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Direito Administrativo para AUFC/TCU 2015

Questões comentadas
Prof. Erick Alves - Aula 05

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AULA 05

Olá pessoal!

Na aula de hoje veremos questões sobre os seguintes assuntos:

 Licitações

 Contratos administrativos

Seguiremos o seguinte sumário:

SUMÁRIO

Lista de questões ............................................................................................................................................................. 3


Licitações .......................................................................................................................................................................... 3
Contratos administrativos...................................................................................................................................... 19
Questões comentadas ................................................................................................................................................ 27
Licitações ....................................................................................................................................................................... 27
Contratos administrativos...................................................................................................................................... 94
Gabarito ...........................................................................................................................................................................125
RESUMÃO DA AULA ...................................................................................................................................................127

Aos estudos!

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LISTA DE QUESTÕES

LICITAÇÕES

1. (Cespe – Polícia Federal 2014) Cabe privativamente à União legislar acerca de normas
gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as administrações públicas
diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos estados, do DF e dos municípios.

2. (Cespe – MDIC 2014) As compras, sempre que possível, deverão, entre outras
exigências, submeter-se a condições de aquisição e pagamento específicas do setor
público.
3. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Cabe ao órgão licitante garantir a igualdade entre
os competidores durante todo o certame, a fim de assegurar a isonomia, que é um princípio
basilar do processo licitatório.

4. (Cespe – Polícia Federal 2014) Não há previsão legal para o estabelecimento, nos
processos licitatórios, de margem de preferência para bens e serviços com tecnologia
desenvolvida no Brasil.

5. (Cespe – IBAMA 2013) É proibida a realização de licitação cujo objeto inclua bens sem
similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas, salvo em casos
específicos previstos em legislação.

6. (Cespe – MDIC 2014) As normas que disciplinam as licitações públicas devem ser
interpretadas em favor da disputa entre os interessados, desde que não comprometam o
princípio da isonomia.
7. (Cespe – MDIC 2014) Na aquisição pública de materiais mediante processo licitatório, o
princípio da vinculação ao instrumento convocatório poderá, excepcionalmente, ser
descumprido para se obter maior celeridade no recebimento dos materiais.
8. (FCC – TRT 20ª Região 2002) Em uma licitação do tipo menor preço, regida pela Lei
8.666/93, compareceram três licitantes. O licitante A foi classificado em primeiro lugar,
oferecendo o preço de R$ 30.000,00. Em segundo lugar foi classificado o licitante B, com
preço de R$ 35.000,00, e em terceiro, o licitante C, com preço de R$ 40.000,00.
Regularmente convocado, dentro do prazo de validade das propostas, A recusa-se a assinar
o termo de contrato por R$ 30.000,00, pois alega ter errado em seus cálculos e ser seu
preço correto R$ 34.000,00, ainda assim menor do que o de B. Nesse momento, C informa
à Administração estar disposto modificar seu preço para R$ 33.000,00. Ante a recusa
definitiva de A em contratar por R$ 30.000,00, e considerando que no caso não houve
necessidade de atualização monetária dos preços, a Administração poderá contratar
(A) B por R$ 35.000,00.
(B) A por R$ 34.000,00.
(C) C por R$ 33.000,00, independentemente de ouvir B.
(D) C por R$33.000,00, desde que B não aceite esse preço.

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(E) B, desde que aceite o preço de R$ 30.000,00.
9. (ESAF – MPOG 2012) O procedimento licitatório previsto na lei de licitações (Lei n.
8.666/93) caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da
Administração Pública.
10. (Cespe – TRF2/Juiz 2013) São modalidades de licitação taxativamente expressas no
texto da Lei n.º 8.666/1993 a concorrência, a tomada de preços, o convite, o concurso, o
leilão e o pregão.

11. (Cespe – TJ/CE 2014) Obra cujo valor de referência constante do projeto básico seja de
R$ 650.000,00 deve ser licitada, conforme disposto na Lei n.º 8.666/1993, por
a) concorrência ou convite.
b) concorrência, obrigatoriamente.
c) tomada de preços, obrigatoriamente.
d) tomada de preços ou concorrência.
e) tomada de preços ou convite.

12. (Cespe – CADE 2014) De acordo com a legislação vigente, as modalidades de licitação
são a concorrência, a tomada de preços, o concurso, o convite, o leilão e o pregão. Em uma
licitação, é permitido combinar duas ou mais formas de licitação.
13. (Cespe – MDIC 2014) Caso a administração pública convoque, por meio de convite, dez
empresas do mesmo ramo do objeto a ser licitado para contratação de determinado serviço,
e, por desinteresse de alguns convidados, apenas uma empresa apresente proposta, a
administração poderá prosseguir com o certame, desde que justifique devidamente o fato e
as circunstâncias especiais.
14. (Cespe – CADE 2014) A licitação na modalidade concurso dispensa as formalidades
específicas da concorrência.
15. (Cespe – MJ 2013) Em um processo licitatório, é possível criar uma combinação de
concurso com técnica e preço, desde que expressamente prevista em edital.

16. (Cespe – CNJ 2013) Faltando seis dias úteis da sessão de abertura de habilitação da
licitação, na modalidade concorrência, para execução de obra de engenharia, cujo critério é
menor preço, orçada pela administração pública em R$ 1 milhão, um dos licitantes
protocolou pedido de impugnação, alegando as seguintes irregularidades:
- devido ao valor orçado, deveria ser utilizada a modalidade tomada de preços;
- devido ao vulto da obra, os critérios de licitação deveriam ser técnica e preço;
- por ser uma licitação nacional, empresas estrangeiras deveriam ser proibidas de participar.
De acordo com essa situação hipotética e conforme a Lei 8.666/1993, julgue o item que se
segue.
O tipo de licitação técnica e preço, citado no pedido de impugnação, não se aplica nessa
licitação.

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17. (Cespe – ICMBio 2014) Nos termos da Lei de Licitações e Contratos, o projeto básico
deve definir, obrigatoriamente, os elementos indispensáveis para a execução correta da
obra objeto da licitação.

18. (Cespe – Polícia Federal 2014) As obras e os serviços de engenharia somente poderão
ser licitados quando houver projeto executivo aprovado pela autoridade competente.

19. (Cespe – MPU 2013) Na descrição do objeto da licitação, é obrigatória a previsão das
quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas.

20. (Cespe – Polícia Federal 2014) Para otimizar o processo de compras no setor público,
especificamente quanto à aquisição de materiais de consumo, no edital de licitação deverá
ser descrito detalhadamente o objeto a ser contratado, visto que a riqueza de especificações
evita uma contratação inócua e, dessa forma, preserva-se o interesse público.

21. (Cespe – Polícia Federal 2014) Os órgãos da administração direta ou indireta devem
dar publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de
amplo acesso público, à relação de todas as compras feitas mediante licitação, de maneira a
clarificar a identificação do bem comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o
nome do vendedor e o valor total da operação, dispensando-se a publicação das compras
feitas com dispensa de licitação.

22. (Cespe – CNJ 2013) Caso o CNJ publique edital de licitação para aquisição de material
de expediente, somente aos licitantes será conferida a faculdade de impugná-lo por serem
eles os legítimos interessados na contratação.
23. (Cespe – Polícia Federal 2014) Em razão do princípio da eficiência, é possível,
mediante licitação, a contratação de empresa que não tenha apresentado toda a
documentação de habilitação exigida, desde que a proposta seja a mais vantajosa para a
administração.

24. (Cespe – CADE 2014) Será dispensada da apresentação da documentação exigida no


ato convocatório de licitação a empresa participante já inscrita no Sistema de
Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF).
25. (Cespe – MPTCE/PB 2014) No sistema de registro de preços, um órgão ou entidade da
administração pública federal estará proibido de aderir à ata de registro de preços
gerenciada pelo TCE/PB.

26. (Cespe – AGU 2013) Após a efetivação do registro de preços, o poder público, caso
pretenda contratar o seu objeto, deverá fazê-lo obrigatoriamente com o ofertante registrado.

27. (Cespe – TCDF 2014) A Subsecretaria de Licitação e Compras, da Secretaria de Estado


de Planejamento e Orçamento, é o órgão gerenciador do SRP no âmbito do DF e suas
atribuições incluem realizar pesquisa de mercado para identificar o valor estimado da
licitação, realizar o processo licitatório em si e gerenciar a ata de registro decorrente do
SRP.

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28. (Cespe – STJ 2012) Para ser considerada válida, a alienação de bens da administração
pública deve, necessariamente, ser precedida de avaliação, autorização legislativa e
licitação, além de ser subordinada à existência de interesse público devidamente justificado.
29. (Cespe – CADE 2014) A dispensa da licitação ocorre quando há inviabilidade de
competição, isto é, inexigibilidade de licitar.
30. (Cespe – Suframa 2014) Se determinado município, para realizar festividade em razão
do aniversário da cidade, decidir pela contratação de bandas compostas por renomados
artistas nacionais, a contratação desses artistas poderá dar-se mediante inexigibilidade de
licitação.

31. (Cespe – Polícia Federal 2013) Trabalhos relativos à defesa de causas judiciais são
considerados serviços técnicos profissionais especializados.

32. (Cespe – Suframa 2014) Caso o objeto da contratação seja serviço técnico profissional
especializado, será inexigível a licitação, desde que a empresa contratada possua notória
especialização e o objeto seja singular.

33. (Cespe – MDIC 2014) Caso pretenda comprar um medicamento produzido por apenas
uma indústria farmacêutica, utilizado para tratar doença tropical típica em algumas regiões
brasileiras, o responsável pelo setor de compras de um hospital público deverá considerar
inexigível a licitação.

34. (Cespe – MTE 2014) Se a administração necessita adquirir equipamentos que só podem
ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, a licitação é
dispensada, pois cabe ao poder público ajuizar a conveniência e oportunidade da dispensa.

35. (Cespe – CADE 2014) O instituto do credenciamento, tratado em lei, é uma solução
para as situações nas quais a licitação se mostra inadequada, como é o caso de serviço
médico.

36. (Cespe – CADE 2014) Caso um equipamento integrante do patrimônio do CADE não
tenha utilização previsível, ele poderá ser vendido a outra entidade da administração pública
sem a realização de licitação.
37. (Cespe – Suframa 2014) Caso, em razão de fortes chuvas em determinado município,
uma represa se rompa e ocasione alagamento em alguns bairros, e, em razão desse fato, o
governo local decrete estado de calamidade pública, poderá o município valer-se da
inexigibilidade de licitação para realizar obras de reparo da represa e evitar novos
alagamentos.

38. (Cespe – MTE 2014) Caso o MTE pretenda celebrar contrato de prestação de serviços
com organização social devidamente qualificada para atividade contemplada no contrato de
gestão, a licitação será dispensável.

39. (Cespe – MTE 2014) Considere que um município tenha interesse em celebrar contrato
de programa com outro ente da Federação, ou com entidade de sua administração indireta,

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para a prestação de serviços públicos de forma associada nos termos do autorizado em
contrato de consórcio público. Nessa situação, a licitação será dispensável.

40. (Cespe – PGE/BA 2014) Desde que o preço contratado seja compatível com o praticado
no mercado, é possível a dispensa de licitação para a aquisição, por secretaria estadual de
planejamento, de bens produzidos por autarquia estadual que tenha sido criada para esse
fim específico em data anterior à vigência da Lei n.º 8.666/1993.

41. (Cespe – Polícia Federal 2014) Considere que determinado órgão da administração
pública pretenda adquirir equipamentos de informática no valor de R$ 5.000,00. Nesse caso,
o referido órgão tem a opção discricionária de realizar licitação ou proceder à aquisição
direta mediante dispensa de licitação, em razão do baixo valor dos equipamentos.

42. (Cespe – CADE 2014) Todos os casos de dispensa de licitação devem ser formalizados
pelos órgãos que a processam.
43. (Cespe – AGU 2012) Caso uma empresa participante de concorrência pública apresente
recurso em decorrência da publicação de ato que a declare inabilitada para o certame, tal
recurso terá, necessariamente, efeito suspensivo.

44. (Cespe – Câmara dos Deputados 2012) A declaração de inidoneidade de uma


empresa foi publicada no primeiro dia de determinado mês. Nessa situação, o prazo para
interposição do pedido de reconsideração deve ser contado a partir da data da publicação
da declaração.
45. (Cespe – MPTCDF 2013) Nos casos de desfazimento do processo licitatório, mesmo
quando o procedimento não tiver sido concluído nem gerado direitos subjetivos a qualquer
dos licitantes, dá-se aplicabilidade ao dispositivo da Lei n.o 8.666/1993 que garante a
observância dos princípios do contraditório e da ampla defesa.

46. (Cespe – Polícia Federal 2013) A licitação, após a adjudicação, não pode ser anulada
pela administração pública, em razão do princípio da segurança jurídica.

47. (Cespe – TCU 2013) Segundo a Lei n.º 8666/1993, será punido o servidor público que
admitir a licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional declarados inidôneos;
porém, não será punível o profissional declarado inidôneo que contratar com a
administração pública, uma vez que a prévia verificação de inidoneidade deverá ser
realizada necessariamente por todos os órgãos públicos.
48. (Cespe – MDIC 2014) A administração pública pode utilizar-se da modalidade pregão
para vender equipamentos eletrônicos oriundos de contrabando apreendidos em uma
operação de fiscalização deflagrada pela Receita Federal do Brasil.
49. (Cespe – Polícia Federal 2014) O termo de referência é o documento usado na
modalidade pregão presencial e eletrônico para serviços comuns de engenharia, e pode ser
comparado ao projeto básico exigido pela Lei de Licitações e Contratos.
50. (Cespe – TCDF 2014) O RDC é aplicável exclusivamente às licitações e contratos que
envolvem os Jogos Olímpicos de 2016, a Copa do Mundo FIFA 2014, as ações integrantes
do PAC e as obras e serviços de engenharia no âmbito do SUS.

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51. (Cespe – Polícia Federal 2013) Como no RDC é proibida a divulgação do orçamento
estimado para contratação, não há desclassificação de propostas que permaneçam com
preço superior ao de referência.

52. (Cespe – Polícia Federal 2013) Ao se adotarem contratações por RDC, aplicam-se, nas
situações omissas, as normas e os procedimentos contidos na Lei n.o 8.666/1993.

53. (Cespe – MIN 2013) Nas licitações disciplinadas pelo regime diferenciado de
contratações públicas, não se admite a participação de licitantes sob a forma de consórcio.

54. (Cespe – MDIC 2014) Deve-se dar publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação
oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público, à relação de todas as compras
feitas pela administração direta ou indireta do setor público, com o objetivo de clarificar a
identificação do bem comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o nome do
vendedor e o valor total da operação.

55. (Cespe – MDIC 2014) O agente de compras deve observar a especificação completa do
bem a ser adquirido, a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em
função do consumo e as condições de guarda e armazenamento que evitam a deterioração
do material.

56. (Cespe – ICMBio 2014) A compra é um negócio jurídico unilateral que cria direitos,
obrigações e responsabilidade de uma parte em relação à outra. Para não causar prejuízos
ao planejamento orçamentário, a compra deve ser feita sempre à vista.

57. (Cespe – Polícia Federal 2014) Dadas as alterações feitas, nos últimos anos, no marco
regulatório das licitações públicas, aos requisitos do melhor preço e da maior vantagem para
a administração pública somaram-se, também, critérios de sustentabilidade ambiental.

58. (Cespe – Polícia Federal 2014) O projeto básico — conjunto de elementos necessários
e suficientes para caracterizar a obra ou serviço objeto da licitação — deve ser elaborado
com base nos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade técnica, o
adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, as condições de avaliação
do custo e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo sempre conter
orçamento detalhado e global da obra, sob pena de nulidade.

59. (Cespe – Polícia Federal 2014) A tomada de decisão para a realização de obra a ser
licitada em uma organização pública é inicialmente embasada na identificação dos tipos de
serviços a executar e de materiais e equipamentos necessários ao empreendimento. Após
essa identificação, o próximo passo será a realização de estudos técnicos definitivos.

60. (Cespe – Polícia Federal 2014) No projeto básico, por se tratar de etapa preliminar, o
detalhamento, no sentido de se caracterizar o prazo de execução dos serviços e obras de
engenharia que são objetos da licitação, deve ser simplificado e com baixo nível de
precisão.

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61. (Cespe – TRT10 2013) É vedada a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de
materiais e serviços sem previsão de quantidades ou em quantitativos que não
correspondam às previsões reais do projeto básico ou executivo.

62. (Cespe – Polícia Federal 2013) Caso haja impossibilidade de se quantificarem todos os
serviços a serem licitados, deve constar da planilha orçamentária do edital uma verba
estimada para esses itens do orçamento.

63. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que a SUFRAMA, autarquia vinculada ao


Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pretenda contratar serviços de
consultoria para auxiliar na elaboração do Plano Diretor Plurienal da ZFM, julgue o item a
seguir.
Sendo uma autarquia, a SUFRAMA não é obrigada a realizar prévio procedimento de
licitação para contratar o serviço.

64. (Cespe – Suframa 2014) Encerrada a sessão de julgamento e habilitação das empresas
licitantes, a administração estará obrigada a realizar a contratação, sob pena de indenização
à empresa classificada em primeiro lugar.

65. (Cespe – CADE 2014) Na administração pública, as contratações com terceiros serão
necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas na Lei n.º
8.666/1993.

66. (Cespe – Polícia Federal 2014) A utilização da licitação pública para a aquisição de
produtos e serviços atende ao princípio da isonomia para a contratação, assegurando
igualdade de condições aos interessados em fornecer ao Estado.

67. (Cespe – CADE 2014) Na administração pública, independentemente da modalidade de


licitação, a assinatura do contrato é obrigatória.

68. (Cespe – ICMBio 2014) Na modalidade concurso, só é possível contratar trabalhos


artísticos que serão pagos por meio de prêmios, pois, nessa modalidade, não se permite a
remuneração direta aos vencedores.

69. (Cespe – MDIC 2014) Além do leilão e do concurso, entre as modalidades de licitação
constam, ainda, a concorrência, a tomada de preço, o convite e o pregão.

70. (Cespe – ICMBio 2014) Convite e tomada de preços são modalidades de licitação que
podem ser adotadas pela administração pública para a contratação de obras.

71. (Cespe – ICMBio 2014) Segundo o disposto na Lei de Licitações e Contratos, a


modalidade de licitação, no caso de obras e serviços de engenharia com custos entre R$
15.000,00 e R$ 150.000,00, será o convite.

72. (Cespe – Suframa 2014) A modalidade tomada de preços não deve ser aplicada a
obras, visto que essa modalidade é exclusiva para serviços de natureza predominantemente
intelectual.

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73. (Cespe – Polícia Federal 2014) O edital de licitação, no caso de licitações pertinentes a
obras e serviços, deve incluir os requisitos mínimos exigidos para a aptidão técnica dos
interessados, devendo a comprovação desses requisitos ser feita por atestados registrados
nas entidades profissionais competentes, fornecidos por pessoas jurídicas de direito público
ou privado.

74. (Cespe – ICMBio 2014) Na fase de habilitação de uma licitação, a administração pública
pode solicitar a comprovação de regularidade fiscal e trabalhista de participante.

75. (Cespe – ICMBio 2014) Por determinação legal, a adjudicação de uma compra feita na
modalidade de pregão dispensa diligenciamento.

76. (Cespe – Suframa 2014) A CF, no intuito de proteger a moralidade administrativa, exige
que toda compra realizada pelo poder público seja precedida de licitação.

77. (Cespe – TCDF 2014) Considere que determinado agente político tenha contratado
advogado sem a realização de licitação, por confiar plenamente no trabalho do causídico.
Nesse caso, a contratação configura crime de dispensa ou inexigibilidade de licitação fora
das hipóteses previstas em lei, para o qual é prescindível a comprovação do dolo específico,
ou seja, a intenção de causar dano ao erário, e a efetiva ocorrência de prejuízo aos cofres
públicos.

78. (Cespe – ICMBio 2014) Quando a União tiver que intervir no domínio econômico para
regular preços ou normalizar o abastecimento ou quando houver guerra ou grave
perturbação da ordem, a licitação será dispensável.

79. (Cespe – ICMBio 2014) Ausência de mercado concorrencial e impossibilidade de


julgamento objetivo caracterizam inviabilidade de competição, casos em que ocorre a
inexigibilidade de licitação.

80. (Cespe – ICMBio 2014) A contratação de assessorias técnicas não admite


inexigibilidade de licitação.

81. (Cespe – CADE 2014) No caso de licitação dispensada, a administração pública figura
na condição de sujeito ativo, cujo interesse é ceder parte do seu patrimônio, vender bens ou
prestar serviços.

82. (Cespe – Polícia Federal 2014) Considere que a empresa X, vencedora de licitação
para prestar serviços de segurança nos terminais de ônibus urbanos de determinado
município, tenha falido e deixado de cumprir suas obrigações para com o poder público e
que a administração tenha contratado, emergencialmente, a empresa Y para executar os
serviços no prazo de cento e oitenta dias. Nessa situação, se novo processo de licitação não
for concluído dentro do referido prazo, a administração pública pode, de acordo com a
legislação, efetuar a prorrogação do contrato emergencial com a empresa Y por mais
noventa dias.

83. (Cespe – Polícia Federal 2014) Considere que determinada pessoa jurídica de direito
privado que administra um porto brasileiro pretenda contratar o único escritório de advocacia

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especializado em direito portuário no Brasil para promover ações judiciais acerca dessa
matéria. Nessa situação, é dispensável a licitação.

84. (Cespe – Polícia Federal 2014) A dispensa de licitação é prevista em caso de


inviabilidade de competição, situação que permite à administração adjudicar diretamente o
objeto do contrato.

85. (Cespe – MDIC 2014) Considere que o governo de determinado município onde houve
desabamentos em decorrência de fortes chuvas tenha, em razão disso, decretado estado de
calamidade pública. Nesse caso, haja vista a urgência da situação, poderá haver a dispensa
de licitação para a realização de obras necessárias à contenção de novos desabamentos.

86. (Cespe – Bacen 2013) Em licitação, modalidade e tipo são termos sinônimos e referem-
se aos procedimentos mais utilizados para o julgamento das propostas.

87. (Cespe – TRE/MS 2013) Para contratar bens e serviços de informática, a organização
pública deverá obrigatoriamente utilizar o tipo de licitação denominado
a) concorrência.
b) melhor preço.
c) tomada de preços.
d) melhor técnica.
e) técnica e preço.

88. (Cespe – MJ 2013) Nos termos da Lei n.º 8.666/1993, há apenas dois critérios para
julgamento das propostas dos interessados em participar de certame licitatório: o menor
preço, que seleciona a proposta mais vantajosa para a administração; e a técnica e preço,
que é utilizada para serviços de natureza predominantemente intelectual.

89. (Cespe – TCE/RO 2013) Uma licitação em que a escolha do vencedor seja feita com
base na melhor combinação técnica-qualidade será coerente com a economicidade.

90. (Cespe – MPTCDF 2013) Em 15 de janeiro de 2012, Fábio, com vinte anos de idade,
sócio da empresa Diversões Ltda., pretendendo sagrar-se vencedor em licitação aberta para
contratar a execução de show comemorativo do aniversário da cidade de Brasília, coagiu
moralmente o funcionário público Mateus, ameaçando ofender a integridade física de seus
filhos menores, se ele não introduzisse no edital licitatório cláusula que direcionasse o
certame para favorecer sua empresa. Temeroso de que as ameaças se concretizassem,
Mateus elaborou o edital e dele fez constar cláusulas destinadas a assegurar a vitória da
empresa de Fábio, frustrando, dessa forma, o caráter competitivo da licitação.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
O sujeito ativo do crime de frustrar ou fraudar o caráter competitivo do procedimento
licitatório, previsto em artigo da Lei de Licitações e Contratos, poderá ser tanto o particular
que concorre na licitação quanto o servidor público com atuação no procedimento licitatório,
razão por que, na hipótese em questão, Fábio e Mateus poderiam figurar no polo passivo de
ação penal pertinente.

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91. (Cespe – MPTCDF 2013) Para a consumação do delito de frustrar ou fraudar o caráter
competitivo do procedimento licitatório, previsto em artigo da Lei de Licitações e Contratos,
seria necessário que Mateus tivesse auferido vantagem decorrente da adjudicação do objeto
da licitação.

92. (Cespe – PC/BA 2013) Em relação aos crimes contra a administração pública e aos
delitos praticados em detrimento da ordem econômica e tributária e em licitações e contratos
públicos, julgue o item.
Considere a seguinte situação hipotética.
Pedro e Paulo simularam contrato de gestão com o objetivo de dispensar licitação em
situação que não configurava hipótese de dispensa autorizada por lei. Em processo criminal,
Pedro foi condenado à pena de dois anos e um mês de detenção e Paulo, à pena de três
anos e dois meses de detenção e, apesar de não ter sido comprovada a obtenção de
vantagem econômica, ambos foram condenados, ainda, ao pagamento de multa.
Nessa situação hipotética, o juiz agiu corretamente ao aplicar a pena pecuniária.

93. (Cespe – TCU 2013) Os crimes previstos na Lei n.º 8666/1993 somente são puníveis
quando o agente delituoso os pratica com dolo, seja esse direto, indireto ou eventual.

94. (Cespe – GDF 2013) Conforme a jurisprudência atual do STJ, o crime de dispensar ou
não exigir licitação só se configura quando há prova do dolo específico do agente em causar
dano à administração pública e do prejuízo efetivo ao erário, não sendo bastante o dolo
genérico de desobedecer às normas legais do procedimento licitatório.

95. (Cespe – TCU 2013) Uma autoridade administrativa pode, de ofício ou por provocação
de terceiros, revogar um certame licitatório em razão de interesse público decorrente de fato
superveniente devidamente comprovado. A anulação de licitação, entretanto, por motivo de
ilegalidade, só pode se dar de ofício ou por recomendação do Ministério Público, mediante
parecer escrito e adequadamente fundamentado.

96. (Cespe – CNJ 2013) Faltando seis dias úteis da sessão de abertura de habilitação da
licitação, na modalidade concorrência, para execução de obra de engenharia, cujo critério é
menor preço, orçada pela administração pública em R$ 1 milhão, um dos licitantes
protocolou pedido de impugnação, alegando as seguintes irregularidades:
- devido ao valor orçado, deveria ser utilizada a modalidade tomada de preços;
- devido ao vulto da obra, os critérios de licitação deveriam ser técnica e preço;
- por ser uma licitação nacional, empresas estrangeiras deveriam ser proibidas de participar.
De acordo com essa situação hipotética e conforme a Lei n.o 8.666/1993, julgue o item que
se segue.
A comissão de licitações deve desconsiderar o pedido de impugnação, por ter sido
protocolado fora do prazo legal.

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97. (Cespe – TRE/RJ 2012) A alienação de bens imóveis de propriedade da administração
pública será precedida, necessariamente, de avaliação e será materializada por meio de
licitação pública na modalidade de concorrência.

98. (Cespe – TRT10 2013) A alienação de bem imóvel de propriedade de órgão da


administração direta está subordinada ao interesse público e depende de autorização
legislativa, de prévia avaliação e, em regra, de licitação na modalidade concorrência.

99. (Cespe – PRF 2012) A alienação de bens públicos imóveis da administração pública
direta e indireta depende de autorização legislativa.

100. (Cespe – CNJ 2013) A licitação para registro de preços deverá ser realizada em
qualquer modalidade de licitação do tipo menor preço, devendo ser precedida de ampla
pesquisa de mercado.

101. (Cespe – CADE 2014) O julgamento da licitação para registro de preços, por técnica e
preço, pode ser adotado, desde que seja prolatado despacho fundamentado da autoridade
máxima do órgão. Para a realização desse tipo de licitação, é necessária a indicação de
dotação orçamentária.

102. (Cespe – MDIC 2008) A legislação brasileira permite que a administração pública
conceda, nas contratações públicas, tratamento favorecido para microempresas e empresas
de pequeno porte.

103. (Cespe – Polícia Federal 2013) Ao se adotar o regime de contratação integrada, é


permitida a realização da obra ou do serviço sem projeto executivo.

104. (Cespe – Polícia Federal 2013) Uma das inovações do RDC é considerar vantagens
adicionais apresentadas pelas licitantes em relação às suas propostas, independentemente
do previsto em edital.

105. (Cespe – AGU 2013) Entre as peculiaridades do regime diferenciado de contratações


públicas, figuram a possibilidade de a administração pública contratar mais de uma empresa
para executar o mesmo serviço (multiadjudicação) e a vedação ao sigilo de orçamentos.

106. (Cespe – GDF 2013) Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do
estado Y, o secretário de educação, com o intuito de construir uma nova escola pública,
resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta esclarecesse algumas dúvidas
relacionadas ao modelo licitatório e às normas contratuais aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Na hipótese descrita, é possível utilizar o regime diferenciado de contratações como
modalidade licitatória, sendo aplicável o regime de contratação integrada, desde que técnica
e economicamente justificada.

107. (Cespe – PGE/BA 2014) Secretário estadual de saúde pretende construir hospital para
atuar no âmbito do SUS. No caso, pode realizar licitação no regime diferenciado de
contratação e utilizar a empreitada por preço global.

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108. (Cespe – CADE 2014) Para a realização de contrato de serviço de engenharia no
âmbito do Sistema Único de Saúde, é possível a aplicação do regime diferenciado de
contratações públicas, e deve ser observado, entre outros, o princípio do desenvolvimento
nacional sustentável.

109. (Cespe – Polícia Federal 2014) Para a aquisição de bens e de serviços comuns, é
permitida a utilização do pregão, inclusive eletrônico. Nas obras de engenharia, porém,
deve-se elaborar projeto básico conforme a Lei de Licitações e Contratos.

110. (Cespe – MDIC 2014) Todos os licitantes podem apresentar lances ao longo de todo o
pregão presencial, a despeito da proposta inicial.

111. (Cespe – CADE 2014) O pregão, assim como as demais modalidades de licitação,
aplica-se às alienações em geral, porém seu uso é vedado para serviços de engenharia.

112. (Cespe – CADE 2014) Com o princípio da celeridade busca-se simplificar os


procedimentos licitatórios excessivamente rigorosos, bem como possibilitar que decisões,
sempre que possível, sejam tomadas no momento da sessão. Esse princípio é consagrado
como uma diretriz a ser observada em licitações na modalidade concurso.

113. (Cespe – TRF5 2013) No que diz respeito a licitações e contratos e ao regime
diferenciado de contratação RDC, assinale a opção correta.
a) Segundo a doutrina e jurisprudência do STJ, os recursos públicos que irão garantir o
pagamento de determinada despesa devem estar disponíveis antes da realização da
licitação, não bastando, simplesmente, a existência de previsão orçamentária.
b) O RDC é aplicável exclusivamente a licitações e contratos necessários à realização dos
Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016; da Copa das Confederações da Federação
Internacional de Futebol Associado (FIFA), em 2013, e da Copa do Mundo da FIFA Brasil
2014, especialmente para a contratação de obras de infraestrutura e de serviços para os
aeroportos das capitais dos estados da Federação distantes até 300 km das cidades-sedes
desses eventos; das ações integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento; de
obras e serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde e no dos sistemas
públicos de ensino.
c) Nas aquisições sob o RDC, o objeto da licitação deve ser definido de forma clara e
precisa no instrumento convocatório, vedadas especificações de marcas e modelos, bem
como outras consideradas excessivas, irrelevantes ou desnecessárias.
d) De acordo com o disposto na lei que institui o RDC, nos casos em que o objeto da
contratação possa ser executado de forma concorrente e simultânea por mais de um
contratado ou em que a múltipla execução seja conveniente para atender à administração
pública, esta poderá contratar mais de uma empresa ou instituição para executar o mesmo
serviço, desde que tal procedimento não implique perda de economia de escala.
e) De acordo com jurisprudência do STJ, para a caracterização do crime previsto no art. 89
da Lei n.º 8.666/1993, é imprescindível a comprovação do dolo específico de fraudar a
licitação, bem como de efetivo prejuízo ao erário.

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114. (Cespe – AE/ES 2013) Com relação à compra, uma das etapas da fase externa da
licitação, assinale a opção correta.
a) As compras realizadas pela administração pública obedecem a condições de aquisição e
pagamento completamente distintas das realizadas pelo setor privado, que se caracterizam
pela liberdade de mercado.
b) A compra deve atender ao princípio de padronização, que impõe a vinculação dos
licitantes e da administração pública às regras estabelecidas nas normas e princípios em
vigor.
c) Como medida de transparência, as compras realizadas pela administração direta ou
indireta devem, sem exceção, ser divulgadas mensalmente em órgão de divulgação oficial
ou em quadro de avisos de amplo acesso público.
d) A especificação completa do bem a ser adquirido, sem indicação de marca, e a definição
das unidades e das quantidades a serem adquiridas são informações que devem ser
observadas no processo de compra.
e) Em situações emergenciais, a compra poderá ser realizada sem a indicação dos recursos
orçamentários para a efetivação do pagamento do objeto da licitação.

115. (Cespe – TRE/MS 2013) Acerca das sanções penais para crimes praticados em
licitações, assinale a opção correta.
a) Caberá, com exclusividade, à Advocacia Geral da União propor a ação para buscar a
sanção penal e a reparação dos possíveis danos ao erário.
b) As penas previstas na legislação para os envolvidos nesses crimes são, exclusivamente,
a prisão e a perda do cargo público.
c) Inexiste cumulatividade de penas, cabendo ao magistrado a escolha da pena mais
indicada para o caso em análise.
d) Comprovado o superfaturamento decorrente de dispensa ou inexigibilidade de licitação, o
fornecedor ou prestador do serviço contratado nessas condições responderá solidariamente
com o agente público pelo dano causado à Fazenda Pública.
e) A persecução penal para esses crimes se dará por intermédio de ação privada
condicionada.

116. (ESAF – AFRB 2014) Quanto ao ‘local’ em que as licitações serão efetuadas e à
divulgação das mesmas, assinale a opção correta.
a) A lei exige a publicação pela imprensa oficial dos avisos relacionados com convites.
b) Não enseja invalidação do certame licitatório caso haja a escolha de local inóspito quando
todos os potenciais interessados tenham acesso ao certame.
c) É irrelevante a situação geográfica da repartição interessada nos casos de licitação
eletrônica.
d) A existência de sítio oficial do órgão administrativo na Internet não impõe a
obrigatoriedade da sua utilização para divulgação das licitações, desde que efetuada a
publicidade do ato.

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e) A fim de evitar nulidade do certame licitatório, é necessária a publicação do edital de
abertura em sua integralidade no Diário Oficial Local.

117. (ESAF – DNIT 2013) Acerca da interpretação correta do disposto no art. 7º, § 2º, inc. III
da Lei n. 8.666/93, conforme posicionamento da doutrina administrativista e da
jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assinale a opção falsa.
a) É exigível da Administração que pretende contratar que os recursos orçamentários
estejam prontamente disponíveis no Erário para que se considere válido o processo de
licitação.
b) A Lei n. 8.666/93 não exige a disponibilidade financeira, mas, tão somente, que haja
previsão destes recursos na lei orçamentária.
c) A Administração não precisa dispor, à época da licitação, do montante necessário para
arcar com o contrato, ela precisa apenas indicar que há previsão no orçamento para realizar
pagamentos futuros.
d) A exigência do art. 7º, § 2º, inc.III da Lei n. 8.666/93 pode ser considerada cumprida
quando existe lei que autorize a administração a tomar empréstimo, seguida de decreto que
cria o respectivo crédito.
e) Previsão e autorização são conceitos diversos de efetiva disponibilidade.

118. (ESAF – CGU 2012) Determinada municipalidade realizou procedimento licitatório para
contratação de empresa a ser responsável pela construção de 2 km de rede coletora de
esgoto. Findo o certame, sua homologação foi realizada pelo prefeito do município
contratante.
Adjudicou-se o objeto licitado à empresa de propriedade do sobrinho do referido prefeito.
A referida licitação foi realizada sob a modalidade de convite, tendo sido a empresa
vencedora a única a comparecer ao certame.
A despeito da exigência editalícia de apresentação de CND, relativamente à regularidade
fiscal da licitante, foram apresentadas declarações de auditores fiscais que atestavam a
inexistência de débitos.
Acerca do caso concreto acima narrado, assinale a opção correta.
a) O procedimento licitatório foi regular, não havendo qualquer vício em sua homologação
ou adjudicação.
b) Não há, na Lei n. 8.666/93, qualquer dispositivo que proíba a participação de parentes
nas licitações em que o servidor público atue na condição de responsável pela homologação
do certame, portanto, foi regular a homologação realizada pelo prefeito da municipalidade.
c) Declarações de auditores fiscais podem atestar a regularidade fiscal do licitante, não
sendo exigível a certidão negativa de débitos para este fim.
d) O fato de a empresa vencedora ter sido a única licitante a apresentar proposta válida não
ensejaria, por si só, a repetição do convite, ainda que não tenham sido apostas justificativas
formais para a ausência de outros licitantes concorrentes.

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e) Houve conflito de interesses na condução do certame, configurando-se violação da norma
contida nos §§ 3º e 4º do Art. 9º da Lei n. 8.666/93.

