Você está na página 1de 241

MARINHA DO BRASIL

Oficiais Temporários:

Áreas de Apoio à Saúde, Técnica, Técnica-Magistério e de Engenharia

Apostila de Acordo com o Edital de Abertura

NB065-2017

Apoio à Saúde, Técnica, Técnica-Magistério e de Engenharia Apostila de Acordo com o Edital de Abertura

DADOS DA OBRA

Título da obra: Marinha do Brasil

Cargo: Oficiais Temporários: Áreas de Apoio à Saúde, Técnica, Técnica-Magistério e de Engenharia

(Baseado na Apostila de Acordo com o Edital de Abertura)

• Língua Portuguesa

• Organização Básica da Marinha • Legislação Militar-Naval • Tradições Navais

• Relações Humanas e Liderança • História Naval

Gestão de Conteúdos Emanuela Amaral de Souza

Diagramação Elaine Cristina Igor de Oliveira Camila Lopes

Produção Editoral Suelen Domenica Pereira

Capa Joel Ferreira dos Santos

Editoração Eletrônica Marlene Moreno

Produção Editoral Suelen Domenica Pereira Capa Joel Ferreira dos Santos Editoração Eletrônica Marlene Moreno

APRESENTAÇÃO

PARABÉNS! ESTE É O PASSAPORTE PARA SUA APROVAÇÃO.

A Nova Concursos tem um único propósito: mudar a vida das pessoas.

Vamos ajudar você a alcançar o tão desejado cargo público. Nossos livros são elaborados por professores que atuam na área de Concursos Públicos. Assim a

matéria é organizada de forma que otimize o tempo do candidato. Afinal corremos contra o tempo, por isso a preparação é muito importante. Aproveitando, convidamos você para conhecer nossa linha de produtos “Cursos online”, conteúdos preparatórios e por edital, ministrados pelos melhores professores do mercado. Estar à frente é nosso objetivo, sempre. Contamos com índice de aprovação de 87%*.

O que nos motiva é a busca da excelência. Aumentar este índice é nossa meta.

Acesse www.novaconcursos.com.br e conheça todos os nossos produtos. Oferecemos uma solução completa com foco na sua aprovação, como: apostilas, livros, cursos on- line, questões comentadas e treinamentos com simulados online. Desejamos-lhe muito sucesso nesta nova etapa da sua vida! Obrigado e bons estudos!

*Índice de aprovação baseado em ferramentas internas de medição.

CURSO ONLINE

baseado em ferramentas internas de medição. CURSO ONLINE PASSO 1 Acesse: www.novaconcursos.com.br/passaporte PASSO 2

PASSO 1 Acesse: Acesse:

www.novaconcursos.com.br/passaporte

PASSO 2 Digite o código do produto no campo indicado no site. O código encontra-se no verso Digite o código do produto no campo indicado no site. O código encontra-se no verso da capa da apostila. *Utilize sempre os 8 primeiros dígitos. Ex: FV054-17

PASSO 3 Pronto! Você já pode acessar os conteúdos online. Pronto! Você já pode acessar os conteúdos online.

*Utilize sempre os 8 primeiros dígitos. Ex: FV054-17 PASSO 3 Pronto! Você já pode acessar os

SUMÁRIO

Língua Portuguesa

GRAMÁTICA - Sistema ortográfico em vigor: emprego das letras, acentuação gráfica e uso do sinal indicador de crase;

Morfossintaxe: estrutura e formação de palavras; Classes de palavras e valores sintáticos; Flexão (nominal e verbal); Frase, oração, período; Estrutura da frase; A ordem de colocação dos termos na frase; Pontuação; Relações de sentido na construção do período; Concordância (nominal e verbal); Regência (nominal e verbal); Colocação pronominal; As

relações de sentido na construção do texto: denotação, conotação; ambiguidade e

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - Leitura e análise de textos; Os propósitos do autor e suas implica- ções na organização do texto; informações implícitas e explícitas; Tipologia textual e gêneros discursivos; Os fatores

determinantes da textualidade: coesão, coerência, intencionalidade; aceitabilidade; situacionalidade; informatividade e

intertextualidade; Variação linguística: as várias normas e a variedade padrão; Processos argumentativos

01

50

Organização Básica da Marinha

Forças Armadas (FFAA) – Missão constitucional; Hierarquia e disciplina; e Comandante Supremo das Forças

01

Normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas – Disposições preliminares; Destinação

e atribuições; Assessoramento ao Comandante Supremo; Organização das Forças Armadas; Direção Superior das

Forças

Estratégia Nacional de Defesa – Estratégia Nacional de Defesa e Estratégia Nacional de Desenvolvimento; Natureza

e âmbito da Estratégia Nacional de Defesa; Diretrizes da Estratégia Nacional de Defesa; A Marinha do Brasil: a

hierarquia dos objetivos estratégicos e táticos

03

05

Bibliografia Sugerida

BRASIL. Presidência da República. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Título V. Promulgada em

5 de outubro de 1988. Diário Oficial da União

Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, alterada pela Lei Complementar nº 117, de 2 de setembro de

2004 e pela Lei Complementar nº 136, de 25 de agosto de 2010. Dispõe sobre as normas gerais para a organização,

o preparo e o emprego das Forças Armadas. Capítulos I e II. Brasília, 1999. Diário Oficial da

Decreto nº 6.703, de 18 de dezembro de 2008. Aprova a Estratégia Nacional de Defesa. Capítulo 1 (Formulação

Sistemática). Brasília, 2008. Diário Oficial da União

01

03

05

Legislação Militar-Naval

Estatuto dos Militares – Hierarquia Militar e disciplina; Cargos e Funções militares; Valor e ética militar; Compromisso, comando e subordinação; Violação das obrigações e deveres militares; Crimes militares; Contravenções ou transgres-

sões

01

Bibliografia Sugerida

BRASIL. Lei nº 6.880, de 9 dezembro de 1980 e suas posteriores alterações. Estatuto dos Militares. Títulos I e II. Brasília,

1980. Diário Oficial da

01

1980 e suas posteriores alterações. Estatuto dos Militares. Títulos I e II. Brasília, 1980. Diário Oficial

SUMÁRIO

Tradições Navais

Tradições da Marinha do Brasil – Introdução;

01

Semelhanças entre as Marinhas;

01

Conhecendo o Navio: Navios e Barcos, o Navio, Características do Navio, A Flâmula de Comando, Posições Relativas

a Bordo, Câmara, Camarotes e Afins, Praças e Cobertas, Praça D’Armas, A Tolda à Ré, Agulha e Bússola, Corda e

Cabo;

01

A Gente de Bordo: A Hierarquia Naval e A Hierarquia da Marinha Mercante;

04

A Organização de Bordo: Organização por Quartos e Divisões de Serviço, O Pessoal de Serviço, O Sino de Bordo, As

Fainas, A Presidência das Refeições a Bordo; Cerimonial de Bordo: saudar o Pavilhão, Saudar o Comandante, Saudar o Imediato, Saudação entre militares, Saudação com espada, O Cerimonial da Bandeira, Bandeira a Meio-Pau, Saudação de Navios Mercantes e Resposta. A salva – saudação com canhões, Os Postos de Continência, Vivas, Vivas de Apito,

06

Cerimonial de Recepção e Despedida;

Uniformes e seus acessórios: Os Uniformes, Gorro de Fita, O Apito Marinheiro, Alamares, Condecorações e Meda-

lhas;

10

Algumas Expressões Corriqueiras: “Safo”, “Onça”, “Safa Onça”, “Pegar”, “Rosca Fina”, “Voga Larga” e “Voga Pica-

da”

12

Bibliografia Sugerida

Tradições da Marinha do Brasil

12

Relações Humanas e Liderança

Doutrina de Liderança da Marinha – Chefia e Liderança; Aspectos Fundamentais da Liderança; Estilos de Liderança;

01

Seleção de Estilos de Liderança; Fatores da Liderança; Atributos de um Líder; Níveis de Liderança

Bibliografia Sugerida

BRASIL. Marinha do Brasil. Estado-Maior da Armada. EMA-137 – Doutrina de Liderança da Marinha. Capítulo 1, rev. 1.

01

Brasília, 2013

Brasil. Estado-Maior da Armada. EMA-137 – Doutrina de Liderança da Marinha. Capítulo 1, rev. 1. 01

SUMÁRIO

História Naval

A História da Navegação: Os navios de madeira: construindo embarcações e navios; O desenvolvimento dos navios

portugueses; O desenvolvimento da navegação oceânica: os instrumentos e as cartas de marear; A vida a bordo dos

navios veleiros

A Expansão Marítima Europeia e o Descobrimento do Brasil: Fundamentos da organização do Estado português e a

01

expansão ultramarina: Lusitânia; Ordens militares e religiosas; O papel da nobreza; A importância do mar na formação

de Portugal; Desenvolvimento econômico e social; A descoberta do Brasil;

02

O reconhecimento da costa brasileira: A expedição de 1501/1502;

06

A expedição de 1502/1503;

06

A expedição de 1503/1504;

06

As expedições guarda-costas;

06

A

expedição colonizadora de Martim Afonso de

06

Invasões Estrangeiras ao Brasil: Invasões francesas no Rio de Janeiro e no Maranhão: Rio de Janeiro; Maranhão; Invasores na foz do Amazonas: Invasões holandesas na Bahia e em Pernambuco: Holandeses na Bahia; A ocupação do

Nordeste brasileiro; A insurreição em Pernambuco; A derrota dos holandeses em Recife; Corsários franceses no Rio de

07

Janeiro no século XVIII; Guerras, tratados e limites no Sul do Brasil

Formação da Marinha Imperial Brasileira: A vinda da Família Real; Política externa de D. João e a atuação da Marinha:

a conquista de Caiena e a ocupação da Banda Oriental: A Banda Oriental; A Revolta Nativista de 1817 e a atuação

da Marinha; Guerra de independência; Elevação do Brasil a Reino Unido; O retorno de D. João VI para Portugal; A

Independência; A Formação de uma Esquadra Brasileira; Operações Navais; Confederação do Equador

13

A

Atuação da Marinha nos Conflitos da Regência e do Início do Segundo Reinado

17

Conflitos internos; Cabanagem;

19

Guerra dos Farrapos;

19

Sabinada;

19

Balaiada;

19

Revolta Praieira;

20

Conflitos externos; Guerra Cisplatina;

20

Guerra contra Oribe e

23

A Atuação da Marinha na Guerra da Tríplice Aliança contra o Governo do Paraguai: O bloqueio do Rio Paraná e a

Batalha Naval do Riachuelo; Navios encouraçados e a invasão do Paraguai; Curuzu e Curupaiti; Caxias e Inhaúma; Passagem de Curupaiti; Passagem de Humaitá; O recuo das forças paraguaias; O avanço aliado e a Dezembrada; A

24

A Marinha na República: Primeira Guerra Mundial: Antecedentes; O preparo do Brasil; A Divisão Naval em Operações de

ocupação de Assunção e a fase final da

Guerra; O Período entre Guerras; A situação em 1940; Segunda Guerra mundial: Antecedentes; Início das hostilidades

e ataques aos nossos navios mercantes; A Lei de Empréstimo e Arrendamento e modernizações de nossos meios e

29

defesa ativa da costa brasileira; Defesas Locais; Defesa Ativa; A Força Naval do Nordeste; E o que ficou?

O

Emprego Permanente do Poder Naval: O Poder Naval na guerra e na paz: Classificação; A percepção do Poder Naval;

O

emprego permanente do Poder Naval

39

Naval na guerra e na paz: Classificação; A percepção do Poder Naval; O emprego permanente do

LÍNGUA PORTUGUESA

GRAMÁTICA - Sistema ortográfico em vigor: emprego das letras, acentuação gráfica e uso do sinal indicador de crase;

Morfossintaxe: estrutura e formação de palavras; Classes de palavras e valores sintáticos; Flexão (nominal e verbal); Frase, oração, período; Estrutura da frase; A ordem de colocação dos termos na frase; Pontuação; Relações de sentido na construção do período; Concordância (nominal e verbal); Regência (nominal e verbal); Colocação pronominal; As

relações de sentido na construção do texto: denotação, conotação; ambiguidade e

COMPREENSÃO E INTERPRETAÇÃO DE TEXTO - Leitura e análise de textos; Os propósitos do autor e suas implica- ções na organização do texto; informações implícitas e explícitas; Tipologia textual e gêneros discursivos; Os fatores

determinantes da textualidade: coesão, coerência, intencionalidade; aceitabilidade; situacionalidade; informatividade e

intertextualidade; Variação linguística: as várias normas e a variedade padrão; Processos argumentativos

01

50

intertextualidade; Variação linguística: as várias normas e a variedade padrão; Processos argumentativos 01 50

LÍNGUA PORTUGUESA

Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos de origem
Escreve-se com C ou Ç e não com S e SS os vocábulos
de origem árabe: cetim, açucena, açúcar
*os vocábulos de origem tupi, africana ou exótica: cipó,
Juçara, caçula, cachaça, cacique
*os sufixos aça, aço, ação, çar, ecer, iça, nça, uça, uçu,
uço: barcaça, ricaço, aguçar, empalidecer, carniça, caniço,
esperança, carapuça, dentuço
*nomes derivados do verbo ter: abster - abstenção /
deter - detenção / ater - atenção / reter - retenção
*após ditongos: foice, coice, traição
*palavras derivadas de outras terminadas em te, to(r):
marte - marciano / infrator - infração / absorto - absorção
O
fonema z:
Escreve-se com S e não com Z:
ORTOGRAFIA
A ortografia é a parte da língua responsável pela grafia
correta das palavras. Essa grafia baseia-se no padrão culto da
língua.
As palavras podem apresentar igualdade total ou parcial
no que se refere a sua grafia e pronúncia, mesmo tendo sig-
nificados diferentes. Essas palavras são chamadas de homôni-
mas (canto, do grego, significa ângulo / canto, do latim, sig-
nifica música vocal). As palavras homônimas dividem-se em
homógrafas, quando têm a mesma grafia (gosto, substantivo
e gosto, 1ª pessoa do singular do verbo gostar) e homófonas,
quando têm o mesmo som (paço, palácio ou passo, movimen-
to durante o andar).
Quanto à grafia correta em língua portuguesa, devem-se
observar as seguintes regras:
*os sufixos: ês, esa, esia, e isa, quando o radical é subs-
tantivo, ou em gentílicos e títulos nobiliárquicos: freguês,
freguesa, freguesia, poetisa, baronesa, princesa, etc.
*os sufixos gregos: ase, ese, ise e ose: catequese, me-
tamorfose.
*as formas verbais pôr e querer: pôs, pus, quisera, quis,
quiseste.
*nomes derivados de verbos com radicais terminados
em “d”: aludir - alusão / decidir - decisão / empreender -
empresa / difundir - difusão
*os diminutivos cujos radicais terminam com “s”: Luís -
Luisinho / Rosa - Rosinha / lápis - lapisinho
*após ditongos: coisa, pausa, pouso
*em verbos derivados de nomes cujo radical termina
com “s”: anális(e) + ar - analisar / pesquis(a) + ar - pesquisar
Escreve-se com Z e não com S:
O fonema s:
Escreve-se com S e não com C/Ç as palavras substanti-
vadas derivadas de verbos com radicais em nd, rg, rt, pel, corr
e sent: pretender - pretensão / expandir - expansão / ascender
*os sufixos “ez” e “eza” das palavras derivadas de adje-
tivo: macio - maciez / rico - riqueza
*os sufixos “izar” (desde que o radical da palavra de
origem não termine com s): final - finalizar / concreto - con-
cretizar
*como consoante de ligação se o radical não terminar
com s: pé + inho - pezinho / café + al - cafezal ≠ lápis +
inho - lapisinho
O
fonema j:
- ascensão / inverter - inversão / aspergir aspersão / submergir
- submersão / divertir - diversão / impelir - impulsivo / compelir
Escreve-se com G e não com J:
compulsório / repelir - repulsa / recorrer - recurso / discorrer -
discurso / sentir - sensível / consentir - consensual
-
Escreve-se com SS e não com C e Ç os nomes derivados
dos verbos cujos radicais terminem em gred, ced, prim ou com
verbos terminados por tir ou meter: agredir - agressivo / impri-
mir - impressão / admitir - admissão / ceder - cessão / exceder
*as palavras de origem grega ou árabe: tigela, girafa,
gesso.
*estrangeirismo, cuja letra G é originária: sargento, gim.
*as terminações: agem, igem, ugem, ege, oge (com
poucas exceções): imagem, vertigem, penugem, bege, foge.
-
excesso / percutir - percussão / regredir - regressão / oprimir -
opressão / comprometer - compromisso / submeter - submissão
*quando o prefixo termina com vogal que se junta com a
palavra iniciada por “s”. Exemplos: a + simétrico - assimétrico /
re + surgir - ressurgir
*no pretérito imperfeito simples do subjuntivo. Exemplos:
Observação: Exceção: pajem
*as terminações: ágio, égio, ígio, ógio, ugio: sortilégio,
litígio, relógio, refúgio.
*os verbos terminados em ger e gir: eleger, mugir.
*depois da letra “r” com poucas exceções: emergir, sur-
ficasse, falasse
gir. *depois da letra “a”, desde que não seja radical termi-
nado com j: ágil, agente.
1

LÍNGUA PORTUGUESA

Escreve-se com J e não com G: 03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP
Escreve-se com J e não com G:
03. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
*as palavras de origem latinas: jeito, majestade, hoje.
*as palavras de origem árabe, africana ou exótica: jiboia,
manjerona.
*as palavras terminada com aje: aje, ultraje.
2013). Suponha-se que o cartaz a seguir seja utilizado para
informar os usuários sobre o festival Sounderground.
Prezado Usuário
de oferecer lazer e cultura aos passageiros do
metrô,
desta segunda-feira (25/02),
17h30,
O fonema ch:
Escreve-se com X e não com CH:
*as palavras de origem tupi, africana ou exótica: abacaxi,
muxoxo, xucro.
*as palavras de origem inglesa (sh) e espanhola (J): xam-
pu, lagartixa.
*depois de ditongo: frouxo, feixe.
*depois de “en”: enxurrada, enxoval.
começa o Sounderground, festival internacional que presti-
gia os músicos que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
tarão e divirta-se!
Para que o texto atenda à norma-padrão, devem-se
preencher as lacunas, correta e respectivamente, com as
expressões
A) A fim
a
partir
as
B) A fim
à partir
às
C) A fim
a partir
às
Observação: Exceção: quando a palavra de origem não
derive de outra iniciada com ch - Cheio - (enchente)
D) Afim
a partir
às
E) Afim
à as
partir
Escreve-se com CH e não com X:
*as palavras de origem estrangeira: chave, chumbo, chassi,
mochila, espadachim, chope, sanduíche, salsicha.
04. (TRF - 1ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO -
FCC/2011) As palavras estão corretamente grafadas na se-
guinte frase:
(A)
Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
As letras e e i:
*os ditongos nasais são escritos com “e”: mãe, põem. Com
“i”, só o ditongo interno cãibra.
*os verbos que apresentam infinitivo em -oar, -uar são es-
critos com “e”: caçoe, tumultue. Escrevemos com “i”, os verbos
com infinitivo em -air, -oer e -uir: trai, dói, possui.
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
geiros nos aeroportos.
(B)
Comete muitos deslises, talvez por sua espontanei-
dade, mas nada que ponha em cheque sua reputação de
pessoa cortês.
(C)
Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do só-
- atenção para as palavras que mudam de sentido quan-
do substituímos a grafia “e” pela grafia “i”: área (superfície),
ária (melodia) / delatar (denunciar), dilatar (expandir) / emergir
(vir à tona), imergir (mergulhar) / peão (de estância, que anda
a pé), pião (brinquedo).
cio de descançar após o almoço sob a frondoza árvore do
pátio.
(D)
Não sei se isso influe, mas a persistência dessa má-
goa pode estar sendo o grande impecilho na superação
dessa sua crise.
(E)
O diretor exitou ao aprovar a retenção dessa alta
Fonte: http://www.pciconcursos.com.br/aulas/portugues/
ortografia
quantia, mas não quiz ser taxado de conivente na conces-
são de privilégios ilegítimos.
05.Em qual das alternativas a frase está corretamente
escrita?
Questões sobre Ortografia
A)
O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
pansa.
01.
(TRE/AP - TÉCNICO JUDICIÁRIO – FCC/2011) Entre as
B)
O mendigo não depositou na caderneta de poupan-
frases que seguem, a única correta é:
ça.
a) Ele se esqueceu de que?
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
b) Era tão ruím aquele texto, que não deu para distribui
-lo entre os presentes.
sa.
c) Embora devessemos, não fomos excessivos nas críticas.
D)
O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
d) O juíz nunca negou-se a atender às reivindicações dos
pansa.
funcionários.
e)
Não sei por que ele mereceria minha consideração.
06.(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM] - CCI) – VU-
NESP/2011) Assinale a alternativa em que o trecho – Mas
02.
(Escrevente TJ SP – Vunesp/2013). Assinale a alternati-
ela cresceu
– está corretamente reescrito no plural, com o
va cujas palavras se apresentam flexionadas de acordo com a
verbo no tempo futuro.
norma-
-padrão.
(A)
Mas elas cresceram
(A)
Os tabeliãos devem preparar o documento.
(B)
Mas elas cresciam
(B)
Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C)
Mas elas cresçam
(C)
Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
(D)
Mas elas crescem
(D)
Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E)
Mas elas crescerão
(E)
Cuidado com os degrais, que são perigosos!
2

