Maria Olímpia Beatriz Santos Silvina Fonseca Corrêa

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

LETRAS/INGLÊS 4º PERÍODO

Maria Olímpia Beatriz Santos Silvina Fonseca Corrêa

ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DO ENSINO FUNDAMENTAL E MÉDIO

Montes Claros - MG, 2010

Copyright ©: Universidade Estadual de Montes Claros

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS - UNIMONTES REITOR Paulo César Gonçalves de Almeida VICE-REITOR João dos Reis Canela DIRETOR DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÕES Giulliano Vieira Mota CONSELHO EDITORIAL Maria Cleonice Souto de Freitas Rosivaldo Antônio Gonçalves Sílvio Fernando Guimarães de Carvalho Wanderlino Arruda REVISÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA Maria Leda Clementino Marques REVISÃO TÉCNICA Kátia Vanelli Leonardo Guedes Oliveira IMPRESSÃO, MONTAGEM E ACABAMENTO Gráfica Yago PROJETO GRÁFICO E CAPA Alcino Franco de Moura Júnior Andréia Santos Dias EDITORAÇÃO E PRODUÇÃO Alcino Franco de Moura Júnior - Coordenação Andréia Santos Dias Bárbara Cardoso Albuquerque Clésio Robert Almeida Caldeira Débora Tôrres Corrêa Lafetá de Almeida Diego Wander Pereira Nobre Gisele Lopes Soares Jéssica Luiza de Albuquerque Karina Carvalho de Almeida Rogério Santos Brant

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2010 Proibida a reprodução total ou parcial. Os infratores serão processados na forma da lei. EDITORA UNIMONTES Campus Universitário Professor Darcy Ribeiro s/n - Vila Mauricéia - Montes Claros (MG) Caixa Postal: 126 - CEP: 39041-089 Correio eletrônico: editora@unimontes.br - Telefone: (38) 3229-8214

Tecnologia e Ensino Superior Alberto Duque Portugal Reitor da Universidade Estadual de Montes Claros .Unimontes Paulo César Gonçalves de Almeida Vice-Reitor da Unimontes João dos Reis Canela Pró-Reitora de Ensino Maria Ivete Soares de Almeida Coordenadora da UAB/Unimontes Fábia Magali Santos Vieira Coordenadora Adjunta da UAB/Unimontes Betânia Maria Araújo Passos Diretor de Documentação e Informações Giulliano Vieira Mota Diretor do Centro de Ciências Humanas .Universidade Aberta do Brasil .CCH Mércio Coelho Antunes Chefe do Departamento de Comunicação e Letras Ana Cristina Santos Peixoto Coordenadora do Curso de Letras/Inglês a Distância Hejaine de Oliveira Fonseca .UAB Ministro da Educação Fernando Haddad Secretário de Educação a Distância Carlos Eduardo Bielschowsky Coordenador Geral da Universidade Aberta do Brasil Celso José da Costa Governador do Estado de Minas Gerais Antônio Augusto Junho Anastasia Secretário de Estado de Ciência.

O. Cursou SUPERVISÃO ESCOLAR DE 1º E 2º GRAUS. publicada no D. ORIENTAÇÃO EDUCACIONAL E ENSINO DAS DISCIPLINAS E ATIVIDADES PRÁTICAS. Silvina Fonseca Corrêa Formada em Pedagogia com Habilitação em SUPERVISÃO ESCOLAR DE 1º GRAU. Brasil.AUTORAS Maria Olímpia Beatriz Santos Mestre em Educação e Sociedade pela Universidade Presidente Antônio Carlos. É professora universitária e diretora da empresa Instituto Pólis Montes Claros Assessoria e Consultoria na Elaboração de Planos. graduação em Pedagogia com habilitação em Supervisão Pedagógica pela Universidade Estadual de Montes Claros. Universidade Federal de São Carlos. especialização em Pedagogia pela Universidade Estadual de Montes Claros. São Carlos. Atualmente é Mestranda em Educação e Psicanálise. .U em 03/04/2001. inclusive com a instalação de diversos Centros de Apoio e atendimento a EAD. gerenciado pelo Centro de Orientação e Organização Psicanalítica .UPE. regido pela resolução 001/2001 – CNE/CES/MEC. UFSCAR. pela Fundação Norte-Mineira de Ensino Superior.CORPO – em convênio com a Cambridge Internacional University – External Degree of Campus – Commonwealth Territory of British Virgin Islands – United Kingdom – e com a Universidad de Los Pueblos da Europa . Programas Projetos e Estatutos atuando em diversos municípios de Minas. Especializou-se em Supervisão Educacional pela PUC/MG. FUNM – Montes Claros – MG.

. . . . . . . . 56 4. .5 Referências . . . . .5 Referências . . . . .2 Principios e fins da educação nacional na atualidade. . . . . . . . . 75 4. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Referências . . . . . . . . . . . . . 32 2. . . . . . . . 38 Unidade III: A legislação e a universalização de uma escola básica de qualidade . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 61 4. . . . . . . . . . . . . . 24 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 1. 39 3. 36 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .5 Referências . . . . . . 11 1. . .4 Conclusão .3 Objetivos da educação básica à luz da legislação vigente . . . . 64 4. . . . . . . . . . .SUMÁRIO DA DISCIPLINA Apresentação . 87 Atividades de aprendizagem . . . . . . . . . . . 55 Unidade IV: O plano nacional de educação e as ações articuladas e normatizadas pelas políticas nacionais vigentes . . . . . . . . . . . . . . . . . 07 Unidade I: Breve Histórico da Educação na Legislação Brasileira . . . . . . . . .1 O Ensino Fundamental de 09 anos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 77 Resumo . . . . . . . . . . . . . 42 3. . . . 22 Unidade II: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica .3 A Educação no Brasil Contemporâneo. . .1 Legislação educacional no Brasil . . . . . . . . . . . . . 54 3. . . . . .3 A Educação de Jovens e Adultos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 39 3. . . . 15 1. . . . . . . . . . . . . . . . .AA . . . . . . . . .4 Conclusão . . . . . .2 O Plano Nacional de Educação e as Metas Propostas para a década da educação. . . . . . . . . . . . . . . . .2 A Educação Brasileira no Período Republicano . . . . . . .2001-2011 . . . . . . . 33 2. . . . . . . . 24 2. . . . . . . . . . . . . . . . . . . .1 A Educação no Brasil Colônia . . . . . . . . . . . . .3 O PNE e a visão sistêmica do PDE. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11 1. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 49 3. .4 Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 13 1. . . . complementar e suplementar . . . . . . . . .4 Conclusão . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 79 Referências básica. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 57 4. . .1 O Plano Nacional de Educação – Antecedentes Históricos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 91 . . .2 O Ensino Médio e o Direito à Profissionalização . . . . . . . . . . . . . . .

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também. democrática. formando educadores/educandos para uma sociedade que se pretende seja. significando. capaz de refletir na qualidade social brasileira. dirigem. Estamos iniciando o estudo sobre a estrutura e funcionamento da Educação Básica Brasileira em seus níveis fundamental e médio. um instrumento de desenvolvimento pessoal. A participação de todos será determinante para a construção de uma educação a distância. mas sempre visando à construção de um novo conhecimento. já que o funcionamento está ainda sob a responsabilidade dos agentes (atores) sujeitos atuais. por meio do planejamento participativo. sobretudo. cada vez mais. Ressaltamos que estes pressupostos se consolidam como principais responsáveis pela formação das identidades pessoais e sociais. dentro dos parâmetros da legislação brasileira assim. que determinam e/ou norteiam a organização das diretrizes e Bases da Educação Nacional Brasileira. Fazendo um breve histórico da legislação brasileira. decorrido de um diagnóstico real dos dados educacionais. principalmente. de parâmetros de formação de 07 . executam. como ela se estrutura na atualidade. como a nossa educação foi instituída? Com base em quais pressupostos legais? Para responder a essas questões nos fundamentaremos na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que apresenta os pressupostos e fatores. dando ênfase especial para a intencionalidade da Lei e do Planejamento Curricular. entenderemos o antes e o depois. cada vez mais. em pequenos grupos. a determinação dos modos e intenções como foi organizada a educação antes e depois da República brasileira. Pretendemos que o nosso trabalho seja baseado em compromissos e hábitos de estudos individuais.APRESENTAÇÃO Prezado (a) cursista. A partir de enunciados. mas que também sirvam de renovação de práticas educativas que possam fazer da educação. com mérito. desde a organização e funcionamento dessa modalidade de ensino. coordenam ou ensinam. Vamos começar questionando: você sabe como funciona a Educação Básica em nosso país? Conhece a legislação que a orienta? E no passado. quer sejam os que legislam. ético e democrático. enfim da avaliação realizada. em grupos diversificados e/ou na coletividade. como também das expectativas e julgamentos de critérios/indicadores tecnicamente elaborados dos perfis encontrados. mas. muitas vezes já conhecidos por nós.

Letras/Inglês Caderno Didático . mediador ou relator. o estudo dos textos apresentados. pois. mas no decorrer da carreira profissional e da vida que esperamos seja próspera e feliz. Acompanhe o seu tutor e preste a ele a ajuda necessária para que possa também ajudá-lo.4º Período formadores de crianças. Portanto a sua participação e a do seu colega são de extrema importância para o bom andamento das atividades e trabalhos propostos. críticas. de promoção e integração entre alunos e profissionais do curso/instituição. da educação como iniciativa dos acadêmicos dos polos da UAB em qualquer canto deste grande sertão veredas. habilidades e capacidades. adultos e idosos. Evite limitar as suas características. mas faça delas oportunidades de crescimento nas análises. o tempo previsto no calendário do curso e se organizem para melhor aproveitar este tempo. Atente-se para a carga horária da disciplina. a cada dia. o uso das diversas linguagens textuais e as pesquisas bibliográficas de enriquecimento dos estudos constituem as diversas formas de você fazer do seu curso oportunidade de otimização de sua formação e/ou da formação de colegas. exercendo sempre papéis diferenciados no grupo de educandos etc. Crie o hábito de leitura diária. Colabore para encontrar e promover medidas e projetos que possam ser elencados no rol de iniciativas do curso. de abstração de raciocínio. Priorize! Evite situações indesejadas. de seleção de leituras significativas. de concentração e respeito às regras. no Brasil. Acompanhe. o seu desempenho acadêmico. A Educação a Distância requer de todos os envolvidos o compromisso com o hábito de estudo. Prática essa que lhe proporcione vivenciar momentos de perfis profissionais diversos: coordenador ou líder de um grupo de trabalho. a sistematização dos registros e atividades bem como o cumprimento de prazos. todos têm direito a uma educação de qualidade. com atenção. de interpretações e inferências devidas. Professora Mestra Maria Olímpia Beatriz Santos Professora Mestranda Silvina Fonseca Corrêa 08 . adolescentes e jovens. Essas oportunidades trarão para sua formação novas competências e habilidades num processo de ensinoaprendizagem e avaliação. as orientações no decorrer deste estudo e faça das propostas e estratégias momentos inovadores e desafiadores que possibilitem a construção de uma nova prática educativa. sínteses e construções que pretendemos seja proveitosa não só durante o curso. Aperfeiçoe. Não podemos nos esquecer de que a verbalização nas discussões e debates.

Na segunda unidade. Objetivos da Educação Básica à Luz da Legislação Vigente. 09 . O Plano de Desenvolvimento da Educação. Na primeira unidade. A Organização Educacional no Brasil (Constituição Federal de 1988) UNIDADE II: Estrutura e Funcionamento da Educação Básica Legislação Educacional no Brasil. São elas: UNIDADE I: Breve Histórico da Educação na Legislação Brasileira A Educação antes da República. como principais responsáveis pela formação das identidades pessoais e sociais. tomando como ponto principal a legislação educacional. A Educação de Jovens e Adultos.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes ORIENTAÇÕES PARA AS UNIDADES Acadêmico (a). Para atendermos a esta ementa. O Plano Nacional de Educação e as Metas Propostas para a Década da Educação. o conteúdo está dividido em quatro unidades. UNIDADE III: A Legislação e a Universalização de uma Escola Básica de Qualidade O Ensino Fundamental de 09 anos. Educação Brasileira no Período Republicano. com ênfase especial para a intencionalidade da lei e do planejamento curricular. de acordo com a legislação vigente. apresentamos a Legislação Educacional no período que antecede à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. na atualidade. o Compromisso “Todos pela a Educação” e as Ações Articuladas dos Entes Federados. além de apresentarmos os objetivos. temos o histórico da educação brasileira. Apresentamos como a educação estava legalizada antes e durante o período republicano até chegarmos à organização da Educação Nacional. Princípios e fins da Educação Nacional na Atualidade. O Ensino Médio e o Direito à Profissionalização. a partir da nova Constituição do Brasil em 1988. UNIDADE IV: O Plano Nacional de Educação e as Ações Articuladas e Normatizadas pelas Políticas Educacionais Vigentes O Plano Nacional de Educação (PNE) e os seus Antecedentes Históricos. intitulada “Estrutura e Funcionamento da Educação Básica”. os princípios e fins da Educação Nacional.2001-2011. neste material que você está recebendo da Disciplina “Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio” trabalharemos com a seguinte ementa: Os determinantes que norteiam a organização das diretrizes e bases da educação.

10 . assim sendo. Apresentamos o ensino de nove anos.4º Período Já na terceira unidade.(1992. existe a ação de homens e mulheres empenhados em um mundo melhor. contribuiremos para que em todos os dias possamos refletir e agir na busca da educação de qualidade para todos. cultural e socialmente existindo.garantido a todos. como seres fazedores de seu “caminho” que. faça a leitura do material e das sugestões propostas. histórica.por meio da educação de jovens e adultos. E para finalizar este estudo. na quarta unidade . o enfoque é a universalização da educação básica e a busca de qualidade. E.97) Assim. O mais importante de tudo isso. Lembrando Paulo Freire Não posso entender os homens e as mulheres. p. se expõem ou se entregam ao “caminho” que estão fazendo e que assim os refaz também. acadêmico (a). chegamos até aqui e por onde se faz o caminhar da sociedade brasileira em busca de uma escola pública e eficaz para todos os brasileiros. entretanto. as considerações sobre o ensino médio atrelado à profissionalização e o direito à educação.“O Plano Nacional de Educação e as Ações Articuladas e Normatizadas pelas Políticas Educacionais Vigentes” tratamos do Plano Nacional de Educação e como. torna-se necessário refletir sobre a importância da legislação brasileira em um curso de Pedagogia e licenciaturas para que os futuros profissionais da educação observem que fazer educação no Brasil exige de nós um profundo conhecimento da trajetória da educação brasileira. é que você. através da legislação brasileira. a não ser mais do que simplesmente vivendo. antes da legislação. ao fazê-lo.Letras/Inglês Caderno Didático . reflita sobre o processo legal da educação brasileira e acredite que.

durante o período colonial. subordinando a imaginação à observação (ou seja. sempre foram executadas. pois. mas há outras características igualmente importantes. que era interpretado em acordo com o código napoleônico. situado no tempo e no espaço”. Ações estratégicas para a condução possível do processo educacional em território nacional.1 A EDUCAÇÃO NO BRASIL COLÔNIA Como podemos imaginar a educação no Brasil colônia? Vamos lá. sem o conhecimento prévio do indivíduo. Corrente sociológica relacionada ao pensador francês Emile Durkheim.1 UNIDADE 1 Objetivo Geral BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA 1 BREVE HISTÓRICO DA EDUCAÇÃO NA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA GLOSSÁRIO B GC E Apresentar o histórico da educação brasileira. em 1988. percebendo. de alguma forma ou por algum motivo. antes e durante o período republicano. mas fundamentalmente manifesta um enfoque jurídico. é de fundamental relevância identificar aspectos e características dos três grandes momentos históricos: Brasil Colônia.. marcado pelas orientações e práticas resultantes das correntes filosóficas positivistas e funcionalistas. A F Corrente Positivista: É uma corrente sociológica cujo precursor foi o francês Auguste Comte (1798-1857). Sua interpretação de sociedade está diretamente relacionada ao estudo do fato social. Brasil República e Brasil Contemporâneo. desempenha um papel político e cultural específico. até chegarmos à organização da Educação Nacional através da Constituição do Brasil. para quem cada indivíduo exerce uma função específica na sociedade e sua má execução significa um desregramento da própria sociedade. O fato social é exterior na medida em que existe antes do próprio indivíduo e coercitivo na medida em que a sociedade impõe tais postulados. Introdução No Brasil. analisando os aspectos educacionais. 1. longe de ser um instrumento ideologicamente neutro. fundamentado no direito romano. as concepções de gestão da educação e administração pública vigentes resultam de uma construção histórica influenciada pela tradição jurídica que caracterizou o Período Colonial. tomando como ponto principal a Legislação Educacional. p. Corrente Funcionalista: É um ramo da Antropologia e das Ciências Sociais que procura explicar aspectos da sociedade em termos de funções realizadas por indivíduos ou suas conseqüências para a sociedade como um todo. mantém a imaginação). apresentam a influência das Correntes Escolástica e Positivista. de acordo com Sander (2007. Em cada um deles desenvolveram-se processos e situações que possibilitam compreender a evolução da estrutura e administração da educação brasileira. avançando para uma concepção de gestão da educação. “fundamenta-se na convicção de que a gestão da educação. Para melhor compreender os processos que envolvem a legalização e administração da educação brasileira. Veja no glossário ao lado a explicação sobre estas correntes filosóficas. 11 . especificamente. que dominavam as Ciências Sociais na segunda metade do século XIX e na primeira metade do século XX (SANDER. 2007). o momento histórico em que deixou de ser vigente uma concepção de administração. A organização e administração da educação..14). O método geral do Positivismo de Auguste Comte consiste na observação dos fenômenos. Propõe à existência humana valores completamente humanos.

Porém. os jesuítas.org. Um precioso exemplo é o lema “ordem e progresso”. que integrava a caravela comandada por Pedro Álvares Cabral. como a aceitação da Trindade Divina. algumas das importantes personalidades da época desenvolveram ações em prol da valorização e melhoria da educação nacional. Já o conhecimento natural viria. p. desenvolvendo o primeiro esboço de um sistema educacional. chefiada pelo Frei Henrique de Coimbra.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F Corrente Escolástica: É uma corrente filosófica nascida na Europa da Idade Média. manifestando-se no funcionamento das instituições políticas e sociais da época. Vale destacar que. Sander afirma que estudos sobre a organização do ensino daquela época não permitem identificar uma administração escolar capacitada para atender às exigências mínimas das poucas instituições educacionais para a elite governante e. que dominou o pensamento cristão entre os séculos XI e XIV e teve como principal nome o teólogo italiano São Tomás de Aquino. à luz da razão. O positivismo teve grande impacto na sociedade brasileira. especialmente a educação pública. Essa influência permaneceu e até aumentou durante o Período Imperial e a Primeira República." São Tomás de Aquino dividiu o conhecimento humano em dois. Máxima de São Tomás de Aquino: "Crer para poder entender e entender para crer. o grupo liderado por Rui Barbosa. O Código Napoleónico.diariouniversal. 2007. 21. a propriedade. a educação.wikipedia. Disponível em pt. era um tema de pouca importância para os colonizadores portugueses e para a população que habitava o país. Naquele momento histórico. para dirigir as escolas destinadas à educação popular. 12 . a lei era considerada um ideal a ser alcançado e não apenas “um parâmetro a ser aplicado em circunstâncias concretas” (SANDER.Letras/Inglês Caderno Didático . Sobre isso. 2007. o positivismo manifestou-se “no conteúdo universalista de seu currículo enciclopédico. O conhecimento sobrenatural seria aquele ensinado pela fé. Deus como Pai. Todavia. na sua metodologia científica de natureza descritiva e empírica e nas práticas prescritivas e normativas de organização e gestão educacional” (SANDER. No entanto. durante o Período Colonial. Enciclopédia Livre. Disponível em www. mar. o Código Napoleônico não foi o primeiro código legal a ser estabelecido numa nação europeia. 2007). ou seja. (2007. entre eles. Este código baseou-se em leis francesas anteriores e também no Direito Romano. Na educação. como os teoremas matemáticos. Fonte: WIKIPÉDIA.20) O enfoque jurídico que influenciava a administração da educação acabou somado aos valores do cristianismo com a chegada da Ordem Franciscana. dividindo o direito civil em: a pessoa. tendo seguido o Código Justiniano. Código Napoleônico: originalmente chamado de Code Civil des Français. foi o código civil francês outorgado por Napoleão I e que entrou em vigor a 21 de março de 1804. (Diário Universal. resultando na pouca atenção aos processos relacionados à sua administração. a grande interferência religiosa na educação brasileira resultou do trabalho dos padres da Companhia de Jesus. como o registro civil ou a propriedade. muito menos. p. aborda somente questões de direito civil. propriamente dito.25). a aquisição da propriedade. sacerdotes que rapidamente disseminaram seus ensinamentos por todo o território brasileiro.com A tradição do direito romano tinha como principais aspectos o caráter normativo e o pensamento dedutivo. o que acabou por nortear a trajetória educacional e administrativa do Brasil. que consta na bandeira brasileira. Filho e Espírito Santo. o Corpus Juris Civilis. apesar desse olhar desatento com a educação brasileira naquele momento.

o mundo vivia um período de crescimento industrial e de expansão urbana e. Naquele momento histórico.esmec/wp. 2007) Nessa fase. Destacaram-se nessa época. Ex: Todo homem é mortal (geral) Pedro é homem Pedro é mortal (conclusão particular) Função básica do pensamento dedutivo: explicitar. Inspirados nas ideias político-filosóficas de igualdade entre os homens e do direito de todos à educação. a partir de enunciados mais gerais dispostos ordenadamente como premissas de um raciocínio. na administração da educação brasileira. 30). desenvolvimentista e sociocultural. Caracterizou-se como um período de grande efervescência pol ítica e intelectual. ao longo da demonstração. 2001) Pensamento Dedutivo: quando. a gestão da educação teve grande interferência dos princípios da administração clássica. Esses movimentos foram determinantes para a gestão da educação nacional. organizou-se o movimento chamado Escola Nova. Apresentaremos. Cada uma delas revelava um modelo de gestão específico. impulsionando a promulgação. um grupo de intelectuais brasileiros sentiu necessidade de preparar o país para acompanhar esse desenvolvimento. comportamental.. p. esses intelectuais viam num sistema estatal de ensino público livre e aberto o único meio efetivo de combate às desigualdades sociais da nação. desde a Primeira Guerra Mundial até a Revolução de 1930. A educação era percebida por eles como o elemento-chave para promover a remodelação requerida. Esse movimento manifestou-se.. Querino Ribeiro e Lourenço Pinto. Decreto etc. em quatro fases: organizacional. Nesse documento.. no período republicano. (LYRA. aquilo que implicitamente já se encontra no antecedente. são instruções de caráter geral para que todos os interessados/envolvidos procedam de padronizada. Compreenda melhor o que significou o movimento denominado Escola Nova e o Manifesto dos Pioneiros no glossário ao lado. no período republicano. segundo Sander (2007). também. em 1924. na educação./ metodo_cientifico 13 . Geralmente os atos de caráter normativo são editados para melhor compreensão dos procedimentos requeridos em função de um texto de Lei. a produtividade e a eficiência” (SANDER. entre outros. tendo como principais consequências a fundação da Associação Brasileira de Educação (ABE). www. (SANDER.2 A EDUCAÇÃO BRASILEIRA NO PERÍODO REPUBLICANO Agora. O pensamento vigente. um elenco das principais características da LDB 4024/61 que foram determinantes para a gestão da educação brasileira: GLOSSÁRIO B GC E A F Caráter Normativo: Atos de caráter normativo. e o Manifesto dos Pioneiros da Escola Nova. a seguir./2008/. da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Anísio Teixeira. o movimento ganhou impulso na década de 30. laica e gratuita. como estava a educação brasileira? Em 1920. em 1961. assumindo “características de um modelo-máquina preocupado com a economia. como o próprio nome está dizendo. Vamos analisar cada uma destas fases? a) Fase organizacional: início do século XX. em 1932. nesse contexto.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes 1. 2007. divide-se.. no Brasil. LDB 4024/61. defendia-se a universalização da escola pública. chega a uma conclusão particular ou menos geral. após a divulgação do Manifesto da Escola Nova (1932). Denominado de Escola Nova.

pedagogiaemfoco. ? de 180 dias (Art. em que o principal compromisso passa a ser com a “consecução eficaz dos objetivos intrínsecos do sistema educacional e de suas escolas e universidades” (SANDER. 30). Na Europa. 97).org e pesquise mais sobre este grande educador. que influenciou os estudos da administração da educação. mas se você estiver interessado visite: www. 92). assim. mas que se inspirou em pedagogos e filósofos do século XVIII e XIX como Rousseau (1712-1778). Essa percepção se manifesta na gestão da educação.paulofreire. de 1932. deflagrado com os estudos de Hawthorne. p.Letras/Inglês Caderno Didático . leia-o na integra. (Aranha. acessando o site: http://www.(2007. 14 . DICAS Para entender o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. os quais postularam que a educação deve levar em conta a realidade psicológica do educando com todas as exigências do seu mundo subjetivo”. a aplicação da psicologia à organização e administração do ensino remonta ao psicologismo pedagógico do início do século XIX. diminuindo a maior centralização do poder no MEC (Art. 72). a reação que já acontecia em outros países contra os princípios e práticas da escola clássica da administração. foi intenso o movimento para superação da utilização dos estudos da administração na área educacional. A “educação nova” privilegia a criança como indivíduo.br/heb07a. que merecem cuidados especiais. “instalou-se. pro. por Edouard Claparède (18731940) e Maria Montessori (1870-1952). Este movimento foi iniciado na Europa e nos Estados Unidos na transição dos séculos XIX para o XX.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F ? obrigatoriedade de matrícula nos quatro anos do ensino primário (Art. William James (1842-1910) etc. Nesse período. p. b) Fase comportamental: a Segunda Guerra Mundial manifestou. ? do professor para o ensino primário no ensino normal formação Escola Nova: A “escola nova”. destacando-se uma perspectiva pedagógica. p. 8 e 9). Sander destaca que. Nos Estados Unidos John Dewey (18591952) e William Kilpatrick (1871-1965) foram seus principais advogados. Mais a frente comentaremos sobre Paulo Freire. 2007. ?autonomia aos órgãos estaduais. Pestalozzi (1746–1827). 52 e 53). “escola ativa” ou “escola progressiva” foi um movimento próprio do século XX. ? de 12% do orçamento da União e 20% dos municípios empenho com a educação (Art. ? regulamentação da existência dos Conselhos Estaduais de Educação e do Conselho Federal de Educação (Art. resgatando a sua dimensão humana. 42-43).htm. protagonizado por Pestalozzi e Froebel. também no Brasil. o reinado dos psicólogos e psicólogos sociais no estudo do comportamento administrativo no setor público. Nietzsche (1844-1900). 10). 1996) de grau ginasial ou colegial (Art. Essa educação surge como resultado de um novo sentimento dos adultos em relação às crianças. Froebel (1782–1852). e que fundamentaram as bases teóricas da construção comportamental de administração. entre outros. a partir daí. 37) Sander (2007. Os ensinamentos da sociologia da educação vieram ainda contribuir e influenciar as concepções da gestão da educação. foi defendido. 39) afirma que “na realidade. Tolstoi (1828-1910). ano letivo ? ensino religioso facultativo (Art. A integração entre a psicologia e a sociologia deu origem à psicologia social. Essa fase tem como marco inicial a expansão do movimento psicossociológico das relações humanas. na empresa e na educação”. que foram desenvolvidos entre 1924 e 1927.

