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Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2017 I Série


Número 3

BOLETIM OFICIAL
2 285000 001569

ÍNDICE
PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA:
Decreto-Presidencial nº 1/2017:
Condecora com a Primeira e Segunda Classe da Medalha de Mérito “Jaime Mota” os seguintes
Militares: ................................................................................................................................ 94
CONSELHO DE MINISTROS:
Decreto-Lei nº 1/2017:
Define as normas e os procedimentos necessários à execução do Orçamento do Estado para o ano
económico de 2017 ...............................................................................................................................94

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94 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017

PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA O presente Decreto-lei cria as condições para que o


Governo possa dar continuidade ao cumprimento seguro e
–––––– credível dos compromissos assumidos em anos anteriores,
Decreto-Presidencial nº 1/2017 bem como, a execução de medidas de contenção, por um
lado, e medidas inovadoras, por outro, que permitem
de 12 de Janeiro
a promoção da economia, sem descurar o equilíbrio
Nesta ocasião comemorativa dos 50 anos das Forças macroeconómico e iscal.
Armadas, e, sobretudo, pelo reconhecimento pela dedicação,
espirito de missão, proissionalismo de alguns militares Para o efeito, durante o presente exercício orçamental,
que, há mais de trinta anos, vêm prestando serviço o diploma de execução prevê, nomeadamente: i) a
efectivo e de mérito à Instituição Castrense e à Nação operacionalização de medidas de racionalização e
Cabo-verdianas; simplificação das estruturas do Estado num quadro
mais lógico e funcional; ii) a contenção e o controlo das
Usando da Competência conferida pelo artigo 13º. da Lei despesas para uma melhor gestão dos recursos e eicácia
54/II/85, de 10 de Janeiro, e considerando ainda o disposto das políticas públicas; iii) o reforço das políticas ativas de
nos artigos 2º. e 3º. da Lei 21/III/87 de 15 de Agosto; emprego, regulando o benefício de isenção nas prestações
O Presidente da República decreta o seguinte: de segurança social devidas pelas entidades patronais na
Artigo Primeiro
contratação de jovens para o primeiro emprego; iv) medidas
inovadoras: (a)discriminação positiva aos municípios;
São condecorados com a Primeira Classe da Medalha (b) a harmonização e disciplina da gestão das despesas
de Mérito “Jaime Mota” os seguintes Militares: inanciadas por receitas consignadas; (c) a introdução no
▪ Major-general – Anildo Emanuel da Graça Morais; processo de gestão de Programa de Investimento Público
de um Sistema Nacional de Investimento Público, visando
▪ Capitão-do-Mar – António Duarte Monteiro;
eleger os projetos mais credíveis, eicazes e produtivos;
▪ Tenente-coronel – António Jorge Silva Rocha; e v) Incentivo da mobilidade interna de pessoal na
▪ Tenente-coronel – Armindo Alcides Sá Nogueira Administração Pública.
Miranda ; Assim, dando cumprimento à Lei do Orçamento de
▪ Tenente-coronel – Arlindo Ressureição Lima; Estado para o ano de 2017, aprova-se o presente Decreto-
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lei de Execução Orçamental.


▪ Tenente-coronel – Mario Vaz Almeida Furtado e
Assim,
▪ Tenente-coronel – (Grad) José António Tavares
Ramos da Graça Ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 2.º da Lei
Artigo Segundo n.º 5/IX/2016, de 30 de dezembro de 2016, que aprova o
Orçamento do Estado para o ano económico de 2017; e
São condecorados com a Segunda Classe da Medalha
de Mérito “Jaime Mota” os seguintes Militares: No uso da faculdade conferida pela alínea c) do n.º 2 do
artigo 204.º da Constituição, o Governo decreta o seguinte:
▪ Major – Nelson Olívio Vaz Tavares;
CAPÍTULO I
▪ Sargento-mor – Alcibíades Mendes Tavares e
DISPOSIÇÕES GERAIS
▪ Sargento-mor – Marcos Gomes Ribeiro
Artigo 1.º
Artigo Terceiro
Objeto e âmbito
O Presente Decreto-Presidencial entra imediatamente
em vigor e produz efeitos a partir de 15 de Janeiro de 2017. 1. O presente diploma deine as normas e os procedimentos
necessários à execução do Orçamento do Estado para o
Publique-se:
ano económico de 2017.
Palácio da Presidência da República, na Praia, aos 12
2. O presente diploma aplica-se a todos os Organismos
de Janeiro de 2017. – O Presidente da República, JORGE
do Estado que realizam despesas públicas através do
CARLOS DE ALMEIDA FONSECA.
Orçamento do Estado.
––––––o§o–––––– CAPÍTULO II
CONSELHO DE MINISTROS RACIONALIZAÇÃO DAS ESTRUTURAS
–––––– E DESPESAS COM O PESSOAL
Artigo 2.º
Decreto-Lei nº 1/2017
Racionalização das Estruturas
de 12 de Janeiro

Convindo cumprir o disposto nos n.ºs 1 e 2 do artigo 22.º 1. Durante a execução orçamental deve-se dar
da Lei de Enquadramento Orçamental, Lei n.º 78/V/98, continuidade às medidas de política, visando alcançar
de 7 de dezembro, o Governo deve, após a aprovação do os seguintes objetivos:
Orçamento do Estado, tomar todas as medidas necessárias a) Reduzir o número de estruturas orgânicas da
à sua execução, através da aprovação e publicação do Administração Pública central, inclusive dos
Decreto-Lei que deine as normas e os procedimentos Serviços e Fundos Autónomos e Institutos
necessários à execução do Orçamento do Estado. Públicos;

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b) Otimizar os índices de tecnicidade dos recursos 3. Sem prejuízo do disposto no artigo 27.º do Decreto-
humanos da Administração Pública central, lei n.º 59/2014, de 4 de novembro, todas as propostas de
ajustando o contingente de efetivos às estruturas contratos de gestão devem ser devidamente acompanhadas
orgânicas. dos respetivos termos de referência e carta de missão,
c) Otimizar a gestão de pessoal através de mapeamento com especificações claras dos objetivos e das metas
de competências disponíveis e necessárias e de quantiicáveis, passíveis de seguimento e avaliação.
utilização do instrumento de mobilidade interna. 4. Todos os contratos de gestão devem ser inseridos no
2. As medidas de intervenção de poupança devem SIGOF e na Base de Dados de Recursos Humanos (BDRH).
contribuir para: 5. Todos os contratos de gestão e de avença são
a) Capacitação de pessoal; e obrigatoriamente revistos e enquadrados nos termos dos
n.ºs 9, 10 e 11 do artigo 10.º da Lei do Orçamento para o
b) Redução dos custos de funcionamento e de aquisições ano económico 2017.
de bens e serviços, na Administração Central.
6. No caso de recrutamentos efetuados através de
Artigo 3.º
mobilidade interna, os processos devem ser acompanhados
Recrutamento, evolução na carreira e mobilidade de pessoal da proposta de transferência da dotação orçamental a
1. O concurso de ingresso na Administração Pública que se refere o n.º 2 do artigo 10.º da Lei do Orçamento
ica condicionado à utilização prévia dos instrumentos de 2017.
de mobilidade previstos no Decreto-Lei n.º 54/2009, de 7. Para satisfação das necessidades de pessoal, os
07 de dezembro. recrutamentos no âmbito da Administração Pública
2. Cabe à DNAP promover e coordenar a utilização Central devem ser feitos mediante concurso público ou,
dos instrumentos de mobilidade nos termos do número ainda, mediante a utilização da Bolsa de Competências
anterior. de que trata o n.º 7 do artigo 10.º da Lei do Orçamento
para o ano económico 2016, tendo os instrumentos de
3. A gestão e organização de todos os concursos de
mobilidade prioridade sobre o recrutamento.
recrutamento na Administração Pública Central devem
icar centralizadas na Direção Nacional da Administração Artigo 5.º
Pública. Exclusividade
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4. As contratações no âmbito de projetos de investimentos 1. Em harmonia com o princípio de exclusividade,


públicos devem ser feitas obrigatoriamente por concurso, previsto no artigo 10.º da Lei 42/VII/2009, de 27 de julho,
nos termos da lei. ica proibida a concessão de dispensa para estudos durante
o período normal de funcionamento da Administração
5. A evolução e o desenvolvimento profissional na
Pública.
carreira na Administração Pública e nas entidades públicas
empresariais realizam-se de acordo com a disponibilidade 2. É igualmente aplicado o previsto no número anterior,
orçamental e inanceira. salvo legislação especial contrária, ao exercício da atividade
de docência, ou a preparação de aulas no local e na hora
6. É proibido o recrutamento de pessoal de cargo inferior
normal de trabalho.
a Assistente Técnico nível I, tanto no âmbito do orçamento
de funcionamento como no orçamento de investimento, 3. O incumprimento do prescrito nos números anteriores,
podendo, excecionalmente, a Direção Nacional do Orçamento é sancionado nos termos previstos no estatuto disciplinar
e da Contabilidade Pública (DNOCP) em articulação com dos agentes da Administração Pública.
a Direção Nacional da Administração Pública (DNAP) Artigo 6.º
autorizar o recrutamento de pessoal com cargo inferior
Disciplina e controlo orçamental
àquele, mediante proposta fundamentada.
Artigo 4.º 1. Nenhuma despesa pode ser efetuada sem que, além
de ser legal, se encontre suicientemente discriminada no
Procedimentos de recrutamento
Orçamento do Estado e tenha cabimento no correspondente
1. Todas as propostas para a efetivação de novos crédito orçamental.
recrutamentos, nomeação de pessoal do quadro especial,
2. Fica interdita a liquidação ou o pagamento de
de pessoal dirigente e cheia operacional da Administração
qualquer despesa de encargos com o pessoal, resultante
Pública Central, que resultem ou não de mobilidade,
de novos recrutamentos e nomeações, bem como com
devem ser remetidas, diretamente, pelas Direções
contratos de avença, antes da publicação do respetivo
Gerais de Planeamento, Orçamento e Gestão (DGPOG)
despacho permissivo.
ou serviços equiparados, responsáveis pela gestão dos
recursos humanos e administração, à Direção Nacional 3. Fica interdita a atribuição de efeito retroativo à
da Administração Pública (DNAP), acompanhadas dos data da publicação do despacho acima referido, salvas
elementos de acordo com o Decreto-lei n.º 38 /2015, de as exceções previstas na lei.
29 de julho. 4. Antes da homologação, pelo membro do Governo, de
2. As propostas referidas no número anterior devem ser contratos a prazo, contratos de tarefa, ou ainda qualquer
autorizadas mediante despacho do membro do Governo outra forma de relação laboral, ica igualmente interdita a
responsável pelo departamento governamental proponente, liquidação ou pagamento de qualquer despesa de encargos
antes de serem enviadas à DNAP. com o pessoal resultante dos mesmos.

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5. Todas as decisões e despachos que alterem a situação 15. Os membros da comissão de gestão de fundos e
dos funcionários públicos, nomeadamente a colocação em serviços sociais a que se refere o n.º 13, que realizarem
licença sem vencimentos, a nomeação para o desempenho ações previstas no mesmo número, ficam obrigados a
de cargos em comissão ordinária de serviço, a exoneração repor de uma só vez o montante das despesas realizadas.
ou cessação dos contratos de trabalho a termo, a colocação 16. Os membros dos órgãos de iscalização dos organismos
dos funcionários públicos para as missões diplomáticas e da administração indireta que, tendo conhecimento das
postos consulares e todas as outras situações que impliquem despesas realizadas em violação ao disposto no n.º 13, não o
acréscimo de despesas com o pessoal dos departamentos comunicarem ao departamento governamental responsável
governamentais, devem ser devidamente atualizados pelas inanças, serão objeto de procedimento disciplinar.
na BDRH pelas DGPOG ou serviços equiparados dos
respetivos ministérios. Artigo 7.º

6. As situações previstas no número anterior devem ser Dotação provisional para despesas com pessoal
visadas pela DNAP, antes da sua publicação, para efeito 1. Os encargos provisionais para recrutamentos, nomeações,
de iscalização e controlo da legalidade e da atualização regresso ao quadro, reclassiicações e reformulações de
da BDRH. contrato, evolução e desenvolvimento proissional são
7. Devem, igualmente, ser remetidos à DNAP os cativados pela DNOCP e disponibilizados caso a caso, de
casos de homologação da incapacidade profissional e acordo com a observância do disposto nos artigos 2.º e 3.º,
de falecimento de funcionários públicos, para efeito de e de forma centralizada pelo Ministério das Finanças.
controlo da legalidade e atualização da BDRH. 2. As transferências do Orçamento do Estado aos
8. As despesas com a publicação dos atos administrativos Serviços e Fundos Autónomos e Institutos Públicos
de gestão de recursos Humanos são da responsabilidade devem ser deduzidas dos encargos provisionais previstos
do setor a que pertence o funcionário. no n.º 1 deste artigo, até ao momento da autorização da
despesa associada a cada caso de regresso ao quadro,
9. Cabe ao Ministério das Finanças, através de retenção, recrutamento e nomeação.
efetuar o pagamento das despesas com a publicação do
ato da aposentação dos ex-subscritores da função pública. 3. Para o controlo da disponibilidade orçamental
inscrita na verba Dotação Provisional para despesas
10. A liquidação ou pagamento de qualquer despesa de com pessoal, cada departamento governamental, em
encargos com o pessoal, recrutado no âmbito de projetos concertação com a DNOCP, deve elaborar e manter
de investimento, ica condicionado ao respetivo cadastro atualizado um quadro de disponibilidade da verba, no
na BDRH, aquando da criação das condições no sistema.
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qual devem constar o montante do orçamento inicial, a


