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UNIVERSIDADE FEDERAL DO VALE DO SÃO FRANCISCO

CURSOS DE ENGENHARIA
DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL PRÁTICA
PROFESSORAS: ANDREA FERRAZ, ADRIANA MORENO, LUCIMAR PACHECO,
WALTER MARTÍNEZ

ROTEIRO DO EXPERIMENTO 1

1. TÍTULO – INVESTIGANDO O EFEITO DE UM ANTIÁCIDO

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1)Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2)Investigue sobre as diferentes composições dos antiácidos.
3)Estude sobre o conceito de reação química.
4)Pesquise sobre a função dos indicadores ácido-base.
5)Leia sobre o método científico.

3. OBJETIVO
•Conceituar reação química por meio da experimentação.
•Aplicar o método científico para formular explicações para as observações registradas no experimento.

4. MATERIAL E REAGENTES
• 3 comprimidos (ou pó) de antiácido efervescente (alunos devem trazer)
• Solução de HCl 0,1 mol. L-1
• Solução de azul de bromotimol 1,6 x 10-3 mol. L-1
• Solução de NaOH 0,1 mol. L-1
• 2 Placas Petri
• 3 Canudos (alunos devem trazer)
• 1 Kitassato de 250 mL com rolha
• 2 Provetas

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Etapa I

1.Coloque 10 mL de uma solução de azul de bromotimol em uma placa de Petri com uma folha branca por baixo. Adicione uma gota da solução
de hidróxido sódio a 0,1 mol. L-1. Misture bem e observe o que acontece.
2.Coloque um comprimido de antiácido efervescente em um kitassato e adicione 50 mL da solução de HCl a 0,1 mol. L -1. Em seguida, tampe
rapidamente o kitassato com uma rolha. Observe o que ocorre.
3.Aproxime a extremidade aberta do kitassato à placa de Petri, tomando cuidado para não derramar o líquido. Espere e observe o que ocorre.
4.Reflita sobre o ocorrido e repita os dois últimos passos sobre a mesma placa de Petri.

Etapa II

1.Coloque 10 mL de uma solução de azul de bromotimol em uma placa de Petri com uma folha branca por baixo e adicione uma gota da solução
de hidróxido sódio a 0,1 mol. L-1. Misture bem.
2.Sopre suavemente com um canudinho sobre a solução de azul de bromotimol (anote suas observações).
3.Compare as soluções resultantes de azul de bromotimol das Etapas I e II. Descreva se existe semelhanças em ambos experimentos.

6. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO

1.Desenhe a estrutura molecular do azul de bromotimol e indique quais mudanças estruturais ocorrem em meio básico e ácido.
2.Escreva a equação química que ocorre quando o comprimido de antiácido é misturado com a solução de HCl.
3.Que gás é liberado nessa reação?
4.Explique a mudança de cor observada na solução de azul de bromotimol ao adicionar a gota de NaOH.
5.Explique a mudança de cor observada na solução de azul de bromotimol ao aproximar o kitassato à placa de Petri.
6.Explique a mudança de cor observada na solução de azul de bromotimol ao soprar com um canudo sobre a solução de azul de bromotimol.
7.A partir de suas observações experimentais, explique como um antiácido efervescente atua no organismo.

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 2

1.TÍTULO - AFERIÇÃO E TESTE DE PRECISÃO E EXATIDÃO DE VÁRIOS INSTRUMENTOS

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1. Leia sobre algarismos significativos.
2. Procure inteirar-se sobre a exatidão e precisão de uma medida.
3. Pesquise sobre os tipos de erros que podem acontecer durante um experimento científico.
4. Pesquise sobre o significado do erro relativo e desvio padrão

3. OBJETIVO
 Adquirir habilidade no manuseio das vidrarias volumétricas.
 Obter destreza na leitura de menisco em buretas, pipetas ou balões volumétricos.
 Adquirir destreza na medição de massas por meio da balança analítica.
 Aplicar os conceitos relacionados a algarismos significativos, precisão e exatidão para o tratamento de dados experimentais.

4. MATERIAL E REAGENTES
Béquer de 50 mL Balão volumétrico de 50 mL Pêra de borracha
Pipeta graduada de 50 mL Bureta de 50 mL Balança analítica
Pipeta volumétrica de 50 mL Proveta de 50 mL Balança semianalítica
Pipeta de Pasteur Pisseta Tampas ou rolhas de diferentes
Vidro de relógio tamanhos

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

ETAPA 1:
A primeira parte do experimento consiste em calcular o volume médio de gotas de água destilada geradas a partir de uma pipeta de Pasteur. O
volume será calculado a partir da massa e da densidade da água.
- Coloque um pequeno béquer (5 mL) ou vidro de relógio numa balança analítica e tare-a. Com a pipeta de Pasteur, coloque cerca de vinte gotas
de água destilada neste recipiente (béquer ou vidro de relógio) e meça sua massa. A partir desta massa e do número de gotas será calculado o
volume de cada gota.

