento em frentes de lavra para a realização de análises petrográficas.

As 180 amostras coletadas nas diferentes regiões metropolitanas foram

analisadas petrograficamente de forma macroscópica, selecionadas e analisadas na

forma microscópica, com base nas normas ABNT e recomendações do Laboratório de

Petrologia e Tecnologia de Rochas do IPT. As principais características observadas

foram: a composição mineralógica, texturas, estruturas, presença de minerais

deletérios, grau de alteração deutérica e estado microfissural. Essas características

intrínsecas da rocha-fonte influenciam diretamente a forma e a composição do material

britado, e podem dificultar sua aplicação ou mesmo comprometê-la, tanto por motivo

de geração de reação álcali-agregado com ligantes quanto por comprometer a

resistência mecânica exigida na mistura.

O desconhecimento dessas características muitas vezes gera um baixo

aproveitamento dos materiais, principalmente finos de pedreira, que se acumulam em

pilhas de rejeito ao derredor das empresas mineradoras podendo causar sérios

problemas ambientais. Portanto, o trabalho gerou informações para uma melhor

otimização e utilização das matérias-primas ou rochas-fonte de brita, contribuindo

também indiretamente na redução desses problemas ambientais que atingem as

principais regiões urbanas do país.


ABSTRACT

It is extremely important to know the physical and chemical properties of

aggregate mineralogical composition so that the construction where they will be used is

not compromised. In this sense, knowing the petrography and mineralogy is as

necessary as knowing the geology of the rock deposit to be developed as a source of

crushed stone.

The main purpose of this work was to generate information on the geology,

market and petrography of the rock source of crushed stone in the main producing

areas of Brazil. This type of information is not commonly available, especially due to

this sector‘s characteristics, where investments in geological research are usually

scarce and rarely required.

The five main states that are crushed stone producers and that therefore

contain the centers of production on which this present work focused as case study

are: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná and Rio Grande do Sul. Each

production center presents different types of crushed stone, mainly because of the

geological diversity and abundance of the source rock in these places.

In the region of the capital of São Paulo the main source rocks are granite and

gneiss extracted from the embasement; in Belo Horizonte they are carbonates from the

Bambuí group; in Rio de Janeiro, the alkali sienites, localized in diverse intrusive

alkaline rocks and gneiss; in the region of Curitiba they are carbonates (Perau and

Votuverava Formations) and migmatites extracted from migmatite complex; finally, in

the region of Porto Alegre (RMPA), they are basalts and dacites from the Serra Geral

Formation.

The rock mines in urban regions, related to the state capitals and which were

active in the period from 2004 to 2006, are shown on the geological maps generated

for the present work. One map has been made for each urban region. The most

important mines are shown according to the geology of the source-rock and the
productivity. Samples and mapping or description of the benches from the over feet

were also made in order to further proceed in petrographic analysis.

The 180 samples collected in each urban region suffered macroscopic

petrographic analysis after which they were selected and analysed microscopically,

according to the ABNT norms and to the recommendation of the Laboratory of

Petrology and Rock Technology of IPT. The main observed characteristics were:

mineral composition, texture, structure, presence of deleterious minerals, degree in

metheoric alteration and microfissural mapping. These intrinsic characteristics of the

source rock influence directly the form and composition of the crushed stones and

might cause difficulty or even compromise its use due to alkali-aggregate reaction or

because of mechanical resistance lower than that required in the mixture.

The lack of acknowledgement of these characteristics will often cause the poor

use of material, especially of the stone quarry fines, which will end up as reject piled up

around mines, causing environmental problems. Therefore, the present work has

generated relevant information that can be used to optimize and better use raw

material and source rock of crushed stone. It might also contribute indirectly to diminish

the environmental problems which are evident in the main urban regions of the country.
RÉSUMÉ

La connaissance des proprietés physico-chimiques, quant à la composition

minéralogique, des granulats, est extrêmement importante au non-compromettement

des travaux où ils seront employés, d’où la connaissance de la petrographie et de la

mineralogie accouplée à la géologie des roches sources du gravier sont nécessaires.

Le but principal de cet ouvrage a été de générer des informations sur la

géologie, le marché producteur du gravier, et la petrographie des rochers sources de

pierre concassée dans les principales régions produtrices du Brésil, puisque les

informations disponibles dans ce seteur de l’exploitation des mines sont inuffisantes,

principalement dû aux caractéristiques propres du seteur, où les investiments à la

recherche géologique sont généralement rares ou peu exigés.

Les cinq principaux pôles brésiliens produteurs de pierre concassée, et qui

incluent les plus grandes régions des grandes villes producteurs du Brésil : São Paulo,

Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná et Rio Grande do Sul . Ces lieux possèdent des

différentes roches sources de gravier, dont les différences sont liées à la diversité

géologique, et abondances des centres eux-mêmes. De cette façon, à São Paulo les

principales roches sources utilisées sont des granites et gneisses provenantes du

sous-sol cristallin ; à Belo Horizonte ce sont des calcaires provenantes du Groupe

Bambuí ; à Rio de Janeiro ce sont des siénites alcalines localisées en diverses corps

alcalins intrusivs, et des gneisses ; à Curitiba ce sont des calcaires (Formations Perau

et Votuverava) et des migmatites extraites des complexes migmatitiques ; et à Porto

Alegre predominentdes basaltes et des dacites de la Formation Serra Geral.

Dans Cet ouvrage, Il ont été produite un carte géologique avec la localisation

des mines de gravier actives entre les périodes 2004 à 2006 par région de grande ville

relative à la capitale de l’état. Dans chacune, nous avons sélectioné les mines des

graviers plus representatifs selon la géologie (Roche Source), et la productivité. À

partir des carte géologiques et de la localisation des mines. Des échantillonages et de


la cartographie devant-labour de chaque cas pour la réalisation des analyses

pétrographiques ont aussi été faits.

Les 180 échantillons des roches collectées dans les différentes régions des

grandes villes ont été analysés pétrographiquement à la forme macroscopique,

selectionés et analysés à la forme microscopique selon les normes ABNT et

recommandations du Laboratoire de Pétrologie et Technologie des Roches de l’IPT.

Les principales caractéristiques observées ont été : la composition minéralogique, les

textures, les structures, les présences des minéraux délétères, le dégré de la

modification deutérique, et l’état microfissurel. Caractéristiques intrinsèques de la

roche source qui influencient directement la forme et la composition du matériel

concassé, et qui peuvent difficulter leur application ou même la compromettre, aussi

bien provoquant une reaction alcali-granulat dans béton que pour compromettre le

résistence mécanique éxigée dans la misture.

La méconnaissance de ces caractéristiques produit fréquemment un petit taux

d’utilisation des matériaux, surtout les fins de pierre concassée qui s’acumulent en

piles des rejets autour des exploitations de gravier qui peuvent causer des problèmes à

l’environnement. De cette façon, cet ouvrage peut être utile pour doner des

informations pour une meilleure utilisation et otimisation des matières premières ou

roches sources de gravier, et pour contribuer indirectememnt aussi dans la réduction

des problèmes d’environnement.


“Conserva-te no temor do senhor,
pois é a fonte de vida e sabedoria,
e lança fora todos os seus medos.”

PV 23:17, 14:27, 111:10 e


IJo 4:18b
LISTA DE FIGURAS

FIGURA 2.1: Produção de pedra Britada nos estados brasileiros. Fonte: DNPM
(2005a). ................................................................................................. 12
FIGURA 2.2: Representatividade estadual da produção de pedra britada em
2005. Fonte: DNPM (2006). .................................................................. 13
FIGURA 2.3: Evolução da produção pedra britada entre 1994 e 2005. Fonte:
DNPM (1985 a 1991), (1996 a 2005a). ................................................. 14
FIGURA 2.4: Comparação entre os tipos de rochas usadas como pedra britada
no Brasil e nos EUA. Fonte: DNPM (2006), USGS (2006). ................... 15
FIGURA 2.5: Comparação entre os usos de pedra britada no Brasil e no
Canadá. Fonte: DNPM (2006) e Panagapko (2005). ............................ 15
FIGURA 2.6: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada no Brasil,
discriminando os cinco principais estados produtores em 2004. Fonte:
DNPM (2005a). ..................................................................................... 16
FIGURA 2.7: A forma da RMSP de acordo com os municípios que a compõem. 17
FIGURA 2.8: Vendas anuais de pedra britada na RMSP entre 1994 e 2006;
valores expressos em 1.000 toneladas. Fonte: SINDIPEDRAS (2007). 18
FIGURA 2.9: Reservas medidas e lavráveis do Estado de São Paulo e da
RMSP. Fonte: DNPM (2005a). .............................................................. 18
FIGURA 2.10: A forma da RMEBH de acordo com os municípios que compõem
a RMBH e os municípios adicionados. .................................................. 19
FIGURA 2.11: Reservas medidas e lavráveis de Minas Gerais e da RMEBH. ... 20
FIGURA 2.12: A forma da RMERJ de acordo com os municípios que compõem
a RMRJ e os municípios adicionados. .................................................. 21
FIGURA 2.13: Reservas medidas e lavráveis do Estado do Rio de Janeiro e da
RMERJ. Fonte: DNPM (2005a). ............................................................ 22
FIGURA 2.14: A forma da RMPA de acordo com os municípios que a
compõem. .............................................................................................. 22
FIGURA 2.15: Reservas medidas e lavráveis do Paraná e da RMC. Fonte
DNPM (2005a). ..................................................................................... 23
FIGURA 2.16: A atual RMPA de acordo com os municípios que a compõem,
com destaque para os municípios que foram incorporados desde sua
criação. .................................................................................................. 24
FIGURA 2.17: Reservas medidas e lavráveis do Rio Grande do Sul e RMPA.
Fonte: DNPM (2005a). .......................................................................... 25
FIGURA 2.18: Ilustração dos tipos de formas de fragmentos de acordo com a
espessura, largura e comprimento. Fonte: NBR 6954 (ABNT, 1989) 29
FIGURA 3.1: Fluxograma de todo o processo de confecção das cartas
geológicas e de localização de pedreiras das Regiões Metropolitanas 39
FIGURA 3.2: Esquema na disposição das amostras nas amostragens em
frentes de lavra ..................................................................................... 40
FIGURA 4.1: Comparação entre a representatividade de produção de pedra
britada, e principais litotipos explorados. .............................................. 46
FIGURA 4.2: Mapa geológico da Região Metropolitana de Porto Alegre. ........... 49
FIGURA 4.3: Mapa geológico da Região Metropolitana de Curitiba. .................. 52
FIGURA 4.4: Mapa geológico da Região Metropolitana Expandida de Belo
Horizonte. ............................................................................................................. 54
FIGURA 4.5: Mapa geológico da Região Metropolitana Expandida do Rio de
Janeiro. ................................................................................................. 56
FIGURA 4.6: Mapa geológico da Região Metropolitana de São Paulo. .............. 59
FIGURA 4.7: Modelo da ficha de descrição macroscópica utilizada (Anexo I). .. 62
FIGURA 4.8: Modelo da ficha de descrição microscópica utilizada (Anexo II). .. 62
FIGURA 4.9: Localização e acesso a Eldorado Mineração Ltda. ........................ 63
FIGURA 4.10: Localização dos perfis de amostragem na Eldorado Mineração
Ltda . ..................................................................................................... 64
FIGURA 4.11: Localização e acesso a Incopel – Indústria de Comercio de
Pedras Britadas Ltda. ............................................................................ 74
FIGURA 4.12: Localização dos perfis de amostragem na Incopel – Indústria de
Comercio de Pedras Britadas Ltda. ...................................................... 75
FIGURA 4.13: Localização e acesso a Inecol – Indústria e Comércio de Pedras
Britadas Ltda. ........................................................................................ 89
FIGURA 4.14: Localização dos perfis de amostragem na Inecol – Indústria e
Comércio de Pedras Britadas. .............................................................. 89
FIGURA 4.15: Localização e acesso a Mina Saíva pertencente a Cimento Rio
Branco S.A. ........................................................................................... 99
FIGURA 4.16: Localização dos perfis de amostragem na mina Saíva, Cimento
Rio Branco S.A. .................................................................................... 100
FIGURA 4.17: Localização e acosso a Mata Grande Mineração Ltda. ................ 108
FIGURA 4.18: Localização dos perfis de amostragem na Mata Grande
Mineração Ltda ..................................................................................... 109
FIGURA 4.19: Localização e acesso a Britadora Betim Ltda. ............................. 118
FIGURA 4.20: Localização dos perfis de amostragem na Britadora Betim Ltda. 119
FIGURA 4.21: Localização e acesso a Ibrata Mineração Ltda. ........................... 127
FIGURA 4.22: Localização dos perfis de amostragem na Ibrata Mineração Ltda. 128
FIGURA 4.23: Localização e acesso a Pedreira Vigné Ltda. .............................. 138
FIGURA 4.24: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Vigné Ltda. 139
FIGURA 4.25: Localização e acesso a Pedreira Santa Isabel Ltda. ................... 148
FIGURA 4.26: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Santa Isabel
Ltda. ...................................................................................................... 149
FIGURA 4.27: Localização e acesso para a Pedreira Itapeti pertencente à
Embu S.A. ............................................................................................. 159
FIGURA 4.28: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Itapeti,
pertencente à Embu S.A. ...................................................................... 160
LISTA DE FOTOS

FOTO 1.1: Pó de Pedra ....................................................................................... 8


FOTO 1.2.: Brita 0 ................................................................................................ 8
FOTO 1.3: Brita “½” ............................................................................................. 8
FOTO 1.4: Brita 1 ................................................................................................. 8
FOTO 1.5: Brita 2 ................................................................................................. 8
FOTO 1.6: Brita 3 ................................................................................................. 8
FOTO 1.7: Brita 5 ................................................................................................. 8
FOTO 1.8: Rachão ou gabão ............................................................................... 8
FOTO 2.1: Fotomicrografia exemplo de estado microfissural intragranular e
intergranular; sericita em feldspato ............................................................. 34
FOTO 2.2: Fotomicrografia exemplo de estado microfissural transgranular;
microveio de carbonato .............................................................................. 34
FOTO 4.1: Fotomicrografia da amostra ES-A02 (Grupo ES-I); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 72
FOTO 4.2: Fotomicrografia da amostra ES-B02 (Grupo ES-II); 4x, polarizadores
cruzados. ..................................................................................................... 72
FOTO 4.3: Fotomicrografia da amostra ES-C02 (Grupo ES-III); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 73
FOTO 4.4: Fotomicrografia da amostra ES-C10 (Grupo ES-IV); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 73
FOTO 4.5: Fotomicrografia da amostra ES-C09 (Grupo ES-V); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 73
FOTO 4.6: Fotomicrografia da amostra ES-C10 (Grupo ES-VI); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 73
FOTO 4.7: Fotomicrografia da amostra EV-A03 (grupo EV-I); 4x, polarizadores
descruzados. ............................................................................................... 85
FOTO 4.8: Fotomicrografia da amostra EV-C02 (grupo EV-IV); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 85
FOTO 4.9: Fotomicrografia da amostra EV-B02 (grupo EV-II); 4x, polarizadores
descruzados. ............................................................................................... 85
FOTO 4.10: Fotomicrografia da amostra EV-B03 (grupo EV-III); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 85
FOTO 4.11: Fotomicrografia da amostra EV-E01 (grupo EV-VI); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 86
FOTO 4.12: Fotomicrografia da amostra EV-E03 (grupo ES-VII); 4x,
polarizadores descruzados ......................................................................... 86
FOTO 4.13: Fotomicrografia da amostra EV-C03 (grupo ES-V); 4x,
polarizadores descruzados ......................................................................... 86
FOTO 4.14: Fotomicrografia da amostra EV-F02 (grupo ES-VIII); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 86
FOTO 4.15: Fotomicrografia da amostra CL-A01 (grupo CL-I); 4x, polarizadores
descruzados. ............................................................................................... 96
FOTO 4.16: Fotomicrografia da amostra CL-B03 (grupo CL-IV); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 96
FOTO 4.17: Fotomicrografia da amostra CL-B07 (grupo CL-III); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 96
FOTO 4.18: Fotomicrografia da amostra CL-B02 (grupo CL-III); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 97
FOTO 4.19: Fotomicrografia da amostra CL-A04 (grupo CL-V); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 97
FOTO 4.20: Fotomicrografia da amostra CL-A07 (grupo CL-II); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 97
FOTO 4.21: Fotomicrografia da amostra CL-A06 (grupo CL-IV); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 97
FOTO 4.22: Fotomicrografia da amostra RBS-A02 (grupo RBS-I); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 106
FOTO 4.23: Fotomicrografia da amostra RBS-A05 (grupo RBS-II); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 106
FOTO 4.24: Fotomicrografia da amostra RBS-A07 (grupo RBS-IIII); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 106
FOTO 4.25: Fotomicrografia da amostra RBS-B03 (grupo RBS-V); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 106
FOTO 4.26: Fotomicrografia da amostra RBS-B07a (grupo RBS-IV); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 106
FOTO 4.27: Fotomicrografia da amostra SL-B09/10 (grupo SL-VI); 1,25x,
polarizadores descruzados. ....................................................................... 116
FOTO 4.28: Fotomicrografia da amostra SL-B09 (grupo SL-II); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 116
FOTO 4.29: Fotomicrografia da amostra SL-B05 (grupo SL-V); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 116
FOTO 4.30: Fotomicrografia da amostra SL-A04 (grupo SL-I); 4x, polarizadores
descruzados. ............................................................................................... 117
FOTO 4.31: Fotomicrografia da amostra SL-A07 (grupo SL-IIII); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 117
FOTO 4.32: Fotomicrografia da amostra SL-B01 (grupo SL-IV); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 117
FOTO 4.33: microfotografia da amostra BT-A01 (grupo BT-I); 4x, polarizadores
descruzados. .............................................................................. ................ 125
FOTO 4.34: microfotografia da amostra BT-A06 (grupo BT-III); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 125
FOTO 4.35: microfotografia da amostra BT-A02/03 (grupo BT-II); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 125
FOTO 4.36: microfotografia da amostra BT-A03 (grupo BT-IV); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 125
FOTO 4.37: microfotografia da amostra BT-B07 (grupo BT-III); 4x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 125
FOTO 4.38: microfotografia da amostra IT-A02 (grupo IT-II); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 135
FOTO 4.39: microfotografia da amostra IT-A01 (grupo IT-I); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 135
FOTO 4.40: microfotografia da amostra IT-A10b (grupo IT-VI); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 135
FOTO 4.41: microfotografia da amostra IT-A03 (grupo IT-V); 4x, polarizadores
descruzados. ............................................................................................... 135
FOTO 4.42: microfotografia da amostra IT-A04 (grupo IT-IV); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 136
FOTO 4.43: microfotografia da amostra IT-A06 (grupo IT-III); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 136
FOTO 4.44: microfotografia da amostra IT-B01 (grupo IT-VII); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 136
FOTO 4.45: microfotografia da amostra IT-B02 (grupo IT-VIII); 1,25x,
polarizadores descruzados. ........................................................................ 136
FOTO 4.46: microfotografia da amostra NI-A02 (grupo NI-I); 4x, polarizadores
cruzados. ..................................................................................................... 146
FOTO 4.47: microfotografia da amostra NI-A03 (grupo NI-II); 10x, polarizadores
cruzados. .............................................................................. ...................... 146
FOTO 4.48: microfotografia da amostra NI-A06 (grupo NI-III); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 146
FOTO 4.49: microfotografia da amostra NI-B02a (grupo NI-VI); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 146
FOTO 4.50: microfotografia da amostra NI-A08 (grupo NI-IV); 4x, polarizadores
cruzados. .............................................................................. ..................... 146
FOTO 4.51: microfotografia da amostra NI-B03 (grupo NI-V); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 146
FOTO 4.52: microfotografia da amostra SI-C04b (grupo SI-III); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 157
FOTO 4.53: microfotografia da amostra SI-C10 (grupo SI-V); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 157
FOTO 4.54: microfotografia da amostra SI-C04a (grupo SI-IV); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 157
FOTO 4.55: microfotografia da amostra SI-C09 (grupo SI-II); 1,25x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 157
FOTO 4.56: microfotografia da amostra MC-B02 (grupo MC-I); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 167
FOTO 4.57: microfotografia da amostra MC-A06 (grupo MC-II); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 167
FOTO 4.58: microfotografia da amostra MC-B05/06a (grupo MC-IV); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 167
FOTO 4.59: microfotografia da amostra MC-B05/06b (grupo MC-V); 4x,
polarizadores cruzados. .............................................................................. 167
LISTA DE TABELAS

TABELA 1.1: Terminologia de acordo com a natureza dos agregados para


condtrução civil, de acordo com a ABNT .............................................. 6
TABELA 1.2: Terminologia de acordo com as dimensões dos agregados para
condtrução civil, de acordo com a ABNT .............................................. 7
TABELA 2.1: Posição do Brasil em relação à produção de agregados e pedra
britada entre os principais países .......................................................... 11
TABELA 2.1: Posição dos agregados para construção civil em relação à
produção mineral nacional .................................................................... 11
TABELA 2.3: Grau de alteração nas rochas e suas características distintas
segundo a ABNT ................................................................................... 44
TABELA 3.1: Abreviações minerais .................................................................... 47
TABELA 4.1: Municípios das Regiões Metropolitanas e o número de pedreiras.
TABELA 4.2: Empresas visitadas e valores de produção e produtos
comercializados ..................................................................................... 61
TABELA 4.3: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes na Eldorado Mineração ............................ 68
TABELA 4.4: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na Incopel. .............................................. 81
TABELA 4.5: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na Inecol. ................................................ 96
TABELA 4.6: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na Cimento Rio Branco. .......................... 102
TABELA 4.7: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na Mata Grande Mineração. ................... 112
TABELA 4.8: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na RMBH. ............................................... 120
TABELA 4.9: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na RMRJ. ................................................ 135
TABELA 4.10: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na RMERJ. .............................................. 142
TABELA 4.11: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na Pedreira Santa Isabel. ....................... 153
TABELA 4.12: Relação dos agrupamentos das amostras por suas
características semelhantes, na Pedreira Itapeti. ................................. 163
TABELA 5.1: O número de pedreiras e os principais litotipos e formações em
que se encontram. ................................................................................. 170
TABELA 5.2: Resumo das principais características das litologias de acordo
com as análises petrográficas, na RMPA. ............................................ 172
TABELA 5.3: Resumo das principais características das litologias de acordo
com as análises petrográficas, na RMC. .............................................. 174
TABELA 5.4: Resumo das principais características das litologias de acordo
com as análises petrográficas, na RMEBH. .......................................... 176
TABELA 5.6: Resumo das principais características das litologias de acordo
com as análises petrográficas, na RMERJ. ........................................... 178
TABELA 5.7: Resumo das principais características das litologias de acordo
com as análises petrográficas, na RMSP. ............................................ 180
LISTA DE PERFIS

Perfil RMPA 01A: Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS .................. 65


Perfil RMPA 01B: Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS .................. 65
Perfil RMPA 01C: Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul - RS .................. 66
Perfil RMPA 01C (continuação): Eldorado Mineração Ltda., Eldorado do Sul -
RS ........................................................................................................................ 67
Perfil RMPA 02A: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância
Velha – RS ........................................................................................................... 76
Perfil RMPA 02B: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância
Velha – RS ........................................................................................................... 77
Perfil RMPA 02C: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância
Velha – RS ........................................................................................................... 78
Perfil RMPA 02D: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância
Velha – RS ........................................................................................................... 78
Perfil RMPA 02E: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância
Velha – RS ........................................................................................................... 79
Perfil RMPA 02F: INCOPEL Indústria e Comércio de Pedras Ltda, Estância
Velha – RS ........................................................................................................... 80
Perfil RMC 01A: Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda,
Campo Largo, PR ................................................................................................ 90
Perfil RMC 01B: Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda,
Campo Largo, PR ................................................................................................ 91
Perfil RMC 01B (continuação): Inecol – Indústria e Comercio de Pedras
Britadas Ltda, Campo Largo, PR ......................................................................... 92
Perfil RMC 02A/B: Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas Ltda,
Campo Largo, PR ................................................................................................ 101
Perfil RMEBH 01A: Mata Grande mineração Ltda., Sete Lagoas – MG ............ 110
Perfil RMEBH 01B: Mata Grande mineração Ltda., Sete Lagoas – MG ............ 111
Perfil RMEBH 02A: Britadora Betim Ltda., Betim – MG ..................................... 121
Perfil RMEBH 02B: Britadora Betim Ltda., Betim – MG ..................................... 122
Perfil RMERJ 01A: Ibrata Mineração Ltda., Itaboraí – RJ .................................. 129
Perfil RMERJ 01A (continuação): Ibrata Mineração Ltda., Itaboraí – RJ ........... 130
Perfil RMERJ 01B: Ibrata Mineração Ltda., Itaboraí – RJ .................................. 131
Perfil RMERJ 02A: Pedreira Vigné Ltda, Nova Iguaçú – RJ .............................. 140
Perfil RMERJ 02B: Pedreira Vigné Ltda, Nova Iguaçú – RJ .............................. 141
Perfil RMSP 01A: Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP .................... 151
Perfil RMSP 01B: Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP .................... 151
Perfil RMSP 01C: Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP .................... 152
Perfil RMSP 01C (continuação): Pedreira Santa Isabel Ltda., Santa Isabel – SP 153
Perfil RMSP 02A: Pedreira Itapeti – Embu S.A., Moji das Cruzes – SP ............. 161
Perfil RMSP 02B: Pedreira Itapeti – Embu S.A., Moji das Cruzes – SP ............. 162

LISTAS DE PRANCHAS

PRANCHA 4.1: .................................................................................................... 69


PRANCHA 4.2: .................................................................................................... 70
PRANCHA 4.3: .................................................................................................... 71
PRANCHA 4.4: .................................................................................................... 82
PRANCHA 4.5: .................................................................................................... 83
PRANCHA 4.6: .................................................................................................... 84
PRANCHA 4.7: .................................................................................................... 94
PRANCHA 4.8: .................................................................................................... 95
PRANCHA 4.9: .................................................................................................... 103
PRANCHA 4.10: .................................................................................................. 104
PRANCHA 4.11: .................................................................................................. 105
PRANCHA 4.12: .................................................................................................. 113
PRANCHA 4.13: .................................................................................................. 114
PRANCHA 4.14: .................................................................................................. 115
PRANCHA 4.15: .................................................................................................. 123
PRANCHA 4.16: .................................................................................................. 124
PRANCHA 4.17: .................................................................................................. 133
PRANCHA 4.18: .................................................................................................. 134
PRANCHA 4.19: .................................................................................................. 143
PRANCHA 4.20: .................................................................................................. 144
PRANCHA 4.21: .................................................................................................. 145
PRANCHA 4.22: .................................................................................................. 154
PRANCHA 4.23: .................................................................................................. 155
PRANCHA 4.24: .................................................................................................. 156
PRANCHA 4.25: .................................................................................................. 164
PRANCHA 4.26: .................................................................................................. 165
PRANCHA 4.27: .................................................................................................. 166
LISTA DE GRÁFICOS

GRÁFICO 4.1: Difratograma de raios x da amostra EV-B02; curva (1) amostra


não glicolada, curva (2) amostra glicolada 87

LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS

RM – Região Metropolitana
RME – Região Metropolitana Expandida
RMPA - – Região Metropolitana de porto Alegre
RMC – Região Metropolitana de Curitiba
RMBH – Região Metropolitana de Belo Horizonte
RMEBH – Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte
RMRJ – Região Metropolitana do Rio de Janeiro
RMERJ – Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro
RMSP– Região Metropolitana de São Paulo
UP – Unidades de produção de pedra britada
SUMÁRIO

AGRADECIMENTOS .......................................................................................
RESUMO ............................................................................................................
ABSTRACT .......................................................................................................
RÉSUMÉ ............................................................................................................

Capítulo I - Introdução, Objetivos, Justificativas, Definições 1


1.1. INTRODUÇÃO ...................................................................................... 2
1.2. OBJETIVOS .......................................................................................... 3
1.3. JUSTIFICATIVAS ................................................................................. 4
1.4. DEFINIÇÕES ......................................................................................... 5

Capítulo II – Revisão Bibliográfica: Cenário Econômico e a Petrografia de


Pedra Britada 9
2.1. O CENÁRIO ECONÕMICO DO SETOR DE AGREGADOS .......... 10
2.1.1. Panorama Nacional e Internacional .................................................. 10
2.1.2. Panorama das Regiões Metropolitanas ............................................ 16
2.1.2.1. REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (RMSP) .............. 17
2.1.2.2. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DE BELO
HORIZONTE (RMEBH) ................................................................ 18
2.1.2.3. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DO RIO DE JANEIRO
(RMERJ) ....................................................................................... 21
2.1.2.4. REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (RMC) .................... 22
2.1.2.5. REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE (RMPA) ...... 24
2.2. A PETROGRAFIA DA PEDRA BRITADA ....................................... 25
2.2.1. Os Minerais Deletérios e as suas implicações ................................. 26
2.2.2. A Forma e Arranjo dos Minerais ........................................................ 28
2.2.3. Trabalhos Anteriores e Aplicações da Petrografia de Pedra
Britada .................................................................................................. 30
2.2.4. Normas Técnicas ................................................................................ 32

Capítulo III – Materiais e Métodos 35


3.1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA ............................................................... 36
3.2. SELECÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDOS ......................................... 37
3.3. CONFECÇÃO DOS MAPAS GEOLÓGICOS COM A
LOCALIZAÇÃO DAS PEDREIRAS ..................................................... 37
3.4. AMOSTRAGEM ...................................................................................... 40
3.5. ESTUDOS PETROGRÁFICOS ............................................................ 41
3.5.1. Confecção das Seções Delgadas Microscópicas ............................ 42

Capítulo IV – Resultados Obtidos 45


4.1. CONTEXTO GEOLÓGICO DAS PEDREIRAS .................................. 47
4.1.1. Região Metropolitana de Porto Alegre .............................................. 48
4.1.2. Região Metropolitana de Curitiba ...................................................... 50
4.1.3. Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte ....................... 53
4.1.4. Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro ....................... 55
4.1.5. Região Metropolitana de São Paulo .................................................. 57
4.2. AMOSTRAGEM E PETROGRAFIA DOS CENTROS
PRODUTORES ..................................................................................... 60
4.2.1. Eldorado Mineração LTDA ................................................................. 62
4.2.1.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ...................................................... 62
4.2.1.2. AMOSTRAGEM ........................................................................... 63
4.2.1.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 64
4.2.2. Incopel – Indústria e Comercio de Pedras Britadas LTDA .............. 73
4.2.2.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ...................................................... 73
4.2.2.2. AMOSTRAGEM ........................................................................... 74
4.2.2.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 75
4.2.3. Inecol – Indústria e Comercio de Pedras Britadas LTDA ............... 87
4.2.3.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ...................................................... 87
4.2.3.2. AMOSTRAGEM ........................................................................... 88
4.2.3.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 89
4.2.4. Cimento Rio Branco S.A. – Mina Saiva ............................................. 98
4.2.4.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 98
4.2.4.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 99
4.2.4.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 100
4.2.5. Mata grande Mineração LTDA ............................................................ 107
4.2.5.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 107
4.2.5.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 108
4.2.5.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 109
4.2.6. . Britadora Betim LTDA ....................................................................... 117
4.2.6.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 118
4.2.6.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 119
4.2.6.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 120
4.2.7. Ibrata Mineração LTDA ....................................................................... 126
4.2.7.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 126
4.2.7.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 127
4.2.7.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 128
4.2.8. Pedreira Vigné LTDA ........................................................................... 137
4.2.8.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 137
4.2.8.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 138
4.2.8.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 139
4.2.9. Pedreira Santa Isabel LTDA ................................................................ 148
4.2.9.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 148
4.2.9.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 149
4.2.9.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 150
4.2.10. Embu S.A. – Pedreira Itapeti .............................................................. 158
4.2.10.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS ....................................................... 158
4.2.10.2. AMOSTRAGEM ............................................................................ 159
4.2.10.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA .................. 160

Capítulo V – Consolidação de Infomações 169


5.1. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS ...................................................... 170
5.1.1. Região Metropolitana de Porto Alegre .............................................. 171
5.1.2. Região Metropolitana de Curitiba ...................................................... 173
5.1.3. Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte ....................... 175
5.1.4. Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro ....................... 177
5.1.5. Região Metropolitana de São Paulo .................................................. 179
5.2. CONSIDERAÇÕES FINAIS E CONCLUSÕES .................................. 181

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .............................................................. 185

Anexo I – Fichas de Descrição Macroscópicas 195


Região Metropolitana de Porto Alegre ............................. 196
Região Metropolitana de Curitiba ..................................... 234
Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte ........ 272
Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro ........ 305
Região Metropolitana de São Paulo .............................. 342
Anexo II – Fichas de Descrição Microscópicas 382
Região Metropolitana de Porto Alegre ............................. 383
Região Metropolitana de Curitiba ..................................... 398
Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte ........ 411
Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro ........ 423
Região Metropolitana de São Paulo .............................. 438
Capítulo I
Introdução, Objetivos,
Justificativas, Definições
Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

1.1. INTRODUÇÃO

A pedra britada, ou simplesmente brita como é normalmente chamada, é um dos

bens minerais mais abundantes no território nacional, responsável por uma produção de 135

milhões de toneladas em 2005, (DNPM, 2006). Produção essa que varia de região para

região, pois depende estritamente da demanda e consumo de cada local, sendo que os

grandes centros consumidores encontram-se em regiões geologicamente favoráveis à

existência de reservas de rochas-fonte de pedra britada de boa qualidade.

