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EDITAL ESQUEMATIZADO

DEFENSORIAS PÚBLICAS ESTADUAIS

EDUARDO GONÇALVES
MARCO DOMINONI
RAFAEL BRAVO

1. ed. 2017

Sumário
GONÇALVES E CARVALHO PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS LTDA
www.meuesquematizado.com.br
Introdução e Esclarecimentos Iniciais .......................................................................................................................3
Análise sobre o certame ...............................................................................................................................................5
Análise das Disciplinas Cobradas nos certames da Defensoria Pública ...........................................6
Núcleo Rígido de Disciplinas das Defensorias Públicas Estaduais ............................................... 12
Demais disciplinas cobradas em alguns certames da Defensoria Pública ....................................... 13
Pontos Sugeridos para Leitura ................................................................................................................................ 14
Divisão de Estudos em Dias Sugeridos .............................................................................. 33
Bibliografia ................................................................................................................................................................ 35
Quadro Horário de Estudos .......................................................................................... 41
Direito Administrativo (10 dias) ..................................................................................... 43
Direito Constitucional (08 dias) ...................................................................................... 80
Direito Civil (08 dias) ............................................................................................... 128
Direito Processo Civil (10 dias) ............................................................................................................................. 172
Direito Penal (12 dias)............................................................................................................................................ 222
Direito Processo Penal (10 dias)............................................................................................................................ 260
Direitos Humanos (06 dias) ................................................................................................................................... 297
Princípios Institucionais da Defensoria Pública (03 dias) ....................................................... 332
Criminologia (02 dias) .............................................................................................. 351
Execução Penal (03 dias) ....................................................................................................................................... 355
Direito Empresarial (04 dias) ...................................................................................... 363
Direito do Consumidor (02 dias) .......................................................................................................................... 372
Direitos Difusos e Coletivos (03 dias) ................................................................................................................... 393
Direito Tributário (05 dias) ................................................................................................................................... 412
Direito Previdenciário e da Assistência Social (03 dias) .................................................................................... 424
Direito Eleitoral (02 dias) ...................................................................................................................................... 433
Direito do Trabalho (04 dias) ................................................................................................................................ 436
Direito Agrário (02 dias) ....................................................................................................................................... 444
Direito Ambiental (03 dias) ................................................................................................................................... 447
Direito da Criança e do Adolescente (03 dias) .................................................................................................... 454
Direito do Idoso (01 dia) ............................................................................................ 480
Direito dos Portadores de Necessidades Especiais (01 dias) .............................................................................. 486
Filosofia do Direito (02 dias) ....................................................................................... 487
Sociologia Jurídica (02 dias).................................................................................................................................. 493
Conclusão ................................................................................................................................................................ 497

GONÇALVES E CARVALHO PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS LTDA


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Introdução e Esclarecimentos Iniciais

1- Esse cronograma foi elaborado para ser usado como roteiro geral de estudos para os concursos de
Defensorias Públicas Estaduais. Pode ser usado na fase RETA FINAL (tal qual foi elaborado), ou
ainda por quem está em fase intermediária de preparação (adaptação 01) ou também para quem está
iniciando do zero (adaptação 02) - tabela de utilização abaixo.

2- Lembrem-se: por ser um material dedicado à Defensoria Pública em Geral, é necessário que estudem
somente as matérias que são cobradas no concurso visado por vocês, bem como o adapte ao seu
edital (concurso) e nível de preparação. Vejam que nosso edital é amplo, ou seja, terá muito mais
matéria do que o edital de seu concurso, razão pela qual essa primeira adaptação é fundamental.

3- Percebam que as matérias cobradas não têm uma distribuição equitativa, de forma que temos
algumas matérias principais (direito civil, direito constitucional, direito penal etc), e outras
periféricas (ex: direito do consumidor), mas todas devem ser estudadas. Nas mais importantes,
faremos um estudo mais aprofundado, nas demais um estudo mais legalista.

4- Acelerem nas matérias que vocês são melhores, tentando diminuir o tempo sugerido para elas, e
façam com mais cuidado as matérias em que vocês são piores.

5- Tentem manter a sequência sugerida dentro das matérias, pois uma é continuação da outra, o que
facilita o aprendizado.

6- O ideal é estudar várias matérias ao mesmo tempo, ou seja, não precisam seguir a ordem dos dias,
desde que fechem a meta para cada dia em um dia (desculpem a redundância). Assim, não precisam
começar pelo dia 01, mas terão de fazê-lo antes da prova, ainda que como último dia, p. ex.

7- Para quem seguir o programa “Formando a Base” e o “Estudo Intermediário”, sugere-se a inclusão
de revisões no decorrer dos dias, de forma que a cada cinco dias de matéria nova (Ex: 5 dias de
direito penal), tire o sexto para revisão dos 05 anteriores (Ex: 5 dias anteriores de direito penal), e
não de tudo que já fora estudado).

8- Tirem 6h30min para as metas e 1h:30 min para questões/informativos. Trabalhem com 8 horas como
meta diária que conseguirão cumprir o sugerido como revisão reta final (revisão dos principais
pontos quando já houver edital publicado). Para estudo regular, ou seja, “Formando a Base” e o
“Estudo Intermediário” são necessários mais dias. Para esses alunos, a tabela abaixo deverá os guiar
na conversão dos dias.

9- Para quem não possui 8 horas livres, multiplique o tempo previsto no nosso edital proporcionalmente
a suas horas disponíveis. Assim, se você segue o cronograma reta final e tem 4 horas livres, cumpra a
meta de um dia do nosso edital em dois dias seus. Não ter 8h não é um problema, mas sim uma
desculpa para não estudar. Todos chegam lá, basta, de fato, querer! Ou seja, trabalhem com
proporção para adaptar o edital a sua realidade.

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10- Em qualquer matéria ao lerem algo relacionado à Defensoria Pública redobrem a atenção. O mesmo
se diga para os direitos fundamentais básicos.

11- Cuidado com as novidades legislativas e com as novas súmulas. Dominar lei seca é fundamental para
Defensoria Pública de qualquer Estado.

12- Mantenham-se atualizados com os informativos e incluam questões no seu estudo diário.

13- Informativos: mantem-se atualizados, especialmente para Banca CESPE. Nossa sugestão de estudos
é o site do Dizer o Direito (sugerimos utilizar a versão completa, mas ler somente o resumo; leia a
explicação apenas quando sentir necessidade).

14- Questões: treinem pelo menos 2 vezes na semana, podendo ser da matéria estudada
(preferencialmente) ou de toda o conteúdo do edital (para quem já está em fase mais avançada de
estudos).

15- As metas estão dentro do retângulo. O detalhadamente se refere a uma doutrina que escolhi para
indicar a vocês a importância de cada tema. O tema dento do retângulo corresponde ao edital e é o
que deve ser, de fato, estudado. Lembre-se: o presente material é uma orientação, e deve ser
adaptado, por você mesmo, às suas peculiaridades.

16- Usem os espaços embaixo (ou no verso) de cada dia para as anotações mais importantes daquele dia
de estudos (sugiro, portanto, que imprimam o planejamento). E revisem o que de mais importante
anotaram. ESSA É A MAIOR UTILIDADE DO PRESENTE EDITAL, OU SEJA, VOCÊ O
PREPARAR PARA UMA REVISÃO FINAL DE QUALIDADE.

17- Para uma perfeita organização, tirem o primeiro dia para ler o cronograma inteiro (e conhecer o
tamanho do seu desafio). Monte seu próprio planejamento.

18- Alguns temas se relacionam com várias matérias, mas o aluno deve ter o cuidado de o estudar apenas
uma vez, embora o tema possa estar incluído em duas matérias diferentes no edital.

19- Informo que cada material possui um traço identificador, de forma que esperamos não termos
problemas com o compartilhamento indevido.

Dedicação total agora. Força meus amigos que a aprovação está próxima!

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Análise sobre o certame

Caro aluno,
O presente material busca aprimorar e agilizar a sua preparação para as provas das defensorias estaduais,
que, desde a EC 45/2004, têm ganhado cada vez mais força no cenário jurídico nacional com sua autonomia
e crescente estruturação, através de abertura de novos núcleos e concursos públicos para ingresso na carreira
de Defensor Público Estadual. Hoje é uma realidade que a Defensoria se encontra em todos os estados do
Brasil e os concursos são cada vez mais frequentes, o que exige que o candidato esteja sempre alerta e em
constante preparação para os próximos certames.
O material esquematizado é elaborado em conjunto pelos Professores Marco Dominoni e Rafael Bravo, do
Curso Clique Juris, e pelo professor Eduardo Gonçalves, do Site do Eduardo Gonçalves, e tem como
objetivo direcionar o foco do aluno para os pontos mais importantes do edital, com maior incidência nas
provas da Defensoria e relevância para a carreira e atuação. Como o tempo é precioso para o candidato e
igualmente é necessário focarmos nos pontos mais relevantes, o edital busca abordar todas as matérias
cobradas em todos os concursos das defensorias estaduais, no sentido de proporcionar uma preparação
completa do candidato para qualquer certame estadual da Defensoria Pública, sem descuidar do foco e
objetividade nos estudos dos diversos temas.
Esperamos que este material o auxilie, assim como já ajudou outros alunos, na preparação e que você
conquiste a aprovação desejada! A vitória só depende de você! Vamos estudar com foco, determinação,
sonhando com a posse e de olho na vaga!
Feita esta breve introdução, vamos passar a analisar quais disciplinas são cobradas nas provas da Defensoria
Estadual, elegendo um núcleo rígido de matérias que são comuns a todas as DPE’s e destacando outras
que são peculiares a uma ou outra defensoria. Essa será nossa metodologia de abordagem das disciplinas.
Espero que gostem do nosso material! Vamos com tudo pra cima dos estudos e contem conosco na sua
caminhada!
Abraço e sucesso!
Rafael Bravo, Eduardo Gonçalves e Marco Dominoni.

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Análise das Disciplinas Cobradas nos certames da Defensoria Pública

Após essa breve introdução sobre o concurso, vamos analisar os concursos das Defensorias Estaduais de
forma objetiva, ou seja, elencando as matérias cobradas em cada certame.
Saliente-se que algumas divisões seguem o edital e outras foram elaboradas por nossa equipe no intuito de
tornar o estudo para o concurso mais didático e organizado. Vamos analisar as disciplinas cobradas por cada
Defensoria, seguindo uma divisão regional. Ao final, serão elencadas as matérias que sempre são cobradas
em todas as provas, e as que são peculiares a uma ou outra prova. As disciplinas assinaladas em negrito não
são exigidas em todos os certames.

Região Sudeste
DPE RJ
I. Direito Civil; II. Direito do Consumidor; III. Direito Processual Civil; IV. Direito Empresarial; V. Direito
Penal; VI. Direito Processual Penal; VII. Execução Penal; VIII. Direito Constitucional; IX. Direito
Tributário; X. Direito Administrativo; XI. Direito Previdenciário; XII. Direitos Humanos; XIII. Tutela
Coletiva; XIV. Direito da Criança e do Adolescente e XV. Princípios Institucionais da Defensoria
Pública.

DPE SP
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo e Direito Tributário; III. Direito Penal; IV. Direito
Processual Penal; V. Direito Civil e Direito Comercial; VI. Direito Processual Civil; VII. Direitos Difusos e
Coletivos; VIII. Direito da Criança e do Adolescente; IX. Direitos Humanos; X. Princípios e
Atribuições Institucionais da Defensoria Pública do Estado; XI. Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica.

DPE MG
I. Direito Constitucional, Financeiro e Tributário; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal; IV. Direito
Processual Penal; V. Direito Civil e Empresarial; VI. Direito Processual Civil; VII. Direitos Humanos e
Legislação Específica; VIII. Princípios Institucionais da Defensoria Pública e Legislação Específica.

DPE ES
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Empresarial; IV. Direito Penal; V. Direito
Processual Penal; VI. Direito Constitucional; VII. Direito Administrativo; VIII. Direito da Criança e do
Adolescente; IX. Direito do Idoso, da pessoa portadora de deficiência e da mulher; IX. Direito do
Consumidor; X. Direitos Humanos; XI. Direito Previdenciário; XII. Direitos Difusos e Coletivos; XIII.
Princípios Institucionais e Legislações da Defensoria Pública.

Região Sul

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DPE RS
I. Direito Constitucional; II. Direito Civil; III. Direito Processual Civil; IV. Direito do Consumidor; V.
Direito Penal; VI. Direito Processual Penal; VII. Direito das Execuções Penais VIII. Direito da Infância
e Juventude; IX. Direito Tributário; X. Direito Administrativo; XI. Direitos Humanos; XII. Direito
Institucional.

DPE PR
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal e Criminologia; IV. Direito
Processual Penal; V. Direito Civil; VI. Direito Processual Civil; VII. Direitos Difusos e Coletivos e Direito
do Consumidor; VIII. Direito da Criança e do Adolescente; IX. Direitos Humanos; IX. Princípios e
Atribuições Institucionais da Defensoria Pública do Estado do Paraná; X. Filosofia do Direito e Sociologia
Jurídica.

DPE SC
I. Direito Constitucional; II. Direito Civil; III. Direito Administrativo; IV. Direito Tributário; V. Direito do
Trabalho; VI. Direito Penal; VII. Direito do Consumidor; VIII. Direito da Criança e do Adolescente;
IX. Direito Eleitoral; X. Direito Empresarial; XI. Direito Processual (Civil, Penal, Constitucional,
Administrativo, do Trabalho e Tributário); XII. Legislação do Estado de Santa Catarina; XIII. Filosofia
do Direito; XIV. Sociologia Jurídica; XV. Direitos Humanos; XVI. Princípios e atribuições institucionais
da Defensoria Pública

Região Centro-Oeste
DPE GO
I. Constitucional; II. Administrativo; III. Civil; IV. Processo Civil; V. Penal; VI. Processo Penal; VII.
Consumidor; VIII. Direito da Criança e do Adolescente; IX. Direito do Idoso; X. Direitos Humanos;
XI. Princípios e Atribuições Institucionais da Defensoria Pública do Estado de Góias

DPE DF
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V.
Direito Civil; VI. Direito Empresarial; VII. Direito Processual Civil; VIII. Direito do Consumidor; IX.
Direitos Difusos e Coletivos; X. Direito da Criança e do Adolescente; XI. Direitos Humanos; XII. Direito
Tributário; XIII. Direito Previdenciário; XIV. Organização e Princípios Institucionais da Defensoria Pública
e da Defensoria Pública do Distrito Federal.

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DPE MS
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V. Direito
Constitucional; VI. Direito Administrativo; VII. Direito do Consumidor; VIII. Direito da Criança e do
Adolescente; IX. Direitos Difusos e Coletivos; X. Defensoria Pública; XI. Direitos Humanos.

DPE MT
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V. Direito
Constitucional; VI. Direito Administrativo; VII. Direitos Humanos; VIII. Organização da Defensoria
Pública; IX. Direito do Consumidor; x. Direito Tributário; XI. Direitos das Crianças e dos
Adolescentes; XII. 5 Direitos Difusos e Coletivos.

Região Nordeste
DPE BA
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Empresarial; IV. Direito Penal; V. Direito
Processual Penal; VI. Direito Constitucional; VII. Direito Administrativo; VIII. Direito da Criança e do
Adolescente; IX. Direito do Idoso; X. Direito do Consumidor; XI. Direitos Humanos; XII. Direito
Previdenciário; XIII. Direitos Difusos e Coletivos; XIV. Princípios Institucionais e Legislações da
Defensoria Pública.

DPE SE
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Empresarial; IV. Direito Penal; V. Direito
Processual Penal; VI. Direito Constitucional; VII. Direito Administrativo; VIII. Direito da Criança e do
Adolescente; IX. Direito do Idoso; X. Direito do Consumidor; XI. Direitos Humanos; XII. Direitos
Difusos e Coletivos; XIII. Princípios Institucionais e Legislações da Defensoria Pública.

DPE AL
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V.
Direito Civil; VI. Direito Processual Civil; VII. Direitos Difusos e Coletivos; VIII. Direito da Criança e
do Adolescente; IX. Direito do Consumidor; X. Princípios e Atribuições Institucionais da Defensoria
Pública.

DPE PB
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Empresarial; IV. Direito Penal; V. Direito
Processual; VI. Penal Direito; VII. Constitucional; VIII. Direito Administrativo; IX. Direito da Criança e
do Adolescente; X. Direito do Idoso; XI. Direito do Consumidor; XII. Direitos Humanos; XIII. Direitos
Difusos e Coletivos; XIV. Princípios Institucionais da Defensoria Pública.

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DPE PE
I. Direito Civil; II. Direito Processual Civil; III. Direito Empresarial; IV. Direito Penal; V. Direito
Processual Penal; VI. Direito Constitucional; VII. Direito Administrativo; VIII. Direito da Criança e do
Adolescente; IX. Direito do Consumidor; X. Direitos Humanos; XI. Direito Previdenciário; XII. Direito
do Idoso; XIII. Direitos Difusos e Coletivos; XIV. Legislação organizacional da Defensoria Pública.

DPE RN
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Civil; IV. Direito Processual Civil; V.
Direitos Difusos e Coletivos; VI. Direito da Criança e do Adolescente; VII. Direito do Idoso; VIII.
Direito das pessoas com deficiência; IX. Direito do Consumidor; X. Princípios e Atribuições
Institucionais da Defensoria Pública e Leis Orgânicas da Defensoria Pública Federal e Estadual; XI. Direito
Penal e Legislação Penal Extravagante; XII. Direito Processual Penal e Legislação Processual Penal
Extravagante; XIII. Execução Penal.

DPE CE
I. Direito Administrativo; II. Direito Civil; III. Direito Comercial; IV. Direito Constitucional; V. Direito do
Consumidor; VI. Direito do Trabalho; VII. Direito Penal; VIII. Direito Previdenciário; IX. Direito
Processual Civil; X. Direito Processual Penal; XI. Organização da Defensoria Pública.

DPE MA
I. Direito Constitucional; II. Direito Civil; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Civil; V. Direito
Processual Penal; VI. Direito de Execução Penal; VII. Direito Administrativo; VIII. Direito
Previdenciário; IX. Direito Empresarial; X. Direito do Consumidor; XI. Direitos Humanos; XII.
Legislação e Princípios Institucionais da Defensoria Pública; XIII. Direito da Criança e do Adolescente;
XIV. Direito Agrário; XV. Direito do Trabalho.

Região Norte
DPE AM
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Tributário; IV. Direito Civil; V. Direito
Processual Civil. VII. Direito Penal; VIII. Direito Processual Penal; IX. Direito do Consumidor; X.
Direito da Criança e do Adolescente; XII. Direito do Idoso; XIII. Direito Previdenciário; XIV. Direito
Difusos e Coletivos; XV. Direito Ambiental; XVI. Direitos Humanos; XVII. Princípios Institucionais da
Defensoria Pública.

DPE PA
I. Direito Constitucional; II. Direito Civil; III. Direito Penal IV. Direito Processual Civil, V. Direito
Processual Penal; VI. Direito de Execução Penal; VII. Direito Administrativo; VIII. Direito
Previdenciário; IX. Direito da Criança e do Adolescente; X. Direito Tributário; XI. Direito Comercial
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e Empresarial; XII. Direito Agrário; XIII. Direito Ambiental; XI. Direitos Humanos; XII. Direitos
Difusos e Coletivos; XIII. Direito do Consumidor; XIV. Princípios e Atribuições Funcionais da
Defensoria Pública. Da Organização da Defensoria Pública.

DPE TO
I. Direito Constitucional; II. Direitos Humanos; III. Direito Administrativo; IV. Direito Previdenciário e
Direito Tributário; V. Direito Civil e Direito Empresarial; VI. Direito Processual Civil; VII. Direito
Agrário. VIII. Direitos Difusos e Coletivos: Direito da Criança e do Adolescente, Direito do Idoso,
Direito das Pessoas com Deficiência e Direito do Consumidor e Direito Ambiental; Filosofia do Direito
e Sociologia Jurídica; IX. Princípios e Atribuições Institucionais da Defensoria Pública. Leis
Complementar Federal nº 80/94; Lei Complementar Estadual nº 55/09. X. Direito Penal; XI. Direito
Processual Penal; XII. Execução Penal; XIII. Legislação Penal e Processual Penal Extravagante.

DPE RR
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V.
Direito Civil; VI. Direito Processual Civil; VII. Direito do Consumidor; VIII. Direitos Difusos e
Coletivos; IX. Direitos Humanos; X. Direito da Criança e do Adolescente; XI. Direito do Idoso; XII.
Direito Previdenciário; XIII. Princípios Institucionais e Legislações da Defensoria Pública.

DPE RO
I. Direito Constitucional; II. Direitos Humanos; III. Direito Administrativo; IV. Direito Previdenciário; V.
Direito Tributário; VI. Direito Civil e Empresarial; VII. Direito Processual Civil; VIII. Direitos Difusos e
Coletivos; IX. Direito da Criança e do Adolescente; X. Direito do Idoso e dos Portadores de
Necessidades Especiais; XI. Direito do Consumidor; XII. Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica;
XIII. Legislação e Princípios Institucionais da Defensoria Pública; XIV. Direito Penal; XV. Direito
Processual Penal.

DPE AC
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V.
Direito Civil; VI. Direito do Consumidor; VII. Direito Processual Civil; VIII. Direitos Difusos e
Coletivos; IX. Direitos Humanos; X. Direito da Criança e do Adolescente; XI. Direito do Idoso; XII.
Direito Previdenciário; XIII. Princípios Institucionais e Legislações da Defensoria Pública.

DPE AP
I. Direito Constitucional; II. Direito Administrativo; III. Direito Penal; IV. Direito Processual Penal; V.
Direito Civil; VI. Direito do Consumidor; VII. Direito Processual Civil; VIII. Direitos Difusos e
Coletivos; IX. Direitos Humanos; X. Direito da Criança e do Adolescente; XI. Direito do Idoso; XII.
Direito Previdenciário; XIII. Princípios Institucionais e Legislações da Defensoria Pública.

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Após essa breve análise das disciplinas exigidas, medida necessária para organização dos estudos,
conseguimos desenhar um núcleo rígido de matérias que são cobradas em todos os certames das
Defensorias Públicas Estaduais, conforme adiante discriminado.

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Núcleo Rígido de Disciplinas das Defensorias Públicas Estaduais

Caro aluno, após traçarmos um panorama geral de disciplinas cobradas nos certames da Defensoria Pública
Estadual de norte a sul do país, podemos elencar as seguintes matérias como principais e que são sempre
exigidas nos certames:

Direito Constitucional
Direito Administrativo
Direito Civil
Direito Processual Civil
Direito Penal1
Direito Processual Penal
Direitos Humanos
Princípios Institucionais da Defensoria Pública

Estas 8 disciplinas principais são cobradas em todos os concursos, de modo que, para uma preparação
completa do candidato que está interessado em prestar concurso não apenas para o seu estado de origem,
mas para outros estados, deverá atentar para estas disciplinas, no sentido de revisá-las e dispensar mais
tempo no seu estudo.
Considerando, ainda, que são as matérias básicas, merecem elas um estudo mais aprofundado, devendo o
aluno optar por um bom material.
Vamos passar agora à análise das disciplinas peculiares, ou seja, aquelas que são cobradas em um ou outro
concurso, mas não em todos.

1
Em relação ao Direito Penal, alguns editais inserem a matéria relativa a Execução Penal dentro de Direito Penal – o que, diga-se
de passagem, é uma atecnia, posto que estamos diante de um verdadeiro processo de execução da pena imposta! Outros editais
separam essa disciplina, como se fosse um estudo autônomo. Como pretendemos uma preparação completa para a DPE, deixamos
as disciplinas separadas, dando ênfase ao estudo do Direito Penal e ao estudo da Execução Penal, que é extremamente relevante
para a Defensoria e representa o dia-a-dia do Defensor Público. O mesmo se aplica ao estudo de criminologia, que igualmente
tratamos como uma disciplina autônoma, permitindo que o aluno aprofunde seus estudos, se assim desejar.

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Demais disciplinas cobradas em alguns certames da Defensoria Pública

Em relação às demais disciplinas cobradas em alguns concursos, advertimos o aluno que procure ler o edital
do último concurso da defensoria estadual de seu interesse. Assim, não é para ler todas as disciplinas, a não
ser que tenha o desejo de prestar concurso para todos os Estados. A nossa organização é apenas para fins
didáticos e para organizar o raciocínio ao longo da leitura da presente obra e na preparação para os
concursos.
As matérias abaixo, organizadas regionalmente, são cobradas em alguns concursos da DPE:

REGIÃO NORTE: Direito da Criança e Adolescente, Direito do Idoso, Direito dos Portadores de
Necessidades Especiais, Direito Previdenciário, Direitos Difusos e Coletivos, Direito Ambiental, Direito
Empresarial ou Comercial, Direito Tributário, Filosofia do Direito, Sociologia Jurídica e Direito Agrário.

REGIÃO NORDESTE: Direito da Criança e Adolescente, Direito do Idoso, Direito do Consumidor,


Direitos Difusos e Coletivos, Direito Previdenciário, Direito do Trabalho, Execução Penal e Direito Agrário.

REGIÃO CENTRO-OESTE: Direito da Criança e Adolescente, Direito do Idoso, Direitos Difusos e


Coletivos, Direito Tributário, Direitos Empresarial e Direito do Consumidor.

REGIÃO SUDESTE: Direito da Criança e Adolescente, Direito do Idoso, Direito dos Portadores de
Necessidades Especiais e Mulher, Direito do Consumidor, Direito Previdenciário, Direito Tributário,
Direitos Difusos e Coletivos, Criminologia, Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica.

REGIÃO SUL: Direito da Criança e Adolescente, Direito do Consumidor, Direitos Difusos e Coletivos,
Direito Eleitoral, Direito do Trabalho, Direito Tributário, Filosofia do Direito e Sociologia Jurídica.

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Pontos Sugeridos para Leitura

Pensando em um estudo unificado, que permita que o aluno se prepare, não apenas para uma prova, mas
para diversos certames da Defensoria, nossa equipe de professores buscou estudar todos os editais e elencar
pontos/tópicos que deverão ser estudados para uma preparação mais completa possível, e com a
profundidade necessária para que o candidato alcance a aprovação.

DIREITO CONSTITUCIONAL
Parte I - 1 Direito Constitucional: conceito e objeto, origem, formação, conteúdo, fontes, métodos de
trabalho. 2 Constituição: tipologia, classificação, concepções, legitimidade, pauta normativa e pauta
axiológica. A força normativa da Constituição. 3 A constitucionalização simbólica: a constitucionalização,
texto constitucional e realidade constitucional. Efetividade das normas constitucionais. 4 Sistema
constitucional: a Constituição como um sistema de normas. Os valores na Constituição. Preceitos
fundamentais. Fins e funções do Estado. 5 Normas constitucionais: natureza, classificação, lacunas na
Constituição, espécies e características, princípios jurídicos e regras de direito. Aplicação da Constituição no
tempo e no espaço. Eficácia das normas constitucionais e tutela das situações subjetivas. Eficácia vertical e
horizontal dos direitos fundamentais. Orçamento e reserva do possível. O princípio da proibição do
retrocesso social. 6 Hermenêutica e interpretação constitucional. Métodos e conceitos aplicados à
interpretação. Princípios de interpretação especificamente constitucionais. A sociedade aberta dos intérpretes
da Constituição. Criação judicial do Direito. “Juízes legisladores”? Jurisdição constitucional e
consequências da interpretação. 7 Constitucionalismo e neoconstitucionalismo. Jurisdição constitucional e
consequências da interpretação. Teoria da justiça constitucional. O guardião da Constituição. Conceitos de
justiça constitucional, jurisdição constitucional e Tribunal Constitucional. Legitimidade e limites do
Tribunal Constitucional. Funções e morfologia do Tribunal Constitucional. Relação entre os poderes na
justiça constitucional. 8 Poder constituinte. 8.1 Perspectivas históricas. 8.2 Poder constituinte originário:
caracterização, função, finalidade, atributos, natureza. 8.3 Espécies de poder constituinte derivado: atuação e
limitações. 8.4 Poder constituinte supranacional. 9 Controle de constitucionalidade. Supremacia da
Constituição Federal. Teoria da inconstitucionalidade. Teoria da recepção. O controle difuso da
constitucionalidade. O controle concentrado da constitucionalidade (ADI, ADI por omissão, ADC, ADPF).
Mutações constitucionais. Técnicas de decisões nos tribunais constitucionais. Decisões aditivas e
substitutivas dos Tribunais Constitucionais. Controle de constitucionalidade do direito estadual e do direito
municipal. Bloco de constitucionalidade.
Parte II - 1 Organização do Estado. 1.1 Formação, desenvolvimento, evolução, soberania, globalização,
comunidades internacionais. 1.2 Estado Federal: conceito, surgimento, evolução e características, vedações.
1.3 Federação brasileira: componentes e intervenção. Competências e sua repartição. Conflitos jurídicos no
Estado Federal brasileiro. Princípio da simetria e autonomia dos entes federativos. 1.4 Federalismo
cooperativo, princípio da solidariedade e igualação das condições sociais de vida. 1.5 Federalismo
assimétrico. 2 União: natureza jurídica, competências e bens. Territórios. 3 Estados federados: natureza
jurídica, competências, autonomia, capacidade de auto-organização e seus limites. Constituição Estadual e
seus elementos. 4 Municípios: natureza jurídica, criação, competências, autonomia, capacidade de auto-
organização e seus limites, lei orgânica e seus elementos, regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e
microrregiões. 5 Distrito Federal. 6 Organização administrativa do Estado. 6.1 Administração Pública:
noção, normas e organização. 6.2 Princípios constitucionais da Administração Pública. 6.3 Servidores
públicos civis e militares: regime jurídico constitucional. 6.4 Responsabilidade Civil do Estado. 7

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Organização funcional do Estado. 7.1 Princípio da separação dos poderes: essência, evolução, significado e
atualidade. 7.2 Controles interorgânicos e funções típicas e atípicas de cada poder. 8 Poder Legislativo. 8.1
Funções, organização e funcionamento. 8.2 Atos parlamentares. 8.3 Espécies normativas. 8.4 Processo
legislativo. 8.5 Estatuto dos congressistas. 8.6 Tribunal de Contas. 9 Poder Executivo. 9.1 Presidente da
República, Governadores e Prefeitos: eleição, reeleição, perda do mandato, impedimento, substituição,
sucessão, vacância, responsabilidade e atribuições. 9.2 Ministros de Estado, Conselho da República e
Conselho de Defesa Nacional. 10 Poder Judiciário. 10.1 Funções, organização, competências e
funcionamento. 10.2 Estatuto da magistratura e seus princípios informativos. 10.3 Garantias institucionais da
função judicial. 10.4 Precatórios. 10.5 Jurisdição constitucional do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal
de Justiça do Estado. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Uso da jurisprudência estrangeira e
internacional pelo STF. 10.6 Jurisdição Constitucional do Tribunal de Justiça. 10.7 Súmula vinculante. 10.7
Reclamação Constitucional. Recurso Extraordinário. 10.8 Conselho Nacional de Justiça. 10.9
Responsabilidade do Estado por atos jurisdicionais. 10.10 O papel do tribunal constitucional na efetivação
da Justiça. 10.11 Políticas públicas e controle jurisdicional. 10.12 amicus curiae e audiências públicas. 10.13
Ativismo Judicial.1 Funções essenciais à Justiça. 11.1 Ministério Público: regime jurídico constitucional.
11.2 Defensoria Pública: enquadramento constitucional, princípios, garantias institucionais e funcionais,
Emenda Constitucional de nº 80/2014 e Defensoria Pública na Constituição do Estado do Rio Grande do
Norte. 11.3 Advocacia Pública: Advocacia da União e Procuradorias. 11.4 Advocacia. 12 Sistema
constitucional das crises. 12.1 Estado de defesa. 12.2 Estado de sítio. 12.3 Forças armadas. 12.4 Segurança
pública. 13 Finanças públicas. 13.1 Normas gerais. 13.2 Orçamentos: princípios, elaboração, gestão,
fiscalização e controle da execução orçamentária. 14 Ordem econômica e financeira. 14.1 princípios gerais e
fins da ordem econômica. 14.2 Orçamento: princípios, elaboração, gestão, fiscalização e controle da
execução orçamentária. Revisão Judicial das escolhas orçamentárias. 14.3 Atuação e posicionamento do
Estado no domínio econômico. 14.4 Propriedades na ordem econômica. 14.5 Política urbana: bases
constitucionais do direito urbanístico. 14.6 Política agrícola fundiária e reforma agrária. 14.7 Sistema
financeiro nacional. 14.8 A justiça social. 15 Ordem social. 15.1 fundamentos e objetivos. 15.2 Seguridade
social. 15.3 Educação, cultura e desporto. 15.4 Comunicação social. 15.5 Meio ambiente. 15.6 Família,
criança, adolescente e idoso. 15.7 índios. 15.8 Pessoas com deficiência. 15.10 A justiça social.
Parte III - 1 Direitos e garantias fundamentais: conceito, evolução, estrutura, características, funções,
titularidade, destinatários, colisão e ponderação de valores. Teoria geral das garantias. Direitos fundamentais
em espécie. Conflito de direitos fundamentais. Restrições a direitos fundamentais. Teorias interna e externa.
O princípio do respeito ao conteúdo essencial dos direitos fundamentais. Teorias objetiva e subjetiva.
Teorias absoluta e relativa. O princípio da proporcionalidade: conceito, origem, conteúdo, elementos e
subprincípios. O princípio da proibição do excesso. O princípio da proibição da proteção insuficiente. O
princípio da razoabilidade: conceito, origem e conteúdo. Eficácia vertical e horizontal dos direitos
fundamentais. Orçamento e reserva do possível. O princípio da proibição do retrocesso social. 2 Proteção
judicial dos direitos fundamentais: as ações constitucionais. 3 Proteção não judicial dos direitos
fundamentais: direito de resistência e direito de petição. 4 Direitos sociais. Teoria geral dos direitos sociais.
Classificação. Efetivação. Intervenção do Poder Judiciário em tema de implementação de políticas públicas.
5. Princípios fundamentais da República Federativa do Brasil: fundamentos, objetivos e princípios. 6. A
constitucionalização simbólica: a constitucionalização, texto constitucional e realidade constitucional.
Efetividade das normas constitucionais. 6 O direito ao mínimo existencial: origem, conceito, fundamento e
objeto. 7 Direito de nacionalidade. Condição jurídica do estrangeiro no Brasil. 8 Direito de cidadania:
direitos políticos positivos e negativos, partidos políticos. 9 Tratados internacionais de direitos humanos e
direito interno. 10 Direito internacional dos direitos humanos e o direito constitucional brasileiro positivo.
Mecanismos de proteção aos direitos humanos na Constituição brasileira de 1988. Federalização de crimes

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graves contra os direitos humanos. O acesso à justiça e as Defensorias Públicas. Emendas Constitucionais nº
45/2009 e nº 80/2014 e Defensoria Pública. 11 Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

DIREITO ADMINISTRATIVO
1 Direito Administrativo. Conceito. Objeto. Fontes. 2 Administração Pública. Conceito e organização.
Regime jurídico administrativo. Princípios expressos e reconhecidos. Devido processo legal. Poderes da
Administração Pública. Poderes e deveres dos administradores públicos. Uso e abuso do poder. Órgãos
públicos. Transparência e acesso à informação no Poder Público. Controle da Administração Pública no
Brasil. 3 Administração Direta e Indireta. Aspectos gerais da Administração Direta. Autarquias. Empresas
públicas e sociedades de economia mista. Fundações públicas. Pessoas jurídicas vinculadas ao Estado. 4
Ato administrativo. Conceito, características e atributos. Elementos e requisitos de validade. Classificação e
espécies. Formação e efeitos. Extinção, revogação, invalidação e convalidação. Procedimento
administrativo. Controle judicial do ato administrativo. 5 Licitação. Conceito, natureza jurídica, objeto e
finalidade. Princípios básicos e correlatos. Modalidades. Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade.
Procedimento licitatório. Anulação, revogação e recursos administrativos. Procedimentos voltados ao
processo administrativo sancionatório previsto na Lei Federal nº 8.666/93. 6 Contrato administrativo.
Conceito, principais características e espécies. Formalização, execução e inexecução. Duração, prorrogação,
renovação e extinção. Revisão e rescisão. Convênios e consórcios. 7 Serviços públicos. Conceito,
características e classificação. Competência, regulamentação e controle. Princípios. Direitos e deveres dos
usuários. Formas de prestação e remuneração. Concessão, permissão, autorização e parceria público-privada.
Direito de Greve. Serviços essenciais e o Código de Defesa do Consumidor. 8 Bens públicos. Conceito,
elementos e classificação. Aquisição e espécies. Utilização e regime jurídico. Afetação e desafetação.
Gestão e alienação. Patrimônio histórico. 9 Agentes públicos. Conceito e classificação. Organização e
regime jurídico funcional. Regime previdenciário. Responsabilidade administrativa, civil e criminal. 10
Responsabilidade patrimonial extracontratual do Estado. Noções gerais sobre a responsabilidade
extracontratual do Estado. Teorias sobre a responsabilidade e a irresponsabilidade do Estado.
Responsabilidade por atos administrativos, legislativos e judiciais. Reparação do dano e direito de regresso.
11 Intervenção do Estado na propriedade. Fundamentos, competência e controle judicial. Desapropriação.
Servidão administrativa. Requisição. Ocupação temporária. Limitações administrativas. Tombamento. 12
Atuação do Estado no domínio econômico. Liberalismo econômico e o intervencionismo. Fundamentos da
ordem econômica. Formas de atuação do Estado. Estado regulador e executor. Monopólio estatal. 13
Controle da Administração Pública. Controle político e administrativo. Conceito, fundamentos, natureza
jurídica, objetivo e classificação. Controle e processo administrativo. Controle legislativo e Tribunal de
Contas. Súmulas vinculantes e demais instrumentos de controle judicial. Improbidade administrativa.

DIREITO CIVIL
1 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Eficácia, conflito e interpretação e integração das
normas. 2 Pessoa natural. Aquisição e extinção da personalidade. Direitos da personalidade. Nascituro.
Nome. Registro das pessoas naturais. Domicílio. 3 Pessoa natural: capacidade e emancipação. Incapacidade.
Suprimento da incapacidade. Tutela. Curatela. Internação psiquiátrica involuntária. Ausência. Administração
de bens e direitos de incapazes. 4 Pessoas jurídicas. Definição e natureza. Classificações. Registro. Nome.
Domicílio. Prova. Teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Responsabilidade. Bens. 5 Pessoas
jurídicas. Fundações. Associações. Organizações sociais. Sociedades de fato. Grupos despersonalizados. 6
Fatos jurídicos: Conceito e Classificação. Aquisição, modificação, defesa e extinção de direitos. Negócio
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jurídico. Atos jurídicos – elementos essenciais, classificação e modalidades. Defeitos e invalidade dos atos.
7 Prescrição e decadência. 8 Atos ilícitos. Abuso do direito. Enriquecimento ilícito. Causas excludentes de
ilicitude. Prova. 9 Responsabilidade civil. Indenização por Danos. Liquidação dos danos. Responsabilidade
civil por perda de uma chance. 10 Bens jurídicos. 11 Direito das coisas. Posse e propriedade: classificação,
aquisição, perda e proteção. Função social e ambiental da posse e da propriedade. 12 Direito das coisas.
Direitos de vizinhança. Condomínio em geral. Condomínio edilício (Código Civil e suas alterações, artigos
1.331 a 1.358; Lei nº 4.591/1964 e suas alterações). Direitos sobre coisa alheia: uso, usufruto, habitação e
servidão. Direito de Superfície. Direito de Sobrelevação. 13 Propriedade resolúvel. Propriedade fiduciária.
Alienação fiduciária em garantia. 14 Compromisso de venda e compra. 15 Garantias de dívidas: penhor e
hipoteca. 16 Direito das obrigações. Definição, fontes e classificação. Modalidades. Obrigações de dar.
Obrigações de fazer e não fazer. Obrigações alternativas. Obrigações divisíveis e indivisíveis. Obrigações
civis e naturais, de meio e de resultado. Obrigação e solidariedade. 17 Transmissão das obrigações. Cessão
de Crédito. Assunção de dívida. 18 Extinção das obrigações. Adimplemento: pagamento, pagamento em
consignação; pagamento com sub-rogação; dação em pagamento, novação com subrogação, dação em
pagamento; novação; compensação; remissão; confusão. Pagamento indevido. Inadimplemento das
Obrigações. Mora. Juros. Correção monetária. Cláusula penal. Arras. Morte. Incapacidade superveniente.
Prisão Civil. 19 Atos unilaterais. Promessa de recompensa. Gestão de negócios. 20 Contratos.
Generalidades. A função social dos contratos. Cláusulas Gerais dos Contratos e deveres anexos. Formação
dos contratos: fases. Contrato preliminar. Classificações dos contratos. Contratos atípicos. Interpretação dos
Contratos. Vícios redibitórios. Evicção. 21 Extinção dos contratos. Exceção de contrato não cumprido.
Teoria da imprevisão. Teoria da resolução por onerosidade excessiva. Adimplemento Substancial. 22
Contratos em espécie. Compra e venda. Troca. Venda com reserva de domínio. Doação. Locação de coisas.
Empréstimo, comodato e mútuo. Prestação de serviço. Empreitada. Depósito. Mandato. Corretagem.
Transporte. Seguro. Fiança. Locação predial. Contrato de prestação de serviço de assistência e contrato
privado de seguro de assistência à saúde. 23 Entidades familiares. Origem e conceitos. Relações familiares
plurais - fundamentos da diversidade. Princípios constitucionais da família. Princípios constitucionais
aplicáveis às relações familiares. 24 Casamento: habilitação, celebração, eficácia, direitos e deveres.
Dissolução de sociedade conjugal e do vínculo matrimonial. Responsabilidade civil decorrente das relações
familiares. Regime de bens, meação e sucessão. 25 União estável. Aspectos constitucionais e normas da
legislação infraconstitucional. Características, estado, impedimentos, direitos e deveres. Meação e sucessão.
26 União de pessoas do mesmo sexo. 27 Relações de parentesco. 28 Filiação. Proteção das pessoas dos
filhos. Adoção. Reconhecimento de filhos. Estado de filiação e origem genética. Princípio da afetividade.
Alienação Parental. Princípio da paternidade responsável. Usufruto e administração de bens de filhos
incapazes. 29 Poder familiar. 30 Direitos sexuais e reprodutivos. Reprodução medicamente assistida.
Planejamento familiar. 31 Alimentos. Conceito. Natureza. Classificação dos alimentos. Características do
direito alimentar. Características da obrigação alimentar. Origens e sujeitos das obrigações alimentares.
Alimentos Gravídicos. 32 Sucessão. Sucessão Legítima e Sucessão testamentária. Herança jacente. Herança
vacante. Inventário. Partilha de bens e direitos. 33 O Direito de Empresa no Código Civil. Da Empresa e Do
Empresário. Ato empresarial. 34 Da Sociedade Empresarial. Sociedade não personificada. Sociedade
Personificada. Sociedade Simples. Sociedade em nome coletivo. Sociedade em comandita simples.
Sociedade Limitada. Sociedade Cooperativa. Sociedades Coligadas. Registro das sociedades.
Transformação, incorporação, fusão e liquidação. Do Estabelecimento. Nome Empresarial. Dos Prepostos.
Desconsideração da personalidade jurídica. 35 Dos Títulos de Crédito: Disposições Gerais, Títulos ao
Portador, Títulos à Ordem e Títulos Nominativos. Títulos em Espécie: Da Letra de Câmbio. Da Nota
Promissória. Da Duplicata de Compra e Venda Mercantil e de Prestação de Serviços. Do Cheque. 36
Contratos bancários: conceito, características, classificação, espécies e interpretação. Dos Juros
Remuneratórios e Moratórios. Anatocismo. Aplicação do Código de Defesa do Consumidor aos contratos
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bancários. Comércio eletrônico. 37 Arrendamento 29 mercantil: conceito, elementos do contrato, obrigações
dos sujeitos, modalidades, revisão e cláusulas abusivas. 38 Da alienação fiduciária em garantia.

DIREITO PROCESSUAL CIVIL


1 Processo e Constituição. Princípios. Jurisdição e ação. 1.1 Conceito, natureza e características. 1.2
Condições da ação. 2 Partes e procuradores. 2.1 Capacidade processual e postulatória. 2.2 Deveres e
substituição das partes e procuradores. 3 Litisconsórcio e assistência. Sucessão processual. 4 Intervenção de
terceiros. 4.1 Oposição, nomeação à autoria, denunciação à lide e chamamento ao processo. 5 Prerrogativas
processuais da Defensoria Pública. Gratuidade de justiça. Ministério Público. 6 Competência. 6.1 Em razão
do valor e da matéria. 6.2 Competência funcional e territorial. 6.3 Modificações de competência e
declaração de incompetência. 7 O juiz. 8 Atos processuais. 8.1 Forma dos atos. 8.2 Prazos. 8.3 Comunicação
dos atos. 8.4 Nulidades. 9 Formação, suspensão e extinção do processo. 10 Processo e procedimento. 10.1
Procedimentos ordinário e sumário. 11 Procedimento ordinário. 11.1 Petição inicial. 11.2 Requisitos, pedido
e indeferimento. 12 Resposta do réu. 12.1 Contestação, exceções e reconvenção. 13 Revelia. 14 Julgamento
conforme o estado do processo. 15 Provas. 15.1 Ônus da prova. 15.2 Depoimento pessoal. 15.3 Confissão.
15.4 Provas documental e testemunhal. 16 Audiência. 16.1 Conciliação, instrução e julgamento. 17 Sentença
e coisa julgada. 18 Liquidação e cumprimento da sentença. 19 Recursos. 19.1 Disposições gerais. 20
Processo de execução. 20.1 Execução em geral. 20.2 Diversas espécies de execução. 20.2.1 Execução para
entrega de coisa. 20.2.2 Execução das obrigações de fazer e de não fazer. 21 Execução de ações coletivas.
22 Processo cautelar e medidas cautelares. 22.1 Disposições gerais. 22.2 Procedimentos cautelares
específicos (arresto, sequestro, busca e apreensão). 22.3 Exibição e produção antecipada de provas. 23
Procedimentos especiais previstos no CPC. 24 Outros procedimentos especiais: mandado de segurança, ação
popular, ação civil pública, ação de improbidade administrativa.

DIREITO PENAL
1 Direito Penal e Poder Punitivo. 1.1 Teoria do Direito Penal. 1.2 Política Criminal e Criminologia. Noções
básicas. 1.3 Criminalização Primária e Secundária. 1.4 Seletividade do sistema penal. 2 Direito Penal de
Autor e Direito Penal do Ato. 2.1 Garantismo Penal. 2.2 Direito Penal do Inimigo. 2.3 Dinâmica Histórica
da Legislação Penal. História da Programação Criminalizante no Brasil. 2.4 Genealogia do Pensamento
Penal. 2.5 Direito Penal e Filosofia 3 Funções da Pena. Teorias. 4 Características e Fontes do Direito Penal.
5 Princípios aplicáveis ao Direito Penal. 6 Bem jurídico-penal. Teorias. 7 Aplicação da lei penal. 7.1 A lei
penal no tempo e no espaço. 7.2 Tempo e lugar do crime. 7.3 Lei penal excepcional, especial e temporária.
7.4 Territorialidade e extraterritorialidade da lei penal. 7.5 Pena cumprida no estrangeiro. 7.6 Eficácia da
sentença estrangeira. 7.7 Contagem de prazo. 7.8 Frações não computáveis da pena. 7.9 Interpretação da lei
penal. 7.10 Analogia. 7.11 Irretroatividade da lei penal. 7.12 Conflito aparente de normas penais. 8 Teoria
do Delito. 8.1 Classificação dos crimes. 8.2 Teoria da Ação. 8.3 Teoria do tipo. O fato típico e seus
elementos. 8.4 Relação de causalidade. Teorias. Imputação objetiva. 8.5 Tipos dolosos de ação. 8.6 Tipos
dos Crimes de Imprudência. 8.7 Tipos dos Crimes de Omissão. 8.8 Consumação e tentativa. 9 Desistência
voluntária e arrependimento eficaz. 10 Arrependimento posterior. 11 Crime impossível. 12 Agravação pelo
resultado. 13 Erro. 13.1 Descriminantes putativas. 13.2 Erro determinado por terceiro. 13.3 Erro sobre a
pessoa. 13.4 Erro sobre a ilicitude do fato (erro de proibição). 14 Concurso de crimes. 15 Ilicitude. 16
Culpabilidade. 17 Concurso de Pessoas. 18 Penas. 18.1 Espécies de penas. 18.2 Cominação das penas. 18.3
Aplicação da pena. 18.4 Suspensão condicional da pena. 18.5 Livramento condicional. 18.6 Efeitos da
condenação. 18.7 Reabilitação. 18.8 Execução das penas em espécie e incidentes de execução. 18.9 Limites
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das penas. 19 Medidas de segurança. 19.1 Execução das medidas de segurança. 20 Ação penal. 21
Punibilidade e causas de extinção. 22 Prescrição. 23 Crimes contra a pessoa. 24 Crimes contra o patrimônio.
25 Crimes contra a propriedade imaterial. 26 Crimes contra a organização do trabalho. 27 Crimes contra o
sentimento religioso e contra o respeito aos mortos. 28 Crimes contra a dignidade sexual. 29 Crimes contra a
família. 30 Crimes contra a incolumidade pública. 31 Crimes contra a paz pública. 32 Crimes contra a fé
pública. 33 Crimes contra a Administração Pública. 34 Lei nº 8.072/1990 e alterações (delitos hediondos).
35 Lei nº 7.716/1989 e alterações (crimes resultantes de preconceitos de raça ou de cor). 36 Lei nº
9.455/1997 (crimes de tortura). 37 Lei nº 12.694/2012 e lei nº 12.850/2013 (crime organizado). 38 Lei nº
9.605/1998 e alterações (crimes contra o meio ambiente). 39 Lei nº 9.503/1997 e 25 alterações (crimes de
trânsito). 40 Lei nº 11.343/2006 (Lei Antidrogas). 41 Lei nº 4.898/1965 (abuso de autoridade). 42 Lei nº
10.826/2003 e alterações (Estatuto do Desarmamento). 43 Lei nº 8.078/1990 (Código de Proteção e Defesa
do Consumidor). 44 Lei nº 9.613/1998 (lavagem de dinheiro). 45 Convenção americana sobre direitos
humanos (Pacto de São José e Decreto nº 678/1992). 46 Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha). 47 Lei nº
8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente). 47.1 Lei nº 12.594/2012 (Lei do SINASE). 48 Direito
Penal Econômico. 49 Disposições constitucionais aplicáveis ao direito penal. 50 Entendimento dos tribunais
superiores acerca dos institutos de direito penal.

DIREITO PROCESSUAL PENAL


1 Processo Penal Brasileiro. Processo Penal Constitucional. 2 Sistemas e Princípios Fundamentais. 3
Aplicação da lei processual no tempo, no espaço e em relação às pessoas. 3.1 Disposições preliminares do
Código de Processo Penal. 4 Fase Pré-Processual: Inquérito policial. 5 Processo, procedimento e relação
jurídica processual. 5.1 Elementos identificadores da relação processual. 5.2 Formas do procedimento. 5.3
Princípios gerais e informadores do processo. 5.4 Pretensão punitiva. 5.5 Tipos de processo penal. 6 Ação
penal. 7 Ação civil Ex Delicto. 8 Jurisdição e Competência. 9 Questões e processos incidentes. 10 Prova.
10.1 Lei nº 9.296/1996 (interceptação telefônica). 11 Sujeitos do Processo. 12 Prisão, medidas cautelares e
liberdade provisória. 12.1 Lei nº 7.960/1989 (prisão temporária). 13 Citações e intimações. 14 Atos
Processuais e Atos Judiciais. 15 Procedimentos. 15.1 Processo comum. 15.2 Processos especiais. 15.3 Lei nº
8.038/1990 - normas procedimentais para os processos perante o Superior Tribunal de Justiça (STJ) e o
Supremo Tribunal Federal (STF). 16 Lei nº 9.099/1995 e Lei nº 10.259/2001 e alterações (juizados especiais
criminais). 17 Prazos. 17.1 Características, princípios e contagem. 18 Nulidades. 19 Recursos em geral. 20
Habeas corpus e seu processo. 21 Normas processuais da Lei nº 7.210/1984 e alterações (execução penal).
22 Relações jurisdicionais com autoridade estrangeira. 23 Disposições gerais do Código de Processo Penal.
24 Entendimento dos tribunais superiores acerca dos institutos de direito processual penal.

DIREITOS HUMANOS
1. Parte Geral: Os fundamentos filosóficos dos Direitos Humanos. Universalismo e relativismo cultural. 2.
A sacralidade da pessoa e a dignidade humana. Os direitos naturais do jusnaturalismo racional e do
contratualismo moderno. Os direitos fundamentais do juspositivismo. Teoria crítica dos Direitos Humanos.
A denúncia da mistificação ideológica dos direitos humanos abstratos. A dificuldade de reconstrução dos
direitos humanos na era da biopolítica: os limites da cidadania como direito a ter direitos, estado de exceção
e campo de concentração como paradigmas políticos modernos. Encantos e desencantos dos Direitos
Humanos: entre dominação e emancipação. Perspectivas pós-violatórias, estatais e monistas X pré-
violatórias, existenciais e pluralistas para a proteção dos Direitos Humanos. Efeito encantatório e usos
políticos dos Direitos Humanos: intervenções humanitárias e imperialismo dos Direitos Humanos
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(universalismo, relativismo e hermenêutica diatópica). As tensões da Modernidade ocidental e as tensões
dos Direitos Humanos: da colonialidade à descolonialidade. Os Direitos Humanos na zona de contato entre
globalizações rivais. Os Direitos Humanos como bandeiras de lutas dos movimentos sociais. A reconstrução
contra-hegemônica dos Direitos Humanos: Direitos Humanos interculturais, pós-imperiais e descoloniais no
horizonte pós-capitalista. 3. Origem, sentido e a evolução histórica dos Direitos Humanos: direito
humanitário, legado do Tribunal do Nuremberg, Liga das Nações, Tribunal Penal Internacional (TPI),
Organização Internacional do Trabalho (OIT) e suas convenções. 4. Direitos humanos na constituição
federal brasileira de 1988. 5. O sistema internacional de proteção e promoção dos Direitos Humanos:
Organização das Nações Unidas (ONU). Declarações, tratados, resoluções, comentários gerais, relatórios e
normas de organização e funcionamento dos órgãos de supervisão, fiscalização e controle. 6. Órgãos
convencionais e extraconvencionais. 7. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 8. Pacto Internacional
dos Direitos Civis e Políticos (PIDCP). Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e
Políticos. Segundo Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos visando à
abolição da pena de morte. 9. Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (PIDESC)
Protocolo Facultativo ao Pacto Internacional de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais. Convenção para a
Prevenção e Punição ao crime de genocídio. 10. Convenção Relativa ao Estatuto dos Refugiados. Protocolo
sobre o Estatuto dos Refugiados. Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação racial.
Convenção sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra a mulher. Protocolo Facultativo à
Convenção sobre a Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. Convenção contra a
tortura e outros tratamentos ou penas cruéis, desumanos ou degradantes. Protocolo Facultativo à Convenção
contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis, Desumanos ou Degradantes. Convenção sobre os
direitos da criança. Protocolos Opcionais à Convenção dos Direitos da Criança. Estatuto de Roma.
Convenção sobre os direitos da pessoa com deficiência. Protocolo Facultativo à Convenção sobre os
Direitos da Pessoa com Deficiência. Convenção Internacional sobre a Proteção dos Direitos de Todos os
Trabalhadores Migrantes e dos Membros das suas Famílias. Convenção Internacional para a Proteção de
Todas as Pessoas Contra o Desaparecimento Forçado. Convenção relativa à proteção do patrimônio
mundial, cultural e natural – “Declaração de Estocolmo”. Carta Africana de Direitos Humanos e dos povos.
Declaração das Nações Unidas sobre os direitos dos povos indígenas. Convenção sobre a diversidade
biológica. 11. Sistema Regional Interamericano de Proteção aos Direitos Humanos. Organização dos
Estados Americanos (OEA): declarações, tratados, resoluções, relatórios, informes, pareceres, jurisprudência
(contenciosa e consultiva da corte interamericana de Direitos Humanos), normas de organização e
funcionamento dos órgãos de supervisão, fiscalização e controle. Comissão Interamericana de Direitos
Humanos: relatórios de casos, medidas cautelares, relatórios anuais e relatoria para a liberdade de expressão.
Corte Interamericana de Direitos Humanos. Convenção Americana de Direitos Humanos. Protocolo
adicional à convenção americana sobre Direitos Humanos em matéria de direitos econômicos, sociais e
culturais – Protocolo de San Salvador. Convenção Interamericana para prevenir e punir a tortura. Protocolo
à Convenção Americana sobre direitos humanos relativo à abolição da pena de morte. Convenção
Interamericana para prevenir, punir e erradicar a violência contra mulher. Convenção Interamericana contra
a corrupção. Convenção Interamericana sobre a eliminação de todas as formas de discriminação contra
pessoas portadoras de deficiência. Convenção Interamericana sobre o desaparecimento forçado de pessoas.
12. Direito internacional dos Direitos Humanos: fontes, classificação princípios, características e teoria das
gerações de direitos humanos. Normas de interpretação dos tratados de Direitos Humanos. Resolução de
conflitos ante a colisão de direitos humanos. A responsabilidade internacional por violação dos direitos
humanos: tratados internacionais de direitos humanos e as obrigações assumidas pelo Brasil, formas de
reparação e sanções coletivas e unilaterais. A vigência e eficácia das normas do direito internacional dos
Direitos Humanos. As possibilidades de aposição de reservas e de oferecer denúncia relativas aos tratados
internacionais de Direitos Humanos. A incorporação dos tratados internacionais de proteção de direitos
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humanos ao direito brasileiro. A posição hierárquica dos tratados internacionais de Direitos Humanos em
face do artigo 5º, e seus parágrafos, da Constituição Federal brasileira. O controle de convencionalidade. O
direito da autodiscriminação: discriminação direta e indireta e ações afirmativas. A execução de decisões
oriundas de tribunais internacionais de Direitos Humanos no Brasil. 11. Direitos Humanos e acesso 39 à
justiça: o dever dos estados de promover o acesso à justiça, 100 Regras de Brasília e desenvolvimentos no
âmbito da organização dos estados americanos relacionados à Defensoria Pública. 13. Direitos Humanos em
Espécie e Grupos vulneráveis. Direitos Humanos das minorias e grupos vulneráveis: Mulher, Discriminação
racial, Diversidade sexual, Criança e Adolescente, Idoso, Pessoa com Deficiência, Pessoas em situação de
rua, Povos Indígenas Quilombolas, Imigrantes e Refugiados. 14. Comissão Nacional da Verdade: histórico,
atribuições, legislação, audiências públicas e relatórios. 15. Mecanismos de proteção aos direitos humanos
na Constituição Federal brasileira de 1988. Federalização de crimes graves contra os Direitos Humanos.
Remédios constitucionais. 16. Reflexos do Direito Internacional dos Direitos Humanos no direito brasileiro.
Programa Nacional de Direitos Humanos I, II e III. Comissão Nacional da Verdade: histórico, atribuições,
legislação, audiências públicas e relatórios. 10. Direitos Humanos em espécie e grupos vulneráveis. Direitos
Humanos das minorias e de vítimas de injustiças históricas: Mulher, Negro, Criança e Adolescente, Idoso,
Pessoa com Deficiência, Pessoas em situação de rua, Povos Indígenas, LGBT (lésbicas, gays, bissexuais,
travestis, transexuais e transgêneros), Quilombolas, Sem-teto, Sem-terra, Imigrantes e Refugiados.

PRINCÍPIOS INSTITUCIONAIS DA DEFENSORIA PÚBLICA


1. A evolução histórica da prestação da Assistência Jurídica. 2. A Assistência Judiciária, Assistência Jurídica
e Defensoria Pública nas Constituições Brasileiras. 3. A Defensoria Pública na Constituição Federal e na
Constituição Estadual. 4. O Estatuto Constitucional da Defensoria Pública. Diferenças e semelhanças em
relação ao estatuto constitucional das demais carreiras do sistema de justiça. Princípios Institucionais da
Defensoria Pública. Unidade. Indivisibilidade. Independência Funcional. Funções Típicas e Atípicas da
Defensoria Pública. Competência para legislar sobre a Defensoria Pública. Autonomias da Defensoria
Pública. Funcional. Administrativa. Financeira. As garantias Constitucionais e Institucionais relativas aos
membros da Defensoria Pública. 5. A Defensoria Pública como Instituição Essencial à Conciliação. O
Defensor Público como Instrumento de Transformação Social. 6. A Defensoria Pública como Instituição
Permanente, essencial à função jurisdicional do Estado. Relevância e essencialidade da Defensoria Pública
no exercício da Cidadania e da Defesa do Estado Democrático de Direito. A Lei Complementar Federal nº
80/1994, com as alterações da Lei Complementar Federal nº 132/2009. A Lei Complementar Estadual nº
251/2003 e suas alterações. 7. Defensoria Pública e Justiça Gratuita: distinções. Pressupostos para obtenção
da Justiça Gratuita. Presunção de hipossuficiência. A Lei nº 1.060/1950 e suas alterações. 8. O Defensor
Público e a natureza da representação do assistido em juízo. Direito dos assistidos. A Defensoria Pública e o
patrocínio de pessoas jurídicas. 9. A Estrutura Organizacional e o Regime Jurídico dos membros da
Defensoria Pública na Constituição Federal. A Estrutura Organizacional da Defensoria Pública do Estado do
Rio Grande do Norte. Regime Jurídico dos membros da Defensoria Pública na Constituição Federal, na
Constituição Estadual e na legislação institucional. 10. Órgãos da Administração Superior da Defensoria
Pública do Estado do Rio Grande do Norte. Órgãos de Atuação. Órgãos de Execução. Órgãos Auxiliares.
Defensoria Pública-Geral. Competência e atribuições do Defensor-Público Geral e do Subdefensor Público
Geral. Do Conselho Superior da Defensoria Pública do Estado. Competências e Atribuições. Corregedoria
Geral da Defensoria Pública. Competências e Atribuições. A carreira de Defensor Público do Estado:
Nomeação e Posse. Exercício. Mobilidade Funcional. Promoção. Remoção. Os Membros da Defensoria
Pública como agentes públicos. Atribuições do Defensor Público. Garantias e Prerrogativas do Defensor
Público. O Defensor Público como Instrumento de Transação como Título Jurídico Extrajudicial. Atuação

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da Defensoria Pública na efetivação dos Direitos e Garantias Fundamentais: da ampla defesa e do
contraditório. Deveres. Impedimentos. Proibições. Incompatibilidade. Suspeições. Regime Disciplinar.
Penalidades e Procedimento Disciplinar. O Defensor Público e a Curadoria Especial. A atuação do Defensor
Público nos conflitos coletivos. 11 Defensoria Pública da União e do Distrito Federal e Territórios.

CRIMINOLOGIA
1. Conceito, método, objeto, sistemas e funções da Criminologia. 2. Paradigma etiológico de Criminologia:
crime, criminoso e criminalidade como objeto criminológico nas Escolas Clássica, positiva e Técnico-
jurídica. 3. Paradigma de reação social e a criminologia crítica: controle social e sistema penal como objeto
criminológico. 4. A sociedade criminógena. Sociologia Criminal e Desorganização Social. Teorias da
subcultura delinquente e da anomia. A perspectiva interacionista. Seletividade. 5. Fundamentos do sistema
punitivo. 6. Pena de prisão. Históricos. Crise. Alternativas. 7. Vitimologia e Vitimização. 8. Abolicionismo.
9. Garantimos. 10. Direito Penal do Inimigo. 11. Mídia e Criminalidade. 12. Criminologia e política
criminal. 13. Tendências contemporâneas da Criminologia.

DIREITO DA CRIANÇA E ADOLESCENTE


1. Paradigmas legislativos em matéria de infância e juventude: a doutrina da situação irregular e a doutrina
da proteção integral. 2. A criança e o adolescente na normativa internacional. Declaração Universal dos
Direitos da Criança. Convenção Internacional sobre os direitos da Criança. Convenção sobre os aspectos
civis do sequestro internacional de crianças. Convenção Relativa à Proteção das Crianças e à Cooperação em
Matéria de Adoção Internacional. Regras Mínimas da ONU para Proteção dos Jovens Privados de Liberdade
e para Administração da Justiça da Infância e Juventude (Regras de Beijing). Diretrizes das Nações Unidas
para a Prevenção da Delinquência Juvenil. 3. Os direitos da criança e do adolescente na Constituição
Federal. 4. O Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/90 e alterações posteriores): abrangência,
concepção e estrutura. Parte geral, parte especial, disposições preliminares, finais e transitórias. Criança e
Adolescente. Antecedentes históricos. 5. Direitos Fundamentais: vida e saúde; liberdade, respeito e
dignidade; convivência familiar e comunitária; educação, cultura, esporte e lazer; profissionalização e
proteção no trabalho. 6. Prevenção Geral e Especial. 7. A política de atendimento. Disposições gerais. As
entidades e programas de atendimento. Fiscalização das entidades. Linhas de ação e da política de
atendimento. Linhas de ação e diretrizes. Municipalização e descentralização. Participação da cidadania e
conselhos dos direitos. Entidades e programas de atendimento. 8. Direito à convivência familiar. 6.1 Família
natural e família substituta. 6.2 Guarda. 6.3 Tutela. 6.4 Adoção. 6.5 Perda ou suspensão do poder familiar.
6.6 Colocação em família substituta. 9. Medidas de proteção. Disposições gerais e medidas específicas.
Medidas pertinentes aos pais ou responsável. 10. Prática de ato infracional. Disposições gerais. A questão
socioeducativa. Conceito e tempo do ato infracional. Inimputabilidade. Direitos Individuais. Garantias
Processuais. Medidas socioeducativas. Remissão. 11. Conselho Tutelar. Disposições gerais. Estrutura.
Atribuições. Competência. Processo de escolha. Impedimentos. 12. Do acesso à justiça. Disposições gerais.
Justiça da Infância e Juventude. Princípios gerais. Competência. Serviços auxiliares. Procedimentos.
Recursos. Ministério Público e Advogado. Proteção judicial dos interesses individuais, difusos e coletivos.
13. Crimes e infrações administrativas previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente. Apuração de
infração administrativa às normas de proteção à criança e ao adolescente. Procedimentos. Disposições
gerais. Perda e suspensão do poder familiar. Destituição da tutela. Colocação em família substituta.
Apuração de ato infracional atribuído ao adolescente. Apuração de irregularidade em entidade de
atendimento. Apuração de infração administrativa às normas de proteção à criança e ao adolescente. 14. Lei
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Orgânica da Assistência Social - LOAS (Lei nº 8742/93) e Política Nacional de Assistência Social
(Resolução do Conselho Nacional de Assistência Social nº 145, de 15/10/2004 – DOU 28/10/2004). 15. Lei
de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB - Lei nº 9.394/96). 16. Resoluções n.ºs 113/06 e 117/06,
ambas do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (CONANDA) que dispõem sobre os
parâmetros para a institucionalização e fortalecimento do Sistema de Garantia dos Direitos da Criança e do
Adolescente. 17. A Defensoria Pública e proteção dos direitos individuais e coletivos da criança e do
adolescente. 18. Sumulas e jurisprudência dos tribunais superiores. 19. Execução de Medidas
Socioeducativas. Lei que institui o Sistema Nacional de Atendimento Socioeducativo (Sinase) e regulamenta
a execução das medidas socioeducativas destinadas a adolescente que pratique ato infracional (Lei nº
12.594/2012).

DIREITO DO IDOSO
1. História social do direito do idoso brasileiro. Paradigmas legislativos em matéria do idoso: a situação
irregular e a proteção integral. A prioridade absoluta na garantia dos direitos dos idosos. Política nacional do
idoso - Lei n. 8. 842/1994, regulamentada pelo Decreto 1.948 de 03/07/1996. Portaria 1.395/1999 e
alterações. 2. Portaria n.73, de 2001 e Estatuto do idoso - lei n. 10.741/2003. Decreto Federal nº 5.934/2006.
Decreto Federal nº 5.109/2004. Portaria nº 2.874/2000 (altera dispositivo da Portaria nº 2.854/2000).
Portaria 1.868/2005 (revoga a Portaria nº 810/1989). Portaria GM/MS nº 810/1989 (aprova normas e
padrões para o funcionamento de instituições destinadas ao atendimento de idosos). Portaria do
SEAS/MPAS nº 73/2011 (normas de funcionamento de serviços de atenção ao idoso no Brasil). 3. Normas
correlatas. 4. Estatuto do Idoso (Lei n. 10.741/03) Disposições preliminares. Direitos Fundamentais. Dos
direitos fundamentais em espécie. Das Medidas de Proteção. Da política de atendimento ao idoso. 5. Da
apuração judicial de irregularidades em entidades de atendimento. Do acesso à justiça. Dos crimes e
Disposições finais e transitórias. 6. Humanização no atendimento à pessoa idosa. Princípios da
humanização. Conceitos de humanização. A essência da humanização no cuidado ao idoso e sua família. 7.
Ética no cuidado. 8. Violência contra o idoso. Conceito. Formas. Agressores. 9. Direito do idoso na justiça.
Direito a alimentação para o idoso. Direito de casar. Tutela e curatela do idoso. Legislação e princípios
institucionais da Defensoria Pública aplicáveis ao direito do idoso.

DIREITO DOS PORTADORES DE NECESSIDADES ESPECIAIS E MULHER


1. Direito dos portadores de necessidades especiais. Convenção sobre os Direitos das Pessoas com
Deficiência, assinada em Nova Iorque, em 30 de março de 2007, ratificada, no âmbito do direito interno,
pelo Decreto Legislativo nº 186/2008. 2. A constitucionalização dos direitos das pessoas com deficiência. 3.
Lei nº 7.853/1989, Decreto nº 3.298/1999 e alterações. 4. A Lei nº 10.048/2000 e alterações. 5. Decreto nº 5
296/2004 e alterações. 6. Reserva de cargos e empregos públicos.

DIREITOS DIFUSOS E COLETIVOS


1 Teoria constitucional dos direitos difusos e coletivos. 1.1 Interesse público e privado. 1.2 Interesse público
primário e secundário. 1.3 Interesses difusos, coletivos e individual homogêneos. 1.4 A defesa judicial dos
interesses transindividuais. 2 Ação civil pública. 3 Defesa das pessoas idosas. 4 Improbidade administrativa.
5 Proteção ao meio ambiente. 6 Proteção aos patrimônios cultural, público e social. 7. Defesa das pessoas
portadoras de deficiência. 8 Defesa da ordem urbanística. 9 A tutela em juízo dos interesses individuais
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homogêneos, difusos e coletivos. 9.1 Competência. 9.2 Ônus da prova. 9.3 Legitimidade ordinária e
extraordinária. 9.4 Legitimidade ativa e passiva. 9.5 Legitimidade ativa da Defensoria Pública. 9.6
Litisconsórcio e assistência. 9.7 Conexão, continência e litispendência. 9.8 Liminares e recursos. 9.9 Multas.
9.10 Fundo para reconstituição do bem lesado. 9.10.1 Fundos federais, fundos estaduais, receitas do fundo,
finalidades do fundo, reparação das lesões individuais. 9.11 Sentença. 9.12 Desistência e renúncia do
recurso. 9.12.1 Efeitos. 9.12.2 Desistência pelo Ministério Público. 9.13 Coisa julgada na ação coletiva. 9.14
Responsabilidade por custas, honorários advocatícios e demais encargos de sucumbência. 9.15 Liquidação e
execução da sentença. 9.16 Legitimados para a liquidação. 9.17 Escolha do foro pelo lesado individual. 9.18
Responsabilidade e culpa. 9.19 Prescrição e decadência. 10 Direito agrário. 10.1 Teoria geral do direito
agrário: conceito e princípios. 10.2 Imóvel rural. 10.2.1 Conceito e classificação — Constituição da
República e Lei nº 4.504/1964 e suas alterações (Estatuto da Terra). 10.2.2 Lei nº 6.015/1973 e suas
alterações (Capítulo V – Registro de Imóveis). 10.3 Reforma agrária (Lei nº 8.629/1993 e suas alterações).
10.4 Processo de desapropriação de terras para fins de reforma agrária (Leis Complementares nº 76/1993 e
88/1996). 10.5 Usucapião constitucional rural (art. 191 da Constituição da República e Lei nº 6.969/1981 e
suas alterações). 11 Execução de ações coletivas.

EXECUÇÃO PENAL
1. Princípios constitucionais e legais que regem a execução penal. Objetivos da Execução Penal. Sistemas
de Execução Penal. Natureza da Execução Penal. Fontes Positivas do Direito de Execução Penal. 2. Lei de
Execução Penal (Lei nº 7.210/84 e alterações posteriores). Objeto e aplicação da lei de execução penal.
Destinatários da Lei de Execução Penal. O Condenado e o Internado. Classificação. Preso Estrangeiro.
Assistência. Trabalho do Preso. 3. Do exame de classificação e criminológico. 4. Trabalho penitenciário. 5.
Direitos e Deveres do Presos. 6. Faltas disciplinares. Sanções e recompensas. Deveres, Direitos e Disciplina.
Sistema Disciplinar. Direito Penitenciário. Aplicação das sanções. Procedimento disciplinar. Regime
Disciplinar Diferenciado. 7. Órgãos da Execução Penal. Do Juízo da execução penal. Defensoria Pública e a
Lei 12,313/10. Ministério Público. Conselho Penitenciário. Estabelecimentos Penais. 8. Execução da Penas.
Penas privativas de liberdade. 9. Regimes e aplicação do art. 111. 10. Autorizações de saída. Monitoramento
Eletrônico: Lei nº 12.106/09. Lei nº 12.258/10. 11. Remição. 12. Livramento condicional. 13. Decretos
Presidenciais que prevêem indulto e comutação das penas. Anistia, Graça, Indulto e Comutação de Pena.
Procedimento Judicial. Recursos. Ações Autônomas de Impugnação. Tutela Coletiva na Execução Penal. 14.
Excesso e desvio da execução penal. Conversões. Reabilitação. 15. Monitoração Eletrônica. 16. Penas
restritivas de direito. 17. “Sursis”. 18. Execução da pena de Multa. 19. Medida de segurança. Lei 10.216/01.
20. Conversões das penas privativas de liberdade. Suspensão Condicional da Pena. 21. Agravo em
Execução. 22. “Habeas Corpus”. 23. Resoluções do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária
– CNPCP: Resolução n° 1, de 10-02-2014 - Dispõe sobre o serviço de avaliação e acompanhamento às
medidas terapêuticas aplicáveis à pessoa com transtorno mental em conflito com a Lei. Resolução CNPCP
nº 1, de 7-02-2013 - Dispõe sobre a utilização de instrumentos de registro audiovisual e fotográfico.
Resolução CNPCP nº 03, de 1º-06-2012 - Recomendar que não sejam utilizadas algemas ou outros meios de
contenção em presos que sejam conduzidos ou permaneçam em unidades hospitalares, salvo se restar
demonstrado a necessidade da sua utilização por razões de segurança, ou para evitar uma fuga, ou frustrar
uma resistência. Resolução nº 02, de 1º-06-2012 - Proibir o transporte de pessoas presas ou internadas em
condições ou situações que lhes causem sofrimentos físicos ou morais, sob pena de responsabilidade
administrativa, civil e criminal. Resolução CNPCP nº 04, de 29-06-2011 - Recomenda aos Departamentos
Penitenciários Estaduais ou órgãos congêneres seja assegurado o direito à visita íntima a pessoa presa,
recolhida nos estabelecimentos prisionais. Resolução CNPCP nº 12, de 18-12-2009 - Trata da aplicabilidade

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da Lei de Execução Penal ao preso provisório. Resolução CNPCP nº 04, de 15-07-2009 - Orienta sobre a
estada, permanência e posterior encaminhamento das (os) filhas (os) das mulheres encarceradas. Resolução
CNPCP nº 09, de 12-07-2006 - Recomenda a adoção de procedimentos quanto à revista nos visitantes,
servidores ou prestadores de serviços e/ou nos presos, e dá outras providências. Resolução CNPCP nº 01, de
20-03-1995 - Aplicação das Regras Mínimas para o Tratamento do Preso no Brasil. Resolução CNPCP nº
14, de 11-11-1994 - Trata das regras mínimas para tratamento dos presos no Brasil. 24. Instrumentos
internacionais de proteção às pessoas presas. Regras Mínimas da Organização das Nações Unidas para
tratamento de Reclusos, adotadas em 31 de agosto de 1955, pelo Primeiro Congresso das Nações Unidas
para Prevenção do Crime e o Tratamento dos Delinquentes; e aprovado pelo Conselho Econômico e Social
da ONU através de sua Resolução n.º 35 663 CI (XXIV), de 31 de julho de 1957, aditada pela Resolução n.º
2176 de 13 de maio de 1977. Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (1966). Convenção
Americana de Direitos Humanos (1969). Convenção contra a Tortura e outros Tratamentos ou Penas Cruéis,
Desumanos ou Degradantes da ONU (Resolução nº 39/46, adotada pela ONU em 1984 e ratificada pelo
Brasil em 1989). Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a Tortura, da OEA (1985). Princípios
básicos para o tratamento dos reclusos (Resolução da ONU nº 45/111, de 1990). Declaração sobre a
proteção de todas as pessoas contra os desaparecimentos forçados (Resolução da ONU nº 47/133, de 1992).
Regras das Nações Unidas para o tratamento de mulheres presas e medidas não privativas de liberdade para
mulheres infratoras (Regras de Bangkok - 2010). 25. Estabelecimentos penais federais: Lei nº 11.671/2008
(Inclusão de presos em estabelecimentos penais federais) e Decreto nº 6.877/2008 (Dispõe sobre a inclusão
de presos em estabelecimentos penais federais de segurança máxima ou a sua transferência para aqueles
estabelecimentos). 26. Temas relacionados à execução penal e trato de pessoas presas previstos na
Constituição Federal, na Lei dos Crimes Hediondos (Lei nº 8.072/90 e alterações posteriores); nas Leis de
Drogas (Lei nº 6.368/1976 e Lei nº 11.343/2006 e alterações posteriores); no Estatuto da Criança e do
Adolescente (Lei no 8.069/1990 e alterações posteriores); e nas Súmulas do STJ e STF, e Sumulas
Vinculantes do STF.

DIREITO DO CONSUMIDOR
1. Proteção constitucional ao consumidor. Constitucionalização do direito do consumidor. Eficácia dos
direitos fundamentais na relação de consumo. Natureza jurídica das normas do Código de Defesa do
Consumidor. Técnica legislativa dos conceitos jurídicos indeterminados e das cláusulas gerais. Aplicação
subsidiária do Código Civil e de outras fontes normativas. Importância da Tutela Geral do Consumidor.
Fontes do direito do consumidor. Aplicação da equidade no sistema do Código de Defesa do Consumidor.
Teorias de incidência do Código de Defesa do Consumidor. Incidência do Código de Defesa do Consumidor
em áreas específicas e afins. Interpretação e integração do sistema do Código de Defesa do Consumidor. 2.
Relação jurídica de consumo. Elementos. Conceitos. Teorias. Consumidor Individual e Coletivo.
Consumidor por equiparação. Enquadramento das pessoas jurídicas na condição de consumidoras.
Fornecedor. Espécies de Fornecedores. Enquadramento dos entes despersonalizados e das universalidades
de direito e de fato na condição de fornecedoras. Objeto da relação de consumo. Produtos. Serviços.
Serviços públicos no âmbito do Código de Defesa do Consumidor. 3. Política nacional de relações de
consumo. Princípios. Vulnerabilidade. Harmonização dos interesses. Boa-fé objetiva. Atuação
governamental. Repressão eficiente aos abusos. Adequada e eficaz prestação dos serviços públicos. Análise
e acompanhamento do mercado de consumo. Adequação de produtos e serviços. Respeito a dignidade, saúde
e segurança do consumidor. Educação. Informação. Acesso à justiça. 4. Direitos Básicos do Consumidor.
Proteção à vida, saúde e segurança do consumidor. Garantia quanto à segurança e qualidade de produtos e
serviços. Educação sobre consumo adequado. Informação clara, adequada e precisa sobre produtos e

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serviços. A importância e a natureza jurídica das regras acerca da informação no sistema do Código de
Defesa do Consumidor. Momentos de aferição do dever de informar. Proteção contra publicidade enganosa
e abusiva. Proteção contra as práticas comerciais abusivas. Revisão das cláusulas contratuais abusivas ou
excessivamente onerosas. Vícios congênitos e supervenientes. Teorias da excessiva onerosidade, lesão,
quebra da base objetiva e imprevisão. Requisitos e diferenças entre as teorias. Alcance da revisão contratual.
Efetiva prevenção e reparação de danos coletivos lato sensu ou individuais, patrimoniais ou morais.
Solidariedade na reparação dos danos. Acesso à justiça. Facilitação da defesa. Inversão ope legis e ope
judicis do ônus da prova pela hipossuficiência do consumidor ou verossimilhança de suas alegações. Ônus
da prova subjetivo e objetivo. Teorias de distribuição do ônus probatório: afirmação e carga dinâmica.
Alteração do ônus probatório por disposição contratual. Natureza jurídica da regra de inversão do ônus
probatório. Momento processual de inversão do ônus probatório. Adequada e eficaz prestação dos serviços
públicos. Continuidade, igualdade, eficiência e aplicação de tarifas módicas e uniformes no mercado de
consumo. 5. Responsabilidade Civil no Código de Defesa do Consumidor. Teoria da qualidade. Tipos de
periculosidade. Deveres do fornecedor. Responsabilidade civil pelo fato do produto ou do serviço.
Responsabilidade por vício do produto e do serviço. Caso fortuito e força maior. Desconsideração da
Personalidade Jurídica. Responsabilidade das Sociedades Coligadas, das Sociedades Consorciadas e dos
Grupos de Sociedades. Prepostos e representantes. Ônus da prova referente ao consumidor e ao fornecedor.
Formas de reparação e saneamento do vício. Cabimento e prazos. Opções do consumidor para a reparação.
Essencialidade do produto e serviço e opções do consumidor para a reparação. O direito de regresso.
Descabimento de denunciação da lide. Chamamento ao processo do segurador. Desconsideração da pessoa
jurídica. Teorias maior e menor da desconsideração. Legitimação passiva. 6. Decadência e Prescrição na
relação de consumo. Decadência. Prescrição. Prazo para reclamação quanto a produtos ou serviços duráveis
ou não-duráveis. Termo inicial para vícios ocultos e vícios aparentes. Aplicação subsidiária dos prazos
previstos no Código Civil. Garantia legal. Garantia contratual. Cumulação dos prazos de garantia legal e
contratual. 7. Práticas comerciais. Práticas comerciais abusivas. Rol não-exaustivo das principais práticas
comerciais. Oferta. Princípio da vinculação do fornecedor à oferta, publicidade, escritos particulares e
recibos. Revogabilidade e retratabilidade. Limitação temporal, quantitativa e geográfica da oferta. A oferta
não publicitária. Dever de informar. Decreto Federal nº 5.903/06. Descumprimento da oferta. Publicidade.
Princípios. Publicidade enganosa e abusiva. Inversão ope legis do ônus da prova acerca da veracidade da
mensagem publicitária. 8. Contratação no Código de Defesa do Consumidor. Princípios: confiança, boa-fé
objetiva, equidade, equilíbrio entre direitos e deveres, justiça contratual, transparência, sinceridade,
seriedade, veracidade, moralidade, honestidade e firmeza de propósito. 9. Proteção contratual. A nova ordem
contratual baseada na boa-fé. Conhecimento prévio do conteúdo do contrato. Pré-contratos. Relações
contratuais de fato ou paracontratuais. Especificidades dos contratos de adesão e por adesão. Diferenças com
as condições gerais dos contratos. Interpretação das cláusulas contratuais. Direito de reflexão e
arrependimento. 10. Cláusulas contratuais abusivas. Rol não-exaustivo das cláusulas abusivas. Nulidade de
pleno direito. Possibilidade teórica e legal da decretação ex offício. Princípio conservação do contrato. Papel
da Defensoria Pública no controle de cláusulas abusivas. Outorga de crédito e concessão de financiamento.
Direito de informação. Amortização, liquidação e quitação antecipada. Cobrança de dívidas. Devolução em
dobro da importância indevidamente exigida. Hipóteses de engano justificável. Cadastro de fornecedores e
consumidores. Direito de acesso e correção das informações. Cancelamento da inscrição. 11. Do Sistema
Nacional de Defesa do Consumidor. Papel da Defensoria Pública no Sistema Nacional de Defesa do
Consumidor. 12. Lei nº 8.078/1990; Decreto nº 2.181/1997; Decreto nº 5.440/2005; Decreto nº 6.528/2008;
Portaria nº 81/2002; Portaria nº 2.010/2008; Lei Complementar nº 80/94.