119. (ESAF – AFRFB 2012) Determinado Município da Federação brasileira, quando da


elaboração da sua lei orgânica, fez constar a seguinte norma:
"O Prefeito, o Vice-prefeito, os Vereadores, os ocupantes de cargos em comissão ou função
de confiança, as pessoas ligadas a qualquer deles por matrimônio ou parentesco, afim ou
consanguíneo, até o segundo grau, ou por adoção e os servidores e empregados públicos
municipais não poderão contratar com o Município, subsistindo a proibição por mais seis
meses após findas as respectivas funções."
Analise a norma constante da Lei Orgânica, da referida municipalidade e, à luz da
jurisprudência do STF, avalie as questões a seguir, marcando verdadeiro (V) ou falso (F)
para cada uma delas.
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) A lei orgânica do município é inconstitucional porque impõe restrições que não foram
impostas pelo constituinte no inciso XXI, do art. 37, nem pela norma geral de que trata o
inciso XVII, do art. 22 da CF.
( ) A municipalidade tratou, em sua lei orgânica, de preservar um princípio guia de toda a
atividade estatal: o princípio da moralidade administrativa.
( ) A norma constante da lei orgânica em comento homenageia o princípio da
impessoalidade.
( ) A norma inserta na lei orgânica do referido município fere a efetiva, real e isonômica
competição.
a) F, F, F, F
b) F, V, V, V
c) F, V, V, F
d) V, V, V, F
e) F, V, F, F

120. (ESAF – CGU 2012) Determinado Município da Federação, após a posse de seu
prefeito, ocorrida em janeiro de 2001, iniciou as medidas necessárias ao cumprimento dos
diversos tópicos do programa de governo.
Entre os itens do referido programa de governo, constava a revitalização da festa de
carnaval da cidade, restaurando uma de suas mais antigas tradições.
O prefeito, recém-empossado, por não haver tempo hábil para a realização de procedimento
licitatório, resolve afastá-lo sob o argumento de que as contratações necessárias à
realização da festa montavam, individualmente, menos de R$8.000,00 (oito mil reais) cada.
Foram realizadas 4 (quatro) contratações distintas com um mesmo fornecedor, que
somadas montavam R$27.500,00 (vinte e sete mil e quinhentos reais).

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O carnaval se realizou e posteriormente pendeu sobre o prefeito da cidade uma ação penal
pelo cometimento do crime tipificado no art. 89 da Lei n. 8.666/93.
Tendo em mente o caso concreto acima narrado, assinale a opção que esteja em
consonância com recente julgado da corte especial do STJ.
a) O crime previsto no art. 89 da Lei n. 8.666/93 exige dolo específico.
b) O crime previsto no art. 89 da Lei n. 8.666/93 pode prescindir do efetivo dano ao erário.
c) Ainda que a contratação tivesse sido custeada por recursos privados oriundos de
patrocínio, o tipo penal estaria configurado.
d) Não era exigível do tribunal de contas fiscalizador da municipalidade em tela o
encaminhamento de cópia do processo de tomada de contas ao Ministério Público.
e) A empresa contratada deve ser penalizada porquanto fora beneficiada pela dispensa
ilegal.

121. (ESAF – CGU 2012) Determinado órgão pertencente à estrutura da União é


participante de registro de preços regularmente processado para a aquisição de papel A4.
A despeito do registro da ata resultante do certame acima referido, o citado órgão resolve
promover licitação na modalidade de Pregão para a contratação de papel A4.
A respeito do caso hipotético acima narrado, indique a opção correta.
a) Não é lícito ao órgão promover nova licitação para a contratação de objeto constante da
ata de registro de preços da qual seja participante.
b) Independentemente do preço ofertado, o órgão estará obrigado a contratar como licitante
vitorioso na segunda licitação, posto que não realizada pelo sistema de registro de preços.
c) Caso o preço ofertado pelo licitante vitorioso na segunda licitação seja o mesmo preço
registrado em ata, terá preferência na aquisição o licitante cujo preço consta registrado em
ata.
d) Para fins de aplicação do art. 70 do Decreto n. 3.931/2001, não basta cotejar somente os
preços respectivamente ofertados na segunda licitação e os registrados em ata, sendo
necessário analisar as condições das propostas, a fim de buscar a existência de igualdade
de condições.
e) O órgão público está obrigado a mencionar, no termo de referencia da segunda licitação,
a existência de ata de registro de preços da qual faça parte e que conte com o mesmo
objeto então licitado.

122. (ESAF – Ministério da Fazenda 2013) Considerando as licitações públicas e os


contratos administrativos, assinale a opção correta.
a) A adoção do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) não é obrigatória para a
construção dos estádios em que ocorrerão jogos da Copa do Mundo FIFA 2014, ficando a
critério da Administração Pública optar pelo regime de contratação que lhe parecer mais
conveniente.

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b) No Regime Diferenciado de Contratação, a publicidade do orçamento estimado para a
contratação deve ser ampla e disponibilizadas as informações para a população no início da
licitação, no meio da obra e ao final do procedimento.
c) No modo de disputa aberto, as propostas serão sigilosas até a data e hora designadas
para que sejam divulgadas e se for presencial, as propostas deverão ser apresentadas em
envelopes lacrados, abertos em sessão pública.
d) No Regime Diferenciado de Contratação, há previsão legal de 05 procedimentos
auxiliares das licitações, entre eles o cadastramento e o convite eletrônico.
e) O Regime Diferenciado de Contratação possui sanções administrativas e criminais
próprios, não se lhe aplicando as referidas sanções dispostas na Lei n. 8.666/93.

CONTRATOS ADMINISTRATIVOS

1. (Cespe – AGU 2013) Os contratos administrativos, embora bilaterais, não se


caracterizam pela horizontalidade, já que as partes envolvidas não figuram em posição de
igualdade.
2. (Cespe – CNJ 2013) Em virtude do princípio do formalismo, os contratos administrativos
devem ser formalizados por meio de instrumento escrito, salvo os de pequenas compras
para pronto pagamento, em que se admite contrato verbal com a administração pública.

3. (Cespe – TRT10 2013) Para os fins legais, somente será considerado contrato o ajuste
firmado entre a administração pública e particular que seja assim expressamente
denominado em documento formal por escrito.

4. (Cespe – MIN 2013) O resumo do instrumento de contrato deve ser publicado na


imprensa oficial no prazo máximo de vinte dias, contados a partir do quinto dia útil do mês
seguinte ao de sua assinatura.
5. (Cespe – MTE 2014) Todos os contratos para os quais a lei exige licitação são firmados
intuitu personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado, apuradas no
procedimento da licitação.

6. (Cespe – Polícia Federal 2014) O princípio da impessoalidade, no que se refere à


execução de obras públicas, proíbe a subcontratação de empresas para a execução de
parte do serviço licitado, porquanto a escolha pessoal do subcontratado pelo contratado
viola o interesse público.
7. (Cespe – TCU 2010) O regime de execução ou a forma de fornecimento constitui cláusula
necessária em todo contrato firmado pela administração pública.

8. (Cespe – MPTCDF 2013) No contrato administrativo, é vedada a existência de cláusula


compromissória que institua o juízo arbitral para dirimir conflitos relativos a direitos
patrimoniais disponíveis pertencentes a sociedade de economia mista.

9. (Cespe – Polícia Federal 2014) Como o contrato administrativo é um contrato de adesão,


todo o seu conteúdo será definido unilateralmente pela própria administração.

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10. (Cespe – ICMBio 2014) O contrato administrativo exige licitação em qualquer situação,
cabendo à administração pública determinar as cláusulas exorbitantes, que conferem
poderes ao contratado, a fim de eliminar as desvantagens do contrato.

11. (Cespe – Polícia Federal 2013) A alteração contratual deve observar a


indispensabilidade do tratamento igualitário a todos que estejam na mesma situação e a
manutenção do interesse público.
12. (Cespe – TRT10 2013) A execução de contrato deve ser acompanhada e fiscalizada por
representante da administração designado especialmente para tal, não sendo permitida a
contratação de terceiros para subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição, por
se tratar de atividade típica do Estado.

13. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Qualquer auxílio prestado pela fiscalização na
interpretação dos desenhos, memoriais, especificações e demais elementos de projeto, bem
como na condução dos trabalhos, poderá ser invocado para eximir a contratada da
responsabilidade pela execução dos serviços e obras.

14. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Não cabe à fiscalização paralisar e(ou) solicitar o
refazimento de qualquer serviço que não seja executado em conformidade com o projeto,
norma técnica ou qualquer disposição oficial aplicável ao objeto do contrato.

15. (Cespe – Bacen 2013) Durante a execução do contrato dos serviços de segurança e
vigilância do edifício sede do Banco Central do Brasil, o representante da administração
pública responsável por acompanhar e fiscalizar a execução do contrato tem autonomia
para autorizar a redução no número de postos de vigilância nele previstos.

16. (Cespe – MDIC 2014) Na administração pública, a gestão de contratos abrange as


etapas de gerenciamento, acompanhamento e fiscalização, desde a concepção do edital da
licitação até a assinatura do contrato.
17. (Cespe – TCU 2010) A declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a
administração pública constitui sanção, aplicável ao contratado, que não admite reabilitação.

18. (Cespe – TCU 2010) A sanção de suspensão temporária de participação em licitação e


impedimento de contratar com a administração pública por prazo não superior a dois anos
pode ser aplicada aos profissionais que tenham sofrido condenação definitiva por praticar,
de forma dolosa, fraude fiscal no recolhimento de quaisquer tributos.
19. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Em casos de faltas contratuais por parte do
contratado, é assegurado ao ente contratante o direito de intervir na execução do contrato,
de modo a garantir a continuidade de um serviço público considerado essencial à
sociedade.
20. (Cespe – TCU 2013) Visando resguardar o adequado cumprimento do contrato
administrativo, a administração pública deve indicar e exigir, entre as opções legalmente
previstas, a garantia a ser prestada pelo particular contratado para executar obras, serviços
e compras no âmbito dos poderes da União, dos estados, do Distrito Federal e dos
municípios.

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21. (Cespe – MIN 2013) A prestação de garantia pelo particular é obrigatória para a
execução de contratos administrativos, por constituir exigência expressa em lei.
22. (Cespe – MPU 2010) A duração de contratos regidos pela Lei de Licitações está limitada
à vigência dos créditos orçamentários referentes a tais contratos. A única exceção feita por
essa lei são os projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no
plano plurianual, os quais podem ser prorrogados se houver interesse da administração.

23. (Cespe – TCU 2010) Quando regidos pela Lei n.o 8.666/1993, os contratos relativos ao
aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática devem ter duração
adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.

24. (Cespe – MIN 2013) Embora os contratos administrativos possam ser prorrogados, é
vedado à administração pública celebrar o contrato com prazo de vigência indeterminado.

25. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Considerados os limites estabelecidos pela lei, o
recebimento provisório ou definitivo da obra não exclui a responsabilidade civil e ético
profissional, por parte da contratada, pela solidez e segurança da obra ou do serviço e pela
perfeita execução do contrato.
26. (Cespe – TCU 2012) Aplica-se ao contrato administrativo a teoria das nulidades,
segundo sua configuração tradicional do direito privado. Assim, a declaração de nulidade do
contrato administrativo opera retroativamente, impedindo os efeitos jurídicos que ele deveria
produzir e desconstituindo os já produzidos, o que isenta inteiramente a administração
pública do dever de indenizar o contratado.

27. (Cespe – TJDFT 2013) Suponha que, na execução de determinada obra pública, o
contratado paralise a obra sem justa causa e sem prévia comunicação à administração.
Nesse caso, a administração estará legitimada a promover a rescisão do contrato após obter
autorização judicial em ação proposta com essa finalidade específica.

28. (Cespe – Polícia Federal 2013) Considere que uma empresa vencedora de certame
licitatório subcontrate, com terceiro, o objeto do contrato firmado com a administração
pública, apesar de não haver previsão expressa para tanto no edital ou no contrato. Nessa
situação, caso o contrato seja prestado dentro do prazo estipulado e com estrita observância
aos critérios de qualidade impostos contratualmente, não poderá a administração rescindir o
contrato unilateralmente, visto que não se configura hipótese de prejuízo ou
descumprimento de cláusulas contratuais.

29. (Cespe – CNJ 2013) Considere que uma sociedade empresária tenha celebrado
contrato administrativo de prestação de serviço com determinado órgão público. Nessa
situação hipotética, caso a administração julgue conveniente a substituição da garantia de
execução, o contrato poderá ser alterado unilateralmente.

30. (Cespe – MPE/TO 2012) O regime jurídico dos contratos previsto na Lei n.º 8.666/1993
confere à administração pública prerrogativas que incluem a exigência do cumprimento do
contrato, sem alteração das condições inicialmente pactuadas, independentemente da
ocorrência de álea econômica ou administrativa.

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31. (Cespe – GDF 2013) Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino do
estado Y, o secretário de educação, com o intuito de construir uma nova escola pública,
resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta esclarecesse algumas dúvidas
relacionadas ao modelo licitatório e às normas contratuais aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Desde que haja previsão editalícia e contratual, e depois de demonstrada analiticamente a
variação dos custos, a eventual contratada no processo licitatório poderá solicitar a
repactuação dos preços ajustados.

32. (Cespe – TRT10 2013) A duração de todos os contratos está adstrita à vigência dos
respectivos créditos orçamentários.

33. (Cespe – CADE 2014) O contrato terá vigência dentro do exercício financeiro, embora
sejam permitidos, em casos especiais, contratos com prazo de vigência indeterminado.

34. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Diante da indisponibilidade da coisa pública, o


ente público fica impossibilitado de comprar determinado bem mediante contrato verbal.

35. (Cespe – MDIC 2014) O gestor de contrato deve ser um servidor público efetivo com
conhecimentos técnicos relacionados ao objeto do contrato.

36. (Cespe – TRT10 2013) Considere que, no decorrer de uma obra pública orçada
inicialmente em R$ 200 milhões, tenham sido lavrados dois termos aditivos. Considere,
ainda, que o primeiro termo aditivo tenha alterado o valor da obra para R$ 170 milhões e
que o segundo, necessário à conclusão do empreendimento, para R$ 220 milhões. Nessa
situação, o limite legal para aditivos foi observado, não havendo irregularidade.

37. (Cespe – Polícia Federal 2013) Na execução dos contratos, cabe à administração
pública definir a modalidade de garantia contratual, desde que prevista no instrumento
convocatório.

38. (Cespe – PM/CE 2014) Tanto na contratação de obras como na contratação de serviços
e compras, a autoridade competente poderá, a seu critério, exigir prestação de garantia,
independentemente de previsão no instrumento convocatório.

39. (Cespe – Câmara dos Deputados 2012) A declaração de inidoneidade de uma


empresa foi publicada no primeiro dia de determinado mês. Nessa situação, o prazo para
interposição do pedido de reconsideração deve ser contado a partir da data da publicação
da declaração.

40. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que a SUFRAMA, autarquia vinculada ao


Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pretenda contratar serviços de
consultoria para auxiliar na elaboração do Plano Diretor Plurienal da ZFM, julgue o item a
seguir.
Uma vez realizada licitação para a contratação dos serviços, ainda que ocorra alguma
ilegalidade durante o procedimento licitatório, a administração não será obrigada a anular o
contrato se a decisão não acarretar lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros.

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41. (Cespe – DP/MA 2011) Com relação ao que estabelece a Lei de Licitações acerca dos
contratos administrativos, assinale a opção correta.
a) Será nulo e sem nenhum efeito o contrato verbal com a administração, ainda que seu
objeto envolva pequenas compras de pronto pagamento.
b) Os contratos podem ser alterados unilateralmente pela administração quando
conveniente a substituição da garantia de execução.
c) As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos podem
ser alteradas sem prévia concordância do contratado.
d) A declaração de nulidade do contrato, imputável ao contratado, exonera a administração
do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data da
declaração.
e) Tratando-se de serviços essenciais, é vedada a ocupação provisória de bens móveis,
imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, caso haja rescisão do contrato
administrativo.

42. (ESAF – Susep 2010) Caracterizam-se por serem regidos pelo direito privado quanto ao
conteúdo e aos efeitos, porém sem ignorar as limitações trazidas pelo regime jurídico
público, os contratos de:
a) fornecimento de mão de obra.
b) locação em que o Poder Público seja locatário.
c) concessão de serviço público.
d) fornecimento de bens de consumo.
e) construção de obra pública.

43. (ESAF – Mtur 2014) Assinale a opção correta.


a) É possível, em determinadas situações previstas legalmente, contrato verbal com a
Administração Pública.
b) Segundo a legislação vigente, a licitação destina-se a garantir apenas a observância do
princípio constitucional da isonomia e a promoção do desenvolvimento nacional.
c) O pregão é modalidade licitatória prevista na Lei n. 8.666, de 1993.
d) Não se observa a existência de cláusulas exorbitantes em contratos administrativos.
e) Uma vez publicado o edital, a licitação não pode ser revogada.

44. (ESAF – CGU 2012) O Tribunal de Contas da União, em sede de tomada de contas
ordinária, recomendou a autarquia federal que se abstivesse de prorrogar determinado
contrato firmado após procedimento licitatório ocorrido sob a modalidade de Pregão.
Acatando a recomendação do TCU, a autarquia iniciou procedimento licitatório para a
contratação do mesmo objeto, deixando de prorrogar a contratação.
Acerca do caso concreto acima narrado, indique a opção correta.

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a) O TCU deveria ter chamado a empresa prejudicada em oitiva, visando garantir o
contraditório e a ampla defesa.
b) A empresa prejudicada teve ferido seu direito a contratação, adquirido quando se saiu
vencedora da licitação.
c) Há apenas expectativa de direito da empresa à prorrogação do ajuste, estando a decisão
no âmbito de discricionariedade da Administração.
d) Sendo a relação jurídica travada entre o TCU e a Administração Pública Federal, ambos
deveriam ter se preocupado em garantir o contraditório e a ampla defesa à empresa
prejudicada.
e) O contratado somente não faria jus à prorrogação se a contratação não tivesse sido
precedida de licitação.

45. (ESAF – CGU 2012) A secretaria de obras de determinado Estado membro da


Federação firma, em nome do Estado, e após regular procedimento licitatório, contrato
administrativo para a realização de obra pública. Entre as demais cláusulas do termo de
contrato, há dispositivo que prevê a possibilidade de paralisação da obra por parte da
Administração, hipótese em que as partes acordariam a respeito.
Considerando o caso concreto acima narrado, assinale a opção correta à luz da
jurisprudência do STJ.
a) Trata-se de hipótese em que o contrato merecia aditivo capaz de resguardar o seu
equilíbrio econômico-financeiro.
b) Quando a suspensão das obras se der em razão de interesse público, não há que se falar
em indenização ou reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
c) Como a paralisação da obra constava do termo de contrato, a contratada deveria tê-la
embutido no preço contratado.
d) Em se tratando de contrato administrativo, era dado à Administração rescindir ou
suspender unilateralmente o pactuado sem qualquer indenização.
e) A paralisação da obra, já prevista em instrumento contratual integra a álea ordinária,
ainda que o termo contratual disponha que haverá acordo a seu respeito.

46. (ESAF – CGU 2012) Determinada municipalidade firmou contrato de prestação de


serviços com a empresa "W". A contratação ainda vigia quando foi declarada nula, após o
Tribunal de Contas competente para fiscalizar o Município ter apontado vício insanável ante
a ausência de prévia licitação.
Acerca da situação fática acima narrada, assinale a opção correta.
a) Quando houve a declaração de nulidade, as prestações resolveram-se de parte a parte,
sendo dever de cada um suportar os próprios prejuízos.
b) O contratado faz jus à indenização dos prejuízos ainda que tenha concorrido para a
nulidade.
c) O ente público não poderá deixar de efetuar o pagamento pelos serviços prestados, ou
pelos prejuízos decorrentes do encerramento antecipado da avença.

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d) O custo da desmobilização não deve integrar os danos emergentes porquanto já pago
nas parcelas iniciais do contrato.
e) Não há que se falar em indenização do contratado pelos lucros cessantes, sendo devida
apenas a reparação pelos danos emergentes regularmente comprovados.

47. (ESAF – CGU 2012) Determinada empresa "A" fora punida com a penalidade inscrita no
inciso IV do art. 87 da Lei n. 8.666/93. Passados seis meses após a aplicação definitiva da
penalidade, seus únicos dois sócios constituíram a empresa "B", com o mesmo objetivo
social, mesmo quadro societário e mesmo endereço.
Após sua constituição, a empresa "B" acudiu à licitação conduzida pelo mesmo município
que aplicara a penalidade à empresa "A".
O município condutor do certame, após ter percebido o indigitado feito, (assegurados o
contraditório e a ampla defesa à empresa "B") estendeu à empresa "B" os efeitos da sanção
de inidoneidade para licitar aplicada à empresa "A", aplicando-se no caso em tela a
desconsideração da personalidade jurídica na esfera administrativa.
Acerca do caso concreto acima descrito, assinale a opção correta.
a) A extensão da penalidade à empresa "B" seria válida ainda que não tivesse sido
precedida de procedimento administrativo que lhe tenha garantido o contraditório e a ampla
defesa.
b) O ato administrativo que estendeu os efeitos da penalidade à empresa "B" não era
autoexecutório e seria necessário levar o caso à apreciação do Poder Judiciário.
c) O ato administrativo que estendeu os efeitos da penalidade à empresa "B" é nulo, posto
que a lei não faculta à Administração Pública a possibilidade de desconsiderar a
personalidade jurídica para estender sanções administrativas a outra sociedade empresária.
d) A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica neste caso concreto
deu-se em respeito ao princípio da moralidade administrativa.
e) Somente Poder Judiciário, em situações envolvendo relação de consumo, poderia
desconsiderar a personalidade jurídica de uma empresa.

48. (ESAF – CGU 2012) A empresa "X", contratada pela União Federal, por intermédio do
Ministério da Fazenda para prestar serviços de limpeza, conservação e asseio, solicita ao
contratante a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro do contrato em virtude do
aumento salarial determinado por dissídio coletivo da categoria profissional e com base na
teoria da imprevisão.
Acerca da situação fática acima narrada e de acordo com a jurisprudência majoritária no
STJ, assinale a opção correta.
a) O dissídio coletivo é acontecimento imprevisível capaz de legitimar a aplicação da teoria
da imprevisão.
b) O dissídio coletivo é acontecimento previsível, porém de consequências incalculáveis e,
portanto, legitima a aplicação da teoria da imprevisão.

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c) O dissídio coletivo da categoria profissional constitui-se em álea ordinária, capaz de
legitimar a teoria da imprevisão.
d) O aumento salarial dos empregados da contratada em virtude de dissídio coletivo
constitui evento certo que deveria ser levado em conta quando da efetivação da proposta.
e) O dissídio coletivo de categoria profissional configura álea extraordinária, capaz de
possibilitar a aplicação da teoria da cláusula rebus sic stantibus.
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QUESTÕES COMENTADAS

LICITAÇÕES

1. (Cespe - Polícia Federal 2014) Cabe privativamente à União legislar acerca de


normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, dos estados,
do DF e dos municípios.
Comentário: Trata-se da transcrição parcial do art. 22, XXVII da CF. A
parte omitida não causou prejuízo à frase. Item correto.
Art. 22. Compete privativamente à União legislar sobre:
XXVI I - normas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades, para as
administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Estados, Distrito
Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as empresas
públicas e sociedades de economia mista, nos termos do art. 173, § 1 ~ Ili
Gabarito: Certo

2. (Cespe - MDIC 2014) As compras, sempre que possível, deverão, entre outras
exigências, submeter-se a condições de aquisição e pagamento específicas do setor
público.
Comentário: A resposta está no art. 15, Ili da Lei 8.666/1993:
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão:
I - atender ao princípio da padronização, que imponha compatibilidade de
especificações técnicas e de desempenho, observadas, quando for o caso, as
condições de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas;
li - ser processadas através de sistema de registro de preços;
Ili - submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor
privado;
IV - ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as
peculiaridades do mercado, visando economicidade;
V - balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da
Administração Pública.
Portanto, as compras da Administração Pública deverão, sempre que
possível, submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às
do setor privado, daí o erro. Com essa orientação, a lei está implicitamente
dizendo que as compras governamentais devem ser eficientes e realizadas nas
condições de mercado.
Gabarito: Errado

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3. (Cespe - Ministério da Justiça 2013) Cabe ao órgão licitante garantir a


igualdade entre os competidores durante todo o certame, a fim de assegurar a
isonomia, que é um princípio basilar do processo licitatório.
Comentário: O procedimento licitatório serve justamente para dar
tratamento isonômico e igualitário aos interessados em contratar com a
Administração Pública. A isonomia, portanto, é um princípio basilar do
processo licitatório como, aliás, está previsto expressamente no art. 32 da Lei
8.666:
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional
da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada em
estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade, da
moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação
ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos.
Gabarito: Certo

4. (Cespe - Polícia Federal 2014) Não há previsão legal para o estabelecimento,


nos processos licitatórios, de margem de preferência para bens e serviços com
tecnologia desenvolvida no Brasil.
Comentário: Ao contrário do que afirma o quesito, a Lei 8.666/1993
apresenta sim previsão de margem de preferência para produtos e serviços
nacionais (art. 3º, §§5º a 12), daí o erro.
Mais que isso, a lei autoriza que os produtos e serviços nacionais que
tenham resultado de desenvolvimento e inovação tecnológica realizados no
País tenham uma margem de preferência adicional àqueles que, embora
produzidos ou prestados no Brasil, tenham se originado de tecnologia
estrangeira (art. 3º, §72).
Ademais, a lei prevê que, nas contratações destinadas à implantação,
manutenção e ao aperfeiçoamento dos sistemas de tecnologia de informação e
comunicação, considerados estratégicos em ato do Poder Executivo federal , a
licitação poderá ser restrita a bens e serviços com tecnologia desenvolvida no
País e produzidos de acordo com o processo produtivo básico.
Gabarito: Errado

5. (Cespe - IBAMA 2013) É proibida a realização de licitação cujo objeto inclua


bens sem similaridade ou de marcas, características e especificações exclusivas,
salvo em casos específicos previstos em legislação.
Comentário: O item está correto, nos termos do art. 7º, §5º da Lei 8.666:
§ 5o É vedada a realização de licitação cujo objeto inclua bens e serviços {1] sem
similaridade [2] ou de marcas, características e especificações exclusivas, [3]
salvo nos casos em que for tecnicamente justificável, ou ainda quando o

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fornecimento de tais materiais e serviços for feito sob o regime de administração
contratada, previsto e discriminado no ato convocatório.
Gabarito: Certo

6. (Cespe – MDIC 2014) As normas que disciplinam as licitações públicas devem ser
interpretadas em favor da disputa entre os interessados, desde que não
comprometam o princípio da isonomia.
Comentário: A competitividade é um dos princípios implícitos das
licitações reconhecidos pela doutrina. Assim, o princípio da competitividade
deve orientar a interpretação e a aplicação das normas de licitação. Por
exemplo, ao elaborar o edital, o agente público deve sempre buscar
estabelecer condições que favoreçam a competição entre os licitantes,
tornando possível a participação do maior número possível de licitantes, o que
de certa também garante o atendimento ao princípio da isonomia.
Gabarito: Certo

7. (Cespe – MDIC 2014) Na aquisição pública de materiais mediante processo


licitatório, o princípio da vinculação ao instrumento convocatório poderá,
excepcionalmente, ser descumprido para se obter maior celeridade no recebimento
dos materiais.
Comentário: A vinculação ao instrumento convocatório, nas licitações,
equivale ao princípio da legalidade. Por isso é que se diz que o edital é a lei
interna da licitação. Nos termos do art. 41 da Lei 8.666, a “Administração não
pode descumprir as normas e condições do edital, ao qual se acha
estritamente vinculada”. A celeridade do procedimento certamente é algo
desejável, mas não justifica o descumprimento das cláusulas do edital.
Gabarito: Errado

8. (FCC – TRT 20ª Região 2002) Em uma licitação do tipo menor preço, regida pela
Lei 8.666/93, compareceram três licitantes. O licitante A foi classificado em primeiro
lugar, oferecendo o preço de R$ 30.000,00. Em segundo lugar foi classificado o
licitante B, com preço de R$ 35.000,00, e em terceiro, o licitante C, com preço de R$
40.000,00. Regularmente convocado, dentro do prazo de validade das propostas, A
recusa-se a assinar o termo de contrato por R$ 30.000,00, pois alega ter errado em
seus cálculos e ser seu preço correto R$ 34.000,00, ainda assim menor do que o de
B. Nesse momento, C informa à Administração estar disposto modificar seu preço
para R$ 33.000,00. Ante a recusa definitiva de A em contratar por R$ 30.000,00, e
considerando que no caso não houve necessidade de atualização monetária dos
preços, a Administração poderá contratar
(A) B por R$ 35.000,00.
(B) A por R$ 34.000,00.

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(C) C por R$ 33.000,00, independentemente de ouvir 8 .


(D) C por R$33.000,00, desde que 8 não aceite esse preço.
(E) 8 , desde que aceite o preço de R$ 30.000,00.
Comentário: Diante da recusa do vencedor em assinar o contrato, a
Administração pode convocar os licitantes remanescentes, observando a
ordem de classificação. No caso, portanto, a Administração poderá contratar
com a empresa " B", segunda colocada no certame. Mas a que preço? A lei
impõe que a contratação do licitante remanescente deve ocorrer " nas mesmas
condições propostas pelo primeiro classificado, inclusive quanto aos preços
atualizados de conformidade com o ato convocatório" . Portanto, a contratação
de " B" só poderá ser efetivada caso a empresa aceite o preço de R$ 30.000,00,
que foi o valor oferecido pelo licitante vencedor.
Gabarito: alternativa "e"

9. (ESAF - MPOG 2012) O procedimento licitatório previsto na lei de licitações (Lei


n. 8.666/93) caracteriza ato administrativo formal, seja ele praticado em qualquer
esfera da Admi nistração Pública.
Comentário: O item está correto, nos termos do art. 4º, parágrafo único da
Lei 8.666:
Art. 4o Todas quantos participem de licitação promovida pelos órgãos ou entidades a
º
que se refere o art. 1 têm direito público subjetivo à fiel observância do pertinente
procedimento estabelecido nesta lei, podendo qualquer cidadão acompanhar o seu
desenvolvimento, desde que não interfira de modo a perturbar ou impedir a realização
dos trabalhos.
Parágrafo único. O procedimento licitatório previsto nesta lei caracteriza ato
administrativo formal, seja ele praticado em qualquer esfera da Administração
Pública.
Gabarito: Certo

1O. (Cespe - TRF2/Juiz 2013) São modalidades de licitação taxativamente


expressas no texto da Lei n.º 8.666/1993 a concorrência, a tomada de preços, o
convite, o concurso, o leilão e o pregão.
Comentário: O item está errado, pois a modalidade pregão não está
prevista de forma expressa na Lei 8.666/1993. Tal modalidade foi instituída pela
Lei 10.520/2002.
Gabarito: Errado

11. (Cespe - TJ/CE 2014) Obra cujo valor de referência constante do projeto básico
seja de R$ 650.000,00 deve ser licitada, conforme disposto na Lei n.º 8.666/1993,
por

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a) concorrência ou convite.
b) concorrência, obrigatoriamente.
c) tomada de preços, obrigatoriamente.
d) tomada de preços ou concorrência.
e) tomada de preços ou convite.
Comentário: Para obras de engenharia até R$ 150 mil, a modalidade
aplicável é o convite; de R$ 150 mil a R$ 1,5 milhão, tomada de preços; e acima
de R$ 1,5 milhão, concorrência. Portanto, uma obra de R$ 650 mil está no limite
de tomada de preços, sendo possível também utilizar uma modalidade
superior, no caso, a concorrência.
Gabarito: alternativa "d"

12. (Cespe - CADE 2014) De acordo com a legislação vigente, as modalidades de


licitação são a concorrência, a tomada de preços, o concurso, o convite, o leilão e o
pregão. Em uma licitação, é permitido com binar duas ou mais formas de licitação.
Comentário: O item está errado, nos termos do art. 22, §82 da Lei 8.666:
§ 80 É vedada a criação de outras modalidades de licitação ou a combinação das
referidas neste artigo.
Gabarito: Errado

13. (Cespe - MDIC 2014) Caso a administração pública convoque, por meio de
convite, dez empresas do mesmo ramo do objeto a ser licitado para co ntratação de
determinado serviço, e, por desinteresse de alguns convidados, apenas uma
empresa apresente proposta, a administração poderá prosseguir com o certame,
desde que justifique devidamente o fato e as circunstâncias especiais.
Comentário: Na situação apresentada, a administração poderá sim
prosseguir com o certame, avaliando a proposta da única licitante, desde que
demonstre, justificadamente, o manifesto desinteresse dos outros nove
convidados a participar da licitação. Caso não existam essas justificativas, o
convite deverá ser repetido. É o que prevê o art. 22, §72 da Lei 8.666/1993:
§ lo Quando, por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos
convidados, for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos no§
3o deste artigo, essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no
processo, sob pena de repetição do convite.
Gabarito: Certo

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14. (Cespe – CADE 2014) A licitação na modalidade concurso dispensa as
formalidades específicas da concorrência.
Comentário: Segundo Hely Lopes Meirelles, a modalidade concurso é um
tipo especial de licitação que, embora sujeita aos princípios da publicidade e
da igualdade entre os licitantes, objetivando a escolha do melhor trabalho,
dispensa as formalidades específicas da concorrência. Significa que o
procedimento do concurso não precisa seguir rigorosamente as formalidades
das demais modalidades, como habilitação, julgamento, adjudicação etc. Na
verdade, a Lei 8.666 não define qual o procedimento aplicável ao concurso; ele
será definido no regulamento específico de cada certame.
Gabarito: Certo

15. (Cespe – MJ 2013) Em um processo licitatório, é possível criar uma combinação


de concurso com técnica e preço, desde que expressamente prevista em edital.
Comentário: Os tipos de licitação “menor preço”, “melhor técnica”,
“técnica e preço” ou “maior lance ou oferta” não se aplicam à modalidade
concurso (art. 45, caput). Com efeito, o concurso será julgado com base nos
critérios de avaliação definidos no respectivo regulamento, em razão da
especificidade do objeto. O item está errado, portanto.
Por oportuno, ressalte-se que, da mesma forma que não é possível
combinar modalidades de licitação, igualmente não se podem combinar os
tipos. É que o art. 45, §5º da Lei 8.666 veda a utilização de outros tipos de
licitação não previstos na lei (a combinação resultaria num novo tipo, o que é
vedado).
Gabarito: Errado

16. (Cespe – CNJ 2013) Faltando seis dias úteis da sessão de abertura de
habilitação da licitação, na modalidade concorrência, para execução de obra de
engenharia, cujo critério é menor preço, orçada pela administração pública em R$ 1
milhão, um dos licitantes protocolou pedido de impugnação, alegando as seguintes
irregularidades:
- devido ao valor orçado, deveria ser utilizada a modalidade tomada de preços;
- devido ao vulto da obra, os critérios de licitação deveriam ser técnica e preço;
- por ser uma licitação nacional, empresas estrangeiras deveriam ser proibidas de
participar.
De acordo com essa situação hipotética e conforme a Lei 8.666/1993, julgue o item
que se segue.
O tipo de licitação técnica e preço, citado no pedido de impugnação, não se aplica
nessa licitação.

