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Aula 02

500 Questões de Direito do Trabalho - Banca FCC

Professor: Antonio Daud Jr

09262143907 - gabriel alves

D IREITO DO TRABALHO P / FCC Questões comentadas Aula 02 – Prof. Antonio Daud Jr

DIREITO DO TRABALHO P/ FCC Questões comentadas

Aula 02 Prof. Antonio Daud Jr

AULA 02

Relações de trabalho e emprego. Empregado e empregador. Terceirização.

Sumário
Sumário
  • 1 - Considerações Iniciais

2

  • 2 Questões comentadas

3

  • 2.1 Relação de trabalho e relação de emprego

3

  • 2.2 A figura jurídica do empregado

23

  • 2.3 A figura jurídica do empregador

35

  • 2.4 Terceirização

58

  • 3 Lista das Questões Comentadas

62

  • 3.1 Relação de trabalho e relação de emprego

62

  • 3.2 A figura jurídica do empregado

.......................................................

70

  • 3.3 A figura jurídica do empregador

75

  • 2.4 Terceirização

87

  • 4 Gabarito

90

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AULA 02 -
AULA
02
-

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RELAÇÕES DE TRABALHO E EMPREGO.

EMPREGADO E EMPREGADOR. TERCEIRIZAÇÃO.

1 - Considerações Iniciais

Oi amigos (as),

Sejam bem vindos

(as)

 

a

mais

uma

aula

do

nosso curso

de questões

comentadas de Direito do Trabalho.

 

Os

assuntos da

aula

de

hoje

são

bastante importantes e freqüentes em

concursos públicos.

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Vamos literalmente ao trabalho!

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2 Questões comentadas

2.1 Relação de trabalho e relação de emprego

  • 1. FCC/TRT1 - Juiz do Trabalho - 2016

 

Considere a Lei nº 11.788/2008 que regula o estágio:

I. A carga horária da atividade do estagiário nunca pode ultrapassar a 20 horas semanais, sendo 4 horas diárias, sempre compatíveis com as atividades escolares.

II. A duração do estágio para a mesma parte concedente, exceto para os portadores de deficiência, é de, no máximo, 2 anos.

III. Na hipótese de estágio não obrigatório, a atividade do estagiário deve necessariamente ser remunerada, com a concessão de, pelo menos, bolsa e auxílio-transporte.

IV. Nos estágios com duração superior a um ano, o estagiário tem direito a recesso por período de 30 dias, preferencialmente coincidente com as férias escolares, sendo a bolsa devida neste período acrescida de um terço.

Está correto o que se afirma em

  • (A) II e IV, apenas.

  • (B) II e III, apenas.

  • (C) I e III, apenas.

  • (D) I e IV, apenas.

  • (E) I, II, III e IV.

 

Comentários

Gabarito (B).

A

assertiva I

está incorreta, pois

pode haver estágio de até 30 horas

semanais:

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Lei 11.788/2008, art. 10. A jornada de atividade em estágio será definida de comum acordo entre a instituição de ensino, a parte concedente e o aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar do termo de compromisso ser compatível com as atividades escolares e não ultrapassar:

I 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental, na modalidade profissional de educação de jovens e adultos;

II 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e do ensino médio regular.

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A assertiva II está correta, como dispõe a Lei do Estágio (art. 11). A assertiva III está correta. Apesar do trocadilho, podemos concluir que, sendo não obrigatório o estágio, a bolsa será obrigatória (assim como o auxílio-transporte):

Lei 11.788/2008, art. 12. O estagiário poderá receber bolsa ou outra forma de contraprestação que venha a ser acordada, sendo compulsória a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na hipótese de estágio não obrigatório.

A assertiva IV está incorreta, já que não é direito do estagiário o recebimento do acréscimo de 1/3 quando do gozo do recesso. Portanto, percebam que o estagiário não tem direito a “férias”, mas sim a um “recesso”:

Lei 11.788/2008, art. 13. É assegurado ao estagiário, sempre que o estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias escolares.

  • 2. FCC/TRT14 Analista Judiciário Avaliador Federal -

2016

 

Thales prestou serviços à empresa Celestial Produções pelo prazo de 10 meses. Para que se configure o vínculo empregatício, ou seja, relação de emprego, entre as partes referidas é necessário que se comprovem os seguintes requisitos legais:

(A)Boa fé contratual, autonomia, onerosidade, pessoalidade e eventualidade. (B)Exclusividade, onerosidade e habitualidade. (C)Subordinação, imprescindibilidade, indisponibilidade e irrenunciabilidade. (D)Pessoalidade na prestação dos serviços, subordinação jurídica, não eventualidade e onerosidade. (E)Subordinação econômica, comutatividade com divisão dos riscos, continuidade e exclusividade.

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Comentários

Gabarito (D). A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade.

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  • 3. FCC/TRT14 Analista Judiciário Área Judiciária - 2016

 

Quanto aos institutos jurídicos denominados “relação de trabalho” e “relação de emprego” é correto afirmar:

  • (A) A relação de emprego é uma espécie do gênero relação de trabalho.

  • (B) Possuem características idênticas, podendo se afirmar que são

expressões sinônimas.

  • (C) A relação de trabalho é modalidade derivada da relação de emprego.

  • (D) Não há relação de trabalho se não houver relação de emprego.

  • (E) São institutos independentes e não guardam nenhuma relação entre

si.

 

Comentários

Gabarito (A), já que, de fato, relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc.

A relação de emprego, por sua vez, tem lugar quando estão presentes os seus pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de gênero relações de trabalho, como aduzido na questão.

  • 4. FCC/TRT14 Técnico Judiciário - 2016

 

É certo que a relação de trabalho se distingue da relação de emprego, sendo que a primeira abrange a segunda. A Consolidação das Leis do Trabalho apresenta os elementos caracterizadores da relação de emprego, NÃO se inserindo, dentre eles,

  • (A) a subordinação jurídica.

  • (B) a pessoalidade na prestação dos serviços.

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  • (C) a exclusividade dos serviços prestados.

  • (D) a onerosidade.

  • (E) o trabalho não eventual.

 

Comentários

Gabarito (C), já que não se exige exclusividade na prestação de serviços para o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com mais de um empregador.

As demais alternativas todas contêm requisitos da relação de emprego.

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  • 5. FCC/TRT23 Analista Judiciário Área Judiciária - 2016

 

Em relação aos trabalhadores movimentadores de carga avulsos, regidos pela Lei nº 12.023/2009, é dever do sindicato que faz a intermediação do trabalho

  • (A) repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 horas

úteis, contadas a partir de seu arrecadamento, os valores devidos e pagos

pelos tomadores do serviço, relativos à remuneração do trabalhador avulso.

  • (B) entregar ao tomador de serviços as escalas de trabalho, a quem

caberá informá-la aos trabalhadores com antecedência de 24 horas.

  • (C) recolher os valores devidos ao FGTS, acrescidos dos percentuais

relativos ao 13º salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários,

observando o prazo legal.