ETAPA 2:
A segunda parte do experimento consiste em medir o volume de vários instrumentos desenvolvidos para tal fim, mas que apresentam precisão e
exatidão distintas. Estes instrumentos são: balão volumétrico, béquer, bureta e proveta. Para aferir a exatidão destes equipamentos, a pipeta
volumétrica será tomada como padrão. Isto é, os 50 mL de água destilada medidos pela pipeta volumétrica são exatos. Sendo assim,

- Coloque 50 mL de água destilada medidos pela pipeta volumétrica em um balão volumétrico de 50 mL, em um béquer de 50 mL, em uma
bureta de 50 mL e em uma proveta de 50 mL.

- Com uma pipeta de Pasteur adicione ou retire o volume de água necessário para o instrumento marcar exatamente 50 mL. Conte o número de
gotas de água adicionadas ou retiradas. A partir deste número de gotas, será calculado o volume de água adicionado ou retirado, possibilitando
então a aferição destes instrumentos.

ETAPA 3:
A terceira parte do experimento consiste em comparar a precisão e exatidão de massas de cinco rolhas ou tampas de tamanhos diferentes em
balança analítica e semi-analítica.

- Pese as cinco rolhas separadamente nas balanças analítica e semi-analítica.


- Pese agora as cinco rolhas juntas nestas mesmas balanças.
- Escolha agora uma das rolhas e pese-a cinco vezes em cada uma das balanças analítica e semi-analítica.

Não se esqueça de fazer anotações em seu caderno de laboratório de cada uma das medidas realizadas neste experimento.

6. TRATAMENTO DE DADOS

Apresente os resultados obtidos na forma de tabelas observando as unidades de cada medida realizada e discuta sobre a exatidão e
precisão dos equipamentos utilizados.
Assumindo que a densidade da água destilada a 25 ºC é igual a 1,00 g/mL, calcule o volume médio de uma gota d’água. A partir deste
volume calculado estime a exatidão dos instrumentos volumétricos. Observe as regras e apresente o número correto de algarismos significativos
para cada medida realizada.
Compare a exatidão da balança semi-analítica tomando a balança analítica como padrão. Calcule para cada uma destas balanças suas
precisões levando-se em conta as cinco medidas realizadas com a mesma rolha. Compare a massa das cinco rolhas pesadas separadamente e

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juntas, e comente sobre a linearidade da balança semi-analítica construindo um gráfico que relacione o erro relativo encontrado no seu
experimento, com a massa de cada uma das rolhas.
Faça uma conclusão do experimento realizado indicando qual é o instrumento que apresenta uma maior exatidão e precisão.

7. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO

1) Um analista realizou cinco titulações de uma amostra de água de rio para determinar o teor de cloretos. Os resultados encontrados
(usando uma bureta de 25 mL com incerteza absoluta de 0,01 mL) foram: 14,96; 14,94; 15,02; 15,00 e 14,98 mL. Calcule a média dos
valores encontrados observando a aproximação correta dos algarismos significativos e a precisão dos resultados.
2) Se você precisasse medir um volume de uma amostra para realizar um ensaio quantitativo, que tipo de vidraria você escolheria?

ANEXO I: Densidade da água em várias temperaturas (1 atm).

Anexo II: Tolerâncias Admitidas para Material Volumétrico

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 3

1. TÍTULO – PROPRIEDADES DOS MATERIAIS: DENSIDADE E VISCOSIDADE

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1) Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2) Procure inteirar-se sobre as propriedades dos materiais, tais como, a densidade e viscosidade e os fatores que nelas influenciam.

3. OBJETIVO
Medir a densidade de diferentes líquidos e de um metal. Calcular a viscosidade absoluta desses líquidos utilizando a viscosidade tabelada da
água como referencial.

4. MATERIAL E REAGENTES
Balão volumétrico de 100 mL sem tampa Solução glicerina:água (1:1)
Termômetro Água destilada
Balança Solução saturada de NaCl
2 Béqueres de 250 mL Água da torneira
Béquer de 100 mL Alumínio metálico
Espátula
Proveta 25mL e 10 mL
Seringa plástica de 10 mL sem êmbolo
Suporte para seringa
Cronômetro

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Parte 1: Densidade de Líquidos

Nesta parte, serão calculadas as densidades, à temperatura ambiente, de três líquidos na seguinte ordem: Água destilada, solução saturada de
NaCl e solução [glicerina/água].Siga as instruções abaixo para cada líquido.

1. Pese na balança um balão volumétrico de 100 mL, seco, e anote sua massa em gramas: M1
2. Preencha o balão com o líquido até aproximadamente 1 cm abaixo da marca.
3. Utilize um conta-gotas (Pipeta de Pasteur) para completar o volume exatamente até a marca do balão (menisco).
4. Pese na balança o balão volumétrico, contendo o líquido, e anote a massa em gramas: M2
5. Transfira o líquido do balão para um béquer de 250 mL e coloque o termômetro. Quando a leitura da temperatura estabilizar, anote seu valor
na tabela abaixo.
6. Calcule a massa do líquido (M3 = M2 – M1) e sua densidade (ρ = M3 / 100 mL).
7. Repita o procedimento, a partir do item 2, para cada líquido e complete a tabela abaixo.

