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A drenagem linfática aplicada no pós-operatório da adbdominoplástia

Emília Cristina Garcia de Souza¹ emiliacristinasouza@hotmail.com Dayana Priscila Maia Meija² Pós-graduação em Estética Faculdade FASAM

Resumo Atualmente tem crescido muito a procura por procedimentos cirúrgicos que envolvem a escultura do corpo humano dentre esses procedimentos a abdominoplastia vem se destacando com uma das intervenções cirúrgicas mais procuradas, visto que a mesma consiste na remoção de tecido subcutâneo excedente da região do abdome, através de uma incisão supra púbica com transposição do umbigo e com plicatura dos músculos reto-abdominais. Tal procedimento cirúrgico tem como consequência o ocasionar rompimento importante de vasos, levando a obstrução da circulação linfática superficial e muitas vezes até as mais profunda que na grande maioria das vezes ocasiona o aparecimento de edema. Neste caso a drenagem linfática é um recurso terapêutico e estético solicitado para tratar as consequências das alterações vasculares referente ao edema. Diante do exposto a presente pesquisa teve por objetivo geral; Enfatizar a importância da drenagem linfática manual para a pronta recuperação dos pacientes. A drenagem linfática se faz necessária, pois nos procedimentos cirúrgicos ela contribui para a reabilitação mais rápida do paciente, sendo eficaz para minimizar o edema e prevenir outras complicações que possam vir a interferir na recuperação do paciente no pós- operatório. A metodologia de abordagem da pesquisa foi a qualitativa descritiva dos conteúdos necessários ao embasamento teórico. A referida pesquisa foi realizada através de sites de consultas acadêmicas, livros e outras fontes de informação. Palavras- chave : Abdominoplastia; Drenagem Linfática Manual; Técnicas.

1. Introdução

A constante busca por intervenções cirúrgicas tem crescido de forma vertiginosa “o corpo toma frente da cena social, e se torna alvo de investimento sem fim.” (AMARAL et al, 2004). De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, em janeiro de 2009 o Brasil, teve uma aumento de 73% no índice cirurgias estéticas e 27% de reparadoras/construtoras de acordo coma estatística totalizam 629 mil cirurgias plásticas por ano (CORDEIRO, 2010). Segundo Borges (2006), abdominoplastia é indicada para indivíduos que apresentam gordura localizada abdominal, flacidez decorrente de emagrecimento ou gravidez, flacidez aponeurótica, diástase abdominal, abaulamentos e hérnias. Porém, as cirurgias plásticas especificamente abdominoplastia algumas vezes pode apresentar algumas complicações pós-cirúrgicas como: hematomas, seromas, infecções na cicatriz cirúrgica, deiscência,, necrose cutâneo-gordurosa, alterações cicatriciais, assimetrias, retrações, desvios laterais do umbigo, elevação dos pelos pubianos, irregularidades da parede abdominal, etc. (GUIRRO, 2002).

1 A autora é Tecnóloga em Estética e aluna de Pós-Graduação em Estética e Cosmetologia. ² Orientadora: Fisioterapeuta, especialista em Metodologia do Ensino Superior, Mestra em Bioética e Direito em Saúde.

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Em toda intervenção cirúrgica, ao descolar ou cortar o tecido, células e vasos sanguíneos se rompem gerando um acúmulo de líquido local (MACHADO, 2009). Nesses casos é indicado a Drenagem Linfática Manual (DLM), contribuindo na recuperação e satisfação dos resultados estéticos. Para Mauad (2010), e imprescindível que o profissional tenha conhecimento anatomia e da região abdominal e dos principais passos técnicos da abdominoplastia do sistema linfático e

da técnica de drenagem linfática, c De acordo com GODOY (2011), A técnica de drenagem linfática tem como objetivo a ampliação dos estímulos, atuando no sistema profundo e superficial, reproduzindo estímulos fisiológicos de drenagens linfáticos. A drenagem linfática manual pode e ser utilizada para vários fins, pois, atua diretamente sobre

o sistema linfático, fazendo com que haja a aceleração de saída e renovação dos líquidos desta

forma ajudando os capilares linfáticos na absorção da linfa, aumentando a velocidade de seu transporte através dos vasos, também é responsável pela melhora da oxigenação das células, a

circulação sanguínea e eliminação de toxinas. Além de ser considerada por muitos terapeutas

e esteticistas como um excelente relaxante e analgésico e dessa forma sendo amplamente ser indicada para Pós-operatórios de cirurgias plásticas

