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Efeito Arco em Estruturas de Alvenaria Estrutural

Vilela, G. F. 1; Ribeiro, H. K. Q.2


Graduandos, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil
Mata, R. C. 3
Professor doutor, Pontifícia Universidade Católica de Goiás, Goiânia, Goiás, Brasil

1
gustavo_fvilela@hotmail.com; 2 hellenkqueiroz@gmail.com; 3 rcmata1@gmail.com

RESUMO: A alvenaria estrutural teve sua origem com os primórdios da sociedade, desde então foi usada sem grandes
conhecimentos técnicos-científicos. No entanto, estudos na área vem ganhando espaço, pois esse método construtivo quando
comparado a alternativas tradicionais, apresenta razoável economia, já que requer maior planejamento e é de fácil execução. Este
trabalho avaliou através de modelagem numérica, o efeito arco em painéis de alvenaria, visando compreender o comportamento
entre vigas de concreto e paredes. O software utilizado para simulação das estruturas foi o DIANA v.9, onde vinte e quatro modelos
foram desenvolvidas. Os resultados referentes a painéis de alvenaria sobre vigas, mostraram que o efeito arco, pode provocar um
alivio das tensões verticais ao longo do vão, e causar a concentração desses esforços nos apoios, além de proporcionar um alivio
do momento fletor atuante. A NBR 15961:2011 ainda não se atenta às mudanças causadas por esse fenômeno - apesar de relatar
sua existência – o que provoca um possível superdimensionamento da estrutura de transição em concreto armado (pilotis). Logo, é
necessário que existam mais debates e estudos a respeito do tema, além de maior exploração na utilização de métodos analíticos,
como elementos finitos, para a verificação de esforços em estruturas.

Palavras-chaves: Alvenaria estrutural, Modelagem numérica, Efeito arco, Interação parede-viga, Dimensionamento.

Área de Concentração: Estruturas

haver o desligamento da parede com a viga na região


1 INTRODUÇÃO deformada. Com isso, a carga que inicialmente era
distribuída, passa a se concentrar nos apoios, formando
O surgimento da alvenaria está diretamente ligado ao assim o efeito arco.
surgimento da sociedade, desde os primórdios foi usada Paes (2008) comenta que o efeito arco é um tema que
tanto como estrutura de vedação quanto estrutura de tem sido bastante estudado e discutido tecnicamente, no
suporte. Posteriormente, com o desenvolvimento da entanto, ainda não há um procedimento seguro e prático
sociedade, viu-se a necessidade de abandonar as para se considerar em projetos. Para estudo e
avaliações empíricas, com isso o concreto armado determinação do comportamento de paredes de
ganhou mais visibilidade. No entanto, atualmente alvenaria estrutural, são utilizados modelos numéricos
estudos em alvenaria estrutural tem crescido que otimizam os projetos, possibilitam a compreensão
significativamente, por ser um método mais do desempenho estrutural e verificam a influência de
econômico, além de possuir vantagens em relação a fatores externos. Estes estudos são avaliados pelo
outros métodos construtivos, como a redução de uso de método dos elementos finitos, onde são aplicadas
concreto e aço, maior rapidez na execução, economia análises não lineares para avaliação da distribuição dos
de formas em madeira, boa resistência ao fogo e bom esforços, com ênfase na viga de suporte. São utilizados
isolamento termo acústico. além de modelos numéricos, modelos simplificados
Posteriormente, devido a necessidade da utilização de encontrados para avaliar os efeitos da interação, no
subsolos para uso de garagens, surgiu à utilização de entanto vários autores afirmam que estes modelos - que
parede de alvenaria estrutural apoiada em viga de geralmente usam expressões analíticas e ábacos, para
concreto armado, estudos mostraram que a viga ao ser determinar os esforços da viga de apoio e tensões na
solicitada pela parede sofre deslocamento, podendo alvenaria - são limitados e restritos há apenas alguns

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tipos de paredes (NASCIMENTO NETO & uma estrutura de apoio feita de concreto armado, onde
MEDEIROS, 2014). P é a carga total aplicada sobre a parede. Ressalta ainda
que o efeito arco em estruturas de transição exige
Portanto, este trabalho está voltado à compreensão da
apenas armadura de tração mínima, pois na região
interação entre paredes de alvenaria estrutural e vigas
central do vão a estrutura é pouco solicitada.
de concreto armado. Para isto, será utilizada a
modelagem computacional em software de simulação Em 1952, Wood foi o primeiro a discutir o
com base no método dos elementos finitos, avaliando- comportamento parede viga como arco atirantado, no
se o comportamento do diagrama de momento fletor da estudo ele diz que a viga funciona como tirante, e o arco
viga de concreto armado, quando submetida ao efeito se forma na parede. Ele também expõe que o arco se
arco. Posteriormente será feita uma comparação das forma a partir de uma relação maior ou igual a 0,60
análises, elástica (linear) e numérica (não linear), da entre o comprimento da viga e a altura da parede, para
distribuição de carregamento uniformemente valores inferiores ocorre um aumento das tensões
distribuído, e será discutida a importância de se cisalhantes na interface parede viga. Posteriormente
desenvolver modelos mais fiéis e econômicos da Riddington & Stafford Smith (1977) indica que para
estrutura suporte, com o possível auxílio de análise uma razão entre o vão da viga e a altura da parede maior
numérica; que 0,7, as cargas acima não influenciam na formação
do arco, podendo ser apenas acrescidas, como mostra a
Estes estudos auxiliarão a carência de avanços
figura abaixo.
tecnológicos e de pesquisa nesta área, principalmente
adaptadas à realidade brasileira, para que haja um maior Figura 2.2 - Cálculo com carregamento equivalente
domínio do comportamento do sistema, visto que há um (Adaptado de BARBOSA, 2000).
constante crescimento em edificações de alvenaria
estrutural.