A pedra britada juntamente com a areia constitui a parte principal dos agregados

para construção civil, que segundo Frazão e Paraguassu (1998), nada mais são do que

materiais granulares sem forma e volumes definidos, de dimensões e propriedades

adequadas para uso em obras de engenharia civil. As propriedades físicas e químicas dos

agregados para construção civil, como suas misturas ligantes, são essenciais para a

durabilidade das obras de engenharia civil. Poe exemplo, o uso inadequado dos agregados,

ou seja, sem o total conhecimento dessas propriedades, pode causar rápida deterioração do

concreto e também descolamento das partículas do pavimento asfáltico (VALVERDE, 2001).

A mineração de agregados para construção civil possui características típicas,


destacando-se:

e Grandes volumes de produção;

e Beneficiamento simples;

e Baixo preço unitário;

e Alto custo relativo de transporte; e

e Necessidade de proximidade das fontes produtoras / local de consumo.

Assim, os maiores centros produtores de pedra britada no país são as principais

cidades e suas vizinhanças, ou seja, as regiões metropolitanas.

O Brasil tem um dos menores índices de consumo per capita de agregados do

mundo, com 1,8 t/hab/ano, sendo de 0,7 t/hab/ano o consumo de pedra britada em 2004

2
Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

(DNPM, 2005); enquanto na Europa esta taxa chega a 6-10 t/hab/ano. Na Espanha,

segundo a Asociación Nacional de Empresarios Fabricantes de Áridos, (ANEFA), dados de

2003 indicam a taxa de 10,3 t/hab/ano, registrando recorde nacional na Espanha superando

a média européia de 8 t/hab/ano de agregados. Segundo a National Stone, Sand & Gravel

Association (NSSGA), os USA produziram mais de 2,85 bilhões de toneladas de agregados

em 2005, isso é quase nove vezes mais do que a produção brasileira.

O setor de agregados para construção civil possui uma escassez muito grande de

informações no que diz respeito à constituição mineralógica e à geologia das rochas fonte

para pedra britada. Portanto, a partir das informações levantadas e a análise dos casos

realizada, o trabalho contribui para o conhecimento geológico aplicado aos recursos

minerais, com sua aplicação voltada especialmente ao uso na construção civil, com vista à

otimização e à melhoria da seleção do tipo de rochas fonte para agregados, utilizando como

ferramenta a petrografia de pedra britada.

1.2. OBJETIVOS

O principal objetivo deste trabalho foi gerar informações sobre a geologia e

petrografia das rochas-fonte da pedra britada nas principais regiões produtoras do país, já

que as informações disponíveis neste segmento da mineração são escassas, principalmente

devido às próprias características do setor, onde os investimentos em pesquisas geológicas

geralmente são escassos e por vezes pouco exigidos.

O trabalho abrangeu casos dos seguintes estados:

1) Paraná que utiliza calcário, na região de Curitiba; e basalto/diabásio no interior como

rocha fonte;

2) Rio Grande do Sul que utiliza granitos e basaltos;

3) Minas Gerais mais especificamente na região de Belo Horizonte que utiliza calcário

e granitos/gnaisses;

3
Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4) Rio de Janeiro que utiliza sienitos e gnaisses;

5) São Paulo que utiliza granitos/gnaisses na região da capital; e basalto/diabásio no

interior.

Dentre os agregados, pretendem-se particularizar apenas as pedras britadas, e as

principais características relevantes para a sua utilização que são: forma, granulometria e a

mineralogia. As análises petrográficas e mineralógicas visaram identificar a mineralogia,

textura, estruturas (microfissuras) e o estado de alteração dos minerais. Segundo Frazão

(2002) a atenção neste tipo de análise deve ser dada à presença de minerais que possam

interagir com os fatores climáticos ou substância presentes nas misturas ligantes

(denominados minerais nocivos, prejudiciais ou deletérios). As principais características

petrográficas e mineralógicas, importantes para a construção civil, são: o estado de

alteração, a presença dos minerais deletérios e as propriedades físico-químicas.

1.3. JUSTIFICATIVAS

Segundo DNPM (2006) na produção nacional de pedra britada no ano de 2005 os

estados maiores produtores foram São Paulo com 42 % do total brasileiro, Minas Gerais

com 12,5%, Rio de Janeiro com 11%, Paraná com 6,5%,e Rio Grande do Sul com 6,3%.

Quanto à participação dos tipos de rochas utilizadas na produção de pedra britada nacional,

segundo DNPM (2006) foi:

1) Rochas graníticas e gnáissicas – 85%;

2) Rochas carbonáticas (calcário/dolomito) – 10%,

3) Rochas básicas (basalto/diabásio) – 5%,

Sendo este panorama variável de região para região dependendo da disponibilidade

da rocha fonte para pedra britada. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte (MG), a maior

parte da pedra britada utilizada provém de calcários, na Região Metropolitana do Rio de

Janeiro (RJ) provém de rochas sieníticas e gnáissicas, na Região Metropolitana de Porto

4
Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Alegre (RS) provêm de rochas básicas, na Região metropolitana de Curitiba (PR) de

calcários e rochas migmatíticas e na Região Metropolitana de São Paulo (SP) provém de

granitos e gnaisses.

A falta de informações sobre a geologia e petrografia, conhecimentos básicos para a

melhoria da qualidade dos agregados, especialmente as pedras britadas, faz com que

alguns materiais não se adequem às normas técnicas vigentes, por vezes até inviabilizando

seu uso. Em outros casos, o desconhecimento das características dos materiais britados faz

com que haja uma maior geração de resíduos e finos de pedreira; segundo Fujimura (1996)

o uso de finos de pedreira acarreta na diminuição das pilhas de rejeito, que por sua vez

diminui a emissão de partículas na atmosfera e assoreamento das drenagens, melhora o

impacto visual e disponibiliza o uso do local pra objetivos mais nobres. Assim como,

segundo Cuchierato (2000), a maior geração de finos está relacionada com a textura e

granularidade da rocha, pois rochas com foliação gnáissica/xistosa e granulação fina,

mesmo apenas na matriz, tendem a gerar maior volume de finos.

Portanto, o conhecimento sobre as características geológicas e de como as

propriedades mineralógicas das principais pedras britadas produzidas no país podem

interagir com a mistura ligante, ou no seu uso final, é de extrema importância não só no

tocante à indústria da construção civil, como também, na redução do impacto ambiental

relacionado à mineração de agregados.

1.4. DEFINIÇÕES

De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, norma NBR

9935 (ABNT, 1987a), agregado é um material sem forma ou volume definido, geralmente

inerte, de dimensões e propriedades adequadas para produção de argamassa e concreto.

Sendo que os agregados para construção civil podem ser classificados com a relação à sua

natureza em agregados naturais e artificiais, areia, pedra britada ou brita, pedregulho britado

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Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

e agregado especial, vide TABELA 1.1. De acordo com a mesma norma e NBR 7225

(ABNT, 1987b) os agregados podem ser classificados de acordo com suas dimensões em

matacão, pedra de mão, agregado graúdo, agregado miúdo, fíler, pedrisco pó-de-pedra,

agregado denso ou pesado e agregado leve, vide TABELA 1.2.

TABELA 1.1: Terminologia de acordo com a natureza dos


agregados para construção civil, de acordo com a ABNT.
Agregados Naturais Pode ser utilizado tal e qual encontrado na natureza, a
menos de lavagem e seleção.
Agregados Artificiais Resultante de processo industrial, incluindo britagem de
rocha ou pedregulho.
Agregado miúdo originado artificial ou naturalmente da
Areia desintegração de rochas ou de outros processos
industriais. Podendo ser Areia Natural, ou Areia Artificial.
Pedra Britada ou Brita Agregado graúdo originado através de cominuição artificial
de rocha.
Agregado graúdo que pode ser utilizado no concreto tal e
Pedregulho qual é encontrado na natureza, a menos de lavagem e
seleção, também conhecido como cascalho ou seixo
rolado.
Pedregulho Britado Agregado graúdo originado da cominuição artificial de
pedregulho.
Natural ou artificial, cujas propriedades podem conferir aos
Agregado Especial concretos um desempenho de acordo com solicitações
específicas não usuais.
Fonte: NBR 9935 (ABNT, 1987a).

Outros termos relacionados com os produtos de britagem existentes, e que também

são muito comercializados, obtidos junto às minerações, são: a brita corrida que seria um

conjunto de pedra britada, pedrisco e pó de pedra, sem graduação definida, obtido

diretamente do britador, sem o peneiramento; a brita “0” que seria a brita de menor

graduação o mesmo que o pedrisco grosso (FOTO 1.2); brita “1/2” que seria de dimensão

nominal de meia polegada, em torno de 6,35 milímetros (FOTO 1.3); rachão ou gabão que

seria uma pedra britada de dimensão nominal superior a 100 mm (FOTO 1.8); areia de brita

que seria o mesmo que areia artificial, obtida através da cominuição de rocha respeitando as

dimensões nominais da areia; e pedrisco misto que seria os pedriscos grosso, médio e fino

sem graduação definida. Cabe salientar que finos de pedreira equivalem à fração fina da

britagem, ou seja, o que é definido como agregado miúdo pela ABNT.


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Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 1.2: Terminologia de acordo com as dimensões dos


agregados para construção civil, de acordo com a ABNT.
Pedra arredondada, encontrada isolada na superfície ou no meio de
Matacão massas de solos ou rochas alteradas com dimensão nominal mínima
superior a 10 cm.
Pedra bruta, obitida por meio de marrão, de dimensão tal que possa
Pedra de Mão
ser manuseada.
Material constituído de pó de pedra ou outros minerais inertes de
Fíler dimensão máxima inferior a 0,075 mm, destinado a ser empregado
como enchimento em pavimentações betuminosas.
Dimensão nominal entre
Agregado Natural

Muito Grosso
100 e 50 mm
Dimensão nominal entre
Grosso
50 e 25 mm
Pedregulho
Dimensão nominal entre
Médio
25 e 4,8 mm
Agregado Graúdo

Dimensão nominal entre


Fino
4,8 e 2,0 mm
Dimensão nominal entre
1 (FOTO 1.4)
4,8 e 12,5 mm
Dimensão nominal entre
2 (FOTO1.5)
12,5 e 25 mm
Pedra Britada ou Dimensão nominal entre
3 (FOTO1.6)
Brita 25 e 50 mm
Agregado Artificial

Dimensão nominal entre


4
50 e 76 mm
Dimensão nominal entre
5 (FOTO 1.7)
76 e 100 mm
Dimensão nominal entre
Grosso
4,8 e 2,0 mm
Dimensão nominal entre
Pedrisco Médio
2,0 e 0,42 mm
Agregado Miúdo

Dimensão nominal entre


Fino
0,42 e 0,075 mm
Dimensão nominal máxima
Pó de Pedra (FOTO 1.1)
Inferior a 0,075 mm
Dimensão nominal entre
Grossa
0,2 e 1,20 mm
Ambos

Dimensão nominal entre


Areia Média
1,20 e 0,42 mm
Dimensão nominal entre
Fina
0,42 e 0,075 mm
Fonte: NBR 9935 (ABNT, 1987a); NBR 7225 (ABNT, 1987b)

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Pinho, D. (2007) Capítulo I – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 1.1: Pó de Pedra FOTO 1.2: Brita 0

FOTO 1.3: Brita “½” FOTO 1.4: Brita 1

FOTO 1.5: Brita 2 FOTO 1.6: Brita 3

FOTO 1.7: Brita 5 FOTO 1.8: Rachão ou gabão

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Capítulo II
Revisão Blibliográfica:
Cenário Econômico e a Petrografia
de Pedra Britada
Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1. O CENÁRIO ECONÔMICO DO SETOR DE AGREGADOS

O setor de agregados, juntamente com o setor da construção civil é de grande

importância como indicador econômico. A partir deles pode se ter uma idéia do que

realmente está acontecendo com a economia nacional, ou mesmo internacional. Entretanto,

a precariedade de dados econômicos mais recentes fez com que em alguns casos os dados

presentes neste capítulo estejam desatualizados, mas que mesmo assim são de importância

para ilustrar o panorama nacional e internacional do setor de agregados, em especial o setor

de brita.

2.1.1. Panorama Nacional e Internacional

O Brasil está no sétimo lugar na produção de agregados, mas sobe para sexto lugar

na produção de pedra britada, em comparação com os demais países na TABELA 2.1.

Sendo que, em primeiro lugar está os Estados Unidos com uma produção de 2,85 bilhões

de toneladas de agregados e 1,65 bilhões de toneladas de pedra britada; seguido pela

Alemanha em segundo lugar com 0,5 bilhões de toneladas de agregados, e Espanha com

0,3 bilhões de toneladas de pedra britada.

Na União Européia, que é composta por 21 países, a produção em 2005 ultrapassou

os 3 bilhões de toneladas de agregados, com um consumo médio de 7 t/hab/ano de

agregados; apenas nos Estados Unidos essa produção chegou perto da européia, com um

consumo médio de 8 e máximo de 18 t/hab/ano; no Canadá houve uma produção de 250

milhões de toneladas e um consumo de até 14 t/hab/ano. Enquanto que no Brasil com uma

produção de 315 milhões de toneladas ocorreu um consumo médio em torno de 2 t/hab/ano,

não ultrapassando a casa dos 4 t/hab/ano, menos de 1/3 da média européia e em torno de

1/4 da média norte-americana.

No Brasil, a indústria de agregados é uma das que representa maior produção em

volume, cerca de 315,7 milhões de toneladas em 2004, sendo a pedra britada representada

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

por 40,8 % desse valor, ou seja, 128,7 milhões de toneladas ocupando o terceiro lugar no

ranking nacional, conforme TABELA 2.2. Em 2005 este valor aumentou um pouco atingindo

um total de 331 milhões de toneladas de agregados representando um aumento de 4,8% em

relação a 2004, sendo a pedra britada representada por 135 milhões de toneladas.

TABELA 2.1: Posição do Brasil em relação a produção de agregados e pedra britada entre os
principais países.
Produção de Produção de Pedra
País País
Agregados (106 t) Britada (106 t)
1º) EUA 2850 1º) EUA 1650
2º) Alemanha 513 2º) Espanha 300
3º) Espanha 460,3 3º) França 223
4º) Canadá (1) 250,1 4º) Alemanha 174
5º) França 410 5º) Itália 145
6º) Itália 377,5 6º) Brasil 135
7º) Brasil 315,7 7º) Canadá (1) 124,7
8º) Reino Unido 277 8º) Reino Unido 85
9º) Polônia 150,8 9º) Portugal (2) 82
10º) Irlanda 134 10º) Irlanda 79
11º) Finlândia 107,5 11º) Suécia 49
12º) Áustria 104,5 12º) Finlândia 44
13º) Portugal (2) 88,3 13º) República Tcheca 38
14º) Suécia 80,1 14º) Bélgica 38
15º) República Tcheca 67,2 15º) Noruega 38
16º) Bélgica 65,1 16º) Polônia 37,7
17º) Dinamarca 58,3 17º) Áustria 32
18º) Suíça 57,1 18º) Eslováquia 16,9
19º) Noruega 53,2 19º) Suíça 5,3
20º) Paises Baixos 48,2 20º) Paises Baixos 4
21º) Eslováquia 26,3 21º) Dinamarca 0,3
Fonte: (DNPM, 2006); (UEPG, 2006); (TEPORDEI, 2006); (PANGAPKO, 2005).
(1) Números de 2004;
(2) Números de 2003.

TABELA 2.2: Posição dos agregados para construção civil


em relação a produção mineral nacional em 2004
Substância Mineral Produção em 106 t
1º) Ferro 346,7
2º) Areia 187
3º) Pedra Britada e Cascalho 128,7
4º) Calcário 83,1
5º) Titânio 38,3
6º) Fosfato 30,7
7º) Alumínio 30,7
8º) Ouro 24,7
9º) Estanho 21,3
10º) Argilas 16,5
11º) Zircônio 12,9
12º) Carvão Mineral 11,7
13º) Cobre 11,2
Fonte: (DNPM, 2005a); (DNPM, 2005b)

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Os cinco estados com maior produção de pedra britada do Brasil, conforme já dito no

Capítulo I, Item 1.3, são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul,

Paraná. Outros Estados com uma produção de destaque são: Bahia, Santa Catarina e

Goiás, conforme ilustrado na FIGURA 2.1.

FIGURA 2.1: Produção de pedra britada nos estados brasileiros.


Fonte: (DNPM, 2005a).

Dentre os principais estados produtores de pedra britada, conforme ilustrado na

FIGURA 2.2, apenas o Estado de São Paulo, com uma área de 248.808 km2 e uma

população de quase 37 milhões de habitantes, possui uma produção em toneladas superior

à produção da Suécia (49 milhões de toneladas, ou aproximadamente 18,85 milhões de

metros cúbicos, conforme TABELA 2.1) com uma população de 9 milhões de habitantes

(1/4 da população do Estado de São Paulo) e uma área de 449.964 Km2 (quase o dobro da

área do Estado de São Paulo).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 2.2: Representatividade estadual na produção de pedra britada em 2005.


Fonte: (DNPM, 2006).

A evolução da produção de pedra britada no país foi cheia de altos e baixos,

conforme ilustrado na FIGURA 2.3, mas com uma tendência geral de aumento até o ano de

2000, quando então o mercado sofreu uma queda brusca na produtividade. Isso ocorreu

devido a um processo de recessão econômica que começou no final do ano de 2000, devido

à desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar americano, sendo agravado no

segundo semestre de 2001, sob a onda de ataques terroristas que provocaram uma

instabilidade econômica mundial. Essa queda além de diminuir o consumo de pedra britada

no país pode ter sido responsável pela paralização das atividades de algumas pedreiras ao

longo de todo o território brasileiro.

Em relação à produção estadual, São Paulo sempre se manteve na liderança, mas

Minas Gerais e Rio de Janeiro , como também Paraná e Rio Grande do Sul, sempre

disputaram colocação no ranking da produção nacional. Ressalta-se apenas o período entre

1997 a 2000, quando houve a maior produtividade de pedra britada no país, após houve

queda e previsões apontam para uma retomada no crescimento.

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 2.3: Evolução da produção pedra britada entre 1984 e 2005.


Fonte: (DNPM, 1985 a 2005a) e (DNPM, 2005b).

No geral, quase 78 % da produção de pedra britada nacional provêm apenas desses

cinco Estados produtores, sendo que dentro de cada Estado, nas regiões metropolitanas

relativas à Capital Estadual encontram-se quase 50 a 60% da produção de brita. Neste

contexto a produção de pedra britada nacional é essencialmente representada pelas regiões

metropolitanas das capitais, acrescentando-se outros mercados regionais de destaque, que

segundo (DNPM, 2006) são: Baixada Santista (SP), Campos de Goytacazes (RJ), Blumenau

(SC), Maringá - Londrina (PR), Foz do Iguaçu (PR), Ribeirão Preto - Franca (SP), Campinas

(SP), Sorocaba (SP) e o Triângulo Mineiro (MG).

O Brasil utiliza principalmente rochas graníticas ou gnáissicas como pedra britada,

quase a mesma porcentagem que os EUA utilizam de calcário e dolomito, conforme

ilustrado na FIGURA 2.4, refletindo as diferenças geológicas e as diferentes disponibilidades

de rochas para serem usadas. De acordo com DNPM (2006), o Brasil utilizou 30% da pedra

britada em asfalto betuminoso; 35% em concreto; 15% em pré-fabricados; 10% em

revendas; e 10% em lastro para ferrovias, cascalhamento, enrocamento, entre outros.

Observando a FIGURA 2.5 que compara o Canadá e Brasil em termos de usos para pedra
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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

britada, o Canadá utiliza muito menos pedra britada para asfalto betuminoso, e muito mais

para concreto e demais usos, principalmente lastro para ferrovias, do que o Brasil. Isso

ocorre, primeiro porque o Canadá por ser um país desenvolvido utiliza muito mais concreto

que o Brasil, principalmente em pré-fabricados e pavimentos de concreto, além do que

possui uma malha ferroviária mais densa que a brasileira e segundo porque o Brasil possui

e utiliza uma malha rodoviária como principal meio de transporte.

FIGURA 2.4: Comparação entre os tipos de rochas usadas como pedra britada no
Brasil e nos EUA.
Fonte: (DNPM, 2006); (TEPORDEI, 2006).

(1) Revenda, Pré-fabricados, enrocamento, cascalhamento, gabião.

FIGURA 2.5: Comparação entre os usos de pedra britada no Brasil e no Canadá.


Fonte: (DNPM, 2006) e (PANGAPKO, 2005).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Segundo DNPM (2005a), as reservas nacionais medidas em 2004 de pedra britada

estão em torno de 8,15 milhões de metros cúbicos, e lavráveis em torno de 7,8 milhões de

metros cúbicos, sendo que o Estado de São Paulo detém 29% da reserva medida nacional,

Minas Gerais 23%, Rio de Janeiro 6%, Paraná 6%, e Rio Grande do Sul apenas 1%

(FIGURA 2.6).

FIGURA 2.6: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada no Brasil, discriminado


os cinco principais estados produtores, em 2004.
Fonte: DNPM (2005a).

2.1.2. Panorama das Regiões Metropolitanas

As regiões metropolitanas abordadas neste trabalho foram estipuladas a respeito dos

municípios que as compõem, de acordo com Leis Complementares federais e estaduais. Em

alguns casos, foram adicionados neste trabalho municípios adjacentes, de acordo com a

representatividade no contexto de produção e consumo de pedra britada, e a essas regiões

em particular chamou-se Regiões Metropolitanas Expandidas (RME).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.1. REGIÃO METROPOLITANA DE SÃO PAULO (RMSP)

FIGURA 2.7: A forma da RMSP de acordo com os municípios que a compõem.

A RMSP (FIGURA 2.7), estipulada pela Lei Complementar Federal 14 de 8 de junho

de 1973 e pela Lei Complementar Estadual 24 de 29 de maio de 1974, é composta por 39

municípios, com uma área de 8.051 km2 possui uma população em 2005 de 20,5 milhões de

habitantes, tornando-se a primeira aglomeração urbana do país (WIKIPEDIA, 2007). Possui

39 pedreiras localizadas em torno da cidade de São Paulo, que de acordo com ANEPAC

(2000), teve uma produção de pedra britada em 1999 de 18 milhões de metros cúbicos

(20% do total nacional), perfazendo uma média de 1,4 a 1,6 milhões de m3/mês, e um

consumo de 1,1 m3/hab/ano; estima-se que em 2006 a produção foi de 12 milhões de

metros cúbicos.

A venda de pedra britada sofreu grandes oscilações no decorrer dos últimos dez

anos, primeiramente cresceu, até atingir um patamar em torno de 27 milhões de toneladas

em 1998, mas depois oscilou e está em queda com uma estimativa de 2006 em torno de 27

milhões e meio de toneladas (FIGURA 2.8).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 2.8: Vendas anuais de pedra britada na RMSP, entre 1994


e 2006; valores expressos em 1.000 toneladas.
Fonte: (SINDIPEDRAS, 2007).

A reserva medida de pedra britada da RMSP é de 1,2 bilhões de metros cúbicos,

representa quase 50% da reserva estadual (FIGURA 2.9), chega até a 14% de toda a

reserva nacional, (DNPM, 2005a).

FIGURA 2.9: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Estado de São Paulo e da RMSP.
Fonte: (DNPM, 2005a)

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.2. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DE BELO HORIZONTE

(RMEBH)

FIGURA 2.10: A forma da RMEBH de acordo com os municípios que compõem a


RMBH, e os municípios adicionados.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), estipulada pela Lei

Complementar Federal 14 de 8 de junho de 1973 e pelas Leis Complementares Estaduais

88 e 89 de 2006, é composta por 34 municípios, com uma área de 9.459,10 km2 e uma

população de quase 5 milhões de habitantes (WIKIPÉDIA, 2007). Mas, para efeito deste

trabalho foram adicionados à RMBH mais três municípios adjacentes de grande importância

na produção e consumo de pedra britada (somando um total de 37), constituindo a RMEBH

(FIGURA 2.10). Assim, a RMEBH possui um total de 26 pedreiras, produzindo em torno de

3,2 milhões de toneladas, e perfazendo uma média de 75.000 t/mês por pedreira, gera um

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

consumo mensal entre 400 a 500 mil toneladas e anual por volta de 4,8 milhões de

toneladas, (ANEPAC, 1998).

Outra situação que ocorre na RMEBH é a disponibilidade de rocha do tipo calcário,

na região de Sete Lagoas, que no caso representa 70% das rochas utilizadas como pedra

britada, sendo os outros 30% representado por gnaisse/granito. Com a exploração do

calcário, a brita torna-se de baixo custo (devido sua baixa dureza e consequentemente

maior durabilidade dos equipamentos), não só abastecendo toda a RMBH, e competindo

com as rochas gnáissicas, como avança num raio de até 100 km.

Em termos de reserva, a RMEBH possui 374 milhões de metros cúbicos, representa

quase 20% da reserva estadual e 4,5% de toda a reserva nacional (FIGURA 2.11).

FIGURA 2.12: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada de Minas Gerais e da RMEBH.
Fonte: (DNPM, 2005a).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.3. REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA DO RIO DE JANEIRO (RMERJ)

FIGURA 2.13: A forma da RMERJ de acordo com os municípios que compõem a


RMRJ, e os municípios adicionados.

A Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) ou “Grande Rio” foi estipulada

pela Lei Complementar Federal 20, de 1 de julho de 1974, após a fusão dos antigos Estados

da Guanabara e Rio de Janeiro; sofreu alterações com a retirada dos municípios de

Petrópolis em 1993, Maricá em outubro de 2001, e Itaguaí e Mangaratiba em outubro de

2001, perfazendo a atual RMRJ com 19 municípios, com uma área de 4.659 km2 e uma

população de 11.351.937 habitantes, (WIKIPEDIA, 2007). Entretanto, para efeito deste

trabalho foram adicionados à RMRJ três municípios adjacentes, anteriormente excluídos,

somando um total de 22 municípios (FIGURA 2.13). Com isso, a RMERJ possui um total de

19 pedreiras, produzindo 400 mil t/mês (39% da produção estadual), perfazendo 150 mil

metros cúbicos por empresa em 2000 (ANEPAC, 2003). Segundo mesmo autor, o consumo

na RMRJ de pedra britada chegou a um patamar de 0,67 m3/hab/ano, ou seja, 39% inferior

ao da RMSP.

A reserva medida da RMERJ é de quase 460 milhões de toneladas, e representa

91,5% da reserva estadual, e 5,6% da reserva nacional (FIGURA 2.14).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 2.14: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Estado do Rio de Janeiro e da RMERJ.
Fonte: (DNPM, 2005a).

2.1.2.4. REGIÃO METROPOLITANA DE CURITIBA (RMC)

FIGURA 2.15: A forma da RMC de acordo com os municípios que a compõem.

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

A RMC (FIGURA 2.15), estipulada pela Lei Complementar Federal 14 de 8 de junho

de 1973, é composta por 26 municípios, com uma área de 15.416,9 km2, e uma população

de 3,3 milhões de habitantes (WIKIPÉDIA, 2007). Possui 21 pedreiras, produzindo 350.000

t/mês e representando 35% da produção estadual (PEDRAPAR, informação verbal).

Na RMC também há uma grande disponibilidade de rocha do tipo calcário, que

compete muito com as rochas do tipo gnaisse/granito, devido ao seu custo baixo.

A reserva medida da RMC é na ordem de 209,5 milhões de metros cúbicos,

representando 42,4% da reserva estadual e 2,6% da reserva nacional (FIGURA 2.16).

FIGURA 2.16: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Paraná e da RMC.


Fonte: (DNPM, 2005a).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.1.2.5. REGIÃO METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE (RMPA)

FIGURA 2.17: A atual RMPA de acordo com os municípios que a compõem, com
destaque para os municípios que foram incorporados, desde sua criação.

A RMPA (FIGURA 2.17), estipulada pela Lei Complementar Federal 14 de 8 de

junho de 1973, era menor do que a RMPA atual (14 municípios) que ao longo dos anos teve

mais 17 municípios incorporados, e atualmente é composta por 31 municípios, com uma

área de 9.889,6 km2 e uma população de 4,1 milhões de habitantes (WIKIPÉDIA, 2007). A

RMPA possui em torno de 18 pedreiras, produzindo um total de 3,9 milhões de metros

cúbicos de pedra britada, com uma produção mensal na ordem de 350 a 400 mil metros

cúbicos (ANEPAC, 1998).

A reserva medida da RMPA é da ordem de 38 milhões de metros cúbicos,

representando 65,5% da reserva estadual e 0,5% da reserva nacional (FIGURA 2.18).

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 2.18: Reservas medidas e lavráveis de pedra britada do Rio Grande do Sul e RMPA.
Fonte: (DNPM, 2005a).

2.2. A PETROGRAFIA DE PEDRA BRITADA

As análises petrográficas voltada para pedra britada visam conhecer, como qualquer

outro estudo petrográfico, as diversas propriedades mineralógicas, texturais, estruturais das

rochas, com o acréscimo de descobrir qual seria a influência dessas propriedades

intrínsecas da rocha nos produtos que dela se originam. Dentre essas características,

merecem destaque a forma e arranjo dos minerais, o estado de alteração da rocha e a

possível presença de minerais deletérios, que segundo Frazão (2002) essas principais

características são:

) O estado de alteração: influencia na durabilidade e propriedades físicas e

mecânicas;

) A presença de minerais deletérios - provocam reações com substãncias presentes

no cimento portland (quando a rocha é usada como agregado para concreto); ou

podem apresentar reações com substâncias presentes na atmosfera de uso

doméstico (quando a rocha é usada para revestimento);

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

) As propriedades físico-mecânicas dependentes da composição mineralógica:

interage com as propriedades de ligantes betuminosos (quando a rocha é usada

como agregado para pavimentação).

A correta utilização das rochas pelas indústrias da construção civil depende

intrinsecamente do conhecimento prévio das suas propriedades. A adequação de um

material rochoso para uma aplicação em particular não pode ser alcançada de maneira

correta sem o conhecimento das suas características tecnológicas e das características do

ambiente em que o material será empregado. Com isso a petrografia de pedra britada entra

como uma ferramenta eficaz na viabilização do uso dos agregados, dentre eles os finos de

pedreira.

2.2.1. Os Minerais Deletérios e suas implicações

Os minerais deletérios são aqueles que quando presentes no agregado não ficam

inertes no ambiente em que foi empregado, seja no concreto, na argamassa, nos

pavimentos betuminosos, etc., mas reagem com determinadas substâncias presentes no

material ao seu derredor produzindo outras fases minerais que podem causar fissuras,

expandir, enfim alterar as propriedades físicas e mecânicas do material como um todo.

