Você está na página 1de 61

Conjunção (símbolo Λ): Este conectivo é utilizado para

RACIOCÍNIO LÓGICO unir duas proposições formando uma terceira. O


resultado dessa união somente será verdadeiro se as
1 ESTRUTURAS LÓGICAS duas proposições (p e q) forem verdadeiras, ou seja,
sendo pelo menos uma falsa, o resultado será falso. Ex.:
p Λ q. (O Pão é barato e o Queijo não é bom). Λ = “e”.
Na lógica, uma estrutura (ou estrutura de interpretação) Regrinha para o conectivo de conjunção (Λ):
é um objeto que dá significado semântico ou
interpretação aos símbolos definidos pela assinatura de
uma linguagem. Uma estrutura possui diferentes
configurações, seja em lógicas de primeira ordem, seja
em linguagens lógicas poli-sortidas ou de ordem
superior. As questões de Raciocínio Lógico sempre vão
ser compostas por proposições que provam, dão
suporte, dão razão a algo, ou seja, são afirmações que
expressam um pensamento de sentindo completo.
Essas proposições podem ter um sentindo positivo ou
negativo. Disjunção (símbolo V): Este conectivo também serve
Exemplo 1: João anda de bicicleta. para unir duas proposições. O resultado será verdadeiro
Exemplo 2: Maria não gosta de banana. se pelo menos uma das proposições for verdadeira. Ex:
Tanto o exemplo 1 quanto o 2 caracterizam uma p v q. (Ou o Pão é barato ou o Queijo não é bom.) V =
afirmação/ proposição. “ou”. Regrinha para o conectivo de disjunção (V):
A base das Estruturas Lógicas é saber o que é Verdade
ou Mentira (verdadeiro/falso). Os resultados das
proposições sempre tem que dar verdadeiro. Há alguns
princípios básicos:
Contradição: Nenhuma proposição pode ser verdadeira
e falsa ao mesmo tempo.
Terceiro Excluído: Dadas duas proposições lógicas
contraditórias somente uma delas é verdadeira. Uma
proposição ou é verdadeira ou é falsa, não há um Condicional (símbolo →): Este conectivo dá a ideia de
terceiro valor lógico (“mais ou menos”, meio verdade ou condição para que a outra proposição exista. “P” será
meio mentira). Ex. Estudar é fácil. (o contrário seria: condição suficiente para “Q” e “Q” é condição necessária
“Estudar é difícil”. Não existe meio termo, ou estudar é para “P”. Ex: P → Q. (Se o Pão é barato então o Queijo
fácil ou estudar é difícil). não é bom.) → = “se...então”. Regrinha para o conectivo
Para facilitar a resolução das questões de lógica usam- condicional (→):
se os conectivos lógicos, que são símbolos que
comprovam a veracidade das informações e unem as
proposições uma a outra ou as transformam numa
terceira proposição. Veja:
(~) “não”: negação
(Λ) “e”: conjunção
(V) “ou”: disjunção
(→) “se...então”: condicional Bicondicional (símbolo ↔): O resultado dessas
(↔) “se e somente se”: bicondicional proposições será verdadeiro se e somente se as duas
Temos as seguintes proposições: forem iguais (as duas verdadeiras ou as duas falsas). “P”
O Pão é barato. O Queijo não é bom. será condição suficiente e necessária para “Q”.
A letra p representa a primeira proposição e a letra q, a Exemplo: P ↔ Q. (O Pão é barato se e somente se o
segunda. Assim, temos: Queijo não é bom.) ↔ = “se e somente se”. Regrinha
p: O Pão é barato. para o conectivo bicondicional (↔):
q: O Queijo não é bom.
Negação (símbolo ~): Quando usamos a negação de
uma proposição invertemos a afirmação que está sendo
dada. Veja os exemplos:
~p (não p): O Pão não é barato. (É a negação lógica de
p)
~q (não q): O Queijo é bom. (É a negação lógica de q)
Se uma proposição é verdadeira, quando usamos a
negação vira falsa. QUESTÕES
Se uma proposição é falsa, quando usamos a negação 01. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) A afirmação
vira verdadeira. “A menina tem olhos azuis ou o menino é loiro” tem
Regrinha para o conectivo de negação (~): como sentença logicamente equivalente:
(A) se o menino é loiro, então a menina tem olhos azuis.
(B) se a menina tem olhos azuis, então o menino é loiro.
(C) se a menina não tem olhos azuis, então o menino é
loiro.
(D) não é verdade que se a menina tem olhos azuis,
então o menino é loiro.
(E) não é verdade que se o menino é loiro, então a ( ) Certo ( ) Errado
menina tem olhos azuis. 08. (CESPE - TRE-ES - Técnico) Entende-se por
02. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se proposição todo conjunto de palavras ou símbolos que
Anamara é médica, então Angélica é médica. Se exprimem um pensamento de sentido completo, isto é,
Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são que afirmam fatos ou exprimam juízos a respeito de
médicas. Se Andrea é arquiteta, então Angélica é determinados entes. Na lógica bivalente, esse juízo, que
arquiteta. Se Andrea é médica, então Anamara é é conhecido como valor lógico da proposição, pode ser
médica. Considerando que as afirmações são verdadeiro (V) ou falso (F), sendo objeto de estudo
verdadeiras, segue-se, portanto, que: desse ramo da lógica apenas as proposições que
(A) Anamara, Angélica e Andrea são arquitetas. atendam ao princípio da não contradição, em que uma
(B) Anamara é médica, mas Angélica e Andrea são proposição não pode ser simultaneamente verdadeira e
arquitetas. falsa; e ao princípio do terceiro excluído, em que os
(C) Anamara, Angélica e Andrea são médicas. únicos valores lógicos possíveis para uma proposição
(D) Anamara e Angélica são arquitetas, mas Andrea é são verdadeiro e falso. Com base nessas informações,
médica. julgue os itens a seguir. Segundo os princípios da não
(E) Anamara e Andrea são médicas, mas Angélica é contradição e do terceiro excluído, a uma proposição
arquiteta. pode ser atribuído um e somente um valor lógico.
03. (ESAF - Receita Federal - Auditor Fiscal) Se Ana é ( ) Certo ( ) Errado
pianista, então Beatriz é violinista. Se Ana é violinista, (CESPE - TRT-ES – Técnico Judiciário) Proposição
então Beatriz é pianista. Se Ana é pianista, Denise é Texto para as questões 09 e 10.
violinista. Se Ana é violinista, então Denise é pianista. Se Proposições são frases que podem ser julgadas como
Beatriz é violinista, então Denise é pianista. Sabendo-se verdadeiras (V) ou falsas (F), mas não como V e F
que nenhuma delas toca mais de um instrumento, então simultaneamente. As proposições simples são aquelas
Ana, Beatriz e Denise tocam, respectivamente: que não contêm nenhuma outra proposição como parte
(A) piano, piano, piano. delas. As proposições compostas são construídas a
(B) violino, piano, piano. partir de outras proposições, usando-se símbolos
(C) violino, piano, violino. lógicos, parênteses e colchetes para que se evitem
(D) violino, violino, piano. ambiguidades. As proposições são usualmente
(E) piano, piano, violino. simbolizadas por letras maiúsculas do alfabeto: A, B, C,
Texto para as questões de 04 a 07. etc. Uma proposição composta da forma A ∨ B, chamada
O cenário político de uma pequena cidade tem sido disjunção, deve ser lida como “A ou B” e tem o valor
movimentado por denúncias a respeito da existência de lógico F, se A e B são F, e V, nos demais casos. Uma
um esquema de compra de votos dos vereadores. A proposição composta da forma A ∨ B, chamada
dúvida quanto a esse esquema persiste em três pontos, conjunção, deve ser lida como “A e B” e tem valor lógico
correspondentes às proposições P, Q e R: V, se A e B são V, e F, nos demais casos. Além disso, A,
P: O vereador Vitor não participou do esquema; que simboliza a negação da proposição A, é V, se A for
Q: O Prefeito Pérsio sabia do esquema; F, e F, se A for V. Considere que cada uma das
R: O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do proposições seguintes tenha valor lógico V.
esquema. I- Tânia estava no escritório ou Jorge foi ao centro da
Os trabalhos de investigação de uma CPI da Câmara cidade
Municipal conduziram às premissas P1, P2 e P3 II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e
seguintes: Carla não pagou o condomínio.
P1: Se o vereador Vitor não participou do esquema, III- Jorge não foi ao centro da cidade.
então o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. 09. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a
P2: Ou o chefe de gabinete foi o mentor do esquema, ou proposição “Manuel declarou o imposto de renda na data
o Prefeito Pérsio sabia do esquema, mas não ambos. correta e Jorge foi ao centro da cidade” tem valor lógico
P3: Se o vereador Vitor não participou do esquema, V.
então o chefe de gabinete não foi o mentor do esquema. ( ) Certo ( ) Errado
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens 10. A partir dessas proposições, é correto afirmar que a
seguintes, acerca de proposições lógicas. proposição. “Carla pagou o condomínio” tem valor lógico
04. Das premissas P1, P2 e P3, é correto afirmar que “O F.
chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o ( ) Certo ( ) Errado
vereador Vitor participou do esquema”. Respostas
( ) Certo ( ) Errado 1. Resposta “C”.
05. Considerando essa situação hipotética, julgue os
itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A
premissa P2 pode ser corretamente representada por R
∨ Q.
( ) Certo ( ) Errado
06. Considerando essa situação hipotética, julgue os
itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A
premissa P3 é logicamente equivalente à proposição “O
vereador Vitor participou do esquema ou o chefe de
gabinete não foi o mentor do esquema”.
( ) Certo ( ) Errado
07. Considerando essa situação hipotética, julgue os
itens seguintes, acerca de proposições lógicas. A partir
das premissas P1, P2 e P3, é correto inferir que o
prefeito Pérsio não sabia do esquema.
Sintetizando: Basta negar a primeira, manter a segunda V V - Como já sabemos, se a (verdade) aparecer
e trocar o “ou” pelo “se então”. “A menina tem olhos primeiro, a (falso) não poderá.
azuis (M) ou o menino é loiro (L)”. - Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
Está assim: M v L F F - Já sabemos que Ana é pianista e Bia é violinista,
Fica assim: ~M → L então falso nelas.
Se a menina não tem olhos azuis, então o menino é - Se Ana é pianista, Denise é violinista. (verdade)
loiro. VV
02. Parte inferior do formulário - Se Ana é violinista, então Denise é pianista. (verdade)
Resposta “C”. FF
Anamara médica → Angélica médica. (verdadeira → - Se Beatriz é violinista, então Denise é pianista.
verdadeira) (verdade)
Anamara arquiteta → Angélica médica ∨ Andrea médica. V F - Apareceu a temida V F, logo a nossa proposição
(falsa → verdadeira ∨ verdadeira) será falsa. Então descarte essa hipótese.
Andrea arquiteta → Angélica arquiteta. (falsa → falsa) Hipótese 2
Andrea médica → Anamara médica. (verdadeira → - Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade)
verdadeira) FV
Como na questão não existe uma proposição simples, - Se Ana é violinista, então Beatriz é pianista. (verdade)
temos que escolher entre as existentes, uma proposição V F - A VF apareceu, então já podemos descartá-la, pois
composta e supor se é verdadeira ou falsa. Nesta a nossa proposição será falsa.
questão analise as proposições à medida que aparecem 04. Resposta “Certo”.
na questão, daí a primeira proposição sobre a pessoa É só aplicar a tabela verdade do “ou” (v).
assume o valor de verdade, as seguintes serão, em V v F será verdadeiro, sendo falso apenas quando as
regra, falsas. Embora nada impeça que uma pessoa duas forem falsas.
tenha mais de uma profissão, o que não deve ser levado A tabela verdade do “ou”. Vejam:
em consideração. Importante lembrar que todas as
proposições devem ter valor lógico verdadeiro. Para
encontrar a resposta temos que testar algumas
hipóteses até encontrar a que preencha todos os
requisitos da regra.
- Se Anamara é médica, então Angélica é médica.
(verdadeiro)
1. V V
2. F F No 2º caso, os dois não podem ser verdade ao mesmo
3. F V tempo.
- Se Anamara é arquiteta, então Angélica ou Andrea são Disjunção exclusiva (Ou... ou)
médicas. (verdadeiro) Representado pelo v, ou ainda ou.
1. F V V - Para ser falso Todos devem ser falsos. Pode aparecer assim também: p v q, mas não ambos.
2. V F V - A segunda sentença deu falso e a VF Regra: Só será verdadeira se houver uma das sentenças
apareceu, então descarta essa hipótese. verdadeira e outra falsa.
3. V V F - Aqui também ocorreu o mesmo problema da Hipótese 1:
2º hipótese, também devemos descartá-la. P1: F → V = V (Não poderá aparecer VF).
- Se Andrea é arquiteta, então Angélica é arquiteta. P2: V F = V (Apenas um tem que ser verdadeiro).
(verdadeiro) P3: F → F = V
1. F F Conclusões:
2. Vereador participou do esquema.
3. Prefeito não sabia.
- Se Andrea é médica, então Anamara é médica. Chefe do gabinete foi o mentor.
(verdadeiro) Então:
1. V V O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o
2. vereador Vitor participou do esquema.
3. V V = verdade, pois sabemos que para ser falso, todos
03. Resposta “B”. devem ser falsos.
Ana pianista → Beatriz violinista. (F → F) Hipótese 2:
Ana violinista → Beatriz pianista. (V → V) P1: F → F = V
Ana pianista → Denise violinista. (F → F) P2: F V = V
Ana violinista → Denise pianista. (V → V) P3: F →V = V
Beatriz violinista → Denise pianista. (F → V) Conclusões:
Proposições Simples quando aparecem na questão, Vereador participou do esquema.
suponhamos que sejam verdadeiras (V). Como na Prefeito sabia.
questão não há proposições simples, escolhemos outra Chefe de gabinete não era o mentor.
proposição composta e supomos que seja verdadeira ou Então:
falsa. O chefe de gabinete foi o mentor do esquema ou o
1º Passo: qual regra eu tenho que saber? Condicional vereador Vitor participou do esquema.
(Se... então). F V = verdade.
2º Passo: Fazer o teste com as hipóteses possíveis até 05. Resposta “Errado”.
encontrar a resposta. Não se trata de uma Disjunção, trata-se de uma
Hipótese 1 Disjunção Exclusiva, cujo símbolo é . Também chamado
- Se Ana é pianista, então Beatriz é violinista. (verdade) de “Ou Exclusivo”. É o famoso “um ou outro mas não
ambos”. Só vai assumir valor verdade, quando somente
uma das proposições forem verdadeiras, pois quando as Se é falso que o Prefeito Pérsio não sabia, significa dizer
duas forem verdadeiras a proposição será falsa. Da que ele sabia do esquema. Então, pode-se deduzir que
mesma forma se as duas forem falsas, a proposição as proposições ~Q e Q são, respectivamente, falsa e
toda será falsa. verdadeira. Na segunda premissa: Se Q é verdadeira, R
Tabela verdade do “Ou Exclusivo”. será obrigatoriamente falsa, pois na disjunção exclusiva
só vai ser verdade quando apenas um dos argumentos
for verdadeiro. E se R é falso, significa dizer que ~R é
verdadeiro. Fazendo as substituições:
P1: P → ~Q Verdade
F→FV
Por que P é falso? Na condicional só vai ser falso se a
primeira for verdadeira e a segunda for falsa. Como
“sabemos” que a premissa toda é verdadeira e que ~Q é
Com a frase em P2 “mas não ambos” deixa claro que as falso, P só pode assumir valor F.
duas premissas não podem ser verdadeiras, logo não é P2: R (ou exclusivo) Q Verdade
uma Disjunção, mas sim uma Disjunção Exclusiva, onde F (ou exclusivo) V V
apenas uma das premissas pode ser verdadeira para Lembrando que na disjunção exclusiva, só vai ser
que P2 seja verdadeira. verdade quando uma das proposições forem
06. Resposta “Certo”. verdadeiras. Como sei que Q é verdadeiro, R só pode
Duas premissas são logicamente equivalentes quando ser falso.
elas possuem a mesma tabela verdade: P3: P → ~R Verdade
F→VV
Se deduz que R é falso, logo ~R é verdadeiro.
Consideramos inicialmente o argumento sendo não
válido (premissas verdadeiras e conclusão falsa).
Significa dizer que a questão está errada. Não é correto
inferir que o Prefeito Pérsio não sabia do esquema. Foi
Possuem a mesma tabela verdade, logo são comprovado que ele sabia do esquema.
equivalentes. 08. Resposta “Certo”.
Representando simbolicamente as equivalências, temos Princípio da Não Contradição = Uma preposição será V
o seguinte: ou F não podendo assumir os 2 valores
(P → R) = (¬P ∨ R) = (¬R → ¬P) simultaneamente. Representação: ¬(P ∨ ¬P). Exemplo:
As proposições dadas na questão: Não (“a terra é redonda” e “a terra não é redonda”).
P = O vereador Vitor não participou do esquema. Princípio do Terceiro Excluído = Uma preposição será V
R = O chefe de gabinete do Prefeito foi o mentor do ou F, não podendo assumir um 3o valor lógico.
esquema. Representação: P ∨ ¬P. Exemplo: Ou este homem é
Premissa dada na questão: P3 = Se o vereador Vitor não José ou não é José.
participou do esquema, então o chefe do gabinete não Uma proposição só poderá ser julgada verdadeira ou
foi o mentor do esquema. Em linguagem simbólica, a falsa, nunca poderá ser as duas coisas ao mesmo
premissa P3 fica assim: (P → ¬R). tempo.
A questão quer saber se (P → ¬R) é logicamente 09. Resposta “Errado”.
equivalente a proposição: “O vereador Vitor participou do Da proposição III “Jorge não foi ao centro da cidade” que
esquema ou o chefe de gabinete não foi o mentor do é verdadeira e a questão diz “Manuel declarou o imposto
esquema”, que pode ser representada da seguinte de renda na data correta e Jorge foi ao centro da cidade”
forma: (¬P ∨ ¬R). Vemos que P3 tem a seguinte a segunda parte é falsa como o conectivo é “e” as duas
equivalente lógica: (P → ¬R) = (¬P ∨ ¬R). Negamos a teriam que ser verdadeiras (o que não acontece). Vamos
primeira sentença, mudamos o conectivo “→” para “∨”, e analisar cada proposição de cada premissa, tendo em
depois mantemos a segunda sentença do mesmo jeito. mente que as premissas tem valor lógico (V), daí tiramos
Assim sendo, a questão está correta. As duas sentenças um importante dado, sabemos que a premissa III é (V),
são “logicamente equivalentes”. portanto vamos atribuir o valor lógico (V) a proposição
07. Resposta “Errado”. “e” e o valor lógico (F) a proposição “B”, agora vamos
A questão quer saber se o argumento “o Prefeito Pérsio separar:
não sabia do esquema” é um argumento válido. Quando A: Tânia estava no escritório (V)
o argumento é válido? Quando as premissas forem B: Jorge foi ao centro da cidade (F)
verdadeiras e a conclusão obrigatoriamente verdadeira Diante das análises iniciais temos que a premissa A v B,
ou quando as premissas forem falsas e a conclusão tem valor lógico (V), mas que a proposição “B” tem valor
falsa. Quando o argumento não é válido? Quando as lógico (F), ou seja, A v (valor lógico F), para que essa
premissas forem verdadeiras e a conclusão for falsa. Pra premissa tenha o valor lógico (V), “A” tem que ter um
resolver essas questões de validade de argumento é valor lógico (V).
melhor começar de forma contrária ao comando da C: Manuel declarou o imposto de renda na data correta
questão. Como a questão quer saber se o argumento é (V)
válido, vamos partir do princípio (hipótese) que é D: Carla não pagou o condomínio (V)
inválido. Fica assim: O enunciado fala para considerar todas as premissas
P1: P → ~Q verdade com valor lógico (V), logo, a premissa C ∨ D para ter
P2: R (ou exclusivo) Q verdade valor lógico (V), ambas proposições devem ter valor
P3: P → ~R verdade lógico (V).
Conclusão: O prefeito Pérsio não sabia do esquema. E: Jorge não foi ao centro da cidade (V)
falso Diante das explicações, C ∨ B = (V) ∨ (F) = (F).
10. Resposta “Certo”.
Considere que cada uma das proposições seguintes Os argumentos, em lógica, possuem dois componentes
tenha valor lógico V. Logo o que contraria essa verdade básicos: suas premissas e sua conclusão. Por exemplo,
é falso. em: “Todos os times brasileiros são bons e estão entre
I- V + F = V os melhores times do mundo. O Brasiliense é um time
II- V + V = V brasileiro. Logo, o Brasiliense está entre os melhores
III- V times do mundo”, temos um argumento com duas
Portanto se no item II diz que Carla não pagou o premissas e a conclusão.
condomínio é verdadeiro, então o fato dela ter pago o Evidentemente, pode-se construir um argumento válido
condomínio é falso, pois está contradizendo o dito no a partir de premissas verdadeiras, chegando a uma
item II. Os valores lógicos da segunda proposição não conclusão também verdadeira. Mas também é possível
são deduzíveis, mas sim informados no enunciado. construir argumentos válidos a partir de premissas
II- Manuel declarou o imposto de renda na data correta e falsas, chegando a conclusões falsas. O detalhe é que
Carla não pagou o condomínio V e V. Portanto, se Carla podemos partir de premissas falsas, proceder por meio
não pagou o condomínio é Verdadeiro. Carla pagou o de uma inferência válida e chegar a uma conclusão
condomínio é Falso. Enunciado correto. verdadeira. Por exemplo:
Premissa: Todos os peixes vivem no oceano.
2 LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO: ANALOGIAS, Premissa: Lontras são peixes.
INFERÊNCIAS, DEDUÇÕES E CONCLUSÕES. Conclusão: Logo, focas vivem no oceano.
Um argumento é “uma série concatenada de afirmações Há, no entanto, uma coisa que não pode ser feita: a
com o fim de estabelecer uma proposição definida”. É partir de premissas verdadeiras, inferirem de modo
um conjunto de proposições com uma estrutura lógica correto e chegar a uma conclusão falsa. Podemos
de maneira tal que algumas delas acarretam ou tem resumir esses resultados numa tabela de regras de
como consequência outra proposição. Isto é, o conjunto implicação. O símbolo A denota implicação; A é a
de proposições p1,...,pn que tem como premissa, B é a conclusão.
consequênciaoutra proposição q. Chamaremos as
proposições p1,p2,p3,...,pn de premissas do argumento,
e a proposição q de conclusão do argumento. Podemos
representar por:
p1
p2
p3
.
.
.
pn
∴q
Exemplos:
01.
Se eu passar no concurso, então irei trabalhar.
Passei no concurso
________________________ - Se as premissas são falsas e a inferência é válida, a
∴ Irei trabalhar conclusão pode ser verdadeira ou falsa (linhas 1 e 2).
02. - Se as premissas são verdadeiras e a conclusão é falsa,
Se ele me ama então casa comigo. a inferência é inválida (linha 3).
Ele me ama. - Se as premissas e a inferência são válidas, a
__________________________ conclusão é verdadeira (linha 4).
∴ Ele casa comigo. Desse modo, o fato de um argumento ser válido não
03. significa necessariamente que sua conclusão seja
Todos os brasileiros são humanos. verdadeira, pois pode ter partido de premissas falsas.
Todos os paulistas são brasileiros. Um argumento válido que foi derivado de premissas
__________________________ verdadeiras é chamado de argumento consistente.
∴ Todos os paulistas são humanos. Esses, obrigatoriamente, chegam a conclusões
04. verdadeiras.
Se o Palmeiras ganhar o jogo, todos os jogadores Premissas: Argumentos dedutíveis sempre requerem
receberão o bicho. certo número de “assunções-base”. São as chamadas
Se o Palmeiras não ganhar o jogo, todos os jogadores premissas. É a partir delas que os argumentos são
receberão o bicho. construídos ou, dizendo de outro modo, é as razões para
__________________________ se aceitar o argumento. Entretanto, algo que é uma
∴ Todos os jogadores receberão o bicho. premissa no contexto de um argumento em particular
Observação: No caso geral representamos os pode ser a conclusão de outro, por exemplo. As
argumentos escrevendo as premissas e separando por premissas do argumento sempre devem ser explicitadas.
uma barra horizontal seguida da conclusão com três A omissão das premissas é comumente encarada como
pontos antes. Veja exemplo: algo suspeito, e provavelmente reduzirá as chances de
Premissa: Todos os sais de sódio são substâncias aceitação do argumento.
solúveis em água. A apresentação das premissas de um argumento
Todos os sabões são sais de sódio. geralmente é precedida pelas palavras “admitindo
____________________________________ que...”, “já que...”, “obviamente se...” e “porque...”. É
Conclusão: ∴ Todos os sabões são substâncias imprescindível que seu oponente concorde com suas
solúveis em água. premissas antes de proceder à argumentação. Usar a
palavra “obviamente” pode gerar desconfiança. Ela Todos os argumentos acima são válidos, pois se suas
ocasionalmente faz algumas pessoas aceitarem premissas fossem verdadeiras então as conclusões
afirmações falsas em vez de admitir que não entenda também as seriam. Podemos dizer que um argumento é
por que algo é “óbvio”. Não se deve hesitar em válido quando todas as suas premissas são verdadeiras,
questionar afirmações supostamente “óbvias”. acarreta que sua conclusão também é verdadeira.
Inferência: Uma vez que haja concordância sobre as Portanto, um argumento será não válido se existir a
premissas, o argumento procede passo a passo por possibilidade de suas premissas serem verdadeiras e
meio do processo chamado “inferência”. Na inferência, sua conclusão falsa. Observe que a validade do
parte-se de uma ou mais proposições aceitas argumento depende apenas da estrutura dos
(premissas) para chegar a outras novas. Se a inferência enunciados. Exemplo:
for válida, a nova proposição também deverá ser aceita. Todas as mulheres são bonitas.
Posteriormente, essa proposição poderá ser empregada Todas as princesas são mulheres.
em novas inferências. Assim, inicialmente, apenas se __________________________
pode inferir algo a partir das premissas do argumento; ∴ Todas as princesas são bonitas.
ao longo da argumentação, entretanto, o número de Observe que não precisamos de nenhum conhecimento
afirmações que podem ser utilizadas aumenta. Há vários aprofundado sobre o assunto para concluir que o
tipos de inferência válidos, mas também alguns argumento é válido. Vamos substituir mulheres bonitas e
inválidos. O processo de inferência é comumente princesas por A, B e C respectivamente e teremos:
identificado pelas frases “Consequentemente...” ou “isso Todos os A são B.
implica que...”. Todos os C são A.
Conclusão: Finalmente se chegará a uma proposição ________________
que consiste na conclusão, ou seja, no que se está ∴ Todos os C são B.
tentando provar. Ela é o resultado final do processo de Logo, o que é importante é a forma do argumento e não
inferência e só pode ser classificada como conclusão no o conhecimento de A, B e C, isto é, este argumento é
contexto de um argumento em particular. A conclusão válido para quaisquer A, B e C, portanto, a validade é
respalda-se nas premissas e é inferida a partir delas. consequência da forma do argumento. O atributo
A seguir está exemplificado um argumento válido, mas validade aplica-se apenas aos argumentos dedutivos.
que pode ou não ser “consistente”. Argumentos Dedutivos e Indutivos
1. Premissa: Todo evento tem uma causa. O argumento será dedutivo quando suas premissas
2. Premissa: O universo teve um começo. fornecerem prova conclusiva da veracidade da
3. Premissa: Começar envolve um evento. conclusão, isto é, o argumento é dedutivo quando a
4. Inferência: Isso implica que o começo do universo conclusão é completamente derivada das premissas.
envolveu um evento. Exemplo:
5. Inferência: Logo, o começo do universo teve uma Todo ser humano tem mãe.
causa. Todos os homens são humanos.
6. Conclusão: O universo teve uma causa. __________________________
A proposição do item 4 foi inferida dos itens 2 e 3. O item ∴ Todos os homens têm mãe.
1, então, é usado em conjunto com proposição 4 para O argumento será indutivo quando suas premissas não
inferir uma nova proposição (item 5). O resultado dessa fornecerem o apoio completo para retificar as
inferência é reafirmado (numa forma levemente conclusões. Exemplo:
simplificada) como sendo a conclusão. O Flamengo é um bom time de futebol.
Validade de um Argumento O Palmeiras é um bom time de futebol.
Conforme citamos anteriormente, uma proposição é O Vasco é um bom time de futebol.
verdadeira ou falsa. No caso de um argumento diremos O Cruzeiro é um bom time de futebol.
que ele é válido ou não válido. A validade de uma ______________________________
propriedade dos argumentos dedutivos que depende da ∴ Todos os times brasileiros de futebol são bons.
forma (estrutura) lógica das suas proposições Portanto, nos argumentos indutivos a conclusão possui
(premissas e conclusões) e não do conteúdo delas. informações que ultrapassam as fornecidas nas
Sendo assim podemos ter as seguintes combinações premissas. Sendo assim, não se aplica, então, a
para os argumentos válidos dedutivos: definição de argumentos válidos ou não válidos para
a) Premissas verdadeiras e conclusão verdadeira. argumentos indutivos.
Exemplo: Argumentos Dedutivos Válidos
Todos os apartamentos são pequenos. (V) Vimos então que a noção de argumentos válidos ou não
Todos os apartamentos são residências. (V) válidos aplica-se apenas aos argumentos dedutivos, e
__________________________________ também que a validade depende apenas da forma do
∴ Algumas residências são pequenas. (V) argumento e não dos respectivos valores verdades das
b) Algumas ou todas as premissas falsas e uma premissas. Vimos também que não podemos ter um
conclusão verdadeira. Exemplo: argumento válido com premissas verdadeiras e
Todos os peixes têm asas. (F) conclusão falsa. A seguir exemplificaremos alguns
Todos os pássaros são peixes. (F) argumentos dedutivos válidos importantes.
__________________________________ Afirmação do Antecedente: O primeiro argumento
∴ Todos os pássaros têm asas. (V) dedutivo válido que discutiremos chama-se “afirmação
c) Algumas ou todas as premissas falsas e uma do antecedente”, também conhecido como modus
conclusão falsa. Exemplo: ponens. Exemplo:
Todos os peixes têm asas. (F) Se José for reprovado no concurso, então será demitido
Todos os cães são peixes. (F) do serviço.
__________________________________ José foi aprovado no concurso.
∴ Todos os cães têm asas. (F) ___________________________
∴ José será demitido do serviço.
Este argumento é evidentemente válido e sua forma pormenorizada é capaz de revelar a falha lógica. Com as
pode ser escrita da seguinte forma: premissas verdadeiras e a conclusão falsa nunca
teremos um argumento válido, então este argumento é
não válido, chamaremos os argumentos não válidos de
falácias. A seguir, examinaremos algumas falácias
conhecidas que ocorrem com muita frequência. O
primeiro caso de argumento dedutivo não válido que
veremos é o que chamamos de “falácia da afirmação do
Outro argumento dedutivo válido é a “negação do consequente”. Exemplo:
consequente” (também conhecido como modus tollens).
Obs.: (q→p ) é equivalente a (¬q→¬p). Esta
Se ele me ama então ele casa comigo.
equivalência é chamada de contra positiva. Exemplo:
Ele casa comigo.
“Se ele me ama, então casa comigo” é equivalente a “Se
_______________________
ele não casa comigo, então ele não me ama”;
∴ Ele me ama.
Então vejamos o exemplo do modus tollens. Exemplo:
Podemos escrever esse argumento como:
Se aumentarmos os meios de pagamentos, então
haverá inflação.
Não há inflação.
______________________________
∴ Não aumentamos os meios de pagamentos.
Este argumento é evidentemente válido e sua forma
pode ser escrita da seguinte maneira: Este argumento é uma falácia, podemos ter as
premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
Outra falácia que corre com frequência é a conhecida
por “falácia da negação do antecedente”. Exemplo:
Se João parar de fumar ele engordará.
João não parou de fumar.
________________________
∴ João não engordará.
Existe também um tipo de argumento válido conhecido Observe que temos a forma:
pelo nome de dilena. Geralmente este argumento ocorre
quando alguém é forçado a escolher entre duas
alternativas indesejáveis. Exemplo:
João se inscreve no concurso de MS, porém não
gostaria de sair de São Paulo, e seus colegas de
trabalho estão torcendo por ele.Eis o dilema de João:
Ou João passa ou não passa no concurso. Este argumento é uma falácia, pois podemos ter as
Se João passar no concurso vai ter que ir embora de premissas verdadeiras e a conclusão falsa.
São Paulo. Os argumentos dedutivos não válidos podem combinar
Se João não passar no concurso ficará com vergonha verdade ou falsidade das premissas de qualquer
diante dos colegas de trabalho. maneira com a verdade ou falsidade da conclusão.
_________________________ Assim, podemos ter, por exemplo, argumentos não
∴ Ou João vai embora de São Paulo ou João ficará com válidos com premissas e conclusões verdadeiras,
vergonha dos colegas de trabalho. porém, as premissas não sustentam a conclusão.
Este argumento é evidentemente válido e sua forma Exemplo:
pode ser escrita da seguinte maneira: Todos os mamíferos são mortais. (V)
Todos os gatos são mortais. (V)
___________________________
∴ Todos os gatos são mamíferos. (V)