2 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

2.1 Efeito Arco


Na interface entre parede de alvenaria e estrutura de
suporte, surgem tensões normais verticais de tração,
que quando chegam ao valor máximo suportado pela
argamassa, podem provocar uma separação entre
parede e viga como demonstra a figura 2.1. A perda
deste contato faz com que a distribuição de tensões seja Wood (1952) descreveu ensaios com efeito arco onde o
evidente para os apoios, logo esta parte da estrutura é 𝑞𝑙² 𝑞𝑙²
mais solicitada, este efeito entende-se por efeito arco valor de momento máximo na viga variou de 20 a 274,
(BARBOSA, 2000). dependendo das características dos elementos, a
𝑞𝑙²
redução em relação a 8 é drástica. Percebe-se na
Figura 2.1 - Configuração do arco em paredes sobre
apoios discretos (CARVALHO, 2007). Figura 2.3 (a), que os esforços de tração na viga de
apoio, atingem seu valor máximo no centro, já nas
figuras 2.3 (b) e 2.3 (c) observa-se, assim como Wood,
que há uma redução se considerarmos o efeito arco.

Figura 2.3 - (a) Esforços de tração na viga; (b) Momento


fletor na viga sem a consideração do efeito arco; (c)
Momento fletor na viga com a consideração do efeito
arco (BARBOSA, 2000).

De acordo com Pereira (2016), a principal característica


do efeito arco, são as tensões internas da “massa” da
alvenaria, que se orientam para os apoios, onde a parte
superior da parede sofre alteração de tensões. A figura
acima exemplifica a distribuição de tensões formando o
efeito arco, em uma parede de alvenaria estrutural sobre
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Barbosa (2000) expõe que as concentrações de tensões relaciona propriedades da parede e da viga (QUEIROZ;
de compressão verticais e cisalhantes horizontais na OLIVEIRA, 2016).
parede, ocorrem por transferência de carga para os Nas equações 1 e 2 abaixo, que segundo Riddington &
apoios como ilustra a Figura 2.4 (a). O natural é que Stafford Smith (1978) & Davies & Ahamed (1977)
tanto as tensões verticais quanto as tensões cisalhantes calculam a rigidez relativa, os resultados obtidos
sejam nulas na região central e crescente nos apoios, já indicam que os valores de rigidez relativa altos aplicam
as tensões horizontais são distribuídas em uma região em vigas flexíveis em relação às paredes. As zonas de
separação são maiores em sistemas onde apresentam
de tração e outra de compressão, como ilustra a Figura vigas flexíveis. Logo, quanto maior for à zona de
2.4 (b). separação, maior será as concentrações de tensões na
parede e menor será a parcela de carga vertical
Figura 2.4 - Distribuição de tensões no sistema parede- transmitida para a viga no meio do vão, o que fará o
viga. (Adaptado de BARBOSA, 2000). efeito arco ser maior.

4 𝐸𝑝 . 𝑡𝑝 . 𝐿³
𝐾= √ (1)
𝐸𝑣 . 𝐼𝑣

4 𝐸 . 𝑡 𝐻³
𝑝 𝑝 (2)
𝑅= √
𝐸𝑣 𝐼𝑣

Onde:
- 𝐸𝑝 = Modulo de elasticidade longitudinal da parede;
- 𝐸𝑣 = Modulo de elasticidade longitudinal da viga;
- 𝐼𝑣 = Inercia da viga de apoio;
- 𝐻 = Altura da parede;
- 𝑇𝑝 = Espessura da parede;
Barbosa (2000) descreve que os componentes que
- 𝐿 = Distância entre apoios.
influenciam na posição da linha neutra são o
𝐻 Através de estudos teóricos e experimentais Riddington
carregamento e a relação (altura da parede pelo vão
𝐿 & Stafford (1978) mostraram que as distribuições de
livre da viga), esta pode estar na parte inferior da parede
tensão de compressão e de cisalhamento ao longo do
ou dentro da viga. O primeiro caso caracteriza-se por
comprimento de contato são expressas como na Figura
tração nas armaduras inferior e superior da viga, e
2.5. Para efeito de simplificação, considerando que os
também na base da parede. Já o segundo caso acontece
resultados são bastante próximos aos das distribuições
tração na armadura inferior da viga, compressão ao
de tensão reais, os autores adotaram uma distribuição
longo de toda parede, e compressão na armadura
triangular.
superior da viga.
𝐻 Figura 2.5 - Distribuição vertical ao longo da interface
Paredes com 𝐿 ≤ 0,5 tem a linha neutra abaixo da
da parede. (A.T. VERMELTFOORT & D.R.W.
armadura superior da viga, antes desta iniciar MARTENS, 2015).
fissuração. Conforme a parede vai fissurando, a linha
neutra sobre, provocando tensões de tração na armadura
𝐻
superior da viga. Já para paredes com 𝐿 ≥ 0,75 , desde
o início do carregamento, tem toda sua armadura
tracionada (LU et al., 1985).

