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PL,TRT & Butterfly

Apresentam

Chaos Bleeds, 05 By Sam Crescent


Staff
Disponibilização : Soryu
Tradução :Mariana PL, Marcia
Revisão Inicial :Natthy, Camila Alves
Revisão Final:Juuh Allves, Eva M.Carrie
Leitura e Formatação:Juuh Allves
Sinopse
É época de festas e a Chaos Bleeds festejará na sede do clube,
onde as mulheres deixaram tudo muito sentimental. Death tenta
ficar longe da ruiva, Brianna. Ele sabe que existe algo diferente
nela, mas, ao contrário dos seus irmãos, recusa-se ceder aos
encantos da mulher que assola seus pensamentos.

Brianna foi vendida como escrava sexual pelo seu tio, mas, em
meio à queda de Gonzalez, Devil e sua gangue a salvaram. Entre
todos os homens da Chaos Bleeds, Death é o que mais a intriga.
Ela sabe que deve manter distância, mas, quando Devil lhe dá
um ultimato - tornar-se uma garota da gangue, uma Senhora, ou
partir - ela não tem muita escolha.

Death oferece sua proteção. Ele a quer e nenhum outro irmão pode
tocá-la. Ela nunca esperou que os sentimentos entrassem nessa
equação. Manter Death longe do seu coração é muito mais difícil
do que esperava.
Death poderá amar uma mulher com um passado obscuro ou a
abandonará quando se cansar?
Capítulo Um
— Que porra você acha que está fazendo? — Perguntou
Devil, olhando para a Lexie. Death se sentou no bar observando
seu presidente perder a cabeça.

— Estou decorando o clube. Nós faremos o Natal aqui. Não


me importo com o que você diz, Devil. Estamos todos vivos após
a merda que houve com o Gonzalez. Portanto, não faremos uma
visita ao Tiny e à sua gangue, mas vamos comemorar os
feriados como a gangue que somos.

— Não dou a mínima para o Natal. Quero saber por que a


minha mulher, grávida, está em pé sobre um banquinho alto
quando há homens sentados, e suas respectivas mulheres para
fazerem a porra desse trabalho. — Devil olhou ao redor da sala
para os homens que estavam sentados. Dick, Butler, Snake,
Spider, e Dime, todos ficaram de pé. Death entrou, pegando os
balões que achou no canto. Sentando no bar, começou a soprar
cada um deles, amarrando a ponta, antes de jogá-lo no chão.

— Isto é o que você chama de ajudar? — Perguntou o


Devil, sentando ao lado dele. — Essa mulher vai me dar um
ataque cardíaco do caralho. Ela não devia estar fazendo merdas
como essas estando grávida.
— Foi você que a engravidou. É sua responsabilidade. —
Death entregou a Devil um balão e riu do desgosto no rosto
dele.

— Essa mulher vai ser a minha morte. Judi não é muito


melhor.

Death olhou para cima e viu o Ripper e a Judi abraçados em


um canto. Estavam sentados no chão, Judi segurando um livro
sobre gravidez. Ripper estava com as mãos na barriga da sua
mulher. Eles eram uma bela visão e algo acertou o peito do
Death. Desde que tinham se estabelecido em Piston County os
caras começaram a se acomodar, encontrando mulheres que
valiam mais do que uma transa rápida.

— Ei, Devil. Posso lhe arranjar alguma coisa?

Ficou tenso quando ouviu a voz baixa que estava


atormentando seus pensamentos, diariamente.

— Merda, não posso beber ainda. Me arranje um café,


querida. — Devil não olhou para a ruiva.

Com o canto do olho, Death a viu, Brianna Wentworth. Era


uma das mulheres da boate de stripper, que eles acolheram
antes de a queimarem. Apenas algumas mulheres ficaram em
torno do clube, tornando-se prostitutas para os homens que as
queriam. Brianna, a sedutora de cabelos vermelhos e seus
chocantes olhos verdes, ficou trabalhando para a gangue. Se
tornou a copeira, cozinheira, bartender e a menina de recados.
Nenhum homem a fodeu, tanto quanto o Death sabia. Eles a
deixaram fora dos limites. Tentou ficar longe dela. Ela também
era extremamente jovem para um homem como ele. Ele estava
com seus trinta e tantos anos, quase quarenta. Ela acabara de
completar vinte anos. Alguns dias atrás, ouviu um dos irmãos da
gangue lhe perguntar quantos anos ela tinha. Pelo menos, não
era menor de idade. Gonzalez não se importava com as
mulheres que vendia, ou sua idade.

Pensar no homem que derrubaram enchia o Death de ódio.


Gonzalez entrou em suas vidas e fodeu com eles, antes de ser
morto em Fort Wills. A Chaos Bleeds já não tinha nenhuma
relação de trabalho com os Skulls. Sabia que a Lexie e as
crianças visitavam Eva, mas era só isso.

Simon, filho do Devil, caminhou até o bar onde o Death


estava sentado.

Ele o observou subir em um banquinho, colocando um


pedaço de papel, que agora estava amarrotado, sobre a
bancada. Death riu enquanto Simon pegava todos os seus lápis
de cor.
— O que você está fazendo, filho? — Perguntou o Devil.

— Estou escrevendo uma carta. — Simon não tirou os olhos


do papel. —Pai, como se escreve Tabitha?

Death reparou quando o Devil ficou tenso em seu assento.

— Por quê?

— Estou escrevendo uma carta para a Tabitha. Ela não virá


para o Natal e eu quero que ela se lembre de mim.

— Ela é uma menina.

— Então, ela é minha amiga.

Lexie se aproximou, acariciando a cabeça do Simon. — T...


A... B...

Death deixou para lá, pegando a bebida apenas para


encontrar o copo vazio.

— Você gostaria que eu pegasse outro? — Perguntou


Brianna. Descansou a palma da mão na borda do balcão. Seu
olhar estava sobre ele com aqueles olhos incríveis. Caralho,
amava os seus olhos. Eles continham uma riqueza de emoções e
eram muito expressivos. Mesmo agora, ele via que ela estava
nervosa, ainda intrigada com a gangue. Ao longo dos últimos
dois meses ele a tinha visto animada, assustada, excitada, tudo
isso estava lá, para ele ver. Era como se os seus olhos
mostrassem um vislumbre da sua alma. Diziam o que ele
precisava ouvir. Seu corpo sempre a traía também.

Ser membro da Chaos Bleeds o fazia se deslocar de um


lugar para outro, nunca ficando parado por muito tempo, e isso
o tornou perito em ler as pessoas. Não tinha muita escolha a não
ser confiar nos seus instintos. Na maioria das vezes, seus
instintos funcionavam.

— Sim, quero outro refrigerante.

Ela assentiu com a cabeça, virando-se e se curvando.


Snake escolheu aquele momento para vir até o bar.

— Caralho — disse Snake.

Death viu o que ele estava olhando. Desferindo um golpe


no estômago do seu amigo, balançou a cabeça em sinal de
advertência.

— Você está fodendo aquilo? — Perguntou o Snake.

Death balançou a cabeça.


— Aqui está — disse a Brianna, sorrindo para os dois
homens. Estava completamente alheia ao que estava
acontecendo entre ele e o Snake. — Posso te ajudar?

— Snake está bem. Ele mesmo pode se servir — disse o


Death.

Ela assentiu com a cabeça e se afastou do bar, fora do


alcance das suas vozes.

— Você não toca e não deixa mais ninguém tocar nela? —


Perguntou o Snake.

— Ela é muito jovem. — A maioria dos caras ficava fora do


caminho das mulheres que tinham sido salvas das garras do
Gonzalez. Brianna era uma dessas mulheres, mas chegaria um
momento em que ela precisaria fazer uma escolha. Os homens
não manteriam suas mãos longe para sempre.

— Ela foi pega pelo Gonzalez, Death. Tenho certeza que


sabe o que acontece entre os pássaros e as abelhas.

— O que acontece entre os pássaros e as abelhas? —


Perguntou o Simon.
Devil deu a ambos um olhar de advertência. — Nada, filho.
Você vai descobrir quando for mais velho. Esperemos que, com
alguém que não seja a Tabitha.

— Você não pode decidir isso, Devil — disse a Lexie.

— Sei que ele não ficará perto da menina do Tiny sem lutar.
Você tem que cortar este mal pela raiz, Lex. Não vai acabar bem
— Devil agarrou a mão dela, beijando os nós dos dedos.

— Não vou cortar nenhum mal pela raiz. Você não viu os
dois juntos. Dê-lhes tempo. Eles vão crescer e se distanciar. Isso
está prestes a acontecer. — Ela deu um beijo em seus lábios
antes de se afastar, após bagunçar o cabelo do Simon.

Devil se virou para eles. — Sem falar mais sujeira perto do


Simon. Ouviram?

— Nós te ouvimos. — Death e o Snake falaram juntos.

Ficaram em silêncio pelos próximos minutos, enquanto o


Devil tentava falar com o seu filho. Death resistia, mas olhar
para a ruiva estava deixando o seu pau em alerta. Tentou
transar com outras mulheres, a fim de tirá-la da sua mente, mas
não estava funcionando. Nenhuma das bocetas habituais o
deixou satisfeito do desejo que tinha por ela. Toda vez que tinha
suas bolas enterradas profundamente dentro de uma mulher o
rosto da Brianna aparecia em sua mente, como se por um passe
de mágica. Sem dúvida, tinha orgasmos dentro de segundos só
de pensar nela. Ele estava fodido, verdadeiramente fodido. Não
havia como tomar uma mulher jovem como ela. Olha o que
aconteceu com a Ashley. Ela era jovem e tinha acabado sem
cabeça por sua associação com a Chaos Bleeds.

— O que você vai fazer sobre isso? — Perguntou o Snake,


se aproximando.

Olhando para o lado, Death olhou para o Snake, se


perguntando do que diabos ele estava falando.

— Você e eu sabemos que o seu pau está ficando duro por


aquele pequeno pedaço quente lá. O que você vai fazer sobre
isso?

— Não vou fazer merda nenhuma sobre isso. Ela não é


problema meu — Death caminhou até a área de jogos que o
Devil instalou no clube. Estavam reconstruindo tudo lentamente:
a boate de strip em algo com um pouco mais de classe.

As drogas, na sua maior parte, tinham desaparecido. Ainda


mantinham negócios com seus fornecedores, mas nenhum deles
veio para Piston County. Butler foi a grande surpresa dentro do
clube. Ele tinha se desintoxicado e se tornado um dos mais
ativos, novamente. Houve um tempo em que o Butler ia foder,
beber, atirar para cima, qualquer coisa para conseguir a onda
que estava procurando.

Death pegou o taco de sinuca, depois olhou para Snake.

— Então, você não vai fazer nada sobre a sua atração pela
Brianna. Você se importa se eu der uma provada nela? Meu pau
a está querendo por muito tempo. Gostaria de saber se ela é
ruiva onde mais importa.

Death reagiu. Deixando cair o taco na mesa, agarrou o


Snake pelas lapelas da jaqueta de couro e o jogou contra a
parede. — Você não a toca, olha, ou mesmo respira na sua
direção — disse o Death, disparando sua advertência com os
dentes cerrados.

Snake riu. — Você tem que fazer algo sobre isso, mano.
Você está com tesão pra caralho e não pode nem mesmo ouvi-la
ser tratada como as outras garotas. — Levantou as mãos em
sinal de rendição. — Death, só vai ser uma questão de tempo
antes que um dos outros rapazes a reivindique. Ela limpa,
cozinha, e faz outras merdas, mas ela não é uma Senhora. Você
precisa se lembrar disso. Se o Devil decidir que ela tem que
começar a ganhar a vida à moda antiga, então estará livre para
todos foderem sua deliciosa boceta ruiva.
Chega. Death bateu com o punho no rosto do Snake, se
deliciando com a sensação da carne batendo contra carne.
Snake se dobrou, com a dor. — Fique longe dela e diga a cada
um dos outros irmãos que ela foi reivindicada. Ela é minha.

Não iria reivindicá-la, mas também não ia ficar olhando


outro irmão pensando, porra, que alguém ia. — Vamos jogar
sinuca.

Snake riu.

****

Brianna se ajoelhou no chão, esfregando atrás do bar. Já


era tarde e vários dos membros da gangue foram para a cama,
mas ela não conseguia dormir enquanto havia bagunça. Odiava
bagunça, sempre odiou. Mergulhando o pano que estava usando
em água morna, ela o lavou, em seguida, voltou ao trabalho de
esfregar o chão.

— Odeio bagunça, absolutamente, odeio — disse,


murmurando baixinho.

— O que está fazendo por aqui?


Olhou para cima, para ver a June olhando para ela. — Ei. —
June era uma das principais garotas da Chaos Bleeds. Já fodeu a
maioria dos homens no clube, ficando de fora apenas os
membros comprometidos. Pelo que Brianna ouviu falar, June
ganhou o respeito de todas as Senhoras quando não foi atrás do
Devil, do Ripper, do Curse, ou do Pussy. Todos eles estavam
comprometidos e respeitavam suas mulheres. — Estou
limpando.

— Estou vendo. Você sabe que há homens aqui que


adorariam se aproximar de você. — June descansou a cabeça na
palma da mão. —Você não teria que limpar o chão, se não
quisesse.

— Não, teria que foder em vez disso.

— Foder é divertido, e é uma excelente maneira de queimar


calorias. Vamos lá, você não consegue um orgasmo lavando
pisos.

Brianna suspirou. Não entendia o que as pessoas viam no


sexo. Claro, era uma ótima maneira de perder peso, mas
precisaria fazer isso vinte e quatro horas por dia, sete dias por
semana, para apenas começar a diminuir o tamanho do seu
traseiro. — Estou feliz esfregando o chão.
Esteve próxima de homens durante os últimos dois anos.
Tinha vinte anos e estava feliz por estar esfregando o chão. Sua
vida sofreu uma mudança dramática quando fez dezoito anos e
foi enviada para o seu tio. Brianna estremeceu, recordando a
forma como ele inspecionou o seu corpo antes de colocá-la à
venda. Sim, trabalhou durante os últimos dois anos usando o
sexo como um meio de se manter viva. Depois que ela chateou o
Mestre, foi devolvida para o seu tio. Não faria isso de novo, usar
o sexo para se manter viva.

A gangue Chaos Bleeds não exigia que prestasse esses


serviços. Eles precisavam de alguém para limpar, lavar roupa,
cozinhar, e qualquer outro trabalho que precisasse ser feito. Ela
tinha, até mesmo, limpado os banheiros masculinos para eles, o
que lhe causou um trauma. Os homens eram nojentos.

— Deixe-a — disse o Snake, vindo por trás da June. — Você


tem um pau para satisfazer.

— Mas ela é tão bonita. Não precisa fazer isso.

Brianna colocou o pano no balde e se levantou. — Gosto de


fazer isso. Limpar, para mim, é divertido. — Enxugou o suor da
testa e, ao acaso, olhou para trás. O que ela viu trouxe calor
para suas bochechas. Death estava sentado em um dos bancos
e, entre as suas coxas, estava uma loira, dando-lhe um boquete.
Isso não devia incomodá-la. Morando no clube, aprendeu que os
homens gostavam de transar em qualquer lugar que podiam.
Eles não se importavam com quem estava assistindo ou o que
estava acontecendo. Se eles quisessem, eles fodiam. Ela não
parava o trabalho. Na maioria das vezes, continuava a limpeza
enquanto escutava seus sons eróticos.

Tornou-se uma brincadeira para ela ver quanto tempo podia


ficar em um lugar, antes que começasse a ver sexo.

Testemunhar o Death tendo seu pênis chupado... A feriu.


Ao contrário de todos os outros homens que já escutou, ele não
fodia a céu aberto, mas podia ser mais do que isso. Gostava da
maneira como ele olhava para ela e a forma como sua pele
parecia contra a dela própria, quando a tocava. Brianna não era
uma romântica, longe disso. Odiava os homens, em sua maior
parte, no entanto, o Death a fazia, ainda, querer acreditar nos
homens.

Ele tinha seus dedos no cabelo da loira, que estava subindo


e descendo em seu pau como se sua vida dependesse disso.
Brianna olhou fixamente em seus olhos, vendo o desafio dentro
do seu olhar. O que ele queria dela? Por que continuava olhando
para ela assim? Nada disso fazia sentido para ela. Ela quase não
falava com ele ou fazia qualquer coisa para chamar sua atenção.

Afastando-se da cena, agarrou o balde e caminhou em


direção à cozinha. Devil tinha terminado todas as reformas na
cozinha, incluindo dois fogões industriais. Ele gostava de toda a
gangue ficar na sede, e fez com que houvesse espaço mais do
que suficiente para todos.

Alguém limpou a garganta, e ela se virou para ver o Snake


encostado no batente da porta.

— Você quer que eu cozinhe alguma coisa? — Já tinha


limpado a cozinha, até que estava brilhando. As mulheres
mereciam cozinhar em um lugar especial.

— O Death, na verdade, gosta de ruivas.

— Desculpe-me?

Snake sorriu, entrando na cozinha. Estava com um olho


roxo, no entanto, não parecia incomodá-lo. — Se você quer o
Death, tem que mostrar a ele que está disponível. Ele quer você.
Ele continua negando a si mesmo por causa do que você passou.

Ela agarrou a alça do balde com mais força do que nunca.


Não havia necessidade de falar. As palavras não eram
necessárias, agora.

— Não sei do que você está falando.


— Sim, você sabe. Entre todos os homens daqui o Death é
o único que te interessa. Estive olhando para você, Brianna, te
observando. Podia ter agarrado a June e tê-la fodido, e você não
ia, realmente, prestar atenção. Death tem o pau chupado por
outra garota, e você se incomoda.

— Ele nunca fez algo assim antes. Não estou acostumada


a...

— Besteira, Brianna. Nós dois sabemos que a vida era


fodida no lugar onde você estava. Tiramos você daquele lugar, e
agora você está vivendo sua vida. Você gasta mais tempo
limpando do que qualquer outra coisa. O único interesse que
você já teve foi sobre o Death. Faça um favor e se permita viver
por um segundo.

Lágrimas encheram os seus olhos. Todo mundo pensou que


ela se tornaria uma daquelas meninas que tinham resgatado na
boate de strip. Ela não era, não realmente. Foi a escrava sexual
privativa de um homem cujo nome não sabia, atendendo quem
seu Mestre queria que ela atendesse. Nos últimos meses, fez
exames para verificar doenças sexualmente transmissíveis. Teve
sorte que não contraiu nada. Muitas das outras mulheres não
tiveram tanta sorte. Ouviu que várias contraíram AIDS. Era uma
má notícia, mas ela teve sorte.
Derramou a água na pia, guardando o balde quando
terminou.

— Estou indo para a cama — disse ela.

Brianna tentou passar pelo Snake, mas ele a agarrou pelo


braço, detendo-a.

— Há uma história com vocês. Nós dois sabemos que há.


Death a quer, e você quer o Death. Não há espaço neste clube
para querer algo sem obtê-lo.

— Você não sabe do que está falando. Deixe-me ir!

Ele afrouxou o aperto, mas, ainda assim, não a soltou.

— Logo, as mulheres falarão sobre você. Perguntarão sobre


o seu lugar. As Senhoras têm um lugar neste clube. Elas estão
comprometidas com um membro. As garotas, elas sabem o seu
lugar, que é servir qualquer um de nós que as queiram. Você,
você está fazendo algo de útil com a limpeza, mas ocupa um
quarto. Vai ser apenas uma questão de tempo antes de você se
tornar uma das garotas ou uma Senhora.

— Por favor, deixe-me ir.


— Pense nisso, Brianna. Você não quer acabar como a
June. Ela é uma grande mulher, mas você e eu sabemos que ela
nunca vai ser uma Senhora.
Respirou fundo, quando ele a soltou. Brianna caminhou em
direção à parte dos fundos do clube. Ouviu homens e mulheres
transando enquanto ia para o seu quarto. Era, apenas, um
aposento pequeno, cabendo uma cama com uma pequena
cômoda, mas era mais do que ela precisava. Nos últimos dois
anos, não tinha nada em seu nome. Havia sido mantida em uma
gaiola até que o seu Mestre quisesse usá-la. Quando seu mestre
tinha, finalmente, enjoado dela, a mandou de volta. O Mestre
queria que ela implorasse por misericórdia, gritasse, mostrasse
algo que, realmente, não poderia fazer. Ronald, seu tio, o braço
direito do Gonzalez, a levara para trás e batido nela por arruinar
uma boa amizade. Se sentou na beira da cama, lembrando a dor
dos golpes dele no seu corpo. O homem que ela serviu era um
bilionário, um traficante que gostava de possuir coisas. Ela tinha
sido, apenas, outra posse para ele. Com dezoito anos, era
virgem e estava pronta para ser colhida. Ele a tomou sob sua
asa, sob sua tutela. Até hoje, não sabia o nome dele. Ela o
conhecia apenas como Mestre. Passando a língua nos lábios,
olhou para suas mãos. Estavam unidas fortemente.

As lágrimas que guardou por tanto tempo, correram por


suas bochechas. Ela não fez nenhum ruído. Elas, simplesmente,
caíram silenciosamente pelo seu rosto. Por muito tempo, esteve
tranquila, tentando tornar-se invisível. A última coisa que queria
era ser notada.
Capítulo Dois

— Precisamos de uma árvore — disse a Lexie, colocando


um prato no centro da mesa. A gangue inteira, membros,
Senhoras, garotas e crianças estavam sentados em torno da
mesa grande, que estava carregada com muita comida.

— O quê? — Perguntou o Devil, pegando a comida do prato


sobre a mesa.

— Uma árvore de Natal. Precisamos de uma grande,


decorações também. Estava pensando que todos nós
poderíamos passar o Natal aqui. Faz muito tempo desde que
estivemos todos juntos. Está muito frio para um churrasco, e
temos muitos fornos. Nós podemos passar o Natal aqui, todos
nós. — Lexie olhou ao redor da mesa.

— Oh, eu gostaria disso. Nós podemos trocar presentes e


tudo o mais — disse a Judi, sorrindo para o Ripper.

— O que você acha, Sasha? — Pussy perguntou, puxando


sua mulher para a conversa.
Seu olhar estava focado na frente dela. Death sabia que
seu cão estava em algum lugar. O labrador foi um investimento
do Pussy para sua menina cega. Death nunca pensou que veria o
dia em que o Pussy se dedicaria a uma mulher, especialmente
uma mulher cega.

— Eu gosto. Todos nós já perdemos tanto. Estarmos todos


juntos seria maravilhoso.

Pussy tomou sua mão, dando um beijo nos nós dos dedos.

— Podemos lembrar da Ashley também.

Era por isso que todo mundo amava a Sasha. Ela não tinha
uma pitada de ciúme sobre a história do relacionamento do
Pussy com a falecida Ashley.

Ashley era uma garota do clube que tinha sido adorada pela
gangue. Era a melhor amiga da Mia, a melhor amiga do Pussy e
um verdadeiro trunfo para o clube. Para ajudar o clube ela foi
viver com o Gonzalez, para tentar alimentar o clube com
informações. Em troca, foi morta pelo bastardo. Sua cabeça
tinha sido entregue a eles em uma caixa.

— Amo você, baby — Pussy disse, beijando a cabeça da


Sasha.
O amor entre eles fazia o Death olhar para Brianna. Ela
estava observando o casal, também. Seu cabelo estava preso
em um rabo de cavalo, caindo em cascata ao redor do rosto. Ela
parecia nervosa, talvez até com um pouco de inveja do que
estava olhando. Imaginou o que ela estava pensando quando
olhou para o casal. Ela queria esse tipo de relacionamento?

— Estou feliz por nos lembrarmos da Ashley — disse a Mia.


Curse agarrou a parte de trás do pescoço dela, fazendo-a olhar
para ele.

— Nós sempre vamos nos lembrar dela.

Mia sorriu. Por vários segundos todos ficaram quietos. O


forno apitou preenchendo o silêncio. Brianna limpou os lábios
cheios com um guardanapo antes de caminhar até o forno.

— O que você tem pronto? — Perguntou Lexie.

Brianna olhou para trás, na direção da Lexie. — Fiz várias


tortas de maçã. Espero que esteja tudo bem.

Death amava torta de maçã. Comeu muitas ao longo dos


anos, mas nenhuma delas lembrava a da sua mãe, que fazia as
melhores tortas do mundo.
Ela estava torcendo o pano de prato que segurava, olhando
para a Lexie.

— Claro que está tudo bem. Espero que você tenha feito o
suficiente. Estes homens são selvagens quando se trata de
tortas.

— Fiz.

Ele viu quando ela se agachou e começou a pegar as tortas.


Death viu que as tortas não eram redondas, estavam uma
bandeja retangular.

— Era isso o que você estava fazendo logo cedo, hoje de


manhã? — Perguntou a Judi. — Me levantei e encontrei uma
tonelada de farinha e manteiga.

— Sim. Precisava fazer a massa cedo para que ela tivesse


tempo de sobra para descansar. — O cheiro das tortas era o
paraíso.

Ela voltou para a mesa, pegando a faca e o garfo. Ficou


ainda mais intrigado sobre ela. Quem lhe ensinou a cozinhar?

Você não provou ainda. Elas podem ser horríveis.


Death terminou de comer sua comida sem se preocupar
com uma segunda porção. Estava mais interessado nas tortas
que descansavam em cima do fogão.

Recostando-se, encontrou-se observando a Brianna. Não


era difícil. Estava sentada no lado oposto da mesa, cerca de
cinco pessoas depois dele. Nem uma vez olhou para cima.
Manteve a cabeça abaixada sobre o prato, comendo o alimento.
Também notou, como fazia com tudo sobre a ruiva sexy, que só
serviu uma pequena porção para si mesma. Não se serviu de
uma segunda ou terceira. Não, havia algo diferente nela. Brianna
continuava tentando não ser notada. Não havia nenhuma
possibilidade de se esconder dele. Ele a queria. A loira que fodeu
na noite passada não tinha sequer chegado perto do tipo de
desejo que sentia pela Brianna.

Estaria brincando, se pensava que poderia se livrar dela.

A mesa estava sendo limpa e Brianna chegou ao lado dele,


estendendo a mão para pegar os pratos. Não fez nenhum
movimento para ajudá-la. Ao contrário, inalou o cheiro que vinha
dela. Ela cheirava a rosas. Ele adorava aquele cheiro, mesmo
que nunca tivesse tido tempo para apreciar o perfume das rosas.

Ela não se demorou como muitas das garotas do clube


faziam. Quando a Lexie se inclinou para o Devil, ele afundou os
dedos em seus cabelos, beijando seus lábios antes de soltá-la.
Sasha ficou ao lado do Pussy pois causava mais confusão do que
ajudava. Ela odiava não ser capaz de ajudar. Death tinha ouvido
ela reclamar com o Pussy sobre ajudar, mas ninguém queria que
a Sasha se machucasse. A cegueira tinha sido causada pelo
padrasto depois dele feri-la, jogando-a por uma escada. O
trauma na cabeça havia causado sua cegueira.

O padrasto estava morto, junto com todos os seus inimigos.

A mesa estava limpa e, logo, as bandejas de tortas de


maçã foram trazidas para a mesa, junto com uma tigela grande
de creme. Brianna se sentou, mas Lexie não permitiu.

— Você fez isso, querida, então pode servir.

— Não me importo se você quiser servir — disse Brianna.

Lá estava ela tentando desaparecer.

— Não, você serve — disse o Death, olhando para ela.

Ela se levantou e começou a cortar as tortas. Sua mão


estava tremendo, mas ninguém disse nada. Gostou quando ela
serviu o Simon e as outras crianças antes de caminhar ao redor
da mesa.
— Caralho! — Disse o Simon, interrompendo o silêncio
repentino.

— Simon! — Lexie gritou seu nome. — Olha a linguagem.

— Papai diz isso o tempo todo — disse o Simon.

Devil estava rindo, e Lexie ficou vermelho brilhante. Alguém


tinha falado palavrão um pouco perto demais das crianças.

— Não é para você repetir. Não quero ouvir essa linguagem


de você novamente — Devil levou um tapa na parte de trás da
cabeça. Foi um leve toque, sem nenhuma violência. — Ajude-
me.

— Filho, você vai entender quando for mais velho. Não diga
isso de novo.

— Torta boa, Brianna — disse o Simon, emburrado.

— Obrigada. — Sua voz era tão baixa. Ela serviu a todos,


dando-lhe uma porção bem grande. Tentou captar o olhar dela,
mas ela não o olhou. Death pegou a torta com o creme. Pegando
a colher, deu uma mordida, e porra, se apaixonou. Tinha comido
muitas tortas ao longo dos anos, mas nenhuma delas chegou
perto da que a sua mãe fazia. Não, esta era melhor. Estava no
paraíso. Olhando ao redor da mesa, viu que o resto dos homens
concordava. As mulheres amaram.

— Está deliciosa — disse o Snake.

Brianna ofereceu um sorriso. Só isso. Ela, apenas, sorriu.


Não se agitou ou se vangloriou sobre seus métodos. Terminou
sua torta, pegando mais um pedaço. No momento em que já
estava na quarta fatia, a mesa estava vazia, apenas a Brianna
no aposento. Ela estava em pé, na pia, limpando os pratos e
guardando as tortas que sobraram.

Ele ficou de pé, levando o prato na sua direção.

— Por que você está aqui? — Perguntou.

Ela virou os olhos verdes em direção a ele. — Estou


limpando a bagunça.

— Você também ajudou a cozinhar. Deixe os pratos. Nós


vamos fazer isso.

— Não, vocês não vão. Vocês, homens, dizem que vão


limpar os pratos e, então, os deixam para nós, amanhã de
manhã. Prefiro limpar os pratos, agora, em vez de deixá-los
sujos. — Ela se virou para a pia, limpando os pratos. Enquanto
estava terminando de comer sua torta, observou-a lavar, secar,
em seguida, voltar a fazer o mesmo ciclo. A maioria dos pratos
estava limpa.

— Esta é sua maneira de permanecer escondida, não é? —


Perguntou. Colocando o prato na pia, apoiou as mãos em cada
lado dela, prendendo-a entre o seu corpo e a pia. Ela era tão
pequena em comparação a ele. O cabelo puxado para trás
deixava seu pescoço exposto. Ele viu que seu pulso estava
acelerado. O desejo de chupar seu pescoço era forte. Sabia que
ela estava saudável, pois tinha um interesse pessoal sobre a sua
saúde. Era uma das poucas mulheres que tinham vindo
completamente limpas. Brianna era um mistério. Ela não falava
sobre o seu tempo com o Gonzalez. Seu silêncio não o
incomodava antes, mas agora queria saber tudo sobre ela.

— Eu não me importo.

— Você limpa, de joelhos no chão. Eu vi que os banheiros


estavam limpíssimos. Você é a primeira mulher que conheço que
não está tentando chamar a atenção dos rapazes. Você prefere
ficar nos bastidores, sem chamar atenção. — Ele se inclinou
inalando o cheiro doce que vinha dela. Death podia ficar viciado
naquele cheiro. Seu pênis pulsava, pressionando a frente da sua
calça. Queria estar dentro deste pedaço quente, mas ela era
muito jovem e já tinha atravessado o inferno.
Sua cabeça estava inclinada para baixo. Ela não estava
lavando os pratos, mesmo que suas mãos estivessem na água.

— Por quê? — Ele perguntou.

— Não quero isso. É verdade o que o Snake disse ontem à


noite?

Death congelou. — O que o Snake disse ontem à noite? —


Isso era novidade para ele, o Snake falando com ela. Imaginou
que sua mensagem já havia se espalhado, sobre esta mulher.

— Vou ter que me tornar uma garota do clube ou uma


Senhora?

Ele franziu a testa, ouvindo-a repetir tudo o que o Snake


havia dito.

— Ignore-o. Ele não sabe merda nenhuma sobre o que está


falando. — Não conseguiu mais resistir e pressionou o nariz
contra o pescoço dela, inalando sua essência. — Você cheira tão
bem. — Envolvendo os braços ao redor da sua cintura, a puxou
contra ele, abraçando-a. Seu corpo era tão suave, e a
necessidade de se perder dentro dela foi ficando mais difícil de
resistir.

Tão de repente quanto a segurou, ele a soltou.


— Onde você aprendeu a cozinhar assim? — Perguntou.

— Minha mãe. Ela adorava cozinhar o tempo todo. Aprendi


tudo o que sei com ela. — Não se virou para olhar para ele.
Brianna ficou parada.