11. Os funcionários públicos no ativo e na situação de lista nominal dos beneiciários, o impacto inanceiro dos
aposentados e reformados, com familiares beneiciários de processos em trâmite e dos processos já publicados em
abono de família, devem apresentar, no último trimestre Boletim Oicial e os respetivos saldos.
do ano precedente a este direito, os documentos que Artigo 8.º
legitimem o pagamento desta prestação pecuniária,
Transferência de verbas
nomeadamente:
1. As dotações orçamentais correspondentes às despesas
a) Boletim de Abono de Família e a Cédula pessoal ou com o pessoal não podem ser utilizadas como contrapartida
Bilhete de Identidade ou Certidão de Nascimento; para o reforço de outras rúbricas de despesas que não
b) Tratando-se de ilhos com idades superiores a 18 estejam integradas naquela, salvo para casos de pensões.
(dezoito) anos e, a frequentarem estabelecimentos 2. O número anterior não se aplica aos projetos de
de ensino no país ou no estrangeiro, devem investimentos públicos.
igualmente, anexar documentos comprovativos
de matrícula e frequência escolar com 3. Durante o ano económico de 2017, na passagem dos
aproveitamento; funcionários públicos do ativo para aposentação, bem
como na entrada em regime de reserva dos efetivos das
c) Tratando-se de pais ou outros familiares a viverem Forças Armadas, os processos devem ser encaminhados
na dependência dos funcionários públicos, devem com a proposta de transferência da dotação prevista para
apresentar prova de vida e documento passado o funcionário público em ativo ou o efetivo das Forças
pela autoridade administrativa do seu local de Armadas no respetivo ano, para as rubricas “Pensão de
residência, conirmando não possuírem bens de Aposentação” e “Pensão de Reserva”, respetivamente.
sustento e viverem na dependência dos descendentes.
4. Igualmente, os processos de “Pensão de Sobrevivência”
12. O incumprimento do previsto no número anterior devem ser acompanhados da proposta de transferência
implica a suspensão do pagamento da respetiva prestação da dotação inscrita na rúbrica “Pensão de Aposentação”
pecuniária. para “Pensão de Sobrevivência”.
13. Fica expressamente proibida a organização de Artigo 9.º
festas ou convívios, bem como a atribuição de prendas,
Funcionários das missões diplomáticas
brindes ou similares, com recursos públicos por parte
dos serviços e organismos integrantes do setor público, 1. O pagamento dos subsídios aos funcionários públicos
administrativo e empresarial, ou de fundos e serviços do Ministério dos Negócios Estrangeiros e Comunidades
sociais existentes no setor público alimentados em mais (MNEC) colocados nas missões diplomáticas e postos
de 50% por transferências do setor público. consulares, é efetuado mediante transferência bancária,
segundo o calendário para a transferência de fundos para
14. Os dirigentes e gestores públicos que realizarem
as missões diplomáticas e postos consulares.
as ações previstas no artigo anterior incorrem em
responsabilidade disciplinar e ou civil, icando obrigados a 2. A liquidação das despesas, referidas no número
repor de uma só vez o montante das despesas realizadas. anterior, faz-se pela rubrica “Subsídios Permanentes”.

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3. Para efeito da efetivação das transferências, a DGPOG 11. As DGPOG ou serviços equiparados responsabilizam-se
do MNEC deve remeter, trimestralmente, à DNOCP a lista pela introdução da “Pensão de Alimentos”, “Depósitos
nominal dos funcionários públicos abrangidos no n.º 1. Judiciais Obrigatórios” por solicitação dos Tribunais
4. A DGPOG do MNEC deve comunicar imediatamente Judiciais, bem como dos descontos de “quotas” dos
à DNOCP, todas as situações que impliquem a alteração sindicatos.
das transferências referidos no n.º 1. 12. Cabe também às DGPOG ou serviços equiparados
processar os subsídios por morte aos familiares dos
Artigo 10.º
funcionários públicos falecidos.
13. Por Portaria do membro do Governo responsável
Processamento de remunerações e abonos
1. Compete às DGPOG ou serviços equiparados dos pela área das Finanças são fixadas as datas-valor
departamentos governamentais inserir, através do dos processamentos, por ministérios, cabimentação e
Sistema Integrado de Gestão Orçamental e Financeira liquidação, visto do controlador inanceiro e a data de
(SIGOF), o registo mensal das remunerações de todos creditação das remunerações e das pensões nas contas
os funcionários públicos pertencentes aos respetivos dos beneiciários.
quadros de pessoal. Artigo 11.º
2. Compete às DGPOG ou serviços equiparados e aos Processamento de Pensões
Controladores Financeiros a iscalização e o cumprimento
da Lei n.º 39/VIII/2013, de 17 de setembro, no que tange 1. Transitoriamente, cabe à DNOCP processar, até ao
ao regime de incompatibilidade do pessoal aposentado. dia 10 (dez) de cada mês, através do SIGOF, as pensões
de aposentação, as de sobrevivência e as demais cujos
3. O processamento das remunerações que viola o previsto beneiciários constem da Base de Dados das Pensões.
no diploma referido no número anterior é considerado,
para todos os efeitos, indevido, cabendo às DGPOG ou 2. Cabe, igualmente, à DNOCP processar o Abono
serviços equiparados e aos Controladores Financeiros a de Família devido aos aposentados e reformados, cujos
responsabilidade solidária pela recuperação e reposição beneiciários devem provar documentalmente, durante
integral dos montantes pagos indevidamente. o último trimestre do ano precedente, o direito a esta
prestação social pecuniária.
4. São consideradas remunerações, designadamente:
os ordenados, vencimentos, salários, subsídio de 3. Constitui, também, tarefa da DNOCP processar
residência, subsídio de comunicação, subsídio de o subsídio por morte aos familiares dos aposentados e
representação, subsídio de férias, subsídio de natal, reformados falecidos.
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subsídio de refeições, suplementos remuneratórios 4. A DNOCP toma providências visando a atualização


diversos, gratificações certas e permanentes, da BDRH relativamente às Pensões, de todos os
gratificações eventuais, horas extraordinárias, prémio beneficiários, eliminando os falecidos, menores que
de produtividade, comissões ou prémios, participações atingiram a maioridade e que perderam o direito à pensão
em custas e multas, participações nos emolumentos, de sobrevivência e cônjuges sobreviventes que hajam
senhas de presença e abonos para falhas. celebrado novos casamentos.
5. Os registos das alterações devem ser efetuados, pelas 5. No último trimestre do ano precedente ao direito
entidades referidas no número 1, até ao dia 10 (dez) de cada à pensão de sobrevivência, os titulares de pensões,
mês, com os dados das alterações relativos ao mês anterior. devem fazer a prova de vida, mediante a apresentação
6. Fica proibida a contemplação, no mês a que respeitam, dos “Certiicados de Vida” nas repartições Concelhias
de alterações posteriores à data estabelecida e que de Finanças, Casa do Cidadão, Embaixadas e Postos
ultrapassem o prazo deinido no número anterior, sendo Consulares ou presencialmente na DNOCP.
da inteira responsabilidade dos serviços referidos a não 6. O incumprimento do prazo estabelecido no número
introdução dessas alterações para efeitos do processamento anterior implica a suspensão da pensão a partir do mês
dos vencimentos. de fevereiro.
7. Os dados inseridos, após o prazo estabelecido, devem Artigo 12.º
ser processados no mês imediatamente seguinte a que
Restituição de pagamentos indevidos
disserem respeito.
1. As DGPOG ou serviços equiparados e a DNOCP, em
8. A DNOCP procede, através de controladores inanceiros,
articulação com a Direção-geral do Tesouro (DGT), devem
à conferência e a verificação concomitante de todas as
zelar pelo pagamento devido de remunerações e pensões,
inscrições e/ou alterações introduzidas, indas as quais as
cabendo-lhes a responsabilidade pela recuperação integral
DGPOG ou serviços equiparados devem proceder, de acordo
dos montantes eventualmente pagos indevidamente.
com as datas-valor em vigor, ao processamento dos dados
para pagamentos das remunerações, do mês a que reportam. 2. Em caso de pagamentos indevidos, os beneiciários
devem proceder à devolução imediata dos respetivos
9. Compete às DGPOG ou serviços equiparados processar
montantes à DGT, via Documento Único de Cobrança
o Abono de Família dos ilhos e outros dependentes dos
(DUC), emitido por esta.
funcionários públicos afetos aos respetivos departamentos
governamentais, cabendo-lhes, igualmente, introduzir 3. O incumprimento do estabelecido no número anterior
na BDRH os dados individuais dos beneficiários e a determina a suspensão do recebimento dos salários
consequente suspensão daqueles que, nos termos da lei, subsequentes, até o limite da compensação do valor pago
perderam direito a esta prestação pecuniária. indevidamente.
10. Constitui tarefa das DGPOG ou serviços equiparados 4. São solidariamente responsáveis, todos os funcionários
inserir o desconto das faltas injustiicadas, o desconto públicos e dirigentes que, culposamente, ainda que a título
proveniente da aplicação de penas disciplinares e outros de negligência, contribuírem para o processamento e o
que tenham enquadramento legal. pagamento indevido de remunerações ou pensões.

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Artigo 13.º Artigo 16.º

Aposentação antecipada no interesse da Administração Gestão da Base de Dados

1. No âmbito da reforma administrativa e inanceira Os órgãos de soberania, os serviços simples, assim como
em curso e, no cumprimento do disposto no artigo 76.º os Serviços e Fundos Autónomos, incluindo os Institutos
da Lei n.º 42/VII/2009, de 27 de julho, é permitido Públicos, icam obrigados a fazer toda a gestão do seu
ao funcionário titular de cargo do regime geral de pessoal a partir da Base de Dados dos Recursos Humanos
carreira e regime de emprego requerer a aposentação (BDRH) da Administração Pública.
antecipada. CAPÍTULO IV
2. O limite mínimo de tempo de serviço prestado ao PATRIMÓNIO PÚBLICO
Estado, para efeito do disposto no número anterior é de Secção I
30 (trinta) anos.
Aquisições Públicas
3. A pensão é calculada proporcionalmente ao tempo
de serviço, nos termos da lei. Artigo 17.º

4. Para os cargos do regime de emprego, à pensão ixada, Utilização das dotações orçamentais
nos termos do presente artigo, é concedida uma boniicação 1. Ficam cativos 20% (vinte por cento) do total das
até 20% (vinte por cento), não podendo ultrapassar o verbas orçamentadas nos agrupamentos económicos,
limite máximo da pensão ixada a este cargo. remunerações variáveis e aquisição de bens e serviços.
5. Os lugares deixados vagos pelos funcionários 2. Excetuam-se do número anterior, as verbas destinadas
aposentados nos termos do presente diploma, serão aos medicamentos, alimentos, serviços de limpeza, higiene
automaticamente extintos. e conforto, vigilância e segurança, rendas, alugueres e
seguros.
6. O prazo de entrega dos requerimentos de pedido
de aposentação antecipada é de 180 (cento e oitenta) 3. Ficam cativadas as aquisições de ativos não inanceiros
dias a contar da data da entrada em vigor do presente no âmbito do orçamento de funcionamento, nomeadamente
diploma. as aquisições de equipamentos administrativos e mobiliários
diversos e equipamentos de carga e transportes, exceto
7. Os funcionários aposentados nos termos do presente as aquisições dos órgãos de soberania.
diploma, icam interditos de exercerem qualquer cargo
Artigo 18.º
público remunerado na Administração Pública direta e
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indireta, incluindo as Autarquias Locais. Aquisição e locação de bens móveis e serviços

8. O disposto pelo presente artigo não se aplica ao 1. A aquisição e locação de bens móveis e serviços
pessoal da carreira médica, carreira de enfermagem, ao deve obedecer aos preceitos estabelecidos na Lei
pessoal docente e às forças de segurança. n.º 88/VIII/2015, de 14 de abril, que regula o Código de
Contratação Pública (CCP).
CAPÍTULO III
2. As DGPOG ou serviços equiparados devem encaminhar
MEDIDAS DE POLÍTICA DE RECURSOS o seu Plano Anual de Aquisições (PAA), devidamente
HUMANOS aprovado pelo respetivo membro do Governo, à Unidade
Artigo 14.º de Gestão das Aquisições (UGA) enquanto unidade
responsável pelas aquisições nos termos do artigo 61.º
Contratação a termo do CCP.
1. O Governo deve adotar medidas visando o reforço dos 3. As DGPOG ou serviços equiparados devem
mecanismos de controlo relativos à contratação a termo encaminhar à Unidade de Gestão das Aquisições
de pessoal para a administração pública. Centralizadas (UGAC), a indicação dos bens móveis
e os serviços a adquirir ou a alugar bem como as
2. Os instrumentos de acompanhamento e controlo do
empreitadas e obras públicas devidamente aprovado
recurso à celebração de contratos a termo pelos serviços
pelo respetivo membro do governo, nos termos dos
e organismos da Administração Pública são aprovados
artigos 62.º e 63.º do CCP.
por Despacho do membro do Governo responsável pelas
áreas das Finanças e da Administração Pública. 4. Os PAA e os planos anuais agrupados devem ser
publicitados no Portal de Contratação Pública nos moldes
Artigo 15.º
deinidos no CCP.
Instrução dos atos de gestão de recursos humanos 5. A UGAC deve preparar o plano anual agrupado com
1. Os atos de gestão de recursos humanos que não apoio das DGPOG ou serviços equiparados, conforme
impliquem aumento de despesas, depois de analisados artigos 63.º e 64.º do CCP.
pela Comissão Técnica a que se refere o artigo 4.º do 6. Os documentos de procedimento, cujo valor do
Decreto-Lei n.º 64/97, de 6 de outubro, são homologados contrato seja igual ou superior a 4.000.000 (quatro
pelo membro do Governo responsável pela área da milhões de escudos), devem ser submetidos à entidade
Administração Pública. competente pelo controlo dos procedimentos no ministério
2. A tramitação dos atos de gestão de recursos humanos responsável pelas inanças para efeito de veriicação
previstos no Decreto-lei n.º 64/97, de 6 de outubro, bem conforme artigo 41.º do CCP.
como o ato de aposentação, é feita através dos novos 7. Excetuam-se do disposto nos números anteriores, as
fluxos em suporte eletrónico, podendo ser utilizado missões diplomáticas e consulares no exterior, as quais
com caráter excecional a tramitação de processos em devem, no entanto, seguir o estipulado em legislação
papel físico. própria sobre a matéria.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 99