2.2 Rigidez Relativa do sistema parede-viga


Fatores como espessura da parede, inercia, razão entre
os módulos de elasticidade da parede e da viga, altura
da parede e vão da viga, influenciam na distribuição de
tensões no sistema parede-viga. Estes elementos são
analisados através do conceito de rigidez relativa que
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Ao analisarmos as equações, observamos que os modelos diferentes para análise, onde estes são
valores de inércia da viga e da parede são diretamente constituídos por uma parede de alvenaria, uma junta
relacionados com os módulos de elasticidade das argamassada e uma viga de concreto com dois apoios
mesmas. Na tabela 2.1 abaixo, a NBR 15961-1 (2011) nas extremidades, sendo um de primeiro e outro de
apresenta os valores para o módulo de deformação segundo gênero.
longitudinal.
Os painéis de alvenaria possuirão altura de 2,80 m e
A norma recomenda reduzir os módulos de deformação espessura de 15 cm, porém seu comprimento não
em 40% para verificar o Estado Limite de Serviço, obedecerá esta regra, como verificamos na Tabela 3.1.
assim obtém-se o efeito da fissuração da alvenaria mais A viga bi apoiada que a alvenaria estará assente,
aproximado. Quando a rigidez relativa é alta, isso também possuirá sua geometria alternada de acordo
significa que o efeito arco tende a ser bem evidente. Já com as dimensões da Tabela 3.2. A parede de alvenaria,
quando resulta um valor pequeno, pode-se dizer que o será ligada a viga de suporte por meio de uma junta
efeito arco não mudará. argamassada com espessura nula, satisfazendo o
elemento finito de ligação destas peças.
Tabela 2.1 – Propriedades de deformação da alvenaria
(ABNT NBR 15961-1:2011) Figura 3.1 - Seção transversal das vigas.
Valor
Valor
Máximo
Módulo de deformação 800 𝑓𝑝𝑘 16 GPa
longitudinal
Coeficiente de Poisson 0,20 -

2.3 Modelagem numérica


Analisar o comportamento da estrutura de concreto
armado e/ou alvenaria, para auxílio, compreensão e
aperfeiçoamento de projeto, tem sido uma realidade a
partir de modelos de simulações numéricas. Segundo
Lu et. al. (1985), existem três métodos para a
modelagem de paredes estruturais empregando Figura 3.2 - Painel de alvenaria.
processos discretos, tais: modelos de barras
equivalentes, modelos de múltiplas barras verticais e
modelos com elementos finitos planos.
O método dos elementos finitos será utilizado neste
trabalho, para que através de micro modelagem
simplificada e macro modelagem, seja compreendido o
comportamento entre viga de concreto armado, e painel
de alvenaria unidos por junta argamassada.

3 METODOLOGIA

Este trabalho terá início com a análise estrutural dos


painéis de alvenaria no estado elástico linear, Tabela 3.1 – Seção transversal das vigas.
utilizando-se o software comercial DIANA® Seção das vigas
(abreviação para Displacement Analyzer). Esta Item h (cm) b (cm)
ferramenta utiliza rotinas pré-definidas de trabalho, que V1 20 15
em junção com o método dos elementos finitos (MEF) V2 30 15
exibe detalhadamente o comportamento de uma
V3 40 15
estrutura. Em conjunto com este programa, também
V4 40 20
serão utilizadas planilhas eletrônicas para
dimensionamento dos painéis, e exibição dos dados V5 60 20
obtidos. V6 80 20
*As representações “Vn” da tabela acima, tem função de separar
A representação computacional dos modelos estudados, ordenadamente os tipos de vigas considerando-se as suas
tem início com a determinação geométrica do dimensões, onde “V” é a referência para viga, e “n” um número
problema. Neste trabalho gerou-se vinte e quatro inteiro.
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Tabela 3.2 – Dimensões das Paredes de alvenaria. elemento possui 6 nós, e dois graus de liberdade cada
Dimensões das Paredes um, podendo então serem transladados nas mesmas
Item H (m) L (m) T (cm) direções que o elemento acima citado (TNO, 2016).
PAR1 2,8 2,0 15 Figura 3.5 - Elemento CL2I (TNO, 2016)
PAR2 2,8 4,0 15
PAR3 2,8 6,0 15
PAR4 2,8 8,0 15
*As representações “PARn” da tabela acima, tem função de separar
ordenadamente os tipos de paredes considerando-se as suas
dimensões, onde “PAR” é a referência para parede, e “n” um número
inteiro.

O método dos elementos finitos tem como principal


3.1 Cálculo
estratégia de analise, a discretização de um meio
homogêneo em subdivisões com características Após a modelagem numérica, será extraído do nó
idênticas. Esta separação em partes menores, provoca a central da face inferior da viga, a deflexão vertical
formação de uma malha, pois as subdivisões máxima daquele modelo. Em seguida, a equação da
(denominadas de elementos) possuem geometria pré- linha elástica – caracterizada abaixo - será utilizada
definida e são interligadas por nós como verificamos na para encontrar o momento equivalente a tal deflexão.
figura 3.3. Estes elementos possuem seu
comportamento descrito por equações diferenciais, 5𝑞𝑙 4
𝑓𝑚á𝑥 = 384𝐸𝐼 (3)
logo o somatório de ações que cada um apresenta, tem
a função de demonstrar o comportamento da estrutura.
Substituindo-se a flecha máxima -𝑓𝑚á𝑥 - pela flecha
Figura 3.3 – Modelo da malha. numérica -𝑓𝑛 - e realizando-se alguns ajustes
matemáticos, o momento numérico será encontrado:

𝑞𝑙 2 5𝑙 2
𝑓𝑚á𝑥 = . (4)
8 48𝐸𝐼

Substituindo-se 𝑓𝑚á𝑥 por 𝑓𝑛 , tem-se:


𝑞𝑙 2 5𝑙 2
𝑓𝑛 = . (5)
8 48𝐸𝐼

Chamando o máximo momento acima de 𝑀𝑛, verifica-


se:

5𝑙 2
𝑓𝑛 = 𝑀𝑛 (6)
Para constituição da malha de elementos finitos tanto 48𝐸𝐼
das vigas quanto dos painéis de alvenaria, assim como Daí:
realizado por Mata (2010), utilizou-se o elemento
isoparamétrico de estado plano de tensões e formato 𝑓𝑛 48𝐸𝐼
𝑀𝑛 = 5𝑙 2
(7)
quadrilateral CQ16M. Este elemento é baseado na
interpolação quadrática de Gauss, e possui 8 nós com 2 Este procedimento acontecerá da mesma forma para
graus de liberdade cada um, já que podem ser todos os modelos, variando-se apenas os valores dos
transladados nas direções x e y do plano (TNO, 2016). descolamentos. Posteriormente, será feita a
Figura 3.4 - Elemento CQ16M (TNO, 2016) comparação do momento obtido através da análise
numérica – que será denominado Mn - e do momento
elástico – que será chamado Me.
Uma vez feita essa comparação, a razão entre o
momento Me e o momento Mn, fornecerá uma
constante – que será chamada de K – referente a
superioridade numérica entre os dois.

Para a junta entre a alvenaria e viga, selecionou-se o


elemento bidimensional de interface, CL12I que
também é baseado em interpolação quadrática. Este
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4 RESULTADOS E DISCUSSÃO Figura 4.1 – Comparação entre momentos numéricos e
elástico, atuantes no grupo PAR1.
Nas tabelas 3.1 e 3.2, foram exibidas as variações
Momentos - PAR1
geométricas às quais os modelos numéricos estão
condicionados. Tal diversificação é necessária, pois
tem o objetivo de apresentar, por meio de combinações L (mm)
entre vigas e paredes, a mudança de rigidez relativa das 0 500 1000 1500 2000
amostras. De fato, a observação de estudos 0
20
predecessores mostrou que a condição de flexibilidade
40
da viga em relação a parede, influencia diretamente a

M (kn.m)
60
ocorrência do efeito arco, como descrevem Riddington 80
& Stafford Smith (1978) e Davies & Ahamed (1977). 100
Assim, foram caracterizados vinte e quatro modelos 120
distintos. 140
160
A seguir, estão listados os dados obtidos a partir da
modelagem numérica, entre o modelo com maior
V1 V2 V3 V4 Me
rigidez relativa e o modelo com menor rigidez, de cada
grupo. Vale relembrar que o intuito principal desta
modelagem, foi a obtenção da flecha máxima para Neste grupo, o conjunto PAR1-V1 foi o que apresentou
realizar a comparação entre o momento 𝑀𝑛 e o a maior redução de 𝑀𝑒 (K=8), pois este é o modelo que
momento 𝑀𝑒 idealizado pela literatura. Tal análise, foi exibe o maior valor de rigidez relativa entre a viga e a
efetivada pela utilização do parâmetro 𝐾, cujo intuito parede. Já o modelo PAR1-V4, que possui o elemento
foi a definição do quão distinto é o momento numérico de suporte mais rígido deste grupo, apresenta uma
do momento elástico. constante K equivalente a 1,5 - uma redução do
momento 𝑀𝑒 em uma vez e meia. Ainda considerando
Outro ponto a se considerar, é que as imagens dos estes dois extremos, chegou-se ao resultado de um
modelos numéricos, englobam apenas os painéis de momento no vão central da viga, de valor igual a
alvenaria, pois as tensões nas vigas são maiores do que 19,26 kN.m para o primeiro exemplo, e um momento
as que atuam nas paredes, o que impossibilita a no valor de 100,12 kN.m para o segundo conjunto. Se
observação da formação do arco. comparados com 𝑀𝑒 - que neste caso equivale a
150,93 kN.m – representam, respectivamente, apenas
4.1 Grupo PAR1 2800 mm x 2000 mm 13% e 66% deste.
Como já foi dito, foram gerados vinte e quatro modelos Adiante, segue o gráfico que apresenta a variação do
para análise numérica, sendo que cada grupo contempla parâmetro K, em decorrência da variação de inércia da
seis destes modelos. Entretanto para as simulações dos viga. Caracteriza-se também, a equação da curva
seis exemplares do grupo PAR1, foram consideradas originada pelo conjunto.
apenas quatro. Isso se deu, porque os modelos PAR1-
V5 e PAR1-V6 exibiram resultados numéricos para Figura 4.2 – Gráfico dos valores de K(Iz).
flecha, superiores aos fornecidos pela equação da linha
elástica. Provavelmente, a alta rigidez dos dois últimos K x Iz - PAR1
modelos de viga, fez com que estas deixassem de se 9,00
comportar como elementos de barra, abandonando a
8,00
hipótese de Bernoulli. Vale destacar ainda, que a
7,00
energia de deformação, não seria causada em sua
maioria pelo momento atuante, e passaria a depender de 6,00
maneira mais acentuada, dos esforços cortantes. 5,00
K