inclusive a educacional. resultante das consequências da Segunda Guerra Mundial e decorrente da necessidade de organizar e administrar os serviços de assistência e ajuda financeira no período pósguerra. d) Fase sociocultural: ao contrário da fase desenvolvimentista. No que se refere à educação. GLOSSÁRIO B GC E A F Manifesto da Escola Nova: ou Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova. Foi um documento elaborado e assinado pelos mais destacados expoentes do movimento de renovação do ensino e vinha. não haviam alcançado os resultados esperados na economia e no progresso tecnológico. Paulo Freire. de estrutura burocrática consoante com os propósitos estabelecidos para a educação escolarizada nessa nova fase de desenvolvimento do país. no meio acadêmico. seus pressupostos e se apresenta com o propósito de superar o empirismo das reformas parciais efetuadas. O otimismo pedagógico. consequentemente. o sistema de ensino. responder a uma solicitação do Governo Provisório. econômicos e sociais? Vamos lá então. Tedesco (1987. na contemporaneidade. que buscava subsídios para sua política educacional. o enfoque desenvolvimentista também se inseriu no movimento internacional da economia da educação. foi um dos representantes desse período. disseminando. A eficiência da administração. Essa realidade impôs a necessidade de se reavaliar o papel da educação nos aspectos econômicos.3 A EDUCAÇÃO NO BRASIL CONTEMPORÂNEO E agora? Chegamos à contemporaneidade. de forma clara. num primeiro momento. que concebia a educação e o professor como fontes de progresso. O documento diagnostica a situação precária do ensino no país como decorrência da falta de organização das escolas e reforça a ideia da necessidade de dotar a escola e. Você consegue perceber como a educação é influenciada pelos acontecimentos políticos. (Aranha. também participou e sofreu a interferência de inúmeros movimentos políticos e culturais. Divulgado em 1932 é um documento dirigido ao povo e ao governo. 1. Essa compreensão disseminou-se. onde os cursos de pós-graduação em educação desenvolveram suas discussões voltadas para área de política e gestão da educação. a reflexão a respeito das relações de dominação e dos ideais de libertação que ainda se manifestavam nas relações econômicas e nas políticas internacionais. período de reconstrução econômica nas décadas de 1950-1960. por meio de seus estudos.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes c) Fase desenvolvimentista: surge com a denominada “administração para o desenvolvimento”. Seu texto define. sociológicos e antropológicos. anteriormente vigente. numa compreensão de que a educação é fator estratégico para o desenvolvimento econômico. políticos e culturais. também. expoente da pedagogia libertadora. teorias do capital humano e investimentos no ser humano. até então vigente. p. transformou-se em pessimismo e desilusão”. a fase sociocultural desenvolve-se a partir dos ensinamentos das ciências sociais. e o otimismo pedagógico. determinava-se fundamentalmente pela atuação de um conjunto de fatores – políticos. na área da educação. entra em crise diante da constatação de que os investimentos. 85-86) afirma que “o sistema educacional deixou de ser concebido como alavanca e motor de transformação. A história da educação brasileira. em que se destacam as áreas de recursos humanos. 1996) 15 .

tendo como Ministro da Educação Francisco Campos. tendo como mentor o ilustre advogado Antônio de Sampaio Dória. a população manifestou seu repúdio às eleições indiretas e exigiu o voto direto para presidente. vigorava a ditadura de Getúlio Vargas. portanto.(2004. A Constituição Federal de 1934 delegou ao Estado a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as instituições de ensino públicas e privadas. A maior manifestação realizou-se em São Paulo e reuniu aproximadamente 1 milhão e 700 mil pessoas. Podemos destacar. os Estados e o Distrito Federal organizem seus sistemas de ensino (art. visto que o ensino superior estava a cargo do governo federal e o secundário não passava de uma rede de cursos preparatórios. segundo Sander. pouco tempo depois. a terceira. “especialmente nos níveis secundário e universitário e na modalidade do ensino comercial. a partir do entendimento das histórias construídas no passado. quatro reformas que foram fundamentais no delineamento do ensino público no Brasil: a primeira. em prol das eleições diretas para a presidência do Brasil. no Distrito Federal. p. a segunda. 70-71) Um exemplo dessa mobilização (arena de luta) foi a manifestação ocorrida. p.Letras/Inglês Caderno Didático . realizada por Lourenço Filho. com efeito. É com essa compreensão que Machado e Cavalcanti afirmam que “democratizar o ensino pressupõe o acesso à permanência com êxito e à qualidade”. (CAVALCANTE. muitas vezes. A concretização da democracia implica mecanismos de tomada de decisão que. E. sendo assim. pois já se manifestavam as novas exigências de uma sociedade impulsionada pela globalização econômica. algumas décadas não serão. ao delimitar a abrangência destes sistemas. O contexto educacional brasileiro também sofreu essa interferência. desatendendo o ensino primário e a formação dos professores”. no Ceará.024/61 – dispõe. O país e muitos de nós assistimos a uma mobilização popular sem precedentes. em 1946. no Estado de São Paulo. aos ensinos primário e normal. por nós. “numa arena de lutas em que seus diferentes atores vêm tratando de impor suas opções políticas e suas categorias de percepção e interpretação”.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F Otimismo pedagógico: A partir de 1920. revelam a posição da maioria. No entanto. organizando a educação escolar. em 1984. a primeira LDB – a Lei nº 4. restritas. a sociedade política brasileira – partidos de esquerda e progressistas – retomou as principais discussões sobre a necessidade de melhorar e democratizar a educação brasileira. 2004. diferentes segmentos sociais brasileiros se mobilizaram em prol da democracia efetiva. 2005. por Fernando Azevedo. por Francisco Campos e. mobilizando-se e se transformando. em 1920. determina como 16 . reproduzindo a Constituição vigente à época. em 1928. (LIBÂNEO. como um dos primeiros atos do Governo Provisório de Getúlio Vargas. Na grande maioria das cidades e em todas as capitais brasileiras. que a União.conteudoescola. 135). por último. (2007. Francisco Leonardo dos Santos. 11). Nossa intenção é fazer alguns recortes na História da Educação Brasileira que possibilite a você compreender o contexto atual. até meados da década de 1990. A partir da década de 1970. 141) Quanto à legislação educacional. em 1927. Acesso em 03 de agosto Em 1930. em 1922. implantada em Minas Gerais. p. Esse movimento desencadeou por todo o país uma série de reforma do ensino em nível estadual. engendra-se no campo educacional brasileiro o movimento eufórico que fora denominado "Otimismo Pedagógico".br/site/content/view/118/4 2/1/1/. até 1945. fato que também interferia na organização da educação brasileira. com. na maioria das vezes. O ministério foi responsável pela reforma que ocorreu na estrutura do ensino brasileiro. reportadas. Disponível em http://www. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública (MESP). Naquele momento histórico.

Em consequência. sempre se estendeu aos Municípios a obrigatoriedade da aplicação de percentuais mínimos da receita de impostos em educação. Disponível em http://pt. p. ao dispor sobre a intervenção dos Estados nos Municípios. conforme a legislação da época. classe média urbana e industriais no jogo de poder. antes de GLOSSÁRIO B GC E A F Constituição de 1934: Promulgada em 16 de julho pela Assembléia Nacional Constituinte. a Emenda Calmon acrescentou o § 4º ao art. particulares (art. aí incluindo. 15. a liberdade. praticamente excluído das decisões normativas (BEDÊ apud ARELARO. O cumprimento à risca de seus princípios. entretanto. Eliminada pela Constituição de 1967. (WIKIPÉDIA. mas com a inclusão dos militares. reintroduzida apenas para os Municípios pela Emenda Constitucional nº 1 de 1969. o Distrito Federal e os Municípios. (Acesso em 23 jul. foi redigida "para organizar um regime democrático. pelo menos vinte por cento da receita tributária municipal no ensino primário. art. O Estado repartia com o Município a responsabilidade pelo ensino fundamental numa relação em que o Município desempenhava um papel suplementar. nunca menos de vinte por cento da renda resultante de impostos em manutenção e desenvolvimento do ensino. municipais e privadas. reconhecer e inspecionar os estabelecimentos de ensino primário e médio não pertencentes à União (art. Portanto os Municípios não tinham uma esfera de competência própria (JUSTO. esta vinculação de recursos para educação foi. as instituições estaduais. Ela foi a que menos durou em toda a História Brasileira: durante apenas três anos. § 3º institui. desde a década de 1930.org. vagamente expressas no texto constitucional (ROMÃO. anualmente. 1997. 5). Em 1983. não só sempre se estendeu aos Municípios a vinculação de recursos para educação como. em 1969. 2009). 1988. na manutenção e desenvolvimento do ensino. a União deveria aplicar nunca menos de treze por cento e os Estados. 05) diz que até a Constituição Federal de 1988. Apesar disto.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes competência da União reconhecer e inspecionar as instituições de ensino superior.wikipedia. estabelecendo que. Como se observa. Segundo a Constituição de 1946. 20). p. 176 da Constituição de 1969. a unidade. em cada ano. p. 169. 16). a justiça e o bemestar social e econômico". da receita resultante de impostos. pelo ensino de 1º e 2º graus. segundo o próprio preâmbulo. no Brasil. a distribuição de competências pela educação escolar. (1997. ela foi importante por institucionalizar a reforma da organização político-social brasileira — não com a exclusão das oligarquias rurais. Enciclopédia Livre. o Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento. somente a eles foi atribuída esta obrigação. O art. na alínea “f”. porém. portanto. p. no mínimo. a educação nacional passou a contar com uma ordenação jurídica comum. A partir da compreensão de que a delimitação dos universos de jurisdição dos sistemas de ensino reforça muito a delimitação das áreas de competência de cada esfera de Governo. Até a Constituição de 1988 o ensino municipal era considerado um “subsistema” que se vinculava ao sistema estadual. atribuía à União a responsabilidade pelo ensino superior e aos Estados e ao Distrito Federal a responsabilidade pelos ensinos primário e secundário. 14) e como competência dos Estados e Distrito Federal autorizar o funcionamento. conclui-se que. nunca ocorreu. a União deveria aplicar nunca menos de dez por cento e os Estados. de fato. 17 . 26). que estes últimos deveriam aplicar. Ainda assim. que assegure à Naçao. apesar de não existir. 1997. ou. mas vigorou oficialmente apenas um ano (suspensa pela Lei de Segurança Nacional). Saviani.

a atuação prioritária dos Municípios. Enciclopédia Livre.2009) 18 . especialmente em relação ao oferecimento do ensino de 1º grau.4º Período 1988. a municipalização do ensino. previa a progressiva passagem para a responsabilidade municipal dos encargos e serviços da educação. como nas Constituições anteriores.3. É a sétima a reger o Brasil desde a sua Independência. a Constituição Federal de 1988 assegurou diversas garantias constitucionais. 3ª – a atuação prioritária dos Municípios no ensino pré-escolar e fundamental (§ 2º). a definição clara de competências. intensificou-se. esses já desempenhavam papel suplementar aos Estados. dos Estados e do Distrito Federal (caput). com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais.org. Disponível em http://pt. dos Estados e do Distrito Federal previstos na Lei nº 4. permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que houver lesão ou ameaça de lesão a direitos. no texto constitucional não há. na oferta do ensino fundamental. e o debate continuou a ser defendido a partir de diferentes interpretações do disposto no § 2º do art.692/71. 4). 2ª – a organização dos sistemas de ensino em regime de colaboração (caput). situando-se no topo do Ordenamento jurídico. 59 da Lei nº 5. dos Estados pelo 2º grau e dos Municípios pelo 1º grau ou manter a responsabilidade dos Estados pelo 1º e 2º graus. os Municípios passavam a ser os responsáveis ou. em relação ao qual se opunham duas posições radicais: definir a responsabilidade da União pelo 3º grau. Como resultado.024/61 e da destinação de recursos para a educação no âmbito dos Municípios (art. atingindo principalmente as regiões mais pobres do país.wikipedia. no parágrafo único deste mesmo dispositivo. especialmente do 1º grau.1 Constituição Federal de 1988 Considerando a legislação anterior (constituições e leis de diretrizes e bases nacionais) no art. Acesso em 23 jul. servindo de parâmetro de validade a todas as demais espécies normativas. ao menos. 211 da Constituição Federal. Muitas vezes. a municipalização decorreu de iniciativas dos Estados mais com o objetivo de diminuir seus gastos do que inserida em uma política de melhoria da qualidade do ensino Haguette (s/d. a municipalização do ensino constitui-se em tema polêmico. Apesar das controvérsias de cunho político. Ao lado dos sistemas de ensino da União. Brasil (1983) A primeira referência legal à responsabilidade dos Municípios encontra-se na Reforma de Ensino – Lei nº 5. 58) e. uma esfera de competência própria dos Municípios. não implicava a supressão da responsabilidade principal dos Estados pela oferta desse nível de ensino. os principais responsáveis pelo 1º grau.692/71). A Reforma de 1971 previu que legislação supletiva disporia sobre a responsabilidade do Estado e dos seus Municípios no desenvolvimento dos diferentes graus de ensino (art. A partir da década de 70. Para os defensores da municipalização. (WIKIPÉDIA. ao lado dos sistemas da União. Na Assembléia Nacional Constituinte. p.Letras/Inglês Caderno Didático . GLOSSÁRIO B GC E A F 1. Abreu (1998) Constituição de 1988: A Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 é a lei fundamental e suprema do Brasil. encontram-se as seguintes novidades: 1ª – a organização dos sistemas Municipais de ensino. 211 da CF (Constituição Federal) de 1988. Para os contrários à municipalização. no Brasil.

211 da CF/88 destaca que a União tem. (ABREU. para os Estados. no texto constitucional. na verdade./emc14. as responsabilidades e competências de cada uma das esferas do Poder Público. do regime de colaboração. entre a posição favorável e a contrária à chamada municipalização do ensino de 1º grau.br/cciv il. ao Distrito Federal e aos Municípios” (BRASIL. 1988).. define formas de colaboração entre seus sistemas de ensino. em cada Unidade Federada. utiliza-se da mesma linguagem – atuação prioritária – para a definição das responsabilidades de Estados e Municípios. uma distribuição de competências entre Estados e Municípios. Abreu (1998) 1.. Através dele. Em consequência. (1998) o novo texto constitucional. o conflito presente na Constituinte. a carência de recursos financeiros ou mesmo técnicos nos demais sistemas estaduais e municipais. face à extrema diferenciação entre as regiões brasileiras quanto à capacidade de arrecadação tributária e de investimento na educação dos entes federados e quanto às suas diferentes participações historicamente construídas na oferta do ensino. a impossibilidade de se definir no âmbito nacional. em relação à oferta da educação escolar.gov. Abreu (1998) Segundo Abreu.692/71. a Constituição Federal procura a equalização das oportunidades educacionais. foi mediado pela introdução. No art.. ou seja. “em matéria educacional. respectivamente. do ensino fundamental deve ser assegurada. 211 do texto constitucional. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. Abreu (1998) Em segundo lugar. a Emenda Constitucional nº 14 altera a redação do parágrafo primeiro. como na emenda constitucional o ensino fundamental é colocado em primeiro lugar na sentença: antes da educação infantil.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes A indefinição do texto constitucional refletia. de forma coerente. emendado em 1996. 1998) DICAS Para conhecer a Emenda Constitucional nº 14/94. a definição clara de responsabilidades dos diferentes níveis da população no que se refere à obrigatoriedade da educação fundamental. tendo em vista as desigualdades regionais. à área de atuação prioritária dos Estados e à colaboração entre Estados e Municípios em relação ao ensino obrigatório.. função redistributiva e supletiva.planalto.3. acesse o site: http://www. no caminho já apontado pela Lei nº 5. Através desta função fixada à União. o parágrafo quarto trata de explicitar o que estava implícito: a universalização do ensino obrigatório.htm GLOSSÁRIO B GC E A F Função redistributiva e supletiva: O Art. a Constituição de 1988 optou por não atribuir a responsabilidade pelo ensino fundamental exclusivamente aos Estados ou aos Municípios. Estados e Municípios devem delimitar a responsabilidade concorrente a eles e atribuída pela Magna Carta em relação à oferta do ensino fundamental. notadamente do ensino fundamental. Na verdade. no caso dos Municípios e antes do ensino médio. relativo às atribuições da União e acrescenta os parágrafos terceiro e quarto./Emendas/. em conjunto. para isso. Daí. ou seja. Tanto no artigo 211. pelos Estados e pelos Municípios que. o Governo Federal apresentar como um dos objetivos da Proposta de Emenda Constitucional enviada ao Congresso em 1996. Castro (1998) 19 .2 Emenda Constitucional nº 14/96 A Constituição de 1988 não explicita. relativos.

Abreu (1998) No que se refere à União. 60 do ADCT (Ato das Disposições Constitucionais Transitórias). 211. 16). ao exercer esta função. inciso VI. do texto de 1988. deixava margem a uma interpretação equivocada sobre o papel do Governo Federal em relação às instituições de ensino privadas que integram o seu sistema de ensino. determina igual percentual de recurso dos Estados e dos Municípios para este nível de ensino.” Para isso. para falar de estrutura e funcionamento do ensino fundamental e médio é necessário recorrer à fala da Secretária de Educação Básica. na nova redação do art. será o de “garantir a equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade de ensino”. até seis anos de idade. da Constituição Federal de 1988. temos dois 20 . a Emenda Constitucional nº 14/96 promove alterações na redação do parágrafo primeiro do art. com a cooperação técnica da União e do Estado. O texto constitucional de 1988. Maria do Pilar Lacerda em 2008 que apresenta “A educação básica é o caminho para assegurar a todos os brasileiros a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhes os meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores.4º Período A Emenda Constitucional nº 14/96 substitui. a Emenda Constitucional nº 14/96. igual adequação não foi encaminhada no art. Abreu (1998) Daí. Abreu (1998) Em quarto lugar. 30. 212 da Constituição Federal. Em primeiro lugar. ao Distrito Federal e aos Municípios”. por coerência com o disposto no art.Letras/Inglês Caderno Didático . Abreu (1998) Ao mesmo tempo. institui a educação infantil como a que atende crianças. em creches (até três anos) e pré-escolas (de quatro a seis anos de idade) (Callegari & Callegari. o ensino pré-escolar pela educação infantil. inciso VI. o texto constitucional emendado em 1996 explicita a função redistributiva e supletiva da União em matéria educacional e acrescenta que o objetivo da União. 1997. ao atribuir à União a responsabilidade de organizar e também financiar o sistema federal de ensino. Após 1988 e consubstanciado na nova LDB nº 9394/96 que. diferencia a atribuição da União de organizar o sistema federal de ensino e o dos Territórios da atribuição de financiar as instituições públicas federais. de forma a tornar o texto mais preciso. p. na redação do parágrafo segundo do art. programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental. repete o texto de 1988 ao estabelecer que a função redistributiva e supletiva da União será implementada através de “assistência técnica e financeira aos Estados. 208. desta forma procedendo à adequação do texto da Constituição ao debate educacional desenvolvido no país. Entretanto. Abreu (1998) Em terceiro lugar. 211. ao constituir uma subvinculação para o ensino fundamental dos recursos vinculados à manutenção e desenvolvimento do ensino pelo art. segundo o qual cabe ao Município manter.

tomando Sobre o como ponto principal a legislação educacional antes e durante o período republicano até chegarmos à organização da educação nacional através da nova Constituição do Brasil em 1988. fundamentado no direito romano. em 1946. comportamental.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes documentos norteadores da Educação Básica brasileira: A Lei de Diretrizes e Bases nº 9394/96 de 20/12/1996 e Plano Nacional de Educação Lei nº 10. influenciada pela tradição jurídica que caracterizou o Período Colonial. A Constituição Federal de 1934 delegou ao Estado a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as instituições de ensino públicas e privadas. mas fundamentalmente manifesta um enfoque jurídico. ? A Educação no Brasil Colônia: A organização e administração da educação durante o período colonial apresentam a influência das correntes escolástica e positivista. 1. Em 1930.4 CONCLUSÃO Nesta Unidade nós discutimos: ? processo histórico da educação brasileira. fato que também interferia na organização da educação brasileira. pouco tempo depois. ? as concepções de gestão da educação e administração No Brasil. Naquele momento histórico. a sociedade política brasileira – partidos de esquerda e progressistas – retomou os debates sobre a necessidade de melhorar e democratizar a 21 . pública vigentes resultam de uma construção histórica. ? A Educação no Brasil Contemporâneo: A história da educação brasileira na contemporaneidade também participou e sofreu a interferência de inúmeros movimentos políticos e culturais. Brasil República e Brasil Contemporâneo. A educação. resultando na pouca atenção aos processos relacionados à sua administração.172/2001 regidos naturalmente pela Constituição da República Federativa do Brasil. vigorava a ditadura de Getúlio Vargas. que era interpretado de acordo com o código napoleônico. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública (MESP). é de fundamental relevância identificar aspectos e características dos três grandes momentos históricos: Brasil Colônia. marcado pelas orientações e práticas resultantes das correntes filosófica. durante o Período Colonial era um tema de pouca importância para os colonizadores portugueses e para a população que habitava o país. Cada um delas revelava um modelo específico de gestão. positivista e funcionalista. ? A Educação Brasileira no Período Republicano: O pensamento vigente na administração da educação brasileira no período republicano divide-se. No entanto. em quatro fases: organizacional. até 1945. Para melhor compreender os processos que envolvem a legalização e administração da educação brasileira. segundo Sander (2007). desenvolvimentista e sociocultural.

de nunca menos de treze por cento. até meados da década de 1990. BRASIL. Brasília. 1998. M.394/96. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e o Plano Nacional de Educação. Gráfica Central. ? A Constituição Federal de 1988. História da Educação. ARELARO. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996. Lei nº 10. Lei 9. Brasília: André Quicé. são os documentos norteadores da Educação Básica brasileira. César.172/2001. pois já se manifestavam as novas exigências de uma sociedade impulsionada pela globalização econômica. ARANHA. 1983. Lisete Regina Gomes. Eloy Bernst. 1988. CALLEGARI. Através deles está estruturado todo o funcionamento fundamental e médio. 1997. 1997. 22 . Concepção de Sistema de Ensino no Brasil e competências legais do Sistema Municipal. Emenda Constitucional Nº 24 (Estabelece a obrigatoriedade de aplicação anual. (Mimeo).4º Período educação brasileira. CALLEGARI. São Paulo: Moderna. 1998. vinte e cinco por cento da renda resultante dos impostos. 2 ed. BRASIL. Brasília: Senado Federal. (Mimeo). Newton.rev. L. A educação na Constituição de 1988 e a LDB – Lei de Diretrizes e Bases da educação Nacional. JUSTO.L. Organização da Educação Nacional na Constituição e na LDB. diferentes segmentos sociais brasileiros se mobilizaram em prol da democracia efetiva. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. de. 1988. Distrito Federal e Municípios. na manutenção e desenvolvimento do ensino. Ijuí: UNIJUÍ. de. Parceria: o Desafio do Regime de Colaboração no Ensino Fundamental. CASTRO.). 1996.Letras/Inglês Caderno Didático . Ensino Fundamental: a Municipalização induzida. M. São Paulo: Editora SENAC. A partir da década de 1970. Mariza. pela União. Conselho Estadual de Educação do RS. além da educação infantil e da educação superior. REFERÊNCIAS ABREU. HAGUETTE. André. Brasília. Sistemas de Ensino: concepções e aplicabilidade as novas disposições constitucionais. BRASIL. e pelos Estados. O. no mínimo.

