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CROMATOGRAFIA EM

CAMADA DELGADA
Vinícius Augusto da Silva
Tassia Santos Almeida
Docentes:
Prof. Dr. José Eduardo de Oliveira
Prof. Dr. Humberto M. S. Milagre
Profa. Dra. Isabele R. Nascimento
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O QUE É CROMATOGRAFIA?
Método físico-químico de separação dos componentes de uma
mistura, realizada através da distribuição desses componentes em
duas fases, que estão em contato íntimo.

Uma das fases permanece estacionária, enquanto a outra se


move através dela.

Durante a passagem da fase móvel sobre a estacionária, os


componentes da mistura são distribuídos pelas duas fases de tal
forma que cada um deles é seletivamente retido pela fase
estacionária, o que resulta em migrações diferenciais desses
componentes
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Ampla variedade de métodos cromatográficos

CROMATOGRAFIA

PLANAR EM COLUNA

FLUÍDO
LIQUIDO GÁS SUPERCRÍ LÍQUIDO
TICO

FASE FASE
LÍQUIDO SÓLIDO LIQUIDO SÓLIDO FASE LIGADA SÓLIDO LÍQUIDO SÓLIDO FASE LIGADA
LIGADA LIGADA

CP CCD CCD CGL CGS CGFL CGQ CSS CSFL CLL CLS CE CLFL CLQ CTI CB
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CLASSIFICAÇÃO DA
CROMATOGRAFIA
• Forma física do sistema cromatográfico: Cromatografia em
Coluna e Planar.

- Fase móvel empregada: Cromatografia Gasosa, Líquida,


Supercrítica.

- Fase estacionária utilizada: Cromatografias Sólidas, Líquidas


e Quimicamente Ligadas.

- Modo de separação: Cromatografia por adsorção,


partição, troca iônica, exclusão ou misturas desses
mecanismos.
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CROMATOGRAFIA EM
CAMADA DELGADA (CCD)

• A cromatografia em camada delgada


consiste na separação dos componentes
de uma mistura através da migração
diferencial sobre uma camada delgada
de adsorvente retido sobre uma superfície
plana.
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APLICAÇÕES DA CCD
É a mais simples e mais econômica técnica
cromatográfica, quando se pretende a separação
rápida e a identificação visual.

É de grande importância :
•Na analise de substâncias orgânicas e inorgânicas
•Acompanhamento de reações em síntese
•Determinar o número de componentes em uma mistura.
•Verificar a eficiência de uma separação
•Processos de purificações
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HISTÓRIA
•O termo cromatografia é atribuído ao
botânico Mikhail Semenovich Tswett que,
Mikhail S. Tswett (1872 – 1919) em 1906, os utilizou em dois trabalhos que
descrevem suas experiências na
separação dos componentes de extratos
de folhas.

•O nome deriva do grego chrom (cor) e


grafh (escrever). A cor é só para facilitar a
identificação dos componentes
separados.

•O uso de sólidos em camada delgada


sobre vidro, no lugar de papel, para o
desenvolvimento circular de misturas de
sais inorgânicos, foi experimentado por
Figura 1:
http://www.spq.pt/boletim/doc Beyerinck em 1889
s/boletimSPQ_100_051_28.pdf
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HISTÓRIA
• Em 1930 Kuhn e Lederer “redescobriram” a
cromatografia e aperfeiçoaram a cromatografia em
coluna
• Em 1960, Karr e colaboradores , aperfeiçoaram os
sistemas de bombardeamento e detecção de
cromatografia líquida de alta eficiência,
comprovando que o uso desses equipamentos,
operado com fase móvel líquida sob pressão e com
métodos de detecção sensíveis, possibilita análises de
rapidez comparável àquela obtida em cromatografia
gasosa.
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ADSORÇÃO X ABSORÇÃO

youtube.com/watch?v=p3ajndHYn parenting.allwomenstalk.com/ways-
TM to-get-your-kids-to-eat-healthy
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INTERAÇÕES
INTERMOLECULARES

INTENSIDADE Dispersão de London

Dipolo-dipolo

Ligação de Hidrogênio
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INTERAÇÕES
INTERMOLECULARES
Dispersão de London:
• Moléculas apolares
• é uma força intermolecular fraca entre dois átomos
ou moléculas em estreita proximidade um do outro.

http://www.infoescola.com/quimica/forcas-
intermoleculares-van-der-waals-e-ponte-de-hidrogenio/
INTERAÇÕES 12

INTERMOLECULARES
Dipolo – dipolo:
• Moléculas polares.
• A força de atração que se estabelece entre a extremidade
negativa do dipolo de uma molécula com a extremidade
positiva do dipolo de outra molécula, constitui a força
dipolo-dipolo.

http://www.infoescola.com/quimica/forcas-
intermoleculares-van-der-waals-e-ponte-de-hidrogenio/
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INTERAÇÕES
INTERMOLECULARES
Ligações de Hidrogênio:
É uma interação entre átomos
de hidrogênio de uma
molécula com átomos
altamente eletronegativos (F,
O, N) de forma que o
hidrogênio sirva como ligação
entre estes e outros átomos
altamente eletronegativos de
outras moléculas.

http://www.brasilescola.com/quimica/l
igacoes-hidrogenio.htm
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ADSORVENTES
Existem vários tipos de adsorventes, para fins cromatográficos que
podem ser adquiridos para fabricação em laboratório ou em placas
pré fabricadas. Um dos mais utilizados é a sílica.