— Estava muito bom. — Death se afastou completamente,


deixando-a sozinha. Saiu da cozinha, indo à procura do Snake.
Encontrou a June montada sobre ele e lhe ordenou para ir ajudar
a Brianna. Estava proporcionando ao Dick bons momentos, mas
ele podia esperar.

June não discutiu, levantando-se do colo do Dick para ir até


a cozinha.

— Bastardo empata foda. Todo mundo sabe que a Brianna


está fora dos limites porque o Death a quer, e ela gosta de
limpar, porra — disse o Dick.

— Não interessa. Ela não precisa fazer todo o trabalho de


merda daqui. Onde está o Snake?

— Lá fora, com o Devil e os outros que fumam. Babaca do


caralho. — Dick ficou de pé, praguejando.
Death não se importou. Dick podia ser exatamente isso, um
babaca. Não que ele estivesse sendo muito melhor. Death sabia
que estava sendo um idiota, também, mas queria que os
homens ficassem longe da Brianna. Caminhou para fora do
clube, para encontrar o Snake, o Devil, o Curse e o Pussy
partilhando um cigarro, rindo e brincando. Movendo-se em
direção a eles, derrubou o Snake no chão. Death tinha esse
apelido porque foi o responsável por uma porrada de mortes
durante a sua vida, antes mesmo de se juntar à Chaos Bleeds.
Ele gostava de matar lentamente, meticulosamente, e era muito
bom no que fazia.

— Você é um idiota.

— Você conversou com a Brianna? — Perguntou o Snake,


rindo.

Death bateu com o punho contra o rosto do Snake.

Indo para outro round, Death não chegou a golpeá-lo,


quando os outros três homens o tiraram de cima do Snake.

— Seu desgraçado. Você quebrou o meu nariz — disse o


Snake, ficando de pé.

— O que diabos está acontecendo? — Perguntou Devil.


— Eu lhe disse para ficar longe dela, Snake. Porra, eu
avisei. Agora você a deixou preocupada com o que vai acontecer
em breve.

— É sobre a Brianna? — Devil o soltou, gritando a


pergunta.

— Sim.

— Você a reivindicou?

Pussy e o Curse ficaram em silêncio, enquanto Death


respondia. —Não.

— Então o que o Snake disse estava certo.

— Sabe o que ele disse para a Brianna? — Perguntou o


Death, desviando o olhar do Snake em direção ao Devil.

— Quem você acha que disse a ele para informá-la que o


seu tempo é limitado, no clube? A maioria das mulheres quer se
tornar garotas da gangue ou se afastar para construir uma vida
para si próprias. Brianna tem ficado por perto. Não me interprete
mal, ela é incrível com a limpeza, mas não preciso de uma
faxineira. Tenho outras que querem entrar. O quarto dela vai
estar ocupado em breve — disse o Devil, trazendo-o de volta à
terra.
— Você sabia que isso ia acontecer — disse o Curse.

— O que a Lexie disse sobre isso?

— Ela é minha mulher, Death. Eu digo o que se passa, e ela


entende. Eu sou o presidente. Se você quiser tentar me tirar do
poder, tente. Não vou deixar o cargo.

— Eu não quero o seu cargo.

Death não podia acreditar no que estava acontecendo, mas


já devia saber. Judi tinha o seu lugar, porque o Devil a tinha
adotado como uma filha. Lexie se tornara sua Senhora, também.
Curse não trouxe a Mia para o clube, mas ela tinha seu próprio
quarto, e agora era a Senhora do Curse. O mesmo tinha
acontecido com a Sasha. Pussy a havia reivindicado antes que
qualquer outro homem tivesse uma chance. Ashley tinha vindo
para o clube e se tornado uma das garotas. Ela compartilhava a
cama de um homem, dando-lhe prazer.

O pensamento de alguém tocar a Brianna enchia o Death


de raiva. Machucaria e mataria qualquer um que pensasse que
podia tocar o que era dele. A gangue nunca teve que lidar com
alguém como a Brianna. Ela não fazia parte da gangue. A única
coisa que ela fazia era limpar. Eles não precisavam de alguém
para a limpeza.
— Ninguém a toca — disse Death. — Ninguém.

— Eu quero o quarto dela livre até o final da semana. Você


tem até sexta-feira, Death. Eu ia falar com ela mais tarde. Você
me salvou disso. — Devil olhou na direção do clube. Lexie estava
na porta, acenando para ele. Seu estômago arredondado se
destacou quando ela segurou a Elizabeth no colo. — Essa mulher
vai ser a minha morte. Já disse a ela para não pegar as crianças
no colo.

— Ripper perdeu a cabeça, cara — disse o Pussy. — Eu


nunca o vi tão assustado antes. Realmente, acho que ele
preferia estar diante de uma arma carregada do que da
evidência que vai ser pai.

— Espere até que ele tenha uma menina. Seu mundo


desaba ao seu redor. Eu tenho a Judi com quem me preocupar e
a Eliza. Não sei o que vou fazer quando os meninos começarem
a se aproximar.

— Você vai matá-los — disse Pussy. — Nada mantém o pau


de um cara dentro das suas calças quanto olhar para uma arma
carregada.

— O que você vai fazer sobre a Sasha quando ela tiver um


filho? — Perguntou o Curse, rindo.
— Eu não a deixarei grávida. Ainda não. Não consigo
compartilhar ela ainda.

Death balançou a cabeça. Foda-se, precisava lidar com


Brianna.

— Levem-no para o hospital. Ninguém vai fazer um


movimento sobre a Brianna. Vocês arranjaram essa confusão,
vocês corrigem isso. — Devil apontou para eles. — Eu tenho a
minha mulher para satisfazer.

Death viu a caminhada do presidente do clube. — Que


porra é essa, Lex? Coloque-a no chão.

Lexie não colocou a Elizabeth no chão. Quando Devil estava


perto o suficiente, Death observou-o pegar a filha do colo dela.
— Ela não está se sentindo bem.

— Vamos. — Entraram no clube, juntos. Devil tinha a mão


na parte de trás do pescoço da Lexie, liderando o caminho para
dentro. No outro lado, a Elizabeth estava deitada no colo do pai.

Resmungando, Death caminhou em direção ao carro. Ele


sempre tinha uma chave reserva. Deslizando para dentro do
carro, esperou que o Snake entrasse.
— Você não precisava se preocupar com o meu nariz.

— Cale a boca.

Era sua própria culpa.

****

Brianna varria embaixo do balcão, dentro da cozinha. June


ficou para ajudar com a louça, resmungando e gemendo.
Brianna tentou explicar que não precisava de ajuda com a
limpeza. June não quis ouvi-la. Ela ficou e reclamou o tempo
todo.

Virando-se, viu a Lexie de pé na cozinha, segurando uma


trouxa de roupa. — A Elizabeth está passando mal.

— Eu posso lavá-las. — Ela avançou, ao ponto de pegar a


roupa quando Lexie a deteve.

— Você tem que tomar uma decisão, Brianna.

Ela fez uma pausa, olhando para a Senhora do presidente


da Chaos Bleeds. — Snake falou comigo. Sei que tenho que sair
daqui ou me tornar uma garota da gangue. — Brianna colocou
uma mecha de cabelo atrás da orelha. As ruas eram muito mais
atraentes do que dormir com outro homem por um lugar para
ficar. Isso era o que ela fazia com o Mestre. Tornou-se seu
brinquedo e, em troca, tinha um teto sobre a cabeça e comida.
Tudo o que tinha que fazer era obedecer tudo o que ele
mandasse.

Cortando o pensamento, Brianna olhou para a outra


mulher. Ela era tão linda, mesmo vestindo um moletom, com o
cabelo bagunçado, parecendo cansada dos eventos do dia.

— Eu vou, humm, vou sair daqui.

Não havia nada para levar com ela. A única coisa que
precisava fazer era sair pela porta. Ela podia fazê-lo.

— Alguma vez já pensou em se tornar uma Senhora? —


Perguntou Lexie. — Você não vai se tornar uma garota da
gangue. Posso ver isso nos seus olhos. Você vai se aprontar e
caminhar para fora.

Brianna passou a língua os lábios secos. — Não acho que


me tornar uma garota da gangue ou uma Senhora, seja para
mim. Eu vou embora. — Pegando a roupa, foi até a pia,
enxaguando a bagunça antes de ir para a lavanderia.

— O Death quer você — disse a Lexie.


Ninguém disse nada além do Snake, que insinuou. A única
proximidade que teve com ele foi naquela tarde em que ele a
cheirou, prendendo-a contra a pia. Não sabia o que fazer com
ele ou com a resposta à sua proximidade. Em toda a sua vida
nunca esteve atraída por um homem, nem mesmo pelo seu
Mestre, que costumava ter que usar lubrificante para transar
com ela.

Fazendo uma pausa, se virou para olhar para a Lexie.

— Não vá a lugar nenhum até que você saiba o que quer.


Não sei o que aconteceu com você, Brianna. Não vou nem fingir
que entendo. Judi, ela sabe como é. Seu passado não é o
melhor. Não quero que você vá para as ruas.

Brianna ficou quieta. Tinha aprendido que era melhor ficar


em silêncio.

— Você vai para as ruas e o Death vai encontrá-la. — Lexie


olhou para ela. — Esta é a sua vez de falar.

— Você não sabe o que Death quer. Ele não me quer. Ele
tem estado com as outras mulheres.

— Você é jovem, e ele não é. Confie em mim. Espere.


— Ok. — Brianna olhou para a roupa, à espera de ser
lavada. — Vou lavar isto.

— Quero que você saiba que eu não quero fazer isso. Devil
dirige o seu clube, e eu o amo.

— Entendo.

— Bom. Adoro ter você por perto. — Lexie sorriu, antes de


se afastar.

Brianna levou as roupas para a lavanderia e começou a


trabalhar nelas. Enquanto estava trabalhando, Dick e outra
garota do clube, que ela conhecia como Amy, entraram. Não
saiu do aposento enquanto dobrava as roupas da secadora.

— Chupe-me, baby — disse o Dick.

Se manteve de costas para eles, continuando a trabalhar.

— O que há com ela? — Perguntou a Amy.

— Ela não se importa com o que acontece. Chupe-me.

Brianna também aprendeu que o Dick era exatamente


como o seu apelido.
Os gemidos masculinos misturados com os sons de sucção
encheram a sala. Ela os ignorou, dobrando a roupa. Quando
terminou, colocou as roupas no cesto, e caminhou para fora do
aposento, sem sequer olhar na direção deles.

Fez seu caminho até o andar superior, batendo nas portas.


Na maioria das vezes, foi direcionada a entrar. Vários dos
homens estavam fodendo as mulheres. Nenhum deles parou
quando ela deixou suas roupas.

— Obrigado, Brianna.

Sem tomar conhecimento deles, saiu do quarto. Ela era


algum tipo de aberração, porque sexo não a incomodava? Ela
não ficava envergonhada com os homens de pau duro ou com as
mulheres nuas. Limpeza era divertido para ela, algo que fazia
para passar o tempo. Com a cesta vazia, caminhou de volta para
a lavanderia, para encontrar o Dick, ainda de pé, lá. Ele não
estava tendo o seu pau chupado e o único sinal que alguma
coisa aconteceu era o preservativo usado que pairava no fundo
da lixeira, em um canto.

Ignorando-o, esvaziou a máquina de lavar.

— Vou reivindicar você, se o Death não o fizer.


Ela se levantou, batendo a cabeça na porta da máquina de
lavar roupa quando o fez. Dick estava com os braços cruzados
sobre o peito, olhando para ela. Quando bateu com a cabeça, ele
se aproximou.

— Caralho, você é sempre tão desajeitada?

— Sinto muito. Não era minha intenção.

Ele segurou seu queixo, sem machucá-la e tirou o cabelo


para fora do caminho. — Você não se cortou e não precisa de
pontos.

— Obrigada.

Ela olhou para ele, esperando por ele, para sair.

— Minha oferta está de pé.

— Por quê? — Perguntou. Entre todos os homens, duvidava


que o Dick se importasse com alguém, além de si mesmo. Ele
agia como um bastardo egoísta. Isso era para provocar o Death?
Ela não confiava na oferta, nem um pouco.

— Você precisa que um homem faça o pedido ou terá todos


os homens a usando, ou você pode sair. Estou me oferecendo
porque gosto da sua comida e gosto de olhar para você. Minha
oferta está de pé, se o Death não a reivindicar ou você quiser
ficar com alguém diferente.

— Você vai querer sexo?

Dick bufou. — Baby, quem fizer uma reivindicação sobre


você vai querer sexo. Você não vai sair transando com qualquer
um.

Ele inclinou o rosto para um lado e para o outro. Por


alguma estranha razão, não estava com medo dele. A gangue
Chaos Bleeds era mortal, mas nenhum deles machucava
mulheres. Eles arriscaram suas vidas para salvar as mulheres da
lista do Gonzalez.

Antes que pudesse detê-lo, ele pressionou os lábios contra


os dela. Ela congelou, não gostando do jeito que ele a tomou,
sem perguntar primeiro.

Em vez de lutar contra ele, Brianna tinha aprendido a


aceitar o que era entregue a ela, então pôs as mãos de lado,
olhando para ele.

Ele se afastou, olhando para ela estranhamente. Ela


sustentou o seu olhar, sem recuar.
— Se você não quer ser beijada tudo o que tem a fazer é
dizer. — Ele saiu da sala, deixando-a confusa.

— Não posso dizer não, porque nunca tive a opção ou


escolha, antes — disse ela, depois que ele saiu.

****

— Já fiz — disse a Lexie, fechando a porta e se recostando


sobre ela pesadamente.

— Bom. — Devil tirou as botas, olhando na sua direção. —


Venha aqui.

Ela foi até os braços abertos, empoleirando-se no seu


joelho quando ele entrelaçou seus dedos juntos. Agarrou a sua
nuca, puxando-a para perto e reivindicando seus lábios, após
escovar os dentes. Ela gemeu, apreciando. Lexie não ligava que
ele fumasse, mas odiava beijá-lo com hálito de fumante.

— Por que estamos fazendo isso? — Ela perguntou, se


afastando.

— Colocando a Brianna e o Death juntos?

— Sim. Sei que você pode ser romântico, mas não


casamenteiro. — Colocou os braços ao redor do seu pescoço
enquanto ele acariciava sua barriga. Judi também estava
adiantada, com sua própria barriga arredondada. Lexie tinha
visto o Ripper acariciando sua barriga muitas vezes.

Este era o seu terceiro filho, juntos. Simon era da irmã da


Lexie e filho do Devil. Eles não diriam a verdade para o Simon.
Seu filho não precisava saber sobre a porcaria que aconteceu em
torno do seu nascimento. Além disso, Kayla tinha sido morta
pelo Gonzalez. Não havia necessidade de causar mais dor de
cabeça.

— Os dois estão sendo teimosos, e tenho que seguir as


minhas regras, baby. Ela está ocupando espaço e eu tenho
planos para o clube.

— Brianna não é teimosa.


— Não, ela está afastada. Ninguém sabe nada sobre ela, e
ela não fala sobre isso. Acho que não é saudável. Death a quer,
e a única vez que vejo vida dentro dos seus olhos é quando o
Death está perto dela. Eles só precisam de um empurrãozinho,
caso contrário ela vai passar o resto da vida limpando,
observando como o Death toma o pouco prazer que pode com as
garotas do clube. As mulheres vão começar a questionar sua
presença. Se o Death não a reivindicar, alguém vai. — Devil
moveu a mão por baixo da sua camiseta.

— E se você estiver errado?


— Se eu estivesse errado, você não teria ido lá e entregue
a mensagem. Eu a conheço, Lex. Se você realmente acreditasse
que eu estava errado, você teria sido como uma mãe protegendo
seus filhotes. — Devil a puxou para mais perto, reivindicando
seus lábios mais uma vez. —Isto é o que eles precisam. Se
estivermos errados, outro irmão virá e a fará sua. Nós não
estamos errados.

Ela não teve tempo para protestar quando ele a deitou na


cama e mostrou-lhe que não só podia ser romântico, mas
também podia ser francamente bem sujo.
Capítulo Três
— Eu não posso acreditar que você quebrou o meu nariz —
disse o Snake. Death se sentou na cadeira da ala que tinha sido
determinada enquanto o Snake se sentava na cama. Havia um
pano contra o seu nariz.

— Você não consegue deixar eu resolver minhas merdas


sozinho.

— Se não fosse por mim, não haveria qualquer merda para


você lidar. Devil vai chutar a bunda dela para fora do clube, se
você não fizer alguma coisa. Eu estava agindo como amigo,
caralho. Você é um filho da puta. — Snake prestou atenção nas
instruções da enfermeira.

— Mantenha seu nariz fora da minha vida. Você vai lembrar


que eu não estava brincando.

Snake balançou a cabeça. — Você é um babaca.

Death permaneceu em silêncio quando outra enfermeira


apareceu. Era uma jovem mulher com cabelo comprido. — Você
quebrou o nariz dele?
— Sim, aquele filho da puta mereceu.

— Você precisa que eu chame a polícia? Talvez colocá-lo em


um albergue para maridos abusivos? — A mulher sorriu para o
Death. — Você fez ao mundo feminino, um favor.

— Não sei de que porra você está falando — disse o Snake.

— Eu conheço você. Você quebrou o coração da minha


amiga.

Death recostou, olhando do Snake para a mulher de


cabelos negros. Em seu crachá, viu o nome Jessica.

— Estive com um monte de mulheres com amigas que


ficaram chateadas.

— O nome dela era Lydia. Você transou com ela, cerca de


seis meses atrás, nos fundos do restaurante. Tive que ouvir as
lamentações dela sobre você. — Jessica cruzou os braços sobre
o peito, olhando para ele.

Olhando de relance para o Snake, Death sabia que ele não


conseguia se lembrar da mulher.

— Inacreditável — Jessica disse, vendo, claramente, o


mesmo que ele. — Você não se lembra dela. Deus.
Ela se moveu para o outro lado da enfermaria, pegando um
par de luvas de látex. — Não sei o que é pior, o fato dela se
lembrar de você como algo mais, ou que você nem sequer se
lembra dela.

— Eu me lembro de você — disse o Snake.

Foi a coisa errada a dizer. Ela estendeu a mão, segurando a


parte superior do seu nariz. — Sim, está quebrado — disse
Jessica, falando mais alto do que o grito do Snake.

— Porra, mulher. Suponho que este seja um ambiente para


ser cuidadoso.

Jessica olhou para ele. — Estou sendo muito cuidadosa,


agora. Ela é minha amiga. Você tem sorte que ainda tem o seu
pau no lugar.
Agarrou seu prontuário. — Um médico virá cuidar do seu
nariz.

Death gostou dessa mulher. Gostou muito dela por não cair
na merda do Snake. Normalmente, o Snake dizia uma cantada
de merda e as mulheres faziam fila por ele. Este não era o caso.

A cortina se abriu enquanto a Jessica devolvia o arquivo


para a recepcionista.
Ela se abaixou e ambos viram, quando ela se inclinou para
pegar a caneta, a tatuagem na base das costas.

— Foda-me — disse Snake.

— Você quer mesmo isso?

— Ela tem 'foda-me’ tatuado sobre ela.

Death riu. — Você não tem nenhuma chance de ficar com


ela. Ela é leal à sua amiga, ninguém mais.

Esta ida ao hospital foi muito melhor do que ele imaginava.

Durante toda a noite, o Death teve vislumbres da Jessica


enquanto falava com outros pacientes. Snake quase caiu da
cama para olhar para ela. O médico acabou por ser um homem,
que fixou o nariz do Snake com facilidade. No momento em que
o médico terminou, já era tarde, se aproximando da meia-noite.
Death estava cansado e precisava de um pouco de descanso. No
caminho, encontraram a Jessica, de saída. Tinha uma mochila no
ombro e estava caminhando em direção a um carro.

— Ei, diga à sua amiga que eu sinto muito — disse o Snake,


movendo-se em direção a ela.
Jessica olhou para cima, olhando para o nariz do Snake.

— Não.

— O quê?

— Você não está arrependido. Se estivesse arrependido,


teria ido vê-la por conta própria. Você não se importa com ela.
— Jessica abriu a porta do carro. Death havia estacionado seu
carro três vagas abaixo. Era tarde e haviam poucos carros no
estacionamento.

— Sinto muito.

Ela jogou a mochila no carro, voltando-se para olhar para


ele.

— Você não sente. Não estou interessada nas suas


desculpas. Fique longe da Lydia. Ela está muito melhor agora.
Simplesmente não posso acreditar que ela ficou tão chateada
porque você não ligou. — Encolheu os ombros. — Acho que não
há nada de bom em sua decisão de transar com você. — Jessica
subiu ao volante.

— Vamos, Snake. Estou congelando as bolas aqui fora e


você não vai chegar perto dela. — Death abriu o carro, entrando.
— Aquela cadela só me insultou.

— Tenho certeza que não será a última vez que uma


mulher o insulta. Você feriu sua amiga e, agora, ela sabe quem
você é. — Death girou a ignição pronto para chegar em casa.

O clube era sua casa.

Olhando para o Snake, Death soube que a Jessica deixou


uma marca duradoura sobre ele. Ninguém entrou na vida do
Snake, o insultou, feriu e o deixou, tudo em uma só noite.

— Você precisa ir e ver a mamãe e o papai? — Perguntou


Death.

— Foda-se.

— Não, não me foda. Você quer foder a Jessica. Espere,


você não pode porque ela odeia você, — Death disse, rindo.

— Pode rir o quanto quiser. Reivindique a Brianna ou eu


vou transar com ela até o final da semana.

Death estacionou o carro ao lado da estrada pronto para lhe


dar uma porrada.
— Não vou fazer isso, caralho. Basta parar com a merda
sobre a Jessica. Não preciso ouvir isso, ok?

Olhando fixamente para o Snake, ficou tentado a lhe dar


outra advertência. O único problema é que seria ele que teria
que voltar para o hospital para acompanhá-lo. Não queria voltar
para o hospital esta noite.

Afastando-se do meio-fio, fez o seu caminho em direção à


sede do clube. Como sempre, a luz na sala principal estava
acesa, mas viu que a maior parte da casa estava às escuras.

Entrando na sede do clube viu que o Dick estava sentado


no bar. Butler também estava com a Amy, na mesa.

June correu para o Snake. — Senti sua falta.

Death ficou chocado ao ver o Snake afastando-a.

— Não estou de bom humor. — Caminhou na direção da


escadaria que levava aos quartos.

— O que quer dizer com você não está de bom humor? —


Perguntou June.

— Exatamente o que eu disse. — Snake não demorou por


aqui e o Death não estava no humor para conversas. Caminhou
até seu quarto, pronto para dormir. Odiava hospitais, o seu
cheiro, as pessoas, tudo aquilo. Hospitais eram o último lugar no
qual queria estar.

Death parou diante da porta da Brianna. Era um dos


menores quartos da casa. Ela não merecia estar em um quarto
tão pequeno.

Pressionando uma mão na porta, se perguntou o que ela


pensaria se ele entrasse. Não a assuste.

— Você não é o único que a quer — disse June, atrás dele.

Ele se virou para ela. — O quê?

— Dick. Ele deu em cima dela, na lavanderia. Ela não


correspondeu, tanto quanto eu pude ver. Apenas pensei que
você gostaria de saber. Não sei o que Dick estava fazendo ou se
estava apenas bagunçando tudo.

— Você está tentando virar irmão contra irmão? Ninguém


gosta de merdas desse tipo.

— Não estou tentando fazer nada — disse a June. — Ela é


uma boa menina. Dick a quer, mas não acho que seja a longo
prazo. Acho que está, apenas, brincando com você e com ela.
Death estava irritado mais uma vez. Todos os pensamentos
sobre dormir deixaram sua mente enquanto caminhava de volta
para o andar de baixo.

Indo até o bar, pegou o Dick pela jaqueta.

— O que, diabos, você estava fazendo? — Perguntou o


Death.

Dick riu. — Quem te disse? Brianna?

Rangendo os dentes, Death rosnou para ele. A última coisa


que sentia, agora, é que era humano. Estava muito irritado e
com raiva do Dick. Death tinha pedido a todos os homens para
deixar a Brianna sozinha, mas este cabeça de merda pensou que
podia colocar as mãos sujas sobre a sua mulher.

Ela não é sua, ainda.

Você precisa reivindicá-la, em primeiro lugar.

— Eu queria que ela tivesse uma escolha. Eu tenho uma


queda por ruivas. Quem dá a mínima para o que você acha?
Estou dando uma opção para ela.

— Qualquer um pode reivindicá-la, Death. Nós lhe demos


uma chance, como disse o Devil. Ela está ocupando espaço
quando não devia — disse o Butler, ficando de pé. — Você está
agindo como um idiota.

Dick tinha sido um dos homens que pegava pesado com


bebida e drogas até que o Devil exigiu que ficasse limpo.

— Foda-se isso. Eu lhe dei uma escolha. Você está apenas


com medo de que eu possa, realmente, ter uma chance com ela.
Você já deveria tê-la tomado.

— Death, deixe-o ir. O Devil vai lidar com isso na parte da


manhã. — Butler colocou a mão no seu braço. Death soltou o
Dick mesmo que fosse a última coisa que queria fazer.
Marchando para o andar de cima, olhou para a porta da Brianna.

Girando a maçaneta, entrou. Ele a encontrou dormindo,


enrolada em torno de um travesseiro. Ao longo da noite, tinha
chutado o cobertor para fora do seu corpo, revelando a camisa e
o short curto que usava. Será que ela tinha roupa própria?

Quando fechou a porta, uma marca em sua coxa chamou


sua atenção. A marca era muito parecida com aquelas feitas
para marcar o gado. Que diabos era aquilo?

Ela abriu os olhos, olhando para ele. Quando seu cérebro


registrou que não estava sozinha, se sentou na cama,
arrastando o cobertor junto com ela.
— O que você está fazendo aqui? — Perguntou. Sua voz
tremia e todos os vestígios de sono haviam desaparecido dos
seus olhos. Ela parecia petrificada.
— Por que você tem uma marca como essa na sua coxa?

Seus olhos se arregalaram. — É o que eu era.

— O quê?

— Eu era um pedaço de gado. Um bloco de carne. A marca


foi feita para assegurar que eu entendesse que eu era nada.

As palavras que saíram dos seus lábios atravessaram a


alma dele.

— Onde você estava? — Perguntou.

Ela balançou a cabeça.

Ele disparou perguntas sobre o paradeiro dela, e ela


continuou a sacudir a cabeça.

— Por que você mantém isso em segredo?

— Não há nada que você precise saber. Não sou especial ou


diferente.
Ela segurava o cobertor sob o queixo. Ele não ia conseguir
nada com ela esta noite.

— Dick beijou você.

Brianna não desviou o olhar. Olhou para ele sem dizer uma
palavra.

— Você gostou?

Ela balançou a cabeça.

— Por que você não o afastou?

Mais uma vez, ela balançou a cabeça.

Resmungando, Death olhou para as mãos, perguntando no


que diabos ele estava se metendo, com esta mulher.

— Meu tio — disse ela.

— O quê?

— Meus pais morreram, e eu ainda tinha algumas semanas


restantes na escola. Meu tio fez uma solicitação e ninguém
questionou. Fui enviada para viver com ele. Depois que me
formei, ele me vendeu para um homem. Foi assim que ganhei a
marca na minha perna. No momento em que me formei, não era
mais dona de mim. Eu era sua propriedade.

— Quem era o seu tio? — Perguntou Death. No momento


em que encontrasse aquele imbecil ia matar o filho da puta,
destruí-lo com as próprias mãos.

— Ronald. Ele era o braço direito do Gonzalez.

Que porra?

****

O coração da Brianna estava disparado. Parte dela queria


que o Death a deixasse sozinha, mas a outra estava com medo.
Ele continuava a fazer perguntas, tantas que não podia
responder. Quando perguntou sobre o Dick, ficou ainda mais
assustada. Ela aprendeu que, se desse alguma informação, o
captor geralmente era generoso, e a dor diminuía.

O Mestre havia lhe ensinado isso. Se ela lhe agradava e o


fazia de bom grado, não entraria em tantos problemas e ele não
faria mal a ela.

Passando a língua sobre os lábios secos, olhou para ele,


vendo como ele estava cansado. Ela não queria estar com o
Dick. A verdade era que ela não queria estar com ninguém, mas
Death era o menor dos dois males.

— Você era parente daquele filho da puta, o Ronald?

Ela assentiu com a cabeça.

— Você sabe que ele está morto, certo?

— Sei. — Brianna não lamentou a morte do Ronald. Quando


ela ouviu a gangue falando sobre o que aconteceu em um lugar
chamado Fort Wills, ficou tão feliz. Ao contrário de muitas das
mulheres, ela era sempre forçada a servir seu Mestre e quem
quer que seu Mestre quisesse que ela servisse.

— Você não se importa?

— Ele era mau.

Death olhou para ela por um longo tempo.

Nenhum dos dois falou. Isto foi o mais próximo que já


esteve, além da vez que a tinha prendido contra a pia. Ele era
um homem mortal, e sua aparência o tornava mais feroz. Death
tinha cabelo escuro, quase preto. Olhos castanho escuros
olhavam para ela, sempre a avaliando. Do jeito que ele olhava,
ela sabia o que ele estava pensando, planejando.
— Você sabe que o Devil vai lhe dar uma escolha.

Após a visita da Lexie na cozinha, Brianna soube que não


tinha escolha, não realmente. Assentiu com a cabeça, em
resposta.

— Então, a decisão final cabe a você — disse ele. Mais uma


vez, ficou quieta enquanto ele falava. — Você pode fazer uma
escolha, foder com todos os irmãos ou apenas com um, e se
você não quiser uma dessas opções, você pode ir embora.

— Alguém tem que me querer e me dizer isso. — Ela


realmente não queria ir com o Dick. Ele a enervava, assustava
um pouco. O beijo que ele lhe dera era tudo sobre posse,
propriedade. Havia algo mais sombrio no Dick, que ele mantinha
bem escondido de todos os outros, mas ela viu, e a aterrorizou.

— Eu quero você — disse o Death.

Seu coração continuou a bater. Não estava pronta para


isso, mas não tinha outra escolha.

— O Dick também quer você. Se você quiser, vou espancá-


lo para provar que sou o melhor dos dois. — O sorriso no seu
rosto a afetou profundamente. Não retribuiu o sorriso. O que
estava acontecendo não era motivo de riso.
— Onde é que vamos viver? — Perguntou ela.

—Aqui no clube. Não tenho uma casa. Com o tempo, vou


comprar uma.

— O que isso significa? — Ela manteve o cobertor preso


debaixo do seu queixo.

Se moveu, para se sentar na cama. Ela permaneceu imóvel,


gostando de como ele estava perto. Era estranho para ela. A
maioria dos homens que ficavam perto dela a deixavam nervosa,
forçando-a a querer estar em outro lugar. Death era o primeiro
homem que, realmente, gostava de ficar perto. Isso não fazia,
absolutamente, nenhum sentido para ela.

— Isso significa que você vai ser minha. Você vai dormir na
minha cama, andar na minha moto, e me perguntar sobre
qualquer decisão. Você vai se tornar uma Senhora, como a Judi,
a Lexie, a Mia - você conhece a rotina. Nenhuma das putas vai
incomodar você.

— Mas você não precisa me manter como uma Senhora,


certo? Eu ouvi os outros falarem que alguns homens mantém
uma mulher só para eles. Ela não está autorizada a sair com
outros homens? — Por que ela estava questionando-o? Isso era
uma coisa boa. Entre todos os homens disponíveis, Death era o
menos assustador.

Estranho, Brianna. O nome dele significava, literalmente,


morte.

Ela ouviu os outros irmãos falando. Todos falaram que o


Death era um dos piores homens para matar pessoas. Não só os
matava, fazia com que os corpos nunca fossem encontrados. Era
por isso que se sentia tão segura perto dele? Ninguém nunca o
desafiaria. Ela estaria segura.

— Esse tipo de coisa não acontece na Chaos Bleeds, mais.


Na estrada, alguns dos meninos mantém uma prostituta para si,
mas isso foi anos antes de nos estabelecermos. Mas não quero
que você seja uma garota do clube. Quero que você seja minha
mulher.

— Por quê? Você nem me conhece.

Cale a boca, Brianna. É ele, o Dick, ou o resto deles.

— Sei o suficiente sobre você para saber que eu a quero.

— Você vai querer sexo? — Perguntou, olhando para ele.

— Sim.
Brianna encarou o cobertor que cobria o seu corpo.

— Não importa quem você escolher, todos vão querer ter


relações sexuais.

Ela sabia disso.