DIREITO PREVIDENCIÁRIO
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DIREITO PREVIDENCIÁRIO: 1 Seguridade social. 1.1 Conceito, origem e evolução legislativa no Brasil,
organização e princípios. 2 Custeio da seguridade social. 2.1 receitas, contribuições sociais, salário-de-
contribuição. 3 Regime geral de previdência social. 3.1 Segurados e dependentes. 3.2 Filiação e inscrição.
3.3 Carência. 3.4 Espécies de benefícios e prestações, disposições gerais e específicas. 3.5 Salário-de-
benefício. 3.6 Renda mensal inicial. 3.7 Reajustamento e revisão. 3.8 Prescrição e decadência. 3.9
Acumulação de benefícios. 3.10 Justificação. 3.11 Ações judiciais em matéria previdenciária. 3.12 Acidente
de trabalho. 4 Regime próprio de previdência dos servidores públicos. 5 Contagem recíproca de tempo de
contribuição e compensação financeira. 6 Previdência complementar.

DIREITO TRIBUTÁRIO

1. Direito tributário. Conceito. Natureza jurídica. Fontes (Constituição Federal. Leis complementares. Leis
ordinárias e atos equivalentes. Tratados internacionais. Atos do poder executivo federal com força de lei
material. Atos exclusivos do poder legislativo. Convênios. Decretos regulamentares. Normas
complementares). Vigência, aplicação, integração e interpretação da lei tributária. 2. Tributos. Conceito de
tributo. Espécies de tributos. Imposto. Taxa. Contribuição de melhoria. Empréstimo compulsório.
Contribuições. Classificações. Natureza específica dos tributos. Preço público e pedágio. Função fiscal,
extrafiscal e parafiscal. 3. Sistema tributário. Lineamentos do sistema constitucional tributário. Princípios
gerais e constitucionais tributários. Limitações ao poder de tributar. Repartição das receitas tributárias. 4.
Competência tributária. Classificação. Exercício da competência tributária. Competência residual. Conflito
de Competência. Capacidade tributária ativa. Imunidade tributária. Distinção entre imunidade, isenção e não
incidência, anistia e remissão. Imunidades: conceito, espécies, aspectos objetivos e subjetivos, alcance,
interpretação. 5. Obrigação tributária. Conceito. Espécies. Sujeito ativo e passivo. Solidariedade. Capacidade
tributária. Domicílio. Desoneração. Responsabilidade tributária. Responsabilidade por infrações.
Solidariedade e sucessão. Responsabilidade pessoal e de terceiros. Responsabilidade supletiva.
Responsabilidade por dívida própria e por dívida de outrem. Denúncia espontânea. 6.Hipótese de incidência.
Aspectos da Hipótese de incidência. Fato gerador. Aspectos gerais. Classificação. Elementos. 7. Crédito
tributário. Noção. Constituição Do crédito. Lançamento e suas modalidades. Suspensão, extinção e exclusão
do crédito tributário. Moratória. Depósito. Reclamações e recursos. Liminar e tutela antecipada. Garantias e
privilégios do crédito tributário. Prescrição e decadência. Fraude à execução. 8. Impostos da União.
Classificações (diretos e indiretos, fixos ou proposrcionais, progressivos ou regressivos, etc). Imposto sobre
a importação de produtos estrangeiros. Imposto sobre a exportação de produtos estrangeiros. Imposto sobre
renda e proventos de qualquer natureza. Imposto sobre produtos industrializados. Imposto sobre operações
de crédito, câmbio, seguro ou relativas a títulos e valores mobiliários. Imposto sobre a propriedade territorial
rural. Imposto sobre grandes fortunas. 9. Impostos dos estados e do Distrito Federal. Imposto sobre
transmissão causa mortis e doação de quaisquer bens ou direitos. Imposto sobre operações relativas à
circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços de transporte interestadual e intermunicipal e de
comunicação, ainda que as operações e as prestações se iniciem no exterior. Imposto sobre propriedade de
veículos automotores. 10. Impostos dos municípios. Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana.
Imposto sobre transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imóveis, por natureza ou
acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de garantia, bem como cessão de direitos a sua
aquisição. Imposto sobre serviços de qualquer natureza. 11. Processo administrativo tributário. Princípios
básicos. Acepções e espécies. Determinação e exigência do crédito tributário. Representação fiscal para fins
27
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penais. 12. Processo judicial tributário. Ações de iniciativa do Fisco: execução fiscal (Lei nº 6830/1980) e
medida cautelar fiscal. Ações de iniciativa do contribuinte: mandado de segurança, ação declaratória de
inexistência de obrigação tributária, ação anulatória de débito fiscal, consignação em pagamento, repetição
do indébito. Ações de controle de constitucionalidade. Ação civil pública. 13. Administração tributária.
Fiscalização. Dívida ativa (liquidez, certeza, exigibilidade, exequibilidade e legislação correlata). Certidões.
Sigilo fiscal. 14. Ilícito tributário. Ilícito administrativo tributário. Ilícito penal tributário. Crimes contra a
ordem tributária. Lei n.º 8.137/1990.

DIREITO EMPRESARIAL
1. Fundamentos do direito empresarial. Direito empresarial na Constituição Federal. Origem e evolução
histórica, autonomia, fontes e características. Teoria da empresa. Empresário: conceito, caracterização,
inscrição, capacidade. empresário individual. pequeno empresário. Lei Complementar nº 123/2006
(microempresa e empresa de pequeno porte). Prepostos do empresário. Institutos complementares: nome
empresarial, estabelecimento empresarial, escrituração. 2. Registro de empresa. Órgãos de registro de
empresa. Atos de registro de empresa. Processo decisório do registro de empresa. Inatividade da empresa.
Empresário irregular. Lei nº 8.934/1994 e suas alterações. 3. Propriedade industrial. Lei nº 9.279/1996. O
Instituto Nacional da Propriedade Industrial. Propriedade industrial e direitos autorais. Patentes. Desenho
industrial. Marca. Espécies. Procedimento de registro. Indicações geográficas. 4. Contratos mercantis.
Características. Compra e venda mercantil. Comissão mercantil. Representação comercial. Concessão
mercantil. Franquia (franchising). Contratos bancários. Operações ativas e passivas dos bancos. Contrato de
cartão de crédito. Juros moratórios e remuneratórios. Responsabilidade civil dos bancos. Alienação
fiduciária em garantia. Cartão de crédito. Arrendamento mercantil e factoring. Contrato de Seguro. 5.
Títulos de crédito. Histórico da legislação cambiária. Conceito de títulos de crédito, características e
princípios informadores. Classificação dos títulos de crédito: letra de câmbio, nota promissória, cheque,
duplicata, endosso e aval. Títulos de crédito comercial, industrial, à exportação, rural, imobiliário, bancário.
Letra de arrendamento mercantil. 6. Ação cambial. Ação de regresso. Inoponibilidade de exceções.
Responsabilidade patrimonial e fraude à execução. Embargos do devedor. Ação de anulação e substituição
de título. 7. Protesto de títulos e outros documentos de dívida: legislação, modalidades, procedimentos,
efeitos, ações judiciais envolvendo o protesto. 8. Direito societário. Sociedade empresária: conceito,
terminologia, ato constitutivo. Sociedades simples e empresárias. Personalização da sociedade empresária.
Classificação das sociedades empresárias. Sociedade irregular. Teoria da desconsideração da personalidade
jurídica. Desconsideração inversa. Regime jurídico dos sócios. Sociedade limitada. Sociedade anônima. Lei
nº 6.404/1976 e suas alterações. Sociedade em nome coletivo. Sociedade em comandita simples. Sociedade
em comandita por ações. Operações societárias: transformação, incorporação, fusão e cisão. Relações entre
sociedades: coligações de sociedades, grupos societários, consórcios, sociedade subsidiária integral,
sociedade de propósito específico. Dissolução, liquidação e extinção das sociedades. Concentração
empresarial e defesa da livre concorrência. 9. Direito falimentar. Lei nº 11.101/2005. Teoria geral do direito
falimentar. Processo falimentar. Pessoa e bens do falido. Regime jurídico dos atos e contratos do falido.
Regime jurídico dos credores do falido. Recuperação judicial. Recuperação extrajudicial. Liquidação
extrajudicial de instituições financeiras.

DIREITO ELEITORAL
1. Sistema Político brasileiro. Princípio democrático. Sistemas Eleitorais: espécies e características. Direitos
políticos ativos e passivos. Teoria e princípios atinentes ao voto (universal, secreto, livre). 2. Convenções
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partidárias. Registro de candidatura. Controle de contas de campanha. Ilicitudes na arrecadação e gastos de
campanha. Captação ilícita de sufrágio. 3. Teoria das inelegibilidades. Condições de elegibilidade. Causas
de inelegibilidade. Espécies de inelegibilidades. Desincompatibilização. 4. Direito partidário. Natureza
jurídica dos partidos. Autonomia partidária. Obrigações e direitos dos partidos. Filiação partidária.
Coligações. Fidelidade partidária. 5. Alistamento eleitoral. Domicílio eleitoral: conceito. Transferência de
domicílio. Garantias eleitorais e atos preparatórios. 6. Competência da Justiça Eleitoral. Processo Judicial
Eleitoral. Considerações gerais. Feitos tipicamente eleitorais. Legitimidades, competência e ritos. Recursos
eleitorais. Consulta eleitoral. 7. Propaganda eleitoral: modalidades. Vedações, permissões e sanções.
Debates. Direito de resposta. Fiscalização e controle judicial da propaganda eleitoral. 8. Condutas vedadas
aos agentes públicos. Penalidades. 9. Abuso de poder: espécies. Configuração. Controle judicial.
Penalidades. Princípios de direito eleitoral.

DIREITO AMBIENTAL
1. Teoria Geral do Direito Ambiental. Princípios do Direito Ambiental. Conceito de meio ambiente e bem
jurídico ambiental. 2. Proteção constitucional do meio ambiente. Direito-dever fundamental ao ambiente.
Competência constitucional (legislativa e administrativa) em matéria ambiental. Princípios. 3. Política
Nacional do Meio Ambiente (Lei nº 6.938/81). SISNAMA - Sistema Nacional do Meio Ambiente.
Instrumentos da Política Nacional do Meio Ambiente. 4. Responsabilidade civil por dano ambiental.
Responsabilidade penal da pessoa jurídica. Zoneamento ambiental.
5. Licenciamento ambiental. Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto Ambiental
(RIMA). Resoluções do CONAMA. 6. Direito Ambiental das Áreas Protegidas. Área de Preservação
Permanente. Reserva Legal. Código Florestal Brasileiro. Sistema Nacional de Unidades de Conservação –
SNUC (Lei n. 9.985/2000). 7. Educação ambiental. Política Nacional de Educação Ambiental. 8.
Biossegurança (Lei nº 11.105/2005). 9. Proteção jurídica dos recursos hídricos. Política Nacional de
Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/97). Poluição das Águas. Proteção das águas doces.
10. Direito das Mudanças Climáticas. Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei nº 12.187/2009).
Refugiados ou migrantes ambientais. Responsabilidade do Estado pelos danos causados às vítimas dos
desastres naturais associados às mudanças climáticas.
11. Meio ambiente e o Estatuto das Cidades. Função social da cidade. Função social da propriedade.
Usucapião especial de imóvel urbano. Patrimônio cultural, histórico, artístico, paisagístico e arqueológico.
12. Resíduos Sólidos. Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010). Responsabilidade pós-
consumo. 13. Recursos Minerais. Pesquisa. Lavra. Participação do proprietário do solo (Lei n° 8.901/94) O
código de mineração. 14. Crimes ambientais. 15. Defensoria Pública e proteção do ambiente. Direito
fundamentais socioambientais ou direitos econômicos, sociais, culturais e ambientais (DESCA). A questão
da Justiça (sócio)ambiental. Conceito de necessitados em termos (sócio)ambientais.

DIREITO DO TRABALHO
1. Princípios e fontes do direito do trabalho. 2. Direitos constitucionais dos trabalhadores (art.7º da
Constituição Federal de 1988). 3. Relação de trabalho e relação de emprego: requisitos e distinção; relações
de trabalho lato sensu (trabalho autônomo, eventual, temporário e avulso). 4. Sujeitos do contrato de
trabalho stricto sensu: empregado e empregador (conceito e caracterização); poderes do empregador no
contrato de trabalho. Trabalhador autônomo. Trabalhador avulso. Trabalhador eventual. Empregados na
administração pública. Trabalhador e prestador de serviços. Poder disciplinar. 5. Grupo econômico; sucessão
de empregadores. Poder disciplinar. Trabalhador e prestador de serviços. 6. Contrato individual de trabalho:

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conceito, classificação e características. Obrigações decorrentes do contrato. Contrato individual de trabalho
por prazo indeterminado e por prazo determinado. Contrato de experiência. Contrato de equipe. Trabalho
temporário. 7. Alteração do contrato de trabalho: alteração unilateral e bilateral; o jus variandi. 8. Suspensão
e interrupção do contrato de trabalho. 9. Rescisão do contrato de trabalho: justa causa; falta grave; rescisão
indireta; dispensa arbitraria; culpa recíproca; indenização. Nulidade. 10. Aviso prévio. 11. Estabilidade
absoluta e garantia do emprego. Estabilidade temporária. Extinção do estabelecimento: força maior e factum
principis. 12. Duração do trabalho; jornada de trabalho e trabalho extraordinário; períodos de descanso;
duração semanal do trabalho; intervalo para repouso e alimentação; descanso semanal remunerado; trabalho
noturno e trabalho extraordinário; sistema de compensação de horas. 13. Salário-mínimo: irredutibilidade e
garantia. 14. Férias: direito a férias e sua duração; concessão e época das ferias; remuneração e abono de
férias. 15. Salário e remuneração. Salário contratual. Salário profissional. Salário normativo. Comissões.
Gratificações. Prêmios. Abonos. Diárias. Ajudas de custo. Gratificação de Natal. Participação nos lucros.
Vale transporte. Proteção de salário. 16. 13º salário. 17. Equiparação salarial; princípio da igualdade de
salário; desvio de função. 18. FGTS. 19. Prescrição e decadência. 20. Segurança e medicina no trabalho:
CIPA; atividades insalubres ou perigosas. Adicionais de insalubridade e periculosidade. 21. Proteção ao
trabalho do menor. 22. Proteção ao trabalho da mulher; estabilidade da gestante; licença maternidade. 23.
Súmulas e Orientações jurisprudenciais do Tribunal Superior do Trabalho - TST. 24. Terceirização.
Responsabilidade da administração pública solidária e subsidiária. 25. Os sistemas de organização sindical.
A organização sindical brasileira. Natureza jurídica do sindicato. Entidades sindicais. Enquadramento
sindical. Sindicabilidade do empregado da administração pública. 26. Convenção Coletiva de Trabalho.
Conceito. Evolução no direito brasileiro. Conteúdo e efeitos. Limite à aplicação das normas convencionais.
Mediação e arbitragem. 27. Classificação dos dissídios coletivos. Natureza jurídica e eficácia da sentença
normativa. 11. Greve. Conceito. Natureza da greve no direito brasileiro. Requisitos.

DIREITO AGRÁRIO
1. Princípios Gerais e fundamentos; 2. Programa Nacional de Reforma Agrária; 3. Execução e administração
da reforma agrária; 4. Desapropriação de terras para fins de reforma agrária; 5. Títulos da dívida agrária; 6.
Política agrícola; 7. Evolução do conceito de propriedade no Brasil; 8. Função social da terra; 9. Posse e
propriedade rural; 10. Bens públicos dominiais; 11. Alienação e 40 concessão de terras públicas; 12.
Colonização oficial e particular; 13. Imóvel urbano; 14. Imóvel rural; 15. Empresa rural; 16. Latifúndio; 17.
Minifúndio; 18. Terras devolutas; 18.1. Destinação das terras devolutas; 18.2. Terras devolutas e o poder
público; 18.3. Identificação das terras devolutas; 19. Regularização dominial de terras rurais e de sua
ocupação; 20. Discriminação administrativa e judicial de terras; 21. Arrecadação de imóvel abandonado; 22.
Legitimação de posse; 23. Usucapião; 24. Justiça Agrária; 25. Ouvidoria Agrária Nacional; 26.
Jurisprudências do STJ e do STF em matéria agrária.

FILOSOFIA JURÍDICA (seguimos aqui os editais da DPE SP, DPE PR, que são bem completos e cujo
estudo atende a todas as DPEs que cobram sociologia, com poucas diferenças entre um edital e outro)
1. O DIREITO E O TEMA DA JUSTIÇA. 1.1 A concepção platônica da justiça. 1.2 A doutrina da justiça
em Aristóteles. 1.2.1 Justiça como virtude moral. 1.2.2 Os critérios da legitimidade e da igualdade. 1.3 A
doutrina do Direito natural. 1.3.1 O conceito de direito natural. 1.3.2 Direito natural e ciência. 1.4 Direito,
Estado e justiça na Teoria Pura do Direito de Hans Kelsen. 2. O DIREITO COMO CIÊNCIA. 2.1 Max
Weber e o problema da significação da ciência. 2.1.1 Ciência, desenvolvimento da tecnologia e controle da
vida. 2.2 As dificuldades de conceituação da Ciência do Direito. 2.3 O caráter científico da Ciência do
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Direito. 2.4 Perspectiva histórica da Ciência do Direito. 2.4.1 A jurisprudência romana. 2.4.2 Os glosadores.
2.4.3 O jusnaturalismo moderno. 2.4.4 A Escola histórica do Direito. 2.4.5 O Positivismo jurídico. 2.5 A
decidibilidade como problema central da Ciência do Direito. 2.6 Os modelos da Ciência do Direito. 2.7 A
Ciência do Direito como pensamento tecnológico. 2.8 A Ciência do Direito como teoria da norma. 2.8.1 O
conceito de norma. 2.8.2 O modelo analítico. 2.9 A Ciência do Direito como teoria da interpretação. 2.9.1
Direito e interpretação. 2.9.2 As técnicas interpretativas. 2.9.3 Interpretação e integração do direito. 2.10 A
Ciência do Direito como teoria da decisão. 2.10.1 O significado da decisão jurídica. 2.10.2 O direito como
sistema de controle do comportamento. 2.11 Hans Kelsen e a Teoria Pura do Direito. 2.11.1 Ciência do
Direito e juízos de valor. 2.11.2 A Teoria Pura do Direito e a jurisprudência analítica. 2.11.3 Kelsen e a
análise do direito como técnica social específica. 2.11.4 Kelsen e o problema da validade do direito positivo.
2.11.5 Kelsen e os temas da causalidade, da retribuição e da imputação. 3. A TEORIA DA NORMA
JURÍDICA. 3.1 Variedade e multiplicidade das normas. 3.2 Os critérios de valoração das normas jurídicas:
justiça, validade e eficácia. 3.3 A norma como proposição. 3.3.1 Proposições prescritivas. 3.3.2 Proposições
descritivas. 3.3.3 Proposições expressivas. 3.4 Imperativos autônomos e imperativos heterônomos. 3.5
Imperativos categóricos e imperativos hipotéticos. 3.6 A norma como comando. 3.7 O problema da
imperatividade do direito. 3.8 Imperativos positivos e negativos. 3.9 Imperativos pessoais. 3.10 Imperativos
e permissões. 3.11 Imperativos e regras finais. 3.12 Imperativos e juízos hipotéticos. 3.13 Imperativos e
juízos de valor. 3.14 O direito como norma técnica. 3.15 Norma e sanção. 3.15.1 Sanções morais, sanções
sociais e sanções jurídicas. 3.15.2 Normas sem sanção. 3.16 Classificação das normas jurídicas. 3.16.1
Normas gerais e normas singulares. 3.16.2 Normas afirmativas e normas negativas. 3.16.3 Normas
categóricas e normas hipotéticas. 4. A TEORIA DO ORDENAMENTO JURÍDICO. 4.1 O conceito de
ordenamento jurídico. 4.2 Ordenamento jurídico e pluralidade de normas. 4.3 A unidade do ordenamento
jurídico. 4.3.1 Fontes do direito. 4.3.2 A construção gradual do ordenamento. 4.3.3 Os limites materiais e
formais do poder normativo. 4.3.4 A norma fundamental. 4.4 O problema da coerência do ordenamento
jurídico. 4.4.1 O ordenamento como sistema. 4.4.2 As antinomias. 4.4.3 Os critérios para a solução das
antinomias. 4.4.4 O conflito dos critérios para a solução das antinomias. 4.5 A completude do ordenamento
jurídico. 4.5.1 O dogma da completude e o problema das lacunas do ordenamento. 4.5.2 O espaço jurídico
vazio. 4.5.3 A norma geral exclusiva. 4.5.4 Tipos de lacunas. 4.5.5 As lacunas ideológicas. 4.5.6 Os métodos
de integração do ordenamento. 4.5.7 A analogia. 4.5.8 Os princípios gerais do direito. 4.6 A pluralidade dos
ordenamentos e os tipos de relações entre os ordenamentos.

SOCIOLOGIA (seguimos aqui os editais da DPE SP, DPE PR, que são bem completos e cujo estudo
atende a todas as DPEs que cobram sociologia, com poucas diferenças entre um edital e outro) – Aqui
começa no ponto 5
5. DIREITO, PODER E SOCIEDADE. 5.1 Estado e dominação em Max Weber. 5.1.1 Os fundamentos de
legitimidade da dominação: a dominação legal, a dominação tradicional e a dominação carismática. 5.1.2
Estado moderno e burocratização: a burocracia como forma de organização social, as conseqüências da
burocratização do Estado. 5.1.3 Ética de convicção, ética de responsabilidade e vocação política. 5.2 Michel
Foucault e o problema da historicidade do direito. 5.2.1 O modelo do poder soberano e as penas físicas.
5.2.2 A Reforma Humanista do Direito penal e a generalização das penas. 5.2.3 Ilegalidade e ilegalismos 5.3
O Direito e as instituições disciplinares segundo Michel Foucault. 5.3.1 Norma jurídica e normalização
disciplinar. 5.3.2 As funções da disciplina. 5.3.2.1 Distribuição espacial. 5.3.2.2 O controle das atividades.
5.3.2.3 O controle do tempo. 5.3.2.4 A composição das séries. 5.3.3 Os instrumentos do poder disciplinar.
5.3.3.1 Vigilância hierárquica. 5.3.3.2 A sanção normalizadora. 5.3.3.3 O exame. 5.3.4 Panoptismo e
sociedade disciplinar.

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Observação: No tocante ao previsto nesta disciplina, indica-se as seguintes obras, de cujos conteúdos serão
extraídas as questões: BOBBIO, N. Teoria da Norma Jurídica. Tradução de Fernando Pavan Baptista e
Ariani Bueno Sudatti. São Paulo: Edipro, 2011; BOBBIO, N. Teoria do Ordenamento Jurídico. Tradução de
Ari Marcelo Solon. São Paulo: Edipro, 2011; FERRAZ JR, T. S. A Ciência do Direito. São Paulo: Atlas,
2003; FOUCAULT, M. Vigiar e punir. Tradução de Raquel Ramalhete. São Paulo: Vozes, 2007; KELSEN,
H. O que é Justiça? A Justiça, o Direito e a Política no espelho da ciência. Tradução de Luís Carlos Borges.
São Paulo: Martins Fontes, 2001; WEBER, M. Ciência e Política. Duas vocações. Tradução de Leônidas
Hegenberg e Octany Silveira da Mota. São Paulo: Cultrix, 2004.

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Divisão de Estudos em Dias Sugeridos

Após estabelecermos um resumo do conteúdo programático de cada disciplina, abarcando um grande


número de pontos a propiciar o mais completo programa a ser estudado e uma preparação integral, ou seja,
deixando o mínimo de lacunas possível, partimos agora para a divisão dos estudos.
A proposta é traçarmos uma estratégia de estudos para que o aluno possa seguir com maior objetividade,
focando nos temais e assuntos mais importantes e relevantes para os concursos. Seguindo essa lógica,
chegamos à seguinte divisão, que elaboramos em prazos de 90,180 e 360 dias, para aqueles que buscam a
preparação para um concurso próximo ou mais distante.
Nosso cronograma foi feito para 109 dias (RETA FINAL). Quem o comprou para ESTUDO
INTERMEDIÁRIO (ou seja, cerca de 08 meses de estudos) deve fazer 1 dia do nosso edital em 2 ou 3 dias
efetivos (de 08h diárias, quem tem 4h deve fazer 1 dia do edital em 4 ou 6 dias seus). Já para estudo A
LONGO PRAZO, o aluno deve multiplicar 1 dia do edital RETA FINAL por 4, 5 ou 6 dias seus de efetivo
estudos (de 8h diárias, quem tem 4h deve fazer 1 dia do edital em 8, 10 ou 12 dias seus, conforme o caso).
Eis a tabela que lhe guiará na adaptação do edital a sua rotina:
Nºde dias Nº de dias Nº de dias
sugeridos de sugeridos – estudos sugeridos –
Disciplinas estudo – RETA – estudos –
FINAL – ATÉ 110 9 a 12 meses 15 a 18 meses
dias

CRONOGRAMA ESTUDO A
RETA FINAL INTERMEDIÁRIO LONGO
PRAZO

QUEM ESTÁ QUEM ESTÁ


QUEM ESTÁ COM UMA BASE COMEÇANDO
COM UMA BOA RAZOÁVEL, DO ZERO OU
BASE, ACERTANDO ESTÁ COM
ACERTANDO CERCA DE 57% A MENOS DE
CERCA DE 70% 65% EM PROVAS 55% EM
EM PROVAS PROVAS
Direito Administrativo 10 20 (10 x 2=20, ou 35 (10x3,5=35,
seja, o fator de ou seja, o fator
conversão nessa de conversão
matéria é 2 para para estudo a
estudo longo prazo é
intermediário, ou 3,5, ou seja, 1
seja, 1 dia do edital dia do edital
equivale 2 dias seus equivale a 3,5
de 8h de estudos). dias seus de 8h
de estudos).
Direitos Constitucional 8 20 (fator de 32 (fator de
conversão é 2,5, ou conversão é 4,
seja, 1 dia do edital ou seja, um dia
são 2,5 dias seus) do edital deve
ser feito em 4
33
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dias de estudos
a longo prazo).
Direito Civil 8 20 (x2,5) 32 (x4)
Direito Processo Civil 10 25 (x2,5) 35 (x3,5)
Direito Penal 12 24 (x2) 36 (x3)
Direito Processo Penal 10 20 (x2) 30 (x3)
Direitos Humanos 6 12 (x2) 18 (x3)
Princípios Institucionais da Defensoria 3 6 (x2) 6 (x2) – mesmo
Pública fator do estudo
intermediário,
pois 6 dias são
suficientes
Criminologia 2 6 (x3) 10 (x5)
Execução Penal 3 6 (x2) 6 (x2)
Direito Empresarial 4 10 (x2,5) 16 (x4)
Direito Consumidor 2 6 (x3) 8 (x4)
Direitos Difusos e Coletivos 3 9 (x3) 12 (x4)
Direito Tributário 5 10 (x2) 15 (x3)
Direito Previdenciário e da Assistência 3 9 (x 3) 15 (x5)
Social
Direito Eleitoral 2 6 (x3) 10 (x5)
Direito Trabalho 4 8 (x2) 16 (x4)
Direito Agrário 2 4 (x2) 8 (x4)
Direito Ambiental 3 9 (x3) 15 (x5)
Direito da Criança e Adolescente 3 6 (x2) 15 (x5)
Direito do Idoso 1 2 (x2) 4 (x4)
Direito dos Portadores de Necessidades 1 3 (x3) 4 (x4)
Especiais
Filosofia do Direito 2 4 (x2) 6 (x3)
Sociologia Jurídica 2 4 (x2) 6 (x3)
TOTAL 109 dias 249 dias 390 dias

O esquema de estudos considera que o aluno poderá se dedicar ao menos 6h/6:30h (seis a seis horas e meia
para revisão de matéria – e 1h 1h30 pra fins de informativo/questões) por dia no esquema RETA FINAL, no
intuito de ler o máximo de pontos do edital, sempre focando nos principais pontos de interesse das
defensorias e temas atuais. Claro que o momento é de aumentarmos a nossa dedicação pois os concursos
estaduais estão sendo deflagrados em série, com diversos editais publicados, e teremos um curto espaço de
tempo para estudar todos os pontos! Se conseguir estudar mais horas (seja 8h, 9h ou 10h) melhor será, pois
terá mais tempo para colmatar lacunas nas disciplinas, ler um ou outro ponto secundário, complementando,
assim, sua preparação para a prova. Ainda, sempre tente inserir uma hora e meia de leitura de informativos e
exercícios no seu dia-a-dia.
OBS- Lembrem-se, ainda, de não estudar todas as matérias, mas sim e tão somente aquelas que, de
fato, estão no seu edital. Quanto mais focar em um concurso específico, mais as chances de passar,
pois vocês terão de estudar menos matérias, o que permitirá que formem uma base melhor nas que
foram estudadas.

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Bibliografia

Trata-se de bibliografia indicada para os concursos de ingresso na carreira de Defensor Público Estadual. A
bibliografia tem como objetivo ser o mais ampla possível, considerando todas as disciplinas cobradas em
todos os concursos estaduais das defensorias.
Além dos livros aqui indicados, o aluno deve sempre buscar notícias no site da Defensoria do seu estado,
para saber quais assuntos estão sendo debatidos, casos concretos importantes enfrentados pela DPE e
verificar o currículo dos examinadores da banca e se possuem obras publicadas. Os certames das defensorias
são os que exigem mais aspectos práticos, retratando, invariavelmente, o dia-a-dia do Defensor. Por isso,
quando você for chamado a se manifestar nos concursos, “coloque os óculos” de Defensor! Pense sempre no
assistido para quem você vai trabalhar! Lembre-se que ele não é um nome na capa do processo!
Destaco que os livros aqui indicados são apenas sugestões que, no nosso entendimento, podem apresentar
uma leitura mais agradável ao aluno, além de um bom conteúdo voltado para concurso, com uma boa parte
de teoria (algumas obras retratam teses interessantes para Defensoria Pública), jurisprudência, atualizações
legislativas, etc. Mas sempre defendo que o melhor livro para o aluno é aquele que temos facilidade de ler.
Sendo um livro voltado para concursos, ou seja, que você repute ser completo para os certames, e que você
tem facilidade, pode continuar a adotá-lo. O ideal é adotarmos apenas uma única doutrina para estudar para
concursos. Nada de comprar 2 manuais de Constitucional por exemplo!
Bom estudo!

Direito Administrativo – As principais obras disponíveis no mercado sobre Direito Administrativo


atendem bem os concursos da Defensoria Pública. Os que eu indico são:
Direito Administrativo Descomplicado - Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (por ser uma obra
esquematizada, objetiva, com muita jurisprudência, o que ajuda o aluno, já que temos inúmeras matérias
para estudar e aprofundar).
Gosto também do Manual do professor Rafael Oliveira, que é muito didático e um excelente professor no
Rio de Janeiro. Estudei com ele e posso afirmar que ele tem muita didática e conhecimento.
Manual de Direito Administrativo - José dos Santos Carvalho Filho (também é um livro bem completo. Não
é esquematizado, mas o autor aborda correntes doutrinárias importantes, jurisprudência, e é um dos manuais
mais utilizados no Rio de Janeiro).

Direito Constitucional – Para os concursos da DPE recomendo o Pedro Lenza, que igualmente é um livro
esquematizado e bem objetivo, que facilita os estudos. É bem atualizado com a jurisprudência recente e mais
importante do STF.
Outra boa opção é o Direito Constitucional Descomplicado - Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino (pelos
mesmos motivos acima indicados).

Direito Ambiental – Direito Constitucional Ambiental é sempre uma boa pedida, já que o Tiago
Fensterseifer integrou a banca do concurso da DPE-SP e escreve com Ingo Wolfgang Sarlet. Vale a pena a
leitura até por trazer uma visão bem protetiva e boa para a Defensoria.
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Um livro esquematizado, que é interessante para acelerar os estudos é o Direito Ambiental Esquematizado
do Frederico Amado. Serve mesmo para tentarmos ter noções gerais para uma primeira fase.
O volume 10 da coleção Leis Especiais para Concursos Públicos, da Editora Jus Podivm é sempre uma boa
leitura.
A disciplina pode ser substituída tranquilamente por aulas de cursinho, somada a leitura da legislação seca.

Direito do Consumidor – Direito do Consumidor: Código Comentado e Jurisprudência, do Leonardo de


Medeiros Garcia. É um livro bem interessante por trazer muita jurisprudência e ser bem focado para
concursos.
O volume 1 da coleção Leis Especiais para Concursos Públicos, da Editora Jus Podivm é sempre uma boa
leitura. Mas a editora Juspodivm possui outros livros e manuais de consumidor que podem ser interessantes.
Fique à vontade para escolher um cuja leitura lhe pareça mais fácil e esquematizado.
A disciplina pode ser substituída tranquilamente por aulas de cursinho, somada a leitura da legislação seca.

Direitos Humanos – Essa disciplina tem cada vez mais alcançado extrema importância nos concursos da
DPE-PR e DPE-SP, dentre outras Defensorias, sendo exigido cada vez mais conhecimentos aprofundados do
candidato. A prova do Paraná é bem semelhante à prova de SP, e estão pegando bem pesado nessa
disciplina.
Indicamos o Curso do André de Carvalho Ramos - é um livro com bom conteúdo e uma leitura agradável.
Outro livro que indico é o da Flávia Piovesan – Direitos Humanos – especialmente para aqueles que
enfrentarão a DP/SP.
Fora a leitura da doutrina, temos que sempre ler os tratados, dispositivos, etc. Por exemplo, é sempre bom
comparar o tratado de erradicação de tortura, tratamentos cruéis com a lei nacional, diferenças na proteção,
etc. Outro exemplo é comparação entre o tratado de proteção à criança e ao adolescente com o ECA. Enfim,
temos que ler muita legislação e dispositivos dos principais tratados de DH e legislação pertinente no Brasil.
Por fim, o estudo dessa disciplina abrange também o aprofundamento na jurisprudência das cortes
internacionais. Por isso, recomendamos a leitura do Livro de Jurisprudência Internacional do colega
Defensor Caio Paiva, do curso CEI.

Direitos Difusos e Coletivos – O volume 28 da coleção Leis Especiais para Concursos Públicos, da Editora
Jus Podivm atende de maneira satisfatória a todo o conteúdo nessa disciplina.
Alternativamente, indicamos o livro de Direitos Difusos e Coletivos do Cleber Masson, que é
esquematizado.
Um outro livro que eu indico, só para complementar os estudos, caso o aluno queira se aprofundar sobre a
Defensoria Pública e tenha tempo para isso, é o Tiago Fensterseifer – Defensoria Pública: Direitos
fundamentais e ação civil pública.

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Ele já foi banca de concurso e é um professor que possui grande interesse na parte de Direito Ambiental
Constitucional, tendo estudado com Ingo Sarlet na PUC/RS. Enfim, possui livros e artigos excelentes sobre
esse tema.
Para aqueles que não gostarem do Cleber Masson, indicamos a obra do Fredie Didier. O volume que trata de
processo coletivo é bem interessante e acho que vale a pena para esse concurso. Mas só esse volume voltado
para ações coletivas. Em processo civil a minha primeira opção é ainda o Daniel Assumpção.

Direito Civil – Em Direito Civil gosto muito do Flávio Tartuce – Manual de Direito Civil, por ser volume
único e dar uma acelerada nos estudos.
Especificamente em Direito de Família, achamos muito bom o livro do Nelson Rosenvauld e Cristiano
Chaves de Farias.
Um livro que gostamos muito e que tem toda uma leitura voltada para a Defensoria é o livro do professor
Marco Aurélio Bezerra de Melo – Direito das Coisas. Ele é ex-Defensor Público Estadual, já integrou a
banca do concurso diversas vezes e foi é Desembargador do TJRJ pelo quinto constitucional. O livro dele é
muito bom e tem tópico sobre “patrimônio de afetação”, que caiu na prova oral. É um livro que possui uma
leitura agradável e rápida.
Caso queira um livro mais esquematizado e com menos de 1000 páginas, para acelerar os estudos, temos a
obra do professor Cristiano Sobral. O Cristiano Sobral é um excelente professor, com larga experiência em
concursos e preparou uma obra objetiva e esquematizada de Direito Civil. São aproximadamente 1000
páginas, mas é muito melhor do que 7 volumes para ler!

Direito Processual Civil – indicamos o livro do Daniel Assumpção Amorim Neves – Manual de Direito
Processual Civil. Além de ser volume único, ele é bem didático e traz o entendimento das cortes superiores,
divergências da doutrina sobre o tema - e quando ele é minoritário ele afirma isso para você, possibilitando
que o aluno conheça então 2 ou 3 entendimentos sobre o assunto.
Fredie Didier Jr. também é uma boa opção, mas por serem vários volumes gera um gasto maior e a leitura é
mais demorada.
Outro livro, que é volume único, e pode ajudar a acelerar os estudos, já que o Daniel Amorim tem muitas
páginas, é a obra do professor Marcos Vinicius Rios, da editora Saraiva (Processo Civil esquematizado).
Portanto, aqui temos livros para todos os gostos e tamanhos! O importante é você escolher o livro que seja
mais fácil de ler e que você avance bem na matéria. Não é para comprar todos os livros!

Direito Empresarial – Gosto muito do livro Direito Empresarial Esquematizado, do André Luiz Santa Cruz
Ramos. Por ser esquematizado, ele vai direto no ponto que interessa e abrange bem a jurisprudência dos
tribunais, traz súmulas e os principais debates, etc.
A disciplina pode ser substituída tranquilamente por aulas de cursinho, somada a leitura da legislação seca.

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Direito Penal –indicamos os livros do Rogério Greco – ele é bem objetivo, traz correntes doutrinarias e
jurisprudência.
Outro livro bem utilizado para concursos é o do Cleber Masson. Esse também pode ser uma boa pedida!
Caso deseje aprofundar os estudos em leis penais especiais (a maioria das questões está na legislação seca e
jurisprudência), recomendo o livro do Gabriel Habib, da editora juspodivm. Ele consegue ser bem objetivo,
direto e trazer muita jurisprudência, doutrina e questões de concurso.
Na parte de execução penal, indicamos o livro do Rodrigo Duque Estrada Roig. Ele é banca na DPE-PR e é
Defensor Público do RJ.
Caso queira um livro mais objetivo e esquematizado, recomendo o livro do Rogério Sanches – LEP para
concursos, da Juspodivm.
A disciplina de legislação penal especial pode ser, tranquilamente, substituída por aulas de cursinho (indico
CERS – isolada de legislação penal especial). Nesses cursos há aula de execução penal, de forma que a
melhor estratégia para essa matéria também é assistir as aulas, ler a Lei de Execuções Penais e estar atento a
jurisprudência dos Tribunais Superiores.

Criminologia – nem todas as Defensorias cobram essa disciplina. Acreditamos que um livro bom para
concurso é o Manual de Criminologia do Nestor Penteado Filho.
Outro livro bom é o do Eduardo Viana, da Juspodivm (Criminologia para concursos).

Direito Processual Penal – indico inicialmente o livro do Néstor Távora, por ser bem voltado para
concursos. Acho ele bem didático.
O livro do Eugênio Pacelli é bom também. O mesmo se diga do Aury Lopes Jr., com um acréscimo: Aury
tem posições boas para a defesa.
Um livro que hoje é muito adotado para concursos mas é grande é o livro do Renato Brasileiro. Ele também
é uma boa obra que você poderá utilizar para estudar para a Defensoria.

ECA – No concurso em São Paulo essa disciplina é bem cobrada e a banca gosta de exigir conhecimento da
legislação in natura sobre o tema. Não só do ECA, mas principalmente das leis locais, Lei de Diretrizes e
Bases da Educação, resoluções do CONANDA, SINASE, etc. Tudo que for diferente do ECA leia pois a
letra de lei será cobrada!
O volume 2 da coleção Leis Especiais para Concursos Públicos, da Editora Jus Podivm é sempre uma boa
leitura.
Para quem sente a necessidade de um livro de doutrina, o livro do Válter Kenji Ishida merece uma olhada,
por trazer jurisprudência e doutrina. Mas não é suficiente, por termos que complementar os estudos com a
leitura da legislação sobre o tema.

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Idosos e Pessoas com Deficiência – essa disciplina não possui um livro esquematizado. Aconselho a ler as
leis pertinentes ao tema (Estatuto do Idoso, Declaração dos Direitos das Pessoas com Deficiência da ONU,
Lei de Acessibilidade e outros diplomas indicados no edital).
Se quiser uma leitura mais específica, indicamos A Proteção Processual dos Direitos dos Idosos, do Robson
Renault Godinho. Excelente obra, mas desnecessária, confessamos!
As disciplinas podem ser substituídas tranquilamente por aulas de cursinho, somada a leitura da legislação
seca.

Direito Tributário – Nessa matéria eu indico o livro do Ricardo Alexandre, que é esquematizado e atende
bem o concurso da DPE, pois traz muita jurisprudência e é objetivo. Outro livro muito bom é o Direito
Tributário na Constituição e no STF, do Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino, que também é
esquematizado.
Lembrem-se que essa disciplina não é daquelas que exigem muito esforço do futuro Defensor Público.
Então, uma leitura atenda da Constituição Tributária e do CTN, além da jurisprudência, resolve 90% das
questões! Considerem esse fator na preparação de vocês!
A disciplina pode, também, ser substituída tranquilamente por aulas de cursinho, somada a leitura da
legislação seca.

Princípios Institucionais da DP – Para mim, o livro mais adequado sobre o tema é o do Frederico
Rodrigues Viana de Lima – Defensoria Pública. É um livro grande mas de fácil leitura o que permite que
possamos ler os principais pontos que mais caem em prova de forma rápida.
Outro livro que alguns alunos curtem também é a obra do Franklin Roger. Eu recomendo também.

Filosofia do Direito e Sociologia – No estudo dessa matéria, não temos um livro esquematizado. Logo, o
ideal é tentar utilizar um material de revisão de curso para isso. Existem resumos e cursos intensivos na
internet que podem ajudar bastante na prova.

Direito Previdenciário e da Assistência Social- matéria de baixa incidência, então a leitura do regramento
constitucional do tema (e também dos servidores públicos), somado a leitura da Lei 8.213/91 e da Lei
Orgânica da Assistência Social é suficiente. Para um estudo mais aprofundado, sugerimos aulas de cursinhos
(isolada de direito previdenciário) ou o livro de Direito Previdenciário (sinopses para concursos) – Frederico
Amado.

Direito Eleitoral- também não é uma das matérias prioritárias. Nossa indicação são aulas de cursinho ou a
obra resumo para concursos – Direito Eleitoral- João Paulo Oliveira.

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Direito Trabalho- também não é uma matéria prioritária, razão pela qual indicamos aula de cursinho (cerca
de 08 a 10 aulas no máximo) ou a obra Direito do Trabalho para Analista (Coleção Tribunais e MPU) -
Henrique Correia - Editora Juspodivm.

Direito Agrário- também se trata de uma matéria de baixa incidência, podendo ser substituída por aulas de
cursinho. Indicamos, ainda, a obra Sinopses para concursos – Direito Agrário - Rafael Costa Freiria e Taisa
Cintra Dosso da editora Juspodivm.

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Quadro Horário de Estudos

OBS. Pessoal, eu recomendo estudar duas matérias por dia (mas método cada um tem o seu, lembrem-se
disso). Em sendo assim, para quem estuda duas matérias por dia, a meta é bater ao menos a metade da
matéria do dia previsto no edital. Assim, na segunda estude metade da meta de direito constitucional e
metade da meta de direito penal (exemplo), em duas semanas (duas segundas-feiras) terão fechado dois dias
completos (um de constitucional e um de penal).

CRONOGRAMA PARA RETA FINAL, OU SEJA, QUANDO O ALUNO PRECISA ESTUDAR


TODAS AS MATÉRIAS ANTES DO EDITAL
SEMANA 01 (OU CICLO 01):
TURNO SEG. TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO OU
DOMINGO

MANHA CONST. P. CIVIL CIVIL CONST. P. CIVIL 2H DE MAT.


RESIDUAIS
(3h ou
DO SEU
4h)
EDITAL

2H DE MAT.
RESIDUAIS
DO SEU
EDITAL
TARDE PENAL CIVIL ECA, PENAL 2H DE MAT. 2H DE MAT.
IDOSO E RESIDUAIS RESIDUAIS
(3h ou
PORTAD. DO SEU DO SEU
4h)
NEC. EDITAL EDITAL
ESPEC.

2H DE MAT. 2H DE MAT.
RESIDUAIS RESIDUAIS
DO SEU DO SEU
EDITAL EDITAL
NOITE INFORM. QUESTOES INFORM. QUESTOES INFORM. QUESTÕES
(1h ou
2h)

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SEMANA 02 (CICLO 02):
TURNO SEG. TERÇA QUARTA QUINTA SEXTA SÁBADO OU
DOMINGO

MANHA ADM. HUMANOS INSTITU- ADM. 2H DE MAT. 2H DE MAT.


CIONAL RESIDUAIS RESIDUAIS
(3h ou
DO SEU DO SEU
4h)
EDITAL EDITAL

2H DE MAT. 2H DE MAT.
RESIDUAIS RESIDUAIS
DO SEU DO SEU
EDITAL EDITAL
TARDE P. LEG. PROC. P. PENAL 2H DE MAT. 2H DE MAT.
PENAL PENAL COLETIVO RESIDUAIS RESIDUAIS
(3h ou
ESPECIAL (DIFUSOS DO SEU DO SEU
4h)
(E EXE. E EDITAL EDITAL
PENAL) COLETIV)

2H DE MAT. 2H DE MAT.
RESIDUAIS RESIDUAIS
DO SEU DO SEU
EDITAL EDITAL
NOITE INFORM. QUESTOES INFORM. QUESTOES INFORM. QUESTÕES
(1h ou
2h)

Para quem está estudando a longo prazo, o ideal é que o aluno faça o ESTUDO EM CICLOS, ou seja, faça
a primeira tabela acima integralmente, para somente após passar para a segunda tabela.
Ou seja, para RETA FINAL o aluno deve fazer a primeira tabela em uma semana, e a segunda na semana
sequente.
Para estudo a LONGO PRAZO e INTERMEDIÁRIO, deve o aluno fazer integralmente toda a tabela um
(ou seja, até esgotar a matéria), passando para a tabela 02 somente após esgotar as matérias da primeira.
Trata-se de um estudo em ciclos. Esgotando a tabela 02, o aluno volta para a tabela 01 em revisão.
Terminando a 01 (esgotando a matéria mesmo), volta para a 02 em revisão (e assim por diante até a
aprovação).

Sem mais delongas, vamos a sistematização da matéria.

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Direito Administrativo (10 dias)

As questões de direito administrativo nos concursos das Defensorias Estaduais se circunscrevem aos direitos
dos administrados frente à Administração Pública, sendo exigidos conhecimentos de pontos clássicos.
Assim, são temas recorrentes: Serviços Públicos, Limitações Administrativa ao Direito de Propriedade -
Desapropriação à frente – e Responsabilidade Civil do Estado.
O número de questões em cada conjunto de pontos é um bom termômetro para o teu foco!

DIAS 01 E 02
1 Direito Administrativo. Conceito. Objeto. Fontes. 2 Administração Pública. Conceito e organização.
Regime jurídico administrativo. Princípios expressos e reconhecidos. Devido processo legal. Poderes da
Administração Pública. Poderes e deveres dos administradores públicos. Uso e abuso do poder. Órgãos
públicos. Transparência e acesso à informação no Poder Público. Controle da Administração
Pública no Brasil. 3 Administração Direta e Indireta. Aspectos gerais da Administração Direta.
Autarquias. Empresas públicas e sociedades de economia mista. Fundações públicas. Pessoas jurídicas
vinculadas ao Estado.

Detalhadamente para noções introdutórias:


 Noções Introdutórias - Saber ao menos o conceito de direito administrativo, sistema inglês,
sistema francês (bem como qual sistema foi adotado no Brasil) e regime jurídico-
administrativo (supremacia e indisponibilidade do interesse público, relação entre o
interesse público e o particular).
 Ver ainda: os diferentes critérios adotados para a conceituação do direito administrativo
(prioridade desse tópico).
 Esses conceitos introdutórios básicos são importantes, especialmente para que vocês
entendam o caráter público desse ramo do direito, e sua implicação na supremacia do
interesse público, por exemplo.
 ASSUNTO DE POUCA IMPORTÂNCIA: Fontes do direito administrativo: doutrina e
jurisprudência na formação do direito administrativo. Lei formal. Regulamentos
administrativos, estatutos e regimentos; instruções; princípios gerais; tratados
internacionais; costume. Apenas cuidado com os decretos autônomos. Também não são
muito importantes: Direito administrativo como direito público, objeto do direito
administrativo, distinção da atividade administrativa e sua relação com as outras atividades.

Detalhadamente para princípios:


 Princípios (importantíssimo) – novamente reitero a importância de se conhecer as
implicações da supremacia do interesse público e da sua indisponibilidade. Distinção entre
interesse público primário e secundário.
 Atenção especial para os previstos no art. 37 da Constituição Federal (legalidade,
impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência, e desdobramentos), para a autotutela
(importantíssimo), bem como proporcionalidade e proteção da confiança legítima (boa-fé X
má-fé no recebimento de verbas públicas em virtude de liminar e em virtude de má
interpretação da lei feita pela Administração). Nepotismo e sua vedação ou não aos cargos
políticos. Vertentes e origens do princípio da impessoalidade.

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 No princípio da publicidade, recomenda-se a leitura da lei de acesso à informação (basta lei
seca) - lendo a lei 12.527/2011 de forma seca é dispensada a leitura do mesmo tema na obra
escolhida, posto que as obras se limitam a reproduzir a letra fria da lei. Por estratégia,
portanto, basta uma leitura da lei acima sugerida.

Detalhadamente para poderes e deveres administrativos:


 Regime de prerrogativas e sujeições. Fundamento.
 Apenas noções gerais de deveres (tema que se relaciona diretamente aos princípios, de forma
que, conhecendo os princípios, conhece-se também os deveres) - leitura rápida, portanto.
 Poderes – tema de suma importância. Atenção redobrada com “poder vinculado e poder
discricionário” (o aluno deve entender bem discricionariedade e vinculação). Em
discricionariedade, deve se ater aos conceitos jurídicos indeterminados, discricionariedade
técnica, bem como aos limites da discricionariedade (ou seja, quais elementos são sempre
vinculados e onde reside a discricionariedade do administrador). Diferenças no controle
judicial dos atos discricionários e nos atos vinculados. Controle de proporcionalidade
relacionado ao poder discricionário.
 Poder hierárquico - saber o conceito e as decorrência da hierárquia (avocação e poder
sancionatório, por exemplo).
 Poder disciplinar - conceito e natureza discricionária ou vinculada.
 Poder regulamentar - atenção para as espécies de decreto e os casos em que se admite
decreto autônomo. Exorbitância no poder regulamentar (o que fazer). Poder regulamentar
das agências reguladoras (o que tem de especial).
 Poder de Polícia - tema mais importante do seu dia de estudos, portanto não há muito o que
destacar, posto que o tema é, de fato, prioridade. Apenas como auxílio, indico os seguintes
temas: conceito de poder de polícia (atividade positiva ou negativa?), polícia preventiva X
repressiva, sanções aplicáveis (atenção para demolição de residência X autorização
judicial), autoexecutoriedade das decisões (limites), ciclo de polícia (tema recorrente em
provas), delegação do poder de polícia (e sua impossibilidade de delegação para
particulares) X delegação de atividades materiais de polícia (possibilidade de delegação a
particulares), atributos do poder de polícia (dominar – foco para autoexecutoriedade).
 Para terminar o dia, veja abuso de poder, com destaque para suas modalidades: excesso de
poder e desvio de finalidade.

Detalhadamente para Administração direta e indireta (noções introdutórias):

 Tema da mais elevada prioridade - deve o aluno preferir uma doutrina muito boa.
 Administração Pública - conceito objetivo e subjetivo (e distinção com a atividade de
governo), aspecto formal, material e orgânico.
 Organização da Administração (tudo) - esse tema é bastante doutrinário (diria que
exclusivamente doutrinário). Iniciei aprendendo a distinguir entes políticos de entes
administrativos, administração direta X administração indireta, descentralização X
desconcentração - todas essas classificações são prioritárias.

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GONÇALVES E CARVALHO PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS LTDA
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 Como se cria um ente da administração indireta (lei criadora X lei autorizativa). Autorização
para criação de subsidiárias de empresas públicas e sociedades de economia mista (precisa
de uma nova lei?).

Para as entidades da Administração Indireta em espécie:


 Todas muito importantes, de forma que detalhar é facilitar, mas não substitui que o aluno
tenha atenção com cada detalhe. Nas próximas linhas, chamarei atenção somente ao que
salta aos olhos em prova.
 Saibam distinguir quais entes são públicos e quais entes são privados e quais são as
consequências relevantes dessa distinção (ex: regime de pessoal, sujeições, imunidades,
poder de polícia etc). Saibam as prerrogativas que possuem os entes públicos e quais
prerrogativas possuem os entes privados.
 Autarquia - as características e forma de criação, tutela ou controle finalístico (recurso
hierárquico impróprio), regime de pessoal, imunidades (especialmente a recíproca).
 Agências reguladoras - deve o aluno se ater aos conceitos, finalidades (porque surgiram e se,
de fato, são novidades no direito brasileiro) e tudo, absolutamente tudo que as torna especial
(nomeação de dirigentes, quarentena de saída, poder normativo, licitação sob a modalidade
consulta etc). Foco, portanto, nas distinções entre autarquias comuns e agências
reguladoras.
 Agências executivas – saibam o que é, como se qualificam (natureza temporária ou definitiva
da qualificação).
 Fundações - natureza pública X natureza privada (importância da distinção no regime
jurídico). Forma de criação. Atuação do Ministério Público no zelo das fundações públicas
(necessidade?).
 Empresa Pública e Sociedade de Economia Mista - distinções entre ambas (todas), prestação
de serviço público X atividade econômica (diferença de regime jurídico). Imunidade
recíproca X impossibilidade de privilégios não extensíveis ao setor privado. Imunidade
recíproca para os Correios (extensão), responsabilidade civil (distinguir os casos de serviço
público X atividade econômica), licitação e concurso público em tais entes. Regime de
pessoal (estabilidade?). Cabimento de mandado de segurança contra ato de seus dirigentes
(saber quando). Regime de seus bens (penhoráveis ou não?), não sujeição em nenhum caso à
falência (atenção aqui).

 Órgãos e agentes públicos - conceito de órgão e teoria da imputação (teoria do órgão –
relação órgão e agente). Classificação dos órgãos e quando podem eles irem a juízo. Saibam
em qual classificação se insere a DPE.
 Para agentes, por ora basta a classificação. Monte um esquema e está feito o estudo desse
tema (voltaremos a ele em dia específico).
 Sem leis.

Detalhadamente para terceiro setor:


 Terceiro setor – tema que vem ganhando destaque.
 Saibam o contexto da criação desses entes e o conceito de atividade paraestatal.
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 Serviços sociais autônomos- conceito, forma de criação e personalidade. Regime de bens e
recursos que recebe. Prestação de contas ao TCU. Regime de pessoal.
 Organizações Sociais - conceito e forma de qualificação (contrato de gestão) e
desqualificação. Benefícios de se qualificar com OS.
 Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público - finalidade e forma de qualificação
(termo de parceria). Entes que podem e que não podem se qualificar. Áreas de atuação.
Benefícios e deveres decorrentes da qualificação.
 Todas as distinções e semelhanças com a OS (atenção aqui).
 Julgamento importante: http://www.conjur.com.br/2015-jun-23/stf-definiu-elementos-
indispensaveis-legalidade-oss
 Entidades de apoio - conceito e em que áreas atua. Críticas - menos importante dos Entes.
 Por fim, tenham noções básicas da Lei 13.019 – saber os principais conceitos, os principais
atos celebrados com o poder público e forma de controle (mormente os relatórios).

OBS- Meus alunos, pode parecer muita matéria, não é? Mas queria que se lembrassem de que o
cronograma tal qual feito é para reta final, então presumimos que os senhores já estudaram tudo e estão
revisando, e como tal nosso edital vai indicar o tema mais importante para vocês em Reta Final. Estudem
o que indicamos como Reta Final para aumentar a nota.

Quem está em Reta Final fará o conteúdo acima (ao menos no que destacamos) em 01 dia. Mas quem
está no estudo intermediário o fará em 04 dias de revisão pré-prova (antes do edital – 8 meses de
estudos). Quem começa do zero, fará essa matéria em 07 dias, de forma que é perfeitamente possível em
07 dias, de 06h a 08h de estudos cada, estudar noções introdutórias, princípios, poderes e administração
indireta.

Além disso, se os senhores ultrapassarem esses 04/07 dias de estudo regular, não há problema. O que não
podem é extrapolar muito (por exemplo) fazer a matéria em 09 ou 10 dias. Passar um ou outro dia não
tem problema.

Por fim, caso extrapolem um dia em uma matéria, tentem compensar na seguinte, cujo conteúdo pode ser
menor.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 53 (DPE/MT -2016) Em relação aos princípios constitucionais do direito administrativo
brasileiro, numere a coluna da direita de acordo com a da esquerda.

1 - Razoabilidade
2 - Segurança jurídica
3 - Impessoalidade
4 - Finalidade
( ) O princípio em causa é uma faceta da
isonomia e sua aplicação concreta está presente
em situações diversas previstas no regime jurídico
administrativo, a exemplo da exigência de
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GONÇALVES E CARVALHO PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS LTDA
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concurso público para provimento de cargos sem prévia publicidade, ser modificadas em casos
públicos. concretos para agravar a situação dos
( ) Segundo este princípio, a Administração, ao administrados ou negar-lhes direitos.
atuar no exercício de discrição, deve adotar a ( ) A raiz constitucional deste princípio é
medida que, em cada situação, seja mais prudente encontrada no próprio princípio da legalidade,
e sensata nos limites admitidos pela lei. pois corresponde à aplicação da lei sem
( ) Por força deste princípio, as orientações desvirtuamentos.
firmadas pela Administração Pública não podem,
Marque a sequência correta.
(A) 2, 4, 1, 3
(B) 4, 1, 2, 3
(C) 3, 1, 2, 4
(D) 3, 2, 1, 4
(E) 1, 4, 3, 2
GABARITO: “C”

QUESTÃO 54 (DPE/MT - 2016) Leia o texto abaixo.


Na Europa ou na América Latina, a atividade reguladora estatal ganhou força a partir da segunda metade do
século XX, num quadro relacionado a políticas inspiradas na redefinição do papel do Estado.
Implementaram-se programas de desestatização que privilegiaram a atividade privada, em detrimento da
atuação direta do Estado em setores diversos, abrangendo áreas relacionadas a serviços considerados de
interesse social.
(CARVALHO, C. E. V. de. Regulação de serviços públicos: na perspectiva da constituição
econômica brasileira. Belo Horizonte: Editora Del Rey, 2007.)

Assinale a afirmativa relacionada ao sentido social atribuído à atividade regulatória estatal por construção
doutrinária.
(A) Os objetivos sociais da atividade reguladora estatal devem ser dissociados de seus objetivos
econômicos, a fim de garantir a consecução de interesses que não podem ser atingidos por meio da livre
concorrência.
(B) Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado exercerá, na forma da lei, as
funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este indicativo para os setores público e privado.
(C) A disciplina reguladora exercida pelo Estado conduz à maior eficiência produtiva ou alocativa, se
comparada às soluções próprias e espontâneas do mercado.
(D) As políticas regulatórias de caráter redistributivo, além dos objetivos econômicos de estímulo à
concorrência e à eficiência, visam implementar metas sociais como a universalização do acesso a serviços
essenciais.
(E) Quando o Estado não atua diretamente no mercado como produtor de bens e serviços, a regulação
funciona como um mecanismo para corrigir falhas de mercado e estabelecer um regime concorrencial.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 58 (DPE/MT - 2016) Quanto ao controle externo da Administração Pública, assinale a
afirmativa INCORRETA.
(A) Compete ao Poder Legislativo sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder
regulamentar.
(B) Compete às Comissões Permanentes do Poder Legislativo, em função da matéria de suas respectivas
competências, receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer pessoa contra atos
ou omissões das entidades públicas.
(C) A Comissão Parlamentar de Inquérito pode solicitar ao Tribunal de Contas a realização de inspeções e
47
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auditorias de natureza contábil, financeira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades
administrativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário.
(D) Compete aos Tribunais de Contas apreciar, para fins de registro, a legalidade dos atos de admissão de
pessoal, excluídas as contratações temporárias e as nomeações para cargos em comissão, bem como os atos
de concessão de aposentadorias, reformas e pensões.
(E) A sustação de atos administrativos impugnados pelos Tribunais de Contas somente ocorrerá depois de
decorrido e não atendido o prazo assinalado para que o órgão ou entidade controlada adote as providências
necessárias para sanar a ilegalidade.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 12 (DPE/MG - 2014) Sobre o controle externo da Administração Pública a cargo dos Tribunais
de Contas, assinale a alternativa CORRETA.
A) Os Tribunais de Contas têm competência para fiscalizar as despesas dos Poderes Executivo, Legislativo e
Judiciário, além do Ministério Público.
B) Assim como o Poder Judiciário, os Tribunais de Contas somente podem agir se provocados por terceiros
para suspender o procedimento licitatório ilegal.
C) No exercício de suas atribuições, os Tribunais de Contas não podem apreciar a constitucionalidade das
leis e dos atos do Poder Público.
D) Aos Tribunais de Contas dos Estados compete julgar as contas

GABARITO: “A”

QUESTÃO 17 (DPE/MG - 2014) Sobre a organização da Administração Pública, assinale a alternativa


INCORRETA.
A) As atividades administrativas podem ser exercidas pelo Estado, por ele mesmo, ou por meio de outros
sujeitos, hipótese na qual o Estado transfere a titularidade da atividade para a Administração Indireta ou
pessoas particulares.
B) Na distribuição interna das competências decisórias (desconcentração), todos os órgãos e agentes
permanecem ligados pelo vínculo da hierarquia.
C) Os serviços notariais e de registro são atividades jurídicas que são próprias do Estado, porém exercidas
por particulares mediante delegação.
D) A Administração Pública Direta tem poder de controle ou de tutela com as entidades da Administração
Indireta dela decorrentes.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 15 (DPE/AM - 2013) As Organizações Sociais são pessoas jurídicas de direito privado,
qualificadas pelo Poder Executivo, nos termos da Lei Federal
no 9.637/98, com vistas à formação de parceria para execução de atividades de interesse público. NÃO está
entre as características das Organizações Sociais, nos termos da referida lei,
(A) a necessidade de aprovação de sua qualificação, por meio de ato vinculado do Ministro ou titular de
órgão supervisor ou regulador da área de atividade correspondente ao seu objeto social e do Ministro do
Planejamento, Orçamento e Gestão.
(B) a previsão de participação, no órgão colegiado de deliberação superior, de representantes do Poder
Público e de membros da comunidade, de notória capacidade profissional e idoneidade moral.
(C) a proibição de distribuição de bens ou de parcela do patrimônio líquido em qualquer hipótese, inclusive
em razão de desligamento, retirada ou falecimento de associado ou membro da entidade.

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(D) o desempenho de atividades relacionadas a pelo menos um dos seguintes campos: ensino, pesquisa
científica, desenvolvimento tecnológico, proteção e preservação do meio ambiente, cultura e saúde.
(E) a atuação com finalidade não-lucrativa, com a obrigatoriedade de investimento de seus excedentes
financeiros no desenvolvimento das próprias atividades.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 13 (DPE/PR - 2012) Sobre os princípios orientadores da administração pública é INCORRETO


afirmar:
(A) A administração pública não pode criar obrigações ou reconhecer direitos que não estejam determinados
ou autorizados em lei.
(B) A conduta administrativa com motivação estranha ao interesse público caracteriza desvio de finalidade
ou desvio de poder.
(C) A oportunidade e a conveniência são delimitadas por razoabilidade e proporcionalidade tanto na
discricionariedade quanto na atividade vinculada da administração pública.
(D) Além de requisito de eficácia dos atos administrativos, a publicidade propicia o controle da
administração pública pelos administrados.
(E) O princípio da eficiência tem sede constitucional e se reporta ao desempenho da administração pública.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 14 (DPE/PR - 2012) A estrutura administrativa do Estado compreende a administração pública


direta e indireta. Sobre o tema, examine as afirmações abaixo.
I. A administração direta é constituída pela União, Estados, Municípios e Distrito Federal, todos dotados de
autonomia política, administrativa e financeira.
II. Estados e Municípios não são dotados de soberania e não têm competência legislativa para instituir sua
própria administração indireta.
III. As autarquias e as fundações de direito público são pessoas jurídicas de direito público que compõem a
administração indireta.
IV. As empresas públicas são pessoas jurídicas de direito privado, dotadas de patrimônio próprio.
V. A criação de sociedade de economia mista depende de lei específica autorizadora e o seu quadro social é
constituído por pessoas jurídicas de direito público.
Estão corretas APENAS as afirmações
(A) I e III.
(B) II, IV e V.
(C) I e II.
(D) I, III e IV.
(E) III e V.
GABARITO: “D”

QUESTÃO 18 (DPE/AC - 2012) Com relação a empresas públicas e sociedades de economia mista, assinale
a opção correta.
A) Empresas públicas possuem personalidade jurídica de direito público.
B) A existência legal de uma empresa pública inicia-se com a edição da lei que autoriza sua criação.
C) Uma ação de reparação de danos materiais contra o Serviço Federal de Processamento de Dados
(SERPRO) deve tramitar em uma das varas cíveis da justiça comum estadual.
D) Admite-se participação de capital privado na constituição de empresa pública.
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E) A única forma jurídica admitida para a composição de sociedade de economia mista é a sociedade
anônima.

GABARITO: “E”

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DIAS 03 E 04
5. Ato administrativo. Conceito, características e atributos. Elementos e requisitos de validade.
Classificação e espécies. Formação e efeitos. Extinção, revogação, invalidação e convalidação.
Procedimento administrativo. Controle judicial do ato administrativo. Processo Administrativo e a
Lei 9.784/99. 8 Bens públicos. Conceito, elementos e classificação. Aquisição e espécies. Utilização e
regime jurídico. Afetação e desafetação. Gestão e alienação. Patrimônio histórico.

Detalhadamente para atos administrativos e processo administrativo:


 Prioridade - alta.
 Vide, inicialmente, o conceito de ato administrativo (e sua distinção com os atos bilaterais).
Ver ainda fatos administrativos e fatos da Administração.
 Classificação dos atos – novamente a distinção entre vinculação e discricionariedade
(certifique-se de ter aprendido bem o tema), elementos vinculados dos atos discricionários,
diferenças sobre o controle judicial dos atos discricionários e vinculados.
 Demais classificações também são importantes, especialmente a distinção entre ato complexo
e composto (vide questão da aposentadoria do servidor público e necessidade de
contraditório no TCU). Atos gerais, individuais e lei de efeitos concretos (possibilidade de
controle de constitucionalidade?). Enfim, atentem-se mesmo para essas classificações, pois
elas sempre são cobradas.
 Vide as espécies de atos administrativos (atos normativos, atos negociais etc).
 Vide elementos (atenção especial para o elemento competência e sua delegabilidade, vide
delegação e avocação, vide também os vícios de competência, especialmente a questão do
agente de fato e do usurpador de função pública) e atributos do ato (incidência elevada).
 Estude de forma bem atenta os desdobramentos existentes nos elementos. Ex: a motivação é
vício de forma.
 Saiba muito bem os elementos vinculados e os discricionários do ato, bem como quais vícios
admitem convalidação e quais não admitem.
 Aliás, saibam muitíssimo bem o que se entende por convalidação.
 No elemento motivação, deverá o aluno se ater à teoria dos motivos determinantes (dominar
essa teoria).
 Vejam os atributos dos atos administrativos e quais consequências decorrem de tais atributos
– tema também muito importante.
 Revogação, anulação e mérito do ato (e o controle judicial). Distinções. Vide quais atos não
admitem revogação. Controle do Poder Judiciário do mérito do ato administrativo (limites).
Sempre são cobradas questões de extinção do ato, razão pela qual não se admite que o aluno
erre nada sobre anulação X revogação.
 Lei a ser lida: Lei 9.784. A prioridade para o tema atos administrativos é, entretanto,
doutrina.
 Estudar processo administrativo e seus princípios (contraditório, ampla defesa, presença de
advogado ou defensor durante o processo, delegação e avocação etc.) . Nesse particular
impõe-se uma advertência pertinente aos que se lançam ao estudo de concursos na área
estadual: a lei 9.784/99 é considerada por parte relevante da doutrina (Carvalho Filho à
frente) como uma lei federal (e não uma lei da União – ver distinção na doutrina indicada),
aplicando-se exclusivamente no âmbito federal. De outro lado, o STJ admite a aplicação
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analógica da referida lei federal aos demais Entes federados que não possuem legislação
própria, como se pode ver do Informativo no STJ 416, o RMS 21.070/SP.
 Atento a essa peculiaridade, como a competência para legislar sobre o processo
administrativo é reconhecida a todos os entes da federação, vários estados dispõem de lei
própria (MG, BA, RJ, SE, SP, etc.), os senhores deverão verificar, no edital do certame, se a
legislação local é mencionada. De qualquer sorte, há editais de DPEs que mencionam
expressamente a lei federal em referência.

Detalhadamente para bens públicos:


 Primeira ressalva - o livro de Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino não é bom nesse tema.
Gosto muito da Prof. Maria Sylvia Zanella di Pietro.
 Bens Públicos – conceitos iniciais (domínio eminente) e espécie (bem de uso comum do povo,
uso especial e dominial). Entendam muito bem essa classificação, pois ele é fundamental.
 Vide os atributos e características de cada um desses bens (foco na inalienabilidade
relativa). Formas e requisitos para eventual alienação de bens públicos.
 Entenda o conceito e as formas de afetação e desafetação. Desafetação pelo não uso.
Regramento de cada uma dessas espécies de bem, especialmente quanto a sua
alienabilidade.
 É ainda importante saber a titularidade de cada um dos bens e as formas de permitir que o
particular os explore. Foco aqui deve ser na discriminação de bens feita na Constituição
Federal.
 Saibam todos os bens da União e dos Estados, especialmente as terras indígena (bem da
União).
 Atenção para recursos minerais (prioridade elevada para recursos minerais), terras
devolutas (prioridade absoluta – vide processo de discriminação de terras devolutas), faixa
de fronteira, terreno marginal e de marinha. Regime dos portos (dar uma “lidinha” na lei
que alterou o regime de portos, se sua capital for litorânea). Domínio aéreo e das águas.
 E ainda: Utilização dos bens públicos: autorização, permissão e concessão de uso;
ocupação; aforamento; concessão de domínio pleno. Saibam tudo de concessão, permissão e
autorização (conceitos, divergências, modalidade licitatória – tema prioritário).
 Foco- doutrina.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 51 (DPE/MT - 2016) É a forma de extinção do ato administrativo que ocorre quando o
administrado deixa de cumprir condição necessária para dar continuidade à determinada situação jurídica:
(A) Cassação.
(B) Contraposição.
(C) Caducidade.
(D) Revogação.
(E) Suspensão.
GABARITO: “A”

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QUESTÃO 16 (DPE/AC - 2012) O agente público que, ao editar um ato administrativo, extrapole os limites
de sua competência estará incorrendo em
A) desvio da motivação do ato.
B) avocação.
C) excesso de poder.
D) usurpação de função pública.
E) desvio da finalidade do ato

GABARITO: “C”

QUESTÃO 57 (DPE/MT - 2016) No que concerne aos atos administrativos negociais em espécie, analise as
assertivas.
I - É o ato administrativo vinculado e unilateral, por meio do qual a Administração faculta ao interessado o
desempenho de certa atividade, desde que atendidos os requisitos legais exigidos.
II - É o ato administrativo discricionário e unilateral, por meio do qual a Administração consente na prática
de determinada atividade material, tendo, como regra, caráter precário.
III - É o ato unilateral e precário, pelo qual a Administração faculta ao particular a prestação de um serviço
público ou defere a utilização especial de determinado bem público.
IV - É o ato administrativo unilateral e vinculado de exame de legalidade de outro ato jurídico já praticado, a
fim de conferir exequibilidade ao ato controlado.

As assertivas I, II, III e IV definem respectivamente:


(A) Permissão, concessão, admissão, aprovação.
(B) Licença, autorização, permissão, homologação.
(C) Licença, dispensa, permissão, aprovação.
(D) Admissão, permissão, autorização, homologação.
(E) Concessão, autorização, permissão, ratificação.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 15 (DPE/MG - 2014) São exemplos de atos administrativos complexos, EXCETO


A) o processo de outorga dos serviços de radiodifusão.
B) o decreto assinado pelo chefe do executivo e referendado pelo Ministro de Estado.
C) a aposentadoria pelo regime próprio, segundo a jurisprudência dos tribunais superiores.
D) as decisões do Conselho de Contribuintes do Estado de Minas Gerais.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 91 (DPE/RS - 2014) Sobre os poderes administrativos, é correto afirmar:


(A) Os atos administrativos decorrentes do exercício do poder discricionário não são passíveis de apreciação
judicial.
(B) A possibilidade do administrador interpretar a lei equivale ao exercício do poder administrativo
discricionário.
(C) O poder administrativo discricionário pressupõe que a norma legal apresente conceitos jurídicos
indeterminados, mas determináveis.
(D) A doutrina dos motivos determinantes estabelece que o administrador deve enunciar os motivos de
fato que ensejaram o ato administrativo discricionário.
(E) O motivo, como pressuposto do ato administrativo decorrente do poder discricionário, poderá vir
expresso em lei ou deixado à escolha do administrador.

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GABARITO: “E”

QUESTÃO 13 (DPE/AM - 2013) Trata-se de ato administrativo em que NÃO se faz presente o atributo da
discricionariedade:
(A) ato revogatório de outro ato administrativo.
(B) autorização para transporte de substâncias perigosas em via urbana.
(C) concessão de licença requerida por servidor público, para tratar de interesses particulares.
(D) concessão de aposentadoria voluntária, requerida por servidor público.
(E) prorrogação de prazo de validade de concurso público.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 20 (DPE/MG - 2014) Em relação aos princípios que incidem sobre o processo administrativo,
assinale a alternativa CORRETA.
A) Aplica-se ao processo administrativo o princípio da verdade material o que permite à Administração ir
além do alegado e/ou provado pela parte.
B) A ausência de defesa por advogado é causa de nulidade do processo administrativo disciplinar em
homenagem ao princípio da ampla defesa.
C) Entende-se que a Administração pode exigir depósito prévio para interposição de recurso administrativo,
sem ferir o princípio da revisibilidade e o direito ao duplo grau de jurisdição.
D) Em atenção ao princípio da oficialidade, a Administração depende de prévia provocação, quer para
instaurar processo administrativo, quer para dar-lhe seguimento.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 15 (DPE/PR - 2012) A validade de atos administrativos requer competência, motivo, forma,
finalidade e objeto. Sobre este assunto, é INCORRETO afirmar:
(A) A competência é intransferível e irrenunciável mas pode, por previsão legal, ser objeto de delegação ou
avocação.
(B) A legitimidade e a veracidade dos atos administrativos gozam da presunção juris tantum, cabendo ao
administrado o ônus de elidir tal presunção.
(C) O silêncio da administração não é considerado ato administrativo, mas pode ensejar correição judicial e
reparação de eventual dano dele decorrente.
(D) Um ato administrativo praticado com vício sanável de legalidade pode ser anulado tanto pela própria
administração pública quanto por decisão judicial.
(E) Pela adoção da teoria dos motivos determinantes a validade dos atos discricionários passa a depender
da indicação precisa dos fatos e dos fundamentos jurídicos que os justifiquem.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 88 (DPE/RS - 2014) Sobre atos administrativos, é correto afirmar:


(A) A auto-executoriedade é um atributo de alguns atos administrativos que autoriza a execução coercitiva,
independente da concorrência da função jurisdicional.
(B) A auto-executoriedade constitui atributo dos atos administrativos negociais, que, como contratos,
dependem da concorrência de vontade do administrado.
(C) A arguição de invalidade de ato administrativo por vícios ou defeitos impede a imediata execução e
afasta a imperatividade.
(D) Todos os atos administrativos possuem como atributos a presunção de legitimidade, a imperatividade e a
auto-executoriedade.

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(E) A administração deverá fazer prova da legalidade do ato administrativo quando sobrevier impugnação
pelo destinatário.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 70 (DPE/MA - 2015) No que tange à competência para revogar atos administrativos, é correto
afirmar que
(A) a competência para revogar é sempre delegável.
(B) atos já exauridos podem ser revogados, desde seja expressamente atribuído efeito retroativo ao ato
revocatório.
(C) atos ineficazes, porque ainda não implementada condição deflagradora de sua eficácia, estão sujeitos à
revogação.
(D) é possível revogar atos vinculados, desde que sua edição seja de competência autoridade que editará o
ato revocatório.
(E) a revogação de atos que se sabem eivados de nulidade é possível, desde que devidamente motivada
por razões de interesse público.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 27 (DPE/DF - 2013) Tratando-se de delegação de competência de superior para subordinado


em uma estrutura hierarquizada, a autoridade delegante não pode exercê-la após a transferência da
atribuição.
“ERRADO”

QUESTÃO 28 (DPE/DF - 2013) Caso verifique que determinado ato administrativo se tornou inoportuno
ao atual interesse público e, ao mesmo tempo, ilegal, a administração pública terá, como regra, a faculdade
de decidir pela revogação ou anulação do ato.
“ERRADO”

QUESTÃO 29 (DPE/DF - 2013) A edição de atos administrativos é exclusiva dos órgãos do Poder
Executivo, não tendo as autoridades dos demais poderes competência para editá-los.
“ERRADO”

QUESTÃO 30 (DPE/DF - 2013) O direito da administração de anular os atos administrativos dos quais
decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que tenham sido
praticados, salvo comprovada má-fé. Segundo o STF, tal entendimento aplica-se às hipóteses de auditorias
realizadas pelo TCU em âmbito de controle de legalidade administrativa.
“CERTO”

QUESTÃO 81 (DPE/PR - 2015) Em obediência ao princípio da solenidade das formas, o ato


administrativo deve ser escrito, registrado e publicado, não se admitindo no direito público o silêncio como
forma de manifestação de vontade da administração.
“ERRADO”

QUESTÃO 82 (DPE/PR - 2015) Os atos da administração que apresentarem vício de legalidade deverão
ser anulados pela própria administração. No entanto, se de tais atos decorrerem efeitos favoráveis a seus
destinatários, o direito da administração de anular esses atos administrativos decairá em cinco anos,
contados da data em que forem praticados, salvo se houver comprovada má-fé.
“CERTO”

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QUESTÃO 84 (DPE/PR - 2015) Segundo entendimento já consolidado no âmbito no STJ, a quitação de
multas de trânsito vencidas não pode ser condição para a liberação de veículo regularmente apreendido, haja
vista que a multa não constitui punição auto-executória.
“ERRADO”

QUESTÃO 39 (DPE/DF - 2013) A autorização de uso de bem público por particular caracteriza-se como
ato administrativo unilateral, discricionário e precário, para o atendimento de interesse predominantemente
do próprio particular.
“CERTO”

QUESTÃO 40 (DPE/DF - 2013) Sendo uma das características do regime jurídico dos bens públicos a
inalienabilidade, é correto afirmar que, segundo o ordenamento jurídico brasileiro vigente, todos os bens
públicos são absolutamente inalienáveis.
“ERRADO”

QUESTÃO 41 (DPE/DF - 2013) Segundo o ordenamento jurídico vigente, são considerados públicos os
bens do domínio nacional pertencentes às pessoas jurídicas de direito público interno; sendo os demais
considerados bens particulares, seja qual for a pessoa a que pertencerem.
“CERTO”
QUESTÃO 90 (DPE-PE 2015) É juridicamente impossível a prescrição aquisitiva de imóvel público rural
por meio de usucapião constitucional pro labore.
“CERTO”

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DIAS 05 E 06
5 Licitação. Conceito, natureza jurídica, objeto e finalidade. Princípios básicos e correlatos. Modalidades.
Obrigatoriedade, dispensa e inexigibilidade. Procedimento licitatório. Anulação, revogação e recursos
administrativos. Procedimentos voltados ao processo administrativo sancionatório previsto na Lei
Federal nº 8.666/93. 6 Contrato administrativo. Conceito, principais características e espécies.
Formalização, execução e inexecução. Duração, prorrogação, renovação e extinção. Revisão e rescisão.
Convênios e consórcios.