Parte 2: Densidade de Sólidos

Nesta parte, serão calculadas as densidades, à temperatura ambiente, de dois sólidos cujas densidades são maiores do que a da água. Siga as
instruções abaixo para cada um dos sólidos.
1. Pese em um béquer aproximadamente 10 g do sólido (anote a massa exata): M
2. Coloque água até a marca aproximada de 9 mL numa proveta de 25 mL.
3. Utilize um conta-gotas para adicionar água na proveta até a marca exata de 10 mL (verifique o menisco!).
4. Transfira todo o sólido para a proveta com cuidado para não saltar água, evitando a perda do líquido para o meio ou para a parte superior da
proveta. Certifique-se de que todo o sólido está submergido e que não há bolhas de ar.
5. Anote o volume total marcado pela água na proveta: Vt
6. Calcule o volume do sólido: Vs = Vt – 10 mL
7. Calcule a densidade do sólido: ρ = M / Vs
8. Repita o procedimento para o outro sólido, completando a tabela abaixo.

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Parte 3: Viscosidade de Líquidos

Nesta parte, será calculada a viscosidade (Coeficiente de Viscosidade Dinâmica), à temperatura ambiente, de dois líquidos na seguinte ordem:
solução saturada de NaCl (água com sal) e [glicerina : água]. As viscosidades das duas soluções serão obtidas usando a viscosidade da água
como referencial, a partir dos tempos de escoamento e das densidades (Parte 1). Repita as instruções abaixo para cada um dos líquidos.

1. Lave a seringa 3 vezes com água da torneira, sem sabão, deixando a água escorrer pela ponta livremente. Ao final, sacuda a seringa para que
fique o mais seca possível, não use panos nem papel para tentar secá-la.
2. Coloque a seringa no suporte e adicione, com a proveta, exatos 10 mL do líquido, usando o dedo para obstruir a ponta da seringa e evitar a
saída do líquido.
3. Coloque o béquer de 100 mL embaixo da seringa e zere o cronômetro.
4. Inicie a contagem do tempo no cronômetro ao mesmo tempo em que seu colega retira o dedo da ponta da seringa, parando o cronômetro assim
que o líquido escoar por completo. Anote o tempo de escoamento em segundos: t
5. Repita mais duas vezes o procedimento e calcule o tempo médio de escoamento, anotando os valores na tabela.
6. Coloque o termômetro no béquer, contendo o líquido colhido, e anote a temperatura: T
7. Calcule o Coeficiente de Viscosidade Dinâmica: μ = μH 2O . ( t . ρ ) / ( tH2O . ρH2O ) Para o cálculo, escolha o valor de viscosidade da água
μH2O (ver tabela abaixo) cuja temperatura for a mais próxima à observada no experimento e anote-o na tabela. Utilize os valores médios obtidos
pelo grupo para os tempos de escoamento t e as densidades (ρ) obtidas previamente na Parte 1 deste experimento.
8. Repita o procedimento inteiro para os outros líquidos, completando a tabela de resultados.

1. CRC Handbook of Chemistry and Physics; 58th Edition, CRC Press, Inc., Cleveland, Ohio; Editor : Robert C.Weast; 1977-1978.
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6. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO

1) Valores de densidades dos líquidos obtidos à temperatura constante de 20°C são comumente encontrados na literatura. Qual é o efeito da
temperatura sobre a densidade de um líquido? Explique.
2) Compare a densidade calculada da água com as tabeladas na literatura. Quais os possíveis motivos das diferenças observadas?
3) Compare as densidades da água e da água saturada com sal, explique o motivo da diferença existente.
4) Como a temperatura afeta a viscosidade dos líquidos? Explique.

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 4

1. TÍTULO – PREPARO E DILUIÇÃO DE SOLUÇÕES

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1) Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2) Pesquise sobre as unidades de concentração de soluções e realize os cálculos necessários para realização da prática.

3. OBJETIVO
Efetuar cálculos para determinar o volume ou a massa necessária para preparar soluções aquosas ácidas e básicas. Preparar soluções aquosas a
partir de um sólido PA (Pró-Análise) e de um reagente líquido; efetuar diluição e mistura de soluções.

4. MATERIAL E REAGENTES
1 Balão volumétrico de 10 mL e 100 mL Ácido Clorídrico 20% (d=1,09 g/mL)
1 Pisseta com água destilada Sulfato de cobre (CuSO4.5H2O)
Espátulas
3 Béqueres de 100 mL
1 Bastão de vidro
1 Pipetador de três vias (pêra)
Pipeta de Pasteur
Pipeta graduada de 25 mL
Pipeta volumétrica de 5 mL.

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Parte 1: Preparo de 100 mL de uma solução de CuSO4.5H2O 0,2 mol L-1

Para preparar a solução de sulfato de cobre, consultar, no rótulo ou na tabela periódica, qual a massa molar (em g/mol) do sal. De posse dessas
informações:
1. Calcule a massa de CuSO4.5H2O necessária para preparar 100 mL de solução 0,2 mol L -1. Observe que esse sal é hidratado e, portanto,
considere essa informação no cálculo.
2. Pese a quantidade calculada de CuSO4.5H2O em um béquer de 100 mL.
3. Acrescente um pequeno volume de água destilada ao béquer e transfira o sal dissolvido para um balão volumétrico de 100 mL. Repita esse
procedimento até que não haja mais sulfato de cobre no béquer. Mas, ATENÇÃO: cuidado para que a quantidade de água utilizada na dissolução
do sal não ultrapasse o volume final desejado (100 mL). Por isso, é importante que as dissoluções sejam feitas com um mínimo de água.
4. Complete o volume da solução com água destilada até a marca da aferição do balão (menisco).
5. Tampe e agite o balão volumétrico para a completa homogeneização.