Dentre os minerais deletérios merecem destaque os sulfetos, como pirita ou marcassita que

quando presentes no concreto podem reagir e gerar expansões e manchas por oxidação, ou

mesmo atacar as armaduras do concreto pela produção de ácido sulfídrico e provocar

fissuras; zeólitas que podem gerar fenômenos hidrolíticos acelerando a alteração do

agregado; substâncias vítreas que são muito sensíveis às variações térmicas e têm baixa

resistência à sua dissolução, quando baixo o teor em sílica; argilo-minerais expansíveis,

como os do grupo das esmectitas, ou mesmo serpentinas magnesianas como a antigorita

que também possui propriedade expansível.

As reações deletérias resultantes do uso de agregados no concreto com

determinados minerais nocivos já são consagradas no meio da engenharia e estão sempre

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

em constante estudo, são denominadas genericamente como Reações Álcali-Agregados

(RAA) sendo os tipos mais freqüentes descritos na literatura:

1) Reação Álcali-Sílica - Ocorre quando o agregado possui sílica mal cristalizada

(opala, calcedônia, cristobalita) e está em contato com cimento com teor de

álcalis maior que 0,6% de Na2O (ASTM, 1990). Atualmente tem se atribuído a

existência dessa reação também a quartzo com extinção ondulante (mudança na

sua cristalinidade devido a processos metamórficos);

2) Reação Álcali-Silicato - Ocorre quando os álcalis disponíveis no cimento e alguns

tipos de silicatos presentes nas diversas rochas empregadas como agregados;

3) Reação Álcali-Carbonato - Ocorre quando cimento com alto teor de álcalis entra

em contato com uma rocha carbonática contendo dolomita;

4) Reação de Sulfatos com Alumínio: Ocorre quando um agregado com alto grau de

alteração, constituídos de feldspatos já caulinizados, reage com o sulfato

presente no cimento ou meio externo.

Como já dito a petrografia voltada para os agregados pode ser uma ferramenta

determinante na viabilidade do agregado, como exemplo, Fernandes (1998) recomenda

determinados critérios de viabilidade dos agregados em pavimento betuminoso:

) Menos que 5% de minerais deletérios o agregado pode ser aceito dispensando

outros ensaios;

) Entre 5 a 10% de minerais deletérios do tipo não expansivo o agregado também

pode ser aceito;

) Entre 5 a 10% de minerais deletérios do tipo expansivo, alguns ensaios adicionais

devem ser realizados;

) Mais que 10% de minerais deletérios do tipo expansivo devem ser feitos todos os

ensaios complementares pertinentes.

As RAAs são reações que dependem estritamente de determinados minerais que

quando presentes mesmo na fração fina, se em grande quantidade, podem comprometer ou

inviabilizar o seu uso no material cimentício. São reações que ocorrem com freqüência nas
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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

diversas obras de engenharia, muitas vezes por negligência, ou desconhecimento das

propriedades petrográficas e mineralógicas das rochas-fonte dos agregados empregados.

2.2.2. A Forma e Arranjo dos Minerais

A espécie e a forma dos minerais constituintes de uma rocha, como também a sua

disposição na rocha são de grande influência no produto final da britagem, ou seja, a forma

e o tamanho dos agregados são condicionados pela rocha-fonte que os originou. Sendo

assim, a análise petrográfica da rocha-fonte pode ser uma ferramenta auxiliar também na

avaliação da distribuição granulométrica, ou mesmo na forma dos fragmentos.

A granulometria ou granulação dos fragmentos possui papel importante na

compacidade dos agregados, ou seja, na maior ou menor presença de vazios, como

também na forma e disposição destes vazios, que por sua vez, influenciará na quantidade

do ligante, seja ele betume ou cimento, implicando assim na economia desse ligante, pois

quanto maior o número de espaços vazios maior a quantidade de ligante. Outro fator, seria a

permeabilidade que está realcionada com o grau de embricamento dos fragmentos,

segundo D’Agostino (2004) o perfeito embricamento dos finos é influenciado pela

composição mineralógica esta, por sua vez, interfere na preparação da argamassa podendo

melhorar a trabalhabilidade e assim economizar no cimento e podendo aumentar a

resistência.

A forma dos fragmentos é uma propriedade importante nos agregados, que é

influenciada principalmente pela estrutura da rocha, e em menor grau pela textura, segundo

Frazão (2002). As formas dos fragmentos são determinadas de acordo com o comprimento,

largura, e espessura podendo ser classificados, de acordo com NBR 6954 (ABNT,1989), em

formas: cúbica, lamelar, alongada e lamelar-alongada, vide FIGURA 2.19.

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 2.19: Ilustração dos tipos de formas de fragmentos de acordo com a


espessura, largura e comprimento.
Fonte: NBR 6954 (ABNT, 1989)

As rochas com estruturas estratificadas ou bandadas tendem a produzir formas

lamelares e alongadas, como as que possuem xistosidade ou foliação gnáissica, enquanto

que as rochas sem estrutura orientada, ou maciças, tendem a produzir fragmentos com

forma cúbica. Outro fator que influencia a forma está relacionado com a composição

mineralógica, sendo que, rochas constituídas por minerais com granulações muito grossas,

como as que contém quartzo e feldspato, irão tender a produzir fragmentos de forma cúbica,

enquanto que rochas constituídas por minerais micáceos tenderão a produzir formas

lamelares. Entretanto, segundo Yoshida et al. (1972) a freqüência de fragmentos com a

forma cúbica diminui nas frações mais finas, mesmo em rochas de estrutura maciça.

________________________________________________ __________________ _29


Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

2.2.3. Trabalhos Anteriores e Aplicações da Petrografia de Pedra Britada

A petrografia de pedra britada tem sido utilizada já há muito tempo no exterior,

existem trabalhos da década de 40 que utilizaram a petrografia como ferramenta na

identificação de possíveis minerais deletérios que induziam ou auxiliavam na RAA, e assim

na deterioração e expansão do concreto utilizado.

Yoshida (1972) desenvolveu uma investigação experimental para aumentar o

conecimento sobre a parte de caraterização de materiais rochosos para construção civil,

com ênfase na alterabilidade. Amostrou diversas rochas dentre elas basaltos, diabásios,

calcários, charnockitos, migmatitos, granitos de diversas localidades (GO, SP, RS, P, MG).

Utilizou a petrografia de pedra britada como ferramenta auxiliar na detecção da assembléia

mineral essencial que contribuiu para os resultados dos ensaios de alterabilidade.

Outro trabalho que aborda o tema foi o Duncan et al. (1973) que analisou

petrograficamente diferentes litotipos da Província Marítima de Nova Escócia no leste do

Canadá, como grauvacas, argilitos, filitos, xistos, quartzitos, e rochas vulcânicas, todas

comumente utilizadas como agregados para concreto na região, a fim de analisar quais

seriam as mais reativas (RAA) com o cimento, concluindo que as rochas mais

potencialmente reativas seriam as grauvacas, argilitos, filitos e alguns quartzitos e xistos. Na

mesma linha Tang et al. (1983) obteve que rochas vulcânicas da China com muito ou pouco

quartzo microcristalino, vidro vulcânico e quartzo com extinção ondulante também podem

causar deterioração do concreto; Korkanç e Tuğrul (2005) chegaram também aos mesmos

resultados, acrescentando a importância da não alteração do vidro vulcânico como mineral

deletério, analisando basaltos da Turquia. Tagnit-Hamou (2005) a partir dos resultados que

obtiveram, sugerem precaução ao utilizar agregados para concreto que contenham sulfetos

de ferro como pirrotita ou pirita juntamente com micas.

Kerrick & Hooton (1992) compararam dois tipos de monzonitos de Massachusetts

(EUA) em relação à influência de deformação tectônica e potencialidade na deterioração de

concreto, obtendo que os monzonitos foliados são mais reativos que os maciços, devido aos
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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

quartzos recristalizados e estirados. Também, Shayan (1993) que comparou dois tipos de

granitos do oeste australiano e Monnin et al. (2006) que compararam dois calcários

silicáticos, ambos em relação a deformação tectônica, chegaram aos mesmos resultados.

Um trabalho inovador foi o de Garcia Del Amo & Pérez (2001) que a partir de

amostras de britas reativas, de represas na Espanha, fez uma quantificação dos minerais

deletérios a partir de imagens digitais, obtendo que se associa a RAA quartzo microcristalino

em particular à presença de uma subgranulação.

O trabalho de Hedge et al. (1996) utilizou a petrografia como ferramenta, não

visando a rocha-fonte como brita, mas sim como uma forma de substituir materiais argilosos

de “cru” de cimento por granada granulitos moídos, dos Campos de Giz de Salem na Índia,

obtendo resultados favoráveis.

Fernandes (1998) estudou a influência dos principais tipos de agregados

(basaltos/diabásios, granitos, gnaisses) na durabilidade do pavimento asfático, tendo

chegado a resultados interessantes comparando o tipo petrográfico com a adesividade e

com as condições climáticas de alteração em que o pavimento foi exposto.

Mendes (1999) utilizou a petrografia na detecção de minerais deletérios de basaltos

da Pedreira Santa Rosa, no Município de Borborema-SP, com o objetivo de utilizar seus

finos em Concreto Compactado a Rolo (CCR) com resultados favoráveis. Cuchierato (2000)

utilizou de mesma ferramenta e comparou a mineralogia da rocha-fonte com a mineralogia

dominante nas diversas frações finas de pedra britada usualmente utilizada. Pissato (2001)

estudou petrograficamente os finos de pedreira de Guarulhos-SP no intuito da sua utilização

em solo-cimento ensacado, com resultados viáveis, melhorando até a resistência e a

compactação. Neves (2001) estudou a possibilidade de substituição de areia natural em

concreto, a partir de finos de rocha granítica de Barueri-SP, também chegando a resultados

favoráveis.

Adams (2004) analisou diferentes litotipos mais representativos em relação ao seu

uso como agregados para concreto, de diferentes regiões produtoras do Estado de Nevada

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

(EUA) a fim de se saber sua potencialidade a RAA e deterioração do concreto analisou:

granodioritos, riolitos, e basaltos porfiríticos e traquíticos; todos

E por ultimo D’Agostino (2004) estudou petrograficamente as rochas-fonte graníticas

da Embu S.A. (unidade de Perus, SP) e as rochas basálticas da Basalto 5 (Campinas, SP)

com o objetivo de ver sua influência sobre os finos dessas rochas no preparo de

argamassas de assentamento, chegando a resultados surpreendentes com relação às

resistência e economia de cimento.

Em suma, a maioria dos trabalhos pesquisados que utilizaram como ferramenta a

petrografia de pedra britada tiveram como finalidade pesquisar a potencialidade do

agregado em relação à RAA. Cabe salientar que não há muitos trabalhos que relacionam a

petrografia de pedra britada com a composição de finos de pedreira, com exceção de

Mendes (1999), Cuchierato (2000) e D’Agostino (2004), e assim sua utilização como

ferramenta na detecção de minerais deletérios, composição e forma dos finos de pedreira.

2.2.4. Normas Técnicas

As normas vigentes no país são da Associação Brasileira de Normas Técnicas, ou

ABNT. Dentre as normas existentes, as relacionadas com agregados são as Normas NBR

9935 (ABNT, 1987) e NBR 7225 (ABNT, 1993) que esclarecem a terminologia (detalhadas

no Capítulo I, Item 1.4); a NBR NM 66 (ABNT, 1998), NBR 7389 (ABNT, 1992a), e NBR

12768 (ABNT, 1992b) que prescrevem os constituintes mineralógicos dos agregados, como

também métodos de petrografia macro e microscópica.

A norma NBR NM 66 (ABNT, 1998) define todos os termos mais comumente

utilizados nas descrições das rochas e seus constituintes mineralógicos, citando origem

(ígneas, sedimentares, metamórficas); classificação segundo teor de sílica, granulação,

tonalidade de cor; além da nomenclatura, mineralogia, texturas e estruturas.

A norma NBR 7389 (ABNT, 1992a) estabelece procedimentos recomendados na

apreciação petrográfica macroscópica das rochas a serem utilizadas como agregados em


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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

concreto. Dentre os procedimentos estão a descrição de: cor da rocha, textura, estrutura,

composição mineralógica, estado de alteração (TABELA 2.3), forma dos fragmentos (se já

forem produtos de britagem) e granularidade.

TABELA 2.3: Grau de alteração nas rochas e suas características distintivas,


segundo a ABNT
Grau de Alteração Características
Os minerais essenciais conservam suas características de
Rocha Sã cor e brilho, não apresentando evidencias de alteração a
olho nú.
Rocha Pouco A rocha ainda apresenta sua integridade física praticamente
preservada, porém observam-se aspectos incipientes de
Alterada
alteração nos seus constituintes mineralógicos.
Os minerais essenciais não conservam mais suas
características de cor e brilho. São expressivos os aspectos
relativos à friabilidade, porosidade, fissuração e diminuição
Alterada da massa específica. Alguns minerais podem servir como
índice para avaliação da alteração: feldspatos amarelados,
impregnados por óxido de ferros e parcialmente
pulverulentos; minerais ferro-magnesianos apresentam-se
parcial ou totalmente oxidados.
Fonte: NBR 7389 (ABNT, 1992a).

A norma NBR 12768 (ABNT, 1992b) estabelece um método de apreciação

petrográfica de rochas a serem utilizadas para revestimento, mas que também é usualmente

aplicada para agregados. A norma cita o uso de microscópio de luz polarizável e confecção

de lâminas delgadas de rocha, além de recomendar ao examinar, observar: textura,

composição mineralógica com porcentagem dos minerais essenciais e acessórios,

classificação da rocha, grau e tipo de alteração da rocha, e o estado microfissural que pode

ser intra, inter e transgranular.

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Pinho, D. (2007) Capítulo II – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 2.1: Fotomicrografia exemplo de FOTO 2.2: Fotomicrografia exemplo de


estado microfissural intragranular e estado microfissural transgranular;
intergranular; sericita em feldspato microveio de carbonato.

As três normas ABNT quando utilizadas em conjunto conseguem almejar quase

todos os aspectos relacionados à descrição petrográfica de rocha-fonte para pedra britada.

Entretanto, além dessas normas brasileiras, também são muito usuais as normas

estrangeiras, como a americana C 294-86 (ASTM, 1991) e C 295-90 (ASTM, 1991) da

American Society for Testing and Materials – ASTM, ou mesmo a norma alemã DIN EN

12407, da Normenaussthuss Materialprüfung (Materials Testing Standards Committee).

Normas estas que são mais detalhadas em alguns assuntos como porosidade da rocha,

descontinuidades e tipos de alteração mineral.

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Capítulo III
Materiais e Métodos
Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

3.1. REVISÃO BIBLIOGRÁFICA

A pesquisa bibliográfica foi direcionada para os setores geológico (cartas e mapas

geológicos), tecnológico (no que tange a petrografia de pedra britada e implicações), e

mineração de pedra britada principalmente. A busca e coleta de dados foram feitas

consultando base de dados na USP, no IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas, DNPM –

Departamento Nacional da Produção Mineral, CPRM – Serviço Geológico do Brasil,

Associações (ANEPAC – Associação Nacional dos Produtores de Agregados para

Construção Civil, SINDIPEDRAS – Sindicato da Indústria de Mineração de Pedra no Estado

de São Paulo, SINDIBRITA – Sindicato da Indústria da Mineração de Brita no Estado do Rio

de Janeiro, AGABRITA – Associação Gaúcha dos Produtores de Brita, PEDRAPAR –

Associação Paranaense dos Beneficiadores de Material Pétrio), diretamente com produtores

de pedras britada nos locais, e banco de dados de domínio público na rede mundial de

informática (INTERNET).

A pesquisa foi atualizada e revisada durante todo o desenvolvimento do projeto,

projeto, e permitiu definir a situação do panorama regional do setor de pedra britada,

geologia, e a petrografia de pedra britada (trabalhos e normas técnicas).

Como resultado da análise preliminar dos dados e a síntese das informações

obtidas, foram feitos:

) elaboração de mapas temáticos (mapas geológicos regionais e de localização

das minerações)

) seleção das minerações;

) planejamento da etapa de campo e amostragem.

36
Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

3.2. SELEÇÃO DAS ÁREAS DE ESTUDO

As áreas para estudo foram selecionadas de acordo com os aspectos econômicos

(produtividade, representatividade no contexto nacional, e mercado produtor), aspectos

geológicos (representatividade dos litotipos ou rocha-fonte explorados).

Consultando o Anuário Mineral Brasileiro e Sumário Mineral (DNPM), chegou-se a

uma seleção estadual, a partir da qual se buscou informações dos mercados ou pólos

produtores de pedra britada juntamente com as associações, que no caso são as regiões

metropolitanas relativas à capital de cada estado. Entretanto, nem sempre a malha

municipal da região metropolitana oficial é exatamente composta pelos municípios que

abastecem e consomem o mercado de pedra britada, podendo sofrer variações dependo da

disponibilidade de rocha, consumo e produção de pedra britada.

Outra informação gerada diz respeito ao tipo de rocha-fonte mais utilizado para

produção de pedra britada, informação complementada posteriormente com os mapas

geológicos baseados em cartas da CPRM.

3.3. CONFECÇÃO DOS MAPAS GEOLÓGICOS COM A LOCALIZAÇÃO DAS

PEDREIRAS

Primeiramente levantou-se os municípios que constituem as diversas regiões

metropolitanas dos cinco estados. Com base nas informações das associações e sindicatos

dos produtores de brita de cada estado, obteve-se um panorama geral do mercado de brita,

acrescentando alguns municípios às RMs oficiais, como no caso da. RMRJ e RMBH que

passaram a ser denominadas de RMERJ e RMEBH.

A partir das informações fornecidas pelas associações de produtores de pedra

britada, PEDRAPAR (PR); AGABRITA (RS); SINDIPEDRAS (SP); e de produtores locais em

MG e RJ; obteve-se uma relação das empresas produtoras de pedra britada em cada RM.

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Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Consultando-se o “Cadastro Mineiro”, serviço gratuito disponível no domínio do DNPM na

Internet, aferiu-se as informações das associações e produtores com as informações oficiais

disponíveis, para determinar a localização de cada pedreira nas RMs. Esse cruzamento de

informações é necessário, pois, infelizmente há muita informalidade no setor, dificultando

saber a localização precisa das pedreiras e os processos ainda ativos no DNPM.

A última etapa na confecção dos mapas foi a compilação das cartas geológicas,

optou-se por utilizar cartas com não menos que 1:400.000 de escala, cartas essas da

CPRM, DRM-RJ, EMPLASA, e planos diretores. No caso da RMBH, utilizou-se as cartas

geológicas DNPM (1982) e DNPM (1984), todas em escala de 1:250.000; na RMRJ utilizou-

se a carta geológica do estado (DNPM, 1998), na escala 1:400.000; na RMSP, as cartas

Projeto Alto Tietê (1990) e EMPLASA (1985); na RMC utilizou-se o mapa do DNPM-

MINEROPAR (2004); e na RMPA utilizou-se as cartas da CPRM (1998), CPRM (2000a),

CPRM (2000b), e CPRM (2000c).

As cartas foram digitalizadas e georeferenciadas através dos Softwares AutoCAD®

autodesk® 2004 e ESRI® ArcMapTM 9.1; com essas bases geológicas, foi sobreposta a

malha municipal e vetorizou-se todas as feições geológicas, rodoviárias e hidrográficas

referentes a cada RM e a localização das pedreiras; por fim as edições finais foram feitas no

software CorelDRAW® versão 12. Um resumo de todo esse processo pode ser mais bem

visto através do fluxograma na FIGURA 3.1.

Ao final, gerou-se cinco cartas geológicas com a localização das pedreiras em

escalas entre 1:350.000 a 1:500.000.

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Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 3.1: Fluxograma de todo o processo de confecção das cartas geológicas e de


localização de pedreiras das Regiões Metropolitanas.

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Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

3.4. AMOSTRAGEM

As visitas as minerações foram feitas em três etapas; a primeira na região sul,

abragendo as RMPA e RMC; a segunda na região sudeste, abrangendo as RMERJ e

RMEBH; e a terceira no Estado de São Paulo, abrangendo a RMSP. Os critérios na escolha

das minerações a serem visitadas foram primeiramente, o litotipo, e em segundo a

representatividade de acordo com a produção. Este segundo critério nem sempre pode ser

levado em consideração uma vez que, as minerações de maiores produtividades pertencem

a grandes grupos e corporações de empresas, que por vezes dificultam muito o acesso, ou

muito não estão interessadas em participar de projetos acadêmicos.

A amostragem na frente de lavra foi feita segundo, primeiramente identificando

visualmente os diferentes litotipos presentes, partindo então, para escolha da frente ou

frentes de lavra mais representativa. Na frente de lavra escolhida, optou-se por coletar as

amostras de 5 em 5 metros, ou de 10 em 10 metros dependendo do comprimento total da

linha de amostragem, numa altura de 1,60 ou 0,8 metros, vide FIGURA 3.2. Foram obtidas

as coordenadas UTM de cada local de amostra utilizando um GPS da marca GARMIN®

modelo etrex vista, com precisão de 5 m.

FIGURA 3.2: Esquema da disposição das amostras,


nas amostragens em frente de lavra.

Como a coleta das amostras foi feita em minerações ativas, por vezes não foi

possível seguir estritamente a amostragem proposta, ou por motivo de transito de veículos

40
Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

de carga, ou pela presença de desmonte de lavra ainda não removido, ou por falta de

acesso em determinadas bancadas.

Paralelamente a amostragem realizou-se o mapeamento de detalhe da frente de

lavra, que definiu os melhores locais de coleta das amostras, respeitando as feições

geológicas distintas. Esse mapeamento gerou diversos perfis geológicos feitos a partir da

montagem de fotos tiradas de 10 em 10 m, sobrepondo-se as feições geológicas definidas e

descritas em campo, editadas no software CorelDRAW® versão 12, onde foram localizados

nas cavas a partir de imagens de satélite do Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta) e

georreferenciados no software ESRI® ArcMapTM 9.1. Perfis que serviram de base na

descrição macroscópicas dos tipos petrográficos.

3.5. ESTUDOS PETROGRÁFICOS

Os estudos de petrografia das amostras coletadas foram feitos de acordo com as

Normas Brasileiras da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT, dentre elas,

“Agregados – Constituintes Mineralógicos dos Agregados Naturais” NBR NM 66 ( ABNT,

1998); “Apreciação Petrográfica de Materiais Naturais, para Utilização como Agregado em

Concreto” NBR 7389 (ABNT, 1992a); “Rochas para Revestimento – Análise Petrográfica”

NBR 12768 (ABNT, 1992b) e de acordo com a análise petrográfica realizada no Laboratório

de Petrologia e Tecnologia de Rochas, do IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas da

USP.

As amostras foram descritas e classificadas de acordo com Folk (1980), para rochas

sedimentares; Winkler (1974) e Juliani et al. (2002), para rochas metamórficas; e IUGS

(1989) para rochas ígneas. As fotos macroscópicas foram obtidas com uma câmera digital

da marca SONY, modelo Cyber-Shot de 5.0 Megapixels DSC-V1.

Primeiramente as amostras foram agrupadas cada qual por sua semelhança e

descritas macroscopicamente, depois foram selecionadas determinadas amostras

41
Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

representativas de cada grupo para laminação e depois realizadas suas descrições

microscópicas.

3.1.1. Confecção das Seções Delgadas e Descrição Microscópica

Nas descrições petrográficas microscópicas além das normas ABNT citadas, utilizou-

se algumas recomendações sobre os minerais deletérios mencionados pela norma

americana da Association of Standart Testing Materials – ASTM, mais especificamente a

norma “Standart Descriptive Nomenclature for Constituents of Natural Mineral Aggregates”

C294-86 (ASTM, 1991).

Sobre a preparação, algumas amostras precisaram ser previamente serradas, e em

outras foram apenas retirada uma pequena alíquota não maior que um punho para

confecção das seções delgadas ou lâminas petrográficas, que foram feitas no Laboratório

de Laminação do Instituto de Geociências da USP. As seções foram confeccionadas

primeiramente serrando-se um paralelogramo de 4 cm de largura, por 3 cm altura, por 1cm

de espessura, a partir da alíquota de rocha selecionada; depois se lixando uma das faces do

paralelogramo e colando-o em uma lâmina de vidro de 2 mm de espessura, com resina

epóxi. A seção em paralelogramo de rocha foi então cortada até uma espessura de 5 mm,

desgastada ao rebolo até uma espessura de 70 µm, e então desgastada numa placa de

vidro com abrasivo gradualmente mais fino até se obter por fim uma espessura de 30 µm. A

superfície debastada foi então limpa com reagente e colada lamínula de vidro com 0,2 mm

de espessura por cima, com mesma resina epóxi.

As amostras de rochas carbonáticas (provenientes de Sete lagoas e Rio Branco do

Sul) foram feitas sem lamínula, pois foram submetidas a tingimento para identificação de

dolomita. Este tingimento consiste em mergulhar a lâmina por 1 a 3 minutos em uma

solução aquecida com 0,2 g de azul de tripan, 25 ml de metanol, e 15 ml de soda cáustica a

30% de NaOH. Após este tratamento, tudo que tiver composição dolomítica na rocha obterá

uma coloração azulada.

42
Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

As descrições microscópicas foram feitas em microscópio ótico da marca Olympus,

modelo BX50, com uma câmera digital acoplada, da marca Olympus, modelo Camédia C-

5050, no Laboratório de Óptica do Departamento de Mineralogia e Geotectônica – GMG, do

Instituto de Geociências da USP. Em complemento, utilizou-se microscópio estereográfico

de luz refletida, no Laboratório de Preparações de Amostras do Departamento de Geologia

Sedimentar e Ambiental – GSA, do Instituto de Geociências da USP, no intuito de observar

o os minerais metálicos ou opacos, e seu grau de alteração.

Para complementar a análise microscópica, quando necessária, foi realizada análise

mineralógica de argilominerais por Difração de Raios X, no intuito de descobrir o caráter

deletério, no caso expansivo do argilomineral.

Análise feita no Laboratório de Difratometria de Raios X, no Depto. De Mineralogia e

Geotectônica – GMG, do Instituto de Geociências da USP, pelo método da Lâmina de Vidro.

Método este que consiste em separar a fração fina da amostra previamente cominuída,

através de decantação sobre uma pequena lâmina de vidro. Após a completa evaporação

da água a amostra é analisada pelo difratômetro sem alguma alteração, depois submetida à

imersão em etilenoglicol por 12 horas, analisada novamente no intuito de se observar a

presença de expansão através da mudança de intensidade dos picos no difratograma, se

necessário é aquecida para observar-se se houve diminuição na intensidade dos picos.

Ao final do trabalho utilizou-se uma nomenclatura de abreviações minerais

modificadas de Kretz (1994) e Spear (1995), conforme TABELA 3.1.

43
Pinho, D. (2007) Capítulo III – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 3.1: Abreviações minerais.


AF feldspato alcalino Mc microclínio
Aln allanita Mnz monazita
Amp anfibólio Ms muscovita
Ap apatita Ol olivina
Bt biotita Pl plagioclásio
Cal calcita Px piroxênio
Chl clorita Py pirita
Cpy calcopirita Qtz quartzo
Czo clinozoizita Qtz (e.o.) quartzo com extinção ondulante
Dol dolomita Sic sílica críptocristalina
Ep epídoto Smc esmectita
FeO óxido de ferro Src sericita
Fl fluorita St estaourolita
Gr grafita Tr tremolita
Grt granada Ttn titanita
Hbl hornblenda Tur turmalina
Hem hematita Vd vidro
Ilm ilmenita Vrm vermiculita
KF feldspato potássico Zrn zircão

44
Capítulo IV
Resultados Obtidos
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Os litotipos predominantemente explorados como pedra britada, em cada uma das

regiões metropolitanas dos cinco Estados maiores produtores, são distintos. Na RMSP são

rochas graníticas e gnáissicas, na RMEBH rochas carbonáticas e gnáissico-migmatíticas, na

RMERJ rochas gnaíssicas e sieníticas, na RMC rochas gnáissico-migmatíticas e

carbonáticas e na RMPA rochas básicas e graníticas como indicado na FIGURA 4.1 a qual

contém dados sobre a representatividade na produção nacional de pedra britada.

FIGURA 4.1: Comparação entre a representatividade de produção de pedra britada, e


principais litotipos explorados.

A partir do levantamento dos municípios constituintes das RMs e RMEs gerou-se 5

mapas municipais regionais (vide Capitulo II, Item 2.1.2) que serviram como base para

compilação dos mapas geológicos. Com o adicional das informações adquiridas nas

associações regionais de pedra britada, obteve-se o numero de pedreiras por município

(TABELA 4.2), e cruzando as informações com as informações do DNPM, obteve-se como

resultado o mapa geológico com a localização das pedreiras.

As regiões metropolitanas de SP e BH possuíam número similar de unidades

produtoras de brita ativas na época do levantamento realizado (2005), cerca de 30,

enquanto nas outras três regiões este número era inferior, da ordem de 20-25.

46
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 4.1: Municípios das Regiões Metropolitanas e o número de pedreiras.


RMSP RMEBH RMERJ RMC RMPA
Arujá (3) Baldim Belford Roxo Adrianópolis Alvorada
Barueri (1) Belo Horizonte (1) Duque de Caxias Agudos do Sul Araricá
Biritiba-Mirim Betim (1) Guapimirim Almirante Tamandaré Arroio dos Ratos
Caieiras Brumadinho Itaboraí (1) Araucária Cachoeirinha
Cajamar (1) Caeté Itaguaí* (1) Balsa Nova (1) Campo Bom
Carapicuíba Capim Branco Japerí (2) Bocaiúva do Sul Capela de Santana
Cotia Confins Magé (2) Campina Grande do Sul Canoas
Diadema Contagem (4) Mangaratiba* Campo Largo (4) Charqueadas
Embu (1) Esmeraldas (1) Maricá* Campo Magro (1) Dois Irmãos (2)
Embu-Guaçu (1) Florestal Mesquita Cerro Azul Eldorado do Sul (2)
Ferraz de Vasconcelos Funilândia* Nilópolis Colombo (2) Estância Velha (1)
Francisco Morato Ibirité (1) Niterói (1) Contenda Esteio
Franco da Rocha Igarapé Nova Iguaçu (4) Curitiba (1) Glorinha
Guararema Itaguara Paracambi Doutor Ulysses Gravataí
Grarulhos (2) Itatiaiuçu Queimados Fazenda Rio Grande Guaíba
Itapecirica da Serra Jaboticatubas (1) Rio de Janeiro (6) Itaperuçu (1) Ivotí
Itapevi Juatuba São Gonçalo (5) Lapa (1) Montenegro (3)
Itaquaquecetuba Lagoa Santa São João do Meriti Mandirituba (1) Nova Hartz (1)
Jandira Mario Campos Seropédica (1) Pinhais Nova Santa Rita
Juquitiba Mateus Leme Tanguá Piraraquara Novo Hamburgo (3)
Mairiporã (2) Matozinhos (1) Quatro Barras (3) Parobé (1)
Mauá Nova Lima Quitandinha Portão (1)
Mogi das Cruzes (2) Nova União Rio Branco do Sul (5) Porto Alegre (1)
Santo Antônio da
Osasco Pedro Leopoldo (4) São José dos Pinhais (4)
Patrulha (2)
Pirapora do Bom Jesus Prudente de Moraes* (1) Tijucas do Sul São Leopoldo
Tunas do
Poá Raposos São Jerônimo
Paraná (1)
Ribeirão Pires (1) Ribeirão das Neves (1) Sapiranga
Rio Grande da Serra Rio Acima Sapucaia do Sul
Salesópolis Rio Manso (1) Triunfo (1)
Santa Isabel (4) Sabará (1) Taquara
Santana de
Santa Luzia (1) Via Mão
Parnaíba (4)
Santo André São Joaquim de Bicas
São Bernado do Campo São José da Lapa
São Caetano do Sul Sarzedo
São Lourenço da Serra Sete Lagoas* (6)
São Paulo (8) Taquaraçu de Minas
Suzano Vespasiano (3)
Taboão da Serra
Vargem Grande Paulista
30 pedreiras 28 pedreiras 23 pedreiras 25 pedreiras 18 pedreiras
*Municípios incorporados as Regiões Metropolitanas
Negrito: Capitais
Vermelho: Pedreiras.

