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ESCOLA SUPERIOR DE ADVOCACIA

CURSO DE DIREITO AMBIENTAL

DIREITO TRIBUTÁRIO AMBIENTAL

CRISTIANE JACCOUD
Advogada e Engenheira Florestal
Doutoranda em Planejamento Ambiental (PPE/COPPE/UFRJ)
Mestre em Direito Ambiental (UNISANTOS) / Especialista em Direito Ambiental (PUC-Rio )
Membro da Comissão de Direito Ambiental - OAB-RJ
Coordenadora Regional – RJ da Associação dos Professores de Direito Ambiental - APRODAB
O QUE SÃO TRIBUTOS?

Direito Tributário Ambiental


Prof. MSc. Cristiane Jaccoud
DEFINIÇÃO LEGAL
 Código Tributário Nacional (LEI Nº 5.172, DE 25 DE OUTUBRO DE 1966.)
 Art. 3º. Tributo é toda prestação pecuniária compulsória,
em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não
constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada
mediante atividade administrativa plenamente vinculada”
 “Prestação pecuniária compulsória”
 “Em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir”
 “Não constitui sanção de ato ilícito”
 “Instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente
vinculada”

 “O tributo é um instituto historicamente concebido como meio de


transferência de recursos privados ao Estado, mas desde sempre
vislumbrado como instrumento poderoso de indução ou
desestímulos de comportamentos.” J. Marcos Domingues ( p. 23)
Classificação dos Tributos
(art.145, CTN)

 IMPOSTOS
 TAXAS
 CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA
 CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
 ESPRÉSTIMO COMPULSÓRIO

Direito Tributário Ambiental


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CONTRIBUIÇÃO DE MELHORIA ( art. 81 do CTN)
DEFINIÇÃO São instituídas para fazer face aos custos de obras públicas de que
decorra valorização imobiliária, tendo como limite total a despesa
realizada e como limite individual o acréscimo de valor que da obra
resultar para cada imóvel beneficiado.
• Competência da União, Estados, Municípios e Distrito Federal

CONTRIBUIÇÕES ESPECIAIS
DEFINIÇÃO São tributos com destinação vinculada, criados com finalidade específica.
Exemplos:
i) Contribuições sociais – para manter a seguridade social (CSLL, PIS, COFINS)
ii) Contribuições de intervenção no domínio econômico (CIDE) – ex: CIDE
combustível
iii) Contribuição de iluminação pública
iv) Contribuições de interesses de categorias profissionais (OAB, CREA)

EMPRÉSTIMOS COMPULSÓRIOS
DEFINIÇÃO Tributos vinculados para atender a despesas extraordinárias, decorrentes
de calamidade pública, de guerra externa ou sua iminência ou no caso de
investimento público de caráter urgente e de relevante interesse nacional.
• Competência da União

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TAXAS (art. 77 CTN)

DEFINIÇÃO Tem como fato gerador o exercício regular do poder de polícia, ou a


utilização efetiva ou potencial, de serviço público específico e
divisível, prestado ao contribuinte ou posto à sua disposição.
• Competência da União, Estados, Municípios e Distrito Federal

CARACTERÍSTICAS Retributividade – contra prestação.


• Taxas pelo “Poder de Polícia” – instituída para fazer face ao
desempenho de atividades ou diligências da administração Pública
em relação ao administrado.
• Ex: TCFA – taxa de controle e fiscalização do IBAMA

Taxas de serviço – “instituídas em relação a serviços públicos,


específicos e divisíveis, usufruídos ou colocados à disposição.
Ex: taxa de coleta e tratamento de esgoto

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IMPOSTOS (art. 16 CTN)
DEFINIÇÃO Tributo cuja obrigação tem por fato gerador uma situação
independente de qualquer atividade estatal específica em
relação ao contribuinte
• Competência da União, Estados, Distrito Federal e Municípios

CARACTERÍSTICAS •Encontra seu fundamento de validade na competência tributária


EM RELAÇÃO AO da pessoa política.
AMBIENTE • Não se correlaciona com atividade ou serviço do Estado.
• Sua renda não pode ser especializada, nem destinadas a
pessoas jurídicas determinadas.
•Não podem ser destinados a custear ou financiar a proteção
ambiental.