Este argumento tem a forma:


Todos os A são B.
Todos os C são B.
___________________
Argumentos Dedutivos Não Válidos
∴ Todos os C são A.
Existe certa quantidade de artimanhas que devem ser
evitadas quando se está construindo um argumento
dedutivo. Elas são conhecidas como falácias. Na Podemos facilmente mostrar que esse argumento é não
linguagem do dia a dia, nós denominamos muitas válido, pois as premissas não sustentam a conclusão, e
crenças equivocadas como falácias, mas, na lógica, o veremos então que podemos ter as premissas
termo possui significado mais específico: falácia é uma verdadeiras e a conclusão falsa, nesta forma, bastando
falha técnica que torna o argumento inconsistente ou substituir A por mamífero, B por mortais e C por cobra.
inválido (além da consistência do argumento, também se Todos os mamíferos são mortais. (V)
podem criticar as intenções por detrás da Todas as cobras são mortais. (V)
argumentação). __________________________
Argumentos contentores de falácias são denominados ∴ Todas as cobras são mamíferas. (F)
falaciosos. Frequentemente, parecem válidos e
convincentes, às vezes, apenas uma análise
Podemos usar as tabelas-verdade, definidas nas Segue-se daí que a soma dos números inteiros positivos
estruturas lógicas, para demonstrarmos se um menores do que 100, que têm exatamente três divisores
argumento é válido ou falso. Outra maneira de verificar positivos, é igual a:
se um dado argumento P1, P2, P3, ...Pn é válido ou não, a) 25
por meio das tabelas-verdade, é construir a condicional b) 87
associada: (P1 ∧ P2 ∧ P3 ...Pn) e reconhecer se essa c) 112
condicional é ou não uma tautologia. Se essa d) 121
condicional associada é tautologia, o argumento é e) 169
válido. Não sendo tautologia, o argumento dado é um 03. Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica. Por
sofisma (ou uma falácia). outro lado, se Geografia não é difícil, então Lógica é
Tautologia: Quando uma proposição composta é difícil. Daí segue-se que, se Artur gosta de Lógica,
sempre verdadeira, então teremos uma tautologia. Ex: então:
a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil.
b) Lógica é fácil e Geografia é difícil.
c) Lógica é fácil e Geografia é fácil.
d) Lógica é difícil e Geografia é difícil.
e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil.
Há argumentos válidos com conclusões falsas, da 04. Três suspeitos de haver roubado o colar da rainha
mesma forma que há argumentos não válidos com foram levados à presença de um velho e sábio professor
conclusões verdadeiras. Logo, a verdade ou falsidade de de Lógica. Um dos suspeitos estava de camisa azul,
sua conclusão não determinam a validade ou não outro de camisa branca e o outro de camisa preta. Sabe-
validade de um argumento. O reconhecimento de se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e que o
argumentos é mais difícil que o das premissas ou da culpado às vezes fala a verdade e às vezes mente.
conclusão. Muitas pessoas abarrotam textos de Sabe-se, também, que dos outros dois (isto é, dos
asserções sem sequer produzirem algo que possa ser suspeitos que são inocentes), um sempre diz a verdade
chamado de argumento. Às vezes, os argumentos não e o outro sempre mente. O velho e sábio professor
seguem os padrões descritos acima. Por exemplo, perguntou, a cada um dos suspeitos, qual entre eles era
alguém pode dizer quais são suas conclusões e depois o culpado. Disse o de camisa azul: “Eu sou o culpado”.
justificá-las. Isso é válido, mas pode ser um pouco Disse o de camisa branca, apontando para o de camisa
confuso. azul: “Sim, ele é o culpado”. Disse, por fim, o de camisa
Para complicar, algumas afirmações parecem preta: “Eu roubei o colar da rainha; o culpado sou eu”. O
argumentos, mas não são. Por exemplo: “Se a Bíblia é velho e sábio professor de Lógica, então, sorriu e
verdadeira, Jesus foi ou um louco, ou um mentiroso, ou concluiu corretamente que:
o Filho de Deus”. Isso não é um argumento, é uma a) O culpado é o de camisa azul e o de camisa preta
afirmação condicional. Não explicita as premissas sempre mente.
necessárias para embasar as conclusões, sem b) O culpado é o de camisa branca e o de camisa preta
mencionar que possui outras falhas. sempre mente.
Um argumento não equivale a uma explicação. Suponha c) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul
que, tentando provar que Albert Einstein cria em Deus, sempre mente.
alguém dissesse: “Einstein afirmou que ‘Deus não joga d) O culpado é o de camisa preta e o de camisa azul
dados’ porque acreditava em Deus”. Isso pode parecer sempre diz a verdade.
um argumento relevante, mas não é. Trata-se de uma e) O culpado é o de camisa azul e o de camisa azul
explicação da afirmação de Einstein. Para perceber isso, sempre diz a verdade.
deve-se lembrar que uma afirmação da forma “X porque 05. O rei ir à caça é condição necessária para o duque
Y” pode ser reescrita na forma “Y logo X”. O que sair do castelo, e é condição suficiente para a duquesa ir
resultaria em: “Einstein acreditava em Deus, por isso ao jardim. Por outro lado, o conde encontrar a princesa é
afirmou que ‘Deus não joga dados’”. Agora fica claro que condição necessária e suficiente para o barão sorrir e é
a afirmação, que parecia um argumento, está admitindo condição necessária para a duquesa ir ao jardim. O
a conclusão que deveria estar provando. Ademais, barão não sorriu. Logo:
Einstein não cria num Deus pessoal preocupado com a) A duquesa foi ao jardim ou o conde encontrou a
assuntos humanos. princesa.
QUESTÕES b) Se o duque não saiu do castelo, então o conde
01. Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão. Se encontrou a princesa.
Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês ou Débora c) O rei não foi à caça e o conde não encontrou a
fala dinamarquês. Se Débora fala dinamarquês, Elton princesa.
fala espanhol. Mas Elton fala espanhol se e somente se d) O rei foi à caça e a duquesa não foi ao jardim.
não for verdade que Francisco não fala francês. Ora, e) O duque saiu do castelo e o rei não foi à caça.
Francisco não fala francês e Ching não fala chinês. 06. (FUNIVERSA - 2012 - PC-DF - Perito Criminal) Parte
Logo, superior do formulário
a) Iara não fala italiano e Débora não fala dinamarquês. Cinco amigos encontraram-se em um bar e, depois de
b) Ching não fala chinês e Débora fala dinamarquês. algumas horas de muita conversa, dividiram igualmente
c) Francisco não fala francês e Elton fala espanhol. a conta, a qual fora de, exatos, R$ 200,00, já com a
d) Ana não fala alemão ou Iara fala italiano. gorjeta incluída. Como se encontravam ligeiramente
e) Ana fala alemão e Débora fala dinamarquês. alterados pelo álcool ingerido, ocorreu uma dificuldade
02. Sabe-se que todo o número inteiro n maior do que 1 no fechamento da conta. Depois que todos julgaram ter
admite pelo menos um divisor (ou fator) primo.Se n é contribuído com sua parte na despesa, o total colocado
primo, então tem somente dois divisores, a saber, 1 e n. sobre a mesa era de R$ 160,00, apenas, formados por
Se n é uma potência de um primo p, ou seja, é da forma uma nota de R$ 100,00, uma de R$ 20,00 e quatro de
ps, então 1, p, p2, ..., ps são os divisores positivos de n.
R$ 10,00. Seguiram-se, então, as seguintes (C) Carlos levou Pedro até a escolinha para Jane fazer o
declarações, todas verdadeiras: almoço.
Antônio: — Basílio pagou. Eu vi quando ele pagou. (D) não é segunda, nem quarta, mas Pedro teve aula de
Danton: — Carlos também pagou, mas do Basílio não apenas uma das modalidades esportivas.
sei dizer. (E) não é segunda, Pedro não teve aulas, e Jane não fez
Eduardo: — Só sei que alguém pagou com quatro notas o almoço.
de R$ 10,00. 10. (VUNESP - 2011 - TJM-SP) Parte superior do
Basílio: — Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio formulário
quem colocou, eu vi quando ele pegou seus R$ 60,00 de Se afino as cordas, então o instrumento soa bem. Se o
troco. instrumento soa bem, então toco muito bem. Ou não
Carlos: — Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a toco muito bem ou sonho acordado. Afirmo ser
nota de R$ 50,00 que o Eduardo colocou na mesa. verdadeira a frase: não sonho acordado. Dessa forma,
Imediatamente após essas falas, o garçom, que ouvira conclui-se que
atentamente o que fora dito e conhecia todos do grupo, (A) sonho dormindo.
dirigiu-se exatamente àquele que ainda não havia (B) o instrumento afinado não soa bem.
contribuído para a despesa e disse: — O senhor (C) as cordas não foram afinadas.
pretende usar seu cartão e ficar com o troco em (D) mesmo afinado o instrumento não soa bem.
espécie? Com base nas informações do texto, o garçom (E) toco bem acordado e dormindo.
fez a pergunta a Respostas
(A) Antônio. 01.
(B) Basílio. (P1) Se Iara não fala italiano, então Ana fala alemão.
(C) Carlos. (P2) Se Iara fala italiano, então ou Ching fala chinês ou
(D) Danton. Débora fala dinamarquês.
(E) Eduardo. (P3) Se Débora fala dinamarquês, Elton fala espanhol.
07. (ESAF - 2012 - Auditor Fiscal da Receita Federal) (P4) Mas Elton fala espanhol se e somente se não for
Parte superior do formulário verdade que Francisco não fala francês.
Caso ou compro uma bicicleta. Viajo ou não caso. Vou (P5) Ora, Francisco não fala francês e Ching não fala
morar em Passárgada ou não compro uma bicicleta. chinês.
Ora, não vou morar em Passárgada. Assim, Ao todo são cinco premissas, formadas pelos mais
(A) não viajo e caso. diversos conectivos (Se então, Ou, Se e somente se, E).
(B) viajo e caso. Mas o que importa para resolver este tipo de argumento
(C) não vou morar em Passárgada e não viajo. lógico é que ele só será válido quando todas as
(D) compro uma bicicleta e não viajo. premissas forem verdadeiras, a conclusão também for
(E) compro uma bicicleta e viajo. verdadeira. Uma boa dica é sempre começar pela
08. (FCC - 2012 - TST - Técnico Judiciário) Parte premissa formada com o conectivo e.
superior do formulário Na premissa 5 tem-se: Francisco não fala francês e
A declaração abaixo foi feita pelo gerente de recursos Ching não fala chinês. Logo para esta proposição
humanos da empresa X durante uma feira de composta pelo conectivo e ser verdadeira as premissas
recrutamento em uma faculdade: “Todo funcionário de simples que a compõe deverão ser verdadeiras, ou seja,
nossa empresa possui plano de saúde e ganha mais de sabemos que:
R$ 3.000,00 por mês”. Mais tarde, consultando seus Francisco não fala francês
arquivos, o diretor percebeu que havia se enganado em Ching não fala chinês
sua declaração. Dessa forma, conclui-se que, Na premissa 4 temos: Elton fala espanhol se e somente
necessariamente, se não for verdade que Francisco não fala francês.
(A) dentre todos os funcionários da empresa X, há um Temos uma proposição composta formada pelo se e
grupo que não possui plano de saúde. somente se, neste caso, esta premissa será verdadeira
(B) o funcionário com o maior salário da empresa X se as proposições que a formarem forem de mesmo
ganha, no máximo, R$ 3.000,00 por mês. valor lógico, ou ambas verdadeiras ou ambas falsas, ou
(C) um funcionário da empresa X não tem plano de seja, como se deseja que não seja verdade que
saúde ou ganha até R$ 3.000,00 por mês. Francisco não fala francês e ele fala, isto já é falso e o
(D) nenhum funcionário da empresa X tem plano de antecedente do se e somente se também terá que ser
saúde ou todos ganham até R$ 3.000,00 por mês. falso, ou seja: Elton não fala espanhol.
(E) alguns funcionários da empresa X não têm plano de Da premissa 3 tem-se: Se Débora fala dinamarquês,
saúde e ganham, no máximo, R$ 3.000,00 por mês. Elton fala espanhol. Uma premissa composta formada
09. (CESGRANRIO - 2012 - Chesf - Analista de por outras duas simples conectadas pelo se então (veja
Sistemas) Parte superior do formulário que a vírgula subentende que existe o então), pois é, a
Se hoje for uma segunda ou uma quarta-feira, Pedro regra do se então é que ele só vai ser falso se o seu
terá aula de futebol ou natação. Quando Pedro tem aula antecedente for verdadeiro e o seu consequente for
de futebol ou natação, Jane o leva até a escolinha falso, da premissa 4 sabemos que Elton não fala
esportiva. Ao levar Pedro até a escolinha, Jane deixa de espanhol, logo, para que a premissa seja verdadeira só
fazer o almoço e, se Jane não faz o almoço, Carlos não poderemos aceitar um valor lógico possível para o
almoça em casa. Considerando-se a sequência de antecedente, ou seja, ele deverá ser falso, pois F Î F = V,
implicações lógicas acima apresentadas textualmente, logo: Débora não fala dinamarquês.
se Carlos almoçou em casa hoje, então hoje Da premissa 2 temos: Se Iara fala italiano, então ou
(A) é terça, ou quinta ou sexta-feira, ou Jane não fez o Ching fala chinês ou Débora fala dinamarquês. Vamos
almoço. analisar o consequente do se então, observe: ou Ching
(B) Pedro não teve aula de natação e não é segunda- fala chinês ou Débora fala dinamarquês. (temos um ou
feira. exclusivo, cuja regra é, o ou exclusivo, só vai ser falso
se ambas forem verdadeiras, ou ambas falsas), no caso
como Ching não fala chinês e Débora não fala (P2) Todo animal de 4 patas tem asas. Indica que se tem
dinamarquês, temos: F ou exclusivo F = F. Se o 4 patas então o animal tem asas, ou seja, posso afirmar
consequente deu falso, então o antecedente também que o conjunto dos animais de 4 patas é um subconjunto
deverá ser falso para que a premissa seja verdadeira, do conjunto de animais que tem asas.
logo: Iara não fala italiano.
Da premissa 1 tem-se: Se Iara não fala italiano, então
Ana fala alemão. Ora ocorreu o antecedente, vamos
reparar no consequente... Só será verdadeiro quando V Î
V = V pois se o primeiro ocorrer e o segundo não
teremos o Falso na premissa que é indesejado, desse
modo: Ana fala alemão.
Observe que ao analisar todas as premissas, e
tornarmos todas verdadeiras obtivemos as seguintes (C) Todo cavalo tem asas. Indica que se é cavalo então
afirmações: tem asas, ou seja, posso afirmar que o conjunto de
Francisco não fala francês cavalos é um subconjunto do conjunto de animais que
Ching não fala chinês tem asas.
Elton não fala espanhol
Débora não fala dinamarquês
Iara não fala italiano
Ana fala alemão.
A única conclusão verdadeira quando todas as
premissas foram verdadeiras é a da alternativa (A),
resposta do problema.
02. Resposta “B”.
O número que não é primo é denominado número
composto. O número 4 é um número composto. Todo Observe que ao unir as premissas, a conclusão sempre
número composto pode ser escrito como uma se verifica. Toda vez que fizermos as premissas serem
combinação de números primos, veja: 70 é um número verdadeiras, a conclusão também for verdadeira,
composto formado pela combinação: 2 x 5 x 7, onde 2, 5 estaremos diante de um argumento válido. Observe:
e 7 são números primos. O problema informou que um
número primo tem com certeza 3 divisores quando puder
ser escrito da forma: 1 p p2, onde p é um número primo.
Observe os seguintes números:
1 2 22 (4)
1 3 3² (9)
1 5 5² (25)
1 7 7² (49)
1 11 11² (121)
Veja que 4 têm apenas três divisores (1, 2 e ele mesmo) Desse modo, o conjunto de cavalos é subconjunto do
e o mesmo ocorre com os demais números 9, 25, 49 e conjunto dos animais de 4 patas e este por sua vez é
121 (mas este último já é maior que 100) portanto a subconjunto dos animais que tem asas. Dessa forma, a
soma dos números inteiros positivos menores do que conclusão se verifica, ou seja, todo cavalo tem asas.
100, que têm exatamente três divisores positivos é dada Agora na questão temos duas premissas e a conclusão
por: 4 + 9 + 25 + 49 = 87. é uma das alternativas, logo temos um argumento. O
03. Resposta “B”. que se pergunta é qual das conclusões possíveis
O Argumento é uma sequência finita de proposições sempre será verdadeira dadas as premissas sendo
lógicas iniciais (Premissas) e uma proposição final verdadeiras, ou seja, qual a conclusão que torna o
(conclusão). A validade de um argumento independe se argumento válido. Vejamos:
a premissa é verdadeira ou falsa, observe a seguir: Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica (P1)
Todo cavalo tem 4 patas (P1) Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. (P2)
Todo animal de 4 patas tem asas (P2) Artur gosta de Lógica (P3)
Logo: Todo cavalo tem asas (C) Observe que deveremos fazer as três premissas serem
Observe que se tem um argumento com duas verdadeiras, inicie sua análise pela premissa mais fácil,
premissas, P1 (verdadeira) e P2 (falsa) e uma conclusão ou seja, aquela que já vai lhe informar algo que deseja,
C. Veja que este argumento é válido, pois se as observe a premissa três, veja que para ela ser
premissas se verificarem a conclusão também se verdadeira, Artur gosta de Lógica. Com esta informação
verifica: (P1) Todo cavalo tem 4 patas. Indica que se é vamos até a premissa um, onde temos a presença do
cavalo então tem 4 patas, ou seja, posso afirmar que o “ou exclusivo” um ou especial que não aceita ao mesmo
conjunto dos cavalos é um subconjunto do conjunto de tempo que as duas premissas sejam verdadeiras ou
animais de 4 patas. falsas. Observe a tabela verdade do “ou exclusivo”
abaixo:
Sendo as proposições: é inocente e afirma que o de camisa branca é culpado,
p: Lógica é fácil ele é o inocente que sempre fala a verdade. O de
q: Artur não gosta de Lógica camisa branca é o culpado que ora fala a verdade e ora
p v q = Ou Lógica é fácil, ou Artur não gosta de Lógica mente (no problema ele está dizendo a verdade). O de
(P1) camisa preta é inocente e afirma que roubou, logo ele é
Observe que só nos interessa os resultados que possam o inocente que está sempre mentindo.
tornar a premissa verdadeira, ou seja, as linhas 2 e 3 da O resultado obtido pelo sábio aluno deverá ser: O
tabela verdade. Mas já sabemos que Artur gosta de culpado é o de camisa azul e o de camisa preta sempre
Lógica, ou seja, a premissa q é falsa, só nos restando a mente (Alternativa A).
linha 2, quer dizer que para P1 ser verdadeira, p também 05. Resposta “C”.
será verdadeira, ou seja, Lógica é fácil. Sabendo que Uma questão de lógica argumentativa, que trata do uso
Lógica é fácil, vamos para a P2, temos um se então. do conectivo “se então” também representado por “→”.
Se Geografia não é difícil, então Lógica é difícil. Do se Vamos a um exemplo:
então já sabemos que: Se o duque sair do castelo então o rei foi à caça. Aqui
Geografia não é difícil - é o antecedente do se então. estamos tratando de uma proposição composta (Se o
Lógica é difícil - é o consequente do se então. duque sair do castelo então o rei foi à caça) formada por
Chamando: duas proposições simples (duque sair do castelo) (rei ir à
r: Geografia é difícil caça), ligadas pela presença do conectivo (→) “se
~r: Geografia não é difícil (ou Geografia é fácil) então”. O conectivo “se então” liga duas proposições
p: Lógica é fácil simples da seguinte forma: Se p então q, ou seja:
(não p) ~p: Lógica é difícil → p será uma proposição simples que por estar antes
~r → ~p (lê-se se não r então não p) sempre que se do então é também conhecida como antecedente.
verificar o se então tem-se também que a negação do → q será uma proposição simples que por estar depois
consequente gera a negação do antecedente, ou seja: do então é também conhecida como consequente.
~(~p) → ~(~r), ou seja, p → r ou Se Lógica é fácil então → Se p então q também pode ser lido como p implica
Geografia é difícil. em q.
De todo o encadeamento lógico (dada as premissas → p é conhecida como condição suficiente para que q
verdadeiras) sabemos que: ocorra, ou seja, basta que p ocorra para q ocorrer.
Artur gosta de Lógica → q é conhecida como condição necessária para que p
Lógica é fácil ocorra, ou seja, se q não ocorrer então p também não irá
Geografia é difícil ocorrer.
Vamos agora analisar as alternativas, em qual delas a Vamos às informações do problema:
conclusão é verdadeira: 1) O rei ir à caça é condição necessária para o duque
a) Se Geografia é difícil, então Lógica é difícil. (V → F = sair do castelo. Chamando A (proposição rei ir à caça) e
F) a regra do “se então” é só ser falso se o antecedente B (proposição duque sair do castelo) podemos escrever
for verdadeiro e o consequente for falso, nas demais que se B então A ou B → A. Lembre-se de que ser
possibilidades ele será sempre verdadeiro. condição necessária é ser consequente no “se então”.
b) Lógica é fácil e Geografia é difícil. (V ^ V = V) a regra 2) O rei ir à caça é condição suficiente para a duquesa ir
do “e” é que só será verdadeiro se as proposições que o ao jardim. Chamando A (proposição rei ir à caça) e C
formarem forem verdadeiras. (proposição duquesa ir ao jardim) podemos escrever que
c) Lógica é fácil e Geografia é fácil. (V ^ F = F) se A então C ou A → C. Lembre-se de que ser condição
d) Lógica é difícil e Geografia é difícil. (F ^ V = F) suficiente é ser antecedente no “se então”.
e) Lógica é difícil ou Geografia é fácil. (F v F = F) a regra 3) O conde encontrar a princesa é condição necessária
do “ou” é que só é falso quando as proposições que o e suficiente para o barão sorrir. Chamando D
formarem forem falsas. (proposição conde encontrar a princesa) e E (proposição
04. Alternativa “A”. barão sorrir) podemos escrever que D se e somente se
Com os dados fazemos a tabela: E ou D ↔ E (conhecemos este conectivo como um
bicondicional, um conectivo onde tanto o antecedente
quanto o consequente são condição necessária e
suficiente ao mesmo tempo), onde poderíamos também
escrever E se e somente se D ou E → D.
4) O conde encontrar a princesa é condição necessária
para a duquesa ir ao jardim. Chamando D (proposição
conde encontrar a princesa) e C (proposição duquesa ir
ao jardim) podemos escrever que se C então D ou C →
D. Lembre-se de que ser condição necessária é ser
Sabe-se que um e apenas um dos suspeitos é culpado e
consequente no “se então”.
que o culpado às vezes fala a verdade e às vezes
A única informação claramente dada é que o barão não
mente. Sabe-se, também, que dos outros dois (isto é,
sorriu, ora chamamos de E (proposição barão sorriu).
dos suspeitos que são inocentes), um sempre diz a
Logo barão não sorriu = ~E (lê-se não E).
verdade e o outro sempre mente.
Dado que ~E se verifica e D ↔ E, ao negar a condição
I) Primeira hipótese: Se o inocente que fala verdade é o
necessária nego a condição suficiente: esse modo ~E →
de camisa azul, não teríamos resposta, pois o de azul
~D (então o conde não encontrou a princesa).
fala que é culpado e então estaria mentindo.
Se ~D se verifica e C → D, ao negar a condição
II) Segunda hipótese: Se o inocente que fala a verdade é
necessária nego a condição suficiente: ~D → ~C (a
o de camisa preta, também não teríamos resposta,
duquesa não foi ao jardim).
observem: Se ele fala a verdade e declara que roubou
Se ~C se verifica e A → C, ao negar a condição
ele é o culpado e não inocente.
necessária nego a condição suficiente: ~C → ~A (então
III) Terceira hipótese: Se o inocente que fala a verdade é
o rei não foi à caça).
o de camisa branca achamos a resposta, observem: Ele
Se ~A se verifica e B → A, ao negar a condição 08. Resposta “C”.
necessária nego a condição suficiente: ~A → ~B (então A declaração dizia:
o duque não saiu do castelo). “Todo funcionário de nossa empresa possui plano de
Observe entre as alternativas, que a única que afirma saúde e ganha mais de R$ 3.000,00 por mês”. Porém, o
uma proposição logicamente correta é a alternativa C, diretor percebeu que havia se enganado, portanto, basta
pois realmente deduziu-se que o rei não foi à caça e o que um funcionário não tenha plano de saúde ou ganhe
conde não encontrou a princesa. até R$ 3.000,00 para invalidar, negar a declaração,
06. Resposta “D”. tornando-a desse modo FALSA. Logo, necessariamente,
Como todas as informações dadas são verdadeiras, um funcionário da empresa X não tem plano de saúde
então podemos concluir que: ou ganha até R$ 3.000,00 por mês.
1 - Basílio pagou; Proposição composta no conectivo “e” - “Todo
2 - Carlos pagou; funcionário de nossa empresa possui plano de saúde e
3 - Antônio pagou, justamente, com os R$ 100,00 e ganha mais de R$ 3.000,00 por mês”. Logo: basta que
pegou os R$ 60,00 de troco que, segundo Carlos, uma das proposições seja falsa para a declaração ser
estavam os R$ 50,00 pagos por Eduardo, então... falsa.
4 - Eduardo pagou com a nota de R$ 50,00. 1ª Proposição: Todo funcionário de nossa empresa
O único que escapa das afirmações é o Danton. possui plano de saúde.
Outra forma: 5 amigos: A,B,C,D, e E. 2ª Proposição: ganha mais de R$ 3.000,00 por mês.
Antônio: - Basílio pagou. Restam A, D, C e E. Lembre-se que no enunciado não fala onde foi o erro da
Danton: - Carlos também pagou. Restam A, D, e E. declaração do gerente, ou seja, pode ser na primeira
Eduardo: - Só sei que alguém pagou com quatro notas proposição e não na segunda ou na segunda e não na
de R$ 10,00. Restam A, D, e E. primeira ou nas duas que o resultado será falso.
Basílio: - Aquela nota de R$ 100,00 ali foi o Antônio. Na alternativa C a banca fez a negação da primeira
Restam D, e E. proposição e fez a da segunda e as ligaram no conectivo
Carlos: - Sim, e nos R$ 60,00 que ele retirou, estava a “ou”, pois no conectivo “ou” tanto faz a primeira ser
nota de R$ 50,00 que o Eduardo colocou. Resta verdadeira ou a segunda ser verdadeira, desde que haja
somente D (Dalton) a pagar. uma verdadeira para o resultado ser verdadeiro.
07. Resposta “B”. Atenção: A alternativa “E” está igualzinha, só muda o
Parte inferior do formulário conectivo que é o “e”, que obrigaria que o erro da
1°: separar a informação que a questão forneceu: “não declaração fosse nas duas.
vou morar em passárgada”. A questão pede a negação da afirmação: Todo
2°: lembrando-se que a regra do ou diz que: para ser funcionário de nossa empresa possui plano de saúde “e”
verdadeiro tem de haver pelo menos uma proposição ganha mais de R$ 3.000,00 por mês.
verdadeira. Essa fica assim ~(p ^ q).
3°: destacando-se as informações seguintes: A negação dela ~pv~q
- caso ou compro uma bicicleta. ~(p^q) ↔ ~pv~q (negação todas “e” vira “ou”)
- viajo ou não caso. A 1ª proposição tem um Todo que é quantificador
- vou morar em passárgada ou não compro uma universal, para negá-lo utilizamos um quantificador
bicicleta. existencial. Pode ser: um, existe um, pelo menos,
Logo: existem...
- vou morar em pasárgada (F) No caso da questão ficou assim: Um funcionário da
- não compro uma bicicleta (V) empresa não possui plano de saúde “ou” ganha até R$
- caso (V) 3.000,00 por mês. A negação de ganha mais de
- compro uma bicicleta (F) 3.000,00 por mês, é ganha até 3.000,00.
- viajo (V) 09. Resposta “B”.
- não caso (F) Sendo:
Conclusão: viajo, caso, não compro uma bicicleta. Segunda = S e Quarta = Q,
Outra forma: Pedro tem aula de Natação = PN e
c = casar Pedro tem aula de Futebol = PF.
b = comprar bicicleta V = conectivo ou e → = conectivo Se, ... então, temos:
v = viajar S V Q → PF V PN
p = morar em Passárgada Sendo Je = Jane leva Pedro para a escolinha e ~Je = a
Temos as verdades: negação, ou seja Jane não leva Pedro a escolinha.
c ou b Ainda temos que ~Ja = Jane deixa de fazer o almoço e
v ou ~c C = Carlos almoça em Casa e ~C = Carlos não almoça
p ou ~b em casa, temos:
Transformando em implicações: PF V PN → Je
~c → b = ~b → c Je → ~Ja
~v → ~c = c → v ~Ja → ~C
~p → ~b Em questões de raciocínio lógico devemos admitir que
Assim: todas as proposições compostas são verdadeiras. Ora, o
~p → ~b enunciado diz que Carlos almoçou em casa, logo a
~b → c proposição ~C é Falsa.
c→v ~Ja → ~C
Por transitividade: Para a proposição composta ~Ja → ~C ser verdadeira,
~p → c então ~Ja também é falsa.
~p → v ~Ja → ~C
Não morar em passárgada implica casar. Não morar em Na proposição acima desta temos que Je → ~Ja,
passárgada implica viajar. contudo já sabemos que ~Ja é falsa. Pela mesma regra
do conectivo Se, ... então, temos que admitir que Je Não toco muito bem, não sonho acordado como
também é falsa para que a proposição composta seja verdade.
verdadeira. Se afino as corda deu falso, então não afino as cordas.
Na proposição acima temos que PF V PN → Je, tratando Se o instrumento soa bem deu falso, então o
PF V PN como uma proposição individual e sabendo que instrumento não soa bem.
Je é falsa, para esta proposição composta ser Joga nas alternativas:
verdadeira PF V PN tem que ser falsa. (A) sonho dormindo (você não tem garantia de que
Ora, na primeira proposição composta da questão, sonha dormindo, só temos como verdade que não sonho
temos que S V Q → PF V PN e pela mesma regra já acordado, pode ser que você nem sonhe).
citada, para esta ser verdadeira S V Q tem que ser falsa. (B) o instrumento afinado não soa bem deu que: Não
Bem, agora analisando individualmente S V Q como afino as cordas.
falsa, esta só pode ser falsa se as duas premissas (C) Verdadeira: as cordas não foram afinadas.
simples forem falsas. E da mesma maneira tratamos PF (D) mesmo afinado (Falso deu que não afino as cordas)
V PN. o instrumento não soa bem.
Representação lógica de todas as proposições: (E) toco bem acordado e dormindo, absurdo. Deu não
S V Q → PF V PN toco muito bem e não sonho acordado.
(f) (f) (f) (f) 3 LÓGICA SENTENCIAI (OU PROPOSICIONAL). 3.1
FF PROPOSIÇÕES SIMPLES E COMPOSTAS.
PF V PN → Je Uma proposição é uma afirmação que pode ser
FF verdadeira ou falsa. Ela é o significado da afirmação,
Je → ~Ja não um arranjo preciso das palavras para transmitir esse
FF significado. Por exemplo, “Existe um número primo par
~Ja → ~C maior que dois” é uma proposição (no caso, falsa). “Um
FF número primo par maior que dois existe” é a mesma
Conclusão: Carlos almoçou em casa hoje, Jane fez o proposição, expressa de modo diferente. É muito fácil
almoço e não levou Pedro à escolinha esportiva, Pedro mudar acidentalmente o significado das palavras apenas
não teve aula de futebol nem de natação e também não reorganizando-as. A dicção da proposição deve ser
é segunda nem quarta. Agora é só marcar a questão considerada algo significante. É possível utilizar a
cuja alternativa se encaixa nesse esquema. linguística formal para analisar e reformular uma
10. Resposta “C”. afirmação sem alterar o significado.
Dê nome: As sentenças ou proposições são os elementos que, na
A = AFINO as cordas; linguagem escrita ou falada, expressam uma ideia,
I = INSTRUMENTO soa bem; mesmo que absurda. Considerar-se-ão as que são bem
T = TOCO bem; definidas, isto é, aquelas que podem ser classificadas
S = SONHO acordado. em falsas ou verdadeiras, denominadas declarativas. As
Montando as proposições: proposições geralmente são designadas por letras
1° - A → I latinas minúsculas: p, q, r, s...
2° - I → T Considere os exemplos a seguir:
3° - ~T V S (ou exclusivo) p: Mônica é inteligente.
Como S = FALSO; ~T = VERDADEIRO, pois um dos q: Se já nevou na região Sul, então o Brasil é um país
termos deve ser verdadeiro (equivale ao nosso “ou isso europeu.
ou aquilo, escolha UM”). r: 7 > 3
~T = V s: 8 + 2 ≠ 10
T=F Tipos de Proposições
I→T Podemos classificar as sentenças ou proposições,
(F) conforme o significado de seu texto, em:
Em muitos casos, é um macete que funciona nos - Declarativas ou afirmativas: são as sentenças em
exercícios “lotados de condicionais”, sendo assim o F que se afirma algo, que pode ou não ser verdadeiro.
passa para trás. Exemplo: Júlio César é o melhor goleiro do Brasil.
Assim: I = F - Interrogativas: são aquelas sentenças em que se
Novamente: A → I questiona algo. Esse tipo de sentença não admite valor
(F) verdadeiro ou falso. Exemplo: Lula estava certo em
O FALSO passa para trás. Com isso, A = FALSO. ~A = demitir a ministra?
Verdadeiro = As cordas não foram afinadas. - Imperativas ou ordenativas: são as proposições em
Outra forma: partimos da premissa afirmativa ou de que se ordena alguma coisa. Exemplo: Mude a geladeira
conclusão; última frase: de lugar.
Não sonho acordado será VERDADE Proposições Universais e Particulares
Admita todas as frases como VERDADE As proposições universais são aquelas em que o
Ficando assim de baixo para cima predicado refere-se à totalidade do conjunto. Exemplo:
Ou não toco muito bem (V) ou sonho acordado (F) = V “Todos os homens são mentirosos” é universal e
Se o instrumento soa bem (F) então toco muito bem (F) simbolizamos por “Todo S é P”
=V Nesta definição incluímos o caso em que o sujeito é
Se afino as cordas (F), então o instrumento soa bem (F) unitário.
=V Exemplo: “O cão é mamífero”.
A dica é trabalhar com as exceções: na condicional só As proposições particulares são aquelas em que o
dá falso quando a primeira V e a segunda F. Na predicado refere-se apenas a uma parte do conjunto.
disjunção exclusiva (ou... ou) as divergentes se atraem o Exemplo: “Alguns homens são mentirosos” é particular e
que dá verdade. Extraindo as conclusões temos que: simbolizamos por “algum S é P”.
Proposições Afirmativas e Negativas
No caso de negativa podemos ter: ∧ corresponde a “ou”
“Nenhum homem é mentiroso” é universal negativa e ⇒ corresponde a “então”
simbolizamos por “nenhum S é P”. ⇔ corresponde a “se somente se”
“Alguns homens não são mentirosos” é particular Sendo assim, a partir de uma proposição podemos
negativa e simbolizamos por “algum S não é P”. construir uma outra correspondente com a sua negação;
No caso de afirmativa consideramos o item anterior. e com duas ou mais, podemos formar:
Chamaremos as proposições dos tipos: “Todo S é P”, - Conjunções: a ∧ b (lê-se: a e b)
“algum S é P”, “algum S não é P” e “nenhum S é P”. - Disjunções: a ∧ b (lê-se: a ou b)
Então teremos a tabela: - Condicionais: a ⇒ b (lê-se: se a então b)
- Bicondicionais: a ⇔ b (lê-se: a se somente se b)