  • (D) firmar acordo coletivo de trabalho com os tomadores de serviço

contendo previsão expressa do direito a horas extras, sem o que não será

efetuado o pagamento de eventuais horas extras prestadas pelos trabalhadores.

  • (E) firmar documento específico indicando a cada trabalhador avulso o

prazo que

o mesmo terá para levantar as parcelas referentes ao 13º

salário e às férias e o FGTS depositados na respectiva conta individual vinculada.

Comentários

 

Gabarito (A), conforme art. 5º da Lei nº 12.023/2009 (que dispõe sobre as atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o trabalho avulso):

Lei nº 12.023/2009, art. 5º São deveres do sindicato intermediador:

I divulgar amplamente as escalas de trabalho dos avulsos, com a observância do rodízio entre os trabalhadores;

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II proporcionar equilíbrio na distribuição das equipes e funções, visando à remuneração em igualdade de condições de trabalho para todos e a efetiva participação dos trabalhadores não sindicalizados;

III repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do seu arrecadamento, os valores devidos e pagos pelos tomadores do serviço, relativos à remuneração do trabalhador avulso;

IV exibir para os tomadores da

mão

de

obra

avulsa e

para

as

fiscalizações competentes os documentos que comprovem o efetivo pagamento das remunerações devidas aos trabalhadores avulsos;

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V zelar pela observância das normas de segurança, higiene e saúde no trabalho;

VI firmar Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho para normatização das condições de trabalho.

Tais deveres não podem ser confundidos com as atribuições do tomador de serviços:

Lei nº 12.023/2009, art. 6º São deveres do tomador de serviços:

I pagar ao sindicato os valores devidos pelos serviços prestados ou dias trabalhados, acrescidos dos percentuais relativos a repouso remunerado, 13o salário e férias acrescidas de 1/3 (um terço), para viabilizar o pagamento do trabalhador avulso, bem como os percentuais referentes aos adicionais extraordinários e noturnos;

II efetuar o pagamento a que se refere o inciso I, no prazo máximo de 72 (setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do encerramento do trabalho requisitado;

III recolher os valores devidos ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço, acrescido dos percentuais relativos ao 13o salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários, observando o prazo legal.

6.

FCC/TRT3 Analista Judiciário Avaliador Federal -

2015

Anacleto, policial militar, trabalhou para a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. como agente de segurança, nos horários em que não estava a serviço da corporação militar. Na referida empresa, Anacleto cumpria expressamente as ordens emanadas da direção, recebia um salário mensal, e trabalhava de forma contínua e ininterrupta, todas as vezes que não estava escalado na corporação. Considerando a situação apresentada,

  • (A) estando presentes as características da relação de emprego, existe

vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e

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Anacleto, porém a situação de militar de Anacleto impede o reconhecimento desse vínculo.

  • (B) não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo

Novo Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa

empresa ocorria apenas nas ocasiões em que Anacleto não estava escalado na corporação, caracterizando, portanto, trabalho eventual. (C) não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa empresa constitui trabalho autônomo.

  • (D) o vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e

Anacleto somente pode ser reconhecido nos períodos em que Anacleto

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não estava escalado na corporação e em que houve trabalho efetivo em favor da empresa Indústria Mundo Novo Ltda.

  • (E) estando presentes as características da relação de emprego, é

legítimo o reconhecimento do vínculo de emprego entre a empresa

Indústria Mundo Novo Ltda. e Anacleto, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial militar.

 

Comentários

Gabarito (E), com fundamento na SUM-386 do TST:

SUM-386 POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento de relação de emprego entre policial militar e empresa privada, independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar prevista no Estatuto do Policial Militar.

  • 7. FCC/TRT4 Analista Judiciário Área Judiciária - 2015

 

A relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é uma espécie.

Dentre os requisitos legais previstos na Consolidação das Leis do Trabalho que caracterizam a relação empregatícia, NÃO está inserida a

  • (A) subordinação jurídica do trabalhador ao empregador.

  • (B) infungibilidade em relação ao obreiro.

  • (C) eventualidade dos serviços prestados.

  • (D) onerosidade da relação contratual.

  • (E) prestação dos serviços por pessoa física ou natural.

Comentários

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Gabarito (C), pois é a única opção que não representa um requisito da relação de EMPREGO.

Na verdade, o requisito para a relação de emprego é o contrário, ou seja, a não eventualidade”.

  • 8. FCC/TRT4 Analista Judiciário Avaliador Federal -

2015

Na análise da dicotomia entre relação de trabalho versus relação de emprego é correto afirmar que

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  • (A) toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego, mas

o contrário nem sempre é verdadeiro.

  • (B) na relação de trabalho autônomo o prestador de serviços assume o

risco da atividade desenvolvida.

  • (C) não há previsão constitucional que assegure a igualdade de direitos

entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador

avulso.

  • (D) as relações de trabalho autônomo, temporário e não eventual se

assemelham as relações de trabalho avulso em todas as suas

características.

  • (E) a relação de trabalho temporário é uma relação triangular na qual há

intermediação de mão de obra que rompe com a simetria da relação entre empregado e empregador.

Comentários

O Gabarito preliminar foi (E), já que a relação de trabalho temporário é realmente triangular, com a presença de três polos. Entretanto, no gabarito definitivo, a FCC decidiu anular esta questão, muito provavelmente devido à alternativa B também estar correta.

O trabalhador temporário é aquele que possui vínculo de emprego com empresa de trabalho temporário, e presta serviços para outra empresa a tomadora de serviços. O trabalho temporário, assim, se destina a permitir que a empresa de trabalho temporário forneça seus empregados a outras empresas, sendo relação excepcional que só é admitida nas estritas hipóteses do art. 2º da Lei

6.019/74.

Por fim, em relação à alternativa B, vale ressaltar que o prestador autônomo assume os riscos da atividade desenvolvida, já que atua por conta própria.

  • 9. FCC/TRT5 Técnico Judiciário Área Administrativa -

2013

A relação de trabalho é diversa da relação de emprego, visto que essa última deve conter requisitos previstos na legislação trabalhista para sua configuração. Segundo esses requisitos, haverá relação de emprego, na situação de

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  • (A) contrato de estágio.

  • (B) empreiteiro de construção civil autônomo.

  • (C) trabalho voluntário para instituição de caridade.

  • (D) acompanhante de idoso, remunerado e com trabalho diário.

  • (E) associado de cooperativa.

Comentários

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Gabarito (D). Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc.

Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de gênero relações de trabalho.

Recorrendo a um esquema:

 

Relações de Trabalho

 
 
Relações de Trabalho Relações de emprego Empregado urbano Empregado rural Empregado doméstico Aprendiz etc. Trabalhador avulso
Relações de Trabalho Relações de emprego Empregado urbano Empregado rural Empregado doméstico Aprendiz etc. Trabalhador avulso

Relações de emprego

 
 
Relações de Trabalho Relações de emprego Empregado urbano Empregado rural Empregado doméstico Aprendiz etc. Trabalhador avulso
 

Empregado urbano Empregado rural Empregado doméstico Aprendiz etc.