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Comentário: o art. 46 da Lei 8.666/1993 estabelece as situações em que a


Administração poderá adotar o tipo de licitação "técnica e preço" :
Art. 46. Os tipos de licitação "melhor técnica" ou "técnica e preço" serão utilizados
exclusivamente para serviços de natureza predominantemente intelectual, em
especial na elaboração de projetos, cálculos, fiscalização, supervisão e
gerenciamento e de engenharia consultiva em geral e, em particular, para a
elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos,
ressalvado o disposto no§ 4o do artigo anterior [bens e serviços de informática].
De fato, portanto, o tipo "técnica e preço" (e também o "melhor técnica")
não se aplica para a contratação da execução de obras de engenharia. Os tipos
"técnica e preço" ou "melhor técnica" seriam aplicáveis apenas para a
elaboração de estudos técnicos preliminares e projetos básicos e executivos
da obra, mas não para a execução, que deverá ser licitada pelo tipo "menor
preço". Excepcionalmente, o tipo "técnica e preço" pode ser utilizado para a
execução de obras de grande vulto e que envolvam tecnologia sofisticada;
mas trata-se de uma exceção, que deve ser devidamente justificada, o que não
é o caso da situação em análise. O quesito está correto, portanto.
Quanto ao item da impugnação relativo à modalidade adotada, embora o
valor orçado (R$ 1 milhão) esteja dentro do limite de tomada de preços para
obras de engenharia (até R$ 1,5 milhão), a Administração pode sim adotar a
modalidade superior, qual seja, a concorrência. Afinal, nos termos do art. 23,
32 da Lei 8.666, "nos casos em que couber convite, a Administração poderá
utilizar a tomada de preços e, em qualquer caso, a concorrência".
Em relação às empresas estrangeiras, elas não podem ser impedidas de
participar da licitação. Nesse sentido, dispõe o art. 32, §1 2, li da Lei 8.666:
§ to É vedado aos agentes públicos:
li - estabelecer tratamento diferenciado de natureza comercial, legal, trabalhista,
previdenciária ou qualquer outra, entre empresas brasileiras e estrangeiras,
inclusive no que se refere a moeda, modalidade e local de pagamentos, mesmo
quando envolvidos financiamentos de agências internacionais, ressalvado o disposto
no parágrafo seguinte e no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991.
O que a lei admite é o tratamento diferenciado (margem de preferência)
para produtos manufaturados e para serviços nacionais que atendam a
normas técnicas brasileiras ou que tenham sido criados a partir de tecnologia
desenvolvida no país. Portanto, em tese, um produto manufaturado no Brasil
por uma empresa multinacional poderia ser beneficiado com as regras de
tratamento diferenciado.
Gabarito: Certo

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17. (Cespe - ICMBio 2014) Nos termos da Lei de Licitações e Contratos, o projeto
básico deve definir, obrigatoriamente, os elementos indispensáveis para a execução
correta da obra objeto da licitação.
Comentário: A Lei 8 .666 (art. 62, IX), assim define projeto básico:
IX - Projeto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de
precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou
serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos
preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do
impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da
obra e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os
seguintes elementos:
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e
identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a
minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de
elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem;
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a
incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores
resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua
execução;
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos,
instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter
competitivo para a sua execução;
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a
sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros
dados necessários em cada caso;
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de
serviços e fornecimentos propriamente avaliados;

Enfim, projeto básico é o conjunto de elementos necessários e


suficientes, com nível de precisão adequado, para caracterizar obra ou serviço
ou complexo de obras ou serviços. É imprescindível para a realização de
qualquer obra ou serviço de engenharia, sendo peça fundamental para a
demonstração da viabilidade e conveniência da contratação, fornecendo
elementos para os licitantes apresentarem suas propostas. Deve possibilitar
principalmente a avaliação do custo da obra, definição dos métodos e prazo de
execução. A questão está correta, portanto.
Nos termos da Lei 8.666 (art. 72), o projeto básico é obrigatório para
licitações de obras e serviços de engenharia realizadas nas modalidades
concorrência, tomada de preços e convite, mas não para compras de bens. o

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projeto básico é elaborado previamente à divulgação da licitação, devendo


estar anexado ao instrumento convocatório.
Por oportuno, registre-se que, nas licitações para contratação de obras,
além do projeto básico, é exigida também a elaboração de projeto executivo. O
projeto executivo apresenta os elementos necessários e suficientes à
execução completa da obra, com nível máximo de detalhamento possível de
todas as etapas, com observância às normas da ABNT (art. 6º, X).
Assim, enquanto o projeto básico orienta o planejamento da obra e
fornece elementos para os licitantes apresentarem suas propostas, o projeto
executivo é aquele que efetivamente irá guiar a execução da obra.
Para realização de procedimento licitatório, não há obrigatoriedade da
existência prévia de projeto executivo, uma vez que este poderá ser
desenvolvido concomitantemente com a execução de obras e prestação de
serviços, se autorizado pela Administração.
Gabarito: Certo

18. (Cespe - Polícia Federal 2014) As obras e os serviços de engenharia somente


poderão ser licitados quando houver projeto executivo aprovado pela autoridade
competente.
Comentário: As obras e os serviços de engenharia somente poderão ser
licitados quando houver projeto básico aprovado pela autoridade competente
(art. 7º, §2º). O projeto executivo, por sua vez, dado que diz respeito aos
métodos e técnicas de execução, poderá ser desenvolvido concomitantemente
com a execução das obras e serviços, desde que também autorizado pela
Administração (art. 7º, §1 º)
Gabarito: Errado

19. (Cespe - MPU 2013) Na descrição do objeto da licitação, é obrigatória a


previsão das quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas.
Comentário: Nos termos do art. 7º, §4º da Lei 8.666:
§ 4o É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de materiais
e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às
previsões reais do projeto básico ou executivo.

Portanto, se é vedada a inclusão de itens na licitação sem previsão de


quantidades, contrario sensu, pode-se dizer que é obrigatória a previsão das
quantidades de materiais e serviços a serem fornecidas. Essa determinação da
lei impõe à Administração o dever de planejar adequadamente suas compras.
Gabarito: Certo

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20. (Cespe - Polícia Federal 2014) Para otimizar o processo de compras no setor
público, especificamente quanto à aquisição de materiais de consumo, no edital de
licitação deverá ser descrito detalhadamente o objeto a ser contratado, visto que a
riqueza de especificações evita uma contratação inócua e, dessa forma, preserva-se
o interesse público.
Comentário: Ao contrário do que afirma o quesito, uma descrição
detalhada do objeto poderia restringir demais o rol de licitantes habilitados a
participar do certame. Isso porque uma descrição detalhada ao extremo
acabaria por direcionar o objeto para determinada marca ou empresa. Por essa
razão, a Lei 8.666 estabelece que o edital deve descrever o objeto da licitação
de forma sucinta e clara (art. 40, 1).
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, o nome da
repartição interessada e de seu setor, a modalidade, o regime de execução e o tipo da
licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para
recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos
envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte:
I - objeto da licitação, em descrição sucinta e clara;
Gabarito: Errado

21. (Cespe - Polícia Federal 2014) Os órgãos da administração direta ou indireta


devem dar publicidade, mensalmente, em órgão de divu lgação oficial ou em quadro
de avisos de amplo acesso público, à relação de todas as compras feitas mediante
licitação, de maneira a clarificar a identificação do bem comprado, seu preço unitário,
a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor total da operação,
dispensando-se a publicação das compras feitas com dispensa de licitação.
Comentário: A questão reproduz , quase literalmente, o caput do art. 16 da
Lei 8.666:
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação oficial ou em
quadro de avisos de amplo acesso público, à relação de todas as compras feitas pela
Administração Direta ou Indireta, de maneira a clarificar a identificação do bem
comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor
total da operação, podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa
e inexigibilidade de licitação.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de
licitação previstos no inciso IX do art. 24.
Portanto, deve-se dar publicidade mensalmente à relação de compras
feitas pela Administração direta e indireta, EXCETO às compras decorrentes de
dispensa de licitação com fundamento no art. 24, IX (quando houver
possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos casos
estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de

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Defesa Nacional). Ou seja, apenas nesse caso de dispensa de licitação é que a


publicidade poderá suprimida, e não em toda em qualquer dispensa, daí o erro.
Gabarito: Errado

22. (Cespe - CNJ 2013) Caso o CNJ publique edital de licitação para aquisição de
material de expediente, somente aos licitantes será conferida a faculdade de
impugná-lo por serem eles os legítimos interessados na contratação.
Comentários: Além dos licitantes, qualquer cidadão é parte legítima para
impugnar edital de licitação por irregularidade na aplicação da Lei 8.666/1993,
devendo protocolar o pedido até 5 dias úteis antes da data fixada para a
abertura dos envelopes de habilitação; por sua vez, a Administração deve
julgar e responder à impugnação em até 3 dias úteis (art. 41 , §1 º). Repare que a
impugnação do cidadão deve ter como objeto o edital da licitação e deve ser
dirigida ao próprio órgão ou entidade que está realizando a licitação.
Esse direito de impugnação não se confunde com o direito previsto no
art. 113, §1 º da Lei 8.666/1993, segundo o qual:
Art. 113. O controle das despesas decorrentes dos contratos e demais instrumentos
regidos por esta Lei será feito pelo Tribunal de Contas competente, na forma da
legislação pertinente, ficando os órgãos interessados da Administração responsáveis
pela demonstração da legalidade e regularidade da despesa e execução, nos termos
da Constituição e sem prejuízo do sistema de controle interno nela previsto.
§3º Qualquer licitante, contratado ou pessoa física ou jurídica poderá representar
ao Tribunal de Contas ou aos órgãos integrantes do sistema de controle interno
contra irregularidades na aplicação desta Lei, para os fins do disposto neste artigo.
Portanto, a representação prevista no art. 113 também pode ser feita
pelos licitantes e por qualquer pessoa física ou jurídica (o que, por óbvio,
inclui os cidadãos). A diferença é que ela se dirige ao Tribunal de Contas ou
aos órgãos de controle interno e pode ter como objeto qualquer irregularidade
na aplicação da Lei de Licitações, ou seja, não se restringe aos termos edital (o
cidadão pode questionar, por exemplo, a desclassificação de determinada
empresa na fase de habilitação).
Gabarito: Errado
23. (Cespe - Polícia Federal 2014) Em razão do princípio da eficiência, é possível,
mediante licitação, a contratação de empresa que não tenha apresentado toda a
documentação de habilitação exigida, desde que a proposta seja a mais vantajosa
para a administração .
Comentário: A fim de não haver comprometimento da isonomia e da
competitividade do certame, a documentação exigida para a fase de
habilitação deve ser tão somente aquela estritamente necessária e
considerada indispensável para a futura execução do contrato. Por exemplo,

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se a licitação é para adquirir 1.000 cadeiras, a Administração não pode exigir


que a empresa comprove capacidade para fornecer 10.000 cadeiras. Terá que
exigir comprovação condizente com a quantidade a ser adquirida. Se a
empresa não apresentar os documentos, significa que ela não tem capacidade
de fornecer o produto nas condições exigidas pela Administração. Assim, ela
terá que ser desabilitada e, nas modalidades previstas na Lei 8.666, sua
proposta de preço nem será aberta. Portanto, corrigindo o item, "não é
possível a contratação de empresa que não tenha apresentado toda a
documentação de habilitação exigida, desde ainda que a proposta seja a mais
vantajosa para a administração".
Gabarito: Errado

24. (Cespe - CACE 2014) Será dispensada da apresentação da documentação


exigida no ato convocatório de licitação a empresa participante já inscrita no Sistema
de Cadastramento Unificado de Fornecedores (SICAF).
Comentário: O registro cadastral consiste em um conjunto de arquivos
que documenta a situação jurídica, técnica, financeira e fiscal das empresas
que participam, costumeiramente, de licitações. Funciona como uma espécie
de banco de dados que reúne informações cadastrais necessárias à
habilitação das empresas. Aos inscritos será fornecido certificado de registro
cadastral (CRC), que substitui os documentos geralmente exigidos para a fase
de habilitação. Assim, ao invés de determinar que o licitante apresente uma
série de documentos para comprovar que atende os requisitos exigidos para
participar do certame, a comissão de licitação pode simplesmente consultar no
sistema a situação da empresa. Portanto, os registros cadastrais simplificam e
torna mais rápido o trâmite das licitações.
No âmbito da União, os registros cadastrais são feitos no Sistema de
Cadastramento de Fornecedores (Sicaf), regulamentado pelo Decreto
3.722/2001, o qual dispõe:
Art. 1º O Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores - SICAF constitui o
registro cadastral do Poder Executivo Federal, na forma definida neste Decreto,
mantido pelos órgãos e entidades que compõem o Sistema de Serviços Gerais - SISG,
nos termos do Decreto nº 1.094, de 13 de março de 1994.
º
§ 1 A habilitação dos fornecedores em licitação, dispensa, inexigibilidade e nos
contratos administrativos pertinentes à aquisição de bens e serviços, inclusive
de obras e publicidade, e a alienação e locação poderá ser comprovada por meio
de prévia e regular inscrição cadastral no SICAF:
I - como condição necessária para emissão de nota de empenho, cada administração
deverá realizar prévia consulta ao SICAF, para identificar possível proibição de
contratar com o Poder Público; e

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li - nos casos em que houver necessidade de assinatura do instrumento de contrato, e


o proponente homologado não estiver inscrito no SICAF, o seu cadastramento deverá
ser feito pela Administração, sem ônus para o proponente, antes da contratação, com
base no reexame da documentação apresentada para habilitação, devidamente
atualizada.
§ 2º O SICAF deverá conter os registros dos interessados diante da habilitação
jurídica, a regularidade fiscal e qualificação econômico-financeira, bem como das
sanções aplicadas pela Administração Pública relativas ao impedimento para
contratar com o Poder Público, conforme previsto na legislação
Gabarito: Certo

25. (Cespe - MPTCE/PB 2014) No sistema de registro de preços, um órgão ou


entidade da administração pública federal estará proibido de aderir à ata de registro
de preços gerenciada pelo TCE/PB.
Comentário: Nos termos do Decreto 7.892/2013, é vedado aos órgãos ou
entidades da administração pública federal aderir a ata de registro de preços
gerenciada por órgão ou entidade municipal, distrital ou estadual. A vedação
se aplica à situação descrita no enunciado, pois o TCE/PB é um órgão
estadual.
Gabarito: Certo

26. (Cespe - AGU 2013) Após a efetivação do registro de preços, o poder público,
caso pretenda contratar o seu objeto, deverá fazê-lo obrigatoriamente com o
ofertante registrado.
Comentário: O sistema de registro de preços não obriga a Administração
Pública a firmar contrato com o particular beneficiário do registro, mas lhe
assegura o direito de preferência, em igualdade de condições, durante seu
prazo de vigência.
Por exemplo, suponha que exista um registro de preços para a aquisição
de material de expediente, mas o setor de compras do órgão acha que pode
conseguir condições mais vantajosas se fizer uma licitação específica, pois
deseja adquirir uma quantidade pequena de material e a sede do fornecedor
registrado na ata de registro de preços está muito distante (poderia
economizar os custos de transporte se contratasse uma empresa local,
mediante convite, por exemplo). Realizada a licitação, caso as previsões do
órgão se confirmem, ou seja, se as condições obtidas na licitação forem mais
vantajosas para a Administração, o órgão irá contratar com o licitante
vencedor, não sendo obrigado a contratar com o fornecedor registrado na ata
de registro de preços. Por outro lado, se as previsões do órgão falharem, ou
seja, se as condições obtidas na licitação forem iguais ou piores para a

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Administração, aí sim o órgão será obrigado a contratar com o fornecedor


registrado.
Importante notar que, havendo o registro de preços, o órgão não precisa
ficar fazendo licitações específicas para ver se consegue uma condição melhor
que a registrada na ata. Ele pode contratar diretamente com o ofertante
registrado (ou seja, ele faz uma licitação específica se quiser, se achar que
será mais vantajoso para a Administração). o registro de preços serve
justamente para conferir maior celeridade e eficiência para as compras
públicas.
Gabarito: Errado

27. (Cespe - TCDF 2014) A Subsecretaria de Licitação e Compras, da Secretaria de


Estado de Planejamento e Orçamento, é o órgão gerenciador do SRP no âmbito do
DF e suas atribuições incluem realizar pesquisa de mercado para identificar o valor
estimado da licitação, realizar o processo licitatório em si e gerenciar a ata de
registro decorrente do SRP.
Comentário: As atribuições do órgão gerenciador do SRP estão previstas
no art. 52 do Decreto 7 .892/2013:
Art. 5º Caberá ao órgão gerenciador a prática de todos os atos de controle e
administração do Sistema de Registro de Preços, e ainda o seguinte:
I - registrar sua intenção de registro de preços no Portal de Compras do Governo
federal;
li - consolidar informações relativas à estimativa individual e total de consumo,
promovendo a adequação dos respectivos termos de referência ou projetos básicos
encaminhados para atender aos requisitos de padronização e racionalização;
Ili - promover atos necessários à instrução processual para a realização do
procedimento licitatório;
IV - realizar pesquisa de mercado para identificação do valor estimado da
licitação e, consolidar os dados das pesquisas de mercado realizadas pelos órgãos e
entidades participantes, inclusive nas hipóteses previstas nos §§ 2º e 3º do art. 6º
deste Decreto;
V - confirmar junto aos órgãos participantes a sua concordância com o objeto a ser
licitado, inclusive quanto aos quantitativos e termo de referência ou projeto básico;
VI - realizar o procedimento licitatório;
VII - gerenciar a ata de registro de preços;
VIII - conduzir eventuais renegociações dos preços registrados;
IX - aplicar, garantida a ampla defesa e o contraditório, as penalidades decorrentes de
infrações no procedimento licitatório; e

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X - aplicar, garantida a ampla defesa e o contraditório, as penalidades decorrentes do


descumprimento do pactuado na ata de registro de preços ou do descumprimento das
obrigações contratuais, em relação às suas próprias contratações.
XI - autorizar, excepcional e justificadamente, a prorrogação do prazo previsto no § 6º
do art. 22 deste Decreto, respeitado o prazo de vigência da ata, quando solicitada pelo
órgão não participante.
º
§ 1 A ata de registro de preços, disponibilizada no Portal de Compras do Governo
federal, poderá ser assinada por certificação digital.
§ 2º O órgão gerenciador poderá solicitar auxílio técnico aos órgãos participantes para
execução das atividades previstas nos incisos Ili, IV e VI do caput.

Gabarito: Certo

28. (Cespe - STJ 2012) Para ser considerada válida, a alienação de bens da
administração pública deve, necessariamente, ser precedida de avaliação,
autorização legislativa e licitação, além de ser subordinada à existência de interesse
público devidamente justificado.
Comentário: Para ser considerada válida, a alienação de bens da
administração pública deve, necessariamente, ser precedida de avaliação e ser
subordinada à existência de interesse público devidamente justificado (art. 17,
caput).
Por outro lado, a autorização legislativa só é necessária para a alienação
de bens imóveis dos órgãos da administração direta e das entidades
autárquicas e fundacionais (art. 17, 1). Assim, a alienação de imóveis das EP e
SEM não necessita de autorização legislativa.
Já a licitação, embora seja a regra para a alienação de bens móveis e
imóveis, é dispensada nos casos enumerados no art. 17 da Lei 8.666/93. Aliás,
nas situações em que a licitação é dispensada para a alienação de bens, a
Administração não pode realizar licitação (a dispensa é obrigatória).
Gabarito: Errado

29. (Cespe - CADE 2014) Considere que, em operação da polícia federal, tenha
sido apreendida grande quantidade de veículos introduzidos ilegalmente no território
brasileiro. Nesse caso, a administração poderá realizar leilão para a venda desses
veículos.
Comentários: Para venda de bens móveis, deve ser utilizada, como regra,
a modalidade leilão, exceto nas alienações acima de R$ 650 mil, em que se
aplica a concorrência (art. 17, §62). Portanto, os veículos apreendidos podem
sim ser vendidos por leilão. Porém, se eles forem avaliados, isolada ou
conjuntamente, em valor superior a R$ 650 mil, deve ser utilizada a
concorrência.
Gabarito: Certo

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29. (Cespe - CADE 2014) A dispensa da licitação ocorre quando há inviabilidade de


competição, isto é, inexigibilidade de licitar.
Comentário: Nos casos de dispensa de licitação (dispensada ou
dispensável), a competição é possível, mas não é obrigatória a utilização de
qualquer uma das modalidades licitatórias previstas nos comandos legais.
A Lei 8.666/93 enumera todas as hipóteses em que a licitação é
considerada dispensada ou dispensável, conforme disposto no art. 17 e no
art. 24, respectivamente. A lista proposta, em ambos os casos, é exaustiva,
não podendo ser ampliada pelo aplicador da norma.
Já nos casos em que há inviabilidade de competição, a contratação direta
se dá por inexigibilidade de licitação, nos termos do art. 25 da Lei 8.666/93.
Nesse caso, a lei apresenta uma lista exemplificativa, ou seja, o aplicador da
norma poderá contratar por inexigibilidade em outras situações, não
expressas na lei, desde que, justificadamente, a competição não seja viável.
Gabarito: Errado

30. (Cespe - Suframa 2014) Se determinado município, para realizar festividade em


razão do aniversário da cidade, decidir pela contratação de bandas compostas por
renomados artistas nacionais, a contratação desses artistas poderá dar-se mediante
inexigibilidade de licitação.
Comentário: A contratação de artistas consagrados pela crítica
especializada ou pela opinião pública é uma das hipóteses de contratação
direta, por inexigibilidade de licitação, nos termos do art. 25, Ili da Lei
8.666/1993.
Gabarito: Certo

31. (Cespe - Polícia Federal 2013) Trabalhos relativos à defesa de causas judiciais
são considerados serviços técnicos profissionais especializados.
Comentário: Nos termos do art. 13 da Lei 8.666, consideram-se serviços
técnicos profissionais especializados os trabalhos relativos a:
I - estudos técnicos, planejamentos e projetos básicos ou executivos;

li - pareceres, perícias e avaliações em geral;


Ili - assessorias ou consultorias técnicas e auditorias financeiras ou tributárias;
IV - fiscalização, supervisão ou gerenciamento de obras ou serviços;
V - patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas;
VI - treinamento e aperfeiçoamento de pessoal;

VII - restauração de obras de arte e bens de valor histórico.

Gabarito: Certo

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32. (Cespe – Suframa 2014) Caso o objeto da contratação seja serviço técnico
profissional especializado, será inexigível a licitação, desde que a empresa
contratada possua notória especialização e o objeto seja singular.
Comentário: Para que um serviço técnico especializado possa ser
contratado por inexigibilidade, deve atender a 4 requisitos, cumulativamente,
nos termos do art. 25, II da Lei 8.666: (i) estar enumerado no art. 13 da Lei
8.666; (ii) possuir natureza singular, fora do comum; (iii) ser prestado por
profissional ou empresa de notória especialização; (iv) não ser de publicidade
e propaganda. A conjugação desses requisitos é que demonstra a
inviabilidade de competição para contratar o serviço.
A questão não discriminou qual o serviço a ser contratado; apenas disse
que seria um “serviço técnico especializado”. Assumindo que esse serviço
esteja enumerado no art. 13 e não seja de publicidade e propaganda, o quesito
está correto.
Gabarito: Certo

33. (Cespe – MDIC 2014) Caso pretenda comprar um medicamento produzido por
apenas uma indústria farmacêutica, utilizado para tratar doença tropical típica em
algumas regiões brasileiras, o responsável pelo setor de compras de um hospital
público deverá considerar inexigível a licitação.
Comentário: Uma vez que o medicamento é produzido por apenas uma
indústria farmacêutica, ou seja, por produtor exclusivo, há inviabilidade
competição, fato que fundamenta a contratação direta por inexigibilidade de
licitação, nos termos do art. 25, I da Lei 8.666/1993.
Gabarito: Certo

34. (Cespe – MTE 2014) Se a administração necessita adquirir equipamentos que


só podem ser fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial
exclusivo, a licitação é dispensada, pois cabe ao poder público ajuizar a
conveniência e oportunidade da dispensa.
Comentário: A contratação de produtor, empresa ou representante
comercial exclusivo é hipótese de inexigibilidade, nos termos do art. 25, I da
Lei 8.666/1993, e não de licitação dispensada.
Gabarito: Errado

35. (Cespe – CADE 2014) O instituto do credenciamento, tratado em lei, é uma


solução para as situações nas quais a licitação se mostra inadequada, como é o
caso de serviço médico.
Comentário: Até pouco tempo tinha-se a ideia de que a “inviabilidade de
competição” configurava-se apenas quando o objeto ou serviço pretendido

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pudesse ser fornecido ou prestado por pessoa única, ou seja, quando apenas
um determinado fornecedor, tido como exclusivo, pudesse satisfazer os
interesses da Administração. Obviamente tal conclusão não é equivocada,
pois é o que expressamente dispõe o inciso I do art. 25 da Lei 8.666/93.
Entretanto, essa não é a única hipótese em que se verifica a inviabilidade de
competição.
Com efeito, se a Administração convoca profissionais dispondo-se a
contratar todos os interessados que preencham os requisitos por ela exigidos,
e por um preço previamente definido no próprio ato do chamamento, também
estamos diante de um caso de inexigibilidade, pois, de igual forma, não haverá
competição entre os interessados (afinal, todos que se manifestarem serão
contratados, e não apenas um ou dois). Esse método de inexigibilidade para a
contratação de todos é o que a doutrina denomina de credenciamento.
A doutrina considera que a base legal do credenciamento é o próprio
caput do art. 25 da Lei 8.666, que prevê a possibilidade de contratação sem
licitação quando houver inviabilidade de competição.
Um exemplo citado é o caso de credenciamento de hospitais para o
Sistema Único de Saúde - SUS ou o credenciamento de clínicas para realizar
exame médico de habilitação em motoristas. Por não haver competitividade
entre os interessados na celebração do contrato, não é preciso realizar
procedimento licitatório prévio.
Gabarito: Certo

36. (Cespe - CACE 2014) Caso um equipamento integrante do patrimônio do CADE


não tenha utilização previsível, ele poderá ser vendido a outra entidade da
administração pública sem a realização de licitação.
Comentário: Trata-se de hipótese de licitação dispensada, nos termos do
art. 17, li, " f" da Lei 8.666/1993:
Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência de
interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e obedecerá às
seguintes normas:
(.. .)
li - quando móveis, dependerá de avaliação prévia e de licitação, dispensada esta
nos seguintes casos:
(.. .)
f) venda de materiais e equipamentos para outros órgãos ou entidades da
Administração Pública, sem utilização previsível por quem deles dispõe.
Gabarito: Certo

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37. (Cespe - Suframa 2014) Caso, em razão de fortes chuvas em determinado


município, uma represa se rompa e ocasione alagamento em alguns bairros , e, em
razão desse fato , o governo local decrete estado de calamidade pública, poderá o
município valer-se da inexigibilidade de licitação para realizar obras de reparo da
represa e evitar novos alagamentos.
Comentário: Os casos de calamidade pública permitem a contratação
direta por dispensa de licitação, nos termos do art. 24, IV da Lei 8.666/1993, e
não por inexigibilidade. Por exemplo, o município de que trata a questão
poderia adquirir medicamentos para os feridos, contratar máquinas para retirar
os entulhos nas ruas ou fazer obras para conter desabamentos. Perceba que,
nos exemplos citados, há possibilidade de competição (considerando que o
município possui vários fornecedores capazes de atender a essas demandas),
o que de pronto já afasta a inexigibilidade. Mas a lei autoriza a contratação
direta por dispensa em razão da emergência da situação (imagine se o
município tivesse que, numa situação de calamidade, preparar um edital com
30 dias de antecedência, abrir um certame, julgar as impugnações, recursos e
todas as demais formalidades de um procedimento licitatório).
Entretanto, ressalte-se que, na hipótese de calamidade pública ou de
emergência, a contratação direta por dispensa é permitida somente para os
bens necessários ao atendimento da situação calamitosa e para as parcelas de
obras e serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias
consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência da emergência ou
calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos (art. 24, IV).
Gabarito: Errado

38. (Cespe - MTE 2014) Caso o MTE pretenda celebrar contrato de prestação de
serviços com organização social devidamente qualificada para atividade
contemplada no contrato de gestão, a licitação será dispensável.
Comentário: Trata-se de hipótese de licitação dispensável prevista no
art. 24, XXIV da Lei 8.666/ 1993:
Art. 24. É dispensável a licitação:
(.. .)
XX/V - para a celebração de contratos de prestação de serviços com as organizações
sociais, qualificadas no âmbito das respectivas esferas de governo, para atividades
contempladas no contrato de gestão.
Gabarito: Certo

39. (Cespe - MTE 2014) Considere que um município tenha interesse em celebrar
contrato de programa com outro ente da Federação, ou com entidade de sua
administração indireta, para a prestação de serviços públicos de forma associada

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nos termos do autorizado em contrato de consórcio público. Nessa situação, a


licitação será dispensável.
Comentário: Trata-se de hipótese de licitação dispensável prevista no
art. 24, XXVI da Lei 8.666/1993:
Art. 24. É dispensável a licitação:
(.. .)
XXVI - na celebração de contrato de programa com ente da Federação ou com
entidade de sua administração indireta, para a prestação de serviços públicos de
forma associada nos termos do autorizado em contrato de consórcio público ou em
convênio de cooperação.

Gabarito: Certo

40. (Cespe - PGE/BA 2014) Desde que o preço contratado seja compatível com o
praticado no mercado, é possível a dispensa de licitação para a aquisição, por
secretaria estadual de planejamento, de bens produzidos por autarquia estadual que
tenha sido criada para esse fim específico em data anterior à vigência da Lei n.º
8.666/1993.
Comentários: Trata-se de hipótese de licitação dispensável prevista no
art. 24, VIII da Lei 8.666/1993:
Art. 24. É dispensável a licitação:
(.. .)
VIII - para a aqws,çao, por pessoa jurídica de direito público interno, de bens
produzidos ou serviços prestados por órgão ou entidade que integre a Administração
Pública e que tenha sido criado para esse fim específico em data anterior à vigência
desta Lei, desde que o preço contratado seja compatível com o praticado no mercado;

Gabarito: Certo

41. (Cespe - Polícia Federal 2014) Considere que determinado órgão da


administração pública pretenda adquirir equipamentos de informática no valor de
R$ 5.000,00. Nesse caso, o referido órgão tem a opção discricionária de realizar
licitação ou proceder à aquisição direta mediante dispensa de licitação, em razão do
baixo valor dos equipamentos.
Comentário: A Lei nº 8.666/1993, nos incisos I e li do art. 24, dispensa
licitação por considerar que o valor da contratação não compensa os custos
para a Administração com o procedimento licitatório. Essa dispensa por valor
não pode ultrapassar 10% do limite previsto para modalidade convite, ou seja,
não pode ultrapassar R$ 15 mil nas obras e serviços de engenharia ou R$ 8 mil
nas demais compras e serviços. Porém, mesmo a Administração podendo
enquadrar uma contratação como dispensa do art. 24, deve-se levar em conta,
sempre, a relação custo-benefício entre licitar ou dispensar, ou seja, trata-se

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de uma opção discricionária do administrador público. A questão está correta,


portanto (o valor dos equipamentos está abaixo do limite máximo de R$ 8 mil).
Gabarito: Certo

42. (Cespe - CADE 2014) Todos os casos de dispensa de licitação devem ser
formalizados pelos órgãos que a processam.
Comentário: De regra, os casos de dispensa e de inexigibilidade devem
ser formalizados pelos órgãos que a processam, EXCETO as dispensas de
licitação em razão do valor, previstas no art. 24, incisos I e li, que prescindem
de formalização. É o que prevê o art. 26 da Lei 8.666/1993:
Art. 26. As dispensas previstas nos §§ 2o e 4o do art. 17 e no inciso li I e seguintes do
art. 24, as situações de inexigibilidade referidas no art. 25, necessariamente
justificadas, e o retardamento previsto no final do parágrafo único do art. 80 desta Lei
deverão ser comunicados, dentro de 3 (três) dias, à autoridade superior, para
ratificação e publicação na imprensa oficial, no prazo de 5 (cinco) dias, como
condição para a eficácia dos atos.
Parágrafo único. O processo de dispensa, de inexigibilidade ou de retardamento,
previsto neste artigo, será instruído, no que couber, com os seguintes elementos:
I - caracterização da situação emergencial ou calamitosa que justifique a dispensa,
quando for o caso;
li - razão da escolha do fornecedor ou executante;
Ili - justificativa do preço.
IV - documento de aprovação dos projetos de pesquisa aos quais os bens serão
alocados.
Como se vê, as providências previstas no art. 26 são desnecessárias no
caso de dispensa de licitação em razão do valor (o art. 26 só se aplica ao
"inciso Ili e seguintes do art. 24'1.
Lembrando, porém, que a motivação (indicação expressa dos motivos)
dos atos administrativos que decidam pela dispensa ou pela inexigibilidade é
obrigatória, nos termos do art. 50, IV da Lei 9.784/1990. Portanto, as dispensas
em razão do valor devem ser motivadas. A diferença é que tal motivação não
precisa seguir as formalidades previstas no art. 26 da Lei 8.666/1993 (a
dispensa em razão do valor não precisa ser comunicada à autoridade superior
no prazo de 3 dias ou publicada na imprensa oficial no prazo de 5 dias).
Gabarito: Errado

43. (Cespe - AGU 2012) Caso uma empresa participante de concorrência pública
apresente recurso em decorrência da publicação de ato que a declare inabilitada
para o certame, tal recurso terá, necessariamente, efeito suspensivo.

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Comentário: Os recursos contra a habilitação ou inabilitação de licitante
ou contra o julgamento das propostas terão sempre efeito suspensivo. Nos
demais casos, o efeito suspensivo poderá ser concedido pela autoridade
competente (é facultativo, portanto), desde que de forma motivada e presentes
razões de interesse público (art. 109).
Gabarito: Certo

44. (Cespe – Câmara dos Deputados 2012) A declaração de inidoneidade de uma


empresa foi publicada no primeiro dia de determinado mês. Nessa situação, o prazo
para interposição do pedido de reconsideração deve ser contado a partir da data da
publicação da declaração.
Comentário: Os prazos para a apresentação do recurso em sentido estrito
são contados a partir da intimação do ato ou da lavratura da ata (art. 109, I).
Já os prazos para interposição de representação e de pedido de
reconsideração são contados a partir da intimação do ato (art. 109, II e III).
A intimação do ato é quando o interessado toma conhecimento da
decisão, a partir de comunicação enviada pela Administração diretamente a
ele. O quesito, portanto, está errado (prazo para pedido de reconsideração
conta a partir da intimação e não da publicação da penalidade).
Gabarito: Errado
45. (Cespe – MPTCDF 2013) Nos casos de desfazimento do processo licitatório,
mesmo quando o procedimento não tiver sido concluído nem gerado direitos
subjetivos a qualquer dos licitantes, dá-se aplicabilidade ao dispositivo da Lei
n.o 8.666/1993 que garante a observância dos princípios do contraditório e da ampla
defesa.
Comentário: Segundo a Lei de Licitações, a anulação e a revogação –
hipóteses de desfazimento da licitação – exigem o contraditório e a ampla
defesa. Todavia, a jurisprudência do STJ e do STF é no sentido de que, no
caso de revogação, o contraditório é desnecessário quando a licitação ainda
está em andamento, pois ainda não gerou direitos subjetivos aos licitantes. O
direito de defesa só é imprescindível no caso de a licitação já ter sido
homologada. A título ilustrativo, vejamos trecho da decisão do STF no AI
228.554-4:
Ora, antes da homologação da licitação, não exsurge aos concorrentes nenhum
direito subjetivo capaz de impedir a revogação da abertura do processo licitatório,
por óbvia conveniência pública, superveniente à desistência de todos os concorrentes
menos um, nem tampouco alguma lesão patrimonial, de que se irradiasse direito a
indenização. Nessas circunstâncias, em que com a revogação nada sofreu a esfera
dos direitos e interesses privados, não havia lugar para observância de
contraditório e ampla defesa, inerentes à cláusula constitucional do justo processo

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da lei (due process of law), cujo alcance está em impedir ação arbitrária e lesiva do
Estado.
Gabarito: Errado

46. (Cespe - Polícia Federal 2013) A licitação, após a adjudicação, não pode ser
anulada pela administração pública, em razão do princípio da segurança jurídica.
Comentário: A licitação pode sim ser anulada após a adjudicação e
mesmo após a assinatura do contrato, daí o erro. Nesta última hipótese, a
anulação da licitação provoca a nulidade do contrato (art. 49, §22).
Já a revogação da licitação, por outro lado, não pode ocorrer depois de
assinado o contrato (pode após a adjudicação, mas não após a assinatura do
contrato).
Gabarito: Errado

47. (Cespe - TCU 2013) Segundo a Lei n.º 8666/1993, será punido o servidor
público que admitir a licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional
declarados inidôneos; porém, não será punível o profissional declarado inidôneo que
contratar com a administração pública, uma vez que a prévia verificação de
inidoneidade deverá ser realizada necessariamente por todos os órgãos públicos.
Comentário: A resposta está no art. 97 da Lei 8.666/93, o qual tipifica
como crime:
Art. 97. Admitir à licitação ou celebrar contrato com empresa ou profissional
declarado inidôneo:
Pena - detenção, de 6 (seis) meses a 2 (dois) anos, e multa.
Parágrafo único. Incide na mesma pena aquele que, declarado inidôneo, venha a
licitar ou a contratar com a Administração.
Portanto, tanto o servidor que contrata com empresa ou profissional
declarado inidôneo quanto quem é contratado comete o crime descrito no art.
97 da lei. Dessa forma, temos que a pessoa declarada inidônea tem o dever
legal de não tomar parte no processo licitatório e de não formalizar contrato
com o Poder Público, sob pena de incidir no crime previsto na lei, daí o erro.
Gabarito: Errado

48. (Cespe - MDIC 2014) A administração pública pode utilizar-se da modalidade


pregão para vender equipamentos eletrônicos oriundos de contrabando apreendidos
em uma operação de fiscalização deflagrada pela Receita Federal do Brasil.
Comentário: São comuns questões que tentam confundir pregão com
leilão. Entretanto, são modalidades completamente distintas: o pregão serve
para a aquisição (compra) de bens e serviços comuns, enquanto o leilão serve
para a alienação (venda) de bens. No caso da questão, a modalidade aplicável
seria o leilão, e não o pregão.