Exemplo
“Se Cacilda é estudiosa então ela passará no AFRF”
Sejam as proposições:
p = “Cacilda é estudiosa”
q = “Ela passará no AFRF”
Diagrama de Euler Daí, poderemos representar a sentença da seguinte
Para analisar, poderemos usar o diagrama de Euler. forma:
- Todo S é P (universal afirmativa – A) Se p então q (ou p ⇒q)

Sentenças Abertas
Existem sentenças que não podem ser classificadas
nem como falsas, nem como verdadeiras. São as
sentenças chamadas sentenças abertas.

- Nenhum S é P (universal negativa – E)


A sentença matemática é aberta, pois
existem infinitos números que satisfazem a equação.
Obviamente, apenas um deles, , tornando a
sentença verdadeira. Porém, existem infinitos outros
números que podem fazer com que a proposição se
torne falsa, como

- Algum S é P (particular afirmativa – I)


Dessa maneira, na sentença , obtemos
infinitos valores que satisfazem à equação. Porém,
alguns são verdadeiros, como , e outros são
falsos, como
Atenção: As proposições ou sentenças lógicas são
- Algum S não é P (particular negativa – O) representadas por letras latinas e podem ser
classificadas em abertas ou fechadas.
A sentença é uma sentença
fechada, pois a ela se pode atribuir um valor lógico;
nesse caso, o valor de é F, pois a sentença é
falsa.

A sentença “Phil Collins é um grande cantor


Princípios de música pop internacional” é fechada, dado que possui
- Princípio da não-contradição: Uma proposição não um valor lógico e esse valor é verdadeiro.
pode ser verdadeira e falsa simultaneamente. Já a sentença “O sorteio milionário da Mega-
- Princípio do Terceiro Excluído: Uma proposição só Sena” é uma sentença aberta, pois não se sabe o
pode ter dois valores verdades, isto é, é verdadeiro (V) objetivo de falar do sorteio da Mega-Sena, nem se pode
ou falso (F), não podendo ter outro valor.
a) “O Curso Pré-Fiscal fica em São Paulo” é um atribuir um valor lógico para que seja verdadeiro,
proposição verdadeira. ou falso.
b) “O Brasil é um País da América do Sul” é uma Modificadores
proposição verdadeira. A partir de uma proposição, podemos formar outra
c) “A Receita Federal pertence ao poder judiciário”, é proposição usando o modificador “não” (~), que será sua
uma proposição falsa. negação, a qual possuirá o valor lógico oposto ao da
As proposições simples (átomos) combinam-se com proposição.
outras, ou são modificadas por alguns operadores
(conectivos), gerando novas sentenças chamadas de Exemplo
moléculas. Os conectivos serão representados da p: Jacira tem 3 irmãos.
seguinte forma: ~p: Jacira não tem 3 irmãos.
~ corresponde a “não” É fácil verificar que:
∧ corresponde a “e”
1. Quando uma proposição é verdadeira, sua representadas por letras latinas minúsculas (p, q, r,
negação é falsa. s, ...).
As proposições composta são aquelas formadas por
2. Quando uma proposição é falsa, sua negação é duas ou mais proposições ligadas pelos conectivos
verdadeira. lógicos. São geralmente representadas por letras latinas
V ou F Sentença: Negação: V ou F maiúsculas (P, Q, R, S, ...). O símbolo P (p, q, r), por
p ~p exemplo, indica que a proposição composta P é formada
V N∈4 N∉4 F pelas proposições simples p, q e r.
F 12 é 12 não é V Exemplos
divisível divisível São proposições simples:
por zero por zero. p: A lua é um satélite da terra.
q: O número 2 é primo.
Para classificar mais facilmente as proposições em r: O número 2 é par.
falsas ou verdadeiras, utilizam-se as chamadas tabelas- s: Roma é a capital da França.
verdade. t: O Brasil fica na América do Sul.
Para negação, tem-se u: 2 + 5 = 3 . 4
São proposições compostas:
p ~p
P(q, r): O número 2 é primo ou é par.
V F
Q(s, t): Roma é a capital da França e o Brasil fica na
F V
América do Sul.
R: O número 6 é par e o número 8 é cubo perfeito.
Atenção: A sentença negativa é representada por Não são proposições lógicas:
“~”. - Roma
A sentença t: - O cão do menino
“O time do Paraná resistiu à pressão do São Paulo” - 7+1
possui como negativa de t, ou seja, “~t”, o - As pessoas estudam
correspondente a: “O time do Paraná não resistiu à - Quem é?
pressão do São Paulo”. - Que pena!
Observação: Alguns matemáticos utilizam o símbolo “¬ Tabela Verdade
O Brasil possui um grande time de futebol”, que pode ser
lida como “O Brasil não possui um grande time de Proposição Simples - Segundo o princípio do
futebol”. terceiro excluído, toda proposição simples p, é verdade
ou falsa, isto é, tem o valor lógico verdade (V) ou o valor
Proposições Simples e Compostas lógico falso (F).
Uma proposição pode ser simples (também denominada p
atômica) ou composta (também denominada molecular). V
As proposições simples apresentam apenas uma F
afirmação. Pode-se considerá-las como frases formadas
por apenas uma oração. As proposições simples são
representadas por letras latinas minúsculas. Proposição Composta - O valor lógico de qualquer
Exemplos proposição composta depende unicamente dos valores
(1) p: eu sou estudioso lógicos das proposições simples componentes, ficando
(2) q: Maria é bonita por eles univocamente determinados. É um dispositivo
(3) r: 3 + 4 > 12 prático muito usado para a determinação do valor lógico
de uma proposição composta. Neste dispositivo figuram
todos os possíveis valores lógicos da proposição
Uma proposição composta é formada pela união de composta, correspondentes a todas as possíveis
duas ou mais proposições simples. atribuições de valores lógicos às proposições simples
Indica-se uma proposição composta por letras latinas componentes.
maiúsculas. Se P é uma proposição composta das
proposições simples p, q, r, ..., escreve-se P (p, q, r,...). Proposição Composta - 02 proposições simples
Quando P estiver claramente definida não há Assim, por exemplo, no caso de uma proposição
necessidade de indicar as proposições simples entre os composta cujas proposições simples componentes são p
parênteses, escrevendo simplesmente P. e q, as únicas possíveis atribuições de valores lógicos a
p e a q são:
Exemplos:
p q
(4) P: Paulo é estudioso e Maria é bonita. P é composta
V V
das proposições simples p: Paulo é estudioso e q: Maria
V F
é bonita.
(5) Q: Maria é bonita ou estudiosa. Q é composta das F V
proposições simples p: Maria é bonita e q: Maria é F F
estudiosa.
(6) R: Se x = 2 então x2 + 1 = 5. R é composta das Observe-se que os valores lógicos V e F se alternam
proposições simples p: x = 2 e q: x2 + 1 = 5. de dois em dois para a primeira proposição p e de um
(7) S: a > b se e somente se b < a. S é composta das em um para a segunda proposição q, e que, além disso,
proposições simples p: a > b e q: b < a. VV, VF, FV e FF são os arranjos binários com repetição
As proposições simples são aquelas que expressam dos dois elementos V e F.
“uma única ideia”. Constituem a base da linguagem e
são também chamadas de átomos da linguagem. São Proposição Composta - 03 proposições simples
No caso de uma proposição composta cujas proposições b) x² ˃ 4 ↔ x² -5x + 6 = 0
simples componentes são p, q e r as únicas possíveis
atribuições de valores lógicos a p, a q e a r são: 06. Use o diagrama de Venn para decidir quais das
p q r seguintes afirmações são válidas:
V V V a) Todos os girassóis são amarelos e alguns
V V F pássaros são amarelos, logo nenhum pássaro é um
V F V girassol.
V F F b) Alguns baianos são surfistas. Alguns surfistas são
F V V louros. Não existem professores surfistas. Conclusões:
F V F I- Alguns baianos são louros.
F F V II- Alguns professores são baianos.
F F F III- Alguns louros são professores.
IV- Existem professores louros.
Analogamente, observe-se que os valores lógicos V e F
07. (CESPE - PF - Regional) Considere que as letras
se alternam de quatro em quatro para a primeira
P, Q, R e T representem proposições e que os símbolos
proposição p, de dois em dois para a segunda
̚ , ^, ˅ e → sejam operadores lógicos que constroem
proposição q e de um em um para a terceira proposição
novas proposições e significam não, e, ou e então,
r, e que, além disso, VVV, VVF, VFV, VFF, FVV, FVF,
respectivamente. Na lógica proposicional, cada
FFV e FFF sãos os arranjos ternários com repetição dos
proposição assume um único valor (valor-verdade), que
dois elementos V e F.
pode ser verdadeiro (V) ou falso (F), mas nunca ambos.
Notação: O valor lógico de uma proposição simples p
Com base nas informações apresentadas no texto,
indica-se por V(p). Assim, exprime-se que p é verdadeira
julgue os itens a seguir.
(V), escrevendo: V(p) = V. Analogamente, exprime-se
a) Se as proposições P e Q são ambas verdadeiras,
que p é falsa (F), escrevendo: V(p) = F.
então a proposição ( ̚ P) ˅ ( ̚ Q) também é verdadeira.
Exemplos
b) Se a proposição T é verdadeira e a proposição R
p: o sol é verde;
é falsa, então a proposição R→ ( ̚ T) é falsa.
q: um hexágono tem nove diagonais;
c) Se as proposições P e Q são verdadeiras e a
r: 2 é raiz da equação x² + 3x - 4 = 0
proposição R é falsa, então a proposição (P ^ R) → (¬ Q)
V(p) = F
é verdadeira.
V(q) = V
08. (CESPE - Papiloscopista) Sejam P e Q variáveis
V(r) = F
proposicionais que podem ter valorações, ou serem
Questões
julgadas verdadeiras (V) ou falsas (F). A partir dessas
01. Considere as proposições p: Está frio e q: Está
variáveis, podem ser obtidas novas proposições, tais
chovendo. Traduza para linguagem corrente as
como: a proposição condicional, denotada por P → Q,
seguintes proposições:
que será F quando P for V e Q for F, ou V, nos outros
a) P ˅ ~q
casos; a disjunção de P e Q, denotada por P v Q, que
b) p → q
será F somente quando P e Q forem F, ou V nas outras
c) ~p ^ ~q
situações; a conjunção de P e Q, denotada por P ^ Q,
d) p ↔ ~q
que será V somente quando P e Q forem V, e, em outros
e) (p ˅ ~q) ↔ (q ^~p)
casos, será F; e a negação de P, denotada por ¬P, que
02. Considere as proposições p: A terra é um planeta e
será F se P for V e será V se P for F. Uma tabela de
q: Aterra gira em torno do Sol. Traduza para linguagem
simbólica as seguintes proposições: valorações para uma dada proposição é um conjunto de
possibilidades V ou F associadas a essa proposição. A
a) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira em
partir das informações do texto, julgue os itens
torno do Sol.
subsequentes.
b) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em torno
a) As tabelas de valorações das proposições P v Q e
do Sol.
Q → ¬P são iguais.
c) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira em
b) As proposições (P v Q) → S e (P → S) v (Q → S)
torno do Sol.
possuem tabelas de valorações iguais.
d) A Terra gira em torno do Sol se, e somente se, a Terra
09. (CESPE - PF - Regional) Considere as sentenças
não é um planeta.
abaixo.
e) A Terra não é nem um planeta e nem gira em torno do
I- Fumar deve ser proibido, mas muitos europeus
Sol.
fumam.
(Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem ser
II- Fumar não deve ser proibido e fumar faz bem à
vistas como “não p e não q”)
saúde.
03. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou
III- Se fumar não faz bem à saúde, deve ser proibido.
p é impar”, determine:
IV- Se fumar não faz bem à saúde e não é verdade que
a) a contrapositiva
muitos europeus fumam, então fumar deve ser proibido.
b) a recíproca
V- Tanto é falso que fumar não faz bem à saúde como é
falso que fumar deve ser proibido; consequentemente,
04.
muitos europeus fumam.
a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F e V (~r ^ ~s) = V,
Considere também que P, Q, R e T representem as
determine V (p → r ^ s).
sentenças listadas na tabela a seguir.
b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V e V (p ˅ r → q) = F,
determine V (p), V (q), V (r). P Fumar deve ser
c) Supondo V (p → q) = V, determine V (p ^ r → q ^ r) proibido.
e V (p ˅ r → q ˅ r). Q Fumar de ser
05. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes encorajado.
sentenças abertas: R Fumar não faz
a) x² + x – 6 = 0 → x² - 9 = 0 bem à saúde.
T Muitos europeus b) [-2,2[
fumam. 06.
Com base nas informações acima e considerando a a) O diagrama a seguir mostra que o argumento é falso:
notação introduzida no texto, julgue os itens seguintes.
a) A sentença I pode ser corretamente representada por
P ^ (¬ T).
b) A sentença II pode ser corretamente representada por
(¬ P) ^ (¬ R).
c) A sentença III pode ser corretamente representada por b) O diagrama a seguir mostra que todos os argumentos
R → P. são falsos:
d) A sentença IV pode ser corretamente representada
por (R ^ (¬ T)) → P.
e) A sentença V pode ser corretamente representada por
T → ((¬ R) ^ (¬ P)).
10. Um agente de viagens atende três amigas. Uma
delas é loura, outra é morena e a outra é ruiva. O agente
sabe que uma delas se chama Bete, outra se chama 07.
Elza e a outra se chama Sara. Sabe, ainda, que cada a) Item ERRADO. Pela tabela do “ou” temos:
uma delas fará uma viagem a um país diferente da (¬ P) v (¬ Q)
Europa: uma delas irá à Alemanha, outra irá à França e (¬ V) v (¬ V)
a outra irá à Espanha. Ao agente de viagens, que queria (F) v (F)
identificar o nome e o destino de cada uma, elas deram Falsa
as seguintes informações: b) Item ERRADO. A condicional regra que:
A loura: “Não vou à França nem à Espanha”. R → (¬ T)
A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”. F (¬ V)
A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”. F (F)
O agente de viagens concluiu, então, acertadamente, Verdadeira
que: c) Item CERTO. Obedecendo a conjunção e a
a) A loura é Sara e vai à Espanha. condicional:
b) A ruiva é Sara e vai à França. (P ^ R) → (¬ Q)
c) A ruiva é Bete e vai à Espanha. (V ^ F) → (¬ V)
d) A morena é Bete e vai à Espanha. FF
e) A loura é Elza e vai à Alemanha. Verdadeira
Respostas: 08.
01. a) Item ERRADO. Basta considerarmos a linha da
a) “Está frio ou não está chovendo”. tabela-verdade onde P e Q são ambas proposições
b) “Se está frio então está chovendo”. verdadeiras para verificar que as tabelas de valorações
c) “Não está frio e não está chovendo”. de P v Q e Q → ¬P não são iguais:
d) “Está frio se e somente se não está chovendo”.
e) “Está frio e não está chovendo se e somente se está
chovendo e não está frio”.
b) Item ERRADO. Nas seguintes linhas da tabela-
02.
verdade, temos os valores lógicos da proposição (P v Q)
a) ~(p ˅ q);
→ S diferente dos da proposição (P → S) v (Q → S):
b) p → q
c) ~(p ˅ ~q)
d) ~p ^ ~q
e) q ↔ ~p
03. 09.
a) a contrapositiva: “Se p 2 e p é par, então p não é a) Item ERRADO. Sua representação seria P ^ T.
primo”. b) Item CERTO. Apenas deve-se ter o cuidado para o
b) a recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar, então p é que diz a proposição R: “Fumar não faz bem à saúde”. É
primo”. bom sempre ficarmos atentos à atribuição inicial dada à
04. respectiva letra.
a) Supondo V (p ^ q ↔ r ˅ s) = F (1) e V (~r ^ ~s) = V c) Item CERTO. É a representação simbólica da
(2), determine V (p → r ^ s). Solução: De (2) temos que Condicional entre as proposições R e P.
V (r) = V (s) = F; Usando estes resultados em (1) d) Item CERTO. Proposição composta, com uma
obtemos: V (p) = V (q) = V, logo, V (p → r ^ s) = F Conjunção (R ^ ¬T) como condição suficiente para P.
b) Supondo V (p ^ (q ˅ r)) = V (1) e V (p ˅ r → q) = F d) Item ERRADO. Dizer “...consequentemente...” é dizer
(2), determine V (p), V (q) e V (r). Solução: De (1) “se... então...”. A representação correta seria ((¬ R) ^ (¬
concluímos que V (p) = V e V (q ˅ r) = V e de (2) temos P)) → T.
que V (q) = F, logo V (r) = V 10. Resposta “E”.
c) Supondo V (p → q) = V, determine V (p ^ r → q ^ r) e A melhor forma de resolver problemas como este é
V (p ˅ r → q ˅ r). Solução: Vamos supor V (p ^ r → q ^ r) arrumar as informações, de forma mais interessante,
= F. Temos assim que V (p ^ r) = V e V (q ^ r) = F, o que que possa prover uma melhor visualização de todo o
nos permite concluir que V (p) = V (r) = V e V (q) = F, o problema. Inicialmente analise o que foi dado no
que contradiz V (p → q) = V. Logo, V (p ˅ r → q ˅ r) = V. problema:
Analogamente, mostramos que V (p ˅ r → q ˅ r) = V. a) São três amigas
05. b) Uma é loura, outra morena e outra ruiva.
a) R – {2} c) Uma é Bete, outra Elza e outra Sara.
d) Cada uma fará uma viagem a um país diferente da F V F ?
Europa: Alemanha, França e Espanha. F F V ?
e) Elas deram as seguintes informações: F F F ?
A loura: “Não vou à França nem à Espanha”.
A morena: “Meu nome não é Elza nem Sara”. Proposição Composta do Tipo P(p, q, r, s): a tabela-
A ruiva: “Nem eu nem Elza vamos à França”. verdade possui 24 = 16 linhas e é formada igualmente
Faça uma tabela: as anteriores.
Proposição Composta do Tipo P(p1, p2, p3,…, pn): a
tabela-verdade possui 2n linhas e é formada igualmente
as anteriores.
O Conectivo “não” e a negação
O conectivo “não” e a negação de uma proposição p é
outra proposição que tem como valor lógico V se p for
falsa e F se p é verdadeira. O símbolo ~p (não p)
Com a informação da loura, sabemos que ela vai para a representa a negação de p com a seguinte tabela-
Alemanha. verdade:
Com a informação da morena, sabemos que ela é a p ~
Bete. p
Com a informação da ruiva sabemos que ela não vai à V F
França e nem Elza, mas observe que a loura vai a
F V
Alemanha e a ruiva não vai à França, só sobrando a
Bete ir à França. Se Bete vai à França a ruiva coube a
Exemplo:
Espanha. Elza é a loura e Sara fica sendo a ruiva.
a)
3.2 TABELAS-VERDADE.
p = 7 é ímpar.
A tabela-verdade é usada para determinar o valor lógico
~p = 7 não é ímpar.
de uma proposição composta, sendo que os valores das
p ~
proposições simples já são conhecidos. Pois o valor
p
lógico da proposição composta depende do valor lógico
da proposição simples. A seguir vamos compreender V F
como se constrói essas tabelas-verdade partindo da
árvore das possibilidades dos valores lógicos das q = 24 é múltiplo de 5.
proposições. ~q = 24 não é múltiplo de 5.
q ~
q
F V

Observação: A negação de “Roma é a capital da Itália” é


“Roma não é a capital da Itália” ou “Não é verdade que
Roma é a capital da Itália”. Note que:
- A negação de “Todos os brasileiros são carecas” é
“Nem todos os brasileiros são carecas” ou “Pelo menos
um brasileiro não é careca”.
- A negação de “Nenhum homem é careca” é “Algum
homem é careca” ou “Pelo menos um homem é careca”.
p q P(p, Número de linhas da Tabela Verdade
q) Seja “L” uma linguagem que contenha as proposições P,
V V ? Q e R. O que podemos dizer sobre a proposição P?
V F ? Para começar, segundo o princípio de bivalência, ela é
F V ? ou verdadeira ou falsa. Isto representamos assim:
F F ? P
V
F

Agora, o que podemos dizer sobre as proposições P e


Q? Oras, ou ambas são verdadeiras, ou a primeira é
verdadeira e a segunda é falsa, ou a primeira é falsa e a
segunda é verdadeira, ou ambas são falsas. Isto
representamos assim:
P Q
V V
V F
F V
p q r P(p, F F
q, r)
V V V ? Como você já deve ter reparado, uma tabela para P, Q e
V V F ? R é assim:
V F V ? P Q R
V F F ? V V V
F V V ?
V V F q = o céu é rosa.
V F V p ˄ q = 2 é par e o céu é rosa.
V F F p q p˄
F V V q
F V F V F F
F F V
F F F b)
p = 9 < 6.
Cada linha da tabela (fora a primeira que contém as q = 3 é par.
fórmulas) representa uma valoração. Agora, o que dizer p ˄ q: 9 < 6 e 3 é par.
sobre fórmulas moleculares, tais como ⌐P, Q∨R, ou (Q p q p˄
∨R) → (P↔Q)? Para estas, podemos estabelecer os q
valores que elas recebem em vista do valor de cada F F F
fórmula atômica que as compõe. Faremos isto por meio c)
das tabelas de verdade. Os primeiros passos para p = O número 17 é primo.
construir uma tabela de verdade consistem em: q = Brasília é a capital do Brasil.
- Uma linha em que estão contidas todas as p ˄ q = O número 17 é primo e Brasília é a capital do
subfórmulas de uma fórmula e a própria fórmula. Por Brasil.
exemplo, a fórmula ⌐(P˄Q) → R tem o seguinte conjunto p q p˄
de subfórmulas: [(P˄Q) → R, P˄Q, P, Q, R]. q
- “L” linhas em que estão todos os possíveis valores V V V
que as proposições atômicas podem receber e os
valores recebidos pelas fórmulas moleculares a partir O Conectivo “ou” e a disjunção
dos valores destes átomos. O conectivo “ou” e a disjunção de duas proposições
O número de linhas é L = nt, sendo n o número de p e q é outra proposição que tem como valor lógico V se
valores que o sistema permite (sempre 2 no caso do alguma das proposições for verdadeira e F se as duas
CPC) e t o número de átomos que a fórmula contém. forem falsas. O símbolo p v q (p ou q) representa a
Assim, se uma fórmula contém 2 átomos, o número de disjunção, com a seguinte tabela-verdade:
linhas que expressam a permutações entre estes será 4: p q p∨
um caso de ambos serem verdadeiros (V V), dois casos q
de apenas um dos átomos ser verdadeiro (V F , F V) e V V V
um caso no qual ambos serem falsos (F F). Se a fórmula V F V
contiver 3 átomos, o número de linhas que expressam a F V V
permutações entre estes será 8: um caso de todos os
F F F
átomos serem verdadeiros (V V V), três casos de
Exemplo:
apenas dois átomos serem verdadeiros (V V F , V F V ,
a)
F V V), três casos de apenas um dos átomos ser
p = 2 é par.
verdadeiro (V F F , F V F , F F V) e um caso no qual
q = o céu é rosa.
todos átomos são falsos (F F F). Então, para a fórmula
p ν q = 2 é par ou o céu é rosa.
⌐(P˄Q) → R, temos:
p q p∨
q
V F V
b)
p = 9 < 6.
q = 3 é par.
p ν q: = 9 < 6 ou 3 é par.
p q p∨
q
F F F
c)
lógicos. Ao fazê-lo, vamos aproveitar para explicar como p = O número 17 é primo.
interpretá-los. q = Brasília é a capital do Brasil.
O Conectivo e “e” a conjunção p ν q = O número 17 é primo ou Brasília é a capital
O conectivo “e” e a conjunção de duas proposições p e q do Brasil.
é outra proposição que tem como valor lógico V se p e q
p q p∨
forem verdadeiras, e F em outros casos. O símbolo p ˄ q
q
(p e q) representa a conjunção, com a seguinte tabela-
V V V
verdade:
d)
p q p˄
p = O número 9 é par.
q
q = O dobro de 50 é 100.
V V V
p ν q: O número 9 é par ou o dobro de 50 é 100.
V F F
p q p∨
F V F q
F F F F V V
O Conectivo “se… então…” e a condicional
Exemplo: A condicional se p então q é outra proposição que tem
a) como valor lógico F se p é verdadeira e q é falsa. O
p = 2 é par.
símbolo p → q representa a condicional, com a seguinte p ↔ q = 25 é quadrado perfeito se, e somente se, 8
tabela-verdade: > 3.
p q p p q p
→ ↔
q q
V V V V V V
V F F c)
F V V p = 27 é par.
F F V q = 6 é primo.
Exemplo: p ↔ q = 27 é par se, e somente se, 6 é primo.
a) p q p
p: 7 + 2 = 9. ↔
q: 9 – 7 = 2. q
p → q: Se 7 + 2 = 9 então 9 – 7 = 2. F F V
p q p
→ Tabela-Verdade de uma Proposição Composta
q Exemplo: veja como se procede a construção de uma
V V V tabela-verdade da proposição composta P(p, q) = ((p ∨
q) → (~p)) → (p ∨ q), onde p e q são duas proposições
b) simples quaisquer. Resolução: uma tabela-verdade de
p = 7 + 5 < 4. uma proposição do tipo P(p, q) possui 24 = 4 linhas,
q = 2 é um número primo. logo:
p → q: Se 7 + 5 < 4 então 2 é um número primo.
p q p

q
F V V
c) Agora veja passo a passo a determinação dos
p = 24 é múltiplo de 3. valores lógicos de P.
q = 3 é par. a) Valores lógicos de p ν q
p → q: Se 24 é múltiplo de 3 então 3 é par.
p q p

q
V F F
d) b) Valores lógicos de ~p
p = 25 é múltiplo de 2.
q = 12 < 3.
p → q: Se 25 é múltiplo de 2 então 2 < 3.

