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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTE - ICHCA


HISTÓRIA LICENCIATURA

MARCELO FERREIRA DIAS

Brasil agrícola: O lucro nocivo.

Maceió
2017
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS - UFAL
INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS, COMUNICAÇÃO E ARTE - ICHCA
HISTÓRIA LICENCIATURA

MARCELO FERREIRA DIAS

Brasil agrícola: O lucro nocivo.

Trabalho acadêmico apresentado à


disciplina Organização do trabalho
acadêmico, ministrada pelo Prof. Dr.
Luciano Marra, como instrumento
avaliativo deste primeiro semestre do curso
de História Licenciatura.

Maceió
2017
Palavras-chave:Veneno, agrotóxico, proibidos, alimentos, Brasil.

O Brasil é o maior consumidor de agrotóxico do mundo, nosso país tem um número de


consumo alarmante, são 5,2 litros/ano por habitante. O documentário O veneno está na mesa,
produzido por Caliban Produções Cinematográficas e dirigido por Silvio Tendler, põe o dedo
na ferida e externa os perigos que estes pesticidas, fungicidas e herbicidas trazem pra vida de
quem os consome e trabalha direto com eles.

Ter o título de número um do mundo no consumo de princípios ativos não é motivo de


orgulho, mas de preocupação, produtos proibidos em diversos países, como China, EUA e
países da comunidade europeia, entrando livremente na casa do brasileiro e colocando em
risco sua saúde. Hoje o Brasil possui mais de 400 tipos de agrotóxicos registrados, como
relata o documentário, citando também a origem do problema, desde a revolução verde, que
tem sua tecnologia proveniente da indústria da guerra, até os dias atuais. O agricultor
Fernando Ataliba, cita no filme, de forma contundente e crítica que, a revolução verde
destruiu a agricultura tradicional, com a disseminação de novas sementes e práticas agrícolas,
criando assim um negócio totalmente novo e questionável, gerando problemas no solo,
mananciais, clima, entre outros. Segundo a ANVISA, no ano de 2009, das 3130 amostras de
alimentos coletadas em 26 estados, 29% apresentaram resultados insatisfatórios. Alimentos
consumidos diariamente pela maioria da população, são citados com taxas elevadíssimas de
agrotóxicos, como feijão, batata, tomate e alface.

O filme contém entrevistas e relatos de agricultores, entre esses relatos, um que chama a
atenção, por uma frase que talvez defina toda gravidade do problema, “A gente hoje em dia tá
comendo veneno” Jeferson Matias de Rosa (Agricultor que faz uso de produtos químicos na
lavoura). O agricultor também cita a multinacional Monsanto, empresa responsável pela
criação de produtos extremamente nocivos, como por exemplo, o agente laranja. O Vietnã
estima que mais de 400 mil pessoas foram assassinadas e mutiladas, 500 mil crianças
nasceram com defeitos de nascimento, e no máximo 1 milhão ficaram deficientes ou com
problemas de saúde por conta do agente. O documentário também abre um espaço pra defesa
da agricultura com agrotóxico, no trecho em que a senadora Kátia Abreu (DEM) discursa na
Comissão de agricultura e reforma agrária, levantando questões como o fato do trabalhador
brasileiro gastar, hoje, o equivalente em 18% do seu salário com comida, enquanto que há 40
anos gastava aproximadamente 50%.

Apesar do pequeno trecho, o documentário é enfático em sua crítica contra essas práticas
no campo, e relata com primor os danos a saúde dessas substâncias. Se por um lado gera
bilhões ao país, por outro mascara o uso abusivo de substâncias causadoras de diversas
enfermidades, como o câncer, que mata milhões de pessoas ano após ano.
Referências: TENDLER, Silvio. O veneno está na mesa. Disponível em:
www.youtube.com. Acesso em: 08 març. 2017.