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Detalhe é que a jurisprudência do TCU admite a contratação por meio de


pregão para serviços de engenharia ditos comuns (ex: colocação de pisos,
troca de azulejos, pintura de paredes), permanecendo a vedação apenas para
as obras. Contudo, para fins de prova, considero que esse conhecimento deve
ser usado apenas se expressamente pedido no enunciado.
Gabarito: Errado

49. (Cespe - Polícia Federal 2014) O termo de referência é o documento usado na


modalidade pregão presencial e eletrônico para serviços comuns de engenharia, e
pode ser comparado ao projeto básico exigido pela Lei de Licitações e Contratos.
Comentário: Nas licitações realizadas na modalidade pregão, é
obrigatória a elaboração de termo de referência, que deve dispor, de forma
precisa, suficiente e clara, sobre as características do objeto a ser licitado.
O termo de referência é elaborado na fase preparatória do pregão, pelo
setor requisitante do objeto da licitação, em conjunto com a área de compras,
e aprovado por quem autorizou a realização do procedimento licitatório. Serve
de base para a elaboração do edital, a exemplo do projeto básico nas demais
modalidades.
O art. 9º, §22 do Decreto 5.450/2005 apresenta a definição de termo de
referência:
§2º O termo de referência é o documento que deverá conter elementos capazes de
propiciar avaliação do custo pela administração diante de orçamento detalhado,
definição dos métodos, estratégia de suprimento, valor estimado em planilhas de
acordo com o preço de mercado, cronograma físico-financeiro, se for o caso, critério
de aceitação do objeto, deveres do contratado e do contratante, procedimentos de
fiscalização e gerenciamento do contrato, prazo de execução e sanções, de forma
clara, concisa e objetiva.
Gabarito: Certo

50. (Cespe - TCDF 2014) O RDC é aplicável exclusivamente às licitações e


contratos que envolvem os Jogos Olímpicos de 2016, a Copa do Mundo FIFA 2014,
as ações integrantes do PAC e as obras e serviços de engenharia no âmbito do
SUS.
Comentário: Além das situações enumeradas no enunciado, o RDC
também se aplica para obras e serviços de engenharia em unidades penais e
de atendimento socioeducativo, assim como no âmbito de sistemas públicos
de ensino; para a construção e reforma de aeródromos públicos pela
Secretaria de Aviação Civil; para as contrações relativas às unidades
armazenadoras de produtos agropecuários da Conab e para a prevenção e
resposta a desastres naturais.
Gabarito: Errado

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51. (Cespe - Polícia Federal 2013) Como no RDC é proibida a divulgação do


orçamento estimado para contratação, não há desclassificação de propostas que
permaneçam com preço superior ao de referência.
Comentário: Como regra, o orçamento previamente estimado para uma
contratação a ser efetivada pelo RDC será tornado público apenas e
imediatamente após o encerramento da licitação, sem prejuízo da divulgação
das informações necessárias à formulação das propostas. A exceção ocorre
quando for adotado o critério de julgamento por maior desconto, afinal, os
licitantes precisam conhecer o valor estimado pela Administração para poder
oferecer as propostas de desconto.
A despeito do sigilo do orçamento, o art. 24 da Lei 12.462/2011 dispõe que
serão desclassificadas as propostas que:
I - contenham vícios insanáveis;
li - não obedeçam às especificações técnicas pormenorizadas no instrumento
convocatório;
Ili - apresentem preços manifestamente inexequíveis ou permaneçam acima do
orçamento estimado para a contratação, inclusive nas hipóteses previstas no art.
60 desta Lei [que trata sobre o sigilo do orçamento]
IV - não tenham sua exequibilidade demonstrada, quando exigido pela administração
pública; ou
V - apresentem desconformidade com quaisquer outras exigências do instrumento
convocatório, desde que insanáveis.
Gabarito: Errado

52. (Cespe - Polícia Federal 2013) Ao se adotarem contratações por RDC,


aplicam-se, nas situações omissas, as normas e os procedimentos contidos na Lei
n.o 8.666/1993.
Comentário: Cuidado para não confundir: no RDC, as normas e os
procedimentos contidos na Lei 8.666/1993 são aplicados apenas nos casos
expressamente previstos na Lei 12.462/2011 , e não quando esta lei for omissa.
É o que prevê o art. 12, §22 da Lei 12.462/2011:
§ 2o A opção pelo RDC deverá constar de forma expressa do instrumento
convocatório e resultará no afastamento das normas contidas na Lei no 8.666, de
21 de junho de 1993, exceto nos casos expressamente previstos nesta Lei.

Vejamos alguns casos de aplicação da Lei 8.666 previstos expressamente


na Lei do RDC:
Art. 14. Na fase de habilitação das licitações realizadas em conformidade com esta
Lei, aplicar-se-á, no que couber, o disposto nos arts. 27 a 33 da Lei ng 8.666, de 21
de junho de 1993, observado o seguinte:

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(.. .)
Art. 25. Em caso de empate entre 2 (duas) ou mais propostas, serão utilizados os
seguintes critérios de desempate, nesta ordem:
I - disputa final, em que os licitantes empatados poderão apresentar nova proposta
fechada em ato contínuo à classificação;
li - a avaliação do desempenho contratual prévio dos licitantes, desde que exista
sistema objetivo de avaliação instituído;
Ili - os critérios estabelecidos no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991,
e no § 2!2 do art. 3!2 da Lei n!J 8.666, de 21 de junho de 1993; e
IV - sorteio.
(.. .)
Art. 35. As hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação estabelecidas nos
arts. 24 e 25 da Lei nf2 8.666, de 21 de junho de 1993, aplicam-se, no que couber, às
contratações realizadas com base no RDC.
Gabarito: Errado

53. (Cespe - MIN 2013) Nas licitações disciplinadas pelo regime diferenciado de
contratações públicas, não se admite a participação de licitantes sob a forma de
consórcio.
Comentário: O quesito está errado, nos termos do art. 14, parágrafo
único, 1da Lei do RDC:
Art. 14. Na fase de habilitação das licitações realizadas em conformidade com esta
Lei, aplicar-se-á, no que couber, o disposto nos arts. 27 a 33 da Lei nQ 8.666, de 21 de
junho de 1993, observado o seguinte:
(.. .)
Parágrafo único. Nas licitações disciplinadas pelo RDC:
I - será admitida a participação de licitantes sob a forma de consórcio, conforme
estabelecido em regulamento; e
li - poderão ser exigidos requisitos de sustentabilidade ambiental, na forma da
legislação aplicável.
Gabarito: Errado

54. (Cespe - MDIC 2014) Deve-se dar publicidade, mensalmente, em órgão de


divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público, à relação de
todas as compras feitas pela administração direta ou indireta do setor público, com o
objetivo de clarificar a identificação do bem comprado, seu preço unitário, a
quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor total da operação.

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Comentários: A questão reproduz, literalmente, o caput do art. 16 da Lei


8.666. No entanto, o parágrafo único apresenta uma exceção à regra, que
deixou de ser considerada no enunciado. Vejamos:
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação oficial ou em
quadro de avisos de amplo acesso público, à relação de todas as compras feitas pela
Administração Direta ou Indireta, de maneira a clarificar a identificação do bem
comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor
total da operação, podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa
e inexigibilidade de licitação.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de
licitação previstos no inciso IX do art. 24.
Art. 24. É dispensável a licitação:
IX - quando houver possibilidade de comprometimento da segurança nacional, nos
casos estabelecidos em decreto do Presidente da República, ouvido o Conselho de
Defesa Nacional;

Portanto, deve-se dar publicidade mensalmente à relação de compras


feitas pela Administração direta e indireta, EXCETO às compras decorrentes de
dispensa de licitação com fundamento na proteção à segurança nacional (art.
24, IX). A questão, ao reproduzir apenas o caput do art. 16, deixou de captar
essa exceção, maculando o item, pois diz que "todas" as compras devem ser
divulgadas, o que não é verdade. Ressalte-se que o gabarito preliminar da
banca foi "certo" , mas foi alterado pelos motivos acima expostos.
Gabarito: Errado

55. (Cespe - MDIC 2014) O agente de compras deve observar a especificação


completa do bem a ser adquirido, a definição das unidades e das quantidades a
serem adquiridas em função do consumo e as condições de guarda e
armazenamento que evitam a deterioração do material.
Comentário: O item está de acordo como o art. 15, §7º da Lei 8.666/93:
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão:
(.. .)
§ lo Nas compras deverão ser observadas, ainda:
I - a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca;
li - a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do
consumo e utilização prováveis, cuja estimativa será obtida, sempre que possível,
mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação;
Ili - as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração
do material.
Gabarito: Certo

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56. (Cespe - ICMBio 2014) A compra é um negócio jurídico unilateral que cria
direitos, obrigações e responsabilidade de uma parte em relação à outra. Para não
causar prejuízos ao planejamento orçamentário, a compra deve ser feita sempre à
vista.
Comentário: No setor público, as compras, como regra, são formalizadas
mediante contratos administrativos, que são ajustes bilaterais, ou seja, criam
direitos e obrigações para ambas as partes. Portanto, o quesito erra ao afirmar
que a compra é um negócio jurídico unilateral. Outro erro é que as compras
não necessariamente devem ser feitas à vista, podendo ser pagas mediante
desembolsos periódicos, conforme a disponibilidade de recursos financeiros.
Lembrando que as condições de pagamento do contrato devem ser previstas
já no edital da licitação, nos termos do art. 40, XIV da Lei 8.666/93:
Art. 40. O edital conterá no preâmbulo o número de ordem em série anual, o nome da
repartição interessada e de seu setor, a modalidade, o regime de execução e o tipo da
licitação, a menção de que será regida por esta Lei, o local, dia e hora para
recebimento da documentação e proposta, bem como para início da abertura dos
envelopes, e indicará, obrigatoriamente, o seguinte:
(.. .)
XIV - condições de pagamento, prevendo:
a) prazo de pagamento não superior a trinta dias, contado a partir da data final do
período de adimplemento de cada parcela; (Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
b) cronograma de desembolso máximo por período, em conformidade com a
disponibilidade de recursos financeiros;
c) critério de atualização financeira dos valores a serem pagos, desde a data final
do período de adimplemento de cada parcela até a data do efetivo pagamento;
(Redação dada pela Lei nº 8.883, de 1994)
d) compensações financeiras e penalizações, por eventuais atrasos, e
descontos, por eventuais antecipações de pagamentos;
e) exigência de seguros, quando for o caso;
Gabarito: Errado

57. (Cespe - Polícia Federal 2014) Dadas as alterações feitas, nos últimos anos, no
marco regu latório das licitações públicas, aos requisitos do melhor preço e da maior
vantagem para a administração pública somaram-se, também, critérios de
sustentabilidade ambiental.
Comentário: A Lei 12.349/2010 alterou a redação do caput do art. 32 da
Lei 8.666/1993 para incluir a " promoção do desenvolvimento nacional
sustentável" como um dos objetivos das licitações públicas, no mesmo nível
dos já tradicionais objetivos de selecionar a proposta mais vantajosa para a
Administração e de garantir a isonomia entre os licitantes. Vejamos:

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Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio


constitucional da isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a
administração e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável e
será processada e julgada em estrita conformidade com os princípios básicos
da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade, da publicidade,
da probidade administrativa, da vinculação ao instrumento convocatório, do
julgamento objetivo e dos que lhes são correlatos. (Redação dada pela Lei
nº 12.349, de 2010)
A intenção da lei foi utilizar o grande poder econômico das compras
públicas para induzir o desenvolvimento sustentável do País. Para tanto, o
agente público, ao preparar os editais de licitação, não deve apenas se apegar
a aspectos estritamente econômicos, mas deve também procurar adquirir
produtos e serviços sustentáveis, que respeitem o meio ambiente, induzindo o
mercado a entregar produtos e serviços que satisfaçam essas exigências.
Gabarito: Certo

58. (Cespe - Polícia Federal 2014) O projeto básico - conjunto de elementos


necessários e suficientes para caracterizar a obra ou serviço objeto da licitação -
deve ser elaborado com base nos estudos técnicos preliminares, que assegurem a
viabil idade técnica, o adequado tratamento do impacto ambiental do
empreendimento, as condições de avaliação do custo e a definição dos métodos e
do prazo de execução, devendo sempre conter orçamento detalhado e global da
obra, sob pena de nulidade.
Comentário: O item está de acordo com o que dispõe o art. 6º, IX da
Lei 8.666/93:
Art. 60 Para os fins desta Lei, considera-se:
IX - Proieto Básico - conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de
precisão adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou
serviços objeto da licitação, elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos
preliminares, que assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do
impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação do custo da obra
e a definição dos métodos e do prazo de execução, devendo conter os seguintes
elementos:
a) desenvolvimento da solução escolhida de forma a fornecer visão global da obra e
identificar todos os seus elementos constitutivos com clareza;
b) soluções técnicas globais e localizadas, suficientemente detalhadas, de forma a
minimizar a necessidade de reformulação ou de variantes durante as fases de
elaboração do projeto executivo e de realização das obras e montagem;
c) identificação dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos a
incorporar à obra, bem como suas especificações que assegurem os melhores

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resultados para o empreendimento, sem frustrar o caráter competitivo para a sua


execução;
d) informações que possibilitem o estudo e a dedução de métodos construtivos,
instalações provisórias e condições organizacionais para a obra, sem frustrar o caráter
competitivo para a sua execução;
e) subsídios para montagem do plano de licitação e gestão da obra, compreendendo a
sua programação, a estratégia de suprimentos, as normas de fiscalização e outros
dados necessários em cada caso;
f) orçamento detalhado do custo global da obra, fundamentado em quantitativos de
serviços e fornecimentos propriamente avaliados;
Gabarito: Certo

59. (Cespe - Polícia Federal 2014) A tomada de decisão para a realização de obra
a ser licitada em uma organização pública é inicialmente embasada na identificação
dos tipos de serviços a executar e de materiais e equipamentos necessários ao
empreendimento. Após essa identificação, o próximo passo será a realização de
estudos técnicos definitivos.
Comentários: Segundo o art. 72, §22 da Lei 8.666/93, as obras e os
serviços de engenharia somente poderão ser licitados quando houver projeto
básico aprovado pela autoridade competente.
Conforme indica o art. 52, IX da Lei 8.666/93, o projeto básico deve ser
elaborado com base em indicações de estudos técnicos preliminares que
assegurem a viabilidade técnica e o adequado tratamento do impacto
ambiental do empreendimento. Logo, a elaboração do projeto básico
pressupõe a existência de estudos prévios, de caráter preliminar. Portanto, o
quesito erra ao afirmar que a tomada de decisão para a licitação de uma obra
deve se basear em estudos técnicos "definitivos".
Lembrando que o projeto básico tem a finalidade de possibilitar a
avaliação do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução,
informações importantes para os licitantes apresentarem suas propostas no
certame. Mas não será esse o projeto que efetivamente irá guiar a execução da
obra. Esse papel cabe ao projeto executivo, que deve possuir um nível de
detalhamento muito maior que o projeto básico.
Gabarito: Errado

60. (Cespe - Polícia Federal 2014) No projeto básico, por se tratar de etapa
preliminar, o detalhamento, no sentido de se caracterizar o prazo de execução dos
serviços e obras de engenharia que são objetos da licitação, deve ser simplificado e
com baixo nível de precisão.

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Comentário: o projeto básico, embora seja uma etapa preliminar, deve


permitir a correta caracterização da obra, incluindo a avaliação dos custos,
dos prazos de execução e dos métodos construtivos a serem utilizados. Para
tanto, ele não pode ser simplificado nem com baixo nível de precisão, daí o
erro. Tanto é verdade que a Lei 8.666/93 estabelece uma série de elementos
obrigatórios no projeto básico, como "soluções técnicas globais e localizadas,
suficientemente detalhadas", "informações que possibilitem o estudo e a
dedução de métodos construtivos" e "orçamento detalhado do custo global da
obra" (art. 6º, IX). A ideia é evitar que ocorram muitas variações entre o projeto
básico e o projeto executivo (alguma variação é comum, decorrente de fatores
só conhecidos quando da execução da obra). Embora esses projetos tenham
finalidades distintas, eles tratam da mesma obra, de modo que a
caracterização feita no projeto básico deve se refletir, com a maior fidelidade
possível, no projeto executivo, o qual, afinal, guiará a execução do
empreendimento.
Gabarito: Errado

61. (Cespe - TRT1 O 2013) É vedada a inclusão, no objeto da licitação, de


fornecimento de materiais e serviços sem previsão de quantidades ou em
quantitativos que não correspondam às previsões reais do projeto básico ou
executivo.
Comentário: Trata-se da transcrição do art. 7º, §4º da Lei 8.666:
§ 4o É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de materiais
e serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às
previsões reais do projeto básico ou executivo.

Gabarito: Certo

62. (Cespe - Polícia Federal 2013) Caso haja impossibilidade de se quantificarem


todos os serviços a serem licitados, deve constar da planilha orçamentária do edital
uma verba estimada para esses itens do orçamento.
Comentário: Nos termos do art. 7º, §4º da Lei 8.666, é vedada a inclusão
de itens na licitação sem previsão de quantidades:
§ 4o É vedada, ainda, a inclusão, no objeto da licitação, de fornecimento de materiais e
serviços sem previsão de quantidades ou cujos quantitativos não correspondam às
previsões reais do projeto básico ou executivo.

Dessa forma, caso seja impossível quantificar todos os serviços a serem


licitados, tais serviços simplesmente não podem ser licitados, ou seja, a lei
não admite previsão de verbas para itens estimados.
Gabarito: Errado

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63. (Cespe - Suframa 2014) Considerando que a SUFRAMA, autarquia vinculada


ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pretenda contratar
serviços de consultoria para auxiliar na elaboração do Plano Diretor Plurienal da
ZFM, julgue o item a seguir.
Sendo uma autarquia, a SUFRAMA não é obrigada a realizar prévio procedimento
de licitação para contratar o serviço.
Comentário: De acordo com o art. 12, parágrafo único da Lei 8.666/93,
estão sujeitos à regra de licitar, além dos órgãos integrantes da Administração
Direta, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as
sociedades de economia mista, os fundos especiais e demais entidades
controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e
Municípios. Portanto, para contratar os referidos serviços de consultoria, a
Suframa, na qualidade de autarquia, é sim obrigada a realizar prévio
procedimento de licitação.
Gabarito: Errado

64. (Cespe - Suframa 2014) Encerrada a sessão de julgamento e habilitação das


empresas licitantes, a administração estará obrigada a realizar a contratação, sob
pena de indenização à empresa classificada em primeiro lugar.
Comentário: A adjudicação do objeto da licitação à empresa vencedora
do certame gera apenas expectativa de direito à contratação, ou seja, a
Administração não estará obrigada a realizar a contratação, porém, caso for
mesmo assinar o contrato, deverá ser com o adjudicatário (daí a mera
" expectativa" de direito).
Gabarito: Errado

65. (Cespe - CADE 2014) Na administração pública, as contratações com terceiros


serão necessariamente precedidas de licitação, ressalvadas as hipóteses previstas
na Lei n.º 8.666/ 1993.
Comentário: A questão está em conformidade com o que diz o art. 37, XXI
da Constituição Federal:
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços,
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública
que assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta,
nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e
econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.

Gabarito: Certo

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66. (Cespe - Polícia Federal 2014) A utilização da licitação pública para a aquisição
de produtos e serviços atende ao princípio da isonomia para a contratação,
assegurando igualdade de condições aos interessados em fornecer ao Estado.
Comentário: A licitação é uma das maneiras pelas quais a Administração
emprega o princípio da isonomia, pois assegura igualdade de condições a
todos aqueles que desejam contratar com o Estado. De fato, como regra, ao
invés de contratar diretamente com determinado fornecedor, a Administração
deve abrir um certame público que permita a participação de todos quantos
apresentem as qualificações técnicas, financeiras e jurídicas exigidas para
firmar o contrato.
Gabarito: Certo

67. (Cespe - CADE 2014) Na administração pública, independentemente da


modalidade de licitação, a assinatura do contrato é obrigatória.
Comentário: Embora seja uma hipótese excepci onal, é possível a
celebração de contrato verbal, em que a assinatura do contrato não é
obrigatória, nos casos de pequenas compras de pronto pagamento (valores
não superiores a R$ 4.000,00), no chamado regime de adiantamento (art. 60,
parágrafo único).
Gabarito: Errado

68. (Cespe - ICMBio 201 4) Na modalidade concurso, só é possível contratar


trabalhos artísticos que serão pagos por meio de prêmios, pois, nessa modalidade,
não se permite a remuneração direta aos vencedores.
Comentário: Na modalidade concurso, o vencedor poderá receber prêmio
ou remuneração, conforme definido no regulamento do certame. É o que prevê
a Lei 8.666/93
Art. 22. São modalidades de licitação:
§ 4o Concurso é a modalidade de licitação entre quaisquer interessados para
escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante a instituição de prêmios
ou remuneração aos vencedores, conforme critérios constantes de edital publicado na
imprensa oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias.
Gabarito: Errado

69. (Cespe - MDIC 2014) Além do leilão e do concurso, entre as modalidades de


licitação constam, ainda, a concorrência, a tomada de preço, o convite e o pregão.
Comentário: Todas as opções apresentadas são modalidades de licitação.
As modalidades concorrência, tomada de preços, convite, concurso e leilão
estão previstas na Lei 8.666/1993. Já o pregão foi instituído pela
Lei 10.520/2002.
Gabarito: Certo

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70. (Cespe – ICMBio 2014) Convite e tomada de preços são modalidades de
licitação que podem ser adotadas pela administração pública para a contratação de
obras.
Comentário: Para a contratação de obras, a Administração pode adotar as
modalidades de licitação convite, tomada de preços e concorrência, a
depender do valor do empreendimento (convite – até R$ 150 mil; tomada de
preços – até R$ 1,5 milhão; concorrência – acima de R$ 1,5 milhão).
Lembrando que, para compras e serviços que não sejam de engenharia, os
limites são diferentes (convite – até R$ 80 mil; tomada de preços – até R$ 650
mil; concorrência – acima de R$ 650 mil). A questão só cita as modalidades
convite e tomada de preços (e não a concorrência), mas de forma
exemplificativa, ou seja, não exaustiva; portanto, está correta.
Gabarito: Certo

71. (Cespe – ICMBio 2014) Segundo o disposto na Lei de Licitações e Contratos, a


modalidade de licitação, no caso de obras e serviços de engenharia com custos
entre R$ 15.000,00 e R$ 150.000,00, será o convite.
Comentário: Questão interessante. De fato, no caso de obras e serviços
de engenharia com custos estimados entre R$ 15 mil e R$ 150 mil, poderá ser
utilizada a modalidade convite. Veja bem: “poderá”, ou seja, o uso da
modalidade convite não é obrigatório. Isso porque, sempre que se pode usar
uma modalidade “inferior” também é possível a utilização das modalidades
que lhe sejam “superiores”, no caso, a tomada de preços e a concorrência.
Portanto, o quesito erra ao afirmar, taxativamente, que a modalidade “será” o
convite, porque também poderá ser a tomada de preços ou a concorrência.
Gabarito: Errado

72. (Cespe – Suframa 2014) A modalidade tomada de preços não deve ser aplicada
a obras, visto que essa modalidade é exclusiva para serviços de natureza
predominantemente intelectual.
Comentário: A tomada de preços pode sim ser aplicada para a
contratação de obras, especificamente, para obras estimadas em até R$ 1,5
milhão. Já a modalidade de licitação adequada para contratar serviços de
natureza predominantemente intelectual é o concurso.
Gabarito: Errado

73. (Cespe – Polícia Federal 2014) O edital de licitação, no caso de licitações


pertinentes a obras e serviços, deve incluir os requisitos mínimos exigidos para a
aptidão técnica dos interessados, devendo a comprovação desses requisitos ser
feita por atestados registrados nas entidades profissionais competentes, fornecidos
por pessoas jurídicas de direito público ou privado.

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Comentário: Para participar de licitação pública, o licitante deve


comprovar que o ramo de atividade em que atua é compatível com o objeto da
licitação e que possui os requisitos mínimos de habilitação exigidos no edital.
Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados, exclusivamente,
documentação relativa a (art. 27):
I - habilitação jurídica;
li - qualificação técnica;
Ili - qualificação econômico-financeira;
IV - regularidade fiscal e trabalhista;
V - cumprimento do disposto na Constituição relativo ao trabalho de menores
Quanto à comprovação dos requisitos relativos à habilitação técnica, o
art. 30, §1 º, 1da Lei 8.666/1993 dispõe que, no caso das licitações pertinentes a
obras e serviços, será feita por atestados fornecidos por pessoas jurídicas de
direito público ou privado, devidamente registrados nas entidades
profissionais competentes, limitadas as exigências a:
I - capacitação técnico-profissional: comprovação do licitante de possuir em seu
quadro permanente, na data prevista para entrega da proposta, profissional de nível
superior ou outro devidamente reconhecido pela entidade competente, detentor de
atestado de responsabilidade técnica por execução de obra ou serviço de
características semelhantes, limitadas estas exclusivamente às parcelas de maior
relevância e valor significativo do objeto da licitação, vedadas as exigências de
quantidades mínimas ou prazos máximos;

Gabarito: Certo

74. (Cespe - ICMBio 2014) Na fase de habilitação de uma licitação, a administração


pública pode solicitar a comprovação de regu laridade fiscal e trabalhista de
participante.
Comentário: Inicialmente, a banca havia considerado o gabarito como
" certo" . No entanto, após os recursos, a banca alterou o gabarito, sob a
justificativa de que a "solicitação de comprovação de regularidade fiscal e
trabalhista do participante na fase de habilitação de uma licitação é uma
obrigação da administração pública, e não uma faculdade. Por esse motivo,
opta-se pela alteração do gabarito do item".
A decisão da banca para modificar o gabarito baseou-se no art. 27 da
Lei 8.666, que diz:
Art. 27. Para a habilitação nas licitações exigir-se-á dos interessados,
exclusivamente, documentação relativa a:
I - habilitação jurídica;
li - qualificação técnica;

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Ili - qualificação econômico-financeira;

IV - regularidade fiscal e trabalhista;


V - cumprimento do disposto no inciso XXX/11 do art. lo da Constituição Federal.
Ressalte-se, porém, que a documentação relativa à habilitação poderá ser
dispensada, no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso,
fornecimento de bens para pronta entrega e leilão (art. 32, §1 2).
Gabarito: Errado

75. (Cespe - ICMBio 2014) Por determinação legal, a adjudicação de uma compra
feita na modalidade de pregão dispensa diligenciamento.
Comentário: Diligenciamento, em suma, significa adotar providências
para certificar que o licitante vencedor do certame realmente preenche todos
os requisitos exigidos para a contratação. Por exemplo, a Administração pode
solicitar cópia de documentos, esclarecimentos sobre declarações prestadas,
confirmar informações com outras fontes etc.
Na Lei 8.666/93, o instituto está previsto no art. 43, §32 :
§ 3o É facultada à Comissão ou autoridade superior, em qualquer fase da licitação, a
promoção de diligência destinada a esclarecer ou a complementar a instrução do
processo, vedada a inclusão posterior de documento ou informação que deveria
constar originariamente da proposta.
Na Lei 10.520/2002, que trata sobre o pregão, não existe determinação
dispensando o diligenciamento. Dessa forma, deve-se aplicar, de forma
subsidiária, as disposições da Lei 8.666, que prevê a utilização do instituto.
Gabarito: Errado

76. (Cespe - Suframa 2014) A CF, no intuito de proteger a moral idade


administrativa, exige que toda compra realizada pelo poder público seja precedida
de licitação.
Comentário: De fato, a CF exige a realização de procedimento licitatório
previamente às aquisições de produtos e serviços. Porém, a CF coloca tal
exigência como uma regra, pois prevê que a lei poderá instituir hipóteses em
que a licitação não precisará ser realizada (é isso que fundamenta os casos de
dispensa e de inexigibilidade previstos na Lei 8.666/93). Vejamos o que diz o
art. 37, XXI da CF:
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços,
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que
estabeleçam obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta,
nos termos da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e
econômica indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.

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Portanto, pode-se dizer que nem toda compra realizada pelo poder
público será precedida de licitação, daí o erro do quesito.
Gabarito: Errado

77. (Cespe – TCDF 2014) Considere que determinado agente político tenha
contratado advogado sem a realização de licitação, por confiar plenamente no
trabalho do causídico. Nesse caso, a contratação configura crime de dispensa ou
inexigibilidade de licitação fora das hipóteses previstas em lei, para o qual é
prescindível a comprovação do dolo específico, ou seja, a intenção de causar dano
ao erário, e a efetiva ocorrência de prejuízo aos cofres públicos.
Comentário: O serviço de advocacia é um serviço passível de ser
contratado por inexigibilidade, pois se encontra enumerado no art. 13, V da Lei
8.666 (“patrocínio ou defesa de causas judiciais ou administrativas”).
Entretanto, para ser contratado por inexigibilidade, não basta a confiança no
trabalho do causídico. Ao contrário, a Administração deve comprovar que o
serviço a ser prestado possui natureza singular e que o advogado possui
notória especialização nesse tipo de serviço. Portanto, o quesito acerta ao
afirmar que a contratação configura crime de dispensa ou inexigibilidade de
licitação fora das hipóteses previstas em lei, tipificado no art. 89 da Lei
8.666/1993.
Mas há um erro. Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de
Justiça, a consumação do crime do art. 89 da Lei. 8.666/1993 exige a
demonstração do dolo específico, ou seja, a intenção de causar dano ao erário
e a efetiva ocorrência de prejuízo aos cofres públicos (REsp 1185582/SP, Rel.
Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em 21/11/2013, DJe
11/12/2013). Com efeito, os tipos penais na Lei de Licitações exigem, para sua
caracterização, conduta dolosa do sujeito ativo, ou seja, o agente público ou
mesmo o contratado devem agir com a intenção de cometer o crime; logo, não
haverá incriminação pela prática de ato culposo (negligência, imprudência ou
imperícia).
Gabarito: Errado

78. (Cespe – ICMBio 2014) Quando a União tiver que intervir no domínio econômico
para regular preços ou normalizar o abastecimento ou quando houver guerra ou
grave perturbação da ordem, a licitação será dispensável.
Comentário: Trata-se de hipótese de licitação dispensável prevista no
art. 24, VI da Lei 8.666/1993:
Art. 24. É dispensável a licitação:
VI - quando a União tiver que intervir no domínio econômico para regular preços ou
normalizar o abastecimento;
Gabarito: Certo

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79. (Cespe - ICMBio 2014) Ausência de mercado concorrencial e impossibilidade


de julgamento objetivo caracterizam inviabilidade de competição, casos em que
ocorre a inexigibilidade de licitação.
Comentário: O art. 25 da Lei 8.666/93 preceitua que a licitação é inexigível
quando houver inviabilidade de competição. Marçal Justen Filho afirma que a
inviabilidade de competição pode ocorrer, exemplificativamente, nas seguintes
situações:
a) Ausência de alternativas: quando existe uma única solução e um único
particular em condições de executar a prestação;
b) Ausência de mercado concorrencial: ocorre nos casos de serviços de
natureza personalíssima;
c) Ausência de objetividade na seleção do objeto: não há critério objetivo
para escolher o melhor;
d) Ausência de definição objetiva da prestação a ser executada: não há
possibilidade de competição pela ausência de definição prévia das prestações
exatas e precisas a serem executadas ao longo do contrato.
Veja que a questão está de acordo com os ensinamentos do autor.
Lembrando, ainda, que o próprio art. 25 Lei 8.666 já apresenta exemplos de
algumas situações em que há inviabilidade de competição:
I - para aquisição de materiais, equipamentos, ou gêneros que só possam ser
fornecidos por produtor, empresa ou representante comercial exclusivo, vedada a
preferência de marca, devendo a comprovação de exclusividade ser feita através de
atestado fornecido pelo órgão de registro do comércio do local em que se realizaria a
licitação ou a obra ou o serviço, pelo Sindicato, Federação ou Confederação Patronal,
ou, ainda, pelas entidades equivalentes;
li - para a contratação de serviços técnicos enumerados no art. 13 desta Lei, de
natureza singular, com profissionais ou empresas de notória especialização, vedada a
inexigibilidade para serviços de publicidade e divulgação;
Ili - para contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou através
de empresário exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela
opinião pública.
Gabarito: Certo

80. (Cespe - ICMBio 2014) A contratação de assessorias técnicas não admite


inexigibilidade de licitação.
Comentário: Nos termos do art. 25, li c/c art. 13 da Lei 8.666/93, a
assessoria técnica é considerada um serviço técnico especializado passível de
contratação por inexigibilidade, desde que seja um serviço de natureza

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singular e executado por profissional de notória especialização, tornando
inviável a competição.
Gabarito: Errado

81. (Cespe – CADE 2014) No caso de licitação dispensada, a administração pública


figura na condição de sujeito ativo, cujo interesse é ceder parte do seu patrimônio,
vender bens ou prestar serviços.
Comentário: O item está correto. Na licitação dispensada (art. 17), temos a
Administração no interesse de ceder parte de seu patrimônio, vender bens ou
prestar serviços; já na licitação dispensável (art. 24) temos a Administração,
como regra, na condição de compradora ou tomadora de serviços.
Gabarito: Certo

82. (Cespe – Polícia Federal 2014) Considere que a empresa X, vencedora de


licitação para prestar serviços de segurança nos terminais de ônibus urbanos de
determinado município, tenha falido e deixado de cumprir suas obrigações para com
o poder público e que a administração tenha contratado, emergencialmente, a
empresa Y para executar os serviços no prazo de cento e oitenta dias. Nessa
situação, se novo processo de licitação não for concluído dentro do referido prazo, a
administração pública pode, de acordo com a legislação, efetuar a prorrogação do
contrato emergencial com a empresa Y por mais noventa dias.
Comentários: De fato, a Lei 8.666 (art. 24, IV) permite a contratação por
dispensa de licitação nos casos de emergência, desde que restrita aos bens
necessários ao atendimento da situação emergencial e às parcelas de obras e
serviços que possam ser concluídas no prazo máximo de 180 dias,
consecutivos e ininterruptos. Porém, a lei veda a prorrogação dos contratos
celebrados nessas condições, daí o erro do item.
Gabarito: Errado

83. (Cespe – Polícia Federal 2014) Considere que determinada pessoa jurídica de
direito privado que administra um porto brasileiro pretenda contratar o único
escritório de advocacia especializado em direito portuário no Brasil para promover
ações judiciais acerca dessa matéria. Nessa situação, é dispensável a licitação.
Comentário: O item retrata situação em que a competição é inviável
(fornecedor exclusivo); portanto, seria o caso de inexigibilidade, e não de
dispensa. Lembrando que, ao contrário, nas hipóteses de dispensa a
competição é possível, mas a lei admite a contratação direta, sem licitação.
Gabarito: Errado

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84. (Cespe - Polícia Federal 2014) A dispensa de licitação é prevista em caso de


inviabilidade de competição, situação que permite à administração adjudicar
diretamente o objeto do contrato.
Comentário: Vamos corrigir a frase: A dispeRsa inexigibilidade de
licitação é prevista em caso de inviabilidade de competição, situação que
permite à administração adjudicar diretamente o objeto do contrato.
Gabarito: Errado

85. (Cespe - MDIC 2014) Considere que o governo de determinado município onde
houve desabamentos em decorrência de fortes chuvas tenha, em razão disso,
decretado estado de calamidade pública. Nesse caso, haja vista a urgência da
situação, poderá haver a dispensa de licitação para a realização de obras
necessárias à contenção de novos desabamentos.
Comentários: Trata-se de hipótese de licitação dispensável prevista no
art. 24, IV da Lei 8.666/ 1993:
Art. 24. É dispensável a licitação:
(.. .)
IV - nos casos de emergência ou de calamidade pública, quando caracterizada urgência
de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízo ou comprometer a
segurança de pessoas, obras, serviços, equipamentos e outros bens, públicos ou
particulares, e somente para os bens necessários ao atendimento da situação emergencial
ou calamitosa e para as parcelas de obras e serviços que possam ser concluídas no prazo
máximo de 180 (cento e oitenta) dias consecutivos e ininterruptos, contados da ocorrência
da emergência ou calamidade, vedada a prorrogação dos respectivos contratos;

Gabarito: Certo

86. (Cespe - Bacen 2013) Em licitação, modalidade e tipo são termos sinônimos e
referem-se aos procedimentos mais utilizados para o julgamento das propostas.
Comentário: Modalidade e tipo de licitação não são sinônimos.
Modalidade de licitação é a forma específica de conduzir o procedimento
licitatório. Pode ser: concorrência, tomada de preços, convite, concurso e
leilão (Lei 8.666/93); pregão (Lei 10.520/02); consulta (Lei 9.472/97). A profª Di
Pietro também inclui entre as modalidades de licitação o Regime Diferenciado
de Contratação - RDC (Lei 12.462/2011 ).
Tipo de licitação, por sua vez, é a forma como se dará o julgamento das
propostas e a escolha do vencedor. Os tipos de licitação são menor preço,
melhor técnica, técnica e preço e maior lance ou oferta.
Gabarito: Errado

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87. (Cespe - TRE/MS 2013) Para contratar bens e serviços de informática, a


organização pública deverá obrigatoriamente utilizar o tipo de licitação denominado
a) concorrência.
b) melhor preço.
c) tomada de preços.
d) melhor técnica.
e) técn ica e preço.
Comentário: Como regra, a contratação de bens e serviços de informática
que não sejam " comuns" (ex: servidores, desenvolvimento de sistemas) deve
utilizar o tipo de licitação técnica e preço. É o que diz o art. 45, §4º da
Lei 8.666/93:
§ 4o Para contratação de bens e serviços de informática, a administração
observará o disposto no art. 3o da Lei no 8.248, de 23 de outubro de 1991, levando
em conta os fatores especificados em seu parágrafo 2o e adotando
obrigatoriamente o tipo de licitação "técnica e preço", permitido o emprego de
outro tipo de licitação nos casos indicados em decreto do Poder Executivo.
Já para os bens e serviços de informática considerados " comuns", como
impressoras, cartuchos, laptops, estabilizadores etc., utiliza-se o pregão, pelo
tipo de licitação menor preço.
Gabarito: alternativa "e"

88. (Cespe - MJ 2013) Nos termos da Lei n.º 8.666/ 1993, há apenas dois critérios
para julgamento das propostas dos interessados em participar de certame licitatório:
o menor preço, que seleciona a proposta mais vantajosa para a administração; e a
técnica e preço, que é utilizada para serviços de natureza predominantemente
intelectual.
Comentário: De fato, o menor preço é o tipo de licitação seleciona a
proposta mais vantajosa para a administração, enquanto o critério da técnica e
preço é utilizado para serviços de natureza predominantemente intelectual.
Contudo, além do " menor preço" e da " técnica e preço", a Lei 8.666/93 também
estabelece como critério de julgamento das propostas a melhor técnica,
igualmente utilizada para serviços de natureza predominantemente intelectual
e o maior lance ou oferta, utilizado para alienação de bens ou concessão de
direito real de uso.
Gabarito: Errado

89. (Cespe - TCE/RO 2013) Uma licitação em que a escolha do vencedor seja feita
com base na melhor combinação técnica-qualidade será coerente com a
economicidade.