— Vou lhe dar até o final da semana para tomar uma


decisão. — Ele se levantou, inclinando-se sobre ela. Ela ficou
tensa por um segundo, quando ele segurou seu rosto. Ela não se
afastou do seu toque. Death a fez olhar para cima. — Vou te
beijar agora. Você já sentiu os lábios do Dick em você. É hora de
sentir os meus.

Não havia nenhuma maneira dela estar pronta para o


motim de sensações que se construiu dentro dela. Os lábios do
Death eram firmes, mas não deixavam ferimentos. Ao contrário
do Dick, que tinha tomado o que queria sem cuidado, Death foi
com calma, deixando ela se acostumar com a sensação dos seus
lábios nos dela.

Sua língua deslizava sobre os lábios pedindo acesso à sua


boca. Ela não cedeu a ele em primeiro lugar, com medo do que
isso significaria. Com paciência, permitiu que ela confiasse nele.
Brianna abriu os lábios ligeiramente, e ele saqueou sua boca
com a língua. Ela soltou o aperto sobre o cobertor e agarrou
seus braços.

Em nenhum momento ele retirou as mãos da sua bochecha.


O beijo se aprofundou e, pela primeira vez em sua vida, Brianna
sentiu calor derramando da sua vagina. Ela apertou as pernas
juntas em uma tentativa de aliviar a dor que a consumia por
dentro.

Muito cedo, ele se afastou. O beijo foi longo, mas o calor


permaneceu.

— Pense sobre isso enquanto toma a sua decisão. Eu fiz um


monte de merda ruim na minha vida, Brianna. Eu matei,
machuquei, e aleijei, mas nunca tomei uma mulher contra a sua
vontade. Eu não vou forçá-la ou estuprá-la. Quando estivermos
juntos, quero que você esteja lá, a cada passo do caminho. Vou
ser paciente, mas não vou esperar para sempre. — Passou o
polegar na sua bochecha antes de deixá-la sozinha.

Ela olhou para a porta fechada perguntando a si mesma o


que estava fazendo. Seus lábios formigavam, e seu corpo estava
todo dolorido como se precisasse ser tocada ou acariciada.
Olhando ao redor do quarto pequeno, sabia a escolha que
precisava fazer.

****
No dia seguinte, Devil se sentou à cabeceira da grande
mesa na sala de reuniões da Chaos Bleeds, olhando os preços de
uma árvore de Natal natural. Não estava com vontade de lidar
com toda essa porcaria de festa, mas, ao ver o olhar de alegria
no rosto da Lexie e da Judi, soube que não podia lhes negar um
Natal para se orgulhar. Chamou os homens para uma reunião da
gangue e tudo o que estava fazendo era esperar os homens
entrarem na sala. Snake foi o primeiro a entrar. Ele parecia uma
merda com contusões ao longo de cada lado do nariz.

Ripper, Curse, e o Pussy entraram juntos, tomando lugares


em volta da grande mesa. Esta era a sala onde eles votavam,
faziam planos, e estabeleciam os pontos importantes.

Death e o Dick foram os dois dos últimos a chegar.


Tomaram os seus lugares olhando um para o outro.

— Sobre o que é essa reunião, chefe? — Perguntou o Pussy,


parecendo muito feliz. A vida de casado lhe fez bem, e ser
casado com a Sasha mais ainda, o que surpreendeu o Devil.

— Nós temos que decidir sobre uma árvore. Lexie me deu


tudo isso para decidir. É o meu clube, e nós estamos decidindo
qual árvore compraremos. — Esta foi a primeira ordem da pauta.
Desde que estava com a Lexie eles comemoravam o Natal em
casa com alguns dos irmãos por perto. Este ano era diferente.
Estavam todos juntos, por causa do Gonzalez. Devil sabia que
tinha mudado. Transportar meninas tinha quebrado uma parte
dele, que nunca voltaria. Em todos os seus anos de motoqueiro,
nunca foi forçado a lidar com meninas menores de idade. Ele
lidava com armas e drogas, mas isso, nunca. Foi difícil, às vezes,
quando ele tinha a Elizabeth em seus braços, ou olhava para a
Judi. Eram suas meninas. Judi não era dele por sangue, mas era
sua filha. Ele a tinha abrigado, adotado, e ela se tornou a
princesa da gangue. Se alguém tocasse sua filha, ele iria matá-
lo. Tudo o que ele desprezava, teve que fazer por causa da
ameaça que o Gonzalez representava. Ele não ia deixar isso
acontecer. A Chaos Bleeds estava se tornando mais forte. Piston
County ia ser deles, e não haveria ameaças no futuro. Ele
assumiu a liderança para garantir que a gangue e os seus
rapazes estivessem protegidos.

— Você está falando sério? — Perguntou Dick. — Você


chamou todos nós por causa da porra de uma árvore?

— Cuidado com essa boca do caralho. Já ouvi por sua


causa, seu merdinha. Isto é o que a minha mulher quer. Ela
cuida do clube.

— Sasha está ansiosa por isso, também. Eu ia levá-la para


viajar no Natal, mas ela está feliz em ficar aqui. — Pussy
estendeu a mão para pegar a lista, antes de se virar para olhar
para o Dick. — Você tem que ter uma mulher que queira você
mais do que o seu pau, para entender. Oh, você também tem
que ter mais conteúdo. Você, Dick, você é apenas um otário.

Ninguém discutiu a avaliação do Pussy. Devil olhou para o


Dick, que manteve a boca fechada. Conversaria com ele muito
em breve.

— Um abeto com neve falsa, parece bom — disse o Pussy.


Passou a página em torno da mesa, enquanto cada homem
acrescentava sua opinião. Devil ia espancar o traseiro do Lexie
por encarregá-lo de fazer isso. Não havia nada que não faria por
ela. Imaginou se a Lexie tinha descoberto isso. Seu amor por ela
só tinha ficado mais forte ao longo dos anos, mesmo com ela
visitando a Eva. Como poderia negar-lhe alguma coisa?

— No Ano Novo, vamos ter que começar a organizar as


mulheres para a boate de strip. Nós todos queremos um novo
nome, novo começo, nenhuma das merdas que havia antes,
queremos tudo novo. — Olhou para Vincent. — Você ainda está
bem para trabalhar com isso?

— Estou bem com isso. Nós definimos as regras básicas, e


os meninos podem ajudar onde eles puderem.

— Sem drogas — disse o Butler. — Nós manteremos as


drogas de fora.
Devil assentiu. Estava orgulhoso do Butler, por tomar um
novo sopro de vida.

— Estou de acordo com isso — disse o Curse. — Drogas


estão fora. Não somos mais controlados por elas. Estamos todos
limpos.

Os meninos concordaram com a cabeça. Tinham, ainda,


cinco homens na reabilitação lidando com os seus vícios. Devil
tinha dado a todos os homens um ultimato, ficarem limpos ou
sair da gangue. Gonzalez tinha intensificado o jogo e o Devil não
ficaria à mercê do bastardo.

— Sem tratamento diferente para as mulheres. Elas serão


verificadas regularmente — disse o Ripper.

— Nada de Senhoras frequentando a boate — disse o


Pussy. — Sei que não tenho nenhuma preocupação com a
Sasha, mas não quero as mulheres pensando que vamos nos
desviar.

— Eu não manterei a Judi longe — disse o Ripper. — Ela


confia em mim. Não há nenhuma mulher que eu queira mais do
que ela.

— Nem eu — disse o Curse. — Estou falando da Mia.


— Concordo. — Disse o Devil. Ele não tinha necessidade de
acrescentar que ele não ia se desviar da Lexie. De jeito nenhum
correria o risco de perder sua mulher por uma boceta. Ela era
tudo que precisava. — Ok, vamos lidar com a contratação das
mulheres. Além disso, vamos lidar com o funcionamento da
boate, ajudando você, Vincent.

— Eu não me importo com o que você precisa fazer. Estou


com você, Devil. Você me conhece. Já conversei com a Phoebe,
e ela está bem com isso. Me pergunto se ela espera que eu vá
me desviar. — Ele fez uma piada. Os homens riram. Todos
sabiam que o Vincent era leal à sua mulher. Ninguém poderia
levá-lo a se desviar. Na noite da sua despedida de solteiro, Devil
tentou levá-lo a ter uma noite de liberdade, para lembrá-lo como
as novas bocetas o tratariam. Ele não fez isso. Devil lembrou do
Vincent ficar com raiva, dizendo-lhe que era uma noite para se
divertir. Besteira, para o Vincent, não era para se divertir. Todos
eles também sabiam que o Vincent era um homem insaciável.
Ele pararia o que estava fazendo e caçaria a Phoebe apenas para
transar com ela. Foi, provavelmente, por isso que a Phoebe se
tornou uma dona de casa.

— O que vai acontecer com a Brianna? — Perguntou o


Snake, desviando a conversa para o tema que o Devil,
realmente, não queria discutir.
— Suas opções foram dadas. Dei-lhe uma semana para
fazer uma escolha.

— É um pouco duro, você não acha? — Perguntou o Pussy.


— É Natal.

— Ronald era o tio dela — disse o Death.

— O quê? — Todos os homens retrucaram, voltando a olhar


para o Death.

— Eu conversei com ela ontem à noite. Os pais dela


morreram e ela precisava terminar a escola, então eles a
mandaram para o Ronald, sem nenhuma dúvida. Depois que ela
terminou a escola, ele a vendeu para um outro homem, que a
possuía.

Devil viu que esta notícia chateou o Death.

— Eu não quis fazer mais perguntas. Mesmo sendo parente


do filho da puta, ele não a ajudou.

— Não, mas agora temos de saber de onde ela veio e se


alguém vai tentar se arriscar por ela — falou o Dick.

— Você quer dizer, como você fez na noite passada? —


Observou o Death, de frente para o Dick.
— Ninguém disse que ela estava fora dos limites. Eu vi uma
oportunidade e, porra, a peguei.

Death ficou de pé, ao mesmo tempo que o Dick.

Devil não estava no clima para substituir todos os móveis


do seu escritório. O Natal já ia lhe custar muito.

— Sentem-se, porra — disse ele.

Ambos os homens se acomodaram na cadeira, ambos


infelizes com isso.

—Quem quer que esteve em torno da Brianna, ela não quer


estar com ele. Ela está aterrorizada, mas esconde isso — disse o
Death.

— Eu concordo. — Curse falou desta vez, como fez o


Ripper.

— Judi falou sobre ela. Ela acredita que a Brianna foi


forçada a ser obediente. Todos nós já observamos a ruiva. Não
há nada certo sobre ela. Ela não se importa com o sexo
acontecendo. Na verdade, ela faz de tudo para ignorar todos e
ficar escondida.
Devil assentiu. — Nós vamos lidar com a Brianna no tempo
certo e se houver algo vindo sobre ela.

Eles conversaram sobre a definição de medicamentos sendo


distribuídos, mas Devil decidiu não ir direto para a venda de
drogas.

— Nós temos uma cidade para proteger. Jerry não está


mais conosco. Gonzalez está fora. Temos de encontrar pessoas
que querem o melhor para a cidade e não alguém que irá
quebrar a porra da cidade por um dinheirinho rápido — disse o
Devil. Seus maiores problemas eram os policiais que queriam
ganhar dinheiro. Eles podiam ser perigosos para a cidade e para
o seu clube.

— Posso dar uma ligada para o Whizz e lhe pedir para


procurar pelos homens, atualmente, no comando — disse o
Pussy. — Nós nos damos muito bem.

— Tenha cuidado. O Tiny não vai gostar — disse o Devil.

— Você ainda vai ficar longe de Fort Wills e do Tiny? —


Death perguntou.

— Ele nos insultou. Nós já causamos um ao outro, mais


problemas do que outras coisas. Não estreitarei as relações
novamente. Nós terminamos.
— Simon não pensa assim — Pussy disse.

Devil lhe lançou um olhar.

— O quê? Qualquer um que escuta pode ouvir que o seu


filho tem uma queda pela Tabitha. Esqueceremos quem a
Tabitha é? Certo, ela é a filha do Tiny. — Pussy olhou ao redor
da mesa.

— Em primeiro lugar, o meu filho é muito jovem para ter


uma ereção ou qualquer outra coisa. Dê um tempo e ele vai
esquecê-la. Ele não é da sua conta.

Pussy olhou para ele, duvidoso.

Depois que tudo foi tratado, Devil dispensou a gangue, mas


exigiu que o Dick esperasse.

Quando a porta se fechou, olhou de trás da mesa, para o


Dick. Ele era um idiota, mas também era um grande homem,
um homem leal.

— Que porra você está fazendo com a Brianna? —


Perguntou o Devil.
— Eu lhe dei uma escolha. Não percebi que era apenas para
o Death fazer uma reivindicação.

— Você não mostrou qualquer interesse antes.

— Não mostrei interesse, porque estava dando tempo a ela.


Se ela quiser o Death, tudo bem. Se não, estou feliz em tomá-la.

— Fique longe dela, Dick, a menos que o seu pedido seja


real. Você nunca mostrou qualquer sinal de querer ela, antes.
Não estou com humor para os seus jogos. Se você está apenas
fodendo com o Death, não faça — disse o Devil. O que quer que
tivesse acontecido com a Brianna, Dick não tinha habilidade de
lidar com isso. Ele era um bastardo egoísta. Qualquer um podia
ver, mas Dick era conhecido por ganhar o concurso de mijo a
distância com os irmãos. Seu interesse repentino na Brianna
podia ser para mijar na área do Death.

— Trata-se de uma ordem direta ou um aviso?

— Você não a ama, e não a está querendo a longo prazo.


Death a quer. Deixe-a para ele. Não estou interessado em pagar
para ver qualquer acerto de contas entre os dois. — Devil e o
Dick lutando seria um problema para o clube.

— O que faz você pensar que ele é melhor do que eu? —


Perguntou o Dick.
— Eu não penso. Você está tentando fazer merda com o
Death. Dois dos meus homens na garganta um do outro não é
com o que eu quero lidar. Faça seus jogos em outros lugares,
Dick. Quero dizer isso.

— Death é fácil quando se trata da Brianna.

— Você está fodendo tudo o que anda por aí. Não discuta
comigo, Dick. Você não vai gostar.

— Tudo bem, posso ir? — Perguntou o Dick.

— Sim.

Sozinho, Devil descansou a cabeça contra o encosto da


cadeira.

Lexie apareceu na porta. — Tenho permissão para entrar


neste domínio? — Ela perguntou.

Ele se afastou da mesa, batendo no colo. — Sempre tenho


espaço para você.

Ela caminhou em direção a ele, dando-lhe tempo para


admirar suas curvas. Elas eram generosas. Mal podia esperar
para ter suas mãos sobre ela.
— O que está acontecendo? Você parece estressado.

— Dick é um idiota e está tentando fazer uma reivindicação


sobre a Brianna. Acredito que o bastardo está tentando causar
problemas para a gangue. — Lexie ficou tensa em seus braços.
— Não se preocupe. Eu já avisei. Não tenho qualquer interesse
em lidar com irmãos brigando por uma mulher.

— Eu nunca soube que ele tinha uma queda por ela.

— Ele não tem. Dick vai tomar o que quer e cuspi-la para
fora. Ela só estaria mais marcada, no fim de tudo.

— Ele sempre foi assim?

— Desde o início. Dick era diferente quando estava


drogado, mas antes das drogas, este é exatamente o que ele
era. Seja qual fosse a mulher que realmente chamasse sua
atenção, teria algum trabalho em suas mãos. Ele é um bastardo
possessivo quando começa.

Ela descansou a cabeça contra seu corpo. — Eu amo você,


Devil.

— Eu também te amo, baby, mais do que você jamais vai


perceber.
Capítulo Quatro
A entrega da árvore veio dois dias depois e Death, junto
com vários outros irmãos a arrastaram para dentro da casa.
Lexie estava gritando ordens de onde ela a queria. Com o canto
do olho, viu a Brianna esperando, com uma pá de lixo e uma
vassoura para limpar as agulhas do pinheiro. Desejou entender
de onde sua necessidade obsessiva por limpeza vinha. Desde
que ele foi até o seu quarto, ela fez de tudo para evitá-lo.
Também notou que ela não sentou mais para comer com eles.

Ela retrocedeu em tudo.

Death não ia permitir que ela se escondesse por muito mais


tempo. Ele deu a ela alguns dias, e não esperaria muito mais
tempo. O que ele lhe disse não era uma mentira. Não iria forçá-
la a estar com ele.

No último par de noites, se masturbou com a imagem da


sua excitação antes de ter seu prazer. Não disse a qualquer um
dos irmãos sobre a marca que viu na sua coxa. Ela tinha que vê-
la todos os dias para se vestir. Como ela encarava a marca?

Death não sabia o que fazer com ele mesmo. Pensando


sobre a marca, ele decidiu ir visitar o homem que trabalhava
com sua tatuagem. Se ele pudesse fazê-la parecer com algo
mais, ela poderia ser capaz de esquecer o passado.

— Lá no canto da janela — disse a Lexie, trazendo sua


atenção de volta para o que estava fazendo.

— Pelo amor de Deus, Lex, escolha um ponto — disse o


Devil.

— Eu escolhi. No canto.

Eles colocaram a árvore no canto. Ela era enorme, mas


ficaria surpreendente quando todas as decorações e luzes
estivessem sobre ela.

Olhando em volta, viu os casais abraçados olhando para a


árvore. Ripper estava atrás da Judi com as mãos sobre a sua
barriga. Devil passava a mão no pescoço da Lexie enquanto
olhavam para cima. Curse apoiou sua cabeça na da Mia, e Pussy
olhava para sua própria mulher. Pela primeira vez na história,
Death viu tristeza nos olhos de Pussy.

— Eu gostaria que você pudesse vê-la, baby — disse ele.

Death estava perto o suficiente para ouvi-lo falar com a


mulher.
— Eu sinto muito. — Ela sempre pedia desculpas por sua
falta de visão.

— Não se desculpe. — Pussy beijou sua testa. — É uma


árvore muito grande. Tem mais de dois metros de altura. Nós
vamos ter que arranjar uma escada para colocar o anjo no topo.
— Pussy acariciou seu cabelo quando começou a contar a ela
sobre a árvore. — É um abeto verde gigante, baby. Eu implorei
por uma cobertura de neve falsa, mas isso não foi aprovado na
votação.

— É uma árvore tradicional? — Perguntou Sasha.

— Sim.

— Neve falsa teria parecido incrível.

— Quando a decorarmos, vou descrevê-la para você. Eu


não sou bom nisso, baby. Tudo que eu sei é que é grande e
verde.

Sasha riu, se aproximando para tocar o rosto do Pussy. — É


perfeito.

Olhando para trás, Death viu a Brianna olhando para a


árvore com lágrimas nos olhos. Foi uma das primeiras emoções
cruas que a viu ter. Ela não se moveu, apenas olhou para a
árvore. De repente, se virou e caminhou de volta para a cozinha.

Não ficando por perto para olhar o resto do clube, ele a


seguiu até a cozinha. Ela estava andando para cima e para
baixo, apertando as mãos.

— Pare com isso, Brianna, pare com isso — disse ela.

— O que está acontecendo? — Perguntou.

Ela se voltou, olhando para ele. As lágrimas estavam caindo


por suas bochechas. Ele reagiu, dando um passo para perto
dela. Brianna deu um passo para trás, mas não quis deixá-la
sair. Ele agarrou a mão dela puxando-a para perto. Ela lutou
contra ele. Envolvendo os braços ao seu redor, não ia deixá-la
sair. Ele a abraçou com força contra ele.

— Está tudo bem. Estou aqui.

Brianna se sacudia, sem nenhum som sair dela. Seus


braços não o envolveram. Permaneceram assim, sem tocá-lo.

— Não vou deixar você partir. Eu não vou deixar nada te


machucar. — Descansando a cabeça em seu pescoço, ele não se
afastou ou a soltou. O perfume de rosas invadiu seus sentidos.
Seu pênis endureceu contra a suavidade do seu corpo. Quando
ela parou de soluçar em silêncio, ainda assim, não a deixou ir.

Lentamente, sentiu os braços dela começarem a se fechar


em torno dele. Brianna não o afastou. Ela o segurou. Death
sentiu a vitória através do seu corpo. De jeito nenhum ia deixar
o Dick chegar perto dela. Ela era toda dele, e não ia deixá-la
partir.

— Eu estou com você.

— Sinto muito — disse ela.

Afastando-se, ele segurou seu rosto. Ela não o soltou,


segurando em sua cintura.

— Você não tem nada para pedir desculpas. — Limpou as


lágrimas dos seus olhos. Fazia meses desde que a tinha levado
para longe do inferno. Ela ficou na sede do clube, limpando,
cozinhando e nem uma vez ofereceu qualquer parte de si
mesma. Isto era novo para o Death. Ele testemunhou a dor
dentro dos seus olhos.

— Minha família morreu no Natal. A árvore trouxe tudo de


volta.
— Você não tem que me dizer por que chorou. Não vou
impedi-la de ter sentimentos, Brianna. — Olhou em seus olhos
verdes. Ela era tão jovem e tinha o mundo inteiro ao seu
alcance.

Você a quer para si próprio.

Ele nunca a machucaria. Death sairia do seu caminho para


cuidar dela.

— Eu não choro há muito tempo.

— Você pode chorar sempre que quiser. Por que você chora
em silêncio?

— Eu não tinha permissão para ser ouvida, Death. Ninguém


quer ouvir uma coisa chorar.

Seu temperamento ferveu. — Você não é uma ‘coisa’. —


Pegando a mão dela, pressionou a palma contra o peito dela. —
Você é uma pessoa viva, que respira. Esqueça-o, Brianna.
Aprenda a viver. O que quer que aquele filho da puta fez com
você, não vai fazer mais.

— Você não sabe disso.


— Ele a devolveu para o seu tio. — Death segurou seu
queixo, forçando-a a olhar para ele. Ela não lutou com ele, nem
uma vez. — Vou estar aqui pronto para matá-lo se ele vier atrás
de você. Não vou deixar você ir.

— Por quê?

— Porque eu quero você. Vou esperar até que você esteja


pronta para me dar o que eu quero. Ninguém, jamais, vai tirar
você de mim, Brianna. — Ele se inclinou, sentindo seu cheiro de
perto. Quando não aguentou mais, tomou seus lábios,
saboreando-a novamente.

Ela choramingou. As mãos dela foram da sua cintura para


os seus braços. Ele esperava que ela o afastasse. Brianna o
agarrou com mais força, beijando-o de volta. Sua resposta a ele
o emocionou. Movendo-a de costas contra a parede, afundou os
dedos no seu cabelo. O cabelo vermelho era selvagem ao redor
dela. Ele segurou sua cabeça enquanto tomava posse dos seus
lábios. Passou a língua ao longo do seu lábio inferior, esperando
ela se abrir em resposta.

— Você é tão linda — ele disse entre beijos. Seus olhos


estavam fechados e as faces coradas. Ela estava respondendo a
ele. Death se afastou para olhar nos olhos dela. — Você quer o
meu beijo?
— Sim.

Isso tudo era um novo território.

— Mostre-me — disse ele.

— O quê?

— Mostre-me que você quer o meu beijo.

Ele nunca teria confundido suas intenções. Brianna faria


parte desta relação de forma igualitária.

Ela olhou para o seu peito durante vários segundos. Suas


mãos ainda estavam em seus braços. Death esperou para ver o
que ela faria. Ele viu os botões duros dos seus mamilos
pressionando a camiseta que ela usava.

Ela estava molhada? Estava desesperado para descobrir e,


ainda assim, esperou. Todas as coisas boas vinham para aqueles
que esperavam.

Lentamente, deslizou as mãos até os braços indo para o


seu pescoço. Ela descansou os dedos contra o pulso ao lado do
seu pescoço. Seu olhar ficou onde suas mãos estavam, antes de
deslizá-las em volta do pescoço. Ela ficou na ponta dos pés
levantando a cabeça. Death não a fez lutar por seus lábios.
Ele fez com que ela o puxasse para baixo. No início, ela
apertou os lábios contra os dele, esmagando-os juntos. A ação
foi um pouco estranha. Foi por isso que o Ripper passou?
Afastando o pensamento, soube que a Brianna era diferente da
Judi.

Eram duas mulheres diferentes, com duas histórias


diferentes. Nenhuma delas era o mesmo tipo de mulher.

A outra mão rodeou o pescoço dele, e ela finalmente se


deixou levar. Ela não pressionou duramente, mas tomou os seus
lábios com um beijo muito bom. Seu pênis ficou duro a ponto de
doer. Os botões duros dos mamilos dela pressionados contra o
seu peito.

Death agarrou a bunda dela puxando-a para perto dele. Ela


gemeu, aprofundando o beijo, mergulhando a língua em sua
boca. O beijo foi de doce a impertinente, em questão de
segundos. Ele empurrou o pênis contra a barriga dela, querendo
afundar dentro da sua buceta apertada.

— Death — disse ela, choramingando.

— Eu sei, querida. Eu sei. — Ele apertou a bunda dela uma


última vez, em seguida, se afastou. Death afastou as mãos ao
redor do seu corpo e as estendeu na frente deles.
— O que você está fazendo? — Ela perguntou.

— Eu não vou fodê-la, Brianna. Eu quero você. Você tem


até sexta-feira para tomar uma decisão. — Ele estendeu a mão,
acariciando seu rosto.

Ela não disse nada e ele se virou, voltando para a parte


principal do clube. Judi e a Lexie estavam olhando as caixas de
decorações.

Pegando sua jaqueta na cadeira, caminhou em direção à


porta.

— Aonde você está indo? — Perguntou o Snake. June se


sentou ao lado dele, acariciando sua perna, mostrando ao Snake
o que ela queria.

— Vou dar uma volta.

— Também vou.

Snake se levantou do sofá e o seguiu para fora.

— Você devia estar pilotando com um nariz quebrado?


— Não dou a mínima. Preciso sair daqui. — Subiram em
suas motos. Ele não queria a limitação de um capacete, e viu
que o Snake nem se incomodou com um capacete, também.
Correram para fora do complexo. Estava frio lá fora, e as
estradas foram limpas por causa da neve. Os lados das estradas
tinham montes de neve. A época festiva estava presente onde
quer que fossem. Death dirigiu em direção à cidade, querendo
algum tempo longe do clube e das mulheres.

Snake estacionou sua moto ao lado da moto do Death. Ao


entrar no restaurante, tomou um assento perto da janela. O
restaurante não estava cheio, e foram atendidos dentro de
alguns momentos por uma das mulheres que a Mia tinha falado.
Quando chegaram em Piston County, tinham lutado para serem
servidos. Os anos foram passando rapidamente, e mais
moradores foram aceitando-os dentro da cidade.

— Graças à foda, por isso — disse Snake. — Não achei que


nós chegaríamos a sermos servidos. Sinto falta de quando a Mia
trabalhava aqui.

Curse não queria mais que a Mia trabalhasse nos vários


lugares nos quais trabalhava, antes. A última coisa que o Death
soube, era que a Mia estava estudando para a sua licenciatura
em negócios ou alguma merda assim.
— Por que a necessidade de uma volta? — Perguntou o
Snake.

— Brianna.

A garçonete veio até a mesa. Death viu o nome no crachá


onde se lia Charlie.

— Obrigado, amor — disse o Snake, piscando para ela.

Ela não respondeu, derramando o café na xícara. Ele viu


que ela já era casada.

Quando ficaram sozinhos, mais uma vez, Snake disparou


outra pergunta a ele sobre a Brianna.

— Por que você está indo com calma? Ela está lá para ser
tomada.

— Brianna não é como qualquer outra mulher. — Death


tomou um gole de café, pegando açúcar e creme na cesta sobre
a mesa.

— Ela não é como todas as outras mulheres, mas isso não


significa que você tem que esperar por ela. June me disse o que
o Dick fez. Por que você não a deixa nas mãos de outra pessoa?
— Você avisou sobre a merda que está prestes a acontecer
e agora está me aconselhando a deixá-la para o Dick? Aquele
filho da puta deixaria cicatrizes nela para a vida toda.

— Você, realmente, acha que ela já não está marcada? —


Perguntou o Snake. — Todos nós vemos que ela está fodida.

— Ela não está fodida. — Brianna ainda era uma mulher


debaixo de toda a dor que tinha passado. Não havia nada de
errado com ela. Ela não foi quebrada por dentro ou fodida. O
maior problema com a Brianna era o seu treinamento. Se
certificaria de esmagar todo o seu treinamento até que a única
coisa que restasse era a mulher de verdade por dentro. Levaria
tempo, mas ele não se importava. Ela merecia ter alguém que se
preocupasse com ela.

— Somente você ia pegar uma mulher que fosse um


desafio. Porra louca, se você me perguntar — disse Snake.

— Não estou perguntando a você.

****

Brianna tocou os lábios onde o Death a tinha beijado. Todo


o seu corpo doía mais uma vez. A umidade inundou sua boceta,
e tudo por causa dele. Lambendo os lábios, tinha certeza que
ainda podia sentir seu gosto.
Afastando-se da parede, caminhou em direção à geladeira
para pegar as quatro galinhas armazenadas lá. Com toda a
gangue lá, seria necessário cozinhar muito mais para todos os
homens.

Ela começou a preparar as galinhas, lavando-as antes de


recheá-las com um molho que tinha feito anteriormente.
Temperando as galinhas, derramou um pouco de óleo em cada
uma, e colocou cada frango dentro do forno.

— Posso ajudar?

Brianna se virou para ver a Judi de pé, na porta. Seus


braços estavam cruzados debaixo dos seus seios.

— Posso fazer, se você quiser voltar lá para a decoração —


disse Brianna.

Judi franziu o nariz. — Não posso. Lexie está tendo um


ataque sobre as decorações. Este é o primeiro Natal que vamos
passar no clube. Os enfeites são uma porcaria. Nós vamos ter
que ir às compras para terminar a árvore. É uma pena, porque
eu realmente queria ver aquele monstro todo iluminado,
parecendo bonito.
— Você pode descascar as cenouras e os nabos — disse a
Brianna.

Ela observou a Judi marchar em direção ao balcão da


cozinha onde ela colocou os legumes. Os potes eram grandes o
suficiente para alimentar uma multidão.

Movendo-se para a pia, Brianna começou a descascar as


batatas. Não disse nada, e o silêncio parecia estranho para ela.
Durante seus meses no clube, não tinha tido tempo para falar
com ninguém.

— Você é sempre tão quieta? — Perguntou Judi.

— Só estava pensando que eu devia falar, mas não sei o


quê.

— Fale sobre qualquer coisa. Ajuda, apenas falar.

— Eu não tenho nada a dizer. — Brianna colocou as batatas


em uma panela grande. Em nenhum momento suas mãos
ficaram enrugadas por ter as mãos na água por tanto tempo.

— Eu era uma prostituta quando jovem — disse a Judi,


assustando a Brianna.
Voltando-se para a outra mulher, viu que a Judi estava
sorrindo para ela.

— Não estou mentindo para você. Eu era uma prostituta.


Acabei indo morar com minha tia, que me vendeu para um
cafetão, e ele me vendia para os homens. Devil e os meninos me
salvaram quando eu tinha dezessete anos. Eles me salvaram.

Não havia dor nos olhos da Judi quando ela sorriu de volta
para a Brianna.

— Eu, humm, não sei.

— Está tudo no passado. Não dou muita atenção a isso há


um longo tempo. — Ela parou de descascar para tocar sua
barriga. — O que aconteceu não me define. Eu vou ser uma
ótima mãe para meu filho.

— Será que o Ripper sabe o que aconteceu? — Perguntou


Brianna.

— Ele estava lá quando eu fui espancada por um cafetão.


Ripper sabe tudo sobre mim. Não há segredos entre nós. Só
estou dizendo a você, para que saiba que é fácil falar sobre isso,
uma vez que se permite começar a falar.

Brianna voltou para as batatas, descascando-as.


— Você pode falar comigo ou pode conversar com o Death
— disse a Judi.

— Não há muito o que falar. Não realmente.

— O que aconteceu com você não devia ter acontecido.

Brianna terminou de descascar a última batata antes de


passar para o balcão onde a Judi estava. Ela pegou cada batata,
cortando-a antes de colocá-la em uma panela separada.

— Eu nem sei o nome do homem — disse ela. — Eu só fui


autorizada, apenas, a chamá-lo de Mestre. Ele é tudo o que eu
já conheci. — Brianna parou de falar enquanto pegava outra
batata e a cortava antes de adicioná-la na panela, em seguida,
pegava outra batata. — Não foi de todo ruim. Houve momentos
que foram duros, especialmente quando ele tinha amigos. — Ela
parou de falar quando se virou para olhar para a Judi. —Ele foi
meu primeiro. Eu não tinha tido relações sexuais ou feito nada,
até que estive com ele.

— Ele treinou você?

Ela assentiu com a cabeça. — Ele me treinou para aceitá-lo


sem me queixar. Aprendi que era muito mais fácil,
simplesmente, deixar que isso acontecesse. Quanto mais cedo
eu deixava isso acontecer, mais fácil era. Era isso. Fornecia a ele
o que queria e eu era deixada quieta.

— Não foi sempre assim?

— Não, às vezes ele gostava de machucar. Ele gostava de


me provocar até que eu não pudesse permanecer em silêncio.
Mas não sempre. Acho que ele me queria lutando com ele às
vezes. — Brianna deu de ombros. — Meu tempo com ele não foi
de todo ruim. Não acabei como aquele monte de meninas que o
Devil e a gangue salvaram.

Judi não disse nada por um longo tempo. Brianna continuou


a cortar as batatas, seus pensamentos indo para o Death e o
beijo que ele tinha pedido.

Ele foi o primeiro homem a lhe pedir para provar que ela o
queria. Quando ele se afastou, ela não queria que acabasse.

— O que você acha do Death? — Perguntou Judi.

— Eu gosto dele. Ele é o primeiro homem com quem já me


senti confortável.

— Que tal o Dick?


Brianna parou, voltando a olhar para a Judi. — Ele me
beijou.

— Será que com o beijo você sentiu alguma coisa?

— Não. Só deixei porque sabia que ia ser mais fácil se eu


não fizesse nada.

— Você tem que parar de agir como se ainda estivesse na


casa dele. Aqui é o clube, Brianna. Acorda, pula fora do controle
que ele tem. Você está longe do seu domínio. Você não é você,
enquanto ainda estiver agindo como se a dor fosse chegar. —
Judi colocou uma mão no seu ombro. — Foi o que eu fiz e, de
repente, fui capaz de respirar mais facilmente. Você é diferente.
Eu não tinha apenas um homem para satisfazer. Recebi ordens
para satisfazer uma abundância de homens.

Brianna não corrigiu a Judi na sua suposição de que só


tinha estado com um homem. O Mestre tinha um monte de
amigos com quem gostava de compartilhá-la. Gostava de se
gabar de como ele era dono de uma mulher que não fazia nada
sozinha.

Brianna odiava o controle que ele tinha sobre ela. Judi


estava certa. Estava agindo como se ainda estivesse com o
Mestre, quando não estava.
Liberdade.

Estava livre, e precisava começar a perceber isso.

Elas terminaram de preparar os legumes. O cheiro de


frango encheu o ar, fazendo-a ter água na boca e seu estômago
roncar. Mia entrou na cozinha e ficou presa pelo cheiro.

— O que estamos fazendo? — Perguntou a Mia.

— Frango assado — Respondeu a Judi enquanto a Brianna


estava regando a carne.

Em seguida, a Lexie se juntou a elas. — Eu sinto tanto pela


Sasha, realmente sinto.

— Por quê? — Perguntou a Judi. — Pussy a adora.

— Nada. Ele está apenas sendo o Pussy, enrolando o Devil


e o Simon. — Lexie pegou uma cenoura, sentando à mesa.

Brianna gostou da sensação de família que as mulheres


estavam mostrando.

— É verdade sobre o Simon e a Tabitha? — Perguntou a


Mia, lavando as canecas para fazer bebidas.
Lexie tinha ido visitar a Eva três fins de semana atrás.
Quando ela partiu, o Devil ficou verificando o celular a cada
poucos minutos, à espera do seu chamado. Brianna tinha
observado a preocupação no rosto do presidente enquanto ele
esperava que sua mulher voltasse para casa.

— Eles são amigos. Não vejo isso sendo uma preocupação


quando eles crescerem. Simon vai encontrar outras garotas, e
Tabitha estará perto de outros meninos. Eu não vejo problema
— disse a Lexie.

— E se for? — Perguntou a Judi, sentando ao lado dela. —


Simon é teimoso. Eu o vi olhando através do catálogo para
enviar-lhe um presente.

— Ele não é velho o suficiente para esse tipo de coisa. Eles


são amigos. Eu não posso acreditar que você está toda
preocupada. Devil está apenas preocupado. Essa coisa com o
Tiny e as gangues, ainda está recente.

Brianna colocou as batatas no forno para assar. Colocou o


cabelo atrás da orelha e olhou para a mulher.

— Você já pensou sobre o que eu disse? — Perguntou


Lexie.
Ela assentiu com a cabeça. — Death, ele me ofereceu um lugar
ao seu lado. — Todas as mulheres estavam olhando para ela.

— Você vai aceitar? — Lexie pegou outra cenoura,


descansando a mão sobre a barriga inchada. Mesmo grávida, a
mulher era sexy como o inferno. Brianna entendia porque o
Devil era tão possessivo e protetor com ela.

— Eu não sei.

— Death é um bom homem, Brianna. Ele te dará uma boa


vida — disse Judi.

Houve um tempo em que ela teria sido capaz de conversar


com essas mulheres facilmente. Ronald e O Mestre tinham tirado
essa facilidade dela. Agora, não tinha a menor ideia do que fazer
ou dizer. Eram mulheres diferentes dela, mulheres normais. Elas
amavam seus maridos e a gangue. Ela teria coragem de se
tornar parte do mundo mais uma vez?

June escolheu aquele momento para entrar, com o Dick


seguindo atrás dela. Ele olhou para ela, envolvendo seus braços
ao redor da cintura da June e puxou-a para perto. Não havia
ciúme dentro dela em suas ações. Quando ela tinha visto o
Death recebendo um boquete de uma das outras mulheres, tinha
ficado ferida. Ela poderia lidar com o pensamento de ele estar
com outra?
— Vou limpar.

Não deu mais desculpas e caminhou para fora da sala.


Death estar com outras pessoas a incomodava.

****

— Saiam — disse a Lexie, olhando para o Dick. Ele estava


fazendo jus ao seu nome em mais de um sentido. June fez o que
lhe foi ordenado. Ela era uma das garotas do clube a quem
Lexie, realmente, respeitava. A outra mulher não tinha tentado
fazer um jogo com seu homem, mas se o fizesse, Lexie feriria a
cadela.

Várias garotas do clube tentaram brincar com o seu homem,


mas agora todas elas ficavam bem longe do Devil.

— Você acha que ela vai ficar com o Death? — Perguntou


Mia, olhando na direção para onde Brianna tinha escapado.

— Vai — disse Judi. — Há algo entre eles. Vai levar um


pouco de tempo para ela sair dos hábitos aos quais está
treinada, a fim de sobreviver. Death é perfeito para ela.
Lexie se recostou, pensando nisso. — Death se preocupa
com ela. Ele não vai deixar ninguém machucá-la.

— Você, realmente, acha que forçar a questão é sábio? —


Perguntou Mia.

Devil tinha permitido que contasse às outras Senhoras


sobre o seu plano com a Brianna e o Death. Estavam todos
tentando fazer o casal ficar junto. Ela os observou nas últimas
semanas. A atração entre eles era clara de se ver. Death e
Brianna mereciam ter algum tipo de felicidade. Devil avisou que
não podia permitir que a Brianna ficasse na gangue sem alguém
fazer uma reivindicação. Se o Death não fizesse uma
reivindicação, logo, a Brianna teria que fazer uma escolha. Lexie
esperava ter acertado com a Brianna e o Death. Os dois seriam
tão maravilhosos juntos.
Capítulo Cinco
Death estava ouvindo o Snake reclamar sobre o nariz
quando a Jessica entrou na lanchonete. Estava vestindo o
uniforme de enfermeira e passou por eles. Quando ela os viu
sentados à mesa, parou para lhe dar um sorriso.

— Olá. — Seu olhar se voltou para o Snake. Ela perdeu o


sorriso. — Vejo que o seu nariz está melhorando.

— Sente-se com a gente — disse o Snake, agarrando sua


mão. Jessica a tirou, rapidamente.

— Acho que não. Vou me encontrar com a Lydia, em


poucos momentos.

Ela passou por sua mesa indo para a parte de trás. Death
viu quando ela se sentou, pegando o menu.

— Você quer sair? — Perguntou Death.

— Foda-se. Quero ver como a cadela se parece.

— Você, realmente, não se lembra de ter transado com ela?


— Não. Não lembro. — Snake tomou um longo gole do seu
café, pegando uma batata frita do seu prato. Eles tinham pedido
hambúrgueres com todos os acompanhamentos. Death não
conseguia parar de pensar na Brianna e na sensação dos seus
lábios quando ela o beijou de volta. Sua resposta tinha sido
arrebatadora, e ele não queria que acabasse.

— Que porra de sorriso é esse no seu rosto? — Perguntou o


Snake, rosnando as palavras.

—Você tem uma ereção pela Jessica e não pode fazer porra
nenhuma sobre isso, porque já comeu a sua amiga.

— Foda-se, Death. Sério, não estou no clima. Você quebrou


o meu nariz e agora está ferrando com a minha cabeça também.

Ainda rindo, o Death se virou para a frente do restaurante


quando a porta abriu. O ar frio soprou em todo o restaurante, e
a mulher fechou a porta. Ela tinha cabelos castanhos e era
completamente delgada, enquanto a Jessica era curvilínea.

Death observou a Jessica indo em direção à sua amiga.

O olhar de horror no rosto do Snake era fácil de ver. Lydia


parou em sua mesa, sorrindo para o Snake.

— Ei, Snake — disse ela.


— Ei.

Não entendia o horror no rosto de Snake.

— Ei — Death disse, interrompendo, quando o Snake não


fez nenhum movimento para fazer as apresentações entre eles.

— Olá — Lydia apertou sua mão.

— Eu sou o Death.
— Eu sei quem você é. Estava esperando notícias suas,
Snake.

— Sua amiga está esperando — disse o Snake, olhando


para a mulher.

As bochechas da Lydia ficaram vermelhas. — Ok, bem, foi


bom vê-lo novamente.

Snake não disse nada.

Quando ficaram sozinhos, Death deu uma mordida no seu


hambúrguer.

— Por que você a olha com nojo? — Death perguntou,


falando entre os bocados de comida. — Você se lembra dela?
— Ela é uma psicótica do caralho. A porra de um animal na
cama, e não da melhor maneira.

— Hein? — Death olhou para Lydia.

Ele pegou a Jessica olhando em direção à mesa.

— Ok, ela é uma gritadora, mordedora, e ela bate durante


o sexo. Eu tive que segurá-la. Não há nada de sensato nessa
cadela. — Snake estremeceu.

Death nem sequer a reconheceu. — Você deve ter pego ela


em outro lugar.

— A primeira vez foi na parte de trás do restaurante. Ela


estava bem. Voltamos para a casa dela e ela se transformou em
uma lunática. Coma, eu quero sair daqui.

Death finalizou seu hambúrguer, apreciando o quão


desconfortável Snake parecia. Isso servia para o bastardo ver
que a vida não seguia o caminho que ele queria. A mulher que
ele queria, claramente, não ia deixar ele chegar perto. A
lealdade entre as duas mulheres não era tão forte quanto a da
Mia e a Ashley. Ele viu que elas eram apenas amigas. Jessica
ficou olhando na direção do Snake.
Death imaginou o que estava acontecendo dentro da
cabeça dele.

Uma vez que terminaram a refeição, Death pegou algumas


notas e as deixou sobre a mesa, incluindo uma grande gorjeta
para a Charlie.

Estavam em suas motos dirigindo de volta à sede do clube,


em poucos momentos. Quando pararam na frente da sede do
clube, encontraram o Devil lá fora, fumando. O Butler estava
com ele, mas não fumava.

Death parou, junto com o Snake, para falar com os dois


homens.

— Nós vamos sair amanhã para comprar novos enfeites.


Vocês vão, também — disse o Devil.

— Isso é uma ordem? — Isto veio do Snake.

— Que porra há com todos vocês me questionando? Sim, é


uma ordem do caralho. — Devil jogou o cigarro no chão,
explodindo de volta para dentro do clube.

Butler estava rindo. — Nós temos uma lista de Natal para


começar. As mulheres estão mandando seriamente ao longo
deste ano. De maneira nenhuma vamos sair desta. Eu sei. Eu
tentei. — Ele voltou para o clube.

Death tinha pego a lista do homem e viu que era, de fato,


uma longa lista. — Penduricalhos dourados, luzes.

— Estamos todos nos transformando em maricas por causa


destas mulheres. — Snake entrou. June estava no balcão. Death
assistiu-o agarrá-la pela cintura e levá-la para cima.

Brianna estava à vista, e ele se sentou no bar. Judi estava


bebendo um refrigerante.

— Onde está o Ripper? — Death perguntou, tomando um


assento.

— Foi até uma loja de conveniência. O pote de sorvete de


chocolate acabou, e estou precisando disso.

— Deveria ter me ligado, doçura. Eu teria parado na loja


para você, no caminho de volta. — Ele bagunçou o cabelo dela, e
ela bateu na sua mão.

— Não sou mais uma garotinha, Death. — Ela puxou o


elástico do cabelo, puxando-o para trás e prendendo-o
novamente.
— Eu sei. Você está trazendo alguém mais jovem para o
mundo. Como você está lidando com isso?

Lexie não ficou bem nos primeiros estágios da gravidez,


também. Ela tendia a precisar de uma grande quantidade de
sono, pois ficou exausta e vomitava muito.

— Estou lidando com isso muito bem. — Judi passou uma


mão sobre a barriga. — Estou tão animada.

Ele riu com o brilho em seu rosto.

— Falei com a Brianna hoje.

Death olhou para ela.

— Você tem que chegar até ela. A mulher que ela foi uma
vez, está lá, esperando para sair. Prometo a você, Death, ela
está lá.

— O que você quer dizer?

Escutou enquanto ela falava sobre o que tinha descoberto


sobre a Brianna. — Ela só conhece ele como Mestre?
—Sim, ele está parecendo um louco. — Judi tomou um gole
da sua bebida. — Ela quer você, Death. Tome-a, faça uma
reivindicação.

— Dei até sexta-feira para ela tomar uma decisão.

— Quem dá a mínima para sexta-feira? Não a faça esperar


por você. Passe algum tempo com ela. Ela vai se abrir com o
homem certo.

— Como você sabe? — Perguntou.

Ela sorriu. — Foi o que aconteceu entre o Ripper e eu. Ele


era o homem para mim, e sei que posso ser eu mesma perto
dele.

Ripper escolheu aquele momento para entrar no clube,


carregando um pote de sorvete. Judi saltou do banco e
caminhou até o seu marido.

Death assistiu, do seu assento no bar, os dois se


abraçarem. Ripper tinha atravessado o inferno para provar seu
amor pela Judi. Devil queria matar o homem por tocá-la. Todo o
clube queria machucá-lo por tocá-la. Judi tinha sido e ainda era
a princesa do clube. Nenhum irmão deveria tê-la tocado. O amor
entre os dois era o que mantinha o Ripper respirando.
Ele sabia que o Devil ainda mantinha uma arma pronta para
acertar o Ripper se ele a machucasse. Na maioria das vezes,
Devil era um presidente tranquilo e não se envolvia com os
problemas das outras pessoas. Com o Ripper, Devil fez uma
exceção. Se o Ripper fodesse as coisas, Devil iria matá-lo. Se ele
fizesse a Judi gritar, Devil iria matá-lo. Todas as possibilidades,
quando se tratava do Ripper, Devil tinha ameaçado. Até agora, o
Ripper estava vivo.

— Cuide dela — disse a Judi, pegando seu refrigerante no


balcão quando passou por ele.

Spider estava atrás do balcão. — Você quer uma bebida?

— Não. Tenho coisas para fazer.

Afastando-se do bar, entrou na cozinha para encontrar o


Dick e a Amy fodendo em um dos balcões. Brianna não estava à
vista.

— É melhor você limpar depois de terminar.

— Foda-se — disse o Dick.

Amy gemeu, puxando Dick contra ela. — Mais forte.


Balançando a cabeça, caminhou até o seu quarto. Parou do
lado de fora do quarto de Brianna, tentado a caminhar para
dentro. Estendendo a mão, quase abriu a porta, mas parou.

Afastando-se, fez o caminho para o seu próprio quarto.


Abrindo a porta, parou, quando avistou a Brianna sentada na
cama. Suas mãos estavam entrelaçadas no colo. Ela olhou para
ele sem dizer uma palavra.

— O que você está fazendo aqui? — Perguntou.

— Eu queria falar com você. — Ela colocou um pouco do


cabelo vermelho atrás da orelha. Será que ela tinha alguma ideia
de quão malditamente quente ela parecia?

Ele fechou a porta do quarto, inclinando-se contra ela.


Cruzando os braços sobre o peito, ele a olhou, esperando.
Quando ela não falou ou mostrou sinais de falar, ele o fez. — O
que você quer falar comigo?

— Sua oferta, será que ainda está de pé?

— Você quer se tornar minha mulher? — Ela tinha alguns


dias para decidir. Ele não iria apressá-la, mesmo que a quisesse
com um desespero que o chocou. Nenhuma mulher jamais o fez
se sentir assim. Ele precisava se lembrar, constantemente, que
ela não era como as outras mulheres. Ela tinha sido usada, e da
forma como se comportava, raramente usava qualquer outra
pessoa.

— Eu não quero me tornar disponível para os outros


homens.

Não era exatamente a melhor resposta que ele queria. Ela


preferia estar com ele do que qualquer outra pessoa. Ele era o
menor de dois males.

— Esta não é uma decisão a ser tomada com pressa,


Brianna. Não vou deixar você partir, uma vez que tiver você. —
Ele queria que ela soubesse, desde o início, que tinha toda a
intenção de mantê-la.

— Não há nenhum outro lugar para eu ir. Eu não tenho


família ou amigos. Este é o único lugar que tenho. Você
prometeu ser paciente comigo.

— Não vou esperar para sempre — disse ele, deixando-a


saber desde o início que queria mais.

— Eu sei. Você vai me dar tempo. Eu preciso de tempo, e


prometo que não vou fazer você esperar muito.

Ele balançou a cabeça. — Você pode ficar aqui, hoje à


noite, ou pode ter um último dia em seu quarto.
Ela olhou ao redor do quarto. — Posso ficar aqui?

****

— Claro, você pode ficar aqui. Não vou expulsá-la do meu


quarto.

Brianna suspirou de alívio. Ela, realmente, tinha pensado


que ele poderia estar brincando com ela e colocá-la para fora do
seu quarto, onde ela teria que mendigar aos outros irmãos por
uma chance de estar com eles. Death a fazia sentir alguma
coisa, e ela não tinha realmente sentido nada, além de medo em
um longo tempo.

Ela ainda não conseguia entender a sensação dos seus


lábios nos dela em sua cabeça. Não importava o quanto ela
limpasse ou cozinhasse, a sensação de seus lábios nos dela,
junto com suas mãos, ficou gravada em sua mente. Era como se
sua mente se recusasse a se esquecer de algo tão incrível.

Alcançando atrás dela, pegou uma camiseta limpa e um


short que trouxe do seu quarto. Ela se sentia estranha. O que
devia fazer agora?

— Você pode usar o banheiro, primeiro. É por ali. — Death


atravessou o quarto. Não havia um banheiro só para ela, e
precisava usar o das garotas do clube para se lavar. Ela assentiu
com a cabeça, segurando a trouxa de roupa contra o peito.

— Obrigado, Death, aprecio isso. — Ela parou ao lado dele.


Brianna queria lhe dar algo. Olhando para ele, ela o viu acenar
com a cabeça. Isto tinha de ser um dos momentos mais
estranhos de sua vida. Death era muito mais velho do que ela,
mas ela não se importava com sua idade.

Ele não era um homem de boa aparência, na forma


elegante. Havia algo sombrio e aterrorizante sobre ele. Sempre
que olhava para ela, ela sabia que ele estava esperando por ela,
para fazer alguma coisa. Ela nunca foi assistida ou observada tão
de perto antes.

Havia linhas de cada lado dos seus olhos que mostravam a


maturidade da sua idade. Onde o Pussy provocava e
atormentava, Death era sério o tempo todo. Ele raramente
baixava a guarda. O tempo todo em que o conhecia, além de
quando o viu recebendo um boquete, nunca o viu com outra
mulher.

A simples memória de ver a loira tomando seu pênis


retorceu suas entranhas. Estava com ciúmes de uma mulher que
não conhecia. E o Death não era dela.

Ele pode ser.


Death pode ser seu se você deixar.

Aceite, Brianna.

As palavras da Judi, mais cedo, voltaram para assombrá-la.


Ela estava dando ao seu antigo mestre mais poder do que ele
merecia. Aos vinte anos não tinha vivido a vida ou até mesmo
conhecido o que estava perdendo. Ela não queria envelhecer em
uma vida que não tinha nada, além de um lamento constante.
Que não houvesse vida, afinal de contas.

Ela olhou para os lábios do Death lembrando o quão incrível


eles a fizeram se sentir.

Ele não é como os outros. Isto é o que você quer.

Ele não a jogaria na cama e a foderia. Death lhe daria


tempo.

Aproximando-se dele, prendeu a trouxa de roupas em uma


das mãos, enquanto olhava para ele.

Faça.

Alcançando-o com a mão livre, correu os dedos até a frente


da sua jaqueta de couro. Ele era forte e musculoso. Não havia
nenhuma dúvida em sua mente que o Death conseguia lidar
consigo mesmo. Ela não sabia o seu verdadeiro nome e, se fosse
honesta consigo mesma, não se importava. Os últimos dois anos
lhe ensinaram que havia o inferno de muito mais nas pessoas do
que o seu maldito nome.

Ficou na ponta dos pés enquanto envolvia os braços em seu


pescoço. Pressionando os lábios nos dele, ficou surpresa quando
ele não respondeu à primeira vista. Brianna se afastou para
olhar em seus olhos. Ele a olhou de volta, sem sequer piscar.

Lambendo os lábios, ela voltou a beijá-lo, deslizando a


língua ao longo de seus lábios. A paixão que ela manteve
enterrada por tanto tempo, a liberou para ele sentir.
Independentemente do que tentou mostrar a todos, ela não
estava morta no interior, longe disso.

Paixão, desejo, necessidade, querer, esperança, estava


tudo lá, esperando para ser puxado para fora por um homem
que ela queria.

Descartando as roupas que segurava, colocou os braços ao


redor do seu pescoço, pressionando seu corpo inteiro contra ele.
Ela precisava do contato próximo a ele.

O cume duro do seu pênis pressionava contra o seu


abdômen, deixando-a saber exatamente o que ele queria dela.
Ela não estava pronta para hoje à noite, mas, quando
aprofundou o beijo, despertou algo dentro dela.

Ele não se aproveitou, dando-lhe tempo para se adaptar.

Como ela teria continuado, ele agarrou seus braços e a


moveu para longe dele.

— Vá para o chuveiro.

— Mas...

—Não, não esta noite. Não vou fazer isso com você. —
Segurou seu rosto, dando um beijo em seus lábios antes de,
finalmente, recuar.

Ela o observou se virar e ir embora.

A confusão a acertou de uma vez. Por que ele não queria


corresponder ao seu beijo?

Ele prometeu lhe dar um tempo. Pare de se lamentar sobre


isso e vá para o chuveiro.

Brianna fechou a porta do chuveiro. Viu a fechadura, mas


não se incomodou em usá-la. Descartando as roupas na tampa
do vaso, se despiu e ligou o chuveiro. Esperou a água aquecer
antes de entrar no boxe.

Lambendo os lábios, levantou a cabeça até o spray de


água. Seu coração estava disparado quando tocou os lábios mais
uma vez. O que havia sobre o Death que fazia seu corpo ficar
louco?

Deslizou a mão para baixo, sentindo a sensibilidade dos


seios. Indo mais longe para baixo, passou os dedos trêmulos
sobre o estômago, até que tocou a si mesma. Deslizando o dedo
através da sua fenda, ficou chocada com a umidade que
descobriu. O calor não era da água, mas do seu próprio corpo.

Pressionando um dedo na sua boceta, deslizou um dedo


para dentro, mordendo o lábio enquanto o ataque súbito de
prazer a pegou de surpresa. Incapaz de se conter, pressionou o
polegar no clitóris, gemendo.

— Brianna, você está bem?

Ela não respondeu à pergunta, tendo certeza que estava


ouvindo coisas. Circulando os dedos em cima da vagina,
começou a manipular o clitóris.

— Que porra é essa? — Disse o Death.


Ofegante, ela se virou pressionando as costas contra o
chuveiro. As portas estavam úmidas, mas ela podia ver o seu
contorno. Que diabos tinha acontecido? Tentou cobrir o corpo
quando o Death abriu a porta.

— O que você está fazendo? — Ela perguntou.

— Ouvi você gemer. Não sabia o que tinha causado isso.

— Nada. — Cruzou as pernas, desesperada por algum


alívio. Era uma loucura pensar que nunca se sentiu assim antes.

Death não a deixou de pé. Ele entrou no chuveiro, embora


estivesse usando sua cueca boxer. Ele tinha começado,
obviamente, a se despir enquanto ela estava no chuveiro.

— Você está ficando molhado — disse ela, se atrevendo a


dar uma olhada nele. Em um movimento rápido, ele fechou a
porta, trancando-os no chuveiro.

Olhou para ela. O calor em seu olhar a fez estremecer.


Death não disse nada quando agarrou suas mãos e lentamente
as afastou do seu corpo, deixando-a exposta ao seu olhar.

Ela não lutou com ele.


A excitação corria por ela e estava à beira da dor. Nunca se
sentiu como ela própria. Estava acostumada a não sentir ou ter
carinho. Isso era novo para ela, e sabia que era por causa dele
que estava se sentindo dessa forma.

Com as mãos ao seu lado, ela se contraiu quando seus


dedos deslizaram através do seu estômago. Ele não desceu pelo
seu corpo, ao contrário, foi até os seus seios. Seu polegar
acariciou um mamilo.

Ela soltou um gemido, arqueando-se contra suas mãos.

Nenhuma palavra foi dita. Ele tocou os seios dela dando-lhe


mais prazer. Quando pensou que estava a ponto de gozar, ele
parou, deslizando as mãos pelo seu estômago.

Cada segundo que passava, sob seus toques leves, só


serviram para excitá-la mais. Brianna não podia olhar para longe
dele. Estava hipnotizada pela forma como ele a tocava. Os
toques suaves não eram suficientes, mas ela viu que ele estava
se segurando. Death estava no completo controle das suas
ações. Ela não podia detê-lo, não queria detê-lo.

Os dedos dele deslizaram através dos seus pelos pubianos.


Death acariciou o pelo, se movendo para baixo, colocando o
dedo na sua fenda. Um dedo foi até os lábios da sua vagina,
abrindo-a. Acariciou seu clitóris enquanto se movia para baixo,
para tocar sua boceta. Com apenas um dedo, a penetrou, e
Brianna não conseguiu mais se segurar.

Agarrou seus braços, com as pernas quase cedendo. Death


a moveu para trás, até que ela se recostou nos azulejos que
estavam aquecidos com o calor do chuveiro. Ele a manteve de
pé entre a parede e seu corpo duro. Ela fechou os olhos por uma
fração de segundo, e quando os abriu, viu que ele estava perto.

Não havia medo, nem dor, apenas o prazer e antecipação.


Ela estava em seus braços, e não havia outro lugar no qual
queria estar.

Ele acrescentou um segundo dedo dentro dela,


empurrando-os dentro dela.

— Você quer mais? — Perguntou.

Foi a primeira vez que ele falou desde que se juntou a ela,
no chuveiro. Brianna simplesmente assentiu.

Sim, ela queria mais. O que quer que estivesse


acontecendo com o seu corpo precisava muito mais, inferno, do
que ele podia lhe dar.

Death pressionou o polegar contra o clitóris, movendo-o


para trás e para frente. Com seus dedos dentro dela e o polegar
em seu cerne, uma massa de sensações explodiu dentro dela.
Ele a manteve parada no lugar enquanto brincava com seu
corpo. Ela adorou cada segundo.

— Se você precisar gozar, na próxima vez, Brianna, você


vem até mim. Não compartilho o que é meu e isso inclui a sua
mão. Eu vou te dar tudo que você precisa. Nunca vou forçá-la.
Você quer que eu te foda, peça, e eu vou te foder. Vou limpar
toda a memória do caralho da sua mente, do que aquele
bastardo fez com você. Quando você estiver na minha cama,
você vai gritar de prazer, não de dor. Vou te dar tudo o que você
sempre quis.

Ela olhou fixamente em seus olhos quando ele falou,


sabendo que ele não disse nada além da verdade. Isso era o que
ela queria. Quando estava sozinha à noite, depois de ser usada,
pensava sobre um homem que gostasse apenas dela. Desejou
um homem que não a compartilhasse, que fosse possessivo, e
que não a machucasse.

Death poderia ser o homem que ela estava esperando o


tempo todo?
Capítulo Seis
Brianna agarrou seus ombros. Death observou as reações
dela, certificando-se que estava com ele todo o caminho. A água
caía em torno deles deixando sua cueca molhada, e ele não se
importou. Ouvindo seu gemido, pensou que ela se machucou.
Ele chamou o seu nome várias vezes tentando chamar sua
atenção. Cada vez tinha sido um fracasso. Ela não estava
respondendo a ele. Ele tinha ficado preocupado. Quando abriu a
porta, a última coisa que esperava ver era a Brianna se tocando.
A maravilha que testemunhou em seu rosto ficaria com ele para
sempre.

Ele tomou sua boceta e tomou seus lábios em outro beijo


ardente. Quando a tocou novamente, foi parado pelo puxão em
sua cueca.

Em poucos segundos, estava dentro do chuveiro tão pelado


quanto ela estava.

Ela estendeu a mão, passando os dedos ao longo da


tatuagem no seu abdômen. Ele não estendeu a mão para tocá-
la. Death colocou as mãos em cada lado da sua cabeça contra a
parede, dando-lhe rédea livre para tocar seu corpo. Ele era dela
para ser tomado.
Olhando em seus olhos verdes, viu o olhar que lançou sobre
o seu corpo. Ele tinha o símbolo da Chaos Bleeds decorando seu
quadril esquerdo. Seu corpo era uma tela de tatuagens tribais, e
o que quer que tomasse sua fantasia. Death gostava de
tatuagens. Quando as mãos se moveram do seu abdômen para
agarrar seu pênis, ele soltou um assobio.

— Você não tem que fazer isso. — Cobriu a mão dela com a
sua, com a intenção de detê-la.

— Eu quero. Eu quero lhe dar prazer. — Agarrou seu pênis


um pouco mais forte.

Segurando sua bochecha, deslizou seu polegar, tocando-a.


— Só se você quiser.

— Eu quero.

Ele deslizou a mão pelo corpo dela, tocando sua pele macia.
Ela era tão linda. No momento em que a viu pela primeira vez,
quando a tirou da boate de strip, sentiu como se tivesse levado
um soco no estômago. Sua beleza era toda natural. Nada em
seu corpo era falso. Os seios dela eram grandes, cheios e
preencheram suas mãos quando ele os segurou. Ela tinha
quadris largos, um estômago arredondado, e uma bunda mais
que perfeita. As roupas que ela usava eram de um tamanho
maior. Ele achava que ela estava entre o tamanho quarenta e
quatro a quarenta e oito. Death não podia ser mais preciso
quando nunca tinha prestado muita atenção à etiqueta dentro
das roupas que comprou para ela.

Sim, tinha sido um maldito idiota e começou a comprar


suas roupas. Sentindo-se como uma mulherzinha por comprar
roupas femininas, ele as manteve trancadas dentro do seu
armário. Ninguém sabia sobre elas, e era assim que ele gostava.
O que quer que fosse sua fantasia, ele comprou. Havia um
vestido de verão verde escuro para combinar com seus olhos.

Otário.

Segurou sua buceta dentro da sua palma. — Se você vai


brincar, então eu também vou — Pressionando dois dedos
dentro da sua boceta, ele gemeu quando ela começou a
trabalhar seu pênis. Sua mão ia da base do pênis até a ponta.
Brianna puxou o prepúcio para trás, deslizando o dedo sobre a
pequena fenda na parte superior.

Ela não desviou o olhar dele e nem ele dela.

Death ficou parado e deixou ela conhecer, passo a passo, a


pessoa com quem ela estava.

— Sua mão é tão gostosa, Brianna — disse ele.


Com os dedos bem lubrificados pela sua boceta, ele os
trouxe até a fenda para tocar seu clitóris. Seu cerne estava
inchado e ele, lentamente, o acariciou. Viu seus olhos se
dilatarem, e suas bochechas ficarem coradas quando acariciou
seu clitóris.

Era difícil se concentrar com suas mãos no seu pênis, mas


ele fez isso. Aproveitando a vantagem, moveu os dedos para
baixo da sua boceta. Com calma, brincou com o clitóris antes de
voltar para sua boceta. Death manteve a outra mão ao lado da
cabeça dela.

Nenhum deles desviou o olhar. Algo se passou entre eles.


Não sabia o quê, mas não estava disposto a parar para analisar.

Ela usou a outra mão para segurar suas bolas enquanto a


outra trabalhava o pênis.

— Quero que você goze nos meus dedos, Brianna. Vou


assistir você gozar nos meus braços. Estarei aqui para segurar
você, sempre.

Mantendo os dedos dentro dela, acariciou o clitóris com o


polegar, observando-a. Seu peito arfava a cada inalação
profunda. As paredes da sua vagina se apertaram em torno dos
seus dedos. Inclinando-se, reivindicou seus lábios, deslizando a
língua dentro deles.

Ela não parou de brincar com o seu pênis. O prazer se


construiu dentro dele. Seu pênis estava tão duro que estava à
beira da dor. Death não a impediu. Não estava pronto para detê-
la.

Beliscando seus lábios, Death mergulhou os dedos quando


pressionou o polegar com força contra seu clitóris. Brianna
gritou, interrompendo o beijo quando gozou. Ela gritou seu gozo
e trabalhou mais rapidamente a mão sobre o seu pênis. Death
baixou a cabeça para a curva do seu pescoço quando seu próprio
orgasmo explodiu para fora dele. Observava os fios brancos do
seu gozo jorrarem sobre o estômago dela. Da forma como ele
estava de pé, bloqueava toda a água de levar seu esperma para
longe. Gostava de ver sua semente sobre o corpo dela.

Death esperava que, em breve, gozaria dentro de seu sexo


apertado e assistiria sua semente escorrer dos lábios da sua
vagina. Nunca penetrou uma mulher sem camisinha, mas com a
Brianna ia fazer uma exceção. Ela seria preenchida com o seu
esperma, e ele ficaria mais do que feliz em continuar a fazê-lo.

Ambos estavam ofegantes, e ele tirou os dedos do seu calor


apertado. Se afastou e observou quando a água escorreu pelo
corpo dela. Seu olhar foi capturado pelos finos pelos em sua
vagina, que eram de um vermelho mais claro do que o seu
cabelo. Mal teve tempo para, realmente, olhar para os pelos da
sua vagina.

Queria saboreá-la, mas sabia que isso viria com o tempo.

Tomando um beijo, mergulhou a língua dentro da sua boca,


em seguida, se afastou.

— Obrigado.

Death a moveu para longe da parede, e pegou o sabão.


Sem dizer uma palavra, ensaboou as mãos e começou a limpar
seu corpo. Ela não lutou com ele ou lhe disse para parar.

Quando ela estava pronta, rapidamente, lavou o próprio


corpo. Ele ficou lá fora, esperando que ela terminasse. Um
gemido esmagou todas as suas boas intenções em pedacinhos.

Terminando com seu próprio corpo, pegou o shampoo,


utilizando-o na cabeça dela primeiro. Ficou surpreso quando ela
não tentou assumir. Brianna o deixou-o limpá-la e enxaguar o
shampoo do seu cabelo antes de ir para o condicionador. Ela
saiu do seu caminho enquanto ele passava o shampoo em seu
próprio cabelo.
Ele desligou o chuveiro, abriu a porta e saiu. Death deu
uma toalha à Brianna observando quando ela se cobriu com a
toalha cinza. O corpo dela era incrível. Death mal podia esperar
para ter mais tempo para explorar o que, agora, pertencia a ele.

Ela saiu, e ficou ao seu lado.

Death se inclinou, torcendo suas roupas.

— Não sei o que deu em mim — disse ela.

Ele olhou para ela por cima do ombro.

— Em um momento não sabia o que estava acontecendo,


no momento seguinte, queria você nu.

Death sorriu. — Você se sente atraída por mim, Brianna. —


Ele estava absolutamente apaixonado por ela. — Quando
estivermos juntos, quero que você entenda que pode falar
comigo. Não tenha medo de mim.

Ele não queria que ela ficasse com medo. Ao longo da sua
vida ele assustou tanto homens como mulheres. Assustar
homens não o incomodava, mas não gostava da ideia de
mulheres com medo dele, especialmente esta mulher.

— Não tenho medo de você.


Se endireitando, jogou as roupas no cesto. Sua jaqueta
havia caído sobre a tampa do vaso sanitário. Ela segurou a
toalha apertada no peito. Seus dedos estavam brancos da forma
como ela a segurava apertada.

— Você tem certeza disso? — Ele perguntou, olhando para


as mãos dela.

Ela olhou para as mãos, em seguida, de volta para ele. —


Nunca fiz nada parecido com isso. Quero dizer, já tive relações
sexuais. Já fiz um monte de sexo.

— Não o sexo que você queria. — Olhou para ela. Death era
uns bons centímetros mais alto do que ela. Enrolou uma toalha
na cintura.

O cabelo da Brianna estava molhado pelo banho. Parecia


tão tentadora, de pé na porta esperando por ele. — Não, eu não
queria isso — disse ela, balançando a cabeça.

Ele tinha que se lembrar do que disse.

— Comigo, você vai sempre, apenas, fazer o que quiser. Eu


falei sério, no chuveiro. Você quer um orgasmo, venha a mim.
Até que esteja pronta, você vai começar tudo.
— O que você quer dizer? — Perguntou ela.

— Entendo que você já deve ter feito tudo. Você fodeu pela
sobrevivência, chupou pau, provavelmente até deu a bunda para
sobreviver. — Pela maneira como suas bochechas coraram,
conseguiu sua resposta. — O que estou dizendo a você é que
esqueça tudo isso. Foi o que aconteceu, e não vou fingir que não
o fez. Sua primeira experiência sexual foi sobre ser usada. Você
não sabe o que é querer alguém. O que eu quero dizer é que, se
você quer que eu te toque, não vou até que você me peça para
fazer. Você vai me dizer, a cada passo do caminho, o que você
quer que eu faça com você. — Se seu rosto ficasse mais
vermelho ela ia pegar fogo. Ele chegou mais perto dela. — Você
quer que eu toque sua boceta, diga-me. Você quer chupar o meu
pau, me diga. Você quer que eu a leve para fora, para algum
lugar, diga-me. — Parou quando estava bem na frente dela. —
Se você quer que eu dobre você sobre a cama e foda você como
nunca foi fodida antes, me diga. Até que esteja pronta, você
controla tudo o que acontece com você.

— E se eu não quiser nada disso?

Death sorriu. A paixão dentro dela brilhava mais do que


nunca, e era tão fácil de ver.

— Você vai querer isso, Brianna. — Ele se inclinou. — Eu sei


exatamente como me certificar que você deseje isso, sem ter
nada de você. — Mais uma vez, deu um beijo em seus lábios,
antes de caminhar para o quarto.

Ele deixou cair a toalha antes de subir na cama.

— Você não vai colocar nenhuma roupa? — Ela perguntou.

— Não, e você não precisa, também. Não vou tocar em


você, Brianna. Não sou um estudante novinho que não entende
o que significa não. — Ele colocou a coberta sobre a virilha,
olhando para ela. Ela parecia tão insegura de si mesma. — Não
vou expulsá-la do meu quarto ou da minha cama, se você vestir
uma camiseta. Porra, vista um casaco, chapéu, luvas, cachecol
se isso vai fazer você se sentir confortável.

Ela, rapidamente, colocou uma camiseta e enfiou um short.


Era uma vergonha ela estar vestida. Com o tempo ele a teria
nua e esperando por ele.

Brianna moveu-se para a cama. Ele observou suas mãos


abrirem e fecharem, olhando para a coberta, com ele dentro.

Vamos lá, baby, entre.

Não disse uma palavra em voz alta, esperando ela para


subir na cama.
Pegando o controle remoto na mesinha de cabeceira, o
apontou para a televisão e começou a zapear pelos canais. Não
ia apressá-la.

****

Suba na cama.

Death não lhe deu nenhuma atenção quando Brianna olhou


para a cama. Ele seria o primeiro homem com o qual já tinha
partilhado a cama. Cortou os outros pensamentos quando o
Mestre tentou invadir sua mente. Ele era a última pessoa na qual
deveria pensar. Death mudava os canais, dando-lhe espaço.

Não olhou em sua direção.

Sentindo-se como uma idiota total, levantou as cobertas e


subiu na cama. Passando para o lado dela, ficou tão longe dele
quanto possível.

Sério? Você teve o pênis dele na sua mão. Você lhe deu um
orgasmo e vai ficar assim?

— Lembra-se do que eu disse, Brianna?


Ela olhou por cima do ombro para vê-lo ainda olhando para
a tela da televisão.

— A única maneira que alguma coisa vai acontecer entre


nós é se você iniciá-la. Você não tem nada a temer.

Brianna acenou com a cabeça, em seguida, se virou para


olhar a tela. Lentamente, começou a mexer no travesseiro para
ficar mais confortável. Quando estava em uma posição melhor
se acomodou e assistiu ao filme.

— Vou estar de volta em um minuto — disse o Death,


saindo da cama. Ela o observou enfiar um calção antes de sair
do quarto. Brianna levou uma mão ao peito. Sua bunda era
gostosa e firme. Se imaginou agarrando a carne e puxando-o
mais profundo dentro dela enquanto se aproximava do orgasmo.

Deixe esses pensamentos longe.

Assistiu ao filme de terror que passava na televisão. Era


sobre um palhaço que aterrorizava um grupo de crianças.
Palhaços não a assustavam.

Death voltou minutos depois com os braços cheios de


comida. Ele deixou cair sacos de batatas fritas, doces e
chocolates sobre a cama.
— Aqui, trouxe isso para você. — Ele lhe entregou um
refrigerante, em seguida, colocou as coisas na mesinha ao lado
da cama. Ela segurou a lata fria nas mãos. Com o canto do olho,
ela o viu-o tirar o calção antes de voltar para a cama.

— Por que você não mantém o calção? — Perguntou.

— Não consigo dormir com elas.

Abriu um saco de batatas fritas com sabor de queijo,


oferecendo algumas para ela. Ela comeu algumas batatas e
bebeu o refrigerante enquanto assistia o filme. Quando ele abriu
o pacote de doce junto com o chocolate, pegou um pouco do que
ele ofereceu.

Ela gemeu em torno do caramelo coberto de chocolate ao


mesmo tempo que Death o fez, também. Brianna sorriu para
ele, e ele sorriu de volta para ela.

Foi legal. Não havia expectativas sobre ela ou a demanda


de ela não fazer nada. Eles, simplesmente, compartilharam ao
mesmo tempo, assistindo a um filme juntos. Qualquer tensão
que ela tinha, começou a desaparecer com o filme.

— Gosto de ver você sorrir — disse Death.


Ela virou a cabeça para olhar para ele e o viu olhando para
ela. Brianna nem percebeu que estava sorrindo.

— Eu não sou uma aberração ou qualquer coisa. Não estava


sorrindo do filme.

Ele começou a rir. — Do que você estava sorrindo?

— Disso, não estive tão relaxada em um longo tempo.


Estou me divertindo.

— Bem, você é a mulher mais barata que eu conheço para


começar a desfrutar de si mesma. A maioria que eu conheço
exige joias, vinhos finos, jantar, bom sexo.

Ela podia ver que ele estava brincando. As garotas da


gangue não precisavam de outra coisa que não o sexo. —
Obrigado por isso.

—Você não precisa me agradecer. — Lhe ofereceu mais


algumas batatas. — Independentemente do que as pessoas
pensam, eu realmente gosto de fazer essas merdas chatas,
também.

Brianna olhou para a batata em sua mão antes de colocá-la


na boca. — Você já assistiu a um filme com qualquer uma das
outras mulheres?
Death olhou para ela. — Sentindo-se com um pouco de
ciúmes?

— Não. — A mentira saiu muito mais fácil do que ela


pensava ser possível.

Ele riu. — As prostitutas ou as garotas do clube não ficam


aqui para assistir a um filme. Elas estão interessadas em uma
coisa e isso é, ficar com um pau. Não, nunca assisti a um filme
com mais ninguém. — Franziu a testa. — Na verdade, eu o fiz.
Já assisti com a Ashley e o Pussy, mas isso não conta.

— Eu ouvi sobre a Ashley. Ela foi a mulher que perdeu tudo


por causa do Gonzalez?

— Sim, a morte dela atingiu a todos nós fortemente. Nós


não conseguimos protegê-la. Não havia nenhuma maneira de
avisá-la sobre o que estava acontecendo. — Ele olhou para a
frente, sem ver nada. Ela sabia o que era, lembrando-se da
família e dos amigos do passado.

— Ela parecia ser uma grande mulher.

— Ashley, ela era diferente. Sim, ela gostava de foder como


a maioria das garotas da gangue, mas ela era leal. Não tentou
sair com os homens que já foram tomados. June é um pouco
como ela, só que não tão leal. Ashley, ela significava algo para a
gangue. Ela colocou as necessidades dos outros antes da sua
própria.

— Você parece um pouco apaixonado por ela — disse a


Brianna, sentindo-se dilacerada por seus sentimentos óbvios
pela outra mulher.

Death começou a rir. — Não, eu não amo a Ashley. Eu


gostava dela como uma amiga, não como uma amante. Não se
engane, eu peguei ela. A maioria dos homens aqui o fez, mas
não era esse tipo de amor. Você teria gostado dela. Ela teve um
começo difícil na vida. Não devia ter terminado para ela, como
terminou. — Ele deu de ombros. — Não há muito a fazer para
mudar o que aconteceu. Somos todos diferentes, agora.

Ela pegou alguns doces, e colocou na boca. Ashley tinha


significado muito para todos eles. Até a Lexie e as outras
Senhoras gostavam dela.

— Você é a primeira mulher com quem fiz isso no meu


quarto. Quando assisti a um filme com a Ashley e o Pussy,
fomos para a sala principal. Isso, isso é muito melhor. — Tomou
um gole de refrigerante, inclinando-se para trás. — Gosto que
você esteja com ciúmes, mas não precisa ficar. Não vou transar
com outra mulher, além de você.
— Você teve uma vadia chupando seu pau no outro dia. —
Ela lembrou da loira que ele teve entre as pernas, sugando seu
pênis. O ciúme a tinha surpreendido ao vê-lo ter prazer com
outra mulher.

Death riu. — É bom saber que, finalmente, tive a sua


atenção.

— O quê?

— Foi um dia difícil. Eu queria você, mas não podia tê-la.


Você não mostrou sinais de me querer. Eu precisava de alguma
agitação, e ela estava lá. Acredite em mim, Brianna, não era ela
que eu queria. Era você.

— Você sairá com outras mulheres? — Sabia que ele disse


que não ia, mas os homens, assim como as mulheres, mentiam
para conseguir o que queriam.

— Não. Já disse que não estou interessado em outras


mulheres. Você é a única que eu quero.

Ela ficou em silêncio enquanto o filme chegava ao fim.


Terminando seu refrigerante, ela saiu da cama para ir ao
banheiro. Havia uma escova de dentes extra a esperando no
suporte. Ela a lavou antes de escovar os dentes. Death se juntou
a ela, nu, enquanto ela escovava os dentes.
Foi difícil para ela não olhar. Ele era muito maior do que ela
e a fazia se sentir pequena em comparação a ele. Death se
movia ao redor dela, não a empurrando para fora do caminho
enquanto escovava seus próprios dentes. Brianna desistiu da
luta de tentar não olhar para ele. Ele olhou para ela no espelho,
enquanto o observava.

Quando ela terminou, limpou a escova e caminhou de volta


para o quarto. Os lanches tinham sido movidos para fora da
cama. Ela ficou surpresa ao ver a cama recém-feita, sem uma
migalha à vista.

Subindo na cama quente, encarou o banheiro, observando-


o sair. Um calor encheu suas bochechas quando ela viu a
evidência da sua excitação. Ele estava muito duro de novo.

Calor se derramou entre as suas coxas com a visão dele.

A cama afundou, e a luz se apagou. Ela descansou em seu


lado da cama enquanto ele se acomodava.

Durante muito tempo Brianna ansiou pela escuridão.

— Você pode relaxar. Eu não mordo.


Ela não pôde deixar de sorrir. Obrigar-se a relaxar foi a
coisa mais difícil. A noite avançava, e ela se viu fechando os
olhos.

Em algum momento, ela adormeceu.


Capítulo Sete
Death acordou primeiro, com a Brianna em seus braços. Ela
estava dormindo enrolada contra ele. Suas mãos estavam
debaixo de sua cabeça, e estava virada para ele. Ela parecia tão
pacífica que, durante vários minutos, ele não se mexeu. Um de
seus braços estava debaixo de um travesseiro e o outro sobre
seu corpo.

Quando ela adormeceu na noite passada, ele a puxou para


os seus braços. Ele gostava de tê-la na sua cama, perto dele.
Não havia preocupação de acordar e descobrir que ela tinha
deixado o clube.

Ela é toda sua.

Precisava falar com o Devil e o resto da gangue. Além


disso, sua bexiga estava implorando por atenção. Puxou o braço
que estava debaixo da sua cabeça, em primeiro lugar, e saiu da
cama. Não antes de esperar que ela ficasse confortável. Quando
teve certeza de que ela ia continuar dormindo, saiu do quarto,
indo para o banheiro. Ele entrou, lavou as mãos, escovou os
dentes, em seguida, reuniu suas roupas e se vestiu.
Death a observou enquanto se vestia. Ela parecia
totalmente diferente sem o stress do dia a assolando.

Ele foi até o armário pegando um jeans e uma camiseta


verde que tinha comprado especialmente para ela. Death
colocou a calcinha por cima antes de sair do quarto. Seguindo
seu caminho para fora do quarto, viu que o resto da gangue
estava apenas acordando. Estava frio, e a primeira coisa que fez
foi ligar o aquecimento central enquanto caminhava até a
cozinha.

— Você parece muito alegre, - Pussy disse, sentando-se à


mesa. Passou a mão sobre o rosto depois de abrir a porta dos
fundos. O cão da Sasha se balançava na porta, para ir fazer suas
coisas.

— Vou começar o café.

— É uma surpresa que a Brianna não esteja acordada. Ela


geralmente cuida do café, do aquecimento, do cão, tudo isso. —
Pussy bocejou, fechando a porta, e sentando-se à mesa.

— Ela está na minha cama — disse o Death, enchendo o


pote de café.

— Você, finalmente, conseguiu colocá-la na sua cama? —


Perguntou Pussy.
— Ela estava no meu quarto, ontem à noite, quando
cheguei lá.

— Você vai reivindicá-la?

— Sim. Ela não quer qualquer um de vocês bastardos feios,


e eu não quero que ela queira.

Pussy ergueu o dedo do meio, se levantando quando o cão


da sua mulher começou a arranhar na porta. — Sasha ainda está
na cama. Ela vai ficar com a gripe que eu penso. É o mau tempo
que estamos tendo. Sua mãe deve vir para casa a qualquer
momento. Ainda não gosto dela estar perto da mãe.

— Foi culpa do seu padrasto.

— Se a cadela da sua mãe não tivesse estado sob efeito de


drogas e bebidas, Sasha ainda seria capaz de ver.

— Você não sabe disso. Nada poderia ter impedido o que


aconteceu.

Pussy deu de ombros.


— Pensei que você não se importava com a sua cegueira. —
Death se virou para olhar para o seu irmão. Pussy estava
acariciando o cão na frente dele.

— Não me importo. Eu amo a Sasha com todo o meu


coração. Eu nunca deixaria nada acontecer com ela. Eu morreria
por ela, isso é o quanto eu a amo. Natal, árvore, tudo isso, me
faz sentir tanta raiva.

— Por quê?

—Ela não pode ver nada disso. Sim, ela pode sentir, sabe o
que está acontecendo, mas não pode ver. Deixo minhas botas
no quarto e não digo a ela onde estão, ela cai, bate a cabeça.
Deus, eu a amo, e é porque eu a amo pra caramba que tenho
pavor. Eu odeio o que ela não pode ter. Não posso lhe devolver
sua visão. Não posso lhe dar tudo, realmente.

Quando eles ergueram a árvore, tinha certeza que tinha


visto a tristeza dentro dos olhos do Pussy. Isso só confirmava
para o Death.

— Você lhe deu muito, Pussy.

—Sim? O quê?
Death serviu a ambos uma xícara de café quente, tomando
um lugar ao lado do amigo.

— Bem, além do óbvio, um cão e estabilidade, você deu a


ela, você. — Death tomou um gole de café. — Você deu a ela
uma família. Todos nós vamos cuidar dela. Sim, Devil não é um
grande fã, mas não vai deixar merda alguma acontecer com ela.

— Eu não posso dar as costas para a única coisa que ela


precisa.

— Ela não precisa disso, Pussy. Sasha tem você. Não é sua
responsabilidade dar-lhe tudo. Você a ama de qualquer maneira,
certo?

— Claro que sim. Ela significa tudo para mim.

— Então, qual é a preocupação? Sasha não precisa da sua


visão. Se você fosse perguntar a ela se poderia passar o resto de
sua vida com você ou obter sua visão, eu sei que ela ia escolher
você. — A gangue inteira sabia que ela ia escolher o Pussy. Ela
estava completamente apaixonada por ele. Não havia espaço
para dúvidas quando se tratava dos sentimentos dela.

— Merda, sinto muito, cara. Não devia ter descarregado em


você desse jeito.
Death deu de ombros. — Não me importo. A Sasha é uma
grande mulher.

O cachorro latiu, como se estivesse concordando.

Pussy riu. — Venha. Vamos acordá-la. Obrigado pela


conversa animadora.

Caminhou para fora da cozinha, levando o café com ele.

— Foi uma boa conversa que você teve com ele, - disse a
Mia, entrando na cozinha.

— Não tinha visto que você estava acordada.

— Curse está sendo um burro preguiçoso. É a minha vez de


pegar café. Qualquer um pensaria que ele é um urso com a
maneira como fica acampado na cama. — Mia caminhou até a
jarra de café, servindo duas canecas cheias. Olhou para ela,
colocando uma abundância de açúcar em um e nada no outro. —
Estou feliz que você esteja ficando com a Brianna.

Death assentiu. O que mais devia dizer? De todas as


mulheres, Mia era a que ele raramente falava. Quando toda a
merda começou com o Gonzalez, ele culpou a Mia. Se não fosse
por aquele filho da puta tê-la atacado, Curse nunca teria matado
o filho da puta, e o Gonzalez nunca teria entrado em suas vidas.
Lexie, Devil, e as crianças entraram, impedindo-o de ter
que responder à mulher. Mia pegou seu café e saiu da sala.

— Eu estou bem, Devil. Pare de se preocupar — disse a


Lexie, pressionando as costas da mão no rosto dele.

— O que é isso? — Death perguntou.

— Ela não gosta do cheiro de café. É sempre a mesma coisa


com a gravidez. Estou parando após este. — Devil colocou
Elizabeth na mesa enquanto Lexie lidava com o filho mais novo.
Simon subiu na mesa. Em suas mãos, estava um vídeo game. O
som foi silenciado, mas de maneira alguma qualquer um
receberia a atenção do rapaz.

— Onde está a Brianna? — Perguntou a Lexie, abrindo os


armários.

— Está na cama. Na minha cama — disse ele.

Ambos, Lexie e o Devil, viraram-se para olhar para ele.

— Você a reivindicou? — Perguntou o Devil.


— Eu reivindicarei a Tabitha — disse o Simon, gritando com
toda a força dos seus pulmões. Olhou por cima do seu jogo para
sorrir para o pai.

— Lex!

— Deixe-o, Devil. Ele é só um menino.

Simon era apenas um garoto, mas certamente sabia o que


queria.

— Tabitha vai ser toda minha.

Devil sacudiu a cabeça, olhando para o teto. — Vai ser a


minha morte.

Death ouviu o murmúrio do Devil.

Sorvendo seu café, Death assistiu a família feliz


trabalhando em torno da cozinha. — Sim, vou reivindicar a
Brianna como a minha Senhora.

— Tem certeza que ela está pronta para isso? — Perguntou


Lexie.

— Não tem muita escolha. Eu vou lhe dar um tempo, mas


ela vai ser minha.
Lexie e o Devil trocaram um olhar.

— Se é isso que você quer — disse Devil. — Não me


colocarei no caminho.

— É o que eu quero. Vou levá-la para dar uma volta, hoje.


Eu ia perguntar o que você precisava comprar. As estradas não
são as melhores, e está ficando mais difícil de andar sobre elas.
Vou levar o carro para que eu possa pegar qualquer compra que
você precise.

— Oh, eu tenho uma lista. — Lexie saiu da sala deixando o


Devil para cuidar do café da manhã.

Death observou como seu presidente despejava cereal em


uma tigela para todos eles. Simon não desviou os olhos do seu
jogo. O menino estendeu a mão, pegando a colher e começou a
comer sua comida.

Balançando a cabeça, Death ainda estava rindo quando


Lexie caminhou de volta na sala carregando uma longa lista.
Atrás dela, ele viu a Brianna esperar. Estava vestida com o jeans
e a camiseta que ele tinha deixado para ela.

— Ei — disse ela, sorrindo para ele. — Eu, humm, encontrei


isto quando acordei.
Seu pau passou de flácido para duro em um segundo. —
Deixei-os para você. — Ciente dos olhares sobre eles, Death saiu
da cozinha, agarrando seu braço enquanto caminhavam para
fora do clube. Eles foram recebidos pelo congelante ar frio.

Ele amaldiçoou quando ela engasgou com o frio repentino.

Nenhum deles estava vestindo casacos. Quando estavam


no carro, ligou o aquecimento do pequeno veículo.

— Está congelando. Qual é a pressa? — Ela perguntou,


esfregando os braços.

As roupas que ele escolheu não eram as melhores para este


tempo.

— Sinto muito. Só queria que tivéssemos algum tempo


sozinhos. Devil e a Lexie não estarão sozinhos muito tempo.

Ele saiu do clube, entregando a lista das coisas que a Lexie


queria. —Aqui, dê uma olhada nisso.

— Presunto, carne, frango, tomates — Brianna disse, indo


em silêncio enquanto ela olhava para ele. — Estamos indo
comprar alimentos?
— Parece que sim. Nós vamos parar na lanchonete na
cidade. É um bom lugar, e você vai adorar a comida. Mia
costumava trabalhar lá. Curse pôs fim a isso.

— Pussy, Curse, Devil, Death, todos vocês têm nomes


estranhos. É o seu verdadeiro nome?

Death riu. — Não, nem mesmo perto.

— Qual é o seu nome verdadeiro?

— Benjamin. Você usa esse nome e eu juro que vou


torturá-la com orgasmos — disse ele, lançando uma piscadela
em seu caminho.

Ela começou a rir junto com ele. Ele adorava o som de sua
risada. Death queria mantê-la rindo.

— Eles são nossos nomes de estrada. Nós conquistamos


nossos nomes.

— Eu queria saber como o Pussy ganhou o seu nome.

Death sorriu. — Havia um monte de mulheres na vida do


Pussy. Levou um longo tempo para obter o nome.

— Como?
— Ele come bocetas. Pussy ama bocetas. É como ele
conseguiu o seu nome.

— Ok, eu realmente não precisava saber disso.

— Você já teve sua boceta comida?

— Não.

Ele olhou para ela. — Quando você estiver pronta para


sanar esse pequeno fato, vou lhe mostrar quão bom pode ser ter
sua boceta lambida e chupada.

Suas bochechas estavam coradas, mais uma vez. Uma


rápida olhada para baixo e viu que seus mamilos estavam
inchados contra a camisa. Parte do que poderia ser do frio que
fazia, enquanto outra poderia ser excitação. Acreditava que era
mais excitação do que o frio. O aquecimento do carro estava
funcionando.

— Ok, Curse?

— Ele era amaldiçoado. Saímos em uma viagem e tudo o


que podia dar errado com ele, deu. O homem estava
fodidamente amaldiçoado. O nome pegou. — Death diminuiu a
velocidade do carro quando estavam entrando na cidade. No
início da manhã, as crianças costumavam atravessar a estrada
sem olhar, o que sempre o irritou.

— Butler?

— Antes da bebida e das drogas assumirem, houve um


tempo que o Butler agia assim. Ele vivia para servir. Também
esteve no exército por um longo tempo, servindo seu país.
Quando saiu, isso fodeu com a cabeça. Desde que o Devil
ordenou que a gangue ficasse limpa, Butler começou a parecer
normal novamente.

— Você devia estar me dizendo tudo isso? — Ela perguntou.

— Por quê?

— Algum tipo de fidelidade ou código ou algo assim.

— Você é minha mulher, Brianna. Sua lealdade é para mim


e para o clube.

****

Brianna gostou disso. Não havia nenhuma maneira de ela


jamais fazer qualquer coisa para colocar a Chaos Bleeds em
perigo. Ela lhes devia sua vida. Se eles não viessem até a boate
de strip, ela estaria vendendo sexo por hora. Estremeceu com o
pensamento. Uma vez que a gangue havia entrado em sua vida,
ela tinha mudado. Acordar naquela manhã cercada pelo cheiro
do Death, se sentiu feliz, segura. Foi bom, finalmente, se sentir
como ela mesma novamente.

Quando viu as roupas esperando por ela, ficou tocada. E se


tivessem pertencido a outra pessoa?

Death não removeu a etiqueta de dentro das calças. Elas


eram novas. Tinha comprado para ela?

Não sabia, e agora não estava pronta para ter a resposta às


suas próprias perguntas.

Ele parou no estacionamento do restaurante. Ela não viu


muito de Piston County, e com a neve, era perigoso se mover ao
redor. Brianna pegou a mão que ele oferecia, seguindo-o para
dentro do restaurante. Ele escolheu a mesa perto da porta.

— Aqui. — Death lhe passou um menu, que ela olhou


enquanto ele pedia os cafés.

Brianna pegou o que queria, segurando a caneca morna


entre as mãos frias.

— Nós deveríamos ter pego os casacos.


— Nem me fale. Estou congelando minhas bolas. — Death
segurou o copo, girando em torno do menu para dar uma
olhada. — Você decidiu o que você quer?

— Ovos Benedict. Minha mãe costumava fazê-los para mim.


— Brianna sorriu, lembrando o amor e carinho que costumava
abraçá-la.

— Sinto muito que você perdeu sua família. Ir morar com o


Ronald foi a pior merda para qualquer mulher.

Ela olhou para o café em sua xícara. Brianna odiava café. O


cheiro, o gosto, mas não conseguia parar de beber. Ao contrário
da maioria das pessoas, nunca adquiriu gosto pelo líquido
amargo. Preferia um chá doce.

— O que está passando pela sua cabeça? — Perguntou.

— Não é nada.

— Se você não quer café, posso pedir outra coisa para você
— disse ele.

— O que faz você pensar que não quero o café?


Ele se inclinou sobre a mesa. — Você está olhando para
baixo como se tivesse merda no seu copo. Você não quer isso,
deixe-me saber.

Ela abriu a boca, em seguida, fechou-a, franzindo a testa.

— Eu não posso mudar se você não falar sobre isso.

— Eu odeio café. — As palavras despejaram dos seus


lábios, mas foi uma luta.

Death recostou-se e sorriu. — Por que você não disse logo?

Brianna deu de ombros. — Tem sido mais fácil fingir. — Ela


fingiu todo o tempo com o Mestre.

— Você não precisa fingir comigo. — Ele sinalizou para a


garçonete, chamando sua atenção. — Ei, boneca, você poderia
trocar isto por... — Death olhou para ela.

— Chá doce — disse Brianna.

A xícara foi tirada dela e substituída por uma xícara de chá


doce.

— Viu, eu disse a você.


Ela tomou um gole, e parecia que estava no paraíso.

— E sobre o nome do Snake? — Perguntou Brianna,


mudando de assunto. Ela gostava de ter sua atenção voltada
para ela. Eles estavam longe do clube e todas as distrações que
vinham com isso.

— Ele é mortal, como uma cobra. O bastardo pode não


parecer, mas em um piscar dos olhos dele, você está morto.

Ela sabia que tinha que ser verdade.

— O nome do Devil?

— O pior de todos nós. Você fode e responde a ele. Todos


nós já vendemos nossa alma ao Devil, mas é por uma boa
causa. Devil é um monte de coisas perigosas, no entanto, tem
moral. Ele é o nosso código, e nós cumprimos. Houve um tempo
em que não ficaríamos no mesmo lugar. Nós nos
movimentávamos, causando merda onde quer que fôssemos.

— O que mudou?

— Simon. Devil ouviu que uma prostituta tinha dado à luz


ao seu filho e o deixou sozinho com a irmã. Esta merda você não
pode dizer em qualquer outro lugar.
— Simon não é o filho da Lexie?

— Não, não é. Não há nenhuma razão para ele, algum dia,


descobrir.

— Não vou dizer. — Seu respeito pela Lexie subiu muito. —


E o seu nome?

Ele suspirou, olhando para ela. — Você não quer saber.

— Por quê? — Estava curiosa sobre ele. Brianna não era


uma idiota. Sabia que o que quer que seu nome significasse era
ruim, talvez até mesmo o pior.

A garçonete veio pegar seus pedidos. Brianna esperou o


Death terminar de pedir a comida antes de questioná-lo mais
uma vez.

Death passou a mão pelo rosto. — Eu não era um bom


homem, Brianna. Não espere que a minha história seja tudo sol
e rosas. Não é. Eu matei pessoas, muita gente. Eu tinha o
trabalho feito. Esta merda com o Gonzalez, foi a primeira vez
que já tive que me segurar. Eu odiei. Meu nome é Death porque
isso é exatamente o que eu trago, a morte.
Ela tinha que ser uma idiota. Brianna sabia que seu nome
era ruim, mas não se importava. Death não a machucou. Tinha
lhe dado nada além de prazer e segurança.

— Você quer correr de mim agora?

Sorvendo seu chá doce, ela balançou a cabeça. — Não, não


quero.

— Por que não?

— Você não me assusta. — Ela se recostou, olhando para


ele.

Ele a encarou, dando-lhe a sua atenção. — Eu não te


assusto?

— Não.

— Então, o que eu faço com você?

Brianna olhou para ele. Seu pulso disparou, e sua boca


ficou seca.

— Você faz um monte de coisas comigo.


— Como o quê? — Estendeu a mão para tocá-la. Sua mão
era maior e os dedos mais ásperos enquanto ele acariciava o
interior do seu pulso. — O que você está sentindo agora?

— Nervoso — Foi a primeira palavra que veio à mente. —


Animada. Por muito tempo, estive presa em um mundo de
medo. Quando estou perto de você esqueço tudo, e quero ser eu
mesma. Quero ser normal, sem qualquer medo ou repulsa.

— Você não tem que ter medo.

— Mesmo que você traga a Morte? — Ela perguntou,


sorrindo.

— Nós dois sabemos que nunca vou te machucar.

Ela sabia, o que era estranho. — Pensei que a minha vida


tivesse acabado quando fui enviada para ele. Você me faz querer
viver novamente.

Ele entrelaçou seus dedos juntos. Ela cruzou as pernas


quando mais calor escoou dos lábios da sua vagina.

— A sua boceta está molhada.

Brianna abriu a boca para dizer algo a ele quando a


garçonete veio na direção deles. Ovos Benedict foram colocados
na frente dela, enquanto panquecas com ovos e bacon foram
entregues a ele. A garçonete não adicionou um sorriso extra.
Simplesmente serviu os pratos, em seguida, saiu.

— Bem, a sua boceta está molhada para mim?

Ela olhou ao redor da lanchonete para ver se ninguém


estava prestando atenção a eles. A emoção trabalhou através
dela diante das suas palavras. Lembrando o que ele disse sobre
ter certeza dela o querer, Brianna sabia que ele seria bem-
sucedido. Mesmo agora, ela o queria. Estavam em uma
lanchonete para tomar café da manhã e tudo o que podia pensar
era nos seus lábios entre as suas coxas. Como seria tê-lo
lambendo sua vagina?

Ele soltou as mãos dela, e ela pegou o garfo. Cortou o ovo,


e observou a gema escorrer sobre o prato. Dando uma mordida,
gemeu ante o sabor. Realmente, era uma refeição deliciosa.

— Sim — disse ela.

Ele mordeu a panqueca, sorrindo para ela. — Você me


quer?

— Sim.
Death arqueou uma sobrancelha. — O que você vai fazer
sobre isso?

Ela deu outra mordida em seu alimento. — Não sei.

— É melhor você pensar em alguma coisa, baby.

Comeram o resto da comida em silêncio. A tensão sexual


subia a cada minuto que passava. Seus mamilos endureceram
quando ela pensou nos lábios em seu corpo. Ela não lhe pediu
nada, seguindo-o até o carro. Ele dirigiu para fora da cidade, na
direção do supermercado. Fazia muito tempo desde que fez algo
tão mundano como compras. Durante vários minutos, ela o
seguiu enquanto ele empilhava coisas no carrinho. Quando viu
algo que queria, pediu a permissão do Death para adicioná-lo.
Após o décimo item, ele disse para ela para simplesmente pegá-
lo. Quando ela foi argumentar, a carranca em seu rosto a
deteve.

Ela não queria deixá-lo de mau humor.

Sua carranca não durou muito tempo. Death ficava pedindo


a ela para se abaixar para pegar latas da prateleira inferior ou
caixas. Levou uns bons quinze minutos para perceber que ele
estava fazendo isso de propósito para olhar para sua bunda. Ela
ainda estava fazendo isso. Só que tinha uma emoção a cada vez
que se abaixava, sabendo que seu olhar estava na bunda dela.
— Você comprou essas roupas? — Perguntou ela,
entregando-lhe uma garrafa de calda de chocolate.

Death olhou para ela, pegando a garrafa das suas mãos. —


Sim.

— Será que você as comprou para mim ou para outra


pessoa? — Ela o impediu de se mover colocando uma mão no
carrinho para mantê-lo no lugar.

Ele soltou um suspiro. — Você vai esquecer isso?

Ela balançou a cabeça. — Não.

— Eu as comprei para você.

— Por quê?

Nenhum deles voltou atrás. Death não desviou o olhar. Só


ficou olhando para ela. — Porque eu as vi e sabia que você ia
ficar incrível nelas.

— Você sempre soube que eu ia dizer sim? — Ela


perguntou. Ela era realmente uma coisa certa?
— Não, eu não tinha nenhuma porra de ideia. Eu ficaria
longe de você. Você é muito jovem para mim, de qualquer
maneira.

— Por que não?

— Eu decidi que não dava a mínima. Você veio para mim,


Brianna. Eu apenas lhe ofereci um lugar em minha vida. Era
metade sua decisão. Se você não quer estar lá, me diga. Eu
ainda vou te apoiar, mas ele vai te tirar da gangue.

Ela não queria ficar longe dele. No momento em que se


mudasse do clube as prostitutas estariam sobre ele. O próprio
pensamento da June, Amy, e as outras lhe arranhando, a enchia
de desgosto. Não, não queria estar fora de sua vida.

— Estou feliz em fazer parte da vida do clube — disse ela.


— Fiz a minha escolha. E não vou voltar atrás. — Não só ela ia
ser parte de sua vida, queria estar na sua cama, dando-lhe
exatamente o que ele precisava, prazer.

— Bom. Esteja preparada para mais roupas. Tenho muitas


para você, e sim, comprei-as com você em mente.

Colocando um pouco do cabelo atrás da orelha, Brianna


ficou emocionada com seu lado doce. Duvidou que muitas
mulheres viram este lado do Death.
Isso era o que ela queria ver o tempo todo. Brianna soube
naquele momento que faria o que fosse preciso para mantê-lo
em sua vida.

****

Snake estava do lado de fora da biblioteca, suas bolas


congelando enquanto a Judi estava lá dentro pegando um livro.
Ripper teve que atender um recado do Devil, o que o deixou
para levá-la até a biblioteca. Ele tinha certeza de que tinha mais
do que bastante livros, mas ela estava sempre à procura de
outro. Envolvendo a jaqueta de couro em torno dele, Snake
olhou para a neve, desejando que pudesse derrete-la só com seu
olhar.

Death e a Brianna estavam juntos, o que funcionou bem


para a gangue. Snake nunca devia subestimar seu presidente.
Devil sabia o que todos estavam pensando e sentindo antes
mesmo que eles soubessem. Era completamente insano, mas
não havia outra maneira de descrevê-lo.

— Vamos, Judi. — Se não conseguisse um pouco de calor,


em breve, ia acabar com queimaduras no seu pau.

Ande para a biblioteca.


Ele o teria feito se não tivesse visto a sereia de cabelos
negros tentadores que o estava irritando nos últimos dois dias.
Ela caminhava pela rua olhando as vitrines. Seu cabelo caía,
soprando ao seu redor. O casaco que ela usava cobria seu corpo,
mas o uniforme de enfermeira que usava, deixava cada curva
em exibição. Ela estava linda. Ficaria mais do que feliz em lhe
oferecer bons momentos. Snake nem sequer precisaria de uma
cama para lhe mostrar o quão bom ele podia ser.

De todas as mulheres de quem ela podia ser amiga, Lydia


era a última pessoa que ele queria que ela conhecesse. Ele não
ia entrar nas suas calças com a Lydia por perto.

Jessica parou quando o viu.

— Você está me seguindo? — Perguntou ele, dando-lhe um


sorriso.

Ela ficou olhando para ele. — Você gostaria, não é?

— O que posso dizer? Tenho esse efeito nas mulheres.

— Urgh, o que ela viu em você? Você é nojento. — Ela


balançou a cabeça.

Esta não foi a mais calorosa das recepções que já tinha


recebido de uma mulher. Mas não ia desistir.
— Você vai acreditar na opinião dela sobre mim ao invés de
criar a sua própria? — Ele deu um passo mais para perto.

— Que você fodeu a minha amiga e a deixou? Nem sequer


ligou?

— Quando eu peguei a Lydia não disse nada sobre mais de


uma noite. Éramos um negócio de uma vez.

— No entanto, você a fodeu na parte de trás do


restaurante, em seguida, voltou com ela para a sua casa e fodeu
a noite toda.

Ela disse tudo isso sem tomar fôlego.

— Vocês, mulheres, falam sobre os homens com os quais


vocês já dormiram?

— O quê? Não podemos ser como caras, falando sobre as


nossas últimas conquistas? — Desviou o olhar para outro lado da
rua. Ouviu-a soltar um suspiro de frustração. — Por que ainda
estou falando com você?

Jessica tentou passar por ele. Ele a agarrou pelo braço


tentando fazê-la ficar. Ele era um doente e estúpido, mas
mesmo com ela jogando insultos, nunca se sentiu tão vivo. —
Me conheça.

— Você tem que estar brincando.

— Um encontro. Isso é tudo que estou pedindo, um


encontro.

Ela parou para olhar para ele. — Você vai parar com isso?
Não irei a um encontro com você. Você nunca ouviu falar sobre
lealdade?

— E sobre ser justo no amor e na guerra?

— Nós não estamos em guerra, e certamente não estamos


no amor. — Ela tentou se afastar, mas ele a puxou para mais
perto.

— Um encontro. Me dê um encontro e prometo que vou


recuar.

Jessica olhou para ele. — Um encontro, mas você tem que


ligar para a Lídia e, oficialmente, terminar com ela. Ela ainda
está esperando por você.

Porra de mulher louca.


— Tudo bem. — Por um encontro com a Jessica, faria
qualquer coisa que ela dissesse. — Vou escolher o que faremos.

— Ok. — Ela olhou para a mão no seu braço. — Vai me


deixar ir?

Ele a soltou. Ao mesmo tempo, Judi saiu da biblioteca


carregando uma sacola cheia de livros.

Snake agarrou a sacola dela.

— Eu posso carregar — disse Judi, colocando a mão sobre a


barriga.

— Você está grávida.

— Esta é a sua namorada? — Jessica perguntou, olhando


com raiva.

Judi franziu a testa. — Hein?

— Não posso acreditar em você. Arranjando encontros e


fodendo mulheres quando você já tem uma mulher. — A voz da
Jessica se levantou com cada palavra que cuspiu nele. Viu a
raiva em seus olhos, mas também a dor.
Ele não gostava de ver como a dor nos olhos dela o
afetava.

— Uau, senhora. Não sou sua mulher. Sou casada com um


dos seus irmãos, o Ripper — disse a Judi, levantando as mãos.
— Ele me trouxe para a biblioteca depois de ser intimado. — Ele
ia discutir, mas ela se virou para olhar para ele. — Sim, você foi
intimado. Ripper já me contou como todos vocês lidam com
tarefas como esta. — Voltou sua atenção para Jessica. — Ele é
perfeitamente livre. Acredite em mim, não estou saindo com ele.
E é bom conhecer você. — Judi lhe ofereceu a mão.

— Sim, é bom conhecê-la.

Snake desfrutaria de correr atrás dessa mulher.


Capítulo Oito
Death assistiu Brianna interagir com todas as outras
Senhoras enquanto ela ajudava a desempacotar todas as suas
compras do supermercado. A árvore foi totalmente decorada
com as tentativas das crianças em decorações. A estrela no topo
foi feita pelo Simon com muita ajuda dos irmãos. Death ficou
chocado com o quão divertido era ter todo mundo realmente
sendo parte da diversão.

Pela primeira vez no clube da Chaos Bleeds o aroma de


tortas flutuava pela casa, enchendo-o com alegria. Os cheiros
eram incríveis, com as canções que a Lexie colocou para que
todos pudessem ouvir. Ainda viu que o Dick estava se divertindo
no canto, junto com a Sasha e o Pussy.

— Ela é boa — disse a Lexie, passando por ele.

— O quê?

— Você quebrar essas paredes que ela tem estado tão


determinada a manter e você a desarmou. — Lexie carregava
uma bandeja de pastéis de carne assados. Ele a viu se afastar
distribuindo sua generosidade.
Entrando na cozinha, viu a Judi abrindo massas enquanto a
Mia estava enchendo os copos com picadinho. A felicidade dentro
de todo o clube era estranha. Por muito tempo ficaram tensos
com as idas e vindas do Gonzalez. Este novo sentimento de paz
parecia de curta duração. Se virou para ver a Brianna vindo da
despensa, que a Lexie havia exigido que tivessem. Haviam
demasiados homens para alimentar, para deixá-la vazia. Devil
uma vez disse que ia ser um depósito de armas, logo após isso,
a Lexie se recusou a ter relações sexuais com ele. Foi engraçado
assistir. Devil tinha toda a intenção de encher a sala com
comida. Seu presidente apenas gostava de provocar a Lexie até
que ela estivesse fumegando.

Brianna lhe deu um grande sorriso, movendo-se em direção


a ele. Quando estava na frente dele viu as mãos abrirem e
fecharem em punhos como se não tivesse certeza do que fazer a
seguir.

— Está tudo bem, baby.

Ele esperou e foi recompensado quando ela passou as mãos


pelo seu peito, para dar a volta no seu pescoço.

— Eu realmente gostei de hoje.

Seu pênis endureceu com o quão perto ela estava. — Fico


feliz em saber. — Apoiando as mãos na cintura dela, esperou
para dar o próximo passo. Mais uma vez, não precisou esperar
muito tempo quando ela ficou na ponta dos pés e deu um beijo
leve nos seus lábios.

O menor beijo dos seus lábios e era o suficiente para deixá-


lo louco. Ele queria mais, precisava de mais.

Gemendo, se afastou, retirando as mãos quando ela franziu


a testa para ele.

— Você chama isso de beijo? A minha avó deu a homens


estranhos boas-vindas melhores — disse o Snake, entrando na
sala.

A decepção nos olhos dela era clara de se ver.

—Cale a boca, Snake, antes de eu colocá-lo em uma


sepultura antecipadamente.

— Você não pode matá-lo prematuramente — disse a Judi,


enxugando as mãos em uma toalha. — Ele tem um encontro
quente com uma enfermeira quente.

— Jessica? — Perguntou o Death, olhando entre os dois.

— A primeira e única — disse Snake. — Vamos ver quanto


tempo ela pode recusar meus encantos rústicos.
Lexie e Devil estavam caminhando para a cozinha quando o
Snake disse essa última parte. Ambos começaram a rir.

— O quê? — Perguntou Snake, olhando para todos.


Estavam todos rindo dele.

— Rustico? Você está fodidamente enferrujado. Você não


tem um único osso romântico no seu corpo. É só ferrugem. —
Devil lhe deu um tapa nas costas.

— Eu não ia comentar, Devil. Você ainda podia aprender


uma coisa ou duas. — Lexie levantou uma sobrancelha para o
marido.

— Você quer sair daqui? — Perguntou o Death, querendo


sair do caminho quando as garras saíram.

— Sim, há um lugar que eu quero ir. — Brianna pegou a


mão dele, surpreendendo-o ainda mais quando caminhou até as
escadas em direção ao seu quarto. Uma vez que estavam
dentro, fechou a porta, apoiando-se fortemente contra ela. Não
disse nada enquanto olhava para ele.

— Por que você me trouxe aqui? — Ele perguntou, deixando


tudo para ela.
— Porque não consegui tirar a memória da sua língua da
minha cabeça. Me lembro do que você disse ontem à noite. Tudo
o que eu quiser, você vai me dar. — Ela respirou fundo e deu um
passo em direção a ele. — Eu quero lhe dar uma coisa.

— O quê? — Seu pênis estava ameaçando explodir para


fora da calça. Isso era sobre ela. Death não ia forçá-la.

— Quero chupar o seu pau.

Ok, de tudo o que pensou que ela podia ter dito essa era a
última coisa que esperava. Seu pênis não protestou. Na verdade,
estava feliz em ficar nu e deixá-la ter seu mau caminho com ele.

— Por quê?

Ela deu um passo em direção a ele. Suas mãos repousavam


sobre seu abdômen, e custou cada pedaço de controle para não
forçar as mãos mais para baixo. Em vez disso, estava diante
dela sem tocá-la, esperando. Será que sempre esperaria por ela?

Isto é o que você quer, idiota.

— Não quero que você vá a qualquer outro lugar para ter


prazer. Quando vi aquela cadela te chupando, fiquei com raiva e
magoada. Não gosto disso. Se estou vindo até você por prazer,
então quero que você venha a mim, também.
Ele tocou seu rosto, acariciando a carne delicada. — Baby,
consegui que ela chupasse meu pau para que eu pudesse olhar
para você. Ela pode ter tido sua boca em torno de mim, mas eu
só estava pensando em você.

— Eu não me importo. — Ela o empurrou de volta até a


beira da cama e o obrigou a se sentar.

— Você vai precisar de mim para tirar as calças antes que


você possa me chupar.

— Qual é a pressa? — Ela puxou a blusa mostrando o sutiã


de renda preta que ele lhe dera. Este era um lado da Brianna
que ele não esperava ver tão cedo. Ele gostou e não queria que
parasse.

Mais uma vez, estava diante dele abrindo e fechando as


mãos. Ele não ia fazer nada para incentivar suas ações. Isso ia
ser tudo dela.

— Não há pressa. Estou aqui para você fazer o que quiser.


— Se fosse qualquer outra mulher e ele a jogaria na cama e a
foderia agora. Isso era diferente. Esta era a Brianna, e ele queria
que ela aproveitasse este momento, tanto quanto ele.
— Você está certo. — Ela abriu e fechou a mão, então se
abaixou para pegar suas mãos. Isso tinha que ser uma das
coisas mais estranhas em sua vida. Não teve uma vez que
deixou uma mulher assumir a liderança no quarto. Ela apertou a
mão no seu estômago nu.

Ele manteve a mão parada e olhou para ela, esperando.

— Não vou fazer nada, baby. Só você vai.

— Eu quero que você me toque — disse ela.

— Onde?

— Eu quero que você toque meus seios.

— Tetas, baby. Chame-os do que são, e nesta sala, eles são


tetas. Não há espaço para mais nada. Eles são tetas. Minhas
tetas.

— Por favor, Death, toque minhas tetas.

A excitação intensificou. Correndo os dedos até o seu


estômago, ele manteve seu olhar sobre o dela, recusando-se a
recuar. Isso era o que ambos queriam, ansiavam. Ele ia lhe dar,
exatamente, o que ela pediu e não qualquer outra coisa.
Death subiu, tocando os seios que estavam cobertos pela
renda. Ela deu um gemido de frustração.

— O quê? — Perguntou.

— Mais, eu preciso de mais.

— Então, tire o sutiã. Lembre-se, Brianna, você controla


tudo isso. Eu não. Isso é tudo sobre você.

Ela gemeu, mas ele viu quando ela tirou o sutiã. Seus
grandes peitos derramaram para fora dos aros, e ela jogou o
sutiã para o lado. A visão do seu corpo nu era mais do que
suficiente para levá-lo à distração.

Custou todo seu controle para não segurar seu pênis e


puxá-la para a cama.

Paciência.

Nunca foi um homem conhecido por sua paciência, tomava


o que ele queria, quando queria.

Ela é diferente.

Brianna era diferente. Não precisava se apressar para estar


com ela. Ela não sabia quão excitado ele já estava e eles só
estiveram juntos alguns poucos dias. Ele tinha ficado viciado
desde o primeiro beijo.

Tocando seus peitos nus, correu seu polegar ao longo da


ponta. —Como é isto, baby? Você quer que eu te toque assim?

— Sim. — Ela olhou para onde ele a tocou, em seguida,


para o seu olhar. — Quero mais.

— O que você quer? — Ele beliscou os mamilos causando


uma pequena pontada de dor, só parando quando ela tinha o
suficiente.

— Quero você. Quero tudo o que você pode me dar — disse


ela, gemendo.

— Você quer a minha boca?

— Sim.

— Então, peça por ela.

— Death, eu preciso da sua boca. Eu preciso dos seus


lábios. Por favor. — Antes que ela terminasse de falar, ele tomou
um de seus mamilos na boca, chupando o broto duro. Ela
parecia perfeita. Com a outra mão, agarrou a carne da sua
bunda ainda coberta com o jeans. Quando viu pela primeira vez
o jeans, tinha pensado que eram quentes com a forma como
moldava cada curva de seu corpo. Agora, odiava o tecido
ofensivo. Ele a queria nua, exposta, e pronta para o seu pênis.

Paciência.

Ele ia ter que se acostumar com essa palavra. Não havia


chance de esquecer a si mesmo. Este era um lado da Brianna
que ele não tinha antecipado ver tão cedo. O que ele havia feito
para traze-lo à tona? Ele queria saber o futuro, como gostava de
ver suas bochechas coradas com excitação. O olhar em seus
olhos necessitados ficaria com ele por um longo tempo.

Movendo-se para o outro mamilo, chupou o broto duro em


sua boca, gemendo com o sabor de sua pele.

— Por favor, Death. Eu preciso de você.

Lambendo entre os seios ele circulou cada broto, um por


vez. — Eu tenho você, baby.

Ela cobriu seu rosto, puxando-o para longe. Antes que ele
pudesse protestar seus lábios estavam nos dele e ele estava
descobrindo um lado da Brianna que ele amava.
A língua da Brianna mergulhou dentro da sua boca, e ele
tocou a língua dela com a sua. Segundos depois, ela se afastou,
ofegante.

— Tire as calças — disse ela.

— Pensei que não estávamos com pressa?

— Mudei de ideia. — Ela o puxou, para ficar de pé.

Death riu, indo para a fivela do cinto.

Seu olhar seguiu seus movimentos. Ele adorava ter seus


olhos em seu corpo. A excitação em seus olhos era forte. Death
queria que ela sempre olhasse para ele assim.

Uma batida na porta interrompeu seu momento.

— O jantar vai ser servido em breve — disse o Pussy,


chamando através da porta.

— Foda-se — disse o Death, rosnando a palavra a ele.

Brianna olhou para trás como se a porta fosse se abrir a


qualquer momento. Quando ele viu a alça sendo puxada, Death
correu. Rápido o bastante, abriu a porta o suficiente para Pussy
só o ver.
— Sai fora do meu quarto — disse ele.

— Você está fazendo sacanagem com a bela ruiva? —


Perguntou Pussy.

Olhando para ele, Death estava perto de matar o bastardo.


— Se você ainda quer ter filhos com a sua mulher, dê o fora
agora.

— O quê? Só estava sendo gentil com você. Deus, qualquer


um pensaria que estou tentando irritá-lo. Eu estava sendo
agradável. Brianna, diga que eu só estava sendo legal — disse
Pussy.

— Oh, Deus — disse Brianna.

— Foda-se. — Death bateu a porta fechada, prometendo


todos os tipos de inferno quando colocasse as mãos no Pussy.
Seu pênis vinha antes de matar o Pussy. Girando, depois de
trancar a porta, encontrou a Brianna sentada na cama, rindo.

— Ele é sempre assim?

— Pussy é um idiota da mais alta ordem. O bastardo me


irrita.
Pelo menos ela estava rindo das palhaçadas do Pussy e não
chateada com o que ele estava fazendo. De pé na frente dela
com seu cinto aberto, Death parou de rir.

— O que você quer que eu faça agora? — Perguntou.

****

Quando Pussy bateu na porta, ela não sabia o que fazer.


Estava um pouco chateada sobre como ele tinha invadido a
emoção de estar com o Death. Agora, olhou para o Death, seu
homem, e se perguntou o que deveria fazer.

Estendendo a mão, deixou que seus próprios desejos


assumissem ao invés dos seus medos. Ela não queria ser
controlada pelo medo. Death foi o primeiro homem com o qual
ela já quis estar. Se deixasse o medo do passado controlá-la,
não seria capaz de ter um futuro.

Puxou o zíper para baixo, em seguida, arrastou o jeans


para baixo.

Suas calças caíram, e ficou surpresa ao ver que ele não


estava mesmo usando cueca. O comprimento duro do seu pênis
saltou livre, de frente para ela. A ponta do seu pênis estava
vazando pré sêmen. A pequena gota brilhava sob a luz do
quarto. Lambeu os lábios, curiosa para saber como seu sabor
seria. Ela o queria muito. Na verdade, nunca quis um homem
como queria o Death.

Envolvendo os dedos ao redor do seu pau, ela o agarrou


firmemente.

— Porra, isso é bom. — Ele manteve as mãos ao seu lado


enquanto ela trabalhava o comprimento do seu pênis.

Quanto mais ela trabalhava, mais o pré sêmen vazava da


ponta. Com cada joia escorrendo, ela queria lambê-lo, saboreá-
lo. Em sua mente, se lembrou do olhar em seu rosto quando a
prostituta do clube lhe deu inegável prazer. Ela não queria que
ele pensasse em ganhar um boquete ou qualquer outra coisa
sem pensar nela primeiro.

— No que você está pensando? — Perguntou. Olhando para


cima, no comprimento do seu corpo, ela não deu nenhuma
resposta. Ela não usava qualquer sutiã ou top, vestindo apenas o
jeans. Toda a experiência era erótica, e ela queria que durasse
tanto tempo quanto possível. — O olhar em seus olhos, eu quero
mantê-lo lá. Parece que você quer me devorar.

— Não quero que qualquer outra mulher pense que pode


tocar em você. Você é meu. Você não pertence a ninguém mais.
Ela não tinha a menor ideia de onde este instinto
possessivo súbito veio, mas não ia compartilhá-lo com as outras
mulheres do clube.

Ele seria todo dela.

— Não se preocupe, querida. Não sou o tipo de homem que


compartilha. Alguns dos outros irmãos gostam de fazê-lo uma
vez, mas não eu. Estou feliz com uma mulher.

Brianna viu a verdade nos seus olhos. Espremendo seu


eixo, ela baixou os lábios até a cabeça e chupou a ponta. O
sabor salgado dele bateu em sua língua, fazendo-a gemer. Ele
tinha um gosto tão bom. Explorando a ponta, ela engoliu todo o
pré sêmen que explodiu em sua boca.

— Isso, Brianna. Me chupe.

Suas mãos estavam cerradas ao lado do corpo. Ela sabia


tudo sobre o que fazer e, por isso, pegou suas mãos, colocando-
as em seu cabelo.

— Toque-me — disse ela, soltando seu pênis. Ela precisava


das mãos dele sobre ela, tanto quanto qualquer outra coisa. O
desejo que ele despertou dentro dela não ia embora. Seus
mamilos sempre foram sensíveis ao toque. Com ele tão perto
dela, isso só aumentou.
Death afundou os dedos no seu cabelo, puxando as
extremidades.

— Sua boca é boa pra caralho. — Ele soltou um pequeno


grunhido, bombeando os quadris em sua boca.

Ela abriu a boca um pouco mais para tomar mais dele. O


prazer aumentou dentro dela.

— Eu quero lamber a sua boceta, Brianna. Você vai deixar?

Afastando-se do seu pênis, ela o olhou nos olhos.

— Eu vou fazê-la se sentir tão bem. Você não vai saber o


que a atingiu.

Ela poderia fazê-lo? Estaria totalmente exposta a ele.

A outra noite você estava completamente exposta a ele e


ele a fez se sentir tão bem.

Ela assentiu com a cabeça, sabendo que ia lhe dar qualquer


coisa e tudo o que ele precisava fazer era pedir.

— Suba na cama.
— Ainda quero lhe dar prazer.

— Eu quero esses lábios fantásticos envolvidos em torno de


meu pau, baby. Isso não vai mudar o que eu quero.

Brianna estava deitada na cama, onde ele pediu que ela


ficasse. A cabeça dela acabou nos travesseiros enquanto o resto
dela estava aberto para ele. Death puxou a camisa, removendo
a calça jeans completamente e chutando as botas. Ela o
observou enquanto ele tirava as botas, então o jeans. Ela estava
nua, além de um pequeno pedaço de tecido que cobria sua
boceta.

— Isso parece tão sexy. Irei removê-la com os meus


dentes.

Ela riu, pensando em como ele era bobo. Não havia


nenhuma maneira que ele fosse capaz de remover o material
com os dentes. A própria ideia era ridícula.

— Nunca me subestime, Brianna — disse ele. — Posso


provar que você está errada mais de uma vez.

Levantando uma sobrancelha, não disse nada. Realmente,


não havia necessidade de lhe oferecer um desafio que ele nunca
seria capaz de cumprir.
— Não acredita em mim? — Ele perguntou.

Balançando a cabeça, ela apoiou as mãos ao lado da


cabeça. —Prove.

O que tinha acontecido com ela? Houve um tempo em que


ficaria completamente aterrorizada com o desafio que ele
ofereceu.

As outras mulheres. Você não pode deixá-lo ir para as


outras mulheres.

Ela não queria perder o lugar ao seu lado. Era egoísta e


estúpido, mas era algo com o qual ia ter que conviver. Quando
viu o Death, estava completamente com ciúmes de alguém
conseguir sua atenção.

Seus dedos foram até a parte externa da coxa, trabalhando


até chegar à sua boceta. Ele não tocou sua calcinha com os
dedos. Death retirou seu toque, movendo-se para ficarem
alinhados na cama.

— Eu quero tocar em você assim — disse ela, ou seja, cada


palavra que ela falou.
— Você vai ter uma chance, baby. Por agora, vou provar
para você que posso tirar essa calcinha, sem qualquer ajuda das
minhas mãos.

Ele agarrou o topo das suas coxas e abriu suas pernas. Ela
gemeu sob toque dele, observando o olhar vagar por seu corpo
para descansar diretamente sobre a sua boceta. — Você não vê
o que eu vejo, baby. Eu vejo quão bonitos estes cachos
vermelhos são, molhados e escorregadios com seus fluidos.

— Como você pode vê-los? Estou usando calcinha.

— Eu os vejo.

Ela riu, amando o jeito como ele a estava fazendo se sentir.

— Ok, vou acreditar em você. — Ela não acreditava, nem


um pouco.

Seus lábios foram para o interior da sua coxa esquerda,


fazendo-a congelar. No próximo segundo, sentiu a língua dele na
sua coxa, subindo para sua boceta. Ele estava aderindo às suas
próprias regras enquanto suas mãos deslizavam por seu corpo
até os seus seios. Death beliscou seus mamilos enquanto sua
língua brincava com a renda da calcinha.
Brianna gemeu quando sua língua deslizou por baixo do
material, reunindo o tecido em seus dentes. Ela mordeu o lábio
tentando conter os gemidos de prazer ao seu toque.

Moveu o tecido para fora do caminho e puxou. O tecido


frágil estalou para longe do seu corpo. Ela olhou para baixo para
ver o material em sua boca como a de um cachorro com um
osso.

—Eu disse a você, - disse ele, largando o material para


fora da sua boca. Ele jogou o item agressivo para longe, sorrindo
para ela. — Agora, eu posso realmente ver a sua boceta.

— Você não podia antes?