4.1. CONTEXTO GEOLÓGICO DAS PEDREIRAS

A partir das informações dos 5 mapas geológicos, obtiveram-se informações

detalhadas a respeito do litotipo predominante explorado, em qual formação ou complexo

estão localizadas as pedreiras, ou mesmo a geologia regional, e também quais as principais

vias de escoamento da produção de pedra britada.

47
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.1.1. Região Metropolitana de Porto Alegre

A RMPA abrange as quatro províncias geológico-geomorfológicas, a planície

costeira, o planalto basáltico, a depressão central e o escudo sul-rio-grandense. No escudo

predominam as litologias de idade Proterozóica (Paleoproterozóica a Neoproterozóica),

sendo constituído basicamente por rochas granitóides de composição granodiorítica,

monzograníticas a sienograníticas e subordinadamente ortognaisses, a bacia do Paraná de

idade Paleozóica a Mesozóica constituída de sedimentos e derrames basálticos e os

sedimentos Recentes do Cenozóico associados a depósitos fluviais e fluvio-marinhos.

Na depressão central predominam as rochas paleo-mesozóicas constituídas pelas

formações da Bacia do Paraná (Formações Rio do Sul, Palermo, Estrada Nova, Irati, Rio do

Rastro, Rosário do Sul, Botucatu). O planalto basáltico, como o próprio nome diz, é

constituído de basaltos toleíticos da Formação Serra Geral. A planície costeira é formada

por sedimentos fluvio-marinhos Recentes associados à Barreira I a IV, e depósitos paludais.

As pedreiras da RMPA (FIGURA 4.2) estão localizadas em sua maioria sobre rochas

efusivas toleíticas da Formação Serra Geral, que possuem composição básico-intermediária

a ácida, ou seja, constituem-se de basaltos, alguns com olivina, basaltos latitos, dacitos e

riodacitos, geralmente com a presença de vidro e com forte evidência de hidrotermalismo

com geodos e amídalas de calcedônia, ágata, quartzo e sílica criptocristalina e em menor

quantidade de zeólitas e carbonatos.

Apenas três pedreiras estão localizadas sobre rochas do embasamento, em

sienogranitos chamados de Granito Vila Garcia e Tipo Morrinhos. Tratam-se de

sienogranitos avermelhados, isótropos, com eventual presença de lamelas de biotita,

podendo ser porfirítico e conter cavidades miarolíticas, os quais apresentam ter controle

hidrotermal influenciando na sua coloração, sendo mais avermelhados nas porções mais

afetadas. Localmente ocorrem regiões cisalhadas de caráter rúptil dúctil, próximas a zona de

falha, onde a matriz adquire granulação mais fina e mostra presença de estiramento mineral.

48
CONVENÇÕES

Pedreiras Pedreiras visitadas


380000m E 400000 420000 440000 460000 480000 500000 520000 540000 560000
Zonas urbanas de médio e grande porte Zonas urbanas de pequeno porte
6760000m N
Delimitações municipais Estradas
Drenagens Falhas

LEGENDA
Diques ácidos
6740000
Diques de diabásio
Depósito Sedimentares Paludais - turfa heterogênea intercalada ou misturada com areia, silte e argila plástica, intercalações localizadas de diatomito
Sedimentos Associados à Barreira IV - areia siltico-argilosa mal selecionada de cor clara e laminação plano-paralela incipiente; concreções carbonática e ferro-magnesífera; areia

Cambará cisco de Paula


Vila Morro
RS

i020

Quaternário
Reuter quartzosa fina a muito fina, bem selecionada

do Sul

Cenozóico
Dois Irmãos Nova Hartz
Sedimentos Associados à Barreira III - areia síltico-argilosa mal selecionada de cor clara e laminação plano-paralela incipiente; concreções carbonática e ferro-magnesífera; areia
quartzosa fina a muito fina, bem selecionada

São Fran
RS

Grama a
do
RS 115
i

Igrejinh
i122

ana
Sedimentos Associados à Barreira II - areia quartzosa fina a média, castanho avermelhada, bem selecionada; rara laminação plano-paralela ou cruzada de alto ângulo, areia eólica,

o S d o Su
Ca

h
xia

eb o C l

Paran
Sapiranga Araricá areia siltico-argilosa mal selecionada de cor clara e laminação plano-paralela incipiente; concreções carbonática e ferro-magnesífera

a s ai
sd

tiã
o
Estância Velha Parobé Taquara Sedimentos Associados à Barreira I - areia quartzosa fina a média, castanho avermelhada, bem selecionada; rara laminação plano-paralela ou cruzada de alto ângulo
6720000
RS

i239
Rolante
Maquiné io Depósito Sedimentares Gravitacionais de Encosta - conglomerado diamíctito, arenito conglomerático e lamito avermelhado maciço ou com estrutura acanalada
BR
ár

o
287 Montenegro rci

Ri
U
Santa Novo Te
Cruz
Santa do Sul Portão Hamburgo Campo Bom Formação Serra Geral - rochas efusivas toleíticas, básico-intermediárias a ácidas, intercalando na base com arenito eólico intertraps: intrusões e derrames picrtíticos (tipo Gravataí)

Portão
Maria sussedidos por basaltos do tipo Gramado
Rio
eo
ác
ret

Mesozóico
C Formação Serra Geral - rochas efusivas toleíticas, básico-intermediárias a ácidas, intercalando na base com arenito eólico intertraps: intrusões e derrames picrtíticos (tipo Gravataí)
Dos
São Leopoldo interdigitando, na porção superior, vulcânicas ácidas do tipo Palmas/Caxias

io
o
sic

ro
Ar
rás Formação Botucatu - arenito fino a médio, róseo avermelhado, bem selecionado, bimodal, com estratificações cruzada tangencial e plano-paralela de médio a grande porte
Sin
o s Ju
ico Grupo Rosário do Sul - arenito arcosiano, siltito e lamito com níveis conglomeráticos intradeformacionais preservados como blocos abatidos em estrutura do tipo graben; arenito
Sapucaia do Sul iá ss
Santo Antônio Tr avermelhado fino a médio com estratificações paralela e cruzada acanalada
da Patrulha

Cai

os
Si n
6700000 Formação Rio do Rastro - arenito fino bem selecionado, lenticular; argilito e siltito esverdeados, bordôs ou avermelhados, com laminações paralela, cruzada acanaladas, climbing, wavy e

Permiano
Superior
Santa Rita linsen

Dos
Glorinha

Rio
uarí O RS

Formações Estrada Nova e Iratí - argilito, folhelho e siltito cinza a cinza escuro ou preto, com lentes arenosas calcíferas, laminações onduladas, flasers, gretas de contração, folhelho

Paleozóico
Taq Tra sóri i030
m o
Os anda pirobetuminoso com intercalações de lentes de marga
óri
o í

Rio
Cachoeirinha
Rio

BR
Ri 290
Triunfo
o Gravataí U Formação Palermo - siltito e siltito arenoso, cinza-esverdeado, biopertubado, laminações onduladas, wavy, linsen e flaser com intercalações de leitos de arenito fino a médio, ortoquartzítico,
Canoas

Permiano
com estratificação hummocky e cimento carbonático

Inferior
Lagoa dos

Jacuí
Barros
Formação Rio Bonito - arenito fino a grosso, cinza-esbranquiçado localmente conglomeráticos, com estratificações paralela, cruzada e acanalada. Siltitos cinza, com lentes de arenito
Rio Gravataí muito fino com laminação paralela ondulada e biopertubação; folhelho escuro carbonoso; leitos e camadas de carvão.
São Jerônimo Charqueadas Alvorada
Rio Lagoa dos
Formação Rio do Sul - folhelho e argilito cinza-escuro, varvítico, ritmito de arenito fino e diamictitos apresentando acamadamento gravitcional, laminação convoluta, plano-paralela,
cruzada, marcas de onda, flasers e cone-in-cone
6680000 Gr
av
Índios //

Cambriano
ataí
Granito Vila Garcia - sienogranito avermelhado com porções pretas de lamelas de biotita, isótropo, granulação média a grossa
Porto Alegre
Granito Passo do Barco - granito de cor avermelhada, isótropo, granulação média, levemente porfirítico, constituído por feldspato, quartzo e alguma biotita
Arroio dos Ratos
Viamão

Neoproterozóico
Riolito Ana Dias - rocha avermelhada de textura porfirítica a seriada, com fenocristais de quartzo e feldspato imersos em matriz muito fina. Dique e corpos filonianos de riolito, riodacito e
microgranito de cores róseo-avemelhado, cinza a preto, afaníticos ou microgranulares com fenocristais de quartzo e feldspato
Eldorado do Sul
BR

290
U RS Granito Tipo Morrinhos - sienogranito vermelho, isótropo, de granulação média a grossa, porfirítico com fenocristais de feldspato, praticamente isento de máfico. Corpos circulares
s do Capi i040
Mina eão v
do S arí
controlados por fraturas; a presença de cavidades miarolíticas e transição local para fáceis de subvulcânicas indicam o posicionamento da epizona
L a
uaian tos Guaíba Baln ul
Urug Ra
eário
s
Pinh
al Granito Tipo Serra do Erval - sienogranito equigranular a porfirítico, médio a grosso, rosado a avermelhado, com feldspato alcalino (ortoclásio e microclínio micropertítico), quartzo e rara
Do
biotita
io
ro

6660000
de
Ar

Granito Tipo Barão do Triunfo - monzogranito cinza-claro a rosado, inequigranular médio a grosso, com feldspato alcalino e plagioclásio zonado e matriz com quartzo, feldspato, biotita e
Gran

hornblenda
Lagoa
Capivarí
Granito Tipo Cerro Grande - monzogranito cinza-claro a levemente amarelado, inequigranular porfirítico com fenocristais de feldspato cinza-claro em matriz grossa a muito grossa; o
La

esfeno destaca-se nessa fácies pelas dimensões e euedria. Ocorrência de xenólitos mesocráticos de granodiorito com granulação média a fina de dimensões decimétricas e limites difusos
Arroio

Lagoa da //
go

Paleoproterozóico
Cerquinha
Pelot uã

Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado -


as

indiferenciado, rochas granodioríticas a monzograníticas com estrutura gnaissica contendo enclaves de diorito e tonalito
q

ua
Cama

BR

116
U deformado de tamanho variado
íb

Lagoa do Lagoa do
Rincão das
Casamento
a

Éguas
Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado - fáceis porfiríticas caracterizada por metagranitóides porfirtíticos, mesocráticos cinza com foliação marcada pelo alinhamento dos
Lagoa do
pofiroclastos de feldspato, filossilicatos e estiramento de minerais da matriz
Cipó
Araç
a Complexo Gnáissico Arroio dos Ratos - ortognaisses tonalíticos a granodioríticos, com bandamento milimétrico nas zonas de alta deformação contendo enclaves dioríticos e
Lagoa Lagoa da xenólitos de paragnaisse. Metamorfismo de alto grau e deformação polifásica.
oio Negra Porteira
6640000 Arr
Principais Fontes de Informação:
Lagoa do
Potreirinho
Lagoa do
Capão Alto
- CPRM (1998): Programa Pró-Guaíba, Mapeamento Geológico Integrado da Bacia Hidrográfica do Guaíba, Folha Caxias do Sul (SH 22-V-D), Carta Geológica em escala 1:250.000.
PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCARTOR Lagoa do
Pinheiro
- CPRM (2000): Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, Folha Porto Alegre (SH 22-Y-B), Carta Geológica em escala 1:250.000.
Saco do
Cucuruto
Origem da quilometragem: Equador e Meridiano 45ºW de Gr. Lagoa do
Acrescidas
Quintão
as - CPRM (2000): Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, Folha Gravataí (SH 22-X-C/D), Carta Geológica em escala 1:250.000.
constantes 10.000 km e 500 km respectivamente.
- CPRM (2000): Programa Levantamentos Geológicos Básicos do Brasil - PLGB, Folha Cidreira/Mostardas (SH 22-Z-A/C), Carta Geológica em escala 1:250.000.
Datum Horizontal: South America Datum ‘69 (SAD ‘69) LOCALIZAÇÃO DA ÁREA NO ESTADO
Lagoa dos 58º00’ 56º00’ 54º00’ 52º00’ 50º00’
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
27º00’ 27º00’
Gateados
Instituto de Geociências

ti o
Declinação Magnética ao centro em 1995: 13º05’ (+9’ ao ano). ARGENTINA SANTA CATARINA

co
â an
6620000 Programa de Recursos Minerais e Hidrogeologia
Lagoa do
CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE

tl ce
Cerro
Laguna dos Patos 0 4 8 12 16 20 40 km

n
29º00’ 29º00’

RIO GRANDE
Região PEDRA BRITADA

O
Metropolitana
DO SUL de Porto Alegre Dissertação de Mestrado
Escala 1:450.000

A
31º00’ 31º00’ MAPA GEOLÓGICO DA REGIÃO
METROPOLITANA DE PORTO ALEGRE
URUGUAI OCEANO
ATLÂNTICO
33º00’ 33º00’ Data FIGURA 4.2 Autor
Novembro 2006 Página 49 Deyna Pinho
58º00’ 56º00’ 54º00’ 52º00’ 50º00’
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.1.2. Região Metropolitana de Curitiba

Segundo os autores Hasui e Oliveira (1984), Siga Jr. et al (1991), Siga Jr (1995),

Harara (1996), a primeira metade da RMC está localizada sobre o embasamento cristalino

ou escudo atlântico, a segunda metade sobre os metassedimentos dos Grupos Açungui e

Setuva, e uma pequena parte a sudoeste sobre a Bacia do Paraná, mais especificamente

Grupo Itararé e Formação Furnas.

O embasamento pode ser subdividido em três domínios tectônicos, o Domínio Luis

Alves, Domínio Curitiba e Domínio Paranaguá. O Domínio Luis Alves está localizado a leste

do Lineamento Piên-Tijucas do Sul, englobando o Complexo Gnáissico-migmatítico Costeiro

e os metassedimento vulcano-sedimentares da Formação Guararubinha.

O Domínio Curitiba constitui-se numa faixa alongada na direção NE, sendo limitado a

noroeste pelas seqüências metassedimentares dos Grupos Açungui e Setuva e a sudoeste

com gnaisses granulíticos do Domínio Luis Alves.

O Domínio Paranaguá está localizado na região leste da RMC, limitado ao sul pelo

Domínio Luis Alves e ao norte pelo Grupo Açungui e Setuva engloba o Complexo granulítico

Serra Negra e Gnáissico-migmatítico Costeiro.

O Grupo Açungui é constituído por um conjunto de rochas metamórficas de baixo

grau, com predominância dos metassedimentos (filitos, metasiltito, metacalcário,

metadolomito) e subdividido nas Formações Votuverava, Itaiacoca, Antinha, e Capirú.

O Grupo Setuva, composto pelas Formações água Clara, Perau e Complexo Turvo-

Cajatí, é constituído por rochas metamórficas de baixo a médio grau, dentre elas

predominantemente xistos, metacalcários, metadolomitos, subordinadamente gnaisses.

As pedreiras da RMC (FIGURA 4.3) estão localizadas principalmente nos Complexos

do Proterozóico Inferior, especificamente o complexo gnáissico-migmatítico, composto por

migmatitos estromáticos, biotita gnaisses e biotita-hornblenda gnaisses. Também ocorrem

pedreiras em Metassedimentos do Proterozóico Médio-Superior, especificamente

Formações Perau e Votuverava.


50
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

A Formação Perau definida por Fritzons Jr. et al (1982) engloba quartzitos finos,

calcioxistos, metacalcários, quartzo-biotita-muscovita xistis, biotita xistos, anfibólio xistos,

xistos grafitosos e intercalações de mármores calcíticos e dolomíticos, além de calcioxistos

com tremolita e biotita.

A Formação Votuverava descrita por Bigarella & SalamuniI (1958) é constituída por

metassedimentos síltico-argilosos, mármores impuros, metacalcários calcíticos, filitos e

metassedimentos clásticos, rochas calciossilicáticas, quartzitos as vezes micáceos,

metarenitos, metarcóseos, quartzitos maciços brancos, metagrauvacas e intercalações de

estaurolita-muscovita-biotitaxistos e micaxistos.

51
580000m E 600000 620000 640000 660000 680000 700000 620000 740000 CONVENÇÕES
7300000m N
Pedreiras Pedreiras visitadas
Zonas urbanas de médio e grande porte
Delimitações municipais

gu i092
Ja
PR
PR
Estradas Estradas de Ferro

Rio
ar
An ama
dir
á Drenagens Falhas

Itapirapuã
7280000 Doutor
LEGENDA

- SP
Ulisses

Cenozóico

Quaternário
U

n a
Itape - SP
BR
BR

476

tinig
Sedimentos recentes: sedimentos de deposição fluvial: areia, silte, argila e cascalho, depositados em canais, barras e planícies

í
Apia
de inundação; depoósitos de colúvio e talus, argila, silte e areia, seixos e blocos
Rio Ribeira
// Formação Guabirituba: argila, arcósio, areia e cascalho

Rio

Mesozóico

Cretáceo
Adrianópolis Rochas Intrusivas Alcalinas: carbonatitos, lamprófiro, nefelina sienito, foialito, ijolito, essexito, sienito alcalino, gabro de
Pr
ad
filiação alcalina, diorito, sienodiorito, diques de microssienito, traquito, bostonito, fonolito e tinguaíto.
o
7260000 Diques básicos
Jurássico Rochas Intrusivas Básicas: diques básicos, basaltos, diabásio, gabro, diorito porfirítico, fonolito, olivina gabro.
//

Permiano
Cerro Azul Formação Rio Bonito: porção basal arenosa e porção superior de siltito esverdeado
Grupo Itararé: arenito
Carbonífero Grupo Itararé: siltito, varvito e conglomerado

Paleozóico
Devoniano Fromação Furnas: arenito branco, de granulação média a grossa, feldspático, de matriz caulínica e estratificação cruzada, com
níveis conglomeráticos
7240000 //
Formação Guararubinha: diques de riolito porfirítico, felsito e microgranito; seqüência vulcânica ácida (riolito, tufo e brecha),
seqüência sedimentar (arcósio, siltito, argilito e conglomerado), seqüência vucânica intermediária (andesito e dacito)

Cambriano
Tunas do Paraná
Formação Camarinha: sitito, siltito argiloso, argilito e arenito arcosiano, conglomerado polimítico com matriz arcosiana e
a i090
PR

Pir
PR
arenito arcoseano
U
Ja í do BR
BR
P
tai S
zin ul
116 -S
ho n ga - SP Suite Sienogranito: quartzo sienitos a sienogranitos róseos, álcali-sienitos a álcali-granito, quartzo monzonitos a monzogranitos
ra o
pi ul
cu Pa
Ja ão
S
Suíte Álcali-Granito: álcali-feldspato granito a quartzo sienitos, biotita-hornblenda álcali-granito a monzonitos com afverdsonita
Suite Monzogranito: quartzo monzonitos, monzogranitos a granodioritos
7220000
Fácies Hornblenda Hornfels: hornfels com diopsídio hornfels, microclínio, quartzito hornfels e escarnito com magnetita
Represa
Capivari Suíte Monzogranito e Granodiorito Porfiróide
Rio Branco
do Sul Rochas Metabásicas: metabasito, anfibolito e anfibólio xisto
Bocaíuva do Sul

Proterozóico
Itaperuçu

Superior
Formação Antinha: metassiltito, metarenito, metarritmito siltico-arenso, metarenito fino a metaconglemerático, metacalcário
calcítico

Formação Votuverava: metassiltito, mica xisto, filito grafitoso, metaritimito, ardósias, sericita xisto, quartzo xisto, com
Almirante Colombo
intercalação de meta-lavas e metatufos básicos, mármore impuro, matacalcário calcítico, filito e metassedimento cálcico não
Campina Grande
7200000 Tamandaré diferenciado, rocha calciossilicática, xistosa, verde escura, de granulação fina a média, quartzito micáceo, metarenito, metarcósio,
do Sul
metaconglomerado, fillito, xisto, grauvaca, intercalações de estaurolita-muscovita-biotita xisto e mica xisto
Campo
Magro Formação Itaiacoca: metassedimento síltico-argiloso, metarritmito, ardósia, quartzo-sericita xisto, mármore dolomítico,
i410
PR
PR
metadolomito, migmatito estromático, quartzito, metacalcário calcítico

An
t on
Quatro Barras

ina
Formação Capiru: metassedimento síltico-argiloso, metassiltito, filito, metarritmito, ardósio, sericita xisto, quartzo-sericita xisto,
U
BR
BR
Po

376 mármore dolomítico, quartzito, metarenito e metarcósio


nt M s -

Represa
Do

a ar M
ur

Iraí
G in S

Campo
ro gá
ad

Formação Água Clara: quartzo-mia xisto, quartzito, metamarga, mármore, metandesito, metatufito básico, metabasito e xisto
RF
ss

Pinhais F
o

SA
Mo
U
Largo
a

Curitiba Pa rrete
BR
BR
ran s manganesífero, quartzito cinza-esbranquiçado calcífero e com flogopita e epídoto

Proterozóico
277
Represa ag
Cascavel uá
Passaúna
Foz do Iguaçu
Piraquara Baía de P Formação Água Clara: cálcio xisto, mármore puro e impuro e mica xisto
Gu

7180000
Po apia

aranaguá
ar
nta ra

RF

Proterozóico
FS

Formação Perau: quartzo-biotita-muscovita xisto e sericita xisto, biotita-sericita xisto, clorita sericita xisto, clorita-biotita-sericita
A
Gr - SP
os

Médio
xisto, cálcio xisto, biotita xisto, anfibólio xisto, quartzo xisto e sericita xisto grafitoso
i427
sa

PR
Pa

PR
Iguaçu São José
lme

o dos Pinhais Formação Perau: metacalcário calcítico, metadolomito, cálcio xisto, mármore calcítico silicoso, com ocorrência de formação
ira

Ri ferrífera, metavulcânica félsica e metachert, metacalcário e rocha calciossilicática. quarzito fino


Balsa Nova
Araucária
U Formação Perau: quartzito puro, quartzito micáceo, quartzo xisto com frequentes impregnações de óxido de ferro, de
BR
BR
gui

277
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Rio iBir

á granulometria média a fina

Complexo Turvo-Cajati: granada-sillimanita-biotita-quartzo xisto, actinolita-biotita xisto, xisto albinitizado, xisto


Fazenda calciossilicático, mármore dolomítico, muscovita-biotita-quartzo xisto, hornblenda-quatrzo gnaisse subordinado
7160000 Rio Grande
Complexo Granítico-Gnaissico: monzogranito e granodiorito gnaissico porfiróide a equigranular

Contenda
Complexo Gnáissico-Migmatítico: norito, enderbito, charno gnaisse, meta-quartzo diorito, metadiorito, metagabro,
serpentinito e estealito

Complexo Gnáissico-Migmatítico: migmatito estromático com paleossoma de biotita-hornblenda gnaisse, mica-quartzo

Proterozóico
Mandirituba
xisto, ultrabasito, metabasito e anfibolito

Inferior
Lapa Complexo Gnáissico-Migmatítico:gnaisse oftáimico com paleossoma de biotita gnaisse, biotita-hornblenda gnaisse e
hornblenda gnaisse, gnaisse oceolar interdigitado com migmatito estromalítico com ocorrência de gnaisse leucocrático e xisto
feldspático
7140000 Quitandinha
Complexo Gnáissico-Migmatítico: granito gnáissico e anatexito, biotita-anfibólio tonalito e biotita-anfibílio gradnodiorito,
Jo aru U
G

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Baía de Guaratuba migmatito homogêneio com paleossoma de gnaisse granítico, gnaisse leucocrático, gnaisse e migmatito cataclásticos

Atlântico
BR
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476 in va 376
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São Mateus -S
do Sul
Tijucas do Sul C Complexo Metamórfico Indiferenciado: biotita-muscovita xisto, clorita-biotita-muscovita xisto, serpentina talco xisto,
peridoto serpentinizado, norito, quartzito, metachert, gnaisse, xisto lepidoblástico, anfibolito, metabasito, anfibolito gnaisse e
PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCARTOR microgranito
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427
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Origem da quilometragem: Equador e Meridiano 45ºW de Gr. LOCALIZAÇÃO DA ÁREA Fonte: UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
RFFSA

54º00’ 52º00’ 50º00’ 48º00’


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Acrescidas as constantes 10.000 km e 500 km Instituto de Geociências
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respectivamente.
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SÃO PAULO - DNPM - MINEROPAR


GROSSO Programa de Recursos Minerais e Hidrogeologia
(17/2002) Mapa geológico do

Oceano
Agudos do Sul 23º00’ DO SUL 23º00’
Datum Horizontal: South American 1969 (SAD 69’) Projeto Plano Diretor de CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE
7120000 Mineração para a Região PEDRA BRITADA
Declinação Magnética ao centro: -17º16’ (-7,21’ por ano). Metropolitana de Curitiba.
Pién

Dissertação de Mestrado
São Bento

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25º00’ MAPA GEOLÓGICO DA REGIÃO

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Região
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Metropolitana
do Sul - SC

de Curitiba
METROPOLITANA DE CURITIBA

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Escala 1:500.000

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Data Autor
FIGURA 4.3

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27º00’
SANTA CATARINA 27º00’ Novembro 2006 Página 52 Deyna Pinho
54º00’ 52º00’ 60º00’ 48º00’
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.1.3. Região metropolitana Expandida de Belo Horizonte

A geologia da RMEBH pode ser resumida em três grandes domínios estruturais: o

embasamento antigo de idade Arqueana a Proterozóica Inferior, constituído

predominantemente de rochas granitóides, migmatíticas e gnáissicas, como também de

rochas metamórficas xistosas, quartzíticas, metabasíticas e de formação ferrífera; o

Supergrupo Espinhaço de idade Proterozóica Médio, constituído de xistos, quartzitos e

metaconglomerados e os Grupos Bambuí e Macaúbas de idade Proterozóico Superior,

constituídos de corpos calcários, siltitos e mármores, ardósias, quartzitos e conglomerados.

As pedreiras da RMEBH (FIGURA 4.4) estão localizadas principalmente sobre

metacalcários ou mármores da Formação Sete Lagoas (pertencente ao Subgrupo

Paraopebas e ao Grupo Bambuí). Outra parte das pedreiras está sobre as rochas graníticas,

gnáissicas e migmatíticas do embasamento, rochas que possuem composição granítica a

granodiorítica com biotita gnaisses e migmatitos.

A Formação Sete Lagoas descritas por Dardene (1978) está em contato discordante

com o embasamento, sendo composta por calcários em placas laminadas com intercalações

de bancos argilosos, calcários cinza escuro com laminações argilosas, calcários cinza médio

cristalinos silicosos com finas intercalações de brechas lamelares, calcário bege cristalino

oolítico com estratificações cruzadas locais, dolomitos róseos cristalinos com estratificações

cruzadas locais, contato discordante com dolomitos finamente laminados com intercalações

de níveis estromatólitos e brechas.

53
CONVENÇÕES
520000m E 540000 560000 580000 600000 620000 640000 660000
7880000m N
Pedreiras Pedreiras visitadas
Zonas urbanas de médio e grande porte Zonas urbanas de pequeno porte
Delimitações municipais
Estradas Estradas de ferro

Cipó
Drenagens Falhas

Rio
7860000

LEGENDA

Cenozóico
MG

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i323
MG
itibá Sedimentos Fluviais - sedimentos terciários e quaternários de cascalho, areia, argila, material síltico-argiloso

Cordisburgo
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Proterozóico
7840000 M a Formação Serra de Santa Helena - arcósio com níveis de calcário subordinados

João Pinheiro
Brasília - DF

Superior
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U Funilândia
Subgrupo Rio Paraopeba Indiviso - seqüência pelítica-carbonática agrupando ardósia calcífera,
argilito/siltito calcífero, calcário localmente oolítico e quartzito

Formação Sete Lagoas - calcário grafitoso, calcário silicoso e mármore dolomítico subordinado, metassiltito e
arcósio; estratificação cruzada e marcas ondulares
ma
aú Grupo Macaúbas - conglomerado com matriz quartzítica, quartzito feldspático a meta-arcósio, metarritmito
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Sete Lagoas
Prudente de Moraes
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Supergrupo Espinhaço - seqüência mais impura; filito quartzoso e quartzito micáceo contendo
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MG

subordinadamente quartzo-sericita-especularita xisto, horizontes de metaconglomerado lenticular, polimítico com


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Proterozóico
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seixos estirados de itabirito, hematita compacta, quartzito ferruginoso numa matriz quartzo-sericíta pouco ferriginosa
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Médio
7820000 Lagoa Supergrupo Espinhaço - quartzito feldspático e quartzito micáceo subordinado
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Sumidouro
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Grupo Piracicaba - clorita-sericita-quartzo xisto, xisto estaurolítico com ou sem cloritóide, xisto fino e filito
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Pedro Leopoldo

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Proterozóico
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Cipó ra avermelhado com filito prateado intercalado, metabasito e metatufo; quartzito ferruginoso, quartzito cataclástico,
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Confins metaconglomerado basal e brecha dolomítica, dolomito róseo e filito dolomítico

Inferior
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Neves
Lagoa Santa Taquaraçu de Minas
Grupo Itabira - dolomito filítico, itabirítico, laminado e róseo; filito ferruginoso; localmente aparecem brechas
Ri
o Nova União intradeformacionais com matriz quartzítica-ferruginosa; calcário dolomítico altamente magnesiano e às vezes
São José da Lapa Vespasiano flogopítico

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A Grupo Caraça - quartzito, metaconglomerado oligomítico, piritoso, granulação heterogênea com seixos

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quartzosos e filíticos escuros, fraturados e estriados

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Esmeraldas Ribeirão das Neves São Gonçalo Grupo Maquiné - quartzito puro, sericítico e fuchisítico pouco ferruginoso, sericita xisto; localmente aparece
Santa Luzia

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metaritmito; conglomerado polimítico
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Grupo Nova Lima - sericita-quartzo xisto localmente enriquecido por feldspato, carbonato e grafita
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Grupo Nova Lima - formação ferrífera: itabirito anfibolítico, quartzito magnetítico e xisto feldspático sericítico
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Minas filonitizado; metachert ferrífero
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Vargem Grupo Nova Lima - quartzito cianítico e fuchsítico
7780000 Minas Florestal das Sabará
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Grupo Nova Lima - metabasitos, anfibolitos, piroxenitos, clorita xistos, talco xistos e tremolita xistos (área de
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Nova Lima Grupo Nova Lima - sericita-clorita xisto localmente granatífero e estaurolítico

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Grupo Nova Lima - xisto carbonoso e magnesífero
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Igarapé

Arqueano
Mário Campos Rochas Básicas e Metabásicas - metabasito e metagrabo com textura anfibolítica
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Rio Acima Rochas Metaultramáficas - maciços constituídos por talco xisto, sepertinito e anfibolito
Ri

Granitóides, Gnaisses e Migmatitos - núcleos graníticos e granodioriticos sob estruturação de domos;


gnaisses e migmatitos de caráter básico-ultrabásico (apoiados em parâmetros fotogeológicos estabelecidos na falha
Brumadinho Divinópolis)
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Represa
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Principais Fontes de Informação:
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Ri - DNPM (1982): Projeto metalogenético e de previsão de recursos minerais, Carta de Recursos Minerais de Divinópolis (SF 23-X-A), Escala 1:250.000.
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U - DNPM (1984): Projeto metalogenético e de previsão de recursos minerais, Carta Geológica de Belo Horizonte (SF 23-Z-C), Escala 1:250.000.
reto

- IBGE (1979): Folha Topográfica de Belo Horizonte, Carta do Brasil, Escala 1:250.000
7740000 Rio Manso
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Acrescidas as constantes 10.000 km e 500 km BAHIA Programa de Recursos Minerais e Hidrogeologia


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CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE
Datum Horizontal: Corrego Alegre. PEDRA BRITADA
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Itaguará Declinação Magnética ao centro: 18º38’ (+8º por ano). MINAS GERAIS Dissertação de Mestrado
0 4 8 12 16 20 40 km MAPA GEOLÓGICO DA REGIÃO

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7720000 METROPOLITANA EXPANDIDA

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SÃO PAULO DE
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JA Novembro 2006 Página 54 Deyna Pinho
51º00’ 47º00’ 43º00’
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.1.4. Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro

A RMERJ (FIGURA 4.5) está localizada sobre o domínio tectônico denominado

Bloco Crustal Serra dos Órgãos, limitado pela Zona de Cisalhamento Paraíba do Sul, com

extensa granitização e abundante granitogênense brasiliana. Esse domínio que pode ser

resumido em Complexos do Paleoproterozóico, constituídos pelos complexos São-Fidélis

Pão de Açúcar, Rio Negro, Paraíba do Sul, Região dos Lagos e Unidade Tingui; Rochas

Granitóides do Neoproterozóico, constituídas pelos Corpos Magmáticos Pós e Sintectônicos,

Granitóides tonalíticos Serra dos Órgãos, Granitóides Ilha Grande e Plutônicas Brasilianas;

Rochas alcalinas do Cretáceo e cobertura sedimentar do Quaternário.

