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Educação Ambiental como instrumento de Gestão Ambiental nas

organizações

Fernanda Matos (Centro Universitário UNA) fcmatosbh@gmail.com


Andresa Graças Cordeiro Ribeiro (Centro Universitário UNA) andresamarcio.ribeiro@gmail.com
Antônio Márcio da Fonseca Ribeiro (Centro Universitário UNA) andresamarcio.ribeiro@gmail.com

Resumo

Através de estudos comparativos, pôde-se constatar que os resultados obtidos na implantação da


Educação Ambiental como ferramenta de Gestão Ambiental foram muito positivos, pois esse
processo mostrou que havendo uma integração mais consciente entre todos os que compõem o
cenário organizacional, haverá resultados mais eficientes para todos os setores. Tal procedimento
foi constatado após análises de diversas metodologias aplicadas dentro das empresas como etapas
de implantação da educação ambiental, onde, a partir da definição da Política Ambiental, os
objetivos e as metas de melhoria contínua foram definidos, levando-se em consideração os
levantamentos dos aspectos e impactos ambientais associados. Nesta fase foram considerados,
também, os requisitos legais, as opções tecnológicas, financeiras e operacionais de controle
ambiental, além das partes interessadas

Palavras chave: Responsabilidade Social, Ética, Treinamentos e Análises.

Environmental education as a tool for environmental management in


organizations
Abstract:

Through some comparative studies, it was attested that the results obtained on the implementation
of the Environmental Education as a tool for Environmental Management were very positive, for
this process shows that there will be more efficient results when there is a conscious integration
among all the parties which make up the organizational scenario.This was attested after the
analysis of several methodologies used inside the companies on the implementation of the
environmental education. Using the meaning of Environmental Education, the objectives and goals
of continuous improvement were defined, considering the environmental aspects and impacts
related. On this stage we also considered the legal requirements, the technological, financial and
operational options of environmental control, besides the interested parties.

Key Words: Social Responsibility, Ethics, Training, Analysis.


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1 Introdução

Na década de 90 foi criada a ISO14000 (LEÃO e FALCÃO 2002), normatização


que proporcionou uma certificação de qualidade ambiental às empresas preocupadas em se
manter no mercado cada vez mais competitivo e com responsabilidade social. Devido às
mudanças no cenário econômico e social, as organizações vêm implantando políticas
educacionais em seu sistema de gestão ambiental para que ocorram mudanças no âmbito
sustentável. E, para isso, faz-se necessário que as instituições desenvolvam estudos sobre
sua economia, impactos ambientais e sociais, e analisem em sua complexidade os métodos
utilizados. E é preciso que, após as avaliações, elas estejam preparadas para um processo
de reestruturação a fim de se obter resultados mais positivos não só para a empresa que
está sofrendo o processo como também para a sociedade externa que indiretamente sofre
com as atitudes da mesma.
O presente artigo se propôs a investigar metodologias de educação ambiental
adotadas pelas organizações que incorporaram a questão ambiental em sua gestão, uma vez
que empresas têm sido alvo de muitas discussões no que tange a sua responsabilidade com
o meio em que vive. Esse meio se refere também ao comprometimento interno da empresa
com o indivíduo, visando uma qualidade maior não só no fornecimento de um produto,
mas durante todo o processo de produção, começando pela valorização dos indivíduos que
dela fazem parte.
O objetivo é avaliar as metodologias e ferramentas de educação ambiental adotadas
durante o processo de implantação da gestão ambiental, bem como identificar os
instrumentos adotados pelas empresas na implantação da gestão ambiental, e apontar os
recursos utilizados durante implantação destes instrumentos educacionais.

EDUCAÇÃO E GESTÃO AMBIENTAL

"Educação Ambiental é um processo permanente, no qual os indivíduos e a


comunidade tomam consciência do seu ambiente e adquirem conhecimentos,
valores, habilidades, experiências e determinação que os tornem aptos a agir e
resolver problemas ambientais presentes e futuros." (UNESCO, 1977)
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Leão e Silva (1999) definem educação ambiental (EA) como sendo educação
acrescida à dimensão ambiental, contextualizada e adequada à realidade interdisciplinar,
vinculada aos temas ambientais locais e globais.
A educação ambiental deve, de acordo com Dias (2000), permitir o entendimento
da natureza complexa do meio ambiente e compreender a interdependência entre os
elementos que compõem o ambiente, com objetivo de utilizar racionalmente os recursos
disponíveis. Para Philippi Jr. e Pelicioni (2005), a EA vai formar e preparar cidadãos para a
reflexão crítica e para uma ação social de correção ou de transformação do sistema, de
forma a tornar viável o desenvolvimento integral dos seres humanos.
Ainda, segundo Philippi Jr. e Pelicioni (2005), no processo educacional ocorre a
interligação dos conceitos de meio ambiente, desenvolvimento e análise das causas de
grandes problemas ambientais. É nesse processo que indivíduo e sociedade estabelecem
valores sociais, e adquirem conhecimentos, atitudes e competências voltadas para o meio
ambiente ecologicamente equilibrado (LEÃO e FALCÃO, 2002).
Dias (2000), enfatiza que a educação ambiental deve instituir os alicerces para a
compreensão holística da realidade, focada na concepção abrangente, técnica e cultural,
aliada ao direito à informação e ao acesso às tecnologias. A AE precisa conseguir
viabilizar o desenvolvimento sustentável na ótica local, regional e nacional, além de
permitir a superação dos obstáculos à utilização sustentada do meio.
A educação ambiental assume o desafio de envolver os diferentes setores da
sociedade, afirmam Leão e Falcão (2002), e lhes proporcionar uma compreensão crítica e
global do ambiente, tornando-os comprometidos a desenvolver atitudes pela preservação
da qualidade sócio-ambiental.
De acordo com Leonardi (apud Silva, Nogueira e Imbroise, 2005), as classificações
das atividades de EA estão relacionadas ao local onde são praticadas. Na educação
informal são agrupadas as atividades que não possuem compromisso com a continuidade,
não sendo necessário definir claramente sua forma de ação e metodologia. A Política
Nacional de Educação Ambiental estabelece que a educação formal seja desenvolvida no
campo das instituições de ensino. A educação não-formal compreende as ações em outras
esferas da sociedade, como as empresas privadas, visando a sensibilização e a proteção das
questões ambientais.
Gunther e Araújo (1998) destacam que a incorporação da questão ambiental no
setor empresarial brasileiro vem se ampliando de forma progressiva, embora os projetos de
educação ambiental em empresas ainda estejam em número reduzido.
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A gestão ambiental, de acordo com Viterbo Jr. (1998), não deve ser considerada
isoladamente, mas incluída no ambiente de gestão dos negócios, por conviver no mesmo
círculo de gestão de qualidade aplicado por muitas instituições que estão à frente da
certificação ISO 9000.
De acordo com Moreira (2006), a Conferência das Nações Unidas de Meio
Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92) fomentou a proposta de criar um grupo específico
na ISO para elaboração das normas elencadas ao meio ambiente,resultando na elaboração
da série de normas ISO 14000. Isso se deu em decorrência dos países envolvidos com o
tema terem despertado para a escassez dos recursos naturais, e o consequente
comprometimento do desenvolvimento.
Dentro desta série de normas, destaca-se o Sistema de Gestão Ambiental (SGA)
que pode ser entendido como a parte de um sistema de gestão global que inclui estrutura
organizacional, atividades de planejamento, responsabilidades, práticas, procedimentos,
processos e recursos para desenvolver, implementar, atingir, analisar criticamente e manter
a política ambiental. (MOREIRA, 2004)
A Isovirtual (2005) esclarece que a busca por melhoria na gestão das organizações
e interesse pelas questões de saúde e segurança de forma sistêmica é decorrente da adoção
do Sistema de Gestão Integrado (SGI) por várias instituições. O objetivo é a harmonização
dos elementos da qualidade, do meio ambiente e de saúde e segurança em conformidade às
normas e especificação ISO 9001:2000, ISO 14001:2004 e OHSAS 18001:1999.
A gestão ambiental se torna um importante instrumento gerencial para a
capacitação e a criação de condições de competitividade para as organizações,
independentemente do segmento econômico de atuação. Empresas siderúrgicas,
montadoras automobilísticas e indústrias de papel e celulose, produtos químicos, dentre
outras, investem em gestão ambiental e marketing ecológico. (TACHIZAWA, 2005)
De acordo com Valle (2000) e Leão e Falcão (2002), as organizações vêm
assumindo o compromisso de introduzir a dimensão ambiental no desenvolvimento dos
seus modelos de gestão. Essa gestão demanda a implantação de sistemas organizacionais e
de produção que valorizam os bens naturais, as fontes de matérias-primas, o uso da
energia, o capital humano e as comunidades do entorno.
Tachizawa (2005) observa que uma gestão ambiental e socialmente responsável
implica em mudança no estilo de gestão. Essa mudança é ocasionada pela substituição do
pensamento mecanicista pelo pensamento sistêmico, que consiste em ver o processo como
um todo, vendo através da complexidade, enxergando as estruturas que geram mudanças.
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Além da redução de custos, as organizações podem ter como motivações para


adotarem um sistema de gestão ambiental, segundo Silva, Nogueira e Imbroise (2005), a
melhoria da imagem, o lucro, a pressão de mercado, a qualidade de vida, dentre outros. A
elaboração de estratégias e políticas relacionadas às questões ambientais pode variar em
razão de sua amplitude, fontes, efeitos, riscos e consequências sociais e econômicas.
Para o planejamento, execução e avaliação de um projeto ou programa de educação
ambiental, Dias (2000) recomenda que seja elaborado um perfil ambiental detalhado da
instituição. Logo, acredita-se que, a partir de uma análise criteriosa, envolvendo o meio
físico e o indivíduo, o gestor poderá introduzir metodologias mais dinâmicas e eficientes.
Lima (1999) enfatiza que as empresas devem disponibilizar aos colaboradores,
além de recursos e equipamentos de controle ambiental, conhecimentos básicos sobre meio
ambiente e gestão ambiental. Isso auxilia na identificação e controle das principais fontes
geradoras de impactos ambientais dos processos de trabalho, a fim de obterem o
compromisso de todos com a gestão. Neste sentido, para que a educação ambiental se torne
um instrumento eficiente da gestão ambiental, é imprescindível que as atividades propostas
estejam harmonizadas com a cultura da empresa e potencializem os aspectos positivos
desta cultura.
Para que a gestão ambiental seja bem sucedida, conforme Lima e Serrão (1999), é
essencial a mudança de atitudes, padrões de comportamento e valores. Em alguns casos, é
necessária uma mudança da cultura organizacional de médio a longo prazo. Em EA, os
procedimentos metodológicos existentes são diversificados e, em alguns casos, distantes
das necessidades reais dos grupos com as quais se pretende trabalhar.
De acordo com Almeida et. al. (2001 apud Silva, Nogueira e Imbroise 2005), o
grau de conscientização e o comportamento das empresas, se reativo ou pró-ativo, no que
tange à questão ambiental, perpassa às fases de controle ambiental, às práticas e processos
industriais e a integração do controle ambiental à gestão administrativa.
A identificação dos efeitos ambientais causados pelas áreas produtivas da
organização, assim como os materiais que elas processam ou produtos que elas geram,
deve compreendida por todos os colaboradores. Também é preciso conhecer os princípios
da reciclagem, da separação prévia e segregação correta dos resíduos – tudo isso facilitará
sua sensibilização para participarem da solução dos problemas. E, ainda, eles devem ser
instruídos sobre as tecnologias que utilizam e as rotinas a serem adotadas em situações de
emergência. (VALLE, 2000)
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Para Lima e Serrão (1999), a educação ambiental é um importante instrumento de


SGA, ao motivar os funcionários para a adoção de ações preventivas e de técnicas de
análise de aspectos e impactos ambientais. A EA permite-lhes conhecer, compreender e
participar das atividades promovidas e indicadas pela política ambiental da organização e
assumindo postura pró ativa em relação à gestão ambiental. Esse procedimento é sugerido
por Silva (2006), conforme esquema a seguir:

Política Ambiental

Criação de instrumento SGA Melhoria de


facilitador desempenho ambiental

Fortalecimento do canal Resgate de valores


de comunicação Programa ambientais
EA

Integração, Postura pró-ativa nas


sensibilização e questões ambientais nos
qualificação postos de trabalho

Fonte: SILVA, (2006).


Figura 1: Metodologia utilizada no programa de educação ambiental

Conforme Andrade, Nogueira e Imbroise (2009), o programa de educação


ambiental tem como finalidade criar estímulo e fomentar a mudança de comportamento
ambiental nos colaboradores, com o intuito de prevenir e minimizar os impactos gerados
no processo produtivo da empresa.
Os projetos de EA devem ter objetivos e metas bem definidos, procurando
solucionar determinadas situações ou dificuldades, principalmente quando destinados aos
empregados. Silva (2006) apresenta uma estrutura mais detalhada do programa (figura 2).
Leão e Falcão (2002) destacam que os projetos devem envolver, em etapas posteriores, a
comunidade interessada, que contempla a população residente no entorno, lideranças,
clientes e fornecedores.
A educação ambiental para os funcionários deve, conforme Valle (2000), eliminar a
idéia errônea de que a solução de problemas ambientais cabe somente às gerências ou aos
departamentos de segurança e higiene do trabalho. Cada colaborador deve se tornar
responsável pela proteção ambiental, da mesma forma que o é pela segurança. Muito da
eficiência na execução das metodologias de EA está justamente em promover no indivíduo
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o papel principal no processo, independente de sua função dentro da empresa, pois cada
pessoa é de suma importância no desenvolvimento da empresa.

Fonte: Silva (2006)


Figura 2: Estrutura do programa

Leão e Falcão (2002) e Moreira (2006) ressaltam que a educação ambiental deve
contemplar todos os níveis hierárquicos e dar sustentabilidade e qualidade às metas
pretendidas e definidas por toda a empresa desde a sua alta direção. Ela também permite,
segundo Valle (2000), uma contínua avaliação dos resultados.
As ações de educação ambiental, conforme Lima e Serrão (1999), devem atuar de
forma interligada ao Sistema de Gestão Ambiental, integrando as áreas de meio ambiente,
recursos humanos, comunicação e de produção. Silva (2006) apresenta as principais fases
do programa de EA (figura 3).
Para Moreira (2006), qualquer sistema organizacional só estará efetivamente
implantado a partir do momento que os funcionários estiverem conscientizados e treinados
a realizar suas tarefas de forma ambientalmente responsável. A conscientização é a pedra
fundamental que possibilita a implantação do sistema, bem como sua sobrevivência ao
longo do tempo. A autora destaca que “treinamento” relaciona-se ao desenvolvimento de
habilidade, algo indispensável, mas insuficiente para garantir sua sustentabilidade. O
trabalho de implantação de política educacional deve começar pelos colaboradores. Neles,
deve-se trabalhar também questões como a auto-estima, valorização profissional e a
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conscientização de que os benefícios obtidos quando a empresa adota um SGA, também


virão para eles, uma vez que eles fazem parte da empresa.

Diagnóstico ambiental
- Percepção das pessoas

Primeiros passos para


desperta a consciência

Interação Interações com parceiros


Levar os empregados a Nivelar informações sobre a - Qualificar os parceiros
pensar na sua atividade, no gestão para coes ambientais nos
local de trabalho Repensar hábitos e costumes postos de trabalho

Capacitar os empregados
sobre o SGA

Encontros de Educação Ambiental

Avaliação com nível gerencial

Fonte: Silva (2006)


Figura 3: Principais fases do programa de educação ambiental

De acordo com Leão e Falcão (2002), podem ser utilizadas como estratégias de EA:
oficinas de trabalho, seminários, ciclos de debates e palestras, teatro e dramatização,
vídeos, estudos de casos, simulações, campanhas de mobilização, gincanas, cursos, visitas
dirigidas, dinâmicase técnicas de trabalho em grupos.
Philippi Jr e Pelicioni (2005) vão além, sugerindo os que foram supracitados e
acrescentando a literatura e os exercícios gestuais que permitem a aprendizagem e a
elaboração de um juízo crítico. Ressaltam, ainda, que atividades como improvisação e
dramatização de textos jornalísticos, artigos de revistas, temas sugeridos, poesias, objetos,
imagens, sons e situações do cotidiano podem permear o trabalho com questões
relacionadas com o meio ambiente.
Para Valle (2000) é essencial que os funcionários reconheçam na educação
ambiental um novo fator de progresso, não a confundindo com a ferramenta utilizada,
como o treinamento profissional, muito embora os dois se complementem.
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A Norma ISO 14004 esclarece que o treinamento envolve aspectos de


conscientização ambiental, motivação e comunicação extensivos a toda a organização,
devendo ser realizado durante a implantação do SGA e permanentemente atualizado e
reaplicado segundo um programa previamente estabelecido. Um processo de treinamento
eficaz contempla várias etapas e elementos essenciais, como a identificação das
necessidades, desenvolvimento dos planos dirigidos, verificação e avaliação da
conformidade do programa previsto com os requisitos legais ou organizacionais,
treinamento de grupos específicos de dirigentes ou empregados, documentação do
realizado e avaliação dos resultados do treinamento recebido.
Viterbo Jr. (1998) afirma que os treinamentos em questões ambientais podem ser
divididos em três grupos de informações: os técnicos-operacionais ou administrativos, para
as funções cujo trabalho pode causar impactos ambientais significativos; os de
conscientização ambiental (genéricos), aplicáveis a todas as funções da organização; e os
de conscientização específicos sobre os impactos ambientais decorrentes das atividades
exercidas.
Moreira (2006) sugere o estabelecimento de dois módulos de treinamentos, um
básico sobre o sistema de gestão ambiental e outro módulo de treinamentos na tarefa, tendo
em vista que os objetivos, o público alvo, as características e o conteúdo são distintos, a
saber:
• Treinamento básico: tem como objetivo promover sensibilização e conscientização
sobre a questão ambiental e fornecer informações básicas sobre o SGA
estabelecido na unidade. Deve ser obrigatório para todo e qualquer
empregado, bem como prestadores de serviços que trabalham nas
instalações da organização. Precisa ter abordagem genérica sobre meio
ambiente e sistema de gestão ambiental, abordagem específica para os
problemas ambientais da unidade, linguagem adaptada ao público,eturmas
homogêneas quanto ao grau de escolaridade e área de atuação.
• Treinamento na tarefa: tem como objetivo assegurar que o empregado ou prestador de
serviço compreenda a sua responsabilidade em realizar as tarefas atendendo
aos requisitos técnicos, ambientais e de segurança, tendo como público os
empregados ou prestador de serviço (individualmente ou em grupos)
envolvido com tarefas potencialmente impactantes ao meio ambiente. O
treinamento operacional deve ser ministrado pelo supervisor imediato e
estar adequado ao nível de instrução do operador, ao grau de risco do
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trabalhado envolvido e ao potencial de impacto ambiental associado à


atividade.

Cada organização deve, de acordo com Viterbo Jr. (1998), desenvolver módulos de
treinamentos para serem aplicados às diferentes funções, podendo, também, desenvolver
multiplicadores para aplicarem o treinamento em cascata, equalizando a mensagem a ser
passada, reduzindo o período para se completar a conscientização.
Moreira (2006) corrobora com o autor, sugerindo a formação de quatro públicos
alvos, conforme conteúdo a ser ministrado e objetivos, para a fase de implementação do
SGA:
• Diretores, gerentes e staff: noções básicas e a importância estratégica do SGA que
podem ser apresentadas através de palestras. O objetivo para esta escala
hierárquica é obter o comprometimento com a implantação do sistema e
adesão à proposta de melhoria ambiental continuada.
• Todos os empregados e terceiros: noções básicas de meio ambiente e SGA, política da
empresa, objetivos e metas, aspectos ambientais, etc., a fim de promover a
conscientização quanto à responsabilidade individual e coletiva com o meio
ambiente, e assumir compromisso com a política ambiental, objetivos e
metas da empresa.
• Empregados e terceiros com funções que podem influenciar o desempenho ambiental e
outras questões relacionadas:, treinamento abordando o aperfeiçoamento na
função, com foco ambiental. Aperfeiçoamento da gestão ambiental,
objetivando a contribuição de áreas específicas: P&D, Projetos, Engenharia
de Processo, Operações, Aquisições e Contratações, Comunicação, Meio
Ambiente, etc.
• Empregados e terceiros cujas ações afetem o meio ambiente: apresentação sobre o
cumprimento de requisitos por meio de instruções de trabalho, assegurando
que os requisitos legais e outros sejam cumpridos na rotina operacional, de
maneira responsável e consciente.

No que diz respeito ao aperfeiçoamento da gestão ambiental, Moreira (2006) sugere


alguns cursos que podem contribuir para este aprimoramento, tais como gerenciamento de
resíduos, gerenciamento de produtos perigosos, tratamento de efluentes industriais,
controle de emissões atmosféricas, ciência e tecnologia ambiental, análise e gerenciamento
de riscos, meio ambiente no desenvolvimento de projetos, legislação ambiental,
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monitoramento ambiental e auditoria ambiental. A viabilidade destes dependerá do ramo


de atividades da empresa.
A ação educativa envolve, segundo Philippi Jr e Pelicioni (2005), os processos de
ensino (conhecimento mais treinamento) e de aprendizagem que são mediados pelo
processo de comunicação. E a seleção de mídias educativas deve levar em consideração o
público alvo, o conteúdo de informações, e os recursos materiais e humanos disponíveis.
Deve-se optar por mídias que propiciem maior eficiência e eficácia na veiculação da
informação e na motivação desejada.
Macêdo (1997) sugere que os programas de EA sejam desenvolvidos a partir das
vivências com auxílio de uma equipe multidisciplinar constituída por psicólogos,
pedagogos, atores e técnicos da área de meio ambiente. A utilização de componentes
lúdicos estimula a construção do conhecimento a partir da própria experiência dos
participantes. E as dinâmicas, exercícios de percepção e jogos estimulam a valorização dos
objetos e dos demais componentes do meio ambiente, e permitem que os participantes
entendam o processo de implantação da ISO-14001 na empresa e adquiram uma
consciência ecológica capaz de motivá-los a agir na defesa do meio ambiente.
Segundo Dias (2000) e Philippi Jr e Pelicioni (2005), podem ser utilizadas como
mídias de comunicação educativa:
• Quadro-negro, de uso muito comum em departamentos, onde todos os usuários do setor
podem estabelecer por escrito as tomadas de ações relacionadas a uma
determinada ferramenta da educação ambiental (exemplo: fazerem uso
diário do mesmo copo, evitando desta forma o uso de descartáveis).
• Álbum-seriado ou flip-chart, recurso visual de confecção fácil e econômica que ilustra
um tema em sequência por meio de frases e/ou ilustrações (exemplo:
desenhos apontando as consequências de um desperdício de matéria prima).
• Cartaz, utilizado para atrair o olhar e transmitir uma idéia, mas não deve ser utilizado
isoladamente, mas como parte integrante de um programa educativo ou de
uma campanha planejada, exercendo função determinada, juntamente com
outros métodos e mídias; este é um tipo de recurso utilizado antes, durante e
após treinamentos, cursos etc. (exemplo: pode ser utilizado para lembrar
aos envolvidos medidas que devem ser tomadas para se obter bons
resultados no processo de gestão ambiental).
• Folheto, muito útil para trabalho educativo com o intuito de reforçar informações e fixar
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conhecimentos.Sua utilização requer um planejamento correto, incluindo a


motivação para a leitura. Este recurso também é utilizado após os
treinamentos a fim de reforçar a todos o bom uso das ferramentas da
educação ambiental; este recurso trabalha a sensibilidade do outro com
assuntos que são de suma importância para a saúde da instituição bem como
de seus colaboradores.
• Revistas, que podem ser utilizadas como fonte de ilustrações por normalmente serem
bem impressas, coloridas e de boa qualidade, seja em desenho ou em
fotografia. Pode ser considerado também histórias em quadrinhos, que além
de informar e instruir, influencia por meio de um processo informal
(exemplo: pode ser utilizado, devido ao poder visual, para chamar a atenção
dos colaboradores para questões como as de consciência ambiental).
• Slides, utilizados para retenção da atenção, podendo ganhar mais dinamismo se
acompanhado de gravação sonora, conhecido como multimeio, multimídia,
sono viso ou audiovisual. É um recurso muito usado durante palestras e
treinamentos por explorar mais de um sentido (visão, audição, fala) com
imagens e sons que podem causar impacto naquele que está assistindo.
• Jogos educativos, que embora ainda sejam pouco utilizadom, apresentam muitas
possibilidades de uso, podendo ser adaptados a assuntos de qualquer área do
conhecimento. Alguns jogos: cartas, palavras cruzadas, charadas, dados,
quebra-cabeças. Este tipo de recurso pode ser aplicado em treinamentos e no
dia-dia dos colaboradores, visto que o lúdico é sempre uma ferramenta
viável de utilização e grande poder de envolvimento com a temática
apresentada.
• Modelos, definidos como representação tridimencional e identificável de algo real, como
uma maquete de uma estação de tratamento de água ou de lixo. Deve ser
observada a necessidade de eles serem vistos por todos, bem como sua
utilização com outros materiais, a transmissão correta do tamanho, e a
necessidade de examinar diretamente os recursos tridimencionais. Um
recurso que causa grande impacto, por exemplo, é o de se mostrar em uma
maquete como seria a situação da organização caso esta fizesse o uso
correto das ferramentas de educação.
• Espécime e objeto, cuja utilização no processo de aprendizagem é de grande valia por
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contarem com elementos reais que dão maior autenticidade e concretismo


ao ensino. O uso de lixeiras de coleta seletiva, pode ser dada aqui como
exemplo, pois estes objetos permitem aos colaboradores participar
ativamente do processo de gestão ambiental.
• Filme educativo, cuja eficiência depende do modo como é utilizado. Após uma exibição,
deve-se estimular a discussão, incentivar perguntas e fazer a plateia
responder a perguntas. Quando bem trabalhados, podem despertar a
sensibilidade dos envolvidos para com sua postura dentro e fora da
organização frente às questões ambientais.
• Televisão, com a qual é possível aproveitar seus programas, adequando-os aos objetivos
que se tem em mente por meio de uma visão crítica, criativa e construtivista.
• Recursos informatizados. Os projetores permitem a utilização de vários softwares como
o Flash, AutoCad e proporcionam uma melhor visualização de gráficos e
tabelas.

Macêdo (1997) recomenda que o programa de EA seja dividido em nove etapas,


com objetivos distintos e recursos metodológicos diversificados:
• Lançamento: Utilização de cartilha ilustrada mostrando a importância da iniciativa da
empresa e da participação dos seus empregados. Esta cartilha deve mostrar
alguns problemas ambientais que impactam na qualidade de vida das
pessoas e enfatizar as vantagens que o Programa trará para a empresa e
empregados, tais como acesso a informação, reciclagem de conhecimentos e
criação de um ambiente melhor de trabalho. Poderá ser criado um
personagem mascote, caso a empresa ainda não o possua, com
características de alguém preocupado com os problemas ambientais do
planeta, de forma que desperte nos empregados sentimentos de simpatia e
afinidade para com este. Também podem ser usados cartazes ilustrativos
convidando para a participação no programa e no seu lançamento. E existe a
possibilidade de uma reunião de lançamento do programa de EA com
oficina de teatro.
• ECOEU: Palestra expositiva; Jogo dos "Ciclos do Biogeoquimícos", no qual os
participantes "entram” em alguns dos ciclos da natureza (água, oxigênio) e
percebem como suas ações podem interferir nestes ciclos; Dinâmica de
grupo: Efeito Dominó, para que os participantes tomem consciência de
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como a ação individual pode influenciar no todo. Durante a dinâmica os


participantes assumem papéis de seres da natureza e passam a se dar conta
do papel de cada ser sobre os demais. Um jogo entre os participantes é
estimulado para que estes tentem encontrar alternativas viáveis de mexer
numa cadeia composta destes seres (organizada como uma fila de dominós)
de maneira que a cadeia se mantenha intacta.
• Dando-se conta: Dinâmica de grupo "Dando-se conta" (participantes são estimulados a
observar objetos, pessoas e todo o ambiente que lhes cercam procurando
descobrir a utilidade de tudo que for observado); Dinâmica de grupo "Minha
pressa, minha culpa" (participantes são orientados a simular situações
rotineiras e refletirem sobre elas;) Sessões de relaxamento.
• Impacto: Apresentação oral introduzindo os conceitos de impactos positivos e negativos;
Sessão de "brainstorm" gerando lista de impactos; Trabalhos de grupos para
priorização de impactos e levantamento de sugestões para eliminação ou
atenuação dos impactos priorizados; Discussão das sugestões levantadas
introduzindo os conceitos de objetivos e metas ambientais; Trabalho de
grupo: Plano Ambiental Pessoal.
• Eco-política: Trabalhos de grupos nos quais os participantes formalizarão políticas
ambientais de seus bairros e/ou residências e da empresa; Debate: Política
Ambiental Nacional.
• Campanha dos 3 R’s; Despertar sentimentos de valorização dos recursos naturais;
Estimular a criação de idéias que apliquem Princípio dos 3 Rs - Reduzir,
Reciclar, Reutilizar; Mobilizar os participantes para campanhas contra o
desperdício. - Oficinas de arte: Criando a partir do seu lixo; Criação de
espaço para exposição de invenções criativas a partir de material rejeitado
na empresa ou em casa (com premiação das melhores idéias).
Implementação da coleta seletiva (neste caso, esta etapa deverá ser
subdividida em outras etapas que incluirão trabalhos de orientação para esta
coleta)
• - Sessão de filmes ilustrando experiências bem sucedidas de redução do uso de energia,
água e reciclagem de materiais; Palestras informativas sobre reciclagem;
Construção de uma mini-usina de compostagem para produção de adubo a
partir de restos de alimentos.
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• “Faz e acontece”: Curso básico de Noções de Ecologia; Curso básico de Arte Dramática;
Curso básico de Produção de Vídeos.
• Diversão e aprendizagem ecológica: Módulo Básico de Educação Ambiental em CD-
ROM com as seguintes características: O modulo é destinado a todos
aqueles que desejam adquirir conhecimentos básicos sobre meio ambiente e
pode ser acessado sem que seja necessário entender de computação.
Recursos de sons, imagens e textos são usados de forma a envolver o
usuário, além de criar uma motivação adicional que é a sua participação
numa espécie de jogo, que permite que ele próprio se auto-avalie.
• Programa: “Pode entrar! A casa é sua”: Excursões na empresa; Sessões de palestras;
Sessões de dinâmicas de grupo; Sessão de filmes educativos; Esta etapa
poderá ser operacionalizada pelo grupo "Faz e acontece" mencionado
anteriormente.

Considerações Finais

Os modelos de educação não podem ser baseados apenas em programas de


treinamento, que têm como objetivo a sensibilização e à motivação dos empregados, e
geralmente são desenvolvidos por profissionais do departamento de treinamento ou por
consultores externos. Estes geram resultados ineficazes por não obter o comprometimento
necessário de todos os colaboradores, por não conseguirem associar dos conceitos as suas
atividades.
Os programas de educação ambiental devem atuar de forma a conscientizar os
colaboradores da necessidade de se preservar o meio ambiente, pois é através da mudança
de comportamento humano que será possível que transformações positivas ocorram neste
cenário.
As empresas de certa forma têm percebido que a educação ambiental é uma das
ferramentas que tendem a facilitar a implantação e manutenção do SGA. Ressaltando que,
para se obter sucesso na implantação da Educação Ambiental dentro de uma empresa, esta
deve, sobretudo, conscientizar-se de que tanto o público interno, quanto o externo precisam
ser inseridos dentro do contexto educacional. Uma vez que funcionários, fornecedores,
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credores, clientes entre outros se integrem ao programa educacional, de forma interagida,


este terá condições de fluir de forma mais tranquila e segura.
Observa-se que há duas linhas de pensamento no que tange a estruturação da ação
educativa desenvolvida no ambiente empresarial, especialmente na implantação da EA.
Autores como Viterbo Jr (1998), Moreira (2004), Moreira (2006), Valle (2000),
dentre outros, que discorrem com enfoque na gestão, ou seja, sobre o processo de
implantação do SGA e certificação da norma ISO, apontam o treinamento (com vistas à
transferência de informação científica e tecnológica) como metodologia, tendo em vista ser
requisito da norma “a organização deve identificar as necessidades de treinamento
associadas com seus aspectos ambientais e seu sistema da gestão ambiental”
Outra linha contempla autores como Philippi Jr. e Pelicioni (2005), Macêdo (1997)
e Dias (2000) que dão ênfase ao enfoque educacional. Eles sugerem a utilização de
variados recursos metodológicos, visando proporcionar aprofundamento teórico, constante
reflexão e avaliação para que a prática seja coerente e consistente dentro de uma concepção
crítica, a fim de que possa realmente promover mudanças comportamentais.
Ambas as linhas se mostram engajadas em proporcionar a conscientização e
comprometimento por parte dos colaboradores no processo de implantação e manutenção
do SGA. Porém, a segunda linha, ao propor a utilização de componentes lúdicos,
elementos de sensibilização e aprendizagem através da vivência e motivação, estimula o
desenvolvimento da “consciência ecológica capaz de motivá-los a agir na defesa do meio
ambiente” (MACÊDO, 1997). Além de mais inovadora, mostra-se, também, menos
cansativa.
Este artigo permitiu que estudos fossem comprovados no que tange a valorização
das organizações que estão imbuídas no processo de conscientização quanto ao uso do seu
meio e como seu comportamento impactará no futuro dela e do planeta. Ele permitiu,
ainda, mostrar que esta mudança comportamental é uma realidade emergente no meio
industrial e que os resultados esperados têm sido obtidos.

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