LÍNGUA PORTUGUESA

07. (IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM – CCI] – VU- 2-) NESP/2011 - ADAPTADA) Assinale
07.
(IAMSPE/SP – ATENDENTE – [PAJEM – CCI] – VU-
2-)
NESP/2011 - ADAPTADA) Assinale a alternativa em que o
(A)
Os tabeliãos devem preparar o documento.
= ta-
trecho – O teste decisivo e derradeiro para ele, cidadão an-
beliães
sioso e sofredor
está escrito corretamente no plural.
(B)
Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(A)
Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadãos
= cidadãos
ansioso e sofredores
(C)
Para autenticar as certidãos, procure o cartório lo-
(B)
Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães
cal. = certidões
ansioso e sofredores
(E)
Cuidado com os degrais, que são perigosos = de-
(C)
Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadãos
graus
ansiosos e sofredores
(D)
Os testes decisivo e derradeiros para eles, cidadões
3-)
Prezado Usuário
ansioso e sofredores
(E)
Os testes decisivos e derradeiros para eles, cidadães
ansiosos e sofredores
08.
(MPE/RJ – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – FUJB/2011)
Assinale a alternativa em que a frase NÃO contraria a nor-
ma culta:
A)
Entre eu e a vida sempre houve muitos infortúnios,
A fim de oferecer lazer e cultura aos passageiros do me-
trô, a partir desta segunda-feira (25/02), às 17h30, começa
o Sounderground, festival internacional que prestigia os mú-
sicos que tocam em estações do metrô.
Confira o dia e a estação em que os artistas se apresen-
tarão e divirta-se!
A fim = indica finalidade; a partir: sempre separado;
antes de horas: há crase
por isso posso me queixar com razão.
B)
Sempre houveram várias formas eficazes para ultra-
4-) Fiz a correção entre parênteses:
passarmos os infortúnios da vida.
(A) Que eles viajem sempre é muito bom, mas não é
C)
Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
que vermos a pobreza e a miséria fazerem parte de nossa
vida.
boa a ansiedade com que enfrentam o excesso de passa-
geiros nos aeroportos.
(B)
Comete muitos deslises (deslizes), talvez por sua
D)
É difícil entender o por quê de tanto sofrimento,
principalmente daqueles que procuram viver com dignida-
de e simplicidade.
E) As dificuldades porque passamos certamente nos
fazem mais fortes e preparados para os infortúnios da vida.
espontaneidade, mas nada que ponha em cheque (xeque)
sua reputação de pessoa cortês.
(C)
Ele era rabugento e tinha ojeriza ao hábito do sócio
de descançar (descansar) após o almoço sob a frondoza
09.Assinale a alternativa cuja frase esteja incorreta:
A) Porque essa cara?
(frondosa) árvore do pátio.
(D) Não sei se isso influe (influi), mas a persistência
dessa mágoa pode estar sendo o grande impecilho (empe-
cilho) na superação dessa sua crise.
B) Não vou porque não quero.
(E)
O diretor exitou (hesitou) ao aprovar a retenção
C) Mas por quê?
D) Você saiu por quê?
dessa alta quantia, mas não quiz (quis) ser taxado de coni-
vente na concessão de privilégios ilegítimos.
10-) (GOVERNO DO ESTADO DE ALAGOAS – TÉCNICO
FORENSE - CESPE/2013 - adaptada) Uma variante igual-
mente correta do termo “autópsia” é autopsia.
5-)
A)
O mindingo não depositou na cardeneta de pou-
(
) Certo
(
) Errado
pansa. = mendigo/caderneta/poupança
C) O mindigo não depozitou na cardeneta de poupans-
sa. = mendigo/caderneta/poupança
D)
O mendingo não depozitou na carderneta de pou-
GABARITO
pansa. =mendigo/depositou/caderneta/poupança
01.E
02. D
03. C
04. A
05. B
06.
E
07. C
08. E
09. A
10. C
6-) Futuro do verbo “crescer”: crescerão. Teremos: mas
elas crescerão
RESOLUÇÃO
7-)
Como os itens apresentam o mesmo texto, a alter-
1-)
nativa correta já indica onde estão as inadequações nos
demais itens.
(A)
Ele se esqueceu de que? = quê?
(B)
Era tão ruím (ruim) aquele texto, que não deu para
8-) Fiz as correções entre parênteses:
distribui-lo (distribuí-lo) entre os presentes.
A) Entre eu (mim) e a vida sempre houve muitos infor-
(C)
Embora devêssemos (devêssemos) , não fomos ex-
túnios, por isso posso me queixar com razão.
cessivos nas críticas.
B)
Sempre houveram (houve) várias formas eficazes
(D)
O juíz (juiz) nunca (se) negou a atender às reivindi-
para ultrapassarmos os infortúnios da vida.
cações dos funcionários.
C)
Devemos controlar nossas emoções todas as vezes
(E)
Não sei por que ele mereceria minha consideração.
que vermos (virmos) a pobreza e a miséria fazerem parte
de nossa vida.
3

LÍNGUA PORTUGUESA

D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so- frimento, principalmente daqueles
D) É difícil entender o por quê (o porquê) de tanto so-
frimento, principalmente daqueles que procuram viver com
dignidade e simplicidade.
E) As dificuldades porque (= pelas quais; correto) pas-
samos certamente nos fazem mais fortes e preparados
para os infortúnios da vida.
11. Nas formações em que o prefixo ou pseudo prefixo
termina na mesma vogal do segundo elemento: micro-ondas,
eletro-ótica, semi-interno, auto-observação, etc.
Obs: O hífen é suprimido quando para formar outros ter-
mos: reaver, inábil, desumano, lobisomem, reabilitar.
9-) Por que essa cara? = é uma pergunta e o pronome
está longe do ponto de interrogação.
10-) autopsia s.f., autópsia s.f.; cf. autopsia
(fonte: http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/
- Lembre-se: ao separar palavras na translineação (mu-
dança de linha), caso a última palavra a ser escrita seja formada
por hífen, repita-o na próxima linha. Exemplo: escreverei anti
-inflamatório e, ao final, coube apenas “anti-”. Na linha debaixo
escreverei: “-inflamatório” (hífen em ambas as linhas).
sys/start.htm?sid=23)
Não se emprega o hífen:
RESPOSTA: “CERTO”.
1.
Nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina
HÍFEN
em vogal e o segundo termo inicia-se em “r” ou “s”. Nesse caso,
passa-se a duplicar estas consoantes: antirreligioso, contrarre-
gra, infrassom, microssistema, minissaia, microrradiografia, etc.
O hífen é um sinal diacrítico (que distingue) usado
para ligar os elementos de palavras compostas (couve-flor,
ex-presidente) e para unir pronomes átonos a verbos (ofe-
receram-me; vê-lo-ei).
Serve igualmente para fazer a translineação de pala-
vras, isto é, no fim de uma linha, separar uma palavra em
duas partes (ca-/sa; compa-/nheiro).
Uso do hífen que continua depois da Reforma Or-
tográfica:
2.
Nas constituições em que o prefixo ou pseudoprefixo ter-
mina em vogal e o segundo termo inicia-se com vogal diferente:
antiaéreo, extraescolar, coeducação, autoestrada, autoaprendiza-
gem, hidroelétrico, plurianual, autoescola, infraestrutura, etc.
3.
Nas formações, em geral, que contêm os prefixos “dês”
e “in” e o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, iná-
bil, desabilitar, etc.
4.
Nas formações com o prefixo “co”, mesmo quando o
segundo elemento começar com “o”: cooperação, coobrigação,
coordenar, coocupante, coautor, coedição, coexistir, etc.
1.
Em palavras compostas por justaposição que formam
5.
Em certas palavras que, com o uso, adquiriram noção de
uma unidade semântica, ou seja, nos termos que se unem
para formar um novo significado: tio-avô, porto-alegrense,
composição: pontapé, girassol, paraquedas, paraquedista, etc.
6.
Em alguns compostos com o advérbio “bem”: benfeito,
luso-brasileiro, tenente-coronel, segunda-feira, conta-gotas,
guarda-chuva, arco- -íris, primeiro-ministro, azul-escuro.
benquerer, benquerido, etc.
2.
Em palavras compostas por espécies botânicas e
Questões sobre Hífen
zoológicas: couve-flor, bem-te-vi, bem-me-quer, abóbora-
menina, erva-doce, feijão-verde.
3.
Nos compostos com elementos além, aquém, recém
01.Assinale a alternativa em que o hífen, conforme o novo
Acordo, está sendo usado corretamente:
e sem: além-mar, recém-nascido, sem-número, recém-casa-
do, aquém- -fiar, etc.
A) Ele fez sua auto-crítica ontem.
B) Ela é muito mal-educada.
4.
No geral, as locuções não possuem hífen, mas algu-
C) Ele tomou um belo ponta-pé.
mas exceções continuam por já estarem consagradas pelo
D) Fui ao super-mercado, mas não entrei.
uso: cor- -de-rosa, arco-da-velha, mais-que-perfeito, pé-
de-meia, água-de- -colônia, queima-roupa, deus-dará.
E) Os raios infra-vermelhos ajudam em lesões.
5.
Nos encadeamentos de vocábulos, como: ponte Rio-
Niterói, percurso Lisboa-Coimbra-Porto e nas combinações
02.Assinale a alternativa errada quanto ao emprego do
hífen:
históricas ou ocasionais: Áustria-Hungria, Angola-Brasil, Al-
sácia-Lorena, etc.
A)
Pelo interfone ele comunicou bem-humorado que faria
uma superalimentação.
6.
Nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-
B) Nas circunvizinhanças há uma casa malassombrada.
quando associados com outro termo que é iniciado por r:
C) Depois de comer a sobrecoxa, tomou um antiácido.
hiper-resistente, inter-racial, super-racional, etc.
D) Nossos antepassados realizaram vários anteprojetos.
7. Nas formações com os prefixos ex-, vice-: ex-diretor,
E) O autodidata fez uma autoanálise.
ex-
-presidente, vice-governador, vice-prefeito.
8. Nas formações com os prefixos pós-, pré- e pró-:
pré-natal, pré-escolar, pró-europeu, pós-graduação, etc.
03.Assinale a alternativa incorreta quanto ao emprego do
hífen, respeitando-se o novo Acordo.
9.
Na ênclise e mesóclise: amá-lo, deixá-lo, dá-se, abra-
A) O semi-analfabeto desenhou um semicírculo.
ça-o, lança-o e amá-lo-ei, falar-lhe-ei, etc.
10. Nas formações em que o prefixo tem como segun-
do termo uma palavra iniciada por “h”: sub-hepático, ele-
tro-higrómetro, geo-história, neo-helênico, extra-humano,
semi-hospitalar, super- -homem.
B) O meia-direita fez um gol de sem-pulo na semifinal do
campeonato.
C) Era um sem-vergonha, pois andava seminu.
D) O recém-chegado veio de além-mar.
E) O vice-reitor está em estado pós-operatório.
4
LÍNGUA PORTUGUESA 04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro GABARITO (avarento), copo de
LÍNGUA PORTUGUESA
04.Segundo o novo Acordo, entre as palavras pão duro
GABARITO
(avarento), copo de leite (planta) e pé de moleque (doce) o
hífen é obrigatório:
01.
B
02. B
03. A
04. E
05. C
A) em nenhuma delas.
06.
D
07. D
08. B
09. D
10. C
B) na segunda palavra.
C) na terceira palavra.
RESOLUÇÃO
D) em todas as palavras.
E) na primeira e na segunda palavra.
1-)
A)
autocrítica
05.Fez um esforço
para vencer o campeonato
C)
pontapé
Qual alternativa completa corretamente as lacunas?
D)
supermercado
A) sobreumano/interregional
E)
infravermelhos
B) sobrehumano-interregional
C) sobre-humano / inter-regional
D) sobrehumano/ inter-regional
2-)B) Nas circunvizinhanças há uma casa mal-assom-
brada.
E) sobre-humano /interegional
06. Suponha que você tenha que agregar o prefixo
3-) A) O semianalfabeto desenhou um semicírculo.
sub- às palavras que aparecem nas alternativas a seguir.
Assinale aquela que tem de ser escrita com hífen:
4-)
a)
pão-duro / b) copo-de-leite (planta) / c) pé de mo-
A) (sub) chefe
leque (doce)
B) (sub) entender
a)
Usa-se o hífen nas palavras compostas que não
C) (sub) solo
apresentam elementos de ligação.
D) (sub) reptício
b)
Usa-se o hífen nos compostos que designam espé-
E) (sub) liminar
cies animais e botânicas (nomes de plantas, flores, frutos,
raízes, sementes), tenham ou não elementos de ligação.
07.Assinale a alternativa em que todas as palavras es-
tão grafadas corretamente:
c)
Não se usa o hífen em compostos que apresentam
elementos de ligação.
A) autocrítica, contramestre, extra-oficial
B) infra-assinado, infra-vermelho, infra-som
C) semi-círculo, semi-humano, semi-internato
5-) Fez um esforço sobre-humano para vencer o cam-
peonato inter-regional.
D) supervida, superelegante, supermoda
-
Usa-se o hífen diante de palavra iniciada por h.
E) sobre-saia, mini-saia, superssaia
Usa-se o hífen se o prefixo terminar com a mesma
letra com que se inicia a outra palavra
-
08.Assinale o item em que o uso do hífen está incor-
reto.
A) infraestrutura / super-homem / autoeducação
B) bem-vindo / antessala /contra-regra
C) contramestre / infravermelho / autoescola
6-) Com os prefixos sub e sob, usa-se o hífen também
diante de palavra iniciada por r. : subchefe, subentender,
subsolo, sub- -reptício (sem o hífen até a leitura da pala-
vra será alterada; /subre/, ao invés de /sub re/), subliminar
D) neoescolástico / ultrassom / pseudo-herói
E) extraoficial / infra-hepático /semirreta
7-)
09.Uma das alternativas abaixo apresenta incorreção
quanto ao emprego do hífen.
A) O pseudo-hermafrodita não tinha infraestrutura
para relacionamento extraconjugal.
A)
autocrítica, contramestre, extraoficial
B)
infra-assinado, infravermelho, infrassom
C)
semicírculo, semi-humano, semi-internato
D)
supervida, superelegante, supermoda = corretas
B)
Era extraoficial a notícia da vinda de um extraterreno.
E)
sobressaia, minissaia, supersaia
C)
Ele estudou línguas neolatinas nas colônias ultrama-
8-) B) bem-vindo / antessala / contrarregra
rinas.
D)
O anti-semita tomou um anti-biótico e vacina an-
tirrábica.
9-) D) O antissemita tomou um antibiótico e vacina an-
tirrábica.
E)
Era um suboficial de uma superpotência.
10-) C) O contrarregra comeu um contrafilé.
10.Assinale a alternativa em que ocorre erro quanto ao
emprego do hífen.
A) Foi iniciada a campanha pró-leite.
B) O ex-aluno fez a sua autodefesa.
C) O contrarregra comeu um contra-filé.
D) Sua vida é um verdadeiro contrassenso.
E) O meia-direita deu início ao contra-ataque.
5
LÍNGUA PORTUGUESA ACENTUAÇÃO GRÁFICA acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
LÍNGUA PORTUGUESA
ACENTUAÇÃO GRÁFICA
acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
artigos e pronomes. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
A
acentuação é um dos requisitos que perfazem as re-
gras estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se com-
põe de algumas particularidades, às quais devemos estar
atentos, procurando estabelecer uma relação de familia-
ridade e, consequentemente, colocando-as em prática na
linguagem escrita.
trema ( ¨ ) – De acordo com a nova regra, foi totalmente
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em pala-
vras derivadas de nomes próprios estrangeiros. Ex.: mülleria-
no (de Müller)
À
medida que desenvolvemos o hábito da leitura e a
prática de redigir, automaticamente aprimoramos essas
competências, e logo nos adequamos à forma padrão.
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais
nasais. Ex.: coração – melão – órgão – ímã
Regras fundamentais:
Regras básicas – Acentuação tônica
Palavras oxítonas:
A
acentuação tônica implica na intensidade com que
são pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá
de forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica.
As demais, como são pronunciadas com menos intensida-
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”,
“o”, “em”, seguidas ou não do plural(s): Pará – café(s) – cipó(s)
armazém(s)
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos:
de, são denominadas de átonas.
De acordo com a tonicidade, as palavras são classifica-
das como:
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, segui-
dos ou não de “s”. Ex.: pá – pé – dó – há
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, se-
guidas de lo, la, los, las. Ex. respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo
Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
última sílaba. Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica recai
na penúltima sílaba. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato
– passível
Paroxítonas:
Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is : táxi – lápis – júri
- us, um, uns : vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps : automóvel – elétron - cadáver – tórax – fór-
Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica
está na antepenúltima sílaba. Ex.: lâmpada – câmara – tím-
pano – médico – ônibus
Como podemos observar, os vocábulos possuem mais
de uma sílaba, mas em nossa língua existem aqueles com
uma sílaba somente: são os chamados monossílabos que,
quando pronunciados, apresentam certa diferenciação
quanto à intensidade.
Tal diferenciação só é percebida quando os pronun-
ciamos em uma dada sequência de palavras. Assim como
podemos observar no exemplo a seguir:
ceps - ã, ãs, ão, ãos : ímã – ímãs – órfão – órgãos
-- Dica da Zê!: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê?
Repare que essa palavra apresenta as terminações das pa-
roxítonas que são acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =
fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim ficará mais fácil a memorização!
-ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não
de “s”: água – pônei – mágoa – jóquei
Regras especiais:
“Sei que não vai dar em nada,
Seus segredos sei de cor”.
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” (ditongos aber-
tos), que antes eram acentuados, perderam o acento de acor-
do com a nova regra, mas desde que estejam em palavras
paroxítonas.
Os monossílabos classificam-se como tônicos; os de-
mais, como átonos (que, em, de).
* Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são acen-
tuados. Ex.: herói, céu, dói, escarcéu.
Os acentos
Antes
Agora
acento agudo (´) – Colocado sobre as letras «a», «i»,
«u» e sobre o «e» do grupo “em” - indica que estas letras
representam as vogais tônicas de palavras como Amapá,
caí, público, parabéns. Sobre as letras “e” e “o” indica, além
da tonicidade, timbre aberto.Ex.: herói – médico – céu (di-
tongos abertos)
assembléia assembleia
idéia
ideia
geléia
geleia
jibóia
jiboia
apóia (verbo apoiar)
apoia
paranóico paranoico
acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”,
“e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado: Ex.:
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompa-
nhados ou não de “s”, haverá acento. Ex.: saída – faísca – baú
tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
país – Luís
6