Ijuí. 17 ed. São Paulo: Brasiliense. Demerval. ed. Educação escolar: políticas. SANDER. João Ferreira de. 2. OLIVEIRA. El desafio educativo: calidad y democracia. 1997 TEDESCO. 2007. TOSCHI. 23 . Campinas: Autores Associados.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes LIBANEO José Carlos. 2001. A LDB e o Município: Sistema Municipal de Educação. 1997. SAVIANI. Administração da educação no Brasil: genealogia do conhecimento. 2005. O que é Direito. RS: Editora Unijuí. Buenos Aires: Grupo Editor Latinoamericano. Brasília: Líber Livro. B. Mirza Seabra. 1987. LYRA FILHO. A nova lei da educação. estrutura e organização. 3ed. São Paulo: Cortez. Roberto.C. J. Mirza TOSCHI. ROMÃO José Eustáquio.

antecede os cursos superiores. Após a independência. p. ter uma forma de organização educacional que atendesse a esta nova realidade. 175 p. moral e intelectual para a mocidade brasileira e o segundo. mais tarde. são elaborados planos. das terras brasileiras. surge então a necessidade de um Sistema Educacional Brasileiro. sugeria a criação de universidades.1 LEGISLAÇÃO EDUCACIONAL NO BRASIL “Conhecer a legislação é um ato de cidadania e que não pode ficar restrito aos especialistas como juristas. embora atendesse a uma minoria da população (e nós veremos que isso continuará por um bom tempo). somente em 1772 houve a primeira iniciativa das autoridades públicas com a escola brasileira e. Ensino Elementar: relativo à educação básica (ou ensino básico).wikipedia. como estágio preparatório. desde logo.16) Como educadores precisamos conhecer a legislação do ensino brasileiro. assim como entre as medidas legais definidas e as condições concretas de efetivação. em 1759. bacharéis e advogados. Fonte: pt. contudo. mas. quando os jesuítas foram expulsos. Sabemos que. pois o país emancipou-se politicamente sem. “Conjunto de estudos que. Segundo Xavier. tendo como meta uma nova política referente à instrução popular. ensino de nível mais alto. Ensino Propedêutico: Ensino que serve de introdução e que prepara alguém para receber.2 UNIDADE 2 GLOSSÁRIO ESTRUTURA E FUNCIONAMENTO DA EDUCAÇÃO BÁSICA B GC E Objetivo Geral Apresentar a legislação educacional.1986. justificando os princípios liberais e democráticos. 2. 61) A F Projeto de Tratado de Educação para a Mocidade Brasileira e Projeto de Criação de Universidades: dois projetos elaborados em 1823 relativos à instrução pública. conforme o discurso da época. os princípios e fins da educação nacional ao longo da história até a atualidade. em 16 de junho de 1823. O que você sabe sobre a nossa legislação? A nossa educação caminha com que base e fundamento? Vamos estudar sobre isso? Devido à independência do Brasil.” (CURY. no período que antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. 2000.) Ainda é possível verificar a incoerência dos debates realizados. na prática. a época. mesmo assim. É a designação dada ao nível de ensino correspondente aos primeiros anos de educação formal. (1994. O primeiro projeto. apresentado à Assembléia Constituinte. também levaram com eles uma organização educacional que. de que a “jovem nação” carecia para tomar finalmente os “rumos da civilização”.org Ensino Secundário: O ensino secundário ou ensino médio é um nível de ensino cuja denominação corresponde a um conjunto específico de anos de escolaridade. De acordo com Xavier (1994). isso pouco se concretiza. ainda era um referencial para a população brasileira. por um escandaloso desajuste entre os objetivos proclamados e o encaminhamento de projetos.” (DUARTE. restringindo-se ao ensino superior. destacando os objetivos. objetivava “estimular os gênios brasileiros” a elaborar um tratado completo de educação física. p. Mas esse processo foi marcado. sobre como efetivar um sistema educacional consistente e que 24 . havia que se construir o “edifício instrucional”.

Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio

UAB/Unimontes

atendesse à educação popular quando, na Assembléia Constituinte e Legislativa de 1823, são apresentados dois projetos para apreciação: o Projeto de Tratado de Educação para a Mocidade Brasileira e o Projeto de Criação de Universidades. Estes dois projetos na realidade não definiam como deveria se organizar a educação brasileira. Eles visavam a interesses particulares. O primeiro preocupava-se em excluir qualquer tentativa governamental para o ensino elementar e ao segundo só interessava a criação de duas universidades no país. Nos dois projetos, como já afirmamos, percebia-se o descaso em construir um sistema educacional popular e sim continuar garantindo um sistema de educação voltado para os interesses da elite. Veja os significados destes termos no quadro ao lado. A Constituição de 1824 garantia a instrução primária a todos os cidadãos do Império e, devido a isso, em 1826, é apresentada a proposta de criação de escolas primárias no país, através do Projeto Januário da Cunha Barbosa e legitimado no Decreto de 15 de outubro de 1827. Entretanto, o projeto propunha, em sua essência, uma educação voltada para a realidade europeia e o decreto visava a transformar a instrução pública elementar em Escolas de Primeiras Letras e não ressaltava como deveriam ser implantadas essas escolas e quais as condições reais que o país dispunha. Xavier (1997) De acordo com Xavier (1997), os documentos oficiais desta época deixam claro que, durante todo o Período Imperial, pouco se preocupou com a criação de um sistema de instrução nacional. Ainda com o Ato Adicional de 1834 houve a criação de sistemas paralelos de ensino em cada província, na busca de soluções para questões que eram centralizadas pela Coroa, anteriormente. Então começa a ter uma preocupação com o ensino básico, continuando o poder central responsável pelo ensino superior. Essa medida pouco modificou o quadro do ensino elementar, porque a verba destinada às províncias, para custeio da instrução pública, era ínfima, insuficiente para assumir tais responsabilidades. Em consequência, algumas raras escolas particulares, sediadas na Corte e nas grandes cidades, ofereciam ensino primário mais rico e consistente que o ministrado nas escolas públicas. Apesar das iniciativas de alguns teóricos e magistrados da época, a educação brasileira caminhava lentamente e, com pouca evolução enquanto política educacional; o ensino elementar era qualitativamente deficiente e quantitativamente precário. O ensino secundário beneficiava apenas diminuta parcela da população que buscava o ensino superior. Foram criadas condições de expansão da rede privada, procurando, dessa forma, suprir as graves lacunas do ensino público provincial. No entanto, o Império legou à República uma tarefa imensa a ser cumprida no setor da instrução pública, agregando-se à tal tarefa a necessidade de instalação do ensino técnico comercial, agrícola e industrial, que praticamente inexistia no Brasil. Aranha (1996).

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Constituição Republicana de 1891: A elaboração da constituição brasileira de 1891 iniciou-se em 1890. Após um ano de negociações, a sua promulgação ocorreu em 24 de fevereiro de 1891. Esta constituição vigorou durante toda a República Velha e sofreu apenas uma alteração em 1927. Fonte: pt.wikipedia.org

PARA REFLETIR
Sobre o PLANO NACIONAL DE EDUCAÇAO O primeiro Plano Nacional de Educação surgiu em 1962, durante a vigência da primeira LDB (Lei 4024 de 1961) Um Decreto proposto no Governo João Goulart, de iniciativa do MEC e aprovado pelo CNE, propunha metas qualitativas e quantitativas para a educação num prazo de oito anos. Durante o período em que os militares estiveram no poder, de 1964 a 1985, a concepção tecnicista de educação transformou a ideia de um plano nacional em instrumento de racionalidade tecnocrática. Em 1990, no inicio do Governo Collor, discutiu-se internacionalmente (UNICEF, UNESCO, PNUD, BM) sobre um plano decenal para os nove países mais populosos do mundo.

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SENAI: Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial é uma instituição privada brasileira de interesse público, sem fins lucrativos, cujo objetivo é ministrar cursos de formação profissional de aprendizagem industrial para indústria brasileira. SENAC: Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial foi criado em 10 de janeiro de 1946 em São Paulo.É uma instituição brasileira de educação profissional aberta a toda a sociedade. Através de diferentes modalidades de ensino a instituição se faz presente em mais de 1.850 municípios, capacitando para o mundo do trabalho cerca de 1,7 milhões de brasileiros, a cada ano. pt.wikipedia.org. Constituição de 1946: foi promulgada em 18 de setembro de 1946. A Constituição Brasileira de 1946, bastante avançada para a época, foi notadamente um avanço da democracia e das liberdades individuais do cidadão. Lei de Diretrizes e Bases: Lei= normas, regras; Diretrizes = direção, o que se deseja alcançar; Bases= aquilo que sustenta. Souza (1997) Paulo Freire: um grande educador brasileiro. Destacouse por seu trabalho na área da educação popular, voltada tanto para a escolarização como para a formação da consciência. É considerado um dos pensadores mais notáveis na história da pedagogia mundial, tendo influenciado o movimento chamado pedagogia crítica. Saiba mais no Instituto Paulo Freire: www.paulofreire.org

Qual é a diferença entre ensino elementar e ensino secundário? Pode-se dizer que, desde o Império, com toda a precariedade dos serviços educativos, já se percebe uma dicotomia no ensino que espelhava a realidade da sociedade, ou seja, o ensino propedêutico para as elites e o ensino profissional, que visava preparar o aluno para o mercado de trabalho, era o ensino destinado às classes pobres. E no período Republicano, quais foram as preocupações com a educação do povo? No período Republicano, começa a se formar um novo perfil educacional onde se apresentam leis, decretos e atos institucionais que propõem diretrizes e critérios para o ensino primário, secundário e superior e tentam também normatizar o ensino agrícola e o ensino industrial que eram mantidos com finalidades filantrópicas e se destinavam, primeiramente, aos órfãos e desvalidos. Ressaltamos que a Proclamação da República em 1889, apesar de o povo simpatizar com a causa e ter o respaldo dos intelectuais progressistas que já a reivindicavam desde a Independência, não trouxe uma mudança significativa para a ordem econômica nacional. Aranha (1996). A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu uma república federativa e fez com que o Estado assumisse, de forma definitiva, as rédeas da educação, instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário. Em relação à educação, continuou a tradicional divisão entre escola para a elite e escola para a população menos favorecida. Com a responsabilidade pela educação primária e profissional delegada aos estados, o dever de manter as escolas secundárias e superiores fica a cargo das autoridades estaduais e federais. Isso, de acordo com Planck, traz as seguintes consequências: a) o fortalecimento do papel federal na educação superior; b) um crescimento substancial das matrículas no ensino primário em alguns estados relativamente ricos, como São Paulo e estagnação em outros; c) e uma quase total falta de coordenação das políticas educacionais dos vários órgãos envolvidos no sistema educacional. Plank (2001) Durante a década de 1920, com a urbanização e a industrialização em desenvolvimento, tem como consequência a pressão para mudanças no sistema educacional. Jovens educadores, influenciados por educadores progressistas dos Estados Unidos e da Europa, criam a Associação Brasileira de Educação onde publicam artigos e livros desejando uma nova escola em todo o país. Todas estas ideias e movimento escolanovista culminam com a públicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nacional, em 1932.

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Ainda em 1930, com a Revolução, o governo nacional demonstrou grande interesse na política social e educacional. Cria-se o Ministério da Educação e da Saúde que se torna um marco da ação federal no campo educacional. A Constituição de 1934, em seu capítulo sobre a educação, exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. Surgem, portanto, as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios.. Com o Golpe de Estado de Getúlio Vargas e o estabelecimento do Estado autoritário, muitas das iniciativas foram revertidas. Enquanto a Constituição de 1934 estabelecia o dever do Estado de prover a educação, agora a Constituição de 1937 colocava a obrigação no Estado de prover o ensino primário e profissional para os “menos favorecidos”; entretanto esta ação deveria ser realizada em acordo com os órgãos privados, como a Igreja Católica e só se esses órgãos não conseguissem atender, satisfatoriamente, é que o Estado deveria intervir. Percebemos então que, nesta Constituição, o Estado delega a outros órgãos a obrigação que deve ser primeiramente dele. Durante este período, sob o governo de Vargas, são criadas as redes de ensino depois do primário, de 5ª à 8ª séries e são favorecidos cursos profissionalizantes (formação industrial, comercial, agrícola e magistério). Cria-se o SENAI (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e o SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) que deviam oferecer uma profissionalização a todos os brasileiros que desejavam profissionalizar-se. Aranha (1996) Em 1945, com o fim do governo autoritário, uma nova Constituição é adotada - a de 1946. Nela, os “pioneiros da educação nova” retomam a luta pelos valores já defendidos em 1934 no qual o Estado tem como obrigação oferecer e prover a educação a todo cidadão brasileiro. A Constituição de 1946 obriga, também, os empresários a oferecerem educação para os empregados e filhos dos empregados, caso este número seja superior a cem, e restaura a determinação (ausente na Constituição de 1937) de que as autoridades públicas federal, estadual e municipal deveriam investir percentuais de suas receitas na educação. Contudo isso era a lei, mas cumprir esta determinação era a dificuldade. De 1910 até 1960 podemos afirmar que foram várias as reformas educacionais com o objetivo de resolver os problemas principais da educação brasileira: a quantidade e a qualidade educacional. Vamos constatar, entretanto, que essas reformas significaram pouco na conquista de auxiliar a construçao de uma escola de qualidade para todos. Podemos destacar as Reformas: Francisco Campos (1931-1932) e Reforma Capanema (1942-1946). Consulte http://pt.wikipedia.org onde você encontrará informações sobre estas reformas.

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Golpe militar de 1964: O Golpe Militar de 1964 designa o conjunto de eventos ocorridos em 31 de março de 1964 no Brasil e que culminaram no dia 1º de abril em um Golpe de Estado, que interrompeu o governo do presidente João Belchior Marques Goulart, também conhecido como Jango, que havia sido, democraticamente, eleito vice-presidente pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Depois de muita negociação, principalmente de seu cunhado Leonel de Moura Brizola, na época governador do Rio Grande do Sul, os apoiadores de Jango e a oposição acabaram fazendo um acordo político pelo qual se criaria o regime parlamentarista, passando então João Goulart a ser chefede-Estado. Em 1963, porém, houve um plebiscito e o povo optou pela volta do regime presidencialista. João Goulart, finalmente, assume a presidência da República com amplos poderes, o que tornou aparente vários problemas estruturais na polÍtica brasileira acumulados nas décadas que precederam o golpe e disputas de natureza internacional, desestabilizando o governo. O Golpe de 1964 submeteu o Brasil a uma ditadura militar alinhada politicamente com os interesses dos Estados Unidos da América, que durou até 1985, quando, indiretamente, foi eleito o primeiro presidente civil desde 1964, Tancredo Neves. Fonte: WIKIPÉDIA. Enciclopédia Livre. Disponível em http://pt.wikipedia.org Acesso em 23 jul.2009.

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Baseiam suas propostas em aulas com peças teatrais (muitas vezes apresentadas nas ruas). Estes movimentos populares exigem do governo uma educação voltada para os interesses dos educandos. Entretanto diminui-se a rigidez do sistema e propõe a redução do número de disciplinas no ensino secundário. data da promulgação da lei. a Igreja Católica defende uma escola baseada nos princípios religiosos católicos. mantém a não há desarticulação entre os ensinos primário e o médio. E durante este percurso há muitas discussões e debates sobre a descentralização do ensino. ou seja. acontecem os intensos debates sobre a Lei de Diretrizes e Bases (LDB). alfabetização para a população rural e urbana marginalizada. O que este golpe realmente representou para a educação brasileira? A ditadura militar que tomou o poder em 1964 afirmou a importância da educação e buscou adaptar o sistema educacional aos requisitos do rápido crescimento econômico. ? Conselho Federal de Educação (CFE) e os Conselhos cria-se o Estaduais de Educação (CEE) com a função principal de exigir recursos financeiros do governo. o percurso desse projeto é longo e muito tumultuado e se estende até 1961. e os intelectuais. pois são considerados subversivos e seus líderes são logo penalizados através de exílios. ? dispensará recursos para a construção e reforma de a União prédios escolares e equipamentos. Por ser ditatorial. pois. atividades em sindicatos e universidades. muitos intelectuais. Em 1961. Destacamos os pontos principais desta Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional: ? alteração na estrutura do ensino. O Golpe Militar de 1964 desarticula estes movimentos de conscientização do povo. o regime 28 . desde 1946. ? técnico continua sem merecer uma atenção especial e o ensino continua sendo relegado a uma população “menos favorecida”. a iniciativa privada e as obrigações do Estado. para a educação a Lei “envelhece” no decorrer dos debates e do confronto de interesses. desaparecimentos e até assassinatos. estudantes e líderes sindicais iniciam a Campanha em Defesa da Escola Pública. Destaque para o grande educador Paulo Freire. Como já dissemos anteriormente vale a pena pesquisar sobre este educador brasileiro.Letras/Inglês Caderno Didático . exibição de filmes e documentários e formação de líderes locais para uma melhor participação política. (LDBEN.4º Período Enquanto isso. a Lei nº 4024 é promulgada após 13 anos de discussões e quando isso acontece já se encontra ultrapassada. políticos e líderes religiosos ficam insatisfeitos com os resultados e intensificam os movimentos populares em defesa de uma escola para todos. Como salienta Aranha (1996). 1961) Após a promulgação da Lei. apesar de ter sido gestada como uma proposta avançada.

superando o dualismo escolar. durante o regime militar. educação artística e programas de saúde como matérias obrigatórias do currículo. ensino médio para todos. Juntamente com as reformas de organização do sistema educacional. reclamação de conduta e outros feitos negativos cometidos por representantes do Poder Público. Enciclopédia Livre. 4) Inclusão da educação moral e cívica. pelo presidente Emílio Garrastazu Médici. atendimento. Entretanto lembramos que isso tudo era realizado tendo como base o terror e as ameças. pertence ao indivíduo a manifestação de postular ou reivindicar um direito a um serviço. extensão ? não se separa mais o ensino secundário do técnico. 20) Educação a distância como possível modalidade do ensino supletivo (art. 25) 29 . o governo militar diminui.org Acesso em 23 jul. Prevê um núcleo comum para o currículo de 1º e 2º graus e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. ? as empresas devem cooperar com a educação. Para melhor compreender a Reforma do 1º e 2º graus confira as dicas do quadro a seguir: Conheça algumas das principais características da Lei 5692 de 1971: Foi publicada em 11 de agosto de 1971.wikipedia. a responsabilidade dos governos estaduais e municipais em relação à aplicação dos recursos financeiros na educação. Mas o governo ainda estabeleceu um setor de planejamento de recursos humanos e desenvolveu uma série de Planos Nacionais de Educação voltados para uma política de incentivo à melhoria da escola pública. e é revogada pela Lei 9394/96.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes promove uma estreita “vigilância” no setor educacional. Disponível em http://pt. ou seja. 7) Ano letivo de 180 dias (art. ? integração geral do sistema educacional: do primário ao superior. ? do ensino propedêutico com a profissionalização do superação GLOSSÁRIO B GC E A F Lei 5692/71: Fixa as Diretrizes e Bases para o ensino de 1° e 2º graus. no governo militar são realizadas as reformas educacionais dos ensinos superior. O governo militar ainda tentou promover uma reorganização da universidade brasileira (1968) e do ensino primário e secundário (1971). além do ensino religioso facultativo (art. médio e fundamental.2009. especialmente nas escolas de grau médio e nas universidades. educação física. de forma bem significativa. Fonte: WIKIPÉDIA. 11) Ensino de 1º grau obrigatório dos sete aos 14 anos (art. Como já dissemos anteriormente. Direito público subjetivo: É o direito intrínseco da pessoa. A Reforma do 1º e 2º graus (ensinos fundamental e médio) acontece no período mais crítico do governo ditatorial com a Lei 5692/71 que apresenta os pontos: ? da obrigatoriedade para o 1º grau (1ª à 8ª séries).

b)ensino fundamental obrigatório e gratuito e extensão do ensino médio. 30 .. 30 e 77) Formação preferencial dos especialistas da educação em curso superior de graduação ou pós-graduação (art.br/.planalto. Chegamos à Constituição de 1988. Na verdade. Muitas foram as pressões e exigências para esta Constituição onde todos queriam agora (em um período democrático) expressar a sua voz e direitos. estas. 64) No tocante às reformas educacionais. 63) Permite o ensino experimental (art. em habilitação específica no 2º grau (art. 43 e 79) Os municípios devem gastar 20% de seu orçamento com educação. embora ainda continuemos exigindo dos governantes uma responsabilidade maior em relação aos objetivos e metas para a educação dos brasileiros. 59) Progressiva substituição do ensino de 2º grau gratuito por sistema de bolsas com restituição (art. c)oferecimento de creches e pré-escolas para crianças de zero a seis anos. estados e municípios. desde o início. a política educacional demonstra que a evolução do conhecimento e a aprendizagem do indivíduo estão sempre ancorados no que o Estado deseja e impõe. d)a educação como direito público subjetivo. ao longo da história da educação brasileira. De acordo com Aranha os pontos mais relevantes da Constituição Federal de 1988 referente à educação são: (www. deixaram suas contribuições. o poder prevalece e a educação fica relegada ao segundo plano. 30 e 77) Formação preferencial do professor para o ensino de 1º e 2º grau em curso de nível superior ao nível de graduação (art.4º Período Formação preferencial do professor para o ensino de 1º grau. Assim. 33) Dinheiro público não exclusivo às instituições públicas de ensino (art. f)estabelece a aplicação anual de recursos obtidos com impostos para a União. Esta Constituição dará início às discussões sobre uma nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional).gov. não prevê dotação orçamentária para a União ou os estados (art.. também chamada de Constituição Cidadã. e)valorização dos profissionais do magistério e autonomia universitária./constituicao/constituição) a)ensino público gratuito em estabelecimentos oficiais. da 1ª à 4ª séries.Letras/Inglês Caderno Didático .

E como já afirmamos.” (CURY. 2. por oito anos.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes g)obriga a elaboração de um plano nacional de educação que tenha como metas principais: a erradicação do analfabetismo. entretanto. p. é também considerada uma síntese contraditória de diferentes projetos politicos e pedagógicos que. (1996 p. a preocupação com a nova Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. se confrontaram em diversas instâncias da sociedade civil e principalmente no Congresso Nacional. dispensando a participação ativa da sociedade. Foram oito anos de idas e vindas do projeto até tornar-se lei. Esta nova LDB de nº 9394 de 20 de dezembro de 1996 é marcada pela flexibilidade. ora por ser vago demais e até por privilegiar o poder Executivo. 205) e a LDB de 1996 (art. 2000. sancionada em 1996 retoma os princípios e bases da Lei 5692/71 adaptando-se ao novo contexto social. Contudo veremos que mesmo com a nova Lei ainda teremos um grande caminho a percorrer na luta por uma educação de qualidade para todos os cidadãos brasileiros.. melhoria da qualidade do ensino com formação para o trabalho. Esses objetivos já se encontravam na Lei da Reforma do Ensino de 1971 em seu artigo 1º. municípios e procurando respeitar as diferenças entre as localidades urbanas e rurais.2 PRINCIPIOS E FINS DA EDUCAÇÃO NACIONAL NA ATUALIDADE “. uma vez que a anterior caracterizou-se pela centralização de decisões. a LDBEN 5692/71 já não atendia aos desejos e necessidades explicitadas na nova Constituição.28) Depois da aprovação da Constituição de 1988. A nova Lei de Diretrizes e Bases da Educaçao Nacional. a educaçao tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. 223) A Constituição de 1988 aborda os principais problemas enfrentados na educação brasileira: o acesso à educação e a qualidade desta educaçao. Muito do texto foi modificado a partir do projeto inicial. cidadania e trabalho são tres conceitos que sintetizam os fins da educação e até mesmo da ordem social. A atual Lei de Diretrizes e Bases acrescenta ainda que 31 . A lei anterior. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.. excesso de burocratização e autoritaritarismo visto que a referida Lei foi elaborada durante a ditadura militar. formação humanística e tecnológica. universalização do ensino. a democratização do país e a abertura política restava agora a elaboração de uma lei educacional que confirmasse as mudanças agora exigidas. a partir de 1988.pessoa. De acordo com a Constituição de 1988 (art. 2º). Esta Lei. Então inicia-se. oferecendo autonomia aos estados. principalmente em relação à Educação Básica. Ora o texto foi acusado por ser muito idealista. inicia-se o debate sobre a elaboração da nova LDBEN.

dos jovens dos adultos e idosos que não tiveram acesso à educação escolar em idade correspondente. o pensamento. XI . princípios inspiradores da educação (inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana). Vamos então falar dos Princípios e Fins da Educação Nacional segundo a Lei em vigor: a LDBEN 9394/96. IX . A educação é uma função da família e do Estado e sendo assim todos somos responsáveis por ela quer seja das crianças. mas também para a cidadania. 64) A União deve gastar no mínimo 18% e os estados e municípios no mínimo 25% de seus respectivos orçamentos na manutenção e desenvolvimento do ensino público (art. Gestão democrática do ensino público e progressiva autonomia pedagógica e administrativa das unidades escolares (art. em seu artigo 205. 69) Dinheiro público pode financiar escolas comunitárias. X . Podemos dizer que a sociedade é co-responsável pela educação e deve cobrar do poder público este direito assegurado a todo cidadão brasileiro. Constituição Federal.coexistência de instituições públicas e privadas de ensino. pesquisar e divulgar a cultura. 87) De acordo com o artigo 2º da LDB. VI . 1988) PARA REFLETIR Principais características da LDB 9394/96 que diferenciam das anteriores. V .igualdade de condições para o acesso e permanência na escola. Estes três assuntos ou pontos fundamentais dos princípios e fins da educação nacional referem-se ao ponto primordial que nossa educação deve alcançar: o preparo para o mercado de trabalho. inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana.gestão democrática do ensino público. Embora no texto da Constituição de 88. Continuando. o trabalho e as práticas sociais.garantia de padrão de qualidade.4º Período GLOSSÁRIO B GC E A F a educação deve ser inspirada nos principios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana. 2º A educação. Art. fica evidente que a educação é dever do Estado e posteriormente da família. Artigo 206 da Constituição Federal de 1988: Trata dos princípios da educação brasileira. na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino.gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais. 24) Prevê um núcleo comum para o currículo do ensino fundamental e médio e uma parte diversificada em função das peculiaridades locais (art. ensinar. 62) Formação dos especialistas da educação em curso superior de pedagogia ou pós-graduação (art. 26) Formação de docentes para atuar na educação básica em curso de nível superior. e fins da educação (pleno desenvolvimento do educando. 3 e 15). dever da família e do Estado. a educação é dever da família e do Estado.valorização do profissional da educação escolar. 77) Prevê a criação do Plano Nacional de Educação (art.Letras/Inglês Caderno Didático .vinculação entre a educação escolar. 4) Carga horária mínima de oitocentas horas distribuídas em duzentos dias na educação básica (art. sendo aceito para a educação infantil e as quatro primeiras séries do fundamental formação em curso Normal do ensino médio (art. VIII .pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas. III . seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. 3º O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: I . Art. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho). 32 . confessionais e filantrópicas (art.valorização da experiência extra-escolar. tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. a arte e o saber.liberdade de aprender. (BRASIL. também contemplados na LDB 9394/96. o 2º artigo da LDB 9394/96 trata ainda de três assuntos: dever de educar (dever da família e do Estado). IV . II . VII . Ensino fundamental obrigatório e gratuito (art.respeito à liberdade e apreço à tolerância.