 

Trabalhador avulso Trabalhador autônomo Trabalhador eventual Estagiário etc.

A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático- jurídicos componentes da relação de emprego:

Pessoa física

  • 09262143907 Pessoalidade

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Onerosidade

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Empregado

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  • Não eventualidade

Subordinação

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jurídica

A alternativa (A) citou o estagiário, que é uma espécie de relação de trabalho. Atendidos os requisitos formais e materiais da Lei 11.788/08, o estagiário não será considerado empregado. Assim, para que de fato não haja vínculo empregatício entre o estagiário e a parte concedente do estágio deve-se seguir todos os preceitos da lei supracitada. Segue o trecho mais importante (para fins de concurso) da lei supracitada:

Lei 11.788/08, art. 3º O estágio (

)

não cria vínculo empregatício de

... qualquer natureza, observados os seguintes requisitos ( ...).

A alternativa (B) citou o empreiteiro autônomo, situação na qual não existe relação de emprego: a empreitada de mão de obra é regida pelo Código Civil (Lei 10.406/02).

Por sua vez, o trabalho voluntário, citado na alternativa (C), deixa de ser relação de empregado por não haver o caráter contraprestativo, ou seja, não existe a onerosidade característica de uma relação de emprego.

Já a alternativa (D), que é o gabarito, menciona um trabalho prestado com remuneração e não eventualidade. É bem verdade que os outros requisitos não ficaram claros, mas sem dúvida, por eliminação, é essa a alternativa que mais se encaixa no conceito de relação de emprego.

Por fim, na alternativa (E) a questão citou o associado de cooperativa que, em regra, não é empregado é, sim, um cooperado.

  • 10. FCC/TRT5 Analista Judiciário Área Judiciária - 2013

Os salários devem ser pagos ao empregado, independentemente da empresa ter auferido lucros ou prejuízos, uma vez que os riscos da atividade econômica pertencem única e exclusivamente ao empregador. Tal assertiva baseia-se no requisito caracterizador da relação de emprego denominado

09262143907

  • (A) pessoalidade.

  • (B) alteridade.

  • (C) não eventualidade.

  • (D) onerosidade.

  • (E) subordinação.

Comentários

Gabarito (B). A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um requisito existente nas relações de emprego.

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A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo empregador.

A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT:

CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

11. FCC/TRT5 Analista Judiciário Área Administrativa -

2013

A Consolidação das Leis do Trabalho − CLT prevê requisitos indispensáveis para configuração do contrato individual de trabalho, que é o acordo tácito ou expresso, correspondente a uma relação de emprego. Assim, conforme normas legais, NÃO é requisito da relação de emprego:

  • (A) exclusividade na prestação dos serviços.

  • (B) não eventualidade dos serviços.

  • (C) onerosidade dos serviços prestados.

  • (D) prestação pessoal dos serviços.

  • (E) subordinação jurídica do empregado ao empregador.

Comentários

Gabarito (A). A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade.

É importante decorar o artigo 3º da CLT:

CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

09262143907

Resumindo, teríamos o seguinte:

Pessoa física

Pessoalidade

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Onerosidade

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Empregado
Empregado
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Não eventualidade

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Subordinação

jurídica

A mesma pessoa física pode

ter

mais de

uma relação

de

emprego, com

empregadores distintos (mantendo com ambos, no caso, a não eventualidade).

Neste contexto, nota-se que não se exige exclusividade na prestação de serviços para o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com mais de um empregador.

12. FCC/TRT9 Técnico Judiciário Área Administrativa -

2013

 

Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços a empregador com as características de

  • (A) impessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica.

  • (B) pessoalidade, continuidade, exclusividade e subordinação.

  • (C) pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação.

  • (D) pessoalidade, continuidade, confidencialidade e subordinação.

  • (E) pessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica.

 

Comentários

Gabarito (C). A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, a subordinação, a onerosidade e a não eventualidade:

09262143907

CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

 

Pessoa física

Pessoalidade

 
Pessoa física Pessoalidade Onerosidade Empregado
Pessoa física Pessoalidade Onerosidade Empregado

Onerosidade

Onerosidade Empregado

Empregado

 
Onerosidade Empregado

Não eventualidade

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Subordinação

jurídica

A continuidade está expressa na LC 150/2015 (que dispõe sobre a profissão do empregado doméstico).

Para a categoria dos domésticos temos os seguintes elementos:

Pessoa física

Pessoalidade

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Onerosidade

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Empregado doméstico

Empregado doméstico

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Continuidade

Não eventualidade

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Subordinação jurídica

Finalidade não lucrativa de labor prestado em âmbito residencial a pessoa física ou família

Apesar da diferença conceitual entre as expressões não eventualidade e continuidade, a Banca FCC tem utilizado a expressão continuidade como elemento fático-jurídico das relações de emprego em geral.

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13. FCC/TRT9 Analista Judiciário Área Administrativa -

2013

Conforme previsto em lei, a existência da relação de emprego somente se verifica quando estiverem presentes algumas características, dentre as quais NÃO se inclui a

  • (A) exclusividade.

  • (B) continuidade.

  • (C) pessoalidade.

  • (D) onerosidade.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC Questões comentadas

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  • (E) subordinação.

 

Comentários

Gabarito (A), pois nada impede que a mesma pessoa labore para mais de um empregador.

 

Pessoa física

Pessoalidade

 
Pessoa física Pessoalidade Onerosidade Empregado
Pessoa física Pessoalidade Onerosidade Empregado

Onerosidade

Onerosidade Empregado

Empregado

 
Onerosidade Empregado
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Subordinação

jurídica

Não eventualidade

Existe diferenciação teórica entre não eventualidade e continuidade. Entretanto, a Banca FCC tem utilizado a expressão continuidade (prevista na Lei dos Domésticos) como elemento fático-jurídico das relações de emprego em geral.

14. FCC/TRT12 Técnico Judiciário Área Administrativa -

2013

 

Considerando-se que a CLT prevê requisitos para a configuração da relação de emprego, é um dos elementos essenciais da relação entre empregado e empregador, previsto na CLT:

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  • (A) a eventualidade na prestação dos serviços.

  • (B) o trabalho do empregado sujeito a controle de horário.

  • (C) a remuneração paga por produtividade e desempenho do empregado.

  • (D) a pessoalidade na prestação dos serviços.

  • (E) a exclusividade do trabalho do empregado.

 

Comentários

Gabarito (D). A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o

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trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade.