• Sílica (SiO2)
• Alumina (Al203)
• Celulose
• Terra diatomácea Celulose
• Poliamida
Poliamida
http://www.tudosobrepla
sticos.com/Imagens/estru
turaPA6.JPG

http://upload.wikimedia.org/wikipe
Alumina dia/commons/thumb/0/07/Cellulos
http://www3.uma.pt/jcmarques/docs/qaii/Q e_Sessel.svg/300px-
AII03TLC2007JCM.pdf Cellulose_Sessel.svg.png
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SÍLICA GEL
Ácido silícico amorfo, altamente
poroso, é seguramente um dos
adsorventes mais utilizados em
cromatografia por adsorção
http://www3.uma.pt/jcmarques/docs/qaii/Q
AII03TLC2007JCM.pdf

Apresenta caráter fracamente


Preparada por ácido, que pode ser aumentado
hidrólise do silicato pela presença de impurezas
de sódio seguida de ácidas, podendo ocorrer
condensação e fenômenos de quimiossorção de
polimerização bases ou reações ácido-base
catalisadas das amostras.
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PREPARAÇÃO DAS PLACAS


DE CROMATOGRAFIA
CUBA CROMATOGRÁFICA
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Tampa

Cuba

Adsorvete Saturação
(Sílica Gel) da Cuba

Papel de filtro
sem encostar
no adsorvente

Soluto

Fase Móvel
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FASE MÓVEL
A fase móvel é o solvente
ou uma mistura de solventes
que é usada para eluir uma
mistura e promover a
separação dos seus
componentes.

Na escolha da fase móvel


deve-se considerar:
• Natureza química das
substâncias a serem
separadas e a polaridade
da fase móvel.
• Não reativa
• Alta pureza
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ELUIÇÃO
• É a separação sequencial ou concomitante de uma
ou várias substâncias pela passagem da fase móvel
adequada, que é o eluente.

Capacidade de eluição em relação a sílica-gel


• água > metanol > etanol > propanol > propanona >
triclorometano >diclorometano > benzeno >
metilbenzeno > tricloroetileno > tetraclorometano >
ciclohexano > hexano
Força de eluição:
• É uma medida da energia de adsorção do solvente
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SÉRIE ELUOTRÓPICA –FASE


NORMAL -SÍLICA
Hexano 0,00 CCl4 0,18

Éterdietílico 0,38 Clorofórmio 0,40

DCM 0,42 THF 0,45

1,2-Dicloroetano 0,49 Acetona 0,56

1,4-Dioxano 0,56 AcOEt 0,58

Dimetilsulfóxido 0,62 Acetonitrila 0,65

2-Propanol 0,82 Etanol 0,88

Metanol 0,95 Ácido Acético >1,00

Água >1,00

E0 em SÍLICA = 0,77 . E0 em ALUMINA


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SATURAÇÃO DA CUBA
•É a distribuição uniforme da fase vapor da fase móvel
no interior da cuba, depois alcançado o equilíbrio.

•Para obter-se a saturação, devem-se colocar papéis de


filtro, embebidos na fase móvel aderidos às paredes
laterais internas das cubas .
PROCEDIMENTO
EXPERIMENTAL
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ATIVAÇÃO E DIVISÃO
A ativação ocorre na secagem da placa em estufa à
110ºC por 1 hora (formação de dos grupos Si-OH (silanol)
à superfície
Divisões:
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APLICAÇÃO DAS
AMOSTRAS

5cm
Placas com as manchas aplicadas 25

1ª 2ª 3ª
3ª 4ª
4ª 1ª 1ª 2ª 2ª 3ª3ª 4ª 4ª
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DESENVOLVIMENTO DE UM CROMATOGRAMA
(animação)

http://www.pucrs.br/quimica/professores/arigony/cromatografi
a_FINAL/cromatografia.swf
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VAPORES DE IODO

Complexos
amarelo-
castanhos

Fotos obtidas da prática realizada na disciplina Química Orgânica Experimental –


Licenciatura 2013
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REVELAÇÃO EM UV

Foto obtida da prática realizada na disciplina Química Orgânica Experimental


– Licenciatura 2013
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FATOR DE RETENÇÃO

D Rf = d/D
AMOSTRA
10,0 cm 1,00 Rf = fator de retenção
D = distância percorrida pela FM
d d = distância percorrida pela mancha
7,3 cm 0,73
Origem = ponto de aplicação da amostra

3,6 cm 0,36

0,8 cm 0,08
0,00 (ORIGEM)

Autoria: J. Cavalheiro, Alberto – Métodos


Analíticos de Separação – Aula 3 - CCD
CONSTANTES FÍSICAS
FLUXOGRAMA
DESCARTE DE RESÍDUOS
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Substância Etanol Ácido acético

Densidade /g/mL 0,789 1,049


Ponto de Fusão /ºC -112 16,7
Ponto de Ebulição
78 118
/ºC
Se ingerido causa vômito,
Causa náusea, vômito e
Toxicidade depressão
diarreia e colapso
circulatório

Olhos e Pele: Lavar com água em abundância.


