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Livro Eletrônico

Aula Extra 02

Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos p/ SEE-MG (Professor Todas as Áreas)

Professor: Greisi Goulart

05425897618 - Roberta Afonso Silva


Conhecimentos Didáticos-Pedagógicos para SEE-MG
Professor todas as áreas
Prof.ª Greisi Goulart
Aula Extra 02

APRESENTAÇÃO DO TEMA

AULA EXTRA 02

VII - A Educação Escolar Quilombola no Brasil –


Parte 2

Seja bem-vindo (a) à Aula Extra 02 do Curso de Conhecimentos


Didáticos-Pedagógicos SEE-MG, especialmente dedicado ao cargo de
Professor (todas as áreas).

Não deixe de acompanhar as novidades no canal do


aluno, por meio das nossas respostas no fórum de dúvidas e
dos nossos possíveis recados gerais com dicas
complementares, até a data da prova.

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APRESENTAÇÃO DA AULA EXTRA 02

Assim como ocorrerá com as demais aulas deste curso, esta aula possui
um formato predominantemente teórico, conceitual e analítico.

A Aula 05 foi dividida em duas partes, a própria Aula 05 e Aula Extra 02


(esta), que abordará o seguinte item constante no tópico VII (Conhecimentos
Pedagógicos), que será exigido para o cargo de Professor (todas as áreas):

“A Educação Escolar Quilombola no Brasil – Parte 2.”

Organizamos esta aula de forma esquemática, com alguns tópicos de


destaque (itens e conceitos que consideramos mais relevantes) para facilitar o
entendimento do assunto. Claro que, os temas que serão cobrados na prova,
da forma que foram elencados no Edital, são um tanto abstratos e muito
abrangentes, permitindo que a banca exija muitos conteúdos relacionados.

Assim, seria impossível termos a pretensão de esgotar os temas


relacionados a este item, neste sentido, focaremos nos temas cuja intuição
indica como necessários à resolução das possíveis questões da prova vindoura.

No estudo desta aula, é necessário que você mantenha a “mente aberta”,


pois entraremos num conteúdo teórico associado às ciências sociais e
humanas, onde nem sempre existem conceitos únicos, nem respostas únicas
aos problemas apresentados.

“Eu não sou um produto de minhas circunstâncias. Eu sou


um produto de minhas decisões”
Stephen Covey

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IMPORTANTE: Este curso não se trata de um curso integralmente


desenvolvido em videoaulas, pelo contrário, as videoaulas que poderão vir a
ser disponibilizadas servem como complemento às aulas escritas.

Observação importante: Além das aulas em PDF,


estaremos disponíveis para retirar dúvidas dos alunos
matriculados, por meio do fórum virtual, e, sempre que
entender necessário, disponibilizaremos materiais extras
aos matriculados, visando contribuir neste processo de
preparação para a prova.

Observação importante II: este curso é protegido por


direitos autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98,
que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos
autorais e dá outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei


e prejudicam os professores que elaboram os cursos.
Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos.

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A Educação Escolar Quilombola no


Brasil.
Parte 2

Conforme o combinado, nesta Aula falaremos da Resolução SEE nº


3.658/2017 e faremos exercícios sobre a Educação Quilombola.

RESOLUÇÃO SEE Nº 3.658/2017


A Resolução 3.658/2017 operacionaliza o cumprimento da Resolução
nº 8/2012, que definiu as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Escolar Quilombola na Educação Básica, em Minas Gerais.

Vejamos o que diz a Resolução:

Na Resolução, os destaques e as anotações em preto (fonte preta) foram


feitas por mim.

RESOLUÇÃO SEE Nº 3.658/2017

Institui as Diretrizes para a organização da Educação Escolar Quilombola no


Estado de Minas Gerais.

A SECRETÁRIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO, no uso de sua competência,


tendo em vista o disposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, o Parecer do Conselho
Nacional de Educação no 16, de 05 de junho de 2012, a Resolução CNE/CEB
no 8, de 20 de novembro de 2012, que define as Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação Escolar Quilombola na Educação Básica, a
Resolução SEE no 2.197 de 26 de outubro de 2012, que dispõe sobre a
organização e o funcionamento do ensino nas Escolas Estaduais de
Educação Básica de Minas Gerais, a Resolução SEE no 2.820, de 11 de

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dezembro de 2015, que institui as Diretrizes para a Educação Básica nas


escolas do campo de Minas Gerais, e considerando:

- direito à Educação Escolar Quilombola às comunidades quilombolas


rurais e urbanas,

- respeitando a história, o território, a memória, a ancestralidade e


os conhecimentos tradicionais;

- que a Educação Escolar Quilombola destina-se ao atendimento das


populações quilombolas rurais e urbanas em suas mais variadas
formas de produção cultural, social, política e econômica;

- a necessidade de assegurar que as escolas ,quilombolas e as escolas que


atendem estudantes oriundos dos territórios quilombolas considerem as
práticas socioculturais, políticas e econômicas das comunidades
quilombolas, bem como os seus processos próprios de
ensinoaprendizagem e as suas formas de produção e de
conhecimento tecnológico, admitindo pedagogia própria em respeito
à especificidade étnico-cultural de cada comunidade, observados os
princípios constitucionais, a Base Nacional Comum Curricular e os princípios
que orientam a Educação Básica brasileira;

- os subsídios (recursos) para implementação das Diretrizes


Curriculares da Educação Escolar Quilombola, elaborados pelo grupo
de trabalho da Educação Quilombola, criado pela Resolução SEE no 2.796,
de 2 outubro de 2015;

- a Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho, ratificada


pelo Estado brasileiro por meio do Decreto no 5.051, de 19 de abril de
2004;

- a Política Estadual de Desenvolvimento Sustentável para os Povos e


Comunidades Tradicionais, estabelecida pela Lei no 21.147, de 14 de
janeiro de 2014;

Assim como é especificado na Resolução nº 8/2012, a Resolução de Minas


Gerais reforça diversas orientações, como, por exemplo, que a educação
quilombola pode ter pedagogia própria, mas que os princípios
constitucionais, a Base Nacional Comum Curricular e os princípios que
orientam a Educação Básica brasileira devem ser respeitados.

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RESOLVE:

CAPÍTULO I

DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES

Art. 1º - Ficam estabelecidas as Diretrizes para a organização da Educação


Escolar Quilombola no Estado de Minas Gerais, na forma desta Resolução.

Art. 2º - A Educação Escolar Quilombola na Educação Básica fundamenta-


se nos princípios:

I - da memória coletiva;

II - das línguas reminiscentes;

III - dos marcos civilizatórios;

IV - das práticas culturais;

V - das tecnologias e formas de produção do trabalho como princípio


educativo;

VI - dos acervos e repertórios orais;

VII - dos festejos, usos, tradições e demais elementos que


conformam o patrimônio cultural das comunidades quilombolas de todo
o país;

VIII - da territorialidade e respeito aos processos históricos de luta


pela regularização dos territórios tradicionais dos povos quilombolas;

IX - reconhecimento dos quilombolas como povos ou comunidades


tradicionais;

X - direito ao etnodesenvolvimento, entendido como modelo de


desenvolvimento alternativo, que considera a participação das
comunidades quilombolas, as suas tradições locais, o seu ponto de vista
ecológico, a sustentabilidade e as suas formas de produção do trabalho e
de vida;

XI - superação do racismo institucional, ambiental, alimentar, entre


outros;

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XII - a articulação entre os conhecimentos científicos, os


conhecimentos tradicionais e as práticas socióculturais próprias das
comunidades quilombolas, em processo educativo dialógico e
emancipatório.

Art. 3º - A Educação Escolar Quilombola deve estabelecer interface com a


Educação do Campo e a Indígena, reconhecidos os seus pontos de
intersecção política, histórica, social e econômica, sem perder sua
especificidade.

CAPÍTULO III (aqui deveria ser o capítulo II, mas deixei a norma no seu
formato original – essa numeração não é importante!)

DO ATENDIMENTO DA DEMANDA

Art. 40 - A Educação Escolar Quilombola destina-se ao atendimento das


populações quilombolas rurais e urbanas em suas mais variadas formas de
produção cultural, social, política e econômica.

Art. 5º - A Educação Escolar Quilombola será ofertada


preferencialmente por estabelecimentos de ensino localizados em
comunidades quilombolas, rurais e urbanas, reconhecidas pelos órgãos
públicos responsáveis.

Parágrafo único. Os estabelecimentos de ensino próximos às comunidades


quilombolas poderão ofertar a Educação Escolar Quilombola desde
que mais da metade de seus estudantes sejam oriundos dos
territórios quilombolas.

Observe que a orientação é de que os estabelecimentos de ensino


quilombolas fiquem localizados nas comunidades quilombolas, mas os
quilombolas também poderão ser atendidos em escolas próximas à
comunidade. No caso dessa segunda situação, caso os quilombolas
representem mais de 50% do público atendido pela escola, esta poderá
oferecer a Educação Escolar Quilombola, com as suas peculiaridades.

Art. 6º - A Secretaria de Estado de Educação deve garantir a


identificação dos estudantes oriundos dos territórios quilombolas,
no seu sistema de informações educacionais, bem como o
monitoramento do acesso, da permanência, e do aproveitamento
escolar desses estudantes.

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Art. 7º - A demanda da Educação Escolar Quilombola deve ser identificada


no Plano de Atendimento Educacional da Superintendência Regional
de Ensino.

CAPÍTULO IV

DO CALENDÁRIO ESCOLAR

Art. 8º - O calendário da Educação Escolar Quilombola, respeitando as


Normas vigentes poderá adequar-se às especificidades locais,
inclusive climáticas, da agricultura de base familiar e socioculturais.

Parágrafo único. O calendário escolar deve incluir as datas


consideradas mais significativas para a população negra e para
cada comunidade quilombola, de acordo com a região e a localidade,
consultadas as comunidades e lideranças quilombolas.

CAPÍTULO II (aqui deveria ser o capítulo V, mas deixei a norma no seu


formato original – essa numeração não é importante!)

PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO

Art. 9º - O Projeto Político Pedagógico da instituição escolar deve


expressar os princípios da Educação Escolar Quilombola na
Educação Básica, de forma coerente, articulada e integrada com a
realidade histórica, regional, política, sociocultural e econômica das
comunidades quilombola:

Art. 10º - A Construção do projeto político-pedagógico deverá ser


elaborada de forma autônoma e coletiva, pautada em diagnóstico da
realidade e mediante o envolvimento e participação de toda a comunidade
escolar, em processo dialógico com as lideranças e as diversas
organizações existentes no território.

Art. 11 - O projeto político-pedagógico deverá considerar:

I - os princípios descritos no art. 2 desta Resolução (ou seja, os princípios


da Educação Escolar Quilombola);

II - os conhecimentos tradicionais, a oralidade, a ancestralidade, a


estética, as formas de trabalho, as tecnologias e a história de cada
comunidade quilombola;

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III - as formas por meio das quais as comunidades quilombolas vivenciam


os seus processos educativos cotidianos em articulação com os
conhecimentos escolares e demais conhecimentos produzidos pela
sociedade mais ampla;

IV - a possibilidade de articulação entre Escola Quilombola e


instituições de Ensino Superior, devidamente apoiadas por agências de
fomento à pesquisa;

V - os processos de aprendizagens com os próprios moradores e


lideranças locais.

Art. 12 - A Educação Escolar Quilombola no âmbito da Educação Básica


deve compreender todas as etapas e modalidades de ensino, de
oferta segundo as competências definidas nos termos da legislação vigente.

Lembre-se: inclui todas as modalidades da educação básica, inclusive, EJA,


educação especial, técnica, etc. e em todas as suas etapas.

Art. 13 - A Educação Infantil constitui a primeira etapa da Educação


Básica, na qual se privilegiam práticas de cuidar e educar, é um direito das
crianças dos povos quilombolas, de oferta obrigatória pelo poder
público municipal para as crianças de 4 (quatro) e 5 (cinco) anos
de idade.

§1º - A decisão pela matrícula e frequência das crianças de 0 (zero)


a 3 (três) anos de idade é uma opção das famílias quilombolas, a
partir de suas referências culturais e de suas demandas.

§ 2º - É dever dos pais ou responsáveis efetuar a matrícula das


crianças de 4 (quatro) e 5 (cinco) anos de idade.

Art. 14 - A educação infantil será oferecida em:

I - creches, ou entidades equivalentes, para crianças de até três


anos de idade;

II - pré-escolas, para as crianças de 4 (quatro) a 5 (cinco) anos de


idade.

Art. 15 - A Secretaria de Estado de Educação, no âmbito da Educação


Infantil, colabora com os Municípios, através da cessão de espaço e
formação de professores em nível médio para atuar nessa etapa de

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ensino, ou indiretamente no apoio pedagógico, favorecendo o padrão de


qualidade de acordo com as peculiaridades locais.

Observe que a Educação Infantil é uma obrigação municipal, porém a


Secretaria de Estado de Educação colaborará com os municípios, por meio
da disponibilização de espaço para as escolas e por meio da formação de
professores em nível médio.

Art. 16 - A oferta da Educação Infantil Quilombola deverá garantir à criança


o direito de permanecer, prioritariamente, no seu espaço comunitário
de referência, evitando o seu deslocamento.

No caso da educação é prioridade que a oferta se dê na comunidade


MESMO, pois esta orientação já é feita na Resolução nº 8/2012, que afirma
que “na oferta da Educação Infantil na Educação Escolar Quilombola deverá
ser garantido à criança o direito a permanecer com o seu grupo familiar e
comunitário de referência, evitando-se o seu deslocamento”.

Art. 17 - O Ensino Fundamental, direito humano, social, público,


subjetivo, aliado à ação educativa da família e da comunidade, deve
articular-se, no contexto da Educação Escolar Quilombola, com os
conhecimentos tradicionais, com o direito à identidade étnico-racial, e com
a dinâmica própria de organização de cada comunidade quilombola, tendo
o respeito à diversidade como valor fundamental.

Parágrafo único. O Estado, em regime de colaboração com os


municípios, deve garantir o Ensino Fundamental, com duração de
nove anos, para toda a população quilombola de 6 (seis) a 14
(quatorze) anos de idade.

Observe que a obrigação de oferecer o Ensino Fundamental às populações


quilombolas é do Estado, que cumprirá essa obrigação com a colaboração
dos municípios.

Art. 18 - A proposta pedagógica do Ensino Fundamental deverá ser


coerente, articulada e integrada com os modos de ser e de desenvolver das
crianças e adolescentes quilombolas nos diferentes contextos sociais.

Art. 19 - O Ensino Médio na Educação Escolar Quilombola deverá


proporcionar aos estudantes:

I - Formação capaz de oportunizar o desenvolvimento das

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capacidades de análise e de tomada de decisões, de resolução de


problemas, com flexibilidade e valorização dos conhecimentos
tradicionais produzidos pelas suas comunidades e aprendizado de
diversos conhecimentos necessários ao aprofundamento das suas
interações com seu grupo de pertencimento e com a sociedade mais
ampla.

II - Participação em projetos de estudo e de trabalho e atividades


pedagógicas que visem ao conhecimento das dimensões do
trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura próprias das
comunidades quilombolas, bem como da sociedade mais ampla;

Art. 20 - O Estado deve garantir a universalização do atendimento


escolar do Ensino Médio para toda a população quilombola de 15
(quinze) a 17 (dezessete) anos.

Art. 21 - A proposta pedagógica do Ensino Médio na Educação Escolar


Quilombola deve abrir perspectivas para os estudantes vislumbrarem
seu ingresso no Ensino Superior.

Art. 22 - A Educação Profissional Técnica de Nível Médio na


Educação Escolar Quilombola deve articular os princípios da
formação ampla, sustentabilidade socioambiental e respeito à
diversidade dos estudantes, considerando-se as formas de organização
das comunidades quilombolas e suas diferenças sociais, políticas,
econômicas e culturais, devendo:

I - contribuir para a gestão territorial autônoma, possibilitando a


elaboração de projetos de desenvolvimento sustentável e de
produção alternativa para as comunidades quilombolas, tendo em
vista, em muitos casos, as situações de falta de assistência e de apoio para
seus processos produtivos;

II - articular-se com os projetos comunitários, definidos a partir das


demandas coletivas das comunidades quilombolas, contribuindo para a
reflexão e construção de alternativas de gestão autônoma dos seus
territórios, de sustentabilidade econômica, de soberania alimentar, de
educação, de saúde e de atendimento às mais diversas necessidades
cotidianas;

§ 1º - As escolas poderão solicitar a autorização de oferta de Cursos

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Técnicos via Plano de Atendimento, em conformidade com o


Catálogo Nacional de Cursos Técnicos, ressaltando a importância de
que essa modalidade esteja voltada para o estudo aprimorado de
tecnologias apropriadas ao contexto quilombola.

§ 2º - Para o atendimento das comunidades quilombolas, a


Educação Profissional Técnica de Nível Médio deverá ser realizada
preferencialmente em seus territórios, podendo ser ofertada nas
escolas estaduais ou através de parcerias com outras instituições de ensino
e organizações do Movimento Negro e Quilombola.

Art. 23 - A Educação de Jovens e Adultos (EJA) na Educação Escolar


Quilombola deve atender às realidades socioculturais e interesses
das comunidades quilombolas, vinculando-se a seus projetos de vida e
trabalho.

§ 1º - A EJA deve favorecer uma formação ampla aos estudantes,


possibilitando a atuação nas atividades socioeconômicas e culturais de suas
comunidades, fortalecendo os laços de pertencimento, o protagonismo
quilombola e em diálogo com o mundo do trabalho.

§ 2º - Os critérios para autorização de abertura de turmas de EJA em


escolas quilombolas ou em escolas que atendam a maioria dos estudantes
oriundos das comunidades quilombolas serão diferenciados e devem
ocorrer em consonância com as demandas das comunidades.

§ 3º - A oferta de EJA no Ensino Fundamental não deve substituir a oferta


regular dessa etapa da Educação Básica na Educação Escolar Quilombola,
independentemente da idade.

Art. 24 - O atendimento da Educação Especial deve ser contemplado nas


escolas quilombolas e nas escolas que atendem estudantes oriundos de
territórios quilombolas, em todas as etapas e modalidades da Educação
Básica, conforme orientações específicas.

CAPÍTULO VI

DA ORGANIZAÇÃO CURRICULAR

Art. 25 - O currículo da Educação Escolar Quilombola diz respeito aos


modos de organização dos tempos e espaços escolares de suas
atividades pedagógicas, das interações do ambiente educacional com a

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sociedade, das relações de poder presentes no fazer educativo e nas


formas de conceber e construir conhecimentos escolares, constituindo
parte importante dos processos sociopolíticos e culturais de construção de
identidades.

Parágrafo único. O currículo da Educação Escolar Quilombola deve observar


e respeitar as disposições e orientações da Base Nacional Comum
Curricular, do Currículo Básico Comum (CBC) e articulados com a
parte diversificada, a fim de garantir a indissociabilidade entre o
conhecimento escolar e os conhecimentos tradicionais produzidos
pelas comunidades quilombolas.

Para deixar mais claro, já que você precisa saber o que é currículo para
entender este capítulo:

O currículo escolar abrange as experiências de aprendizagens


implementadas pelas instituições escolares e que deverão ser vivenciadas
pelos estudantes. Nele estão contidos os conteúdos que deverão ser
abordados no processo de ensino-aprendizagem e a metodologia utilizada
para os diferentes níveis de ensino.(infoescola)

O currículo também pode ser entendido como um campo social se visto a


partir da construção intelectual e prática de estudiosos, políticos e
sociedade civil.

Art. 26 - O currículo da Educação Escolar Quilombola, obedecidas as


Diretrizes Curriculares Nacionais definidas para todas as etapas e
modalidades da Educação Básica, deverá:

I - garantir ao estudante o direito a conhecer o conceito, a história dos


quilombos no Brasil e em Minas Gerais, o protagonismo do
movimento quilombola e do movimento negro, assim como o seu
histórico de lutas;

II - implementar a Educação das Relações Étnico-Raciais e o Ensino


de História e Cultura afrobrasileira, Africana e Indígena, nos termos
da legislação em vigor;

III - reconhecer a história e a cultura afrobrasileira como elementos


estruturantes do processo de formação nacional e regional,
considerando as mudanças, as recriações e as ressignificações
históricas e socioculturais que fundamentam as concepções de vida

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dos afrobrasileiros na diáspora africana;

IV - promover o fortalecimento da identidade étnico-racial, da


história e cultura afrobrasileira e africana ressignificada, recriada e
reterritorializada nos espaços quilombolas;

V - garantir as discussões sobre a identidade, a cultura e a linguagem,


como eixos norteadores do currículo;

VI - considerar a liberdade religiosa, a diversidade a inclusão como


princípios jurídicos, políticos e pedagógicos atuando de forma a
superar preconceitos em relação às práticas religiosas e culturais das
comunidades quilombolas, de matriz africana ou não, e a proibir toda e
qualquer prática de proselitismo religioso nas escolas.

Art. 27 - Na construção dos currículos da Educação Escolar Quilombola,


devem ser consideradas as particularidades de aprendizagens dos
estudantes quilombolas em cada etapa e modalidade de ensino e os
espaços e tempos da escola e de outras instituições educativas da
comunidade e fora dela, tais como museus, centros culturais,
laboratórios de ciências e de informática, associações comunitárias,
cooperativas locais, entre outros espaços comunitários e educativos.

Art. 28 - A organização curricular da Educação Escolar Quilombola deverá


se pautar em ações e práticas político-pedagógicas que visem:

I - a interdisciplinaridade e contextualização na articulação entre os


diferentes campos do conhecimento, por meio do diálogo entre disciplinas
diversas e do estudo e pesquisa de temas da realidade dos estudantes e
de suas comunidades;

Para esclarecer:

Interdisciplinaridade: Refere-se à interdependência de disciplinas pela


necessidade de comunicação entre estas. Por meio da interdisciplinaridade
o conhecimento deixa de ser setorizado para ser algo integrado. De acordo
com as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais para a Educação Básica,
podemos entender que a interdisciplinaridade se refere à abordagem
epistemológica dos objetos de conhecimento.

Contextualização - Trata-se de esclarecer a relevância do conteúdo para


a vida do aluno, para o seu cotidiano. É mostrar que o conteúdo tem
aplicação prática e que transcende a sala de aula, podendo ser utilizado
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para resolução de problemas do dia a dia do educando.

II - a adequação das metodologias pedagógicas às características dos


estudantes, em atenção aos modos próprios de socialização dos
conhecimentos produzidos e construídos pelas comunidades quilombolas ao
longo da' história;

III - as estratégias e metodologias de pesquisa como eixo para a


produção de conhecimentos;

IV - os conhecimentos produzidos no percurso formativo dos


estudantes tornar-se-ão uma fonte para a elaboração e produção
de materiais pedagógicos, contemplando os conteúdos culturais, sociais,
políticos e identitários específicos das comunidades quilombolas.

CAPÍTULO VIII

DA AVALIAÇÃO

Art. 29 - A avaliação, entendida como um dos elementos que compõem


o processo de ensino e aprendizagem deverá garantir o direito do
estudante a ter considerados e respeitados os seus processos
próprios de aprendizagem.

A avaliação de aprendizagem trata-se de uma análise dos conhecimentos


adquiridos por alguém em um período de tempo ou a simples constatação
de que houve, ou não, aprendizagem por parte de um sujeito, etc. Para
Luckesi, 2011, "o objetivo da avaliação da aprendizagem é subsidiar o
ensino e a aprendizagem bem-sucedidos no interior de um projeto
pedagógico".

Art. 30 - A avaliação do processo de ensino e aprendizagem na Educação


Escolar Quilombola deverá considerar:

I - os aspectos qualitativos, diagnósticos, processuais, formativos,


dialógicos e participativos do processo educacional;

II - o direito de aprender dos estudantes;

III - as experiências de vida e as características históricas, políticas,


econômicas e socioculturais das comunidades;

IV - os valores, as dimensões cognitiva, afetiva, lúdica, de


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desenvolvimento físico e motor, dentre outros.

Art. 31 - A Educação Escolar Quilombola desenvolverá práticas de avaliação


que possibilitem o aprimoramento das ações pedagógicas, dos
projetos educativos, da relação com a comunidade, da relação
professor/estudante e da gestão.

CAPÍTULO VII

DA GESTÃO DEMOCRÁTICA

Art. 32 - A Educação Escolar Quilombola deverá atender aos princípios


constitucionais da gestão democrática e ser realizada por meio do
diálogo, parcerias e participação das comunidades quilombolas por
ela atendida.

Art. 33 - A gestão democrática será exercida por meio do diálogo entre a


gestão da escola, a coordenação pedagógica, professores, demais
profissionais da escola, o Colegiado Escolar e as organizações do
movimento quilombola nos níveis local e regional.

Art. 34 - A avaliação coletiva do desempenho da escola, deverá ser


desenvolvida periodicamente, com ampla participação da
comunidade escolar e da comunidade quilombola.

CAPÍTULO IX

DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 35 - A Secretaria de Estado de Educação deve manter em seu


espaço virtual e/ou eletrônico divulgação das ações pedagógicas,
normas, orientações e informações pertinentes à Educação Escolar
Quilombola.

Art. 36 - A composição do quadro de pessoal das Escolas


Quilombolas deverá observar as normas específicas da Secretaria
de Estado de Educação e o disposto na legislação pertinente à
Carreira dos Profissionais da Educação.

Art. 37 - O processo de escolha de servidor ao exercício de cargo de diretor


e à função de vice-diretor de escolas estaduais quilombolas ocorrerá

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mediante processo específico, conforme as normas vigentes da Secretaria.

Art. 38 - Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO, em Belo Horizonte, aos 04


de novembro de 2017.

PUBLICADO EM Macaé

Maria Evaristo dos Santos

Secretária de Estado de Educação

2 5 NOV. 2017

Agora, vamos aos exercícios.

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As questões e seus comentários, fazem parte da aula, pois aprofundam


e complementam os conhecimentos vistos. Além disso, aproveitaremos para
revisar assuntos estudados em outras aulas. Infelizmente há poucas questões
que tratem diretamente do tema abordado, mas tentei incrementar com
questões relacionadas. A última questão já resolvemos na Aula 3, mas a
trouxe por ser pertinente. Infelizmente, não há mais questões da sua banca
que tratem diretamente do tema solicitado no edital.
Como você já sabe, para concursos, praticar resolvendo questões é
fundamental. Então, mãos à obra!

FCC 2016 – ANALISTA AMBIENTAL - PEDAGOGO – SEGEP-MA

1) A Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em unidades


educacionais inscritas em suas terras e cultura, requerendo
pedagogia própria em respeito à especificidade étnico-cultural de
cada comunidade e formação específica de seu quadro docente,
observados os princípios constitucionais, a base nacional e os
princípios que orientam a Educação Básica brasileira.
Amparada na Lei de Diretrizes e Bases − LDB, Lei nº 9.394/1996,

a) cabe a cada instituição da rede pública de ensino incluir ou não


o ensino da História do Povo Afro-Brasileiro.

b) as ações afirmativas do movimento negro torna-se a base para


a organização curricular das escolas quilombolas.

c) a grade curricular das escolas quilombolas deve abranger,


obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e o estudo da
língua materna dos quilombolas.

d) nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos


e particulares, é obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira.

e) é facultativo, no ensino da educação física, a inclusão do


estudo da cultura dos quilombolas, em especial a capoeira.

Resposta: D. Conforme o artigo 26.A da LDB, “nos estabelecimentos de ensino

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fundamental e de ensino médio, públicos e privados, torna-se obrigatório o


estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena”. A letra “a” está errada,
porque o ensino de História do Povo Afro-Brasileiro não é facultativo, e sim
obrigatório. A letra “b” está incorreta, pois, embora seja importante discutir
ações afirmativas na escola, esta não será a base do currículo. De acordo com
os parágrafos do artigo 34 da Resolução nº 8/2012, “§ 1º Os currículos da
Educação Básica na Educação Escolar Quilombola devem ser construídos a
partir dos valores e interesses das comunidades quilombolas em relação aos
seus projetos de sociedade e de escola, definidos nos projetos político-
pedagógicos; § 2º O currículo deve considerar, na sua organização e prática,
os contextos socioculturais, regionais1 e territoriais das comunidades
quilombolas em seus projetos de Educação Escolar Quilombola”. A letra c está
errada, pois, as Diretrizes Curriculares para a Educação Quilombola não
estabelecem esta obrigatoriedade; apenas estipulam no inciso V, do artigo 35,
a obrigatoriedade de “garantir as discussões sobre a identidade, a cultura e a
linguagem, como importantes eixos norteadores do currículo”. A letra “e”, por
sua vez, está incorreta, pois a Resolução nº 8/2012 e a LDB não tratam de
especificidades da matéria de educação física, nem falam no ensino da
capoeira diretamente.

FCC 2016 – ANALISTA AMBIENTAL - PEDAGOGO – SEGEP-MA

2) Os quilombolas têm especificidades relacionadas à região, à


cultura, à religião que os diferenciam entre si e que precisam ser
consideradas na formulação das propostas educacionais.
Na construção do projeto de escola quilombola, é preciso

a) compreender as diferenças de sua capacidade intelectual para


a aprendizagem de determinados conhecimentos escolares.

b) desenvolver práticas de fortalecimento de identidade étnica e


da referência de acesso a direitos.

c) reconhecer os diferentes modos de vida na expressão de uma


cultura limitada e ainda inferior à dos brancos.

d) avaliar os conhecimentos prévios das crianças para poder


elaborar um projeto pedagógico que recupere a falta dos
conhecimentos escolares esperados.

e) redefinir os valores da cultura quilombola para que estes


possam se adaptar aos conhecimentos da escola formal.
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Resposta: B. Nossa! Quantos comentários preconceituosos nesta questão. Só


com esta percepção, já seríamos capazes de encontrar a resposta correta,
veja: a letra “a” fala que os quilombolas têm uma capacidade intelectual
diferente. Como assim?! É claro que isso não é verdade. Quando a norma fala
em reconhecer as especificidades da comunidade quilombola, ela está se
referindo à cultura, tradições, conhecimentos, etc. A letra “c”, por sua vez,
está incorreta por falar que a cultura quilombola é limitada e inferior a dos
brancos. Afirmação absurda, né?! Por isso, errada. Já a letra “d” erra, pois, de
acordo com a norma a proposta pedagógica quilombola deverá sim realizar um
diagnóstico, como deve ocorrer em qualquer escola, deixando claro que, no
caso das propostas pedagógicas quilombolas,
0 precisam considerar, de acordo
com o artigo 32, § 2º: “I - os conhecimentos tradicionais, a oralidade, a
ancestralidade, a estética, as formas de trabalho, as tecnologias e a história de
cada comunidade quilombola; II - as formas por meio das quais as
comunidades quilombolas vivenciam os seus processos educativos cotidianos
em articulação com os conhecimentos escolares e demais conhecimentos
produzidos pela sociedade mais ampla”. A letra “e”, por sua vez, está
incorreta, pois não devemos redefinir os valores da cultura quilombola, pelo
contrário, estes valores devem ser considerados na elaboração da proposta.
Por fim, a letra “b”, nossa resposta, está correta, pois, conforme afirma o
inciso IV do artigo 35, da Resolução nº 8/2012, a proposta curricular
quilombola precisa “promover o fortalecimento da identidade étnico-racial, da
história e cultura afrobrasileira e africana ressignificada, recriada e
reterritorializada nos territórios quilombolas”. Além disso, a norma faz
referência à promoção dos direitos das comunidades quilombolas em diversos
artigos.

CESPE 2017 – PROFESSOR DE NÍVEL SUPERIOR – LÍNGUA BRASILEIRA


DE SINAIS – PREFEITURA DE SÃO LUÍS - MA

3) A Política Nacional da Educação Especial, documento que


apresenta as diretrizes da educação nacional para a inclusão das
pessoas com necessidades especiais,
A. prevê que a formação inicial e continuada do professor deve
contemplar conhecimentos atualizados para o exercício da
docência, voltados para a justiça social.

B. prevê a obrigatoriedade de apresentação de laudo ou relatório


médico ou de especialista para a inclusão das crianças e jovens
com necessidades especiais nas escolas regulares.

C. considera a educação indígena e quilombola uma questão


distinta da questão da educação inclusiva.

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D. aponta que o investimento na formação do professor é


garantia suficiente de modificação do sistema educacional, de
modo a torná-lo inclusivo.

E. prevê a eliminação de barreiras arquitetônicas como


mecanismo obrigatório de acessibilidade ao ambiente escolar,
considerando todos os demais facultativos por serem de caráter
subjetivo.

Resposta: A. A Política Nacional da Educação Especial prevê que a formação


inicial e continuada do professor deve contemplar conhecimentos atualizados
b
para o exercício da docência, voltados para a justiça social. A letra “b” está
incorreta, porque a Política não faz referência à apresentação de laudo ou
relatório médico para a efetuação de matrícula da criança/ jovem especial em
escola regular (escola comum, que todas as crianças, especiais ou não,
frequentam). A opção “c” está errada, pois a Política não considera a educação
indígena e quilombola uma questão distinta, no que se refere à Educação
Especial. Nesse sentido, o Parecer CNE/CEB nº 16/2012 (fundamenta a
Resolução nº 8/2012 - Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação
Escolar Quilombola na Educação Básica) esclarece que “A Educação Especial é
uma modalidade de educação transversal que visa assegurar aos estudantes
com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e com altas
habilidades e superdotação o desenvolvimento da sua potencialidade
socioeducacional em todas as etapas e modalidades da Educação Básica nas
escolas quilombolas e nas escolas que atendem estudantes oriundos de
territórios quilombolas, por meio da oferta de Atendimento Educacional
Especializado (AEE), de acordo com a Resolução CNE/CEB nº 4/2009
(Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na
Educação Básica, modalidade Educação Especial), fundamentado no Parecer
CNE/CEB nº 13/2009”. Além disso, a Resolução nº 8/2012, faz referência à
Educação Especial em diversos artigos. A letra “d”, por sua vez, está errada,
pois, embora a Política Nacional da Educação Especial fale da importância da
formação dos profissionais, ela não diz que isto seria garantia suficiente de
modificação do sistema educacional. Já a “e” está incorreta, pois, embora a
Política preveja a eliminação de barreiras arquitetônicas como mecanismo
obrigatório de acessibilidade ao ambiente escolar, ela fala também na
eliminação de outras barreiras, que dificulte o aprendizado do aluno especial.

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CESPE 2017 – PROFESSOR DE NÍVEL SUPERIOR – LÍNGUA BRASILEIRA


DE SINAIS – PREFEITURA DE SÃO LUÍS - MA

4) De acordo com o texto CB1A1BBB, os quilombolas

A. viveram no único quilombo que resistiu até o final da


escravidão, Palmares.

B. fugiram para os quilombos porque não conseguiam se adaptar


aos modos de vida do Brasil.

C. alimentavam a esperança de reconstituir sua vida na África.

D. criaram juntamente com os indígenas comunidades solidárias


para viver em liberdade.
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E. passaram por um processo de aculturação, adaptando-se à


cultura e aos modos de vida do Brasil.

Resposta: E. Esta é uma questão de interpretação de texto, mas que nos traz
ensinamentos consideráveis sobre os quilombos, por meio do texto e das
alternativas de resposta. O entendimento do que são os quilombos é
fundamental para a compreensão da educação quilombola. Embora o texto nos
indique a alternativa correta, vamos a alguns comentários sobre as demais
alternativas. Quanto à letra “a”, além de o texto não afirmar o que traz a
assertiva, o conteúdo da afirmação realmente não procede, já que no Brasil
existiram e, ainda existem, diversos quilomboas.
3 Nesse sentido, de acordo com
o Parecer CNE/CEB nº 16/2012 e dados da SECADI/MEC, os Estados com
maior número de quilombos são: Maranhão, com 318; Bahia, com 308; Minas
Gerais, com 115; Pernambuco, com 93, e Pará, com 85. Os negros fugiam
para os quilombos por conta dos maus tratos nas Fazendas. Além disso, os
quilombos para os quais fugiam, ficavam no Brasil. Na Venezuela, essas
comunidades eram chamadas de cumbes e na Colômbia e em Cuba, de
palenques. A letra “c”, mesmo que os negros sentissem saudade da vida na
África, conforme o texto afirma seria, para eles, impossível reconstruir as
formas de vida da África. A letra “d”, por sua vez, embora o texto não afirme
isso, há relatos históricos de convivência entre indígenas e negros em alguns
quilombos.

ESAF 2012 – ANALISTA TÉCNICO DE POLÍTICAS SOCIAIS – MPOG

5) Os grupos que compreendem as Comunidades Tradicionais


são:

A. quilombolas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de coco


babaçu, cipozeiros e outros.

B. quilombolas, sindicalistas, ribeirinhos, pescadores,


pesquisadores destes grupos, seringueiros.

C. quilombolas, pescadores, ribeirinhos, sindicalistas, vendedores


ambulantes, rendeiras, quebradeiras de coco babaçu,
cipozeiros.

D. pescadores de rede artesanal, mascates, produtores de cana-


de-açúcar, rendeiras e bordadeiras.

E. apenas quilombolas.

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Resposta: A. De acordo com o artigo 4º, da Resolução nº 8/2012, Art. 4º


Observado o disposto na Convenção 169 da Organização Internacional do
Trabalho (OIT) sobre Povos Indígenas e Tribais, promulgada pelo Decreto nº
5.051, de 19 de abril de 2004, e no Decreto nº 6.040, de 7 de fevereiro de
2007, que institui a Política Nacional de Desenvolvimento Sustentável dos
Povos e Comunidades Tradicionais, os quilombolas entendidos como povos ou
comunidades tradicionais, são: I - grupos culturalmente diferenciados e que
se reconhecem como tais; II - possuidores de formas próprias de organização
social; III - detentores de conhecimentos, tecnologias, inovações e práticas
gerados e transmitidos pela tradição; IV - ocupantes e usuários de territórios e
recursos naturais como condição para sua reprodução cultural, social, religiosa,
ancestral e econômica”. Nesse sentido, o artigo 5º especifica que “observado o
disposto no art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e no
Decreto nº 6.040/2007, os territórios tradicionais são: I - aqueles nos quais
vivem as comunidades quilombolas, povos indígenas, seringueiros,
castanheiros, quebradeiras de coco babaçu, ribeirinhos, faxinalenses e
comunidades de fundo de pasto, dentre outros.

FGV 2016 – PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL II E MÉDIO –


SME/SP

6) Mesmo passados mais de 120 anos da sanção da Lei Áurea,


decisões de organismos governamentais, para atender às
demandas territoriais no país, são conflitantes e mesmo
contraditórias, como no caso dos quilombos. Com relação ao
trecho acima, analise as afirmativas a seguir.

I. Há um deliberado esquecimento das comunidades e dos


territórios derivados de antigos quilombos, sítio geográfico
estratégico onde se agrupavam pessoas de origem africana.

II. A situação dos quilombos contemporâneos, apesar das


disposições constitucionais de 1988, tem sido tratada com ações
episódicas e fragmentárias.

III. Os quilombos são associados a algo do passado, como se não


fizessem parte da vida nacional contemporânea.

Está correto o que se afirma em

A.I, apenas.
B.II, apenas.

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C.I e III, apenas


D.II e III, apenas.
E.I, II e III.

Resposta: E. Todas estão corretas. Embora as normas educacionais tragam


diversas orientações para o atendimento adequado das comunidades
quilombolas, isso não ocorre em todas as áreas. Além disso, mesmo na
educação, infelizmente, na prática, poucas ações efetivas são realizadas
visando o atendimento das necessidades dessas comunidades.

FUMARC 2012 – PROFESSOR DE EDUCAÇÃO BÁSICA – HISTÓRIA –


==10ba3==

PREFEITURA MUNICIPAL DE PARACATU - MG

7) A partir da promulgação da Lei 11.645 em março de 2008,


institui-se a obrigatoriedade do ensino da “História e Cultura
Afro-Brasileira e Indígena” nas escolas. Dentre as motivações
que explicam a promulgação dessa lei está:

a) a compreensão das relações harmoniosas estabelecidas entre


brancos, indígenas e negros na história brasileira.

b) a necessidade da abordagem folclorizada e pitoresca do legado


deixado por índios e africanos na cultura brasileira.

c) a prioridade de construção de um currículo adequado


exclusivamente às escolas indígenas e de comunidades
quilombolas.

d) o esforço para fortalecer a política nacional de educação


voltada para a igualdade étnico-racial.

Resposta: D. A motivação, apresentada na questão, que explica a promulgação


da Lei 11.645 em março de 2008 é a descrita no item “d”. A assertiva “a” está
errada, pois, infelizmente as relações estabelecidas entre brancos, indígenas e
negros, no geral, não foram harmoniosas como afirmado no item. A “b” está
errada, pois, de acordo com a Lei nº 11.645/2008, o conteúdo programático de
História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena incluirá diversos aspectos da
história e da cultura que caracterizam a formação da população brasileira,
devendo ser explorado em todo o currículo, e não apenas aspectos folclóricos e
pitorescos. Já a “c” está incorreta, pois a lei especificada, não visa a
construção de um currículo adequado exclusivamente às escolas indígenas e de

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comunidades quilombolas. Aliás, de acordo com o artigo 41 da LDB, “a


Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em unidades educacionais
inscritas em suas terras e cultura, requerendo pedagogia própria em respeito à
especificidade étnico-cultural de cada comunidade e formação específica de seu
quadro docente, observados os princípios constitucionais, a base nacional
comum e os princípios que orientam a Educação Básica brasileira”.

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Seguem as questões vistas nesta aula, sem os comentários, para você


praticar e ver se, realmente, conseguiu absorver o conteúdo. Hora de praticar!

FCC 2016 – ANALISTA AMBIENTAL - PEDAGOGO – SEGEP-MA

1) A Educação Escolar Quilombola é desenvolvida em unidades


educacionais inscritas em suas terras e cultura, requerendo
pedagogia própria em respeito à especificidade étnico-cultural de
cada comunidade e formação específica de seu quadro docente,
observados os princípios constitucionais, a base nacional e os
princípios que orientam a Educação Básica brasileira.
Amparada na Lei de Diretrizes e Bases − LDB, Lei nº 9.394/1996,

a) cabe a cada instituição da rede pública de ensino incluir ou não


o ensino da História do Povo Afro-Brasileiro.

b) as ações afirmativas do movimento negro torna-se a base para


a organização curricular das escolas quilombolas.

c) a grade curricular das escolas quilombolas deve abranger,


obrigatoriamente, o estudo da língua portuguesa e o estudo da
língua materna dos quilombolas.

d) nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, públicos


e particulares, é obrigatório o ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira.

e) é facultativo, no ensino da educação física, a inclusão do


estudo da cultura dos quilombolas, em especial a capoeira.

FCC 2016 – ANALISTA AMBIENTAL - PEDAGOGO – SEGEP-MA

2) Os quilombolas têm especificidades relacionadas à região, à


cultura, à religião que os diferenciam entre si e que precisam ser
consideradas na formulação das propostas educacionais.
Na construção do projeto de escola quilombola, é preciso

a) compreender as diferenças de sua capacidade intelectual para

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a aprendizagem de determinados conhecimentos escolares.

b) desenvolver práticas de fortalecimento de identidade étnica e


da referência de acesso a direitos.

c) reconhecer os diferentes modos de vida na expressão de uma


cultura limitada e ainda inferior à dos brancos.

d) avaliar os conhecimentos prévios das crianças para poder


elaborar um projeto pedagógico que recupere a falta dos
conhecimentos escolares esperados.

e) redefinir os valores da cultura quilombola para que estes


possam se adaptar aos conhecimentos da escola formal.

CESPE 2017 – PROFESSOR DE NÍVEL SUPERIOR – LÍNGUA BRASILEIRA


DE SINAIS – PREFEITURA DE SÃO LUÍS - MA

3) A Política Nacional da Educação Especial, documento que


apresenta as diretrizes da educação nacional para a inclusão das
pessoas com necessidades especiais,
A. prevê que a formação inicial e continuada do professor deve
contemplar conhecimentos atualizados para o exercício da
docência, voltados para a justiça social.

B. prevê a obrigatoriedade de apresentação de laudo ou relatório


médico ou de especialista para a inclusão das crianças e jovens
com necessidades especiais nas escolas regulares.

C. considera a educação indígena e quilombola uma questão


distinta da questão da educação inclusiva.

D. aponta que o investimento na formação do professor é


garantia suficiente de modificação do sistema educacional, de
modo a torná-lo inclusivo.

E. prevê a eliminação de barreiras arquitetônicas como


mecanismo obrigatório de acessibilidade ao ambiente escolar,
considerando todos os demais facultativos por serem de caráter
subjetivo.

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4) De acordo com o texto CB1A1BBB, os quilombolas

A. viveram no único quilombo que resistiu até o final da


escravidão, Palmares.

B. fugiram para os quilombos porque não conseguiam se adaptar


aos modos de vida do Brasil.

C. alimentavam a esperança de reconstituir sua vida na África.

D. criaram juntamente com os indígenas comunidades solidárias


para viver em liberdade.
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E. passaram por um processo de aculturação, adaptando-se à


cultura e aos modos de vida do Brasil.

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5) Os grupos que compreendem as Comunidades Tradicionais


são:

F. quilombolas, pescadores, ribeirinhos, quebradeiras de coco


babaçu, cipozeiros e outros.

G. quilombolas, sindicalistas, ribeirinhos, pescadores,


pesquisadores destes grupos, seringueiros.

H. quilombolas, pescadores, ribeirinhos, sindicalistas, vendedores


ambulantes, rendeiras, quebradeiras de coco babaçu,
cipozeiros.

I. pescadores de rede artesanal, mascates, produtores de cana-


de-açúcar, rendeiras e bordadeiras.

J. apenas quilombolas.

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SME/SP

6) Mesmo passados mais de 120 anos da sanção da Lei Áurea,


decisões de organismos governamentais, para atender às
demandas territoriais no país, são conflitantes e mesmo
contraditórias, como no caso dos quilombos. Com relação ao
trecho acima, analise as afirmativas a seguir.

I. Há um deliberado esquecimento das comunidades e dos


territórios derivados de antigos quilombos, sítio geográfico
estratégico onde se agrupavam pessoas de origem africana.

II. A situação dos quilombos contemporâneos, apesar das


disposições constitucionais de 1988, tem sido tratada com ações
episódicas e fragmentárias.

III. Os quilombos são associados a algo do passado, como se não


fizessem parte da vida nacional contemporânea.
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Está correto o que se afirma em

A.I, apenas.
B.II, apenas.
C.I e III, apenas
D.II e III, apenas.
E.I, II e III.

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7) A partir da promulgação da Lei 11.645 em março de 2008,


institui-se a obrigatoriedade do ensino da “História e Cultura
Afro-Brasileira e Indígena” nas escolas. Dentre as motivações
que explicam a promulgação dessa lei está:

a) a compreensão das relações harmoniosas estabelecidas entre


brancos, indígenas e negros na história brasileira.

b) a necessidade da abordagem folclorizada e pitoresca do legado


deixado por índios e africanos na cultura brasileira.

c) a prioridade de construção de um currículo adequado


exclusivamente às escolas indígenas e de comunidades
quilombolas.

d) o esforço para fortalecer a política nacional de educação


voltada para a igualdade étnico-racial.

1 – D
2 – B
3 – A
4 – E
5 – A
6 – E
7 – D

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Bons estudos!

Até a próxima!

Principais fontes:

RESOLUÇÃO SEE Nº 3.658/2017

Em caso de dúvidas:

Aguardo-lhe na próxima aula.


Bons estudos!

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