Elementos fático-jurídicos

de

relação

emprego:

pessoa física,

pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade.

da

Elementos fático-jurídicos de relação emprego: pessoa física, pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade. da componentes

componentes

É importante decorar o artigo 3º da CLT, principalmente se o assunto “relação de emprego” cair em provas discursivas:

CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

Resumindo, teríamos o seguinte:

 

Pessoa física

Pessoalidade

 
Pessoa física Pessoalidade Onerosidade Empregado
Pessoa física Pessoalidade Onerosidade Empregado
 

Onerosidade

Onerosidade Empregado

Empregado

Onerosidade Empregado
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Subordinação

jurídica

Não eventualidade

Se existe eventualidade, como sugerido na alternativa (A), não estaremos diante de relação de emprego.

09262143907

A alternativa (B) também está incorreta porque existem empregados não sujeitos a controle de horário, como gerentes e os que exercem atividade externa incompatível com tal controle.

A remuneração por produtividade, citada na alternativa (C), também não é pressuposto de relação de emprego, pois é perfeitamente possível (e até normal) que o salário do empregado componha-se unicamente por parcela fixa.

Por fim, a alternativa (E) está incorreta tendo em vista que não se exige exclusividade na prestação dos serviços para a caracterização de relação de emprego.

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  • 15. FCC/TRT12 Analista Judiciário Área Judiciária - 2013

Analisando os requisitos e distinções entre os institutos da relação de trabalho e da relação de emprego, nos termos da doutrina e da legislação brasileira,

  • (A) contrato individual de trabalho

correspondente à relação de emprego.

é o acordo tácito ou expresso,

  • (B) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego,

sendo que o contrário não é verdadeiro.

  • (C) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das

modalidades de contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do Trabalho − CLT.

  • (D) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de

trabalho que não possui natureza jurídica contratual, conforme previsão

expressa da Consolidação das Leis do Trabalho − CLT.

  • (E) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não

haja igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício

permanente e o trabalhador avulso.

Comentários

Gabarito (A), como previsto na CLT:

CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.

Sobre a alternativa (B), segue abaixo uma explicação.

Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc.

Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de gênero relações de trabalho.

09262143907

Recorrendo ao nosso esquema:

Relações de Trabalho

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Relações de emprego

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Empregado urbano Empregado rural Empregado doméstico Aprendiz etc.

Trabalhador avulso Trabalhador autônomo Trabalhador eventual Estagiário etc.

A alternativa (C) está incorreta porque um dos elementos fático-jurídicos da relação de emprego é a não eventualidade; se o trabalho é eventual, tratar-se- á de relação de trabalho, mas não de emprego.

A alternativa (D) contratual.

está

incorreta porque

irá

se

tratar, sim, de relação

Por fim, a alternativa (E) tem 2 erros: um porque o avulso não é empregado (é uma relação de trabalho em sentido amplo) e outro porque existe igualdade de direitos, como previsto na Constituição:

CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

( ) ... XXXIV - igualdade

de

direitos

entre

o

trabalhador

com

vínculo

empregatício permanente e o trabalhador avulso.

  • 16. FCC/TRT12 Analista Judiciário Área Judiciária - 2015

Quanto aos sujeitos da relação de emprego, ou seja, empregado e empregador, conforme normas contidas na CLT,

(A) a empresa individual e as instituições sem finalidade lucrativa não podem admitir trabalhadores como empregados, exceto na qualidade de domésticos, em razão da ausência de sua finalidade lucrativa.

09262143907

(B) poderá haver distinção relativa à espécie de emprego e à condição do trabalhador, bem como entre o trabalho intelectual, técnico e manual.

(C) o empregador poderá, em algumas circunstâncias especiais previstas em lei, dividir os riscos da atividade econômica com o empregado, não os assumindo integralmente.

(D) haverá distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, mesmo que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego.

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(E) havendo formação de grupo econômico, para os efeitos da relação de emprego, serão solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas.

Comentários

Gabarito (E), em face da seguinte previsão celetista:

CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora, cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial, comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa principal e cada uma das subordinadas.

A alternativa (A) está incorreta porque não se exige finalidade lucrativa para o reconhecimento da condição de empregador:

CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

A alternativa (B) contrariou a CLT e a CF/88:

CLT, art. 3º, parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.

CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

( ) ...

XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual ou entre os profissionais respectivos;

09262143907

A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um requisito existente nas relações de emprego. Sobre ela é que se fundamenta a alternativa (C), incorreta.

A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo empregador.

A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT:

CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.

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Sobre a alternativa (D), não se admite tal distinção:

CLT,

art.

Não

se

distingue

entre

o

trabalho realizado no

estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os pressupostos da relação de emprego.

17. FCC/TRT18 Analista Judiciário Oficial Avaliador -

2013

A doutrina que orienta a disciplina do Direito do trabalho prevê distinções entre os institutos da relação de trabalho e relação de emprego. Configura relação de emprego

  • (A) o trabalho realizado de forma eventual.

  • (B) a prestação de serviços autônomos.

  • (C) o contrato individual de trabalho.

  • (D) a realização do estágio não remunerado.

  • (E) o serviço prestado por voluntários.

Comentários

Gabarito (C). A questão versa sobre os pressupostos para configuração da

relação de emprego, distinguindo-a da relação de eliminação!

trabalho.

Vamos

por

No trabalho realizado de forma eventual letra (A) falta o requisito da não- eventualidade para configuração da relação de emprego.

Já no caso dos autônomos letra (B) falta o requisito da subordinação, impedindo a formação de vínculo empregatício. Notem que o próprio termo

“autônomo” indica que esses profissionais possuem “autonomia”, isto é, presta

serviços de forma não subordinada a outrem.

Também no caso do estágio letra (D) , caso sejam respeitadas todas as condições impostas pela Lei 11.788/08, teremos efetivamente uma relação de trabalho sem formação de vínculo empregatício, visto que o objetivo é a preparação do estagiário para o mercado de trabalho.

09262143907

E, ainda,

no caso

do trabalho voluntário

letra (E)

não

há igualmente

formação de vínculo empregatício, visto que não se encontra presente o

requisito da onerosidade, conforme Lei 9.608/98, art. 1º, parágrafo único.

Portanto, como nas letras (A), (B), (D) e (E) faltam algum dos requisitos para formação do vínculo empregatício, por eliminação marcamos a letra (C). Além disso, o contrato de trabalho, ainda que tácito, ou verbal, dá origem à relação de emprego, caso presentes os requisitos formadores.

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  • 18. FCC/TRT11 Técnico Judiciário Área Administrativa -

2012

 

São requisitos legais da relação de emprego e do contrato de trabalho:

 
  • (A) pessoalidade do empregado; subordinação jurídica do empregado;

exclusividade na prestação dos serviços.

 
  • (B) exclusividade na prestação dos serviços; eventualidade do trabalho;

pessoalidade do empregador.

 
  • (C) eventualidade do trabalho; alteridade; onerosidade.

 
  • (D) onerosidade;

não

eventualidade

do

trabalho;

pessoalidade

do

empregado.

  • (E) alteridade; habitualidade; impessoalidade do empregado.

 

Comentários

 

Gabarito (D). Os elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego são o trabalho prestado por pessoa física, pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade.