8. Os documentos de concurso público, de concurso 8. Nos termos do número anterior, a UGAC deverá
público em duas fases e de concurso limitado por prévia remeter à DGPCP toda a documentação, nomeadamente,
qualiicação, de âmbito nacional e internacional devem ser os termos de referência, cadernos de encargos, orçamentos
publicitados mediante anúncio, no portal de contratação apresentados pelas empresas participantes e os relatórios
pública, conforme o artigo 24.º do CCP. de avaliação.
Artigo 19.º 9. Os contratos de aquisição de veículos destinados
aos serviços simples da Administração Central devem
ser celebrados entre a DGPCP, em nome do Estado, e o
Contrato de aprovisionamento

1. Tendo por base o protocolo estabelecido entre a Direção fornecedor.


Geral do Património e da Contratação Pública (DGPCP) 10. Os contratos de aquisição de veículos destinados aos
e os fornecedores, os contratos de aquisição de bens e serviços com autonomia inanceira devem ser celebrados
serviços, tais como, de eletricidade, água, telefone, fax, entre o serviço e o fornecedor, devendo, entretanto,
telex, internet, seguro auto, devem ser celebrados entre remeter, para conhecimento e registo na DGPCP o referido
as DGPOG ou serviços equiparados de cada ministério contrato e os anexos.
e o fornecedor direto.
11. Durante o ano de 2017, o Ministério das Finanças
2. Os contratos de aquisição de bens e serviços, determinará procedimentos com vista a aquisição de
designadamente, serviços de segurança e vigilância veículos preferencialmente mediante contrato de leasing.
privada, serviços externos de limpeza, manutenção de
equipamentos e instalações, só podem ser celebrados 12. Nos casos das doações, devem ser enviadas à DGPCP
mediante procedimento de contratação pública adequado, o dossier completo, para efeito de inventário e cadastro.
promovido pela UGA ou pela UGAC ou pela Unidade de Artigo 21.º
Coordenação do Projeto de Investimentos.
Aquisição de imóveis
3. Os contratos mencionados no número anterior
que tenham sido celebrados há 3 (três) ou mais anos, 1. A instrução dos processos de aquisição de imóveis
não devem ser renovados, e icam sujeitos a uma nova deve obedecer o prescrito nos artigos 66.º e seguintes do
consulta do mercado em conformidade com a modalidade Decreto-Lei 2/97, de 21 de setembro.
de aquisição prevista na lei. 2. As aquisições onerosas de edifícios, sem prejuízo do
4. O disposto nos números antecedentes aplica-se estabelecido na lei para representações diplomáticas,
igualmente aos Projetos de Investimento. carecem de autorização prévia do membro do Governo
2 285000 001569

responsável pela área das Finanças, precedida de


Artigo 20.º parecer técnico do Ministério responsável pela área das
Aquisição de veículos
Infraestruturas.
3. A aquisição de imóveis pelos Serviços e Fundos
1. Com exceção das Câmaras Municipais, todas as
Autónomos e os Institutos Públicos, ica dependente de
entidades referidas no n.º 1 do artigo 5.º da no Código
autorização conjunta do membro do Governo responsável
da Contratação Pública, incluindo todas as unidades
pela área das Finanças e do membro do Governo de que
de coordenação de projetos de investimentos, devem
dependem, precedida de parecer técnico do Ministério
adquirir veículos através da formulação de uma proposta
responsável pela área das Infraestruturas.
fundamentada, indicando o preço previsto da viatura, a
proveniência da verba, a tipologia, caraterísticas técnico- Artigo 22.º
mecânicas, bem como cilindrada, potencia, modelo e o Reparação e conservação de edifícios
uso previsto.
1. Todas as propostas para intervenções com previsão de
2. A proposta de aquisição de veículo, para além dos custo superior a 500.000 CVE (quinhentos mil escudos) a
requisitos referidos no n.º 1, devem conter, nomeadamente, realizar em imóveis do Estado devem ser autorizadas pela
a indicação de, pelo menos, mais dois modelos alternativos, DGPCP, como condição prévia à consulta de mercado nos
adequadas à necessidade do serviço proponente. termos estabelecidos pelas regras de contratação pública.
3. A proposta de aquisição de viaturas deve estar 2. As propostas de intervenções devem estar autorizadas
autorizada nos termos do artigo 3.º do CCP e artigo 42.º nos termos do artigo 3.º do CCP e artigo 42.º Lei 1/2009,
da Lei 1/2009, de 5 de janeiro. de 5 de janeiro.
4. Antes da abertura de qualquer processo de aquisição 3. Obtida a aprovação mencionada no numero anterior
de veículos, deverá ser dada preferência à afetação de o serviço preponente deverá cumprir com as regras
veículos disponíveis no parque automóvel do Estado. prescritas no CCP, mantendo as especiicações técnicas
5. As propostas deverão ser apreciadas pela DGPCP, a e requisitos alvos de aprovação.
qual emitirá um parecer sobre os pedidos e remeterá ao 4. Os trabalhos de manutenção, reparação e conservação
membro do Governo responsável pela área das Finanças, de edifícios devolutos do Estado e das residências oiciais
para efeitos de decisão inal. são assegurados, respetivamente, pela DGPCP em
6. Obtida a aprovação mencionada no numero anterior articulação com as entidades responsáveis, e pelo setor
o serviço preponente deverá cumprir com as regras ao qual pertence o beneiciário da residência oicial.
prescritas no CCP, mantendo as especiicações técnicas 5. As DGPOG ou serviços equiparados dos respetivos
e requisitos alvos de aprovação. departamentos ministeriais, para uma adequada
7. As aquisições de veículos para a Administração conservação e manutenção dos imóveis a eles afetos,
Central do Estado, durante o ano de 2017, são adquiridas inclusive residências oiciais, devem identiicar, planear
preferencialmente de forma agrupada e centralizada na e executar as respetivas obras, mediante autorização da
UGAC. DGPCP.

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100 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017

6. Nos casos em que os imóveis estejam afetos a mais 3. A efetivação da recarga somente é feita no Chip do
do que um departamento governamental, a DGPCP respetivo bem e mediante o pagamento prévio.
deve indicar o departamento que procede a realização 4. O disposto nos números antecedentes aplica-se
das obras. igualmente aos Institutos, Fundos e Serviços Autónomos
7. O processo de execução de todas as obras de e Projetos de Investimentos.
reparação e conservação de imoveis do Estado fica Artigo 26.º
sob a supervisão do Ministério das Infraestruturas
e Ordenamento do Território e Habitação (MIOTH), Seguros de veículos
desde que superiores a 1.500.000 CVE (um milhão e 1. Todos os contratos apólices de seguros de veículos
quinhentos mil escudos) ou que tais intervenções afetam devem ser registados e cadastrados no Sistema Integrado
a estrutura do edifício. de Gestão Patrimonial Georreferenciado;
Artigo 23.º 2. O disposto no número antecedente aplica-se igualmente
Construção aos Institutos, Fundos e Serviços Autónomos e Projetos
de Investimentos.
1. Todos os projetos de infraestrutura e obras
públicas da administração central, cuja execução seja Secção II
centralizada e financiada através do Orçamento do Gestão Patrimonial
Estado, devem ser efetuados por intervenção do MIOTH, Artigo 27.º
em concertação com o departamento governamental
responsável pelo setor. Controlo de despesas

2. Sem prejuízo do disposto no CCP, a intervenção do Para cada trimestre e seus múltiplos, a execução nas
MIOTH nos projetos de infraestruturas e obras públicas rubricas “Aquisição de bens e serviços” e “Fornecimentos
da administração central direta é obrigatória, tanto na e serviços externos” não pode ultrapassar o montante do
aprovação dos projetos quanto na sua iscalização. somatório dos correspondentes duodécimos, com exceção
das rubricas “Deslocações e Estadia” e “Conservação e
3. Nos casos em que, por força dos acordos de inanciamento Manutenção” e “Assistência Técnica”.
externo, seja obrigatória a constituição de unidades de
gestão ou de coordenação de projetos de infraestruturas Artigo 28.º
e obras públicas, as mesmas devem funcionar sob a Gestão de bens imóveis
coordenação do departamento competente do MIOTH,
1. Compete à DGPCP tomar as decisões estratégicas relativas
2 285000 001569

com a participação da entidade responsável pela obra, e


do Ministério das Finanças. à entrada e saída de ativos imóveis do Património do Estado
e dos expedientes associados à gestão administrativa dos
4. A situação jurídica dos terrenos sobre os quais se bens imóveis, nomeadamente aquisições, arrendamentos,
pretende realizar infraestruturas ou obras públicas, deve afetação, concessões e alienações.
ser previamente deinida ou regularizada, junto do setor
2. Nenhum setor pode autorizar a ocupação de instalações
responsável pela área do Património do Estado.
por outros setores ou serviços, sem a devida autorização
5. Toda a documentação, em suporte digital e/ou impresso, prévia do membro do Governo responsável pela área das
designadamente projetos, levantamentos topográicos e Finanças.
respetivas coordenadas geográicas, plantas de localização,
3. As propostas de atribuição de imóveis ou instalações
registos prediais e matriciais das obras realizadas no
públicas, devem ser adequadamente fundamentadas, nos
âmbito do presente artigo, deve ser remetida à DGPCP,
termos do Decreto-Lei n.º 2/97, de 21 de janeiro, e submetidas
para efeito de inventário e cadastro.
à autorização ministerial por intermédio da DGPCP.
4. Os imóveis que não estejam a ser utilizados, deixem
Artigo 24.º
Reparação e conservação de veículos de ser necessários aos serviços ou de qualquer forma não
1. Todas as intervenções no âmbito da reparação e estejam a ser aplicados aos ins de interesse público a que
conservação de veículos de valor superior a 400.000 CVE obedeceram a sua afetação, regressam à DGPCP, nos termos
(quatrocentos mil escudos) a realizar em veículos do do artigo 91.º do Decreto-lei n.º 2/97, de 21 de janeiro.
Estado devem ser autorizadas pela DGPCP. Artigo 29.º
2. As DGPOG ou serviços equiparados dos respetivos Arrendamento para a instalação de serviços públicos
ministérios, para uma adequada conservação e manutenção 1. Os contratos de arrendamento de imóveis para instalação
dos veículos a eles afetos, inclusive os veículos de uso de serviços e organismos do Estado, qualquer que sejam
pessoal, devem identiicar, planear e executar as respetivas o im a que se destinam, incluindo os Serviços e Fundos
intervenções mediante a autorização da DGPCP. Autónomos, cuja renda mensal exceda 50.000 CVE (cinquenta
Artigo 25.º mil escudos), carecem de autorização prévia da DGPCP.
Fornecimentos de combustíveis 2. Os contratos cujas rendas mensais excedam a
1. As aquisições de combustíveis pelos serviços da 500.000CVE (quinhentos mil escudos) carecem de
Administração Central do Estado devem fazer-se nos autorização prévia do Conselho de Ministros.
termos da Portaria n.º 15/98, de 2 de março, alterada 3. As propostas, devidamente fundamentadas, nos termos
pela Portaria n.º 5/2006, de 23 de janeiro, através de do Decreto-lei n.º 2/97, de 21 de janeiro, são submetidas
carregamentos dos chips pela DGPCP. à autorização ministerial por intermédio da DGPCP.
2. A requisição da recarga dos chips de combustíveis 4. Os contratos de arrendamento relativos aos serviços
deve ser precedida da cabimentação automática através do simples da Administração Central, mencionados nos
Sistema Integrado de Gestão Patrimonial Georreferenciado n.ºs 1 e 2 são celebrados entre a DGPCP, em nome do
sob pena de não aprovação do pedido. Estado, e o Senhorio.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 101

5. Os contratos de arrendamento relativos aos serviços 2. O registo e respetiva atualização do inventário no


simples da Administração Central cujo valor mensal seja Sistema Integrado de Gestão Patrimonial Georreferenciado
inferior a 50.000 CVE (cinquenta mil escudos), devidamente é obrigatório e deve ocorrer logo que se veriique o acesso
autorizado pela tutela, são celebrados entre o responsável ao sistema.
dos serviços administrativo central do departamento Artigo 33.º
governal em que se integra o serviço a instalar e o Senhorio Gestão de bens móveis
perante o Notário Privativo do Estado.
1. No âmbito da desconcentração patrimonial, a DGPCP
6. Os contratos de arrendamento entre os Institutos, deine as políticas e regras de aquisição, renovação e abate
Fundos e Serviços Autónomos e os respetivos Senhorios dos bens móveis de forma transversal, regras relativas ao
devem ser celebrados perante o Notário Privativo do cadastro e inventário e supervisionar o seu cumprimento.
Estado.
2. As DGPOG ou serviços equiparados gerem em termos
7. O disposto nos números antecedentes aplica-se operacionais os bens móveis, designadamente a aquisição
igualmente aos Projetos de Investimentos. e a atualização do cadastro de inventário e zelam pelo
Artigo 30.º seu estado de conservação.
Comunicação de rescisão dos contratos de arrendamento Artigo 34.º
1. Os serviços icam obrigados a comunicar à DGPCP, Gestão de Parque de Veículos do Estado
com a antecedência mínima de 60 (sessenta) dias antes 1. A DGPCP deve tomar decisões estratégicas de entrada,
do im do prazo contratual, o propósito de rescindir os saída, afetação e reafectação de veículos e os respetivos
contratos respeitantes a prédios tomados de arrendamento registos nas conservatórias.
para instalação de serviços ou outros ins de interesse
administrativo. 2. Os serviços e organismos do Estado, incluindo os
Institutos Públicos, Serviços e Fundos Autónomos, devem,
2. A comunicação intempestiva implica o apuramento através da DGPOG ou serviços equiparados, proceder à
de responsabilidades e o ressarcimento ao Estado, através identiicação e o planeamento das necessidades futuras.
de DUC, por eventuais despesas com rendas que forem
liquidadas e depositadas nas contas dos senhorios para 3. Os serviços e organismos do Estado, incluindo
além da data da desocupação ou devolução dos prédios. os Institutos Públicos, Serviços e Fundos Autónomos,
devem igualmente proceder à manutenção e reparação
2 285000 001569