tínhamos mais de oito milhões de pessoas nesta situação. representando 116% dessa faixa etária. um amplo consenso sobre a situação e os problemas do ensino fundamental. O artigo 208 da Constituição Federal garante isso inclusive para todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria e diz ainda que se o Poder Público não o oferecer implica em responsabilidade da autoridade competente. é a forma mais perversa e irremediável de exclusão social. além de condições para o desenvolvimento da capacidade de aprender e de se relacionar no meio social e político. A exclusão da escola de crianças na idade própria. Lei nº 10. proporcionando o seu autodesenvolvimento como ser humano e instrumentando-o para o trabalho (o seu meio de sobrevivência) e o exercício da cidadania (meio de sobreviver-se em uma sociedade politicamente organizada). 33 . (1997. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional também ressalta em seu artigo 32 que o ensino fundamental tem que oferecer uma educação que garanta o pleno domínio da leitura e da escrita. trás os onze princípios que devem reger a organização no país e deste destacamos dois itens principais: a afirmação de valores ligados aos ideais de liberdade.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Segundo Souza e Silva. 2. Em 1998. número superior ao de crianças de 7 a 14 anos. (BRASIL. igualdade.172/2001). As matrículas do ensino fundamental brasileiro superam a casa dos 35 milhões. tolerância e pluralismo ideológico. O Plano Nacional de Educação apresenta a realidade do Ensino Fundamental do Brasil dizendo que “existe hoje. reproduzindo o círculo da pobreza e da marginalidade e alienando milhões de brasileiros de qualquer perspectiva de futuro. no Brasil. seja por descaso do Poder Público.3 OBJETIVOS DA EDUCAÇÃO BÁSICA À LUZ DA LEGISLAÇÃO VIGENTE Conforme o Plano Nacional de Educação. Isso também se repete no artigo 206 da Constituição Federal de 1988 o qual deu origem aos princípios da LDB. p.9) tanto o ensino fundamental. e a definição de políticas para fortalecimento entre as relações: família. Vamos nessa oportunidade conhecer algumas características que diferem a LDB vigente das anteriores. Já o artigo 3º expõe. como o médio e o superior não devem medir esforços para atender o educando. Isto significa que há muitas crianças matriculadas no ensino fundamental com idade acima de 14 anos. escola sociedade e trabalho. pois nega o direito elementar de cidadania. o ensino fundamental é obrigatório e gratuito e garantido na Constituição Brasileira. seja por omissão da família e da sociedade.

o que tem sido um dos principais fatores de evasão.Letras/Inglês Caderno Didático . No Nordeste essa situação é mais dramática. As diferenças regionais estão diminuindo.172/2001). a situação de distorção idadesérie provoca custos adicionais aos sistemas de ensino. o que está muito próximo de uma universalização real do atendimento. Essa provoca um verdadeiro inchaço nas escolas de ensino fundamental. A correção dessa distorção abre a perspectiva de.5 milhões de adolescentes nessa faixa etária. o índice de atendimento dessa faixa etária (taxa de escolarização líquida) aumentou. de 86% para cerca de 91% entre 1991 e 1996. portanto aproximando-se da média nacional. o número de crianças de 7 a 14 anos efetivamente matriculadas em algum nível de ensino. por outro lado. dos 3. Lei nº 10.4º Período A consciência desse fato e a mobilização social que dela decorre têm promovido esforços coordenados das diferentes instâncias do Poder Público que resultaram numa evolução muito positiva do sistema de ensino fundamental como um todo. Além de indicar atraso no percurso escolar dos alunos. Tomando como referência apenas as crianças de 14 anos.172/2001). Lei nº 10. em 1998. o ensino privado absorvia apenas 9. O Plano Nacional de Educação ainda diz que. chegando a 64% o índice de distorção. (BRASIL. Lei nº 10. principalmente se tomarmos os dados já disponíveis de 1998: taxa bruta de escolarização de 128% e líquida. em termos tanto de cobertura quanto de eficiência. (BRASIL. Se considerarmos. Segundo o PNE a distorção idade-série é consequência dos altos índices de reprovação. Em 1998. além de uma parcela muito reduzida que já ingressou no ensino médio. Esse problema dá a exata dimensão do grau de ineficiência do sistema educacional do País: os alunos levam em média 10. o que inclui algumas que estão na pré-escola.6% para 95%. o atendimento é ainda maior e o progresso igualmente impressionante: entre 1991 e 1998. A taxa de atendimento subiu para 96%. na faixa de 7 a 14 anos. ampliar o ensino obrigatório para nove séries. pois nas regiões Norte e Nordeste a taxa de escolarização líquida passou a 90%.4 anos para completar as oito séries do ensino fundamental”. considerando-se o número de crianças de 7 a 14 anos matriculadas no ensino fundamental.172/2001). (BRASIL. O PNE indica também um grave problema ocorrido no ensino fundamental: a distorção idade-série. com início aos seis anos de 34 . verificamos que.5% das matrículas. mantendo as crianças por período excessivamente longo no ensino fundamental. mantendo a tendência decrescente de participação relativa”. mais de 46% dos alunos do ensino fundamental têm idade superior à faixa etária correspondente a cada série. mantendo-se o atual número de vagas. O Plano destaca o seguinte: “O progresso foi impressionante. de 95%. essa taxa de atendimento cresceu de 91. outras que frequentam classes de alfabetização. apenas cerca de 622 mil frequentavam a 8ª série do ensino fundamental. “De acordo com o censo escolar de 1996.

1º A educação abrange os processos formativos que se desenvolvem na vida familiar. na convivência humana. Na maioria das situações. Lei nº 10. (BRASIL. A desigualdade regional é grave. tanto na sua dimensão individual como coletiva.172/2001).7 milhões de crianças de 7 a 14 anos fora da escola. sendo de seis anos a idade padrão na grande maioria dos sistemas. Onde há criança fora da escola costuma-se haver um grande número de adultos analfabetos.172/2001). do trabalho infantil. 2004) A estrutura do ensino brasileiro está dividida da seguinte forma: Educação Básica e Educação Superior. § 1º Esta Lei disciplina a educação escolar. as regiões Norte e Nordeste continuam apresentando as piores taxas de escolarização do País em relação às regiões Sul e Sudeste do país. Corrigir essa situação constitui prioridade da política educacional. parte das quais nela já esteve e a abandonou. requer uma consciência clara dos objetivos educacionais e dos valores a eles ligados. A ação educativa. realizada pelo IBGE em julho de 1996. para sua subsistência. está relacionado à precariedade do ensino e às condições de exclusão e marginalidade social em que vivem segmentos da população brasileira. Esta medida é importante porque. A existência de crianças fora da escola e as taxas de analfabetismo estão estreitamente associadas. inclusive nos demais países da América Latina. tanto em termos de cobertura como de sucesso escolar. (BRASIL. Uma parcela dessa população pode ser reincorporada à escola regular e outra precisa ser atingida pelos programas de educação de jovens e adultos. o fato de ainda haver crianças fora da escola não tem como causa determinante o déficit de vagas. Programas paralelos de assistência a famílias são fundamentais para o acesso à escola e a permanência nela da população muito pobre que depende. § 2º A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho e à prática social. no trabalho.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes idade. é surpreendente e inaceitável que ainda haja crianças fora da escola. nas instituições de ensino e pesquisa. Apesar do expressivo aumento de nove pontos percentuais de crescimento entre 1991 e 1998. Sem essa consciência não é possível definir responsabilidades num sentido ético e social. são cerca de 2. em instituições próprias. Ensino Fundamental e Ensino Médio. nos movimentos sociais e organizações da sociedade civil e nas manifestações culturais. DICAS A autonomia das escolas tem seu fundamento na exigência ética de que a ação educativa não se reduza ao mero cumprimento de horários e de execução de tarefas determinadas por órgãos exteriores à instituição. que se desenvolve. Não basta. Tendo em vista este conjunto de dados e a extensão das matrículas no ensino fundamental. Lei nº 10. em comparação com os demais países. predominantemente. A Educação 35 . portanto. Em relação aos objetivos da Educação Básica. abrir vagas. (MENESES. O problema da exclusão ainda é grande no Brasil. por meio do ensino. a LDBEN 9394/96 tem o seguinte texto: Art. De acordo com a contagem da população. o ingresso no ensino fundamental é relativamente tardio no Brasil. A Educação Básica é composta de Educação Infantil.

4º Período Superior é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. ? No período Republicano começa a se formar um novo perfil educacional onde se apresentam leis. transferência ou avaliação feita pela escola em vista de definir o grau de desenvolvimento do educando. Os documentos oficiais desta época deixam claro que. além de outras possibilidades. (BRASIL.Letras/Inglês Caderno Didático . Lei 9394/96). ? Ressaltamos que a Proclamação da República. pouco se preocupou com a criação de um sistema de instrução nacional e a educação brasileira caminhava lentamente e com pouca evolução enquanto política educacional. discutimos também os objetivos. Entre estas. 21 e 22 da LDB. para os níveis fundamental e médio. A LDB estabelece algumas exigências comuns para a Educação Básica. apesar de o povo simpatizar com a causa e ter o respaldo dos intelectuais progressistas que já a reivindicavam desde a Independência. tal fato não trouxe uma mudança significativa da ordem econômica nacional. Destacamos os seguintes pontos: ? Com a Independência do Brasil surge então a necessidade de um Sistema Educacional Brasileiro porque o país emancipou-se politicamente sem ter estrutura educacional organizada. os princípios e fins da educação nacional na atualidade de acordo com a legislação atual (a LDB 9394/96). A Educação Básica tem por objetivo formar o educando para o exercício da cidadania e possibilitar meios para que ele prossiga sua formação em estudos posteriores. bem como do PNE. Além disso. conforme os Art. 36 . durante todo o período imperial. é apresentada a proposta de criação de escolas primárias no país através do Projeto Januário da Cunha Barbosa e legitimado no Decreto de 15 de outubro de 1827. ? Justificando os princípios liberais e democráticos. 2. a LDB prevê a carga horária mínima de 800 horas anuais. em 1889. são elaborados planos. decretos e atos institucionais que propõem diretrizes e critérios tanto para o ensino primário quanto secundário e superior e tentam também normatizar o ensino agrícola e o ensino industrial que eram mantidos por finalidades filantrópicas e se destinavam primeiramente aos órfãos e desvalidos. mas na prática isso pouco se concretiza.4 CONCLUSÃO Nesta Unidade nós discutimos sobre a legislação educacional no período que antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. distribuídas em 200 dias letivos no mínimo. permite a classificação do aluno por séries. ? A Constituição de 1824 garantia a instrução primária a todos os cidadãos do Império e devido a isso. em 1826. tendo como meta uma nova política referente à instrução popular. que pode ser feita: por promoção.

com a urbanização e a industrialização Durante em desenvolvimento. ? é promulgada a Lei 5692/71 que fixa as Diretrizes e Em 1971. ? A Constituição de 1937 coloca no Estado a obrigação de prover o ensino primário e profissional.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes ? A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu uma república federativa e fez com que o Estado assumisse. com o fim do governo autoritário. ? Em 1945. Esta Constituição obriga também os empresários a oferecer educação para os empregados e filhos dos empregados e restaura a determinação de que as autoridades públicas federal. Nela os “pioneiros da educação nova” retomam a luta pelos valores já defendidos em 1934 onde o Estado tem a obrigação oferecer e prover a educação a todo cidadão brasileiro. ? é promulgada a nova Lei de Diretrizes e Bases da Em 1996 educação brasileira e nela os principios e fins da educação nacional são estabelecidos de acordo com a Constituição de 1988. ? o movimento escolanovista culmina com a públicação Em 1932: do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nacional em 1932. A educaçao tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. a de 1946. Aqui surgem as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios. políticos e líderes religiosos ficam insatisfeitos com os resultados e intensificam os movimentos populares em defesa de uma escola para todos. ? A Constituição de 1934 . tem como consequência a pressão para mudanças no sistema educacional. estadual e municipal deveriam investir percentuais de suas receitas na educação. Em relação a educação. 37 . Após a promulgação Em 1961. Bases para o ensino de 1º e 2º graus. continuou a tradicional divisão entre entre escola para a elite e escola para a população menos favorecida. desta Lei muitos intelectuais. ? a Lei nº 4024 é promulgada. Cria-se o SENAI e o SENAC. instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário. Esta lei é revogada pela Lei 9394/96. as rédeas da educação. exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. de forma definitiva. uma nova Constituição é adotada. ? A Constituição de 1988 dará início às discussões sobre uma nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). Cria-se o Ministério da Educação e da Saúde que se torna um marco da ação federal no campo educacional. ? a década de 20. Esta Constituição aborda os principais problemas enfrentados na educação brasileira: o acesso à escola e a qualidade da educaçao oferecida.em seu capítulo sobre a educação.

1996. Porto Alegre: Artmed Editora. Brasília: Diário Oficial de 10 de janeiro de 2001.394/96. 1994. MENESES. História da Educação: a escola no Brasil.. Brasília: Senado Federal. conforme os Art. BRASIL. Gráfica Central.P Pioneira. PLANK. BRASIL. Sérgio Guerra. Lei nº 9. Educação Básica: Políticas.Letras/Inglês Caderno Didático . Rio de Janeiro: Edições Antares: Nobel. História da Educação. Legislação e Gestão – Leituras. D. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. São Paulo: Moderna. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. São Paulo: FTD. DUARTE. Ensino Fundamental e Ensino Médio. A legislação educacional brasileira. M.4º Período ? A estrutura do ensino brasileiro está dividida da seguinte forma: Educação Básica e Educação Superior. 1997. 2001. 2004. A Educação Básica é composta de Educação Infantil. João Gualberto (org). REFERÊNCIAS ARANHA. Plano Nacional de Educação. BRASIL. 21 e 22 da LDB. Constituição da República Federativa do Brasil (1988). Como entender e aplicar a nova LDB? São Paulo: .E. Lei nº 10. Dicionário brasileiro de educação. Política Educacional no Brasil: caminhos para a salvação pública. 1988. 38 . RJ: DP&A Editora. SOUZA.L. XAVIER. SILVA. Carlos Roberto Jamil. 1986.172/2001. A Educação Superior é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. CURY. P . E. M. 2 ed.rev.N. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996. 2000.

tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura. IV .br/ccivil. terá por objetivo a formação básica do cidadão.gov.. PARA REFLETIR O Presidente da República.274. Vamos lá? O Ensino Fundamental visa desenvolver no aluno a capacidade de aprender o domínio da leitura. na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) e no Plano Nacional de Educação (PNE). permitindo complementação dos estudos por meio de ensino a distância.1 O ENSINO FUNDAMENTAL DE 09 ANOS PARA REFLETIR Ensino Fundamental de nove anos: A Lei nº 11.o desenvolvimento da capacidade de aprender. de 06 de fevereiro de 2006. da tecnologia. o fortalecimento dos vínculos de família.274. II . das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade. III . desenvolver a capacidade de aprendizagem. § 1º É facultado aos sistemas de ensino desdobrar o Ensino Fundamental em ciclos. www. 3. até 2010. O Ensino Fundamental pode ser dividido em ciclos e deve ser presencial. tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. Antes da implementação da referida lei. gratuito na escola pública. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases nº 9394 o Ensino Fundamental passa a ser de 09 anos para que se tenha mais tempo da criança na escola.o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem. em fevereiro de 2006. além de tratarmos do Ensino Médio e a educação de jovens e adultos também falaremos sobre a lei que colocou as crianças um ano antes na escola.274 que amplia o Ensino Fundamental para 09 anos.. A legislação determina que. de solidariedade e de tolerância recíproca na vida social. dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. do cálculo. a Lei nº 11. A alteração estava prevista na Lei nº 9394/96.planalto. a pré-escola da Educação Infantil atendia as crianças de quatro a seis anos de idade. sancionou. da escrita e do cálculo. Luís Inácio Lula da Silva. O Ensino Fundamental obrigatório. de 2006) I .3 UNIDADE 3 A LEGISLAÇÃO E A UNIVERSALIZAÇÃO DE UMA ESCOLA BÁSICA DE QUALIDADE Objetivo Geral Apresentar o ensino fundamental de nove anos. todas as escolas brasileiras deverão se organizar para receber crianças a partir de seis anos de idade./ Lei/L11274.htm O que você sabe sobre o Ensino Fundamental de nove anos? Nesta unidade. mediante: (Redação dada pela Lei nº 11.a compreensão do ambiente natural e social. da escrita. 39 . com duração de 09 (nove) anos.o fortalecimento dos vínculos de família. as considerações sobre o ensino médio atrelado à profissionalização e ao direito a uma educação de qualidade garantida a todos. institui o Ensino Fundamental de nove anos. inclusive na educação de jovens e adultos. iniciando-se aos 06 (seis) anos de idade. Vejamos o que diz a Lei: Art. do sistema político. 32.

observadas as normas do respectivo sistema de ensino. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Lei nº 11114. de matrícula facultativa. § 1º São ressalvados os casos do ensino noturno e das formas alternativas de organização autorizadas nesta Lei.069. vedadas quaisquer formas de proselitismo. conteúdo que trate dos direitos das crianças e dos adolescentes. Diário Oficial da União.mec. 16 de maio de 2005. de 2007). Lei nº 9424. obrigatoriamente. na forma prevista no Art. de acordo com a Lei 9394/96 atinja seus objetivos.Letras/Inglês Caderno Didático . 32 e 87 da Lei nº 9394. Brasília. Art. de 22. assegurada às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas e processos próprios de aprendizagem. Lei nº 9394. 9 de janeiro de 2001.senado. Dispõe sobre o fundo de manutenção e desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. 20 de dezembro de 1996.475.7. Lei 10172. Brasília. é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental. (Redação dada pela Lei nº 9. constituída pelas diferentes denominações religiosas. 33. mas deve ser assegurado às comunidades indígenas as suas línguas maternas. 10 jan. 17 maio 2005. ___________. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providências. (Incluído pela Lei nº 11. com o objetivo de tornar obrigatório o início do Ensino Fundamental aos seis anos de idade. tendo como diretriz a Lei no 8. ________. § 2º O Ensino Fundamental será ministrado progressivamente em tempo integral. Altera os arts. 1996. 6. de 20 de dezembro de 1996. sendo o ensino a distância utilizada como complementação da aprendizagem ou em situações emergenciais. 2001. LDB nº 9394/96) E quais devem ser as regras para todo o Ensino Fundamental em nosso país? Para que o Ensino Fundamental. Diário Oficial da União. (BRASIL. A jornada escolar no Ensino Fundamental incluirá pelo menos quatro horas de trabalho efetivo em sala de aula. Art. e dá outras providências. § 5o O currículo do Ensino Fundamental incluirá. 1996. 60. sendo progressivamente ampliado o período de permanência na escola. Disponível em: http://www. 24 de dezembro de 1996. 34.4º Período PARA REFLETIR Para saber mais sobre o Ensino Fundamental com duração de 09 anos. deve seguir as seguintes regras: a) O Ensino Fundamental regular deve ser ministrado em língua portuguesa. parágrafo 7º.gov.gov. observada a produção e distribuição de material didático adequado. a critério dos sistemas de ensino. __________.1997) § 1º Os sistemas de ensino regulamentarão os procedimentos para a definição dos conteúdos do ensino religioso e estabelecerão as normas para a habilitação e admissão dos professores. assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil. que institui o Estatuto da Criança e do Adolescente. de 13 de julho de 1990. do ato das disposições constitucionais transitórias. você pode pesquisar os seguintes documentos: BRASIL. § 2º Os sistemas de ensino ouvirão entidade civil. § 3º O Ensino Fundamental regular será ministrado em língua portuguesa. § 4º O Ensino Fundamental será presencial. Disponível em: http://www. Brasília. O ensino religioso.525. para a definição dos conteúdos do ensino religioso. Diário Oficial da União.br>. 26 dez. 23 dez. b) ter uma carga horária mínima de oitocentas horas com o mínimo de duzentos dias letivos excluindo o tempo 40 .br>. sem prejuízo da avaliação do processo de ensino-aprendizagem. Diário Oficial da União. § 2º Os estabelecimentos que utilizam progressão regular por série podem adotar no Ensino Fundamental o regime de progressão continuada. Brasília. 30.

que altera os arts.gov. Brasília. ___________________. sete fev. 41 . Lei n° 11. Conselho Nacional de Educação. Disponível em http://www. c) o currículo deve ter uma base comum e ser complementado com uma base diversificada para assim contemplar as características regionais e locais. 9. que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. e) o ensino fundamental só poderá ser presencial.394/1996.gov. 32 e 87 da Lei nº 9394. a classificação do aluno poderá ser feita em qualquer série. g) em relação a avaliação do aluno. 2004.br ___________________. LDB nº 9394/96) PARA REFLETIR ___________. sabemos que aprendizagem não depende apenas do tempo de permanência na escola. a mesma deve ser contínua e cumulativa e deve prevalecer os aspectos qualitativos sobre os quantitativos.gov. Ministério da Educação. dimensões e necessidades concretas. exceto a primeira série. ainda propiciam avaliar as possibilidades e os sentidos do trabalho da alfabetização e do letramento. 6 de fevereiro de 2006. imagens. independentemente da escolarização anterior. Consulta relativa ao ensino fundamental de nove anos. (BRASIL. d) o ensino fundamental pode ser desdobrado em ciclos. de 20 de dezembro de 1996. 11.3/2005. Disponível em: http://www.br>.114. 32 e 87 da Lei n. Orientações para a matrícula das crianças de 6 (seis) anos de idade no Ensino Fundamental obrigatório. Parecer CNE/CEB n. mas também da qualidade destinada a este tempo. e a partir do 5ª série (ou 6º ano de escolaridade) deve-se obrigatoriamente oferecer uma língua estrangeira moderna. Ministério da Educação. Disponível em http://www. 020/1998. O Ensino Fundamental de nove anos traz o desafio e a oportunidade de repensar a escola que temos na direção de um projeto de escola que tenha como centro de sua atenção reflexão e ação das crianças em suas características. 2006. Secretaria de Educação Básica. Ministério da Educação. Diário Oficial da União. 2006. sentimentos e relações que apresentem e coloquem em debate a realidade e a sociedade na sua contemporaneidade e historicidade.br __________________. em atendimento à Lei n. Secretaria de Educação Básica. ____________. Disponível em http://www. visto que as famílias com maior poder aquisitivo já colocam seus filhos na escola antes dessa idade. Conselho Nacional de Educação.senado. 6. Altera a redação dos Artigos 29. Ou seja. sendo que o ensino a distância só poderá ser utilizado como complemento da aprendizagem ou em situação emergencial. Ensino Fundamental de nove anos: orientações gerais. Brasília. Ministério da Educação. além de garantir um maior tempo de escolarização.274. um projeto político-pedagógico que materialize para todos os brasileiros as condições de aprendizagem voltadas para conhecimentos de diferentes áreas. f) a matricula para o ensino religioso é facultativa.mec. Pense bem: Qual deve ser o objetivo maior de aumentar o Ensino Fundamental para nove anos? O objetivo maior de aumentar o número de anos no Ensino Fundamental é assegurar a todas as crianças um tempo mais longo de convívio escolar. Define normas nacionais para ampliação do Ensino Fundamental para nove anos de duração. Ensino Fundamental de nove anos: orientações para inclusão da criança de seis anos de idade. entretanto constitui disciplina dos horários normais da escola pública. de 16 de maio de 2005. dispondo sobre a duração de nove anos para o Ensino Fundamental.mec. 18/2005. com matrícula obrigatória a partir dos seis anos de idade.gov. com maiores oportunidades de aprendizagem. Brasília. Entretanto. mesmo sabendo nós que esse não se viabiliza como regra geral.mec. O Ensino Fundamental de nove anos visa principalmente privilegiar as crianças oriundas de famílias menos favorecidas.br ___________________. interligados a linguagens. Resolução CNE/CEB n. A universalização e a ampliação do Ensino Fundamental para nove anos. no âmbito do Ensino Fundamental.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes reservado aos exames finais e a jornada escolar deverá ter um mínimo de quatro horas de trabalho efetivo. Conselho Nacional de Educação. 30. Parecer CEB n.

acesso ao conhecimento e exercício da cidadania. das letras e das artes. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico. II . III . Art.domínio dos conhecimentos de Filosofia e de Sociologia necessários ao exercício da cidadania. O currículo do Ensino Médio observará o disposto na Seção I deste Capítulo e as seguintes diretrizes: I . O Ensino Médio. (Incluído pela Lei nº 11.o aprimoramento do educando como pessoa humana.destacará a educação tecnológica básica. a compreensão do significado da ciência.conhecimento das formas contemporâneas de linguagem. II .adotará metodologias de ensino e de avaliação que estimulem a iniciativa dos estudantes. de 2008 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. escolhida pela comunidade escolar. III . relacionando a teoria com a prática. Então é preciso conhecer as suas características direitinho.gov.conforme a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 . 36. IV .é assim definido: (www. a língua portuguesa como instrumento de comunicação. o processo histórico de transformação da sociedade e da cultura. em caráter optativo. no ensino de cada disciplina. II .br/ccivil.a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos.Letras/Inglês Caderno Didático . para incluir a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias nos currículos do ensino médio). de 2008) § 1º Os conteúdos.4º Período 3. as metodologias e as formas de avaliação serão organizados de tal forma que ao final do ensino médio o educando demonstre: I . etapa final da educação básica. com duração mínima de três anos.será incluída uma língua estrangeira moderna.) Art.planalto. 35.domínio dos princípios científicos e tecnológicos que presidem a produção moderna. III . IV – serão incluídas a Filosofia e a Sociologia como disciplinas obrigatórias em todas as séries do ensino médio. dentro das disponibilidades da instituição. de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores. terá como finalidades: I . como disciplina obrigatória. 42 .684.2 O ENSINO MÉDIO E O DIREITO À PROFISSIONALIZAÇÃO Como o Ensino Médio é definido na LDB de 1996? O Ensino Médio.684.a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental. e uma segunda. Vamos lá? O Ensino Médio .a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando para continuar aprendendo. (Revogado pela Lei nº 11. segundo esta Lei é considerada a ultima etapa da Educação Básica. possibilitando o prosseguimento de estudos.

