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Órgãos do sistema imune

2017

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Órgãos do sistema imune

Índice

UNIDADE 1 ....................................................................................................... 5

1.1 Introdução

1.2 Órgãos linfóides primários..............................................7

1.2.1 Medula óssea...............................................................7

1.2.2 Timo............................................................................8

1.3 Órgãos linfoides secundários.........................................10

1.3.1 Linfonodos..................................................................10

1.3.2 Baço............................................................................13

1.3.3 Tecido linfóide associado às mucosas..........................14

1.3.4 Sistema imunológico cutâneo......................................17

1.4 Bibliografia.....................................................................18

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UNIDADE 1

OBJETIVO: Conhecer os órgãos do sistema imune, destacando as


particularidades de cada órgão relacionadas com o desenvolvimento da
resposta imunológica.

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Anotações:
1.1 Introdução

As células do sistema imunológico estão


amplamente distribuídas no corpo, estando presente no
sangue, linfa, tecidos epitelial, conjuntivo e no interior de
vários órgãos. Estas células podem ainda estarem
organizadas em órgãos linfóides (linfonodo, baço, timo,
medula óssea e tecido linfóide associado às mucosas-
MALT) ou formarem estruturas menores designadas como
nódulos linfóides (tonsilas, placas de Peyer, apêndice)
sendo estes pertencentes ao MALT.
Todo antígeno desconhecido pelo organismo é
transportado para locais onde a resposta imunológica
específica é gerada, através da exposição destes
antígenos a células especializadas no desenvolvimento da
resposta imune. Estas células, linfócitos e células
acessórias, se concentram nos tecidos linfóides
possibilitando a formação da resposta.
Os tecidos linfóides são geralmente classificados em
uma hierarquia sendo órgãos linfóides primários o timo,
local onde as células T se desenvolvem e atingem sua
competência funcional, e a medula óssea, órgão
responsável pela produção dos linfócitos B. Já entre os
órgãos linfóides secundários encontram-se os linfonodos,
baço, o sistema imunológico cutâneo e o sistema
imunológico associado às mucosas, onde os linfócitos são
expandidos devidos a exposição para o antígeno,
produzindo células de memória e efetoras. Geralmente,
agregações de células linfóides mal definidas podem
ocorrer em praticamente todos os órgãos e tecidos
conjuntivo, exceto no sistema nervoso central.

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1.2 Órgãos linfóides primários Anotações:

São considerados órgãos linfóides primários a medula


óssea e o timo. Estes dois órgãos são definidos como primários
pois são neles que os linfócitos expressam inicialmente os
receptores de antígenos, se desenvolvem fenotipicamente e
funcionalmente. Sendo assim, órgãos linfóides primários podem
também serem definidos como órgãos geradores.

1.2.1 Medula óssea

A medula óssea é encontrada nos canais medulares


dos ossos chatos e nas cavidades dos ossos esponjosos.
Ela consiste em uma estrutura reticular esponjosa
localizada entre longas trabéculas. Existem dois tipos de
medula óssea com base em sua aparência no exame
macroscópico: medula óssea de formação do sangue, cuja
cor vermelha é produzida por uma abundância de sangue
e de células hematopoiéticas e medula óssea amarela,
que está cheia de adipócitos excluindo-se essencialmente
as células hematopoiéticas.
Após o desenvolvimento embrionário todas as
células sanguíneas são derivadas de células-tronco
localizadas na medula óssea, sendo o processo de
produção destas células designado como hematopoese.
Durante a hematopoese células-tronco pluripotentes
dão origem a células-filhas com potencial restrito
chamadas células progenitoras ou unidades formadoras de
colônia (CFU). Estas são comprometidas com a
diferenciação em uma linhagem particular, isto é,
eritroide, megacariocítica, granulocítica, monocítica e
linfocítica, a qual dá origem aos linfócitos B e células

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natural killers (NK) que se desenvolvem na própria Anotações:

medula, e aos linfócitos imaturos que se desenvolverão


em linfócitos T no timo.
Durante o desenvolvimento celular na medula óssea
moléculas químicas chamadas citocinas são responsáveis
em estimular a expansão e o desenvolvimento de várias
colônias leucocíticas ou eritróides, fornecendo um
ambiente favorável para a hematopoese. Esta substâncias
são produzidas por células do estroma e macrófagos
presentes na medula.
A medula óssea também é reconhecida pelo fato de
ser o local de produção de anticorpos. Este fato deve-se a
presença de plasmócitos, que são gerados nos tecidos
linfóides periféricos a partir de linfócitos B que
reconheceram um antígeno específico. Estas células
estimuladas migram para a medula e lá executam sua
função por muitos anos, pois encontram um ambiente
favorável para a sua sobrevivência.