LÍNGUA PORTUGUESA

Observação importante: Não se acentuam mais as palavras homógrafas que Não serão mais acentuados “i”
Observação importante:
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando
hiato quando vierem depois de ditongo: Ex.:
Antes
Agora
antes eram acentuadas para diferenciá-las de outras seme-
lhantes (regra do acento diferencial). Apenas em algumas
exceções, como:
bocaiúva
bocaiuva
A
forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
feiúra
feiura
Sauípe
Sauipe
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua sen-
do acentuada para diferenciar-se de pode (terceira pessoa
do singular do presente do indicativo). Ex:
O
acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abo-
lido. Ex.:
Ela pode fazer isso agora.
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou
Antes
Agora
crêem
creem
O
mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
lêem
leem
vôo
voo
enjôo
enjoo
preposição por.
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “co-
locar”, estaremos trabalhando com um verbo, portanto:
“pôr”; nos outros casos, “por” preposição. Ex:
- Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos
que, no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais
acento como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?
Questões sobre Acentuação Gráfica
Repare:
1-) O menino crê em você
Os meninos creem em você.
2-) Elza lê bem!
Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Esperamos que os garotos deem o recado!
4-) Rubens vê tudo!
Eles veem tudo!
01.
(TJ/SP – AGENTE DE FISCALIZAÇÃO JUDICIÁRIA –
VUNESP/2010) Assinale a alternativa em que as palavras
são acentuadas graficamente pelos mesmos motivos que
justificam, respectivamente, as acentuações de: década,
relógios, suíços.
(A)
flexíveis, cartório, tênis.
(B)
inferência, provável, saída.
(C)
óbvio, após, países.
(D)
islâmico, cenário, propôs.
* Cuidado! Há o verbo vir:
(E)
república, empresária, graúda.
Ele vem à tarde!
Eles vêm à tarde!
02.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z. Ra-ul, ru-im, con-
tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estive-
rem seguidas do dígrafo nh. Ex: ra-i-nha, ven-to-i-nha.
Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
precedidas de vogal idêntica: xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz,
com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”
não serão mais acentuadas. Ex.:
Assinale a alternativa com as palavras acentuadas segundo
as regras de acentuação, respectivamente, de intercâmbio
e antropológico.
(A)
Distúrbio e acórdão.
(B)
Máquina e jiló.
(C)
Alvará e Vândalo.
(D)
Consciência e características.
(E)
Órgão e órfãs.
03.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO ACRE –
TÉCNICO EM MICROINFORMÁTICA - CESPE/2012) As pa-
Antes
apazigúe (apaziguar)
averigúe (averiguar)
argúi (arguir)
Depois
apazigue
averigue
lavras “conteúdo”, “calúnia” e “injúria” são acentuadas de
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
argui
(
) CERTO
(
) ERRADO
Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do
plural de: ele tem – eles têm / ele vem – eles vêm (verbo vir)
04.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS
A
regra prevalece também para os verbos conter, obter,
GERAIS – OFICIAL JUDICIÁRIO – FUNDEP/2010) Assinale a
reter, deter, abster.
ele contém – eles contêm
ele obtém – eles obtêm
ele retém – eles retêm
ele convém – eles convêm
afirmativa em que se aplica a mesma regra de acentuação.
A) tevê – pôde – vê
B) únicas – histórias – saudáveis
C) indivíduo – séria – noticiários
D) diário – máximo – satélite
7
LÍNGUA PORTUGUESA 05. (ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES- 2-) Para que saibamos qual alternativa
LÍNGUA PORTUGUESA
05.
(ANATEL – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
2-) Para que saibamos qual alternativa assinalar, primeiro
PE/2012) Nas palavras “análise” e “mínimos”, o emprego
do acento gráfico tem justificativas gramaticais diferentes.
temos que classificar as palavras do enunciado quanto à posi-
ção de sua sílaba tônica:
(
) CERTO
(
) ERRADO
Intercâmbio = paroxítona terminada em ditongo; Antro-
pológico = proparoxítona (todas são acentuadas). Agora, va-
mos à análise dos itens apresentados:
06.
(ANCINE – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
(A)
Distúrbio = paroxítona terminada em ditongo; acór-
PE/2012) Os vocábulos “indivíduo”, “diária” e “paciência”
recebem acento gráfico com base na mesma regra de
acentuação gráfica.
dão = paroxítona terminada em “ão”
(B)
Máquina = proparoxítona; jiló = oxítona terminada em
“o”
(
) CERTO
(C)
Alvará = oxítona terminada em “a”; Vândalo = propa-
(
) ERRADO
roxítona
(D)
Consciência = paroxítona terminada em ditongo; ca-
07.
(BACEN – TÉCNICO DO BANCO CENTRAL – CES-
racterísticas = proparoxítona
GRANRIO/2010) As palavras que se acentuam pelas mes-
(E)
Órgão e órfãs = ambas: paroxítona terminada em “ão”
mas regras de “conferência”, “razoável”, “países” e “será”,
respectivamente, são
e
“ã”, respectivamente.
a) trajetória, inútil, café e baú.
b) exercício, balaústre, níveis e sofá.
c) necessário, túnel, infindáveis e só.
d) médio, nível, raízes e você.
3-) “Conteúdo” é acentuada seguindo a regra do hiato;
calúnia = paroxítona terminada em ditongo; injúria = paroxí-
tona terminada em ditongo.
RESPOSTA: “ERRADO”.
e) éter, hífen, propôs e saída.
4-)
08.
(CORREIOS – CARTEIRO – CESPE/2011) São acen-
A)
tevê – pôde – vê
tuados graficamente de acordo com a mesma regra de
acentuação gráfica os vocábulos
Tevê = oxítona terminada em “e”; pôde (pretérito perfeito
do Indicativo) = acento diferencial (que ainda prevalece após
A) também e coincidência.
o
B) quilômetros e tivéssemos.
Novo Acordo Ortográfico) para diferenciar de “pode” – pre-
sente do Indicativo; vê = monossílaba terminada em “e”
C) jogá-la e incrível.
B)
únicas – histórias – saudáveis
D) Escócia e nós.
Únicas = proparoxítona; história = paroxítona terminada
E)
correspondência e três.
em ditongo; saudáveis = paroxítona terminada em ditongo.
09.
(IBAMA – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – CES-
C)
indivíduo – séria – noticiários
PE/2012) As palavras “pó”, “só” e “céu” são acentuadas de
acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; séria =
(
) CERTO
paroxítona terminada em ditongo; noticiários = paroxítona
terminada em ditongo.
(
) ERRADO
D)
diário – máximo – satélite
GABARITO
01. E
02. D
03. E
04. C
05. E
06. C
07. D
08. B
09. E
Diário = paroxítona terminada em ditongo; máximo =
proparoxítona; satélite = proparoxítona.
5-) Análise = proparoxítona / mínimos = proparoxítona.
Ambas são acentuadas pela mesma regra (antepenúltima sí-
laba é tônica, “mais forte”).
RESPOSTA: “ERRADO”.
RESOLUÇÃO
1-) Década = proparoxítona / relógios = paroxítona
terminada em ditongo / suíços = regra do hiato
(A)
flexíveis e cartório
= paroxítonas terminadas em
ditongo / tênis = paroxítona terminada em “i” (seguida
de “s”)
6-) Indivíduo = paroxítona terminada em ditongo; diária
= paroxítona terminada em ditongo; paciência = paroxítona
terminada em ditongo. Os três vocábulos são acentuados de-
vido à mesma regra.
RESPOSTA: “CERTO”.
(B)
inferência = paroxítona terminada em ditongo /
7-) Vamos classificar as palavras do enunciado:
provável = paroxítona terminada em “l” / saída = regra do
hiato
(C)
óbvio = paroxítona terminada em ditongo / após
= oxítona terminada em “o” + “s” / países = regra do hiato
1-) Conferência = paroxítona terminada em ditongo
2-) razoável = paroxítona terminada em “l’
3-) países = regra do hiato
4-) será = oxítona terminada em “a”
(D)
islâmico = proparoxítona / cenário = paroxítona
terminada em ditongo / propôs = oxítona terminada em
“o” + “s”
a)
trajetória, inútil, café e baú.
Trajetória = paroxítona terminada em ditongo; inútil =
(E)
república = proparoxítona / empresária = paroxíto-
paroxítona terminada em “l’; café = oxítona terminada em “e”
na terminada em ditongo / graúda = regra do hiato
b)
exercício, balaústre, níveis e sofá.
8

LÍNGUA PORTUGUESA

Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaústre = regra do hiato; níveis = paroxítona terminada
Exercício = paroxítona terminada em ditongo; balaústre =
regra do hiato; níveis = paroxítona terminada em “i + s”; sofá =
oxítona terminada em “a”.
c)
necessário, túnel, infindáveis e só.
Necessário = paroxítona terminada em ditongo; túnel =
paroxítona terminada em “l’; infindáveis = paroxítona terminada
em “i + s”; só = monossílaba terminada em “o”.
No primeiro exemplo, o verbo é transitivo direto (co-
nhecer algo ou alguém), logo não exige preposição e a
crase não pode ocorrer. No segundo exemplo, o verbo é
transitivo indireto (referir--se a algo ou a alguém) e exige
a preposição “a”. Portanto, a crase é possível, desde que o
termo seguinte seja feminino e admita o artigo feminino
“a” ou um dos pronomes já especificados.
d)
médio, nível, raízes e você.
Médio = paroxítona terminada em ditongo; nível = paro-
Casos em que a crase NÃO ocorre:
xítona terminada em “l’; raízes = regra do hiato; será = oxítona
terminada em “a”.
-
diante de substantivos masculinos:
e)
éter, hífen, propôs e saída.
Éter = paroxítona terminada em “r”; hífen = paroxítona ter-
minada em “n”; propôs = oxítona terminada em “o + s”; saída =
regra do hiato.
Andamos a cavalo.
Fomos a pé.
Passou a camisa a ferro.
Fazer o exercício a lápis.
Compramos os móveis a prazo.
8-)
A)
também e coincidência.
- diante de verbos no infinitivo:
Também = oxítona terminada em “e + m”; coincidência =
paroxítona terminada em ditongo
A criança começou a falar.
Ela não tem nada a dizer.
B)
quilômetros e tivéssemos.
Quilômetros = proparoxítona; tivéssemos = proparoxítona
C)
jogá-la e incrível.
Oxítona terminada em “a”; incrível = paroxítona terminada em “l’
Obs.: como os verbos não admitem artigos, o “a” dos
exemplos acima é apenas preposição, logo não ocorrerá
crase.
D) Escócia e nós.
Escócia = paroxítona terminada em ditongo; nós = monos-
sílaba terminada em “o + s”
-
diante da maioria dos pronomes e das expressões
E)
correspondência e três.
de tratamento, com exceção das formas senhora, se-
nhorita e dona:
Correspondência = paroxítona terminada em ditongo; três
=
monossílaba terminada em “e + s”
Diga a ela que não estarei em casa amanhã.
Entreguei a todos os documentos necessários.
Ele fez referência a Vossa Excelência no discurso de on-
9-) Pó = monossílaba terminada em “o”; só = monossílaba
terminada em “o”; céu = monossílaba terminada em ditongo
aberto “éu”.
RESPOSTA: “ERRADO”.
tem.
Peço a Vossa Senhoria que aguarde alguns minutos.
CRASE
Os poucos casos em que ocorre crase diante dos pro-
nomes podem ser identificados pelo método: troque a pa-
lavra feminina por uma masculina, caso na nova construção
surgir a forma ao, ocorrerá crase. Por exemplo:
A palavra crase é de origem grega e significa “fusão”, “mis-
tura”. Na língua portuguesa, é o nome que se dá à “junção” de
duas vogais idênticas. É de grande importância a crase da pre-
posição “a” com o artigo feminino “a” (s), com o “a” inicial dos
pronomes aquele(s), aquela (s), aquilo e com o “a” do relativo
a
qual (as quais). Na escrita, utilizamos o acento grave ( ` ) para
indicar a crase. O uso apropriado do acento grave depende da
compreensão da fusão das duas vogais. É fundamental também,
para o entendimento da crase, dominar a regência dos verbos
Refiro-me à mesma pessoa. (Refiro-me ao mesmo in-
divíduo.)
Informei o ocorrido à senhora. (Informei o ocorrido ao
senhor.)
Peça à própria Cláudia para sair mais cedo. (Peça ao
próprio Cláudio para sair mais cedo.)
-
diante de numerais cardinais:
e
nomes que exigem a preposição “a”. Aprender a usar a crase,
portanto, consiste em aprender a verificar a ocorrência simultâ-
Chegou a duzentos o número de feridos.
Daqui a uma semana começa o campeonato.
nea de uma preposição e um artigo ou pronome. Observe:
Vou a + a igreja.
Vou à igreja.
Casos em que a crase SEMPRE ocorre:
-
diante de palavras femininas:
No exemplo acima, temos a ocorrência da preposição “a”,
exigida pelo verbo ir (ir a algum lugar) e a ocorrência do artigo
“a” que está determinando o substantivo feminino igreja. Quan-
do ocorre esse encontro das duas vogais e elas se unem, a união
delas é indicada pelo acento grave. Observe os outros exemplos:
Conheço a aluna.
Refiro-me à aluna.
Amanhã iremos à festa de aniversário de minha colega.
Sempre vamos à praia no verão.
Ela disse à irmã o que havia escutado pelos corredores.
Sou grata à população.
Fumar é prejudicial à saúde.
Este aparelho é posterior à invenção do telefone.
9

LÍNGUA PORTUGUESA

- diante da palavra “moda”, com o sentido de “à moda de” (mesmo que a
-
diante da palavra “moda”, com o sentido de “à
moda de” (mesmo que a expressão moda de fique suben-
tendida):
Crase diante dos Pronomes Demonstrativos Aquele
(s), Aquela (s), Aquilo
O jogador fez um gol à (moda de) Pelé.
Usava sapatos à (moda de) Luís XV.
Estava com vontade de comer frango à (moda de) pas-
sarinho.
O menino resolveu vestir-se à (moda de) Fidel Castro.
Haverá crase diante desses pronomes sempre que o ter-
mo regente exigir a preposição “a”. Por exemplo:
Refiro-me a
Preposição
Refiro-me àquele atentado.
+
aquele
atentado.
Pronome
-
na indicação de horas:
O
termo regente do exemplo acima é o verbo transitivo
Acordei às sete horas da manhã.
Elas chegaram às dez horas.
Foram dormir à meia-noite.
indireto referir (referir-se a algo ou alguém) e exige preposi-
ção, portanto, ocorre a crase. Observe este outro exemplo:
Aluguei aquela casa.
em locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas
de que participam palavras femininas. Por exemplo:
-
O
verbo “alugar” é transitivo direto (alugar algo) e não
à
tarde
às ocultas
às pressas
à me-
exige preposição. Logo, a crase não ocorre nesse caso. Veja
outros exemplos:
dida que
à noite
às claras
às escondidas
à força
à vontade
às avessas
à beça
à revelia
à larga
à exceção de
à escuta
à imitação de
à esquerda
às turras
às vezes
à chave
à direita
à procura
à deriva
à toa
à luz
à sombra de
à frente de
à proporção que
à semelhança de
às ordens
à beira de
Dediquei àquela senhora todo o meu trabalho.
Quero agradecer àqueles que me socorreram.
Refiro-me àquilo que aconteceu com seu pai.
Não obedecerei àquele sujeito.
Assisti àquele filme três vezes.
Espero aquele rapaz.
Fiz aquilo que você disse.
Comprei aquela caneta.
Crase diante de Nomes de Lugar
Crase com os Pronomes Relativos A Qual, As Quais
Alguns nomes de lugar não admitem a anteposição do
artigo “a”. Outros, entretanto, admitem o artigo, de modo
que diante deles haverá crase, desde que o termo regente
exija a preposição “a”. Para saber se um nome de lugar ad-
mite ou não a anteposição do artigo feminino “a”, deve-se
substituir o termo regente por um verbo que peça a prepo-
sição “de” ou “em”. A ocorrência da contração “da” ou “na”
prova que esse nome de lugar aceita o artigo e, por isso,
haverá crase. Por exemplo:
A
ocorrência da crase com os pronomes relativos a qual e
as quais depende do verbo. Se o verbo que rege esses prono-
mes exigir a preposição “a”, haverá crase. É possível detectar
a ocorrência da crase nesses casos utilizando a substituição
do termo regido feminino por um termo regido masculino.
Por exemplo:
A
igreja à qual me refiro fica no centro da cidade.
O
monumento ao qual me refiro fica no centro da cidade.
Vou à França. (Vim da [de+a] França. Estou na [em+a]
França.)
Cheguei à Grécia. (Vim da Grécia. Estou na Grécia.)
Retornarei à Itália. (Vim da Itália. Estou na Itália)
Vou a Porto Alegre. (Vim de Porto Alegre. Estou em Por-
to Alegre.)
Caso surja a forma ao com a troca do termo, ocorrerá a
crase. Veja outros exemplos:
São normas às quais todos os alunos devem obedecer.
Esta foi a conclusão à qual ele chegou.
Várias alunas às quais ele fez perguntas não souberam res-
ponder nenhuma das questões.
A sessão à qual assisti estava vazia.
*- Dica da Zê!: use a regrinha “Vou A volto DA, crase
HÁ; vou A volto DE, crase PRA QUÊ?”
Crase com o Pronome Demonstrativo “a”
Ex: Vou a Campinas.
= Volto de Campinas.
A
ocorrência da crase com o pronome demonstrativo “a”
Vou à praia.
= Volto da praia.
também pode ser detectada através da substituição do termo
regente feminino por um termo regido masculino. Veja:
- ATENÇÃO: quando o nome de lugar estiver especifi-
cado, ocorrerá crase. Veja:
Retornarei à São Paulo dos bandeirantes. = mesmo
que, pela regrinha acima, seja a do “VOLTO DE”
Irei à Salvador de Jorge Amado.
Minha revolta é ligada à do meu país.
Meu luto é ligado ao do meu país.
As orações são semelhantes às de antes.
Os exemplos são semelhantes aos de antes.
Suas perguntas são superiores às dele.
Seus argumentos são superiores aos dele.
Sua blusa é idêntica à de minha colega.
Seu casaco é idêntico ao de minha colega.
10

LÍNGUA PORTUGUESA

A Palavra Distância Questões sobre Crase Se a palavra distância estiver especificada, determina- da, a
A Palavra Distância
Questões sobre Crase
Se a palavra distância estiver especificada, determina-
da, a crase deve ocorrer. Por exemplo: Sua casa fica à dis-
tância de 100km daqui. (A palavra está determinada)
Todos devem ficar à distância de 50 metros do palco. (A
palavra está especificada.)
Se a palavra distância não estiver especificada, a crase
não pode ocorrer. Por exemplo:
01.( Escrevente TJ SP – Vunesp/2012) No Brasil, as discus-
sões sobre drogas parecem limitar-se
aspectos
jurídicos ou
policiais. É como se suas únicas consequências estivessem em
legalismos, tecnicalidades e estatísticas criminais. Raro ler
respeito envolvendo questões de saúde pública como programas
de esclarecimento e prevenção, de tratamento para dependen-
tes e de reintegração desses
vida. Quantos de nós sabemos
Os militares ficaram a distância.
Gostava de fotografar a distância.
Ensinou a distância.
Dizem que aquele médico cura a distância.
Reconheci o menino a distância.
o nome de um médico ou clínica
quem
tentar encaminhar
um drogado da nossa própria família?
(Ruy Castro, Da nossa própria família. Folha de S.Paulo,
17.09.2012. Adaptado)
As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e res-
pectivamente, com:
(A)
aos … à … a … a
Observação: por motivo de clareza, para evitar ambi-
guidade, pode-se usar a crase. Veja:
(B)
aos … a … à … a
(C)
a … a … à … à
Gostava de fotografar à distância.
Ensinou à distância.
Dizem que aquele médico cura à distância.
(D)
à … à … à … à
(E)
a … a … a … a
02.
(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013).Leia o
Casos em que a ocorrência da crase é FACULTATIVA
texto a seguir.
Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu
-
diante de nomes próprios femininos:
cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do pro-
Observação: é facultativo o uso da crase diante de no-
cedimento de Camilo. Vimos que
cartomante restituiu--lhe
mes próprios femininos porque é facultativo o uso do ar-
tigo. Observe:
confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o que fez.
Paula é muito bonita. Laura é minha amiga.
A
Paula é muito bonita.
A Laura é minha amiga.
(Machado de Assis. A cartomante. In: Várias histórias. Rio
de Janeiro: Globo, 1997, p. 6)
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na
ordem dada:
Como podemos constatar, é facultativo o uso do artigo
feminino diante de nomes próprios femininos, então pode-
mos escrever as frases abaixo das seguintes formas:
A) à – a – a
B) a – a – à
C) à – a – à
Entreguei o cartão a Paula. Entreguei o cartão a Ro-
berto.
Entreguei o cartão à Paula. Entreguei o cartão ao Ro-
berto.
D) à – à – a
E) a – à – à
-
diante de pronome possessivo feminino:
03 (POLÍCIA CIVIL/SP – AGENTE POLICIAL - VUNESP/2013)
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, o acen-
to indicativo de crase está corretamente empregado em:
Observação: é facultativo o uso da crase diante de pro-
nomes possessivos femininos porque é facultativo o uso do
artigo. Observe:
(A)
A população, de um modo geral, está à espera de que,
com o novo texto, a lei seca possa coibir os acidentes.
(B)
A nova lei chega para obrigar os motoristas à repensa-
Minha avó tem setenta anos. Minha irmã está esperan-
do por você.
rem a sua postura.
(C)
A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à puni-
A
minha avó tem setenta anos. A minha irmã está es-
ções muito mais severas.
perando por você.
Sendo facultativo o uso do artigo feminino diante de
(D)
À ninguém é dado o direito de colocar em risco a vida
dos demais motoristas e de pedestres.
pronomes possessivos femininos, então podemos escrever
as frases abaixo das seguintes formas:
(E)
Cabe à todos na sociedade zelar pelo cumprimento da
nova lei para que ela possa funcionar.
Cedi o lugar a minha avó.
Cedi o lugar à minha avó.
Cedi o lugar a meu avô.
Cedi o lugar ao meu avô.
04.
(Agente Técnico – FCC – 2013-adap.) Claro que não me es-
-
depois da preposição até:
Fui até a praia.
ou
Fui até à praia.
tou referindo a essa vulgar comunicação festiva e efervescente.
O vocábulo a deverá receber o sinal indicativo de crase se
o segmento grifado for substituído por:
Acompanhe-o até a porta.
até à porta.
ou
Acompanhe-o
A) leitura apressada e sem profundidade.
B) cada um de nós neste formigueiro.
A
palestra vai até as cinco horas da tarde.
ou
A
C) exemplo de obras publicadas recentemente.
palestra vai até às cinco horas da tarde.
D) uma comunicação festiva e virtual.
E) respeito de autores reconhecidos pelo público.
11