Também é interessante notar que a pessoalidade atinge a figura do empregado, mas não a do empregador.

Como o empregado não pode deixar de ir trabalhar em determinado dia e mandar um amigo ou parente em seu lugar, tem-se que o vínculo empregatício possui caráter de infungibilidade (em relação ao prestador de serviços empregado).

Assim, no contrato de trabalho temos quanto ao

09262143907

empregadores).

fungibilidade (de que é exemplo a sucessão de

a

empregador,

- empregado, a infungibilidade (pessoalidade, prestação de serviços intuitu personae).

-

A alteridade, por sua vez, também é enquadrada como elemento fático- jurídico componentes da relação de emprego, visto que os riscos do empreendimento devem ser do empregador.

  • 19. FCC/TRT24 Analista Judiciário Área Administrativa -

2011

Considere:

I. Prestação de trabalho por pessoa jurídica a um tomador. II. Prestação de trabalho efetuada com pessoalidade pelo trabalhador.

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III. Subordinação ao tomador dos serviços. IV. Prestação de trabalho efetuada com onerosidade.

 

São elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego os indicados APENAS em

(A)

III e IV.

(B)

I, II e III.

(C)

I, III e IV.

(D)

II e IV.

(E)

II, III e IV.

Comentários

 

Gabarito (E). Não há como considerar pessoa jurídica como empregado, e por isso a proposição I está errada. Empregado sempre é pessoa física.

As

demais

proposições

trazem

elementos

fático-juridicos

da

relação

de

emprego.

 

20. FCC/TRT24 Técnico Judiciário Área Administrativa -

2011

 
 
 

Para a configuração da relação de emprego

 

(A)

não é necessário o recebimento de salário, uma vez que há relação de

emprego configurada mediante trabalho voluntário.

 

(B)

é necessária a existência de prestação de contas, requisito inerente à

subordinação existente.

 

(C)

é preciso que o empregado seja uma pessoa física ou jurídica que

preste

serviços

com

habitualidade,

onerosidade, subordinação e

pessoalidade.

 

(D)

não

é

necessária a exclusividade da prestação de serviços pelo

09262143907

empregado.

 

(E)

é necessária a existência de prestação de trabalho intelectual, técnico

ou manual, de natureza não eventual, por pessoa física, jurídica ou grupo

de empresas, sem alteridade e com subordinação jurídica.

 

Comentários

 

Gabarito (D). Havendo pessoalidade, subordinação, onerosidade e não eventualidade estaremos diante de uma relação de emprego, independente de a pessoa física prestar serviços a um ou a mais de um empregador.

Um dos elementos da relação de emprego é a onerosidade, e por isso a alternativa (A) está errada.

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Não há qualquer previsão normativa ou jurisprudencial sobre prestar contas em relação de emprego, então a alternativa (B) é incorreta.

As alternativas (C) e (D) estão erradas porque, como vimos anteriormente, empregado é pessoa física.

  • 2.2 A figura jurídica do empregado

  • 21. FCC/TRT14 Analista Judiciário Avaliador Federal -

2016

 

Quanto à relação de trabalho temporário, nos termos da legislação que disciplina tal atividade, é INCORRETO afirmar:

  • (A) Há um vínculo jurídico de natureza civil entre a empresa cliente

tomadora dos serviços e a empresa de trabalho temporário registrada no Ministério do Trabalho e Emprego por meio de contrato obrigatoriamente

escrito.

  • (B) Forma-se um vínculo de natureza trabalhista entre o trabalhador

temporário e a empresa fornecedora, que o assalaria e responde diretamente pelos direitos assegurados em Clei.

  • (C) É lícito estabelecer cláusula de reserva, vedando a contratação do

trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao final do prazo em que

tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.

  • (D) Fica assegurada ao trabalhador temporário a remuneração

equivalente à percebida pelos empregados da mesma categoria da empresa tomadora ou cliente, calculados à base horária, garantida, em qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo.

  • (E) Trabalho temporário é permitido para atender à necessidade

transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou o acréscimo extraordinário dos serviços da empresa tomadora.

Comentários

09262143907

Gabarito (C), que é a incorreta, já que é vedado o estabelecimento de cláusula de reserva:

Lei 6.019, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.

  • 22. FCC/TRT23 Analista Judiciário Área Judiciária - 2016

A relação de trabalho temporário é desenvolvida entre uma empresa tomadora de serviços, uma empresa de trabalho temporário e o trabalhador temporário. Há, portanto, uma intermediação de mão de obra

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que rompe com a tradicional simetria da relação mantida entre empregado e empregador. Nesse contexto, considere:
que
rompe
com
a
tradicional
simetria
da
relação
mantida entre
empregado e empregador. Nesse contexto, considere:
I. O contrato entre a empresa de trabalho temporário e o trabalhador
temporário pode conter cláusula de reserva proibindo a contratação deste
pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que esteve à sua
disposição.
II. O trabalho é prestado indistintamente em favor da empresa de
trabalho temporário e da empresa tomadora ou cliente.
III. A direção da prestação pessoal de serviços fica a cargo da tomadora
dos serviços.
IV. A responsabilidade pelo pagamento dos salários e pelos direitos
assegurados em lei ao trabalhador temporário permanece com a empresa
de trabalho temporário.
V. Ao colocar à disposição da empresa tomadora ou cliente a mão de obra
do trabalhador temporário, a empresa de trabalho temporário abre mão
do vínculo de subordinação, não havendo possibilidade de caracterização
de prática de justa causa pelo trabalhador em relação a ela.
Está correto o que consta APENAS em
(A)
I e II.
(B)
I, III e V.
(C)
II e V.
(D)
III e IV.
(E)
II, III e V.
Comentários

Gabarito (D), pois apenas III e IV estão corretas.

A assertiva I está incorreta. Caso a tomadora se interesse por contratar o temporário (que originalmente era empregado da empresa de trabalho temporário) isto deve ser permitido, não sendo admitida cláusula de reserva:

09262143907

Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.

A assertiva II está incorreta, pois o trabalho temporário é prestado em favor da empresa tomadora dos serviços (. Se fosse prestado em favor da própria empresa de trabalho temporário, seria uma relação de trabalho comum (bilateral).

A assertiva III está correta, já que a direção da prestação dos serviços é feita pela empresa tomadora dos serviços e esta pode se dar de forma pessoal (único caso de terceirização em que pode haver pessoalidade).

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A assertiva IV está correta, pois os pagamentos são feitos pela empresa de trabalho temporário, não pela tomadora.

A assertiva V está incorreta, pois o dever de subordinação (e demais deveres do empregado) se dá tanto em relação à empresa tomadora quanto em relação à empresa de trabalho temporário:

Lei 6019, art. 13 - Constituem justa causa para rescisão do contrato do trabalhador temporário os atos e circunstâncias mencionados nos artigos 482 e 483, da Consolidação das Leis do Trabalho, ocorrentes entre o trabalhador e a empresa de trabalho temporário ou entre aquele e a empresa cliente onde estiver prestando serviço.

