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Aula 02

500 Questões de Direito do Trabalho - Banca FCC


Professor: Antonio Daud Jr

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

AULA 02
Relações de trabalho e emprego. Empregado e
empregador. Terceirização.
Sumário

1 - Considerações Iniciais .......................................................................... 2


2 – Questões comentadas .......................................................................... 3
2.1 – Relação de trabalho e relação de emprego ........................................ 3
2.2 – A figura jurídica do empregado ....................................................... 23
2.3 – A figura jurídica do empregador ..................................................... 35
2.4 – Terceirização ................................................................................ 58
3 – Lista das Questões Comentadas ........................................................... 62
3.1 – Relação de trabalho e relação de emprego ....................................... 62
3.2 – A figura jurídica do empregado ....................................................... 70
3.3 – A figura jurídica do empregador ..................................................... 75
2.4 – Terceirização ................................................................................ 87
4 – Gabarito............................................................................................ 90

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Questões comentadas
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AULA 02 - RELAÇÕES DE TRABALHO E EMPREGO.


EMPREGADO E EMPREGADOR. TERCEIRIZAÇÃO.
1 - Considerações Iniciais
Oi amigos (as),

Sejam bem vindos (as) a mais uma aula do nosso curso de questões
comentadas de Direito do Trabalho.
Os assuntos da aula de hoje são bastante importantes e freqüentes em
concursos públicos.

Vamos literalmente ao trabalho!

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Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos termos
da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos autorais e dá outras
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Questões comentadas
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2 – Questões comentadas
2.1 – Relação de trabalho e relação de emprego
1. FCC/TRT1 - Juiz do Trabalho - 2016
Considere a Lei nº 11.788/2008 que regula o estágio:
I. A carga horária da atividade do estagiário nunca pode ultrapassar a 20
horas semanais, sendo 4 horas diárias, sempre compatíveis com as
atividades escolares.
II. A duração do estágio para a mesma parte concedente, exceto para os
portadores de deficiência, é de, no máximo, 2 anos.
III. Na hipótese de estágio não obrigatório, a atividade do estagiário deve
necessariamente ser remunerada, com a concessão de, pelo menos, bolsa
e auxílio-transporte.
IV. Nos estágios com duração superior a um ano, o estagiário tem direito a
recesso por período de 30 dias, preferencialmente coincidente com as
férias escolares, sendo a bolsa devida neste período acrescida de um terço.
Está correto o que se afirma em
(A) II e IV, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) I e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.
Comentários
Gabarito (B).
A assertiva I está incorreta, pois pode haver estágio de até 30 horas
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semanais:
Lei 11.788/2008, art. 10. A jornada de atividade em estágio será definida
de comum acordo entre a instituição de ensino, a parte concedente e o
aluno estagiário ou seu representante legal, devendo constar do termo de
compromisso ser compatível com as atividades escolares e não
ultrapassar:
I – 4 (quatro) horas diárias e 20 (vinte) horas semanais, no caso de
estudantes de educação especial e dos anos finais do ensino fundamental,
na modalidade profissional de educação de jovens e adultos;
II – 6 (seis) horas diárias e 30 (trinta) horas semanais, no caso de
estudantes do ensino superior, da educação profissional de nível médio e
do ensino médio regular.

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A assertiva II está correta, como dispõe a Lei do Estágio (art. 11).


A assertiva III está correta. Apesar do trocadilho, podemos concluir que,
sendo não obrigatório o estágio, a bolsa será obrigatória (assim como o
auxílio-transporte):
Lei 11.788/2008, art. 12. O estagiário poderá receber bolsa ou outra
forma de contraprestação que venha a ser acordada, sendo compulsória
a sua concessão, bem como a do auxílio-transporte, na hipótese de
estágio não obrigatório.

A assertiva IV está incorreta, já que não é direito do estagiário o recebimento


do acréscimo de 1/3 quando do gozo do recesso. Portanto, percebam que o
estagiário não tem direito a “férias”, mas sim a um “recesso”:
Lei 11.788/2008, art. 13. É assegurado ao estagiário, sempre que o
estágio tenha duração igual ou superior a 1 (um) ano, período de recesso
de 30 (trinta) dias, a ser gozado preferencialmente durante suas férias
escolares.

2. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -


2016
Thales prestou serviços à empresa Celestial Produções pelo prazo de 10
meses. Para que se configure o vínculo empregatício, ou seja, relação de
emprego, entre as partes referidas é necessário que se comprovem os
seguintes requisitos legais:
(A)Boa fé contratual, autonomia, onerosidade, pessoalidade e
eventualidade.
(B)Exclusividade, onerosidade e habitualidade.
(C)Subordinação, imprescindibilidade, indisponibilidade e
irrenunciabilidade.
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(D)Pessoalidade na prestação dos serviços, subordinação jurídica, não


eventualidade e onerosidade.
(E)Subordinação econômica, comutatividade com divisão dos riscos,
continuidade e exclusividade.
Comentários
Gabarito (D). A relação de emprego se configura quando presentes os
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade
e não eventualidade.

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3. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016


Quanto aos institutos jurídicos denominados “relação de trabalho” e
“relação de emprego” é correto afirmar:
(A) A relação de emprego é uma espécie do gênero relação de trabalho.
(B) Possuem características idênticas, podendo se afirmar que são
expressões sinônimas.
(C) A relação de trabalho é modalidade derivada da relação de emprego.
(D) Não há relação de trabalho se não houver relação de emprego.
(E) São institutos independentes e não guardam nenhuma relação entre
si.
Comentários
Gabarito (A), já que, de fato, relação de trabalho é uma expressão ampla,
que engloba os mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme
detalhado no sumário de nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as
relações empregatícias, estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores
autônomos, etc.
A relação de emprego, por sua vez, tem lugar quando estão presentes os
seus pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie
de gênero relações de trabalho, como aduzido na questão.

4. FCC/TRT14 – Técnico Judiciário - 2016


É certo que a relação de trabalho se distingue da relação de emprego,
sendo que a primeira abrange a segunda. A Consolidação das Leis do
Trabalho apresenta os elementos caracterizadores da relação de emprego,
NÃO se inserindo, dentre eles,
(A) a subordinação jurídica.
(B) a pessoalidade na prestação dos serviços.
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(C) a exclusividade dos serviços prestados.


(D) a onerosidade.
(E) o trabalho não eventual.
Comentários
Gabarito (C), já que não se exige exclusividade na prestação de serviços para
o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes todos os
elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não
eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com
mais de um empregador.
As demais alternativas todas contêm requisitos da relação de emprego.

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Questões comentadas
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5. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016


Em relação aos trabalhadores movimentadores de carga avulsos, regidos
pela Lei nº 12.023/2009, é dever do sindicato que faz a intermediação do
trabalho
(A) repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 horas
úteis, contadas a partir de seu arrecadamento, os valores devidos e pagos
pelos tomadores do serviço, relativos à remuneração do trabalhador
avulso.
(B) entregar ao tomador de serviços as escalas de trabalho, a quem
caberá informá-la aos trabalhadores com antecedência de 24 horas.
(C) recolher os valores devidos ao FGTS, acrescidos dos percentuais
relativos ao 13º salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários,
observando o prazo legal.
(D) firmar acordo coletivo de trabalho com os tomadores de serviço
contendo previsão expressa do direito a horas extras, sem o que não será
efetuado o pagamento de eventuais horas extras prestadas pelos
trabalhadores.
(E) firmar documento específico indicando a cada trabalhador avulso o
prazo que o mesmo terá para levantar as parcelas referentes ao 13º
salário e às férias e o FGTS depositados na respectiva conta individual
vinculada.
Comentários
Gabarito (A), conforme art. 5º da Lei nº 12.023/2009 (que dispõe sobre as
atividades de movimentação de mercadorias em geral e sobre o trabalho
avulso):
Lei nº 12.023/2009, art. 5º São deveres do sindicato intermediador:
I – divulgar amplamente as escalas de trabalho dos avulsos, com a
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observância do rodízio entre os trabalhadores;


II – proporcionar equilíbrio na distribuição das equipes e funções, visando
à remuneração em igualdade de condições de trabalho para todos e a
efetiva participação dos trabalhadores não sindicalizados;
III – repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72
(setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do seu arrecadamento,
os valores devidos e pagos pelos tomadores do serviço, relativos à
remuneração do trabalhador avulso;
IV – exibir para os tomadores da mão de obra avulsa e para as
fiscalizações competentes os documentos que comprovem o efetivo
pagamento das remunerações devidas aos trabalhadores avulsos;

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V – zelar pela observância das normas de segurança, higiene e saúde no


trabalho;
VI – firmar Acordo ou Convenção Coletiva de Trabalho para
normatização das condições de trabalho.
Tais deveres não podem ser confundidos com as atribuições do tomador de
serviços:
Lei nº 12.023/2009, art. 6º São deveres do tomador de serviços:
I – pagar ao sindicato os valores devidos pelos serviços prestados ou
dias trabalhados, acrescidos dos percentuais relativos a repouso
remunerado, 13o salário e férias acrescidas de 1/3 (um terço), para
viabilizar o pagamento do trabalhador avulso, bem como os percentuais
referentes aos adicionais extraordinários e noturnos;
II – efetuar o pagamento a que se refere o inciso I, no prazo máximo de
72 (setenta e duas) horas úteis, contadas a partir do encerramento do
trabalho requisitado;
III – recolher os valores devidos ao Fundo de Garantia por Tempo de
Serviço, acrescido dos percentuais relativos ao 13o salário, férias,
encargos fiscais, sociais e previdenciários, observando o prazo legal.

6. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -


2015
Anacleto, policial militar, trabalhou para a empresa Indústria Mundo Novo
Ltda. como agente de segurança, nos horários em que não estava a
serviço da corporação militar. Na referida empresa, Anacleto cumpria
expressamente as ordens emanadas da direção, recebia um salário
mensal, e trabalhava de forma contínua e ininterrupta, todas as vezes que
não estava escalado na corporação. Considerando a situação apresentada,
(A) estando presentes as características da relação de emprego, existe
vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e
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Anacleto, porém a situação de militar de Anacleto impede o


reconhecimento desse vínculo.
(B) não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo
Novo Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa
empresa ocorria apenas nas ocasiões em que Anacleto não estava
escalado na corporação, caracterizando, portanto, trabalho eventual. (C)
não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo
Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa
empresa constitui trabalho autônomo.
(D) o vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e
Anacleto somente pode ser reconhecido nos períodos em que Anacleto

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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não estava escalado na corporação e em que houve trabalho efetivo em


favor da empresa Indústria Mundo Novo Ltda.
(E) estando presentes as características da relação de emprego, é
legítimo o reconhecimento do vínculo de emprego entre a empresa
Indústria Mundo Novo Ltda. e Anacleto, independentemente do eventual
cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial
militar.
Comentários
Gabarito (E), com fundamento na SUM-386 do TST:
SUM-386 POLICIAL MILITAR. RECONHECIMENTO DE VÍNCULO
EMPREGATÍCIO COM EMPRESA PRIVADA
Preenchidos os requisitos do art. 3º da CLT, é legítimo o reconhecimento
de relação de emprego entre policial militar e empresa privada,
independentemente do eventual cabimento de penalidade disciplinar
prevista no Estatuto do Policial Militar.

7. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


A relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é uma
espécie.
Dentre os requisitos legais previstos na Consolidação das Leis do Trabalho
que caracterizam a relação empregatícia, NÃO está inserida a
(A) subordinação jurídica do trabalhador ao empregador.
(B) infungibilidade em relação ao obreiro.
(C) eventualidade dos serviços prestados.
(D) onerosidade da relação contratual.
(E) prestação dos serviços por pessoa física ou natural.
Comentários 09262143907

Gabarito (C), pois é a única opção que não representa um requisito da relação
de EMPREGO.
Na verdade, o requisito para a relação de emprego é o contrário, ou seja, a
“não eventualidade”.

8. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -


2015
Na análise da dicotomia entre relação de trabalho versus relação de
emprego é correto afirmar que

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(A) toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego, mas


o contrário nem sempre é verdadeiro.
(B) na relação de trabalho autônomo o prestador de serviços assume o
risco da atividade desenvolvida.
(C) não há previsão constitucional que assegure a igualdade de direitos
entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador
avulso.
(D) as relações de trabalho autônomo, temporário e não eventual se
assemelham as relações de trabalho avulso em todas as suas
características.
(E) a relação de trabalho temporário é uma relação triangular na qual há
intermediação de mão de obra que rompe com a simetria da relação entre
empregado e empregador.
Comentários
O Gabarito preliminar foi (E), já que a relação de trabalho temporário é
realmente triangular, com a presença de três polos. Entretanto, no gabarito
definitivo, a FCC decidiu anular esta questão, muito provavelmente devido à
alternativa B também estar correta.
O trabalhador temporário é aquele que possui vínculo de emprego com empresa
de trabalho temporário, e presta serviços para outra empresa – a tomadora de
serviços. O trabalho temporário, assim, se destina a permitir que a empresa de
trabalho temporário forneça seus empregados a outras empresas, sendo
relação excepcional que só é admitida nas estritas hipóteses do art. 2º da Lei
6.019/74.
Por fim, em relação à alternativa B, vale ressaltar que o prestador autônomo
assume os riscos da atividade desenvolvida, já que atua por conta própria.

9. FCC/TRT5 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
A relação de trabalho é diversa da relação de emprego, visto que essa
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última deve conter requisitos previstos na legislação trabalhista para sua


configuração. Segundo esses requisitos, haverá relação de emprego, na
situação de
(A) contrato de estágio.
(B) empreiteiro de construção civil autônomo.
(C) trabalho voluntário para instituição de caridade.
(D) acompanhante de idoso, remunerado e com trabalho diário.
(E) associado de cooperativa.
Comentários

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Gabarito (D). Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os


mais diversos tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de
nossa aula, a expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias,
estagiários, trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc.
Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus
pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de
gênero relações de trabalho.
Recorrendo a um esquema:

Relações de Trabalho

Relações de emprego

Trabalhador avulso
Trabalhador
Empregado urbano autônomo
Empregado rural Trabalhador eventual
Empregado doméstico Estagiário
Aprendiz etc.
etc.

A relação de emprego se configura quando presentes os elementos fático-


jurídicos componentes da relação de emprego:

Pessoa física Pessoalidade


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Onerosidade Não eventualidade


Empregado

Subordinação

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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jurídica

A alternativa (A) citou o estagiário, que é uma espécie de relação de trabalho.


Atendidos os requisitos formais e materiais da Lei 11.788/08, o estagiário não
será considerado empregado. Assim, para que de fato não haja vínculo
empregatício entre o estagiário e a parte concedente do estágio deve-se seguir
todos os preceitos da lei supracitada.
Segue o trecho mais importante (para fins de concurso) da lei supracitada:
Lei 11.788/08, art. 3º O estágio (...) não cria vínculo empregatício de
qualquer natureza, observados os seguintes requisitos (...).
A alternativa (B) citou o empreiteiro autônomo, situação na qual não existe
relação de emprego: a empreitada de mão de obra é regida pelo Código Civil
(Lei 10.406/02).
Por sua vez, o trabalho voluntário, citado na alternativa (C), deixa de ser
relação de empregado por não haver o caráter contraprestativo, ou seja, não
existe a onerosidade característica de uma relação de emprego.
Já a alternativa (D), que é o gabarito, menciona um trabalho prestado com
remuneração e não eventualidade. É bem verdade que os outros requisitos não
ficaram claros, mas sem dúvida, por eliminação, é essa a alternativa que mais
se encaixa no conceito de relação de emprego.
Por fim, na alternativa (E) a questão citou o associado de cooperativa que,
em regra, não é empregado – é, sim, um cooperado.

10. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Os salários devem ser pagos ao empregado, independentemente da
empresa ter auferido lucros ou prejuízos, uma vez que os riscos da
atividade econômica pertencem única e exclusivamente ao empregador.
Tal assertiva baseia-se no requisito caracterizador da relação de emprego
denominado 09262143907

(A) pessoalidade.
(B) alteridade.
(C) não eventualidade.
(D) onerosidade.
(E) subordinação.
Comentários
Gabarito (B). A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é
um requisito existente nas relações de emprego.

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A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo


empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo
empregador.
A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva,
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e
dirige a prestação pessoal de serviço.

11. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
A Consolidação das Leis do Trabalho − CLT prevê requisitos
indispensáveis para configuração do contrato individual de trabalho, que é
o acordo tácito ou expresso, correspondente a uma relação de emprego.
Assim, conforme normas legais, NÃO é requisito da relação de emprego:
(A) exclusividade na prestação dos serviços.
(B) não eventualidade dos serviços.
(C) onerosidade dos serviços prestados.
(D) prestação pessoal dos serviços.
(E) subordinação jurídica do empregado ao empregador.
Comentários
Gabarito (A). A relação de emprego se configura quando presentes os
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade
e não eventualidade.
É importante decorar o artigo 3º da CLT:
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar
09262143907

serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência


deste e mediante salário.
Resumindo, teríamos o seguinte:

Pessoa física Pessoalidade

Onerosidade Não eventualidade


Empregado

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Subordinação
jurídica

A mesma pessoa física pode ter mais de uma relação de emprego, com
empregadores distintos (mantendo com ambos, no caso, a não eventualidade).
Neste contexto, nota-se que não se exige exclusividade na prestação de
serviços para o reconhecimento do vínculo de emprego: estando presentes
todos os elementos fático jurídicos da relação de emprego (entre eles a não
eventualidade), a mesma pessoa física poderá ter relação de emprego com
mais de um empregador.

12. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços a
empregador com as características de
(A) impessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica.
(B) pessoalidade, continuidade, exclusividade e subordinação.
(C) pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação.
(D) pessoalidade, continuidade, confidencialidade e subordinação.
(E) pessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica.
Comentários
Gabarito (C). A relação de emprego se configura quando presentes os
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o
trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, a subordinação, a
09262143907

onerosidade e a não eventualidade:


CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência
deste e mediante salário.

Pessoa física Pessoalidade

Onerosidade Não eventualidade


Empregado

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Subordinação
jurídica

A continuidade está expressa na LC 150/2015 (que dispõe sobre a profissão


do empregado doméstico).

Para a categoria dos domésticos temos os seguintes elementos:

Pessoa física Pessoalidade

Continuidade
Onerosidade
Empregado doméstico Não eventualidade

Finalidade não lucrativa de labor


Subordinação jurídica prestado em âmbito residencial a
pessoa física ou família

Apesar da diferença conceitual entre as expressões não eventualidade e


continuidade, a Banca FCC tem utilizado a expressão continuidade como
elemento fático-jurídico das relações de emprego em geral.
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13. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
Conforme previsto em lei, a existência da relação de emprego somente se
verifica quando estiverem presentes algumas características, dentre as
quais NÃO se inclui a
(A) exclusividade.
(B) continuidade.
(C) pessoalidade.
(D) onerosidade.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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(E) subordinação.
Comentários
Gabarito (A), pois nada impede que a mesma pessoa labore para mais de um
empregador.

Pessoa física Pessoalidade

Onerosidade Não eventualidade


Empregado

Subordinação
jurídica

Existe diferenciação teórica entre não eventualidade e continuidade.


Entretanto, a Banca FCC tem utilizado a expressão continuidade (prevista na Lei
dos Domésticos) como elemento fático-jurídico das relações de emprego em
geral.

14. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
Considerando-se que a CLT prevê requisitos para a configuração da
relação de emprego, é um dos elementos essenciais da relação entre
empregado e empregador, previsto na CLT:
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(A) a eventualidade na prestação dos serviços.


(B) o trabalho do empregado sujeito a controle de horário.
(C) a remuneração paga por produtividade e desempenho do empregado.
(D) a pessoalidade na prestação dos serviços.
(E) a exclusividade do trabalho do empregado.
Comentários
Gabarito (D). A relação de emprego se configura quando presentes os
elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego, que são o

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trabalho prestado por pessoa física, a pessoalidade, subordinação, onerosidade


e não eventualidade.

Elementos fático-jurídicos componentes da


relação de emprego: pessoa física,
pessoalidade, subordinação, onerosidade e não
eventualidade.

É importante decorar o artigo 3º da CLT, principalmente se o assunto “relação


de emprego” cair em provas discursivas:
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência
deste e mediante salário.
Resumindo, teríamos o seguinte:

Pessoa física Pessoalidade

Onerosidade Não eventualidade


Empregado

Subordinação
jurídica

Se existe eventualidade, como sugerido na alternativa (A), não estaremos


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diante de relação de emprego.


A alternativa (B) também está incorreta porque existem empregados não
sujeitos a controle de horário, como gerentes e os que exercem atividade
externa incompatível com tal controle.
A remuneração por produtividade, citada na alternativa (C), também não é
pressuposto de relação de emprego, pois é perfeitamente possível (e até
normal) que o salário do empregado componha-se unicamente por parcela fixa.
Por fim, a alternativa (E) está incorreta tendo em vista que não se exige
exclusividade na prestação dos serviços para a caracterização de relação de
emprego.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

15. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Analisando os requisitos e distinções entre os institutos da relação de
trabalho e da relação de emprego, nos termos da doutrina e da legislação
brasileira,
(A) contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso,
correspondente à relação de emprego.
(B) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego,
sendo que o contrário não é verdadeiro.
(C) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das
modalidades de contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do
Trabalho − CLT.
(D) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de
trabalho que não possui natureza jurídica contratual, conforme previsão
expressa da Consolidação das Leis do Trabalho − CLT.
(E) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não
haja igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício
permanente e o trabalhador avulso.
Comentários
Gabarito (A), como previsto na CLT:
CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou
expresso, correspondente à relação de emprego.
Sobre a alternativa (B), segue abaixo uma explicação.
Relação de trabalho é uma expressão ampla, que engloba os mais diversos
tipos de labor do ser humano. Conforme detalhado no sumário de nossa aula, a
expressão abrange, por exemplo, as relações empregatícias, estagiários,
trabalhadores avulsos, trabalhadores autônomos, etc.
Já a relação de emprego tem lugar quando estão presentes os seus
pressupostos (elementos) fático-jurídicos indispensáveis. É uma espécie de
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gênero relações de trabalho.


Recorrendo ao nosso esquema:

Relações de Trabalho

Relações de emprego

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Trabalhador avulso
Trabalhador
autônomo
Empregado urbano Trabalhador eventual
Empregado rural Estagiário
Empregado doméstico etc.
Aprendiz
etc.

A alternativa (C) está incorreta porque um dos elementos fático-jurídicos da


relação de emprego é a não eventualidade; se o trabalho é eventual, tratar-se-
á de relação de trabalho, mas não de emprego.
A alternativa (D) está incorreta porque irá se tratar, sim, de relação
contratual.
Por fim, a alternativa (E) tem 2 erros: um porque o avulso não é empregado
(é uma relação de trabalho em sentido amplo) e outro porque existe igualdade
de direitos, como previsto na Constituição:
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
XXXIV - igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo
empregatício permanente e o trabalhador avulso.

16. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


Quanto aos sujeitos da relação de emprego, ou seja, empregado e
empregador, conforme normas contidas na CLT,
(A) a empresa individual e as instituições sem finalidade lucrativa não
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podem admitir trabalhadores como empregados, exceto na qualidade de


domésticos, em razão da ausência de sua finalidade lucrativa.
(B) poderá haver distinção relativa à espécie de emprego e à condição do
trabalhador, bem como entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
(C) o empregador poderá, em algumas circunstâncias especiais previstas
em lei, dividir os riscos da atividade econômica com o empregado, não os
assumindo integralmente.
(D) haverá distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a
distância, mesmo que estejam caracterizados os pressupostos da relação
de emprego.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(E) havendo formação de grupo econômico, para os efeitos da relação de


emprego, serão solidariamente responsáveis a empresa principal e cada
uma das subordinadas.
Comentários
Gabarito (E), em face da seguinte previsão celetista:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.
A alternativa (A) está incorreta porque não se exige finalidade lucrativa para
o reconhecimento da condição de empregador:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que
admitirem trabalhadores como empregados.
A alternativa (B) contrariou a CLT e a CF/88:
CLT, art. 3º, parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie
de emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho
intelectual, técnico e manual.
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual
09262143907

ou entre os profissionais respectivos;


A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um requisito
existente nas relações de emprego. Sobre ela é que se fundamenta a
alternativa (C), incorreta.
A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo
empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo
empregador.
A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva,
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e
dirige a prestação pessoal de serviço.

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Sobre a alternativa (D), não se admite tal distinção:


CLT, art. 6º Não se distingue entre o trabalho realizado no
estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado
e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os
pressupostos da relação de emprego.

17. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador -


2013
A doutrina que orienta a disciplina do Direito do trabalho prevê distinções
entre os institutos da relação de trabalho e relação de emprego. Configura
relação de emprego
(A) o trabalho realizado de forma eventual.
(B) a prestação de serviços autônomos.
(C) o contrato individual de trabalho.
(D) a realização do estágio não remunerado.
(E) o serviço prestado por voluntários.
Comentários
Gabarito (C). A questão versa sobre os pressupostos para configuração da
relação de emprego, distinguindo-a da relação de trabalho. Vamos por
eliminação!
No trabalho realizado de forma eventual – letra (A) – falta o requisito da não-
eventualidade para configuração da relação de emprego.
Já no caso dos autônomos – letra (B) – falta o requisito da subordinação,
impedindo a formação de vínculo empregatício. Notem que o próprio termo
“autônomo” indica que esses profissionais possuem “autonomia”, isto é, presta
serviços de forma não subordinada a outrem.
Também no caso do estágio – letra (D) –, caso sejam respeitadas todas as
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condições impostas pela Lei 11.788/08, teremos efetivamente uma relação de


trabalho sem formação de vínculo empregatício, visto que o objetivo é a
preparação do estagiário para o mercado de trabalho.
E, ainda, no caso do trabalho voluntário – letra (E) – não há igualmente
formação de vínculo empregatício, visto que não se encontra presente o
requisito da onerosidade, conforme Lei 9.608/98, art. 1º, parágrafo único.
Portanto, como nas letras (A), (B), (D) e (E) faltam algum dos requisitos para
formação do vínculo empregatício, por eliminação marcamos a letra (C). Além
disso, o contrato de trabalho, ainda que tácito, ou verbal, dá origem à relação
de emprego, caso presentes os requisitos formadores.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

18. FCC/TRT11 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2012
São requisitos legais da relação de emprego e do contrato de trabalho:
(A) pessoalidade do empregado; subordinação jurídica do empregado;
exclusividade na prestação dos serviços.
(B) exclusividade na prestação dos serviços; eventualidade do trabalho;
pessoalidade do empregador.
(C) eventualidade do trabalho; alteridade; onerosidade.
(D) onerosidade; não eventualidade do trabalho; pessoalidade do
empregado.
(E) alteridade; habitualidade; impessoalidade do empregado.
Comentários
Gabarito (D). Os elementos fático-jurídicos componentes da relação de
emprego são o trabalho prestado por pessoa física, pessoalidade, subordinação,
onerosidade e não eventualidade.
Também é interessante notar que a pessoalidade atinge a figura do empregado,
mas não a do empregador.
Como o empregado não pode deixar de ir trabalhar em determinado dia e
mandar um amigo ou parente em seu lugar, tem-se que o vínculo empregatício
possui caráter de infungibilidade (em relação ao prestador de serviços –
empregado).
Assim, no contrato de trabalho temos quanto ao

- empregado, a infungibilidade (pessoalidade, prestação de serviços intuitu


personae).
- empregador, a fungibilidade (de que é exemplo a sucessão de
empregadores).
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A alteridade, por sua vez, também é enquadrada como elemento fático-


jurídico componentes da relação de emprego, visto que os riscos do
empreendimento devem ser do empregador.

19. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2011
Considere:
I. Prestação de trabalho por pessoa jurídica a um tomador.
II. Prestação de trabalho efetuada com pessoalidade pelo trabalhador.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

III. Subordinação ao tomador dos serviços.


IV. Prestação de trabalho efetuada com onerosidade.
São elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego os
indicados APENAS em
(A) III e IV.
(B) I, II e III.
(C) I, III e IV.
(D) II e IV.
(E) II, III e IV.
Comentários
Gabarito (E). Não há como considerar pessoa jurídica como empregado, e por
isso a proposição I está errada. Empregado sempre é pessoa física.
As demais proposições trazem elementos fático-juridicos da relação de
emprego.

20. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2011
Para a configuração da relação de emprego
(A) não é necessário o recebimento de salário, uma vez que há relação de
emprego configurada mediante trabalho voluntário.
(B) é necessária a existência de prestação de contas, requisito inerente à
subordinação existente.
(C) é preciso que o empregado seja uma pessoa física ou jurídica que
preste serviços com habitualidade, onerosidade, subordinação e
pessoalidade.
(D) não é necessária a exclusividade da prestação de serviços pelo
09262143907

empregado.
(E) é necessária a existência de prestação de trabalho intelectual, técnico
ou manual, de natureza não eventual, por pessoa física, jurídica ou grupo
de empresas, sem alteridade e com subordinação jurídica.
Comentários
Gabarito (D). Havendo pessoalidade, subordinação, onerosidade e não
eventualidade estaremos diante de uma relação de emprego, independente de
a pessoa física prestar serviços a um ou a mais de um empregador.
Um dos elementos da relação de emprego é a onerosidade, e por isso a
alternativa (A) está errada.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Não há qualquer previsão normativa ou jurisprudencial sobre prestar contas em


relação de emprego, então a alternativa (B) é incorreta.
As alternativas (C) e (D) estão erradas porque, como vimos anteriormente,
empregado é pessoa física.

2.2 – A figura jurídica do empregado


21. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -
2016
Quanto à relação de trabalho temporário, nos termos da legislação que
disciplina tal atividade, é INCORRETO afirmar:
(A) Há um vínculo jurídico de natureza civil entre a empresa cliente
tomadora dos serviços e a empresa de trabalho temporário registrada no
Ministério do Trabalho e Emprego por meio de contrato obrigatoriamente
escrito.
(B) Forma-se um vínculo de natureza trabalhista entre o trabalhador
temporário e a empresa fornecedora, que o assalaria e responde
diretamente pelos direitos assegurados em Clei.
(C) É lícito estabelecer cláusula de reserva, vedando a contratação do
trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao final do prazo em que
tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho
temporário.
(D) Fica assegurada ao trabalhador temporário a remuneração
equivalente à percebida pelos empregados da mesma categoria da
empresa tomadora ou cliente, calculados à base horária, garantida, em
qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo.
(E) Trabalho temporário é permitido para atender à necessidade
transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou o
acréscimo extraordinário dos serviços da empresa tomadora.
Comentários 09262143907

Gabarito (C), que é a incorreta, já que é vedado o estabelecimento de cláusula


de reserva:
Lei 6.019, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela
empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado
à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.

22. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016


A relação de trabalho temporário é desenvolvida entre uma empresa
tomadora de serviços, uma empresa de trabalho temporário e o
trabalhador temporário. Há, portanto, uma intermediação de mão de obra

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

que rompe com a tradicional simetria da relação mantida entre


empregado e empregador. Nesse contexto, considere:
I. O contrato entre a empresa de trabalho temporário e o trabalhador
temporário pode conter cláusula de reserva proibindo a contratação deste
pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que esteve à sua
disposição.
II. O trabalho é prestado indistintamente em favor da empresa de
trabalho temporário e da empresa tomadora ou cliente.
III. A direção da prestação pessoal de serviços fica a cargo da tomadora
dos serviços.
IV. A responsabilidade pelo pagamento dos salários e pelos direitos
assegurados em lei ao trabalhador temporário permanece com a empresa
de trabalho temporário.
V. Ao colocar à disposição da empresa tomadora ou cliente a mão de obra
do trabalhador temporário, a empresa de trabalho temporário abre mão
do vínculo de subordinação, não havendo possibilidade de caracterização
de prática de justa causa pelo trabalhador em relação a ela.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e II.
(B) I, III e V.
(C) II e V.
(D) III e IV.
(E) II, III e V.
Comentários
Gabarito (D), pois apenas III e IV estão corretas.
A assertiva I está incorreta. Caso a tomadora se interesse por contratar o
temporário (que originalmente era empregado da empresa de trabalho
09262143907

temporário) isto deve ser permitido, não sendo admitida cláusula de reserva:
Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela
empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado
à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.
A assertiva II está incorreta, pois o trabalho temporário é prestado em favor
da empresa tomadora dos serviços (. Se fosse prestado em favor da própria
empresa de trabalho temporário, seria uma relação de trabalho comum
(bilateral).
A assertiva III está correta, já que a direção da prestação dos serviços é feita
pela empresa tomadora dos serviços e esta pode se dar de forma pessoal (único
caso de terceirização em que pode haver pessoalidade).

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

A assertiva IV está correta, pois os pagamentos são feitos pela empresa de


trabalho temporário, não pela tomadora.
A assertiva V está incorreta, pois o dever de subordinação (e demais deveres
do empregado) se dá tanto em relação à empresa tomadora quanto em relação
à empresa de trabalho temporário:
Lei 6019, art. 13 - Constituem justa causa para rescisão do contrato do
trabalhador temporário os atos e circunstâncias mencionados nos artigos
482 e 483, da Consolidação das Leis do Trabalho, ocorrentes entre o
trabalhador e a empresa de trabalho temporário ou entre aquele e
a empresa cliente onde estiver prestando serviço.

23. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2013
Em relação ao trabalho temporário, é correto afirmar:
(A) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do
pessoal regular e permanente da empresa ou em caso de serviços
excepcionais que não se inserem na atividade fim da empresa
contratante.
(B) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por
atividade colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,
trabalhadores.
(C) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de
serviço ou cliente pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o
motivo justificador da demanda de trabalho temporário.
(D) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a
contratação de estrangeiros com visto provisório de permanência no país.
(E) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá
exceder de cento e vinte dias, salvo autorização do Ministério do
09262143907

Trabalho.
Comentários
Gabarito (D), em questão difícil que explorou alguns artigos da Lei 6.019/74
raramente - ou nunca antes - exigidos em concursos.
Segue abaixo um esquema da terceirização envolvendo o trabalho temporário:

Contrato de
Empresa de
Empresa tomadora natureza civil
«» «» trabalho
de mão de obra (intermediação de
temporário
mão de obra)

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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Trabalho subordinado
(entretanto não há Relação de emprego
vínculo de emprego)

Trabalhador
temporário

Iniciando pelo gabarito:


Lei 6.019/74, art. 17 - É defeso às empresas de prestação de serviço
temporário a contratação de estrangeiros com visto provisório de
permanência no País.
A alternativa (A) está incorreta porque a Lei não restringe às atividades-meio
a contratação dos temporários:
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa
física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de
substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo
extraordinário de serviços.
A alternativa (B) foi considerada incorreta por estar incompleta; segundo a
Lei do Trabalho Temporário,
Lei 6.019/74, art. 4º - Compreende-se como empresa de trabalho
temporário a pessoa física ou jurídica urbana, cuja atividade consiste em
colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,
trabalhadores, devidamente qualificados, por elas remunerados e
assistidos.
Sobre a alternativa (C), a lei exige formalização escrita do contrato (de
natureza civil) entre a empresa terceirizante e a tomadora dos serviços:
09262143907

Lei 6.019/74, art. 9º - O contrato entre a empresa de trabalho temporário


e a empresa tomadora de serviço ou cliente deverá ser obrigatoriamente
escrito e dele deverá constar expressamente o motivo justificador da
demanda de trabalho temporário, assim como as modalidades de
remuneração da prestação de serviço.
Por fim, a alternativa (E) está incorreta em face do limite máximo do contrato
de trabalho temporário entre terceirizante e tomadora em relação a um mesmo
empregado:
Lei 6.019/74, art. 10 - O contrato entre a empresa de trabalho temporário
e a empresa tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado,
não poderá exceder de três meses, salvo autorização conferida pelo órgão

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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local do Ministério do Trabalho e Previdência Social, segundo instruções a


serem baixadas pelo Departamento Nacional de Mão-de-Obra.

24. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2013
NÃO corresponde ao entendimento sumulado pelo TST sobre
terceirização:
(A) A responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços abrange
apenas as verbas contratuais, referentes ao período da prestação laboral,
não abrangendo indenizações por danos morais ou materiais
eventualmente constantes de decisão judicial.
(B) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do
empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto aquelas obrigações, desde que haja participado da
relação processual e conste do título executivo judicial.
(C) A responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração
pública não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas
assumidas pela empresa regularmente contratada.
(D) A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta,
não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração pública
direta, indireta, ou fundacional.
(E) Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de
serviços especializados ligados à atividade meio do tomador, desde que
inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.
Comentários
Gabarito (A), que é a incorreta, conforme item VI da Súmula 331:
SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE
I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal,
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formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no


caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974).
II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta,
não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública
direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988).
III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de
serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e
limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio
do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação
direta.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do


empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da
relação processual e conste também do título executivo judicial.
V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta
respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso
evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei
n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento
das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como
empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero
inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa
regularmente contratada.
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas
as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação
laboral.
Este item foi inserido no verbete em 2011, para deixar claro que a
responsabilidade subsidiária na terceirização não se refere apenas ao salário,
mas também a demais verbas trabalhistas remuneratórias e indenizatórias.

25. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Em relação ao trabalho temporário, com fundamento na legislação
aplicável, é correto afirmar:
(A) A jornada normal de trabalho do temporário não poderá exceder de 6
horas diárias, remuneradas as horas extras com adicional de 20% sobre o
valor da hora normal.
(B) A empresa de trabalho temporário é a pessoa física ou jurídica,
urbana ou rural, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras
empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por
ela remunerados e assistidos.
09262143907

(C) Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a


contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do
prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de
trabalho temporário.
(D) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá
exceder de seis meses, salvo mediante autorização do Ministério do
Trabalho.
(E) O contrato de trabalho celebrado entre a empresa de trabalho
temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição da
empresa tomadora ou cliente poderá ser celebrado verbalmente ou por
escrito, sendo vedada a modalidade de contrato tácito.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
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Comentários
Gabarito (C), tendo em vista que a Lei 6.019/74, que dispõe sobre o trabalho
temporário, não admite tal cláusula nos contratos:
Lei 6.019/74, art. 11, parágrafo único. Será nula de pleno direito qualquer
cláusula de reserva, proibindo a contratação do trabalhador pela
empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que tenha sido colocado
à sua disposição pela empresa de trabalho temporário.
Em relação à jornada do trabalhador temporário, citada na alternativa (A), a
mesma é de 8 (oito) horas:
Lei 6.019/74, art. 12 - Ficam assegurados ao trabalhador temporário os
seguintes direitos:
(...)
b) jornada de oito horas, remuneradas as horas extraordinárias não
excedentes de duas, com acréscimo de 20% (vinte por cento);
Sobre este dispositivo legal é de notar que o mesmo deve ser interpretado de
acordo com a atual Constituição Federal1, que prevê duração do trabalho diário
de 08 (oito) horas e semanal de 44 (quarenta e quatro), além do adicional
mínimo de 50%.
Sobre a alternativa (B), incorreta, a Lei 6.019/74 conceitua a empresa de
trabalho temporário como sendo necessariamente urbana:
Lei 6.019/74, art. 4º - Compreende-se como empresa de trabalho
temporário a pessoa física ou jurídica urbana, cuja atividade consiste em
colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,
trabalhadores, devidamente qualificados, por elas remunerados e
assistidos.
A alternativa (D), também incorreta, errou no prazo máximo admitido para
que um mesmo empregado da empresa de trabalho temporário preste serviço a
uma tomadora:
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Lei 6.019/74, art. 10 - O contrato entre a empresa de trabalho temporário


e a empresa tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado,
não poderá exceder de três meses, salvo autorização conferida pelo órgão

1
CF/88, Art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria
de sua condição social:
(...)
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta e quatro semanais,
facultada a compensação de horários e a redução da jornada, mediante acordo ou convenção coletiva de
trabalho;
(...)
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cinqüenta por cento à do
normal;

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

local do Ministério do Trabalho e Previdência Social, segundo instruções a


serem baixadas pelo Departamento Nacional de Mão-de-Obra.
A alternativa (E), por fim, errou ao sugerir que o contrato de trabalho entre a
empresa de trabalho temporário e o empregado temporário possa ser verbal:
Lei 6.019/74, art. 11 - O contrato de trabalho celebrado entre empresa de
trabalho temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição de
uma empresa tomadora ou cliente será, obrigatoriamente, escrito e
dele deverão constar, expressamente, os direitos conferidos aos
trabalhadores por esta Lei.
Esta é, portanto, uma exceção à regra geral celetista que admite os contratos
verbais ou escritos, expressos ou tácitos2.

26. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


O trabalho prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a
necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e
permanente ou o acréscimo extraordinário de serviços, é o conceito legal
de trabalho
(A) autônomo.
(B) temporário.
(C) cooperado.
(D) eventual.
(E) avulso.
Comentários
Gabarito (B), transcrição do dispositivo legal abaixo.
O trabalho temporário é regido pela Lei 6.019/74, de onde podemos extrair o
conceito de trabalho temporário:
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa
09262143907

física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de


substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo
extraordinário de serviços.

27. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
Em relação ao trabalho do menor, é correto afirmar:

2
CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso, correspondente à
relação de emprego.

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Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(A) É proibido o trabalho perigoso, insalubre e noturno do menor de vinte


e um anos de acordo com a Constituição Federal.
(B) O contrato de aprendizagem pode ser celebrado com aprendiz com
idade entre quatorze e dezoito anos.
(C) É permitida a compensação de jornada para os aprendizes.
(D) O contrato de aprendizagem não pode ser extinto antecipadamente,
salvo se houver prática de falta grave por parte do aprendiz.
(E) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-
se, porém de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de
dezoito anos dar, sem assistência dos pais ou responsáveis legais,
quitação ao empregador pelo recebimento de indenização que lhe for
devida.
Comentários
Gabarito (E). De fato, o menor pode receber salário, mas, quando se tratar de
quitação das verbas rescisórias, ele deve ser assistido pelo responsável
legal:
CLT, art. 439 - É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos
salários. Tratando-se, porém, de rescisão do contrato de trabalho, é
vedado ao menor de 18 (dezoito) anos dar, sem assistência dos seus
responsáveis legais, quitação ao empregador pelo recebimento da
indenização que lhe for devida.
A alternativa (A) está incorreta porque a CF/88 dispõe sobre proibição dos
referidos trabalhos aos menores de 18 anos:
CF/88, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem à melhoria de sua condição social:
(...)
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores
de dezoito e de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na
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condição de aprendiz, a partir de quatorze anos;


A alternativa (B) está incorreta porque o contrato de aprendizagem pode ser
celebrado com o maior de 14 e menor de 24 (não se aplicando o limite máximo
aos portadores de deficiência):
CLT, art. 428. Contrato de aprendizagem é o contrato de trabalho
especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o
empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 (quatorze) e
menor de 24 (vinte e quatro) anos inscrito em programa de
aprendizagem formação técnico-profissional (...).
Sobre a alternativa (C), a CLT não permite prorrogação e nem compensação
de jornada de aprendizes:

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CLT, art. 432. A duração do trabalho do aprendiz não excederá de seis


horas diárias, sendo vedadas a prorrogação e a compensação de jornada.
Por fim, a alternativa (D) está incorreta porque existem outras hipóteses
legais de extinção antecipada do contrato de aprendizagem, a saber:
CLT, art. 433. O contrato de aprendizagem extinguir-se-á no seu termo
ou quando o aprendiz completar 24 (vinte e quatro) anos, ressalvada a
hipótese prevista no § 5º do art. 428 desta Consolidação, ou ainda
antecipadamente nas seguintes hipóteses:
I – desempenho insuficiente ou inadaptação do aprendiz;
II – falta disciplinar grave;
III – ausência injustificada à escola que implique perda do ano letivo; ou
IV – a pedido do aprendiz.

28. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2012
O filho não poderá ser considerado empregado do pai em razão do grau
de parentesco, ainda que presentes os requisitos caracterizadores da
relação de emprego.
Comentários
Alternativa incorreta, pois não existe previsão legal neste sentido; estando
presentes os pressupostos da relação de emprego, caracterizar-se-á o vínculo,
independente de relação de parentesco:
CLT, art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar
serviços de natureza não eventual a empregador, sob a dependência
deste e mediante salário.

Esquematizando os pressupostos da relação de emprego:


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Pessoa física Pessoalidade

Onerosidade Não eventualidade


Empregado

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Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Subordinação
jurídica

29. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011


Karina e Mariana residem no pensionato de Ester, local em que dormem e
realizam as suas refeições, já que Gabriela, proprietária do pensionato,
contratou Abigail para exercer as funções de cozinheira. Jaqueline reside
em uma república estudantil que possui como funcionária Helena,
responsável pela limpeza da república, além de cozinhar para os
estudantes moradores. Abigail e Helena estão grávidas. Neste caso,
(A) nenhuma das empregadas são domésticas, mas ambas terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
(B) ambas são empregadas domésticas e terão direito a estabilidade
provisória decorrente da gestação.
(C) somente Helena é empregada doméstica, mas ambas terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
(D) somente Abigail é empregada doméstica, mas ambas terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
(E) ambas são empregadas domésticas, mas não terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
Comentários
O gabarito é (C), pois Helena labora em âmbito residencial do grupo
estudantil, sem finalidade lucrativa.
Já as outras laboram para um pensionato (que é um empreendimento com fins
lucrativos), e por isso não são domésticas. Falaremos sobre estabilidade em
outra aula, mas quem conseguiu caracterizar o doméstico já teria condições de
acertar a questão.
Relembrando o esquema com os pressupostos do vínculo de emprego
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doméstico:

Pessoa física Pessoalidade

Continuidade
Onerosidade
Empregado doméstico Não eventualidade

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Finalidade não lucrativa de labor


Subordinação jurídica prestado em âmbito residencial a
pessoa física ou família

30. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2011
Com relação à proteção ao trabalho do menor, a Consolidação das Leis do
Trabalho prevê o contrato de aprendizagem.
Este contrato é um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e
por prazo determinado, em que o empregador se compromete a
assegurar ao aprendiz formação técnico-profissional metódica, compatível
com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. Este contrato pode
ser celebrado com pessoa maior de 14 anos e menor de
(A) 26 anos.
(B) 24 anos.
(C) 22 anos.
(D) 21 anos.
(E) 18 anos.
Comentários
O gabarito é (B), pois aprendiz é o maior de 14 e menor de 24 anos que
celebra contrato de aprendizagem (a idade máxima não se aplica a aprendizes
portadores de deficiência).
Conforme artigo 428 da CLT, contrato de aprendizagem é o contrato de
trabalho especial, ajustado por escrito e por prazo determinado, em que o
09262143907

empregador se compromete a assegurar ao maior de 14 e menor de 24 anos


inscrito em programa de aprendizagem formação técnico-profissional metódica,
compatível com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico, e o aprendiz,
a executar com zelo e diligência as tarefas necessárias a essa formação.

31. FCC/TRT7 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2009
Jair trabalha como estivador no Porto de Santos; Patrícia foi contratada
para trabalhar em uma loja de shopping na época do Natal, pois nessa
época há excesso extraordinário de serviços; e Ana presta serviços de

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

natureza contínua e de finalidade não lucrativa na residência de Lúcia. É


correto afirmar que Jair é
(A) trabalhador avulso, Patrícia é empregada avulsa e Ana é trabalhadora
temporária.
(B) trabalhador temporário, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é
empregada doméstica.
(C) empregado doméstico, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é
trabalhadora temporária.
(D) trabalhador avulso, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é
empregada doméstica.
(E) empregado temporário, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é
trabalhadora doméstica.
Comentários
O gabarito é (D), pois o estivador é um trabalhador avulso (portuário), o
acréscimo extraordinário de serviços é hipótese permissiva do trabalho
temporário (vide artigo abaixo) e o trabalho residencial com finalidade não
lucrativa se relaciona ao empregado doméstico.
Lei 6.019/74, art. 2º - Trabalho temporário é aquele prestado por pessoa
física a uma empresa, para atender à necessidade transitória de
substituição de seu pessoal regular e permanente ou à acréscimo
extraordinário de serviços.

2.3 – A figura jurídica do empregador


32. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -
2016
Será considerada, respectivamente, a responsabilidade subsidiária e
solidária de empresas quanto aos direitos trabalhistas, nos casos de
09262143907

(A) grupo econômico e falência da empresa de trabalho temporário.


(B) recuperação judicial de empresa terceirizada e terceirização em órgão
público.
(C) grupo econômico e contrato de subempreitada.
(D) sucessão de empregadores e contratação irregular de mão de obra
terceirizada.
(E) terceirização de serviços de vigilância e grupo econômico.
Comentários
Gabarito (E).

Questão trabalhosa, que pode ser sintetizada no quadro abaixo:

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Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Alternativa Responsabilidade Fundamento

grupo econômico solidária CLT, art. 2º, § 2º

(A) falência da empresa


de trabalho Solidária Lei 6.019, art. 16
temporário

recuperação judicial
de empresa Subsidiária SUM-331, IV
terceirizada

(B)
se houver (SUM-331, IV),
terceirização em subsidiária. Lei 8.666/1993, art.
órgão público Via de regra, não há 71, § 1º
responsabilidade.

grupo econômico solidária CLT, art. 2º, § 2º


(C)
contrato de CLT, art. 455
subsidiária
subempreitada SUM-331, IV

sucessão de subsidiária
Doutrina3
empregadores (quanto ao sucedido)
(D)
contratação irregular
Formação de vínculo com o
de mão de obra SUM-331, I
tomador
terceirizada
09262143907

subsidiária
terceirização de
(quanto ao tomador, caso SUM-331, IV
serviços de vigilância
(E) lícita)

grupo econômico solidária 1CLT, art. 2º, § 2º

3
DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit. p. 429.

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Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

33. FCC/TRT23 – Oficial de Justiça Avaliador - 2016


No que concerne às responsabilidades decorrentes da existência de grupo
econômico,
(A) mesmo sem previsão nesse sentido em seu contrato de trabalho,
Agnaldo presta serviços a todas as empresas do grupo econômico a que
pertence seu empregador. Entendendo que tal situação caracteriza a
coexistência de mais de um contrato de trabalho, Agnaldo pretende o
recebimento de direitos trabalhistas de todas as empresas para as quais
presta serviços.
(B) Marcelo, empregado de empresa de processamento de dados que
presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, pretende o
reconhecimento de sua condição de bancário, tendo em vista que a
empresa de processamento de dados empregadora não presta serviços a
qualquer outro cliente que não o banco.
(C) Paula, empregada de banco, que vende valores mobiliários de
empresa pertencente ao mesmo grupo econômico de seu empregador,
pretende a integração na sua remuneração da vantagem pecuniária
auferida em decorrência dessa atividade. No entanto, considerando tratar-
se de atividades correlatas, ligadas à atividade bancária em geral, não
procede a pretensão de Paula.
(D) o sucessor responde solidariamente por débitos trabalhistas de
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da
empresa sucedida, tendo em vista que, com a sucessão, o sucessor
assume todas as dívidas do sucedido.
(E) a responsabilidade solidária decorrente da existência de grupo
econômico somente pode ser reconhecida judicialmente, e desde que o
trabalhador ajuíze a ação em face de todas as empresas integrantes do
grupo econômico.
Comentários
09262143907

Gabarito (B), conforme SUM-239 do TST:


É bancário o empregado de empresa de processamento de dados que
presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, exceto
quando a empresa de processamento de dados presta serviços a banco e
a empresas não bancárias do mesmo grupo econômico ou a terceiros.

A letra (A) está incorreta com o que dispõe a SUM-129, já que, ante a
ausência de previsão, a presunção é pela solidariedade ativa (ou seja, apenas
um contrato de trabalho):

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo


econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em
contrário.
Na sequência, a letra (C), incorreta, contraria a SUM-93 do TST:
Integra a remuneração do bancário a vantagem pecuniária por ele
auferida na colocação ou na venda de papéis ou valores mobiliários de
empresas pertencentes ao mesmo grupo econômico, se exercida essa
atividade no horário e no local de trabalho e com o consentimento, tácito
ou expresso, do banco empregador
A letra (D) está em desacordo com a OJ-SDI1-411
O sucessor não responde solidariamente por débitos trabalhistas de
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da
empresa sucedida, quando, à época, a empresa devedora direta era
solvente ou idônea economicamente, ressalvada a hipótese de má-fé ou
fraude na sucessão
Por fim, a letra (E) está incorreta, já que a SUM-205, que previa a necessidade
de ajuizamento em face de todas as empresas, encontra-se cancelada:
Súmula 205 TST: O responsável solidário, integrante do grupo econômico,
que não participou da relação processual como reclamado e que,
portanto, não consta no título executivo judicial como devedor, não pode
ser sujeito passivo na execução

34. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2015
A Empresa Leia Mais, editora de livros, admitiu e dispensou Arnaldo como
empregado na função de jornalista, que nada recebeu a título de verbas
rescisórias. O sócio de Leia Mais também dirige a Empresa Tô Seguro, que
explora o ramo de vigilância e segurança. Considerando que Arnaldo
09262143907

nunca prestou qualquer tipo de serviço para a empresa Tô Seguro, ao


ingressar com reclamação trabalhista,
terá direito a mover ação contra
(A) a Empresa Leia Mais apenas, por serem empresas com objetos sociais
distintos, não podendo se caracterizarem como grupo econômico.
(B) ambas as empresas, alegando grupo econômico e responsabilidade
subsidiária da Empresa Tô Seguro no pagamento de suas verbas
trabalhistas.
(C) a Empresa Leia Mais apenas, sua empregadora, sendo que em caso
de inadimplência, poderá ingressar novamente contra a Empresa Tô
Seguro.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(D) a Empresa Leia Mais apenas, pois nunca ativou-se na Empresa Tô


Seguro, não podendo responsabilizá-la por suas verbas trabalhistas.
(E) ambas as empresas, alegando grupo econômico e responsabilidade
solidária entre elas no pagamento de suas verbas trabalhistas.
Comentários
Gabarito (D). Questão capciosa e que exigiu muita atenção. Neste caso, temos
que nos perguntar se é o caso de grupo econômico formado pelas empresas
Leia Mais e Tô Seguro, já que, embora de ramos diferentes, possuem sócio em
comum. Caso se entenda que realmente é caso de formação do grupo, haverá
responsabilidade solidária entre elas, de modo que ambas empresas
poderão ser acionadas simultaneamente, na forma do art. 2º da CLT:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.
Entretanto, neste caso, apesar de possuírem um sócio em comum, a empresa
Leia Mais não está sob controle da Tô Seguro (ou vice-versa). Esse sócio em
comum dirige a Tô Seguro, mas a questão não afirmou que ele também ele
dirige a Leia Mais. Portanto, não podemos afirmar que se trata de direção
comum, de modo que o requisito presente no §2º do art. 2º da CLT não foi
satisfeito.
Assim, segundo a jurisprudência do TST, a mera existência de sócios em
comum e de relação de coordenação entre as empresas não constitui elemento
suficiente para a caracterização do grupo econômico.

35. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


A solidariedade quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas exige
09262143907

(A) a existência de empresas com a mesma personalidade jurídica.


(B) a existência de direção, controle ou administração de uma empresa
em relação a outras, constituindo grupo industrial, comercial ou de
qualquer atividade econômica, embora cada uma com personalidade
jurídica própria.
(C) a existência de empresas com personalidade jurídica e direção
diferentes, mas com unidade de objeto social.
(D) a existência de previsão nos contratos sociais das empresas, pois a lei
civil dispõe que a solidariedade decorre da lei ou do contrato.
(E) acordo entre empregado e o empregador, não bastando a simples
configuração de grupo de empregadores.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Comentários
Gabarito (B), já que a solidariedade no direito do trabalho decorre da
existência de grupo econômico. Com relação à natureza do grupo que
responderá solidariamente pelos créditos trabalhistas, observem que a lei fala
de natureza econômica, e por isso nem todos os empregadores poderão
constituir grupo econômico:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.

36. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


Maria, durante três anos, prestou serviços ao Clube de Mães Madalena
Arraes, que é uma entidade sem fins lucrativos instituída para
desenvolver atividades culturais e filantrópicas com a comunidade
carente. Cumpria jornada de trabalho diário das 8 às 17 horas, com uma
hora de intervalo para repouso e alimentação, devidamente controlada, e,
enquanto estava trabalhando era obrigada a usar uniforme. Entregava
relatórios semanais sobre as suas atividades e os resultados obtidos com
as crianças e recebia mensalmente um valor fixo pelo trabalho prestado.
Em relação à situação descrita,
(A) presentes as características da relação de emprego na relação
mantida entre Maria e o Clube de Mães, deve ser reconhecido o vínculo de
emprego entre as partes, não sendo óbice para tal reconhecimento o fato
de o Clube de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa.
(B) embora presentes as características da relação de emprego, o fato de
o Clube de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa impede
o reconhecimento do vínculo de emprego entre as partes.
09262143907

(C) somente seria possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre


as partes se presente a subordinação de Maria em relação ao Clube de
Mães, o que não se verifica no presente caso.
(D) os serviços prestados à entidade sem fins lucrativos, desde que
instituída para desenvolver atividades culturais e filantrópicas, não
caracteriza vínculo de emprego, mas sim trabalho voluntário, sendo
irrelevante estarem presentes as características da relação de emprego.
(E) a finalidade lucrativa do empregador e o recebi- mento de
participação do trabalhador nesse lucro é essencial para a caracterização
do vínculo de emprego.
Comentários

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Gabarito (A), já que as instituições que, embora não explorem atividade


econômica, admitam trabalhadores como empregados:
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos
exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições
de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

37. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2014


Considere as assertivas:
I. As instituições beneficentes, para os efeitos da relação de emprego, são
equiparadas ao empregador quando admitirem trabalhadores como
empregados.
II. Não há solidariedade pelas obrigações trabalhistas entre as empresas
de um grupo econômico quando cada qual é dotada de personalidade
jurídica própria.
III. Embora o empregado doméstico não desempenhe atividade
econômica, diversos direitos atribuídos aos trabalhadores urbanos são
garantidos aos trabalhadores domésticos, como, por exemplo, férias, 13º
salário, aviso-prévio.
IV. O trabalho temporário difere da relação de emprego por ser exercido
sem subordinação e sem onerosidade.
V. O constituinte assegurou aos empregados rurais os mesmos direitos
dos empregados urbanos.
Está correto o que consta APENAS em
(A) II, III e IV.
(B) III, IV e V.
(C) II e IV.
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(D) I, II, III e IV.


(E) I, III e V.
Comentários
Gabarito (E).
A assertiva (I), correta, nos traz praticamente a literalidade do art. 2º, § 1º,
da CLT. Vejamos:
CLT, art. 2º, § 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos
exclusivos da relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições
de beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

A assertiva (II) está incorreta, pois dispõe exatamente no sentido contrário


ao do art. 2º, § 2º, da CLT, que prevê a solidariedade das empresas de um
mesmo grupo econômico pelos créditos trabalhistas. Vejamos:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.
A assertiva (III), correta, tem como objeto os direitos sociais assegurados
aos trabalhadores domésticos. A Constituição assegura vários direitos aos
domésticos no parágrafo único do art. 7º, dentre os quais estão sim férias,
décimo terceiro e aviso-prévio.
A assertiva (IV) está incorreta, uma vez que no trabalho temporário estão sim
presentes todos os requisitos da configuração da relação de emprego, inclusive
subordinação e onerosidade.
A assertiva (V) está correta porque o Constituinte realmente assegurou os
mesmos direitos dos trabalhadores urbanos aos rurais por meio do caput do art.
7º:
CF, art. 7º São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de
outros que visem à melhoria de sua condição social: (..)

38. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Após trabalhar como empregada para a empresa Gama Marketing por
dois anos, Minerva foi dispensada sem justa causa e não recebeu verbas
rescisórias. Em reclamação trabalhista Minerva acionou duas empresas, a
sua empregadora Gama Marketing e a empresa controladora do grupo
econômico Gama Participações, sendo que essa última,
(A) não responderá por não ter sido empregadora da reclamante.
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(B) responderá de forma subsidiária se houver previsão contratual nesse


sentido.
(C) responderá subsidiariamente somente se for decretada falência da
empresa empregadora.
(D) será responsável solidariamente por força de disposição legal.
(E) responderá solidariamente ou subsidiariamente apenas por metade
das verbas rescisórias.
Comentários
Gabarito (D), pois se trata de grupo econômico.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

O conceito de grupo econômico surgiu para que aumentassem as chances de


garantir o crédito trabalhista (valores devidos aos empregados).
Podemos identificar o conceito de grupo econômico no artigo 2º, § 2º, da
CLT:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.

39. FCC/TRT5 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2013


O empregador é um dos sujeitos da relação de emprego, com definição
legal contida na Consolidação das Leis do Trabalho. Sobre tal figura do
contrato de trabalho é correto afirmar que
(A) havendo formação de grupo econômico, a responsabilidade da
empresa controladora do grupo em relação aos direitos trabalhistas de
empregados das empresas subordinadas é subsidiária.
(B) em caso de sucessão de empregadores, os contratos de trabalho são
interrompidos, iniciando-se novo vínculo de emprego com os sucessores.
(C) o empregador deverá assumir, exclusivamente, todos os riscos da
atividade econômica, não podendo transferi-los aos empregados.
(D) tanto no caso de grupo econômico como em situação de sucessão de
empregadores não incidirá responsabilidade solidária ou subsidiária por
débitos trabalhistas.
(E) as instituições de beneficência sem fins lucrativos, em nenhuma
situação se equiparam ao empregador para efeitos da relação de
emprego.
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Comentários
Gabarito (C). A alteridade, também chamada de princípio da alteridade, é um
requisito existente nas relações de emprego.
A alteridade se relaciona ao risco do negócio, que deve ser assumido pelo
empregador. Nesta linha, não se admite que sejam transferidos ao empregado
os riscos do empreendimento, pois estes devem ser suportados pelo
empregador.
A alteridade encontra-se presente no seguinte dispositivo da CLT:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou coletiva,
que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite, assalaria e
dirige a prestação pessoal de serviço.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

A alternativa (A) está incorreta porque se trata de responsabilidade solidária


de grupo econômico:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.
Na alternativa (D) há dois erros, porque no grupo econômico existe a
responsabilidade solidária, como visto acima, e na sucessão de empregadores
existe a responsabilidade subsidiária do empregador sucedido.
Na alternativa (B) foi tratado de alteração subjetiva do empregador –
sucessão trabalhista -, na qual os contratos permanecem inalterados:
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos
empregados.
Por fim, a alternativa (E) colidiu com a previsão celetista da equiparação a
empregador:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da
relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

40. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
A respeito da relação de emprego e dos seus sujeitos, é INCORRETO
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afirmar:
(A) A relação de emprego se desenvolve com pessoalidade, ou seja, o
empregado tem que prestar o serviço pessoalmente, não podendo
mandar qualquer pessoa trabalhar em seu lugar.
(B) Empregado é sempre pessoa física.
(C) Entidade beneficente, sem finalidade lucrativa, pode ser empregadora.
(D) Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de
trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
(E) Empregador é sempre pessoa jurídica.
Comentários

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Gabarito (E), pois nem sempre o empregador será pessoa jurídica.


Relembrando a definição constante da CLT:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da relação
de emprego, os profissionais liberais, as instituições de beneficência, as
associações recreativas ou outras instituições sem fins lucrativos, que
admitirem trabalhadores como empregados.

41. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
Em relação ao contrato individual de trabalho, de acordo com a CLT:
(A) A mudança na propriedade da empresa não afetará os contratos de
trabalho dos respectivos empregados.
(B) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os contratos de
trabalho dos respectivos empregados.
(C) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os direitos
adquiridos por seus empregados.
(D) A responsabilidade das empresas integrantes de grupo econômico em
relação aos direitos dos empregados é subsidiária.
(E) Poderá ser solidária ou subsidiária a responsabilidade das empresas
integrantes de grupo econômico não formalizado nos termos da lei, pelos
direitos dos empregados.
Comentários
Gabarito (A). Esta questão se resolve com o conhecimento de dois dispositivos
da CLT a respeito de “Sucessão de empregadores” e “Grupo econômico”:
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CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da


empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos
empregados.
CLT, art. 1º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa
principal e cada uma das subordinadas.

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

42. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador


Federal - 2013
Afrodite foi empregada da empresa "Alfa Seguradora" por dois anos,
sendo dispensada sem receber nenhuma verba rescisória. Ingressou com
uma reclamação trabalhista acionando a sua empregadora e a empresa
"Alfa Banco de Investimentos", que é empresa controladora do grupo
econômico. Nessa situação:
(A) não há responsabilidade da empresa controladora porque não foi
empregadora de Afrodite.
(B) haverá responsabilidade subsidiária da controladora pelos débitos
trabalhistas das empresas do grupo econômico.
(C) a Consolidação das Leis do Trabalho não possui regra própria para
regular a situação, portanto, não haverá responsabilidade de empresa
distinta.
(D) a responsabilidade da empresa do grupo econômico é solidária,
conforme previsão expressa da Consolidação das Leis do Trabalho.
(E) somente haveria responsabilidade solidária ou subsidiária por parte da
empresa controladora do grupo em caso de decretação de falência da
empresa controlada.
Comentários
Gabarito (D), com base no art. 2º, § 2º da CLT (recorrente em provas):
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.

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43. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador


Federal - 2013
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que o contrato individual de
trabalho corresponde à relação de emprego, além de criar normas
classificando e atribuindo características ao contrato. Segundo essas
regras,
(A) o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de
experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de
atividade, para fins de contratação.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(B) o contrato individual de trabalho poderá ser acordado somente de


forma expressa e por escrito, podendo, em qualquer situação ser firmado
por prazo determinado ou indeterminado.
(C) o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser
estipulado por mais de quatro anos, podendo ser prorrogado por até duas
vezes, dentro desse período.
(D) o contrato de experiência é uma das modalidades legais de contrato
por prazo determinado e não poderá exceder seis meses.
(E) a mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa
afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados, se
constituindo uma nova relação de emprego a partir da alteração.
Comentários
Gabarito (A), em face de artigo inserido na CLT em 2008:
CLT, art. 442-A. Para fins de contratação, o empregador não exigirá do
candidato a emprego comprovação de experiência prévia por tempo
superior a 6 (seis) meses no mesmo tipo de atividade.
A alternativa (B) está incorreta porque os contratos a prazo determinado são
uma exceção, somente sendo admitidos quando a lei autorizar. Além disso, eles
podem ser tácitos ou expressos (neste último caso, escritos ou verbais):
CLT, art. 442 - Contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou
expresso, correspondente à relação de emprego.
A alternativa (C), por sua vez, errou no prazo máximo e na prorrogação dos
contratos a termo:
CLT, art. 445 - O contrato de trabalho por prazo determinado não poderá
ser estipulado por mais de 2 (dois) anos, observada a regra do art. 451.
CLT, art. 451 - O contrato de trabalho por prazo determinado que, tácita
ou expressamente, for prorrogado mais de uma vez passará a vigorar
sem determinação de prazo. 09262143907

O prazo máximo do contrato de experiência (que é um contrato por prazo


determinado) é de 90 dias, e por isso a alternativa (D) está errada:
CLT, art. 445, parágrafo único. O contrato de experiência não poderá
exceder de 90 (noventa) dias.
A alternativa (E) inverteu a regra do art. 448 da CLT, recorrente em provas
de concurso público:
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos
empregados.

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

44. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador -


2013
Regis é empregado da empresa “FGF Ltda.”. Regis presta serviços,
durante a mesma jornada de trabalho, para a empresa empregadora e
para a empresa “FTT Ltda.”, empresa esta pertencente ao mesmo grupo
econômico da empresa “FGF Ltda.”.
De acordo com entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho,
em regra, a prestação de serviços de Regis para a empresa “FGF Ltda.” e
para a empresa “FTT Ltda.”, durante a mesma jornada de trabalho,
(A) só configura a coexistência de dois contratos de
trabalho, se Regis trabalhar mais de vinte e cinco horas semanais para a
empresa “FTT Ltda”, havendo controle de horário.
(B) caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho em razão da
simultaneidade na prestação de serviços.
(C) só caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis
trabalhar mais de vinte horas semanais para a empresa “FTT Ltda”,
havendo controle de horário.
(D) não configura a coexistência de dois contratos de trabalho.
(E) só configura a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis
receber ordens direta de superior hierárquico contratado pela empresa
“FTT Ltda”, bem como houver controle de horário.
Comentários
Gabarito (D), conforme Súmula 129 do TST:
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em
contrário.
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45. FCC/TRT18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
O contrato individual de trabalho caracteriza-se por um acordo bilateral
correspondente à relação de emprego formada entre empregado e
empregador.
Nos termos da Consolidação das Leis de Trabalho, é correto afirmar:
(A) A subordinação, a onerosidade e a não eventualidade são
pressupostos do contrato de trabalho, diferentemente do que ocorre com
a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(B) Os riscos da atividade econômica são assumidos pelos dois sujeitos do


contrato de trabalho na relação de emprego.
(C) As pessoas físicas ou os profissionais liberais autônomos não podem
admitir trabalhadores como empregados.
(D) As instituições de beneficência ou outras instituições sem fins
lucrativos não são equiparadas ao empregador, em razão da ausência de
atividade econômica.
(E) O trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado
no domicílio do empregado ou à distância, não se distinguem, desde que
presentes os pressupostos da relação de emprego.
Comentários
Gabarito (E).
Assertiva (A) incorreta: apesar de a exclusividade não ser pressuposto da
relação de emprego, subordinação, onerosidade, não eventualidade e também
pessoalidade são requisitos;
Assertiva (B) incorreta: em decorrência do requisito da alteridade, os riscos
da atividade econômica são integralmente assumidos pelo empregador, não
sendo compartilhados com o empregado;
Assertivas (C) e (D) incorretas: os profissionais liberais e as instituições
beneficentes ou sem fins lucrativos, apesar de não se enquadrarem como
empresa, equiparam-se à figura do empregador caso admitam trabalhadores
como empregados:
CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou
coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da
relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.
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Assertiva (E) correta: a assertiva versa sobre a desnecessidade da presença


física do empregado nos estabelecimentos do empregador para fins de
caracterização da relação de emprego. Nesse sentido, destaca-se a
possibilidade de relação de um empregado desenvolver suas atividades por
meio de tele-trabalho. Vejamos o que dispõe a CLT:
CLT, art. 6º - Não se distingue entre o trabalho realizado no
estabelecimento do empregador, o executado no domicílio do empregado
e o realizado a distância, desde que estejam caracterizados os
pressupostos da relação de emprego.

46. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Diana trabalhou por dois anos para a empresa Delta Administradora de


Créditos, controlada e administrada pelo Banco Delta, formando grupo
econômico. Houve a dispensa sem justa causa e a empregada não
recebeu as verbas rescisórias devidas.
Nessa situação, quanto à dívida trabalhista é correto afirmar que
(A) a CLT não prevê nenhum tipo de responsabilidade de empresas que
pertençam ao mesmo grupo econômico por débitos trabalhistas, ficando a
critério do juiz a aplicação de normas do direito comum.
(B) a empresa Delta Administradora de Crédito será a única responsável
pelo pagamento por ser a real empregadora de Diana.
(C) o Banco Delta somente responderá pelo débito de forma subsidiária,
caso ocorra a falência da empresa Delta Administradora de Créditos.
(D) o Banco Delta responderá solidariamente em razão da formação do
grupo econômico por expressa determinação da CLT.
(E) a responsabilidade do Banco Delta será subsidiária por determinação
prevista na CLT, após esgotado o patrimônio da empresa Delta
Administradora de Créditos.
Comentários
Gabarito (D). Conforme comentado no tópico 4.1 desta aula, quando existe
um grupo econômico, há solidariedade entre as empresas do mesmo grupo.
Em decorrência desta solidariedade, não só o empregador responde pelos
créditos trabalhistas, mas também todas as empresas integrantes daquele
grupo. Portanto, no caso, o empregado pode cobrar seus créditos trabalhistas,
tanto da Delta Administradora de Crédito, quanto do Banco Delta. Tudo isto
decorre do seguinte dispositivo da CLT:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
09262143907

efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a


empresa principal e cada uma das subordinadas.

47. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
A Consolidação das Leis do Trabalho apresenta normas que regulam os
sujeitos do contrato individual de trabalho, conceituando e caracterizando
o empregado e o empregador.
Segundo essas normas, é INCORRETO afirmar:

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(A) A empresa principal será responsável subsidiária em relação às


subordinadas, em caso de formação de grupo econômico para os efeitos
da relação de emprego.
(B) O empregador assume os riscos da atividade econômica, admitindo,
assalariando e dirigindo a prestação pessoal dos serviços do empregado.
(C) O empregado é a pessoa física que presta serviços de natureza não
eventual, sob a dependência do empregador que lhe remunera.
(D) O empregador não poderá fazer distinções relativas à espécie de
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual,
técnico e manual.
(E) As alterações na estrutura jurídica da empresa, como, por exemplo, a
mudança do quadro societário, não afetarão os direitos adquiridos por
seus empregados.
Comentários
Gabarito (A), incorreta.
A assertiva (A) está incorreta, pois no caso do grupo econômico há
solidariedade e não subsidiariedade.
A assertiva (B) dispõe acerca do princípio da alteridade, o qual prevê que o
risco do negócio deve ser assumido pelo empregador. Nesta linha, não se
admite que sejam transferidos ao empregado os riscos do empreendimento,
pois estes devem ser suportados pelo empregador.
As assertivas (C) e (D) trazem o conceito de empregado e a vedação à
discriminação da natureza do trabalho dispostos no art. 3º da CLT:
Art. 3º - Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços
de natureza não eventual a empregador, sob a dependência deste e
mediante salário.
Parágrafo único - Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e
à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e
09262143907

manual.
A assertiva (E) decorre da despersonalização do empregador, o qual
mantém o contrato de trabalho válido mesmo quando há modificação do sujeito
passivo (empregador), como ocorre na sucessão trabalhista:
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos
empregados.

48. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

O empregado que não recebe os salários da empresa empregadora


poderá pleitear o pagamento por parte de outra empresa que pertença ao
mesmo grupo econômico de sua empregadora, embora não tenha
prestado serviços a essa empresa?
(A) Não, porque o empregado não prestou serviços para a outra empresa
do grupo econômico.
(B) Sim, desde que essa responsabilidade esteja expressamente prevista
no contrato de trabalho.
(C) Não, visto que são empresas com personalidade jurídica própria, não
havendo previsão legal para tal responsabilidade.
(D) Sim, respondendo a empresa do grupo de forma solidária, por força
de dispositivo legal trabalhista.
(E) Sim, havendo apenas a responsabilidade subsidiária da empresa do
grupo que não foi empregadora.
Comentários
Gabarito (D). Vejam que grupo econômico é tema BASTANTE exigido em
provas!
Conforme comentado no tópico 4.1 desta aula, quando existe um grupo
econômico, há solidariedade entre as empresas do mesmo grupo.
Em decorrência desta solidariedade, não só o próprio empregador responde
pelos créditos trabalhistas, mas também todas as empresas integrantes daquele
grupo. Tudo isto decorre do seguinte dispositivo da CLT:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.
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49. FCC/TRT6 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012


Por razões de interesse econômico, os proprietários da empresa Tetra
Serviços Ltda. transferiram o negócio para terceiros.
Houve alteração da razão social, mas não ocorreu alteração de endereço,
do ramo de atividades, nem de equipamentos.
Manteve-se o mesmo quadro de empregados. Tal situação caracterizou a
sucessão de empregadores. Neste caso, quanto aos contratos de trabalho
dos empregados da empresa sucedida,
(A) os contratos de trabalho se manterão inalterados e seguirão seu curso
normal.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(B) a transferência de obrigações depende das condições em que a


sucessão foi pactuada.
(C) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as
posteriores sobre a sucessora.
(D) todas as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho
deverão ser repactuadas entre os empregados e o novo empregador.
(E) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações
contratuais.
Comentários
O gabarito é (A), em questão que se relaciona sucessão de empregadores
(artigos 10 e 448 da CLT):
CLT, art. 10 - Qualquer alteração na estrutura jurídica da empresa não
afetará os direitos adquiridos por seus empregados.
CLT, art. 448 - A mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da
empresa não afetará os contratos de trabalho dos respectivos
empregados.

50. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2012
A empresa Gama foi sucedida pela empresa Delta, ocupando o mesmo
local, utilizando as mesmas instalações e fundo de comércio, assim como
mantendo as mesmas atividades e empregados. Em relação aos contratos
de trabalho dos empregados da empresa sucedida é correto afirmar que
(A) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações
contratuais.
(B) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as
posteriores sobre a sucessora.
09262143907

(C) as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho serão


obrigatoriamente repactuadas entre os empregados e o novo empregador
individual.
(D) a transferência de obrigações trabalhistas dependerá das condições
em que a sucessão foi pactuada.
(E) os contratos se manterão inalterados e seguirão seu curso normal.
Comentários
O gabarito é (E), havendo, como na questão anterior, caso de sucessão
trabalhista, em que os contratos continuam vigentes.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

51. FCC/TST – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012


Durante três anos Thor foi empregado da empresa Ajax Manutenção
Industrial, que faz parte do grupo econômico Ajax, constituído por quatro
empresas. Em razão de problemas financeiros, Thor foi dispensado sem
justa causa. Não houve pagamento de verbas rescisórias. Nesta situação,
caberia algum tipo de responsabilidade para as demais empresas do
grupo Ajax?
(A) Depende da existência de contrato firmado entre as empresas do
grupo prevendo a responsabilidade solidária, visto que Thor não prestou
serviços para todas as empresas do grupo.
(B) Sim, sendo qualquer uma das empresas do grupo responsável
subsidiária pelas dívidas trabalhistas da outra empresa.
(C) Não, porque cada empresa do grupo possui personalidade jurídica
própria e responde apenas por dívidas com seus próprios empregados.
(D) Sim, porque havendo a constituição de grupo econômico serão, para
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis as empresas
do grupo.
(E) Não, porque não há previsão legal para responsabilidade patrimonial
de empresas que pertençam ao mesmo grupo econômico, sendo que
entre os sócios haverá responsabilidade subsidiária.
Comentários
Gabarito (D), pois entre as empresas do mesmo grupo econômico a
responsabilidade trabalhista é solidária:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a
empresa principal e cada uma das subordinadas.
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52. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2012
Não se equipara ao empregador a instituição sem fins lucrativos que
admita, assalaria, dirige a prestação pessoal dos serviços, assumindo o
risco da atividade.
Comentários
A alternativa está incorreta, pois existe, sim, a equiparação:

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

CLT, art. 2º - Considera-se empregador a empresa, individual ou


coletiva, que, assumindo os riscos da atividade econômica, admite,
assalaria e dirige a prestação pessoal de serviço.
§ 1º - Equiparam-se ao empregador, para os efeitos exclusivos da
relação de emprego, os profissionais liberais, as instituições de
beneficência, as associações recreativas ou outras instituições sem fins
lucrativos, que admitirem trabalhadores como empregados.

53. FCC/TRT6 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2012
Com relação ao Grupo Econômico, considere:
I. O Grupo Econômico não se caracteriza, necessariamente, pela natureza
das sociedades que o integram.
II. O Grupo de Empresas pode não ter personalidade jurídica e existir de
fato.
III. A sociedade de economia mista, as entidades beneficentes e os
sindicatos podem fazer parte de um grupo econômico.
IV. É possível a soma do tempo de serviço prestado para as diversas
empresas do grupo para efeito de férias.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e III.
(B) I e II.
(C) II e IV.
(D) I, III e IV.
(E) I, II e IV.
Comentários 09262143907

Gabarito (E), pois I, II e IV estão corretas.


Em regra, o grupo de empresas que responde solidariamente na esfera
trabalhista é econômico:
CLT, art. 2º, § 2º - Sempre que uma ou mais empresas, tendo, embora,
cada uma delas, personalidade jurídica própria, estiverem sob a direção,
controle ou administração de outra, constituindo grupo industrial,
comercial ou de qualquer outra atividade econômica, serão, para os
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis a empresa
principal e cada uma das subordinadas.
Deste modo, um órgão público ou um empregador doméstico não podem
formar grupo econômico para fins trabalhistas, visto que não exercem atividade
de natureza econômica.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Na proposição I a Banca parece ter utilizado a interpretação de que é possível


falar-se em grupo econômico mesmo quando haja entes públicos em sua
constituição.
O Ministro Godinho4 ressalta esta exceção à regra geral, que ocorre quando as
entidades estatais se organizam nos moldes privados e passam a
“se reconhecer e classificar, em seus estatutos, como grupo econômico
para os fins inerentes ao Direito Civil e Direito Comercial/Empresarial
(como tende a acontecer com os conglomerados financeiros oficiais), elas
irão, automaticamente, sujeitar-se aos efeitos trabalhistas de sua situação
fático-jurídica de grupo, isto é, aos efeitos do art. 2º, § 2º da CLT.”
A proposição II, também correta, se relaciona aos casos em que o grupo
econômico não é formalmente constituído.
Para verificarmos se há grupo econômico para fins trabalhistas devemos
observar os requisitos do artigo 2º, § 2º, da CLT, não sendo necessário que
haja formas jurídicas exigidas em outros ramos do direito, como a existência de
holdings ou pools de empresas.
A proposição III está incorreta, pois a regra é que as empresas integrantes
de grupo econômico exerçam atividade econômica, o que não ocorre com
entidades beneficentes e sindicatos.
Por fim, a proposição IV está correta, pois se existe o empregador único (o
grupo econômico), o tempo de serviço prestado às empresas integrantes será
somado, não apenas para contagem de férias mas também para outros direitos
trabalhistas sujeitos a contagem de prazos.
Relembrando a Súmula 129 do TST:
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em
contrário. 09262143907

54. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2012
No grupo econômico entre empresas, apenas a empresa principal, que
empregou o trabalhador, responderá por seus direitos trabalhistas, não
havendo qualquer responsabilidade das demais empresas subordinadas.
Comentários
A alternativa está incorreta.

4
DELGADO, Mauricio Godinho. Op. cit., p. 410.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

O objetivo de se reconhecer o grupo econômico é justamente permitir que haja


responsabilidade solidária entre as empresas, de modo a aumentar as
possibilidades de cobrança dos créditos trabalhistas.
Verificando-se no caso concreto que de fato existe o grupo econômico para
fins trabalhistas (conforme definido no artigo 2º, § 2º, da CLT), os valores
devidos ao empregado de uma empresa poderão ser exigidos de quaisquer das
empresas integrantes do grupo.

55. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2011
Considere as seguintes assertivas a respeito do Grupo Econômico:
I. O Grupo econômico, para fins trabalhistas, necessita de prova cabal de
sua formal institucionalização cartorial, tal como holdings, consórcios,
pools etc.
II. As associações, entidades beneficentes e sindicatos podem ser
considerados como grupo de empresas, se presentes os requisitos legais.
III. Cada empresa do grupo é autônoma em relação às demais, mas o
empregador real é o próprio grupo.
IV. Nada impede que a admissão do empregado seja feita em nome de
uma empresa do grupo e a baixa em nome de outra.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I, III e IV.
(B) I, II e III.
(C) II, III e IV.
(D) I e IV.
(E) III e IV.
Comentários
09262143907

Gabarito (E), pois apenas III e IV estão corretas.


Vimos que a identificação do grupo econômico para fins trabalhista não requer
as formalidades exigidas em outros ramos do direito, bastando que se verifique
a relação integração interempresarial.
Na proposição II há equívoco quanto à inclusão de associações, entidades
beneficentes e sindicatos como integrantes de grupos econômicos para fins
trabalhistas.
As empresas integrantes de grupo desenvolvem atividades econômicas, não
sendo incluídas associações, entidades beneficentes, empregador doméstico,
etc.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
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56. FCC/TRT22 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2010
Joana presta serviços na qualidade de empregada para mais de uma
empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de
trabalho. Neste caso, salvo ajuste em contrário,
(A) não está caracterizada a coexistência de mais de um contrato de
trabalho.
(B) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
limitado em três, tendo em vista que as empresas possuem
personalidades jurídicas distintas.
(C) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
limitado em dois, tendo em vista que as empresas possuem
personalidades jurídicas distintas.
(D) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
sem limitação, em razão da prestação de serviços acontecer durante a
mesma jornada de trabalho.
(E) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
sem limitação, tendo em vista que as empresas possuem personalidades
jurídicas distintas.
Comentários
O gabarito é (A), e a questão se relaciona ao conceito de empregador único
(solidariedade ativa do grupo econômico).
O fundamento é a Súmula 129 do TST:
SUM-129 CONTRATO DE TRABALHO. GRUPO ECONÔMICO
A prestação de serviços a mais de uma empresa do mesmo grupo
econômico, durante a mesma jornada de trabalho, não caracteriza a
coexistência de mais de um contrato de trabalho, salvo ajuste em
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contrário.

2.4 – Terceirização
57. FCC/TRT1 - Juiz do Trabalho - 2016
Maria Eduarda foi contratada pela empresa Tudo Limpo Prestadora de
Serviços de Limpeza Ltda., em 24/04/2012. Por força de contrato
celebrado por esta empresa com a Ora, Veja Materiais Ópticos S/A, para a
realização de serviços de asseio e conservação, Maria Eduarda prestou
serviços na sede da empresa tomadora dos serviços, do início do contrato
de trabalho até 13/02/2014. Nesta data, em função do término do contrato

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

de prestação de serviços entre as empresas já referidas, e por


determinação da empregadora, Maria Eduarda passou a trabalhar, nas
mesmas condições, em outra empresa para a qual sua empregadora
prestava serviços: Rosa Rosa, Floricultura Ltda. Maria Eduarda trabalhou
até 29/09/2014, quando novamente pelo término do contrato de prestação
de serviços (entre Tudo Limpo e Rosa Rosa), por determinação de sua
empregadora, passou, também, nas mesmas condições anteriores, a
trabalhar para a Altos Móveis Armários Ltda. Maria Eduarda trabalhou até
20/09/2015, quando foi dispensada imotivadamente por sua empregadora.
Sem receber qualquer parcela decorrente da rescisão e se entendendo
ainda credora de horas extras durante a integralidade do contrato de
trabalho, Maria Eduarda ajuíza ação em face de Tudo Limpo Prestadora de
Serviços de Limpeza Ltda. e, na qualidade de devedoras subsidiárias por
todas as parcelas decorrentes do contrato, de Ora, Veja Materiais Ópticos,
Rosa Rosa Floricultura e de Altos Móveis Armários.
Adotando-se o entendimento sumulado pelo TST, e partindo da premissa
de que as alegações de Maria Eduarda foram comprovadas na instrução
processual,
(A) as três empresas tomadoras dos serviços são subsidiariamente
responsáveis pela integralidade dos créditos reconhecidos em face da
empresa Tudo Limpo Prestadora de Serviços de Limpeza Ltda.
(B) a pluralidade de empresas tomadoras faz com que nenhuma delas seja
responsável subsidiária pelos débitos da tomadora com a empregada.
(C) a Altos Móveis Armários Ltda. é responsável subsidiária pela
integralidade dos créditos reconhecidos à autora.
(D) cada tomadora de serviços é responsável apenas pelas verbas relativas
ao período em que Maria Eduarda lhes prestou serviços, mas as três
tomadoras são responsáveis subsidiárias pelas verbas rescisórias.
(E) a Ora, Veja Materiais Ópticos S/A somente é responsável subsidiária
pelas parcelas que se constituíram no período em que Maria Eduarda
09262143907

prestou serviços em suas dependências.


