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Os Jogos Paraolímpicos, destinados a atletas com diversas deficiências físicas e motoras,

tiveram início em 1960, com a realização do primeiro evento do género em Roma, começando a
partir de então a realizar-se a par dos Jogos Olímpicos, coincidindo quase sempre com a cidade
e país organizadores e com um intervalo de pelo menos duas semanas. Mas a ideia que preside à
sua realização tinha já alguns anos. De facto, em 1948, Sir Ludwig Guttmann organizara já uma
competição desportiva para veteranos da Segunda Guerra Mundial com lesões na espinal
medula, na localidade de Stoke Mandeville, na Inglaterra. Quatro anos depois, atletas com
limitações físicas provenientes dos países baixos juntaram-se a este grupo inglês, dando assim
início ao movimento internacional conhecido como Jogos Paraolímpicos.

Só em Toronto, Canadá, em 1976, é que se assistiu à integração nos Jogos de outros grupos de
deficiências, reforçando assim a ideia da junção de vários tipos de incapacidades físicas e
motrizes e não somente das resultantes de lesões na espinal medula. Neste quadro de
diversificação e desenvolvimento do espírito paraolímpico, também se realizaram pela primeira
vez os Jogos Paraolímpicos de inverno, desta feita na Suécia.

http://www.infopedia.pt/$jogos-paralimpicos

Historicamente, acredita-se que a origem de competições esportivas entre pessoas portadoras de


deficiências tenha ocorrido nos Estados Unidos e na Inglaterra, devido ao grande número de
homens que lutaram na Segunda Guerra Mundial e perderam algum membro ou sofreram algum
tipo de trauma grave. Essas competições tinham como objetivo principal reabilitar os ex-
combatentes, além de estimulá-los fisicamente e emocionalmente. Os primeiros jogos dessa
natureza foram organizados num hospital londrino, no ano de 1948, voltado à recuperação de
pessoas com lesões na medula óssea. Esse é considerado um marco do desporto adaptado. Após
esse período, outros jogos foram organizados no mesmo local, porém, começava a reunir atletas
de outros lugares para também participarem.

http://brasilescola.uol.com.br/educacao-fisica/jogos-paraolimpicos.htm

O Comitê Olímpico Internacional (IPC) reconhece vinte e oito


esportes como federados. Sendo que a Organização Internacional de
Esportes para Deficientes é responsável pela administração de seis
modalidades, e os outros treze possuem federações próprias, como é
o caso do Basquetebol em cadeira de Rodas, Canoagem, Ciclismo,
Curling em cadeira de Rodas, Hipismo, Remo, Rugby em cadeiras de
Rodas, Tênis em Cadeira de Rodas, Tiro com Arco, Triatlo, Vela e
Voleibol Sentado.

Existem ainda os Esportes Paraolímpicos praticados nos Jogos


Paraolímpicos de Inverno, como Biatlo, Esqui alpino, Esqui cross-
country, Hóquei sobre trenó, Tiro e Dança Esportiva. E os praticados
nos Jogos Paraolímpicos de Verão, que são: Bocha, Esgrima em
cadeira de rodas, Goalball e Judô. Os Esportes Paraolímpicos
possuem uma classificação para os atletas com deficiência, com o
objetivo de igualar as capacidade e limitações técnicas de cada um,
de acordo com a categoria. São divididos em seis categorias: Atleta
com paralisia cerebral, Atleta com lesão medular, Atleta com
amputação, Atleta com deficiência visual, Atleta com deficiência
mental e o Les Autres, que compõe os atletas que não se incluem nas
categorias mencionadas.

JOGOS MODERNOS
Em 1988, os Jogos Paralímpicos voltaram a acontecer na mesma cidade dos Jogos
Olímpicos e pela primeira vez os comitês organizadores dos dois eventos trabalharam
juntos. Por isso, os Jogos de Seul são considerados um marco no movimento paralímpico
mundial. Novas deficiências foram adicionadas e o programa foi expandido para
dezessete esportes, que passaram a ter um sistema de classificação por tipo e grau de
deficiência. Um ano após os Jogos de Seul o Comitê Paraolímpico Internacional
fundado, reunindo 167 países. Em 2000, o IPC e o Comitê Olímpico
Internacional assinaram um acordo de cooperação, complementado no ano seguinte com
a política "Uma Eleição, Uma Cidade", segundo a qual a eleição da cidade-sede dos Jogos
Olímpicos passaria a incorporar exigências relativas aos Jogos Paraolímpicos.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Paraol%C3%ADmpicos

Os primeiros casos de doping em Jogos Paralímpicos ocorreram em Barcelona 1992,


quando cinco atletas foram pegos nos exames. Em Atlanta 1996 , nenhum caso foi
registrado, mas em Sydney 2000 onze atletas foram punidos (dez deles do levantamento
de peso). Em Atenas 2004 dez e em Pequim 2008 três atletas foram suspensos. Em
Jogos Paraolímpicos de Inverno, destaca-se o caso de Thomas Oelsner ,esquiador
alemão, que foi reprovado nos testes após conquistar duas medalhas de ouro em Salt
Lake City 2002 e o de Glenn Ikonen , curler sueco de 54 anos de idade, suspenso de
Vancouver 2010 por causa de um remédio para hipertensão arterial prescrito por seu
próprio médico e que continha substâncias proibidas.