Além disso. que exigirá dos indivíduos a capacidade de adaptar-se a um mundo em constante mudança. Na medida em que essa meta se concretiza. de 2008 que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Disponível em http://www. assim. Em 2000. capacitem o indivíduo para o mundo do trabalho. possibilitando o prosseguimento dos estudos em nível mais avançado. A última etapa da educação básica deve ter a duração mínima de três anos. Ou seja.gov. houve um acréscimo de mais de 50% de inscritos. intelectuais e de convivência social que. 35. Meneses (2004). Em 2003. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina.mec. numa visão prospectiva da sociedade contemporânea. institucionalizar e integrar as ações da educação profissional técnica de nível médio.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes § 2º O ensino médio. Fonte: Ministério da Educação (MEC). da educação de jovens e adultos e da educação profissional e tecnológica). “garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”. (LDB nº 9394/96) PARA REFLETIR Em 1994. Nos estabelecimentos públicos. para a formação do cidadão e da sociedade contemporânea. As políticas educacionais brasileiras têm direcionado. É nesse sentido que a própria legislação prevê progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao Ensino Médio (artigo 4º). “aprimorar o educando "como pessoa humana”. recentemente.br O Ensino Médio no Brasil é a etapa final da educação básica e deve oferecer uma educação que prepare o cidadão para a vida adulta. atendida a formação geral do educando. para continuar aprendendo. 43 . desenvolvendo competências cognitivas. o Ensino Médio deve unir teoria e prática. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (LDB 9394/96. especial atenção à universalização do Ensino Fundamental. § 3º Os cursos do ensino médio terão equivalência legal e habilitarão ao prosseguimento de estudos. mais de nove milhões de jovens frequentavam o Ensino Médio. nas finalidades do Ensino Médio. estavam registrados mais de oito milhões de alunos. art. poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. sem constituir elementos de habilitação profissional. a demanda pelo Ensino Médio passa a ser impulsionada. a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando. os sistemas de ensino estaduais devem oferecer gratuitamente o Ensino Médio. o aprimoramento do educando como pessoa humana. O Ensino Médio pode ser oferecido em estabelecimentos públicos ou privados.741. em seis anos. (Regulamento) (Revogado pela Lei nº 11. a legislação educacional determina que. prioritariamente. eram mais de cinco milhões de matriculas. sendo que a legislação não estabelece idade mínima para o acesso a esta etapa. “possibilitar o prosseguimento de estudos”. incisos I a IV). O Ensino Médio tem como finalidade a consolidação e o aperfeiçoamento dos conhecimentos. para redimensionar. que o mesmo deve propiciar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental”. incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e da consciência crítica contribuindo.

Letras/Inglês

Caderno Didático - 4º Período

Sendo assim, segundo Meneses (2004) o Ensino Médio integra-se à escolaridade que tem como objetivo a formação comum indispensável ao exercício da cidadania. Entretanto, a identidade desse nível de ensino tem oscilado, nas últimas décadas, entre preparação para a educação superior, como curso propedêutico, e a qualificação para o trabalho, como curso técnico ou profissionalizante. A LDB então busca superar essa dualidade, conferindo ao Ensino Médio função de educação geral que, embora diferenciada da educação profissional, inclui preparar para o mercado de trabalho. Em relação à profissionalização a Lei nº. 9394/96 aponta-nos uma exigência. Vamos verificar qual é? A Lei nº. 9394/96 coloca-nos a seguinte exigência no tocante à profissionalização: (disponível no site www.planalto.gov.br/ccivil)
Art. 36-A. Sem prejuízo do disposto na Seção IV deste Capítulo, o Ensino Médio, atendida a formação geral do educando, poderá prepará-lo para o exercício de profissões técnicas. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. A preparação geral para o trabalho e, facultativamente, a habilitação profissional poderão ser desenvolvidas nos próprios estabelecimentos de Ensino Médio ou em cooperação com instituições especializadas em Educação Profissional. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-B. A Educação Profissional Técnica de nível médio será desenvolvida nas seguintes formas: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I - articulada com o Ensino Médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II - subseqüente, em cursos destinados a quem já tenha concluído o Ensino Médio. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. A Educação Profissional Técnica de nível médio deverá observar: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I - os objetivos e definições contidos nas diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo Conselho Nacional de Educação; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II - as normas complementares dos respectivos sistemas de ensino; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) III - as exigências de cada instituição de ensino, nos termos de seu projeto pedagógico. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-C. A educação profissional técnica de nível médio articulada, prevista no inciso I do caputdo art. 36-B desta Lei, será desenvolvida de forma: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I - integrada, oferecida somente a quem já tenha concluído o Ensino Fundamental, sendo o curso planejado de modo a conduzir o aluno à habilitação profissional técnica de nível

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Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio

UAB/Unimontes

médio, na mesma instituição de ensino, efetuando-se matrícula única para cada aluno; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II - concomitante, oferecida a quem ingresse no ensino médio ou já o esteja cursando, efetuando-se matrículas distintas para cada curso, e podendo ocorrer: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) a) na mesma instituição de ensino, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) b) em instituições de ensino distintas, aproveitando-se as oportunidades educacionais disponíveis; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) c) em instituições de ensino distintas, mediante convênios de intercomplementaridade, visando ao planejamento e ao desenvolvimento de projeto pedagógico unificado. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 36-D. Os diplomas de cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, quando registrados, terão validade nacional e habilitarão ao prosseguimento de estudos na educação superior. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Parágrafo único. Os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio, nas formas articuladas concomitante e subsequente, quando estruturados e organizados em etapas com terminalidade, possibilitarão a obtenção de certificados de qualificação para o trabalho após a conclusão, com aproveitamento, de cada etapa que caracterize uma qualificação para o trabalho. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) (LDB 9394/96 e Lei nº 11.741/08)

E continuando a Lei ainda afirma:
Art. 39. A educação profissional e tecnológica, no cumprimento dos objetivos da educação nacional, integrase aos diferentes níveis e modalidades de educação e às dimensões do trabalho, da ciência e da tecnologia. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) § 1o Os cursos de educação profissional e tecnológica poderão ser organizados por eixos tecnológicos, possibilitando a construção de diferentes itinerários formativos, observadas as normas do respectivo sistema e nível de ensino. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 2o A educação profissional e tecnológica abrangerá os seguintes cursos: (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) I – de formação inicial e continuada ou qualificação profissional; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) II – de educação profissional técnica de nível médio; (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) III – de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) § 3o Os cursos de educação profissional tecnológica de graduação e pós-graduação organizar-se-ão, no que concerne a objetivos, características e duração, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais estabelecidas pelo

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Letras/Inglês

Caderno Didático - 4º Período

Conselho Nacional de Educação. (Incluído pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 40. A educação profissional será desenvolvida em articulação com o ensino regular ou por diferentes estratégias de educação continuada, em instituições especializadas ou no ambiente de trabalho. (Regulamento) Art. 41. O conhecimento adquirido na educação profissional e tecnológica, inclusive no trabalho, poderá ser objeto de avaliação, reconhecimento e certificação para prosseguimento ou conclusão de estudos. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008) Art. 42. As instituições de educação profissional e tecnológica, além dos seus cursos regulares, oferecerão cursos especiais, abertos à comunidade, condicionada à matrícula à capacidade de aproveitamento e não necessariamente ao nível de escolaridade. (Redação dada pela Lei nº 11.741, de 2008). (LDB 9394/96 e Lei nº 11.741/08)

De acordo com Silva (2004 apud MENESES, 2004) falar sobre a educação profissional exige também ter maior clareza sobre o papel do trabalhador enquanto sujeito da história; o conhecimento produzido através do trabalho além da importância e interferência do trabalho na vida de cada um. Não se pode falar de exercício de cidadania sem falar de qualificação, competência e respeito conquistados através da produção individual e em grupo. Para sabermos como está a situação do Ensino Médio atualmente devemos recorrer ao Plano Nacional de Educação e é isso que iremos fazer agora. O Plano Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) apresenta-nos o seguinte diagnóstico sobre a situação do Ensino Médio brasileiro:
Considerando o processo de modernização em curso no País, o ensino médio tem um importante papel a desempenhar. Tanto nos países desenvolvidos quanto nos que lutam para superar o subdesenvolvimento, a expansão do ensino médio pode ser um poderoso fator de formação para a cidadania e de qualificação profissional. Justamente em virtude disso, no caso brasileiro é, particularmente, preocupante o reduzido acesso ao Ensino Médio, muito menor que nos demais países latinoamericanos em desenvolvimento, embora as estatísticas demonstrem que os concluintes do Ensino Fundamental começam a chegar à terceira etapa da educação básica, em número um pouco maior, a cada ano. Esses pequenos incrementos anuais terão efeito cumulativo. Ao final de alguns anos, resultarão em uma mudança nunca antes observada na composição social, econômica, cultural e etária do alunado do Ensino Médio. A Contagem da População realizada pelo IBGE, em 1997 acusa uma população de 16.580.383 habitantes na faixa

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no caso do Ensino Médio. pois a oferta de vagas na 1ª série do Ensino Médio tem sido consistentemente superior ao número de egressos da 8ª série do Ensino Fundamental. os cálculos das taxas de atendimento dessa faixa etária são pouco confiáveis. Se os alunos estão chegando. Para o Ensino Médio. Em virtude dessas duas condições. A situação agrava-se quando se considera que. devendo-se supor que já estejam inseridos no mercado de trabalho. ao Ensino Médio. aspectos positivos nesse panorama brasileiro.933. a idade recomendada é de 15 anos para a 1ª série. idealmente. apesar da melhoria dos últimos anos. Na coorte 197073. bem mais velhos. A 4ª série não é incluída nos cálculos. Em segundo lugar. Em primeiro lugar. se o fluxo escolar fosse regular. para 43. nas últimas décadas. agravadas por dificuldades da própria organização da escola e do processo ensino-aprendizagem. Significa que.8% . da qual resultam elevados índices de repetência e evasão.ou seja. Desagregados por regiões. porque há um grande número de adultos que volta à escola vários anos depois de concluir o Ensino Fundamental. ainda são bastante desfavoráveis. os jovens chegam. os dados da repetência e abandono. também. ao lado das taxas de distorção idade-série.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes etária de 15 a 19 anos. Há. A exclusão ao Ensino Médio deve-se às baixas taxas de conclusão do Ensino Fundamental. em maior número a esse nível de ensino. por diversas razões.688 – estudavam à noite. 3. no mesmo ano. O Ensino Médio convive. O mais importante deles é que esse foi o nível de 47 . 74% dos que iniciavam o Ensino Médio conseguiam concluí-lo na coorte 1977-80. com alta seletividade interna. o Ensino Médio comportaria bem menos que metade de jovens desta faixa etária. Isso é muito pouco. entretanto. sinalizam que há muito a ser feito. 54. na de 1991-94.401 estudantes. De fato os 6.8%. 5. Estavam matriculados no Ensino Médio. por sua vez. permitem visualizar – na falta de políticas específicas – em que região haverá maior percentual de alunos no Ensino Médio. que.531 alunos do Ensino Médio. em idade pedagogicamente adequada. entretanto. 16 para a 2ª e 17 para a 3ª série. por desinteresse do Poder Público em atender à demanda. esse índice caiu para 50. em virtude das elevadas taxas de repetência no Ensino Fundamental. estão associadas à baixa qualidade daquele nível de ensino. os índices de conclusão. Os números do abandono e da repetência. porque.968. pois apresenta características diferentes das outras séries.8% da população de 15 a 17 anos não se explica. em 1998. o Ensino Médio atende majoritariamente jovens e adultos com idade acima da prevista para este nível de ensino.8%. O número reduzido de matrículas no Ensino Médio – apenas cerca de 30. especialmente quando se considera a acelerada elevação do grau de escolaridade exigida pelo mercado de trabalho.817. Causas externas ao sistema educacional contribuem para que adolescentes e jovens se percam pelos caminhos da escolarização.

dependerá da utilização judiciosa dos recursos vinculados à educação. desse nível de ensino. A diminuição da matrícula. o que está claramente associado a uma recente melhoria do Ensino Fundamental e da ampliação do acesso ao Ensino Médio. atesta o caráter.531 alunos. que. Lei nº 10172/2001) E aí? O que você achou da situação do Ensino Médio apresentada no Plano Nacional de Educação? Apresenta algo que você desconhecia? De acordo com o Ministério da Educação (MEC). sem comprometer os 25% constitucionalmente vinculados à educação. de apenas três. para este nível de ensino. O mais razoável seria promover a expansão da educação superior estadual com recursos adicionais. no caso do Ensino Médio. às matrículas na rede estadual. a demanda por Ensino Médio deverá ampliar de forma explosiva. esse foi o que enfrentou. nos últimos anos. o número de alunos matriculados será. porém. A expansão futura. ocorridas. de acordo com censo escolar. em muitos Estados. no máximo. Assim. que devem ser destinados prioritariamente à educação básica. Nesta reformulação está previsto um novo 48 . De fato.Letras/Inglês Caderno Didático . Entre os diferentes níveis de ensino. Entretanto. mesmo com a universalização do Ensino Médio. basicamente. Apenas no período de 1991 a 1998.968. especialmente quando se considera que o Ensino Fundamental consta de oito séries e o Médio. 35% daquele atendido no nível fundamental.4º Período ensino que apresentou maior taxa de crescimento nos últimos anos. recursos adicionais como os que existem para o Ensino Fundamental na forma do Salário Educação. sobretudo nas áreas de Ciências e Matemática. em todo o sistema. (BRASIL. entretanto.770. não se trata apenas de expansão. nessa instância federativa. cada vez mais público. o seu surpreendente crescimento deve-se. Um aspecto que deverá ser superado com a implementação das Novas Diretrizes Curriculares para o Ensino Médio e com programas de formação de professores. Essa destinação deve prover fundos suficientes para a ampliação desse nível de ensino. a matrícula evoluiu de 3. a maior crise em termos de ausência de definição dos rumos que deveriam ser seguidos em seus objetivos e em sua organização. prioritariamente.230 para 6. Nos próximos anos. a ampliação do Ensino Médio vem competindo com a criação de universidades estaduais. atribui aos Estados a responsabilidade pela sua manutenção e desenvolvimento. no Ensino Médio. como os Estados estão obrigados a aplicar 15% da receita de impostos no Ensino Fundamental. Quanto ao financiamento do Ensino Médio. os demais 10% vinculados à educação deverão ser aplicados. Há de se considerar. como resultado do esforço que está sendo feito para elevar as taxas de conclusão da 8ª série. assim como a Lei de Diretrizes e Bases. o ensino médio brasileiro será todo reformulado. isso significa que. a Emenda Constitucional nº 14. especialmente porque não há. na rede privada.

Os cursos de exames supletivos são uma alternativa e uma modalidade de ensino para prosseguimento dos estudos e conclusão da educação básica.mec.gov. mediante ações integradas e complementares entre si. cultura e trabalho.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes currículo e modelo pedagógico. 3. consideradas as características do alunado. A educação de jovens e adultos será destinada àqueles que não tiveram acesso ou continuidade de estudos no Ensino Fundamental e Médio na idade própria. um grupo de trabalho composto por técnicos do Ministério da Educação e da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República apresentou um estudo sobre a reestruturação e expansão do ensino médio no Brasil. E neste estudo o principal desafio consiste no significado da ultima etapa da Educação Básica para o cidadão brasileiro. Em dezembro de 2008. § 2º O Poder Público viabilizará e estimulará o acesso e a permanência do trabalhador na escola. para isso é preciso recorrer mais uma vez à LDB/96.3 A EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS Vamos agora refletir sobre a Educação de Jovens e Adultos. seus interesses. mas que precisa ser complementada com a mudança curricular do ensino médio “tradicional” não profissionalizante. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é contemplada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 em seus artigos 37 e 38. que mantém. 49 .br) e acesse todo o estudo realizado sobre a reestruturação e expansão do Ensino Médio. E você já sabe. 37. segundo os dados do MEC. mais de 85% das matrículas. aliado à expansão das matrículas que permitirão a oferta de uma educação acessível e de qualidade a todos os jovens e adultos. é ser maior de dezoito anos. que não puderam efetuar os estudos na idade regular. Vejamos o que nos fala a Lei: Art. É preciso priorizar a melhoria da escola de ensino médio da rede estadual de educação. § 1º Os sistemas de ensino assegurarão gratuitamente aos jovens e aos adultos. O Ensino Médio é visto como uma mera passagem para o ensino superior ou inserção na vida econômico-produtiva? Hoje a reformulação do Ensino Médio caminha para a formação integral do estudante estruturada na ciência. Se você quiser aprofundar ainda mais os seus conhecimentos sobre o Ensino Médio atualmente no Brasil visite o portal do MEC (http://portal. condições de vida e de trabalho. Estabelece um significado mais amplo e reconhece na integração à educação profissional técnica uma importante política pública. por meio do Supletivo. mediante cursos e exames. sendo que a idade mínima para o Ensino Médio. oportunidades educacionais apropriadas. Nestes artigos a Lei prevê que os jovens e adultos poderão concluir os Ensinos Fundamental e Médio através de cursos e exames supletivos.

na forma do regulamento. para os maiores de quinze anos. Embora tenha havido progresso com relação a essa questão. (BRASIL. § 2º Os conhecimentos e habilidades adquiridos pelos educandos por meios informais serão aferidos e reconhecidos mediante exames. 50 . podendo assim acompanhar as mudanças tecnológicas do nosso mundo.741/08) Segundo Meneses (2004).no nível de conclusão do ensino fundamental. Isso significa educação permanente ou educação continuada. 214. para os maiores de dezoito anos. § 1º Os exames a que se refere este artigo realizar-se-ão: I . O Plano Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) apresenta-nos o diagnóstico sobre a educação de jovens e adultos: A Constituição Federal determina como um dos objetivos do Plano Nacional de Educação a integração de ações do poder público que conduzam à erradicação do analfabetismo (art. a educação profissional de acordo com a LDB/96 não é apenas um nível de ensino. de 2008) Art. Cerca de 30% da população analfabeta com mais de 15 anos está localizada no Nordeste. LDB 9394/96 e Lei nº 11. 40.no nível de conclusão do ensino médio.741. ao longo dos anos. Todos os indicadores apontam para a profunda desigualdade regional na oferta de oportunidades educacionais e a concentração de população analfabeta ou insuficientemente escolarizada nos bolsões de pobreza existentes no País.Letras/Inglês Caderno Didático .4º Período § 3o A educação de jovens e adultos deverá articular-se. A LDB/96 apresenta-nos a educação profissional de acordo com os artigos 39. I). preferencialmente. Os sistemas de ensino manterão cursos e exames supletivos. 41 e 42 já especificados neste material. Os déficits do atendimento no ensino fundamental resultaram. habilitando ao prosseguimento de estudos em caráter regular. II . abrangendo a formação equivalente às oito séries do Ensino Fundamental. Uma concepção ampliada de alfabetização. mas um tipo de formação que deve estar presente na vida do indivíduo em idade profissional produtiva. Trata-se de tarefa que exige uma ampla mobilização de recursos humanos e financeiros por parte dos governos e da sociedade. 38. (Incluído pela Lei nº 11. que compreenderão a base nacional comum do currículo. num grande número de jovens e adultos que não tiveram acesso ou não lograram terminar o ensino fundamental obrigatório. O analfabetismo está intimamente associado às taxas de escolarização e ao número de crianças fora da escola. o número de analfabetos é ainda excessivo e envergonha o País: atinge 16 milhões de brasileiros maiores de 15 anos. com a educação profissional. na qual o indivíduo nunca encerra o seu aprendizado.

A educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. Como há reposição do estoque de analfabetos. as mulheres têm. exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades. ou já depois de adultas. em todas as regiões. mas.1% da população. Lei nº 10172/2001) As mudanças ocorridas no mercado de trabalho. para 15. é de se esperar que apenas a dinâmica demográfica seja insuficiente para promover a redução em níveis razoáveis nos próximos anos. 2000. (BRASIL. 51 . nota-se uma distorção. estando inclusive as mulheres melhor posicionadas nos grupos etários abaixo de 40 anos.6 7. obrigando-as a voltar à escola básica. para aprender um pouco mais ou para conseguir um diploma. Brasília. para acelerar a redução do analfabetismo é necessário agir ativamente tanto sobre o estoque existente quanto sobre as futuras gerações.5 32. Tomando-se o corte regional.6 Fonte: BRASIL.948 2.694. no entanto. distorções significativas em função do gênero. Tabela 1: Crianças e jovens matriculados na escola (BRASIL. uma maior média de anos de estudo. MEC/Inep. Por isso. assim como atestados de maior escolarização. Tomado este indicador. a indicar a necessidade de políticas focalizadas.717. Entretanto. Censo escolar e censo do ensino superior. há também uma redução insuficiente do analfabetismo ao longo do tempo. Essa realidade tem sido responsável pela criação de diversos projetos voltados para a alfabetização e educação de jovens e adultos.245 Faixa etária (%) 95. À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem. passando de 20. além do fenômeno da regressão.6 % em 1995. por outro lado. O problema não se resume a uma questão demográfica. pois pessoas entre quinze e trinta anos em 1997 somavam cerca de 21. vêm exigindo mais conhecimentos e habilidades das pessoas.192. Analisemos a tabela de crianças e jovens matriculados no Brasil no ano 2000. em 1991.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes aumenta a população a ser atingida. pois. como jovem. quando o fator verificado é a etnia. As gerações antigas não podem ser consideradas como as únicas responsáveis pelas taxas atuais. 2000) Nível de ensino Fundamental Médio Superior Matriculas 35. Embora o analfabetismo esteja concentrado nas faixas etárias mais avançadas e as taxas tenham se reduzido.948 8.4 % do analfabetismo total. é muito elevado o número de jovens e adultos que não lograram completar a escolaridade obrigatória.

. há também os relacionados à ineficiência do sistema educacional na determinação das taxas anuais. A Educação de Jovens e Adultos no Brasil está restrita à questão do analfabetismo.4º Período Observando esta tabela vemos que os jovens apresentam uma taxa de exclusão maior do que as crianças. Reafirmamos que. É preciso entender que a alfabetização e Educação Básica são partes indissociáveis de um mesmo processo e isso tem sido o grande desafio para a construção de efetivas políticas públicas para a Educação de Jovens e Adultos no Brasil. Enquanto praticamente 95.1 milhões de pessoas e havia 2.5% de todas as crianças de 7 a 14 anos estão no Ensino Fundamental. a faixa de 20 a 24 anos era composta por 16. (1999. o analfabetismo atual é resultado tanto da insuficiência quanto da demora da melhoria na alfabetização ao longo da segunda metade desse século.. pois à medida que as pessoas vão ficando mais escolarizadas. por outro. A política educacional voltada para a faixa de 7 a 14 anos (Ensino Fundamental) baseia-se na ideia de que colocar todas as crianças na escola estancaria a produção de novos analfabetos ou de pessoas com baixa escolaridade. a educação é a responsável pelo crescimento social. Souza (1999).] as altas taxas observadas atualmente não estão relacionadas apenas à presença de analfabetos de gerações antigas na população. Oferecer a toda a população um ensino de qualidade é dever e compromisso de governos e de todos os envolvidos com a questão educacional. a educação tem assumido novos contornos em face das mudanças ocorridas na sociedade. O ideal seria que uma parcela maior do contingente que ingressa nas séries iniciais permanecesse por mais tempo na escola. as pessoas ficam 52 . Além dos aspectos essencialmente relacionados à dinâmica demográfica. sem relacioná-la com a Educação Básica como um todo. garantindo assim a tão esperada universalização do Ensino Fundamental para toda a população. à medida que a sociedade evolui. Souza analisando o analfabetismo sob o enfoque demográfico no Brasil diz. p. apenas uma pequena parcela de jovens em idade de frequentar universidades está estudando. [.Letras/Inglês Caderno Didático . o nível de vida vai melhorando. Se por um lado. nós educadores brasileiros enfrentamos imensos desafios para colaborar com o país na universalização do Ensino Fundamental.17) Sendo assim. Em outras palavras. surge a necessidade da escolarização e a educação dos adultos favorece a educação das crianças e adolescentes porque quanto mais os pais estudam mais conscientes ficam da importância da educação e mais contribuirão para que seus filhos permaneçam na escola.6 milhões de alunos matriculados no nível superior. Em 2000.