23. FCC/TRT1 Analista Judiciário Área Execução de Mandados - 2013

 

Em relação ao trabalho temporário, é correto afirmar:

 

(A) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do

pessoal regular e permanente

da

empresa

ou

em caso

de

serviços

excepcionais que

não

se

inserem

na

atividade

fim

da

empresa

contratante. (B) Empresa de

trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por

atividade colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,

trabalhadores.

 

(C) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de serviço ou cliente pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o motivo justificador da demanda de trabalho temporário.

(D)

É

defeso

às

empresas

de

prestação

de

serviço

temporário

a

contratação de estrangeiros com visto provisório de permanência no país.

(E) O contrato entre

a empresa de trabalho temporário e a empresa

tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá

exceder de

cento

e

vinte

dias, salvo autorização do Ministério do

09262143907

Trabalho.

Comentários

 

Gabarito (D), em questão difícil que explorou alguns artigos da Lei 6.019/74 raramente - ou nunca antes - exigidos em concursos.

Segue abaixo um esquema da terceirização envolvendo o trabalho temporário:

Empresa tomadora de mão de obra

«»

Contrato de natureza civil (intermediação de mão de obra)

 

Empresa de

«»

trabalho

temporário

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Trabalho subordinado (entretanto não há vínculo de emprego)

Trabalhador

temporário

Relação de emprego

Iniciando pelo gabarito:

Lei 6.019/74, art. 17 - É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a contratação de estrangeiros com visto provisório de permanência no País.

A alternativa (A) está incorreta porque a Lei não restringe às atividades-meio a contratação dos temporários:

Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços.

A alternativa (B) foi considerada incorreta por estar incompleta; segundo a Lei do Trabalho Temporário,

Lei 6.019/74, art. 4º - Compreende-se como empresa de trabalho temporário a pessoa física ou jurídica urbana, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores, devidamente qualificados, por elas remunerados e assistidos.

Sobre a alternativa (C), a lei exige formalização escrita do contrato (de natureza civil) entre a empresa terceirizante e a tomadora dos serviços:

09262143907

Lei 6.019/74, art. 9º - O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora de serviço ou cliente deverá ser obrigatoriamente escrito e dele deverá constar expressamente o motivo justificador da demanda de trabalho temporário, assim como as modalidades de remuneração da prestação de serviço.

Por fim, a alternativa (E) está incorreta em face do limite máximo do contrato de trabalho temporário entre terceirizante e tomadora em relação a um mesmo empregado:

Lei 6.019/74, art. 10 - O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de três meses, salvo autorização conferida pelo órgão

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local do Ministério do Trabalho e Previdência Social, segundo instruções a serem baixadas pelo Departamento Nacional de Mão-de-Obra.

24. FCC/TRT1 Analista Judiciário Área Execução de Mandados - 2013

 

NÃO

corresponde

ao

entendimento

sumulado

pelo

TST

sobre

terceirização:

 

(A) A responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços abrange apenas as verbas contratuais, referentes ao período da prestação laboral, não abrangendo indenizações por danos morais ou materiais eventualmente constantes de decisão judicial.

(B) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto aquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste do título executivo judicial.

(C) A responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração pública não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.

(D) A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração pública direta, indireta, ou fundacional.

(E) Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços especializados ligados à atividade meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.

Comentários

 

Gabarito (A), que é a incorreta, conforme item VI da Súmula 331:

SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974). II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988).

09262143907

III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.

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Este

IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.

V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.

VI A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.

item

foi

inserido

no

verbete

em

2011,

para

deixar

claro

que

a

responsabilidade subsidiária na terceirização não se refere apenas ao salário,

mas também a demais verbas trabalhistas remuneratórias e indenizatórias.

  • 25. FCC/TRT9 Analista Judiciário Área Judiciária - 2013

Em relação ao trabalho temporário, com fundamento na legislação aplicável, é correto afirmar:

  • (A) A jornada normal de trabalho do temporário não poderá exceder de 6

horas diárias, remuneradas as horas extras com adicional de 20% sobre o

valor da hora normal.

  • (B) A empresa de trabalho temporário é

a pessoa física ou jurídica,

urbana ou rural, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por ela remunerados e assistidos.

09262143907

  • (C) Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a

contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.

  • (D) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa

tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá

exceder de seis meses, salvo mediante autorização do Ministério do Trabalho.

  • (E) O contrato

de trabalho celebrado entre

a

empresa de

trabalho

temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição da

empresa tomadora ou cliente poderá ser celebrado verbalmente ou por escrito, sendo vedada a modalidade de contrato tácito.

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Comentários

Gabarito (C), tendo em vista que a Lei 6.019/74, que dispõe sobre o trabalho temporário, não admite tal cláusula nos contratos:

Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.

Em relação à jornada do trabalhador temporário, citada na alternativa (A), a mesma é de 8 (oito) horas:

Lei 6.019/74, art. 12 - Ficam assegurados ao trabalhador temporário os seguintes direitos:

( ) ...

b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não excedentes de duas, com acréscimo de 20% (vinte por cento);

Sobre este dispositivo legal é de notar que o mesmo deve ser interpretado de acordo com a atual Constituição Federal 1 , que prevê duração do trabalho diário de 08 (oito) horas e semanal de 44 (quarenta e quatro), além do adicional mínimo de 50%.

Sobre a alternativa (B), incorreta, a Lei 6.019/74 conceitua a empresa de trabalho temporário como sendo necessariamente urbana:

Lei 6.019/74,

art.

- Compreende-se como empresa de trabalho

temporário a pessoa física ou jurídica urbana, cuja atividade consiste em

colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,

trabalhadores, devidamente assistidos.

qualificados,

por

elas

remunerados

e

A alternativa (D), também incorreta, errou no prazo máximo admitido para que um mesmo empregado da empresa de trabalho temporário preste serviço a uma tomadora:

09262143907

Lei 6.019/74, art. 10 - O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá exceder de três meses, salvo autorização conferida pelo órgão

  • 1 CF/88, Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

( ) ... XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de trabalho; ( ) ... XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do

normal;

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local do Ministério do Trabalho e Previdência Social, segundo instruções a serem baixadas pelo Departamento Nacional de Mão-de-Obra.

A alternativa (E), por fim, errou ao sugerir que o contrato de trabalho entre a empresa de trabalho temporário e o empregado temporário possa ser verbal:

Lei 6.019/74, art. 11 - O contrato de trabalho celebrado entre empresa de trabalho temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição de uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, escrito e dele deverão constar, expressamente, os direitos conferidos aos trabalhadores por esta Lei.

Esta é, portanto, uma exceção à regra geral celetista que admite os contratos verbais ou escritos, expressos ou tácitos 2 .