2. Sistema linfático

2.1 Anatomia e fisiologia

A anatomia do sistema linfático é estudada desde os primórdios, ainda que haja grande dificuldade devido ao delicado aspecto e à coloração translúcida dos vasos linfáticos. Autores como Leduc, apresentaram o sistema linfático e o dividiram em componentes, dentre os quais podemos citar: os capilares linfáticos, vasos pré-coletores, os troncos linfáticos, o ducto linfático, linfonodos e linfa (SILVA, 2012). O sistema linfático auxilia o organismo a drenar o líquido intersticial e remover resíduos celulares, proteínas, de maior tamanho que o sistema sangüíneo não consegue coletar, ele é constituído por capilares (rede muito fina que corresponde à primeira estrutura do sistema linfático, permite a entrada de macromoléculas de proteínas e minerais), pré-coletores (suas paredes são formadas por tecido endotelial, possuem válvulas, por isso o fluxo da linfa é unidirecional), coletores (com maior calibre, também possuem válvulas e conduzem a linfa no sentido centrípeto), canal ou ducto torácico direito (termina no tronco das veias jugular interna e subclávia a direita, assim recebendo linfa do lado direito da cabeça, pescoço, tórax e membro superior direito) e canal ou ducto linfático esquerdo (se origina por uma dilatação a cisterna do quilo e continua como ducto torácico propriamente dito, termina no tronco das veias jugular interna e subclávia esquerda,coleta quase todos os vasos linfáticos do corpo, com excessão dos que são coletados pelo anal torácico direito), linfonodos (estão localizados em trajetos nos vasos linfáticos, eles produzem linfócitos e filtram a linfa), válvulas linfáticas e linfa (SOUZA, 2012). O sistema linfático consiste de um sistema vascular, constituído por capilares linfáticos, vasos coletores e troncos linfáticos, por linfonodos, que servem como filtros do líquido coletado pelos vasos e por órgãos linfoides que incluem tonsilas, baço e o timo, encarregados de recolher, na intimidade dos tecidos, o líquido intersticial, e reconduzi-lo ao sistema vascular sanguíneo. (HASCHICH, 2005). Os capilares linfáticos são os menores vasos do sistema linfático vascular (AMARAL, et, AL., 2004). Devido sua fragilidade juntam com facilidade, por exemplo, por pressões externas ou por aumento considerável da pressão intersticial. Por outro lado possuem um potencial muito grande de regeneração (ROSÁRIO, 2009).

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É nos capilares linfáticos que o liquido intersticial recebe o nome de linfa. Leduc e Leduc

(2000) relatam que a linfa é um liquido pálido espessura carregado de gordura e leucócitos. Apresenta se na cor esbranquiçada ou amarela clara de comparação comparável a do plasma sanguíneo. Segundo Souza (2009), linfa é responsável por levar as toxinas para os órgãos excretores,

além de transmitir oxigênio, substâncias nutritivas hormônios para os tecidos.

Possuem ainda, vasos superficiais e profundos, com grande capacidade de reparação e formação de novos vasos depois de danos sofridos. (GUIRRO; GUIRRO, 2002).

