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Método RB-Sr

Método de datação geocronológica absoluta baseado na desintegração radioativa de um isótopo de Rb (87Rb), dando
origem a um isótopo de Sr (87Sr) (meia vida de 48.8 Ga). Aplicado especialmente em amostras de rocha-total, de
composição intermediária a ácida, através do método da isócrona. Normalmente aplicado em rochas mais antigas que
10 Ma.

O Método Rubídio-Estrôncio permite a datação de rochas muito antigas, incluindo amostras de rochas lunares
(coletadas pelas missões Apolo) até rochas com poucos milhões de anos. É muito utilizado em Geocronologia, pela
versatilidade. O Rb não é um elemento comum na natureza e não forma mineral isolado, ou seja, ocorre como impureza
em minerais de K, aos quais se associa devido à semelhança de raios atômicos.

O isótopo radioativo 87Rb desintegra-se para o isótopo 87Sr, em um único passo e com meia-vida de aproximadamente
48,8 Ga. Encontra-se Rb em minerais potássicos como as micas, feldspatos potássicos, piroxênios, olivina, anfibólios,
plagioclásios.

Em rochas ultrabásicas, a concentração é relativamente baixa quando comparada com a concentração nas rochas
graníticas.

Na Tabela 1, são apresentados os principais isótopos utilizados em Geocronologia e a meia-vida característica para cada
caso.

A escolha do método de datação a ser utilizado depende do material que queremos datar (rocha ou mineral), das
características geológicas da região onde a amostragem foi realizada e da presença tanto do isótopo-pai como do
isótopo-filho constituindo um sistema fechado. Existe possibilidade de se escolher entre um número cada vez maior de
métodos radiométricos e as respostas obtidas por meio de cada um deles tem possibilitado posicionar no tempo os
principais eventos da história geológica de determinada região, bem como o entendimento da evolução temporal da
Terra (Tab. 2).

Na Tabela 3, são apresentadas concentrações médias de Rb e Sr em alguns minerais e rochas

Tabela 1 - Principais isótopos utilizados em geocronologia

(Ga = bilhões de anos e a = anos)


Fonte: IGE Unicamp
Tabela 2 - Algumas idades importantes

Fonte: IGE Unicamp

Tabela 2 - Concentrações médias de Rb e Sr

Fonte: UFAM.EDU

IDADES Rb-Sr

F = Fo + P (et -1)

(87Sr/86Sr)h = (87Sr/86Sr)o + (87Rb/86Sr)h .(e t –1)

Onde h é a razão isotópica medida hoje, o é a razão isotópica inicial determinada pela interseção da reta isocrônica com
o eixo Y,  é a constante de desintegração do elemento radioativo (cujo valor para o Rb é de 1,42 X 10-11 anos-1 ), t é o
tempo transcorrido desde a formação do sistema até o momento da análise, e e t –1 a inclinação da reta isocrônica;
logo essa equação é do tipo Y = b + mX, onde :  b = ( 87Sr/86Sr)o , X = ( 87Rb/86Sr)h e m = e t - 1

Método K-AR

Método de datação geocronológica absoluta baseado na desintegração radioativa de 40K originando 40Ar.
Rotineiramente usado para a datação de minerais ricos em potássio, especialmente micas (biotita e muscovita). Pode
também ser usado para a datação de alguns tipos de anfibólios e feldspatos. Aplicado normalmente em minerais mais
velhos que 2 Ma.

A meia-vida de 40K é igual a 1,31 Ga. Isso o torna um geocronômetro ideal para medir as idades do Quaternário

O potássio é um dos constituintes de muitos minerais presentes nas rochas, como a micas (biotita, moscovita,
glauconita, lepidolita, sericita ), anfíbolio (Hornoblenda), feldspato potássico, minerais de argila e certos minerais
evaporiticos. Todos estes minerais são adequados para os métodos de datação K-Ar e Ar-Ar. Devido. O argônio (Ar) não
forma ligações com qualquer ion presente na estrutura do mineral. Mas por conseguinte, o Ar não é incorporado na
rede cristalina durante o crescimento do mineral. Contudo, isto mostra que o argónio (Ar) pode ser aprisionado em
inclusões fluidas nos minerais. Contudo, O argônio é o gás mais quimicamente inerte e pode ser isolado muito bem
(mesmo dos outros gases nobres Ele, Ne, Kr, Xe).

Como o argônio é um gás nobre, não forma ligações com outros átomos da rede cristalina podendo assim, escapar do
mineral. Em geral a perda pode ser atribuída incremento na temperatura devido a soterramento profundo ou
metamorfismo, causando perda de Ar em muitos minerais, sem produzir qualquer outra mudança física ou química na
rocha.