Impostos de competência Impostos de competência Impostos de competência


da União dos Estados dos Municípios
IR, II, IE, IPI, IOF, ITR, IGF ICMS, IPVA, ITCMD IPTU, ISS, ITBI

Direito Tributário Ambiental


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QUAIS OS FUNDAMENTOS DA TRIBUTAÇÃO?
PARA QUE SERVEM OS TRIBUTOS ?

Direito Tributário Ambiental


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CONCEITO DE TRIBUTO E DO DIREITO TRIBUTÁRIO E
SEUS CONTEXTOS SOCIAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS
 Antiguidade – tributo como sanção / premio
 os tributos surgem como sanção e prêmio, devido pelo vencido em favor do
vencedor da guerra, e imposto somente aos povos dominados, sendo inaceitável
para cidadãos livres.

 Na Idade Média - sistema feudal


 poder político e econômico na mão do senhor feudal devido à detenção da
propriedade da terra - a manutenção deste poder dava-se através do pagamento,
pelos servos, de tributos pelo uso da terra, que, poderiam ser em moeda ou em
produção agrícola, dependendo do costume do feudo.

 Estado capitalista – surgimento da burguesia


 Senhores feudais donos da matéria-prima, industriais donos dos meios de produção,
servos são atraídos para a cidade
 Excedente da produção - acertava as contas com o senhor feudal, pagando os
tributos por ele exigidos, em substituição da carga de trabalho forçado

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CONCEITO DE TRIBUTO E DO DIREITO TRIBUTÁRIO E
SEUS CONTEXTOS SOCIAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS
 Estado Moderno e Estado Fiscal
 Surge da necessidade de se legitimar o sistema capitalista e garantir o funcionamento de uma
economia de mercado
 Consolidada a figura do Estado Moderno, ocorre o surgimento do Estado Fiscal, caracterizado por
uma ordem política carente de recursos para manutenção de seus fins.
 Com isso, há a legitimação dos tributos como instrumento para custear as despesas típicas e o
funcionamento da burocracia estatal. Nesse sentido, os tributos surgem com fins meramente
arrecadatórios e a imposição tradicional – tributação fiscal, visa exclusivamente à arrecadação
de recursos financeiros para prover à implementação dos fins institucionais estatais e ao
custeio dos serviços públicos.

 Estado Fiscal Social e Estado Democrático de Direito


 Primeira Guerra Mundial, Crise Econômica (1929/1930)
 sociedade não só ávida pelo desenvolvimento, mas também, carente de necessidades materiais
básicas, Estado passa a assumir nova concepção, mais voltada a atender o indivíduo e a
coletividade em face dos estragos causados pelos mercados econômicos
 Estado Fiscal Social – tributação não se desatrelou da finalidade arrecadatória, porém, o
Estado passou a se preocupar com a redistribuição de renda, por meio da prestação de serviços
públicos aos que não tinham acesso aos serviços privados. Surgiram as primeiras iniciativas do
uso dos tributos para fins extrafiscais, ou seja, „ao fito de desenvolver certos setores da economia ou de
inibir consumos e condutas nocivas à sociedade (TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e
tributário. p. 8)

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CONCEITO DE TRIBUTO E DO DIREITO TRIBUTÁRIO E
SEUS CONTEXTOS SOCIAIS, POLÍTICOS E ECONÔMICOS
 Estado Democrático de Direito (cont.)
 ESTADO PROMOTOR DA DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA
 “Metamorfose jurídica dos tributos”
 “A finalidade dos tributos não será mais unicamente de instrumento de „arrecadação‟ de
recursos para o custeio de despesas públicas, mas de instrumento de „intervenção‟
estatal no meio social e na economia privada. Na construção de cada tributo não será
mais ignorado o fim extrafiscal, nem será esquecido o fiscal. Ambos coexistirão, agora de
um modo consciente e desejado; apenas haverá maior ou menor prevalência deste ou
daquele finalismo.” (BECKER. Alfredo Augusto. Teoria Geral do Direito Tributário. p. 558)

 TRIBUTAÇÃO FISCAL - , é aquela que visa exclusivamente à arrecadação de recursos financeiros


(“fiscais”) para prover o custeio dos serviços públicos.