O Conectivo “se e somente se” e a bicondicional


A bicondicional p se e somente se q é outra proposição
que tem como valor lógico V se p e q forem ambas c) Valores lógicos de (p ν q) → (~p)
verdadeiras ou ambas falsas, e F nos outros casos. O
símbolo p ↔ q representa a bicondicional, com a
seguinte tabela-verdade:
p q p

q d) Valores lógicos de p ∨ q
V V V
V F F
F V F
F F V
Exemplo:
a)
p = 24 é múltiplo de 3. e) Valores lógicos de P(p, q) = ((p ν q) → (~p)) → (p ∨ q)
q = 6 é ímpar.
p ↔ q = 24 é múltiplo de 3 se, e somente se, 6 é
ímpar.
p q p

q QUESTÕES
V F F 01. Considere as proposições
p: Está frio e
b) q: Está chovendo.
p = 25 é quadrado perfeito. Traduza para linguagem corrente as seguintes
q = 8 > 3. proposições:
(A) p v ~q
(B) p → q c) ~p ∨ ~q
(C) p ↔ ~q e) (p v ~q) ↔ (q ∨ ~p)
02. Considere as proposições
p: A Terra é um planeta e
q: A Terra gira em torno do Sol.
Traduza para linguagem simbólica as seguintes
proposições:
(A) Não é verdade: que a Terra é um planeta ou gira
em torno do Sol.
(B) Se a Terra é um planeta então a Terra gira em
torno do Sol. 08. Verifique a validade ou não dos seguintes
(C) É falso que a Terra é um planeta ou que não gira argumentos sem utilizar tabela-verdade:
em torno do Sol. (A) p v q, ~r v ~q ╞ ~p → ~r
(D) A Terra gira em torno do Sol se, e somente se, a (B) p → q v r, q → ~p, s → ~r ╞ ~(p ∨ s)
Terra não é um planeta. (C) p → q, r → s, p v s ╞ q v r
(E) A Terra não é nem um planeta e nem gira em (D) Se o déficit público não diminuir, uma condição
torno do Sol. necessária e suficiente para inflação cair é que os
(Expressões da forma “não é nem p e nem q” devem impostos sejam aumentados. Os impostos serão
ser vistas como “não p e não q”) aumentados somente se o déficit público não diminuir.
03. Escreva a negação das seguintes proposições Se a inflação cair, os impostos não serão aumentados.
numa sentença o mais simples possível. Portanto, os impostos não serão aumentados.
(A) É falso que não está frio ou que está chovendo. 09. Dê o conjunto-verdade em R das seguintes
(B) Se as ações caem aumenta o desemprego. sentenças abertas:
(C) Ele tem cabelos louros se e somente se tem (A) x² + x – 6 = 0 → x² - 9 = 0
olhos azuis. (B) x² > 4 ↔ x² - 5x + 6 = 0
(D) A condição necessária para ser um bom 10. Dê a negação das seguintes proposições:
matemático é saber lógica. (A) Existem pessoas inteligentes que não sabem ler nem
(E) Jorge estuda física mas não estuda química. escrever.
(Expressões da forma “p mas q” devem ser vistas (B) Toda pessoa culta é sábia se, e somente se, for
como “ p e q”) inteligente.
04. Dada a condicional: “Se p é primo então p = 2 ou (C) Para todo número primo, a condição suficiente para
p é ímpar”, determine: ser par é ser igual a 2.
(A) a contrapositiva Respostas
(B) a recíproca 01.
05. (A) “Não está frio e não está chovendo”.
(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F e V(~r Λ ~s) = V, (B) “Está frio se e somente se não está chovendo”.
determine V(p → r Λs). (C) “Está frio e não está chovendo se e somente se está
(B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V e V (p v r → q) = F, chovendo e não está frio”.
determine V(p), V(q) e V(r). 02.
(C) Supondo V(p→ q) = V, determine V(p Λ r → q Λ r) (A) ~(p v q)
e V(p v r → q v r). (B) p → q
06. Utilizando as propriedades das operações (C) ~(p v ~q)
lógicas, simplifique as seguintes proposições: (D) ~p ∨ ~q
(A) (p v q) Λ ~p (E) q ↔ ~p
(B) p Λ (p → q) Λ (p →~q) 03.
(C) p Λ (p v q) → (p v q) Λ q (A) “Não está frio ou está chovendo”.
(D) ~(p → q) Λ ((~p Λ q) v ~(p v q)) (B) “As ações caem e não aumenta o desemprego”.
(E) ~p → (p v ~(p v ~q)) (C) “Ele tem cabelos louros e não tem olhos azuis ou ele
07. Escrever as expressões relativas aos circuitos. tem olhos azuis e não tem cabeloslouros”.
Simplificá-las e fazer novos esquemas. (D) A proposição é equivalente a “Se é um bom
matemático então sabe lógica” cuja negação é “É um
bom matemático e não sabe lógica”.
(E) “Jorge não estuda lógica ou estuda química”.
04.
(A) contrapositiva: “Se p ≠ 2 e p é par então p não é
primo”.
(B) recíproca: “Se p = 2 ou p é ímpar então p é primo”.
05.
(A) Supondo V(p Λ q ↔ r v s) = F(1) e V(~r Λ ~s) = V (2),
determine V(p → r Λ s).
Solução: De (2) temos que V (r) = V(s) = F; Usando
estes resultados em (1) obtemos:
V(p) = V(q) = V, logo,
V(p → r Λ s) = F
(B) Supondo V(p Λ (q v r)) = V (1) e V(p v r → q) = F (2),
determine V(p), V(q) e V(r).
Solução: De (1) concluimos que V(p) = V e V(q v r) = V e
de (2) temos que V(q) = F, logo V (r) = V.
(C) Supondo V(p → q) = V, determine V(p Λ r → q Λ r) e Sintaticamente, (1) e (2) são equivalentes pela Lei da
V(p v r → q v r). Contraposição. Semânticamente, (1) e (2) têm os
Solução: Vamos supor V(p Λ r →q Λ r) = F. Temos assim mesmos valores nas mesmas interpretações.
que V(p Λ r) = V e V(q Λ r) = F, o que nos permite Há equivalência entre as proposições p e q somente
concluir que V(p) = V(r) = V e V(q) = F, o que contradiz quando a bicondicional p ↔ q for uma tautologia ou
V(p → q) = V. Logo, V(p v r → q v r) = V. Analogamente, quando p e q tiverem a mesma tabela-verdade.
mostramos que V(p v r → q v r) = V. p ⇔ q (p é equivalente a q) é o símbolo que
06. representa a equivalência lógica.
(A) (p∨q) ∨ ~p ↔ (p ∨~p) ∨ (q ∨~p) ↔ F ∨ (q ∨~p) ↔ (q Diferenciação dos símbolos ↔ e ⇔
∨~p) O símbolo ↔ representa uma operação entre as
(B) p ∨ (p→q) ∨ (p→~p) ↔ p ∨ (~p∨q) ∨ (~p∨~q) proposições p e q, que tem como resultado uma nova
↔ p ∨ ((~p ∨ (q ∨~q)) ↔ p ∨ (~p ∨ F) ↔ p ∨ ~p ↔ F proposição p ↔ q com valor lógico V ou F.
(C) p ∨ (p∨q) → (p ∨q) ∨ q ↔ p→q O símbolo ⇔ representa a não ocorrência de VF e
(D) ~(p→q) ∨ ((~p ∨q)) ↔ (p ∨~q) ∨ ((~p ∨q) ∨ (~p ∨~q)) de FV na tabela-verdade p ↔ q, ou ainda que o valor
(p ∨~q) ∨ ((~p ∨ (q∨~q)) ↔ (p ∨~q) ∨ (~p ∨V) ↔ (p ∨~q) lógico de p ↔ q é sempre V, ou então p ↔ q é uma
∨ ~p tautologia. Exemplo:
(p ∨~p) ∨ ~q ↔ F ∨ ~q ↔ F A tabela da bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) será:
(E) ~p → (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ p ∨ (p ∨ ~(p∨~q)) ↔ (p ∨ (~p p q ~q ~p p → q ~q → (p →
∨q)) ↔ ~p q) ↔
(p∨~p) ∨ (p∨q) ↔ V ∨ (p∨q) ↔ p∨q (~q →
07. ~p)
(A) (p ∨q) ∨ ((p ∨q) ∨ q) ∨ p ↔ ((p ∨q) ∨ p ↔ q ∨p V V F F V V V
(B) ((p∨q) ∨ r)) ∨ ((q ∨r) ∨ q)) ↔ V F V F F F V
((p∨q) ∨ r) ∨ q ↔ (p∨q∨q) ∨ (r∨q) F V F V V V V
↔ (p∨q) ∨ (r∨q) ↔ q ∨ (p ∨r) F F V V V V V
08.
(A) Válido Portanto, p → q é equivalente a ~q → ~p, pois estas
(B) Válido proposições possuem a mesma tabela-verdade ou a
(C) Sofisma. Considerando V(p) = V(q) = V( r ) = F e bicondicional (p → q) ↔ (~q → ~p) é uma tautologia.
V(s) = V, todas as premissas são verdadeiras e a Veja a representação: (p → q) ⇔ (~q → ~p)
conclusão é falsa.
(D) Considere
p: O déficit público não diminui;
q: A inflação cai;
r: Os impostos são aumentados.
Analise o argumento: p → (q↔r), r →p, q →~r ╞ ~r
(Válido)
09.
(A) R- {2}
(B) [-2, 2[
10.
(A) “Todas as pessoas inteligentes sabem ler ou
escrever”.
(B) “Existe pessoa culta que é sábia e não é
inteligente ou que é inteligente e não é sábia”. As proposições p e q são chamadas de logicamente
(C) “Existe um número primo que é igual a 2 e não é equivalentes (≡) se p ↔ q é uma tautologia. Exemplos:
par”. Mostraremos que (p V q) e p ∧ q são logicamente
3.3 EQUIVALÊNCIAS. equivalentes. Uma das leis de De Morgan. Solução:
Na lógica, as asserções p e q são ditas logicamente
equivalentes ou simplesmente equivalentes, se p ╞ q e q
╞ p. Em termos intuitivos, duas sentenças são
logicamente equivalentes se possuem o mesmo
“conteúdo lógico”. Do ponto de vista da teoria da
demonstração, p e q são equivalentes se cada uma
delas pode ser derivada a partir da outra.
Semanticamente, p e q são equivalentes se elas têm os
mesmos valores para qualquer interpretação. A notação Mostraremos que (p → q) e p V q são logicamente
normalmente usada para representar a equivalência equivalentes. Solução:
lógica entre p e q é p ≡ q, p ⇔ q ou p q.
Exemplo: As seguintes sentenças são logicamente
equivalentes:
1- Se hoje é sábado, então hoje é fim de semana.
2- Se hoje não é fim de semana, então hoje não é
sábado.
Em símbolos:
d: “Hoje é sábado”. (d → f)
QUESTÕES
f: “Hoje é fim de semana”. ( f → d)
01. Demonstre as relações abaixo utilizando as
equivalências notáveis:
(A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r) V (identidade)
(B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r) (C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p
(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (p ∨ q) ∧ ~q → p ⇔ V (devemos demonstrar que a
(D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r) relação de implicação equivale a uma tautologia)
(E)~( ~p →~q) ⇔~p ∧ q (p ∧ ~q) ∨ (q ∧ ~q) → p ⇔ (distributiva)
02. Demonstre, utilizando as equivalências notáveis, (p ∧ ~q) ∨ F → p ⇔ (complementares)
que as relações de implicação são válidas: (p ∧ ~q) → p ⇔ (identidade)
(A) Exemplo: Regra da simplificação: p ∧ q ⇒ q ~(p ∧ ~q) ∨ p ⇔ (condicional)
Para provarmos uma relação de implicação temos ~p ∨ ~q ∨ p ⇔ (De Morgan)
que demonstrar que a condicional p ∧ q → q é (~p ∨ p) ∨ ~q ⇔ (associativa)
tautológica, ou seja, que a condicional p ∧ q → q ⇔ V V ∨ ~q ⇔ (complementares)
Desenvolvendo o lado esquerdo da equivalência, V (identidade)
tem-se: (D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q
p ∧ q → q ≡ (aplicando-se a equiv. de reescrita da (p → q) ∧ p → q ⇔ V (devemos demonstrar que a
condicional) relação de implicação equivale a uma tautologia)
~(p ∧ q) ∨ q ≡ (aplicando-se a Lei de Morgan) (~p ∨ q) ∧ q → q ⇔ (condicional)
~p ∨ ~q ∨ q ≡ (aplicando-se lei complementar, ~q ∨ q (q ∧ ~p) ∨ (q ∧ q) → q ⇔ (distributiva)
é uma tautologia) (q ∧ ~p) ∨ q → q ⇔ (idempotente)
~p ∨ V ≡ (pela lei da identidade ~p ∨ V é um ~((q ∧ ~p) ∨ q) ∨ q ⇔ (condicional)
tautologia) (~(q ∧ ~p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan)
V Portanto, está provado que p ∧ q ⇒ q é uma ((~q ∨ p) ∧ ~q) ∨ q ⇔ (De Morgan)
tautologia (~q ∧ ~q) ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (distributiva)
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q ~q ∨ (~q ∧ p) ∨ q ⇔ (idempotente)
(C) Regra do Silogismo Disjuntivo: (p ∨ q) ∧ ~q ⇒ p (~q ∨ q) ∨ (~q ∧ p) ⇔ (associativa)
(D) Regra de Modus Ponens: (p → q) ∧ p ⇒ q V ∨ (~q ∧ p) ⇔ (complementares)
(E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p V (identidade)
03. Usando as regras de equivalência, mostre a (E) Regra de Modus Tollens: (p → q) ∧ ~q ⇒ ~p
seguinte tautologia: (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) (p → q) ∧ ~q → ~p ⇔ V (devemos demonstrar que a
Respostas relação de implicação equivale a uma tautologia)
01. (~p ∨ q) ∧ ~q → ~p ⇔ (De Morgan)
(A) p → q ∧ r ⇔ (p → q) ∧ (p → r) (~q ∧ ~p) ∨ (~q ∧ q) → ~p ⇔ (Distributiva)
p→q∧r⇔ (~q ∧ ~p) ∨ F → ~p ⇔ (Complementares)
~p ∨ (q ∧ r) ⇔ (reescrita da condicional) (~q ∧ ~p) → ~p ⇔ (Identidade)
(~p ∨ q) ∧ (~p ∨ r) ⇔ (distributiva) ~(~q ∧ ~p) ∨ ~p ⇔ (condicional)
(p → q) ∧ (p → r) (reescrita da condicional) ~~q ∨ ~~p ∨ ~p ⇔ (De Morgan)
(B) p → q ∨ r ⇔ (p → q) ∨ (p → r) q ∨ p ∨ ~p ⇔ (Dupla Negação)
p→q∨r⇔ q ∨ V ⇔ (complementares)
~p ∨ (q ∨ r) ⇔ (reescrita da condicional) V
~p ∨ q ∨ r ⇔ (associativa) 03. Mostraremos que (p → q) → r ⇔ r ∨ (p ∧ ~q) é uma
~p ∨ ~p ∨ q ∨ r ⇔ (idempotente, adicionei um ~p, tautologia, de fato:
pois ~p ∨ ~p ⇔ ~p)
(~p ∨ q) ∨ (~p ∨ r) ⇔ (associativa)
(p → q) ∨ (p → r) (reescrita da condicional)
(C) p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔ (p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t)
p ∧ (r ∨ s ∨ t) ⇔
p ∧ (r ∨ (s ∨ t)) ⇔ (associativa em s ∨ t )
(p ∧ r) ∨ (p ∧ (s ∨ t)) ⇔ (distributiva)
(p ∧ r) ∨ (p ∧ s) ∨ (p ∧ t) (distributiva)
(D) p ∧ q → r ⇔ p → (q → r)
3.4 LEIS DE DE MORGAN.
p∧q→r⇔
As leis de De Morgan definem regras usadas para
~(p ∧ q) ∨ r ⇔ (reescrita da condicional) converter operações lógicas OU em E e vice versa.
~p ∨ ~q ∨ r ⇔ (De Morgan) Sendo X, Y {0,1} e as operações em {0,1} sendo +, . e -,
~p ∨ (~q ∨ r) ⇔ (associativa) assim definidas:
~p ∨ (q → r) ⇔ (reescrita da condicional) Operação Símbolo Exemplos
p → (q → r) (reescrita da condicional) lógica
(E) ~(~p → ~q) ⇔ ~p ∧ q
Ou + 0+0=0
~(~p → ~q) ⇔ 0+1=1
~(~~p ∨ ~q) ⇔ (reescrita da condicional) 1+0=1
~(p ∨ ~q) ⇔ (dupla negação) 1+1=1
~p ∧ ~~q ⇔ (De Morgan) E . 0.0=0
~p ∧ q (dupla negação) 0.1=0
02. 1.0=0
(B) Regra da adição: p ⇒ p ∨ q 1.1=1
p → p ∨ q ⇔ V (devemos demonstrar que a relação Não - =1
de implicação equivale a uma tautologia) =0
~p ∨ (p ∨ q) ⇔ (condicional)
~p ∨ p ∨ q ⇔ (associativa) Da autoria do ilustre matemático inglês Augustus De
V ∨ q ⇔ (complementares ~p ∨ p) Morgan (1806-1871), podemos separá-las em Primeiras
Leis de Morgan e Segundas Leis de Morgan. As seu sinal, restando uma barra para cada membro da
primeiras podem ser indicadas de várias formas, operação. Exemplos:
dependendo do contexto a estudar. Podemos utilizá-las Prova: Se de fato, então:
em operações lógicas sobre proposições ou em
operações sobre conjuntos.
Primeiras Leis de Morgan: Sendo p e q duas
proposições e ~, ∧ e ∧, respetivamente, os símbolos das
operações lógicas negação, conjunção e disjunção, as
Primeiras Leis de Morgan podem ser apresentadas Primeiro usamos a propriedade distributiva do operador
simbolicamente por: (+), depois a propriedade comutativo (passo não
1. ~(p ∧ q) = ~p ∧ ~q cujo significado é: mostrado), então vemos a soma de elementos
“negar a simultaneidade de p e q é afirmar pelo menos complementares.
não p ou não q”.
2. ~(p ∧ q) = ~p ∧ ~q cujo significado é:
“negar a ocorrência de pelo menos p ou q é afirmar nem
p nem q”.
Mas, se considerarmos A e B dois conjuntos e Primeiro usamos a propriedade distributiva do operador
(.), depois usamos a propriedade de comutatividade
, respectivamente, os símbolos da (esse passo não foi mostrado), então usamos a
interseção, reunião, complementar de A e complementar propriedade de elementos complementares .
de B, as Primeiras Leis de Morgan podem ser QUESTÕES
01. Numa pesquisa sobre audiência de TV entre 125
apresentadas simbolicamente por: entrevistados, obteve-se: 60 assistem ao canal X, 40 ao
cujo significado é: “o complementar da interseção de canal Y, 15 ao canal Z, 25 assistem a X e Y, 8 a Y e Z, 3
dois conjuntos é igual à reunião dos complementares a X e Z e 1 assiste aos três.
dos conjuntos iniciais” cujo (A) Quantos não assistem a nenhum desses canais?
significado é: “o complementar da reunião de dois (B) Quantos assistem somente ao canal X?
conjuntos é igual à interseção dos complementares dos 02. Prove a seguinte Lei de De Morgan: x + y = xy.
conjuntos iniciais”. 03. Demonstre as Leis de Morgan:
Segundas Leis de Morgan: As Segundas Leis de (A) ~(p ∧ q ∧ r) ↔ ~p ∨ ~q ∨ ~r
Morgan permitem-nos efetuar a negação de proposições (B) ~(p ∨ q ∨ r) ↔ ~p ∧ ~q ∧ ~r
com quantificadores (universais e existenciais). Dada a
expressão proposicional (ou condição) p(x), em que x ∈ Respostas
A, conjunto de números reais, a expressão ∀x ∈ A: p (x) 01.
lê-se: “para todo o elemento de A, verifica-se p”, ou seja, (A) Assim, (A B C) ∧ C = ?
qualquer que seja o valor de A pelo qual substituímos x, X= 60
p(x) transforma-se numa proposição verdadeira. Por XY= 25 - 1 = 24
outro lado, a expressão ∃x ∈ A: p(x) lê-se: “existe pelo XeY=3-1=2
menos um elemento de A que verifica p”, ou seja, X, Y e Z= 1 → X, Y e Z = 1
significa que existe pelo menos um valor da variável x, Da teoria dos conjuntos, temos:
para a qual a p(x) se transforma numa proposição n(X Y Z) = n(X) + n(Y) + n(Z) - n(X Y) - n(X Z) - n(Y Z) +
verdadeira. n(X Y Z)
n(X Y Z) = 60 + 40 + 15 - 25 - 3 - 8 + 1
n(X Y Z) = 116 – 36
n(X Y Z) = 80, então: como n(X Y Z) = 125, vem que:
125 - 80 = 45 não assistem nenhum desses canais.
As negações destas duas proposições constituem
(B) 60 - (25 - 1) + (3 -1) + 1 = 60 - 27 = 33
então as Segundas Leis de Morgan.
02. Podemos demonstrar a Lei de De Morgan por
As leis: Considere X e Y como variáveis booleanas ou
indução completa ou algebricamente.
proposições cuja resposta seja {Sim, Não} ou
Tabela de verdade onde se demonstra a Segunda Lei de
{Verdadeiro, Falso} ou ainda {0,1}. Seguem as leis de De
De Morgan:
Morgan conforme algumas notações possíveis: 0 0 1 1 1 1
0 1 0 1 0 0
0 1 0 0 1 0
1 1 0 0 0 0
1
0
1
1

Para a demonstração algébrica vamos ter de nos


socorrer dos axiomas e de outros teoremas da álgebra
de Boole Binária. Para tanto, consideremos:

Por outro lado, consideremos:


Generalização: A ideia é que ao “aplicar” a barra
(operador Não) sobre uma outra operação, esta muda
Sendo assim, x + y e xy satisfazem os axiomas A4a e No caso de uma pesquisa de opinião sobre a preferência
A4b, pelo que x + y deverá ser o (único) complemento quanto à leitura de três jornais. A, B e C, foi apresentada
de xy, e vice-versa. E então possível escrever e, por a seguinte tabela:
dualidade, x . y = x + y.

3.5 DIAGRAMAS LÓGICOS. Para termos os valores reais da pesquisa, vamos


Os diagramas lógicos são usados na resolução de vários inicialmente montar os diagramas que representam cada
problemas. Uma situação que esses diagramas poderão conjunto. A colocação dos valores começará pela
ser usados, é na determinação da quantidade de intersecção dos três conjuntos e depois para as
elementos que apresentam uma determinada intersecções duas a duas e por último às regiões que
característica. representam cada conjunto individualmente.
Representaremos esses conjuntos dentro de um
retângulo que indicará o conjunto universo da pesquisa.

Assim, se num grupo de pessoas há 43 que dirigem


carro, 18 que dirigem moto e 10 que dirigem carro e
moto. Baseando-se nesses dados, e nos diagramas
lógicos poderemos saber: Quantas pessoas têm no
grupo ou quantas dirigem somente carro ou ainda
quantas dirigem somente motos. Vamos inicialmente
montar os diagramas dos conjuntos que representam os
motoristas de motos e motoristas de carros.
Fora dos diagramas teremos 150 elementos que não
Começaremos marcando quantos elementos tem a
são leitores de nenhum dos três jornais.
intersecção e depois completaremos os outros espaços.
Na região I, teremos: 70 - 40 = 30 elementos.
Na região II, teremos: 65 - 40 = 25 elementos.
Na região III, teremos: 105 - 40 = 65 elementos.
Na região IV, teremos: 300 - 40 - 30 - 25 = 205
elementos.
Na região V, teremos: 250 - 40 -30 - 65 = 115 elementos.
Na região VI, teremos: 200 - 40 - 25 - 65 = 70 elementos.
Marcando o valor da intersecção, então iremos Dessa forma, o diagrama figura preenchido com os
subtraindo esse valor da quantidade de elementos dos seguintes elementos:
conjuntos A e B. A partir dos valores reais, é que
poderemos responder as perguntas feitas.

Com essa distribuição, poderemos notar que 205


a) Temos no grupo: 8 + 10 + 33 = 51 motoristas. pessoas leem apenas o jornal A. Verificamos que 500
b) Dirigem somente carros 33 motoristas. pessoas não leem o jornal C, pois é a soma 205 + 30 +
c) Dirigem somente motos 8 motoristas. 115 + 150. Notamos ainda que 700 pessoas foram
entrevistadas, que é a soma 205 + 30 + 25 + 40 + 115 +
65 + 70 + 150.
Diagrama de Euler consistem de curvas fechadas simples desenhadas
Um diagrama de Euler é similar a um diagrama de Venn, sobre um plano, de forma a simbolizar os conjuntos e
mas não precisa conter todas as zonas (onde uma zona permitir a representação das relações de pertença entre
é definida como a área de intersecção entre dois ou conjuntos e seus elementos (por exemplo, 4 ∉ {3,4,5},
mais contornos). Assim, um diagrama de Euler pode mas 4 ∉ {1,2,3,12}) e relações de continência (inclusão)
definir um universo de discurso, isto é, ele pode definir entre os conjuntos (por exemplo, {1, 3} ⊂ {1, 2, 3, 4}).
um sistema no qual certas intersecções não são Assim, duas curvas que não se tocam e estão uma no
possíveis ou consideradas. Assim, um diagrama de Venn espaço interno da outra simbolizam conjuntos que
contendo os atributos para Animal, Mineral e quatro possuem continência; ao passo que o ponto interno a
patas teria que conter intersecções onde alguns estão uma curva representa um elemento pertencente ao
em ambos animal, mineral e de quatro patas. Um conjunto.
diagrama de Venn, consequentemente, mostra todas as Os diagramas de Venn são construídos com coleções de
possíveis combinações ou conjunções. curvas fechadas contidas em um plano. O interior
dessas curvas representa, simbolicamente, a coleção de
elementos do conjunto. De acordo com Clarence Irving
Lewis, o “princípio desses diagramas é que classes (ou
conjuntos) sejam representadas por regiões, com tal
relação entre si que todas as relações lógicas possíveis
entre as classes possam ser indicadas no mesmo
diagrama. Isto é, o diagrama deixa espaço para qualquer
relação possível entre as classes, e a relação dada ou
existente pode então ser definida indicando se alguma
região em específico é vazia ou não-vazia”. Pode-se
Diagramas de Euler consistem em curvas simples escrever uma definição mais formal do seguinte modo:
fechadas (geralmente círculos) no plano que mostra os Seja C = (C1, C2, ... Cn) uma coleção de curvas
conjuntos. Os tamanhos e formas das curvas não são fechadas simples desenhadas em um plano. C é uma
importantes: a significância do diagrama está na forma família independente se a região formada por cada uma
como eles se sobrepõem. As relações espaciais entre as das interseções X1 X 2 . .. X n, onde cada Xi é o interior
regiões delimitadas por cada curva (sobreposição, ou o exterior de Ci, é não-vazia, em outras palavras, se
contenção ou nenhuma) correspondem relações teóricas todas as curvas se intersectam de todas as maneiras
(subconjunto interseção e disjunção). Cada curva de possíveis. Se, além disso, cada uma dessas regiões é
Euler divide o plano em duas regiões ou zonas estão: o conexa e há apenas um número finito de pontos de
interior, que representa simbolicamente os elementos do interseção entre as curvas, então C é um diagrama de
conjunto, e o exterior, o que representa todos os Venn para n conjuntos.
elementos que não são membros do conjunto. Curvas Nos casos mais simples, os diagramas são
cujos interiores não se cruzam representam conjuntos representados por círculos que se encobrem
disjuntos. Duas curvas cujos interiores se interceptam parcialmente. As partes referidas em um enunciado
representam conjuntos que têm elementos comuns, a específico são marcadas com uma cor diferente.
zona dentro de ambas as curvas representa o conjunto Eventualmente, os círculos são representados como
de elementos comuns a ambos os conjuntos completamente inseridos dentro de um retângulo, que
(intersecção dos conjuntos). Uma curva que está contido representa o conjunto universo daquele particular
completamente dentro da zona interior de outro contexto (já se buscou a existência de um conjunto
representa um subconjunto do mesmo. universo que pudesse abranger todos os conjuntos
Os Diagramas de Venn são uma forma mais restritiva de possíveis, mas Bertrand Russell mostrou que tal tarefa
diagramas de Euler. Um diagrama de Venn deve conter era impossível). A ideia de conjunto universo é
todas as possíveis zonas de sobreposição entre as suas normalmente atribuída a Lewis Carroll. Do mesmo modo,
curvas, representando todas as combinações de espaços internos comuns a dois ou mais conjuntos
inclusão / exclusão de seus conjuntos constituintes, mas representam a sua intersecção, ao passo que a
em um diagrama de Euler algumas zonas podem estar totalidade dos espaços pertencentes a um ou outro
faltando. Essa falta foi o que motivou Venn a conjunto indistintamente representa sua união.
desenvolver seus diagramas. Existia a necessidade de John Venn desenvolveu os diagramas no século XIX,
criar diagramas em que pudessem ser observadas, por ampliando e formalizando desenvolvimentos anteriores
meio de suposição, quaisquer relações entre as zonas de Leibniz e Euler. E, na década de 1960, eles foram
não apenas as que são “verdadeiras”. incorporados ao currículo escolar de matemática.
Os diagramas de Euler (em conjunto com os de Venn) Embora seja simples construir diagramas de Venn para
são largamente utilizados para ensinar a teoria dos dois ou três conjuntos, surgem dificuldades quando se
conjuntos no campo da matemática ou lógica tenta usá-los para um número maior. Algumas
matemática no campo da lógica. Eles também podem construções possíveis são devidas ao próprio John Venn
ser utilizados para representar relacionamentos e a outros matemáticos como Anthony W. F. Edwards,
complexos com mais clareza, já que representa apenas Branko Grünbaum e Phillip Smith. Além disso,
as relações válidas. Em estudos mais aplicados esses encontram-se em uso outros diagramas similares aos de
diagramas podem ser utilizados para provar / analisar Venn, entre os quais os de Euler, Johnston, Pierce e
silogismos que são argumentos lógicos para que se Karnaugh.
possa deduzir uma conclusão. Dois Conjuntos: considere-se o seguinte exemplo:
Diagramas de Venn suponha-se que o conjunto A representa os animais
Designa-se por diagramas de Venn os diagramas bípedes e o conjunto B representa os animais capazes
usados em matemática para simbolizar graficamente de voar. A área onde os dois círculos se sobrepõem,
propriedades, axiomas e problemas relativos aos designada por intersecção A e B ou intersecção A-B,
conjuntos e sua teoria. Os respectivos diagramas
conteria todas as criaturas que ao mesmo tempo podem
voar e têm apenas duas pernas motoras.