Detalhadamente:
 A despeito deste tema ser muito importante em diversos certames, aqui nas DPEs não
estamos diante de tema forte, apesar de não ser incomum a sua cobrança. Ocorre que,
normalmente a Defensoria atua por aqueles que, quase nunca, estarão interessados
diretamente num processo licitatório, havendo até concursos em que este tema sequer é
cobrado, como a DPU, por exemplo.
 Sobre licitações, foque no estudo das modalidades de licitação, principalmente pregão.
 Importante! Estudar hipóteses de dispensa e inexigibilidade de licitação.
 Sobre o procedimento licitatório, elaborar uma linha do tempo com todas as etapas do
processo, com publicação de edital até a homologação do resultado e assinatura do contrato
administrativo.
 Sobre o estudo dos Contratos Administrativos, estudar o procedimento para renovação,
prorrogação do contrato administrativo. O grande destaque deve ser as cláusulas
exorbitantes.
 Focar na Revisão, Rescisão, Prorrogação e Renovação dos contratos administrativos.
 Consórcios públicos - tema de incidência elevada, de forma que recomendamos, além da
doutrina, a leitura da lei 11.107/2005. Saibam o conceito e finalidade do instituto, forma de
criação, natureza jurídica (pública ou privada) regime de pessoal (celetista ou estatutário),
hipóteses de celebração de licitação com dispensa, distinção entre consórcio e convênio.
Conceito de contrato de rateio e contrato de programa.
 Diferença entre convênio e consórcio. Finalidade dos convênios.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 56 (DPE/MT - 2016) Em matéria de licitação pública, assinale a afirmativa INCORRETA.
(A) Nas licitações do tipo melhor técnica, a classificação dos proponentes far-se-á de acordo com a média
ponderada das valorizações das propostas técnicas e de preço, de acordo com os pesos pré-estabelecidos no
instrumento convocatório.
(B) A promoção do desenvolvimento nacional sustentável é um dos três pilares das licitações públicas, ao
lado do princípio constitucional da isonomia e da seleção da proposta mais vantajosa para a Administração.
(C) Nas licitações, será assegurada, como critério de desempate da proposta comercial, preferência de
contratação para as microempresas e empresas de pequeno porte.
(D) Nas hipóteses de inexigibilidade e dispensa de licitação, se comprovado superfaturamento, respondem
solidariamente pelo dano causado à Fazenda Pública o fornecedor ou o prestador de serviços e o agente
público responsável, sem prejuízo de outras sanções legais cabíveis.
(E) A documentação exigida nas fases de habilitação jurídica e econômico-financeira poderá ser dispensada,
no todo ou em parte, nos casos de convite, concurso, fornecimento de bens para pronta entrega e leilão.
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GABARITO: “A”

QUESTÃO 59 (DPE/MT - 2016) Em relação à dispensa de licitação, conforme a Lei nº 8.666/1993,


considere as situações.
I - Para aquisição de imóvel que atenda ao interesse social, mediante prévia aprovação legislativa, ouvido o
respectivo conselho comunitário.
II - Quando não acudirem interessados à licitação anterior e esta, justificadamente, não puder ser repetida
sem prejuízo para a Administração, mantidas, nesse caso, todas as condições pré-estabelecidas.
III - Quando as propostas apresentadas consignarem preços manifestamente superiores aos praticados no
mercado nacional, ou forem incompatíveis com os fixados pelos órgãos oficiais competentes, casos em
que, observado o parágrafo único do art. 48 dessa Lei e, persistindo a situação, será admitida a adjudicação
direta dos bens ou serviços, por valor não superior ao constante do registro de preços, ou dos serviços.
IV - Quando da contratação de profissional de qualquer setor artístico, diretamente ou por empresário
exclusivo, desde que consagrado pela crítica especializada ou pela opinião pública.
São situações em que a licitação é dispensada:
(A) I e IV.
(B) II e III.
(C) I e III.
(D) II e IV.
(E) I e II.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 11 (DPE/MG - 2014) Sobre as licitações no âmbito da Administração Pública, é INCORRETO


afirmar que:
A) a licitação se destina a garantir, além do princípio da isonomia e a seleção da proposta mais vantajosa
para a administração, também a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.
B) o Sistema de Registro de Preço (SRP) se destina ao registro formal de preços de serviços e bens, para
contratações futuras, por meio de licitação realizada na modalidade de concorrência ou pregão, sendo
admitida a utilização da ata de registro de preço por qualquer órgão ou entidade da administração que não
tenha participado do certame licitatório.
C) a autoridade competente para a aprovação do procedimento somente poderá revogar a licitação por
razões de interesse público decorrente de fato superveniente devidamente comprovado, pertinente e
suficiente para justificar tal conduta, devendo anulá-la por ilegalidade, de ofício ou por provocação de
terceiros, mediante parecer escrito e devidamente fundamentado.
D) o pregão é modalidade de licitação em que há inversão das fases de classificação das propostas e
habilitação dos licitantes; uma vez conhecidos os valores ofertados, são admitidos lances verbais e
sucessivos a serem apresentados por todos os licitantes habilitados até a proclamação do vencedor.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 19 (DPE/AM - 2013) Ao contrário dos contratos administrativos, os convênios administrativos


(A) não dependem de exame e aprovação prévia por assessoria jurídica da Administração.
(B) não estão sujeitos à aplicação de normas da Lei Federal no 8.666/93.
(C) permitem a retirada voluntária de qualquer um dos partícipes, sem que se caracterize inadimplência.
(D) dependem de prévia licitação, quando houver mais de uma entidade habilitada a celebrar o ajuste.
(E) não permitem o repasse de recursos financeiros entre os partícipes, visto que cada qual deve arcar com
as respectivas
tarefas que foram objeto do ajuste.

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GABARITO: “C”

QUESTÃO 16 (DPE/PR - 2012) Sobre licitação é correto afirmar:


(A) A concorrência é a modalidade de licitação possível para a compra e venda de bens móveis e imóveis,
independentemente do valor.
(B) O rol de modalidades de licitações constante da lei é taxativo não podendo, o ente federado, conceber
outras figuras ou combinar regras procedimentais.
(C) A lei não permite que o edital da licitação contenha qualquer preferência para serviços ou produtos
manufaturados de origem nacional.
(D) É garantida por lei a participação de microempresas e empresas de pequeno porte em processos
licitatórios, as quais, pelo princípio da isonomia, concorrem sem qualquer preferência, em igualdade de
condições com os demais participantes.
(E) Na modalidade convite, além do edital que rege o certame, deve ser expedida carta-convite aos
proponentes cadastrados, respeitada a antecedência mínima de cinco dias, contados da publicação do edital.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 90 (DPE/RS - 2014) De acordo com a Lei no 8.666/93,


(A) os prazos de recurso, representação ou pedido de reconsideração se iniciam ou correm com a publicação
da súmula no Diário Oficial, ainda que os autos do processo não estejam com vista franqueada
ao interessado.
(B) a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado reduz a responsabilidade do executor pelos
danos causados diretamente à Administração ou a terceiros.
(C) a nulidade do contrato exonera a Administração do dever de indenizar o contratado, inclusive pelo que
houver executado até a data em que for declarada.
(D) a declaração de nulidade do contrato possui efeito ex nunc, impede os efeitos jurídicos que o negócio
deveria produzir e desconstitui os já produzidos.
(E) o instrumento de contrato é facultativo quando puder ser substituído por outros instrumentos hábeis,
salvo nos casos de concorrência e de tomada de preços, bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos
preços estejam compreendidos nos limites destas duas modalidades.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 15 (DPE/AC - 2012) Nos casos de concessão de direito real de uso, é cabível a modalidade de
licitação denominada
A) pregão.
B) concorrência.
C) tomada de preços.
D) convite.
E) leilão.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 19 (DPE/AC -2012) A respeito dos contratos administrativos, assinale a opção correta.
A) A administração pública goza da prerrogativa de, unilateralmente e sem motivação, rescindir contratos
administrativos.
B) Se a inexecução do contrato decorrer de culpa da administração, poderá o contratado rescindi-lo,
recebendo apenas as parcelas devidas até a data da rescisão.
C) Não se admite a celebração de contrato verbal com a administração pública, e, em face do princípio
constitucional da publicidade, a lei não comporta excepcionalidade a essa vedação.
D) O instrumento de contrato é obrigatório em todas as modalidades de licitação.
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E) A publicação resumida do instrumento de contrato é condição indispensável para sua eficácia.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 65 (DPE/PR - 2014) A Defensoria Pública do Estado da Paraíba adquiriu equipamentos de


informática por meio de licitação, na modalidade concorrência a que se refere o artigo 22 da Lei no
8.666/93, os quais deveriam ser entregues no prazo de 30 dias após a assinatura do contrato. Transcorrido o
prazo definido no ajuste para execução do objeto, a contratada não adimpliu a obrigação. Nessa situação, a
Administração está autorizada a
(A) iniciar procedimento para aplicação de multa, sanção que, pela natureza, prescinde, para sua incidência,
de estar prevista no instrumento convocatório ou no contrato.
(B) iniciar procedimento para rescindir unilateralmente o contrato, hipótese em que ficará impedida de
aplicar multa e demais sanções previstas em lei; no entanto, permitirá que a Administração contrate
diretamente o mesmo objeto, por meio de dispensa de licitação fundamentada na situação de emergência.
(C) iniciar procedimento sancionatório para aplicação de multa, na forma prevista no contrato, o que não a
impedirá de rescindir unilateralmente o ajuste e aplicar outras sanções previstas em lei.
(D) realizar nova contratação do mesmo objeto, situação em que não há exigência de que o contrato vigente
seja rescindido.
(E) aplicar ao contratado, garantida a defesa prévia, a sanção de suspensão temporária de participação em
licitação e impedimento de contratar com a Administração, por prazo de 5 anos.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 66 (DPE/PR - 2014) Considerando a natureza jurídica dos convênios administrativos, é correto
afirmar que referidos ajustes
(A) podem ser firmados entre pessoas administrativas, hipótese em que não há obrigatoriedade de
autorização legislativa, requisito de validade exigido nos casos em que são firmados entre pessoas de direito
público e entidades privadas, porquanto, nesse último caso, os interesses não são paralelos e comuns e há
repasse de recursos públicos à entidade de direito privado.
(B) são firmados entre pessoas administrativas, hipótese em que há obrigatoriedade de autorização
legislativa, sob pena de nulidade de pleno direito, porquanto são instrumentos utilizados para realização de
transferências voluntárias.
(C) podem ser firmados entre pessoas administrativas, hipótese em que poderá haver necessidade de
autorização legislativa, como requisito de validade do ajuste, e entre pessoas de direito público e entidades
privadas, desde que, nessa última hipótese, não haja repasse de recursos públicos.
(D) podem ser firmados entre pessoas administrativas, ou entre estas e entidades privadas, havendo, neste
último caso, interesses contrapostos, razão pela qual há necessidade de autorização legislativa e, no
primeiro, interesses paralelos e comuns necessários para desenvolvimento de atividades de competência
comum definidas no artigo 23 da Constituição Federal.
(E) podem ser firmados entre pessoas administrativas, ou entre estas e entidades privadas, para realização de
objetivos de interesse comum, mediante mútua colaboração, independentemente de autorização legislativa.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 36 (DPE/DF - 2013) De acordo com posicionamento do STJ, a prorrogação de contrato de


concessão de serviço público sem a realização de prévia licitação macula o negócio jurídico com nulidade
absoluta, perdurando o vício até o encerramento do pacto, quando se inicia o prazo prescricional da
pretensão que visa anulá-lo.
“CERTO”

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QUESTÃO 37 (DPE/DF - 2013) Caso a DPU pretenda celebrar convênio administrativo, visando transferir
recursos financeiros à DP/DF para a prestação de serviço de interesse recíproco, em regime de mútua
cooperação, a celebração do ajuste administrativo deverá ser precedida de chamamento público.
“ERRADO”

QUESTÃO 38 (DPE/DF - 2013) Nos termos da Lei n.º 8.666/1993, a realização do procedimento licitatório
serve-se de três finalidades fundamentais: a busca da proposta mais vantajosa, o oferecimento de igualdade
de oportunidade a todos os interessados e a promoção do desenvolvimento nacional sustentável.
“CERTO”

QUESTÃO 86 De acordo com a Lei n.º 8.666/1993, o contrato administrativo deve ser escrito, sendo nulo e
de nenhum efeito todo contrato verbal celebrado com a administração pública.
“ERRADO”

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DIAS 07 E 08
7 Serviços públicos. Conceito, características e classificação. Competência, regulamentação e controle.
Princípios. Direitos e deveres dos usuários. Formas de prestação e remuneração. Concessão,
permissão, autorização e parceria público-privada. Direito de Greve. Serviços essenciais e o Código
de Defesa do Consumidor. 9 Agentes públicos. Conceito e classificação. Organização e regime jurídico
funcional. Regime previdenciário. Responsabilidade administrativa, civil e criminal.

Detalhadamente para serviços públicos:


 Serviços Públicos – tema igualmente relevante.
 Conceito de serviço público (tema sempre cobrado em segunda fase). Vide os critérios para
conceituação de serviço público – não perca muito tempo aqui, estudando as diversas
escolas. Foco na conceituação final que seu livro trouxer.
 Classificação dos serviços públicos, especialmente os de prestação direta X indireta (formas
de prestação do serviço – importante) e serviços gerais X individuais (questão da taxa aqui).
 Princípios norteadores do serviço público (foco na continuidade e a possibilidade de
interrupção no fornecimento por greve e por falta de pagamento).
 Concessão X permissão X autorização de serviço (saber os conceitos e todos os detalhes da
distinção entre essas formas).
 Terminada a parte introdutória, o aluno deverá focar seus estudos na leitura da Lei 8987/95
e conhecer muito bem seus institutos e conceitos.
 Como destaque, indico os seguintes temas da lei: Ver a forma de remuneração dos serviços,
modalidade de licitação para delegar/conceder, reversão e extinção da concessão,
intervenção na concessionária, responsabilidade civil da concessionária (perante a
administração e perante os usuários), encampação X caducidade (diferenças e semelhanças
– incidência elevada).
 Corte de serviço essencial por inadimplemento é possível? Verificar jurisprudência sobre
corte de energia elétrica em caso de inadimplemento e se o usuário do serviço for Hospital
Público ou Escola/Creche Pública? Ainda, pode o usuário ter sua energia cortada por
dívidas pretéritas? E ainda que você não saiba a jurisprudência pacífica acerca do assunto,
e todas as suas nuances (se o débito é pretérito ou atual, se essa forma de coerção é válida
ou não, etc.), de uma maneira instintiva você deve defender a ilegalidade do procedimento
acaso você esteja diante de uma peça processual, percebem? Atuando em favor de
hipossuficientes econômico, nada mais plausível, concordam?
 OBS- para essa segunda parte de seu estudo, a prioridade deve ser mesmo a leitura da Lei
8987/95.

Detalhadamente para parceria público-privada:


 Atenção com as parcerias público-privadas (conceito e espécies). É comum as provas
inverterem os conceitos das duas modalidades de PPPs, de forma que não se admite esse
erro. Assim, atenção para os conceitos de concessão administrativa e concessão
patrocinada.
 Distinção entre PPP e concessão comum. Saibam o contexto e o porquê surgiram as PPPs.

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 Vide casos em que se admite a celebração do contrato de PPP e os casos em que esse
contrato não é admitido.
 Sociedade de propósito específico.
 FOCO: nas diferenças, ou seja, no que as PPPs se distinguem das concessões comuns.
 Leitura da Lei de 11.079/2004, especialmente até o art. 13.

Detalhadamente para agentes públicos:


 Servidores – tema de importância redobrada.
 Inicialmente, o aluno deve ter atenção para os conceitos básicos e distinções entre celetistas,
estatutários e temporários (vide TODAS as distinções).
 Feito isso, analisaremos o regramento constitucional do tema. Ou seja, provimento por
concurso (atenção com o regramento do concurso em todos os seus desdobramentos),
remuneração X subsídio, estabilidade, cumulação de cargos e remunerações etc. Ou seja,
muita atenção com todo esse regramento geral de servidores, pois é um tema de incidência
redobrada.
 Após isso, estudar detalhadamente o regime celetista, ou seja, regime de emprego público.
 Responsabilidade civil, criminal e administrativa do agente público - conceito e
independências de instâncias. Reflexos da esfera penal nas demais. Atenção para PAD e
Sindicância - saber toda a jurisprudência do STF e do STJ sobre o tema (interceptação
telefônica no PAD como prova emprestada, por exemplo). TEMAS PRIORITÁRIOS –
PODER DISCIPLINAR É COBRADO COM GRANDE INCIDÊNCIA.
 Ler o regime previdenciário, principalmente na CF e tomar muito cuidado com as novas
normas para concessão da pensão. Em geral, não há necessidade de aprender as regras de
transição (se souber, melhor, mas não costuma cair). Decorem ao menos a constituição no
tema.
 Previdência complementar também merece muita atenção (previdência complementar
pública) – adesão facultativa e limitação ao teto do RGPS.
 Lei estadual de servidores – leitura dispensada.
 Regime Local de Previdência: leitura dispensada.
 Estatuto dos Militares - leitura da CF (e eventuais súmulas, ex. os praças em serviço inicial
podem ganhar menos que o salário mínimo).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 52 (DPE/MT - 2016) Em consonância com as normas gerais vigentes na Constituição Federal de
1988 acerca dos regimes próprios de previdência de servidores públicos efetivos, é correto afirmar:
(A) É garantida pensão por morte aos dependentes calculada com base no valor integral da remuneração do
servidor falecido ou dos proventos de aposentadoria, caso aposentado à data do óbito.
(B) É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão de aposentadoria, ressalvados,
exclusivamente, os casos de servidores que exerçam atividades de risco ou atividades sob condições
especiais que prejudiquem a saúde ou a integridade física.
(C) Os Estados e Municípios poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões, o limite máximo
estabelecido para os benefícios do regime geral de previdência social, desde que instituam por lei regime de
previdência complementar para seus servidores, por intermédio de entidades fechadas de natureza pública.

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(D) É assegurada a paridade remuneratória entre servidores ativos e inativos, a fim de estender aos inativos
os reajustes concedidos aos servidores em atividade.
(E) O limite máximo de remuneração e subsídio fixado na Constituição Federal de 1988 é aplicável aos
proventos de inatividade, excepcionados os casos de soma de aposentadorias decorrentes de cargos
acumuláveis.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 60 (DPE/MT - 2016) Quanto ao servidor público, extinto o cargo ou declarada a sua
desnecessidade, após a estabilidade,
(A) ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, sendo vedado seu
aproveitamento em outro cargo público.
(B) será exonerado ad nutum, sem direito à remuneração.
(C) será obrigatoriamente exonerado, sendo-lhe garantidos os direitos inerentes ao cargo.
(D) será obrigatoriamente demitido, sendo-lhe garantidos os direitos inerentes ao cargo.
(E) ficará em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu adequado
aproveitamento em outro cargo público.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 13 (DPE/MG - 2014) João Marcelo, Defensor Público estadual, estável, pretende candidatar-se
nas próximas eleições municipais. Nessa hipótese, o Defensor Público João Marcelo:
A) Não poderá candidatar-se, pois é defeso ao Defensor Público, em qualquer hipótese, exercer atividade
político-partidária.
B) Poderá candidatar-se ao cargo de vereador, mas, se eleito, deverá afastar-se do cargo de Defensor
Público, pois não pode exercer cumulativamente as atribuições do cargo eletivo e do cargo público, mesmo
em caso de compatibilidade de horários.
C) Poderá candidatar-se ao cargo de prefeito e, se eleito, não obstante obrigado a afastar-se do cargo de
Defensor Público, poderá optar por receber a remuneração do cargo efetivo.
D) Poderá candidatar-se ao cargo de prefeito e, se eleito, poderá contar seu tempo de serviço para todos os
efeitos legais, inclusive para promoção por merecimento no cargo de Defensor Público.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 18 (DPE/MG - 2014) Sobre os servidores públicos, assinale a alternativa INCORRETA.


A) A declaração de nulidade do contrato de trabalho em razão da ocupação de cargo público sem concurso
público assegura ao contratado o direito ao levantamento do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço).
B) Em concurso público, o portador de visão monocular tem direito de disputar as vagas reservadas aos
deficientes.
C) Dá-se o nome de reversão para o reingresso do servidor aposentado por invalidez, por não mais
subsistirem as razões que determinaram a aposentação.
D) É vedada a percepção de mais de uma aposentadoria com base no regime próprio de previdência, mesmo
no caso de cargos acumuláveis, hipótese em que o servidor deverá escolher entre as remunerações.

GABARITO: “A”

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QUESTÃO 14 (DPE/AM - 2013) A Emenda Constitucional no 19, de 4 de junho de 1998, trouxe uma série
de alterações nos dispositivos constitucionais referentes à Administração Pública, no bojo do que veio a ser
alcunhado de Reforma Administrativa, baseada no chamado Modelo
Gerencial de Administração Pública. Trata-se de medida introduzida por essa Emenda:
(A) previsão de órgão regulador para os serviços de telecomunicação que sejam explorados por terceiros,
mediante autorização, concessão ou permissão.
(B) flexibilização do monopólio estatal do petróleo, permitindo a contratação de empresas estatais ou
privadas para exercer as atividades regidas pelo regime de monopólio, sob as condições previstas em lei e
mediante regulação de órgão específico.
(C) fim da chamada paridade entre proventos aposentados e pensionistas e vencimentos de servidores em
atividade, determinando o reajustamento dos benefícios, conforme critérios estabelecidos em lei, visando a
manutenção do seu valor real.
(D) atribuição de competência privativa ao Presidente da República para, mediante decreto, dispor sobre a
organização e funcionamento da administração federal, quando não implicar aumento de despesa nem
criação ou extinção de órgãos públicos.
(E) flexibilização da estabilidade dos servidores titulares de cargo efetivo, com a previsão de perda do cargo
em decorrência de avaliação periódica de desempenho, na forma de lei complementar, assegurada a ampla
defesa.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 17 (DPE/PR - 2012) Cabe à administração pública a prestação dos chamados serviços públicos,
diretamente ou mediante outorga ou, ainda, sob regime de delegação a sujeitos privados. Sobre o tema
considere as afirmações abaixo.
I. Outorga e delegação são mecanismos contratuais pelos quais o Estado transfere a execução de serviços
públicos a articulares.
II. Uti singuli ou individuais são os serviços públicos mensuráveis para cada destinatário que correspondem
à cobrança de tarifa ou de preço público.
III. A aplicação da teoria da imprevisão para recompor o equilíbrio econômico-financeiro do contrato
administrativo é uma repercussão do princípio da continuidade do serviço público.
IV. A mutabilidade do regime jurídico na prestação de serviço público delegado é sustentada no princípio da
supremacia do interesse público.
V. A concessão, a permissão e a autorização dependem de prévia licitação.
Estão corretas APENAS as afirmações
(A) I, II e III.
(B) II, III e IV.
(C) IV e V.
(D) III e V.
(E) I e IV.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 18 (DPE/PR - 2012) Sobre o regime jurídico aplicável aos servidores públicos é correto afirmar:
(A) A Constituição Federal impõe a obrigatoriedade do concurso público de provas e títulos e veda a
contratação temporária de pessoal.
(B) Pelo regime imposto pela Emenda Constitucional 19/98 os vencimentos dos servidores públicos em
geral passaram a ser chamados de subsídios.
(C) A acumulação de dois cargos públicos remunerados de professor é admitida se houver compatibilidade
de horários, sendo que a soma das remunerações deve respeitar o teto remuneratório.
(D) Os preceitos constitucionais que asseguram o direito de greve e o direito de associação sindical dos
servidores públicos são de eficácia contida.
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(E) A aposentadoria compulsória dá-se por presunção de invalidez aos 70 anos de idade para os homens e
aos 65 anos de idade para as mulheres.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 9 (DPE/SP - 2015) O Supremo Tribunal Federal sumulou entendimento segundo o qual
(A) somente por lei poderá ser exigido, para habilitação do candidato a cargo público, o exame psicotécnico.
(B) a Constituição Estadual poderá criar órgão de controle administrativo do Poder Judiciário do qual
participem representantes de outros poderes e entidades.
(C) o titular do cargo de Defensor Público está dispensado de apresentar procuração para atuar em juízo.
(D) a ausência de defesa técnica por profissional habilitado no processo administrativo causa a nulidade
absoluta do feito, por ferimento à Constituição Federal de 1988.
(E) o funcionário público em estágio probatório poderá ser demitido ou exonerado, a depender do caso,
mediante procedimento administrativo abreviado, garantida a ampla defesa.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 12 (DPE/SP - 2015) Relativamente ao tema dos serviços públicos, é correto afirmar que:
(A) Por se tratar de serviço público essencial, o fornecimento de energia elétrica, remunerado mediante
taxa, não poderá ser interrompido pela inadimplência do usuário, mas poderá ser interrompido por motivos
de caso fortuito e de força maior.
(B) O Superior Tribunal de Justiça posicionou-se no sentido de afastar a incidência do artigo 6o, § 3o, da Lei
no 8.987/95, que permite o corte do fornecimento de água em razão de inadimplência do usuário, ao
prestigiar a incidência, no caso, do artigo 22, do Código de Defesa do Consumidor.
(C) Não existe solidariedade entre o Poder concedente e o concessionário na prestação do serviço ao
usuário, sendo que esse deverá exigir do concessionário a realização do serviço público a seu cargo.
(D) A prestação de serviços públicos essenciais pode ser delegada ao particular somente se o ente público
continuar a fiscalização e o controle de sua execução.
(E) Caso o locatário não quite o débito a ele atribuído oriundo do serviço de fornecimento de energia
elétrica, o locador será solidariamente responsável e poderá ser acionado judicialmente para regularização.
Enquanto não regularizada a dívida, o serviço não poderá ser restabelecido no imóvel implicado.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 87 (DPE/RS - 2014) Analise as seguintes proposições:
I. Os serviços públicos uti universi são estabelecidos pela administração em observância a suas prioridades,
conveniência e recursos financeiros disponíveis.
II. Os serviços públicos uti singuli são prestados aos usuários individualizados e criam direito subjetivo
de prestação, permitindo ao prejudicado, que reúna as condições técnicas necessárias, buscá-la através
da via judicial.
III. Os serviços públicos uti universi têm caráter geral e constituem atividade típica do Poder Público e
essencial para a coletividade, devendo ser remunerados pelos seus usuários individuais beneficiados através
da instituição de taxa.
IV. Os serviços públicos uti singuli prestados por órgãos da administração pública indireta ou por delegação
a concessionários, como previsto na Constituição Federal, são remunerados por tarifa, aplicando-se o
Código de Defesa do Consumidor aos contratos de prestação de serviços.
V. Devido ao relevante interesse coletivo, os serviços públicos referidos pela Constituição Federal somente
podem ser explorados de forma direta pelo Poder Público, vedada a delegação a particulares.
É correto o que se afirma APENAS em
(A) III e IV.
(B) I, II e IV.
(C) I e II.
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(D) II e IV.
(E) II, III e V.
GABARITO: “B”
QUESTÃO67 (DPE/MA - 2015) Ao disciplinar os direitos e deveres dos servidores públicos, a Constituição
Federal
(A) reservou os cargos públicos apenas aos brasileiros natos e naturalizados, permitindo que os estrangeiros
ocupem empregos e funções públicas, na forma da lei.
(B) reservou as funções de confiança aos servidores públicos que tenham alcançado a estabilidade em cargo
efetivo.
(C) estabeleceu que a regra que limita a acumulação remunerada de cargos, emprego e funções públicas não
se aplica às empresas estatais e suas subsidiárias que não dependam de recursos orçamentários para
pagamento de despesas de pessoal ou de custeio em geral.
(D) atribuiu ao legislador federal a competência para estabelecer, para todos os entes políticos, a relação
entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos, obedecido, em qualquer caso, o limite
máximo de remuneração, que é o subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal.
(E) permitiu a percepção acumulada de proventos de aposentadoria concedida pelo regime próprio de
previdência do servidor com remuneração de cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e
exoneração.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 68 (DPE/MA - 2015) No tocante à interrupção na prestação de serviços públicos, é


entendimento da jurisprudência dominante do Superior Tribunal de Justiça que
(A) o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais, por razões de ordem técnica ou de segurança
das instalações, não depende de prévia notificação, por se tratar de situação de força maior.
(B) é ilegítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais, quando o débito decorrer de
irregularidade no hidrômetro ou no medidor de energia elétrica, apurada unilateralmente pela
concessionária.
(C) por tratar-se de obrigação propterrem, é legítimo o corte no fornecimento de serviços públicos essenciais
por débitos de usuário anterior.
(D) a inadimplência do usuário por débitos pretéritos autoriza a interrupção na prestação do serviço público
essencial, em vista do princípio que veda o enriquecimento sem causa do usuário em prejuízo da
concessionária.
(E) é absolutamente vedada a interrupção na prestação de serviços públicos essenciais, quando o usuário é
pessoa jurídica de direito público.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 17 (DPE/AC - 2012) Assinale a opção correta acerca da concessão de serviços públicos.
A) Se houver interesse público superveniente à concessão, poderá o poder público, por intermédio da
encampação, retomar a prestação do serviço.
B) A outorga consiste na transferência para o particular da incumbência de prestação, mediante
remuneração, de determinado serviço público.
C) Admitem-se concessões de serviços públicos por prazo indeterminado.
D) É proibida a subconcessão de serviços públicos.
E) A intervenção do poder concedente no serviço resulta na extinção da concessão.

GABARITO: “A”
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QUESTÃO 31 (DPE/DF - 2013) Segundo entendimento do STJ, a acumulação de proventos de servidor
aposentado em decorrência do exercício cumulado de dois cargos de profissionais da área de saúde
legalmente exercidos, nos termos autorizados pela CF, não se submete ao teto constitucional, devendo os
cargos ser considerados isoladamente para esse fim.
“CERTO”

QUESTÃO 32 (DPE/DF - 2013) Servidores públicos transferidos de ofício e que estejam matriculados em
instituição de ensino superior têm direito a matrícula em instituição de ensino superior do local de destino,
desde que observado o requisito da congeneridade em relação à instituição de origem. Entretanto, conforme
entendimento dominante do STJ, se não houver curso correspondente em estabelecimento congênere no
local da nova residência ou em suas imediações, ao servidor não será assegurado o direito à matrícula em
instituição não congênere.
“ERRADO”

QUESTÃO 34 (DPE/DF - 2013) Segundo entendimento do STJ, é cabível a concessão de licença a servidor
público para acompanhamento de cônjuge na hipótese em que se tenha constatado o preenchimento dos
requisitos legais para tanto, ainda que o cônjuge a ser acompanhado não seja servidor público e que o
deslocamento não tenha sido atual.
“CERTO”

QUESTÃO 35 (DPE/DF - 2013) Recondução é a forma de provimento de cargo público em que um


servidor público estável retorna ao cargo anteriormente ocupado, por reprovação em estágio probatório,
desistência de estágio probatório ou por reintegração do anterior ocupante do cargo, de acordo com a Lei
Complementar Distrital n.º 840/2011.
“CERTO”
QUESTÃO 83 (DPE-PE 2015) Segundo o entendimento jurisprudencial dominante no STJ relativo ao
princípio da continuidade dos serviços públicos, não é legítimo, ainda que cumpridos os requisitos legais, o
corte de fornecimento de serviços públicos essenciais, em caso de estar inadimplente pessoa jurídica de
direito público prestadora de serviços indispensáveis à população.
“CERTO”
QUESTÃO 88 (DPE-PE 2015) Não é possível a acumulação de um cargo de professor com outro de caráter
técnico ou científico se a soma da carga horária ultrapassar o limite de sessenta horas semanais, pois não há,
nessa situação, o requisito constitucional da compatibilidade de horários.
“ERRADO”

QUESTÃO 89 (DPE-PE 2015) Conforme entendimento atual do STF, é dever da administração pública
nomear candidato aprovado em concurso público dentro das vagas previstas no edital, em razão do princípio
da boa-fé e da proteção da confiança, salvo em situações excepcionais caracterizadas pela necessidade,
superveniência e imprevisibilidade.
“CERTO”

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DIAS 09 E 10
10 Responsabilidade patrimonial extracontratual do Estado. Noções gerais sobre a responsabilidade
extracontratual do Estado. Teorias sobre a responsabilidade e a irresponsabilidade do Estado.
Responsabilidade por atos administrativos, legislativos e judiciais. Reparação do dano e direito de
regresso. 11 Intervenção do Estado na propriedade. Fundamentos, competência e controle judicial.
Desapropriação. Servidão administrativa. Requisição. Ocupação temporária. Limitações
administrativas. Tombamento. 12 Atuação do Estado no domínio econômico. Liberalismo econômico e
o intervencionismo. Fundamentos da ordem econômica. Formas de atuação do Estado. Estado regulador e
executor. Monopólio estatal. 13 Controle da Administração Pública. Controle político e administrativo.
Conceito, fundamentos, natureza jurídica, objetivo e classificação. Controle e processo administrativo.
Controle legislativo e Tribunal de Contas. Súmulas vinculantes e demais instrumentos de controle
judicial. Improbidade administrativa.

Detalhadamente:
 Estudar Responsabilidade extracontratual do Estado (Risco Administrativo x Risco Integral).
Ainda, responsabilidade por omissão do Estado. (Ex. pedestre que é assaltado há poucos
metros da viatura da polícia e os agentes nada fazem).
 O Estado responde pela morte do detento que comete suicídio na custódia ou na
penitenciária? E se o detento é vítima de rebelião na penitenciária? O Estado responde ou os
terceiros respondem? Olhem a jurisprudência do STJ, STF e últimos informativos!
 Reparação do dano: é devida pensão aos dependentes do falecido? Até quantos anos? Quais
os parâmetros que os tribunais fixam nesses casos.
 Foco também na desapropriação e o direito do proprietário de obter indenização (atuação
intensa da Defensoria nesses casos!)
 Estudar também limitações administrativas, servidão administrativa, tombamento. Saibam os
conceitos e diferenças entre os institutos (saiba identificar cada uma deles). Direito a
indenização na instituição de uma dessas limitações.
 Sobre atuação do Estado no domínio econômico, focar apenas na leitura dos artigos da
Constituição. O tema efetivamente não é relevante para a defesa!
 Estudar controle da Administração Pública, Controle Político e Administrativo e os
Tribunais de Contas. Leia rapidamente a Lei de Responsabilidade Fiscal.
 A Defensoria Pública tem legitimidade para a propositura de Ação por Ato de Improbidade
Administrativa? Há bons textos na internet, e que devem ser lidos para fundamentar uma
possível resposta discursiva!

Feitos os comentários gerais, trago os temas de maior destaque nos temas acima:

Detalhadamente para responsabilidade civil:

 Responsabilidade Civil - Saber tudo, sem nenhuma brecha para erros pois é um tema fácil e
recorrente.
 Veja, inicialmente, o conceito e a evolução das teorias de responsabilidade civil do Estado.

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 Atenção para os pressupostos da responsabilidade civil, a responsabilidade por omissão e
quando se aplica a teoria do risco integral (X risco administrativo).
 Causas excludentes de responsabilização (atenção redobrada aqui – tema de defesa para sua
prova).
 Atenção, ainda, para direito de regresso da administração, e extensão do art. 37, §6º da CF.
 Responsabilidade da concessionária de serviço público e dos entes integrantes da
administração indireta.
 Responsabilidade por dano ambiental (risco integral).
 Responsabilidade do Estado por atos legislativos e judiciais, por atos de império e de gestão
(OBS. nesse tema, a evolução histórica é importante).
 Responsabilidade civil do estado por morte de detendo e por prisões em condições
degradantes. Saber os julgados respectivos.
 Responsabilidade civil da administração por intervenção no domínio econômico. Ex: caso
Varig (responsabilidade civil por atos lícitos).
 Responsabilidade civil da União/Estado/Município por erro médico em hospital vinculado ao
SUS?

Detalhadamente para responsabilidade civil:


 Prioridade deve ser doutrina e a leitura das leis indicadas abaixo.
 Nesse tema o livro de Vicente Paulo e Marcelo Alexandrino também não é muito bom, então
sugiro Maria Sylvia Zanella di Pietro (ou outro autor que não V.P e M.A).
 Intervenção do Estado na Propriedade - diria que é um tema fundamental para sua
aprovação na primeira e na segunda fases.
 Vide o conceito de intervenção do Estado na propriedade e as modalidades. Vide quais
atingem a exclusividade, quais atingem a perpetuidade e quais atingem o caráter absoluto da
propriedade. Tentem já aqui entender mais ou menos o conceito de cada forma de
intervenção.
 Limitação administrativa – conceito, características e direito à indenização.
 Ocupação temporária - conceito e indenização.
 Requisição administrativa - apenas conceito e indenização.
 Lei de tombamento - conceito e formas de tombamento. Restrições impostas para o uso do
bem. Direito de preferência do Poder Público. Tombamento por Entes de esferas jurídicas
diversas. Direito à indenização. Leitura do Decreto-Lei 25/37.
 Servidão administrativa - conceito, distinção com a limitação administrativa e com a
servidão de direito civil (tema recorrente em prova), direito à indenização (tema mais
cobrado em prova). Diferenças com a servidão civil e com a servidão ambiental.

Detalhadamente para desapropriação:


 Prioridade absoluta.
 Vide o conceito e as modalidades de desapropriação (especialmente as sancionatórias).
 Desapropriação por descumprimento da função social urbana - art. 182 e 183 da CF. Após,
leitura do regramento do tema no estatuto das cidades. Não precisa aprofundar, saibam

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apenas as etapas até chegar à desapropriação (IPTU progressivo, p. ex) e a forma de
indenização.
 Desapropriação por descumprimento da função social da propriedade rural.
 Vide competência (só da União).
 Descumprimento da função social (o que é). Questão da pequena e média propriedade
improdutiva. Cálculo da produtividade.
 Saber todo o processo. Consequência da invasão da propriedade durante o processo.
 Forma de pagamento da indenização.
 Leitura da Lei 8.629/93 e da Lei Complementar 76/93.
 Friso: tema mais importante para sua atuação funcional, logo cuidado, pois tende a cair.
 Desapropriação comum, ou seja, por utilidade pública e interesse social (que não para
reforma agrária).
 Desde já destaco que é de leitura obrigatória o Decreto-Lei 3365/41, com foco para as
mudanças.
 Atenção para o conceito, bem como para os pressupostos dessa desapropriação. Sujeito ativo
e delegação dos atos expropriatórios.
 Decorar a ação de desapropriação, indenização, incidência de juros, imissão antecipada na
posse, caducidade do decreto expropriatório etc. Atenção mesmo para os juros e o aspecto
processual, pois pode estar em sua prova. Vide ainda toda a controvérsia sobre os
honorários advocatícios.
 Desapropriação indireta (conceito, pressupostos e prazo para pleitear indenização),
tredestinação, retrocessão, direito de extensão.
 OBS. Vide, ainda, desapropriação para constituição/ampliação de reserva indígena.

Detalhadamente para Controle da Administração:


 Controle – conceito. Distinção entre controle interno e controle externo. Controle externo em
nível federal, estadual e municipal.
 Tribunais de Contas: federal, estadual e municipais (e Tribunais de Contas Estaduais para
os Municípios). Aprovação das contas do Prefeito.
 OBS- Tribunal de Contas pode ser estudado, também, em constitucional e financeiro (o
importante é não deixarem de estudar e estudar apenas uma vez).
 Controle Administrativo - vide os instrumentos. Direito de petição, representação
administrativa. Autotutela administrativa. Coisa julgada administrativa e reformatio in
pejus. Prescrição perante a administração. Recurso hierárquico próprio e impróprio
(distinções).
 Controle Judicial da Administração Pública - legalidade X mérito (limite da análise do
mérito pelo Poder Judiciário). Recomenda-se, ainda, a leitura das seguintes leis (se o aluno
não optar por estudar esses temas em outra disciplina): lei de ação popular, ação civil
pública, improbidade administrativa e mandado de segurança (farei a mesma recomendação
em outras matérias, então, quanto mais ler, melhor).
 Improbidade - Leitura da Lei + jurisprudência dos tribunais (dominar).
 Diria que é o tema mais importante desse item. Saber o procedimento, requisitos para a
concessão da liminar (perigo na demora presumido), efeitos da condenação, quais as

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condutas culposas e quais as dolosas, aprovação das contas (e reflexos na punição por
improbidade), legitimidade, recurso cabível da decisão que recebe a inicial, defesa prévia.
 Vide prescrição, especialmente para quem ocupa mandato eletivo (inclusive em caso de
reeleição).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 55 (DPE/MT - 2016) Em consonância com o disposto na Lei nº 8.429/1992 e com o
entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) acerca de improbidade administrativa, marque V para as
afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) O STJ tem admitido a aplicabilidade da Lei nº 8.429/1992 aos agentes políticos, com fundamento na
inocorrência de duplo regime sancionatório, uma vez que não há coincidência de sanções entre o crime de
responsabilidade e a prática de ato ímprobo.
( ) É admitida pelo STJ a conversão da pena de perda da função pública prevista na Lei nº 8.429/92 em
cassação de aposentadoria, desde que a ação de improbidade administrativa tenha sido proposta antes da
concessão do benefício ao agente ímprobo.
( ) Na ação de improbidade administrativa proposta pelo Ministério Público, a entidade interessada pode
figurar como litisconsorte ativo, em razão da natureza concorrente e disjuntiva da legitimação.
( ) A jurisprudência do STJ não admite a aplicação de excludentes de ilicitude e culpabilidade do direito
penal no âmbito da ação de improbidade administrativa, em virtude da natureza distinta da ação e da
absoluta falta de previsão de tais excludentes na Lei nº 8.429/1992.

Assinale a sequência correta.


(A) F, V, F, V
(B) V, V, F, V
(C) F, F, V, V
(D) V, V, V, F
(E) V, F, V, F
GABARITO: “E”

QUESTÃO 14 (DPE/MG - 2014) Sobre a responsabilidade civil do Estado, assinale a alternativa


INCORRETA.
A) A administração responde pelos danos causados, ainda que advindos de comportamentos lícitos, hipótese
em que a responsabilidade se fundamenta no princípio da igualdade.
B) Por ser uma exceção à imputação de responsabilidades, a responsabilidade objetiva do Estado aplica-se
somente aos órgãos e entidades da Administração Pública direta e indireta.
C) Consoante à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a administração pública responde
objetivamente no caso de morte por suicídio de detento ocorrido dentro de estabelecimento prisional
mantido pelo Estado.
D) Em caso de conduta estatal omissiva, aplica-se a responsabilidade subjetiva, devendo ser demonstrada a
culpa ou dolo do agente público.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 16 (DPE/MG - 2014) Considere as proposições 1 e 2 a seguir.


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1. Consoante à jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça, a constatação de ilegalidade em procedimento
licitatório configura improbidade administrativa independente da demonstração de lesão ao erário,

PORQUE,
2. a responsabilização não prescinde do elemento subjetivo.

Assinale a alternativa CORRETA.


A) As duas proposições são verdadeiras, mas a segunda não justifica a primeira.
B) As duas proposições são verdadeiras e a segunda justifica a primeira.
C) A primeira proposição é verdadeira e a segunda é falsa.
D) A primeira proposição é falsa e a segunda é verdadeira.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 11 (DPE/AM - 2013) Para o direito brasileiro, é absolutamente impossível a desapropriação de


(A) área situada no subsolo.
(B) pessoa jurídica.
(C) bens públicos.
(D) seres vivos.
(E) domínio útil de imóvel sob regime enfitêutico.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 16 (DPE/AM - 2013) Paciente internada em UTI de hospital público municipal falece em razão
da ocorrência de interrupção do fornecimento de energia elétrica, decorrente de uma tempestade na região,
sendo que o referido hospital não possuía geradores de emergência. Em sua defesa, o Município alega que se
trata de situação de força maior, o que afasta a responsabilidade estatal. Tal argumento não se sustenta, pois
(A) a responsabilidade estatal na prestação de serviços públicos é baseada na teoria do risco administrativo,
afastando as causas excludentes de responsabilidade.
(B) a responsabilidade estatal na prestação de serviços públicos é baseada na teoria do risco integral,
afastando as causas excludentes de responsabilidade.
(C) não se trata de situação de força maior, mas sim de fato de terceiro, que não enseja o afastamento da
responsabilidade estatal.
(D) por se tratar de morte natural, decorrente de moléstia contraída antes da internação, o nexo causal não se
encontra configurado, sendo desnecessário recorrer à excludente de força maior.
(E) a situação ocorrida está no horizonte de previsibilidade da atividade, ensejando a responsabilidade
subjetiva da entidade municipal, que tinha o dever de evitar o evento danoso.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 18 (DPE/AM - 2013) São características da servidão administrativa:


(A) imperatividade, perpetuidade e natureza real.
(B) gratuidade, precariedade e natureza pessoal.
(C) consensualidade, perpetuidade e natureza real.
(D) autoexecutoriedade, perpetuidade e natureza pessoal.
(E) onerosidade, precariedade e natureza real.

GABARITO: “A”

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QUESTÃO 19 (DPE/PR - 2012) Tiburcius é servidor público estadual que, no exercício de sua função de
motorista, dirigia uma camionete do Estado do Paraná, quando se envolveu em grave acidente. Houve perda
total tanto da camionete do Estado quanto da motocicleta de propriedade particular, também envolvida no
acidente. O passageiro da motocicleta morreu na hora.
São diversas as possibilidades de consequências jurídicas desse acidente. Dentre as mencionadas abaixo, a
única INCORRETA ou INCABÍVEL ao caso é:
(A) Demonstrados o envolvimento do servidor público; o nexo de causalidade e os prejuízos sofridos pelo
particular este, para receber indenização do Estado, fica dispensado de comprovar a culpa da administração
pública.
(B) Para excluir ou atenuar a indenização ao particular, o Estado deverá demonstrar a culpa total ou parcial
do condutor da motocicleta.
(C) Se comprovado que o acidente foi causado por um instantâneo, arrebatador e fortíssimo vendaval, que
impediu a visibilidade dos motoristas e ocasionou a perda de controle dos veículos, há exclusão ou
atenuação da responsabilidade de indenizar o particular.
(D) A comprovação da culpa de Tiburcius pelo acidente é um dos requisitos para a propositura de ação
regressiva do Estado contra esse servidor.
(E) A absolvição definitiva de Tiburcius, por negativa de autoria, na ação penal pela morte do passageiro da
motocicleta, não tem repercussão na apuração e punição de falha disciplinar por ele cometida.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 20 (DPE/PR - 2012) Sobre a atuação do Estado no domínio econômico, é
INCORRETO afirmar:
(A) Consta da Constituição Federal o elenco de situações que autorizam o exercício da atividade econômica
pelo Estado.
(B) O Estado pode intervir na área econômica para reprimir o abuso do poder econômico, como nas
hipóteses de cartéis e trustes.
(C) O Estado pode explorar diretamente atividade econômica quando necessário à segurança nacional ou a
relevante interesse coletivo, conforme definidos em lei.
(D) A Constituição Federal não admite hipótese de monopólio estatal.
(E) O controle de abastecimento e o tabelamento de preços são modalidades de intervenção do Estado no
domínio econômico.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 10 (DPE/SP - 2015) Relativamente à intervenção do Estado na propriedade privada,
(A) o instituto da ocupação temporária recairá sobre bem imóvel com a finalidade de permitir ao poder
público executar serviços, existindo ou não perigo público iminente a ser confrontado. A exemplo da
servidão administrativa, a ocupação temporária é direito real e, assim, deverá ser levada a registro no
cartório de registro de imóveis para gerar efeitos.
(B) o ato de tombamento implica restrições ao uso do bem móvel e imóvel por seu proprietário ou
possuidor, que deverá conservá-lo segundo as características culturais que motivaram sua proteção. No caso
de tombamento de bens imóveis, o proprietário que não possuir recursos financeiros suficientes para realizar
obras de preservação ou de conservação deverá informar tal fato à autoridade competente,
que deverá proceder à mencionada obra, vedada a desapropriação.
(C) ao contestar ação de desapropriação, o Defensor Público somente poderá versar sobre vícios do processo
judicial ou impugnar o preço apresentado pelo expropriante, vedada a reconvenção.
(D) as limitações administrativas se consubstanciam em atos administrativos de caráter individual, mediante
os quais o Poder Público impõe posturas positivas, negativas ou, ainda, permissivas, com a finalidade de
adequar o dado imóvel à sua função social.

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(E) por não ensejar a perda da propriedade e em vista da supremacia do interesse público sobre o particular,
a servidão administrativa não comporta a possibilidade de indenização ao proprietário do imóvel, mesmo no
caso de esse suportar prejuízos.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 11 (DPE/SP - 2015) Considere as assertivas abaixo acerca do tema Responsabilidade
Civil do Estado.
I. A Constituição Federal define, em seu artigo 37, § 6o, o instituto da responsabilidade extracontratual
objetiva às pessoas jurídicas de direito público interno e, com relação às pessoas jurídicas de direito privado
prestadoras de serviços públicos, a responsabilidade subjetiva, facultando, em ambos os casos, ação de
regresso em face do funcionário responsável pela ocorrência.
II. Para configurar a hipótese de responsabilidade objetiva do Estado deverão concorrer requisitos, quais
sejam o fato administrativo, assim compreendido o comportamento de agente do Poder Público,
independentemente de culpa ou dolo, ainda que fora de suas funções, mas a título de realizá-las, o dano,
patrimonial ou moral, que acarrete um prejuízo ao administrado e a relação de causalidade entre
o fato e o dano percebido.
III. Em princípio, os atos judiciais, aqueles praticados por membros do Poder Judiciário como exercício
típico da função jurisdicional, não acarretam a responsabilização objetiva do Estado em indenizar o
jurisdicionado, salvo nas hipóteses de erro judiciário, prisão além do período definido em sentença e em
outros casos expressos em lei.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) I.
(E) III.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 85 (DPE/RS - 2014) Sobre o instituto da desapropriação, é correto afirmar:
(A) Nas desapropriações indiretas, os juros moratórios são devidos desde o desapossamento do particular,
pois decorrem de ato ilícito da administração.
(B) Os bens desapropriados serão incorporados de forma definitiva ao patrimônio dominial do poder público
e não poderão ser transferidos a particulares.
(C) A desapropriação por interesse social concretiza a função social da propriedade e o seu objetivo
principal constitui a redução das desigualdades coletivas.
(D) A necessidade pública pode ser invocada quando a desapropriação for conveniente para o poder público.
(E) O direito de extensão poderá ser formulado através de ação direta ou reconvenção.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 86 (DPE/RS - 2014) A desapropriação só é legitimamente exercitável nos limites traçados pela
Constituição Federal e nos casos expressos em lei, observado o devido processo legal. Sobre a
desapropriação, é correto afirmar que
(A) poderá ser impugnada pelo proprietário, sendo admitido arguir, no prazo da contestação, qualquer vício
existente no respectivo processo judicial, a insuficiência do preço ou a ausência de utilidade, necessidade ou
interesse social, cabendo, nestas hipóteses, ao Poder Judiciário avaliar o mérito do decreto expropriatório.
(B) poderá ser promovida por concessionárias de serviços públicos, ou estabelecimentos de caráter público,
ou que exerçam funções delegadas de poder público mediante autorização expressa, constante
de lei ou contrato.

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(C) não poderá recair sobre bens públicos de uso comum do povo ou de uso especial e, no caso dos bens
dominicais ou dominiais, deverá ser precedida de autorização legislativa da entidade expropriada.
(D) será regulamentada através de leis editadas pela União, Estados e Municípios, as quais disporão sobre
as hipóteses de cabimento, procedimento administrativo e processo judicial.
(E) a alegação de urgência, quando prevista, vigerá por 120 (cento e vinte) dias, prazo que poderá ser
prorrogado diante de interesse público e enquanto subsistir a declaração de utilidade, necessidade ou
interesse, limitado à caducidade do decreto expropriatório.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 89 (DPE/RS - 2014) cerca da responsabilidade civil do Estado, é correto afirmar:
(A) Na liquidação dos danos sofridos pelo particular por ato da administração ou de seus agentes, não serão
aplicáveis as regras do Código Civil.
(B) O Estado é solidariamente responsável pelos danos causados a particulares por pessoas jurídicas de sua
administração indireta quando prestadoras de serviço público, ou por concessionários e permissionários de
serviços públicos.
(C) Não há responsabilidade civil do Estado pelos danos causados por atos legislativos ou leis declaradas
inconstitucionais.
(D) Há responsabilidade civil do Estado pelos danos causados a particular por seus agentes no exercício
de suas funções ou a pretexto de exercê-las.
(E) Os danos causados pelo poder público somente podem ser reparados através da via judicial, sendo
defeso acordo administrativo com o lesado.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 66 (DPE/MA - 2015) Com vistas a unir esforços na execução do serviço público de coleta e
tratamento de lixo, os municípios A e B estabelecem consórcio público, na modalidade de associação
pública, nos termos da Lei Federal no 11.107/2005, para fins de gestão dos resíduos sólidos gerados pelos
seus cidadãos. Em caso de danos causados aos cidadãos, na prestação do serviço pelo referido consórcio, é
correto afirmar que haverá responsabilidade
(A) direta e objetiva dos municípios consorciados, que serão solidários nessa responsabilidade.
(B) direta e objetiva do município em cujo território ocorrer o dano, havendo responsabilidade subsidiária do
outro município partícipe da relação consorcial.
(C) direta e subjetiva dos municípios consorciados, haja vista que falharam no dever de fiscalização do
consórcio.
(D) direta e objetiva do consórcio público.
(E) subsidiária e objetiva do Estado, haja vista que havendo gestão associada de serviços públicos, a
entidade hierarquicamente deve atuar como garantidora do serviço.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 69 (DPE/MA - 2015) A Constituição Brasileira estabeleceu modalidade especial de
desapropriação, pelo descumprimento da função social da propriedade urbana, estatuindo, a propósito, que
(A) cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de rito sumário, para o pro
cesso judicial de desapropriação.
(B) são insuscetíveis de desapropriação a pequena propriedade urbana, qual seja, a área urbana de até
duzentos e cinquenta metros quadrados.
(C) nas regiões metropolitanas instituídas por lei complementar, competirá ao Estado promover essa espécie
de desapropriação.
(D) para exigir o adequado aproveitamento de área urbana em seu território, não basta que o Município
tenha incluído tal área em seu plano diretor.

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(E) a indenização será paga mediante títulos da dívida pública de emissão previamente aprovada pelo
Senado Federal, com prazo de resgate de até vinte anos, em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados
o valor real da indenização e os juros legais.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 11 (DPE/AC - 2012) Antônio tomou posse, em seu primeiro mandato como prefeito municipal,
em 1.º/1/2009 e, embora tenha cometido ato de improbidade administrativa enquanto comandava a
prefeitura, pretende candidatar-se para o mesmo cargo no pleito de 2012. Nessa situação hipotética,
admitindo-se que Antônio seja reeleito e que sua posse para o segundo mandato ocorra em 1.º/1/2013, a
contagem do prazo prescricional para o ajuizamento de ação de improbidade administrativa contra o ato
praticado por Antônio na vigência de seu primeiro mandato se inicia
A) a partir do término do segundo mandato.
B) na data da posse do segundo mandato.
C) após cento e oitenta dias da data de posse do segundo mandato.
D) a partir do término do primeiro mandato.
E) na data da posse do primeiro mandato.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 12 (DPE/AC - 2012) Em uma escola pública localizada no interior de determinado estado da
Federação, um aluno efetuou disparo de arma de fogo, dentro da sala de aula, contra a professora, ferindo-a
em um dos ombros. A partir dessa situação hipotética, assinale a opção correta no que se refere aos danos
causados à professora.
A) Não há responsabilidade civil do Estado, por terem sido os referidos danos causados por terceiro.
B) Não há responsabilidade civil do Estado, dada a não configuração de dano direto.
C) Há responsabilidade civil objetiva do Estado.
D) Há responsabilidade civil subjetiva do Estado.
E) Há responsabilidade civil indireta do Estado.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 13 (DPE/AC - 2012) A prefeitura de determinado município realizou concurso público para o
provimento de alguns cargos. Homologado o resultado do certame, a prefeitura se negou a dar posse aos
candidatos declarados aprovados, alegando impedimento previsto em lei. Os candidatos moveram ação
judicial, fundamentando o pedido no direito subjetivo à posse e, também, na inconstitucionalidade da lei em
que a prefeitura fundamentou sua decisão. O Poder Judiciário julgou procedente a ação, declarando
a inconstitucionalidade da lei que fundamentou o impeditivo da posse.
Nessa situação hipotética,
A) a declaração de inconstitucionalidade da lei apenas garante o direito subjetivo à posse.
B) dado que o óbice imposto pela administração pública foi declarado inconstitucional pelo Poder
Judiciário, cabe indenização por danos materiais em razão de demora na nomeação dos aprovados no
concurso público.
C) ainda que se trate de decisão judicial com trânsito em julgado, o município não estará obrigado a dar
posse aos candidatos se for constatada limitação imposta pela Lei de Responsabilidade Fiscal.
D) a declaração de inconstitucionalidade da lei garante o direito à posse e a indenização por danos morais.
E) não cabe indenização por danos materiais aos candidatos, uma vez que a decisão do município
fundamentou-se em lei vigente à época em que deveria ocorrer a posse.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 14 (DPE/AC - 2012) Um paciente internado em hospital público de determinado estado da
Federação cometeu suicídio, atirando-se de uma janela próxima a seu leito, localizado no quinto andar do
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hospital. Com base nessa situação hipotética, assinale a opção correta acerca da responsabilidade civil do
Estado.
A) A responsabilidade incidirá apenas sobre os enfermeiros que cuidavam do paciente.
B) Exclui-se a responsabilidade do Estado, por ter sido a culpa exclusiva da vítima, sem possibilidade de
interferência do referido ente público.
C) A responsabilidade é objetiva, dada a omissão do ente público.
D) A responsabilidade é subjetiva, dependente de prova de culpa.
E) Não é cabível a responsabilização do Estado, pela inexistência
de dano a ser reparado.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 67 (DPE/PR - 2014) A Lei de Responsabilidade Fiscal − Lei Complementar no 101/2000, traz o
conceito de transferência voluntária e estabelece os requisitos para que ela se realize. A partir da definição
legal, é correto afirmar que
(A) as transferências voluntárias consubstanciam-se na entrega de recursos correntes ou de capital de um
ente da federação para outro em cumprimento de expressa determinação constitucional ou legal.
(B) a entrega de recursos de capital a outro ente da federação não é considerada, pela lei, como transferência
voluntária, mesmo quando seja feita a título de cooperação, auxílio ou assistência financeira.
(C) as transferências voluntárias são necessariamente formalizadas por meio de convênios, sob pena de
nulidade de pleno direito.
(D) a entrega de recursos correntes ou de capital de um ente da federação para outro a título de cooperação,
auxílio ou assistência financeira é considerada, pela lei, como transferência voluntária, desde que não
decorra do cumprimento de determinação constitucional ou legal ou se destine ao Sistema Único de Saúde.
(E) a realização de transferências voluntárias independe da existência de dotação orçamentária específica e
da observância do disposto no artigo 167, X, da Constituição Federal.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 42 (DPE/DF - 2013) Os juros compensatórios, que podem ser cumulados com os moratórios,
incidem tanto sobre a desapropriação direta quanto sobre a indireta, sendo calculados sobre o valor da
indenização, com a devida correção monetária; entretanto, independem da produtividade do imóvel, pois
decorrem da perda antecipada da posse.
“CERTO”

QUESTÃO 43 (DPE/DF - 2013) A requisição administrativa é ato unilateral e autoexecutório por meio do
qual o Estado, em caso de iminente perigo público, utiliza bem móvel ou imóvel. Esse instituto
administrativo, a exemplo da desapropriação, não incide sobre serviços.
“ERRADO”

QUESTÃO 44 (DPE/DF - 2013) A desapropriação é forma originária de aquisição de propriedade que


libera o bem de qualquer ônus que sobre ele incida, ou seja, se o bem estiver gravado com algum encargo,
será repassado para o poder público sem nenhum ônus, não havendo, inclusive, a incidência de imposto
sobre esse tipo de operação de transferência de imóveis. Entretanto, segundo o STJ, incidirá imposto de
renda sobre verba recebida pelo proprietário a título de indenização decorrente de desapropriação.
“ERRADO”

QUESTÃO 45 (DPE/DF - 2013) Segundo entendimento do STJ, se o governo do DF, amparado em


legislação local, realizar contratações temporárias de servidores sem concurso público, tal ação configurará,
por si só, ato de improbidade administrativa.
“ERRADO”

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QUESTÃO 46 (DPE/DF - 2013) A decretação de indisponibilidade de bens em decorrência da apuração de
atos de improbidade administrativa deve limitar-se à constrição dos bens necessários ao ressarcimento
integral do dano, não atingindo os bens adquiridos antes do suposto ato de improbidade.
“ERRADO”

QUESTÃO 47 (DPE/DF - 2013) Considere que, negado o pleito de um indivíduo perante a administração
pública, o chefe da respectiva repartição pública tenha inadmitido o recurso administrativo sob a alegação de
que o recorrente não teria apresentado prévio depósito ou caução, exigidos por lei. Nessa situação hipotética,
o agente público agiu de acordo com o ordenamento jurídico brasileiro, visto que, segundo entendimento do
STF, a exigência de depósito ou caução pode ser realizada desde que amparada por lei.
“ERRADO”

QUESTÃO 48 (DPE/DF - 2013) Segundo a jurisprudência atualizada do STJ, em ação de indenização por
ilícito penal praticado por agente do Estado, o termo inicial da prescrição é o trânsito em julgado da ação
penal condenatória.
“CERTO”

QUESTÃO 49 (DPE/DF - 2013) Considere que o Poder Judiciário tenha determinado prisão cautelar no
curso de regular processo criminal e que, posteriormente, o cidadão aprisionado tenha sido absolvido
pelo júri popular. Nessa situação hipotética, segundo entendimento do STF, não se pode alegar
responsabilidade civil do Estado, com relação ao aprisionado, apenas pelo fato de ter ocorrido prisão
cautelar, visto que a posterior absolvição do réu pelo júri popular não caracteriza, por si só, erro judiciário.
“CERTO”

QUESTÃO 50 (DPE/DF - 2013) Segundo o ordenamento jurídico brasileiro, todas as pessoas jurídicas de
direito público e as de direito privado que integrem a administração pública responderão objetivamente
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a terceiros.
“ERRADO”

QUESTÃO 51 (DPE/DF - 2013) Caso um DP recorra de decisão judicial que arbitre indenização de valor
irrisório a ser paga pelo poder público, pleiteando revisão do valor, o recurso interposto, segundo a
jurisprudência consolidada do STJ, será inviável, visto que a revisão do valor a ser indenizado somente é
possível quando a importância arbitrada é exorbitante.
“ERRADO”
QUESTÃO 85 (DPE/PR - 2015) Salvo as impossibilidades jurídicas e materiais, mediante declaração de
utilidade pública, formalizada por meio de decreto do chefe do Poder Executivo, todos os bens podem ser
desapropriados pelos entes que compõem a Federação. Poderá também o Poder Legislativo tomar a
iniciativa da desapropriação.
“CERTO”
QUESTÃO 87 (DPE/PR - 2015) Por ser um órgão constitucional autônomo, a DP não está sujeita a
controle interno de suas funções administrativas.
“ERRADO”

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Direito Constitucional (08 dias)

Prezados, o estudo do Direito Constitucional para as provas das DPEs envolve uma visão voltada para a
participação popular, o estudo do poder constituinte como manifestação da multidão, que é o sujeito político
composto por uma multiplicidade que abarca os hipossuficientes.
Assim, as provas das Defensorias Estaduais costumam exigir conhecimentos sobre o Poder Constituinte
Originário e o Derivado, além das manifestações de iniciativa popular no texto constitucional (ação popular,
iniciativa de lei, referendo e plebiscito, etc). Além disso, mostra-se importante o estudo dos princípios, dos
preceitos insculpidos nos artigos 1º a 4º da CRFB, bem como o estudo do preâmbulo.
Outro tema muito importante para aqueles que almejam ingressar na Defensoria é o estudo dos Direitos
Fundamentais. Temos que ter uma boa noção da Teoria Geral dos Direitos e Garantias Fundamentais,
sempre associando com a atuação da Defensoria na proteção e efetivação desses direitos.
Sempre é cobrado nas provas alguma questão sobre Controle de Constitucionalidade e a Defensoria Pública
na Constituição (autonomia, garantia do acesso à justiça e da prestação de assistência jurídica integral e
gratuita, etc). As recentes Emendas à Constituição vem caindo com certa frequência, principalmente o texto
“seco”.

DIA 01
1 Direito Constitucional: conceito e objeto, origem, formação, conteúdo, fontes, métodos de trabalho. 2
Constituição: tipologia, classificação, concepções, legitimidade, pauta normativa e pauta axiológica. A
força normativa da Constituição. 3 A constitucionalização simbólica: a constitucionalização, texto
constitucional e realidade constitucional. Efetividade das normas constitucionais. 4 Sistema
constitucional: a Constituição como um sistema de normas. Os valores na Constituição. Preceitos
fundamentais. Fins e funções do Estado. 5 Normas constitucionais: natureza, classificação, lacunas na
Constituição, espécies e características, princípios jurídicos e regras de direito. Aplicação da
Constituição no tempo e no espaço. Eficácia das normas constitucionais e tutela das situações
subjetivas. Eficácia vertical e horizontal dos direitos fundamentais. Orçamento e reserva do
possível. O princípio da proibição do retrocesso social.

Detalhadamente:
 Estudar tipos e classificação das Constituições.
 Eficácia das normas constitucionais, principalmente em matéria de Direitos Fundamentais,
como saúde e educação.
 Classificação das normas constitucionais e eficácia horizontal dos direitos fundamentais nas
relações entre particulares.
 Orçamento e Reserva do Possível – uma leitura atenta ao princípio da Reserva do Possível e
estudo de jurisprudência (Pode o Judiciário determinar que o Poder Público mantenha
estoque mínimo de medicamentos? E pode determinar a compra de medicamento de alto
custo?) A questão aqui é a judicialização do direito à saúde, muito frequente na nossa
atuação institucional e, por via de consequência, de grande incidência em concursos
públicos.

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 Sobre o Direito à educação, estudar jurisprudência dos últimos informativos e se pode o
poder público ser compelido judicialmente a abrir mais uma vaga em escola ou creche
pública para atender determinado administrado.
 Decisão do STF sobre o Estado de Coisas Inconstitucional – Leiam o imprescindível artigo
de Carlos Alexandre de Azevedo Campos no link http://www.conjur.com.br/2015-set-
01/carlos-campos-estado-coisas-inconstitucional-litigio-estrutural).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 42 (DPE/MT - 2016) No tocante à eficácia dos direitos sociais previstos na Constituição Federal
e ao princípio da proibição do retrocesso social, analise as afirmativas.
I - O direito social enunciado em norma constitucional de eficácia limitada, declaratória de princípio
programático, não tem eficácia jurídica imediata, pois não vincula o legislador infraconstitucional, nem a
atividade discricionária da Administração Pública.
II - A cláusula da reserva do possível é reconhecida como limite fático à expansão de certas políticas
públicas, mas não como obstáculo à prestação de serviços públicos essenciais.
III - O entendimento prevalente no Supremo Tribunal Federal é no sentido de interpretar a norma
programática como norma de aplicação diferida, sem caráter cogente, vez que se limita a enunciar valores e
linhas diretoras que devem ser seguidas pelo Poder Público.
IV - O princípio da proibição do retrocesso social visa resguardar os direitos sociais constitucionalizados,
preservando os níveis de realização alcançados e impedindo a supressão desses direitos pelo Poder
Constituinte Reformador.
Estão corretas as afirmativas
(A) I e III, apenas.
(B) I, II e IV, apenas.
(C) II e IV, apenas.
(D) I, II, III e IV.
(E) II e III, apenas.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 08 (DPE/MG - 2014) Sobre o conceito, classificação e interpretação da constituição, assinale a
alternativa CORRETA.
A) A concepção política da constituição ocorre quando na constituição há soma dos fatores reais de poder
que regem determinada nação, sob pena de se tornar mera folha de papel escrita, que não corresponde à
constituição real.
B) A concepção material da constituição se caracteriza pela existência de uma norma hipotética fundamental
pura que traz fundamento transcendental para sua própria existência e que, por se constituir no conjunto de
normas com o mais alto grau de validade, deve servir de pressuposto para a criação das demais normas.
C) A concepção aberta da constituição é aquela interpretada por todo o povo em qualquer espaço e, não
apenas, pelos juristas, no bojo dos processos.
D) A concepção aberta da constituição caracteriza-se pela capacidade de oferecer respostas adequadas ao
nosso tempo ou, mais precisamente, da capacidade da ciência constitucional de buscar e encontrar respostas
na constituição.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 20 (DPE/MA - 2015) As Constituições que se apresentam em textos esparsos, fragmentadas em


vários instrumentos normativos, são:
(A) incompatíveis com o modelo de bloco de constitucionalidade.
(B) as Constituições heterônomas.
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(C) as Constituições semirrígidas.
(D) as Constituições legais ou inorgânicas.
(E) as Constituições balanço.

GABARITO: “D”

Acerca dos elementos e normas constitucionais, julgue os itens


seguintes.
QUESTÃO 1 (DPE/DF - 2013) As normas materialmente constitucionais referem-se ao conteúdo próprio da
Constituição, devendo todas elas, obrigatoriamente, figurar no texto constitucional, a exemplo das normas
relativas ao exercício e à distribuição do poder político e à garantia dos direitos fundamentais.
“CERTO”

QUESTÃO 2 (DPE/DF - 2013) Consideram-se elementos limitativos da Constituição as normas


constitucionais que compõem o catálogo dos direitos e garantias individuais.
“ERRADO”

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AINDA NO DIA 01
6 Hermenêutica e interpretação constitucional. Métodos e conceitos aplicados à interpretação.
Princípios de interpretação especificamente constitucionais. A sociedade aberta dos intérpretes da
Constituição. Criação judicial do Direito. “Juízes legisladores”? Jurisdição constitucional e
consequências da interpretação. 7 Constitucionalismo e neoconstitucionalismo. Jurisdição
constitucional e consequências da interpretação. Teoria da justiça constitucional. O guardião da
Constituição. Conceitos de justiça constitucional, jurisdição constitucional e Tribunal
Constitucional. Legitimidade e limites do Tribunal Constitucional. Funções e morfologia do Tribunal
Constitucional. Relação entre os poderes na justiça constitucional. 8 Poder constituinte. 8.1 Perspectivas
históricas. 8.2 Poder constituinte originário: caracterização, função, finalidade, atributos, natureza.
8.3 Espécies de poder constituinte derivado: atuação e limitações. 8.4 Poder constituinte
supranacional. 6. A constitucionalização simbólica: a constitucionalização, texto constitucional e
realidade constitucional. Efetividade das normas constitucionais.

Detalhadamente:
 Estudar Constitucionalismo e Neoconstitucionalismo, força normativa da Constituição e
Ativismo Judiciário.
 Estudar métodos de interpretação constitucional e a Sociedade Aberta dos intérpretes da
Constituição, de Peter Häberle.
 Estudar os conceitos de justiça constitucional, jurisdição constitucional e tribunal
constitucional.
 Sobre Poder Constituinte, focar nas características dos Poderes Originário e Reformador,
limitações ao Poder Constituinte Reformador, Poder Constituinte Difuso, Poder Constituinte
Supranacional, Teoria da Interconstitucionalidade.
 Verificar as limitações incidentes no Poder Constituinte Derivado Decorrente. Em questões
abertas (discursivas), fiquem atentos a essas limitações.

Dadas as noções gerais, vejamos de forma mais detalhada ainda os principais temas:
 Neoconstitucionalismo - Atenção para a evolução do constitucionalismo, e as características
do Neoconstitucionalismo (especialmente a força normativa da Constituição).
 Classificação e elementos da CF - Tema importantíssimo. Apenas a parte do histórico é
‘dispensada’, devendo, entretanto, aprender pelo menos o básico de cada uma delas. Ex: se
previa direitos fundamentais, se havia ações de constitucionalidade, qual a forma de Estado
que foi adotada.
 Preâmbulo e seu caráter não-normativo. Preâmbulo como parâmetro para o controle de
constitucionalidade e como norma de não reprodução obrigatória.
 Natureza do ADCT de norma constitucional.
 Hermenêutica - Tema importante, decorar os principais métodos e princípios (eu sempre os
revisava de véspera da prova). Os mais importantes são o tópico-problemático e o
hermenêutico concretizador. Além, é claro, da proporcionalidade (e proibição de proteção
deficiente), razoabilidade e máxima efetividade. Devido processo legal substancial. Juiz
natural (jurisprudência do STF). Teoria dos poderes implícitos (poderes investigatórios do
MP). Não se esqueçam, também, dos métodos clássicos de interpretação, pois eles também
são cobrados (podem ser vistos em direito civil).
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 OBS- esse tema exige do aluno capacidade de memorização, de forma que, eu, por exemplo,
sempre o revisava na semana da prova.
 Poder constituinte - Tudo. Análise da recepção. Poder constituinte estadual também cai
bastante (daria grande enfoque para o poder derivado decorrente e reformador). Poder
Constituinte dos Municípios e Distrito Federal? Vejam a distinção entre poder reformador
(seus limites, inclusive) e poder revisor. Tome muito cuidado com os conceitos de recepção
(e detalhamento), desconstitucionalização, inconstitucionalidade superveniente, enfim, com
os conceitos relacionados ao tema.
 Eficácia e aplicabilidade - Aprender a classificação de José Afonso da Silva. Decorar o
quadro final do livro do Lenza (ou seja, a natureza de cada uma das normas à luz da
jurisprudência do STF).
 Ponderação entre princípios e subsunção das regras (atenção aqui). Saibam o que é um
princípio e como os distinguimos das regras.
 Mutação constitucional - conceito e limites. Além disso chamo atenção para o tema de
alteração do entendimento da Corte Constitucional (pressupostos e meios para superação de
um entendimento anteriormente consolidado).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 09 (DPE/MG - 2014) Quanto aos métodos de interpretação da constituição e das normas
constitucionais, assinale a alternativa CORRETA.
A) Diz-se método científico espiritual, valorativo ou sociológico, aquele que parte de uma tese da identidade
que existiria entre a constituição e as demais leis, ou seja, se a constituição é uma lei, não há por que ter
método específico para interpretá-la.
B) Diz-se método tópico problemático aquele em que o intérprete se vale de suas pré-compreensões
valorativas para obter o sentido da norma em um determinado problema pois o conteúdo da norma somente
é alcançado a partir de sua interpretação concretizadora, dotada de caráter criativo que emana do exegeta.
C) Diz-se método da comparação constitucional aquele que prega que a constituição deve ser interpretada
por todos e em qualquer espaço.
D) Diz-se método normativo estruturante ou concretista aquele em que o intérprete parte do direito positivo
para chegar à estruturação da norma, muito mais complexa que o texto legal. Há influência da
jurisprudência, doutrina, história, cultura e das decisões políticas.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 1 (DPE/PR - 2012) O constitucionalismo fez surgir as Constituições modernas


que se caracterizam pela adoção de
(A) rol de direitos civis, políticos, econômicos, sociais e culturais e regime presidencialista de governo.
(B) pactos de poder entre soberanos e súditos que garantem àqueles privilégios, poderes e prerrogativas sem
a contrapartida de deveres e responsabilidades exigíveis por estes.
(C) princípio do governo limitado pelas leis, separação de poderes e proteção de direitos e garantias
fundamentais.
(D) controle de constitucionalidade difuso das normas realizado por qualquer membro do Poder Judiciário.
(E) cartas constitucionais escritas, formais, dogmáticas, dirigentes, analítica e outorgadas.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 2 (DPE/SP - 2015) Sobre a pluralização do debate constitucional, é correto afirmar:
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(A) Segundo entendimento do STF, a participação do amicus curiae abrange a entrega de memoriais, a
sustentação oral e a interposição de qualquer recurso cabível previsto na legislação processual e no
Regimento Interno do STF.
(B) O defensor público, no exercício de suas atribuições constitucionais, não pode convocar audiência
pública por ausência de previsão legal, restando tal função aos integrantes dos Poderes Legislativo,
Executivo e Judiciário.
(C) No recurso extraordinário, não se admite o ingresso do amicus curiae, nem a convocação de audiência
pública, uma vez que esgotada a fase de instrução processual.
(D) O processo constitucional objetivo admite dilação probatória para a apuração de questões fáticas.
(E) O rito do incidente de declaração de inconstitucionalidade, previsto no artigo 482 e seus parágrafos do
Código de Processo Civil, dispõe expressamente que o relator, quando entender necessário, poderá admitir,
por decisão irrecorrível, a manifestação de outros órgãos ou entidades.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 3 (DPE/SP - 2015) Em relação à hermenêutica e interpretação constitucional, considere as
seguintes afirmações abaixo:
I. Segundo Mauro Cappelletti, as atividades legislativa e jurisdicional constituem processos de criação do
direito, porém o legislador se depara com limites substanciais menos frequentes e menos precisos. Portanto,
do ponto de vista substancial, a única diferença entre essas atividades não é de natureza, mas de grau.
II. No processo de concretização das normas constitucionais de Konrad Hesse, a tópica é pura, ou seja, o
intérprete só pode utilizar na tarefa de concretização aqueles pontos de vista relacionados ao problema. Ao
mesmo tempo, o intérprete está obrigado a incluir na interação do ciclo hermenêutico, composto pelo
programa normativo (análise dos elementos linguísticos) e pelo âmbito normativo (análise da realidade
concreta), os elementos de concretização que lhe ministram a norma constitucional e as diretrizes contidas
na Constituição.
III. Nos casos difíceis, a ideia de Dworkin é a limitação da discricionariedade do juiz, impondo-lhe o dever
de decidir conforme as exigências morais da comunidade, evitando a arbitrariedade interpretativa do
jusrealismo. O juiz é obrigado a se separar do preceito legal quando estiver em contradição com o
sentimento moral da maioria. Os princípios são criados para substituir o ingênuo silogismo e afastar a
arbitrariedade, atendendo às exigências da comunidade.
IV. As consequências práticas das decisões remetem ao pragmatismo norte-americano, em que a justiça é
medida pelas consequências, e não pelo direito. A grande vantagem é a percepção de que determinada
interpretação pode gerar resultados indesejáveis na prática. Entretanto, a extrema flexibilização do direito e
o antiformalismo do pragmatismo conduzem à insegurança jurídica.
V. O originalismo norte-americano consagra a living Constitution, ou seja, a abertura das normas
constitucionais à realidade e às mutações da sociedade para a contínua evolução do texto constitucional.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e V.
(B) I, III e IV.
(C) II, III e IV.
(D) III, IV e V.
(E) II e III.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 4 (DPE/SP - 2015) A Corte Constitucional deve “entender a si mesma como protetora de um
processo legislativo democrático, isto é, como protetora de um processo de criação democrática do direito, e
não como guardiã de uma suposta ordem supra-positiva de valores substanciais. A função da Corte é velar
para que se respeitem os procedimentos democráticos para uma formação da opinião e da vontade políticas
de tipo inclusivo, ou seja, em que todos possam intervir, sem assumir a mesma o papel de legislador
político”. (Más Allá del Estado Nacional. Madrid: Trotta, 1997, p. 99) O trecho acima citado, acerca da
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postura de um Tribunal Constitucional durante o seu processo de interpretação da Constituição, corresponde
à obra e concepção
(A) procedimental de Jürgen Habermas da teoria do discurso.
(B) mista de John Hart Ely de democracia.
(C) procedimental de John Rawls do fórum público de princípios.
(D) substancial de Ronald Dworkin de proteção dos direitos fundamentais.
(E) procedimental de Robert Alexy da teoria da argumentação e princípios.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 19 (DPE/MA - 2015) No âmbito da teoria do poder constituinte, considera-se que o poder de
aprovar emendas às constituições estaduais
(A) cabe ser definido no âmbito das Constituições Estaduais, constituindo o único instrumento pelo qual
se admite promover modificações no regime constitucional estadual em vigor.
(B) configura exercício de poder constituinte decorrente de segundo grau, pois deve observar, como regra
geral, as limitações materiais impostas ao poder constituinte decorrente inicial, além daquelas estatuídas pela
própria Constituição Estadual.
(C) sujeita-se apenas a limites formais e circunstanciais.
(D) fica sujeito, em virtude do princípio da simetria, apenas às limitações formais e materiais impostas ao
poder de reforma da Constituição Federal.
(E) não configura exercício de poder constituinte derivado ou instituído.

GABARITO: “B”

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DIA 02
9 Controle de constitucionalidade. Supremacia da Constituição Federal. Teoria da
inconstitucionalidade. Teoria da recepção. O controle difuso da constitucionalidade. O controle
concentrado da constitucionalidade (ADI, ADI por omissão, ADC, ADPF). Mutações constitucionais.
Técnicas de decisões nos tribunais constitucionais. Decisões aditivas e substitutivas dos Tribunais
Constitucionais. Controle de constitucionalidade do direito estadual e do direito municipal. Bloco de
constitucionalidade.

Detalhadamente:
 Estamos, sem dúvida, diante do ponto de direito constitucional mais exigido em concursos
públicos, de uma maneira geral, e os das Defensorias não fogem a essa regra.
 Estudar a abstrativização do controle difuso de constitucionalidade.
 Ler as Leis 9.868/99 e 9.882/99.
 Identificar se cabe fungibilidade entre ADI e ADC, ADPF, etc.
 Constitucionalidade e competência legislativa dos Estados e Municípios (Ex. Lei que
organiza funcionamento de bancos ou fechamento do comércio em determinado horário).
 Controle estadual de Constitucionalidade (Representação por Inconstitucionalidade).

Dadas as noções gerais, sugere-se com mais detalhes o seguinte:


 Controle de constitucionalidade - Para passar, tem que dominar. Tema mais importante na
atualidade em direito constitucional.
 Tome cuidado com o controle em nível estadual e das normas municipais, pois o tema é de
suma importância. Normas de reprodução obrigatória e controle em âmbito estadual e
municipal (vide, por exemplo, os legitimados).
 OBS. A parte histórica não é tão relevante, de forma que, se não houver tempo, pode ser
dispensada. Lembrem-se, entretanto, de aprender o básico de cada constituição brasileira
(quando surgiu o controle difuso, quando surgiu o concentrado, quais as inovações trazidas
pela CF/88).
 Atenção para a modulação de efeitos nas ações do controle concentrado (e quiçá no difuso).
Teoria da transcendência e abstrativização do controle difuso (não aceitas?).
 Técnicas especiais de decisão: declaração de inconstitucionalidade sem pronúncia de
nulidade, interpretação conforme, modulação de efeitos. Falando em efeitos, vejam os efeitos
da procedência/improcedência de cada uma dessas ações (quais órgãos estarão vinculados e
cabimento de reclamação).
 Vide, ainda, os efeitos da cautelar (diferenciar conforme a ação).
 Cuidado com controle difuso e cláusula de reserva de plenário (saber quando se aplica a
cláusula e quando não se aplica).
 Cuidado, ainda, com os entendimentos do STF (Ex. fungibilidade entre as ações).
 Atenção para os legitimados (universal X interessado), e a jurisprudência correlata.
Legitimados para o controle estadual e municipal.
 Atenção, ainda, ao que pode e ao que não pode ser objeto de controle ou parâmetro (ex. ato
normativo anterior à CF só pela via de ADPF, lei orçamentária, medida provisória, dentre

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outros). Ampliação do bloco de constitucionalidade para abranger tratados de direitos
humanos.
 Atenção, ainda, para a jurisprudência do Supremo em tema de definição de competência
(inconstitucionalidade formal por vício de competência legislativa).
 Limites para o controle prévio realizado por parlamentar. Controle de atos políticos e de
atos interna corporis.
 Leis a serem lidas: ADI, ADO (diferenças com o mandado de injunção quanto aos efeitos),
ADC (diferenças e semelhanças com a ADI), ADPF, ADI interventiva. Já estude a ADI
interventiva nesse tópico, com enfoque especial para intervenção nos Estados.
 Enfim, esses são os temas mais importantes, mas reitero: foco nesse dia, pois é de cobrança
frequente.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 41 (DPE/MT - 2016) Leia o texto abaixo.
[...] A Constituição de 1988 é explicitamente receptiva ao Direito Internacional Público em matéria de
direitos humanos, o que configura uma identidade de objetivos do Direito Internacional e do Direito Público
Interno, quanto à proteção da pessoa humana. [...].
(LAFER, C. A internacionalização dos direitos humanos: Constituição, racismo e
relações internacionais. Barueri, SP: Manole, 2005.)
Sobre os tratados internacionais de direitos humanos e o bloco de constitucionalidade, assinale a afirmativa
correta.
(A) As normas dos tratados de direitos humanos recepcionados pela Constituição de 1988 são materialmente
constitucionais e servem de parâmetro hermenêutico para imprimir vigor à força normativa da Constituição.
(B) O Supremo Tribunal Federal, a quem compete decidir sobre a constitucionalidade de tratado
internacional, pode declarar a inconstitucionalidade de direitos e garantias contidos em tratados sobre
direitos humanos.
(C) A integração de tratados internacionais de proteção de direitos humanos ao bloco de constitucionalidade
é problemática, pois promove alterações no texto da Constituição de 1988, de forma distinta do rito
legislativo previsto para as emendas constitucionais.
(D) Os tratados internacionais sobre direitos humanos, em consonância com a Constituição de 1988, passam
a ter eficácia no direito interno, mesmo antes de aprovados pelo Congresso Nacional, bastando que estejam
em vigor no plano externo.
(E) Os tratados internacionais de direitos humanos que integram o bloco de constitucionalidade, quando
aprovados por maioria relativa de votos no Congresso Nacional, podem ser revogados por lei ordinária
superveniente.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 48 (DPE/MT - 2016) No controle de constitucionalidade, sobre os efeitos da decisão do
Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar:
(A) Quando em decorrência de controle concentrado de constitucionalidade, a norma impugnada somente
terá sua execução suspensa, com efeitos para todos, em ocorrendo manifestação do Senado Federal nesse
sentido.
(B) Quando se tratar de ação declaratória de constitucionalidade, a norma impugnada somente terá sua
execução suspensa, com efeitos para todos, em ocorrendo manifestação do Senado Federal nesse sentido.
(C) Quando se tratar de ação direta de inconstitucionalidade, caracteriza-se como controle difuso da
constitucionalidade.
(D) Quando em decorrência de controle difuso de constitucionalidade, a norma impugnada somente terá sua
execução suspensa, com efeitos para todos, em ocorrendo manifestação do Senado Federal nesse sentido.

