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1.

TERMOS E DEFINIÇÕES

1.1. Atmosfera Explosiva de Gás – mistura com o ar, sob condições atmosféricas, na
forma de gás, vapor, na qual , após ignição, inicia-se uma combustão auto-sustentada
através da mistura remanescente.

1.2. Área Classificada – área na qual está presente uma atmosfera explosiva de gás,
ou ainda é esperada estar presente, em quantidades tais que requeiram precauções
especiais para a construção, instalação e uso de equipamentos.

1.3. Zonas – as áreas classificadas são divididas em zonas, baseadas na frequência


da ocorrência e duração de uma atmosfera explosiva de gás, como a seguir

1.3.1. Zona 0 – área na qual uma atmosfera explosiva de gás esta


continuamente presente ou por longos períodos ou frequentemente.

1.3.2. Zona 1 - área na qual uma atmosfera explosiva de gás pode ocorrer
ocasionalmente em condições normais de operação.

1.3.3. Zona 2 - área na qual uma atmosfera explosiva de gás não é previsto
ocorrer em condições normais de operação, mas se ocorrer, irá persistir (tempo
total para o qual atmosfera inflamável irá existir) somente por um curto período.

1.4. Fonte de Risco – ponto ou local onde o gás pode ser liberado para a atmosfera
de modo a possibilitar a formação de uma atmosfera explosiva de gás. Uma fonte de
risco pode dar origem a um dos três graus de risco, ou uma combinação de mais de um
deles.

1.5. Fonte de Risco Grau Continuo – uma liberação que é continua ou espera-se
que ocorra frequentemente ou por longos períodos.

1.6. Fonte de Risco Grau Primário – uma liberação que espera-se que ocorra
periodicamente ou ocasionalmente durante operação normal

1.7. Fonte de Risco Grau Secundário – uma liberação que não se espera que ocorra
em operação normal e, se ocorrer, é pouco frequente e por curtos períodos.

1.8. Classificação em Grupos – Os diversos materiais que classificam áreas estão


agrupados conforme a periculosidade que possuem. Foram divididos em diversos
grupos, sendo que o GLP está no Grupo II A

1.9. Temperatura de Ignição de uma Atmosfera Explosiva de Gás “TAI” (ºC) – a mais
baixa temperatura de uma superfície quente na qual, sob condições especificas, irá
ocorrer a ignição de uma substancia inflamável na forma de mistura de gás ou vapor
com ar.

1.10. Ponto de Fulgor “PF” (ºC) – menor temperatura na qual um líquido, libera
vapor em quantidade suficiente para formar uma mistura explosiva.

1.11. Limite Inferior de inflamabilidade “LII” (%) – concentração de gás inflamável no


ar, abaixo da qual a atmosfera de gás não é explosiva.
1.12. Limite Superior de inflamabilidade “LSI” (%) – concentração de gás inflamável
no ar, acima da qual a atmosfera de gás não é explosiva.

1.13. Densidade Relativa de um Gás Rho,ρ– densidade de um gás em relação ao ar


na mesma pressão e na mesma temperatura .

1.14. Taxa de Liberação (dG/dt) – quantidade de gás ou vapor inflamável emitida por
unidade de tempo pela fonte de risco.

1.15. Extensão da Zona – distância em qualquer direção da fonte de risco ao ponto


onde a mistura gás/ar tenha sido diluída pelo ar para um valor abaixo do limite de
inflamabilidade.

1.16. Operação Normal – situação em que o equipamento está operando dentro de


seus parâmetros de projeto.

1.17. Gás Liquefeito inflamável – material inflamável que é armazenado ou


manuseado como um liquido e que na temperatura ambiente e na pressão
atmosférica é um gás inflamável.

1.18. Ventilação Natural – para ambientes abertos, a avaliação da ventilação deve


normalmente ser baseada na velocidade mínima assumida do vento de 0,5 m\s, o qual
estará presente praticamente de modo contínuo. Nesse caso, a disponibilidade da
ventilação pode ser considerada boa. (ABNT NBR IEC 60079-10 Anexo B, - B5 –
Disponibilidade de Ventilação).

1.19. Fontes de Ignição – alguns exemplos de pontos de ignição

1.19.1. Centelhas geradas por atrito


1.19.2. Arcos elétricos
1.19.3. Raios (descargas atmosféricas)
1.19.4. Superfícies quentes – define classe de temperatura – GLP - “T2”
1.19.5. Energia radiante
1.19.6. Eletricidade estática

1.20. Grau de Ventilação – O fator mais importante é que o grau ou nível de


ventilação esteja diretamente relacionado ao tipo de fonte de liberação. Isto
independente do tipo de ventilação, quer seja da velocidade do vento ou do numero
de trocas de ar por unidade de tempo. Portanto, condições ótimas de ventilação em
áreas classificadas podem ser alcançadas e, quanto maior a quantidade de ventilação
em relação às possíveis taxas de liberação, menor é a extensão da zona (áreas
classificadas), em alguns casos, reduzindo-as a um valor desprezível (áreas não
classificadas)

1.21. Disponibilidade de Ventilação – A disponibilidade de ventilação tem uma


influência na presença ou formação de uma atmosfera explosiva de gás e,
consequentemente, no tipo de zona.