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Fichamento do livro Aprendendo a Terapia Cognitivo-Comportamental, de Jesse

Wright, Monica Basco e Michael Thase.

Capítulo 3: Avaliação e Formulação


A avaliação para a TCC começa com os aspectos fundamentais utilizados em
qualquer forma de psicoterapia: uma anamnese completa e um exame de estado mental. Deve-se dar
atenção aps sintomas atuais do paciente, suas relações interpessoais, sua base sociocultural e seus
pontos fortes pessoais, além de levar em consideração o impacto da história de seu desenvolvimento,
da genética, dos fatores biológicos e das doenças médicas. A avaliação detalhada das influência desses
múltiplos domínios permitirá produzir uma formulação de caso multidimensional.
Uma vez que as indicações para a TCC baseiam-se amplamente no diagnóstico, a
realização de uma entrevista-padrão e de diagnóstico multiaxial fornecerá muitas informações
necessárias para avaliar a adequação do paciente para a TCC.
Desde a década de 1980, o modelo da TCC bem sendo adaptado e modificado
para uma grande variedade de quadros clínicos, ampliando sua abrangência para além do tratamento de
transtornos depressivos e de ansiedade leves a moderados.
Sugerimos que a maioria dos paciente avaliados para o tratamento psiquiátrico
serão candidatos em potencial para a TCC, seja isoladamente ou combinado com a farmacoterapia
adequada.
A eficácia como monoterapia (isto é, sem farmacoterapia concomitante) foi
estabelecida para uma série de quadros clínicos, sendo a TCC considerada um dos tratamentos de de
eleição para o transtorno de depressão maior, os transtornos de ansiedade, a bulimia nervosa e vários
outros quadros clínicos. Embora a TCC não seja uma monoterapia adequada para pacientes com
esquizofrenia ou transtorno bipolar, foi demonstrado que tem utilidade para esses problemas quando
combinada com farmacoterapia. Além disso, uma forma modificada da TCC demonstrou ser últil no
transtorno da personalidade boderline.
Existem poucas contra-indicações para o uso da TCC (p. ex., demência
avançada, outros transtornos amnésicos severos e estados de confusão mais transitórios, como delirium
ou intoxicação por drogas). Pessoas com transtorno de personalidade anti-social grave, na simulação ou
outros quadros clínicos que comprometem marcadamenre o desenvolvimento de uma relação
terapêutica colaborativa e baseada na confiança também não são bons candidatos para a TCC. Os
fatores que limitam o uso da TCC nesses quadros também se aplicam a outras formas de psicoterapia.