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Vesícula biliar

Prof. Dra. Cláudia Colamarco Ferreira


Localização da vesícula biliar
Definição:

• A VB assemelha-se a uma pequena pera e fica debaixo do fígado.


• Trata-se de um reservatório para o armazenamento da bile, líquido
fundamental à digestão das gorduras, produzido pelo fígado;
• Vesícula - capaz de armazenar toda a bile produzida durante 12
horas pelas células hepáticas;
• Nesse reservatório, a bile perde parte da água que contém e fica
concentrada.
• Quando os alimentos, especialmente os gordurosos, passam pelo
duodeno, quimioreceptores são estimulados, provocando a
formação do hormônio colecistoquinina (CCK);
• A CCK promove a contração da vesícula biliar. Ao contrair-se, ela
lança a bile sobre o quimo que está passando pelo duodeno.
Vesícula biliar - Função

• Estocar a bile: a bile produzida é muito menos


concentrada que a estocada.

A célula da mucosa do
revestimento absorve
água e concentra a bile.
Características

• Capacidade de estocagem da vesícula: 90 ml


• Volume da bile produzida por dia: 1.000 ml
• Fator essencial na digestão e absorção de gorduras e na
absorção de vitaminas lipossolúveis A, D, E e K e dos
minerais Ferro e Cálcio
• Absorção de cálcio – forma indireta pq necessita de vit
D para ser absorvido
• Favorece o fator intrínseco que influi na absorção de
Ferro
• Gorduras e ác gx no duodeno estimulam a produção de
CCK e este, pela via sistêmica chega à vesícula,
estimulando-a a contrair-se.
Composição da bile

Ácidos biliares;
Pigmentos;
Lipídios;
Muco;
Água

Depois de secretada pelo fígado ela é


concentrada na vesícula biliar
Constituintes principais da bile:

• Ácidos biliares (sais biliares) – produzidos pelas células


hepáticas à partir do colesterol, são essenciais para a
digestão e absorção de gorduras, vitaminas
lipossolúveis e alguns minerais. Excretados no intestino
delgado pela bile e reabsorvidos no sistema portal
(circulação enterohepática);

• Pigmentos (bilirrubina) – principal pigmento da bile, é


derivada da liberação da hemoglobina pela degradação
do eritrócito.
Doenças da vesícula biliar:

• Discinesia Biliar – esfincter de Oddi (controla a abertura


do canal biliar para o duodeno) não se abre
apropriadamente e chega ao espasmo. A bile se acumula
na vesícula causando aumento da pressão interna
• Colecistite – inflamação bacteriana por via sistêmica
originada quase sempre por amigdalite, dentes inflamados,
apendicite etc.
• Consequência: icterícia – Pq?? – céls inflamadas perdem a configuração seletiva
e ao invés de reabsorverem so// água, reabsorvem tb a bile.

• Litíase biliar: os minerais contribuem para a formação do


cálculo e o cálcio sempre vai estar presente.
Litíase biliar

• Os cálculos da vesícula são formadas pela


cristalização de substâncias que compõem a bile,
como colesterol e bilirrubina, acrescidos de cálcio;

• Os cálculos freqüentemente obstruem a passagem da


bile para o duodeno, causando fortes dores e
interferindo na absorção das gorduras;

• Quando isso acontece, a remoção da vesícula


(colecistectomia) costuma ser o procedimento mais
indicado;

• A retirada dos cálculos por raio laser tem um caráter


meramente paliativo, pois não impedem a formação
de outras.
Tratamento:

a) Com drogas - quando por infecção;

b) Cirúrgico – litíase
• Viver sem a vesícula biliar é perfeitamente possível, pois a
bile, nesse caso, passa a fluir diretamente do fígado para o
intestino delgado;
• O tempo de digestão, principalmente dos alimentos mais
gordurosos, tende a aumentar;
• A bile vinda diretamente do fígado não está na
concentração ideal, nem é liberada nos momentos e em
quantidades certas. Por isso, a digestão de certos alimentos
tende a se tornar mais difícil e lenta.
Tratamento:

c) Dietético
• Controle da ingestão de gordura;
• Fracionamento da dieta – com redução do volume por vez:
no caso de retirada da vesícula, a bile não é mais
armazenada – é produzida contínua// e não é concentrada.
Referências Bibliográficas
• CUPPARI, L. Guias de medicina ambulatorial e hospitalar
UNIFESP/Escola Paulista de Medicina. Nutrição clínica no adulto.
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• TEIXEIRA NETO, F. Nutrição clínica. Rio de Janeiro:
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