O

sistema linfático é um sistema vascular que está relacionado intimamente, anatomicamente

e

fisiologicamente ao sistema cardiovascular e que desempenha importantes funções no

organismo, como: retorno do líquido intersticial para a corrente sanguínea, destruição de microorganismos e partículas estranhas da linfa e respostas imunes específicas, como a produção de anticorpos. (GUIRRO; GUIRRO, 2004). Segundo Guirro e Guirro (2002), a captação é efetuada objetivamente sobre o segmento edemaciado, levando a linfa pelos linfocapilares. Na reabsorção, as manobras são executadas nos pré-coletores e nos coletores linfáticos, que levarão a linfa captada pelos linfocapilares. Já no processo de evacuação realiza nos linfonodos recebendo a confluência dos coletores linfáticos (GUIRRO; GUIRRO, 2002). “A função do sistema linfático em remover as proteínas dos espaços intersticiais, é de fundamental importância para a homeostasia orgânica, e sem ela morreríamos num período de 24 horas” (RIBEIRO et al., 2008,).

num período de 24 horas” (RIBEIRO et al., 2008,). Fonte: http://humanbody.xpg.uol.com.br/sistemali.htm

Fonte: http://humanbody.xpg.uol.com.br/sistemali.htm Figura: Anatomia sistema linfática

Segundo Guyton (1997), o sistema linfático representa uma via acessória pela qual o líquido

pode fluir dos espaços intersticiais para o sangue. E o que é mais importante, os linfáticos podem transportar proteínas e material em grandes partículas, para fora dos espaços teciduais, nenhum dos quais podem ser removidos por absorção direta pelo capilar sanguíneo.

A rede linfática, é um conjunto de vasos de distintos calibres, superficiais e profundos, com

pontos de encontro de maior importância entre eles (linfonodos) e condutos finais que desembocam no sistema venoso. Trata se de uma verdadeira via acessória por meio do qualos líquidos interticiais em que se acham submersos todos os tecidos do corpo são devolvidos a circulação principal (GUYTON, 1997).

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O sistema linfático desempenha o papel primordial de absorção e transporte do excesso de

líquido, tem também a função de devolver as proteínas plasmáticas do líquido intersticial de volta à circulação do sangue. Uma pequena quantidade de proteínas plasmáticas vaza continuamente, através dos poros para o líquido intersticial, que, se não forem devolvidas, a pressão coloidosmótica do plasma cairia a volumes muito baixos para reter líquido na circulação. O fluxo linfático promove um retorno de 2 a 3 litros de linfa por dia, necessário para repor o equilíbrio protéico. Além das proteínas, o linfático transporta substâncias de elevado peso molecular como células, restos celulares, bactérias, vírus, água em excesso e gordura de grande peso molecular. Outra função importante e essencial é a produção de linfócitos. Essas células são os principais presentes na linfa, e não são originárias nem da corrente sangüínea, nem do espaço intersticial, mas sim dos gânglios linfáticos, do baço e da medula óssea. Um grande nu mero de linfócitos entra diariamente na circulação sangüínea, através do ducto torácico e do linfático direito.

através do ducto torácico e do linfático direito. Fonte: http://www.auladeanatomia.com/linfatico/linfa.htm

Fonte: http://www.auladeanatomia.com/linfatico/linfa.htm Figura: Estrutura capilar linfático.

A respiração favorece o retorno da linfa no canal torácico. Os movimentos de inspiração e de

expiração produzem aumentos de pressões seguidos de diminuições que atuam sobre o canal torácico e facilitam o trânsito linfático ate a sua desembocadura venosa.

O sistema linfático possui diversas funções e opera das seguintes maneiras:

-Retorna substâncias vitais, como proteínas do plasma, à corrente sanguínea a partir de tecidos

do corpo;

-Auxiliar na manutenção do equilíbrio de fluído, drenando-os dos tecidos do corpo;

-Auxilia a defesa do corpo contra substâncias que causam doenças;