3. Todos os serviços são obrigados a providenciar a dos veículos e zelar pela sua correta utilização.
entrega dos imóveis aos senhorios, livres e desocupados
na data de cessação dos respetivos contratos e no estado 4. Todo e qualquer veículo não utilizado deve ser devolvido
em que se encontravam na altura do arrendamento, salvo aos serviços responsáveis pela área do Património do
desgastes ocasionados pelo seu uso normal e/ou quando Estado, nos termos do artigo 41.º da Portaria 61/98 de
o contrato dispuser de forma diferente. 02 de novembro.
Artigo 31.º Artigo 35.º

Inventário Geral dos Bens Patrimoniais do Estado Deslocações e estadias

Os serviços e organismos do Estado, incluindo os Institutos 1. As deslocações em serviço, inter-ilhas e ao exterior,


Públicos, Serviços e Fundos Autónomos, devem prestar a carecem da autorização prévia do membro do Governo
devida colaboração à DGPCP, diretamente ou através de responsável pelo serviço onde o funcionário está integrado.
entidade por esta indicada, na realização do Inventário 2. As deslocações ao exterior dos chefes de missão e
Geral dos Bens Patrimoniais do Estado, nomeadamente: dos funcionários públicos colocados nas representações
a) Procedendo ao registo e cadastro dos bens que diplomáticas de Cabo Verde carecem da autorização
lhes estejam afetos, no Sistema Integrado de prévia do membro do Governo responsável pelos Negócios
Gestão Patrimonial Georreferenciado, logo Estrangeiros.
que tal lhes seja solicitado, dentro dos prazos 3. As deslocações para o exterior fazem-se, sempre que
para tanto estipulados, com respeito pelos possível, pela via direta e mais económica, atendendo aos
parâmetros que hajam sido estabelecidos em preços praticados no mercado, salvo nos casos devidamente
formulários ou outros documentos apresentados autorizados pela respetiva tutela.
pela DGPCP; e
4. As deslocações para o exterior, quando completamente
b) Colaborando com a DGPCP e entidades por esta inanciadas, dispensam o Estado de quaisquer encargos
indicada no âmbito da elaboração do referido com ajudas de custo;
inventário.
5. O disposto no número antecedente aplica-se igualmente
Artigo 32.º aos Projetos de Investimento.
Procedimentos de inventário Artigo 36.º
1. Os serviços e organismos do Estado, incluindo Reposição de crédito
os Institutos Públicos, Serviços e Fundos Autónomos,
1. As despesas liquidadas e pagas, designadamente na
devem manter organizados e atualizados os respetivos
rubrica “Deslocações e Estadias”, cujo bem ou serviço não
inventários de base dos bens afetos aos seus serviços, nos
tenha sido utilizado e tenha dado lugar à sua devolução e
termos do Modelo de Dados e Manual de Procedimentos
correspondente reposição ao Tesouro, dá direito à reposição
do Inventário.
do crédito, pelo montante reposto.

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102 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017

2. Os funcionários do Estado, incluindo pessoal dirigente, 2. As DGPOG ou serviços equiparados, em casos


do quadro especial e titulares dos órgãos de direção dos excecionais, devidamente justiicados, e mediante proposta
Institutos Públicos e das empresas públicas, que efetuarem do responsável máximo do serviço solicitante, podem
deslocações em violação do disposto no número 3 do artigo autorizar tais comunicações a funcionários públicos cuja
5.º da Lei do Orçamento para o ano económico de 2016, natureza do trabalho justiique.
devem repor, mediante dedução, a diferença correspondente 3. Com base na faturação recebida mensalmente, as
a despesa a mais a que deu origem. DGPOG ou entidades equiparadas procedem a cabimentação,
3. A reposição do crédito previsto nos números 1 e 2, liquidação e pagamento.
devidamente comprovado pelo serviço ordenador, dá 4. O reforço da verba com as telecomunicações só pode
direito a abertura de um crédito junto do Tesouro, a ser feito com contrapartida da verba do orçamento do
favor do serviço e na correspondente rubrica orçamental. departamento governamental interessado, devendo cada
4. A utilização do referido crédito, mencionado no número um adotar medidas efetivas de controlo de utilização dos
anterior, deve ser executada pelo serviço ordenador, telefones e dos correspondentes custos.
mediante uma requisição devidamente autorizada pelo Artigo 40.º
responsável do serviço. Serviço telefónico móvel
5. No inal do exercício, se o serviço não tiver utilizado 1. O membro do Governo responsável pela área das
o saldo credor na conta junto do Tesouro, este é abatido Finanças deve ixar, por Portaria, limites para as despesas
no respetivo orçamento. com o serviço telefónico móvel, designadamente em relação às
Artigo 37.º comunicações internacionais e às comunicações em roaming
Controlo de eletricidade e água feitas pelas entidades não abrangidas pelo serviço gratuito.
1. Todos os contratos de eletricidade e água devem ser 2. O encargo com o pagamento das comunicações
registados e cadastrados no Sistema Integrado de Gestão através do serviço telefónico móvel, para além dos limites
Patrimonial Georreferenciado. a serem ixados nos termos do número anterior, feitos por
qualquer utilizador não abrangido pelo serviço gratuito, é
2. As DGPOG ou serviços equiparados, nos casos em imputado ao responsável do departamento que autorizar
que os respetivos orçamentos estejam dotados com verba o fornecimento e a utilização desse serviço.
para consumo de eletricidade e água, devem comunicar à
2 285000 001569

DGPCP e, aos serviços utilizadores, num prazo máximo 3. As comunicações em roaming só podem ser utilizadas
de 15 (quinze) dias a contar da publicação do presente mediante autorização do membro do Governo responsável
diploma, os plafonds anuais para as despesas para cada pelo departamento interessado e do membro do Governo
serviço ou unidade orgânica e a sua distribuição por cada responsável pela área das Finanças.
local de consumo. Artigo 41.º
Controle do serviço das telecomunicações
3. Com base na faturação recebida mensalmente, os
serviços ordenadores de despesas procedem a cabimentação, 1. As DGPOG ou serviços equiparados devem proceder
liquidação e pagamento. diretamente à análise e controlo dos consumos, em
conformidade com as faturas mensais que lhes são
4. Havendo consumos sem que haja a disponibilidade
enviadas pelos fornecedores, e de acordo com os plafonds
para o respetivo pagamento, a entidade fornecedora deve
atribuídos, e remeter trimestralmente à DGPCP mapas
cessar imediatamente o fornecimento de energia elétrica
de despesas com as comunicações.
e água, cabendo aos serviços ou unidades orgânicas, no
quadro do seu orçamento, efetuar os ajustes orçamentais 2. Havendo despesas com os serviços de telecomunicações
necessários à solução do problema. sem que haja a disponibilidade para o respetivo pagamento,
a entidade fornecedora deve cessar imediatamente a
5. Os serviços ou unidades orgânicas devem proceder
prestação de serviços de telecomunicações, cabendo
diretamente à análise e controlo dos consumos, em
aos serviços ou unidades orgânicas, no quadro do seu
conformidade com as faturas mensais que lhes são
orçamento, efetuar os ajustes orçamentais necessários
enviadas pelos fornecedores e, de acordo com os plafonds
à resolução do problema.
atribuídos, remeter trimestralmente os mapas de
despesas à DGPCP. 3. Em casos devidamente justiicados, pode o membro
Artigo 38.º
do Governo responsável pela área das Finanças, mediante
proposta do departamento governamental respetivo,
autorizar o acesso ao serviço móvel profissional às
Implementação de Contadores Pré-pagos

Visando a racionalização do consumo da energia elétrica, unidades cuja natureza do trabalho justiique o acesso a
em todos os edifícios públicos devem ser instalados os esse serviço adicional.
Contadores Pré-pagos. 4. As comunicações indevidamente efetuadas implicam o
Artigo 39.º apuramento de responsabilidades e o respetivo ressarcimento
Encargos com as telecomunicações de eventuais despesas ao Estado.
1. O acesso à linha internacional e às chamadas Artigo 42.º
interurbanas, locais, redes ixas/móvel, deve ser concedido Adoção do Sistema Voice Over Internet Protocol
de acordo com o estipulado na Portaria n.º 52/2009, de 1. As novas instalações devem ser, preferencialmente,
30 de dezembro. dotadas do sistema VOIP.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 103

2. A instalação do sistema VOIP é da responsabilidade c) Trimestralmente, até o dia 20 (vinte) do mês


do serviço beneiciário, da DGPCP e do Núcleo Operacional seguinte, o relatório da execução orçamental,
da Sociedade de Informação (NOSI). elaborado pelo órgão de gestão, acompanhado
3. Com a instalação do sistema VOIP, as dotações do quadro de indicadores de gestão orçamental,
inscritas na rubrica “comunicações” dos setores serão para permitir acompanhar e avaliar o grau
reduzidas pela DNOCP e DGPCP, em conformidade com de realização das atividades orçamentadas; e
as poupanças geradas. d) As contas do exercício de 2016, até 30 de março
Secção III do ano seguinte àquele a que respeitam.
Património de Projetos de Investimentos 2. Em caso de incumprimento das obrigações de
Artigo 43.º informação decorrentes do número anterior, a DNOCP
Execução de Projetos de Investimentos Públicos
não procede a análise de quaisquer pedidos, processos ou
de qualquer expediente proveniente dos organismos em
Todas as disposições constantes do presente capítulo causa, com exceção daqueles cujos processamentos sejam
aplicam-se, com as necessárias adaptações, aos projetos expressamente autorizados por despacho do membro do
de investimento. Governo responsável pela área das Finanças;
CAPÍTULO V 3. O disposto no número anterior inclui a apreciação
TRANSFERÊNCIAS CORRENTES ÀS FAMÍLIAS de pedidos de libertação de créditos, com exceção dos
Artigo 44.º
relativos às remunerações certas e permanentes e à
segurança social.
Evacuação de doentes carenciados para o exterior
CAPÍTULO VII
1. A execução das despesas com a evacuação de doentes,
beneiciários do regime de solidariedade social, para o PROCESSAMENTO DE RECEITAS PELOS
exterior, faz-se mediante transferências ordenadas a DEPARTAMENTOS GOVERNAMENTAIS
favor da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, pelo Artigo 47.º
Ministério da Família e Inclusão Social (MFIS). Arrecadação de receitas
2. Do montante das transferências mensais, a Embaixada 1. Todas as Recebedorias do Estado devem dispor de
deve deduzir 5% (cinco por cento) para a cobertura de
2 285000 001569

sistema informático adaptado ao Documento Único de


custos administrativos com o serviço de apoio aos doentes Cobrança (DUC) e plenamente integrado no sistema de
evacuados. controlo de recebimento administrado pela DGT.
3. A Embaixada remete mensalmente, através do MNEC, 2. Todas as Recebedorias do Estado devem assegurar
ao MFIS e ao Ministério das Finanças, os documentos de o depósito diário das receitas cobradas em conta de
prestação de contas. passagem expressamente indicadas pela DGT, abertas
4. Os números anteriores são automaticamente revogados junto dos Bancos Comerciais, através do DUC.
após a assinatura do protocolo administrativo previsto 3. Os serviços da Administração Pública que ainda
no artigo 17.º da Resolução n.º 48/2016, de 15 de abril. não têm acesso ao sistema informático adaptado ao
CAPÍTULO VI DUC devem solicitar à DGT a sua integração na Rede
de Cobranças do Estado.
EXECUÇÃO DO ORÇAMENTO DOS ÓRGÃOS
DE SOBERANIA 4. A falta de solicitação de integração na Rede de Cobrança
Artigo 45.º
do Estado implica a suspensão dos duodécimos, os quais
são retomados somente após o respetivo cumprimento.
Regime de duodécimo
5. A identiicação da conta de passagem de fundo, a
A transferência de fundos aos Órgãos de Soberania que se refere o n.º 2 antecedente, e os procedimentos
efetua-se mediante o regime de duodécimos, nos termos inerentes ao depósito de valores, são deinidos pela DGT.
da alínea c) do artigo 8.º da Lei do Orçamento do Estado
para o ano económico de 2017. 6. As receitas consulares arrecadadas pelas missões
Artigo 46.º
diplomáticas e consulares de Cabo Verde no exterior
devem ser depositadas nas contas bancárias dessas
Prestação de Contas dos Órgão de Soberania
missões, procedendo-se a comunicação à DGT, à DNOCP
1. É obrigatório a utilização do SIGOF pelos Órgãos e à DGPOG do MNEC.
da Soberania, para procederem ao registo da informação 7. Ficam consignadas ao inanciamento de despesas
sobre a execução orçamental e remeter à DNOCP as inscritas nos orçamentos de cada missão diplomática ou
seguintes informações: consular, as receitas consulares por elas arrecadadas,
a) Mensalmente, até os 5 (cinco) dias subsequentes devendo ser deduzidas das transferências para os fundos
ao período a que respeitam, os balancetes da de gestão os montantes correspondentes.
execução orçamental, em conformidade com as 8. Outros procedimentos, resultantes do processo de
instruções da DNOCP; reforma e da modernização das inanças públicas, e cuja
b) Igualmente com a periodicidade e prazos deinidos na implementação altere os circuitos atuais, são aprovados
alínea anterior, todas as alterações orçamentais por Portaria do membro do Governo responsável pela
ocorridas no período; área das Finanças.