Considere-se agora que cada espécie viva está


representada por um ponto situado em alguma parte do
diagrama. Os humanos e os pinguins seriam marcados
dentro do círculo A, na parte dele que não se sobrepõe
com o círculo B, já que ambos são bípedes mas não
podem voar. Os mosquitos, que voam mas têm seis
pernas, seriam representados dentro do círculo B e fora
da sobreposição. Os canários, por sua vez, seriam
representados na intersecção A-B, já que são bípedes e
podem voar. Qualquer animal que não fosse bípede nem
pudesse voar, como baleias ou serpentes, seria marcado
por pontos fora dos dois círculos.
Assim, o diagrama de dois conjuntos representa
quatro áreas distintas (a que fica fora de ambos os
círculos, a parte de cada círculo que pertence a ambos
os círculos (onde há sobreposição), e as duas áreas que
não se sobrepõem, mas estão em um círculo ou no
outro):
- Animais que possuem duas pernas e não voam (A
sem sobreposição).
- Animais que voam e não possuem duas pernas (B
sem sobreposição). Além disso, essas quatro áreas podem ser combinadas
- Animais que possuem duas pernas e voam de 16 formas diferentes. Por exemplo, pode-se
(sobreposição). perguntar sobre os animais que voam ou tem duas patas
- Animais que não possuem duas pernas e não voam (pelo menos uma das características); tal conjunto seria
(branco - fora). representado pela união de A e B. Já os animais que
Essas configurações são representadas, voam e não possuem duas patas mais os que não voam
respectivamente, pelas operações de conjuntos: e possuem duas patas, seriam representados pela
diferença de A para B, diferença de B para A, diferença simétrica entre A e B. Estes exemplos são
intersecção entre A e B, e conjunto complementar de A e mostrados nas imagens a seguir, que incluem também
B. Cada uma delas pode ser representada como as outros dois casos.
seguintes áreas (mais escuras) no diagrama:

Três Conjuntos: Na sua apresentação inicial, Venn


focou-se sobretudo nos diagramas de três conjuntos.
Alargando o exemplo anterior, poderia-se introduzir o é, são, está, foi, eram, ..., como elo de ligação entre A e
conjunto C dos animais que possuem bico. Neste caso, B.
o diagrama define sete áreas distintas, que podem - Todo A é B = Todo A não é não B.
combinar-se de 256 (28) maneiras diferentes, algumas - Algum A é B = Algum A não é não B.
delas ilustradas nas imagens seguintes. - Nenhum A é B = Nenhum A não é não B.
- Todo A é não B = Todo A não é B.
- Algum A é não B = Algum A não é B.
- Nenhum A é não B = Nenhum A não é B.
- Nenhum A é B = Todo A é não B.
- Todo A é B = Nenhum A é não B.
- A negação de Todo A é B é Algum A não é B (e vice-
versa).
- A negação de Algum A é B é Nenhum A não é B (e vice-
versa).
Verdade ou Falsidade das Proposições Categóricas
Dada a verdade ou a falsidade de qualquer uma das
proposições categóricas, isto é, de Todo A é B, Nenhum
A é B, Algum A é B e Algum A não é B, pode-se inferir de
imediato a verdade ou a falsidade de algumas ou de
todas as outras.
1. Se a proposição Todo A é B é verdadeira, então
temos as duas representações possíveis:

Nenhum A é B. É falsa.
Algum A é B. É verdadeira.
Algum A não é B. É falsa.
2. Se a proposição Nenhum A é B é verdadeira, então
temos somente a representação:

Proposições Categóricas
- Todo A é B
- Nenhum A é B Todo A é B. É falsa.
- Algum A é B e Algum A é B. É falsa.
- Algum A não é B Algum A não é B. É verdadeira.
Proposições do tipo Todo A é B afirmam que o conjunto A 3. Se a proposição Algum A é B é verdadeira, temos as
é um subconjunto do conjunto B. Ou seja: A está contido quatro representações possíveis:
em B. Atenção: dizer que Todo A é B não significa o
mesmo que Todo B é A. Enunciados da forma Nenhum A
é B afirmam que os conjuntos A e B são disjuntos, isto é,
não tem elementos em comum. Atenção: dizer que
Nenhum A é B é logicamente equivalente a dizer que
Nenhum B é A.
Por convenção universal em Lógica, proposições da
forma Algum A é B estabelecem que o conjunto A tem
pelo menos um elemento em comum com o conjunto B.
Contudo, quando dizemos que Algum A é B, Nenhum A é B. É falsa.
pressupomos que nem todo A é B. Entretanto, no sentido Todo A é B. Pode ser verdadeira (em 3 e 4) ou falsa
lógico de algum, está perfeitamente correto afirmar que (em 1 e 2).
“alguns de meus colegas estão me elogiando”, mesmo Algum A não é B. Pode ser verdadeira (em 1 e 2) ou
que todos eles estejam. Dizer que Algum A é B é falsa (em 3 e 4) – é indeterminada.
logicamente equivalente a dizer que Algum B é A. 4. Se a proposição Algum A não é B é verdadeira, temos
Também, as seguintes expressões são equivalentes: as três representações possíveis:
Algum A é B = Pelo menos um A é B = Existe um A que é
B.
Proposições da forma Algum A não é B estabelecem que
o conjunto A tem pelo menos um elemento que não
pertence ao conjunto B. Temos as seguintes
equivalências: Algum A não é B = Algum A é não B =
Algum não B é A. Mas não é equivalente a Algum B não
é A. Nas proposições categóricas, usam-se também as Todo A é B. É falsa.
variações gramaticais dos verbos ser e estar, tais como Nenhum A é B. Pode ser verdadeira (em 3) ou falsa
(em 1 e 2 – é indeterminada).
Algum A é B. Ou falsa (em 3) ou pode ser verdadeira (B) 240
(em 1 e 2 – é ideterminada). (C) 280
QUESTÕES (D) 300
01. Represente por diagrama de Venn-Euler (E) 340
(A) Algum A é B 08. Em uma entrevista de mercado, verificou-se que
(B) Algum A não é B 2.000 pessoas usam os produtos C ou D. O produto D é
(C) Todo A é B usado por 800 pessoas e 320 pessoas usam os dois
(D) Nenhum A é B produtos ao mesmo tempo. Quantas pessoas usam o
02. (Especialista em Políticas Públicas Bahia - FCC) produto C?
Considerando “todo livro é instrutivo” como uma (A) 1.430
proposição verdadeira, é correto inferir que: (B) 1.450
(A) “Nenhum livro é instrutivo” é uma proposição (C) 1.500
necessariamente verdadeira. (D) 1.520
(B) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição (E) 1.600
necessariamente verdadeira. 09. Sabe-se que o sangue das pessoas pode ser
(C) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição classificado em quatro tipos quanto a antígenos. Em
verdadeira ou falsa. uma pesquisa efetuada num grupo de 120 pessoas de
(D) “Algum livro é instrutivo” é uma proposição um hospital, constatou-se que 40 delas têm o antígeno
verdadeira ou falsa. A, 35 têm o antígeno B e 14 têm o antígeno AB. Com
(E) “Algum livro não é instrutivo” é uma proposição base nesses dados, quantas pessoas possuem o
necessariamente verdadeira. antígeno O?
03. Dos 500 músicos de uma Filarmônica, 240 tocam (A) 50
instrumentos de sopro, 160 tocam instrumentos de corda (B) 52
e 60 tocam esses dois tipos de instrumentos. Quantos (C) 59
músicos desta Filarmônica tocam: (D) 63
(A) instrumentos de sopro ou de corda? (E) 65
(B) somente um dos dois tipos de instrumento? 10. Em uma universidade são lidos dois jornais, A e
(C) instrumentos diferentes dos dois citados? B. Exatamente 80% dos alunos leem o jornal A e 60%
04. (TTN - ESAF) Se é verdade que “Alguns A são R” e leem o jornal B. Sabendo que todo aluno é leitor de pelo
que “Nenhum G é R”, então é necessariamente menos um dos jornais, encontre o percentual que leem
verdadeiro que: ambos os jornais.
(A) algum A não é G; (A) 40%
(B) algum A é G. (B) 45%
(C) nenhum A é G; (C) 50%
(D) algum G é A; (D) 60%
(E) nenhum G é A; (E) 65%
05. Em uma classe, há 20 alunos que praticam futebol Respostas
mas não praticam vôlei e há 8 alunos que praticam vôlei
mas não praticam futebol. O total dos que praticam vôlei
é 15. Ao todo, existem 17 alunos que não praticam
futebol. O número de alunos da classe é:
(A) 30.
(B) 35.
(C) 37.
(D) 42.
(E) 44.
06. Um colégio oferece a seus alunos a prática de um ou
mais dos seguintes esportes: futebol, basquete e vôlei.
Sabe-se que, no atual semestre:
- 20 alunos praticam vôlei e basquete.
- 60 alunos praticam futebol e 55 praticam basquete.
- 21 alunos não praticam nem futebol nem vôlei.
- o número de alunos que praticam só futebol é idêntico
ao número de alunos que praticam só vôlei.
- 17 alunos praticam futebol e vôlei.
- 45 alunos praticam futebol e basquete; 30, entre os 45,
não praticam vôlei.
O número total de alunos do colégio, no atual semestre,
é igual a:
(A) 93
(B) 110
(C) 103
(D) 99 A opção A é descartada de pronto: “nenhum livro é
(E) 114 instrutivo” implica a total dissociação entre os diagramas.
07. Numa pesquisa, verificou-se que, das pessoas E estamos com a situação inversa. A opção “B” é
entrevistadas, 100 liam o jornal X, 150 liam o jornal Y, 20 perfeitamente correta. Percebam como todos os
liam os dois jornais e 110 não liam nenhum dos dois elementos do diagrama “livro” estão inseridos no
jornais. Quantas pessoas foram entrevistadas? diagrama “instrutivo”. Resta necessariamente perfeito
(A) 220 que algum livro é instrutivo.
03. Seja C o conjunto dos músicos que tocam qual é a alternativa que satisfaz esta(s)
instrumentos de corda e S dos que tocam instrumentos representação(ões), se tivermos somente uma
de sopro. Chamemos de F o conjunto dos músicos da alternativa que satisfaça, então já achamos a resposta
Filarmônica. Ao resolver este tipo de problema faça o correta, senão, desenhamos mais outra representação
diagrama, assim você poderá visualizar o problema e gráfica possível e passamos a testar somente as
sempre comece a preencher os dados de dentro para alternativas que foram verdadeiras. Tomemos agora o
fora. seguinte desenho, em que fazemos duas
Passo 1: 60 tocam os dois instumentos, portanto, após representações, uma em que o conjunto A intercepta
fazermos o diagrama, este número vai no meio. parcialmente o conjunto G, e outra em que não há
Passo 2: intersecção entre eles.
a)160 tocam instrumentos de corda. Já temos 60. Os
que só tocam corda são, portanto 160 - 60 = 100
b) 240 tocam instrumento de sopro. 240 - 60 = 180
Vamos ao diagrama, preenchemos os dados obtidos
acima:

Teste das alternativas:


Teste da alternativa “A” (algum A não é G).
Observando os desenhos dos círculos, verificamos que
esta alternativa é verdadeira para os dois desenhos de
A, isto é, nas duas representações há elementos em A
Com o diagrama completamente preenchido, fica fácil que não estão em G. Passemos para o teste da próxima
achara as respostas: Quantos músicos desta alternativa.
Filarmônica tocam: Teste da alternativa “B” (algum A é G). Observando
a) instrumentos de sopro ou de corda? Pelos dados do os desenhos dos círculos, verificamos que, para o
problema: 100 + 60 + 180 = 340 desenho de A que está mais a direita, esta alternativa
b) somente um dos dois tipos de instrumento? 100 + 180 não é verdadeira, isto é, tem elementos em A que não
= 280 estão em G. Pelo mesmo motivo a alternativa “D” não é
c) instrumentos diferentes dos dois citados? 500 - 340 = correta. Passemos para a próxima.
160 Teste da alternativa “C” (Nenhum A é G). Observando os
04. Esta questão traz, no enunciado, duas proposições desenhos dos círculos, verificamos que, para o desenho
categóricas: de A que está mais a esquerda, esta alternativa não é
- Alguns A são R verdadeira, isto é, tem elementos em A que estão em G.
- Nenhum G é R Pelo mesmo motivo a alternativa “E” não é correta.
Devemos fazer a representação gráfica de cada uma Portanto, a resposta é a alternativa “A”.
delas por círculos para ajudar-nos a obter a resposta
correta. Vamos iniciar pela representação do Nenhum G
é R, que é dada por dois círculos separados, sem
nenhum ponto em comum.

Como já foi visto, não há uma representação gráfica n = 20 + 7 + 8 + 9


única para a proposição categórica do Alguns A são R, n = 44
mas geralmente a representação em que os dois 06. Resposta “D”.
círculos se interceptam (mostrada abaixo) tem sido n(FeB) = 45 e n(FeB -V) = 30 → n(FeBeV) = 15
suficiente para resolver qualquer questão. n(FeV) = 17 com n(FeBeV) = 15 → n(FeV - B) = 2
n(F) = n(só F) + n(FeB-V) + n(FeV -B) + n(FeBeV)
60 = n(só F) + 30 + 2 + 15 → n(só F) = 13
n(sóF) = n(sóV) = 13
n(B) = n(só B) + n(BeV) + n(BeF-V) → n(só B) = 65 - 20
– 30 = 15
n(nem F nem B nem V) = n(nem F nem V) - n(solo B) =
Agora devemos juntar os desenhos das duas 21- 15 = 6
proposições categóricas para analisarmos qual é a Total = n(B) + n(só F) + n(só V) + n(Fe V - B) + n(nemF
alternativa correta. Como a questão não informa sobre a nemB nemV) = 65 + 13 + 13 + 2 + 6 = 99.
relação entre os conjuntos A e G, então teremos
diversas maneiras de representar graficamente os três
conjuntos (A, G e R). A alternativa correta vai ser aquela
que é verdadeira para quaisquer dessas representações.
Para facilitar a solução da questão não faremos todas as
representações gráficas possíveis entre os três
conjuntos, mas sim, uma (ou algumas)
representação(ões) de cada vez e passamos a analisar
Exemplo: Considere a seguinte sentença declarativa:
Todo estudante é mais jovem do que algum instrutor. Na
lógica proposicional podemos identificar esta sentença
com uma variável proposicional p. No entanto, esta
codificação não reflete os detalhes da estrutura lógica
desta sentença. De que trata esta sentença?
- Ser um estudante.
- Ser um instrutor.
- Ser mais jovem do que alguém.
Para expressar estas propriedades utilizaremos
07. Resposta “E”. predicados. Por exemplo, podemos escrever estudante
(ana) para denotar que Ana é uma estudante. Da mesma
forma podemos escrever instrutor (marcos) para denotar
que Marcos é um instrutor. Por fim, podemos escrever
jovem (ana, marcos) para denotar que Ana é mais jovem
do que Marcos. Nestes exemplos, estudante, instrutor e
jovem são exemplos de predicados. Ainda precisamos
codificar as noções de “todo” e “algum”. Para isto
introduziremos o conceito de variável. Variáveis serão
Começamos resolvendo pelo que é comum: 20 alunos denotadas por letras latinas minúsculas do final do
gostam de ler os dois. alfabeto: u, v, w, x, y, z (possivelmente acrescidas de
Leem somente A: 100 – 20 = 80 sub-índices x1, x2, ...). Variáveis devem ser pensadas
Leem somente B: 150 – 20 = 130 como “lugares vazios” que podem ser preenchidos (ou
Totaliza: 80 + 20 + 130 + 110 = 340 pessoas. instanciados) por elementos concretos, como João,
08. Resposta “D”. Maria, etc. Utilizando variáveis podemos especificar o
significado dos predicados estudante, instrutor e jovem
de uma maneira mais formal:
- estudante (x): x é um estudante.
- instrutor (x): x é um instrutor.
- jovem (x, y): x é mais jovem do que y.
Note que o nome das variáveis não é importante. É
equivalente a:
- estudante (x): x é um estudante.
- estudante(y): y é um estudante.
Somente B: 800 – 320 = 480 Para que possamos finalmente expressar em detalhes a
Usam A = total – somente B = 2000 – 480 = 1520. sentença apresentada no exemplo precisamos codificar
09. Resposta “C”. o significado de Todo e algum em Todo estudante é mais
jovem do que algum instrutor. Os quantificadores e
fazem este trabalho:
: significa para todo;
: significa existe.
Os quantificadores e estão sempre ligados a alguma
variável:
Começa-se resolvendo pelo AB, então somente A = : para todo x;
40 – 14 = 26 e somente B = 35 – 14 = 21.
Somando-se A, B e AB têm-se 61, então o O são 120 : existe um x (ou existe algum x).
– 61 = 59 pessoas. Agora podemos finalmente codificar a sentença: Todo
10. Resposta “A”. estudante é mais jovem do que algum instrutor. Da
- Jornal A → 0,8 – x seguinte forma:
- Jornal B → 0,6 – x
- Intersecção → x
Então fica: Note que predicados diferentes podem ter um número
(0,8 - x) + (0,6 - x) + x = 1 distinto de argumentos: os predicados estudante e
- x + 1,4 = 1 instrutor admitem apenas um argumento e por isto são
- x = - 0,4 chamados de predicados unários, enquanto que o
x = 0,4. predicado jovem admite dois argumentos, e portanto é
Resposta “40% dos alunos leem ambos os jornais”. um predicado binário. O número de argumentos de um
predicado é chamado sua aridade. Assim, os predicados
4 LÓGICA DE PRIMEIRA ORDEM. unários têm aridade 1, enquanto que os predicados
O cálculo proposicional possui limitações com binários têm aridade 2, etc. No cálculo de predicados
respeito a codificação de sentenças declarativas. De são permitidos predicados com qualquer aridade finita.
fato, o cálculo proposicional manipula de forma Exemplo: Considere a sentença: Nem todos os pássaros
satisfatória componentes das sentenças como não, e, podem voar. Escolhemos os seguintes predicados para
ou, se ... então, mas certos aspectos lógicos que expressar esta sentença:
aparecem em linguagens naturais ou artificiais são muito - pássaro(x): x é um pássaro.
mais ricos. Por exemplo, como expressar coisas do tipo: - voar (x): x pode voar.
“Existe...” e “Para todo...” na lógica proposicional? Esta sentença pode ser codificada da seguinte forma:
- filho (x, y): x é filho de y.
- pai (x, y): x é pai de y.
- irmão (x, y): x é irmão de y.
Exemplo: Uma outra maneira de expressar a mesma
Uma possível codificação para a sentença dada
ideia da sentença anterior é dizer que: Existem alguns
utilizando estes predicados é:
pássaros que não podem voar. Esta última sentença
pode ser codificada da seguinte maneira:
Dizendo que: “para todo x e todo y, se x é o pai de João
e se y é um filho de x então y é um irmão de João”.
Posteriormente veremos que as duas codificações Representando a noção de “pai” como função, que
dadas são semanticamente equivalentes. De fato, chamaremos de f: Neste caso, f(x) retorna o pai de x.
existem transformações que convertem uma na outra. Note que isto funciona apenas porque o pai de uma
O vocabulário da lógica de primeira ordem consiste de dado x é único e está sempre definido, e portanto f é
três conjuntos: realmente uma função. Uma possível codificação para
- Um conjunto P de símbolos de predicado; esta sentença é dada por:
- Um conjunto F de símbolos de função;
- Um conjunto C de constantes.
Onde cada símbolo de predicado e de função vem Significando que “para todo x, se x é um filho do pai de
com sua aridade bem definida. Os predicados são casos João então x é um irmão de João. Esta codificação é
especiais de função: enquanto as funções possuem menos complexa que a anterior porque envolve apenas
contradomínio qualquer, os predicados têm um quantificador.
contradomínio sempre igual a {V,F}. As constantes são Especificações formais em geral exigem um domínio de
funções de aridade 0. conhecimento. Muitas vezes este conhecimento não
Termos são definidos da seguinte forma: está explicitado no domínio. Sendo assim, um
- Qualquer variável é um termo; especificador pode desconsiderar restrições importantes
- Se c F é uma função de aridade 0 então c é um para um modelo ou implementação. Por exemplo, as
termo; codificações dadas no exemplo anterior podem parecer
- Se t1, ... , tn são termos e f F é uma função de corretas, mas e se x for igual a João? Se o domínio de
aridade n > 0 então f (t1, ... , tn) é um termo. relações de parentesco não é um conhecimento comum
- Nada mais é termo. o especificador pode não notar que uma pessoa não
Em BNF (Backus Naur form) temos: pode ser irmão dela mesma.
t :: = x | c | f (t, ... , t)
Onde x percorre o conjunto de variáveis V, c percorre A abrangência de (respectivamente, ) em
os símbolos de função de aridade 0 de F e f percorre os
elementos de aridade maior do que 0 de F. (respectivamente, ) é Φ. Uma ocorrência de
Exemplo: Suponha que n, f e g são símbolos de uma variável ligada numa fórmula, é uma ocorrência de
função de aridade respectivamente igual a 0, 1 e 2. uma variável x, dentro do campo de abrangência de um
Então g (f (n), n) e f (g (n, f (n))) são termos, mas g(n) e f
(f (n), n) não são termos por violarem as aridades dos quantificador . Uma ocorrência de uma
símbolos. A escolha dos conjuntos P e F para símbolos variável livre é uma ocorrência de uma variável x não
de predicado e de função é definida a partir do que se ligada.
pretende descrever.
Definimos o conjunto de fórmulas sobre o conjunto S Exemplo: Na fórmula ,
= (F, P) indutivamente da seguinte forma: as duas ocorrências da variável x são ligadas, enquanto
- Se p P é um símbolo de predicado de aridade n > a ocorrência da variável y é livre. Na fórmula
0, e se t1, ... , tn são termos sobre F então p (t1, .... , tn) a primeira ocorrência da
é uma fórmula. variável x é ligada, no entanto a segunda é livre.
- Se Φ é uma fórmula então (¬Φ) é também uma Dada uma variável x, um termo t e uma fórmula Φ,
fórmula. definimos Φ [x/t] como sendo a fórmula obtida após
- Se Φ e ψ são fórmulas então (Φ Λ ψ), (Φ V ψ), (Φ substituir cada ocorrência livre de x em Φ por t.
→ ψ) e (Φ ↔ ψ) são fórmulas. Exemplo: Considere novamente a fórmula
- Se Φ é uma fórmula e x é uma variável então ( xΦ)
e ( xΦ) também são fórmulas. , que chamaremos
- Nada mais é fórmula. simplesmente de Φ. Temos que Φ [x/f(x, y)] = Φ. De fato,
Em BNF temos: todas as ocorrências de x em Φ são ligadas, e portanto a
Φ :: = p (t1, ... , tn) | (¬Φ) | (Φ Λ Φ) | (Φ V Φ) | (Φ → substituição [x/f(x, y)] não tem nenhum efeito sobre esta
Φ) | (Φ ↔ ψ) | (( xΦ) | (( xΦ) fórmula.
Onde p é um símbolo de predicado de aridade n > 0,
ti são termos sobre F e x é uma variável.
Adotaremos a seguinte prioridade de operadores:
1. ¬, , ;
2. Λ, V;
3. →, ↔.
Exemplo: Considere a seguinte sentença: Todo filho
de meu pai é meu irmão. Podemos codificar esta fórmula
de pelo menos duas formas distintas:
1. Representando a noção de “pai” como predicado:
Neste caso escolhemos três predicados: filho, pai e
irmão com os seguintes significados e aridades:
os axiomas não-lógicos são adicionados em teorias de
primeira ordem específicas: estes não são considerados
como verdades da lógica, mas como verdades da teoria
particular sob consideração. Quando o conjunto dos
axiomas é infinito, requer-se que haja um algoritmo que
possa decidir para uma fórmula bem-formada dada, se
ela é um axioma ou não. Deve também haver um
algoritmo que possa decidir se uma aplicação dada de
uma regra de inferência está correta ou não. É
importante notar que o cálculo de predicados pode ser
formalizado de muitas maneiras equivalentes; não há
nada canônico sobre os axiomas e as regras de
inferência propostos aqui, mas toda a formalização dará
origem aos mesmos teoremas da lógica (e deduzirá os
mesmos teoremas a partir de um conjunto qualquer de
Dados um termo t, uma variável x e uma fórmula Φ, axiomas não-lógicos).
dizemos que t é livre para x em Φ se nenhuma Alfabeto
ocorrência livre de x em Φ está no escopo de ( O alfabeto de 1ª ordem, Σ, tem a seguinte constituição:
para qualquer variável y que ocorra em t. , onde
X = {x, y, z, x1, x2, ..., y1, y2, ..., z1, z2, ...} é um
Exemplo: Considere a , conjunto enumerável de variáveis;
que possui duas ocorrências livres de x. A ocorrência de ΣC = {a, b, c, a1, a2, ..., b1, b2, ..., c1, c2, ...} é um
x mais a esquerda poderia, por exemplo, ser substituída conjunto de símbolos chamados de constantes;
pelo termo f(y, y), no entanto a outra ocorrência não ΣF = {F1, F2, ...} é um conjunto de símbolos ditos sinais
poderia ser substituída por este termo porque tal funcionais;
substituição acarretaria captura da variável y. Quando ΣR = {R1, R2, ...} é um conjunto de símbolos ditos sinais
precisamos realizar uma substituição de um termo t que relacionais ou predicativos;
não está livre para uma variável x em uma fórmula Φ, o ΣL = {¬, Λ, V, →, ↔, , } é o conjunto de símbolos ditos
que fazemos é renomear as variáveis ligadas para evitar sinais lógicos;
capturas: ΣP = {(,),,} é o conjunto de símbolos de pontuação.
Exemplo: No caso do exemplo anterior, a substituição de As constantes, sinais funcionais e sinais predicativos
x por pode ser constituem a coleção de sinais ditos símbolos não
resolvida renomeando a variável ligada y da fórmula lógicos. Há diversas variações menores listadas abaixo:
para algum nome novo, por exemplo O conjunto de símbolos primitivos (operadores e
quantificadores) varia frequentemente. Alguns símbolos
. Agora a substituição pode primitivos podem ser omitidos, substituindo-os com
ser realizada sem provocar captura de variáveis. abreviaturas adequadas; por exemplo (p ↔ q) é uma
O ingrediente novo da lógica de primeira ordem não abreviatura para (p → q) ∧ (q → p). No sentido contrário,
encontrado na lógica proposicional é a quantificação: é possível incluir outros operadores como símbolos
dada uma sentença Φ qualquer, as novas construções primitivos, como as constantes de verdade ⊤ para
xΦ e xΦ - leia “para todo x, Φ” e “para algum x, Φ”, “verdadeiro” e o ⊥ para “falso” (estes são operadores do
respectivamente são introduzidas. xΦ significa que Φ é
aridade 0). O número mínimo dos símbolos primitivos
verdadeiro para todo valor de x e xΦ significa que há
necessários é um, mas se nós nos restringirmos aos
pelo menos um x tal que Φ é verdadeiro. Os valores das
operadores listados acima, seria necessário três; por
variáveis são tirados de um universo de discurso pré-
exemplo, o ¬, o ∧ , e o bastariam.
determinado. Um refinamento da lógica de primeira
Alguns livros mais velhos usam a notação Φ ⊃ ψ para Φ
ordem permite variáveis de diferentes tipos, para tratar
→ ψ, ~Φ para ¬Φ, Φ & ψ para Φ ∧ ψ, e uma riqueza de
de diferentes classes de objetos.
notações para os quantificadores; por exemplo, xΦ pode
A lógica de primeira ordem tem poder expressivo
ser escrito como (x)Φ. A igualdade é às vezes
suficiente para formalizar praticamente toda a
considerada como parte da lógica de primeira ordem;
matemática. Uma teoria de primeira ordem consiste em
Neste caso, o símbolo da igualdade será incluído no
um conjunto de axiomas (geralmente finitos ou
alfabeto, e comportar-se-á sintaticamente como um
recursivamente enumerável) e de sentenças dedutíveis
predicado binário. Assim a LPO será chamada de lógica
a partir deles. A teoria dos conjuntos de Zermelo-
de primeira ordem com igualdade. As constantes são na
Fraenkel é um exemplo de uma teoria de primeira
verdade funções de aridade 0, assim seria possível e
ordem, e aceita-se geralmente que toda a matemática
conveniente omitir constantes e usar as funções que
clássica possa ser formalizada nela. Há outras teorias
tenham qualquer aridade. Mas é comum usar o termo
que são normalmente formalizadas na lógica de primeira
“função” somente para funções de aridade 1. Na
ordem de maneira independente (embora elas admitam
definição acima, as relações devem ter pelo menos
a implementação na teoria dos conjuntos) tais como a
aridade 1. É possível permitir relações de aridade 0;
aritmética de Peano. Um cálculo de predicados consiste
estas seriam consideradas variáveis proposicionais.
em:
Há muitas convenções diferentes sobre onde pôr
- regras de formação (definições recursivas para dar
parênteses; por exemplo, se pode escrever x ou ( x). Às
origem a fórmulas bem-formadas ou FBFs).
vezes se usa dois pontos ou ponto final ao invés dos
- regras de transformação (regras de inferência para
parênteses para criar fórmulas não ambíguas. Uma
derivar teoremas).
convenção interessante, mas incomum, é a “notação
- axiomas.
polonesa”, onde se omite todos os parênteses, e
Os axiomas considerados aqui são os axiomas lógicos
escreve-se o ∧ , ∧ , e assim por diante na frente de seus
que fazem parte do cálculo de predicados. Além disso,
argumentos. A notação polonesa é compacta e elegante, função unária −, uma função binária +, e uma relação
mas rara e de leitura complexa. Uma observação técnica binária ≤. Assim:
é que se houver um símbolo de função de aridade 2 que - [0, x, y são termos atômicos];
representa um par ordenado (ou símbolos de predicados - [+ (x, y), + (x, + (y, − (z))) são termos, escritos
de aridade 2 que representam as relações de projeção geralmente como x + y, x + (y + (−z))];
de um par ordenado) então se pode dispensar - [= (+ (x, y), 0), ≤ (+ (x, + (y, − (z))), + (x, y)) são
inteiramente as funções ou predicados de aridade > 2. fórmulas atômicas, escritas geralmente como x + y = 0, x
Naturalmente o par ou as projeções necessitam + y - z ≤ x + y,];
satisfazer aos axiomas naturais. - [( x y ≤ (+ (x, y), z)) ∧ ( x = (+ (x, y), 0)) é uma fórmula,
Os conjuntos das constantes, das funções, e das escrita geralmente como ( x y (x + y ≤ z)) ∧ ( x (x + y =
relações compõem a assinatura e são geralmente 0))].
considerados para dar forma a uma linguagem, Substituição: Se t é um termo e Φ(x) é uma fórmula
enquanto as variáveis, os operadores lógicos, e os que contém possivelmente x como uma variável livre,
quantificadores são geralmente considerados para então Φ(t) se definido como o resultado da substituição
pertencer à lógica. Uma estrutura dá o significado de todas as instâncias livres de x por t, desde que
semântico de cada símbolo da assinatura. Por exemplo, nenhuma variável livre de t se torne ligada neste
a linguagem da teoria dos grupos consiste de uma processo. Se alguma variável livre de t se tornar ligada,
constante (elemento da identidade), de uma função de então para substituir t por x é primeiramente necessário
aridade 1 (inverso), de uma função de aridade 2 mudar os nomes das variáveis ligadas de Φ para algo
(produto), e de uma relação de aridade 2 (igualdade), diferente das variáveis livres de t. Para ver porque esta
que seria omitida pelos autores que incluem a igualdade condição é necessária, considere a fórmula Φ(x) dada
na lógica subjacente. por y y ≤ x (“x é máximal”). Se t for um termo sem y
Regras de Formação como variável livre, então Φ(t) diz apenas que t é
As regras de formação definem os termos, fórmulas, maximal. Entretanto se t é y, a fórmula Φ(y) é y y ≤ y que
e as variáveis livres como segue. O conjunto dos termos não diz que y é máximal. O problema de que a variável
é definido recursivamente pelas seguintes regras: livre y de t (=y) se transformou em ligada quando nós
- Qualquer constante é um termo (sem variáveis substituímos y por x em Φ(x). Assim, para construir Φ(y)
livres). nós devemos primeiramente mudar a variável ligada y
- Qualquer variável é um termo (cuja única variável de Φ para qualquer outra coisa, por exemplo a variável
livre é ela mesma). z, de modo que o Φ(y) seja então z z ≤ y. Esquecer
- Toda expressão f (t1,…, tn) de n ≥ 1 argumentos desta condição é uma causa notória de erros.
(onde cada argumento ti é um termo e f é um símbolo de Igualdade: Há diversas convenções diferentes para se
função de aridade n) é um termo. Suas variáveis livres usar a igualdade (ou a identidade) na lógica de primeira
são as variáveis livres de cada um dos termos ti. ordem. Esta seção resume as principais. Todas as
- Cláusula de fechamento: Nada mais é um termo. convenções resultam mais ou menos no mesmo com
O conjunto das fórmulas bem-formadas (chamadas mais ou menos a mesma quantidade de trabalho, e
geralmente FBFs ou apenas fórmulas) é definido diferem principalmente na terminologia. A convenção
recursivamente pelas seguintes regras: mais comum para a igualdade é incluir o símbolo da
- Predicados simples e complexos: se P for uma igualdade como um símbolo lógico primitivo, e adicionar
relação de aridade n ≥ 1 e os ai são os termos então P os axiomas da igualdade aos axiomas da lógica de
(a1, ..., an) é bem formada. Suas variáveis livres são as primeira ordem. Os axiomas de igualdade são
variáveis livres de quaisquer termos ai. Se a igualdade x=x
for considerada parte da lógica, então (a1 = a2) é bem x = y → F(…, x, …) = F(…, y, …) para qualquer função F
formada. Tais fórmulas são ditas atômicas. x = y → (R(…, x, …) → R(…, y, …)) para qualquer
- Cláusula indutiva I: Se Φ for uma FBF, então ¬Φ é relação R (incluindo a própria igualdade)
uma FBF. Suas variáveis livres são as variáveis livres de A próxima convenção mais comum é incluir o símbolo da
Φ. igualdade como uma das relações de uma teoria, e
- Cláusula indutiva II: Se Φ e ψ são FBFs, então (ψ ∧ adicionar os axiomas da igualdade aos axiomas da
Φ), (ψ V Φ), (ψ → Φ), (ψ ↔ Φ) são FBFs. Suas variáveis teoria. Na prática isto é quase idêntico à da convenção
livres são as variáveis livres de Φ e de ψ. precedente, exceto no exemplo incomum de teorias com
- Cláusula indutiva III: Se Φ for uma FBF e x for um nenhuma noção de igualdade. Os axiomas são os
variável, então xΦ e xΦ são FBFs, cujas variáveis livres mesmos, e a única diferença é se eles serão chamados
são as variáveis livres de Φ com exceção de x. de axiomas lógicos ou de axiomas de teoria. Nas teorias
Ocorrências de x são ditas ligadas ou mudas (por sem funções e com um número finito de relações, é
oposição a livre) em xΦ e xΦ. possível definir a igualdade em termos de relações,
- Cláusula de fechamento: Nada mais é uma FBF. definindo os dois termos s e t como iguais se qualquer
Na prática, se P for uma relação de aridade 2, nós relação continuar inalterada ao se substituir s por t em
escrevemos frequentemente “a P b” em vez de “P a b”; qualquer argumento. Por exemplo, em teoria dos
por exemplo, nós escrevemos 1 < 2 em vez de < (1 2). conjuntos com uma relação ∈, nós definiríamos s = t
Similarmente se f for uma função de aridade 2, nós como uma abreviatura para ∀x (s ∈ x ↔ t ∈ x) ∧ ∀x (x ∈ s
escrevemos às vezes “a f b” em vez de “f (a b)”; por ↔ x ∈ t). Esta definição de igualdade satisfaz
exemplo, nós escrevemos 1 + 2 em vez de + (1 2). É automaticamente os axiomas da igualdade. Em algumas
também comum omitir alguns parênteses se isto não teorias é possível dar definições de igualdade ad hoc.
conduzir à ambiguidade. Às vezes é útil dizer que “P(x) Por exemplo, em uma teoria de ordens parciais com
vale para exatamente um x”, o que costuma ser uma relação ≤ nós poderíamos definir s = t como uma
denotado por !xP(x). Isto também pode ser expresso por abreviatura para s ≤ t ∧ t ≤ s.
x (P (x) y (P (y) → (x = y))). Exemplos: A linguagem dos Regras de Inferência
grupos abelianos ordenados tem uma constante 0, uma A regra de inferência modus ponens é a única
necessária para a lógica proposicional de acordo com a
formalização proposta aqui. Ela diz que se Φ e Φ → ψ ordem cujo único modelo tem o conjunto dos números
são ambos demonstrados, então pode-se deduzir ψ. A naturais como domínio, ou cujo único modelo tem o
regra de inferência chamada Generalização Universal é conjunto dos números reais como domínio. Várias
característica da lógica de primeira ordem: extensões da Lógica de Primeira-Ordem, incluindo a
Se ╞ Φ, então ╞ xΦ Lógica de Ordem Superior e a Lógica Infinitária, são
onde se supõe que Φ é um teorema já demonstrado mais expressivas no sentido de que elas admitem
da lógica de primeira ordem. Observe que a axiomatizações categóricas dos números naturais ou
Generalização é análoga à regra da necessitação da reais. Essa expressividade tem um custo em relação às
lógica modal, que é: propriedades meta-lógicas; de acordo com o Teorema de
Se ╞ P, então ╞ xP Lindström, qualquer lógica que seja mais forte que a
Limitações: Apesar da Lógica de Primeira Ordem lógica de primeira ordem falhará em validar o teorema
ser suficiente para formalizar uma grande parte da da compaccidade ou em validar o teorema de
matemática, e também ser comumente usada em Löwenheim–Skolem.
Ciência da Computação e outras áreas, ela tem as suas Formalizando as Línguas Naturais
limitações. Suas limitações incluem limitações em sua A lógica de primeira ordem é capaz de formalizar vários
expressividade e limitações com relação aos fragmentos quantificadores na lingua natural, como “todas as
das línguas naturais que pode descrever. pessoas que moram em Paris, moram na França”. Mas
Expressividade: O teorema de Löwenheim–Skolem existem várias características que não podem ser
mostra que se uma teoria de primeira ordem tem um expressas na lógica de primeira ordem. “Qualquer
modelo infinito, então a teoria também tem modelos de sistema lógico que é apropriado para analisar línguas
todas as cardinalidades infinitas. Em particular, nenhuma naturais, precisa de uma estrutura muito mais rica que a
teoria de primeira ordem com um modelo infinito pode lógica de primeira ordem” (Gamut 1991).
ser categórica. Assim, não há uma teoria de primeira
Axiomas e Regras O cálculo de predicado é uma extensão da lógica
Os cinco axiomas lógicos mais as duas regras de proposicional que define quais sentenças da lógica de
inferência seguintes caracterizam a lógica de primeira primeira ordem são demonstráveis. É um sistema formal
ordem: usado para descrever as teorias matemáticas. Se o
cálculo proposicional for definido por um conjunto
adequado de axiomas e a única regra de inferência
modus ponens (isto pode ser feito de muitas maneiras
diferentes, então o cálculo de predicados pode ser
definido adicionando-se alguns axiomas e uma regra de
inferência “generalização universal”. Mais precisamente,
como axiomas para o cálculo de predicado, teremos:
- Os axiomas circunstanciais do cálculo proposicional
(A1, A2 e A3);
- Os axiomas dos quantificadores (A4 e A5);
- Os axiomas para a igualdade propostos em seção
anterior, se a igualdade for considerada como um
conceito lógico.
Uma sentença será definida como demonstrável na
Estes axiomas são na realidade esquemas de lógica de primeira ordem se puder ser obtida começando
axiomas. Cada letra grega pode ser uniformemente com os axiomas do cálculo de predicados e aplicando-se
substituída, em cada um dos axiomas acima, por uma repetidamente as regras de inferência “modus ponens” e
FBF qualquer, e uma expressão do tipo α [t:= x] denota o “generalização universal”. Se nós tivermos uma teoria T
resultado da substituição de x por t na fórmula α. (um conjunto de sentenças, às vezes chamadas
Cálculo de Predicados axiomas) então uma sentença Φ se define como
demonstrável na teoria T se a ∧ b ∧ ...→ Φ é
demonstrável na lógica de primeira ordem (relação de (A) uma das afirmativas acima é verdadeira e quatro são
consequência formal), para algum conjunto finito de falsas.
axiomas a, b, ... da teoria T. Um problema aparente com (B) duas das afirmativas acima são verdadeiras e três
esta definição de “demonstrabilidade” é que ela parece são falsas.
um tanto ad hoc: nós tomamos uma coleção (C) três das afirmativas acima são verdadeiras e duas
aparentemente aleatória de axiomas e de regras de são falsas.
inferência, e não é óbvio que não tenhamos (D) quatro das afirmativas acima são verdadeiras e uma
acidentalmente deixado de fora algum axioma ou regra é falsa.
fundamental. (E) todas as afirmativas acima são verdadeiras.
O teorema da completude de Gödel nos assegura de
que este não é realmente um problema: o teorema diz 03. (CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás) Considere as
que toda sentença verdadeira em todos os modelos é premissas:
demonstrável na lógica de primeira ordem. Em particular, Premissa 1: as premissas 2 e 3 são verdadeiras.
toda definição razoável de “demonstrável” na lógica de Premissa 2: das premissas 3 e 4, uma delas é
primeira ordem deve ser equivalente à definição acima verdadeira e a outra, falsa.
(embora seja possível que os comprimentos das Premissa 3: as premissas 1 e 4 são ambas
derivações difira bastante para diferentes definições de verdadeiras ou ambas falsas.
demonstrabilidade). Há muitas maneiras diferentes (mas Premissa 4: as premissas 1 e 3 são ambas falsas.
equivalentes) de definir provabilidade. A definição acima Sabendo-se que cada premissa acima é
é um exemplo típico do cálculo no estilo de Hilbert, que exclusivamente verdadeira ou exclusivamente falsa, são
tem muitos axiomas diferentes, mas poucas regras de verdadeiras APENAS as premissas:
inferência. As definições de demonstrabilidade para a (A) 1 e 2.
lógica de primeira ordem nos estilos de Gentzen (B) 1 e 3.
(dedução natural e cálculo de sequentes) são baseadas (C) 2 e 3.
em poucos ou nenhum axiomas, mas muitas regras de (D) 2 e 4.
inferência. (E) 3 e 4.
04. (CESPE - TRE-MG – Técnico Judiciário)
Considere as sentenças apresentada a seguir.
G - O preço do combustível automotivo é alto.
M - Os motores dos veículos são econômicos.
I - Há inflação geral de preços.
C - O preço da cesta básica é estável.
Admitindo que os valores lógicos das proposições
compostas