 TRIBUTAÇÃO EXTRAFISCAL - é aquela orientada para fins outros que não seja a captação de
dinheiro para o Erário. O Estado deliberadamente utiliza os instrumentos tributários para alcançar
finalidades regulatórias de condutas sociais, em matéria econômica, ambiental, política
(administrativa, demográfica, sanitária, cultural) ou social.
 Não se constitui em um regime especial. Trata-se apenas de uma orientação para alcance de
outros interesses – sociais, políticos ou econômicos, através do direcionamento da atividade
impositiva tributária
Direito Tributário Ambiental
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TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL
 Trata-se da utilização do tributo como meio de fomento ou de desestímulo a
atividades reputadas convenientes ou inconvenientes à comunidade. È ato
de polícia fiscal, isto é, de ação de governo para o atingimento de fins
sociais através da maior ou menor imposição tributária. (...)
Com efeito, através da agravação do imposto, podem-se afastar certas
atividades ou modificar-se a atitude de particulares reputadas
contrárias ao interesse público, como pelo abrandamento da
tributação, pode-se incentivar a conduta individual conveniente à
comunidade. (MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Municipal Brasileiro. p. 198)

 EFEITO FISCAL E EXTRAFISCAL

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FUNDAMENTOS DA TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL
 Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável realizada no Rio de Janeiro em 1992 (ECO-92)
 Definição de critérios para que um tributo ambiental seja realmente eficiente: i) eficiência
ambiental, ii) eficiência econômica, iii) administração barata e simples, iv) ausência de efeitos
nocivos ao comércio e á competitividade internacional
 PRINCÍPIO DO POLUIDOR PAGADOR

 CF/88
Art. 170 - A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na livre
iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames da
justiça social, observados os seguintes princípios: (...)
VII – defesa do meio ambiente, inclusive mediante tratamento diferenciado conforme o
impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e
prestação;

 Lei 6.938/81
Art. 9º - São instrumentos da Política Nacional de Meio Ambiente: (...)
VIII – instrumentos econômicos, como concessão florestal, servidão ambiental,
seguro ambiental e outros... Direito Tributário Ambiental
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INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO
ECONÔMICO ATRAVÉS DE INSTRUMENTOS
ECONÔMICOS
 A PROBLEMÁTICA AMBIENTAL E A NECESSIDADE DE SUA REGULAÇÃO PELO
ESTADO
 As externalidades e os problemas ambientais
 Teorias econômicas propostas para a correção das externalidades
 Pigou
 Coase
 Instrumentos utilizados na regulação ambiental
 Instrumentos de controle
 Instrumentos econômicos

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INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO
ECONÔMICO ATRAVÉS DE INSTRUMENTOS
ECONÔMICOS
 Instrumentos de controle
 são aqueles que fixam normas, regras, procedimentos e
padrões determinados para as atividades econômicas a
fim de assegurar que cumpram os objetivos da política
em questão, por exemplo, reduzir a poluição do ar ou da
água

 Críticas
 As diferenças entre plantas industriais cujos padrões de emissão são praticamente
incomparáveis é uma delas.
 Dependência do governo em relação ao setor empresarial para a obtenção das
informações relativas aos níveis de emissão e às possibilidades de sua redução.
 Custo implicado na criação de uma estrutura adequada para aplicação das regras de
controle, que exige uma intensa fiscalização

Direito Tributário Ambiental


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INTERVENÇÃO DO ESTADO NO DOMÍNIO
ECONÔMICO ATRAVÉS DE INSTRUMENTOS
ECONÔMICOS
 Instrumentos econômicos
 são aqueles que atuam diretamente nos custos de produção e
consumo dos agentes cujas atividades estejam inseridas nos
objetivos da política em questão.