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Comentário: A meu ver, trata-se de uma questão um tanto quanto “mal
feita”, mas vamos tentar decifrá-la. A licitação destina-se a selecionar a
proposta mais vantajosa para a Administração, de modo que as contratações
devem sempre observar o princípio da economicidade, ou seja, deve-se buscar
a redução de custos para o Poder Público, ainda que o critério de julgamento
for a “melhor técnica” (ou, nas palavras da banca, “combinação técnica-
qualidade”). Não é por outra razão que a Lei 8.666 estabelece que, nas
licitações do tipo melhor técnica, o edital fixará o preço máximo que a
Administração se propõe a pagar (art. 46, §1º). Além disso, é previsto que a
Administração negocie o preço ofertado pelo licitante que apresentou a melhor
técnica, tendo como referência a proposta de menor preço apresentada pelos
demais licitantes classificados na fase de habilitação técnica. Com esses
procedimentos, a lei busca assegurar que as licitações do tipo melhor técnica
sejam coerentes com a economicidade, daí o gabarito.
Gabarito: Certo

90. (Cespe – MPTCDF 2013) Em 15 de janeiro de 2012, Fábio, com vinte anos de
idade, sócio da empresa Diversões Ltda., pretendendo sagrar-se vencedor em
licitação aberta para contratar a execução de show comemorativo do aniversário da
cidade de Brasília, coagiu moralmente o funcionário público Mateus, ameaçando
ofender a integridade física de seus filhos menores, se ele não introduzisse no edital
licitatório cláusula que direcionasse o certame para favorecer sua empresa.
Temeroso de que as ameaças se concretizassem, Mateus elaborou o edital e dele
fez constar cláusulas destinadas a assegurar a vitória da empresa de Fábio,
frustrando, dessa forma, o caráter competitivo da licitação.
Acerca dessa situação hipotética, julgue o item que se segue.
O sujeito ativo do crime de frustrar ou fraudar o caráter competitivo do procedimento
licitatório, previsto em artigo da Lei de Licitações e Contratos, poderá ser tanto o
particular que concorre na licitação quanto o servidor público com atuação no
procedimento licitatório, razão por que, na hipótese em questão, Fábio e Mateus
poderiam figurar no polo passivo de ação penal pertinente.
Comentário: De fato, tanto o particular coator como o agente público
coagido podem figurar no polo passivo da ação penal pertinente. Ambos se
enquadram no seguinte dispositivo da Lei de Licitações:
Art. 90. Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro
expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de
obter, para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da
licitação:
Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

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Ressalte-se que Mateus, o agente público, até poderá ter sua


responsabilidade afastada, por inexigência de conduta diversa (afinal, o
particular ameaçou sua família). Porém, a eventual exclusão da sua
culpabilidade será apurada na ação penal, ou seja, de qualquer forma ele
responderá pelo crime, ainda que possa ser inocentado no curso da ação.
Gabarito: Certo

91. (Cespe - MPTCDF 2013) Para a consumação do delito de frustrar ou fraudar o


caráter competitivo do proced imento licitatório, previsto em artigo da Lei de
Licitações e Contratos, seria necessário que Mateus tivesse auferido vantagem
decorrente da adjudicação do objeto da licitação.
Comentário: Para a configuração do crime de frustrar ou fraudar o caráter
competitivo do procedimento licitatório, o art. 90 da Lei de Licitações não
exige a efetiva obtenção de vantagem decorrente da adjudicação do objeto da
licitação; exige apenas o intuito (intenção) de obtê-la.
Gabarito: Errado

92. (Cespe - PC/BA 2013) Em relação aos crimes contra a administração pública e
aos delitos praticados em detrimento da ordem econômica e tributária e em
licitações e contratos públicos, julgue o item.
Considere a seguinte situação hipotética.
Pedro e Paulo simularam contrato de gestão com o objetivo de dispensar licitação
em situação que não configurava hipótese de dispensa autorizada por lei. Em
processo crim inal, Pedro foi condenado à pena de dois anos e um mês de detenção
e Paulo, à pena de três anos e dois meses de detenção e, apesar de não ter sido
comprovada a obtenção de vantagem econômica, ambos foram condenados, ainda,
ao pagamento de multa.
Nessa situação hipotética, o juiz agiu corretamente ao aplicar a pena pecuniária.
Comentário: A dispensa simulada de licitação apresentada no enunciado
pode se enquadrar em um dos seguintes dispositivos da Lei de Licitações:
Art. 89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar
de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade:
Pena - detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre aquele que, tendo comprovadamente
concorrido para a consumação da ilegalidade, beneficiou-se da dispensa ou
inexigibilidade ilegal, para celebrar contrato com o Poder Público.
Art. 90. Frustrar ou fraudar, mediante ajuste, combinação ou qualquer outro
expediente, o caráter competitivo do procedimento licitatório, com o intuito de obter,
para si ou para outrem, vantagem decorrente da adjudicação do objeto da licitação:

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Pena - detenção, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.

Pode-se assumir que o juiz enquadrou o fato no art. 90, eis que aplicou a
Pedro a pena de detenção por dois anos e um mês (no art. 89, o período
mínimo é de três anos).
Porém, o foco da questão não é esse, e sim a legalidade da aplicação da
pena pecuniária (multa).
Perceba que o quesito destaca que não foi comprovada a obtenção de
vantagem econômica por parte dos agentes. Essa é a chave para captar o
raciocínio da banca. Como não houve obtenção de vantagem econômica, o juiz
não poderia aplicar a multa, já que, segundo o art. 99 da Lei 8.666/93, a base de
cálculo para a pena de multa corresponderá ao "valor da vantagem
efetivamente obtida ou potencialmente auferível pelo agente" . Em outras
palavras, se não for comprovada a obtenção de vantagem (efetiva ou
potencial), não há que se falar em aplicação de multa, razão pela qual podemos
afirmar que o juiz !1-ªº. agiu corretamente ao aplicar a pena pecuniária.
Art. 99. A pena de multa cominada nos arts. 89 a 98 desta Lei consiste no pagamento
de quantia fixada na sentença e calculada em índices percentuais, cuja base
corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente auferível
pelo agente.
§ 1o Os índices a que se refere este artigo não poderão ser inferiores a 2% (dois por
cento), nem superiores a 5% (cinco por cento) do valor do contrato licitado ou
celebrado com dispensa ou inexigibilidade de licitação.
§ 2o O produto da arrecadação da multa reverterá, conforme o caso, à Fazenda
Federal, Distrital, Estadual ou Municipal.
Gabarito: Errado

93. (Cespe - TCU 2013) Os crimes previstos na Lei n.º 8666/1993 somente são
puníveis quando o agente delituoso os pratica com dolo, seja esse direto, indireto ou
eventual.
Comentário: De acordo com o art. 18, li, parágrafo único do Código Penal,
ninguém pode ser punido por fato previsto como crime, senão quando o
pratica dolosamente, salvo os casos expressos em lei. Em outras palavras, o
sujeito só será punido pela prática de crime se atuar com dolo, salvo se a lei
prever expressamente a possibilidade de punição por culpa. Dessa forma,
como a Lei 8.666 não prevê de forma expressa a prática de crimes por culpa,
pode-se inferir que os crimes nela previstos somente são puníveis quando o
agente delituoso os pratica com dolo.
Gabarito: Certo

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94. (Cespe - GDF 2013) Conforme a jurisprudência atual do STJ, o crime de


dispensar ou não exigir licitação só se configura quando há prova do dolo específico
do agente em causar dano à administração pública e do prejuízo efetivo ao erário,
não sendo bastante o dolo genérico de desobedecer às normas legais do
procedimento licitatório.
Comentário: A questão está em conformidade com uma decisão do STJ
apresentado no Informativo 494 da Corte. Vejamos:
DISPENSA DE LICITAÇÃO. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO E DANO AO
ERÁRIO.
A Corte Especial, por maioria, entendeu que o crime previsto no art. 89 da Lei n.
8.666/1993 exige dolo específico e efetivo dano ao erário. No caso concreto a
prefeitura fracionou a contratação de serviços referentes à festa de carnaval na
cidade, de forma que em cada um dos contratos realizados fosse dispensável a
licitação. O Ministério Público não demonstrou a intenção da prefeita de violar as
regras de licitação, tampouco foi constatado prejuízo à Fazenda Pública, motivos pelos
quais a denúncia foi julgada improcedente. APn 480-MG, Rei. originária Min. Maria
Thereza de Assis Moura, Rei. para acórdão Min. Cesar Asfor Rocha, julgado em
29/3/2012.
Em outras, palavras, o crime de dispensar ou inexigir a licitação fora das
hipóteses previstas em lei só se configura quando há prejuízo efetivo ao erário
e prova do dolo específico do agente (ele teve a vontade de praticar o crime
com a finalidade de auferir vantagem ou de provocar dano ao erário), não
sendo bastante o dolo genérico (ele teve apenas a vontade de praticar o crime,
sem fazer considerações sobre a finalidade do ato).
Gabarito: Certo

95. (Cespe - TCU 2013) Uma autoridade administrativa pode, de ofício ou por
provocação de terceiros, revogar um certame licitatório em razão de interesse
público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado. A anulação de
licitação, entretanto, por motivo de ilegalidade, só pode se dar de ofício ou por
recomendação do Ministério Público, mediante parecer escrito e adequadamente
fundamentado.
Comentário: Nos termos do art. 49, caput da Lei 8.666, a autoridade
competente deve anular a licitação em caso de ilegalidade. Para tanto, ela pode
agir de ofício ou por provocação de terceiros, mediante parecer escrito e
devidamente fundamentado. Neste último caso, a provocação pode partir de
qualquer terceiro, e não apenas do Ministério Público.
Art. 49. A autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá
revogar a licitação por razões de interesse público decorrente de fato superveniente
devidamente comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, devendo

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anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de terceiros, mediante
parecer escrito e devidamente fundamentado.
Gabarito: Errado

96. (Cespe – CNJ 2013) Faltando seis dias úteis da sessão de abertura de
habilitação da licitação, na modalidade concorrência, para execução de obra de
engenharia, cujo critério é menor preço, orçada pela administração pública em R$ 1
milhão, um dos licitantes protocolou pedido de impugnação, alegando as seguintes
irregularidades:
- devido ao valor orçado, deveria ser utilizada a modalidade tomada de preços;
- devido ao vulto da obra, os critérios de licitação deveriam ser técnica e preço;
- por ser uma licitação nacional, empresas estrangeiras deveriam ser proibidas de
participar.
De acordo com essa situação hipotética e conforme a Lei n.o 8.666/1993, julgue o
item que se segue.
A comissão de licitações deve desconsiderar o pedido de impugnação, por ter sido
protocolado fora do prazo legal.
Comentário: Para as licitantes, prazo para impugnar o edital é até o
segundo dia útil que anteceder a “abertura dos envelopes de habilitação em
concorrência, a abertura dos envelopes com as propostas em convite, tomada
de preços ou concurso, ou a realização de leilão (Lei 8.666/93, art. 41, §2º).
Como o pedido de impugnação tratado no enunciado foi protocolado com
antecedência de seis dias úteis, está dentro do prazo legal e, portanto, não
deve ser desconsiderado.
Por oportuno, cabe salientar que o prazo de dois dias úteis se aplica
apenas para os licitantes; para os cidadãos em geral, o prazo de antecedência
para impugnação do edital é de cinco dias úteis (Lei 8.666/93, art. 41, §1º).
Quanto aos demais itens objeto de impugnação apresentados na questão,
por favor releia o comentário à questão 16.
Gabarito: Errado

97. (Cespe – TRE/RJ 2012) A alienação de bens imóveis de propriedade da


administração pública será precedida, necessariamente, de avaliação e será
materializada por meio de licitação pública na modalidade de concorrência.
Comentário: De fato, a alienação de bens imóveis de propriedade da
Administração Pública será precedida, necessariamente, de avaliação, nos
termos do art. 17, caput da Lei 8.666/93. Quanto à modalidade de licitação,
embora a regra seja a concorrência, na alienação de bens imóveis cuja
aquisição haja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em

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pagamento também poderá ser adotado o leilão, nos termos do art. 19 da Lei
8.666/93. Portanto, a palavra " será", que indica uma eventual obrigatoriedade
de adoção da concorrência em todos os casos, torna o quesito errado.
Gabarito: Errado

98. (Cespe - TRT1 o 2013) A alienação de bem imóvel de propriedade de órgão da


administração direta está subordinada ao interesse público e depende de
autorização legislativa, de prévia avaliação e, em regra, de licitação na modalidade
concorrência.
Comentário: A assertiva está inteiramente conforme o art. 17, 1 da Lei
8.666. Vejamos:
Art. 17. A alienação de bens da Administração Pública, subordinada à existência
de interesse público devidamente justificado, será precedida de avaliação e
obedecerá às seguintes normas:
I - quando imóveis, dependerá de autorização legislativa para órgãos da
administração direta e entidades autárquicas e fundacionais, e, para todos, inclusive
as entidades paraestatais, dependerá de avaliação prévia e de licitação na
modalidade de concorrência, dispensada esta nos seguintes casos:
Gabarito: Certo

99. (Cespe - PRF 2012) A alienação de bens públicos imóveis da administração


pública direta e indireta depende de autorização legislativa.
Comentário: Depende de autorização legislativa a alienação de bens
imóveis da administração direta e de entidades autárquicas e fundacionais
(Lei 8.666, art. 17, 1). Portanto, nem todas as entidades da administração
indireta precisam de autorização legislativa para alienar imóveis; a autorização
é obrigatória para as autarquias e fundações, mas não para as empresas
públicas e as sociedades de economia mista.
Gabarito: Errado

100. (Cespe - CNJ 2013) A licitação para registro de preços deverá ser realizada
em qualquer modalidade de licitação do tipo menor preço, devendo ser precedida de
ampla pesquisa de mercado.
Comentário: A licitação para registro de preços poderá ser realizada nas
modalidades concorrência ou pregão, e não em qualquer modalidade, daí o
erro. É certo, contudo, que, independentemente da modalidade adotada
(concorrência ou pregão), o registro de preços será precedido de ampla
pesquisa de mercado, conforme preceitua o art. 15, §1 2 da Lei 8.666/93.
Gabarito: Errado

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101. (Cespe - CADE 2014) O julgamento da licitação para registro de preços, por
técnica e preço, pode ser adotado, desde que seja prolatado despacho
fundamentado da autoridade máxima do órgão. Para a realização desse tipo de
licitação, é necessária a indicação de dotação orçamentária.
Comentário: Em regra, a licitação para formação do registro de preços
deve ser julgada pelo critério de menor preço. No entanto, excepcionalmente,
no caso de licitação na modalidade concorrência, poderá ser adotado o
julgamento por técnica e preço, a critério do órgão gerenciador e mediante
despacho fundamentado da autoridade máxima do órgão ou entidade (Decreto
7.892/2013, art. 7º, §1 º). O erro é que, na licitação para registro de preços, não é
necessário indicar a dotação orçamentária, que somente será exigida para a
formalização do contrato ou outro instrumento hábil (Decreto 7.892/2013, art.
7º, §2º).
Gabarito: Errado

102. (Cespe - MDIC 2008) A legislação brasileira permite que a administração


pública conceda, nas contratações públicas, tratamento favorecido para
microempresas e empresas de pequeno porte.
Comentário: O tratamento diferenciado e favorecido para ME e EPP nas
contratações públicas possui fundamento constitucional:
Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às
microempresas e às empresas de pequeno porte, assim definidas em lei,
tratamento jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas
obrigações administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação
ou redução destas por meio de lei.
No campo infraconstitucional, o tema é regulamentado na LC 123/2006
que, relativamente às aquisições públicas, confere às ME e EPP benefícios
especiais, como prazo para regularização de pendências fiscais, critérios de
preferência em caso de empate, licitações exclusivas para ME e EPP, entre
outros.
Gabarito: Certo

103. (Cespe - Polícia Federal 2013) Ao se adotar o regime de contratação


integrada, é permitida a realização da obra ou do serviço sem projeto executivo.
Comentário: A obra ou serviço objeto da contratação integrada não pode
ser realizada sem a elaboração prévia de projeto executivo. Aliás, em qualquer
modalidade, o projeto executivo é necessário. Na contratação integrada, a
diferença é que o projeto básico e o projeto executivo são elaborados pela
mesma empresa que executa as obras.
Gabarito: Errado

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104. (Cespe - Polícia Federal 2013) Uma das inovações do RDC é considerar
vantagens adicionais apresentadas pelas licitantes em relação às suas propostas,
independentemente do previsto em edital.
Comentário: A resposta está no art. 18, §32 da Lei 12.462/2011 (Lei do
RDC):
Art. 18 (.. .)

§ 1o O critério de julgamento será identificado no instrumento convocatório, observado


o disposto nesta Lei.
§ 2o O julgamento das propostas será efetivado pelo emprego de parâmetros objetivos
definidos no instrumento convocatório.

§ 3o Não serão consideradas vantagens não previstas no instrumento


convocatório, inclusive financiamentos subsidiados ou a fundo perdido.
Gabarito: Errado

105. (Cespe - AGU 2013) Entre as peculiaridades do regime diferenciado de


contratações públicas, figuram a possibilidade de a administração pública contratar
mais de uma empresa para executar o mesmo serviço (multiadjudicação) e a
vedação ao sigilo de orçamentos.
Comentário: De fato, uma das peculiaridades do RDC é a
multiadjudicação, isto é, a possibilidade de contratar mais de uma empresa
para a execução simultânea do mesmo objeto. Porém, no RDC não há vedação
ao sigilo dos orçamentos; ao contrário, a regra é que o orçamento seja
sigiloso.
Gabarito: Errado

106. (Cespe - GDF 2013) Dada a necessidade de aumento da rede pública de


ensino do estado Y, o secretário de educação, com o intuito de construir uma nova
escola pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta
esclarecesse algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitatório e às normas
contratuais aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Na hipótese descrita, é possível utilizar o regime diferenciado de contratações como
modalidade licitatória, sendo aplicável o regime de contratação integrada, desde que
técnica e economicamente justificada.
Comentário: Nos termos do art. 12, §32 da Lei 12.462/2011 , é possível
utilizar o RDC nas licitações necessárias à realização de obras e serviços de
engenharia no âmbito dos sistemas públicos de ensino. Porém, segundo o art.
92 da Lei 12.462/2011 , para a utilização do regime de contratação integrada,

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além da justificativa técnica e econômica, também é necessário que o objeto


envolva pelo menos uma das seguintes condições:
1- inovação tecnológica ou técnica
li - possibilidade de execução com diferentes metodologias; ou
Ili - possibilidade de execução com tecnologias de domínio restrito no
mercado.
À época do certame, essas condições não eram previstas no art. 9º da
Lei do RDC, visto que elas só foram inseridas recentemente, em 2014. Antes, a
lei exigia apenas a justificativa técnica e econômica, daí o gabarito que, por
conseguinte, encontra-se desatualizado.
Gabarito: Certo

107. (Cespe - PGE/BA 2014) Secretário estadual de saúde pretende construir


hospital para atuar no âmbito do SUS. No caso, pode realizar licitação no reg ime
diferenciado de contratação e utilizar a empreitada por preço global.
Comentário: O RDC pode ser utilizado nas licitações para obras e
serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS (Lei do
RDC, art. 1º, V), devendo, para tanto, utilizar preferencialmente os regimes de
empreitada por preço global, empreitada integral e contratação integrada
(art. 8º).
Gabarito: Certo

108. (Cespe - CADE 2014) Para a realização de contrato de serviço de engenharia


no âmbito do Sistema Único de Saúde, é possível a aplicação do regime
diferenciado de contratações públicas, e deve ser observado, entre outros, o
princípio do desenvolvimento nacional sustentável.
Comentário: De fato, o RDC pode ser utilizado nas licitações para obras e
serviços de engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde - SUS (Lei do
RDC, art. 1º, V). E, como todas as licitações conduzidas nesse regime, deve ser
observado, entre outros, o princípio do desenvolvimento nacional sustentável.
É o que diz o art. 3º da Lei 12.462/2011 :
Art. 3o As licitações e contratações realizadas em conformidade com o RDC deverão
observar os princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade,
da publicidade, da eficiência, da probidade administrativa, da economicidade, do
desenvolvimento nacional sustentável, da vinculação ao instrumento convocatório e
do julgamento objetivo.
Gabarito: Certo

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109. (Cespe – Polícia Federal 2014) Para a aquisição de bens e de serviços
comuns, é permitida a utilização do pregão, inclusive eletrônico. Nas obras de
engenharia, porém, deve-se elaborar projeto básico conforme a Lei de Licitações e
Contratos.
Comentário: Segundo o art. 1º da Lei 10.520/2002, “para aquisição de
bens e serviços comuns, poderá ser adotada a licitação na modalidade de
pregão”. Mais a frente, no §1º do art. 1º, a lei estabelece que “poderá ser
realizado o pregão por meio da utilização de recursos de tecnologia da
informação, nos termos de regulamentação específica”. Ou seja, nos
termos da Lei 10.520/2002, é facultativa a utilização do pregão, inclusive
eletrônico, para a aquisição de bens e de serviços comuns. Não obstante, para
a União (administração direta e indireta, inclusive empresas públicas e
sociedades de economia mista) o Decreto 5.450/200 tornou a modalidade
pregão obrigatória, sendo preferencial a sua utilização na forma eletrônica.
Para os Estados, DF e Municípios, o uso da modalidade permanece facultativo,
nos termos da Lei 10.520/2002.
Adicionalmente, é certo que o pregão não poderá ser aplicado nas
contratações de obras e serviços de engenharia, bem como às locações
imobiliárias e alienações em geral.
Detalhe é que a jurisprudência do TCU admite a contratação por meio de
pregão para serviços de engenharia ditos comuns (ex: colocação de pisos,
troca de azulejos, pintura de paredes), permanecendo a vedação apenas para
as obras. Contudo, para fins de prova, considero que esse conhecimento deve
ser usado apenas se expressamente pedido no enunciado.
Gabarito: Certo

110. (Cespe – MDIC 2014) Todos os licitantes podem apresentar lances ao longo de
todo o pregão presencial, a despeito da proposta inicial.
Comentário: Na sessão do pregão, somente poderão oferecer lances (i) o
autor da oferta de valor mais baixo e (ii) os autores das ofertas com preços até
10% superiores àquela.
Caso não existam pelo menos três ofertas nessas condições, a faculdade
de apresentar lances é estendida aos autores das melhores propostas,
quaisquer que sejam os preços oferecidos, mas até o máximo de três
licitantes. É o que prevê o art. 4º, VIII e IX da Lei 10.520/2002:
VIII - no curso da sessão, o autor da oferta de valor mais baixo e os das ofertas com
preços até 10% (dez por cento) superiores àquela poderão fazer novos lances verbais
e sucessivos, até a proclamação do vencedor;
IX - não havendo pelo menos 3 (três) ofertas nas condições definidas no inciso
anterior, poderão os autores das melhores propostas, até o máximo de 3 (três),

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oferecer novos lances verbais e sucessivos, quaisquer que sejam os preços


oferecidos;
Gabarito: Errado

111 . (Cespe - CACE 2014) O pregão, assim como as demais modalidades de


licitação, aplica-se às alienações em geral, porém seu uso é vedado para serviços
de engenharia.
Comentário: O pregão só pode ser utilizado para aquisições de bens e
serviços comuns, independentemente do valor envolvido. Portanto, não é
aplicável às alienações em geral. Quanto aos serviços de engenharia, desde
que sejam serviços " comuns" (ex: pintura de paredes, serviços elétricos e
hidráulicos corriqueiros etc.), não há vedação para o uso do pregão. Aliás,
existe uma Súmula do TCU sobre o assunto:
Súmula TCU 257: O uso do pregão nas contratações de serviços comuns de
engenharia encontra amparo na Lei.
Gabarito: Errado

112. (Cespe - CADE 2014) Com o princípio da celeridade busca-se simplificar os


procedimentos licitatórios excessivamente rigorosos, bem como possibilitar que
decisões, sempre que possível, sejam tomadas no momento da sessão. Esse
princípio é consagrado como uma diretriz a ser observada em licitações na
modalidade concurso.
Comentário: O princípio da celeridade, pelo qual busca-se simplificar os
procedimentos licitatórios excessivamente rigorosos, bem como possibilitar
que decisões, sempre que possível, sejam tomadas no momento da sessão, é
consagrado como uma diretriz a ser observada em licitações na modalidade
pregão.
Gabarito: Errado

113. (Cespe - TRFS 2013) No que diz respeito a licitações e contratos e ao reg ime
diferenciado de contratação RDC, assinale a opção correta.
a) Segundo a doutrina e jurisprudência do STJ, os recu rsos públicos que irão
garantir o pagamento de determ inada despesa devem estar disponíveis antes da
realização da licitação, não bastando, simplesmente, a existência de previsão
orçamentária.
b) O RDC é aplicável exclusivamente a licitações e contratos necessanos à
realização dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de 2016; da Copa das
Confederações da Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA), em 2013, e
da Copa do Mundo da FIFA Brasil 2014, especialmente para a contratação de obras
de infraestrutura e de serviços para os aeroportos das capitais dos estados da

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Federação distantes até 300 km das cidades-sedes desses eventos; das ações
integrantes do Programa de Aceleração do Crescimento; de obras e serviços de
engenharia no âmbito do Sistema Único de Saúde e no dos sistemas públicos de
ensino.
c) Nas aquisições sob o RDC, o objeto da licitação deve ser definido de forma clara
e precisa no instrumento convocatório, vedadas especificações de marcas e
modelos, bem como outras consideradas excessivas, irrelevantes ou
desnecessárias.
d) De acordo com o disposto na lei que institui o RDC, nos casos em que o objeto da
contratação possa ser executado de forma concorrente e simultânea por mais de um
contratado ou em que a múltipla execução seja conveniente para atender à
administração pública, esta poderá contratar mais de uma empresa ou instituição
para executar o mesmo serviço, desde que tal procedimento não implique perda de
economia de escala.
e) De acordo com jurisprudência do STJ, para a caracterização do crime previsto no
art. 89 da Lei n.º 8.666/1993, é imprescindível a comprovação do dolo específico de
fraudar a licitação, bem como de efetivo prejuízo ao erário.
Comentários: vamos analisar cada assertiva:
a) ERRADA. Os recursos públicos que irão garantir o pagamento de
determinada despesa não precisam estar disponíveis antes da realização da
licitação; a Lei 8.666/93 exige, simplesmente, a existência de previsão
orçamentária. Em outras palavras, a Administração não precisa já estar com o
caixa disponível, mas deve haver previsão no orçamento da arrecadação e
disponibilização daquele recurso para fazer face à despesa.
b) ERRADA. O erro é que distância dos aeroportos para fins de aplicação
do RDC é de 350 Km, e não de 300 KM, como informado no item.
c) ERRADA. A Lei do RDC (art. 7º, I) permite a indicação de marcas, desde
que formalmente justificado, nas seguintes hipóteses:
 em decorrência da necessidade de padronização do objeto;
 quando determinada marca ou modelo comercializado por mais de um
fornecedor for a única capaz de atender às necessidades da entidade
contratante; ou
 quando a descrição do objeto a ser licitado puder ser melhor compreendida
pela identificação de determinada marca ou modelo aptos a servir como
referência, situação em que será obrigatório o acréscimo da expressão “ou
similar ou de melhor qualidade”.
d) ERRADA. Reza o art. 11 da Lei do RDC:
Art. 11. A administração pública poderá, mediante justificativa expressa, contratar mais
de uma empresa ou instituição para executar o mesmo serviço, desde que não
implique perda de economia de escala, quando:

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I - o objeto da contratação puder ser executado de forma concorrente e simultânea por
mais de um contratado; ou
II - a múltipla execução for conveniente para atender à administração pública.

Perceba que o texto da alternativa reproduz literalmente a redação do


dispositivo acima, exceto por não mencionar a expressão “mediante
justificativa expressa”, daí o erro.
e) CERTA. Segundo a jurisprudência do STJ, a consumação do crime do
art. 89 da Lei 8.666/1993 (dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses
previstas em lei, ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa
ou à inexigibilidade) exige a demonstração do dolo específico, ou seja, a
intenção de causar dano ao Erário e a efetiva ocorrência de prejuízo aos cofres
públicos. Com efeito, os tipos penais na Lei de Licitações exigem, para sua
caracterização, conduta dolosa do sujeito ativo, ou seja, o agente público ou
mesmo o contratado devem agir com a intenção de cometer o crime; logo, não
haverá incriminação pela prática de ato culposo (negligência, imprudência ou
imperícia).
Gabarito: alternativa “e”

114. (Cespe – AE/ES 2013) Com relação à compra, uma das etapas da fase externa
da licitação, assinale a opção correta.
a) As compras realizadas pela administração pública obedecem a condições de
aquisição e pagamento completamente distintas das realizadas pelo setor privado,
que se caracterizam pela liberdade de mercado.
b) A compra deve atender ao princípio de padronização, que impõe a vinculação dos
licitantes e da administração pública às regras estabelecidas nas normas e princípios
em vigor.
c) Como medida de transparência, as compras realizadas pela administração direta
ou indireta devem, sem exceção, ser divulgadas mensalmente em órgão de
divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público.
d) A especificação completa do bem a ser adquirido, sem indicação de marca, e a
definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas são informações que
devem ser observadas no processo de compra.
e) Em situações emergenciais, a compra poderá ser realizada sem a indicação dos
recursos orçamentários para a efetivação do pagamento do objeto da licitação.
Comentários: Vamos buscar os fundamentos legais de cada alternativa:
a) ERRADA, nos termos do art. 15, III da Lei 8.666:
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão:

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Ili - submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor


privado;
b) ERRADA, pois o princípio da padronização não impõe a vinculação dos
licitantes e da administração pública às regras estabelecidas nas normas e
princípios em vigor (quem impõe isso é o princípio da legalidade e o da
vinculação ao instrumento convocatório). Veja no art. 15, 1 da Lei 8.666 as
implicações do princípio da padronização:
Art. 15. As compras, sempre que possível, deverão:
I - atender ao princípio da padronização, que imponha compatibilidade de
especificações técnicas e de desempenho, observadas, quando for o caso, as
condições de manutenção, assistência técnica e garantia oferecidas;
c) ERRADA, nos termos do art. 16 da Lei 8.666:
Art. 16. Será dada publicidade, mensalmente, em órgão de divulgação oficial ou em
quadro de avisos de amplo acesso público, à relação de todas as compras feitas pela
Administração Direta ou Indireta, de maneira a clarificar a identificação do bem
comprado, seu preço unitário, a quantidade adquirida, o nome do vendedor e o valor
total da operação, podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa
e inexigibilidade de licitação.
Parágrafo único. O disposto neste artigo !!is!. se aplica aos casos de dispensa de
licitação previstos no inciso IX do art. 24.
d) CERTA, nos termos do art. 15, §7º, 1e li da Lei 8.666:
§ lo Nas compras deverão ser observadas, ainda:
I - a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca;
li - a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do
consumo e utilização prováveis, cuja estimativa será obtida, sempre que possível,
mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação;
Ili - as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do
material.
e) ERRADA, nos termos do art. 14 da Lei 8.666:
Art. 14. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto
e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento, sob pena de
nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa.
Gabarito: alternativa "d"

115. (Cespe - TRE/MS 2013) Acerca das sanções penais para crimes praticados
em licitações, assinale a opção correta.
a) Caberá, com exclusividade, à Advocacia Geral da União propor a ação para
buscar a sanção penal e a reparação dos possíveis danos ao erário.

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b) As penas previstas na legislação para os envolvidos nesses crimes são,


exclusivamente, a prisão e a perda do cargo público.
c) Inexiste cumulatividade de penas, cabendo ao magistrado a escolha da pena mais
indicada para o caso em análise.
d) Comprovado o superfaturamento decorrente de dispensa ou inexigibilidade de
licitação, o fornecedor ou prestador do serviço contratado nessas condições
responderá solidariamente com o agente público pelo dano causado à Fazenda
Pública.
e) A persecução penal para esses crimes se dará por intermédio de ação privada
condicionada.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa:
a) ERRADA. Nos termos do art. 1oo da Lei 8.666/93, os crimes nela
definidos são de ação penal pública incondicionada, cabendo ao Ministério
Público (e não à AGU) promovê-la.
b) ERRADA. Nos termos do art. 83 da Lei 8.666/1993, os crimes nela
definidos, ainda que simplesmente tentados, sujeitam os seus autores, quando
servidores públicos, além das sanções penais, à perda do cargo, emprego,
função ou mandato eletivo. Ao tipificar os crimes, a lei prevê as penas de
detenção (cujo período varia em função do crime praticado) e multa. O valor da
multa será fixado na sentença e calculado em índices percentuais, cuja base
corresponderá ao valor da vantagem efetivamente obtida ou potencialmente
auferível pelo agente. No caso de contrato celebrado indevidamente por
dispensa ou inexigibilidade, esses índices não poderão ser inferiores a 2%
nem superiores a 5% do valor do contrato.
c) ERRADA. Nada impede que as penas sejam cumuladas.
d) CERTA, nos termos do art. 25, §2º da Lei 8.666:
Art. 25. É inexigível a licitação quando houver inviabilidade de competição, em
especial:
(.. .)
§ 2o Na hipótese deste artigo e em qualquer dos casos de dispensa, se comprovado
superfaturamento, respondem solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o
fornecedor ou o prestador de serviços e o agente público responsável, sem prejuízo de
outras sanções legais cabíveis.
e) ERRADA. Como sobredito, a ação é penal pública incondicionada.
Gabarito: alternativa "d"

116. (ESAF - AFRB 2014) Quanto ao 'local' em que as licitações serão efetuadas e
à divulgação das mesmas, assinale a opção correta.
a) A lei exige a publicação pela imprensa oficial dos avisos relacionados com
convites.

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b) Não enseja invalidação do certame licitatório caso haja a escolha de local inóspito
quando todos os potenciais interessados tenham acesso ao certame.
c) É irrelevante a situação geográfica da repartição interessada nos casos de
licitação eletrônica.
d) A existência de sítio oficial do órgão administrativo na Internet não impõe a
obrigatoriedade da sua utilização para divulgação das licitações, desde que efetuada
a publicidade do ato.
e) A fim de evitar nulidade do certame licitatório, é necessária a publicação do edital
de abertura em sua integralidade no Diário Oficial Local.
Comentário:
a) ERRADA. A regra é que a publicidade dos avisos de licitação se dê em
Diário Oficial ou em jornais de grande circulação. No caso da carta-convite,
contudo, não há necessidade de publicação nesses meios, pois ela é enviada
diretamente aos interessados; entretanto, deve ser fixada uma cópia em local
apropriado do órgão, como o mural de avisos do órgão condutor do certame
(art. 22, §3º).
b) ERRADA. Para Marçal Justen Filho, “a competência para fixar o local
de realização da licitação não pode ser exercida de modo a reduzir a
competitividade ou restringir a publicidade do certame (...) Ainda quando todos
os potenciais interessados tenham acesso ao certame, haverá inviabilidade se
houver a escolha de um local inóspito, tornando inviável o acompanhamento
por parte dos cidadãos”.
c) CERTA. Ainda segundo Marçal Justen Filho, nos casos de licitação
eletrônica, o “local da licitação é virtual”. Sendo assim, “é irrelevante a
situação geográfica da repartição interessada, eis que todos os atos se
processam por via eletrônica” (leia-se, pela internet).
d) ERRADA. Mais uma vez a doutrina de Justen Filho, para quem a
“existência de sítio oficial do órgão administrativo na internet acarreta a
obrigatoriedade da sua utilização para divulgação das licitações”. Afinal, o
sítio oficial existe exatamente para assegurar a transparência administrativa e
o acesso de todos os interessados aos eventos ocorridos no âmbito da
entidade administrativa.
e) ERRADA. A Lei 8.666/93 exige a publicação apenas da versão resumida
dos editais de licitação (aviso), e não da sua integralidade. O aviso publicado
conterá a indicação do local em que os interessados poderão ler e obter o
texto integral do edital e todas as informações sobre a licitação (art. 21, §1º).
Gabarito: alternativa “c”

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117. (ESAF - DNIT 2013) Acerca da interpretação correta do disposto no art. 7º, §
2º, inc. Ili da Lei n. 8.666/93, conforme posicionamento da doutrina administrativista
e da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, assinale a opção falsa.
a) É exigível da Admin istração que pretende contratar que os recursos
orçamentários estejam prontamente disponíveis no Erário para que se considere
válido o processo de licitação.
b) A Lei n. 8.666/93 não exige a disponibilidade financeira, mas, tão somente, que
haja previsão destes recu rsos na lei orçamentária.
c) A Admi nistração não precisa dispor, à época da licitação, do montante necessário
para arcar com o contrato, ela precisa apenas indicar que há previsão no orçamento
para realizar pagamentos futuros.
d) A exigência do art. 7º, § 2º, inc. 111 da Lei n. 8.666/93 pode ser considerada
cumprida quando existe lei que autorize a administração a tomar empréstimo,
seguida de decreto que cria o respectivo créd ito.
e) Previsão e autorização são conceitos diversos de efetiva disponibilidade.
Comentário: O art. 7º, §22 , Ili da Lei 8.666/93 diz o seguinte:
§ 2o As obras e os serviços somente poderão ser licitados quando:
I - houver projeto básico aprovado pela autoridade competente e disponível para
exame dos interessados em participar do processo licitatório;
li - existir orçamento detalhado em planilhas que expressem a composição de todos os
seus custos unitários;
Ili - houver previsão de recursos orçamentários que assegurem o pagamento
das obrigações decorrentes de obras ou serviços a serem executadas no exercício
financeiro em curso, de acordo com o respectivo cronograma;
IV - o produto dela esperado estiver contemplado nas metas estabelecidas no Plano
Plurianual de que trata o art. 165 da Constituição Federal, quando for o caso.