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-Ajuda na reabsorção de gorduras do sistema digestório (SILVA, 2012). No que se refere a linfa, sabe-se que as vias linfáticas não possuem um órgão central bombeador, assim os movimentos da linfa dependem da capilaridade e forças externas sobre o sistema.A linfa é transportada até se misturar com o sangue novamente de, devolvendo desta maneira as proteínas plasmáticas do líquido intersticial de volta ao sangue (SOUZA, 2012). Segundo Macedo et al (2010) e Silva (2012), nos traumas mecânicos, como na cirurgia plástica, pode haver alteração estrutural ou funcional dos vasos linfáticos, causada por laceração ou compressão (hematoma, fibrose). Essa obstrução mecânica alterará o equilíbrio das tensões, resultando de maneira inevitável em edema. Esse edema é definido como o acúmulo de excesso de líquido no espaço intersticial como resultado da quebra do equilíbrio entre a pressão interna e externa da membrana da célula, ou de uma obstrução do retorno linfático e venoso.

2.2 Drenagem Linfática

A palavra drenagem origina-se do pré-histórico germânico draug, que consiste em evacuar um

pântano que está cheio de água, através de canaletas que desembocam em um canal maior,

desembocando este, por sua vez, em um curso de água ou poço. (TACANI; TACANI, 2008)

A técnica de drenagem linfática manual foi criada pelo biólogo dinamarquês Emil Vodder e

sua esposa Estrid Vodder, em 1936, vários adeptos passaram a difundi-la, tornando-a um dos principais pilares no tratamento do linfedema. Eles observaram que muitas pessoas apresentavam quadros gripais crônicos nos quais se detectava um aumento dos linfonodos na região cervical. A partir dessas observações, desenvolveu-se a técnica de drenagem linfática manual, com a sistematização de alguns tipos de movimentos e da orientação do sentido de drenagem. Visando imitar a fisiologia do sistema linfático, desenvolveu-se a técnica de Drenagem Linfática Manual. De acordo com Ferreira (2004), técnica significa: o conjunto de processo de uma arte ou ciência. Ela é também responsável pela evacuação dos dejetos provenientes do metabolismo celular. A DLM possui inúmeras indicações, sendo uma técnica capaz de remover o excesso de

líquido da substancia fundamental, promover a desintoxicação do tecido intersticial, melhorar a oxigenação e nutrição celular e proporcionar melhor circulação sangüínea venosa.

A DLM drena os líquidos excedentes que banham as células, mantendo assim, o equilíbrio

hídrico dos espaços intersticiais. Também é responsável pela evacuação dos dejetos provenientes do metabolismo celular (LEDUC; LEDUC, 2002). Para Leduc e Leduc (2000), a DLM faz parte das técnicas utilizadas para favorecer a circulação dita “de retorno”. Godoy e Godoy (1999), deixam claro que DLM e massagem são duas coisas completamente distintas. Afirma também que para realizar a DLM devemos ter consciência de que estamos drenando, e

que para isso não há necessidade de movimentos fortes de compressão. As manobras são lentas, rítmicas e suaves, devendo sempre direcionar sua pressão, obedecendo ao sentido da drenagem linfática fisiológica. Para que o objetivo da drenagem da linfa estagnada seja atingido, é imprescindível obedecer a uma seqüência especifica de regiões do corpo onde as manobras são executadas. “O processo de evacuação ocorre nos linfonodos que recebem a confluência dos coletores linfáticos. Este processo libera as vias linfáticas das regiões adjacentes à zona edemaciada, ou seja, as regiões que irão receber todo o líquido drenado.” (GUIRRO; GUIRRO, 2002). Ribeiro (2003), afirma que a DLM deve sempre ser iniciada pelo segmento proximal, pelas manobras que facilitem a evacuação, feitas nos linfonodos regionais, e só então deve seguir para as manobras de reabsorção e captação, realizadas ao longo das vias linfáticas e nas regiões de edemas. Segundo Ribeiro (2003), as diversas manobras de DLM são realizadas em