 Instrumentos precificados – superafitários ou deficitários


 Esses instrumentos podem servir, genericamente, para três funções:
 a) corrigir uma externalidade ambiental;
 b) financiar determinadas receitas e cobrir custos e
 c) induzir um comportamento social

 A TRIBUTAÇÃO É UM EXEMPLO DE INSTRUMENTO PRECIFICADO

 Instrumentos de criação do mercado


 alocam direitos de uso aos agentes econômicos que podem ser transacionados entre os agentes
econômicos. Deve-se observar que a possibilidade de transacionar não significa a possibilidade de
exceder o agregado total do uso do recurso considerado razoável pela política.

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POLÍTICA TRIBUTÁRIA DE
PROTEÇÃO AMBIENTAL
 TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL “STRICTU SENSU” - Criação de tributos ambientais
 Consistiria na “instituição de um novo tributo, a partir de um fato gerador diverso
daqueles já tipificados para outros tributos, cobrado em razão do uso do meio
ambiente pelos agentes econômicos”.
 SERIAM OS TÍPICOS TRIBUTOS AMBIENTAIS. Finalidade fiscal ou extrafiscal
• Como exemplo de novos fatos geradores para incidência de tributos, poderíamos
citar a poluição, emissão, geração de lixo, dentre outros. Att! Competência residual
da União
• Taxa de licenciamento, taxa de controle e fiscalização ambiental (TCFA)

 TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL “LATU SENSU” - Utilização de tributos já existentes


 Seria “uma aplicação especial de tributos já existentes, visando à defesa do meio
ambiente, ou sendo, de alguma forma, ambientalmente seletivos”.
• TRIBUTOS NÃO AMBIENTAIS, MAS QUE POSSUEM ELEMENTOS AMBIENTAIS NA
AFERIÇÃO DE RECURSOS.
• Nesse sentido, as técnicas utilizadas poderiam ser diversas, como a adoção de
técnicas de progressividade e diferenciação de alíquotas bem como a concessão
de incentivos fiscais (isenções e deduções).
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TRIBUTAÇÃO AMBIENTAL
EXPERIÊNCIA BRASILEIRA

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IMPOSTOS FEDERAIS
 ITR (Lei nº 9292/96 - Decreto Federal 4383/02)
 Graduação progressiva em função inversa do grau de
utilização das glebas rurais.
 Definição da base de cálculo com base na área tributável,
excluídas:
 APPS (art. 2º e 3º da Lei 4.771/65 – Código Florestal);
 Áreas de reserva legal ( art. 16 - – Código Florestal );
 Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPNs – Lei
9985/2000);
 Áreas de servidão florestal (Art. 44-A);
 Áreas de interesse ecológico assim declaradas mediante ato do órgão
competente e que ampliem APPs e reservas legais (art.10 do Dec.,
inc. II, b);
 Áreas imprestáveis para atividade rural e declaradas de interesse
ecológico (art. 10 do Dec., inc. II, c).

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IMPOSTOS FEDERAIS
 IPI em automóveis
 Decreto federal n.º 755/99 - estabeleceu diferentes
alíquotas do IPI, para veículos movidos à gasolina (25%
ou 30%) e para veículos movidos a álcool (20% ou 25%).

 RECENTEMENTE... 2009/2010 (extinta em 31 de


janeiro de 2010)
 Carros flex até 1.000 cilindradas – alíquota de 3%
(enquanto os mesmos modelos movidos a gfasolina
têm alíquota de 7%)
 Carros flex 2.0 – alíquota de 7,5%

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IMPOSTOS FEDERAIS
 IPI linha branca – eficiência energética
 Grau do benefício fiscal proporcional ao consumo de energia
dos eletrodomésticos
 (Iniciado em meados de 2009, extinto em janeiro de 2010)

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IMPOSTOS ESTADUAIS - RJ
 IPVA no Estado do Rio de Janeiro (Lei 2.887/97,
modificada pela Lei 4690 de 2005)
 Alíquota de 1% para carros movidos a GNV (enquanto veículos
movidos à gasolina têm alíquota de 4%...)

 RECENTEMENTE...
 Redução de 4% para 3% alíquota do IPVA para carros flex

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IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS Ecológico / ICMS Verde
 ICMS verde – critério de repasse
 Breve histórico:
 Art. 158 da CF/88 - repasse de 25% do valor arrecadado pelo
Estado aos municípios
 Dos 25%, ¾ leva em consideração o que foi arrecadado pelos
municípios.
 A parcela de ¼ restante fica a critério da Lei Estadual.
 Lei Estadual adotar critérios ambientais (áreas verdes, unidades
de conservação, coleta de lixo, saneamento, etc) como
parâmetros de distribuição
 PR – Estado pioneiro – 1991
 Consequência: de 91 a 97 aumento de 132,12 % no
crescimento de espaços protegidos e crescimento de 1000%
das superfícies de áreas protegidas.
 Outros Estados seguiram essa experiência; São Paulo, Minas,
Rondonia, Mato Grosso e o do Sul, Rio Grande do Sul
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IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS Ecológico / ICMS Verde

O que é?
 Conjunto de indicadores ambientais incorporados dentre os
critérios estaduais de repartição do ICMS aos municípios.
 Não implica em aumento de tributação.
 Pagamento por serviços ambientais que a população de um
determinado Estado faz aqueles que preservam o meio
ambiente.
Objetivos
 Incentivar a melhoria dos serviços e da gestão ambiental dos
municípios ;
 Recompensar os municípios pela preservação e recuperação de
ativos ambientais localizados em seu território

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IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS Ecológico / ICMS Verde

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IMPOSTOS ESTADUAIS
ICMS Ecológico / ICMS Verde
ICMS VERDE NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO

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ICMS VERDE NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO

Direito Tributário Ambiental


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ICMS VERDE NO ESTADO DO RIO DE
JANEIRO

Estimativa de repasse de ICMS Ecológico aos


municípios durante o ano de 2011 - Total: R$111,5
milhões
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ESTIMATIVAS DE REPASSE AOS
MUNICÍPIOS - ICMS VERDE / RJ
Coleta e
Unidades de UC´s Mananciais de Destino de Remediação
Munícipio Total (R$) tratamento de
Conservação municipais Água Lixo dos Lixões
Esgoto

Angra dos Reis 3.123.305 2.909.798 68.624 0 0 144.884 0


Aperibé 361.435 0 0 75.537 0 0 285.897
Araruama 1.815.190 19.627 0 1.331.197 464.365 0 0
Areal 1.572.859 442.928 844.033 0 0 0 285.897
Armação dos Búzios 1.328.297 111.442 22.077 615.243 0 579.534 0
Arraial do Cabo 1.074.067 253.722 117.815 702.530 0 0 0
Barra do Piraí 296.696 2.515 4.792 8.930 135.576 144.884 0
Barra Mansa 293.912 111.935 157.283 24.694 0 0 0
Belford Roxo 726.264 226.454 431.524 68.286 0 0 0
Bom Jardim 878.044 12.612 0 0 0 579.534 285.897
Bom Jesus do Itabapoana 136.805 0 0 136.805 0 0 0
Cabo Frio 1.435.481 93.877 0 253.162 223.010 579.534 285.897
Cachoeiras de Macacu 4.539.744 2.480.455 0 0 2.059.289 0 0
Cambuci 113.330 0 0 113.330 0 0 0
Campos dos Goytacazes 1.630.920 276.443 0 1.354.477 0 0 0
Cantagalo 644.141 586 1.117 64.839 0 434.651 142.949

Carapebus 2.270.117 747.391 0 943.191 0 579.534 0


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ESTIMATIVAS DE REPASSE AOS
MUNICÍPIOS - ICMS VERDE / RJ
Coleta e
Unidades de UC´s Mananciais de Destino de Remediação
Munícipio Total (R$) tratamento de
Conservação municipais Água Lixo dos Lixões
Esgoto

Cardoso Moreira 0 0 0 0 0 0 0
Carmo 579.626 31 60 0 0 579.534 0
Casimiro de Abreu 2.352.605 1.264.309 4.714 71.391 432.656 579.534 0
Comendador Levy Gasparian 742.093 0 0 162.558 0 579.534 0
Conceição de Macabu 1.921.290 393.195 749.263 199.298 0 579.534 0
Cordeiro 614.628 12.078 23.015 0 0 579.534 0
Duas Barras 875.523 10.092 0 0 0 579.534 285.897
Duque de Caxias 1.307.233 1.154.229 26.369 17.972 0 108.663 0
Engenheiro Paulo de Frontin 349.598 138.340 0 0 211.258 0 0
Guapimirim 2.752.701 2.066.571 0 0 686.130 0 0
Iguaba Grande 1.670.526 173.695 49.765 867.532 0 579.534 0
Itaboraí 326.051 152.675 0 63.267 110.109 0 0
Itaguaí 105.352 105.352 0 0 0 0 0
Italva 151.115 0 0 151.115 0 0 0
Itaocara 0 0 0 0 0 0 0
Itaperuna 0 0 0 0 0 0 0
Itatiaia 3.170.134 3.025.251 0 0 0 144.884 0
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ESTIMATIVAS DE REPASSE AOS
MUNICÍPIOS - ICMS VERDE / RJ
Coleta e
Unidades de UC´s Mananciais de Destino de Remediação
Munícipio Total (R$) tratamento de
Conservação municipais Água Lixo dos Lixões
Esgoto

Japeri 143.186 85.075 24.903 1.060 32.149 0 0


Laje do Muriaé 582.065 0 0 582.065 0 0 0
Macaé 1.955.579 471.987 826.244 77.814 0 579.534 0
Macuco 579.534 0 0 0 0 579.534 0
Magé 2.102.368 1.420.282 677.656 0 4.431 0 0
Mangaratiba 1.472.729 1.223.386 0 249.343 0 0 0
Maricá 218.816 138.178 0 80.638 0 0 0
Mendes 258.475 46.948 13.973 0 197.553 0 0
Mesquita 3.629.947 1.059.610 1.753.200 0 0 531.240 285.897
Miguel Pereira 1.605.456 415.062 22.342 89.144 1.078.908 0 0
Miracema 596.749 1.056 2.013 159.029 0 434.651 0
Natividade 266.291 3.138 0 263.153 0 0 0
Nilópolis 623.912 34.728 66.176 19.786 0 217.325 285.897
Niterói 2.613.205 852.789 1.713 1.541.377 0 217.325 0
Nova Friburgo 1.930.053 1.283.882 0 0 0 217.325 428.846
Nova Iguaçu 3.920.766 1.746.933 515.653 70.265 0 1.159.069 428.846
Paracambi 1.029.281 371.397 197.395 296.745 163.744 0 0

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ESTIMATIVAS DE REPASSE AOS
MUNICÍPIOS - ICMS VERDE / RJ
Coleta e
Unidades de UC´s Mananciais Destino de Remediação
Munícipio Total (R$) tratamento
Conservação municipais de Água Lixo dos Lixões
de Esgoto

Paraíba do Sul 0 0 0 0 0 0 0
Parati 1.435.321 1.435.321 0 0 0 0 0
Paty do Alferes 785.641 113.766 216.789 20.435 0 434.651 0
Petrópolis 2.744.117 1.345.669 20.866 1.160.256 0 217.325 0
Pinheiral 1.010.315 0 0 0 0 724.418 285.897
Piraí 2.056.079 58.726 2.528 87.942 894.633 869.302 142.949
Porciúncula 672 231 441 0 0 0 0
Porto Real 1.055.486 0 0 624.705 0 144.884 285.897
Quatis 348.991 9.935 517 193.655 0 144.884 0
Queimados 291.383 37.828 3.174 33.056 0 217.325 0
Quissamã 2.592.032 1.187.948 116.097 708.453 0 579.534 0
Resende 3.769.633 1.375.692 1.261.822 987.235 0 144.884 0
Rio Bonito 587.095 231.897 5.090 0 350.108 0 0
Rio Claro 4.931.430 775.370 328.288 0 2.817.458 724.418 285.897
Rio das Flores 716.362 614 1.170 428.680 0 0 285.897
Rio das Ostras 2.448.478 766.004 104.029 699.317 9.827 869.302 0
Rio de Janeiro 2.969.016 965.193 347.310 1.010.341 0 217.325 428.846

Direito Tributário Ambiental


Prof. MSc. Cristiane Jaccoud
ESTIMATIVAS DE REPASSE AOS
MUNICÍPIOS - ICMS VERDE / RJ
Coleta e
Unidades de UC´s Mananciais de Destino de Remediação
Munícipio Total (R$) tratamento de
Conservação municipais Água Lixo dos Lixões
Esgoto

Santa Maria Madalena 1.906.458 760.410 6.162 415.468 0 724.418 0


Santo Antônio de Pádua 39.004 2.686 3.493 32.825 0 0 0
São Fidélis 248.797 93.427 0 155.369 0 0 0
São Francisco de Itabapoana 78.883 78.883 0 0 0 0 0
São Gonçalo 472.306 314.725 0 12.698 0 144.884 0
São João da Barra 406.831 0 0 406.831 0 0 0
São João de Meriti 517.657 4.968 9.467 0 0 217.325 285.897
São José de Ubá 1.108.368 395 752 672.570 0 434.651 0
São José do Vale do Rio
1.145.275 194.709 371.032 0 0 579.534 0
Preto
São Pedro da Aldeia 1.892.798 145.512 0 1.012.648 10.220 724.418 0
São Sebastião do Alto 1.524.319 1.384 2.638 799.749 0 434.651 285.897
Sapucaia 0 0 0 0 0 0 0
Saquarema 986.942 148.622 0 838.320 0 0 0
Seropédica 47.957 47.957 0 0 0 0 0
Silva Jardim 5.298.749 2.349.432 30 1.144.899 1.224.854 579.534 0
Sumidouro 870.893 5.462 0 0 0 579.534 285.897
Tanguá 463.477 131.613 250.799 81.065 0 0 0

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ESTIMATIVAS DE REPASSE AOS
MUNICÍPIOS - ICMS VERDE / RJ

Coleta e
Unidades de UC´s Mananciais Destino de Remediação
Munícipio Total (R$) tratamento
Conservação municipais de Água Lixo dos Lixões
de Esgoto

Teresópolis 3.056.652 2.098.097 234.137 0 0 724.418 0

Trajano de Moraes 587.373 7.838 0 0 0 579.534 0

Três Rios 0 0 0 0 0 0 0

Valença 20.800 17.921 2.878 0 0 0 0

Varre-Sai 0 0 0 0 0 0 0

Vassouras 48.690 4.968 0 0 43.722 0 0

Volta Redonda 348.224 86.744 143.771 117.708 0 0 0

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IMPOSTOS MUNICIPAIS
IPTU ECOLÓGICO
 Experiência Pioneira: Porto Alegre.
 Objetivo: estimular o crescimento de RPPNs.
 Benefício: isenção de cobrança de IPTU nessas propriedades.

IPTU - Rio de Janeiro


 IPTU ISENÇÃO – RESERVA FLORESTAL
 Áreas que constituam reserva florestal, definidas pelo Poder
Público e as áreas com mais de 10.000 m² (dez mil metros
quadrados) efetivamente ocupadas por florestas.
 Hipótese Legal: Art. 61, inciso V, da Lei 691, de 24/12/1984
(Cód. Tributário Municipal)

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IMPOSTOS MUNICIPAIS
IPTU – possibilidade de aumento progressivo
 IPTU (art.156, da CF e 32 do CTN)
 Art. 182 e 183, da CF .
 Lei 10.257, de 2001 (arts. 1, 2, 39,40).
 Art 5, incisos XXII e XXIII.
 Emenda Constitucional n° 29/2000 alterou o art. 156.

Condição . Existência de Plano Diretor.


Art. 7° do Estatuto da Cidade.
Par. 1°. Aumento do valor da alíquota.
Par. 2º. Manutenção da alíquota máxima.
Art. 8º. 5 anos de cobrança –
desapropriação.

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TAXAS
Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA - Lei 6.938/81
 Decorrem do poder de polícia exercido pela autoridade
ambiental.
 Art. 17-B. Fica instituída a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental –
TCFA, cujo fato gerador é o exercício regular do poder de polícia
conferido ao Ibama para controle e fiscalização das atividades
potencialmente poluidoras e utilizadoras de recursos naturais.“

 Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental do Estado


do Rio de Janeiro – TCFARJ - Leis de nº 5.438/09 e nº 5.629/10
 Acordo de Cooperação Técnica entre o Inea e o Ibama, publicado em
24/03/2010, possibilita o compartilhamento do Cadastro Técnico Federal –
CTF, tendo em vista que ao conjunto de usuários do Estado do Rio de Janeiro
constitui o Cadastro Técnico Estadual-CTE, para fins de recolhimento da
TCFA.
 Além do convênio, pode o município instituir lei específica para tal (art.145, CF)

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INCENTIVOS FISCAIS PARA
PRODUÇÃO CULTURAL
 Lei Rouanet. 8313/91. “Os contribuintes poderão deduzir
do imposto de renda devido as quantias efetivamente
despendidas nos projetos elencados no par. 3º(...)na
forma de: a) doações;b) patrocínio.” (art.18,par. 1º)

 Lei nº 8.685/93. Lei do audiovisual. Estabelece “desconto


fiscal” para incentivadores que comprarem cotas de
filmes nacionais.

 Lei nº 8961/94 isenta do Imposto de Importação objeto


de artes que serão doados ao Poder Publico e entidades
de utilidade pública.

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BIODIESEL - AÇÕES CONCRETAS A PARTIR DE POLÍTICAS
PÚBLICAS COM CONJUGAÇÃO DE INSTRUMENTOS

TRIBUTOS
FEDERAIS

Jaccoud
CASES
INSERÇÃO DO BIODIESEL NA MATRIZ
ENERGÉTICA NACIONAL

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AÇÕES CONCRETAS A PARTIR DE POLÍTICAS
PÚBLICAS COM CONJUGAÇÃO DE INSTRUMENTOS
 BIODIESEL –
TRIBUTOS
ESTADUAIS

 Convênios ICMS 113/06 e 160/2006 - dispôs sobre a concessão de redução da


base de cálculo do ICMS devido nas saídas de biodiesel (B100), resultante da
industrialização de grãos, sebo bovino, sementes e palma.
 alíquotas ficaram limitadas a 12% (doze por cento), equiparando-se à
alíquota mínima aplicada ao diesel mineral no país
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BIODIESEL - AÇÕES CONCRETAS A PARTIR DE POLÍTICAS
PÚBLICAS COM CONJUGAÇÃO DE INSTRUMENTOS

FINANCIAMENTOS PARA A CADEIA PRODUTIVA DO


BIODIESEL INCIDEM TAXAS DE JUROS - BNDES

Em outros segmentos as taxas de juros variam de 1% (um por cento)


a 4,5% (quatro e meio por cento).
BIODIESEL - AÇÕES CONCRETAS A PARTIR DE POLÍTICAS
PÚBLICAS COM CONJUGAÇÃO DE INSTRUMENTOS
RESULTADOS...
OUTROS CASES “EM
ANDAMENTO”

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INCENTIVOS ÀS ENERGIAS
RENOVAVEIS
 Lei n.º10.438 – Programa de incentivo às Fontes
Alternativas – PROINFA (2002) biomassa, eólica,
pequenas hidrelétricas, solar e geotérmica.
 Energia / Mamona / Energia solar / Biodiesel

 RIO DE JANEIRO – Decreto 43.216, de 30 de


setembro de 2011
 Isenção de ICMS para indústrias voltadas para a
produção de energia eólica e solar (fotovoltaica)
 A desoneração desses impostos pode representar uma
queda de até 25% do custo dos equipamentos
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ou Direito Ambiental Tributário ?

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Obrigada!
Cristiane Jaccoud
cristiane.jaccoud@gmail.com

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