4,00
O gráfico abaixo, mostra a variação dos valores
referentes ao momento fletor, devido a constante K. É 3,00
nítido que a ocorrência do efeito arco, impacta 2,00
diretamente os valores dos esforços, os quais a viga 1,00
suportará, pois, o momento atuante é reduzido. 0,00
0,0E+0 3,0E-4 6,0E-4 9,0E-4 1,2E-3
Iz (m4)

PAR1 K = 0,0111Iz^(-0,709)
R² = 0,9947

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Através destas imagens pode-se notar que a formação
Observa-se que quanto mais alto é o valor da inércia das do arco é nitidamente mais presente no primeiro
vigas, menor é o fator K, o que provoca maiores modelo, isto já era esperado pois como relatado por
esforços absorvidos por ela, e em contrapartida, a Davies & Ahamed (1977) e Riddington e Stafford
influência do efeito arco é reduzida. Pode-se constatar Smith (1977), sistemas com vigas mais flexíveis
este fato, comparando-se as flechas obtidas pelo (consequentemente altos valores de rigidez relativa)
software, e as teóricas, nas quais a viga é tratada como tem os esforços em sua maioria suportados pela parede
uma barra simples. de alvenaria, e esses são transmitidos de forma
acentuada aos apoios. Wood (1952) ainda diz que a
Tabela 4.1 – Flechas PAR1.
tendência da viga nesses casos é suportar maiores
Flecha (mm)
esforços de tração, e se comportar como um tirante.
Vigas Elástica Numérica Por outro lado, a medida em que o valor de Rf diminui
V1 18,7 2,4 em decorrência de vigas mais rígidas, os esforços agora
V2 5,5 1,8 passam a ser transferidos com maior uniformidade, e a
V3 2,3 1,4 concentração de tensões na região dos apoios é aliviada,
V4 1,8 1,2 como relatam Davies & Ahamed (1977).

Nota-se que quanto mais rígida é a viga em que a parede


4.2 Grupo PAR2 2800 mm x 4000 mm
PAR1 está assente, menor é a sua deflexão vertical, e
mais próximo é seu comportamento junto ao que é Neste grupo apresenta-se a primeira variação no
proposto pela equação da linha elástica. A seguir, estão comprimento da parede. Nele serão aplicadas as
listados através de imagens e divididos por um espectro mesmas combinações realizadas com os modelos
de cores (que representam as tensões atuantes) os geométricos de vigas já apresentadas. A altura do painel
modelos concebidos no software. de alvenaria continua a mesma, em contrapartida
observamos o aumento na extensão da parede. Tal fato
Figura 4.3 – Tensões verticais atuantes no painel de
provocara, consequentemente, o aumento do
alvenaria, para o modelo PAR1-V1.
comprimento dos aparelhos de suporte – das vigas-
tornando-os mais flexíveis.
Analisando o gráfico de momentos, e comparando-o
com os resultados apresentados pelos modelos
anteriores, nota-se uma menor variação dos valores
entre os modelos. Porém, os momentos numéricos
ainda continuam inferiores aos elásticos.

Figura 4.5 – Comparação entre momentos numéricos e


elástico, atuantes no grupo PAR2
Momentos - PAR2

L (mm)
Figura 4.4 – Tensões verticais atuantes no painel de 0 1000 2000 3000 4000
alvenaria, para o modelo PAR1-V6. 0
100
200
M (kn.m)

300
400
500
600
700
V1 V2 V3 V4

V5 V6 Me

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O momento fletor 𝑀𝑒 para este grupo, era PAR1, possui extensão de 2000 mm e deflexão prevista
equivalente a 603,70 kn.m. Para o modelo de viga - segundo a equação da flecha máxima - no valor de
mais flexível (V1), foi encontrado um valor 18,716 mm. Já o primeiro modelo do segundo grupo,
igual a 13,02 kn.m enquanto que, para a viga com o dobro de comprimento, apresentou um aumento
mais rígida, constatou-se um valor de 401,01 kn.m. de 280,744 mm no deslocamento vertical.
Tais dados representam respectivamente, 2% e 66%
A seguir, são apresentados os modelos numéricos deste
do momento elástico.
grupo. O comportamento é semelhante ao que já havia
Como apresentado nos modelos anteriores, o gráfico sido notado no primeiro exemplo.
da constante K, exibe o mesmo comportamento
diante do aumento da inércia Iz. Além disso, a Figura 4.7 – Tensões verticais atuantes no painel de
medida que se aumenta a altura das vigas, os valores alvenaria, para o modelo PAR2-V1.
deste parâmetro são reduzidos e, consequentemente,
os dados encontrados para os momentos fletores,
também sofrem alterações. Obteve-se K = 46,38 para
o conjunto mais flexível e K = 1,52 para o conjunto
mais rígido.

Figura 4.6 – Gráfico dos valores de K(Iz).

K x Iz - PAR2
50,00
45,00
40,00
35,00
30,00
25,00 Figura 4.8 – Tensões atuantes no plano vertical para o
K

20,00 modelo PAR2-V6.