  • 26. FCC/TRT18 Analista Judiciário Área Judiciária - 2013

O trabalho prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou o acréscimo extraordinário de serviços, é o conceito legal de trabalho

  • (A) autônomo.

  • (B) temporário.

  • (C) cooperado.

  • (D) eventual.

  • (E) avulso.

Comentários

Gabarito (B), transcrição do dispositivo legal abaixo.

O trabalho temporário é regido pela Lei 6.019/74, de onde podemos extrair o conceito de trabalho temporário:

Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços.

09262143907

  • 27. FCC/TRT1 Analista Judiciário Área Administrativa -

2013

Em relação ao trabalho do menor, é correto afirmar:

  • 2 CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à relação de emprego.

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  • (A) É proibido o trabalho perigoso, insalubre e noturno do menor de vinte

e um anos de acordo com a Constituição Federal.

  • (B) O contrato de aprendizagem pode ser celebrado com aprendiz com

idade entre quatorze e dezoito anos.

  • (C) É permitida a compensação de jornada para os aprendizes.

  • (D) O contrato de aprendizagem não pode ser extinto antecipadamente,

salvo se houver prática de falta grave por parte do aprendiz.

  • (E) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-

se, porém de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de dezoito anos dar, sem assistência dos pais ou responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento de indenização que lhe for devida.

 

Comentários

Gabarito (E). De fato, o menor pode receber salário, mas, quando se tratar de quitação das verbas rescisórias, ele deve ser assistido pelo responsável legal:

CLT,

art. 439

-

É

lícito

ao

menor

firmar recibo pelo pagamento dos

salários. Tratando-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência dos seus responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da indenização que lhe for devida.

A alternativa (A) está incorreta porque a CF/88 dispõe sobre proibição dos referidos trabalhos aos menores de 18 anos:

CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social:

( ) ...

XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;

09262143907

A alternativa (B) está incorreta porque o contrato de aprendizagem pode ser celebrado com o maior de 14 e menor de 24 (não se aplicando o limite máximo aos portadores de deficiência):

CLT, art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e

menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de

aprendizagem formação técnico-profissional (

...

).

Sobre a alternativa (C), a CLT não permite prorrogação e nem compensação de jornada de aprendizes:

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CLT, art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada. Por fim, a alternativa (D) está incorreta porque existem outras hipóteses legais de extinção antecipada do contrato de aprendizagem, a saber:

CLT, art. 433. O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta Consolidação, ou ainda antecipadamente nas seguintes hipóteses:

I desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz; II falta disciplinar grave; III ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou IV a pedido do aprendiz.

28. FCC/TRT11 Analista Judiciário Área Administrativa -

2012

 

O filho não poderá ser considerado empregado do pai em razão do grau de parentesco, ainda que presentes os requisitos caracterizadores da relação de emprego.

 

Comentários

Alternativa incorreta, pois não existe previsão legal neste sentido; estando presentes os pressupostos da relação de emprego, caracterizar-se-á o vínculo, independente de relação de parentesco:

CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e mediante salário.

Esquematizando os pressupostos da relação de emprego:

09262143907

Pessoa física

Pessoalidade

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Onerosidade

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Empregado

Empregado

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Não eventualidade

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Subordinação

jurídica

  • 29. FCC/TRT14 Analista Judiciário Área Judiciária - 2011

 

Karina e Mariana residem no pensionato de Ester, local em que dormem e realizam as suas refeições, já que Gabriela, proprietária do pensionato, contratou Abigail para exercer as funções de cozinheira. Jaqueline reside em uma república estudantil que possui como funcionária Helena, responsável pela limpeza da república, além de cozinhar para os estudantes moradores. Abigail e Helena estão grávidas. Neste caso,

  • (A) nenhuma das empregadas são domésticas, mas ambas terão direito a

estabilidade provisória decorrente da gestação.

 
  • (B) ambas são empregadas domésticas e terão direito a estabilidade

provisória decorrente da gestação.

 
  • (C) somente Helena é empregada doméstica, mas ambas terão direito a

estabilidade provisória decorrente da gestação.

 
  • (D) somente Abigail é empregada doméstica, mas ambas terão direito a

estabilidade provisória decorrente da gestação.

 
  • (E) ambas

são

empregadas

domésticas,

mas

não

terão

direito a

estabilidade provisória decorrente da gestação.

 

Comentários

 

O gabarito é (C), pois Helena labora em âmbito residencial do grupo estudantil, sem finalidade lucrativa.

Já as outras laboram para um pensionato (que é um empreendimento com fins lucrativos), e por isso não são domésticas. Falaremos sobre estabilidade em outra aula, mas quem conseguiu caracterizar o doméstico já teria condições de acertar a questão.

Relembrando

o

esquema

com

os

09262143907

pressupostos

do

vínculo de emprego

doméstico:

 

Pessoa física

 

Pessoalidade

 
 
Relembrando o esquema com os 09262143907 pressupostos do vínculo de emprego doméstico: Pessoa física Pessoalidade Continuidade
Relembrando o esquema com os 09262143907 pressupostos do vínculo de emprego doméstico: Pessoa física Pessoalidade Continuidade
   

Continuidade

Onerosidade

Onerosidade Não eventualidade
 
Onerosidade Não eventualidade

Não eventualidade

Empregado doméstico

 
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Subordinação jurídica

Finalidade não lucrativa de labor prestado em âmbito residencial a pessoa física ou família

30. FCC/TRT14 Analista Judiciário Área Execução de Mandados - 2011

 

Com relação à proteção ao trabalho do menor, a Consolidação das Leis do Trabalho prevê o contrato de aprendizagem.

Este contrato é um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao aprendiz formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. Este contrato pode ser celebrado com pessoa maior de 14 anos e menor de

  • (A) 26 anos.

  • (B) 24 anos.

  • (C) 22 anos.

  • (D) 21 anos.

  • (E) 18 anos.

 

Comentários

O gabarito é (B), pois aprendiz é o maior de 14 e menor de 24 anos que celebra contrato de aprendizagem (a idade máxima não se aplica a aprendizes portadores de deficiência).

Conforme

artigo 428

da CLT, contrato

de

aprendizagem é o contrato de

trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica, compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz, a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação.

09262143907

31. FCC/TRT7 Técnico Judiciário Área Administrativa -

2009

Jair trabalha como estivador no Porto de Santos; Patrícia foi contratada para trabalhar em uma loja de shopping na época do Natal, pois nessa época há excesso extraordinário de serviços; e Ana presta serviços de

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natureza contínua e de finalidade não lucrativa na residência de Lúcia. É correto afirmar que Jair é

(A)

trabalhador avulso, Patrícia é empregada avulsa e Ana é trabalhadora

temporária.

 

(B)

trabalhador temporário, Patrícia

é trabalhadora avulsa e Ana é

empregada doméstica.

 

(C)

empregado

doméstico, Patrícia

é

trabalhadora avulsa e Ana

é

trabalhadora temporária.

 

(D)

trabalhador avulso, Patrícia é trabalhadora

temporária e Ana é

empregada doméstica.