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(E) Quando em decorrência de controle difuso de constitucionalidade, a decisão produzirá efeitos para
todos, desde a sua publicação.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 01 (DPE/AM - 20143) Suponha que um partido político tenha ajuizado perante o Supremo
Tribunal Federal (STF) arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF), contra atos
normativos infralegais editados por universidade federal, que determinaram a reserva de 20% de suas vagas
a candidatos negros. Alegando que os atos normativos referidos violaram preceitos fundamentais da
Constituição Federal, pediu o autor da ação que fossem declarados inconstitucionais. Neste caso,
considerada a disciplina constitucional e legal e a jurisprudência do STF em matéria de controle de
constitucionalidade, a ADPF.
(A) não é cabível, uma vez que pede a declaração de inconstitucionalidade de atos normativos infralegais.
(B) pode ser proposta pelo partido político, desde que esse tenha representação no Congresso Nacional e
demonstre a pertinência temática entre o objeto da ação e os objetivos do partido.
(C) não é cabível, uma vez que a questão é passível de ser discutida pelos candidatos concretamente
interessados na declaração de inconstitucionalidade dos atos praticados pela universidade.
(D) deve ser extinta, sem julgamento do mérito, sendo incabível sua admissão como ação direta de
inconstitucionalidade, caso
o STF entenda que os atos praticados pela universidade deveriam ter sido impugnados por aquela via.
(E) pode ter a petição inicial indeferida liminarmente pelo Ministro Relator, se for inepta, decisão em face
da qual cabe agravo,
no prazo de cinco dias.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 3 (DPE/AM - 2013) Suponha que determinado Estado-membro tenha editado lei disciplinando o
horário de funcionamento de estabelecimentos comerciais, sendo que a matéria já era regulada de modo
diverso por leis editadas pelos Municípios do mesmo Estado. Estado e Municípios entendem constitucionais
as respectivas leis, e pretendem sustentar judicialmente que elas foram editadas com fundamento na
competência legislativa que lhes foi assegurada na Constituição Federal e na Constituição Estadual. Diante
desse contexto, considerando a Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal,
(A) a lei estadual não poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça,
caso impugnada
em face de norma da Constituição Estadual, admitindo-se, no entanto, que a lei estadual seja impugnada em
face da Constituição Estadual mediante instrumentos de controle incidental e difuso de constitucionalidade.
(B) a lei estadual poderá ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça,
tendo por parâmetro
a Constituição Estadual, podendo ser interposto recurso extraordinário, contra o acórdão proferido pelo
Tribunal Estadual, se presentes os pressupostos recursais.
(C) as leis municipais poderão ser objeto de ação direta de inconstitucionalidade perante o Supremo
Tribunal Federal, tendo por parâmetro a Constituição Federal.
(D) as leis municipais apenas poderão ser contestadas em face da Constituição Estadual mediante
instrumentos processuais que viabilizam o controle incidental e difuso de constitucionalidade.
(E) o ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade (ADI) da lei estadual em face da Constituição do
Estado, perante o Tribunal de Justiça, impede a propositura de ADI da mesma lei estadual em face da
Constituição Federal, perante o STF, ainda que o Tribunal de Justiça do Estado não tenha julgado a ADI.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 7 (DPE/PR - 2012) A constituição de determinado estado da federação prevê a criação de sua
Defensoria Pública através de lei complementar estadual. Após ampla mobilização social e aprovação quase
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unânime da Assembleia Legislativa, a instituição vem a ser criada, porém por lei ordinária, já que assim
tramitou o projeto. O Governador veta totalmente o
projeto por inconstitucionalidade. Nesse caso,
(A) tem fundamento o veto já que não se confundem o processo legislativo nem tampouco as matérias que
podem ser tratadas por lei complementar e lei ordinária.
(B) o veto deverá ser derrubado pela Assembleia Legislativa que ao aprovar o projeto pela quase
integralidade de seus membros demonstrou que tem total legitimidade e respaldo social não havendo que se
falar em inconstitucionalidade.
(C) não há diferença material entre lei ordinária e complementar, pois todas as leis servem para
complementar a constituição. Não se deve vetar um projeto de tamanha importância por mera formalidade.
(D) não se trata de inconstitucionalidade, mas de análise de legalidade e legitimidade. O que diferencia as
duas espécies normativas é o quórum e nesse aspecto a Assembleia demonstrou sua ampla legitimidade.
(E) é indiferente a utilização de lei complementar ou lei ordinária para regulamentar uma norma
constitucional e no caso em questão o quórum de aprovação foi obedecido.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 8 (DPE/PR - 2012) O controle abstrato de constitucionalidade previsto pela Constituição
Federal de 1988, regulamentado pelas leis nos 9.868/99 e 9.882/99 e interpretado pelo Supremo Tribunal
Federal, admite
(A) reconhecimento de fungibilidade apenas entre as ações direta de inconstitucionalidade por ação, ação
direta de constitucionalidade e arguição de descumprimento de preceito fundamental.
(B) a possibilidade de reconhecimento da fungibilidade somente entre ação direta de inconstitucionalidade e
arguição de descumprimento de preceito fundamental.
(C) conhecimento de ações diretas de inconstitucionalidade como ações diretas de inconstitucionalidade por
omissão quando se trata de omissão parcial, em decorrência da fungibilidade.
(D) ser possível a fungibilidade, mas apenas entre as garantias constitucionais do habeas corpus, mandado
de segurança, ação popular, habeas data e mandado de injunção.
(E) a natureza distinta, rito próprio, especificidades e diversas hipóteses de cabimento das ações diretas de
controle de constitucionalidade que impede a fungibilidade entre elas, em qualquer situação.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 12 (DPE/AM - 2012) Determinado juiz criminal tem o entendimento de que a Lei no 11.340/06
(Lei Maria da Penha) é inconstitucional por violar o princípio da igualdade ao proteger diferentemente
mulheres e homens. Sendo assim, aplica aos casos de lesão corporal leve contra a mulher, caracterizados
como de violência doméstica, a Lei no 9.099/95. Atuando na
defesa da mulher em situação de violência doméstica, o Defensor Público deve
(A) apresentar reclamação ao Supremo Tribunal Federal para que seja cumprida a decisão proferida na ADC
19/DF, já que a referida lei veio concretizar o dever do Estado de criar mecanismos para coibir a violência
no âmbito das relações familiares, que afeta majoritariamente as mulheres.
(B) orientar as mulheres que defende que a Lei no 9.099/95 possui mecanismos de maior celeridade e que os
resultados virão de forma mais rápida e efetiva, além de possibilitar-lhes desistir mais facilmente do
processo.
(C) acompanhar e defender as mulheres que representa pelo rito da Lei no 9.099/95, já que não há decisão
definitiva do Supremo Tribunal Federal a respeito da matéria.
(D) não questionar o juiz quanto a esse entendimento para manter uma boa relação profissional e garantir,
futuramente, quando estiver atuando na defesa dos réus a aplicação de uma lei mais benéfica.
(E) acompanhar os casos, fazer as petições cabíveis questionando o entendimento do juiz, interpor todos os
recursos que estiverem disponíveis até que os casos cheguem ao Supremo Tribunal Federal e a questão
constitucional seja decidida definitivamente.

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GABARITO: “A”
QUESTÃO 5 (DPE/SP - 2013) Quanto ao controle de constitucionalidade do direito estadual e municipal, é
correto afirmar:
(A) Em recente Emenda à Constituição do Estado de São Paulo, o Defensor Público-Geral passou a figurar
como parte legítima para a propositura de ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo,
estadual ou municipal, em face da Constituição paulista, perante o Tribunal de Justiça do Estado de
São Paulo.
(B) O texto da Constituição do Estado de São Paulo admite aos legitimados a propositura da ação
declaratória de constitucionalidade, conforme autorizado pelo artigo 125, § 2o da Constituição da República
Federativa do Brasil.
(C) O STF, em controle incidental, declarou inconstitucional o dispositivo da Constituição do Estado de
São Paulo que condiciona a decisão do Tribunal de Justiça, em processo objetivo, à prévia comunicação
da Casa Legislativa interessada para suspender a execução, no todo ou em parte, da lei ou ato normativo.
(D) No controle abstrato de constitucionalidade de leis ou atos normativos, estaduais ou municipais, em face
da Constituição paulista, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo não pode modular os efeitos de suas
decisões, uma vez que o artigo 27 da Lei no 9.868/99 restringe essa técnica de decisão ao STF.
(E) Segundo jurisprudência do STF, cabe recurso extraordinário por ofensa a direito local.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 24 (DPE/RS - 2014) No que se refere ao controle de constitucionalidade de leis ou atos


normativos federais em face da Constituição Federal e às decisões do Supremo Tribunal Federal nos
processos de sua competência,
(A) a declaração de inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional,
será dada ciência ao Poder Competente para adoção das providências necessárias no prazo de 180 (cento e
oitenta) dias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo no prazo de 60 (sessenta) dias.
(B) o Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade e
em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.
(C) os partidos políticos, as confederações sindicais e as entidades de classe de âmbito estadual têm
competência para propor ação direta de inconstitucionalidade ou declaratória de constitucionalidade.
(D) a capacidade postulatória decorre da Constituição Federal, por isso todos os legitimados ativos não
precisam contratar advogado para propor a ação direta de inconstitucionalidade.
(E) o Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão da maioria de seus
membros, após reiteradas decisões sobre a matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua
publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 4 (DPE/MA - 2015) Suponha que o Prefeito de determinado Município maranhense ajuíze ação
direta de inconstitucionalidade, perante o Tribunal de Justiça do Estado, contra lei municipal questionada em
face de dispositivo da Constituição estadual. Referida ação direta de inconstitucionalidade
(A) não seria conhecida, por faltar legitimidade ao Prefeito para sua propositura.
(B) não seria admissível, na hipótese de o dispositivo tido por violado na Constituição estadual se tratar de
norma de reprodução da Constituição da República, por faltar competência ao Tribunal de Justiça para seu
julgamento.
(C) seria admissível, sendo cabível a interposição de recurso extraordinário para o Supremo Tribunal
Federal, na hipótese de o dispositivo tido por violado na Constituição estadual se tratar de norma de
reprodução da Constituição da República.

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(D) não seria admissível, na hipótese de o dispositivo tido por violado na Constituição estadual se tratar de
norma de reprodução da Constituição da República, por ser cabível arguição de descumprimento de preceito
fundamental.
(E) seria admissível, devendo ser previamente ouvidos o Procurador-Geral de Justiça e o Procurador-Geral
do Estado, que defenderá o texto impugnado.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 17 (DPE/MA - 2015) É inconstitucional disposição normativa veiculada por Constituição
Estadual que
(A) autorize a recondução dos membros da Mesa da Assembleia Legislativa para os mesmos cargos na
eleição imediatamente subsequente.
(B) estenda aos Deputados Estaduais o regime de perda do mandato e impedimentos constitucionalmente
reservado aos Deputados Federais e Senadores.
(C) reconheça aos Deputados Estaduais as imunidades e inviolabilidades constitucionalmente reservadas
aos Deputados Federais e Senadores.
(D) determine, em caso de vacância dos cargos de Governador e Vice-Governador, que a eleição para ambos
seja feita, pela Assembleia Legislativa, noventa dias depois da última vaga, ainda que a referida vacância
tenha ocorrido na primeira metade do mandato.
(E) estabeleça não configurar impedimento, para efeito de substituição pelo Vice-Governador, o afastamento
do Governador, por até quinze dias, do país ou do Estado.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 9 (DPE/AC - 2012) Considerando o entendimento jurisprudencial do STF no que se refere ao
sistema brasileiro de controle de constitucionalidade, assinale a opção correta.
A) A aplicação direta de norma constitucional que implique juízo de desconsideração de preceito
infraconstitucional dispensa a observância da cláusula de reserva de plenário.
B) Lei ou norma de caráter ou efeito concreto já exaurido pode ser objeto de controle abstrato de
constitucionalidade, em ação direta de inconstitucionalidade.
C) É lícito conhecer de ação direta de inconstitucionalidade como arguição de descumprimento de preceito
fundamental, quando coexistentes todos os requisitos de admissibilidade desta, em
caso de inadmissibilidade daquela.
D) A não aplicação, por órgão fracionário de tribunal, de determinada norma jurídica ao caso sob seu exame
caracteriza violação da cláusula de reserva de plenário, mesmo que o julgamento não se fundamente na
incompatibilidade entre a norma legal tomada como base dos argumentos expostos na
ação e a CF.
E) A cláusula constitucional de reserva de plenário, fundada na presunção de constitucionalidade das leis,
impede que os órgãos fracionários dos tribunais rejeitem a arguição de invalidade dos atos normativos.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 60 (DPE/PR - 2014) Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, é correto afirmar
que as medidas provisórias
(A) não podem ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade, uma vez que não possuem a natureza
jurídica de lei.
(B) podem ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade no que tange aos seus aspectos formais,
mas não em relação aos seus aspectos materiais e aos requisitos de urgência e relevância para a sua edição,
os quais se submetem à discricionariedade do Presidente da República.
(C) podem ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade no que tange aos seus aspectos formais e
materiais, mas não em relação aos requisitos de urgência e relevância para a sua edição, os quais se
submetem à discricionariedade do Presidente da República.
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(D) podem ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade no que tange aos seus aspectos formais e
materiais, bem como, excepcionalmente, em relação aos requisitos de urgência e relevância para a sua
edição.
(E) podem ser objeto de controle abstrato de constitucionalidade somente depois de convertidas em lei.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 40 (DPE/MA - 2015) Analise as proposições abaixo:
I. De acordo com o Código de Processo Civil, se em lide individual for suscitada inconstitucionalidade de
ato normativo, o juiz de primeira instância deverá, na primeira oportunidade, remeter a questão à apreciação
do Plenário do Tribunal, em razão da cláusula de reserva de plenário.
II. Em controle difuso de constitucionalidade, os tribunais poderão declarar a inconstitucionalidade de lei
ou ato normativo do poder público somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros
do respectivo órgão especial.
III. A edição de súmula vinculante demanda a aprovação do texto pela totalidade dos membros do Supremo
Tribunal Federal.
IV. A súmula vinculante poderá ser cancelada por provocação daqueles que podem propor a ação direta
de inconstitucionalidade. Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e III.
(B) I e IV.
(C) I e II.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
GABARITO: “D”
Acerca do controle de constitucionalidade, julgue os itens seguintes.
QUESTÃO 20 (DPE/DF - 2013) Embora o sistema brasileiro não admita ADI contra lei municipal, é cabível
contra essa lei o controle difuso de constitucionalidade, assim como o controle por meio de arguição de
descumprimento de preceito fundamental.
“CERTO”

QUESTÃO 21 (DPE/DF - 2013) Caso o presidente da República expeça decreto regulamentar que contrarie
lei a que pretenda dar fiel execução, tal decreto será, ao mesmo tempo, ilegal e inconstitucional,
configurando-se a inconstitucionalidade direta, ensejadora do ajuizamento de ADI perante o STF.
“ERRADO”

QUESTÃO 22 (DPE/DF - 2013) Embora a regra geral do controle de constitucionalidade brasileiro seja o
controle judicial repressivo, admite-se o controle político repressivo, por exemplo, quando o Congresso
Nacional susta atos normativos do Poder Executivo que exorbitem os limites da delegação legislativa.
“CERTO”

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DIAS 03, 04 E 05
1 Organização do Estado. 1.1 Formação, desenvolvimento, evolução, soberania, globalização,
comunidades internacionais. 1.2 Estado Federal: conceito, surgimento, evolução e características,
vedações. 1.3 Federação brasileira: componentes e intervenção. Competências e sua repartição.
Conflitos jurídicos no Estado Federal brasileiro. Princípio da simetria e autonomia dos entes federativos.
1.4 Federalismo cooperativo, princípio da solidariedade e igualação das condições sociais de vida.
1.5 Federalismo assimétrico. 2 União: natureza jurídica, competências e bens. Territórios. 3 Estados
federados: natureza jurídica, competências, autonomia, capacidade de auto-organização e seus
limites. Constituição Estadual e seus elementos. 4 Municípios: natureza jurídica, criação,
competências, autonomia, capacidade de auto-organização e seus limites, lei orgânica e seus
elementos, regiões metropolitanas, aglomerações urbanas e microrregiões. 5. Princípios
fundamentais da República Federativa do Brasil: fundamentos, objetivos e princípios. 5 Distrito
Federal. 6 Organização administrativa do Estado. 6.1 Administração Pública: noção, normas e
organização. 6.2 Princípios constitucionais da Administração Pública. 6.3 Servidores públicos civis e
militares: regime jurídico constitucional. 6.4 Responsabilidade Civil do Estado. 7 Organização
funcional do Estado. 7.1 Princípio da separação dos poderes: essência, evolução, significado e atualidade.
7.2 Controles interorgânicos e funções típicas e atípicas de cada poder. 8 Poder Legislativo. 8.1 Funções,
organização e funcionamento. 8.2 Atos parlamentares. 8.3 Espécies normativas. 8.4 Processo legislativo.
8.5 Estatuto dos congressistas. 8.6 Tribunal de Contas. 9 Poder Executivo. 9.1 Presidente da República,
Governadores e Prefeitos: eleição, reeleição, perda do mandato, impedimento, substituição, sucessão,
vacância, responsabilidade e atribuições. 9.2 Ministros de Estado, Conselho da República e Conselho de
Defesa Nacional. 10 Poder Judiciário. 10.1 Funções, organização, competências e funcionamento.
10.2 Estatuto da magistratura e seus princípios informativos. 10.3 Garantias institucionais da função
judicial. 10.4 Precatórios. 10.5 Jurisdição constitucional do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal
de Justiça do Estado. Jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Uso da jurisprudência
estrangeira e internacional pelo STF. 10.6 Jurisdição Constitucional do Tribunal de Justiça. 10.7
Súmula vinculante. 10.7 Reclamação Constitucional. Recurso Extraordinário. 10.8 Conselho
Nacional de Justiça. 10.9 Responsabilidade do Estado por atos jurisdicionais. 10.10 O papel do
tribunal constitucional na efetivação da Justiça. 10.11 Políticas públicas e controle jurisdicional.
10.12 amicus curiae e audiências públicas.

Detalhadamente:
 O dia 04, em que pese parecer ter um conteúdo amplo, na verdade possui pontos principais
que nos permitem priorizar certos estudos. Atentem que responsabilidade do Estado foi
tratada em Direito Administrativo, e Políticas Públicas e Controle Jurisdicional já
estudamos no dia 01, de modo que não estudaríamos de novo, a não ser para fazer uma
breve revisão.
 Focar no estudo sobre Federalismo, intervenção, federalismo cooperativo, etc.
 Focar o estudo no Poder Executivo, em razão dos recentes acontecimentos históricos,
estudaria principalmente perda de mandato pelo presidente (impeachment) e sucessão,
responsabilidade do presidente e governadores, etc.
 Sobre o poder legislativo, não estudaria Tribunal de Contas, que já foi tratado em Direito
Administrativo. Estudaria apenas atos parlamentares, funções atípicas e espécies
normativas.
 Quanto ao Poder Judiciário, focar na competência para julgamento de ações previdenciárias
em locais que não possuem vara federal – competência delegada federal, atribuição da
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Defensoria Pública dos Estados em localidade onde não houver Defensoria Pública da
União, e competência recursal.
 Estudar súmula vinculante, reclamação constitucional, responsabilidade do estado por atos
jurisdicionais, bem como fazer uma breve leitura dos temas envolvendo o papel do tribunal
na efetivação da justiça e audiências públicas, além do amicus curiae (Cuidado com o Novo
CPC que fala que amicus curiae seria intervenção de terceiros. Cabe intervenção de
terceiros em controle concentrado de constitucionalidade? A DP pode atuar como amicus
curiae? Ver os casos de maior relevo em que a Defensoria Pública atuou nessa condição –
ex. ADIN 5.240 – memoriais disponíveis na internet).

Dadas as noções gerais, vejamos com mais riqueza de detalhes, começando por organização do Estado:
 Na grande parte do tema acima, basta a leitura da CF (organização do Estado). Atenção
para os artigos introdutórios (fundamentos, objetivos e princípios que o Brasil adota nas
relações exteriores - decorar).
 Características da Federação e formas de repartição de competência (Lenza trata muito
bem). Federação de segundo grau. Cláusula Federal e dupla personalidade da União.
 Discriminação de competência: decorar os artigos da CF e o quadro que existe ao final do
livro do Lenza. Muito importante saber o entendimento do STF nesse tema, por isso a
sugestão do quadro esquematizado do livro do Pedro Lenza. Ou seja, saiba em concreto os
temas decididos pelo STF em se tratando de competência (especialmente os casos de
competência municipal e aquelas normas municipais que foram reconhecidas como inválidas
por usurpar competência federal/estadual).
 Formação de Estados/Municípios também é tema importante (e sua relação com a ADO).
Vide distritos e regiões metropolitanas (basta saber como criar).
 Decorar os artigos da CF em tema de Organização do Estado (competência e bens),
especialmente os artigos atinentes aos da União.
 Entender como funciona a competência concorrente (toda a sistemática). Vide competência
suplementar dos Municípios. Transporte municipal e intermunicipal de passageiros.
 Entender a intervenção (quando precisa de ADI e quando não precisa), quem
solicita/requisita. Hipótese em que se faz necessária a ADI interventiva. Princípios sensíveis
(decorar). Jurisprudência (ex. envolvendo precatórios e intervenção). Aproveitem para
estudar, também, os princípios constitucionais extensíveis e os estabelecidos.
 OBS- Decorar os artigos da CF que organizam os Estados - art. 1º a 4º e 18 a 36.

Poder Legislativo:
 Teoria de Montesquieu e Aristóteles sobre a separação de poderes. Funções típicas e
atípicas. Teoria de freios e contrapesos.
 Saibam as principais competências do Senado, da Câmara e do Congresso (Ex. quem
sabatina e julga Ministros, quem aprova tratados, enfim, somente as principais). Para esse
tema de competência, basta leitura atenta dos artigos correlatos (art. 48 a 52 da CF).
 Atenção redobrada, ainda, com CPI - especialmente quanto aos poderes à luz da
jurisprudência do STF (tema recorrente). Demais comissões - basta saber o básico
(aprofundem, portanto, em CPI).

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 Imunidades parlamentares em âmbito federal, estadual e municipal. Limites da imunidade de
parlamentares municipais. Prisão processual de parlamentares e afastamento do cargo por
decisão judicial.
 Poder Legislativo Estadual e Municipal - número de membros, imunidades (amplitude),
competência para julgamento. CPIs estaduais (e municipais) - saber o básico - basta ler a
CF.
 Sistema de eleições (majoritário ou proporcional, saber como ocorre em todos os níveis).
 Processo Legislativo - Saber tudo (grande destaque aqui). Chamo, ainda, atenção para todo
o processo legislativo (iniciativa, votação e fase final). Foco no regramento das espécies
legislativas, especialmente emendas à Constituição, medida provisória (como funciona e
matérias que não podem ser objeto de MP), leis ordinárias e leis complementares. Conceito
de cláusulas pétreas e quais são.
 Enfim, processo legislativo é a maior prioridade desse dia (em regra).
 Tribunal de Contas da União e dos Estados (composição, atribuição e poderes). Em poderes,
deve saber quais os seus limites. Tente decorar os artigos da CF sobre o tema (sustar ato,
mas não contrato, o que cabe ao CN). Tribunal de Contas dos Municípios e para os
Municípios (diferenças).
 Tratados, especialmente sobre direitos humanos e seu impacto no ordenamento brasileiro
(formas de celebração, requisitos diferenciados para aprovação, denúncia).
 Leitura obrigatória dos artigos 44 a 75, com enfoque para: Processo Legislativo, Garantias e
Imunidades, CPIs e TCU (muitas questões aqui). Atenção, ainda para a reprovação das
contas pelo TCE sem inelegibilidade dos prefeitos, caso a decisão não seja expressamente
referendada pela Câmara de Vereadores.

Poder Judiciário:
 Tema importante, mas muito legalista.
 Leitura da legislação seca em tema de composição do tribunal, e dos postulados que deverão
ser observados pelo estatuto da magistratura (EC 45 já incorporada ao texto principal da
CF). Regramento do Judiciário que se aplica ao Ministério Público.
 Competência dos Tribunais, e cabimento de reclamação. Em tema de competência, deve ser
decorada a Constituição.
 CNJ - importantíssimo. Desde a composição até os poderes. Poder normativo e correicional
concorrente. Competência para ações contra o CNJ e CNMP. Requisitos para ser membro
do CNJ e presidência.
 Observância do quinto constitucional.
 Atente-se que deverão ser estudados apenas os seguintes tribunais (de acordo com esse
edital): STF, STJ, TRF e Justiça Federal e Justiça do Trabalho.
 Decorem todos os artigos que tratam da Justiça dos Estados.
 Em competência, chamo especial atenção para a delegação previdenciária para a justiça
estadual e competência recursal. Merece destaque, ainda, o incidente de deslocamento de
competência. Esse tema de competência e organização dos tribunais exige memorização e
leitura da CF (não tem outro segredo).
 Não esqueçam da lei de súmulas vinculantes, especialmente na forma de aprovação,
cancelamento e legitimados. Superação de precedentes. Leitura obrigatória de todas a
súmulas vinculantes.
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 Decorar o art. 100 da CF, sabendo o que foi declarado inconstitucional e o que não foi.
Processamento dos precatórios e preterição.
 Leitura dos artigos 92 a 117 da CF.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 03(DPE/MG - 2014) Sobre os princípios fundamentais da Constituição Brasileira, assinale a
afirmativa INCORRETA.
A) O princípio republicano, que traduz a maneira como se dá a instituição do poder na sociedade e a relação
entre governantes e governados, está mantido na ordem constitucional, porém não está protegido
formalmente contra a emenda constitucional, pois não está previsto no art. 60, §4º, da CRFB/1988.
B) A competência tributária é conferida às pessoas políticas pelo povo, que é detentor de todas as formas de
poder, consistindo tal, manifestação do princípio republicano.
C) O princípio da capacidade contributiva, expresso na primeira parte do §1º, do art. 145 da CRFB/1988,
reforça o princípio republicano, pois, sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão
graduados segundo a capacidade econômica do contribuinte.
D) A capacidade contributiva à qual alude a Constituição e que a pessoa política é obrigada a levar em conta
ao criar, legislativamente, os impostos de sua competência, é subjetiva porque se refere às condições
econômicas reais de cada contribuinte individualmente considerado.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 16 (DPE/RS - 2014) Na Constituição Federal está previsto que “A República Federativa do
Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à
formação de uma comunidade latino-americana de nações.” Para tanto, ela traz como princípios pelos quais
se rege nas relações internacionais, expressamente a
(A) construção de uma sociedade livre, justa e solidária e garantir o desenvolvimento nacional.
(B) erradicação da pobreza e a marginalização e redução das desigualdades sociais e regionais.
(C) prevalência dos direitos humanos, a solução pacífica dos conflitos e o repúdio ao terrorismo e ao
racismo.
(D) soberania, a cidadania e a dignidade da pessoa humana.
(E) garantia dos valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e o pluralismo político.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 43 (DPE/MT - 2016) Quanto à competência constitucional dos Estados que integram a
federação brasileira, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Compete aos Estados a organização e o funcionamento das polícias civis, ressalvada a competência da
União, assim como das polícias militares e corpos de bombeiros militares.
( ) É da competência dos Estados, por meio dos respectivos órgãos ou entidades executivos e seus agentes de
trânsito, promover a segurança viária, para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e
do seu patrimônio nas vias públicas.
( ) No âmbito da legislação concorrente, os Estados poderão legislar supletivamente sobre procedimentos em
matéria processual.
( ) Compete aos Estados federados estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de
garimpagem, em forma associativa.
Assinale a sequência correta.
(A) F, V, V, V
(B) V, V, F, F
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(C) V, V, V, F
(D) V, F, V, F
(E) F, F, V, V
GABARITO: “C”
QUESTÃO 44 (DPE/MT - 2016) Sobre súmula vinculante, é correto afirmar:
(A) Contra ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula vinculante, cabe reclamação ao
Supremo Tribunal Federal, excluídos outros meios de impugnação.
(B) A aprovação de súmula vinculante depende de prévia provocação dos legitimados para propor ação
direta de inconstitucionalidade, em observância ao princípio da inércia da jurisdição.
(C) O Supremo Tribunal Federal poderá aprovar súmula, mediante decisão de três quintos dos seus
membros, que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais
órgãos do Poder Judiciário e da Administração Pública.
(D) A súmula vinculante passou a ser admitida no sistema jurídico brasileiro com a aprovação da Emenda
Constitucional nº 45 de 2004, mas ainda não foi regulamentado por lei o seu processo de revisão ou
cancelamento.
(E) A súmula vinculante tem eficácia imediata, mas o Supremo Tribunal Federal, observado o quórum de
votação, poderá restringir os seus efeitos ou decidir que só tenha eficácia a partir de outro momento, por
razões de segurança jurídica ou de excepcional interesse público.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 45 (DPE/MT - 2016) Quanto à competência constitucional do Tribunal de Justiça, assinale a


afirmativa INCORRETA.
(A) Compete ao Tribunal de Justiça julgar os juízes estaduais e os membros do Ministério Público nos
crimes comuns e de responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
(B) Compete ao Tribunal de Justiça, por maioria de seus membros, promover alteração da organização e da
divisão judiciárias.
(C) Compete ao Tribunal de Justiça o julgamento de prefeitos.
(D) Ao Tribunal de Justiça compete o julgamento da representação interventiva para assegurar a observância
de princípios indicados na Constituição Estadual, ou para prover a execução de lei, de ordem ou de decisão
judicial descumprida por ente municipal.
(E) Ao Tribunal de Justiça compete elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites estipulados
conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 49 (DPE/MT - 2016) Sobre as competências dos entes federativos, de acordo com a
Constituição Federal de 1988, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A competência exclusiva da União só admite delegação aos Estados Membros por meio de lei
complementar.
( ) Os municípios têm competência fixada de forma residual aos Estados Membros e à União.
( ) Nas competências comuns, mediante leis complementares, é possível fixar normas para a cooperação
entre os entes federativos.
( ) Na competência concorrente, a atuação dos Estados Membros é no interesse regional, bem como, no
interesse geral, é suplementar em caso de omissão da União.

Assinale a sequência correta.


(A) V, F, F, V
(B) V, V, F, F
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(C) F, F, F, V
(D) F, V, V, F
(E) F, F, V, V
GABARITO: “E”
QUESTÃO 02 (DPE/MG - 2014) Sobre os entes federados e a distribuição de competências, assinale a
alternativa INCORRETA.
A) É competência privativa da União legislar sobre direito comercial, marítimo, serviço postal, requisições
civis em caso de iminente perigo e em tempo de guerra e sobre garantias dos metais.
B) É competência privativa da União legislar sobre sistema estatístico, populações indígenas, comércio
exterior e interestadual, politicas de crédito, câmbio, seguros e transferências de valores.
C) É competência privativa da União legislar sobre sistemas de consórcio e sorteios, caça, pesca, fauna e
registros públicos.
D) É competência privativa da União legislar sobre defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima,
defesa civil e mobilização nacional.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 2 (DPE/AM - 2013) Considerando a disciplina constitucional a respeito da súmula vinculante


editada pelo Supremo Tribunal Federal, é correto
afirmar que
(A) o ato da administração pública, direta ou indireta, da esfera federal, estadual ou municipal, que contrarie
o enunciado de
súmula vinculante aplicável, pode ser objeto de reclamação proposta diretamente perante o Supremo
Tribunal Federal.
(B) a decisão judicial, que contrarie súmula vinculante, pode ser impugnada por reclamação proposta
perante o Supremo
Tribunal Federal que, no entanto, não poderá cassar a decisão reclamada.
(C) o Governador de Estado não pode propor a aprovação, revisão, nem o cancelamento de súmula
vinculante.
(D) não pode ser objeto de súmula vinculante a interpretação a respeito da constitucionalidade de normas
municipais em face
da Constituição Federal.
(E) a súmula que afirmar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal apenas produzirá efeitos
vinculantes após o
ato normativo inconstitucional ser suspenso pelo Senado Federal.

GABARITO: “4”

QUESTÃO 04 (DPE/AM - 2013) Suponha que tenha transitado em julgado decisão judicial proferida pelo
Supremo Tribunal Federal que condenou determinado Município, localizado em Estado-membro, a cumprir
certa obrigação de fazer. Caso a ordem não seja cumprida pelo Município, sem que haja motivo relevante
para tanto,
(A) o Tribunal de Justiça do Estado poderá dar provimento à representação por descumprimento a ordem
judicial, comunicando a decisão ao Governador do Estado para que decrete a intervenção no Município.
(B) o Supremo Tribunal Federal poderá deferir pedido de intervenção federal no Município por
descumprimento de ordem judicial, comunicando a decisão ao Governador do Estado para que este decrete a
intervenção no Município.
(C) e sendo autorizada a intervenção do Estado no Município por decisão proferida pelo Tribunal de Justiça,
poderá o Município interessado interpor recurso extraordinário contra o acórdão do Tribunal Estadual.

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(D) a intervenção do Estado no Município poderá ser decretada de ofício pelo Governador do Estado,
independentemente de prévia manifestação do Poder Judiciário.
(E) o provimento à representação para que seja decretada a intervenção federal no Município autoriza que o
decreto interventivo que nomeie o interventor produza imediatamente seus efeitos.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 5 (DPE/AM - 2013) Considerando o sistema de repartição de competências entre os entes


federativos na Constituição Federal, cabe
(A) à União explorar diretamente, ou mediante concessão, o serviço de gás canalizado.
(B) aos Estados-membros definir as rotas dos veículos de transporte público municipal.
(C) aos Estados explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão, os portos
marítimos, fluviais ou
lacustres.
(D) aos Municípios explorar diretamente, ou mediante concessão, o serviço de gás canalizado.
(E) aos Municípios prestar, com a cooperação técnica e financeira da União e do Estado, serviços de
atendimento à saúde da
população.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 6 (DPE/AM - 2013) Considere a hipótese de em 2012 ter sido expedido precatório judicial de
caráter alimentar, a ser pago por determinado Estado membro a indivíduo com 65 anos de idade. Nessa
situação, o precatório
(A) deverá ser atualizado monetariamente pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de
poupança e, para fins de compensação da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual de juros
incidentes sobre a caderneta de poupança, sendo ainda devido o pagamento dos juros compensatórios.
(B) deve ser pago com preferência sobre todos os demais débitos, independentemente de qual seja o seu
valor, que deverá ser atualizado monetariamente pelo índice oficial de remuneração básica da caderneta de
poupança, e, para fins de compensação da mora, incidirão juros simples.
(C) deve ser pago com preferência sobre todos os demais débitos, até o valor equivalente ao triplo do fixado
em lei para fins de definição da obrigação de pequeno valor, admitido o fracionamento para essa finalidade,
sendo que o restante será pago na ordem cronológica de apresentação do precatório.
(D) poderá ser objeto de cessão, desde que mediante expressa concordância do devedor, não podendo o
cessionário beneficiar-se das mesmas prerrogativas concedidas ao cedente em relação à preferência para o
recebimento do crédito.
(E) poderá ser pago em dez prestações anuais, corrigidas pelo índice oficial de remuneração básica da
caderneta de poupança e, para fins de compensação da mora, incidirão juros simples no mesmo percentual
de juros incidentes sobre a caderneta de poupança, sendo ainda devido o pagamento dos juros
compensatórios.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 5 (DPE/PR - 2012) A Emenda Constitucional no 45 de 2004 criou no Brasil o Conselho


Nacional de Justiça que no âmbito na Reforma do Poder Judiciário buscou garantir maior democracia,
transparência administrativa e redução do corporativismo do Poder Judiciário. Sob essa ótica, integram esse
projeto:
I. A composição mista, com integrantes da sociedade, a competência concorrente com as corregedorias
dos demais tribunais que cria uma forma inovadora de competição entre agências de apuração e acesso ao
Conselho de todos os cidadãos.

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II. A competência subsidiária do Conselho para realizar apurações, que somente deve atuar após as
corregedorias terem esgotados seus procedimentos, ou ainda, se estas forem completamente omissas no
exercício de suas atribuições.
III. Avocar processos disciplinares e rever esses processos em caráter de recurso, exercendo uma atividade
disciplinar bastante abrangente.
IV. A possibilidade de questionar junto ao órgão uma decisão judicial que extrapole as raias da normalidade
e eminentemente deformada ou teratológica, um verdadeiro ato de improbidade cometido na decisão
judicial.
V. Manter as sanções estabelecidas na atual Lei Orgânica da Magistratura − LOMAN que adequadamente
estabelece as punições disciplinares para os magistrados como a aposentadoria compulsória.
Está correto APENAS o que se afirma em
(A) V.
(B) I e II.
(C) II e V.
(D) IV e V.
(E) I, III e IV.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 6 (DPE/PR - 2012) Nas últimas décadas e em especial após a promulgação da Constituição
Federal de 1988, o Supremo Tribunal Federal tem ocupado um papel de destaque no cenário político atual
expandindo seus poderes. Na análise desses novos rumos destaca-se:
I. O entendimento que denomina esse marco de “Supremocracia”, num primeiro sentido referindo-se à
autoridade do Supremo em relação às demais instâncias do judiciário (súmula vinculante) e num segundo
sentido em relação à expansão de sua autoridade em relação aos demais poderes.
II. O processo não recente de deslocamento da autoridade do sistema representativo para o judiciário e antes
de tudo, um avanço das constituições rígidas, dotadas de sistema de controle de constitucionalidade e
extremamente ambiciosas optando sobre tudo decidir.
III. A maximização de competências do Supremo que atua como corte constitucional, tribunal de última
instância e foro especializado.
IV. A decisão liminar concedida na Reclamação 4.335-/Acre (progressão de pena nos crimes hediondos) a
qual minimiza o papel do Senado Federal no controle difuso de constitucionalidade.
V. A criação das Funções Essenciais à Justiça pela Constituição Federal de 1988 que ampliou ainda mais os
órgãos integrantes do Poder Judiciário.
Está correto o que se afirma em
(A) V, apenas.
(B) I, II e V, apenas.
(C) I, III e V, apenas.
(D) I, II, III e IV, apenas.
(E) I, II, III, IV e V.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 11 (DPE/PR - 2012) A Constituição Federal de 1988 trata da segurança como direito
fundamental (art. 5o, caput e art. 6o, caput) e da segurança pública como dever do Estado (art. 144), que
deve garantir a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio. Especifica
órgãos responsáveis atribuindo-lhes competências próprias e vinculação
diferenciada aos entes componentes da federação.
Nesse arranjo
(A) as altas taxas de criminalidade apontam para a necessidade do uso intensivo e extensivo das forças
militares como instrumento governamental privilegiado de intervenção no meio urbano. Dessa forma,
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constitucionais as políticas públicas municipais de uso de policiais militares para fiscalização do comércio
ambulante informal.
(B) não há competências estanques e isoladas não havendo impedimento constitucional para que todos os
entes da federação trabalhem no sentido de garantir a segurança das pessoas estabelecendo políticas de
segurança pública numa sociedade em que a violência e a insegurança são avassaladoras.
(C) as competências são meramente indicativas nada impedindo que outras sejam acrescidas por legislação
infraconstitucional. Assim, não há que se falar em inconstitucionalidade de guarda municipal que tenha por
atribuição garantir a incolumidade dos
munícipes.
(D) compete às polícias militares a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública, às polícias civis, as
funções de polícia judiciária e a apuração das infrações penais e às guardas municipais a proteção dos bens,
serviços e instalações dos municípios.
(E) a atribuição de atividades de policiamento ostensivo e de preservação da ordem pública às Forças
Armadas, com a possibilidade de revistar pessoas, veículos, embarcações e detenção de indivíduos suspeitos
em áreas de fronteira não podem ser consideradas inconstitucionais diante do efetivo absolutamente
insuficiente da polícia federal.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 1 (DPE/SP - 2015) A respeito da reclamação constitucional e sua jurisprudência no Supremo


Tribunal Federal - STF, é correto afirmar:
(A) Admite-se a reclamação constitucional a todos que comprovem prejuízo nos casos em que o precedente
paradigma, cuja autoridade se reputa violado, tenha sido proferido em sede de recurso extraordinário sob o
regime da repercussão geral.
(B) Perderá o objeto a reclamação constitucional quando, durante o seu curso, transitar em julgado o
processo onde se praticou o ato violador da competência ou da autoridade das decisões do STF.
(C) Admite-se a reclamação constitucional quando houver desrespeito aos motivos determinantes de outra
reclamação constitucional.
(D) A reclamação constitucional é cabível nos casos de decisão de órgão fracionário de tribunal que afasta a
incidência da cláusula de reserva de plenário na análise de normas anteriores à Constituição de 1988.
(E) No julgamento da reclamação constitucional, o STF poderá reapreciar, redefinir e atualizar o conteúdo
de decisão paradigma proferida em ação direta de inconstitucionalidade.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 8 (DPE/SP - 2015) Sobre o Conselho Nacional de Justiça − CNJ, é correto afirmar:
(A) Com o advento da Emenda Constitucional no 80/2014, um membro da Defensoria Pública estadual,
escolhido pelo Defensor Público-Geral federal dentre os nomes indicados pelo órgão competente de cada
instituição estadual, passou a ser integrante da composição do CNJ, com mandato de dois anos, admitida
uma recondução.
(B) Segundo jurisprudência do STF, o CNJ possui competência subsidiária à atuação das corregedorias
locais nos processos disciplinares contra os juízes. Ademais, esses processos disciplinares devem ser públi
cos e seus julgamentos feitos em sessões abertas.
(C) O CNJ não possui a competência de desconstituir os atos administrativos praticados pelos magistrados
que violem dispositivos de leis estaduais, incumbindo tal competência ao Tribunal de Justiça local.
(D) Segundo jurisprudência do STF, o CNJ pode exercer o controle de constitucionalidade difuso de leis ou
atos normativos no exercício de suas competências.
(E) A União, inclusive no Distrito Federal e nos Territórios, criará ouvidorias de justiça, competentes para
receber reclamações e denúncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do Poder Judiciário,
ou contra seus serviços auxiliares, representando diretamente ao CNJ.

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GABARITO: “E”

QUESTÃO 20 (DPE/RS - 2014) Na organização do Estado brasileiro tem-se que o princípio federativo
adotado corresponde a um conceito de federação de equilíbrio. No entanto, são admitidas exceções
a esse princípio, a exemplo da admissão de intervenção de um ente federativo sobre outro, e neste caso
(A) o Estado poderá intervir nos Municípios se não for paga por 03 (três) anos consecutivos e
independentemente do motivo, a dívida fundada.
(B) o decreto de intervenção deverá especificar a amplitude, o prazo e as condições da execução e será
submetido à apreciação do Senado Federal ou da Assembleia Legislativa do Estado no prazo de cinco dias.
(C) a União poderá intervir nos Municípios brasileiros para manter a integridade nacional.
(D) a decretação da intervenção dependerá, no caso de desobediência à ordem ou decisão judicial, de
requisição do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior Eleitoral.
(E) após cessados os motivos da intervenção, as autoridades afastadas de seus cargos não poderão a ele
retornar, pois há impedimento legal para tanto.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 23 (DPE/RS - 2014) No que se refere ao Executivo brasileiro, é correto afirmar:


(A) O Presidente da República não poderá ser suspenso de suas funções, mesmo após o recebimento da
denúncia ou queixa-crime pelo Supremo Tribunal Federal em razão do cometimento de infração penal.
(B) Vagando o cargo de Governador de Estado e diante do impedimento do Vice-Governador será chamado
para governar o Presidente da Assembleia Legislativa.
(C) O Chefe do Executivo Federal será julgado perante o Supremo Tribunal Federal em razão da prática de
qualquer crime.
(D) O Presidente da República não pode delegar o provimento de cargos públicos federais a seus Ministros
em razão de se tratar de competência exclusiva.
(E) É função atípica do Executivo editar decretos e regulamentos para sua fiel execução.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 25 (DPE/RS - 2014) No que se refere ao Legislativo brasileiro, é correto afirmar:


(A) As deliberações de cada Casa do Congresso Nacional e de suas Comissões serão tomadas por maioria
dos votos, presente a maioria absoluta de seus membros, salvo disposição constitucional em contrário.
(B) A imunidade material impede que um Deputado Federal seja processado por crime de homicídio
praticado após a diplomação.
(C) O Congresso Nacional prescinde da sanção do Presidente da República para dispor sobre matéria
relativa ao sistema tributário, arrecadação e distribuição de renda.
(D) Cada legislatura compreende o período entre 2 de fevereiro a 17 de julho e 1o de agosto a 22 de
dezembro.
(E) O Deputado Federal ou o Senador que for investido em cargo de Ministro de Estado sujeita-se à perda
do mandato eletivo.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 1 (DPE/MA - 2015) Tramita perante as Casas do Congresso Nacional um projeto de decreto
legislativo que visa à convocação de plebiscito para que o eleitorado de todo o Estado do Maranhão se
manifeste sobre a criação, a partir do desmembramento de determinados Municípios de seu território,
do chamado Estado do Maranhão do Sul. A proposição em questão é
(A) incompatível com a Constituição da República, pois a criação de ente político, nos moldes propostos,
constituiria exercício de direito à secessão, em violação à forma federativa de Estado, assegurada como
cláusula pétrea no texto constitucional.
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(B) incompatível com a Constituição da República, pois o Congresso Nacional não possui competência para
convocar plebiscito de âmbito regional, sob pena de ofensa à autonomia do Estado a ser atingido com a
medida pretendida.
(C) incompatível com a Constituição da República, no que se refere à população a ser consultada em
plebiscito, posto que deve se restringir à dos Municípios a serem desmembrados do Estado.
(D) compatível com a Constituição da República, que exige, para a formação de novo Estado, além da
realização de plebiscito, a divulgação de estudos de viabilidade, apresentados e publicados na forma da
lei.
(E) compatível com a Constituição da República, que exige, para a formação de novo Estado, além da
realização de plebiscito, aprovação do Congresso Nacional, por lei complementar.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 2 (DPE/MA - 2015) Vencido o prazo para pagamento de precatório expedido contra
determinado Município, pelo Tribunal de Justiça do Estado cujo território integra, cabe, em tese, a
decretação de intervenção, mediante
(A) provimento de representação pelo próprio Tribunal de Justiça, dispensada a apreciação da decretação
pela Assembleia Legislativa do Estado respectivo.
(B) provimento de representação pelo Supremo Tribunal Federal, dispensada a apreciação da decretação
pelo Congresso Nacional.
(C) requisição do Tribunal de Justiça ao Governador do Estado respectivo.
(D) requisição do Supremo Tribunal Federal ao Presidente da República.
(E) requisição do Superior Tribunal de Justiça ao Presidente da República.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 3 (DPE/MA - 2015) Considere as seguintes situações à luz da Constituição da República:


I. Membro de Corpo de Bombeiros Militar que, com doze anos de serviço, é eleito para exercer mandato
de Deputado Estadual, passando, no ato da diplomação, automaticamente para a inatividade.
II. Pensionista de membro de Corpo de Bombeiros Militar que percebe o benefício previdenciário em
conformidade com o quanto fixado em lei específica do Estado respectivo.
III. Membro de Polícia Militar que impetra habeas corpus contra a imposição de punição disciplinar militar,
com vistas a questionar-lhe os pressupostos de legalidade.
IV. Lei estadual específica que dispõe sobre ingresso, limites de idade, estabilidade e condições de
transferência para a inatividade, em relação aos membros da Polícia Militar do Estado, prevendo, ainda,
que compete ao Governador conferir as patentes de seus oficiais.
Está correto o quanto se afirma em
(A) I, II, III e IV.
(B) I, II e IV, apenas.
(C) III e IV, apenas.
(D) I e III, apenas.
(E) II, apenas.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 5 (DPE/MA - 2015) Nos termos da Constituição da República, o Conselho Nacional de Justiça
NÃO possui competência para
(A) receber e conhecer de reclamação contra órgão prestador de serviço notarial que atue por delegação
do poder público, sem prejuízo da competência correicional dos tribunais.
(B) determinar a anulação de ato administrativo praticado por tribunal, sob o fundamento de
inconstitucionalidade da lei com base na qual haja sido praticado o ato.
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(C) rever de ofício processo disciplinar de membro de tribunal julgado há menos de um ano.
(D) avocar processo disciplinar de juiz em curso e determinar a remoção ou disponibilidade, entre outras
sanções administrativas.
(E) determinar a anulação de ato de homologação de concurso público para ingresso na magistratura, sem
que tenha havido esgotamento prévio das vias administrativas no âmbito do tribunal.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 9 (DPE/AM - 2015) Nos termos da organização político-administrativa da federação brasileira,


os Territórios
(A) exercem as competências legislativas reservadas pela Constituição da República a Estados e Municípios,
assim como o Distrito Federal.
(B) elegerão Deputados Federais, pelo número mínimo de representantes previstos para os Estados e Distrito
Federal na Constituição da República, mas, diferentemente desses, não elegerão Senadores.
(C) possuirão órgãos judiciários de primeira e segunda instância, membros do Ministério Público e
defensores públicos federais, caso tenham mais de cem mil habitantes.
(D) possuirão Governador e Vice-Governador eleitos, submetendo-se as contas do Governo do Território à
Câmara Territorial respectiva, com parecer prévio do Tribunal de Contas da União.
(E) não poderão ser desmembrados, embora possam ser divididos em Municípios, os quais somente sofrerão
intervenção da União nas hipóteses estabelecidas pela Constituição da República para intervenção federal
nos Estados.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 12 (DPE/MA - 2015) Em seguida ao falecimento do Presidente do Senado Federal, assume as


funções de Presidente do Congresso Nacional:
(A) o primeiro Vice-Presidente do Senado Federal.
(B) o Presidente da Câmara dos Deputados.
(C) o suplente que tomar posse na vaga do Senador falecido.
(D) o Senador mais idoso.
(E) o primeiro Vice-Presidente da Câmara dos Deputados.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 13 (DPE/MA - 2015) No caso de violação dos chamados princípios sensíveis, a intervenção
federal depende de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral
da República. Tal representação, também denominada como ação direta de inconstitucionalidade
interventiva,
(A) faz instaurar processo objetivo, sem partes, no qual inexiste litígio referente a situações concretas ou
individuais.
(B) observa iter processual que admite concessão de medida liminar para autorizar decretação provisória
de intervenção federal, em casos de relevância e urgência.
(C) não é cabível caso venha a impugnar lei ou ato normativo estadual, sob pena de incorrer em indevida
sobreposição em face da ação direta de inconstitucionalidade.
(D) mesmo que, no mérito, seja julgada procedente, não produz decisão dotada de eficácia contra todos e
efeito vinculante.
(E) observa iter processual que inadmite concessão de medida liminar.

GABARITO: “D”

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QUESTÃO 14 (DPE/MA - 2015) A Constituição Federal autoriza que a tomada de contas do Presidente da
República seja realizada
(A) pela Câmara dos Deputados, caso as contas não tenham sido apresentadas ao Congresso Nacional
dentro do prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.
(B) pela Câmara dos Deputados, caso as contas não tenham sido apresentadas ao Tribunal de Contas da
União dentro do prazo de noventa dias após a abertura da sessão legislativa.
(C) pelo Senado Federal, caso as contas não tenham sido apresentadas ao Congresso Nacional dentro do
prazo de noventa dias após a abertura da sessão legislativa.
(D) pelo Senado Federal, caso as contas não tenham sido apresentadas ao Tribunal de Contas da União
dentro do prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.
(E) pelo Tribunal de Contas da União, caso as contas não tenham sido apresentadas ao Congresso Nacional
dentro do prazo de sessenta dias após a abertura da sessão legislativa.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 15 (DPE/MA - 2015) A competência legislativa assegurada constitucionalmente à União para


dispor sobre sistema de consórcios e sorteios:
(A) enseja, caso não tenha sido exercida, o cabimento de mandado de injunção em face da ausência de
norma que inviabiliza o exercício do direito à livre iniciativa econômica nesse específico setor da economia.
(B) não veda que os Estados estipulem, mediante lei, regime de loterias, em face do preceito constitucional
que autoriza a instituição de concursos de prognósticos como fonte de financiamento das ações da
seguridade social.
(C) impede legislação dos Estados que disponha sobre a matéria, mesmo que apresente caráter suplementar à
legislação federal e seja voltada a atender às suas peculiaridades.
(D) torna inconstitucional lei complementar da União que autorize os Estados e o Distrito Federal a legislar
sobre questões específicas relacionadas à matéria.
(E) não afasta legislação estadual que institua serviço público de loteria, pois se trata de atividade específica
não alcançada pelo âmbito normativo do preceito que define a competência legislativa da União.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 6 (DPE/AC - 2012) Considerando a jurisprudência do STF acerca do Estado federal brasileiro,
assinale a opção correta.
A) O estado federado tem competência para dispor sobre as condições do exercício da profissão de motobói
no âmbito do seu território.
B) A competência do tribunal de justiça para julgar prefeitos abrange os crimes de competência da justiça
federal.
C) É da competência do respectivo estado federado a edição de lei que disponha sobre a sucessão do prefeito
e do vice-prefeito no caso de dupla vacância dos cargos de direção do Poder Executivo em município
localizado em seu território.
D) O estado federado pode estabelecer em sua constituição a exigência de prévia autorização da assembleia
legislativa para que o chefe do Poder Executivo estadual se ausente do país por qualquer prazo.
E) A consulta prévia às populações diretamente interessadas na modificação territorial de um município
deve contemplar tanto a população do território a ser desmembrado quanto a do território remanescente.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 7 (DPE/AC - 2012) Com relação à administração pública, assinale a opção correta.
A) Conforme entendimento do STF, o candidato que, aprovado em concurso para provimento de cargo
público, seja classificado dentro do número de vagas especificado no respectivo edital goza de mera
expectativa à nomeação.
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B) É constitucional o recebimento de subsídio mensal e vitalício por ex-governadores de estados que tenham
exercido mandato integral em caráter permanente antes da vigência da atual CF.
C) Segundo entendimento do STF, a responsabilidade civil das pessoas jurídicas de direito privado
prestadoras de serviço público é objetiva relativamente a terceiros usuários e não usuários do serviço.
D) Dado o princípio constitucional da isonomia, a jurisprudência do STF considera cabível a inovação de lei
federal para reger os vencimentos dos servidores públicos estaduais.
E) Consoante jurisprudência do STF, é constitucional o estabelecimento do exercício de função pública
como título a ser apresentado em prova de títulos de concurso para provimento de cargo público.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 62 (DPE/PR - 2014) Segundo o entendimento do Supremo Tribunal Federal, as Comissões


Parlamentares de Inquérito, em razão dos poderes de investigação próprios das autoridades judiciais
que lhes são conferidos pelo artigo 58, § 3o da Constituição Federal, estão autorizadas a decretar, por ato
devidamente fundamentado e em relação às pessoas por elas investigadas, a
(A) aplicação de multas e quebra do sigilo bancário.
(B) indisponibilidade de bens e quebra de sigilo bancário.
(C) prisão e aplicação de multa.
(D) quebra de sigilos bancário, fiscal e de registros telefônicos.
(E) indisponibilidade de bens e quebra de sigilo fiscal.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 6 (DPE/DF - 2013) Os mesmos direitos sociais assegurados na CF aos trabalhadores urbanos e
rurais são garantidos aos servidores públicos civis, mas não aos militares.
“ERRADO”

QUESTÃO 7 (DPE/DF - 2013) Como regra, compete ao Congresso Nacional dispor sobre a criação,
transformação ou extinção de cargos, empregos ou funções públicas, mesmo que a iniciativa para sua
proposição seja do Poder Judiciário ou do chefe do Poder Executivo.
“CERTO”

QUESTÃO 8 (DPE/DF - 2013) Servidor público da administração direta, autárquica ou fundacional eleito
vereador poderá acumular o exercício de seu cargo público com o do mandato. Entretanto, sendo ele eleito
para os demais cargos eletivos, deverá ficar afastado de seu cargo, emprego ou função pública.
“CERTO”
QUESTÃO 9 (DPE/DF - 2013) Uma CPI poderá ser instalada mediante requerimento de um terço dos
membros da Câmara dos Deputados, não se exigindo que o requerimento seja submetido a deliberação
plenária da Casa.
“CERTO”

QUESTÃO 10 (DPE/DF - 2013) O projeto de lei aprovado nas comissões para as quais tenha sido enviado,
na forma e prazo regimentalmente estabelecidos, deve, necessariamente, seguir para votação no plenário da
respectiva Casa legislativa, pois o modelo constitucional brasileiro não admite a aprovação de leis por meio
de órgãos fracionários da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.
“ERRADO”

QUESTÃO 11 (DPE/DF - 2013) Inserem-se nas competências do TCU a fiscalização das contas nacionais
das empresas supranacionais de cujo capital a União participe, nos termos do tratado constitutivo, e a
fiscalização de aplicação de quaisquer recursos repassados pela União a estado, ao DF ou a município.
“ERRADO”
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QUESTÃO 12 (DPE/DF - 2013) Na CF, é expressamente estabelecido que cada legislatura tenha a duração
de quatro anos.
“CERTO”

QUESTÃO 14 ((DPE/DF - 2013)) A regra constitucional que proíbe o magistrado de exercer a advocacia no
juízo ou no tribunal do qual se tenha afastado, antes de decorrido o período de três anos, contados do
afastamento do cargo, aplica-se tanto ao Poder Judiciário estadual quanto ao federal de qualquer instância,
incluindo-se o STF, o STJ e os demais tribunais superiores.
“CERTO””

QUESTÃO 15 (DPE/DF - 2013) De acordo com a CF, é obrigação dos tribunais de justiça estaduais, dos
tribunais regionais federais e dos tribunais regionais do trabalho a instalação da justiça itinerante com
competência para realizar atividades jurisdicionais, inclusive audiências, dentro dos limites territoriais da
respectiva jurisdição.
“CERTO”

QUESTÃO 73 (DPE/PR - 2015) As regras do regime geral da previdência social relativas à aposentadoria
especial não são aplicáveis ao servidor público enquanto não houver lei complementar específica que assim
o determine.
“ERRADO”

QUESTÃO 74 (DPE/PR - 2015) De acordo com a jurisprudência do STF, o princípio da isonomia não
justifica o aumento de vencimento de servidor público por decisão judicial.
“CERTO”

QUESTÃO 77 (DPE/PR - 2015) A comutação de penas é de competência privativa do presidente da


República, com caráter amplamente discricionário, sendo limitada apenas por vedações decorrentes da CF.
“CERTO”

QUESTÃO 78 (DPE/PR - 2015) O Conselho Nacional de Justiça não tem qualquer competência sobre o
STF e seus ministros.
“CERTO”

QUESTÃO 79 (DPE/PR - 2015) Pelo princípio da simetria, os estados-membros poderão instituir, por meio
de sua constituição estadual, conselho destinado ao controle da atividade administrativa, financeira ou
disciplinar de suas respectivas justiças estaduais.
“ERRADO”

QUESTÃO 80 (DPE/PR - 2015) Compete, originariamente, ao STF processar e julgar a homologação de


sentenças estrangeiras.
“ERRADO”

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DIA 06
11 Funções essenciais à Justiça. 11.1 Ministério Público: regime jurídico constitucional. 11.2 Defensoria
Pública: enquadramento constitucional, princípios, garantias institucionais e funcionais, Emenda
Constitucional de nº 80/2014 e Defensoria Pública na Constituição. 11.3 Advocacia Pública:
Advocacia da União e Procuradorias. 11.4 Advocacia. 12 Sistema constitucional das crises. 12.1 Estado
de defesa. 12.2 Estado de sítio. 12.3 Forças armadas. 12.4 Segurança pública. 13 Finanças públicas. 13.1
Normas gerais. 13.2 Orçamentos: princípios, elaboração, gestão, fiscalização e controle da execução
orçamentária. 14 Ordem econômica e financeira. 14.1 princípios gerais e fins da ordem econômica. 14.2
Orçamento: princípios, elaboração, gestão, fiscalização e controle da execução orçamentária. Revisão
Judicial das escolhas orçamentárias. 14.3 Atuação e posicionamento do Estado no domínio econômico.
14.4 Propriedades na ordem econômica. 14.5 Política urbana: bases constitucionais do direito urbanístico.
14.6 Política agrícola fundiária e reforma agrária. 14.7 Sistema financeiro nacional. 14.8 A justiça
social. 15 Ordem social. 15.1 fundamentos e objetivos. 15.2 Seguridade social. 15.3 Educação,
cultura e desporto. 15.4 Comunicação social. 15.5 Meio ambiente. 15.6 Família, criança, adolescente
e idoso. 15.7 índios. 15.8 Pessoas com deficiência. 15.10 A justiça social. O acesso à justiça e as
Defensorias Públicas. Emendas Constitucionais nº 45/2009 e nº 80/2014 e Defensoria Pública.

Detalhadamente:
 Estudar a autonomia da Defensoria Pública, se pode o Defensor Geral encaminhar projeto
de lei orçamentária direto para o Congresso (MS 33193 – STF e ADI 5296)
 Foco na proteção de grupos vulneráveis, como índios, pessoas com deficiência, criança e
adolescente, proteção do meio ambiente e da família (família uniparental, família
homoafetiva, etc). Esse tema é recorrente também em Direitos Humanos, quando o edital não
cobra a disciplina de forma destacada, específica (Direito dos portadores de Deficiência,
Direito dos Idosos, etc). Aqui foque na parte constitucional.

Funções Essenciais à Justiça de forma mais detalhada:


 Advocacia Pública: o que tem no Lenza é suficiente. Há alguns julgados relevantes, como
por exemplo, a função da AGU no controle de constitucionalidade. Advocacia Pública
Estadual possui temas interessantes como, por exemplo, a possibilidade de existir mais de
um órgão de representação judicial no âmbito estadual. Consultoria jurídica ao Poder
Executivo.
 Entendimentos do STF quanto ao Estatuto da OAB, bem como na implementação da
Defensoria Pública.
 Ministério Público: o conteúdo do livro de direito constitucional (Ex: Pedro Lenza) é
suficiente. Tente decorar os artigos da CF afetos ao MP. CNMP e poder de correição. Ações
ordinárias e constitucionais contra o CNJ e CNMP. Saber todas as garantias e atribuições
constitucionais do MP.
 Quanto a Defensoria, sugerimos o aluno baixar o arquivo a Constituição e o Supremo e ler
todas as decisões referentes a Defensoria – prioridade absoluta. Atenção para o acesso a
justiça (fase, inclusive), bem como sobre o direito a efetividade processual (papel da
Defensoria Publica). Defensoria Pública como promotora do acesso à justiça.

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Detalhadamente para Defesa do Estado e Segurança Pública:

 Estado de sítio e estado de defesa: tudo, mas cai bem pouca coisa. O enfoque é para que
garantias podem ser suprimidas e as espécies de controle.
 Segurança Pública: só a leitura da CF e da jurisprudência citada na doutrina escolhida.
Foco em guardas municipais (inclusive seu poder de polícia de trânsito).

Detalhadamente para Ordem Social:

 Tenham cuidado com os julgados relacionados aos temas da ordem social. Como exemplo
cito o envolvendo a demarcação das terras indígenas, que é muito importante. Tenham, ao
menos, noções gerais da tutela dos grupos indígenas, mormente por serem grupos em
situação de vulnerabilidade social.
 Decorem a CF nessa parte. Lembrem-se que as provas estão cobrando questões cada vez
mais ao final da Constituição (educação, assistência social, indígenas, comunicação social,
cultura).
 Não errem de forma alguma as idades em que a educação é obrigatória (esse tema é
recorrente em prova), nem quem pode ser proprietário de empresas jornalísticas.
 Dentre todos esses capítulos, eu chamo atenção especial para o da ordem econômica,
especialmente os monopólios estatais, exploração de petróleo, e política agrícola. São os
poucos temas de direito econômico que são cobrados em carreiras estaduais, e no mais das
vezes a leitura da CF basta.
 Muita CF seca aqui e jurisprudência.
 Estratégia- Leitura da CF seca, com destaque para direito a saúde, educação e infância e
juventude. Atenção para o direito a saúde, posto que tem sido muito frequente a
judicialização da saúde.
 Os temas cobrados são somente esses aqui: ORDEM SOCIAL. EDUCACAO ̧ ̃ E CULTURA.
̂
CIENCIA E TECNOLOGIA. COMUNICACAO ̧ ̃ SOCIAL. MEIO AMBIENTE. FAMILIA, ́
CRIANCA, ̧ ADOLESCENTE E IDOSO. DIREITO À PROTECAO ̧ ̃ ESPECIAL.́ INDIOS.
Atenção para temas de relevância social, e que estejam no perfil institucional da DPE.

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Como vem sendo cobrado em provas?
QUESTÃO 17 (DPE/RS - 2014) No que se refere à defesa do Estado e das instituições democráticas,
é correto afirmar:
(A) Para a decretação do estado de defesa deve haver prévia solicitação de autorização pelo Presidente da
República ao Congresso Nacional.
(B) O controle político a ser exercido sobre a decretação do estado de sítio será realizado pelo Congresso
Nacional por maioria simples de seus membros, dentro do prazo de 5 dias contados do recebimento do
decreto.
(C) A defesa das instituições democráticas caracteriza-se pela preponderância de um grupo de poder sobre o
outro com a imposição de uma legalidade extraordinária para restabelecer a ordem violada.
(D) As hipóteses de casos em que se poderá decretar o estado de defesa estão previstas de forma
exemplificativa na Constituição Federal.
(E) A defesa do Estado traduz-se na defesa do território nacional contra invasões estrangeiras, na defesa da
soberania nacional e na defesa da pátria.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 47 (DPE/MT - 2016) A respeito das normas constitucionais de proteção do meio ambiente,
considere as afirmativas:
I - Segundo a orientação majoritária da doutrina, a fruição de um meio ambiente sadio e ecologicamente
equilibrado foi erigida em direito fundamental pela Constituição de 1988, ainda que tal previsão não faça
parte do rol de direitos do artigo 5º.
II - A atual Constituição dá ênfase às medidas preventivas, inclusive mediante tratamento diferenciado
conforme o impacto ambiental dos produtos e serviços e de seus processos de elaboração e prestação.
III - É passível de responsabilização a pessoa jurídica, sem prejuízo da responsabilidade individual de seus
dirigentes, sujeitando-a às punições compatíveis com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem
econômica, que tem como um de seus princípios a defesa do meio ambiente.
IV - As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão os infratores, pessoas físicas
ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, sem prejuízo da obrigação de reparação dos danos causados.

Estão corretas as afirmativas


(A) I, II, III e IV.
(B) II e III, apenas.
(C) I e IV, apenas.
(D) I, II e III, apenas.
(E) II, III e IV, apenas.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 10 (DPE/MG - 2014) Sobre as disposições constitucionais relativas à Defensoria Pública,
analise as afirmativas a seguir.
I. A Emenda Constitucional nº 80/2014 alterou o art. 134 da CRFB/1988, ao dispor que a Defensoria Pública
é instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, incumbindo-lhe, como expressão e
instrumento do regime democrático, fundamentalmente, a orientação jurídica, a promoção dos direitos
humanos e a defesa, em todos os graus, judicial e extrajudicial, dos direitos individuais e coletivos, de forma
integral e gratuita, aos necessitados, na forma do inciso LXXIV do art. 5º desta Constituição Federal.
II. Os princípios institucionais da Defensoria Pública foram alçados como normas constitucionais explícitas
com o advento da Emenda Constitucional nº. 80/2014 que incluiu o parágrafo 4º ao art. 134 da CRFB/1988,
dispondo que são princípios institucionais da Defensoria Pública a unidade, a indivisibilidade e a
independência funcional, aplicando-se também, no que couber, o disposto no art. 93 e no inciso II do art. 96
desta Constituição Federal.
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III. Art. 98 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias passou a vigorar acrescido da redação de
que o número de defensores públicos na unidade jurisdicional será proporcional à respectiva população e
que, no prazo de 8 (oito) anos, a União, os Estados e o Distrito Federal deverão contar com defensores
públicos em todas as unidades jurisdicionais, observado o disposto no caput desse artigo.

Estão CORRETAS as afirmativas


A) II e III apenas.
B) II apenas.
C) I e II apenas.
D) I, II e III.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 7 (DPE/AM - 2013) Considerando a disciplina da Defensoria Pública na Constituição Federal,


analise as afirmações abaixo.
I. O Defensor Público, após dois anos de efetivo exercício, torna-se estável e apenas perderá o cargo por
sentença judicial transitada em julgado.
II. Lei complementar estadual pode autorizar que o Defensor Público exerça advocacia fora de suas
atribuições institucionais.
III. Às Defensorias Públicas Estaduais são asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa
de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.
IV. Lei Estadual pode determinar que a Defensoria integre determinada Secretaria de Estado, ficando o
Defensor Geral sujeito ao poder hierárquico do Secretário de Estado.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) II, III e IV.
(C) III e IV.
(D) III.
(E) II.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 8 (DPE/AM - 2013) A Constituição Federal reconhece aos índios os direitos originários sobre as
terras que tradicionalmente ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os
seus bens, prescrevendo ainda que:
I. São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as
utilizadas para suas
atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar
e as necessárias a sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
II. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse permanente, cabendo-lhes o
usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes.
III. O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos, a pesquisa e a lavra das
riquezas minerais
em terras indígenas só podem ser efetivados com autorização do Presidente da República, ouvidas as
comunidades afetadas, que não poderão participar nos resultados da lavra.
IV. As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios são inalienáveis e indisponíveis, mas os direitos sobre
elas são passíveis de prescrição, na forma da lei.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) II, III e IV.
(C) I e II.
112
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(D) II e III.
(E) III e IV.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 10 (DPE/AM - 2013) Os pais de determinada criança, que completa cinco anos de idade em
janeiro de 2013, pretendem obter gratuitamente o registro civil de nascimento de seu filho e, na sequência,
ingressar com ação judicial, através da Defensoria Pública, para obrigar o Poder Público a garantir-lhe o
acesso à educação infantil gratuita, uma vez que foram informados de que não há vaga para que a criança
ingresse na rede pública de ensino. Apesar de estarem munidos de todos os documentos para pleitearem o
registro de nascimento de seu filho, os pais da criança são pobres nos termos da lei, não tendo recursos
financeiros para pagar as despesas do ato registral sem prejuízo de seu sustento. Nesse contexto, é correto
afirmar que o registro civil de nascimento:
(A) pode ser gratuitamente obtido, mas o Poder Público não está obrigado a garantir à criança o acesso à
educação infantil
gratuita, uma vez que não há vagas para tanto.
(B) pode ser gratuitamente obtido e o Poder Público está obrigado a garantir à criança o acesso à educação
infantil gratuita.
(C) pode ser gratuitamente obtido, mas o Poder Público não está obrigado a garantir à criança o acesso à
educação infantil
gratuita, uma vez que o infante não possui a idade mínima exigida pela Constituição Federal.
(D) não pode ser gratuitamente obtido, uma vez que somente a certidão de óbito é gratuita aos
reconhecidamente pobres nos
termos da Constituição Federal, embora o Poder Público esteja obrigado a garantir à criança o acesso à
educação infantil gratuita.
(E) não pode ser gratuitamente obtido, uma vez que tardio, e o Poder Público não está obrigado a garantir à
criança o acesso à educação infantil gratuita, já que não há vagas para tanto.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 7 (DPE/SP - 2015Considere as seguintes afirmações sobre a Defensoria Pública e sua
jurisprudência no STF:
I. Na ADI no 4270, o STF declarou inconstitucional a prestação de assistência jurídica gratuita pela
seccional catarinense da Ordem dos Advogados do Brasil − OAB e modulou os efeitos de sua decisão em
um ano para criação, funcionamento e estruturação da Defensoria Pública. No entanto, houve
descumprimento parcial da decisão pelo Estado de Santa Catarina, já que ainda mantida a defensoria dativa
da OAB e não estruturada adequadamente a Defensoria Pública. Assim, o STF julgou procedente a
Reclamação no 16034 para a imediata convocação de todos os aprovados no concurso de ingresso na
carreira de defensor público do Estado de Santa Catarina.
II. Na medida cautelar da ADPF no 307, o STF decidiu que o chefe do Executivo estadual não pode reduzir
a proposta orçamentária da Defensoria Pública quando essa é compatível com a Lei de Diretrizes
Orçamentárias, devendo submeter à Assembleia Legislativa o pleito de redução. Além disso, o governador
do Estado não pode incluir a Defensoria Pública em capítulo destinado à proposta orçamentária do Poder
Executivo, juntamente com as Secretarias de Estado.
III. Na ADI no 2903, o STF julgou inconstitucional a lei orgânica estadual que estabelecia a livre nomeação
do Defensor Público-Geral pelo governador do Estado e concedeu efeito repristinatório aos dispositivos
revogados da lei estadual anterior que observava as normas gerais da lei orgânica nacional.
IV. Nos embargos de declaração do agravo de instrumento no 598.212, referente à omissão estatal de
cumprimento dos artigos 5o, LXXIV e 134 da Constituição da República, o STF restringiu o alcance do
pedido do Ministério Público do Estado do Paraná, na ação civil pública, apenas à criação e implantação
de Defensoria Pública em determinada comarca.
Está correto o que se afirma em
113
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(A) I, II e III, apenas.
(B) II, III e IV, apenas.
(C) I e IV, apenas.
(D) II e III, apenas.
(E) I, II, III e IV.)
GABARITO: “B”
QUESTÃO 6 (DPE/MA - 2015) Decreto editado pelo Presidente da República declara de interesse social,
para fins de reforma agrária, imóvel rural que especifica, estabelecendo que:
(I) excetuadas as benfeitorias úteis e necessárias existentes anteriormente à ciência do início do
procedimento administrativo pertinente, indenizáveis em dinheiro, não são outorgados efeitos indenizatórios
em relação a áreas de domínio público, constituído por lei ou registro público, porventura existentes nos
limites do perímetro a ser desapropriado; e
(II) compete à autarquia federal que tem por missão realizar o ordenamento fundiário nacional promover e
executar a desapropriação. Referido decreto é:
(A) incompatível com a disciplina constitucional da matéria, no que se refere à não outorga de efeitos
indenizatórios em relação a áreas de domínio público constituídas por registro público.
(B) incompatível com a disciplina constitucional da matéria, no que se refere à competência para
desapropriação para fins de reforma agrária.
(C) incompatível com a disciplina constitucional da matéria, no que se refere à forma de indenização de
benfeitorias no imóvel sujeito à desapropriação para fins de reforma agrária.
(D) compatível com a disciplina constitucional da matéria.
(E) incompatível com a disciplina constitucional da matéria, no que se refere à atribuição de competência a
autarquia para promoção e execução da desapropriação.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 7 (DPE/MA - 2015) A lei orgânica de determinado município com 25.000 habitantes
estabelece que:
(I) o poder público poderá valer-se de parcelamento, edificação ou utilização compulsórios como formas de
induzir a ocupação de imóveis urbanos não edificados, subutilizados ou não utilizados, atribuindo prazos ao
proprietário para promover sua utilização;
(II) no caso de não atendimento a prazos para o cumprimento da função social da propriedade, o município
poderá aplicar o imposto sobre propriedade territorial urbana − IPTU progressivo no tempo, mediante a
majoração da alíquota pelo prazo de cinco anos consecutivos, podendo a alíquota máxima atingir 15%
(quinze por cento) do valor do lançamento fiscal do imóvel, conforme previsão em lei específica, até que o
proprietário cumpra a obrigação de dar uso adequado ao imóvel;
(III) o município poderá proceder à desapropriação do imóvel com pagamento em títulos da dívida pública,
caso não tenha sido cumprida a função de parcelar, edificar e dar uso ao referido imóvel após o prazo de
cinco anos de cobrança do IPTU progressivo.
A adoção pelo município das medidas previstas na lei orgânica em questão será compatível com a
Constituição da República no que se refere aos mecanismos estabelecidos em
(A) I, apenas, e desde que as exigências fundamentais de ordenação da cidade, relativas ao cumprimento
da função social da propriedade, estejam expressas em plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal.
(B) II, apenas, e desde que as exigências fundamentais de ordenação da cidade, relativas ao cumprimento da
função social da propriedade, estejam expressas em plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal.
(C) II e III, apenas, independentemente de as exigências fundamentais de ordenação da cidade, relativas
ao cumprimento da função social da propriedade, estarem expressas em plano diretor, aprovado pela Câmara
Municipal.
(D) I, II e III, e desde que as exigências fundamentais de ordenação da cidade, relativas ao cumprimento da
função social da propriedade, estejam expressas em plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal.
114
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(E) I, II e III, independentemente de as exigências fundamentais de ordenação da cidade, relativas ao
cumprimento da função social da propriedade, estarem expressas em plano diretor, aprovado pela Câmara
Municipal.

GABARITO: D“
QUESTÃO 18 (DPE/MA - 2015) Entre os princípios que, nos termos do texto constitucional, devem ser
observados na produção e programação das emissoras de rádio e televisão, encontram-se:
(A) preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas; e acesso à informação sobre a
natureza dos programas, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e horários em que sua
apresentação se mostre inadequada.
(B) diversidade das expressões culturais; e promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção
independente que objetive sua divulgação.
(C) respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família; e promoção da cultura nacional e regional e
estímulo à produção independente que objetive sua divulgação.
(D) regionalização da produção jornalística, conforme percentuais estabelecidos em lei; e fomento à
produção, difusão e circulação de conhecimento e bens culturais.
(E) diversidade das expressões culturais; e fomento à produção, difusão e circulação de conhecimento e
bens culturais.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 8 (DPE/AC - 2012) Assinale a opção correta com base na jurisprudência do STF acerca da
advocacia e da DP.
A) Norma estadual pode estabelecer a vinculação da respectiva DP a secretarias de Estado.
B) O escritório de advocacia é inviolável, ainda que o advogado seja suspeito da prática de crime concebido
e consumado no âmbito desse local de trabalho.
C) A garantia da inamovibilidade é conferida pela CF aos magistrados, aos membros do MP e aos membros
da DP, não podendo ser estendida aos procuradores dos estados e do DF.
D) Norma estadual pode atribuir à DPE a defesa judicial dos servidores públicos estaduais processados
criminalmente em razão do regular exercício do cargo.
E) Lei estadual pode equiparar, para todos os fins, o defensor público-geral a secretário de Estado.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 59 (DPE/PR - 2014) A disciplina constitucional que rege o estado de sítio e o estado de defesa
autoriza expressamente a imposição de restrições a determinados direitos e garantias fundamentais.
Em ambos os casos (estado de sítio e estado de defesa), admite-se, segundo o texto constitucional, que sejam
restringidos:
(A) o direito à inviolabilidade do domicílio e o direito de propriedade.
(B) o direito de reunião e o direito ao sigilo de correspondência.
(C) o direito à inviolabilidade do domicílio e o direito ao sigilo de comunicação telegráfica e telefônica.
(D) o direito de reunião e o direito de propriedade.
(E) o direito de propriedade e o direito ao sigilo de comunicação
telegráfica e telefônica.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 63 (DPE/PR - 2014) Acerca da disciplina da Defensoria Pública na Constituição Federal e do
entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre a matéria, é correto afirmar que
(A) é inconstitucional a norma estadual que atribua à Defensoria Pública do Estado a defesa judicial de
servidores públicos estaduais processados civil ou criminalmente em razão do regular exercício do cargo.
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(B) a vedação ao exercício, pelo Defensor Público, da advocacia fora de suas atribuições institucionais
incide somente após a fixação dos subsídios aplicáveis às carreiras típicas de Estado.
(C) é constitucional a norma estadual que imponha à Defensoria Pública do Estado a obrigatoriedade de
assinatura de convênio exclusivo com a OAB ou com qualquer outra entidade para a prestação de serviço
jurídico integral e gratuito aos necessitados.
(D) é constitucional a norma estadual que estabeleça a vinculação da Defensoria Pública à Secretaria de
Justiça do respectivo estado-membro.
(E) é constitucional a norma estadual que disponha sobre a contratação temporária de advogados para o
exercício da função de defensor público no âmbito da Defensoria Pública do estado-membro
correspondente.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 13 (DPE/DF - 2013) Segundo o STF, as DPs dos estados podem ter relação de vinculação, mas
não de subordinação, a órgãos do Poder Executivo, desde que o vínculo seja estabelecido pela própria
Constituição estadual e não afete sua autonomia funcional e administrativa.
“ERRADO”

QUESTÃO 16 (DPE/DF - 2013) É exemplificativo o rol de funções atinentes ao MP no texto


constitucional, cumprindo à legislação infraconstitucional conferir-lhe outras funções, desde que
compatíveis com sua
finalidade institucional.
“CERTO”
QUESTÃO 23 (DPE/DF - 2013) A decretação do estado de sítio, medida excepcional, pode ocorrer tanto
em caso de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira, quanto de comoção grave de repercussão
nacional ou ocorrência de fatos que comprovem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa.
“CERTO”

QUESTÃO 24 (DPE/DF - 2013) O governo da União deve depositar obrigatoriamente no Banco Central do
Brasil os recursos que movimenta.
“ERRADO”

QUESTÃO 25 (DPE/DF - 2013) Os recursos orçamentários destinados aos Poderes Legislativo e Judiciário,
ao MP e à DP devem ser entregues pelo Poder Executivo, em duodécimos, até o dia vinte de cada mês.
“CERTO”
QUESTÃO 75 (DPE/PR - 2015) A autonomia funcional e administrativa conferida à DP não impede sua
vinculação à secretaria de justiça do estado ao qual pertença, caso exista tal previsão na respectiva lei
complementar estadual.
“ERRADO”

QUESTÃO 76 (DPE/PR - 2015) Aos defensores públicos empossados após a promulgação da CF é


permitido o exercício da advocacia privada, desde que não conflitante com o exercício de suas atribuições
institucionais.
“ERRADO”

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DIAS 07 E 08
1 Direitos e garantias fundamentais: conceito, evolução, estrutura, características, funções, titularidade,
destinatários, colisão e ponderação de valores. Teoria geral das garantias. Direitos fundamentais em
espécie. Conflito de direitos fundamentais. Restrições a direitos fundamentais. Teorias interna e
externa. O princípio do respeito ao conteúdo essencial dos direitos fundamentais. Teorias objetiva e
subjetiva. Teorias absoluta e relativa. O princípio da proporcionalidade: conceito, origem,
conteúdo, elementos e subprincípios. O princípio da proibição do excesso. O princípio da proibição
da proteção insuficiente. O princípio da razoabilidade: conceito, origem e conteúdo. Eficácia vertical
e horizontal dos direitos fundamentais. Orçamento e reserva do possível. O princípio da proibição do
retrocesso social. 2 Proteção judicial dos direitos fundamentais: as ações constitucionais. 3 Proteção
não judicial dos direitos fundamentais: direito de resistência e direito de petição. 4 Direitos sociais.
Teoria geral dos direitos sociais. Classificação. Efetivação. Intervenção do Poder Judiciário em tema de
implementação de políticas públicas. Remédios Constitucionais. 7 Direito de nacionalidade. Condição
jurídica do estrangeiro no Brasil. 8 Direito de cidadania: direitos políticos positivos e negativos,
partidos políticos. 9 Tratados internacionais de direitos humanos e direito interno. 10 Direito
internacional dos direitos humanos e o direito constitucional brasileiro positivo. Mecanismos de proteção
aos direitos humanos na Constituição brasileira de 1988. Federalização de crimes graves contra os direitos
humanos. 6 O direito ao mínimo existencial: origem, conceito, fundamento e objeto.