1.2.2 Timo

O timo é um órgão bilateral (dois lobos) localizado


no mediastino. Da mesma forma que a medula óssea, ele
é considerado um órgão linfóide primário, pois é nele que
os linfócitos T se desenvolvem.
Cada lóbulo do timo é subdividido em vários outros
lóbulos, sendo que cada um possui uma região mais
externa denominada córtex (zona escura) e uma mais
interna denominada medula (zona clara). O córtex é mais
rico em pequenos linfócitos do que a medula,
característica que faz esta região ser mais corada quando

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utilizada técnica histológica de coloração. Outros tipos Anotações:

celulares estão espalhados pelo timo como macrófagos e


células dendríticas. Estruturas conhecidas como
corpúsculos de Hassal, que são formados por células
epiteliais compactadas em espirais são visíveis na medula
do timo, as quais ainda não possuem função definida. Elas
podem ser provenientes de células em degeneração.
O timo é um órgão amplamente irrigado por vasos
sanguíneos e vasos linfáticos eferentes que drenam para
os linfonodos do mediastino. Ele não possui nenhum vaso
linfático aferente como ocorre com os linfonodos. Este
órgão possui origem embrionária dupla. Seus linfoblastos
precursores originam-se na medula óssea, migrando e
invadindo, posteriormente, o epitélio que se desenvolve
vindo do endoderma dos terceiro e quarto bolsos
faringianos do embrião. Este fato difere dos demais
órgãos linfóides que se desenvolvem exclusivamente do
mesoderma.
Como órgão linfóide primário o timo é o local de
geração dos linfócitos T. Sendo assim, é nele que ocorre a
diferenciação dos linfócitos T e a remoção dos linfócitos T
reativos contra auto-antígenos, ou seja, antígenos do
próprio organismo, uma questão importante para a
indução de tolerância aos antígenos próprios. Células
imaturas, timócitos, começam seu processo de
amadurecimento no córtex, e conforme vão se
desenvolvendo migram para a região medular que contém
apenas células T desenvolvidas, que deixam o timo e
ganham a circulação sanguínea, posteriormente
alcançando os tecidos linfóides periféricos.
O timo atinge o seu máximo desenvolvimento em
relação ao peso corporal imediatamente após o

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nascimento. No entanto, apresenta seu maior tamanho na Anotações:

puberdade e após este fase, ele começa a involuir até não


ser mais detectado na velhice.

1.3 Órgãos linfóides secundários

Os órgãos linfóides secundários são tecidos


anatomicamente distintos que eficientemente concentram
antígenos estranhos para que neles ocorra o início da resposta
imune adaptativa. Sendo assim, para eles migram as células
apresentadoras de antígenos, possibilitando a interação delas
com as células efetoras da resposta imune. Alguns destes órgãos
estão espalhados por todo o corpo, dessa forma facilitam uma
reação adaptativa rápida. Dentre estes órgãos incluem-se os
linfonodos, baço, tecido linfóide associado às mucosas e o
sistema imunológico cutâneo.

1.3.1 Linfonodos

O desenvolvimento dos linfonofos ocorre de uma


maneira altamente ordenada durante a embriogênese.
Estudos histológicos e moleculares possibilitaram a divisão
da organogênese dos linfonodos em fases distintas. Na
primeira delas, ocorre a formação dos vasos linfáticos.
Posteriormente, uma estrutura primordial análoga dos
linfonodos é colonizada por células progenitoras
hematopoiéticas circulantes, CD45+CD4+CD3-, chamadas
de células indutoras do tecido linfóide. Estas provêm um
sinal para a indução da organogênese dos linfonodos. As
células indutoras organizam-se e então acumulam-se no
linfonodo formando um grupo de células residentes,
possibilitando o inicio da cascata de eventos intracelulares

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e extracelulares responsáveis pela maturação do Anotações:

linfonodo.
Estruturalmente os linfonodos são pequenos
agregados de tecidos em forma de feijão, cujo diâmetro
em humanos geralmente alcança de 2-10mm. Eles estão
distribuídos por todo o corpo ao longo dos vasos linfáticos.
Podem ser encontrados nas axilas, virilha, pescoço, tórax,
abdome e principalmente no mesentério. Cada um deles é
cercado por uma cápsula fibrosa na qual vasos linfáticos
aferentes penetram liberando a linfa em um seio
subcapsular. Válvulas presentes nos vasos linfáticos
garantem que o fluxo da linfa ocorra em apenas uma
direção. A linfa então é filtrada no córtex, penetra nos
seios medulares e posteriormente sai do linfonodo através
do vaso linfático eferente pelo hilo. Os linfonodos
consistem então em uma série de filtros em linha que são
importantes para a defesa do organismo. Toda linfa
derivada do fluido tecidual é filtrada em pelo menos um
linfonodo antes de retornar a circulação sanguínea.
O córtex dos linfonodos contém alta densidade de
células B e células dendríticas foliculares, organizadas em
grupos discretos chamados de folículos primários,
enquanto o paracórtex é composto por estas células de
maneira mais espaça. Os linfócitos entram nos linfonodos
por diapedese através das vênulas de endotélio alto
(HEVs), enquanto antígenos solúveis e células
apresentadoras de antígeno entram pelos vasos linfáticos
aferentes. Alguns folículos possuem uma área central
chamada de centro germinativo. Estes se desenvolvem
quando ocorre uma resposta a estimulação antigênica.
Nos centros germinais ocorre uma proliferação acentuada
e seleção de células B, como também a produção de

