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DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA

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Março de 2017

DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !1

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Índice

1. DEPARTAMENTO DAS CELEBRAÇÕES LITÚRGICAS DO SUMO

PONTÍFICE Como celebrar?/2: Canto e Música (CIC 1156-1158) Página 5

2. TRA LE SOLLICITUDE DO SUMO PONTÍFICE PIO X SOBRE A

MÚSICA SACRA Página 8

3. DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PROFESSORES E ESTUDANTES

DURANTE A VISITAÇÃO AO PONTIFÍCIO INSTITUTO DE MÚSICA

SACRA Sábado, 13 de Outubro de 2007 Página 17

4. CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AO CARDEAL JOSEPH HÖFFNER POR

MOTIVO DO VII CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA

Página 21

5. HOMILIA DO CARDEAL TARCISIO BERTONE POR OCASIÃO DO

XXVIII CONGRESSO NACIONAL DE MÚSICA SACRA 26 de Novembro de

2006 Página 25

6. MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AO CARDEAL FRANCIS ARINZE

POR OCASIÃO DA JORNADA DE ESTUDOS SOBRE O TEMA: «MÚSICA

SACRA: UM DESAFIO LITÚRGICO E PASTORAL» 1 de Dezembro de 2005

Página 29

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7. QUIRÓGRAFO DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II NO

CENTENÁRIO DO MOTU PROPRIO «TRA LE SOLLECITUDINI»

SOBRE A MÚSICA SACRA 3 de dezembro de 2003 | João Paulo II Página 31

8. CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ARTISTAS 4 de abril de 1999 Página

44

9. MENSAGEM DO PAPA PAULO VI NA CONCLUSÃO DO CONCÍLIO

VATICANO II AOS ARTISTAS 8 de Dezembro de 1965 Página 64

10. MUSICAE SACRAE DISCIPLINA ENCÍCLICA DE PIO XII 25 de dezembro

de 1955 Página 66

11. CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DIVINI CULTUS SANCTITATEM

SOBRE LITURGIA, CANTO GREGORIANO E MÚSICA SACRA Papa Pio

XI, 1929 Página 87

12. INSTRUÇÃO "MUSICAM SACRAM" A Sagrada Congregação para os Ritos e o

Concilium publicaram a Instrução Musicam Sacram, sobre a música na sagrada

Liturgia. 5 de Março de 1967 Página 99.

13. DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NO

CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA Sala Clementina

Sábado, 4 de março de 2017 pagina 117


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14. MISSAL ROMANO RESTAURADO POR DECRETO DO CONCÍLIO

ECUMÊNICO VATICANO II, PROMULGADO PELA AUTORIDADE DE

PAULO VI E REVISTO POR MANDADO DO PAPA JOÃO PAULO II -

Tradução portuguesa para o Brasil da separata da terceira edição típica preparada

sob os cuidados da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

ROMA 2002 página121


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DEPARTAMENTO DAS
CELEBRAÇÕES
LITÚRGICAS
DO SUMO PONTÍFICE

Como celebrar?/2: Canto e Música (CIC 1156-1158)

De um tempo remoto, o canto e a bela música ofereceram uma interface às sublimidades e
profundidades das emoções humanas. No entanto, se foram formativas na liturgia, o seu
objetivo mais elevado é aquele de dar glória a Deus no culto que, inevitavelmente, eclipsa o
seu nobre mas limitado destino, para ir satisfazer um desejo primário de um ótimo serviço.
Sobretudo a partir do momento que é dirigida a Deus, «A tradição musical da Igreja
universal criou um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte,
sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária
ou integrante da liturgia solene» (Catecismo da Igreja Católica [CIC] 1156 e Sacrosanctum
Concilium [SC] 112. Segundo a tradição da Antiga Aliança, não somente os salmos e hinos
são centrais na liturgia hebraica e cristã, mas também a diversidade musical e dos registros
simbólicos dos vários instrumentos musicais (CIC 1156). Do ponto de vista moderno, é difícil
estabelecer quais sejam todos os instrumentos, ainda que um senso da sua sinfonia pode ser
captado graças à nossa apreciação pela versatilidade de um órgão de tubos que anuncia, de
uma forma tão amável, as atmosferas distintivas do ano litúrgico. Nunca se deveria perder de
vista o apelo de SC 120 sobre a particular estima que deveria ser garantida ao órgão de tubos,
ainda quando outros instrumentos sejam consentidos na liturgia sobre a base do fato de que
são aptos para o uso sagrado.

Os variados estados de ânimo expressos pelos diversos gêneros de instrumentos musicais na
liturgia do Antigo Testamento são indicados pela sua extensão. Entre os instrumentos de
corda, a lira, cítara ou kinnōr eram ouvidos no Templo durante as festas e os banquetes,
como indicado em 1 Crônacas 15, 16 e em Isaías 5, 12. E é o mesmo instrumento usado por
Davi para informar a Saul como indicado em 1 Samuel 16, 23. O nebel ou harpa muitas

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vezes era tocado junto com a cítara como sugerido no Salmo 108 (107). Enquanto que o
nebel com dez cordas como se encontra no Salmo 144 (143) pode ser comparado a uma
cítara e é semelhante a um alaúde. Entre os instrumentos de sopro estavam as trombetas em
Números 10 utilizada para festas e outras cerimônias importantes; a flauta, elencada no
grupo de instrumentos de Daniel 3,5 e o l'halīl ou flauta de tubo que foi usada para
simbolizar a dor em Jeremias 48, 36 e para proclamar a alegria em 1 Re 1, 40. E também
estavam presentes instrumentos de percussão como os Símbolos do Salmo 150 e as
campainhas sobre as vestes de Arão em Êxodo 28, 33-35

Os tesouros da liturgia palpitam vida quando são celebrados e enobrecem o canto e a música
de culto. O ato mesmo da troca entre nós e Deus faz presente um lugar onde Deus habita e
no qual os seres humanos são tocados pela vida única de Deus. Esta morada de Deus
encontra-se na liturgia. A liturgia não é um mero símbolo do mistério divino ou um mero
símbolo da verdade da revelação católica. Nos faz presentes a nós mesmos na e por meio da
celebração litúrgica. Estes componentes essenciais da liturgia nos mostram que as nossas
celebrações não podem ser limitadas pelos nossos sentimentos ou por um imperativo emotivo
pelo qual devemos nos sentir bem quando e como celebramos, não importa o quanto sejam
importantes estes aspectos no modo em que dirigimos uma mensagem a Deus. A liturgia deve
comunicar o significado da Igreja e, ao mesmo tempo, o seu significado entre os participantes
que, à sua vez, são alimentados no Espírito e na Verdade. Fidelidade àquilo que parece uma
relação a longa distância, na liturgia se tornará uma sensação transitória se as pessoas se
adequam à língua sacra da Missa. Não precisa subestimar as pessoas envolvidas que devem
reconhecê-la e, com o tempo, crescerá o amor pelos textos que serão conhecidos sempre mais.
Três critérios devem ser tidos em conta no canto e a música para realizar o seu potencial: “a
beleza expressiva da oração, a participação unânime da assembleia nos momentos previstos e
o carácter solene da celebração” (CIC 1157).

A liturgia descreve e forma relações. As relações têm necessidade de perseverança, com e
dentro dessas podem nascer equívocos. A liturgia é o lugar de encontro onde Deus mostra a
profundidade do pacto do seu amor, de modo que “os homens caídos possam levantar-se
sobre as asas da oração” (Stanbrook Abbey Hymnal, "Senhor Deus, a Tua luz que ofusca as
estrelas" (Lord God, your light which dims the stars), versículo 2, publicado em 1974). Na
liturgia, Deus encontra o anthropos (o homem) sobre uma terra santa. Portanto “promova-se
com esforço o canto popular religioso, de modo que nos piedosos e sagrados exercícios, e nas
mesmas ações litúrgicas”, conforme com as normas da Igreja, “possam ressoar as vozes dos
fiéis (SC 118, CIC 1158). Portanto, o nosso serviço à liturgia na celebração litúrgica não prevê
colocar os nossos gostos pessoais e as nossas escolhas particulares diante daquilo que a Igreja
transmitiu até nós. A autêntica participação litúrgica celebrará verdades transcendentes do
tempo e do espaço, porque “o Espírito Santo guia os fiéis à verdade integral e neles faz
habitar abundantemente a palavra de Cristo, e a Igreja perpetua e transmite tudo o que ela é

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e tudo o que ela crê, também quando oferece as orações de todos os fiéis a Deus, por meio de
Cristo e na potência do Espírito Santo” (SC 33; Liturgiam authenticam 19, tradução nossa).

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TRA LE SOLLICITUDE
(22 de novembro de 1903) | PIO X

MOTU PROPRIO
TRA LE SOLLICITUDE
DO SUMO PONTÍFICE
PIO X
SOBRE A MÚSICA SACRA

INTRODUÇÃO

Entre os cuidados do ofício pastoral, não somente desta Suprema Cátedra, que por
imperscrutável disposição da Providência, ainda que indigno, ocupamos, mas também de
todas as Igrejas particulares, é, sem dúvida, um dos principais o de manter e promover o
decoro da Casa de Deus, onde se celebram os augustos mistérios da religião e o povo cristão
se reúne, para receber a graça dos Sacramentos, assistir ao Santo Sacrifício do altar, adorar o
augustíssimo Sacramento do Corpo do Senhor e unir-se à oração comum da Igreja na
celebração pública e solene dos ofícios litúrgicos.

Nada, pois, deve suceder no templo que perturbe ou, sequer, diminua a piedade e a devoção
das fiéis, nada que dê justificado motivo de desgosto ou de escândalo, nada, sobretudo, que
diretamente ofenda o decoro e a santidade das sacras funções e seja por isso indigno da Casa
de Oração e da majestade de Deus.

Não nos ocupamos de cada um dos abusos que nesta matéria podem ocorrer. A nossa atenção
dirige-se hoje para um dos mais comuns, dos mais difíceis de desarraigar e que às vezes se
deve deplorar em lugares onde tudo o mais é digno de máximo encômio para beleza e
suntuosidade do templo, esplendor e perfeita ordem das cerimônias, freqüência do clero,
gravidade e piedade dos ministros do altar. Tal é o abuso em matéria de canto e Música
Sacra. E de fato, quer pela natureza desta arte de si flutuante e variável, quer pela sucessiva
alteração do gosto e dos hábitos no correr dos tempos, quer pelo funesto influxo que sobre a
arte sacra exerce a arte profana e teatral, quer pelo prazer que a música diretamente produz e
que nem sempre é fácil conter nos justos limites, quer, finalmente, pelos muitos preconceitos,
que em tal assunto facilmente se insinuam e depois tenazmente se mantêm, ainda entre
pessoas autorizadas e piedosas, há uma tendência contínua para desviar da reta norma,
estabelecida em vista do fim para que a arte se admitiu ao serviço do culto, e expressa nos

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com aprovação desta Santa Sé e dos Bispos. A música concorre para aumentar o decoro e DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !9 . onde homens egrégios e zelosos do culto de Deus. que de todas as partes Nos chegaram neste pouco tempo decorrido.BR cânones eclesiásticos. Princípios gerais 1. a sua mais escrupulosa observância. vai pelo contrário repor nas mãos do Senhor os flagelos. e se consultarmos a nossa experiência pessoal e tivermos em conta as reiteradas queixas. participa do seu fim geral. e. onde os fiéis se reúnem precisamente para haurirem esse espírito da sua primária e indispensável fonte: a participação ativa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja. é necessário prover antes de mais nada à santidade e dignidade do templo. publicamos a Nossa presente instrução. se uniram em florescentes sociedades e reconduziram ao seu lugar de honra a Música Sacra em quase todas as suas Igrejas e Capelas. julgamos oportuno indicar com brevidade os princípios que regem a Música Sacra nas funções do culto e recolher num quadro geral as principais prescrições da Igreja contra os abusos mais comuns em tal matéria. nas prescrições várias vezes emanadas das Sagradas Congregações Romanas e dos Sumos Pontífices Nossos Predecessores. em virtude da plenitude de Nossa Autoridade Apostólica. em vez de ascender em odor de suavidade. para que ninguém doravante possa alegar a desculpa de não conhecer claramente o seu dever. cremos que é nosso primeiro dever levantar a voz para reprovação e condenação de tudo que nas funções do culto e nos ofícios eclesiásticos se reconhece desconforme com a reta norma indicada. como parte integrante da Liturgia solene. sem protrairmos por mais tempo. também nesta nossa augusta cidade de Roma e em muitas Igrejas da Nossa pátria.COM. de própria iniciativa e ciência certa. Com verdadeira satisfação da alma nos apraz recordar o muito bem que nesta parte se tem feito nos últimos decênios. desde que aprouve ao Senhor elevar a Nossa humilde Pessoa à suprema culminância do Pontificado Romano. quando o nosso obséquio ao Altíssimo. queremos que se lhe dê força de lei. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. por este Nosso quirógrafo. impondo a todos. Portanto. nas ordenações dos Concílios gerais e provinciais. será ela como que um código jurídico de Música Sacra. I. que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. mas em modo muito particular em algumas nações. Sendo de fato nosso vivíssimo desejo que o espírito cristão refloresça em tudo e se mantenha em todos os fiéis. E por isso. e para que desapareça qualquer equívoco na interpretação de certas determinações anteriores. E debalde se espera que para isso desça sobre nós copiosa a bênção do Céu. com que uma vez o Divino Redentor expulsou do templo os indignos profanadores. A música sacra. Este progresso está todavia ainda muito longe de ser comum a todos.

o canto gregoriano foi sempre considerado como o modelo supremo da música sacra. estas devem ser de tal maneira subordinadas aos caracteres gerais da música sacra que ninguém doutra nação. mas também no modo como é desempenhada pelos executantes. sendo certo que uma função eclesiástica nada perde da sua solenidade. e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas. sinta uma impressão desagradável. assim o seu fim próprio é acrescentar mais eficácia ao mesmo texto. que conservou cuidadosamente no decurso dos séculos em seus códigos litúrgicos e que. Estas qualidades se encontram em grau sumo no canto gregoriano. donde resulta espontaneamente outra característica. próprios da celebração dos sagrados mistérios. o qual estudos recentíssimos restituíram à sua integridade e pureza. Por isso a música sacra deve possuir. II. Deve ser arte verdadeira. e por isso excluir todo o profano não só em si mesma. doutra forma.COM. 2. as qualidades próprias da liturgia. assim como o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico proposto à consideração dos fiéis. podendo com razão estabelecer-se a seguinte lei geral: uma composição religiosa será tanto mais sacra e litúrgica quanto mais se aproxima no andamento. que em certo modo constituem o caráter específico da sua música própria. não sendo possível que. pois. ao ouvi-las. a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade e se preparem melhor para receber os frutos da graça. restabelecer-se amplamente nas funções do culto. como seu. Mas seja. que é por conseqüência o canto próprio da Igreja Romana. mesmo quando não é acompanhada senão da música gregoriana. e será tanto menos digna do templo quanto mais se afastar daquele modelo supremo. Gêneros de Música Sacra 3. Por tais motivos. universal no sentido de que. exerça no ânimo dos ouvintes aquela eficácia que a Igreja se propõe obter ao admitir na sua liturgia a arte dos sons. O canto gregoriano deverá. e. inspiração e sabor da melodia gregoriana.BR esplendor das sagradas cerimônias. o único que ela herdou dos antigos Padres. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Deve ser santa. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !10 . a universalidade. embora seja permitido a cada nação admitir nas composições religiosas aquelas formas particulares. propõe diretamente aos fiéis. ao mesmo tempo. em grau eminente.

5. aproximando-se do modelo de toda a música sacra. A polifonia clássica. tratando-se das partes variáveis ou comuns da Missa e do Ofício. como se fazia antigamente. As sobreditas qualidades verificam-se também na polifonia clássica. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !11 . Por isso é que a música mais moderna é também admitida na Igreja. Por isso também essa deverá restabelecer-se nas funções eclesiásticas. apresenta a máxima oposição ao canto gregoriano e à clássica polifonia. sobretudo na Itália. principalmente nas mais insignes basílicas. que se admitem na Igreja. que é o canto gregoriano. como a música moderna foi inventada principalmente para uso profano. mereceu por esse motivo ser admitida. o ritmo e o chamado convencionalismo de tal estilo não se adaptam bem às exigências da verdadeira música litúrgica. seriedade e gravidade que não são de forma alguma indigna das funções litúrgicas. juntamente com o canto gregoriano. nas igrejas catedrais. Por isso é proibido cantar em língua vulgar. por isso mesmo às leis mais importantes de toda a boa música sacra. para que os fiéis tomem de novo parte mais ativa nos ofícios litúrgicos. A língua própria da Igreja Romana é a latina. mesmo nas suas formas externas. nas funções litúrgicas solenes. e que continuou depois a produzir composições de excelente qualidade musical e litúrgica. sobre o andamento das composições profanas.BR Procure-se nomeadamente restabelecer o canto gregoriano no uso do povo. especialmente na da Escola Romana. que durante o século XVI esteve tanto em voga. não tenham coisa alguma de profana. nas funções mais solenes da Igreja. a íntima estrutura. Texto Litúrgico 7. 4. seja o que for. nas dos Seminários e outros institutos eclesiásticos. e muito particularmente. deverá vigiar-se com maior cuidado por que as composições musicais de estilo moderno. 6. quais são as da Capela Pontifícia. salvas sempre as leis litúrgicas. Além disso. visto que apresenta composições de tal qualidade. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Entre os vários gêneros de música moderna. III. que no século XVI atingiu a sua maior perfeição com as obras de Pedro Luís de Palestrina. Todavia. A Igreja tem reconhecido e favorecido sempre o progresso das artes. o que parece menos próprio para acompanhar as funções do culto é o que tem ressaibos de estilo teatral. e não sejam compostas. não tenham reminiscências de motivos teatrais. admitindo ao serviço do culto o que o gênio encontrou de bom e belo através dos séculos.COM. por sua natureza. Este. onde não costumam faltar os meios necessários.

9. e que se encontra admiravelmente expressada no canto gregoriano.. não é lícito compô-las como peças separadas. um Hino. até musicalmente. uma vez por outra. uma Antífona. nem omiti-los na íntegra ou em parte. as normas seguintes: a) O Kyrie. cantar um motete em honra do S. b) No ofício de Vésperas deve seguir-se. Forma externa das composições sacras 10. sem deslocar as silabas. a não ser que as Rubricas litúrgicas permitam suprir. se conserve a forma própria da salmodia. cada uma destas forme uma composição musical tão completa que possa separar-se das restantes e ser substituída por outra. um Glória in excelsis. nem substituir os textos prescritos por outros. um Gradual. é permitido. sem repetições indevidas. ordinariamente. diverso o modo de compor um Intróito. sem posposição ou alteração das palavras. já com motivos tirados do canto gregoriano. O texto litúrgico tem de ser cantado como se encontra nos livros aprovados. Contudo. se possa executar. segundo o costume romano. sempre de modo inteligível. É. nas maiores solenidades. no tempo que resta. devem conservar a unidade de composição própria do texto. Estando determinados. alguns versículos do texto. ou imitados deste. em particular. o Glória. É permitido somente. etc. Permite-se outrossim que. em tais composições. alternar o canto gregoriano do coro com os chamados "falsibordoni" ou com versos de modo semelhante convenientemente compostos. Por conseguinte. com órgão. Observem-se. um breve motete sobre palavras aprovadas pela Igreja. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pois. um Salmo. que são simplesmente recitados no coro. isto é. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !12 . etc. que cada um dos salmos seja totalmente musicado. de modo que. da Missa. e permite a música figurada nos versículos do Gloria Patri e no hino. Sacramento depois do Benedictus da Missa solene. os textos que hão de musicar-se e a ordem por que se devem cantar. o Credo. não é lícito alterar esta ordem. para cada função litúrgica. 11. já com motivos musicais novos. As várias artes da Missa e Ofício devem conservar. a norma do Caeremoniale Episcoporum que prescreve o canto gregoriano para a salmodia. Poderá também conceder-se. IV.COM. depois de cantado o ofertório prescrito.BR 8. contanto que. que os cantores pareçam salmodiar entre si. a forma que a tradição eclesiástica lhes deu.

Os cantores 12. pois. propriamente. as mulheres sendo incapazes de tal ofício. as funções de coro eclesiástico. o Tantum ergo de modo que a primeira estrofe apresente a forma de romanza. ordinariamente. os cantores. deve antes ter o caráter de uma simples frase melódica e estar intimamente ligada ao resto da composição coral. os solos. seja resguardado por grades. nas cerimônias litúrgicas. além disso. mas estes não devem nunca predominar de tal maneira que a maior parte do texto litúrgico seja assim executada. que sempre devem ser em gregoriano. com a sua devota e modesta atitude. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. enquanto cantam na igreja. Por isso. a forma tradicional do hino. de todo. sem acompanhamento de órgão. Porém. cavatina ou adágio e o Genitori a de allegro. VI. Órgão e Instrumentos DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !13 . não deverão nunca ter a forma de melodia de concerto.BR Ficam proibidos. vistam hábito eclesiástico e sobrepeliz e que. os salmos de concerto. por exemplo. nem a amplitude dum motete ou de cantata. Não é permitido compor. Excetuadas as melodias próprias do celebrante e dos ministros. empreguem-se os meninos. d) As antífonas de Vésperas têm de ser cantadas. Não se entende com isto excluir. nas músicas da Igreja. V. Finalmente. c) Conserve-se. segundo o uso antiquíssimo da Igreja. não se admitam a fazer parte da capela musical senão homens de conhecida piedade e probidade de vida. os quais. se mostrem dignos do santo ofício que exercem. devendo as músicas. realizam. não podem ser admitidas a fazer parte do coro ou da capela musical. conservar o caráter de música de coro. ainda que leigos. se o coro estiver muito exposto à vista do público. ao menos na sua maior parte. durante as funções litúrgicas. todo o restante canto litúrgico faz parte do coro dos levitas. com a melodia gregoriana que lhes é própria. Os cantores têm na Igreja um verdadeiro ofício litúrgico e. por isso. 13. Querendo-se.COM. se em algum caso particular se cantarem em música. 14. Será. conveniente que os cantores. ter vozes agudas de sopranos e contraltos.

proposto pelos cantores ou pias congregações que tomam parte na procissão. isto é. A música da Glória e do Credo. 20. 19. as campainhas e semelhantes. conveniente e semelhante em tudo às do órgão. o uso do piano bem como o de instrumentos fragorosos. o tambor. contanto que a composição seja em estilo grave. Nalgum caso particular. em latim ou vulgar. É proibido. mas deve ainda participar de todas as qualidades que tem a verdadeira música sacra. para fazer a elevação. É rigorosamente proibido que as bandas musicais toquem nas igrejas. Não é licito. uma vez que não se executem composições profanas. Como o canto tem de ouvir-se sempre. nos prelúdios. com as convenientes cautelas.BR 15. não só deve ser de harmonia com a própria natureza de tal instrumento. conforme as prescrições do Caeremoniale Episcoporum. os pratos. o Sanctus deve ser cantado antes da elevação. 17. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !14 . segundo a tradição gregoriana. na Igreja. Segundo as prescrições eclesiásticas. e nunca encobri-lo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Não é permitido antepor ao canto extensos prelúdios. interlúdios e outras passagens semelhantes. 21. poderão admitir-se outros instrumentos nunca sem o consentimento especial do Ordinário. e só em algum caso particular. por motivo do canto. Posto que a música própria da Igreja é a música meramente vocal. O som do órgão. o órgão e os instrumentos devem simplesmente sustentá-lo. judiciosa e proporcionada ao ambiente de instrumentos de sopro. ou interrompê-lo com peças de interlúdios. pode o Ordinário permitir a banda musical. será permitida uma escolha limitada. devendo o celebrante esperar que o canto termine. Nas procissões. 16. fora da igreja. Seria para desejar que a banda se restringisse a acompanhar algum cântico espiritual. o bombo. grave. VII. acima mencionadas. fazer esperar o sacerdote no altar mais tempo do que exige a cerimônia litúrgica. 18.COM. nos acompanhamentos do canto. Amplitude da Música Sacra 22. contudo também se permite a música com acompanhamento de órgão. com o consentimento do Ordinário. deve ser relativamente breve.

de modo mais particular. nas suas dioceses. senão também a que correspondam ao valor dos cantores. É sumamente importante que a mesma igreja atenda à instrução dos seus mestres de música. Igualmente. em muitos lugares.COM. como abuso gravíssimo. os Bispos. e até encontrará nelas um meio fácil para reunir em volta de si os meninos e os adultos. 28. Não é difícil. as antigas Scholae Cantorum. 26. onde já existem. e concorrer para as fundar. tão necessária à plena cultura eclesiástica. ao clero zeloso. à qual confiarão o cargo de vigiar as músicas que se vão executando em suas igrejas para que sejam conformes com estas determinações. onde for possível. Moral e Direito Canônico. segundo as prescrições tridentinas. do melhor modo. instituir tais Scholae. Tenha-se o cuidado de restabelecer. VIII. se ainda não o fizeram. instituam. organistas e cantores. dizem respeito aos princípios e leis da música sacra. É condenável. 27. Nas lições ordinárias de Liturgia. quando é certo que a música é que é parte da liturgia e sua humilde serva. que nas funções eclesiásticas a liturgia esteja dependente da música. ao menos nas igrejas principais. com proveito para eles e edificação do povo. IX Conclusão DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !15 . Nem atender somente a que sejam boas as músicas. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. promova-se entre os clérigos a fundação de uma Schola Cantorum para a execução da sagrada polifonia e da boa música litúrgica. para haver boa execução. as escolas superiores de música sacra. e procure-se completar a doutrina com alguma instrução especial acerca da estética da arte sacra. 25. para que os clérigos não saiam dos seminários ignorando estas noções. Nos Seminários e nos Institutos eclesiásticos. Para o exato cumprimento de quanto fica estabelecido. uma comissão especial de pessoas verdadeiramente competentes na música sacra. não se deixe de tocar naqueles pontos que. consagrem-se todos os alunos ao estudo do canto gregoriano e os superiores sejam liberais em animar e louvar os seus súditos. Meios principais 24. segundo os verdadeiros princípios da arte sacra. onde as não há. com ótimo fruto. mesmo nas igrejas de menor importância. que se dão aos estudantes de teologia. Procure-se sustentar e promover. como se há feito já.BR 23.

PAPA PIO X DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !16 . aos cantores. estas reformas de há muito desejadas e por todos unanimemente pedidas. aos superiores dos Seminários. para que não caia em desprezo a autoridade da Igreja que repetidamente as propôs e agora de novo as inculca. primeiro ano do nosso pontificado. 22 de novembro de 1903. recomenda-se aos mestres de capela. Por último.COM. com todo o zelo. aos párocos e reitores de igrejas. aos clérigos. aos cônegos das colegiadas e catedrais. e sobretudo aos Ordinários diocesanos. Dado em o Nosso Palácio do Vaticano. na festa da Virgem e Mártir Santa Cecília. que favoreçam. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Institutos eclesiásticos e comunidades religiosas.BR 29.

oferecido ao DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !17 . uma eleita comunidade de monges beneditinos tinha trabalhado alacremente na revisão da Bíblia Vulgata. O grande órgão. onde. o Pontifício Instituto de Música Sacra se tinha transferido. que ainda é. o "santuário" no qual se realizam as solenes academias e os concertos. por assim dizer. 13 de Outubro de 2007 Venerados irmãos no Episcopado e no Sacerdócio Estimados Professores e Alunos do Pontifício Instituto de Música Sacra! No dia memorável de 21 de Novembro de 1985 o meu amado Predecessor. por vontade da Santa Sé. por obra do Papa Pio XI. desde a fundação. mesmo conservando na antiga sede do Palácio do Apollinare a histórica Sala Gregório XIII. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a Sala Académica ou Aula Magna do Instituto.BR DISCURSO DO PAPA BENTO XVI AOS PROFESSORES E ESTUDANTES DURANTE A VISITA AO PONTIFÍCIO INSTITUTO DE MÚSICA SACRA Sábado. em 1932. o Papa João Paulo II veio visitar esta "aedes Sancti Hieronymi de Urbe".COM. Era o momento em que.

me quis dirigir. completamente renovada. aos alunos e aos residentes. neste momento os representantes do mencionado Governo aqui presentes. as gentis expressões de bons votos que. aqui reunidos de todas as partes do mundo para se formarem nas disciplinas da música sacra. no palco. Sinto- me feliz por saudar. Com esta minha visita são inaugurados e abençoados os imponentes trabalhos de restauro realizados nestes últimos anos por iniciativa da Santa Sé e com o significativo contributo de vários benfeitores. oferecido pela "Telecom Italia Mobile" ao amado Papa João Paulo II para o "seu" Instituto de Música Sacra. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Desejo agora expressar o meu reconhecimento ao Senhor Cardeal Zenon Grocholewski. desempenha com sentido de responsabilidade e com apreciada profissionalidade. Numerosos estudantes. Foi com alegria que vim à sede didáctica do Pontifício Instituto de Música Sacra. reunido à volta do Reitor. activamente comprometido também hoje no cumprimento da sua missão originária ao serviço da Igreja universal. aos oficiais. Prefeito da Congregação para a Educação Católica e vosso Grão-Chanceler.COM. Pontifício Instituto de Música Sacra. foi colocado um magnífico piano. Confirmo de bom grado nesta circunstância a minha estima e o meu apreço pelo trabalho que o Corpo académico. ao pessoal. e aos amigos que os acompanham. A minha saudação dirige-se a todos vós aqui presentes: aos familiares. o qual erigiu em 1911 com o Breve Expleverunt desiderii a "Escola Superior de Música Sacra". se tornam por sua vez formadores DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !18 . com a Constituição apostólica Deus scientiarum Dominus do próprio Pio XI. tornou-se depois. entre os quais sobressai a "Fundação Pró-Música e Arte Sacra". com as suas crianças. ela. bem como aos representantes da Consociatio Internationalis Musicae Sacrae e da Foederatio Internationalis Pueri Cantores. após sucessivas intervenções de Bento XV e de Pio XI. Justine Ward em 1932. também em vosso nome. ao lado do mencionado grande órgão. O vosso Pontifício Instituto está a encaminhar-se a grandes passos rumo ao centenário da sua fundação por obra do Santo Pontífice Pio X.BR Papa Pio XI por M. que se ocupou do restauro integral da Biblioteca. Pretendo inaugurar e abençoar idealmente os restauros efectuados na Sala Académica onde. foi agora integralmente restaurado com a contribuição generosa do Governo da "Generalitat de Catalunya".

E foram tantos no espaço de quase um século! Neste momento. sinto-me feliz por dirigir uma grata saudação a quantos. o Concílio afirma que ela "é um tesouro de inestimável valor. isto é.BR nas respectivas Igrejas locais. a vós caríssimos professores e alunos deste Pontifício Instituto. intimamente unido com o texto. Precisamente em vista disto. hoje como sempre. não "congelando" o seu tesouro. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. confio esta tarefa exigente e ao mesmo tempo apaixonante. o Concílio Vaticano II: movendo-se na esteira de uma secular tradição. três características distinguem a música sacra litúrgica: a "santidade". na própria intimidade da vida de Deus! Bem consciente disto. para chegar a uma síntese digna da alta missão que lhe é reservada no serviço divino. em relação à música sacra. João Paulo II observava que. não deixará de oferecer a sua contribuição para uma "actualização" adequada aos nossos tempos das preciosas tradições de que é rica a música sacra. representam um pouco a "memória histórica" do Instituto e personificam muitos outros que trabalharam aqui: o Maestro Mons. a possibilidade de ser proposta a qualquer povo ou tipo de assembleia (cf. Tenho a certeza de que o Pontifício Instituto de Música Sacra. a Autoridade eclesiástica deve comprometer-se a orientar sabiamente o desenvolvimento de um género e música tão exigentes. de 22 de Novembro de 2003). que excede todas as outras expressões de arte. Domenico Bartolucci. garanto-vos da minha parte uma recordação constante na oração. Nesta sede. Ao desejar que o novo ano DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !19 . Quirógrafo "Impelido por um profundo desejo". Como é rica a tradição bíblica e patrística ao ressaltar a eficiência do canto e da música sacra para mover os corações e elevá-los a afundar. Portanto. na consciência de que ele constitui um valor de grande realce para a própria vida da Igreja. a "universalidade".COM. 112). constitui parte necessária e integrante da Liturgia solene" (Sacrosanctum Concilium. apraz-me recordar quanto predispõe. mas procurando inserir na herança do passado as novidades valiosas do presente. na sua maravilhosa longevidade. Ao invocar sobre vós a materna protecção de Nossa Senhora do Magnificat e a intercessão de São Gregório Magno e de Santa Cecília. sobretudo porque o canto sagrado. a "arte verdadeira". por assim dizer. em harmoniosa sintonia com a Congregação para o Culto Divino.

concedo a todos uma especial Bênção Apostólica. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !20 .COM.BR académico que está para iniciar seja repleto de todas as graças. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.

Concílio Vaticano II. na sua Constituição Sacrosanctum Concilium. que os dirigentes da Associação Internacional de Música Sacra realizaram nos anos precedentes em favor da referida música. exaltou vigorosamente o papel "ministerial" que se atribui à música sacra (cf. será com certeza notavelmente confirmada no mesmo Congresso. O Concílio Vaticano II. as palavras. Na verdade a obra. beleza e dignidade. Sacrosanctum Concilium. mas também incentivo para que o esforço seja continuado de maneira semelhante no futuro. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !21 .COM. que tanta importância têm na celebração litúrgica. acontecimento que sem dúvida trará não só progresso mas também riquezas ao tesouro musical da Igreja.BR CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AO CARDEAL JOSEPH HÖFFNER POR MOTIVO DO VII CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA Na feliz ocorrência do ano jubilar da veneranda catedral de Colónia. Queremos pois que esta Nossa mensagem não só constitua manifestação de reconhecimento pelo esforço realizado neste campo. De facto. essa Arquidiocese receberá os participantes no VII Congresso Internacional de Música Sacra. mais sublinhadas são por meio do canto e assim recebem especial expressão de solenidade. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 112). Const.

recolhido no andar. 114). tanto pela prática quotidiana da Igreja como pelo ensino dele. n. é especialmente necessário destinar promotores e cultores da música sacra (ibid. que leva a organizarem-se e realizarem-se Congressos de Música Sacra. consciente da necessidade daquela que sempre vigorou na Igreja.. E ao mesmo tempo. Com razão julgou o Concílio ser convenientíssimo prevenir que se encontra enorme e rico tesouro de tradição musical nas diversas famílias litúrgicas orientais e ocidentais. Merece contudo especial menção o canto gregoriano que já pela sua importância e valor é reconhecido agora. muito eficazmente pode ajudar a que se descubram as riquezas internas da supramencionada tradição musical e a que se defina cada uma das suas partes a fim de que a música também se conserve cuidadosamente viva na liturgia da Igreja. Na actualidade é sumamente necessário que o património musical da Igreja seja apresentado e desenvolvido não só entre as novas e juvenis Igrejas mas também entre aqueles que tiveram conhecimento DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !22 . Mas também o canto polifónico é tido como excelente recurso da enunciação sagrada e litúrgica. 114).. ainda agora está em uso como reflexo da arte e da cultura dos vários povos. Nisto os participantes no Congresso têm com certeza a mais vasta matéria para investigações e estudos. n. como canto próprio da Liturgia Romana e ligado por estreitos vínculos com a língua latina (ibid. de encontrar como que a justa incorporação dela na cultura humana e na arte dos povos que há pouco chegaram à fé de Jesus Cristo. o qual.BR que permitem à assembleia sentir-se de alguma sorte mais próxima da santidade do Mistério mesmo que actua na liturgia.COM. O próprio empenho na matéria. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. para isto. além disso. Mas o Concílio não recomenda apenas as vantagens da tradição plurissecular da música que ainda hoje se usa. Na verdade. 116-117). "se conserve e valorize o tesouro da Música sacra com o maior dos cuidados" (ibid. persuade que.. n. dos séculos. para eles particularmente. a todos inculca o Concílio quanto é afinal necessário aplicar energias e actividades para se conservarem tais riquezas da Igreja. isto é.

há povos com tradição musical própria. tenham-se ao mesmo tempo. vêem que se requerem outras formas idóneas de música na liturgia. para se estabelecerem firmes princípios que além disso estejam em concordância com os verdadeiros valores nas múltiplas tradições musicais. Estime-se como se deve e atribua-se-lhe o lugar que lhe compete. Por último. para que se leve a termo conforme a ciência exige. Sobre este ponto ensinou o Concílio: "Em certas localidades. porém.BR dos séculos do canto gregoriano e polifónico em língua latina.. se tornem para as diversas comunidades eclesiais — não só nos países de antiga tradição cristã mas também naqueles onde o Evangelho foi recentemente propagado — fontes de incitamento e de estímulo para copiosa e excelente obra musical. que tais novas melodias são julgadas. e também aos dirigentes e participantes do Congresso. a propriedade do que é sagrado e o legítimo sentimento religioso. ao mesmo tempo que Nós desejamos que os estudos do VII Congresso de Música Sacra. a qual tem excepcional importância na sua vida religiosa e social. Com toda a razão foi dito parecer-se o canto gregoriano com os outros cantos como uma estátua com uma pintura. Venerável Irmão Nosso. cuja actividade se dirige toda para a África Central e Oriental. sobretudo nas Missões. de todo o coração transmitimos a ti. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Porque a música sacra nova. n. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !23 . tanto na educação do sentido religioso desses povos como na adaptação do culto à índole deles" (ibid. Mas o estudo desta matéria. Agora. convém do mesmo modo que encerre ainda a investigação comparativa das formas recentes com as antigas. 119). pode e deve ir buscar a sua mais alta inspiração. introduzido o costume das línguas vernáculas. os elementos próprios tradicionais e a natureza mesma dos diversos povos. uma especial Bênção Apostólica como sinal da nossa imutável caridade e penhor dos dons celestiais. Todas as vezes. com a justa consideração. essa que há-de servir à celebração da liturgia das várias Igrejas.COM. às melodias precedentes e sobretudo ao canto gregoriano. devem portanto fazer-se esforços. Pois toda a cultura humana pôde encontrar nobilíssimas expressões recorrendo à música. tanto no campo dos conhecimentos quanto no âmbito da acção pastoral. em conta.

AUGUSTOCEZARCORNELIUS. no dia 25 do mês de Maio. II DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !24 . na Solenidade do Pentecostes. segundo do Nosso Pontificado.COM. no ano de 1980.BR Do Palácio do Vaticano. JOÃO PAULO PP.

Amém!". Àquele que nos ama e nos libertou dos nossos pecados com o seu sangue. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Ele venceu o medo da vida e da morte. sem referência a Deus. com a pretensão de uma autonomia absoluta. daqueles poderes do mundo que assustam o homem e o obrigam a fechar-se numa defesa egocêntrica de si mesmo: pensemos no medo da morte ou no temor da vida. o Primogénito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !25 . que fez de nós um reino de sacerdotes para o seu Deus e Pai. a Testemunha fiel. Disto os noticiários televisivos oferecem-nos abundantes exemplos quotidianos.COM. reconduzido para a plenitude da verdade e do amor: vivendo no amor e morrendo por amor. a Ele sejam dados a glória e o poder por todos os séculos. Jesus veio para libertar o homem da escravidão do pecado. Com efeito. da violência e do fracasso. ou até mesmo contra Ele. O reino do homem é o reino da violência.BR XXVIII Congresso Nacional de Música Sacra SECRETARIA DE ESTADO HOMILIA DO CARDEAL TARCISIO BERTONE POR OCASIÃO DO XXVIII CONGRESSO NACIONAL DE MÚSICA SACRA Domingo. O projecto de Deus é o homem livre. Todos nós sabemos o que acontece quando o homem "reina". do egoísmo e do predomínio. 26 de Novembro de 2006 Acabamos de ouvir este trecho do Apocalipse: "Jesus Cristo.

mas também à atitude daqueles que se sentem tentados a "servir-se" de Deus para as suas próprias finalidades mundanas. onde podemos ler: "O Senhor é a finalidade da história humana. Gn 1. esta Basílica de São Pedro constitui o sinal tangível de uma comunidade humana rica de valores e de talentos (artísticos). Reconhecer a realeza de Cristo significa trabalhar pela promoção da pessoa humana e animar as realidades temporais com o espírito evangélico.) subtraídas ao domínio de Deus porque utilizadas impropriamente. a plenitude das suas aspirações". "por meio de quem Deus criou também o mundo". na fraternidade e na paz. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. para assim dar testemunho concreto de que Cristo. que se realiza no tempo. Hoje. Alfa e Ómega": este é o título do parágrafo que conclui a primeira parte da Constituição pastoral Gaudium et spes do Concílio Vaticano II. desfrutando-as em todas as suas possibilidades e usando-as oportunamente. e que todo o universo vivo e inanimado está inserido sob a senhoria de Cristo.BR Quando. estão como que à espera ansiosa do momento em que os filhos. no seu mistério pascal eleva e aperfeiçoa a actividade dos homens. Pio XI tencionava reagir aos excessos do laicismo moderno que renuncia a Deus. em 1925. que participam no XXVIII Congresso Nacional da Música Sacra. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !26 . para uma melhor convivência. na colaboração. Rm 8. Por conseguinte.COM. as coisas deste mundo os bens patrimoniais dos filhos (cf. solidário com a comunidade humana. a alegria de todos os corações. 28 ss. que expressa a alegria da fé e da amizade com Deus. instituiu a festa de Cristo-Rei. 19-20). sinto-me particularmente feliz por receber em redor deste altar um número tão elevado de músicos e de amantes da música litúrgica. voltarão a manifestar em si mesmos a total submissão à autoridade-realeza de Deus (cf. "Cristo. A solenidade de Cristo-Rei recorda-nos que a nossa existência e a história da nossa vida pessoal e social é um desígnio de amor eterno de Deus. Também a criação. o fulcro do género humano. o ponto focal dos desejos da história e da civilização. o Homem novo.

desde sempre em acto. que dá sentido à vida. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !27 . ensinou-me a amar a música de Perosi e disse-me: "Quando eu morrer. mas ao mesmo tempo. A liturgia celeste é isto somente pelo facto de que se insere no que já existe. o atrair a si o som escondido da criação. as almas são enlevadas pela sensibilidade ao eterno.. "Mens nostra concordet voci nostrae". Poder-se-ia dizer com São Paulino de Nola: "A nossa única arte é a fé e Cristo é o nosso canto". Na Liturgia da Igreja muitas vezes repetimos o versículo do salmo 137: "Na presença dos poderosos te hei-de louvar". E foi assim que 15 Coros cantaram para ele! A liturgia não é algo feito pelos monges ou pelos fiéis. um atrair a si forças pré-racionais e metarracionais. denso de significado. que se tornam também sensíveis. De facto. o descobrir o canto que repousa no fundo das coisas. entre música e oração. A "beleza" conjuga-se com a "verdade" quando. desejo que me canteis a Missa de requiem. Não é o homem que inventa algo e depois canta.. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. A este propósito cito um belíssimo texto. através dos caminhos da arte. que edificam o Reino de Deus na terra. São Bento comenta-o assim: "Reflictamos então sobre como se deva ser e estar diante da divindade e dos anjos. e executemos o nosso canto de modo que o nosso coração seja um uníssono com as nossas vozes". Ela já existe antes deles: é uma entrada perene na liturgia celeste.". Maestro de música. Ele deve elevar o seu coração a fim de que esteja em harmonia com esta tonalidade que lhe chega do alto. Mas assim este mesmo transformar-se em música é já também tornar-se movimento: não é só encarnação da Palavra.BR A música contribui para a libertação daquelas energias positivas. do Cardeal Joseph Ratzinger. A fé que se torna música é uma parte do processo de encarnação da Palavra. com o sublime Hostias et preces. em cuja memória estais reunidos e que nos deixou obras de excelsa inspiração no campo da fé. actual Bento XVI: "O transformar-se em música da Palavra é por um lado encarnação. Meu pai Pietro. ao contrário é o canto que lhe provém dos anjos. naquilo que é maior.COM. Grandes artistas dedicaram-se principalmente à música como deixar de recordar o Maestro Lorenzo Perosi. há um estreito vínculo entre música e fé.

Por este motivo a palavra pede ajuda à música. Tertio Millennio adveniente). Gostaria de concluir com as palavras de Bento XVI aos "Philharmonia Quartett Berlin". Fiéis aos seus mandamentos e respeitosos do seu plano salvífico. o inconsciente e o indistinto tornam-se sonoridade harmoniosa. Quando o homem louva a Deus. sábado passado. para chegar às portas do cristianismo com o canto do Magnificat de Maria. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !28 . penetramos na terra prometida conquistada. Cantate al Signore un canto nuovo. o cantar conjuga-se com a voz da criação no som dos instrumentos. em que o plano da salvação universal está a expressar-se ao longo dos séculos". p.148). súplicas. é o próprio Espírito divino que transformará todos nós em instrumentos bem harmonizados e em colaboradores responsáveis de uma admirável execução. Aliás. 18 de Novembro: "Vemos que a música pode conduzir-nos à oração: ela convida-nos a elevar a mente a Deus. a palavra sozinha é insuficiente. pronunciadas após uma maravilhosa execução na Sala Clementina.. vagamos com os Judeus exilados "ao longo dos rios da Babilónia". passamos através da aventura do êxodo do Egipto. repleta de significado" (Ratzinger J. podemos construir juntos um mundo em que ressoe a melodia consoladora de uma transcendente sinfonia de amor. inclui hinos. poesia. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Comecemos pelos patriarcas. é justo que cada confirmação de alegria por um evento tenha uma sua manifestação exterior. cantos de confiança.COM. para encontrar nele as razões da nossa esperança e a assistência nas dificuldades da vida. Ela está a indicar que a Igreja se alegra pela salvação.BR espiritualização da carne. A palavra dirigida a Deus transcende os limites da linguagem humana. Toda a Bíblia Antigo e Novo Testamentos e não somente o livro orante dos Salmos. Inúmeras vezes a Palavra bíblica fez-se imagem. Convida todos à alegria e esforça-se por criar as condições a fim de que as energias salvíficas possam ser comunicadas a cada um (cf. música. A madeira e o metal tornam-se som. Por conseguinte. Jaca Book 1996. ao evocar com a linguagem da arte o mistério do "Verbo feito carne". João Paulo II. acção de graças.

AUGUSTOCEZARCORNELIUS. aos DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !29 .COM.BR MENSAGEM DO PAPA BENTO XVI AO CARDEAL FRANCIS ARINZE POR OCASIÃO DA JORNADA DE ESTUDOS SOBRE O TEMA: «MÚSICA SACRA: UM DESAFIO LITÚRGICO E PASTORAL» Venerado Irmão Cardeal FRANCIS ARINZE Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos Com grande satisfação. que terá lugar no Vaticano a 5 de Dezembro próximo. Senhor Cardeal. É-me grato dirigir a Vossa Eminência. tomei conhecimento de que a Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos promoveu uma Jornada de Estudos sobre a música sacra.

Senhor Cardeal. Fazendo minha a instância do amado Predecessor. como é intenção do presente Simpósio. O Congresso pretende corresponder à vontade do Venerado Papa João Paulo II que. Faço votos. e a quantos intervêm nos trabalhos congressuais.BR colaboradores dessa Congregação. É importante estimular. de coração. Vaticano. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. desejo encorajar os cultores da música sacra a prosseguir neste caminho. vigiando sempre sobre a prática e as experimentações. pediu a essa Congregação para intensificar a atenção pelo sector da música sacra litúrgica. no Quirógrafo emanado por ocasião do centenário do motu proprio "Tra le sollecitudini". em constante entendimento e colaboração com as Conferências Episcopais das várias nações.COM. garantindo uma recordação particular na oração. enquanto invoco a celeste intercessão da Bem-Aventurada Virgem Maria e de santa Cecília. para que seja uma profícua jornada de aprofundamento e de escuta e. a reflexão e o confronto sobre a relação entre música e liturgia. 1 de Dezembro de 2005 PAPA BENTO XVI DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !30 . para que essa oportuna iniciativa produza os frutos pastorais esperados. como também aos ilustres Relatores e a todos os participantes uma cordial saudação e a expressão da minha proximidade espiritual. de bom grado concedo a implorada Bênção Apostólica a Vossa Eminência.

BR QUIRÓGRAFO DO SUMO PONTÍFICE JOÃO PAULO II NO CENTENÁRIO DO MOTU PROPRIO «TRA LE SOLLECITUDINI» SOBRE A MÚSICA SACRA Quirógrafo pelo centenário do Motu Proprio "Tra le sollecitudini" sobre a música sacra (3 de dezembro de 2003) | João Paulo II 1. igualmente. ele pretendia oferecer à Igreja indicações concretas naquele sector vital da Liturgia. que tinha como objecto a renovação da música sacra nas funções do culto. o meu Predecessor São Pio X emanava. que ele tinha resumido no dístico:"Instaurare omnia in Christo". Tal intervenção. seja como ajuda para os fiéis na "participação activa nos sacrossantos mistérios e na oração pública e solene da Igreja"[2]. que São Pio X apresenta seja como um meio de elevação do espírito a Deus. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. apresentando-a "quase como um código jurídico da música sacra"[1]. A data centenária do documento oferece-me a ocasião para destacar a importante função da música sacra. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !31 . Impelido por um profundo desejo "de manter e de promover o decoro da Casa de Deus". Com isso. há cem anos.COM. o Motu proprio Tra le sollecitudini. fazia parte do programa do seu pontificado.

oferecendo segundo a criatividade de cada cultura. 19..COM. 30. "como parte integrante da solene liturgia. onde menciona com clareza a função eclesial da música sacra: "A tradição musical de toda a Igreja constitui um património de inestimável valor. 16). Continuando. e. maravilhosos exemplos de comentário melódico dos textos sagrados.BR A especial atenção que é necessário reservar à música sacra recorda o Santo Pontífice. no capítulo VI da Constituição Sacrosanctum concilium sobre a sagrada Liturgia. é uma parte necessária e integral da liturgia solene"[5]. a Igreja. com a Encíclica Annus qui (19 de Fevereiro de 1749). unido às palavras. finalmente. ainda. a propósito do qual foram evocados os princípios fundamentais que devem animar a produção da música sacra. Ef 5. a antiga tradição bíblica. favoreceu o canto nas celebrações litúrgicas. Portanto. Mt 26. O Concílio recorda. nos ritos tanto do Ocidente como do Oriente. deriva do facto de que. especialmente destinada à Liturgia. à qual o mesmo Senhor e os Apóstolos se mantiveram apegados (cf. entre outros. devem ser recordados. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. seja pelos Padres. ao longo de toda a sua história. que "o canto sacro é elogiado seja pela Sagrada Escritura. Interpretando e expressando o sentido profundo do sagrado texto ao qual está intimamente unida. para que os fiéis [.. dela faz parte a finalidade geral que é a glória de Deus e a santificação e a edificação dos fiéis"[3]. Além do Papa São Pio X. 2. Paulo VI. a começar por São Pio X. com os luminosos pronunciamentos que disseminou em múltiplas oportunidades. sublinharam com insistência a tarefa ministerial da música sacra no serviço divino"[6]. que sobressai entre as outras expressões de arte. que são próprios da celebração dos sacrossantos mistérios"[4]. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !32 . com as Encíclicas Mediator Dei (20 de Dezembro de 1947) e Musicae sacrae disciplina (25 de Dezembro de 1955). foi constante a atenção dos meus Predecessores a este delicado sector. de facto. ela é capaz de "acrescentar maior eficácia ao mesmo texto.] se disponham melhor para acolher em si os frutos da graça. Este delineamento foi retomado pelo Concílio Ecuménico Vaticano II. seja ainda pelos Pontífices Romanos que recentemente. Cl 3. Pio XII. especialmente pelo facto de que o canto sacro. os Papas Bento XIV.