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104 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017


Artigo 48.º Artigo 50.º
Procedimentos para arrecadação das receitas Pré-notiicação de contribuintes

1. Os pagamentos das receitas, nas Entidades De modo a estimular o cumprimento voluntário de


Colaboradoras na Cobrança, podem ser efetuados por obrigações iscais, a DCI, através do Serviço de Tributação
cheque visado, cheques do próprio banco, numerário, e Cobrança (STC), deve garantir a comunicação atempada
Serviço de Pagamento Automático (POS), Automated de pré-notiicação de contribuintes por meios eletrónicos
Teller Machine (ATM), telemóvel e homebanking. e/ou telefónicos.
2. Diariamente, as Entidades Colaboradoras na Cobrança Artigo 51.º
devem remeter à DGT uma relação de todos os pagamentos Reconciliação bancária
efetuados em cada dia, em icheiro informático, enviado
Todas as Repartições de Finanças têm a obrigatoriedade
por Protocolo de Transferência de Ficheiro (FTP).
de proceder diariamente ao fecho de caixa.
3. As informações especíicas, referente às cobranças e Artigo 52.º
aos pagamentos efetuados, conforme previsto no número
Isenção de direitos na importação de táxis
anterior, devem discriminar o número do DUC.
4. Após a identiicação de um dos elementos referidos no 1. Os titulares de licença para exploração do serviço de
número anterior, a Entidades Colaboradora na Cobrança táxis devem solicitar o pedido da isenção ao Diretor-geral
deve recolher o montante, registar a data da cobrança, o das Alfândegas, com os seguintes documentos:
código do banco e da agência da cobrança, formando um a) Cópia da fatura com especiicação das caraterísticas
número que identiique, inequivocamente, esse registo técnicas da viatura e/ou dos equipamentos;
de cobrança.
b) Fotocópia do livrete do veículo automóvel a
5. Os pagamentos nas caixas das Recebedorias do Estado substituir;
podem ser efetuados através de cheques, numerário e do
c) Fotocópia atualizada e certiicada da licença de
Serviço de Pagamento Automático (POS).
operador de táxi, emitida pela Câmara Municipal
6. Diariamente, o responsável pela cobrança nas caixas competente;
das Recebedorias do Estado deve elaborar um balancete
d) Situação iscal regularizada.
do movimento diário, o qual deve ser conferido pela DGT,
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mediante reconciliação com os registos efetuados durante e) Parecer técnico favorável emitido pela DGTSR.
o dia e o montante existente em caixa. 2. Só podem beneiciar da isenção prevista no artigo
7. O montante arrecadado durante o dia deve ser 29.º, da Lei que aprova o Orçamento do Estado para 2017,
depositado na conta de passagem do Tesouro junto dos as viaturas preenchem, cumulativamente, as seguintes
Bancos Comerciais no dia imediato ao da sua arrecadação, caraterísticas:
impreterivelmente. a) Terem motor com cilindrada mínima de 1400 cm3;
CAPÍTULO VIII b) Possuírem quatro ou cinco portas;
RECEITAS FISCAIS NO ÂMBITO DA REFORMA
c) Apresentarem distância entre os eixos não inferior
DA ADMINISTRAÇÃO FISCAL
a 2.5 metros;
Artigo 49.º
d) Não ter sido anteriormente matriculadas
Declaração e pagamento de obrigações iscais
deinitivamente noutro país.
1. As Repartições de Finanças estão obrigadas ao estrito
3. Não beneficiam da isenção de direitos previstos
cumprimento dos novos procedimentos de processamento,
no presente artigo os automóveis do tipo ‘Minibus’
conforme instruções técnicas emitidas pela instância
independentemente da sua lotação.
central.
4. Os beniiciários das isenções previstas no presente
2. As Repartições de Finanças estão autorizadas a
artigo, nos cinco anos subsequentes à sua desalfandegação,
aceitar apenas formulários preenchidos de declaração
não poderão ceder, alienar ou transmitir, a título gratuito
iscal que respeitem os formatos dos modelos aprovados
ou oneroso, as mercadorias importadas no âmbito deste
oicialmente.
diploma, salvo em casos excecionais, devidamente justiicados
3. As Repartições de Finanças têm a obrigação de e aprovados pelo Diretor Geral das Alfandegas mediante
emitir recibos por cada ato de entrega de formulários o pagamento dos direitos e demais imposições calculados
de declaração iscal e/ou pagamento pelos contribuintes. com base no valor que tenham no ato de alienação ou
4. No ato de emissão dos recibos de entrega, as Repartições mudança de destino ou aplicação.
de Finanças devem garantir a recolha de informações CAPÍTULO IX
cadastrais relevantes, especiicamente identiicados nas
instruções técnicas emitidas pela instância central. RECEITAS CONSIGNADAS
Artigo 53.º
5. Não sendo possível o cumprimento do exposto no
número 2 do presente artigo, deve ser efetuada a receção Receitas consignadas
provisória dos documentos e o recebimento dos valores 1. As receitas consignadas são criadas por lei própria
inanceiros das obrigações, icando a emissão do recibo e devem dar entrada numa conta própria junto ao
de entrega pendente da substituição dos documentos. Tesouro.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 105

2. As receitas consignadas e as despesas delas decorrentes d) Fornecimentos e serviços externos;


regem-se pelo Regime Jurídico da Tesouraria do Estado e) Imobilizações corpóreas, exceto terrenos e recursos
aprovado pelo Decreto-lei n.º 10/2012, de 2 de abril. naturais, redes de infraestruturas, habitações,
3. O Conselho de Ministros aprovará anualmente, a edifícios, transporte, e ainda as imobilizações
anteceder a aprovação do OE, as diretivas de aplicação incorpóreas e outras despesas de capital;
das receitas consignadas, sob proposta do membro do f) Pagamentos de despesas com cooperantes no âmbito
Governo responsável pela gestão dessas receitas. dos contratos em vigor;
4. As diretivas deinem as prioridades de investimentos a g) Transferências correntes concedidas às embaixadas
serem inanciados pelas receitas consignadas, devidamente e aos serviços consulares, às organizações
fundamentadas e com previsão orçamental. não-governamentais, outras transferências e
Artigo 54.º Bolsas de Estudo; e
Utilização de Receitas consignadas
h) Outras despesas correntes – diversas.
1. As receitas consignadas só podem ser utilizadas 2. Não devem ser pagas quaisquer faturas emitidas
para liquidação e pagamento das despesas na medida da por fornecedores ou beneiciários do Estado que sejam
disponibilidade existente e entrada efetiva das receitas detentores de dívidas iscais.
na respetiva conta.
Artigo 57.º
2. O prazo vinculativo para o pagamento das despesas Reembolso de imposto
por débito das contas das receitas consignadas é de 15 dias
no máximo, a contar da data da liquidação da despesa. Os contribuintes em dívida para com o isco e à Previdência
Social poderão solicitar encontro de contas, caso sejam
3. O financiamento de despesas através da receita credores do Estado, decorrente do não reembolso dos
consignada concretiza-se mediante a celebração de um: impostos sobre o rendimento e sobre o valor acrescentado
a) Protocolo, para o financiamento de projetos (IVA).
executados pelos serviços da administração Artigo 58.º
central, assinado entre o membro do governo Quotas a organismos internacionais
responsável pela gestão da conta da receita ou
seu representante e o representante promotor O Ministério responsável pela área dos Negócios
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do projeto; Estrangeiros em articulação com os ministérios setoriais


assume a programação inanceira dos pagamentos das
b) Contrato-programa, para o financiamento de “Quotas a organismos internacionais” previstas na dotação
projetos executados pela administração local orçamental inscrita na rubrica de classiicação económica
e ou associações da sociedade civil, nos termos 03.05.04.01 do Orçamento do Ministério responsável pela
do artigo 79.º do presente diploma. área das Finanças.
Artigo 55.º
Artigo 59.º
Processamento de despesas dos Fundos com receitas
Prazos para autorização das despesas e im do exercício
consignadas
orçamental
1. A execução das despesas dos Fundos com receitas 1. As alterações orçamentais devem ser processadas
consignadas não está sujeita ao visto do Controlador até o dia 15 de novembro de 2017.
Financeiro, passando a ser executada em 3 (três) fases.
2. A cabimentação das despesas deve ser processada
2. A Inspeção-geral das Finanças realiza trimestralmente até o dia 25 de novembro de 2017.
ações de inspeções sobre a conformidade da execução das
despesas, nos termos da lei. 3. A autorização das despesas deve ser processada até
o dia 30 de novembro de 2017.
3. No caso de veriicação de irregularidade os gestores
serão responsabilizados disciplinar e criminalmente se 4. A liquidação das despesas deve ser feita até o dia 05
for o caso. de dezembro de 2017, com exceção de salários do pessoal
jornaleiro afeto aos projetos de investimentos, evacuação
CAPÍTULO X de doentes, deslocações e estadias e outras consideradas
PROCESSAMENTO DE DESPESAS PELOS urgentes, devidamente justiicadas.
DEPARTAMENTOS GOVERNAMENTAIS 5. É estipulado o dia 10 de dezembro como data limite
Artigo 56.º para liquidação dos contratos-programa no quadro da
Autorização de despesas e Pagamento execução descentralizada dos projetos de investimentos.
1. Os departamentos governamentais icam autorizados 6. As datas previstas nos números anteriores poderão
a ordenar, até aos montantes das disponibilidades ser atualizadas mediante despacho do membro do Governo
inscritas nos seus orçamentos, e de acordo com os créditos responsável pela área das Finanças.
disponibilizados pela DGT, o pagamento aos fornecedores 7. Para efeito de encerramento do ano iscal, a DGT deve
ou beneiciários, das seguintes despesas: efetuar todos os pagamentos até 31 de dezembro de 2017.
a) Encargos com a saúde; 8. A DGT, após o término do exercício orçamental, deve
b) Remunerações variáveis de caráter não permanente; fazer o levantamento de todas as despesas cabimentadas
c) Aquisição de bens e serviços; e liquidadas e não pagas e, em concertação com a Direção

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Nacional de Planeamento (DNP), a DNOCP e a DGPCP, 2. Salvo casos excecionais, devidamente autorizados
proceder a anulação das referidas despesas no Orçamento pelo Ministério das Finanças, através da DGT, é vedado
de 2017, bem como o respetivo enquadramento no exercício aos serviços referidos na alínea anterior, a abertura de
económico seguinte, para efeito de pagamento. contas inanceiras junto dos Bancos Comerciais.
9. A DGT deve apurar os saldos inanceiros de 2017 3. O incumprimento do estipulado no número anterior
de todas as contas ativas junto do Tesouro e proceder da implica o encerramento da conta pela DGT e consequente
seguinte forma: suspensão dos duodécimos.
a) Os saldos dos serviços simples da Administração 4. Os duodécimos só são retomados após o cumprimento
Pública, Serviços e Fundos Autónomos e Institutos do princípio da unicidade de caixa.
Públicos com conta aberta junto do Tesouro, cujo Artigo 61.º
recurso provém essencialmente de transferência Movimentação de conta
do Orçamento do Estado, são transferidos para
1. A conta referida no artigo anterior é movimentada
a Conta Única do Tesouro, no prazo de 05 dias
a crédito, de acordo com os seguintes procedimentos:
úteis após o término do ano 2017;
a) Pela ordem de transferência dos duodécimos,
b) Os saldos dos Serviços e Fundos Autónomos e
correspondentes à dotação inscrita no Orçamento
Institutos Públicos apurados na execução
do Estado, com a indicação das datas de efetivação
orçamental de 2017, cuja receita própria for
dos movimentos;
superior a 50% (cinquenta por cento) do total da
receita arrecadada no ano, podem transitar para b) Pelas receitas próprias arrecadadas pelos serviços
o Orçamento 2017, quando, cumulativamente, referidos no n.º 1 do artigo anterior, as quais
seja autorizada a transição pelo membro de são depositadas na conta do Tesouro;
Governo responsável das Finanças e tendo sido c) Pelas receitas provenientes do inanciamento de
previsto a utilização desse saldo como recurso projetos inscritos no Programa de Investimento
ao inanciamento do Orçamento 2018; Público (PIP) e executados de forma descentralizada
c) Os saldos das contas especiais inanciados com por um determinado Serviço, Fundo Autónomo
recursos externos em execução no inal do ano ou Instituto Público; e
de 2017 transitam para o Orçamento do Estado d) Pelos reforços superiormente autorizados.
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2018, mediante autorização prévia do membro 2. A conta é movimentada a débito, pelas ordens de
da Governo responsável pelas Finanças. pagamento emitidas pelos organismos detentores dessas
10. Os saldos dos Órgãos de Soberania, Forças contas.
Armadas, Polícia Nacional, ou outras entidades sem Artigo 62.º
conta aberta junto do Tesouro, apurados na execução do Retenção na fonte de impostos devidos na aquisição de bens
orçamento de 2017, cuja receita própria for superior a e serviços
50% (cinquenta por cento) do total da receita arrecadada Nas situações em que os serviços tenham que reter
no ano e, não tendo sido previsto a sua utilização como impostos devidos pelos fornecedores ou prestadores de
recurso de inanciamento do orçamento de 2017, devem serviços, as requisições de transferências para o pagamento
ser transferidos para a conta de passagem do Tesouro aos beneiciários devem ser sempre efetuadas através de
junto dos Bancos Comerciais, no prazo de 10 dias úteis DUC ou modelo equivalente, conforme couber.
após o término do ano 2017.
Artigo 63.º
11. Os eventuais saldos dos duodécimos disponibilizados Receitas próprias
pelo Tesouro durante o ano 2017 aos Órgãos de Soberania,
Estado Maior das Forças Armadas, Polícia Nacional e Todas as receitas arrecadadas pelos Serviços, Fundos
Polícia Judiciária, e não utilizados, devem ser transferidos Autónomos e Institutos Públicos devem ser depositadas
para a conta de passagem do Tesouro junto dos Bancos imediatamente numa das contas de passagem expressamente
Comerciais, no prazo de 10 dias úteis após o término do ano indicada pela Direção Geral do Tesouro, abertas junto
2017, sob pena de não ser feita a primeira transferência das agências dos Bancos Comerciais, através do DUC ou
do duodécimo do Orçamento do Estado do ano 2018. pagas nos meios da Rede Vinti4.
Artigo 64.º
CAPÍTULO XI
Fundo de Maneio
EXECUÇÃO DOS ORÇAMENTOS
1. O fundo de maneio, aprovado pelo Decreto-
DOS SERVIÇOS, FUNDOS AUTÓNOMOS
regulamentar n.º 1/2007, de 15 de janeiro, alterado pelo
E INSTITUTOS PÚBLICOS
Decreto-regulamentar n.º 18/2013, de 24 de julho, pode ser
Artigo 60.º constituído por um valor a deinir pela DGT, devidamente
Contas junto do Tesouro autorizado pelo membro do Governo responsável pela
1. Cada Serviço ou Fundo Autónomo, Instituto Público área das Finanças, até o limite máximo de 10% (dez por
e Unidades de Coordenação de Projetos, com exceção do cento) da soma dos duodécimos das rúbricas orçamentais
Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), deve abrangidas, líquida de valores orçamentais cativos.
possuir conta exclusivamente junto do Tesouro, sobre 2. O fundo de maneio é composto por rubricas de
a qual se registam, a crédito e a débito, os movimentos funcionamento que correspondem às despesas nas seguintes
necessários para a execução do seu orçamento. rubricas económicas:

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 107

a) Material de escritório e consumo de secretaria; cujo processamento seja expressamente autorizado por
Despacho do membro do Governo responsável pela área
b) Material de consumo clínico;
das Finanças.
c) Material de Limpeza, higiene e conforto;
6. O disposto no número anterior inclui a apreciação
d) Materiais e serviços de conservação e reparação; de pedidos de libertação de créditos, com exceção dos
e) Outros bens e serviços. relativos as remunerações certas e permanentes e à
segurança social.
3. O membro do Governo responsável pela área das
Finanças pode autorizar a utilização de algumas rúbricas CAPÍTULO XII
não previstas no regulamento, sempre que for solicitado ALTERAÇÕES ORÇAMENTAIS
pelo setor e devidamente fundamentado.
Artigo 67.º
4. O encerramento do fundo de Maneio é obrigatoriamente
Restrições
efetuado até 30 de novembro de 2017 para todos os serviços
e organismos abrangidos pelo diploma do Fundo de Maneio. 1. São proibidas as transferências dos ativos não
inanceiros para as despesas correntes, bem como alterações
Artigo 65.º
sucessivas na mesma rubrica orçamental, não devendo
Regime de duodécimos ser reforçada uma rubrica anulada e vice-versa, salvo
1. Ficam sujeitos ao regime de transferência duodecimal, autorização expressa do membro do Governo responsável
as Forças Armadas, a Polícia Judiciária, os Hospitais pela área das Finanças.
Centrais e Regionais, o Instituto Nacional de Meteorologia 2. Para efeitos do número anterior, não são considerados
e Geofísica, a Comissão de Recenseamento Eleitoral e a projetos inanciados por donativos e empréstimos externos.
Comissão Nacional de Eleições, podendo, excecionalmente,
o regime de duodécimos ser flexibilizado em casos de
Artigo 68.º

aquisição de bens e serviços e ou equipamentos cujos Alterações orçamentais da competência do governo


preços são indivisíveis.
1. O reforço e a anulação de verbas das dotações
2. Os duodécimos atribuídos aos Institutos cuja receita previstas no n.º 7 do artigo 70.º é da responsabilidade
própria cobre a totalidade da despesa orçamentada, não do departamento governamental ordenador da despesa.
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estão sujeitos aos constrangimentos inanceiros do Tesouro,


2. O reforço referido no número anterior só pode ser
desde que o instituto possua saldo positivo em sua conta.
efetuado por contrapartida de outra rubrica do mesmo
Artigo 66.º orçamento, sem alteração do montante global da dotação
orçamental inicial.
Prestação de contas pelos Serviços, Fundos Autónomos
e Institutos Públicos 3. As transferências de verbas entre ministérios
carecem da autorização prévia e expressa do Conselho
1. Para efeitos do controlo sistemático e sucessivo da
de Ministros, salvo situações excecionais, devidamente
gestão orçamental, os Serviços, Fundos Autónomos e
explicitadas e fundamentadas.
Institutos Públicos, integrados ou não no SIGOF, bem
como as Embaixadas e Postos Consulares, delegações do 4. Da decisão do Conselho de Ministros, deve constar a
Ministério da Educação, escolas secundárias e Delegacias indicação da verba necessária para a cobertura de encargos
de Saúde devem remeter, mensalmente, à DNOCP, até resultantes da proposta de alteração e a sua origem.
o dia 5 (cinco) do mês seguinte, balancetes de execução
5. As transferências de verbas inter-rubricas, dentro
orçamental de receitas e despesas, com a identiicação
da mesma unidade orçamental, são autorizadas pela
das respetivas fontes de inanciamento.
DGPOG ou serviço equiparado.
2. Igualmente, devem ser enviadas, até 20 (vinte) dias
6. As transferências de verbas que se venham a mostrar
após o inal de cada trimestre, as contas trimestrais e
necessárias dentro do orçamento de cada departamento
anual, respetivamente, acompanhadas do correspondente
governamental, durante a sua execução, são autorizadas
relatório para serem integradas nas Contas trimestrais
pelo respetivo membro do Governo.
e anual a serem apresentadas à Assembleia Nacional.
7. As propostas de diplomas, atividades ou projetos que
3. Os Serviços, Fundos Autónomos e Institutos Públicos,
impliquem alteração de despesas públicas, remetidas
que executam o orçamento no quadro do programa de
ao Ministério das Finanças para emissão de parecer, ao
investimento, devem remeter o relatório, referido no
abrigo dos números 5 e 6 do artigo 24.º da Lei n.º 78/V/98,
número anterior, no qual conste a execução física.
de 7 de dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei
4. O modelo dos elementos a serem remetidos à DNOCP n.º 5/VIII/2011, de 29 de agosto, devem fazer-se acompanhar
é deinido por Portaria do membro do Governo responsável do respetivo impacto inanceiro no ano orçamental e nos 3
pela área das Finanças. (três) anos seguintes, bem como da respetiva metodologia
de cálculo e, tratando-se de orgânica, esta deve incluir
5. Em caso de incumprimento das obrigações de
obrigatoriamente o quadro de pessoal.
informação, decorrentes dos números anteriores, a
DNOCP, em concertação com a DNP, não procede a 8. O parecer a que se refere o número anterior deve
análise de quaisquer pedidos, processos ou expediente ser emitido por uma comissão nos termos a deinir por
proveniente dos organismos em causa, salvo daquele despacho do Ministro das Finanças.

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Artigo 69.º 5. Ficam interditas quaisquer novas alterações aos
Alterações orçamentais dos Serviços, Fundos Autónomos referidos projetos enquanto não se veriicar a regularização
e Institutos Públicos estipulada no número anterior.
1. As alterações nos orçamentos dos Serviços e Fundos 6. As alterações devem estar devidamente acompanhadas
Autónomos e dos Institutos Públicos obedecem, para além da respetiva reprogramação das atividades.
do que a lei geral dispõe, às seguintes regras:
7. As transferências de verbas inter-rubricas, dentro do
a) As transferências de verbas inter-rubricas de mesmo projeto e durante a execução, são autorizadas pelo
receitas e de despesas são da competência do dirigente responsável pela gestão e execução do projeto.
dirigente máximo do organismo, à exceção das
transferências do Orçamento do Estado; e 8. É proibida a transferência de verbas de contrapartida
nacional destinadas ao inanciamento de projetos do PIP,
b) As alterações que impliquem acréscimo de despesa após a autorização de despesa ou a celebração de contratos
global do Serviço, Fundo Autónomo ou Instituto de obras públicas, contratos programa, contratos de
Público, com ou sem compensação em receitas prestação de serviços ou acordos de inanciamento, salvo
são da competência dos membros do Governo autorização expressa do membro do Governo responsável
responsável pela área das Finanças e do respetivo pela área das Finanças.
departamento Governamental.
9. É interdita a transferência de verbas de projetos
2. Durante o ano económico 2017, não são autorizados inanciados com recursos consignados ao abrigo de acordos
quaisquer reforços de verba, por contrapartida de de crédito ou de donativo, incluindo a ajuda alimentar,
transferências do Orçamento do Estado aos Serviços salvo acordo prévio do doador.
e Fundos Autónomos e aos Institutos Públicos, salvo
casos excecionais decorrentes de fatores imprevisíveis e 10. As solicitações de transferências de verbas previstas
devidamente justiicados. no n.º 2 do presente artigo devem ser enviadas à DNOCP,
com conhecimento da DNP, acompanhadas das respetivas
3. O Tesouro não assume quaisquer despesas ou fichas dos projetos e nota justificativa, para devida
compromissos para com terceiros originados pelos Serviços atualização dos orçamentos dos respetivos projetos.
e Fundos Autónomos e pelos Institutos Públicos.
11. As transferências mencionadas no n.º 5 são
atualizadas no SIGOF pelo Ordenador Financeiro do
Artigo 70.º
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Alterações orçamentais no Programa respetivo ministério.


de Investimentos Públicos
CAPÍTULO XIII
1. A inscrição e reforço de verba de projetos inanciados
por donativos e empréstimos externos, referidos na PROGRAMA DE INVESTIMENTO
alínea d) do n.º 1 do artigo 26.º da Lei n.º 78/V/98, de 7 Secção I
de Dezembro, com as alterações introduzidas pela Lei Fase de Pré-Investimentos Públicos
n.º5/VIII/2011, de 29 de Agosto que deine os princípios
Artigo 71.º
e regras do Orçamento do Estado, devem ser feitos
oportunamente, através da DNOCP, em concertação Inscrição de Projetos na fase pré -investimento
com DGT e DNP, sem prejuízo do estipulado no n.º 3 1. Todo o projeto de investimento público deve ser
do mesmo artigo, mediante autorização do membro do inscrito no Sistema Nacional de Investimento, no Módulo
Governo responsável pela área das Finanças. de Gestão pré- Investimento Público.
2. As transferências de verbas inter-projetos, enquadrados 2. O projeto referido no número anterior de montante
dentro do mesmo programa e/ou programas diferentes superior a 10.000.000 CVE (dez milhões de escudos)
do mesmo eixo, nas dotações dos projetos financiados e independentemente da fonte de inanciamento está
com recursos não consignados, que venham a mostrar-se sujeito ao estudo prévio de viabilidade financeira e
necessárias durante a execução, devem ser propostas pela económica.
DGPOG ou serviços equiparados do setor, acompanhadas
3. Dependendo da natureza do projeto, poderão ser
do parecer do Gestor do Programa e/ou Projeto respetivo
necessários estudos complementares, nomeadamente
e autorizadas pelo membro do Governo responsável pelo
de dimensão técnica, sociocultural, politico e ambiental.
setor.
3. As transferências de verbas inter-projetos enquadrados 4. Os procedimentos para a inscrição dos projetos
em programas de eixos diferentes, só poderão ser efetuadas no Sistema Nacional de Investimento, no Modulo de
mediante resolução do Conselho de Ministro, sob a proposta Gestão Pré-Investimento Público constam do manual
conjunta do membro do Governo responsável pelo setor de procedimento próprio elaborado e distribuído pela
e pelo da área das inanças. Direção Nacional do Plano.
Secção II
4. Cabe à DNOCP analisar a solicitação, proceder as
respetivas alterações orçamentais no SIGOF, e comunicar Programa de Investimento Público

ao Serviço de Planeamento, Seguimento e Avaliação Artigo 72.º


(SPESA) da DNP e às DGPOG ou serviços equiparados Execução de Projetos de Investimento Público
setoriais, cabendo a estas comunicar aos Gestores dos
Apenas são executados no Sistema Nacional de
Projetos e ao M&E Oficer, para efeito de regularização das
Investimento, os projetos de investimento público inscritos
alterações a nível do Módulo de Seguimento e Avaliação.
nos termos do artigo anterior.

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Artigo 73.º 3. As adendas assinadas sem a observância do
Execução do Programa de Investimento procedimento previsto no número anterior são nulas e
sem qualquer efeito, isentando o Ministério das Finanças
1. A execução do Programa de Investimento Público de quaisquer responsabilidades ou encargos.
(PIP) incumbe aos departamentos governamentais e aos
Artigo 76.º
Institutos Públicos.
2. A execução do PIP pode ser descentralizada para as
Convenções com Organizações da Sociedade Civil

Câmaras Municipais, e Organizações da Sociedade Civil 1. O Governo pode estabelecer convenções com as
(OSC), empresas públicas ou outras entidades com as Organizações da Sociedade Civil (OSC), definindo as
quais o Governo tenha convenção, mediante celebração condições e as formas do seu relacionamento no quadro
de contratos-programa. da execução descentralizada do PIP.
3. A execução do PIP é feita através da realização de 2. Sem prejuízo de outras que venham a ser estabelecidas por
projetos. convenções, consideram-se OSC elegíveis as com intervenções
nas áreas sociais que reúnam os seguintes requisitos:
4. Os projetos constantes do PIP, que têm acordos ou
convenções de inanciamento e que obrigam a abertura a) Estarem constituídas nos termos da lei;
de Contas Especiais no BCV, devem ser previamente b) Terem em funcionamento efetivo e regular
inscritos no SIGOF, junto à DNOCP. todos os seus órgãos previstos nos estatutos,
5. A abertura das Contas Especiais está sujeita a um nomeadamente a assembleia-geral, o conselho
modelo de execução próprio, cujos procedimentos devem iscal e a administração;
obedecer às normas e procedimentos estabelecidos pela c) Terem competência técnica e operacional
DGT. comprovada a nível da gestão de projetos
6. A execução dos projetos referidos no n.º 4 do presente de desenvolvimento social e da organização
artigo deve seguir todos os procedimentos relativos à contabilística e administrativa;
execução dos projetos de investimento público, incluindo d) Terem uma sede social em estabelecimento
a sua execução no SIGOF. estável e as condições materiais mínimas para
o funcionamento dos seus serviços; e
7. A execução do PIP pelos serviços simples dos
departamentos governamentais, com inanciamento do e) Terem uma intervenção na execução de projetos
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Tesouro, ica sujeita a cativação de 30% (trinta por cento) de desenvolvimento social a nível regional ou
das despesas com combustíveis e 40% (quarenta por nacional.
cento) das despesas de deslocações e estadia, incluindo 3. As OSC convencionadas podem ser autorizadas a
os cativos previstos na Lei que aprova o Orçamento do celebrar convenções especíicas com as associações com
Estado para o ano económico de 2017. vocação de intervenção local ou regional e contratos de
Artigo 74.º execução de projetos com os municípios, institutos públicos,
associações e empresas.
Gestão de contratos
4. Sem prejuízo de normas especíicas, as convenções
1. Nenhum concurso ou contrato de empreitada, devem exigir:
no âmbito do PIP, será lançado ou celebrado sem o
cumprimento das normas especíicas previstas por Lei e a) A existência de um manual de procedimentos de
sem o respetivo enquadramento orçamental, cobertura gestão de projetos, nos termos a acordar com
inanceira e cabimento prévio da DNOCP. o Governo;

