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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS HUMANAS – CAMPUS I


PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ESTUDOS DE LINGUAGENS

NOME DO ALUNO

LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL

CIDADE
ANO

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SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .............................................................................................. 03
2 REGRA 01: USO PROIBITIVO: Uso da vírgula .......................................... 04
3 REGRA 02: USO OBRIGATÓRIO – ADJUNTO ADVERBIAL ..................... 07
4 REGRA 02: USO OBRIGATÓRIO – CONJUNÇÃO ..................................... 08
5 REGRA 02: USO OBRIGATÓRIO – APOSTO ............................................. 12
REFERÊNCIAS ................................................................................................ 13

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1 INTRODUÇÃO

O presente estudo tem a função de demonstrar as variações linguísticas,


cuja ocorrência de dá na internet, destoantes daquelas propostas pela norma
culta da língua portuguesa. Em suma, foram extraídos textos de uma página de
internet e, posteriormente, analisados sob a ótica a língua portuguesa.

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2 REGRA 01: USO PROIBITIVO: Uso da vírgula

Ao se discorrer sobre o uso correto da vírgula, Pasquale (2008), observa


que é um dos casos mais problemáticos para quem escreve. O quadro abaixo
apresenta os principais erros cometidos e as regras a serem observadas.

Quadro 01: Uso de Vírgula

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Fonte: Manual de Redação da Folha de S. Paulo (2018)

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Figura 01: Frase incorreta 01

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xmmJlZla4tQ

A frase ficaria devidamente escrita, segundo as normas cultas da língua


portuguesa:
“Oh, essas pessoas falam mal do Pablo. De que adianta vocês falarem
mal? Não estão ganhando nada. E se ele escolheu ser dessa forma, azar dele.
Até por que ninguém tem nada a ver com isso. ”

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3 REGRA 02: USO OBRIGATÓRIO – ADJUNTO ADVERBIAL

Conforme Cunha e Cintra (2008, p.165), entende-se que adjunto


adverbial é o termo que apresenta valor adverbial e que denota alguma
circunstância do fato expresso pelo verbo, ou ressalta o sentido deste, de um
adjetivo, ou de um advérbio. Observa-se que o emprego do adjunto adverbial
tem valor acessório, em outras palavras, não é indispensável para a
compreensão do enunciado. A figura abaixo destaca a aplicação incorreta de
acentuação e gramática no caso prático.

Figura 02: Frase incorreta 02

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xmmJlZla4tQ

A escrita da frase acima, segundo as normas cultas da língua


portuguesa, deveria dispor da seguinte maneira:
Inveja mata! Deixem o Pablo trabalhar e se preocupem com a violência
e corrupção do Brasil, onde ninguém respeita ninguém, e a vida das pessoas
vale nada. Pablo não está matando, roubando ou prostituindo-se. Ele só quer
trabalhar, seus invejosos. Bem que gostariam de estar no lugar dele, seus
preconceituosos. Isso sim é bizarro e desafinado. Vocês não têm espelho em
casa?

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4 REGRA 02: USO OBRIGATÓRIO – CONJUNÇÃO

A conjunção é um relevante elemento de conexão entre as orações, pois


é uma palavra invariável que liga duas orações ou dois termos semelhantes de
uma mesma oração. Para melhor entendimento, as conjunções se dividem em
subclassificações, quais sejam:
a) Conjunções coordenadas
As conjunções coordenativas, estabelecem uma ligação entre as
orações coordenadas. Todavia, destaca-se que tais orações não dependem
sintaticamente de outras outras, assim como também ligam termos que têm a
mesma função gramatical (PASQUALE, 2008).
As conjunções coordenativas recebem o mesmo nome dos tipos de
orações coordenadas sindéticas, a saber:
Conjunções aditivas - expressam soma.
Conjunções adversativas - expressam oposição.
Conjunções alternativas - expressam alternância.
Conjunções conclusivas - expressam conclusão.
Conjunções explicativas - expressam explicação (PASQUALE, 2008).

Quadro 02: Tipos de Conjunção

Fonte: PASQUALE (2008)

b) Locução conjuntiva
Existe, também, a locução conjuntiva, que acontece quando duas ou
mais palavras exercem a função de conjunção. Como os casos de: ainda que,
desde que, assim que, uma vez que, antes que, logo que.

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c) Conjunções subordinativas
Tais conjunções são os termos que ligam duas orações sintaticamente
dependentes. É o contexto da frase o que determina o tipo de relação
estabelecida pela conjunção, portanto o contexto é fundamental. Explica-se que
as conjunções não têm a função sintática na oração e são ligadas somente pelos
conectivos (PASQUALE, 2008). As conjunções subordinativas dividem-se em:
causais, concessivas, condicionais, comparativas, finais, proporcionais,
temporais, comparativas, consecutivas e integrantes, conforme observa-se na
tabela abaixo:

Tabela 01: Conjunções Subordinativas


Tipos Conjunções Exemplos
Porque, pois, porquanto, como (no sentido de
Estava bem porque
Causais porque), pois que, por isso que, á que, uma vez que,
dormi.
visto que, visto como, que
Embora, conquanto, ainda que, mesmo que, posto
Embora ficasse calma,
Concessivas que, bem que, se bem que , apesar de que, nem que,
sempre tremia.
que.
Se, caso, quando, conquanto que, salvo se, sem que, Se tivesse viva, não a
Condicionais
dado que, desde que, a menos que, a não ser que. reconheceria.
Conforme, como (no sentido de conforme), segundo, Aflita como coração de
Conformativas
consoante. mãe.
Para que, a fim de que, porque (no sentido de que), É tarde para
Finais
que. que reverta o estrago.
À medida que, ao passo que, à proporção que,
enquanto, quanto mais... (no sentido de mais),
quanto mais... (no sentido de tanto mais), quanto Não gostava de João,
Proporcionais mais... (no sentido de menos), quanto menos... (no quanto mais de
sentido de menos), quanto menos... (no sentido de Margarida.
tanto menos), quanto menos (no sentido de mais),
quanto menos (tanto mais).
Desaprovou o
Quando, antes que, depois que, até que, logo que, comportamento do
Temporais sempre que, assim que, desde que, todas as vezes marido assim que
que, cada vez que, apenas, mal, que (desde que). soube do
acontecimento.
Que, do que (usado depois de mais, menos, maior,
As ideias chegavam
Comparativas menor, melhor, pior)
como entrega rápida.
Qual (usado depois de tal)
Os fatos eram tão
Que (precedido de tão, tal, tanto), De modo que, De
Consecutivas inusitados que tentou
maneira que
escapar.
A verdade é que te
Integrantes que e se.
adoro.

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d) Conjunções Causais
São aquelas que expressam uma oração subordinada que denota
causa.
e) Conjunções concessivas
São as conjunções que indicam uma oração em que se admite um fato
contrário à ação principal, mas incapaz de impedi-la
f) Conjunções condicionais
Iniciam uma oração subordinada em que é indicada uma hipótese ou
uma condição necessária para que seja realizada ou não o fato principal.
g) Conjunções conformativas
São chamadas conjunções conformativas aquelas que iniciam uma
oração subordinada em que se exprime a conformidade de um pensamento com
o da oração principal.
h) Conjunções finais
As conjunções finais iniciam uma oração subordinada indicando a
finalidade da oração principal.
i) Conjunções proporcionais
As conjunções proporcionais iniciam uma oração subordinada em que
mencionamos um fato realizado para realizar-se simultaneamente com o da
oração principal.
j) Conjunções temporais
As conjunções temporais são aquelas que indicam uma oração
subordinada indicadora de circunstância de tempo.
k) Conjunções comparativas
São aquelas que iniciam uma oração que encerra o segundo integrante
de uma comparação, de um confronto.
l) Conjunções consecutivas
São conjunções consecutivas aquelas que iniciam uma oração na qual
é indicada a consequência do que foi declarado na oração anterior.
m) Conjunções integrantes
São as conjunções utilizadas para introduzir a oração que atua como
sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo, complemento nominal ou
aposto de outra oração. Saiba mais: Entenda as orações subordinadas
substantivas (PASQUALE, 2008).

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A figura abaixo aponta para os erros de conjunção em um comentário
postado na internet.

Figura 03: Frase incorreta 03

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xmmJlZla4tQ

A frase estaria melhor escrita:


“Amor, você é um garoto abençoado. Tenha certeza que não foi aí que
te reconheceram. Hoje o mercado midiático é muito exigente, mas você é um
garoto iluminado, tudo em sua vida dará certo. É carma! É de nascimento!
Espero de coração que seu sucesso não seja temporário como tantos outros”.

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5 REGRA 02: USO OBRIGATÓRIO – APOSTO

O aposto é um termo acessório da oração. Em outras palavras, trata-se


de um termo não exigido sintaticamente por outro elemento da mesma oração
para completar o sentido (BECHARA, 1966).
O aposto, normalmente, é o termo responsável por trazer detalhes,
explicar com maior clareza ou precisão, dar outras referências ao nome ao qual
se refere. Quanto à forma, é comumente utilizado entre vírgulas e seguido do
nome ao qual se refere. Porém, há outras formas com que o aposto pode
aparecer na oração. Ainda, é utilizado para explicação mediante dois pontos
(BECHARA, 1966).
Algumas formas menos explícitas podem apresentar o aposto em uma
oração, onde é reconhecimento pelo significado que traz à frase de detalhar um
elemento da oração. A figura abaixo destaca a colocação incorreta de aposto na
oração produzida (BECHARA, 1966).

Figura 04: Frase incorreta 04

Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=xmmJlZla4tQ

A frase, de acordo com as normas cultas, deveria ser escrita da seguinte


forma:
“Lixo puro! Não canta e nunca cantou, tampouco saberá cantar. Está
apreendido demônio, em nome de Jesus, está quebrada toda maldição”.

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REFERÊNCIAS

BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. São Paulo, Nacional


1966.

CUNHA, Celso; CINTRA, Luís F. Lindley. Adjunto Adverbial. In: ___ Nova
gramática do português contemporâneo. 5.ed. Rio de Janeiro: Lexikon, 2008, p.
165-169.

MANUAL DE REDAÇÃO DA FOLHA DE S. PAULO, 2018. Disponível em:


<www.folhadesaopaulo.com.br>. Acesso em: 10 de março de 2018.

PASQUALE, C. n. Gramática da Língua Portuguesa. São Paulo, Scipione, 2008.

YOUTUBE. Pabllo Vittar antes da fama. (Pabllo Vittar antes da fama cantando
Michael Jackson), 2017. Disponível em: <
https://www.youtube.com/watch?v=xmmJlZla4tQ>. Aceso em: 10 de março de
2018.

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