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Achei importante trazer para vocês informações de alguns indicadores de mortalidade infantil

que estão intimamente relacionado como nosso trabalho na ESF e que muitas vezes não são
repassados para que avaliemos nosso trabalho cotidiano. Alguma vez o Setor de vigilância
Epidemiológica do seu município repassou ou discutiu com vocês sobre estes Coeficientes de
Mortalidade?

 Coeficiente de mortalidade infantil - (um dos indicadores mais empregados para


medir níveis de saúde e de desenvolvimento social de uma região). A mortalidade
infantil mede o risco de um nascido vivo morrer no seu primeiro ano de vida.
Coeficiente abaixo de 20/1000 é considerado baixo; 50 ou mais por 1000 nascidos
vivos é considerada elevada.

 Coeficiente de mortalidade neonatal – (ou infantil precoce) – compreende o


período neonatal precoce (0-7 dias) e o período neonatal tardio (>7 a 28 dias).

 Coeficiente de natimortalidade – perdas fetais que ocorrem a partir da 28ª semana


de gestação, ou em que o concepto tem peso ao redor de 1.000 g e cerca de 35 cm. Nº
de natimortos/ natimortos mais nascidos vivos no mesmo período.

 Coeficiente de mortalidade perinatal – óbitos ocorrido um pouco antes, durante e


logo após o parto, inclui os natimortos e as crianças nascidas vivas mas falecidas na
primeira semana de vida.

Geralmente o que ocorre é a cobrança da Vigilância Epidemiológica quando ocorre o óbito,


mas explicam qual a importancia da vigilância destes óbitos?

- Monday, 21 May 2012, 16:33

A icterícia é um problema importante que requer cuidados na maioria dos RNs. Aqui em minha
unidade de saúde observamos que de janeiro até primeira semana de maio de 2012 tivemos
um aumento significativo de RNs apresentando icterícia. Tanto os RNs a termo qto os
pré_termos. Tivemos 04 casos fisiológicos que foi solucionado com banho de sol e aleitamento
materno e três casos patológicos por incompatibilidade sanguínea ABO que a mãe era do
grupo B e RN do grupo A, e 01 caso a mãe RH negativo e RN positivo primeiro filho todos
encaminhados para a nossa referencia e tratados. Vou detalhar sobre mais adiante. A icterícia
fisiológica clinicamente tem o início tardio após 24 horas de vida, ou seja, se torna visível em
torno do segundo ou terceiro dia do nascimento. O RN a termo o pico máximo é entre o terceiro
e quarto dia onde o valor da BI é de 12mg/dl e vai diminuindo entre o quinto e sétimo dia de
vida sem tratamento, apenas com aleitamento materno e banho de sol no horário próprio. O RN
pré-termo, o pico máximo é entre o quarto e sexto dia de vida com valores da BI em torno de
15mg/dl, podendo prolongar até o período de dez a quinze dias. Neste período a icterícia é
considerada fisiológica resulta da destruição das hemácias fetais associada a limitações
transitórias do RN em metabolizar, transportar e excretar a bilirrubina. A icterícia patológicaé
considerada pelo tempo de aparecimento, duração e nível de concentração de bilirrubina sérica
(aumento > 5mg/dl/24horas varia significativamente com relação ao padrão considerado
fisiológico. As causas mais frequentes da icterícia patológica são:Incompatibilidade sanguínea
materno infantil ABO, quando a mãe é do grupo “O” e o RN é do grupo “A” ou eventualmente
“B”;Incompatibilidade RH, onde a mãe é fator RH negativo e o RN RH positivo, que pode ser
prevenido a partir do primeiro filho se o filho for RH POSITIVO.Infecção; Outras causas,
deficiência enzimáticas como a G – 6PD frequente no nosso meio, hipotireoidismo, causas
obstrutivas. E qqdo a icterícia é clinicamente importante devemos interrogar os antecedentes
familiares sobre incompatibilidade sanguínea, abortos, natimorto hidropisia fetal (é o acumulo
de edema fluido no feto durante o crescimento intrauterino, as causas da hidropsia são
múltiplas, sendo a causa mais comum à anemia hemolítica causada por incompatibilidade
sanguina RH entre mãe e feto). Tratar fatores de risco como hipoglicemia, hipóxia, hipertermia,
infecção e acidose metabólica, dosar bilirrubina total, B D e BI, para detectar a causa da
icterícia, deve se considerar primeiro incompatibilidade sanguíneas e outras causas já citadas
anteriormente necessário pesquisar. O tratamento consiste em impedir o aumento dos níveis
séricos da bilirrubina conjugada não atinjam valores que possam levar o RN a encefalopatia
bilirrubinica, intervenção com fototerapias e controles. Atentar para que o RN não faça
hipoglicemia que levam a acidose metabólica, incluindo a hipotermia e se tiver infecção trata-la.
E a conduta com Drley anderson foi corretissima sobre o banho de sol, aleitamento matero e
coleta do exmae de sangue para dosar a Blirrubinas conjugadas.·

A depressão pós-parto causa tristeza, irritabilidade, insônia e ansiedade na mulher.


Qualquer mulher pode sofrer de uma depressão pós-parto sem causa
aparente. Sintomas como a ansiedade, a tristeza, o cansaço e a raiva,
podem romper o vínculo materno-filial e afetar negativamente o
crescimento do bebê recém-nascido. Os sintomas mais comuns
associados com a depressão pós-parto são a tristeza, a irritabilidade, a
fadiga, a insônia, a perda de apetite e a ansiedade. Em minha unidade
nestes seis anos que atuo tivemos dois casos; Um em 2007 e me 2012
tivemos somente um caso de psicose pós parto até o momento, chegou
na unidade com os sintomas citados abaixo, acolhida pela equipe e
encaminhada ao CAPS psicologia onde evolui bem sem sequelas.
Tristeza; É o sintoma mais frequente. A paciente sente falta de ânimo,
desgraçada e infeliz, chorosa, especialmente em determinados
momentos.Irritabilidade ; A mãe se mostra irritável e agitada com seu
marido, sua família, inclusive com seus filhos e o recém-nascido. Sente
uma certa desorganização em seus pensamentos, e algo de incapacidade
quanto as suas tarefas.Cansaço ; A paciente se sente esgotada,
constrangida e cansada para realizar suas primeiras tarefas de mãe.
Sente-se incapaz e nútil.Insônia; A mãe sente dificuldade para dormir
Perda de apetite A paciente, normalmente, não tem tempo nem vontade de
comer, o que pode levá-la a sentir-se mal humorada e cansada. Outras
mães fazem o contrário. Comem em excesso para aliviar o mal estar
psicológico. Ansiedade; A mãe sente medo de ficar sozinha com o bebê,
de não poder cuidá-lo, de que o bebê fique doente, e se sente culpada por
não estar o suficiente “enamorada” do seu bebê como deveria estar. O
ama muito mas não pode com ele porque não se sente suficientemente
animada e forte. Desinterese pelo sexo; O que antes era um prazer, agora
se converte em algo chato para a mãe. A paciente pode rejeitar qualquer
contato sexual, o qual pode gerar tensão com o marido. Angústia;A
paciente tem a sensação de não ter tempo para nada. Custará a ela,
estabelecer novas rotinas frente ao bebê e à nova situação que vive.