15,00
10,00
5,00
0,00
0,0E+0 2,0E-3 4,0E-3 6,0E-3 8,0E-3 1,0E-2

Iz (m4)

PAR2 K = 0,0348Iz^(-0,771)
R² = 0,9961

Para os seis modelos deste grupo, os valores de


deflexão vertical referentes a linha elástica, são maiores
que os valores do grupo PAR2. Porém a tendência de
proximidade destes, com os valores numéricos, ainda se Por análise das imagens, percebe-se que o
mantêm. comportamento é semelhante ao que já havia sido
notado. Porém, as solicitações do painel de alvenaria
são mais exigentes, já que a duplicação do comprimento
Tabela 4.2 – Flechas PAR2.
em relação a PAR1, torna as vigas mais flexíveis.
Flecha (mm)
Vigas Elástica Numérica
V1 299,546 6,457 4.3 Grupo PAR3 2800 mm x 6000 mm
V2 88,728 5,505
Em seu trabalho Wood (1952) diz que a formação do
V3 37,432 arco obedece a relações de altura da parede e
4,802
V4 28,074 comprimento da viga (H/L), iguais ou superiores a 0,6,
4,380
V5 8,318 enquanto que para valores menores a este, as tensões de
3,191
V6 3,509 cisalhamento são elevadas e a região de conexão entre
2,331
viga e parede pode ser desfeita. Por outro lado,
Riddington & Stafford Smith (1977) chegaram a um
Com base na análise do gráfico, é evidente a valor de 0,7 para esta relação. Segundo Medeiros
influência da variação de comprimento sobre o (2015) para que este comportamento seja alterado, são
comportamento das vigas. O primeiro modelo do grupo necessários vãos superiores a 4 metros. Utilizando a
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tabela 3.2 nota-se que a relação H/L tem seus valores
distintos aos propostos pelos autores acima H/L = 0,47 Tabela 4.3 – Flechas PAR3.
e L = 6000 mm. Flecha (mm)
Vigas Elástica Numérica
Além disso por análise do diagrama de momentos,
percebe-se que apesar das condicionantes deste V1 1515,998 12,400
modelo, não se nota a diferenciação quanto a V2 449,185 10,665
influência do efeito arco, no decrescimento dos valores V3 189,500 9,462
de 𝑀𝑛. V4 142,125 8,797
V5 42,111 7,034
Figura 4.9 – Comparação entre momentos numéricos e
V6 17,766 5,595
elástico, atuantes no grupo PAR3.

Momentos - PAR3 No que diz respeito a formação do arco e as tensões


atuantes em paredes e vigas, não seu notou alteração
L (mm) quanto ao comportamento. Os esforços verticais
continuaram sendo transferidos para os apoios de forma
0 2000 4000 6000
0 acentuada para os modelos com vigas mais flexíveis, e
de forma um mais homogênea para os modelos com
250 vigas mais rígidas.
500
M (KN.m)

Figura 4.11 – Tensões verticais atuantes no painel de


750 alvenaria, para o modelo PAR3-V1.

1000

1250

1500
V1 V3 V4 V5
V6 V2 Me

A constante K também não sofreu quaisquer alterações


em seu padrão comportamental, e continuou
diminuindo a medida em que as vigas se enrijeciam.

Figura 4.10 – Gráfico dos valores de K(Iz).

K x Iz - PAR3 Figura 4.12 – Tensões verticais atuantes no painel de


140,00 alvenaria, para o modelo PAR3-V6.
120,00
100,00
80,00
K

60,00
40,00
20,00
0,00
0,0E+0 2,0E-3 4,0E-3 6,0E-3 8,0E-3 1,0E-2

Iz (m4)

PAR3 K = 0,0598Iz^(-0,822)
R² = 0,9989 4.4 Grupo PAR4 2800 mm x 8000 mm
A flecha teórica continuou assumindo valores Para o último grupo a relação H/L assim como seu
extremamente altos, enquanto a numérica (assim como comprimento, também apresentou valores inferiores
os outros modelos) permaneceu dentro dos padrões aos que foram propostos por Wood (1952) e Riddington
limitantes pela norma NBR 6118:2014. & Stafford Smith (1977) para formação do arco. Além
disso, devido a rigidez relativa alta do primeiro modelo,
observou-se o maior coeficiente K de todo o trabalho,

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que chegou ao valor de 211,91. Entretanto o Tabela 4.4 – Flechas PAR4.
comportamento dos modelos em relação a momentos
Flecha (mm)
fletores, constante K e flecha, continuaram
Vigas Elástica Numérica
apresentando o mesmo padrão, como se nota abaixo.
V1 4791,302 22,610
Figura 4.13 – Comparação entre momentos numéricos e V2 1419,645 19,460
elástico, atuantes no grupo PAR4. V3 598,913 17,310
Momentos - PAR4 V4 449,185 16,190
L (mm) V5 133,092 14,270
0 V6 56,148 11,950
0 2000 4000 6000 8000
-500 Analisando-se as imagens entre as amostras, notou-se
-1000 que a formação do arco aconteceu de forma mais
M (kN.m)

branda, confirmando que a relação H/L e L, realmente


-1500 interferem em sua formação, como Wood (1952),
-2000 Riddington & Stafford Smith (1977) e Medeiros (2015)
apresentaram.
-2500

-3000 Figura 4.15 – Tensões verticais atuantes no painel de


V1 V2 V3 V4 alvenaria, para o modelo PAR4-V1.
V5 V6 Me

Por analise do gráfico K(Iz), nota-se que o maior valor


da constante K, é atribuído a inercia próxima a origem
do gráfico, ou seja, pertence a viga mais flexível do
grupo, já a mais rígida, continua fornecendo o menor
valor para este parâmetro.

Figura 4.14 – Gráfico dos valores de K(Iz).


K x Iz -PAR4
250,00

200,00

150,00
Figura 4.16 – Tensões verticais atuantes no painel de
K

100,00 alvenaria, para o modelo PAR4-V6.