Isso se refere a pessoas que sabem ler e escrever. de segurança e de satisfação pessoal. Enfim. mas são incapazes de interpretar o que leem e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas. vão melhorando as condições de higiene. Entretanto existem países como Polônia e Canadá em que é considerado analfabeto funcional o adulto com menos de oito anos de escolaridade.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes mais conscientes. é considerada analfabeta funcional a pessoa com mais de 20 que não completou quatro anos de estudos formais. Meneses (2004) afirma que.org/documents/declaracao_educacaoparato dos_jomtien 53 . Para saber mais sobre a Declaração Mundial sobre Educação para Todos acesse: www. a educação possibilita o desenvolvimento da sociedade. de saúde. Na Declaração. que poderiam melhorar a qualidade de vida e ajudá-los a perceber e a adaptar-se às mudanças sociais e culturais. de alimentação. E. Sabe-se que a educação é o instrumento que vai permitir às pessoas buscarem uma melhoria de vida. com isso. mais de 960 milhões de adultos são analfabetos. à novas habilidades e tecnologias. sendo que mais de um terço dos adultos do mundo não têm acesso ao conhecimento impresso. O analfabeto funcional não consegue compreender o significado das palavras nem colocar ideias no papel por meio do sistema de escrita. PENSE SOBRE ISSO: Aproximadamente um terço da população é considerada analfabeta funcional. Segundo a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. apesar de saber ler e escrever formalmente. o analfabetismo funcional é visto como um problema significativo para todos os países industrializados ou em desenvolvimento. críticas e exigentes. o analfabeto funcional é aquela pessoa que. capacitando-as para competir no mercado de trabalho bem como reconhecer seus direitos. por exemplo. No Brasil. não consegue compor e redigir corretamente um pequeno texto.educacaoparatodos. Para a UNESCO.

conferindo ao ensino médio função de educação geral que. embora diferenciada da educação profissional. as considerações sobre o ensino médio vinculado à profissionalização e à garantia da educação para os jovens e adultos. Devido à melhoria no Ensino Fundamental os brasileiros 54 . apresentamos o ensino de nove anos. Entretanto.4 CONCLUSÃO Na terceira unidade. o Ensino Fundamental passa a ser de nove anos para que se tenha mais tempo da criança na escola. A LDB então busca superar essa dualidade. Destacamos os pontos: ? Fundamental visa desenvolver no aluno a capacidade O Ensino de aprender. da escrita. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina nas finalidades do ensino médio que o mesmo deve propiciar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no ensino fundamental”. Ou seja. o fortalecimento dos vínculos de família.4º Período 3. como curso propedêutico. “garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”. ? O ensino fundamental de nove anos traz o desafio e a oportunidade de repensar a escola que temos na direção de um projeto de escola que tenha como centro de sua atenção a reflexão e ação das crianças em suas características. o domínio da leitura. imagens. um projeto político-pedagógico que materialize para as crianças condições de aprendizagem voltadas para conhecimentos de diferentes áreas. entre preparação para a educação superior. tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (art. sentimentos e relações que apresentem e coloquem em debate a realidade e a sociedade na sua contemporaneidade e historicidade. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases 9394.Letras/Inglês Caderno Didático . do cálculo. interligados a linguagens. com duração mínima de três anos. e a qualificação para o trabalho. inclui preparar para o mercado de trabalho. ? Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) em seu O Plano diagnóstico sobre o Ensino Médio destaca que este nível de ensino no Brasil está em expansão. a identidade desse nível de ensino tem oscilado. como curso técnico ou profissionalizante. 35. visa ainda desenvolver a capacidade de aprendizagem. ? Médio conforme a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 é O Ensino assim definido no art. 35: é a etapa final da educação básica. ? O ensino médio integra-se à escolaridade que tem como objetivo a formação comum indispensável ao exercício da cidadania. dimensões e necessidades concretas. “possibilitar o prosseguimento de estudos”. de solidariedade e de tolerância recíproca na vida social. “aprimorar o educando «como pessoa humana”. incisos I a IV). nas últimas décadas.

À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem.G. 1999. SOUZA. Educação Básica: Políticas. as pessoas têm a oportunidade de melhorar de vida e competir no mercado de trabalho bem como reconhecer seus direitos. Através da educação. exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. ? A educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. Plano Nacional de Educação. O analfabetismo no Brasil sob o enfoque demográfico.ipea. REFERÊNCIAS BRASIL. Lei 9.gov. Os cursos de exames supletivos são uma alternativa e uma modalidade de ensino para prosseguimento dos estudos e conclusão da educação básica. BRASIL. para aprender um pouco mais ou para conseguir um diploma. Aqui de acordo com a LDB/96 a educação profissional não é apenas um nível de ensino. Brasília: Diário Oficial de 10 de janeiro de 2001. 2004. no entanto.2007. sendo que a idade mínima para o ensino médio através de supletivo é ser maior de dezoito anos. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996. Brasília: IPEA.394/96. vêm exigindo mais conhecimentos e habilidades das pessoas.172/2001. 55 . ? As mudanças ocorridas no mercado de trabalho. Acesso em 25 jul. Disponível em: http://www. como jovem. Nestes artigos a Lei prevê que os jovens e adultos poderão concluir os ensinos fundamental e médio através de cursos e exames supletivos. Legislação e Gestão.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes têm apresentado mais interesse no Ensino Médio e a demanda para o mesmo tem evoluído a cada ano. MENESES J. obrigando-as a voltar à escola básica.br. ? A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é contemplada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 em seus artigos 37 e 38. Isso significa educação permanente ou educação continuada. Marcelo de Medeiros. ou já depois de adultas. assim como atestados de maior escolarização. mas. por outro lado. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. (org. mas uma modalidade de formação que deve estar presente na vida do indivíduo em idade profissional produtiva. Lei nº 10.).

) trabalhar lucidamente em favor da escola pública. E para finalizar nosso estudo da disciplina “Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio”. pela participação crescente das classes populares nos conselhos de comunidade. além da legislação brasileira. ressaltando o compromisso da sociedade brasileira em busca de uma escola pública de qualidade e eficaz para todos os brasileiros. existe a ação de homens e mulheres empenhados em um mundo melhor. de bairro. o Compromisso O Plano A F “Todos pela a Educação” e as Ações Articuladas dos entes federados. mas dos trabalhadores em geral como condição fundamental da luta democrática com vistas à transformação necessária e urgente da sociedade brasileira. É um plano de Estado. isto é. acadêmico (a). de sua formação permanente significa lutar pela educação popular. em defesa da dignidade dos docentes. de escola. (Freire. chegamos até aqui. através da vontade popular e mobilização social. É um plano global. em favor da melhoria dos padrões de ensino. Significa incentivar a mobilização e a organização não apenas de sua própria categoria.2001-2011. na quarta unidade “O Plano Nacional de Educação e as Ações Articuladas e Normatizadas pelas Políticas Educacionais Vigentes” trataremos do Plano Nacional de Educação e como.. ? Nacional de Educação e as Metas Propostas para a O Plano década da educação. abrangente de toda a educação. faça a leitura do material e das sugestões propostas. Saviani (2007) 56 . GLOSSÁRIO B GC E ? de Desenvolvimento da Educação. antes da legislação. reflita sobre o processo de legalização da educação brasileira e acredite que. quanto no envolvimento dos diversos setores da administração pública e da sociedade. Objetivo Geral Oportunizar ao acadêmico um estudo sistemático do Plano Nacional de Educação. tanto no que se refere aos níveis de ensino e modalidades de educação. 1987) ? Nacional de Educação (PNE) e os seus antecedentes O Plano históricos. Resta-nos ainda. Plano Nacional de Educação – PNE: É um plano onde estão traçados os objetivos e metas para a educação brasileira.4 UNIDADE 4 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E AS AÇÕES ARTICULADAS E NORMATIZADAS PELAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS VIGENTES 4 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E AS AÇÕES ARTICULADAS E NORMATIZADAS PELAS POLÍTICAS EDUCACIONAIS VIGENTES ‘’(. O mais importante de tudo isso. não um plano de governo. entretanto. é que você. Os governantes atuais lideram o processo de elaboração do PNE e dos Planos Estaduais e Municipais. O Plano tem vigência por dez anos. entender melhor por onde se faz o caminhar da sociedade brasileira para a consolidação de uma escola pública de qualidade e eficaz para todos a partir das experiências aqui explicitadas.. seus antecedentes históricos e as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes.

ao fazê-lo. a elaborar o plano para ser aprovado pelo Poder Legislativo. compreensivo do ensino de todos os graus e ramos. sugerindo ao Governo as medidas que julgasse necessárias para a melhor solução dos problemas educacionais bem como a Você sabia que são 298 metas propostas pelo PNE para todos os níveis e modalidades de ensino.. lançou um manifesto ao povo e ao governo que propunham a reconstrução educacional. O documento teve grande repercussão e motivou uma campanha que resultou na inclusão de um artigo específico na Constituição Brasileira de 16 de julho de 1934. Atribuía. nesta unidade. e coordenar e fiscalizar a sua execução.. cultural e socialmente existindo.br/scielo. Nas duas primeiras décadas. Veja a História a seguir: A instalação da República no Brasil e o surgimento das primeiras ideias de um plano que tratasse da educação para todo o território nacional aconteceram simultaneamente. pode ser considerado com a Constituição Federal (CF) e com a LDB. se expõem ou se entregam ao “caminho” que estão fazendo e que assim os refaz também. Conheça o manifesto dos pioneiros da educação: http://www.152. a não ser mais do que simplesmente vivendo. histórica.172/ 2001. php?script_sci_arrttextepid=s0 101 57 .150 declarava ser competência da União "fixar o plano nacional de educação.p ro.". "Manifesto dos Pioneiros da Educação” quando um grupo de educadores.pedagogiaemfoco. as várias reformas educacionais. em todo o território do País". de grande alcance e de vastas proporções.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Lembrando Paulo Freire: Não posso entender os homens e as mulheres. em seu art. como seres fazedores de seu “caminho” que. Reportamo-nos ao texto elaborado para apresentação do PNE. comuns e especializados. À medida que o quadro social. político e econômico do início deste século se desenhavam.1 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO – ANTECEDENTES HISTÓRICOS O PNE que hora discutimos. mas de suma importância para que você conheça a história de criação e elaboração do Plano Nacional de Educação. a educação começava a se impor como condição fundamental para o desenvolvimento do país. competência precípua ao Conselho Nacional de Educação. um plano com sentido unitário e de bases científicas. O art. como uma leitura básica imprescindível para o seu entendimento. uma das bases normativas em que se assenta a educação do país.. (1992.br/ /heb07a. organizado na forma da lei. p.MEC que muito bem descreve os autores sobre os antecedentes históricos do PNE. ajudaram no amadurecimento da percepção coletiva da educação como um problema nacional. Desde o movimento de 1932.scielo.97) DICAS 4. nos seus diversos níveis e modalidades. importantes questões sobre a formação de professores e o financiamento da educação e a gestão da educação no Brasil que tem objetivos primordiais. Havia grande preocupação com a instrução.htm http://www. Transcrevemos um trecho longo.. homens e mulheres da elite intelectual brasileira.Lei nº 10.

destaca o autor a importância deste documento-referência que "contempla dimensões e problemas sociais. com força de lei. desde sua participação nos trabalhos da Assembléia Nacional Constituinte. Em 10 de fevereiro de 1998. relativa ao projeto de lei que "Institui o Plano Nacional de Educação". Lei nº 4. que "estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional". a elaboração do Plano. de 1996. capaz de conferir estabilidade às iniciativas governamentais na área de educação. Havia subjacente. Na justificação.4º Período distribuição adequada de fundos especiais". Estabelece ainda. sofreu uma revisão. Em 1966.CONED e sistematizou contribuições advindas de diferentes segmentos da sociedade civil. iniciativa essa aprovada pelo então Conselho Federal de Educação. de 1961. um ano após a publicação da citada lei. quando foram introduzidas normas descentralizadoras e estimuladoras da elaboração de planos estaduais. que se chamou Plano Complementar de Educação. em colaboração com os Estados. A construção deste plano atendeu aos compromissos assumidos pelo Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública. Com a Constituição Federal de 1988. com diretrizes e metas para os dez anos posteriores. que cabe à União. em sintonia com a Declaração Mundial sobre Educação para Todos. o Deputado Ivan Valente apresentou no Plenário da Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 4. a ideia de um Plano Nacional de Educação. Em 11 de fevereiro de 1998. Era basicamente um conjunto de metas quantitativas e qualitativas a serem alcançadas num prazo de oito anos. introduziu importantes alterações na distribuição dos recursos federais. A ideia prosperou e nunca mais foi inteiramente abandonada. Em 1965. cinquenta anos após a primeira tentativa oficial. O primeiro Plano Nacional de Educação surgiu em 1962. de 1998 que "aprova o Plano Nacional de Educação". ressurgiu a ideia de um plano nacional de longo prazo. o consenso de que o plano devia ser fixado por lei. Todas as constituições posteriores. políticos e educacionais brasileiros. Por outro lado. mas apenas como uma iniciativa do Ministério da Educação e Cultura. com exceção da Carta de 37. determina nos artigos 9º e 87. o Poder Executivo enviou ao Congresso Nacional a Mensagem 180/98. Ele não foi proposto na forma de um projeto de lei. a Lei nº 9. e institui a Década da Educação. uma nova revisão.Letras/Inglês Caderno Didático .024. beneficiando a implantação de ginásios orientados para o trabalho e o atendimento de analfabetos com mais de dez anos.155. incorporaram. 58 . implícita ou explicitamente. respectivamente. consolidou os trabalhos do I e do II Congresso Nacional de Educação .394. embasado nas lutas e proposições daqueles que defendem uma sociedade mais justa e igualitária". 214 contempla esta obrigatoriedade. o Distrito Federal e os Municípios. elaborado já na vigência da primeira Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. que a União encaminhe o Plano ao Congresso Nacional. O art. culturais.

o Distrito Federal.172/ 2001pelo então Presidente da República. destacando-se o Conselho Nacional de Secretários de Educação . apensado ao PL nº 4. estudantes.htm O PNE tramitou por várias instâncias até a aprovação do texto final – aprovado em 09 de janeiro de 2001. Dr. DICAS Conheça a Mensagem nº 9 do Presidente da República de 09. cabe aos Estados. em 1993.planalto. em 13 de março de 1998. em articulação com os Estados.173. que teve como eixos norteadores. na Tailândia. ao Distrito Federal e aos Municípios. do ponto de vista legal. O que se deduz é que a luta da sociedade brasileira precisa continuar articulada e participando de construções de propostas e projetos que possam transformar a realidade brasileira a favor de todos nós. que está Disponível em http://www.UNDIME.php .155/98. os municípios e a sociedade civil. cabendo ao Poder Legislativo. por intermédio das Comissões de Educação.scielo. Na Exposição de Motivos destaca o Ministro da Educação a concepção do Plano.CONSED e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação . o que lhes convém. Cultura e Desporto da Câmara dos Deputados e da Comissão de Educação do Senado Federal acompanhar a execução do referido plano.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Iniciou sua tramitação na Câmara dos Deputados como Projeto de Lei nº 4. de 1998. responsabilidade essa também da sociedade civil brasileira. com base nesta Lei. Embora registra-se mais uma vez na história brasileira que apesar de toda a participação e mobilização do povo nota-se que os interesses majoritários do Congresso Brasileiro ou do Governo aprovam.br/scielo. Ficando ainda a União.2001-VETOS DO PNE. a Constituição Federal de 1988. Mesmo sendo aprovado o texto. de 1995. Para saber mais sobre essa discussão leia o artigo “PNE: Plano Nacional de Educação ou Carta de Intenção?” Do Deputado Ivan Valente e do Prof. segundo as intenções do Congresso Nacional. Fernando Henrique Cardoso. como texto final. pais de alunos dentre outros. Desde a proposta inicial. e a Emenda Constitucional nº 14. elaborada a partir de 1998. gov. que instituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério. profissionais da educação. 59 . de 1996. preparado de acordo com as recomendações da reunião organizada pela UNESCO e realizada em Jomtien. Acesse o site: https://www.01. Roberto Romano. responsáveis por proceder à avaliação periódica da implementação do referido Plano Nacional de Educação. nos congressos nacionais da educação e ainda contando com a participação de educadores. Várias entidades foram consultadas pelo MEC. os documentos resultantes de ampla mobilização regional e nacional que foram apresentados pelo Brasil nas conferências da UNESCO constituíram subsídios igualmente importantes para a preparação do documento. principalmente o Plano Decenal de Educação para Todos. Além deste. Considerou ainda realizações anteriores. a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional. promulgado como Lei nº 10.br/ccivil_03/Leis/Mensagem _Veto /2001/Mv0009-01. elaborem seus planos decenais correspondentes.

Os autores Valente e Romano (2002) apresentam críticas ao Plano. estudantes. com a entrada em 10 de fevereiro de 1998. 10. Daí entendermos que propor objetivos. Ele não pode ser reduzido às "razões" de governos que agem para conquistar vitórias conjunturais. expresso na proposta da sociedade e de outro o entendimento de um plano que expressava a política vigente. É preciso assinalar que um plano da magnitude do PNE deve ser assumido pelo Poder Público. ROMANO. (VALENTE. antes de tudo. pais. como na meta oito: "assegurar que. valorizados e viabilizados. 2002) Registramos. em proveito de seus interesses imediatos. Veja: Detalhismo. com o histórico apresentado acima. 60 .4º Período Movimentos sociais. a ampliação de gastos públicos para a manutenção e desenvolvimento do ensino público. Já é do conhecimento dos educadores e da sociedade civil organizada que é antiga a vontade popular da elaboração de um Plano Nacional de Educação para definir a intervenção plurianual do Poder Público e da sociedade. que de um lado tínhamos um projeto democrático e popular. quando surge a norma Legislativa posta no seu artigo 214 e requerida pela LDB 9394/96. entendendo que ele se submete às imposições advindas de política do capital financeiro internacional impostas pelo Banco Mundial ao MEC conforme os exemplo do que eles chamaram de “detalhismo e generalismo ambíguo”. de um projeto elaborado coletivamente por educadores. em três anos. na Câmara dos Deputados. como eixo da universalização da educação básica. Já registramos também que o projeto do PNE surgiu do Fórum Nacional em Defesa da Escola Pública. O nosso entendimento precisa ser o de busca de fortalecimento da escola pública de qualidade para todos e a democratização da gestão educacional. como tarefa de Estado. metas e estratégias e meios ousados requer. dos problemas da educação brasileira além da leitura crítica das proposições advindas dos governos precisam ser entendidos. quanto ao seu fundamento. doze anos depois de promulgada a Constituição Federal. assim como sabemos ser exigência de relevantes segmentos sociais do nosso País. diagnóstico da realidade. especialmente pelo Congresso Nacional. ao se intensificar a centralização da política educacional. todas as escolas tenham formulado seus projetos pedagógicos. daí o plano ter ficado conhecido como PNE da Sociedade Brasileira. que aprova o PNE.Letras/Inglês Caderno Didático . profissionais da educação nos Congressos Nacionais de Educação I e II (CONEDS). com observância das Diretrizes Curriculares para o ensino fundamental e dos Parâmetros Curriculares Nacionais". agora que temos a Lei nº.172/2001.

Quanto ao tema “financiamento da educação” no PNE. 4. Atividades e ações de erradicação do analfabetismo começaram a existir com o Programa Comunidade Solidária. 61 . de mais de dois turnos diurnos e um turno noturno. o plano deve visar à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e a integração das ações do Poder Público que conduzam à sua viabilização. Observe. na tabela a seguir.173/98. 11. aliás. como objetivo do plano. Tomando como base de análise o que dispõe a Constituição no seu artigo 214. o que parece diminuir a finalidade. item 2. Vejam as Diretrizes Gerais no PL nº. Analisando outros aspectos do plano. do Plano.2 O PLANO NACIONAL DE EDUCAÇÃO E AS METAS PROPOSTAS PARA A DÉCADA DA EDUCAÇÃO. o que se refere a distância entre o Plano e o que o país precisa. ao retardar a sua implementação. simplesmente ele desaparece. à época. embora vale lembrar que há explicações para a contemplação do aspecto na seção que trata da EJA. quando metas que indicam a tarefa do combate ao analfabetismo são contempladas. foram vetadas ações para a manutenção e desenvolvimento do ensino de jovens e adultos. 4. Vale a pena você ler essa duas leis. o que se nota é um descaso dos legisladores diante de uma das dívidas sociais brasileiras com os brasileiros. questão já resolvida com a Lei nº. nas escolas. algumas diferenças entre objetivos da Constituição e do Plano. 4155/98 em comparação com os objetivos e prioridades. PARA REFLETIR Falta ênfase no item: erradicar o analfabetismo.2001-2011. no quadro comparativo dos objetivos do PNE na Constituição. sem prejuízo do atendimento da demanda". embora sem definir meios para concretização. Vamos comparar com atenção aspectos do texto legal aprovado e o texto do projeto da sociedade brasileira. 10172/2001 originária do Projeto de Lei nº. versus Lei aprovada. também neste sentido. como na meta 20: "eliminar a existência. a Universalização do atendimento escolar chega a ser substituído por elevação global do nível de escolaridade da população. Os referidos autores apresentam.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Generalismo ambíguo na ausência de definição de prazo e meios. da Seção I – Introdução do PNE aprovado – Lei nº. ocasião também que. ficou estabelecido a elevação para 7% do PIB como meta a ser atingida na década de validade do plano.494/2007 que cria o FUNDEB. com a sanção da Lei 9424/96 que cria o FUNDEF.

Letras/Inglês Caderno Didático .4º Período 62 .

destacar os objetivos e prioridades segundo o PNE: 1. 3. Para fazer essa análise. percebemos o PNE como um avanço significativo na construção de políticas públicas para os brasileiros. nos estabelecimentos oficiais. PNE. 2002) E agora. Mais do que isso. na educação pública e a democratização da gestão do ensino público. Neste sentido e até por isso. 2001). em seguida. com sucesso. (VALENTE e ROMANO.Câmara dos Deputados. como podemos fazer uma nova leitura após mudança de governo e passado quase uma década da votação do PNE? Faça uma análise sobre em que medida os objetivos e as metas propostas pelo PNE vêm sendo alcançadas no seu município. procure o gestor educacional do seu município e converse com ele sobre o assunto. o PNE. É preciso que o PNE seja amplamente discutido nos cursos de formação de professores e nas redes de ensino. leia todo o plano e. a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes (BRASIL. Ele é uma espécie de salvo-conduto para que o governo continue implementando a política que já vinha praticando. acreditamos contribuir para melhor formar a sua consciência crítica. Queremos aqui. 4. Disponível em http://apache. 2. como lei de conjunto não contempla as propostas e reivindicações dos setores democráticos e populares da sociedade. à dos países desenvolvidos é que este plano estabelece as seguintes prioridades: Conheça o relatório: “O PNE e a Avaliação de Políticas Públicas pelo Congresso Brasileiro”. na extensão e na qualidade.camara. Assim.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Outros aspectos conclusivos apresentados pelos autores precisam ser considerados no nosso estudo: PARA REFLETIR O PNE aprovado pelo Congresso. Apresentamos as críticas e ponderações sobre o PNE feitas pelos autores citados e embasadas em outros tantos atores do poder público e representantes da sociedade civil. traduzem a compreensão de que a política educacional deve ser concebida e praticada hostilizando-se o pensamento. a redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência.br /portal/arquivos/camara/interne t/pública 63 . com o intuito de propiciar a você as analises e as perspectivas para o seu cumprimento. aprovadas sob a égide do pacto conservador que atualmente controla o governo brasileiro. a elevação global do nível de escolaridade da população. DICAS Fazendo cumprir o dever constitucional com base nas necessidades sociais. as reivindicações. Artigo da Consultoria Legislativa. e considerando as limitações impostas pelos recursos financeiros e pela capacidade de responder ao grande desafio de oferecer uma educação compatível. Porém apesar das críticas apresentadas. assim como a LDB e a legislação educacional. a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. já que se constitui em um dos principais pilares da política educacional brasileira. essa orientação materializa no Brasil a política do Banco Mundial para os países subdesenvolvidos. os anseios da comunidade escolar. focando nossa discussão nos objetivos e metas determinados pelo próprio PNE.gov. obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e.

UAB. as diretrizes para a gestão e o financiamento da educação. entre outras iniciativas. Além da LDB e do PNE. REUNI. 3. é preciso tomar como base um diagnóstico local/real. 3. Daí objetivarmos a reflexão da importância social e política do PNE e da LDB. 2. FUNDEB. das escolas privadas às escolas públicas. 2. dos professores aos alunos. 2001) O Plano Nacional de Educação define: 1. Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. IDEB. Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos. assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse ensino. enquanto instrumentos que norteiam a educação brasileira. Muito já foi feito e muito mais temos que fazer. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino. IFET. 4. Para conhecer suas principais determinações e implicações legais. PNE. realizado pelos agentes/atores. (BRASIL. afirma que os mais diferentes setores sociais: dos trabalhadores aos empresários. têm reconhecido a consistência das políticas públicas voltadas para a educação: PROUNI. 64 . 9394/96. 2001) Notamos nessas diretrizes a preocupação com a adequação às especificidades locais e definição de estratégias adequadas a cada circunstância que marcará a elaboração de planos estaduais e municipais. 4.4º Período 1. as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino e. Luiz Inácio Lula da Silva (2007). 5. Universidade Aberta . as diretrizes e metas para a formação e valorização do magistério e demais profissionais da educação. (BRASIL. em todas as regiões. Valorização dos profissionais da educação. PNE. Piso Salarial Nacional do Magistério.Letras/Inglês Caderno Didático . Os princípios de equidade e inclusão são elementos capazes de se tornar instrumento de redução das desigualdades e das discriminações sofridas. compreendendo a organização para o funcionamento da educação nacional.3 O PNE E A VISÃO SISTÊMICA DO PDE O Presidente da República. o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE e o Plano de Ações Articuladas – PAR são referências nacionais que possibilitam a articulação entre os entes federados para fazer cumprir as políticas públicas brasileira na atualidade. nos próximos dez anos. a partir das ações articuladas entre as três esferas de governo e a sociedade. Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino.