são verdadeiros, assinale a opção correta, considerando


que, nessas proposições, os símbolos ∨ e ∧
representam os conectivos “ou” e “e”, respectivamente, e
o símbolo ¬denota o modificador negação.
(A) os motores dos veículos são econômicos e não
há inflação geral de preços.
(B) o preço da cesta básica não é estável e há
inflação geral de preços.
(C) o preço do combustível automotivo é alto e os
motores dos veículos não são econômicos.
(D) os motores dos veículos são econômicos e o
preço da cesta básica não é estável.
(E) o preço da cesta básica é estável e o preço do
combustível automotivo é alto.
05. (FCC - TRE-PI - Técnico Judiciário) Todos os
advogados que trabalham numa cidade formaram- se na
universidade X. Sabe-se ainda que alguns funcionários
da prefeitura dessa cidade são advogados. A partir
dessas informações, é correto concluir que,
necessariamente,
(A) existem funcionários da prefeitura dessa cidade
formados na universidade X.
(B) todos os funcionários da prefeitura dessa cidade
formados na universidade X são advogados.
(C) todos os advogados formados na universidade X
trabalham nessa cidade.
(D) dentre todos os habitantes dessa cidade,
somente os advogados formaram-se na universidade X.
(E) existem funcionários da prefeitura dessa cidade
que não se formaram na universidade X.
06. (CESPE - SECONT-ES - Auditor do Estado) Se a
Conclui-se que proposição simbolizada por A ∧ B → C for um argumento
válido, então a proposição A ∧ B ∧ (¬C) será falsa.
( ) Certo ( ) Errado
07. (CESPE - TRE-MA – Técnico Judiciário) Com base
nas regras da lógica sentencial, assinale a opção que
corresponde à negação da proposição “Mário é contador
e Norberto é estatístico”.
(A) Se Mário não é contador, então Norberto não é
estatístico.
(B) Mário não é contador e Norberto não é estatístico.
(C) Se Mário não é contador, então Norberto é
estatístico.
(D) Se Mário é contador, então Norberto não é
estatístico.
(E) Se Mário é contador, então Norberto é estatístico. Logo, a sentença A é consequência da lógica de B. É
08. (FCC - TCE-GO - Técnico de Controle Externo) São importante mencionar que não foram introduzidos
dadas as afirmações: elementos adicionais (negação dupla, por exemplo) na
- Toda cobra é um réptil. sentença original para se chegar ao resultado. Com isso,
- Existem répteis venenosos. podemos afirmar que a sentença A é consequência da
Se as duas afirmações são verdadeiras, então, com lógica (manipulação direta) de B.
certeza, também é verdade que
(A) Se existe uma cobra venenosa, então ela é um réptil.
(B) toda cobra é venenosa.
(C) algum réptil venenoso é uma cobra. São equivalências lógicas, ou seja, elas são
(D) qualquer réptil é uma cobra. bidirecionais. Dessa forma, pode-se concluir que a
(E) Se existe um réptil venenoso, então ele é uma cobra. alternativa correta é a “A”, (B → A).
09. (FCC - TCE-GO - Técnico de Controle Externo) No 02. Resposta “C”.
próximo domingo, Dona Marieta completará 100 anos de Dizemos que um conjunto de operadores é completo
idade e sua bisneta Julieta resolveu presenteá-la se com eles pode exprimir as operações conjunção,
construindo a árvore genealógica de seus descendentes. disjunção e negação, que são: ∧, ∧ ,¬ e nand (não é).
Para tal, Julieta usou as seguintes informações: I - Verdadeiro;
- Dona Marieta teve 10 filhos, três dos quais não lhe II - Verdadeiro;
deram netos e cada um dos demais lhe deu 3 netos; III - Falso;
- Apenas quatro dos netos de Dona Marieta não tiveram IV - Verdadeiro;
filhos, enquanto que cada um dos demais lhe deu 5 V - Falso.
bisnetos; Na lógica, um grupo de conectivos tem a
- Dos bisnetos de Dona Marieta, apenas nove não propriedade da completude funcional se todos outros
tiveram filhos e cada um dos outros teve 2 filhos; conectivos possíveis podem ser definidos em função
- Os tataranetos de Dona Marieta ainda não têm filhos. dele. Os conjuntos {nand}, {nor}, { ∧, ¬}, { ∧, ¬} e {→, ¬}
Nessas condições, é correto afirmar que o total de possuem a propriedade da completude funcional.
descendentes de Dona Marieta é: Demonstração da completude funcional em um conjunto:
(A) 277 Utilizando apenas a negação ¬ e a implicação (→)
(B) 272 podemos gerar todas as outras operações.
(C) 268
(D) 264
(E) 226
10. (CESGRANRIO - 2010 - Petrobrás) x ↔ y possui a
mesma tabela verdade que: 03. Resposta “D”.
(A) ¬x → y Premissa 1: as premissas 2 e 3 são verdadeiras.
(B) ¬x → ¬y FALSO (apenas a premissa 2 é verdadeira a 3 é falsa);
(C) (x → y) ∧ y Premissa 2: das premissas 3 e 4, uma delas é
(D) (x → y) ∧ (y → x) verdadeira e a outra é falsa. VERDADEIRA (a premissa
(E) (x → y) ∧ (¬y → x) 3 é falsa e a 4 é verdadeira);
Respostas Premissa 3: as premissas 3 e 4 são ambas verdadeiras
01. Resposta “A”. ou ambas falsas. FALSO (premissa 3 é falsa e a 4 é
verdadeira);
Premissa 4: as premissas 1 e 3 são ambas falsas.
VERDADEIRA.
Normalmente ler as premissas em ordem inversa facilita
a resposta.
Premissa 4: afirma que 1 e 3 são falsas, portanto 2
deverá ser verdadeira.
Para a sentença A ser “transformada”, seria necessário Premissa 3: contraditória com a P4 - Falsa.
introduzir uma negação dupla (¬¬). Observando a regra Premissa 2: até aqui a 4 é verdadeira e a 3 falsa –
(1), percebe-se que a sentença B pode ser Verdadeira.
“transformada” sem a necessidade de utilização de uma Premissa 1: contraditória com a P4 – Falsa.
negação dupla. Com isso, selecionamos a sentença B 04. Resposta “A”.
para efetuar a manipulação. Manipulando a sentença B: - Atribui-se verdadeiro para todas as sentenças simples,
ou seja, G, M, I, C - são a princípio (V).
- Comece pela primeira sentença composta: M ∧ ~G V∧V
então C ∧ G - Por essa sentença conclui-se que A ∧ B → C (Argumento válido)
atribuindo à sentença I como verdadeira essa sentença A ∧ B ∧ (~C)
composta seria falsa e como a questão afirma que todas V ∧ V ∧ (~V)
as compostas são verdadeiras, então I = Falsa e ~I = V, V ∧ F = F (Falsa)
daí a sentença seria verdadeira, ou seja: Não há inflação Nota-se que na proposição composta que a
geral de preços. alternativa diz ser falsa só foi usado o conectivo E (∧ ),
- Na segunda sentença composta: I então ~C ∧ G - isto torna a questão fácil, ou seja, tanto o A, o B e a
considerando I (falsa) o resultado era verdadeiro para a negação de C têm que ter valores verdadeiros para a
sentença independente de ser Falso ou Verdadeiro a 2ª proposição ser verdadeira (regra do conectivo E). Se a
parte - por isso não tinha ainda argumento válido. negação de C tem que ser verdade, logo, o C é falso. Se
- Na terceira sentença: G então M - se considerar M o C é falso, A ∧ B não pode ser verdadeiro, pois V então
verdadeira então G pode ser falso ou Verdadeiro. F, que é o argumento válido trazido pela questão, é
- Na quarta sentença: ~C ∧ M - se considerar M falso. Se a questão diz que o argumento é válido, ele
verdadeira então ~C pode ser falso ou verdadeiro (mas realmente é válido, temos que acreditar nisso, logo, o
como na primeira sentença já considera C como valor de A ∧ B tem que ser falso obrigatoriamente, senão
verdadeira), ou seja: Os motores dos veículos são o argumento não é válido. Se A ∧ B tem que ser falso,
econômicos. significa que ou o A ou o B tem que ser falso (regra do E,
O enunciado da questão diz: um falso tudo falso). Sendo ou o A ou o B falso, torna a
1) Se (M ∧ ~G) então (C ∧ ~ I) que equivale a: Se (Se G proposição A ∧ B ∧ ~C falsa.
então M ) então ~(Se C então I); 07. Resposta “D”.
2) Se I então (~C ∧ G) que; A negativa de uma conjunção pode ser:
3) Se G então M; - uma condicional - afirma a 1ª parte e nega a 2ª
4) ~C ∧ M que. parte = P então não Q.
Precisa-se somente das proposições 1 e 3. Inicia-se pela - uma disjunção - Não P ou Não Q.
proposição 3. Supunha que o G era verdadeiro, desta Mário é contador e Norberto é estatístico.
forma o M só poderia ser verdadeiro. Caso contrário a P e Q = P e não Q, portanto:
proposição se tornaria falsa. Se Mário é contador, então Norberto não é
Então para a proposição 1: Como a primeira parte é estatístico.
verdadeira a segunda só poderia ser verdadeira, ou seja Considerando:
~(se C então I) também tinha que ser verdadeira. Como P: “Mário é contador”.
tem o “~” na frente, Se C então I tem que ser falsa. E Q: “Norberto é estatístico”.
para ser falsa I deve ser falso e C deve ser verdadeira. A negação de P ∧ Q é ~P “ou” ~Q.
Desta forma descobre-se o valor real de cada A partir daí basta transformar ~P “ou” ~Q em sua
proposição. proposição equivalente: P “se então” ~Q.
05. Resposta “A”. 08. Resposta “A”.
Quando temos a expressão “Todo” e “Todo”, a resposta (A) Verdade, toda cobra é um réptil.
tem que obrigatoriamente ter a expressão “Todo” e não Se as duas afirmações são verdadeiras, então, com
pode aparecer a expressão comum. Ex.: Todo indivíduo certeza, também é verdade que
que fuma tem bronquite. Todo indivíduo que tem - Se existe uma cobra venenosa (P), então ela é um
bronquite costuma faltar ao trabalho. Expressão comum: réptil (Q). (P → Q = V). Obs: segundo as afirmações
bronquite. Logo: Todo indivíduo que fuma costuma faltar “dadas” não se pode determinar se P é V ou F, no
ao trabalho. entanto isto não altera a correção da assertiva.
Quando temos as expressões “Todo” e “Algum”, na (B) Falsa = nem toda cobra é venenosa.
resposta prevalece o “Algum” e não pode aparecer a (C) Falsa = nem todo réptil venenoso é cobra (há
expressão comum. Na questão acima, descartamos a lagartos venenosos, répteis e não são cobras).
“B” e a “C”, pois começam com “Todo”. Depois No contexto geral, esta afirmação poderia ser
descartamos “D” pois aparece a expressão comum considerada verdadeira, mas segundo as afirmações
“advogados”. Depois descartamos a “E” pois aparece “dadas” pela questão ela é falsa, pois não é mencionada
uma negação “não se formaram na universidade x”. qualquer ligação entre o grupo das cobras e dos répteis
Resumo: venenosos; A cobra é um réptil; Alguns répteis são
Todo e Todo = Todo venenosos; mas embasando-se somente nestas duas
Todo e Nenhum = Nenhum afirmações não há como se garantir que Algum réptil
Algum e Todo = Algum venenoso é uma cobra.
Algum e Nenhum = Algum Não (D) Falsa = nem todo réptil é uma cobra (Jacaré é réptil).
Se todos os advogados são formados na (E) Falsa = nem todo réptil venenoso é cobra (há
universidade X e se existem funcionários da prefeitura lagartos venenosos, são répteis e não são cobras).
que são advogados, logo, certamente existem
funcionários da prefeitura dessa cidade formados na
universidade X. Com relação a letra “E”, temos que não
necessariamente os outro funcionários que não são
advogados não se formaram na universidade X, pois
nada garante que eles tenham se formado nesta
universidade ou não, como deixa dúvida, esta não pode
ser necessariamente correta.
06. Resposta “Certo”.
Um argumento válido considere todas as premissas
verdadeiras, e a conclusão terá que ser verdadeira.
Segundo Sérates (1997), a conjunção da sentença x
→ y com a sentença y → x resulta na sentença x y.
Assim, (x → y) ∧ (y → x) equivale a x y.
x se e somente se y: somente admite resposta
verdadeira quando ambas possuem o mesmo sinal.
Tabela verdade: tabela verdade de x-y e y-x:

Um grande conjunto é o dos répteis, obrigatoriamente o


conjunto das cobras, que é menor, estará totalmente
dentro do conjunto dos répteis. Já o conjunto dos 5 PRINCÍPIOS DE CONTAGEM E PROBABILIDADE.
Venenosos existem 3 possibilidades: Análise Combinatória
1 - o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do Análise combinatória é uma parte da matemática que
conjunto dos répteis, mas não se mistura com o conjunto estuda, ou melhor, calcula o número de possibilidades, e
das cobras, ou seja, são dois conjuntos dentro do estuda os métodos de contagem que existem em acertar
grande conjunto que é o dos répteis; algum número em jogos de azar. Esse tipo de cálculo
2 - o conjunto dos venenosos estar parcialmente dentro nasceu no século XVI, pelo matemático italiano Niccollo
do conjunto dos répteis, mas não se mistura com o Fontana (1500-1557), chamado também de Tartaglia.
conjunto das cobras, ou seja, um conjunto (cobras) Depois, apareceram os franceses Pierre de Fermat
dentro do conjunto dos répteis e outro (venenosos) (1601- 1665) e Blaise Pascal (1623-1662). A análise
parcialmente dentro e fora (como na figura). desenvolve métodos que permitem contar,
3 - o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do indiretamente, o número de elementos de um conjunto.
conjunto dos répteis, e parcialmente, também, dentro do Por exemplo, se quiser saber quantos números de
conjunto das cobras. quatro algarismos são formados com os algarismos 1, 2,
4 - o conjunto dos venenosos estar totalmente dentro do 3, 4, 5, 6, 7 e 9, é preciso aplicar as propriedades da
conjunto dos répteis e totalmente dentro do conjunto das análise combinatória. Veja quais propriedades existem:
cobras. - Princípio fundamental da contagem
Logo, a única coisa que conseguimos garantir dentre as - Fatorial
alternativas é que “todas as cobras são répteis”, elas - Arranjos simples
podem ser ou não venenosas e os venenosos podem ou - Permutação simples
não ser répteis e podem ou não ser cobras. - Combinação
09. Resposta “C”. - Permutação com elementos repetidos
Dona Marieta teve 10 filhos = 7 férteis e 3 inférteis. Princípio fundamental da contagem: é o mesmo que a
Sete férteis tiveram 21 filhos = 17 férteis e 4 inférteis. Regra do Produto, um princípio combinatório que indica
Dezessete férteis tiveram 85 filhos = 76 férteis e 9 quantas vezes e as diferentes formas que um
inférteis. acontecimento pode ocorrer. O acontecimento é formado
Setenta e seis férteis tiveram 152 filhos = 152 férteis. por dois estágios caracterizados como sucessivos e
Descendentes = férteis + inférteis = 252 + 16 = 268 independentes:
descendentes. - O primeiro estágio pode ocorrer de m modos distintos.
Seguindo os passos: - O segundo estágio pode ocorrer de n modos distintos.
- Dona Marieta teve 10 filhos, três dos quais não lhe Desse modo, podemos dizer que o número de formas
deram netos e cada um dos demais lhe deu 3 netos; dos diferente que pode ocorrer em um acontecimento é igual
10 filhos de Dona Marieta 3 não lhe deram netos, ao produto m . n
enquanto que 7 lhe deram 3 netos “cada”, então Exemplo: Alice decidiu comprar um carro novo, e
fazemos o seguinte cálculo: 7. 3 = 21 netos. inicialmente ela quer se decidir qual o modelo e a cor do
- Apenas quatro dos netos de Dona Marieta não seu novo veículo. Na concessionária onde Alice foi há 3
tiveram filhos, enquanto que cada um dos demais lhe tipos de modelos que são do interesse dela: Siena, Fox
deram 5 bisnetos; Sabemos que Dona Marieta teve 21 e Astra, sendo que para cada carro há 5 opções de
netos, mas, desses 21, quatro não tiveram filhos, cores: preto, vinho, azul, vermelho e prata. Qual é o
enquanto que os outros 17 lhe deram 5 bisnetos cada: número total de opções que Alice poderá fazer?
17. 5 = 85 bisnetos. Resolução: Segundo o Principio Fundamental da
- Dos bisnetos de Dona Marieta, apenas nove não Contagem, Alice tem 3×5 opções para fazer, ou seja,ela
tiveram filhos e cada um dos outros tiveram 2 filhos; poderá optar por 15 carros diferentes. Vamos
Dona Marieta teve 85 bisnetos, e desses 85 nove não representar as 15 opções na árvore de possibilidades:
tiveram filhos, o que implica que 76 tiveram 2 filhos
“cada”: 76 . 2 = 152 tataranetos.
- Os tataranetos de Dona Marieta ainda não têm
filhos. Como os tataranetos não tiveram filhos, então
somamos os filhos, netos, bisnetos e tataranetos: 10 +
21 + 85 + 152 = 268.
10. Resposta “D”.
positivos menores ou iguais a n. A notação n! foi
introduzida por Christian Kramp em 1808. A função
fatorial é normalmente definida por:

Por exemplo, 5! = 1 . 2 . 3 . 4 . 5 = 120


Note que esta definição implica em particular que 0! = 1,
porque o produto vazio, isto é, o produto de nenhum
número é 1. Deve-se prestar atenção neste valor, pois
este faz com que a função recursiva (n + 1)! = n! . (n + 1)
funcione para n = 0.
Os fatoriais são importantes em análise combinatória.
Por exemplo, existem n! caminhos diferentes de arranjar
n objetos distintos numa sequência. (Os arranjos são
chamados permutações) E o número de opções que
podem ser escolhidos é dado pelo coeficiente binomial.