As pedreiras da REMERJ estão localizadas principalmente sobre o Complexo Rio

Negro, constituído de gnaisses, migmatitos e rochas granitóides, o Complexo São Fidélis-

Pão de Açúcar, constituído de biotita gnaisses, gnaisses kinzigíticos e augengnaisses,

Rochas Alcalinas e Plutônicas Brasilianas, estas últimas constituídas de charnockitos,

quartzo mangeritos, granitos, meta-gabros e quartzo sienitos.

55
580000m E 600000 620000 640000 660000 680000 700000 720000 740000

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U Origem da quilometragem: Equador e Meridiano 45ºW de Gr.
Angra dos Reis Acrescidas as constantes 10.000 km e 500 km
Santos - SP
respectivamente.

Datum Horizontal: South American 1969 (SAD 69’).

Declinação Magnética ao centro (1965): 19º25’ (+7’ por ano).

OCEANO AT L Â N T I C O 0 4 8 12 16 20 40 km

Escala 1:350.000
7440000

CONVENÇÕES Granitóides Tonalíticos Serra dos Órgãos - gnaisse granítico a granodiorítico rico em hornblenda e biotita além de
granada subordinada.

Pedreiras Pedreiras visitadas Granitóides e Enderbitos Ilha Grande - rochas magmáticas isotrópicas ou orientadas de natureza charnockítica e
granítica (quartzo mangeritos, quartzo diorito)
Cidades Delimitações municipais
Neoproterozóico

Outros Corpos Sintectonicos - ortognaisses com migmatitos subordinados ricos em granada hornblenda e biotita
Estradas Estradas de Ferro
Unidade Palmital - paragnaisses, xistos e migmatitos com lentes de rochas calcissilicáticas
Drenagens Falhas
Metassienitos Canaã - gnaisses alcalinos ou nefelina sienito gnaisses (sienitos com nefelina, álcali feldspato sienitos e
pegmatitos alcalinos)

LEGENDA Plutônicas Brasiliana - charnockitos, charnoenderbegitos, mangeritos, hipertênio sienitos, metanoritos, quartzo
mangeritos, quartzo dioritos, microdianurito gnaissico,tonalitos, microdioritos, granitos, meta-gabro notito, granodiorito,
Sedimentos Marinho-Costeiros sienodiorito, quartzo sienito Fontes:

Complexo São Fidélis-Pão de Açucar - augengnaisses, leptinitos e biotita gnaisse - DNPM (1998): Mapa geológico do Estado do Rio de Janeiro, Programa Cartas de Síntese e Estufos de Integração Geológica,
Quaternário

Sedimentos Marinho-Costeiros de Dunas


Escala 1:400.000
Sedimentos Fluvio-Marinhos // Complexo São Fidélis-Pão de Açucar II - gnaisses kinzigíticos, gnaisses facoidais e subfacoidais
Cenozóico

- DNPM (1965): Mapa geológico do Estado da Guanabara, Folha Baía de Guanabara (SF-23-Q-IV e SF-23-W-II-2)
Sedimentos Fluviais Complexo São Fidélis-Pão de Açucar III - gnaisses kinzigíticos Escala 1:100.000

Grupo Barreiras - leitos de argila intercalados com leitos de areia inconsistente e concreções ferruginosas Complexo Rio Negro - gnaisses, migmatitos homogêneos e heterogêneos e rochas granitóides
Terciário

Paleoproterozóico

Ankaramitos - basaltos melanocráticos porfiríticos com abundância de fenocristais de piroxênio e olivina Complexo Paraiba do Sul - metassedimentos de rochas ortoderivadas e de rochas cataclásticas (ganisses granatíferos
provenientes de pelitos, grauvacas e arcósios; quartzitos, mármores, dolomitos e calciossilicáticas)
Calcários de Itaboraí - calcário travertino bandado ou em fitas paralelas com material silicoso bandado intercalado entre UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
as bandas carbonáticas, calcário areno-argiloso cinzento de matriz fina de argila e calcita e clastos angulosos diversos Complexo Paraiba do Sul - gnaisses kinzigíticos, quatzitos LOCALIZAÇÃO DA FOLHA NO ESTADO
Instituto de Geociências
Série Inferior - gnaisses e migmatitos ortoderivados, de melanossoma máfico, associados a corpos magmáticos
Cretáceo

Diques alcalinos - fonolitos, nefelinitos, traquitos, nefelina melassienitos 45º00’ 44º00’ 43º00’ 42º00’ 41º00’ Programa de Recursos Minerais e Hidrogeologia
intermediários e máficos gnaissificados
ESPÍRITO
Mesozóico

Rochas Alcalinas - sienitos, nefelina sienitos, nefelina microssienito, tinguaitos além de aglomerados vulcânicos (tufos e
Unidade Tingui - hornblenda-biotita gnaisse apresentando migmatização heterogênea de estrutura schlieren, estomática e 21º00’
SANTO 21º00’
CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE
brechas) lavas fonolíticas e ignibritos
pinch and swell MINAS GERAIS PEDRA BRITADA
// Diques básicos - diques ankaramíticos, basanitos, tefritos e basálticos ricos em plagioclásio com fenocristais de olivina e Dissertação de Mestrado
clinopiroxênio, magnetita, flogopita, anfibólio e apatita Complexo Região dos Lagos - rochas ortoderivadas deformadas com orientação conspícua: granitóides de
composição granítica, granodiorítica e tonalítica, migmatitos homogêneos o heterogêneos de peleossoma anfibolítico ou MAPA GEOLÓGICO DA
Jurássico

22º00’ 22º00’

Corpos Magmáticos Pós e Sintectônicos I - rochas granitóides de composição granítica, granodiorítica, tonalítica e tonalític e lentes anfibilíticas. RIO DE JANEIRO
sienogranítica compostas de microclínio, oligoclasio, quartzo e biotita além de augita, hornblenda, titanita, allanita, apatita e REGIÃO METROPOLITANA EXPANDIDA
SÃO
zircão. Muscovita, carbonato e epidoto-clinozoisita como minerais hidrotermais
23º00’
PAULO Região Metropolitana
do Rio de Janeiro
23º00’
DO RIO DE JANEIRO
Corpos Magmáticos Pós e Sintectônicos II - rochas graníticas com facies variadas (gabro, diorito, quartzo diorito a Data Autor
granodiorito, granito porfirítico e lucogranito aplítico) compostas por microclínio porfirítico, biotita, hornblenda, clinipiroxênio além FIGURA 4.5
de allanita-titanita e ilmenita-magnetita. O magmatismo é de natureza calcioalcalina, alcalino-cálcica e peraluminoso. 45º00’ 44º00’ 43º00’ 42º00’ 41º00’
Novembro 2006 Página 56 Deyna Pinho
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.1.5. Região Metropolitana de São Paulo

Segundo os autores Hasui et al (1975), Hasui e Sadowski (1976) apud Juliani (1993),

Coutinho (1980), Almeida et al (1981) apud Juliani op. cit., SABESP/CEPAS (1994), Takiya

(1997), Rodriguez (1998), Sant’Anna (1999), a RMSP está sobre rochas cristalinas pré-

cambrianas, recobertas parcialmente por sedimentos da Bacia São Paulo e sedimentos

aluvionares recentes, associados às principais drenagens.

O embasamento cristalino situa-se no Cinturão de Dobramentos Ribeira, constituído

por plutônicas brasilianas (corpos graníticos), Complexo Amparo, Grupo Açungui, Complexo

Embu, Complexo Santa Isabel, Grupo São Roque e Grupo Serra do Itaberaba. O Complxo

Amparo localizado ao norte da Bacia de São Paulo é constituído de rochas gnáissico-

migmatíticas de médio a alto grau metamórfico, mais especificamente gnaisses com

granada, biotita, hornblenda e migmatizados em intensidade variável, além de xistos,

anfibolitos, rochas calciossilicáticas e granulitos subordinados.

O complexo Embu é constituído por gnaisses e migmatitos oftálmicos, com bandas

xistosas e inclusões subordinadas de xistos e metabásicas. O Grupo São Roque é formado

por filitos róseos, alaranjados, castanho ou avermelhados, apresentam estrutura rítmica,

bandada ou laminada dadas pelas alternâncias de leitos menos quartzosos, aparecem

também anfibolitos, mica xistos, quartzitos, metacalcários, metadolomitos, gnaisses rochas

cálciossilicáticas e dioritos.

O Grupo Serra do Itaberaba apresenta grande variedade de metamorfitos de origem

vulcano a vulcanossedimentar, como metapsamitos, formações ferríferas, rochas

calciossilicáticas, metapelitos, rochas metabásicas a metavulcanoclásticas.

A Bacia São Paulo se espalha por uma área ovalada que segundo Ricominni (1989)

trata-se de um hemi-graben basculada para NNW e unidade integrante do Rifit Continental

do Sudeste do Brasil é composta pelas Formações Resende, Tremembé, São Paulo e

Itauqquecetuba. Fomações estas compostas por sitemas fluviais meandrantes, leques

aluviais, depósitos arenosos, lamitos, arenitos, conglomerados e lamitos seixosos.

57
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Como indicado na FIGURA 4.6 as pedreiras da RMSP estão localizadas sobre os

Grupos São Roque, Amparo, Serra do Itaberaba, como também sobre o complexo Embu,

Santa Isabel e Costeiro. Essas unidades são compostas por filitos e xistos; quartzitos,

metassiltitos e xistos; micaxistos, rochas granitóides, rochas gnáissicas, anfibolitos e

metacarbonáticas. Destaque para as rochas granitóides maciças, constituídas de granitos,

granodioritos sin e pós-tectônicos, e granitóides foliadas constituídas de granito-gnaisse,

biotita gnaisse subordinadamente milonítico; unidades onde predominam as minerações de

pedra britada.

O Complexo Santa Isabel, segundo Campos Neto & Basei (1983) é formado por uma

frente milonítica composta por milonitos bandados, que é sobreposta pela unidade basal de

blastomilonito gnaisses porfiroblásticos, que intercala bandas de anfibolito, biotita-

hornblenda-quartzo xisto, hornblenda gnaisses, biotita-hornblenda gnaisses, intercalações

de anfibolitos e biotita-piroxênio gnaisse.

Moraes (1995) distinguiu o Granito Itapetí em diversas fácies, dentre elas, Granito

porfiróide Cinza-rosado, Melogranito, Porfiróide e Granito, Porfiróide Róseo, Porfir´´oide

Cinza/Granito, Porfirítico/Quartzo Monzonito Inequigranular, sendo comum a presença de

diques enclaves e veios.

58
280000m E 300000 320000 340000 360000 380000 400000 420000
CONVENÇÕES

G
BR

M
381
U

e-
Pedreiras Pedreiras visitadas

t
on
iz
or
H
lo
Cidades

Be
SP

i330 SP
Delimitações municipais

Rib
i332

Nazaré Paulista
SP
Jund

eir
SP
348 iaí
Ci Francisco i036

ão
am
Res. Estradas Estradas de ferro
Morato

P
pin

ret
as Jaguari

o
ri Drenagens Falhas
ue BR

Res. Juq Santa de -RJ


BR U 116
Rio eiro
Jan
SA
Paiva Castro Isabel RFF
7420000m N Franco de -RJ
da Rocha Rio Mairiporã Rio eiro
i070
SP
LEGENDA
SP
Jan
i321 me mbé
Itú Cajamar Tre SP

Depósitos aluviais: predominância de material areno-argiloso


i066 Quaternário

Cenozóico
Res. reí
Caieiras Jaca
Formação São Paulo: sistema fluvial meandrante; predominância de depósitos

Terciário
Pirapora do Pirapora
Bom Jesus Arujá arenosos, subordinadamente argilas e conglomerados
São José
Guararema dos Campos Formação Resende: sistema de leques associados à planície aluvial de rios
entrelaçados; lamito, arenito conglomerado.
FEPASA
//
Formação Resende: sistema de leques proximais; predominância de lamito
seixoso.
SP
Santana Guarulhos
i280
Sor de Parnaíba
oca
ba Grupo São Roque,Grupo Amparo, Grupo Serra do Itaberaba,
Complexo Embu e Complexo Costeiro indifierenciados
Itaquaquecetuba
7400000 filito e xisto subordinado: metapelito e metarenito ritmico, filito bandado, filito
FE
PA grafitoso, sobordinadamente sericita xisto e mica xisto
inga
SA SP

So Poá Parait
088
i
roc RioMogi das Caraguatatuba
ab
a Barueri Carapicuíba Ri quartzitos com ocorrência de metassiltito e xisto: quartzito, sillimanita-
o Cruzes Tietê Rio Salesópolis

Proterozóico indiferenciado
Suzano muscovita quartzito, quartzito feldspático; metarritmito pelítico e quartzoso, metarenito,
São Paulo
Jandira Osasco Ferraz de metassiltito; sericita xisto e mica xisto; quartzito puro a feldspático com intercalação
Itapevi Res. local de rocha calciosilicática
Vasconcelos
Pi

Taiacupeba Res.
nh

Biritiba micaxisto com metaquartzito e metassiltito subordinado: biotita-quartzo-


eir

Ponte Nova
os

Mirim muscovita xisto, granada-biotita xisto, mica xistos diversos, parcialmente


SP

i250 São Caetano migmatizados; ocorrência de corpos lenticulares de anfibolito, quartzito e rocha
São Roque
Taboão do Sul calciocilicática
Cotia
Vargem da Serra Res.
Soro
c Grande Jundiai Res. Ribeirão rochas granitóides maçicas: granito, granodiorito, granitóides indiferenciados
aba
FEP
ASA
Paulista do Campo equigranulares ou porfiróides, em parte gnáissicos; sintectônicos e pós tectônicos
Embu
rochas granitóides foliadas ou alteradas: granito-gnaisse porfiroblástico,
Santo gnaisse granítico, biotita ganisse subordinadamente milonítico
André Mauá
7380000 Diadema
rochas predominantemente gnáissicas: biotita gnaisse quartzoso; migmatitos
Res. Res. diversos e subordinadamente granito-gnaisse porfiroblástico; biotita gnaisse e gnaisse
Pedro Beicht Guarapiranga São Bernardo peraluminoso.
Itapecerica Ribeirão
da Serra do Campo
Pires anfibolitos: corpos lenticulares subordinados em xisto
Rio Grande rochas metacarbonáticas: metacalcário e metadolomito, rocha calciossilicatada
da Serra com intercalação de filito; Unidade Clastoquímica do Grupo Serra do Itaberaba e Grupo
Res. São Roque correlacionável
Res. Jurubatuba Res. Rio

s
nto
Billings Pequeno

A S
Sa
PA
Fonte:

FE
PROJEÇÃO UNIVERSAL TRANSVERSA DE MERCARTOR
- Base cartográfica adaptada de IPT (1998), EMPLASA (1980): Carta
Origem da quilometragem: Equador e Meridiano 45ºW de Gr. Geológica da Região metropolitada de São Paulo, escala 1:100.000.
Acrescidas as constantes 10.000 km e 500 km respectivamente.
São Lourenço Embu
7360000 da Serra Guaçu Res. Rio Datum Horizontal: South American 1969 (SAD 69’) - Base geológica adaptada de SABESP/CEPAS (1994), RODRIGUES (1998),
das Pedras Projeto Alto Tietê (1999), CUCHIERATO (2000) e OLIVITO (2000).
SP
Declinação Magnética ao centro em 1979: -16º45’ (-8’50” por ano).
S
i150 SP

a 160
Gu nto i
aru s
Res. Cachoeira já 0 4 8 12 16 20 40 km
do Franca Juquitiba UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO
LOCALIZAÇÃO DA ÁREA Instituto de Geociências
Escala 1:350.000
51° 48° 45° Programa de Recursos Minerais e Hidrogeologia
O
TIC
MATO MINAS GERAIS
tos
SaFn GROSSO CONTRIBUIÇÃO À PETROGRAFIA DE
EPA
SA
N 20° 20°

LÂ DO SUL
PEDRA BRITADA
AT 22°
SÃO PAULO Dissertação de Mestrado
22°
O
R

MAPA GEOLÓGICO DA REGIÃO


-P

N
EA
i ba

BR

116
U
rit

7340000 RMSP
METROPOLITANA DE SÃO PAULO
OC
Cu

24° 24°
PARANÁ Data Autor
FIGURA 4.6
Novembro 2006 Página 49 Deyna Pinho
51° 48° 45°
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2. AMOSTRAGEM E PETROGRAFIA DOS CENTROS PRODUTORES

Foram coletadas um total de 180 amostras de diferentes tipos de rocha nos 5 centros

produtores, amostras que representam os principais tipos de rocha explorados como pedra

britada no país. Amostras que foram coletadas em diferentes frentes de lavra em 10

minerações de pedra britada, pertencentes às regiões metropolitanas, sendo que os dados

sobre produção, produtos e preços praticados nas minerações encontram-se na TABELA

4.2.

Na RMPA foram amostradas unidades produtoras das empresas: Eldorado

Mineração Ltda., que explora brita em rocha granítica, no município de Eldorado do Sul –

RS; INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas Ltda., que explora brita em rocha

básica, no município de Estância Velha – RS.

Na RMC foi realizada amostragem nas Ups: INECOL – Indústria e Comercio de

Pedras Britadas Ltda., que explora brita em rocha gnáissico-migmatítica, no município de

Campo Largo – PR; Cimento Rio Branco S.A.– Grupo Votorantim, que explora brita em

rocha cabonática, no município de Rio Branco do Sul – PR. Na RMRJ foram coletadas

amostras nas UPs: Ibrata Mineração Ltda., que explora brita em rocha gnáissica, no

município de Iraboraí – RJ; Pedreira Vigné Ltda., que explora brita em rocha sienítica, no

município de Nova Iguaçu – RJ. Na RMBH foram amostradas as UPs: Britadora Betim –

Grupo MTransMinas, que explora brita em rocha gnáissico-migmatítica, no município de

Betim – MG; Mineração Mata Grande Ltda., que explora brita em rocha cabonática, no

município de Sete Lagoas – MG.

E, finalmente na RMSP foram feitas amostragens nas UPs: Pedreira Santa Isabel –

Grupo PSI., que explora brita em rocha gnáissica, no município de Santa Isabel – SP; Embu

S.A. – Unidade Itapeti, que explora brita em rocha granítica, no município de Mogi das

Cruzes – SP.

60
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 4.2: Empresas visitadas e valores de produção e produtos comercializados.


PRODUÇÂO PREÇO
EMPRESAS PRODUTOS
MENSAL MÉDIO
Brita 1, 2; pedrisco grosso
Eldorado Mineração Ltda. 20.000 m3 23 reais/m3 e médio; areia ou pó de
brita.
INCOPEL – Ind. E Com. Brita 0, 1, 2, 3, 4; pedrisco;
___ ___
De Pedras Britadas Ltda. areia ou pó de brita.
INECOL – Ind. E Com. De 14. 000 a Brita 1; pedrisco; pó de
22 reais/m3
Pedras Britadas Ltda. 15.000 m3 pedra; e areia de brita.
Brita 0, 1, 2; areia de brita;
Cimento Rio Branco S.A. ___ ___
pó de pedra.
Ibrata mineração Ltda. 13.000 m3 28 reais/m3 Brita 0, 1, 2; pó de pedra.
Brita 0, 1, 2, 3, brita
Pedreira Vigné Ltda. ___ ___
corrida.
Mata Grande Mineração
___ 10 reais/t
Ltda.
Rachão; Brita 0, 1, 2, 3, 4;
20.000 a
Britadora Betim Ltda. 16 reais/t pó de pedra, brita corrida;
25.000 t
pedrisco misto.
Rachão; Brita 0, 1/2, 1, 2,
Pedreira Santa Isabel 3 3
200.000 m 26 reais/m 3, 4; areia de brita, pó de
Ltda.
pedra.
Rachão; Brita 0, 1, 2, 3, 4;
Brita corrida; pedrisco,
Embu S.A. – Unidade 125.000 a
___ pedrisco misto; areia de
Itapeti 126. 000 m3
brita fina e grossa; pó de
pedra.
─ Dados não fornecidos pela empresa.
Os estudos petrográficos foram realizados em três etapas, a primeira se referiu à

descrição dos perfis de amostragem e macroscopia das amostras, a segunda foi

representada pela seleção das amostras para a terceira etapa de descrição microscópica.

As análises macroscópicas foram descritas conforme as feições litológicas vistas em

campo e descritas nos perfis de amostragem, sendo que as descrições detalhadas por

61
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

amostra podem ser vistas nas diversas fichas de descrições macroscópicas no Anexo I,

organizadas segundo o modelo da FIGURA 4.7.

As análises microscópicas que contemplaram as lâminas delgadas, encontram-se

detalhadas em fichas de descrição microscópica no Anexo II, arranjadas segundo o modelo

da FIGURA 4.8.

FIGURA 4.7: Modelo da ficha de descrição FIGURA 4.8: Modelo da ficha de descrição
macroscópica utilizada (Anexo I). microscópica utilizada (Anexo II).

4.2.1. Eldorado Mineração LTDA.

4.2.1.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Eldorado Mineração está localizada no município de Estância Velha a 30 km de

Porto Alegre, e para se chegar até ela a partir de Porto Alegre segue-se pela rodovia BR-

290 sentido São Gabriel, após o pedágio, já no município de Eldorado do Sul, entra-se a

62
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

esquerda no que seria a continuação da rodovia estadual RS-401 e após percorrer

aproximadamente 4 km na estrada de terra, chega-se a Eldorado Mineração Ltda (FIGURA

4.9).

FIGURA 4.9: Localização e acesso a Eldorado Mineração Ltda.

4.2.1.2. AMOSTRAGEM

A amostragem ocorreu em três perfis em duas frentes de lavra; a cava de exploração

mineira tem a forma semi-elípitca com 290 m por 170 m, sendo que contém três bancadas

com aproximadamente 12 m cada. Foram feitos um perfil de amostragem na primeira

bancada (RMPA 01C) e dois perfis na segunda bancada (RMPA 01A e RMPA 01B),

conforme ilustrado na FIGURA 4.10. Coletou-se um total de 17 amostras, 10 na primeira

bancada e 7 na segunda bancada, sendo que as amostras nos três perfis foram coletadas

de 10 em 10 metros, com altura em relação a bancada de 1,60 a 1,80 m.

63
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

*
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.10: Localização dos perfis de amostragem na Eldorado Mineração Ltda.

4.2.1.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha predominante é um sienogranito avermelhado porfirítico a porfiróide

intensamente fraturado, por vezes falhado. No perfil RMPA 01A, possui uma textura mais

porfiróide, devido a matriz estar um pouco mais grossa. Localmente adquire uma coloração

mais intensamente avermelhada, devido à influência hidrotermal. Macroscopicamente (vide

Fichas de Descrição Macroscópica, Anexo I) é composta em torno de 58% de feldspato

alcalino, 25% de quartzo, 14% de plagioclásio, 2% de biotita e por vezes mostra presença

de pirita ou calcopirita com até 1%.

64
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

No perfil RMPA 01B, a sienogranito apresenta uma textura porfirítica mais evidente,

ainda de mesma composição mineralógica, com a matriz média com orientação dos

minerais, mostrando influência hidrotermal baixa e restrita ao local da amostra ES-B03, e

também com maior falhamento e fraturamento gerando uma ação de alteração intempérica

maior.

No perfil RMPA 01C, o sienogranito possui um tom de cor mais rosado, adquire uma

estrutura marcada por estiramento mineral, ou cisalhada, aparentemente de caráter

rúptil/dúctil, a textura ainda porfirítica fica mais evidente devido à granulação mais fina da

matriz, e também apresenta uma composição mineralógica mais rica em quartzo. Em

especial, a amostra ES-C10, apresenta um maior índice de cor ou máficos, em torno de

10%, devido à presença de lamelas de biotita.

As amostras foram agrupadas de acordo com as suas características ou feições

macroscópicas em comum, conforme TABELA 4.3 e PRANCHAS 4.1, 4.2 e 4.3. No grupo

ES-I as rochas possuem uma textura porfiróide, diferente do grupo ES-II onde a matriz

possui uma granulometria pouco mais fina, destacando a textura porfirítica e a orientação

dos minerais. Entre os grupos ES-III, IV e V, a característica diferencial é a porcentagem de

quartzo que aumenta de III para V, enquanto que no grupo ES-VI é a porcentagem de biotita

presente que é maior.

TABELA 4.3: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Eldorado Mineração.
GRUPO - PRANCHA AMOSTRAS
ES-I – PRANCHA 4.1 ES – A01, ES – A02.
ES-II – PRANCHA 4.1 ES – A03, ES – A04, ES – A04, ES – A05, ES – B01, ES – B02, ES – 03,
ES – B04.
ES-III – PRANCHA 4.2 ES –C01, ES – C02, ES – C03, ES – C05.
ES-IV – PRANCHA 4.2 ES – C04, ES – C07.
ES-V – PRANCHA 4.3 ES – C06, ES – C08, ES – C09.
ES-VI – PRANCHA 4.3 ES – C10.
Vermelho: amostra escolhida para laminação.

68
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo ES-I Grupo ES-II


ES - A01
ES - A04 ES - B02

ES - A02
ES - A05 ES - B03

ES - A03 ES - B01 ES - B04

PRANCHA 4.1
69
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo ES-III Grupo ES-IV


ES - C01 ES - C02 ES - C04

ES - C03 ES - C05 ES - C07

PRANCHA 4.2

70
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo ES-V
ES - C06 ES - C08

Grupo ES-VI
ES - C10

ES - C09

PRANCHA 4.3

71
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.1: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.2: Fotomicrografia da amostra


ES-A02 (grupo ES-I); 1,25x, ES-B02 (grupo ES-II); 4x, polarizadores
polarizadores cruzados. cruzados.

Microscopicamente (Vide Fichas de Descrição Microscópica, Anexo II) as rochas do

grupo ES-I e ES-II são semelhantes em textura e composição. A textura é porfirítica de

matriz granular hipidiomórfica, os fenocristais de feldspato alcalino são pertíticos, sendo que

possui dentre os minerais essenciais, quartzo (35%), feldspato alcalino (40%), plagioclásio

(10%), biotita (4%); minerais acessórios são apatita (3%), fluorita (2%), em menor

quantidade monazita e titanita. São minerais secundários sericita e óxido de ferro, ambos

relacionados com o estado microfissural intragranular e intergranular predominates de grau

fraco, associados com preenchimento de espaços entre as geminações do feldspato por

sericita e óxido de ferro, ou entre grãos de plagioclásio e quartzo por óxido de ferro.

As rochas dos grupos ES-III a ES-VI são semelhantes microscopicamente, com

textura porfirítica de matriz hipidiomórfica e estiramento mineral, quartzo com extinção

ondulante e fenocristais de feldspato alcalino mesopertíticos e presença de ocelos com

fluorita, feldspato e apatita. Quartzo entre 30 a 40%, feldspato alcalino entre 30 a 40%,

plagioclásio entre 20 a 30%; presença de fluorita, biotita, apatita, e detalhe para a amostra

ES-C07 que contém muscovita.

O estado microfissural predomina o transgranular de grau fraco, com a presença de

microfraturas preenchidas por óxido de ferro, e subordinadamente sericita. Destaque para a

amostra ES-C07, com grau de microfissuramento moderado, e a amostra ES-C10 com

microfissuras intergranulares e intergranulares de grau fraco.

72
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.3: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.4: Fotomicrografia da amostra


ES-C02 (grupo ES-III); 4x, polarizadores ES-C07 (grupo ES-IV); 1,25x,
cruzados. polarizadores cruzados.

FOTO 4.5: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.6: Fotomicrografia da amostra


ES-C09 (grupo ES-V); 4x, polarizadores ES-C10 (grupo ES-VI); 1,25x,
cruzados. polarizadores cruzados.

4.2.2. Incopel – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA.

4.2.2.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Incopel está localizada no município de Estância Velha a 45,5 km de Porto Alegre

e para se chegar até ela, a partir de Porto Alegre, segue-se pela rodovia BR-116 sentido

Caxias do Sul, depois de passar por baixo do viaduto da RS-239 ou Av. Presidente Vargas

no município de Novo Hamburgo, que leva à entrada de Estância Velha, pega-se a segunda

via asfaltada a esquerda e após percorrer 800 m chega-se à Incopel – Ind. E Com. De

Pedras Britadas Ltda. (FIGURA 4.11).

73
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.11: Localização e acesso a Incopel – Indústria e Comércio


de Pedras Britadas Ltda.

4.2.2.2. AMOSTRAGEM

Na Incopel a amostragem ocorreu em 6 perfis em frentes de lavras e bancadas

distintas; a cava possui a forma semi-elipitica, com 370 m por 260 m, e 6 bancadas

circuncêntricas com aproximadamente 15 m de altura. Foram tomadas 3 amostras por perfil

em cada bancada (perfil RMPA 02A, 02B, 02C, 02D, 02E, 02F) dando um total de 18

amostras todas de 5 em 5 m com uma altura de 1,60 ou 3 m em relação a bancada

(FIGURA 4.12).

74
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Croqui feito com base em observações de campo no local.


Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.12: Localização dos perfis de amostragem na Incopel – Indústria e
Comércio de Pedras Britadas Ltda.

4.2.2.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha no geral é um basalto fanerítico fino a afanítico, com porções

glomeromáficas, por vezes porfirítico, localmente com amídalas e vesículas, e por vezes

com mais feldspato alcalino (basalto latito). Macroscopicamente (vide Fichas de Descrição

Macroscópica, Anexo I) o basalto é composto por 45% de piroxênio, 52% de plagioclásio,

menor ou igual a 1% de feldspato alcalino e 3% de magnetita; no perfil RMPA 02A o basalto

é homogêneo fanerítico fino; no perfil RMPA 02B o basalto apresenta-se mais fino sendo

75
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

rico em amídalas de quartzo e calcedônia, e mais subordinadamente carbonato no nível

superior, e no nível inferior de aspecto porfirítico.

No perfil RMPA 02C o basalto é fanerítico fino a médio, localmente glomeromáfico,

com a presença de diques clásticos de coloração rósea, provavelmente da Formação

Botucatu. No perfil RMPA 02D o basalto adquire uma granulação mais grossa, de textura

fanerítica média a porfirítica, enquanto que no perfil 02E o basalto é fanerítico médio

homogêneo, com a presença de diques de basalto latito fanerítico fino a médio. No perfil

RMPA 02F o basalto é homogeneamente porfirítico de matriz fina.