De maneira geral considera-se que a temperatura de fechamento, temperatura abaixo da qual ocorre a retenção de
argônio, dos minerais mais comuns usados no método K-Ar varia em torno de 550oC para a hornblenda, 350oC para a
biotita e 200oC para o plagioclásio.

Devido a possibilidade de perda de argônio acima de determinadas temperaturas, dependendo do mineral, as datações
K-Ar em minerais são consideradas como idades de resfriamento regional ou idades mínimas.

O método de K-Ar foi largamente superado pelo método Ar-Ar durante as últimas duas décadas, que é uma variante de
K-Ar, na qual uma pequena parte do isótopo de potássio 39 K (o isótopo mais abundante de K ) é transformado em 39Ar
por irradiação da amostra em um reator nuclear. Isso permite medir simultaneamente o K e o Ar na mesma amostra,
diminuindo desse modo o erro. Também possui outras vantagens, tais como a mensuração de idades específicas ou o
estudo das propriedades de difusão dos minerais analisados e sua relação com a temperatura de resfriamento
(termocronologia). Contrariamente à opinião geral, as idades obtidas pelo método K / Ar são muito semelhantes às
obtidas por Ar / Ar na maioria dos casos, apenas as amostras de história geológica muito complicada podem ser melhor
interpretadas pelo método Ar / Ar.

Os minerais que podem ser datados pelo método K-Ar

Em princípio, você pode datar todos os minerais contendo potássio, de 50% (silvita), a viabilidade de cada mineral
também dependerá da sua idade. Os materiais com poucas ppm de K podem ser datados com precisão se forem velhos,
aqueles que têm muito K como sanidina ou leucita podem ser datados mesmo que tenham menos de 1 milhão de anos.
Outro fator deve ser adicionado, a precisão da idade nunca pode ser maior do que a precisão da medida de K. Portanto,
espera-se que os materiais com muito pouco K dêem maiores erros, independentemente da idade.

O tipo de rocha é, portanto, o tipo de evento geológico que pretende namorar também limitam o tipo de minerais que
pode ser usado de forma satisfatória (pela difusão de argônio). Veja uma tabela com alguns dos minerais mais típicos
que podem ser usados em K-Ar.

IDADES K-AR

O cálculo da idade K_Ar de um material (mineral ou rocha total) é feito;

T=1/ ln (1+/e 40ArRad/40k)

Onde T=idade do material(mineral ou rocha)

 =constantede de caimento total = e +6

e = constante dedecaimento do 40K a 40Ar

40K = concentração de potássio radioativo no material


40ArRad = concentraão de argônio radioqênico do material

BIBLIOGRAFIA

CARNEIRO, C. D. R.; MIZUAKI, A. M. P.; ALMEIDA, F. F. M. de. 2005. A determinação da idade das rochas. Terræ
Didatica, 1(1):6-35. Disponível em: <http://>. Acesso em: 05 mar. 2018.

CPRM. Método K-Ar. 1. Disponível em: <http://sigep.cprm.gov.br/glossario/verbete/metodo_K_Ar.htm>. Acesso em: 04


mar. 2018.

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04 mar. 2018.

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<http://www.oocities.org/fundamentos_geologia/dataabsoluta.html>. Acesso em: 05 mar. 2018.

PAQUIRA, Avelina de Fátima José et al. Método de datação K-Ar. 1. Disponível em:
<https://www.up.ac.mz/direccoes/dp/2-uncategorised?start=4>. Acesso em: 04 mar. 2018.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZÔNAS, UFAM. O método Rb-Sr. 1. Disponível em:


<http://home.ufam.edu.br/ivaldo/Aulas/Geocronologia/O%20m%C3%A9todo%20Rb-Sr%202011%20.pdf>. Acesso em:
04 mar. 2018.

UNIVERSIDADE NACIONAL AUTÔNOMA DO MÉXICO , UNAM. Geocronologia K-Ar. 1. Disponível em:


<http://www.geologia.unam.mx/igl/deptos/geoq/lugis/kar/>. Acesso em: 05 mar. 2018.

SONOKI, I. K.; GARDA, G. M.. IDADES K-Ar DE ROCHAS ALCALINAS DO BRASIL MERIDIONAL E PARAGUAI ORIENTAL:
COMPILAÇÃO E ADAPTAÇÃO AS NOVAS CONSTANTES DE DECAIMENTO. 19. Disponível em:
<https://www.revistas.usp.br/bigsc/article/download/45074/48686>. Acesso em: 26 fev. 2018.