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todos os segmentos do corpo, sendo que cada manobra é realizada sobre o mesmo local de cinco a sete vezes. Algumas delas seguem um trajeto que parte dos linfonodos regionais e retorna a ele, correspondendo, de um modo geral, às vias linfáticas fisiológicas. De acordo com Guirro e Guirro (2002), as manobras de DLM são indicadas na prevenção e/ou tratamento de: edemas, linfedemas, fibro edema gelóide, queimaduras, enxertos, acne, sensação de cansaço nos membros inferiores, dor muscular, pré e pós-operatório de cirurgia plástica, hematomas e equimoses, olheiras e até mesmo marcas de expressão. Para Ribeiro (2001), também está indicada para gordura localizada, cicatrizes hipertróficas e retráteis, relaxamento e síndromes vasculares, microvarizes e varizes. Lopes (2002), cita as seguintes indicações: retenção hídrica, afecções dermatológicas, rigidez muscular, período de TPM (tensão pré-menstrual), insônia, pré e pós-intervenção cirúrgica, hematomas, tratamento de acne, tratamento de telangectasias, tratamento de rejuvenescimento, tratamento de rosácea e tratamento do fibro edema gelóide. A fisioterapia através da drenagem linfática manual tende a prevenir e diminuir o edema, melhorando o efeito estético, aumentando a satisfação dos pacientes quanto ao resultado do procedimento cirúrgico. Outros efeitos são citados por Borges (2006), como sendo indiretos, são eles: o aumento da quantidade de líquido excretado, a melhora de irrigação sanguínea e consequentemente da

nutrição celular, a melhora da oxigenação dos tecidos devido o aporte de sangue arterializado,

a desintoxicação dos tecidos intersticiais, a excreção do ácido lático da musculatura

esquelética e diminuição do tempo de dor do músculo, a absorção de nutrientes pelo trato digestivo devido reabsorção de gorduras através do sistema linfático.

O tamanho dos vasos linfáticos vai aumentando da Periferia ao centro. Eles se encontram a todos os tecidos da economia, exceto o cartilaginoso, medula ossea, esclerótica, humor vítreo, timo, placenta e dentes. A ntes negava se sua existência no sistema nervos; recentemente Picard, em 1990, demonstrou a presença de vasos linfáticos também neste tecido. (GODOY, BELCZAK, GODOY, 2005).

A técnica de drenagem linfática manual foi criada pelo biólogo dinamarquês Emil Vodder e

sua esposa Estrid Vodder, em 1936, vários adeptos passaram a difundi-la, tornando-a um dos principais pilares no tratamento do linfedema. Eles observaram que muitas pessoas

apresentavam quadros gripais crônicos nos quais se detectava um aumento dos linfonodos na região cervical. A partir dessas observações, desenvolveu-se a técnica de drenagem linfática manual, com a sistematização de alguns tipos de movimentos e da orientação do sentido de drenagem.

A Drenagem linfática trata-se do principal recurso de tratamento no pós- operatório de

cirurgias plásticas. As cirurgias plásticas estéticas ou reparadoras em sua grande maioria têm grande necessidade de drenagem linfática devido a grande destruição de vasos e nervos causados pela maioria desses procedimentos, provocando edema, dor e diminuição de sensibilidade cutânea. Para a realização da drenagem linfática nestes procedimentos, é muito importante o conhecimento da anatomia e fisiologia linfática, além do conhecimento das linhas de drenagem. A drenagem linfática atua no processo de deslocamento de proteínas extravasadas para serem reabsorvidas, equilibrando a pressão hidrostática e tissular e diminuindo o edema. Logo, deve-se iniciar o tratamento com drenagem ainda na fase aguda. A drenagem linfática não oferece risco algum para o paciente pós-operado de cirurgia plástica e não há limite para a sua utilização podendo esta abordagem ser realizada precocemente após 48 horas de ocorrido

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a cirurgia (BORGES, 2006, LEDUC, 2000; CARDOSO, 2003; SOARES, 2004); b) Agentes

térmicos: Calor Para uma abordagem terapêutica a temperatura. De acordo Guirro e Guirro (2002), com aplicação da drenagem linfática manual no pós- operatório devem obedecer aos seguintes princípios:

- Ser suave para evitar possíveis lesões teciduais;