As amostras foram agrupadas de acordo com a cor e textura conforme TABELA 4.4,

e como ilustrado nas PRANCHAS 4.4, 4.5 e 4.6. No grupo EV-I foram agrupadas as

amostras com coloração esverdeada e granulação fina. No grupo EV-II separou-se a

amostra de coloração mais intensamente esverdeada, enquanto que no grupo EV-III estão

as amostras que apresentam mais amídalas. No grupo EV-IV separou-se a amostra que

contém dique clástico, e no grupo EV-VII a amostra que possui uma quantidade maior de

feldspato alcalino (7%). No grupo EV-V as amostras de textura glomeromáfica e coloração

esverdeada e no grupo EV-VI as amostras de coloração arroxeada e granulação fina a

média.

TABELA 4.4: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Incopel.
GRUPO - PRANCHA AMOSTRAS
EV-I – PRANCHA 4.4 EV – A01, EV – A02, EV – A03.
EV-II – PRANCHA 4.4 EV – B02.
EV-III – PRANCHA 4.4 EV – B01, EV – B03.
EV-IV – PRANCHA 4.5 EV – C02.
EV-V – PRANCHA 4.5 EV – C01, EV – C03.
EV-VI – PRANCHA 4.5 EV – D03, EV – E01.
EV-VII – PRANCHA 4.5 EV – E03.
EV-VIII – PRANCHA 4.6 EV – D01, EV – D02, EV – E02, EV – F01, EV – F02, EV – F03.
Vermelho: amostra escolhida para laminação.

81
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo EV-I
EV - A01 EV - A02

Grupo EV-III
EV - B01

EV - A03

EV - B03

Grupo EV-II
EV - B02

PRANCHA 4.4
82
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo EV-IV
EV - C02

Grupo EV-V Grupo EV-VI


EV - C01 EV - D03

EV - C03 EV - E01
Grupo EV-VII
EV - E03

PRANCHA 4.5

83
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo EV-VIII

EV - D01 EV - D02 EV - E02

EV - F01 EV - F02 EV - F03

PRANCHA 4.6

84
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.7: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.8: Fotomicrografia da amostra


EV-A03 (grupo EV-I); 4x, polarizadores EV-C02 (grupo EV-IV); 4x, polarizadores
descruzados. descruzados.

FOTO 4.9: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.10: Fotomicrografia da amostra


EV-B02 (grupo EV-II); 4x, polarizadores EV-B03 (grupo EV-III); 4x, polarizadores
descruzados. descruzados.

Microscopicamente predominam quatro tipos texturais, as FOTOS 4.7 e 4.8, apesar


de serem de grupos diferentes (EV-I e EV-IV respectivamente) ilustram um basalto textural e
composicionalmente semelhante: fanerítico fino com vidro, hipocristalino intergranular e
intersertal, com 39% de plagioclásio, 38% de piroxênio, 7 % de minerais opacos, 6% de
vidro e/ou micrólitos, 4% de apatita, 3% de feldspato alcalino, 2% de filossilicato verde e
subordinadamente sericita e óxido de ferro.
As FOTOS 4.9 e 4.10, apesar de também serem de grupos diferentes (EV-II e EV-III
respectivamente) ilustram um basalto texturalmente com parcial semelhança: porfiróide a
porfirítico amidaloidal localmente de matriz picrítica (principalmente próximo a borda de
geodos), com textura semelhante a anterior, porém também glomeroporfirítica, com pouco
feldspato alcalino (1 a 2%), maior quantidade de vidro/micrólitos (11 e 30%), presença de
quartzo (30 e 40%) seja em amídalas ou em diques clásticos, 10 e 15% de piroxênio, 13 e
21% de plagioclásio, e 10% de minerais opacos.

85
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.11: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.12: Fotomicrografia da amostra


EV-E01 (grupo EV-VI); 4x, polarizadores EV-E03 (grupo ES-VII); 4x, polarizadores
descruzados. descruzados.

FOTO 4.13: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.14: Fotomicrografia da amostra


EV-C03 (grupo ES-V); 4x, polarizadores EV-F02 (grupo ES-VIII); 4x, polarizadores
descruzados. descruzados.

A FOTO 4.11 demonstra um basalto porfirítico com olivina (6%), de textura ofítica a
subofítica, com pouco vidro/micrólitos (1%), pouco feldspato alcalino (<1%), e por último as
FOTOS 4.12, 4.13 e 4.14, apesar de serem de grupos diferentes (EV-VII, EV-V, e EV-VIII
respectivamente) ilustram um basalto e basalto latito texturalmente semelhante: porfiróide a
porfirítico com vidro, e com fenocristais de plagioclásio, feldspato alcalino entre 5 a 7%,
textura intergranular e intersertal, vidro/micrólitos variando de 4 a 20%, 30 a 36% de
piroxênio, 42 a 48% de plagioclásio.
De acordo com o estado microfissural, predomina o microfissuramento intragranular
de sericita em plagioclásio e feldspato alcalino, e o intergranular de filossilicato verde ou
óxido/hidróxido de ferro na borda de minerais opacos. Cabe salientar a amostra EV-B02 que
contém 7% de filossilicato verde possível mineral deletério (mais que o limite de 5%), que
após análise de difratometria de raios X, constatou-se que se trata de um argilomineral do
grupo da esmectita, constatado pelo expansão de 15 Å para 17 Å após 12h em etilenoglicol
(GRÁFICO 4.1)

86
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

GRÁFICO 4.1: Difratograma de raios x da amostra EV-B02; curva (1) amostra não glicolada,
curva (2) amostra glicolada.

4.2.3. Inecol – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA.

4.2.3.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Inecol está localizada no município de Campo Largo a 13 km de Curitiba, e para se

chegar até ela, a partir de Curitiba, seguindo pela BR-277 no sentido Campo Largo,

passando o viaduto do rodoanel de Curitiba e uma madeireira a direita, entra-se no quarto

acesso também a direita, uma estrada asfaltada de aproximadamente 1 km (FIGURA 4.13).

87
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.13: Localização e acesso a Inecol – Indústria e Comércio


de Pedras Britadas Ltda.

4.2.3.2. AMOSTRAGEM

A Inecol contém uma cava elipsóide de 190 m por 80 m com cerca de 50 m de

profundidade cuja rampa de acesso é em espiral. Conforme FIGURA 4.14, foram feitos dois

perfis de amostragem na primeira bancada, RMC 01A e RMC 01B respectivamente. No

primeiro foram coletadas 8 amostras a intervalos de 10 em 10 m ao longo da frente de lavra,

a uma altura de 1,60 m, e no segundo coletou-se 7 amostras também com intervalo

aproximadamente de 10 em 10 m, a uma altura de 1,60 a 2,00 m.

88
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

*
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.14: Localização dos perfis de amostragem na Inecol – Indústria e Comércio
de Pedras Britadas.

4.2.3.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha predominante é um migmatito composto por leucossoma granítico foliado,

um mesossoma gnáissico bandado de composição anfibolítica, e raramente em pequenas

lentes de melanossoma composto por biotita. No perfil RMC 01A e RMC 01B, o migmatito

presente é composto por volta de 80% de mesossoma de biotita-hornblenda ganisse foliado,

89
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

com bandamento gnáissico muito a pouco evidente; 18% de leucossoma sienogranítico, que

ocorre como pequenas venulações ou diásperos graníticos em meio ao mesossoma, com IC

entre 2 a 5%; e 2% de melanossoma rico em biotita.

O mesossoma de biotita-hornblenda gnaisse é composto macroscopicamente (Vide

Fichas de Descrição Macroscópica, Anexo I) por volta de 40% de feldspato potássico, 15%

de quartzo, 30% de hornblenda, e 5% de biotita, de textura nematogranoblástica, com

segregação mineral em bandas por vezes pouco nítidas (bandas finas 0,5 cm de espessura)

e por vezes bem nítidas (bandas espessas com até 5 cm de espessura); localmente a

textura pode variar para porfiroblástica ou mesmo cataclasiada. Já o leucossoma

sienogranítico é composto por 45% de feldspato potássico, 20% de plagioclásio, 30% de

quartzo, e no máximo 5% de biotita, de textura granular hipidiomórfica foliada.

Verificou-se a presença de dique de diabásio (perfil RMC 01A) de textura fanerítica

média a fina maciça, de composição macroscópica 52% de piroxênio, 45% de plagioclásio e

3% de magnetita. No perfil RMC 01B ocorere um veio hidrotermal alterando o mesossoma

presente para uma rocha de cor vermelha intensa, facilitando a ação intempérica.

As amostras foram agrupadas de acordo com as semelhanças texturais e

composicionais, conforme resumido na TABELA 4.5, e ilustrado nas PRANCHAS 4.7 e 4.8.

No grupo CL-I foram agrupadas as amostras de composição básica pertencentes ao dique

de diabásio (perfil RMC 01A), no grupo CL-II foram agrupadas as amostras compostas por

um messoma gnáissico com bandas quartzo-feldspáticas nítidas e espessas (2 a 3 cm); no

grupo CL-III, foram agrupadas amostras com bandamento gnáissico mais fino (0,5 a 1 cm de

espessura); no grupo CL-IV, foram agrupadas amostras com textura porfiroblastópide e

cataclasiada; no grupo CL-V separou-se a amostra CL-A04, por conter o contato entre dois

tipos gnáissicos um fino e outro mais grosso; no grupo CL-VI, foram agrupadas as amostras

constituídas pelo leucossoma sienogranítico; e por último no grupo CL-VII, separou-se a

amostra CL-B01 de cor intensamente avermelhada devido ao alto grau de hidrotermalismo e

alteração intempérica.

93
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo CL-I Grupo CL-III


CL - A01 CL - A03

Grupo CL-II

CL - A05

CL - A02 CL - B02

CL - A07

CL - A08 CL - A05/06

PRANCHA 4.7
94
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo CL-IV
CL - A06 CL - B03

Grupo CL-V
CL - A04

CL - B04 CL - B05

Grupo CL-VII Grupo CL-VI


CL - B01 CL - B06 CL - B07

PRANCHA 4.8
95
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 4.5: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Inecol.
GRUPO AMOSTRAS
CL-I – PRANCHA 4.7 CL – A01, CL – A02, CL – A08.

CL-II – PRANCHA 4.7 CL – A05, CL – A07.

CL-III – PRANCHA 4.7 CL – A05/06, CL – A03, CL – B02.

CL-IV – PRANCHA 4.8 CL – A06, CL – B03, CL – B04, CL – B05.


CL-V – PRANCHA 4.8 CL – A04.

CL-VI – PRANCHA 4.8 CL – B06, CL – B07.

Vermelho: amostra escolhida para laminação.

FOTO 4.15: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.16: Fotomicrografia da amostra


CL-A01 (grupo CL-I); 4x, polarizadores CL-B03 (grupo CL-IV); 4x, polarizadores
descruzados. cruzados.

FOTO 4.17: Fotomicrografia da amostra CL-B07 (grupo CL-III);


4x, polarizadores descruzados.

Ao microscópio (vide Fichas de Descrição Microscópicas, Anexo II), identificaram-se

cinco tipos texturais, ilustrados nas fotos. A FOTO 4.15 ilustra um diabásio inequigranular

fino a grosso, hipocristalino, de textura subofítica e intersertal. Possui composição: 40% de

96
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

plagioclásio, 36% de piroxênio, 6% de minerais opacos, 2% de vidro/micrólitos, 5% de

apatita, e 5% de clorita.

A FOTO 4.18 representa um cataclasito gnaisse, de textura nematogranoblástica e

cataclástica; possui composição: 45% de feldspato potássico 33% de quartzo, 8% de

plagioclásio, 6% de clinozoisita, subordinadamente clorita e minerais opacos.

A FOTO 4.19 representa um gnaisse microbandado foliado, de textura

lepidogranoblástica, composição: 40% de feldspato potássico, 30% de quartzo, 12% de

plagioclásio, 5% de biotita, 4% de granada, e subordinadamente epidoto, clorita e apatita.

FOTO 4.18: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.19: Fotomicrografia da amostra


CL-B02 (grupo CL-III); 4x, polarizadores CL-A04 (grupo CL-V); 4x, polarizadores
descruzados. descruzados.

FOTO 4.20: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.21: Fotomicrografia da amostra


CL-A07 (grupo CL-II); 4x, polarizadores CL-A06 (grupo CL-IV); 4x, polarizadores
cruzados. cruzados.

As FOTOS 4.18 e 4.19, apesar de serem de grupos diferentes (CL-III e CL-V

respectivamente) ilustram um actinolita-hornblenda gnaisse textural e composicionalmente

semelhantes: nematogranoblástica, foliada e por vezes blastohipidiomórfica; com

97
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

composição de 25 a 40% de feldspato potássico, 15 a 25% de hornblenda, 18 a 25% de

plagioclásio, 20% de quartzo, 3 a 10% de actinolita, 1 a 5% de clorita e subordinadamente

epídoto e apatita.

As FOTOS 4.20 e 4.21, apesar de serem de grupos diferentes (CL-II e CL-IV

respectivamente) ilustram um clorita gnaisse com ou sem horblenda de texturas e

composições semelhantes: nematogranoblástica, por vezes blastohipidiomórfica; que possui

composição de 30 a 40% de feldspato potássico, 20 a 30% de quartzo, 7 a 18% de

plagioclásio, 10% de clorita, subordinadamente apatita, granada e clinozoisita.

O estado microfissural das rochas é predominantemente intragranular e intergranular

de grau fraco a moderado, devido à presença de sericita internamente aos cristais de

feldspato, por vezes entre grãos. Cabe ressaltar o estado microfissural transgranular

moderado a forte para as amostras CL-A06, CL-A07, CL-B02 e CL-B03, onde ocorre a

presença de microveios de clorita e sericita, por vezes de carbonato cortando as diversas

espécies minerais na rocha.

4.2.4. Cimento Rio Branco S.A. – Mina Saíva

4.2.3.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A mina Saíva está localizada no município de Rio Branco do Sul a 35 km de Curitiba.

A rota para a Mina Saíva (Cimento Rio Branco) conforme FIGURA 4.15 é partindo de

Curitiba, segue-se pela rodovia estadual PR-092 também conhecida por “Rodovia dos

Mineiros”. Entra-se a direita na entrada na cidade de Rio Branco do Sul, segue-se pela Rua

Ermírio de Moraes dobrando na oitava rua a direita (continuação da Rodovia dos Mineiros

ou Estrada do Calcário), chegando a um trevo vira-se a esquerda e segue-se por estrada de

terra por aproximadamente 2,5 km chegando na Mina Saíva, no lado direito da estrada.

98
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.15: Localização e acesso a Mina Saíva pertencente a


Cimento Rio Branco S.A.

4.2.3.2. AMOSTRAGEM

A cava da Mina Saíva é elipsoidal com 1.000 m por 480 m, com profundidade de

aproximadamente 200 m, constituída por mais de 10 bancadas com 15 m de altura cada. A

amostragem deu-se em uma única frente de lavra, mas em dois perfis diferenciados pela

altura, o perfil RMC 02A a 2,5 m de altura em relação à bancada e o perfil RMC 02B com 4,5

m, com a localização na mina de acordo com a FIGURA 4.16. As amostras foram coletadas

de 5 em 5 m defasadas em relação aos perfis de amostragem em 2,5 m, vide perfil RMC

02A/B.

99
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

*
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.16: Localização dos perfis de amostragem na mina Saíva, Cimento Rio
Branco S.A.

4.2.3.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha predominante é um metacalcário ou mármore dolomítico foliado, localmente

cataclasiado. No perfil RMC 02A/B, pode-se notar a presença de fraturas e algumas falhas,

e a presença de venulações calcíticas próximas preferencialmente às falhas.

Macroscopicamente (vide Fichas de Descrição Macroscópica, Anexo I) as amostras são de

textura granoblástica por vezes com fragmentos cataclasíticos, com a estratificação reliquiar

nítida em algumas amostras, de composição 95% de carbonato (calcita e dolomita), 2% de

mineral preto vítreo, 1 a 5% de pirita.

100
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

As amostras foram agrupadas de acordo com as semelhanças estruturais e texturais,

conforme TABELA 4.6 e como ilustrado nas PRANCHAS 4.9, 4.10, e 4.11. No grupo RBS-I

foram agrupadas amostras de textura granoblástica de granulação fina com estratificação

reliquiar pouco nítida (quase homogênea). No grupo RBS-II foram agrupadas amostras

também quase homogêneas, porém com a presença de microveios calcíticos; no grupo

RBS-III separou-se a amostra de aspecto brechado, devido à grande quantidade de

fragmentos cataclasíticos. No grupo RBS-IV foram agrupadas amostras com a presença de

venulações ou níveis calcíticos espessos, e por último no grupo RBS-V foram reunidas as

amostras com estratificação reliquiar mais nítida e com microveios calcíticos.

TABELA 4.6: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Cimento Rio Branco.
GRUPO AMOSTRAS
RBS-I – PRANCHA 4.9 RBS-A01, RBS – A02, RBS-A03, RBS-A04.

RBS-II – PRANCHA 4.9 RBS – A05, RBS-A06, RBS-A08, RBS-A09,


RBS-B06.
RBS-III – PRANCHA 4.10 RBS – A07.

RBS-IV – PRANCHA 4.10 RBS-A10, RBS-B04, RBS – B07, RBS-B07b.

RBS-V – PRANCHA 4.11 RBS-B01, RBS-B02, RBS – B03, RBS-B05, RBS-B08, RBS-B09,
RBS-B10.
Vermelho: amostra escolhida para laminação.

102
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo RBS-II
Grupo RBS-I
RBS - A05 RBS - A06
RBS - A01

RBS - A08 RBS - A09


RBS - A02

RBS - B06
RBS - A03 RBS - A04

PRANCHA 4.9
12
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo RBS-IV

RBS - A10 RBS - B04

Grupo RBS-III

RBS - A07

RBS - B07a RBS - B07b

PRANCHA 4.10

12
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo RBS-V
RBS - B01 RBS - B02 RBS - B03

RBS - B05 RBS - B08

RBS - B09 RBS - B10

PRANCHA 4.11
12
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.22: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.23: Fotomicrografia da amostra


RBS-A02 (grupo RBS-I); RBS-A05 (grupo RBS-II);
4x, polarizadores descruzados. 4x, polarizadores descruzados.

FOTO 4.24: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.25: Fotomicrografia da amostra


RBS-A07 (grupo RBS-IIII); RBS-B03 (grupo RBS-V);
4x, polarizadores descruzados. 4x, polarizadores descruzados.

FOTO 4.26: Fotomicrografia da amostra


RBS-B07a (grupo RBS-IV);
4x, polarizadores descruzados.

Ao microscópio (vide Fichas de Descrição Microscópica, Anexo II), foram descritos

cinco tipos texturais. A FOTO 4.22 ilustra um metacalcário dolomítico foliado e de aspecto

brechado, de textura granoblástica com fragmentos constituídos por quartzo, dolomita e

calcita. Possui composição de 60% de calcita, 33% de dolomita, 4% de quartzo, e

subordinadamente tremolita, epidoto e minerais opacos.


106
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

A FOTO 4.23 ilustra um metadolomito calcítico foliado, com textura granoblástica e

com níveis mais calcíticos (estratificação reliquiar). Possui composição praticamente

bimineralógica com 55% de dolomita, 45% de calcita, e subordinadamente minerais opacos.

A FOTO 4.24 ilustra um cataclasito metadolomito calcítico, com textura cataclástica

de fragmentos calcíticos em matriz dolomítica, composto por 55% de dolomita, 35% calcita,

4% de quartzo, 3% de tremolita e subordinadamente minerais opacos e epídoto.

A FOTO 4.25 ilustra um metacalcário dolomítico crenulado, com a presença de

estratos calcítico-quartzosos, composto por 51% de calcita, 41% de dolomita, 3% de quartzo

e tremolita, e subordinadamente minerais opacos e epídoto.

A FOTO 4.26 ilustra um quartzo-tremolita metacalcário porfiroclástico, com textura

nematogranoblástica e porfiroclástica, composto por 42% de calcita, 20% de quartzo, 20%

de tremolita, 15% de dolomita, assim, composicionalmente, tendendo a uma rocha

cálciossilicática.

O estado microfissural é predominantemente transgranular moderado, com

microveios calcíticos, e subordinadamente intergranular com microfissuras preenchidas por

mineral opaco. Cabe ressaltar a presença de até 5% (descrição macroscópica) de pirita,

considerado como mineral deletério para brita.

4.2.5. Mata Grande Mineração LTDA.

4.2.5.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Mata Grande Mineração está localizada no município de Sete Lagoas a 55 km de

Belo horizonte. O caminho a partir de Belo Horizonte dá-se pela rodovia federal BR-040 ou

BR-135 sentido Paraopeba (FIGURA 4.17), chegando-se à primeira entrada para Sete

Lagoas, vira-se a direita, segue-se pela Av. Castelo Branco, no primeiro trevo, vira-se

novamente a direita e segue-se pela Av. Prefeito Alberto Moura; na quarta rua asfaltada

vira-se a direita e segue-se por mais 1,5 km até chegar na Mata Grande Mineração.

107
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.17: Localização e acosso a Mata Grande Mineração Ltda.

4.2.5.2. AMOSTRAGEM

A Mata Grande Mineração possui uma cava em formato quase losangular com 370 m

por 290 m, com mais de 6 bancadas de 10 m de altura cada. Foram coletadas 18 amostras

em dois perfis em diferentes bancadas e frentes de lavra (FIGURA 4.18). O perfil RMBH

01A teve 7 amostras de 10 em 10 m, numa altura de 1,30 m em relação a bancada,

enquanto que o perfil RMBH 01B teve 11 amostras também de 10 em 10 m, com altura de 1

m.

108
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

*
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.18: Localização dos perfis de amostragem na Mata Grande Mineração Ltda

4.2.5.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha predominante é um metacalcário grafitoso, de cor cinza a cinza escuro, com

alguns veios ou venulações calcíticas e por vezes bolsões calcíticos, onde podem ocorrer

geodos de calcita; geralmente está foliado, com presença de estratificação reliquiar ainda

nítida, como pode ser visto nos Perfis RMEBH 01A e RMEBH 01B. Macroscopicamente

109
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

(vide Fichas de Descrição Macroscópica, Anexo I) as amostras possuem textura

granoblástica, por vezes estão crenuladas, contém veios calcíticos pretos e brancos; em

alguns locais a granulação aparenta ser mais grossa, provavelmente por diferença de

blastese. É composta basicamente por dois minerais carbonato (calcita) e grafita.

As amostras foram agrupadas segundo semelhanças texturais, composicionais e

estruturais conforme TABELA 4.7 e como ilustrado nas PRANCHAS 4.12, 4.13 e 4.14. No

grupo SL-I foram reunidas as amostras com estratificação reliquiar nítida, e presença de

veios calcíticos tanto brancos, quanto pretos; no grupo SL-II foram reunidas as amostras

com estratificação reliquiar bem nítida; no grupo SL-III foram reunidas as amostras

provenientes do geodo calcítico, constituídas por cristais grande de calcita. No grupo SL-IV

separou-se uma amostra de granulação grosseira, no grupo SL-V foram agrupadas as

amostras com estratificação reliquiar pouco nítida, enquanto que no grupo SL-VI separou-se

a amostra com alternância de veios calcíticos brancos, com um aspecto bandado.

TABELA 4.7: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Mata Grande Mineração.
GRUPO AMOSTRAS
SL-I – PRANCHA 4.12 SL – A02, SL – A03, SL – A04, SL – A05, SL – B03, SL – B06, SL –
B08.
SL-II – PRANCHA 4.13 SL – A01, SL – A06, SL – B09, SL – B10.
SL-III – PRANCHA 4.13 SL – A07.

SL-IV – PRANCHA 4.13 SL – B01.

SL-V – PRANCHA 4.14 SL – B02, SL – B04, SL – B05, SL – B07.


SL-VI – PRANCHA 4.14 SL – B09/10.

Vermelho: amostra escolhida para laminação.

112
Pinho, D. (2007) Capitulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo SL-I
SL - A02 SL - A03 SL - A04

SL - B01 SL - B03

SL - B05 SL - B06

PRANCHA 4.12
113
Pinho, D. (2007) Capitulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo SL-III
SL - A07

Grupo SL-II
SL - A01 SL - A06

SL - B09 SL - B10

Grupo SL-IV
SL - B01

PRANCHA 4.13

114
Pinho, D. (2007) Capitulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo SL-V
SL - B02 SL - B04

Grupo SL-VI
SL - B09/10

SL - B05 SL - B07

PRANCHA 4.14

115
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.27: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.28: Fotomicrografia da amostra


SL-B09/10 (grupo SL-VI); 1,25x, SL-B09 (grupo SL-II); 1,25x,
polarizadores descruzados. polarizadores descruzados.

FOTO 4.29: Fotomicrografia da amostra SL-B05 (grupo SL-V); 1,25x, polarizadores


descruzados.

Ao microscópio foram identificados quatro tipos texturais. As FOTOS 4.27, 4.28 e

4.29, apesar de serem de grupos diferentes (SL-VI, SL-II e SL-V respectivamente) ilustram

um metacalcário calcítico grafitoso de textura, estrutura e composição semelhantes: foliado

microbandado (estratificação reliquiar), de textura granoblástica, por vezes crenulado,

composto por 85 a 90% de calcita, 10 a 25% de mineral opaco (grafita), e até 5% de

quartzo, por vezes contém microveios calcíticos.

116
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.30: Fotomicrografia da amostra FOTO 4.31: Fotomicrografia da amostra


SL-A04 (grupo SL-I); 4x, polarizadores SL-A07 (grupo SL-IIII); 1,25x,
descruzados. polarizadores descruzados.

FOTO 4.32: Fotomicrografia da amostra SL-B01 (grupo SL-IV); 4x, polarizadores


descruzados.

A FOTO 4.30, ilustra um metacalcário grafitoso foliado e bandado (estratificação

reliquiar), com textura granoblástica com duas diferentes granulometrias de acordo com as

bandas ou níveis, uma fina (até 0,1 mm) outra fina a média (até 1,5 mm), de composição

semelhante à descrita anteriormente é constituído por 80% de calcita, 17% de mineral opaco

(grafita), 3% de quartzo e subordinadamente dolomita.

A FOTO 4.31 ilustra um metacalcário calcítico grosso, proveniente da borda de um

geodo calcítico (perfil RMEBH 01A), de textura granoblástica grossa. A FOTO 4.32 ilustra

um metacalcário calcítico grafitoso foliado e microbandado, de textura granoblástica fina,

com alto grau de microfissuramento transgranular.

O estado microfissural, com exceção da amostra SL-B01 e SL-A07, é

predominantemente intergranular devido à presença de microfissuras de grafita entre os

grãos de calcita.

117
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2.6. Britadora Betim LTDA.

4.2.6.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Britadora Betim está localizada no município de Betim a 31 km de Belo Horizonte.

O acesso dá-se a partir de Belo Horizonte pela rodovia federal BR-381, ou Fernão Dias,

sentido São Paulo (FIGURA 4.19). No município de Betim entra-se a direita na Av.

Bandeirantes, trecho da rodovia estadual MG-050 sentido Mateus Leme, passando por

baixo de um viaduto e por cima de um rio, segue-se pela Av. Amazonas, paralelamente à

linha férrea, entra-se a direita na Rua Nove, e após cruzar a linha ferra, vira-se a esquerda

seguindo pela Rua Serra Negra por 2 km até chegar à Britadora Betim.

FIGURA 4.19: Localização e acesso a Britadora Betim Ltda.

118
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2.6.2. AMOSTRAGEM

A Britadora Betim possui uma cava semi-elipsoidal com 340 m por 110 m, com 5

bancadas de 10 m. Foram amostradas 13 amostras em dois perfis na mesma bancada,

porém em diferentes frentes de lavra (FIGURA 4.20). No perfil RMBH 02A foram 6 amostras

espaçadas de 10 em 10 m, numa altura de 3 m aproximadamente em relação ao piso da

bancada. No perfil RMBH 02B foram 7 amostras também espaçadas de 10 em 10 m, numa

altura de 1,80 m.

*
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.20: Localização dos perfis de amostragem na Britadora Betim Ltda.

119
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2.6.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha é um migmatito contendo 70% de mesossoma constituído por biotita gnaisse

quartzoso bandado, e 30% de leucossoma constituído por sienogranito branco. Tanto no

perfil RMEBH 02A como no RMEBH 02B pode ser notada a presença de veios pegmatíticos

de coloração branco a rosada, de composição basicamente quartzo-feldspática, com biotita.

Macroscopicamente (vide Fichas de Descrição Macroscópicas, Anexo I) o mesossoma

possui textura lepidogranoblástica, foliação gnáissica, por vezes com bandamento gnáissico

nítido e espesso (5 a 6 cm), composto por 40 a 50% de quartzo, 25 a 30% de feldspato

potássico, 20 a 35% de biotita. O leucossoma possui textura granular hipidiomórfica

levemente foliada, IC baixo até 2%, composto por 40% de quartzo, 40% de feldspato

potássico e 18% de plagioclásio e 2% de biotita.

As amostras foram agrupadas segundo semelhanças texturais, estruturais e

composicionais, como resumido na TABELA 4.8 e ilustrado nas PRANCHAS 4.15 e 4.16.

No grupo BT-I separou-se a amostra por possuir uma textura com foliação gnáisica,

bandamento pouco nítido e coloração mais escura; no grupo BT-II, separou-se a amostra

devido à sua composição pegmatítica. No grupo BT-III foram agrupadas as amostras com o

bandamento gnáissico fino. No grupo BT-IV foram agrupadas as amostras com bandamento

gnáissico mais espesso.

TABELA 4.8: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na RMBH.
GRUPO AMOSTRAS
BT-I – PRANCHA 4.15 BT – A01.

BT-II – PRANCHA 4.15 BT – A02/03.

BT-III – PRANCHA 4.15 BT – A05, BT – A06, BT – B02, BT – B04, BT – B07.


BT-IV – PRANCHA 4.16 BT – A02, BT – A03, BT – A04, BT – B01, BT – B05, BT – B03, BT –
B06.
Vermelho: amostra escolhida para laminação.

120
Pinho, D. (2007) Capitulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo BT-III
Grupo BT-I
BT - A05 BT - A06
BT - A01

BT - B02 BT - B04

Grupo BT-II
BT - A02/03

BT - B07

PRANCHA 4.15
123
Pinho, D. (2007) Capitulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo BT-IV
BT - A02 BT - A03 BT - A04

BT - B01 BT - B03

BT - B05 BT - B06

PRANCHA 4.16
124
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.33: microfotografia da amostra FOTO 4.34: microfotografia da amostra


BT-A01 (grupo BT-I); 4x, polarizadores BT-A06 (grupo BT-III); 1,25x,
descruzados. polarizadores descruzados.

FOTO 4.35: microfotografia da amostra BT-A02/03 (grupo BT-II);


1,25x, polarizadores descruzados.

FOTO 4.36: microfotografia da amostra FOTO 4.37: microfotografia da amostra


BT-A03 (grupo BT-IV); 4x, polarizadores BT-B07 (grupo BT-III); 4x, polarizadores
descruzados. descruzados.

Ao microscópio (vide Fichas de Descrição Microscópica, Anexo II) foram

identificados três tipos texturais. As FOTOS 4.25 e 4.26, apesar de serem de grupos

diferentes (BT-I e BT-III respectivamente), ilustram um biotita gnaisse granítico

microporfiroblástico de textura e composição semelhantes: matriz lepidogranoblástica e

blastohipidiomórfica, composto por 33% de quartzo, 30% de feldspato potássico, 11% de

125
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

plagioclásio, 8% de biotita, 4% de zircão e subordinadamente microclínio, clorita, apatita,

clinozoisita e titanita, por vezes com veio de epídoto provavelmente oriundo de processos

hidrotermais ou metassomáticos.

A FOTO 4.35 ilustra um pegmatito de textura granular hipidiomórfica muito grossa

com feldspato alcalino pertítico e composto por 45% de quartzo, 35% de feldspato alcalino,

10% de microclínio, 2% de clorita.

As FOTOS 4.36 e 4.37, apesar de serem de grupos diferentes (BT-IV e BT-III

respectivamente) ilustram um biotita gnaisse bandado e inequigranular de textura e

composição semelhantes: textura lepidogranoblástica, composto por 25 a 34% de quartzo,

30 a 40% de feldspato potássico, 5 a 15% de plagioclásio, 5 a 7% de microclínio, 6% de

biotita, 3 a 5% de clorita, podendo ter até 5% de muscovita, e subordinadamente apatita e

zircão.