Mídia[

Enquanto os Jogos Olímpicos tiveram um crescimento enorme na cobertura da mídia


mundial desde os Jogos Olímpicos de Verão de 1984 os Jogos Paralímpicos foram
incapazes de manter uma consistente presença na mídia internacional.

https://pt.wikipedia.org/wiki/Jogos_Paraol%C3%ADmpicos
Mídia tv

Pode-se perceber, nas últimas décadas, um significativo processo de


mudança nas formas de interação entre as pessoas com deficiência
(PCD) e a sociedade brasileira. Tais modificações passam pela
processual e inacabada transformação da visão sobre as PCD, com o
progressivo abandono de um paradigma médico (no qual a PCD é
tratada como um paciente, incapaz de exercer uma vida plena com
autonomia) para um social (a PCD é tida como um sujeito com
potencialidades, as quais podem e devem ser valorizadas no sentido de
proporcionar uma participação plena e autônoma na sociedade).

A perspectiva social de deficiência possibilita algumas reflexões sobre o


modo como as PCD estão inseridas nos diferentes espaços sociais. Uma
das possibilidades se traduz no exercício de inclusão social. Este
conceito diferencia-se da integração social, forma predominante de
interação da sociedade com as PCD durante a maior parte da segunda
metade do século XX. Baseado no paradigma médico de deficiência, a
integração social é um movimento que busca inserir as PCD na
sociedade sem a devida transformação desse ambiente. A ideia é que
todas as PCD tenham oportunidades e livre acesso às mesmas normas
sociais, educacionais e de lazer oferecidas à população como um todo. A
integração conta com a boa vontade do coletivo social em acostumar-se
com os limites da PCD, sem que haja modificações nas formas de
socialização, o que demandaria uma significativa capacidade de
adaptação da PCD às normas e exigências da coletividade de que faz
parte. Tal processo acaba, por muitas vezes, expondo limitações das
PCD e, assim, reforçando o paradigma médico de deficiência.

A importância de competir

A criação de nichos esportivos adaptados às capacidades e desejos das


PCD representa uma forma de movimento de inclusão social, no sentido
de adaptar práticas convencionais e tradicionais (o esporte como sempre
foi praticado) às possibilidades destas pessoas, de modo a oportunizar
vivências e intervenções na sociedade que destaquem suas
potencialidades e não suas limitações. Porém, a criação do esporte
adaptado e, mais especificamente o paralímpico, não garante que PCD
sempre vivenciem processos de inclusão social. Dois pontos se fazem
fundamentais para compreender esta possível lacuna.

O primeiro diz respeito ao sentido empregado na prática esportiva. O


esporte, por si só, não é inclusivo. Depende da forma como ele é
apresentado aos praticantes e conduzido por eles. Quando o objetivo
central da disputa é apenas elencar campeões, com regulamentos e
exigências de rendimento obrigatório sem adequações às capacidades
dos participantes, ele pode ser excludente. Existem chances maiores de
engajamento e desenvolvimento das potencialidades dos praticantes
quando a intenção é a promoção do prazer e do aprendizado em
vivências ressignificadas, com regras de disputa modificadas para
privilegiar a participação, e não apenas o resultado.

Paraolimpíadas: a superação do limite

Contudo, a maior glória das olimpíadas dos deficientes não está somente na
conquista de medalhas e na própria competição, está sobretudo no exemplo que
esses atletas passam para centenas de milhares que vivem estigmatizados por
suas deficiências físicas e mentais e sem perspectivas em suas casas. Mesmo
quem não aspira ser atleta, pelo menos pode encontrar inspiração e coragem em
acompanhar as notícias, onde termina se identificando com aqueles que
superaram as inúmeras dificuldades com muita luta, coragem, persistência e
dedicação por algum esporte. Saber que há pessoas que apesar das dificuldades
de toda ordem foram à luta e venceram no esporte, pode irradiar otimismo,
levantar a auto-estima e reorientar as perspectivas em muita gente.

A famosa frase do Barão de Coubertin, hoje desgastada nas olimpíadas, parece


ganhar mais sentido como slogan dos atletas paraolímpicos, pois eles sabem e
sentem que realmente “o importante não é ganhar uma medalha, mas
simplesmente competir”. O atleta paraolímpico antes de competir nacional e
internacionalmente teve que competir com ele mesmo; sem dúvida, superar esse
primeiro obstáculo subjetivo não tem medalha que possa premiá-lo.
Se cada um dos atletas das olimpíadas tem sua história específica de sofrimentos
e superação dos seus próprios limites, cada atleta paraolímpico carrega uma
história de fazer filme para cinema. Existem aqueles que nasceram com deficiência
e aqueles que adquiriram uma deficiência ao longo da vida. Há atletas com lesão
medular, poliomielite, amputação de pernas e de braços, deficiência visual e
mental.