Perceba que a lei exige que haja "previsão de recursos orçamentários",


previsão que deve estar consubstanciada na Lei Orçamentária Anual (LOA).
A Lei 8.666/1993 não exige, portanto, que os recursos orçamentários
estejam prontamente disponíveis ou que haja imediata disponibilidade
financeira no órgão. Basta a previsão do crédito na lei orçamentária.
Nesse sentido é a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ):
ADMINISTRA TIVO. RECURSO ESPECIAL. LICITAÇÃO. OBRA PÚBLICA. ART. 7~
§2º, INCISO Ili, DA LEI Nº 8.666193. EXIGÊNCIA DE PREVISÃO DE RECURSOS
ORÇAMENTÁRIOS.
1. Trata-se de discussão acerca da interpretação do disposto no art. 7º, §2º, inciso Ili,
da Lei nº 8. 666/93: se há a exigência efetiva da disponibilidade dos recursos nos

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cofres públicos ou apenas a necessidade da previsão dos recursos


orçamentários.
2. Nas razões recursais o recorrente sustenta que o art. 7º, §2º, inciso Ili, da Lei nº
8. 666/93 exige para a legalidade da licitação apenas a previsão de recursos
orçamentários, exigência esta que foi plenamente cumprida.
3. O acórdão recorrido, ao se manifestar acerca do ponto ora discutido, decidiu que
"inexistindo no erário os recursos para a contratação, violada se acha a regra prevista
no art. 7~ §2º, Ili, da Lei 8.666/93" .
4. A Lei nº 8. 666/93 exige para a realização da licitação a existência de ''previsão de
recursos orçamentários que assegurem o pagamento das obrigações decorrentes de
obras ou serviços a serem executadas no exercício financeiro em curso, de acordo
com o respectivo cronograma", ou seja, a lei não exige a disponibilidade financeira
(fato da administração ter o recurso disponível ou liberado), mas, tão somente,
que haja previsão destes recursos na lei orçamentária.
5. Recurso especial provido.

A partir desses ensinamentos, é possível voltar à questão e ver que a


única alternativa falsa é a primeira, daí o gabarito.
Gabarito: alternativa "a"

118. (ESAF - CGU 2012) Determinada municipalidade realizou procedimento


licitatório para contratação de empresa a ser responsável pela construção de 2 km
de rede coletora de esgoto. Findo o certame, sua homologação foi realizada pelo
prefeito do município contratante.
Adjudicou-se o objeto licitado à empresa de propriedade do sobrinho do referido
prefeito.
A referida licitação fo i realizada sob a modalidade de convite, tendo sido a empresa
vencedora a única a comparecer ao certame.
A despeito da exigência editalícia de apresentação de CND, relativamente à
regularidade fiscal da licitante, foram apresentadas declarações de auditores fiscais
que atestavam a inexistência de débitos.
Acerca do caso concreto acima narrado, assinale a opção correta.
a) O procedimento licitatório foi regular, não havendo qualquer vício em sua
homologação ou adjudicação.
b) Não há, na Lei n. 8.666/93, qualquer dispositivo que proíba a participação de
parentes nas licitações em que o servidor público atue na condição de responsável
pela homologação do certame, portanto, foi regular a homologação realizada pelo
prefeito da municipalidade.
c) Declarações de auditores fiscais podem atestar a regularidade fiscal do licitante,
não sendo exigível a certidão negativa de débitos para este fim.

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d) O fato de a empresa vencedora ter sido a única licitante a apresentar proposta


vál ida não ensejaria, por si só, a repetição do convite, ainda que não tenham sido
apostas justificativas formais para a ausência de outros licitantes concorrentes.
e) Houve conflito de interesses na condução do certame, configurando-se violação
da norma contida nos §§ 3º e 4º do Art. 9º da Lei n. 8.666/93.
Comentários: Para solucionar essa questão, vamos nos socorrer da
jurisprudência do Tribunal de Contas da União:
A participação de empresa cujo sócio tenha vínculo de parentesco com servidor
da entidade licitante afronta, por interpretação analógica, o disposto no art. 99,
inciso Ili, da Lei 8.666/1993. A alteração do contrato social no curso do certame não
descaracteriza a irregularidade e constitui indício de simulação e fraude à licitação.
(Acórdão 1019/2013- Plenário, relator Ministro Benjamin Zymler, 24.4.2013,
Informativo de Licitações e Contratos nº 149)
Isso porque, "consoante a jurisprudência desta Corte, as vedações
explicitadas nesse dispositivo legal {art. 9!2, Ili da Lei 8.666/93) estão sujeitas a
analogia e interpretação extensiva ... " . Ou seja, "qualquer situação que não
esteja prevista na lei, mas que viole o dever de probidade imposto a todos os
agentes públicos ou pessoa investida desta qualidade, deve ser proibida, por
ser incompatível com os princípios constitucionais da impessoalidade e da
moralidade". (Acórdão 1170/2010-Plenário). Especificamente em relação à
participação de parentes em licitação, citou o Acórdão 607/2011-Plenário, no
sentido de que "mesmo que a Lei n!2 8.666, de 1993, não possua dispositivo
vedando expressamente a participação de parentes em licitações ..., vê-se que
foi essa a intenção axiológica do legislador ao estabelecer o art. 9!2 dessa Lei,
em especial nos §§ 3!2 e 4!2, vedando a prática de conflito de interesse nas
licitações públicas ... "
Ademais, não se pode olvidar que os princípios da impessoalidade, da
moralidade e da probidade administrativa estão previstos de forma expressa
no art. 3º da Lei 8.666/1993. Logo, tais princípios devem orientar a aplicação da
lei nos casos concretos, o que certamente impediria a adjudicação do objeto
ao sobrinho do prefeito.
Portanto, pode-se afirmar que, na situação apresentada na questão,
houve conflito de interesses na condução do certame, configurando-se
violação da norma contida nos §§ 3º e 4º do art. 9º da Lei n. 8.666/93. Correta,
portanto, a alternativa "e" e falsas as alternativas "a" e "b".
Quanto à alternativa "c", à vista do princípio da vinculação ao
instrumento convocatório, não poderia ser dispensada a apresentação da
CND, pois se tratava de um requisito de habilitação previsto no edital.

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Por fim, o erro da alternativa “d” é que, para o certame prosseguir com
um único licitante, sem a repetição do convite, a lei exige sim a apresentação
de justificativas formais que expliquem a ausência de outros concorrentes.
Gabarito: alternativa “e”

119. (ESAF – AFRFB 2012) Determinado Município da Federação brasileira, quando


da elaboração da sua lei orgânica, fez constar a seguinte norma:
"O Prefeito, o Vice-prefeito, os Vereadores, os ocupantes de cargos em comissão ou
função de confiança, as pessoas ligadas a qualquer deles por matrimônio ou
parentesco, afim ou consanguíneo, até o segundo grau, ou por adoção e os
servidores e empregados públicos municipais não poderão contratar com o
Município, subsistindo a proibição por mais seis meses após findas as respectivas
funções."
Analise a norma constante da Lei Orgânica, da referida municipalidade e, à luz da
jurisprudência do STF, avalie as questões a seguir, marcando verdadeiro (V) ou
falso (F) para cada uma delas.
Ao final, assinale a opção que contenha a sequência correta.
( ) A lei orgânica do município é inconstitucional porque impõe restrições que não
foram impostas pelo constituinte no inciso XXI, do art. 37, nem pela norma geral de
que trata o inciso XVII, do art. 22 da CF.
( ) A municipalidade tratou, em sua lei orgânica, de preservar um princípio guia de
toda a atividade estatal: o princípio da moralidade administrativa.
( ) A norma constante da lei orgânica em comento homenageia o princípio da
impessoalidade.
( ) A norma inserta na lei orgânica do referido município fere a efetiva, real e
isonômica competição.
a) F, F, F, F
b) F, V, V, V
c) F, V, V, F
d) V, V, V, F
e) F, V, F, F
Comentários: Vamos analisar cada afirmativa:
I) FALSA. Caso idêntico ao da questão foi enfrentado pelo Supremo
Tribunal Federal (STF). Na ocasião, os princípios da moralidade e da
impessoalidade fundamentaram o provimento de recurso extraordinário para
que fosse declarada a constitucionalidade do art. 36 da Lei Orgânica do

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Município de Brumadinho/MG, que proibia agentes políticos e seus parentes


de contratar com o município. Eis um trecho da ementa do julgado:
(.. .) Dentro da permissão constitucional para legislar sobre normas específicas em
matéria de licitação, é de se louvar a iniciativa do Município de Brumadinho-MG de
tratar, em sua Lei Orgânica, de tema dos mais relevantes em nossa pó/is, que é a
moralidade administrativa, princípio-guia de toda a atividade estatal, nos termos do art.
37, caput da Constituição Federal. A proibição de contratação com o Município dos
parentes, afins ou consanguíneos, do prefeito, do vice-prefeito, dos vereadores e
dos ocupantes de cargo em comissão ou função de confiança, bem como dos
servidores e empregados públicos municipais, até seis meses após o fim do exercício
das respectivas funções, é norma que evidentemente homenageia os princípios da
impessoalidade e da moralidade administrativa, prevenindo eventuais lesões ao
interesse público e ao patrimônio do Município, sem restringir a competição entre
os licitantes. Inexistência de ofensa ao princípio da legalidade ou de invasão da
competência da União para legislar sobre normas gerais de licitação. Recurso
extraordinário provido (STF. RE 423.560/MG)

li) VERDADERIA. Como sobredito, o princípio da moralidade e o da


impessoalidade é que fundamentam a proibição da contratação de parentes
pelos órgãos públicos.
Ili) VERDADEIRA. Pelos mesmos motivos da opção anterior.
IV) FALSA. No entendimento do STF, a proibição de contratar parentes
não restringe a competição entre os licitantes; ao contrário, previne eventuais
lesões ao interesse público e ao patrimônio do Município.
Gabarito: alternativa "e"

120. (ESAF - CGU 2012) Determinado Município da Federação, após a posse de


seu prefe ito, ocorrida em janeiro de 2001, iniciou as medidas necessárias ao
cumprimento dos diversos tópicos do programa de governo.
Entre os itens do referido programa de governo, constava a revitalização da festa de
carnaval da cidade, restaurando uma de suas mais antigas tradições.
O prefeito, recém-empossado, por não haver tempo hábil para a realização de
procedimento licitatório, resolve afastá-lo sob o argumento de que as contratações
necessárias à realização da festa montavam, individualmente, menos de R$8.000,00
(oito mil reais) cada.
Foram realizadas 4 (quatro) contratações distintas com um mesmo fornecedor, que
somadas montavam R$27.500,00 (vinte e sete mil e quinhentos reais).
O carnaval se realizou e posteriormente pendeu sobre o prefeito da cidade uma
ação penal pelo cometimento do crime tipificado no art. 89 da Lei n. 8 .666/93.
Tendo em mente o caso concreto acima narrado, assinale a opção que esteja em
consonância com recente julgado da corte especial do STJ.

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a) O crime previsto no art. 89 da Lei n. 8.666/93 exige dolo específico.


b) O crime previsto no art. 89 da Lei n. 8.666/93 pode prescindir do efetivo dano ao
erário.
c) Ainda que a contratação tivesse sido custeada por recursos privados oriundos de
patrocínio, o tipo penal estaria configurado.
d) Não era exigível do tribunal de contas fiscalizador da municipalidade em tela o
encaminhamento de cópia do processo de tomada de contas ao Ministério Público.
e) A empresa contratada deve ser penalizada porquanto fora beneficiada pela
dispensa ilegal.
Comentário: O julgado do STJ a que o enunciado se refere é o seguinte:
RECURSO ESPECIAL. PENAL. ART. 89 DA LEI N. 8.666/1993. DOLO ESPECÍFICO.
INTENÇÃO DE LESAR A ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PREJUÍZO EFETIVO AO
ERÁRIO. FALTA DE DEMONSTRAÇÃO. CONDUTA. A TIPICIDADE.
CONTRATAÇÃO. ADVOGADO. LICITAÇÃO. NECESSIDADE. QUESTÃO
CONTROVERTIDA NA ÉPOCA DOS FATOS. IN DUBIO PRO REO. APLICAÇÃO.
1. Nos termos da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça firmada a partir do
julgamento da APn n. 480/MG, a consumação do crime do art. 89 da Lei n.
8.666/1993 exige a demonstração do dolo específico, ou seja, a intenção de
causar dano ao Erário e a efetiva ocorrência de prejuízo aos cofres públicos.
2. Hipótese em que os recorrentes foram condenados como incursos no art. 89 da Lei
n. 8.666/ 1993, por terem contratado serviços advocatícios prestados por uma mesma
profissional, com breve intervalo de tempo entre as contratações, entre os anos de
1999 e 2000, sem licitação ou concurso público.
3. Em momento algum as instâncias ordinárias afirmaram ter havido a intenção de
causar prejuízo aos cofres públicos ou terem sido exorbitantes os valores pagos,
porém reconheceram expressamente que foram prestados os serviços contratados.
4. Se, no âmbito da comunidade jurídica, à época das contratações, era controvertida
a própria necessidade de licitação para a contratação de advogado, em razão do
disposto no art. 13, li, da Lei n. 8.666/ 1993, não há como condenar-se pela sua
dispensa, sendo necessário fazer valer o princípio do in dubio pro reo. 5. Recursos
especiais providos para absolver os recorrentes, com fundamento no art. 386, Ili, do
Código de Processo Penal.
Em suma, o STJ diz que a consumação do crime do art. 89 da Lei
8.666/1993 (dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei,
ou deixar de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à
inexigibilidade) exige a demonstração do dolo específico, ou seja, a intenção
de causar dano ao Erário e a efetiva ocorrência de prejuízo aos cofres
públicos.
Com efeito, os tipos penais na Lei de Licitações exigem, para sua
caracterização, conduta dolosa do sujeito ativo, ou seja, o agente público ou

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mesmo o contratado devem agir com a intenção de cometer o crime; logo, não
haverá incriminação pela prática de ato culposo (negligência, imprudência ou
imperícia).
Portanto, correta a alternativa "a".
Vamos então analisar as demais alternativas:
b) ERRADA. Para configurar o crime, além do dolo específico, a dispensa
ou inexigibilidade indevida deve efetivamente provocar dano ao erário, isto é,
prejuízo aos cofres públicos.
c) ERRADA. Se o custeio fosse garantido a partir de recursos privados,
não haveria dano ao erário e, por conseguinte, o crime não estaria
configurado.
d) ERRADA, nos termos do art. 102 da Lei 8.666/93:
Art. 102. Quando em autos ou documentos de que conhecerem, os magistrados, os
membros dos Tribunais ou Conselhos de Contas ou os titulares dos órgãos
integrantes do sistema de controle interno de qualquer dos Poderes verificarem a
existência dos crimes definidos nesta Lei, remeterão ao Ministério Público as cópias
e os documentos necessários ao oferecimento da denúncia.
e) ERRADA. Para incorrer na mesma pena, a empresa contratada, além de
ter se beneficiado da dispensa ou inexigibilidade ilegal, teria que,
comprovadamente, ter concorrido para a consumação da ilegalidade, o que
não é o caso.
Art. 89. Dispensar ou inexigir licitação fora das hipóteses previstas em lei, ou deixar
de observar as formalidades pertinentes à dispensa ou à inexigibilidade:
Pena - detenção, de 3 (três) a 5 (cinco) anos, e multa.
Parágrafo único. Na mesma pena incorre aquele que, tendo comprovadamente
concorrido para a consumação da ilegalidade, beneficiou-se da dispensa ou
inexigibilidade ilegal, para celebrar contrato com o Poder Público.
Gabarito: alternativa "a"

121. (ESAF - CGU 2012) Determinado órgão pertencente à estrutura da União é


participante de registro de preços regularmente processado para a aquisição de
papel A4.
A despeito do registro da ata resultante do certame acima referido, o citado órgão
resolve promover licitação na modalidade de Pregão para a contratação de papel
A4.
A respeito do caso hipotético acima narrado, indique a opção correta.
a) Não é lícito ao órgão promover nova licitação para a contratação de objeto
constante da ata de registro de preços da qual seja participante.

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b) Independentemente do preço ofertado, o órgão estará obrigado a contratar como
licitante vitorioso na segunda licitação, posto que não realizada pelo sistema de
registro de preços.
c) Caso o preço ofertado pelo licitante vitorioso na segunda licitação seja o mesmo
preço registrado em ata, terá preferência na aquisição o licitante cujo preço consta
registrado em ata.
d) Para fins de aplicação do art. 70 do Decreto n. 3.931/2001, não basta cotejar
somente os preços respectivamente ofertados na segunda licitação e os registrados
em ata, sendo necessário analisar as condições das propostas, a fim de buscar a
existência de igualdade de condições.
e) O órgão público está obrigado a mencionar, no termo de referencia da segunda
licitação, a existência de ata de registro de preços da qual faça parte e que conte
com o mesmo objeto então licitado.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa:
a) ERRADA. A existência de preços registrados não obriga a
Administração a contratar com o fornecedor registrado, ficando-lhe facultada a
realização de licitação específica para a aquisição pretendida. Porém, o
fornecedor registrado terá preferência em igualdade de condições.
b) ERRADA. Como sobredito, o fornecedor registrado terá preferência em
igualdade de condições. Portanto, caso as condições do licitante vitorioso na
licitação sejam iguais ou piores do que as condições registradas na ata (do
ponto de vista da Administração, é claro), o órgão terá que contratar com o
fornecedor registrado.
c) ERRADA. Perceba que a assertiva só fala em “preço” e o critério deve
ser “igualdade de condições”; portanto, outras variáveis, além do preço,
devem ser pesadas para concluir se uma proposta está ou não em igualdade
de condições em relação à outra. Veja a alternativa seguinte, que é o gabarito.
d) CERTA. Esta assertiva está mais correta que a anterior, pois informa
que não basta cotejar somente os preços ofertados na segunda licitação e os
registrados em ata, sendo necessário analisar as condições das propostas, a
fim de buscar a existência de igualdade de condições. Por oportuno, vale
anotar que o Decreto 3.931/2001 foi revogado. Hoje, a norma que regulamenta
o SRP é o Decreto 7.892/2013. Mas isso não influencia na questão, pois o
art. 16 do novo Decreto estabelece:
Art. 16. A existência de preços registrados não obriga a administração a contratar,
facultando-se a realização de licitação específica para a aquisição pretendida,
assegurada preferência ao fornecedor registrado em igualdade de condições.
e) ERRADA. Não existe a obrigatoriedade informada no item.
Gabarito: alternativa “d”

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122. (ESAF – Ministério da Fazenda 2013) Considerando as licitações públicas e
os contratos administrativos, assinale a opção correta.
a) A adoção do Regime Diferenciado de Contratação (RDC) não é obrigatória para a
construção dos estádios em que ocorrerão jogos da Copa do Mundo FIFA 2014,
ficando a critério da Administração Pública optar pelo regime de contratação que lhe
parecer mais conveniente.
b) No Regime Diferenciado de Contratação, a publicidade do orçamento estimado
para a contratação deve ser ampla e disponibilizadas as informações para a
população no início da licitação, no meio da obra e ao final do procedimento.
c) No modo de disputa aberto, as propostas serão sigilosas até a data e hora
designadas para que sejam divulgadas e se for presencial, as propostas deverão ser
apresentadas em envelopes lacrados, abertos em sessão pública.
d) No Regime Diferenciado de Contratação, há previsão legal de 05 procedimentos
auxiliares das licitações, entre eles o cadastramento e o convite eletrônico.
e) O Regime Diferenciado de Contratação possui sanções administrativas e
criminais próprios, não se lhe aplicando as referidas sanções dispostas na Lei n.
8.666/93.
Comentários: Vamos analisar cada alternativa:
a) CERTA. O RDC não é obrigatório nas situações em que é possível a
sua utilização. Isto é, a Administração Pública pode, por conveniência, utilizar-
se da Lei 8.666/1993. Caso escolha usar o RDC, essa opção deverá constar de
forma expressa no instrumento convocatório.
b) ERRADA. Como regra, o orçamento estimado para a contratação é
sigiloso no RDC, só devendo se tornar público imediatamente após o
encerramento da licitação. O orçamento só não será sigiloso quando adotar-se
o tipo de licitação “maior desconto”. Nesse caso (licitação do tipo “maior
desconto”), o orçamento constará do instrumento convocatório. De qualquer
forma, mesmo nos casos em que o orçamento for sigiloso, o acesso a seus
dados deve ser franqueado aos órgãos de controle externo e interno.
c) ERRADA. No modo de disputa fechado, e não no aberto, é que as
propostas serão sigilosas até a data e hora designadas para que sejam
divulgadas, nos termos do art. 17, I e II da Lei do RDC:
Art. 17. O regulamento disporá sobre as regras e procedimentos de apresentação de
propostas ou lances, observado o seguinte:
I - no modo de disputa aberto, os licitantes apresentarão suas ofertas por meio de
lances públicos e sucessivos, crescentes ou decrescentes, conforme o critério de
julgamento adotado;

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li - no modo de disputa fechado, as propostas apresentadas pelos licitantes serão


sigilosas até a data e hora designadas para que sejam divulgadas; e
Ili - nas licitações de obras ou serviços de engenharia, após o julgamento das
propostas, o licitante vencedor deverá reelaborar e apresentar à administração
pública, por meio eletrônico, as planilhas com indicação dos quantitativos e dos custos
unitários, bem como do detalhamento das Bonificações e Despesas Indiretas (BOI) e
dos Encargos Sociais (ES), com os respectivos valores adequados ao lance vencedor.

d) ERRADA. A Lei do RDC prevê 04 e não 05 procedimentos auxiliares,


dentre os quais não se inclui o convite eletrônico:
Art. 29. São procedimentos auxiliares das licitações regidas pelo disposto nesta Lei:
I - pré-qualificação permanente;
li - cadastramento;
Ili - sistema de registro de preços; e
IV - catálogo eletrônico de padronização.

e) ERRADA. As sanções administrativas e cnmmais da Lei 8.666 se


aplicam sim ao RDC, nos termos do art. 47, §22 da Lei do Regime Diferenciado:
§ 2o As sanções administrativas, criminais e demais regras previstas no Capítulo IV da
Lei nº 8. 666, de 21 de junho de 1993, aplicam-se às licitações e aos contratos regidos
por esta Lei.
Ressalte-se, contudo, que o RDC possui ainda uma sanção administrativa
específica, qual seja, o impedimento de licitar e contratar com a União,
estados, DF ou municípios, pelo prazo de até 5 anos para o licitante que
cometer alguma das infrações previstas na lei.
Gabarito: alternativa "a"

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CON T RATOS ADM INISTRAT IVOS

1. (Cespe - AGU 2013) Os contratos administrativos, embora bilaterais, não se


caracterizam pela horizontalidade, já que as partes envolvidas não figuram em
posição de igualdade.
Comentários: O item está correto. O principal atributo dos contratos
administrativos é a desigualdade entre as partes, caracterizada pelo
predomínio da vontade da Administração sobre a do outro contratante. O
efeito dessa desigualdade consiste na atribuição, pela própria lei, de
vantagens especiais destinadas à Administração, as denominadas cláusulas
exorbitantes, próprias do regime de direito público a que submetem os
contratos administrativos, a exemplo da possibilidade de alteração e de
rescisão unilateral, da fiscalização e da aplicação de sanções.
Ressalte-se que tais privilégios estão presentes mesmo quando a
contratação é efetivada por pessoa administrativa de direito privado, como
empresas públicas e sociedades de economia mista (apenas no que se refere
aos contratos administrativos, firmados para a execução de suas "atividades
meio" ). Assim, por exemplo, um contrato de obras celebrado por empresa
pública se subordina a regime básico de direito público (trata-se, portanto, de
um contrato administrativo), ao contrário dos contratos das "atividades fim",
que são contratos de direito privado.
Gabarito: Certo

2. (Cespe - CNJ 2013) Em virtude do princípio do formalismo , os contratos


administrativos devem ser formalizados por meio de instrumento escrito, salvo os de
pequenas compras para pronto pagamento, em que se admite contrato verbal com a
administração pública.
Comentário: O item está correto. Para a compreensão do gabarito,
suficiente conhecer o art. 60 da Lei 8.666/1993:
Art. 60. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas,
as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do
seu extrato, salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis, que se formalizam por
instrumento lavrado em cartório de notas, de tudo juntando-se cópia no processo que
lhe deu origem.
Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração,
~ o de pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de
valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso li,
alínea "a" desta Lei, feitas em regime de adiantamento.

Gabarito: Certo

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3. (Cespe - TRT1 o 2013) Para os fins legais, somente será considerado contrato o
ajuste firmado entre a administração pública e particular que seja assim
expressamente denominado em documento formal por escrito.
Comentário: o quesito está errado, nos termos do art. 2º, parágrafo único
da Lei 8.666/1993:
Parágrafo único. Para os fins desta Lei, considera-se contrato todo e qualquer ajuste
entre órgãos ou entidades da Administração Pública e particulares, em que haja um
acordo de vontades para a formação de vínculo e a estipulação de obrigações
recíprocas, seja qual for a denominação utilizada.
Ademais, em hipóteses excepcionais, a lei admite a celebração de
contratos verbais, em casos de pequenas compras de pronto pagamento (o
chamado regime de adiantamento). Portanto, embora seja a regra, nem sempre
os contratos administrativos serão firmados mediante documento formal por
escrito.
Gabarito: Errado

4. (Cespe - MIN 2013) O resumo do instrumento de contrato deve ser publicado na


imprensa oficial no prazo máximo de vinte dias, contados a partir do quinto dia útil do
mês seguinte ao de sua assinatura.
Comentário: O item está correto. Nesse caso, a resposta está no art. 61 ,
parágrafo único da Lei 8.666/1993:
Art. 61. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus
representantes, a finalidade, o ato que autorizou a sua lavratura, o número do
processo da licitação, da dispensa ou da inexigibilidade, a sujeição dos contratantes
às normas desta Lei e às cláusulas contratuais.
Parágrafo único. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus
aditamentos na imprensa oficial, que é condição indispensável para sua eficácia,
será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de
sua assinatura, para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data, qualquer que
seja o seu valor, ainda que sem ônus, ressalvado o disposto no art. 26 desta Lei.

Gabarito: Certo

5. (Cespe - MTE 2014) Todos os contratos para os quais a lei exige licitação são
firmados intuitu personae, ou seja, em razão de condições pessoais do contratado,
apuradas no procedimento da licitação.
Comentário: Aqui a banca reproduziu, ipsis litteris, um trecho da obra da
Prof. Di Pietro no qual ela afirma textualmente que "todos os contratos para os
quais a lei exige licitação são firmados intuitu personae, ou seja, em razão de
condições pessoais do contratado, apuradas no procedimento da licitação",
daí a sua correção.

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De fato, os contratos administrativos são pessoais, celebrados intuitu


personae, de modo que sua execução deve ser levada a termo pela mesma
pessoa (física ou jurídica) que se obrigou perante a Administração após o
procedimento licitatório. Ora, a licitação tem o objetivo de selecionar a pessoa
mais apta para executar o objeto do contrato. Assim, não seria razoável a
Administração celebrar o contrato com o segundo ou o terceiro colocado na
licitação. Aliás, isso é vedado de forma expressa no art. 50 da Lei 8.666/1993:
Art. 50. A Administração não poderá celebrar o contrato com preterição da ordem de
classificação das propostas ou com terceiros estranhos ao procedimento licitatório,
sob pena de nulidade.
Entretanto, a lei admite a subcontratação (sempre parcial), de obra,
serviço ou fornecimento, desde que essa possibilidade esteja prevista no
edital e no contrato e, ainda, que esteja dentro do limite admitido, em cada
caso, pela Administração.
Vale ressaltar que a subcontratação não retira o caráter intuitu persone
do contrato. Tanto é assim que a subcontratação não isenta o particular
contratado das suas responsabilidades legais e contratuais, conforme dispõe
o art. 72 da lei.
Gabarito: Certo

6. (Cespe - Polícia Federal 2014) O princípio da impessoalidade, no que se refere


à execução de obras públicas, proíbe a subcontratação de empresas para a
execução de parte do serviço licitado, porquanto a escolha pessoal do
subcontratado pelo contratado viola o interesse público.
Comentário: O quesito está errado, pois a Lei 8.666/1993 permite a
subcontratação parcial de obra, serviço ou fornecimento, até o limite admitido,
em cada caso, pela Administração, desde que a possibilidade esteja prevista
no edital e no contrato. Vejamos:
Art. 72. O contratado, na execução do contrato, sem prejuízo das responsabilidades
contratuais e legais, poderá subcontratar partes da obra, serviço ou fornecimento, até
o limite admitido, em cada caso, pela Administração.
Não obstante, é importante saber que a Lei 8.666/1993 prevê
determinados tipos de contratos que não admitem subcontratação (os
chamados "contratos personalíssimos"). Vejamos o que dispõe o §3° do
art. 13:
§ 3o A empresa de prestação de serviços técnicos especializados que apresente
relação de integrantes de seu corpo técnico em procedimento licitatório ou
como elemento de justificação de dispensa ou inexigibilidade de licitação, ficará
obrigada a garantir que os referidos integrantes realizem pessoal e diretamente os
serviços objeto do contrato.

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Como se vê, os contratos que não admitem subcontratação são aqueles


nos quais o nome do pessoal que irá executar os serviços constituiu fator
relevante para a contratação, de tal sorte que a substituição desse pessoal
descaracterizaria totalmente a validade da proposta da empresa vencedora.
Gabarito: Errado

7. (Cespe - TCU 201 O) O regime de execução ou a forma de fornecimento constitui


cláusula necessária em todo contrato fi rmado pela administração pública.
Comentário: O item está correto, nos termos do art. 55, inciso li da
Lei 8.666/1993, o qual convém transcrever para vocês conhecerem:
Art. 55. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam:
I - o objeto e seus elementos característicos;
li - o regime de execução ou a forma de fornecimento;
Ili - o preço e as condições de pagamento, os critérios, data-base e periodicidade do
reajustamento de preços, os critérios de atualização monetária entre a data do
adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento;
IV - os prazos de início de etapas de execução, de conclusão, de entrega, de
observação e de recebimento definitivo, conforme o caso;
V - o crédito pelo qual correrá a despesa, com a indicação da classificação funcional
programática e da categoria econômica;
VI - as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução, quando exigidas;
VII - os direitos e as responsabilidades das partes, as penalidades cabíveis e os
valores das multas;
VIII - os casos de rescisão;
IX - o reconhecimento dos direitos da Administração, em caso de rescisão
administrativa prevista no art. 77 desta Lei;
X - as condições de importação, a data e a taxa de câmbio para conversão, quando for
o caso;
XI - a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu, ao
convite e à proposta do licitante vencedor;

XII - a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos


omissos;
XIII - a obrigação do contratado de manter, durante toda a execução do contrato, em
compatibilidade com as obrigações por ele assumidas, todas as condições de
habilitação e qualificação exigidas na licitação.
Gabarito: Certo

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8. (Cespe - MPTCDF 2013) No contrato administrativo, é vedada a existência de


cláusula comprom issária que institua o juízo arbitral para dirimir conflitos relativos a
direitos patrimoniais disponíveis pertencentes a sociedade de economia mista.
Comentário: o quesito está errado. Cláusula compromissória é o ato por
meio do qual as partes contratantes formalizam seu desejo de submeter à
arbitragem eventuais divergências ou litígios passíveis de ocorrer ao longo da
execução da avença. É uma forma de solucionar a pendência sem a
necessidade de acionar o Poder Judiciário, sendo, portanto, um meio mais
célere de solução de conflitos.
Segundo a jurisprudência do STJ, "são válidos e eficazes os contratos
firmados pelas sociedades de economia mista exploradoras de atividade
econômica de produção ou comercialização de bens ou de prestação de
serviços (CF, art. 173, §1 !2) que estipulem cláusula compromissária
submetendo à arbitragem eventuais litígios decorrentes do ajuste" (Resp
612.439/RS, de 25/10/2005; MS 11.308/DF, de 9/4/2008. Para aquele Tribunal
Superior, esse tipo de ajuste só pode ocorrer em hipóteses envolvendo
" direitos disponíveis", a exemplo dos direitos patrimoniais das empresas
estatais, que possuem natureza contratual ou privada. Lembrando que os
direitos patrimoniais correspondem ao chamado interesse público secundário,
que visa ao aumento de receitas ou à diminuição de gastos da entidade. É o
caso, por exemplo, de um confl ito envolvendo o Brasil e um cliente acerca do
contrato de cartão de crédito celebrado entre ambos.
Sobre o tema, vale ainda dar uma olhada no seguinte trecho da Ementa
do Resp 904.81 3/PR, de 28/2/2012:
5. Tanto a doutrina como a jurisprudência já sinalizaram no sentido de que não existe
óbice legal na estipulação da arbitragem pelo poder público, notadamente pelas
sociedades de economia mista, admitindo como válidas as cláusulas
compromissárias previstas em editais convocatórios de licitação e contratos.
6. O fato de não haver previsão da arbitragem no edital de licitação ou no
contrato celebrado entre as partes não invalida o compromisso arbitral firmado
posteriormente.
7. A previsão do juízo arbitral, em vez do foro da sede da administração ljurisdição
estatal), para a solução de determinada controvérsia, não vulnera o conteúdo ou as
regras do certame.
8. A cláusula de eleição de foro não é incompatível com o juízo arbitral, pois o âmbito
de abrangência pode ser distinto, havendo necessidade de atuação do Poder
Judiciário, por exemplo, para a concessão de medidas de urgência; execução da
sentença arbitral; instituição da arbitragem quando uma das partes não a aceita de
forma amigável.
9. A controvérsia estabelecida entre as partes - manutenção do equilíbrio
econômico financeiro do contrato - é de caráter eminentemente patrimonial e

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disponível, tanto assim que as partes poderiam tê-la solucionado diretamente, sem
intervenção tanto da jurisdição estatal, como do juízo arbitral.
Por fim, ressalte-se que a Lei de Concessões de Serviços Públicos
(Lei 8.987/1995) e a Lei da Parceria Público-Privada (Lei 11.079/2004) já
preveem, de forma expressa, o uso da arbitragem.
Gabarito: Errado

9. (Cespe – Polícia Federal 2014) Como o contrato administrativo é um contrato de


adesão, todo o seu conteúdo será definido unilateralmente pela própria
administração.
Comentário: Segundo a Maria Sylvia Di Pietro, “todas as cláusulas dos
contratos administrativos são fixadas unilateralmente pela Administração”.
Prossegue a autora: “costuma-se dizer que, pelo instrumento convocatório da
licitação (que vai acompanhado da minuta do contrato), o Poder Público faz
uma oferta a todos os interessados, fixando as condições em que pretende
contratar; a apresentação de propostas pelos licitantes equivale à aceitação da
oferta feita pela Administração”.
Entretanto, algumas das cláusulas necessárias não são, a rigor, fixadas
unilateralmente pela Administração, o que justifica o gabarito da banca. Uma
delas é o preço, que depende da proposta oferecida pelo contratado na
licitação. A outra é a garantia que, nos termos do art. 56, §1º da Lei 8.666/1993,
deverá ser escolhida pelo contratado dentre as alternativas elencadas na lei
(caução, seguro-garantia ou fiança bancária).
Gabarito: Errado

10. (Cespe – ICMBio 2014) O contrato administrativo exige licitação em qualquer


situação, cabendo à administração pública determinar as cláusulas exorbitantes, que
conferem poderes ao contratado, a fim de eliminar as desvantagens do contrato.
Comentário: O item está todo errado. Primeiro porque o contrato
administrativo não exige licitação em qualquer situação. Há hipóteses de
dispensa e de inexigibilidade previstas na Lei 8.666/1993. Segundo porque as
cláusulas exorbitantes não conferem poderes ao contratado, muito pelo
contrário; tais cláusulas dão poderes e privilégios à Administração, com
fundamento no princípio da supremacia do interesse público sobre o
particular.
Gabarito: Errado

11. (Cespe – Polícia Federal 2013) A alteração contratual deve observar a


indispensabilidade do tratamento igualitário a todos que estejam na mesma situação
e a manutenção do interesse público.