O estado microfissural é predominantemente intragranular e intergranular devido à

presença de sericita internamente aos grãos de feldspato potássico e plagioclásio, ou

mesmo no contato dos grãos.

4.2.7. Ibrata Mineração LTDA.

4.2.7.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Ibrata Mineração está localizada no município de Itaboraí a 44,5 km do Rio de

Janeiro. O acesso se dá a partir do Rio de Janeiro, pega-se a rodovia federal BR-101

sentido Niterói (FIGURA 4.21), após Niterói e São Gonçalo, já no município de Itaboraí,

pega-se o acesso para a cidade de Itaboraí, pela Av. 22 de Maio, no quinto semáforo entra-

se a direita na Rua Dr. P. dos Santos, depois se segue pela Av. Antônio Gomes de Marica, e

após passar por baixo da BR-101, segue-se por mais 8 km pela Estrada do Pacheco ou de

Ubatiba (RJ-114) sentido Marica, até chegar na Ibrata, que se localiza no lado direito da

estrada.

126
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.21: Localização e acesso a Ibrata Mineração Ltda.

4.2.7.2. AMOSTRAGEM

A Ibrata Mineração Ltda. possui uma cava semi-elíptica com 210 m por 140 m, com 4

bancadas com 10 m de altura cada. A amostragem foi feita segundo dois perfis (RMRJ 01A

e 01B) na primeira e terceira bancada (FIGURA 4.22), dando um total de 16 amostras,

sendo que tanto no perfil RMRJ 01A quanto no perfil RMRJ 01B as amostras foram

coletadas com espaçamento de 10 em 10 m, numa altura relativa a bancada de 1,5 a 2,5 m.

127
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Croqui feito com base em observações de campo no local.


Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.22: Localização dos perfis de amostragem na Ibrata Mineração Ltda.

4.2.7.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A rocha que predomina na frente de lavra é um biotita gnaisse fino a grosso bandado

localmente milonitizado, por vezes cataclasiado, vide perfil RMERJ 01A e RMERJ 01B.

Ocorrem com bastante freqüência veios pegmatíticos de coloração rosada com diversas

espessuras (0,1 a 2 m); subordinadamente ocorrem veios aplíticos, de quartzo todos

aparentemente sin-tectônicos que ora têm caráter rúptil, ora caráter rúptil/dúctil. Cabe

128
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

ressaltar a presença de um dique de biotita lamprófiro no perfil RMERJ 01A e a ocorrência

de veio hidrotermal no mesmo perfil.

Macroscopicamente (vide Fichas de Descrição Macroscópica, Anexo I) o biotita

gnaisse possui ora a foliação gnáissica e bandamento nítidos, com bandas de granulometria

fina/média a grossas, ora não apresenta bandamento nítido, principalmente quando a

granularidade está grossa. É composto por 40% de quartzo, 30 a 35% de biotita, 25 a 30%

de feldspato potássico.

O pegmatito é de cor rósea, textura fanerítica, granular hipidiomórfica grossa,

composto por 30% de quartzo, 15% de plagioclásio, 50% de feldspato alcalino, e no máximo

5% de biotita, podendo ser classificado como quartzo sienogranito.

O biotita lamprófiro possui textura glomeroporfirítica de matriz fanerítica fina,

apresenta muitos microcelos de carbonato, IC em torno de 55% e assembléia mineral

composta por piroxênio, biotita, plagioclásio e carbonato.

As amostras foram agrupadas de acordo com a composição, textura e estrutura

presentes, conforme TABELA 4.9 e ilustrado nas PRANCHAS 4.17 e 4.18. No grupo IT-I

foram reunidas as amostras de biotita gnaisse com granularidade mais grossa e com

foliação ou bandamentos gnáissicos quase imperceptíveis. No grupo IT-II foram reunidas as

amostras com o bandamento gnáissico nítido, composto de intercalação de bandas mais

grosseiras e finas. No grupo IT-III foram reunidas as amostras constituídas total ou

parcialmente por veio pegmatítico. No grupo IT-IV, separou-se a amostra IT-A04, pois

apesar do aspecto pegmatítico, possui uma coloração menos rósea. No grupo IT-V separou-

se a amostra correspondente ao biotita lamprófio por possuir composição mineralógica

distinta. No grupo IT-VI foram reunidas as amostras de biotita milonito gnaisse quartzoso.

No grupo IT-VII separou-se a amostra de biotita porfiroclasito; e, por último, no grupo IT-VIII

foram reunidas as amostras de biotita gnaisse bandadas levemente milonítizadas.

132
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo IT-I Grupo IT-II


IT - A01 IT - A05
IT - A02

IT - A09a IT - B04 IT - A08

IT - A09b
IT - B03

PRANCHA 4.17
133
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo IT-III Grupo IT-IV


IT - A03 IT - A06 IT - A04

Grupo IT-VI Grupo IT-VII


IT - A10a IT - A10b IT - B01

Grupo IT-VIII Grupo IT-V


IT - B02 IT - B05 IT - A03/04

PRANCHA 4.18
134
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 4.9: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na RMRJ.
GRUPO AMOSTRAS
IT-I – PRANCHA 4.17 IT – A01, IT – A05, IT – A09a, IT – B04.
IT-II – PRANCHA 4.17 IT – A02, IT – A08, IT – A09b.

IT-III – PRANCHA 4.18 IT – A03, IT – A06.

IT-IV – PRANCHA 4.18 IT – A04.

IT-V – PRANCHA 4.18 IT – A03/04.

IT-VI – PRANCHA 4.18 IT – A10a, IT – A10b.

IT-VII – PRANCHA 4.18 IT – B01, IT – B03.

IT-VIII – PRANCHA 4.18 IT – B02, IT – B05.

Vermelho: amostra escolhida para laminação.

FOTO 4.38: microfotografia da amostra FOTO 4.39: microfotografia da amostra


IT-A02 (grupo IT-II); 1,25x, polarizadores IT-A01 (grupo IT-I); 1,25x, polarizadores
descruzados. descruzados.

FOTO 4.40: microfotografia da amostra FOTO 4.41: microfotografia da amostra


IT-A10b (grupo IT-VI); 1,25x, IT-A03 (grupo IT-V); 4x, polarizadores
polarizadores descruzados. descruzados.

Microscopicamente (vide Fichas de Descrição Microscópicas, Anexo II), foram

encontrados cinco tipos texturais e composicionais. As FOTOS 4.38, 4.39 e 4.40 ilustram um

biotita-plagioclásio gnaisse bandado com muscovita, de textura lepidogranoblástica, com

135
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

bandas de granulação fina e média, composto por 10 a 40% de plagioclásio, 36 a 20% de

quartzo, 25 a 17% de feldspato potássico, 15% de biotita, 5% de muscovita, e

subordinadamente, clorita, apatita, epidoto e minerais opacos.

A FOTO 4.41 ilustra o biotita lamprófiro porfirítico, de texturas hipocristalina,

porfirítica, intersertal e ofpitica, composto por 25% de piroxênio, 20% de minerais opacos,

15% de biotita, 13% de vidro/micrólitos, 10% de carbonato em ocelos, 5% de plagioclásio,

5% de apatita, e 2% de feldspato alcalino; localmente há concentração de minerais

cloritizados provavelmente resultado de hidrotermalismo.

FOTO 4.42: microfotografia da amostra FOTO 4.43: microfotografia da amostra


IT-A04 (grupo IT-IV); 1,25x, polarizadores IT-A06 (grupo IT-III); 1,25x, polarizadores
cruzados. cruzados.

FOTO 4.44: microfotografia da amostra FOTO 4.45: microfotografia da amostra


IT-B01 (grupo IT-VII); 1,25x, IT-B02 (grupo IT-VIII); 1,25x,
polarizadores descruzados. polarizadores descruzados.

As FOTOS 4.42 e 4.43 ilustram um leucosienogranito inequigranular com muscovita,

de textura granular hipidiomórfica, com feldspato alcalino pertítico, composto por 40% de

136
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

feldspato alcalino, 25 a 35% de quartzo, 15 a 8% de plagioclásio, 5% de muscovita, 8 a 5%

de microclínio, e subordinadamente zircão e clorita.

A FOTO 4.44 ilustra um muscovita-clorita gnaisse granítico com microclínio, de

textura lepidogranoblástica e blastohipidiomórfica, comporto por 20% de quartzo, 45% de

feldspato potásssico, 10% de clorita, 8% de plagioclásio, 8% de muscovita, 5% de

microclínio e subordinadamente titanita, zircão, apatita.

A FOTO 4.45 ilustra um biotita-microclínio gnaisse bandado com muscovita, de

textura lepidogranoblástica e composto por 25% de quartzo, 30% de feldspato potássico,

15% de microclínio, 10% de plagioclásio, 10% de biotita, 6% de muscovita, e

subordinadamente clorita, zircão e minerais opacos.

O estado microfissural é predominantemente intragranular devido a sericita

internamente aos grãos de feldspatos, e também transgranular devido à presença de

microveios sercíticos e de carbonato com até 0,15 mm de espessura. Cabe ressaltar o efeito

hidrotermal na amostra IT-A03/04 com a presença de olvinas cloritizadas e feldspatos

sercitizados.

4.2.8. Pedreira Vigné LTDA.

4.2.8.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Pedreira Vigné está localizada no município de Nova Iguaçu a 30 km do Rio de

Janeiro. O caminho, a partir do Rio de Janeiro, dá-se pela rodovia Federal Presidente Dutra,

ou BR-116, sentido São Paulo (FIGURA 4.23). Já no município de Nova Iguaçu, após

passar por debaixo do quarto viaduto referente a Av. Governador Roberto Silveira vira-se à

direita e direita, pegando o mesmo viaduto em sentido ao centro de Nova Iguaçu. No

cruzamento da Av. Governador Roberto Silveira com a Via Light, entra-se à direita, no

sentido de Queimados, pegando o viaduto por cima da linha férrea no final da Via Light, vira-

se à esquerda na Av. Luz e a direita na Av. Abílio Augusto Távora, onde a Pedreira Vigné

encontrar-se-á a sua direita.

137
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.23: Localização e acesso a Pedreira Vigné Ltda.

4.2.8.2. AMOSTRAGEM

Na Pedreira Vigné, a cava é dividida em duas, compondo juntas uma forma semi-

elípitica com 550 m por 400 m. As amostras foram coletadas na cava maior e na primeira

bancada, segundo dois perfis de amostragem (FIGURA 4.24). O perfil RMRJ 02A possui 9

amostras espaçadas de 10 em 10 m, numa altura em relação à bancada de 1,50 m. O perfil

RMRJ 02B possui 6 amostras coletadas seguindo os mesmos parâmetros que o perfil

anterior.

138
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Croqui feito com base em observações de campo no local.


Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.24: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Vigné Ltda.

4.2.8.3. PERFIS FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

As rochas presentes são caracterizadas como sienitos porfiríticos, fonolitos e sienitos

traquíticos às vezes brechados com ou sem feldspatóides. Tanto no perfil RMERJ 02A como

no perfil RMERJ 02B ocorrem diques de fonolito acompanhados geralmente por falhamento

nas bordas, por vezes no contato entre diferentes litologias, como no caso do perfil RMERJ

02A. No perfil RMERJ 02B ocorre um sienito traquítico brechado, constituído de fragmentos,

talvez enclaves ou autólitos, de sienito e fonolito.

139
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Macroscopicamente (vide Fichas de Descrição Macroscópicas, Anexo I) os sienitos

porfiríticos são de cor cinza claro, possuem certa orientação dos fenocristais, sendo

constituídos principalmente por feldspato alcalino, plagioclásio e piroxênio ou anfibólio,

podendo ter até 1% de pirita. Os sienitos traquíticos, também de mesma composição, são

de cor mais clara branca rósea, possuem textura por vezes porfiróide, contêm localmente

microveios de origem hidrotermal; os fonolitos são afaníticos de cor cinza esverdeada, por

vezes apresentam alguns fenocristais de feldspato alcalino, sendo que localmente ocorrem

fonolitos com enclaves e xenocristais e com fluorita.

As Amostras foram agrupadas de acordo com a textura e estrutura, conforme

TABELA 4.10 e como ilustrado nas PRANCHAS 4.19, 4.20 e 4.21. No grupo NI-I foram

agrupadas as amostras de textura porfirítica a porfiróide com certa orientação dos

fenocristais. No grupo NI-II foram agrupadas as amostras de fonolito; no grupo NI-III foram

agrupadas as amostras de sienito traquítico. No grupo NI-IV foram reunidas as amostras de

fonolito que contém enclaves e xenocristais. No grupo NI-V foram agrupadas as amostras

de sienito traquítico porfirítico a porfiróide com microveios hidrotermais. No grupo NI-VI

foram agrupadas as amostras de aspecto brechado, pela presença de enclaves, tanto de

sienitos traquíticos quanto de fonolitos.

TABELA 4.10: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na RMERJ.
GRUPO AMOSTRAS
NI-I – PRANCHA 4.19 NI – A01, NI – A02, NI – A09.

NI-II – PRANCHA 4.19 NI – A03, NI – A04/05, NI-B02b.

NI-III – PRANCHA 4.20 NI – A04, NI – A05, NI – A06, NI – A07/08.

NI-IV – PRANCHA 4.20 NI – A08, NI – B01.

NI-V – PRANCHA 4.21 NI – A07, NI – B03, NI – B04, NI – B05.

NI-VI – PRANCHA 4.21 NI – B02a, NI – B06.

Vermelho: amostra escolhida para laminação.

142
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo NI-I
NI - A01 NI - A02 NI - A09

Grupo NI-II
NI - A03 NI - A04/05 NI - B02b

PRANCHA 4.19
143
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo NI-III Grupo NI-IV

NI - A04 NI - A05 NI - A08

NI - A06 NI - A07/08 NI - B01

PRANCHA 4.20
144
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo NI-V Grupo NI-VI

NI - A07 NI - B03 NI - B02a

NI - B04 NI - B05 NI - B06

PRANCHA 4.21
145
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.46: microfotografia da amostra FOTO 4.47: microfotografia da amostra


NI-A02 (grupo NI-I); 4x, polarizadores NI-A03 (grupo NI-II); 10x, polarizadores
cruzados. cruzados.

FOTO 4.48: microfotografia da amostra FOTO 4.49: microfotografia da amostra


NI-A06 (grupo NI-III); 1,25x, polarizadores NI-B02a (grupo NI-VI); 1,25x,
cruzados. polarizadores cruzados.

FOTO 4.50: microfotografia da amostra FOTO 4.51: microfotografia da amostra


NI-A08 (grupo NI-IV); 4x, polarizadores NI-B03 (grupo NI-V); 1,25, polarizadores
cruzados. cruzados.

Microscopicamente, (vide Fichas de Descrição Microscópica no Anexo II), foram

encontrados cinco tipos texturais. A FOTO 4.46 ilustra um sienito porfirítico foliado, com

textura glomeroporfirítica, de matriz hipidiomórfica foliada, com evidências de albitização,

composoa por 71% de feldspato alcalino, 13% de minerais opacos, 4% de apatita, 2% de

146
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

pseudomorfo de mineral máfico (afverdsonita ou egirina?), e subordinadamente plagioclásio

(albita).

A FOTO 4.47 ilustra um feldspatóide fonolito foliado, de textura porfirítica e matriz

hipidiomórfica, composto por 58% de felspato alcalino, 15% de pseudomorfo de

feldspatóide, 15% de minerais opacos e 35% de apatita.

A FOTO 4.48 e o enclave na FOTO 4.49 ilustram um sienito porfirotraquítico, com

evidências de albitização, composto por 77% de feldspato alcalino, 6% de minerais opacos,

3% de plagioclásio (albita), 35 de pseudomorfo de mineral máfico e 4% de apatita.

As FOTOS 4.49 e 4.50 ilustram um sienito ou feldspatóide sienito porfirítico foliado,

composto por 73 a 50% de feldspato alcalino, de 5 a 36% de pseudomorfo de feldspatóide,

6 a 8% de minerais opacos, e subordinadamente pseudomorfo de mineral máfico, apatita e

fluorita.

A FOTO 4.51 ilustra um feldspatóide sienito porfirotraquítico, com evidências de

albitização, composto por 62% de feldspato alcalino, 15% de pseudomorfo de feldspatóide,

10% de minerais opacos, 3% de plagioclásio (albita) e subordinadamente pseudomorfo de

mineral opaco.

O estado microfissural é predominantemente intragranular devido à presença de

sericita internamente a feldspatóides e feldspatos, localmente intergranular com sericita na

borda de grãos de feldspato e feldspatóides. Cabe salientar a forte sericitização nos

feldspatóides, o fenômeno de albitização dos plagioclásios e, por último, o aspecto sujo,

alterado dos feldspatos alcalinos se dá pela inclusão de hidróxido de ferro, que está

associado a um tipo de alteração semelhante, mas não necessariamente intempérica.

147
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2.9. Pedreira Santa Isabel LTDA.

4.2.9.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Pedreira Santa Isabel está localizada no município de Santa Isabel a 50 km de São

Paulo. A rota se dá pela rodovia Presidente Dutra (BR-116), a partir de São Paulo, sentido

Rio de Janeiro (FIGURA 4.25). Entrando a direita após o viaduto de acesso para a cidade

de Santa Isabel, contornando e passando por cima da BR-116, segue-se pela Av. Arthur

Matheus no sentido centro de Santa Isabel e depois de alguns metros a sua direita está a

Pedreira Santa Isabel.

FIGURA 4.25: Localização e acesso a Pedreira Santa Isabel Ltda.

148
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2.9.2. AMOSTRAGEM

A Pedreira Santa Isabel possui duas cavas circulares, a primeira com 300 por 300 m

e a segunda com 300 por 200 m; ambas com 3 bancadas de aproximadamente 10 m de

altura cada. As amostras foram coletadas segundo 3 perfis (FIGURA 4.26), sendo dois

perfis na primeira cava e um terceiro na segunda cava. O perfil RMSP 01A, com uma altura

de 1,50 m em relação à bancada, teve coleta de 4 amostras espaçadas de 5 em 5 m; o perfil

RMSP 01B teve coleta de 3 amostras com mesmo espaçamento e altura; e o perfil RMSP

01C teve coleta de 12 amostras em espaçamento maior, de 10 em 10 m e numa altura de 3

a 1,80 m em relação ao piso da bancada.

*
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.26: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Santa Isabel Ltda.

149
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

4.2.9.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

As litologias que predominam tratam-se de anfibólio milonito gnaisse com ou sem

magnetita, localmente protomilonito, com lentes quartzo-feldspáticas róseas e brancas;

verificou-se também a presença de porfiromilonito e um ultramilonito gnáissico de cor rósea

a avermelhada. Nos perfil RMSP 01A e RMSP 01B ocorre anfibólio milonito gnaisse que

macroscopicamente (vide Fichas de Descrição Macroscópica, Anexo I) possui textura

lepidogranoblástica e clástica, forte foliação milonítica e gnáisssica, podendo ter nítido

bandamento gnáissico ou não, composto por 40% de quartzo, 30% de feldspato potássico,

20% de biotita, 10% de anfibólio, localmente com concentrações de magnetita, ao ponto de

poder ser classificado como magnetita-anfibólio ultramilonito gnaisse (vide perfil RMSP

01B). Ocorrem também lentes quartzo-feldspáticas róseas e brancas com foliação evidente,

às vezes adquirindo aspecto gnáissico. No perfil RMSP 01C aparece um nível de

ultramilonito gnáissico avermelhado, que macroscopicamente possui forte foliação gnáissica

e milonítica, bandamento nem sempre nítido, composto por 45% de quartzo, 35% de

feldspato potássico, 20% de biotita; localmente ocorre como boudins. Outra litologia que

ocorre no perfil RMSP 01C trata-se de biotita porfiromilonito gnaisse, com textura

porfiroclástica, com rotacionamento e estiramento de alguns fenocristais de feldspato

potássico, forte foliação milonítica e gnáissica, composto por 45% de quartzo, 35% de

feldspato potássico, e 20% de biotita.

150
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

As diferentes feições litológicas foram agrupadas de acordo com a composição,

textura e estrutura semelhantes, conforme TABELA 4.11, e como ilustrado nas PRANCHAS

4.22, 4.23, 4.24. No grupo SI-I foram reunidas as amostras de anfibólio milonito gnaisse e

magnetita-anfibólio milonito gnaisse; no grupo SI-II as amostras de ultramilonito gnáissico

avermelhado; no grupo SI-III foram as amostras de biotita porfiromilonito; no grupo SI-IV as

amostras de lentes quartzo-feldspáticas róseas; no grupo SI-V as amostras de anfibólio

milonito gnaisse com evidente bandamento gnáissco.

TABELA 4.11: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Pedreira Santa Isabel.
GRUPO AMOSTRAS
SI-I – PRANCHA 4.22 SI – A02, SI – A04, SI – B01, SI – B02, SI – B03, SI – C05, SI – C06, SI
– C07, SI – C08.
SI-II – PRANCHA 4.23 SI – A01, SI – A03, SI – C09.

SI-III – PRANCHA 4.23 SI – C01, SI – C02, SI – C03a, SI – C04b.


SI-IV – PRANCHA 4.24 SI – C03b, SI – C04a.

SI-V – PRANCHA 4.24 SI – C06, SI – C10.

Vermelho: amostra escolhida para laminação.

153
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo SI-I
SI - A02 SI - A04 SI - B01

SI - B02 SI - B03 SI - C05

SI - C07 SI - C08

PRANCHA 4.22
154
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo SI-II
SI - A01

Grupo SI-III
SI - C01 SI - C02

SI - A03

SI - C03a SI - C04b

SI - C09

PRANCHA 4.23
155
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo SI-IV Grupo SI-V


SI - C03b SI - C06

SI - C04a SI - C10

PRANCHA 4.24
156
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.52: microfotografia da amostra FOTO 4.53: microfotografia da amostra


SI-C04b (grupo SI-III); 1,25x, SI-C10 (grupo SI-V); 1,25x, polarizadores
polarizadores cruzados. cruzados.

FOTO 4.54: microfotografia da amostra FOTO 4.55: microfotografia da amostra


SI-C04a (grupo SI-IV); 1,25x, SI-C09 (grupo SI-II); 1,25x, polarizadores
polarizadores cruzados. cruzados.

Microscopicamente encontrou-se quatro tipos texturais. A FOTO 4.52 ilustra um

biotita milonito gnaisse porfiroclástico bandado, de matriz lepidogranoblástica e clástica, com

microbandas e microlentes de quartzo, composto por 30% de quartzo, 40% de feldspato

alcalino, 6% de plagioclásio, 16% de biotita e subordinadamente, titanita, hornblenda,

epidoto e zircão.

As FOTOS 4.53 e 4.54 ilustram litologias de composição semelhantes, ou seja, com

25 a 30% de quartzo, 35 a 20% de feldspato potássico, 6 a 12% de biotita, 10% de

microclínio, e subordinadamente muscovita, apatita, titanita, clorita e zircão. Porém existe

uma diferença textural no grau de milonitização, na FOTO 4.54 o grau é maior que na FOTO

4.53.

A FOTO 4.55 ilustra um biotita milonito gnaisse porfiroclástico bandado, de matriz

nematolepidoblástica e granoclástica, composto por 20% de quartzo, 27% de feldspato

157
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

potássico, 15% de biotita, 10% de plagioclásio, 6% de hornblenda, e subordinadamente

apatita, titanita, zircão e minerais opacos.

O estado microfissural é na sua maioria intergranular e intragranular moderado

devido à presença de sericita internamente aos grãos de feldspatos e na borda dos

mesmos; detalhe para a amostra SI-C10 com microfissuramento transgranular devido à

presença de microveios de carbonato.

4.2.10. Embu S.A. – Pedreira Itapetí

4.2.10.1. LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

A Pedreira Itapeti está localizada no município de Mogi das Cruzes a 40 km de São

Paulo. O acesso se dá pela rodovia Ayrton Senna, antiga Rodovia dos Trabalhadores (SP-

070), a partir de São Paulo sentido Jacareí (FIGURA 4.27), no trevo do cruzamento da SP-

070 com a SP-088 (Rodovia Alfredo Rolim de Moura), vira-se a direita sentido Mogi das

Cruzes, e pega-se o primeiro acesso a direita, seguindo pela estrada de Itapeti – Pedreira

por mais ... km até chegar na Pedreira itapeti.

158
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FIGURA 4.27: Localização e acesso para a Pedreira Itapeti pertencente à Embu S.A.

4.2.10.2. AMOSTRAGEM

A Pedreira Itapeti possui uma cava semi-elipitica de .... por .... m, com 7 bancadas

de 15 m de altura cada. Foram coletadas 18 amostras ao longo de dois perfis de

amostragem (FIGURA 4.28), sendo que no perfil RMSP 02A coletou-se 10 amostras

espaçadas de 10 em 10 m, a uma altura de 1,50 m, enquanto que no perfil RMSP 02B

coletou-se 8 amostras com o mesmo espaçamento e altura em relação ao piso da bancada.

159
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

*com
Croqui feito com base em observações de campo no local.
Imagem de satélite Google EARTH 4.0 24 16 (versão Beta).
FIGURA 4.28: Localização dos perfis de amostragem na Pedreira Itapeti,
pertencente à Embu S.A.

4.2.10.3. PERFIS DE FRENTE DE LAVRA E PETROGRAFIA

A litologia que predomina é um biotita monzogranito porfirítico, que como pode ser

visto nos perfis RMSP 02A e RMSP 02B. Apresenta muitos enclaves microgranulares

máficos, também ao fim do perfil RMSP 02A há a presença de uma zona de falha composta

por sucessivos falhamentos subverticais, facilitando a alteração da rocha de forma

intempérica e hidrotermal, que pode estar relacionada com a zona milonítica encontrada no

perfil RMSP 02B.

160
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Macroscopicamente (vide Fichas de Descrição Macroscópicas, Anexo I) o

monzogranito é composto por 35% de feldspato potássico, 28% de quartzo, 25% de biotita,

com um IC homogêneo (12%), fenocristais de feldspato potássico com até 3 cm, por vezes

formando aglomerações (textura glomeroporfirítica) e com orientação por fluxo magmático.

Os enclaves microgranulares máficos de textura fanerítica fina, possuem IC maior (20%),

sendo compostos por 32% de feldspto potássico, 25% de quartzo, 23% de plagioclásio, e

20% de biotita, também com orientação por fluxo magmático.

A zona milonítica é composta por um biotita milonito gnaisse porfiroclástico, com

forte estiramento mineral,; localmente cataclasítico; ocorre também biotita

porfiroultramilonito, indicando maior grau de milonitização, sem qualquer semelhança com o

biotita monzogranito original.

As amostras foram agrupadas segundo semelhanças texturais e composicionais,

conforme TABELA 4.12 e como ilustrado nas PRANCHAS 4.24, 4.25 e 4.26. No grupo MC-I

foram reunidas as amostras de biotita monzogranito de textura porfirítica; no grupo MC-II as

amostras de biotita monzogranito com enclaves microgranulares máficos. No grupo MC-III

separou-se a amostra de biotita monzogranito com textura glomeroporfirítica; no grupo MC-

IV separou-se a amostra de aspecto cataclasítico; no grupo MC-V a amostra de aspecto

milonítico; e no grupo MC-VI a amostra de porfiroultramilonito.

TABELA 4.12: Relação dos agrupamentos das amostras por suas características
semelhantes, na Pedreira Itapeti.
GRUPO AMOSTRAS
MC-I – PRANCHA 4.25 MC – A01, MC – A02, MC – A03, MC – A04, MC – A05, MC – A08,
MC – A09, MC – B02, MC – B03, MC – B05.
MC-II – PRANCHA 4.26 MC – A03/04, MC – A06, MC – A07a, MC – B01, MC – B07.

MC-III – PRANCHA 4.27 MC – A07b.


MC-IV – PRANCHA 4.27 MC – B05/06a.
MC-V – PRANCHA 4.27 MC – B05/06b.
MC-VI – PRANCHA 4.27 MC – B06.
Vermelho: amostra escolhida para laminação.

163
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo MC-I
MC - A01 MC - A02 MC - A03

MC - A04 MC - A05 MC - A08 MC - A09

MC - B02 MC - B03 MC - B04 MC - B05

PRANCHA 4.25
164
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo MC-II

MC - A03/04 MC - A06 MC - A07a

MC - B01 MC - B07

PRANCHA 4.26
165
Pinho, D. (2007) Capítulo IV - Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Grupo MC-IV

MC - B05/06a

Grupo MC-III Grupo MC-VI


MC - A07b MC - B06

Grupo MC-V

MC - B05/06b

PRANCHA 4.27
166
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

FOTO 4.56: microfotografia da amostra FOTO 4.57: microfotografia da amostra


MC-B02 (grupo MC-I); 4x, polarizadores MC-A06 (grupo MC-II); 4x, polarizadores
cruzados. cruzados.

FOTO 4.58: microfotografia da amostra FOTO 4.59: microfotografia da amostra


MC-B05/06a (grupo MC-IV); 4x, MC-B05/06b (grupo MC-V); 4x,
polarizadores cruzados. polarizadores cruzados.

Microscopicamente (vide Fichas de Descrição Microscópica, Anexo II) foram

encontrados quatro tipos texturais. A FOTO 4.56 ilustra a textura predominante de biotita

monzogranito porfirítico, matriz granular hipidiomórfica com feldspatos alcalinos pertíticos a

mesopertíticos, compostos por 30% de feldspato alcalino, 26% de plagioclásio, 20% de

quartzo, 15% de biotita, e subordinadamente titanita, allanita, apatita, clorita e raramente

turmalina.

A FOTO 4.57 ilustra o mesmo biotita monzogranito, com enclave microgranular

máfico, de composição semelhante ao biotita monzogranito, à exceção da maior quantidade

de biotita e menor granularidade.

A FOTO 4.58 ilustra uma litologia pertencente à zona milonítica (vide perfil RMSP

02B). Trata-se de um biotita cataclasito gnaisse com textura porfiroclástica de matriz

granoclástica, composto por 36% de feldspato potássico, 27% de quartzo, 15% de biotita,

167
Pinho, D. (2007) Capitulo IV – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5% de minerais opacos, 55 de plagioclásio, e subordinadamente, apatita, muscovita, clorita,

anfibólio, allanita.

A FOTO 4.59 ilustra um biotita milonito gnaisse de textura porfiroclástica, e matriz

lepidogranoblástica e clástica, com microbandamento, composta de 30% de quartzo, 20%

de biotita, 35% de feldspato alcalino, 5% de minerais opacos, subordinadamente, clorita,

muscovita, allanita e plagioclásio.

O estado microfissural predominante é o intragranular fraco a moderado devido à

presença de sericita internamente aos grãos de feldspatos.

168
Capítulo V
Consolidação de
Informações
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.1. DISCUSSÃO DOS RESULTADOS

As regiões metropolitanas, conforme visto no capítulo anterior, possuem uma

variedade muito grande de litologias exploradas ou exploráveis como pedra britada. Na

TABELA 5.1 estão sintetizadas as informações relativas ao tipo de rocha e formação em

que se encontram, podendo-se constatar que todas as informações adquiridas e

compiladas nos mapas geológicos são semelhantes àquelas previamente obtidas por

DNPM (2006), todavia com acréscimo de alguns outros litotipos subordinadamente ao

principal que também são explorados.