50,00

0,00
0,0E+0 2,0E-3 4,0E-3 6,0E-3 8,0E-3 1,0E-2
Iz (m4)

PAR4 K = 0,0763Iz^(-0,86)
R² = 0,9998

A deflexão vertical fornecida pela equação da linha


elástica neste conjunto, foi a maior entre todos
dezoito modelos. Como a escolha dos painéis e vigas
foi baseada principalmente em características
geométricas, é evidente que valores assim já eram
esperados, pois não se baseiam em parâmetros que 5 CONCLUSÕES
tragam segurança na utilização dos aparelhos, e sim
em modelos que poderiam fornecer dados para uma No capítulo anterior, apresentou-se as análises
boa observação, e estudo do efeito arco referentes a painéis de alvenaria apoiados em vigas de
concreto armado. Essas, possibilitaram a obtenção de
esforços verticais, flechas e momentos fletores, para o
melhor entendimento do comportamento interativo

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia Civil 2017/1 10


destes elementos. Observou-se que o efeito arco, pode Dissertação (Doutorado) – Escola de Engenharia de São
provocar um alivio das tensões verticais ao longo do Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2011.
vão das vigas, causando a concentração desses esforços MATA, R. C.; Ramalho, M. A. Análise numérica de painéis
nos apoios. O efeito arco, também proporciona um de contraventamento de alvenaria estrutural. Caderno
de Engenharia de Estruturas, São Carlos, v. 12. 2010.
alivio do momento fletor que atua no centro das vigas,
MEDEIROS, K.A.S. Modelagem Computacional para
o que se opõe diretamente aos métodos e esforços Avaliação da Interação entre Painéis de Alvenaria e
considerados atualmente, no dimensionamento dessas Estrutura de Suporte em Concreto Armado. 106f.
estruturas. Dissertação (Mestrado) - Centro de Tecnologia,
A NBR 15961:2011 ainda não se atenta as mudanças Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Natal,
2015.
causadas por esse fenômeno - apesar de relatar sua
NASCIMENTO NETO, J. A., MEDEIROS, K. A. S., QUIM,
existência - e deixar claro que caso seja considerado, F. Nova modelagem para análise da interação entre
deve-se levar em conta todas as variáveis envolvidas no painéis de alvenaria e estrutura de suporte. Caderno
sistema. Logo, estruturas de alvenaria estrutural sob Técnico Sistemas Industrializados de Concreto – Revista
pilotis em concreto armado, solicitam esforços Prisma, No. 52, Maio, 2014. (Aceito para publicação).
inferiores aos que realmente suportariam, pois, as vigas PAES, M. S. Interação entre edifício de alvenaria
de concreto armado com apoios discretos, podem ser estrutural e pavimento em concreto armado
superdimensionadas, o que possivelmente onera os considerando‐se o efeito arco com a atuação de cargas
custos de empreendimentos. verticais e ações horizontais; Dissertação (Mestrado) -
Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São
Portanto, é necessário que existam mais debates e Paulo, São Carlos, 2008.
estudos a respeito do tema, já que atualmente o campo PEREIRA, J. L. Entenda o efeito de arco em paredes de
da engenharia, dispõe de variadas ferramentas para a alvenaria. In: Revista Téchne, 2016.
melhor compreensão do fenômeno. Também é QUEIROZ, B. M.; OLIVEIRA, L. P. Estudo do efeito arco
essencial que se discuta de maneira ampla, a utilização no comportamento de painéis de alvenaria estrutural
de métodos numéricos, como elementos finitos, para sob pilotis. (no prelo), 2016.
RIDDINGTIN, J. R.; STAFFORD SMITH, B. Composite
verificações estruturais, já que podem fornecer dados
method of desing for heavily loaded wall-beam
de maneira rápida e eficaz, deixando as estruturas mais structures. In: Institution of Civil Engineers.
econômicas e precisas. Proceeding...Part 1, v. 64, p. 137-151. February, 1978.
STAFFORD SMITH, B.; RIDDINGTIN, J. R. The
composite behavior of elastic wall-beam systems.
6 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS Proceedings of the Institution of Civil Engineers, Part 2,
v. 63, p. 377-391. June, 1977.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2011): NBR TNO BUILDING AND CONSTRUCTION RESEARCH.
15961-1: Alvenaria estrutural- Blocos de concreto. Diana User's Manual - Material Library. [S.l.]:
Parte 1: Projeto. DIANA Release 8.1.2, Delft, The Netherlands, 2016.
Associação Brasileira de Normas Técnicas. (2014): NBR WOOD, R.H. Studies in composite construction. Part 1:
6118: Projeto de estruturas de concreto - The composite action of brick panel walls supported on
Procedimento. reinforced concrete beams. London, Her Majesty’s
BARBOSA, P. C. Interação entre paredes de alvenaria Stationery Office. 25p. National Building Studies,
estrutural e vigas de concreto armado. 2000. 106p. Research Paper n.13, 1952.
Dissertação (Mestrado) – Escola de Engenharia de São A.T. VERMELTFOORT & D.R.W. MARTENS. In
Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 2000. magazine NRC Research Press, Canadá. Composite
CARVALHO, J. D. N. A contribuição de enrijecedores action in masonry walls under vertical in-plane
laterais para o efeito arco na alvenaria estrutural. loading: experimental results compared with
2007. Dissertação (Doutorado) – Centro Tecnológico, predictions. May, 2015.
Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis,
2007.
DAVIES, S. R.; AHAMED, A. E. Na approximate method
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INTERNATIONAL SYMPOSIUM ON LOAD-
BEARING BRICKWORK, British Ceramic Society,
London. p. 305-320. 1977.
LU NENG-YUAN; FENG MING-SHUO; SHI GUO-BIN;
MO TING-BIN. The behavior and strength of brick
and reinforced concrete composite wall beams. In:
International Rick/Block Masonry Conference, 7th,
Melbourne. Proc. v.2, p.1101-1111. 1985.
MATA, R. C. Análise experimental e numérica do
comportamento de junta em painéis de
contraventamento de alvenaria estrutural. 2011.

