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RELATÓRIO DA AULA PRÁTICA DE QUÍMICA ORGÂNICA I:

Cromatografia em camada fina

Curso: Licenciatura em Química

Disciplina: Química Orgânica I – 2º Semestre de 2016

Alunos:

André Pessôa

Fernando Caldeira

Renata Costa

Professor: Flávio de Almeida Violante

Nilópolis

Março / 2017
1 – INTRODUÇÃO

1.1 – Introdução à cromatografia

A cromatografia é muito utilizada para análise, separação e purificação de


produtos, tanto em laboratório quanto em escala industrial. Seu uso mais conhecido,
no entanto, é o da análise localização e identificação de microgramas de substâncias
em meios biológicos como, em exames “anti-doping”. Em laboratórios de síntese
orgânica é muito utilizada no acompanhamento de reações e purificação de
substâncias.

A técnica de cromatografia envolve a distribuição de compostos ou íons


diferentes da mistura entre duas fases, uma estacionária, e outra, móvel (PAVIA et al.,
2009). Durante a passagem da fase móvel sobre a fase estacionária, os componentes
da mistura são distribuídos entre as duas fases, de tal forma que cada um dos
componentes é seletivamente retido pela fase estacionária, resultando em migrações
diferenciais destes componentes (COLLINS; BRAGA; BONATO, 1997).

1.2 – Diferentes tipos de cromatografia

Existem diferentes modos de classificar as técnicas cromatográficas que vão


da cromatografia em camada delgada, que é relativamente simples e barata, à
cromatografia líquida de alta eficiência, que é muito complexa e cara (PAVIA et al.,
2009).

Segundo Degani, Cass e Vieira (1998), podem ser considerados diversos


critérios quanto à classificação do método cromatográfico como:

A) Classificação pela forma física do sistema cromatográfico: leva em


consideração a forma física do sistema, subdivida em cromatografia em
coluna e planar. A cromatografia planar resume-se à cromatografia em
papel (CP), por centrifugação (Chromatotron) e cromatografia em camada
delgada (CCD). Em relação aos tipos de cromatografia em coluna, são
eles: cromatografia líquida clássica (CLC), cromatografia líquida de alta
eficiência (CLAE), cromatografia gasosa (CG), cromatografia de alta
resolução (CGAR) e a cromatografia supercrítica (CSC).
B) Classificação pela fase móvel utilizada: tratando-se do eluente, a
cromatografia pode ser classificada em: cromatografia gasosa, líquida e a
cromatografia supercrítica, essa utiliza um vapor pressurizado, acima da
temperatura crítica. A cromatografia líquida pode ser subdivida em: CLC,
no qual a fase móvel é arrastada através da coluna apenas pela força da
gravidade e a CLAE, no qual são utilizadas partículas menores na fase
estacionária, sendo necessário o uso de uma bomba de alta pressão. Com
relação à cromatografia gasosa, há dois tipos: CG e CGAR. A diferença
entre as duas formas está na fase estacionária. Enquanto que na de alta
resolução são utilizadas colunas capilares nos quais o adsorvente é um
filme depositado na coluna, a cromatografia gasosa possui colunas de
maior diâmetro empacotadas com a fase estacionária.
C) Classificação pela fase estacionária utilizada: as fases estacionárias podem
ser sólidas, líquidas e quimicamente ligadas. No caso do adsorvente ser
constituído por um líquido, este pode estar simplesmente adsorvido sobre
um suporte sólido ou imobilizado sobre ele. Suportes modificados são
considerados separadamente, como fases quimicamente ligadas, por
normalmente diferirem dos outros dois em seus mecanismos de separação.
D) Classificação pelo modo de separação: separações cromatográficas se
devem à adsorção, partição, troca iônica, mistura ou exclusão desses
mecanismos.

Figura 1.2.1 - Representação esquemática dos diferentes tipos de cromatografia.

Fonte: Cromatografia – um breve ensaio (DEGANI; CASS; VIEIRA, 1998)

Dentre os diferentes tipos de cromatografia citados, a técnica cromatográfica


utilizada nos experimentos práticos, no qual serão descritos posteriormente, foi a de
cromatografia em camada delgada, ou também chamada de cromatografia em
camada fina. Portanto, será dada ênfase à essa forma de cromatografia.

1.3 – Cromatografia em camada fina

A cromatografia em camada fina (CCF) é uma técnica utilizada para separar de


forma rápida e analisar qualitativamente pequenas quantidades de materiais. É
especialmente apropriada para a análise de misturas e produtos de reação em
experimentos de pequena e grande escala (PAVIA et al., 2009). A CCF é uma técnica
de partição sólido-líquido, utiliza uma camada fina e uniforme de sólido espalhada em
uma lâmina. A mistura a ser analisada é aplicada na base da placa e esta é colocada
verticalmente em um recipiente contendo uma camada pequena de solvente. O
solvente ascende por capilaridade, carreando a solução (SOARES; SOUZA; PIRES,
1988).

Segundo Pavia et al. (2009), a técnica de cromatografia em camada fina possui


diversos usos importantes na química orgânica. Ela pode ser usada nas seguintes
aplicações:

A) Mostrar que dois compostos são idênticos;


B) Determinar o número de componentes de uma mistura;
C) Determinar o solvente apropriado para uma separação cromatográfica
em coluna;
D) Acompanhar uma separação por cromatografia em coluna;
E) Verificar a eficiência de uma separação feita em coluna, por cristalização
ou por extração;
F) Acompanhar o progresso de uma reação.

Quanto à escolha das placas utilizadas em CCF, pode ser realizado um


preparo de uma lâmina de vidro adicionando-se o adsorvente. Contudo, é mais
comum a escolha de uma placa comercial, sobretudo, as feitas com folhas de plástico
por serem flexíveis, também podendo ser cortadas facilmente com uma tesoura.
Essas placas são cobertas com a fase estacionária, nos quais os materiais mais
utilizados são a sílica em gel e a alumina. As forças intermoleculares das amostras,
cada uma com suas diferentes intensidades, tendem a interagir com a fase
estacionária. Moléculas apolares ligam-se ao adsorvente através das forças de Wan
der Walls, isso ocorre de forma mais fraca. Enquanto que compostos mais polares,
realizam ligações mais fortes do tipo dipolo-dipolo, ou até mesmo ligações de
hidrogênio ou iônica. Quanto mais polar for o grupo funcional, mais forte será a ligação
com o adsorvente.

A escolha da fase móvel deve ser realizada de forma cuidadosa, pois tem papel
fundamental na separação das misturas. Devem ser consideradas a naturezas
química das substâncias a serem separadas e a polaridade do eluente (COLLINS;
BRAGA; BONATO, 1997). Quando não há certeza sobre a natureza das amostras, é
indicada a realização de testes prévios para determinar a escolha do solvente ideal.
Para isso, deve-se realizar a aplicação da amostras em uma série de placas, utilizando
diferentes eluentes com polaridades em forma crescente. De modo que será
observada a mobilidade das amostras aplicadas diante da fase móvel utilizada. Caso
todos os componentes permaneçam próximos ao ponto de aplicação inicial da
amostra, trata-se de um eluente insatisfatório. Podem ser realizadas misturas dos
solventes com o intuito de alterar a polaridade quando ele puro não é suficiente.
(VOGEL, 1989)

Figura 1.3.1 - Exemplos de eluentes em ordem crescente de polaridade.

Fonte: The Organic Chem Lab Manual (ZUBRICK, 2012)

Para desenvolvimento de uma corrida de cromatografia em camada fina, deve


ser preparado um sistema contendo um recipiente como, por exemplo, um béquer. O
interior do recipiente deve estar coberto com um papel de filtro, de modo que não
cubra todo o cubra totalmente a parede do béquer, pois deve ser deixado um espaço
para acompanhar o desenvolvimento da corrida. O papel deve estar umedecido com
o solvente para ajudar o sistema a manter os vapores de solvente, acelerando o
processo. Deve ser aplicado o solvente em uma altura abaixo da escolhida para
aplicação das amostras. O recipiente deve ser tampado com uma folha de alumínio,
ou vidro de relógio, cobrindo a sua abertura. (PAVIA et al., 2009).
Após a preparação do sistema, deve ser aplicada a amostra à lâmina.
Primeiramente, a placa deve ser marcada com a identificação das amostras a serem
aplicadas. Para isso, utilize uma caneta e marque os locais de aplicação contendo
suas respectivas identificações. Uma pequena quantidade das amostras devem ser
dissolvidas utilizando um solvente com boa dissolução e que também evapore
rapidamente. Geralmente para aplicação das amostras, é utilizado uma micropipeta
capilar. Coloca-se a amostra dissolvida dentro desse capilar que então, é aplicada de
forma breve e cuidadosa, deixando assim, uma pequena mancha na lâmina.
(ZUBRICK, 2012). Deve esperar a amostra secar e, assim, repetir o processo de
aplicação das outras amostras em seus locais demarcados. Esse processo deve ser
feito atentando-se para aproximar a quantidade colocada de todas as substâncias
selecionadas. Feito isso, a lâmina contendo as amostras deve ser colocada no
sistema preparado para desenvolvimento da corrida de cromatografia em camada
fina.

Figura 1.3.3 – Aplicação da amostra na lâmina e representação do sistema pronto


para corrida de CCF.

Fonte: The Organic Chem Lab Manual (ZUBRICK, 2012)

Durante o desenvolvimento da corrida, os vários componentes da misturas se


separam. A separação baseia-se nos vários pontos de equilíbrio que o soluto
experimenta entre a fase móvel e a fase estacionária. As substâncias menos polares
avançam mais depressa do que as mais polares. A separação ocorre devido às
diferenças de velocidade de componentes que sobem a placa. Geralmente, a fase
adsorvente é fortemente polar e liga-se fortemente a substâncias polares. Enquanto
que o eluente, é usualmente menos polar que a fase estacionária e dissolve de forma
mais fácil substâncias menos polares e, até mesmo, apolares (PAVIA et al., 2009).

Figura 1.3.4 – Representação da separação de componentes de uma mistura após


uma corrida de CCF.

Fonte: Química orgânica experimental – técnicas de escala pequena (PAVIA et al.,


2009)

Quando os compostos aplicados à lâmina são coloridos, a visualização se torna


fácil. No entanto, geralmente essas substâncias são incolores. Sendo assim, é
necessário a utilização de meios para facilitar essa visualização.

A visualização das amostras pode ser feita através da adição superficial de uma
pequena quantidade de ácido sulfúrico na placa. Após isso, a lâmina deve ser seca
em estufa. Dessa forma, as amostras se apresentarão como pontos escuros na
lâmina. Contudo, trata-se de um processo destrutivo e a amostra não poderá ser
posteriormente reaproveitada (ZUBRICK, 2012).

Um método de visualização não destrutivo é através do uso de lâmpadas de


ultravioleta (UV). Normalmente, os adsorventes são misturados com um componente
fluorescente como o sulfeto de zinco, no qual tem como objetivo atuar como indicador,
tornando as manchas das amostras visíveis sob a luz UV (VOGEL, 1989). Essa
visualização pode ser realizada em comprimentos de ondas que variam geralmente
de 180nm à 250nm (ZUBRICK,2012).
Figura 1.3.5 – Equipamento de visualização através da luz ultravioleta.

Fonte: The Organic Chem Lab Manual (ZUBRICK, 2012).

A cromatografia em camada fina pode estabelecer a identidade dos compostos


levando em consideração a relação entre as velocidades de movimento das
substâncias aplicadas e da frente do solvente que pode ser chamada de R f. Essa
relação é definida como a razão entre a distância percorrida pela substância, a partir
do ponto de aplicação até o meio da mancha, e a distância percorrida pelo solvente a
partir do ponto de aplicação da amostra. No entanto, na prática, os valores obtidos de
Rf dificilmente se repetem em outras corridas devido a diversos fatores como tamanho
da partícula do adsorvente, composição do eluente, ativação e condições de
armazenagem das placas, entre outros. Todavia, os valores de R f são importantes
para um estudo comparativo, principalmente, quando se utiliza substâncias-padrão
aplicadas em uma mesma placa (SOARES; SOUZA; PIRES, 1988).

2 – METODOLOGIA

3 – Materiais

 Algodão;
 Bécher de 100 mL;
 Câmara escura pra análise ultravioleta;
 Espátula;
 Lâmpada ultravioleta;
 Lápis;
 Papel de filtro;
 Placa cromatográfica;
 Pinça;
 Pipeta Pasteur;
 Pipeta graduada;
 Proveta de 10 mL;
 Régua;
 Tesoura;
 Tubos capilares finos;
 Vidro de relógio.

3.1 – Reagentes

 Acetato de etila - (C4H8O2);


 Ácido etanóico - (CH3COOH);
 Água destilada - (H2O);
 Azul de metileno - ( C16H18ClN3S);
 Etanol - (C2H6O);
 Fucsina básica - (C20H19N3·HCl);
 Hexano - (C6H14);
 L-arginina - (C6H14N4O2);
 L-glutamina - (C5H14N4O2);
 L-metionina - (C5H10N2O3);
 L-triptofano - (C11H12N2O2);
 Metanol - (CH3OH);
 Mistura A, B e C;
 Mistura de aminoácidos;
 Mistura de corantes;
 Ninhidrina - (C9H6O4);
 Rodanima B - (C28H31CIN2O3);
 Vanilina - (C8H8O3);
 Verde malaquita - (C23H26CIN2);
 2-nitrobenzaldeído - (C7H5NO3);
 2,4-dinitrofenihidrazina - (C8H6N4O4);
 4-dimetilaminobenzaldeído - (C9H11NO).

4 – Procedimento experimental
4.1 - Cromatografia de aldeídos

Primeiramente, com uma tesoura recortou-se previamente três placas de


cromatografia (5,0 cm x 2,5 cm).

Em cada uma delas marcou-se com um lápis na região da base uma linha
horizontal de aproximadamente 0,5 cm, e na boda superior uma linha horizontal de
aproximadamente 0,2 cm.

Após isso, foram marcados quatro pontos na reta horizontal da base e


enumerado de 1 a 3 para a aplicação das amostras A, B e C para a aplicação da
mistura. Dessa forma:

Figura 4.1.1 - Ilustração do modelo de identificação dois aldeídos nas placas.

As substâncias das amostras foram enumeradas da seguinte forma:

1. Vanilina;
2. 4-dimetilaminobenzaldeído;
3. 2-nitrobenzaldeído.

Utilizou-se tubos capilares com a extremidade inferior seccionada para


aplicação das substâncias no papel cromatográfico.

Preparou-se a câmara de eluição introduzindo o papel filtro no bécher e em


seguida uma pequena quantidade de acetato de etila.

Tampou-se o bécher com o auxílio do vidro de relógio e aguardou-se a câmara


saturar para só então introduzir o primeiro papel cromatográfico na mesma.

Assim que o solvente alcançou a linha superior do papel, foi retirado da câmara
com a ajuda da pinça e seco à temperatura ambiente.

Feito isso, levou-se o papel para câmara escura de revelador ultravioleta e a


expôs a um comprimento de onda adequado para revelar as substâncias ali presentes.

Repetiu-se o processo utilizando o mesmo eluente para as duas placas


seguintes.

Em seguida, fez-se três novas placas aplicando o mesmo procedimento.


Contudo, desta vez foi utilizado o hexano como eluente.

Observou-se os resultados e cortou-se uma placa cromatográfica de (5 cm x 4


cm). Fez-se uma linha horizontal a 0,5 cm de distância da base inferior e uma linha a
0,2 cm da base superior da placa.

Marcou-se 6 pontos na linha inferior e listou-os da seguinte forma: 1, 2, 3, A, B


e C. respectivamente. Identificou-se as substâncias da seguinte forma:

1. 2-nitrobenzaldeído;
2. 2,4-dimetilaminobenzaldeído;
3. Vanilina;
A. Mistura A;
B. Mistura B;
C. Mistura C.

Preparou-se a câmara de eluição com acetato de etila e hexano (1:1) utilizando


um bécher de 250 ml.
Quando o eluente atingiu a linha superior por capilaridade, retirou-se o papel
cromatográfico da câmara usando a pinça e foi seco à temperatura ambiente.

Logo, observou-se o resultado na câmara escura para análise ultravioleta e


confirmou-se o mesmo usando 2,4-dinitrofenihidrazina como revelador.

4.2 - Cromatografia de corantes

Nesse segundo experimento, repetiu-se o procedimento feito anteriormente.


Porém, fez-se 4 placas de 5 cm x 3 cm cada e usou-se alguns corantes como
amostra.
As quatro placas foram preparadas com as mesmas amostras e mistura
utilizadas no experimento anterior, a diferença entre elas foi a exposição a eluentes
de polaridades distintas.
Enumerou-se os corantes da seguinte forma:
1. Azul de metileno;
2. Verde malaquita;
3. Fucsina básica;
4. Rodamina B;

M. Mistura de corantes desconhecida;

Os procedimentos foram reproduzidos com os seguintes eluentes:

Placas Eluentes utilizados


I Acetato de etila
II Acetato de etila e hexano (1:1)
III Metanol
IV Metanol e água (1:1)

Tabela 4.2.1 - Eluentes utilizados nas placas I, II, III e IV.

4.3 - Cromatografia de aminoácidos


Nesse terceiro experimento cortou-se apenas um papel cromatográfico de 5
cm x 3 cm.
Nele marcou-se 5 pontos, onde foram colocados quatro amostra e uma
mistura, as quais foram listadas da seguinte forma:
1. L-triptofano;
2. L-glutamina;
3. L-arginina;
4. L-metionina;

M. Mistura de aminoácidos;

Preparou-se em um bécher uma solução com 5 ml de etanol, 1 ml de água


destilada e 0,1 ml de ácido acético. Essa solução foi usada como eluente nesse
experimento.

No final da eluição, deixou-se o papel secar à temperatura ambiente, e logo


em seguida, levou-o para câmara escura de análise uv para observar o resultado.

Feito isso, aplicou-se ninhidrina sobre o papel e secou-o na estufa por


aproximadamente 5 minutos, proporcionando cor aos compostos.

5 – RESULTADOS E DISCUSSÕES

5.1 - Cromatografia de aldeídos

Na primeira análise, onde foi utilizado o acetato de etila como eluente, não
houve a separação total dos compostos da mistura. Logo, o resultado foi inconclusivo.
As placas ficaram da seguinte forma:

Figura 5.1.1 - Ilustração da análise dos aldeídos, utilizando acetato de etila como
eluente.

Na segunda parte, em busca de um eluente melhor, utilizou-se o hexano que é


um eluente pouco polar. Com isso, a mistura não percorreu o papel cromatográfico,
pois prendeu-se logo na base, uma vez que houve afinidade com a parte sólida.
Ficando assim:

Figura 5.1.2 - Ilustração da análise dos aldeídos, utilizando o hexano como eluente.

Com os resultados anteriores, observou-se que o eluente não poderia ser muito
polar e nem pouco polar, então fez-se uma solução de acetato de etila e hexano (1:1).

Depois de seco, acrescentou-se com o auxílio de um algodão o revelador 2,4-


dinitrofenilhidazina, utilizado para aldeídos e cetonas.

Considerou-se o resultado bem conclusivo, ficando assim:

Figura 5.1.2 - Ilustração da análise dos aldeídos, utilizando como eluente acetato de
etila e hexano (1:1).

Conclui-se a identificação do seguinte resultado:

Mistura A possui: 2-nitrobenzaldeído e 2,4-dimetilaminobenzaldeído;

Mistura B possui: 2-nitrobenzaldeído; 2,4-dimetilaminobenzaldeído e vanilina;

Mistura C possui: 2-nitrobenzaldeído e vanilina.

Resultado de Rf com solução de acetato de etila e hexano (1:1): os cálculos do


fator de retardamento foram feitos com o eluente mais eficiente.
𝑿
Rf =𝒁

1. 2-nitrobenzaldeído = 0.7
2. 2,4-dimetilaminobenzaldeído = 0,6
3. Vanilina = 0,5

5.2 - Cromatografia de corantes

I. Nesse experimento, iniciou-se com o acetato de etila, mas não foi o suficiente
para distinguir os corantes da mistura.

Figura 5.2.1 - Ilustração da análise de corantes, utilizando o.

II. Nessa segunda análise, preparou-se um eluente com a mistura de hexano e


acetato de etila na proporção 1:1, pois utilizando apenas o hexano as amostras
sequer saíram dos seus pontos iniciais.

Figura 5.2.2 - Ilustração da análise de corantes, utilizando o hexano como eluente.

III. Usando o metanol como eluente percebeu-se que na mistura havia dois
componentes, mas com intenção de distingui-los melhor, foi necessária a
realização da quarta e última análise.
Figura 5.2.3 - Ilustração analise de corantes, utilizando o metanol como eluente.

IV. Nessa análise, utilizou-se como eluente metanol e água em uma proporção 1:1.
Não houve diferença significativa comparado a análise anterior.

Figura 5.2.4 - Ilustração analise de corantes, metanol e água (1:1) como eluente.

Depois de todas essas analises determinou-se que a mistura de corantes


possuía o corante 1, azul de metileno, e o corante 3, fucsina básica.

Resultado de Rf para corantes, solução metanol e água (1:1): os cálculos do


fator de retardamento foram feitos através do eluente considerado o mais eficiente.

𝑿
Rf =𝒁

1. Azul de metileno = 0
2. Verde malaquita = 0.4
3. Fucsina básica = 0.5
4. Rodamina B = 0.7
5.3 - Cromatografia de aminoácidos

Nesta análise, foi usado como eluente uma solução de 5 ml de etanol, 1 ml de


água destilada e 0,1 ml de ácido acético.

Figura 5.3.1 - Ilustração analise de aminoácidos.

Foi possível observar na lâmpada ultravioleta que a mistura M possui dois


componentes distintos. Com o objetivo de distingui-los melhor, foi aplicado o
revelador ninhidrina sobre a placa e secou-se na estufa por aproximadamente 5
minutos. Assim, foi possível constatar a presença do aminoácido 3, L-arginina e o
aminoácido 4, L-metionina.

Resultado de Rf com solução de etanol, água destilada e ácido acético: os


cálculos do fator de retardamento foram feitos com o eluente mais eficiente.

𝑿
Rf =𝒁

1. L-triptofano = 0,3
2. L-glutamina = 0,4
3. L-arginina = 0,6
4. L-metionina = 0,7

6 – CONCLUSÃO

Nesta prática de cromatografia em camada fina, foi confirmada a identificação


de amostras para análise de aldeídos, corantes e aminoácidos a partir da velocidade
de deslocamento das mesmas. Foi possível constatar na prática realizada, a escolha
mais eficiente de um eluente, segundo seu poder de eluição para um
determinado adsorvente (sílica em gel). A sequência para escolha destes eluentes é
denominada de série eluotrópica. As séries começam normalmente com os solventes
apolares como o hexano, e finalizam com os solventes polares como, metanol e água.
(VALCÁRCEL, 1994).

Para se obter um bom eluente foi utilizada uma mistura de dois solventes com
diferentes forças de eluição, nesse caso o hexano e acetato de etila na proporção 1:1.

Na revelação das amostras utilizadas, há uma importante função, na qual


considera a utilização da lâmpada UV e se observa o resultado com marcação à lápis.
Caso os componentes não sejam visíveis, em razão das moléculas serem pequenas
ou não visualizadas na frequência especifica, a placa é borrifada com reagentes
capazes de revelar os produtos na lâmina.

No resultado de fator de retardamento, se dois pontos na placa que viajam na


mesma distância ou têm o mesmo valor de Rf, então ambos podem ser concluídos
como os mesmos compostos. O resultado do Rf pode alcançar entre 0 e 1 (0 quando
a amostra permanecer na base inferior e 1 quando a mancha da amostra alcançar a
linha superior). É considerada uma boa eluição, quando o resultado atinge entre 0,5 -
0,7.

7 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

SOARES, B. G.; SOUZA, N. A.; PIRES, D. X. Química Orgânica – Teoria e Técnicas


de Preparação e Identificação de Compostos Orgânicos. Editora Guanabara Dois,
Rio de Janeiro, 1988.

PAVIA, D. L.; LAMPMAN, G. M.; KRIZ, G. S.; ENGEL, R. G. Química Orgânica


Experimental – Técnicas de Escala Pequena. 2ª Edição, Editora Bookman, Porto
Alegre, 2009.

ZUBRICK, J. W. The Organic Chem Lab Survival Manual – A student’s Guide to


Techniques. 9ª edição, Editora Wiley, 2012.

VOGEL, A. I. Vogel's Textbook of Practical Organic Chemistry. 5ª Edição, Editora


Longman, 1989.
COLLINS, C. H.; BRAGA, G. L.; BONATO, P. S. Introdução a Métodos
Cromatográficos. 7ª Edição, Editira da UNICAMP, 1997.

VALCÁRCEL, M. C. C. Técnicas Analíticas de Separación. Editora Reverté, 1994.


DEGANI, A. L. G.; CASS, Q. B.; VIEIRA, P. C. Cromatografia – Um Breve Ensaio.
Química Nova na Escola, Nº 7, 1998. Disponível em:
<http://www.qnesc.sbq.org.br/online/qnesc07/atual.pdf> Acesso em: 27 fev. 2017.