Ao analisar a relação do PDE com o PNE. que garante uma unidade geral à Nação Brasileira. educação básica x níveis da educação infantil. responsabilização e mobilização social serem evidentes nos propósitos deste Plano. Disponível em www. 1997) d) responsabilização: obrigação de membros de um órgão administrativo ou representativo de prestar contas a instâncias controladoras ou a seus representados. MEC. PDE. educação regular x educação especial (BRASIL. potencializar as políticas de educação. s/d) PARA REFLETIR a) territorialidade: Condição do que faz parte do território de um Estado. exige pensar etapas. Crescimento. educação tecnológica e alfabetização e a partir dessas conexões. propagação. reconhecer as conexões intrínsecas. Em seguida. Ressaltamos que é notória a visão sistêmica da educação. (BRASIL. Elencaremos os seis pilares em que se sustentam o PDE: 65 . Essa se volta para uma visão sistêmica da educação. Visão sistêmica implica.net/umm ilhao/. alfabetização x EJA. portanto. estados e municípios organizarão. (HOLANDA. 1986) c) regime de colaboração: A Constituição de 1988 no artigo 211 estabelece que a União.museudapessoa. no âmbito do MEC. um sistema nacional de educação. Daí. deixa em aberto a questão das estratégias e ações a serem executadas no sentido de garantir a melhoria da qualidade da educação.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes O PDE oferece uma concepção de educação alinhada aos objetivos constitucionalmente determinados à República Federativa do Brasil. entre educação básica. Ou seja. uma evolução. ensino médio x educação profissional. a concepção vigente e de inter-relação entre os níveis e modalidades educacionais bem como o contexto do ordenamento territorial e do desenho econômico e social.pdf Compreendemos o PDE como uma possibilidade de ser mais do que a tradução instrumental do PNE. única forma de garantir a todos e a cada um o direito de aprender até onde o permitam suas aptidões e vontade. s/d) A Educação é definida constitucionalmente como direito de todos e dever do Estado e da família. (SAVIANI. O PDE pretende na sua concepção vencer as falsas oposições que projetaram a educação brasileira tais como: educação básica x educação superior. educação superior. PDE. A Mobilização Social é um processo educativo que promove a participação (empoderamento) de muitas e diferentes pessoas (irradiação) em torno de um propósito comum (convergência). mas também a partir dos necessários enlaces da educação com a ordenação do território e com o desenvolvimento econômico e social. Limitação da força imperativa das leis ao território do Estado que as promulga. Responsabilizar a classe política e mobilizar a sociedade como condições indispensáveis da existência e execução de um plano de desenvolvimento da educação é também dever de todos nós. em regime de colaboração. (LINO. enquanto norma legal. Ao apresentar um bom diagnóstico dos problemas educacionais. PDE. 1986) e) mobilização social: Processo dinâmico e permanente de envolvimento. de forma a que se reforcem reciprocamente. MEC. s/d) Dentre as razões e princípios do PDE vale destacar a concepção de educação que inspira este plano. que implica uma mudança./mobilizacaosocial.. crescimento e avanço. (BRASIL. esse regime significa organizar a educação em âmbito nacional e. ensino fundamental e médio. Este plano estabelece um conjunto de programas que visam dar consequência e encaminhamento às metas quantitativas estabelecidas no PNE. portanto.. Esse alinhamento exige a construção da unidade dos sistemas educacionais como sistema nacional – o que pressupõe multiplicidade e não uniformidade. (HOLANDA. 2008). de construção e mudança de valores e atitudes e de engajamento de pessoas e grupos sociais. b) desenvolvimento: é um processo dinâmico de melhoria. MEC. modalidades e níveis educacionais não apenas na sua unidade. fica claro que o PDE pretende ser mais do que um instrumento ou plano executivo que traduz o PNE. os seus sistemas de ensino.

nossas considerações acerca da visão sistêmica da educação e a concretização de preceitos legais vigentes para a nossa educação. ações significativas já estão sendo concretizadas entre os entes federativos através do PAR. a partir do PDE. 4.4º Período ? visão sistêmica da educação. 66 . no item anterior. Ressaltamos que. nota-se que. dos Estados. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino. E aí cabe a análise. do Distrito Federal e dos municípios em matéria educacional. s/d) Ao analisar o mandamento constitucional. PDE. objeto de estudo nessa nossa disciplina: Estrutura e Funcionamento do Ensino. de fato. regime ? responsabilização e ? mobilização social (BRASIL. inclusive financeiros através de instrumentos eficazes de avaliação e de implementação de políticas de melhoria da qualidade da educação. ? desenvolvimento. 4. MEC. Agora queremos analisar o caminho que se pode construir a partir desta visão para a consolidação da construção de um Sistema Nacional da Educação.1. s/d) Outro aspecto a ser considerado e de suma importância para quem espera conquistar avanços no país pelos ideais da nossa constituição brasileira é que ao organizar o nosso território sob a forma federativa. significando compartilhamento de competências políticas. o Compromisso “Todos pela Educação” e as Ações Articuladas dos entes federados. ? territorialidade.3.1 O PDE e o caminho para a construção do Sistema Nacional de Educação Descrevemos. de que os propósitos do PDE tornam o regime de colaboração um imperativo necessário. PDE. sem disputa entre etapas.1 O Plano de Desenvolvimento da Educação. mais precisamente para a educação básica. mediante assistência técnica e financeira aos estados. organizou ainda as competências da União. possibilitando ainda o rompimento com a visão fragmentada da educação. na Educação Básica Pública. MEC. (BRASIL.Letras/Inglês Caderno Didático . técnicas e financeiras para a execução de programas de manutenção e desenvolvimento da educação de forma a exigir a atenção dos entes federados sem ferir-lhes a autonomia. segundo o qual a União deve exercer função distributiva e supletiva. ao Distrito Federal e aos municípios. pode garantir maiores compromissos. modalidades e níveis educacionais e que gera incoerência e ausência de articulação de todo sistema.3. ? de colaboração.

]. Neste esforço. estamos fazendo não apenas pela análise de organização em eixos norteadores como elos de aliança que se reforçam. contudo. (BRASIL.. Estudiosos da educação. Sistema Nacional de formação de professores e regime de colaboração e ainda duas considerações que se entrelaçam: financiamento e autonomia. daí os seus programas estarem organizados em termo de educação básica. diferenciando-se apenas o caráter do apoio. PDE. s/d) Para explicar a afirmação anterior vamos recorrer a outro trecho do PDE – MEC – Brasil. os quatro eixos norteadores que compõem o PDE enquanto plano executivo – um dos elementos conceituais que determinam a formulação do PDE. (BRASIL. PDE. o PDE. não há como fazê-lo sem investimentos na educação da ordem de 6% a 7% do PIB. em especial economistas. educação superior.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Quando consideramos o caminho possível para a construção de um Sistema Nacional de Ensino. s/d). s/d) 4. têm defendido a tese de que o Brasil não precisa ampliar os investimentos em educação como proporção do Produto Interno Bruto. de 4%. considerada a complementação da União ao FUNDEB. Deve-se equalizar as oportunidades educacionais pelo aumento do financiamento. dentro da concepção da educação que já discorremos anteriormente.2 O PDE enquanto Programa de Ação: Apresentaremos. O regime de colaboração deve prever o aumento das transferências automáticas de recursos às escolas e às redes educacionais que demonstrem capacidade de avançar com suas próprias forças e o aumento das transferências de recursos condicionado à elaboração e ao cumprimento de um plano de trabalho para as escolas e as redes educacionais que necessitem de apoio técnico e financeiro. ou 0. educação profissional e alfabetização. Alegam que o patamar atual. a partir do quarto ano de seu lançamento. PDE. Se quisermos acelerar o passo e superar um século de atraso no prazo de uma geração. (BRASIL.. que deve ser nacional. R$ 19 bilhões anuais ao orçamento do Ministério da Educação. aproxima-se da média dos países desenvolvidos. mas também pelos pilares que se fixam e seus suportes institucionais: Sistema Nacional de avaliação. apenas como contrapartida federal [. de cerca de quatro para um. de modo a garantir a ampliação da esfera de autonomia das escolas e das redes educacionais.7% do PIB. acrescenta. MEC. Esta abordagem. o mesmo valendo para a relação entre o investimento na educação básica e o investimento na educação superior. de forma bastante didática e resumida. MEC. MEC. perde de vista dois aspectos: nosso baixo PIB per capita e nossa elevada dívida educacional.3. PARA REFLETIR Você concorda que um dos objetivos da educação pública é promover autonomia? Para você o que significa autonomia? 67 .

os programas de formação em serviço que assegurem a todos os professores a possibilidade de adquirir a qualificação mínina exigida pela LDB. A UAB e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência –PIBID. (BRASIL. Primeiro é preciso registrar que houve distinção em relação a estes profissionais com a criação do Piso Salarial Nacional. com seus respectivos colóquios: ? Formação de professores e piso salarial nacional. dos estados e dos Municípios. Eis aqui também um exemplo que as diretrizes e os objetivos do PNE abrangem: “Ampliar. observando as diretrizes e os parâmetros curriculares” e 68 . ? Financiamento: Salário Educação e FUNDEB. Educação Continuada e Diversidade.Letras/Inglês Caderno Didático . a partir da colaboração da União. a exemplo do curso de vocês. única categoria profissional com piso constitucionalmente assegurado. acolhendo professores sem formação superior ou garantindo formação continuada aos que já estão graduados.3 Formação de Professores e Piso Salarial Nacional Dentre os pontos principais do PDE está a formação de professores e a valorização dos profissionais da educação.4º Período O nosso compromisso de educador nos impõe destacar aqui aspectos relevantes de cada eixo.3. Conheça a metodologia PDE Escola. PDE. I .Educação Superior ? Reestruturação e Expansão das diversidades federais: REUNI e PNAES ? Democratização do Acesso: PROUNI e FIES ? como base de regularização: SINAE Avaliação III – Educação Profissional tecnológica: ? Profissional e Educação Científica: O IFET Educação ? Normatização ? EJA Profissionalizante IV – Alfabetização. O Plano II .CAPES-assumindo uma responsabilidade que sempre foi sua. Apresentaremos os quatro eixos. além do comprometimento determinante da União com a formação de professores para os sistema públicos de educação básica através da Universidade Aberta do Brasil –UAB. s/d) 4.Educação básica. inclusive com a Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior. ao estabelecer uma relação permanente entre educação superior e educação básica pôde representar o início de um sistema Nacional Público de formação de professores. MEC. ? e Responsabilização: O IDEB Avaliação ? de metas: Planejamento e gestão educacional. Os polos presenciais da UAB. Visite o site do MEC. é resultado de acordos de cooperação entre os entes federados e as universidades públicas. objeto de estudo da nossa disciplina. mas vamos nos ater ao primeiro eixo por se tratar da Educação Básica.

jovens e adultos. Distrito Federal e Municípios.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes desenvolver programas de educação a distancia que possam ser utilizados também em cursos semipresenciais modulares. com base na gestão compartilhada entre a União. biologia e matemática. química. aos licenciados de cursos presenciais que se dediquem ao estágio nas escolas públicas e que se comprometam com o exercício do magistério na rede pública. na área da educação. traz a possibilidade da concretização de uma luta histórica. embora contando com um montante significativo de recursos disponíveis. embora já fosse previsto por alguns legisladores. os Estados . A garantia da educação básica pública – cuja responsabilidade cabe aos Estados. com a participação suplementar da União. equidade na distribuição dos recursos disponíveis no âmbito dos Estados. Esta é uma historia que remonta aos tempos de Anísio Teixeira. sobretudo no que se refere às ações de inclusão social. nem todas as mudanças aconteceram. PDE-Razões e Princípios. O que ainda se espera é que com a implantação do FUNDEB haja a redução das diversas formas de desigualdades educacionais existentes nesta grande Nação. especialmente as do ponto de vista qualitativos. pela Emenda Calmon. conforme prevê a Constituição Federal de 1988 . 2006). a educação. laica. busca uma das respostas mais esperadas. a Constituição Federal estabeleceu um patamar de gastos em educação mediante a vinculação de.constitui um dos grandes desafios esperados da política brasileira. gratuita e de qualidade.(BRASIL. foi dado no inicio da década de 80 quando. de forma a tornar possível o cumprimento da meta anterior. A Educação Básica.3. Dificilmente será possível aos brasileiros e brasileiras exercerem plenamente a sua cidadania sem a garantia da elevação de seu nível cultural e de uma escolaridade básica qualificada (DELGADO. com a implantação do FUNDEB. Com essa obrigatoriedade. de 1972/88. Embora na forma de um fundo contábil. o FUNDEB traz no seu bojo não somente a alocação de recursos financeiros no ensino.4 Financiamento da Educação Acreditamos que um grande passo na construção de uma política financeira para o país. uma vez graduados nas áreas de física. prioritariamente. o Distrito Federal e os Municípios. s/d ) 4. Distrito Federal e Municípios e 69 . mais que isto. ao lado de tantos outros educadores que fizeram a historia da educação brasileira. o Professor Florestan Fernandes na campanha a favor da escola pública. no mínimo. 25% das receitas dos estados e municípios e de 18% das receitas da união. de um sonho de educadores comprometidos com uma formação qualificada para nossas crianças. na década de 50. no aspecto de Valorização dos Profissionais da Educação. liderando o Manifesto dos Pioneiros em 1932. há a oferta de bolsas de iniciação à docência. No caso do PIBID.

Além desses recursos.fnde. Disponível em www.partes dos Estados.Letras/Inglês Caderno Didático .253. proporcional às Imposto DICAS exportações (IPIexp) ? sobre transmissão causa mortis e doações de quaisquer Imposto bens ou direitos (ITCMD) ? sobre a propriedade de Veículos Automotores (IPVA) Imposto Conheça o Anexo da Lei 11494/2007: nota explicativa. Conheça também o Decreto n 6. procure saber qual o valor mínimo nacional por aluno/ano vigente.. ? sobre a propriedade Territorial Rural (cota-parte dos Impostos Municípios) (ITRm) ? relativos à desoneração de exportações de que trata a Recursos LC nº 87/96 ? Arrecadação de impostos que a União eventualmente instituir no exercício de sua competência (cotas.3. tendo sua implantação iniciada em 1º de Janeiro de 2007 e concluída no terceiro ano de vigência. Esta nota explica como são feitos os cálculos para a distribuição dos recursos do Fundeb. FUNDEB. Trata-se de fundo especial.gov. juros e multas relativas aos Receita impostos acima relacionados. originários dos entes estaduais e municipais. de forma a contribuir para elevar as estatísticas quantitativas e qualitativas nos diversos âmbitos da educação. de natureza contábil e de âmbito estadual. 4. recursos federais também integram a composição do FUNDEB.253/2007. com o objetivo de assegurar o valor mínimo nacional por aluno/ano a cada Estado ou Distrito Federal. que vigorou de 1998 a 2006. Manual de Orientação-2009). em que este limite mínimo não for alcançado com os recursos dos próprios governos (BRASIL. Distrito Federal e Municípios) ? da dívida ativa tributária. em substituição ao Fundef. O FUNDEB é calculado sobre as seguintes fontes de impostos e de transferências constitucionais: ? Participação dos Estados (FPE) Fundo de ? participação dos Municípios (FPM) Fundo de ? sobre Circulação de Mercadorias e sobre prestação de Imposto Serviços (ICMS) ? sobre os Produtos Industrializados. que dispõe sobre o FUNDEB e regulamenta a Lei 11494 de 20 de junho de 2007 e dá outras providências (operacionalização dos FUNDOS).de 13 de novembro de 2007.494/2007 e pelo Decreto n 6. a título de complementação financeira.br Após ler os documentos. com vigência prevista para o período 2007/2020. 70 .5 O que é o FUNDEB? O FUNDEB foi criado pela Emenda Constitucional n 53/2006 e regulamentado pela Lei n 11.4º Período maior participação federal no repasse de recursos financeiros.

orientação educacional e coordenação pedagógica. 4.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes 4. especialmente na valorização do magistério. devendo ser utilizado na aplicação da seguinte forma: Parcela mínima de 60% do FUNDEB destinada à remuneração dos profissionais do magistério em efetivo exercício na educação básica pública. os recursos restantes (de até 40%do total) devem ser direcionados para despesas diversas que são consideradas como de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino (MDE). dirigentes e governantes. Neste caso.6 Utilização dos recursos pelos Estados. professores. Distrito Federal e Municípios: É do nosso conhecimento que os recursos do FUNDEB só podem ser empregados exclusivamente em ações de manutenção e de desenvolvimento da educação básica. com vínculo tanto permanente quanto temporário.7 Avaliação e responsabilização: O IDEB O PDE traz nas alterações feitas na avaliação da educação brasileira um novo conceito. tanto do regime celetista quanto do regime jurídico específico do ente governamental. planejamento. Com isso os dados do SAEB passaram a ser divulgados por rede e por escola. pais. observando ainda os níveis de atendimento por ente governamental: ? Municípios: despesas com MDE no âmbito da Educação Infantil e do ensino fundamental. alunos da 4ª à 8ª série das escolas públicas urbanas realizaram as provas e puderam mostrar seu desempenho em Língua Portuguesa e Matemática. direção ou administração escolar.3. realizadas na educação básica. acompanhado de um questionário.394/96. e decorrente deste a mobilização social.3. Até 2005 o Sistema de Avaliação da Educação Básica (SAEB) era apenas um exame aplicado a cada dois anos. e com a adesão dos estados e municípios. a partir da realização da primeira avaliação universal da educação básica pública. conforme previsto no artigo 70 da LDB 9. inspeção. o que pode indicar responsabilização de todos os envolvidos: comunidade. responsabilização e mobilização social fazem da 71 . Em 2005 o SAEB foi reformulado. ? despesa com MDE no âmbito dos ensinos fundamental Estados: e médio. a responsabilização. a uma amostra de alunos de cada estado. supervisão. ? até 40% do Fundo: Garantida a exigência mínima de Parcela de 60% para a remuneração do magistério. Com a Prova Brasil. ? Federal: despesas com MDE no âmbito da educação Distrito Infantil e dos ensinos fundamental e médio. São considerados profissionais do magistério: os professores e os profissionais que exercem as atividades de suporte e assessoramento pedagógico à docência.

Com a criação do IDEB. Uma das metas é alcançar a média dos países integrantes da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE). Bons resultados são associados a boas práticas e as insuficiências poderão ser enfrentadas de forma mais efetiva e específica.8 contra uma média estimada dos países desenvolvidos de 6. ao Distrito Federal e aos Municípios” (CF. art. o que permitiu que os dados do fluxo fossem dados individualizados sobre promoção. relativo aos anos iniciais. O IDEB calculado para o país. Brasil. mesmo em redes ou sistemas comuns. um estudo das experiências e boas práticas as quais poderiam ser atribuídas ao bom desempenho dos alunos. foi de 3. programa educacenso (2006) Interessante é que. Essas práticas foram traduzidas em 28 diretrizes que orientam as ações do Plano 72 .8 O Plano de Metas: Planejamento e Gestã Educacional Instrumentos jurídicos se fizeram necessários para o relacionamento entre os entes federados para cumprir o regime de cooperação. no ano em que o BRASIL completará 200 anos de sua independência. função redistributiva e supletiva. em parceria com organismos internacionais. por rede e para o próprio Pais foi possível fixar metas de desenvolvimento educacional de médio prazo para cada instância. reprovação e evasão escolar de cada estudante brasileiro. § 1º). consideradas as variáveis sócio-econômicas. com metas intermediarias de curto prazo que possibilitam visualização e acompanhamento da reforma qualitativa dos sistemas educacionais. ao permitir identificar as redes e as escolas públicas com maior necessidade de assistência técnica e ou financeira. ”em matéria educacional. Se não tem.211 da CF quando esta estabelece que “A União. A Prova Brasil confirmou a existência de desigualdades regionais. com a Prova Brasil e o EDUCACENSO havia as condições para a criação do IDEB expresso numa escala de Zero a 10. com base na radiografia em 2005. permitirá o cumprimento mais justo do art. 211. conforme descrito no PDE-BRASIL (s/d).3. calculado por escola.0 que passa a ser a meta nacional para 2021. em regime de colaboração. Cabe à União exercer. Surgem os Planos de Ações Articuladas (PAR): em 2006. apresente-as aos seus colegas.Letras/Inglês Caderno Didático . o MEC fez realizar nas escolas e redes de ensino. PARA REFLETIR Você se lembra de ter feito ou aplicado provas do SAEB e agora a PROVA BRASIL? Você conhece o IDEB da sua escola e de seu município? Se você tem resposta para essas questões.4º Período escola cada vez mais pública e não apenas estatal. Bem como a ideia de combinar os resultados de desempenho escolar (PROVA BRASIL) e os resultados de rendimento escolar (fluxo apurado pelo censo escolar) num único indicador de qualidade: o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) que se constitui numa sistemática que impôs inclusive mudanças na realização de censo escolar. faça uma pesquisa e comente com seus colegas. de forma a garantir equalização de oportunidades educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e financeira aos Estados. 4. os Estados. após a divulgação dos resultados da Prova Brasil. o Distrito Federal e os Municípios organizarão. seus sistemas de ensino”.Interessante é que o IDEB. com base em critérios objetivos.

e os debates serão orientados por um documento-referência. Já que a pretensão é tratar a educação de forma articulada. ao fazer a leitura do PDE e de suas possíveis articulações.] Quando falamos em sistema articulado não queremos dizer um sistema único de educação. que será elaborado pela comissão organizadora nacional. deve considerar para a construção desse sistema” (Matéria publicada na edição 642 do ‘jornal da ciência’. mas não é isso [.04. 73 . é preciso que entendamos que não se trata de um sistema único.].. em que haja uma cooperação entre União. programa estratégico do PDE. e determinar que diretrizes a sociedade brasileira. A coordenação dessas conferências é de responsabilidade primeira do Ministério da Educação em parceira com a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes de Metas e Compromisso. não só o MEC. estadual e municipal da educação brasileira.094/2007) Fechando as nossas considerações. As pessoas acham que estamos tratando da mesma coisa que o SUS (Sistema Único de Saúde). Estados e Municípios para desenvolver a Educação Brasileira. percebemos a mobilização social como espaço de poder para a elaboração e avaliação de diretrizes para a construção de um sistema nacional de educação que promova a efetiva cooperação entre os âmbitos federal.. em favor da construção de um projeto nacional de educação e de uma política de estado.. assim pronuncia: “‘Nossa pretensão é fazer uma discussão sobre o sistema educacional de educação de forma articulada. (BRASIL.2009) Ele ressalta ainda a importância da CONAE em ser uma instância que discute a educação como um todo ‘com a participação de todos’.abril. vale destacar a ideia das conferências como espaço social de discussão da educação brasileira e de articulação dos diferentes agentes institucionais da sociedade civil e dos governos. Decreto. Podemos afirmar que esta iniciativa representa um dos possíveis caminhos de busca para construção de uma escola pública eficaz para todos os brasileiros. Todos pela Educação.SBPC-23.Secretário executivo adjunto do MEC e coordenador da comissão organizadora nacional da CONAE. a exemplo da CONAE 2010. E. por ocasião do lançamento da CONAE 2010. que será a próxima conferência nacional de educação. 6. para esclarecer o assunto: [. Francisco Das Chagas Fernandes (lançamento da CONAE 2010-Brasília23. desde a préescola até a pós-graduação.. Francisco das Chagas Fernandes . a exemplo do que existe na saúde.2009A CONAE será precedida por conferências municipais ou intermunicipais e conferências estaduais e do Distrito Federal.

a partir do conhecimento da realidade. Diversidade e Promoção da Igualdade Social.] o país ainda tem uma educação básica muito ruim. ? e Avaliação da Educação Nacional. o PNE. democrática e de qualidade para todos no Brasil. permanência e sucesso escolar. ? Fortalecimento Institucional das Escolas e dos Sistemas de ? Formação Ensino. Maculam (2009) Participe você também dos espaços de construção da história da educação brasileira na sua estrutura e funcionamento. 74 .Letras/Inglês Caderno Didático . como se o Governo Federal fosse o culpado de tudo. das demandas. Ainda sobre a conferência. gestão democrática. vale registrar as considerações do representante da SBPC na CONAE. Os debates previstos na CONAE terão como tema central: “Construindo o sistema nacional articulado de educação. e ainda fazendo parte de momentos democráticos de participação e definição dos rumos da educação neste século. no Brasil joga-se tudo em cima de Brasília. É preciso discutir um pacto federativo em favor da educação. o de elaborar conceitos. e mesmo a pós-graduação. (2009) quando diz que: a conferência tem grande importância por ser inédita no formato e na amplitude. Nelson Maculam. da apresentação de expectativas globais e diversificadas de propostas e projetos. gratuita.4º Período Dentre outros objetivos da conferência.. ? Estado na garantia do direito a educação: organização e Papel do regulação da Educação Nacional. A mobilização dos educadores. em articulação com os movimentos sociais. no qual seja revisto o papel dos prefeitos e governadores. englobando discussões que vão desde a creche até o pósdoutorado [. a CONAE pretende ainda integrar todos os níveis da educação. Aqui. diretrizes e estratégias nacionais para a efetivação do sistema nacional articulado da educação. continuará sendo o caminho mais emergente e profícuo para a continuidade da luta por uma escola pública. que é boa. diretrizes e estratégias de ação” e as discussões serão organizadas em torno de seis eixos temáticos: ? Democratização do acesso.. ? Justiça Social e Educação: Inclusão. “As prefeituras e governos estaduais têm que se responsabilizarem pela educação básica “. alcança pouca gente. e não é verdade. Qualidade e valorização dos trabalhos em educação e financiamento da educação.

Concluindo. em articulação com os Estados. ? O PNE tramitou por várias instâncias até a aprovação do texto final – aprovado em 09 de janeiro de 2001 e promulgado como Lei nº 10. uma das bases normativas em que se assenta a educação do país. na condição de acadêmico de um curso superior de licenciatura. como parte integrante de um mundo globalizado e contextualizado pelas constantes transformações e muitas delas vindas da própria exigência social. críticos e participativos em seu meio. Sendo assim. Destacamos os pontos: ?pode ser considerado juntamente com a Constituição O PNE Federal (CF) e com a LDB. também conheça e utilize desse referencial legal. elaborem seus planos decenais correspondentes. tanto a exemplo dos conselhos escolares quanto dos espaços das grandes conferências nacionais. Embora se registre mais uma vez na história brasileira que apesar de toda a participação e mobilização do povo nota-se que os interesses majoritários do Congresso Brasileiro ou do Governo aprovam como texto final o que lhes convém. 4. nos Desde a congressos nacionais da educação e ainda contando com a participação de educadores. com base nesta Lei. ? sendo aprovado texto segundo as intenções do Mesmo Congresso Nacional cabe aos Estados. compreenda que toda a discussão que fizemos sobre a estrutura e funcionamento do ensino brasileiro não cumprirá a sua missão se você não a perceber no momento atual. ? proposta inicial. um professor ou gestor. estudantes. como referencial capaz de embasar a formação de cidadãos ativos. profissionais da educação. ou ainda pai ou mãe. ao Distrito Federal e aos Municípios.172/ 2001 pelo então Presidente da República. mas de todos os espaços de ações colegiadas ou de mobilização social. ressaltando o compromisso da sociedade brasileira em busca de uma escola pública de qualidade eficaz para todos os brasileiros. ou responsável por aluno você poderá participar não apenas da CONAE 2010. o Distrito Federal. um agente público. pais de alunos dentre outros. ficando ainda a União. que apresentamos nessa disciplina. efetivar uma educação escolar de qualidade demanda que você.4 CONCLUSÃO Na quarta unidade apresentamos os antecedentes históricos do Plano Nacional de Educação além de apresentarmos também as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes. Fernando Henrique Cardoso.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Se você é um representante da sociedade civil.acadêmico. precisamos que você. um membro de entidade de classe. elaborada a partir de 1998. ou simplesmente um estudante cidadão. os 75 .

Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. com sucesso. PNE (2001). alfabetização x EJA. ensino médio x educação profissional. Veja-as a seguir: 1. Brasil. ? razões e princípios do PDE vale destacar a concepção Dentre as de educação que inspira este plano no âmbito do MEC. educação regular x educação especial. ?(Plano de Desenvolvimento da Educação) é um plano O PDE que estabelece um conjunto de programas que visam dar consequência. a redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência. obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes.4º Período municípios e a sociedade civil. O PDE pretende. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino. 3. 2. ? e prioridades segundo o PNE: a elevação global do Objetivos nível de escolaridade da população. na educação pública e democratização da gestão do ensino público. nos estabelecimentos oficiais.Letras/Inglês Caderno Didático . à dos países desenvolvidos é que este plano estabelece prioridades. a melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino. 4. as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino e as diretrizes e metas para a formação e valorização do magistério e demais profissionais da educação. nos próximos dez anos. PNE (2001) ? cumprir o dever constitucional com base nas Fazendo necessidades sociais. vencer as falsas oposições que projetaram a educação brasileira tais como: educação básica x educação superior. A Educação é definida constitucionalmente como direito de todos e dever do Estado e da família. 5. Brasil. 76 . responsáveis por proceder à avaliação periódica da implementação do referido Plano Nacional de Educação. na sua concepção. ensino fundamental e médio. Valorização dos profissionais da educação. e considerando as limitações impostas pelos recursos financeiros e pela capacidade de responder ao grande desafio de oferecer uma educação compatível. Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos. ? Nacional de Educação define as seguintes diretrizes: as O Plano diretrizes para a gestão e o financiamento da educação. PNE (2001) ? LDB e do PNE o Plano de Desenvolvimento da Além da Educação – PDE e o Plano de Ações Articuladas – PAR são referências nacionais que possibilitam a articulação entre os entes federados para fazer cumprir as políticas públicas brasileira na atualidade. assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse ensino. pois essa se volta para uma visão sistêmica da educação. Brasil. e encaminhamento às metas quantitativas estabelecidas no PNE. educação básica x níveis da educação: infantil. na extensão e na qualidade.

tendo sua implantação iniciada em 1º de Janeiro de 2007 e concluída no terceiro ano de vigência. territorialidade. vale destacar a ideia das Fechando conferências como espaço social de discussão da educação brasileira. responsabilização e mobilização social serem evidentes nos propósitos deste Plano. com vigência prevista para o período 2007/2020. Brasília: Diário Oficial de 12 de dezembro de 1996.494/2007 e pelo Decreto nº 6. Diário Oficial da União. percebemos a mobilização social como espaço de poder para a elaboração e avaliação de diretrizes para a construção de um sistema nacional de educação que promova a efetiva cooperação entre os âmbitos federal. pela União Federal. Daí. 77 . Podemos afirmar que esta iniciativa representa um dos possíveis caminhos de busca para construção de uma escola pública eficaz para todos os brasileiros. Aprova o Plano Nacional de Educação e dá outras providencias.094.172. Decreto Nº 6. BRASIL.394/96. que vigorou de 1998 a 2006. mobilização social (BRASIL. PDE. Ao fazermos a leitura do PDE e de suas possíveis articulações. Lei 9. 2007. desenvolvimento. articulado com os diferentes agentes institucionais da sociedade civil e dos governos. Trata-se de fundo especial. ? as nossas considerações. ? O PDE ainda traz alterações na avaliação da educação brasileira com um novo conceito: a criação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). desde a pré-escola até a pós. MEC. REFERÊNCIAS BRASIL. em substituição ao Fundef.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes Responsabilizar a classe política e mobilizar a sociedade como condições indispensáveis da existência e execução de um Plano de desenvolvimento da educação é também dever de todos nós. de 24 de abril de 2007 . Brasília. DF.graduação. BRASIL. 10 jan. de 9 de janeiro de 2001. de natureza contábil e de âmbito estadual.Dispõe sobre a implementação do plano de metas “Compromisso Todos pela Educação”. responsabilização. em favor da construção de um projeto nacional de educação e de uma política de estado. Brasília. O FUNDEB foi criado pela Emenda Constitucional n 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11. 2001. regime de colaboração.253/2007. Lei 10. ? Seis pilares em que se sustenta o PDE: Visão sistêmica da educação. estadual e municipal da educação brasileira. s/d) ? Financiamento da Educação através do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.

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tomando como ponto principal a legislação educacional antes e durante o período republicano até chegarmos à organização da educação nacional através da nova Constituição do Brasil em 1988. A Educação no Brasil Contemporâneo: A história da educação brasileira na contemporaneidade também participou e sofreu a interferência de inúmeros movimentos políticos e culturais.RESUMO Unidade I: Breve Histórico da Educação na Legislação Brasileira Nesta primeira unidade apresentamos o histórico da educação brasileira. Em 1930. é de fundamental relevância identificar aspectos e características dos três grandes momentos históricos: Brasil Colônia. A Educação no Brasil Colônia: A organização e administração da educação durante o período colonial apresentam a influência das correntes escolástica e positivista. No Brasil. em 1946. desenvolvimentista e sociocultural. em quatro fases: organizacional. Brasil República e Brasil Contemporâneo. foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública (MESP). durante o Período Colonial era um tema de pouca importância para os colonizadores portugueses e para a população que habitava o país. mas fundamentalmente manifesta um enfoque jurídico. segundo Sander (2007). através dos partidos de esquerda e 79 . fundamentado no direito romano. A educação. Para melhor compreender os processos que envolvem a legalização e administração da educação brasileira. até 1945. resultando na pouca atenção aos processos relacionados à sua administração. que era interpretado em acordo com o código napoleônico. marcado pelas orientações e práticas resultantes das correntes filosóficas positivista e funcionalista. as concepções de gestão da educação e administração pública vigentes resultam de uma construção histórica influenciada pela tradição jurídica que caracterizou o Período Colonial. A Educação Brasileira no Período Republicano: O pensamento vigente na administração da educação brasileira no período republicano divide-se. comportamental. No entanto. pouco tempo depois. A Constituição Federal de 1934 delegou ao Estado a responsabilidade de fiscalizar e regulamentar as instituições de ensino públicas e privadas. vigorava a ditadura de Getúlio Vargas. Naquele momento histórico. a sociedade política brasileira. fato que também interferia na organização da educação brasileira. Cada um delas revelava um modelo de gestão específico.

a educação brasileira ficou sem nenhum referencial. até meados da década de 90. Através deles está estruturado todo o funcionamento do ensino fundamental e médio. A Constituição de 1824 garantia a instrução primária a todos os cidadãos do Império e devido a isso. instituindo várias escolas públicas de ensino fundamental e intermediário. Em relação à educação. tendo como meta uma nova política referente à instrução popular. em 1826. mas na prática isso pouco se concretiza. Unidade II: Legislação educacional no Brasil Nesta segunda unidade. Com a expulsão dos jesuítas. em 1889. primeiramente. destacando os objetivos. durante todo o período imperial.Lei nº 10. as rédeas da educação. é apresentada a proposta de criação de escolas primárias no país através do Projeto Januário da Cunha Barbosa e legitimado pelo Decreto de 15 de outubro de 1827. em 1759. No período Republicano começa a se formar um novo perfil educacional onde se apresentam leis. diferentes segmentos sociais brasileiros se mobilizaram em prol da democracia efetiva. A Constituição Federal de 1988.4º Período progressistas. de forma definitiva. são elaborados planos. justificando os princípios liberais e democráticos. retomou os debates sobre a necessidade de melhorar e democratizar a educação brasileira. quanto secundário e superior e tentam também normatizar o ensino agrícola e o ensino industrial que eram mantidos por finalidades filantrópicas e destinava. apesar de o povo simpatizar com a causa e ter o respaldo dos intelectuais progressistas que já a reivindicavam desde a Independência. apresentamos a legislação educacional no período que antecede a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional de 1996. aos órfãos e desvalidos. pois já se manifestavam as novas exigências de uma sociedade impulsionada pela globalização econômica. Os documentos oficiais desta época deixam claro que.172/2001 são os documentos norteadores da Educação Básica brasileira. pouco se preocupou com a criação de um sistema de instrução nacional e a educação brasileira caminhava lentamente e com pouca evolução enquanto política educacional. a Lei de Diretrizes e Bases de 1996 e o Plano Nacional de Educação . Após a Independência. Ressaltamos que a Proclamação da República. A partir da década de 70. decretos e atos institucionais que propõem diretrizes e critérios tanto para o ensino primário. A Constituição Republicana de 1891 estabeleceu uma república federativa e fez co que o Estado assumisse. A partir da Independência do Brasil surge então a necessidade de um Sistema Educacional Brasileiro porque o país emancipou-se politicamente sem ter sua estrutura educacional organizada.Letras/Inglês Caderno Didático . além da educação infantil e da educação superior. os princípios e fins da educação nacional na atualidade de acordo com a legislação atual. tal fato não trouxe uma mudança significativa na ordem econômica nacional. continuou a 80 .

o governo nacional demonstrou grande interesse na política social e educacional. Com o Golpe de Estado de Getúlio Vargas e o estabelecimento do Estado autoritário. onde o Estado tem a obrigação de oferecer e prover a educação para todo cidadão brasileiro. Em 1945. Nela os “pioneiros da educação nova” retomam a luta pelos valores já defendidos. Ainda em 1930. Aqui. Cria-se o SENAI e o SENAC. influenciados por educadores progressistas dos Estados Unidos e da Europa criam a Associação Brasileira de Educação onde publicam artigos e livros desejando uma nova escola em todo o país. até então. Aqui. E a Constituição de 1937 coloca no Estado a obrigação de prover o ensino primário e profissional. políticos e líderes religiosos ficam insatisfeitos com os resultados e intensificam os movimentos populares em defesa de uma escola para todos. 81 . Jovens educadores. a de 1946. A Constituição de 1934 em seu capítulo sobre a educação exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. com a urbanização e a industrialização em desenvolvimento. tem como consequência a pressão para mudanças no sistema educacional. Cria-se o Ministério da Educação e da Saúde que se torna um marco da ação federal no campo educacional. Podemos destacar as Reformas: Francisco Campos (19311932) e Reforma Capanema (1942-1946). a Lei nº 4024 é promulgada. com o fim do governo autoritário. surgem as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios. estadual e municipal deveriam investir percentuais de suas receitas na educação. Esta Constituição obriga também os empresários a oferecer educação para os empregados e filhos dos empregados e restaura a determinação de que as autoridades públicas federal. da educação brasileira: a quantidade e a qualidade educacional. Destaque para o grande educador Paulo Freire. surgem as primeiras ideias de um Plano Nacional de Educação para especificar as diretrizes curriculares e orientar as atividades dos estados e municípios. Todas estas ideias e o movimento escolanovista culminam com a publicação do Manifesto dos Pioneiros da Educação Nacional em 1932. A Constituição de 1934 em seu capítulo sobre a educação exigia que todo cidadão tivesse direito ao ensino fundamental e seria obrigação do Estado ofertá-lo. muitas das iniciativas para melhorar a educaçao foram revertidas. Durante a década de 1920. Dos anos 10 aos anos 60 do século XX podemos afirmar que foram várias as reformas educacionais com o objetivo de resolver os problemas principais. com a Revolução. Após a promulgação desta Lei muitos intelectuais. uma nova Constituição é adotada. Em 1961. em 1934.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes tradicional divisão entre entre escola para a elite e escola para a população menos favorecida.

Letras/Inglês Caderno Didático . ter uma carga horária mínima de oitocentas horas com o mínimo de duzentos dias letivos. na educação brasileira. A educação Superior é um direito assegurado a todos os cidadãos brasileiros. da escrita. conforme os Art. afirmou a importância da educação e buscou adaptar o sistema educacional aos requisitos do rápido crescimento econômico. até então. O artigo 2º da LDB diz que a educação é dever da família e do Estado. pois são considerados subversivos e seus líderes são logo penalizados. as considerações sobre o ensino médio vinculado à profissionalização e a garantia da educação para os jovens e adultos. Visa ainda desenvolver a capacidade de aprendizagem. destacados na legislação em vigor (CF/ 88. Os objetivos da educação básica. oferecer língua 82 . Para que o Ensino Fundamental. estão os onze princípios que devem reger a organização no país. atinja seus objetivos deve seguir as seguintes regras: ser ministrado em língua portuguesa. Já no artigo 3º. A Constituição de 1988 dará início às discussões sobre uma nova LDBEN (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional). De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96 o Ensino Fundamental passa a ser de 09 (nove) anos para que se tenha mais tempo da criança na escola. que tomou o poder em 1964. currículo com base comum e base diversificada.4º Período O golpe militar de 1964 desarticula estes movimentos de conscientização do povo. O governo militar promoveu ainda uma total reorganização da universidade brasileira (1968) e do ensino primário e secundário (Lei 5692 de 1971). do cálculo. Unidade III: A legislação e a universalização de uma escola básica de qualidade Na terceira unidade apresentamos o ensino de nove anos. Os princípios e fins da educação nacional são estabelecidos de acordo com a Constituição de 1988 (art. 21 e 22 da LDB. Ensino Fundamental e Ensino Médio. o domínio da leitura. O Ensino Fundamental visa desenvolver no aluno a capacidade de aprender. possibilitando meios para que ele prossiga sua formação em estudos posteriores. a educaçao tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando. determinam que a Educação Básica tem por objetivo formar o educando para o exercício da cidadania. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. A Educação Básica é composta de Educação Infantil. A estrutura do ensino brasileiro está dividida da seguinte forma: Educação Básica e Educação Superior. A ditadura militar. de acordo com a Lei 9394/96. A Constituição de 1988 aborda os principais problemas enfrentados. 2º). LDB/96 e PNE). de solidariedade e de tolerância recíproca na vida social. o fortalecimento dos vínculos de família. 205) e a LDB de 1996 (art.

As políticas educacionais brasileiras têm direcionado. imagens. “possibilitar o prosseguimento de estudos”. dentre outras regras. a mesma deve ser contínua e cumulativa. um projeto político-pedagógico que materialize para as crianças condições de aprendizagem voltadas para conhecimentos de diferentes áreas. nas últimas décadas. O Plano Nacional de Educação (Lei nº 10172/2001) em seu diagnóstico sobre o Ensino Médio destaca que este nível de ensino no Brasil está em expansão. Ou seja. prevalecendo os aspectos qualitativos sobre os quantitativos. nas finalidades do ensino médio. a identidade desse nível de ensino tem oscilado. “garantir a preparação básica para o trabalho e a cidadania” e dotar o educando dos instrumentos que lhe permitam “continuar aprendendo”. conferindo ao ensino médio função de educação geral que.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes estrangeira a partir do 6º ano de escolaridade. recentemente. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional determina. Devido à melhoria no Ensino Fundamental os brasileiros têm apresentado mais interesse no Ensino Médio e a demanda para o mesmo tem evoluído a cada ano. o ensino médio integra-se à escolaridade que tem como objetivo a formação comum indispensável ao exercício da cidadania. tendo em vista o desenvolvimento da “compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos” (art. “aprimorar o educando «como pessoa humana”. incisos I a IV). O ensino fundamental de nove anos traz o desafio e a oportunidade de repensar a escola que temos na direção de um projeto de escola que tenha como centro de sua atenção a reflexão e ação das crianças em suas características. como curso técnico ou profissionalizante. interligados a linguagens. A LDB então busca superar essa dualidade. a Lei prevê que os jovens e adultos poderão concluir os ensinos fundamental e médio 83 . e a qualificação para o trabalho. embora diferenciada da educação profissional. especial atenção à universalização do ensino fundamental. Entretanto. Nestes artigos. 35: é a etapa final da educação básica. O Ensino Médio. A Educação de Jovens e Adultos (EJA) é contemplada na Lei de Diretrizes e Bases de 1996 em seus artigos 37 e 38. É nesse sentido que a própria legislação prevê progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio (artigo 4º). a demanda pelo ensino médio passa a ser impulsionada. é assim definido no art. inclui preparar para o mercado de trabalho. À medida que essa meta se concretiza. conforme a Lei de Diretrizes e Bases 9394/96. com duração mínima de três anos. sentimentos e relações que apresentem e coloquem em debate a realidade e a sociedade na sua contemporaneidade e historicidade. Sendo assim. que o mesmo deve propiciar a todos os cidadãos a oportunidade de consolidar e aprofundar os “conhecimentos adquiridos no ensino fundamental”. dimensões e necessidades concretas. entre preparação para a educação superior. como curso propedêutico. 35. em relação à avaliação do aluno.

elaborem seus planos decenais correspondentes. Aqui. nos congressos nacionais da educação e ainda contando com a participação de educadores. Embora se registre mais uma vez na história brasileira que. Desde a proposta inicial. Sendo assim.172/ 2001 pelo então Presidente da República. mas uma modalidade de formação que deve estar presente na vida do indivíduo em idade profissional produtiva. Ficando ainda a União. as pessoas têm a oportunidade de melhorar de vida e competir no mercado de trabalho bem como reconhecer seus direitos. de acordo com a LDB/96 a educação profissional não é apenas um nível de ensino. Através da educação. Os cursos de exames supletivos são uma alternativa e uma modalidade de ensino para prosseguimento dos estudos e conclusão da educação básica. pais de alunos dentre outros. exigem maior qualificação e constante atualização de conhecimentos e habilidades. profissionais da educação. com base nesta Lei. ou já depois de adultas. O PNE pode ser considerado com a Constituição Federal (CF) e com a LDB. obrigando-as a voltar à escola básica. no entanto. As mudanças ocorridas no mercado de trabalho. apesar de toda a participação e mobilização do povo. por outro lado. ressaltando o compromisso da sociedade brasileira em busca de uma escola pública de qualidade e eficaz para todos os brasileiros. sendo que a idade mínima para o ensino médio através de supletivo é ser maior de dezoito anos. Isso significa educação permanente ou educação continuada. À medida que a sociedade se desenvolve novas possibilidades de crescimento profissional surgem. em articulação com os Estados. uma das bases normativas em que se assenta a educação do país. além de apresentarmos também as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes. elaborada a partir de 1998. O PNE tramitou por várias instâncias até a aprovação do texto final – aprovado em 09 de janeiro de 2001 promulgado como Lei nº 10. o Distrito Federal. para aprender um pouco mais ou para conseguir um diploma. estudantes. Fernando Henrique Cardoso.Letras/Inglês Caderno Didático . como jovem. Mesmo sendo aprovado texto segundo as intenções do Congresso Nacional cabe aos Estados. nota-se que os interesses majoritários do Congresso Brasileiro ou do Governo aprovam como texto final o que lhes convém. a educação de adultos é uma necessidade tanto na comunidade como nos locais de trabalho. os municípios e a 84 . vêm exigindo mais conhecimentos e habilidades das pessoas.4º Período através de cursos e exames supletivos. mas. ao Distrito Federal e aos Municípios. Unidade IV: O Plano Nacional de educação e as ações articuladas e normatizadas pelas políticas educacionais vigentes Na quarta unidade apresentamos os antecedentes históricos do Plano Nacional de Educação. assim como atestados de maior escolarização.

alfabetização x EJA. voltada para uma visão sistêmica da educação. Valorização dos profissionais da educação. PNE. Desenvolvimento de sistemas de informação e de avaliação em todos os níveis e modalidades de ensino. Dentre as razões e princípios do PDE vale destacar a concepção de educação que inspira este plano no âmbito do MEC. Ampliação do atendimento nos demais níveis de ensino. ensino fundamental e médio. O Plano Nacional de Educação define as seguintes diretrizes: as diretrizes para a gestão e o financiamento da educação. 2001). (BRASIL. nos estabelecimentos oficiais. A Educação é definida constitucionalmente como direito de todos e dever do Estado e da família. Além do LDB e do PNE o Plano de Desenvolvimento da Educação – PDE e o Plano de Ações Articuladas – PAR são referências nacionais que possibilitam a articulação entre os entes federados para fazer cumprir as políticas públicas brasileira na atualidade. 3. e encaminhamento às metas quantitativas estabelecidas no PNE. segundo o PNE: elevação global do nível de escolaridade da população. responsabilizar a classe 85 . com base nas necessidades sociais. nos próximos dez anos. e considerando as limitações impostas pelos recursos financeiros e pela capacidade de responder ao grande desafio de oferecer uma educação compatível. O PDE pretende na sua concepção vencer as falsas oposições que projetaram a educação brasileira tais como: educação básica x educação superior. PNE. ensino médio x educação profissional. responsáveis por proceder à avaliação periódica da implementação do referido Plano Nacional de Educação. educação regular x educação especial. redução das desigualdades sociais e regionais no tocante ao acesso e à permanência. as diretrizes e metas para cada nível e modalidade de ensino e as diretrizes e metas para a formação e valorização do magistério e demais profissionais da educação. com sucesso. à dos países desenvolvidos é que este plano estabelece prioridades. 2001). Garantia de ensino fundamental a todos os que a ele não tiveram acesso na idade própria ou que não o concluíram. educação básica x níveis da educação: infantil. PNE. Veja-as. Objetivos e prioridades. Fazendo cumprir o dever constitucional. na extensão e na qualidade. melhoria da qualidade do ensino em todos os níveis. a seguir: 1.Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes sociedade civil. (BRASIL. 5. 2. assegurando o seu ingresso e permanência na escola e a conclusão desse ensino. 2001). O PDE (Plano de Desenvolvimento da Educação) é um plano que estabelece um conjunto de programas que visam dar consequência. obedecendo aos princípios da participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola e a participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. na educação pública e democratização da gestão do ensino público. Garantia de ensino fundamental obrigatório de oito anos a todas as crianças de 7 a 14 anos. (BRASIL. 4.

Letras/Inglês Caderno Didático . s/d). responsabilização e mobilização social serem evidentes nos propósitos deste Plano. desenvolvimento. vale destacar a ideia das conferências como espaço social de discussão da educação brasileira.253/2007. territorialidade. PDE. Trata-se de fundo especial. MEC. O PDE ainda traz alterações na avaliação da educação brasileira com um novo conceito: a criação do IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). O FUNDEB foi criado pela Emenda Constitucional nº 53/2006 e regulamentado pela Lei nº 11. Financiamento da Educação através do FUNDEB (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Básica). Podemos afirmar que esta iniciativa representa um dos possíveis caminhos de busca para construção de uma escola pública eficaz para todos os brasileiros. Daí. Fechando as nossas considerações. como condições indispensáveis pela existência e execução de um Plano de desenvolvimento da educação. desde a pré-escola até a pós-graduação. Seis pilares em que se sustentam o PDE: visão sistêmica da educação. em substituição ao Fundef. articulado com os diferentes agentes institucionais da sociedade civil e dos governos. com vigência prevista para o período 2007/2020. E ao fazer a leitura do PDE e de suas possíveis articulações percebemos a mobilização social como espaço de poder para a elaboração e avaliação de diretrizes para a construção de um sistema nacional de educação que promova a efetiva cooperação entre os âmbitos federal. que vigorou de 1998 a 2006.494/2007 e pelo Decreto nº 6. tendo sua implantação iniciada em 1º de Janeiro de 2007 e concluída no terceiro ano de vigência. é também dever de todos nós. estadual e municipal da educação brasileira. 86 . de natureza contábil e de âmbito estadual. responsabilização. e mobilização social (BRASIL.4º Período política e mobilizar a sociedade. regime de colaboração. em favor da construção de um projeto nacional de educação e de uma política de estado.

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cite no mínimo 03 destes princípios.ATIVIDADES DE APRENDIZAGEM . laica e gratuita.AA 1) Quais as novidades apresentadas pela Constituição Federal de 1988 em relação à legislação anterior? 2) Marque a alternativa INCORRETA. b) ( ) Acreditava que um sistema de educação estatal garantiria um ensino a todos. e) ( ) Defendia uma escola que combatesse as desigualdades sociais da nação. 3) Dos onze princípios da LDB/96 para a educação. d) ( ) Sentia o desejo de preparar o país para acompanhar as mudanças ocorridas em todo o mundo. c) ( ) Dizia que a educação não era elemento-chave. O movimento denominado “Escola Nova” defendia principalmente: a) ( ) Defendia uma escola pública. 91 .

4º Período 4) Os documentos norteadores da educação brasileira são: a) ( ) Plano Nacional de Educação e Planos Municipais de Educação. foi considerada uma síntese contraditória durante o seu processo de elaboração? 7) Por que a Lei 5692. de 1996. de 1971.Letras/Inglês Caderno Didático . c) ( ) Constituição Federal. d) ( ) Lei de Diretrizes e Bases e Plano Nacional de Educação e) ( ) Os Planos Municipais de Educação e os Planos Estaduais de Educação. já não atendia as necessidades da educação nacional após o período ditatorial do país? 92 . b) ( ) Constituição Federal e Lei de Diretrizes e Bases. Lei de Diretrizes e Bases e Plano Nacional de Educação. 5) Como a Educação de Jovens e Adultos é contemplada na LDB/96? 6) Por que a Lei de Diretrizes e Bases.

Estrutura e Funcionamento do Ensino Fundamental e Médio UAB/Unimontes 8) De acordo com os onze princípios da educação nacional comente a responsabilidade do Estado. 9) Para a LDB 9394/96 qual deve ser o objetivo principal para a educação básica brasileira? 10) Por que a LDB 9394/96 propôs um ensino fundamental de maior duração? E qual é a extensão deste desafio para a sociedade? 93 . da família e da sociedade com a educação das futuras gerações.

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