Parte 2: Preparo de 10 mL de solução de CuSO4.5H2O 0,1 mol L-1 a partir de uma solução estoque

Nessa etapa, será feita uma solução 0,1 mol L -1 de CuSO4.5H2O a partir de uma diluição da solução estoque 0,2 mol L -1 anteriormente preparada.
Para isso:
1. Calcule o volume necessário de solução estoque 0,2 mol L -1 necessário para se fazer a diluição em um balão volumétrico de 10 mL. Lembre-se
que a quantidade de matéria (n), dada em mol, do soluto é a mesma, antes e depois da diluição, já que não houve variação da massa do sulfato de
cobre. Portanto:

2. Com auxílio de pipetador de três vias e de uma pipeta volumétrica (verifique o volume desejado!), transfira o volume calculado para o balão
de 10 mL.
3. Complete o volume da solução com água destilada até a marca da aferição do balão (menisco).
4. Tampe e agite o balão volumétrico com cuidado para a completa homogeneização da solução.

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Parte 3: Preparo de 100 mL de solução de HCl 1,0 mol L-1

Para preparar uma solução de ácido clorídrico (HCl), inicialmente é importante consultar o rótulo do frasco que contém a solução concentrada
para se obter a densidade (m/V) e a percentagem (m/m) do ácido no reagente concentrado. A partir desses dados:
1. Calcule a massa de HCl necessária para preparar 100 mL de solução 1,0 mol L -1 e, depois, utilizando a densidade da substância, determine o
volume da solução concentrada que contém essa massa. Consulte as informações no rótulo e tente fazer os cálculos envolvidos para o preparo
da solução. Procure o professor para mostrar os cálculos ou para ver como são feitos, caso não tenha conseguido.
2. Com auxílio do pipetador de três vias e de uma pipeta, transfira o volume calculado de HCl para o balão volumétrico de 100 mL, já contendo
uma pequena quantidade de água destilada (cerca de 20 mL).
ATENÇÃO: Jamais adicione água a uma solução concentrada de ácido; sempre adicione o ácido concentrado à água. A adição de água ao ácido
libera uma grande quantidade de calor que pode fazer com que o ácido respingue para fora do frasco.
3. Complete o volume da solução com água destilada até a marca da aferição do balão.
4. Tampe e agite o balão volumétrico para a completa homogeneização da solução.

DISPOSIÇÃO DE RESÍDUOS: Guarde a solução preparada em um frasco indicado pelo técnico.

6. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO
1 - Explique o que é uma solução, como classificá-la em função do coeficiente de solubilidade. Exemplifique.
2 – Apresente os cálculos utilizados para a preparação de 100 mL da solução 0,2 mol/L de CuSO 4.5H2O.
3 - Qual a massa de nitrato cúprico deve ser pesada para preparar 250 mL de uma solução aquosa de concentração 1,5 mol.L -1?
4 - Qual o volume de ácido acético que deve ser utilizado para preparar 250 mL de uma solução 1 mol.L -1 de ácido acético? Obs.: Responda a
questão utilizando titulo e densidade previamente pesquisada por você na literatura.
5 – Descreva, incluindo as vidrarias utilizadas no processo, como você procederia para preparar 250 mL de uma solução 0,02 mol/L de NaCl
(considere 100% de pureza).

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 5

1. TÍTULO – VOLUMETRIA DE NEUTRALIZAÇÃO: DETERMINAÇÃO DA ACIDEZ EM VINHO BRANCO

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1)Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2) Pesquise sobre concentração de soluções e realize os cálculos necessários para realização da prática.

3. OBJETIVO
- Conhecer as técnicas utilizadas em volumetria
- Determinar a acidez em amostras de vinho através de uma titulação ácido-base com o indicador adequado para este procedimento.
- Comparar os resultados com a legislação vigente.

4. MATERIAL E REAGENTES

Pipeta volumétrica de 25 mL Fenolftaleína 1% (m/v)


Béquer 50 mL Solução de NaOH 0,1 mol.L -1
Proveta de 100 mL Vinho Branco
Frasco erlenmeyer 250 mL
Pêra de borracha
Bureta 50 mL
Pisseta com água destilada
Balão volumétrico 250 mL

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Parte 1: Registro dos dados do vinho branco

Examine o rótulo do vinho branco e anote no caderno os seguintes dados: tipo de vinho, procedência (fabricante) e a concentração percentual de
sua acidez, em termos de ácido tartárico.

Parte 2: Pré-Titulação da Amostra

Pipetar 1,0 mL da amostra, acrescentar cerca de 20 a 30 mL de água destilada e 6 gotas de indicador azul de bromotimol. Titular com solução
padrão de NaOH até a coloração azul permanente. Calcular o volume de alíquota de vinho que deve ser pipetado para que consuma um volume
de solução de NaOH de aproximadamente 3/5 da capacidade da bureta.