- Evitar os movimentos de deslizamentos;

- Seguir o trajeto das vias que não foram comprometidas pelo ato cirúrgico;

- Elevação do segmento a ser drenado;

- Ser realizada de modo que não promova um maior tensionamento na incisão cirúrgica, fixando-a com uma das mãos.

na incisão cirúrgica, fixando-a com uma das mãos. Fonte: http://www.saudemedicina.com/abdominoplastia

Fonte: http://www.saudemedicina.com/abdominoplastia Figura 1: Drenagem linfática manual

3. Abdominoplastia

Abdominoplastia ou Dermolipectomia abdominal é a cirurgia plástica do abdome. A abdominoplastia destina-se à remoção de gordura localizada no abdome inferior, assim como da flacidez de pele ao redor da região umbilical e das estrias situadas entre o umbigo e os pêlos pubianos (CABRAL, 2013). Segundo Rosário (2009), a parede abdominal é constituída basicamente por três elementos: a pele, tecido subcutâneo e tecido gorduroso e os músculos abdominais. Segundo Guirro e Guirro (2002), um capítulo recente da cirurgia plástica é a abdominoplastia, sendo que desde quando foram criadas, várias alterações surgiram em suas técnicas e fundamentos, assim com a diminuição da incidência de seqüelas deixadas no pós-operatório. Para Moraes (2008), a cirurgia estética estar intimamente ligada à autoestima dos pacientes e bem estar, oferecendo melhor qualidade de vida ao indivíduo. em toda intervenção cirúrgica nesse caso é indicada a Drenagem Linfática Manual (DLM). Pode ser subdividida em várias técnicas: mini abdominoplastia sem descolamento do umbigo, mini abdominoplastia com descolamento do umbigo, abdominoplastia clássica, abdominoplastia com descolamentos mínimos e lipoabdominoplastia. Na primeira, trata-se somente a porção inferior do umbigo, não havendo necessidade de reposicioná-lo. Na mini abdominoplastia com descolamento do umbigo, retira-se um fuso de pele e tecido abdominal inferior e descola-se o umbigo da musculatura; este último é suturado dois a três centímetros abaixo da sua posição original. Na abdominoplastia clássica, trabalha-se todo o abdome

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anterior com um descolamento amplo até a costela; retirase um fuso grande de tecido

abdominal inferior e confecciona-se um novo orifício para o umbigo. Na abdominoplastia com descolamentos mínimos e na técnica de lipoabdominoplastia procede-se a lipoaspiração

do retalho abdominal procurando liberá-lo da musculatura sem lesão dos vasos perfurantes; há

tratamento dos excessos cutâneos inferiores e confecção de um novo orifício umbilical.

A cirurgia plástica do abdome não deve ser considerada como um A cirurgia plástica do

abdome não deve ser considerada como um tratamento de emagrecimento, apesar de nos casos de grandes obesos que perderam peso as ressecções de tecidos serem, às vezes, de grandes proporções. Pessoas demasiadamente obesas obtêm resultado pouco satisfatório com a cirurgia. Nestes casos, a indicação cirúrgica poderá ser feita apenas por razões funcionais e higiênicas (CABRAL, 2013). Para a realização do procedimento cirúrgico o paciente precisa submeter-se a Anestesia peridural ou geral e o tempo do procedimento é em torno de 6 horas com um período de internação que varia de dois a três dias

Segundo Guirro e Guirro (2002), o pós-cirúrgico de abdominoplastia pode apresentar algumas complicações pós-cirúrgicas locais, sendo as mais comuns: deiscências, hematomas, seromas, infecções na cicatriz cirúrgica, alterações cicatriciais, assimetrias, retrações. Além dessas, pode ocorrer irregularidades na parede abdominal, necrose cutâneo-gordurosa desvios laterais

do umbigo, elevação dos pelos pubianos.

desvios laterais do umbigo, elevação dos pelos pubianos. Fonte: http://www.minhavida.com.br/beleza Figura 2:

Fonte: http://www.minhavida.com.br/beleza Figura 2: Esquema de corte de abdominoplastia

3.1 Complicações pós-cirúrgica

Dentre as complicações mais comuns temos: edema, hematoma, seroma, fibrose, entre outros (SILVA, 2011). O surgimento do edema e hematoma são reações naturais que ocorrem na região operada. Guirro e Guirro (2002), definem o edema como acúmulo de fluidos nos tecidos sendo altamente benéfico, pois e uma resposta do organismo que há indícios sobre a reparação tecidual. De acordo com Sanches (2003), o hematoma ocorre devido o acumulo de sangue na região lesionada, devido o rompimento dos capilares na área afetada. Já o seroma ocorre devido ao descolamento do retalho abdominal sendo caracterizado pelo excesso de liquido de coloração amarela que fica retido no tecido subcutâneo (OLIVEIRA et al., 2008).

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Outra resposta que ocorre a agressão do tecido e a fibrose que aparece debaixo da pele logo na fase proliferativa que vai ate 21 dias do pós-operatório, a medida que o processo cicatricial evolui, o tecido de granulação se transforma em um tecido mais fibroso denso Esse novo tecido de inicio e frágil e posteriormente pode virar a tornar se rígido e doloroso (ANGELIM,

2010).

Com o auxilio da DLM estaremos prevenindo e minimizando a evolução dessas complicações pós-operatórias.

3.2 Principais cuidados nos pós-operatórios

De acordo com Dr. Stédile (2014), para o pós-operatório de abdominoplastia são necessárias

as observâncias de alguns cuidados tais como:

- Durante a permanência hospitalar é permitido ao paciente alterar o seu posicionamento através de movimentos lentos, sendo desnecessário permanecer imóvel no leito.

- Para favorecer a circulação sanguinea e diminuir os riscos de embolia, as pernas devem ficar semi fletidas e precisam ser movimentadas de forma lenta juntamente com os tornozelos e pés.

- Normalmente são utilizados pequenos drenos de sucção que permanecem de 3 a 10 dias para

evitar o acumulo de líquidos na parede abdominal. Nas duas primeiras semanas os curativos são trocados em dias alternados.

- O paciente fará uso de uma cinta elástica compressiva por cerca de 3 a 6 meses dependendo

da necessidade que o caso exigir. Nos primeiros dias a cinta elástica será removida apenas

para higiene pessoal e após 30 dias poderá ser retirada a noite, para dormir.

- A maior parte dos pontos de sutura da incisão (são internos) está por baixo da pele e não

precisam ser retirados, sendo absorvidos pelo organismo em algumas semanas. Alguns destes pontos podem eventualmente ser eliminados pela linha de sutura Os pontos externos da incisão e do umbigo são retirados entre o 07 e 15 dias após a cirurgia.

- O banho completo será liberado após o segundo dia ou após a retirada do-dreno.

- A paciente deve evitar esforços físicos e manter uma postura levemente curvada por 15 dias

para se evitar tensão na cicatriz com risco de abertura das suturas realizadas. Após estas duas semanas iniciais o paciente vai voltando as suas atividades normais, mas com moderação e bom senso evitando exageros os exercícios físicos intensos devem ser evitados por pelo menos dois meses, sendo recomendado o uso de cinta elástica por pelo menos 3(três) meses período recomendado pelo medico , isso de acordo com a evolução clinica do paciente.

4. Metodologia

A drenagem linfática é um dos procedimentos muito utilizados em clinicas de estéticas e

agora vem sendo amplamente divulgada em procedimentos cirúrgicos principalmente em pós operatórios de abdominoplastia Desta forma houve a necessidade de realizar uma pesquisa que viabilizasse maior conhecimento em relação as técnicas de drenagem linfática.

Na primeira etapa foram realizadas leituras e fichamento de artigos, revistas, e livros sobre o assunto dando assim, ao assunto uma nova abordagem metodológica, sobretudo para dar sustentação teórica, pois, para Minayo (2010), a característica das ciências Sociais é a identidade entre o sujeito e o objeto de investigação.