Generalizações: Um acontecimento é formado por k


estágios sucessivos e independentes, com n1, n2, n3, …
, nk possibilidades para cada. O total de maneiras
Arranjos simples: são agrupamentos sem repetições
distintas de ocorrer este acontecimento é n1, n2, n3, … ,
em que um grupo se torna diferente do outro pela ordem
nk
ou pela natureza dos elementos componentes. Seja A
Técnicas de contagem: Na Técnica de contagem não
um conjunto com n elementos e k um natural menor ou
importa a ordem.
igual a n. Os arranjos simples k a k dos n elementos de
Considere A = {a; b; c; d; …; j} um conjunto formado
A, são os agrupamentos, de k elementos distintos cada,
por 10 elementos diferentes, e os agrupamentos ab, ac e
que diferem entre si ou pela natureza ou pela ordem de
ca”.
seus elementos.
ab e ac são agrupamentos sempre distintos, pois se
Cálculos do número de arranjos simples:
diferenciam pela natureza de um dos elemento.
Na formação de todos os arranjos simples dos n
ac e ca são agrupamentos que podem ser
elementos de A, tomados k a k:
considerados distintos ou não distintos pois se
n → possibilidades na escolha do 1º elemento.
diferenciam somente pela ordem dos elementos.
n - 1 → possibilidades na escolha do 2º elemento, pois
Quando os elementos de um determinado conjunto A
um deles já foi usado.
forem algarismos, A = {0, 1, 2, 3, …, 9}, e com estes
n - 2 → possibilidades na escolha do 3º elemento, pois
algarismos pretendemos obter números, neste caso, os
dois deles já foi usado.
agrupamentos de 13 e 31 são considerados distintos,
pois indicam números diferentes. .
.
Quando os elementos de um determinado conjunto A
.
forem pontos, A = {A1, A2, A3, A4, A5…, A9}, e com
n - (k - 1) → possibilidades na escolha do kº elemento,
pois l-1 deles já foi usado.
estes pontos pretendemos obter No Princípio Fundamental da Contagem (An, k), o
retas, neste caso os agrupamentos são iguais, pois número total de arranjos simples dos n elementos de A
indicam a mesma reta. (tomados k a k), temos:
Conclusão: Os agrupamentos... An,k = n (n - 1) . (n - 2) . ... . (n – k + 1)
1. Em alguns problemas de contagem, quando os (é o produto de k fatores)
agrupamentos se diferirem pela natureza de pelo menos Multiplicando e dividindo por (n – k)!
um de seus elementos, os agrupamentos serão
considerados distintos.
ac = ca, neste caso os agrupamentos são
denominados combinações.
Pode ocorrer: O conjunto A é formado por pontos e o
problema é saber quantas retas esses pontos
determinam.
2. Quando se diferir tanto pela natureza quanto pela
ordem de seus elementos, os problemas de contagem
serão agrupados e considerados distintos. Permutações: Considere A como um conjunto com n
ac ≠ ca, neste caso os agrupamentos são elementos. Os arranjos simples n a n dos elementos de
denominados arranjos. A, são denominados permutações simples de n
Pode ocorrer: O conjunto A é formado por algarismos elementos. De acordo com a definição, as permutações
e o problema é contar os números por eles têm os mesmos elementos. São os n elementos de A. As
determinados. duas permutações diferem entre si somente pela ordem
Fatorial: Na matemática, o fatorial de um número natural de seus elementos.
n, representado por n!, é o produto de todos os inteiros Cálculo do número de permutação simples:
O número total de permutações simples de n necessariamente distintos. Em vista disso, quando
elementos indicado por Pn, e fazendo k = n na fórmula vamos calcular os arranjos completos, deve-se levar em
An,k = n (n – 1) (n – 2) . … . (n – k + 1), temos: consideração os arranjos com elementos distintos
Pn = An,n= n (n – 1) (n – 2) . … . (n – n + 1) = (n – 1) (arranjos simples) e os elementos repetidos. O total de
(n – 2) . … .1 = n! arranjos completos de n elementos, de k a k, é indicado
Portanto: Pn = n! simbolicamente por A*n,k dado por: A*n,k = nk
Combinações Simples: são agrupamentos formados Permutações com elementos repetidos
com os elementos de um conjunto que se diferenciam Considerando:
somente pela natureza de seus elementos. Considere A α elementos iguais a a,
como um conjunto com n elementos k um natural menor β elementos iguais a b,
ou igual a n. Os agrupamentos de k elementos distintos γ elementos iguais a c, …,
cada um, que diferem entre si apenas pela natureza de λ elementos iguais a l,
seus elementos são denominados combinações simples Totalizando em α + β + γ + … λ = n elementos.
k a k, dos n elementos de A. Simbolicamente representado por Pnα, β, γ, …, λ o
Exemplo: Considere A = {a, b, c, d} um conjunto com número de permutações distintas que é possível
elementos distintos. Com os elementos de A podemos formarmos com os n elementos:
formar 4 combinações de três elementos cada uma: abc
– abd – acd – bcd
Se trocarmos ps 3 elementos de uma delas:
Exemplo: abc, obteremos P3 = 6 arranjos disdintos. Combinações Completas: Combinações completas de n
elementos, de k a k, são combinações de k elementos
não necessariamente distintos. Em vista disso, quando
vamos calcular as combinações completas devemos
levar em consideração as combinações com elementos
distintos (combinações simples) e as combinações com
elementos repetidos. O total de combinações completas
de n elementos, de k a k, indicado por C*n,k

Se trocarmos os 3 elementos das 4 combinações


obtemos todos os arranjos 3 a 3:

QUESTÕES
01. Quantos números de três algarismos distintos podem
ser formados com os algarismos 1, 2, 3, 4, 5, 7 e 8?
02. Organiza-se um campeonato de futebol com 14
clubes, sendo a disputa feita em dois turnos, para que
cada clube enfrente o outro no seu campo e no campo
(4 combinações) x (6 permutações) = 24 arranjos deste. O número total de jogos a serem realizados é:
Logo: C4,3 . P3 = A4,3 (A)182
Cálculo do número de combinações simples: O (B) 91
número total de combinações simples dos n elementos (C)169
de A representados por C n,k, tomados k a k, (D)196
analogicamente ao exemplo apresentado, temos: (E)160
a) Trocando os k elementos de uma combinação k a 03. Deseja-se criar uma senha para os usuários de
k, obtemos Pk arranjos distintos. um sistema, começando por três letras escolhidas entre
b) Trocando os k elementos das Cn,k . Pk arranjos as cinco A, B, C, D e E, seguidas de quatro algarismos
distintos. escolhidos entre 0, 2, 4, 6 e 8. Se entre as letras puder
haver repetição, mas se os algarismos forem todos
distintos, o número total de senhas possíveis é:
(A) 78.125
(B) 7.200
(C) 15.000
(D) 6.420
(E) 50
04. (UFTM) – João pediu que Cláudia fizesse cartões
com todas as permutações da palavra AVIAÇÃO.
Cláudia executou a tarefa considerando as letras A e Ã
como diferentes, contudo, João queria que elas fossem
consideradas como mesma letra. A diferença entre o
número de cartões feitos por Cláudia e o número de
cartões esperados por João é igual a
(A) 720
(B) 1.680
(C) 2.420
(D) 3.360
(E) 4.320
Arranjos Completos: Arranjos completos de n elementos, 05. (UNIFESP) – As permutações das letras da
de k a k são os arranjos de k elementos não palavra PROVA foram listadas em ordem alfabética,
como se fossem palavras de cinco letras em um
dicionário. A 73ª palavra nessa lista é
(A) PROVA.
(B) VAPOR.
(C) RAPOV.
(D) ROVAP.
(E) RAOPV.
06. (MACKENZIE) – Numa empresa existem 10
diretores, dos quais 6 estão sob suspeita de corrupção.
Para que se analisem as suspeitas, será formada uma
comissão especial com 5 diretores, na qual os suspeitos
não sejam maioria. O número de possíveis comissões é:
(A) 66
(B) 72
(C) 90
As três letras poderão ser escolhidasde 5 . 5 . 5 =125
(D) 120
maneiras.
(E) 124
Os quatro algarismos poderão ser escolhidos de 5 . 4 . 3
07. (ESPCEX) – A equipe de professores de uma escola
. 2 = 120 maneiras.
possui um banco de questões de matemática composto
O número total de senhas distintas, portanto, é igual a
de 5 questões sobre parábolas, 4 sobre circunferências
125 . 120 = 15.000.
e 4 sobre retas. De quantas maneiras distintas a equipe
O número de cartões feitos por Cláudia foi
pode montar uma prova com 8 questões, sendo 3 de
parábolas, 2 de circunferências e 3 de retas?
(A) 80
(B) 96 II) O número de cartões esperados por João era
(C) 240
(D) 640
(E) 1.280 Assim, a diferença obtida foi 2.520 – 840 = 1.680
08. Numa clínica hospitalar, as cirurgias são sempre
assistidas por 3 dos seus 5 enfermeiros, sendo que, 05. Se as permutações das letras da palavra PROVA
para uma eventualidade qualquer, dois particulares forem listadas em ordem alfabética, então teremos:
enfermeiros, por serem os mais experientes, nunca são P4 = 24 que começam por A
escalados para trabalharem juntos. Sabendo-se que em P4 = 24 que começam por O
todos os grupos participa um dos dois enfermeiros mais P4 = 24 que começam por P
experientes, quantos grupos distintos de 3 enfermeiros A 73.ª palavra nessa lista é a primeira permutação
podem ser formados? que começa por R. Ela é RAOPV.
(A) 06 06. Se, do total de 10 diretores, 6 estão sob suspeita de
(B) 10 corrupção, 4 não estão. Assim, para formar uma
(C) 12 comissão de 5 diretores na qual os suspeitos não sejam
(D) 15 maioria, podem ser escolhidos, no máximo, 2 suspeitos.
(E) 20 Portanto, o número de possíveis comissões é
09. Seis pessoas serão distribuídas em duas equipes
para concorrer a uma gincana. O número de maneiras
diferentes de formar duas equipes é
(A) 10
(B) 15
(C) 20
(D) 25
(E) 30 08.
10. Considere os números de quatro algarismos do I) Existem 5 enfermeiros disponíveis: 2 mais
sistema decimal de numeração. Calcule: experientes e
a) quantos são no total; outros 3.
b) quantos não possuem o algarismo 2; II) Para formar grupos com 3 enfermeiros, conforme
c) em quantos deles o algarismo 2 aparece ao menos o enunciado, devemos escolher 1 entre os 2 mais
uma vez; experientes e 2 entre os 3 restantes.
d) quantos têm os algarismos distintos; III) O número de possibilidades para se escolher 1
e) quantos têm pelo menos dois algarismos iguais.
entre os 2 mais experientes é
Resoluções IV) O número de possibilidades para se escolher 2
entre 3 restantes é

V) Assim, o número total de grupos que podem ser


formados é 2 . 3 = 6
Probabilidade
Ponto Amostral, Espaço Amostral e Evento
Em uma tentativa com um número limitado de
resultados, todos com chances iguais, devemos
considerar:
Ponto Amostral: Corresponde a qualquer um dos
resultados possíveis.
Espaço Amostral: Corresponde ao conjunto dos
resultados possíveis; será representado por S e o
número de elementos do espaço amostra por n(S).
Evento: Corresponde a qualquer subconjunto do espaço União de Eventos
amostral; será representado por A e o número de Considere A e B como dois eventos de um espaço
elementos do evento por n(A). amostral S, finito e não vazio, temos:
Os conjuntos S e Ø também são subconjuntos de S,
portanto são eventos.
Ø = evento impossível.
S = evento certo.
Conceito de Probabilidade
As probabilidades têm a função de mostrar a chance de
ocorrência de um evento. A probabilidade de ocorrer um
determinado evento A, que é simbolizada por P(A), de
um espaço amostral S ≠ Ø, é dada pelo quociente entre
o número de elementos A e o número de elemento S.
Representando:

Exemplo: Ao lançar um dado de seis lados, numerados


de 1 a 6, e observar o lado virado para cima, temos:
- um espaço amostral, que seria o conjunto S {1, 2, 3, 4, Eventos Mutuamente Exclusivos
5, 6}.
- um evento número par, que seria o conjunto A1 = {2, 4,
6} C S.
- o número de elementos do evento número par é n(A1)
= 3.
- a probabilidade do evento número par é 1/2, pois

Propriedades de um Espaço Amostral Finito e Não


Vazio
- Em um evento impossível a probabilidade é igual a
zero. Em um evento certo S a probabilidade é igual a 1.
Simbolicamente: P(Ø) = 0 e P(S) = 1.
- Se A for um evento qualquer de S, neste caso: 0 ≤ P(A)
≤ 1.
- Se A for o complemento de A em S, neste caso: P(A) =
1 - P(A).
Eventos Exaustivos
Demonstração das Propriedades
Quando os eventos A1, A2, A3, …, An de S forem, de
Considerando S como um espaço finito e não vazio,
dois em dois, mutuamente exclusivos, estes serão
temos:
denominados exaustivos se
k vezes o evento A e n – k vezes o evento A,
ordenadamente, é:

- As k vezes em que ocorre o evento A são quaisquer


entre as n vezes possíveis. O número de maneiras de
escolher k vezes o evento A é, portanto Cn,k.
- Sendo assim, há Cn,k eventos distintos, mas que
possuem a mesma probabilidade pk . (1 – p)n-k, e
portanto a probabilidade desejada é: Cn,k . pk . (1 – p)n-
k

QUESTÕES
Probabilidade Condicionada 01. A probabilidade de uma bola branca aparecer ao se
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S, retirar uma única bola de uma urna que contém,
finito e não vazio. A probabilidade de B condicionada a A exatamente, 4 bolas brancas, 3 vermelhas e 5 azuis é:
é dada pela probabilidade de ocorrência de B sabendo
que já ocorreu A. É representada por P(B/A).
02. As 23 ex-alunas de uma turma que completou o
Ensino Médio há 10 anos se encontraram em uma
reunião comemorativa. Várias delas haviam se casado e
tido filhos. A distribuição das mulheres, de acordo com a
quantidade de filhos, é mostrada no gráfico abaixo. Um
prêmio foi sorteado entre todos os filhos dessas ex-
alunas. A probabilidade de que a criança premiada tenha
sido um(a) filho(a) único(a) é
Eventos Independentes
Considere dois eventos A e B de um espaço amostral S,
finito e não vazio. Estes serão independentes somente
quando:
P(A/N) = P(A) P(B/A) = P(B)
Intersecção de Eventos
Considerando A e B como dois eventos de um espaço
amostral S, finito e não vazio, logo:

03. Retirando uma carta de um baralho comum de 52


cartas, qual a probabilidade de se obter um rei ou uma
dama?
Assim sendo: 04. Jogam-se dois dados “honestos” de seis faces,
numeradas de 1 a 6, e lê-se o número de cada uma das
duas faces voltadas para cima. Calcular a probabilidade
de serem obtidos dois números ímpares ou dois
Considerando A e B como eventos independentes, números iguais?
logo P(B/A) = P(B), P(A/B) = P(A), sendo assim: P(A ∩ 05. Uma urna contém 500 bolas, numeradas de 1 a 500.
B) = P(A) . P(B). Para saber se os eventos A e B são Uma bola dessa urna é escolhida ao acaso. A
independentes, podemos utilizar a definição ou calcular probabilidade de que seja escolhida uma bola com um
a probabilidade de A ∩ B. Veja a representação: número de três algarismos ou múltiplo de 10 é
A e B independentes ↔ P(A/B) = P(A) ou (A) 10%
A e B independentes ↔ P(A ∩ B) = P(A) . P(B) (B) 12%
Lei Binominal de Probabilidade (C) 64%
Considere uma experiência sendo realizada diversas (D) 82%
vezes, dentro das mesmas condições, de maneira que (E) 86%
os resultados de cada experiência sejam independentes. 06. Uma urna contém 4 bolas amarelas, 2 brancas e 3
Sendo que, em cada tentativa ocorre, obrigatoriamente, bolas vermelhas. Retirando-se uma bola ao acaso, qual
um evento A cuja probabilidade é p ou o complemento A a probabilidade de ela ser amarela ou branca?
cuja probabilidade é 1 – p. 07. Duas pessoas A e B atiram num alvo com
Problema: Realizando-se a experiência descrita probabilidade 40% e 30%, respectivamente, de acertar.
exatamente n vezes, qual é a probabilidade de ocorrer o Nestas condições, a probabilidade de apenas uma delas
evento A só k vezes? acertar o alvo é:
Resolução: (A) 42%
- Se num total de n experiências, ocorrer somente k (B) 45%
vezes o evento A, nesse caso será necessário ocorrer (C) 46%
exatamente n – k vezes o evento A. (D) 48%
- Se a probabilidade de ocorrer o evento A é p e do (E) 50%
evento A é 1 – p, nesse caso a probabilidade de ocorrer
08. Num espaço amostral, dois eventos independentes A Sejam A1, A2, A3, A4 as bolas amarelas, B1, B2 as
e B são tais que P(A U B) = 0,8 e P(A) = 0,3. Podemos brancas e V1, V2, V3 as vermelhas.
concluir que o valor de P(B) é: Temos S = {A1, A2, A3, A4, V1, V2, V3 B1, B2} →
(A) 0,5 n(S) = 9
(B) 5/7 A: retirada de bola amarela = {A1, A2, A3, A4}, n(A) =
(C) 0,6 4
(D) 7/15 B: retirada de bola branca = {B1, B2}, n(B) = 2
(E) 0,7
09. Uma urna contém 6 bolas: duas brancas e quatro
pretas. Retiram-se quatro bolas, sempre com reposição
de cada bola antes de retirar a seguinte. A probabilidade
de só a primeira e a terceira serem brancas é:
Como A B = , A e B são eventos mutuamente exclusivos;

10. Uma lanchonete prepara sucos de 3 sabores:


laranja, abacaxi e limão. Para fazer um suco de laranja,
são utilizadas 3 laranjas e a probabilidade de um cliente 07.
pedir esse suco é de 1/3. Se na lanchonete, há 25 Se apenas um deve acertar o alvo, então podem ocorrer
laranjas, então a probabilidade de que, para o décimo os seguintes eventos:
cliente, não haja mais laranjas suficientes para fazer o (A) “A” acerta e “B” erra; ou
suco dessa fruta é: (B) “A” erra e “B” acerta.
Assim, temos:
P (A B) = P (A) + P (B)
P (A B) = 40% . 70% + 60% . 30%
P (A B) = 0,40 . 0,70 + 0,60 . 0,30
P (A B) = 0,28 + 0,18
P (A B) = 0,46
P (A B) = 46%
02. 08.
A partir da distribuição apresentada no gráfico: Sendo A e B eventos independentes, P(A B) = P(A) .
08 mulheres sem filhos. P(B) e como P(A B) = P(A) + P(B) – P(A B). Temos:
07 mulheres com 1 filho. P(A B) = P(A) + P(B) – P(A) . P(B)
06 mulheres com 2 filhos. 0,8 = 0,3 + P(B) – 0,3 . P(B)
02 mulheres com 3 filhos. 0,7 . (PB) = 0,5
Comoas 23 mulheres têm um total de 25 filhos, a P(B) = 5/7.
probabilidade de que a criança premiada tenha sido
um(a) filho(a) único(a) é igual a P = 7/25. 09. Representando por a
probabilidade pedida, temos:

04. No lançamento de dois dados de 6 faces, numeradas


de 1 a 6, são 36 casos possíveis. Considerando os
eventos A (dois números ímpares) e B (dois números 10. Supondo que a lanchonete só forneça estes três
iguais), a probabilidade pedida é: tipos de sucos e que os nove primeiros clientes foram
servidos com apenas um desses sucos, então:
I- Como cada suco de laranja utiliza três laranjas, não é
05. Sendo Ω, o conjunto espaço amostral, temos possível fornecer sucos de laranjas para os nove
n(Ω) = 500 primeiros clientes, pois seriam necessárias 27 laranjas.
A: o número sorteado é formado por 3 algarismos; II- Para que não haja laranjas suficientes para o próximo
A = {100, 101, 102, ..., 499, 500}, n(A) = 401 e p(A) = cliente, é necessário que, entre os nove primeiros, oito
401/500 tenham pedido sucos de laranjas, e um deles tenha
B: o número sorteado é múltiplo de 10; pedido outro suco.
B = {10, 20, ..., 500}. A probabilidade de isso ocorrer é:
Para encontrarmos n(B) recorremos à fórmula do
termo geral da P.A., em que
a1 = 10
an = 500 6 OPERAÇÕES COM CONJUNTOS.
r = 10 Número de Elementos da União e da Intersecção de
Temos an = a1 + (n – 1) . r → 500 = 10 + (n – 1) . 10 Conjuntos
→ n = 50 Dados dois conjuntos A e B, como vemos na figura
Dessa forma, p(B) = 50/500. abaixo, podemos estabelecer uma relação entre os
A Ω B: o número tem 3 algarismos e é múltiplo de respectivos números de elementos.
10;
A Ω B = {100, 110, ..., 500}.
De an = a1 + (n – 1) . r, temos: 500 = 100 + (n – 1) . 10
→ n = 41 e p(A B) = 41/500

06.
Exemplos
- {3, 6, 7, 8} indica o conjunto formado pelos elementos
3, 6, 7 e 8.
{a; b; m} indica o conjunto constituído pelos elementos a,
b e m.
{1; {2; 3}; {3}} indica o conjunto cujos elementos são 1,
{2; 3} e {3}.
Pela propriedade de seus elementos: Conhecida uma
propriedade P que caracteriza os elementos de um
conjunto A, este fica bem determinado.
P termo “propriedade P que caracteriza os elementos de
Note que ao subtrairmos os elementos comuns um conjunto A” significa que, dado um elemento x
qualquer temos:
evitamos que eles sejam contados duas
Assim sendo, o conjunto dos elementos x que possuem
vezes.
a propriedade P é indicado por:
Observações:
{x, tal que x tem a propriedade P}
a) Se os conjuntos A e B forem disjuntos ou se
Uma vez que “tal que” pode ser denotado por t.q. ou | ou
mesmo um deles estiver contido no outro, ainda assim a
ainda :, podemos indicar o mesmo conjunto por:
relação dada será verdadeira.
{x, t . q . x tem a propriedade P} ou, ainda,
b) Podemos ampliar a relação do número de
{x : x tem a propriedade P}
elementos para três ou mais conjuntos com a mesma
Exemplos
eficiência.
- { x, t.q. x é vogal } é o mesmo que {a, e, i, o, u}
Observe o diagrama e comprove.
- {x | x é um número natural menor que 4 } é o mesmo
que {0, 1, 2, 3}
- {x : x em um número inteiro e x2 = x } é o mesmo que
{0, 1}
Pelo diagrama de Venn-Euler: O diagrama de Venn-
Euler consiste em representar o conjunto através de um
“círculo” de tal forma que seus elementos e somente
eles estejam no “círculo”.
Exemplos
- Se A = {a, e, i, o, u} então

Conjuntos
Conjuntos Primitivos
Os conceitos de conjunto, elemento e pertinência
são primitivos, ou seja, não são definidos.
Um cacho de bananas, um cardume de peixes ou
uma porção de livros são todos exemplos de conjuntos.
Conjuntos, como usualmente são concebidos, têm - Se B = {0, 1, 2, 3 }, então
elementos. Um elemento de um conjunto pode ser uma
banana, um peixe ou um livro. Convém frisar que um
conjunto pode ele mesmo ser elemento de algum outro
conjunto.
Por exemplo, uma reta é um conjunto de pontos; um
feixe de retas é um conjunto onde cada elemento (reta)
é também conjunto (de pontos).
Em geral indicaremos os conjuntos pelas letras
maiúsculas A, B, C, ..., X, e os elementos pelas letras
minúsculas a, b, c, ..., x, y, ..., embora não exista essa Conjunto Vazio
obrigatoriedade. Conjunto vazio é aquele que não possui elementos.
Em Geometria, por exemplo, os pontos são indicados Representa-se pela letra do alfabeto norueguês 0/ ou,
por letras maiúsculas e as retas (que são conjuntos de simplesmente { }.
pontos) por letras minúsculas. Simbolicamente: ∀ x, x∉ 0/
Outro conceito fundamental é o de relação de Exemplos
pertinência que nos dá um relacionamento entre um - 0/ = {x : x é um número inteiro e 3x = 1}
elemento e um conjunto. - 0/ = {x | x é um número natural e 3 – x = 4}
Se x é um elemento de um conjunto A, escreveremos - 0/ = {x | x ≠ x}
x∈A Subconjunto
Lê-se: x é elemento de A ou x pertence a A. Sejam A e B dois conjuntos. Se todo elemento de A é
Se x não é um elemento de um conjunto A, também elemento de B, dizemos que A é um
escreveremos x ∉A subconjunto de B ou A é a parte de B ou, ainda, A está
Lê-se x não é elemento de A ou x não pertence a A. contido em B e indicamos por A ⊂ B.
Como representar um conjunto Simbolicamente: A ⊂ B ⇔ ( ∀ x)(x∈ ∀ ⇒ x∈B)
Pela designação de seus elementos: Escrevemos os
elementos entre chaves, separando os por vírgula.
Portanto, A ⊄ B significa que A não é um subconjunto
de B ou A não é parte de B ou, ainda, A não está contido
em B.
Por outro lado, A ⊄ B se, e somente se, existe, pelo
menos, um elemento de A que não é elemento de B.
Simbolicamente: A ⊄ B ⇔ ( ∃ x)(x∈A e x∉B)
Se A tem n elementos então A possui 2n
Exemplos
subconjuntos e, portanto, P(A) possui 2n elementos.
- {2 . 4} ⊂ {2, 3, 4}, pois 2 ∈ {2, 3, 4} e 4 ∈ {2, 3, 4}
União de conjuntos
- {2, 3, 4} ⊄ {2, 4}, pois 3 ∉{2, 4}
A união (ou reunião) dos conjuntos A e B é o
- {5, 6} ⊂ {5, 6}, pois 5 ∈{5, 6} e 6 ∈{5, 6}
conjunto formado por todos os elementos que pertencem
Inclusão e pertinência
a A ou a B. Representa-se por A∪ B.
A definição de subconjunto estabelece um
Simbolicamente: AN∉4B = {X | X∈A ou X∈B}
relacionamento entre dois conjuntos e recebe o nome de
relação de inclusão ( ⊂ ).
A relação de pertinência (∈) estabelece um
relacionamento entre um elemento e um conjunto e,
portanto, é diferente da relação de inclusão.
Simbolicamente
x∈A ⇔ {x} ⊂A
x∉A ⇔ {x} ⊄A Exemplos
Igualdade - {2,3} ∪ {4,5,6}={2,3,4,5,6}
Sejam A e B dois conjuntos. Dizemos que A é igual a - {2,3,4} ∪ {3,4,5}={2,3,4,5}
B e indicamos por A = B se, e somente se, A é - {2,3} ∪ {1,2,3,4}={1,2,3,4}
subconjunto de B e B é também subconjunto de A. - {a,b} ∪ φ {a,b}
Simbolicamente: A = B ⇔ A⊂ B e B ⊂A
Demonstrar que dois conjuntos A e B são iguais Intersecção de conjuntos
equivale, segundo a definição, a demonstrar que A ⊂ B e A intersecção dos conjuntos A e B é o conjunto formado
B ⊂ A. por todos os elementos que pertencem,
Segue da definição que dois conjuntos são iguais se, simultaneamente, a A e a B. Representa-se por A∩ B.
e somente se, possuem os mesmos elementos. Simbolicamente: A∩ B = {X | X∈A ou X∈B}
Portanto A ≠ B significa que A é diferente de B.
Portanto A ≠ B se, e somente se, A não é subconjunto de
B ou B não é subconjunto de A. Simbolicamente: A ≠ B
⇔ A⊄ B ou B ⊄A
Exemplos
- {2,4} = {4,2}, pois {2,4} ⊂ {4,2} e {4,2} ⊂ {2,4}. Isto
nos mostra que a ordem dos elementos de um conjunto Exemplos
não deve ser levada em consideração. Em outras - {2,3,4} ∩ {3,5}={3}
palavras, um conjunto fica determinado pelos elementos - {1,2,3} ∩ {2,3,4}={2,3}
que o mesmo possui e não pela ordem em que esses - {2,3} ∩ {1,2,3,5}={2,3}
elementos são descritos. - {2,4} ∩ {3,5,7}=φ
- {2,2,2,4} = {2,4}, pois {2,2,2,4} ⊂ {2,4} e {2,4} ⊂ Observação: Se A∩ B=φ , dizemos que A e B são
{2,2,2,4}. Isto nos mostra que a repetição de elementos conjuntos disjuntos.
é desnecessária.
- {a,a} = {a}
- {a,b = {a} ⇔ a= b
- {1,2} = {x,y} ⇔ (x = 1 e y = 2) ou (x = 2 e y = 1)
Conjunto das partes Subtração
Dado um conjunto A podemos construir um novo A diferença entre os conjuntos A e B é o conjunto
conjunto formado por todos os subconjuntos (partes) de formado por todos os elementos que pertencem a A e
A. Esse novo conjunto chama-se conjunto dos não pertencem a B. Representa-se por A – B.
subconjuntos (ou das partes) de A e é indicado por P(A). Simbolicamente: A – B = {X | X ∈A e X∉B}
Simbolicamente: P(A)={X | X ⊂ A} ou X ⊂ P(A) ⇔ X
⊂A
Exemplos
a) = {2, 4, 6}
P(A) = { 0/ , {2}, {4}, {6}, {2,4}, {2,6}, {4,6}, A}
b) = {3,5}
P(B) = { 0/ , {3}, {5}, B} O conjunto A – B é também chamado de conjunto
c) = {8} complementar de B em relação a A, representado por
P(C) = { 0/ , C} CAB.
d) = 0/ Simbolicamente: CAB = A - B{X | X∈A e X∉B}
P(D) = { 0/ } Exemplos
Propriedades - A = {0, 1, 2, 3} e B = {0, 2}
Seja A um conjunto qualquer e 0/ o conjunto vazio. CAB = A – B = {1,3} e CBA = B – A =φ
Valem as seguintes propriedades - A = {1, 2, 3} e B = {2, 3, 4}
CAB = A – B = {1} e CBA = B – A = {14}
- A = {0, 2, 4} e B = {1 ,3 ,5}
CAB = A – B = {0,2,4} e CBA = B – A = {1,3,5} b) quantas crianças são meninas ou são ruivas?
Observações: Alguns autores preferem utilizar o 10. USP-SP - Depois de n dias de férias, um
conceito de completar de B em relação a A somente nos estudante observa que:
casos em que B ⊂ A. - Choveu 7 vezes, de manhã ou à tarde;
- Se B ⊂ A representa-se por B o conjunto complementar - Quando chove de manhã não chove à tarde;
de B em relação a A. Simbolicamente: B ⊂ A ⇔ B = A – - Houve 5 tardes sem chuva;
B = CAB` - Houve 6 manhãs sem chuva.
Podemos afirmar então que n é igual a:
a)7
b)8
c)9
d)10
e)11
Respostas
1) Resposta “E”.
Solução: A ligação entre elemento e conjunto é
Exemplos estabelecida pela relação de pertinência (∈) e não pela
Seja S = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6}. Então: relação de igualdade (=). Assim sendo, 3∈{3} e 3≠{3}. De
a) A = {2, 3, 4} A ⇒ = {0, 1, 5, 6} um modo geral, x ≠ {x}, ∀ x.
b) B = {3, 4, 5, 6 } B ⇒ = {0, 1, 2} 2) Solução:
c) C = φ C ⇒= S a) Verdadeira, pois 2 é elemento de A.
Número de elementos de um conjunto b) Falsa, pois {2} não é elemento de A.
Sendo X um conjunto com um número finito de c) Verdadeira, pois 3 é elemento de A.
elementos, representa-se por n(X) o número de d) Verdadeira, pois {3} é elemento de A.
elementos de X. Sendo, ainda, A e B dois conjuntos e) Falsa, pois 4 não é elemento de A.
quaisquer, com número finito de elementos temos: 3) Resposta “32”.
n(A∪ B)=n(A)+n(B)-n(A∩ B) Solução: Lembrando que: “Se A possui k elementos,
A∩ B=φ ⇒ n(A∪ B)=n(A)+n(B) então A possui 2k subconjuntos”, concluímos que o
n(A -B)=n(A)-n(A ∩ B) conjunto A, de 5 elementos, tem 25 = 32 subconjuntos.
B ⊂A⇒ n(A-B)=n(A)-n(B) 4) Resposta “10”.
Exercícios Solução: Se k é o número de elementos do conjunto
1. Assinale a alternativa a Falsa: A, então 2k é o número de subconjuntos de A.
a) φ ⊂{3} Assim sendo: 2k=1024 ⇔ 2k=210 ⇔ k=10.
b)(3) ⊂ {3} 5) Solução: Representando os conjuntos A, B e C
c)φ ∉ {3} através do diagrama de Venn-Euler, temos:
d)3∈{3}
e)3={3}
2. Seja o conjunto A = {1, 2, 3, {3}, {4}, {2, 5}}. Classifique
as afirmações em verdadeiras (V) ou falsas (F).
a) 2 ∈ A
b) (2) ∈A
c) 3∈A A∪ B={1,3,4,5,6,7}
d) (3) ∈A b)
e) 4∈A
3. Um conjunto A possui 5 elementos . Quantos
subconjuntos (partes) possuem o conjunto A?
4. Sabendo-se que um conjunto A possui 1024
subconjuntos, quantos elementos possui o conjunto A?
5. 12 - Dados os conjuntos A = {1; 3; 4; 6}, B = {3; 4 ; 5;
7} e C = {4; 5; 6; 8 } pede-se: A∩ B={3,4}
a) A∪ B
b) A∩ B c)
c) A∪ C
d) A∩ C
6. Considere os conjuntos: S = {1,2,3,4,5} e A={2,4}.
Determine o conjunto X de tal forma que: X ∩ A=φ e X ∪
A = S.
7. Seja A e X conjuntos. Sabendo-se que A ⊂ X e A∪
X={2,3,4}, determine o conjunto X.
8. Dados três conjuntos finitos A, B e C, determinar o
número de elementos de A∩ (B ∪ C), sabendo-se: A∪ C={1,3,4,5,6,8}
a) A∩ B tem 29 elementos
b) A∩ C tem 10 elementos d)
c) A∩ B tem 7 elementos.
9. Numa escola mista existem 42 meninas, 24
crianças ruivas, 13 meninos não ruivos e 9 meninas
ruivas. Pergunta-se
a) quantas crianças existem na escola?
de M’ e T’ os conjuntos complementares de M e T
respectivamente, temos:
n(T’) = 5 (cinco tardes sem chuva)
n(M’) = 6 (seis manhãs sem chuva)
n(M Ç T) = 0 (pois quando chove pela manhã, não
chove à tarde)
Daí:
A∩ C={4,6}
n(M È T) = n(M) + n(T) – n(M Ç T)
7 = n(M) + n(T) – 0
6) Resposta “X={1;3;5}”. Podemos escrever também:
Solução: Como X ∩ A=φ e X ∪ A=S, então X= A =S- n(M’) + n(T’) = 5 + 6 = 11
A=CsA ⇒ X={1;3;5} Temos então o seguinte sistema:
n(M’) + n(T’) = 11
n(M) + N(T) = 7
Somando membro a membro as duas igualdades,
vem:
7) Resposta “X = {2;3;4} n(M) + n(M’) + n(T) + n(T’) = 11 + 7 = 18
Solução: Como A ⊂ X, então A∪ X = X = {2;3;4}. Observe que n(M) + n(M’) = total dos dias de férias =
8) Resposta “A”. n
Solução: De acordo com o enunciado, temos: Analogamente, n(T) + n(T’) = total dos dias de férias
=n
Portanto, substituindo vem:
n + n = 18
2n = 18
n=9
Logo, foram nove dias de férias, ou seja, n = 9 dias.
n(A∩ B ∩ C) = 7
7 RACIOCÍNIO LÓGICO ENVOLVENDO PROBLEMAS
n(A∩ B) = a + 7 = 26⇒ a = 19 ARITMÉTICOS, GEOMÉTRICOS E MATRICIAIS.
n(A∩ C) = b + 7 = 10⇒ b = 3 Problemas Matemáticos
Assim sendo: Os problemas matemáticos são resolvidos utilizando
inúmeros recursos matemáticos, destacando, entre
todos, os princípios algébricos, os quais são divididos de
acordo com o nível de dificuldade e abordagem dos
conteúdos.
e portanto n[A∩ (B ∪ C)] = a + 7 + b = 19 + 7 + 3 Primeiramente os cálculos envolvem adições e
Logo: n[A∩ (B ∪ C)] = 29. subtrações, posteriormente as multiplicações e divisões.
Depois os problemas são resolvidos com a utilização
9) Solução: dos fundamentos algébricos, isto é, criamos equações
matemáticas com valores desconhecidos (letras).
Observe algumas situações que podem ser descritas
com utilização da álgebra.
- O dobro de um número adicionado com 4: 2x + 4;
- A soma de dois números consecutivos: x + (x + 1);
- O quadrado de um número mais 10: x2 + 10;
- O triplo de um número adicionado ao dobro do
número: 3x + 2x;
- A metade da soma de um número mais 15:
Sejam: - A quarta parte de um número:
A o conjunto dos meninos ruivos e n(A) = x Exemplo 1
B o conjunto das meninas ruivas e n(B) = 9 A soma de três números pares consecutivos é igual
C o conjunto dos meninos não-ruivos e n(C) = 13 a 96. Determine-os.
D o conjunto das meninas não-ruivas e n(D) = y 1º número: x
De acordo com o enunciado temos: 2º número: x + 2
 =⇔ = + = + = ∪ =⇔ = + = + = ∪ 15 24 9 ) ( ) ( 3º número: x + 4
) ( 33 42 9 ) ( ) ( ) ( xx B n A n D A n y y D n B n D B n (x) + (x + 2) + (x + 4) = 96
Assim sendo Resolução:
a) O número total de crianças da escola é: x + x + 2 + x + 4 = 96
70 33 13 9 15 ) () () () () (= + ++ =+ + + = ∪ ∪∪ 3x = 96 – 4 – 2
DnCnBnAnDC B An 3x = 96 – 6
b) O número de crianças que são meninas ou são 3x = 90
ruivas é:
57 33 9 15 ) () () ()] ()[(= + + = + + = ∪ ∪∪
DnBnAnDB BAn x = 30
10) Resposta “C”. 1º número: x = 30
Solução: 2º número: x + 2 = 30 + 2 = 32
Seja M, o conjunto dos dias que choveu pela manhã 3º número: x + 4 = 30 + 4 = 34
e T o conjunto dos dias que choveu à tarde. Chamando Os números são 30, 32 e 34.
Exemplo 2 1º número: x
O triplo de um número natural somado a 4 é igual ao 2º número: x + 2
quadrado de 5. Calcule-o: 3º número: x + 4
Resolução: ( x )+(x + 2) + (x + 4) = 96
3x + 4 = 52 2. O triplo de um número natural somado a 4 é igual
3x = 25 – 4 ao quadrado de 5. Calcule-o:
3x = 21 3. A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho.
Daqui a cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade
do filho. Qual é a idade atual de cada um?
x=7 4. Certa quantidade de cards é repartida entre três
O número procurado é igual a 7. meninos. O primeiro menino recebe 73 da quantidade e
Exemplo 3 o segundo, metade do resto. Dessa maneira, os dois
A idade de um pai é o quádruplo da idade de seu filho. receberam 250 cards. Quantos cards havia para serem
Daqui a cinco anos, a idade do pai será o triplo da idade repartidos e quantos cards recebeu o terceiro menino?
do filho. Qual é a idade atual de cada um? 5. Um cozinheiro dispõe de 10 litros de uma mistura de
Resolução: água e leite em quantidades iguais. Para obter uma
Atualmente mistura com 2/5 de água e 3/5 de leite, ele deve
Filho: x acrescentar aos 10 litros da mistura quantos litros do
Pai: 4x que?
Futuramente 6. Em uma chácara existem galinhas e coelhos
Filho: x + 5 totalizando 35 animais, os quais somam juntos 100 pés.
Pai: 4x + 5 Determine o número de galinhas e coelhos existentes
4x + 5 = 3 . (x + 5) nessa chácara.
4x + 5 = 3x + 15 7. Uma viagem é feita em quatro etapas. Na primeira
4x – 3x = 15 – 5 etapa, percorrem-se os 72 da distância total. Na
X = 10 segunda, os 53 do resto. Na terceira, a metade do novo
Pai: 4x = 4 . 10 = 40 resto. Dessa maneira foram percorridos 60 quilômetros.
O filho tem 10 anos e o pai tem 40. Qual a distância total a ser percorrida e quanto se
Exemplo 4 percorreu na quarta etapa?
O dobro de um número adicionado ao seu triplo 8. Uma pessoa caminha em uma pista plana com a
corresponde a 20. Qual é o número? forma de triângulo retângulo. Ao dar uma volta completa
Resolução na pista com velocidade constante de caminhada, ela
2x + 3x = 20 percorre 600 e 800 metros nos trajetos correspondentes
5x = 20 aos catetos da pista triangular, e o restante da
caminhada ela completa em 10 minutos. A velocidade
constante de caminhada dessa pessoa é igual a quantos
x=4
quilômetros por hora?
9. Num dia, um pintor pinta 52 de um muro. No dia
O número corresponde a 4. seguinte, pinta mais 51 metros do muro. Desse modo,
Exemplo 5 pintou 97 do muro todo. Quantos metros têm o muro?
Em uma chácara existem galinhas e coelhos 10. Suponha que o preço da ação de uma empresa
totalizando 35 animais, os quais somam juntos 100 pés. tenha sofrido as seguintes variações sucessivas no
Determine o número de galinhas e coelhos existentes primeiro trimestre de um determinado ano: em janeiro,
nessa chácara. aumentou 12%; em fevereiro, sofreu uma redução de
Galinhas: G 8%; e, em março, uma redução de 4%, sempre em
Coelhos: C relação ao mês anterior. Considerando-se essas
G + C = 35 variações, ao final do trimestre, em relação ao preço
Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então: original, o preço da ação subiu ou desceu quanto por
2G + 4C = 100 cento aproximadamente (sem casas decimais)?
Sistema de equações Respostas
Isolando C na 1ª equação: 1) x + x + 2 + x + 4 = 96
G + C = 35 3x = 96 – 4 – 2
C = 35 – G 3x = 96 – 6
Substituindo C na 2ª equação: 3x = 90
2G + 4C = 100 x = 90/3
2G + 4 . (35 – G) = 100 x =30
2G + 140 – 4G = 100 1º número: x → 30
2G – 4G = 100 – 140 2º número: x + 2 → 30 + 2 = 32
- 2G = - 40 3º número: x + 4 → 30 + 4 = 34
Os números procurados são 30, 32 e 34.
2) 3x + 4 = 5²
G = 20 3x = 25 – 4
Calculando C 3x = 21
C = 35 – G x = 21/3
C = 35 – 20 x=7
C = 15 O número procurado é igual a 7.
Exercícios 3) Atualmente
1. A soma de três números pares consecutivos é Filho: x
igual a 96. Determine-os.
Pai: 4x c = 35 – g
Futuramente c = 35 – 20
Filho: x + 5 c = 15
Pai: 4x + 5 7) Resposta “Distancia total: 70 km; Quarta etapa: 10
4x + 5 = 3 * (x + 5) km”.
4x + 5 = 3x + 15 Solução:
4x – 3x = 15 – 5
x = 10
Pai: 4x → 4 * 10 = 40
O filho tem 10 anos e o pai tem 40.
4) Resposta “350 cards; 3˚ menino recebeu 100”.
Solução:
X = cards (substituindo o “1°” e “2º” pelos valores
respectivos)