4. da Constituição Sacrosanctum concilium. para assegurar dignidade e singeleza das formas à música litúrgica. Em conformidade com os ensinamentos de São Pio X e do Concílio Vaticano II. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. um desenvolvimento que esteja. é preciso sublinhar acima de tudo que a música destinada aos sagrados ritos deve ter como ponto de referência a santidade: ela. "será tanto mais santa quanto mais estreitamente for unida à acção litúrgica"[11]. em conformidade com as exigências da reforma litúrgica. Em diferentes ocasiões. emanada com a sua aprovação em 5 de Março de 1967. à tradução daqueles princípios em normas concretas. com a intenção de fazer com que a música sacra corresponda cada vez mais à sua função específica. sobretudo por meio da Instrução Musicam sacram. também neste campo. 3. o sexto. afirmava sabiamente o meu venerável Predecessor Paulo VI.COM. agora mencionada[8].BR Os Padres do Concílio Vaticano II não deixaram de reforçar tais princípios. O Papa Paulo VI procedeu. comentando um decreto do Concílio de Trento[12] e destacava que "se não se possui ao mesmo tempo o sentido da oração. também eu me referi à preciosa função e à grande importância da música e do canto para uma participação mais activa e intensa nas celebrações litúrgicas[9]. Em tal perspectiva. O texto da Constituição Sacrosanctum concilium onde se afirma que a Igreja "aprova e admite no culto todas as formas de verdadeira arte. e sublinhei a necessidade de "purificar o culto de dispersões de estilos. pois. desejo repropor alguns princípios fundamentais para este importante sector da vida da Igreja. dotadas das devidas qualidades"[7]. de facto. Por este exacto motivo. pela então Sagrada Congregação para os Ritos. das formas descuidadas de expressão. da DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !33 . "não é indistintamente tudo aquilo que está fora do templo (profanum) que é apto a ultrapassar-lhe os umbrais". e considerando em particular os pronunciamentos do Concílio Vaticano II. encontra os critérios adequados de aplicação nos nn. à luz do magistério de São Pio X e dos meus outros Predecessores. de músicas e textos descurados e pouco conformes com a grandeza do acto que se celebra"[10]. 50-53 da Instrução Musicam sacram. Fizeram-no num capítulo especial. para promover. É preciso voltar constantemente àqueles princípios de inspiração conciliar. à altura da tradição litúrgico musical da Igreja. em vista da sua aplicação às condições transitórias dos tempos.

que correspondam à participação necessária de toda a assembleia na celebração e DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !34 . é o da singeleza das formas. A reforma realizada por São Pio X visava especificamente purificar a música de igreja da contaminação da música profana teatral. nem todas as formas musicais podem ser consideradas aptas para as celebrações litúrgicas. Os vários momentos litúrgicos exigem. Outro princípio enunciado por São Pio X no Motu proprio Tra le sollecitudini. como a investigação de expressões musicais. que a fé abre à perspectiva da esperança cristã. 5. como evidenciei na Encíclica Ecclesia de Eucharistia. A música litúrgica deve. que em muitos países tinha poluído o repertório e a prática musical litúrgica. responder aos seus requisitos específicos: a plena adesão aos textos que apresenta. acolhendo na sua liturgia a arte dos sons"[15]. Todavia. a consonância com o tempo e o momento litúrgico para o qual é destinada. princípio este intimamente ligado ao precedente. a adequada correspondência aos gestos que o rito propõe. porém. esta qualidade por si só não é suficiente. Os cantos e as músicas exigidos pela reforma litúrgica é bom sublinhá-lo devem corresponder também às legítimas exigências de adaptação e de inculturação. capaz de ter a eficácia "que a Igreja deseja obter. de facto. a ponto de incluir repertórios que não podem entrar na celebração sem violar o espírito e as normas da mesma Liturgia. de súplica ou ainda de melancolia pela experiência da dor humana. ora proclamando as maravilhas de Deus. É evidente.BR dignidade e da beleza. ora manifestando sentimentos de louvor. a música instrumental e vocal impede por si o ingresso na esfera do sagrado e do religioso"[13]. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.COM. sempre apta a fazer emergir a natureza própria de um determinado rito. antes. de facto. Não pode existir uma música destinada à celebração dos sagrados ritos que não seja. porém. 6. que nem todas as expressões de artes figurativas e de música são capazes de "expressar adequadamente o Mistério acolhido na plenitude da fé da Igrejas"[14]. Consequentemente. "verdadeira arte". uma experiência. uma expressão musical própria. que cada inovação nesta delicada matéria deve respeitar os critérios peculiares. Também nos nossos tempos é preciso considerar atentamente. Por outro lado. a mesma categoria de "música sacra" recebeu hoje um alargamento de significado.

mas que induzem a uma linguagem realmente incompreensível. e especialmente a polifonia. 7. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !35 . portanto. tenha uma impressão negativa"[16]. ao mesmo tempo. O Concílio Vaticano II reconhece-o como "canto próprio da liturgia romana"[17] à qual é preciso reservar. em última análise. na igualdade das condições. particularmente a litúrgica. Como já fazia São Pio X.COM. "guardando-o ciosamente durante os séculos nos seus códigos litúrgicos" e ainda hoje o "propõe aos fiéis" como seu.. Por outras palavras. avaliar com atenção as novas linguagens musicais. continua a ser também hoje. São Pio X indicava usando o termo universalidade um ulterior requisito da música destinada ao culto: ". que ninguém de outra nação. O canto gregoriano. qualquer concessão à leviandade e à superficialidade. também o Concílio Vaticano II reconhece que "os outros géneros de música sacra. para recorrer à possibilidade de expressar também com elas as inextinguíveis riquezas do Mistério reproposto na Liturgia e favorecer assim a participação activa dos fiéis nas diversas celebrações [21]. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Entre as expressões musicais que mais correspondem à qualidade requerida pela noção de música sacra.BR que evitem. ao ouvi-la. Neste sentido. o espaço sagrado da celebração litúrgica jamais deve tornar-se um laboratório de experiências ou de práticas de composição e de execução. aquelas formas de "inculturação". portanto.mesmo concedendo a cada nação ele considerava de admitir nas composições religiosas formas particulares que constituem de certo modo o carácter específico da música que lhes é própria. evitar. portanto. São Pio X ressaltava que a Igreja "o herdou dos antigos Padres". um elemento de unidade na liturgia romana. o canto gregoriano ocupa um lugar particular. o primeiro lugar nas acções litúrgicas celebradas com canto em língua latina [18]. considerando-o "como supremo modelo de música sacra"[19]. introduzidas sem uma verificação atenta. elas não devem estar de tal modo subordinadas ao carácter geral da música sacra. em sentido elitário. É preciso. não estão excluídos de modo algum da celebração dos ofícios divinos"[20]. que introduzem na Liturgia composições antigas ou contemporâneas que possuem talvez um valor artístico.. É necessário.

nos Noviciados dos religiosos e das religiosas e nas casas de estudo. Uma insistência neste sentido foi reforçada também pelo Vaticano II: "Dê-se-lhes grande importância nos Seminários. Portanto [. Também neste campo.COM. o salmista. sobretudo nas Igrejas Catedrais. um coro ou uma capela musical ou ainda uma schola cantorum". portanto. e favorecer a participação activa dos fiéis no canto. no respeito pelas normas e as competências. de facto. A importância de conservar e de incrementar o património secular da Igreja leva a ter em particular consideração uma exortação específica da Constituição Sacrosanctum concilium:[22] "Promovam-se com empenho. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !36 ..] promova-se com especial cuidado especialmente nas catedrais e nas outras igrejas maiores. o cantor e a assembleia decorre aquele clima espiritual que torna o momento litúrgico realmente intenso. se evidencia a urgência de promover uma formação sólida. desempenha a sua função específica. os acólitos. como significativo fruto de uma formação litúrgica adequada. considero oportuno recordá-la. os ministros. O aspecto musical das celebrações litúrgicas. No que se refere às normas conciliares da reforma litúrgica. portanto. nos seminários e nas casas de formação religiosas. para o serviço litúrgico que desenvolve. o coro ou a capela musical ou ainda schola cantorum [23]. Esta indicação ainda deve ser plenamente realizada. os leitores. Portanto. assim como noutros institutos e escolas católicas"[24]. para que os futuros pastores possam adquirir uma sensibilidade adequada também neste campo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a sua tarefa tornou-se ainda mais relevante e importante: deve. 9. prover à execução exacta das partes que lhe são próprias. não pode ser relegado nem à improvisação nem ao arbítrio de pessoas individualmente. a Instrução Musicam sacram determina a função ministerial da schola: "É digno de particular atenção. A tarefa da schola não foi diminuída: ela. segundo os diversos tipos de cânticos. realmente. participado e frutífero. a schola cantorum. mas há-de ser confiado a uma direcção harmoniosa.. nalguns momentos da Liturgia. São Pio X insistia particularmente sobre a formação musical do clero. Da boa coordenação de todos o sacerdote celebrante e o diácono. os músicos. desenvolve na assembleia a função de guia e de sustento e. Por sua vez.BR 8. as "Scholae Cantorum". quer dos pastores quer dos fiéis leigos.

um papel especial é desempenhado pelas escolas de música sacra. Na linha do meu Predecessor e de quanto se estabeleceu mais recentemente na Constituição Sacrosanctum concilium [28]. além do canto gregoriano e da polifonia. tanto nos exercícios de piedade como nos próprios actos litúrgicos"[30]. nas composições destinadas ao culto. que em seguida se tornou "Pontifício Instituto de Música Sacra". para que os fiéis possam cantar. já quase centenária. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. constitui um "vínculo de unidade. com a renovação realizada pelo Concílio Vaticano II. não apenas nas práticas devocionais. conheceu um desenvolvimento especial do canto popular religioso. que São Pio X exortava a apoiar e promover[25]. permite-se que as Igrejas nas diversas Nações valorizem. de facto. Além desta instituição académica. frequentemente. 10. que desempenhou e ainda desempenha um serviço qualificado na Igreja. Este canto apresenta-se particularmente apto para a participação dos fiéis. O século passado. oito anos depois do Motu proprio. e que o Concílio Vaticano II recomenda a instituir onde for possível [26]. também eu. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !37 . Fruto concreto da reforma de São Pio X foi a erecção em Roma. do qual a Sacrosanctum concilium diz: "Promova-se com grande empenhamento o canto popular religioso. em 1911.COM. 11. não é de se admirar que. admita nas celebrações também a música moderna. mas igualmente na própria Liturgia. existem muitas outras Escolas instituídas nas Igrejas particulares que merecem ser apoiadas e incrementadas para um melhor conhecimento e execução da boa música litúrgica. da "Pontifícia Escola Superior de Música Sacra". uma expressão alegre da comunidade orante. "aquelas formas particulares que constituem de certo modo o carácter específico da música que lhes é própria"[27]. Portanto. O canto popular. grandes autores que se afirmaram com os textos litúrgicos da Santa Missa"[29]. procurei abrir espaço às novas formas musicais. promove a proclamação de uma única fé e dá às grandes assembleias litúrgicas uma incomparável e recolhida solenidade"[32]. Dado que a Igreja sempre reconheceu e favoreceu o progresso das artes. mencionando juntamente com as inspiradas melodias gregorianas. "os numerosos e. na Encíclica Ecclesia de Eucharistia.BR Nesta obra formativa. desde que seja respeitosa do espírito litúrgico e dos verdadeiros valores da arte. "segundo as normas e o que se determina nas rubricas"[31].

12). na Carta aos Artistas escrevo: "Quantas composições sacras foram elaboradas. de amor. neste espírito. pág. de segura esperança da intervenção salvífica de Deus" [35] (Ed. que se tornaram parte da Liturgia ou pelo menos uma ajuda muito válida para a sua decorosa realização. Portanto. Somente assim se poderá permitir que a expressão musical sirva de modo apropriado a sua finalidade última. na inspiração e no sabor. de copiar o canto gregoriano. de L'Osserv. n. 13. Dirijo-lhes a expressão da minha confiança. no andamento. que "é a glória de Deus e a santificação dos fiéis"[36]. a fé é sentida como uma exuberância de alegria. com a finalidade de favorecer a aplicação efectiva das indicações apresentadas no Motu proprio.COM. aptas para a sensibilidade hodierna. a sua contribuição indispensável e a sua colaboração competente para incrementar o património da música.BR 12. da melodia gregoriana. Não se trata. ele prescrevia que DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !38 . para que se empenhem com esmero em vista de aumentar o repertório de composições que sejam dignas da excelência dos mistérios celebrados e. ao longo dos séculos. ao serviço da Liturgia cada vez mais intensamente vivida. Por fim. unida à exortação mais cordial. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. No cântico. n. e tanto menos é digna do templo. por pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério! Crentes sem número alimentaram a sua fé com as melodias nascidas do coração de outros crentes. 211. é necessária uma renovada e mais profunda consideração dos princípios que devem estar na base da formação e da difusão de um repertório de qualidade. Somente um artista profundamente mergulhado no sensus Ecclesiae pode procurar compreender e traduzir em melodia a verdade do Mistério que se celebra na Liturgia[34]. modelou aquele canto. Rom. port. gostaria ainda de recordar aquilo que São Pio X dispunha no plano prático. quanto mais se reconhece disforme daquele modelo supremo"[33]. faço minha a "regra geral" que são Pio X formulava com estes termos: "Uma composição para a Igreja é tanto sacra e litúrgica quanto mais se aproximar. Dirigindo-se aos Bispos. 18. No que diz respeito às composições musicais litúrgicas. Nesta perspectiva. Sei ainda que também hoje não faltam compositores capazes de oferecer. evidentemente. pouco a pouco. mas muito mais de considerar que as novas composições sejam absorvidas pelo mesmo espírito que suscitou e. ao mesmo tempo.

pelo órgão de tubos. e prestar uma atenção especial à avaliação e promoção de melodias que sejam verdadeiramente aptas para o uso sacro[41]. peço à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos que intensifique a atenção. que as composições musicais utilizadas nas celebrações litúrgicas correspondam aos critérios enunciados por São Pio X e sabiamente desenvolvidos. 14. aos sectores da música sacra litúrgica. Ainda no plano prático. Onde a disposição pontifícia foi posta em prática. o Motu proprio do qual se celebra o centenário. aborda também a questão dos instrumentos musicais a serem utilizados na Liturgia latina. na Igreja latina. porém. favorecendo-lhes a eficácia no âmbito pastoral[38]. procurando realizar um discernimento que considere a qualidade dos textos e das músicas. reconhece sem hesitação a prevalência do órgão de tubos. Faço votos a fim de que os Bispos continuem a secundar o esforço destas Comissões. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. como também da contribuição do Pontifício Instituto de Música Sacra. Dentre eles. Deve-se. quer pelo Concílio Vaticano II quer pelo sucessivo Magistério da Igreja. Actualmente. estou persuadido de que também as Conferências episcopais hão-de realizar cuidadosamente o exame dos textos destinados ao canto litúrgico[40]. são numerosas as Comissões nacionais. segundo as suas finalidades institucionais[39]. estabelecendo: "Tenha-se grande apreço. O Concílio Vaticano II acolheu plenamente a orientação do meu Predecessor. instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de trazer às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito a Deus e às coisas celestes"[43]. É importante. À luz da experiência amadurecida nestes anos. reconhecer que as composições actuais utilizam frequentemente modos musicais diversificados não desprovidos da sua DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !39 . não faltaram os frutos. sobre cujo uso estabelece normas oportunas[42]. de facto. para melhor assegurar o cumprimento do importante dever de regulamentar e promover a sagrada Liturgia.COM. valendo-se das competências das diversas Comissões e Instituições especializadas nesse campo.BR instituíssem nas suas dioceses "uma comissão especial de pessoas verdadeiramente competentes em matéria de música sacra"[37]. Nesta perspectiva. diocesanas e interdiocesanas que oferecem a sua contribuição preciosa para a preparação dos repertórios locais.

77. dos músicos e dos fiéis. isto é. Os fiéis. Dado em Roma. junto de São Pedro. vol. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !40 . n. Na medida em que servem de ajuda para a oração da Igreja. pág. por sua vez. concedo-vos a todos a minha afectuosa Bênção. conjuntamente com Santa Cecília. pág. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Pontificis Maximi Acta. 78. aquilo que a Constituição Sacrosanctum concilium qualifica como verdadeira "finalidade da música sacra". alcançar. IOANNES PAULUS II Notas [1] Pio X. por intercessão do seu santo Autor. I. que soube cantar de modo único. Com estes bons votos. sirva de encorajamento e estímulo para aqueles que se ocupam deste importante aspecto das celebrações litúrgicas. 15. Poder-se-á. Padroeira da música sacra. [3] Ibid. É preciso. [2] Ibidem. as maravilhas que Deus realizou na história do homem. contribuem para o amadurecimento da vida espiritual do Povo de Deus. porém. graças ao compromisso concorde dos pastores de almas. 1. "a glória de Deus e a santificação dos fiéis"[44]. Desejo que a comemoração centenária do Motu proprio Tra le sollecitudini. Nisto. podem revelar-se como um enriquecimento precioso. dedicando-se com impulso renovado a um sector de relevância tão vital. sirva também de exemplo e modelo a Virgem Maria. assim. Os cultores da música sacra. memória de Santa Cecília.BR dignidade. no dia 22 de Novembro de 2003. correspondam à dignidade do templo. experimentarão cada vez mais profundamente a riqueza e harmonizar-se-ão no esforço em vista de traduzir os seus impulsos nos comportamentos da vida quotidiana. no Magnificat. no vigésimo sexto ano de Pontificado. expressando de modo harmónico e solene a sua própria fé com o canto. vigiar a fim de que os instrumentos sejam aptos para o uso sacro..COM. possam sustentar o canto dos fiéis e favoreçam a sua edificação.

de 1. [11] Concílio Ecuménico Vaticano II. 479. [18] Cf.3. 78. em: AAS (2003). Congregação para os Ritos. 312-316. 467. 124. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !41 . 50. 194. Discurso ao Pontifício Instituto de Música Sacra no 90 aniversário de fundação (19 de Janeiro de 2001). pág. S. Const. Instrução sobre a música na sagrada Liturgia Musicam sacram (5 de Março de 1967). port. [5] N. 78-79.. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. [7] Ibidem. [6] Ibidem. [12] Discurso aos participantes da assembleia geral da Associação Italiana Santa Cecília (18 de Setembro de 1968). 314. 50.BR [4] Ibidem. pág. em: AAS 59 (1967). [8] Cf. 1: Insegnamenti XXIV/1 (2001). [10] Audiência geral de 26 de Fevereiro de 2003. sobre a Liturgia Sacrosanctum concilium.. 116.2003). 12. em: Insegnamenti VI (1968). 3: L'Osservatore Romano (ed. [15] N. pág. por exemplo. 2. pp. [16] Ibid. pág. pág. [14] N. AAS 59 (1967). [9] Cf. pp.COM. [13] Ibidem. [17] Const. 112. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium.

79. n. [24] Const. [20] Const. Concílio Ecuménico Vaticano II. pág. pág.COM. 118. pág. pág. 2. pp. 12. [27] Pio X. em: Insegnamenti XXII/1 (1999). [31] Ibidem. n. 239-240. em: AAS 95 (2003). 86. 116. 115. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. [32] João Paulo II. [30] N. 79. [26] Cf. [29] N. 19. 3. 115. n. [33] Motu proprio Tra le sollecitudini. em: Insegnamenti XXIV/1 (2001). 466. [22] Ibid. [21] Cf..BR [19] Motu proprio Tra le sollecitudini. Const. 28. Motu proprio Tra le sollecitudini. 3. 49. Motu proprio Tra le sollecitudini. em: AAS 59 (1967). 718. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium. Ibid. n. pág. n. 30. [35] N. [25] Cf. Discurso no Congresso Internacional de Música Sacra (27 de Janeiro de 2001). 79 [28] Cf. [23] N. 4. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !42 . 306.. 112. Const. pág. [34] Cf. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium. 119. 114. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium. n. n.

112. 719. pág. [41] Institutio generalis Missalis Romani. 15-18. 50. 85. João Paulo II. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium.. [38] Cf. João Paulo II. Const.COM. sobre a sagrada Liturgia Sacrosanctum concilium. Pastor Bonus (28 de Junho de 1988). [37] Motu proprio Tra le sollecitudini. 112. [43] Concílio Ecuménico Vaticano II. pág. Carta enc. pág. 20: AAS 81 (1989).BR [36] Concílio Ecuménico Vaticano II. 24. pág. n. Instr. [39] Cf. João Paulo II. 120. pág. 393. pág. 108. n. Dies Domini (31 de Maio de 1998). 84. Liturgiam authenticam (28 de Março de 2001). em: AAS 80 (1988). Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !43 . Vicesimus quintus annus (4 de Dezembro de 1987). 916. 65. nn. [40] Cf. 877. pág. [42] Motu proprio Tra le sollecitudini. em: AAS 90 (1998). Const. ap. em: AAS (2001). [44] Ibid. Const. 745. Carta ap. editio typica III.

das cores e das formas. contemplou a obra das suas mãos. os artistas de todos os tempos —. de algum modo vos quis associar. a quem me sinto ligado por experiências dos meus tempos passados e que marcaram indelevelmente a minha vida. na aurora da criação. em dois mil anos de história. construtores geniais de beleza. vos pusestes a admirar a obra nascida do vosso génio artístico. vendo toda a sua obra. Infinitas vezes se espelhou um relance daquele sentimento no olhar com que vós — como. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Pareceu-me. artistas. desejo dar continuidade àquele fecundo diálogo da Igreja com os artistas que. Ao escrever-vos.31). maravilhados com o arcano poder dos sons e das palavras. único criador de todas as coisas. quase sentindo o eco daquele mistério da criação a que Deus. « Deus.COM. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !44 . considerou-a muito boa » (Gn 1. Ninguém melhor do que vós. imagem de Deus Criador 1. que não havia palavras mais apropriadas do que as do livro do Génesis para começar esta minha Carta para vós. O artista. aliás. pode intuir algo daquele pathos com que Deus. por isso.BR CARTA DO PAPA JOÃO PAULO II AOS ARTISTAS 4 de abril de 1999 A todos aqueles que apaixonadamente procuram novas « epifanias » da beleza para oferecê-las ao mundo como criação artística.

mas constitui apenas comunicação e participação dela ». a que dá forma e significado. como que marcando o ritmo da evolução cósmica. não se trata de um diálogo ditado apenas por circunstâncias históricas ou motivos utilitários. Deus chamou o homem à existência. Qual é a diferença entre « criador » e « artífice »? Quem cria dá o próprio ser. Nos dias anteriores. Obviamente é uma participação. Esta relação é claramente evidenciada na língua polaca. a Bíblia acrescenta que Ele confiou-lhes a tarefa de dominarem a terra (cf. Na « criação artística ». Gn 1. como se costuma dizer em latim — e isto. com a semelhança lexical das palavras stwórca (criador) e twórca (artífice).28-31). que deixa intacta a infinita distância entre o Criador e a criatura.COM. A página inicial da Bíblia apresenta-nos Deus quase como o modelo exemplar de toda a pessoa que produz uma obra: no artífice. No final. que a alma tem a sorte de albergar. é um modo de proceder exclusivo do Omnipotente. em sentido estrito. o fruto mais nobre do seu projecto. o Artista divino transmite uma centelha da sua sabedoria transcendente ao artista humano.27). Na realidade. mais do que em qualquer outra actividade. a quem submeteu o mundo visível como um campo imenso onde exprimir a sua capacidade inventiva.28).[1] DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !45 . Gn 1. Foi no último dia da criação (cf. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. depois de ter afirmado que Deus criou o homem e a mulher « à sua imagem » (cf. e realiza aquela tarefa. Este modo de agir é peculiar do homem enquanto imagem de Deus. dando-lhe a tarefa de ser artífice. Com efeito. criou o homem.BR nunca se interrompeu e se prevê ainda rico de futuro no limiar do terceiro milénio. ao contrário. Javé tinha criado o universo. Por conseguinte. não se identifica com aquela arte por essência que é própria de Deus. utiliza algo já existente. chamando-o a partilhar do seu poder criador. o homem revela-se como « imagem de Deus ». Com amorosa condescendência. Gn 1. como sublinhava o Cardeal Nicolau Cusano: « A arte criativa. tira algo do nada — ex nihilo sui et subiecti. reflecte-se a sua imagem de Criador. mas radicado na própria essência tanto da experiência religiosa como da criação artística. O artífice. em primeiro lugar plasmando a « matéria » estupenda da sua humanidade e depois exercendo um domínio criativo sobre o universo que o circunda.

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Por isso, quanto mais consciente está o artista do « dom » que possui, tanto mais
se sente impelido a olhar para si mesmo e para a criação inteira com olhos
capazes de contemplar e agradecer, elevando a Deus o seu hino de louvor. Só
assim é que ele pode compreender-se profundamente a si mesmo e à sua
vocação e missão.

A vocação especial do artista

2. Nem todos são chamados a ser artistas, no sentido específico do termo. Mas,
segundo a expressão do Génesis, todo o homem recebeu a tarefa de ser artífice
da própria vida: de certa forma, deve fazer dela uma obra de arte, uma obra-
prima.

É importante notar a distinção entre estas duas vertentes da actividade humana,
mas também a sua conexão. A distinção é evidente. De facto, uma coisa é a
predisposição pela qual o ser humano é autor dos próprios actos e responsável
do seu valor moral, e outra a predisposição pela qual é artista, isto é, sabe agir
segundo as exigências da arte, respeitando fielmente as suas regras específicas.
[2] Assim, o artista é capaz de produzir objectos, mas isso de per si ainda não
indica nada sobre as suas disposições morais. Neste caso, não se trata de
plasmar-se a si mesmo, de formar a própria personalidade, mas apenas de fazer
frutificar capacidades operativas, dando forma estética às ideias concebidas pela
mente.

Mas, se a distinção é fundamental, importante é igualmente a conexão entre as
duas predisposições: a moral e a artística. Ambas se condicionam de forma
recíproca e profunda. De facto, o artista, quando modela uma obra, exprime-se
de tal modo a si mesmo que o resultado constitui um reflexo singular do próprio
ser, daquilo que ele é e de como o é. Isto aparece confirmado inúmeras vezes na
história da humanidade. De facto, quando o artista plasma uma obra-prima,
não dá vida apenas à sua obra, mas, por meio dela, de certo modo manifesta
também a própria personalidade. Na arte, encontra uma dimensão nova e um
canal estupendo de expressão para o seu crescimento espiritual. Através das
obras realizadas, o artista fala e comunica com os outros. Por isso, a História da
Arte não é apenas uma história de obras, mas também de homens. As obras de

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arte falam dos seus autores, dão a conhecer o seu íntimo e revelam o contributo
original que eles oferecem à história da cultura.

A vocação artística ao serviço da beleza

3. Um conhecido poeta polaco, Cyprian Norwid, escreveu: « A beleza é para
dar entusiasmo ao trabalho, o trabalho para ressurgir ».[3]

O tema da beleza é qualificante, ao falar de arte. Esse tema apareceu já, quando
sublinhei o olhar de complacência que Deus lançou sobre a criação. Ao pôr em
relevo que tudo o que tinha criado era bom, Deus viu também que era belo.[4]
A confrontação entre o bom e o belo gera sugestivas reflexões. Em certo sentido,
a beleza é a expressão visível do bem, do mesmo modo que o bem é a condição
metafísica da beleza. Justamente o entenderam os Gregos, quando, fundindo os
dois conceitos, cunharam uma palavra que abraça a ambos: « kalokagathía »,
ou seja, « beleza-bondade ». A este respeito, escreve Platão: « A força do Bem
refugiou-se na natureza do Belo ».[5]

Vivendo e agindo é que o homem estabelece a sua relação com o ser, a verdade
e o bem. O artista vive numa relação peculiar com a beleza. Pode-se dizer, com
profunda verdade, que a beleza é a vocação a que o Criador o chamou com o
dom do « talento artístico ». E também este é, certamente, um talento que, na
linha da parábola evangélica dos talentos (cf. Mt 25,14-30), se deve pôr a render.

Tocamos aqui um ponto essencial. Quem tiver notado em si mesmo esta espécie
de centelha divina que é a vocação artística — de poeta, escritor, pintor,
escultor, arquitecto, músico, actor... —, adverte ao mesmo tempo a obrigação de
não desperdiçar este talento, mas de o desenvolver para colocá-lo ao serviço do
próximo e de toda a humanidade.

O artista e o bem comum

4. De facto, a sociedade tem necessidade de artistas, da mesma forma que
precisa de cientistas, técnicos, trabalhadores, especialistas, testemunhas da fé,
professores, pais e mães, que garantam o crescimento da pessoa e o progresso da
comunidade, através daquela forma sublime de arte que é a « arte de educar ».

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No vasto panorama cultural de cada nação, os artistas têm o seu lugar
específico. Precisamente enquanto obedecem ao seu génio artístico na
realização de obras verdadeiramente válidas e belas, não só enriquecem o
património cultural da nação e da humanidade inteira, mas prestam também
um serviço social qualificado ao bem comum.

A vocação diferente de cada artista, ao mesmo tempo que determina o âmbito
do seu serviço, indica também as tarefas que deve assumir, o trabalho duro a
que tem de sujeitar-se, a responsabilidade que deve enfrentar. Um artista,
consciente de tudo isto, sabe também que deve actuar sem deixar-se dominar
pela busca duma glória efémera ou pela ânsia de uma popularidade fácil, e
menos ainda pelo cálculo do possível ganho pessoal. Há, portanto, uma ética ou
melhor uma « espiritualidade » do serviço artístico, que a seu modo contribui
para a vida e o renascimento do povo. A isto mesmo parece querer aludir
Cyprian Norwid, quando afirma: « A beleza é para dar entusiasmo ao trabalho,
o trabalho para ressurgir ».

A arte face ao mistério do Verbo encarnado

5. A Lei do Antigo Testamento contém uma proibição explícita de representar
Deus invisível e inexprimível através duma « estátua esculpida ou fundida » (Dt
27,15), porque Ele transcende qualquer representação material: « Eu sou
Aquele que sou » (Ex 3,14). No mistério da Encarnação, porém, o Filho de
Deus tornou-Se visível em carne e osso: « Ao chegar a plenitude dos tempos,
Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher » (Gl 4,4). Deus fez-Se homem em
Jesus Cristo, que Se tornou assim « o centro de referência para se poder
compreender o enigma da existência humana, do mundo criado, e mesmo de
Deus ».[6]

Esta manifestação fundamental do « Deus-Mistério » apresenta-se como
estímulo e desafio para os cristãos, inclusive no plano da criação artística. E
gerou-se um florescimento de beleza, cuja linfa proveio precisamente daqui, do
mistério da Encarnação. De facto, quando Se fez homem, o Filho de Deus
introduziu na história da humanidade toda a riqueza evangélica da verdade e
do bem e, através dela, pôs a descoberto também uma nova dimensão da beleza:
a mensagem evangélica está completamente cheia dela.

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A Sagrada Escritura tornou-se, assim, uma espécie de « dicionário imenso » (P.
Claudel) e de « atlas iconográfico » (M. Chagall), onde foram beber a cultura e a
arte cristã. O próprio Antigo Testamento, interpretado à luz do Novo, revelou
mananciais inexauríveis de inspiração. Desde as narrações da criação, do
pecado, do dilúvio, do ciclo dos Patriarcas, dos acontecimentos do êxodo,
passando por tantos outros episódios e personagens da História da Salvação, o
texto bíblico atiçou a imaginação de pintores, poetas, músicos, autores de teatro
e de cinema. Uma figura como a de Job, só para dar um exemplo, com a
problemática pungente e sempre actual da dor, continua a suscitar
conjuntamente interesse filosófico, literário e artístico. E que dizer então do
Novo Testamento? Desde o Nascimento ao Gólgota, da Transfiguração à
Ressurreição, dos milagres aos ensinamentos de Cristo, até chegar aos
acontecimentos narrados nos Actos dos Apóstolos ou previstos no Apocalipse
em chave escatológica, inúmeras vezes a palavra bíblica se fez imagem, música,
poesia, evocando com a linguagem da arte o mistério do « Verbo feito carne ».

Tudo isto constitui, na história da cultura, um amplo capítulo de fé e de beleza.
Dele tiraram proveito sobretudo os crentes para a sua experiência de oração e
de vida. Para muitos deles, em tempos de escassa alfabetização, as expressões
figurativas da Bíblia constituíram mesmo um meio concreto de catequização.[7]
Mas para todos, crentes ou não, as realizações artísticas inspiradas na Sagrada
Escritura permanecem um reflexo do mistério insondável que abraça e habita o
mundo.

Entre Evangelho e arte, uma aliança profunda

6. Com efeito, toda a intuição artística autêntica ultrapassa o que os sentidos
captam e, penetrando na realidade, esforça-se por interpretar o seu mistério
escondido. Ela brota das profundidades da alma humana, lá onde a aspiração
de dar um sentido à própria vida se une com a percepção fugaz da beleza e da
unidade misteriosa das coisas. Uma experiência partilhada por todos os artistas
é a da distância incolmável que existe entre a obra das suas mãos, mesmo
quando bem sucedida, e a perfeição fulgurante da beleza vislumbrada no ardor
do momento criativo: tudo o que conseguem exprimir naquilo que pintam,

DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !49

O crente não se maravilha disto: sabe que se debruçou por um instante sobre aquele abismo de luz que tem a sua fonte originária em Deus.. seguindo o rasto impresso nas criaturas. que S. quando Cristo é designado como « o Belíssimo de maior beleza que todos os mortais ». pelo que « não devemos pensar que a Divindade seja semelhante ao ouro.[9] Uma perspectiva semelhante aparece na espiritualidade oriental. as obras do Beato Fra Angélico. E. a seu modo. o Grande. trabalhados pela arte e engenho do homem » (Act 17.COM. toda luz.BR modelam. por exemplo. Há porventura motivo para admiração. à prata ou à pedra. segundo o qual Deus « não habita em santuários construídos pela mão do homem ». a beleza transfigurante e libertadora que irradia do Ressuscitado: « A alma que foi plenamente iluminada pela beleza inexprimível da glória luminosa do rosto de Cristo.[10] Assim comenta Macário. Mas também este conhecimento pode tirar proveito da intuição artística. Francisco de Assis repete duas vezes na chartula.. buscava por todo o lado o Dilecto ». constitui um meio muito válido de aproximação ao horizonte da fé.) é toda olhos. é igualmente significativa a lauda extasiada. um caminho de acesso à realidade mais profunda do homem e do mundo.. Vós sois beleza! ».24. redigida depois de ter recebido os estigmas de Cristo no monte Alverne: « Vós sois beleza. Boaventura comenta: « Contemplava nas coisas belas o Belíssimo e. Modelo eloquente duma contemplação estética que se sublima na fé são. criam. onde a existência humana encontra a sua plena interpretação. quanto mais Deus nas profundezas do seu mistério insondável! Já de natureza diversa é o conhecimento de fé: este supõe um encontro pessoal com Deus em Jesus Cristo. A este respeito. Por isso é que a plenitude evangélica da DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !50 . se o espírito fica de tal modo inebriado que não sabe exprimir-se senão por balbuciações? Ninguém mais do que o verdadeiro artista está pronto a reconhecer a sua limitação e fazer suas as palavras do apóstolo Paulo. toda rosto ».29). como tal. fica cheia do Espírito Santo (. Se já a realidade íntima das coisas se situa « para além » das capacidades de compreensão humana. não passa de um pálido reflexo daquele esplendor que brilhou por instantes diante dos olhos do seu espírito. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.[11] Toda a forma autêntica de arte é..[8] S.

a arte de inspiração cristã começou em surdina. ditada pela necessidade que os crentes tinham de elaborar sinais para exprimirem. os pães.COM. e se Agostinho incluía também. Quando. que atinge frequentemente um alto valor não só teológico mas DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !51 . Gregório de Nazianzo. que o cristianismo encontrou nos seus inícios. Os primórdios 7. Assim. Paulino de Nola. Por todo o lado. um discernimento que não permitia a aceitação automática deste património..BR verdade não podia deixar de suscitar. os mistérios da fé e simultaneamente de arranjar um « código simbólico » para se reconhecerem e identificarem especialmente nos tempos difíceis das perseguições. a Haghia Sophía de Constantinopla querida por Justiniano? Enquanto a arquitectura desenhava o espaço sagrado. começaram a despontar majestosas basílicas. tornando-se quase insensivelmente esboços de uma arte nova. com base na Escritura. um De musica. exprimia os seus cânones estéticos e. Ao mesmo tempo surgiam os primeiros esboços de uma arte da palavra e do som. Ambrósio. para citar apenas alguns nomes. Evocavam o mistério. veiculava os seus valores. no âmbito dos esplendores da arte bizantina. Prudêncio. o pastor. a necessidade de contemplar o mistério e de o propor de modo imediato aos simples levou progressivamente às primeiras expressões da arte pictórica e escultural. Efrém da Síria. A arte. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Pedro e a de S.. Quem não recorda certos símbolos que foram os primeiros vestígios duma arte pictórica e plástica? O peixe. mas reajustados às exigências do novo culto. nas quais os cânones arquitectónicos do antigo paganismo eram assumidos sim. entre as temáticas da sua produção. era o fruto maduro do mundo clássico. Hilário. o interesse dos artistas. logo desde os primórdios. tanto no campo da vida e do pensamento como no da arte. construídas pelo imperador Constantino? Ou. ao mesmo tempo. a arte tornou-se um canal privilegiado de manifestação da fé. A fé impunha aos cristãos. João de Latrão. foi concedido aos cristãos exprimirem-se com plena liberdade. sensíveis por natureza a todas as manifestações da beleza íntima da realidade. pelo édito de Constantino. Como não recordar pelo menos a antiga Basílica de S. faziam-se promotores de poesia cristã.

que ficou conhecida pelo nome dele. também através dos caminhos da arte. O ícone não é venerado por si mesmo. mas bebia na linfa pura do Evangelho. No Oriente.[13] A Idade Média 8. O argumento decisivo a que recorreram os Bispos para debelar a controvérsia. Não faltaram momentos difíceis neste caminho. os ânimos fossem arrebatados do sensível ao eterno. As imagens sagradas. foram objecto de violenta contestação. para que. Com as suas inspiradas modulações. o Canto Gregoriano tornar-se-á. Os séculos seguintes foram testemunhas dum grande desenvolvimento da arte cristã. de modo análogo ao que sucede nos sacramentos. como justamente sentenciava o Santo poeta de Nola: « A nossa única arte é a fé. foi o mistério da Encarnação: se o Filho de Deus entrou no mundo das realidades visíveis. a beleza dum ícone pode ser apreciada sobretudo no interior de um templo. pela dinâmica própria do sinal. lançando. com os candelabros que ardem e suscitam na penumbra infinitos reflexos de luz. com a compilação do Antiphonarium. já então difusas na devoção do povo de Deus. vinculada a significativos cânones teológicos e estéticos e apoiada na convicção de que. escreve Pavel DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !52 . o ícone é um sacramento: com efeito. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. que passou à história com o nome de « luta iconoclasta ». em determinado sentido. com o passar dos séculos. mas reenvia ao sujeito que representa. ele torna presente o mistério da Encarnação nalgum dos seus aspectos. Gregório Magno. foi um acontecimento histórico não só para a fé mas também para a própria cultura. A este respeito.[12] Algum tempo mais tarde. pela sua humanidade. Assim. Por isso mesmo. a expressão melódica típica da fé da Igreja durante a celebração litúrgica dos Mistérios Sagrados. o « belo » conjugava-se com o « verdadeiro ».COM.BR também literário. A sua produção poética valorizava formas herdadas dos clássicos. punha as premissas para o desenvolvimento orgânico daquela música sacra tão original. que estabeleceu a legitimidade das imagens e do seu culto. A propósito precisamente do tema da representação do mistério cristão. e Cristo é o nosso canto ». é possível pensar que analogamente uma representação do mistério pode ser usada. continuou a florescer a arte dos ícones. a antiguidade conheceu uma áspera controvérsia. uma ponte entre o visível e o invisível. O Concílio celebrado em Niceia no ano 787. como evocação sensível do mistério.

[14] No Ocidente. dependendo também das convicções fundamentais presentes no ambiente cultural do respectivo tempo. fútil à luz clara do dia. artistas. situam-se as grandes construções do culto. onde a funcionalidade sempre se une ao génio artístico. expressa nas catedrais ou nas abadias. nas formas ora maciças ora ogivadas. Tomás.[15] como ele próprio classifica a Divina Comédia. nas diversas expressões da arte. Em primeiro plano. em que tem origem o florescimento artístico extraordinário do Humanismo e do Renascimento. vai-se desenvolvendo gradualmente nas ogivas e esplendores do gótico. a arte das igrejas submetia a matéria à adoração do mistério. bem conheceis. não é minha intenção lembrar coisas que vós.COM. a força criativa dos longos séculos da Idade Média cristã? Uma cultura inteira. Dado que vos escrevo deste DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !53 . conta um florescimento vastíssimo de obras sacras de alta inspiração. A força e a simplicidade do românico. A feliz estação cultural. mas a alma dum povo. apresenta também reflexos significativos do modo como os artistas desse período concebiam o tema religioso. impregnara-se de Evangelho. que deixam cheio de admiração mesmo o observador do nosso tempo. Humanismo e Renascimento 9. fazendo pressentir outras luzes não terrestres que enchem o espaço celeste ». Como sintetizar em poucos traços. intervêm certamente considerações de técnica estrutural. Naturalmente as inspirações são tão variadas como os seus estilos. Mas. e onde o pensamento teológico realizava a Summa de S. Nascem daí estilos bem conhecidos na História da Arte. O património artístico. que se foi acumulando ao longo dos séculos. para o qual concorreram céu e terra ». Nos jogos de luzes e sombras. Dentro destas formas. que o faz cintilar aqui e ali com miríades de fulgores.BR Florenskij: « Bárbaro. embora com as limitações humanas sempre presentes. pesado. mistério « tremendo » e « fascinante ». mas também tensões próprias da experiência de Deus. não existe só o génio dum artista. ao mesmo tempo que um poeta admirável como Dante Alighieri podia compor « o poema sagrado. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. e este último se deixa inspirar pelo sentido do belo e pela intuição do mistério. são muito variadas as perspectivas e os pontos donde partem os artistas. o ouro reanima-se com a luz trémula dum candelabro ou duma vela. ou pelo menos como os mais importantes deles.

Bernini. o homem no seu fatigante caminho desde as origens até ao fim da História. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.BR Palácio Apostólico. para citar apenas os maiores. teve a música sacra. Tomás Luís de Victoria?). hospitaleira. que na Capela Sistina de algum modo compendiou. retratando Deus Pai. Esta atenção. Daqui. a arte religiosa não cessou de avançar.COM. é sabido que muitos dos grandes compositores — de DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !54 . mesmo no novo clima dos últimos séculos quando parte da sociedade parece indiferente à fé. o mistério da revelação de Deus Trinitário. falam ainda Bramante. é um crescente interesse pelo homem. Borromini. por si mesma. Daqui fala o génio delicado e profundo de Rafael. permeado frequentemente de grande profundidade espiritual. Maderno. que na Eucaristia Se faz companheiro do homem. pelo mundo. da majestosa Basílica dedicada ao Príncipe dos Apóstolos. A constatação torna-se ainda mais palpável. mãe e companheira de viagem para todo o homem à procura de Deus. Sem contar tantos artistas que a ela se dedicaram amplamente (como não lembrar Pero Luís de Palestrina. a beleza do corpo humano. quero antes fazer-me voz dos maiores artistas que por aqui disseminaram as riquezas do seu génio.[16] Aliás. portanto. e projecta luz sobre as questões e os anelos da inteligência humana. sobre a valorização do homem por parte de Deus. sob o impulso do Humanismo e do Renascimento e das sucessivas tendências da cultura e da ciência. oferecendo plasticamente o sentido do mistério que faz da Igreja uma comunidade universal. da colunata que sai dela como dois braços abertos para acolher a humanidade. O que vai caracterizando cada vez mais tal arte. Cristo Juiz. se da vertente das artes figurativas se passa a considerar o grande desenvolvimento que. Orlando de Lasso. desde a Criação ao Juízo Universal. Daqui fala Miguel Ângelo. o drama e o mistério do mundo. pela realidade histórica. neste conjunto extraordinário. composta para as necessidades litúrgicas. A arte sacra encontrou. ou apenas relacionada com temas religiosos. Bastaria pensar no modo como Miguel Ângelo exprime nas suas pinturas e esculturas. atingindo níveis de imorredoiro valor quer estético quer religioso. centrada sobre o mistério da Encarnação e. Precisamente os maiores artistas acima mencionados no-lo demonstram. na variedade das suas pinturas e de modo especial na « Disputa » da Sala da Assinatura. uma força expressiva excepcional. apontando. neste mesmo período de tempo. não é de modo algum um perigo para a fé cristã. escrínio de obras-primas talvez único no mundo.

de Beethoven a Berlioz. Enquanto busca do belo. vós sabeis que a Igreja continuou a nutrir grande apreço pelo valor da arte enquanto tal. Compreende-se. Tal relação é proposta na base da amizade. mesmo fora das suas expressões mais tipicamente religiosas. ao lado deste humanismo cristão que continuou a produzir significativas expressões de cultura e de arte. a arte é. o artista torna-se de qualquer modo voz da esperança universal de redenção. Na Constituição DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !55 . com reflexos imediatos no mundo da arte.BR Händel a Bach. de modo que. Mas. mantém uma afinidade íntima com o mundo da fé. Este clima levou por vezes a uma certa separação entre o mundo da arte e o da fé. da abertura e do diálogo. pelo menos no sentido de menor interesse de muitos artistas pelos temas religiosos. por sua natureza. de Mozart a Schubert. é precisamente a arte que continua a constituir uma espécie de ponte que leva à experiência religiosa. assim. de Listz a Verdi — nos ofereceram obras de altíssima inspiração também neste campo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.COM. No espírito do Concílio Vaticano II 11. A caminho dum renovado diálogo 10. fruto duma imaginação que voa mais acima do dia-a-dia. foi-se progressivamente afirmando também uma forma de humanismo caracterizada pela ausência de Deus senão mesmo pela oposição a Ele. na Idade Moderna. como o dizia o meu venerando predecessor Paulo VI no seu discurso veemente aos artistas. O Concílio Vaticano II lançou as bases para uma renovada relação entre a Igreja e a cultura. De facto esta. Mesmo quando perscruta as profundezas mais obscuras da alma ou os aspectos mais desconcertantes do mal. uma espécie de apelo ao Mistério. porque a Igreja está especialmente interessada no diálogo com a arte e quer que se realize na nossa época uma nova aliança com os artistas. até mesmo nas condições de maior separação entre a cultura e a Igreja. Verdade é que.[17] A Igreja espera dessa colaboração uma renovada « epifania » de beleza para o nosso tempo e respostas adequadas às exigências próprias da comunidade cristã. durante um encontro especial na Capela Sistina a 7 de Maio de 1964.

a Igreja tem necessidade da arte. Para transmitir a mensagem que Cristo lhe confiou.[22] A Igreja precisa da arte 12. nestes termos: « O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero. e desvendar um futuro melhor ». [21] À luz disto. os Padres. como a verdade. De facto. Por isso. « vértice » da arte religiosa. aos seus problemas e à experiência das suas tentativas para conhecer-se e aperfeiçoar-se a si mesmo e ao mundo. formas.[19] Neste mesmo espírito de profunda estima pela beleza. é este fruto precioso que resiste ao passar do tempo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. em si mesmo. de Deus. que a seu modo constituem « não só ilustrações estéticas. e tentam identificar a sua situação na história e no universo. quer literárias quer plásticas. falando mais especificamente da arte sacra. é inefável. tem de transpor para fórmulas significativas aquilo que. os Padres Conciliares sublinharam a « grande importância » da literatura e das artes na vida do homem: « Elas procuram dar expressão à natureza do homem. [18] Baseados nisto. necessidades e energias. dar a conhecer as suas misérias e alegrias. é a que traz alegria ao coração dos homens. no final do Concílio. segundo o qual o historiador da Teologia deixaria a sua obra incompleta. mas verdadeiros “lugares” teológicos ». « o conhecimento de Deus é mais perfeitamente manifestado e a pregação evangélica torna-se mais compreensível ao espírito dos homens ». a Constituição sobre a sagrada liturgia Sacrosanctum Concilium lembrou a histórica amizade da Igreja pela arte e. sons que estimulam a intuição de DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !56 . se não dedicasse a devida atenção às realizações artísticas. não surpreende a afirmação do Padre Marie-Dominique Chenu. Ora. traduzindo-os em cores. a arte possui uma capacidade muito própria de captar os diversos aspectos da mensagem. dirigiram aos artistas uma saudação e um apelo. que une as gerações e as faz comungar na admiração ». do invisível.[20] Também através do seu contributo.BR pastoral Gaudium et spes. quando as suas obras são capazes de reflectir de algum modo a beleza infinita de Deus e orientar para Ele a mente dos homens. não hesitou em considerar como « nobre ministério » a actividade dos artistas. deve tornar perceptível e até o mais fascinante possível o mundo do espírito. A beleza.COM.

Pode-se dizer também que a arte precisa da Igreja? A pergunta pode parecer provocatória. A arte precisa da Igreja? 13. se for compreendida no seu recto sentido. o artista vive sempre à procura do sentido mais íntimo das coisas. obedece a uma motivação legítima e profunda. De facto. que são simultaneamente lugares de oração e autênticas obras de arte. sem privar a própria mensagem do seu valor transcendente e do seu halo de mistério. trabalhando com as infinitas possibilidades das imagens e suas valências simbólicas. de amor. pela Encarnação. por pessoas profundamente imbuídas pelo sentido do mistério! Crentes sem número alimentaram a sua fé com as melodias nascidas do coração de outros crentes. Mas. Como não ver então a grande fonte de inspiração que pode ser. ao longo dos séculos. Depois das terríveis destruições da última guerra mundial e com o crescimento das cidades. de segura esperança da intervenção salvífica de Deus. A Igreja precisa particularmente de quem saiba realizar tudo isto no plano literário e figurativo. não raro se construíram templos. Quantas composições sacras foram elaboradas. em plena coerência. toda a sua preocupação é conseguir exprimir o mundo do inefável.COM. O próprio Cristo utilizou amplamente as imagens na sua pregação.BR quem os vê e ouve. para ele. Na realidade. porque tem necessidade de espaços onde congregar o povo cristão e celebrar os mistérios da salvação. a Igreja tem necessidade da arte. esta espécie de pátria da alma que é a religião? Não é porventura no âmbito religioso DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !57 . E isto. A Igreja tem igualmente necessidade dos músicos. uma nova geração de arquitectos se amalgamou com as exigências do culto cristão. que se tornaram parte da Liturgia ou pelo menos uma ajuda muito válida para a sua decorosa realização. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. fizera d'Ele mesmo o ícone do Deus invisível. com a opção que. Portanto. aliás. No cântico. A Igreja precisa de arquitectos. confirmando a capacidade de inspiração que possui o tema religioso relativamente também aos critérios arquitectónicos do nosso tempo. a fé é sentida como uma exuberância de alegria.

das artes plásticas e das mais modernas tecnologias de comunicação. Sobressaiu também o laço peculiar que existe entre a arte e a revelação cristã. artistas cristãos: a cada um queria recordar que a aliança que sempre vigorou entre Evangelho e arte. Cada ser humano é. Em última instância. faço-vos um apelo a vós. artistas da palavra escrita e oral. de certo modo. Nesta perspectiva.COM. afirmar com a riqueza da vossa genialidade que. basta recordar a arte antiga. Com esta Carta dirijo-me a vós. A Igreja tem feito sempre apelo às suas capacidades criativas. sobretudo grega e romana. da sua imagem autêntica. Convido-vos a descobrir a profundeza da dimensão espiritual e religiosa que sempre caracterizou a arte nas suas formas expressivas mais nobres. mas « revela o homem a si mesmo ». [23] Em Cristo. oferece ao artista um horizonte particularmente rico de motivos de inspiração. do teatro e da música. o tema religioso é dos mais tratados pelos artistas de cada época. implica o convite a penetrar. Esta colaboração tem sido fonte de mútuo enriquecimento espiritual. Isto não quer dizer que o génio humano não tenha encontrado estímulos também noutros contextos religiosos. mas compete a vós. pela intuição criativa. para interpretar a mensagem evangélica e a sua aplicação à vida concreta da comunidade cristã. para vos confirmar a minha estima e contribuir para o restabelecimento duma cooperação mais profícua entre a arte e a Igreja. no mistério de Deus encarnado e contemporaneamente no mistério do homem. homens e mulheres que dedicastes a vossa vida à arte. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !58 . independentemente das exigências funcionais. em virtude do dogma central da encarnação do Verbo de Deus. artistas do mundo inteiro. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Este apelo dirijo-o de modo especial a vós. Todos os crentes são chamados a dar testemunho disto. e a arte ainda florescente das vetustas civilizações do Oriente. A verdade é que o cristianismo. um desconhecido para si mesmo. Jesus Cristo não Se limita a manifestar Deus. da sua verdade. Deus reconciliou consigo o mundo.BR que se colocam as questões pessoais mais importantes e se procuram as respostas existenciais definitivas? De facto. Que grande empobrecimento seria para a arte o abandono desse manancial inexaurível que é o Evangelho! Apelo aos artistas 14. dela tirou vantagem a compreensão do homem.

está redimida a criação inteira. são muitos os estímulos. Espírito Criador. interiores e exteriores. as nossas mentes visitai.. encerra em si qualquer frémito daquele « sopro » com que o Espírito Criador permeava. « o Sopro » (ruah). de « momentos de graça ».COM. acena já o livro do Génesis: « A terra era informe e vazia. Fala-se então justamente. ressoa muitas vezes esta invocação ao Espírito Santo: Veni. Toda a autêntica inspiração. o mundo está redimido: está redimido o homem. O Espírito é o misterioso artista do universo. Na perspectiva do terceiro milénio. tornando-o apto para conceber a ideia e dar-lhe forma na obra de arte. embora de forma analógica. da qual S.19). já desde o início. Creator Spiritus. como bem sabeis. Abençoa-o com uma espécie de iluminação interior. « Vinde. também através da arte e na arte.[24] Ao Espírito Santo.. Queridos artistas. Espírito Criador e inspiração artística 15. As trevas cobriam o abismo. e o Espírito de Deus movia-Se sobre a superfície das águas » (1. Presidindo às misteriosas leis que governam o universo. e acorda nele as energias da mente e do coração. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a humanidade de todos os tempos — também a de hoje — espera ser iluminada acerca do próprio caminho e destino. porém.2).BR em Cristo. Aguarda a revelação dos filhos de Deus. porque o ser humano tem a possibilidade de fazer uma certa experiência do Absoluto que o transcende. o sopro divino do Espírito Criador vem ao encontro do génio do homem e estimula a sua capacidade criativa. enchei da vossa graça os corações que criastes ».. faço votos de que todos os artistas possam receber em abundância o dom daquelas inspirações criativas donde tem início toda a autêntica obra de arte. A « Beleza » que salva DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !59 . que podem inspirar o vosso talento. Esta é a vossa tarefa. Existe grande afinidade lexical entre « sopro — expiração » e « inspiração ». que junta a indicação do bem à do belo. a obra da criação. Na Igreja. Em contacto com as obras de arte. Paulo escreveu que « aguarda ansiosa a revelação dos filhos de Deus » (Rm 8. está redimido o corpo humano.

[26] Que as vossas múltiplas sendas. soube interpretar com expressões incomparáveis: « Tarde Vos amei. que Adam Mickiewicz escrevera numa hora de grande aflição para a pátria polaca. Por isso. em cuja contemplação se alegra a Igreja nestes dias. a humanidade poderá.[28] formulo um voto para vós: que a vossa arte contribua para a consolidação duma beleza autêntica que. Já no limiar do terceiro milénio. inebriamento. Agostinho. que alegria era dos olhos de todos os outros santos ». De tal assombro poderá brotar aquele entusiasmo de que fala Norwid na poesia. A beleza. o assombro é a única atitude condigna. Diante da sacralidade da vida e do ser humano. transfigure a matéria. Acompanhe-vos a Virgem Santa. que transmitireis às gerações futuras. que sejais abençoados. a que me referi ao início. levantar-se de novo e retomar o seu caminho. que « a beleza salvará o mundo ». como S. Com tal entusiasmo. Os homens de hoje e de amanhã têm necessidade deste entusiasmo. alegria inexprimível. possam conduzir todas àquele Oceano infinito de beleza. artistas caríssimos.BR 16. ó Beleza tão antiga e tão nova. e suscita aquela arcana saudade de Deus que um enamorado do belo. Sirva-vos de guia e inspiração o mistério de Cristo ressuscitado. cuja efígie inumeráveis artistas delinearam e o grande Dante contempla nos esplendores do Paraíso como « beleza. onde o assombro se converte em admiração. desejo a todos vós. a beleza das coisas criadas não pode saciar.COM. por essas inspirações criativas. artistas do mundo. Precisamente neste sentido foi dito. para enfrentar e vencer os desafios cruciais que se prefiguram no horizonte. diante das maravilhas do universo. como revérbero do Espírito de Deus. seja tal que avive nelas o assombro. a « toda bela ». É convite a saborear a vida e a sonhar o futuro. depois de cada extravio.[25] A beleza é chave do mistério e apelo ao transcendente. com profunda intuição. tarde Vos amei! ». abrindo os ânimos ao sentido do eterno! DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !60 . com particular intensidade. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.[27] « Eleva-se do caos o mundo do espírito »! A partir destas palavras.

911. aquilo que não são capazes de ler nos livros » (Epistulæ. pelo menos nas paredes. 67. diversamente. n. [3] Promethidion. particularmente a prudência. 332. [9] Legenda maior. para que as pessoas analfabetas possam ler.COM. A arte. 209: CCL 140A. numa carta. II (Varsóvia 1968). p. dão ao sujeito a possibilidade de agir de harmonia com o critério do bem e do mal moral: segundo recta ratio agibilium (o justo critério dos comportamentos). [2] As virtudes morais. vv. liv. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !61 . 80: AAS 91 (1999). 4 de Abril de 1999. JOÃO PAULO PP. [4] A versão grega dos Setenta exprime claramente este aspecto. [7] Este princípio pedagógico foi enunciado pela pena autorizada de S. 1: Fonti francescane. IX. vv. [8] Lodi di Dio Altissimo. Fides et ratio (14 de Setembro de 1998). p. II [1] Dialogus de ludo globi. Gregório Magno. p. Carta enc. n. Bogumil. ao traduzir o termo hebraico t(o-)b (bom) por kalón (belo). 177. 261 (Pádua 1982). é definida pela filosofia como recta ratio factibilium (o justo critério das realizações). [6] João Paulo II. 1162 (Pádua 1982). do ano 599. escrita ao Bispo Sereno de Marselha: « A pintura é usada nas igrejas.BR Com os meus votos mais cordiais! Vaticano. IX. 216. [5] Filebo. 185-186: Pisma wybrane. Solenidade da Páscoa da Ressurreição. p. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. II: Philosophisch-Theologische Schriften. 1714). 65 A. III (Viena 1967). 7 e 10: Fonti francescane.

438-444. past. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes. 31: CCL 203. sobre a Igreja no mundo contemporâneo Gaudium et spes. João Paulo II. [11] Homilia I. 144). 7. 247-249. 451. 8-9: AAS 80 (1988). [12] « At nobis ars una fides et musica Christus » (Carmen 20. port. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.BR [10] Enkomia na celebração do Orthrós do Grande Sábado Santo. Ecum. 1-2. de 16 de Abril de 1994). 13. [19] Mensagem do Concílio aos artistas (8 de Dezembro de 1965): AAS 58 (1966). 62. 122. Ecum. Carta ap. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !62 . p. [20] Cf. p.COM. Vat. [21] Conc. [22] A teologia no século XII (Milão 1992). II. Vat. [16] Cf. p. [13] Cf. João Paulo II. 9. [14] A perspectiva invertida e outros escritos (Roma 1984). AAS 56 (1964). [23] Conc. 22. Homilia da Missa celebrada na conclusão dos restauros dos frescos de Miguel Ângelo na Capela Sistina (8 de Abril de 1994): L'Osservatore Romano (ed. Duodecimum sæculum (4 de Dezembro de 1987). n. [17] Cf. 63. past. 62. Const. II. [18] N. [15] Paradiso XXV. 2: PG 34. Const.

69: Wybór poezji. [26] « Sero te amavi! Pulchritudo tam antiqua e tam nova. V (Milão 1998). O Idiota. [28] Ode à juventude. [27] Paradiso XXXI. p. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 63. [25] F. 134-135.COM. p. 645. na Solenidade de Pentecostes. sero te amavi! » (Confessiones 10. 251). I (Wroclaw 1986).BR [24] Hino de Vésperas. cap. v. Dostoevskij. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !63 . 27: CCL 27. parte III.

enriquecido a sua Liturgia. que sois prisioneiros da beleza e que trabalhais para ela: poetas e letrados. Desde há muito que a Igreja se aliou convosco. músicos. como a verdade. artistas. . homens do teatro. Não vos recuseis a colocar o vosso talento ao serviço da verdade divina. Vós tendes edificado e decorado os seus templos. . Não fecheis o vosso espírito ao sopro do Espírito Santo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. cineastas . a tornar perceptível o mundo invisível.COM. arquitectos. a Igreja do Concílio afirma pela nossa voz: se sois os amigos da autêntica arte. E diz-vos pela nossa voz: não permitais que se rompa uma aliança entre todas fecunda. A beleza. celebrado os seus dogmas. a Igreja tem necessidade de vós e volta-se para vós. O mundo em que vivemos tem necessidade de beleza para não cair no desespero. agora.BR MENSAGEM DO PAPA PAULO VI NA CONCLUSÃO DO CONCÍLIO VATICANO II AOS ARTISTAS 8 de Dezembro de 1965 Aos artistas Para todos vós. Hoje como ontem. pintores. é a que traz alegria ao coração dos DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !64 . A todos vós. Tendes ajudado a Igreja a traduzir a sua divina mensagem na linguagem das formas e das figuras. escultores. sois nossos amigos.

Sede sempre e em toda a parte dignos do vosso ideal. E isto por vossas mãos. é este fruto precioso que resiste ao passar do tempo. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !65 . para vos libertar da procura de expressões estranhas ou indecorosas. e sereis dignos da Igreja. que. de graça e de bênção. Que estas mãos sejam puras e desinteressadas.BR homens. que une as gerações e as faz comungar na admiração. Lembrai-vos de que sois os guardiões da beleza no mundo: que isso baste para vos afastar dos gostos efémeros e sem valor autêntico. vos dirige neste dia a sua mensagem de amizade. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.COM. de salvação. pela nossa voz.

Assim. enriquecida. veneráveis irmãos. e. adaptada às condições presentes e. e serão corroboradas por novos argumentos.BR MUSICAE SACRAE DISCIPLINA ENCÍCLICA DE PIO XII Aos veneráveis irmãos Patriarcas. a fim de que esta nobre e respeitável arte contribua cada vez mais para o esplendor do culto divino e para uma mais intensa vida espiritual dos fiéis. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. HISTÓRIA DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !66 . na vossa sabedoria. exprimistes. nutrimos esperança de que as normas sabiamente fixadas por São Pio X no documento por ele com toda razão chamado "código jurídico da música sacra" (1) serão novamente confirmadas e inculcadas. de certo modo. Arcebispos.COM. Bispos e outros Ordinários de lugar. em paz e comunhão com a Sé Apostólica Pio XII INTRODUÇÃO 1. e que também insignes mestres desta arte liberal e exímios cultores de música sacra formularam por ocasião de congressos sobre tal matéria. receberão nova luz. vir ao encontro dos votos que muitos de vós. Primazes. elucidar com certa amplitude muitas questões surgidas e discutidas nestes últimos decénios. Sempre tivemos sumamente em consideração a disciplina da música sacra. Quisemos. e ao encontro também de tudo quanto a esse respeito têm aconselhado a experiência da vida pastoral e os progressos da ciência e dos estudos sobre esta arte. a um tempo. donde haver-nos parecido oportuno tratar ordenadamente dela. de tal sorte que a nobre arte da música sacra. corresponda sempre mais à sua alta finalidade. I. ao mesmo tempo.

Com razão assim escreve dela Agostinho: "A música. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. (4) E. Nada de admirar. acompanhada pelo canto do povo. (6) regras que foram restabelecidas após o regresso do povo do exílio.BR 2. a saber: o costumarem a reunir-se num dado dia antes do aparecer da luz e cantarem um hino a Cristo como a Deus". que o canto sacro e a arte musical também tenham sido usados. Depois. que na Igreja fundada pelo divino Salvador o canto sacro desde o princípio estivesse em uso e honra. Entre os muitos e grandes dons de natureza com que Deus. (9) Essas palavras do procônsul romano da Bitínia mostram claramente que nem mesmo no tempo da perseguição emudecia de todo a voz do canto da Igreja. isto confirma-o DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !67 . (3) No Antigo Testamento e na Igreja primitiva 3. posteriormente. juntamente com as outras artes liberais. (8) E que o mesmo acontecesse após a idade apostólica é atestado por Plínio. alguns entre vós cantam o salmo". tímpanos. enquanto se conduzia a arca de Deus da casa de Abinadab para a cidade de Davi. em quem há harmonia de perfeita concórdia e suma coerência. cantou a Deus um cântico de vitória. (5) O próprio rei Davi fixou as regras da música a usar-se no culto sagrado. e fielmente conservadas até a vinda do divino Redentor. indica-o ele com estas palavras: "Quando vos reunis. escapando incólume do mar Vermelho por milagre do poder divino. sistros e címbalos". criado à sua "imagem e semelhança". quando aos efésios assim escreve: "Sede cheios do Espírito Santo. cítaras. o próprio rei e "todo Israel dançavam diante de Deus com instrumentos de madeira trabalhada. para ornamento e decoro das cerimónias religiosas sempre e em toda parte. que. isto é. conforme consta de muitos documentos antigos e recentes. liras. que escreve haverem os que tinham renegado a fé afirmado que "esta era a substância da falta de que eram inculpados. e Maria. dotada de espírito profético. mesmo entre os povos pagãos. recitando entre vós salmos e hinos e cânticos espirituais" (7) e que esse uso de cantar salmos estivesse em vigor também nas assembléias dos cristãos. (2) deve-se incluir a música. pois. a doutrina e a arte de bem modular. como anúncio de grandes coisas foi concedida pela divina liberalidade aos mortais dotados de alma racional". cantou ao som dos tímpanos. e que sobretudo o culto do verdadeiro e sumo Deus desde a antiguidade se tenha valido dessa arte. irmã do guia Moisés. é claramente indicado por são Paulo apóstolo. enriqueceu o homem. O povo de Deus. contribui para o gozo espiritual e para o deleite da alma. e do canto.COM.

por obra de sumos artistas alcançou admirável perfeição. O canto polifónico 5. Da santa cidade a modulação romana do canto aos poucos se introduziu em outras regiões do ocidente. com oportunas leis e normas. com o acompanhamento do instrumento musical chamado "órgão". de feliz memória. pouco a pouco a esse canto coral se juntou o canto polifónico. são Gregório Magno. pouco a pouco se criaram mesmo novas formas e se excogitaram novos gêneros de cantos. e de bom grado admitiu-o para maior decoro dos ritos sagrados nas próprias basílicas romanas e nas cerimónias pontifícias. que. porque à voz dos cantores se aditou. como também começou mesmo a ser usada uma nova espécie de canto sacro. a assegurar a pureza e a integridade do canto sacro. Com isso se lhe aumentaram a eficácia e o esplendor. e não somente ali se enriqueceu de novas formas e melodias. consoante a tradição reuniu cuidadosamente tudo o que havia sido transmitido. especialmente em Roma. às vezes em língua vulgar. Antes.BR Tertuliano quando narra que nas assembléias dos cristãos "se lêem as Escrituras. cada vez mais aperfeiçoados pelas escolas de música. muitos testemunhos se tem. e que. sobretudo no século XV e no XVI. A Igreja também teve sempre em grande honra este canto polifónico. em quase todas as regiões da Europa cristã. cuja teoria e prática se precisaram cada vez mais nos séculos subseqüentes. e deu-lhe sábia ordenação. O nosso predecessor. A vigilância da Igreja DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !68 . que confirmam serem de usa quase diário os salmos e os hinos do culto litúrgico. (10) O canto gregoriano 4. começou a chamar-se "Gregoriano". O próprio canto coral. pelo nome do seu restaurador. provendo. a começar dos séculos VIII e IX. adquiriu novo esplendor. o som de outros instrumentos musicais. Restituída à Igreja a liberdade e a paz.COM. o hino religioso. além do órgão. promove-se a catequese". cantam-se salmos. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. A partir do seculo IX. dos padres e dos escritores eclesiásticos. são Gregório.

se infiltrasse na música sacra. de feliz memória. com abundante doutrina e cópia de argumentos exortou de modo particular os bispos a proibirem por todos os meios. os reprováveis abusos que indebitamente se haviam introduzido na música. certo quê de profano e de alheio ao culto sagrado. A esse dever de solícita vigilância sempre foram fiéis os sumos pontífices. e que. (12) O mesmo caminho seguiram os nossos predecessores Leão XII.BR 6. são Pio X. por impulso e sob os auspícios da Igreja. ampliamos e corroboramos as prescrições dos pontífices precedentes. Desse modo. e também o concílio de Trento sabiamente proscreveu: "as músicas em que. mas também o órgão e os outros instrumentos aduzem dignidade. por outra parte explica como a mesma Igreja tenha tido. não se trata de ditar leis de carácter DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !69 . (14) Todavia. A ninguém. causará admiração o facto de interessar-se tanto a Igreja pela música sacra. de 20 de novembro de 1947. tal como o nosso imediato predecessor Pio XI. em preparação ao ano jubilar. Leão XIII. a que não só a voz humana. ao passo que mostra claramente o quanto a Igreja se tem preocupado com tornar cada vez mais esplêndido e agradável ao povo cristão o culto divino. no qual. em carta encíclica de 19 de Fevereiro de 1749. em bom direito pode-se afirmar haver sido o nosso predecessor. com a encíclica "Mediator Dei". de impedir que se ultrapassem nesse terreno os justos limites. (13) Gregório XVI. (15) Finalmente. (11) Deixando de parte não poucos outros papas. A ARTE E SEUS PRINCÍPIOS NA LITURGIA 8. com a constituição apostólica "Divini cultus sanctitatem". as vezes. tornando a inculcar os princípios e as normas transmitidos pela antiguidade. O progresso dessa arte musical. Com efeito. se mistura algo de sensual e de impuro". o nosso predecessor de feliz memória Bento XIV. de feliz memória. embora talvez com lentidão e a custo. Pio IX. (16) também nós mesmos. juntamente com o verdadeiro progresso.COM. de 20 de dezembro de 1929. 7. (17) II. certamente. a disciplina da música sacra no decurso dos séculos percorreu longo caminho. ornamento e prodigiosa riqueza. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. ou no órgão ou no canto. deturpando-a. paulatinamente realizou contínuos progressos: das simples e ingênuas melodias gregorianas até às grandes e magníficas obras de arte. quem realizou uma restauração e reforma orgânica da música sacra. Pio VIII. e oportunamente reordenando-os segundo as exigências dos tempos modernos.

também a arte e as obras artísticas devem ser julgadas com base na sua conformidade. sendo. deve ser examinada à luz do supremo postulado do fim último. Com essa lei eterna e imutável fica estabelecido que o homem e todas as suas ações devem manifestar. ordenando-as rectamente entre si.por força de uma lei absoluta e necessária. de maneira tão plena e perfeita. óbices ao livre curso da acção do artista sob a sagrada influência do estro.COM. Afinal. não ignoramos que nestes últimos anos alguns artistas. a infinita perfeição de Deus. Procuram eles justificar esse deplorável modo de agir com argumentos especiosos. e nessa direção orientar todas as faculdades da alma e do corpo. o homem diz ordem ao seu fim último . ao contrário. destinado por sua natureza a alcançar esse fim supremo. que nem mesmo Deus poderia eximir alguém de observá-la. Portanto. em vez disso. com grave ofensa da piedade cristã. dizem eles que a inspiração artística é livre. com vínculos e ligames. que eles pretendem fazer derivar da natureza e da própria índole da arte. conformar-se ao divino arquétipo. e imitá-la tanto quanto possível. 10.BR estético ou técnico a respeito da nobre disciplina da música. com o fim último do homem. atinente a qualquer manifestação de arte e a qualquer artista. fundada na infinita perfeição da natureza divina. questão que não pode ser resolvida com argumentos tirados da arte e da estética. deve. sejam elas morais ou religiosas. chamada a prestar serviço num campo de tamanha importância como é o do culto divino. e. mas que. Com argumentos tais é suscitada uma questão sem dúvida grave e difícil. em louvor e glória do Criador. porque desse modo se viria a lesar gravemente a dignidade da arte e a criar. e devidamente domando-as para alcançar o do fim. por DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !70 . AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Por isso o homem. ousaram introduzir nas igrejas obras destituídas de qualquer inspiração religiosa. e em pleno contraste até mesmo com as justas regras da arte. Nisto a música sacra não obedece a leis e normas diversas das que regulam todas as formas de arte religiosa. regra sagrada e inviolável de todo homem e de toda ação humana. como é. antes à própria arte em geral. é intenção da Igreja que esta seja defendida de tudo que possa diminuir-lhe a dignidade. Na verdade. que não é lícito subordiná-la a leis e normas estranhas à arte.que é Deus . De facto. A liberdade do artista deve estar sujeita à lei divina 9. no seu agir.

e. Depois. erroneamente se afirma que a arte não tem outras leis senão aquelas que promanam da sua natureza. agindo ela.BR certo. não possui ele aquele olho interior que lhe permite perceber o que é requerido pela majestade de Deus e pelo seu culto. e estimulará grandemente o povo a professar a fé e a cultivar a piedade. visto não ter outro escopo a não ser o de ajudar poderosamente os fiéis a elevar piedosamente a sua mente à Deus. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. A arte religiosa exige artistas inspirados pela fé e pelo amor 11. Tais artistas são e sempre serão tidos em honra pela Igreja. que esse sagrado exercício da arte constituirá para ele um acto de culto e de religião.mesmo se revelam a perícia e uma certa habilidade exterior do autor -. destituídas de inspiração religiosa . esta lhes DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !71 . beleza e suavidade. de que é ela o revérbero. Isso. se vale para toda obra de arte. que é a guardiã e o árbitro da vida religiosa. 12. Antes.com a qual. portanto. nunca serão dignas de ser admitidas no templo da Igreja. fará todo o esforço para exprimir a sua fé e a sua piedade com tanta perícia. Razão pela qual. mas. realmente. enobrecida e aperfeiçoada. claro é que deve aplicar-se também a respeito da arte sacra e religiosa. Ao invés. Daí que. das linhas e da harmonia dos sons. Criador e fim último. ou importa grave ofensa ao próprio Deus. possam inspirar aquela fé e aquela piedade que convêm à majestade da casa de Deus. deve a arte contar-se entre as mais nobres manifestações do engenho humano. a conhecida expressão "a arte pela arte" . pelo facto de estar sujeita à lei divina em nada é coarctada ou sufocada. Nem se pode esperar que as suas obras. de maneira alguma deve ocupar-se de arte religiosa. porque atinente ao modo de exprimir por obras humanas a infinita beleza de Deus. a arte religiosa é ainda mais vinculada a Deus e dirigida a promover o seu louvor e a sua glória. por meio das suas manifestações.liberdade que não é um instinto. . cego para a ação. posto de parte aquele fim que é ingênito em toda criatura.COM. antes. agindo sob o impulso do amor de Deus e pondo os seus dotes a serviço da religião por meio das cores. o artista sem fé.essa expressão ou não tem valor algum. sobre os sentidos da vista e do ouvido. a liberdade do artista . o artista que tem fé profunda e leva conduta digna de um cristão. ou arredio de Deus com a sua alma e com a sua conduta. regulado somente pelo arbítrio ou por certa sede de novidade -.

eles dão para um mais eficaz desenvolvimento do seu ministério apostólico. E. Falando dos cânticos "executados com voz límpida e com modulações apropriadas". A finalidade da música sacra 13.COM. em . 14. para que Deus uno e trino possa ser por todos louvado e invocado com mais intensidade e eficácia. e. de facto. com a sua arte e com a sua operosidade. Portanto.BR abrirá as portas dos templos. visto comprazer-se no contributo não pequeno que. (18) Seu papel litúrgico DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !72 . em elevar os corações dos fiéis a Deus por uma intrínseca virtude sua. visto estar esta mais próxima do culto divino do que as outras belas-artes. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. por obra da música sacra é aumentada a honra que a Igreja dá a Deus em união com Cristo seu chefe. a saber. assim se exprime santo Agostinho: "Sinto que as nossas almas se elevam na chama da piedade com um ardor e uma devoção maior por efeito daquelas santas palavras quando elas são acompanhadas pelo canto. estas procuram preparar uma digna sede para os ritos divinos. outrossim. justamente por ser esta a serva da sagrada liturgia. quer do povo cristão que louva o sumo Deus. os fiéis tiram da sagrada liturgia e costumam manifestar por uma conduta de vida dignamente cristã. providenciar para remover da música sacra. a pintura e a literatura. em tornar mais vivas e fervorosas as orações litúrgicas da comunidade cristã. com toda diligência. tudo o que destoa do culto divino ou impede os féis de elevarem sua mente a Deus. como a arquitectura. Essas leis da arte religiosa vinculam com ligame ainda mais estreito e mais santo a música sacra. estimulados pelos sagrados acordes. Por isso. ao passo que aquela ocupa lugar de primeira importância no próprio desenvolvimento das cerimónias e dos ritos sagrados. como mostra a experiência cotidiana e como confirmam muitos testemunhos de escritores antigos e recentes. nisto consiste a dignidade e a excelsa finalidade da música sacra. que os desperta por força de não sei que relação oculta e íntima". e todos os diversos sentimentos do nosso espírito acham no canto uma sua modulação própria. é aumentado o fruto que.por meio das suas belíssimas harmonias e da sua magnificência - trazer decoro e ornamento às vozes quer do sacerdote ofertante. deve a Igreja.

realizar nada de mais alto e de mais sublime do que o oficio de acompanhar com a suavidade dos sons a voz do sacerdote que oferece a vítima divina. as palavras e os conceitos se imprimem na mente. Da dignidade desse excelso serviço aproximam-se. do que responder alegremente às suas perguntas juntamente com o povo que assiste ao sacrifício. Por aqui. e assim o apostolado catequético tira deles não leve vantagem. todavia. pois. a apreciar e a recordar as verdades da nossa fé. quer seja usada nas igrejas durante as funções e as sagradas cerimónias não-litúrgicas. De facto. pelo seu conteúdo e pelas suas finalidades.que teve origem no seio da Igreja. com o sacrifício eucarístico do altar.COM. isto é. Na verdade. e em primeiro lugar a recitação do breviário no coro. esses cânticos religiosos. enquanto recreiam a alma dos adolescentes e dos adultos. nas várias solenidades e celebrações. oferecem a estes um casto e puro deleite. os ofícios que a mesma música sacra exerce quando acompanha e embeleza as outras cerimónias litúrgicas. Daí segue que até mesmo os meninos e as meninas. Seu papel extralitúrgico 16. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. importa muitas vantagens à religião. doce conforto e espiritual proveito. Por isso. quer fora da igreja. seja tanto maior quanto mais de perto a sua ação se relaciona com o acto supremo do culto cristão. Não obstante isso. como o demonstra a experiência. facilmente se pode compreender como a dignidade e a importância da música sacra. emprestam certo tom de majestade religiosa às assembléias e reuniões mais solenes. também este gênero de música religiosa popular constitui uma eficaz DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !73 . Não pode ela. pois. as melodias desses cantos. e. Razão pela qual. ao mesmo tempo também. compostos as mais das vezes em língua vulgar. embora não sendo destinada principalmente ao serviço da sagrada liturgia. também este género de música sacra . e que sob os auspícios desta pôde felizmente desenvolver-se está. e até às próprias famílias cristãs trazem santa alegria. e do que tornar mais esplêndido com a sua arte todo o desenvolvimento do rito sagrado. e por isso com toda razão é chamada música "religiosa". aprendendo na tenra idade esses cânticos sacros. Depois. em grande estima se deve ter também a música que. no caso de exercer nas almas dos fiéis uma grande e salutar influência. essa musica "litúrgica" merece suma honra e louvor. são freqüentemente repetidos e mais profundamente compreendidos. são muito ajudados a conhecer. fixam-se na memória quase sem esforço e sem trabalho.BR 15.

e em primeiro lugar a santidade e a beleza da forma. que o canto e a música sacra. todos quantos ou compõem música segundo o seu próprio talento artístico. Necessário é. de Cristo nosso Senhor. se hão dedicado a cultivá-la e a promovê-la. Afinal. a dignidade e a eficácia da música sacra e do canto religioso. e. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. exercitam um verdadeiro e real apostolado. QUALIDADE DA MÚSICA SACRA E REGRAS QUE PRESIDEM À SUA EXECUÇÃO NA LITURGIA 18. assim. Por isso . Tal sendo. A música sacra é um meio eficaz de apostolado 17. antes de tudo. fazemos coisa que pode tornar-se de sumo prazer e conforto para aqueles que. em virtude da qual não são apenas artistas e mestres de arte. quando exaltamos as prendas múltiplas da música sacra e a sua eficácia em relação ao apostolado.como já sabiamente advertia o nosso predecessor são Pio X . atinjam o alto fim a eles consignado. todos esses. mais intimamente unidos com o culto litúrgico da Igreja. (19) DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !74 . como já dissemos. Portanto. com todo cuidado deve ser cultivado e desenvolvido. a universalidade". de qualquer maneira. e por isso receberão em abundância. sem dúvida. as recompensas e as honras reservadas aos apóstolos. para tirar deles utilmente os frutos salutares. caráter artístico e universalidade da música litúrgica 19. Por isso estimem eles grandemente essa sua incumbência. mesmo de modo vário e diverso. mas também ministros de Cristo nosso Senhor e colaboradores no apostolado. e esforcem-se por manifestar também pela conduta da vida a dignidade desse seu mister. à medida que cada um houver desempenhado fielmente o seu cargo.essa música "deve possuir as qualidades próprias da liturgia. por onde de per si se chega a outra característica sua. ou a dirigem ou a executam vocalmente ou por meio de instrumentos musicais.BR ajuda para o apostolado católico. grandemente necessário é cuidar-lhes diligentemente da estrutura em toda parte.COM. Santidade. III.

instilando doçura na alma de quem o escuta. e. (20) e Pio XI . se para as festas recém-introduzidas se deverem compor novas melodias.BR 20. em valor e pureza. de modo que os féis em qualquer parte do mundo ouçam essas harmonias como familiares e como coisa de casa. Conservar cuidadosamente esse precioso tesouro do canto gregoriano e fazer o povo amplamente participante dele. que na celebração dos ritos litúrgicos se faça largo uso desse canto. Deve ser "santa". seja isso feito por mestres verdadeiramente competentes. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !75 . nem permita se insinue nas melodias com que é apresentada. com as antigas. mas permeados de tão sublime e santa arte. que ela seja "verdadeira arte". aquilo que os nossos predecessores são Pio X. É esse um dos motivos principais por que a Igreja mostra tão vivo desejo de que o canto gregoriano esteja intimamente ligado às palavras latinas da sagrada liturgia. 21. Pela íntima aderência das melodias às palavras do texto sagrado. e isso por meios musicais simples e fáceis. que em todos suscitam sentimentos de sincera admiração. e se tornam para os próprios entendedores e mestres de música sacra uma fonte inexaurível de novas melodias. isto é. vir-se-á outrossim a satisfazer pelo modo devido uma outra propriedade da música sacra. terá a nota de "universalidade". a ponto de se poder dizê-lo patrimônio seu. prestando-se atenção às características que são próprias do genuíno canto gregoriano. com espiritual conforto. E. isto é. (21) sabiamente ordenaram e inculcaram. experimentando assim. de modo que se observem fielmente as leis próprias do verdadeiro canto gregoriano. a admirável unidade da Igreja. com toda a razão chamado restaurador do canto gregoriano. também ele. compete a todos aqueles a quem Jesus Cristo confiou a guarda e a dispensação das riquezas da Igreja. não admita ela em si o que soa de profano. que desde tantos séculos se usa na Igreja. e as novas composições porfiem. esse canto não só quadra a este plenamente. Se em tudo essas normas forem realmente observadas. dignidade e piedade. mas parece quase interpretar-lhe a força e a eficácia. e se providencie com todo cuidado para que ele seja executado com exatidão. A essa santidade se presta sobretudo o canto gregoriano.COM. se em todas as igrejas católicas do mundo ressoar incorrupto e íntegro o canto gregoriano. Por isso. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. como a liturgia romana. também nós queremos e prescrevemos que se faça.

COM. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. como acima já foi dito. cuidem atentamente os ordinários e os outros sagrados pastores. a esse respeito. que desde a infância os fiéis aprendam ao menos as melodias gregorianas mais fáceis e mais em uso. e a sua explicação em manuais e livrinhos que. e saibam valer-se delas nos sagrados ritos litúrgicos. Bem sabemos que. a própria Sé Apostólica tem concedido. com freqüência. (22) permaneça a norma de que não se cantem em língua vulgar as próprias palavras da liturgia. alguma parte daquilo que se lê na missa. Isso mais fácil e mais factível se torna hoje em dia do que nos séculos passados. as quais. depois das palavras litúrgicas cantadas em latim. a fim de que os cantores e o povo cristão entendam bem o significado das palavras litúrgicas ligadas à melodia musical. no sentido de. podem eficazmente ajudar e iluminar os fiéis. esclarecerem algum mistério deste santo sacrifício. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !76 . permiti-lo-ão os ordinários "quando julgarem que pelas circunstâncias de lugar e de pessoas tal (costume) não possa ser prudentemente removido". sejam eles explicados 24. preparados por pessoas competentes em quase todas as nações. Antes. por graves motivos. Todavia. directamente ou por intermédio de outros. (23) fazendo isso sobretudo no tempo em que se explica o catecismo ao povo cristão. Depois. visto se terem as palavras da liturgia traduzidas em vulgar. lá mesmo onde se possam utilizar tais concessões. Para que os féis compreendam melhor os textos latinos. algumas exceções bem determinadas. explicarem. onde quer que um costume secular ou imemorial permita que no solene sacrifício eucarístico. se insiram alguns cânticos populares em língua vulgar. de modo que também nisso brilhe sempre mais a unidade e a universalidade da Igreja. especialmente nos domingos e nos dias de festa". durante a celebração da missa. fazemos nossa a exortação dirigida pelos padres do concílio de Trento. entretanto..BR Somente a Santa Sé pode dispensar o uso do latim e do canto gregoriano nas missas solenes 22. a fim de que também eles compreendam e como que compartilhem a dicção dos ministros sagrados em língua latina. não queremos sejam estendidas e aplicadas a outros casos sem a devida licença da mesma Santa Sé. 23. e. especialmente "aos pastores e aos que têm simples cura de almas. entre outras coisas.

cujas melodias tiveram muita influência na formação das da Igreja ocidental. que cumpre guardar e impedir não só de desaparecerem. Óbvio é que o quanto aqui expusemos acerca do canto gregoriano diz respeito sobretudo ao rito latino romano da Igreja. pode contribuir bastante para a magnificência do culto divino e para suscitar piedosos afectos na alma dos fiéis. todos esses ritos. que são inteiramente dignos de acompanhar e como que de tornar mais perspícuos os ritos da Igreja. compostos sobretudo no século XVI. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !77 .na qual está prazeirosamente trabalhando o Pontifício Instituto para os estudos orientais. com o auxílio do Instituto Pontifício de Música Sacra . brilham por tal pureza de arte e tal riqueza de melodias. por outra parte. bem preparados também no canto sacro. têm.BR A Santa Sé vigia para conservar e promover os cantos litúrgicos de outros ritos não-romanos 25. feitos um dia sacerdotes possam. não é intenção nossa remover dos ritos da Igreja à polifonia sacra. mas pode respectivamente aplicar-se aos cantos litúrgicos de outros ritos. a qual. mercê da obra indefesa de insignes mestres. como o Ambrosiano. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. quer aos vários ritos orientais. com as devidas adaptações à índole própria da liturgia latina. desde que exornada das devidas qualidades. quer do ocidente. no curso dos séculos. lugar considerável os cantos litúrgicos dos vários ritos orientais. eficazmente contribuir para aumentar o decoro da casa de Deus.seja felizmente levada a termo tanto na parte doutrinal como na parte prática. E. pelos diversos cantos litúrgicos. bem sabido é que muitos cantos polifónicos. nos últimos decénios. como também de sofrerem qualquer atenuação ou deturpação. a genuína arte da polifonia pouco a pouco decaiu. A música polifónica 26. de modo que os seminaristas do rito oriental. conservam tesouros preciosos. Com o que havemos dito para louvar e recomendar o canto gregoriano. felizmente ela como que se renovou. sem dúvida. Afinal. se. o Moçarábico. o Galicano. ao mesmo passo que mostram a admirável riqueza da Igreja na ação litúrgica e nas fórmulas de oração. De facto. Entre os mais antigos e importantes documentos da música sacra. É nosso desejo que uma seleção de cantos dos ritos sagrados orientais . e não raramente lhe são entremeadas melodias profanas.COM. também nisso.

por ser particularmente adequado aos cânticos sacros e aos sagrados ritos. desde que nada tenham de profano. Entre eles vêm. por conferir às cerimónias da Igreja notável esplendor e singular magnificência. Além do órgão. nas igrejas dos religiosos. nas basílicas. aviltem a habilidade dos cantores com desdouro do culto divino. podem executar-se quer as obras-primas dos antigos mestres. as palavras sagradas da liturgia. mesmo nas igrejas menores. nesta importante matéria. por comover a alma dos fiéis com a gravidade e doçura do seu som. ou venham a obscurecer. Entre os instrumentos a que é aberta a porta do templo vem. e por elevar fortemente à Deus e às coisas celestes. em primeiro lugar o órgão. com decoro do rito sagrado. de bom direito.COM. por encher a mente de gozo quase celeste. pelo modo túrgido e empolado. antes sabemos que. nas catedrais. não raramente se executam cantos polifónicos mais simples. outrossim.BR mediante um mais acurado estudo das obras dos antigos mestres. de rumoroso. ela "sempre favoreceu o progresso das artes e ajudou-o. de barulhento.(24) Estas leis exigem que. o violino e outros instrumentos de arco. Devem essas normas aplicar-se. acolhendo no uso religioso tudo o que o engenho humano tem criado de bom e de belo no curso dos séculos. O órgão 28. ao uso do órgão e dos outros instrumentos musicais. os quais. ou sozinhos ou juntamente com outros DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !78 . em primeiro lugar. realmente. com a sua prolixidade. quer composições polifónicas de autores recentes. porém compostos com dignidade e verdadeiro senso de arte: A Igreja favorece todos estes esforços. desde que ficassem salvas as leis litúrgicas". Outros instrumentos de música que podem ser utilizados 29. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. consoante às palavras do nosso predecessor de feliz memória são Pio X. ainda. 27. coisas essas destoantes do rito sagrado e da gravidade do lugar. ou interrompam a acção do rito sagrado. propostas à imitação e emulação dos compositores hodiernos. ou. Destarte sucede que. há outros instrumentos que podem eficazmente vir em auxílio para se atingir o alto fim da música sacra. se use de toda prudência e se tenha todo cuidado a fim de que se não introduzam na Igreja cantos polifónicos que.

os quais se originam do próprio canto litúrgico. acerca das melodias musicais inadmissíveis no culto católico já falamos claramente na encíclica "Mediator Dei". acompanhando com a mente e com a voz a ação sacra. diferem não pouco entre si. devem ser plenamente conformes ao ensinamento da fé cristã. da alma.(25) É o caso apenas de advertir que. comovem fortemente os sentimentos e a alma. os cantos religiosos populares. nas missas cantadas solenes não possam eles ser usados sem especial permissão da Santa Sé. quando se cantam como uma só voz nas funções religiosas da multidão reunida. embora. e para afervorar a verdadeira piedade da alma". sendo mais adaptados à índole e aos sentimentos de cada povo em particular. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !79 . melhor será abster-se de semelhantes tentativas. para elevar a alma para o alto. Aliás. Quando esses cânticos sacros possuem tais dotes. elevam com grande eficácia a alma dos fiéis às coisas celestes. de tristeza ou de alegria. A esses aspectos que têm mais estreita ligação com a liturgia da Igreja juntam-se. A fim de que semelhantes cânticos religiosos proporcionem fruto espiritual e vantagem ao povo cristão. fugir da profusão de palavras empoladas e vazias. "Quando eles não tiverem nada de profano ou de destoante da santidade do lugar e da ação litúrgica. e isso desde que tais cantos sejam bem adaptados às várias partes do sacrifício. mas de forma que. escritos as mais das vezes em língua vulgar. como dissemos. finalmente. mas. quando faltarem a capacidade e os meios para tanto. do que fazer coisa menos digna do culto divino e das reuniões sacras. tenham também acesso nas nossas igrejas. conforme o caráter dos povos e a índole particular das nações. exprimem com indizível eficácia os sentimentos. todavia nas missas celebradas em forma não-solene podem eles admiravelmente contribuir para que os fiéis assistam ao santo sacrifício não tanto como espectadores mudos e quase inertes.BR instrumentos e com o órgão. como dissemos. ter uma certa dignidade e gravidade religiosa. e excitam piedosos afectos.COM. e não forem em busca do extravagante e do extraordinário. e. com grande júbilo espiritual. expô-la e explicá-la rectamente. Os cânticos populares e seu uso 30. podendo contribuir não pouco para o esplendor dos ritos sagrados. unam a própria devoção às preces do sacerdote. usar linguagem fácil e melodia simples. brotando como que do mais profundo da alma do povo. como sabemos que já se faz em muitas partes do mundo católico. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Por isso. mesmo sendo breves e fáceis.

ao mesmo tempo. Quanto às cerimónias não estritamente litúrgicas. costumam ser perigosas para os cristãos.BR 31. O que até aqui escrevemos vigora sobretudo para as nações pertencentes à Igreja nas quais a religião católica já está solidamente estabelecida. a vos dignardes. Nos países de missão.COM. a saber: a de que sejam eliminadas essas canções profanas que. honra. especialmente para os jovens. e os assistentes da juventude católica usem deles rectamente na grave tarefa que lhes foi confiada. para formá-lo numa sincera piedade. a fim de que por todos os fiéis possam eles ser mais facilmente aprendidos. De modo especial serão eles úteis quando se tratar de instruir na verdade católica os meninos e as meninas. Desse modo pode-se esperar obter mais outra vantagem. podem contribuir de modo notável para atrair salutarmente o povo cristão. ou pelas palavras não raro voluptuosas e lascivas que o acompanham. como também nas associações juvenis e nas reuniões dos pios sodalícios. Aqueles a quem está confiada a formação religiosa dos meninos e das meninas não deixem de valer- se. que está no desejo de todos. uma vez que correspondam às condições supraditas. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Por isso. Não vos faltarão homens experientes para recolher e reunir juntos esses cânticos onde não se haja feito. glória e poder pelos séculos dos séculos" (Ap 5. tais cânticos religiosos. especialmente nas procissões e nas peregrinações aos santuários. pelo modo devido. ou pela moleza do ritmo. e para enchê-lo de santo regozijo. desses eficazes auxílios. e sejam substituídas por essas outras que proporcionam um prazer casto e puro. não podemos deixar de exortar-vos vivamente. e que. de modo que já aqui na terra o povo cristão comece a cantar aquele cântico de louvor que cantará eternamente no céu: "Àquele que se senta no trono e ao Cordeiro seja bênção. e do mesmo modo nos congressos religiosos nacionais e internacionais. e isso tanto nas Igrejas como externamente. Condições especiais em países de missão 33. para amestrá-lo. com todo cuidado e por todos os meios. 32. alimentam a fé e a piedade. cantados com desembaraço e bem gravados na memória. de favorecer e promover nas vossas dioceses esse canto popular religioso. certamente não será possível pôr tudo isso em prática antes de haver DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !80 .13). tal como muitas vezes o demonstra claramente a experiência. veneráveis irmãos.

que esse eficaz subsídio para o apostolado fosse tido em pouca conta. desde os antigos tempos a Igreja católica. vivamente exortamos os obreiros apostólicos que lidam nessas vastas extensões da vinha do Senhor. Improvidente seria. os missionários de que. IV. se dignarem de ocupar-se seriamente também dessa incumbência. entre os quais as melodias gregorianas. deverão fomentar largamente este amor do canto religioso que é cultivado pelos homens confiados aos seus cuidados. pelos arautos de Cristo verdadeiro Deus. antes de serem convenientemente freqüentadas pelos filhos dos cristãos as escolas fundadas pela Igreja. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !81 .BR crescido suficientemente o número dos cristãos. a vida de nosso Senhor Jesus Cristo. nos quais se exaltam as verdades da fé. entre os graves cuidados do seu ofício. Lembrem-se. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. com solícito empenho adotareis todas as disposições que vos impõe o alto encargo a vós confiado por Cristo e pela Igreja. esses povos contraponham análogos cânticos sacros cristãos. os povos a chamar a fé fossem mais facilmente movidos a abraçar as verdades da religião cristã. aos cânticos religiosos nacionais. antes de haver lá um número de sacerdotes igual à necessidade. como resulta da experiência. quis que eles levassem também os cantos litúrgicos. da Bem- aventurada Virgem e dos santos na língua e nas melodias peculiares dos mesmos povos. outrossim. É maravilhoso ver o quanto se deleitam com as melodias musicais os povos confiados aos cuidados dos missionários. não raro admirados até mesmo pelas nações civilizadas. seguindo as pegadas dos nossos predecessores. finalmente. com grande fruto são. Para que obtenha o desejado efeito tudo quanto. postas em prática. RECOMENDAÇÕES AOS ORDINÁRIOS 35. portanto. os mensageiros do evangelho nas regiões pagãs. 34.COM. e isto no intuito de que. ou completamente descurado. atraídos pela doçura do canto. juntamente com os ritos sagrados. no desempenho do seu ministério. e. de modo que. enviando os arautos do evangelho a regiões ainda não iluminadas pela luz da fé. Por isso. em muitas igrejas do mundo cristão. e que. Todavia. ó veneráveis irmãos. antes de se haverem construído igrejas espaçosas. e quão grande parte tem o canto nas cerimónias dedicadas ao culto dos ídolos. nós nesta carta encíclica recomendamos ou prescrevemos. vós.

e com isso dê motivo a se esperar venha a ser um ótimo sacerdote. E.(26) Nos seminários e colégios religiosos 37. em lugar a isso destinado e localizado fora do balaústre. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. haja uma distinta "Scholae cantorum". possa cantar os textos litúrgicos na missa solene. disso não deixem de vos informar os reitores dos seminários ou dos colégios. para que todos os que nos seminários e nos institutos missionários religiosos se preparam para as sagradas ordens sejam rectamente instruídos. Onde. entre outras tantas e tão graves ocupações. ou a algum outro ateneu do gênero. contudo. na medida em que as circunstâncias o permitirem. nas maiores igrejas da vossa jurisdição. por mestres experimentados em tais disciplinas. Além disso. Coisa ótima para DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !82 . concede-se que "um grupo de homens e de mulheres ou meninas. contanto que ele se distinga por bons costumes e virtudes. por força de circunstâncias eles não possam facilmente atender. segundo as diretrizes da Igreja. Um perito em música sacra no seio do conselho diocesano de arte sacra 39. contanto que os homens fiquem inteiramente separados das mulheres e meninas. que estimem tradições. e todo inconveniente seja evitado. e possais enviá-lo ao Pontifício Instituto de música sacra nesta cidade. Antes de tudo tende o cuidado de que na igreja catedral e. na música sacra e no conhecimento teórico e prático do canto gregoriano.BR Os coros dos fiéis 36. usos e obedeçam em tudo às normas preceptivas da Santa Sé. para que os ordinários e os superiores maiores dos institutos religiosos escolham alguém. não se puderem ter as "Scholae cantorum" nem se puder reunir número conveniente de "Pueri cantores". 38. que sirva aos outros de exemplo e de estímulo para cultivar e executar com diligência o cântico sacro. se entre os alunos dos seminários e dos colégios religiosos houver algum dotado de particular tendência e paixão por essa arte. de cujo auxílio se sirvam em coisa de tanta importância a que. convirá providenciar.COM. a fim de que possais oferecer a esse tal ensejo de cultivar melhor tais dotes. Com grande solicitude é de providenciar-se. onerada nisso a consciência dos Ordinários".

e com o seu contributo produzirá este feliz efeito: que. movido por uma solicitude todo paternal. esperamos achem nesta nossa carta encíclica incitamento para promover com novo e apaixonado ardor e com generosidade operosamente hábil esse importante apostolado. E. os quais. e em toda a diocese diligentemente dêem desenvolvimento à música sacra e ao amor e ao costume dos cânticos religiosos. que na Igreja. Assim. dedicareis todo o vosso cuidado pastoral a tal questão de interesse religioso muito importante para a celebração mais digna e mais esplêndida do culto divino. e DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !83 . AUGUSTOCEZARCORNELIUS. se em qualquer diocese existir alguma dessas associações que sabiamente têm sido fundadas para cultivar a música sacra. Os pios sodalícios consagrados à música sacra 40. também nos nossos dias será cultivada de modo a ver-se reconduzida aos lídimos esplendores de santidade e de beleza. muito apreciada em todas as épocas pela Igreja. e que têm sido louvadas e recomendadas pelos sumos pontífices.BR esse fim é que no conselho diocesano de arte sacra haja alguém perito em música sacra e em canto. muito podem contribuir para dar incremento ao canto sacro. pois. Tudo isso. acolhendo-se e fazendo-se executar as prescrições e disposições dele. amparai-os. com a difusão das idéias e com o exemplo. têm em suas mãos a direção do que concerne a música. e nutrimos plena confiança de que vós. com fé mais firme. o qual possa habilmente vigiar na diocese em tal terreno e informar o ordinário de tudo o que se tem feito e se deva fazer. com esperança mais viva. para que eles floresçam de vigorosa vida e obtenham ótimos mestres idôneos. conforme auguramos. os filhos da Igreja prestem nos templos a devida homenagem de louvores a Deus uno e trino. Os pios sodalícios. com a devida obediência às leis da Igreja e às nossas prescrições. sob a vossa direção. sucederá que essa arte tão nobre. veneráveis irmãos. com caridade mais ardente. constituídos para a instrução do povo na música sacra ou para aprofundar a cultura desta última. e conseguirá perfeição sempre mais alta. e promovei-os com o vosso favor. veneráveis irmãos. Aqueles.COM. quisemos tratar com certa amplitude. na sua prudência poderá o ordinário ajudar-se dela para satisfazer as responsabilidades desse seu encargo. CONCLUSÃO 41.

festa do Natal de nosso Senhor Jesus Cristo. na expectativa dos resultados sempre mais ricos e felizes que esperamos tenham origem desta nossa exortação. 725. e em modo particular àqueles que. XVII do nosso pontificado.161.5. 25. Enquanto isso. 1Cr 23. l. como tens memória tenaz e voz canora. no dia 25 de dezembro.2-31. PL 33.16. XII. PIO PP.5. (5) 2Sm 6. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !84 .(27) 42. I. pertençam ao rebanho a vós confiado. mesmo fora dos edifícios sagrados. no seio das famílias e nas reuniões cristãs.COM. Ex 15. verifique-se aquilo que são Cipriano fazia objeto de uma famosa exortação a Donato: "Ressoe de salmos o sóbrio banquete: e. vol. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. com efusão de alma concedemos a bênção apostólica a vós. assume esse ofício segundo o costume em moda: a pessoas a ti caríssimas ofereces maior nutrimento se da nossa parte houver uma audição espiritual. se preocupam de dar incremento à música sacra. a quantos.1-20. secundando os nossos votos. 2.BR que. (2) Cf.26. e se a doçura religiosa deleitar o nosso ouvido". 77.18s. (6) Cf. Col 3. cf. em atestado do nosso paternal afecto e em penhor de dons celestes. (3) Epist. do ano de 1955. Notas (1) Motu Proprio Entre as solicitudes do múnus pastoral: Acta Pii X. Dado em Roma. junto a São Pedro. p. (7) Ef 5. tomados singular e coletivamente. (4) Cf. De origine animae hominis. Gn 1. veneráveis irmãos.

pp. (ed. t. 33ss. pp. (16) Cf. Divini cultus. cf. Bullarium Romanum.78. Const. Sess. Bonum est confiteri Domino. Agostinho. Epist. (18) S. 325-329. I. PL 32. ed. Carta apost. PL 2. 329-339. 9. AAS 21(1929}.BR (8) 1Cor 14. p. pp. (22) CIC. v. Annus qui.1. X. (23) Conc. IX. Sess. AAS 39(1947). DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !85 . Vol. Bento XIV. AAS 36(1903-04). 1. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. XXII: Decretum de obseruandis et vitandis in celebratione Missae. 521-595. pp. pp. Aldina. (19) Acta Pii X.. 395-398. p. AAS 36(1903-04). 73ss. Opera omnia.14(1895). Acta Pii X. (21) Pio XI. Cf. 96. VIII. c. Acta Pii X. 68-74. 1.COM. (12) Cf. pp. 42-49. Carta enc.139ss. 237-247. Prati. Trid. Acta Leonis XIII. 799ss.. ed. AAS 27(1894). PL 1.17. Tertuliano. (10) Cf. vol. v pp. AAS 21(1929). 5. 33ss. (13) Cf. Typ. 75-87. (20) Carta ao Card. De sacrificio Missae. (15) Cf.. 16).26. pp. (2 de agosto de 1828). 540. p. 7. 39. pp. Prati. e Apol. 387-395. (14) Cf. c. (17) Cf. 701. XXII. Confess. De anima.. pp. cân. Respighi. Trid. apost. (11) Conc.1. (9) Plínio. 33. 398. c. X.

nn. 590. XVI).COM. Cipriano. 4201. p. Epist. 3964. ad Donatum (Epistola 1. PL 4. 80.C. p. (26) Decr. Rituum. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. (27) S.1. S.BR (24) Acta Pii X . (25) AAS 39 (1947). 4231. 22 DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !86 . n.

BR CONSTITUIÇÃO APOSTÓLICA DIVINI CULTUS SANCTITATEM SOBRE LITURGIA. ou seja a acção sagrada por excelência. concretamente em relação às cerimónias. preces e canto. 1929 Veneráveis Irmãos. Saudação e Benção Apostólica. fórmulas. para prescrever tudo aquilo que sirva para regular dignamente o dito augusto ministério público. CANTO GREGORIANO E MÚSICA SACRA Papa Pio XI. deixando sempre a salvo o substancial do Sacrifício e dos Sacramentos. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. cujo conjunto recebe o nome especial de Liturgia. não só como elevação e união das almas até Deus.COM. A Liturgia e a sua união com o dogma e a vida É verdadeiramente coisa sagrada a liturgia. mas também como testemunho das nossas fé e gravíssima DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !87 . O DOGMA. tem indubitavelmente autoridade. ritos. A LITURGIA E A ARTE Autoridade da Igreja sobre assuntos litúrgicos (1) Havendo a Igreja recebido do seu fundador Jesus Cristo o encargo de velar pela santidade do culto divino.

era onde o própio opressor da família cristã sentia melhor o valor e a eficácia do dogma da comunhão dos santos. e assim como puseram tanto cuidado em expressar o dogma com palavras exactas. quando. durante os primeiros séculos da Igreja. muitos dos bárbaros se educaram na civilização cristã. que primeiro se chamaram opus Dei(3). A Igreja fomentou sempre a vida litúrgica Por aqui se acaba de ver por quê os Romanos Pontífices mostraram tão grande solicitude em fomentar e proteger a Liturgia sagrada. pintores. e em Milão os herejes acusavam Santo Ambrósio de enfeitiçar as turbas com o canto dos seus himnos litúrgicos. Daqui a íntima união que há entre o dogma e a liturgia. escultores e literatos aprenderam da liturgia aquele conjunto de conhecimentos teológicos que hoje tanto resplandecem e se admiram nos insignes monumentos da Idade Média. E é indizível o quão admiravelmente ajudavam aquelas ingénuas melodias. Ali. a incendiar a piedade cristã no povo. Por isso. faziam-se de dia e de noite com grande concurso de fiéis. semelhante àquela entre o culto cristão e a sanctificação do povo. arquitectos. advogam ante a divina clemência pela causa do género humano. e escrevia: «As normas da fé ficam estabelecidas pelas normas da oração.BR dívida que para com Deus temos pelos benefícios recebidos e dos quais sempre necessitamos. Celestino I ensinava já que o canon da fé se encontrava expreso nas venerandas fórmulas da liturgia. e depois officium divinum. portanto. e quanto pedem e oram. que acompanhavam a sagradas preces e o Santo Sacrifício. como reza a História. e o certo é que aqueles mesmos himnos comoveram tanto Santo Agostinho que o fizeram decidir-se a abraçar a fé de Cristo. especialmente nas vetustas basílicas. antigamente Estas orações colectivas. como dívida que devia ser paga diàriamente ao Senhor.COM. Clero e povo se alternavam nos divinos louvores. Foi então. no templo. onde Bispos. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. onde quase todos os cidadãos formavam como que um imenso coro. o sítio em que os próprios artistas. Os pastores da grei cristã desempenham a missão que se lhes há encomendado. Foi também nas igrejas. o Imperador ariano Valente ficou como que anonadado [=chocado] ante a majestade com que São Basílio celebrou os divinos mistérios. também se aplicaram a pô-lo nas sagradas normas da liturgia. defendendo-as e DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !88 . Assim. Participação do povo na Liturgia e no Canto. fazem-no acompanhados dos gemidos de toda a Igreja»(2). e.

o Sumo Pontífice Pio X. coadjuvantes na renovação litúrgica Isto viu-se realizado e confirmado de maravilhosa maneira no que atem à música e ao canto litúrgicos.BR preservando-as de adulteração. sirvam verdadeiramente como nobilíssimas servas ao culto divino. As normas de PIO X DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !89 . muitíssimo que quanto seja ornamento da sagrada liturgia esteja contido nas fórmulas e nos limites impostos e desejados pela Igreja. Importa. propôs-se como fim principal fazer que reflorescesse e se conservasse nos fiéis o verdadeiro espírito cristão. Por isso. A música sacra e o canto. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. como é seu dever essencial. portanto. posto que onde se observaram e cumpriram integralmente as disposições de Pio X se logrou a restauração das mais dilectas formas de arte e o consolador reflorescimento do espírito religioso.COM. quando no primeiro ano do Nosso Pontificado um imenso coro de clérigos de todas as nações acompanhou com melodias gregorianas o solene acto litúrgico celebrado por Nós na Basílica Vaticana. mas antes bem dará maior dignidade e esplendor ao desenvolvimento das artes elas mesmas. e o Concílio de Trento quis que aquela fosse exposta e explicada ao povo cristão. no lugar sagrado. na oração pública e na salmodia. o qual não redundará em seu. para que as artes. compenetrado por um mais profundo sentimento litúrgico. de feliz memória. começou a tomar parte mais activa no rito eucarístico. também se constata que os Santos Padres comentaram a liturgia nas suas homilias e escritos. já que o povo cristão. tendendo com oportunas ordens e sábias disposições a suprimir quanto pudesse opôr-se à dignidade do templo. ao promulgar há vinte e cinco anos o Motu proprio sobre a música sacra e o canto gregoriano. onde os fiéis se reúnem cabalmente para beber desse fervor de piedade na sua primeira e indispensável fonte que é a participação activa nos sacrossanctos mistérios e na oração solemne da Igreja. O MOTU PROPRIO DE PIO X E O CENTENÁRIO DE GUIDO DE AREZZO Pio X impulsionou há 25 anos o movimento litúrgico No que toca aos tempos modernos. E Nós mesmos fizemos uma consoladora confirmação do facto.

ademais de se cumprir o primeiro quarto de século da citada restauração da música sacra. advertir que as sábias disposições do Nosso antecessor não obtiveram em todas as partes a aplicação devida. procuraram pretextos para interpretar composições que. e por tanto não devem ser interpretadas nas Igreja. faz hoje cerca de novecentos anos que expôs os felizes resultados do sistema por ele habilmente inventado para fixar. sugeridas pela experiência de vinte e cinco anos. finalmente. Anúncio de novas normas DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !90 . que alguns pretenderam não estar obrigados à observância daquelas disposições e leis. Sabemos. nem à santidade das normas litúrgicas. o qual. aprovando e elogiando a inovação. No glorioso templo Lateranense. ainda sendo formosas em si mesmas. diante do clero de Roma. e por isso não se obtiveram as melhoras esperadas. coleccionando. precisamente para que o povo e o clero obedeçam em diante com mais exactidão às normas impostas por Pio X a toda a Igreja. que em alguns sítios. por ocasião principalmente de comemorações centenárias de ilustres músicos. agrada-nos aqui dar algumas singulares disposições. primeiro lugar onde São Gregório Magno.BR Fere-Nos. e na presença do mesmo Sumo Pontífice. com efeito. e. herança e monumento dos Santos Padres [da Igreja]. todavia. ordenando e aumentando o tesouro da monódia sagrada(5). voltaram insensivelmente a permitir certo género de música que deve ser totalmente desterrado do templo. não obstante a solemnidade com que foram promulgadas. ali mesmo o monge Guido fez a primeira experiência do seu invento. chamado a Roma pelo Sumo Pontífice. que outros. pois. o qual.COM. depois dos primeiros anos de feliz emenda. procurou que esta se pudesse pouco a pouco difundir por todas as partes. se celebra também o centenário do monge Guido De Arezzo(4). AUGUSTOCEZARCORNELIUS. conservar e divulgar mais facilmente e com maior esplendor da Igreja e da Arte aquela melodia litúrgica que tem a sua origem nos primeiros dias do Cristianismo. quanto que este ano. instituiu a famosa Schola que haveria de perpetuar a interpretação genuína e tradicional dos cantos litúrgicos. não correspondem nem à majestade do lugar sagrado. com imensas vantagens para todo o género de música. Motivo da Constituição: O Motu Proprio e o Centenário de Arezzo Assim. E isto fazemo-lo com tanto maior gosto.

em idade mais adulta. conhecimentos que se tornaram hoje tão convenientes à cultura do clero.COM. os futuros sacerdotes. como resposta aos inumeráveis votos que de todos os Congressos de Música. Quem quer que deseje iniciar-se no ministério sacerdotal. poderão receber sem fadiga nem dificuldade a cultura superior que bem pode chamar-se de estética da melodia gregoriana e da arte musical. os quais seria impossível remediar depois. seja instruído no canto gregoriano e na música sacra desde os primeiros anos da sua juventude. Esta mais completa e perfeita educação litúrgico-musical do clero conseguirá. não só nos Seminários. lição que.BR Por isso a todos os Bispos e Ordinários. servirá mais de alívio que de pêsame para os alunos depois das fatigantes horas de outras aulas e estudos severos. Teoria e prácticas frequentes II. lhes prescrevemos aqui algumas normas. A PARTE DISPOSlTIVA Cultura musical nos Seminários I. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Iniciando-se assim esta aprendizagem do canto e da música desde as classes elementares. se é dada com espírito verdadeiramente litúrgico. haja uma breve mas frequente e quase diária lição ou execução do canto gregoriano e da música sacra. feitos já. a todos os quais tributamos aqui o merecida homenagem. e prosseguido-a no ginásio e no liceu. se por casualidade deles padecer. E prescrevemos que estas normas se cumpram e observem segundo os meios e métodos mais eficazes. Portanto. a fim de que em tal idade possa mais facilmente aprender quanto se refere ao canto e à melodia. e assim mesmo conseguirá que nas Escolas e Capelas musicais [scholae et capellae musicorum] renasça a sua antigua glória e grandeza. que é parte principal do culto divino [quod pars est divini cultus praecipua]. da polifonia e do órgão. sem sequer se darem conta disso. nos enviaram muitos sagrados Pastores e ilustres heraldos da restauração musical. e especialmente do celebrado faz pouco tempo em Roma. que se recupere o seu antigo esplendor e dignidade o ofício do coro [chorale officium]. sem dúvida. que em seguida descriminamos. a quem corresponde de modo singular a custódia [=guarda] da liturgia e o cuidado das artes sacras no templo. mas também nas casas religiosas. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !91 . assim nos Seminários como nos demais institutos de educação eclesiástica. e ademais lhe seja menos dificultoso suprimir ou modificar defeitos naturais. temperados cantores.

sem exceptuar nenhuma. ora. assim como noutro tempo havia um cantor ou mestre de coro. se tudo isso se cumprir nos seus mínimos pontos. Santo" [Sanctus. ao qual hão de ajustar-se todas as Igrejas. por fim.BR O OFÍCIO CORAL III. Porque. não só demonstrarão a unidade dos seus espíritos. Pessoa responsável pela Liturgia e pelo canto IV. não só em quanto é de preceito genérico. salmodiando todos perfeitamente. como rezar sempre o oficio divino com dignidade. assim também no futuro haja em todos os coros. o canto gregoriano. Sanctus. Santo. que em voz alta cantam alternadamente: "Santo. Todos aqueles que estejam à frente de Basílicas. entenda-se só àquilo que DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !92 . todos os Capítulos e Comunidades religiosas deveram tratar destas disposições em oportunas reuniões periódicas. A fim de que em diante ninguém possa alegar desculpas ou pretextos para se achar dispensado da obrigação de obedecer às leis da Igreja. devem empregar todo o seu esforço a fim de que se restaure o chorale officium segundo as prescripções da Igreja. atente et devote]. atenção e devoção [digne. mas também no equilibrado alternar de ambas as alas do coro parecerão emular a laude eterna dos Serafins. tanto de canónicos como de religiosos. E.COM. mas também em quanto concerne à arte do canto: posto que na salmódia se deve atender ora à precisão dos tons com as suas próprias cadências médias e finais. ora à pausa conveniente do asterisco. é necessário que todos quantos estejam obrigados ao ofício coral conheçam. ao menos na medida conveniente. Colegiatas e Conventos de religiosos. uma pessoa competente que vele pela observância das regras litúrgicas e do canto coral. hoje todavia vigentes. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. à plena concórdia na recitação dos versículos salmódicos e das estrofes dos hinos. ou que de qualquer modo pertençam a elas. aplicados aos louvores de Deus. como também em virtude das mesmas Constituições Capitulares. Sanctus]. Insistência no canto gregoriano autêntico E aqui é oportuno recordar que por antiga e constante disciplina da Igreja. Igrejas Catedrais. e corrija na práctica os defeitos de todo o coro e de cada um dos seus componentes.

sobretudo quando na polifonia sacra lhes é confiada. desejamos Nós ardentemente que tais Capelas. os melhores compositores de polifonia clássica. se unam aos coros viris. tal como floresceram desde o século XIV ao XVI. saíram. ou também do cantus. e já dado pela Igreja como edição autêntica [vaticanis typis]. A MÚSICA INSTRUMENTAL E O ÓRGÃO A voz humana deve ressoar no templo VII.COM. Quanto às scholae puerorum. sendo o primeiro de todo eles o grande Pier Luigi da Palestrina [Ioannes Petrus Aloisius Praenestinus]. os meninos cantores serão educados no canto por mestres de capela. a este propósito. a parte de soprano [suprema voce]. sobretudo no século XVI. assim também se restaurem. Dos meninos do coro. costuma com toda a razão merecer a preferência depois das venerandas melodias gregorianas sobre todo e qualquer outro género de música eclesiástica. para que as suas vozes. As Escolas de meninos devem formar-se em todas as Igrejas VI.BR tiver sido restituído à fidelidade dos antigos códices. e as quais se ajustaram especialmente à polifonia sacra. Por isso. segundo o antigo costume da Igreja. como sucedeu sempre. especialmente onde quer que a maior frequência e esplendor do culto divino exijam maior número e mais requintada selecção de cantores. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. E porque sabemos ser verdade que nalguma região se tenta fomentar de novo um género de música não de todo sagrada por causa especialmente do imoderado uso dos instrumentos. como sendo aquelas que sucedendo no decurso dos tempos às antigas scholae se instituiram para este fim em Basílicas e nas Igrejas maiores. a voz do DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !93 . pois à frente do instrumento está a voz viva que deve ressoar no templo. que. devem ser fundadas não só nas igrejas maiores e Catedrais. mas também nas igrejas menores e paroquiais. Nós cremo-Nos aqui no dever de afirmar que não é o canto com acompanhamento de instrumentos o ideal para a Igreja. Também nos queremos dirigir aqui a todos aqueles a quem as Capelas musicais [Capellas musicorum] concernem. como é sabido. CAPELLAE MUSICORUM E SCHOLAE PUERORUM CANTORUM Capelas musicais V.

assim como acontecia noutros tempos com géneros de música que a Igreja com razão reprovou. O tradicional instrumento da Igreja: o órgão VIII. referimo-nos ao órgão. difundindo suavíssimas harmonias. É necessário. no que ao povo tocar. e não se pense que a Igreja se opõe ao florescimento da arte musical quando procura dar a preferência à voz humana sobre todos os outros instrumentos. A fim de que os fiéis tomem parte mais activa no culto divino. assim também hoje se tente com moderníssimas formas voltar a introduzir no templo o espírito de dissipação e de mundanidade. sobretudo quando dela se serve a alma para orar e louvar ao Deus omnipotente. Ressoem de novo nos templos só aqueles acentos do órgão que estão em harmonia com a majestade do lugar e com o santo perfume dos ritos.COM. Somente assim a arte do órgão reencontrará o seu caminho e o seu novo esplendor. porque nenhum instrumento. poderá alguma vez competir em vigor de expressão com a voz humana. e por outro a novidades musicais de alguns organistas. Perigos do modernismo musical Também Nós desejamos que. A Igreja tem ademais o seu tradicional instrumento musical. se desenvolva cada dia mais. a Igreja não tardaria um segundo a condená-las.BR clero. Não podemos contudo deixar de lamentarmo-nos de que. que devida por um lado a modificações introduzidas pelos constructores organeiros. nem ainda o mais delicado e perfeito. a dos cantores e a do povo. vai ameaçando a pureza da santa missão a que o órgão está destinado a realizar na Igreja. restitua-se para o povo o uso do canto gregoriano. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. que pela sua maravilhosa grandiosidade e majestade foi considerado digno de se enlaçar com os ritos litúrgicos. na DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !94 . ora acompanhando ao canto. Se tais formas começassem novamente a infiltrar-se. salvas sempre as normas litúrgicas. Mas também nisto há que evitar essa mescla de sagrado e de profano. A PARTICIPAÇÃO DO POVO O povo de espectador deve passar a parte activa no canto litúrgico IX. e receba novos aperfeiçoamentos o quão se refere ao órgão. ora durante os silêncios dos coros e segundo as prescrições da Igreja. com vantagem verdadeira para a liturgia sagrada.

quer por meio de pessoas entendidas. e acatando sempre as autoridades eclesiásticas. não haverá já mais que lamentar esse triste espectáculo em que o povo nada responde.segundo as devidas normas e instruções. mas verdadeiramente compreendedores e compenetrados da beleza da Liturgia. que os fiéis. A este propósito.COM. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !95 . Mas de maneira especialíssima queremos Nós aqui recordar e enaltecer a Escola Superior de Música Sacra(6). formam sábios e meritíssimos maestros. dediquem toda a sua inteligente acção a restaurar a música sagrada segundo as normas da Igreja. Institutos de música XI. que o nosso imediato antecessor Bento XV fervorosamente protegeu. de monjas e instituições femininas zelosas por conseguir este fim nos diversos estabelecimentos de educação que lhes estão confiados. mesmo em procissões e outros momentos solenes -. pois. esta catequese [institutionem] litúrgico-musical do povo. e que estes sejam muitíssimos. ou apenas responde com um murmúrio fraco e confuso às orações mais comuns expressas na língua litúrgica e até em língua vulgar. quer directamente. assistam às sagradas funções de tal modo que alternem a sua voz . como coisa que está tão estreitamente unida à doutrina cristã. Porque. ensinando com todo o esmero e diligência as musicais disciplinas. Apliquem-se activamente um e outro Clero. com a guia e através do exemplo dos Bispos e Ordinários. não podemos deixar de tributar as devidas exaltações àquelas Scholae e Institutos de Música fundados em muitas partes do mundo católico. se isto felizmente suceder. e por isso a recomendamos calorosamente a todos os Ordinários do mundo. Ensino generalizado da música litúrgica X. com a voz do sacerdote e a do coro. não como estranhos ou mudos espectadores. Esta Escola. Formação musical. e à qual doou um novo e decoroso [=honroso] domicílio. E isso será mesmo fácil de obter se esta instrução no canto litúrgico se der principalmente nas escolas. congregações piedosas e outras associações católicas. também mereceu que Nós lhe outorgássemos o nosso especial favor. enquanto preciosa herança que nos deixaram dois Papas. Igualmente confiamos que ajudarão não pouco a este fim as associações [societates] que nalgumas regiões. Deste modo sejam as comunidades de religiosos. a fomentar. instituição fundada por Pio X em Roma no ano de 1910. é indubitavelmente necessário que haja maestros. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Para alcançar estes ditosos frutos.BR verdade.

é uma nova lei. deve muito mais excitar e elevar os ânimos dos Sagrados Pastores. decretando que esta Constituição Apostólica seja e permaneça sendo sempre de pleno valor e eficácia. R. pois. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. CAMILLUS Card. Dado em São Pedro de Roma. prestarão ao Bispo supremo uma cooperação digníssima do seu ministério episcopal. sem que obste nada em contrário. a nomeação de um DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !96 . secundando concorde e constantemente a nossa vontade. pois tudo o que emana da vida interior da Igreja transcende os mais perfeitos ideais desta vida terrena. no quinquagésimo aniversário do nosso sacerdócio. dia 20 de Dezembro de 1928. obtenha o seu efeito pleno. em vez de abater. séptimo do nosso Pontificado. desta santíssima empresa. E. a Constituição Apostólica. A dificuldade. Decreto Tudo isto Nós proclamamos. Notas (ausentes da versão latina) (1) O Motu Proprio deve considerar-se como uma recompilação de leis já dadas no transcurso dos séculos. ANDREAS Card. em forma de Bula. C. FR. Dominicus Spolverini. Mas quem não conhecerá as insignes obras mestras que deixaram à posteridade os Nossos Predecessores sem se deixarem arredar por dificuldade alguma. LAURENTI S. e isso cabalmente porque estavam imbuídos do fervor da piedade e do espírito litúrgico? E isto não é de espantar. documento de importância e alcance gerais. lhe será lícito infringir esta Constituição por Nós promulgada. Decanus Collegii Protonotariorum Apost. A nenhum homem. Protonotarius Apostolicus.COM. R.BR Música sagrada maravilhosa do passado e vida interior Bem sabemos quanta inteligência e trabalho requer tudo o que acima ordenámos. Cancellarius S. FRÜHWIRTH. Pro Praefectus Ioseph Wilpert. nem contradizê-la com temerária audácia. pois. um acto legislativo como por exemplo a erecção de um bispado. Todos os quais. declaramos e sancionamos.

São Bento. o patriarca dos monges do Ocidente. em cerca de 1025 ingressou como maestro na escola catedralícia de Arezzo. naturalmente. (P. a promulgação de uma lei. Patrol. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !97 . e obriga. de cuja publicação se celebrou. (3) "Obra de Deus" e "Ofício Divino" são termos que se empregam para significar as orações obrigatórias que o sacerdote deve elevar diariamente a Deus. A nota Si formou-se quase um século e meio mais tarde com as maiúsculas do último verso. 535. no ano de 1928. 50. Conhecido também com o nome de Guido Aretinus. Re. Sol. não se ocupa tanto da música sacra enquanto tal como dos problemas de organização. é dirigida directamente aos Bispos . em Ferrara. La) extraído das sílabas iniciais de cada hemistíquio do hino de São João Ut queant laxis. lat. Mi.COM. Em 1029 retirou-se para o convento de Avellana. este documento. responsáveis pela aplicação das leis eclesiásticas -. não obstante. foi um monge benedictino que ficou na história da música como um dos mais importantes reformadores do sistema de notação musical. assinalando os meios necessários e convenientes pelos quais se chega a lograr a finalidade proposta pelo Motu Proprio de Pio X. Fa. (4) Guido De Arezzo. em primeiro lugar. Ut foi sustituída no século XVII por Do. onde sobressaiu no ensino da arte vocal e escreveu o seu tratado principal. (2) Epist. italiano (991-1033?). no qual possivelmente terá morrido em data imprecisa. também todos os fiéis. o poder executivo. A Constituição Apostólica. A Guido De Arezzo se deve a fórmula que permite memorizar a entoação precisa das notas do hexacordo maior. e exige o cumprimento das disposições do Motu Proprio. sendo "instrução". Migne.BR bispo. Este.porquanto estes representam nas suas respectivas dioceses a autoridade. Por conseguinte.). mais fácil de pronunciar (ainda que em França se continue a chamar por igual nome). cuja nomenclatura (Ut ou Do. o 25º aniversário. L. ad Episcopos Galliarum. Teórico da música. o Micrologus de disciplina artis musicae. consagrou esses termos na sua Regra. sendo lei. e são. dirige-se principalmente às pessoas que hão de executar a música sacra e logo aos que hão de vigiar a sua execução. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Depois de ter terminado os estudos na abadia benedictina de Pomposa. ainda que de forma indirecta.

S. Abriu a 3 de Janeiro e S. a faculdade de conferir títulos académicos vai no núm. S. AAS. 14. com o Motu Proprio de 22 de Novembro de 1922. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !98 . AAS.BR (5) Monódia: Mús. 3 (1911) 654-655. Hoje intitula-se Instituto Pontifício de Música Sacra. 625. S. o Motu Proprio de Pio XI Ad musicae sacrae. Canto a uma só voz. S. Pío XI confirmou a faculdade de conferir os graus académicos. Pío X aprovou-a com o Breve "Expleverunt" de 4 de Novembro de 1911. V das disposições.COM. com Rescrito da Secretaria de Estado. de 22- XI-1922 acha-se na AAS. O Sumo Pontífice Bento XV outorgou-lhe como residência o Palácio do "Apollinare". A 10 de Julho de 1914. declarou-a "Pontifícia" e outorgou-lhe a faculdade de conferir os graus. 4-XI-1911 ao Cardeal Rampolla um ano depois da fundação da Escola Superior de Música Sagrada. Pio X dirigiu a "Epístola" Expleverunt desiderii Nostri. (1920) 623-626. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. (6) A Escola Superior de Música Sacra foi fundada sob esta denominação em 1910 pela Associação Italiana de Santa Cecília. S.

é como que a continuação e o complemento da Instrução anterior desta Sagrada Congregação . 2. possui as qualidades de santidade e de perfeição de forma.[2] DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !99 . 4. A Música Sacra. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 3. criada para o culto divino. de modo que todos à uma se esforcem por conseguir o verdadeiro fim da Música Sacra. É de esperar que pastores. que parecem nais oportunas de momento. Mas as novas normas referentes à organização dos ritos sagrados e à participação activa dos fiéis levantaram problemas sobre a Música Sacra e sobre a sua função ministerial. promulgando princípios e leis sobre ela na Constituição sobre a Sagrada Liturgia. Por consequência. Este esclareceu a sua função nos divinos ofícios. examinou cuidadosamente estes problemas e redigiu a presente instrução.e publicada a 26 de Setembro de 1964 para regular correctamente a aplicação da Constiuição sobre a Sagrada Liturgia. o Consilium.COM. que deverão resolver-se a fim de se conseguir uma melhor compreensão de alguns princípios da Constituição sobre a Sagrada Liturgia. Não pretende esta reunir toda a legislação sobre Música Sacra.preparada por este mesmo Consilium . no que respeita à renovação litúrgica. "que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis". sobre a música na sagrada Liturgia.[1] a) Entende-se por Música Sacra aquela que. foi objecto de atento estudo no Concílio Vaticano II.BR INSTRUÇÃO "MUSICAM SACRAM" No dia 5 de Março de 1967 a Sagrada Congregação para os Ritos e o Concilium publicaram a Instrução Musicam Sacram. As decisões do Concílio começaram já a ser postas em prática na renovação litúrgica recentemente iniciada. onde lhe dedicou um capítulo inteiro. Proémio 1. músicos e fiéis acolham com bom espírito estas normas e as ponham em prática. instituído pelo Sumo Pontífice para levar à prática a Constituição sobre a Sagrada Liturgia. mas apenas estabelecer algumas normas principais.

se conservará de maneira apropriada a distribuição de ministérios e funções que caracteriza as acções sagradas realizadas com canto. procurar-se-á. mediante a união das vozes alcança-se mais profunda união dos corações. pode haver vários graus. na escolha das partes que se devem cantar.BR b) Com o nome de Música Sacra designam-se aqui: o canto gregoriano. Algumas normas gerais 5. Os pastores de almas. pela beleza do sagrado. principalmente. Para se conseguir isto. que haja os ministros necessários e capazes. A preparação prática de cada celebração litúrgica far-se-á com espírito de colaboração entre todos os que nela hão-de intervir. se cantem efectivamente. conforme o canto tenha maior ou menor lugar. litúrgico e religioso. mais facilmente o espírito se eleva ao invisível. portanto. começar-se-á por aquelas que por sua natureza são de importância maior: em primeiro lugar. a oração toma uma forma mais penetrante. 6. toda a celebração prefigura com mais clareza a Liturgia santa da Nova Jerusalém. Uma organização autêntica da celebração litúrgica. assim como se fomentará a participação activa do povo. ministro ou simples fiel. é preciso antes de mais que os textos que por si mesmos devem ser cantados. a polifonia sagrada antiga e moderna nos seus vários géneros. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !100 . Todavia. fará tudo e só o que é da sua competência. ao desempenhar o seu oficio. hão-de esforçar-se por conseguir esta forma de celebração. finalmente. A acção litúrgica reveste-se de maior nobreza quando é celebrada com canto: cada um dos ministros desempenha a sua função própria e o povo participa nela. empregando o género e a forma pedidos pelo seu próprio carácter. Entre a forma solene e mais plena das celebrações litúrgicas (em que se canta realmente tudo quanto exige canto) e a forma mais simples em que não se emprega o canto. o Mistério da Sagrada Liturgia e o seu carácter hierárquico manifestam-se mais claramente. tanto no que se refere aos ritos.COM. 7.[4] Desta maneira. Também nas celebrações sem canto. sob a direcção do reitor da igreja. a música sagrada para órgão e outros instrumentos admitidos e o canto popular. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.em que "cada um. segundo a natureza do rito e as leis litúrgicas"[5] requer ainda que se observem bem o sentido e a natureza própria de cada parte e de cada canto. para além da devida distribuição e desempenho das funções . como ao seu aspecto pastoral e musical.[3] I. mas realizadas com o povo.

mas com voz alta e clara. as formas de celebração e o grau de participação. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !101 . tanto para o grupo de cantores como o povo. 12. mas tudo quanto possa contribuir para que se omita. Compete exclusivamente à Sé Apostólica estabelecer os grandes princípios gerais. A fim de que os fiéis participem activamente com mais gosto e maior fruto. pouco a pouco. quanto daquela celebração digna e religiosa que tem em conta a integridade da própria acção litúrgica. Mas não se faça isto só por comodidade do sacerdote ou do ministro. ou pelo sacerdote juntamente com o povo. se mude ou se realize indevidamente algum dos elementos da acção litúrgica é contrário à sua verdadeira solenidade. 11. Sempre que possa fazer-se uma selecção de pessoas para a acção litúrgica que se celebra com canto. em conformidade com as normas tradicionais e especialmente com a Constituição sobre a Sagrada Liturgia. que são como que o fundamento da Música Sacra. juntar-se-ão depois.BR por aquelas que devem ser cantadas pelo sacerdote ou pelos ministros. podem recitar sem canto. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Na selecção do género de Música Sacra. convém dar preferência àquelas que são mais competentes musicalmente. ter-se-ão em conta as possibilidades dos que hão-de cantar. conforme a solenidade do dia e da assembleia. quer dizer. A Igreja não exclui das acções sagradas nenhum género de Música Sacra. Uma forma mais rica de canto e um desenvolvimento mais solene das cerimónias decerto que são desejáveis onde haja meios para bem os realizar. uma ou outra parte mais difícil das que lhes correspondem. com resposta do povo.[8] 10. as que são próprias só do povo ou só do grupo de cantores. convém variar oportunamente. 9.[6] Se não puder fazer-se esta selecção e o sacerdote ou ministro não têm voz para cantar bem. contanto que corresponda ao seu espírito e à natureza de cada uma das suas partes [7] e não impeça a necessária participação activa do povo. Tenha-se em conta que a verdadeira solenidade da acção litúrgica não depende de uma forma rebuscada do canto ou de um desenrolar magnificente das cerimónias.COM. sobretudo se se trata de acções litúrgicas mais solenes ou daquelas que exigem um canto mais difícil ou são transmitidas pela rádio ou pela televisão. na medida do possível. a execução de todas as suas partes segundo a sua natureza própria.

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A regulamentação da Música Sacra pertence também, segundo os limites
estabelecidos, às competentes assembleias territoriais de bispos legalmente
constituídas, assim como ao bispo.[9]

II. Os actores da celebração litúrgica

13. As acções litúrgicas são celebrações da Igreja, isto é, do povo congregado e
ordenado, sob a presidência do bispo ou de um presbítero.[10]
Ocupam na acção litúrgica um lugar especial: o sacerdote e seus ministros por
causa da Ordem Sagrada que receberam; por causa do seu ministério, os
ajudantes, os leitores, os comentadores e os que fazem parte do grupo de
cantores.[11]
14. O sacerdote preside à assembleia em representação de Cristo. As orações
que canta ou pronuncia em voz alta, uma vez que são ditas em nome de todo o
povo santo e de todos os que estão presentes,[12] devem ser escutadas
religiosamente por todos.
15. Os fiéis cumprem a sua acção litúrgica mediante a participação plena,
consciente e activa que a própria natureza da liturgia requer; esta participação é
um direito e um dever para o povo cristão, em virtude do seu Baptismo.[13]
Esta participação:
a) Deve ser antes de tudo interior; quer dizer que, por meio dela, os fiéis se
unem em espírito ao que pronunciam ou escutam e cooperam com a graça
divina.[14]
b) Mas a participação deve ser também exterior; quer dizer que a participação
interior deve expressar-se por meio de gestos e atitudes corporais, pelas respostas
e pelo canto.[15] Eduquem-se também os fiéis no sentido de se unirem
interiormente ao que cantam os ministros ou o coro, de modo que elevem os
seus espíritos para Deus, enquanto os escutam.
16. Nada mais festivo e mais desejável nas acções sagradas do que uma
assembleia, que, toda inteira, expressa a sua fé e a sua piedade por meio do
canto. Por conseguinte, a participação activa de todo o povo a expressar-se no
canto, há-de promover-se diligentemente da seguinte maneira:
a) inclua em primeiro lugar as aclamações, as respostas à saudação do
celebrante e dos ministros e às orações litânicas; e ainda as antífonas e os salmos;
e também os; versículos intercalares ou refrão que se repete, assim como os
hinos e os cânticos;[16]

DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !102

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b) por meio de uma catequese e de uma pedagogia adaptadas, levar-se-á
gradualmente o povo a participar cada vez mais nos cânticos que lhe
pertencem, até alcançar a participação plena;
c) no entanto, alguns cânticos do povo, sobretudo se os fiéis não estão ainda
suficientemente instruídos ou se se empregam composições musicais a várias
vozes, poderão confiar-se só ao coro, desde que não se exclua o povo das outras
partes que lhe correspondem. Não deve aprovar-se a prática de confiar só ao
grupo de cantores o canto de todo o Próprio e de todo o Ordinário, excluindo
totalmente o povo da participação cantada.
17. Observar-se-á também, na altura própria, um silêncio sagrado.[17] Por
meio deste silêncio, os fiéis não se vêem reduzidos a assistir à acção litúrgica
como espectadores mudos e estranhos, mas são associados intimamente ao
Mistério que se celebra, graças àquela disposição interior que nasce da Palavra
de Deus escutada, dos cânticos e das orações que se pronunciam e da união
espiritual com o celebrante nas partes por ele ditas. 18. Entre os fiéis, com
cuidado especial, sejam formados no canto sagrado os membros das associações
religiosas de leigos, de modo a que possam contribuir mais eficazmente para a
conservação e promoção da participação do povo.[18] A formação de todo o
povo no canto será desenvolvida séria e pacientemente ao mesmo tempo que a
formação litúrgica, segundo a idade dos fiéis, a sua condição, o seu género de
vida e o seu nível de cultura religiosa, começando logo nos primeiros anos de
formação nas escolas elementares.[19]
19. O coro - ou "Capela musical", ou "Schola Cantorum" - merece uma
atenção especial pelo ministério litúrgico que desempenha.
A sua função, segundo as normas do Concílio relativas à renovação litúrgica,
alcançou agora uma importância e um peso maiores. É a ele que compete
assegurar a justa interpretação das partes que lhe pertencem conforme os
distintos géneros de canto e promover a participação activa dos fiéis no canto.
Por conseguinte:
a) Ter-se-á um Coro, ou "Capella", ou "Schola Cantorum", e dele se cuidará
com diligência, sobretudo nas catedrais e outras igrejas maiores, nos Seminários
e nas Casas de Estudo dos religiosos;
b) É igualmente oportuno estabelecer tais coros, mesmo modestos, nas igrejas
pequenas. 20. As "Capelas musicais" existentes nas basílicas, catedrais, mosteiros
e demais igrejas maiores que adquiriram grande renome através dos séculos
conservando e cultivando um tesouro musical de valor incomparável, serão

DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !103

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conservadas segundo as suas normas próprias e tradicionais, aprovadas pelo
Ordinário do lugar, para tornar mais solenes as acções sagradas.
Os mestres de capela e os reitores das igrejas cuidem, no entanto, de que o povo
sempre se associe ao canto, ao menos nas peças fáceis que lhe pertencem.
21. Procure-se, sobretudo onde não haja possibilidades de formar ao menos um
pequeno coro, que um ou dois cantores bem formados possam assegurar alguns
cânticos mais simples com participação do povo e dirigir e aguentar o canto dos
fiéis.
Este cantor deve igualmente existir nas igrejas que podem contar com um coro,
a fim de que nas ocasiões em que o coro não pode intervir se assegure alguma
necessária solenidade e, portanto, o canto.
22. O grupo de cantores pode constar, conforme os costumes de cada país e as
circunstâncias, quer de homens e crianças, quer só de homens ou só de crianças,
quer de homens e mulheres, quer, onde seja de verdade conveniente, só de
mulheres.
23. Os cantores, tendo em conta a disposição da igreja, situem-se de tal maneira
que:
a) apareça claramente a sua função, a saber, que fazem parte da assembleia dos
fiéis e realizam uma função peculiar;
b) a realização do seu ministério litúrgico se torne mais fácil;[20]
c) a cada um dos seus membros se torne mais possível a plena participação na
missa quer dizer, a participação sacramental.
Quando neste grupo houver mulheres, tal grupo deve ficar fora do presbitério.
24. Além da formação musical, dar-se-á aos membros do coro uma formação
litúrgica e espiritual adaptadas de modo que, ao desempenhar perfeitamente a
sua função litúrgica, não se limitem a dar maior beleza à acção sagrada e um
excelente exemplo aos fiéis mas adquiram também eles próprios um verdadeiro
fruto espiritual.
25. Para se conseguir mais facilmente esta formação, tanto técnica como
espiritual, devem prestar a sua colaboração as associações de Música Sacra
diocesana, nacionais e internacionais, sobretudo aquelas que foram aprovadas e
repetidas vezes recomendadas pela Sé Apostólica.
26. O sacerdote, os ministros sagrados e os ajudantes, o leitor, os que pertencem
ao coro e o comentador pronunciarão os textos que lhes dizem respeito de
forma bem inteligível para que a resposta do povo, quando o rito o exige, resulte
mais fácil e natural. Convém que o sacerdote e os ministros de qualquer grau

DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !104

AUGUSTOCEZARCORNELIUS.COM.BR

unam a sua voz à de toda a assembleia dos fiéis nas partes que pertencem ao
povo.[21]

III. O canto na celebração da missa

27. Para a celebração da Eucaristia com o povo, sobretudo nos domingos e
festas, há-de preferir-se na medida do possível a forma de missa cantada, até
várias vezes no mesmo dia. 28. Conserve-se a distinção entre missa solene, missa
cantada e missa rezada estabelecida na Instrução de 1958 (n. 3), segundo as leis
litúrgicas tradicionais e em vigor. No entanto, para a missa cantada e por razões
pastorais propõem-se aqui vários graus de participação para que se torne mais
fácil, conforme as possibilidades de cada assembleia, melhorar a celebração da
missa por meio do canto.
O uso destes graus de participação regular-se-á da maneira seguinte: o primeiro
grau pode utilizar-se só; o segundo e o terceiro não serão empregados, íntegra
ou parcialmente, senão unidos com o primeiro grau. Deste modo, os fiéis serão
sempre orientados para uma plena participação no canto.
29. Pertencem ao primeiro grau:
a) nos ritos de entrada:
- a saudação do sacerdote com a resposta do povo;
- a oração;
b) na liturgia da Palavra:
- as aclamações ao Evangelho;
c) na liturgia eucarística:
- a oração sobre as oblatas,
- o prefácio com o respectivo diálogo e o "Sanctus",
- a doxologia final do cânone,
- a oração do Senhor - Pai nosso - com a sua admonição e embolismo,
- o "Pax Domini",
- a oração depois da comunhão,
- as fórmulas de despedida.
30. Pertencem ao segundo grau:
a) "Kyrie", "Glória" e "Agnus Dei";
b) o Credo;
c) a Oração dos Fiéis.
31. Pertencem ao terceiro grau:

DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !105

se forem cantados a vozes. sobretudo com respostas fáceis ou outras formas musicais adaptadas. pode conservar-se a juízo da Autoridade territorial competente. é bom que o diga o povo juntamente com o sacerdote. ou acompanhamento de instrumentos. na medida do possível. o Agnus Dei pode repetir-se quantas vezes for necessário. as peças do Ordinário da missa podem distribuir-se entre o coro e o povo ou também entre duas partes do mesmo povo. e) as leituras da Sagrada Escritura. podem ser interpretados pelo coro. Dentro do Próprio tem particular importância o cântico situado depois das leituras em forma de Gradual ou de Salmo responsorial. quanto possível. empreguem-se as melodias oficiais já existentes. mas se for DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !106 . 34.COM. Convém que a assembleia dos fiéis. assim se pode alternar seguindo os versículos ou outras divisões convenientes que distribuem o conjunto do texto por secções mais importantes. quando acompanha a fracção. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a não ser que se julgue mais oportuno proclamá-las sem canto. Nos outros casos. 33. Essa mesma Autoridade territorial deve aprovar os textos desses cânticos. d) o cântico do ofertório. O Pai nosso.BR a) os cânticos processionais da entrada e comunhão. ofertório e comunhão previstos pelo "Graduale Romanum".[22] Se for cantado em latim. b) o cântico depois da leitura ou Epístola. melhor ainda. Mas nestes casos. Por sua natureza é uma parte da liturgia da Palavra: por conseguinte. participe nos cânticos do próprio. sobretudo na concelebração. 35. A prática legitimamente em vigor em alguns lugares e muitas vezes confirmada por indultos. o Sanctus é uma aclamação conclusiva do prefácio e convém que habitualmente o cante a assembleia juntamente com o sacerdote. tomando parte nele. contanto que esses cânticos estejam de acordo com as partes da missa e com a festa ou tempo litúrgico. Os cânticos chamados "Ordinário da Missa". ter-se-á em conta o seguinte: o símbolo é uma fórmula de profissão de fé e convém que o cantem todos ou que se cante de uma forma que permita uma conveniente participação dos fiéis. de utilizar outros cânticos em lugar dos cânticos de entrada. c) o "Alleluia" antes do Evangelho. deve executar-se estando todos sentados e escutando. 32. segundo as normas habituais. desde que o povo não fique totalmente excluído da participação no canto. "a Capella". convém que o povo participe neste cântico ao menos com a invocação final.

AUGUSTOCEZARCORNELIUS. recitando o restante. Os fiéis devem ser convidados e formados com a necessária catequese a tomar parte em comum. à comunhão e no final da missa. os versículos e os cânticos. ou outras horas. principalmente aos domingos e dias festivos. ao ofertório. Nada impede que nas missas rezadas se cante alguma parte do próprio ou do ordinário. santifiquem oportunamente as suas assembleias mediante a celebração cantada de algumas partes do ofício divino. cantando antes de mais as partes que.COM. por sua natureza. O canto no Ofício Divino 37. 38. reclamem mais directamente o canto. os hinos. as melodias devem ser aprovadas pela autoridade territorial competente. pode seguir-se o princípio de uma solenização progressiva. em especial os mais cultivados. a empregar na sua oração os salmos. IV. em especial as Vésperas. Laudes e Vésperas. Também os demais clérigos que vivam em comum por razão dos seus estudos ou que se reunam para fazer exercícios espirituais ou noutras reuniões. mas não basta que este cântico seja "eucarístico". 39. nalgumas partes do ofício divino. de modo que pouco a pouco se sintam como que conduzidos pela mão a apreciar e a praticar mais a oração pública da Igreja. aos domingos e dias festivos. Na celebração cantada do ofício divino. Mais ainda: algumas vezes pode executar-se também outro cântico diferente ao princípio. Convém que estes cantem ao menos alguma parte do ofício divino e antes de tudo as horas principais. 36. interpretados no seu sentido cristão. é necessário que esteja de acordo com as partes da missa e com a festa ou tempo litúrgico. como sejam os diálogos. isto é. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !107 . De maneira geral. conforme o desejo expresso pela Constituição da Sagrada Liturgia.[23] recomenda-se encarecidamente esta forma aos que têm de cumprir o ofício divino no coro ou em comum.BR cantado em língua vernácula. conduzir-se-ão os fiéis. segundo os costumes dos lugares e das assembleias. A celebração cantada do oficio divino é a que mais se adapta à natureza desta oração e indício de maior solenidade e de mais profunda união dos corações no louvor do Senhor. graças a uma boa formação. permanecendo o direito vigente para aqueles que têm obrigação de coro e também os indultos particulares.

não se introduza na celebração nada que seja puramente profano ou pouco compatível com o culto divino. as ordenações. sempre que os ritos comportam. Igualmente se solenizarão com o canto aquelas celebrações a que a Liturgia concede especial relevo ao longo do Ano Litúrgico.A música sacra na celebração dos sacramentos e sacramentais. visto que a mesma Constituição sobre a Sagrada Liturgia " prevê o uso da língua vernácula no ofício divino. solenizem-se os sagrados ritos da Semana Santa. já que põe em especial relevo este carácter "eclesial" da celebração. para participarem mais plenamente na oração pública da Igreja. uma celebração comunitária. os funerais. tanto por parte dos fiéis como das religiosas e dos membros de outros Institutos que professam os conselhos evangélicos e não são clérigos. 44. as consagrações de igrejas ou altares.[24] Mas. etc. nas sagradas celebrações da palavra de Deus e nos exercícios de piedade 42. os casamentos. E convém que. na medida do possível. conservem a língua latina.quanto possível . para obterem riquezas mais abundantes e crescerem na sua vida espiritual. Conforme a Constituição da Sagrada Liturgia e a tradição secular do rito latino. Mas sobretudo. em acções especiais do ano litúrgico. a título de solenidade.cantem as horas principais. Esta educação deve dar-se em particular aos membros dos Institutos que professam os conselhos evangélicos. procure-se preparar melodias que se utilizem no canto do ofício divino em língua vernácula. rezem e até . AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Como declarou o Concílio. No entanto. segundo a natureza particular de cada um.BR 40. V. mediante a celebração do Mistério Pascal. Esta festividade dos ritos permitirá a sua maior eficácia pastoral. esta deve preferir-se a uma celebração individual e como que privada desses ritos. Assim. cuidar-se-á especialmente que. celebrar-se-ão com canto os sacramentos e sacramentais que têm particular importância na vida de toda a comunidade paroquial. 41.COM. 43. como sejam as confirmações. os clérigos. isto se aplica em especial à celebração do matrimónio. caracterizada pela presença e activa participação dos fiéis. na celebração do ofício divino em coro.[26] Deste princípio se deduz logicamente que se deve dar grande importância ao canto. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !108 .

Nestes mesmos "pia et sacra exercitia" e principalmente nas celebrações da Palavra poderão muito bem admitir-se certas obras musicais que já não encontram lugar na Liturgia. Conforme a Constituição sobre a Sagrada Liturgia. desenvolver o espírito religioso e ajudar à meditação do Mistério Sagrado.[28] nos "pia et sacra exercitia" serão muito úteis. isto é.[29] VI. Para a Liturgia dos sacramentos e sacramentais e para as demais celebrações particulares do Ano Litúrgico. mesmo em língua vernácula.COM. os fiéis sejam capazes também de recitar ou cantar juntos em latim as partes do Ordinário da missa que lhes pertencem. as obras de música sacra do tesouro antigo e moderno. Seguir-se-ão para isso as orientações dadas pela autoridade competente e ter-se- ão em conta as possibilidades de cada assembleia. os salmos. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. estas decisões têm de ser aceites. 45. mas que podem. solenidade maior. os cânticos religiosos populares. conservar-se-á o uso da língua latina nos ritos latinos. Os pastores de almas cuidarão de que. A música sacra é também de grande eficácia para alimentar a piedade dos fiéis nas celebrações da Palavra de Deus e nos "pia et sacra exercitia". entretanto. 46. Onde já se introduziu o uso do vernáculo na celebração da missa.BR os fiéis são conduzidos como que ao coração do Ano Litúrgico e da própria Liturgia. A língua a empregar nas acções litúrgicas celebradas com canto e a conservação do tesouro da música sacra 47.[33] 48. os Ordinários julgarão se é oportuno manter uma ou mais missas celebradas em DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !109 . pois.[31] "será da incumbência da competente autoridade eclesiástica territorial determinar se deve usar-se a língua vernácula e em que extensão. salvo direito particular. hão-de preparar-se melodias apropriadas que permitam dar à celebração. sobretudo. assim como o toque de órgão e de outros instrumentos apropriados. Nas celebrações da Palavra de Deus [27] tomar-se-á como modelo a Liturgia da Palavra da missa.[32] Observando exactamente estas normas. empregar-se-á. a forma de participação que melhor corresponda às possibilidades de cada assembleia. confirmadas pela Sé Apostólica". além da língua vernácula.[30] Mas como o "uso da língua vernácula é muito útil ao povo em não poucas ocasiões".

bem como noutros institutos e escolas católicas. a utilidade pastoral dos fiéis e o carácter de cada língua. serão tratadas com honra. 53. favorecidas e utilizadas conforme se julgue oportuno. sobretudo nas grandes cidades. Por isso. em igualdade de circunstâncias ocupará o primeiro lugar. pelas suas qualidades próprias. Noviciados e casas de estudo de religiosos de ambos os sexos. Os membros dos Institutos que professam os conselhos evangélicos observem nisto as normas das letras apostólicas "Sacrificium Laudis" de 15 de Agosto de 1966 e da instrução sobre a língua a usar pelos religiosos na celebração do ofício divino e da missa conventual ou comunitária. "devem apresentar as características da verdadeira música sacra e não estar só ao alcance das maiores DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !110 . 52.[36] 51. Com efeito. Para conservar o tesouro da Música Sacra e promover devidamente novas criações. sobretudo.[35] c) As outras composições musicais escritas a uma ou várias vozes. b) "Convém preparar uma edição com melodias mais simples para uso das igrejas menores". nada impede que numa mesma celebração algumas peças se cantem em língua diferente. nos Institutos Superiores especialmente destinados a isto. "dê. já que.[37] Deve promover-se antes de mais o estudo e a prática do canto gregoriano.especialmente a missa cantada . As novas composições de Música Sagrada devem adequar-se plenamente aos princípios e às normas expostos acima. à formação e prática musical".[34] Empreguem-se oportunamente para isso as melodias que se encontram nas edições típicas.se grande importância nos Seminários.COM.em algumas igrejas. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.BR latim . 49. dada por esta Sagrada Congregação dos Ritos em 23 de Novembro de 1965. além da sua utilização nas acções litúrgicas celebradas em latim podem sem inconveniente ser utilizadas também naquelas que se realizam em vernáculo. continua a ser uma base de grande valor para o cultivo da Música Sagrada. Nas acções litúrgicas com canto que se celebram em latim: a) O canto gregoriano. 50. como próprio da Liturgia romana. No que se refere ao uso da língua latina ou da vernácula nas sagradas celebrações dos Seminários observem-se as normas da Sagrada Congregação dos Seminários e Universidades sobre a formação litúrgica dos alunos. sejam do tesouro musical tradicional ou novas. os pastores de almas julgarão se as peças do tesouro de Música Sacra compostas no passado para textos latinos. mas. Tendo em conta as condições locais. que reúnam suficiente número de fiéis de línguas diversas.

56.os peritos cuidarão de assegurar bem a fidelidade ao texto latino com a aptidão para o canto do texto em língua vernácula. já utilizadas para o mesmo fim. A preparação de melodias para os textos elaborados em vernáculo 54. Ao elaborá-las. de que na Comissão encarregada de elaborar as traduções populares. como em língua vernácula. quer as executem sós. podem sugerir soluções para executar estes mesmos textos em língua vernácula. Respeitar-se-ão o carácter e as leis de cada língua. a sua colaboração deve principiar logo nos começos do trabalho. haja peritos nas disciplinas citadas. os músicos hão-de ter muito presentes estes dados. Quanto às composições que não respondam à natureza da Liturgia ou à celebração Pastoral da Acção Litúrgica serão oportunamente trasladadas para os "pia exercitia" e. melhor ainda. para as celebrações da Palavra de Deus. juntamente com as leis da Música Sacra.[40] DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !111 . quer as cantem com a assembleia dos fiéis ou as dialoguem com ela. em língua latina.BR "Schola Cantorum".[38] No que se refere ao tesouro musical tradicional. pôr-se-ão em relevo em primeiro lugar as obras que respondam às exigências da renovação litúrgica. As novas melodias destinadas ao sacerdote e aos ministros devem ser aprovados pela autoridade territorial competente. mas poder também ser cantadas pelos coros mais modestos e favorecer uma participação activa de toda a assembleia dos fiéis". os músicos devem verificar se as melodias tradicionais da língua latina. os peritos especialmente competentes neste assunto estudarão cuidadosamente se outras peças podem adaptar-se a estas mesmas exigências. 55. Entre as melodias que devem preparar-se para os textos em vernáculo têm uma especial importância aquelas que pertencem ao sacerdote e aos ministros.[39] VII. Depois. aos quais estejam ligadas melodias tradicionais. mesmo que apresentem algumas variantes em relação às traduções litúrgicas oficiais em vigor. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. ter-se-ão em conta também os costumes e o carácter peculiar de cada povo: na preparação das novas melodias. A autoridade territorial competente cuidará.COM. 57. Ao estabelecer as traduções populares que hão-de ser musicadas - especialmente a tradução do saltério . pois. Pertencerá à autoridade territorial competente decidir se podem utilizar-se ainda determinados textos em língua vernácula procedentes de épocas anteriores.

deve evitar-se que. na medida do possível.COM. as tradições e o carácter simbólico de cada um destes povos. Não obstante. naquelas regiões que possuam tradição musical própria. Os que se consagram a este trabalho devem conhecer suficientemente. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. da dignidade da acção litúrgica e da piedade dos fiéis. quer acompanhem o canto. como instrumento musical tradicional e cujo som é capaz de dar às cerimónias do culto um esplendor extraordinário e elevar poderosamente o espírito para Deus e para as realidades celestiais. 61. Examinarão as obras do passado. por sua vez. sob pretexto de ensaiar. necessitam evidentemente da experiência para chegar a uma suficiente maturidade e perfeição. A adaptação da música nas celebrações. assim como para as respostas e aclamações do povo: assim se facilitará a participação comum dos que falam um mesmo idioma. 59. sobretudo nos países de missão. Os músicos abordarão este novo trabalho com o desejo de continuar uma tradição que proporcionou à Igreja um verdadeiro tesouro para a celebração do culto divino. de associar o sentido das realidades sagradas com o espírito. VIII. com efeito. quer intervenham sós." DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !112 . As Conferências Episcopais interessadas cuidarão que haja uma tradução apenas para uma mesma língua. os seus géneros e as suas características. Os instrumentos musicais podem ser de grande utilidade nas celebrações sagradas. de modo nenhum indignas das antigas obterão. o seu lugar no tesouro musical. A música sacra instrumental 62. As novas melodias que se hão-de compor para os textos em língua vernácula. "Tenha-se em grande apreço na Igreja latina o órgão de tubos. Convém também que existam. um ou vários tons comuns para as peças que dizem respeito ao sacerdote e aos ministros. como a língua. tanto a Liturgia e a tradição musical da Igreja. 60. mas considerarão também com atenção as novas leis e as novas necessidades da liturgia: deste modo "as novas formas como que surgirão organicamente a partir das já existentes". o canto popular e o carácter simbólico do povo para o qual trabalham. se façam nas igrejas coisas que desdigam da santidade do lugar. a ser utilizada nas diversas regiões onde se fala essa língua.BR 58. exigirá dos peritos uma preparação especial:[42] trata-se.[41] e as obras novas.

segundo o comum sentir e o uso normal. adaptando-a correctamente. 63. Mas o som dos instrumentos jamais deve cobrir as vozes ou dificultar a compreensão do texto. [45] IX. assim como dos "pia et sacra exercitia". só são adequados para a música profana. O toque a solo destes instrumentos não é permitido durante o tempo do Advento e da Quaresma. não desdigam da dignidade do templo e favoreçam realmente a edificação dos fiéis". Nas missas cantadas ou rezadas pode utilizar-se o órgão. 67.COM. ou qualquer outro instrumento legitimamente admitido para acompanhar o canto do coro e do povo.[44] Todo o instrumento admitido no culto se utilizará de forma que corresponda às exigências da acção litúrgica. serão excluídos de toda a acção litúrgica. 64. durante a comunhão e no final da missa.BR "Podem utilizar-se no culto divino outros instrumentos. As comissões erectas para desenvolvimento da música sacra DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !113 . É muito para desejar que os organistas e demais instrumentistas não sejam apenas peritos no instrumento que lhes é confiado. facilitar a participação e tornar mais profunda a unidade da assembleia. nas demais acções sagradas. sirva à beleza do culto e à edificação dos fiéis. 66. O emprego de instrumentos no acompanhamento dos cânticos pode ser bom para sustentar as vozes. contanto que esses instrumentos estejam adaptados ou sejam adaptáveis ao uso sacro. 65. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. No admitir de instrumentos e na sua utilização ter-se-ão em conta o carácter e os costumes de cada povo. A mesma regra se pode aplicar. mas conheçam e estejam intimamente penetrados pelo espírito da Liturgia para que. segundo o parecer e com o consentimento da autoridade territorial competente. ao ofertório. enriqueçam a celebração segundo a verdadeira natureza de cada um aos seus elementos e favoreçam a participação dos fiéis. Pode tocar-se em solo antes da chegada do sacerdote ao altar. mesmo ao improvisar. durante o Tríduo Sagrado e nos ofícios ou missas de defuntos. Os instrumentos que. Todo o instrumento se deve calar quando o sacerdote ou um ministro pronunciam em voz alta um texto que lhes pertença por sua função própria. ao exercer o seu ofício.

n. Sacrosanctum Concilium. como com as demais associações que se ocupem da música na mesma região e o mesmo se diz do Instituto de Pastoral Litúrgica. Vat. Const. A Comissão de Liturgia que as Conferências Episcopais devem estabelecer para ser consultada conforme as necessidades. assim se facilitará o progresso desejado. estabelecendo ao mesmo tempo que entraria em vigor no dia 14 de Maio de 1967. Vat. 1903): AAS 36 (1903-1904) 332. n. 113. Congr. Const. Congr. 112. no dia 9 de Fevereiro de 1967. 69.[46] velará também pela música sacra. Sacrosanctum Concilium. dos Ritos. Inst. pois. Frequentemente interessará inclusive que as duas comissões estejam reunidas numa só. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !114 . Domingo de Pentecostes. trabalharão. confirmou com a sua autoridade e mandou publicá-la. n. As Comissões Diocesanas de Música Sacra trazem uma contribuição de grande valor para o progresso na diocese da música sacra de acordo com a pastoral litúrgica. II. Recomenda-se vivamente que onde pareça de maior utilidade várias dioceses de uma mesma região constituam uma comissão única. II. Sacrosanctum Concilium. por conseguinte. [8] Conc. Const. [6] S. Inst. 4 (3. Sacrosanctum Concilium. [5] Cf. n. S.BR 68. Sr. de que se fala no artigo 44 da Constituição. Set. 28. Const. Vat. n. [2] Cf. n. Const. Nov. Sacrosanctum Concilium. Conc. deverão existir em cada diocese. constará também de músicos peritos. Referências [1] Conc. Motu próprio Tra le sollecitudini. [7] Conc. Musica sacra et sacra Liturgia. Pio X. 28. Musica sacra et sacra Liturgia. S. II. Vat. Vat. Interessará que esta Comissão esteja em relação não só com as Comissões Diocesanas. neste caso será constituída por peritos em ambas as disciplinas. O Sumo Pontífice Paulo VI aprovou a presente Instrução na audiência concedida ao Em. Prefeito desta Sagrada Congregação. II.mo. II. 95 (3. [3] Cf. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 1958). n. 1958). Cardeal Arcádio Maria Larraona. 116. n. Set. dos Ritos. unindo os seus esforços aos da Comissão de Liturgia. [4] Conc. 2 (22. e na medida do possível. Assim.COM. que possa realizar um plano de acção comum e agrupar as forças em ordem a um melhor resultado.

Vat. Sacrosanctum Concilium. Sacrosanctum Concilium. Vat. ibid. n. 19 e 59. Conc. [38] Cf. S.. [10] Conc. Conc. [12] Conc.. Inst. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. II. n. 116. II. [40] S. [19] Cf. 48 b. n. 37-39. nn. 119. Sacrosanctum Concilium.. Congr. Vat. 59. [21] Cf. Sacrosanctum Concilium. Congr. [14] Conc. U. [37] Cf. 97. n. 36. 42. II. [29] Cf. Congr. dos Ritos. 22. [36] Cf. Conc. 53 desta Instrução.. Sacrosanctum Conciliam. de Set. Congr. Const. Vat. [39] Cf. [35] Ibid. Conc. [27] Cf. 37. II. Inter oecumenici. n. § 2 e 3. Sacrosanctum Concilium. Inter oecumenici. 14. II. II. [18] Cf. § 1. Const. 101. n.. Sacrosanctum Concilium. 26 e 41-42. Vat. 30.BR [9] Conc. Inter oecumenici. 115. n. 99. Conc. Inst. 116. Const. ibid. 27. nn. [28] Cf. [33] Ibid. dos Ritos. II. n. Const. Const. 30. n. Const. Conc. ibid.n. S. Vat. Const. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !115 . Vat. n. 33. 85. 11. 23. Sacrosanctum Concilium. n. Sacrosanctum Concilium. Vat. ibid.COM. 117. Vat. Const. Congr. ibid. Sacrosanctum Concilium. ibid. n. dos Ritos. II. n. II. [42] Cf. Inst. Congr. Vat. Conc. Const. [13] Conc. [16] Cf. [17] Cf. [34] Conc. [20] S. 121. S. Inter oecumenici. dos Ritos. Const. Const. Sacrosanctum Concilium. n. 101. Const. S. Inter oecumenici. n. n. [22] Cf. n. dos Ritos. n. Const. Sacrosanctum Concilium. n. [25] Cf. Vat. Const. Vat.. II. Const. Inst. Sacrosanctum Concilium. dos Ritos. II. 30. n. Sacrosanctum Concilium. [41] Conc.. n.. n. Vat. ibid.. nn. Congr. Inst. [23] Cf. [30] Conc. 58).. n. Vat. 106-108 (3. II. 46 desta Instrução. n. ibid. 36 § 2. Lumen gentium. Sacrosanctum Concilium. [46] Cf. [11] Conc. [15] Cf. n. 28. Const. nn. Conc. 44. II. Const. II. [26] Cf. [24] Cf. Sacrosanctum Conciliam. dos Ritos. II. Inst. § 1. n. Vat. Const. II. Inst. n. Inter oecumenici. 19. 54. Sacrosanctum Concilium.. n. Musica sacra et sacra Liturgia. 29. n. S. Vat. Vat. [31] Ibid. n. 48 g. n. n. n.

24-25 desta Instrução. dos Ritos. n. Congr.. 36 § 3. n. [44] Cf. S. Musica sacra et sacra Liturgia. [45] Cf. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.BR [32] Ibid. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !116 . 70 (3. [43] Ibid.COM.. de Set 58). nn. 120. n. Inst.

seja frutuosa para as comunidades eclesiais. em colaboração com o Pontifício Instituto de Música Sacra e o Pontifício Instituto Litúrgico do Ateneu Santo Anselmo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a quem agradeço a sua introdução. entre o repertório musical adotado e utilizado pela comunidade cristã e as tendências musicais predominantes.COM. Saúdo cordialmente todos vós. organizado pelo Pontifício Conselho para a Cultura e pela Congregação para a Educação Católica. 4 de março de 2017 Estimados irmãos e irmãs! É com prazer que me encontro com todos vós. De grande relevo foi também a reflexão sobre a formação estética e musical. Meio século depois da Instrução Musicam sacram. vindos a Roma de vários países para participar no Congresso sobre «Música e Igreja: culto e cultura cinquenta anos depois da Instrução Musicam sacram». Faço votos a fim de que a experiência de encontro e de diálogo vivida nestes dias. a relação atual entre a música sacra e a cultura contemporânea. tanto DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !117 . na reflexão comum sobre a música sacra e particularmente sobre os seus aspetos culturais e artísticos. numa ótica interdisciplinar e ecuménica.BR DISCURSO DO PAPA FRANCISCO AOS PARTICIPANTES NO CONGRESSO INTERNACIONAL DE MÚSICA SACRA Sala Clementina Sábado. este congresso quis aprofundar. a começar pelo Cardeal Gianfranco Ravasi.

a oração adquire uma forma mais jubilosa. finalmente. entre as quais precisamente uma sobre a música sacra. como dos leigos comprometidos na vida pastoral. o Documento salienta várias vezes a importância da participação de toda a assembleia dos fiéis. 11). 5). trata-se antes de tudo de participar intensamente no Mistério de Deus. Para concretizar as linhas fundamentais traçadas pela Constituição. as palavras e os sinais.BR do clero e dos religiosos. realçando também de maneira muito clara que a «verdadeira solenidade da ação litúrgica não depende tanto de uma forma rebuscada do canto ou de uma celebração magnificente das cerimónias. Por conseguinte.COM. Desde 2 então. O primeiro documento emanado pelo Concílio Vaticano ii foi exatamente a Constituição sobre a Liturgia Sacrosanctum concilium. consciente e plena». e mais diretamente nas scholae cantorum. houve diversas e significativas intervenções pontifícias que orientaram a reflexão e o compromisso pastoral. o espírito eleva-se mais facilmente até às realidades celestiais. quanto de uma celebração digna e religiosa» (n. na qual o Senhor se torna presente no DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !118 . através do esplendor das realidades sagradas. definida «ativa. toda a celebração prefigura com maior clareza a sagrada Liturgia que se celebra na Jerusalém celeste» (n. o Mistério da sagrada Liturgia e a sua natureza hierárquica manifestam-se mais claramente. na «teofania» que se realiza em cada celebração eucarística. foram emanadas algumas Instruções. Ainda é de grande atualidade a premissa da mencionada Instrução: «A ação litúrgica reveste-se de maior nobreza quando é celebrada com o canto: cada um dos ministros desempenha a função que lhe é própria e o povo participa. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Seguindo as indicações conciliares. embora não tenham sido redigidos novos documentos magisteriais sobre esta temática. mediante a união das vozes alcança-se uma união mais profunda dos corações. Os Padres conciliares conheciam bem a dificuldade que os fiéis tinham em participar numa liturgia da qual já não compreendiam plenamente a linguagem. Desta maneira.

sobretudo qualitativa. sobressai a dúplice missão que a Igreja é chamada a cumprir especialmente através de quantos. criando inclusive um oportuno clima emotivo. Por isso. é necessário promover uma adequada formação musical. de formas e de géneros musicais. que predisponha para a fé e suscite o acolhimento e a plena participação no Mistério que se celebra. chamado a participar realmente na salvação atuada por Cristo morto e ressuscitado. É nesta perspetiva que se desenvolve a reflexão sobre a renovação da música sacra e a sua preciosa contribuição. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.COM. Às vezes chegou a predominar uma certa mediocridade. Sob um certo ponto de vista. sons e harmonias que façam vibrar o coração dos nossos contemporâneos. de vários modos. trata-se de salvaguardar e de valorizar a rica e variegada herança legada do passado. os vários protagonistas deste setor. da música sacra e do canto litúrgico. em saber contemplá-lo. A tal propósito. de forma particular graças ao silêncio religioso e à «musicalidade da linguagem com que o Senhor nos fala» (Homilia em Santa Marta. adorá-lo e recebê-lo. é necessário fazer com que a música sacra e o canto litúrgico sejam plenamente «inculturados» nas linguagens artísticas e musicais da atualidade. Portanto. ou que saibam encarnar e traduzir a Palavra de Deus em cânticos. 12 de dezembro de 2013). maestros e coristas das scholae cantorum e animadores da liturgia podem oferecer uma contribuição preciosa para a renovação. 3 músicos e compositores. Sem dúvida. em detrimento da beleza e da intensidade das celebrações litúrgicas. utilizando-a com equilíbrio no presente e evitando o risco de uma visão nostálgica ou «arqueológica». superficialidade e banalidade. em compreender o seu sentido. o encontro com a modernidade e a introdução das línguas faladas na Liturgia suscitou numerosos problemas: de linguagens. a participação ativa e consciente consiste em conseguir entrar profundamente neste Mistério. no diálogo com as correntes DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !119 . Para favorecer este percurso. trabalham neste setor.BR meio do seu povo. inclusive em quantos se preparam para se tornar sacerdotes. Por outro lado.

Libreria Editrice Vaticana DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !120 . A música sacra e o canto litúrgico têm a tarefa de nos conferir o sentido da glória de Deus. que rezeis por mim. com as instâncias das diferentes áreas culturais e em atitude de ecumenismo. agradeço-vos mais uma vez o vosso compromisso no âmbito da música sacra. que nos envolve como uma «nuvem luminosa». E concedo-vos de coração a Bênção apostólica. a qual no Magnificat decantou a santidade misericordiosa de Deus.BR musicais da nossa época. Peço-vos. por favor.COM. com todos os sentidos físicos e espirituais. © Copyright . da sua beleza e da sua santidade. Caros irmãos e irmãs. Que vos acompanhe a Virgem Maria. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. no Mistério de Deus. Encorajo-vos a não perder de vista este objetivo importante: ajudar a assembleia litúrgica e o povo de Deus a experimentar e a participar.

A Igreja sempre julgou dirigida a si esta ordem. os ritos e os textos.         Quando ia celebrar com seus discípulos a ceia pascal. para a DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !121 . PROMULGADO PELA AUTORIDADE DE PAULO VI E REVISTO POR MANDADO DO PAPA JOÃO PAULO II Tradução portuguesa para o Brasil da separata da terceira edição típica preparada sob os cuidados da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos ROMA 2002 INSTRUÇÃO GERAL SOBRE O MISSAL ROMANO PROÊMIO 1. os lugares. onde instituiu o sacrifício do seu Corpo e Sangue. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. estabelecendo como preparar as pessoas.COM.12). o Cristo Senhor mandou preparar uma sala ampla e mobiliada (Lc 22.BR MISSAL ROMANO RESTAURADO POR DECRETO DO CONCÍLIO ECUMÊNICO VATICANO II.

Com efeito. no novo Missal a regra da oração da Igreja corresponde à regra perene da fé. Por conseguinte a Missa é simultaneamente sacrifício de louvor. em concordância com a universal tradição da Igreja. a oblação da  Igreja e a vítima por cuja imolação Deus quis ser aplacado4. entre o sacrifício da cruz e sua renovação sacramental na Missa. no mesmo sentido e na mesma forma com que fora proposto à nossa fé pelo Concílio de Trento8.BR celebração da Santíssima Eucaristia. nestas preces. mas também no espírito e manifestação de sumo respeito e adoração que ocorrem DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !122 . pelas quais o Cristo se torna presente através da transubstanciação. que o Cristo Senhor instituiu na última Ceia e mandou os Apóstolos fazerem em sua memória. Assim. de ação de graças. manifestando sua fé e amor imutáveis para com o supremo mistério eucarístico.         A natureza sacrifical da Missa. ao fazer a anamnese. que o Concílio de Trento solenemente afirmou1. ainda que algumas novidades sejam introduzidas. 3.COM. Testemunho de fé inalterada 2. foi de novo proclamada pelo Concílio Vaticano II que proferiu sobre a Missa estas significativas palavras: "O nosso Salvador na última Ceia instituiu o sacrifício eucarístico do seu Corpo e Sangue para perpetuar o sacrifício da cruz através dos séculos até a sua volta. e para confiar à Igreja.             O que o Concílio ensinou com estas palavras encontra-se expresso nas fórmulas da Missa. Este Mistério é proclamado na celebração da Missa. o admirável mistério da presença real do Senhor sob as espécies eucarísticas foi confirmado pelo Concílio Vaticano II6 e por outros documentos do Magistério Eclesiástico7. ou seja. de propiciação e de satisfação. dá-lhe graças e oferece o sacrifício vivo e santo. a doutrina já expressa concisamente nesta frase de antigo Sacramentário. são provas da solicitude da Igreja. conhecido como Leoniano: "Todas as vezes que se celebra a memória deste sacrifício. prescritas segundo determinação do Concílio Vaticano II. sua esposa muito amada. é desenvolvida clara e cuidadosamente nas Orações eucarísticas. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.         Igualmente. as normas atuais. não apenas nas palavras da consagração. o memorial de usa morte e ressurreição"2. renova-se a obra da nossa redenção"3. e testemunhando uma contínua e ininterrupta tradição. e o Novo Missal. exceto quanto ao modo de oferecer.             Assim. que nos ensina a identidade. que a partir de agora será usado na Igreja de Rito romano para a celebração da Missa. dirigindo-se a Deus em nome de todo o povo. e ora também para que o Corpo e Sangue de Cristo sejam um sacrifício agradável ao Pai e salutar para todo o mundo5.

alimentado por sua palavra. Por esta coincidência de palavras pode-se observar como ambos os Missais Romanos. segundo o lugar que ocupa no Povo de Deus. o Concílio Vaticano II ordenou. retomando assim as mesmas palavras com que S. e dar graças em Cristo pelo mistério da salvação. onde cada um deve fazer tudo e só o que lhe compete. Por este mesmo motivo. único Mediador9.BR na Liturgia eucarística. o  povo cristão é levado a prestar a este admirável Sacramento na Quinta-feira da Ceia do Senhor e na solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo um culto especial de adoração. 4. embora santo por sua origem.         A natureza do sacerdócio ministerial. ainda que separados por quatro séculos. dia em que se comemora a instituição do sacerdócio. em união com o sacrifício de Cristo. no decurso dos séculos. próprio do bispo e do presbítero que oferecem o Sacrifício na pessoa de Cristo e presidem a assembléia do povo santo. 5. As razões desta função são enunciadas e explicadas mais profusamente na ação de graças da Missa Crismal da Quinta-feira da Semana Santa. na Constituição Apostólica "Quo primum" de 1570. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. cujo sacrifício espiritual atinge a plena realização pelo ministério do Bispo e dos presbíteros. Na verdade. adquirido pelo Sangue de Cristo. povo chamado para elevar a Deus as preces de toda a família humana. a celebração da Eucaristia é uma ação de toda a Igreja. e enumera todas as suas funções. pela eminência do lugar e da função do sacerdote. cresce continuamente em santidade pela participação consciente e frutuosa do mistério eucarístico10.         Esta natureza do sacerdócio ministerial esclarece ainda outra realidade de grande importância: o sacerdócio régio dos fiéis. Pio V. este povo é o Povo de Deus. conservam uma única e mesma DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !123 . se evidencia no próprio rito. Aquele texto celebra a transmissão. Sumo Pontífice do Novo Testamento. promulgou o Missal Tridentino. entre outras coisas. povo enfim que cresce na unidade pela comunhão do Corpo e Sangue de Cristo. do poder sacerdotal que é a continuação do poder de Cristo. Por isso se deve prestar maior atenção a certos aspectos da celebração que. que alguns ritos fossem restaurados "segundo a forma primitiva dos Santos Padres"11. oferecendo o seu sacrifício.         Ao enunciar as normas segundo as quais o Ordinário da Missa deveria ser reformado. Este povo. pela imposição das mãos. Com efeito. Testemunho de uma tradição ininterrupta 6. reunido pelo Senhor. foram negligenciados.COM.

verificam- se a sabedoria e a felicidade com que o segundo missal completa o primeiro. como Santo Irineu. Esta visão mais ampla nos permite perceber como o Espírito Santo concede ao povo de Deus uma admirável fidelidade na conservação do imutável depósito da fé. era necessário que S. Adaptação às novas condições DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !124 . mas também que se assuma e se julgue do mais alto valor todo o passado da Igreja e todas as manifestações de fé. 7.         Naqueles tempos. em que a fé católica corria perigo em relação à índole sacrifical da Missal. o progresso dos estudos patrísticos lançou sobre a teologia do mistério eucarístico a luz da doutrina dos Padres mais eminentes da antigüidade cristã.             Igualmente as tradições dos primeiros séculos. assim como os antigos livros litúrgicos espanhóis e galicanos. ponderando-se os elementos internos desta tradição. na investigação dos "antigos e provados autores". trazendo assim à luz muitas preces de grande valor espiritual até então ignoradas. aquela "norma dos Santos Padres" seguida pelos que corrigiram o Missal de São Pio V foi enriquecida por inúmeros trabalhos de eruditos. depois que se descobriram tantos documentos litúrgicos. Na verdade. introduzindo o mínimo de modificações nos ritos sagrados. anteriores à formação dos ritos do Oriente e do Ocidente. verdadeiramente difíceis.         Por isso. não permitiam que se fosse além dos comentários litúrgicos medievais. Depois do Sacramentário Gregoriano. pelo contrário. o sacerdócio ministerial e a presença real e permanente do Cristo sob as espécies eucarísticas. em formas tão variadas de cultura humana e civil como as semitas. os manuscritos da Biblioteca Vaticana. São Cirilo de Jerusalém e São João Crisóstomo. injustamente impugnada. são agora melhor conhecidas. apesar da enorme variedade de orações e ritos.         Hoje. "a norma dos Santos Padres" não exige apenas que se conserve o que os nossos antepassados mais recentes nos legaram. Pio V conservasse uma tradição mais recente.             Além disso. 9. gregas e latinas.COM. ainda que sugerissem algumas correções. Santo Ambrósio. Porém. os antigos Sacramentários romanos e ambrosianos foram publicados em numerosas edições críticas. que por sua vez reproduz com fidelidade o do tempo do Papa Inocêncio III. editado pela primeira vez em 1571. aquele Missal de 1570 pouco difere do primeiro Missal impresso em 1474. 8.BR tradição. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Além disso.

12. dando testemunho da norma de oração da Igreja romana e conservando o depósito da fé legado pelos concílios mais recentes. portanto. pediam que se permitisse o uso da língua vernácula na celebração do Sacrifício Eucarístico. por isso formularam. cuja eficácia não depende do modo de participação dos fiéis. ordena o Santo Sínodo aos pastores e a todos os que têm cura de almas que freqüentemente. segundo a qual o Sacrifício Eucarístico é antes de tudo uma ação do próprio Cristo. como nenhum católico negue a legitimidade e a eficiência de um rito sagrado realizado em língua latina. durante a celebração da Missa. O ardente entusiasmo com que esta deliberação foi acolhida por toda parte fez DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !125 .       O novo Missal.       O Concílio Vaticano II. desejos e conselhos que há quatro séculos não se podiam prever. os Padres não julgaram oportuno que seja celebrada em língua vernácula indistintamente"12. tendo em conta as circunstâncias daquele tempo. o aspecto catequético e pastoral da sagrada Liturgia15. reunido para adaptar a Igreja às necessidades de seu múnus apostólico nos nossos dias. por si mesmos ou por outrem. falaram numa época da história bastante diferente. em matéria pastoral. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.       O Concílio de Trento já reconhecera o grande valor catequético da celebração da Missa. examinou em profundidade. ao proibir o uso da língua vernácula na Missa. E. ele se exprimiu com estas palavras firmes e moderadas: "Ainda que a Missa contenha um grande ensinamento para o povo fiel. onde parte do Cânon e as palavras da consagração são proferidas em voz baixa. ou que a Missa devesse ser celebrada somente em língua vernácula"13. constitui por sua vez uma etapa de grande importância na tradição litúrgica.. na verdade. Muitos. o Concílio.BR 10. principalmente nos Domingos e festas"14. E condenou quem julgasse ser reprovável "o rito da Igreja romana. Porém.COM. ele pôde reconhecer que "não raro o uso da língua vernácula seria muito útil para o povo" e conceder a licença para usá-la16. ordenou aos pastores de almas que o substituíssem pela catequese em momento oportuno: "Para que as ovelhas de Cristo não sintam fome . como o Concílio de Trento. mas não pudera tirar todas as suas conseqüências para a vida prática. expliquem alguns dos textos que se lêem na Missa e ensinem entre outras coisas algo sobre o mistério do Santíssimo Sacrifício... por ocasião deste pedido. julgou dever reafirmar a doutrina tradicional da Igreja. 11. Contudo. Por isso.             Quando os Padres do Concílio Vaticano II reafirmaram os dogmas do Concílio Tridentino.

mas também pela recepção sacramental da Eucaristia"20. conservando "o que é antigo". pelo qual mais claramente se realiza a catequese do mistério contido na celebração. 13. como as DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !126 . urgiu que se pusesse em prática um outro desejo dos Padres de Trento. isto é. nas quais a tradição e a inovação harmoniosamente se associam. o depósito da tradição.BR com que logo. ou a introdução de algumas explicações durante os ritos sagrados18. recebem o Corpo do Senhor consagrado no mesmo sacrifício"19. aconselhando "aquela participação mais perfeita na missa. ou seja. 52). enquanto permanece fiel ao seu múnus de mestra da verdade. Outros. finalmente.       Contudo. haja uma oportunidade para se compreender melhor o mistério de que os fiéis participam21. 14. 15. Por isso. certa parte do novo Missal relaciona mais claramente as preces da Igreja com as necessidades do nosso tempo. como o uso da língua vernácula na sagrada Liturgia é apenas um instrumento. ainda não cumpridas em todos os lugares. a fim de que.             Mas o Concílio Vaticano II. permitiu ele que se dê algumas vezes a Comunhão sob as duas espécies. como hoje já não se põem mais em dúvida os princípios doutrinários quanto à plena eficácia da Comunhão recebida apenas sob a espécie de pão. depois da comunhão do sacerdote. para participar mais plenamente na sagrada Eucaristia. com a homilia nos domingos e dias de festa17. em que os fiéis. Isto acontece sobretudo com as Missas rituais e as Missas "para as diversas circunstâncias". o Concílio Vaticano II pôde reexaminar o que o Tridentino determinara a respeito da Comunhão sob as duas espécies. todas as celebrações litúrgicas participadas pelo povo pudessem realizar-se em língua vernácula. a Igreja. cumpre também o seu dever de julgar e de prudentemente assumir "o que é novo" (cf.       Movido pelo mesmo desejo e zelo pastoral.COM. que. através de uma apresentação mais elucidativa do sinal sacramental. para que mais plenamente se compreendesse o mistério celebrado. o Concílio Vaticano II ordenou que algumas prescrições do Concílio de Trento. enquanto muitos textos hauridos na mais antiga tradição da Igreja e divulgados pelas diversas edições do Missal Romano permanecem inteiramente intactos. outros foram adaptados às aspirações e condições hodiernas.       Deste modo. sob a direção dos Bispos e da própria Sé Apostólica. "os fiéis presentes em cada Missa não comunguem apenas espiritualmente.             Na verdade. Com efeito. embora de grande importância. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Mt 13. fossem postas em prática.

muitas vezes.             Deste modo. promovidos por S. que levou a bom termo os esforços que visavam a aproximar os fiéis da sagrada Liturgia. Pois nela se encontra tanto o ápice da ação pela qual Deus santifica o mundo em Cristo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.COM. pelos leigos. para que melhor se adaptassem à atual linguagem teológica e correspondessem melhor à atual disciplina eclesiástica.       A celebração da Missa. empreendidos nos quatro últimos séculos. nela são de tal modo relembrados. como ação de Cristo e do povo de Deus hierarquicamente ordenado. principalmente nos últimos tempos. As demais ações sagradas e todas as atividades da vida cristã a ela estão ligadas. é o centro de toda a vida cristã tanto para a Igreja universal como local e também para cada um dos fiéis22. não se julgou comprometer o venerável tesouro da tradição. devido à consciência da nova situação do mundo de hoje. pela comunidade de todos os povos e por algumas necessidades do nosso tempo. dela decorrendo ou a ela sendo ordenadas25. adorando-o pelo Cristo.BR orações pela Igreja. Assim. Pio X e seus sucessores. como também algumas fórmulas que acentuavam certas modalidades de penitência externa. os mistérios da redenção. e. graças sobretudo à estima pelos estudos litúrgicos. Capítulo I IMPORTÂNCIA E DIGNIDADE DA CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA 16. foram mudadas algumas expressões referentes à estima e ao uso dos bens terrenos. que eles se tornam de certo modo presentes24. no decorrer do ano. recebam mais plenamente aqueles frutos26 que o Cristo Senhor quis prodigalizar. 17. participando cada um conforme sua condição. pela santificação do trabalho humano. das próprias palavras dos documentos conciliares. foram integralmente compostas a partir de pensamentos.             Igualmente.       É por isso de máxima conveniência dispor a celebração da Missa ou Ceia do Senhor de tal forma que os ministros sagrados e os fiéis. Além disso. as normas litúrgicas do Concílio Tridentino foram em muitos pontos completadas e aperfeiçoadas pelas normas do Vaticano II. modificando-se algumas expressões de textos antiquíssimos. ao instituir o sacrifício eucarístico de seu DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !127 . como o do culto que os homens oferecem ao Pai. Filho de Deus23. mais apropriadas a outros tempos da Igreja.

confiando-o à usa dileta esposa. Por isso.COM. e que melhor respondam às suas necessidades espirituais. o promotor e guarda de toda a vida litúrgica33. da esperança e da caridade. toda a celebração for disposta de tal modo que leve os fiéis à participação consciente. na medida do possível. Com a mesma finalidade cuide que cresça sempre a DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !128 . tais celebrações da Missa devem ser tidas como modelares para toda a diocese. sobretudo na celebração eucarística realizada por ele.       A presente Instrução.             Por isso. O Bispo diocesano. ativa e plena do corpo e do espírito. a Igreja. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. uma vez que é ação de Cristo e da Igreja. 22. promovam mais intensamente a participação ativa e plena dos fiéis. seu dever esforçar-se para que os presbíteros. com a participação do presbitério. Esta é a participação ardentemente desejada pela Igreja e exigida pela própria natureza da celebração. 19. visa apresentar as linhas gerais segundo as quais se deve ordenar a celebração da Eucaristia. bem como expor as regras para cada forma particular de celebração32. celebre mesmo diariamente o sacrifício eucarístico30. recomenda-se que ele. o principal dispenseiro dos mistérios de Deus na Igreja particular a ele confiada. que manifestam mais claramente a natureza eclesial da celebração29.BR Corpo e Sangue.       Realizando-se a celebração da Eucaristia. 20. como também toda a Liturgia. ela constitui um direito e um dever do povo cristão em virtude do seu batismo28. animada pelo fervor da fé.       Embora às vezes não se possa contar com a presença dos fiéis e sua participação ativa. 18. É. na qual o sacerdote cumpre seu múnus principal e age sempre pela salvação do povo. dos diáconos e do povo. a celebração eucarística conserva sempre sua eficácia e dignidade. pois. em vista das circunstâncias de pessoas e lugres. 21. deve- se escolher e dispor com o maior cuidado as formas e elementos propostos pela Igreja que. fortalecem e exprimem a fé31. portanto. manifesta-se o mistério da Igreja.       Isto se conseguirá de modo adequado se.       De máxima importância é a celebração da Eucaristia na Igreja particular. Nas celebrações que se realizam sob a sua presidência. é o moderador. os diáconos e os féis cristãos leigos compreendam sempre mais profundamente o sentido autêntico dos ritos e dos textos litúrgicos e assim sejam levados a uma celebração ativa e frutuosa da Eucaristia. levando em conta a natureza e as circunstâncias de cada assembléia litúrgica. como memorial de sua paixão e ressurreição27. por meio de sinais sensíveis que alimentam.

388-293). em que se perpetua o sacrifício da cruz38. conforme a Constituição sobre a Sagrada Liturgia.       Além disso.BR dignidade das próprias celebrações. porém. 20). na celebração da Missa. orações. certas adaptações que. de modo eminente. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.       Além disso. por assim dizer. no devido lugar. competem respectivamente ao Bispo diocesano ou à Conferência dos Bispos35. Cristo está realmente presente tanto na assembléia reunida em seu nome. da música e da arte. (cf. 28. 387. na sua palavra.       No que se refere. na maioria.          ESTRUTURA GERAL DA MISSA 27. Pois. Contudo o sacerdote deve estar lembrado de que ele é servidor da sagrada Liturgia e de que não lhe é permitido. sob a presidência do sacerdote que representa a pessoa de Cristo. eu estou no meio deles" (Mt 18. n. munições e gestos mais correspondentes às necessidades.       Estas adaptações.       Na Missa ou Ceia do Senhor. a liturgia da palavra e a liturgia eucarística.COM. leituras. para que a celebração atenda mais plenamente às normas e ao espírito da sagrada Liturgia e aumente sua eficácia pastoral. 26. acrescentar. no Missal são indicadas. tirar ou mesmo mudar qualquer coisa na celebração da Missa34. 25. ELEMENTOS E PARTES DA MISSA I. às diversidades e adaptações mais profundas. observe-se o que se expõe na Instrução "De Liturgia Romana et inculturatione"36 que vem exposto (n. ou seja. 395-399) mais adiante.       A Missa consta. por própria conta. 24. CAPÍTULO II ESTRUTURA. consistem na escolha de alguns ritos ou textos. de modo substancial e permanente. 40 da Constituição sobre a Sagrada Liturgia. de cantos. tão intimamente unidas entre si. para cuja promoção muito contribui a beleza do espaço sagrado. Por isso. que constituem DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !129 . infra. a promessa de Cristo: "Onde dois ou três estão reunidos no meu nome. a saber. para celebrar a memória do Senhor ou sacrifício eucarístico37. preparação e índole dos participantes. a serem por utilidade ou necessidade introduzidas à luz do art. 23. atribuídas ao sacerdote celebrante. apresentam-se neste Instrução Geral e no Ordinário da Missa alguns ajustes e adaptações. como na pessoa do ministro. que atendam às tradições e à índole dos povos e regiões. sob as espécies eucarísticas39. o povo de Deus é convocado e reunido. de duas partes. e também. a esta reunião local da santa Igreja aplica-se.

o celebrante pode adaptá-las um pouco para que atendam à compreensão dos participantes. O sacerdote. Orações e outras partes próprias do sacerdote 30.       Da mesma forma cabe ao sacerdote.COM. e Cristo.       A natureza das partes "presidenciais" exige que sejam proferidas em voz alta e distinta e por todos atentamente escutadas44. portanto. Cabe ao Sacerdote presidente também moderar a palavra de Deus e dar a bênção final. após a saudação inicial e antes do ato penitencial. É com razão. nunca. vêm as orações. De fato. Embora a palavra divina contida nas leituras da Sagrada Escritura se dirija a todos os homens de qualquer época. disso. proferir certas admoestações previstas no próprio rito. Pode. antes das leituras. pode ainda encerrar toda a ação sagrada antes da despedida. introduzir os fiéis na missa do dia. para ensinar e alimentar os fiéis41.        OS DIVERSOS ELEMENTOS DA MISSA Leitura e explanação da Palavra de Deus 29. dirige a Deus estas orações em nome de todo o povo santo e de todos os circunstantes43. a oração do dia (coleta). anuncia o Evangelho. 32.       Entre as partes que competem ao sacerdote ocupa o primeiro lugar a Oração eucarística.BR um só ato de culto40. II. 31. e seja entendida por eles. porém. na Missa se prepara tanto a mesa da Palavra de Deus como a do Corpo de Cristo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. que é parte da ação litúrgica42. o próprio Deus fala a seu povo. na liturgia da palavra. antes do Prefácio. A seguir. Há também alguns ritos que abrem e encerram a celebração. no desempenho da função de presidente da assembléia. cume de toda a celebração. na Oração eucarística. isto é.       Quando se lêem as Sagradas Escrituras na Igreja. com brevíssimas palavras.             Por isso todos devem escutar com veneração as leituras da Palavra de Deus. que são chamadas "orações presidenciais". o sacerdote de manter sempre o sentido da exortação proposta no Missal e a expresse em poucas palavras. elemento de máxima importância da Liturgia. enquanto o DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !130 . a homilia. cuide. presente em sua palavra. isto é. a sua mais plena compreensão e eficácia é aumentada pela exposição viva. a oração sobre as oferendas e a oração depois da Comunhão. dentro da própria Oração. além. contudo. Por isso. Quando estiver estabelecido pelas rubricas. presidindo a comunidade como representante de Cristo.

conforme se trate de leitura. 37.       Na verdade. devem realizar. 35. da fração (Agnus Dei) e da Comunhão. são rezadas em silêncio. também somente em seu nome para cumprir o seu ministério com atenção e piedade. por vezes. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.             Nas rubricas. oração. como o hino do Glória. levem-se em conta a índole das diversas línguas e o gênio dos povos. porém. aclamação ou canto. bem como as aclamações46. como também à forma de celebração e à solenidade da assembléia. b) algumas. o salmo responsorial. portanto. são principalmente o ato penitencial.BR sacerdote as profere. o sacerdote.       Nos textos que o sacerdote. não haja outras orações nem cantos. pois não constituem apenas sinais externos da celebração comum. exortação.       As aclamações e respostas dos fiéis às orações e saudações do sacerdote constituem o grau de participação ativa que os fiéis congregados. o Aleluia e o versículo antes do Evangelho. o diácono.       Outras partes. de índole "comunitária"45. e calem-se o órgão e qualquer outro instrumento. reza em nome da Igreja e de toda a comunidade reunida e. dentre as outras fórmulas:             a) algumas constituem um rito ou ato independente. tais como o canto da entrada. propostas antes da proclamação do Evangelho. Além disso.       Por fim. na preparação das oferendas e antes e depois da Comunhão do sacerdote.       Sendo a celebração da Missa. para que se promova e exprima claramente a ação de toda a comunidade47. muito úteis para manifestar e fomentar a participação ativa dos fiéis e que competem a toda a assembléia convocada. Outras fórmulas que ocorrem na celebração 34. Estas orações.COM. a profissão de fé. observados os princípios acima propostos. acompanham um rito. como presidente. e nas normas que se seguem. mas promovem e realizam a comunhão entre o sacerdote e o povo. por sua natureza. 36. 33. o leitor ou toda a assembléia devem proferir em voz alta e distinta. em qualquer forma de Missa. a voz corresponda ao gênero do próprio texto. as palavras "dizer" ou "proferir" devem aplicar-se tanto ao canto como à recitação. o Sanctus. assumem grande importância os diálogos entre o sacerdote e os fiéis reunidos. das oferendas. a aclamação da anamnese e o canto depois da Comunhão. Maneiras de proferir os diversos textos 38. a oração universal e a oração do Senhor. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !131 .

atender às diretrizes desta Instrução geral e da prática tradicional do Rito romano e a tudo que possa contribuir para o bem comum espiritual do povo de Deus. o canto gregoriano ocupa o primeiro lugar. dizia com razão Santo Agostinho: "Cantar é próprio de quem ama"48.BR Importância do canto 39. Por isso. de preferência ao próprio gosto ou arbítrio. ou então àquelas que o sacerdote e o povo devem proferir simultaneamente49.             Na escolha das partes que de fato são cantadas. o leitor cantam com respostas do povo. por exemplo nas Missas dos dias de semana. especialmente a polifonia. At 2. reza duas vezes". Outros gêneros de música sacra. principalmente o símbolo da fé e a oração do Senhor.       Os gestos e posições do corpo tanto do sacerdote.       Em igualdade de condições. convém que aprendam a cantar juntos em latim ao menos algumas partes do Ordinário da Missa. do diácono e dos ministros. empregando-se melodias mais simples51. não são absolutamente excluídos. contanto que se harmonizem com o espírito da ação litúrgica e favoreçam a participação de todos os fiéis50.       Portanto. pois o canto constitui um sinal de alegria do coração (cf. 46).             Uma vez que se realizam sempre mais freqüentemente reuniões internacionais de fiéis. 41. deve-se zelar para que não falte o canto dos ministros e do povo nas celebrações dos domingos e festas de preceito. 40.             A posição comum do corpo. deve-se dar preferência às mais importantes e sobretudo àquelas que o sacerdote. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. e há um provérbio antigo que afirma: "Quem canta bem. tendo em vista a índole dos povos e as possibilidades de cada assembléia litúrgica. Ainda que não seja necessário cantar sempre todos os textos de per si destinados ao canto. Gestos e posições do corpo 42. reunidos para a sagrada DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !132 . se compreenda a verdadeira e plena significação de suas diversas partes e se favoreça a participação de todos52. dê-se grande valor ao uso do canto na celebração da Missa. a cantarem juntos salmos. o diácono. pois. que todos os participantes devem observar é sinal da unidade dos membros da comunidade cristã. Deve-se. Cl 3. como do povo devem contribuir para que toda a celebração resplandeça pelo decoro e nobre simplicidade. que se reúnem em assembléia para aguardar a vinda do Senhor. 16). hinos e cânticos espirituais (cf. como próprio da Liturgia romana.COM.       O Apóstolo aconselha os fiéis.

e do convite Orai. à Conferência dos Bispos adaptar. durante da consagração. irmãos antes da oração sobre as oferendas até o fim da Missa.             Ajoelhem-se. 44. de acordo com o que vem estabelecido no Missal.       Oportunamente. durante a homilia e durante a preparação das oferendas. segundo as normas estabelecidas para cada uma. como parte da celebração deve-se observar o silêncio sagrado54. ao canto do Aleluia antes do Evangelho. os gestos e posições do corpo descritos no Ordinário da Missa53. O silêncio 45. pelo diácono antes da proclamação do Evangelho ou ao levar o Livro dos evangelhos ao ambão. que correspondam ao sentido e à índole de cada parte da celebração. enquanto se observa o silêncio sagrado após a Comunhão. durante a profissão de fé e a oração universal.             Compete. e. porém. contudo. 43. ao levarem os dons e enquanto se aproximam da Comunhão.       Os fiéis permaneçam de pé. a não ser que. porém. por um ministro leigo ou pelo sacerdote.       Entre os gestos incluem-se também as ações e as procissões realizadas pelo sacerdote com o diácono e os ministros ao se aproximarem do altar. A sua natureza depende do momento em que ocorre em cada DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !133 . por motivo de saúde ou falta de espaço ou o grande número de presentes ou outras causas razoáveis não o permitam. exceto nas partes citadas em seguida. Convém que tais ações e procissões sejam realizadas com dignidade. até a oração do dia inclusive. do início do canto da entrada.BR Liturgia.             Para se obter a uniformidade nos gestos e posições do corpo numa mesma celebração. segundo as normas do direito. Cuide-se. Onde for costume o povo permanecer de joelhos do fim da aclamação do Santo até ao final da Oração eucarística e antes da Comunhão quando o sacerdote diz Eis o Cordeiro de Deus. se for conveniente. façam inclinação profunda enquanto o sacerdote faz genuflexão após a consagração. obedeçam os fiéis aos avisos dados pelo diácono. aqueles que não se ajoelham na consagração. é louvável que ele seja mantido.COM. durante a proclamação do Evangelho. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Contudo. pois exprime e estimula os pensamentos e os sentimentos dos participantes. dos fiéis. ou enquanto o sacerdote se aproxima do altar. à índole e às legitimas tradições dos povos.             Sentem-se durante as leituras antes do Evangelho e durante o salmo responsorial. enquanto se executam cantos apropriados.

A finalidade desse canto é abrir a celebração. começa o canto da entrada. Glória e oração do dia. enquanto o sacerdote entra com o diácono e os ministros. Kýrie. ato penitencial. n. cada fiel se recolhe. Assim. reunindo-se em assembléia. o diácono e os ministros saúdam o altar com uma inclinação profunda. 31). para que todos se disponham devota e devidamente para realizarem os sagrados mistérios. introdução e preparação.       Os ritos que precedem a liturgia da palavra. no ato penitencial e após o convite à oração. pelo próprio sacerdote. na secretaria e mesmo nos lugares mais próximos. louvam e rezam a Deus no íntimo do coração. promover a união da assembléia. Pode-se usar a antífona com seu salmo.       Reunido o povo. ou por alguns deles. enfim. e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros. ou pelo leitor.       Chegando ao presbitério. introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa. entrada. saudação.             Sua finalidade é fazer com que os fiéis.       O canto é executado alternadamente pelo grupo de cantores e pelo povo. cujo texto tenha sido aprovado pela Conferência dos Bispos. omitem-se os ritos iniciais ou são realizados de um modo próprio. 48.             Convém que já antes da própria celebração se conserve o silêncio na igreja. ou então outro canto condizente com a ação sagrada55 e com a índole do dia ou do tempo. ou então. Saudação ao altar e ao povo reunido 49.             Não havendo canto à entrada. do Gradual romano ou do Gradual simples. III. têm o caráter de exórdio. ou pelo cantor e pelo povo.COM. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !134 . o sacerdote. a antífona proposta no Missal é recitada pelos fiéis.BR celebração. após uma leitura ou a homilia. meditam brevemente o que ouviram. de acordo com as normas dos livros litúrgicos se ligam com a Missa. na sacristia. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. AS PARTES DA MISSA A)         RITOS INICIAIS 46.             Em certas celebrações que. ou só pelo grupo de cantores. isto é. após a comunhão. constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia. Entrada 47. que também pode adaptá-la a modo de exortação inicial (cf.

Glória a Deus nas alturas 53. por vezes. em lugar do ato penitencial de costume. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !135 . a seguir. se for o caso. contudo. pelo cantor ou o grupo de cantores. 50.             Feita a saudação do povo. cada aclamação é repetida duas vezes. glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro. é cantado por toda a assembléia. ou um ministro leigo. um número maior de repetições por causa da índole das diversas línguas. absolvição que. não se excluindo. Se não for cantado. particularmente. pelo qual a Igreja. O texto deste hino não pode ser substituído por outro. não possui a eficácia do sacramento da penitência. congregada no Espírito Santo.       Em seguida. Ato penitencial 51. junto com toda a assembléia faz o sinal da cruz. é realizado por toda a assembléia através de uma fórmula de confissão geral. se for oportuno.BR             Em seguida. Tratando-se de um canto em que os fiéis aclamam o Senhor e imploram a sua misericórdia. da música ou das circunstâncias.       Executado o canto da entrada. é executado normalmente por todos. antepõe-se a cada aclamação uma "invocação"("tropo"). a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial. deve ser recitado por todos juntos ou por dois coros dialogando entre si. pela saudação. o sacerdote convida para o ato penitencial.             Via de regra. Senhor. o diácono. incensa a cruz e o altar. porém. Esta saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida. a bênção e aspersão da água em recordação do batismo56. o sacerdote. tende piedade 52. tende piedade. e concluído pela absolvição do sacerdote. no tempo pascal. o sacerdote. tomando parte nele o povo e o grupo de cantores ou o cantor. Quando o Senhor é cantado como parte do ato penitencial.             Aos domingos. é um hino antiquíssimo e venerável. Entoado pelo sacerdote ou. pode-se fazer. ou pelo povo que o alterna com o grupo de cantores ou pelo próprio grupo de cantores.COM. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pode com brevíssimas palavras introduzir os fiéis na Missa do dia. e o sacerdote. expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar.       O Glória. de pé junto à cadeira.       Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor. que após breve pausa de silêncio.

nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes.quando se dirige ao Filho: Vós. a oração costuma ser dirigida a Deus Pai. o sacerdote convida o povo a rezar. isto é com uma conclusão mais longa. se acolhe DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !136 . Conforme antiga tradição da Igreja. e o próprio Cristo.             . pela qual se exprime a índole da celebração.       A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação. do seguinte modo:             . mas no fim menciona o Filho: Que convosco vive e reina. Oração do dia (coleta) 54. B)         LITURGIA DA PALAVRA 55. na unidade do Espírito Santo. todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes. Integram-na também breves momentos de silêncio. O silêncio 56. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar "coleta".quando se dirige ao Pai: Por nosso Senhor Jesus Cristo. exceto no tempo do Advento e da Quaresma. na unidade do Espírito Santo. unindo-se à súplica. no Espírito Santo57 e por uma conclusão trinitária. que sois Deus com o Pai. tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos.             O povo. de acordo com a assembléia reunida.BR             É cantado ou recitado aos domingos. sob a ação do Espírito Santo. e oferece alimento espiritual. por sua palavra. Pois nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo58. sendo desenvolvida e concluída pela homilia. pelos quais. por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento.quando se dirige ao Pai. alimentado por essa palavra. revela o mistério da redenção e da salvação.       A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas.             Na Missa sempre se diz uma única oração do dia. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. faz sua a oração pela aclamação Amém. a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis. Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé.       A seguir. reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro. se acha presente no meio dos fiéis59. por Cristo.COM.             . vosso Filho. na unidade do Espírito Santo.

o povo reunido presta honra à palavra de Deus. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !137 . ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário. por favorecer a meditação da palavra de Deus. Por isso. oferecendo uma grande importância litúrgica e pastoral.       Na celebração da Missa com povo. tanto por parte do ministro delegado para anunciá-la.BR no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. quem a leu profere a aclamação. igualmente. como por parte dos fiéis que pelas aclamações reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados.COM. por exemplo. as leituras são sempre proferidas do ambão. o próprio sacerdote celebrante leia o Evangelho. 58. mas ministerial. como também após o término da homilia60. na sua ausência. o ofício de proferir as leituras não é função presidencial. Leituras bíblicas 57. após a primeira e a segunda leitura. acolhida com fé e de ânimo agradecido. Na falta. por outros textos não bíblicos62. 59.             O Salmo responsorial deve responder a cada leitura e normalmente será tomado do lecionário. que se prepara pela bênção ou oração. por outro sacerdote. na falta de outro leitor idôneo. é melhor conservar a disposição das leituras bíblicas pela qual se manifesta a unidade dos dois Testamentos e da história da salvação. do diácono ou de outro sacerdote. por sua resposta.             Depois de cada leitura. uma vez que a cerca mais do que as outras. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração. nem é permitido trocar as leituras e o salmo responsorial. Salmo responsorial 61. de honra especial. antes de se iniciar a própria liturgia da palavra. porém.       Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia61.       Por tradição. e que ouvem de pé a leitura.       A leitura do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. que é parte integrante da liturgia da palavra.       À primeira leitura segue-se o salmo responsorial. constituídos da palavra de Deus. o sacerdote celebrante proferirá também as demais leituras. o Evangelho seja anunciado pelo diácono ou. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. As leituras sejam pois proclamadas pelo leitor. 60.

que poderão ser empregados em lugar do texto correspondente à leitura. 63. sem refrão. exceto na Quaresma.             Em lugar do salmo proposto no lecionário pode-se cantar também um responsório gradual do Gradual romano ou um salmo responsorial ou aleluiático do Gradual Simples.       Havendo apenas uma leitura antes do Evangelho:             a) no tempo em que se diz o Aleluia. sendo repetido. para que o povo possa mais facilmente recitar o refrão salmódico. Assim. o salmista ou cantor do salmo. Aclamação antes da proclamação do Evangelho 62. b) no tempo em que não se diz o Aleluia.COM. através do qual a assembléia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho. exceto nos dias da Páscoa e de Pentecostes. seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da palavra de Deus. porém. como se encontram nesses livros. é cantado pelo grupo de cantores ou cantor. de pé. saúda-o e professa sua fé pelo canto.             c) O Aleluia ou o versículo antes do Evangelho podem ser omitidos quando não são cantados. sempre que o salmo é cantado. Homilia DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !138 . isto é. ao menos no que se refere ao refrão do povo. a não ser que o salmo seja proferido de modo contínuo. É cantado por todos. ou um salmo e o Aleluia com seu versículo. é facultativa. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma. primeiramente pelo grupo de cantores ou cantor. foram escolhidos alguns textos de refrões e de salmos para os diversos tempos do ano e as várias categorias de Santos. no lugar do Aleluia.BR             De preferência.       A seqüência que. o versículo. se for o caso. Mas. geralmente participando pelo refrão. Se o salmo não puder ser cantado. do ambão ou outro lugar adequado profere os versículos do salmo. 64. canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. o salmo responsorial será cantado. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pode haver um salmo aleluiático. pode haver um salmo e o versículo antes do Evangelho ou somente o salmo. conforme exigir o tempo litúrgico. b) No Tempo da Quaresma. como se encontra no Gradual. é cantada antes do Aleluia.       Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho. enquanto toda a assembléia escuta sentada. canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas. O Versículo é tomado do lecionário ou do Gradual. Pode-se cantar também um segundo salmo ou trato.             a) O Aleluia é cantado em todo o tempo.

de tal sorte que se reze pela Santa Igreja. antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.             Se não for cantado. proclamando a regra da fé através de fórmula aprovada para o uso litúrgico. bem como. como ainda em outras festas e ocasiões em que o povo acorre à igreja em maior número66. pelo cantor ou pelo grupo de cantores.       O símbolo deve ser cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades. em todas as Missas celebradas com participação do povo. também é recomendada nos outros dias. nunca.       Na oração universal ou oração dos fiéis.             Aos domingos e festas de preceito haja homilia.BR 65. ou pelo povo alternando com o grupo de cantores. via de regra é proferida pelo próprio sacerdote celebrante ou é por ele delegada a um sacerdote concelebrante ou.       A homilia. sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Oração universal 69.             Quando cantado. Quaresma e Tempo pascal. é cantado por todo o povo junto. a um leigo65. o povo responde de certo modo à palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto do Ordinário ou do Próprio da Missa do dia. Convém que normalmente se faça esta oração nas Missas com o povo. se for oportuno. ocasionalmente. Profissão de fé 67. será recitado por todos juntos. a um diácono. recordar e professar os grandes mistérios da fé. sobretudo nos dias de semana do Avento. como as necessidades particulares dos ouvintes64. Em casos especiais e por motivo razoável a homilia também pode ser feita pelo Bispo ou presbítero que participa da celebração sem que possa concelebrar. pelos DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !139 . é entoado pelo sacerdote ou. porém.COM. 66.       O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à palavra de Deus anunciada da sagrada Escritura e explicada pela homilia. pode-se também dizer em celebrações especiais de caráter mais solene. eleva preces a Deus pela salvação de todos. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. ou por dois coros alternando entre si.             Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio.       A homilia é uma parte da liturgia e vivamente recomendada63. 68. não podendo ser omitida a não ser por motivo grave. levando em conta tanto o mistério celebrado.

isto é. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !140 . tomou o pão e o cálice. convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui. bebei. dirigir a oração. Matrimônio. seja por uma invocação comum após as intenções proferidas.       Cabe ao sacerdote celebrante. do ambão ou de outro lugar apropriado. As intenções propostas sejam sóbrias. C)        LITURGIA EUCARÍSTICA 72. deu graças.             As intenções são proferidas. 70. que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz. 71.             No entanto. exprime a sua súplica.             Cristo.       Normalmente serão estas as séries de intenções:             a) pelas necessidades da Igreja. este é o cálice do meu Sangue. realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória69. de pé. na verdade. Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal. pelos que sofrem necessidades. aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos. isto é o meu Corpo. por todos os seres humanos e pela salvação do mundo inteiro67. comei.             2) Na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo. quando o sacerdote. em alguma celebração especial.BR governantes. Ele a introduz com breve exortação.COM.             O povo. compostas por sábia liberdade e breves palavras e expressem a oração de toda a comunidade. Exéquias. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pelo diácono.       Na última Ceia. pelo cantor. de sua cadeira. Fazei isto em memória de mim. represente do Cristo Senhor. De fato:             1) Na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água.             c) pelos que sofrem qualquer dificuldade. tal como Confirmação.             b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo. pelo leitor ou por um fiel leigo68. seja por uma oração em silêncio.             d) pela comunidade local. partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai. as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.

BR             3) Pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis. n.       O pão e o vinho são depositados sobre o altar pelo sacerdote. das mãos do próprio Cristo.COM. Oração sobre as oferendas 77. o missal e o cálice. b) e se prolonga pelo menos até que os dons tenham sido colocados sobre o altar. no entanto. exprimindo por esse rito o seu desejo de purificação interior. em razão da dignidade batismal. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !141 . o purificatório. O canto pode sempre fazer parte dos ritos das oferendas. como outrora. proferindo as fórmulas estabelecidas. à presença de Deus. para simbolizar que a oferta da Igreja e sua oração sobem. recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice. embora muitos. podem ser incensados pelo diácono ou por outro ministro. ou recolhidos no recinto dela.       No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo. em seguida.       Depositadas as oferendas sobre o altar e terminados os ritos que as acompanham. mesmo sem a procissão dos dons. Embora os fiéis já não tragam de casa. o rito de levá-los ao altar conserva a mesma força e significado espiritual. a cruz e o próprio altar. também o sacerdote. do mesmo modo como os Apóstolos. o sacerdote pode incensar as oferendas colocadas sobre o altar e. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.       Em seguida. a não ser que se prepare na credência. conclui-se a preparação dos dons e prepara-se a Oração eucarística com o convite aos fiéis a rezarem com o sacerdote. o sacerdote lava as mãos. qual incenso. Preparação dos dons 73. ao lado do altar. trazem-se as oferendas.             A seguir. 48). colocando-se nele o corporal. É louvável que os fiéis apresentem o pão e o vinho que o sacerdote ou o diácono recebem em lugar adequado para serem levados ao altar. 76. serão. colocados em lugar conveniente. n. 74.             Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor. que é o centro de toda a liturgia eucarística70. Em seguida. o pão e o vinho destinados à liturgia.             Também são recebidos o dinheiro ou outros donativos oferecidos pelos fiéis para os pobres ou para a igreja. As normas relativas ao modo de cantar são as mesmas que para o canto da entrada (cf.       O canto do ofertório acompanha a procissão das oferendas (cf. fora da mesa eucarística. 37. por causa do ministério sagrado e o povo. 75. e com a oração sobre as oferendas.

            f) A oblação. em particular a assembléia atualmente reunida. unindo-se à oração.             O povo. relembrando principalmente a sua bem-aventurada paixão. se.COM. prece de ação de graças e santificação.BR Na Missa se diz uma só oração sobre as oferendas. que termina com a conclusão mais breve. O sacerdote convida o povo a elevar os corações ao Senhor na oração e ação de graças e o associa à prece que dirige a Deus Pai. Oração eucarística 78. isto é: Por Cristo. a festividade ou o tempo. ao oferecer o seu Corpo e Sangue sob as espécies de pão e vinha. em nome de toda a comunidade. parte da própria Oração eucarística. nosso Senhor. e que a hóstia imaculada se torne a salvação daqueles que vão recebê-la em Comunhão. pela qual.             e) A anamnese. centro e ápice de toda a celebração. de acordo com o dia. se tornem o Corpo e Sangue de Cristo. unindo-se aos espíritos celestes canta o Santo. pela qual a Igreja.             b) A aclamação pela qual toda a assembléia. a conclusão será: Que vive e reina para sempre. por Cristo. O sentido desta oração é que toda a assembléia se una com Cristo na proclamação das maravilhas de Deus e na oblação do sacrifício. é proferida por todo o povo com o sacerdote. e entregá-los aos apóstolos como comida e bebida. cumprindo a ordem recebida do Cristo Senhor através dos Apóstolos. dando-lhes a ordem de perpetuar este mistério. realizando esta memória.             d) A narrativa da instituição e consagração. no fim. glorifica a Deus e lhe rende graças por toda a obra da salvação ou por um dos seus aspectos. na qual a Igreja implora por meio de invocações especiais a força do Espírito Santo para que os dons oferecidos pelo ser humano sejam consagrados. Esta aclamação. quando pelas palavras e ações de Cristo se realiza o sacrifício que ele instituiu na última Ceia. no Espírito Santo. 79. a Igreja faz a memória do próprio Cristo. a hóstia DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !142 . se fizer menção do Filho.             c) A epiclese.       Podem distinguir-se do seguinte modo os principais elementos que compõem a Oração eucarística:             a) Ação de graças (expressa principalmente no Prefácio) em que o sacerdote. no Espírito Santo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. A oração eucarística exige que todos a ouçam respeitosamente e em silêncio. isto é. em nome de todo o povo santo. a faz sua pela aclamação Amém. oferece ao Pai.       Inicia-se agora a Oração eucarística. a gloriosa ressurreição e a ascensão aos céus.

Rito da paz 82.COM.BR imaculada.             h) A doxologia final que exprime a glorificação de Deus.             Convém. a própria oração. O sacerdote profere o convite. o embolismo suplica que toda a comunidade dos fiéis seja libertada do poder do mal. na união com Deus e com o próximo. segundo a ordem do Senhor.             g) As intercessões. convém que. porém. mas aprendam a oferecer-se a si próprios71. que os fiéis não apenas ofereçam a hóstia imaculada. que cada qual expresse a paz de maneira sóbria apenas aos que lhe estão mais próximos.             O convite. antes de comungar do Sacramento.       Segue-se o rito da paz no qual a Igreja implora a paz e a unidade para si mesma e para toda a família humana e os fiéis se exprimem a comunhão eclesial e a mútua caridade. para que finalmente Deus seja tudo em todos72. que a oblação é feita por ela e por todos os seus membros vivos e defuntos. de acordo com a índole e os costumes dos povos.             Quanto ao próprio sinal de transmissão da paz. que o povo encerra com a doxologia. e se aperfeiçoem. tanto celeste como terrestre. a fim de que as coisas santas sejam verdadeiramente dadas aos santos. que lembra para os cristãos antes de tudo o pão eucarístico. ela deseja. que foram chamados a participar da redenção e da salvação obtidas pelo Corpo e Sangue de Cristo. Esta é a finalidade da fração do pão e os outros ritos preparatórios. o modo de realizá-lo*. Ritos da Comunhão 80. pelos quais os fiéis são imediatamente encaminhados à Comunhão. o embolismo e a doxologia com que o povo encerra o rito são cantados ou proferidos em voz alta.       Na Oração do Senhor pede-se o pão de cada dia. todos os fiéis recitam a oração com o sacerdote. pela mediação do Cristo. e o sacerdote acrescenta sozinho o embolismo. o seu Corpo e Sangue sejam recebidos como alimento espiritual pelos fiéis devidamente preparados. Desenvolvendo o último pedido do Pai-nosso. no entanto. Fração do pão DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !143 . AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pelas quais se exprime que a Eucaristia é celebrada em comunhão com toda a Igreja. A Oração do Senhor 81. seja estabelecido pelas Conferências dos Bispos. e é confirmada e concluída pela aclamação Amém do povo. e pede-se a purificação dos pecados.       Sendo a celebração eucarística a ceia pascal. cada vez mais.

ajudado. A fração se inicia terminada a transmissão da paz.             Haja o cuidado para que também os cantores possam comungar com facilidade. 283). à qual o povo responde. n. 86. faz um ato de humildade. Este rito é reservado ao sacerdote e ao diácono. pela unidade das vozes. do Corpo vivente e glorioso de Cristo Jesus. e é realizada com a devida reverência. diz em voz alta. encerre-se em tempo o canto da Comunhão.             A seguir. para significar a unidade do Corpo e do Sangue do Senhor na obra da salvação. pode-se repetir quantas vezes for necessário até o final do rito. entoa-se o canto da comunhão que exprime. Havendo. que é o Cristo. morto e ressuscitado pela salvação do mundo. a súplica Cordeiro de Deus. porém. ou seja.       O sacerdote parte o pão eucarístico. A última vez conclui-se com as palavras dai-nos a paz. por isso. a união espiritual dos comungantes. Os fiéis fazem o mesmo. O canto prolonga-se enquanto se ministra a Comunhão aos fiéis74. significa que muitos fiéis pela Comunhão no único pão da vida. Comunhão 84. que no tempo apostólico deu o nome a toda a ação eucarística. de modo que não se prolongue desnecessariamente nem seja considerada de excessiva importância. rezando em silêncio. a Comunhão se manifeste mais claramente como participação no sacrifício celebrado atualmente73. 17). contudo. o sacerdote mostra aos fiéis o pão eucarístico sobre a patena ou sobre o cálice e convida-os ao banquete de Cristo.       Enquanto o sacerdote recebe o Sacramento. usando as palavras prescritas do Evangelho.             O sacerdote faz a fração do pão e coloca uma parte da hóstia no cálice. O gesto da fração realizado por Cristo na última ceia. e. O grupo dos cantores ou o cantor ordinariamente canta ou. formam um só corpo ( 1Cor 10. ao menos. também através dos sinais. 85. pelo diácono ou um concelebrante. demonstra a alegria dos corações e realça mais a índole "comunitária" da procissão para receber a Eucaristia. como também o próprio sacerdote deve fazer. recebam o Corpo do Senhor em hóstias consagradas na mesma Missa e participem do cálice nos casos previstos (cf. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !144 . AUGUSTOCEZARCORNELIUS. um hino após a Comunhão.       O sacerdote prepara-se por uma oração em silêncio para receber frutuosamente o Corpo e Sangue de Cristo. A invocação acompanha a fração do pão.COM. se for o caso. unindo-se aos fiéis.       É muito recomendável que os fiéis. para que.BR 83.

COM. a antífona com o salmo do Gradual Simples ou outro canto adequado. nosso Senhor.             . que termina com a conclusão mais breve.             Na Missa se diz uma só oração depois da Comunhão. O canto é executado só pelo grupo dos cantores ou pelo grupo dos cantores ou cantor com o povo. mas no fim se fizer menção do Filho: Que vive e reina para sempre. 88. unido e ordenado sob a direção do Bispo. ser for oportuno. Se desejar.BR 87. toda a assembléia pode entoar ainda um salmo ou outro canto de louvor ou hino. que em certos dias e ocasiões é enriquecida e expressa pela oração sobre o povo.       Para completar a oração do povo de Deus e encerrar todo o rito da Comunhão. o sacerdote profere a oração depois da Comunhão.             c) despedida do povo pelo diácono ou pelo sacerdote.       Aos ritos de encerramento pertencem:             a) breves comunicações. CAPÍTULO III FUNÇÕES E MINISTÉRIOS NA MISSA 91.             b) saudação e bênção do sacerdote. se forem necessárias. em que implora os frutos do mistério celebrado.             O povo pela aclamação Amém faz sua a oração. ou seja:             . aprovado pela Conferência dos Bispos. depois de ter comungado. louvando e bendizendo a Deus. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pertence a todo o Corpo da Igreja e o manifesta e afeta.se for dirigida ao Pai.se for dirigida ao Pai: Por Cristo.       Para o canto da comunhão pode-se tomar a antífona do Gradual romano.       A Celebração eucarística constitui uma ação de Cristo e da Igreja. o sacerdote e os fiéis oram por algum tempo em silêncio. isto é. o povo santo.             se for dirigida ao Filho: Que viveis e reinais para sempre. 89. mas atinge a cada um dos seus DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !145 . para que cada qual retorne às suas boas obras. por alguns dentre eles ou pelo leitor.       Terminada a distribuição da Comunhão. ou então pelo próprio sacerdote. a inclinação profunda ao altar pelo sacerdote.             Não havendo canto. a antífona proposta no Missal pode ser recitada pelos fiéis. com ou sem o salmo. ou por outra fórmula mais solene. D)        RITOS DE ENCERRAMENTO 90. o diácono e os outros ministros. em seguida. Por isso.             d) o beijo ao altar pelo sacerdote e o diácono e. antes de distribuir a Comunhão aos fiéis.

servindo o sacerdote na preparação do altar e na celebração do sacrifício. preside à sua oração. na proclamação das intenções da oração universal. em virtude da sagrada ordenação recebida. de cruz peitoral.             Se o Bispo não celebra a Eucaristia. e. ele deve servir a Deus e ao povo com dignidade e humildade.       Depois do presbítero. na pregação da palavra de Deus.          FUNÇÕES DE ORDEM SACRA 92. na distribuição da Eucaristia aos fiéis. pelo seu modo de agir e proferir as palavras divinas. não para aumentar a solenidade exterior do rito. por vezes. sacerdócio real. Todos. Desta forma. quer fiéis leigos. Na Missa. e no fim da Missa. façam tudo e só aquilo que lhes compete77.BR membros de modo diferente.       O presbítero. mas para manifestar mais claramente o mistério da Igreja. na orientação do povo quanto aos gestos e posições do corpo. que na Igreja tem o poder sagrado da Ordem para oferecer o sacrifício em nome de Cristo81. foi tida em grande apreço na Igreja já desde os inícios da era apostólica82. também está à frente do povo fiel reunido. quer ministros ordenados. conforme a diversidade de ordens. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !146 . presida a liturgia da palavra. de estola e revestido do pluvial sobre a alva. sobretudo sob a espécie do vinho e. seus auxiliares78. sugerir aos fiéis uma presença viva de Cristo. realmente. o diácono. dá aos seus irmãos o pão da vida eterna e participa com eles do mesmo alimento. Isto se faz. é de máxima conveniência que ele celebre a Eucaristia e associe a si os presbíteros na sagrada ação como concelebrantes. exercendo suas funções e ministérios. quando celebra a Eucaristia. por vezes. Portanto. "sacramento da unidade"79. por Cristo. no Espírito Santo. mas delega outro para fazê-lo. associa a si o povo no oferecimento do sacrifício a Deus Pai. I. convém que ele próprio. 94. ofícios e da participação atual75. portanto. o povo cristão. o diácono tem partes próprias no anúncio do Evangelho e. 93.             Quando o Bispo está presente à Missa com afluência do povo. dê a bênção80. manifesta sua organização coerente e hierárquica76. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pessoalmente ou através dos presbíteros. ocupa o primeiro lugar entre aqueles que servem na celebração eucarística. gente santa.       Toda celebração legítima da Eucaristia é dirigida pelo Bispo. anuncia-lhe a mensagem da salvação. "geração escolhida. A sagrada Ordem do diaconado. povo de conquista".COM.

BR II. ou sobretudo na oblação comum do sacrifício e na comum participação da mesa do Senhor. que ele mesmo deve exercer. mas também juntamente com ele. 194-198). distribuir aos fiéis a Eucaristia.             Na celebração eucarística. III. por este motivo. que levem a cruz. e faltando o salmista.COM. evitem qualquer tipo de individualismo ou divisão. 187-193) que ele mesmo deve exercer. Esforcem-se.       MINISTÉRIOS PARTICULARES O ministério do acólito e do leitor instituídos 98.     Não havendo acólito instituído. n. 99. sempre que solicitados para algum ministério particular ou função na celebração. Pode igualmente propor as intenções para a oração universal. o acólito possui partes próprias (cf.             Por isso. e aprender a oferecer-se a si próprios83. pois. o leitor tem uma função própria (cf. da qual é ministro extraordinário84. as DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !147 .             No ministério do altar. seja ouvindo a palavra de Deus. são todos irmãos entre si. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.       O acólito é instituído para o serviço do altar e auxiliar o sacerdote e o diácono. considerando sempre que todos têm um único Pai nos céus e.       Os fiéis não se recusem a servir com alegria ao povo de Deus. Tal unidade se manifesta muito bem quando todos os fiéis realizam em comum os mesmos gestos e assumem as mesmas atitudes externas.       O leitor é instituído para proferir as leituras da sagrada Escritura. não apenas pelas mãos do sacerdote. 97. por manifestar isto através de um profundo senso religioso e da caridade para com os irmãos que participam da mesma celebração. As demais funções 100. podem ser delegados ministros leigos para o serviço do altar e ajuda ao sacerdote e ao diácono.       Formem um único corpo.        FUNÇÕES DO POVO DE DEUS 95. 96. o povo adquirido e o sacerdócio régio.       Na celebração da Missa os fiéis constituem o povo santo. proferir o salmo entre as leituras. exceto o Evangelho. e. se necessário. Compete-lhe principalmente preparar o altar e os vasos sagrados. seja tomando parte nas orações e no canto. para dar graças a Deus e oferecer o sacrifício perfeito. n.

exerce sua função litúrgica o grupo dos cantores ou coral. ao menos nas igrejas catedrais e outras igrejas maiores. dirige aos fiéis breves explicações e exortações. para que os fiéis.     Compete ao salmista proclamar o salmo ou outro cântico bíblico colocado entre as leituras. Convém que as exortações do comentarista sejam cuidadosamente preparadas. sóbrias e claras. Ao desempenhar sua função. 103.COM.BR velas. a fim de que as ações sagradas sejam devidamente organizadas e exercidas com decoro. e promover a ativa participação dos fiéis no canto87.     Convém que haja um cantor ou regente de coro para dirigir e sustentar o canto do povo. o pão. 106. compete ao cantor dirigir os diversos cantos. 105.     Na falta de leitor instituído. com as devidas ressalvas.             b) O comentarista.     Entre os fiéis. acolhem os fiéis às portas da igreja e os levam aos seus lugares e organizam as suas procissões. o comentarista fica em pé em lugar adequado voltado para os fiéis. que não são próprias do sacerdote ou do diácono e das quais se trata acima (n. ordem e piedade pelos ministros sagrados e os fiéis leigos. visando a introduzi-los na celebração e dispô-los para entendê-la melhor. o turíbulo. para os outros músicos.             c) Os que fazem as coletas na igreja. 100-106). para proferir as leituras da Sagrada Escritura.     É conveniente. sobretudo para o organista. 104. ao ouvirem as leituras divinas. o vinho e a água.             d) Os que. que. que haja algum ministro competente ou mestre de cerimônias. com a devida participação do povo88. realmente capazes de exercerem esta função e cuidadosamente preparados. ou também sejam delegados como ministros extraordinários para a distribuição da sagrada Comunhão85. os paramentos e outras coisas necessárias na celebração da Missa. 107. Mesmo não havendo um grupo de cantores. Cabe-lhe executar as partes que lhe são próprias.     Exercem também uma função litúrgica:             a) O sacristão. conforme os diversos gêneros de cantos. no ambão. concebam no coração um suave e vivo afeto pela Sagrada Escritura86. O que se diz do grupo de cantores vale também. porém. podem ser confiadas também pelo pároco ou reitor da igreja a leigos idôneos89 com bênção litúrgica ou designação DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !148 . AUGUSTOCEZARCORNELIUS. não. oportunamente. 101. em certas regiões. 102. que dispõe com cuidado os livros litúrgicos. Para bem exercer a sua função é necessário que o salmista saiba salmodiar e tenha boa pronúncia e dicção. sejam delegados outros leigos.     As funções litúrgicas.

a mesma leitura feita por dois. um após o outro. 111. 109. com espírito dócil e diligente. nada impede que distribuam entre si e exerçam as diversas partes do mesmo ministério ou ofício.     Se na Missa com o povo houver apenas um ministro. seja feita de comum acordo por todos aqueles a quem diz respeito. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !149 . diáconos e ministros leigos91. ao ministério do altar. com exceção daquelas que são próprias da Missa com a presença do Bispo (cf.COM. observem-se as normas dadas pelo Bispo para sua diocese.     Um e o mesmo sacerdote deve exercer a função presidencial sempre em todas as suas partes. seja quanto ao aspecto pastoral e musical. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Mas não convém de modo algum que várias pessoas dividam entre si um único elemento da celebração.     A preparação prática de cada celebração litúrgica. acima. ao sacerdote que preside a celebração.     Achando-se presentes várias pessoas aptas a exercerem o mesmo ministério. e assim por diante. Quanto à função de servir ao sacerdote junto ao altar. havendo várias leituras. e na qual o povo santo de Deus participa plena e ativamente. cercado de seu presbitério. Por exemplo. de acordo com o Missal e outros livros litúrgicos.BR temporária. fica sempre o direito de dispor sobre aqueles elementos que lhe competem90. por exemplo. Contudo. sob a direção do reitor da igreja e ouvidos também os fiéis naquilo que diretamente lhes concerne. um diácono pode ser destinado a proferir as partes cantadas e outro. a não ser se trate da Paixão do Senhor. n. por causa de sua significação. ele mesmo exerça diversas funções. 110.        A DISTRIBUIÇÃO DAS FUNÇÕES E A PREPARAÇÃO DA CELEBRAÇÃO 108. é bom que sejam distribuídas entre diversos leitores. seja quanto aos ritos. 92). visto que aí se dá a principal manifestação da Igreja. IV. à Missa presidida pelo Bispo.     Na Igreja local deve-se dar o primeiro lugar. CAPÍTULO IV AS DIVERSAS FORMAS DE CELEBRAÇÃO DA MISSA 112.

não obrigados a celebrar individualmente por motivo pastoral.BR             Na Missa celebrada pelo Bispo. ao menos dois castiçais DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !150 . cada um exerça a sua função segundo a Ordem ou o ministério que recebeu. Nessas Missas. os sacerdotes obrigados a celebrar individualmente para o bem pastoral dos fiéis. a não ser que estejam escusados por justa causa. possui dignidade particular a Missa conventual. se realize com canto e conveniente número de ministros95. principalmente quando se trata da celebração comunitária do dia do Senhor93. O que é necessário preparar 117. coloquem-se. entretanto. todos os membros da comunidade. religiosos ou cônegos. Caso contrário. Sobre ele ou ao seu redor.     O altar seja coberto ao menos com uma toalha de cor branca. a possibilidade de maior número de ministros. e sobretudo com a plena participação de todos os membros da comunidade. 114. podem também concelebrar a Missa conventual ou "da comunidade" no mesmo dia94. A MISSA COM POVO 115. portam a veste coral própria ou sobrepeliz sobre a veste talar. revestidos das vestes sagradas. 116. porém. sobretudo a paroquial. Convém. isto é. 113. sobretudo nos domingos e festas de preceito. Convém. Embora estas Missas nada tenham de especial em sua celebração. este exerça a sua função. que o sacerdote celebrante seja assistido normalmente por um acólito. em qualquer celebração. um leitor e um cantor.     Dê-se igualmente grande valor à Missa celebrada com uma comunidade. Convém ainda que todos os sacerdotes. participando de preferência como concelebrantes.COM. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. em determinado tempo e lugar.     Entre as Missas celebradas em certas comunidades. observem-se as normas que se encontram no Cerimonial dos Bispos92.     Entende-se por Missa com povo a que é celebrada com participação de fiéis. exerçam normalmente a função da própria Ordem. pode. ser realizada sem canto e com um ministro apenas. uma vez que esta representa a Igreja universal. ou a Missa chamada "da comunidade". concelebrem na medida do possível. Além disso. O rito descrito em seguida prevê. que faz parte do Ofício cotidiano.     Na celebração de qualquer Missa em que esteja presente o diácono. que a celebração. ou à qual ele se faz presente sem que celebre a Eucaristia. I. Convém que os presbíteros que participam da celebração eucarística. porém. é de suma conveniência que sejam celebradas com canto. na medida do possível.

como também em celebrações menos solenes.COM. se necessário. A)         MISSA SEM DIÁCONO Ritos iniciais 120. a não ser que todas estas coisas sejam apresentadas pelos fiéis na procissão das oferendas. estola e dalmática. 118. preparem-se as vestes sagradas (cf.BR com velas acesas.             b) para o diácono: alva. patena e. n. se for oportuno.             c) para os demais ministros: alva ou outras vestes legitimamente aprovadas96.             b) no ambão: o Lecionário. podem ser trazidos na procissão de entrada.     Na sacristia. pão para a Comunhão do sacerdote que preside.     Preparem-se também:             a) junto à cadeira do sacerdote: o missal e. colocam-se sete. patena para a Comunhão dos fiéis. Os castiçais e a cruz. ou quando celebrar o Bispo diocesano. corporal. ou então quatro ou seis.             O cálice. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. sobretudo quando se trata de Missa dominical ou festiva de preceito. dos ministros e do povo. pala. o sacerdote e os ministros. quando se usa incenso. uma cruz com a imagem do Cristo crucificado.     Reunido o povo. 337-341) do sacerdote. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !151 . cruz a ser levada na procissão e castiçais com velas acesas. Pode-se também colocar sobre o altar o Evangeliário. nos domingos e dias festivos. dirigem ao altar na seguinte ordem:             a) o turiferário com o turíbulo aceso. quando se usa incenso. Haja também sobre o altar ou em torno dele. o turíbulo e a naveta com incenso. cibórios. conforme as diversas formas de celebração. recipiente com água a ser abençoada se houver aspersão. se for oportuno. que pode ser da cor do dia ou de cor branca. distinto do livro das outras leituras. revestidos das vestes sagradas. um livro de cantos. e o que for necessário para lavar as mãos. purificatório e. do diácono. que pode ser dispensada em sua falta. do diácono e dos demais ministros:             a) para o sacerdote: alva.             Quando se realiza a procissão da entrada preparem-se também o Evangeliário. estola e casula ou planeta. ornada com a imagem do Cristo crucificado. como convém.             c) na credência: cálice. 119. seja coberto com um véu. galhetas com vinho e água.

pode. tende piedade. Terminado o canto da entrada. é cantado ou recitado o Senhor. juntamente com ele.     Segue-se o ato penitencial. abrindo os braços. Liturgia da Palavra 128. com brevíssimas palavras. Ele mesmo ou outro ministro. 126. sem nada dizer. todos se assentam. Então o sacerdote. conforme as rubricas (cf. oram um momento em silêncio. ela será guardada em lugar adequado. por sua DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !152 . O sacerdote diz: Em nome do Pai. o sacerdote e os fiéis fazem o sinal da cruz. 121. que pode conduzir um pouco elevado o Evangeliário. se for oportuno. 123. 122. caso contrário. entre eles. 127. e do Filho. incensa a cruz e o altar. 52).             c) os acólitos e os outros ministros.             A cruz. 53).     Enquanto se faz a procissão para o altar. introduzir os fieis na Missa do dia. o sacerdote dirige-se à cadeira.             Voltado para o povo e abrindo os braços. Em seguida. introduzir os fiéis na liturgia da Palavra.             e) o sacerdote que vai celebrar a Missa.     Em seguida.     Chegando ao altar. o sacerdote convida o povo a rezar. O sacerdote pode. contornando-o. n. E todos. 124. e estando todos de pé. O povo responde: Amém. que deve ser uma só. de mãos unidas: Oremos.     Em seguida. o lecionário. dizendo. Ao terminar. o sacerdote e os ministros fazem inclinação profunda. canta-se o canto da entrada (cf. O leitor. ornada com a imagem do Cristo crucificado trazida eventualmente na procissão. antes de iniciar a procissão. n.             d) o leitor. o sacerdote saúda-o com uma das fórmulas propostas. pode ser colocada junto ao altar. n. Em seguida. de modo que se torna a cruz do altar. com brevíssimas palavras. e do Espírito Santo.BR             b) os ministros que portam as velas acesas e. diz a oração do dia. 125. canta-se ou se recita o Glória (cf.     Nas celebrações previstas. não. os castiçais são colocados sobre o altar ou junto dele. 47-48). o povo aclama: Amém.     Concluída a oração do dia.             Quando se usa incenso. abençoando-o com o sinal da cruz. o Evangeliário seja colocado sobre o altar. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. o sacerdote põe incenso no turíbulo.     O sacerdote sobe ao altar e beija-o em sinal de veneração. porém.COM. o acólito ou outro ministro com a cruz.

de pé junto à cadeira ou no próprio ambão. dizendo em silêncio: Pelas palavras do Santo Evangelho. se usar incenso. e profundamente inclinado diante do altar.     Toma. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. de mãos unidas. Senhor.     Enquanto se canta o Aleluia ou outro canto. Também aí. observar um breve espaço de silêncio. profere a aclamação: Palavra da Salvação. como se disse acima (n. respondendo todos: Glória a vós. 129. a seguir. profundamente inclinado. coloca-o no turíbulo e o abençoa. pode-se observar um tempo de silêncio. com a aclamação. então.COM. enquanto todos escutam.     O sacerdote. se for oportuno.     Em seguida. para que todos meditem o que ouviram. precedido dos ministros leigos. profere a homilia. 276-277). respondendo o povo: Ele está no meio de nós e. 136. O povo aclama. pode-se observar um breve espaço de silêncio. 131. diz: Ó Deus todo-poderoso. com as mãos unidas.     Se houver uma segunda leitura antes do Evangelho. O sacerdote beija o livro. todos se põem de pé e canta-se o Aleluia ou outro canto.             Se for oportuno. manifestando uma especial reverência ao Evangelho de Cristo. e do Lecionário já aí colocado antes da Missa. O sacerdote incensa o livro. se estiver no altar e. se usar incenso. na fronte. fazendo com o polegar o sinal da cruz sobre o livro e sobre si mesmo.     No ambão. dirige-se para o ambão. que todos escutam. ao terminar. purificai-me. diz: O Senhor esteja convosco. se usar incenso (cf. 128). conduzindo o Evangeliário um pouco elevado. conforme as exigências do tempo litúrgico (cf. 135. que podem levar o turíbulo e os castiçais. n. diz em silêncio: Ó Deus todo- poderoso. acompanhado nisso por todos. de pé ao ambão. 133. pode-se. o salmista ou o próprio leitor. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !153 . então.BR vez. 130. na boca e no peito. profere os versículos do salmo ao que o povo normalmente responde com o refrão. respondendo todos Graças a Deus. No fim. Em seguida. proclama o Evangelho e. purificai-me. Senhor. A seguir. em outro lugar adequado. diz todas as leituras bem como o salmo. ele o coloca e abençoa e. o sacerdote. Proclamação do Evangelho. o leitor profere a aclamação Palavra do Senhor. se for oportuno. o próprio sacerdote.     Se não houver leitor. o sacerdote abre o livro e. no fim. ou ainda. dirige-se ao ambão. n. respondendo. 62-64). 132. 134.     Depois. ao terminar. dizendo: Glória a vós. proclama a primeira leitura. o leitor a proclama do ambão. Os presentes voltam-se para o ambão. o Evangeliário. A seguir.

responde suplicante. todos se inclinam profundamente. de mãos estendidas. o sacerdote recebe a patena com pão. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !154 . n. e depõe o cálice sobre o corporal. conclui a prece por uma oração. o sacerdote. cobrindo-o com a pala. com ambas as mãos mantém um pouco elevado o cálice preparado. derrama vinho e um pouco d'água no cálice. ou de outras dádivas para prover às necessidades da igreja e dos pobres. às quais o povo. E depõe a patena com o pão sobre o corporal. enquanto as outras dádivas são colocadas em outro lugar adequado (cf.     Terminada a oração universal. ajudado pelo acólito ou outro ministro. respondendo o povo: Bendito seja Deus para sempre.             As oblações dos fiéis são recebidas pelo sacerdote. 143. no lado do altar. Liturgia eucarística 139. dizendo em silêncio: Bendito sejais. 141.             O acólito ou outro ministro leigo coloca sobre o altar o corporal. mas nas solenidades da Anunciação do Senhor e do Natal do Senhor todos se ajoelham.     O símbolo é cantado ou recitado pelo sacerdote com o povo (cf. 68).     Ao altar. estando todos de pé. dizendo em silêncio: Por esta água. o cálice. A seguir. e a mantém levemente elevada sobre o altar com ambas as mãos. dizendo em silêncio: Bendito sejais. Retornando ao centro do altar. do ambão ou de outro lugar apropriado e voltado para o povo propõe as intenções. Senhor. Contudo. Senhor. o cantor.COM. se não houver canto de preparação das oferendas ou não houver música de fundo do órgão. 140. de pé. Às palavras E se encarnou pelo Espírito Santo.     Terminado o símbolo. diz em silêncio: De coração contrito. com breve exortação convida os fiéis à oração universal. por sua vez. na apresentação do pão e do vinho. a pala e o missal. de pé junto à cadeira e de mãos unidas. 142      Em seguida. 74). enquanto o ministro lhe apresenta as galhetas. que as depõe sobre o altar. o sacerdote pode proferir em voz alta as fórmulas de bendição.     Convém que a participação dos fiéis se manifeste através da oferta do pão e vinho para a celebração da Eucaristia. n. o leitor ou outra pessoa.BR 137. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. o purificatório. Por fim. se julgar oportuno. profundamente inclinado. 138. 73). O pão e o vinho para a Eucaristia são levados para o celebrante. o sacerdote.     Depois de colocado o cálice sobre o altar. o sacerdote. todos se assentam e tem início o canto do ofertório (cf. n.

sem seguida. ou depois da incensação..             É muito conveniente que o sacerdote cante as partes da Oração eucarística. a aclamação após a consagração. Em seguida. 146. O sacerdote. acrescenta: Demos graças ao Senhor. Bispo desta Igreja N. e o povo responde: Ele está no meio de nós.     O sacerdote continua a Oração eucarística conforme as rubricas. O povo. de mãos estendidas. ao lado do altar. o sacerdote. se usar incenso. convida o povo a rezar. por sua vez.     O sacerdote inicia a Oração eucarística. por sua natureza. Conforme as rubricas (cf. Em seguida. de mãos estendidas. o sacerdote. No fim o povo aclama: Amém. o sacerdote. une as mãos e com todos os presentes. dizendo: Receba o Senhor. que se encontram em cada uma dessas Orações. de pé e voltado para o povo. se associe ao sacerdote na fé e em silêncio e por intervenções previstas no decurso da Oração eucarística.     Após a oração De coração contrito.BR 144. de mãos estendidas. eleva as mãos. canta ou diz em voz alta: Santo (cf. acrescenta: e por mim. Senhor. 79. que são as respostas no diálogo do Prefácio. 148. o Santo. nas Preces.b). após as palavras: pelo vosso servo o Papa N. enquanto o ministro derrama a água.COM..             Se o celebrante é Bispo. a cruz e o altar. em virtude de sua ordenação. após as palavras: pelo vosso servo o Papa N.     Outra vez no centro do altar. o sacerdote. e o povo responde: É nosso dever e nossa salvação. irmãos e irmãs etc.. ou aprovadas pela Sé Apostólica. estendendo as mãos. A Oração eucarística. o povo. abençoa-o sem nada dizer e incensa as oferendas. diz a Oração sobre as oferendas. ou após as DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !155 . e a aclamação Amém. dizendo: Orai. n.     Iniciando a Oração eucarística. 365) ele escolhe uma das Orações eucarísticas do Missal Romano. a profira. dizendo em silêncio: Lavai-me. de pé ao lado do altar. Enquanto prossegue: Corações ao alto. terminado este. O povo põe-se de pé e responde. incensa o sacerdote e. lava as mãos. vosso indigno servo e por meu irmão N. acrescenta: por mim. 149.     A seguir. continua o Prefácio. exige que somente o sacerdote. nosso Deus. Quando o Bispo celebra fora de sua diocese. n. 147. o sacerdote. bem como outras aclamações aprovadas pela Conferência dos Bispos e reconhecidas pela Santa Sé. estendendo e unindo as mãos. de pé. vosso indigno servo. O ministro. enriquecidas pela música. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. O povo responde: O nosso coração está em Deus. canta ou diz: O Senhor esteja convosco. 145.. após a doxologia final. o sacerdote o coloca no turíbulo.

            O Bispo diocesano. se for oportuno. tendo o sacerdote dito: Eis o mistério da fé.. Bispo desta Igreja N. não. presentes.     Um pouco antes da consagração. 154. no fim do qual o povo aclama: Vosso é o reino. diz a exortação que precede a Oração do Senhor e. anuncia a paz. com o nosso Bispo (ou: Vigário. proclama-a juntamente com o povo. dissestes. para que não se perturbe a celebração. porém. dizendo: A paz do Senhor esteja sempre convosco. de mãos unidas. conforme o caso. o sacerdote.     Concluída a Oração eucarística. de mãos estendidas. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. estendendo e unindo as mãos. 152. vosso indigno servo e de meu irmão N. 151. Faça o mesmo DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !156 . o sacerdote. diz em voz alta a oração Senhor Jesus Cristo. conforme o costume da região. diz sozinho. 150. acrescenta: de mim.. Faz o mesmo em cada elevação.             O Bispo Coadjutor e os Auxiliares. Ao término. a seguir. mas sempre permanecendo no âmbito do presbitério.BR palavras: de nosso Papa N. tomando a patena com a hóstia e o cálice ou elevando ambos juntos profere sozinho a doxologia: Por Cristo. Depois. Quando vários devem ser nomeados. outros bispos. o embolismo: Livrai-nos de todos os males. Em seguida. o ministro os incensa. estas fórmulas se usam conforme exigirem as normas gramaticais.     Terminada a Oração do Senhor. Abade) N. pode-se fazê-lo em forma geral: e o nosso Bispo N..     Após a consagração. Prelado. O povo responde: O amor de Cristo nos uniu. de mãos estendidas. o ministro. o povo aclama: Amém. ou quem for de direito equiparado a ele. ao serem mostrados ao povo a hóstia e o cálice após a consagração. saudai-vos em Cristo Jesus. usando uma das fórmulas prescritas. o povo profere a aclamação.             No fim da Oração eucarística. o sacerdote. o sacerdote depõe a patena e o cálice sobre o corporal. e seus Bispos auxiliares. voltado para o povo.             Se for usado incenso. 153. adverte os fiéis com um sinal da campainha. o sacerdote. Prefeito.             Em cada Oração eucarística.             O sacerdote pode dar a paz aos ministros. podem ser nomeados na Oração eucarística. eventualmente. de mãos estendidas. o sacerdote acrescenta: Meus irmãos e minhas irmãs.COM.     Em seguida. deve ser nomeado com esta fórmula: com o Papa N. terminada esta.

dizendo: O Corpo de Cristo. O comungante. a ser estabelecida pelas mesmas normas. 284-287). 157. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !157 . na mão. expressam mutuamente a paz. consome-a inteiramente. o sacerdote. ou Senhor Jesus Cristo. n. e comunga com reverência o Corpo de Cristo. antes de receberem o Sacramento. então. pode-se dizer: A paz do Senhor esteja sempre contigo. e. 160. 158. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. observe-se o rito descrito no lugar próprio (cf.     Terminada a oração. o sacerdote mostra a cada um a hóstia um pouco elevada. Filho de Deus vivo. dizendo em silêncio: Esta união. Quem vai comungar responde: Amém. acrescenta uma só vez: Senhor. sendo a resposta: Amém. Enquanto se dá a paz. 86). onde for concedido. o sacerdote faz genuflexão. e com reverência bebe o Sangue de Cristo. parte-a sobre a patena e deixa cair uma partícula no cálice. conforme as normas estabelecidas pela Conferência dos Bispos. o sacerdote toma a hóstia. diz voltado para o povo: Felizes os convidados etc. Enquanto isso. 155. 83).     Em seguida. o vosso Corpo. segura o cálice e diz em silêncio: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna. Os fiéis comungam ajoelhados ou de pé.COM.     A seguir.BR se por motivo razoável quiser dar a paz para alguns poucos fiéis. diz a oração da Comunhão: Senhor Jesus Cristo. Todos. entoa-se o canto da Comunhão (cf. n. Se.     Enquanto o sacerdote comunga o Sacramento. e com as mãos juntas. recebe o Sacramento. 159. porém. o coral e o povo cantam ou dizem o Cordeiro de Deus (cf. Quando a Comunhão se fizer sob as duas espécies. o sacerdote diz em silêncio: O Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.     O sacerdote toma.             Não é permitido aos fiéis receber por si mesmos o pão consagrado nem o cálice consagrado e muito menos passar de mão em mão entre si.     Se a Comunhão é dada sob a espécie do pão somente. na boca ou. 156. a patena ou o cibório e se aproxima dos que vão comungar e que normalmente se aproximam em procissão. A seguir. recomenda-se que. façam devida reverência. toma a hóstia consagrada na mesma missa e segurando-a um pouco elevada sobre a patena ou sobre o cálice. à sua livre escolha. a comunhão e a caridade. n. comungarem de pé. em silêncio. assim que recebe a santa hóstia. conforme for estabelecido pela Conferência dos Bispos. 161. eu não sou digno. juntamente com o povo. no entanto.     De pé e voltado para o altar.

     A seguir. o acólito instituído bem como outros fiéis. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 163. Todos respondem: Amém. Em caso de necessidade.COM. o próprio sacerdote. recebendo sempre o vaso que contém as espécies da Santíssima Eucaristia a serem distribuídas aos fiéis. traçando três vezes o sinal da cruz sobre o povo99. 167. a não ser que já se tenha guardado silêncio após a Comunhão. n. consome imediatamente todo o vinho consagrado que tenha sobrado.     Em seguida. ou seja. da mão do sacerdote celebrante. Se não houver e se o número dos comungantes for muito grande.     Terminada a distribuição da Comunhão. saúda o povo.     Terminada a oração depois da comunhão.             Em certos dias e ocasiões. breves comunicações ao povo. dizendo: O Senhor esteja convosco. Pode-se guardar durante algum tempo um sagrado silêncio. o sacerdote pode delegar fiéis idôneos para o caso particular98.             O Bispo abençoa o povo com fórmula apropriada. e traçando o sinal da cruz sobre o povo. recita a Oração depois da Comunhão. acrescenta logo. e o povo responde: Ele está no meio de nós. esta bênção é enriquecida e expressa. 165.BR 162. façam-se. o sacerdote. o sacerdote recolhe os f 164. que para isso foram legitimamente delegados97.     Em seguida. o sacerdote diz. unindo novamente as mãos. conforme as rubricas. estendendo as mãos.     Outros presbíteros eventualmente presentes podem ajudar o sacerdote na distribuição da Comunhão. e Espírito Santo. 88). ele as consome ao altar ou as leva ao lugar destinado à conservação da Eucaristia. recolhendo a mão esquerda sobre o peito e elevando a mão direita: Abençoe-vos Deus todo- poderoso. se necessário. voltado para o povo. de pé. Ritos finais 166. o sacerdote pode voltar à cadeira. No fim da oração o povo aclama: Amém.             Estes ministros não se aproximem do altar antes que o sacerdote tenha tomado a Comunhão. junto à cadeira ou ao altar. de mãos unidas Oremos. prossegue: Pai. as hóstias que sobram. que pode ser precedida de um momento de silêncio.             Tendo voltado para o altar. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !158 . o sacerdote pode chamar ministros extraordinários para ajudá-lo. pela oração sobre o povo ou outra fórmula mais solene. no altar. E o sacerdote. e Filho. e de mãos estendidas. ou entoar um salmo ou outro canto ou hino de louvor (cf.

BR 168.             f) se não houver outros ministros. o diácono:             a) assiste o sacerdote e caminha a seu lado.     Se houver depois da Missa alguma ação litúrgica. Liturgia da palavra 175. com o sacerdote venera o altar com um ósculo.     Incensado o altar. encarrega-se do cálice e do livro. pode fazer a homilia (cf. sobe ao altar.     Chegando ao altar. n. tendo colocado o Evangeliário com deferência sobre o altar.     O sacerdote beija o altar. a saudação. 173. dirige-se para a sua cadeira com o sacerdote. por mandado do sacerdote celebrante. venera-o com um ósculo.             c) proclama o Evangelho e.             e) auxilia o sacerdote celebrante na distribuição da Comunhão e purifica e recolhe os vasos sagrados. serve o sacerdote na imposição do incenso. exerce as funções deles.             b) ao altar. não conduzir o Evangeliário.             Se. se for usado incenso. B) MISSA COM DIÁCONO 171. exerça seu ministério. 66). quando se usa incenso. com o sacerdote profunda inclinação ao altar e. o diácono. porém.             d) orienta o povo fiel através de oportunas exortações e enuncia as intenções da oração universal. omitem-se os ritos finais. permanecendo aí ao lado do sacerdote e servindo-o quando necessário. como de costume. feita a ele com os ministros leigos profunda inclinação. a bênção e a despedida. Assim. pouco elevado. de mãos unidas. omitida a reverência. profundamente DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !159 . acrescenta: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe e todos respondem: Graças a Deus.     Logo após a bênção. 170.COM. 174. se não. o diácono precede o sacerdote que se dirige ao altar.             Por fim. revestido das vestes sagras. caminha a seu lado. com ele.     Quando está presente à celebração eucarística. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. com eles se retira. se conduzir o Evangeliário.     Conduzindo o Evangeliário. E. como de costume e. o diácono. Ritos iniciais 172. isto é. conforme a necessidade.     Enquanto é proferido o Aleluia ou outro canto. faz. 169. assiste o sacerdote na colocação do incenso e na incensação da cruz e do altar. Em seguida. o sacerdote.

     Durante a Oração eucarística. da cruz e do altar. mas um pouco atrás. leva-lhe o livro para ser osculado ou ele mesmo o beija. enquanto o sacerdote permanece em sua cadeira. normalmente do ambão. em seguida. incensa o livro e proclama o Evangelho. apresenta o cálice ao sacerdote. para cuidar do cálice ou do missal. o diácono permanece de pé junto ao sacerdote. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !160 .             Quando o diácono serve ao Bispo. que louvavelmente se encontra colocado sobre o altar e dirige-se ao ambão. o diácono prepara o altar com a ajuda do acólito. e depois ele mesmo ou o acólito incensa o sacerdote e o povo. Liturgia eucarística 178. sobre si mesmo. respondendo todos: Glória a vós. sobre a boca e o peito. Ali. dizendo: Dá-me a tua bênção. toma o Evangeliário. o diácono profere também as outras leituras. levando o livro um pouco elevado. O sacerdote o abençoa. dizendo em silêncio: Pelo mistério desta água e. Ao terminar. serve o sacerdote na incensação das oferendas. 177. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Em seguida. cabe-lhe ainda cuidar dos vasos sagrados. Entrega ao sacerdote a patena com o pão que vai ser consagrado. dizendo em silêncio: Pelas palavras do santo Evangelho. na fronte. e volta para junto do sacerdote. às palavras Proclamação do Evangelho.     Não havendo outro leitor preparado. em seguida. Assiste o sacerdote na recepção das dádivas do povo. a seguir.             Por fim.     Após a introdução do sacerdote. precedido do turiferário com o turíbulo fumegante e dos ministros com velas acesas. derrama vinho e um pouco d'água no cálice. dizendo em silêncio: Pelas palavras do santo Evangelho. beija o livro. em voz baixa a bênção. o Evangeliário pode ser levado para a credência ou outro lugar adequado e digno. Em seguida.     Terminada a oração universal. o diácono propõe. conforme a oportunidade. dizendo: O Senhor esteja em teu coração. feita uma inclinação ao altar. O diácono faz o sinal da cruz e responde: Amém. Ele pode fazer esta preparação do cálice também junto à credência. 179. 176. aclama: Palavra da Salvação. Em celebrações mais solenes o Bispo. Senhor. abençoa o povo com o Evangeliário. traça o sinal da cruz com o polegar sobre o livro e.BR inclinado diante do sacerdote. pede. dizendo de mãos unidas: O Senhor esteja convosco e. quando necessário. Quando se usa incenso. ele saúda o povo.COM. as intenções da oração dos féis.

dizendo de mãos unidas e voltado para o povo: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe. consome logo com reverência.     A seguir. dizendo. depois da despedida do povo. Podem-se deixar devidamente cobertos na credência. Sendo a Comunhão ministrada sob as duas espécies. eleva o cálice. 180. dos demais diáconos e dos presbíteros. faz o convite à paz.     Após a Oração depois da Comunhão. feita uma inclinação profunda. 181. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. enquanto o sacerdote eleva a patena com a hóstia.BR             A partir da epiclese até a apresentação do cálice o diácono normalmente permanece de joelhos. o diácono. a não ser que o próprio sacerdote prefira fazê-lo. se os houver. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !161 . o povo responde: O amor de Cristo nos uniu. se for o caso.     Concluída a distribuição da Comunhão. A seguir. ajuda o sacerdote a distribuir a Comunhão ao povo. terminada a distribuição. com a ajuda.COM. enquanto o sacerdote regressa à cadeira.     Se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da bênção solene. se for o caso. junto com o sacerdote. 182. o diácono volta com o sacerdote ao altar e reúne os fragmentos. o diácono diz: Inclinai-vos para receber a bênção. recebe a paz do sacerdote e pode oferecê-la aos outros ministros que lhe estiverem mais próximos. apresenta o cálice aos comungantes e. Ritos finais 184.     Depois que o sacerdote disse a oração pela paz e: A paz do Senhor esteja sempre convosco. 186. de pé ao lado do sacerdote. ao altar. em seguida. retira-se como à entrada. o diácono despede o povo. Se houver vários diáconos. um deles na hora da consagração pode colocar incenso no turíbulo e incensar na apresentação da hóstia e do cálice. Dada a bênção pelo sacerdote. o diácono recebe a Comunhão sob as duas espécies do próprio sacerdote e. saudai-vos em Cristo Jesus. sobre o corporal. de mãos juntas e voltado para o povo: Meus irmãos e minhas irmãs. todo o Sangue de Cristo que tiver sobrado. leva o cálice e os outros vasos sagrados para a credência. até que o povo tenha aclamado: Amém. venera com um ósculo o altar e. Ele. 183.     Tendo o sacerdote comungado.     À doxologia final da Oração eucarística. 185. o diácono faz breves comunicações que se fizerem necessárias ao povo. os vasos a purificar e purificá-los imediatamente após a Missa. onde os purifica e compõe como de costume. por sua vez.

Ritos iniciais 188. cabe ao acólito aproximar-se do sacerdote ou do diácono. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. terminada a distribuição da Comunhão. como de costume. que. o acólito devidamente instituído leva os vasos sagrados para a credência e ali. mas se estiver presente um único acólito. Depois de chegar ao altar. portanto. na medida do possível. Convém. quer junto à cadeira quer junto ao altar. para lhes apresentar o livro e ajudá-los em outras coisas necessárias.     Na procissão para o altar. guarda-a em lugar digno. Em seguida. pode. Usando-se incenso. depois de concluída a oração universal. Na falta de diácono. ocupa o seu lugar no presbitério. da cruz e do altar. ajuda o sacerdote a receber os donativos do povo e. oportunamente. o acólito põe sobre o altar o corporal.BR C)        FUNÇÕES DO ACÓLITO 187.     Não havendo diácono. Liturgia eucarística 190.COM. alguns deles podem ocorrer simultaneamente. 191. depõe a cruz perto do altar. entre dois ministros que levam velas acesas. na ausência do diácono. se for o caso. os purifica. ou segura o cálice. distribuindo-se as demais entre outros ministros. Convém. enquanto o sacerdote permanece junto à cadeira. incensa o sacerdote e o povo. este execute o que for mais importante. o purificatório. se a comunhão for dada por intinção. a pala e o missal.Se a Comunhão for dada sob as duas espécies. apresenta ao sacerdote o turíbulo e o auxilia na incensação das oferendas. os enxuga e os arruma. como ministro extraordinário. 192. de modo que se torne a cruz do altar. o acólito ministra o cálice aos comungantes. ajuda o sacerdote ou o diácono a purificar e arrumar os vasos sagrados. se não.     Do mesmo modo.     O acólito legalmente instituído. ocupe um lugar do qual possa comodamente cumprir o seu ministério.     Durante toda a celebração. leva para o altar o pão e o vinho e os entrega ao sacerdote. se for necessário. o acólito legalmente instituído. A seguir. por isso. 189.     As funções que o acólito pode exercer são de diversos tipos. que sejam oportunamente distribuídas entre várias pessoas. Em seguida. o cálice. ajudar o sacerdote a distribuir a Comunhão ao povo100. o acólito pode levar a cruz. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !162 .

MISSA CONCELEBRADA 199. do ambão.             c) na Missa conventual e na Missa principal nas igrejas e oratórios.     Na falta de diácono. ocupa. n.BR 193. pode proferir também o salmo responsorial depois da primeira leitura. depois que o sacerdote fez a introdução. as leituras que precedem o Evangelho. junto com o sacerdote e o diácono. o acólito e os demais ministros.     Ao chegar ao altar. bem como a unidade de todo o povo de Deus. 195. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 48 e 87). Não havendo salmista. que manifesta convenientemente a unidade do sacerdócio e do sacrifício. na bênção de Abade e na Missa do Crisma. A seguir. e os fiéis não recitarem as antífonas propostas no missal.     O acólito profere. 198. caminha à frente do sacerdote. o leitor as pode proferir no momento oportuno (cf. D)        FUNÇÕES DO LEITOR Ritos iniciais 194.     A concelebração.             b) na Missa de Concílios. neste caso. faz com os outros profunda inclinação. sobe ao altar e depõe o Evangeliário sobre ele. se recomenda.     Terminada a Missa. a não ser que o bem pastoral dos fiéis exija ou aconselhe outra coisa:             a) na Missa vespertina na Ceia do Senhor. 197. pode proferir. pode levar o Evangeliário um pouco elevado. voltam processionalmente à sacristia.     Na procissão ao altar.             d) nas Missas de reuniões sacerdotais de qualquer tipo. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !163 . as intenções da oração universal. com os demais ministros. o leitor. faltando o diácono. Liturgia da palavra 196. do mesmo modo e na mesma ordem em que vieram. Se levar o Evangeliário. do contrário. é prescrita pelo próprio rito: na ordenação de Bispo e de Presbíteros. II. seja de seculares seja de religiosos101. seu lugar no presbitério. Reuniões de Bispos e de Sínodos. do ambão.COM.     Se não houver canto à Entrada e à Comunhão. revestido de vestes aprovadas.             Além disso. com os demais ministros.

na Missa de ordenação de um novo Bispo da diocese ou do seu Coadjutor ou Auxiliar. na Ceia do Senhor e na Missa da Vigília pascal. 204. celebrou ou concelebrou a Missa do Crisma. na Missa vespertina. mas não no mesmo tempo. 203. que caracteriza cada concelebração103. principalmente nas maiores solenidades do ano litúrgico. todos os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar três Missas. contanto que as celebrações se DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !164 . é permitido celebrar ou concelebrar mais vezes no mesmo dia. na Missa estacional. nos seguintes casos:             a) se alguém. a cada sacerdote é permitido celebrar a Eucaristia de forma individual. nas celebrações do Santo Fundador da Igreja local ou Patrono da diocese. na Ceia do Senhor. pode celebrar ou concelebrar a Missa vespertina. todos os sacerdotes podem celebrar ou concelebrar três Missas.     Onde houver grande número de sacerdotes.     Os presbíteros em peregrinação. sejam acolhidos de bom grado para a concelebração eucarística. 202.     Por motivo especial. quer pela significação do rito.             c) no Natal do Senhor.             Pelo mesmo motivo. na Quinta-feira.             b) se alguém celebrou ou concelebrou a Missa da Vigília pascal pode celebrar ou concelebrar a Missa no dia da Páscoa. Nesses casos se manifesta de forma ainda mais clara a unidade do sacerdócio e da Igreja. na Quinta-feira Santa. 200.BR             Contudo. No entanto. quer pela importância da festa.     Tenha-se em particular apreço a concelebração em que os presbíteros de uma diocese concelebram com o próprio Bispo. na Missal do Crisma.COM. contanto que sejam celebradas em suas horas próprias. por ocasião dos exercícios espirituais ou de algum encontro. dirigir a disciplina da concelebração em todas as igrejas e oratórios de sua diocese. mas deve ser feita em momentos sucessivos ou em lugares sagrados diversos102. na Ceia do Senhor. contanto que seja reconhecida sua condição sacerdotal. nos aniversários do Bispo e por ocasião de um Sínodo ou visita pastoral. 201. em que na mesma igreja ou oratório. não é permitido oferecer o sacrifício de modo individual. se realiza uma concelebração. segundo as normas do direito. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. recomenda-se a concelebração todas as vezes que os presbíteros se reúnem com o seu Bispo.     Compete ao Bispo.             d) na Comemoração de todos os fiéis defuntos. onde a necessidade ou utilidade pastoral o aconselhar. a concelebração pode realizar-se várias vezes no mesmo dia.

207. na visita pastoral ou em reuniões de sacerdotes. pode. ou mudando-se o que vem exposto a seguir. 208. caso contrário. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !165 . podem os concelebrantes.COM.     Ao chegarem ao altar. em seguida. por exemplo.BR façam em momentos diversos. partes que lhes são próprias podem ser confiadas a outros fiéis capacitados.     Os concelebrantes vestem na secretaria ou noutro lugar adequado. Liturgia da palavra 212.     A Missa concelebrada. faz-se como de costume a procissão pela igreja até o altar. observando-se.     Durante a liturgia da Palavra. grande número de concelebrantes e escassez de paramentos.     Ninguém se associe nem seja admitido a concelebrar. 112-198). O mesmo vale. 205.             e) se alguém concelebra com o Bispo ou seu delegado no Sínodo. feita profunda inclinação. com as devidas ressalvas. Os sacerdotes concelebrantes seguem à frente do celebrante principal. Ritos iniciais 210.     Se não houver diácono suas funções serão desempenhadas por alguns dos concelebrantes. veneram o altar com um ósculo. e observado o que é prescrito a respeito da aplicação da segunda e da terceira Missa104.     Estando tudo preparado. segue as normas previstas (cf. os concelebrantes ocupam os seus lugares e levantam-se com o celebrante principal. os concelebrantes e o celebrante principal. n. para os encontros de religiosos.             b) na credência: cálice de tamanho suficiente ou vários cálices. e se encaminham para as suas cadeiras. os paramentos que usam normalmente ao celebrarem a Missa. se for oportuno. depois de já iniciada a Missa. 209. como. Se houver motivo justo. nas suas diversas modalidades. e usar apenas a estola sobre a alva. exceto sempre o celebrante principal. para o bem dos fiéis. 206. vai até a cadeira. incensa a cruz e o altar e. dispensar a casula ou planeta.     Preparem-se no presbitério:             a) cadeiras e livretes para os sacerdotes concelebrantes.             Se também não houver outros ministros. 211. serão desempenadas por alguns dos concelebrantes. celebrar outra Missa. O celebrante principal. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.

permanece de pé. sejam ditas em voz tão baixa de tal modo que se ouça claramente a voz do celebrante principal. um pouco atrás. todos se levantam.BR             Iniciado o Aleluia. 215.     A preparação dos dons (cf. Dessa forma as palavras são mais facilmente entendidas pelo povo. caso não se determine outra coisa. Oração eucarística I. 218. quando forem recitadas.COM. sem nada dizer e dá a bênção ao diácono ou. o cálice e o Missal. ou Cânon romano 219. Contudo. mas de tal forma que não dificultem a realização dos ritos e a visão das cerimônias sagradas por parte dos fiéis. n.     O Prefácio é cantado ou proclamado somente pelo sacerdote celebrante principal. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. ou Cânon romano.             O diácono exerce o sua função junto ao altar. são de preferência cantadas. sobretudo as palavras da consagração. não pede nem recebe a bênção do celebrante principal. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !166 . após os sacerdotes concelebrantes. que coloca incenso. na sua ausência. 217.     Na Oração eucarística I. que todos devem expressar. nem impeçam o acesso do diácono ao altar ao exercer a sua função. O modo de proferir a Oração eucarística 216. Contudo. enquanto os outros concelebrantes permanecem nos respectivos lugares.     As partes que são proferidas conjuntamente por todos os concelebrantes e. quando necessário. os concelebrantes aproximam-se do altar e colocam-se em torno dele.     Terminado o Santo. quanto possível.             As partes a serem proferidas por todos os concelebrantes juntos. ao concelebrante que vai proclamar o Evangelho. os sacerdotes concelebrantes prosseguem a Oração eucarística na maneira como se determina a seguir.     A homilia normalmente será feita pelo celebrante principal ou por um dos concelebrantes. de mãos estendidas. o concelebrante que. colocados em torno do celebrante principal. Só o celebrante principal fará os gestos indicados. ministrando. o Pai de misericórdia é dito somente pelo celebrante principal. mas o Santo é cantado ou recitado por todos os concelebrantes junto com o povo e o grupo de cantores. exceto o Bispo. 213. Liturgia eucarística 214.     Depois que o celebrante principal concluiu a oração sobre as oferendas. 139-146) é feita pelo celebrante principal. na ausência do diácono proclama o Evangelho. ornadas com notas no missal. na concelebração presidida por um presbítero.

esta oferenda.     O Lembrai-vos. de mãos unidas. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. com a mão direita estendida para o pão e o cálice. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !167 . ó Pai e o E a todos nós pecadores convém que sejam confiados a um ou dois sacerdotes concelebrantes.     Na Oração eucarística II. aceitar.             c) as palavras do Senhor.             e) o Nós vos suplicamos.             c) as palavras do Senhor. cada um. inclinados e de mãos unidas até as palavras recebendo o Corpo e o Sangue e erguem-se fazendo o sinal da cruz às palavras sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu. cada um. em voz alta e de mãos estendidas.     O Recebei.             b) o Estando para ser entregue e Do mesmo modo. 222.BR 220. ó Pai.COM. que. de mãos unidas.             b) Na noite e Do mesmo modo. de mãos estendidas em direção às oferendas. se parecer oportuno.     O Por ele não cessais de criar é dito apenas pelo celebrante principal. o celebrante principal realiza os gestos. à apresentação. com as mãos estendidas para as oferendas. Do Dignai-vos. da seguinte forma:             a) o Santificai pois. se parecer oportuno. de mãos estendidas. 224. ó Pai. à apresentação. aceitar até o Nós vos suplicamos. o Na verdade. 223. ó Pai. ó Pai. é dito novamente apenas pelo celebrante principal de mãos estendidas. enquanto todos os concelebrantes dizem tudo juntos.             d) o Celebrando. que. ó Pai. vós sois santo é proferido apenas pelo celebrante principal. 221. em voz alta e de mãos estendidas. olham para a hóstia e o cálice e depois se inclinam profundamente. diz sozinho a sua parte. 225.     O Lembrai-vos. pois.     Às palavras E a todos nós pecadores todos os concelebrantes batem no peito. diz sozinho a sua parte. Oração eucarística II 226. ó Pai e o Em comunhão convém que sejam confiados a um ou dois sacerdotes concelebrantes. com a mão direita estendida para o pão e o cálice. de mãos estendidas. olham para a hóstia e o cálice e depois se inclinam profundamente. da seguinte forma:             a) O Dignai-vos.     Desde o Santificai pois até o E nós vos suplicamos os concelebrantes proferem tudo juntos. a memória e o Recebei. 227.

     Na Oração eucarística III. pois. da seguinte maneira:             a) o Por isso. 231. nós vos pedimos. se parecer oportuno. de mãos estendidas para as oferendas. em voz alta e de mãos estendidas. até o Olhai com bondade. olham para a hóstia e o cálice e depois se inclinam profundamente.COM.     Na Oração eucarística IV.     Do Por isso. 230. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. com as mãos estendidas para as oferendas. diz sozinho a sua parte. pois. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !168 . 228. Oração eucarística III 229.             b) o Na noite em que ia ser entregue e o Do mesmo modo. cada um. nós vos suplicamos até o Olhai com bondade. o Na verdade. o E agora nós vos suplicamos e o Acolhei com bondade.             d) o Celebrando agora e o Olhai com bondade. que.     As intercessões pelos vivos: Lembrai-vos. chegou a hora e o Do mesmo modo. todos os concelebrantes recitam tudo juntos. à apresentação. nós vos pedimos. diz sozinho a sua parte. de mãos unidas. em voz alta e de mãos estendidas.             c) as palavras do Senhor. Oração eucarística IV 232. vós sois santo é proferido apenas pelo celebrante principal. convém que sejam confiados a um ou dois sacerdotes concelebrantes. nós vos suplicamos. de mãos estendidas. cada um. de mãos estendidas. à apresentação. se parecer oportuno.             d) o Celebrando agora e o Olhai com bondade. convém que sejam confiados a um ou dois sacerdotes concelebrantes.     Do Por isso. Nós proclamamos até levando à plenitude a sua obra é proferido apenas pelo celebrante principal. de mãos estendidas. da seguinte maneira:             a) o Por isso.     As intercessões: Que ele faça de nós.             b) o Quando. que.BR             d) o Celebrando. todos os concelebrantes proferem tudo juntos. 233. de mãos estendidas. a memória e o E nós vos suplicamos.             c) as palavras do Senhor. ó Pai. de mãos unidas. de mãos estendidas. e pelos falecidos: Lembrai-vos também dos nossos irmãos. com a mão direita estendida para o pão e o cálice. olham para a hóstia e o cálice e depois se inclinam profundamente. com a mão direita estendida para o pão e o cálice.

de mãos estendidas. de mãos estendidas. 243. se se preferir. o celebrante principal. Filho do Deus vivo. o celebrante principal faz genuflexão e afasta-se um pouco. os diáconos ou alguns dos concelebrantes podem auxiliar o celebrante principal a partir as hóstias para a Comunhão dos concelebrantes e do povo. diz em silêncio a oração Senhor Jesus Cristo.     A seguir. os concelebrantes se aproximam do centro do altar. 240. observem-se a normas estabelecidas para cada uma delas. Rito da Comunhão 237. só o celebrante principal. com reverência.     O Livrai-nos é dito apenas pelo celebrante principal. Todos os concelebrantes dizem com o povo a aclamação final: Vosso é o reino. Um após os outros. retornam a seus lugares. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !169 . não. consagrada na própria Missa. permanecer nos respectivos lugares e tomar o Corpo de Cristo da patena que o celebrante principal. o celebrante principal toma a hóstia. lembrai-vos de todos. 235. com as mãos estendidas. de um dos concelebrantes: Meus irmãos e minhas irmãs. ou um ou vários dos concelebrantes seguram. e. 241. o Corpo de Cristo. o Lembrai-vos também e o E a todos nós. reza a Oração do Senhor com os demais concelebrantes. ó Pai. de mãos juntas. Podem. porém. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. mantendo-a um pouco elevada sobre a patena ou sobre o cálice. 238. passando diante deles. diz a exortação que precede a Oração do Senhor e.COM. no entanto.     Depois do convite do diácono ou. o vosso Corpo e o vosso Sangue.     Durante o Cordeiro de Deus. junto com os demais concelebrantes.     A doxologia final da Oração eucarística é proferida somente pelo sacerdote celebrante principal e. fazendo genuflexão e tomam do altar.BR 234. 239. 236.     Após depositar no cálice a fração da hóstia. convém que sejam confiados a um mais concelebrantes.     Quanto a outras Orações eucarísticas aprovadas pela Sé Apostólica. ou Senhor Jesus Cristo. em voz alta. 242.     Terminada a oração antes da Comunhão. segurando-o com a mão direita e colocando por baixo a esquerda.     A seguir. todos se cumprimentam. ou então passam a patena de um a outro até o último. saudai-vos em Cristo Jesus. também de mãos estendidas e com todo o povo. Os que se encontram mais próximos do celebrante principal recebem a sua saudação antes do diácono.     Intercessões: o E agora. na sua ausência. que as recita sozinho. de mãos unidas. pelos fiéis.

no altar. Depois deles. consome. toma o cálice e diz em silêncio: Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna. Os concelebrantes fazem o mesmo. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !170 . seja por aquele que apresenta o cálice. por alguns dos concelebrantes. tomam do Sangue. do Sangue de Cristo. bebe um pouco do Sangue e entrega o cálice ao diácono ou a um concelebrante. o diácono recebe das mãos do celebrante principal o Corpo do Senhor. enxugam a borda do cálice e voltam para a respectiva cadeira. ou ainda com uma cânula ou uma colher. com reverência. volta à sua cadeira. seja por aquele que bebe. todo o Sangue que restar. leva-o. ou dois a dois quando se usam dois cálices. voltado para o altar. logo em seguida. A seguir. de pé ao meio do altar. pode-se usar um dos seguintes modos:             a) O celebrante principal. do Corpo e. diz em silêncio: Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna. junto ao altar. e continua com os concelebrantes e o povo. 160-162).     A Comunhão dos concelebrantes pode também realizar-se de modo que um depois do outro comunguem. enxuga e compõe (cf. e comunga com reverência o Corpo de Cristo. 246.     Quando a Comunhão é feita diretamente do cálice. n. bebendo do cálice que o diácono. o celebrante principal toma a Comunhão sob as duas espécies. diz: Felizes os convidados.     O Sangue do Senhor pode ser tomado diretamente do cálice. um a um. em seguida.COM. o purifica. observando-se o rito escolhido. 244. onde ele mesmo ou um acólito legitimamente instituído.BR voltado para o povo. ou também passando sucessivamente o cálice uns aos outros. em cada caso. 245. fazem genuflexão. ajudado. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.             Os concelebrantes podem tomar o Sangue do Senhor nos seus respectivos lugares. como de costume. 158). ou por intinção. n. 183). 248. distribui a Comunhão aos fiéis (cf.     Em seguida. toma normalmente o Sangue do Senhor.     O diácono. que os demais concelebrantes hão de seguir. se for preciso. no centro do altar. depois de ter comungado. à credência. dizendo: Senhor. eu não sou digno. de pé. O cálice é sempre enxugado. tomando a Comunhão. para a Comunhão do cálice. n.             b) O celebrante principal. 247. ou um dos concelebrantes lhes apresenta. o celebrante principal.             Os concelebrantes aproximam-se do altar. como de costume (cf.             Neste caso. Cada um.

o diácono. como de costume. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. tomam a partícula embebida e voltam aos seus lugares como no início da Missa. quando for o caso. um depois do outro. aproximam-se do altar. como de costume. os concelebrantes aproximam-se do centro do altar. beija o altar em sinal de veneração. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !171 . onde ele mesmo ou um acólito legitimamente instituído. fazem genuflexão. Ritos finais 250. porém. fazem genuflexão e comungam o Corpo do Senhor. conforme o rito escolhido para a Comunhão do cálice. A seguir. o purifica. ajudado. tomam a partícula. ao qual assiste e responde um só ministro. respondendo Amém ao concelebrante que lhe diz: O Corpo e o Sangue de Cristo. Um depois do outro. antes de se afastarem do altar. como se disse acima. de modo conveniente. observa-se o rito da Missa com povo (cf. coloca-se o cálice num lado do altar. em seguida. passam em seguida para o lado do altar e tomam o Sangue do Senhor.             Os concelebrantes. todo o Sangue que restar.     Se a Comunhão dos concelebrantes se faz por intinção. III. por alguns dos concelebrantes. com reverência. à credência. se for preciso. fazem-lhe uma profunda inclinação. MISSA COM ASSISTÊNCIA DE UM SÓ MINISTRO 252. com o diácono. 251.     Na Missa celebrada por um sacerdote. ou um dos concelebrantes. n. com a patena sob a boca.     Os Concelebrantes. enxuga e compõe.             A Comunhão do diácono e a purificação do cálice se realizam também como foi descrito acima. junto com a patena com as partículas. consome.     O celebrante principal procede ao mais como de costume até o final da Missa (cf. no meio do altar ou num dos lados sobre outro corporal. o Corpo e o Sangue do Senhor. leva-o. sobre outro corporal.             O diácono também comunga por intinção. 166-168). as partes do povo. terminada a Comunhão do celebrante principal. permanecendo os concelebrantes em suas cadeiras. n.BR             Assim. 120-169). dispõe o cálice. o celebrante principal comunga como de costume. O celebrante principal.COM. junto ao altar. mergulham-na parcialmente no cálice e. 249. proferindo o ministro. cuidando que fique ainda bastante do precioso Sangue para a Comunhão dos concelebrantes.             O diácono.

Ao terminar diz: Palavra da Salvação. o ministro lê a primeira leitura e o salmo e. Liturgia da palavra 260. seja sobre o altar. Senhor. faz o sinal da cruz. O sacerdote introduz e conclui a oração. lê o Evangelho.     O sacerdote. ao passo que o ministro profere as intenções.     Depois.     A celebração sem ministro ou ao menos de um fiel. de acordo com as rubricas. são proferidas do ambão ou da estante. com as mãos estendidas. profere a oração do dia. purificai-me. 261. que também pode ser dita nesta Missa. 262.     A seguir. seja na credência perto do altar. o sacerdote com o ministro. se dizem o Senhor e o Glória. o venera pelo ósculo e ocupa seu lugar na cadeira. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.BR 253. Liturgia eucarística DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !172 . realiza-se o ato penitencial e. saúda-o com uma das fórmulas propostas. feita profunda inclinação. diz Oremos e. Em seguida. quando prescrita. o ministro ou o sacerdote diz a antífona da entrada. prepara-se aí também o missal. não se faça a não ser por causa justa e razoável.     As leituras. em seguida. dizendo: Em nome do Pai. o sacerdote recita com o ministro o símbolo. Neste caso.     Os vasos sagrados necessários são preparados antes da Missa.     A seguir. e desempenha outrossim. inclinado. 263. do lado direito. neste caso. fazendo uma pausa conveniente. 171-186). o sacerdote diz: Ó Deus todo-poderoso. omitem-se as saudações.     Se o ministro for diácono. Se preferir.     A seguir. Ritos iniciais 256. Ao terminar. a segunda leitura e o versículo do Aleluia ou outro canto. na medida do possível. de mãos unidas. 258. n. as outras partes do povo. e.     Segue-se a oração universal. as exortações e a bênção no final da Missa. o sacerdote venera o livro. ele exerce as funções que lhe são próprias (cf. beijando-o e dizendo em silêncio: Pelas palavras do santo Evangelho. 257.     Em seguida. 264. 255. aproxima-se do altar e. 254. Em seguida. o ministro aclama: Amém.     Depois da oração do dia. voltado para o ministro. e o ministro responde: Glória a vós.COM. conforme as rubricas. de pé. 259. o sacerdote pode permanecer ao altar.

exceto o que se segue. Se for oportuno. dizendo em silêncio: Esta união. voltado para o altar. diz. enquanto diz com o ministro o Cordeiro de Deus. porém.     O sacerdote purifica o cálice na credência ou ao altar ou. se o ministro comungar. O sacerdote. acrescenta: A paz do Senhor esteja sempre convosco.     Os ritos finais são realizados como na Missa com povo. Terminado o Cordeiro de Deus. CAPÍTULO IV ALGUMAS NORMAS MAIS GERAIS PARA TODAS AS FORMAS DE MISSA Veneração do altar e do Evangeliário DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !173 . retira-se com o ministro. o sacerdote parte a hóstia sobre a patena. 271. feita inclinação profunda. comunga o Corpo de Cristo.     A seguir. toma a hóstia e. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a seguir. tendo feito a genuflexão. o sacerdote diz a oração Senhor Jesus Cristo. Ritos finais 272.     Após a purificação do cálice. venera o altar com um beijo e. o Ide em paz. e toma o Sangue. Depois toma o cálice e diz em silêncio: O Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna. o sacerdote diz em silêncio a oração Senhor Jesus Cristo.     Feita a aclamação no final do embolismo.     Na liturgia eucarística tudo é feito como na Missa com povo. eu não sou digno. Filho do Deus vivo ou Senhor Jesus Cristo. sobre o altar.BR 265. 269. o sacerdote.     Em seguida.     Antes de ser dada a Comunhão ao ministro. 267. Se o cálice for purificado no altar. é dita a antífona da Comunhão pelo ministro ou pelo próprio sacerdote. a que o ministro responde: O amor de Cristo nos uniu.  Em seguida. pode ser levado para a credência pelo ministro ou ser colocado a um lado. voltado para ele e segurando a hóstia um pouco elevada sobre o cálice: Felizes os convidados e diz com ele uma só vez: Senhor. o vosso Corpo. dissestes. depõe no cálice a fração da hóstia. diz a Oração depois da Comunhão. toma a hóstia e. 268. eu não sou digno e O Corpo de Cristo me guarde e comunga o Corpo de Cristo. faz genuflexão. depois. que segue a Oração do Senhor. o sacerdote saúda o ministro. 270. convém que o sacerdote observe algum tempo de silêncio. como de costume.COM. diz uma vez em silêncio: Senhor. Se o ministro não receber a Comunhão. 266. omitindo-se. voltado para o altar. em seguida.

n. quando chegam ao altar. Genuflexão e inclinação 274. durante a própria celebração da Missa. 210-251). vêm indicadas nos respectivos lugares (cf. Além disso.3). como é significada na Sagrada Escritura (cf. As particularidades a serem observadas na Missa concelebrada. O diácono faz a mesma inclinação quando pede a bênção antes de proclamar o Evangelho. com o consentimento da Sé Apostólica. e quando dele se retiram. na consagração.     A genuflexão. porém. desde a solene adoração na Ação litúrgica da Sexta-feira na Paixão do Senhor até o início da Vigília pascal.             Se. ou inclinação profunda. fazem inclinação da cabeça. se reserva ao Santíssimo Sacramento. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.BR 273. não.             b) Inclinação de corpo.     Conforme uso consagrado. se faz: ao altar. 2. Mas. em vez de genuflexão. Ap 8. às palavras Nós vos suplicamos. de cabeça e de corpo:             a) Faz-se inclinação de cabeça quando se nomeiam juntas as três Pessoas Divinas. ou seja.             Também fazem genuflexão todos os que passam diante do Santíssimo Sacramento. porém. que se faz dobrando o joelho direito até o chão. a veneração do altar e do Evangeliário é feita pelo ósculo. o diácono e os outros ministros fazem genuflexão. Sl 140. no símbolo às palavras E se encarnou. ao nome de Jesus. após a apresentação do cálice e antes da Comunhão. Há duas espécies de inclinação. compete à Conferência dos Bispos estabelecer outro sinal para substituí-lo. Incensação 276. 275. houver no presbitério tabernáculo com o Santíssimo Sacramento.COM. da Virgem Maria e do Santo em cuja honra se celebra a Missa. profere as palavras do Senhor. às orações Ó Deus todo-poderoso.             Na Missa o sacerdote celebrante faz três genuflexões. e à santa Cruz. por isso. a não ser que caminhem processionalmente.     A turificação ou incensação exprime a reverência e a oração. a saber: depois da apresentação da hóstia. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !174 . o sacerdote inclina-se um pouco quando. o sacerdote. no Cânon Romano. purificai-me e De coração contrito.             Os ministros que levam a cruz processional e as velas. significa adoração. onde esse sinal não se coadunar com as tradições ou a índole da região.     Pela inclinação se manifesta a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos.

se os houver fora da patena. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !175 .             b) no início da Missa. o Evangeliário.             O altar é incensado.             e) à apresentação da hóstia e do cálice. o círio pascal. bem como o sacerdote e o povo. da seguinte maneira:             a) se o altar estiver separado da parede. mas somente uma vez no início da celebração. as oferendas para o sacrifício da Missa. cada vez com um só icto.COM.             São incensados com três ductos do turíbulo: o Santíssimo Sacramento. a cruz e o altar. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. o altar não estiver separado da parede. quando o sacerdote passa diante dele. se necessário. incensa primeiro a parte direita do altar.     Ao colocar o incenso no turíbulo. a cruz do altar. caso contrário. o sacerdote o incensa. o sacerdote. andando ao seu redor.             Se a cruz estiver sobre o altar ou junto dele. após a consagração. 277. o sacerdote e o povo.             Antes e depois da turificação faz-se inclinação profunda à pessoa ou à coisa que é incensada. ou traçando com o turíbulo o sinal da cruz sobre as oferendas. para incensar a cruz e o altar. as relíquias da santa Cruz e as imagens do Senhor expostas para veneração pública. é turificado antes da incensação do altar. caminhando. com exceção do altar e das oferendas para o sacrifício da Missa.BR             O incenso pode ser usado facultativamente em qualquer forma de Missa:             a) durante a procissão de entrada.             b) se.     Sempre que algum fragmento da hóstia aderir aos dedos.             As oferendas são incensadas pelo sacerdote com três ductos do turíbulo. Da mesma forma recolha os fragmentos. o sacerdote limpe os dedos sobre a patena ou. antes da incensação da cruz e do altar. sem nada dizer. após a incensação do altar. o sacerdote o abençoa com o sinal da cruz. Purificação 278. depois a parte esquerda. principalmente após a fração ou a Comunhão dos fiéis.             c) à procissão e à proclamação do Evangelho.             Com dois ductos são incensadas as relíquias e as imagens dos Santos expostas à veneração pública. contudo.             d) depostos o pão e o cálice sobre o altar. lave-os. para incensar as oferendas.

em razão da diversidade das coisas. 280. e lance-se depois esta água na piscina construída na sacristia. na medida do possível junto à credência. se for derramado um pouco do Sangue. a serem consumidos por aquele que purifica o cálice. ou com água e vinho. a todos os que fazem DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !176 . segundo o Concílio Ecumênico Tridentino.COM. seja recolhida com reverência. se recebe Cristo todo e inteiro.             b) ao diácono e a todos que exercem algum ofício na Missa. quando sob as duas espécies. também sob uma só espécie.     A Comunhão realiza mais plenamente o seu aspecto de sinal. aqueles que recebem uma só espécie não ficam privados de nenhuma graça necessária à salvação106.             Cuide-se que a sobra do Sangue de Cristo que eventualmente restar após a distribuição da Comunhão seja tomado logo integralmente ao altar. a doutrina católica a respeito da forma da Sagrada Comunhão. por isso. 282. Comunhão sob as duas espécies 281. o que julgar conveniente à utilidade dos que os recebem e à veneração dos mesmos sacramentos. A patena seja limpa normalmente com o sanguinho.BR 279.     Os vasos sagrados são purificados pelo sacerdote ou pelo diácono ou pelo acólito instituído depois da Comunhão ou da Missa. da melhor forma possível. Antes de tudo advirtam os fiéis de que a fé católica ensina que. Ao mesmo tempo exortem os fiéis a desejarem participar mais intensamente do rito sagrado. na administração dos sacramentos.             c) aos membros das comunidade na Missa conventual ou na Missa chamada "da comunidade". salva a sua substância. dos tempos e dos lugares107. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.             Ensinem ainda que a Igreja.     Cuidem os pastores de lembrar. 283. aos alunos dos Seminários. aos fiéis que participam do rito ou a ele assistem.     Se a hóstia ou alguma partícula cair no chão. pelo qual se manifesta do modo mais perfeito o sinal do banquete eucarístico. no que concerne aos frutos da Comunhão. tem o poder de determinar e mudar. assim como o verdadeiro sacramento. Sob esta forma se manifesta mais perfeitamente o sinal do banquete eucarístico e se exprime de modo mais claro a vontade divina de realizar a nova e eterna Aliança no Sangue do Senhor. a Comunhão sob as duas espécies é permitida nos seguintes casos:             a) aos sacerdotes que não podem celebrar ou concelebrar o santo sacrifício. lave-se com água o lugar onde caiu. A purificação do cálice é feita com água.     Além dos casos previstos nos livros rituais. assim como a relação entre o banquete eucarístico e o banquete escatológico no reino do Pai105.

eventualmente.             O Bispo diocesano pode baixar normas a respeito da Comunhão sob as duas espécies para a sua diocese. a comunidade está confiada. depois de ter recebido o Corpo de Cristo. mas um pouco mais espessas que de costume.             b) o que por acaso sobrar do precioso Sangue é consumido ao altar pelo sacerdote. a serem reconhecidas pela Sé Apostólica*. preparem-se:             a) quando a Comunhão do cálice é feita tomando diretamente do cálice. como de costume. ou pelo diácono. prepare-se um cálice de tamanho suficiente ou vários cálices.             Aos fiéis que. o comungando responde: Amém. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !177 . aproxima-se do ministro do cálice e fica de pé diante dele. as hóstias não sejam demasiado finas nem pequenas. para que possam ser distribuídas comodamente depois de molhadas parcialmente no Sangue.     Se a Comunhão do Sangue se faz bebendo do cálice. ou. quanto ao modo de distribuir a sagrada Comunhão sob as duas espécies aos fiéis. purifica. e o ministro lhe estende o cálice. o presbítero. é confiado eventualmente este ofício. Ao mesmo Bispo se concede a faculdade de permitir a Comunhão sob as duas espécies. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.     Quando a Comunhão é dada sob as duas espécies:             a) quem serve ao cálice é normalmente o diácono. queiram comungar somente sob a espécie de pão. seja-lhes oferecida a sagrada Comunhão dessa forma. ou pelo acólito instituído.COM. 286. 285. enxuga e compõe os vasos sagrados.             b) quando a Comunhão se realiza por intinção. como pastor próprio. as Conferências dos Bispos podem baixar normas. sempre que isso parecer oportuno ao sacerdote a quem. e à extensão da faculdade.             Contudo.BR exercícios espirituais ou que participam de alguma reunião espiritual ou pastoral. 284. a serem observadas inclusive nas igrejas dos religiosos e nos pequenos grupos. contanto que os fiéis tenham boa formação a respeito e esteja excluído todo perigo de profanação do Sacramento. na sua ausência. que serviu ao cálice e. que o próprio comungando. o comungando. ou o rito se torne mais difícil.     Para distribuir a Comunhão sob as duas espécies. O Ministro diz: O Sangue de Cristo. tendo-se sempre o cuidado de prever que não sobre mais do Sangue de Cristo do que se possa tomar razoavelmente no fim da celebração. em caso de necessidade. ou outro fiel a quem. por causa do número de participantes ou por outro motivo. ou também o acólito instituído ou outro ministro extraordinário da sagrada Comunhão.

para que alimentem a fé e a piedade e correspondam ao seu verdadeiro significado e ao fim a que se destinam112. o comungando responde: Amém. 291. bem como na seleção de obras a serem admitidas na igreja. por sua vez.     Para edificar. mostrando-a. mergulha-a parcialmente no cálice e. aproxima-se do sacerdote. e se retira. a Igreja não cessa de solicitar a nobre contribuição das artes e admite as expressões artísticas de todos os povos e regiões109. o comungando. devolve-o ao ministro e se retira. que segura o vaso com as sagradas partículas e a cujo lado tem o ministro sustentando o cálice. recebe do sacerdote o Sacramento.COM.     Todas as igrejas sejam dedicadas ou ao menos abençoadas. ou na falta ou insuficiência desta. 287. o ministro. as igrejas catedrais e paroquiais sejam solenemente dedicadas. os edifícios sagrados e os objetos destinados ao culto sejam realmente dignos e belos. As igrejas e os demais lugares devem prestar-se à execução das ações sagradas e à ativa participação dos féis.     Para celebrar a Eucaristia o povo de Deus se reúne geralmente na igreja. O Bispo diocesano recorra também ao parecer e auxílio da mesma Comissão. adaptá-las às novas necessidades. na boca. diz: O Corpo e o Sangue de Cristo. procure-se uma verdadeira qualidade artística. na medida do necessário. CAPÍTULO V DISPOSIÇÃO E ORNAMENTAÇÃO DAS IGREJAS PARA A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA I. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. em outro lugar conveniente. O sacerdote toma a hóstia.BR com as mãos. Contudo.     Por isso. consultem os responsáveis a Comissão diocesana de Liturgia e Arte Sacra. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !178 . 289. leva à boca. Ainda mais. 290. digno de tão grande mistério.     Se a Comunhão do cálice é feita por intinção. também procura promover formas novas que se adaptem à índole de cada época111. enxuga a borda do cálice com o purificatório. segurando a patena sob a boca. nos programas propostos aos artistas.          PRINCÍPIOS GERAIS 288.             Portanto. reformar e dispor convenientemente os edifícios sagrados. sinais e símbolos das coisas divinas108. O comungando toma um pouco do cálice. Além disso. assim como se esforça por conservar as obras e tesouros artísticos legados pelos séculos precedentes110 e.

constitui uma assembléia orgânica e hierárquica que se exprime pela diversidade de funções e ações. as cadeiras serão dispostas em outro lugar da igreja. além de exprimir a ordenação hierárquica e a diversidade das funções. A natureza e beleza do local e de todas as alfaias alimentem a piedade dos fiéis e manifestem a santidade dos mistérios celebrados. 294. mas também tudo o que contribua para uma justa comodidade dos fiéis. deve constituir uma unidade íntima e coerente pela qual se manifeste com evidência a unidade de todo o povo de Deus. o diácono e os demais ministros exercem o seu ministério.     A ornamentação da igreja deve visar mais a nobre simplicidade do que a pompa. se.             Tudo isso. cuide-se da autenticidade dos materiais e procure-se assegurar a educação dos fiéis e a dignidade de todo o local sagrado. mas próximo do altar. e o sacerdote.             Os fiéis e o grupo dos cantores ocuparão lugares que lhes favoreçam uma participação ativa114.        DISPOSIÇÃO DO PRESBITÉRIO PARA A ASSEMBLÉIA SAGRADA 295.             O sacerdote celebrante. 292. conforme cada parte da celebração. seu número for grande. Na escolha dessa ornamentação. como se costuma providenciar nos lugres onde se realizam reuniões. que se reúne para a Missa. Aí se prepararão as cadeiras dos concelebrantes.     Para corresponder às necessidade de nossa época. a organização da igreja e de suas dependências requer que não se tenha em vista apenas o que se refere às ações sagradas. 293. Por isso.     O povo de Deus. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. porém.     O presbitério é o lugar. ou por especial estrutura e ornato. Convém que se distinga do todo da igreja por alguma elevação. é proclamada a palavra de Deus.COM. de aprovar projetos de novos edifícios sagrados ou resolver questões de certa importância113. convém que a disposição geral do edifício sagrado seja tal que ofereça uma imagem da assembléia reunida. II.BR quando se tratar de estabelecer normas nesta matéria. o diácono e demais ministros tomarão lugar no presbitério. Seja bastante amplo para que a DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !179 . permita uma conveniente disposição de todas as coisas e favoreça a cada um exercer corretamente a sua função. onde se encontra localizado o altar.

301. O altar e sua ornamentação 296. 297. que significa de modo mais claro e permanente Jesus Cristo.     Convém que em toda igreja exista um altar fixo.     O altar seja construído afastado da parede.     O altar. contanto que digno e sólido. ainda que não sejam mártires. Normalmente seja fixo e dedicado. sempre.COM.     Segundo tradicional e significativo costume da Igreja. 303. podem ser feitos de qualquer material. Os pés ou a base de sustentação da mesa.BR celebração da Eucaristia se desenrole comodamente e possa ser vista por todos115. convém erigir um só altar.             O altar móvel pode ser construído de qualquer material nobre e sólido. O altar ocupe um lugar que seja de fato o centro para onde espontaneamente se volte a atenção de toda a assembléia dos fiéis116. em lugar destinado ao culto. a fim de ser facilmente circundado e nele se possa celebrar de frente para o povo. contudo. 298. Pedra vida (1Pd 2. pode se realizar sobre uma mesa apropriada. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. condizente com o uso litúrgico e de acordo com as tradições e costumes das diversas regiões. móvel. o altar móvel pode também ser apenas abençoado. cruz e castiçais. é também a mesa do Senhor na qual o povo de Deus é convidado a participar por meio da Missa. Ef 2.             Chama-se altar fixo quando é construído de tal forma que esteja unido ao pavimento. cf. de verificar a autenticidade de tais relíquias.     Tanto o altar fixo como o móvel seja dedicado conforme o rito apresentado no Pontifical Romano. porém. o que convém fazer em toda parte onde for possível. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !180 . nos demais lugares dedicados às sagradas celebrações. fora do lugar sagrado. 299. deve ser feita num altar. mantenha-se o uso de depositar sob o altar a ser dedicado relíquias de Santos.     Nas novas igrejas a serem construídas. onde se torna presente o sacrifício da cruz sob os sinais sacramentais. quando pode ser removido. e mesmo de pedra natural. a mesa do altar fixo seja de pedra. 300. a juízo da Conferência dos Bispos.     A celebração da Eucaristia. Cuide-se. é ainda o centro da ação de graças que se realiza pela Eucaristia. que na assembléia dos fiéis signifique um só Cristo e uma só Eucaristia da Igreja. sólido e esmeradamente trabalhado.4. pode-se também usar outro material digno. porém. Contudo. e não possa ser removido. o altar pode ser móvel. 302. com toalha e corporal.     Se for oportuno. 20).

tamanho e decoração. com a forma do mesmo altar. Convém que tal cruz que serve para recordar aos fiéis a paixão salutar do Senhor. quando o altar antigo estiver colocado de tal maneira que torne difícil a participação do povo.     Em reverência para com a celebração do memorial do Senhor e o banquete em que se comungam o seu Corpo e Sangue. Excetuam-se. construa-se outro altar fixo com valor artístico e a ser devidamente dedicado. porém. levando em conta as proporções do altar e do presbitério. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. como parecer melhor. 307. do novo altar.     Os castiçais requeridos pelas ações litúrgicas para manifestarem a reverência e o caráter festivo da celebração (cf. 306. n. a pala e o missal. e somente nele se realizem as sagradas celebrações. ao invés de se dispor o ornamento sobre o altar. nas igrejas já construídas. o purificatório.     Na ornamentação do altar observe-se moderação. por seu formato. ou seja: o Evangeliário. permaneça junto ao altar também fora das celebrações litúrgicas. ponha-se sobre o altar onde se celebra ao menos uma toalha de cor branca. que combine. sem contudo. de modo a formarem um conjunto harmonioso e que não impeça os fiéis de verem aquilo que se realiza ou se coloca sobre o altar. se necessário. O ambão DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !181 . 117). sobre o altar ou junto dele. o cibório. No Tempo do Advento se ornamente o altar com flores com moderação tal que convenha à índole desse tempo. sejam colocados. o corporal. No Tempo da Quaresma é proibido ornamentar com flores o altar. finalmente.             A ornamentação com flores seja sempre moderada e.             Além disso. 305. se disponham de modo discreto os aparelhos que possam ajudar a amplificar a voz do sacerdote.     Sobre a mesa do altar podem ser colocadas somente aquelas coisas que se requerem para a celebração da Missa.BR             Contudo. o domingo "Laetare" (IV na Quaresma). antecipar aquela plena alegria do Natal do Senhor. solenidades e festas. de preferência seja colocado junto a ele.COM.     Haja também sobre o altar ou perto dele uma cruz com a imagem do Cristo crucificado que seja bem visível para o povo reunido. e. do início da celebração até a proclamação do Evangelho. 308. o cálice com a patena. desde a apresentação das oferendas até a purificação dos vasos sagrados. 304. nem puder ser transferido sem detrimento de seu valor artístico. Para não distrair a atenção dos fiéis. o altar antigo não seja ornado de modo especial.

            Convém que o novo ambão seja abençoado antes de ser destinado ao uso litúrgico conforme o rito proposto no Ritual Romano118. Evite-se toda espécie de trono119.     Disponham-se os lugares dos fiéis com todo o cuidado.     A cadeira do sacerdote celebrante deve manifestar a sua função de presidir a assembléia e dirigir a oração.BR 309. o seu lugar mais apropriado é de frente para o povo no fundo do presbitério. também se podem proferir a homilia e as intenções da oração universal ou oração dos fiéis. Por isso. Para os demais ministros. convém que esse lugar seja uma estrutura estável e não uma simples estante móvel. bem como para presbíteros que. por exemplo. se a demasiada distância torna difícil a comunicação entre o sacerdote e a assembléia. revestidos de veste coral. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.             Disponham-se também no presbitério cadeiras para os sacerdotes concelebrantes. de sorte que possam participar devidamente das ações sagradas com os olhos e o espírito. participem da concelebração. as cadeiras sejam dispostas de modo que se distingam claramente das cadeiras do clero e eles possam exercer com facilidade a função que lhes é confiada121. convém que se faça a bênção da cadeira da presidência segundo o rito descrito no Ritual Romano120. o salmo responsorial e o precônio pascal. ou se o tabernáculo ocupar o centro do presbitério atrás do altar. A cadeira para o sacerdote celebrante e outras cadeiras 310.             Do ambão são proferidas somente as leituras. III.COM. Antes de ser destinada ao uso litúrgico. a não ser que a estrutura do edifício sagrado ou outras circunstâncias o impeçam. O ambão seja disposto de tal modo em relação à forma da igreja que os ministros ordenados e os leitores possam ser vistos e ouvidos facilmente pelos fiéis. A dignidade do ambão exige que a ele suba somente o ministro da palavra. A DISPOSIÇÃO DA IGREJA O lugar dos fiéis 311.     A dignidade da palavra de Deus requer na igreja um lugar condigno de onde possa ser anunciada e para onde se volte espontaneamente a atenção dos fiéis no momento da liturgia da Palavra117. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !182 .             A cadeira para o diácono esteja junto da cadeira do celebrante.             De modo geral. sem que concelebrem.

devidamente decorado e que favoreça a oração125. reprova-se o costume de reservar lugares para determinadas pessoas122. o Santíssimo Sacramento seja conservado num tabernáculo. Convém. disponham-se os bancos ou as cadeiras de tal forma que os fiéis possam facilmente assumir as posições requeridas pelas diferentes partes da celebração e aproximar-se sem dificuldades da sagrada Comunhão.BR Convém que haja habitualmente para eles bancos ou cadeiras. que a execução de sua função se torne mais fácil. mas também.             Cuide-se que os fiéis possam não só ver o sacerdote. o domingo "Laetare" (IV na Quaresma). o diácono ou os leitores. segundo o rito descrito no Ritual Romano124. inamovível. Excetuam-se. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. graças aos instrumentos técnicos modernos. antecipar aquela plena alegria do Natal do Senhor. sem contudo. e fechado de tal modo que se evite ao máximo o perigo de profanação126. ou seja. e possa cada um de seus membros facilmente obter uma participação plena na Missa. quando tocados sozinhos.COM.             No Tempo da Quaresma o toque do órgão e dos outros instrumentos é permitido somente para sustentar o canto. feito de material sólido e inviolável não transparente. visível. porém. participação sacramental123. segundo a disposição de cada igreja. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !183 . onde desempenha um papel particular.             No Tempo do Advento o órgão e outros instrumentos musicais sejam usados com moderação tal que convenha à índole desse tempo.     De acordo com a estrutura de cada igreja e os legítimos costumes locais.     O órgão e outros instrumentos musicais legitimamente aprovados sejam colocados em tal lugar que possam sustentar o canto do grupo de cantores e do povo e possam ser facilmente ouvidos. isto é. Mas. Normalmente o tabernáculo seja um único. O lugar de conservação da Santíssima Eucaristia 314. ouvi-los com facilidade. que seja abençoado antes de ser destinado ao uso litúrgico. além disso. que faz parte da assembléia dos fiéis. O lugar do grupo de cantores e dos instrumentos musicais 312. Convém que o órgão seja abençoado antes de ser destinado ao uso litúrgico.     O grupo dos cantores. as solenidades e as festas. suficientemente amplo. colocado em lugar de honra da igreja. 313. Sobretudo nas novas igrejas que são construídas. segundo o rito descrito no Ritual Romano127. deve ser colocado de tal forma que se manifeste claramente sua natureza.

316. onde Cristo está sentado à direita de Deus. da Bem-aventurada Virgem Maria e dos Santos sejam legitimamente apresentadas à veneração dos fiéis nos edifícios sagrados133 e sejam aí dispostas de modo que conduzam os fiéis aos mistérios da fé que ali se celebram.          O PÃO E O VINHO PARA A CELEBRAÇÃO DA EUCARISTIA DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !184 . espera fazer parte da sociedade deles132. sobre a conservação da Santíssima Eucaristia131. a Igreja participa da liturgia celeste. e venerando a memória dos Santos. colocar o tabernáculo:             a) no presbitério. favorecer a piedade de toda a comunidade e a beleza e a dignidade das imagens. 306). na forma e no lugar mais convenientes.COM. e sua disposição se faça na devida ordem. De modo geral. não estando excluído o altar antigo que não mais é usado para a celebração (n. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. que se celebra na cidade santa de Jerusalém. cuide-se que o seu número não aumente desordenadamente. não haja mais de uma imagem do mesmo santo. peregrina. As imagens sagradas 318.             b) ou também numa capela apropriada para a adoração e oração privada dos fiéis129. segundo antiquíssima tradição da Igreja.             É preferível. quanto às imagens. antegozando. Por isso. de modo algum se esqueça tudo o mais que se prescreve. CAPÍTULO VI REQUISITOS PARA A CELEBRAÇÃO DA MISSA I. 317. a fim de não desviarem da própria celebração a atenção dos fiéis134. se encaminha.     Além disso.BR 315. pois. pela qual se indique e se honre a presença de Cristo130. a juízo do Bispo diocesano. procure-se na ornamentação e disposição da igreja. Normalmente. para a qual.             Por isso. fora do altar da celebração.     Conforme antiga tradição mantenha-se perenemente acesa uma lâmpada especial junto ao tabernáculo. as imagens do Senhor.     Em razão do sinal é mais conveniente que no altar em que se celebra a Missa não haja tabernáculo onde se conserva a Santíssima Eucaristia128. alimentada por óleo ou cera. que esteja organicamente ligada com a igreja e visível aos fiéis.     Na liturgia terrena. segundo as normas do direito.

quando assim o exigirem o número dos comungantes e outras razões pastorais. coloque vinho com água no cálice. sem ser obrigado a consagrar novamente o pão. sem mistura de substâncias estranhas. isto é: que o vinho não azede. a Igreja admite a expressão artística de cada região. 323. 320. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. também em relação a todas as alfaias.     A verdade do sinal exige que a matéria da celebração eucarística pareça realmente um alimento. 326. 321. 18). difícil de partir. II. embora ázimo e com a forma tradicional.     Se depois da consagração ou quando vai comungar. nem o pão se corrompa ou se torne demasiado duro. contanto que tudo corresponda devidamente ao uso a que se destinam as alfaias135.             Também neste ponto cuide-se atentamente de obter a nobre simplicidade que se coadune perfeitamente com a verdadeira arte. porém. aceitando adaptações que concordem com a índole e as tradições de cada povo. que por si só designava a Eucaristia nos tempos apostólicos.BR 319. natural e puro. Convém.COM. 322. portanto.     Como na construção de igrejas. seja o pão eucarístico de tal modo preparado que o sacerdote. as hóstia pequenas. Não se excluem. O gesto.     Na escolha dos materiais para as alfaias.        AS SAGRADAS ALFAIAS EM GERAL 325. da fração do pão. manifestará mais claramente o valor e a importância do sinal da unidade de todos num só pão. além dos tradicionais.     Cuide-se atentamente que o pão e o vinho destinados à Eucaristia sejam conservados em perfeito estado. isto é. na Missa com povo. admitem-se igualmente. a Igreja sempre utilizou pão e vinho com água para celebrar o banquete do Senhor. recém-feito e ázimo conforme antiga tradição da Igreja latina. mas água.     O vinho para a celebração eucarística deve ser de uva (cf. o sacerdote percebe que no cálice não foi colocado vinho. derrame a água em algum recipiente. Lc 22. possa de fato partir a hóstia em diversas partes e distribuí-las ao menos a alguns dos fiéis. consagrando-o com a parte da narração da instituição correspondente à consagração do cálice. que. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !185 . e da caridade fraterna pelo fato de um único pão ser repartido entre os irmãos. 324. aqueles que são considerados nobres pela mentalidade atual. porém.     Seguindo o exemplo de Cristo.     O pão para a celebração da Eucaristia deve ser de trigo sem mistura.

COM. por exemplo. onde se oferecem.     Os vasos sagrados sejam feitos de metal nobre. tenham a copa feita de matéria que não absorva líquidos. 330. O pé pode ser feito de outro material sólido e digno. Isso vale para todos os vasos destinados a receber as hóstias como patena.     Para consagrar as hóstias. 334. n. o artista tem a liberdade de confeccioná-los de acordo com os costumes de cada região. 328. 332. bem como para os demais ministros e fiéis.     Entre as coisas necessárias para a celebração da Missa. consagram e consomem o vinho e o pão. Neste caso. é conveniente usar uma patena de maior dimensão. III. ostensório e outros do gênero. cibório.BR são duráveis e se prestam bem para o uso sagrado. entre eles. o ébano ou outras madeiras mais duras. em que se lance a água da purificação dos vasos sagrados e da lavagem das toalhas de linho (cf. IV.     Os cálices e outros vasos destinados a receber o Sangue do Senhor. Compete à Conferência dos Bispos de cada região decidir a esse respeito (cf. o cálice e a patena. com aprovação da Sé Apostólica.        AS VESTES SAGRADAS DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !186 . 390).     Quanto à forma dos vasos sagrados. contanto que convenham ao uso sagrado. os vasos sagrados podem ser feitos também de outros materiais sólidos e considerados nobres em cada região. n. honram-se especialmente os vasos sagrados e. teca. 329. contanto que coadunem com o uso litúrgico a que são destinados e se distingam claramente daqueles destinados ao uso cotidiano. 333. Se forem de metal oxidável ou menos nobres do que o ouro sejam normalmente dourados por dentro.     Conserve-se o costume de construir na sacristia uma piscina. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. onde se coloca tanto o pão para o sacerdote e o diácono. observem-se os ritos prescritos nos livros litúrgicos136. 280). prefiram-se sempre materiais que não se quebrem nem se alterem facilmente.     Quanto à bênção dos vasos sagrados. 331.       OS VASOS SAGRADOS 327.     A juízo da Conferência dos Bispos.

caso ela não encubra completamente as vestes comuns que circundam o pescoço. conforme o rito descrito no Ritual Romano137. bem como pelos ministros leigos são oportunamente abençoados antes que sejam destinados ao uso litúrgico. além dos tecidos tradicionais. os diáconos.     A capa ou pluvial é usada pelo sacerdote nas procissões e outras ações sagradas. que por isso devem ser um sinal da função de cada ministro. Esta diversidade de funções na celebração da Eucaristia manifesta-se exteriormente pela diversidade das vestes sagradas.BR 335. é a casula ou planeta sobre a alva e a estola. os leitores e os outros ministros leigos podem trajar alva ou outra veste legitimamente aprovadas pela Conferência dos Bispos em cada região (cf. de acordo com as normas. As vestes usadas pelos sacerdotes. Antes de vestir a alva. 340. n. a não ser que o seu feitio o dispense. o diácono usa a estola a tiracolo sobre o ombro esquerdo.     A não ser que se disponha de outro modo. contudo. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !187 . a veste própria do sacerdote celebrante. podem-se usar. 339. 336. 343. ou quando. as Conferências dos Bispos podem definir e propor à Sé Apostólica as adaptações que correspondam às necessidades e costumes da região138*. conforme as rubricas de cada rito. tanto na Missa como em outras ações sagradas em conexão direta com ela. Importa que as próprias vestes sagradas contribuam também para a beleza da ação sagrada. 337. pendendo diante do peito.     Os acólitos.     Na Igreja. 341. nem sobre a veste talar. põe-se o amito. quando se deve usar casula ou dalmática.     Na confecção das vestes sagradas. os materiais próprios de cada região e mesmo algumas fibras artificiais que se coadunem com a dignidade da ação sagrada e da pessoa.     A alva é a veste sagrada comum a todos os ministros ordenados e instituídos de qualquer grau. 390). se usa apenas a estola sem a casula ou dalmática.     A estola é colocada pelo sacerdote em torno do pescoço. prendendo-a do lado direito. 342. 338. A alva não poderá ser substituída pela sobrepeliz. por necessidade ou em celebrações menos solenes a dalmática pode ser dispensada.COM.     Quanto à forma das vestes sagradas. ela será cingida à cintura pelo cíngulo.     A veste própria do diácono é a dalmática sobre a alva e a estola. nem todos os membros desempenham a mesma função. que é o Corpo de Cristo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a juízo da Conferência dos Bispos139.

as Conferências dos Bispos podem determinar e propor à Sé Apostólica adaptações que correspondam à necessidades e ao caráter de cada povo. 33 e 38. dos Santos não Mártires. as Missas por diversas necessidades. 346.             d) O roxo é usado no tempo do Advento e da Quaresma. seja observado o uso tradicional. da Bem-aventurada Virgem Maria. com a cor que convém à Missa a ser celebrada. onde for costume. ou também com a cor própria do dia ou do tempo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. Pode também ser usado nos Ofícios e Missas dos Fiéis defuntos. por exemplo. nas celebrações do Senhor. mesmo que não sejam da cor do dia. nos domingos Gaudete (III do Advento) e Laetare (IV na Quaresma).             c) O verde se usa nos Ofícios e Missas do Tempo comum. excluindo-se os que não se prestam bem a esse uso.             No que se refere às cores litúrgicas.             b) O vermelho é usado no domingo da Paixão e na Sexta-feira da Semana Santa.             f) O rosa pode ser usado. nas festas natalícias dos Apóstolos e Evangelistas e nas celebrações dos Santos Mártires. onde for costume.     Com relação à cor das vestes sagradas. as Missas votivas.             e) O preto pode ser usado. 345. além disso. dos Santos Anjos. no domingo de Pentecostes. com a cor própria do dia ou do Tempo. nas Missas dos Fiéis defuntos.BR 344. nas solenidades de Todos os Santos (1º de novembro). nas festas de São João Evangelista (27 de dezembro). 347. 31.COM. a branca ou a festiva.     Convém que a beleza e nobreza de cada vestimenta decorram não tanto da multiplicidade de ornatos. n. se tiverem cunho penitencial. nas celebrações da Paixão do Senhor. exceto as de sua Paixão. de São João Batista (24 de junho). e também a consciência de uma vida cristã que progride com o desenrolar do ano litúrgico. Os ornatos apresentem figuras ou imagens ou então símbolos que indiquem o uso sagrado. a saber:             a) O branco é usado nos Ofícios e Missas do Tempo pascal e do Natal do Senhor. mas do material usado e da forma. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !188 .     As diferentes cores das vestes sagradas visam manifestar externamente o caráter dos mistérios celebrados.             g) Em dias mais solenes podem ser usadas vestes sagradas festivas ou mais nobres. da Cátedra de São Pedro (22 de fevereiro) e da Conversão de São Paulo (25 de janeiro).     As Missas rituais são celebradas com a cor própria. ou com a cor roxa.

e de sempre aliar uma nobre simplicidade a um apurado asseio. a cruz do altar e a cruz que é levada em procissão. para os quais se prescreve determinado material. como sejam. saibam exatamente cada um quais os textos que lhes competem. o comentarista. o Evangeliário e o lecionário. deve-se atender com todo o cuidado às coisas que estão ligadas diretamente com o altar e a celebração eucarística. 351. gozando.     Além dos vasos e das vestes sagradas. destinados à proclamação da palavra de Deus.     Deve-se cuidar de modo especial que os livros litúrgicos. o salmista.     Além disso. o grupo dos cantores. sejam dignas e condizentes com o fim a que se destinam.             Sendo muito grande a possibilidade de escolha para as diversas partes da Missa. de veneração peculiar. é necessário que antes da celebração.     Tenha-se o cuidado de observar as exigências da arte também em coisas de menor importância. às necessidades. por conseguinte. as demais alfaias destinadas ao culto litúrgico140 ou a qualquer uso na igreja. particularmente. à preparação espiritual e à mentalidade dos participantes. para que nada se faça de improviso. Isto se obterá mais facilmente usando-se a múltipla possibilidade de escolha que se descreve adiante. das orações e dos cantos corresponderem. o diácono. artísticos e belos. o cantor. 349. CAPÍTULO VII A ESCOLHA DA MISSA E DE SUAS PARTES 352. os leitores. por isso.             Por conseguinte. verdadeiramente dignos. 350.     A eficácia pastoral da celebração aumentará certamente. e. sem excluir absolutamente os fiéis naquilo que se refere a eles de modo mais direto. o sacerdote levará mais em conta o bem espiritual de toda a assembléia do que o seu próprio gosto.         OUTROS OBJETOS USADOS NA IGREJA 348. Lembre-se ainda de que a escolha das diversas partes deve ser feita em comum acordo com os que exercem alguma função especial na celebração.COM. pois a DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !189 . por exemplo. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. se os textos das leituras. sejam na ação litúrgica realmente sinais e símbolos das realidades celestes.BR V. na organização da Missa. na medida do possível.

          A ESCOLHA DA MISSA 353.             c) Nos dias de semana do Tempo comum.             b) se a Missa é celebrada com a participação de um só ministro. 355.             b) Nos dias de semana do Advento anteriores a 17 de dezembro.     Nos domingos. Nos dias de semana do Tempo pascal a memória dos Santos pode realizar-se integralmente conforme as rubricas. pode-se escolher entre a Missa do dia de semana. as leituras indicadas no lecionário cada dia para os dias de semana. nas festas e nas memórias obrigatórias:             a) se a Missa é celebrada com povo. da Quaresma e da Páscoa. cuidará de não omitir muitas vezes e sem razão suficiente.     Nas solenidades o sacerdote deve seguir o calendário da igreja em que celebra. a da memória facultativa ocorrente. exceto Quarta-feira de Cinzas e os dias de semana da Semana Santa. mas se poderá tomar a oração do dia da memória que conste no calendário geral para aquele dia. pode-se escolher tanto a Missa do Santo ou de um dos Santos cuja memória se celebra. nos dias da Oitava da Páscoa e nos dias de semana da Quaresma. uma das Missas para diversas necessidades ou votiva. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !190 . do Natal.COM.     Nas memórias facultativas:             a) Nos dias de semana do Advento. pois a Igreja deseja que a mesa da palavra de Deus seja oferecida aos fiéis com maior riqueza141. diz-se a Missa do dia litúrgico ocorrente.             Se o sacerdote celebra com povo. 354. o sacerdote pode escolher tanto o calendário da igreja como o calendário próprio. o sacerdote siga o calendário da igreja em que celebra.BR harmoniosa organização e execução dos ritos muito contribuem para dispor os fiéis à participação da Eucaristia. I. ou ainda de qualquer outro que conste do Martirológio naquele dia. exceto na Quarta-feira de Cinzas ou num dia de semana da Semana Santa. nos dias de semana do Advento. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. a de algum Santo que conste do Martirológio naquele dia. nos dias de semana do Tempo do Natal desde o dia 2 de janeiro e nos dias de semana do Tempo pascal. de 17 a 24 de dezembro.

Por isso.     Para os domingos e solenidades estão marcadas três leituras.     No Lecionário semanal propõem-se leituras para cada dia da semana durante todo o ano. Leituras 357. que realçam um aspecto peculiar da vida espiritual ou da atividade do Santo. do Profeta. tirada do Comum. ou seja. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. pois qualquer Missa é oferecida tanto pelos vivos como pelos falecidos. tanto do Tempo como dos Santos. poderá o sacerdote.             Onde os fiéis tiverem grande estima pelas memórias facultativas da Virgem Maria ou dos Santos. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !191 . nas quais se faça menção do Santo celebrado.     Ao escolher os textos das diversas partes da Missa. e há um memento para eles em cada Oração eucarística. via de regra.BR             Pela mesma razão não tome com freqüência as Missas dos Fiéis defuntos. observem-se as normas que se seguem.             Se.        A ESCOLHA DAS PARTES DA MISSA 356. Em alguns casos propõem-se leituras apropriadas. acrescenta-se uma terceira leitura. do Apóstolo e do Evangelho. 358. dê-se preferência.             Quando houver liberdade de optar entre a memória do calendário universal e a do calendário diocesano ou religioso. for elevada ao grau de solenidade. no entanto. ou seja.             Na memória dos Santos. que levam o povo cristão a compreender a continuidade da obra da salvação. O uso destas leituras não deve ser urgido. festa ou celebração particular. a não ser que uma razão pastoral realmente o aconselhe. em lugar do Antigo Testamento. a não ser que haja próprias. a leitura contínua da semana for interrompida por alguma solenidade. No Tempo pascal. Estas leituras sejam realmente feitas. tais leituras serão tomadas nos dias em que estão marcadas. à memória particular. isto é.             Para as festas são previstas duas leituras.COM. satisfaça-se a legítima piedade do povo. lêem-se normalmente as leituras indicadas para o dia de semana. segundo a admirável pedagogia divina. segundo as normas. a leitura tomada dos Atos dos Apóstolos. se a festa. a não ser que ocorra uma solenidade ou festa ou memória que tenha leituras próprias do Novo Testamento. Mas. II. conforme a tradição da Igreja. em pé de igualdade e segundo a tradição.

ou de um texto a ser repetido ou reposto. no DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !192 . No caso. Na escolha entre as duas formas tenha-se em vista o critério pastoral. sempre que a utilidade pastoral o aconselhe143. a faculdade de indicar algumas adaptações relativas às leituras. e estimar cada vez mais a palavra de Deus.     Além das faculdades de escolher textos mais apropriados.             Estes lecionários foram compostos para levar os fiéis. 361. 360. indicado como próprio em alguma celebração ou seja leitura de livre escolha.     Existe também uma seleção especial de textos da Sagrada Escritura no lecionário para as Missas rituais em que ocorra a celebração de algum Sacramento ou Sacramental ou para as Missas que são celebradas por alguma necessidade. juntar às outras as leituras omitidas. mantendo-se.             Por isso. contanto que sejam selecionados entre os que constem do lecionário aprovado. a compreender mais plenamente o mistério de que participam. por uma audição mais adequada da palavra de Deus.COM. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. à sua capacidade de ouvir um texto mais completo a ser explicado pela homilia142. levem-se em conta as razões de ordem pastoral e a faculdade de opção concedida nesta matéria. poderá o sacerdote escolher textos mais adaptados àquela celebração. que na escolha dos textos da Sagrada Escritura. porém. em circunstâncias peculiares. dá-se às Conferências dos Bispos. Isso pode acontecer quando se trata de usar um texto que seja mais fácil ou mais adequado à assembléia reunida. conforme foi exposto acima. ou então decidir quais os textos que deverão ser preferidos. é preciso atender à capacidade dos fiéis de ouvir com fruto a leitura mais ou menos longa. ou quando se deixa à escolha. ao determinar os textos a serem proferidos na celebração. algumas de suas partes sejam permanentemente excluídas. 362.     Quando se concede a faculdade de escolher entre um ou outro texto já determinado. Cuide-se. 359.     Por vezes se apresenta uma forma mais longa ou outra mais breve de um mesmo texto. no domingo e num dia de semana que se segue imediatamente. será mister atender à utilidade dos que participam.BR considerando a disposição das leituras de toda a semana.             Nas Missas para grupos particulares. ou quando se teme que algum dos textos escolhidos apresente dificuldades para a assembléia reunida. por exemplo.             Isso pode acontecer quando o mesmo texto deva ser proclamado de novo dentro de alguns dias.

BR entanto. capazes de nutrir com maior abundância as preces dos fiéis. Mas será sempre lícito tomar apenas a oração do dia das mesmas Missas. Orações 363. Embora tenha Prefácio próprio. a saber antes do Lembrai-vos também. como também nas celebrações dos Apóstolos e dos Santos mencionados na mesma Oração. que sempre pode ser usada. porém. que se encontram no Ordinário da Missa. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !193 . oportunamente. segue. ou Cânon romano.             Desta maneira se oferece maior riqueza de textos. podem tomar-se as orações de outro domingo do Tempo comum ou uma das orações para diversas necessidades consignadas o Missal. a não ser que se indique outra coisa. as orações sobre as oferendas e depois da Comunhão. o princípio de que os textos sejam escolhidos do lecionário devidamente aprovado. não sendo próprias. por suas características particulares. ó Pai. a não ser que por motivos pastorais se prefira a Terceira Oração eucarística. nos dias em que a Oração eucarística tem o Em comunhão próprio ou nas Missas enriquecidas com o Recebei. os prefácios comuns.             b) A oração eucarística II.     O grande número de prefácios com que o Missal Romano foi enriquecido tem por objetivo pôr em plena luz os temas da ação de graças na Oração eucarística e realçar os vários aspectos do mistério da salvação. pode-se usar a fórmula própria proposta no respectivo lugar. contidas no Missal para cada dia da semana. sobretudo aqueles que de maneira sucinta  apresentem o mistério da salvação. Oração eucarística 364. em sua falta. além das orações do domingo precedente. dizem-se as orações que lhe são próprias. pode igualmente ser usada com outros prefácios. Quando se celebra a Missa por um fiel defunto.COM.             Nos dias de semana do Tempo comum. próprio. 365.     A escolha entre as várias Orações eucarísticas. as seguintes normas:             a) A Oração eucarística I. também nos domingos. é proclamada mais oportunamente. diz-se a oração do dia própria ou. podem ser tomadas do Comum ou dos dias de semana do Tempo comum. do Comum correspondente. por exemplo. essa adaptação já é feita pelas orações que lhes são próprias.             Nas memórias dos Santos.             Nos tempos mais importantes do ano.     Em cada Missa. é mais apropriadamente usada nos dias de semana ou em circunstâncias especiais.

n. Se. contudo. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !194 . uma fórmula especial por um fiel defunto. observem-se as normas estabelecidas nos respectivos lugares (cf.          MISSAS E ORAÇÕES PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS 368.     Em todas as Missas para as diversas circunstâncias. no devido lugar. a não ser que se disponha de outro modo. quando a oportunidade o exigir. nas diversas ocasiões da vida cristã. isto é.     Não é lícito substituir os cantos colocados no Ordinário da Missa. 47-48. e como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos. o Missal fornece formulários de Missas e orações que. devido à sua estrutura. por outros cantos.     Na seleção dos cantos interlecionais e dos cantos da Entrada. 74. Cantos 366. ou seja. 370. é permitido usar as leituras dos dias de semana bem como os seus cantos interlecionais. 87-88). pode-se tomar a fórmula especial pelo falecido. 61-64. convém que as Missas para as diversas circunstâncias sejam empregadas moderadamente. da Igreja universal e da Igreja local.BR             c) A Oração eucarística III pode ser dita com qualquer Prefácio. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. 369. Pode ser usada quando a Missa não possui Prefácio próprio. das Oferendas e da Comunhão. Não se pode inserir nesta Oração.COM. por exemplo.     Como a liturgia dos Sacramentos e Sacramentais obtém para os fiéis devidamente preparados que quase todos os acontecimentos da vida sejam santificados pela graça divina que flui do mistério pascal144.     Tendo em vista a mais ampla faculdade de escolher leituras e orações. 40-41. se combinarem com a celebração. bem como nos domingos do Tempo comum. podem ser usadas pelas necessidades do mundo inteiro. 367. após as palavras: Reuni em vós. Pai de misericórdia todos os vossos filhos e filhas dispersos pelo mundo inteiro.             d) A Oração eucarística IV possui um Prefácio imutável e apresenta um resumo mais completo da história da salvação. CAPÍTULO VIII MISSAS E ORAÇÕES PARA DIVERSAS CIRCUNSTÂNCIAS E MISSAS DOS FIÉIS DEFUNTOS I. o Cordeiro de Deus. esta Prece for usada nas Missas pelo fiéis defuntos. Dê-se preferência a ela nos domingos e festas.

na Quarta-feira de Cinzas e nos dias de semana da Semana Santa. poderá ser usada na celebração com povo a Missa que corresponda a tal necessidade ou utilidade. a juízo do reitor da igreja ou do próprio sacerdote celebrante. porém. é permitido celebrar qualquer Missa DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !195 . nos dias da oitava da Páscoa.     As Missas votivas sobre os mistérios do Senhor ou em honra da Bem- aventurada Virgem Maria. observando-se.     Ao ocorrer uma necessidade mais grave ou por utilidade pastoral. nas solenidades. as normas contidas nos livros rituais e nas próprias Missas. para as diversas circunstâncias e votivas.     As Missas para várias necessidades ou para diversas circunstâncias são usadas em algumas circunstâncias. será decidida pela Conferência dos Bispos*.COM.     As Missas rituais estão unidas à celebração de certos Sacramentos e Sacramentais. Contudo não podem ser celebradas como votivas as Missas que se referem aos mistérios da vida do Senhor ou da Bem-aventurada Virgem Maria. 374. dos Anjos. do Tempo de Natal desde o dia 2 de janeiro. nos dias da oitava da Páscoa. 372. 373. na Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos. com exceção da Missa de sua Imaculada Conceição. de per si são proibidas as Missas para diversas necessidades e votivas. Se. 377.     Nos dias de semana do Tempo comum em que ocorra uma memória facultativa ou se celebra o Ofício semanal.     Entre essas Missas contam-se as Missas rituais. que ocorrem de tempos em tempos.     Nos dias em que ocorra uma memória obrigatório ou um dia de semana do Advento até ao dia 16 de dezembro.BR 371. da Quaresma e da Páscoa. pode celebrar-se em qualquer dia a Missa conveniente com ordem ou permissão do Bispo diocesano. 375. além disso. exceto nas solenidades. pelo fato de a sua celebração estar unida ao círculo do ano litúrgico. Dentre elas a autoridade competente pode escolher as Missas para as rogações. e do Tempo pascal depois da oitava da Páscoa. no decorrer do ano. verdadeira necessidade ou utilidade pastoral o exigir. de algum Santo ou de todos os Santos. nos domingos do Advento. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. São proibidas nos domingos do Advento. ou em épocas estabelecidas. 376. na Quarta-feira de Cinzas e nos dias de semana da Semana Santa. podem ser celebradas para favorecer a devoção dos fiéis nos dias de semana do Tempo comum. da Quaresma e da Páscoa. na Comemoração de Todos os Fiéis defuntos. para diversas necessidades. mesmo que ocorra uma memória facultativa. cuja celebração.

II. exceto Quarta-feira de Cinzas e os dias de semana da Semana Santa. ou no dia do primeiro aniversário. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !196 . 385. ou Missas "cotidianas". sobretudo os da família do falecido. 378. na Quinta-feira da Semana Santa. podem ser celebradas nos dias de semana do Tempo comum. que pode ser celebrada todos os dias. exceto nas solenidades de preceito.             As outras Missas dos fiéis defuntos. uma breve homilia. pelo fato de se tributar na Liturgia da Igreja à Mãe do Redentor uma veneração acima e de preferência a todos os Santos145. nos dias em que ocorrer uma memória obrigatória ou um dia de semana.        MISSAS PELOS FIÉIS DEFUNTOS 379. ou por ocasião da sepultura definitiva. excetuando-se as Missas rituais. 380.     A Igreja oferece o Sacrifício eucarístico da Páscoa de Cristo pelos defuntos. o que obtém para uns o socorro espiritual traga aos outros a consolação da esperança. excluindo- se no entanto qualquer tipo de elogio fúnebre. pela comunhão de todos os membros de Cristo entre si. sejam convidados a participar também pela sagrada Comunhão do sacrifício eucarístico oferecido por um falecido. contanto que realmente sejam celebradas em intenção dos falecidos. pode ser celebrada também nos dias dentro da oitava de natal. no Tríduo pascal e nos domingos do Advento. realiza-se a última encomendação ou despedida. observado. principalmente da Missa exequial. que podem variar (por exemplo. quando ocorre uma memória facultativa ou é rezado o Ofício semanal. além disso. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.     Nas Missas exequiais haja. terminada a oração depois da Comunhão e omitidos os ritos finais. 381.     Se a Missa exequial é imediatamente seguida pelo rito dos funerais. 384. tudo o que é de direito146. normalmente. a fim de que.     Entre as Missas dos fiéis defuntos ocupa o primeiro lugar a Missa de exéquias.     Recomenda-se de modo particular a memória de Santa Maria no Sábado. Este rito é celebrado apenas quando estiver presente o corpo. da Quaresma e da Páscoa. 383.     A Missa dos fiéis defuntos ao receber-se a notícia da morte.BR ou usar qualquer oração para diversas circunstâncias.COM. 382.     Os fiéis. orações.     Na organização e escolha das partes da Missa dos fiéis defuntos.

devem ser especificadas. como católicos que nunca ou raramente participam da Eucaristia.     A renovação do Missal Romano.     As adaptações. n. confiadas ao critério do Bispo diocesano ou às Conferências dos Bispos. tanto os não católicos. estabelecer normas para o serviço do sacerdote ao altar (cf. cabe a ele orientar a disciplina da concelebração (cf. que deve ser tido como o sumo sacerdote de sua grei. diáconos e fiéis.BR leituras e oração universal). sobre a distribuição da sagrada Comunhão sob as duas espécies (cf. Mas. consciente e ativa participação que a própria natureza da Liturgia exige e à qual os próprios fiéis. as condições do falecido. 202. reconhecidas pela Sé Apostólica. 374). de algum modo. Além disso. na celebração eucarística. n. CAPÍTULO IX ADAPTAÇÕES QUE COMPETEM AOS BISPOS E ÀS SUAS CONFERÊNCIAS 386.COM. 388. para que. realizada segundo as exigências do nosso tempo. pois os sacerdotes são ministros do Evangelho de Cristo para todos. na Conferência dos Bispos. por força de sua condição. têm direito e obrigação147. 387. coordenar e vigiar a vida litúrgica em sua diocese. 389. 291). por motivos pastorais.     O Bispo diocesano. n. cabe-lhe antes de tudo alimentar o espírito da sagrada Liturgia nos sacerdotes. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. os pastores levem especialmente em conta aqueles que por ocasião das exéquias comparecem às celebrações litúrgicas e escutam o Evangelho. 283) e sobre a construção e restauração de igrejas (cf. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !197 . de acordo com as normas do Concílio Vaticano II. n. do qual. convém levar-se em conta.     Compete às Conferências dos Bispos antes de tudo preparar e aprovar a edição deste Missal Romano nas diversas línguas vernáculas. que pedem uma coordenação mais ampla. 107). aquela plena. sejam usadas nas respectivas regiões149. teve o máximo cuidado para que todos os fiéis pudessem garantir. deve fomentar. de sua família e dos presentes. ou parecem ter perdido a fé. propõem-se nesta Instrução e no Ordinário da Missa algumas adaptações.             Para que a celebração corresponda mais plenamente às normas e ao espírito da sagrada Liturgia. conforme as normas do direito. deriva e depende a vida de seus fiéis em Cristo148. de que se trata abaixo. Conforme esta instrução.

n. Pois. à proclamação ou ao canto no ato da celebração.             . bem como a forma e a cor das vestes litúrgicas (cf. e é de sua inspiração e bafejo que surgiram as preces. 160 e 283). mas. acima. da Preparação das oferendas e da Comunhão (cf. acima. com a aprovação da Sé Apostólica.             Deve-se ter em mente que a tradução dos textos não visa primeiramente à meditação. 273).textos dos cantos da Entrada. n.o material para a confecção do altar e das sagradas alfaias. e cantam-se os salmos. n. acima. considerando.a forma de dar a paz (cf.             Contudo. sobretudo dos vasos sagrados. e introduzi- las no próprio Missal. da Sagrada Escritura são lidas as lições e explicadas na homilia. poderão ser introduzidas. 82).             . pontos indicados nesta Instrução geral e no Ordinário da Missa. orações e hinos litúrgicos.gestos e posições do corpo dos fiéis (cf. 391. como:             .o modo de receber a sagrada Comunhão (cf.COM. 301. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !198 . acima.     Compete. 362). as preces litânicas etc.             .a escolha de leituras da Sagrada Escritura a serem usadas em circunstâncias peculiares (cf. consideradas úteis pelas Conferências dos Bispos.             . as características próprias aos diversos modos de falar usados nos livros sagrados. 326. para que. de modo que é dela que os atos e sinais recebem a sua significação150.             .BR             O Missal Romano deve ser publicado integralmente tanto no texto latino como nas versões em vernáculo legitimamente aprovadas. porém.gestos de veneração ao altar e ao Evangeliário (cf.     Compete às Conferências dos Bispos definir as adaptações. 329. as antífonas. 74 e 87). 48. às Conferências dos Bispos preparar com muito cuidado a versão dos demais textos. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. as respostas. 390.             . 342-346). Use-se uma linguagem que corresponda à compreensão dos fiéis e que se adapte à proclamação em público. 43). igualmente. n. acima. as aclamações. n. após prévia aprovação da Sé Apostólica. como as orações presidenciais.     Às mesmas Conferências compete cuidar com especial atenção das traduções dos textos bíblicos usados na celebração da Missa. no Missal Romano. 339. se transmita plenamente e com fidelidade o sentido do texto original latino. em lugar apropriado. garantida a índole de cada língua. acima. n. Na execução deste empreendimento é preciso considerar os diversos gêneros literários usados no Missal. antes. 392. n. Diretórios ou Instruções pastorais. acima.

394. 395. as celebrações próprias de toda a nação ou de uma região mais ampla sejam inseridas no devido lugar entre as celebrações do calendário geral. a ser aprovado pela Sé Apostólica153. 373) os dias das Rogações e das Quatro Têmporas do ano. como parte necessária ou integrante da liturgia152. para introduzi-las com o seu consentimento. em colaboração com outras Conferências um calendário mais amplo. compete às Conferências dos Bispos aprovar melodias adequadas. as Conferências dos Bispos podem propô-las à Sé Apostólica.             Convém que. uma só versão para os textos litúrgicos. por sua vez. mas que seja nobre e dotada de valor literário. melodias e instrumentos musicais.             Cabe-lhes igualmente decidir quanto aos gêneros musicais.             É melhor que nas regiões em que se fala a mesma língua. sobretudo para os textos bíblicos e para o Ordinário da Missa151. 40 da Constituição sobre a sagradas Liturgia.             Na elaboração do Calendário do país.             Nesta iniciativa deve-se considerar e defender ao máximo o dia do Senhor. não se lhe anteponham154. até que ponto realmente são adequados ou poderão adaptar-se ao uso sagrado.BR             Faça-se uso de uma linguagem adaptada aos fiéis da respectiva região. sobretudo em favor de DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !199 . 393.     Tendo em vista o lugar proeminente que o canto recebe na celebração. na edição do Missal. na medida do possível. de modo que outras celebrações. segundo o art. se a participação dos fiéis e o seu bem espiritual exigirem variações e adaptações mais profundas. para que a sagrada celebração responda à índole e às tradições dos diversos povos. ou.     Finalmente. sejam indicados (cf. e tenham-se em vista outras determinações peculiares. para as respostas e aclamações do povo e para celebrações peculiares que ocorrem durante o ano litúrgico. sobretudo para os textos do Ordinário da Missa. ao passo que as celebrações próprias de uma região ou de uma diocese tenham lugar em Apêndice particular. se tenha. n. que possam ser admitidos no culto divino e. permanecendo sempre a necessidade de alguma catequese sobre o sentido bíblico e cristão de certas palavras ou frases.COM. AUGUSTOCEZARCORNELIUS. como dia de festa primordial. prepare o calendário próprio da nação. bem como as formas e os textos para celebrá-las155. Igualmente se cuide que o ano litúrgico renovado por decreto do Concílio Vaticano II não seja obscurecido por elementos secundários.     Convém que cada diocese tenha o seu calendário e o próprio das Missas. a não ser que sejam de máxima importância. A Conferência dos Bispos.

visto que a regra da oração da Igreja corresponde à sua regra da fé159. realizem-se as experimentações nos períodos de tempos e lugares estabelecidos.COM.BR povos a quem o Evangelho foi anunciado mais recentemente156. orgânico e harmonioso integrou também em si muitos outros que se derivavam dos costumes e da índole de povos diversos e de diferentes Igrejas particulares tanto do Ocidente como do Oriente. que as faculdades já previstas sejam levadas a efeito e as normas pastorais. apresentando à apreciação da Sé Apostólica uma formulação madura sobre o assunto158. esgotado o tempo de experimentação. Nos tempos atuais. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.             Quanto ao modo de proceder neste ponto. mas também quanto aos usos universalmente aceitos pela tradição apostólica e ininterrupta. com a devida autorização. mas também para transmitir a integridade da fé. para. sobretudo.     Contudo. adquirindo assim um certo caráter supra-regional. correspondentes ao espírito da celebração. mas de modo profundo. cujas riquezas contribuem para o bem da Igreja universal. 397. Se for o caso. Observem-se atentamente as normas peculiares emanadas pela Instrução "A Liturgia Romana e a Inculturação"157. a tal ponto que sua perda gravemente a prejudicaria. sejam plenamente aplicadas. segundo o qual cada Igreja particular deve estar de acordo com a Igreja universal não só quanto à doutrina da fé e os sinais sacramentais. dever-se-á ter o grande cuidado de promover sábia e ordenadamente a devida formação do clero e dos fiéis. a Conferência dos Bispos determinará a continuação das adaptações. observe-se o seguinte:             Primeiramente se apresente um projeto pormenorizado à Sé Apostólica.             Depois de estas propostas serem devidamente aprovadas pela Sé Apostólica. 396. DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !200 . proceder à elaboração de cada uma das adaptações. que devem ser observados não só para evitar os erros. antes que se dê início a novas adaptações.             O Rito Romano constitui uma parte notável e preciosa do tesouro litúrgico e do patrimônio da Igreja católica.             Tal rito no decorrer dos séculos não só conservou os usos litúrgicos originários da cidade de Roma. mais profundas. a identidade e a expressão unitária deste rito encontra-se nas edições típicas dos livros litúrgicos promulgados pela autoridade do Sumo Pontífice e nos correspondentes livros litúrgicos aprovados pelas Conferências dos Bispos para suas dioceses e confirmados pela Sé Apostólica160.     Observe-se também o princípio.

     A norma estabelecida pelo Concílio Vaticano II. de modo algum. o Missal Romano. segundo a qual as inovações na reforma litúrgica não se façam a não ser que a verdadeira e certa utilidade da Igreja o exija e tomando a devida cautela de que as novas formas de um certo modo brotem como que organicamente daquelas que já existiam161. típico do Rito romano163. à criação de novas famílias rituais. para o futuro. mas ao tentar dar resposta às necessidades de determinada cultura o faz de tal modo que as adaptações introduzidas no Missal ou nos outros livros litúrgicos não prejudiquem o caráter proporcionado.   DOCUMENTOS SOBRE MÚSICA !201 . deverá ser conservado como instrumento e sinal preclaro da integridade e unidade do Rito romano165. também devem aplicar-se à inculturação do próprio Rito Romano162. na precipitação e imprudência. a inculturação necessita de um tempo prolongado para que. AUGUSTOCEZARCORNELIUS.             Finalmente. Além disso. 399.BR 398. a busca da inculturação não leva.     Assim pois. ainda que na diversidade de línguas e em certa variedade de costumes164.COM. não se prejudique a autêntica tradição litúrgica.