— Não, mas tenho certeza que podia imaginar. Posso lhe


dizer, baby, a visão na minha frente não é nada como eu
imaginava. É muito melhor, caralho. — Ele abriu os lábios do seu
sexo, espalhando-a.

Brianna gritou quando sua língua sacudiu o clitóris,


deixando-a louca de desejo. Moveu-se para baixo, saqueando
sua boceta, transando com ela como se seus dedos fossem um
pau. Agarrou a coberta debaixo dela para ter algo em que se
segurar. Nada parecia firme. Não havia controle em suas ações.
Isto era o que significava pertencer ao Death, ser controlada
pelo prazer da sua boca.
— Deixe eu te ouvir gritar para mim — disse ele.

Ela se entregou ao prazer que ele estava criando, deixando-


o ouvir tudo o que estava fazendo.

Você devia estar lambendo-o agora.

— Eu quero te provar — Era difícil para ela falar quando ele


estava criando o prazer mais incrível com seu corpo.

Ele olhou para ela. — Você tem certeza?

A loira chupando-o entrou em sua mente. — Sim, estou


totalmente certa.

Death trocou de posição de modo que ela estava encarando


o seu pênis. A ponta ainda estava vazando pré sêmen, e ela
amou o gosto dele em sua boca.

— Vou te lamber, e até mesmo quando você gozar pela


primeira vez, não vou parar.

Ela duvidou que ele daria a ela orgasmos múltiplos. Não


havia dúvida de que ele, pelo menos, podia lhe dar um, mas
vários, não era o caso. Não acreditava que ele fosse capaz de tal
façanha.
Brianna não disse nada para contradizer o que ele disse. Se
ele acreditava que poderia dar-lhe orgasmos múltiplos, ela ia
contradizê-lo?

Ela agarrou seu pau, mais uma vez, puxando para cima
para levá-lo dentro da sua boca.

— Porra. — O xingamento explodiu no ar, ecoando nas


paredes, emocionando-a com sua ferocidade.

Circulando a cabeça, ela o chupou em sua boca, amando o


gosto dele na sua língua. Ela nunca se cansaria disso. Sua língua
atacou seu clitóris, fazendo com que seu estômago apertasse
diante do orgasmo que se aproximava. Seu estômago ficou
apertado quando ele circulou o clitóris. A bola de necessidade
explodiu dentro dela, fazendo-a ficar desesperada por ele. Dois
dedos fodiam dentro dela, levando-a até o orgasmo.

Brianna tomou mais do seu pênis em sua boca, gemendo


quando ele bateu no fundo da sua garganta. Ele não parou por
aí, quando ela tomou mais dele, engolindo-o. Seu orgasmo a
levou ao limite, querendo levar o Death junto com ela.

— Eu não vou aguentar — disse ele.


Não se importava. Death a levou para um segundo orgasmo
quando ela arrancou o primeiro dele, engolindo seu sêmen.
Brianna ouviu quando ele grunhiu o seu prazer. Ela estava mais
do que satisfeita com sua vitória.

Ele se retirou da sua boca, virando-se para desabar ao seu


lado.

— Foda-me, baby. Nunca vou olhar para os lábios de outra


mulher novamente.

Sorrindo, ela se aconchegou a ele. Estava mais do que feliz


por ele ficar com ela.
Capítulo Nove
Uma semana mais tarde e a tempestade de neve que tinha
ameaçado chegar em dezembro, finalmente chegou. Faltavam
cinco dias para o grande dia, e o Death estava animado para
caralho. Não estava tão animado desde que era um garotinho.
No clube parecia que um bando de personagens de desenhos
animados tinha surgido. Normalmente, o teria incomodado ter a
sede do clube parecendo uma casa de diversões. Este ano,
depois do Gonzalez, da Ashley, e toda a merda que chegou até
eles, Death achou refrescante estar lá dentro. As crianças
estavam contentes, mas agora, estavam apenas fazendo viagens
necessárias até a cidade. Era muito perigoso arriscar a vida em
uma viagem rápida. Havia uma grande lista presa à geladeira
para eles adicionarem. Ninguém sairia até que o último dos itens
fosse colocado. Ele não se importava. Era divertido estar ao
redor do clube com a Brianna. Os homens, incluindo o Dick,
todos recuaram. Nenhum deles estava tentando levá-la para
longe dele, e ele estava mais do que feliz.

Ele lutaria com cada um de seus irmãos, até mesmo com o


Devil, se negasse a Brianna em sua vida. Devil tinha o direito de
impedir que uma das mulheres se tornasse uma Senhora. Ele
quase fez isso com a Sasha. Se não fosse pelo Pussy, então o
Death duvidava que o Devil teria permitido.
Não havia tensão no ar, e a vida era agradável. Enquanto
as manhãs eram brilhantes, as noites eram incríveis. Brianna
não gostava da ideia de uma outra mulher lhe dar o que ela não
podia. Não estava mentindo para ela quando disse que não se
importava de esperar pelo que ele queria. Eles não tinham
fodido, mas tiveram um monte de tocar, explorar, e levar um ao
outro ao orgasmo. Ao longo da última semana, ele começou a
tê-la nua em torno dele. Ela finalmente dormiu nua contra ele na
noite de anteontem. Ele não a deixava mais usar qualquer roupa
na cama. Esta manhã ele acordou para encontrá-la enrolada em
torno dele. Seu pau protestou com o contato próximo, estando
tão perto dela e não sendo capaz de tocá-la.

Esta manhã, quando ela acordou e viu o estado em que o


deixou, Brianna o tinha feito gozar com a mão, observando seu
sêmen derramar no seu estômago. Ele ficou totalmente surpreso
quando ela descansou seu pau gasto em seu estômago.
Sussurrou bom dia para ele, deixando a cama e ele em choque.

Para não ficar atrás, Death foi procurá-la no chuveiro. Ele


não a deixou sair até que deu a ela dois orgasmos, um com os
dedos, o outro com a boca.

Sentindo-se realizado, deixou o quarto, dando-lhe espaço


para ficar pronta e descer.
Sorvendo seu café, Death, agora, esperava ela entrar. Ela
não fez uma aparição imediatamente. Snake entrou primeiro
como um raio feliz sobre si mesmo.

— Noite do encontro? — Perguntou Death.

— Sim. Começarei a provar à pequena enfermeira que não


sou um canalha completo. — Snake segurou seu pescoço,
deixando escapar um suspiro. — É um belo dia para foder
alguém novo.

— Você é um canalha — disse a Mia, entrando na cozinha.


— Todo mundo sabe que você é um babaca. Esta enfermeira é
esperta.

— Como você sabe sobre a minha enfermeira?

— Judi me disse. Ela me contou tudo.

Balançando a cabeça, Death começou a rir do xingamento


do Snake.

— Devil, as Senhoras transformaram este lugar em uma


porra de um spa, onde podem falar sobre merda feminina. É
hora de tomarmos este lugar de volta. — Snake olhou para
todas as mulheres.
Death se animou quando viu sua própria mulher entrar na
sala. Suas bochechas tinham uma sombra maravilhosa de
vermelho quando ela o avistou. Sorrindo, levantou a xícara em
saudação.

— E quanto a você, ruiva? Você acha que eu sou um


babaca?

— Não conheço você.

Snake ficou em silêncio por vários minutos sem falar. —


Você está vermelha, vermelha.

O olhar da Brianna encontrou o seu.

— Deixe-a em paz, Snake. Ela é minha.

— Eu não a quero, mesmo que ela seja sexy como o inferno


naqueles jeans. Eu transaria com ela, porém, se você não o
fizesse.

Brianna ficou ainda mais vermelha, mas Death não se


divertiu com seus comentários sobre sua mulher. — Sugiro que
você cale a boca, se quer ser capaz de ir em um encontro e fazer
algo sobre isso. — Ele se levantou da mesa, pronto para cometer
um assassinato, se fosse preciso.
— Cai fora, Death. Não vou tocar sua mulher — disse o
Snake.

— Onde será o grande encontro? — Perguntou Mia.

— Não sei. Vou pensar em alguma coisa.

— Está nevando. Não há nada mais romântico do que a


neve — disse a Mia, suspirando. — Eu amo a neve.

— Eu sei que você ama — Curse disse, entrando na sala —


e é por isso que nós vamos ter um pouco de diversão depois.
Tenho planos. — Ele se moveu na direção da Mia, beijando-a
com força antes de pegar um café.

Death sentia falta disso, a agitação do clube que o cercava.

— Eu te amo — disse a Mia, falando as palavras em voz


alta.

Death olhou para Brianna, perguntando-se o que ela


pensava sobre ouvir a confissão de amor de Mia.

Você quer amor?

Eu não faço amor.


Agora eu faço amor.

Merda, o que está acontecendo?

Brianna passou por ele, roçando contra ele quando passou.


Ele a observou pegar o pote de café e uma caneca. Death não
desviou o olhar da sua bunda quando ela se inclinou para pegar
o açúcar. Seu pênis endureceu ainda mais ao vê-la.

Suas noites não eram suficientes. Sempre queria mais com


ela, mas não iria levá-la muito longe até que ela estivesse
pronta para mais. Voltando o olhar para Snake, viu o outro
homem parecer profundamente perturbado.

— Você não vai entrar nas suas calças, se for uma


mulherzinha sobre isso — disse a Mia.

— Não estou tentando entrar na boceta dela. — Snake


olhou para todos eles. — Foda-se tudo. Vocês estão todos
fazendo isso de propósito.

Todo mundo começou a rir ao ver a expressão do Snake.

— Não, brincadeiras à parte, você tem que encontrar algo


para fazer no seu encontro. Você não pode esperar que ela faça
sua própria diversão — disse a Mia.
Snake saiu da sala.

— Pobre rapaz. Ele realmente não tem uma pista do que


está vindo, não é? — Perguntou a Mia. — O que é isso com a
enfermeira?

— Ela é quente, sexy, e tudo o que o Snake precisa é


mantê-la distraída — disse a Judi, entrando com o Ripper. A
outra mulher parecia um pouco enjoada.

— Você está bem? — Death perguntou, preocupado com a


outra mulher.

— Estou bem, apenas me sentindo cansada. Mal posso


esperar para ela nascer. — Esfregou a barriga, sorrindo.

— Ela? — Perguntou Brianna.

— Nós não pedimos para saber o sexo, mas a Judi parece


pensar que vamos ter uma menina. — Ripper esfregou os
ombros da Judi, amorosamente.

— Ela vai estar aqui antes que perceba — disse a Lexie,


esfregando sua própria barriga. — Acredite em mim, já tive dois.

Judi riu. — Só porque você teve dois não significa que você
é melhor.
— Eu não sou. Só sei mais do que a maioria das mulheres
— disse a Lexie, rindo.

Death teve o suficiente. Tomando as mãos da Brianna,


abriu caminho para fora da sala, dando a eles um pouco de
privacidade.

— O que você está fazendo? — Ela perguntou.

— Eles vão começar a falar sobre a gravidez, vômito,


merda, coisas de garotas, e eu não posso aguentar. —
Encontrou um aposento sem que ninguém notasse. Era a sala de
cinema. Este era o lugar onde os membros podiam vir e assistir
televisão, sem nenhuma das outras tretas mundanas. Desde que
a Brianna estava na residência o lugar estava brilhando, mais
limpo do que nunca. — Além disso, só queria ficar sozinho. —
Ele a puxou para o seu colo quando tomou o primeiro lugar.

— Por quê?

— O clube pode ficar um pouco cheio. Só faz sentido para


mim ficar com você sozinho, enquanto puder. — Esfregou o nariz
ao longo de sua bochecha indo até o pescoço dela. Seu instinto
possessivo tinha assumido quando se tratava de Brianna.

— Senti sua falta — disse ela, virando o rosto para ele.


Brianna o beijou primeiro, mergulhando a língua em sua
boca. Ele gemeu, afundando os dedos no seu cabelo vermelho,
segurando-a no lugar.

— Eu amo seus lábios em mim — disse ele, gemendo.

— Eu também. — Ela baixou o rosto, aprofundando o beijo.


O pênis do Death estava duro, e ficou ainda mais duro quando
ela se abaixou entre eles, para tocá-lo. Seu eixo endureceu
ainda mais em sua mão.

— Você me teve em suas mãos esta manhã, e ainda não foi


o suficiente.

— Nunca é o suficiente — disse ela, ofegando enquanto ele


sugava o pulso ao lado do seu pescoço.

— Tudo que você tem a fazer é dizer as palavras. — Ele não


ia forçar. Isto era inteiramente sobre ela.

— Eu quero você, Death. Quero foder com você. Quero ter


tudo isso com você.

Ele congelou com as palavras dela, de tão inesperadas. —


Você não quer esperar?
— Não, eu quero você agora. Por favor, Death, me leve de
volta para o nosso quarto e me foda — disse ela.

Não houve necessidade de falar duas vezes. Pegando-a em


seus braços, levou-a para fora da sala até as escadas. Passaram
pelo Pussy, a Sasha, e o seu cão no caminho.

— O que está acontecendo? — Perguntou o Pussy.

— Nada. — Death não parou, nem mesmo quando a Sasha


perguntou o que estava acontecendo. Sua principal missão era
chegar ao seu quarto e ficar nu.

— Você não tem que se apressar — disse Brianna, rindo.

Tornou-se uma piada de longa data entre os dois sobre


correr. Nenhum dos dois queria correr e, ainda assim, quando
começavam, ansiavam pelo outro. Death nunca se sentiu assim
por outra mulher e estava começando a temer o motivo. Quando
ficou com Brianna começou a se apaixonar por ela e não apenas
pelo sexo. Ele a amava, sentia falta dela constantemente quando
não estavam juntos. Suas noites e manhãs eram a melhor parte
da sua vida. Ficar ao seu redor o emocionava. Ele não precisava
de mais nada além do seu sorriso.

Você está se transformando em um marica, como os


outros.
Batendo a porta que se fechou atrás dele, baixou-a de pé,
dando-lhe uma última chance para afastá-lo.

Você está apaixonado por ela.

Antes que o fizesse, reivindicou um último beijo.

****

Brianna queria levar a paixão deles para o próximo nível e


ainda se segurou para tomar essa outra etapa. Quando os lábios
a beijaram, toda a dúvida desapareceu da sua mente. Ela o
queria mais do que qualquer coisa. Isso era o que ela precisava,
por um longo tempo, desde que o conheceu.

Ela viu as garotas do clube tentando chamar sua atenção.


Death não lhes dava atenção. Agora, ele segurava seu rosto,
deslizando a língua pelos lábios, e ela se abriu para permitir que
ele entrasse.

— Escolha, Brianna. — Ele sussurrou as palavras contra


seus lábios.

— Eu já tomei uma decisão. Eu quero você, Death. Não vou


recuar. — Ela se afastou dele, sentindo falta do toque no
momento em que ela fez. Agarrando a bainha da sua camiseta,
ela a puxou pela cabeça, observando quando o Death fez o
mesmo. Sua tatuagem se destacou mais uma vez sobre o peito
e para baixo, no seu abdômen. Ele dava água na boca. Tudo o
que ela queria fazer era lamber, sentir o gosto dele, e se lembrar
dele por si mesma.

— Vou manter este olhar no seu rosto — disse ele.

— O que procura?

Ele estendeu a mão, afundando os dedos no seu cabelo. Ela


adorava quando ele fazia isso, agarrando seu cabelo com força.
Death controlou seus movimentos, e ela lhe deu o controle. Isto
não estava sendo tirado dela. Ele lhe pediu permissão a cada
passo do caminho sem sequer falar as palavras. Mesmo
enquanto a segurava, ela sabia que se recuasse e balançasse a
cabeça, ele a soltaria instantaneamente. Isso por si só, manteve
sua atenção.

Ela estava segura com ele. Desta vez, não queria dar um
passo atrás. Olhando em seus olhos, puxou o fecho da calça
jeans. Ela inspirou várias vezes, amando o gosto dele quando
ejaculava em sua boca.

— Você é tão bonita, Brianna.


— Você só está dizendo isso porque estou prestes a deixar
o seu pênis satisfeito.

Ele levou os lábios até os dela cortando qualquer conversa


mais suja. Death mordiscou seus lábios. Em nenhum momento
ele a deteve quando empurrou suas calças para baixo o
suficiente para segurar o comprimento do seu pênis.

Death assobiou. — Tenha cuidado, baby. Estou desesperado


para estar dentro da sua pequena boceta apertada.

Agarrando a base do seu pênis, ela se moveu para passar o


polegar sobre a fenda. Seu pré sêmen revestiu seu polegar, e
ela o levou aos lábios, chupando-o.

— Não sei como você pode duvidar a quem eu pertenço.


Nenhuma das garotas do clube tem nada que você tem. —
Sussurrou as palavras contra sua têmpora. Death pegou a mão
dela, pressionando-a contra o peito. — Você está aqui.

Ela não disse nada, só olhou para ele. O que ela devia
dizer? Brianna focou no que estavam fazendo agora. Ela não
queria assumir qualquer coisa das suas ações.

— Foda-me, Death.
Ele a virou, pressionando-a para baixo na cama como fez
no outro dia. Ela adorava quando ele assumia o controle, não
dando a ela uma chance de discutir com ele. Não havia nada
mais erótico para ela do que o Death mostrando o quanto ele a
desejava. Seu toque, o jeito que ele falava, todo ele lembrava a
ela que estava no presente, com ele, e nada poderia machucá-
la. As más lembranças do passado eram poucas e distantes
entre si, com ele na sua vida. Sempre que ela pensava sobre
qualquer coisa ruim, concentrava seus pensamentos no Death e
todos os seus medos desapareciam.

— Vou te foder tão bem que você não vai se lembrar de


qualquer outra pessoa.

Com os braços em volta dela, ela não precisava se lembrar


de qualquer outra pessoa. Havia apenas uma pessoa para ela, e
essa pessoa era o Death.

Desabotoou a calça jeans, empurrando-a para baixo dos


quadris quando o Death assumiu, puxando-a até tirá-la do seu
corpo. Sua calcinha a seguiu até que ela estava diante dele, nua
na cama.

— Eu não quero usar preservativo.

— Ok.
— Você usa algum controle de natalidade?

— Não.

— Nós vamos lidar com isso quando acontecer.

Não havia medo dentro dela com as suas palavras, apenas


aceitação. Estava mais do que feliz em lidar com quaisquer
problemas que tivessem juntos.

Você está se apaixonando por ele.

Não, ela não achava que estava se apaixonando por ele, ela
sabia que estava apaixonada por ele. Death tinha, furtivamente,
ultrapassado todas as suas defesas frias e agora não havia mais
nada a não ser aceitar o que tinha acontecido.

— O quê? — Perguntou.

— Nada. Está tudo bem. — Ela não estava prestes a lhe


contar sua revelação. Tudo isso viria com o tempo.

Ela lambeu os lábios quando ele se levantou, tirando a calça


jeans, completamente. Seu pênis estava longo, grosso, e
vazando pré sêmen na ponta. Nunca tinha conhecido um homem
com tanto pré sêmen e, mesmo quando engolia sua porra, era
em grande quantidade.
Ele se arrastou para a cama, abrindo suas coxas enquanto
se aproximava. — Primeiro, vou lamber esta bela boceta antes
de enfiar meu pau dentro de você.

Brianna gritou quando sua língua sacudiu o clitóris. Ele


brincava com ela, com maldade, com a sua língua. Ela agarrou a
coberta debaixo dela tentando se agarrar a algo, esperando que
sua sanidade suportasse o prazer.

Death se moveu para mergulhar a língua dentro da sua


boceta, transando com ela repetidamente. Ela sabia que não ia
sentir nada parecido com o comprimento e a espessura do seu
pênis.

— Vou deixá-la pronta e molhada para mim.

Ela estava encharcada. Brianna sentiu quando ela estava


lisa e seus fluidos deslizaram até revestir o seu ânus. Gemendo,
olhou para o teto, na esperança de encontrar um pouco de força
para adiar seu orgasmo.

— Não lute comigo, baby. Você só vai se torturar. Posso


continuar o dia e a noite toda. — Ele lambeu seu clitóris
repetidamente até que ela não teve nenhuma luta dentro dela.
Gritando, sentiu o fluxo do seu gozo alcançá-la. Não havia
mais nada que pudesse fazer. Seu estômago se contraiu quando
o prazer aumentou. Ele chupou o clitóris em sua boca, puxando
o último prazer fora dela.

Death subiu em seu corpo, sorrindo para ela. — Eu poderia


comer sua boceta todo o dia.

— Vou me lembrar disso — disse ela.

Ele sorriu. Death a deixou se retorcendo, uma vez mais,


dentro dela. — Diga-me se você quiser que eu pare.

Ela não queria que ele parasse. Olhando para baixo no


comprimento do seu corpo, ela assistiu a ponta do seu pênis
provocá-la na entrada. Brianna engasgou quando a cabeça do
seu pênis abriu caminho. Quando a ponta estava dentro dela,
voltou sua mão para a dela. Ele agarrou as duas mãos,
pressionando-as ao lado de sua cabeça, segurando-a no lugar.

Olhando em seus olhos, ela sentiu o comprimento duro dele


quando empurrou profundamente. Gritando, fechou os olhos
apenas para que ele pedisse que não o fizesse.

— Mantenha os olhos em mim — disse ele. — Sou o único


que está fodendo você, Brianna. Ninguém mais, só eu.
Abrindo os olhos, ela olhou para ele.

— É isso aí, sou o único dentro de você. Eu sou a pessoa


que está te come.

Ela estremeceu quando ele fodeu os últimos centímetros


dentro dela. Ele era duro e muito profundo, atingindo o colo do
útero.

— Shh, está tudo bem. Você tem tudo de mim. — A ternura


em sua voz trouxe lágrimas aos seus olhos. — Eu tenho você.
Quem está dentro de você?

— Death, você está dentro de mim. — Ela não precisava


destas garantias, no entanto, foi tocada por elas.

Ele apertou seus braços em suas mãos, segurando-a.


Quando estava pronto, parou e lentamente começou a empurrar
dentro e fora dela. Começou bem lento, e ela sentia cada
pequeno centímetro dele dentro dela, abrindo-a.

— Por favor, Death, foda-me. — Ela começou a implorar,


precisando que ele a fodesse. A dor construindo dentro dela era
forte, e precisava do alívio que ele podia proporcionar.

— Você está pronta para mim?


— Sim.

Death soltou suas mãos segurando um dos seus quadris


enquanto a outra segurava o resto do seu corpo.

Ele pegou ela com força e furiosamente, enchendo sua


boceta até o punho, até não sobrar nada para ele transar com
ela. Ela empurrou para encontrá-lo, amando a construção do
prazer das suas mãos.

— Você é tão apertada, baby. Adoro foder sua boceta. Eu


não quero estar em outro lugar, apenas dentro de você, te
comendo. — Se inclinou para reivindicar seus lábios. Brianna se
abriu para ele. Não havia nenhuma maneira que ela ia lutar
contra essa necessidade que queimava dentro dela. — Eu posso
sentir o seu aperto, se preparando para gozar. Quero sentir você
explodir em torno do meu pau, me apertando.

Ela não conseguia desviar o olhar para longe dele enquanto


ele falava. O que ele estava dizendo a hipnotizava com suas
palavras.

— Tão fodidamente apertada e quente. Eu podia ficar


dentro de você todo o tempo do caralho. — Ele resmungou as
palavras contra o pescoço dela, fazendo-a tremer.

— Sim, Death, por favor.


— Toque o seu clitóris. Deixe-me sentir você gozar.

Alcançando entre seus corpos, ela começou a tocar o


clitóris, acariciando a protuberância. A sensação era estranha,
com o comprimento duro dele fodendo com ela enquanto ela
brincava consigo mesma. Ele golpeou para dentro e ela
continuou tocando seu clitóris. A cada impulso dentro dela, ele
batia a mão contra sua vagina, fazendo contato a cada vez. Ela
amava o jeito que ele a tocava, deixando-a cada vez mais perto
do orgasmo.

— Porra, baby, não vou aguentar.

Antes de gozar, ele a levou para um clímax fazendo a terra


tremer, seu segundo da noite.

— Foda-se, sim. Posso sentir a sua buceta me apertando


como um punho. — Ele bateu mais forte dentro dela, indo tão
profundo quanto pôde. Nunca sentiu nada tão surpreendente em
sua vida.

Ele golpeou uma última vez, e ela o sentiu empurrar dentro


dela, gozando dentro do seu núcleo. Seu sêmen pulsou
profundamente dentro dela, reclamando-a, possuindo-a. Brianna
sabia que nunca mais seria a mesma.
****

Essa noite, o Snake ficou do lado de fora da lanchonete


esperando a Jessica chegar até ele. Ela não o deixou buscá-la
em casa e combinaram de se encontrar aqui. Ele estava
fumando, enquanto observava as pessoas indo e vindo. Estava
congelando, e ele estava parado em sua jaqueta de couro
esperando ela chegar.

Seu celular tocou, e ele colocou o cigarro entre os lábios,


procurando em seus bolsos. — O quê? — Ele perguntou sem
olhar para a tela.

— Como está indo o seu encontro? — Perguntou a Judi.

— Você está telefonando para me checar? — Ele se virou


para olhar para cima e para baixo da rua. Ainda não havia sinal
da Jessica. Nenhuma mulher jamais o deixou esperando antes, e
ele se recusava a acreditar que ela faria isso hoje.

— Queria ver como o encontro está indo.

— Ela ainda não chegou. — Odiava admitir essa verdade


para ela. O que o irritava mais era o fato de que ainda estava de
pé, esperando.

— Ela não apareceu? É a primeira vez para você, certo?


— Sim. — Ele admitiu a verdade entre dentes.

Judi riu, e ele tinha certeza que ouviu a Mia, a Lexie e a


Sasha ao fundo.

— Você está me fodendo — disse ele, rosnando as palavras.

Faça algo sobre isso. Pare de esperar pela cadela.

Jogando o cigarro no chão, ele ficou perplexo com isso, e


saiu. Ele encontraria a primeira mulher disponível e perderia
todas as suas frustrações de uma vez.

— Snake não é mais mortal. Ninguém quer que você injete


veneno na sua vagina —, disse a Judi, rindo.

Fechando o telefone, embolsou o celular mesmo que tudo o


que ele queria, na verdade, era jogar a maldita coisa longe.
Estava chateado, com frio, tesão, e francamente desapontado, o
que o assustava mais. Snake não ansiava pela companhia de
outras mulheres, mas queria a companhia da Jessica.

— Snake?
Se virou para ver a Jessica vindo pela rua. Ela só usava
uma jaqueta leve, e até mesmo sob a pouca luz, viu que ela se
esfregava.

— Se você ia me deixar esperando, não devia ter


concordado, porra. — Não se moveu um centímetro de onde
estava.

Jessica parou na frente dele, arfando. No frio, viu que suas


bochechas estavam vermelhas.

— Eu não tinha o seu número e quando tentei perguntar


para a Lydia, ela se recusou a me dar. — Jessica estendeu a
mão, para ele parar. — Preciso recuperar o fôlego. — Ela se
levantou, se inclinou para frente, então se ergueu novamente. —
Foda-me, não tive que correr tão rápido desde que estive no
colégio, bem mais de dez anos atrás.

— Quantos anos você tem? — Perguntou ele, divertindo-se


com ela.

— Vinte e oito. — Ela soprou um pouco do cabelo negro que


tinha caído sobre o seu rosto. — Não posso deixar nenhum
paciente saber quão imprópria eu sou. Seria muito difícil lhes
dizer para entrar em forma quando não posso, nem mesmo,
respirar. — Ela segurou suas laterais, sorrindo para ele. — Certo,
eu não consegui entrar em contato com você. Não sei onde você
mora. Não sei nada sobre a gangue de motoqueiros. Você está
em alguma sociedade secreta sobre a qual ninguém fala?

— Somos uma gangue. A Chaos Bleeds — disse ele.

— Eu ouvi. Só não achei que fosse importante me lembrar.

— Somos uma gangue muito importante. Popular, também.

— Sim, você é popular por trepar com as mulheres. Transar


com elas e deixá-las, não exatamente me faz gozar, se você
entende o que eu quero dizer. Além disso, tenho muita porcaria
mais importante para me lembrar do que a sua pequena gangue.
— Ambas as mãos estavam nos seus quadris.

— Por que não? Posso fazer seus sucos fluírem, exatamente


como você precisa. — Decidiu não ficar ofendido pelo seu
comentário sobre a gangue.

Ela balançou a cabeça. — Você é completamente insano. De


qualquer forma, não consegui entrar em contato, e queria pedir
desculpas. Fui chamada pelo hospital. Eles precisam de mãos
extras hoje à noite. A neve nas estradas está causando uma
série de acidentes e um monte de quedas. Eu tenho que ir.

— Você concordou com um encontro. — O pensamento de


encontrar outra mulher não o emocionou.
— Eu sei, eu concordei, mas não há nada que eu possa
fazer. Não posso impedir a ocorrência de acidentes. Eles
precisam de mim, e eu tenho o dever de ir.

— Quanto tempo você vai precisar? — Perguntou Snake.

— Eu não sei. Pode ser metade da noite ou mais tempo.

— Eu vou esperar por você.

— O quê? — Ela perguntou.

— Vou entrar e me sentar no hospital, esperando. Nós


fizemos um acordo. Você quer renegar o nosso acordo e todas
as apostas estão fora, ou você me permite esperar e nós temos
um encontro. Eu não me importo qual for a hora. Não tenho
nada melhor para fazer.

Você está louco? Há um monte de mulheres disponíveis lá


fora que te querem.

— Claro, se você não se importa de esperar. Você não me


parece exatamente o tipo de homem que espera. Eu não sou
uma foda certa. Eu não vou fazer sexo com você.
— Eu não vou fazer sexo com você, também. — Mesmo que
eu, realmente, queira. Ele não adicionou a última parte. Quando
se tratava da Jessica, era necessário ir a passos de bebê.

— Ok, humm, com certeza, siga-me.

— Eu estou com a minha moto.

— Eu sei. Estacionei ao seu lado. — Ele a seguiu para o


estacionamento, esperando ver algum carro de mulherzinha que
não saísse do limite de velocidade, que não lembrou de ver
antes. Snake fez uma pausa quando viu outra moto,
descansando ao lado da sua própria. Esta moto era preta com
listras cor de rosa ao longo das laterais.

— Onde está seu o carro?

— Eu não disse que dirigi até aqui. Eu disse que estava


estacionada ao seu lado. — Ela deu um passo ao lado da
máquina.

— Você gosta de motos?

— Tenho uma licença para pilotar motos, então acho que


gosto. — Ela sorriu para ele. — Siga-me até o hospital.
Ele subiu em sua moto, admirando seu corpo enquanto ela
montava sua máquina. Ela parecia sexy. Ele queria transar com
ela, e Snake decidiu que sua missão seria fazer isso.
Capítulo Dez
Death deixou o quarto tempo suficiente para pegar um
pouco de comida. Ele encontrou o Dick sentado à mesa grande,
tomando sorvete. Haviam, pelo menos, seis taças diferentes na
frente dele.

— O que você está fazendo? — Perguntou Death.

— Imaginei porque as mulheres fazem isso o tempo todo.


Pensei em tentar ver se funciona. — Dick pegou uma grande
colherada e comeu.

— Você não sente nada pela Brianna.

— Você está certo. Não sinto. Eu só queria transar com ela


e te chatear. Eu tenho que me divertir pra valer em algum lugar.

Death ficou parado, apertando as mãos, em vez de ceder


ao desejo de ferir o bastardo na frente de todos. Dick estava
tentando começar uma briga, e ele se recusou a morder a isca.
Ele não daria ao outro homem o prazer que obteria ao irritá-lo.

— O quê? Você não vai me espancar?


— Você não vale a pena.

— Então, eu não valho a pena agora, mesmo que Brianna


viesse a mim, eu ainda transaria com ela. — Dick lambeu um
pouco do sorvete da colher, sorrindo maliciosamente para o
Death.

— Você sabe o quê? Foda-se, Dick. Não fiz absolutamente


nada para você, e ainda assim você está sendo um idiota. Foda-
se, e foda-se sua atitude.

Death virou as costas para o outro homem, pegando um


pouco de comida na geladeira. Ele pegou tudo o que podiam
comer com os dedos, o que incluía uma série de carnes frias que
tinham sido cozidas. Tudo que estava na geladeira era feito por,
pelo menos, uma das mulheres. Havia até mesmo um bolo de
chocolate na parte de trás, com instruções para deixá-lo em paz.
Ele o puxou, pegando duas grandes fatias.

— Você está certo. Eu não a queria, mas eu não queria


tornar nada fácil — disse o Dick.

Death se virou para olhar para o Dick, que ainda estava


comendo sorvete. — Por quê?

— Perdi todas as coisas que tinham algum valor para mim.


Estou doente e cansado de viver sem a emoção.
— Você era um viciado em drogas e bebia muito. Quem,
diabos, estava lá para amar? O que está te faltando?

— A euforia. Tenho saudade de ficar louco. Esta vida não é


divertida. As cadelas são nada, além de putas. Estou doente e
cansado da mesma velha merda. Odeio o Natal, as mulheres,
tudo isso. Tenho que ficar louco de alguma forma. Você não está
dando isso para mim.

Death balançou a cabeça. — Você sabe que eles enviam


pessoas como você para asilos distantes.

— Eu não sou louco.

— Não, você só precisa de uma dose. O que significa para


você? Você odeia o clube, odeia viver aqui, a vida é uma merda,
qual é a porra do problema? — Death perguntou, então.

— Esta gangue é a única coisa que tenho.

— Então, sugiro que você comece a agir como tal — disse o


Devil, entrando na cozinha. Estava carregando a Elizabeth no
colo. Seu presidente usava um par de calças de moletom e nada
mais. — Estou cansado de lidar com a sua merda. Você pode
agir como um idiota no seu próprio lugar, não no meu. Não
estou interessado no que está acontecendo na sua vida. Sem
drogas, e nenhum comportamento destrutivo. Temos crianças
para pensar.

Devil foi até a geladeira pegar um remédio na gaveta.

Death decidiu deixar o Devil lidar com a merda do Dick. Não


estava interessado em tudo o que tinha de ser dito. Levando o
prato generosamente cheio de volta até seu quarto, Death
entrou para encontrar a Brianna zapeando pelos canais. Ela
usava a camiseta que ele tinha usado mais cedo e parecia
totalmente quente em suas roupas. Chutando a porta para
fechá-la, trancou-a, lhe entregando o prato enorme. — Peguei o
que eu pude encontrar.

— Estou morrendo de fome.

Eles haviam passado o dia inteiro no quarto, nenhum deles


se aventurou, nem mesmo quando o Pussy bateu na porta para
informá-los que o jantar estava pronto. Não havia nada de
sensato sobre aquele bastardo. Ele se divertia ao invadir o
espaço de outras pessoas.

— Eu vi o Dick na cozinha.

— O que tem ele? — Ela perguntou, pegando um pedaço de


carne. Ele amava seu apetite. Lembrava do seu próprio. Death
estava com fome depois de passar o dia todo transando com ela.
— Ele está sentindo pena de si mesmo, sentindo falta da
euforia do vício. Devil não vai permitir isso. A gangue precisa
ficar limpa. Todos nós podemos beber, mas nada mais do que
isso.

— Alguma vez você usou drogas?

— Usei, mas nunca gostei. Odiava a falta de controle. Não


havia nada de divertido ou emocionante sobre isso. Não ganhei
nada com isso, exceto problemas. Eu não ia mudar por elas.
Dick, se viciou rapidamente, como o Butler. Eram, ambos,
viciados. Por um longo tempo foram inúteis para a gangue.

— Não posso imaginá-los sendo parte da gangue se não


tinham quaisquer utilidades.

— Eles tinham, quando necessário. Com o tempo,


acabaram por se tornar um problema. Muita merda aconteceu,
precisávamos mudar, e nós fizemos. — Death deu de ombros,
pegando um pedaço de queijo para si mesmo. Nunca pensou que
pudesse se acostumar com isso. Estavam se familiarizando um
com o outro.

Death sabia a verdade. Estava apaixonado por ela, e esse


foi o porquê ele ficava perto dela o tempo todo. Estar dentro
dela apenas cimentava seus sentimentos. Ele queria ela inchada
e grávida dele. Não havia nada que lhe daria mais prazer do que
tê-la em sua vida, grávida dele.

— Estava pensando que depois do Natal podíamos procurar


nossa própria casa — disse ele.

Brianna olhou para ele. — Você tem certeza?

— Sim. Sei como me sinto sobre você. Eu não vou mudar


quem eu sou.

— Eu não quero que você mude.

— A única questão que permanece é se você quer passar o


resto da sua vida comigo?

— Sim, eu quero. — Não houve nenhuma hesitação na sua


voz.

— Então, vamos começar a procurar.

Brianna pegou o prato de suas mãos, colocando-o na


mesinha ao lado da cama. Ela montou no seu colo, puxando a
camisa do seu corpo, expondo seus seios para o seu olhar. Nem
uma palavra foi dita quando ela segurou o rosto dele, colando
seus lábios nos dela enquanto ela aprofundava o beijo. Sua
língua deslizou sobre seus lábios, penetrando-os. Death afundou
os dedos no comprimento do seu cabelo, gemendo quando ela
esfregou a buceta nua sobre o seu pênis coberto. Ele tinha
mantido as calças quando lhe entregou a comida. A televisão
estava ligada. Seu único foco era a mulher cheia, madura em
seus braços.

— Eu quero você, Death.

Com ela em seu colo, mudou de posição para mover as


calças para baixo das pernas, até o chão. — Então, o que você
quer, baby. Estou mais do que feliz em obedecer.

Ela agarrou o pênis em sua mão, alisando-o na ponta.


Brianna não o deixou esperando, se levantou, alinhando a ponta
na sua entrada e deslizou para baixo.

Ele gemeu com o prazer requintado do calor apertado em


torno dele. — Eu não consigo superar quão apertada você é —
disse ele.

— Você sempre fala coisas obscenas?

— Você acha que sou obsceno? Você não viu nada, ainda.
— Ele soltou seu cabelo para segurar a curva da sua bunda.
Death a puxou para baixo para enterrar mais o seu pênis. —
Posso lhe mostrar, exatamente, o que significa obsceno.
Ela se inclinou para frente, chupando seu pescoço. — Então
mostre-me o que é obsceno.

Usando o aperto que tinha sobre seus quadris, ele a


levantou e empurrou suas costas para baixo, forçando-a a tomar
mais do seu pênis. Ela gritou, choramingando, quando ele
repetiu a ação várias vezes. Os seios dela saltaram na frente do
seu rosto.

— Posso sentir quão apertada você está, nesse ângulo. Vou


te foder tão forte que você não vai saber onde eu termino e você
começa.

Ela agarrou seus ombros, afundando as unhas na sua


carne.

— Vai ter que implorar para eu deixá-la gozar.

Seus olhos verdes estavam cheios de desespero. Quando


ele teve o suficiente de tomar sua buceta quente com ela
montada, ele a puxou para fora.

— Lembre-se, sempre que você quiser que eu pare, diga-


me.

Death a colocou de joelhos diante dele, deslizando para trás


em seu interior. — Que tal isso? — Este ângulo o deixava entrar
mais profundo, acariciando seu ponto G. Ele olhou para o ânus
franzido. Acariciou seu clitóris, usando seu lubrificante para
molhar os dedos. Death trouxe os dedos de volta para o canal
proibido e pressionou.

Ela se esticou em torno dele.

— Você quer que eu pare? — Perguntou.

— Não. Quero que você continue. Não quero que você pare.
— Ela parecia estar sem fôlego. Ele amava os sons que vinham
da sua garganta. Pelo resto da noite, estaria sendo selvagem
com o seu toque.

****

Brianna gemeu enquanto ele continuava a acariciar sua


bunda. Ela nunca, realmente, gostou da sua bunda ser tocada. O
toque do Death só a excitava ainda mais.

— Relaxe para mim — disse ele.

O tamanho do seu pênis a esticou, deixando-a à beira da


dor. Seus dedos brincando com seu ânus não ajudavam. Queria
empurrar para trás, contra ele, para levar mais dos seus dedos
dentro do traseiro.
Ele pressionou um dedo mais forte contra a bunda dela,
empurrando o anel apertado de músculos. No momento em que
passou, ela deu um suspiro de alívio. — Vou foder seu rabo
muito em breve, Brianna. Você vai estar implorando por isso.

Ela já estava implorando por ele. Brianna não sabia o que


ela queria mais, seu pênis em sua vagina ou na sua bunda.

— Isso é o que você quer, não é, querida?

— Sim. — Ela não ia mentir para ele ou argumentar.


Quando se tratava do Death, ela queria dar tudo a ele.

Já havia pensado em dizer a ele como se sentia. Havia uma


razão para que o Natal fosse um tempo para se dar. Ela daria ao
Death o que nunca deu a qualquer outro homem antes em sua
vida, seu coração. Quando se tratava do Death, ela realmente
queria ser tudo o que ele estava procurando.

Ele abrandou seus impulsos e acariciou seu ânus,


pressionando um segundo dedo dentro dela. Death começou a
pressionar dentro dela, golpeando profundamente enquanto
trabalhava um ritmo com os dedos. — Sim, vou foder esse
pequeno rabo e torná-lo meu. Vou amar cada parte de você,
Brianna.
— Sim. Eu te quero tanto, Death. — Ninguém mais poderia
lhe dar o tipo de prazer que o Death lhe dava. Havia algo
poderoso entre eles que era muito mais forte do que a mera
atração. Ela queria este último, para atraí-lo ainda mais para
perto dela. Se ela ficasse grávida, não ficaria assustada, mas
feliz, pela súbita mudança de eventos. O pensamento de ter um
filho dele a enchia de alegria.

— É isso mesmo, eu faço. — Ele começou a aumentar suas


estocadas, indo mais fundo do que nunca. — Tome tudo de mim,
Brianna. Tome meu pau e meus dedos.

Ela choramingou quando ele a tomou com força. Não houve


tempo de espera quando o Death a alargou completamente.

— Vou encher a sua boceta com o meu sêmen e, então, vou


tomar essa bunda.

Não houve exploração de volta quando ele golpeou dentro


dela. Estava muito perto de outro orgasmo quando ele tirou os
dedos da bunda dela.

— Posso sentir sua buceta se preparando para explodir.


Você quer que eu deixe você gozar, Brianna? — Perguntou.

— Sim. — Ela mordeu o lábio tentando conter os gritos de


excitação.
— Você está tão molhada. Posso ver você pingar em torno
do meu pau. Estou coberto pelo seu mel, baby.

Ela gemeu com sua conversa obscena.

A mão que tinha estado descansando em seu quadril,


deslizou entre suas coxas para tocar seu clitóris.

— Foda de volta contra mim. Tome meu pau, enquanto eu


te toco.

Brianna fez o que ele pediu, empurrando para trás, contra


ele.

— Você tem uma buceta tão apertada. Minha buceta


apertada.

Ele acariciou seu clitóris, e levou apenas alguns golpes para


ela atingir o orgasmo. Em segundos, ele agarrou seu quadril com
uma mão, batendo dentro dela. Ele foi implacável em sua
perseguição e ela adorou cada segundo.

— Porra, baby. Tome tudo. — Death mergulhou dentro dela


uma última vez. Seu pênis empurrou, explodindo o sêmen
profundamente em seu ventre.
Será que isto vai produzir um bebê?

Ela não sabia o que ia produzir, apenas que não estava com
medo da perspectiva de se tornar mãe.

Caindo na cama, soltou um suspiro. Death se moveu para o


seu lado, ofegante. — Foda-se, baby, foi perfeito. — Ele
estendeu a mão, beijando seu rosto. — Fique aqui. Vou me
limpar.

Brianna não se mexeu. Ainda ficou com o rabo no ar, não


mais se preocupando com sua exposição.

Ele voltou, segundos depois, segurando um pano. — Acho


que é hora de limpá-la. — Death colocou o pano contra a bunda
dela, limpando.

— E o seu sêmen? — Ela perguntou, confusa sobre o


porquê ele começaria com a bunda dela, em primeiro lugar.

— Eu não estou limpando-o. Adoro ver minha semente nos


lábios da sua vagina. É tão sexy de assistir. Gostaria que você
pudesse ver o quão incrível você parece cheia da minha porra.

Ele bateu no rabo dela fazendo-a gemer. Rolando, ela se


sentou, olhando para ele. Ele estava rindo. — Pensei que ia
chamar sua atenção.
— Isso dói.

— Não, isso não doeu. — Ele segurou seu rosto, e ela se


afastou franzindo o nariz.

— É melhor você limpar os dedos.

— Já fiz isso. — Ele segurou seu rosto, mais uma vez,


puxando-a para mais perto dele. Death tomou posse dos seus
lábios, lambendo ao longo de seu lábio inferior. — Perfeito.

Ela o viu jogar a toalha no canto, perto das suas roupas. Ele
se acomodou na cama, puxando-a para os seus braços.

Brianna fechou os olhos, aquecendo-se com a sensação


dele em torno dela.

— Quando nós tivermos o nosso próprio lugar você ainda


vai querer vir para o clube? — Perguntou.

— O nosso lugar?

— Sim, não vou forçá-la ou qualquer das crianças que


tivermos, a permanecer aqui.
— Você acha que eu vou ficar aqui com você? — Ela
perguntou, brincando.

— Se não fosse, você não estaria aqui agora. Sei que você
me quer, Brianna.

— Ou o seu pênis.

— Ou meu pau. — Ele riu, dando um beijo na sua


bochecha. — Sério, você ainda iria querer vir até o clube?

— Esta é a sua casa, Death. Sua família está aqui. Você os


ama, e, sendo honesta, adoro isso aqui. Bem, gosto de limpar
sua bagunça. Não sei por que, mas sempre amei limpeza. Ajuda
a me acalmar e aliviar-me.

— Percebi. Também notei que você gosta de cozinhar.

— Eu sei que o meu tio lhe causou e à gangue, muita dor.

Ele a cortou antes que ela dissesse algo mais.

— Gonzalez nos causou muita dor. Ronald arruinou parte da


sua vida. A dor é igual, baby. Prometo a você, não guardo
rancor, e nem a gangue. Eu reivindiquei você como minha
Senhora, e a fiz minha. Eles a respeitam.
Ela suspirou, sentindo as lágrimas nos seus olhos. — Você,
realmente, está falando sério? — Ela perguntou.

— Claro que estou. É uma maldita promessa.

— Então, adoraria que tivéssemos o nosso próprio lugar,


mas eu ainda vou vir aqui para limpar. Sem mim, este lugar
seria uma bagunça.

— Lexie, Mia, e a Judi ficariam chateadas se ouvissem você


dizer isso.

— Elas, raramente, estão na sede do clube. Eu já vi. Elas só


vêm aqui para ocasiões especiais.

— Isso é verdade —disse ele.

— Além disso, June e as outras são inúteis na limpeza. A


única coisa que elas sabem fazer é chupar um pau. — Ela o
olhou recordando a loira com os lábios ao redor do Death.

Death, em resposta, começou a rir. — Você está


completamente louca, e eu adoro isso.

Ele não parou de rir.


Sentindo-se tola, Brianna se juntou a ele, amando como era
fácil e seguro ficar com ele.

Diga a ele.

Não, não diria a ele. Ela tinha decidido quando seria o


melhor momento para dizer a Death que ela o amava. Agora não
era o momento.

— Eu adoro ouvir você rir.

— É divertido rir de novo.

Death se aproximou dela, pegando o controle remoto. —


Vamos ver o que está na televisão.

— Ok.

Ela se acomodou com a cabeça no seu colo, observando


enquanto ele escolhia algo para que ambos vissem. Isso era o
que ela estava querendo contanto que ela pudesse se lembrar.
Amor, atração sexual, pertencer, ela queria tudo isso, e ela sabia
em seu coração que ficaria com esse homem.

****
Snake observou a Jessica ir e vir. Não entendia porque
ainda estava sentado na sala de emergência esperando que ela
terminasse.

Qualquer cadela podia cuidar das suas necessidades.

A porta se abria, à medida que mais pessoas fodiam partes


do seu corpo, por causa da neve.

Seu celular tocou, e ele o puxou para fora, vendo que era
da sede do clube.

— O quê? — Ele perguntou, irritado que ainda estivesse


sentado no mesmo lugar, mesmo que pudesse ter qualquer
mulher que quisesse.

— Ei, baby. Estou sentindo falta de você — disse June.

Jessica escolheu esse momento para sair. Ela falou com a


mulher na recepção, e ele a olhava soprar a franja quando
exalava. A mulher estava cansada, mas pegou outra pasta.

— Você está me ouvindo? — Quando ele foi confrontado


com a beleza de cabelos negros, June perdeu todo o seu apelo.
A prostituta do clube não era o que ele queria. Não, ele queria a
enfermeira que estava caminhando em direção a ele.
— Tenho que ir. — Desligou, sabendo que a Jessica ficaria
chateada por encontrá-lo conversando com outra mulher,
enquanto esperava por ela.

O que isso importava? Ela é apenas uma mulher que não


está relacionada com o clube.

— Ei — disse a Jessica. — Olha, entendo se você quiser


sair. Estou mais do que feliz por você ir, se quiser. Isso está
levando mais tempo do que eu esperava.

— Não me importo de esperar. Ainda estou aqui.

— Ok. Contanto que você não se importe.

— Eu não me importo.

A noite avançava e, cerca de duas horas da manhã, o


Snake adormeceu até que alguém o balançou, acordando-o.

— Que horas são? — Ele perguntou, se esticando. Tinha


adormecido sentado na cadeira, e suas costas o estavam
matando. Não tinha passado por este incômodo desde que se
mudou para Piston County.

— São seis horas da manhã — disse Jessica. — Já posso ir.


Podemos tomar o café da manhã, se quiser.
Ele se levantou, limpando o sono dos olhos. — Claro.

— Você é muito persistente.

— Você me prometeu um encontro. Eu não vou a lugar


nenhum até que eu o tenha. — Ele a seguiu para fora, onde suas
motos estavam estacionadas.

— Bem, eu estou surpresa. Fiquei esperando vê-lo sair cada


vez que vim para a área de recepção. Quando vi você dormindo,
percebi que ia deixá-lo.

— Não durmo assim, há anos. Oh bem, não havia nada


melhor para fazer. — Gostava de observar ela aparecer e
desaparecer, aceitando novos pacientes.

— Eu realmente sinto muito.

— Não, é perigoso, e eu entendo.

— Eu nunca pensei que o faria. Posso ir embora agora. Nós


vamos tomar café da manhã, e então vou dormir pelo resto do
dia.

Ela colocou o capacete.


— Eu a encontro no restaurante — disse ele.

Snake esperou que ela saísse antes de subir na sua moto.

Não pensou na razão pela qual continuou seguindo-a ou por


que ficou no hospital.

Você quer sua boceta.

Não, era mais do que isso. Assim, muitas mulheres tinham


olhado para ele como se fosse um idiota. Tudo o que ele fez foi
jogar até o limite. A suposição natural da Jessica sobre ele o
havia irritado. Agora tudo que ele queria fazer era provar a ela
que podia ser algo mais, algo diferente.

Você quer a sua buceta.

Parando ao lado dela, ele a olhou remover o capacete


sacudindo os cabelos.

Entraram no restaurante juntos, sentando em uma mesa.


Antes que ele reparasse estavam sendo servidos com o café da
manhã. Ele nunca foi servido tão rápido a menos que Mia fosse
fazer todo o trabalho.

— Você não é o grande imbecil que a Lydia falou — disse


ela. — O que me faz tão especial?
— O que você quer dizer? Não posso fazer nada de bom
para você, sem minhas intenções serem questionadas?

— Claro, você e eu sabemos que você fode mulheres e as


deixa. Não estou interessada em me juntar a essa fila de
mulheres. Lydia me disse que tinha um monte de mulheres
odiando você, mas também um monte de mulheres esperando
por você no clube.

— Lydia fala demais.

Jessica sorriu. — Não se preocupe. Não vou discordar.

Ele riu. — Por que você se tornou uma enfermeira?

— Gosto de ajudar as pessoas. Sou boa nisso.

— É essa a razão pela qual você está sempre de plantão?

— Gosto do meu trabalho, mas não vamos falar sobre o


trabalho. Eu acho que perdemos muito tempo com você
esperando por mim. Vamos desfrutar do café da manhã e,
humm, falar de outra coisa.

— Se você quiser. — Snake teria essa mulher querendo ela


ou não.
Capítulo Onze
Três dias antes do Natal

— Tem certeza? — Perguntou o Devil. — Depois de fazer


este compromisso, não há como voltar atrás.

— Tenho certeza. Estou mais do que certo. Organize o


sacerdote. Eu quero casar com a Brianna.

Lexie se sentou em um dos sofás do escritório de Devil e


assobiou.

— Tem certeza? — Perguntou a Lexie. — O casamento é um


inferno de um compromisso.

— Eu a quero. Não há nenhuma outra mulher para mim.


Estou apaixonado por ela. Venho transando com ela sem
camisinha. Ela é o que eu quero. — Death tinha pensado nisso a
sério, e não havia nenhuma outra mulher que ele quisesse além
de Brianna. Também acreditava que ela estava apaixonada por
ele. Ele estava mais do que disposto a assumir o risco.
— Eu vou falar com o padre. Ele vai casar você na véspera
de Natal pelo preço certo. — Devil jogou a caneta no bloco de
notas. — Acho que você não quer que ninguém saiba o que você
vai fazer?

— Você pode dizer à gangue. Não vou manter segredo.


Depois de toda a merda que nós passamos, eu a quero.

Devil se recostou.

— Diga a ele, Devil—.

— Dizer-me o que? — Death olhou para trás, para a Lexie,


depois, de volta para o Devil.

— Nós vimos a maneira como você olhava para ela. Bem, a


Lexie viu o jeito que você olhava para ela, mas a Lexie também
apontou que você não faria nada, a menos que fosse forçado. Eu
tinha toda a intenção de forçar a Brianna a tomar uma decisão
sobre se tornar uma garota do clube, uma Senhora, ou sair.
Lexie disse que você ia reivindicá-la como sua mulher.

Death balançou a cabeça. — Não estou preocupado. Eu a


quero, e você está certo. Eu precisava de um empurrão para
tomá-la.

— Bom, vou organizar isso.


— Só mais uma coisa — disse Death.

— O quê? — Devil parecia irritado, e Death se perguntou o


que ele tinha interrompido quando bateu. O Devil e a Lexie eram
conhecidos por foder em qualquer lugar.

O sorriso no rosto da Lexie deixou-o saber que ele


interrompeu exatamente isso.

— Sim, estamos ocupados, Death. Diga-me a merda que


você quer dizer, então vá se foder.

— Eu quero ir atrás do homem que comprou a Brianna.

— O que ela se refere como Mestre? — Perguntou o Devil.

— Eu quero vê-lo morto.

O silêncio desceu sobre o ambiente.

— Ela foi vendida pelo Ronald. Quem levou uma mulher e a


usou tem dinheiro, e muito. Você também pode apostar que o
dinheiro vem com uma porrada de poder. — Devil se inclinou
para frente.

— Eu não me importo.
— Eu sim. Todos nós mal saímos do negócio do Gonzalez
vivos. Não estamos mais trabalhando com os Skulls. Não vou à
caça de um homem sobre o qual eu não sei nada. Se ele vier
atrás dela, o clube vai apoiá-lo. Até então, desfrute da sua
mulher, desfrute da paz e vamos passar o Natal sem qualquer
drama. — Devil se levantou, movendo-se para se encostar na
borda da mesa. — Entendo seus medos. Eu entendo. Sinto isso o
tempo todo que olho para a minha mulher. Não vou procurar um
homem que eu não conheço.

Death entendeu o que Devil estava dizendo. Ele recuaria.


Se o homem a tocasse, ele levaria a luta para ele. Ninguém
nunca ia fazer Brianna sofrer novamente.

— Nós estamos bem? — Perguntou Devil.

— Nós estamos bem. — Death apertou a mão do seu


presidente. —Obrigado.

— Vou ligar para o padre. Você, se certifique de ter a noiva.

Ele saiu do escritório a tempo de ouvir a Lexie rindo.

O padre não seria chamado tão cedo. Death foi em busca


da Brianna. Olhou em todos os lugares, e uma hora mais tarde,
estava começando a perder a cabeça.
— Alguém viu a Brianna? — Ele perguntou, indo para a sala
principal.

— Ela está no banheiro dos homens — disse a June,


olhando para cima a partir do seu telefone celular.

— Que porra está fazendo no banheiro? — Entrou no


banheiro das mulheres para encontrá-lo vazio. Entrando no
banheiro dos homens, parou. Ela usava luvas de borracha e
estava sobre as mãos e os joelhos esfregando a confusão em
torno da base do vaso sanitário.

— Nojento — disse ela, murmurando para si mesma.

Seu cabelo vermelho estava preso em cima da cabeça.

— O que você está fazendo? — Ele perguntou, cruzando os


braços e inclinando-se contra os mictórios.

Ela procurou ao redor para olhar para ele. — Estou


limpando. Sério, o cheiro vindo daqui era tóxico. Você não sabe
como os homens o mantém limpo?

Balançando a cabeça, deixou a sua posição, agarrou a


Brianna ao redor da cintura, e a puxou contra seu peito. Não
esperou ela começar a lutar. Death a levou para fora, para o
andar superior, ao seu próprio banheiro.

Colocando-a no chuveiro, ele ligou a água, entrando com


ela.

— O que você está fazendo? — Ela perguntou.

Ele não falou enquanto tirava as luvas e as suas roupas.

— Death?

Inclinando-se, tomou um dos mamilos na boca, cortando


todo protesto que ela teria feito.

Suas perguntas se transformaram em longos e altos


gemidos.

Quando teve certeza de que ele a tinha onde queria,


começou a lavá-la, certificando-se de acariciar cada lugar.

Death a levou para fora do chuveiro, jogando-a na cama.


Ele olhou para o seu corpo. A excitação já estava deixando-o no
limite. Ele precisava dela, queria, e não ia morrer na praia.

— Vou te foder agora, e você vai deixar. — Ele agarrou o


comprimento do seu pênis enquanto ela abria as coxas,
revelando a boceta lubrificada. — Não, de joelhos. — Ele sabia o
que queria.

Ela ficou de joelhos, apresentando o rabo cheio de curvas a


ele. Ele pegou o preservativo na gaveta, junto com o
lubrificante. Death tinha falado com ela sobre o que ele faria.
Nos últimos dias estava preparando a bunda dela para o seu
pênis, usando os dedos.

Ele rolou o preservativo sobre o pau muito duro antes de


deslizar um dedo através da sua fenda. Ela estava encharcada.

Aplicando uma quantidade generosa de lubrificante no


pênis, teve certeza de que ela estava mais do que pronta antes
de preparar sua bunda para a invasão.

Quando ambos estavam lisos, ele jogou o tubo longe,


agarrou seu comprimento e, lentamente, começou a pressionar
contra sua bunda. O anel apertado dos seus músculos o manteve
fora. Ele não ia parar.

Lentamente, empurrou em sua bunda, transando com ela


em pequenos golpes, até que ela começou a foder de volta
contra ele. Em poucos minutos estava todo dentro dela,
trazendo-a ao seu pau.

— Foda, perfeito — disse ele.


— Foda minha bunda — disse Brianna.

Ele fez exatamente isso, alargando sua bunda como fez


com sua boceta e a boca. Brianna pertencia a ele e, em três
dias, teria um anel em seu dedo para cimentar as coisas. Este
amor não era unilateral e, a cada segundo que passava, ele
sabia disso.

Ele mergulhou em seu traseiro, ao mesmo tempo que


provocava seu clitóris. Só quando ela encontrou o seu orgasmo
ele se permitiu o prazer de encontrar o seu próprio. Gozaram
juntos, seus gemidos ecoando nas paredes quando encontraram
a bem-aventurança.

****

Véspera de Natal

Brianna diria a ele. Não conseguia mais manter seus


sentimentos em segredo. O amor que sentia pelo Death ia
começar a doer, se ela não lhe dissesse. Várias vezes ao longo
dos últimos três dias tentou lhe dizer a verdade apenas para se
impedir.
Notou que várias das mulheres estavam agindo
estranhamente enquanto olhavam para ela. As crianças e, até
mesmo, os homens estavam aproveitando a vida quando
começaram a celebrar a época festiva.

Franzindo a testa, Brianna se perguntava onde o Death


estava. Naquela manhã, ela acordou para encontrar a cama
vazia. Não pensou muito nisso quando não o viu em torno da
cozinha.

Lexie entrou na cozinha, assobiando.

— Você já viu o Death?

A outra mulher sorriu. — Ele está esperando por você lá


fora.

Brianna se moveu para fora da cozinha indo para a sala


principal. Ela parou com o que viu. Death estava conversando
com um sacerdote, enquanto a gangue estava sentada em
ambos os lados. Um altar improvisado havia sido criado, e um
tapete de pétalas de rosa tinha sido feito até o centro.

— Death, o que está acontecendo? — Ela perguntou,


olhando para ele.
— Brianna. — Ele falou o nome dela, movendo-se pelo
corredor em direção a ela. Quando ele estava na sua frente, seu
coração acelerou em seu peito quando ele ficou de joelhos. — Eu
estou completamente, totalmente, apaixonado por você. Você
vai me dar a honra de se tornar minha esposa?

Ela abriu os lábios, em seguida, parou para fechá-los. —


Você quer se casar comigo?

— Eu amo você, baby.

As lágrimas encheram seus olhos. — Eu também te amo. —


Olhou para o anel que ele segurava na palma da mão.

— Estive planejando isso nos últimos dois dias. Queria fazer


isso especial para você, para nós.

Ela ficou de joelhos, envolvendo os braços no pescoço dele.


—Eu te amo tanto. Estou mais do que honrada em me tornar sua
esposa.

Ele segurou seu rosto, dando um beijo nos seus lábios.

— Ela disse que sim — disse o Death, gritando para que


todos pudessem ouvir.
O que aconteceu depois foi tão surreal para a Brianna. Ela
ficou ao lado do Death, pois ambos enfrentaram o sacerdote.
Não houve necessidade de um vestido branco ou todas aquelas
outras merdas. Isto, para ela, era perfeito.

— Eu vos declaro marido e mulher — disse o padre.

Assobios, uivos e gritos de alegria flutuavam ao redor dela


enquanto ela se tornava esposa do Death. Ela era a mulher dele
por completo.

Death não lhe permitiria ficar por aqui. Ele a pegou em seus
braços e a levou até seu quarto.

Uma vez que estavam acima do limite, Death obedeceu às


demandas sujas dela. Brianna estava mais do que feliz em lhe
dar o que ele queria.

Ela o amava, e este foi o Natal mais perfeito que já teve.


Epílogo

Assistir a Brianna e o Death se casarem atingiu o Snake


duramente. Não entendia o que estava acontecendo dentro dele.
Toda a cerimônia tinha sido doce, agradável, e tudo o que podia
imaginar era a Jessica nos seus braços.

O café da manhã foi bom, mas desde então, não falou com
ela. Também não fodeu qualquer das outras mulheres no clube,
para grande decepção da June. Snake sabia que a June foi
ficando um pouco de lado.

Deixando o clube após o Death levar sua esposa para o


andar de cima para ter um pouco de sexo sujo, Snake escapou.
Subiu em sua moto e fez o caminho até a casa da Jessica.
Quando terminaram o café da manhã ele a seguiu até sua casa
para descobrir que ela morava em uma pequena casa modesta.
Estacionando a moto fora da casa encontrou a porta decorada
com luzes de fadas. A estação estava em pleno andamento, mas
algo estava faltando.

Ele precisava fazer uma coisa, e então, poderia voltar para


o clube, sem outro pensamento em sua mente.
Subindo as escadas, bateu na porta da Jessica, esperando
ela responder.

As luzes estavam acesas deixando-o saber que ela estava


em casa. A porta aberta revelou Jessica no outro lado.

— Snake, o que você está fazendo aqui? — Perguntou ela.

— Eu adorei ter o café da manhã com você, mas não tive a


chance de fazer uma coisa.

— O quê? — Ela perguntou, franzindo a testa.

Chegando perto dela, estendeu a mão para segurar suas


bochechas. Ela estava quente, enquanto ele estava frio. Isso foi
o que o levou para a Jessica. Ela era a leveza que ele tinha
desistido. Levando os lábios até os dela, ele gemeu ao sentir o
seu gosto.

Deslizou a língua ao longo dos seus lábios até que ela se


abriu, para deixá-lo entrar. O beijo se aprofundou, e ela agarrou
seus braços. Ela não o afastou, mas o segurou enquanto ele a
beijava.

— Feliz Natal, Jessica — disse ele, virando-se para sair.

— Feliz Natal, Snake.


A porta se fechou, e ele não olhou para trás. O beijo não
curou qualquer um dos seus problemas. O beijo só tinha lhe
causado mais problemas. Ele a queria, e não havia nenhuma
maneira pela qual ia tê-la.

Fim