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Comentário: O quesito está correto. Trata-se de verbete retirado da


jurisprudência do STJ (REsp 488.648):
1. A alteração contratual ou dispensa de licitação deve observar duas regras
principais: indispensabilidade do tratamento igualitário a todos que estejam na mesma
situação e manutenção do interesse público.
Gabarito: Certo

12. (Cespe - TRT1 O 2013) A execução de contrato deve ser acompanhada e


fiscalizada por representante da administração designado especialmente para tal,
não sendo permitida a contratação de terceiros para subsidiá-lo de informações
pertinentes a essa atribuição , por se tratar de atividade típica do Estado.
Comentário: A questão está errada, pois, nos termos do art. 67 da Lei
8.666/1993, é permitida a contratação de terceiros para subsidiar o fiscal do
contrato designado pela Administração:
Art. 67. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um
representante da Administração especialmente designado, permitida a contratação
de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a essa atribuição.
Gabarito: Errado

13. (Cespe - Ministério da Justiça 2013) Qualquer auxílio prestado pela


fiscalização na interpretação dos desenhos, memoriais, especificações e demais
elementos de projeto, bem como na condução dos trabalhos, poderá ser invocado
para eximir a contratada da responsabilidade pela execução dos serviços e obras.
Comentário: O quesito está errado, nos termos do art. 70 da Lei
8.666/1993:
Art. 70. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à
Administração ou a terceiros, decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do
contrato, não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o
acompanhamento pelo órgão interessado.
Ou seja, a fiscalização ou o acompanhamento efetuado pelo agente
público designado pela Administração (atividades que, na questão, a banca
ilustrou como um auxílio na interpretação de documentos e na condução dos
trabalhos) não afasta a responsabilidade do contratado pela execução dos
serviços e obras.
Gabarito: Errado

14. (Cespe - Ministério da Justiça 2013) Não cabe à fiscalização paralisar e(ou)
solicitar o refazimento de qualquer serviço que não seja executado em conformidade
com o projeto, norma técnica ou qualquer disposição oficial aplicável ao objeto do
contrato.

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Comentário: Nos termos do art. 67, §1º da Lei 8.666/1993, o “representante
da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências
relacionadas com a execução do contrato, determinando o que for necessário
à regularização das faltas ou defeitos observados”. Assim, se o fiscal verificar
que o serviço está sendo executado em desconformidade com o projeto,
norma técnica ou qualquer outra disposição oficial aplicável ao objeto do
contrato, ele possui amparo legal para tomar as medidas necessárias para o
exato cumprimento do contrato, entre elas, paralisar ou solicitar o refazimento
de qualquer serviço, daí o erro.
Ressalte-se que, nos termos do art. 67, §2º da Lei 8.666/1993, as
“decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante
da Administração deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil
para a adoção das medidas convenientes”.
Gabarito: Errado

15. (Cespe – Bacen 2013) Durante a execução do contrato dos serviços de


segurança e vigilância do edifício sede do Banco Central do Brasil, o representante
da administração pública responsável por acompanhar e fiscalizar a execução do
contrato tem autonomia para autorizar a redução no número de postos de vigilância
nele previstos.
Comentários: A redução no número de postos de vigilância previstos
num contrato de prestação de serviços de segurança não constitui simples ato
de fiscalização, a fim de assegurar a correção das faltas ou defeitos
observados, e sim efetiva alteração do contrato (diminuição quantitativa do
objeto), com impacto no valor devido pela Administração. Portanto, trata-se de
medida que extrapola as competências do fiscal do contrato, cuja missão é
acompanhar e fiscalizar o correto cumprimento daquilo que está previsto no
ajuste. No caso, se o fiscal verificar a necessidade de alterar o contrato para
diminuir o número de postos, aplica-se a hipótese do art. 67, §2º da Lei
8.666/1993, pelo qual as “decisões e providências que ultrapassarem a
competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em
tempo hábil para a adoção das medidas convenientes”.
Gabarito: Errado

16. (Cespe – MDIC 2014) Na administração pública, a gestão de contratos abrange


as etapas de gerenciamento, acompanhamento e fiscalização, desde a concepção
do edital da licitação até a assinatura do contrato.
Comentário: É certo que, na Administração Pública, a gestão de contratos
abrange as etapas de gerenciamento, acompanhamento e fiscalização. A
fiscalização ocorre durante a execução do contrato, ou seja, após a sua

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assinatura. Portanto, é errado afirmar que a gestão de contratos termina na


sua assinatura.
Gabarito: Errado

17. (Cespe - TCU 201 O) A declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com
a administração pública constitui sanção, aplicável ao contratado, que não admite
reabiIitação.
Comentário: A questão está errada. Nos termos do art. 87, IV da Lei
8.666/1933, a empresa declarada inidônea para licitar com a Administração
poderá ser reabilitada após dois anos da aplicação dessa sanção, sempre que
o contratado ressarcir a Administração pelos prejuízos resultantes. Vejamos:
Art. 87. Pela inexecução total ou parcial do contrato a Administração poderá,
garantida a prévia defesa, aplicar ao contratado as seguintes sanções:
I - advertência;
li - multa, na forma prevista no instrumento convocatório ou no contrato;
Ili - suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de contratar
com a Administração, por prazo não superior a 2 (dois) anos;
IV - declaração de inidoneidade para licitar ou contratar com a Administração Pública
enquanto perdurarem os motivos determinantes da punição ou até que seja
promovida a reabilitação perante a própria autoridade que aplicou a penalidade,
que será concedida sempre que o contratado ressarcir a Administração pelos
prejuízos resultantes e após decorrido o prazo da sanção aplicada com base no inciso
anterior.
Gabarito: Errado

18. (Cespe - TCU 201 O) A sanção de suspensão temporária de participação em


licitação e impedimento de contratar com a administração pública por prazo não
superior a dois anos pode ser aplicada aos profissionais que tenham sofrido
condenação definitiva por praticar, de forma dolosa, fraude fiscal no recolhimento de
quaisquer tributos.
Comentário: O quesito está correto. Em regra, as sanções de advertência,
multa, suspensão temporária de participação em licitação e impedimento de
contratar, e a declaração de inidoneidade são aplicadas ao contratado em
razão da inexecução total ou parcial do contrato (Lei 8.666/1993, art. 87, caput).
Todavia, nos termos do art. 88 da lei, as sanções suspensão temporária
de participação em licitação e impedimento de contratar e a declaração de
inidoneidade, especificamente, também podem ser aplicadas às empresas ou
aos profissionais que, em razão dos contratos administrativos firmados com a
Administração Pública:

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I - tenham sofrido condenação definitiva por praticarem, por meios dolosos, fraude
fiscal no recolhimento de quaisquer tributos;
li - tenham praticado atos ilícitos visando a frustrar os objetivos da licitação;
Ili - demonstrem não possuir idoneidade para contratar com a Administração em
virtude de atos ilícitos praticados.

Ressalte-se que a lei não prevê a aplicação de advertência ou multa


nessas hipóteses.
Gabarito: Certo

19. (Cespe - Ministério da Justiça 2013) Em casos de faltas contratuais por parte
do contratado, é assegurado ao ente contratante o direito de intervir na execução do
contrato, de modo a garantir a continuidade de um serviço público considerado
essencial à sociedade.
Comentário: O item está correto. A possibilidade de ocupação temporária
de bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato
é uma das cláusulas exorbitantes previstas na lei que colocam a
Administração em um patamar superior em relação à outra parte do contrato, a
fim de assegurar a continuidade de serviços essenciais ao interesse público.
Eis o teor da lei:
Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere
à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:
I - modificá-los, unilateralmente, para melhor adequação às finalidades de interesse
público, respeitados os direitos do contratado;
li - rescindi-los, unilateralmente, nos casos especificados no inciso I do art. 79 desta
Lei;
Ili - fiscalizar-lhes a execução;
IV - aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste;
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis,
imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da
necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo
contratado, bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo.
Repare que a lei prevê a ocupação temporária em duas hipóteses: (i)
como medida cautelar, para possibilitar a continuidade dos serviços enquanto
se apuram as faltas cometidas pelo contratado (ii) após a rescisão do contrato,
para possibilitar a continuidade dos serviços antes prestados pela empresa
que era parte no ajuste desfeito.
Gabarito: Certo

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20. (Cespe - TCU 2013) Visando resguardar o adequado cumprimento do contrato


administrativo, a administração pública deve indicar e exigir, entre as opções
legalmente previstas, a garantia a ser prestada pelo particular contratado para
executar obras, serviços e compras no âmbito dos poderes da União, dos estados,
do Distrito Federal e dos municípios.
Comentário: o item está errado. Nos termos do art. 56, §1º, caberá ao
contratado, e não à Administração, optar por uma das modalidades de garantia
previstas na lei, desde que a Administração faça essa exigência no
instrumento convocatório da licitação que antecedeu a assinatura do contrato.
Eis o teor do dispositivo:
Art. 56. A critério da autoridade competente, em cada caso, e desde que prevista no
instrumento convocatório, poderá ser exigida prestação de garantia nas
contratações de obras, serviços e compras.
§ to Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de
garantia:
I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública, devendo estes ter sido
emitidos sob a forma escriturai, mediante registro em sistema centralizado de
liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos
seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda;
li - seguro-garantia;
Ili - fiança bancária.
Portanto, à Administração, caso entenda necessano, cabe ex,g,r a
garantia; ao contratado, cabe optar por uma das modalidades previstas na lei.
Gabarito: Errado

21. (Cespe - MIN 2013) A prestação de garantia pelo particular é obrigatória para a
execução de contratos administrativos, por constitu ir exigência expressa em lei.
Comentário: A questão está errada. A prestação de garantia pelo
particular não é obrigatória para a execução de contratos administrativos.
Podem existir contratos administrativos cuja execução não é coberta por
nenhuma garantia prestada pelo contratado, daí o erro. Na verdade, a
Administração poderá, a seu critério, exigir garantia para assegurar o
cumprimento do contrato. Para tanto, deve prever tal exigência de forma
expressa no instrumento convocatório da licitação. É claro que, se a
Administração, no uso do seu poder discricionário, exigir a constituição de
garantia, aí sim o contratado será obrigado a optar por uma das modalidades
previstas na lei, quais sejam, caução, seguro ou fiança bancária (o contratado
deverá optar por uma, mas não deixar de escolher alguma).
Gabarito: Errado

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22. (Cespe – MPU 2010) A duração de contratos regidos pela Lei de Licitações está
limitada à vigência dos créditos orçamentários referentes a tais contratos. A única
exceção feita por essa lei são os projetos cujos produtos estejam contemplados nas
metas estabelecidas no plano plurianual, os quais podem ser prorrogados se houver
interesse da administração.
Comentários: De fato, é verdade que a duração de contratos regidos pela
Lei de Licitações está limitada à vigência dos créditos orçamentários
referentes a tais contratos. Também é correto que, como exceção, os projetos
cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no plano
plurianual podem ser prorrogados se houver interesse da administração,
nesse caso, até o máximo de 4 anos. O erro é que a lei prevê outras exceções.
São elas:
 Serviços de execução continuada: até 60 meses e excepcionalmente por mais 12
meses;
 Aluguel de equipamentos e programas de informática: até 48 meses;
 Segurança nacional e inovação tecnológica (hipóteses específicas de licitação
dispensável): até 120 meses.

Gabarito: Errado

23. (Cespe – TCU 2010) Quando regidos pela Lei n.o 8.666/1993, os contratos
relativos ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática
devem ter duração adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.
Comentário: O quesito está errado. Em regra, os contratos
administrativos devem ter duração adstrita à vigência dos respectivos créditos
orçamentários (um exercício financeiro, de janeiro a dezembro, em regra).
Porém, a lei admite algumas exceções, listadas em seu art. 57, dentre elas os
contratos relativos ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de
informática, podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 meses após o
início da vigência do contrato.
Gabarito: Errado

24. (Cespe – MIN 2013) Embora os contratos administrativos possam ser


prorrogados, é vedado à administração pública celebrar o contrato com prazo de
vigência indeterminado.
Comentário: O item está correto, nos termos do art. 57, §3º da
Lei 8.666/1993:
§ 3o É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado.

De fato, mesmo nas exceções em que a lei permite prorrogar a duração


do contrato por prazo superior à vigência dos créditos orçamentários, o

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período de prorrogação deve ser sempre determinado (até 4 anos, 48 meses,


60 meses, 120 meses, conforme o caso).
Gabarito: Certo

25. (Cespe - Ministério da Justiça 2013) Considerados os limites estabelecidos


pela lei, o recebimento provisório ou definitivo da obra não exclui a responsabilidade
civi l e ético profissional, por parte da contratada, pela solidez e segurança da obra
ou do serviço e pela perfeita execução do contrato.
Comentário: O item está perfeito, nos termos do art. 73, §2º da Lei
8.666/1993:
Art. 73 § 2o O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil
pela solidez e segurança da obra ou do serviço, nem ético-profissional pela perfeita
execução do contrato, dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato.
Gabarito: Certo

26. (Cespe - TCU 2012) Aplica-se ao contrato administrativo a teoria das nulidades,
segundo sua configuração tradicional do direito privado. Assim, a declaração de
nulidade do contrato administrativo opera retroativamente, impedindo os efeitos
jurídicos que ele deveria produzir e desconstituindo os já produzidos, o que isenta
inteiramente a administração pública do dever de indenizar o contratado.
Comentário: Em se tratando de ilegalidade verificada nos contratos de
que é parte, a Administração tem o poder-dever de declarar a sua nulidade,
com efeito retroativo, impedindo os efeitos jurídicos que eles ordinariamente
deveriam produzir, além de desconstituir os já produzidos. Se a ilegalidade for
imputável apenas à própria Administração (ou seja, se foi ela quem deu causa
à ilegalidade), sem qualquer contribuição do contratado, este terá que ser
indenizado pelos prejuízos sofridos, daí o erro. Apenas na hipótese de o
particular ter sido o causador da nulidade é que o dever de indenizar deixa de
existir. É o que está previsto no art. 59 da Lei 8.666/1993:
Art. 59. A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente
impedindo os efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deveria produzir, além de
desconstituir os já produzidos.
Parágrafo único. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o
contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por
outros prejuízos regularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável,
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.

Detalhe é que a expressão "outros prejuízos regularmente comprovados",


contida no dispositivo, assegura ao contratado o direito à indenização dos
denominados danos emergentes, isto é, aqueles que realmente se originaram
da execução parcial do contrato (projetos, vistorias, pareceres técnicos,
viagens etc.). Frise-se, contudo, que a lei não prevê indenização a título de

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lucros cessantes (indenização baseada no valor estimado do lucro que o
contratado teria com a execução do contrato, e deixará de obter em razão da
anulação), embora essa possibilidade seja reconhecida pela doutrina e pela
jurisprudência1.
Gabarito: Errado

27. (Cespe – TJDFT 2013) Suponha que, na execução de determinada obra pública,
o contratado paralise a obra sem justa causa e sem prévia comunicação à
administração. Nesse caso, a administração estará legitimada a promover a rescisão
do contrato após obter autorização judicial em ação proposta com essa finalidade
específica.
Comentário: Nos termos do art. 78, V da Lei 8.666/1993, constitui motivo
para a rescisão do contrato a “paralisação da obra, do serviço ou do
fornecimento, sem justa causa e prévia comunicação à Administração”. Trata-
se de uma das hipóteses que fundamentam a rescisão unilateral por parte da
Administração, uma das cláusulas exorbitantes dos contratos administrativos.
No geral, qualquer inadimplemento do ajuste por parte do contratado, com ou
sem culpa, constitui motivo para a rescisão unilateral. Detalhe é que a
Administração pode promover a rescisão unilateral sem precisar obter
autorização judicial, daí o erro.
Gabarito: Errado

28. (Cespe – Polícia Federal 2013) Considere que uma empresa vencedora de
certame licitatório subcontrate, com terceiro, o objeto do contrato firmado com a
administração pública, apesar de não haver previsão expressa para tanto no edital
ou no contrato. Nessa situação, caso o contrato seja prestado dentro do prazo
estipulado e com estrita observância aos critérios de qualidade impostos
contratualmente, não poderá a administração rescindir o contrato unilateralmente,
visto que não se configura hipótese de prejuízo ou descumprimento de cláusulas
contratuais.
Comentário: O quesito está errado, pois a subcontratação (sempre
parcial) só é permitida se houver previsão expressa no edital e no contrato.
Além disso, a subcontratação deve estar dentro do limite admitido, em cada
caso, pela Administração. Se não for observada alguma dessas três condições
cumulativas, a subcontratação é ilegal, o que é motivo para a rescisão
unilateral do contrato, nos termos do art. 78, VI da Lei 8.666/1993.
Gabarito: Errado

1 STJ - EREsp 737741 / RJ

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29. (Cespe - CNJ 2013) Considere que uma sociedade empresária tenha celebrado
contrato administrativo de prestação de serviço com determinado órgão público.
Nessa situação hipotética, caso a administração julgue conveniente a substituição
da garantia de execução, o contrato poderá ser alterado unilateralmente.
Comentário: Durante a execução do contrato, a Administração não pode
exigir, unilateralmente, a alteração da garantia, daí o erro. A troca só é possível
se houver acordo entre as partes, nos termos do art. 65, li, "a" da Lei 8.666:
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas
justificativas, nos seguintes casos:
(.. .)
li - por acordo das partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
Gabarito: Errado

30. (Cespe - MPE/TO 2012) O regime jurídico dos contratos previsto na Lei n.º
8.666/1993 confere à administração pública prerrogativas que incluem a exigência
do cumprimento do contrato, sem alteração das condições inicialmente pactuadas,
independentemente da ocorrência de álea econômica ou administrativa.
Comentário: O item está errado. As chamadas áleas administrativas ou
econômicas constituem eventos imprevisíveis e extraordinários que provocam
um desequilíbrio excessivo da equação econômico-financeira original ou a
impossibilidade da execução do contrato a contento. A álea administrativa
engloba o fato do príncipe e o fato da Administração, enquanto a álea
econômica compreende circunstâncias externas ao contrato, estranhas à
vontade das partes, imprevisíveis quanto à sua ocorrência ou quanto às suas
consequências. Em ambos os casos, o contrato administrativo poderá ser
repactuado, por acordo entre as partes, com vistas a reestabelecer o equilíbrio
do ajuste, daí o erro.
Gabarito: Errado

31. (Cespe - GDF 2013) Dada a necessidade de aumento da rede pública de ensino
do estado Y, o secretário de educação, com o intuito de construir uma nova escola
pública, resolveu consultar a procuradoria do estado para que esta esclarecesse
algumas dúvidas relacionadas ao modelo licitató rio e às normas contratuais
aplicáveis à espécie.
Com referência a essa situação hipotética, julgue o item a seguir.
Desde que haja previsão editalícia e contratual, e depois de demonstrada
analiticamente a variação dos custos, a eventual contratada no processo licitatório
poderá solicitar a repactuação dos preços ajustados.

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Comentário: O item está errado. Primeiramente, ressalte-se que a


repactuação dos preços, a fim de restabelecer o equilíbrio econômico-
financeiro do contrato, só pode ser efetuada na ocorrência de fatos
imprevisíveis, extraordinários e extracontratuais (a chamada álea
extraordinária) e, mesmo assim, quando sua ocorrência provoque ou um
desequilíbrio excessivo da equação econômico-financeira original ou a
impossibilidade da execução do contrato a contento. A simples variação de
custos, decorrente de oscilações comuns de mercado (a chamada álea
ordinária), não é motivo para a revisão, pois faz parte do risco econômico a
que se sujeita qualquer empresário.
Contudo, o erro da questão, a meu ver, é que a possibilidade de revisão
do contrato na ocorrência de fatos enquadráveis na álea extraordinária não
precisa estar prevista no edital ou no contrato, pois constitui cláusula implícita
em todo contrato de execução prolongada.
Gabarito: Errado

32. (Cespe - TRT1 o 2013) A duração de todos os contratos está adstrita à vigência
dos respectivos créditos orçamentários.
Comentário: Embora seja a regra, nem todos os contratos têm duração
adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários. O art. 57 da
Lei 8.666/1993 prevê as seguintes exceções:
Art. 57. A duração dos contratos regidos por esta Lei ficará adstrita à vigência dos
respectivos créditos orçamentários, exceto quanto aos relativos:

I - aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no


Plano Plurianual, os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da
Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório;
li - à prestação de serviços a serem executados de forma contínua, que poderão
ter a sua duração prorrogada por iguais e sucessivos períodos com vistas à obtenção
de preços e condições mais vantajosas para a administração, limitada a sessenta
meses; (Redação dada pela Lei nº 9.648, de 1998)
IV - ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática,
podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o
início da vigência do contrato.
V - às hipóteses previstas nos incisos IX [segurança nacional], XIX [material de uso
das Forças Armadas], XXVIII [alta complexidade tecnológica e defesa nacional] e
XXXI [pesquisa científica] do art. 24, cuj os contratos poderão ter vigência por até 120
(cento e vinte) meses, caso haja interesse da administração.

Gabarito: Errado

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33. (Cespe – CADE 2014) O contrato terá vigência dentro do exercício financeiro,
embora sejam permitidos, em casos especiais, contratos com prazo de vigência
indeterminado.
Comentário: A regra é a vigência dos contratos administrativos ser
adstrita ao exercício financeiro, coincidindo com a vigência dos respectivos
créditos orçamentários, podendo ser prorrogados nas hipóteses previstas no
art. 57 da Lei 8.666/1993. Porém, a mesma lei veda a celebração de contratos
por prazo indeterminado (art.57, §3º), vale dizer, mesmo as prorrogações
devem ter um prazo determinado.
Gabarito: Errado

34. (Cespe – Ministério da Justiça 2013) Diante da indisponibilidade da coisa


pública, o ente público fica impossibilitado de comprar determinado bem mediante
contrato verbal.
Comentário: Segundo a Lei 8.666/1993, é possível contrato verbal com a
Administração Pública no caso de pequenas compras de pronto pagamento
(até R$ 4.000,00), feitas em regime de adiantamento (art. 60, parágrafo único). É
o que ocorre, por exemplo, no chamado suprimento de fundos, em que a
Administração adianta determinada quantia ao servidor para que ele possa
custear pequenas despesas em viagens a serviço (ex: táxi; o servidor não
precisa celebrar um contrato formal para pagar o táxi).
Gabarito: Errado

35. (Cespe – MDIC 2014) O gestor de contrato deve ser um servidor público efetivo
com conhecimentos técnicos relacionados ao objeto do contrato.
Comentário: Embora a Lei 8.666/1993, em seu art. 67, discipline apenas a
figura do “fiscal” do contrato, é comum também se falar no “gestor” do
contrato. Este seria aquele agente que exerce as competências como
representante legal da Administração Pública, ou seja, a autoridade
competente, que tem por atribuições autorizar a realização da licitação, assinar
o contrato, autorizar a celebração de termo aditivo para a alteração do contrato
ou prorrogar o prazo, aplicar penalidade, rescindir o contrato, dentre outras. Já
o fiscal do contrato teria a função operacional de acompanhar e fiscalizar a
execução do contrato, relatando os fatos à autoridade competente; anotar as
ocorrências em registro próprio (livro de ocorrência); e determinar a
regularização de faltas ou defeitos observados. Em ambos os casos, é correto
afirmar que, para bem desempenhar suas funções, o servidor deve possuir
conhecimentos técnicos relacionados ao objeto do contrato.
Gabarito: Certo

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36. (Cespe – TRT10 2013) Considere que, no decorrer de uma obra pública orçada
inicialmente em R$ 200 milhões, tenham sido lavrados dois termos aditivos.
Considere, ainda, que o primeiro termo aditivo tenha alterado o valor da obra para
R$ 170 milhões e que o segundo, necessário à conclusão do empreendimento, para
R$ 220 milhões. Nessa situação, o limite legal para aditivos foi observado, não
havendo irregularidade.
Comentário: Segundo a jurisprudência do TCU, “os limites de aditamento
estabelecidos no art. 65, inciso II, 1, da Lei 8.666/93 devem ser verificados
separadamente, tanto nos acréscimos quanto nas supressões de itens e
quantitativos, e não pelo cômputo final que tais alterações (acréscimos menos
decréscimos) possam provocar na equação financeira do contrato”.
Ou seja, não seria possível, por exemplo, ocorrer, no mesmo termo
aditivo, um acréscimo no percentual de 80% ao objeto inicial e uma supressão
de 55%. Embora, nesse exemplo, o cômputo de acréscimos e supressões
resulte em 25% (= 80 – 55), a jurisprudência do TCU diz que as alterações
devem ser verificadas separadamente, ou seja, um acréscimo de 80% excede o
limite de 25%, da mesma forma que uma supressão de 55% também excede.
No caso em exame, o primeiro aditivo reduziu o valor da obra em 15%, de
R$ 200 milhões para R$ 170 milhões, dentro, portanto, do limite de 25%
previsto na Lei 8.666/93. Com essa redução, o valor referência para novos
acréscimos e supressões passou a ser R$ 170 milhões. Sendo assim, o
segundo aditamento, que majorou o contrato para R$ 220 milhões, representou
um acréscimo de quase 30%, extrapolando, portanto, o limite de 25%
estabelecido pela Lei 8.666/1993, o que caracteriza a irregularidade.
Gabarito: Errado

37. (Cespe – Polícia Federal 2013) Na execução dos contratos, cabe à


administração pública definir a modalidade de garantia contratual, desde que
prevista no instrumento convocatório.
Comentário: O item está errado. Nos termos do art. 56, §1º, caberá ao
contratado, e não à Administração, optar por uma das modalidades de garantia
previstas na lei, desde que a Administração faça essa exigência no
instrumento convocatório da licitação que antecedeu a assinatura do contrato.
Eis o teor do dispositivo:
Art. 56. A critério da autoridade competente, em cada caso, e desde que prevista no
instrumento convocatório, poderá ser exigida prestação de garantia nas
contratações de obras, serviços e compras.
§ 1o Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de
garantia:

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I - caução em dinheiro ou em títulos da dívida pública, devendo estes ter sido
emitidos sob a forma escritural, mediante registro em sistema centralizado de
liquidação e de custódia autorizado pelo Banco Central do Brasil e avaliados pelos
seus valores econômicos, conforme definido pelo Ministério da Fazenda;
II - seguro-garantia;
III - fiança bancária.

Gabarito: Errado

38. (Cespe – PM/CE 2014) Tanto na contratação de obras como na contratação de


serviços e compras, a autoridade competente poderá, a seu critério, exigir prestação
de garantia, independentemente de previsão no instrumento convocatório.
Comentário: Nos contratos administrativos, a exigência de garantia por
parte da Administração pode ser feita, mas não é obrigatória. Caso a
autoridade pretenda fazer a exigência, deve prever no instrumento
convocatório da licitação, a fim de que o futuro contratado participe do
certame sabendo de todas as condições nas quais o contrato será firmado.
Gabarito: Errado

39. (Cespe – Câmara dos Deputados 2012) A declaração de inidoneidade de uma


empresa foi publicada no primeiro dia de determinado mês. Nessa situação, o prazo
para interposição do pedido de reconsideração deve ser contado a partir da data da
publicação da declaração.
Comentário: O prazo para interposição do pedido de reconsideração
contra a declaração de inidoneidade é contado a partir da intimação do ato (ou
seja, quando a licitante recebe a notificação), e não a partir da publicação, nos
termos do art. 109, III da Lei de Licitações.
Gabarito: Errado

40. (Cespe – Suframa 2014) Considerando que a SUFRAMA, autarquia vinculada


ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, pretenda contratar
serviços de consultoria para auxiliar na elaboração do Plano Diretor Plurienal da
ZFM, julgue o item a seguir.
Uma vez realizada licitação para a contratação dos serviços, ainda que ocorra
alguma ilegalidade durante o procedimento licitatório, a administração não será
obrigada a anular o contrato se a decisão não acarretar lesão ao interesse público
nem prejuízo a terceiros.
Comentário: Como regra, a ilegalidade deve levar à anulação do ato ou
procedimento administrativo. Porém, nem sempre os atos merecem ser
anulados. Em caso de vício sanável, que não cause lesão ao interesse público
nem prejuízo a terceiros (ex: a portaria que designou a comissão de licitação

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apresentou incorretamente o nome de um dos membros), a doutrina sustenta


ser possível a convalidação (correção) ao ato.
Gabarito: Certo

41 . (Cespe - DP/MA 2011 ) Com relação ao que estabelece a Lei de Licitações


acerca dos contratos administrativos, assinale a opção correta.
a) Será nulo e sem nenhum efeito o contrato verbal com a administração, ainda que
seu objeto envolva pequenas compras de pro nto pagamento.
b) Os contratos podem ser alterados unilateralmente pela administração quando
conveniente a substituição da garantia de execução.
c) As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos
podem ser alteradas sem prévia conco rdância do contratado.
d) A declaração de nulidade do contrato, imputável ao contratado, exonera a
administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado
até a data da declaração.
e) Tratando-se de serviços essenciais, é vedada a ocupação provisória de bens
móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, caso haja
rescisão do contrato administrativo.
Comentários: Vamos analisar cada alternativa:
a) ERRADA. Pequenas compras de pronto pagamento podem ser
efetivadas mediante contrato verbal (não escrito), nos termos do art. 60,
parágrafo único da Lei 8.666/1993:
Parágrafo único. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração,
salvo o de pequenas compras de pronto pagamento, assim entendidas aquelas de
valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art. 23, inciso li,
alínea "a" desta Lei, feitas em regime de adiantamento.

b) ERRADA, pois a alteração do contrato para troca das garantias só pode


ser feita por acordo entre as partes, nos termos do art. 65, li da Lei 8.666/1993:
Art. 65. Os contratos regidos por esta Lei poderão ser alterados, com as devidas
justificativas, nos seguintes casos:
(.. .)
li - por acordo das partes:
a) quando conveniente a substituição da garantia de execução;
c) ERRADA, nos termos do art. 58, §1 2 da Lei 8.666/1993:
§ 1o As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos
não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado.

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Lembrando que a possibilidade de alteração unilateral do contrato pela


Administração abrange apenas as chamadas cláusulas regulamentares, de
execução ou de serviço, que são aquelas que dispõem sobre o objeto do
contrato e seu modo de execução, isto é, sobre como o contrato será
executado (ex: quantidades contratadas, tipo de serviço a ser desempenhado).
Já as cláusulas econômico-financeiras e monetárias, como visto no
dispositivo acima, não poderão ser alteradas sem prévia concordância do
contratado.
d) CERTA, nos termos do art. 59 da Lei 8.666/1993:
Art. 59. A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente
impedindo os efeitos jurídicos que ele, ordinariamente, deveria produzir, além de
desconstituir os já produzidos.
Parágrafo único. A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o
contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por
outros prejuízos regularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável,
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa.
Significa que, em regra, a Administração tem o dever de indenizar o
contratado pelo que este já houver executado até a data em que a nulidade do
contrato for declarada, salvo se esta nulidade tiver sido provocada pelo
próprio contratado, hipótese em que a Administração ficará isenta do dever de
indenizar.
e) ERRADA, pois a ocupação provisória é possível no caso de rescisão do
contrato, nos termos do art. 58, V da Lei 8.666/1993:
Art. 58. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta Lei confere
à Administração, em relação a eles, a prerrogativa de:
(...)
V - nos casos de serviços essenciais, ocupar provisoriamente bens móveis, imóveis,
pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato, na hipótese da necessidade de
acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado, bem como na
hipótese de rescisão do contrato administrativo.

Gabarito: alternativa "d"

42. (ESAF - Susep 201 O) Caracterizam-se por serem regidos pelo direito privado
quanto ao conteúdo e aos efeitos, porém sem ignorar as limitações trazidas pelo
regime jurídico público, os contratos de:
a) fornecimento de mão de obra.
b) locação em que o Poder Público seja locatário.
c) concessão de serviço público.
d) fornecimento de bens de consumo.

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e) construção de obra pública.


Comentários: A Lei 8.666/1993, ao dispor sobre sua abrangência, dispôs
no seu art. 12:
Art. 1o Esta Lei estabelece normas gerais sobre licitações e contratos administrativos
pertinentes a obras, serviços, inclusive de publicidade, compras, alienações e
locações no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios.
Para a doutrina, a despeito da previsão do dispositivo, os contratos de
locação (assim como os de alienação) são contratos de direito privado (e não
contratos administrativos). Segundo Carvalho Filho, a sujeição ao direito
privado ocorre tanto quando a Administração figura como locadora quanto
como locatária. Portanto, nesses tipos de ajuste, as partes estão no mesmo
nível jurídico, sem qualquer preponderância da Administração sobre o
particular.
Do elenco traçado no art. 12 da lei, são realmente contratos
administrativos os de obras, serviços e fornecimento. Também são contratos
administrativos os contratos de concessões e permissões de serviços
públicos e as parcerias público-privadas, regidos por leis próprias.
Interessante observar que a preocupação da banca em especificar que o
Poder Público seria o " locatário" no contrato é porque essa hipótese está
prevista de forma expressa no art. 62, §32 da Lei 8.666/1993 como uma espécie
de contrato regido por norma de direito privado:
§ 3o Aplica-se o disposto nos arts. 55 e 58 a 61 desta Lei e demais normas gerais, no
que couber:
I - aos contratos de seguro, de financiamento, de locação em que o Poder Público
seja locatário, e aos demais cujo conteúdo seja regido, predominantemente, por
norma de direito privado;
li - aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público.

Gabarito: alternativa "b"

43. (ESAF - Mtur 2014) Assinale a opção correta.


a) É possível, em determinadas situações previstas legalmente, contrato verbal com
a Administração Pública.
b) Segundo a legislação vigente, a licitação destina-se a garantir apenas a
observância do princípio constitucional da isonomia e a promoção do
desenvolvimento nacional.
c) O pregão é modalidade licitatória prevista na Lei n. 8.666, de 1993.

