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A INCRIVEL MÁQUINA HUMANA

MÓDULO: STC 7 – Fundamentos (DR1)


FORMADORES: Dr. Nuno / Dra. Irina
CURSO: EFA NS – Técnicas Administrativas

15-07-2009
FORMANDA: Carmen Aguiar Airosa
ASSOCIAÇÃO NACIONAL DAS EMPRESÁRIAS

A INCRIVEL MÁQUINA HUMANA

Em sala de formação vimos o filme documentário “A incrível máquina humana” da National Geografic.
Finalizado o documentário foi-nos proposto fazer um trabalho relacionado com o tema. Através dos
apontamentos que fui tirando ao longo do documentário, valendo-me de livros escolares e pesquisa na
Internet optei por elaborar um trabalho sobre o corpo humano, algo muito básico, de fácil leitura
mas, espero que, educativo e elucidativo.

O corpo humano é na realidade uma das mais magníficas “máquinas” em funcionamento.

A CÉLULA
A célula é a unidade básica da vida. É a unidade estrutural e funcional de todos os seres vivos.

Os organismos multiplicam-se, reproduzem-se, sendo estes processos efectuados através das células.
A forma de vida mais simples que é capaz de produzir cópias de si mesma, é a célula.

O Corpo humano é incrivelmente complicado. Da mesma forma que uma grande cidade, alegre e
buliçosa, tem também um sistema de transporte para levar coisas de um lugar para outro (o sistema
circulatório), a corrente nervosa funciona tal e qual como uma rede telefónica, as glândulas funcionam
como uma poderosa industria de produtos químicos, etc.
Além disso, cada um dos órgãos tem uma missão concreta e determinada, e todos estão formados por
tecidos diferentes que têm algo em comum: absolutamente todos são formados por partículas
diminutas de matéria viva: AS CÉLULAS.

Um dos momentos mais importantes para a História da Ciência foi, sem dúvida, a da descoberta da
organização celular dos seres vivos, dado que a partir deste novo conhecimento, conseguiu-se
formular uma teoria correcta sobre a organização e funcionamento dos corpos vivos.

O descobridor foi o cientista inglês Robert Hooke (1665) que, ao observar uma lâmina de cortiça ao
microscópio, viu que ela era formada por uma infinidade de cavidades que faziam recordar os favos
de mel das abelhas. Por isso chamou-lhes Células.

A TEORIA CELULAR: Em 1838, dois cientistas alemães, Jacob Schleiden e Theodor Schwann
formularam a chamada “Teoria celular” que, resumidamente, consiste em afirmar que a célula é:
 A unidade morfológica dos seres vivos entre os quais uma grande maioria é formada por uma
infinidade destas unidades (os seres pluricelulares) enquanto os outros, mais simples são
formados por uma única unidade; estes são os seres unicelulares ou de uma só célula.
 A unidade funcional dos seres vivos que significa que todas as funções vitais de um
organismo têm origem na célula. Portanto, o ser vivo pluricelular não é um mero conjunto de
células, mas o resultado da coordenação da actividade de todas elas.
 A unidade de origem. Isto significa que todas as células que compõem um ser vivo procedem
de outras células. As células multiplicam-se por divisões sucessivas, dando origem a novas
células.

A FUNÇÃO E FORMA DAS CÉLULAS: Se observarmos ao microscópio células de diferentes


tecidos, veremos que cada uma delas tem um aspecto e uma forma próprias: existem células
redondas, estreladas, alongadas, poligonais, planas, cilíndricas, etc. Não é porque queiram ser
diferentes umas das outras. A sua forma está relacionada com a missão que cada célula tem no
conjunto do organismo. Por exemplo, os glóbulos vermelhos são redondos para flutuarem bem no meio

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em que estão, ou seja, no plasma sanguíneo. Os neurónios têm infinitas ramificações através das quais
recebem e enviam impulsos nervosos, e as células epiteliais são planas para melhor se unirem entre si
e poderem formar um tabique compacto que faça da pele uma defesa eficaz para o organismo.

A célula tem três funções básicas:


 Alimentar-se, absorvendo alimentos dissolvidos ou apanhando substâncias sólidas. É o caso
dos glóbulos brancos que capturam micróbios ou das células do nosso corpo que se alimentam
das substâncias dissolvidas no sangue.
 Reproduzir-se, dividindo-se em duas partes que dão lugar a duas células novas.
 Relacionar-se, movendo-se de um lugar para outro através de pseudópodes, flagelos ou
cílicos, quer dizer, pequenos filamentos em que se apoiam para deslizarem. Todas as células
livres têm esta actividade que não é própria das células que formam os tecidos.

CONSTITUIÇÃO DA CÉLULA: Em todas as células se distinguem três partes bem diferenciadas:


 A membrana celular ou membrana plasmática, que constitui o limite do corpo celular e
através da qual penetram as substâncias alimentícias e saem os desperdícios.
 O citoplasma, conjunto de substâncias proteicas e gelatinosas que fornecem o interior da
membrana; nele distinguem-se corpúsculos diferentes (mitocôndrias, vacúolos, etc)
 O núcleo, pequeno corpúsculo que nas células animais e vegetais e vegetais está separado do
citoplasma por uma membrana nuclear. É nele que se encerra o verdadeiro segredo da vida:
os cromossomas onde se encontram os genes, corpúsculos responsáveis pela
hereditariedade biológica, ou seja, pela parecença dos filhos com os pais.

Célula Eucariótica animal Células Procarióticas - Bactérias e Cianobactérias

A FORMA DO ADN: Já sabemos que dentro do núcleo da célula se encontram os cromossomas


compostos de ADN, uma substância que possui algumas propriedades curiosas, entre elas, a de
duplicar-se, na qual está reunida toda a informação hereditária que é transmitida de pais para filhos.

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O que nos distingue uns dos outros é na realidade o nosso ADN e o Cérebro Humano, podemos
“trocar” de coração mas não deixamos de ser quem somos, pois é o nosso cérebro que tudo controla e
é o órgão humano mais misterioso que possuímos. Quanto mais descobrimos sobre ele mais vemos que
afinal nada sabemos e muito temos ainda para estudar e descobrir.

O corpo humano é composto por vários órgãos, dos quais destaco:

A PELE

A PELE o órgão mais volumoso que o nosso corpo possui,


pesa cerca de 3kg, pode libertar até 2L de suor por
hora. O suor que nos sai da pele, através dos poros, é o
sistema de refrigeração do nosso corpo.

A pele tem vida própria e exerce diferentes funções.


São estas:

 Proteger o organismo das agressões do meio ambiente: frio, calor, vento, excesso de
humidade ou de secura, etc.
 Constituir uma barreira de protecção para evitar a entrada da infecção em órgãos internos
do corpo humano.
 Conservar a temperatura do corpo.
 Impedir que os raios ultravioletas do sol causem danos ao organismo.
 Proporcionar o sentido do tacto, com o qual reconhecemos os objectos que nos rodeiam.

São os poros que permitem à pele respirar. Na pele, há duas camadas perfeitamente diferenciadas:
 A epiderme é a zona mais superficial da pele, é formada por duas camadas, sendo estas
constituídas por células epiteliais. A camada mais externa é composta por células
endurecidas que uma vez mortas se desprendem e caem, são responsáveis por 95% do pó
existente numa casa. Por baixo desta existem células vivas que se multiplicam
constantemente, substituindo as que morrem e caem.
 A derme é a camada mais interior da pele, é esta que fornece elasticidade e resistência à
pele. A base da derme é branca e rica em gordura, é também na derme que se encontram as
extremidades nervosas, que nos permitem ter o sentido do tacto

Os pelos são um produto da pele e dividem-se em duas partes: uma interior, a raiz; outra exterior, o
caule. A raiz nasce nuns furinhos da epiderme chamados folículos pilosos. Se arrancarmos um cabelo
sentimos dor porque os vasos sanguíneos que irrigam a derme só dão vida às células do cabelo que
estão próximas da raiz. Por isso quando cortamos o cabelo não sentimos dor porque a extremidade do
cabelo é formado por células endurecidas (mortas) que, quando cortadas, não transmitem nenhuma
sensação. O sentido do tacto e o sentido da dor (quando nos magoamos) passam pela pele, isto
acontece através das terminações nervosas livres que transmitem ao cérebro a sensação de dor ou
tacto.

A cor diferente de pele tem a ver com um pigmento chamado de Melanina, quanto mais melanina
temos, mais escuro é o tom da pele.

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A VISÃO

A visão, órgão tão importante, é através dele que podemos ter o privilégio de ver as cores, a luz, a
natureza, os nossos familiares, as expressões dos outros, os perigos. A visão é algo realmente belo,
quase que posso dizer “milagroso”.

A nossa visão é feita através de duas esferas gelatinosas onde temos:


 A Esclerótida – é a parte externa que podemos ver e que pela sua cor é chamada de “branco
do olho”.
 A córnea – é uma modificação da parte central da esclerótida, fica transparente para
deixar passar a luz para dentro do olho.
 A Íris – é um anel (onde temos a cor dos olhos pretos, azuis, verdes, castanhos) com um
orifício central, a pupila, por onde a luz penetra no globo ocular. Tem a mesma função que o
diafragma de uma máquina de fotografar, abre ou fecha conforme a intensidade de luz.
 A retina – é a camada mais interna, onde se encontram as células nervosas especializadas em
captar os estímulos luminosos. É também na retina que se formam as imagens, depois do
cérebro receber as mensagens através de impulsos nervosos, assim sendo o cérebro é o
verdadeiro órgão da visão.

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O OUVIDO

Graças ao ouvido captamos as ondas sonoras que se convertem em sensações auditivas. No ouvido
encontram-se os órgãos do equilíbrio que nos permitem saber a nossa posição no espaço e, ao mesmo
tempo, nos impedem de cair.

O ouvido tem uma série de canais e órgãos especiais que permitem captar as vibrações que vêm do
exterior.

O ouvido é composto por:


 Ouvido externo – Tem o pavilhão auditivo ou orelha e um canal auditivo externo que termina
numa membrana conhecida como tímpano. O tímpano vibra com os impulsos das ondas que
chocam contra ele e transmite as vibrações ao ouvido médio.
 Ouvido médio – É formado por uma pequena cavidade em que se encontram quatro ossículos
articulados em cadeia: o martelo, a bigorna, o lenticular e o estribo, que levam as vibrações
do tímpano ao ouvido interno.
 Ouvido interno – Aí está o órgão de Corti que transforma as vibrações em impulsos
nervosos que chegam ao cérebro através do nervo acústico.

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O NARIZ

O sentido do olfacto permite-nos detectar a presença de substâncias gasosas no ambiente. O nariz é


o órgão do olfacto, um órgão externo situado na cara e com o interior revestido por uma membrana
especial, a Pituitária, com duas classes:

 A parte inferior ou vermelha, que se deve à coloração que lhe dão os numerosos vasos
sanguíneos que a regam e que têm a missão de aquecer o ar à medida que este passa pelo
nariz.
 A parte superior ou pituitária amarela, onde estão as terminações nervosas que nos
permitem perceber as sensações de odor.

A pituitária amarela é uma mucosa que ocupa uma zona com 2 cm2 aproximadamente em cada fossa
nasal, na chamada Mácula Olfactiva. Aí distinguem-se duas camadas de células:

 Células de sustentação, como o nome indica, servem para suster outras células intercaladas
entre elas.
 Células olfactivas, autênticos neurónios cujos dendritos dão origem a 6 ou 8 pêlos
olfactivos, sensíveis à maioria dos vapores.
 Células basais, iguais às células de sustentação, mas situadas a maior profundidade. Entre
as células olfactivas e as células basais estão as glândulas olfactivas que segregam os
líquidos destinados a manter limpos e húmidos os revestimentos olfactivos.

Para que uma substância nos produza uma sensação odorífera, os seus vapores têm de ser solúveis no
muco nasal. A sensação olfactiva inicia-se quando um determinado gás chega à pituitária amarela e
entra em contacto com o muco segregado pelas suas glândulas, dissolvendo-se nele. Este muco
impregnado de gás, em contacto com os cílios das células olfactivas, excita as suas terminações
nervosas, gerando um impulso nervoso, cuja corrente chega ao cérebro que o identifica como um
cheiro.

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A BOCA – A LÍNGUA

A língua é a sede do gosto. Situada no interior da boca, a língua tem habitualmente um tom rosado e
uma grande mobilidade, devido aos numerosos músculos que a formam. Estão-lhe atribuídas várias
funções importantes: mover a comida em todas as direcções, contribuir para a modulação das
palavras e, sobretudo, ser o órgão do gosto, quer dizer, do sentido que permite distinguir o sabor das
substâncias líquidas e sólidas presentes na boca.

A superfície da língua é rica em pequenas protuberâncias formadas por células destinadas a


reconhecer os sabores: são as papilas gustativas.
Outras papilas detectam o volume dos alimentos: são as papilas tácteis.
As papilas gustativas, conforme a forma, dividem-se em:

 Caliciformes: têm a forma de cálices e encontram-se no final da língua, formando o chamado


“V” lingual.
 Fungiformes: têm a forma de uns cogumelos e estão enraizados nos bordos e nas zonas
próximas da ponta da língua.
 Coroliformes: são as papilas que pela sua forma recordam a corola de uma flor.
 Filiformes: são as que têm a forma de um fio. Estes dois últimos tipos acham-se situados na
zona do chamado corpo lingual. Os alimentos muito quentes ou muito frios, bem como
substâncias causticas ingeridas por erro, fazem com que as papilas percam a sua
sensibildade.

Na língua existem 3.000 papilas gustativas formadas por células especializadas em receber um dos
quatro sabores básicos: salgado, doce, amargo e ácido ou azedo.

As papilas gustativas da ponta da língua são sensíveis aos alimentos doces, enquanto as que se
encontram mais atrás e nos lados são sensíveis às coisas salgadas. Na zona periférica do corpo lingual
apercebem-se os sabores azedos e, por fim, na parte de trás da língua, assim como no véu do paladar
e nos lados da garganta, captamos os estímulos mais intensos, ou seja, os amargos.
O cérebro recebe as sensações gustativas pelo processo habitual: as células receptoras captam os
estímulos e transmitem oportunamente os sinais ao cérebro.

É através do nariz e da boca que se efectua a entrada e saída de ar (respiração).

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A RESPIRAÇÃO

Ao respirarmos, o oxigénio entra nos pulmões onde os glóbulos vermelhos o levam a todos os
cantinhos do organismo. Nas células, os elementos nutritivos juntam-se-lhe e a energia desprende-se
gradualmente, mantendo as células em perfeito funcionamento.
Do mesmo modo, ao respirar, ficam resíduos de uma série de substâncias prejudiciais (inúteis, como o
gás carbónico) que os mesmos pulmões se encarregam de expelir.

Para chegar até aos pulmões, o ar deve seguir o caminho marcado pelas vias respiratórias, isto é, a
boca, as fossas nasais, a faringe, a laringe, a traqueia, os brônquios e os bronquíolos. O ar introduz-se
no corpo por duas passagens: ou pelas fossas nasais ou pela boca. É melhor que se faça pelas
primeiras visto que na cavidade nasal é aquecido, humedecido e filtrado antes de passar para outras
vias.
Atravessa depois a faringe – por onde passam também os alimentos – e introduz-se na laringe, o órgão
onde tem origem a voz graças, à vibração das cordas vocais. Para evitar que os alimentos entrem nas
vias respiratórias, há aí uma válvula chamada “epiglote” que se fecha quando a comida passa e se abre
para a entrada de ar quando é preciso respirar.

Depois o ar segue pela traqueia, um tubo com 12/15 cm de cumprimento que segue na continuação da
laringe e que se bifurca no extremo inferior, dando origem a dois canais, chamados brônquios que
levam o ar directamente ao pulmão. Dentro dos pulmões, os brônquios ramificam-se em tubos mais
finos – bronquíolos – que acabam numas cavidades ou sacos microscópicos chamados alvéolos
pulmonares.

Os pulmões são dois órgãos elásticos e esponjosos, situados no interior da cavidade torácica. Têm um
tom rosado e estão protegidos por uma dupla e fina membrana, chamada pleura, cuja função é
proteger o pulmão do atrito com as costelas, de cada vez que inspiramos ou expiramos.

Os dois pulmões não têm o mesmo tamanho. O esquerdo é um pouco menor que o direito e pesa por
volta de 100 g menos (700 g o direito e 600 g o esquerdo).
O direito divide-se em três lobos – superior, médio e inferior – enquanto o esquerdo só tem dois
lobos. Cada lobo fica perfeitamente envolvido pela pleura qu o cobre completamente. Na parte
posterior do pulmão esquerdo há um grande espaço para albergar o coração que recebe o nome de
“leito do coração”.

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O APARELHO DIGESTIVO
A DIGESTÃO, UM DUPLO PROCESSO: Este processo que transforma os alimentos em substâncias
mais simples recebe o nome de digestão. Faz-se no Tubo Digestivo. Aqui, os alimentos são esmagados,
triturados e moídos e continuamente empurrados por toda a sua extensão a fim de que realizem um
trajecto concreto. Além disso, diferentes sucos digestivos exercem uma série de acções químicas
sobre os alimentos para conseguirem também, a transformação dos mesmos em substâncias
aproveitáveis pelo organismo. Há, por isso, duas partes bem diferenciadas no processo digestivo ou
digestão: uma mecânica, em que os alimentos reduzem a sua forma ao serem triturados e outra,
química, pela qual os alimentos se decompõem em substâncias mais simples e facilmente assimiláveis.

QUANTAS PARTES TEM O APARELHO DIGESTIVO?


O aparelho digestivo é formado por um longo tubo muscular por onde circulam os alimentos ao serem
ingeridos, chamado Tubo Digestivo. Mas, além disso, há uma série de glândulas que segregam os sucos
digestivos necessários para a transformação dos alimentos. São as chamadas glândulas digestivas que
intervêm na digestão química dos alimentos: umas encontram-se nas paredes do tubo digestivo e
outras como no caso do fígado e do pâncreas, encontram-se fora dele e recebem o nome de glândulas
anexas. Quanto ao tubo digestivo, é formado pelos seguintes órgãos: boca, faringe, esófago,
estômago, intestino delgado, intestino grosso e ânus. Cada um deles tem dimensões e características
particulares, adequadas à sua missão no processo digestivo.

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SISTEMA MUSCULAR
O QUE SÃO OS MUSCULOS?
Os músculos são formados por um grande número de fibras musculares, agrupadas em feixes
primários envolvidos por uma espécie de bainha. Por sua vez, estes feixes primários unem-se e
formam os chamados feixes secundários que, reagrupados, compõem a totalidade do músculo que é
rodeado por uma membrana de tecido conjuntivo brilhante chamada perimísio, cujos prolongamentos
são os tendões que unem os músculos aos ossos.

Cada fibra muscular é constituída por células de características muito peculiares: podem contrair-se
ou distender-se conforme convenha. Quando isto acontece, produz-se o movimento.

Os músculos não têm uma forma única. Há, aproximadamente, 500 músculos diferentes no corpo
humano e cada um tem uma forma determinada, conforme a função que desempenham. Não obstante,
podemos agrupá-los, segundo as sua formas mais ou menos semelhantes, em: Fusiformes – Achatados
e largos – Em forma de leque – Orbiculares – Circulares.

QUEM DÁ ORDENS AOS MUSCULOS?


Já vimos que um músculo estriado só se contrai quando o cérebro lhe dá ordem por meio de uma
mensagem. O processo é o seguinte:
De cada músculo de fibra estriada parte uma fibra sensitiva que informa o cérebro ou a medula
espinal, se o músculo está ou não contraído; em resposta, recebe a ordem para continuar igual ou
mudar de posição.
Os músculos de fibra lisa dependem do chamado sistema nervoso autónomo que funciona
independentemente da nossa vontade, provocando sistematicamente o movimento muscular necessário
para o bom funcionamento do organismo. Assim, por exemplo, o movimento das paredes do aparelho
digestivo faz com que a comida avance através do mesmo.

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O ESQUELETO

O movimento do nosso corpo é produzido pela acção conjunta


dos músculos e do esqueleto. Este último, formado por uma
série de peças duras e resistentes (os ossos), suporta o
nosso organismo e vê-se obrigado à acção pelo movimento de
contracção e relaxamento dos músculos que obedecem às
ordens ditadas pelo cérebro.

Os ossos dão, pois, consistência e forma ao nosso corpo, e


graças à sua união com os músculos actuam como alavancas,
possibilitando os seus movimentos. São facilmente
detectáveis. Ao tocarmos nos nossos braços e cabeça,
notamos logo a armação dura dos ossos que além do mais,
servem de protecção aos órgãos moles e delicados como o
fígado, o cérebro e os pulmões.

Os ossos estão formados por tecido ósseo, composto por


células especiais chamadas osteoblastos e a pétrea uma
substância sólida intercelular que lhe dá consistência.
O tecido ósseo pode ser de duas classes: esponjoso ou
compacto. O primeiro encontra-se nas cabeças dos ossos
longos e a sua substância intercelular apresenta cavidades
semelhantes às das esponjas. No interior dessas cavidades
encontra-se a medula vermelha, assim chamada por fabricar os glóbulos vermelhos. Quanto ao tecido
ósseo compacto, forma a parte tubular dos ossos longos.
A substância intercelular é formada por camadas concêntricas; é atravessado por uns canalículos ou
Canais de Havers por onde passam os nervos ou vasos sanguíneos. Os ossos estão envolvidos por uma
membrana chamada “periósteo” que os faz crescer em espessura.

Conforme o lugar do corpo em que se encontrem e a função que desempenham, os ossos são: Longos,
curtos ou chatos.

O lugar onde os ossos se unem chama-se articulação. As extremidades das articulações ficam
protegidas pelas cartilagens, que não são mais do que proteína branda e elástica que permite o
movimento. Além disso, a articulação está protegida por uma membrana fina e escorregadia que
segrega um líquido que a lubrifica e sem a qual, as articulações rangeriam cada vez que nos
movêssemos. Para se manter os ossos ligados, existem umas fibras de colagénio, flexíveis e
resistentes chamadas ligamentos.

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O SISTEMA CARDIOVASCULAR

O coração, artérias, veias e capilares formam o


Sistema Cardiovascular. De uma forma simples, o
coração bombeia o sangue que viaja pelas artérias
até atingir os tecidos do corpo. As artérias por sua
vez dividem-se em pequenos capilares, local onde os
tecidos e o sangue efectuam a troca gases e de
matéria. As veias que transportam o sangue de volta
até ao sistema respiratório e coração, recomeçando
este ciclo novamente.

O Coração humano é composto essencialmente por


quatro câmaras, que funcionam como “bombas”
orgânicas, compostas por músculo e divididas
longitudinalmente. As câmaras superiores, chamadas
de Átrios recebem o sangue que se dirige para o
coração e bombeia-o para os Ventrículos, as câmaras
inferiores.

O sangue oxigenado que chega do sistema


respiratório entra no coração pelo lado esquerdo, que o bombeia através da Aorta, a maior artéria do
corpo humano. A Carótida, a artéria que deriva da aorta é responsável por fazer chegar o sangue aos
pulmões.

Visto de perto os vasos sanguíneos parecem ser um emaranhado de túneis, que percorrem todo o
corpo e transportam milhões de veículos submarinos. O sangue é um líquido vermelho, formado por
células e outros elementos minúsculos, que se podem comparar a minúsculos submergíveis numa
substância fluida. Então os submergíveis mais numerosos, os que conferem ao sangue a cor vermelha
são os glóbulos vermelhos. Cabe-lhes a importante tarefa de transportar o oxigénio, uma substância
essencial à vida, que está contida no ar que respiramos.

Os glóbulos vermelhos passam propositadamente nos pulmões para ficarem cheios do oxigénio que nós
respiramos, levando-o depois a todas as células do corpo. Sem oxigénio, as células não poderiam viver!

No sangue, navegam também as plaquetas. Podemos dizer que as plaquetas parecem pequenos
mosaicos e servem para tapar os buracos dos vasos sanguíneos quando há um ferimento.

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O CEREBRO
O cérebro (principal constituinte do encéfalo) é o principal órgão do sistema nervoso central e o
centro de controlo de muitas actividades voluntárias e involuntárias do nosso corpo. Ele também é
responsável pelas acções complexas como pensamento, memória, emoção e linguagem. No adulto este
órgão pode ter cerca de 12 biliões de neurónios (células do sistema nervoso).

O encéfalo está protegido pela caixa craniana, por membranas finas chamadas meninges e pelo líquido
cefalorraquidiano.

O cérebro é dividido em diversas partes conhecidas como lóbulos: Frontal, Parietal, Temporal,
Occipital, Ínsula.

Como já disse o cérebro é principal órgão do sistema nervoso, que controla o corpo inteiro! Ele é o
responsável por todas as acções voluntárias e involuntárias do nosso corpo.

As acções voluntárias são aquelas que nós fazemos por vontade própria: falar, brincar, mexer o dedo
do pé e muitas outras coisas. Já as acções involuntárias são aquelas que fazemos sem saber, como a
respiração e o bater do nosso coração. Isso tudo é obra do trabalho incessante do nosso cérebro!

Ele funciona como uma grande empresa, onde os trabalhadores são as células nervosas, ou neurónios.
Essas células processam todas as informações para que o cérebro trabalhe direitinho. Ao contrário
da maioria das células de corpo, que morrem e são substituídas por outras, os neurónios não se
regeneram: quando morrem, não aparece ninguém para ocupar o seu lugar!

O cérebro consome 25% de todo o oxigénio utilizado pelo nosso organismo!

O cérebro é dividido em três partes:

 O córtex é a parte externa, que todos chamam de massa cinzenta. Ele é o responsável pela
nossa capacidade de pensar e de interpretar as informações enviadas pelos nossos cinco
sentidos.
 No interior do cérebro fica a massa branca. Lá existe uma complexa rede de comunicações:
quando queremos fazer qualquer coisa, é a rede de neurónios da massa branca que transmite
as informações para que a nossa vontade seja realizada (a uma velocidade de até 400 km/h!).
 O cerebelo fica na parte de trás do cérebro. Ele é o responsável pela nossa coordenação e
equilíbrio

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