TABELA 5.1: O número de pedreiras e os principais litotipos e formações em que se


encontram.
PEDREIRAS
REGIÃO
Por LITOTIPO – FORMAÇÃO GEOLÓGICA
METROPOLITANA Total
litotipo
15 Basalto – Formação Serra Geral
RMPA 18
3 Granito – Tipo Morrinhos e Vila Garcia
11 Gnaisse – Complexo gnáissico-migmatítico
4 Calcário – Formação Votuverava
3 Calcário – Formação Antinha
RMC 24 3 Calcário – Formação Água Clara
1 Calcário – Formação Itaiacoca
1 Calcário – Formação Perau
1 Granito – Suíte Sienogranito
16 Calcário – Formação Sete Lagoas
RMEBH 29 11 Granitóides, Gnaisses e Migmatitos
2 Calcário – Subgrupo Paraopeba.
Granitos – Corpos Magmáticos Pós e Sin-
6
tectônicos.
Gnaisses – Complexo São Fidelis-Pão de
6
Açúcar.
RMERJ 23
4 Gnaisses – Complexo Rio Negro
3 Granitos – Plutônicas Brasilianas
2 Gnaisses – Série Inferior
2 Sienitos – Rochas Alcalinas
13 Rochas granitóides foliadas ou alteradas
8 Rochas granitóides maciças
RMSP 30
6 Rochas xistosas com metaquartzito.
1 Rochas predominatemente gnáissicas

170
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.1.1. Região Metropolitana de Porto Alegre

As rochas básicas da RMPA oriundas da Formação Serra Geral possuem diferenças

composicionais entre dacitos, riodacitos, basaltos e basaltos latitos, como os amostrados na

Incopel que são de composição basáltica localmente basaltos latitos de estrutura maciça,

porém com diferenças texturais, mas com assembléia mineralógica semelhante conforme

resumido na TABELA 5.2. Detalhe para a grande quantidade de vidro nas amostras dos

grupos EV-II, EV-III, EV-V, EV-VII e EV-VII considerado mineral deletério em potencial por

ser sensível a variações térmicas e interferir na resistência mecânica. Outro mineral

pertinente a ser mencionado é a presença de esmectita entre 5 a 10% nos grupos EV-II e

EV-III, em especial a amostra EV-B02 com 7%; a esmectita por ser uma argila expansível é

considerada mineral deletério por rapidamente conseguir deteriorar o agregado quando

presente em maior quantidade. A ausência de estruturas pode indiciar, com relação à forma

da brita, a predominância de uma forma cúbica.

Já as rochas graníticas da RMPA oriundas dos Granitos Tipo Morrinhos e Vila

Garcia são contituídos de sienogranitos diferenciando na presença de lamelas de biotita e

textura porfirítica. Na Eldorado mineração, o granito Tipo Morrinhos amostrado é constituído

de dois tipos, um sienogranito porfirítico com fraca orientação, e outro com forte

cisalhamento, conforme TABELA 5.2. O sienogranito cisalhado representado pelos grupos

ES-III, ES-IV, ES-V e ES-VI possui grande quantidade de quartzo estirado e com extinção

ondulante, que pode ser considerado mineral deletério, já que é potencialmente causador

de reação ácali-agregado do tipo álcali-sílica. Outro fator que também pode ser considerado

prejudicial é o tipo de microfissuramento de grau moderado do tipo transgranular, reflexo do

alto grau de fraturamento e de falhas presentes nas descrições dos perfis de frente de

lavra; com relação à forma, os sienogranitos cisalhados tenderão a apresentar uma forma

mais lamelar/alongada do que os sienogranitos sem orientação ou pouco orientados.

171
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 5.2: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na RMPA.
Minerais Grau de Estado
Grupo Amostras Classificação Minerais constituintes
Deletérios Alteração Microfissural
ES-I ES-A02 Sienogranito Porfirítico com ou AF + Qtz + Pl + Bt + Ap ± Fl + Src + FeO
Ip 1 / Ht 3 Intra 2
ES-II ES-B02 sem orientação + Ttn + Mnz ± Amp
ES-III ES-C02
ES-IV ES-C07 Sienogranito porfirítico AF + Qtz + Pl + Bt ± Vrm + Src ± FeO + Ap
Qtz (e.o.) Ip 3 Trans 3
ES-V ES-C09 cisalhado. ± Fl ± Ttn + Hem + Ilm
ES-VI ES-C10
EV-II EV-B02 Basalto porfirítico a porfiróide Vd + Pl + Px + Qtz ± Sic ± Smc + Hem + Ilm Vd; Smc;
Ip 2 / Ht 3 Intra 2
EV-III EV-B03 com amídalas + AF + Py + Src ± FeO Py
EV-I EV-A03 Pl + Px + Vd + Ap + Hem + Ilm + AF + Py Vd ; Py;
Basalto fanerítico fino Ip 3 / Ht 2 Intra 2
EV-IV EV-C02 + Smc + Src Smc
EV-VI EV-E01 Basalto porfirítico com olivina. Pl + Px + Ol + Hem + Ilm + Py + FeO + Smc Py; Smc Ip 2 / Ht 3 Intra/Inter 3
EV-V EV-C03
Pl + Px + Vd + AF + Sic ± Ap + Hem + Ilm Vd; Py;
EV-VIII EV-F02 Basalto latito porfiróide Ip m / Ht 2 Intra 2
+ Py + Src + FeO + Smc Smc; Sic
EV-VII EV-E03
Vermelho: mais que 10%; laranja: entre 5 a 10%; verde: menos que 5%;
Ip: Intempérica; Ht: hidrotermal; Intra: Intragranular; Inter: intergranular; Trans: transgranular
1: incipiente; 2: fraco; 3: moderado; 4: forte; 5: intenso.

172
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.1.2. Região Metropolitana de Curitiba

As rochas gnáissicas da RMC oriundas do complexo gnáissico-migmatítico são

compostas basicamente de biotita gnaisses e biotita-hornblenda gnaisses sobre o qual está

localizada a Inecol, de onde foram coletadas amostras cuja descrição resumida consta da

TABELA 5.3. Cabe salientar para estas amostras de Campo Largo, sobre a forma dos

fragmentos da britagem, uma tendência a possuir forma lamelar/alongada devido à textura

foliada ou a presença de bandamento e a presença de uma alto grau de alteração

intempérica e hidrotermal, bem como também um elevado grau de microfissuramento das

amostras do grupo CL-III e CL-IV (Intra, inter e transgranular), que pode ser prejudicial no

tocante à resistência mecânica.

Já as rochas calcárias ou metacalcárias oriundas da Formação Perau são

constituídas de metacalcários calcíticos, metadolomitos, ou mesmo, mármores calcíticos,

Formação na qual está localizada a Mina Saíva onde foram amostradas os metacalcários e

metadolomitos que estão resumidos na TABELA 5.3; pode-se notar que possuem grande

quantidade de dolomita que é considerado mineral deletério quando se relaciona com a

reação álcali-carbonato, destacando-se a amostra do grupo RBS-III que possui forte grau

de microfissuramento do tipo intra e transgranular o que pode ser prejudicial em relação à

resistência mecânica. Com relação à forma, por possuírem foliação, por vezes vestígios de

estratificação reliquiar, essas amostras podem tender a gerar fragmentos de brita nas

formas alongas/lamelares.

173
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 5.3: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na RMC.
Minerais Grau de Estado
Grupo Amostras Classificação Minerais constituintes
Deletérios Alteração Microfissural
Diabásio Inequigranular fino a Pl + Px + Ap + Chl + Hem + Ilm + Py + Vd
CL-I CL-A01 Py; Vd Ip 2/ Ht 3 Intra 2
grosso + Src
FK + Qtz + Pl + Czo + Chl + Src + Hem
CL-IV CL-B03 Cataclasito gnaisse Ip 3 / Ht 3 Trans 2
+ Ilm
FK + Qtz + Pl + Bt + Grt + Ep + Chl + Ap
CL-VI CL-B07 Gnaisse microbandado foliado Ip 2 Intra/Inter 3
+ Src
CL-IV CL-A06 FK + Qtz + Pl + Chl ± Hbl ± Hem ± Ilm ± Py
Chl (-Hbl) gnaisse Py Ip 4 / Ht 5 Intra/Inter/Trans 4
CL-III CL-A07 + Ap + Cal + Src ± Czo ± Act ± Grt
CL-III CL-B02 FK + Qtz + Pl + Hbl + Act + Chl + Ap +
Act-Hbl gnaisse anfibolítico Py Ip 4 Intra 3
CL-V CL-A04 Hem + Ilm + Py + Src ± Ep ± Bt
Metacalcário dolomitico foliado Dol; Py;
RBS-I RBS-A02 Cal + Dol + Qtz + Tr + Py + Cpy + Ep Ip 1 Intra/Trans 3
e brechado Cpy
Dol; Py;
RBS-II RBS-A05 Metadolomito calcítico foliado Dol + Cal + Py + Cpy Ip 3 Inter 3
Cpy
Cataclasito metadolomito Dol; Py;
RBS-III RBS-A07 Dol + Cal + Qtz + Tr + Py + Cpy + Ep Ip 3 Intra/Trans 4
calcítico Cpy
Metacalcário dolomítico Dol; Py;
RBS-V RBS-B03 Cal + Dol + Qtz + Tr + Py + Cpy + Ep Ip 1 Trans 3
crenulado Cpy
Qtz-Tr metacalcário Dol; Py;
RBS-IV RBS-B07a Cal + Qtz + Tr + Dol + Py + Cpy Ip 3 Intra/Trans 3
porfiroclástico Cpy
Vermelho: mais que 10%; laranja: entre 5 a 10%; verde: menos que 5%;
Ip: Intempérica; Ht: hidrotermal; Intra: Intragranular; Inter: intergranular; Trans: transgranular
1: incipiente; 2: fraco; 3: moderado; 4: forte; 5: intenso.

174
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.1.3. Região Metropolitana Expandida de Belo Horizonte

As rochas calcárias da RMEBH oriundas da Formação Sete Lagoas são compostas

basicamente de metacalcários grafitosos, silicosos ou mesmo mármores dolomíticos onde

se encontra a Mata Grande Mineração, onde foram amostrados calcários grafitosos com

características resumidas na TABELA 5.4. Esses metacalcários pelo seu caráter

predominantemente calcítico não apresentam dolomita, mas com relação a o estado

microfissural merecem destaque as amostras dos grupos SL-II, SL-IV, SL-V, e SL-VI com

grau moderado de microfissuramento intra, inter e transgranular que pode ser prejudicial em

relação à resistência mecânica, bem como microfissuramento reflexo do alto grau de

fraturamento das rochas observadas nos perfis de frente de lavra; com relação a forma, por

possuírem forte foliação e localmente estratificação reliquiar e forte fraturamento, podem

gerar produtos de britagem lamelares/alongados.

Já as rochas gnáissico-migmatíticas do complexo de idade arqueana são

constituídas de biotita-microclínio gnaisses ou granitóides dioríticos a granodioríticos onde

se encontra a Britadora Betim, onde foram coletadas as amostras resumidas na TABELA

5.4, as quais possuem estrutura bandada e foliação que sugerem produtos de britagem

com forma lamela/alongada e com grau moderado a forte de microfissuramento intra e

intergranular.

175
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 5.4: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na RMEBH.
Minerais Grau de Estado
Grupo Amostras Classificação Minerais constituintes
Deletérios Alteração Microfissural
Metacalcário calcítico grafitoso
SL-I SL-A04 Cal + Gr + Qtz + Src + Dol Dol Ip 2 Inter 3
foliado e bandado.
SL-III SL-A07 Metacalcário calcítico Cal Ip 2 Intra/Inter 2
Metacalcário calcítico grafitoso
SL-IV SL-B01 Cal + Gr Ip 2 Trans 3
foliado e bandado.
SL-V SL-B05
Metacalcário calcítico grafitoso
SL-II SL-B09 Cal + Gr ± Qtz ± Dol ± FK Dol Ip 2 Inter/Intra/Trans 3
foliado e bandado.
SL-VI SL-B09/10
BT-II BT-A02/03 Pegmatito Qtz + FK + Mc + Chl + Src Ip 3 Intra/Inter 3
BT-I BT-A01 (Ep-) Bt gnaisse granítico Qtz + FK + Pl + Bt + Mc ± Zrn ± Ep + Chl
Ip 4 Intra/inter 4
BT-III BT-A06 porfiroblástico + Ap + Src ± Czo + Ttn + Hem + Ilm
Qtz + FK + Mc + Pl + Bt + Ms + Chl + Src
BT-V BT-B02 Bt-Mc gnaisse bandado com Ms Ip 2 Intra/Trans 3
+ Zrn + Hem + Ilm
BT-III BT-B07 Bt gnaisse inequigranular FK + Qtz + Pl + Mc + Bt ± Ms + Chl + Ap
Ip 3 Intra/Inter 3
BT-IV BT-B03 bandado + Src + Zrn + Ilm + Hem
Vermelho: mais que 10%; laranja: entre 5 a 10%; verde: menos que 5%;
Ip: Intempérica; Ht: hidrotermal; Intra: Intragranular; Inter: intergranular; Trans: transgranular
1: incipiente; 2: fraco; 3: moderado; 4: forte; 5: intenso.

176
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.1.4. Região Metropolitana Expandida do Rio de Janeiro

As rochas gnáissicas da RMERJ oriundas do Complexo São Fidélis – Pão de Açúcar

são constituídas de augengnaisses e biotita gnaisses onde se localiza a Ibrata Mineração,

onde foram coletadas as amostras de biotita gnaisses que estão resumidas na TABELA

5.5. Detalhe para a amostra de lamprófiro que contém grande quantidade de vidro e maior

quantidade de pirita como minerais deletérios, além de ter um grau de alteração moderado,

tanto intempérico quanto hidrotermal, e apresentar estado microfissural forte dos tipos inter

e intragranular. Com exceção das amostras dos grupos IT-III, IT-IV, e IT-V, as demais

podem tender a gerar produtos de britagem com forma lamelar/alongada.

As rochas alcalinas que são constituídas de sienitos em geral, particularmente as de

Nova Iguaçu onde se encontra a Pedreira Vigné e onde se coletou as amostras com as

características resumidas na TABELA 5.5. Destaque para a maior quantidade de pirita,

mineral deletério, por poder gerar sulfato por dissolução, dependendo do emprego dos

produtos de britagem. Também cabe salientar o grau intenso de alteração semelhante à

intempéricaresultando na inclusão de hidróxido de ferro nos feldspatos, mas que não afeta

as características mecânicas dos produtos de brita, e a tendência de gerar formas

lamelares/alongadas devido à foliação de fluxo magmático.

177
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 5.5: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na RMERJ.
Minerais Grau de Estado
Grupo Amostras Classificação Minerais constituintes
Deletérios Alteração Microfissural
Bt lamprófiro porfirítico com Px + Bt + Vd + Hem + Cal + Ilm + Py + Pl
IT-V IT-A03/04 Vd; Py Ip 3; Ht 3 Intra / Inter 4
ocelos. + Ap + Chl + AF + Src
IT-I IT-A01
Qtz + Pl + KF + Bt + Ms ± Cal + Src + Py
IT-II IT-A02 Bt-Pl gnaisse bandado com Ms Py Ip 3 Intra / Trans 3
+ Hem ± Ap ± Ep + Chl + Zrn + Ttn + FeO
IT-VI IT-A10b
IT-IV IT-A04 Leucosienogranito AF + Qtz + Pl + Ms + Mc + Src + Cal + Chl
Py Ip 3 Intra/Inter/Trans 3
IT-III IT-A06 inequigranular com Ms + Zrn + Py + Hem
Ms-Chl- gnaisse granítico com KF + Qtz + Chl + Pl + Ms + Mc + Src + Cal
IT-VII IT-B01 Py Ip 3 Intra / Trans 3
Mc + Ttn + Zrn + Ap + Py + Hem
KF + Qtz + Mc + Pl + Bt + Ms + Chl + Src
IT-VIII IT-B02 Bt-Mc gnaisse bandado com Ms
+ Zrc + Py + Hem
AF + Py + Ap + FeO + Src + Hem + Cal
NI-I NI-A02 AF sienito porfirítico foliado Py “Ip” 5 Intra / Trans 3
+ Bt
NI-II NI-A03 Feldsaptóide fonolito foliado AF + Fd + Py + FeO + Src + Ap + Cal Py “Ip” 5 Intra 2
NI-III NI-A06 AF sienito porfirotraquítico
AF + Py + Ab + FeO ± Ap + Src + Hem Py “Ip” 5 Intra 2
NI-VI NI-B02a “A” foliado
NI-VI NI-B02a “B” AF + Fd + Py + FeO + Ap + Fl + Src + Cal
Fd sienito porfirítico foliado Py “Ip” 5 Intra 2
NI-A08 + Hem
AF + Fd + Py + FeO + Ab + Src + Cal
NI-V NI-B03 Fd sienito porfirotraquítico Py “Ip” 5 Intra 2
+ Hem
Vermelho: mais que 10%; laranja: entre 5 a 10%; verde: menos que 5%;
Ip: Intempérica; “Ip”: alteração “intempérica” de rochas alcalinas; Ht: hidrotermal; Intra: Intragranular; Inter: intergranular; Trans: transgranular
1: incipiente; 2: fraco; 3: moderado; 4: forte; 5: intenso.

178
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.1.5. Região Metropolitana de São Paulo

As rochas granitóides foliadas ou alteradas da RMSP são constituídas de granito-

gnaisses e biotita gnaisses subordinadamente miloníticos, onde se encontra a Pedreira

Santa Isabel, onde se coletou as amostras de gnaisses que estão resumidas na TABELA

5.6. Segindo o grau de alteração destacam-se as amostras dos grupos SI-II e SI-IV, de

caráter intempérico e grau forte; quanto ao estado microfissural em todas predomina o

intragranular moderado. Com relação à forma dos produtos de britagem, a tendência

lamelar/alongada é forte devido ao grau de milonitização das rochas.

As rochas graníticas da RMSP, como as do granito Itapeti, onde se encontra a

Pedreira Itapeti, foi de onde se coletou as amostras com as características resumidas na

TABELA 5.6. De acordo com o grau de alteração, podem ser considerados de grau baixo o

intemperismo e hidrotermalismo moderado com formação de allanita; apresentam o estado

microfissural intragranular. De acordo com a forma, apesar da orientação de fenocristais, as

amostras por não possuírem nenhuma estrutura marcante podem tender a produzir

fragmentos cúbicos.

179
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

TABELA 5.6: Resumo das principais características das litologias de acordo com as análises petrográficas, na RMSP.
Minerais Grau de Estado
Grupo Amostras Classificação Minerais constituintes
Deletérios Alteração Microfissural
Bt milonito gnaisse KF + Qtz + Bt + Pl + Czo + Zrn + Src + Py
SI-III SI-C04b Py Ip 2 Intra 3
porfiroclástico bandado + Hem + IIm
SI-IV SI-C04a Qtz + KF + Mc + Pl + Bt + Ms + Ap + Chl
(Ms-)Mc-Bt gnaisse milonítico
+ Ttn + Zrn + Hem ± Src + ± Cal ± FeO ± Ep Py Ip 4 Intra / Inter 3
SI-II SI-C09 porfiroclástico bandado.
+ Ilm + Py
SI-I SI-C08 Bt milonito gnaisse KF + Qtz + Bt + Pl + Ap + Ttn + Ep + Hbl
Py Ip 3 Intra / Inter 3
SI-V SI-C10 porfiroclástico bandado + Hem + Src + Cal + Ilm + Py ± FeO
Bt monzogranito porfirítico com Pl + Qtz + Bt + AF + Ttn + Aln + Ap + Src +
MC-II MC-A06 Py Ip 2; Ht 3 Intra / Inter 3
enclave Chl + Zrn + Tur + Py + Hem
Pl + AF + Qtz + Bt + Ttn + Src + Ap + Chl +
MC-I MC-B02 Bt monzogranito porfirítico Py Ip 2; Ht 2 Intra 2
Aln + Zrn + Py + Hem
KF + Qtz + Bt + Pl + Ap + Src + Aln + Py +
MC-IV MC-B05/06a Bt cataclasito gnaisse Py Ip 2; Ht 2 Intra 2
Ms + Chl + Hem + Amp
KF + Qtz + Bt + Py + Chl + Ms + Src + Aln
MC-V MC-B05/06b Bt milonito gnaisse Py Ip 2; Ht 2 Intra 2
+ Hem
Vermelho: mais que 10%; laranja: entre 5 a 10%; verde: menos que 5%;
Ip: Intempérica; Ht: hidrotermal; Intra: Intragranular; Inter: intergranular; Trans: transgranular
1: incipiente; 2: fraco; 3: moderado; 4: forte; 5: intenso.

180
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

5.2. CONSIDERAÇÕES GERAIS E CONCLUSÕES

O setor de pedra britada, por fazer parte da indústria da construção civil é

sensivelmente afetado pelo panorama econômico nacional e internacional. Este setor foi

responsável, no ano de 2005, por uma produção de 135 milhões de toneladas, mas ainda

longe de alcançar a produção norte americana, maior produtor mundial com 1,65 bilhões de

toneladas. Os cinco centros produtores (Regiões Metropolitanas), alvos deste trabalho,

representam quase 41% da produção brasileira de pedra britada, sendo que a produção

das dez pedreiras selecionadas para estudo atinge 3,5% do total nacional, com destaque

para as empresas Pedreira Santa Isabel, Embu (Pedreira Itapeti) e Cimento Rio Branco,

que possuem as maiores produtividades.

As minerações de pedra britada nas regiões metropolitanas geralmente estão bem

representadas por associações ou sindicatos locais que auxiliaram, a partir de uma relação

de empresas, no desenvolvimento do mapa de localização das pedreiras, com exceção da

RMEBH onde não havia nenhuma associação ativa no período de desenvolvimento deste

trabalho, e se constituem um segmento de muita informalidade no DNPM. Mesmo assim

conseguiu-se reunir um número total de 138 pedreiras distribuídas nas regiões

metropolitanas da seguinte forma, 30 na RMSP, 28 na RMEBH, 23 na RMERJ, 25 na RMC

e 18 na RMPA, observando os dois patamares RMSP/RMEBH em torno de 30 pedreiras; e

RMERJ, RMC e RMPA em torno de 20-25 pedreiras

Com relação aos litotipos explorados ocorre uma peculiaridade no mercado produtor

de pedra britada, devido ao fato da produção a partir de rocha calcária poder chegar até ser

o dobro em relação à rocha granítica ou gnáissica, por apresentar o preço e o custo de

produção de brita muito inferior em relação às rochas graníticas e gnáissicas. Observou-se

também o que já havia sido obtido a priori em relação à RMPA predomina a produção de

brita em rocha basáltica, em relação à RMSP predomina a produção em rochas graníticas e

gnáissicas e em relação à RMERJ predomina a produção de rochas sieníticas e gnáissicas.

Na RMPA foram analisadas petrograficamente sienogranitos do Tipo Morrinhos e


181
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

basaltos da Formação Serra Geral. O sienogranito encontrado é característico pelo alto

grau de faturamento e falhamento refletindo no grau de microfissuramento, podendo ser

separado em duas feições distintas, uma com leve orientação, e outra com forte

cisalhamento na qual apresenta quartzo com extinção ondulante como mineral deletério.

Nos basaltos e basaltos latitos foram encontrados níveis com amídalas, presença de diques

clásticos e como mineral deletério vidro e esmectita.

Na RMC foram analisadas petrograficamente hornblenda gnaisses pertencentes ao

Complexo Gnáissico-migmatítico, e metacalcários dolomíticos da Formação Perau. Nos

gnaisses foi encontrado elevado estado de alteração hidrotermal e microfissuras em uma

das amostras, reflexo do elevado grau de fraturamento no perfil de frente de lavra. Nos

metacalcários foi encontrada apenas dolomita como mineral deletério e elevado grau de

microfissuramento também reflexo do elevado grau de fraturamento e estruturas

(estratificação) presentes nos perfis de frente de lavra.

Na RMEBH foram analisadas petrograficamente metacalcários grafitosos da

Formação Sete Lagoas e biotita gnaisses a biotita-microclínio gnaisses do embasamento

arqueando. Nos metacalcários não foi encontrado nenhum mineral deletério, mas algumas

amostras possuíam estado microfissural transgranular moderado, reflexo do alto grau de

fraturamento presente nos perfis de frente de lavra. Nos gnaisses foi encontrado forte grau

de alteração intempérica e de microfissura intra e intergranular em uma das amostras.

Na RMERJ foram analisadas petrograficamente biotita gnaisses do Complexo São

Fidélis – Pão de Açúcar e álcali-fedspato sienitos de intrusões alcalinas. Nos biotita

gnaisses aparecem veios graníticos e dique de biotita lamprófiro no qual foi encontrado

vidro e pirita como minerais deletérios, nos gnaisses e veios graníticos foram encontradas

microfissuras transgranulares moderadas reflexo da presença de fraturas e estruturas

(veios e diques) nos perfis de frente de lavra. Nos álcali-feldspato sienitos foi encontrada

pirita como mineral deletério e intensa alteração “intempérica” que possivelmente não

afetam as propriedades mecânicas dos sienitos.

Na RMSP foram analisadas amostras de biotita gnaisses miloníticos e de


182
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

monzogranitos. Nos gnaisses não foi encontrado mineral deletério significativo, mas

encontrou-se forte alteração intempérica em uma das amostras. Nos monzogranitos

analisados também não foram encontrados minerais deletérios significativos ou grau de

alteração significativa.

Observou-se que há uma relação direta entre grau de alteração e estado

microfissural, como também fraturas, falhas e estruturas do tipo bandadas ou diques e

veios afetam o estado microfissural. As rochas com predominância de alteração do tipo

intempérica ou hidrotermal sem demais estruturas tendem a possuir um estado

microfissural intra a intergranular, enquanto que rochas com estruturas (bandamento ou

estratificação), falhas, fraturas ou feições de veios e diques tendem a possuir estado

microfissural transgranular.

A petrografia de pedra britada como ferramenta durante a caracterização

tecnológica é uma ferramenta auxiliar e eficaz para o conhecimento prévio das

características mineralógicas e tecnológicas do material a ser britado e direcionar as

análises complementares pertinentes às matérias-primas de britagem. Como no caso das

amostras em que petrograficamente se encontrou maiores quantidades de esmectita,

quartzo com extinção ondulante, pirita, e maior grau de microfissuramento análises

complementares são necessárias para testar o comportamento desses componentes no

seu emprego final.

O trabalho também contribuiu para o melhor conhecimento da situação do panorama

econômico nacional do setor de brita, os maiores estados produtores, os maiores centros

produtores e suas peculiaridades, como relação custo – rocha explorada, reserva, número

de pedreiras e principais litologias exploradas, como também suas características

petrográficas.

Sabe-se que a geração de finos de pedreira está relacionada com a textura presente

nas rochas, sendo que rochas com granulação fina e/ou com foliação gnáissica tendem a

produzir maior quantidade de finos de pedreira. Sabe-se também que a maior geração de

finos acarreta na maior formação de pilhas de rejeito ao derredor das empresas


183
Pinho, D. (2007) Capítulo V – Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

mineradoras podendo causar sérios problemas ambientais.

Sendo assim, a partir das informações sobre as litologias utilizadas e os resultados

das análises petrográficas geradas neste trabalho espera-se que haja um maior

conhecimento e melhor otimização e utilização para o aproveitamento das rochas-fonte de

brita, contribuindo também indiretamente na redução desses problemas ambientais que

atingem as principais regiões urbanas do país.

184
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194
Anexo I
Fichas de Descrição
Macroscópicas

Amostras com fichas de descrição microscópicas

Fichas Macroscópicas baseadas nas fichas de Descrição Petrográfica do


Laboratório de Petrologia e Tecnologia de Rochas do IPT
Descrições baseadas nas normas:
NBR 7389 (ABNT, 1992a); NBR NM 66 (ABNT, 1998).
RMPA
Região Metropolitana
De Porto Alegre

Incopel – Indústria e Comércio de Pedras Britadas Ltda.


Eldorado Mineração Ltda.
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – A01
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.001

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza escuro
Textura Fanerítica
Granularidade Fina a média.
Estrutura Maciça
Índice de Cor (M’) 45%
Minerais Piroxênio (42%); plagioclásio (55%); magnetita (3%).
Outras Observações Presença de microfraturas mineralizadas.
Classificação Basalto fanerítico fino a médio.

197
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – A02
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.002

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza escuro.
Textura Fanerítica.
Granularidade Fina.
Estrutura Maciça.
Índice de Cor (M’) 45%
Minerais Piroxênio (42%); plagioclásio (55%); magnetita (3%).
Presença de microfraturas mineralizadas
Outras Observações
(1mm de espessura).
Classificação Basalto fanerítico fino.

198
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – A03
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.003

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza escuro.
Textura Fanerítica, glomeromáfica de 2 a 5 mm de diâmetro médio.
Granularidade Fina.
Estrutura Maciça.
Índice de Cor (M’) 45%
Minerais Piroxênio (42%); plagioclásio (55%); magnetita (3%).
Outras Observações Nenhuma.
Classificação Basalto glomeromáfico fino.

199
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – B01
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.004

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza arroxeada.
Textura Porfirítica com matriz afanítica a fanerítica, glomeromáfica.
Granularidade Fenocristais de piroxênio de até 3 mm, e matriz fina.
Amídalas de 3 a 20 mm, preenchidas por zeólitas e/ou
Estrutura
calcedônia.
Índice de Cor (M’) ~40%
Piroxênio; plagioclásio; magnetita; quartzo/calcedônia;
Minerais
carbonato.
Outras Observações Nenhuma.
Classificação Basalto porfirítico de matriz fina com amídalas.

200
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – B02
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.005

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza arroxeada.
Textura Porfirítica com matriz afanítica, glomeromáfica.
Granularidade Fenocristais de piroxênio de até 3 mm, e matriz fina.
Amídalas de 1 a 10 mm, preenchidas por zeólitas e/ou
Estrutura
calcedônia.
Índice de Cor (M’) ~40%
Piroxênio; plagioclásio; magnetita; quartzo/calcedônia;
Minerais
carbonato.
Outras Observações Nenhuma.
Classificação Basalto porfirítico de matriz fina com amídalas.

201
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – B03
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.006

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza arroxeada.
Textura Fanerítica.
Granularidade Fina
Amídalas de 1 a 12mm preenchidas por zeólitas e/ou
Estrutura
calcedônia. Veios afaníticos com amídalas menores.
Índice de Cor (M’) ~40%
Piroxênio; plagioclásio; magnetita; quartzo/calcedônia;
Minerais
zeólita; carbonato.
Presença de microfraturas mineralizadas
Outras Observações
(1mm de espessura).
Classificação Basalto fanerítico fino com amídalas.

202
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – C01
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.006

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza amarronzado.
Textura Fanerítica e glomeromáfica.
Granularidade Fina.
Estrutura Amídalas de 5 mm, preenchidas por calcedônia.
Índice de Cor (M’) 50%
Minerais Piroxênio (45%); plagioclásio (50%); magnetita (5%).
Outras Observações Nenhuma.
Classificação Basalto glomeromáfico fino com amídalas.

203
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – C02
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.007

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza avermelhado.
Textura Fanerítica.
Granularidade Fina a média.
Estrutura microamídalas de calcedônia.
Índice de Cor (M’) 30%
Piroxênio (28%); plagioclásio (40%); magnetita (2%); quartzo
Minerais
(30%).
Presença de dique clástico de metarenito de 3 cm de
Outras Observações
espessura.
Classificação Basalto fanerítico fino a médio com amídalas e dique clástico.

204
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – C03
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.008

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza levemente marrom.
Textura Fanerítica, glomeromáficos de 1 a 10 mm de diâmetro médio.
Granularidade Fina a média
Estrutura Amídalas preenchidas por quartzo de 3 mm
Índice de Cor (M’) 50%
Minerais Piroxênio (45%); plagioclásio (50%); magnetita (5%).
Outras Observações Nenhuma.
Classificação Basalto glomeromáfico fino a médio com amídalas.

205
Pinho, D. (2007) Anexo I –Contribuição à Petrografia de Pedra Britada

Amostra EV – D01
INCOPEL – Indústria e Comércio de Pedras Britadas LTDA
Procedência
Estância Velha - RS

DESCRIÇÃO MACROSCÓPICA

FOTO A1.009

Tipo: intempérica.
Alteração
Grau: incipiente.
Cor Cinza escuro levemente arroxeado.
Textura Porfiróide com matriz fanerítica.
Granularidade Fenocristais de piroxênio de até 3 mm, e matriz média.
Estrutura Maciça.
Índice de Cor (M’) 50%
Minerais Piroxênio (47%); plagioclásio (50%); magnetita (3%).
Outras Observações Nenhuma.
Classificação