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anticorpos de alta afinidade e geração de células B de Anotações:

memória.
O posicionamento dos limfócitos e células
dendríticas nos linfonodos é direcionado pela expressão de
quimiocinas linfóides, conhecidas também como
quimiocinas homeostáticas. A família destas substâncias
inclue três ligantes, CCL19, CCL21 e CXCL13, e dois
receptores CCR7 e CXCR5. A CCL19 e constitutivamente
expressa pelas células do estroma da zona das células T,
as quais compartilham o receptor CCR7, que orquestra a
migração de células T naive, memória central e células
dendríticas para a zona de células T. Já a CCL21 é
expressa pelas HEVs e endotélio dos vasos linfáticos. Ela
participa da migração de células dendríticas maduras para
fora dos tecidos periféricos direcionando-as para os vasos
linfáticos aferentes. A quimiocina CXCL13 é
constitutivamente expressa pelas células estromais
foliculares. Ela é necessária para o direcionamento das
células B CXCR5+ para os folículos, assim como também
para um pequeno grupo de células T.
As características estruturais dos linfonodos
aumentam a chance de interação entre as células
apresentadoras de antígenos e os poucos linfócitos
específicos para um dado antígeno. Sendo assim, os
linfonodos contribuem para o desenvolvimento de uma
resposta imune adaptativa mais eficiente. Duas células
têm papel fundamental na geração desta respostas nos
linfonodos, as células dendríticas (DCs) e as células
dendríticas foliculares (FDCs), estas especializadas na
apresentação de antígenos.

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Anotações
:
1.3.2 Baço

O baço é o maior dos órgãos linfóides do organismo.


Ele está envolvido na filtragem do sangue contra
antígenos provenientes deste fluído. Portanto, qualquer
partícula inerte no sangue é fagocitada por macrófagos
ativos neste órgão. Nele também ocorre o processo
denominado hemocaterese, ou seja, destruição das
hemácias antigas do corpo. Da mesma forma que em
outros órgãos linfóides, no baço, ocorre a produção de
linfócitos ativados e anticorpos, os quais são entregues
para o sangue, podendo assim alcançar todo o organismo.
Em mamíferos, o baço está localizado sobre o lado
esquerdo do corpo, entre o diafragma e o fundo do
estômago. Ele é delimitado por uma cápsula de tecido
conjuntivo denso, da qual emergem as trabéculas que
subdividem o parênquima ou polpa esplênica. Do hilo,
originam trabéculas grandes, que carregam nervos e
artérias para a polpa esplênica. Veias que levam o sangue
de volta para a circulação deixam o baço também pelo
hilo.
O baço é composto de tecido reticular contendo
células reticulares, muitos limfócitos e outras células do
sangue, macrófagos e células apresentadoras de
antígenos (APCs). Sua polpa pode ser dividida em dois
compartimentos, polpa branca e vermelha. A polpa branca
está relacionada com a função do desenvolvimento da
resposta imunológica no baço. Ela é dividida em bainha
linfóide periarteriolar (PALS), e folículos, os quais são
zonas bem caracterizadas de células T e B,
respectivamente. De forma semelhante a que ocorre nos
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linfonodos, as diferentes classes de linfócitos são


distribuídas no baço por mecanismos de segregação Anotações:

simililares. Quimiocinas têm então um papel fundamental


na distribuição dos linfócitos para determinadas regiões.
Já a polpa vermelha contém macrófagos com a função de
retirar microorganismos e outras partículas do sangue.
Apesar de o baço possuir importantes funções para
o corpo, ele não é essencial para a vida. Quando o baço
deve ser removido por alguma situação (doenças, ruptura,
etc), outros órgãos como o fígado e a medula óssea,
assumem muitas das funções deste órgão. Mesmo assim,
ocorre um aumento significativo do risco de infecções em
indivíduos que tiveram o baço retirado.