Primeiros
Inalação: Exposição ao ar fresco. Ingestão : Não
Socorros induzir vômito.

Diagrama de Hommel

Estrutura Molecular
Acetato de 32

Substância Metanol
Etila
0,7866
Densidade (g/mL) 0,902

Ponto de Fusão (ºC) -97,80 -83

Ponto de Ebulição
65 77
(ºC)
Dermatite, dor de
Toxicidade cabeça, náusea,
Irritação nos olhos, pele,
nariz e garganta
vômitos, anorexia.
Olhos e Pele: Lavar com água em abundância.
Primeiros
Inalação: Exposição ao ar fresco. Ingestão : Não
Socorros induzir o vômito.

Diagrama de Hommel

Estrutura Molecular
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Substância Diclorometano 1,2-dicloroetano

Densidade (g/mL) 1,326 1,257

Ponto de Fusão (ºC) -25 -40


Ponto de Ebulição
39,75 83-84
(ºC)
Causa fadiga, náusea,
Toxicidade irritação nos olhos e na
Depressão do sistema
nervoso central
cabeça.

Olhos e Pele: Lavar com água em abundância.


Primeiros
Inalação: Exposição ao ar fresco. Ingestão :
Socorros Atenção em caso de vômitos, beber muita água

Diagrama de Hommel

Estrutura Molecular
Ácido 34
Acetamino-
Substância Cafeína Acetil-
fenol
salicílico
Densidade 1,23
- 1,293
(g/mL)

Ponto de Fusão
238 152 170,5
(ºC)

Ponto de
-
Ebulição - -
(ºC)
Estimulante do
Toxicidade sistema
[Antitérmico] [Antitérmico]
nervoso
central

Estrutura
Molecular
35
36
37

DESCARTE DE RESÍDUOS
• Armazenar, em recipientes adequados e devidamente
rotulados pelos técnicos, os líquidos a serem utilizados
na prática.
• Resíduos sólidos todos no descarte de sólidos.
• Posterior descarte por empresa especializada.
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BIBLIOGRAFIA
• Collins, C. H., Braga, G. L. Bonato, P. S. Fundamentos de
cromatografia. Ed. Unicamp. 7ª ed. 2006.
• Vogel's Text Book of Practical Organic Chemistry,
Revisada por Furniss, B.S. Hannaford, A.J.; Rogers, V. et
al., 5th edition, London, Longman Group Limited, 1989.
• The Merck Index, 13ª ed. ,2009
• Pavia, D.L.; Lampman, G.M.; Jr. Kriz, G.S. - Introduction
to Laboratory Techniques, 3rd edition, Philadelphia,
Saunders College Publishing, l995.
• < http://qorgexpbac.wordpress.com > acesso em
17/11/2013 às 13:30
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OBRIGADO!

http://harrypotter.wikia.com/wiki/Christmas
Fluxograma – Cromatografia em Camada Delgada
1ª Etapa 3ª Etapa
Solução de 1,2-dicloroetano e ácido acético 2ª Etapa
0,1g de cafeína
12:1 Placa de Vidro com Sílica 0,1g de ácido acetilsalicílico
0,1g de p-acetoaminofenol
1 comprimido (amostra)
Transferir a solução para uma
cuba cromatográfica (béquer) Riscar a placa (sentido Triturar o comprimido
até atingir 1,5 cm de altura longitudinal) em 4
(Aproximadamente 5,0 mL) colunas deixando 2 cm
4 tubos de ensaio (1 para cada
em cada extremidade padrão e amostra)
5,0 mL de etanol e
Placa Riscada Dicloroetano (1:1)
Colocar uma folha de papel de
filtro da altura da cuba, tampa- 3 soluções padrão e amostra
la e deixar saturar até que
toda a folha esteja umedecida Placa Ativada Aplicar as 4 soluções (uma em cada
com a fase móvel coluna e no mínimo 1 cm acima da
superfície do solvente) na placa ativada

Cuba Saturada Poderá ser feita uma placa com aplicação dos
3 padrões a da mistura dos padrões (para
verificar efeito de matriz no cromatograma)
Cromatograma
Placa Aplicada

Revelar com UV Colocar a placa aplicada na cuba


(rapidamente para evitar evaporação) e
aguardar a fase móvel atingir o limite
...

traçado (O limite deverá ser traçado somente


quando o solvente atingir a altura desejada
...
Delinear as manchas
para calcular os Rf se a
fonte de UV for portátil.

Revelar em uma
cuba com vapores
de Iodo

Delinear as manchas em
capela para calcular os Rf

Cromatograma Revelado

Cálculo dos Rf

Indicação dos
componentes do
comprimido
analisado

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