Comentários
Gabarito (E). Questão com um grande enunciado, mas vamos lá!
Trata-se de terceirização na atividade de limpeza e conservação, o que é
permitido pela SUM-331 (item III). Neste caso, sendo lícita a terceirização, as
tomadoras serão responsáveis subsidiárias pelas verbas não pagas pela Tudo
Limpo (item IV da SUM-331), porém tal responsabilidade é limitada o período
referente à prestação laboral (item VI):
SUM-331, III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a
contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de
conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
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atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a


subordinação direta.
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do
empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação
processual e conste também do título executivo judicial.
(..)
VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas
as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da
prestação laboral.

Portanto, cada uma das três tomadoras do serviço (Veja Materiais Ópticos, Rosa
Rosa Floricultura e Altos Móveis Armários) será subsidiariamente responsável
pelos créditos não pagos pelo empregador de Maria Eduarda, mas somente no
período em que estas empresas se beneficiaram dos serviços por ela prestados.

58. FCC/PGE-RN – Procurador - 2013


Sobre a responsabilidade dos entes integrantes da Administração pública
direta, pelos direitos dos empregados da prestadora de serviços por ele
contratada na qualidade de tomadores de serviço, ante o inadimplemento
das obrigações trabalhistas por parte do empregador, é correto afirmar,
segundo entendimento jurisprudencial cristalizado pelo Tribunal Superior
do Trabalho, que é
(A) solidária porque decorre do mero inadimplemento das obrigações
trabalhistas assumidas pela empresa prestadora de serviços.
(B) solidária porque, ao contratar tomadores de serviço, a Administração
pública abre mão dos privilégios que teria no exercício de seu jus
imperium. 09262143907

(C) subsidiária e, como tal, independe da conduta culposa na


Administração pública no cumprimento das obrigações previstas na Lei no
8.666/1993.
(D) subsidiária e dependente de ser evidenciada a sua conduta culposa no
cumprimento das obrigações previstas na Lei no 8.666/1993.
(E) subsidiária porque decorre do mero inadimplemento das obrigações
trabalhistas assumidas pela empresa prestadora de serviços.
Comentários
Gabarito (D), com fundamento na atual redação do item V da SUM-331 do
TST:

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

SUM-331, V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e


indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV,
caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das
obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização
do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de
serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de
mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa
regularmente contratada.

59. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2012
O supermercado Delta terceirizou, de forma regular por meio de contrato,
os serviços de vigilância junto à empresa Ajax Serviços. Houve
inadimplência das obrigações trabalhistas em relação aos vigilantes. Nesta
hipótese, o supermercado Delta
(A) poderá responder de forma solidária pelos débitos trabalhistas da
empresa Ajax.
(B) não terá qualquer responsabilidade trabalhista visto que firmou
contrato regular de terceirização com a prestadora Ajax.
(C) poderá responder de forma subsidiária ou solidária pelos débitos
trabalhistas da empresa Ajax.
(D) poderá responder de forma subsidiária pelos débitos trabalhistas da
empresa Ajax.
(E) poderá responder de forma solidária pelos débitos trabalhistas apenas
em caso de falência da empresa Ajax.

Comentários:
Gabarito (D), com fundamento na Súmula 331 do TST:
SUM-331 CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE
09262143907

(...)
IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do
empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da
relação processual e conste também do título executivo judicial.

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Questões comentadas
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3 – Lista das Questões Comentadas


3.1 – Relação de trabalho e relação de emprego
1. FCC/TRT1 - Juiz do Trabalho - 2016
Considere a Lei nº 11.788/2008 que regula o estágio:
I. A carga horária da atividade do estagiário nunca pode ultrapassar a 20
horas semanais, sendo 4 horas diárias, sempre compatíveis com as
atividades escolares.
II. A duração do estágio para a mesma parte concedente, exceto para os
portadores de deficiência, é de, no máximo, 2 anos.
III. Na hipótese de estágio não obrigatório, a atividade do estagiário deve
necessariamente ser remunerada, com a concessão de, pelo menos, bolsa
e auxílio-transporte.
IV. Nos estágios com duração superior a um ano, o estagiário tem direito a
recesso por período de 30 dias, preferencialmente coincidente com as
férias escolares, sendo a bolsa devida neste período acrescida de um terço.
Está correto o que se afirma em
(A) II e IV, apenas.
(B) II e III, apenas.
(C) I e III, apenas.
(D) I e IV, apenas.
(E) I, II, III e IV.

2. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -


2016
Thales prestou serviços à empresa Celestial Produções pelo prazo de 10
09262143907

meses. Para que se configure o vínculo empregatício, ou seja, relação de


emprego, entre as partes referidas é necessário que se comprovem os
seguintes requisitos legais:
(A)Boa fé contratual, autonomia, onerosidade, pessoalidade e
eventualidade.
(B)Exclusividade, onerosidade e habitualidade.
(C)Subordinação, imprescindibilidade, indisponibilidade e
irrenunciabilidade.
(D)Pessoalidade na prestação dos serviços, subordinação jurídica, não
eventualidade e onerosidade.
(E)Subordinação econômica, comutatividade com divisão dos riscos,
continuidade e exclusividade.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
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3. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016


Quanto aos institutos jurídicos denominados “relação de trabalho” e
“relação de emprego” é correto afirmar:
(A) A relação de emprego é uma espécie do gênero relação de trabalho.
(B) Possuem características idênticas, podendo se afirmar que são
expressões sinônimas.
(C) A relação de trabalho é modalidade derivada da relação de emprego.
(D) Não há relação de trabalho se não houver relação de emprego.
(E) São institutos independentes e não guardam nenhuma relação entre
si.

4. FCC/TRT14 – Técnico Judiciário - 2016


É certo que a relação de trabalho se distingue da relação de emprego,
sendo que a primeira abrange a segunda. A Consolidação das Leis do
Trabalho apresenta os elementos caracterizadores da relação de emprego,
NÃO se inserindo, dentre eles,
(A) a subordinação jurídica.
(B) a pessoalidade na prestação dos serviços.
(C) a exclusividade dos serviços prestados.
(D) a onerosidade.
(E) o trabalho não eventual.

5. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016


Em relação aos trabalhadores movimentadores de carga avulsos, regidos
pela Lei nº 12.023/2009, é dever do sindicato que faz a intermediação do
trabalho
09262143907

(A) repassar aos respectivos beneficiários, no prazo máximo de 72 horas


úteis, contadas a partir de seu arrecadamento, os valores devidos e pagos
pelos tomadores do serviço, relativos à remuneração do trabalhador
avulso.
(B) entregar ao tomador de serviços as escalas de trabalho, a quem
caberá informá-la aos trabalhadores com antecedência de 24 horas.
(C) recolher os valores devidos ao FGTS, acrescidos dos percentuais
relativos ao 13º salário, férias, encargos fiscais, sociais e previdenciários,
observando o prazo legal.
(D) firmar acordo coletivo de trabalho com os tomadores de serviço
contendo previsão expressa do direito a horas extras, sem o que não será

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
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efetuado o pagamento de eventuais horas extras prestadas pelos


trabalhadores.
(E) firmar documento específico indicando a cada trabalhador avulso o
prazo que o mesmo terá para levantar as parcelas referentes ao 13º
salário e às férias e o FGTS depositados na respectiva conta individual
vinculada.

6. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -


2015
Anacleto, policial militar, trabalhou para a empresa Indústria Mundo Novo
Ltda. como agente de segurança, nos horários em que não estava a
serviço da corporação militar. Na referida empresa, Anacleto cumpria
expressamente as ordens emanadas da direção, recebia um salário
mensal, e trabalhava de forma contínua e ininterrupta, todas as vezes que
não estava escalado na corporação. Considerando a situação apresentada,
(A) estando presentes as características da relação de emprego, existe
vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e
Anacleto, porém a situação de militar de Anacleto impede o
reconhecimento desse vínculo.
(B) não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo
Novo Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa
empresa ocorria apenas nas ocasiões em que Anacleto não estava
escalado na corporação, caracterizando, portanto, trabalho eventual. (C)
não existe vínculo empregatício entre a empresa Indústria Mundo Novo
Ltda. e Anacleto, já que o trabalho prestado por Anacleto para essa
empresa constitui trabalho autônomo.
(D) o vínculo de emprego entre a empresa Indústria Mundo Novo Ltda. e
Anacleto somente pode ser reconhecido nos períodos em que Anacleto
não estava escalado na corporação e em que houve trabalho efetivo em
favor da empresa Indústria Mundo Novo Ltda.
09262143907

(E) estando presentes as características da relação de emprego, é


legítimo o reconhecimento do vínculo de emprego entre a empresa
Indústria Mundo Novo Ltda. e Anacleto, independentemente do eventual
cabimento de penalidade disciplinar prevista no estatuto do policial
militar.

7. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


A relação de trabalho é o gênero do qual a relação de emprego é uma
espécie.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Dentre os requisitos legais previstos na Consolidação das Leis do Trabalho


que caracterizam a relação empregatícia, NÃO está inserida a
(A) subordinação jurídica do trabalhador ao empregador.
(B) infungibilidade em relação ao obreiro.
(C) eventualidade dos serviços prestados.
(D) onerosidade da relação contratual.
(E) prestação dos serviços por pessoa física ou natural.

8. FCC/TRT4 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -


2015
Na análise da dicotomia entre relação de trabalho versus relação de
emprego é correto afirmar que
(A) toda relação de trabalho corresponde a uma relação de emprego, mas
o contrário nem sempre é verdadeiro.
(B) na relação de trabalho autônomo o prestador de serviços assume o
risco da atividade desenvolvida.
(C) não há previsão constitucional que assegure a igualdade de direitos
entre o trabalhador com vínculo empregatício permanente e o trabalhador
avulso.
(D) as relações de trabalho autônomo, temporário e não eventual se
assemelham as relações de trabalho avulso em todas as suas
características.
(E) a relação de trabalho temporário é uma relação triangular na qual há
intermediação de mão de obra que rompe com a simetria da relação entre
empregado e empregador.

9. FCC/TRT5 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013 09262143907

A relação de trabalho é diversa da relação de emprego, visto que essa


última deve conter requisitos previstos na legislação trabalhista para sua
configuração. Segundo esses requisitos, haverá relação de emprego, na
situação de
(A) contrato de estágio.
(B) empreiteiro de construção civil autônomo.
(C) trabalho voluntário para instituição de caridade.
(D) acompanhante de idoso, remunerado e com trabalho diário.
(E) associado de cooperativa.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
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10. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Os salários devem ser pagos ao empregado, independentemente da
empresa ter auferido lucros ou prejuízos, uma vez que os riscos da
atividade econômica pertencem única e exclusivamente ao empregador.
Tal assertiva baseia-se no requisito caracterizador da relação de emprego
denominado
(A) pessoalidade.
(B) alteridade.
(C) não eventualidade.
(D) onerosidade.
(E) subordinação.

11. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
A Consolidação das Leis do Trabalho − CLT prevê requisitos
indispensáveis para configuração do contrato individual de trabalho, que é
o acordo tácito ou expresso, correspondente a uma relação de emprego.
Assim, conforme normas legais, NÃO é requisito da relação de emprego:
(A) exclusividade na prestação dos serviços.
(B) não eventualidade dos serviços.
(C) onerosidade dos serviços prestados.
(D) prestação pessoal dos serviços.
(E) subordinação jurídica do empregado ao empregador.

12. FCC/TRT9 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013 09262143907

Considera-se empregado toda pessoa física que prestar serviços a


empregador com as características de
(A) impessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica.
(B) pessoalidade, continuidade, exclusividade e subordinação.
(C) pessoalidade, continuidade, onerosidade e subordinação.
(D) pessoalidade, continuidade, confidencialidade e subordinação.
(E) pessoalidade, continuidade, onerosidade e independência jurídica.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

13. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
Conforme previsto em lei, a existência da relação de emprego somente se
verifica quando estiverem presentes algumas características, dentre as
quais NÃO se inclui a
(A) exclusividade.
(B) continuidade.
(C) pessoalidade.
(D) onerosidade.
(E) subordinação.

14. FCC/TRT12 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
Considerando-se que a CLT prevê requisitos para a configuração da
relação de emprego, é um dos elementos essenciais da relação entre
empregado e empregador, previsto na CLT:
(A) a eventualidade na prestação dos serviços.
(B) o trabalho do empregado sujeito a controle de horário.
(C) a remuneração paga por produtividade e desempenho do empregado.
(D) a pessoalidade na prestação dos serviços.
(E) a exclusividade do trabalho do empregado.

15. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Analisando os requisitos e distinções entre os institutos da relação de
trabalho e da relação de emprego, nos termos da doutrina e da legislação
09262143907

brasileira,
(A) contrato individual de trabalho é o acordo tácito ou expresso,
correspondente à relação de emprego.
(B) toda relação de trabalho é caracterizada como relação de emprego,
sendo que o contrário não é verdadeiro.
(C) trabalho realizado de forma eventual constitui-se em uma das
modalidades de contrato de trabalho regido pela Consolidação das Leis do
Trabalho − CLT.
(D) o vínculo formado entre empregado e empregador é uma relação de
trabalho que não possui natureza jurídica contratual, conforme previsão
expressa da Consolidação das Leis do Trabalho − CLT.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(E) o trabalhador avulso é uma das espécies de empregado, embora não


haja igualdade de direitos entre o trabalhador com vínculo empregatício
permanente e o trabalhador avulso.

16. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


Quanto aos sujeitos da relação de emprego, ou seja, empregado e
empregador, conforme normas contidas na CLT,
(A) a empresa individual e as instituições sem finalidade lucrativa não
podem admitir trabalhadores como empregados, exceto na qualidade de
domésticos, em razão da ausência de sua finalidade lucrativa.
(B) poderá haver distinção relativa à espécie de emprego e à condição do
trabalhador, bem como entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
(C) o empregador poderá, em algumas circunstâncias especiais previstas
em lei, dividir os riscos da atividade econômica com o empregado, não os
assumindo integralmente.
(D) haverá distinção entre o trabalho realizado no estabelecimento do
empregador, o executado no domicílio do empregado e o realizado a
distância, mesmo que estejam caracterizados os pressupostos da relação
de emprego.
(E) havendo formação de grupo econômico, para os efeitos da relação de
emprego, serão solidariamente responsáveis a empresa principal e cada
uma das subordinadas.

17. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador -


2013
A doutrina que orienta a disciplina do Direito do trabalho prevê distinções
entre os institutos da relação de trabalho e relação de emprego. Configura
relação de emprego 09262143907

(A) o trabalho realizado de forma eventual.


(B) a prestação de serviços autônomos.
(C) o contrato individual de trabalho.
(D) a realização do estágio não remunerado.
(E) o serviço prestado por voluntários.

18. FCC/TRT11 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2012
São requisitos legais da relação de emprego e do contrato de trabalho:

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(A) pessoalidade do empregado; subordinação jurídica do empregado;


exclusividade na prestação dos serviços.
(B) exclusividade na prestação dos serviços; eventualidade do trabalho;
pessoalidade do empregador.
(C) eventualidade do trabalho; alteridade; onerosidade.
(D) onerosidade; não eventualidade do trabalho; pessoalidade do
empregado.
(E) alteridade; habitualidade; impessoalidade do empregado.

19. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2011
Considere:
I. Prestação de trabalho por pessoa jurídica a um tomador.
II. Prestação de trabalho efetuada com pessoalidade pelo trabalhador.
III. Subordinação ao tomador dos serviços.
IV. Prestação de trabalho efetuada com onerosidade.
São elementos fático-jurídicos componentes da relação de emprego os
indicados APENAS em
(A) III e IV.
(B) I, II e III.
(C) I, III e IV.
(D) II e IV.
(E) II, III e IV.

20. FCC/TRT24 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


09262143907

2011
Para a configuração da relação de emprego
(A) não é necessário o recebimento de salário, uma vez que há relação de
emprego configurada mediante trabalho voluntário.
(B) é necessária a existência de prestação de contas, requisito inerente à
subordinação existente.
(C) é preciso que o empregado seja uma pessoa física ou jurídica que
preste serviços com habitualidade, onerosidade, subordinação e
pessoalidade.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(D) não é necessária a exclusividade da prestação de serviços pelo


empregado.
(E) é necessária a existência de prestação de trabalho intelectual, técnico
ou manual, de natureza não eventual, por pessoa física, jurídica ou grupo
de empresas, sem alteridade e com subordinação jurídica.