2. É proibida a assinatura de contratos de prestação b) Fornecimento de informações periódicas sobre a


de serviços e de assistência técnica, no âmbito do PIP, execução dos projetos contratados, nos termos
sem a conirmação prévia da disponibilidade orçamental a estabelecer pelo Governo;
pela DNOCP. c) A realização de inspeções e auditorias internas
ou externas sobre o inanciamento da OSC e
3. A duração dos contratos de pessoal contratado e de
sobre a execução dos projetos, nos termos a
assistência técnica deve ser igual ou inferior ao período
estabelecer pelo Governo.
de vigência do projeto, e deve ter o enquadramento no
âmbito dos respetivos projetos. 5. Cada convenção é subscrita, da parte Governo, por
representantes dos departamentos governamentais
Artigo 75.º
devidamente mandatados pelos responsáveis pelas áreas
Adendas ao contrato das Finanças, do Poder Local e do setor ou setores a que
1. Todas as propostas de adendas aos contratos de a matéria se reira diretamente.
empreitada estão sujeitas, como formalidade essencial, Secção III
ao cabimento prévio da DNOCP, com vista a garantir a Execução de Projetos de Investimento
disponibilidade orçamental e inanceira para o efeito. Artigo 77.º

2. Nenhuma adenda ao contrato de prestação de serviços Recursos consignados


e de assistência técnica, no âmbito do PIP, é celebrada 1. A execução orçamental de projetos inanciados com
sem que previamente seja conirmada a disponibilidade recursos consignados ao abrigo de acordos de créditos
orçamental pela DNOCP. e/ou de donativos, incluindo a ajuda alimentar, é feita

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110 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017

com base na disponibilidade efetiva dos recursos pelos 5. O contrato-programa é outorgado, por parte do Governo,
financiadores numa conta aberta no Tesouro ou no por representantes dos departamentos governamentais
Banco de Cabo Verde e conirmação prévia da DNOCP das Finanças e do setor a que a matéria do contrato-
do enquadramento orçamental. programa respeite, departamentos aos quais cabe,
2. Todos os contratos para execução dos referidos projetos respetivamente, a iscalização inanceira e a execução
devem ser cabimentados previamente pela DNOCP, com orçamental do contrato.
o conhecimento da DNP, antes de serem assinados. 6. Em caso de projetos, de valor igual ou superior a três
3. O saldo disponível em cada momento para um mil contos, de infraestruturas e obras públicas, agrícolas
determinado projeto ou programa é o limite máximo e do ambiente, o contrato-programa deverá integrar,
permitido para a execução de despesas desse projeto também, como primeiro outorgante o setor responsável
ou programa, podendo o mesmo ser sujeito ao reforço pelas respetivas áreas.
mediante autorização do membro do Governo responsável 7. É proibida a assinatura de novos contratos-programa,
pela área das Finanças. com qualquer entidade ou instituição, enquanto esta não
Artigo 78.º justiicar a utilização de verbas adiantadas.
Execução de projetos pelos Serviços, Fundo Autónomos 8. As OSC convencionadas podem imputar na proposta
de orçamento de cada projeto, custos de iscalização do
e Institutos Públicos

1. Compete aos Institutos Públicos iniciar e autorizar projeto até 10% (dez por cento) do montante do investimento
as operações de execução das despesas dos projetos de previsto para o ano económico a que corresponde a
investimentos propostos para inanciamento no quadro execução do projeto.
do PIP.
9. O incumprimento das normas estabelecidas nas
2. Os projetos de investimentos inanciados com recursos cláusulas dos contratos programas implica a suspensão
do Tesouro e a serem executados pelos Serviços, Fundo imediata dos mesmos.
Autónomos e Institutos Públicos icam sujeitos a cativação
de 30% (trinta por cento) do respetivo montante. 10. Os contratos-programa, inanciados com recursos
não consignados, devem ser previamente homologados
3. Excetuam-se do disposto no número 2, a execução pelo membro do Governo responsável pela área das
dos projetos de investimentos públicos de cariz social a Finanças.
serem realizados pelos serviços e fundos autónomos e
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institutos públicos. Artigo 80.º

4. A cativação referida no número 2 não abrange Seguimento e avaliação


o agrupamento das despesas com o pessoal, podendo 1. Para efeitos de seguimento e avaliação dos projetos e
haver cativação até o limite do disponível nas demais unidades inseridos no Módulo de Seguimento e Avaliação
rubricas. (MSA), todos os projetos de investimento e as unidades
5. O Serviço Ordenador do setor da tutela e o Controlador inalísticas, bem como os respetivos Programas, devem
Financeiro são os órgãos responsáveis para proceder ao ter anexado o seu quadro lógico, o qual deve identiicar
controlo da legalidade e regularidade financeira, das devidamente os respetivos objetivos, incluindo impacto,
operações de despesas realizadas pelos Institutos, cabendo efeito e produto; atividades; indicadores; metas e meio
ao Ordenador Principal proceder à liquidação. de veriicação.
Artigo 79.º 2. Os indicadores propostos nos quadros lógicos dos
Projetos de Municípios e Organizações da Sociedade Civil projetos e das unidades inalísticas referidos no número
1. Os projetos das Câmaras Municipais e as Organizações antecedente devem ser validados pelo M&E Oficer do
da Sociedade Civil (OSC) convencionadas, propostos para respetivo setor.
inanciamento no quadro do PIP, devem ser apresentados 3. Os gestores dos projetos e das unidades devem
ao departamento governamental competente na matéria, atualizar, mensalmente, as informações referentes à
para autorização. execução física até o dia 15 (quinze) do mês subsequente
2. Autorizada a despesa, o departamento governamental a que correspondem, para o conhecimento da evolução
competente e o Ministério das Finanças, celebram um dos indicadores de atividade e de produto, propiciando a
contrato-programa com a Câmara Municipal ou OSC comparação e evolução dos valores medidos com as metas
convencionada, onde são definidos o enquadramento anuais dos mesmos indicadores.
nos programas e todos os procedimentos de execução, de 4. Os gestores de programa devem atualizar, semestral
prestação de contas e de auditoria, incluindo a previsão e anualmente, as informações referentes à execução
inanceira plurianual, caso seja aplicável, e as ichas dos física dos seus programas, até o dia 20 (vinte) do mês
projetos. subsequente ao semestre e ao ano em referência, visando o
3. O contrato-programa deve conter obrigatoriamente acompanhamento da evolução dos indicadores estabelecidos
informação sobre o NIF, número de conta bancária, o nos quadros lógicos dos respetivos programas.
endereço e o contato do beneiciário, respeitando a estrutura 5. Cabe ao M&E Officer de cada setor verificar a
do modelo em anexo, que integra o presente diploma. conformidade das informações referentes à execução
4. É obrigatório o cabimento prévio do contrato-programa física e dar conhecimento ao Serviço de Planeamento,
pela DNOCP, antes da respetiva assinatura. Seguimento e Avaliação (SPSA) da DNP.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 111

6. Os valores medidos de indicadores de atividades b) O MNEC, através da Direção Nacional de Assuntos


e de produto devem ser auditados até o dia 30 (trinta) de Política Externa e Cooperação (DNAPEC),
do mês subsequente a que correspondem, por um deve encaminhar à DNP, DGT e DNOCP cópia
responsável designado pelo setor, o qual deve assumir de todo e qualquer acordo de inanciamento
a total responsabilidade pela iabilidade dos valores externo por donativo celebrado, acompanhado da
inseridos. respetiva programação inanceira de desembolsos.
7. A disponibilização das verbas ica condicionada ao c) A DGT, através do Serviço das Operações Financeiras
cabal cumprimento dos prazos estabelecidos no presente (SOF), deve lançar todos os DUC referentes à
artigo. previsão de desembolsos de acordos de empréstimo
8. Mediante exercício de controlo de conformidade pelo externo com pagamento direto a projetos, com
SPSA, projetos, unidades e programas que não cumpram o base na programação inanceira dos acordos;
estabelecido nos números anteriores terão a sua execução d) A DGT, através do Serviço de Tesouraria e Contas
orçamental bloqueada até a regularização dos seus dados. (STC), deve lançar todos os DUC referentes à
Artigo 81.º previsão de desembolsos de acordos de donativo
Adiantamento de verba externo com pagamento direto a projetos e da
Ajuda Orçamental, com base na programação
1. Para cada projeto, pode ser estabelecido um adiantamento inanceira dos acordos;
até 30% (trinta por cento) do seu custo, a ser liquidado e
pago, mediante programação inanceira trimestral e/ou e) O setor responsável pelo projeto com inanciamento
apresentação dos contratos de obras públicas, contratos- externo direto deve inscrevê-lo, especiicando
programa e protocolos, sendo os restantes desembolsos o valor completo do financiamento, no seu
efetuados após a entrega dos justiicativos das despesas respetivo Programa de Investimento, conforme
realizadas em cada fase de desembolso. a designação dada ao projeto no acordo de
2. O limite estabelecido no número anterior pode ser inanciamento e efetuar o registo no SIGOF, por
ultrapassado em casos atendíveis, autorizados pelo inanciador e tipo de inanciamento, incluindo
membro do Governo responsável pela área das Finanças, os valores de contrapartida nacional, quando
sob proposta do membro do Governo responsável pelo previstos.
setor a que o projeto diretamente respeite. f) O setor responsável pelo projeto deve preencher
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Artigo 82.º toda a informação do projeto com inanciamento


externo diretamente no Módulo de Seguimento
e Avaliação do SIGOF, conforme artigo 80.º do
Financiamento Externo

Pagamentos ao abrigo de acordos internacionais só presente diploma.


podem ser processados diretamente pelo inanciador no
g) O setor responsável pelo projeto deve inserir, na
estrangeiro para empresas não-residentes, de acordo com
sua totalidade, os contratos de aquisição de
a deinição vigente na lei iscal.
bens e serviços para execução do projeto com
Artigo 83.º inanciamento externo direto, para efeitos de
Programação de desembolsos cabimento prévio da DNOCP, conforme artigo
77.º do presente diploma;
Para efeito do início de desbloqueamento de verbas, é
obrigatório a apresentação prévia, pelos departamentos h) A DGT, através do Serviço de Tesouraria e
requisitantes e para cada projeto, de uma programação de Contas (STC), deve programar ou atualizar a
desembolsos trimestral, a qual pode vir a ser atualizada programação inanceira dos DUC dos acordos
consoante a necessidade, de acordo com a execução e com de inanciamento externo direto por donativo,
as disponibilidades de tesouraria. com base nos contratos resultantes.
Artigo 84.º i) A DGT, através do Serviço das Operações
Desembolso externo Financeiras (SOF), deve programar ou atualizar
a programação inanceira dos DUC dos acordos
1. O pedido de desembolso, referente a projetos com
de inanciamento externo direto por empréstimo,
inanciamento direto por empréstimos e/ou donativos
com base nos contratos resultantes.
externos, deve ser feito mediante inserção de um cabimento
no e-gov no mesmo valor, que permita a identiicação do 3. A execução dos desembolsos deve ser efetuada
projeto conforme o acordo de inanciamento. respeitando a seguinte ordem de atos e respetivos
2. O planeamento e programação dos desembolsos intervenientes:
devem ser efetuados respeitando a seguinte ordem de a) O setor responsável pelo projeto deve inserir e
atos e respetivos intervenientes: auditar os valores medidos dos indicadores
a) A DNP, através do Serviço de Mobilização de dos projetos;
Recursos (SMR), deve encaminhar todos os b) O setor responsável pelo projeto deve inserir
acordos de inanciamento externo celebrados, por um cabimento por cada fatura recebida
empréstimo ou donativo que tenha conhecimento, dos prestadores de serviço ou fornecedores,
acompanhados da sua respetiva programação especiicando o número da fatura, anexando
inanceira de desembolsos, à DGT e DNOCP; no primeiro cabimento o contrato;