LÍNGUA PORTUGUESA

05. (Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU- 09. (TRF - 5ª REGIÃO -
05.
(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
09.
(TRF - 5ª REGIÃO - TÉCNICO JUDICIÁRIO - FCC/2012)
NESP – 2013).
O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP)
O
detetive Gervase Fen, que apareceu em 1944, é um homem
de
face corada, muito afeito
frases inteligentes e citações dos
também desenvolve atividades lúdicas de apoio
res-
clássicos; sua esposa, Dolly, uma dama meiga e sossegada, fica
socialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepará-
sentada tricotando tranquilamente, impassível
propensão de
-lo para o retorno
sociedade. Dessa forma, quando em
seu marido
liberdade, ele estará capacitado
uma vida digna.
ter uma profissão e
investigar assassinatos.
(Adaptado de P.D.James, op.cit.)
(Disponível em: www.metropolitana.com.br/blog/
qual_e_a_importancia_da_ressocializacao_de_presos. Aces-
so em: 18.08.2012. Adaptado)
Assinale a alternativa que preenche, correta e respecti-
vamente, as lacunas do texto, de acordo com a norma-pa-
drão da língua portuguesa.
Preenchem corretamente as lacunas da frase acima, na or-
dem dada:
(A)
à - à - a
(B)
a - à - a
(C)
à - a - à
(D)
a - à - à
(E)
à - a – a
A) à … à … à
10.
(POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DO ACRE – ALUNO SOL-
B) a … a … à
DADO COMBATENTE – FUNCAB/2012) Em qual das opções
C) a … à … à
abaixo o acento indicativo de crase foi corretamente indicado?
D) à … à
a
A) O dia fora quente, mas à noite estava fria e escura.
E) a … à … a
B) Ninguém se referira à essa ideia antes.
C) Esta era à medida certa do quarto.
06.
(TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE SÃO PAU-
D) Ela fechou a porta e saiu às pressas.
LO - ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO – VUNESP/2013)
E) Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo.
Assinale a alternativa que completa as lacunas do trecho a
seguir, empregando o sinal indicativo de crase de acordo
com a norma-padrão.
GABARITO
01.
B
02. A
03. A
04. A
05. D
Não nos sujeitamos
corrupção; tampouco cedere-
06.C
07. E
08. B
09.B
10. D
mos espaço
nenhuma ação que se proponha
preju-
dicar nossas instituições.
RESOLUÇÃO
(A)
à … à … à
(B)
a … à … à
1-) limitar-se _aos _aspectos jurídicos ou policiais.
(C)
à … a … a
Raro ler
a
respeito
(antes de palavra masculina não há crase)
(D)
à … à … a
de reintegração desses_à_ vida. (reintegrar a + a vida = à)
(E)
a … a … à
o
nome de um médico ou clínica
a_quem
tentar encami-
07.
(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
nhar um drogado da nossa própria família? (antes de pronome
indefinido/relativo)
NESP – 2013-adap) O acento indicativo de crase está corre-
tamente empregado em:
A)
Tendências agressivas começam à ser relacionadas
2-) correu _à (= para a ) cartomante para consultá-la sobre
a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos que _a
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
cartomante (objeto direto)restituiu-lhe
a
confiança (obje-
desejos.
to direto), e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o que fez.
B)
A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
nos mecanismos biológicos de controle emocional.
3-)
C) A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
(A)
A população, de um modo geral, está à espera (dá para
D) Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
substituir por “esperando”) de que
de alimentam a violência crescente nas cidades.
(B)
A nova lei chega para obrigar os motoristas à repensa-
E)
Um ambiente desfavorável à formação da personali-
rem (antes de verbo)
dade atinge os mais vulneráveis.
(C)
A partir de agora os motoristas estarão sujeitos à puni-
ções (generalizando, palavra no plural)
08.
(Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP – 2013).
(D)
À ninguém (pronome indefinido)
O
sinal indicativo de crase está correto em:
(E)
Cabe à todos (pronome indefinido)
A)
Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
área de biotecnologia.
B)
Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
4-) Claro que não me estou referindo à leitura apressada e
sem profundidade.
à educação dos filhos.
C)
Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
cada um de nós neste formigueiro. (antes de pronome
indefinido)
a
as
instalações do prédio.
a
exemplo de obras publicadas recentemente. (palavra
D)
O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
masculina)
detalhe que envolva a segurança das pessoas.
a
uma comunicação festiva e virtual. (artigo indefinido)
E)
É função da política é dedicar-se à todo problema
que comprometa o bem-estar do cidadão.
respeito de autores reconhecidos pelo público. (palavra
masculina)
a
12
LÍNGUA PORTUGUESA 5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional (INAP) também desenvolve atividades lúdicas
LÍNGUA PORTUGUESA
5-) O Instituto Nacional de Administração Prisional
(INAP) também desenvolve atividades lúdicas de apoio à
9-) Afeito
a
frases (generalizando, já que o “a” está no
singular e “frases”, no plural)
ressocialização do indivíduo preso, com o objetivo de prepa-
Impassível
à
propensão (regência nominal: pede pre-
rá--lo para o retorno
à
sociedade. Dessa forma, quando
posição)
em liberdade, ele estará capacitado
a
ter uma profissão
A
investigar (antes de verbo no infinitivo não há acen-
e uma vida digna.
- Apoio a ? Regência nominal pede preposição;
to indicativo de crase)
Sequência: a / à / a.
- retorno a? regência nominal pede preposição;
- antes de verbo no infinitivo não há crase.
10-)
A)
O dia fora quente, mas à noite = mas a noite (artigo e
6-)
Vamos por partes!
substantivo. Diferente de: Estudo à noite = período do dia)
Quem se sujeita, sujeita-se A algo ou A alguém, por-
tanto: pede preposição;
-
B)
Ninguém se referira à essa ideia antes.= a essa (antes
de pronome demonstrativo)
quem cede, cede algo A alguém, então teremos ob-
jeto direto e indireto;
-
C)
Esta era à medida certa do quarto. = a medida (arti-
-
quem se propõe, propõe-se A alguma coisa.
go e substantivo, no caso. Diferente da conjunção propor-
cional: À medida que lia, mais aprendia)
Vejamos:
D)
Ela fechou a porta e saiu às pressas. = correta (advér-
Não nos sujeitamos À corrupção; tampouco cedere-
bio de modo = apressadamente)
mos espaço A nenhuma ação que se proponha A prejudicar
nossas instituições.
E)
Os rapazes sempre gostaram de andar à cavalo. =
palavra masculina
* Sujeitar A + A corrupção;
* ceder espaço (objeto direto) A nenhuma ação (objeto
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DE PALAVRAS
indireto. Não há acento indicativo de crase, pois “nenhu-
ma” é pronome indefinido);
Estudar a estrutura é conhecer os elementos formado-
*
que se proponha A prejudicar (objeto indireto, no
caso, oração subordinada com função de objeto indireto.
Não há acento indicativo de crase porque temos um verbo
no infinitivo – “prejudicar”).
7-)
A)
Tendências agressivas começam à ser relacionadas
res das palavras. Assim, compreendemos melhor o signifi-
cado de cada uma delas. As palavras podem ser divididas
em unidades menores, a que damos o nome de elementos
mórficos ou morfemas.
Vamos analisar a palavra “cachorrinhas”. Nessa palavra
observamos facilmente a existência de quatro elementos.
São eles:
com as dificuldades para lidar com as frustrações de seus
desejos.
(antes de verbo no infinitivo não há crase)
B)
A agressividade impulsiva deve-se à perturbações
cachorr - este é o elemento base da palavra, ou seja,
aquele que contém o significado.
inh - indica que a palavra é um diminutivo
nos mecanismos biológicos de controle emocional. (se
a
- indica que a palavra é feminina
“a” está no singular e antecede palavra no plural, não há
crase)
o
s
- indica que a palavra se encontra no plural
C)
A violência urbana é comparada à uma enfermidade.
(artigo indefinido)
Morfemas: unidades mínimas de caráter significativo.
Existem palavras que não comportam divisão em unidades
D)
Condições de risco aliadas à exemplo de impunida-
de alimentam a violência crescente nas cidades. (palavra
masculina)
menores, tais como: mar, sol, lua, etc. São elementos mór-
ficos:
-
Raiz, Radical, Tema: elementos básicos e significa-
E)
Um ambiente desfavorável à formação da personali-
dade atinge os mais vulneráveis. = correta (regência nomi-
nal: desfavorável a?)
tivos
- Afixos (Prefixos, Sufixos), Desinência, Vogal Temá-
tica: elementos modificadores da significação dos primei-
ros
8-)
A)
Este cientista tem se dedicado à uma pesquisa na
Vogal de Ligação, Consoante de Ligação: elementos
de ligação ou eufônicos.
-
área de biotecnologia. (artigo indefinido)
B)
Os pais não podem ser omissos e devem se dedicar
à
educação dos filhos. = correta (regência verbal: dedicar a )
C)
Nossa síndica dedica-se integralmente à conservar
as instalações do prédio. (verbo no infinitivo)
D)
O bombeiro deve dedicar sua atenção à qualquer
detalhe que envolva a segurança das pessoas. (pronome
indefinido)
Raiz: É o elemento originário e irredutível em que se
concentra a significação das palavras, consideradas do ân-
gulo histórico. É a raiz que encerra o sentido geral, comum
às palavras da mesma família etimológica. Exemplo: Raiz
noc [Latim nocere = prejudicar] tem a significação geral de
causar dano, e a ela se prendem, pela origem comum, as
palavras nocivo, nocividade, inocente, inocentar, inócuo, etc.
E)
É função da política é dedicar-se à todo problema
que comprometa o bem-estar do cidadão. (pronome in-
definido)
Uma raiz pode sofrer alterações: at-o; at-or; at-ivo; aç
-ão; ac-ionar;
13

LÍNGUA PORTUGUESA

Radical: Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho; livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há
Radical:
Observe o seguinte grupo de palavras: livr-o; livr-inho;
livr-eiro; livr-eco. Você reparou que há um elemento comum
nesse grupo? Você reparou que o elemento livr serve de base
para o significado? Esse elemento é chamado de radical (ou
semantema). Elemento básico e significativo das palavras,
consideradas sob o aspecto gramatical e prático. É encontra-
do através do despojo dos elementos secundários (quando
houver) da palavra. Exemplo: cert-o; cert-eza; in-cert-eza.
Vogais e Consoantes de Ligação: As vogais e con-
soantes de ligação são morfemas que surgem por motivos
eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a
pronúncia de uma determinada palavra. Exemplos: pari-
siense (paris= radical, ense=sufixo, vogal de ligação=i); gas
-ô-metro, alv-i-negro, tecn-o-cracia, pau-l-ada, cafe-t-eira,
cha-l-eira, inset-i-cida, pe-z-inho, pobr-e-tão, etc.
Afixos: são elementos secundários (geralmente sem
vida autônoma) que se agregam a um radical ou tema para
formar palavras derivadas. Sabemos que o acréscimo do
morfema “-mente”, por exemplo, cria uma nova palavra a
partir de “certo”: certamente, advérbio de modo. De ma-
neira semelhante, o acréscimo dos morfemas “a-” e “-ar” à
forma “cert-” cria o verbo acertar. Observe que a- e -ar são
morfemas capazes de operar mudança de classe gramatical
na palavra a que são anexados.
Formação das Palavras: existem dois processos bá-
sicos pelos quais se formam as palavras: a Derivação e a
Composição. A diferença entre ambos consiste basica-
mente em que, no processo de derivação, partimos sempre
de um único radical, enquanto no processo de composição
sempre haverá mais de um radical.
Quando são colocados antes do radical, como acontece
com “a-”, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando,
como “-ar”, surgem depois do radical, os afixos são chama-
dos de sufixos. Exemplo: in-at-ivo; em-pobr-ecer; inter-na-
cion-al.
Derivação: é o processo pelo qual se obtém uma pa-
lavra nova, chamada derivada, a partir de outra já existente,
chamada primitiva. Exemplo: Mar (marítimo, marinheiro,
marujo); terra (enterrar, terreiro, aterrar). Observamos que
«mar» e «terra» não se formam de nenhuma outra palavra,
mas, ao contrário, possibilitam a formação de outras, por
meio do acréscimo de um sufixo ou prefixo. Logo, mar e
terra são palavras primitivas, e as demais, derivadas.
Tipos de Derivação
-
Derivação Prefixal ou Prefixação: resulta do acrés-
Desinências: são os elementos terminais indicativos das
flexões das palavras. Existem dois tipos:
cimo de prefixo à palavra primitiva, que tem o seu significa-
do alterado: crer- descrer; ler- reler; capaz- incapaz.
-
Desinências Nominais: indicam as flexões de gêne-
-
Derivação Sufixal ou Sufixação: resulta de acrésci-
ro (masculino e feminino) e de número (singular e plural)
dos nomes. Exemplos: aluno-o / aluno-s; alun-a / aluna-s. Só
podemos falar em desinências nominais de gêneros e de
números em palavras que admitem tais flexões, como nos
exemplos acima. Em palavras como mesa, tribo, telefonema,
por exemplo, não temos desinência nominal de gênero. Já
em pires, lápis, ônibus não temos desinência nominal de
número.
mo de sufixo à palavra primitiva, que pode sofrer alteração
de significado ou mudança de classe gramatical: alfabetiza-
ção. No exemplo, o sufixo -ção transforma em substantivo
verbo alfabetizar. Este, por sua vez, já é derivado do subs-
tantivo alfabeto pelo acréscimo do sufixo -izar.
o
A
derivação sufixal pode ser:
-
Desinências Verbais: indicam as flexões de número e
pessoa e de modo e tempo dos verbos. A desinência “-o”,
presente em “am-o”, é uma desinência número pessoal, pois
indica que o verbo está na primeira pessoa do singular; “-va”,
de “ama-va”, é desinência modo-temporal: caracteriza uma
forma verbal do pretérito imperfeito do indicativo, na 1ª con-
jugação.
Nominal, formando substantivos e adjetivos: papel –
papelaria; riso – risonho.
Verbal, formando verbos: atual - atualizar.
Adverbial, formando advérbios de modo: feliz – feliz-
mente.
Vogal Temática: é a vogal que se junta ao radical, pre-
parando-o para receber as desinências. Nos verbos, distin-
guem-se três vogais temáticas:
- Derivação Parassintética ou Parassíntese: Ocorre
quando a palavra derivada resulta do acréscimo simultâ-
neo de prefixo e sufixo à palavra primitiva. Por meio da
parassíntese formam-se nomes (substantivos e adjetivos)
e
verbos. Considere o adjetivo “triste”. Do radical “trist-”
Caracteriza os verbos da 1ª conjugação: buscar, bus-
cavas, etc.
-
-
Caracteriza os verbos da 2ª conjugação: romper, rom-
pemos, etc.
formamos o verbo entristecer através da junção simultâ-
nea do prefixo “en-” e do sufixo “-ecer”. A presença de
apenas um desses afixos não é suficiente para formar uma
nova palavra, pois em nossa língua não existem as palavras
“entriste”, nem “tristecer”. Exemplos:
Caracteriza os verbos da 3ª conjugação: proibir, proi-
birá, etc.
-
emudecer
mudo – palavra inicial
Tema: é o grupo formado pelo radical mais vogal temá-
e
– prefixo
tica. Nos verbos citados acima, os temas são: busca-, rompe-,
proibi-
mud – radical
ecer – sufixo
14

LÍNGUA PORTUGUESA

desalmado alma – palavra inicial des – prefixo alm – radical ado – sufixo Os
desalmado
alma – palavra inicial
des – prefixo
alm – radical
ado – sufixo
Os adjetivos passam a advérbios: Falei baixo para que
ninguém escutasse.
Palavras invariáveis passam a substantivos: Não entendo
porquê disso tudo.
Substantivos próprios tornam-se comuns: Aquele coor-
denador é um caxias! (chefe severo e exigente)
o
Não devemos confundir derivação parassintética, em
que o acréscimo de sufixo e de prefixo é obrigatoriamente
simultâneo, com casos como os das palavras desvaloriza-
ção e desigualdade. Nessas palavras, os afixos são acopla-
dos em sequência: desvalorização provém de desvalorizar,
que provém de valorizar, que por sua vez provém de valor.
É impossível fazer o mesmo com palavras formadas por
parassíntese: não se pode dizer que expropriar provém de
“propriar” ou de “expróprio”, pois tais palavras não exis-
tem. Logo, expropriar provém diretamente de próprio, pelo
acréscimo concomitante de prefixo e sufixo.
Os processos de derivação vistos anteriormente fazem
parte da Morfologia porque implicam alterações na forma
das palavras. No entanto, a derivação imprópria lida basica-
mente com seu significado, o que acaba caracterizando um
processo semântico. Por essa razão, entendemos o motivo
pelo qual é denominada “imprópria”.
Composição: é o processo que forma palavras compos-
tas, a partir da junção de dois ou mais radicais. Existem dois
tipos:
-
Derivação Regressiva: ocorre derivação regressiva
quando uma palavra é formada não por acréscimo, mas
por redução: comprar (verbo), compra (substantivo); beijar
(verbo), beijo (substantivo).
-
Composição por Justaposição: ao juntarmos duas
ou mais palavras ou radicais, não ocorre alteração fonética:
passatempo, quinta-feira, girassol, couve-flor. Em «girassol»
Para descobrirmos se um substantivo deriva de um ver-
bo ou se ocorre o contrário, podemos seguir a seguinte
orientação:
houve uma alteração na grafia (acréscimo de um «s») justa-
mente para manter inalterada a sonoridade da palavra.
-
Composição por Aglutinação: ao unirmos dois ou
Se o substantivo denota ação, será palavra derivada,
e o verbo palavra primitiva.
-
-
Se o nome denota algum objeto ou substância, veri-
fica-se o contrário.
Vamos observar os exemplos acima: compra e beijo in-
dicam ações, logo, são palavras derivadas. O mesmo não
ocorre, porém, com a palavra âncora, que é um objeto.
Neste caso, um substantivo primitivo que dá origem ao
verbo ancorar.
Por derivação regressiva, formam-se basicamente
substantivos a partir de verbos. Por isso, recebem o nome
de substantivos deverbais. Note que na linguagem popu-
lar, são frequentes os exemplos de palavras formadas por
derivação regressiva. o portuga (de português); o boteco
(de botequim); o comuna (de comunista); agito (de agitar);
amasso (de amassar); chego (de chegar)
mais vocábulos ou radicais, ocorre supressão de um ou mais
de seus elementos fonéticos: embora (em boa hora); fidalgo
(filho de algo - referindo-se a família nobre); hidrelétrico (hi-
dro + elétrico); planalto (plano alto). Ao aglutinarem-se, os
componentes subordinam-se a um só acento tônico, o do
último componente.
-
Redução: algumas palavras apresentam, ao lado de sua
forma plena, uma forma reduzida. Observe: auto - por au-
tomóvel; cine - por cinema; micro - por microcomputador;
Zé - por José. Como exemplo de redução ou simplificação
de palavras, podem ser citadas também as siglas, muito fre-
quentes na comunicação atual.
-
Hibridismo: ocorre hibridismo na palavra em cuja for-
mação entram elementos de línguas diferentes: auto (grego)
+ móvel (latim).
O processo normal é criar um verbo a partir de um
substantivo. Na derivação regressiva, a língua procede em
sentido inverso: forma o substantivo a partir do verbo.
-
Onomatopeia: numerosas palavras devem sua origem
a uma tendência constante da fala humana para imitar as vo-
-
Derivação Imprópria: A derivação imprópria ocorre
quando determinada palavra, sem sofrer qualquer acrésci-
mo ou supressão em sua forma, muda de classe gramatical.
Neste processo:
zes e os ruídos da natureza. As onomatopeias são vocábulos
que reproduzem aproximadamente os sons e as vozes dos
seres: miau, zumzum, piar, tinir, urrar, chocalhar, cocoricar, etc.
Os adjetivos passam a substantivos: Os bons serão
contemplados.
Os particípios passam a substantivos ou adjetivos:
Aquele garoto alcançou um feito passando no concurso.
Os infinitivos passam a substantivos: O andar de Ro-
berta era fascinante; O badalar dos sinos soou na cidade-
zinha.
Os substantivos passam a adjetivos: O funcionário fan-
tasma foi despedido; O menino prodígio resolveu o pro-
blema.
Prefixos: os prefixos são morfemas que se colocam an-
tes dos radicais basicamente a fim de modificar-lhes o senti-
do; raramente esses morfemas produzem mudança de classe
gramatical. Os prefixos ocorrentes em palavras portuguesas
se originam do latim e do grego, línguas em que funciona-
vam como preposições ou advérbios, logo, como vocábulos
autônomos. Alguns prefixos foram pouco ou nada produ-
tivos em português. Outros, por sua vez, tiveram grande vi-
talidade na formação de novas palavras: a- , contra- , des- ,
em-
(ou en-) , es- , entre- re- , sub- , super- , anti-.
15

LÍNGUA PORTUGUESA

Prefixos de Origem Grega a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência, ca- rência: anônimo, amoral,
Prefixos de Origem Grega
a-, an-: afastamento, privação, negação, insuficiência, ca-
rência: anônimo, amoral, ateu, afônico.
ana-: inversão, mudança, repetição: analogia, análise, ana-
grama, anacrônico.
anfi-: em redor, em torno, de um e outro lado, duplicida-
de: anfiteatro, anfíbio, anfibologia.
anti-: oposição, ação contrária: antídoto, antipatia, anta-
gonista, antítese.
apo-: afastamento, separação: apoteose, apóstolo, apoca-
lipse, apologia.
arqui-, arce-: superioridade hierárquica, primazia, exces-
so: arquiduque, arquétipo, arcebispo, arquimilionário.
cata-: movimento de cima para baixo: cataplasma, catá-
logo, catarata.
di-: duplicidade: dissílabo, ditongo, dilema.
dia-: movimento através de, afastamento: diálogo, diago-
nal, diafragma, diagrama.
dis-: dificuldade, privação: dispneia, disenteria, dispepsia,
disfasia.
ec-, ex-, exo-, ecto-: movimento para fora: eclipse, êxodo,
ectoderma, exorcismo.
en-, em-, e-: posição interior, movimento para dentro: en-
céfalo, embrião, elipse, entusiasmo.
endo-: movimento para dentro: endovenoso, endocarpo,
endosmose.
epi-: posição superior, movimento para: epiderme, epílo-
go, epidemia, epitáfio.
eu-: excelência, perfeição, bondade: eufemismo, euforia,
eucaristia, eufonia.
hemi-: metade, meio: hemisfério, hemistíquio, hemiplégi-
ante-: anterioridade, procedência: antebraço, antessala,
anteontem, antever.
ambi-: duplicidade: ambidestro, ambiente, ambiguidade,
ambivalente.
ben(e)-, bem-: bem, excelência de fato ou ação: benefí-
cio, bendito.
bis-, bi-: repetição, duas vezes: bisneto, bimestral, bisavô,
biscoito.
circu(m)-: movimento em torno: circunferência, circuns-
crito, circulação.
cis-: posição aquém: cisalpino, cisplatino, cisandino.
co-, con-, com-: companhia, concomitância: colégio, coo-
perativa, condutor.
contra-: oposição: contrapeso, contrapor, contradizer.
de-: movimento de cima para baixo, separação, negação:
co.
hiper-: posição superior, excesso: hipertensão, hipérbole,
hipertrofia.
hipo-: posição inferior, escassez: hipocrisia, hipótese, hi-
podérmico.
meta-: mudança, sucessão: metamorfose, metáfora, me-
tacarpo.
para-: proximidade, semelhança, intensidade: paralelo,
parasita, paradoxo, paradigma.
peri-: movimento ou posição em torno de: periferia, peri-
pécia, período, periscópio.
pro-: posição em frente, anterioridade: prólogo, prognós-
tico, profeta, programa.
pros-: adjunção, em adição a: prosélito, prosódia.
proto-: início, começo, anterioridade: proto-história, pro-
tótipo, protomártir.
poli-: multiplicidade: polissílabo, polissíndeto, politeísmo.
sin-, sim-: simultaneidade, companhia: síntese, sinfonia,
simpatia, sinopse.
tele-: distância, afastamento: televisão, telepatia, telégrafo.
Prefixos de Origem Latina
a-, ab-, abs-: afastamento, separação: aversão, abuso,
abstinência, abstração.
a-, ad-: aproximação, movimento para junto: adjunto,ad-
vogado, advir, aposto.
decapitar, decair, depor.
de(s)-, di(s)-: negação, ação contrária, separação: desven-
tura, discórdia, discussão.
e-, es-, ex-: movimento para fora: excêntrico, evasão, ex-
portação, expelir.
en-, em-, in-: movimento para dentro, passagem para um
estado ou forma, revestimento: imergir, enterrar, embeber, in-
jetar, importar.
extra-: posição exterior, excesso: extradição, extraordiná-
rio, extraviar.
i-, in-, im-: sentido contrário, privação, negação: ilegal, im-
possível, improdutivo.
inter-, entre-: posição intermediária: internacional, inter-
planetário.
intra-: posição interior: intramuscular, intravenoso, intra-
verbal.
intro-: movimento para dentro: introduzir, introvertido,
introspectivo.
justa-: posição ao lado: justapor, justalinear.
ob-, o-: posição em frente, oposição: obstruir, ofuscar,
ocupar, obstáculo.
per-: movimento através: percorrer, perplexo, perfurar,
perverter.
pos-: posterioridade: pospor, posterior, pós-graduado.
pre-: anterioridade: prefácio, prever, prefixo, preliminar.
pro-: movimento para frente: progresso, promover, pros-
seguir, projeção.
re-: repetição, reciprocidade: rever, reduzir, rebater, reatar.
retro-: movimento para trás: retrospectiva, retrocesso, re-
troagir, retrógrado.
so-, sob-, sub-, su-: movimento de baixo para cima, infe-
rioridade: soterrar, sobpor, subestimar.
super-, supra-, sobre-: posição superior, excesso: super-
cílio, supérfluo.
soto-, sota-: posição inferior: soto-mestre, sota-voga, so-
to-pôr.
trans-, tras-, tres-, tra-: movimento para além, movimen-
to através: transatlântico, tresnoitar, tradição.
ultra-: posição além do limite, excesso: ultrapassar, ultrar-
romantismo, ultrassom, ultraleve, ultravioleta.
vice-, vis-: em lugar de: vice-presidente, visconde, vice-al-
mirante.
16

LÍNGUA PORTUGUESA

Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos) que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua
Sufixos: são elementos (isoladamente insignificativos)
que, acrescentados a um radical, formam nova palavra. Sua
principal característica é a mudança de classe gramatical
que geralmente opera. Dessa forma, podemos utilizar o sig-
nificado de um verbo num contexto em que se deve usar
um substantivo, por exemplo. Como o sufixo é colocado
depois do radical, a ele são incorporadas as desinências que
indicam as flexões das palavras variáveis. Existem dois gru-
pos de sufixos formadores de substantivos extremamente
importantes para o funcionamento da língua. São os que
formam nomes de ação e os que formam nomes de agente.
- de verbos:
-(a)(e)(i)nte: ação, qualidade, estado – semelhante, doente,
seguinte.
-(á)(í)vel: possibilidade de praticar ou sofrer uma ação –
louvável, perecível, punível.
-io, -(t)ivo: ação referência, modo de ser – tardio, afirmati-
vo, pensativo.
-(d)iço, -(t)ício: possibilidade de praticar ou sofrer uma
ação, referência – movediço, quebradiço, factício.
-(d)ouro,-(t)ório: ação, pertinência – casadouro, preparató-
rio.
Sufixos que formam nomes de ação: -ada – caminha-
da; -ança – mudança; -ância – abundância; -ção – emoção;
-dão – solidão; -ença – presença; -ez(a) – sensatez, beleza;
-ismo – civismo; -mento – casamento; -são – compreen-
são; -tude – amplitude; -ura – formatura.
Sufixos que formam nomes de agente: -ário(a) – se-
cretário; -eiro(a) – ferreiro; -ista – manobrista; -or – luta-
dor; -nte – feirante.
Sufixos Adverbiais: Na Língua Portuguesa, existe apenas
um único sufixo adverbial: É o sufixo “-mente”, derivado do
substantivo feminino latino mens, mentis que pode significar
“a mente, o espírito, o intento”.Este sufixo juntou-se a adjetivos,
na forma feminina, para indicar circunstâncias, especialmente a
de modo. Exemplos: altiva-mente, brava-mente, bondosa-
mente, nervosa-mente, fraca-mente, pia-mente. Já os advér-
bios que se derivam de adjetivos terminados em –ês (burgues-
mente, portugues-mente, etc.) não seguem esta regra, pois
esses adjetivos eram outrora uniformes. Exemplos: cabrito
montês / cabrita montês.
Sufixos que formam nomes de lugar, depositório:
-aria – churrascaria; -ário – herbanário; -eiro – açucareiro;
-or – corredor; -tério – cemitério; -tório – dormitório.
Sufixos que formam nomes indicadores de abun-
dância, aglomeração, coleção: -aço – ricaço; -ada – pa-
pelada; -agem – folhagem; -al – capinzal; -ame – gentame;
-ario(a) - casario, infantaria; -edo – arvoredo; -eria – cor-
reria; -io – mulherio; -ume – negrume.
Sufixos Verbais: Os sufixos verbais agregam-se, via de re-
gra, ao radical de substantivos e adjetivos para formar novos
verbos. Em geral, os verbos novos da língua formam-se pelo
acréscimo da terminação-ar. Exemplos: esqui-ar; radiograf
-ar; (a)doç-ar; nivel-ar; (a)fin-ar; telefon-ar; (a)portugues-ar.
Sufixos que formam nomes técnicos usados na ciên-
cia:
-ite - bronquite, hepatite (inflamação), amotite (fós-
seis).
-oma - mioma, epitelioma, carcinoma (tumores).
-ato, eto, Ito - sulfato, cloreto, sulfito (sais), granito
(pedra).
-ina - cafeína, codeína (alcaloides, álcalis artificiais).
-ol - fenol, naftol (derivado de hidrocarboneto).
-ema - morfema, fonema, semema, semantema (ciên-
cia linguística).
-io - sódio, potássio, selênio (corpos simples)
Sufixo que forma nomes de religião, doutrinas fi-
losóficas, sistemas políticos: - ismo: budismo, kantismo,
comunismo.
Os verbos exprimem, entre outras ideias, a prática de ação.
-ar: cruzar, analisar, limpar
-ear: guerrear, golear
-entar: afugentar, amamentar
-ficar: dignificar, liquidificar
-izar: finalizar, organizar
Verbo Frequentativo: é aquele que traduz ação repe-
tida.
Verbo Factitivo: é aquele que envolve ideia de fazer ou
causar.
Verbo Diminutivo: é aquele que exprime ação pouco
intensa.
Exercícios
01.
Assinale a opção em que todas as palavras se formam
pelo mesmo processo:
a) ajoelhar / antebraço / assinatura
Sufixos Formadores de Adjetivos
b) atraso / embarque / pesca
c) o jota / o sim / o tropeço
- de substantivos: -aco – maníaco; -ado – barbado;
-áceo(a) - herbáceo, liláceas; -aico – prosaico; -al – anual;
-ar – escolar; -ário - diário, ordinário; -ático – problemá-
tico; -az – mordaz; -engo – mulherengo; -ento – cruento;
-eo – róseo; -esco – pitoresco; -este – agreste; -estre –
terrestre; -enho – ferrenho; -eno – terreno; -ício – ali-
mentício; -ico – geométrico; -il – febril; -ino – cristalino;
-ivo – lucrativo; -onho – tristonho; -oso – bondoso; -udo
– barrigudo.
d) entrega / estupidez / sobreviver
e) antepor / exportação / sanguessuga
02.
A palavra “aguardente” formou-se por:
a) hibridismo
b) aglutinação
c) justaposição
d) parassíntese
e) derivação regressiva
17

LÍNGUA PORTUGUESA

03. Que item contém somente palavras formadas por 09. As palavras couve-flor, planalto e aguardente
03.
Que item contém somente palavras formadas por
09.
As palavras couve-flor, planalto e aguardente são for-
justaposição?
madas por:
a) desagradável – complemente
a) derivação
b) vaga-lume - pé-de-cabra
b) onomatopeia
c) encruzilhada – estremeceu
c) hibridismo
d) supersticiosa – valiosas
d) composição
e) desatarraxou – estremeceu
e) prefixação
04.
“Sarampo” é:
10.
Assinale a alternativa em que uma das palavras não é
a) forma primitiva
formada por prefixação:
b) formado por derivação parassintética
a) readquirir, predestinado, propor
c) formado por derivação regressiva
b) irregular, amoral, demover
d) formado por derivação imprópria
c) remeter, conter, antegozar
e) formado por onomatopéia
d) irrestrito, antípoda, prever
e) dever, deter, antever
05.
Numere as palavras da primeira coluna conforme
os processos de formação numerados à direita. Em segui-
da, marque a alternativa que corresponde à sequência nu-
Respostas: 1-B / 2-B / 3-B / 4-C / 5-E / 6-E / 7-D / 8-A /
9-D / 10-E /
mérica encontrada:
(
) aguardente
1) justaposição
CLASSES DE PALAVRAS
(
) casamento
2) aglutinação
(
) portuário
3) parassíntese
Flexão Nominal
(
) pontapé
4) derivação sufixal
(
) os contras
5) derivação imprópria
Flexão de número: Os nomes (substantivo, adjetivo
(
) submarino
6) derivação prefixal
(
) hipótese
etc.), de modo geral, admitem a flexão de número: singular e
plural: animal – animais.
-
a)
1, 4, 3, 2, 5, 6, 1
Na maioria das vezes, acrescenta-se S: ponte – pon-
tes; bonito – bonitos.
b)
4, 1, 4, 1, 5, 3, 6
-
Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES:
c)
1, 4, 4, 1, 5, 6, 6
éter – éteres; avestruz – avestruzes. O pronome qualquer faz
d)
2, 3, 4, 1, 5, 3, 6
o
plural no meio: quaisquer
e)
2, 4, 4, 1, 5, 3, 6
-
Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se
06.
Indique a palavra que foge ao processo de forma-
ES: ananás – ananases. As paroxítonas e as proparoxítonas
são invariáveis: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus
ção de chapechape:
a) zunzum
-
Palavras terminadas em IL:
b) reco-reco
c) toque-toque
átono: trocam IL por EIS: fóssil – fósseis.
tônico: trocam L por S: funil – funis.
d) tlim-tlim
e)
vivido
-
Palavras terminadas em EL:
07.
Em que alternativa a palavra sublinhada resulta de
átono: plural em EIS: nível – níveis.
tônico: plural em ÉIS: carretel – carretéis.
derivação imprópria?
a)
Às sete horas da manhã começou o trabalho princi-
-
Palavras terminadas em X são invariáveis: o clímax
pal: a votação.
os clímax.
b)
Pereirinha estava mesmo com a razão. Sigilo
Voto
secreto
Bobagens, bobagens!
c)
Sem radical reforma da lei eleitoral, as eleições con-
-
Há palavras cuja sílaba tônica avança: júnior − juniores;
tinuariam sendo uma farsa!
d) Não chegaram a trocar um isto de prosa, e se en-
tenderam.
caráter – caracteres. A palavra
Caracteres é plural tanto de caractere quanto de caráter.
e)
Dr. Osmírio andaria desorientado, senão bufando de raiva.
-
Palavras terminadas em ão fazem o plural em ãos,
08.
Assinale a série de palavras em que todas são for-
madas por parassíntese:
a) acorrentar, esburacar, despedaçar, amanhecer
b) solução, passional, corrupção, visionário
c) enrijecer, deslealdade, tortura, vidente
d) biografia, macróbio, bibliografia, asteróide
e) acromatismo, hidrogênio, litografar, idiotismo
ães e ões.
Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.
Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos. Os
paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o plural
em ãos.
Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães.
Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
anões/anãos.
18

LÍNGUA PORTUGUESA

Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guar- diães, cirugiões/cirurgiães. Em ões, ãos ou ães:
Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/guar-
diães, cirugiões/cirurgiães.
Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/
ermitãos/ermitães
-
Nenhum elemento varia. Quando há verbo mais
-
Plural dos diminutivos com a letra z. Coloca-se a
palavra invariável: O cola-tudo – os cola-tudo. Quando há
dois verbos de sentido oposto: o perde-ganha – os perde-
ganha. Nas frases substantivas (frases que se transformam
em substantivos): O maria-vai-com-as-outras − os maria-
vai-com-as-outras.
palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se zinhos (ou zi-
nhas): coraçãozinho – corações – coraçõe – coraçõezinhos.
- São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
-
Plural com metafonia (ô - ó). Algumas palavras,
quando vão ao plural, abrem o timbre da vogal “o”, outras
não. Com metafonia singular (ô) plural (ó): coro-coros; cor-
vo-corvos; destroço-destroços. Sem metafonia singular (ô)
plural (ô): adorno-adornos; bolso-bolsos; transtorno-trans-
tornos.
-
Casos especiais: aval, avales e avaiscal − cales e cais-
sem-teto e sem-terra: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
Admitem mais de um plural: pai-nosso − pais-nossos ou
pai-nossos; padre-nosso − padres-nossos ou padre-nos-
sos; terra-nova − terras-novas ou terra-novas; salvo-con-
duto − salvos-condutos ou salvo-condutos; xeque-mate
− xeques-mates ou xeques-mate; fruta-pão − frutas-pães
ou frutas-pão; guarda-marinha − guardas-marinhas ou
guardas-marinha. Casos especiais: palavras que não se en-
caixam nas regras: o bem-me-quer − os bem-me-queres;
cós − coses e cós – fel, feles e féis – mal e males – cônsul
o
e
cônsules.
joão-ninguém − os joões-ninguém; o lugar-tenente − os
lugar-tenentes; o mapa-múndi − os mapas-múndi.
-
Os dois elementos variam. Quando os compostos
Flexão de Gênero: Os substantivos e as palavras que
são formados por substantivo mais palavra variável (adjeti-
vo, substantivo, numeral, pronome): amor-perfeito − amo-
res-perfeitos; couve-flor − couves-flores; segunda-feira −
segundas-feiras.
o
acompanham na frase admitem a flexão de gênero: mas-
culino e feminino: Meu amigo diretor recebeu o primeiro
salário. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
A
flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.
-
Só o primeiro elemento varia. Quando há preposição
no composto, mesmo que oculta: pé-de-moleque − pés-
de-moleque; cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor).
Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim
ou semelhança): banana-maçã − bananas-maçã (seme-
Com a troca de o ou e por a: lobo – loba; mestre –
mestra.
-
lhante a maçã); navio-escola − navios-escola (a finalidade
- Por meio de diferentes sufixos nominais de gêne-
ro, muitas vezes com alterações do radical: ateu – atéia;
bispo – episcopisa; conde – condessa; duque – duquesa;
é a escola).
Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos.
É
frade – freira; ilhéu – ilhoa; judeu – judia; marajá – marani;
monje – monja; pigmeu – pigmeia; píton – pitonisa; sandeu
uma situação polêmica: mangas-espada (preferível) ou
sandia; sultão – sultana.
mangas-espadas. Quando dizemos (e isso vai ocorrer ou-
tras vezes) que é uma situação polêmica, discutível, con-
vém ter em mente que a questão do concurso deve ser
resolvida por eliminação, ou seja, analisando bem as outras
opções.
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero,
ou seja, possuem uma única forma para masculino e femi-
nino. Podem ser:
-
Apenas o último elemento varia. Quando os ele-
mentos são adjetivos: hispano-americano − hispano-ame-
ricanos. A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjeti-
vos se flexionam: surdos-mudos. Nos compostos em que
aparecem os adjetivos grão, grã e bel: grão-duque − grão-
duques; grã-cruz − grã-cruzes; bel-prazer − bel-prazeres.
Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
elemento invariável (advérbio, interjeição, prefixo etc.) mais
substantivo ou adjetivo: arranha-céu − arranha-céus; sem-
pre-viva − sempre-vivas; super-homem − super-homens.
Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
(representam sons): reco-reco − reco-recos; pingue-pon-
gue − pingue-pongues; bem-te-vi − bem-te-vis.
Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver algu-
ma alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais. Se
forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois no
plural: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas
Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo
designar os dois sexos: a pessoa, o cônjuge, a testemunha.
Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, po-
dendo então ser masculinos ou femininos: o estudante − a
estudante, o cientista − a cientista, o patriota − a patriota.
Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os
animais: O jacaré, a cobra, o polvo
O feminino de elefante é elefanta , e não elefoa. Aliá
é correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta.
Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado epi-
ceno. É algo discutível.
Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas
costumam trocar: champanha aguardente, dó, alface, eclip-
se, calformicida, cataplasma, grama (peso), grafite, milhar
libido, plasma, soprano, musse, suéter, preá, telefonema.
Existem substantivos que admitem os dois gêneros:
diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc.
19

LÍNGUA PORTUGUESA

Flexão de Grau: Tempos do Pretérito (passado): Exprimem processos an- teriores ao ato da fala.
Flexão de Grau:
Tempos do Pretérito (passado): Exprimem processos an-
teriores ao ato da fala. São eles:
Grau do substantivo
-
Pretérito Imperfeito: Exprime um processo habitual, ou
- Normal ou Positivo: sem nenhuma alteração.
- Aumentativo: Sintético: chapelão. Analítico: cha-
com duração no tempo: Naquela época eu cantava como um
pássaro.
péu grande, chapéu enorme etc.
-
Pretérito Perfeito: Exprime uma ação acabada: Paulo
-
Diminutivo: Sintético: chapeuzinho. Analítico: cha-
quebrou meu violão de estimação.
péu pequeno, chapéu reduzido etc. Um grau é sintético
quando formado por sufixo; analítico, por meio de outras
palavras.
-
Pretérito Mais-que-Perfeito: Exprime um processo an-
terior a um processo acabado: Embora tivera deixado a escola,
ele nunca deixou de estudar.
Tempos do Futuro: Indicam processos que irão acontecer:
-
Futuro do Presente: Exprime um processo que ainda
Grau do adjetivo
não aconteceu: Farei essa viagem no fim do ano.
- Normal ou Positivo: João é forte.
-
Futuro do Pretérito: Exprime um processo posterior a
- Comparativo: de superioridade: João é mais forte
que André. (ou do que); de inferioridade: João é menos
um processo que já passou: Eu faria essa viagem se não tivesse
comprado o carro.
forte que André. (ou do que); de igualdade: João é tão
forte quanto André. (ou como)
-
Superlativo: Absoluto: sintético: João é fortíssimo;
analítico: João é muito forte (bastante forte, forte demais
etc.); Relativo: de superioridade: João é o mais forte da
turma; de inferioridade: João é o menos forte da turma.
O grau superlativo absoluto corresponde a um aumen-
to do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo,
érrimo ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito,
bastante, demasiadamente, enorme etc. As palavras maior,
menor, melhor, e pior constituem sempre graus de superio-
ridade: O carro é menor que o ônibus; menor (mais peque-
no): comparativo de superioridade. Ele é o pior do grupo;
pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
apresentar dúvidas. acre – acérrimo, amargo – amaríssimo;
amigo – amicíssimo; antigo – antiqüíssimo; cruel – crudelís-
simo; doce – dulcíssimo; fácil – facílimo; feroz – ferocíssimo;
fiel – fidelíssimo; geral – generalíssimo; humilde – humíli-
mo; magro – macérrimo; negro – nigérrimo; pobre – pau-
pérrimo; sagrado – sacratíssimo; sério – seriíssimo; soberbo
– superbíssimo.
Modo Subjuntivo: Expressa incerteza, possibilidade ou
dúvida em relação ao processo verbal e não está ligado com a
noção de tempo. Há três tempos: presente, imperfeito e futuro.
Quero que voltes para mim; Não pise na grama; É possível que
ele seja honesto; Espero que ele fique contente; Duvido que
ele seja o culpado; Procuro alguém que seja meu companhei-
ro para sempre; Ainda que ele queira, não lhe será concedida a
vaga; Se eu fosse bailarina, estaria na Rússia; Quando eu tiver
dinheiro, irei para as praias do nordeste.
Modo Imperativo: Exprime atitude de ordem, pedido ou
solicitação: Vai e não voltes mais.
Pessoa: A norma da língua portuguesa estabelece três
pessoas: Singular: eu , tu , ele, ela. Plural: nós, vós, eles, elas. No
português brasileiro é comum o uso do pronome de tratamen-
to você (s) em lugar do tu e vós.
Exercícios
01.
Assinale o par de vocábulos que formam o plural como
Flexão Verbal
órfão e mata-burro, respectivamente:
a) cristão / guarda-roupa
As flexões verbais são expressas por meio dos tempos,
modo e pessoa da seguinte forma: O tempo indica o mo-
mento em que ocorre o processo verbal; O modo indica a
atitude do falante (dúvida, certeza, impossibilidade, pedi-
do, imposição, etc.); A pessoa marca na forma do verbo a
pessoa gramatical do sujeito.
Tempos: Há tempos do presente, do passado (pretéri-
to) e do futuro.
b) questão / abaixo-assinado
c) alemão / beija-flor
d) tabelião / sexta-feira
e) cidadão / salário-família
02.
Relativamente à concordância dos adjetivos compostos
indicativos de cor, uma, dentre as seguintes, está errada. Qual?
a) saia amarelo-ouro
b) papel amarelo-ouro
Modo
c) caixa vermelho-sangue
d) caixa vermelha-sangue
Modo Indicativo: Indica uma certeza relativa do falan-
te com referência ao que o verbo exprime; pode ocorrer no
tempo presente, passado ou futuro:
e) caixas vermelho-sangue
03.
Indique a frase correta:
a) Mariazinha e Rita são duas leva-e-trazes.
Presente: Processo simultâneo ao ato da fala, fato cor-
riqueiro, habitual: Compro livros nesta livraria. Usa-se tam-
bém o presente com o valor de passado, passado histórico
(nos contos, narrativas)
b) Os filhos de Clotilde são dois espalhas-brasas.
c) O ladrão forçou a porta com dois pés-de-cabra.
d) Godofredo almoçou duas couves-flor.
e) Alfredo e Radagásio são dois gentilhomens.
20

LÍNGUA PORTUGUESA

04. Flexão incorreta: Frase, período e oração: a) os cidadãos b) os açúcares c) os
04.
Flexão incorreta:
Frase, período e oração:
a) os cidadãos
b) os açúcares
c) os cônsules
d) os tóraxes
e) os fósseis
05.
Mesma pronúncia de “bolos”:
a) tijolos
Frase é todo enunciado suficiente por si mesmo para
estabelecer comunicação. Expressa juízo, indica ação, esta-
do ou fenômeno, transmite um apelo, ordem ou exterioriza
emoções.
Normalmente a frase é composta por dois termos – o
sujeito e o predicado – mas não obrigatoriamente, pois em
Português há orações ou frases sem sujeito: Há muito tempo
que não chove.
b) caroços
c) olhos
d) fornos
e) rostos
Enquanto na língua falada a frase é caracterizada pela
entoação, na língua escrita, a entoação é reduzida a sinais de
pontuação.
Quanto aos tipos de frases, além da classificação em ver-
06.
Não varia no plural:
a) tique-taque
bais e nominais, feita a partir de seus elementos constituintes,
elas podem ser classificadas a partir de seu sentido global:
b) guarda-comida
-
frases interrogativas: o emissor da mensagem formula
c) beija-flor
uma pergunta: Que queres fazer?
d) para-lama
-
frases imperativas: o emissor da mensagem dá uma or-
e) cola-tudo
dem ou faz um pedido: Dê-me uma mãozinha! Faça-o sair!
-
frases exclamativas: o emissor exterioriza um estado
07.
Está mal flexionado o adjetivo na alternativa:
afetivo: Que dia difícil!
a) Tecidos verde-olivas
b) Festas cívico-religiosas
frases declarativas: o emissor constata um fato: Ele já
chegou.
-
c) Guardas noturnos luso-brasileiros
d) Ternos azul-marinho
e) Vários porta-estandartes
Quanto à estrutura da frase, as frases que possuem ver-
bo (oração) são estruturadas por dois elementos essenciais:
08.
Na sentença “Há frases que contêm mais beleza do
que verdade”, temos grau:
sujeito e predicado. O sujeito é o termo da frase que concor-
da com o verbo em número e pessoa. É o “ser de quem se
declara algo”, “o tema do que se vai comunicar”. O predicado
a) comparativo de superioridade
b) superlativo absoluto sintético
c) comparativo de igualdade
d) superlativo relativo
e) superlativo por meio de acréscimo de sufixo
é a parte da frase que contém “a informação nova para o
ouvinte”. Ele se refere ao tema, constituindo a declaração do
que se atribui ao sujeito.
Quando o núcleo da declaração está no verbo, temos o
predicado verbal. Mas, se o núcleo estiver num nome, tere-
mos um predicado nominal:
09.
Assinale a alternativa em que a flexão do substanti-
vo composto está errada:
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres de
opinião.
a) os pés-de-chumbo
A
existência é frágil.
b) os corre-corre
c) as públicas-formas
d) os cavalos-vapor
e) os vaivéns
10.
Aponte a alternativa em que haja erro quanto à fle-
A oração, às vezes, é sinônimo de frase ou período (sim-
ples) quando encerra um pensamento completo e vem limi-
tada por ponto-final, ponto de interrogação, ponto de excla-
mação e por reticências.
Um vulto cresce na escuridão. Clarissa encolhe-se. É Vasco.
xão do nome composto:
a) vice-presidentes, amores-perfeitos, os bota-fora
b) tico-ticos, salários-família, obras-primas
c) reco-recos, sextas-feiras, sempre-vivas
Acima temos três orações correspondentes a três perío-
dos simples ou a três frases. Mas, nem sempre oração é frase:
d) pseudo-esferas, chefes-de-seção, pães-de-ló
e) pisca-piscas, cartões-postais, mulas-sem-cabeças
Respostas: 1-A / 2-D / 3-C / 4-D / 5-E / 6-E / 7-A / 8-A
/ 9-B / 10-E /
“convém que te apresses” apresenta duas orações, mas uma
só frase, pois somente o conjunto das duas é que traduz um
pensamento completo.
Outra definição para oração é a frase ou membro de fra-
se que se organiza ao redor de um verbo. A oração possui
sempre um verbo (ou locução verbal), que implica na exis-
tência de um predicado, ao qual pode ou não estar ligado
um sujeito.
21
LÍNGUA PORTUGUESA Assim, a oração é caracterizada pela presença de um verbo. Dessa forma: A
LÍNGUA PORTUGUESA
Assim, a oração é caracterizada pela presença de um
verbo. Dessa forma:
A
indeterminação do sujeito ocorre quando não é
Rua! = é uma frase, não é uma oração.
em: “Quero a rosa mais linda que houver, para enfei-
tar a noite do meu bem.” Temos uma frase e três orações:
As duas últimas orações não são frases, pois em si mesmas
não satisfazem um propósito comunicativo; são, portanto,
membros de frase.
possível identificar claramente a que se refere a concor-
dância verbal. Isso ocorre quando não se pode ou não inte-
ressa indicar precisamente o sujeito de uma oração.
Estão gritando seu nome lá fora;
Trabalha-se demais neste lugar.
O
sujeito simples é o sujeito determinado que possui
Quanto ao período, ele denomina a frase constituí-
da por uma ou mais orações, formando um todo, com
sentido completo. O período pode ser simples ou com-
posto.
um único núcleo. Esse vocábulo pode estar no singular ou
no plural; pode também ser um pronome indefinido.
Nós nos respeitamos mutuamente;
A
existência é frágil;
Ninguém se move;
O
amar faz bem.
Período simples é aquele constituído por apenas uma
oração, que recebe o nome de oração absoluta.
Chove.
A existência é frágil.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres
de opinião.
O
sujeito composto é o sujeito determinado que pos-
sui mais de um núcleo.
Alimentos e roupas andam caríssimos;
Ela e eu nos respeitamos mutuamente;
O
amar e o odiar são tidos como duas faces da mesma
moeda.
Período composto é aquele constituído por duas ou
mais orações:
“Quando você foi embora, fez-se noite em meu viver.”
Cantei, dancei e depois dormi.
Termos essenciais da oração:
Além desses dois sujeitos determinados, é comum a
referência ao sujeito oculto ( ou elíptico), isto é, ao núcleo
do sujeito que está implícito e que pode ser reconhecido
pela desinência verbal ou pelo contexto.
Abolimos todas as regras. = (nós)
O sujeito e o predicado são considerados termos es-
senciais da oração, ou seja, sujeito e predicado são termos
indispensáveis para a formação das orações. No entanto,
existem orações formadas exclusivamente pelo predicado.
O
sujeito indeterminado surge quando não se quer
O
que define, pois, a oração, é a presença do verbo.
O
sujeito é o termo que estabelece concordância com
verbo.
“Minha primeira lágrima caiu dentro dos teus olhos.”
“Minhas primeiras lágrimas caíram dentro dos teus
olhos”.
Na primeira frase, o sujeito é minha primeira lágrima.
o
ou não se pode identificar claramente a que o predicado da
oração refere--se. Existe uma referência imprecisa ao sujei-
to, caso contrário, teríamos uma oração sem sujeito.
Na língua portuguesa o sujeito pode ser indetermina-
do de duas maneiras:
com verbo na terceira pessoa do plural, desde que o
sujeito não tenha sido identificado anteriormente:
-
Minha e primeira referem-se ao conceito básico expresso
em lágrima. Lágrima é, pois, a principal palavra do sujeito,
sendo, por isso, denominada núcleo do sujeito. O núcleo
do sujeito relaciona-se com o verbo, estabelecendo a con-
cordância.
Bateram à porta;
Andam espalhando boatos a respeito da queda do mi-
nistro.
-
com o verbo na terceira pessoa do singular, acrescido
do pronome se. Esta é uma construção típica dos verbos
que não apresentam complemento direto:
A
função do sujeito é basicamente desempenhada por
Precisa-se de mentes criativas;
substantivos, o que a torna uma função substantiva da ora-
ção. Pronomes, substantivos, numerais e quaisquer outras
palavras substantivadas (derivação imprópria) também po-
dem exercer a função de sujeito.
Ele já partiu;
Os dois sumiram;
Um sim é suave e sugestivo.
Vivia-se bem naqueles tempos;
Trata-se de casos delicados;
Sempre se está sujeito a erros.
O
pronome se funciona como índice de indetermina-
ção do sujeito.
Os sujeitos são classificados a partir de dois elementos:
de determinação ou indeterminação e o de núcleo do
sujeito.
Um sujeito é determinado quando é facilmente iden-
tificável pela concordância verbal. O sujeito determinado
pode ser simples ou composto.
o
As orações sem sujeito, formadas apenas pelo predi-
cado, articulam-se a partir de um verbo impessoal. A men-
sagem está centrada no processo verbal. Os principais ca-
sos de orações sem sujeito com:
-
os verbos que indicam fenômenos da natureza:
Amanheceu repentinamente;
Está chuviscando.
22

LÍNGUA PORTUGUESA

- os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam fenô- menos meteorológicos ou se
- os verbos estar, fazer, haver e ser, quando indicam fenô-
menos meteorológicos ou se relacionam ao tempo em geral:
Está tarde.
Ainda é cedo.
Já são três horas, preciso ir;
Faz frio nesta época do ano;
Há muitos anos aguardamos mudanças significativas;
Faz anos que esperamos melhores condições de vida;
Na frase acima o verbo ser poderia ser substituído por
estar, andar, ficar, parecer, permanecer ou continuar, atuando
como elemento de ligação entre o sujeito e as palavras a ele
relacionadas.
A
função de predicativo é exercida normalmente por um
adjetivo ou substantivo.
O predicado verbo-nominal é aquele que apresenta
dois núcleos significativos: um verbo e um nome. No predi-
O
predicado é o conjunto de enunciados que numa
cado verbo-nominal, o predicativo pode referir-se ao sujeito
ou ao complemento verbal.
dada oração contém a informação nova para o ouvinte. Nas
orações sem sujeito, o predicado simplesmente enuncia um
fato qualquer:
O
verbo do predicado verbo-nominal é sempre signifi-
cativo, indicando processos. É também sempre por intermé-
Chove muito nesta época do ano;
Houve problemas na reunião.
dio do verbo que o predicativo se relaciona com o termo a
que se refere.
O
dia amanheceu ensolarado;
As mulheres julgam os homens inconstantes
Nas orações que surge o sujeito, o predicado é aquilo
que se declara a respeito desse sujeito.
Com exceção do vocativo, que é um termo à parte, tudo
que difere do sujeito numa oração é o seu predicado.
Os homens (sujeito) pedem amor às mulheres (predicado);
Passou-me (predicado) uma ideia estranha (sujeito) pelo
pensamento (predicado).
o
No primeiro exemplo, o verbo amanheceu apresenta
duas funções: a de verbo significativo e a de verbo de liga-
ção. Esse predicado poderia ser desdobrado em dois, um
verbal e outro nominal:
O
dia amanheceu;
O
dia estava ensolarado.
Para o estudo do predicado, é necessário verificar se seu
núcleo está num nome ou num verbo. Deve-se considerar
também se as palavras que formam o predicado referem-se
apenas ao verbo ou também ao sujeito da oração.
Os homens sensíveis (sujeito) pedem amor sincero às mu-
lheres de opinião.
No segundo exemplo, é o verbo julgar que relaciona o
complemento homens como o predicativo inconstantes.
Termos integrantes da oração:
O
predicado acima apresenta apenas uma palavra que se
Os complementos verbais (objeto direto e indireto) e o
complemento nominal são chamados termos integrantes da
oração.
Os complementos verbais integram o sentido dos ver-
refere ao sujeito: pedem. As demais palavras ligam-se direta
ou indiretamente ao verbo.
A
existência (sujeito) é frágil (predicado).
O
nome frágil, por intermédio do verbo, refere-se ao
bos transitivos, com eles formando unidades significativas.
Esses verbos podem se relacionar com seus complementos
diretamente, sem a presença de preposição ou indiretamen-
te, por intermédio de preposição.
sujeito da oração. O verbo atua como elemento de ligação
entre o sujeito e a palavra a ele relacionada.
O
objeto direto é o complemento que se liga diretamen-
O predicado verbal é aquele que tem como núcleo sig-
nificativo um verbo:
Chove muito nesta época do ano;
Senti seu toque suave;
te ao verbo.
Os homens sensíveis pedem amor às mulheres de opinião;
Os homens sinceros pedem-no às mulheres de opinião;
Dou-lhes três.
Houve muita confusão na partida final.
O
velho prédio foi demolido.
O objeto direto preposicionado ocorre principalmente:
Os verbos acima são significativos, isto é, não servem
apenas para indicar o estado do sujeito, mas indicam pro-
cessos.
- com nomes próprios de pessoas ou nomes comuns
referentes a pessoas:
O
predicado nominal é aquele que tem como núcleo
Amar a Deus;
Adorar a Xangô;
Estimar aos pais.
significativo um nome; esse nome atribui uma qualidade ou
estado ao sujeito, por isso é chamado de predicativo do su-
jeito. O predicativo é um nome que se liga a outro nome da
oração por meio de um verbo.
com pronomes indefinidos de pessoa e pronomes de
tratamento:
-
Nos predicados nominais, o verbo não é significativo, isto
Não excluo a ninguém;
Não quero cansar a Vossa Senhoria.
é,
não indica um processo. O verbo une o sujeito ao predica-
tivo, indicando circunstâncias referentes ao estado do sujeito:
-
para evitar ambiguidade:
“Ele é senhor das suas mãos e das ferramentas.”
Ao povo prejudica a crise. (sem preposição, a situação
seria outra)
23

LÍNGUA PORTUGUESA

O objeto indireto é o complemento que se liga indireta- O adjunto adnominal liga-se diretamente
O
objeto indireto é o complemento que se liga indireta-
O
adjunto adnominal liga-se diretamente ao substan-
mente ao verbo, ou seja, através de uma preposição.
Os homens sensíveis pedem amor sincero às mulheres;
tivo a que se refere, sem participação do verbo. Já o predi-
cativo do objeto liga-se ao objeto por meio de um verbo.
Os homens pedem-lhes amor sincero;
Gosto de música popular brasileira.
O
poeta português deixou uma obra originalíssima.
O
poeta deixou-a.
O
termo que integra o sentido de um nome chama-se
(originalíssima não precisou ser repetida, portanto: ad-
junto adnominal)
complemento nominal. O complemento nominal liga-se
ao nome que completa por intermédio de preposição:
O
poeta português deixou uma obra inacabada.
O
poeta deixou-a inacabada.
Desenvolvemos profundo respeito à arte;
A arte é necessária à vida;
Tenho-lhe profundo respeito.
(inacabada precisou ser repetida, então: predicativo do
objeto)
Termos acessórios da oração e vocativo:
Enquanto o complemento nominal relaciona-se a um
substantivo, adjetivo ou advérbio; o adjunto nominal rela-
ciona-se apenas ao substantivo.
Os termos acessórios recebem esse nome por serem aci-
dentais, explicativos, circunstanciais. São termos acessórios o
adjunto adverbial, adjunto adnominal, o aposto e o vocativo.
O
aposto é um termo acessório que permite ampliar,
explicar, desenvolver ou resumir a ideia contida num termo
que exerça qualquer função sintática.
O
adjunto adverbial é o termo da oração que indica
uma circunstância do processo verbal, ou intensifica o senti-
Ontem, segunda-feira, passei o dia mal-humorado.
do de um adjetivo, verbo ou advérbio. É uma função adver-
bial, pois cabe ao advérbio e às locuções adverbiais exerce-
rem o papel de adjunto adverbial.
Amanhã voltarei de bicicleta àquela velha praça.
Segunda-feira é aposto do adjunto adverbial de tempo
ontem. Dizemos que o aposto é sintaticamente equivalente
ao termo que se relaciona porque poderia substituí-lo: Se-
gunda-feira passei o dia mal-humorado.
As circunstâncias comumente expressas pelo adjunto
adverbial são:
O
aposto pode ser classificado, de acordo com seu va-
lor na oração, em:
- acréscimo: Além de tristeza, sentia profundo cansaço.
a)
explicativo: A linguística, ciência das línguas huma-
- afirmação: Sim, realmente irei partir.
- assunto: Falavam sobre futebol.
nas, permite-nos interpretar melhor nossa relação com o
mundo.
- causa: Morrer ou matar de fome, de raiva e de sede…
b)
enumerativo: A vida humana compõe-se de muitas
- companhia: Sempre contigo bailando sob as estrelas.
coisas: amor, arte, ação.
- concessão: Apesar de você, amanhã há de ser outro dia.
c)
resumidor ou recapitulativo: Fantasias, suor e sonho,
- conformidade: Fez tudo conforme o combinado.
tudo isso forma o carnaval.
- dúvida: Talvez nos deixem entrar.
d)
comparativo: Seus olhos, indagadores holofotes, fixa-
- fim: Estudou para o exame.
ram-se por muito tempo na baía anoitecida.
- frequência: Sempre aparecia por lá.
- instrumento: Fez o corte com a faca.
O
vocativo é um termo que serve para chamar, invocar
- intensidade: Corria bastante.
ou interpelar um ouvinte real ou hipotético.
- limite: Andava atabalhoado do quarto à sala.
- lugar: Vou à cidade.
A
função de vocativo é substantiva, cabendo a subs-
- matéria: Compunha-se de substâncias estranhas.
- meio: Viajarei de trem.
tantivos, pronomes substantivos, numerais e palavras subs-
tantivadas esse papel na linguagem.
- modo: Foram recrutados a dedo.
- negação: Não há ninguém que mereça.
preço: As casas estão sendo vendidas a preços exorbi-
tantes.
-
João, venha comigo!
Traga-me doces, minha menina!
substituição ou troca: Abandonou suas convicções por
privilégios econômicos.
-
PERÍODO COMPOSTO POR COORDENAÇÃO
-
tempo: Ontem à tarde encontrou o velho amigo.
O
período composto caracteriza-se por possuir mais
de uma oração em sua composição. Sendo assim:
O
adjunto adnominal é o termo acessório que deter-
mina, especifica ou explica um substantivo. É uma função
adjetiva, pois são os adjetivos e as locuções adjetivas que
exercem o papel de adjunto adnominal na oração. Também
atuam como adjuntos adnominais os artigos, os numerais e
os pronomes adjetivos.
O poeta inovador enviou dois longos trabalhos ao seu
amigo de infância.
Eu irei à praia. (Período Simples = um verbo, uma
oração)
-
-
Estou comprando um protetor solar, depois irei à
praia. (Período Composto =locução verbal, verbo, duas
orações)
-
Já me decidi: só irei à praia, se antes eu comprar um
protetor solar. (Período Composto = três verbos, três ora-
ções).
24

LÍNGUA PORTUGUESA

Cada verbo ou locução verbal corresponde a uma ora- ção. Isso implica que o primeiro
Cada verbo ou locução verbal corresponde a uma ora-
ção. Isso implica que o primeiro exemplo é um período sim-
ples, pois tem apenas uma oração, os dois outros exemplos
são períodos compostos, pois têm mais de uma oração.
Há dois tipos de relações que podem se estabelecer
entre as orações de um período composto: uma relação de
coordenação ou uma relação de subordinação.
Duas orações são coordenadas quando estão juntas em
um mesmo período, (ou seja, em um mesmo bloco de in-
formações, marcado pela pontuação final), mas têm, ambas,
estruturas individuais, como é o exemplo de:
Orações Coordenadas Sindéticas Conclusivas: suas
principais conjunções são: logo, portanto, por fim, por con-
seguinte, consequentemente, pois (posposto ao verbo)
Passei no concurso, portanto irei comemorar.
Conclui o meu projeto, logo posso descansar.
Tomou muito sol, consequentemente ficou adoentada.
A situação é delicada; devemos, pois, agir
Estou comprando um protetor solar, depois irei à praia.
(Período Composto)
Podemos dizer:
1. Estou comprando um protetor solar.
Orações Coordenadas Sindéticas Explicativas: suas
principais conjunções são: isto é, ou seja, a saber, na verda-
de, pois (anteposto ao verbo).
Só passei na prova porque me esforcei por muito tempo.
Só fiquei triste por você não ter viajado comigo.
Não fui à praia, pois queria descansar durante o Do-
mingo.
2. Irei à praia.
Separando as duas, vemos que elas são independentes.
É esse tipo de período que veremos agora: o Período
Composto por Coordenação.
Quanto à classificação das orações coordenadas, temos
dois tipos: Coordenadas Assindéticas e Coordenadas Sin-
PERÍODO COMPOSTO POR SUBORDINAÇÃO
Observe o exemplo abaixo de Vinícius de Moraes:
déticas.
“Eu sinto
teu gesto.”
Oração Principal
que em meu gesto existe o
Oração Subordinada
Coordenadas Assindéticas
São orações coordenadas entre si e que não são ligadas
através de nenhum conectivo. Estão apenas justapostas.
Coordenadas Sindéticas
Ao contrário da anterior, são orações coordenadas en-
tre si, mas que são ligadas através de uma conjunção coor-
denativa. Esse caráter vai trazer para esse tipo de oração
uma classificação. As orações coordenadas sindéticas são
classificadas em cinco tipos: aditivas, adversativas, alternati-
vas, conclusivas e explicativas.
Observe que na oração subordinada temos o verbo
“existe”, que está conjugado na terceira pessoa do singu-
lar do presente do indicativo. As orações subordinadas que
apresentam verbo em qualquer dos tempos finitos (tempos
do modo do indicativo, subjuntivo e imperativo), são cha-
madas de orações desenvolvidas ou explícitas.
Podemos modificar o período acima. Veja:
Eu sinto existir em meu gesto o teu
gesto.
Oração Principal Oração Subordinada
A
análise das orações continua sendo a mesma: “Eu
Orações Coordenadas Sindéticas Aditivas: suas prin-
cipais conjunções são: e, nem, não só
mas também, não
como, assim
como.
Não só cantei como também dancei.
Nem comprei o protetor solar, nem fui à praia.
Comprei o protetor solar e fui à praia.
Orações Coordenadas Sindéticas Adversativas: suas
principais conjunções são: mas, contudo, todavia, entretanto,
porém, no entanto, ainda, assim, senão.
Fiquei muito cansada, contudo me diverti bastante.
Ainda que a noite acabasse, nós continuaríamos dançan-
sinto” é a oração principal, cujo objeto direto é a oração
subordinada “existir em meu gesto o teu gesto”. Note que
a oração subordinada apresenta agora verbo no infinitivo.
Além disso, a conjunção “que”, conectivo que unia as duas
orações, desapareceu. As orações subordinadas cujo verbo
surge numa das formas nominais (infinitivo - flexionado ou
não -, gerúndio ou particípio) chamamos orações reduzi-
das ou implícitas.
do.
Obs.: as orações reduzidas não são introduzidas por
conjunções nem pronomes relativos. Podem ser, eventual-
mente, introduzidas por preposição.
Não comprei o protetor solar, mas mesmo assim fui à
praia.
1) ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS
Orações Coordenadas Sindéticas Alternativas: suas
A
oração subordinada substantiva tem valor de subs-
principais conjunções são: ou
seja
ou; ora
ora;
quer
quer;
tantivo e vem introduzida, geralmente, por conjunção inte-
grante (que, se).
Ou uso o protetor solar, ou uso o óleo bronzeador.
Ora sei que carreira seguir, ora penso em várias carreiras
diferentes.
Quer eu durma quer eu fique acordado, ficarei no quarto.
Suponho
Você sabe
que você foi à biblioteca hoje.
Oração Subordinada Substantiva
se o presidente já chegou?
Oração Subordinada Substantiva
25

LÍNGUA PORTUGUESA

Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também introduzem as orações subordinadas substantivas, bem b) Objetiva
Os pronomes interrogativos (que, quem, qual) também
introduzem as orações subordinadas substantivas, bem
b) Objetiva Direta
como os advérbios interrogativos (por que, quando, onde,
como). Veja os exemplos:
A oração subordinada substantiva objetiva direta exerce fun-
ção de objeto direto do verbo da oração principal.
O
garoto perguntou
qual seu nome.
Oração Subordinada Substantiva
Todos querem
sua aprovação no concurso.
Objeto Direto
Não sabemos
por que a vizinha se mudou.
Oração Subordinada Substantiva
Todos querem que você seja aprovado. (Todos querem isso)
Oração Principal
oração Subordinada Substantiva
Objetiva
Direta
Classificação das Orações Subordinadas Substantivas
As orações subordinadas substantivas objetivas diretas de-
senvolvidas são iniciadas por:
De acordo com a função que exerce no período, a ora-
ção subordinada substantiva pode ser:
Conjunções integrantes “que” (às vezes elíptica) e “se”: A pro-
fessora verificou se todos alunos estavam presentes.
-
a) Subjetiva
-
Pronomes indefinidos que, quem, qual, quanto (às vezes re-
É subjetiva quando exerce a função sintática de sujeito
do verbo da oração principal. Observe:
gidos de preposição), nas interrogações indiretas: O pessoal queria
saber quem era o dono do carro importado.
É fundamental o seu comparecimento à reunião.
Sujeito
-
Advérbios como, quando, onde, por que, quão (às vezes re-
É fundamental
que você compareça à reunião.
gidos de preposição), nas interrogações indiretas: Eu não sei por
que ela fez isso.
Oração Principal Oração Subordinada Substantiva
Subjetiva
c) Objetiva Indireta
A oração subordinada substantiva objetiva indireta atua como ob-
Atenção:
jeto indireto do verbo da oração principal. Vem precedida de preposição.
Observe que a oração subordinada substantiva pode
Meu pai insiste
ser substituída pelo pronome “ isso”. Assim, temos um pe-
ríodo simples:
em meu estudo.
Objeto Indireto
É
fundamental isso.
ou
Isso é fundamental.
Meu pai insiste em que eu estude. (Meu pai insiste nisso)
Oração Subordinada Substantiva Objetiva
Dessa forma, a oração correspondente a “isso” exercerá
a função de sujeito
Veja algumas estruturas típicas que ocorrem na oração
principal:
Indireta
-
Verbos de ligação + predicativo, em construções do
Obs.: em alguns casos, a preposição pode estar elíptica
na oração.
Marta não gosta (de) que a chamem de senhora.
Oração Subordinada Substantiva Objetiva
tipo: É bom - É útil - É conveniente - É certo - Parece certo - É
claro - Está evidente - Está comprovado
Indireta
É bom que você compareça à minha festa.
d) Completiva Nominal
A oração subordinada substantiva completiva nominal
- Expressões na voz passiva, como: Sabe-se - Soube-se
- Conta-se - Diz-se - Comenta-se - É sabido - Foi anunciado
completa um nome que pertence à oração principal e tam-
bém vem marcada por preposição.
- Ficou provado
Sentimos orgulho
Sabe-se que Aline não gosta de Pedro.
de seu comportamento.
Complemento Nominal
- Verbos como: convir - cumprir - constar - admirar -
importar - ocorrer - acontecer
Convém que não se atrase na entrevista.
Sentimos orgulho
de que você se comportou. (Sen-
timos orgulho disso.)
Oração Subordinada Substantiva Completiva
Nominal
Obs.: quando a oração subordinada substantiva é sub-
jetiva, o verbo da oração principal está sempre na 3ª. pes-
soa do singular.
Lembre-se: as orações subordinadas substantivas ob-
jetivas indiretas integram o sentido de um verbo, enquanto
que orações subordinadas substantivas completivas nomi-
nais integram o sentido de um nome. Para distinguir uma
da outra, é necessário levar em conta o termo complemen-
tado. Essa é, aliás, a diferença entre o objeto indireto e o
complemento nominal: o primeiro complementa um verbo,
o segundo, um nome.
26

LÍNGUA PORTUGUESA

e) Predicativa Forma das Orações Subordinadas Adjetivas A oração subordinada substantiva predicativa exerce papel
e)
Predicativa
Forma das Orações Subordinadas Adjetivas
A oração subordinada substantiva predicativa exerce
papel de predicativo do sujeito do verbo da oração princi-
pal e vem sempre depois do verbo ser.
Nosso desejo era sua desistência.
Predicativo do Sujeito
Nosso desejo era que ele desistisse. (Nosso desejo
era isso)
Oração Subordinada Substantiva
Predicativa
Obs.: em certos casos, usa-se a preposição expletiva
“de” para realce. Veja o exemplo: A impressão é de que não
fui bem na prova.
f)
Apositiva
A oração subordinada substantiva apositiva exerce fun-
ção de aposto de algum termo da oração principal.
Fernanda tinha um grande sonho: a felicidade!
Aposto
Quando são introduzidas por um pronome relativo e
apresentam verbo no modo indicativo ou subjuntivo, as
orações subordinadas adjetivas são chamadas desenvolvi-
das. Além delas, existem as orações subordinadas adjetivas
reduzidas, que não são introduzidas por pronome relativo
(podem ser introduzidas por preposição) e apresentam o
verbo numa das formas nominais (infinitivo, gerúndio ou
particípio).
Ele foi o primeiro aluno que se apresentou.
Ele foi o primeiro aluno a se apresentar.
No primeiro período, há uma oração subordinada ad-
jetiva desenvolvida, já que é introduzida pelo pronome re-
lativo “que” e apresenta verbo conjugado no pretérito per-
feito do indicativo. No segundo, há uma oração subordina-
da adjetiva reduzida de infinitivo: não há pronome relativo
e
seu verbo está no infinitivo.
(Fernanda tinha um grande sonho: isso.)
Classificação das Orações Subordinadas Adjetivas
Fernanda tinha um grande sonho:
ser feliz!
Oração Subordinada Substantiva
Apositiva
reduzida de infinitivo
* Dica: geralmente há a presença dos dois pontos! ( : )
2)
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS
Uma oração subordinada adjetiva é aquela que possui
valor e função de adjetivo, ou seja, que a ele equivale. As
orações vêm introduzidas por pronome relativo e exercem
Na relação que estabelecem com o termo que caracte-
rizam, as orações subordinadas adjetivas podem atuar de
duas maneiras diferentes. Há aquelas que restringem ou
especificam o sentido do termo a que se referem, indivi-
dualizando-o. Nessas orações não há marcação de pausa,
sendo chamadas subordinadas adjetivas restritivas. Existem
também orações que realçam um detalhe ou amplificam
dados sobre o antecedente, que já se encontra suficien-
temente definido, as quais denominam-se subordinadas
adjetivas explicativas.
Exemplo 1:
a
função de adjunto adnominal do antecedente. Observe
o
exemplo:
Jamais teria chegado aqui, não fosse a gentileza de um
homem que passava naquele momento.
Oração Subordinada Adjetiva Restritiva
Esta foi uma redação
Substantivo
bem-sucedida.
Adjetivo (Adjunto Adno-
minal)
Note que o substantivo redação foi caracterizado pelo
adjetivo bem-sucedida. Nesse caso, é possível formarmos
outra construção, a qual exerce exatamente o mesmo pa-
pel. Veja:
Nesse período, observe que a oração em destaque res-
tringe e particulariza o sentido da palavra “homem”: trata-
se de um homem específico, único. A oração limita o uni-
verso de homens, isto é, não se refere a todos os homens,
mas sim àquele que estava passando naquele momento.
Exemplo 2:
Esta foi uma redação
que fez sucesso.
O homem, que se considera racional, muitas vezes
Oração Principal Oração Subordinada Adjetiva
age animalescamente.
Oração Subordinada Adjetiva Explicativa
Perceba que a conexão entre a oração subordinada ad-
jetiva e o termo da oração principal que ela modifica é feita
pelo pronome relativo “que”. Além de conectar (ou relacio-
nar) duas orações, o pronome relativo desempenha uma
função sintática na oração subordinada: ocupa o papel que
seria exercido pelo termo que o antecede.
Obs.: para que dois períodos se unam num período
composto, altera-se o modo verbal da segunda oração.
Atenção: Vale lembrar um recurso didático para reco-
nhecer o pronome relativo que: ele sempre pode ser subs-
tituído por: o qual - a qual - os quais - as quais
Refiro-me ao aluno que é estudioso.
Essa oração é equivalente a:
Nesse período, a oração em destaque não tem sentido
restritivo em relação à palavra “homem”; na verdade, essa
oração apenas explicita uma ideia que já sabemos estar
contida no conceito de “homem”.
Saiba que: A oração subordinada adjetiva explicativa
é
separada da oração principal por uma pausa que, na es-
crita, é representada pela vírgula. É comum, por isso, que
a
pontuação seja indicada como forma de diferenciar as
orações explicativas das restritivas; de fato, as explicativas
vêm sempre isoladas por vírgulas; as restritivas, não.
Refiro-me ao aluno o qual estuda.
27