3.2 – A figura jurídica do empregado


21. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -
2016
Quanto à relação de trabalho temporário, nos termos da legislação que
disciplina tal atividade, é INCORRETO afirmar:
(A) Há um vínculo jurídico de natureza civil entre a empresa cliente
tomadora dos serviços e a empresa de trabalho temporário registrada no
Ministério do Trabalho e Emprego por meio de contrato obrigatoriamente
escrito.
(B) Forma-se um vínculo de natureza trabalhista entre o trabalhador
temporário e a empresa fornecedora, que o assalaria e responde
diretamente pelos direitos assegurados em Clei.
(C) É lícito estabelecer cláusula de reserva, vedando a contratação do
trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao final do prazo em que
tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de trabalho
temporário.
(D) Fica assegurada ao trabalhador temporário a remuneração
equivalente à percebida pelos empregados da mesma categoria da
empresa tomadora ou cliente, calculados à base horária, garantida, em
qualquer hipótese, a percepção do salário mínimo.
(E) Trabalho temporário é permitido para atender à necessidade
transitória de substituição de pessoal regular e permanente ou o
acréscimo extraordinário dos serviços da empresa tomadora.
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22. FCC/TRT23 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2016


A relação de trabalho temporário é desenvolvida entre uma empresa
tomadora de serviços, uma empresa de trabalho temporário e o
trabalhador temporário. Há, portanto, uma intermediação de mão de obra
que rompe com a tradicional simetria da relação mantida entre
empregado e empregador. Nesse contexto, considere:
I. O contrato entre a empresa de trabalho temporário e o trabalhador
temporário pode conter cláusula de reserva proibindo a contratação deste
pela empresa tomadora ou cliente ao fim do prazo em que esteve à sua
disposição.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

II. O trabalho é prestado indistintamente em favor da empresa de


trabalho temporário e da empresa tomadora ou cliente.
III. A direção da prestação pessoal de serviços fica a cargo da tomadora
dos serviços.
IV. A responsabilidade pelo pagamento dos salários e pelos direitos
assegurados em lei ao trabalhador temporário permanece com a empresa
de trabalho temporário.
V. Ao colocar à disposição da empresa tomadora ou cliente a mão de obra
do trabalhador temporário, a empresa de trabalho temporário abre mão
do vínculo de subordinação, não havendo possibilidade de caracterização
de prática de justa causa pelo trabalhador em relação a ela.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I e II.
(B) I, III e V.
(C) II e V.
(D) III e IV.
(E) II, III e V.

23. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2013
Em relação ao trabalho temporário, é correto afirmar:
(A) O trabalho temporário pode ser contratado para substituição do
pessoal regular e permanente da empresa ou em caso de serviços
excepcionais que não se inserem na atividade fim da empresa
contratante.
(B) Empresa de trabalho temporário é a pessoa jurídica que tem por
atividade colocar à disposição de outras empresas, temporariamente,
09262143907

trabalhadores.
(C) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a tomadora de
serviço ou cliente pode ser escrito ou verbal, desde que fique claro o
motivo justificador da demanda de trabalho temporário.
(D) É defeso às empresas de prestação de serviço temporário a
contratação de estrangeiros com visto provisório de permanência no país.
(E) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá
exceder de cento e vinte dias, salvo autorização do Ministério do
Trabalho.

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

24. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2013
NÃO corresponde ao entendimento sumulado pelo TST sobre
terceirização:
(A) A responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços abrange
apenas as verbas contratuais, referentes ao período da prestação laboral,
não abrangendo indenizações por danos morais ou materiais
eventualmente constantes de decisão judicial.
(B) O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do
empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos
serviços quanto aquelas obrigações, desde que haja participado da
relação processual e conste do título executivo judicial.
(C) A responsabilidade subsidiária dos entes integrantes da Administração
pública não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas
assumidas pela empresa regularmente contratada.
(D) A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta,
não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração pública
direta, indireta, ou fundacional.
(E) Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de
serviços especializados ligados à atividade meio do tomador, desde que
inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.

25. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Em relação ao trabalho temporário, com fundamento na legislação
aplicável, é correto afirmar:
(A) A jornada normal de trabalho do temporário não poderá exceder de 6
horas diárias, remuneradas as horas extras com adicional de 20% sobre o
valor da hora normal. 09262143907

(B) A empresa de trabalho temporário é a pessoa física ou jurídica,


urbana ou rural, cuja atividade consiste em colocar à disposição de outras
empresas, temporariamente, trabalhadores devidamente qualificados, por
ela remunerados e assistidos.
(C) Será nula de pleno direito qualquer cláusula de reserva, proibindo a
contratação do trabalhador pela empresa tomadora ou cliente ao fim do
prazo em que tenha sido colocado à sua disposição pela empresa de
trabalho temporário.
(D) O contrato entre a empresa de trabalho temporário e a empresa
tomadora ou cliente, com relação a um mesmo empregado, não poderá
exceder de seis meses, salvo mediante autorização do Ministério do
Trabalho.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(E) O contrato de trabalho celebrado entre a empresa de trabalho


temporário e cada um dos assalariados colocados à disposição da
empresa tomadora ou cliente poderá ser celebrado verbalmente ou por
escrito, sendo vedada a modalidade de contrato tácito.

26. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


O trabalho prestado por pessoa física a uma empresa, para atender a
necessidade transitória de substituição de seu pessoal regular e
permanente ou o acréscimo extraordinário de serviços, é o conceito legal
de trabalho
(A) autônomo.
(B) temporário.
(C) cooperado.
(D) eventual.
(E) avulso.

27. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
Em relação ao trabalho do menor, é correto afirmar:
(A) É proibido o trabalho perigoso, insalubre e noturno do menor de vinte
e um anos de acordo com a Constituição Federal.
(B) O contrato de aprendizagem pode ser celebrado com aprendiz com
idade entre quatorze e dezoito anos.
(C) É permitida a compensação de jornada para os aprendizes.
(D) O contrato de aprendizagem não pode ser extinto antecipadamente,
salvo se houver prática de falta grave por parte do aprendiz.
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(E) É lícito ao menor firmar recibo pelo pagamento dos salários. Tratando-
se, porém de rescisão do contrato de trabalho, é vedado ao menor de
dezoito anos dar, sem assistência dos pais ou responsáveis legais,
quitação ao empregador pelo recebimento de indenização que lhe for
devida.

28. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2012
O filho não poderá ser considerado empregado do pai em razão do grau
de parentesco, ainda que presentes os requisitos caracterizadores da
relação de emprego.

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

29. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2011


Karina e Mariana residem no pensionato de Ester, local em que dormem e
realizam as suas refeições, já que Gabriela, proprietária do pensionato,
contratou Abigail para exercer as funções de cozinheira. Jaqueline reside
em uma república estudantil que possui como funcionária Helena,
responsável pela limpeza da república, além de cozinhar para os
estudantes moradores. Abigail e Helena estão grávidas. Neste caso,
(A) nenhuma das empregadas são domésticas, mas ambas terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
(B) ambas são empregadas domésticas e terão direito a estabilidade
provisória decorrente da gestação.
(C) somente Helena é empregada doméstica, mas ambas terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
(D) somente Abigail é empregada doméstica, mas ambas terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.
(E) ambas são empregadas domésticas, mas não terão direito a
estabilidade provisória decorrente da gestação.

30. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2011
Com relação à proteção ao trabalho do menor, a Consolidação das Leis do
Trabalho prevê o contrato de aprendizagem.
Este contrato é um contrato de trabalho especial, ajustado por escrito e
por prazo determinado, em que o empregador se compromete a
assegurar ao aprendiz formação técnico-profissional metódica, compatível
com o seu desenvolvimento físico, moral e psicológico. Este contrato pode
ser celebrado com pessoa maior de 14 anos e menor de
(A) 26 anos. 09262143907

(B) 24 anos.
(C) 22 anos.
(D) 21 anos.
(E) 18 anos.

31. FCC/TRT7 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2009
Jair trabalha como estivador no Porto de Santos; Patrícia foi contratada
para trabalhar em uma loja de shopping na época do Natal, pois nessa
época há excesso extraordinário de serviços; e Ana presta serviços de

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

natureza contínua e de finalidade não lucrativa na residência de Lúcia. É


correto afirmar que Jair é
(A) trabalhador avulso, Patrícia é empregada avulsa e Ana é trabalhadora
temporária.
(B) trabalhador temporário, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é
empregada doméstica.
(C) empregado doméstico, Patrícia é trabalhadora avulsa e Ana é
trabalhadora temporária.
(D) trabalhador avulso, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é
empregada doméstica.
(E) empregado temporário, Patrícia é trabalhadora temporária e Ana é
trabalhadora doméstica.

3.3 – A figura jurídica do empregador


32. FCC/TRT14 – Analista Judiciário – Avaliador Federal -
2016
Será considerada, respectivamente, a responsabilidade subsidiária e
solidária de empresas quanto aos direitos trabalhistas, nos casos de
(A) grupo econômico e falência da empresa de trabalho temporário.
(B) recuperação judicial de empresa terceirizada e terceirização em órgão
público.
(C) grupo econômico e contrato de subempreitada.
(D) sucessão de empregadores e contratação irregular de mão de obra
terceirizada.
(E) terceirização de serviços de vigilância e grupo econômico.

33. FCC/TRT23 – Oficial de Justiça Avaliador - 2016


09262143907

No que concerne às responsabilidades decorrentes da existência de grupo


econômico,
(A) mesmo sem previsão nesse sentido em seu contrato de trabalho,
Agnaldo presta serviços a todas as empresas do grupo econômico a que
pertence seu empregador. Entendendo que tal situação caracteriza a
coexistência de mais de um contrato de trabalho, Agnaldo pretende o
recebimento de direitos trabalhistas de todas as empresas para as quais
presta serviços.
(B) Marcelo, empregado de empresa de processamento de dados que
presta serviço a banco integrante do mesmo grupo econômico, pretende o
reconhecimento de sua condição de bancário, tendo em vista que a

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

empresa de processamento de dados empregadora não presta serviços a


qualquer outro cliente que não o banco.
(C) Paula, empregada de banco, que vende valores mobiliários de
empresa pertencente ao mesmo grupo econômico de seu empregador,
pretende a integração na sua remuneração da vantagem pecuniária
auferida em decorrência dessa atividade. No entanto, considerando tratar-
se de atividades correlatas, ligadas à atividade bancária em geral, não
procede a pretensão de Paula.
(D) o sucessor responde solidariamente por débitos trabalhistas de
empresa não adquirida, integrante do mesmo grupo econômico da
empresa sucedida, tendo em vista que, com a sucessão, o sucessor
assume todas as dívidas do sucedido.
(E) a responsabilidade solidária decorrente da existência de grupo
econômico somente pode ser reconhecida judicialmente, e desde que o
trabalhador ajuíze a ação em face de todas as empresas integrantes do
grupo econômico.

34. FCC/TRT9 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2015
A Empresa Leia Mais, editora de livros, admitiu e dispensou Arnaldo como
empregado na função de jornalista, que nada recebeu a título de verbas
rescisórias. O sócio de Leia Mais também dirige a Empresa Tô Seguro, que
explora o ramo de vigilância e segurança. Considerando que Arnaldo
nunca prestou qualquer tipo de serviço para a empresa Tô Seguro, ao
ingressar com reclamação trabalhista,
terá direito a mover ação contra
(A) a Empresa Leia Mais apenas, por serem empresas com objetos sociais
distintos, não podendo se caracterizarem como grupo econômico.
(B) ambas as empresas, alegando grupo econômico e responsabilidade
09262143907

subsidiária da Empresa Tô Seguro no pagamento de suas verbas


trabalhistas.
(C) a Empresa Leia Mais apenas, sua empregadora, sendo que em caso
de inadimplência, poderá ingressar novamente contra a Empresa Tô
Seguro.
(D) a Empresa Leia Mais apenas, pois nunca ativou-se na Empresa Tô
Seguro, não podendo responsabilizá-la por suas verbas trabalhistas.
(E) ambas as empresas, alegando grupo econômico e responsabilidade
solidária entre elas no pagamento de suas verbas trabalhistas.

35. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

A solidariedade quanto ao cumprimento das obrigações trabalhistas exige


(A) a existência de empresas com a mesma personalidade jurídica.
(B) a existência de direção, controle ou administração de uma empresa
em relação a outras, constituindo grupo industrial, comercial ou de
qualquer atividade econômica, embora cada uma com personalidade
jurídica própria.
(C) a existência de empresas com personalidade jurídica e direção
diferentes, mas com unidade de objeto social.
(D) a existência de previsão nos contratos sociais das empresas, pois a lei
civil dispõe que a solidariedade decorre da lei ou do contrato.
(E) acordo entre empregado e o empregador, não bastando a simples
configuração de grupo de empregadores.

36. FCC/TRT3 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2015


Maria, durante três anos, prestou serviços ao Clube de Mães Madalena
Arraes, que é uma entidade sem fins lucrativos instituída para
desenvolver atividades culturais e filantrópicas com a comunidade
carente. Cumpria jornada de trabalho diário das 8 às 17 horas, com uma
hora de intervalo para repouso e alimentação, devidamente controlada, e,
enquanto estava trabalhando era obrigada a usar uniforme. Entregava
relatórios semanais sobre as suas atividades e os resultados obtidos com
as crianças e recebia mensalmente um valor fixo pelo trabalho prestado.
Em relação à situação descrita,
(A) presentes as características da relação de emprego na relação
mantida entre Maria e o Clube de Mães, deve ser reconhecido o vínculo de
emprego entre as partes, não sendo óbice para tal reconhecimento o fato
de o Clube de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa.
(B) embora presentes as características da relação de emprego, o fato de
o Clube de Mães ser entidade filantrópica sem finalidade lucrativa impede
09262143907

o reconhecimento do vínculo de emprego entre as partes.


(C) somente seria possível o reconhecimento do vínculo de emprego entre
as partes se presente a subordinação de Maria em relação ao Clube de
Mães, o que não se verifica no presente caso.
(D) os serviços prestados à entidade sem fins lucrativos, desde que
instituída para desenvolver atividades culturais e filantrópicas, não
caracteriza vínculo de emprego, mas sim trabalho voluntário, sendo
irrelevante estarem presentes as características da relação de emprego.
(E) a finalidade lucrativa do empregador e o recebi- mento de
participação do trabalhador nesse lucro é essencial para a caracterização
do vínculo de emprego.

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

37. FCC/TRT2 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2014


Considere as assertivas:
I. As instituições beneficentes, para os efeitos da relação de emprego, são
equiparadas ao empregador quando admitirem trabalhadores como
empregados.
II. Não há solidariedade pelas obrigações trabalhistas entre as empresas
de um grupo econômico quando cada qual é dotada de personalidade
jurídica própria.
III. Embora o empregado doméstico não desempenhe atividade
econômica, diversos direitos atribuídos aos trabalhadores urbanos são
garantidos aos trabalhadores domésticos, como, por exemplo, férias, 13º
salário, aviso-prévio.
IV. O trabalho temporário difere da relação de emprego por ser exercido
sem subordinação e sem onerosidade.
V. O constituinte assegurou aos empregados rurais os mesmos direitos
dos empregados urbanos.
Está correto o que consta APENAS em
(A) II, III e IV.
(B) III, IV e V.
(C) II e IV.
(D) I, II, III e IV.
(E) I, III e V.

38. FCC/TRT5 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Após trabalhar como empregada para a empresa Gama Marketing por
09262143907

dois anos, Minerva foi dispensada sem justa causa e não recebeu verbas
rescisórias. Em reclamação trabalhista Minerva acionou duas empresas, a
sua empregadora Gama Marketing e a empresa controladora do grupo
econômico Gama Participações, sendo que essa última,
(A) não responderá por não ter sido empregadora da reclamante.
(B) responderá de forma subsidiária se houver previsão contratual nesse
sentido.
(C) responderá subsidiariamente somente se for decretada falência da
empresa empregadora.
(D) será responsável solidariamente por força de disposição legal.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(E) responderá solidariamente ou subsidiariamente apenas por metade


das verbas rescisórias.

39. FCC/TRT5 – Oficial de Justiça Avaliador Federal - 2013


O empregador é um dos sujeitos da relação de emprego, com definição
legal contida na Consolidação das Leis do Trabalho. Sobre tal figura do
contrato de trabalho é correto afirmar que
(A) havendo formação de grupo econômico, a responsabilidade da
empresa controladora do grupo em relação aos direitos trabalhistas de
empregados das empresas subordinadas é subsidiária.
(B) em caso de sucessão de empregadores, os contratos de trabalho são
interrompidos, iniciando-se novo vínculo de emprego com os sucessores.
(C) o empregador deverá assumir, exclusivamente, todos os riscos da
atividade econômica, não podendo transferi-los aos empregados.
(D) tanto no caso de grupo econômico como em situação de sucessão de
empregadores não incidirá responsabilidade solidária ou subsidiária por
débitos trabalhistas.
(E) as instituições de beneficência sem fins lucrativos, em nenhuma
situação se equiparam ao empregador para efeitos da relação de
emprego.

40. FCC/TRT1 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013
A respeito da relação de emprego e dos seus sujeitos, é INCORRETO
afirmar:
(A) A relação de emprego se desenvolve com pessoalidade, ou seja, o
empregado tem que prestar o serviço pessoalmente, não podendo
mandar qualquer pessoa trabalhar em seu lugar.
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(B) Empregado é sempre pessoa física.


(C) Entidade beneficente, sem finalidade lucrativa, pode ser empregadora.
(D) Não haverá distinções relativas à espécie de emprego e à condição de
trabalhador, nem entre o trabalho intelectual, técnico e manual.
(E) Empregador é sempre pessoa jurídica.

41. FCC/TRT1 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
Em relação ao contrato individual de trabalho, de acordo com a CLT:

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(A) A mudança na propriedade da empresa não afetará os contratos de


trabalho dos respectivos empregados.
(B) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os contratos de
trabalho dos respectivos empregados.
(C) A alteração na estrutura jurídica da empresa afetará os direitos
adquiridos por seus empregados.
(D) A responsabilidade das empresas integrantes de grupo econômico em
relação aos direitos dos empregados é subsidiária.
(E) Poderá ser solidária ou subsidiária a responsabilidade das empresas
integrantes de grupo econômico não formalizado nos termos da lei, pelos
direitos dos empregados.

42. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador


Federal - 2013
Afrodite foi empregada da empresa "Alfa Seguradora" por dois anos,
sendo dispensada sem receber nenhuma verba rescisória. Ingressou com
uma reclamação trabalhista acionando a sua empregadora e a empresa
"Alfa Banco de Investimentos", que é empresa controladora do grupo
econômico. Nessa situação:
(A) não há responsabilidade da empresa controladora porque não foi
empregadora de Afrodite.
(B) haverá responsabilidade subsidiária da controladora pelos débitos
trabalhistas das empresas do grupo econômico.
(C) a Consolidação das Leis do Trabalho não possui regra própria para
regular a situação, portanto, não haverá responsabilidade de empresa
distinta.
(D) a responsabilidade da empresa do grupo econômico é solidária,
conforme previsão expressa da Consolidação das Leis do Trabalho.
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(E) somente haveria responsabilidade solidária ou subsidiária por parte da


empresa controladora do grupo em caso de decretação de falência da
empresa controlada.

43. FCC/TRT12 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador


Federal - 2013
A Consolidação das Leis do Trabalho prevê que o contrato individual de
trabalho corresponde à relação de emprego, além de criar normas
classificando e atribuindo características ao contrato. Segundo essas
regras,

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

(A) o empregador não exigirá do candidato a emprego comprovação de


experiência prévia por tempo superior a seis meses no mesmo tipo de
atividade, para fins de contratação.
(B) o contrato individual de trabalho poderá ser acordado somente de
forma expressa e por escrito, podendo, em qualquer situação ser firmado
por prazo determinado ou indeterminado.
(C) o contrato de trabalho por prazo determinado não poderá ser
estipulado por mais de quatro anos, podendo ser prorrogado por até duas
vezes, dentro desse período.
(D) o contrato de experiência é uma das modalidades legais de contrato
por prazo determinado e não poderá exceder seis meses.
(E) a mudança na propriedade ou na estrutura jurídica da empresa
afetará os contratos de trabalho dos respectivos empregados, se
constituindo uma nova relação de emprego a partir da alteração.

44. FCC/TRT15 – Analista Judiciário – Oficial Avaliador -


2013
Regis é empregado da empresa “FGF Ltda.”. Regis presta serviços,
durante a mesma jornada de trabalho, para a empresa empregadora e
para a empresa “FTT Ltda.”, empresa esta pertencente ao mesmo grupo
econômico da empresa “FGF Ltda.”.
De acordo com entendimento sumulado do Tribunal Superior do Trabalho,
em regra, a prestação de serviços de Regis para a empresa “FGF Ltda.” e
para a empresa “FTT Ltda.”, durante a mesma jornada de trabalho,
(A) só configura a coexistência de dois contratos de
trabalho, se Regis trabalhar mais de vinte e cinco horas semanais para a
empresa “FTT Ltda”, havendo controle de horário.
(B) caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho em razão da
09262143907

simultaneidade na prestação de serviços.


(C) só caracteriza a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis
trabalhar mais de vinte horas semanais para a empresa “FTT Ltda”,
havendo controle de horário.
(D) não configura a coexistência de dois contratos de trabalho.
(E) só configura a coexistência de dois contratos de trabalho, se Regis
receber ordens direta de superior hierárquico contratado pela empresa
“FTT Ltda”, bem como houver controle de horário.

45. FCC/TRT18 – Técnico Judiciário – Área Administrativa -


2013

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

O contrato individual de trabalho caracteriza-se por um acordo bilateral


correspondente à relação de emprego formada entre empregado e
empregador.
Nos termos da Consolidação das Leis de Trabalho, é correto afirmar:
(A) A subordinação, a onerosidade e a não eventualidade são
pressupostos do contrato de trabalho, diferentemente do que ocorre com
a pessoalidade e a exclusividade na prestação dos serviços.
(B) Os riscos da atividade econômica são assumidos pelos dois sujeitos do
contrato de trabalho na relação de emprego.
(C) As pessoas físicas ou os profissionais liberais autônomos não podem
admitir trabalhadores como empregados.
(D) As instituições de beneficência ou outras instituições sem fins
lucrativos não são equiparadas ao empregador, em razão da ausência de
atividade econômica.
(E) O trabalho realizado no estabelecimento do empregador e o executado
no domicílio do empregado ou à distância, não se distinguem, desde que
presentes os pressupostos da relação de emprego.

46. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2013


Diana trabalhou por dois anos para a empresa Delta Administradora de
Créditos, controlada e administrada pelo Banco Delta, formando grupo
econômico. Houve a dispensa sem justa causa e a empregada não
recebeu as verbas rescisórias devidas.
Nessa situação, quanto à dívida trabalhista é correto afirmar que
(A) a CLT não prevê nenhum tipo de responsabilidade de empresas que
pertençam ao mesmo grupo econômico por débitos trabalhistas, ficando a
critério do juiz a aplicação de normas do direito comum.
(B) a empresa Delta Administradora de Crédito será a única responsável
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pelo pagamento por ser a real empregadora de Diana.


(C) o Banco Delta somente responderá pelo débito de forma subsidiária,
caso ocorra a falência da empresa Delta Administradora de Créditos.
(D) o Banco Delta responderá solidariamente em razão da formação do
grupo econômico por expressa determinação da CLT.
(E) a responsabilidade do Banco Delta será subsidiária por determinação
prevista na CLT, após esgotado o patrimônio da empresa Delta
Administradora de Créditos.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

47. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
A Consolidação das Leis do Trabalho apresenta normas que regulam os
sujeitos do contrato individual de trabalho, conceituando e caracterizando
o empregado e o empregador.
Segundo essas normas, é INCORRETO afirmar:
(A) A empresa principal será responsável subsidiária em relação às
subordinadas, em caso de formação de grupo econômico para os efeitos
da relação de emprego.
(B) O empregador assume os riscos da atividade econômica, admitindo,
assalariando e dirigindo a prestação pessoal dos serviços do empregado.
(C) O empregado é a pessoa física que presta serviços de natureza não
eventual, sob a dependência do empregador que lhe remunera.
(D) O empregador não poderá fazer distinções relativas à espécie de
emprego e à condição de trabalhador, nem entre o trabalho intelectual,
técnico e manual.
(E) As alterações na estrutura jurídica da empresa, como, por exemplo, a
mudança do quadro societário, não afetarão os direitos adquiridos por
seus empregados.

48. FCC/TRT18 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2013
O empregado que não recebe os salários da empresa empregadora
poderá pleitear o pagamento por parte de outra empresa que pertença ao
mesmo grupo econômico de sua empregadora, embora não tenha
prestado serviços a essa empresa?
(A) Não, porque o empregado não prestou serviços para a outra empresa
do grupo econômico. 09262143907

(B) Sim, desde que essa responsabilidade esteja expressamente prevista


no contrato de trabalho.
(C) Não, visto que são empresas com personalidade jurídica própria, não
havendo previsão legal para tal responsabilidade.
(D) Sim, respondendo a empresa do grupo de forma solidária, por força
de dispositivo legal trabalhista.
(E) Sim, havendo apenas a responsabilidade subsidiária da empresa do
grupo que não foi empregadora.

49. FCC/TRT6 – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

Por razões de interesse econômico, os proprietários da empresa Tetra


Serviços Ltda. transferiram o negócio para terceiros.
Houve alteração da razão social, mas não ocorreu alteração de endereço,
do ramo de atividades, nem de equipamentos.
Manteve-se o mesmo quadro de empregados. Tal situação caracterizou a
sucessão de empregadores. Neste caso, quanto aos contratos de trabalho
dos empregados da empresa sucedida,
(A) os contratos de trabalho se manterão inalterados e seguirão seu curso
normal.
(B) a transferência de obrigações depende das condições em que a
sucessão foi pactuada.
(C) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as
posteriores sobre a sucessora.
(D) todas as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho
deverão ser repactuadas entre os empregados e o novo empregador.
(E) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações
contratuais.

50. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2012
A empresa Gama foi sucedida pela empresa Delta, ocupando o mesmo
local, utilizando as mesmas instalações e fundo de comércio, assim como
mantendo as mesmas atividades e empregados. Em relação aos contratos
de trabalho dos empregados da empresa sucedida é correto afirmar que
(A) serão automaticamente extintos, fazendo surgir novas relações
contratuais.
(B) as obrigações anteriores recairão sobre a empresa sucedida, e as
posteriores sobre a sucessora. 09262143907

(C) as cláusulas e condições estabelecidas no contrato de trabalho serão


obrigatoriamente repactuadas entre os empregados e o novo empregador
individual.
(D) a transferência de obrigações trabalhistas dependerá das condições
em que a sucessão foi pactuada.
(E) os contratos se manterão inalterados e seguirão seu curso normal.

51. FCC/TST – Analista Judiciário – Área Judiciária - 2012


Durante três anos Thor foi empregado da empresa Ajax Manutenção
Industrial, que faz parte do grupo econômico Ajax, constituído por quatro

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Questões comentadas
Aula 02 –Prof. Antonio Daud Jr

empresas. Em razão de problemas financeiros, Thor foi dispensado sem


justa causa. Não houve pagamento de verbas rescisórias. Nesta situação,
caberia algum tipo de responsabilidade para as demais empresas do
grupo Ajax?
(A) Depende da existência de contrato firmado entre as empresas do
grupo prevendo a responsabilidade solidária, visto que Thor não prestou
serviços para todas as empresas do grupo.
(B) Sim, sendo qualquer uma das empresas do grupo responsável
subsidiária pelas dívidas trabalhistas da outra empresa.
(C) Não, porque cada empresa do grupo possui personalidade jurídica
própria e responde apenas por dívidas com seus próprios empregados.
(D) Sim, porque havendo a constituição de grupo econômico serão, para
efeitos da relação de emprego, solidariamente responsáveis as empresas
do grupo.
(E) Não, porque não há previsão legal para responsabilidade patrimonial
de empresas que pertençam ao mesmo grupo econômico, sendo que
entre os sócios haverá responsabilidade subsidiária.

52. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2012
Não se equipara ao empregador a instituição sem fins lucrativos que
admita, assalaria, dirige a prestação pessoal dos serviços, assumindo o
risco da atividade.

53. FCC/TRT6 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2012
Com relação ao Grupo Econômico, considere:
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I. O Grupo Econômico não se caracteriza, necessariamente, pela natureza


das sociedades que o integram.
II. O Grupo de Empresas pode não ter personalidade jurídica e existir de
fato.
III. A sociedade de economia mista, as entidades beneficentes e os
sindicatos podem fazer parte de um grupo econômico.
IV. É possível a soma do tempo de serviço prestado para as diversas
empresas do grupo para efeito de férias.
Está correto o que se afirma APENAS em
(A) II e III.
(B) I e II.

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Questões comentadas
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(C) II e IV.
(D) I, III e IV.
(E) I, II e IV.

54. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2012
No grupo econômico entre empresas, apenas a empresa principal, que
empregou o trabalhador, responderá por seus direitos trabalhistas, não
havendo qualquer responsabilidade das demais empresas subordinadas.

55. FCC/TRT24 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2011
Considere as seguintes assertivas a respeito do Grupo Econômico:
I. O Grupo econômico, para fins trabalhistas, necessita de prova cabal de
sua formal institucionalização cartorial, tal como holdings, consórcios,
pools etc.
II. As associações, entidades beneficentes e sindicatos podem ser
considerados como grupo de empresas, se presentes os requisitos legais.
III. Cada empresa do grupo é autônoma em relação às demais, mas o
empregador real é o próprio grupo.
IV. Nada impede que a admissão do empregado seja feita em nome de
uma empresa do grupo e a baixa em nome de outra.
Está correto o que consta APENAS em
(A) I, III e IV.
(B) I, II e III.
(C) II, III e IV. 09262143907

(D) I e IV.
(E) III e IV.

56. FCC/TRT22 – Analista Judiciário – Área Administrativa -


2010
Joana presta serviços na qualidade de empregada para mais de uma
empresa do mesmo grupo econômico, durante a mesma jornada de
trabalho. Neste caso, salvo ajuste em contrário,
(A) não está caracterizada a coexistência de mais de um contrato de
trabalho.

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(B) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,


limitado em três, tendo em vista que as empresas possuem
personalidades jurídicas distintas.
(C) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
limitado em dois, tendo em vista que as empresas possuem
personalidades jurídicas distintas.
(D) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
sem limitação, em razão da prestação de serviços acontecer durante a
mesma jornada de trabalho.
(E) está caracterizada a existência de mais de um contrato de trabalho,
sem limitação, tendo em vista que as empresas possuem personalidades
jurídicas distintas.

2.4 – Terceirização
57. FCC/TRT1 - Juiz do Trabalho - 2016
Maria Eduarda foi contratada pela empresa Tudo Limpo Prestadora de
Serviços de Limpeza Ltda., em 24/04/2012. Por força de contrato
celebrado por esta empresa com a Ora, Veja Materiais Ópticos S/A, para a
realização de serviços de asseio e conservação, Maria Eduarda prestou
serviços na sede da empresa tomadora dos serviços, do início do contrato
de trabalho até 13/02/2014. Nesta data, em função do término do contrato
de prestação de serviços entre as empresas já referidas, e por
determinação da empregadora, Maria Eduarda passou a trabalhar, nas
mesmas condições, em outra empresa para a qual sua empregadora
prestava serviços: Rosa Rosa, Floricultura Ltda. Maria Eduarda trabalhou
até 29/09/2014, quando novamente pelo término do contrato de prestação
de serviços (entre Tudo Limpo e Rosa Rosa), por determinação de sua
empregadora, passou, também, nas mesmas condições anteriores, a
trabalhar para a Altos Móveis Armários Ltda. Maria Eduarda trabalhou até
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20/09/2015, quando foi dispensada imotivadamente por sua empregadora.


Sem receber qualquer parcela decorrente da rescisão e se entendendo
ainda credora de horas extras durante a integralidade do contrato de
trabalho, Maria Eduarda ajuíza ação em face de Tudo Limpo Prestadora de
Serviços de Limpeza Ltda. e, na qualidade de devedoras subsidiárias por
todas as parcelas decorrentes do contrato, de Ora, Veja Materiais Ópticos,
Rosa Rosa Floricultura e de Altos Móveis Armários.
Adotando-se o entendimento sumulado pelo TST, e partindo da premissa
de que as alegações de Maria Eduarda foram comprovadas na instrução
processual,

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(A) as três empresas tomadoras dos serviços são subsidiariamente


responsáveis pela integralidade dos créditos reconhecidos em face da
empresa Tudo Limpo Prestadora de Serviços de Limpeza Ltda.
(B) a pluralidade de empresas tomadoras faz com que nenhuma delas seja
responsável subsidiária pelos débitos da tomadora com a empregada.
(C) a Altos Móveis Armários Ltda. é responsável subsidiária pela
integralidade dos créditos reconhecidos à autora.
(D) cada tomadora de serviços é responsável apenas pelas verbas relativas
ao período em que Maria Eduarda lhes prestou serviços, mas as três
tomadoras são responsáveis subsidiárias pelas verbas rescisórias.
(E) a Ora, Veja Materiais Ópticos S/A somente é responsável subsidiária
pelas parcelas que se constituíram no período em que Maria Eduarda
prestou serviços em suas dependências.

58. FCC/PGE-RN – Procurador - 2013


Sobre a responsabilidade dos entes integrantes da Administração pública
direta, pelos direitos dos empregados da prestadora de serviços por ele
contratada na qualidade de tomadores de serviço, ante o inadimplemento
das obrigações trabalhistas por parte do empregador, é correto afirmar,
segundo entendimento jurisprudencial cristalizado pelo Tribunal Superior
do Trabalho, que é
(A) solidária porque decorre do mero inadimplemento das obrigações
trabalhistas assumidas pela empresa prestadora de serviços.
(B) solidária porque, ao contratar tomadores de serviço, a Administração
pública abre mão dos privilégios que teria no exercício de seu jus
imperium.
(C) subsidiária e, como tal, independe da conduta culposa na
Administração pública no cumprimento das obrigações previstas na Lei no
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8.666/1993.
(D) subsidiária e dependente de ser evidenciada a sua conduta culposa no
cumprimento das obrigações previstas na Lei no 8.666/1993.
(E) subsidiária porque decorre do mero inadimplemento das obrigações
trabalhistas assumidas pela empresa prestadora de serviços.

59. FCC/TRT11 – Analista Judiciário – Área Execução de


Mandados - 2012
O supermercado Delta terceirizou, de forma regular por meio de contrato,
os serviços de vigilância junto à empresa Ajax Serviços. Houve

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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inadimplência das obrigações trabalhistas em relação aos vigilantes. Nesta


hipótese, o supermercado Delta
(A) poderá responder de forma solidária pelos débitos trabalhistas da
empresa Ajax.
(B) não terá qualquer responsabilidade trabalhista visto que firmou
contrato regular de terceirização com a prestadora Ajax.
(C) poderá responder de forma subsidiária ou solidária pelos débitos
trabalhistas da empresa Ajax.
(D) poderá responder de forma subsidiária pelos débitos trabalhistas da
empresa Ajax.
(E) poderá responder de forma solidária pelos débitos trabalhistas apenas
em caso de falência da empresa Ajax.

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DIREITO DO TRABALHO P/ FCC
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4 – Gabarito
1. B 22. D 43. A

2. D 23. D 44. D

3. A 24. A 45. E

4. C 25. C 46. D

5. A 26. B 47. A

6. E 27. E 48. D

7. C 28. E 49. A

8. anulada 29. C 50. E

9. D 30. B 51. D

10. B 31. D 52. E

11. A 32. E 53. E

12. C 33. B 54. E

13. A 34. D 55. E

14. D 35. B 56. A

15. A 36. A 57. E

16. E 37. E 09262143907

58. D

17. C 38. D 59. D

18. D 39. C

19. E 40. E

20. D 41. A

21. C 42. D

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