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d) Não se observa a existência de cláusulas exorbitantes em contratos


administrativos.
e) Uma vez publicado o edital, a licitação não pode ser revogada.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa:
a) CERTA. Segundo a Lei 8.666/1993, é possível contrato verbal com a
Administração Pública no caso de pequenas compras de pronto pagamento
(até R$ 4.000,00), feitas em regime de adiantamento.
b) ERRADA. Além do princípio constitucional da isonomia e da promoção
do desenvolvimento nacional, a licitação também se destina a garantir a
seleção da proposta mais vantajosa para a administração, nos termos do
art. 32da Lei 8.666/1993:
Art. 3o A licitação destina-se a garantir a observância do princípio constitucional da
isonomia, a seleção da proposta mais vantajosa para a administração e a
promoção do desenvolvimento nacional sustentável e será processada e julgada
em estrita conformidade com os princípios básicos da legalidade, da impessoalidade,
da moralidade, da igualdade, da publicidade, da probidade administrativa, da
vinculação ao instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que lhes são
correlatos.
c) ERRADA. O pregão é modalidade licitatória prevista na Lei 10.520/2002,
e não na Lei 8.666/1993.
d) ERRADA. A característica marcante dos contratos administrativos é
justamente a presença de cláusulas exorbitantes, que conferem certos
privilégios à Administração na relação contratual, com fundamento na
supremacia do interesse público sobre o particular. São cláusulas
exorbitantes: alteração e rescisão unilateral, fiscalização do contrato,
aplicação de sanções, ocupação temporária de bens, pessoal e serviços,
exigência de garantias e restrição à oposição da exceção do contrato não
cumprido.
e) ERRADA. A Lei 8.666/1993 prevê duas hipóteses nas quais a licitação
poderá ser revogada (após a publicação do edital, logicamente):
• por razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente
comprovado, pertinente e suficiente para justificar tal conduta, mediante
parecer escrito e devidamente fundamentado (art. 49).
• a critério da Administração, quando o convocado não assinar o termo de
contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e
condições estabelecidos (art. 64, §22).
Ressalte-se que a licitação não poderá ser revogada depois de assinado o
contrato.
Gabarito: alternativa " a"

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44. (ESAF - CGU 2012) O Tribunal de Contas da União, em sede de tomada de


contas ordinária, recomendou a autarquia federal que se abstivesse de prorrogar
determinado contrato firmado após proced imento licitatório ocorrido sob a
modalidade de Pregão.
Acatando a recomendação do TCU, a autarquia iniciou procedimento licitatório para
a contratação do mesmo objeto, deixando de prorrogar a contratação.
Acerca do caso concreto acima narrado, indique a opção correta.
a) O TCU deveria ter chamado a empresa prejudicada em oitiva, visando garantir o
contraditório e a ampla defesa.
b) A empresa prejudicada teve ferido seu direito a contratação, adquirido quando se
saiu vencedora da licitação.
c) Há apenas expectativa de direito da empresa à prorrogação do ajuste, estando a
decisão no âmbito de discricionariedade da Adm inistração.
d) Sendo a relação jurídica travada entre o TCU e a Administração Pública Federal,
ambos deveriam ter se preocupado em garantir o contraditório e a ampla defesa à
empresa prejudicada.
e) O contratado somente não faria jus à prorrogação se a contratação não tivesse
sido precedida de licitação.
Comentário: Para resolver a questão, necessano conhecer a
jurisprudência do STF fi rmada no MS 26.250/ DF, de 17/2/2010:
EMENTA : MANDADO DE SEGURANÇA. ACÓRDÃO DO TRIBUNAL DE CONTAS DA
UNIÃO, QUE DETERMINOU A NÃO PRORROGAÇÃO DE CONTRA TO
ADMINISTRA TIVO. INEXISTÊNCIA DE DIREITO LÍQUIDO E CERTO. VIOLAÇÃO
DAS GARANTIAS DO CONTRADITÓRIO E DA AMPLA DEFESA NÃO
CONFIGURADA. 1. Não há direito líquido e certo à prorrogação de contrato
celebrado com o Poder Público. Existência de mera expectativa de direito, dado
que a decisão sobre a prorrogação do aj uste se inscreve no âmbito da
discricionariedade da Administração Pública. 2. Sendo a relação jurídica travada
entre o Tribunal de Contas e a Administração Pública, não há que se falar em
desrespeito às garantias constitucionais do contraditório e da ampla defesa. 3.
Segurança denegada.
Portanto, há apenas expectativa de direito da empresa à prorrogação do
ajuste, estando a decisão no âmbito de discricionariedade da Administração.
No caso, o TCU (que determinou à Administração que não prorrogasse o
contrato) não precisaria ter chamado a empresa prejudicada em oitiva. Assim,
correta a alternativa "e".
Por oportuno, vale saber que, de modo contrário, em se tratando de
determinação do TCU para que a Administração promova a anulação de
contrato administrativo, o Tribunal de Contas deve promover a oitiva dos

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particulares prejudicados, garantindo-lhes, assim, o direito ao contraditório e à


ampla defesa (MS 23.550/DF2) .
Gabarito: alternativa "e"

45. (ESAF - CGU 2012) A secretaria de obras de determi nado Estado membro da
Federação firma, em nome do Estado, e após regular procedimento licitatório,
contrato administrativo para a realização de obra pública. Entre as demais cláusulas
do termo de contrato , há dispositivo que prevê a possibilidade de paralisação da
obra por parte da Administração, hipótese em que as partes acordariam a respeito.
Considerando o caso concreto acima narrado, assinale a opção correta à luz da
jurisprudência do STJ.
a) Trata-se de hipótese em que o contrato merecia aditivo capaz de resguardar o
seu equilíbrio econômico-financeiro.
b) Quando a suspensão das obras se der em razão de interesse público, não há que
se falar em indenização ou reequilíbrio econômico-financeiro do contrato.
c) Como a paralisação da obra constava do termo de contrato, a contratada deveria
tê-la embutido no preço contratado.
d) Em se tratando de contrato administrativo, era dado à Admi nistração rescindir ou
suspender unilateralmente o pactuado sem qualquer indenização.
e) A paralisação da obra, já prevista em instrumento contratual integra a álea
ordinária, ainda que o termo contratual disponha que haverá acordo a seu respeito.
Comentário: A jurisprudência do STJ a que o comando da questão se
refere é a seguinte decisão, tomada no REsp 734.696/SP, de 16/10/2007
(Informativo 336):
ADMINISTRATIVO - CONTRATO ADMINISTRATIVO PARA EXECUÇÃO DE OBRA -
PARALISAÇÃO TEMPORÁRIA POR INTERESSE DA ADMINISTRAÇÃO -
PREVISÃO CONTRATUAL - ARTS. 65 E 78 DA LEI 8.666/93 - RESSARCIMENTO
DOS PREJUÍZOS - VIOLAÇÃO DO ART. 535 DO CPC: INEXISTÊNCIA.
1. Inexiste ofensa ao art. 535 do CPC se o Tribunal, ainda que implicitamente,
examina a tese em torno dos dispositivos tidos por violados.
2. Persiste o dever de indenizar os prejuízos causados em decorrência de interrupção
temporária de obra pública, por iniciativa da Administração.
3. Embora legítima a interrupção contratual, impõe-se o dever de indenizar os
prejuízos suportados pelo particular em decorrência da paralisação, para resguardar a
manutenção do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
4. Recurso especial provido em parte.
Agora vamos ver cada alternativa:

2 Ver ju risprudência ao final da aula.

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a) CERTA. A assertiva me parece incompleta, mas quer dizer que a
paralisação da obra prevista numa das cláusulas do contrato de fato ocorreu
durante a sua execução. Sendo assim, o contrato precisaria ser revisto,
mediante aditivo, a fim de resguardar a manutenção do equilíbrio-econômico
financeiro do ajuste.
b) ERRADA. Segundo a jurisprudência do STJ, embora legítima a
interrupção contratual, impõe-se o dever de indenizar os prejuízos suportados
pelo particular em decorrência da paralisação, para resguardar a manutenção
do equilíbrio econômico-financeiro do contrato.
c) ERRADA. No fundamento da decisão acima, o STJ manifestou o
entendimento de que, embora a possibilidade de paralisação da obra já
estivesse prevista do contrato, não seria óbvio que qualquer contratante,
nessas circunstâncias, embutisse no preço do contrato os eventuais prejuízos
advindos de uma eventual paralisação, até porque não seria previsível, de
antemão, o montante desses prejuízos, se não estabelecido previamente
quanto tempo duraria a interrupção e se essa, efetivamente, iria ocorrer. Daí,
portanto, a justificativa para se reestabelecer, por meio de aditivo, o equilíbrio
econômico-financeiro inicial, se por acaso ocorrer a efetiva paralisação da
obra durante a execução do contrato.
d) ERRADA. Como dito, a suspensão ou a rescisão unilateral do ajuste
impõe à Administração o dever de indenizar o contratado pelos prejuízos
suportados.
e) ERRADA. Segundo a jurisprudência do STJ, a possibilidade de
paralisação da obra já prevista em instrumento contratual não integra a álea
ordinária, pois não há como saber, de antemão, por quanto tempo a
paralisação irá durar e mesmo se, de fato, irá ocorrer. Sendo assim, a
paralisação da obra durante a execução do contrato constitui motivo para
revisão mediante aditivo, a fim de reestabelecer o equilíbrio econômico-
financeiro.
Gabarito: alternativa “a”

46. (ESAF – CGU 2012) Determinada municipalidade firmou contrato de prestação


de serviços com a empresa "W". A contratação ainda vigia quando foi declarada
nula, após o Tribunal de Contas competente para fiscalizar o Município ter apontado
vício insanável ante a ausência de prévia licitação.
Acerca da situação fática acima narrada, assinale a opção correta.
a) Quando houve a declaração de nulidade, as prestações resolveram-se de parte a
parte, sendo dever de cada um suportar os próprios prejuízos.

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b) O contratado faz jus à indenização dos prejuízos ainda que tenha concorrido para
a nulidade.
c) O ente público não poderá deixar de efetuar o pagamento pelos serviços
prestados, ou pelos prejuízos decorrentes do encerramento antecipado da avença.
d) O custo da desmobilização não deve integrar os danos emergentes porquanto já
pago nas parcelas iniciais do contrato.
e) Não há que se falar em indenização do contratado pelos lucros cessantes, sendo
devida apenas a reparação pelos danos emergentes regu larmente comprovados.
Comentário: Vamos analisar cada alternativa:
a) ERRADA. Nos termos do art. 59, parágrafo único da Lei 8.666/1993, "a
nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo
que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros
prejuízos regularmente comprovados, contanto que não lhe seja imputável,
promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa".
b) ERRADA. Caso tenha concorrido para a nulidade, e apenas nesta
hipótese, o contratado não faz jus à indenização pelo encerramento antecipado
do contrato (Lei 8.666/1993, art. 59, parágrafo único).
c) CERTA, nos termos do art. 59, parágrafo único, acima transcrito.
Lembrando que o dever de indenizar os serviços efetivamente prestados pelo
contratado evita o enriquecimento sem causa da Administração.
d) ERRADA. Os danos emergentes são aqueles gastos efetivamente
incorridos pelo contratado em decorrência da execução parcial do contrato,
dentre os quais se inclui o custo da desmobilização.
Art. 79. A rescisão do contrato poderá ser:
I - determinada por ato unilateral e escrito da Administração, nos casos enumerados
nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior;
li - amigável, por acordo entre as partes, reduzida a termo no processo da licitação,
desde que haja conveniência para a Administração;
Ili - judicial, nos termos da legislação;
§ 1o A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização
escrita e fundamentada da autoridade competente.
2o Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior, sem
que haja culpa do contratado, será este ressarcido dos prejuízos regularmente
comprovados que houver sofrido, tendo ainda direito a:
I - devolução de garantia;
li - pagamentos devidos pela execução do contrato até a data da rescisão;
Ili - pagamento do custo da desmobilização.

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e) ERRADA. A Lei 8.666/1993 não prevê indenização a título de lucros


cessantes (indenização baseada no valor estimado do lucro que o contratado
teria com a execução do contrato, e deixará de obter em razão da anulação).
Todavia, essa possibilidade é reconhecida pela doutrina e pela jurisprudência,
daí o gabarito da banca. Vale citar, por exemplo, a lição de Carvalho Filho:
Doutrina autorizada, porém, advoga que, se a invalidação for causada por culpa
comissiva ou omissiva da Administração, seja no procedimento de licitação, seja
na própria celebração do contrato, o contratado, além do direito ao que foi
executado e aos danos emergentes, que consistem no denominado interesse
negativo, faz jus também aos lucros cessantes, parcela correspondente à projeção
futura do que poderia auferir se não houvesse a paralisação do ajuste pela anulação,
parcela esta que retrata o interesse positivo do prejudicado (interesse na conclusão do
contrato).
Gabarito: alternativa "e"

47. (ESAF - CGU 2012) Determinada empresa "A" fora punida com a penalidade
inscrita no inciso IV do art. 87 da Lei n. 8.666/93. Passados seis meses após a
aplicação definitiva da penalidade, seus únicos dois sócios constituíram a empresa
"B", com o mesmo objetivo social, mesmo quadro societário e mesmo endereço.
Após sua constituição, a empresa "B" acudiu à licitação conduzida pelo mesmo
município que aplicara a penalidade à empresa "A".
O município condutor do certame, após ter percebido o indigitado feito, (assegurados
o contraditório e a ampla defesa à empresa "B") estendeu à empresa "B" os efeitos
da sanção de inidoneidade para licitar aplicada à empresa "A", aplicando-se no caso
em tela a desconsideração da personalidade jurídica na esfera administrativa.
Acerca do caso concreto acima descrito, assinale a opção correta.
a) A extensão da penalidade à empresa "B" seria válida ainda que não tivesse sido
precedida de procedimento administrativo que lhe tenha garantido o contraditório e a
ampla defesa.
b) O ato administrativo que estendeu os efeitos da penalidade à empresa "B" não
era autoexecutório e seria necessário levar o caso à apreciação do Poder Judiciário.
c) O ato administrativo que estendeu os efeitos da penalidade à empresa "B" é nulo,
posto que a lei não faculta à Administração Pública a possibilidade de desconsiderar
a personalidade jurídica para estender sanções administrativas a outra sociedade
empresária.
d) A aplicação da teoria da desconsideração da personalidade jurídica neste caso
concreto deu-se em respeito ao princípio da moralidade administrativa.
e) Somente Poder Judiciário, em situações envolvendo relação de consumo, poderia
desconsiderar a personalidade jurídica de uma empresa.

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Comentários: Para resolver a questão, necessário conhecer a


jurisprudência do STJ (RMS 15.166, de 7/8/2003):
ADMINISTRA TIVO. RECURSO ORDINÁRIO EM MANDADO DE SEGURANÇA.
LICITAÇÃO. SANÇÃO DE INIDONEIDADE PARA LICITAR. EXTENSÃO DE
EFEITOS À SOCIEDADE COM O MESMO OBJETO SOCIAL, MESMOS SÓCIOS E
MESMO ENDEREÇO. FRA UDE À LEI E ABUSO DE FORMA. DESCONSIDERAÇÃO
DA PERSONALIDADE JURÍDICA NA ESFERA ADMINISTRATIVA. POSSIBILIDADE.
PRINCÍPIO DA MORALIDADE ADMINISTRATIVA E DA INDISPONIBILIDADE DOS
INTERESSES PÚBLICOS.
- A constituição de nova sociedade, com o mesmo objeto social, com os
mesmos sócios e com o mesmo endereço, em substituição a outra declarada
inidônea para licitar com a Administração Pública Estadual, com o objetivo de burlar
à aplicação da sanção administrativa, constitui abuso de forma e fraude à Lei de
Licitações Lei n. º
8. 666/93, de modo a possibilitar a aplicação da teoria da
desconsideração da personalidade jurídica para estenderem-se os efeitos da
sanção administrativa à nova sociedade constituída.
- A Administração Pública pode, em observância ao princípio da moralidade
administrativa e da indisponibilidade dos interesses públicos tutelados,
desconsiderar a personalidade jurídica de sociedade constituída com abuso de forma
e fraude à lei, desde que facultado ao administrado o contraditório e a ampla defesa
em processo administrativo regular.
- Recurso a que se nega provimento.

Em suma, a Administração, em observância ao princípio da moralidade,


pode estender à empresa " B" os efeitos da sanção de inidoneidade aplicada à
empresa "A", uma vez que ambas possuem o mesmo objeto social, os
mesmos sócios e o mesmo endereço, evidenciando tentativa de burla à
aplicação da sanção administrativa.
Vamos, então, analisar cada alternativa:
a) ERRADA. Qualquer aplicação de sanção deve ser precedida do
contraditório e da ampla defesa.
b) ERRADA. A desconsideração da personalidade jurídica, no caso
apresentado na questão, pode ser empreendida pela própria Administração,
independentemente de atuação do Judiciário.
c) ERRADA. De fato, a lei, expressamente, não faculta à Administração
Pública a possibilidade de desconsiderar a personalidade jurídica para
estender sanções administrativas a outra sociedade empresária. Porém, esse
poder é reconhecido pela jurisprudência, e decorre do princípio da moralidade
administrativa, previsto no caput do art. 37 da CF.
d) CERTA, conforme o julgado do STJ acima transcrito.

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e) ERRADA. Mais uma vez : a própria Administração pode desconsiderar a


personalidade jurídica quando se deparar com tentativa burla à aplicação da
sanção de inidoneidade de licitar, independentemente do acionamento do
Judiciário.
Gabarito: alternativa "d"

48. (ESAF - CGU 2012) A empresa "X", contratada pela União Federal, por
intermédio do Ministério da Fazenda para prestar serviços de limpeza, conservação
e asseio, solicita ao contratante a recomposição do equilíbrio econômico-financeiro
do contrato em virtude do aumento salarial determinado por dissídio coletivo da
categoria profissional e com base na teoria da imprevisão.
Acerca da situação tática acima narrada e de acordo com a jurisprudência
majoritária no STJ, assinale a opção correta.
a) O dissídio coletivo é acontecimento imprevisível capaz de legitimar a aplicação da
teoria da imprevisão.
b) O dissídio co letivo é acontecimento previsível, porém de consequências
incalculáveis e, portanto, legitima a aplicação da teoria da imprevisão.
c) O dissídio coletivo da categoria profissional constitui-se em álea ordinária, capaz
de legitimar a teoria da imprevisão.
d) O aumento salarial dos empregados da contratada em virtude de dissídio coletivo
constitui evento certo que deveria ser levado em conta quando da efetivação da
proposta.
e) O dissídio coletivo de categoria profissional configura álea extraordinária, capaz
de possibilitar a aplicação da teoria da cláusula rebus sic stantibus.
Comentários: Segundo a jurisprudência do STJ, o aumento salarial
determinado por dissídio coletivo de categoria profissional é acontecimento
previsível e deve ser suportado pela contratada, não havendo que se falar em
aplicação da Teoria da Imprevisão para a recomposição do equilíbrio
econômico-financeiro do contrato administrativo. Veja-se, como exemplo, os
seguintes julgados:
AqRq no REsp 957999 / PE, 2216/2010
ADMINISTRATIVO. AGRAVO REGIMENTAL. CONTRATO ADMINISTRATIVO.
DISSÍDIO COLETIVO QUE PROVOCA AUMENTO SALARIAL. REVISÃO
CONTRATUAL. EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO. FATO PREVISÍVEL. NÃO-
INCIDÊNCIA DO ART. 65, INC. li, ALÍNEA "D': DA LEI N. 8.666/93. ÁLEA
ECONÔMICA QUE NÃO SE DESCARACTERIZA PELA RETROATIVIDADE.
1. É pacífico o entendimento desta Corte Superior no sentido de que eventual
aumento de salário proveniente de dissídio coletivo !!is!. autoriza a revisão o
contrato administrativo para fins de reequilíbrio econômico-financeiro, uma vez

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que não se trata de fato imprevisível - o que afasta, portanto, a incidência do art. 65,
inc. li, "d", da Lei n. 8. 666/93. Precedentes.
2. A retroatividade do dissídio coletivo em relação aos contratos administrativos não o
descaracteriza como pura e simples álea econômica.
3. Agravo regimental não provido.
REsp 668367 / PR. de 5/ 10/2006
ADMINISTRA TIVO. CONTRA TO ADMINISTRA TIVO. EQUILÍBRIO ECONÔMICO-
FINANCEIRO. AUMENTO SALARIAL. DISSÍDIO COLETIVO. IMPOSSIBILIDADE DE
APLICAÇÃO DA TEORIA DA IMPREVISÃO.

1. Não pode ser aplicada a teoria da imprevisão para a recomposição do equilíbrio


econômico-financeiro do contrato administrativo (Lei 8666/93, art. 65, li, d) na hipótese
de aumento salarial dos empregados da contratada em virtude de dissídio coletivo,
pois constitui evento certo que deveria ser levado em conta quando da efetivação
da proposta.
Vamos, então, analisar cada alternativa:
a) ERRADA. O dissídio coletivo é acontecimento iR=lprevisível previsível
incapaz de legitimar a aplicação da teoria da imprevisão.
b) ERRADA. O dissídio coletivo é acontecimento previsível, poréR=I de
consequências iRcalculáveis e, portanto, não legitima a aplicação da teoria da
imprevisão.
c) ERRADA. O dissídio coletivo da categoria profissional constitui-se em
álea ordinária, incapaz de legitimar a teoria da imprevisão.
d) CERTA. O aumento salarial dos empregados da contratada em virtude
de dissídio coletivo constitui evento certo que deveria ser levado em conta
quando da efetivação da proposta.
e) ERRADA. O dissídio coletivo de categoria profissional configura álea
6*-tf:aordinária, incapaz de possibilitar a aplicação da teoria da cláusula rebus
sic stantibus.
Gabarito: alternativa "d"

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GABARITO

Licitações

2) E 3) C 4) E 5) C 6) C
1) C
8) e 9) C 10) E 11) d 12) E
7) E
14) C 15) E 16) C 17) C 18) E
13) C
20) E 21) E 22) E 23) E 24) C
19) C
26) E 27) C 28) E 29) C 30) C
25) C
32) C 33) C 34) E 35) C 36) C
31) C
38) C 39) C 40) C 41) C 42) E
37) E
44) E 45) E 46) E 47) E 48) E
43) C
50) E 51) E 52) E 53) E 54) E
49) C
56) E 57) C 58) C 59) E 60) E
55) C
62) E 63) E 64) E 65) C 66) C
61) C
68) E 69) C 70) C 71) E 72) E
67) E
74) E 75) E 76) E 77) E 78) C
73) C
80) E 81) C 82) E 83) E 84) E
79) C
86) E 87) e 88) E 89) C 90) C
85) C
92) E 93) C 94) C 95) E 96) E
91) E
98) C 99) E 100) E 101) E 102) C
97) E
104) E 105) E 106) C 107) C 108) C
103) E
110) E 111) E 112) E 113) e 114) d
109) C
116) c 117) a 118) e 119) c 120) a
115) d
122) a
121) d

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Contratos administrativos

2) C 3) E 4) C 5) C
1) C
7) C 8) E 9) E 10) E
6) E
12) E 13) E 14) E 15) E
11) C
17) E 18) C 19) C 20) E
16) E
22) E 23) E 24) C 25) C
21) E
27) E 28) E 29) E 30) E
26) E
32) E 33) E 34) E 35) C
31) E
37) E 38) E 39) E 40) C
36) E
42) b 43) a 44) c 45) a
41) d

47) d 48) d
46) c

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RESUMÃO DA AULA
LICITAÇÕES - Lei 8.666/93
• Objetivo: selecionar a proposta mais vantajosa para a Administração.
• É um procedimento ad ministrat ivo: sequência de atos interligados.
• Deve r de licit ar: administração direta e indireta (U, E, DF e M), inclusive EP e SEM (só atividade meio).
Todos os Poderes (função admi nistrativa).
:> Princípios:
• Legalidade, impessoalidade, moralidade e publicidade; probidade administrativa.
• Vinculação ao instrumento convocatório : edital é a lei da licitação, obrigando os licitantes e a própria Adm.
• Julgamento objetivo: não pode haver avaliação subjetiva de propostas.
• Procedimento formal: seguir todo o forma lismo descrito.


• Sigilo das propostas: não do procedimento licitatório, que é público.
• Adjudicação compulsória: não poderá desrespeitar a classificação na licitação.

Igualdade de condições entre todos os licitantes.


Igualdade
(competitividade)
l• Veda imposição de marcas, exceto para padronização (tecnicamente justificável).
• Exceções: empate em igualdade de condições; licitações sustentáveis, medidas de
compensação, ME e EPP.

• Margem de prefe rência : pode adquirir produtos nacionais até 25% mais caros; pode
Desenvolvimento ser estendida para países do Mercosul; revisão periódica a cada 5 anos; capacidade de
nacional produção não pode ser inferior à demandada.
sustentável • Bens e serviços de informática e auto mação .
• Sistemas de TI e de comunicação est rat égicos

:> Modalidades:

Modalidade CONCORRÊNCIA TOMADA DE PREÇOS CONVITE


Aberto a qualquer licitante. • Licitante cadastrado; . Licitantes convidados (cadastrados

Participantes
• Licitante que atender as
cond ições para cadastro até 3 . ou não), no mínimo 3.
Licitantes cadastrados que
dias antes. manifestarem interesse até 24
horas antes.

Habilitação Fase de habilitação Prévia (registros cadastrais) Prévia (registros cadastrais)

. Obras, serviços e compras Obras e serviços de engenharia Obras e serviços de engenharia até

. de qualquer valor.
Compra e alienação de
at é R$ 1,5 milhão.
Compras e serviços at é
R$ 150 m il.
Compras e serviços at é R$ 80 m il.

Objeto . imóveis.
Concessão de di reito real
R$ 650 mil.

. de uso.

. Concessão de serviços .
Registro de preços.

Mínimo de 3 membros, pelo M ínimo de 3 membros, pelo Pode ser um único servidor
Comissão menos 2 servidores efet ivos menos 2 servidores efetivos (pequenas unidades, pessoal exíguo)

)> Concurso: escolha de trabalho técnico, científico ou artístico, mediante instituição de remuneração ou
prêmios.
)> Leilão : alie nação de bens pelo t ipo maior lance ou oferta.
)> Consulta: utilizada por agências reguladoras

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• Aquisição de bens e serviços comuns, independentemente de valor.


• Pa ra a União é obrigató rio . sendo preferencial o pregão elet rônico.
• Propostas e lances em sessão pública. Lances apresentados pela licitante de menor preço e
pelas que estiverem com preço até 10% acima (no mínimo três licitantes).
Pregão • Habilitação post erior ao julga me nto.
• Intenção de reco rre r deve ser manifestada imediatamente: 3 dias úteis para a Adm. decidir.
• Vedado : exigência de garantia de proposta, de aquisição de edital e pagamento de taxas.
• Pregão eletrônico: conduzido pela internet .
• Conduzido por um pregoeiro e equipe de apoio .

:> Tipos de licitação: menor preço, melhor técnica, técnica e preço, maior lance ou oferta.

:> Fases da licitação: abertura do processo administrativo -> elaboração do instrumento convocatório ->
publicidade -> recebimento e julgamento das propostas -> homologaç.ã o -> adjudicação.
• Julgamento das propostas: abertu ra dos envelopes de habilitação (envelope "A") -> concessão de prazo
para recurso aos inabilitados-> devolução dos envelopes de propostas de preço (envelope "B") fechados
aos inabilitados, após o prazo de recurso ou sua decisão -> abertura dos envelopes de proposta de preços
dos habilitados -> julgamento e classificação.
:> Publicidade do instrumento convocatório:
Modalidade Antecedência mínima
Quando o contrato a ser celebrado for no
regime de empreitada integral.
45 dias
Concorrência Quando a licitação for do tipo "melhor
técnica" ou "técnica e preço".
30 dias Demais casos
30 dias Quando a licitação for do tipo "melhor
Tomada de preços técnica" ou "técnica e preço".
15 dias Demais casos
Convite 5 dias úteis
Concurso 45 dias
Leilão 15 dias
Pregão 8 dias úteis

:> Exceções ao dever de licitar:


• lnexigibilidade: inviabilidade de competição:
v' Fornecedor exclusivo;
v' Serviço técnico exclusivo, de natureza singular, por empresa de notória especializaç.ão, não sendo
publicidade e propaganda;
v' Cont ratação de artista consagrado pela crít ica ou pelo público.

• Dispensa de licitação : a competição é viável. Hipóteses taxat ivas previstas na le i.


v' Licitação dispe nsada : a lei determina que não haverá licitação, todos pa ra a lie nação de bens da
própria Administração.
v' Licitação dispe nsáve l: a lei permite a dispensa de licitação (pode ou não licitar).

:> Impugnação de edital:


• Cidadão: até 5 dias úteis antes da licitação.
• L.icitante: até 2 dias úteis a ntes da licitação

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:> Alienação de bens:


• Interesse público.
• Avaliação prévia.
• L.icitação pública (dispensada nas hipóteses do art. 17):
../ Imóveis: em regra por concorrência (salvo se o imóvel é derivado de procedimentos judiciais ou de
dação em pagamento, quando poderá ser por leilão ou concorrência) .
../ Móveis: em regra por leilão(> RS 650 mil haverá concorrência).
• Autorização legislativa: apenas se o imóvel por da administração direta, autárquica ou fundacional (não
para EP e SEM).

:> Recursos administrativos:


Efe ito suspensivo sempre:
• habilitação ou inabilitação do licita nte;
• julgamento das propostas;
Recurso sentido estrito Efe ito suspensivo fa cultativo:
(5 dias úteis ou 2 nos convites) • anulação ou revogação da licitação;
• registro cadastral;
• rescisão unilateral do cont rato pela Administração;
• advertência, suspensão temporária ou multa
Representação Quando não couber recu rso hierárquico.
Pedido de reconsideração Declaração de inidoneidade
(10 dias úteis) Dirigido ao Ministro de Estado, Secretário Estadual ou Municipal.

:> ME e EPP: regras diferenciadas:


• Prazo de 5 dias úteis (prorrogável) para comprovar regula ridade fiscal;
• Preferência na contratação quando houver empate (seu preço for até 10% superior ao menor preço; 5%
em caso de pregão): poderá apresentar novo preço, inferior.
• Poderá haver licitação:
../ Exclusivamente para ME e EPP;
../ Exigindo a subcontratação de ME ou EPP (sem limite);
../ Estabelecendo cota para ME ou EPP na aquisição de bens divisíveis (até 25%);
../ Com prioridade de contratação para ME ou EPP locais, admitindo preço até 10% superior.

:> RDC - principais características:


• Copa 2014, Olimpíadas 2016, aeroportos cidades sede (até 350 Km), PAC, obras (SUS, ensino, presídios),
aeródromos públicos (SAC) armazéns Conab, prevenção e recuperação de desastres.
• Afasta a Lei 8.666, exceto nos casos em que prevê expressamente.
• Preferencialmente RDC e let rô nico.
• Orçamento sigiloso, ~ maior desconto (não para os órgãos de controle).
• Inve rsão de fases : habilitação ocorre depois do julgamento (regra).
• Contratação integrada : projeto básico, executivo e execução da obra pela mesma empresa. Deve haver
pelo menos: inovação tecnológica; execução com diferentes metodologias; tecnologias restritas.
• Remu ne ração variável, vinculada ao desempenho.
• Possibilidade de contratações simultâneas, ~ para serviços de engenharia.
• Tipos característicos: maior desconto, conteúdo artístico, maior retorno econômico.
• Fase recursai única, exceto se a habilitação vier antes do julgamento.
• Sanções: iguais à Lei 8.666; sanção típica : impedimento de licitar e cont ratar por até 5 a nos.

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CONTRATOS ADMINISTRATIVOS: características


• Administração atua nessa qualidade, com supremacia sobre o particular.
• São regulados pelo direito público e, supletívamente, pelo direito privado.
• Existência de cláusulas exorbitantes.
• Natureza de contrato de adesão (cláusulas fixadas unilateralmente pela Administração).
• Onerosidade e comutatividade.
• Formalismo:
o Instrumento formal de contrato é obrigatório -> valores de concorrência e tomada de preços (inclusive
em casos de dispensa e inexigibilidade), exceto compras com entrega imediata.
o É possível contratos verbais para pequenas compras.
• Natureza pessoal (íntuítu personae): admite subcontratação parcial apenas se houver previsão no edital ~
no contrato~ estiver dentro do limite autorizado pela Administração.
• Mutabilidade (ex: alteração unilateral, teoria da imprevisão).
• Contratos privados: seguro, financiamento, locação, prestação de serviço público em que a Administração é
usuária (regem-se, predominantemente, pelo direito privado e, no que couber, pelo direito público,
inclusive cláusulas exorbitantes).

CLÁUSULAS NECESSÁRIAS
1. Objeto.
li. Regime de execução ou forma de fornecimento.
Ili. Preço, condições de pagamento e critérios de ajuste.
IV. Prazos de início e de conclusão, de entrega.
V. Crédito pelo qual correrá a despesa.
VI. Garantias oferecidas, quando exigidas.
VII. Direitos e responsa bilidades das partes, penalidades cabíveis e valores das multas.
VIII. Casos de rescisão.
IX. Reconhecimento de direitos da Administração em caso de rescisão por inexecução do contrato.
X. Condições de importação, quando for o caso.
XI. Vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou.
XII. Legislação aplicável.


XIII. Obrigação do contratado de manter as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação.

CLÁUSULAS EXORBITANTES
Por modificaç.ã o do projeto ou das especificações;
Alteração
unilateral
I• Por acréscimo ou diminuição de seu objeto, em até 25% (ou até 50% de acréscimo em caso
de reforma de edifícios ou equipamentos).
• Somente cláusulas de execução-> não pode alte rar o equilíbrio econômico-finance iro.

• Rescisão unilateral pela Administração:


./ Inadimplência do contratado, com ou sem culpa
./ Interesse público
Rescisão ./ Caso fortu ito e força maior
unilateral O contratado tem
• Quando a "culpa" é da Administração (não é cláusula exorbitante) : direito à indenização
./ Amigável
./ Judicial

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• Advertência
• Multa
Aplica ção de
• Suspensão temporária de participaçã o em licitaçã o e de co nt rata r, por até d o is anos.
sanções
• Declaração de inidoneidade pa ra licitar ou contrata r com a Administ ração e nquanto
pe rdu ra rem os motivos da punição o u até a reabilitação, no mínimo após do is anos.

• Poderá se r exigida ga rantia do cont ratado, até 5% do valor do contrato (até 10% em
contrato de grande vulto com alta complexidade).
Exigência de • Deve haver previsão expressa no instrumento convocatório.
garantia • Modalidades de garantia (opção do contratado) : caução em dinheiro ou títulos da dívida
pública; seguro garantia; fiança bancária.
• Não se confunde com garantia da proposta (até 1% do valor estimado do objeto).

Fiscalização • Rea lizada por representante designado, permit ida a contratação de terce iros para auxílio.
• Poderá determinar o que for necessá rio à regulari zação dos problemas o bservados ou, se
pela
Administração
1 as decisões ultrapassa rem sua competência, solicitá-las a se us su perio res.

Garante a continuidade dos serviços essenciais.


Ocupação
Hipóteses: (i) como medida ca utelar; e (ii) a pós a rescisão do contrato.
temporária
Incide sobre bens móveis, imóveis, pessoal e serviços vinculados ao contrato.

Restrições à • Somente após 90 dias d e at raso é que o contratado pode demandar a rescisão do contrato
oposição da administrativo ou, a inda, para lisar a execução dos serviços, após notificação prévia.
exceção do • Em caso de calamida de pú blica , grave perturbação d a o rdem interna ou gue rra , o
contrato não particula r não pode rá opor a exceção do contrato não cumprido mesmo diante de atraso de
cumprido pagamento s uperio r a 90 dias.

DURAÇÃO DOS CONTRATOS

• O prazo dos co ntratos não pode ser ind eterminad o .


• Regra: pra zo re strito aos créditos orçamentários (no mesmo exercício).
• Exceções:
o Projetos incluídos no PPA -> máximo de 4 anos
o Serviços de execução continuada -> Até 60 meses e excepcionalmente por mais 12 meses
o Aluguel equipamentos e programas informática -> até 48 meses
o Segurança nacional e inovação tecnológica (licitação d ispensável) -> até 120 meses

EXECUÇÃO DOS CONTRATOS

)"' Responsabilidade pelos encargos:


• ~ ' comerciais e t ra balhistas -> da empresa co ntratada.
• Previdenciá rios -> solidá ria com a Administ ração.

FORMAS DE RECEBIMENTO DO OBJETO

)"' Provisório e definitivo:


• Obras ou serviços-> te rmo circunsta nciado
• Compras ou locação de equipamentos -> recibo (exceto equipamentos de g ra nde vulto -> termo circunsta nciado
)"' Definitivo (dispensado o provisório):
• Gê ne ros perecíveis, se rviços técnicos profissiona is, obra s e se rviço s até RS 80 mil -> recibo.

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EXTINÇÃO DO CONTRATO

• Naturalmente, por cumprimento do objeto ou t érmino do prazo.


• Impossibilidade material ou jurídica .
• Anulação (ex tu nc): dever de indenizar o co nt ratado, exceto de este tiver contribuído para a ilegalidade .
• Rescisão (ex nunc): unilateral, amigável ou judicial

TEORIA DA IMPREVISÃO
Eventos excepcionais e imprevisíveis, ou de consequências imprevisíveis, que provocam desequilíbrio da
equação econômico-financeira do contrato, e totalmente estranhos à vontade das partes.

:i,,. Fato do príncipe: ato geral de Governo, não relacionado diretamente com o contrato, que proíbe ou
encarece a execução.
:i,,. Fato da Administração : ato da Administração diretamente ligado ao contrato, que dificulta ou impede sua
execução.
:i,,. Força maior: evento humano, como uma greve ou rebelião.
:i,,. Caso fortuito : evento da natureza, como uma inundação.
:i,,. Interferências imprevistas: fatos imprevisíveis, preexistentes ao cont rato, mas só descobertos
posteriormente ao início da execução; oneram, mas não impedem a execução.

ESPÉCIES DE CONTRATOS ADMINISTRATIVOS


1. Contrato de fornecimento.
2. Contrato de obra pública.
3. Contrato de serviços.
4. Contrato de concessão de serviços públicos, de obra pública ou de uso de bem público.

};> Execução das obras e serviços:


• Execução direta: feita pela própria Administração.
• Execução indireta: contratada com terceiros. Regimes de execução:
o Empreitada por preço global: valor fechado de toda a execução.
o Empreitada por preço unitário : valor unitário por unidades executadas.
o Empreitada integral: valor fechado de todo um empreendimento, pronto para funcionar.
o Tarefa: mão-de-obra para pequenos trabalhos.

};> Contratos -> interesses opostos

};> Convênios -> interesses comuns

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Bem, por hoje é só. Bons estudos!

ERICK ALVES

Referências:
Alexandrino, M. Paulo, V. Direito Administrativo Descomplicado. 22ª ed. São Paulo:
Método, 2014.
Bandeira de Mello, C. A. Curso de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Malheiros,
2010.
Borges, C. Curso de Direito Administrativo para AFRB 2014: teoria e questões
comentadas. Estratégia Concursos, 2014.
Carvalho Filho, J. S. Manual de Direito Administrativo. 27ª ed. São Paulo: Atlas, 2014.
Di Pietro, M. S. Z. Direito Administrativo. 22ª ed. São Paulo: Editora Atlas, 2009.
Furtado, L. R. Curso de Direito Administrativo. 4ª ed. Belo Horizonte: Fórum, 2013.
Knoplock, G. M. Manual de Direito Administrativo: teoria e questões. 7ª ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2013.
Justen Filho, Marçal. Curso de direito administrativo. 10ª ed. São Paulo: Revista dos
Tribunais, 2014.
Marrara, Thiago. As fontes do direito administrativo e o princípio da legalidade. Revista
Digital de Direito Administrativo. Ribeirão Preto. V. 1, n. 1, p. 23-51, 2014.
Meirelles, H. L. Direito administrativo brasileiro. 34ª ed. São Paulo: Malheiros, 2008.
Scatolino, G. Trindade, J. Manual de Direito Administrativo. 2ª ed. JusPODIVM, 2014.

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