A análise crítica da literatura teve como ponto de partida um enfoque qualitativo e descritivo

dos conteúdos pertinentes à abordagem bibliográfica do tema, o período da pesquisa foi de julho de 2014 a janeiro de 2015.

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Estudos dizem que a insatisfação corporal atinge indivíduos de ambos os gêneros, mas as mulheres são mais vulneráveis (COELHO et al., 2010). A mulher após a gravidez ou aos 40 anos começa acumular gordura na parte central do abdome e no nível dos flancos.

A abdominoplastia é uma das inúmeras técnicas de cirurgia plástica que envolve o abdômen,

sendo a mais comum à incisão horizontal infraumbilical baixa ou supra-púbica com transposição do umbigo, removendo o excesso de tecido a partir da porção inferior do tronco, coxas e parte superior dos braços, sendo indicada principalmente para pessoas que apresentem tecidos pendentes, devido o envelhecimento, gestações, múltiplas operações abdominais, ou perda de peso significativa, visando um melhor controle do contorno corporal (FROES,

2012).

O edema e o hematoma são comuns após qualquer trauma cirúrgico e desaparecem naturalmente o autor ressalta que o seroma e uma simples complicação (SANTOS FILHO,

2011)

Guirro e Guirro (2011), afirmam que a DLM atua de forma eficaz na drenagem do edema e

absorção de hematoma e seroma proveniente do ato cirúrgico. Sua utilização diminui a probabilidade de fibrose, por evitar a estase linfática. Assim pode se afirmar que a drenagem linfática manual mostra se eficaz na prevenção de fibroses no pós-operatório imediato de abdominoplastias (RIBEIRO, 2003) Borges (2003), relata que a Drenagem Linfática Manual no pós-operatório promove uma grande melhora no desconforto da dor por reduzir a congestão tecidual, contribuindo também para o retorno da sensibilidade cutânea local.

A drenagem Linfática com todos os seus efeitos fisiológicos pode continuar sendo oferecida

ao paciente mesmo após o período de tratamento do pós operatório com intuito de melhorar

a silhueta corporal, melhorar o peristaltimo, previne fibrose e melhora a circulação

(BORGES, 2007; JUNQUEIRA, 1999). Os dados apresentados relacionados aos recursos fisioterapêuticos se justificam na literatura através dos estudos que afirmam que a DLM utilizada no pós-operatório em mulheres submetidas à cirurgia plástica de tronco diminuiu o edema, a dor e a ingestão de medicamentos (analgésicos) (FROES, 2012).

6. Conclusão

Concluímos diante do exposto, que se faz importante à realização dos procedimentos como drenagem linfática nos casos de pós-operatórios de abdominoplastias, por constituir uma

terapia potencializadora para a redução não só do edema pós-cirúrgico, como também reduz

as chances de complicações.

Atualmente e nítido o aumento expressivo da preocupação com a imagem corporal. Imposto pela mídia e pela sociedade o modelo de “Padrão Beleza” que acaba atingindo as mulheres e com isso aumenta a insatisfação pessoal levando ao aumento da procura por cirurgias plásticas. No entanto é preciso compreender que aplicação precoce da drenagem linfática após a cirurgia pode proporcionar uma recuperação mais rápida desses pacientes. A drenagem linfática no pós-cirúrgico de abdominoplastia visa acelerar o processo de cicatrização interna, diminuindo inflamações do tecido e acelerar a reabilitação do paciente e com o retorno precoce e dinâmico às suas atividades. Ainda sim devido a escassez de pesquisas cientificas voltadas para pós-cirúrgicos de cirurgias plásticas, com todos os dados encontrados observamos que a drenagem linfática aplicada o pós-cirúrgico em cirurgias de abdominoplastia se mostra muito eficaz na diminuição de intercorrencias apresentadas nestas cirurgias, fisiologicamente e no estado geral do paciente.

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