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia Civil 2017/1 11


7 APÊNDICES

Apêndice A: Painéis de alvenaria do grupo PAR1 com espectro de tensões atuantes.

PAR1-V1

PAR1-V6

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Apêndice B: Painéis de alvenaria do grupo PAR2 com espectro de tensões atuantes.

PAR2-V1.

PAR2-V6.

Pontifícia Universidade Católica de Goiás Curso de Engenharia Civil 2017/1 13


Apêndice C: Painéis de alvenaria do grupo PAR3 com espectro de tensões atuantes.

PAR3-V1.

PAR3-V6.

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Apêndice D: Painéis de alvenaria do grupo PAR4 com espectro de tensões atuantes.

PAR4-V1.

PAR4-V6.

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE GOIÁS
ESCOLA DE ENGENHARIA
CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

Apêndice E: Tabela de dados gerais.

Porcentagem
Tensão vertical no Tensão vertical na Flecha (mm) Inércia da Constante Momentos (kN.m)
Modelos Nd (kN) de Me(%) *
painel (N/mm²) viga (N/mm²) viga (m^4) K
Máxima Mínima Máxima Mínima Numérica Elástica Mn Me
PAR1-V1 603,704 0,283 -16,700 89,600 -120,000 2,389 18,716 1,00E-04 7,834 19,265 150,926 12,764
PAR1-V2 603,704 0,022 -11,600 74,000 133,000 1,826 5,545 3,38E-04 3,037 49,696 150,926 32,928
PAR1-V3 603,704 -0,431 -8,630 61,600 107,000 1,399 2,340 8,00E-04 1,672 90,252 150,926 59,799
PAR1-V4 603,704 -0,588 -8,070 46,200 -80,300 1,164 1,755 1,07E-03 1,507 100,123 150,926 66,339
PAR1-V5 603,704 -1,240 -5,160 32,900 -73,200 0,711 0,520 3,60E-03 - - 150,926 -
PAR1-V6 603,704 -1,550 -3,990 24,700 -68,300 0,531 0,022 8,53E-03 - - 150,926 -
PAR2-V1 1207,408 0,374 -30,400 112,000 131,000 6,457 299,456 1,00E-04 46,377 13,017 603,704 2,156
PAR2-V2 1207,408 0,245 -22,000 99,200 -25,000 5,505 88,728 3,38E-04 16,118 37,456 603,704 6,204
PAR2-V3 1207,408 0,261 -17,300 89,600 -20,000 4,802 37,432 8,00E-04 7,795 77,447 603,704 12,829
PAR2-V4 1207,408 0,275 -16,500 67,200 -90,300 4,380 28,074 1,07E-03 6,410 94,188 603,704 15,602
PAR2-V5 1207,408 -0,098 -11,300 55,500 -84,900 3,191 8,318 3,60E-03 2,607 231,590 603,704 38,362
PAR2-V6 1207,408 -0,595 -8,340 46,000 -80,300 2,331 0,351 8,53E-03 1,505 401,007 603,704 66,424
PAR3-V1 1811,112 0,824 -42,000 126,000 138,000 12,400 1515,998 1,00E-04 122,258 11,110 1358,334 0,818
PAR3-V2 1811,112 0,383 -31,100 112,000 -31,000 10,650 449,185 3,38E-04 42,177 32,206 1358,334 2,371
PAR3-V3 1811,112 0,228 -24,800 103,000 -26,000 9,462 189,500 8,00E-04 20,027 67,824 1358,334 4,993
PAR3-V4 1811,112 0,221 -23,600 77,000 -94,700 8,797 142,125 1,07E-03 16,156 84,076 1358,334 6,190
PAR3-V5 1811,112 0,123 -16,800 67,200 -90,300 7,034 42,111 3,60E-03 5,987 226,889 1358,334 16,703
PAR3-V6 1811,112 0,095 -12,900 59,000 -86,600 5,595 1,777 8,53E-03 3,175 427,786 1358,334 31,493
PAR4-V1 2414,816 -3,390 -51,700 136,000 -42,000 22,610 4791,302 1,00E-04 211,911 11,395 2414,816 0,472
PAR4-V2 2414,816 0,704 -39,200 122,000 -36,000 19,460 1419,645 3,38E-04 72,952 33,101 2414,816 1,371
PAR4-V3 2414,816 0,388 -31,600 112,000 -31,000 17,310 598,913 8,00E-04 34,599 69,794 2414,816 2,890
PAR4-V4 2414,816 0,367 -30,100 83,900 -98,000 16,190 449,185 1,07E-03 27,745 87,037 2414,816 3,604
PAR4-V5 2414,816 0,069 -21,700 74,400 -93,500 13,220 133,092 3,60E-03 10,067 239,864 2414,816 9,933
PAR4-V6 2414,816 -0,127 -16,900 67,200 -90,300 10,860 56,148 8,53E-03 5,170 467,067 2414,816 19,342
* Porcentagem do momento numérico em relação ao momento elástico
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