5) Originalmente tínhamos o mesmo volume dos


líquidos, isto é, 5 l de água e 5 l de leite. Pretendemos
ficar com a proporção de 2/5 de água e 3/5 de leite. De Em função do enunciado sabemos que o lado a,
onde concluímos que devemos aumentar a quantidade correspondente à hipotenusa, foi percorrido em 10
de leite, pois a proporção de leite será maior. minutos, assim sendo, basta descobrirmos o seu
Como a quantidade de água não aumentou, isto quer comprimento para podermos calcular a velocidade na
dizer que os 5 l de água originais representarão 2/5 do qual ele foi percorrido, que é constante em todo o
novo volume final. percurso.
Entendido isto se pode dizer que o problema está Neste nosso problema temos b = 600 e c = 800, o que
resolvido. nos leva à seguinte equação:
Se tivéssemos o novo volume total, para calcularmos a²=600²+800²
quanto daria 2/5 dele, o multiplicaríamos por esta fração a=1000
e iríamos obter 5 l. Como temos os 5 l, precisamos fazer Se em 10 min percorremos 1000 m, em 60 min (ou seja,
o cálculo inverso, isto é, dividirmos 5 l por 2/5 para em 1 h) vamos percorrer quantos metros?
obtermos o novo volume total:
2 5 5 5. 12,5 5 2 ÷ = =
Como tínhamos originalmente 10 l e iremos ficar com
12,5 l após o acréscimo do leite, isto quer dizer que Então a velocidade constante de caminhada foi de 6000
acrescentamos 2,5 l de leite: m por hora, mas o enunciado pede a velocidade em
12,5-10=2,5 km/h, por isto precisamos realizar mais uma conversão,
6) agora de m para km.
Galinhas: g Como temos 6000 metros, ao dividi-los por 1000
Coelhos: c obtemos 6 quilômetros.
g + c = 35 A velocidade constante de caminhada é de 6 km/h.
Cada galinha possui 2 pés e cada coelho 4, então: 9) Resposta “135 metros”.
2g + 4c = 100 Solução:
Isolando c na 1ª equação: M = muro
g + c = 35
c = 35 – g
Substituindo c na 2ª equação:
2g + 4c = 100
2g + 4 * (35 – g) = 100
2g + 140 – 4g = 100
2g – 4g = 100 – 140
– 2g = – 40
g = 40/2
g = 20
Calculando c
c) Bissetriz de um ângulo: É a semirreta de origem no
vértice do ângulo que divide esse ângulo em dois
ângulos congruentes.
Perímetro
Entendendo o que é perímetro.
Imagine uma sala de aula de 5m de largura por 8m de
comprimento.
Quantos metros lineares serão necessários para colocar
rodapé nesta sala, sabendo que a porta mede 1m de
largura e que nela não se coloca rodapé?

A conta que faríamos seria somar todos os lados da


sala, menos 1m da largura da porta, ou seja:
P = (5 + 5 + 8 + 8) – 1
P = 26 – 1
P = 25

Geometria Plana
A Geometria é a parte da matemática que estuda as
figuras e suas propriedades. A geometria estuda figuras
abstratas, de uma perfeição não existente na realidade.
Apesar disso, podemos ter uma boa idéia das figuras
geométricas, observando objetos reais, como o aro da
cesta de basquete que sugere uma circunferência, as
portas e janelas que sugerem retângulos e o dado que Colocaríamos 25m de rodapé.
sugere um cubo. A soma de todos os lados da planta baixa se chama
Perímetro.
Reta, semirreta e segmento de reta Portanto, Perímetro é a soma dos lados de uma figura
plana.
Área
Área é a medida de uma superfície.
A área do campo de futebol é a medida de sua
superfície (gramado).
Se pegarmos outro campo de futebol e colocarmos em
uma malha quadriculada, a sua área será equivalente à
Definições. quantidade de quadradinho. Se cada quadrado for uma
a) Segmentos congruentes. unidade de área:
Dois segmentos são congruentes se têm a mesma
medida.
b) Ponto médio de um segmento.
Um ponto P é ponto médio do segmento AB se pertence
ao
segmento e divide AB em dois segmentos congruentes.
c) Mediatriz de um segmento.
É a reta perpendicular ao segmento no seu ponto médio

Veremos que a área do campo de futebol é 70


unidades de área.
A unidade de medida da área é: m² (metros
quadrados), cm² (centímetros quadrados), e outros.
Se tivermos uma figura do tipo:
a) Ângulo é a região plana limitada por duas semirretas
de mesma origem.
b) Ângulos congruentes: Dois ângulos são ditos
congruentes se têm a mesma medida.
É o quadrilátero que tem dois lados paralelos. A altura de
um trapézio é a distância entre as retas suporte de suas
bases.

Sua área será um valor aproximado. Cada é


Em todo trapézio, o segmento que une os pontos médios
uma unidade, então a área aproximada dessa figura
dos dois lados não paralelos, é paralelo às bases e vale
será de 4 unidades.
a média aritmética dessas bases.
No estudo da matemática calculamos áreas de
figuras planas e para cada figura há uma fórmula pra
calcular a sua área.

Retângulo
É o quadrilátero que tem todos os ângulos internos
congruentes e iguais a 90º.
A área do trapézio está relacionada com a área do
triângulo que é calculada utilizando a seguinte fórmula:
A = b . h (b = base e h = altura).
2
Observe o desenho de um trapézio e os seus elementos
mais importantes (elementos utilizados no cálculo da sua
No cálculo da área de qualquer retângulo podemos área):
seguir o raciocínio:

Um trapézio é formado por uma base maior (B), por


O retângulo acima tem as mesmas dimensões que o uma base menor (b) e por uma altura (h).
outro, só que representado de forma diferente. O cálculo Para fazermos o cálculo da área do trapézio é
da área do retângulo pode ficar também da seguinte preciso dividi-lo em dois triângulos, veja como:
forma: Primeiro: completamos as alturas no trapézio:
A=6.4 A = 24 cm²
Podemos concluir que a área de qualquer retângulo é:

Segundo: o dividimos em dois triângulos:

Quadrado
É o quadrilátero que tem os lados congruentes e todos
os ângulos internos a congruentes (90º).

A área desse trapézio pode ser calculada somando


as áreas dos dois triângulos (ΔCFD e ΔCEF).
Sua área também é calculada com o produto da base Antes de fazer o cálculo da área de cada triângulo
pela altura. Mas podemos resumir essa fórmula: separadamente observamos que eles possuem bases
diferentes e alturas iguais.
Cálculo da área do ΔCEF:

Como todos os lados são iguais, podemos dizer que Cálculo da área do ΔCFD:
base é igual a e a altura igual a , então, substituindo na
fórmula A = b . h, temos:
Somando as duas áreas encontradas, teremos o cálculo
da área de um trapézio qualquer:

Trapézio
colocar a altura (h) em
evidência, pois é um termo comum aos dois

Portanto, no cálculo da área de um trapézio qualquer


utilizamos a seguinte fórmula:
4) Em todo triângulo isósceles, os ângulos da base são
congruentes. Observação - A base de um triângulo
isósceles é o seu lado diferente.

Em todo losango as diagonais são: Altura - É a distância entre o vértice e a reta suporte
a) perpendiculares entre si; do lado oposto.
b) bissetrizes dos ângulos internos. Área do triangulo
A área do losango é definida pela seguinte fórmula:
Onde D é a diagonal maior e d é a menor.

Triângulo
Figura geométrica plana com três lados. Segmentos proporcionais
Teorema de Tales.
Em todo feixe de retas paralelas, cortado por uma reta
transversal, a razão entre dois segmento quaisquer de
uma transversal é igual à razão entre os segmentos
correspondentes da outra transversal.

Ângulo externo. O ângulo externo de qualquer polígono


convexo é o ângulo formado entre um lado e o
prolongamento do outro lado.
Classificação dos triângulos. Semelhança de triângulos
a) quanto aos lados: Definição.
- triângulo equilátero. Dois triângulos são semelhantes se têm os ângulos dois
- triângulo isósceles. a dois congruentes e os lados correspondentes dois a
- triângulo escaleno. dois proporcionais.
b) quanto aos ângulos: Definição mais “popular”.
- triângulo retângulo. Dois triângulos são semelhantes se um deles é a
- triângulo obtusângulo. redução ou a ampliação do outro.
- triângulo acutângulo. Importante - Se dois triângulos são semelhantes, a
Propriedades dos triângulos proporcionalidade se mantém constante para quaisquer
1) Em todo triângulo, a soma das medidas dos 3 ângulos dois segmentos correspondentes, tais como: lados,
internos é 180º. medianas, alturas, raios das circunferências inscritas,
raios das circunferências circunscritas, perímetros, etc.

2) Em todo triângulo, a medida de um ângulo externo é


igual à soma das medidas dos 2 ângulos internos não
adjacentes.

Matriz
Noção intuitiva de matriz
A matriz de ordem m x n é um conjunto de m . n (m por
n) elementos colocados em m linha e n colunas.
3) Em todo triângulo, a soma dasmedidas dos 3 ângulos Esse conjunto é representado por letras maiúsculas (A
externos é 360º. ou Am x n, B ou Bm x n, …).
Os elementos da matriz são sempre colocados entre os
sinais abaixo:
Numa matriz A = (aij)nxn quadrada de ordem n, os
elementos aij com i = j constituem a diagonal principal.
Os elementos aij com i + j = n + 1 formam a diagonal
secundária.

Definições Matriz Diagonal


Uma matriz de ordem m x n é qualquer conjunto de m . n É a matriz quadrada que apresenta todos os elementos,
elementos dispostos em m linhas e n colunas. não pertencentes à diagonal principal, iguais a zero.

Matriz Identidade
É a matriz diagonal que apresenta todos os elementos
da diagonal principal iguais a 1.
Cada elemento de uma matriz é localizado por dois Representamos a matriz identidade de ordem n por In.
índices: aij. O primeiro indica a linha, e o segundo, a
coluna.
A matriz A pode ser representada abreviadamente
por uma sentença matemática que indica a lei de
formação para seus elementos. Observação: Para uma matriz identidade In = (aij)n x n
A = (aij)mxn | lei de formação. Matriz Transposta
Dada uma matriz A, chamamos de matriz transposta de
A à matriz obtida de A trocando-se “ordenadamente”,
suas linhas por colunas. Indicamos a matriz transposta
de A por At.

Classificação das Matrizes


Matriz Linha
É a matriz que possui uma única linha. Observação: Se uma matriz A é de ordem m x n, a
Exemplo matriz At, transposta de A, é de ordem n x m.
Igualdade entre Matrizes
Sendo A e B duas matriz de mesma ordem, dizemos que
Matriz Coluna um elemento de matriz A é correspondente a um
É a matriz que possui uma única coluna. elemento de B quando eles ocupam a mesma posição
Exemplo nas respectivas matrizes.

Matriz Nula
É a matriz que possui todos os elementos iguais a
zero.
Exemplo Dada uma matriz A = (aij)m x n , dizemos que uma
matriz B = (bij)m x n é oposta de A quando bij = -aij para
todo i, Ī ≤ i ≤ m, e todo j, Ī ≤ j ≤ n.
Indicamos que B = -A.

Matriz Quadrada
É a matriz que possui o número de linhas igual ao
Operação com Matrizes
número de linhas igual ao número de colunas.
Adição de matrizes
Dadas duas matrizes A e B, de mesma ordem m x n,
denominamos soma da matriz A com a matriz B à matriz
C, de ordem m x n, cujos elementos são obtidos quando
somamos os elementos correspondentes das matrizes A
e B. Indicamos:
Observações: Quando uma matriz não é quadrada, ela é
chamada de retangular.
Propriedades
Propriedades da Adição Sendo A uma matriz de ordem m x n, B e C matrizes
Sendo A, B e C matrizes m x n e O a matriz nula m s convenientes e, são válidas as seguintes propriedades.
n, valem as seguintes propriedades.
-A+B=B+A
- (A + B) + C = A + (B + C)
-A+O=O+A=A
- A + (-A) = (-A) + A = O (elemento oposto)
- (A + B)t = At + Bt
Subtração de matrizes
Consideremos duas matrizes A e B, ambas de
mesma ordem m x n. Chamamos de diferença entre A e Observações:
B (indicamos com A – B) a soma de A com a oposta de a) A matriz identidade I é o elemento neutro da
B. multiplicação de matrizes.
A – B = A + (-B) b) Pode-se ter que A.B ≠B.A, mais do que isso, um
dos produtos pode existir e o outro não.
c) Podemos ter A.B=B.A. Neste caso dizemos que as
matrizes A e B comutam.
d) O produto de duas matrizes não-nulas pode ser a
matriz nula. Verifique:

e) Se A.B=A.C, nem sempre B=C.


Devemos levar em consideração os fatos seguintes:
1º) (A + B) ≠ A2 + 2AB + B2, pois (A + B)2 = (A + B)
(A+B) + A2 + AB + BA + B2
Observação: Na prática, para obtermos a subtração de
2º) (A . B)t ≠ At . Bt, pois, pela 7ª propriedade, devemos
matrizes de mesma ordem, basta subtrairmos os
ter (A . B)t = Bt . At
elementos correspondentes.
Matriz Inversa
Multiplicação de Matrizes por um Número Real
No conjunto dos números reais, para todo a ≠ 0,
Consideremos uma matriz A, de ordem m x n, e um
existe um número b, denominado inverso de a,
número real. O produto de por A é uma matriz B, de
satisfazendo a condição:
ordem m x n, obtida quando multiplicamos cada
a.b=b.a=1
elemento de A por.
Normalmente indicamos o inverso de a por a1 ou a-
Indicamos:
1.
Analogamente para as matrizes temos o seguinte:
Definição
Uma matriz quadrada M de ordem n somente aceita
a inversa quando det M ≠ 0. Esta matriz será chamada
de inversível.
Já a sua inversa (quadrada e de ordem n) será
representada por M-1 e será determinada por:
Multiplicação de Matrizes M.M-1=M-1.M=In
Sejam as matrizes A = (aij)m x n e B = (bij)n x q. O Onde In é a matriz identidade, também de ordem n.
produto das matrizes A por B é a matriz C = (cij)m x q, Quando det M = 0 a matriz M não admitirá a inversa,
em que cada elemento da matriz C é a soma dos sendo assim a matriz M será denominada não-inversível.
produtos dos elementos da i-ésima linha de A pelos Como obter a matriz inversa:
elementos corrspondentes da k-ésima coluna de B.
Importante: O produto das matrizes A.B só é definido
quando o número de colunas da matriz A é igual ao
número de linhas da matriz B.

Assim:

Um esquema para memorizar: Resolvendo os sistemas, encontramos:


multiplicam-se os elementos entre si, associando-lhes o
sinal indicado.

Portanto, a matriz A é inversível e sua inversa é a matriz:

Determinantes – Propriedades - I
Apresentamos, a seguir, algumas propriedades que
Propriedades visam a simplificar o cálculo dos determinantes:
Sendo A e B matrizes quadradas de ordem n e Propriedade 1: O determinante de uma matriz A é igual
inversíveis, temos as seguintes propriedades: ao de sua transposta At.
- (A-1)-1=A
- (A-1)t= At)-1
- (A.B)-1=B-1..A-1
- Dada A, se existir A-1, então A-1 é única.
Assim, X=(A.B)-1, ou então X=B-1.A-1
O sistema obtido está escalonado e é do 2º Propriedade 2: Se B é a matriz que se obtém de uma
Determinantes matriz quadrada A, quando trocamos entre si a posição
Chamamos de determinante a teoria desenvolvida por de duas filas paralelas, então:
matemáticos dos séculos XVII e XVIII, como Leibniz e
Seki Shinsuke Kowa, que procuravam uma fórmula para
determinar as soluções de um “Sistema linear”, assunto
que estudaremos a seguir.
Esta teoria consiste em associar a cada matriz quadrada
A, um único número real que denominamos
determinante de A e que indicamos por det A ou B foi obtida trocando-se a 1º pela 2º linha de A.
colocamos os elementos da matriz A entre duas barras detA=ad-bc
verticais, como no exemplo abaixo: detB=BC-ad=-(ad-bc)=-detA
Assim,
detB=-detA
Definições Consequência da Propriedade 2: Uma matriz A que
Determinante de uma Matriz de Ordem 1 possui duas filas paralelas “iguais”tem determinante
Seja a matriz quadrada de ordem 1: A=[a11] igual a zero.
Chamamos determinante dessa matriz o número: Justificativa: A matriz que obtemos de A, quando
det A=[ a11]= a11 trocamos entre si as duas filas (linha ou coluna “iguais”,
Exemplos é igual a A. Assim, de acordo com a propriedade 2,
1º) A=[-2] → det A=-2 escrevemos que detA = -detA
2º) B=[5] → det B=5 Assim: detA = 0
3º) C=[0] → det C=0 Propriedade 3: Sendo B uma matriz que obtemos de
Determinante de uma Matriz de ordem 2 uma matriz quadrada A, quando multiplicamos uma de
Seja a matriz quadrada de ordem 2: sua filas (linha ou coluna) por uma constante k, então
detB = k.detA
Consequência da Propriedade 3: Ao calcularmos um
determinante, podemos “colocar em evidência”um “fator
Chamamos de determinante dessa matriz o número: comum” de uma fila (linha ou coluna).

- Sendo A uma matriz quadrada de ordem n, a matriz k.


A é obtida multiplicando todos os elementos de A por k,
então:

Determinante de uma Matriz de Ordem 3


Seja a matriz quadrada de ordem 3:

O det A de uma matriz de ordem 3 pode ser calculado


utilizando uma regra prática chamada Regra de Sarrus,
onde repetem-se, à direita da matriz, as duas primeiras
colunas. Acompanhando as flechas em diagonal,
Propriedade 4: Se A, B e C são matrizes quadradas de 5 = 2(4) + 3(-1) = 8 - 3
mesma ordem, tais que os elementos correspondentes Portanto, pela consequência da propriedade 5, D = 0
de A, B e C são iguais entre si, exceto os de uma fila, Use a regra de Sarrus e verifique.
em que os elementos de C são iguais às somas dos Propriedade 6 (Teorema de Binet)
seus elementos correspondentes de A e B, então. Sendo A e B matrizes quadradas de mesma ordem,
então:
det(A.B) = detA . detB

Propriedades dos Determinantes


Propriedades 5 (Teorema de Jacobi)
O determinante não se altera, quando adicionamos
uma fila qualquer com outra fila paralela multiplicada por
um número. Consequências: Sendo A uma matriz quadrada e n∈N*,
temos:
det(An) = (detA)n
Sendo A uma matriz inversível, temos:

Justificativa: Seja A matriz inversível.


A-1.A=I
det(A-1.A)=det I
detA-1.detA=det I

um vez que det I=1, onde i é a matriz identidade.

Determinantes – Teorema de Laplace


Menor complementar e Co-fator
Dada uma matriz quadrada A=(aij)nxn (n ≥ 2),
chamamos menor complementar do elemento aij e
indicamos por Mij o determinante da matriz quadrada de
ordem n-1, que se obtém suprimindo a linha i e a coluna
j da matriz A.

Em seguida, vamos multiplicar a 1ª coluna por 2,


somar com a 3ª coluna e calcular:

D1=48+0+0-100-0-0=-52
Observe que D1=D, de acordo com a propriedade.
Consequência
Quando uma fila de um determinante é igual à soma
de múltiplos de filas paralelas (combinação linear de filas Chamamos co-fatorn do elemento aij e indicamos
paralelas), o determinante é igual a zero. com Aij o número (-1)i+j.Mij, em que Mij é o menor
complementar de aij.
Exemplo

Observe que cada elemento de 3ª coluna é igual à 1ª


coluna multiplicada por 2 somada com a 2ª coluna
multiplicada por 3.
8 = 2(1) + 3(2) = 2 + 6
12 = 2(3) + 3(2) = 6 + 6
Então, o determinante de uma matriz quadrada de
ordem n, n ≥ 2 é a soma dos produtos dos elementos da
primeira linha da matriz pelos respectivos co-fatores.

Dada uma matriz A=(aij)nxm, com n ≥ 2, chamamos


matriz co-fatora de A a matriz cujos elementos são os
co-fatores dos elementos de A; indicamos a matriz co-
fatora por cof A. A transposta da matriz co-fatora de A é
chamada de matriz adjunta de A, que indicamos por
adj. A. Nota: Observamos que esse valor coincide com a
definição vista anteriormente.

Nota: Observamos que quanto mais “zeros”


aparecerem na primeira linha, mais o cálculo é facilitado.
Teorema de Laplace
Seja A uma matriz quadrada de ordem n, n⇒ 2, seu
determinante é a soma dos produtos dos elementos de
uma fila (linha ou coluna) qualquer pelos respectivos co-
fatores.

Devemos escolher a 4ª coluna para a aplicação do


teorema de Laplace, pois, neste caso, teremos que
calcular apenas um co-fator.

Determinante de uma Matriz de Ordem n


Definição.
Vimos até aqui a definição de determinante para
matrizes quadradas de ordem 1, 2 e 3.
Seja A uma matriz quadrada de ordem n.
Observações Importantes: No cálculo do determinante
de uma matriz de ordem n, recaímos em determinantes
de matrizes de ordem n-1, e no cálculo destes, recaímos
em determinantes de ordem n-2, e assim
sucessivamente, até recairmos em determinantes de
matrizes de ordem 3, que calculamos com a regra de
Sarrus, por exemplo.
- O cálculo de um determinante fica mais simples,
quando escolhemos uma fila com a maior quantidade de
zeros.
- A aplicação sucessiva e conveniente do teorema de
Jacobi pode facilitar o cálculo do determinante pelo
teorema de Laplace.
A 1ª coluna ou 2ª linha tem a maior quantidade de zeros.
Nos dois casos, se aplicarmos o teorema de Laplace,
calcularemos ainda três co-fatores.
Para facilitar, vamos “fazer aparecer zero”em A31=-2 Determinante de Vandermonde e Regra de Chió
e A41=3 multiplicando a 1ª linha por 2 e somando com a Uma determinante de ordem n ≥ 2 é chamada
3ª e multiplicando a 1ª linha por -3 e somando com a 4ª determinante de Vandermonde ou determinante das
linha; fazendo isso, teremos: potências se, e somente se, na 1ª linha (coluna) os
elementos forem todos iguais a 1; na 2ª, números
quaisquer; na 3ª, os seus quadrados; na 4ª, os seus
cubos e assim sucessivamente.
Exemplos
1º) Determinante de Vandermonde de ordem 3
Agora, aplicamos o teorema de Laplace na 1ª
coluna:

2º) Determinante de Vandermonde de ordem 4

Aplicamos a regra de Sarrus,

Os elementos da 2ª linha são denominados


elementos característicos.

Propriedade
Um determinante de Vandermonde é igual ao produto de
todas as diferenças que se obtêm subtraindo-se de cada
Uma aplicação do Teorema de Laplace um dos elementos característicos os elementos
Sendo A uma matriz triangular, o seu determinante é precedentes, independente da ordem do determinante.
o produto dos elementos da diagonal principal; podemos Exemplo
verificar isso desenvolvendo o determinante de A através Calcule o determinante:
da 1ª coluna, se ela for triangular superior, e através da
1ª linha, se ela for triangular superior, e através da 1ª
linha, se ela for triangular inferior.

Sabemos que detA=detAt, então:

Que é um determinante de Vandermonde de ordem


3, então: