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Plano Emergência – Espaço Confinado –

1. Introdução ao Plano de Emergência

Este Plano visa atender as necessidades de atendimento emergencial dentro da unidade P-50,
no tocante a gerenciamento de situações de salvamento e resgate em espaços confinados.

Objetivo:
Determinar funções e estabelecer procedimentos para todas as pessoas envolvidas numa
situação de emergência provocada por acidente ou incidente no interior dos espaços confinados.

Aplicação:
Aplica-se às equipes de Segurança e Brigada de emergência da unidade, as quais conduzirão o
salvamento / resgate, independente de seu nível hierárquico.

2. Tipos de Emergências

Existem dois tipos de emergências em espaços confinados, o primeiro tipo e aquela emergência
que os riscos são conhecidos e as providências foram tomadas, porém algo de errado
aconteceu durante a entrada ou execução do trabalho. Nesse caso, os esforços durante o
planejamento irão ajudar a achar as possíveis falhas, quer sejam humanas, de equipamento ou
procedimentos que provocaram a emergência.

O segundo tipo de emergência ocorre em espaços confinados que não são reconhecidos como
tal, ou não foram classificados previamente como espaços confinados, sendo assim não foram
tomadas precauções e nem feito estudos ou desenvolvidos planos de emergência para tais
espaços. Nesse tipo de emergência, se encontram os maiores números de casos fatais. A
equipe de emergência que encontra o segundo caso irá demorar mais para fazer o resgate de
uma vitima nesse tipo de caso, pois terá de desenvolver e usar um plano de ação apropriado
levando em conta o desconhecimento dos riscos a que estão expostos. Por esse motivo, neste
plano de emergência estaremos tendo como enfoque principal o uso do plano preventivo já
descrito nos procedimentos de entrada e trabalho.

3. Classificação dos incidentes

Existem vários tipos de incidentes que ocorrem em espaços confinados, sendo assim, não será
necessária a entrada dos socorristas ou equipe de emergência em todos os espaços confinados,
mesmo que as vítimas estejam dentro do espaço confinado. Estão descritos abaixo os tipos de
acidentes, com ou sem a entrada de socorristas.

 Evacuação do espaço confinado – é o nível mais baixo de resgate, que ocorre


quando o vigia observando algo que pode se tornar um risco potencial aos
executantes do trabalho, dá um alerta para os mesmos evacuarem o espaço
confinado.

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 Ferimentos moderados – acontecem quando mesmo após o executante se ferir de


forma leve, tal como torção, arranhões, contusões e alguns tipos de fraturas
fechadas, o ferido ainda continua consciente e apto a evacuar o espaço confinado
sem a necessidade de um socorrista, porém, após sua saída do espaço, o ferido irá
necessitar de assistência medica.

 Necessidade de entrada para tratamento inicial – são situações onde houve um


trauma severo ou outro problema que deve ser inicialmente tratado antes da vitima
ser retirada do espaço confinado. Por exemplo, traumas ou fraturas que precisem
de imobilização, vítimas inconscientes, mas que não estejam expostas a nenhum
outro risco físico ou atmosférico, sendo assim os socorristas também não estarão
expostos a esses riscos que iriam necessitar de uso de cilindros de ar ou roupas de
proteção contra produtos químicos.

 Resgate conduzido pelo lado de fora – geralmente envolve uma única vitima que
pode não estar inconsciente, mas que esta usando um cinto de segurança e linha
da vida. O socorrista se utiliza dessa linha da vida para fazer um resgate assistido
sem entrar no espaço confinado, engatando-o a um sistema de polias, já
previamente colocado fora do espaço confinado. Nesse tipo de resgate, a vitima e
puxada para o lado de fora do local e sem a necessidade da entrada do socorrista.

 Resgate necessitando entrada de emergência – esses são os mais críticos tipos de


ocorrências, pois o tipo, ângulo, configuração e tamanho do espaço impedem os
socorristas de fazerem um resgate sem a necessidade de entrada. Múltiplas vítimas
podem estar envolvidas e algumas podem estar inconscientes. Se alguma das
vítimas não estiver respirando, o tempo é fator critico, pois pode haver danos
cerebrais irreversíveis dentro de 4 a 6 minutos. Os próprios socorristas podem estar
expostos a diversos tipos de riscos, tais como altas concentrações de
contaminantes no ar ou deficiência de oxigênio. Eles também poderão ser vítimas
do estresse físico e psicológico durante o resgate na corrida contra o tempo
enquanto retiram a vitima do espaço confinado. Das cinco características de
resgates em espaços confinados esta e a mais severa, pois não somente tempo é
precioso como também outras vidas estão em risco ao entrarem no espaço.

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4. Fluxograma do plano de emergência

Acionamento da Equipe de Direcionamento ao ponto de Encontro


Emergência

Isolamento da Área Direcionamento ao Local do Acidente

Comunicação do Acidente
Análise do Acidente à Equipe

Autorização de Entrada Preparação da Equipe

Entrada no Espaço
Localização da Vítima Estabilização da Vítima
Confinado

Retirada da Vítima Imobilização da Vítima

Entrega da Vítima para


Equipe Médica

Encerramento da
Emergência

Avaliação Final

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5. Coordenação

Na coordenação das emergências em espaços confinados, podemos obter todo o sucesso ou


fracasso antes mesmo de ir até o ponto do incidente.
A Equipe deve ser conduzida pelo coordenador de segurança da unidade, caso contrário poderá
colocar tudo a perder, pois esses tipos de incidentes requerem conhecimento especifico, tanto
de material, pessoal como dos próprios locais onde podem ocorrer tais incidentes.
O coordenador de emergências em espaços confinados deve conhecer muito bem cada um dos
espaços, ter um plano idealizado para cada tipo de emergência e estar muito bem entrosado
com sua equipe.
O coordenador deve conhecer a fundo seus coordenados, sabendo pontos fracos e fortes de
cada um. Também deve fazer a escolha de seu pessoal, levando em conta o tipo de treinamento
em que as pessoas foram treinadas, as configurações físicas de cada pessoa, e principalmente
fobias, tais como medo de locais fechados, altura ou ainda medo de estar sob pressão. A equipe
deve funcionar como um todo, necessitando de pessoas pequenas, grandes, fortes, ágeis e que
possam ajudar a retirar uma vitima e não se tornarem vítimas nos mesmos espaços confinados.
O coordenador deve dizer quando sua equipe esta bem treinada, através de resultados obtidos
em exercícios simulados, onde tudo funciona como esperado, no menor tempo possível e sem
tantas dificuldades. Sendo assim o número exato de simulados é aquele que da segurança e
certeza da possibilidade da equipe funcionar de forma coesa e atingir os objetivos propostos.

6. Estrutura e Tamanho da Equipe de Emergência

A Equipe de Emergência será composta no mínimo por 6 integrantes, sendo assim divididos:

Coordenador
Socorrista 1 Backup 1
de Equipe

Vigia Equip.
Socorrista 2 Backup 2
Emerg.

Onde teremos as seguintes atribuições, por função conforme quadro que segue:

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FUNÇÃO ATIVIDADE
Pessoa que estará comandando a equipe, e que
Coordenador de Equipe em nenhuma hipótese devera entrar no espaço
confinado.
Membro da equipe que devera cuidar de
equipamentos, suprimentos de ar, comunicação
Vigia/Observador/Atendente
com os socorristas dentro e fora do espaço
confinado.
Responsável pela condução da emergência no
interior do espaço confinado, que acessa a
Socorristas 01
vítima, bem como imobilização, estabilização e
transporte da vítima para o ambiente externo.
Responsável pela condução da emergência no
interior do espaço confinado, que acessa a
Socorristas 02
vítima, bem como imobilização, estabilização e
transporte da vítima para o ambiente externo.
Permanece a postos para entrarem e substituir o
Socorrista principal em caso de necessidade,
enquanto permanecer do lado de fora do espaço
Backup 01 confinado, fica à disposição do coordenado de
equipa para auxiliá-lo na condução da
emergência, bem como içamento de vitima,
comunicação e isolamento de área.
Permanece a postos para entrarem e substituir o
Socorrista principal em caso de necessidade,
enquanto permanecer do lado de fora do espaço
Backup 02 confinado, fica à disposição do coordenado de
equipa para auxiliá-lo na condução da
emergência, bem como içamento de vitima,
comunicação e isolamento de área.

As seguintes tarefas devem ser divididas entre os membros da equipe:

 Coordenação;
 Isolamento de área;
 Monitoramento de gases e contaminantes;
 Sistemas de bloqueio e etiquetagem;
 Ventilação do ambiente;
 Comunicação com socorristas principais;
 Cuidado com equipamentos de ar mandado ou suprimento de ar;
 Cabos ou cordas (linhas da vida);
 Montagem de tripés e sistemas de ancoragem;
 Registro de ações tomadas durante o resgate;

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 Inspeção manual e visual de equipamentos e socorristas que estão entrando no espaço


confinado;
 Manutenção de iluminação;
 Acesso, estabilização e retirada da vitima;
 Recolhimento de cabos da vida e linhas de ar;
 Descontaminação de pessoal e equipamentos;
 Uso de sistema de tração e polias;
 Retirada de equipamento;

Sistema de checklist que deve ser utilizado durante uma entrada de emergência no espaço
confinado, onde constarão os seguintes dados.

Modelo de Check-List 1

 Providenciar contínuo monitoramento atmosférico (O2, Limites de explosividade, gases


tóxicos, temperatura)
 Confirmar processos de bloqueio e etiquetagem e ventilação se necessário,
 Utilizar equipamentos de proteção respiratória de pressão positiva caso seja necessário nas
proximidades do espaço confinado, principalmente se houver necessidade de exaustão de
contaminantes do espaço confinado,
 Utilizar os EPI’S básicos tais como cinto de segurança de resgate, roupas, capacetes,
equipamentos de proteção respiratória, óculos de segurança, e comunicação.
 Confirmar uso de rádios comunicadores classificados para socorristas primários e
secundários durante todo resgate, bem como o coordenador da emergência.
 Designar um vigia para toda a operação
 Prover um sistema de redução de força com polias, a menos que seja inapropriado para a
situação
 Designar socorristas primários e secundários totalmente equipados
 Designar um responsável por suprimentos de ar e ventilação
 Prover ar puro para vítimas que estiveram em atmosfera contaminada
 Checar e autorizar cada socorrista antes de sua entrada.

6. Da Responsabilidade:

 A responsabilidade da equipe de resgate – Atuar em todos os acionamentos a


bordo, independentemente do vinculo e ou nível hierárquico dos envolvidos.

 O tamanho da unidade ou planta – Pode haver a liberação de tantos trabalhos


simultâneos em espaços confinados, a bordo da unidade P-50, de acordo com a
capacidade de atendimento emergencial simultâneo.

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 O número de turnos – Deverá permanecer disponível, no mínimo 6 integrantes da


equipe de emergência durante 24 horas.

 Tempo de resposta - Caso seja preciso ajuda de mais socorristas fora do turno,
esses socorristas poderão ajudar durante uma grande emergência.

7. Treinamento de procedimentos de resgate

Uma vez organizada a equipe de resgate da unidade P 50, a equipe deve ser mantida em
constante manutenção do treinamento, habilidades e conhecimentos a cerca de suas
responsabilidades, observando condições físicas bem como psicológico de cada um e por fim a
condição da equipe como um todo, ainda que tenham de trabalhar em turnos diferentes e com
outras equipes, sendo assim todos devem ser treinados entre sí e conhecer todos os
equipamentos e todos membros que possam vir a compor equipe de resgate da P-50.
Devem ser feitos simulados no mínimo 1 vez por mês, especialmente para resgate em espaços
confinados.
Após cada simulado, é necessário que toda a equipe reveja os pontos positivos e negativos.
Também é necessário que todos que estiveram envolvidos exponham sua opinião durante a
revisão de cada simulado. Um briefing será necessário antes de cada um dos simulados
devendo ser incluído o pessoal que estará dando apoio para a equipe de resgate.

8. Acionamento

Acionamento de uma emergência devera ser feito através de sinal sonoro previamente
combinado com os membros da equipe de resgate para espaços confinados e através de rádio
comunicadores onde todos membros da equipe deverão ser avisados sobre a emergência e se
direcionarem até os pontos de encontro.

9. Pontos de encontro

Os pontos de encontro devem ser previamente estabelecidos pelo coordenador da equipe de


resgate, sendo que suas posições devem ser próximas à área de equipamentos de emergência
para facilitarem o transporte do mesmo.
Deve haver um briefing no ponto de encontro, com o Maximo de informações a cada um dos
membros e todos os membros deverão estar presentes.

10. Chegada ao local do Incidente

Deve ser feita de forma organizada e com todos os membros da equipe de resgate que irão
participar do atendimento. Todo equipamento a ser usado no resgate deve chegar juntamente
com os socorristas. Os membros da equipe de resgate devem ficar em local isolado e seguro, e
não iniciarem o resgate até a ordem do Coordenador da Equipe.

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11. Isolamento de área

Toda área próxima à boca de visita, elipse ou ponto a ser usado como entrada da equipe de
resgate devera ser isolada com equipamento apropriado e se necessário, devera ser colocada
uma equipe para prover a segurança e isolamentos.
Se houverem outras entradas, as mesmas devem ser localizadas e também isoladas para evitar
que contaminantes ou pessoal não autorizado entrem no espaço confinado.

12. Analise do cenário do acidente

O Coordenador da Equipe deve conseguir o maior numero de informações com o vigia,


observador ou testemunhas, colocar todos membros da equipe juntos e iniciar a comunicação
oficial do incidente.

13. Comunicação

Deve ser feita de modo que todos escutem de forma clara e que não deixe dúvidas sobre o tipo
de espaço a ser entrado, bem como riscos e situação do trabalho na hora do acionamento da
emergência. Todas as perguntas devem ser respondidas. Deve ser iniciado a partir desse
momento um registro de todas as ações tomadas por cada membro da equipe.
Esse registro irá fornecer dados importantes para futuras revisões do plano de resgate ou ainda
servir de documento para apuração de responsabilidade e investigação de acidentes, se
tornando mais essencial em caso de óbito.
O coordenador da equipe deve indicar e designar a cada membro da equipe de resgate as
tarefas que devem ser feitas bem como plano de extração da vitima.

14. Preparação para Resgate

Cada um dos membros deve se equipar com todos os EPI’S necessários e se manterem
equipados até o final do atendimento. Deve ainda ser feita uma checagem por parte de cada um
dos socorristas que estarão entrando no espaço confinado. Esta checagem deve ser feita de
forma completa, um checando equipamentos e vestimentas do outro socorrista. A checagem
deve ser visual e por tato. Alem dessa checagem deve ser feita uma segunda checagem por
parte do vigia da equipe de resgate. Deve ser olhada a sola dos calcados de cada socorristas a
procura de pedaços de pedras ou metais que podem causar faíscas dentro do espaço
confinado. Deve ser ainda anotado o tempo necessário para a preparação dos socorristas até a
entrada propriamente dita. Por fim deve se checado o uso e tipo de rádio comunicadores em
toda a equipe, tendo a certeza que cada rádio comunicador esta funcionando perfeitamente e se
todos estão ouvindo todos os membros da equipe. Somente após a verificação final, o
coordenador poderá autorizar a entrada dos socorristas no espaço confinado.

15. Equipamentos Especiais a Serem Usados

Os seguintes equipamentos devem estar preparados para serem utilizados pelos membros da
equipe de resgate:

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 Rádios comunicadores;
 Cintos de segurança Classe III ;
 Equipamentos de linha de ar mandado;
 Macas;
 Kits de imobilização de vítimas;
 Sistemas de redução de força com polias;
 Cordas ou cabos de resgate;
 Ventiladores a prova de explosão;
 Lanternas a prova de explosão ou intrinsecamente seguras que possam ser
utilizados na iluminação dos espaços confinados;
 Conjuntos autônomos e Cilindros de ar de reserva;
 Linhas da vida;
 Descensores ou freios;
 Fitas tubulares cortados previamente em medidas especiais;
 Capacetes;
 Luvas;
 Roupas tipo RF (resistentes ao fogo);
 Placas de ancoragem;
 Mosquetões;
 Cintas de ancoragem;
 Detectores de gases;
 Tripés ou equipamentos semelhantes;

16. Pessoas Disponíveis Para Emergência

Todos os membros da equipe de resgate devem estar a postos para uma eventual troca de
posições, para aliviar estresse de membros que estão fazendo resgate, outras pessoas ligadas à
emergência devem estar sob o comando do coordenador da equipe, inclusive as pessoas que
estão fazendo o isolamento do local.

17. Controle Da Emergência

Uma vez dentro do espaço confinado e com a localização da vitima, deve ser feito o controle da
emergência por parte dos socorristas, informando condições das vítimas, sinais vitais e
procedimentos necessários após a retirada da vitima que devera ser entregue aos profissionais
competentes.

18. Imobilização Da Vitima

Havendo a necessidade de imobilização, esta, deve ser feita com uso de colar cervical e ou kit
de imobilização de vítimas, bem como colocada em maca tipo SKED, de acordo com o protocolo
de atendimento pré-hospitalar da unidade.

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19. Estabilização da vitima

Ao acessar a vítima, iniciar o procedimento de análise primária e secundária, conforme protocolo


de atendimento pré-hospitalar, comunicar-se com a equipe médica externa, através do meio de
comunicação adotada, fornecer as informações necessárias, e posteriormente iniciar o
transporte da vítima já estável e imobilizada.

20. Extração e Transporte da Vitima

Uma vez imobilizada e estabilizada a vitima, deve-se iniciar a extração da mesma através de
sistema de redução de força com polias, tirolesa ou outro método conforme visto durante o
treinamento. Durante a extração pelo menos um socorrista devera permanecer o tempo todo
próximo a vitima, prestando-lhe qualquer auxílio.

21. Entrega para Equipe Médica

Uma vez fora do espaço confinado, deve ser feita a entrega da vitima com todos detalhes que
possam ajudar na identificação e auxilio por parte dos socorristas aos médicos ou enfermeiros
que irão acompanhar a partir daquele ponto.
Salvo situações onde seja necessário que os socorristas levem a vitima até um ponto de entrega
que esteja mais longe do que a saída do espaço confinado, a tarefa da equipe de resgate em
espaços confinados se finaliza a partir desse momento.

22. Encerramento da Emergência

Todo material deve ser recolhido, descontaminado juntamente com a equipe, caso haja
necessidade de limpeza e descontaminação.
O Registro deve ser encerrado com a duração total do resgate, dados importantes, mudanças
de posição na equipe ou qualquer situação adversa durante o resgate.
Todos devem assinar o registro e por último o coordenador deve dar por oficialmente encerrada
a emergência.

23. Avaliação Final

Uma avaliação final deve ser feita sobre todo o incidente, juntamente com todos os membros da
equipe para saberem quais problemas ou dificuldades foram enfrentadas durante o resgate.
Não havendo a possibilidade de avaliação logo após o incidente, o mesmo devera ser feito
juntamente com relatório final, assinado por todos os membros de equipe de resgate e
arquivado por tempo não inferior a 5 anos.

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Procedimento especial para Resgate no Flare

Equipe de Socorristas: no mínimo 03 pessoas treinadas no procedimento.


Equipamentos: Cabo Estático de nylon, 12,5 mm, cinto NFPA class III, bloco de polias para
redução de força, mosquetões em forma de “D”, maca skedo,trava quedas para cabo de nylon,
além de EPI´S dos socorristas

Procedimento:

Socorristas 1 e 2 acessam a vitima, no local de sua queda, inicia-se o içamento através do


bloco de polias, trazendo a vitima até a estrutura do Flare, logo após posicionando-a na maca
skedco, preparando a imobilização da vitima, para a descida.

A Descida deve ser iniciada ao sinal do Coordenador da Equipe, que poderá ser feita através de
rádio, ou sinal manual,

A descida da vitima, será perpendicular à estrutura do flare, de modo a deslizar sobre o corri-
mão da estrutura, usando-a como trilho.

Durante a descida, o socorrista 01, comanda velocidade da descida através do cabo guia,
conectado ao tirante da Skedco

Socorristas 02 e 03, acompanham a descida junto com a vitima, degrau por degrau, a fim de
prestar-lhe atendimento se e quando necessário.

Ao chegar no acesso ao flare, a equipe encerra sua atuação após a entrega da vitima para a
equipe médica, no local.

A partir desse ponto, passa a recolher e inspecionar todos os equipamentos utilizados.

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Procedimento especial para Resgate na Torre Telecomunicações

Equipe de Socorristas: no mínimo 03 pessoas treinadas no procedimento.


Equipamentos: Cabo Estático de nylon, 12,5 mm, cinto NFPA classe III, bloco de polias para
redução de força, mosquetões em forma de “D”, maca skedco,trava quedas para cabo de nylon,
além de EPI´S dos socorristas

Procedimento:

Socorristas 1 e 2 acessam a estrutura, até alcançar a posição de no mínimo de 3 metros acima


da posição final da vitima.

Preparam-se as ancoragens, em condições de iniciar o processo de descida do socorrista 01,


até a vitima, após ter travado o sistema de resgate e da vitima, desconecte-a da linha da vida,
prenda-a no sistema de resgate, através do bloco de polias e de início ao procedimento de
descida da vitima acompanhado do socorrista. O socorrista 02 permanece fazendo a segurança
no ponto superior do sistema de resgate.

A Descida deve ser iniciada ao sinal do Coordenador da Equipe, que poderá ser feita através de
rádio, ou sinal manual,

Socorrista 03 acompanha a descida, através do piso, aguardando a chegada da vitima para


auxilio a desconexões.

Ao chegar ao piso, a equipe encerra sua atuação após a entrega da vitima para a equipe
médica, no local.

A partir desse ponto, passa a recolher e inspecionar todos os equipamentos utilizados.

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Procedimentos especiais para Resgate nos Espaços Confinados

Procedimento padrão 1 – Plano vertical

1- Montagem de tripé, quadripe ou fixação das cintas de ancoragem diretamente nos pontos de
ancoragem em estrutura firme e pré-avaliada pela engenharia.
2- Descida dos membros da equipe de resgate ate o local onde a vitima se encontra e
imobilização da mesma.
3- Engate da linha da vida na vitima e retirada da mesma através de bloco de polias /
vantagem mecânica (previamente ancorado) ate a abertura do domus.
4- Entrega da vitima para a equipe de saúde.

Equipamentos utilizados:
 1 Tripé ou quadripe
 2 Cintas de ancoragem
 Cintos de segurança NFPA classe III (1 para cada componente da equipe)
 10 Mosquetões
 2 polias duplas de resgate
 corda para linha da vida 11mm(60 metros)
 corda para bloco de polias/vantagem mecânica 12,5mm(12 metros)
 2 trava quedas/blocante
 capacetes (1 para cada componente da equipe)
 2 freios tipo 8 com orelhas
 fita tubular para cinto improvisado e ancoragem

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Procedimento padrão 2 – Plano vertical inclinado

1- Montagem de tripé, quadripe ou fixação das cintas de ancoragem diretamente nos pontos de
ancoragem em estrutura firme e pré-avaliada pela engenharia.
2- Descida dos membros da equipe de resgate ate o local onde a vitima se encontra com
maca, linha da vida, equipamentos de imobilização.
3- Imobilização da vitima na maca conforme protocolo de APH.
4- Conectar linha da vida na vitima e na maca.
5- Conectar cabos guia na maca.
6- Iniciar subida da maca utilizando bloco de polias / vantagem mecânica com o socorrista
guiando a maca ate a primeira plataforma inferior ao domus.
7- Prosseguir com procedimento padrão 1.

Equipamentos utilizados:
 1 Tripé ou quadripe
 2 Cintas de ancoragem
 Cintos de segurança NFPA classe III (1 para cada componente da equipe)
 14 Mosquetões
 2 polias duplas de resgate
 corda para linha da vida 12,5mm(100 metros)
 corda para bloco de polias/vantagem mecânica 12,5mm(12 metros)
 2 trava quedas/blocante
 capacetes (1 para cada componente da equipe)
 2 freios tipo 8 com orelhas
 fita tubular para cinto improvisado e ancoragem

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Procedimento padrão 3 – Para vasos horizontais e equipamentos de menor tamanho.

1- Entrada de 1 ou 2 membros da equipe de resgate.


2- Acesso e estabilização da vitima.
3- Movimentação da vitima ate a saída na boca de visita.
4- Retirada propriamente dita da vitima e demais equipamentos.
5- Entrega da vitima para equipe de saúde.

Equipamentos utilizados:
 Cintos de segurança NFPA classe III (1 para cada componente da equipe)
 corda para linha da vida 11mm(60 metros)
 capacetes (1 para cada componente da equipe)
 fita tubular para cinto improvisado

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Recomendações:

A) Praça de máquinas: Recomendamos a substituição de todo o piso de chapa, por piso


gradeado, possibilitando a visualização imediata da vitima, e consequentemente facilitando
e tornado o acesso e resgate mais eficaz e seguro, além de permitir dissipação de eventuais
vapores e melhora da condição de luminosidade do local.
B) Cavernas das torres de sustentação: Recomendamos que os acessos dessas cavernas
sejam fechados através de tela, onde impeça a entrada de pessoas sem autorização.
C) Base de Vasos: Recomendamos que os acessos dessas bases sejam fechados através de
tela, onde impeça a entrada de pessoas sem autorização.
D) Toda a consulta de riscos deve ser feita na ficha cadastral GEPROQ.

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QUADRIPÉ TRIPÉ

BLOCANTE MOSQUETÕES POLIAS

CAPACETE CINTA DE ACONRAGEM CINTO NFPA III OITO COM ORELHAS

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BLOCO DE POLIAS CORDAS FITA TUBULAR

LUVAS MACA SKEDCO

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