 

(E)

empregado temporário, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é

trabalhadora doméstica.

 

Comentários

 

O gabarito é (D), pois o estivador é um trabalhador avulso (portuário), o acréscimo extraordinário de serviços é hipótese permissiva do trabalho temporário (vide artigo abaixo) e o trabalho residencial com finalidade não lucrativa se relaciona ao empregado doméstico.

 

Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo extraordinário de serviços.

2.3 A figura jurídica do empregador

 

32. FCC/TRT14 Analista Judiciário Avaliador Federal -

2016

 
 
 

Será considerada, respectivamente, a responsabilidade subsidiária e solidária de empresas quanto aos direitos trabalhistas, nos casos de

09262143907

(A)

grupo econômico e falência da empresa de trabalho temporário.

 

(B)

recuperação judicial de empresa terceirizada e terceirização em órgão

público.

(C)

grupo econômico e contrato de subempreitada.

 

(D)

sucessão de empregadores e contratação irregular de mão de obra

terceirizada.

 

(E)

terceirização de serviços de vigilância e grupo econômico.

 

Comentários

 

Gabarito (E).

Questão trabalhosa, que pode ser sintetizada no quadro abaixo:

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Aula 02 Prof. Antonio Daud Jr

Alternativa

Responsabilidade

Solidária

temporário

trabalho

de

  • (A) falência da empresa

solidária

grupo econômico

CLT, Doutrina 3
CLT,
Doutrina 3
CLT, Doutrina 3
CLT, Doutrina 3
CLT, Doutrina 3
CLT, Doutrina 3

Fundamento

 

CLT, art. 2º, § 2º

 

Lei 6.019, art. 16

SUM-331, IV

 

Lei 8.666/1993, art.

71,

§ 1º

CLT, art. 2º, § 2º

 
 

art.

455

 

SUM-331, IV

 

SUM-331, I

 

SUM-331, IV

 

1CLT, art. 2º, § 2º

Formação de vínculo com o tomador terceirizada obra de mão terceirização órgão público irregular terceirização em

Formação de vínculo com o tomador

terceirizada

obra

de

mão

terceirização órgão público

irregular

Formação de vínculo com o tomador terceirizada obra de mão terceirização órgão público irregular terceirização em

terceirização

em

Subsidiária

terceirizada

empresa

de

recuperação

judicial

(B)

se houver (SUM-331, IV), subsidiária. Via de regra, não há responsabilidade.

grupo econômico

empregadores

de

sucessão

de

subsidiária

subempreitada

  • (C) contrato

de

solidária

subsidiária (quanto ao sucedido)

de

09262143907

solidária

grupo econômico

lícita)

subsidiária (quanto ao tomador, caso

  • (E) serviços de vigilância

  • (D) contratação

3 DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit. p. 429.

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  • 33. FCC/TRT23 Oficial de Justiça Avaliador - 2016

 

No que concerne às responsabilidades decorrentes da existência de grupo econômico,

  • (A) mesmo sem previsão nesse sentido em seu contrato de trabalho,

Agnaldo presta serviços a todas as empresas do grupo econômico a que

pertence seu empregador. Entendendo que tal situação caracteriza a coexistência de mais de um contrato de trabalho, Agnaldo pretende o recebimento de direitos trabalhistas de todas as empresas para as quais presta serviços.

  • (B) Marcelo, empregado de empresa de processamento de dados que

presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, pretende o reconhecimento de sua condição de bancário, tendo em vista que a empresa de processamento de dados empregadora não presta serviços a qualquer outro cliente que não o banco.

  • (C) Paula, empregada de banco, que vende valores mobiliários de

empresa pertencente ao mesmo grupo econômico de seu empregador, pretende a integração na sua remuneração da vantagem pecuniária auferida em decorrência dessa atividade. No entanto, considerando tratar- se de atividades correlatas, ligadas à atividade bancária em geral, não procede a pretensão de Paula.

  • (D) o sucessor responde solidariamente por débitos trabalhistas de

empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida, tendo em vista que, com a sucessão, o sucessor assume todas as dívidas do sucedido.

  • (E) a responsabilidade solidária decorrente da existência de grupo

econômico somente pode ser reconhecida judicialmente, e desde que o trabalhador ajuíze a ação em face de todas as empresas integrantes do grupo econômico.

 

Comentários

09262143907

Gabarito (B), conforme SUM-239 do TST:

É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, exceto quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros.

A

letra (A)

está

incorreta com o

que

dispõe

a

SUM-129, já

que, ante

a

ausência de previsão, a presunção é pela solidariedade ativa (ou seja, apenas

um contrato de trabalho):

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A prestação de serviços

a

mais

de

uma empresa do mesmo grupo

econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a

coexistência de mais de

um contrato de trabalho,

salvo ajuste em

contrário. Na sequência, a letra (C), incorreta, contraria a SUM-93 do TST:

Integra a remuneração do bancário a vantagem pecuniária por ele auferida na colocação ou na venda de papéis ou valores mobiliários de empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, se exercida essa atividade no horário e no local de trabalho e com o consentimento, tácito ou expresso, do banco empregador

A letra (D) está em desacordo com a OJ-SDI1-411

O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da empresa sucedida, quando, à época, a empresa devedora direta era solvente ou idônea economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou fraude na sucessão

Por fim, a letra (E) está incorreta, já que a SUM-205, que previa a necessidade de ajuizamento em face de todas as empresas, encontra-se cancelada:

Súmula 205 TST: O responsável solidário, integrante do grupo econômico, que não participou da relação processual como reclamado e que, portanto, não consta no título executivo judicial como devedor, não pode ser sujeito passivo na execução

34. FCC/TRT9 Analista Judiciário Área Administrativa -

2015

A Empresa Leia Mais, editora de livros, admitiu e dispensou Arnaldo como empregado na função de jornalista, que nada recebeu a título de verbas rescisórias. O sócio de Leia Mais também dirige a Empresa Tô Seguro, que explora o ramo de vigilância e segurança. Considerando que Arnaldo nunca prestou qualquer tipo de serviço para a empresa Tô Seguro, ao ingressar com reclamação trabalhista,

09262143907

terá direito a mover ação contra

(A) a Empresa Leia Mais apenas, por serem empresas com objetos sociais distintos, não podendo se caracterizarem como grupo econômico.

(B) ambas as empresas, alegando grupo econômico e responsabilidade subsidiária da Empresa Tô Seguro no pagamento de suas verbas trabalhistas.

(C) a Empresa Leia Mais apenas, sua empregadora, sendo que em caso de inadimplência, poderá ingressar novamente contra a Empresa Tô Seguro.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC Questões comentadas

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(D)

a Empresa Leia Mais apenas, pois nunca ativou-se na Empresa Tô

Seguro, não podendo responsabilizá-la por suas verbas trabalhistas.

(E)

ambas as empresas, alegando grupo econômico e responsabilidade