Detalhadamente:
 Focar no estudo dos direitos e garantias fundamentais, colisão de direitos e ponderação,
princípio da proporcionalidade, razoabilidade e da vedação do excesso.
 Não estudaria ativismo jurisdicional ou judicial e nem a intervenção do judiciário na
implementação de políticas públicas, que já foi estudado anteriormente. Só se tiver tempo
para revisar esse tema estudado, mas a questão envolvendo a judicialização de direitos
sociais sempre esbarra em jurisprudência sobre educação, saúde, moradia, direitos no
cárcere e o núcleo mínimo de direitos necessários para uma vida digna.
 É possível a operação de transgenitalização pelo SUS?
 Estudar remédios constitucionais, principalmente MS e HC. Ler a Lei de MS.
 Atenção com a federalização de crimes (entenda o que é e os requisitos).

Dadas as noções gerais, vamos para as especificidades:


 Direitos e garantias fundamentais – Fundamentos filosóficos e históricos (visão
jusnaturalista e contratualista). Dignidade da pessoa humana e virada Kantiana.
 Relativismo X Universalismo.
 Decorar a CF (do art. 5º ao art. 17), o conceito de cada direito e os entendimentos trazidos
nos livros. Ler as leis dos remédios constitucionais (uma segunda leitura para aquelas que já
foram lidas).
 Análise do ativismo judicial (hipóteses de controle e possibilidade de análise do mérito do
ato administrativo pelo Poder Judiciário). Vide a implementação de políticas públicas pelo
Poder Judiciário. Mínimo existencial X reserva do possível. Esse estudo deve se relacionar
ao direito à saúde (especialmente fornecimento de medicamento por decisão judicial).
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 Atenção para os remédios constitucionais (não estudem os que já forem ser lidos em outras
matérias). Efeitos do mandado de injunção (efeitos, ex. no direito de greve de servidores
públicos – tema recorrente em primeira e segunda fases). Teoria brasileira do habeas
corpus.
 Hierarquia dos tratados que versem sobre direitos humanos (e dos que não versem sobre
esse tema). Processo de internalização de um tratado também merece atenção. Efeitos do
Pacto de San José sobre o ordenamento brasileiro, especialmente no que tange à prisão civil
por dívida.
 Eficácia horizontal e vertical dos direitos fundamentais. Eficácia objetiva e irradiante.
 Conhecimento dos principais julgados do STF sobre o tema (ex. liberdade de expressão,
marcha da maconha, feto anencefálico).
 Vide, ainda, as ações afirmativas. Atenção especial. Atenção para proteção de minorias,
principalmente mulheres, índios, quilombolas e negros (vagas reservadas em universidades e
em concursos públicos).
 Colisão de direitos fundamentais. Ponderação e máxima efetividade.

 Detalhadamente para nacionalidade e direitos políticos:
 Nacionalidade e direitos políticos - importante. Chamo a atenção para os cargos privativos
de brasileiro nato, e a distinção que a CF faz entre natos e naturalizados. E ainda,
extradição, expulsão e deportação. Deve o aluno se atentar a revogação do estatuto do
estrangeiro, e ao novo regramento do tema na lei de migração (Lei 13.445/2017).
 Nessa lei, é importante que alunos que pleiteiam cargos estaduais saibam, ao menos, os
seguintes artigos: 1 ao 4, 23 a 37 (atenção para o asilo e para o apátrida), 46 a 62
(especialmente a repatriação, expulsão e deportação), 63 a 76 (nacionalidade e
naturalização), 77 a 80 (situação do emigrante e seus direitos), medidas de cooperação,
especialmente a extradição (art. 81 a 105).
 Desses temas, destaco a deportação, expulsão, extradição (inclusive do brasileiro nato que
perdeu a nacionalidade – e demais julgados do STF sobre extradição – jurisprudência muito
importante aqui) e demais atos de cooperação.
 Quanto aos direitos políticos: saber todos os requisitos constitucionais de elegibilidade e as
causas de inelegibilidade (atenção para a reflexa). Desincompatibilização, prefeito
itinerante, lei que altera o processo eleitoral são alguns julgados relevantes do STF.
 Partidos Políticos – leitura da Constituição somada aos principais julgados (candidatura
nata, saber quem é o titular do mandato – partido ou coligação, dentre outros). Tema muito
conceitual, legalista e jurisprudencial, portanto, merece um estudo completo.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 11 (DPE/MA - 2015) Em conformidade com o art. 5o, § 3o, da Constituição Federal, os
tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do
Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão
equivalentes às emendas constitucionais. Com base nesse dispositivo, foi incorporada com equiparação às
emendas constitucionais a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência. Seu
texto assegura direitos que, após a mencionada incorporação, passaram a integrar o regime constitucional
dos direitos e garantias fundamentais. Entre eles, encontra-se o direito das pessoas com deficiência a um
padrão adequado de vida para si e para suas famílias, que inclui, segundo o texto da Convenção:
(A) alimentação, vestuário e moradia adequados.
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(B) trabalho, higiene e transporte adequados.
(C) alimentação, moradia, educação e transporte adequados.
(D) moradia, educação, trabalho e segurança adequados.
(E) educação, moradia e trabalho adequados.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 04 (DPE/MG) Com relação ao entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal,


analise as proposições a seguir.
I. O STF, ao condenar um Parlamentar Federal, não poderá determinar a perda do mandato eletivo. Quando
ocorrer o trânsito em julgado da condenação, se o réu ainda estiver no cargo, o STF deverá oficiar à mesa
diretiva da Câmara ou do Senado para que tais casas deliberem acerca da perda ou não do mandato, nos
termos do § 2º do art. 55 da CF/88.
II. É constitucional a Lei Estadual que determina o fornecimento gratuito de água potável à população por
meio de caminhão-pipa todas as vezes que houver interrupção do fornecimento normal do serviço.
III. O Poder Judiciário, em situações excepcionais, pode determinar que a Administração Pública adote
medidas assecuratórias de direitos constitucionalmente reconhecidos como essenciais, como por exemplo o
direito dos portadores de necessidades especiais ao acesso a prédios públicos, sem que isso configure
violação do princípio da separação de poderes.

Estão INCORRETAS as proposições


A) I e III apenas.
B) III apenas.
C) II apenas.
D) I,II e III.
GABARITO: “C”

QUESTÃO 06 (DPE/MG - 2014) Sobre ação popular, assinale a alternativa CORRETA.


A) O prazo de contestação é de 10 (dez) dias, prorrogável por mais 10 (dez), a requerimento do interessado,
se particularmente difícil a produção de prova documental, e será comum a todos os interessados, correndo
da entrega em cartório do mandado cumprido ou, quando for o caso, do decurso do prazo assinado em edital.
B) O prazo de contestação é de 15 (quinze) dias, prorrogável por mais 15 (quinze), a requerimento do
interessado, se particularmente difícil a produção de prova documental, e será comum a todos os
interessados, correndo da entrega em cartório do mandado cumprido ou, quando for o caso, do decurso do
prazo assinado em edital.
C) O prazo de contestação é de 20 (vinte) dias, prorrogável por mais 20 (vinte), a requerimento do
interessado, se particularmente difícil a produção de prova documental, e será comum a todos os
interessados, correndo da entrega em cartório do mandado cumprido ou, quando for o caso, do decurso do
prazo assinado em edital.
D) O prazo de contestação é de 30 (trinta) dias, prorrogável por mais 30 (trinta), a requerimento do
interessado, se particularmente difícil a produção de prova documental, e será comum a todos os
interessados, correndo da entrega em cartório do mandado cumprido ou, quando for o caso, do decurso do
prazo assinado em edital.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 07 (DPE/MG - 2014) Sobre mandado de segurança, com base na lei e na jurisprudência
sumulada dos tribunais superiores, assinale a alternativa CORRETA.
A) A controvérsia sobre matéria de direito impede a concessão de mandado de segurança, instituto de defesa
de direito certo e incontestável.
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B) É inconstitucional a estipulação de prazo decadencial para a impetração de mandado de segurança.
C) Não é cabível a condenação em honorários advocatícios em ações de mandado de segurança.
D) A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor de seus associados
depende da autorização prévia destes.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 9 (DPE/AM - 2013) Suponha que um indivíduo obtenha prescrição médica para uso de
medicamento nacional, registrado na ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), que não é
disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde − SUS. Nessa situação, pretendendo obter judicialmente o
medicamento do Poder Público, o interessado
(A) poderá propor medida judicial contra União, Estado e Município, em regime de solidariedade.
(B) poderá propor medida judicial contra a União ou Estado ou Município, não cabendo o ajuizamento da
demanda contra todos esses entes em regime de solidariedade.
(C) deverá propor medida judicial contra o Município e contra o Estado, em regime de solidariedade, não
cabendo o ajuizamento
de demanda contra a União.
(D) deverá propor medida judicial apenas contra a União, que, sendo o caso, adotará as medidas processuais
cabíveis em relação ao Estado ou Município, na medida de suas responsabilidades.
(E) deverá propor medida judicial apenas contra o Município que, sendo o caso, adotará as medidas judiciais
cabíveis em relação à União ou ao Estado, na medida de suas responsabilidades.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 2 (DPE/AM - 2012) Maria, pessoa com identificação psicossexual oposta aos seus órgãos
genitais externos e tendo forte desejo de viver e ser aceita como sendo do sexo oposto, move ação de
modificação do seu assento de nascimento para mudar prenome, bem como gênero ao qual pertence.
Consegue em primeira instância apenas a mudança do nome. No
atendimento cabe ao defensor orientar que:
(A) cabe recurso da decisão uma vez que a procedência parcial viola a Constituição Federal no que diz
respeito à proteção da dignidade humana, proibição de discriminação e o direito à imagem das pessoas.
(B) cabe recurso da decisão, mas muito provavelmente a decisão será mantida já que a proibição de
discriminação de sexo contida na Constituição diz respeito tão somente ao sexo biológico das pessoas.
(C) a decisão já foi uma grande vitória já que a Constituição não menciona discriminação de gênero, mas
sim discriminação de sexo e que, portanto, pretender modificar o registro do sexo seria inconstitucional.
(D) para a mudança de sexo no assento de nascimento seria necessária cirurgia de transgenitalização externa,
interna e modificação de caracteres sexuais secundários da pessoa e no caso somente foi feita a mastectomia.
Assim melhor aguardar esses outros passos e depois pedir a modificação do sexo no registro.
(E) não é necessário ou mesmo recomendável recorrer, pois o que realmente causa constrangimento, expõe
ao ridículo e viola a Constituição é o nome em desacordo com sua aparência e psique, o que foi obtido com
a decisão judicial. Recorrer, nestas circunstâncias, somente prolongará o seu sofrimento.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 3 (DPE/PR - 2012) A Defensoria Pública recebe a demanda de algumas mães que têm filhos
pequenos em creches municipais que fecham, todos os anos, em janeiro e julho e que enfrentam sérias
dificuldades para cuidar de seus filhos nessa época do ano sem deixar de trabalhar. Ao analisar a situação
conclui-se que

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(A) o fato do serviço não estar disponível apenas nos meses de janeiro e julho não ofende diretamente a
Constituição e deve ser interpretado em conjunto com o direito constitucional de educação básica,
obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade.
(B) não pode haver interrupção do serviço, pois é dever do Estado garantir a educação infantil, em creche e
pré-escola, às crianças até 5 (cinco) anos de idade, bem como é direito social das trabalhadoras assistência
gratuita aos filhos desde o nascimento em creches e pré-escolas.
(C) a Constituição garante expressamente o dever do Estado de prover educação básica, obrigatória e
gratuita apenas dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade. A existência de creches e pré-escolas que
atendam desde o nascimento é liberalidade do Poder Público.
(D) haveria um conflito aparente de normas constitucionais, pois se de um lado há o direito de creche como
um direito social dos trabalhadores, de outro há o direito de todos à educação básica, obrigatória e gratuita
apenas a partir dos 4 (quatro) anos de idade.
(E) a interpretação sistemática da Constituição resolve a situação já que é dever constitucional dos pais
assistir, criar e educar os filhos menores. O Estado providencia educação básica, obrigatória e gratuita a
partir dos 4 (quatro) anos de idade e os pais exercem em janeiro e julho seu dever sem colaboração direta do
Poder Público.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 4 (DPE/PR - 2012) A vida é direito constitucional fundamental garantindo-se sua
inviolabilidade. À luz desse preceito
(A) é possível utilizar a interpretação conforme para não responsabilizar o médico pela eutanásia se
considerarmos a autonomia e a dignidade da pessoa humana no mesmo patamar e a vida como direito
relativo e disponível pelo titular.
(B) é dever do médico, em casos de doença incurável e terminal, empreender ações diagnósticas ou
terapêuticas inúteis ou obstinadas ainda que ocorra a distanásia ou obstinação terapêutica.
(C) a eutanásia ativa direta é admitida pelo ordenamento brasileiro desde que precedida do testamento vital
ou procuração de saúde.
(D) somente está autorizada pela norma a eutanásia ativa indireta, na qual se usa meios para evitar a dor
ainda que isso provoque a aceleração da morte.
(E) está autorizado pelo ordenamento jurídico apenas a eutanásia passiva ou ortotanásia, quando se omitem
ou suspendem os tratamentos médicos com vistas a não adiar a morte.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 9 (DPE/PR - 2012) Defensor Público em visita de inspeção à Cadeia Pública Feminina recebe
pleito das presas de recebimento de visita íntima proibida pelo delegado responsável por ausência de local
apropriado e falta de segurança. Ao analisar a reivindicação das presas o Defensor extrai corretamente as
seguintes conclusões:
(A) A mulher presa está privada da liberdade e compete ao Estado zelar para que a pena não passe de sua
pessoa, conforme direito constitucional expresso. Não tendo meios para impedir a reprodução, que pode
ocorrer, se faz necessário impedir a realização de visita íntima.
(B) Embora legítima, a demanda carece de regulação normativa sob a ótica dos direitos sexuais, o que
impede a sua judicialização.
(C) Ainda que seja possível extrair os direitos sexuais do sistema constitucional de proteção dos direitos, no
caso específico deve prevalecer o interesse público sobre o privado, já que as visitas não se realizam em
virtude de não ser possível garantir a segurança do estabelecimento.
(D) A Constituição foi detalhista ao estabelecer os direitos da pessoa presa prevendo até mesmo o direito da
presa de amamentar seus filhos. A visita íntima de mulher presa não está dentre esse rol de direitos não
cabendo à Defensoria se revestir de Poder
Constituinte Originário.

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(E) A demanda se insere na proteção constitucional dos direitos sexuais que podem ser considerados direitos
que decorrem do regime e dos princípios constitucionais adotados, em especial, da igualdade, liberdade,
intimidade, privacidade e autonomia (parágrafo 2o do art. 5o − direitos implícitos).

GABARITO: “E”
QUESTÃO 10 (DPE/PR - 2012) Alguns autores têm criticado o que consideram um uso abusivo dos
princípios e da ponderação como forma de aplicação dos direitos fundamentais. Com frequência os
intérpretes dos direitos fundamentais acabam por transformá-los em princípios, utilizando-se em demasia do
sopesamento na interpretação de suas inter-relações, o que
ocasiona, muitas vezes, perda de objetividade e racionalidade na interpretação, dificultando seu controle.
Sobre esse tema, é correto afirmar:
(A) Há elementos na interpretação com base em princípios que podem aflorar com mais facilidade, como a
intuição e a sensibilidade, por exemplo, que permitirão ao bom juiz decidir de forma mais consentânea com
a constituição e suas concepções pessoais de justiça.
(B) Não há como se eliminar totalmente toda subjetividade na interpretação e aplicação do direito, mas as
relações de preferência simples e sem qualificativos devem ser eliminadas para que hajam relações de
preferências fundamentadas, escalonadas e condicionadas sendo possível comparar grau de restrição de um
direito fundamental com grau de realização de direito que com ele colide.
(C) Na interpretação de direitos fundamentais não há que se buscar racionalidade ou objetividade já que o
próprio constituinte delegou ao intérprete a possibilidade de lhes atribuir significado conforme o momento
histórico e as expectativas sociais.
(D) É justamente na criação do Direito, a partir da aplicação dos princípios, que o juiz-intérprete supre a
inexistência de legitimidade democrática na sua investidura e exerce plenamente suas prerrogativas
constitucionais.
(E) Essa crítica é improcedente já que as normas jurídicas não são fórmulas e nem interpretadas por
máquinas.
A subjetividade, irracionalidade, impossibilidade de controle e ausência de previsibilidade das decisões são
ônus a serem suportados pela sociedade ao escolher um modelo de constituição tão abrangente e irrealizável.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 6 (DPE/SP - 2015) Analise as assertivas abaixo acerca dos direitos fundamentais:
I. Segundo Ingo Wolfgang Sarlet, os direitos fundamentais podem ter uma amplitude muito maior que
a do universo dos direitos humanos.
II. Na concorrência de direitos fundamentais, o exercício de um direito fundamental por um titular pode
impedir, afetar ou restringir o exercício de um direito fundamental de outro titular, sendo necessário o
critério da proporcionalidade para a resolução do caso concreto.
III. No modelo do Sistema Único de Saúde, as políticas públicas de promoção do direito fundamental à
saúde estão pautadas no federalismo assimétrico centrípeto.
IV. A ideia de “limites do sacrifício” tem relação direta com a “jurisprudência da crise” e a proibição de
retrocesso.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) II e III.
(C) II e IV.
(D) I e IV.
(E) I e III.
GABARITO: “D”

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QUESTÃO 18 (DPE/RS - 2014) Com relação aos direitos individuais e aos mecanismos para sua proteção
− garantias ou remédios constitucionais −, é correto afirmar:
(A) Quando negada por uma repartição pública uma certidão que se faz necessária para a defesa de direitos
pessoais é cabível a impetração de mandado de segurança.
(B) No que se refere à legitimidade ativa, tem-se que pessoa jurídica não pode impetrar habeas data.
(C) O mandado de segurança poderá ser proposto concomitantemente com o habeas data versando sobre
o mesmo fato e matéria.
(D) A ação popular, para ser proposta, pressupõe exclusivamente a prova da ilegalidade do ato e da condição
de cidadão do autor.
(E) O habeas data exige, para seu ajuizamento, o prévio esgotamento de todos os meios administrativos e
jurídicos de prevenção ou repressão aos atos ilegais contrários ao direito da pessoa de obter os dados
inerentes a sua pessoa que constam de cadastros de bancos de dados.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 19 (DPE/RS - 2014) No que se refere ao direito à intimidade e à vida privada previstos no art.
5o, X, da Constituição Federal e, por sua vez, ao sigilo bancário é correto afirmar:
(A) As entidades bancárias têm o dever de fornecer à Administração Tributária e ao Judiciário as
informações que lhes forem requisitadas para fins de instruir processos administrativos e judiciais.
(B) O Ministério Público, por dispor de poderes investigatórios, pode quebrar o sigilo bancário dos
investigados após a instauração de inquérito civil que irá instruir provável Ação Civil Pública,
independentemente de autorização judicial.
(C) Segundo a jurisprudência do STF, as Comissões Parlamentares de Inquéritos, por terem poderes de
investigação próprios das autoridades judiciais, podem ter acesso aos dados bancários das pessoas,
independentemente de autorização judicial.
(D) A polícia judiciária, como integrante da segurança pública, não necessita de autorização judicial para a
quebra de sigilo bancário.
(E) À Administração Tributária é permitido o acesso aos dados bancários das pessoas, independentemente
de autorização judicial, somente podendo utilizar as informações nos limites de sua atuação.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 21 (DPE/RS - 2014) O artigo 196 da Constituição Federal preconiza que “a saúde é direito de
todos e dever do Estado [...]”. É correto afirmar que
(A) o financiamento do SUS se dará exclusivamente com recursos provenientes dos orçamentos da União,
dos Estados e dos Municípios.
(B) o direito à saúde será garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco
de doenças e de outros agravos.
(C) o acesso aos serviços de saúde pública é universal e gratuito somente aos brasileiros e estrangeiros
residentes no país, pois possuem cadastro junto ao SUS.
(D) a execução dos serviços de saúde é exclusiva do Poder Público, que somente poderá ser auxiliado por
pessoas jurídicas de direito público devidamente autorizadas.
(E) as ações e serviços de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema
único, organizado para atendimento integral, com prioridade às atividades curativas, mesmo que em
detrimento dos serviços assistenciais.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 22 (DPE/RS - 2014) Tendo em vista os termos do disposto na norma do art. 205 da
Constituição Federal, “A educação é direito de todos e dever do Estado e da família”,
(A) a União aplicará, anualmente, nunca menos de quinze por cento, e os Estados, o Distrito Federal e os
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Municípios, vinte por cento, no mínimo, da receita resultante de impostos, compreendida a proveniente
de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino.
(B) o ensino é livre à iniciativa privada, independentemente de autorização do Poder Público, sendo dever
deste a progressiva universalização do ensino superior.
(C) a educação básica obrigatória e gratuita deve ser assegurada a todos que se encontrem entre 5 e
17 anos de idade.
(D) os Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamental e médio e os Estados e a União atuarão
prioritariamente no ensino superior.
(E) a educação deve ser promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno
desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 1 (DPE/AC - 2012) Considerando o entendimento do STF acerca dos direitos e garantias
fundamentais, assinale a opção correta.
A) O fato de um estrangeiro condenado por crime praticado no Brasil não possuir domicílio neste país
impede a substituição da pena privativa de liberdade a ele aplicada por pena restritiva de direito.
B) É inconstitucional o tratamento mais rigoroso previsto no Código de Trânsito Brasileiro para os crimes de
homicídio culposo praticado por agente na direção de veículo automotor.
C) Não constitui violação do princípio constitucional da legalidade penal imputar a alguém o crime de
exercício ilegal de profissão não regulamentada.
D) A execução da pena privativa de liberdade antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória
não contraria o disposto na CF.
E) A estipulação do cumprimento da pena em regime inicialmente fechado com base apenas nos aspectos
inerentes ao tipo penal ou no reconhecimento da gravidade objetiva do delito cometido viola o princípio da
individualização da pena.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 2 (DPE/AC - 2012) Ainda com relação aos direitos e garantias fundamentais, assinale a opção
correta.
A) Segundo entendimento do STF, a prisão em flagrante, autorizada pela CF como exceção à inviolabilidade
domiciliar, prescinde de mandado judicial, qualquer que seja a sua natureza.
B) De acordo com decisão do STF, a inviolabilidade do domicílio durante o período noturno não alcança
ordem judicial, podendo a oposição ao cumprimento dessa ordem ser caracterizada como crime de
resistência.
C) Conforme entendimento do STF, é constitucional a norma que proíbe a concessão de liberdade provisória
nos crimes de tráfico ilícito de entorpecentes.
D) Consoante a jurisprudência do STF, constitui ofensa ao princípio constitucional da presunção de
inocência a aplicação, como medida sancionatória, da regressão do regime de cumprimento da pena, prevista
na Lei de Execução Penal.
E) Foi declarada constitucional, pelo STF, a exigência do recolhimento do condenado à prisão como
requisito para o conhecimento da apelação.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 3 (DPE/AC - 2012) Considerando o disposto na CF e o entendimento jurisprudencial do STF
com relação a direitos e garantias fundamentais, assinale a opção correta.
A) A falta de defesa técnica por advogado no processo administrativo viola preceito constitucional.

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B) É inconstitucional a exigência de depósito ou de arrolamento prévio de dinheiro ou bens para a
admissibilidade de recurso administrativo, mas não para a de recurso interposto junto à autoridade
trabalhista.
C) É inconstitucional a exigência de depósito prévio como requisito de admissibilidade de ação judicial na
qual se pretenda discutir a exigibilidade de crédito tributário.
D) Não constitui violação do princípio da ampla defesa o comparecimento pessoal da parte, sem advogado,
perante os juizados especiais, inclusive nos processos de natureza criminal.
E) É obrigatória a observância, no inquérito civil, dos princípios do contraditório e da ampla defesa.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 4 (DPE/AC - 2012) Acerca do entendimento sumulado do STF no que se refere a habeas
corpus, assinale a opção correta.
A) É cabível habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de
função pública.
B) Cabe o habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa.
C) É cabível habeas corpus contra omissão de relator de extradição, se fundado em fato ou direito
estrangeiro cuja prova não tenha constado dos autos, mesmo não tendo havido provocação a respeito.
D) Não se conhece de recurso de habeas corpus cujo objeto seja resolver sobre o ônus das custas.
E) Esse remédio jurídico é cabível mesmo quando já extinta a pena privativa de liberdade.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 5 (DPE/AC - 2012) A respeito do entendimento sumulado do STF no que se refere a
mandado de segurança, assinale a opção correta.
A) Controvérsia sobre matéria de direito impede a concessão de mandado de segurança, instituto de defesa
de direito certo e incontestável.
B) A impetração de mandado de segurança coletivo por entidade de classe em favor de seus associados
independe da autorização destes.
C) É cabível a condenação em honorários de advogado em ações de mandado de segurança.
D) É inconstitucional a estipulação de prazo de decadência para a impetração de mandado de segurança.
E) As entidades de classe não têm legitimidade para impetrar mandado de segurança caso a pretensão
veiculada interesse apenas a parte da categoria representada.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 58 (DPE/PR - 2014) O princípio constitucional da reserva de jurisdição incide sobre os
seguintes direitos fundamentais:
(A) liberdade de consciência e de crença e liberdade de manifestação do pensamento.
(B) inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas e liberdade de
manifestação do pensamento.
(C) inviolabilidade de domicílio e inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas.
(D) liberdade de consciência e de crença e inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da
imagem das pessoas.
(E) inviolabilidade da intimidade, da vida privada, da honra e da imagem das pessoas e inviolabilidade de
domicílio.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 61 (DPE/PR - 2014) Segundo a Súmula Vinculante número 21 do Supremo Tribunal Federal, a
exigência de depósito ou arrolamento prévios de dinheiro ou bens para admissibilidade de recurso
administrativo é
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(A) constitucional, na medida em que também se exige o pagamento de taxas para a interposição de recursos
na esfera judicial.
(B) inconstitucional, por violar o direito de amplo acesso ao Poder Judiciário.
(C) constitucional, ressalvados os casos que importem ônus manifestamente abusivo e desproporcional.
(D) constitucional, vez que não impede o exercício do direito de amplo acesso ao Poder Judiciário.
(E) inconstitucional, por violar o direito de petição e à ampla defesa.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 64 (DPE/PR - 2014) Em relação aos eventos públicos de defesa da legalização ou
descriminalização do uso de drogas, o Supremo Tribunal Federal decidiu que são
(A) vedados, pois configuram o crime de apologia de fato criminoso.
(B) admitidos, uma vez que correspondem ao exercício dos direitos de reunião e de manifestação de
pensamento.
(C) vedados, pois configuram o crime de induzir, instigar ou auxiliar alguém ao uso indevido de droga.
(D) admitidos, uma vez que correspondem ao exercício dos direitos de associação e de manifestação de
pensamento.
(E) admitidos, uma vez que correspondem ao exercício dos direitos de associação e de resistência.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 3 (DPE/DF - 2013) Na hipótese de eventual conflito aparente de normas constitucionais
decorrente da implantação de um empreendimento empresarial que possa vir a causar danos ao meio
ambiente, aplica-se o princípio da unidade constitucional, pelo qual as normas que consagram princípios _
como o da livre inciativa, inserido no capítulo dos princípios gerais da ordem econômica _ devem prevalecer
sobre as que disponham sobre interesses de ordem prática, como os relacionados à defesa da fauna e da
flora.
“ERRADO”

QUESTÃO 4 (DPE/DF - 2013) Para o exercício do direito de reunião em locais públicos, faz-se necessário
apenas que os interessados dirijam à autoridade competente pedido de autorização prévia, como forma de
evitar que frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local.
“ERRADO”

QUESTÃO 5 (DPE/DF - 2013) Qualquer pessoa é parte legítima para impetrar habeas data, em seu favor
ou de outrem, visando conhecer ou retificar informações constantes de registros ou bancos de dados de
entidades governamentais ou de caráter público.
“ERRADO”
QUESTÃO 70 (DPE/PR - 2015) Conforme jurisprudência do STJ, o juiz pode determinar o bloqueio de
verbas públicas para garantir o fornecimento de medicamentos.
“CERTO”

QUESTÃO 71 (DPE/PR - 2015) De acordo com o entendimento do STF, é inadmissível que o Poder
Judiciário disponha sobre políticas públicas de segurança, mesmo em caso de persistente omissão do Estado,
haja vista a indevida ingerência em questão, que envolve a discricionariedade do Poder Executivo.
“ERRADO”

QUESTÃO 72 (DPE/PR - 2015) A jurisprudência do STF acerca do mandado de injunção evoluiu para
admitir que, além de declarar omisso o Poder Legislativo, o próprio tribunal edite a norma geral de que
depende o exercício do direito invocado pelo impetrante.
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“CERTO”

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Direito Civil (08 dias)

O estudo do Direito Civil deve priorizar a leitura da legislação, bem como os enunciados aprovados pelas
jornadas de Direito Civil promovidas pelo Conselho de Justiça Federal. Acredite: o CC/2002 resolve a
grande maioria das questões objetivas e é um início importantíssimo no desenvolvimento das questões
dissertativas e orais. São muitos artigos e a sua leitura e releitura é de suma importância!

DIA 01
1 Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro. Eficácia, conflito e interpretação e integração
das normas. 2 Pessoa natural. Aquisição e extinção da personalidade. Direitos da personalidade.
Nascituro. Nome. Registro das pessoas naturais. Domicílio. 3 Pessoa natural: capacidade e
emancipação. Incapacidade. Suprimento da incapacidade. Tutela. Curatela. Internação psiquiátrica
involuntária. Ausência. Administração de bens e direitos de incapazes. 4 Pessoas jurídicas. Definição e
natureza. Classificações. Registro. Nome. Domicílio. Prova. Teoria da desconsideração da personalidade
jurídica. Responsabilidade. Bens. 5 Pessoas jurídicas. Fundações. Associações. Organizações sociais.
Sociedades de fato. Grupos despersonalizados.

Detalhadamente:
 Estudar pessoa natural, início da personalidade e debate acerca da teoria natalista e
concepcionista. Direitos do Nascituro e Lei de Alimentos Gravídicos. Nome da pessoa
natural e mudança de nome em caso de transgênero ou travesti. Nome social.
 Ler rapidamente curatela, tutela e internação involuntária. Internação compulsória e a
bandeira da Defensoria (especialmente quem for prestar DPSP, ver artigo no link
http://www.defensoria.sp.gov.br/dpesp/repositorio/20/10artigo.revista2012.pdf- a.
 Sobre Pessoas Jurídicas, responder se podem sofrer dano moral? Essa indagação foi objeto
de arguição na última prova oral da AGU, para o cargo de Advogado da União, mas pode
ser exigida perfeitamente nas provas das Defensorias, até numa questão aberta, relatando
um caso de um assistido que procura a Defensoria relatando situação que evidencia danos
morais reparáveis em face de pessoa jurídica de direito privado. E se fosse em face de
pessoa jurídica de direito público?
 Estudem sociedade de fato, bem como os grupos de fato, com destaque para moradores de
rua.
 A teoria da desconsideração da personalidade jurídica será estudada posteriormente, em
direito empresarial. Entretanto, caso a Defensoria do Estado que você deseja passar não
cobre empresarial, o estudo desse ponto será realizado em Civil.

Vejamos, agora de forma mais detalhada os temas acima:


Detalhadamente para LINDB:
 Dia de estudar a LINDB - foco doutrina (conceitos) e lei seca (demais assuntos).
 Natureza de lei geral da LINDB.
 Vigência da norma e vacatio legis. Vigência da lei no território nacional. Alteração da
norma no período de vacatio legis.
 Hermenêutica e interpretação. Métodos tradicionais de interpretação.

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 Formas de integração das leis. Cuidado com costume (elementos) e analogia.
 Retroatividade X irretroatividade. Direito adquirido, ato jurídico perfeito e coisa julgada.
 Leitura das normas de direito internacional privado previstas na LINDB (eficácia da lei no
espaço). Aprendam os critérios que definem a aplicação da lei brasileira (local da
celebração do casamento, local do domicílio, dentre outros).
 Foco na leitura da LINDB (façam ao menos 2 leituras).

Para parte Geral:


 Distinção entre personalidade, capacidade e legitimidade. Capacidade de fato X capacidade
de direito.
 Início da vida e direitos assegurados ao nascituro. Teoria natalista X concepcionista
(importante para provas discursivas e oral).
 Casos de incapacidade civil absoluta e relativa previstos no Código. Atenção para a
peculiaridade em relação ao ébrio e ao indígena. Emancipação: legal, voluntária e judicial
(foco na emancipação legal que costuma cair, especialmente o casamento). Capacidade das
pessoas com deficiência (deficiência, por si só, não gera incapacidade).
 Mudanças no regramento das incapacidades (diminuição do rol) e incapacidade da pessoa
com deficiência (atenção para o regramento, mormente as alterações decorrentes dessa
mudança de concepção. Ex: nulidades do casamento).
 OBS- Incapacidade é tema recorrente em prova de MPEs, logo prioridade.
 Fim da personalidade. Morte presumida e comoriência (requisitos para a configuração da
comoriência, bem como a importância do instituto).
 Estado Civil - tema não muito cobrado - atenção apenas para casamento entre pessoas do
mesmo sexo e a igualdade de direitos conferidos à companheira.
 Domicílio - saber as espécies (voluntário e legal). Diferença entre domicílio e residência.
Pluralidade de domicílios. Leitura do Código Civil.
 Direitos da personalidade também merecem destaque. Constitucionalização do direito civil.
Casamento entre pessoas do mesmo sexo. Transexualidade e alteração de nome. Direito ao
nome e direito autoral (diferença entre direito autoral e institutos similares). Relação entre
direitos da personalidade, direitos fundamentais e direitos humanos. Direitos da
personalidade e pessoa jurídica (inclusive de direito público). Prioridade.
 Ausência - especialmente as fases e o tempo para que haja a passagem para a etapa
subsequente. Morte presumida sem declaração de ausência. Foco na lei seca.
 Foco: conceitos dos principais institutos e leitura do Código Civil.
 Dos temas acima, o mais cobrado costuma ser direitos da personalidade.
 Artigos: 1º a 39, 70 a 78.

Detalhadamente para pessoas jurídicas:


 Teorias acerca da existência da pessoa jurídica. Realidade X ficção? Conceito de pessoas
jurídica e suas espécies. Pessoas jurídicas de direito público X de direito privado.
 Formas de constituição das pessoas jurídicas. Necessidade de registro.
 Diferenças entre fundações, associações e sociedades. Pessoas jurídicas de direito público e
de direito privado (saber quais são). Ampliação do regramento das fundações. Ampliação do
objeto.
 Vide desconsideração da personalidade jurídica, especialmente teoria maior e menor (foco
aqui). Desconsideração inversa. Incidente de desconsideração da personalidade jurídica.
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 Mais importante: leitura do art. 40 a 69 do Código Civil.

Detalhadamente para bens:


 Prefira doutrina nesse dia.
 Bens – classificações (especialmente fungíveis e não fungíveis, móveis e imóveis, inclusive os
por determinação legal) e bem de família (espécies e regramento constitucional e legal).
 Muita jurisprudência em tema de bem de família. Distinção entre bem de família legal e
convencional. Limites à impenhorabilidade (atenção para o caso do fiador em contrato de
locação).
 Princípio da gravitação jurídica. Pertenças (conceito e regime jurídico).
 Bens públicos - espécies e características de cada um deles. Afetação e desafetação.
Usucapião de bens públicos.
 Ao terminar, leia o Código Civil (art. 79 a 103).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 41 (DPE/PR - 2012) Acerca das diretrizes regentes e estruturantes do processo de codificação
do Código Civil de 2002, fundadas no pensamento culturalista de Miguel Reale, é INCORRETO afirmar:
(A) A sistematicidade norteou a concepção de inseparabilidade do Código Civil com as demais normas do
ordenamento jurídico, o que se verifica na forma de definição dos juros legais.
(B) A operabilidade determinou a adoção de soluções normativas para a facilitação da interpretação,
aplicação e adaptação do Direito, o que se verifica na adoção das normas abertas como técnica legislativa.
(C) A socialidade implicou na funcionalização dos modelos jurídicos, fazendo prevalecer os valores
coletivos sobre os individuais, sem que sejam desconsiderados os valores inerentes à pessoa, o que se
verifica na previsão do instituto do abuso de direito.
(D) A eticidade provocou a opção antropocêntrica da codificação civil, implicando na prevalência de
critérios éticos sobre os de natureza formal, o que se verifica nos institutos da lesão e do estado de perigo.
(E) A igualdade formal determinou o tratamento igualitário dos sujeitos de direitos e o afastamento de
regimes tutelares, o que se verifica no afastamento de um regime de proteção dos incapazes, presentes na
anterior codificação civil.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 50 (DPE/PR - 2012) É correto afirmar:
(A) A pessoa jurídica, porque não titulariza direitos subjetivos referentes à dignidade da pessoa humana, não
é titular de direitos da personalidade, embora possa sofrer dano moral.
(B) A indenização por dano estético, na qualidade de espécie de dano moral, abarca este, não havendo falar
em responsabilização autônoma do agente ofensor com relação aos danos psicológicos.
(C) É cabível a recusa do pagamento da indenização acidentária civil baseada na falta de pagamento do
prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres
(DPVAT).
(D) O absolutamente incapaz não responde pelos danos que causar, tendo em vista a responsabilidade
privativa
de seus pais ou responsáveis.
(E) No caso de deterioração da coisa alheia, provocada para remover perigo iminente provocado por
terceiro, assistirá ao proprietário da coisa direito a indenização a ser paga pelo causador direto do dano,
ainda que à luz da lei civil este não tenha cometido ato ilícito.

GABARITO: “E”

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QUESTÃO 34 (DPE/SP - 2015) Em relação ao direito ao nome,
(A) embora vigore em nosso ordenamento jurídico atual o princípio da imutabilidade do nome, este pode ser
superado em certos casos, mesmo que não previstos expressamente na legislação, em observância aos
princípios da dignidade da pessoa humana, da identidade e da felicidade, adotando-se a técnica da
ponderação de interesses.
(B) nos termos dos arts. 56 e 58 da Lei no 6.015/73 (lei de registros públicos), é possível ao titular, no prazo
prescricional de um ano após atingir a maioridade civil, requerer ao juiz a mudança de seu prenome,
independentemente de motivo justo, mas os apelidos de família não podem ser modificados nesta hipótese.
(C) o enteado ou enteada poderá, havendo motivo ponderável como, por exemplo, a comprovação de uma
paternidade socioafetiva, requerer ao juiz competente que seja averbado em seu registro de nascimento o
nome de família de seu padrasto ou madrasta, desde que haja concordância destes e dos pais biológicos, o
que ocasionará prejuízo a seus apelidos de família originários.
(D) a alteração judicial de prenome de pessoa transexual, que depende da realização prévia de cirurgia de
transgenitalização, tem por base o princípio da dignidade da pessoa humana e o art. 55, parágrafo único, da
Lei no 6.015/73, que impede o registro de prenomes suscetíveis de expor ao ridículo seus portadores.
(E) nome social é o prenome que corresponde à forma pela qual a pessoa se reconhece e é identificada,
reconhecida e denominada por sua comunidade e em sua inserção social. Atualmente existem disposições
legais que determinam o tratamento da pessoa pelo prenome indicado (nome social), porém, dos atos oficiais
escritos deverá constar somente o nome civil, sendo vedado o uso do nome social.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 32 (DPE/RS - 2014) Os Direitos da Personalidade são direitos
(A) tutelados, em vida, pelo titular e por parentes em linha reta até o segundo grau, pela via preventiva e
repressiva.
(B) de defesa da integridade física, intelectual e moral, abrangendo o resguardo do mínimo existencial, mas
não o respeito pelas condições de liberdade e de igualdade, dimensão reservada à proteção pelos
direitos fundamentais.
(C) subjetivos de natureza patrimonial e que têm como objeto os bens e os valores essenciais da pessoa.
(D) adquiridos pelo sujeito independentemente da vontade, mas seu exercício admite limitação voluntária,
desde que esta não ocorra de forma geral e permanente.
(E) inerentes à dignidade da pessoa humana, razão pela qual sua proteção não se aplica às pessoas jurídicas.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 33 (DPE/RS - 2014) O sistema de codificação do Código Civil de 2002
(A) resguardou a igualdade por meio da visão abstrata do sujeito de direitos, considerado em razão das
normas jurídicas, e não em face de suas circunstâncias concretas.
(B) adotou a concepção de sistema fechado, uma vez que permitido o diálogo apenas com a Constituição
Federal e com as normas especiais de direito privado.
(C) utilizou a técnica legislativa das normas abertas, razão pela qual o processo de aplicação do Direito
depende exclusivamente do raciocínio dedutivo e silogístico.
(D) estabeleceu a visão antropocêntrica ao Direito Privado, da qual é exemplo a previsão normativa dos
direitos da personalidade.
(E) promoveu a unificação do Direito Privado, com exceção do direito das obrigações, onde manteve a
autonomia do Direito Civil e do Direito Empresarial.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 41 (DPE/PR - 2012) Acerca das diretrizes regentes e estruturantes do processo de codificação
do Código Civil de 2002, fundadas no pensamento culturalista de Miguel Reale, é INCORRETO afirmar:
(A) A sistematicidade norteou a concepção de inseparabilidade do Código Civil com as demais normas do
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ordenamento jurídico, o que se verifica na forma de definição dos juros legais.
(B) A operabilidade determinou a adoção de soluções normativas para a facilitação da interpretação,
aplicação e adaptação do Direito, o que se verifica na adoção das normas abertas como técnica legislativa.
(C) A socialidade implicou na funcionalização dos modelos jurídicos, fazendo prevalecer os valores
coletivos sobre os individuais, sem que sejam desconsiderados os valores inerentes à pessoa, o que se
verifica na previsão do instituto do abuso de direito.
(D) A eticidade provocou a opção antropocêntrica da codificação civil, implicando na prevalência de
critérios éticos sobre os de natureza formal, o que se verifica nos institutos da lesão e do estado de perigo.
(E) A igualdade formal determinou o tratamento igualitário dos sujeitos de direitos e o afastamento de
regimes tutelares, o que se verifica no afastamento de um regime de proteção dos incapazes, presentes na
anterior codificação civil.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 50 (DPE/PR - 2012) É correto afirmar:


(A) A pessoa jurídica, porque não titulariza direitos subjetivos referentes à dignidade da pessoa humana, não
é titular de direitos da personalidade, embora possa sofrer dano moral.
(B) A indenização por dano estético, na qualidade de espécie de dano moral, abarca este, não havendo falar
em responsabilização autônoma do agente ofensor com relação aos danos psicológicos.
(C) É cabível a recusa do pagamento da indenização acidentária civil baseada na falta de pagamento do
prêmio do seguro obrigatório de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres
(DPVAT).
(D) O absolutamente incapaz não responde pelos danos que causar, tendo em vista a responsabilidade
privativa de seus pais ou responsáveis.
(E) No caso de deterioração da coisa alheia, provocada para remover perigo iminente provocado por
terceiro, assistirá ao proprietário da coisa direito a indenização a ser paga pelo causador direto do dano,
ainda que à luz da lei civil este não tenha cometido ato ilícito.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 24 (DPE/MA - 2015) Em relação à personalidade e à capacidade da pessoa natural, analise as
assertivas abaixo.
I. Uma pessoa com dezesseis anos pode ser interditada.
II. Os atos jurídicos praticados por absolutamente in capaz são anuláveis.
III. A emancipação acarreta a antecipação da maioridade.
IV. Pela teoria concepcionista, o nascituro já tem personalidade jurídica antes do nascimento com vida.
V. Os pródigos são relativamente incapazes, de modo que podem praticar, validamente e sem assistência,
atos que não envolvam a administração direta de seus bens.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, III, IV e V.
(B) I, IV e V.
(C) II, IV e V.
(D) I, II e III.
(E) I, III e V.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 2 (DPE/PB - 2014) Carlos emprestou R$ 1.000,00 a Pedro, sócio da "Construtora Bertolai
Ltda.", empresa de grande porte. O contrato foi formalizado em instrumento subscrito por duas testemunhas.

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Na data em que o dinheiro deveria ser devolvido, Pedro negou-se ao pagamento, afirmando insuficiência de
recursos. Diante do inadimplemento, Carlos ajuizou execução de título executivo extrajudicial, contra a qual
não foram opostos embargos. Na fase de indicação de bens à penhora, constatou-se somente que Pedro não
possuía bens penhoráveis. Por esta razão, Carlos requereu desconsideração inversa da personalidade
jurídica, a qual deverá ser
(A) indeferida, pois a mera ausência de bens penhoráveis não autoriza o pedido.
(B) deferida, pois a empresa de que Pedro é sócio possui condições suficientes para pagar o débito.
(C) deferida apenas se provado que Pedro ostenta cargo de gerência na empresa de que é sócio.
(D) indeferida, pois não é possível a desconsideração inversa da personalidade jurídica.
(E) deferida, pois se está diante de relação de consumo.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 13 (DPE/PB - 2014) Analise as proposições abaixo.


I. A sentença que declara a interdição produz efeitos apenas depois do trânsito em julgado.
II. O Ministério Público sempre tem legitimidade para promover a interdição.
III. Não se estabelecem limites à curatela da pessoa sem discernimento para os atos da vida civil.
A respeito da curatela, está correto o que se afirma em
(A) I e III, apenas.
(B) III, apenas.
(C) I, II e III.
(D) I, apenas.
(E) II, apenas.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 78 (DPE/DF - 2013)Aqueles que, independentemente da existência de grau de parentesco,
tiverem sobre os bens do ausente direito dependente de sua morte possuem legitimidade, como interessados,
em requerer que se declare a ausência e se abra provisoriamente a sucessão.
“CERTO”

QUESTÃO 79 (DPE/DF - 2013 ) O ordenamento jurídico pátrio garante que toda pessoa é capaz de direitos
e deveres na ordem civil, de maneira que tal proteção depende necessariamente do nascimento com vida,
momento em que adquire a personalidade civil.
“ERRADO”

QUESTÃO 80 (DPE/DF - 2013 ) Se dois ou mais indivíduos falecerem na mesma ocasião, não se podendo
averiguar se a morte de algum dos comorientes precedeu à dos outros, será presumido que a morte do mais
idoso ocorreu primeiro.
“ERRADO”
QUESTÃO 2 (DPE/PR - 2015) Caso determinada rede de rádio, por informações veiculadas em sua
programação, atinja a honra e a imagem do próprio Estado, será admitida, nessa hipótese, ação indenizatória
por dano moral pelo ente federativo em desfavor da empresa de radiodifusão, devendo o locutor responder
regressivamente se tiver agido com dolo ou culpa. Nesse caso, se o locutor for economicamente
hipossuficiente, deverá a DP atuar na defesa dele.
“ERRADO”
QUESTÃO 4 (DPE/PR - 2015) A exagerada e indefinida exploração midiática de crimes e tragédias
privadas deve ser impedida, a fim de se respeitar o direito ao esquecimento das vítimas de crimes e, assim,
preservar a dignidade da pessoa humana.

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“CERTO”

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DIA 02
6 Fatos jurídicos: Conceito e Classificação. Aquisição, modificação, defesa e extinção de direitos.
Negócio jurídico. Atos jurídicos – elementos essenciais, classificação e modalidades. Defeitos e
invalidade dos atos. 7 Prescrição e decadência. 8 Atos ilícitos. Abuso do direito. Enriquecimento
ilícito. Causas excludentes de ilicitude. Prova. 9 Responsabilidade civil. Indenização por Danos.
Liquidação dos danos. Responsabilidade civil por perda de uma chance.

Detalhadamente:
 Esse conjunto de pontos é extremamente importante.
 Sobre fatos jurídicos, indico o estudo mais aprofundado de defeitos e invalidade dos atos. Mas de
forma breve.
 O estudo mais importante desse dia é referente a Responsabilidade Civil: focar na indenização por
danos e na perda de uma chance. Ver casos jurisprudenciais do STJ. Esse tema pode ser estudado
também em Consumidor.

Vejamos, agora de forma ainda mais detalhada!


Detalhadamente para fatos jurídicos, prescrição/decadência e provas:
 Terminar a parte geral com muita atenção para negócios jurídicos e seus vícios, além de
condição, termo e encargo.
 Planos da existência, validade e eficácia. Nulidade e anulabilidade (distinções).
 Simulação X dissimulação (diferenças e subsistência do negócio dissimulado).
 Focar em todos os vícios do negócio jurídico (tema recorrente). Enfoque para a fraude
contra credores, que é o mais cobrado (comparar com a fraude à execução). Cuidado com a
ação pauliana.
 Para Ministério Público, focar nos vícios em virtude da incapacidade (menoridade, doença
mental etc). Mas reitero: todo o tema de defeitos é muito importante.
 Cuidado, ainda, com a representação, pois possui relação com o contrato de mandado, um
dos mais cobrados. Vide contrato consigo mesmo.
 Prescrição e decadência merecem muita atenção. Não se preocupem em decorar os prazos
prescricionais (saibam o prazo geral, bem como os mais importantes, como o da
responsabilidade civil).
 Atenção, ainda, para a prescrição das pretensões contra a Fazenda Pública. Prescrição de
trato sucessivo e do fundo do direito (relacionado à Administração Pública). Prescrição dos
atos de tortura praticados durante o regime militar.
 Veja até decorar todas as distinções entre prescrição e decadência. Possibilidade de
conhecimento de ofício e obrigação natural.
 Regra de transição entre os prazos previstos no CC1916 e no CC2002 (qual prazo aplicar).
 OBS- A diferença entre prescrição e decadência é recorrente em provas, tanto na primeira,
como em segundas fases.
 Provas- apenas lei seca, pois é tema que será estudado em processo civil.
 Art. 104 a 232.

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Detalhadamente para responsabilidade civil:
 Responsabilidade Civil - basta a teoria geral (requisitos para sua configuração), bem como a
reparação. Responsabilidade Civil Objetiva e Subjetiva. Casos de responsabilidade objetiva.
Juros e correção monetária. Incidência em tema de responsabilidade civil.
 Abuso de direito (responsabilidade objetiva para a doutrina majoritária). Tema muito
recorrente.
 Dano moral. Finalidade da indenização. Dano moral e pessoa jurídica, inclusive de direito
público.
 Teoria dos danos diretos e imediatos. Dano in re ipsa (casos).
 Excludentes da responsabilidade. Caso fortuito e força maior. Fortuito interno e externo
(especialmente na atividade bancaria).
 Tome cuidado com a responsabilização no transporte aéreo, especialmente no tema de
indenização tarifada X CDC.
 Fora isso, basta ler o CC seco para as formas específicas de responsabilização civil.
Responsabilidade civil dos menores também cai certa com frequência (saber se os pais
respondem ou não por atos de seus filhos).
 Foco na teoria geral da responsabilidade civil - elementos, pressupostos e consequências.
 Artigos a serem lidos: 185 a 188 e 927 a 954.

Casos específicos de responsabilidade civil:


 Responsabilidade Civil do Fornecedor (tópicos do CDC) - importante o estudo (tema de
direito do consumidor). Distinção entre defeito e vício do produto e do serviço. Identificar o
responsável em cada um dos casos. Responsabilidade do profissional liberal.
Responsabilidade subjetiva X objetiva no CDC. Fortuito interno X fortuito externo
(especialmente no serviço bancário). Desconsideração da personalidade jurídica (teoria
menor)
 Leitura do CDC art. 12 a 28.
 OBS- podem optar por estudar esse dia apenas em direito do consumidor, o importante é
estudarem (mas só uma vez).
 Responsabilidade civil ambiental também merece grande destaque, mas será estudada na
matéria específica. Lembrem-se, desde já, de que ela é objetiva fundada no risco integral.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 02 (DPE/MT - 2016) No que se refere à responsabilidade civil, assinale a afirmativa
INCORRETA.
(A) O incapaz não responde pelos prejuízos que causar, ainda que as pessoas por ele responsáveis não
tenham obrigação de fazê-lo ou não disponham de meios suficientes.
(B) A indenização mede-se pela extensão do dano, mas se houver excessiva desproporção entre a gravidade
da culpa e o dano, poderá o juiz reduzi-la equitativamente.
(C) Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou
quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os
direitos de outrem.
(D) Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu, absoluta ou relativamente incapaz.
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(E) O credor que demandar o devedor antes de vencida a dívida, fora dos casos em que a lei o permita,
ficará obrigado a esperar o tempo que faltava para o vencimento, a descontar os juros correspondentes,
embora estipulados, e a pagar as custas em dobro.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 03 (DPE/MT - 2016) Sobre a prescrição e a decadência, assinale a afirmativa correta.
(A) Não corre prescrição contra o relativamente incapaz.
(B) O termo inicial da prescrição nas ações de indenização é a data do fato, e não a data em que restar
constatada a lesão ou seus efeitos, em observância ao princípio da actio nata.
(C) A renúncia à prescrição poderá ser expressa ou tácita e deve ser realizada depois que se consumar.
(D) A interrupção da prescrição, que somente poderá ocorrer uma vez, dar-se-á por qualquer ato, judicial ou
extrajudicial, que constitua em mora o devedor.
(E) A renúncia à decadência fixada em lei será válida, mas não se admite, nesse caso, a modalidade tácita.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 06 (DPE/MT - 2016) No que se refere à responsabilidade civil, analise as assertivas abaixo.
I - A ausência de registro de transferência no DETRAN implica a responsabilidade do antigo proprietário
por dano resultante de acidente que envolva o veículo alienado.
II - A empresa locadora de veículos responde, subsidiariamente ao locatário, pelos danos por este causados a
terceiros, no uso do carro locado.
III - Tratando-se de engavetamento de veículos, aplica-se a teoria do corpo neutro para eximir de
responsabilidade o proprietário ou o condutor do veículo que foi lançado contra o patrimônio de terceiro por
força de colisão prévia a que não deu causa.
IV - Agindo em estado de necessidade, o condutor de veículo desvia de uma criança que invadira a pista de
rolamento. Em razão da manobra, aquele danifica patrimônio de terceiro. Nesse caso, em relação ao terceiro
não responsável pelo perigo, subsiste a responsabilidade do condutor do veículo.
V - No contrato de transporte prestado por empresa de ônibus, a falha mecânica consistente no
desprendimento de uma das rodas do veículo gera danos físicos ao transportado. Nesse caso, a existência de
fortuito interno exclui a responsabilidade da empresa.

Estão corretas as assertivas


(A) I, II e III, apenas.
(B) IV e V, apenas.
(C) I, II e V, apenas.
(D) I, II, III e IV, apenas.
(E) III e IV, apenas.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 42 (DPE/MG - 2014) Considerando o instituto da responsabilidade civil no Código Civil,
analise as afirmativas a seguir.
I. Partindo do pressuposto de que a indenização se mede pela extensão do dano, no caso de excessiva
desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, o juiz poderá reduzir, equitativamente, a indenização.
II. Os credores de indenização por dano por morte fixada na forma de pensão mensal têm o direito de exigir
que o causador do ilícito pague de uma só vez todo o valor correspondente.
III. A indenização por ofensa à liberdade pessoal (cárcere privado, prisão por queixa, denúncia falsa e de
má-fé, além da prisão ilegal) fica condicionada à prova de prejuízo material.
IV. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver pago daquele por quem
pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu absoluta ou relativamente incapaz.

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Estão CORRETAS as afirmativas
A) III e IV apenas.
B) I e IV apenas.
C) II e III apenas.
D) I e II apenas.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 27 (DPE/AM - 2013) São nulos os atos


(A) praticados com a reserva mental de se descumprir a avença, tenha ou não conhecimento do fato o
destinatário da
manifestação.
(B) emanados de erro substancial que poderia ser percebido por pessoa de diligência normal, em face das
circunstâncias do
negócio.
(C) quando a lei taxativamente os declarar nulos ou lhes proibir a prática sem cominar sanção.
(D) praticados sob coação ou em fraude contra credores.
(E) praticados pelos relativamente incapazes.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 28 (DPE/AM - 2013) A prescrição


(A) deve ser arguida em preliminar de contestação, sob pena de preclusão.
(B) não corre contra o relativamente incapaz.
(C) pode ser convencionada entre as partes.
(D) não corre contra ascendentes e descendentes, mesmo depois de extinto o poder familiar.
(E) é interrompida pelo protesto cambial.

GABARITO: “E”

Atenção: Para responder às questões de números 30 a 32 (DPE/AM - 2013) considere o caso abaixo.
“Menor de 17 anos, por culpa, lesiona pessoa capaz, causando danos materiais. Reside com o pai e é
órfão de mãe.”

QUESTÃO 30 (DPE/AM - 2013) Considerando que o menor não é emancipado, ele


(A) jamais responderá pelos prejuízos, por ser incapaz.
(B) responderá subsidiariamente pela totalidade dos prejuízos, caso o pai não disponha de meios suficientes.
(C) responderá subsidiária e equitativamente pelos prejuízos, caso o pai não disponha de meios suficientes.
(D) responderá solidariamente pela totalidade dos prejuízos.
(E) responderá solidária e equitativamente pelos prejuízos.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 31 (DPE/AM - 2013) Considerando que o menor não é emancipado, o pai


(A) não responderá pelos prejuízos se o filho dispuser de meios suficientes.
(B) responderá direta e objetivamente pelos prejuízos que o filho houver causado.
(C) responderá direta e subjetivamente pelos prejuízos que o filho houver causado.
(D) responderá subsidiária e objetivamente pelos prejuízos que o filho houver causado.
(E) responderá subsidiária e subjetivamente pelos prejuízos que o filho houver causado.

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GABARITO: “B”

QUESTÃO 32 (DPE/AM - 2013) Considerando que o menor foi emancipado, por ato voluntário do pai,
(A) o filho responderá sozinho pelos prejuízos.
(B) pai e filho responderão solidária e equitativamente pelos prejuízos.
(C) o pai responderá sozinho pela totalidade dos prejuízos.
(D) pai e filho responderão solidariamente pela totalidade dos prejuízos.
(E) o filho responderá sozinho, mas equitativamente, pelos prejuízos.
GABARITO: “D”

QUESTÃO 49 (DPE/PR - 2012) Sobre o Sistema de Responsabilidade Civil é correto afirmar:


(A) No caso de atropelamento por veículo dirigido profissionalmente, a pretensão de reparação civil das
escoriações
e fraturas sofridas, pelo pedrestre, sob o prisma do Direito Civil, exigirá a prova da culpa do motorista
ofensor.
(B) Moradora de Curitiba perdeu o horário para realização de prova de segunda fase de concurso realizado
em Manaus em razão de atraso no voo devido à greve dos pilotos de determinada companhia aérea. Esta
situação caracteriza o chamado dano reflexo ou por ricochete.
(C) Pessoa embriagada, que atravessa larga avenida fora da faixa de segurança e correndo, vindo a ser
atropelada por motorista que trafegava acima do limite de velocidade, deve ser indenizada integralmente,
com base no princípio da restitutio in integrum.
(D) Microempresário contrata as empresas X e Y para o transporte cumulativo de uma carga que deixa de
ser entregue em seu destino. Nesse caso, cada transportador deve responder pelo eventual descumprimento
do contrato relativamente ao respectivo percurso, podendo opor tratar-se de obrigação de meio.
(E) Famoso artista de rua, que tem sua imagem veiculada em propaganda comercial sem sua autorização,
terá direito à indenização, independentemente da demonstração de seu prejuízo.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 34 (DPE/RS - 2014) Conforme a teoria das invalidades e as categorias sistematizadas pelo
Código Civil de 2002, considera-se como nulidade absoluta a situação em que o sujeito
(A) confessa dívida em favor de amigo para fraudar a esposa deste em processo de separação.
(B) assina caução excessivamente onerosa a instituição hospitalar por estar premido da necessidade de salvar
familiar.
(C) adquire bem com qualidade essencial que este não possui, em razão de induzimento doloso por parte do
vendedor.
(D) realiza negócio jurídico contra sua vontade, em razão de ameaça praticada pelo declaratário contra o
declarante e sua família.
(E) pratica doação de patrimônio que o coloca em situação de insolvência, com o objetivo de prejudicar
credores.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 49 (DPE/PR - 2012) Sobre o Sistema de Responsabilidade Civil é correto afirmar:
(A) No caso de atropelamento por veículo dirigido profissionalmente, a pretensão de reparação civil das
escoriações e fraturas sofridas, pelo pedrestre, sob o prisma do Direito Civil, exigirá a prova da culpa do
motorista ofensor.
(B) Moradora de Curitiba perdeu o horário para realização de prova de segunda fase de concurso realizado
em Manaus em razão de atraso no voo devido à greve dos pilotos de determinada companhia
aérea. Esta situação caracteriza o chamado dano reflexo ou por ricochete.
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(C) Pessoa embriagada, que atravessa larga avenida fora da faixa de segurança e correndo, vindo a ser
atropelada por motorista que trafegava acima do limite de velocidade, deve ser indenizada integralmente,
com base no princípio da restitutio in integrum.
(D) Microempresário contrata as empresas X e Y para o transporte cumulativo de uma carga que deixa de
ser entregue em seu destino. Nesse caso, cada transportador deve responder pelo eventual descumprimento
do contrato relativamente ao respectivo percurso, podendo opor tratar-se de obrigação de meio.
(E) Famoso artista de rua, que tem sua imagem veiculada em propaganda comercial sem sua autorização,
terá direito à indenização, independentemente da demonstração de seu prejuízo.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 27 (DPE/MA - 2015) A respeito da responsabilidade civil, é correto afirmar:
(A) No contrato de transporte oneroso de pessoas, o transportador responde pelos danos causados às
pessoas transportadas, mas não responde por eventuais danos causados às bagagens transportadas caso haja
cláusula excludente da responsabilidade.
(B) A responsabilidade extracontratual objetiva se caracteriza pela responsabilidade independentemente
de ter o causador do dano agido com dolo ou culpa, razão pela qual não pode ser afastada em razão de
caso fortuito ou de força maior.
(C) O incapaz responde subsidiariamente pelos prejuízos que causar, somente caso seus responsáveis não
tenham obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes, mas a indenização deve ser fixada por
equidade e não poderá privar o incapaz do necessário para a sua manutenção.
(D) Nas hipóteses em que o ato ilícito retira da vítima a oportunidade de obter uma situação futura melhor,
como por exemplo quando em razão do ato ilícito a vítima foi impedida de participar de um concurso
público, está diante de lucros cessantes, fazendo jus a indenização no valor dos salários que a vítima
receberia caso fosse aprovada no concurso.
(E) A cláusula penal compensatória tem a finalidade de compensar os prejuízos causados pelo atraso no
cumprimento da obrigação avençada, ao passo que a cláusula penal moratória serve como forma de pré-fixar
o valor mínimo da indenização no caso de descumprimento da obrigação.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 5 (DPE/PB - 2014) Sônia é proprietária de uma pousada. Marina, sua, vizinha, cria codornas.
Segundo Sônia, o forte cheiro das codornas atrapalharia seu negócio. Por tal razão, com a intenção de
afugentar as codornas, mas também imaginando que poderia entreter seus clientes, passou, com autorização
do órgão ambiental, a criar corujas, as quais acabaram por dizimar as codornas. Sônia cometeu ato
(A) ilícito, pois agiu com dolo direto de matar as codornas, podendo Marina, em razão de tal fato,
postular indenização.
(B) lícito, pois não é obrigada a tolerar atividade danosa a seus negócios.
(C) lícito, pois a criação das corujas foi autorizada pelo órgão ambiental, podendo Marina, entretanto, em
razão dos prejuízos que experimentou, postular indenização.
(D) ilícito, pois excedeu abusivamente os limites impostos pela boa-fé objetiva e pela finalidade social do
negócio, podendo Marina, em razão de tal fato, postular indenização.
(E) imoral, porém lícito, uma vez que fundado em exercício regular do direito.
GABARITO: “D”

QUESTÃO 6 (DPE/PB - 2014) Durante partida de futebol, Filipe envolveu-se em uma briga e passou,
abruptamente, a desferir pontapés em todos a seu redor, atingindo inclusive o árbitro, Mário, que tentava
separar a contenda. Muito ferido, Mário ajuizou ação de indenização contra Filipe. Por sua vez, este fez
prova de que não teve a intenção de acertar Mário. O pedido deverá ser julgado
(A) procedente, pois Filipe agiu com culpa, devendo ser responsabilizado subjetivamente.
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(B) improcedente, pois Filipe provou não existir um dos elementos para a responsabilização civil.
(C) procedente, pois Filipe agiu com culpa, devendo ser responsabilizado objetivamente.
(D) procedente, pois Filipe agiu em abuso do direito, devendo ser responsabilizado objetivamente.
(E) procedente, pois Filipe agiu em abuso do direito, devendo ser responsabilizado subjetivamente.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 7 (DPE/PB - 2014) Aos 12 anos, João foi violentamente espancado por Reginaldo, vizinho de
seus pais, o qual lhe desferiu golpes de vara e chicotadas, que deram causa a danos morais e estéticos. Seis
anos depois, ajuizou ação compensatória contra Reginaldo. Este, por sua vez, alegou prescrição. A
alegação de Reginaldo
(A) deve ser acolhida, possuindo João ação contra seus pais ou representantes legais.
(B) não deve ser acolhida, pois não transcorreu o lapso prescricional.
(C) deve ser acolhida, não possuindo João ação contra seus pais ou representantes legais.
(D) não deve ser acolhida, pois as ações condenatórias são sujeitas a prazo decadencial.
(E) não deve ser acolhida, pois os direitos da personalidade são imprescritíveis.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 8 (DPE/PB - 2014) Ângela firmou contrato com Ana Lúcia obrigando-se a entregar-lhe um
vestido. Antes da tradição, porém, utilizou o vestido em uma festa e derrubou vinho sobre o tecido,
causando manchas no bem. Ana Lúcia poderá
(A) aceitar o vestido, ou o equivalente em dinheiro, desde que renuncie às perdas e danos.
(B) postular somente o equivalente em dinheiro, desde que renuncie ao recebimento do vestido.
(C) aceitar o vestido, ou o equivalente em dinheiro, além de postular perdas e danos.
(D) apenas postular perdas e danos.
(E) aceitar o vestido, apenas, desde que renuncie às perdas e danos.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 82 (DPE/DF - 2013 ) Os prazos da prescrição podem ser alterados por acordo entre as partes,
podendo, ainda, a parte por ela beneficiada alegá-la em qualquer grau de jurisdição.
“ERRADO”

QUESTÃO 83 (DPE/DF - 2013 ) A interrupção da prescrição, que pode ser promovida por qualquer
interessado, pode ocorrer uma única vez. Entre as causas da interrupção inclui-se o despacho do juiz, ainda
que incompetente, que ordenar a citação, se o interessado a promover no prazo e na forma da lei processual.
“CERTO”

QUESTÃO 84 (DPE/DF - 2013 ) Salvo disposição legal em contrário, não se aplicam à decadência as
normas que impedem, suspendem ou interrompem a prescrição, devendo o juiz conhecê-la de ofício nos
casos estabelecidos em lei. Se a decadência for convencional, a parte a quem aproveita poderá alegá-la em
qualquer grau de jurisdição, não podendo o juiz suprir a alegação.
“CERTO”

QUESTÃO 85 (DPE/DF - 2013 ) A violação do direito gera, para seu titular, a pretensão, a qual se pode
extinguir pela prescrição, que continua a transcorrer com relação ao sucessor, em caso de falecimento do
titular.
“CERTO”

QUESTÃO 86 (DPE/DF - 2013 ) O juiz não pode suprir de ofício a alegação de prescrição, salvo para
favorecer o absolutamente incapaz.
“ERRADO”
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DIA 03
11 Direito das coisas. Posse e propriedade: classificação, aquisição, perda e proteção. Função social
e ambiental da posse e da propriedade. 12 Direito das coisas. Direitos de vizinhança. Condomínio
em geral. Condomínio edilício (Código Civil e suas alterações, artigos 1.331 a 1.358; Lei nº 4.591/1964 e
suas alterações). Direitos sobre coisa alheia: uso, usufruto, habitação e servidão. Direito de
Superfície. Direito de Sobrelevação. 13 Propriedade resolúvel. Propriedade fiduciária. Alienação
fiduciária em garantia. 14 Compromisso de venda e compra. 15 Garantias de dívidas: penhor e
hipoteca.

Detalhadamente:
 Acerca do direito das coisas, estudar a distinção entre propriedade e posse, perda e proteção da
posse, direito de sobrelevação (direito de laje), patrimônio de afetação, função social da posse,
usucapião e suas modalidades, impossibilidade de usucapião de bem público mas possibilidade de
proteção da ocupação de terreno público em fase de terceiros (posse ad interdicta – ver recente
julgado do STF, Relatoria de Carmem Lúcia), concessão especial de uso para fins de moradia. Aqui
recomendamos o livro do Marco Aurélio Bezerra de Melo, que foi Defensor Estadual no RJ –
Direito das Coisas. É uma obra bem voltada para a DPE, com temas relevantes como legitimação
de posse, usucapião coletiva, sobrelevação, patrimônio de afetação, etc.
 Foco nos direitos da vizinhança, condomínio edilício, usufruto, habitação e servidão.
 Além disso, estudem a Propriedade resolúvel, Alienação fiduciária em garantia, compromisso de
compra e venda, penhor e hipoteca.
 Atentar para jurisprudência sobre bem de família.

Ainda mais detalhado para teoria geral dos direitos reais:


 Inicialmente, o aluno deve saber distinguir direitos reais, pessoais e mistos.
 Saibam bem posse – especialmente a classificação – teoria objetiva e subjetiva, formas de
aquisição e efeitos da posse. Foco nas consequências decorrentes da posse de boa e de má-
fé. Vide as ações de força nova e força velha (cabimento da liminar específica e de liminar
geral).
 Quanto aos direitos reais propriamente ditos, vamos focar em propriedade. Evolução da
propriedade (mitigação de seu caráter absoluto). Atributos do direito de propriedade e
direito de sequela. Propriedade do solo e dos recursos minerais (cai também em
constitucional).
 Em aquisição da propriedade, tomem cuidado redobrado com a usucapião (tema de maior
incidência em se tratando de direitos reais). Atenção para as espécies especiais de
usucapião, principalmente as constitucionais (para fins de moradia e rural). Usucapião no
caso de abandono do lar pelo cônjuge. Usucapião de bens públicos.
 Desapropriação judicial (saibam o que é, bem como os requisitos).
 Regras do condomínio tradicional e em edifícios.
 Artigos 1.196 a 1.276 do Código Civil.
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Detalhadamente para direitos reais sob coisa alheia:
 Para os direitos reais menores sugiro uma sinopse, somada à leitura da legislação. Saibam
os conceitos e a lei seca. Ex: saibam o que é propriedade fiduciária e leiam o art. 1.361 a
1.368-B.
 Novos direitos reais, mormente o direito de laje (apenas conceito e lei seca (art. 1.510-A).
 Atenção para eventuais julgados e súmulas (especialmente em servidão parente ou não).
 Regras de loteamento (leitura rápida da legislação).
 Vejam os direitos reais com mais inclinação social, como o usufruto, o uso e a habitação.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 07 (DPE/MT - 2016) Acerca da aquisição de propriedade por meio de usucapião, marque V para
as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua como sua, por cinco anos
ininterruptos, sem oposição, área de terra em zona rural não superior a cinquenta hectares, tornando-a
produtiva por seu trabalho ou de sua família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade, ainda que
inexistente o justo título.
( ) Aquele que exercer, por 2 (dois) anos ininterruptamente e sem oposição, posse direta, com exclusividade,
sobre imóvel urbano de até 250 m² (duzentos e cinquenta metros quadrados) cuja propriedade divida com
ex-cônjuge ou ex-companheiro que abandonou o lar, utilizando-o para sua moradia ou de sua família,
adquirir-lhe-á o domínio integral, desde que não seja proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
( ) A decisão que reconhece a aquisição da propriedade de bem imóvel não afasta a hipoteca judicial que
anteriormente tenha gravado o referido bem.
( ) O imóvel rural cuja área seja inferior ao "módulo rural" estabelecido para a região (art. 4º, III, da Lei
nº 4.504/1964) não poderá ser adquirido por meio de usucapião especial rural.
( ) Aquele que possuir coisa móvel como sua, contínua e incontestadamente durante três anos, com justo
título e boa-fé, adquirir-lhe-á a propriedade.

Assinale a sequência correta.


(A) V, F, F, V, V
(B) V, V, F, F, V
(C) F, F, V, F, F
(D) F, V, F, V, V
(E) V, F, V, F, F
GABARITO: “B”

QUESTÃO 41 (DPE/MG - 2014) Considerando o instituto da posse no Código Civil, analise as afirmativas
a seguir.
I. O possuidor de boa-fé tem direito à indenização das benfeitorias necessárias e úteis, abrangendo,
inclusive, o direito de retenção pelo seu valor.
II. Aquele que edifica em terreno próprio com materiais alheios responde por perdas e danos, ainda que
tenha agido de boa-fé.
III. Contra o terceiro que recebeu a coisa esbulhada, ainda que não soubesse que o era, pode o possuidor
intentar ação de esbulho ou de indenização.
IV. Terá direito a indenização, se agiu de boa-fé, aquele que semeia, planta ou edifica em terreno alheio.

Estão CORRETAS as afirmativas


A) I e III apenas.
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B) II e III apenas.
C) I e IV apenas.
D) II e IV apenas.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 33 (DPE/AM - 2013) A posse


(A) é de má-fé mesmo que o possuidor ignore o vício.
(B) é adquirida quando se detém a coisa a mando de outrem.
(C) pode ser oposta ao proprietário.
(D) não pode ser defendida, em juízo, pelo possuidor indireto.
(E) quando turbada, autoriza o ajuizamento de ação de reintegração.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 51 (DPE/PR - 2012) Acerca da propriedade e de suas formas de aquisição, aquele que
(A) possui ininterruptamente, há seis anos, imóvel urbano com 130 metros quadrados, contíguo com imóvel
de sua propriedade com 80 metros quadrados, tem direito ao usucapião urbano.
(B) estabeleceu sua moradia habitual há sete anos em determinado imóvel, após firmar e adimplir com os
ditames de contrato de compra e venda registrado e recentemente anulado por falta de capacidade civil do
vendedor, terá de aguardar mais três anos para adquirir direito à aquisição da propriedade por usucapião.
(C) reivindica extensa área de terras de sua propriedade, atualmente ocupada por trinta famílias que
ingressaram a nove anos no local, de boa-fé, em razão de um processo irregular de loteamento, vindo a
urbanizar a área com recursos próprios, pode vir a
ser privado da coisa, desde que devidamente indenizado pelos possuidores.
(D) invadiu imóvel alheio e ali estabeleceu sua moradia habitual há onze anos, cultivando no local hortaliças
para venda na região, terá de aguardar mais quatro anos para adquirir direito à aquisição da propriedade por
usucapião.
(E) possuiu de forma contínua e de boa-fé bem móvel como seu pelo período de dois anos, tem direito à
aquisição da propriedade por usucapião.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 36 (DPE/SP - 2015) Considere os enunciados a seguir:
I. O usufruto deducto possui natureza jurídica de direito real de fruição de caráter temporário, de origem
voluntária, e, se incidente sobre bem imóvel, torna-se eficaz com o registro do título no cartório de registro
de imóveis, retroagindo seus efeitos à data da prenotação.
II. O usufruto pode ser instituído por testamento ou por ato inter vivos, já o fideicomisso é constituído
apenas por meio de testamento. Aproximam-se os institutos visto que em ambos preserva-se o direito sobre
o bem a dois titulares. No entanto, uma das diferenças entre eles é que, no usufruto, se morrer antes o nu-
proprietário, seus herdeiros herdarão apenas a nuapropriedade, permanecendo o usufrutuário com seus
direitos reais limitados; já no fideicomisso, falecendo o fideicomissário, salvo disposição a respeito, seus
herdeiros não lhe herdam o direito e o fiduciário torna-se pleno proprietário.
III. O direito real de habitação previsto nas normas que tratam da sucessão legítima, diferentemente do
usufruto, decorre da lei e independe de registro, sendo atribuível apenas ao cônjuge supérstite casado no
regime da comunhão parcial de bens e incidindo, por analogia, na união estável.
IV. Constituído o usufruto por ato inter vivos em favor de duas pessoas casadas, no caso de morte de uma
delas, subsistirá na totalidade o usufruto para o cônjuge sobrevivo, por força de lei; é o chamado “direito de
acrescer”.

144
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V. A locação, diferentemente do usufruto, é um direito de natureza obrigacional, o que explica a
possibilidade de um adquirente de imóvel locado exercer o direito de denúncia da locação no prazo
decadencial de 90 (noventa) dias a contar da aquisição da propriedade (em casos de locação por tempo
indeterminado e inexistente cláusula de vigência averbada junto à matrícula do imóvel). Já no caso de
alienação da nua-propriedade, a situação do usufrutuário permanecerá inalterada, em face da oponibilidade
do direito real.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, III e V.
(B) I, III e IV.
(C) I, II e IV.
(D) I, II e V.
(E) III, IV e V.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 38 (DPE/SP - 2015) Acerca dos institutos da posse e da usucapião,
(A) a união de posses pode se verificar inter vivos ou por meio de sucessão. Nesta última hipótese, caso
os herdeiros ignorem eventuais vícios da posse, poderão alegar tal desconhecimento em sua defesa,
dando causa ao convalescimento da posse.
(B) atualmente há previsão legal da usucapião administrativa no âmbito da regularização fundiária, nos
casos em que o título de legitimação de posse é convertido em propriedade.
(C) o possuidor de boa-fé tem direito aos frutos percebidos e, mesmo após a citação em ação reivindicatória,
não responde pelos frutos colhidos.
(D) a usucapião especial urbana atinge imóveis ocupados por cinco anos ininterruptos e utilizados para
moradia do ocupante ou de sua família, desde que não seja proprietário de outro imóvel. Ainda, o bem
deve possuir no máximo 250 m2 e obedecer a fração mínima de parcelamento.
(E) a usucapião ordinária ocorre quando o ocupante de boa-fé possui o imóvel por dez anos, de forma
contínua e pacífica, e com justo título, documentado por compromisso de compra e venda, ainda que recaia
sobre o bem cláusula de inalienabilidade, de ciência do possuidor.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 28 (DPE/RS - 2014) José da Silva tomou conhecimento da existência de uma rudimentar casa
urbana de veraneio, construída sobre um terreno de 300 m2, que estava desocupada e, com sua esposa e dois
filhos, esbulhou o imóvel em 5 de abril de 1998. Desde então, estabeleceu no imóvel sua moradia habitual,
mantendo posse com ânimo de dono, de forma pública, contínua, mansa e pacífica. Em 10 de junho de 2010,
por contrato particular de compra e venda, José alienou o imóvel a Pedro de Souza, pelo valor de R$
14.000,00, tendo o comprador passado a utilizar o imóvel também para sua moradia, mantendo as mesmas
características da posse exercida pelo vendedor. Em 10 de junho de 2014, Pedro recebeu citação em ação
reivindicatória ajuizada pelo espólio do proprietário registral do imóvel, procurando a Defensoria Pública
para a defesa de seus direitos. Nesse caso, Pedro
(A) poderá, em sua defesa, alegar a ocorrência da prescrição aquisitiva, na modalidade extraordinária, hábil
a ensejar a improcedência da ação reivindicatória contra si manejada.
(B) não poderá alegar, tanto em sua defesa na ação petitória quanto em ação autônoma de usucapião, a
ocorrência da prescrição aquisitiva, uma vez que a simples citação na ação ajuizada pelo espólio do
proprietário registral interrompe a posse ad usucapionem.
(C) não poderá, em sua defesa, alegar a ocorrência da prescrição aquisitiva, podendo, entretanto, ajuizar
ação autônoma de usucapião extraordinária.
(D) não poderá alegar, tanto em sua defesa na ação petitória quanto em ação autônoma de usucapião, a
ocorrência da prescrição aquisitiva, em qualquer de suas modalidades, pois não atingido prazo suficiente
para tanto.

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(E) não poderá alegar, tanto em sua defesa na ação petitória quanto em ação autônoma de usucapião, a
ocorrência da prescrição aquisitiva na modalidade extraordinária, pois, em que pese tenha implementado o
requisito temporal, a posse se originou em esbulho do vendedor.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 30 (DPE/RS - 2014) Considere as disposições da Lei de Registros Públicos (Lei no 6.015/73)
sobre o registro de imóveis.
I. A alienação de imóvel sobre o qual exista penhora registrada poderá ser normalmente levada a registro no
álbum imobiliário, pois descabe ao oficial de registro apreciar questões cujo deslinde pertença, com
exclusividade, aos órgãos jurisdicionais.
II. É admitido o registro de contratos particulares autorizados em lei, assinados pelas partes e testemunhas,
com as firmas reconhecidas, dispensado o reconhecimento quando se tratar de atos praticados por entidades
vinculadas ao Sistema Financeiro da Habitação.
III. Se o registro ou a averbação for omissa, imprecisa ou não exprimir a verdade, a retificação será feita
pelo Oficial do Registro de Imóveis competente, a requerimento do interessado, por meio de procedimento
administrativo, facultado ao interessado requerer a retificação por meio de procedimento judicial.
IV. O oficial de registro de imóveis não poderá deixar de registrar, na matrícula do imóvel, título que tenha
por objeto a sua alienação, mesmo que o bem não esteja matriculado ou registrado em nome do vendedor.
V. O registro de sentença que declara a usucapião depende da existência prévia da matrícula do imóvel, sem
a qual aquele não poderá ser levado a efeito.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) III e V.
(B) I, II e IV.
(C) I, II e III.
(D) II e IV.
(E) I, IV e V.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 51 (DPE/PR - 2012) Acerca da propriedade e de suas formas de aquisição, aquele que
(A) possui ininterruptamente, há seis anos, imóvel urbano com 130 metros quadrados, contíguo com imóvel
de sua propriedade com 80 metros quadrados, tem direito ao usucapião urbano.
(B) estabeleceu sua moradia habitual há sete anos em determinado imóvel, após firmar e adimplir com os
ditames de contrato de compra e venda registrado e recentemente anulado por falta de capacidade civil do
vendedor, terá de aguardar mais três anos para adquirir direito à aquisição da propriedade por usucapião.
(C) reivindica extensa área de terras de sua propriedade, atualmente ocupada por trinta famílias que
ingressaram a nove anos no local, de boa-fé, em razão de um processo irregular de loteamento, vindo
a urbanizar a área com recursos próprios, pode vir a ser privado da coisa, desde que devidamente indenizado
pelos possuidores.
(D) invadiu imóvel alheio e ali estabeleceu sua moradia habitual há onze anos, cultivando no local hortaliças
para venda na região, terá de aguardar mais quatro anos para adquirir direito à aquisição da propriedade por
usucapião.
(E) possuiu de forma contínua e de boa-fé bem móvel como seu pelo período de dois anos, tem direito à
aquisição da propriedade por usucapião.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 28 (DPE/MA - 2015) Sobre a posse injusta, é INCORRETO afirmar que
(A) é passível de convalescimento (interversão) em posse justa por ato consensual.
(B) pode ser apta a gerar usucapião (posse ad usucapionem).

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(C) ocorre somente quando a posse é violenta, clandes tina ou precária.
(D) permite ao possuidor injusto o direito à retenção em razão de benfeitorias úteis, desde que de boa-fé.
(E) ocorre quando o possuidor se apodera da coisa imbuído de má-fé.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 11 (DPE/PB - 2014) Ronaldo doou um imóvel a Renato e resguardou para si usufruto vitalício
sobre o bem. O contrato foi firmado por escritura pública e registrado no Cartório de Registro de Imóveis.
Passado algum tempo, Ronaldo resolveu ceder o exercício do usufruto a João, a título oneroso, enquanto
Renato houve por bem vender o imóvel a Daniela. Esta venda é
(A) possível, continuando existente o usufruto, em nome de Ronaldo, e podendo João exercê-lo, em razão da
cessão operada a seu favor.
(B) possível, embora extinga o usufruto.
(C) possível, continuando existente o usufruto, em nome de João, em razão da cessão operada em seu favor.
(D) impossível, pois feriria o direito de João, a quem foi cedido o exercício do usufruto.
(E) possível, embora a adquirente deva respeitar os direitos de Ronaldo, que continuou no exercício do
usufruto, uma vez que não é possível a cessão onerosa de seu exercício.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 37 (DPE/AC - 2012) Com relação ao instituto da posse, assinale a opção correta.
A) Ao conceituar a posse da mesma forma que seu antecessor, o Código Civil vigente filia-se à teoria
subjetiva da posse.
B) Possuidor indireto é aquele que detém poder físico sobre a coisa, mas apenas em cumprimento de ordens
ou instruções emanadas do possuidor direto ou de seu proprietário.
C) No constituto possessório, há inversão no título da posse com base em relação jurídica: aquele que
possuía em nome alheio passa a possuir em nome próprio, remanescendo o seu poder material sobre a coisa.
D) Ao possuidor de má-fé é facultado o ressarcimento por benfeitorias necessárias e úteis; contudo, esse
possuidor jamais obterá direito de retenção sobre as benfeitorias que tenha realizado.
E) Segundo entendimento jurisprudencial do STJ, não é possível a posse de bem público, pois sua ocupação
irregular representa mera detenção de natureza precária; portanto, na ação reivindicatória ajuizada pelo ente
público, não há que se falar em direito de retenção de benfeitorias, o qual pressupõe a existência de posse.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 9 Se João tiver ingressado no terreno de Pedro há seis meses, pacificamente, sem ocultar a
invasão, e lá construído um barraco, não se terá caracterizado, nessa situação hipotética, o esbulho, visto que
não ocorreu violência, clandestinidade ou precariedade, elementos caracterizadores da posse injusta.
“ERRADO”

QUESTÃO 10 Ainda que o usufruto tenha sido estabelecido com prazo determinado, o falecimento do
usufrutuário não gera direito à sucessão hereditária legítima desse usufruto.
“CERTO”

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DIA 04
16 Direito das obrigações. Definição, fontes e classificação. Modalidades. Obrigações de dar.
Obrigações de fazer e não fazer. Obrigações alternativas. Obrigações divisíveis e indivisíveis.
Obrigações civis e naturais, de meio e de resultado. Obrigação e solidariedade. 17 Transmissão das
obrigações. Cessão de Crédito. Assunção de dívida. 18 Extinção das obrigações. Adimplemento:
pagamento, pagamento em consignação; pagamento com sub-rogação; dação em pagamento,
novação com subrogação; novação; compensação; remissão; confusão. Pagamento indevido.
Inadimplemento das Obrigações. Mora. Juros. Correção monetária. Cláusula penal. Arras. Morte.
Incapacidade superveniente. Prisão Civil. 19 Atos unilaterais. Promessa de recompensa. Gestão de
negócios.

Detalhadamente:
 O dia 04 se refere ao estudo do Direito das Obrigações. Estudar as modalidades,
classificação das obrigações e a solidariedade.
 Focar também no que é usual cair na Defensoria Pública, como pagamento em consignação,
novação, dação em pagamento e inadimplemento das obrigações (Juros, mora, clausula
penal, arras, etc).

Vejam, ainda, o seguinte:


 Conceito e elementos das obrigações. Débito e responsabilidade. Obrigação natural.
Distinção entre direitos reais, pessoais e mistos (especialmente as obrigações propter rem).
 Foco nas espécies de obrigação (dar, fazer e não fazer). Obrigação de entregar coisa certa e
incerta (consequências da perda do bem). Obrigação alternativa e facultativa (distinção).
 Diferenças entre solidariedade e indivisibilidade. Regras aplicáveis a ambas (especialmente
quando da perda do objeto da obrigação).
 Cessão de débito, crédito e contrato. Foco especial na lei seca e doutrina para cessão da
posição contratual.
 Regras sobre pagamento, especialmente quem deve pagar e em que tempo e lugar
(obrigações quesíveis e portáveis). Formas especiais de pagamento (saibam os conceitos e
foquem na leitura do Código – sub-rogação, compensação, imputação).
 Inadimplemento relativo e absoluto (consequências). Espécies de mora e importância da
distinção (a partir de quando o devedor é considerado em mora nas obrigações contratuais e
na responsabilidade extracontratual). Obrigação de reparar o dano causado.
 Arras e cláusula penal. Possibilidade de cumulação com indenização. Espécies.
 Juros legais (SELIC ou CTN).
 Material – Revisão do livro escolhido, podendo ser substituído com perfeição por aulas de
cursinho e leitura do Código Civil seco (lembrem-se que a prioridade são os conceitos e a
leitura da legislação).
 Leitura dos artigos 233 a 420 do Código (eis a grande prioridade).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 46 (DPE/MG - 2016) Sobre direito das obrigações no Código Civil, analise as afirmativas a
seguir.
148
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I. O credor pode, em caso de urgência, desfazer ou mandar desfazer, independentemente de autorização
judicial, ato, a cuja abstenção se obrigara, praticado pelo devedor.
II. Tanto o devedor primitivo, quanto o terceiro poderão assinalar prazo ao credor para que consinta na
assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
III. Sub-roga-se nos direitos do credor o terceiro não interessado que paga a dívida em seu próprio nome,
tendo direito a reembolsar-se do que pagar.
IV. As arras terão função indenizatória e suplementar quando o direito de arrependimento for estipulado no
contrato para qualquer das partes.

Estão INCORRETAS as afirmativas


A) I e IV apenas.
B) II e III apenas.
C) I e II apenas.
D) III e IV apenas.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 48 (DPE/PR - 2012) Sobre o Direito Obrigacional, é correto afirmar:


(A) Caso o devedor, no desempenho de sua capacidade civil e de forma espontânea, pague dívida prescrita,
não poderá requerer a repetição do pagamento.
(B) Firmado contrato de compra e venda pelo qual o vendedor se obriga a entregar ao adquirente um dos
dois imóveis de sua propriedade, caberá ao credor a escolha, caso não prevista hipótese distinta na
pactuação.
(C) Na obrigação de dar coisa certa, o credor pode ser instado a receber coisa diversa, quando esta for mais
valiosa.
(D) Ao efetivar o adimplemento da obrigação, o devedor tem direito a quitação regular pelo credor, mas não
pode reter o pagamento em caso de não lhe ser alcançado recibo ou outra prova da quitação, sob pena de
configuração da mora.
(E) Descumprida a obrigação, fora dos parâmetros contratados, se concretiza o inadimplemento absoluto,
independentemente da prestação ainda se mostrar útil ao credor.

GABARITO: ”A”

QUESTÃO 40 (DPE/SP - 2015) Sobre a teoria geral das obrigações, é correto afirmar:
(A) Quando uma obrigação indivisível se converte em perdas e danos, ela se torna uma obrigação divisível.
Pelo equivalente em dinheiro devido em razão do inadimplemento respondem todos os devedores, assim
como pelas perdas e danos. No entanto, os devedores que não deram causa à impossibilidade da prestação
podem reaver do culpado o que pagaram ao credor.
(B) Ocorrendo a chamada novação subjetiva por expromissão, mesmo sendo o novo devedor insolvente,
não tem o credor ação regressiva contra o primeiro devedor.
(C) A cessão de crédito é um negócio jurídico bilateral pelo qual o credor transfere a outrem seus direitos na
relação obrigacional, responsabilizando-se não só pela existência da dívida como pela solvência do cedido,
por força de lei.
(D) Não pode ser considerado em mora o credor que não quiser receber o pagamento no lugar estabelecido
contratualmente, mesmo que o devedor comprove que o pagamento se faz reiteradamente em outro lugar.
(E) Nas obrigações alternativas, caso uma das prestações torne-se inexequível antes da concentração,
sem culpa do devedor, este poderá escolher entre adimplir com a prestação restante ou pagar em dinheiro o
valor daquela que pereceu.

GABARITO: “B”
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QUESTÃO 35 (DPE/RS - 2014) Considere as seguintes assertivas sobre o Direito das Obrigações.
I. Quando convertida em perdas e danos, a obrigação solidária conserva sua natureza, enquanto a obrigação
indivisível torna-se divisível.
II. Na obrigação indivisível, o devedor que paga a dívida se sub-roga no direito do credor em relação aos
demais coobrigados, porém só poderá cobrar dos coobrigados a quota-parte de cada um destes.
III. É possível a formação de vínculo obrigacional no qual o sujeito passivo possua apenas a
responsabilidade, mas não o débito pelo qual poderá ser civilmente acionado.
IV. Pessoas futuras, como o nascituro e a pessoa jurídica em formação, não podem figurar em relação
jurídica obrigacional.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e IV.
(B) I e III.
(C) I, II e III.
(D) I e II.
(E) III e IV.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 48 (DPE/PR - 2012) Sobre o Direito Obrigacional, é correto afirmar:


(A) Caso o devedor, no desempenho de sua capacidade civil e de forma espontânea, pague dívida prescrita,
não poderá requerer a repetição do pagamento.
(B) Firmado contrato de compra e venda pelo qual o vendedor se obriga a entregar ao adquirente um dos
dois imóveis de sua propriedade, caberá ao credor a escolha, caso não prevista hipótese distinta na
pactuação.
(C) Na obrigação de dar coisa certa, o credor pode ser instado a receber coisa diversa, quando esta for mais
valiosa.
(D) Ao efetivar o adimplemento da obrigação, o devedor tem direito a quitação regular pelo credor, mas não
pode reter o pagamento em caso de não lhe ser alcançado recibo ou outra prova da quitação, sob pena de
configuração da mora.
(E) Descumprida a obrigação, fora dos parâmetros contratados, se concretiza o inadimplemento absoluto,
independentemente da prestação ainda se mostrar útil ao credor.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 29 (DPE/MA - 2015) Humberto devia a Teobaldo a importância de dez mil reais. Entretanto,
realizou o pagamento desta dívida a Petronílio. Nesta hipótese, o pagamento
(A) somente será válido com a aceitação de Teobaldo, uma vez que a legitimidade é elemento de validade
do negócio jurídico, e, neste caso, o pagamento não foi feito ao credor originário (accipiens).
(B) é válido e eficaz, sendo absolutamente irrelevante o fato de ter sido feito a pessoa diversa do credor, pois
a cobrança em duplicidade de um débito já pago não é admitida no ordenamento jurídico brasileiro.
(C) não tem validade, uma vez que o pagamento feito a terceiro estranho à relação obrigacional não admite
ratificação.
(D) poderá ter eficácia liberatória caso Teobaldo ratifique o pagamento ou que o devedor comprove que o
pagamento foi feito de boa-fé em favor de credor putativo, ou, ainda, que o devedor prove que o valor
reverteu em favor do verdadeiro credor.
(E) somente terá eficácia liberatória caso o devedor comprove que o pagamento foi feito de boa-fé em favor
de credor putativo, como decorrência da boa-fé objetiva e da teoria da aparência, sendo irrelevante no caso
relatado verificar se houve a anuência ou a reversão do valor em favor do credor originário (accipiens).

GABARITO: “D”
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QUESTÃO 91 (DPE/DF - 2013 ) Se o devedor que assumiu obrigação de abster-se da prática de
determinado ato vier a praticá-lo, o credor poderá exigir que ele o desfaça, sob pena de se desfazer à sua
custa, ressarcindo o culpado perdas e danos. No entanto, extingue-se a obrigação de não fazer, desde que,
sem culpa do devedor, se lhe torne impossível abster-se do ato que se obrigou a não praticar.
“CERTO”

QUESTÃO 92 (DPE/DF - 2013 ) A obrigação solidária pode ser pura e simples para um dos cocredores ou
codevedores, e condicional, ou a prazo, ou pagável em lugar diferente, para o outro. Esse tipo de obrigação
não se presume, devendo ser sempre resultante da lei ou da vontade das partes.
“CERTO”

QUESTÃO 93 (DPE/DF - 2013 ) A obrigação de dar coisa certa não abrange os acessórios da coisa, salvo
se o contrário resultar do título ou das circunstâncias do caso.
“ERRADO”

QUESTÃO 1 (DPE/PR - 2015) Os deveres secundários da prestação obrigacional vinculam-se ao correto


cumprimento dos deveres principais, como ocorre com a conservação da coisa até a tradição. Por sua vez, os
deveres acessórios ou laterais são diretamente relacionados ao correto processamento da relação
obrigacional, tais como os de cooperação, de informação, de sigilo e de cuidado.
“CERTO”

QUESTÃO 5 (DPE/PR - 2015) Considere a seguinte situação hipotética. Na promessa de compra e venda
de determinado imóvel, foi estipulada multa de mora para o caso de atraso na entrega, o que de fato ocorreu,
e, diante disso, o promitente comprador buscou assistência da DP, que ingressou em juízo em seu favor para
pleitear, além do cumprimento da obrigação e do valor fixado como cláusula penal moratória prevista no
contrato, a indenização correspondente aos lucros cessantes pela não fruição do imóvel durante o período de
mora. Nessa situação, a DP atuou de forma tecnicamente acertada em favor de seu assistido.
“CERTO”

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DIA 05
20 Contratos. Generalidades. A função social dos contratos. Cláusulas Gerais dos Contratos e deveres
anexos. Formação dos contratos: fases. Contrato preliminar. Classificações dos contratos. Contratos
atípicos. Interpretação dos Contratos. Vícios redibitórios. Evicção. 21 Extinção dos contratos. Exceção
de contrato não cumprido. Teoria da imprevisão. Teoria da resolução por onerosidade excessiva.
Adimplemento Substancial. 22 Contratos em espécie. Compra e venda. Troca. Venda com reserva de
domínio. Doação. Locação de coisas. Empréstimo, comodato e mútuo. Prestação de serviço.
Empreitada. Depósito. Mandato. Corretagem. Transporte. Seguro. Penhor. Fiança. Contrato de prestação
de serviço de assistência e contrato privado de seguro de assistência à saúde.

Detalhadamente:
 O dia 05 tem como foco o estudo da Teoria dos Contratos. Foco na função social dos
contratos, boa-fé objetiva e seus deveres anexos.
 Temais relevantes: evicção e vícios redibitórios, teoria da imprevisão, onerosidade excessiva
e adimplemento substancial (parâmetros para o adimplemento). Fazer uma tabela com as
distinções entre os institutos pois, invariavelmente, as questões misturam os conceitos (nas
objetivas), ou exigem que o candidato discorra acerca das diferenças.
 Focar no estudo dos contratos em espécie acima elencados. Se não tiver tempo de estudar
todos, leia os que se encontram grifados.

De outro modo para teoria geral de contratos:


 O mais importante é a teoria geral dos contratos (princípios, boa-fé, função social etc.), além
da exceção de contrato não cumprido, vícios redibitórios, evicção. Novos princípios
contratuais (inclusive no CDC).
 Nova perspectiva contratual introduzida pelo CC 2002 (lembrar dos princípios da eticidade,
sociabilidade e operabilidade).
 Responsabilidade civil pré-contratual e contratos preliminares.
 Formação do contrato (saber o momento exato em que um contrato se considera pronto e
acabado, bem como os casos de rescisão).
 Atenção para a teoria da imprevisão e da base objetiva.
 Atenção, ainda, para contratos aleatórios e suas modalidades.
 Foco: doutrina na teoria geral (resumida) e lei seca para regras específicas.
 Leitura dos artigos 421 a 480 (esses artigos são, de fato, muito importantes).

Detalhadamente para contratos em espécie (estudem somente os que estiverem no edital do concurso escolhido por
vocês):

 Os contratos em espécie não costumam cair com tanta incidência, razão pela qual sugiro a
leitura apenas da legislação seca. Entendam o conceito de cada um dos contratos, bem como
suas características (ex. gratuitos ou onerosos).
 Caso optem por um livro, prefiram uma sinopse.
 A ordem de prioridade deve ser a seguinte: Da compra e venda e de suas cláusulas especiais.
Da promessa de compra e venda, do direito real do promitente comprador. Da alienação
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fiduciária em garantia. Do mandato. Do Contrato de transporte. Da locação, do mútuo e do
comodato. Do seguro. Da fiança, do depósito. Da troca, da doação, do jogo e da aposta. Do
contrato estimatório, Da empreitada (Código Civil e legislação especial). Da corretagem.
Da Promessa de recompensa. Da prestação de serviços e da constituição de renda.
 OBS- Para locação, deve-se ter noção da lei especial, especialmente em se tratando de
denúncia cheia e vazia, bem como ação renovatória (requisitos).
 Súmulas dos contratos de consumo (também estudadas em direito empresarial),
especialmente no que tange a contratos bancários.
 Para DPEs, os contratos mais importantes são os que tem algum cunho social, e nesse caso a
locação se destaca.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 09 (DPE/MT - 2016) Em relação aos contratos de empréstimo e mandato, assinale a afirmativa
INCORRETA.
(A) O comodatário não poderá jamais recobrar do comodante as despesas feitas com o uso e gozo da coisa
emprestada.
(B) Sendo omissa a procuração quanto ao substabelecimento, o procurador será responsável se o
substabelecido proceder culposamente.
(C) Havendo poderes de substabelecer, só serão imputáveis ao mandatário os danos causados pelo
substabelecido, se tiver agido com culpa na escolha deste ou nas instruções dadas a ele.
(D) O comodato é o empréstimo gratuito de coisas não fungíveis; perfaz-se com acordo de vontades.
(E) O maior de dezesseis e menor de dezoito anos não emancipado pode ser mandatário, mas o mandante
não tem ação contra ele senão de conformidade com as regras gerais, aplicáveis às obrigações contraídas por
menores.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 10 (DPE/MT - 2016) Sobre o contrato de locação, assinale a assertiva INCORRETA.


(A) Havendo mais de um locador ou mais de um locatário, entende - se que são solidários se o contrário não
se estipulou.
(B) O contrato de locação pode ser ajustado por qualquer prazo, dependendo de vênia conjugal, se igual ou
superior a dez anos.
(C) Seja qual for o fundamento do término da locação, a ação do locador para reaver o imóvel é a de
despejo, mas se a locação termina em decorrência de desapropriação, haverá imissão do expropriante na
posse do imóvel, não sendo necessária a ação de despejo.
(D) Em casos de separação de fato, separação judicial, divórcio ou dissolução da união estável, a locação
residencial prosseguirá automaticamente com o cônjuge ou companheiro que permanecer no imóvel. Nesse
caso, o fiador poderá exonerar-se das suas responsabilidades no prazo de 30 (trinta) dias contado do
recebimento da comunicação, ficando responsável pelos efeitos da fiança durante 120 (cento e vinte) dias
após a notificação ao locador.
(E) Se o imóvel for alienado durante a locação, o adquirente poderá denunciar o contrato, com o prazo de
trinta dias para a desocupação, salvo se a locação for por tempo determinado e o contrato contiver cláusula
de vigência em caso de alienação e estiver averbado junto à matrícula do imóvel.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 43 (DPE/MG - 2014) Sobre contratos, assinale a alternativa INCORRETA.
A) O fiador poderá exonerar-se da fiança que tiver assinado sem limitação de tempo por meio da notificação
resilitória, ficando obrigado, porém, por todos os efeitos durante sessenta dias após ciência do credor.

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B) Se o segurado fizer declarações inexatas ou omitir circunstâncias que possam influir na aceitação da
proposta ou na taxa do prêmio, perderá o direito à garantia, além de ficar obrigado ao prêmio vencido.
C) O passageiro tem direito a desistir do transporte, mesmo depois de iniciada a viagem, sendo-lhe devida a
restituição do valor correspondente ao trecho não utilizado, desde que prove que outra pessoa tenha sido
transportada em seu lugar.
D) A compra ou cessão de crédito realizada por servidor público de bens ou direitos da pessoa jurídica a que
servir, mesmo que em hasta pública, pode ser anulada por qualquer interessado.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 45 (DPE/MG - 2014) Sobre a revogação da doação por ingratidão, é CORRETO afirmar que
ela pode ocorrer
A) se o donatário for maior de 70 (setenta) anos.
B) se o donatário injuriou ou caluniou gravemente o doador.
C) se o cônjuge adúltero doou metade de seus bens ao seu cúmplice.
D) se o doador for solteiro.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 49 (DPE/MG - 2014) Sobre defeitos do negócio jurídico, analise as afirmativas a seguir.
I. Quando fundada na identidade ou na qualidade essencial da pessoa a quem se refira a declaração de
vontade, o erro é substancial.
II. Haverá responsabilidade solidária por perdas e danos do representante legal e do representado quando o
dolo for do primeiro.
III. O negócio jurídico não será anulado pela lesão se a parte favorecida concordar com a redução do
proveito.
IV. Os negócios ordinários indispensáveis à subsistência do devedor e de sua família presumem-se de boa-
fé, descaracterizando-se a fraude contra credores.
Estão INCORRETAS as afirmativas
A) I e IV apenas.
B) II e III apenas.
C) I e II apenas.
D) III e IV apenas.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 80 (DPE/MG - 2014) A Lei nº 8.245/91 expressamente estabeleceu, em seu artigo 67, a
possibilidade de ser manejada ação de consignação em pagamento para quitação de aluguéis e acessórios
decorrentes de locação imobiliária, feito cujo rito guarda algumas peculiaridades em relação à ação de
consignação em pagamento típica prevista a partir do artigo 891 do Código de Processo Civil.
Sobre a Consignação em Pagamento de Aluguel e Acessórios de Locação prevista na Lei nº 8.245/91,
assinale a alternativa INCORRETA.
A) Apesar da controvérsia doutrinária acerca da possibilidade ou não de se manejar o depósito extrajudicial
quando se tratar de débito locatício, eis que a Lei nº 8.245/91 não prevê expressamente tal instituto no rito
próprio da Ação de Consignação em Pagamento de Aluguel e Acessórios de Locação, o Superior Tribunal
de Justiça considerou que o locatário pode valer-se do instituto previsto no artigo 890, §1º, do Código de
Processo Civil para desonerar-se da obrigação.
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B) A Lei nº 8.245/91, ao versar, em seu artigo 67, sobre a Ação de Consignação em Pagamento de Aluguel e
Acessórios de Locação, não estabelece qual seria o foro competente para julgar a referida ação, motivo pelo
qual a fixação da competência se dará no local previsto para pagamento da obrigação.
C) Determinada a citação do réu na Ação de Consignação em Pagamento de Aluguel e Acessórios de
Locação, será o autor intimado a, no prazo de 24 horas, efetuar o depósito judicial da importância indicada
na petição inicial, sob pena de ser extinto o processo.
D) Citado para a Ação de Consignação em Pagamento de Aluguel e Acessórios de Locação, o réu poderá,
em reconvenção, pedir o despejo e a cobrança dos valores objeto da consignatória ou da diferença do
depósito inicial, na hipótese de ter sido alegado não ser o mesmo integral. O certo é que, havendo na
reconvenção a cumulação dos pedidos de rescisão da locação e cobrança dos valores objeto da
consignatória, a execução da cobrança só poderá ter início após obtenção da desocupação do imóvel, caso
ambos tenham sido acolhidos.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 39 (DPE/SP - 2015) Marcos comparece à Defensoria Pública alegando que vivia em união
estável com Raquel e que, para moradia do casal, sua sogra Eunice cedeu-lhes “de boca” uma casa de sua
propriedade. Durante o curso da união, o casal construiu um quarto e banheiro na casa que já existia no
terreno, além da realização de reformas aleatórias como encanamento e fiação. Ocorre que a união estável
havida entre Marcos e Raquel foi dissolvida e Eunice notificou-o a deixar o imóvel no prazo de 15 (quinze)
dias. Informou Marcos, ainda, que sempre pagou o IPTU e taxas condominiais do imóvel. Desse modo,
(A) Marcos não terá direito à indenização pelas benfeitorias necessárias realizadas no imóvel, porém, terá
direito de retenção do bem pela construção nele realizada, independentemente da comprovação de boa-fé.
(B) o negócio jurídico realizado quando da cessão da casa não pode ser tido como comodato, pois,
envolvendo bem imóvel, o negócio deveria ter sido formalizado por instrumento público ou particular,
levado a registro junto ao cartório de registro de imóveis.
(C) após a notificação emitida pela proprietária do bem, Marcos estará constituído em mora e, além de
responder pelo bem, deverá pagar aluguel arbitrado por Eunice até restituí-la do imóvel cedido.
(D) o comodatário que se negar a restituir a coisa vencido o prazo contratual pratica esbulho, porém, contra
ele não é cabível ação de reintegração de posse, visto ser o comodato um contrato real.
(E) tendo em vista que Marcos pagava os impostos e taxas gerados pelo imóvel, não há que se falar em
comodato, visto ter este contrato natureza jurídica unilateral e gratuita. Configura-se, no caso em tela, um
contrato de locação por prazo indeterminado. Assim, o prazo para ele deixar o imóvel seria de 30 (trinta)
dias, conforme previsto na lei de locação de imóveis urbanos.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 25 (DPE/MA - 2015) Em 10.06.2015, o Superior Tribunal de Justiça aprovou a Súmula no 539,
que assim dispõe: “É permitida a capitalização de juros com periodicidade inferior à anual em contratos
celebrados com instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional a partir de 31/3/2000 (MP 1.963-
17/00, reeditada como MP 2.170-36/01), desde que expressamente pactuada”. Na mesma oportunidade,
editou a Súmula no 541, que assim dispõe: “A previsão no contrato bancário de taxa de juros anual
superior ao duodécuplo da mensal é suficiente para permitir a cobrança da taxa efetiva anual contratada”.
Pelo entendimento sumulado do Superior Tribunal de Justiça, conclui-se que
(A) um contrato de financiamento bancário que não tenha cláusula expressa de capitalização mensal de juros
e que preveja taxas pré-fixadas de juros de 2% ao mês e 26% ao ano atende à exigência de que a
capitalização seja expressamente pactuada e, portanto, poderá ser exigida pela instituição financeira.
(B) um contrato de financiamento bancário que não tenha cláusula expressa de capitalização mensal de
juros, permite que a instituição financeira cobre somente taxa anual de juros equivalente a doze vezes a taxa
de juros mensais, sob pena de configurar anatocismo.
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(C) a capitalização mensal de juros, que equivale aos juros compostos ou “juros sobre juros”, passou a ser
permitida em qualquer relação contratual, pois a MP 1.963-17/2000 revogou o Decreto no 22.626/33 (Lei de
Usura).
(D) a capitalização de juros é proibida aos particulares e àqueles que não sejam integrantes do Sistema
Financeiro Nacional, ainda que a periodicidade seja anual e exista previsão expressa no contrato.
(E) o anatocismo é vedado aos não integrantes do Sistema Financeiro Nacional pela Lei de Usura (Decreto
nº 22.626/33), que segue vigente mesmo após a edição da Medida Provisória 1.963 e reedição como MP
2.170, mas as instituições financeiras não têm qualquer restrição para a cobrança de juros capitalizados,
qualquer que seja a periodicidade.
GABARITO: “A”

QUESTÃO 26 (DPE/MA - 2015) Bruno adquiriu um veículo mediante contrato de alienação fiduciária, em
300 parcelas no valor de R$ 200,00 (duzentos reais) cada. Bruno pagou pontualmente as parcelas até que,
faltando apenas seis prestações para o adimplemento, não teve condições de realizar o pagamento. Diante da
impontualidade de Bruno, a instituição financeira ajuizou ação de busca e apreensão do veículo. Na
condição de defensor público atuando em favor de Bruno, para defendê-lo neste pedido de busca e
apreensão, é correta a alegação de abuso do direito por parte da instituição financeira por aplicação da
(A) vedação de cláusula comissória.
(B) exceção do contrato não cumprido.
(C) vedação legal de busca e apreensão em alienação fiduciária.
(D) teoria do adimplemento substancial.
(E) autonomia da vontade.
GABARITO: “D”

QUESTÃO 1 (DPE/PB - 2014) Cláudio firmou com seu filho Lucas contrato de doação por meio do qual lhe
transferiria a propriedade de imóvel no dia de seu trigésimo aniversário. Em caso de conflito de leis no
tempo, considerar-se-á que Lucas possui
(A) expectativa de direito, pois o direito somente se adquire com o implemento da condição suspensiva.
(B) direito adquirido, por se tratar de direito a termo.
(C) direito adquirido, por se tratar de direito sob condição suspensiva.
(D) expectativa de direito, pois o direito somente se adquire com o advento do termo.
(E) direito adquirido, por se tratar de direito sob condição resolutiva.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 3 (DPE/PB - 2014) Sob premente necessidade financeira, João vende a Luís imóvel por um
terço do valor de mercado. Tal negócio é
(A) nulo, pelo vício denominado coação, não podendo ser convalidado pela vontade das partes.
(B) nulo, pelo vício denominado estado de perigo, não podendo ser convalidado pela vontade das partes.
(C) anulável, pelo vício denominado lesão, podendo ser convalidado pela vontade das partes.
(D) anulável, pelo vício denominado estado de perigo, podendo ser convalidado pela vontade das partes.
(E) anulável, pelo vício denominado lesão, não podendo ser convalidado pela vontade das partes.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 4 (DPE/PB - 2014) Aos 15 anos de idade, Mateus adquiriu pacote turístico para Porto de
Galinhas, declarando-se maior no ato da aquisição. Vendo-se impossibilitado de realizar o pagamento,
ajuizou ação desconstitutiva, alegando incapacidade quando da celebração do negócio. Tal pretensão
(A) tem cabimento, devendo ser deduzida no prazo decadencial de 4 anos, contados da cessação da
incapacidade.

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(B) não tem cabimento, pois não se exime da obrigação aquele que, no ato de obrigar-se, declara-se maior.
(C) tem cabimento, devendo ser deduzida no prazo decadencial de 4 anos, contado da celebração do
negócio.
(D) não tem cabimento, pois a execução voluntária do negócio põe fim às ações de que dispõe o devedor.
(E) tem cabimento, não se sujeitando a prazo decadencial.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 9 (DPE/PB - 2014) Arnaldo contratou, por telefone, serviço de TV a cabo por meio do qual
recebeu, em comodato, aparelho de recepção de sinal. Passado algum tempo, informou, também
por telefone, que desejava realizar distrato, além de ser indenizado pelo que gastou nas despesas com o uso
da coisa, consistentes em aquisição de televisor compatível com a tecnologia do aparelho de recepção de
sinal. A prestadora de serviço informou que, para realização do distrato, Arnaldo deveria assinar um
instrumento escrito. Além disto, recusou-se a indenizar Arnaldo e exigiu de volta o aparelho de recepção de
sinal. A prestadora de serviço
(A) tem razão quanto à forma do distrato, que deve ser feito por escrito, quanto a não indenizar Arnaldo
pelas despesas com o uso da coisa e pela exigência na devolução ao aparelho.
(B) tem razão quanto à forma do distrato, que deve ser feito por escrito, e também quanto à exigência da
devolução do aparelho, obrigando-se, contudo, a indenizar Arnaldo pelas despesas com o uso da coisa.
(C) não tem razão quanto à forma do distrato, que poderá ser feito por telefone, tampouco quanto a não
indenizar Arnaldo pelas despesas com o uso da coisa ou quanto à exigência da devolução do aparelho.
(D) não tem razão quanto à forma do distrato, que poderá ser feito pelo telefone, nem quanto a não indenizar
Arnaldo pelas despesas com o uso da coisa, mas está correta quanto à exigência da devolução do aparelho.
(E) não tem razão quanto à forma do distrato, que poderá ser feito por telefone, mas possui quanto a não
indenizar Arnaldo pelas despesas com o uso da coisa e pela exigência na devolução do aparelho.
GABARITO: “E”

QUESTÃO 10 (DPE/PB - 2014) Fernanda viajava de ônibus operado pela PPC Transportes quando um
caminhão invadiu a pista e abalroou o veículo. A batida causou danos à integridade física de Fernanda e à
sua bagagem. Fernanda ajuizou ação contra a PPC Transportes, postulando compensação por danos
morais, em razão dos danos físicos que experimentou, bem como indenização por danos materiais, em razão
do perecimento de sua bagagem. Tal ação deverá ser julgada
(A) procedente, devendo comprovar a existência do contrato de transporte, culpa da PPC Transportes e
os danos descritos na inicial.
(B) improcedente, pois a culpa exclusiva de terceiro afasta o elemento culpa.
(C) improcedente, pois a culpa exclusiva de terceiro afasta o nexo de causalidade.
(D) procedente, bastando prova do contrato de transporte e dos danos descritos na inicial.
(E) procedente, devendo comprovar a existência do contrato de transporte e culpa da PPC Transportes,
sendo presumidos os danos descritos na inicial.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 15 (DPE/PB - 2014) Romeu (locador) e Maurício (locatário) celebraram contrato de locação
residencial com prazo de 30 meses, estipulando multa de 3 alugueres em caso de devolução antecipada
do imóvel. Passados 6 meses, Maurício deixou de ter interesse na locação, pois a empresa na qual trabalha o
transferiu para cidade muito distante. Maurício poderá devolver o imóvel,
(A) desde que pague o valor da multa, com abatimento proporcional ao período de cumprimento do contrato,
seja o empregador privado ou público.
(B) independentemente de pagamento de multa ou de notificação, se o empregador for público, ou pagando
integralmente a multa pactuada, caso se trate de empregador privado.
(C) desde que pague integralmente o valor da multa, seja o empregador privado ou público.

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(D) independentemente de pagamento de multa, desde que notifique Romeu da transferência com, no
mínimo, 30 dias de antecedência, não importando seja o empregador privado ou público.
(E) independentemente de pagamento de multa ou de notificação, se o empregador for público, ou pagando
o valor da multa, com abatimento proporcional ao período de cumprimento do contrato, caso se trate de
empregador privado.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 7 (DPE/PE - 2015) Nos contratos aleatórios, é admitida a revisão ou resolução por onerosidade
excessiva em razão da ocorrência de evento superveniente, extraordinário e imprevisível que não se
relacione com a álea assumida no contrato.
“CERTO”

QUESTÃO 8 (DPE/PE - 2015) Se um contrato de locação de imóvel urbano residencial for estipulado com
prazo de duração de trinta e seis meses, findo esse prazo, deverá o locador notificar o locatário para que se
opere a resolução do contrato.
“ERRADO”

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DIAS 06 E 07
23 Entidades familiares. Origem e conceitos. Relações familiares plurais - fundamentos da diversidade.
Princípios constitucionais da família. Princípios constitucionais aplicáveis às relações familiares. 24
Casamento: habilitação, celebração, eficácia, direitos e deveres. Dissolução de sociedade conjugal e do
vínculo matrimonial. Responsabilidade civil decorrente das relações familiares. Regime de bens,
meação e sucessão. 25 União estável. Aspectos constitucionais e normas da legislação
infraconstitucional. Características, estado, impedimentos, direitos e deveres. Meação e sucessão. 26
União de pessoas do mesmo sexo. 27 Relações de parentesco. 28 Filiação. Proteção das pessoas dos
filhos. Adoção. Reconhecimento de filhos. Estado de filiação e origem genética. Princípio da
afetividade. Alienação Parental. Princípio da paternidade responsável. Usufruto e administração de bens
de filhos incapazes. 29 Poder familiar. 30 Direitos sexuais e reprodutivos. Reprodução medicamente
assistida. Planejamento familiar. 31 Alimentos. Conceito. Natureza. Classificação dos alimentos.
Características do direito alimentar. Características da obrigação alimentar. Origens e sujeitos das
obrigações alimentares. Alimentos Gravídicos.

Detalhadamente:
 Tema fundamental nas Defensorias Estaduais, o Direito de Família merece uma atenção
especial dos candidatos. Vamos focar em temas importantes sobre regimes de bens do
casamento, meação, diferença entre casamento e união estável, relações familiares plurais
(poliamor, casamento e união estável em paralelo, etc), além de família monoparental,
família homoafetiva, etc.
 Relações de parentesco e proteção dos filhos é outro tema importante que merece uma
revisão. Estudar guarda dos filhos, guarda nidal, aninhamento e guarda compartilhada.
 Tema importante! Reprodução assistida.
 Sobre alimentos, focar apenas nas características da obrigação alimentar. Não é necessário
estudar alimentos gravídicos se já foi estudado no dia 01 de Direito Civil.

Dito de outra forma:


 Revisaria um bom material (podem ser aulas ou o livro indicado) e leria com muita atenção
o Código Civil.
 Atenção para: casamento e união estável (elementos necessários à sua configuração),
filiação, alimentos (alimentos gravídicos e averiguação oficiosa. Demais espécies de
alimentos – prioridade para DPE). Ver ainda o procedimento para o casamento e idade
núbil (prioridade para DPEs também). Regime de bens e sua alteração.
 Importante que o aluno se atente para a leitura da lei de alimentos (Lei 5.478/68), bem como
sobre o procedimento de averiguação oficiosa (lei 8.560/92). Ainda sobre alimentos,
importante conhecer o regramento do tema no CPC (execução de alimentos).
 Paternidade post mortem e adoção após a morte. Direitos do nascituro.
 Atenção para casamento entre pessoas do mesmo sexo, assim como a adoção.
 Paternidade sócio-afetiva. Responsabilidade civil em caso de abandono afetivo.
 Atenção para a alienação parental (basta saber o que é e suas consequências).
 Atenção, ainda, para tomada de decisão apoiada (novidade). Mudanças na curatela.

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 Guarda, especialmente a compartilhada, merece atenção desde já, embora seja tema de
ECA. Tutela merece grande atenção. Vejam, ainda, adoção internacional (ECA). Tutela e
curatela (apenas lei seca).
 Leitura do Código de Processo Civil para os procedimentos relacionados a tema de direito
de família.
 Art. 1.511 a 1.783-A (eis a prioridade para direito de família em concursos).

 OBS- Direito de família é tema de grande importância para DPE.

Como vem sendo cobrado em provas?


Questão 01 (DPE/MT - 2016) Quanto à união estável, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as
falsas.
( ) O Código Civil de 2002 não revogou as disposições constantes da Lei nº 9.278/1996, subsistindo a
norma que confere o direito real de habitação ao companheiro sobrevivente diante da omissão do Código
Civil em disciplinar tal matéria em relação aos conviventes em união estável, consoante o princípio da
especialidade.
( ) Na união estável de pessoa maior de setenta anos (art. 1.641, II, do CC/2002), impõe-se o regime da
separação obrigatória, sendo vedada a partilha de bens adquiridos na constância da relação, mesmo que
comprovado o esforço comum.
( ) A incomunicabilidade do produto dos bens adquiridos anteriormente ao início da união estável (art.
5º, § 1º, da Lei nº 9.278/1996) se estende aos seus frutos, conforme previsão do art. 1.660, V, do Código
Civil de 2002.
( ) São incomunicáveis os bens particulares adquiridos anteriormente à união estável ou ao casamento
sob o regime de comunhão parcial, ainda que a transcrição no registro imobiliário ocorra na constância da
relação.
( ) A companheira ou o companheiro não participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos
onerosamente na vigência da união estável, se concorrer com filhos comuns.

Assinale a sequência correta.


(A) V, V, V, V, F
(B) F, F, F, V, V
(C) V, F, F, V, F
(D) V, F, F, F, V
(E) F, F, V, F, F
GABARITO: “C”
QUESTÃO 04 (DPE/MT - 2016) Segundo o Código Civil, após as alterações introduzidas pelo Estatuto da
Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), em relação ao casamento e à união estável, assinale a
afirmativa correta.
(A) Os primos estão impedidos de contrair matrimônio entre si.
(B) A pessoa com deficiência mental ou intelectual em idade núbia poderá contrair matrimônio, expressando
sua vontade diretamente ou por meio de seu responsável ou curador.
(C) A união estável não se constituirá se ocorrerem as causas suspensivas do casamento.
(D) No regime da comunhão parcial de bens, excluem-se na comunhão as benfeitorias em bens particulares
de cada cônjuge.
(E) É nulo o casamento contraído pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida
civil.

GABARITO: “B”
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QUESTÃO 08 (DPE/MT - 2016) Considerada a obrigação alimentar no ordenamento jurídico pátrio, analise
as assertivas abaixo.
I - É possível a imposição de obrigação alimentar aos parentes por afinidade, em linha reta ou transversal,
por expressa previsão legal. Doutrina e jurisprudência avalizam a regra codificada, ratificando a obrigação
alimentar em tais casos.
II - Após o nascimento com vida, os alimentos gravídicos ficam convertidos em pensão alimentícia em favor
do menor até que uma das partes solicite a sua revisão.
III - Observadas as suas condições pessoais e sociais, os avós somente serão obrigados a prestar alimentos
aos netos em caráter sucessivo, complementar e não solidário, quando os pais destes estiverem
impossibilitados de fazê-lo.
IV - Os alimentos compensatórios, ou prestação compensatória, não têm por finalidade suprir as
necessidades de subsistência do credor, mas corrigir e atenuar grave desiquilíbrio econômico financeiro
ou abrupta alteração de padrão de vida.
V - A pensão alimentícia fixada em percentual sobre o salário do alimentante incide sobre o décimo terceiro
salário e terço constitucional de férias.

Estão corretas as assertivas


(A) II, III, IV e V, apenas.
(B) I, II, III e IV, apenas.
(C) II, III e V, apenas.
(D) I e IV, apenas.
(E) IV e V, apenas.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 47 (DPE/MG - 2014) Não havendo convenção, ou sendo ela nula ou ineficaz, o regime de bens,
no Brasil, é o da comunhão parcial.
Nessa hipótese, morrendo um dos cônjuges sem testamento, sem deixar bens particulares, deixando somente
herdeiros descendentes, os bens do espólio serão partilhados somente para
A) os descendentes.
B) os descendentes em concorrência com o cônjuge sobrevivente.
C) o cônjuge sobrevivente.
D) os descendentes e para o cônjuge sobrevivente em partes iguais.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 48 (DPE/MG - 2014) Quanto à invalidade do casamento prevista no Código Civil, assinale a
alternativa INCORRETA.
A) Qualquer interessado poderá promover ação direta para decretação de nulidade de casamento contraído
pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil.
B) Para ser intentada a ação de anulação do casamento, é de dois anos o prazo a contar da data da
celebração, se a autoridade celebrante for incompetente.
C) Anulado o casamento por culpa de um dos cônjuges, este perderá todas as vantagens havidas do cônjuge
inocente, mas não incorrerá na obrigação de cumprir as promessas que lhe fez no contrato antenupcial.
D) É anulável o casamento realizado pelo mandatário, sem que ele ou outro contraente soubesse da
revogação do mandato, e não sobrevindo coabitação entre os cônjuges.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 25 (DPE/AM - 2013) A união estável
(A) equipara-se, para todos os fins, ao casamento civil, inclusive no que toca à prova.
(B) pode ser constituída entre pessoas casadas, desde que separadas judicialmente ou de fato.
(C) demanda diversidade de gêneros, de acordo com recente entendimento do Supremo Tribunal Federal.

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(D) será regida, em seus aspectos patrimoniais, pelo regime da separação obrigatória, salvo disposição
contrária em contrato
firmado pelos companheiros.
(E) se dissolvida, não autoriza os companheiros a pedirem alimentos.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 26 (DPE/AM - 2013) O divórcio


(A) não pode ser concedido sem prévia partilha dos bens.
(B) demanda prévia separação judicial, há pelo menos um ano, ou de fato, há pelo menos dois.
(C) só pode ser requerido se comprovada culpa de um dos cônjuges.
(D) pode dar ensejo à obrigação de prestar alimentos, a qual não se extingue com novo casamento do
alimentante.
(E) não importa restrição aos direitos e deveres decorrentes do poder familiar, salvo na hipótese de
casamento de qualquer
dos pais.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 33 (DPE/SP - 2015) João, filho de Mário (falecido em 01.01.2014) e neto de Raimundo por
filiação paterna, comparece à Defensoria Pública informando que seu avô, proprietário de 2 (dois) imóveis,
realizou doação de uma de suas casas, em 05.05.2015, a suas duas únicas filhas vivas, Marta e
Maura, sendo que o interessado, João, único filho de Mário, não anuiu com a doação, nada recebeu em
virtude do ato de liberalidade e tampouco fora comunicado dela.
Diante deste fato,
(A) caso no momento da morte do doador se verifique que a doação realizada ultrapassou a legítima, nesta
oportunidade aferida, a doação poderá ser considerada nula quanto à parte que exceder à que o doador
poderia dispor em testamento.
(B) a doação realizada é anulável, visto que não contou com a anuência do descendente (neto) do doador,
que representa o filho pré-morto.
(C) tendo em vista que a doação de ascendentes a descendentes importa adiantamento do que lhes cabe
por herança, as filhas de Raimundo deverão ser chamadas à colação caso verificado que a doação excedeu a
parte disponível dos bens do doador, sujeitando-se à redução a parte da doação feita que exceder a legítima e
mais a quota disponível.
(D) verificando-se tratar de doação inoficiosa, o contrato restará eivado de nulidade que afetará o negócio
jurídico como um todo.
(E) caso Raimundo tivesse redigido testamento, anteriormente à morte de Mário, atribuindo seu outro
imóvel a esse filho somente, ante a morte de Mário, João herdaria o bem com base em seu direito de
representação.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 35 (DPE/SP - 2015) Analise os seguintes enunciados a respeito da guarda:


I. guarda alternada é aquela que confere a cada genitor períodos de exclusividade com o filho, alternando-se
os períodos de convívio, podendo ser entendida como uma modalidade de guarda compartilhada.
II. na guarda nidal ou aninhamento, os filhos permanecem na residência original e são os pais que realizam
um revezamento, ou seja, a cada período um dos genitores ficará com os filhos na residência original da
família, modalidade vedada em nosso ordenamento atual.
III. a guarda compartilhada, que constitui a regra geral e preferencial de nosso ordenamento atual, é aquela
exercida conjuntamente pelos pais, podendo ser deferida também em favor de pai (mãe) e avô (avó).

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IV. a guarda compartilhada é tida como regra mesmo na hipótese de não haver consenso entre os pais,
traduzindo-se em uma quebra da ideia de poder advinda da guarda unilateral e visando o melhor interesse
dos filhos, de modo a funcionar como antídoto à alienação parental.
V. nas hipóteses em que seja inviável a guarda compartilhada, a lei determina que a atribuição ou alteração
da guarda dar se-á por preferência ao genitor que viabiliza a efetiva convivência da criança ou adolescente
com o outro genitor.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, III e V.
(B) I e IV.
(C) II e IV.
(D) III, IV e V.
(E) I, II e V.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 26 (DPE/S - 2014) Considere as seguintes assertivas acerca do reconhecimento dos filhos
havidos fora do casamento:
I. É possível que o reconhecimento seja feito por escrito particular, a ser arquivado em cartório.
II. Mostra-se válido e eficaz o reconhecimento de paternidade por manifestação direta e expressa perante o
juiz, mesmo que não haja sido o objeto único e principal do ato que o contém.
III. O reconhecimento dos filhos havidos fora do casamento é irrevogável, exceto quando feito em
testamento, hipótese na qual poderá ser revogado até a abertura da sucessão.
IV. O reconhecimento pode ser anterior ao nascimento do filho ou ser posterior ao seu falecimento, se ele
deixar descendentes.
V. O reconhecimento do filho maior independe de seu consentimento.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) III, IV e V.
(B) I, II e IV.
(C) I, II e V.
(D) I, III e IV.
(E) II, III e V.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 27 (DPE/RS - 2014) João e Maria, ele com 16 anos completos e ela com 15 anos e grávida de
seis meses, procuram a Defensoria Pública informando que desejam se casar. No entanto, embora sua mãe
consinta, o pai de Maria não concorda com o matrimônio, negando-se a autorizá-lo por motivação
racial, pois João é afrodescendente. Nesse caso,
(A) não será permitido o casamento, uma vez que não é possível obter o suprimento de idade e de
consentimento em favor de Maria, haja vista ser ela absolutamente incapaz.
(B) será permitido o casamento, mediante pedido judicial de suprimento de idade em favor de João e pedido
judicial de suprimento de idade e de consentimento em favor de Maria, ajuizado em face de seu
genitor. Será obrigatório o regime da separação de bens, sem comunicação, inclusive, dos aquestos
provenientes do esforço comum.
(C) será permitido o casamento, mediante autorização extrajudicial de ambos os pais de João e pedido
judicial de suprimento de idade e de consentimento em favor de Maria, ajuizado em face de seu genitor.
Será obrigatório o regime da separação de bens.
(D) será permitido o casamento, mediante autorização extrajudicial de ambos os pais de João e pedido
judicial de suprimento de idade e de consentimento em favor de Maria, ajuizado em face de seu genitor,
cabendo aos noivos eleger o regime de bens.

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(E) será permitido o casamento, mediante autorização extrajudicial de ambos os pais de João e da mãe de
Maria, não sendo necessário o pedido judicial de suprimento de idade e de consentimento de Maria, uma vez
que está grávida. Será obrigatório o regime da separação de bens, sem comunicação, inclusive, dos aquestos
provenientes do esforço comum.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 31 (DPE/RS - 2014) Considerando a disciplina jurídica contida no ordenamento jurídico


brasileiro acerca dos alimentos e da obrigação alimentar, é correto afirmar:
(A) A pretensão para haver prestações alimentares não pagas prescreve em 03 (três) anos a partir da data em
que se vencerem.
(B) O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo aos ascendentes, apenas até
o segundo grau.
(C) O direito a alimentos é insuscetível de compensação e penhora, podendo, entretanto, ser objeto de
cessão.
(D) A obrigação dos avós de prestar alimentos é subsidiária e complementar à dos pais, e não solidária.
(E) A obrigação de prestar alimentos transmite-se aos herdeiros do devedor, estando estes obrigados a
pagá-los, inclusive, com recursos próprios.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 42 (DPE/PR - 2012) Sobre o Direito de Família, é correto afirmar:


(A) Provado o adultério, fato confessado pela esposa, resta ilidida a presunção de paternidade com relação à
criança nascida cem dias após a dissolução da sociedade conjugal.
(B) Filho advindo de relação extraconjugal somente pode ser reconhecido pelo pai em conjunto com a mãe.
(C) É ineficaz a condição aposta ao ato de reconhecimento do filho, sendo admitida a previsão de termo,
uma vez que este trata de evento de ocorrência certa.
(D) A dívida contraída pela esposa para aquisição de bens necessários à economia doméstica obriga
solidariamente o marido, ainda que este não tenha autorizado a contratação.
(E) Nos termos da lei civil, o adotado está impedido de casar com a filha biológica do adotante, não havendo
impedimento para o reconhecimento da união estável entre os mesmos.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 52 (DPE/PR - 2012) Sobre o Direito de Família é correto afirmar:


(A) Adolescente de 17 anos, que mantém relação estável com pessoa absolutamente capaz, procura a
Defensoria Pública para que haja a supressão judicial da autorização negada pelos seus genitores para a
realização do casamento, hipótese na qual será imposto aos nubentes o regime da separação de bens.
(B) O marido não possui direito potestativo ao divórcio, eis que este instituto depende do implemento de
requisito temporal.
(C) A paternidade socioafetiva deve ceder à paternidade genética, quando esta restar provada.
(D) A emancipação legal não extingue o poder familiar exercido pelos pais, uma vez que não se trata de
hipótese concedida voluntariamente, permanecendo os genitores responsáveis pelos atos ilícitos praticados
pelo emancipado até a maioridade.
(E) Irmãos são considerados parentes em linha reta.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 21 (DPE/MA - 2015) Sobre a pluralidade do conceito de família, a Constituição da República


Federativa do Brasil de 1988, em sua redação original, reconheceu expressamente como entidades familiares

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(A) apenas as matrimoniais, informais e monoparentais, mas não impede o reconhecimento de outros
possíveis arranjos familiares como decorrência dos princípios e direitos fundamentais.
(B) apenas as matrimoniais e informais, equiparando-as expressamente pelo princípio da igualdade entre
cônjuges e companheiros, de modo que qualquer distinção que a lei estabeleça entre o casamento e a união
estável é inconstitucional.
(C) as famílias anaparentais, que são aquelas formadas por pessoas sem ascendência ou descendência entre
si, mas que se reúnem com base no afeto e no objetivo de juntos constituírem uma família.
(D) as famílias pluriparentais ou recompostas, como aquelas decorrentes de vários casamentos, uniões
estáveis ou outros relacionamentos afetivos de seus membros.
(E) as uniões estáveis entre pessoas do mesmo sexo, chamadas pela doutrina de famílias homoafetivas,
conforme decidiu o Supremo Tribunal Federal no ano de 2011.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 22 (DPE/MA - 2015) A presunção de paternidade


(A) decorrente do uso de técnicas de reprodução assistida não foi prevista pelo Código Civil de 2002.
(B) decorrente do casamento é relativa (juris tantum), de modo que o marido pode ilidir tal presunção caso a
mulher confesse o adultério.
(C) decorrente do casamento se estende até 300 dias após a dissolução da sociedade conjugal, mas a lei não
previu expressamente a mesma presunção quanto à união estável, de modo que a aplicação ao companheiro
somente se alcança mediante analogia ou interpretação extensiva.
(D) decorrente da fertilização heteróloga consentida, permite que o marido ou o companheiro revogue a
autorização, desde que antes do nascimento com vida e, após este, deverá impugnar a paternidade mediante
ação negatória fundamentada em exame de DNA negativo.
(E) da forma como prevista no Código Civil não tem mais nenhuma utilidade, uma vez que diante de
qualquer dúvida quanto à paternidade, o exame de DNA permitirá o conhecimento da origem genética e,
portanto, estabelecer a paternidade, diante da prevalência do verdade biológica.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 30 (DPE/MA - 2015) João Roberto, que completou 18 anos no dia 1o de julho de 2015,
comparece à Defensoria Pública na data de hoje, com uma sentença que condenou o seu pai a pagar
alimentos no valor de um salário mínimo ao mês, desde a citação, ocorrida em 1o de julho de 1999. Os
documentos apresentados pelo jovem revelam que o alimentante nunca pagou qualquer valor a título de
alimentos, desde que foram fixados até a presente data, razão pela qual João Roberto deseja que seu pai
pague todas as prestações, sob pena de prisão. João nunca foi emancipado e também não houve causa
extintiva do poder familiar antes do atingimento da maioridade. Diante deste pedido do autor e
considerando as informações constantes da narrativa acima, o defensor deverá:
(A) informar João Roberto que não mais é possível a cobrança dos alimentos, uma vez que após atingida a
maioridade, ocorre a exoneração do encargo alimentar e, além disso, embora o direito aos alimentos seja
imprescritível, a cobrança das parcelas já prescreve no prazo de dois anos a partir do momento em
que João Roberto atingiu os 16 anos e, portanto, passou a ser relativamente incapaz.
(B) ajuizar duas ações de execução de alimentos: uma cobrando as três últimas parcelas vencidas e as que se
vencerem no curso do processo, sob pena de prisão, e a outra cobrando as demais parcelas desde o mês de
julho de 1999, requerendo que o alimentante faça o pagamento das parcelas vencidas, sob pena de penhora.
(C) ajuizar uma única ação de execução de alimentos, pedindo que o alimentante pague todas as prestações
desde o mês de julho de 1999, sob pena de prisão civil, diante do caráter da imprescritibilidade dos
alimentos.
(D) ajuizar duas ações de execução de alimentos, cobrando as três últimas parcelas vencidas e as que se
vencerem no curso do processo, sob pena de prisão, e a outra cobrando as demais parcelas, mas somente
as que não estejam prescritas, respeitado o prazo prescricional de 02 anos em relação às parcelas
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vencidas.
(E) ajuizar uma ação de execução de alimentos cobrando os últimos dois últimos anos, únicas parcelas que
não foram atingidas pela prescrição bienal, além de ajuizar ação revisional de alimentos, para comprovar
que, apesar de atingida a maioridade, João ainda tem necessita dos alimentos.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 12 (DPE/PB - 2014) Silvana tem 4 filhos, Rafael, Joaquim, Manoel e Serafim. Em grave
situação financeira, sem saúde para trabalhar e já não possuindo mais ascendentes, pediu que seus filhos a
auxiliassem a se manter. No entanto, seus filhos se negaram, afirmando tratar-se de pessoa maior de idade e
casada em segundas núpcias com Gabriel, que vive em situação semelhante à dela. Não se conformando,
Silvana ajuizou ação contra o filho mais velho, Rafael, que
(A) é obrigado a pagar alimentos a Silvana, solidariamente com Joaquim, Manoel e Serafim, os quais não
poderão ser chamados a integrar a lide, mas responderão em ação de regresso caso Rafael arque com a
totalidade da obrigação.
(B) somente será obrigado a pagar alimentos a Silvana se Joaquim, Manoel e Serafim também o fizerem.
(C) é obrigado a pagar alimentos a Silvana, na proporção de seus respectivos recursos, podendo chamar
Joaquim, Manoel e Serafim a integrar a lide.
(D) não é obrigado a pagar alimentos a Silvana, pois o casamento extingue o dever de alimentar.
(E) é obrigado a pagar alimentos a Silvana, mesmo que seja privado do necessário a seu sustento, podendo
postular perdas e danos contra Joaquim, Manoel e Serafim.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 81 (DPE/DF - 2013) Não se faz necessária a averbação em registro público dos atos judiciais ou
extrajudiciais de adoção.
“CERTO”
QUESTÃO 87 (DPE/DF - 2013 ) De acordo com a jurisprudência pacificada do STJ, não é possível alterar
o regime de bens de matrimônios contraídos sob a égide do Código Civil de 1916.
“ERRADO”
QUESTÃO 89 (DPE/DF - 2013 ) Conforme a jurisprudência do STJ, a procedência de ação proposta com
fins de exclusão do pagamento de pensão alimentícia reconhecida judicialmente não obsta a execução das
parcelas já vencidas e cobradas sob o rito previsto no art. 733 do CPC.
“CERTO”
QUESTÃO 90 (DPE/DF - 2013 ) Considerando que o estado civil de cada pessoa deve refletir sua realidade
afetiva, em detrimento das formalidades e valores essencialmente patrimoniais, o STJ entende que não é
necessária a prévia partilha de bens para a conversão da separação judicial em divórcio.
“CERTO”

Considerando que Luciana e Carlos sejam casados em regime de comunhão parcial de bens há dez anos e
tenham um filho, julgue os seguintes itens.

QUESTÃO 12 (DPE/PE - 2015) Se, com a permissão do sogro de Carlos, o casal edificar uma casa modesta
em terreno de propriedade daquele para passarem alguns finais de semana e, posteriormente, o casal vier a
separar-se, Carlos poderá pleitear indenização correspondente a 50% do valor do imóvel.
“CERTO”
QUESTÃO13 (DPE/PE - 2015) Luciana e Carlos poderão contratar sociedade com terceiros, mas não entre
si.
“ERRADO”
QUESTÃO 14 (DPE/PE - 2015) De acordo com entendimento do STJ, caso Carlos tenha um
relacionamento afetivo extraconjugal duradouro com Carla, se apresentando perante os amigos dela como
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marido, não será juridicamente admissível o reconhecimento desse relacionamento como união estável, mas
poderá a relação ser enquadrada como sociedade de fato.
“CERTO”
QUESTÃO 15 (DPE/PE - 2015) Se Carlos falecer sem deixar bens particulares, Luciana terá direito a uma
quota equivalente à que por lei for atribuída ao filho.
“ERRADO”

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DIA 08
32 Sucessão. Sucessão Legítima e Sucessão testamentária. Herança jacente. Herança vacante.
Inventário. Partilha de bens e direitos.

Detalhadamente:
 Ao lado do direito de família, obrigações e contratos, o estudo das sucessões ganha
relevância na preparação para as Defensorias Estaduais. Assim, vocação hereditária,
sucessão legítima e testamentária, etc., todos os pontos do dia são imprescindíveis, e devem
ser objeto de dedicação. Há momentos em que podemos fazer escolhas. Em outros, temos de
enfrentar!
 Atenção para a chamada pacta corvina.

De outro modo:
 Atenção: tema de grande incidência em DPE, com questões bem fáceis. A prioridade é ler o
Código Civil e aprender os conceitos básicos do tema.
 Princípio da saisine (o que é).
 Formas de sucessão (testamentária e legítima).
 Linha sucessória e legítima. Renúncia e aceitação de herança. Responsabilidade patrimonial
do herdeiro. Saibam quem são os herdeiros necessários.
 Sucessão do companheiro e do conjunge.
 Deserdação e indignidade.
 Sonegados, conceito e consequências.
 Estudar toda a parte processual da sucessão (especialmente inventário e partilha. Inventário
extrajudicial).
 No geral, vale a mesma observação de direito de família: lei seca e revisão do material já
estudado. Mas o enfoque é a lei seca mesmo (art. 1.784 a 2.027).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 05 (DPE/MT - 2016) Segundo o Código Civil de 2002, em relação à ordem da vocação
hereditária na sucessão legítima, assinale a
assertiva INCORRETA.
(A) A sucessão legítima defere-se ao cônjuge sobrevivente, casado no regime de comunhão parcial de bens,
em concorrência com os descendentes do cônjuge falecido somente quando este tiver deixado bens
particulares. A referida concorrência dar-se-á exclusivamente quanto aos bens particulares constantes do
acervo hereditário do de cujus.
(B) No regime de separação convencional de bens, o cônjuge sobrevivente concorre na sucessão causa
mortis com os descendentes do autor da herança.
(C) No regime de separação legal ou obrigatória de bens, o cônjuge sobrevivente não tem direito à sucessão
causa mortis em concorrência com os descendentes do autor da herança.
(D) O Código Civil assegura ao cônjuge sobrevivente, casado sob o regime da comunhão universal de bens,
o direito à herança do de cujus em concorrência com os descendentes do falecido.
(E) Na falta de descendentes, são chamados à sucessão os ascendentes, em concorrência com o cônjuge
sobrevivente.

GABARITO: “D”
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QUESTÃO 46 (DPE/PR - 2012) Sobre o Direito das Sucessões, é correto afirmar:
(A) É eficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre bem singularizado que compõe a
herança ainda não partilhada.
(B) Nos termos da lei civil, a companheira do falecido participará da sucessão quanto aos bens adquiridos
onerosamente
na constância da união estável e, concorrendo apenas com dois descendentes só do autor da herança, caberá
à companheira quota equivalente a que couber a cada um dos filhos do de cujus.
(C) Credor de herdeiro, que vem a ser prejudicado pela renúncia de seu devedor à herança pode, mediante
autorização judicial, vir a aceitar a herança pelo renunciante.
(D) Para renunciar à herança, o herdeiro deve o fazer expressamente, por meio de termo judicial ou
instrumento público ou particular.
(E) A herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido, mas após a partilha por este débito
responderão os herdeiros, independente da proporção recebida de herança por cada qual, cabível o posterior
direito de regresso.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 29 (DPE/RS - 2014) Sobre o Direito das Sucessões no ordenamento jurídico brasileiro é correto
afirmar:
(A) A partilha amigável, feita por escritura pública quando as partes forem maiores, capazes e concordes
com os respectivos termos, deverá ser levada à homologação judicial em processo de arrolamento ou
inventário para constituir título hábil ao registro imobiliário.
(B) O Código Civil de 2002 prevê que a sucessão legítima defere-se, sucessivamente, aos descendentes, em
concorrência com o cônjuge sobrevivente, aos ascendentes, aos colaterais, e, por fim, ao cônjuge
sobrevivente.
(C) A cessão de direitos hereditários é um negócio jurídico translativo inter vivos, podendo ser celebrado
mesmo antes da abertura da sucessão.
(D) Na sucessão legítima, a quota-parte do herdeiro renunciante transmite-se aos herdeiros deste. Assim, se
o de cujus tinha vários filhos e um deles renuncia à herança, o quinhão do renunciante passará para seus
filhos.
(E) A sucessão por direito de representação só se verifica na linha reta descendente, nunca na ascendente.
Além disso, na linha colateral, ocorrerá em favor dos filhos de irmãos do falecido, quando com irmãos deste
concorrerem.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 46 (DPE/PR / 2012) Sobre o Direito das Sucessões, é correto afirmar:


(A) É eficaz a cessão, pelo co-herdeiro, de seu direito hereditário sobre bem singularizado que compõe a
herança ainda não partilhada.
(B) Nos termos da lei civil, a companheira do falecido participará da sucessão quanto aos bens adquiridos
onerosamente na constância da união estável e, concorrendo apenas com dois descendentes só do autor da
herança, caberá à companheira quota equivalente a que couber a cada um dos filhos do de cujus.
(C) Credor de herdeiro, que vem a ser prejudicado pela renúncia de seu devedor à herança pode, mediante
autorização judicial, vir a aceitar a herança pelo renunciante.
(D) Para renunciar à herança, o herdeiro deve o fazer expressamente, por meio de termo judicial ou
instrumento público ou particular.
(E) A herança responde pelo pagamento das dívidas do falecido, mas após a partilha por este débito
responderão os herdeiros, independente da proporção recebida de herança por cada qual, cabível o posterior
direito de regresso.

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GABARITO: “C”

QUESTÃO 23 (DPE/MA - 2015) José de Oliveira era casado, pelo regime da comunhão parcial de bens,
com Josefina Ribeiro de Oliveira. Juntos, tiveram quatro filhos, Abelardo, Bernardo, Clodoaldo e Donaldo.
Cada um de seus filhos teve dois filhos, somando o total de oito netos do casal. Abelardo faleceu no ano de
2010. José de Oliveira, morreu em julho de 2015. A viúva, Josefina, juntamente com seus filhos Bernardo,
Clodoaldo e Donaldo, sendo que este último desejava renunciar à herança, compareceu à Defensoria com
dúvidas quanto à sucessão de José de Oliveira. Considerando essa situação e em conformidade com as
disposições legais e orientação do Superior Tribunal de Justiça:
(A) Josefina concorrerá com os filhos comuns quanto aos bens exclusivos de José de Oliveira, mas não
quanto aos bens comuns do casal, não lhe sendo reservado o quinhão mínimo de 1/4 (um quarto); Abelardo,
prémorto, será representado por seus filhos, que sucederão por estirpe; caso Donaldo renuncie à herança,
seus filhos receberão por representação.
(B) Josefina concorrerá com os filhos comuns tanto em relação aos bens exclusivos de José de Oliveira
como em relação aos bens comuns do casal, sendo-lhe reservado o quinhão mínimo de 1/4 (um quarto);
Abelardo, pré-morto, será representado por seus filhos, que sucederão por estirpe; caso Donaldo renuncie à
herança, seus filhos não poderão receber por representação.
(C) Josefina concorrerá com os filhos comuns quanto aos bens exclusivos de José de Oliveira, mas não
quanto aos bens comuns do casal, sendo-lhe reservado o quinhão mínimo de 1/4 (um quarto); Abelardo,
pré-morto, será representado por seus filhos, que sucederão por estirpe; caso Donaldo renuncie à herança,
seus filhos receberão por representação.
(D) Josefina concorrerá com os filhos comuns somente quanto aos bens comuns do casal, mas não quanto
aos bens exclusivos de José de Oliveira, sendo-lhe reservado o quinhão mínimo de 1/4 (um quarto);
Abelardo, pré-morto, será representado por seus filhos, que sucederão por cabeça; caso Donaldo renuncie à
herança, seus filhos não poderão receber por representação.
(E) Josefina concorrerá com os filhos comuns quanto aos bens exclusivos de José de Oliveira, mas não
quanto aos bens comuns do casal, sendo-lhe reservado o quinhão mínimo de 1/4 (um quarto); Abelardo,
prémorto, será representado por seus filhos, que sucederão por estirpe; caso Donaldo renuncie à herança,
seus filhos não poderão receber por representação.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 14 (DPE/PB - 2014) Francisco faleceu deixando R$ 10.000,00 em dívidas no Banco Bom
Pagador e R$ 8.000,00 em bens. A partilha foi feita, em partes iguais, a seus 4 filhos. Realizada a partilha, o
Banco Bom Pagador ajuizou ação de cobrança contra os filhos de Francisco, que
(A) respondem, solidariamente, até R$ 8.000,00.
(B) não respondem pelas dívidas deixadas pelo pai, cuja personalidade se extinguiu com o falecimento.
(C) respondem, individualmente, até o montante de R$ 2.500,00 cada.
(D) respondem, solidariamente, até R$ 10.000,00.
(E) respondem, individualmente, até o montante de R$ 2.000,00 cada.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 88 (DPE/DF - 2013) O espólio tem legitimidade para postular indenização pelos danos materiais
e morais experimentados pelos herdeiros, inclusive sob a alegação de que os referidos danos teriam
decorrido de erro médico de que fora vítima o falecido.
“ERRADO”

QUESTÃO 3 (DPE/PE - 2015) O espólio possui legitimidade para postular indenização por danos morais
pelos prejuízos decorrentes de ofensa à imagem do falecido, em virtude da contratação de cartão de crédito
após a morte do usuário, com a inscrição do seu nome nos cadastros de devedores inadimplentes.
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“ERRADO”

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Direito Processo Civil (10 dias)

Essa disciplina é temida por 9 dentre 10 concurseiros. Com a recém vigência do Novo CPC, o estudo dos
dispositivos legais e dos enunciados dos encontros promovidos pelas diversas associações que se dedicam ao
estudo do direito processual civil, a exemplo da Escola Nacional de Formação e Aperfeiçoamento de
Magistrados (ENFAM), do Fórum Permanente de Processualistas Civis (a Carta de Vitória) e do FONAJE
ganham relevo.

Dicas de como estudar o novo CPC:


 Aprenda sua estrutura (o que mudou) e entenda os princípios norteadores do novo diploma.
 Foque nos novos institutos (novidades, logo tendem a cair).
 Foque nas mudanças comparando o novo regramento com o anterior, bem como atenção para as
mudanças que já ocorreram em 2016.
 O que se verifica, por exemplo, é a cobrança das novidades e das mudanças. Está caindo muito, por
exemplo, incidente de resolução de demandas repetidas, incidente de uniformização de
jurisprudência e tutelas provisórias.
 Leia muito a legislação seca (prioridade).
 Mantenha o estudo de jurisprudência, mesmo que firmada na vigência do anterior CPC.
 OBS- Esse material é uma esquematização ampla do novo CPC, utilize-o em conjunto com a
esquematização sugerida no corpo de seu edital.
 OBS2- Somente estude os temas abaixo que estiverem, de fato, previstos em seu edital (cerca de 90%
certamente estarão).
 Foco no regramento da Defensoria e da gratuidade da justiça. Sempre que o Código fizer qualquer
referencia a Defensoria, redobrem a atenção.
 Processo Civil é prioritário para DPEs, inclusive em processo coletivo.

DIA 01
1 Processo e Constituição. Princípios. Jurisdição e ação. 1.1 Conceito, natureza e características. 1.2
Condições da ação. 2 Partes e procuradores. 2.1 Capacidade processual e postulatória. 2.2 Deveres e
substituição das partes e procuradores. Curadoria especial.

Detalhadamente:
 O primeiro dia de processo civil é bem conceitual. Comecemos pelo estudo dos Princípios,
Jurisdição e Ação.
 Outro tema sempre recorrente é sobre condições da ação, a distinção entre capacidade
processual e postulatória.
 Um tema que é bem a cada da Defensoria é a curadoria especial. Então, fiquem atentos!
 Leiam os artigos 70 e seguintes do Novo CPC, referente as partes e procuradores, deveres,
responsabilidade por dano processual, etc.

172
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 Atenção para a letra da lei, para a leitura de legislação! Como a lei é nova, as provas
focarão muito na letra da lei! Se possível leia desde o início (incluindo ai cooperação
internacional e nacional no novo CPC! Pode cair nos próximos editais!)

De forma ainda mais detalhada:


Sobre Teoria Geral do Processo:
 Saber a estrutura do novo código (Parte Geral e Especial, p. ex.).
 Saber a aplicação do novo CPC aos processos que estejam pendentes quando de sua
vigência (aplicação imediata X isolamento dos atos processuais).
 Princípios regentes do processo civil, especialmente as inovações trazidas pelo novo código
(princípio da solução consensual, cooperação, boa-fé processual e seus desdobramentos,
paridade de tratamento, ordem cronológica de decisão, dentre outros). Princípios do
neoprocessualismo.
 Atenção para a imposição de ordem cronológica para julgamento (vejam as exceções a essa
regra).
 Autonomia do processo civil (desenvolvimento histórico).
 Toda teoria geral da ação e da jurisdição. Princípios que norteiam o direito de ação e da
função jurisdicional.
 Direito de ação concreto X abstrato. Teoria das condições da ação e da asserção.
 Substitutos processuais, com enfoque para a mediação e arbitragem. Mudanças na lei de
arbitragem e na lei de mediação. Arbitragem e poder público em juízo. Arbitragem nos
contratos de adesão. Carta arbitral (novidade introduzida pelo novo CPC). Autotutela e seus
resquícios.
 Noções básicas de mediação e arbitragem (Leis 13.140/15 e 9.307/96). Penso não ser o caso
de leitura completa de ambas as leis, mas é necessário, ao menos, noções gerais dos
conceitos, dos poderes do árbitro, da forma de submissão a arbitragem, da recorribilidade
da decisão do árbitro ao poder judiciário.

Sobre partes:
 Conceito de partes (clássico e moderno). Representação processual e legitimidade
extraordinária. Coisa julgada X justiça da decisão.
 Capacidade processual, capacidade de ser parte e capacidade postulatória. Distinções.
 A quem será dado curador especial e quem exerce essa função. Atuação da Defensoria na
curadoria especial.
 Outorga uxória (casos em que se faz necessária).
 Deveres das partes e multa por má-fé processual. Responsabilidade por dano processual.
 Atenção com o capítulo das despesas, honorários e multas. Redobre a atenção quando for
estudar honorários advocatícios, especialmente quando for parte a Fazenda Pública.
 Procuradores- leitura do código. Atenção para o caso em que se permite litigar sem
procuração. Ausência de juntada da procuração (alteração em relação ao CPC antigo
quanto aos efeitos).

173
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 Procedimento de substituição de partes e seus procuradores. Consequências da omissão na
substituição.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 51 (DPE/MG - 2014) Sobre os princípios aplicáveis ao Direito Processual Civil, analise as
proposições a seguir.
I. É vedada a adoção, pelo juiz, da técnica de fundamentação per relationem, por não restar atendida, nessa
hipótese, a exigência constitucional de motivação das decisões.
II. O princípio da eventualidade, contrário à regra da preclusão, possibilita às partes o mais amplo exercício
das faculdades processuais em todas as fases do procedimento.
III. A inobservância, pelo juiz, do princípio da adstrição, tem o condão de gerar ofensa aos princípios
constitucionais do contraditório e da ampla defesa.
IV. A legislação brasileira contempla situações em que o juiz está autorizado a agir de ofício, mitigando-se,
nessas hipóteses, o princípio dispositivo.

Estão CORRETAS as proposições


A) I e II apenas.
B) II, III e IV apenas.
C) III e IV apenas.
D) I e III apenas.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 37 (DPE/RS - 2014) O artigo 9o do Código de Processo Civil dispõe que “o juiz dará curador
especial” ao
(A) incapaz, quando citado por edital.
(B) incapaz, exclusivamente quando não tenha representante legal.
(C) revel, apenas quando citado por edital.
(D) réu preso, quando os interesses em litígio forem indisponíveis.
(E) revel, desde que citado por edital ou com hora certa.
GABARITO: “E”

QUESTÃO 41 (DPE/RS - 2014) Sobre a causa de pedir, é correto afirmar:


(A) O fundamento legal invocado na petição inicial e a argumentação utilizada integram a causa de pedir, a
qual, juntamente com o pedido, delimita os contornos objetivos da lide, repercutindo no futuro alcance da
coisa julgada material.
(B) Traduzida no fato e nos fundamentos jurídicos do pedido, além de expresso requisito da petição inicial, é
um dos elementos identificadores da demanda, com repercussão direta no alcance da coisa julgada.
(C) O CPC adotou a teoria da substanciação, exigindo que se apresente o fato, os fundamentos jurídicos
(relação jurídica) e o pedido.
(D) O CPC, ao dispor que a causa de pedir deve individualizar os fatos e os fundamentos jurídicos do
pedido, adotou a teoria da individuação.
(E) Conforme preceituado pelo CPC, contém o fato e os fundamentos jurídicos do pedido, esses sinônimos
de fundamento legal.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 43 (DPE/RS - 2014) Segundo o Código de Processo Civil


(A) alienada a coisa litigiosa, o adquirente não pode ingressar em juízo, substituindo o alienante, mesmo que
consinta a parte contrária, tendo em vista o princípio da estabilização subjetiva da demanda.

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(B) somente se autorizado por lei ou pelo juiz da causa alguém pode pleitear, em nome próprio, direito
alheio.
(C) quem pleiteia, em nome próprio, direito alheio, atua na condição de sucessor processual, dependendo de
autorização legal.
(D) a substituição processual não guarda relação com a legitimação extraordinária, uma vez que pressupõe o
falecimento da parte.
(E) o cônjuge somente necessitará do consentimento do outro para propor ações que versem sobre direitos
reais imobiliários.
GABARITO: “E”

QUESTÃO 16 (DPE/PB - 2014) Em relação à ação, é correto afirmar:


(A) Os elementos da ação são as partes, o pedido e a causa de pedir, servindo para identificá-la e não se
confundindo com suas condições.
(B) Se os elementos da ação forem idênticos, ter-se-á a configuração de continência ou conexão, conforme a
natureza da demanda.
(C) Se os elementos da ação forem semelhantes, ter-se-á a caracterização de litispendência ou coisa julgada.
(D) O direito de ação em sentido estrito é incondicionado, por decorrer do direito de acesso à justiça.
(E) As condições da ação constituem matéria de ordem pública e, assim, devem ser arguidas pela parte, não
podendo ser reconhecidas de ofício pelo juiz.
GABARITO: “A”

QUESTÃO 17 (DPE/PB - 2014) "Toda pessoa que se acha no exercício dos seus direitos tem capacidade
para estar em juízo". Este conceito é
(A) falso, porque é preciso ser advogado para se ter a capacidade processual e para se estar em juízo.
(B) verdadeiro e diz respeito à capacidade postulatória, a ser exercida em regra por meio de advogados que
representem a parte.
(C) verdadeiro e diz respeito à legitimação processual, conceito que se confunde com o de capacidade para
estar em juízo.
(D) falso, porque é preciso a maioridade civil para se estar em juízo e poder exercer pessoalmente a
capacidade postulatória nos autos.
(E) verdadeiro e diz respeito à capacidade processual, que não se confunde com a capacidade postulatória.
GABARITO: “E”

QUESTÃO 43 (DPE/AC - 2012) Com relação à capacidade postulatória e aos atos processuais, assinale a
opção correta.
(A) O julgamento de recurso interposto por defensor público estadual deve ser acompanhado no STJ
exclusivamente pela DPU, que deve ser intimada das decisões e acórdãos proferidos, constituindo a atuação
da DPU impedimento à ação da respectiva DPE.
(B) Outorgado mandato por menor devidamente representado, o instrumento permanece válido até que o
mandante atinja a maioridade e, se ainda em curso o processo após o aniversário de dezoito anos do
mandante, nova procuração deverá ser juntada aos autos, sob pena de se considerar inadmissível eventual
recurso interposto.
(C) O pleito de fornecimento de medicamentos a menor carente deve ser postulado pela DP, em ação
individual, ou pelo MP, em ação civil pública.
(D) O pedido de assistência judiciária gratuita formulado no curso da ação deve ser deduzido em petição a
ser proposta em separado e autuada em apenso aos autos principais, podendo a proposição no corpo de
petição de recurso ser considerada erro grosseiro.
(E) Conforme súmula do STJ, os honorários advocatícios não são devidos à DP quando ela atua contra
qualquer pessoa jurídica de direito público.

GABARITO: “D”
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QUESTÃO 44 (DPE/AC - 2012) Com relação à capacidade postulatória e aos atos processuais, assinale a
opção correta.
(A) O julgamento de recurso interposto por defensor público estadual deve ser acompanhado no STJ
exclusivamente pela DPU, que deve ser intimada das decisões e acórdãos proferidos, constituindo a atuação
da DPU impedimento à ação da respectiva DPE.
(B) Outorgado mandato por menor devidamente representado, o instrumento permanece válido até que o
mandante atinja a maioridade e, se ainda em curso o processo após o aniversário de dezoito anos do
mandante, nova procuração deverá ser juntada aos autos, sob pena de se considerar inadmissível eventual
recurso interposto.
(C) O pleito de fornecimento de medicamentos a menor carente deve ser postulado pela DP, em ação
individual, ou pelo MP, em ação civil pública.
(D) O pedido de assistência judiciária gratuita formulado no curso da ação deve ser deduzido em petição a
ser proposta em separado e autuada em apenso aos autos principais, podendo a proposição no corpo de
petição de recurso ser considerada erro grosseiro.
(E) Conforme súmula do STJ, os honorários advocatícios não são devidos à DP quando ela atua contra
qualquer pessoa jurídica de direito público.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 97 (DPE/DF - 2013) Segundo entendimento do STJ, é necessária a intervenção da DP como


curadora especial do menor em ação de destituição de poder familiar ajuizada pelo MP.
“ERRADO”

QUESTÃO 16 (DPE/PE - 2015) De acordo com entendimento sumulado do STJ, não são devidos
honorários advocatícios à DP quando esta atuar em processo contra a pessoa jurídica de direito público à
qual pertença. A referida Corte fixou entendimento recente, em consonância com a referida jurisprudência,
de que são devidos honorários advocatícios sucumbenciais em favor da DP, quando se tratar de demanda
ajuizada em face de ente federativo diverso do qual pertença.
“CERTO”

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DIA 02
3 Litisconsórcio e assistência. Sucessão processual. 4 Intervenção de terceiros. 4.1 Oposição,
nomeação à autoria, denunciação à lide e chamamento ao processo. 5 Prerrogativas processuais da
Defensoria Pública. Gratuidade de justiça. Ministério Público.

Detalhadamente:
 Litisconsórcio e intervenção de terceiros são temas sempre importantes para qualquer prova
de processo civil, então tem que estar sempre na ponta da língua essa matéria.
 Ainda, estude amicus curiae, amicus communitas e custos vulnerabilis et plebis (art. 554
NCPC)
 Foco nas prerrogativas da Defensoria Pública – leia a lei (art. 77, §6º; art. 78; art. 91; art.
93; 139, X; 152, VI, “b”; 156; 185 e seguintes, etc). Tudo que envolver Defensoria no Novo
CPC tem que ser lido e relido!
 Em suma, estudo litisconsórcio, intervenção de terceiros e faça mais uma leitura da lei. Tente
ler de onde parou no primeiro dia até o art. 187, pelo menos.

De forma mais detalhada para intervenção de terceiros:


 Atenção com intervenção de terceiros, especialmente as envolvendo a Fazenda Pública
(denunciação da lide ao servidor, bem como chamamento nas ações de medicamentos). Mas
todas são importantes.
 Veja com cuidado as espécies de assistência, e sua diferença de regime jurídico. Distinção
entre coisa julgada e justiça da decisão.
 Muita atenção para as mudanças do novo CPC quanto ao tema, p. ex.: a oposição deixa de
existir como intervenção de terceiro e passa a ter regramento como ação autônoma de
procedimento especial; a nomeação à autoria deixa de existir como forma de intervenção,
mas ainda há a possibilidade de correção do polo passivo pelo autor; a vedação da
denunciação da lide por saltos e a permissão de apenas uma denunciação sucessiva.
 Incidentes de desconsideração da personalidade jurídica (procedimento). Efeitos.
Desconsideração inversa.
 Amicus Curiae - para quem estuda pelo P. Lenza, já o terá feito em constitucional. Atenção
para a possibilidade de recurso, e quem pode ser admitido como amicus curiae. Vejam,
ainda, o capítulo específico do novo CPC sobre o tema. Poderes do amicus curiae. Atuação
da Defensoria como amicus curiae.

De forma mais detalhada para os demais temas:


 Gratuidade de Justiça- tema deslocado para o NCPC, logo é novidade e merece atenção.
Assistência gratuita a pessoa jurídica. Revogação do benefício. Decisão de deferimento e
indeferimento (recurso cabível). Deferimento na fase recursal.
 Do juiz - atos praticados, bem como impedimento e suspeição (atenção com os novos casos).
Incidente de impedimento e suspeição (procedimento). Responsabilidade civil do juiz.
 Ministério Público - Atuação como fiscal da lei e como parte (atuação no processo
coletivo). Prerrogativas do membro e hipóteses de impedimento e suspeição. Formas de
intimação e prazos para manifestação. Participação do MP quando houver interesse da
177
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Fazenda Pública. Início do prazo (intimação pessoal ou ingresso dos autos no setor
administrativo).
 Leitura atenta do capítulo referente a Advocacia Pública e a Defensoria Pública. Prazos de
manifestação e formas de intimação. Responsabilidade civil.
 Demais intervenientes - basta o CPC seco (art. 150 a 175). Atenção redobrada com os
conciliadores e mediadores (novidade).

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 13 (DPE/MT - 2016) Sobre as intervenções de terceiros no Código de Processo Civil
(CPC/2015), assinale a afirmativa INCORRETA.
(A) O incidente de desconsideração da personalidade jurídica aplica-se ao processo de competência dos
juizados especiais.
(B) O ingresso da Ordem dos Advogados do Brasil, na qualidade de amicus curiae, em processo em trâmite
perante a Justiça Estadual, desloca a competência para a Justiça Federal.
(C) Formulada denunciação da lide pelo réu e procedente o pedido da ação principal, pode o autor, se for o
caso, requerer o cumprimento da sentença também contra o denunciado, nos limites da condenação deste na
ação regressiva.
(D) É admissível a denunciação da lide, promovida por qualquer das partes.
(E) O amicus curiae pode recorrer da decisão que julgar o incidente de resolução de demandas repetitivas.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 19 (DPE/MT - 2016) Sobre o curador especial, assinale a afirmativa INCORRETA.
(A) Nas ações em que réu preso for revel, caberá à Defensoria Pública exercer o múnus de curador especial,
enquanto não for constituído advogado.
(B) Nos casos em que o réu revel foi citado por edital ou com hora certa, caberá à Defensoria Pública
exercer o múnus de curador especial, enquanto não for constituído advogado.
(C) É necessária a intervenção da Defensoria Pública como curadora especial do menor na ação de
destituição de poder familiar ajuizada pelo Ministério Público.
(D) O Defensor Público não faz jus ao recebimento de honorários pelo múnus de curador especial, por estar
no exercício das suas funções institucionais, para o que já é remunerado mediante o subsídio em parcela
única.
(E) O juiz nomeará curador especial ao incapaz, se concorrer na partilha com o seu representante, desde que
exista colisão de interesses.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 52 (DPE/MG - 2014) Sobre a figura do Curador Especial, assinale a alternativa CORRETA.
A) Na ação de usucapião, é compulsória a nomeação de Curador Especial para promover a defesa dos revéis
incertos, citados por edital, sob pena de nulidade da sentença.
B) A atividade instrutória do Curador Especial não está condicionada à demonstração da situação de
carência financeira da parte ausente por ele representada no processo.
C) Ao Curador Especial não se aplica a regra do ônus da impugnação especificada dos fatos, sendo lícito a
ele, quando da apresentação da defesa, anuir com o pedido formulado na petição inicial.
D) Em decorrência dos princípios da ampla defesa e do contraditório, o Curador Especial que atuar em prol
do réu revel, citado fictamente, tem legitimidade para ajuizar reconvenção e ação declaratória incidental.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 53 ( DPE/PR - 2012) Acerca do litisconsórcio, da assistência e da intervenção

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de terceiros no processo civil, é correto afirmar:
(A) Havendo um número exagerado de litisconsortes necessários no polo passivo do processo, o juiz poderá
limitar o número de litigantes e determinar o desdobramento das ações, quando tal fato comprometer a
rápida solução do litígio ou dificultar a defesa.
(B) O pedido de limitação do litisconsórcio multitudinário deve ser feito pelo réu no bojo da contestação,
sob pena de ocorrer preclusão consumativa.
(C) Não sendo o assistente adesivo parte no processo, eventual derrota do assistido não implicará na
condenação daquele nas custas processuais, mesmo a despeito de sua efetiva participação na demanda.
(D) Proposta ação anulatória de arrematação judicial contra o exequente e o arrematante, terceiro que se
considera o verdadeiro proprietário do bem, poderá, visando a participar do processo em curso, ajuizar
oposição contra todos os litigantes da demanda anulatória.
(E) A denunciação à lide funda-se no ajuizamento, pelo denunciante, de lide eventual, subsidiária,
processada em simultaneus processus com a ação principal, cujo julgamento ocorre secundum eventum litis,
envolvendo direito de garantia, de regresso ou de indenização que o denunciante pretende exercer contra o
denunciado.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 32 (DPE/MA - 2015) Em razão de acidente de trânsito, Caio ajuizou ação contra Luiz, causador
do dano, o qual denunciou à lide seguradora com quem mantém vínculo contratual. Esta, por sua vez,
compareceu aos autos e contestou o pedido formulado por Caio. De acordo com súmula do Superior
Tribunal de Justiça,
(A) a seguradora pode ser condenada, direta e solidariamente com Luiz, a pagar indenização a Caio, nos
limites contratados na apólice.
(B) apenas a seguradora pode ser condenada a pagar indenização a Caio, nos limites contratados na apólice.
(C) eventual condenação deverá recair somente contra Luiz, o qual terá direito de executar a seguradora, nos
mesmos autos, nos limites contratados na apólice.
(D) a seguradora pode ser condenada, subsidiariamente, a pagar indenização a Caio, independentemente do
que constar da apólice.
(E) eventual condenação deverá recair somente contra Luiz, o qual terá direito de executar a seguradora,
independentemente do que constar da apólice, desde que o faça em autos apartados.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 35 (DPE/MA - 2015) Maurício sofreu danos em razão de acidente de trânsito provocado por
Leonardo, que mantém com “Total Safe Seguradora” seguro de responsabilidade civil facultativo. De acordo
com súmula do Superior Tribunal de Justiça e com o Código de Processo Civil, Maurício
(A) não poderá ajuizar ação direta e exclusivamente contra a Total Safe Seguradora, devendo o juiz, em tal
caso, conhecer de ofício da ilegitimidade de parte, julgando extinto o processo sem resolução de mérito.
(B) não poderá ajuizar ação direta e exclusivamente contra a Total Safe Seguradora, mas o juiz, em tal caso,
só conhecerá da ilegitimidade de parte se a matéria for alegada em contestação, julgando extinto
o processo sem resolução de mérito.
(C) poderá ajuizar ação direta e exclusivamente contra a Total Safe Seguradora, a qual poderá denunciar
Leonardo à lide.
(D) não poderá ajuizar ação direta e exclusivamente contra a Total Safe Seguradora, devendo o juiz, em tal
caso, conhecer de ofício da ilegitimidade de parte, julgando extinto o processo com resolução de mérito.
(E) poderá ajuizar ação direta e exclusivamente contra a Total Safe Seguradora, a qual é facultado chamar
Leonardo à lide.
GABARITO: “A”

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QUESTÃO 53 (DPE/PR - 2012) Acerca do litisconsórcio, da assistência e da intervenção de terceiros no
processo civil, é correto afirmar:
(A) Havendo um número exagerado de litisconsortes necessários no polo passivo do processo, o juiz poderá
limitar o número de litigantes e determinar o desdobramento das ações, quando tal fato comprometer a
rápida solução do litígio ou dificultar a defesa.
(B) O pedido de limitação do litisconsórcio multitudinário deve ser feito pelo réu no bojo da contestação,
sob pena de ocorrer preclusão consumativa.
(C) Não sendo o assistente adesivo parte no processo, eventual derrota do assistido não implicará na
condenação daquele nas custas processuais, mesmo a despeito de sua efetiva participação na demanda.
(D) Proposta ação anulatória de arrematação judicial contra o exequente e o arrematante, terceiro que se
considera o verdadeiro proprietário do bem, poderá, visando a participar do processo em curso, ajuizar
oposição contra todos os litigantes da demanda anulatória.
(E) A denunciação à lide funda-se no ajuizamento, pelo denunciante, de lide eventual, subsidiária,
processada em simultaneus processus com a ação principal, cujo julgamento ocorre secundum eventum litis,
envolvendo direito de garantia, de regresso ou de indenização que o denunciante pretende exercer
contra o denunciado.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 18 (DPE/PB - 2014) Examine os enunciados seguintes:
I. O litisconsórcio multitudinário poderá ser limitado pelo juiz, caso se trate de litisconsórcio facultativo e
não necessário, desde que o número de litigantes seja tal que comprometa a rápida solução do litígio ou
dificulte a defesa da parte adversa.
II. Quando o litisconsórcio for necessário por força de lei, também será sempre unitário, isto é, a sentença
será sempre igual para os litisconsortes.
III. Na maioria dos casos o litisconsórcio facultativo é simples, ou seja, sua formação será opcional e a
sentença poderá ser diferente para os litisconsortes, o que não ocorre com a sentença proferida no
litisconsórcio unitário.
No tocante ao litisconsórcio, são corretos os enunciados
(A) I e II.
(B) I e III.
(C) II e III.
(D) II, apenas.
(E) I, apenas.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 48 (DPE/AC - 2012) Um município, por intermédio de seu órgão de fiscalização de obras,
ajuizou ação demolitória contra uma construtora que ludibriara a fiscalização para erigir prédio em
desacordo com o projeto para o qual obtivera aprovação do poder público. Finalizada a obra, verificou-se
que o edifício se caracterizava como prédio residencial formado de quitinetes, embora o projeto aprovado e
a área ocupada se referissem a hotel. Citada, a construtora contestou e reconveio. Na contestação, alegou que
a destinação da área estava prestes a ser alterada por uma lei que passaria a admitir, no local, prédios de
quitinetes. Na reconvenção, alegou litisconsórcio necessário com todos os locatários que ocupavam o prédio,
sendo imprescindível a citação de todos para a validade do processo. Argumentou, ainda, que os locatários
seriam atingidos pela sentença e que a construtora não poderia ser obrigada a demolir o edifício, ocupado
por terceiros. Sobreveio acórdão que confirmou a sentença, julgando procedente a ação demolitória e
improcedente a reconvenção. Foi interposto recurso especial, pendente de juízo de admissibilidade. Com
base nessa situação hipotética, assinale a opção correta.
(A) Terceiros prejudicados podem ajuizar demanda própria para defesa de seus direitos eventualmente
atingidos pelo ato judicial produzido em demanda inter alios, ainda que já tenha sido produzida a coisa
julgada.
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(B) Para defenderem eventual direito que julguem ter, os locatários devem adotar as medidas cabíveis antes
que o referido acórdão transite em julgado, pois, uma vez formada a coisa julgada, seu conteúdo passa a ser
imutável, nos termos do CPC, tornandose- lhes impossível afastar sua aplicação.
(C) Nesse caso, é imprescindível a inclusão dos locatários na lide, pois, de acordo com o CPC, a sentença
faz coisa julgada apenas às partes envolvidas, não podendo beneficiar nem prejudicar terceiros.
(D) A necessidade de citação dos locatários para a eficácia da sentença decorre do disposto no CPC cerca
das condições para o litisconsórcio necessário, entre as quais se inclui o fato de o juiz ter de decidir a lide de
maneira uniforme para todas as partes, tal como no caso apresentado, em que a demolição do prédio pela
construtora é indissociável da desocupação deste pelos locatários.
(E) A coisa julgada, assim considerada a eficácia que torna imutável e indiscutível a sentença, conforme
disposto no CPC, inibe que o julgado produza efeitos naturais de amplitude subjetiva mais alargada.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 49 (DPE/AC - 2012) A DP, muitas vezes, atua em causas em que é obrigatória a participação do
MP, devendo o DP requerer a intimação do parquet sempre que a lei o exigir, a fim de evitar desgastantes
debates sobre nulidades processuais. Acerca desse assunto, assinale a opção correta.
(A) É imprescindível que a parte requeira a intimação do MP nas petições iniciais de mandado de segurança
e ação popular, sob pena de inépcia.
(B) Se intervier na causa, ainda que na condição de fiscal da lei e não em nome próprio, o MP poderá juntar
documentos e certidões, produzir prova em audiência e requerer medidas ou diligências, inclusive perícias,
necessárias ao descobrimento da verdade.
(C) Em causa que verse sobre interesses exclusivamente patrimoniais em favor de menor relativamente
incapaz, com idade entre dezesseis e dezoito anos, sendo o menor assistido por genitor e não havendo entre
eles conflito de interesses, não há necessidade de o DP requerer a intimação do MP.
(D) Havendo obrigatoriedade legal de intervenção do MP, a parte deve intimá-lo, sob pena de nulidade do
processo, que poderá ser arguida em qualquer instância, não sendo admissível convalidação mediante
aplicação do princípio pas de nullités sans grief.
(E) Para a validade dos processos em que seja obrigatória a intervenção do MP, não basta a intimação deste;
a intervenção deve ser eficaz, sendo causa de nulidade a omissão ou displicência do representante do parquet
em detrimento da parte tutelada.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 98 (DPE/DF - 2013) É prerrogativa da DP a intimação pessoal dos seus membros de todos os
atos e termos do processo. A presença do DP na audiência de instrução e julgamento na qual seja proferida a
sentença não retira o ônus da sua intimação pessoal, que somente se concretiza com a entrega dos autos com
abertura de vistas, em homenagem ao princípio constitucional da ampla defesa.
“CERTO”

QUESTÃO 99 (DPE/DF - 2013) A contagem dos prazos para a interposição de recursos pelo MP ou pela
DP começa a fluir da data do recebimento dos autos com vista no respectivo órgão, e não da ciência do
respectivo membro no processo.
“CERTO”

QUESTÃO 17 (DPE/PE - 2015) Segundo a jurisprudência dominante do STJ, caso a parte apresente
incidente de exceção, o processo será suspenso na data em que a exceção for recebida pelo juiz, e não na
data em que for oposta.
“ERRADO”

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QUESTÃO 18 (DPE/PE - 2015) O assistente simples pode adotar posição contrária à do assistido: por
exemplo, se o assistido formular pedido de desistência da ação, poderá o assistente opor-se a tal
requerimento.
“ERRADO”

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DIA 03
6 Competência. 6.1 Em razão do valor e da matéria. 6.2 Competência funcional e territorial. 6.3
Modificações de competência e declaração de incompetência. 7 O juiz. 8 Atos processuais. 8.1 Forma
dos atos. 8.2 Prazos. 8.3 Comunicação dos atos.

Detalhadamente:
 Esse dia é um dos mais importantes!! Competência no novo CPC de acordo com a
vulnerabilidade processual da parte!!
 Foco também nos negócios jurídicos processuais, que permite que partes iguais possam
convencionar redução de prazos, assunção de despesas pelas provas que o outro venha a
produzir em juízo, etc. A questão da vulnerabilidade aqui é bem interessante! Destaco
enunciados 18 e 135 do Fórum Permanente de Processualistas Civis.
 Leia o art. 190 do NCPC.
 Outro ponto importante é em relação aos prazos processuais e pluralidade de partes e
procuradores (litisconsórcio), termo inicial do prazo, etc.
 Após, estudar processo e procedimento! Leia a lei seca!

De forma mais detalhada para competência:


 Competência- atenção para a competência Federal X Estadual, conexão e continência,
declaração de nulidade de cláusula de eleição de foro. Incompetência relativa e absoluta.
Efeitos. Perpetuação da jurisdição (exceções).
 Quanto a competência Federal X Estadual, vide a quem cabe decidir pela existência de
interesse do Ente Federal. Critérios de fixação da competência previstos na CF (art. 109 e
seguintes). Exclusão do ente federal da lide. Caráter taxativo ou não da competência da
Justiça Federal.
 Vide os limites da jurisdição nacional (exclusiva e concorrente). Os artigos 21 a 25 do NCPC
são propensos a serem cobrados com grande incidência. Litispendência internacional e
conflito entre decisão nacional e estrangeira.
 Vide as formas de cooperação jurídica internacional, especialmente os princípios
norteadores, o objeto da cooperação (inclusive para obtenção de provimentos liminares) e as
espécies.
 Homologação de sentença estrangeira - saber o novo regramento trazido pelo CPC que
entrará em vigor. Vide a quem cabe decidir pela homologação e quais são os pressupostos
para tanto. Casos em que não haverá homologação.
 Atenção redobrada para auxílio direto e o conceito de autoridade central. Saibam quem são
as autoridades centrais no Brasil. Diferença entre carta rogatória e homologação de
sentença estrangeira. Competência constitucional para a homologação ou exequatur.
 Princípio da reciprocidade.
 Competência para julgar demandas contra a Fazenda Pública (varas especializadas).
 Saibam as regras que determinam a fixação da competência interna, distinguindo ações
pessoais e ações reais. Competência para julgar a sucessão e partilha de bens, inclusive de
estrangeiros.
 Distinção entre conexão e continência. Quando haverá a reunião para decisão conjunta.
 Cláusula de eleição de foro (limites de validade).

183
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 Arguição de incompetência. Fim das exceções. Matéria arguida como preliminar.
Prorrogação da competência relativa.
 Conceito e hipóteses em que há conflito de competência.
 Vejam a novidade introduzida pela cooperação nacional e formas em que pode ocorrer.
Importante nem tanto pelo conteúdo, mas por ser novidade, ao menos formal, introduzida
pelo novo código.

De forma ainda mais detalhada para atos processuais:


 Detalhadamente:
 Foco: lei seca.
 Atos- cuidado com a forma, tempo e lugar dos atos processuais. Publicidade dos atos.
Adaptabilidade do procedimento por vontade das partes. Calendário para a prática dos atos
processuais.
 Atos processuais eletrônicos. Leitura da lei específica (Lei 11.419/2006).
 Atos das partes, especialmente a desistência.
 Atos do juiz. Sentença não assinada. Atos que podem ser delegados a servidores.
 Preclusão merece destaque (espécies). Benefícios de prazos em dobro para certos Entes.
Prematuridade do ato. Contagem dos prazos. Suspensão dos prazos. Data do início do prazo.
Prazo próprio X impróprio.
 Quanto aos atos processuais em si (intimações, citações, cartas, movimentações) basta ler o
CPC, salvo no que tange à citação (saber os efeitos e as mudanças no novo CPC). Espécies
de citação e quando usar cada uma das modalidades. Citação ficta.
 Cartas- espécies e requisitos. Carta arbitral (novidade).
 Casos de distribuição da causa por dependência.
 Teoria das nulidades e princípios norteadores. Aproveitamento dos atos processuais.
 Valor da causa- apenas decorar os art. 291 a 293.
 Relembrando- o foco principal é a leitura da lei seca.

Como vem sendo cobrado em provas?


68. (DPE/PR – 2017) Sobre os prazos no Código de Processo Civil, é correto afirmar:
(A) Os litisconsortes que tiverem diferentes procuradores, desde que de escritórios distintos, terão prazos
contados em dobro para todas as suas manifestações, tratando-se de autos físicos.
(B) O prazo para resposta, em caso de citação por edital, inicia-se quando finda a dilação assinalada pelo
juiz, ainda que em dia não útil.
(C) Considera-se dia do começo do prazo o dia subsequente à data em que efetivamente o oficial de justiça
realizou a citação com hora certa.
(D) O prazo para cada um dos executados embargar, quando houver mais de um, conta-se a partir da juntada
do respectivo comprovante de citação, ainda que cônjuges ou companheiros.
(E) O cumprimento definitivo da sentença, no caso de condenação em quantia certa, far-se-á mediante
requerimento do exequente, sendo o executado intimado a pagar o débito em quinze dias úteis.

GABARITO “A”

72. (DPE/PR – 2017) Sobre a competência, o procedimento comum e a intervenção de terceiros, considere:
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I. A reconvenção admite ampliação subjetiva, ou seja, o ingresso de terceiro. Porém, o Código de Processo
Civil veda a formação de litisconsórcio ativo, admitindo-o somente em relação ao polo passivo da demanda
reconvencional.
II. Em demanda de saúde, por se tratar de obrigação solidária, segundo jurisprudência do STF, é admitido o
chamamento ao processo de ente federativo para formar litisconsórcio passivo visando ao exercício do
direito de regresso.
III. A intervenção de amicus curiae é admitida em qualquer processo, desde que se trate de causa relevante,
de tema específico ou que tenha repercussão social, e exige representação adequada, a qual não pressupõe
concordância unânime daqueles a quem representa.
IV. As testemunhas arroladas pela Defensoria Pública serão intimadas pela via judicial, não podendo
exceder ao número de dez, e, dentro deste número, somente é admitido, no máximo, três para a prova de
cada fato, podendo o juiz limitar este quantitativo em virtude da complexidade da causa e dos fatos
individualmente considerados.
V. Segundo o STJ, mesmo que extinta a medida protetiva de urgência em virtude de homologação de acordo
entre as partes, é de competência da Vara Especializada de Violência Doméstica ou Familiar contra a
Mulher julgar ação de divórcio fundada na mesma situação de agressividade vivenciada pela vítima e que
fora distribuída por dependência à medida extinta.
De acordo com a orientação jurisprudencial e doutrinária, está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e V.
(B) II, III e IV.
(C) III, IV e V.
(D) I e II.
(E) III e IV.

GABARITO “C”

QUESTÃO 11 (DPE/MT - 2016) Sobre a competência no Código de Processo Civil (CPC/2015), assinale a
afirmativa INCORRETA.
(A) A ação possessória imobiliária será proposta no foro de situação da coisa, cujo juízo tem competência
absoluta.
(B) A incompetência, absoluta ou relativa, será alegada como questão preliminar de contestação.
(C) O registro ou a distribuição da petição inicial torna prevento o juízo.
(D) Antes da citação, a cláusula de eleição de foro, se abusiva, pode ser reputada ineficaz de ofício pelo juiz;
após a citação, incumbe ao réu alegar a abusividade da cláusula de eleição de foro na contestação, sob pena
de preclusão.
(E) É competente o foro de domicílio da mulher, para a ação de divórcio, anulação de casamento e
reconhecimento ou dissolução de união estável.

GABARITO: “E”
QUESTÃO 12 (DPE/MT - 2016) Considerando o Sistema dos Juizados Especiais, tendo como norte a
legislação vigente, marque V para as assertivas verdadeiras e F para as falsas.
( ) No sistema do Juizado Especial da Lei nº 9.099/1995, os embargos de declaração interrompem o prazo
para a interposição de recurso, nos termos dos artigos 50 e 83 do referido diploma legal.
( ) O Juizado Especial Cível (Lei nº 9.099/1995) apresenta-se como uma opção ao autor. Como regra, sua
competência abarca as causas cujo valor não exceda a quarenta vezes o salário mínimo e as ações
possessórias sobre bens imóveis de valor não excedente a também quarenta vezes o salário mínimo.
( ) O Juizado Especial da Fazenda Pública (Lei nº 12.153/2009) ostenta competência absoluta, não opcional
e de curso obrigatório. Como regra é competente para processar, conciliar e julgar causas cíveis de interesse
dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios, até o valor de 60 (sessenta) salários
mínimos.
185
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( ) Não é cabível ação rescisória no sistema do Juizado Especial Cível (Lei nº 9.099/1995).
( ) No âmbito do Juizado Especial Cível, é possível atacar decisão proferida pela Turma Recursal por meio
de reclamação dirigida ao Superior Tribunal de Justiça, o que não ocorre no âmbito do Juizado da Fazenda
Pública.

Assinale a sequência correta.


(A) V, V, V, V, F
(B) F, V, V, F, V
(C) V, F, V, F, F
(D) V, V, F, V, V
(E) F, F, F, V, V
GABARITO: “A”
QUESTÃO 34 (DPE/AM - 2013) A competência
(A) é inderrogável por convenção das partes, seja relativa ou absoluta.
(B) é sempre do foro do consumidor, nas ações de responsabilidade civil do fornecedor.
(C) se relativa, deve ser arguida em preliminar de contestação, de acordo com o Código de Processo Civil.
(D) é alterada pela conexão, mesmo que um dos processos já tenha sido sentenciado.
(E) quando alterada em razão da matéria, acarreta a nulidade dos atos decisórios.
GABARITO: “E”
Questão 33 (DPE/MA - 2015) Fabiana abalroou veículo de Cláudio, que ajuizou ação de reparação pelo rito
sumário, o qual, de acordo com o Código de Processo Civil,
(A) permite ao réu, em contestação escrita, a ser oferecida em audiência de conciliação, formular pedido em
seu favor, ainda que fundado em fatos não referidos na inicial.
(B) deverá necessariamente ser convertido ao ordinário se o caso demandar realização de perícia.
(C) permite ao réu, em resposta escrita, a ser oferecida no prazo de quinze dias da juntada do mandado
citatório aos autos, formular pedido em seu favor, desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial.
(D) é simplificado, não demandando a elaboração de relatório de sentença, pelo juiz, e dispensando as
partes, em primeira e segunda instâncias, do pagamento de custas, despesas processuais e honorários
advocatícios.
(E) permite ao réu, em resposta escrita ou oral, a ser oferecida em audiência de conciliação, formular pedido
em seu favor, desde que fundado nos mesmos fatos referidos na inicial.
Gabarito : “E”
QUESTÃO 45 (DPE/SP - 2015) Em um processo eletrônico, foi disponibilizada intimação eletrônica no
Portal do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, destinada ao Defensor Público responsável. A
intimação se referia a decisão que deferia ao Defensor o prazo de 05 (cinco) dias para manifestação. Diante
desta situação, e levando-se em consideração o disposto na Lei no 11.419/06 (Lei do Processo Eletrônico), o
prazo de 05 (cinco) dias para a manifestação terá início
(A) a partir do primeiro dia útil após a publicação da intimação no Diário de Justiça Eletrônico com a
necessária indicação do nome do Defensor Público responsável, o que vale como intimação pessoal, por
disposição expressa da lei.
(B) somente após a intimação pessoal do Defensor Público responsável por meio de Oficial de Justiça,
uma vez que não se aplica a sistemática da intimação eletrônica àqueles que têm a prerrogativa da intimação
pessoal por previsão legal.
(C) quando o Defensor Público efetivar consulta eletrônica no teor da intimação ou, caso não o faça no
prazo de 10 (dez) dias a partir do envio da intimação eletrônica, a intimação será considerada
automaticamente realizada após este prazo.
(D) somente após o Defensor Público efetivar consulta eletrônica do teor da intimação eletrônica, sendo

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irrelevante a data em que esta foi enviada ao Portal Eletrônico do Tribunal de Justiça.
(E) depois de 10 (dez) dias, contados a partir da data do envio da intimação ao Portal Eletrônico do Tribunal
de Justiça, sendo irrelevante a data em que o Defensor Público efetivou consulta eletrônica do teor da
intimação.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 46 (DPE/SP - 2015) De acordo com as disposições da Lei no 9.099/95 e os Enunciados do
ONAJE, é INCORRETO afirmar que, nos Juizados Especiais Cíveis
(A) admitem-se apenas causas que não sejam complexas, razão pela qual as ações nas quais se discutem a
ilegalidade de juros são incompatíveis com os princípios da informalidade e da simplicidade que vige nos
Juizados Especiais, uma vez que elas inexoravelmente demandam prova complexa (perícia contábil).
(B) em causas cujo valor não supere vinte salários mínimos, as partes comparecerão pessoalmente, podendo
ser assistidas por advogado; nas de valor superior, a assistência é obrigatória; neste último caso, a
obrigatoriedade só se aplica à instrução, pois o pedido inicial e a conciliação não necessitam de assistência
obrigatória.
(C) pessoa jurídica que não seja microempresa ou empresa de pequeno porte não pode figurar como autora,
mas pode apresentar pedido contraposto; nas causas cujo valor seja inferior a 20 salários mínimos, o
acolhimento do pedido contraposto poderá superar o valor do pedido inicial, desde que observado o teto de
40 salários mínimos.
(D) contra as decisões do Colégio Recursal, é possível a interposição de embargos de declaração ou recurso
extraordinário ao Supremo Tribunal Federal, se houver violação à Constituição Federal, mas é incabível a
interposição de recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça, ainda que haja violação a lei federal ou
controvérsia jurisprudencial.
(E) ainda que o requerido apresente resposta, oral ou escrita, não está dispensado do comparecimento
pessoal, sob pena de incidência dos efeitos da revelia.
GABARITO: “A”

QUESTÃO 38 (DPE/RS - 2014) Na comunicação dos atos processuais prevista no Código de Processo
Civil, a citação
(A) não se fará ao cônjuge ou a qualquer parente do morto, consanguíneo ou afim, em linha reta, ou na linha
colateral em terceiro grau, no dia do falecimento e nos 7 (sete) dias seguintes, salvo para evitar perecimento
do direito.
(B) não poderá ser feita pelo correio, nas ações de estado.
(C) poderá ser feita pelo correio, nos processos de execução.
(D) por edital determina que o prazo fixado pelo juiz correrá da data da segunda publicação.
(E) válida torna prevento o juízo, induz litispendência e faz litigiosa a coisa; e, desde que ordenada por juiz
competente, constitui em mora o devedor e interrompe a prescrição.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 42 (DPE/RS - 2014) No que pertine à competência, de acordo com a disciplina do CPC, é
correto afirmar:
(A) A continência, diversamente da conexão, pode modificar a competência relativa.
(B) É determinada no momento da propositura da ação, sendo irrelevantes as modificações do estado de fato
ou de direito ocorridas posteriormente, salvo quando suprimirem o órgão judiciário ou alterarem a
competência em razão da matéria ou hierarquia.
(C) Compete à autoridade judiciária brasileira, sem exclusão de outras, conhecer de ações relativas a
imóveis situados no Brasil.
(D) A ação fundada em direito pessoal, em regra, será proposta no foro do domicílio do réu, não sendo
esse o foro competente para qualquer espécie de ação fundada em direito real.
(E) Nas ações de inventário e partilha, o foro competente será o do local dos bens, com exclusão de qualquer
outro.

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GABARITO: “B”
QUESTÃO 19 (DPE/PB - 2014) Quanto aos atos processuais, é correto afirmar:
(A) O prazo para sua prática é contínuo, seja estabelecido pela lei ou pelo juiz, mas é interrompido nos
feriados.
(B) Pelo princípio da publicidade dos atos processuais, bem como do direito à informação, não pode haver
atualmente nenhum processo que corra em segredo de justiça.
(C) Acolheu-se entre nós o principio da liberdade das formas, considerando-se como válidos os atos
processuais que, realizados de modo diverso, lhe preencham a finalidade essencial, salvo se dependerem de
forma determinada expressamente exigida por lei.
(D) A superveniência de férias interromperá o curso do prazo para a prática dos atos processuais.
(E) Podem as partes, de comum acordo, reduzir ou prorrogar prazos processuais de qualquer natureza.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 20 (DPE/PB - 2014) Quanto à formação, suspensão e extinção do processo, é correto afirmar:
(A) Durante a suspensão do processo pelos motivos previstos em lei é defeso praticar qualquer ato
processual, sem exceção.
(B) O processo civil começa e se desenvolve por iniciativa da parte, cabendo ao juiz supervisioná-lo para
que atinja o seu desfecho com a prestação jurisdicional.
(C) A morte ou perda da capacidade processual do autor conduz à extinção do processo, enquanto a morte
ou perda da capacidade processual do réu leva à sus pensão do processo para habilitação dos herdeiros.
(D) Feita a citação, é defeso ao autor modificar o pedido ou a causa de pedir, sem a anuência do réu,
mantendo- se as mesmas partes, salvo as substituições permitidas por lei.
(E) A ocorrência da extinção do processo por litispendência ou coisa julgada dar-se-á com resolução do
mérito.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 45 (DPE/AC - 2012) De acordo com o CPC, havendo conexão ou continência, o juiz, de ofício
ou a requerimento de qualquer das partes, pode ordenar a reunião de ações propostas em separado, a fim de
que sejam decididas simultaneamente. A respeito das causas de modificação de competência e das
declarações de incompetência, assinale a opção correta.
(A) Há prorrogação da competência da justiça federal ainda que de uma das causas conexas não participe
ente federal.
(B) A conexão pode ensejar a reunião de processos, se assim considerar adequado o juiz, a pedido da parte,
ainda que um dos processos já tenha sido sentenciado, sendo necessário, nessa situação, que ainda esteja
pendente o recurso de apelação.
(C) Caso entenda a parte que os processos devem ser reunidos, ela deve provocar os juízos envolvidos,
interpondo, se for o caso, os recursos cabíveis, havendo conflito de competência se, entre dois ou mais
juízes, surgir controvérsia acerca da reunião ou separação dos processos.
(D) O conflito de competência pode ser suscitado por qualquer das partes, pelo MP ou pelo juiz, devendo ser
dirigido ao presidente do tribunal, devidamente instruído com os documentos necessários à prova do
conflito. Nesse caso, além de apreciar o conflito, o tribunal poderá conhecer de ofício as questões de ordem
pública, tais como ilegitimidade de partes e coisa julgada.
(E) Se acolhida a alegação de conexão, a competência para o julgamento das demandas reunidas é do juiz
que primeiro ordenou a citação, sendo irrelevante, conforme o CPC, a data em que tenha sido validamente
citado o réu.
GABARITO: “C”

QUESTÃO 100 (DPE/DF - 2013) Caso a matéria controvertida seja unicamente de direito e no juízo já
houver sido proferida sentença de total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a
citação e proferida sentença, reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada.
“CERTO”
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QUESTÃO 103 (DPE/DF - 2013) A competência, em razão do território, não é modificada pela conexão ou
continência: reputam-se conexas duas ou mais ações, quando lhes seja comum o objeto ou a causa de pedir;
já a continência ocorre entre duas ou mais ações, sempre que haja identidade quanto às partes e à causa de
pedir, mas o objeto de uma, por ser mais amplo, abranja o das outras.
“ERRADO”

QUESTÃO 104 (DPE/DF - 2013) Quando a lei prescrever determinada forma, sem cominação de nulidade,
o juiz considerará válido o ato se, realizado de outro modo, lhe alcançar a finalidade. Anulado o ato,
reputam-se de nenhum efeito todos os subsequentes que dele dependam; todavia, a nulidade de uma parte do
ato não prejudicará as outras que dela sejam independentes.
“CERTO”
QUESTÃO 19 (DPE/PE - 2015) Em caso de incompetência do juízo, independentemente de sua natureza, o
instrumento a ser utilizado para combatê-la é a oposição de exceção de incompetência, a qual
necessariamente deverá ser fundamentada e devidamente instruída.
“ERRADO”

QUESTÃO 20 (DPE/PE - 2015) Os atos processuais, em regra, serão realizados nos prazos previstos em lei.
Quando não houver previsão legal, será necessário o seu cumprimento no prazo fixado pelo juiz. Caso a lei
seja silente e não haja fixação pelo juiz, o prazo será de cinco dias, devendo ser contado em dobro no caso
de a parte ser assistida pela DP.
“CERTO”

QUESTÃO 21 (DPE/PE - 2015) De acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, caso a parte seja
assistida pela DP, o prazo para contestar deverá ser computado em dobro e terá como termo inicial a data da
juntada aos autos do mandado de citação cumprido, e não a data da intimação pessoal do defensor público.
“CERTO”

QUESTÃO 22 (DPE/PE - 2015) Conforme entendimento recente do STJ, no procedimento sumário não
poderá ser reconhecida a revelia diante do não comparecimento à audiência de conciliação na hipótese em
que tenha sido indeferido pedido de vista da DP formulado dias antes da data prevista para a referida
audiência, no intuito de garantir a defesa do réu que somente tenha passado a ser assistido após a citação.
“CERTO”

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DIAS 04, 05 e 06
11 Procedimento ordinário. 8.4 Nulidades. 9 Formação, suspensão e extinção do processo. 10 Processo
e procedimento. 10.1 Procedimentos ordinário e sumário. 11.1 Petição inicial. 11.2 Requisitos, pedido e
indeferimento. 12 Resposta do réu. 12.1 Contestação, exceções e reconvenção. 13 Revelia. 14
Julgamento conforme o estado do processo. 15 Provas. 15.1 Ônus da prova. 15.2 Depoimento pessoal.
15.3 Confissão. 15.4 Provas documental e testemunhal. 16 Audiência. 16.1 Conciliação, instrução e
julgamento. 17 Sentença e coisa julgada. 18 Liquidação e cumprimento da sentença.

Detalhadamente:
 Nesse dia iremos aprofundar o estudo do procedimento, com estudo do procedimento comum.
 O foco aqui é o estudo da petição inicial, das respostas do réu e a hipótese de revelia.
 Ainda, estudo a distribuição do ônus da prova no processo. As partes podem convencionar
uma distribuição diversa do ônus da parte? É possível utilizar prova produzida em outro
processo?
 Ler no CPC julgamento antecipado do mérito (arts. 356 e 357).

De forma ainda mais detalhada para procedimento:


 Saber o momento exato em que a ação é considerada proposta. Prevenção e efeitos em relação
ao réu.
 Causas de suspensão do processo (art. 313). Questões e processos prejudiciais. Questão que
precisa ser decidida primeiro no juízo criminal.
 Procedimento comum. Requisitos da petição inicial e casos de inépcia e outros casos de
indeferimento. Pedidos e a possibilidade de cumulação. Requisitos para cumulação.
Peculiaridades da apelação no caso de indeferimento da inicial.
 Saber cada detalhe da improcedência liminar do pedido (art. 332). Comparar com o art. 285-A
do CPC/73.
 Audiência inicial de conciliação e mediação (saber bem, pois é uma grande novidade). Casos de
dispensa.
 Contestação- princípios norteadores e matérias de defesa. Preliminares X prejudicias. Defesas
de mérito diretas e indiretas.
 Atenção para o fim das exceções. Incompetência e impugnação à justiça gratuita como
preliminares.
 Ilegitimidade de parte alegada na contestação e possibilidade de substituição do réu.
 Emenda da inicial e alteração do pedido.
 Atenção para as exceções ao ônus da impugnação especificada. Matérias que não se sujeitam a
preclusão e que, por isso, podem ser alegadas a qualquer tempo.
 Reconvenção- autonomia. Reconvenção proposta por e em face de terceiros (ampliação da lide).
 Revelia- conceito e hipóteses. Casos em que não se verifica a revelia. Efeitos da revelia
(processual e material).
 Providências preliminares- casos em que haverá réplica.
 Julgamento conforme o estado do processo- pressupostos do julgamento antecipado do mérito.
Atenção para a novidade: julgamento antecipado parcial do mérito.
 Saneamento e inversão do ônus da prova. Eficácia preclusiva do saneamento. Fixação de pontos
controvertidos.
 Audiência de instrução e julgamento: muita lei seca (art. 358 a 368). Saibam a ordem de atos
(montem um esquema).
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 Fim do procedimento sumário.

Detalhadamente para teoria geral da prova:


 Prova - saber a teoria geral, sem se preocupar tanto com os meios de prova (quanto aos
meios de prova, os mais importantes são depoimento pessoal, interrogatório e prova
emprestada. Para os demais, basta ler os artigos do CPC).
 Formação da convicção do juiz. Princípio da oralidade. Princípios de valoração da prova
(persuasão racional).
 Prova ilícita.
 Ônus da prova e sua inversão, inclusive voluntária. Prova diabólica.
 Atenção para a produção antecipada de prova (antes era cautelar), hoje um mero incidente.
 Foco aqui é doutrina.

Em meios de prova, atenção para:


 Ata notarial (novidade). Conceito.
 Cuidado com confissão. Espécies e requisitos de validade.
 Depoimento pessoal X interrogatório.
 Testemunhas – impedimentos, contradita, valoração das informações.
 Exibição de coisa ou documento- houve uma ampliação do regramento, então há chances de
ser cobrada.
 Reitero: basta saber a teoria geral da prova (mais importante). Feito isso, foque na leitura
da legislação seca para as provas em espécie.
 Foco aqui é lei seca (para provas em espécie).

Detalhadamente para sentença e sua liquidação:


 Sentença- conceito e elementos. Casos de resolução do processo com julgamento de mérito
(art. 487), e sem resolução de mérito (art. 485). Decorem os dispositivos.
 Art. 488- novidade. Atenção.
 Diversas espécies de sentença (condenatória, declaratória, mandamental). Vícios da
sentença. Hipoteca judiciária. Sentença nas obrigações de fazer, não fazer e entrega de
coisa. Tutela específica e pelo resultado equivalente. Conversão em perdas e danos.
 Convicção judicial- limites quanto a extensão e profundidade.
 Remessa necessária- conceito e natureza jurídica. Casos de dispensa (atenção para a
alteração de valores e ampliação das dispensas).
 Coisa julgada: conceito. Coisa julgada formal e material. Art. 503, parágrafo primeiro
(novidade). Princípio do deduzido/dedutível. Coisa julgada rebus sic stantibus.
 Liquidação de sentença: espécies. Liquidação por artigos ou por arbitramento. Liquidação
por iniciativa da parte vencida. Liquidação na pendência de recurso.

Detalhadamente para cumprimento de sentença:


 Processo Sincrético (saber o que é).
 Saber quais são os títulos executivos judiciais. Quais exigem processo autônomo.
 Competência para o julgamento do cumprimento de sentença.
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 Protesto da sentença (novidade). Regramento completo.
 Cumprimento provisório de sentença- casos de admissibilidade e suas exigências.
Necessidade de garantir o juízo e casos em que se dispensa essa garantia. Responsabilidade
em caso de dano no cumprimento provisório de sentença. Execução provisória das
astreintes.
 Cumprimento de sentença que impõe pagamento de quantia- iniciativa e intimação. Multa
por inadimplemento. Pagamento parcial.
 Impugnação- efeitos. Matérias que podem ser arguidas (especialmente a
inconstitucionalidade da norma). Depósito oferecido pelo réu antes de iniciar o cumprimento
de sentença (novidade).
 Sentença que imponha o pagamento de alimentos- prisão civil e desconto em folha.
Alimentos provisionais (conceito). Alteração do valor devido de alimentos por modificação
fática.
 Cumprimento de sentença contra a Fazenda Pública- grande novidade. Intimação e não mais
citação da Fazenda Pública. Não aplicação da multa processual por inadimplemento.
Impugnação da Fazenda Publica (e não mais embargos). Casos em que se expede precatório
e casos em que se expede RPV.
 Cumprimento de sentença que imponha obrigação de fazer, não fazer e entrega de coisa-
pouca coisa mudou. Atenção para a execução específica, bem como para as providências
que asseguram o resultado equivalente. Medidas de apoio. Rol exemplificativo.
 OBS- cumprimento de sentença tem muitos julgados antigos que continuam em vigor (ex.
para a incidência da multa, basta a intimação do devedor na pessoa de seu advogado; as
astreintes não fazem coisa julgada, mas só podem ser alteradas, segundo o STJ, se estiverem
em valor desproporcional ou muito elevado; cabem contra a Fazenda Pública, mas não
contra o Advogado Público etc.).

Como vem sendo cobrado em provas?


69. (DPE/PR – 2017) O Novo Código de Processo Civil
(A) prevê que a distribuição diversa do ônus da prova também pode ocorrer por convenção das partes, desde
que celebrada durante o processo.
(B) extingue a ação cautelar de produção antecipada de provas, não sendo mais possível a dilação probatória
em caráter antecedente.
(C) adota com exclusividade a distribuição dinâmica do ônus da prova.
(D) admite a utilização de prova produzida em outro processo, devendo o juiz, contudo, atribuir a ela o
mesmo valor dado no processo originário.
(E) exige do juiz, sempre que inverter o ônus da prova, que dê oportunidade à parte para se desincumbir do
ônus que lhe tenha atribuído.

GABARITO “E”

QUESTÃO 14 (DPE/MT - 2016) Em relação às provas no Código de Processo Civil (CPC/2015), assinale a
afirmativa correta.
(A) O Código de Processo Civil consagrou a posição jurisprudencial, adotada pelo Superior Tribunal de
Justiça, segundo a qual o ônus da prova é regra de julgamento.
(B) A produção antecipada da prova será admitida nos casos em que o prévio conhecimento dos fatos possa
justificar ou evitar o ajuizamento de ação.
(C) A prova exclusivamente testemunhal só se admite nos contratos cujo valor não exceda o décuplo do
maior salário mínimo vigente no país, ao tempo em que foram celebrados.
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(D) A produção antecipada da prova previne a competência do juízo para a ação que venha a ser proposta.
(E) Ao juiz incumbe-lhe determinar, a qualquer tempo, o comparecimento pessoal das partes, para inquiri-
las sobre os fatos da causa; havendo silêncio ou recusa em depor, incidirá a pena de confesso.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 53 (DPE/MG - 2014) Sobre o processo de conhecimento, analise as assertivas a seguir.


I. Na ação de usucapião, o valor da causa deve corresponder ao valor venal do imóvel usucapiendo para fins
de lançamento do imposto predial e territorial urbano.
II. Na forma da lei, a ausência de documento indispensável à propositura da ação na petição inicial conduz
ao seu imediato indeferimento com extinção do processo sem resolução do mérito.
III. Segundo a teoria da asserção, o momento procedimental adequado para que o juiz se pronuncie sobre a
presença das condições da ação é logo após a apresentação da defesa.
IV. A oposição, apresentada pelo réu, ao pedido de desistência da ação, formulado pelo autor, deverá ser
fundamentada sob pena de caracterizar abuso de direito.

Estão INCORRETAS as assertivas


A) I e II apenas.
B) I e IV apenas.
C) III e IV apenas.
D) II e III apenas.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 54 (DPE/MG - 2014) Com relação às provas no Processo Civil, assinale a alternativa
CORRETA.
A) Ajuizada a ação reparatória de dano moral por inscrição indevida em cadastro de inadimplentes, cabe ao
autor provar o abalo psicológico sofrido.
B) Nenhuma espécie de fato negativo precisa ser provada no processo ante a impossibilidade de imposição à
parte da chamada prova diabólica.
C) Conforme expressa disposição legal, é vedado a qualquer uma das partes litigantes arrolar o juiz da causa
como testemunha.
D) Quando se tratar de contestação de assinatura, incumbe o ônus da prova à parte que produziu o
documento.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 60 (DPE/MG - 2014) Sobre a antecipação dos efeitos da tutela no Processo Civil, assinale a
assertiva INCORRETA.
A) Na forma da lei, o denominado periculum in mora inverso constitui óbice à antecipação dos efeitos da
tutela pretendida.
B) A decisão que antecipa os efeitos da tutela pretendida pode ser proferida em qualquer etapa do
procedimento, exceto na fase recursal.
C) É incabível a concessão de tutela antecipada de cunho inibitório pelo juiz, de ofício, mesmo que
racionalmente fundamentada a decisão.
D) A multa por descumprimento fixada em sede de tutela antecipada pode ser executada antes do trânsito
em julgado da sentença.

GABARITO: “B”

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QUESTÃO 29 (DPE/AM - 2013) Em relação à prova é correto afirmar que
(A) a recusa ao exame de DNA, quando ordenado pelo juiz, gera presunção relativa de paternidade.
(B) os fatos jurídicos não podem ser provados por presunção.
(C) é sempre nula a convenção que distribui de maneira diversa o ônus da prova.
(D) o interrogatório das partes não pode ser determinado de ofício.
(E) os documentos podem ser juntados a qualquer momento ao processo, sejam novos ou não.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 35 (DPE/AM - 2013) Quanto à prova e à presunção, é correto afirmar que


(A) o ônus da prova cabe, em regra, à parte economicamente mais forte.
(B) a prova refere-se sempre a fatos, jamais ao direito ou à sua vigência.
(C) a confissão judicial prejudica o litisconsorte.
(D) a revelia não induz presunção de veracidade nos litígios sobre direitos indisponíveis.
(E) a revelia induz presunção absoluta de veracidade.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 37 (DPE/AM - 2013) Em relação ao cumprimento de sentença é correto afirmar:
(A) O acordo extrajudicial homologado em juízo e a sentença arbitral constituem títulos executivos judiciais.
(B) Em regra, a impugnação ao cumprimento de sentença suspende o curso do processo.
(C) É necessária a prestação de caução para se dar início à execução provisória.
(D) Quando tiver havido recurso, o cumprimento da sentença deverá ser processado perante o tribunal.
(E) O crédito do perito, cujos honorários houverem sido aprovados por decisão judicial, constitui título
executivo judicial.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 54 (DPE/PR - 2012) Sobre o procedimento ordinário, é correto afirmar:
(A) Como os pedidos devem ser interpretados restritivamente, tratando-se de obrigação consistente em
prestações
periódicas, as que se vencerem no curso do processo não serão incluídas na sentença a ser proferida, salvo se
o autor expressamente as requerer.
(B) Recebida a exceção de incompetência oposta pelo réu em feito que tramita no primeiro grau de
jurisdição, o processo ficará suspenso até que seja definitivamente julgada pelo tribunal ao qual o juiz está
vinculado.
(C) Contra o revel que tenha patrono nos autos, correrão os prazos independentemente de intimação, a partir
da publicação de cada ato decisório.
(D) O julgamento antecipado da lide coloca em prática a garantia do jurisdicionado à razoável duração dos
processos, alçado na atualidade a princípio de estatura constitucional.
(E) A conexão é requisito indispensável para que seja permitida a cumulação, num único processo, de vários
pedidos contra o mesmo réu.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 55 (DPE/PR - 2012) Sobre a sentença e a coisa julgada, é correto afirmar:
(A) Quando o autor tiver formulado pedido certo, é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida.
(B) Formulado pedido certo e determinado, autor e réu têm interesse recursal em arguir o vício da sentença
ilíquida.
(C) Processada uma causa de ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre pelo
rito comum sumário, o juiz poderá proferir sentença ilíquida, deixando a fixação do montante da condenação
para a fase de liquidação, toda vez que entender ser a causa complexa.
194
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(D) O fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito, passível de influir no julgamento da lide, porém
surgido após a fase de saneamento do processo, não poderá ser considerado pelo juiz de ofício em razão do
princípio da inalterabilidade da demanda.
(E) Em razão da proibição de sentença extra petita, no caso de o autor ter formulado pedido genérico, o juiz
não poderá proferir sentença líquida.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 59 (DPE/PR - 2012) O que se tem observado atualmente no direito processual é uma forte
aproximação entre os sistemas da common law e da civil law. O stare decisis − a eficácia vinculante dos
precedentes − já tem o seu equivalente próximo no direito brasileiro, que é a súmula vinculante. A respeito
dos institutos que privilegiam os precedentes, no direito brasileiro, é correto afirmar.
(A) O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a aplicação do art. 285-A do Código de Processo Civil
dispensa que a sentença de improcedência prima facie esteja alinhada ao entendimento cristalizado nas
instâncias superiores, bastando que haja manifestação anterior no próprio juízo de origem.
(B) O juiz que proferiu a sentença está autorizado a não receber o recurso de apelação dela interposto
quando a decisão prolatada estiver em conformidade com súmula do próprio tribunal, do Superior Tribunal
de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal.
(C) O relator negará seguimento a recurso que estiver em confronto com súmula ou com jurisprudência
dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, não podendo ser
tal regra aplicada no julgamento do reexame
necessário.
(D) O enunciado sumular do Superior Tribunal de Justiça, que impede o conhecimento do recurso especial
pela divergência, quando a decisão recorrida estiver em consonância com o entendimento firmado no
próprio tribunal superior, também alcança a hipótese em que o recorrente alega ter o acórdão violado tratado
ou lei federal, ou negado-lhes vigência.
(E) A súmula vinculante tem por escopo vencer controvérsia atual entre os órgãos judiciários ou entre esses
e a administração pública, com aptidão para gerar grave insegurança jurídica e indesejável multiplicação de
processos sobre questão idêntica, não
sendo admitida a sua revisão ou cancelamento senão depois de um ano da sua edição.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 34 (DPE/MA - 2015) De acordo com o Código de Processo Civil, o depoimento pessoal
(A) impõe que a parte responda a todas as perguntas que lhe forem formuladas, sem exceção, seja qual
for a natureza da causa.
(B) pode ser requerido pela própria parte que irá depor.
(C) leva à confissão, caso a parte, que possui advogado constituído, não compareça ou se recuse a depor,
ainda que não tenha sido intimada pessoalmente.
(D) será respondido na forma verbal, pela parte, podendo o juiz permitir consulta a notas breves, desde que
objetivem completar esclarecimentos.
(E) pode ser acompanhado pela parte que ainda não depôs.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 54 (DPE/PR - 2012) Sobre o procedimento ordinário, é correto afirmar:
(A) Como os pedidos devem ser interpretados restritivamente, tratando-se de obrigação consistente em
prestações periódicas, as que se vencerem no curso do processo não serão incluídas na sentença a ser
proferida, salvo se o autor expressamente as requerer.
(B) Recebida a exceção de incompetência oposta pelo réu em feito que tramita no primeiro grau de
jurisdição, o processo ficará suspenso até que seja definitivamente julgada pelo tribunal ao qual o juiz está
vinculado.
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(C) Contra o revel que tenha patrono nos autos, correrão os prazos independentemente de intimação, a partir
da publicação de cada ato decisório.
(D) O julgamento antecipado da lide coloca em prática a garantia do jurisdicionado à razoável duração dos
processos, alçado na atualidade a princípio de estatura constitucional.
(E) A conexão é requisito indispensável para que seja permitida a cumulação, num único processo, de vários
pedidos contra o mesmo réu.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 55 (DPE/PR - 2012) Sobre a sentença e a coisa julgada, é correto afirmar:
(A) Quando o autor tiver formulado pedido certo, é vedado ao juiz proferir sentença ilíquida.
(B) Formulado pedido certo e determinado, autor e réu têm interesse recursal em arguir o vício da sentença
ilíquida.
(C) Processada uma causa de ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre pelo
rito comum sumário, o juiz poderá proferir sentença ilíquida, deixando a fixação do montante da condenação
para a fase de liquidação, toda vez que entender ser a causa complexa.
(D) O fato constitutivo, modificativo ou extintivo do direito, passível de influir no julgamento da lide, porém
surgido após a fase de saneamento do processo, não poderá ser considerado pelo juiz de ofício em razão do
princípio da inalterabilidade da demanda.
(E) Em razão da proibição de sentença extra petita, no caso de o autor ter formulado pedido genérico, o juiz
não poderá proferir sentença líquida.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 59 (DPE/PR - 2012) O que se tem observado atualmente no direito processual é uma forte
aproximação entre os sistemas da common law e da civil law. O stare decisis − a eficácia vinculante dos
precedentes − já tem o seu equivalente próximo no direito brasileiro, que é a súmula vinculante. A respeito
dos institutos que privilegiam os precedentes, no direito brasileiro, é correto afirmar.
(A) O Superior Tribunal de Justiça decidiu que a aplicação do art. 285-A do Código de Processo Civil
dispensa que a sentença de improcedência prima facie esteja alinhada ao entendimento cristalizado nas
instâncias superiores, bastando que haja manifestação anterior no próprio juízo de origem.
(B) O juiz que proferiu a sentença está autorizado a não receber o recurso de apelação dela interposto
quando a decisão prolatada estiver em conformidade com súmula do próprio tribunal, do Superior Tribunal
de Justiça ou do Supremo Tribunal Federal.
(C) O relator negará seguimento a recurso que estiver em confronto com súmula ou com jurisprudência
dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior, não podendo ser
tal regra aplicada no julgamento do reexame necessário.
(D) O enunciado sumular do Superior Tribunal de Justiça, que impede o conhecimento do recurso especial
pela divergência, quando a decisão recorrida estiver em consonância com o entendimento firmado no
próprio tribunal superior, também alcança a hipótese em que o recorrente alega ter o acórdão violado tratado
ou lei federal, ou negado-lhes vigência.
(E) A súmula vinculante tem por escopo vencer controvérsia atual entre os órgãos judiciários ou entre esses
e a administração pública, com aptidão para gerar grave insegurança jurídica e indesejável multiplicação de
processos sobre questão idêntica, não sendo admitida a sua revisão ou cancelamento
senão depois de um ano da sua edição.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 41 (DPE/SP - 2015) A respeito das provas no processo civil, é correto afirmar que
(A) toda a prova documental deve ser apresentada pelo autor juntamente com a petição inicial, e pelo réu no
momento da resposta sob pena de preclusão.
(B) o depoimento pessoal de uma parte pode ser determinado de ofício pelo magistrado ou mediante
requerimento da parte adversa; a recusa ao depoimento pode ensejar a pena de confissão dos fatos contra ela
alegados.
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(C) segundo a teoria da distribuição dinâmica do ônus da prova, é a dinâmica da relação processual, ou seja,
o polo da demanda ocupado pela parte, que determinará sobre quais pontos recai o seu ônus probandi.
(D) o magistrado que não admite uma prova em razão de ter formado a sua convicção age corretamente, pois
ele é o destinatário da prova, tornando inútil ou protelatória a produção de qualquer outra prova depois que
já formou a sua convicção.
(E) diante da máxima jura novit curia (o juiz conhece o direito), a parte que alega a existência e a vigência
de uma determinada lei não tem que produzir prova a este respeito, sendo vedado ao magistrado determinar
que a parte o faça.
GABARITO: “B”

QUESTÃO 42 (DPE/SP- 2015) Maria da Silveira comparece à Defensoria Pública buscando orientações
jurídicas e a adoção de providências para o cumprimento da sentença que fixou os alimentos em favor seu
filho, Eduardo, transitada em julgado há 3 anos. Ocorre que o devedor, genitor do alimentando, está
inadimplente desde então. Diante desta situação, verifique as afirmações abaixo.
I. O Defensor deverá ajuizar duas ações de execução de alimentos, uma com fundamento no artigo 733,
do Código de Processo Civil (pleiteando o pagamento das últimas três parcelas e daquelas que se
vencerem no curso da demanda, sob pena de prisão), e a outra com fundamento no artigo 475-J, do Código
de Processo Civil (pleiteando o pagamento das anteriores, sob pena de penhora), em observância à Súmula
no 309 do Superior Tribunal de Justiça.
II. O prazo máximo da prisão civil é de 60 (sessenta) dias, pois prevalece o disposto na Lei de Alimentos
sobre a previsão do Código de Processo Civil.
III. O decurso do prazo máximo da prisão acarreta a expedição de alvará de soltura e a quitação do débito
que ensejou a prisão.
IV. É possível a utilização de outros instrumentos de coerção, além da prisão civil, tal como o lançamento
do nome do devedor nos cadastros de proteção ao crédito.
V. Após o cumprimento do prazo máximo de prisão, não mais será possível decretar a prisão civil do
devedor em razão de novas parcelas vencidas no curso
da mesma ação.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e IV.
(B) I, IV e V.
(C) II, III e IV.
(D) III, IV e V.
(E) I e IV.
GABARITO: “A”

QUESTÃO 48 (DPE/SP - 2015) Sobre sentença e coisa julgada:


(A) A decisão que homologa um acordo entre as partes tem natureza jurídica de sentença terminativa.
(B) A decisão que indefere a inicial em razão do reconhecimento da prescrição tem natureza jurídica de
sentença definitiva.
(C) A sentença que extingue o processo sem resolução do mérito, embora não faça coisa julgada material,
pode impedir a repropositura de ação idêntica.
(D) Uma sentença proferida por juiz absolutamente incompetente é nula, razão pela qual não faz coisa
julgada material.
(E) A coisa soberanamente julgada ocorre após o decurso do prazo para a querela nulltatis insanabils.

GABARITO: “C”

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QUESTÃO 36 (DPE/RS - 2014) No procedimento ordináro, de acordo com a disciplina do CPC,
(A) os fatos não impugnados serão presumidos como verdadeiros, excepcionado-se, apenas, aqueles que a
seu respeito não for admissível a confissão.
(B) a contestação e a reconvenção poderão ser oferecidas em momentos distintos, desde que no prazo legal.
(C) o réu poderá oferecer resposta na forma de contestação, exceção ou reconvenção, no prazo de 15
(quinze) dias contados da juntada aos autos do mandado citatório devidamente cumprido.
(D) a reconvenção e a exceção serão processadas em apenso aos autos principais.
(E) o réu deve alegar a incompetência relativa, como preliminar da contestação, a fim de evitar preclusão.
GABARITO: “C”

QUESTÃO 39 (DPE/RS - 2014) Durante audiência de instrução e julgamento em processo que tramita sob o
rito ordinário houve indeferimento de pergunta do Defensor Público dirigida a uma das testemunhas,
havendo evidente prejuízo à parte assistida pela Defensoria Pública. No caso, a medida correta seria a de
(A) interpor agravo de instrumento, postulando o recebimento e abertura de prazo para formação do
instrumento e remessa ao Tribunal de Justiça.
(B) interpor agravo de instrumento, oral e imediatamente, constando do termo de audiência.
(C) arguir nulidade, postulando que conste tal arguição no termo de audiência, objetivando posterior
interposição do recurso de agravo retido, por petição dirigida ao Juiz da causa, no prazo de 10 (dez) dias.
(D) interpor, de forma oral, agravo retido imediatamente à decisão proferida, expondo sucintamente as
razões.
(E) interpor agravo de instrumento no prazo de 10 (dez) dias, após arguida nulidade durante a audiência,
tendo tal constado do termo.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 40 (DPE/RS - 2014) Sobre petição inicial, o Código de Processo Civil dispõe que
(A) o pedido será sucessivo, quando, pela natureza da obrigação, o devedor puder cumprir a prestação de
mais de um modo.
(B) o requerimento para a citação do réu não é requisito previsto, sendo decorrência lógica do procedimento.
(C) é permitida a cumulação, num único processo, contra o mesmo réu, de vários pedidos, desde que sejam,
no mínimo, conexos.
(D) são considerados compreendidos, no pedido principal, os juros legais e as prestações periódicas, em
face da regra geral da interpretação extensiva dos pedidos, compatível com a modernização do processo
civil, voltada para a efetividade dos direitos.
(E) é causa de seu indeferimento a escolha, pelo autor, de procedimento não correspondente à natureza da
causa, salvo se possível a adaptação ao tipo de procedimento legal.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 44 (DPE/RS - 2014) Dispõe o CPC acerca do cumprimento de sentença:
(A) É título executivo judicial a sentença estrangeira devidamente homologada pelo Supremo Tribunal
Federal.
(B) Na execução provisória da sentença, embora não esteja vedada a alienação de bens do executado, não
cabe, em nenhuma hipótese, o levantamento de dinheiro pelo exequente sem o oferecimento de caução
idônea.
(C) Se o devedor, condenado ao pagamento de quantia certa ou fixada em liquidação, efetuar o parcial
pagamento dentro do prazo de 15 (quinze) dias, será imposta multa no percentual de dez por cento sobre o
restante.
(D) O cumprimento da sentença efetuar-se-á perante o juízo que processou a causa no primeiro grau de
jurisdição, sem que o exequente possa optar por outro juízo por força do princípio da perpetuação da
competência (perpetuatio jurisdictionis).
(E) A decisão que resolve a impugnação ao cumprimento de sentença é recorrível mediante agravo de
instrumento, mesmo que extinga a execução, tendo em vista o caráter sincrético do procedimento.
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GABARITO: “C”
QUESTÃO 21 (DPE/PR - 2014) A resposta do réu
(A) dada na contestação, implica a apresentação de todas as razões que possam levar ao desacolhimento do
pedido inicial, em obediência ao princípio da eventualidade, além de especificar as provas que pretende
produzir.
(B) é oferecida sempre em peça única, que engloba a contestação, a reconvenção e as exceções legal mente
previstas.
(C) dada em exceção de incompetência relativa, implica a prolação de sentença, da qual caberá Apelação.
(D) é sempre meritória, ainda que diga respeito a matérias de ordem pública, saIvo se arguidos pressupostos
de inadmissibilidade da demanda.
(E) deve conter na contestação todas as alegações fáticas e de direito possíveis, em nenhuma hipótese
admitindo-se a dedução de novas alegações.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 22 (DPE/PB - 2014) A confissão
(A) se emanar de erro, dolo ou coação, só poderá ser revogada por meio de ação anulatória do negócio
jurídico respectivo.
(B) quando desfavorável ao confitente, pode beneficiar ou prejudicar igualmente seus litisconsortes.
(C) só se caracteriza como tal quando espontânea, pois a provocada diz respeito ao interrogatório da parte
em juízo.
(D) não supre a exigência da apresentação de instrumento público, para comprovar a existência de negócio
jurídico que o exige como de sua substância.
(E) será sempre expressa, inexistindo confissão ficta ou tácita, em razão das graves consequências jurídicas
dela advindas.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 46 (DPE/AC - 2012) Considerando que as alegações e documentos da petição inicial
estabelecem o âmbito da lide e assumem relevância especial nos casos de decretação da revelia e nas
hipóteses de cabimento de pedidos contrapostos, assinale a opção correta.
(A) Caso o juiz indefira a petição inicial antes da citação do réu, por motivo de decadência ou prescrição, há
encerramento do processo sem julgamento do mérito, cabendo, nesse caso, apelação.
(B) A indicação do valor da causa é elemento essencial da petição inicial; portanto, de acordo com o que
determina o CPC, se o autor não indicar o valor, deve o juiz indeferir de plano a petição inicial, cabendo
apelação contra a referida decisão.
(C) Por constituírem ônus processual, os efeitos da revelia são aplicáveis ainda que a petição inicial não
esteja acompanhada de instrumento público que a lei considere indispensável à prova do ato.
(D) Em razão do rito abreviado que caracteriza o procedimento sumário, não é permitido ao réu, na
contestação, formular pedido em seu favor.
(E) Os efeitos da revelia não incidem sobre o direito da parte, mas sobre a matéria de fato; por essa razão, o
revel pode intervir no feito em qualquer fase do processo, apelando e invocando prescrição, por exemplo,
caso tal matéria não tenha sido reconhecida de ofício pelo juiz da causa.
GABARITO: ”E”
QUESTÃO 47 (DPE/AC - 2012) Em determinado processo, a autora requereu, na petição inicial, a produção
de todos os meios de prova em direito admitidas, incluindo-se o depoimento pessoal dos réus, seus
genitores, contra quem postulava indenização, sob o argumento de abandono afetivo. Os réus, em
contestação, juntaram farta documentação escrita e fotográfica e protestaram genericamente pela produção
de provas. Na fase de especificação de provas, apenas a autora insistiu no depoimento pessoal dos réus e na
oitiva de testemunhas que indicou. Diante da designação de audiência de instrução, o juiz

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determinou, de ofício, o comparecimento pessoal da autora, a fim de interrogá-la sobre os fatos da causa.
Houve intimação regular de todos. Com base na situação hipotética acima apresentada, assinale a
opção correta.
(A) Constitui violação do princípio da isonomia das partes a determinação de ofício, pelo juiz, do
comparecimento pessoal da autora em audiência, visto que esse requerimento é ônus da parte, não tendo o
réu solicitado o depoimento pessoal da autora na fase de especificação de provas.
(B) Caso a autora não compareça, na data marcada, à audiência de instrução, o juiz, se ainda interessado no
depoimento, deverá designar nova audiência e determinar a condução coercitiva da autora.
(C) Não é possível colher o depoimento pessoal das partes por carta precatória, razão por que a autora e os
réus deverão comparecer pessoalmente à comarca em que se situa a sede do juízo, sob pena de arcarem com
os ônus decorrentes de suas ausências.
(D) A confissão judicial faz prova contra o confitente e também contra seus litisconsortes.
(E) Não se deve confundir o protesto genérico, feito na contestação, pela produção de provas com o
requerimento específico, em resposta ao despacho de especificação. Nesse segundo momento processual, é
imprescindível a justificativa da necessidade da prova, pois, com base nessa informação,
o juiz decidirá entre as diligências realmente necessárias à instrução da causa e as despiciendas ou
meramente protelatórias.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 101 (DPE/DF - 2013) Se o réu não contestar a ação, reputar-se-ão verdadeiros os fatos
afirmados pelo autor, excepcionado o caso da petição inicial que não estiver acompanhada do instrumento
público que a lei considere indispensável à prova do ato, situação a que, a despeito da revelia, não se aplica a
presunção de veracidade.
“CERTO”

QUESTÃO 102 (DPE/DF - 2013) Denomina-se coisa julgada material a eficácia, que torna imutável e
indiscutível a sentença, não mais sujeita a recurso ordinário ou extraordinário, restando, portanto,
consolidada, no instituto da coisa julgada, a verdade dos fatos estabelecida como fundamento da sentença.
“ERRADO”
QUESTÃO 23 (DPE/PE - 2015) Não é permitido às partes estabelecer convenção que distribua de maneira
diversa o ônus da prova. Trata-se de regra legal que não se encontra à disposição das partes.
“ERRADO”

QUESTÃO 24 (DPE/PE - 2015) O juiz pode, de ofício, determinar o comparecimento pessoal das partes, a
fim de interrogá-las sobre questões que envolvam a causa. Para tanto, é necessário que o processo ainda não
tenha sido saneado.
“ERRADO”

QUESTÃO 25 (DPE/PE - 2015) A teoria da carga dinâmica da prova dispõe que cada parte deverá produzir
prova capaz de demonstrar suas alegações, independentemente de quem tenha melhores condições de
produzi-la.
“ERRADO”

QUESTÃO 26 (DPE/PE - 2015) As coisas julgadas oriundas de ação civil pública e de ação popular têm
abrangências semelhantes. Ambas têm eficácia oponível contra todos nos limites da competência territorial
dos respectivos órgãos prolatores, exceto nos casos de julgamento de improcedência por insuficiência de
provas.
“ERRADO”

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QUESTÃO 27 (DPE/PE - 2015) Devido a recente modificação, a legislação processual civil passou a
permitir que o juiz profira sentença de improcedência tão logo seja distribuída a demanda, desde que
presentes determinados requisitos. O objetivo do legislador foi o de conferir mais racionalidade e celeridade
ao julgamento dos chamados processos repetitivos, ou seja, aqueles que versem teses jurídicas e cujo suporte
fático permaneça inalterado de um caso para outro.
“CERTO”

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DIA 07
19 Recursos. 19.1 Disposições gerais.
Processos nos Tribunais

Detalhadamente:
 O dia 05 foi destacado para o estudo de Recursos. Essa é um ponto sempre importante e que
cai muito na Defensoria. Vamos estudar Teoria Geral dos Recursos e fazer um estudo dos
recursos em espécie (principalmente os Agravos, embargos de divergência, Agravo em RE e
REsp)
 Estudar incidente de resolução de demandas repetitivas e de recursos.
 Interessante também dar uma olhada no sistema recursal dos Juizados Especiais.
 Ler arts. 994 a 1072 do NCPC.

De forma ainda mais detalhada para recursos:


 Esse tema sempre foi prioritário desde o CPC antigo, e continua sendo protagonista com a
vigência do novo Código.
 Saibam toda a teoria geral dos recursos (princípios, tais como taxatividade,
unirrecorribilidade etc, e suas exceções). Estudos dos sucedâneos recursais. Recurso adesivo
(entender a sistemática).
 Efeitos dos recursos, especialmente da apelação. Extensão e profundidade do efeito
devolutivo.
 Pressupostos recursais objetivos e subjetivos.
 Cuidado com os requisitos gerais, sucedâneos recursais e recursos extraordinários (todas as
especificidades e diferenças) Atenção para os princípios recursais.
 Formas de interposição.
 Atenção para o fim do agravo retido (como suprir essa lacuna).
 Dentre os recursos, os mais importantes são apelação, agravo de instrumento, recurso
especial e extraordinário. Foco aqui.
 Posturas do relator no Agravo de Instrumento também são de suma importância. A cautelar
para obter efeito suspensivo também merece destaque.
 Saibam os pressupostos especiais de admissibilidade do RE e do RESp.
 Repercussão geral e julgamento de recursos repetidos.
 Recurso inominado e embargos previstos na lei de execuções fiscais.
 Enfim, esse tema é prioridade, detalhei para facilitar, mas todos os temas de recursos gozam
de importância redobrada.

Detalhadamente para processos nos Tribunais (tema que vem se mostrando prioritário):
 Tema sempre muito cobrado sob a vigência do anterior diploma, por isso há grandes chances
de continuar em voga.
 Vide o art. 927, pois criou deveres para os Tribunais. Valorização da jurisprudência no novo
CPC.
 Ordem de processos nos Tribunais: basicamente lei seca.
 Incidente de assunção de competência: importantíssimo, pois se trata de novidade.
Entender como funciona essa nova sistemática e quando ocorrerá.
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 Arguição de inconstitucionalidade: importante, especialmente em virtude da cláusula de
reserva de plenário. Súmulas vinculante n. 10.
 Conflito de competência: conceito, hipóteses, órgão competente para julgamento. Lei seca
para o rito.
 Homologação de sentença estrangeira e exequatur a rogatória: rito e competência. Execução
em primeira instância (justiça federal). Casos em que não haverá homologação. Coisa
julgada nacional X estrangeira (qual prevalece?).
 Ação rescisória- muito importante. Prazo e requisitos (depósito especialmente). Casos de
rescisão (análise comparativa com o código anterior). Juízo rescisório e rescindente.
Competência para julgamento.
 Incidente de resolução de demandas repetidas: novidade, logo atenção redrobrada.
Requisitos de admissibilidade e processamento. Recurso cabíveis no julgamento do
incidente e revisão da tese firmada.
 Reclamação: saber o que é, além das hipóteses de cabimento. Natureza jurídica. Cabimento
do TRT, TRF e TJs?

Meus alunos, ação rescisória, IRDC e IAC estão caindo com grande frequência (praticamente em todas as
provas), razão pela qual impõe-se aos senhores dominarem o regramento do tema.

Como vem sendo cobrado em provas?


70. A respeito da disciplina do agravo de instrumento, segundo o Código de Processo Civil,
(A) caberá agravo de instrumento da decisão sobre a competência absoluta ou relativa.
(B) as decisões interlocutórias não impugnáveis por agravo de instrumento tornam-se irrecorríveis, não
podendo ser impugnadas em nenhum outro momento processual.
(C) caberá agravo de instrumento da decisão que indefere a produção de prova pericial.
(D) caberá agravo de instrumento da decisão que redistribui o ônus da prova.
(E) não caberá agravo de instrumento contra decisão terminativa que diminui objetivamente a demanda.

GABARITO “D”

75. A Defensoria Pública patrocina demanda em que o assistido vem a sucumbir em primeira instância,
motivando a interposição de recurso. No Tribunal, este recurso vem a ser improvido, cujo acórdão viola
diretamente a Constituição Federal. Por esta razão, é interposto recurso extraordinário dentro do prazo
processual e com a observância de todos os pressupostos recursais. Ocorre que, passado mais de um ano da
sua interposição, o aludido recurso sequer teve seu juízo de admissibilidade apreciado pelo Presidente do
Tribunal local.
Em face desta situação hipotética, a medida cabível e mais adequada para o seguimento do recurso
interposto é a
(A) interposição de agravo.
(B) interposição de agravo interno.
(C) propositura de reclamação.
(D) correição parcial.
(E) interposição de agravo regimental.

GABARITO “C”

203
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76. Acerca do incidente de resolução de demandas repetitivas e dos recursos, considere:
I. É admitida a revisão de tese jurídica firmada em incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR,
cuja legitimidade de deflagrá-la é outorgada somente ao mesmo Tribunal, de ofício, ou ao Ministério
Público e à Defensoria Pública.
II. Segundo a doutrina, o terceiro prejudicado pode interpor apelação em face da sentença deduzindo fatos
novos e apresentando provas tendentes a comprová-los, inclusive com a possibilidade de pleitear outras
provas em grau recursal.
III. Assim como a parte que sucumbiu parcialmente, o terceiro prejudicado e o Ministério Público podem
interpor recurso adesivo quando intimados para apresentar contrarrazões de apelação.
IV. O legislador permite o exercício do juízo de retratação no recurso de apelação somente nos casos de
sentença de indeferimento da inicial, de improcedência liminar do pedido e da que reconhecer a existência
de perempção, de litispendência ou de coisa julgada.
V. Representa violação ao princípio do juízo natural a alteração da qualificação jurídica sobre os contornos
fáticos informados na sentença, cuja apelação, se assim interposta, não deverá ser conhecida.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e V.
(B) I e II.
(C) I, II, III e IV.
(D) I.
(E) III e IV.

GABARITO “B”

QUESTÃO 16 (DPE/MT - 2016) Sobre os recursos no Código de Processo Civil (CPC/2015), assinale a
afirmativa correta.
(A) Cabem embargos infringentes quando o acórdão não unânime houver reformado, em grau de apelação, a
sentença de mérito.
(B) Cabe recurso de agravo de instrumento contra a decisão que negar o pleito de produção de prova
pericial, formulado na petição inicial.
(C) Não cabe recurso de agravo de instrumento contra a decisão que inverte o ônus da prova, podendo,
todavia, ser impugnada por meio de recurso de apelação, após a prolação de sentença.
(D) As questões resolvidas na fase de conhecimento, se a decisão a seu respeito não comportar agravo de
instrumento, poderão ser suscitadas pelo apelado em contrarrazões.
(E) Das decisões interlocutórias proferidas em audiência admitir-se-á interposição oral do agravo retido, a
constar do respectivo termo, expostas sucintamente as razões que justifiquem o pedido de nova decisão.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 59 (DPE/MG - 2014) Sobre os meios de impugnação das decisões judiciais, assinale a
alternativa CORRETA.
A) Na forma do regimento interno do TJMG, é incabível agravo interno da decisão do relator que concede
ou indefere o pedido de efeito suspensivo formulado no agravo de instrumento.
B) É tempestivo o recurso extraordinário interposto antes do julgamento de embargos de declaração opostos
no Tribunal de origem independentemente da ocorrência de ulterior ratificação.
C) Segundo expressa disposição legal, o recurso de apelação será recebido nos efeitos devolutivo e
suspensivo quando interposto de sentença que confirmar a antecipação dos efeitos da tutela.
D) Nas hipóteses excepcionais de atribuição de eficácia infringente aos embargos de declaração, fica
dispensada a intimação prévia do embargado para apresentar impugnação.

GABARITO: “A”

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QUESTÃO 36 (DPE/AM - 2013) Em relação aos recursos é correto afirmar:
(A) Em regra, a apelação deve ser recebida apenas no efeito devolutivo.
(B) O agravo de instrumento deve ser interposto diretamente no Tribunal, sendo desnecessário que a parte
comunique o juízo
de primeira instância acerca da interposição.
(C) Em regra, os embargos de declaração interrompem o prazo para interposição de outros recursos.
(D) O julgamento de mérito de recurso extraordinário cuja repercussão geral tenha sido reconhecida pelo
Supremo Tribunal
Federal possui efeito vinculante.
(E) O recurso adesivo deve ser conhecido mesmo que não se conheça do principal.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 56 ( DPE/PR - 2012) A respeito dos recursos no direito processual civil, é correto afirmar:
(A) A concessão de efeito suspensivo ope iudices pelo relator do recurso é uma particularidade do agravo de
instrumento, não sendo cabível, ainda que de modo excepcional, na apelação.
(B) De acordo com o regime dos recursos especiais repetitivos, publicado o acórdão do recurso paradigma
pelo Superior Tribunal de Justiça, os recursos especiais sobrestados na origem não terão seguimento na
hipótese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação do Superior Tribunal de Justiça.
(C) Da decisão do relator que concede ao agravo de instrumento o efeito ativo caberá agravo interno para o
órgão competente para o julgamento daquele recurso, se a referida decisão puder causar à parte lesão grave
ou de difícil reparação.
(D) Quando o agravo de instrumento interposto for manifestamente inadmissível ou infundado, o tribunal
condenará o agravante a pagar ao agravado multa entre um e dez por cento do valor corrigido da causa,
ficando a interposição de qualquer outro recurso
condicionada ao depósito do respectivo valor.
(E) A repercussão geral é requisito de admissibilidade específico do recurso especial, já que o recurso
extraordinário, por sempre tratar de questões constitucionais, tem sua relevância pressuposta.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 38 (DPE/MA - 2015) Considere as proposições abaixo, a respeito dos recursos:
I. Os recursos especial e extraordinário, enquanto não julgados, impedem, em regra, a execução da
sentença.
II. Depois da apresentação de contrarrazões, a desistência
da apelação depende de aquiescência do apelado.
III. Quando houver solidariedade passiva e as defesas opostas ao credor forem comuns, o recurso interposto
por um devedor aproveitará aos outros.
IV. O recorrente pode desistir do recurso a qualquer tempo, independentemente da aquiescência dos
litisconsortes.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I e II.
(B) III e IV.
(C) I e IV.
(D) I e III.
(E) II e III.
GABARITO: “B”
QUESTÃO (DPE/PR - 2012) A respeito dos recursos no direito processual civil, é correto afirmar:

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(A) A concessão de efeito suspensivo ope iudices pelo relator do recurso é uma particularidade do agravo de
instrumento, não sendo cabível, ainda que de modo excepcional, na apelação.
(B) De acordo com o regime dos recursos especiais repetitivos, publicado o acórdão do recurso paradigma
pelo Superior Tribunal de Justiça, os recursos especiais sobrestados na origem não terão seguimento na
hipótese de o acórdão recorrido coincidir com a orientação do Superior Tribunal de Justiça.
(C) Da decisão do relator que concede ao agravo de instrumento o efeito ativo caberá agravo interno para o
órgão competente para o julgamento daquele recurso, se a referida decisão puder causar à parte lesão grave
ou de difícil reparação.
(D) Quando o agravo de instrumento interposto for manifestamente inadmissível ou infundado, o tribunal
condenará o agravante a pagar ao agravado multa entre um e dez por cento do valor corrigido da causa,
ficando a interposição de qualquer outro recurso condicionada ao depósito do respectivo valor.
(E) A repercussão geral é requisito de admissibilidade específico do recurso especial, já que o recurso
extraordinário, por sempre tratar de questões constitucionais, tem sua relevância pressuposta.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 43 (DPE/SP - 2015) Roberto ajuizou ação visando indenização por danos materiais e morais.
Em primeiro grau, o magistrado julgou parcialmente procedente a demanda, para o fim de condenar o
requerido a pagar pelos danos materiais, mas negou a existência de danos morais. O requerido resignou-se
com a decisão e não recorreu. Roberto, por seu turno, recorreu visando a total procedência do pedido inicial.
Cinco anos depois, o Tribunal de Justiça, por maioria de votos, manteve integralmente a decisão de primeiro
grau. Diante desta situação, é correto que
(A) caso o Acórdão tenha contrariado expressamente o disposto em Súmula dos Tribunais Superiores, será
cabível a interposição de recurso especial com fundamento no artigo 105, inciso III, alínea a, da
Constituição Federal, alegando a violação ao enunciado da Súmula.
(B) este Acórdão desafia embargos infringentes, pois a decisão não foi unânime, razão pela qual antes de
interpor recurso especial ou extraordinário os interessados devem esgotar as vias de impugnação ordinária
− neste caso, com embargos infringentes.
(C) caso o Acórdão não tenha analisado a aplicação de um dispositivo da lei federal expressamente suscitado
nas razões de apelação, é possível a interposição de recurso especial, sendo desnecessário opor embargos de
declaração nesta hipótese, pois houve prequestionamento nas razões recursais.
(D) caso não haja recurso contra esse Acórdão, no prazo de dois anos contados do seu trânsito em julgado, o
requerido ainda poderá ajuizar ação rescisória questionando inclusive o capítulo da sentença que não foi
impugnado na apelação, pois o prazo para a rescisória só teve início após o trânsito em julgado do último
provimento judicial; além disso, caso o prazo se encerre em dia não útil, prorroga-se para o primeiro dia útil
sequente.
(E) caso uma das partes apresente recurso especial desconhecendo que a outra opôs embargos de declaração,
sendo este último desprovido, mantido integralmente o Acórdão recorrido, após a intimação das partes do
julgamento dos embargos, automaticamente será processado o recurso especial, conforme
entendimento atual do Superior Tribunal de Justiça.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 47 (DPE/SP - 2015) Intimado de uma sentença contrária aos interesses do autor por ele
representado, o Defensor Público observou que o magistrado de primeiro grau invocou a aplicação de uma
Súmula do Superior Tribunal de Justiça para afastar a sua pretensão. Pesquisando os precedentes que deram
ensejo à Súmula, concluiu que as hipóteses fáticas que geraram o precedente eram substancialmente
diferentes do caso julgado. Inconformado, apela desta decisão. Utilizando a técnica correta, o Defensor
deverá
( A) pedir a superação do precedente, mediante overhulling.
(B) pedir o afastamento do precedente, mediante distinguishing.
(C) ajuizar reclamação junto ao Superior Tribunal de Justiça, pelo descumprimento da Súmula.
(D) alegar a nulidade da sentença em razão de error in judicando.
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(E) pedir o afastamento do binding effect que decorre das Súmulas do Superior Tribunal de Justiça.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 45 (DPE/RS - 2014) Sobre o sistema processual civil brasileiro, é correto afirmar:
(A) Sendo reiterados embargos de declaração manifestamente protelatórios, não somente será elevada a
multa como ficará condicionada a interposição de qualquer outro recurso ao depósito do valor respectivo.
(B) Quando a matéria controvertida for unicamente de direito e no juízo já houver sido proferida sentença de
total improcedência em outros casos idênticos, poderá ser dispensada a citação e proferida sentença,
reproduzindo-se o teor da anteriormente prolatada (improcedência prima facie). Se o autor apelar, é
facultado ao juiz decidir, no prazo de 5 (cinco) dias, não manter a sentença e determinar o prosseguimento
da ação. Caso seja mantida a sentença, os autos serão imediatamente encaminhados ao tribunal competente,
sem que seja oportunizada resposta ao recurso, uma vez que ainda não angularizada a relação processual.
(C) Em atenção à teoria da causa madura, nos casos de extinção do processo sem julgamento do mérito, o
tribunal pode, no recurso de apelação, julgar desde logo a lide mesmo que a causa verse sobre questão
de fato, conquanto existam condições para o imediato julgamento, o que homenageia os princípios da
celeridade processual e da instrumentalidade das formas.
(D) Enquanto o efeito devolutivo em extensão do recurso de apelação relaciona-se com o princípio
inquisitivo, estando atrelado aos fundamentos da inconformidade (tantum devolutum quantum appellatum),
o efeito devolutivo em profundidade ou translativo guarda relação com o princípio dispositivo, atrelando- se
aos pedidos recursais.
(E) Indeferida a petição inicial, o autor poderá apelar, facultado ao juiz, no prazo de 48 (quarenta e oito)
horas, reformar sua decisão. Não sendo ela reformada, será ordenada a intimação do réu para responder ao
recurso, encaminhando-se os autos, posteriormente, ao tribunal competente.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 23 (DPE/PB - 2014) Em relação aos recursos, é correto afirmar:
(A) O conhecimento de um recurso pelo órgão ao qual caiba seu julgamento implica a consequência jurídica
de seu exame de mérito, para necessariamente provê-lo.
(B) Todos os recursos são interpostos perante o mesmo órgão julgador da decisão recorrida, isto é, ao órgão
jurisdicional a quo.
(C) O prévio juízo de admissibilidade recursal é feito diretamente pelo órgão jurisdicional ao qual se tenha
recorrido, ou seja, o órgão jurisdicional ad quem.
(D) Da decisão que recebe ou não o recurso interposto cabe apelação, por seu caráter de definitividade.
(E) Como regra geral, não se podem invocar no recurso matérias que não tenham sido arguidas e discutidas
anteriormente, até a prolação da sentença.
GABARITO: “E”

QUESTÃO 28 (DPE/PE - 2015) Considere a seguinte situação hipotética. Pedro, defensor público, na defesa
dos interesses de seu assistido, José, após sua intimação pessoal com vista dos autos de acórdão cuja parte
dispositiva possui julgamento unânime e por maioria de votos, adotou como estratégia a interposição de
embargos infringentes contra a parte não unânime do dispositivo do acórdão. Assim, interpôs recurso
especial contra a parte de julgamento unânime do acórdão somente após o julgamento dos embargos
infringentes e sua intimação pessoal do referido acórdão com vista dos autos. Nessa situação, a atuação do
defensor público foi correta, por encontrar amparo legal na legislação processual.
“CERTO”

QUESTÃO 29 (DPE/PE - 2015) Segundo entendimento do STJ, não é cabível a interposição de recurso
especial para reexame de decisão que defira tutela antecipada. No entendimento do referido tribunal, essa é
uma decisão precária que pode ser revogada ou modificada a qualquer tempo.
“CERTO”
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DIA 08
20 Processo de execução. 20.1 Execução em geral. 20.2 Diversas espécies de execução. 20.2.1
Execução para entrega de coisa. 20.2.2 Execução das obrigações de fazer e de não fazer. 21
Execução de ações coletivas.

Detalhadamente:
 O dia 06 é destacado para o estudo da Execução.
 Vamos estudar o art. 513 e seguintes (cumprimento de sentença, cumprimento provisório,
etc)
 Depois pulamos para o art. 771 e seguintes do NCPC. Tente ler até execução contra Fazenda
Pública (art. 910).
 Estudar também embargos à execução e suspensão do processo de execução.

De forma ainda mais detalhada:


 Ver toda a teoria geral do processo de execução.
 Título executivo (distinção entre os judiciais e os extrajudiciais). Judiciais que são
executados em processo autônomo. Distinção entre cumprimento de sentença e execução por
título extrajudicial.
 Execução provisória por título extrajudicial (persistência?).
 Atenção para as fraudes (contra a execução e contra credores, distinções), atos atentatórios
a dignidade da justiça praticados na fase de execução.
 Desistência da execução e reflexo nos embargos.
 Expropriação e estudos das diversas formas pelas quais o credor pode se satisfazer.
 Merece cuidado a execução contra a Fazenda Pública (e respectivo embargo) e execução de
alimentos fundada em título extrajudicial (novidade).
 Atenção para as respostas do réu, e as defesas anômalas (exceção de pré-executividade).
Saber bem os requisitos dos embargos e seus efeitos.
 Foco nessa parte: lei seca. Saibam, por exemplo, o regramento da penhora, como, p. ex. a
penhora de faturamento da empresa, saibam ainda as causas de suspensão e extinção da
execução. Destaque para a impenhorabilidade do bem de família (tema recorrente) – casos
em que se admite a penhora do bem de família (jurisprudência correlata).
 Enfim, teoria geral da execução deve estar bem dominada, após focar em lei seca para as
regras específicas.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 15 (DPE/MT - 2016) Considerando a execução no Código de Processo Civil (CPC/2015),
analise as assertivas abaixo.
I - Na execução fundada em título executivo extrajudicial que contenha obrigação alimentar, se o executado
não pagar o débito em 3 dias ou se a justificativa apresentada não for aceita, o juiz decretarlhe-á a prisão
pelo prazo de 1 (um) a 3 (três) meses.
II - No caso de condenação em quantia certa, o cumprimento definitivo da sentença far-se-á a requerimento
do exequente, sendo o executado intimado para pagar o débito, no prazo de 15 (quinze) dias, acrescido de
custas, se houver. Transcorrido o prazo mencionado, sem o pagamento voluntário, será novamente o
executado intimado para, no prazo de 15 (quinze) dias, apresentar, nos próprios autos, sua impugnação,
contado do termo de penhora.
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III - A decisão judicial transitada em julgado poderá ser levada a protesto, nos termos da lei, depois de
transcorrido o prazo para pagamento voluntário. A requerimento do executado, o protesto será cancelado por
determinação do juiz, mediante ofício a ser expedido ao cartório, no prazo de 3 (três) dias, contado da data
de protocolo do requerimento, desde que comprovada a satisfação integral da obrigação.
IV - Na execução de título extrajudicial, o executado, independentemente de penhora, depósito ou caução,
poderá se opor à execução por meio de embargos, cujo prazo para oferecimento é 15 dias úteis.
V - No cumprimento de sentença e na execução de título extrajudicial, no prazo para impugnação ou
embargos, reconhecendo o crédito do exequente e comprovando o depósito de trinta por cento do valor em
execução, acrescido de custas e de honorários de advogado, o executado poderá requerer que lhe seja
permitido pagar o restante em até 6 (seis) parcelas mensais, acrescidas de correção monetária e
de juros de um por cento ao mês.
Estão corretas as assertivas
(A) I, II e III.
(B) II, IV e V.
(C) I, III e IV.
(D) I, II e V.
(E) III, IV e V.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 17 (DPE/MT - 2016) Acerca dos precedentes no Código de Processo Civil (CPC/2015), marque
V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Autorizam o julgamento de improcedência liminar do pedido: os enunciados de súmula do Supremo
Tribunal Federal e do Superior Tribunal de Justiça, acórdãos proferidos pelo Superior Tribunal de Justiça e
Supremo Tribunal Federal em julgamento de recursos repetitivos, entendimento firmado em incidente de
resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência e enunciado de súmula de Tribunal de
Justiça sobre direito local.
( ) Caberá reclamação da parte interessada ou do Ministério Público para garantir a observância de
enunciado de súmula vinculante, de decisão do Supremo Tribunal Federal em controle concentrado de
constitucionalidade, de acórdão proferido em julgamento de incidente de resolução de demandas repetitivas
ou de incidente de assunção de competência.
( ) Nos Tribunais, poderá o relator negar provimento a recurso que for contrário à súmula do Supremo
Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do próprio tribunal, acórdão proferido pelo Supremo
Tribunal Federal ou pelo Superior Tribunal de Justiça em julgamento de recursos repetitivos e entendimento
firmado em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de assunção de competência.
( ) Os órgãos fracionários dos tribunais não submeterão ao plenário ou ao órgão especial a arguição de
inconstitucionalidade quando já houver pronunciamento do Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal
de Justiça, do próprio tribunal ou acórdão proferido em incidente de resolução de demandas repetitivas ou de
assunção de competência.
( ) A reclamação poderá ter como objeto sentença, quando for destinada a garantir a observância de
acórdão proferido em julgamento de recursos extraordinário ou especial repetitivos.
Assinale a sequência correta.
(A) F, V, F, V, F
(B) F, F, V, F, F
(C) V, F, V, V, V
(D) V, F, F, V, V
(E) V, V, V, F, F
GABARITO: “E”
QUESTÃO 58 (DPE/PR - 2012) No processo de execução

210
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(A) os embargos do devedor serão extintos, em razão da dependência lógica para com o processo executivo,
no caso de o exequente desistir de toda a execução, pouco importando o seu conteúdo.
(B) o valor dos honorários advocatícios sucumbenciais será fixado de maneira equitativa pelo juiz, salvo se
houver a oposição de embargos do devedor, situação em que serão fixados entre o mínimo de dez e o
máximo de vinte por cento sobre o valor do crédito executado.
(C) a execução de título executivo extrajudicial, iniciada como definitiva, não poderá se transformar em
execução provisória, sob pena de subversão de todo o sistema executivo.
(D) civil, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a penhora de dinheiro na ordem de
nomeação de bens não tem caráter absoluto.
(E) a moratória judicial, por ser uma imposição legal, não poderá ser recusada pelo credor, devendo este
aceitar a forma de pagamento estipulada segundo o prudente arbítrio do juiz.

GABARITO: “D”
QUESTÃO 58 (DPE/PR - 2012) No processo de execução
(A) os embargos do devedor serão extintos, em razão da dependência lógica para com o processo executivo,
no caso de o exequente desistir de toda a execução, pouco importando o seu conteúdo.
(B) o valor dos honorários advocatícios sucumbenciais será fixado de maneira equitativa pelo juiz, salvo se
houver a oposição de embargos do devedor, situação em que serão fixados entre o mínimo de dez e o
máximo de vinte por cento sobre o valor do crédito executado.
(C) a execução de título executivo extrajudicial, iniciada como definitiva, não poderá se transformar em
execução provisória, sob pena de subversão de todo o sistema executivo.
(D) civil, segundo entendimento do Superior Tribunal de Justiça, a penhora de dinheiro na ordem de
nomeação de bens não tem caráter absoluto.
(E) a moratória judicial, por ser uma imposição legal, não poderá ser recusada pelo credor, devendo este
aceitar a forma de pagamento estipulada segundo o prudente arbítrio do juiz.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 44 (DPE/SP - 2015) Diante de uma execução de título executivo extrajudicial:
I. os embargos do devedor têm natureza jurídica de ação, mas não suspendem a execução, uma vez
que a lei condiciona o seu recebimento à existência de penhora.
II. a objeção de pré-executividade tem caráter endoprocessual e pode ser apresentada mesmo após o
prazo para os embargos, mas apresenta restrição no âmbito da cognição.
III. a concessão de tutela antecipada em uma ação autônoma de impugnação pode suspender a ação
executiva.
IV. o devedor pode valer-se das defesas heterotópicas incidentalmente no processo executivo, indepen dente
de segurança do juízo.
V. caso em embargos se alegue a inexistência do crédito e o excesso de execução, o embargante deve
indicar a parcela incontroversa do débito em memorial de cálculo, sob pena de rejeição liminar dos em
bargos.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, III e IV.
(B) I, II e III.
(C) III, IV e V.
(D) II, III, IV e V.
(E) II, III e IV.
GABARITO: “E”
QUESATÃO 25 (DPE/PB - 2014) Quanto às execuções das obrigações de fazer e de não fazer, é
INCORRETO afirmar:

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(A) Se o contratante não prestar o fato no prazo, ou se o praticar de modo incompleto ou defeituoso, poderá
o credor requerer ao juiz, no prazo de 10 (dez) dias, que o autorize a concluí-lo, ou a repará-lo, por conta do
contratante.
(B) Quando o objeto da execução for obrigação de fazer, o devedor será citado para satisfazê-la no prazo
que o juiz Ihe assinar, se outro não estiver determinado no título executivo.
(C) Se o fato puder ser prestado por terceiro, é lícito ao juiz, a requerimento do exequente, decidir que
aquele o realize à custa do executado.
(D) Nas obrigações de fazer, quando for convencionado que o devedor o faça pessoalmente, o juiz fixará em
regra o prazo de trinta dias para seu cumprimento, podendo aumentar esse prazo de acordo com a
complexidade da obra.
(E) Se o credor quiser executar, ou mandar executar, sob sua direção e vigilância, as obras e trabalhos
necessários à prestação do fato, terá preferência, em igualdade de condições de oferta, ao terceiro.
GABARITO: “D”

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DIAS 09 E 10
22 Processo cautelar e medidas cautelares. 22.1 Disposições gerais. 22.2 Procedimentos cautelares
específicos (arresto, sequestro, busca e apreensão). 22.3 Exibição e produção antecipada de provas. 23
Procedimentos especiais previstos no CPC. 24 Outros procedimentos especiais: mandado de
segurança, ação popular, ação civil pública, ação de improbidade administrativa, ação monitória,
embargos de terceiro.

Detalhadamente:
 Aqui faremos a leitura dos artigos 539 e seguintes. Algumas ações são quase sempre
cobradas (usucapião, interditos possessórios, ação rescisória, mandado de segurança, ação
monitória, etc).
 Daria uma olhada, se der tempo, em ação de alimentos (alimentos gravídicos), ação
declaratória de união estável, separação e divórcio.

Para o dia 08- tutela provisória e procedimentos especiais:


 Novidades introduzidas pelo novo CPC (fim dos processos cautelares - existirão apenas
tutelas - tutela inibitória, estabilidade da tutela provisória satisfativa deferida em caráter
antecedente etc.).
 Entender como e porque se deu a reestruturação das tutelas de urgência (cautelares e
antecipadas). O que mudou em comparação com o CPC anterior (muita coisa).
 Vide a teoria geral das tutelas provisórias. Vide as espécies de tutelas provisórias fundadas
na urgência e na evidência. Tutela provisória antecedente ou incidente.
 Competência para conceder tutelas provisórias.
 Tutela antecipada antecedente: requisitos para concessão. Tutela de urgência antecipada e
cautelar. Reparação do dano em caso de revogação da tutela. Vide ainda todo o
procedimento dessa tutela, especialmente a necessidade de aditar a inicial quando a tutela
for obtida em caráter antecedente.
 Estabilização da tutela de urgência (cuidado, tema de fundamental importância).
 Tutela cautelar antecedente: o que é e procedimento. Casos em que cessa a eficácia da
cautelar obtida. Coisa julgada em sendo reconhecida prescrição e decadência. Poder geral
de cautela.
 Tutela de evidência: conceito e pressupostos. Hipóteses de cabimento e casos em que a
decisão poderá ser liminar.
 Vedações a antecipação de tutela contra a Fazenda Pública. Casos e forma de impugnar a
decisão (agravo de instrumento, suspensão de liminar e reclamação constitucional).

Para procedimentos especiais:


 Basicamente lei seca e jurisprudência, além de conhecer o conceito de cada uma das ações.
Veja as mudanças introduzidas pelo novo código na ação monitória, a inclusão da oposição
como procedimento autônomo e a ação de dissolução de sociedades.
 Vide ainda as ações que deixaram de ser especial, tal como a de usucapião.
 Atenção para a Lei dos Juizados Especiais. A LEI 9.099 É BASTANTE RECORRENTE EM
DPEs. Foco nas diferenças em relação ao CPC. A lei 9.099/95 materializa uma das vertentes
do acesso à justiça, logo ganha destaque em provas ministeriais.

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 Vide as ações possessórias- conceitos, diferenças quando se tratar de posses nova e posse
velha. Cumulação de pedidos.
 Ações relacionadas ao direito de família e sucessões sempre são cobradas. Vide casos de
inventário extrajudicial, por exemplo.
 Vide, ainda, competência delegada previdenciária (entender a sistemática recursal).
 No mais: lei seca e jurisprudência. Confesso que muitas dessas ações eu jamais li, e algumas
poucas sequer sabia que existiam. Portanto, o estudo de TODAS as ações especiais não se
faz necessário para sua aprovação. Saibam as principais apenas.
 Jurisdição voluntária- conceito e controvérsia sobre sua natureza. Quais são suas diferenças
em relação a jurisdição contenciosa (Ex: julgamento por equidade). Os procedimentos em si:
basta ler o novo CPC seco.
 OBS- Para concursos de Defensor Público, tenham atenção com as ações relativas a
sucessão, com as de direito de família e naquelas em que há interesse social subjacente.

Outras leis importantes (DIA 10)::


 Mandado de segurança - decorar tudo. Não deixe espaço para erros. Aprender todas as
súmulas aplicáveis e hipóteses em que se admite e em que não se admite o mandado de
segurança. PRIORITÁRIO. Mandado de segurança coletivo (legitimados e direitos que
podem ser tutelados)..
 Ação Civil Pública: ACP sempre cai mais de uma questão. Como obra, sugerimos somente a
parte de ACP do Livro do Cleber Masson.
 Atenção para os legitimados (legitimação concorrente e disjuntiva), os bens e direitos que
podem ser tutelados por ACP (e os que não podem), microssistema de processo coletivo,
atuação doa DP nas ações coletivas (como autora), fundo dos direitos difusos, Inquérito
Civil (atenção redobrada, forma de instauração, arquivamento), termo de ajustamento de
conduta, condenação em honorários.
 Há muitas súmulas relacionadas à legitimidade das instituições, logo, cuidado. Sugiro que
todas sejam lidas até a prova;
 Atenção para a distinção entre direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos (CDC).
Regime de coisa julgada, forma de liquidação e cumprimento da sentença
 OBS- Muita gente esquece das regras processuais coletivas do CDC, e tais regras estão
caindo. Então cuidado com o alerta.
 Ação popular - bom saber. Ao menos leia um resumo e a lei. Conceitos básicos, legitimados,
bens tutelados, reexame necessário, intervenção móvel e procedimento.
 Mandado de segurança coletivo- bens jurídicos tutelados e legitimados. No mais, conheça o
regramento do MS individual que o normativo é o mesmo.
 Demais Remédios constitucionais- apenas lei seca.

Como vem sendo cobrado em provas?


74. (DPE/PR-2017) A respeito dos procedimentos especiais, do sistema de precedentes e do cumprimento de
sentença, é correto:
(A) Embora o STJ possua orientação de que constitui mera detenção a ocupação por particular de área
pública sem autorização expressa e legítima do titular do domínio, entende cabível o manejo dos interditos
possessórios em face de outros particulares para a defesa da posse.
(B) Quando versar sobre levantamento de dinheiro, o cumprimento provisório de sentença impugnada por
recurso desprovido de efeito suspensivo se sujeita a caução suficiente e idônea. Contudo, até o limite de
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sessenta salários mínimos, a caução será dispensada quando o credor demonstrar sua necessidade e o crédito
for de natureza alimentar.
(C) O incidente de resolução de demandas repetitivas – IRDR tem natureza jurídica de incidente processual
e foi inspirado no sistema de common law norte-americano. Cuida-se de inovação no mecanismo de
uniformização da jurisprudência brasileira e visa firmar entendimento sobre matéria de direito material ou
processual.
(D) O débito alimentar que autoriza a prisão civil do devedor de alimentos é aquele que compreende até as
três prestações anteriores ao ajuizamento da execução e as que se vencerem no curso do processo, sendo a
única sanção admitida em decorrência do inadimplemento, enquanto forma de se evitar o bis in idem.
(E) A ação monitória, inspirada no direito italiano, tem lugar para o exercício de direito subjetivo,
vislumbrado a partir de prova escrita sem eficácia de título executivo, em desfavor de devedor capaz, cuja
cognição judicial se limita ao pagamento de quantia em dinheiro e à entrega de coisa fungível ou infungível
ou de bem móvel ou imóvel.

GABARITO “A”

QUESTÃO 18 (DPE/MT - 2016) Acerca da ação de usucapião no Código de Processo Civil (CPC/2015),
analise as afirmativas.
I - Sem prejuízo da via jurisdicional, é admitido o pedido de reconhecimento extrajudicial de usucapião,
que será processado diretamente perante o cartório do registro de imóveis da comarca em que estiver
situado o imóvel usucapiendo, a requerimento do interessado, representado por advogado.
II - Na ação de usucapião de imóvel, os confinantes serão citados pessoalmente, exceto quando tiver por
objeto unidade autônoma de prédio em condomínio, caso em que tal citação é dispensada.
III - O cônjuge necessitará do consentimento do outro para propor ação que verse sobre direito real
imobiliário, mesmo quando casados sob o regime de separação absoluta de bens.
IV - A aquisição de propriedade por meio de usucapião poderá ser arguida em contestação, mesmo nas ações
de reintegração de posse.
V - Nas ações de usucapião em que a ré e proprietária do imóvel seja falida, a competência deve ser
atribuída ao juízo universal, em detrimento do foro de situação da coisa.
Estão corretas as afirmativas
(A) I, II, IV e V, apenas.
(B) II, III, IV e V, apenas.
(C) I, III e V, apenas.
(D) II e IV, apenas.
(E) I, II, III, IV e V.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 20 (DPE/MT - 2016) Em relação aos procedimentos de jurisdição voluntária no Código de
Processo Civil (CPC/2015), assinale a afirmativa correta.
(A) Contra sentença prolatada em procedimentos de jurisdição voluntária não cabe recurso.
(B) No procedimento da notificação e da interpelação, o juiz em qualquer caso irá ouvir o requerido antes do
deferimento da notificação, podendo apresentar contestação escrita em 15 (quinze) dias.
(C) Na ação de divórcio direto consensual, é obrigatória a realização de audiência de conciliação ou
ratificação.
(D) O tabelião somente lavrará a escritura pública de divórcio consensual se os interessados estiverem
assistidos por advogado ou por Defensor Público, cuja qualificação e assinatura constarão do ato notarial.
(E) O CPC/2015 não prevê o cabimento de separação consensual.
GABARITO: “D”

QUESTÃO 55 (DPE/MG - 2014) Sobre a ação monitória, analise as assertivas a seguir.


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I. Não é cabível o ajuizamento de ação monitória contra a Fazenda Pública, pois, rejeitados os embargos,
revela-se inadmissível o pronto pagamento de débitos públicos.
II. Tratando-se de ação monitória fundada em cheque prescrito ajuizada em face do emitente, é fundamental
a menção ao negócio jurídico subjacente à emissão da cártula.
III. É cabível a citação por edital em ação monitória dando ensejo à nomeação de Curador Especial para
atuar em prol do réu revel citado fictamente.
IV. Após o oferecimento e processamento dos embargos monitórios, instaura-se o procedimento ordinário,
sendo cabível, nessa fase, o ajuizamento de reconvenção.

Estão INCORRETAS as assertivas


A) I e II apenas.
B) III e IV apenas.
C) I e III apenas.
D) II e IV apenas.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 56 (DPE/MG - 2014) A respeito dos embargos de terceiro, assinale a alternativa INCORRETA.
A) Embora intimado da penhora em imóvel do casal, possui o cônjuge do executado legitimidade para opor
embargos de terceiro para defesa de sua meação.
B) Os embargos de terceiro são cabíveis de forma preventiva quando a pessoa que não integrou a relação
processual estiver na ameaça iminente de apreensão judicial do bem de sua propriedade.
C) Na forma da lei, admitem-se embargos de terceiro para o credor com garantia real obstar alienação
judicial do objeto da hipoteca, penhor ou anticrese.
D) Quando os embargos versarem sobre todos os bens, caberá ao juiz apreciar, com base no princípio do
livre convencimento motivado, sobre a necessidade de suspensão do curso do processo principal.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 57 (DPE/MG - 2014) Sobre ação civil pública, assinale a alternativa CORRETA.
A) Na forma da lei, a Defensoria Pública e as sociedades de economia mista poderão tomar dos interessados
compromisso de ajustamento de conduta, que terá eficácia de título executivo extrajudicial.
B) Carece a Defensoria Pública de legitimidade para ajuizar a ação principal e a ação cautelar em ação civil
pública visando tutelar o interesse individual homogêneo dos consumidores de energia elétrica.
C) Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os seus advogados serão solidariamente
condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por
perdas e danos.
D) Com base na interpretação sistemática do ordenamento jurídico, admite-se a cumulação das condenações
em obrigações de fazer ou não fazer e indenização pecuniária em sede de ação civil pública.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 58 (DPE/MG - 2014) Sobre mandado de segurança, analise as proposições a seguir.


I. Quando demonstrado o interesse jurídico, é cabível assistência simples em mandado de segurança, eis que
tal modalidade de intervenção de terceiro se mostra compatível com o rito do mandamus.
II. A errônea indicação da autoridade coatora pelo impetrante permite que o juiz, de ofício, venha a
substituí-la, independentemente de alteração da competência, aplicando-se, nesta hipótese, a teoria da
encampação.

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III. O impetrante pode desistir de mandado de segurança a qualquer tempo, ainda que proferida decisão de
mérito a ele favorável independentemente da anuência da autoridade impetrada ou da pessoa jurídica de
direito público.
IV. Segundo expressa disposição legal, no mandado de segurança coletivo, a sentença fará coisa julgada
limitadamente aos membros do grupo ou categoria substituídos pelo impetrante.

Está (ão) CORRETA(S) a(s) proposição (ões)


A) I, II, III e IV.
B) II apenas.
C) III e IV apenas.
D) I apenas.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 38 (DPE/AM - 2013) A medida cautelar


(A) de sequestro tem cabimento quando a parte pretende a exibição judicial de documento comum às partes.
(B) de produção antecipada de provas é cabível nos casos em que parte tem dúvida sobre a existência de fato
a ser objeto da
ação principal.
(C) em regra, não demanda a citação do réu.
(D) pode ser requerida a qualquer tempo, pelos mesmos motivos, ainda que tenha perdido a eficácia.
(E) perde a eficácia com a extinção sem resolução de mérito do processo principal.

GABARITO: “E”

QUESTÃO 39 (DPE/AM - 2013) No inventário


(A) admite-se instrução probatória para apuração de débitos do espólio.
(B) incumbe ao inventariante a administração dos bens do espólio.
(C) julga-se a partilha independentemente do pagamento do ITCMD.
(D) não cabe nomeação de perito para avaliação dos bens.
(E) será nomeado inventariante, preferencialmente, o filho mais velho do falecido.

GABARITO: “B””

QUESTÃO 40 (DPE/AM - 2013) A dívida de alimentos


(A) autoriza a prisão civil, mesmo depois de pago o valor em atraso.
(B) é imprescritível.
(C) torna-se inexigível depois da prisão.
(D) em regra, transmite-se aos herdeiros do devedor, assim como a obrigação de prestar os alimentos.
(E) autoriza a prisão civil, indefinidamente, até o pagamento do valor em atraso.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 57 (DPE/PR - 2012) Com relação à Lei no 12.016/09, que disciplina o Mandado de Segurança
individual e coletivo, é correto afirmar:
(A) O candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previsto no edital tem mera
expectativa de direito. Porém, o Superior Tribunal de Justiça entende que, havendo contratações a título
precário no período de validade do concurso, muito

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embora existam cargos de provimento efetivo vagos, o referido candidato aprovado além das vagas
veiculadas passa a ter direito líquido e certo à nomeação.
(B) A autoridade coatora, por figurar como mero representante do órgão ou pessoa jurídica a que pertence,
não detém legitimidade para recorrer em nome próprio, apenas podendo fazê-lo na condição de terceiro.
(C) Em razão da aplicação subsidiária do Código de Processo Civil à nova Lei do Mandado de Segurança, a
execução provisória da sentença concessiva da ordem deverá observar as limitações impostas naquele
diploma processual.
(D) Concedida a segurança, a sentença não estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição
quando estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal.
(E) A referida Lei adotou expressa e literalmente a corrente ampliativa, admitindo a impetração de mandado
de segurança coletivo para a proteção de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 60 (DPE/PR - 2012) Considerando as disposições referentes aos procedimentos especiais de
jurisdição contenciosa regulados pelo Código de Processo Civil,
(A) a ação de embargos de terceiro não é admissível se fundada em alegação de posse proveniente de
compromisso de compra e venda de imóvel desprovido do respectivo registro.
(B) de igual maneira ao que ocorre no procedimento ordinário, a utilização da reconvenção na ação
monitória pressupõe a apresentação dos embargos ao mandado judicial de pagamento ou de entrega.
(C) o Superior Tribunal de Justiça passou a entender que, inobstante disponha o credor de título executivo
extrajudicial, é possível o ajuizamento de ação monitória, desde que a opção não venha prejudicar o direito
de defesa do devedor.
(D) a presença do fator urgência é condição inarredável para a concessão da liminar possessória de
reintegração ou manutenção, que poderá, conforme a discricionariedade do julgador, ser precedida da
realização de audiência de justificação.
(E) o julgamento de ação possessória anterior, com decisão transitada em julgado, inibe a propositura de
ação demarcatória sobre o mesmo bem imóvel em razão do obstáculo intransponível da coisa julgada
material, reconhecidamente um pressuposto processual negativo.

GABARITO: “C”
QUESTÃO 36 (DPE/MA - 2015) O cheque prescrito
(A) é apto a embasar ação monitória, que somente poderá ser embargada se houver prévia garantia do juízo.
(B) não é apto a embasar ação monitória, devendo ser objeto de ação prevista em legislação específica.
(C) é apto a embasar ação monitória, dispensando-se que se mencione, na inicial, o negócio jurídico
subjacente à emissão da cártula, quando a demanda tiver sido ajuizada contra o próprio emitente, a quem é
dado, em embargos monitórios, buscar provar fatos impeditivos, modificativos ou extintivos.
(D) é apto a embasar ação monitória, desde que o autor comprove, com a inicial, a licitude do negócio
jurídico subjacente à emissão da cártula.
(E) é apto a embasar ação monitória, a qual não admite reconvenção em nenhuma de suas fases.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 37 (DPE/MA - 2015) Joana adquiriu um fogão, que não foi entregue no prazo prometido. Joana
ajuizou ação em que requereu a entrega do bem. Pugnou pela concessão de liminar. De acordo com o
Código de Processo Civil,
(A) o juiz poderá, se relevante o fundamento e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final,
conceder a tutela liminarmente, inclusive com imposição de multa diária, se necessária, de ofício, fixando
prazo para entrega do bem e determinando, se não cumprida a obrigação no prazo estabelecido, a expedição
de mandado de imissão na posse.

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(B) se não desejar entregar o bem, o réu só poderá requerer a conversão da obrigação em perdas e danos.
(C) o juiz poderá, se relevante o fundamento e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final,
conceder a tutela liminarmente, com imposição de multa diária, se necessária, desde que a requeri mento da
parte.
(D) o juiz poderá, se relevante o fundamento e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final,
conceder a tutela liminarmente, determinando a imediata expedição de mandado de imissão na posse.
(E) o juiz poderá, se relevante o fundamento e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final,
conceder a tutela liminarmente, fixando prazo para entrega do bem, com imposição de multa diária, se
necessária, de ofício, e determinando, se não cumprida a obrigação no prazo estabelecido, a expedição de
mandado de busca e apreensão

GABARITO: “E”

QUESTÃO 39 (DPE/MA - 2015) Em razão de interrupção de serviço de telefonia, Maria ajuizou medida
cautelar preparatória no âmbito da qual requereu a concessão de liminar, deferida em 10/06/2015 e
efetivada em 20/06/2015. Em 15/07/2015, ajuizou ação principal. Em contestação, a ré pugnou pela extinção
do processo cautelar em razão de intempestividade da ação principal. O argumento
(A) deverá ser acolhido, pois a falta de ajuizamento da ação principal, no prazo de 30 dias da concessão da
medida liminar, acarreta não somente a perda da eficácia da liminar mas também a extinção do processo
cautelar, não podendo Maria repetir o pedido, ainda que por novo fundamento.
(B) deverá ser acolhido, pois a falta de ajuizamento da ação principal, no prazo de 30 dias da concessão da
medida liminar, acarreta não somente a perda da eficácia da liminar mas também a extinção do processo
cautelar, não podendo Maria repetir o pedido, salvo por novo fundamento.
(C) não deverá ser acolhido, pois a ação principal foi ajuizada dentro do prazo de 30 dias, que é contado
da efetivação da medida cautelar.
(D) não deverá ser acolhido, pois a falta de ajuizamento da ação principal, no prazo de 30 dias da concessão
da liminar, acarreta somente a perda da eficácia da liminar, não a extinção do processo cautelar.
(E) deverá ser acolhido, pois a falta de ajuizamento da ação principal, no prazo de 30 dias da concessão da
medida liminar, acarreta não somente a perda da eficácia da liminar mas também a extinção do processo
cautelar, podendo Maria repetir o pedido mesmo que por igual fundamento.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 57 (DPE/PR - 2012) Com relação à Lei no 12.016/09, que disciplina o Mandado de Segurança
individual e coletivo, é correto afirmar:
(A) O candidato aprovado em concurso público fora do número de vagas previsto no edital tem mera
expectativa de direito. Porém, o Superior Tribunal de Justiça entende que, havendo contratações a título
precário no período de validade do concurso, muito embora existam cargos de provimento efetivo vagos, o
referido candidato aprovado além das vagas veiculadas passa a ter direito líquido e certo à nomeação.
(B) A autoridade coatora, por figurar como mero representante do órgão ou pessoa jurídica a que pertence,
não detém legitimidade para recorrer em nome próprio, apenas podendo fazê-lo na condição de terceiro.
(C) Em razão da aplicação subsidiária do Código de Processo Civil à nova Lei do Mandado de Segurança,
a execução provisória da sentença concessiva da ordem deverá observar as limitações impostas naquele
diploma processual.
(D) Concedida a segurança, a sentença não estará sujeita obrigatoriamente ao duplo grau de jurisdição
quando estiver fundada em jurisprudência do plenário do Supremo Tribunal Federal.
(E) A referida Lei adotou expressa e literalmente a corrente ampliativa, admitindo a impetração de mandado
de segurança coletivo para a proteção de direitos difusos, coletivos e individuais homogêneos.

GABARITO: “A”

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QUESTÃO 60 (DPE/PR - 2012) Considerando as disposições referentes aos procedimentos especiais de
jurisdição contenciosa regulados pelo Código de Processo Civil,
(A) a ação de embargos de terceiro não é admissível se fundada em alegação de posse proveniente de
compromisso de compra e venda de imóvel desprovido do respectivo registro.
(B) de igual maneira ao que ocorre no procedimento ordinário, a utilização da reconvenção na ação
monitória pressupõe a apresentação dos embargos ao mandado judicial de pagamento ou de entrega.
(C) o Superior Tribunal de Justiça passou a entender que, inobstante disponha o credor de título executivo
extrajudicial, é possível o ajuizamento de ação monitória, desde que a opção não venha prejudicar o direito
de defesa do devedor.
(D) a presença do fator urgência é condição inarredável para a concessão da liminar possessória de
reintegração ou manutenção, que poderá, conforme a discricionariedade do julgador, ser precedida da
realização de audiência de justificação.
(E) o julgamento de ação possessória anterior, com decisão transitada em julgado, inibe a propositura de
ação demarcatória sobre o mesmo bem imóvel em razão do obstáculo intransponível da coisa julgada
material, reconhecidamente um pressuposto processual negativo.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 24 (DPE/PB - 2014) Examine os enunciados seguintes, no tocante às medidas cautelares:


I. Se por qualquer motivo cessar a eficácia da medida cautelar, poderá a parte repetir o pedido, pelo
mesmo ou por novo fundamento.
II. As medidas cautelares conservam a sua eficácia no prazo de trinta dias, contados da data da efetivação da
medida cautelar, quando esta for concedida em procedimento preparatório, e na pendência ao processo
principal; mas podem, a qualquer tempo, ser revogadas ou modificadas.
III. A medida cautelar poderá ser substituída, de ofício ou a requerimento de qualquer das partes, pela
prestação de caução ou outra garantia menos gravosa para o requerido, sempre que adequada e suficiente
para evitar a lesão ou repará-la integralmente.
IV. As medidas cautelares serão requeridas ao juiz da causa e, quando preparatórias, ao juiz competente
para conhecer da ação principal. Se interposto recurso, a medida cautelar continuará sendo requerida
ao juiz competente para o conhecimento da ação principal.
Está correto o que se afirma em
(A) III e IV, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) I, II e III, apenas.
(D) II e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.
GABARITO: ”B”

QUESTÃO 50 (DPE/AC - 2012) Assinale a opção correta, com relação a medidas cautelares.
(A) Equipara-se à prova literal da dívida líquida e certa, para efeito de concessão de arresto, a sentença,
líquida ou ilíquida, desde que transitada em julgado, condenando o devedor ao pagamento de dinheiro ou de
prestação que em dinheiro possa converter-se.
(B) O juiz poderá decretar de ofício o sequestro de bens imóveis, quando lhes for disputada a propriedade ou
posse, havendo fundado receio de rixas ou danificações devido ao interesse público envolvido.
(C) De acordo com a jurisprudência do STJ, tendo a medida cautelar de arresto a finalidade de assegurar o
resultado prático e útil do processo principal, as hipóteses de cabimento do arresto listadas no CPC não são
exaustivas, mas exemplificativas, bastando, para a concessão dessa medida, o risco de dano e o perigo da
demora.
(D) Desde que seja comprovada a má-fé ou culpa do requerente de processo cautelar e que a sentença, no
processo principal, lhe seja desfavorável, ele deverá responder pelos prejuízos que a execução da medida
causar ao requerido.
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(E) Se, durante o curso de ação de separação judicial, o DP verificar dilapidação, pelo cônjuge ex adverso,
de bens domésticos e veículos automotores do casal, ele deverá requerer ao juiz da causa cautelar de busca e
apreensão, medida adequada aos casos em que os bens litigiosos sejam coisas móveis.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 94 (DPE/DF - 2013) Os efeitos patrimoniais resultantes da concessão de mandado de segurança


somente abrangem os valores devidos a partir da data da impetração mandamental, excluídas, em
consequência, as parcelas anteriores ao ajuizamento da ação de mandado de segurança, que poderão, no
entanto, ser vindicadas em sede administrativa ou demandadas em via judicial própria.
“CERTO”

QUESTÃO 95 (DPE/DF - 2013) De acordo com a jurisprudência do STJ, em caso de conduta omissiva
ilegal da administração, envolvendo obrigação de trato sucessivo, o prazo decadencial estabelecido pela Lei
do
Mandado de Segurança se renovará de forma continuada.
“CERTO”

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Direito Penal (12 dias)

Aqui estamos diante de disciplina que merece atenção especial dos candidatos, sendo imprescindível a
leitura de um bom manual, especialmente na parte geral de direito penal, notadamente na Teoria do Tipo
Penal.

DIA 01
1 Direito Penal e Poder Punitivo. 1.1 Teoria do Direito Penal. 1.2 Política Criminal e Criminologia.
Noções básicas. 1.3 Criminalização Primária e Secundária. 1.4 Seletividade do sistema penal. 2 Direito
Penal de Autor e Direito Penal do Ato. 2.1 Garantismo Penal. 2.2 Direito Penal do Inimigo. 2.3
Dinâmica Histórica da Legislação Penal. História da Programação Criminalizante no Brasil. 2.4
Genealogia do Pensamento Penal. 2.5 Direito Penal e Filosofia 3 Funções da Pena. Teorias. 4
Características e Fontes do Direito Penal. 5 Princípios aplicáveis ao Direito Penal. 6 Bem jurídico-penal.
Teorias. 7 Aplicação da lei penal. 7.1 A lei penal no tempo e no espaço. 7.2 Tempo e lugar do crime.
7.3 Lei penal excepcional, especial e temporária. 7.4 Territorialidade e extraterritorialidade da lei
penal. 7.5 Pena cumprida no estrangeiro. 7.6 Eficácia da sentença estrangeira. 7.7 Contagem de
prazo. 7.8 Frações não computáveis da pena. 7.9 Interpretação da lei penal. 7.10 Analogia. 7.11
Irretroatividade da lei penal. 7.12 Conflito aparente de normas penais.

Detalhadamente:
 O dia 01 será voltado para introdução e teoria da norma em direito penal. Portanto, focar na
parte introdutória relativa ao Direito Penal do Autor e Direito Penal do fato, Direito Penal
do Inimigo e garantismo penal.
 Estudar as funções da pena e Bem jurídico-penal.
 Sobre aplicação da lei penal, focar principalmente na vedação da analogia in mallam
partem, irretroatividade da lei penal e conflito aparente de normas penais, bem como nos
casos de abolitio criminis temporária.

De forma ainda mais detalhada:


 Atenção especial para os princípios, especialmente legalidade, subsidiariedade, intervenção
mínima, ofensividade, lesividade, insignificância (todas as vertentes, e jurisprudência do
STF, Ex. não aplicação aos crimes funcionais).
 Analogia e interpretação analógica, distinções e aplicação no direito penal.
 Lei penal no tempo (atenção para a abolitio criminis e seus efeitos. Quem deve aplicar a lei
mais favorável ao réu), bem como lei penal no espaço (muito importante - saber os critérios
e requisitos). Lembre-se: latrocínio é crime contra o patrimônio, e não contra a vida
(entenda sozinho o porquê da observação, e se não entendeu, a matéria deve ser reestudada
com mais atenção).
 Norma penal em branco (espécies e sua relação com o princípio da legalidade). Atenção
para a revogação do complemento e a despenalização ou não da conduta.
 Conflito Aparente de Normas - importantíssimo, talvez o mais importante do dia. Atenção
para a absorção.
 Direito Penal Militar - o mais importante é saber a competência para julgamento (ex. em
havendo crime doloso contra a vida, prevalece a competência do Júri; Justiça Militar da
União só tem competência penal e julga civil, já a Justiça dos Estados tem competência civil,
222
GONÇALVES E CARVALHO PREPARAÇÃO PARA CONCURSOS LTDA
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mas só julga militar). Saber ainda a questão do HC contra punições disciplinares. Saber o
que se entende por crime militar próprio e impróprio. Requisitos para a qualificação de um
crime como sendo militar.
 Leitura do art. 1 ao art. 12 do Código Penal.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 41 (DPE/MA - 2015) Para o Direito Penal no Estado Social e Democrático de Direito, modelo
de atuação do poder previsto na Constituição Federal, é correto afirmar que
(A) o poder do Estado é limitado pelo princípio da legalidade e, aos cidadãos, está assegurada a plena
garantia e juridicidade dos direitos fundamentais.
(B) o poder do Estado é limitado pela legalidade formal, mas não exerce a posição de garante dos direitos
fundamentais muito embora haja sua juridicidade.
(C) o poder do Estado é ilimitado e os direitos fundamentais têm natureza cogente.
(D) o poder do Estado é limitado pelo princípio da legalidade e os direitos fundamentais têm efetividade
condicionada.
(E) o poder do Estado é ilimitado e os direitos fundamentais têm concretização discricionária.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 43 (DPE/MA - 2015) As escolas penais são as diversas correntes filosófico-jurídicas sobre
crimes e punições surgidas no período moderno. Na compreensão da filosofia e dos princípios que regem o
direito penal contemporâneo é preciso que se tenha uma visão do processo histórico que os precedeu.
Considere as assertivas abaixo:
I. A Escola Clássica propugna uma restauração da dignidade humana e o direito do cidadão perante o
Estado, fundamentando-se no individualismo. Destaca- se pela aproximação do jusnaturalismo e
contratualismo.
II. A Escola Positiva é uma reação à Escola Clássica e reorienta estudos criminológicos. Opondo-se ao
individualismo da Escola Clássica, defende o corpo social contra a ação do agente criminoso, priorizando
os interesses sociais em relação aos individuais.
III. A Escola Correlacionista harmoniza as teorias classicista e positivista. Propugna uma metodologia
simplificada do estudo do fenômeno delito e introduz o conceito de humanização da pena.
IV. A Escola Alemã destaca-se pelo estudo do delito como um fenômeno humano-social e fato jurídico. A
pena para esta teoria é finalística, coexistindo o caráter retributivo e preventivo.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) I, II e III.
(B) I, III e IV.
(C) I, II e IV.
(D) II.
(E)III e IV.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 47 (DPE/MA - 2015) Identifica-se a aplicação do direito penal do autor em detrimento ao
direito penal do fato nas seguintes disposições legais:
(A) Fixação da pena, regime de cumprimento da pena e espécies de sanção.
(B) Concurso material de delitos, concurso formal de delitos e crime continuado.
(C) Fixação da pena e concurso de crimes.
(D) Aberratio ictus, resultado diverso do pretendido, espécies de sanção.
(E) Regime de cumprimento de pena e reincidência.
GABARITO: “A”

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QUESTÃO 50 (DPE/MA - 2015) A proscrição de penas cruéis e infamantes, a proibição de tortura e maus-
tratos nos interrogatórios policiais e a obrigação imposta ao Estado de dotar sua infraestrutura carcerária de
meios e recursos que impeçam a degradação e a dessocialização dos condenados são desdobramentos
do princípio da
(A) intervenção mínima do Estado.
(B) fragmentariedade do Direito Penal.
(C) humanidade.
(D) adequação social.
(E)proporcionalidade.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 22 (DPE/SP - 2015) “As provas indicam que a polícia decidiu ‘partir para cima’ da população
de forma abusiva e indiscriminada, matando mais de 100 pessoas, grande parte em circunstâncias que pouco
tinha a ver com legítima defesa. Ademais, policiais encapuzados, integrantes de grupos de extermínio,
mataram outras centenas de pessoas. Esses policiais realizaram ‘caças’ aleatórias de homens jovens pobres,
alguns em função de seus antecedentes criminais ou de tatuagens (tidas como sinais de ligação com a
criminalidade) e muitos outros com base em mero preconceito. Identificamos 122 homicídios contendo
indícios de terem sido execuções praticadas por policiais naquele período.” (São Paulo sob achaque:
corrupção, crime organizado e violência institucional em maio de 2006. Human Rights Program at Harward
University e Justiça Global) O relato acima sobre os “crimes de maio de 2006 em São Paulo” é exemplo de
(A) criminalização dos movimentos sociais.
(B) direito penal do inimigo.
(C) encarceramento em massa da pobreza.
(D) criminalização primária.
(E) direito penal subterrâneo.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 24 (DPE/SP - 2015) A teoria
(A) agnóstica da pena, elaborada por Eugenio Raúl Zaffaroni, revelou que a pena não tem qualquer função
dentro do sistema de controle social forjado pelo direito penal.
(B) unificadora da pena, desenvolvida por Claus Roxin, mescla as teorias preventivas e retributivistas com
forte influência nas categorias da teoria do delito.
(C) da prevenção especial negativa tem um papel determinante na doutrina do direito penal do inimigo de
Günther Jakobs.
(D) materialista da pena, que remonta ao pensamento de Eugeny Pasukanis, confere à prisão um papel
positivo de integração do preso nas relações de produção das sociedades capitalistas contemporâneas.
(E) garantista da pena, de Luigi Ferrajoli, apresenta a pena como mecanismo de redução do excesso de
sofrimento causado pela prisão, mas sem fins preventivos.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 31 (DPE/PB - 2014) "A terrível humilhação por que passam familiares de presos ao visitarem
seus parentes encarcerados consiste na obrigação de ficarem nus, de agacharem diante de espelhos e
mostrarem seus órgãos genitais para agentes públicos. A maioria que sofre esses procedimentos é de mães,
esposas e filhos de presos. Até mesmo idosos, crianças e bebês são submetidos ao vexame. É princípio de
direito penal que a pena não ultrapasse a pessoa do condenado". (DIAS, José Carlos. "O fim das revistas
vexatórias". In: Folha de São Paulo. São Paulo: 25 de julho de 2014, 1o caderno, seção Tendências e
Debates, p. A-3) Além da ideia de dignidade humana, por esse trecho o inconformismo
do autor, recentemente publicado na imprensa brasileira, sustenta-se mais diretamente também no
postulado constitucional da
(A) individualização.
224
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(B) fragmentariedade.
(C) pessoalidade.
(D) presunção de inocência.
(E) legalidade.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 66 (DPE/DF - 2013) A versão clássica do modelo penal garantista ideal se funda sob os
princípios da legalidade estrita, da materialidade e lesividade dos delitos, da responsabilidade pessoal, do
contraditório entre as partes e da presunção de inocência.
“CERTO”
QUESTÃO 38 (DPE/PE - 2015) No direito penal do autor, o delito é visto como um sintoma de um estado
do autor, mecânica ou moralmente inferior ao das pessoas consideradas normais.
“CERTO”

QUESTÃO 39 (DPE/PE - 2015) O discurso da teoria da prevenção geral negativa é criticado porque
confunde o direito em geral e toda a ética social com o poder punitivo.
“CERTO”

QUESTÃO 40 (DPE/PE - 2015) O direito penal, mediante a interpretação das leis penais, proporciona aos
juízes um sistema orientador de decisões que contém e reduz o poder punitivo, para impulsionar o progresso
do estado constitucional de direito.
“CERTO”

O Estado, para garantir a segurança dos cidadãos, deve proibir ou restringir todas aquelas ações que se
refiram, de maneira imediata, só a quem as realize, das quais derive lesão aos direitos dos outros, isto é, que
atinjam sua liberdade e propriedade, sem o seu consentimento ou contra ele, ou das que haja de temê-las
provavelmente; probabilidade na qual haverá de considerar a dimensão do dano que se quer causar e a
importância da limitação da liberdade produzida por lei proibitiva. Wilhem Von Humboldt. Los límites de la
acción del estado. 1792, p. 122 (com adaptações).

Com relação ao fragmento de texto acima, aos princípios de direito penal e às teorias do bem jurídico, julgue
os itens a seguir.
QUESTÃO 41 (DPE/PE - 2015) Ao vincular a ideia de crime à violação de direitos subjetivos, o
pensamento do autor do fragmento em apreço nega os fundamentos da doutrina privatista de Feuerbach,
concepção pioneira a respeito do objeto de tutela penal.
“ERRADO”

QUESTÃO 42 (DPE/PE - 2015) No fragmento em questão, seu autor, há já mais de duzentos anos, se referia
ao que hoje se entende como princípios jurídico-penais da intranscendência e da fragmentariedade.
“ERRADO”

225
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DIAS 02 E 03
8 Teoria do Delito. 8.1 Classificação dos crimes. 8.2 Teoria da Ação. 8.3 Teoria do tipo. O fato típico
e seus elementos. 8.4 Relação de causalidade. Teorias. Imputação objetiva. 8.5 Tipos dolosos de
ação. 8.6 Tipos dos Crimes de Imprudência. 8.7 Tipos dos Crimes de Omissão. 8.8 Consumação e
tentativa. 9 Desistência voluntária e arrependimento eficaz. 10 Arrependimento posterior. 11 Crime
impossível. 12 Agravação pelo resultado.

Detalhadamente:
 Focar no estudo da Teoria do Delito, com a análise do conceito analítico de crime e estudo
do fato típico, antijuridicidade e culpabilidade e seus elementos respectivos. Tudo aqui é
importante e o tema deve ser dominado!
 Estudar a classificação de crimes (crimes plurissubjtivos, crimes de intenção transcendente,
etc).
 Estudar jurisprudência sobre crime impossível e em que hipóteses é admitido.
 Ler sobre as modalidades de dolo, distinção entre dolo eventual e culpa consciente e
embriaguez na condução de veiculo automotor.

De forma ainda mais detalhada:


 Conceito doutrinário e legal de crime (tem diferença, OK). Aprender todas as classificações
(o livro do Cleber Masson é excelente nessa parte);
 As teorias causal, final e funcional são especialmente importantes. No funcionalismo deve ser
feita e sabida a distinção entre Jakobs e Roxin. Saibam como cada uma dessas teorias
estruturam o crime, especialmente no que tange à movimentação do dolo (se normativo, se
natural, se na culpabilidade, se no fato típico). Atenção para o conceito de conduta em cada
uma das escolas.
 Vejam em Jakobs o Direito Penal do Inimigo (e já façam a comparação com o direito penal
mínimo de Roxin, e o simbólico).
 Responsabilidade penal da pessoa jurídica - reprovação social - admitida para crimes
ambientais (único caso já regulamentado). Teoria da dupla imputação (exigência ou não).
 Toda a teoria do crime é importante, então decorem cada teoria (friso: atenção para a
movimentação do elemento subjetivo).
 Fato típico (todos os elementos devem ser estudados). Teoria da indiciariedade. Normas de
extensão (temporal, causal e pessoal).
 Conduta - cuidado para a ausência de conduta, e seu conceito sob a óptica final e causal.
 Omissão - espécies e posição de garante.
 Resultado (espécies). Crimes formais, materiais e de mera conduta.
 Relação de causalidade - atenção redobrada. Todas as teorias, especialmente equivalência
dos antecedentes (adotada), e imputação objetiva (mais importante para provas).
 Tipicidade - material e formal; Atenção para a material, pois está diretamente relacionada
com o princípio da insignificância. Funções do tipo.
 Dolo - teorias e espécies são os temas de maior destaque. Dolo eventual e tribunal do júri
(crimes de trânsito).
 Culpa - cai mais que o dolo. Atenção para os crimes que não admitem a modalidade culposa,
espécies, e compensação de culpa. Elementos do crime culposo despencam em prova.

226
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 Preterdolo e sua distinção de crime qualificado pelo resultado.
 Consumação e tentativa – tema prioritário para MPEs. Decorem as teorias (saber quando o
agente ingressa na fase de tentativa – teorias - é imprescindível). Crimes que não admitem
tentativa. Ver quando o furto e o roubo se consumam e as respectivas teorias. Consumação
de crimes materiais contra a ordem tributária, bem como no crime habitual impróprio.
Distinção entre delitos formais, materiais e de mera conduta.
 Aproveite e feche todas as formas de arrependimento e a desistência voluntária (atenção
para as consequências de cada um deles).

Dica Importante: todas as teorias da parte geral são importantes, de forma que sugiro que vocês façam um
“caderno das teorias”, anotando cada uma delas, e já destacando a que foi aceita por nosso ordenamento.

O “caderno das teorias”,será revisado mais próximo a prova e te ajudará a ganhar confiança para a prova
de direito penal, trazendo a sua memória novamente conceitos básicos da teoria do crime.
Isso é ainda mais importante quando consideramos que muitas provas apenas trocam os conceitos das
teorias (o erro muitas vezes está aqui), então será muito bom ir para a prova com a memória fresca a fim de
evitar confusão quanto a isso.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 24 (DPE/MT - 2016) É crime plurissubjetivo:
(A) Homicídio.
(B) Infanticídio.
(C) Rixa.
(D) Aborto.
(E) Furto.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 25 (DPE/MT - 2016) Existe algum ponto de semelhança entre as condutas praticadas com culpa
consciente e com dolo eventual?
(A) Sim, pois, tanto na culpa consciente quanto no dolo eventual, há aceitação do resultado.
(B) Não, pois não há ponto de semelhança nas condutas em questão.
(C) Sim, pois em ambas o elemento subjetivo da conduta é o dolo.
(D) Não, pois a aceitação do resultado na culpa consciente é elemento normativo da conduta.
(E) Sim, pois, tanto na culpa consciente quanto no dolo eventual, o agente prevê o resultado.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 26 (DPE/MT - 2016) O princípio da insignificância ou da bagatela exclui a
(A) punibilidade.
(B) executividade.
(C) tipicidade material.
(D) ilicitude formal.
(E) culpabilidade.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 27 (DPE/MT - 2016) NÃO é elemento constitutivo do crime culposo:
227
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(A) a inobservância de um dever objetivo de cuidado.
(B) o resultado naturalístico involuntário.
(C) a conduta humana voluntária.
(D) a tipicidade.
(E) a imprevisibilidade.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 29 (DPE/MT - 2016) Em relação aos crimes, é INCORRETO afirmar:
(A) Crimes de mera conduta são de consumação antecipada.
(B) Nos denominados crimes materiais, o tipo penal descreve a conduta e o resultado naturalístico exigido.
(C) No crime preterdoloso, a totalidade do resultado representa um excesso de fim (isto é, o agente quis um
minus e ocorreu um majus), de modo que há uma conjugação de dolo (no antecedente) e culpa (no
subsequente).
(D) Crimes de forma livre são aqueles que admitem qualquer meio de execução.
(E) Crimes transeuntes são aqueles que não deixam vestígios materiais.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 21 (DPE/MG - 2014) Analise o caso a seguir.
Ao passar próximo ao estoque de uma loja de roupas, um dos vendedores viu que havia ali um incêndio de
grandes proporções. Naquela situação, correu em direção à porta do estabelecimento que, por ser estreita,
estava totalmente obstruída por um cliente que entrava no local. Desconhecendo o incêndio e achando que
estava sofrendo uma agressão, o cliente reagiu empurrando o vendedor, que lhe desferiu um soco. Os
empurrões do cliente, assim como a agressão do vendedor produziram recíprocas lesões corporais de
natureza leve.
Na hipótese, é CORRETO afirmar
A) que o vendedor agiu em estado de necessidade e o cliente, em legítima defesa putativa.
B) que o vendedor agiu em estado de necessidade putativo e o cliente, em legítima defesa.
C) que o vendedor agiu em legítima defesa e o cliente, em estado de necessidade.
D) que o vendedor agiu em legítima defesa putativa e o cliente, em estado de necessidade putativo.

GABARITO: “A”
QUESTÃO 22 (DPE/MG - 2014) Analise o caso a seguir.
Para repelir a arremetida de um cão feroz, o agente usa uma arma de fogo matando o animal. O animal tinha
sido instado ao ataque pelo seu dono, o que era do conhecimento do agente.
O agente praticou o fato
A) em estado de necessidade.
B) em legítima defesa.
C) em exercício regular de direito.
D) em inexigibilidade de outra conduta.

GABARITO: “B”
QUESTÃO 23 (DPE/MG - 2014) Analise o caso a seguir.
Mediante um disparo com arma de fogo, o agente produziu na vítima um ferimento. Por considerar que o
disparo fosse suficiente para causar a morte da vítima, o agente cessou sua ação. Recolhida a um hospital, a
vítima morreu pela ingestão de uma substância tóxica, que ao invés do medicamento prescrito, lhe ministrou
inadvertidamente uma enfermeira. As lesões sofridas pela vítima inicialmente não lhe causariam morte,
sendo esta causada exclusivamente pela ingestão da substância tóxica.
Na hipótese, assinale a alternativa CORRETA.
A) O agente da agressão responderá por lesões corporais e a enfermeira, por homicídio culposo.

228
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B) O agente da agressão responderá por homicídio doloso consumado e a enfermeira, por homicídio
culposo.
C) O agente da agressão responderá por homicídio doloso tentado e a enfermeira, por homicídio culposo.
D) O agente da agressão e a enfermeira responderão por homicídio consumado em concurso de pessoas.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 28 (DPE/MG - 2014) Analise a situação a seguir.


Uma mulher procurou o salva-vidas de uma praia que estava em vias de prestar socorro a um rapaz que se
debatia na água. Ela disse ao salva-vidas que conhecia o suposto afogado, afirmando com veemência que ele
estava brincando, já que era um excelente nadador.
Diante das informações prestadas pela mulher, negligenciando sua função, o salva-vidas deixou de prestar o
socorro que poderia ter acarretado o salvamento. O afogado, assim, morreu. Na verdade, a mulher conhecia
o afogado, seu desafeto, e pretendia vê-lo morto.
Diante da situação narrada, é CORRETO afirmar que
A) houve homicídio em concurso de pessoas entre a mulher e o salva-vidas.
B) a mulher foi autora de omissão de socorro e o salva-vidas foi autor direto de homicídio doloso.
C) o salva-vidas foi autor de homicídio culposo através de omissão imprópria e a mulher foi autora mediata
de homicídio doloso.
D) houve omissão de socorro em concurso de pessoas entre a mulher e o salva-vidas.

GABARITO: “C”

QUESTÃO 47 (DPE/AM - 2013) No que se refere aos elementos do crime, é correto afirmar que
(A) o estrito cumprimento do dever legal exclui a imputabilidade.
(B) o dolo e a culpa integram a tipicidade e a culpabilidade, respectivamente.
(C) o arrependimento eficaz afasta a ilicitude.
(D) a exigibilidade de conduta diversa é pressuposto da culpabilidade.
(E) o crime impossível extingue a punibilidade.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 21 (DPE/PR - 2012) Considere as afirmações abaixo, entre tipicidade e antijuridicidade.
I. Para a teoria do “tipo avalorado” (também chamado de “neutro”, “acromático”), a tipicidade não indica
coisa alguma acerca da antijuridicidade.
II. Para a teoria indiciária (ratio congnoscendi), a tipicidade é um indício ou presunção iuris et iuris da
normatividade da licitude.
III. Para a teoria da identidade, a tipicidade é a ratio essendi da antijuridicidade, onde afirmada a tipicidade
resultará também afirmada antijuridicidade.
IV. Para a teoria do tipo puro, a tipicidade representa uma valoração subjetiva da normatividade da licitude.

Estão corretas APENAS as afirmações


(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
GABARITO : “A”

229
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QUESTÃO 26 (DPE/PR - 2012) Pedro e João, irmãos, nadam em um lago, quando Pedro começa a se
afogar. João permanece inerte, eximindo-se de qualquer intervenção. Pedro vem a falecer por afogamento. A
responsabilidade de João será
(A) por crime de homicídio doloso qualificado, aplicando-se as regras da omissão imprópria.
(B) por crime de homicídio culposo, aplicando-se as regras da omissão imprópria.
(C) pelo crime de perigo, tipificado no art. 132, do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem).
(D) por crime de omissão de socorro.
(E) por crime de abandono de incapaz.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 28 (DPE/PR - 2012) Tomando por base duas normas penais não incriminadoras, verifica-se que
na primeira o legislador afastou a punição do autor do fato delituoso que agira em determinada
circunstância, utilizando a seguinte redação: É isento de pena quem (...); já na segunda afastou a punição do
fato tipificado praticado em determinadas circunstâncias, valendo-
se da seguinte redação: Não se pune o fato quando (...). Nestes casos, trata-se respectivamente das seguintes
excludentes:
(A) tipicidade e culpabilidade.
(B) punibilidade e culpabilidade.
(C) punibilidade e punibilidade.
(D) culpabilidade e punibilidade.
(E) culpabilidade e ilicitude.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 44 (DPE/MA - 2015) A teoria finalista da ação, adotada pelo Código Penal em sua Parte Geral,
concebe o crime como um fato típico e antijurídico. A culpabilidade diz respeito à reprovabilidade
da conduta. O dolo, que integrava o juízo de culpabilidade, para esta teoria é elemento estruturante do fato
típico. Essa adoção pretende corrigir contradições na teoria
(A) da responsabilidade objetiva.
(B) da causalidade normativa.
(C) do domínio do fato.
(D) da imputabilidade.
(E)da equivalência dos antecedentes causais.
Gabarito: “B”
QUESTÃO 45 (DPE/MA - 2015) Fausto foi condenado no tipo penal previsto no art. 217-A do Código
Penal a cumprir quatro anos e dois meses de reclusão em regime fechado por ter tentado deslizar suas
mãos, em meio a via pública e sem qualquer violência, nos seios de Clarice, de treze anos de idade. Os
argumentos mais completos da defesa perante o Tribunal de Justiça são:
(A) Atipicidade material em razão do princípio da lesividade e a regra da proporcionalidade na aplicação
das penas. Subsidiariamente, desclassificação para importunação ofensiva ao pudor e substitutivo da pena
privativa de liberdade.
(B) Atipicidade formal e a regra da proporcionalidade na aplicação das penas. Subsidiariamente,
desclassificação para importunação ofensiva ao pudor e alteração para o regime semiaberto.
(C) Atipicidade material em razão do princípio da insignificância e regra da proporcionalidade na aplicação
da penas. Subsidiariamente, a desclassificação para molestamento por motivo reprovável e substitutivo da
pena privativa de liberdade.
(D) Atipicidade formal. Subsidiariamente, desclassificação para molestamento por motivo reprovável e
alteração para o regime semiaberto.
(E) Atipicidade material em razão do princípio da lesividade. Subsidiariamente, desclassificação para
importunação ofensiva ao pudor e substitutivo da pena privativa de liberdade.
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GABARITO: “A”
QUESTÃO 21(DPE/PR - 2012) Considere as afirmações abaixo, entre tipicidade e antijuridicidade.
I. Para a teoria do “tipo avalorado” (também chamado de “neutro”, “acromático”), a tipicidade não indica
coisa alguma acerca da antijuridicidade.
II. Para a teoria indiciária (ratio congnoscendi), a tipicidade é um indício ou presunção iuris et iuris da
normatividade da licitude.
III. Para a teoria da identidade, a tipicidade é a ratio essendi da antijuridicidade, onde afirmada a tipicidade
resultará também afirmada antijuridicidade.
IV. Para a teoria do tipo puro, a tipicidade representa uma valoração subjetiva da normatividade da licitude.
Estão corretas APENAS as afirmações
(A) I e III.
(B) I e II.
(C) II e III.
(D) II e IV.
(E) III e IV.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 26 (DPE/PR - 2012) Pedro e João, irmãos, nadam em um lago, quando Pedro começa a se
afogar. João permanece inerte, eximindo-se de qualquer intervenção. Pedro vem a falecer por afogamento. A
responsabilidade de João será
(A) por crime de homicídio doloso qualificado, aplicando se as regras da omissão imprópria.
(B) por crime de homicídio culposo, aplicando-se as regras da omissão imprópria.
(C) pelo crime de perigo, tipificado no art. 132, do Código Penal (perigo para a vida ou saúde de outrem).
(D) por crime de omissão de socorro.
(E) por crime de abandono de incapaz.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 28 (DPE/PR - 2012) Tomando por base duas normas penais não incriminadoras, verifica-se que
na primeira o legislador afastou a punição do autor do fato delituoso que agira em determinada
circunstância, utilizando a seguinte redação: É isento de pena quem (...); já na segunda afastou a punição do
fato tipificado praticado em determinadas circunstâncias, valendo- se da seguinte redação: Não se pune o
fato quando (...). Nestes casos, trata-se respectivamente das seguintes excludentes:
(A) tipicidade e culpabilidade.
(B) punibilidade e culpabilidade.
(C) punibilidade e punibilidade.
(D) culpabilidade e punibilidade.
(E) culpabilidade e ilicitude.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 19 (DPE/SP - 2015) Sobre o iter criminis é correto afirmar que
(A) em casos de acidente automobilístico sem a morte da vítima, provocado por ingestão de bebida
alcóolica, não se pode presumir o dolo eventual, pois há casos em que a imputação subjetiva concreta
verifica a tentativa de homicídio culposo.
(B) por razões de política criminal, o ordenamento jurídico brasileiro tornou as tentativas de contravenção e
falta disciplinar na execução penal impuníveis.
(C) a correta imputação subjetiva do crime tentado requer o dolo de tentar o delito para não incorrer em
excesso punitivo, comum no populismo penal contemporâneo.
(D) a jurisprudência do STF, sobre a consumação do roubo seguido de morte sem subtração da coisa,
ultrapassa os limites do conceito de consumação do Código Penal.
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(E) a criminalização de atos preparatórios como crimes de perigo abstrato autônomos não é admita pela
jurisprudência do STF, por violação do princípio da lesividade.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 53 (DPE/RS - 2014) A respeito da tipicidade penal, é correto afirmar:
(A) Para a teoria da tipicidade conglobante, a tipicidade penal pressupõe a existência de normas proibitivas e
a inexistência de preceitos permissivos da conduta em uma mesma ordem jurídica.
(B) As causas excludentes da ilicitude restringem-se àquelas previstas na Parte Geral do Código Penal.
(C) A figura do crime impossível prevista no art. 17 do Código Penal retrata hipótese de fato típico, mas in
culpável.
(D) Pelo Código Penal, aquele que concretiza conduta prevista hipoteticamente como crime, mas que age
em obediência à ordem de superior hierárquico que não seja notoriamente ilegal, pratica ação atípica pe
nalmente.
(E) Nas hipóteses de estado de necessidade, o Código Penal prevê que o excesso doloso disposto no
parágrafo único do art. 23 do Código Penal torna ilícita conduta originalmente permitida, o que não ocorre
com o excesso culposo, que mantém a ação excessiva impunível.
GABARITO: “A”
QUESTÃO 58 (DPE/RS - 2014) Referente à Teoria Geral do Crime, é correto afirmar:
(A) O erro de tipo essencial invencível exclui o dolo, mas permite a punição de crime culposo, se previsto
em lei.
(B) O estado de necessidade agressivo ocorre quando o ato necessário se dirige contra a coisa que promana o
perigo para o bem jurídico defendido.
(C) No caso de excesso culposo da legítima defesa, embora o agente somente possa resultar punido com a
pena do crime culposo, quando prevista em lei esta estrutura típica, a vontade deste é dirigida ao resultado,
de modo que age, na realidade, dolosamente, mas, por erro vencível ou evitável, não sabe que transpôs os
limites legais da causa de justificação e exercita defesa desnecessária.
(D) Nas discriminantes putativas, quando o erro recair sobre os limites ou o alcance da justificativa,
estaremos diante do erro de tipo permissivo.
(E) Tanto a legítima defesa como o estado de necessidade possuem o caráter de agressão autorizada a bens
jurídicos, com diferença, entretanto, de que no estado de necessidade ocorre uma ação predominantemente
defensiva com aspectos agressivos, ao passo que na legítima defesa se dá uma ação predominantemente
agressiva com aspectos defensivos.
GABARITO: “C”
QUESTÃO 59 (DPE/RS - 2014) O Código Penal, em seu art. 19, prevê que pelo resultado que agrava
especialmente a pena só responde o agente que o houver causado ao menos culposamente. NÃO se verifica
a existência de crime agravado pelo resultado quando
(A) o agente mata intencionalmente a vítima com a finalidade de subtrair seus bens.
(B) a ação que redundar no fato-base for culposa e o evento qualificador culposo.
(C) a ação que redundar no fato-base for dolosa e o evento qualificador doloso.
(D) a ação que redundar no fato-base for dolosa e o evento qualificador culposo.
(E) a ação que redundar no fato-base for culposa e o evento qualificador doloso.
GABARITO: “E”
QUESTÃO 33 (DPE/PB - 2014) Quanto à tipicidade penal, é INCORRETO afirmar que, segundo a teoria
(A) causalista, conduta é um comportamento humano voluntário no mundo exterior que consiste em fazer ou
não fazer alguma coisa.
(B) social, conduta é a manifestação externa da vontade humana que tenha relevância social.
(C) finalista, conduta é a atividade humana conscientemente dirigida a uma finalidade.
(D) da imputação objetiva, conduta é a atividade que cria ou incrementa um risco que, permitido ou não,
produza resultado lesivo ou expositivo ao bem jurídico tutelado.
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(E) da equivalência dos antecedentes, todos os fatores que concorrem fisicamente para a produção de um
resultado criminoso naturalístico são considerados sua causa.
GABARITO: “D”
QUESTÃO 34 (DPE/PB - 2014) Decididamente disposto a matar Tício, por erro de pontaria o astuto Caio
acerta-lhe de leve raspão um disparo no braço. Porém, assustado com o estrondo do estampido, e temendo
acordar a vizinhança que o poderia prender, ao invés de descarregar a munição restante, Caio
estrategicamente decide socorrer o cândido Tício que, levado ao hospital pelo próprio algoz, acaba logo
liberado com curativo mínimo. Caio primeiramente diz, em sua autodefesa, que o tiro ocorrera por acidente,
chegando ardilosamente a indenizar de pronto todos os prejuízos materiais e morais de
Tício com o fato, mas sua trama acaba definitivamente desvendada pela límpida investigação policial que se
segue. Com esses dados já indiscutíveis, mais precisamente pode-se classificar os fatos como
(A) tentativa de homicídio.
(B) desistência voluntária.
(C) arrependimento eficaz.
(D) arrependimento posterior.
(E) aberratio ictus.
GABARITO: “B”
QUESTÃO 43 (DPE/PE - 2015) Caso um dependente químico de longa data morra após abusar de
substância entorpecente vendida por um narcotraficante, este responderá por homicídio culposo, devido à
previsibilidade do resultado morte nessa hipótese.
“ERRADO”

QUESTÃO 45 (DPE/PE - 2015) O STJ tem firmado entendimento de que, na tentativa incruenta de
homicídio qualificado, deve-se reduzir a pena eventualmente aplicada ao autor do fato em dois terços.
“ERRADO”

QUESTÃO 46 (DPE/PE - 2015) A coação física irresistível configura hipótese jurídico-penal de ausência
de conduta, engendrando, assim, a atipicidade do fato.
“CERTO”
José, réu primário, após subtrair para si, durante o repouso noturno, mediante rompimento de obstáculo, um
botijão de gás avaliado em R$ 50,00 do interior de uma residência habitada, foi preso em flagrante delito.
Tendo como referência essa situação hipotética, julgue os itens subsecutivos, com base na jurisprudência
dominante dos tribunais superiores a respeito desse tema.

QUESTÃO 53 (DPE/PE - 2015) O crime praticado por José é atípico em razão da incidência do princípio da
insignificância.
“ERRADO”.

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DIAS 04 E 05
13 Erro. 13.1 Descriminantes putativas. 13.2 Erro determinado por terceiro. 13.3 Erro sobre a
pessoa. 13.4 Erro sobre a ilicitude do fato (erro de proibição). 14 Concurso de crimes. 15 Ilicitude.
16 Culpabilidade. 17 Concurso de Pessoas.
Detalhadamente:
 O dia 03 é destinado ao estudo da Teoria do Erro, discriminantes putativas, erro de
proibição, etc., temas muito caros à Defesa, e que devem ser aprofundados. Ainda,
estudaremos a Ilicitude e Culpabilidade.
 Ainda, estudar concurso de crimes (crime continuado, concurso formal e material), sabendo
distinguir com precisão, afastando, sempre que possível, o concurso material no caso
concreto posto à análise.
 Sobre ilicitude, estudar as excludentes de ilicitude, inclusive consentimento do ofendido.
 Acerca da culpabilidade, estudar inimputabilidade penal.
 Dentro de concurso de agentes, estudar participação de menor importância (sempre uma boa
tese para a Defesa) e teoria dos bens escassos, bem como a teoria do domínio final do fato –
a aplicação do STF na AP 470 deve ser criticada sutilmente em uma prova aberta.

Segue um detalhadamente mais exaustivo por matéria:


Detalhadamente para ilicitude:
 Antijuridicidade - tudo, especialmente as causas de exclusão.
 Estado de necessidade - requisitos, e classificação (exculpante e justificante).
 Legítima defesa- tudo também. Legítima Defesa X atos de animais, Legítima defesa X
legítima defesa, requisitos para a sua configuração da reação legítima- são alguns temas
importantes.
 Excessos - intensivo e extensivo. Consequências.
 Consentimento do ofendido - saber as funções, e requisitos para afastar a tipicidade ou a
antijuridicidade.

Detalhadamente para culpabilidade:


 Culpabilidade - conceito e evolução histórica (tema central para sua aprovação). Teorias da
culpabilidade (saber decor, ao menos no dia da prova). Coculpabilidade e Teoria da
Vulnerabilidade de Zafaroni.
 Chamo a atenção ainda para embriaguez e a teoria da actio libera in causa (e da versari in
re ilicita).
 Potencial consciência de ilicitude possui questões centrais e decisivas, especialmente o erro
de proibição que tem que estar dominado.
 Erro - tudo, especialmente erro de tipo X proibição e discriminante putativa (teoria
extremada X limitada). Aberratio (distinções, e qual a modalidade de concurso de crimes que
será aplicada). Teoria extremada X limitada da culpabilidade. Consequências de cada uma
das situações de erro.

Detalhadamente para concurso de pessoas:


 Concurso de pessoas - tudo meus caros, especialmente teorias (acessoriedade limitada,
OK?), autor mediato, coautoria (em crime próprio e de mão própria).
 Distinção entre autor e partícipe (teoria do domínio do fato, domínio da organização etc).
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 Comunicação das circunstâncias e elementares.
 Cooperação dolosamente distinta.
 Lembrar que os crimes de mera conduta não admitem coautoria, mas admitem participação.
 Concurso nos crimes culposos e nos crimes omissivos.

Como vem sendo cobrado em provas?


QUESTÃO 29 (DPE/MG - 2014) Apesar da crítica doutrinária, o Código Penal, com a reforma da Parte
Geral promovida pela Lei nº 7.209/1984, acerca das discriminantes putativas, adotou
A) a teoria extremada do dolo, acarretando exclusão do dolo diante da ausência de consciência atual e
concreta da ilicitude.
B) a teoria limitada do dolo, acarretando exclusão do dolo diante da ausência de consciência presumida da
ilicitude.
C) a teoria extremada da culpabilidade, mantendo o dolo e acarretando exclusão da consciência potencial da
ilicitude.
D) a teoria limitada da culpabilidade, acarretando exclusão do dolo se o erro incidir sobre pressupostos
fáticos da causa de justificação e podendo excluir a consciência potencial da ilicitude quando incidir sobre a
existência ou limites da causa de justificação.

GABARITO: “D”

QUESTÃO 48 (DPE/AM - 2013) Se alguém instiga outrem a surrar inimigo comum, mas o instigado se
excede e mata a vítima, é correto afirmar que
(A) a conduta do partícipe é atípica.
(B) o partícipe poderá responder por lesão corporal, sem qualquer aumento de pena, se não podia prever o
resultado morte.
(C) o partícipe poderá responder por homicídio doloso, mas fará jus, necessariamente, ao reconhecimento da
participação de menor importância.
(D) o partícipe poderá responder por lesão corporal, com a pena aumentada até um terço, se previsível o
resultado letal.
(E) o partícipe não poderá responder por homicídio doloso, mesmo que tenha assumido o risco do resultado
morte.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 49 (DPE/MA - 2015) Se o agente oferece propina a um empregado de uma sociedade de


economia mista, supondo ser funcionário de empresa privada com interesse exclusivamente particular,
incide em
(A) descriminante putativa.
(B) erro de tipo.
(C) erro sobre a ilicitude do fato inevitável.
(D) erro sobre a ilicitude do fato evitável.
(E) erro sobre a pessoa.

GABARITO: “B”

QUESTÃO 18 (DPE/SP - 2015) Sobre a configuração do crime continuado,


(A) a jurisprudência do STJ adota a teoria objetivosubjetiva, própria do sistema finalista, que busca afirmar a
pena em consonância com a expressão externa da pretensão do agente.
(B) a parte geral do Código Penal de 1984 adotou expressamente a teoria segundo a qual é necessária a
presença de unidade de desígnios e nexo subjetivo entre as condutas.
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(C) a partir das modernas concepções normativas do dolo, a presença das circunstâncias de tempo, lugar,
maneira de execução e outras semelhantes, são incapazes de presumir a favor do réu a existência de
unidade de propósitos.
(D) a pluralidade de condutas com a unidade de resultado motivou a criação da ficção legal para impedir
penas desproporcionais.
(E) a exasperação da pena, de um sexto até dois terços, aplica-se igualmente às penas restritivas de direitos e
à pena de multa.

GABARITO: “A”

QUESTÃO 37 (DPE/PB - 2014) Dispõe o Código Penal que, no concurso de crimes, as penas de multa são
aplicadas distinta e integralmente. A respeito dessa disposição, instaurou-se sério debate doutrinário
e jurisprudencial quanto à cumulação das multas
(A) no concurso material homogêneo.
(B) no concurso material heterogêneo.
(C) no concurso formal impróprio.
(D) na aberratio ictus dita de unidade simples.
(E) na continuidade delitiva.
GABARITO: “E”

Tales foi preso em flagrante delito quando transportava, sem autorização legal ou regulamentar, dois
revólveres de calibre 38 desmuniciados e com numerações raspadas. Acerca dessa situação hipotética,
julgue os itens que se seguem, com base na jurisprudência dominante dos tribunais superiores relativa a esse
tema.

QUESTÃO 48 (DPE/PE - 2015) A apreensão das armas de fogo configurou concurso formal de crimes.
“ERRADO”

QUESTÃO 49 (DPE/PE - 2015) O concurso formal próprio distingue-se do concurso formal impróprio pelo
elemento subjetivo do agente, ou seja, pela existência ou não de desígnios autônomos.
“CERTO”

QUESTÃO 50 (DPE/PE - 2015) O cálculo da prescrição da pretensão punitiva no concurso de crimes é feito
isoladamente para cada um dos crimes praticados, desconsiderando-se o acréscimo decorrente do concurso
formal ou material ou da continuidade delitiva.
“CERTO”

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DIAS 06 E 07
18 Penas. 18.1 Espécies de penas. 18.2 Cominação das penas. 18.3 Aplicação da pena. 18.4
Suspensão condicional da pena. 18.5 Livramento condicional. 18.6 Efeitos da condenação. 18.7
Reabilitação. 18.8 Execução das penas em espécie e incidentes de execução. 18.9 Limites das penas.
19 Medidas de segurança. 19.1 Execução das medidas de segurança. 20 Ação penal. 21 Punibilidade
e causas de extinção. 22 Prescrição.

Detalhadamente:
 Penas: presente em todas as fases de seu concurso.
 Atenção para as finalidades das penas.
 Entendimento jurisprudencial (pena além do máximo – criticar a possibilidade, ou inferior
ao mínimo). Regime inicial de cumprimento (especialmente em crimes hediondos), critérios
de progressão e regressão (inclusive por salto). Execução provisória da pena. Atenção ao
recente entendimento do STF, que deve ser exposto numa prova aberta, e criticado, de
maneira ponderada.
 Comunicabilidade das circunstâncias e elementares.
 Medida de segurança merece o necessário cuidado, especialmente saber as modalidades e
prazos (ver súmula nova).
 Leitura atenta da lei de execuções penais (atenção para o trabalho do preso, permissão de
saída e saída temporária, progressão de regime, remição pelo trabalho e estudo, perda dos
dias remidos, RDC, Regime disciplinar em geral). Estudem esse diploma legal em direito
penal, apesar de ser típico do processo penal. Quando forem ler, “coloquem os óculos de