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112 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017

c) A DGT, através do SOF, deve liquidar as despesas b) Celebrar com o trabalhador contrato de trabalho,
resultantes do desembolso de empréstimo externo com duração igual ou superior a 1 (um) ano;
com pagamento direto emitido no estrangeiro.
c) Ter ao seu serviço um número de trabalhadores
d) A DGT, através do SOF, deve lançar o DUC por subordinados superior ao que tinham:
desembolsos realizados por empréstimo externo
i. Em dezembro do ano anterior, ou
direto a projetos, efetuando a compensação
correspondente; ii. No mês imediatamente anterior ao da contratação
de novos trabalhadores, no caso de a entidade
e) A DGT, através do STC, deve lançar o DUC por
empregadora ter iniciado a sua atividade no
desembolsos realizados por donativo externo
mesmo ano.
direto a projetos, efetuando a compensação
correspondente. d) Pagar as prestações devidas pelo trabalhador, para
a entidade gestora dos regimes obrigatórios de
4. As alterações e reprogramações dos desembolsos
segurança social;
devem ser efetuadas respeitando a seguinte ordem de
atos e respetivos intervenientes: e) Ter o contratado idade igual ou inferior a 35 anos.
a) O setor responsável pelo projeto deve submeter 4. Para requerer a isenção, as pessoas coletivas ou
à DNOCP toda e qualquer eventual proposta singulares, devem submeter à entidade gestora dos
de adenda aos contratos de projetos com regimes obrigatórios de segurança social:
inanciamento externo, conforme artigo 75.º a) Um requerimento, em modelo a ser deinido por
do presente diploma; esta, contendo todos os documentos referidos
b) A DNOCP, através do Serviço de Orçamental no número anterior;
(SO), deve submeter as propostas de adendas b) Este requerimento, bem como os documentos que
a contratos, com inanciamento via empréstimo o acompanham, devem ser entregues, pela
externo, à análise da DNP e da DGT. pessoa coletiva ou singular, no mês seguinte
c) A DGT, através da SOF, deve analisar a ao da celebração do contrato de trabalho.
sustentabilidade da dívida em relação às novas 5. A contagem do período de isenção é suspensa se o contrato
adendas, mediante apresentação de nova proposta
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de trabalho for suspenso devido a situações devidamente


de inanciamento da adenda contratual pela comprovadas de incapacidade ou impossibilidade para o
DNP, e submeter para aprovação do membro trabalho por parte do trabalhador.
do Governo responsável pela área das Finanças.
6. O direito à isenção cessa nas seguintes situações:
d) A DNP, através do SMR, deve submeter as adendas
contratuais aos credores externos, para aprovação a) Fim do período de isenção;
de disponibilidade de inanciamento; b) Deixem de se veriicar as condições de acesso;
e) A DNOCP, através do Serviço de Orçamental c) Falta de entrega, no prazo legal, das declarações
(SO), efetuará as alterações orçamentais que de remuneração ou a não inclusão de quaisquer
sustentem a adenda, mediante aprovação do trabalhadores nas referidas declarações;
membro do Governo responsável pela área
d) Cessação do contrato de trabalho por iniciativa
das Finanças.
da pessoa coletiva ou singular com base em
CAPÍTULO XIV despedimento sem justa causa, despedimento
POLÍTICAS ATIVAS DE EMPREGO coletivo, despedimento por extinção do posto
de trabalho ou despedimento por inadaptação;
Artigo 85.º
e) Nas situações em que a entidade beneiciária da
Contratação de Jovens para o Primeiro Emprego isenção do pagamento de contribuições passe
1. As pessoas coletivas ou singulares, enquadradas a ter dívida à entidade gestora dos regimes
no regime de contabilidade organizada, que contratem obrigatórios de segurança social ou à administração
jovens para o primeiro emprego, beneficiam de isenção iscal, o direito à isenção cessa a partir do mês
relativamente as prestações devidas pelas entidades seguinte àquele em que contraiu a dívida.
patronais para os regimes obrigatórios de segurança 7. A isenção ou redução da taxa contributiva pode ser
social. retomada a partir do mês seguinte àquele em que tiver
2. Consideram-se jovens, para efeitos do número anterior, lugar a regularização da situação contributiva à entidade
os jovens com idade superior a 18 e inferior a 35 anos e gestora dos regimes obrigatórios de segurança social ou
que à data do contrato, nunca tenham exercido atividade à administração iscal.
proissional ao abrigo de contrato trabalho. 8. As falsas declarações ou a utilização de qualquer
3. São condições de acesso e manutenção, pelas pessoas outro meio de que resulte a isenção ou redução indevida
coletivas ou singulares, do benefício referido no n.º 1: da obrigação de contribuir constitui infração punível nos
termos da lei penal e contraordenacional.
a) Ter a situação contributiva regularizada perante
a entidade gestora dos regimes obrigatórios 9. Anualmente, faz-se uma avaliação do cumprimento
da segurança social e a administração iscal; das obrigações derivadas deste incentivo.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 113

10. A entidade gestora dos regimes obrigatórios de ANEXO I


segurança social é reembolsada pela perda de receita MODELO DO CONTRATO PROGRAMA
não arrecadada decorrente de tal isenção, nos termos de
um Protocolo a celebrar com o Ministério das Finanças.
11. A entidade gestora dos regimes obrigatórios de
segurança social veriica:
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
a) A inexistência de dívidas para com ela por parte
das pessoas coletivas e singulares que solicitam ----------0----------
o benefício; ORGÂNICA DO SETOR DO DEPARTAMENTO
SETORIAL
b) Tratar-se de uma 1.ª inscrição no regime obrigatório
da segurança social; CONTRATO PROGRAMA N/Ref: _____
Departamento setorial/Ano
c) O cumprimento das condições de acesso exigidas Entre:
no n.º 3.
O Ministério das Finanças e o departamento(s) setorial(ais)
CAPÍTULO XV adiante designado 1.º outorgante e representado neste
DESCRIMINAÇÃO POSITIVA ato pelos Diretor(a) Nacional do Planeamento, Diretor(a)
Geral do Tesouro e os representante(s) do departamento(s)
Artigo 86.º
setorial(ais).
Desembolso de descriminação positiva
E
1. Até 31 de Janeiro todos os municípios abrangidos pela Entidade Executante, adiante designado 2.º outorgante
descriminação positiva assinarão um contrato programa e representado neste ato pelo …, ao abrigo da Lei XXXX,
com metas especíicas a nível de emprego e rendimento. que aprova o Orçamento do Estado para o ano XXXX e
2. O desembolso do contrato é efetuado em regime do disposto no Decreto-lei XXXX, que aprova as normas
duodecimal, juntamente com o FFM. e procedimentos da execução do Orçamento do Estado
para Ano XXXX é celebrado o presente contrato que se
3. Os municípios são obrigados a remeter os relatórios rege pelas cláusulas seguintes:
de reporte trimestralmente, com a execução física e Clausula 1.ª
inanceira.
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Objeto e Finalidade
4. Caso houver violação do princípio de prestação 1. O presente contrato destina-se ao inanciamento
de contas o Governo suspenderá o desembolso até a do(s) projeto(s) ……………………….
regularização do incumprimento.
2. O(s) projeto(s) tem por objetivo ………..
CAPÍTULO XVI ………………………………………….
INSPEÇÕES PERIÓDICAS 3. Este projeto tem como atividade: ……………………
Artigo 87.º ……………………………………………………………………
Auditorias Clausula 2.ª
Custo
As entidades que tenham violado o disposto no
presente diploma ou que apresentem riscos acrescidos O custo total do(s) projeto (s), é o valor correspondente
de incumprimento icam sujeitas a auditorias periódicas a ………………..................................................................
pela Inspeção-Geral de Finanças (IGF). Clausula 3.º

CAPÍTULO XVII Localização e Beneiciários

DISPOSIÇÕES FINAIS O projeto será desenvolvido e beneiciará a zona de


………...........…… no Concelho de ..….....................……
Artigo 88.º
Clausula 4.ª
Diferimento de aplicação
Duração
O disposto no artigo 71.º é aplicado a partir do ano
O prazo de execução do projeto é……………a contar da
económico de 2018.
data do primeiro desembolso.
Artigo 89.º
Clausula 5.ª
Entrada em vigor
Financiamento
O presente diploma entra em vigor no dia seguinte ao
O projeto é inanciado pelo Governo, através do (tipo de inanciador)
da sua publicação. e enquadra-se no Programa ………………………………......
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 22 Projeto/Unidade……………………………........................
de dezembro de 2016. Clausula 6.º
José Ulisses de Pina Correia e Silva – Olavo Avelino Formas e modalidades de desembolso
Garcia Correia. 1. O desembolso das verbas para a execução do projeto,
Promulgado em 11 de Janeiro de 2017. na componente do inanciamento do governo, processa-se
da seguinte forma:
Publique-se.
a) Adiantamento de _________________, correspondente
O Presidente da República, JORGE CARLOS DE à _____% do valor referido no artigo 2.º, após a
ALMEIDA FONSECA assinatura do contrato;

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114 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017

b) Os restantes ________ % serão disponibilizados, sem prejuízo do controlo próprio do Ministério das Finanças,
em tranches, no prazo máximo de 15 (Quinze) icando o 2.º outorgante diretamente responsável pelas
dias úteis, mediante a apresentação de todos os consequências daí advindas.
elementos justiicativos de despesa e (quando 6. Não serão assinados novos contratos programas,
aplicado) certiicação da execução física pelos enquanto não for justificada a utilização das verbas
ministérios responsáveis pelas áreas especíicas1; adiantadas.
c) As tranches serão efetuadas em igual valor dos
Clausula 8.ª
justiicativos apresentados e o 1.º Outorgante
retém 30% do valor de cada desembolso, a título Gestão e avaliação do Programa
de desconto de adiantamento (esta última aplicado 1. O 2.º outorgante assegura a boa gestão das verbas
aos contratos superior a três mil contos). disponibilizadas, a elaboração de todos os documentos
d) O valor do adiantamento será amortizado em de prestação de contas referidos no presente contrato.
cada tranche, na igual percentagem do avanço.
2. A monitorização, a meio - percurso e avaliação
2. O pedido de pagamento e os elementos referidos final do programa são efetuadas pelas seguintes
no número anterior da presente cláusula, devem ser entidades:
enviados pelo 2.º Outorgante ao departamento setorial que
representa o primeiro outorgante ou Comissões especiais a) serviços competentes do Ministério das Finanças
criadas para o efeito. e pelo 2.º outorgante, no tocante à execução
inanceira;
3. Nos casos em que os documentos apresentados estejam
incompletos ou com insuiciências, o 2.º outorgante será b) departamento(s) setorial(ais) que representa o
comunicado pelo departamento setorial que representa o primeiro outorgante ou Comissões especiais
primeiro outorgante ou Comissões especiais criadas para criadas para o efeito
o efeito, para num prazo de 10 dias as suprir. c) serviços competente pelas áreas especiicas2,
4. O incumprimento do prazo referido no número quando se aplica, que é a entidade responsável
anterior implica na suspensão imediata do desembolso, pela coordenação e iscalização da execução dos
até à regularização da situação, icando o 2.º outorgante trabalhos, e terá a seu cargo a responsabilidade
diretamente responsável pelas consequências daí advindas. de realizar todos os atos necessários a
5. As verbas desembolsadas são depositadas na garantia do bom andamento dos trabalhos
conta bancária do 2.º outorgante n.º _______________ assim como a medição das quantidades de
sediada________________________, com o número de trabalhos executados e respetiva certiicação
Identiicação Fiscal (NIF) ……………………................... dos pedidos de pagamento apresentados pelo
2.º Outorgante.
Clausula 7.ª
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d) Para o efeito será indicado um técnico com


Prestação de contas idoneidade reconhecida e capacidade necessária
1. O 2.º outorgante organiza e arquiva os documentos e suiciente para desempenhar as funções de
de prestação de contas relativos a cada desembolso, responsável local pela iscalização e controle
conforme se indicam: dos trabalhos.
a) Cópias das faturas ou recibos dos pagamentos 3. Da avaliação física deve constar, para além do
efetuados aos fornecedores de bens e serviços; relatório de execução, a documentação fotográfica
b) Folhas de salários, comprovativos dos pagamentos atualizada do avanço de execução do programa, cuja cópia
efetuados aos trabalhadores, quando aplicado; será obrigatoriamente remetida à Direção Nacional do
Planeamento.
c) Balancete sintético mensal dos recebimentos e
pagamentos efetuados. Clausula 9.º
2. Os elementos previstos no número anterior devem Trabalhos e obras a mais
ser disponibilizados pelo 2.º outorgante para consulta, 1. O presente contrato não contempla o inanciamento
sempre que a entidade responsável pela iscalização os de obras e trabalhos a mais nem despesas excecionais
solicitar, devendo, igualmente, fazer parte integrante do
relatório inal do projeto. 2. O 2.º outorgante é responsável por todos e quaisquer
3. O incumprimento do disposto no número anterior tipos de trabalhos a mais necessários para a realização
implica suspensão imediata do financiamento, até à do projeto, quaisquer que sejam a sua origem.
regularização da situação, ficando o 2.º outorgante Clausula 10.º
diretamente responsável pelas consequências daí advindas. Alteração, interpretação e integração do Contrato
4. A utilização dos recursos transferidos para fins
diversos que não constante do presente contrato-programa, 1. O presente contrato não pode ser alterado pelos
comprovada pela análise dos documentos de prestação outorgantes, sem autorização prévia do Ministro das
de contas ou pela avaliação do projeto, poderá implicar Finanças e do Planeamento.
a suspensão imediata do inanciamento, sem prejuízo 2. A interpretação do contrato pelas partes e a integração
de 2.º outorgante repor no prazo de 30 dias após a de lacuna, faz-se nos termos da lei administrativa para
comunicação do departamento setorial que representa o efeito e subsidiariamente, pela lei civil.
o primeiro outorgante ou Comissões especiais a
Clausula 11.ª
entidade executante com o conhecimento do membro do
Governo responsável pela área das inanças o montante Dos anexos
indevidamente utilizado. Constituem anexos ao presente contrato os seguintes
5. Nos casos previstos nos números anteriores, compete documentos:
ao Ministro das Finanças, ordenar a suspensão do
inanciamento, mediante solicitação e informação do(s) a) Ficha do projeto
departamento(s) setorial(ais) que representa o primeiro b) Orçamento do projeto com a descrição detalhada
outorgante ou Comissões especiais criadas para o efeito, dos trabalhos a executar.

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Infra-estrutura, agricultura e ambiente. Infra-estrutura, agricultura e ambiente, dependente da especificidade.

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I SÉRIE — NO 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017 115

Elaborado e assinado em três vias

Praia, ……. de Mês de Ano


2 285000 001569

Pelo Ministério das Finanças

Diretor(a) Nacional do Planeamento Diretor(a) Geral do Tesouro


______________________________________ ______________________________________
Sr(a). …. Sr(a). ….

Pelo Ministério Setorial

Direção …. DGPOG

______________________________________ ______________________________________
Sr(a). …. Sr(a). ……

Pela Entidade executante

_________________________
Sr(a). …….
/Cargo/

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116 I SÉRIE — N O 3 «B. O.» DA REPÚBLICA DE CABO VERDE — 12 DE JANEIRO DE 2017


2 285000 001569

I SÉRIE

BOLETIM
O F IC IAL
Registo legal, nº 2/2001, de 21 de Dezembro de 2001

Endereço Electronico: www.incv.cv

Av. da Macaronésia,cidade da Praia - Achada Grande Frente, República Cabo Verde


C.P. 113 • Tel. (238) 612145, 4150 • Fax 61 42 09
Email: kioske.incv@incv.cv / incv@incv.cv

I.N.C.V., S.A. informa que a transmissão de actos sujeitos a publicação na I e II Série do Boletim Oicial devem
obedecer as normas constantes no artigo 28º e 29º do Decreto-Lei nº 8/2011, de 31 de Janeiro.

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