Parte 3: Titulação ácido-base (amostra)

1. Pipete o volume da alíquota calculada no item anterior, e transfira para um erlenmeyer, adicionar cerca de 20 a 30 mL água destilada e
adicione ainda 3 gotas de fenolftaleína.
2. Pegue a solução de titulante, que é uma solução de hidróxido de sódio de concentração aproximada de 0,1 mol.L -1. Anote a concentração do
titulante, com precisão de pelo menos três algarismos significativos.
3. Lave e enxágüe com água destilada uma bureta de 50 mL. Com a torneira fechada, condicione a bureta, enxaguando a sua parede com
pequenas porções da solução do titulante (hidróxido de sódio 0,1 mol L -1). Abra a torneira para descartar a solução no recipiente de descarte
devidamente identificado. Repita por mais duas vezes o enxágüe com o titulante. Prenda com cuidado a bureta no seu suporte, mantendo-a
perfeitamente em posição vertical. Assegure-se que a torneira esteja fechada, e preencha-a com a solução de hidróxido de sódio até que seu nível
fique acima da escala de 0 mL no topo da bureta. Abra cuidadosamente a torneira, para escoar a solução da bureta, até que o menisco atinja a
marca de 0 mL.
4. Inicie a titulação, abrindo vagarosamente a torneira da bureta, e adicione lentamente a base sobre a solução de vinagre no erlenmeyer. Segure
a torneira com uma das mãos (esquerda, se você for destro, ou se for canhoto, à direita), para controlar o fluxo do titulante, e com a outra mão
faça movimentos circulares com o erlenmeyer, para agitar a solução.
Logo que a gota da base atinge a solução do erlenmeyer, surgirá uma cor rósea da fenolftaleína; entretanto, após a homogeneização a cor
desaparecerá, voltando à solução a ser incolor. À medida que o desaparecimento da cor rósea que surge se tornar mais lenta diminua a velocidade
de gotejamento do titulante. Um leve tom de rosa, por mais de 30 segundos, indica o ponto final da titulação. Leia o volume de titulante usado,
observando a posição do menisco, com o cuidado de anotar o volume com três algarismos significativos.
5. Repita a operação mais duas vezes. Alterne com o colega da equipe, para que cada aluno efetue no mínimo uma titulação.

6. TRATAMENTO DOS DADOS


1- Calcular a porcentagem (%, m/v) de ácido tartárico na amostra analisada.
2- Escrever a reação química.
3- Calcular o desvio padrão.

7. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO
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1) Calcule a quantidade do hidróxido de sódio (em mol) contido no volume usado em cada titulação.
2) Usando o dado experimental calcule a concentração em percentagem (m/v) do ácido tartárico no vinho. Faça a média entre os três valores
determinados. Use sempre três algarismos significativos. Compare o valor médio com o do rótulo do vinho.
3) Qual a diferença entre ponto de equivalência (PE) de uma titulação e ponto final (PF)?
4) Em que consiste a técnica da titulação?
5) Qual o papel do indicador em uma titulação?
6) Cite, a partir de uma pesquisa na leitura, 3 outros indicadores e suas respectivas faixas de viragem. Dê exemplos de suas aplicações.
7) Que outro indicador, além da fenolftaleína, poderia ser usado na determinação de ácido acético em Vinagre, no quadro abaixo?

Indicador Metil-orange Vermelho metila Timolftaleína


Zona de transição (pH) 3,1 - 4,4 4,5 - 6,5 8,3 - 10,5

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 6

1. TÍTULO – ESTEQUIOMETRIA: PREPARAÇÃO DE SABÃO E DETERMINAÇÃO DE SUAS PROPRIEDADES

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1) Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2) Pesquise sobre os conceitos de saponificação, ésteres orgânicos, ácidos graxos, álcoois, hidrólise e cálculos estequiométricos.
3) Você deve também procurar se familiarizar com a segurança envolvida na utilização de bases fortes e aquecimento de substâncias inflamáveis.

3. OBJETIVO
 Sintetizar um sabão e determinar suas propriedades
 Determinar o rendimento percentual, teórico e real da reação.

4. MATERIAL E REAGENTES

Placa de aquecimento Suporte universal Solução saturada de NaCl


Béquer 250 mL Pisseta com água destilada Solução de NaOH 15%
Proveta de 20, 25 e 100 mL Água gelada Solução 5% de cloreto de cálcio,
Bastão de vidro Querosene cloreto de magnésio e cloreto
Tubo de ensaio Fenolftaleína 1% (m/v) férrico
Funil Óleo vegetal
Papel de filtro Álcool etílico

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

Pese 10 gramas de óleo vegetal com a precisão de 0,01 g diretamente em béquer de 250 mL. Adicione 20 mL de álcool etílico e 25 mL de uma
solução 15% de hidróxido de sódio em água. A mistura deve ser agitada. Aqueça levemente em uma placa de aquecimento o béquer contendo a
mistura com agitação constante. Quando o odor de álccol tiver se extinguindo você deve ter uma massa pastosa no fundo de béquer. Caso
contrário adicione 10 mL de álcool etílico e continue o aquecimento. Esta pasta é uma mistura de sabão e glicerol (glicerina) liberado na
reação. Eixe o béquer resfriar a temperatura ambiente. Adicione 100 mL de uma solução saturada de cloreto de sódio ao sabão e agite a mistura
com um bastão de vidro. Isto é conhecido como “salga” (salting out) e visa remover o sabão da solução aquosa, baseando-se no fato de que a
água tem muito mais afinidade pelo cloreto de sódio do que pelo sabão. Após esse processo, filtre o sabão em um funil e lave uma vez com
água gelada. Pese o sabão seco. Calcule o rendimento percentual do sabão.

Testes de reconhecimento das propriedades do sabão


1- Teste de lavagem com o sabão: Tome uma pequena porção de sabão e lave suas mãos. Ele deve espumar facilmente. Se muito óleo foi
utilizado, o sabão parecerá oleoso. Por outro lado, se muito hidróxido se sódio ainda estiver presente, o sabão causará uma sensação
escorregadia, mas provocará o enrijecimento da pele de sua mão.
2 – Emulsificação: Ponha 5 a 10 gotas de querosene em um tubo de ensaio contendo 10 mL de água e agite. Uma suspensão de pequenas
gotículas de querosene em água deverá se formar. Deixe o tubo em repouso e prepare outro com os mesmos reagentes, mas desta vez adicione
também uma porção de sabão (cerca de 0,5 g) antes de agitar o tubo. Compare a estabilidade da emulsão obtida nos dois casos. O sabão tem
algum efeito?
3 – Reagentes com água dura: Tome 1 g de seu sabão e aqueça com 50 mL de água em um béquer de 100 mL. Após a dissolução do sabão,
adicione em três tubos de ensaio, separadamente, 15 mL dessa solução. Teste cada tubo com solução 5% de cloreto de cálcio, cloreto de
magnésio e cloreto férrico. Anote os resultados.
4 – Alcalinidade: Um sabão muito alcalino pode ser perigoso para a pele ou alguns tecidos finos. Dissolva uma pequena parte de seu sabão em
15 mL de álcool etílico e adicione 2 gotas de fenolftaleína. Se a solução apresentar coloração avermelhada, está indicada a presença de base
livre e seu sabão está alcalino demais.

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No seu caderno, explique porque o etanol foi usado como solvente. Apresente suas observações na obtenção do sabão e na investigação de suas
propriedades.

6. TRATAMENTO DOS DADOS


1- Escrever as reações químicas.
2- Determinar o rendimento teórico.
3 – Determinar o rendimento real.
4 – Determinar o rendimento percentual.

7. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO
1) Explique o que são detergentes sintéticos? Que vantagens eles têm sobre os sabões?
2) Ao sujar sua mão com pó de giz e ao lavar com sabão explique se ocorre a formação de muita espuma? Por que?
3) O sebo é essencialmente um éster do ácido esteárico com a glicerina. Calcule a massa do sebo necessária para neutralizar 1 mol de NaOH.
4) Uma pessoa ao tomar banho enche a banheira com 100 mL de água que contém 162 mg de Ca(HCO 3)2 por litro. Quantos quilogramas de
sabão por mês são necessários para remover todos os íons de Ca 2+ da água da banheira na forma de estereato de cálcio? Assuma que o estereato
de cálcio é insolúvel em água e que a pessoa toma um banho por dia.

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CURSOS DE ENGENHARIA
DISCIPLINA: QUÍMICA GERAL PRÁTICA
PROFESSORAS: ANDREA FERRAZ, ADRIANA MORENO, LUCIMAR PACHECO,
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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 07

1. TÍTULO – CALORIMETRIA

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1. Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2. Pesquise sobre entalpia, calorimetria, calor específico e capacidade calorífica.
3. Pesquise sobre processos endotérmicos e exotérmicos atribuindo exemplos.

3. OBJETIVO
Determinar o calor das reações.

4. MATERIAL E REAGENTES

1 termômetro 1 bastão de vidro Hidróxido de sódio sólido


2 Béquer 100mL 1 Termômetro Solução de H2SO4 2,5 mol.L-1
2 Proveta de 50 e 100 mL 1 Espátula Cloreto de amônio (NH4Cl)
3 Erlenmeyer de 250 mL Papel toalha
1 Béquer de 250 mL Água destilada

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL:

Parte 1: Preparo do Calorímetro

Envolver o béquer a ser utilizado pelos lados e por baixo com toalhas de papel amassadas ou jornal. As toalhas de papel (ou jornal) não devem
ser amarradas nem compactadas fortemente ao redor do béquer, mas sim deixadas fofas de forma que se formem bolsas de ar preso, o verdadeiro
isolante.
Em seguida, imobilizar o conjunto dentro de um porta latinha de isopor. Colocar a tampa de isopor, com um pequeno orifício no centro com o
termômetro, no béquer. Feito isto o calorímetro está construído.

Obs: para este experimento que possui uma exatidão limitada (três algarismo significativos no calor determinado) algumas aproximações podem
ser feitas. Tais premissas são:
a) o isopor que separa a solução do meio ambiente é um isolante térmico ideal;
b) as toalhas de papel ao redor e embaixo do béquer de 100 mL é um excelente isolante térmico;
c) os calores específicos das soluções no calorímetro são iguais ao da água: 4,18 J g -1K-1 e suas densidades são também iguais à da água: 1,00 g
mL-1;
d) o calor específico do material do qual os béqueres são feitos (pyrex) é 0,753 J g -1K-1.

Parte 2: Entalpia de Solubilização ou Hidratação de Substâncias Sólidas e Líquidas

2.1 Calor de dissolução do hidróxido de sódio

a) Pesar um béquer de 50 mL limpo e seco. Colocar 10,0 mL de água destilada (medido na proveta). Agitar cuidadosamente com um bastão de
vidro até atingir uma temperatura constante (próxima à temperatura ambiente). Introduzir um termômetro na solução e anotar a máxima
temperatura atingida.
b) Pesar em balança analítica 5,0 g de NaOH, em vidro de relógio. Deve-se tomar cuidado ao manusear o NaOH, pois se trata de uma substância
corrosiva.
c) Verter o NaOH pesado na água do béquer. Agitar para dissolver completamente o NaOH. Introduzir um termômetro na solução e anotar a
máxima temperatura atingida.
d) Transferir esta solução para um balão volumétrico de 50,0 mL, e completar com água destilada até a marca.

2.2 Calor de dissolução do cloreto de amônio

a) Pesar um béquer de 50 mL limpo e seco. Colocar no béquer 10,0 mL de água destilada. Agitar cuidadosamente com um bastão de vidro até
atingir uma temperatura constante. Introduzir um termômetro na solução e anotar a máxima temperatura atingida.
b) Pesar em balança analítica 2,5 g de cloreto de amônio, em vidro de relógio.
c) Verter o NH4Cl pesado na água do béquer. Agitar para dissolver completamente o NH 4Cl. Introduzir um termômetro na solução e anotar a
temperatura atingida.

2.4 Calor de diluição do ácido sulfúrico

a) Pesar um béquer de 50 mL limpo e seco. Colocar no béquer 10,0 mL de água destilada. Agitar cuidadosamente com um bastão de vidro até
atingir uma temperatura constante. Introduzir um termômetro na solução e anotar a máxima temperatura atingida.
b) Medir o volume necessário para preparar 25,0 mL de uma solução de ácido sulfúrico a 2,5 mol L -1. Adicionar ao béquer com água e
homogeneizar. Medir a máxima temperatura atingida pela reação.

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c) Deixar repousar a solução, a qual deve estar à temperatura ambiente. Levar para um balão volumétrico de 50,0 mL e completar com água
destilada até a marca.

Parte 3: Entalpia de Reações Químicas - reação de neutralização

a) Pesar um béquer de 50 mL limpo e seco. Medir 20,0 mL de H 2SO4 1,25 mol.L-1 e 20,0 mL da solução de NaOH preparada anteriormente
(Experimento 1) em béqueres de 50 mL separadamente. Ambas as soluções devem estar à temperatura ambiente. Anotar a temperatura.
b) Adicionar a solução de NaOH na solução de H2SO4 2,5 mol L-1. Misturar rapidamente e anotar a máxima temperatura observada.

6. QUESTÕES

1) Uma reação em um calorímetro de volume constante que contém 0,100 L de solução libera 1,78 kJ de calor e a temperatura aumenta 3,65°C.
Em seguida, 50 mL de 0,20 mol.L-1 de HCl (aq) e 50 mL de 0,20 mol.L-1 de NaOH (aq) foram misturados no mesmo calorímetro e a temperatura
subiu 1,26°C. Qual a variação de energia entalpia para a reação de neutralização?

2) Escrever as equações iônicas para todas as reações realizadas no experimento. Exemplo, quando HCl gasoso é dissolvido em água, ocorre a
seguinte reação:
HCl + H2O  H3O+(aq) + Cl-(aq)
3) Explique os itens abaixo:

a) Primeira e segunda lei da termodinâmica


b) Lei de Hess;
c) Energia livre de Gibbs.

4) Calcular as variações de entalpia para os cinco experimentos (por mol da substância). Apresentar os cálculos.
5) Discutir sobre a construção do calorímetro e sobre os possíveis erros envolvidos na prática.

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 08

1. TÍTULO – EQUILÍBRIO QUÍMICO

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1. Pesquise sobre os perigos e toxicidade dos reagentes que serão utilizados.
2. Quais são as características de um estado de equilíbrio e qual o efeito de perturbações externas sobre ele?
3. Pesquise sobre o princípio de funcionamento de um bafômetro.

3. OBJETIVO
Verificar a solubilidade de compostos químicos e o princípio de Le Chatelier através do estudo de sistemas nos quais ocorre variação de
concentração de reagentes. Discutir, de forma geral, os princípios químicos utilizados nos bafômetros

4. MATERIAL E REAGENTES
Erlenmeyer de 125 mL ou kitassato Estante de tubo de ensaio CuSO4 0,3 mol L-1
de 125 mL. K2Cr2O7 0,1 mol L-1 misturado K2CrO4 0,1 mol L-1
Conjunto de rolha com dois furos; com igual volume de ácido K2Cr2O7 0,1 mol L-1
Tubos de vidro de aproximadamente sulfúrico a 20 mL/L (ou seja, NaOH 1 mol L-1
5 mm de diâmetro; dicromato de potássio 0,05 HCl 1 mol L-1
Mangueira látex de mol/L em meio fortemente Tubo de ensaio;
aproximadamente 7mm de diâmetro ácido); Proveta
interno (látex nº 203 ou 204), rolha Etanol Algodão;
com furo; Papel indicador universal
Pipeta Pasteur; HCl concentrado

5. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

A) BAFÔMETRO BASEADO NA REAÇÃO COM DICROMATO


Colocar aproximadamente 50 mL da solução de dicromato de potássio fortemente acidificada em um tubo de ensaio com auxílio de uma proveta.
No kitassato, adicionar cerca de 50 mL de álcool etílico. Montar o sistema de acordo com o esquema da figura abaixo. Com o auxílio de um tubo
de vidro ou canudo de refrigerante assoprar no interior do kitassato até ocorrer mudança na solução contida no tubo de ensaio.

B) O PRINCÍPIO DE LE CHATELIER
1. Coloque cerca de 1 mL de cromato de potássio 0,1 mol L-1 em um tubo de ensaio. Adicione uma gota de ácido clorídrico 1 mol L-1 (verifique
se a solução está nitidamente ácida com o papel indicador, caso contrário adicione mais ácido clorídrico). Repita este procedimento para
dicromato de potássio. A cada tubo adicione NaOH 1 mol L-1 e confira a alcalinidade da solução. Se necessário adicione mais NaOH. Verifique
se as mudanças observadas nas colorações das soluções são reversíveis, através de adições sucessivas de HCl e NaOH.
2. Coloque em um tubo de ensaio 1 mL de uma solução 0,3 mol L-1 de sulfato de cobre. Acrescente aos poucos uma solução de HCl concentrado.
Isto provocará uma mudança de cor. Pare quando a mudança estiver completa. Acrescente aos poucos água suficiente para restabelecer a
coloração original. Coloque então o tubo de ensaio num béquer com água fervendo e observe a cor depois de transcorrido cinco minutos.
Finalmente transfira o tubo para um tubo de gelo e observe-o depois de cinco minutos. Anote todas as observações.

6. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO
1) Escreva as reações químicas envolvidas na etapa A.
2) Quais os equilíbrios ocorridos durante o experimento do item B. Escreva as reações envolvidas.
3) Explique qual o efeito do íon comum em um equilíbrio químico.
4) Explique como um quociente de reação é usado para determinar se um sistema está em equilíbrio.

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ROTEIRO DO EXPERIMENTO 09

1. TÍTULO – CINÉTICA QUÍMICA

2. PRÉ-LABORATÓRIO
1) Pesquise sobre a segurança dos reagentes utilizados.
2) Pesquise sobre cinética, fatores que influenciam na velocidade das reações químicas.

3. OBJETIVO
Estudar a variação da velocidade em função de diferentes parâmetros reacionais.

4. MATERIAL E REAGENTES
Comprimidos efervescentes Banana
Água gelada MnO2 (s)
béqueres H2O2 (10 volumes)
Lâmina de corte SiO2(s)
Tubos de ensaio PbO(s)
Cronômetro (relógio) Solução de Na2S2O3 0,25 mol.L-1
Pipetas Solução de HNO3 6 mol.L-1
Vidros de Relógios

5. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS

Parte 1: Efeito da Temperatura


Coloque 100 mL de água de torneira em um béquer, 100 mL de água gelada em outro, 100 mL de água a 40ºC em um terceiro béquer.
Corte o comprimido em 3 partes iguais e coloque uma parte em cada um dos béqueres.
Anote em cada béquer, o tempo que leva para todo o comprimido reaja (se decomponha).

Parte 2: Efeito da Superfície de contato


Coloque 100 mL de água de torneira em dois béqueres.
Corte em duas partes iguais o comprimido efervescente. A primeira parte deixar sem fragmentar e a segunda parte triturar em finas partículas
com o auxílio de um almofariz com pistilo.
Colocar as duas partes, uma em cada béquer, anotar o tempo que estas partes levam para se dissolver.

Parte 3: . Efeito da Concentração


Em cada tubo, 1 a 8, coloque as quantidades de solução Na 2S2O3 e água conforme o quadro:

Água
Solução Na2S2O3 HNO3 mol.L- Tempo medido [ ] do Na2S2O3 nos
Tubos nº destilada
0,25 mol.L-1 (mL) 1
(mL) (segundos) diversos tubos
(mL)
1 8 0 2
2 7 1 2
3 6 2 2
4 5 3 2
5 4 4 2
6 3 5 2
7 2 6 2
8 1 7 2

Adicionar 2 mL de HNO3(aq) 6 mol.L-1, um tubo de cada vez, e logo depois marcar o tempo necessário para o desaparecimento da marca vista
através do tubo conforme o desenho.

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Parte 4: Ação de catalisadores
Coloque em vidros relógios diferentes, rodelas finas de banana crua, rodelas finas de bananas deixadas na água em ebulição por 5 min., coloque
em outros vidros relógios uma pequena porção de MnO2, SiO2(s) e PbO.
Adicione gotas de H2O2, sobre esses materiais. Uma de cada vez. A água oxigenada se decompõe.

6. QUESTÕES PÓS-LABORATÓRIO
1) Explique quais são os fatores que interferem na velocidade da reação, e como relacioná-lo com a prática realizada.
2) Escreva a equação de reação para a formação de enxofre (S(s)) no sistema estudado.
3) Escreva a equação da lei de velocidade de formação do enxofre e determine a ordem de reação.
4) Quais substâncias atuaram como catalisadores?
5) Construa um diagrama comparativo uma reação sem catalisador e a mesma sendo catalisada.

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