1.3.3 Tecido linfóide associado às mucosas

O Tecido linfóide associado às mucosas (MALT) pode


ser encontrado em uma grande diversidade de locais
anatômicos, como o trato digestivo, respiratório e
genitário. Ele é composto pelos microcompartimentos
como as placas de Peyer, os nódulos mesentéricos
linfáticos, o apêndice e os folículos solitários no intestino,
além das tonsilas e adenóides no trato aéreodigestivo.
Nas mucosas que ocorrem os contatos entre o ambiente
externo e o hospedeiro, o que demonstra a importância
destes sítios para a proteção do organismo, envolvendo
para isso uma rede de mecanismos imunológicos e não–
imunológicos.
O MALT contém grandes números de células
linfóides no parênquima dos órgãos mucóides, nos quais
formam sítios efetores onde a resposta imune é
manifestada. Estas superfícies mucosas apresentam um

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grande número de APCs, especialmente células Anotações:

dendríticas, que são responsáveis pela captação de


antígenos e estimulação das células T. Também estão
presentes células secretoras de IgA, células T CD4+
auxiliares, linfócitos B e linfonodos. Coletivamente, o
MALT é uma dos maiores órgãos linfóides, contendo até
70% de todas as células imunes do corpo. Vasos linfáticos
por onde as células do sistema imune e os antígenos são
transportados estão presentes nele também. Destes
vasos, estes componentes ganham acesso aos linfonodos
regionais, onde a resposta é amplificada.
As tonsilas são tecidos linfóides parcialmente
encapsulados localizado abaixo do epitélio da cavidade
oral e faringeana. Dependendo de sua localização elas são
chamdas de palatinas, faringe ou tonsilas linguais.
Tonsilas palatinas estão localizadas na parte posterior do
palato macio. Elas possuem cerca de 10-20 invaginações
que epiteliais, formando criptas. Seu tecido linfóide
contém linfócitos livres nódulos linfóides geralmente com
centros germinativos.
As placas de Peyer são coleções de linfócitos
organizadas presentes na lâmina própria do intestino. Elas
têm uma semelhança anatômica com os órgãos linfóides
secundários, com áreas claramente definidas de células T
e B. O epitélio simples associado ao folículo (FAE), que
recobrem as placas de Peyer, contém células
especializadas em tomar amostras de antígenos e
microorganismos do lúmen do intestino. Dessa forma,
possibilitando a passagem desses imunógenos através da
própria célula. Assim, é possível que APCs processem este
material e interajam com linfócitos dando inicio a resposta

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imune adaptativa. Existem no apêndice folículos


semelhantes as placas de Peyer, estes são encontrados Anotações:

em grande quantidade neste local.


É interessante citar que a resposta imunológica aos
antígenos orais possui a tendência de gerar tolerância nas
células T, além de gerar altos níveis de produção de IgA
nos tecidos mucóides.
O MALT pode ainda ser subdividido em várias
estruturas de acordo com sua localização anatômica.
Dentre elas estão:
• Tecido linfóide associado à conjuntiva – CALT;
• Tecido linfóide associado ao canal lacrimal -
LADLT;
• Tecido linfóide associado às glândulas
salivares - SALT/DALT;
• Tecido linfóide associado às
narinas/nasofaringe - NALT;
• Tecidos linfóides do anel de Waldeyer;
• Tecido linfóide associado à laringe e traquéia -
LTALT;
• Tecido linfóide associado aos brônquios –
BALT;
• Tecido linfóide associado à mucosa gástrica -
Gastric MALT);
• Tecido linfóide associado ao intestino – GALT;

Alguns pesquisadores sugerem que o GALT é a parte


do MALT, por ser uma importante via de entrada para
muitos antígenos e agentes infecciosos. Ele compreende
as placas de Peyer, os nódulos mesentéricos e um grande
número de células espalhadas por toda a lâmina própria.

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1.3.4 Sistema imunológico cutâneo Anotações:

A pele compreende cerca de 1,5 a 2m2 de área total


nos humanos. Isso a torna o maior órgão do corpo, o qual
fornece a maior barreira física contra o ambiente. Muitos
antígenos estranhos entram no organismo através de seu
contato com a pele. Isso leva a uma resposta do
organismo que muitas vezes é iniciada no próprio local de
infecção. A evolução possibilitou desenvolver na pele um
específico ambiente imunológico conhecido como tecido
linfóide associado a pele – SALT. Este consiste
principalmente de células de Langerhans (LC) e células
apresentadoras de antígenos, as quais circulam entre a
pele e os linfonodos; queratinócitos e células endoteliais,
que produzem uma grande quantidade de citocinas e
fatores de crescimento; e linfócitos, os quais saem da
circulação e entram na pele.
Durante a resposta imunológica da pele, células de
Langerhans imaturas capturam o antígeno e estimuladas
pelas citocinas inflamatórias, retraem seus processos
membranosos, perdendo assim sua adesividade. Assim
elas podem migrar para a derme e posteriormente para os
linfonodos através dos vasos linfáticos. Dessa forma
possibilitando a ativação da resposta imune adaptativa.

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