LÍNGUA PORTUGUESA

3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS b) Consequência Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce As
3) ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS
b)
Consequência
Uma oração subordinada adverbial é aquela que exerce
As orações subordinadas adverbiais consecutivas ex-
primem um fato que é consequência, que é efeito do que
a
função de adjunto adverbial do verbo da oração principal.
Dessa forma, pode exprimir circunstância de tempo, modo,
fim, causa, condição, hipótese, etc. Quando desenvolvida,
vem introduzida por uma das conjunções subordinativas
(com exclusão das integrantes). Classifica-se de acordo com
se declara na oração principal. São introduzidas pelas con-
junções e locuções: que, de forma que, de sorte que, tanto
que, etc., e pelas estruturas tão
que,
tanto
que,
tamanho
a
conjunção ou locução conjuntiva que a introduz.
Durante a madrugada, eu olhei você dormindo.
Oração Subordinada Adverbial
Observe que a oração em destaque agrega uma circuns-
tância de tempo. É, portanto, chamada de oração subordi-
nada adverbial temporal. Os adjuntos adverbiais são termos
acessórios que indicam uma circunstância referente, via de
regra, a um verbo. A classificação do adjunto adverbial de-
pende da exata compreensão da circunstância que exprime.
Observe os exemplos abaixo:
que. Principal conjunção subordinativa consecutiva: QUE
(precedido de tal, tanto, tão, tamanho)
É feio que dói. (É tão feio que, em consequência, causa
dor.)
Nunca abandonou seus ideais, de sorte que acabou con-
cretizando-os.
Não consigo ver televisão sem bocejar. (Oração Reduzi-
da de Infinitivo)
c)
Condição
Condição é aquilo que se impõe como necessário para
a
realização ou não de um fato. As orações subordinadas
Naquele momento, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
Quando vi a estátua, senti uma das maiores emoções de
minha vida.
adverbiais condicionais exprimem o que deve ou não ocor-
rer para que se realize ou deixe de se realizar o fato expres-
No primeiro período, “naquele momento” é um adjunto
adverbial de tempo, que modifica a forma verbal “senti”. No
segundo período, esse papel é exercido pela oração “Quan-
do vi a estátua”, que é, portanto, uma oração subordinada
adverbial temporal. Essa oração é desenvolvida, pois é intro-
duzida por uma conjunção subordinativa (quando) e apre-
senta uma forma verbal do modo indicativo (“vi”, do pretérito
perfeito do indicativo). Seria possível reduzi-la, obtendo-se:
so na oração principal.
Principal conjunção subordinativa condicional: SE
Outras conjunções condicionais: caso, contanto que,
desde que, salvo se, exceto se, a não ser que, a menos que,
sem que, uma vez que (seguida de verbo no subjuntivo).
Se o regulamento do campeonato for bem elaborado,
certamente o melhor time será campeão.
Uma vez que todos aceitem a proposta, assinaremos o
contrato.
Caso você se case, convide-me para a festa.
d)
Concessão
Ao ver a estátua, senti uma das maiores emoções de mi-
nha vida.
As orações subordinadas adverbiais concessivas in-
dicam concessão às ações do verbo da oração principal,
isto é, admitem uma contradição ou um fato inesperado. A
A
oração em destaque é reduzida, pois apresenta uma
das formas nominais do verbo (“ver” no infinitivo) e não é
introduzida por conjunção subordinativa, mas sim por uma
preposição (“a”, combinada com o artigo “o”).
Obs.: a classificação das orações subordinadas adverbiais
é
feita do mesmo modo que a classificação dos adjuntos ad-
ideia de concessão está diretamente ligada ao contraste, à
quebra de expectativa.
Principal conjunção subordinativa concessiva: EMBORA
Utiliza-se também a conjunção: conquanto e as locu-
ções ainda que, ainda quando, mesmo que, se bem que, pos-
to que, apesar de que.
Só irei se ele for.
verbiais. Baseia-se na circunstância expressa pela oração.
A
oração acima expressa uma condição: o fato de “eu”
ir
Circunstâncias Expressas pelas Orações Subordina-
das Adverbiais
a) Causa
só se realizará caso essa condição seja satisfeita.
Compare agora com:
Irei mesmo que ele não vá.
A
ideia de causa está diretamente ligada àquilo que
A
distinção fica nítida; temos agora uma concessão:
provoca um determinado fato, ao motivo do que se declara
na oração principal. “É aquilo ou aquele que determina um
acontecimento”.
Principal conjunção subordinativa causal: PORQUE
Outras conjunções e locuções causais: como (sempre in-
troduzido na oração anteposta à oração principal), pois, pois
que, já que, uma vez que, visto que.
As ruas ficaram alagadas porque a chuva foi muito forte.
Como ninguém se interessou pelo projeto, não houve al-
ternativa a não ser cancelá-lo.
Já que você não vai, eu também não vou.
irei de qualquer maneira, independentemente de sua ida. A
oração destacada é, portanto, subordinada adverbial con-
cessiva.
Observe outros exemplos:
Embora fizesse calor, levei agasalho.
Conquanto a economia tenha crescido, pelo menos me-
tade da população continua à margem do mercado de con-
sumo.
Foi aprovado sem estudar (= sem que estudasse / embo-
ra não estudasse). (reduzida de infinitivo)
28
LÍNGUA PORTUGUESA e) Comparação As orações subordinadas adverbiais comparativas estabe- lecem uma comparação
LÍNGUA PORTUGUESA
e)
Comparação
As orações subordinadas adverbiais comparativas estabe-
lecem uma comparação com a ação indicada pelo verbo da
oração principal.
Principal conjunção subordinativa comparativa: COMO
Ele dorme como um urso.
Saiba que: É comum a omissão do verbo nas orações
subordinadas adverbiais comparativas. Por exemplo:
Outras conjunções subordinativas temporais: enquanto,
mal e locuções conjuntivas: assim que, logo que, todas as vezes
que, antes que, depois que, sempre que, desde que, etc.
Quando você foi embora, chegaram outros convidados.
Sempre que ele vem, ocorrem problemas.
Mal você saiu, ela chegou.
Terminada a festa, todos se retiraram. (= Quando terminou
a
festa) (Oração Reduzida de Particípio)
Agem como crianças. (agem)
Oração Subordinada Adverbial Comparativa
Questões sobre Orações Coordenadas
No entanto, quando se comparam ações diferentes, isso
não ocorre. Por exemplo: Ela fala mais do que faz. (comparação
do verbo falar e do verbo fazer).
01.
A oração “Não se verificou, todavia, uma transplanta-
ção integral de gosto e de estilo” tem valor:
A) conclusivo
B) adversativo
f)
Conformidade
C) concessivo
D) explicativo
As orações subordinadas adverbiais conformativas indi-
cam ideia de conformidade, ou seja, exprimem uma regra, um
modelo adotado para a execução do que se declara na oração
principal.
Principal conjunção subordinativa conformativa: CON-
FORME
Outras conjunções conformativas: como, consoante e se-
gundo (todas com o mesmo valor de conforme).
Fiz o bolo conforme ensina a receita.
Consoante reza a Constituição, todos os cidadãos têm di-
reitos iguais.
E) alternativo
02.
“Estudamos, logo deveremos passar nos exames”. A
oração em destaque é:
a)
coordenada explicativa
b) coordenada adversativa
c)
coordenada aditiva
d) coordenada conclusiva
e)
coordenada assindética
03.
(Agente Educacional – VUNESP – 2013-adap.) Releia o
seguinte trecho:
g)
Finalidade
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida prá-
tica.
As orações subordinadas adverbiais finais indicam a inten-
Sem que haja alteração de sentido, e de acordo com a
ção, a finalidade daquilo que se declara na oração principal.
Principal conjunção subordinativa final: A FIM DE QUE
Outras conjunções finais: que, porque (= para que) e a lo-
cução conjuntiva para que.
Aproximei-me dela a fim de que ficássemos amigos.
Felipe abriu a porta do carro para que sua namorada en-
trasse.
norma-
-padrão da língua portuguesa, ao se substituir o ter-
mo em destaque, o trecho estará corretamente reescrito em:
A)
Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como quase
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa
vida prática.
B)
Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como quase
h)
Proporção
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa
vida prática.
As orações subordinadas adverbiais proporcionais expri-
mem ideia de proporção, ou seja, um fato simultâneo ao ex-
presso na oração principal.
Principal locução conjuntiva subordinativa proporcional: À
PROPORÇÃO QUE
Outras locuções conjuntivas proporcionais: à medida que,
C)
Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa
vida prática.
D)
Joyce e Mozart são ótimos, todavia eles, como quase
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nossa
vida prática.
ao passo que. Há ainda as estruturas: quanto maior (maior),
E)
Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase toda
quanto maior
(menor),
quanto menor
(maior),
quanto menor
a
(menor), quanto mais
(mais),
quanto mais
(menos),
quanto
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
prática.
menos
(mais),
quanto menos
(menos).
À proporção que estudávamos, acertávamos mais questões.
Visito meus amigos à medida que eles me convidam.
Quanto maior for a altura, maior será o tombo.
04. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013-adap.)
Em –
fruto
não só do novo acesso da população ao auto-
móvel mas também da necessidade de maior número de via-
gens
–, os termos em destaque estabelecem relação de
i) Tempo
As orações subordinadas adverbiais temporais acrescen-
tam uma ideia de tempo ao fato expresso na oração principal,
podendo exprimir noções de simultaneidade, anterioridade ou
posterioridade.
Principal conjunção subordinativa temporal: QUANDO
A) explicação.
B) oposição.
C) alternância.
D) conclusão.
E) adição.
29

LÍNGUA PORTUGUESA

05. Analise a oração destacada: Não se desespere, que RESOLUÇÃO estaremos a seu lado sempre.
05.
Analise a oração destacada: Não se desespere, que
RESOLUÇÃO
estaremos a seu lado sempre.
Marque a opção correta quanto à sua classificação:
1-)
“Não se verificou, todavia, uma transplantação inte-
A)
Coordenada sindética aditiva.
B)
Coordenada sindética alternativa.
gral de gosto e de estilo” = conjunção adversativa, portan-
to: oração coordenada sindética adversativa
C)
Coordenada sindética conclusiva.
D)
Coordenada sindética explicativa.
2-) Estudamos, logo deveremos passar nos exames =
a
06.
A frase abaixo em que o conectivo E tem valor ad-
oração em destaque não é introduzida por conjunção,
então: coordenada assindética
versativo é:
A)
“O gesto é fácil E não ajuda em nada”.
3-)
Joyce e Mozart são ótimos, mas eles
= conjunção
(e ideia) adversativa
C)
B )“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito
adultos
submetem crianças E adolescentes à tarefa
A)
Joyce e Mozart são ótimos, portanto eles, como
de pedir esmola”.
D)
“Quem dá esmola nas ruas contribui para a manuten-
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
para nossa vida prática. = conclusiva
ção da miséria E prejudica o desenvolvimento da sociedade”.
B)
Joyce e Mozart são ótimos, conforme eles, como
E)
“A vida dessas pessoas é marcada pela falta de dinhei -
ro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cultura,
quase toda a cultura humanística, têm pouca relevância
para nossa vida prática. = conformativa
acesso à saúde E à educação”.
C)
Joyce e Mozart são ótimos, assim eles, como quase
07.
Assinale a alternativa em que o sentido da conjunção
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
sa vida prática. = conclusiva
sublinhada está corretamente indicado entre parênteses.
E)
Joyce e Mozart são ótimos, pois eles, como quase
A)
Meu primo formou-se em Direito, porém não preten-
de trabalhar como advogado. (explicação)
B) Não fui ao cinema nem assisti ao jogo. (adição)
C) Você está preparado para a prova; por isso, não se
preocupe. (oposição)
toda a cultura humanística, têm pouca relevância para nos-
sa vida prática. = explicativa
Dica: conjunção pois como explicativa = dá para eu
substituir por porque; como conclusiva: substituo por por-
tanto.
D)
Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
(alternância)
4-)
fruto não só do novo acesso da população ao au-
E)
Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
tomóvel mas também da necessidade de maior número de
toda a chuva. (conclusão)
viagens
estabelecem relação de adição de ideias, de fatos
08.
Analise sintaticamente as duas orações destacadas
5-) Não se desespere, que estaremos a seu lado sem-
no texto “O assaltante pulou o muro, mas não penetrou na
casa, nem assustou seus habitantes.” A seguir, classifique
-as, respectivamente, como coordenadas:
pre. = conjunção explicativa (= porque) - coordenada sin-
dética explicativa
A)
adversativa e aditiva.
B)
explicativa e aditiva.
6-)
C)
adversativa e alternativa.
A)
“O gesto é fácil E não ajuda em nada”. = mas não
D)
aditiva e alternativa.
ajuda (ideia contrária)
B
)“O que vemos na esquina E nos sinais de trânsito
09.
Um livro de receita é um bom presente porque ajuda
=
as pessoas que não sabem cozinhar. A palavra “porque” pode
ser substituída, sem alteração de sentido, por
adição
C)
adultos
submetem crianças E adolescentes à tarefa
de pedir esmola”. = adição
A)
entretanto.
B) então.
C) assim. D) pois. E) porém.
D)
“Quem dá esmola nas ruas contribui para a manu-
tenção da miséria E prejudica o desenvolvimento da socie-
10-
Na oração “Pedro não joga E NEM ASSISTE”, temos
dade”.
= adição
a presença de uma oração coordenada que pode ser classi-
ficada em:
E)
“A vida dessas pessoas é marcada pela falta de di -
nheiro, de moradia digna, emprego, segurança, lazer, cul-
A)
Coordenada assindética;
tura, acesso à saúde E à educação”. = adição
B)
Coordenada assindética aditiva;
C)
Coordenada sindética alternativa;
7-)
D)
Coordenada sindética aditiva.
A)
Meu primo formou-se em Direito, porém não pre-
tende trabalhar como advogado.
= adversativa
GABARITO
C)
Você está preparado para a prova; por isso, não se
preocupe.
= conclusão
01.
B
02. E
03. D
04. E
05. D
D)
Vá dormir mais cedo, pois o vestibular será amanhã.
06.
A
07. B
08. A
09. D
10. D
=
explicativa
E)
Os meninos deviam correr para casa ou apanhariam
toda a chuva. = alternativa
30

LÍNGUA PORTUGUESA

8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversativa - nem assustou seus habitantes
8-) - mas não penetrou na casa = conjunção adversativa
- nem assustou seus habitantes = conjunção aditiva
02.
(Agente de Escolta e Vigilância Penitenciária – VU-
NESP – 2013). No trecho – Tem surtido um efeito positi-
9-) Um livro de receita é um bom presente porque aju-
da as pessoas que não sabem cozinhar.
= conjunção explicativa: pois
vo por eles se tornarem uma referência positiva dentro da
unidade, já que cumprem melhor as regras, respeitam o
próximo e pensam melhor nas suas ações, refletem antes
de tomar uma atitude. – o termo em destaque estabelece
entre as orações uma relação de
10-) E NEM ASSISTE= conjunção aditiva (ideia de adi-
ção, soma de fatos) = Coordenada sindética aditiva.
A)
condição.
B) causa.
C) comparação.
D) tempo.
E)
concessão.
Questões sobre Orações Subordinadas
03.
(UFV-MG) As orações subordinadas substantivas que
aparecem nos períodos abaixo são todas subjetivas, exceto:
(Papiloscopista Policial – Vunesp/2013).
Mais denso, menos trânsito
A) Decidiu-se que o petróleo subiria de preço.
B) É muito bom que o homem, vez por outra, reflita so-
bre sua vida.
As grandes cidades brasileiras estão congestionadas e em
processo de deterioração agudizado pelo crescimento econômi-
co da última década. Existem deficiências evidentes em infraes-
trutura, mas é importante também considerar o planejamento
urbano.
Muitas grandes cidades adotaram uma abordagem de
desconcentração, incentivando a criação de diversos centros
urbanos, na visão de que isso levaria a uma maior facilidade
de deslocamento.
Mas o efeito tem sido o inverso. A criação de diversos cen-
tros e o aumento das distâncias multiplicam o número de via-
gens, dificultando o investimento em transporte coletivo e au-
mentando a necessidade do transporte individual.
Se olharmos Los Angeles como a região que levou a des-
concentração ao extremo, ficam claras as consequências. Numa
região rica como a Califórnia, com enorme investimento viário,
temos engarrafamentos gigantescos que viraram característica
da cidade.
Os modelos urbanos bem-sucedidos são aqueles com ele-
vado adensamento e predominância do transporte coletivo,
como mostram Manhattan e Tóquio.
C) Ignoras quanto custou meu relógio?
D) Perguntou-se ao diretor quando seríamos recebidos.
E) Convinha-nos que você estivesse presente à reunião
04. (Agente de Vigilância e Recepção – VUNESP –
2013). Considere a tirinha em que se vê Honi conversando
com seu Namorado Lute.
O
centro histórico de São Paulo é a região da cidade mais
bem servida de transporte coletivo, com infraestrutura de tele-
comunicação, água, eletricidade etc. Como em outras grandes
cidades, essa deveria ser a região mais adensada da metrópole.
Mas não é o caso. Temos, hoje, um esvaziamento gradual do
centro, com deslocamento das atividades para diversas regiões
da cidade.
A
visão de adensamento com uso abundante de transpor-
(Dik Browne, Folha de S. Paulo, 26.01.2013)
te coletivo precisa ser recuperada. Desse modo, será possível
reverter esse processo de uso cada vez mais intenso do trans-
porte individual, fruto não só do novo acesso da população ao
automóvel, mas também da necessidade de maior número de
viagens em função da distância cada vez maior entre os desti-
nos da população.
(Henrique Meirelles, Folha de S.Paulo, 13.01.2013. Adap-
tado)
É correto afirmar que a expressão contanto que esta-
belece entre as orações relação de
A)
causa, pois Honi quer ter filhos e não deseja traba-
lhar depois de casada.
B)
comparação, pois o namorado espera ter sucesso
como cantor romântico.
C)
tempo, pois ambos ainda são adolescentes, mas já
As expressões mais denso e menos trânsito, no título,
estabelecem entre si uma relação de
pensam em casamento.
D)
condição, pois Lute sabe que exercendo a profissão
(A)
comparação e adição.
de músico provavelmente ganhará pouco.
(B)
causa e consequência.
E)
finalidade, pois Honi espera que seu futuro marido
(C)
conformidade e negação.
torne-se um artista famoso.
(D)
hipótese e concessão.
(E)
alternância e explicação
31
LÍNGUA PORTUGUESA 05. (Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em – 09. “Os Estados Unidos
LÍNGUA PORTUGUESA
05.
(Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
09.
“Os Estados Unidos são considerados hoje um país
Apesar da desconcentração e do aumento da extensão
bem mais fechado – embora em doze dias recebam o mes-
urbana verificados no Brasil, é importante desenvolver e
adensar ainda mais os diversos centros já existentes
–, sem
que tenha seu sentido alterado, o trecho em destaque está
corretamente reescrito em:
mo número de imigrantes que o Brasil em um ano.” A alter-
nativa que substitui a expressão em negrito, sem prejuízo
ao conteúdo, é:
A) já que.
A)
Mesmo com a desconcentração e o aumento da Ex-
B) todavia.
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes
C) ainda que.
D) entretanto.
B)
Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
E) talvez.
mento da extensão urbana no Brasil, é importante desenvol-
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes
10.
(Escrevente TJ SP – Vunesp – 2013) Assinale a alter-
C)
Assim como são verificados a desconcentração e o
aumento da extensão urbana no Brasil, é importante desen-
volver e adensar ainda mais os diversos centros já existen-
tes
nativa que substitui o trecho em destaque na frase – Assi-
narei o documento, contanto que garantam sua autenti-
cidade. – sem que haja prejuízo de sentido.
(A)
desde que garantam sua autenticidade.
D)
Visto que com a desconcentração e o aumento da ex-
(B)
no entanto garantam sua autenticidade.
tensão urbana verificados no Brasil, é importante desenvol-
ver e adensar ainda mais os diversos centros já existentes
(C)
embora garantam sua autenticidade.
(D)
portanto garantam sua autenticidade.
E)
De maneira que, com a desconcentração e o aumento
(E)
a menos que garantam sua autenticidade.
da extensão urbana verificados no Brasil, é importante de-
senvolver e adensar ainda mais os diversos centros já exis-
tentes
GABARITO
01.
B
02. B
03. C
04. D
05. A
06.
(Analista Administrativo – VUNESP – 2013). Em –
06.
C
07. D
08. E
09. C
10. A
É
fundamental que essa visão de adensamento com uso
abundante de transporte coletivo seja recuperada para que
possamos reverter esse processo de uso… –, a expressão em
destaque estabelece entre as orações relação de
RESOLUÇÃO
A) consequência.
1-) mais denso e menos trânsito = mais denso, conse-
quentemente, menos trânsito, então: causa e consequência
B) condição.
C) finalidade.
2-)
já que cumprem melhor as regras = estabelece en-
D) causa.
tre as orações uma relação de causa com a consequência
E) concessão.
de “tem um efeito positivo”.
07. (Analista de Sistemas – VUNESP – 2013 – adap.). Con-
sidere o trecho: “Como as músicas eram de protesto, naquele
mesmo ano foi enquadrado na lei de segurança nacional pela
ditadura militar e exilado.” O termo Como, em destaque na
primeira parte do enunciado, expressa ideia de
A) contraste e tem sentido equivalente a porém.
3-) Ignoras quanto custou meu relógio? = oração
subordinada substantiva objetiva direta
A oração não atende aos requisitos de tais orações, ou
seja, não se inicia com verbo de ligação, tampouco pelos
verbos “convir”, “parecer”, “importar”, “constar” etc., e tam-
bém não inicia com as conjunções integrantes “que” e “se”.
B) concessão e tem sentido equivalente a mesmo que.
C) conformidade e tem sentido equivalente a conforme.
D) causa e tem sentido equivalente a visto que.
4-) a expressão contanto que estabelece uma relação
de condição (condicional)
E) finalidade e tem sentido equivalente a para que.
5-) Apesar da desconcentração e do aumento da ex-
08.
(Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças
tensão urbana verificados no Brasil = conjunção concessiva
Públicas – VUNESP – 2013-adap.) No trecho – “Fio, disjuntor,
B)
Uma vez que se verifica a desconcentração e o au-
tomada, tudo!”, insiste o motorista, com tanto orgulho que
mento da extensão urbana no Brasil, = causal
chega a contaminar-me. –, a construção tanto
que estabe-
C)
Assim como são verificados a desconcentração e o
lece entre as construções [com tanto orgulho] e [que chega
aumento da extensão urbana no Brasil
= comparativa
a
contaminar-me] uma relação de
D)
Visto que com a desconcentração e o aumento da
A) condição e finalidade.
extensão urbana verificados no Brasil = causal
B) conformidade e proporção.
E)
De maneira que, com a desconcentração e o aumen-
C) finalidade e concessão.
to da extensão urbana verificados no Brasil = consecutivas
D) proporção e comparação.
E) causa e consequência.
6-) para que possamos = conjunção final (finalidade)
32

LÍNGUA PORTUGUESA

7-) “Como as músicas eram de protesto = expressa 05. Assinale a alternativa correta e
7-)
“Como as músicas eram de protesto = expressa
05.
Assinale a alternativa correta e identifique o sujeito
ideia de causa da consequência “foi enquadrado” = causa
e tem sentido equivalente a visto que.
das seguintes orações em relação aos verbos destacados:
8-)
com tanto orgulho que chega a contaminar-me. – a
construção estabelece uma relação de causa e consequência.
(a causa da “contaminação” – consequência)
- Amanhã teremos uma palestra sobre qualidade de vida.
- Neste ano, quero prestar serviço voluntário.
A)Tu – vós
B)Nós – eu
C)Vós – nós
D)
Ele - tu
9-) Os Estados Unidos são considerados hoje um país bem
mais fechado – embora em doze dias recebam o mesmo nú-
mero de imigrantes que o Brasil em um ano.” = conjunção
concessiva: ainda que
06.
Classifique o sujeito das orações destacadas no texto
seguinte e, a seguir, assinale a sequência correta.
É notável, nos textos épicos, a participação do sobrena-
10-)
contanto que garantam sua autenticidade. = conjun-
ção condicional = desde que
tural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao naciona-
lismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os deuses
tomam partido e interferem nas aventuras dos heróis, aju-
Questões sobre Análise Sintática
dando-os ou atrapalhando-
A)simples, composto
-os.
01.
(Agente de Apoio Administrativo – FCC – 2013). Os tra-
B)indeterminado, composto
C)simples, simples
balhadores passaram mais tempo na escola
D)
oculto, indeterminado
O
segmento grifado acima possui a mesma função sintáti-
ca que o destacado em:
07.
(ESPM-SP)
“Surgiram
fotógrafos
e
repórteres”.
A)
o
que reduz a média de ganho da categoria.
B)
houve
mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
Identifique a alternativa que classifica corretamente a função
sintática e a classe morfológica dos termos destacados:
C)
O crescimento da escolaridade também foi impulsionado
A) objeto indireto – substantivo
D)
elevando
a fatia dos brasileiros com ensino médio
B) objeto direto - substantivo
E)
impulsionado
pelo aumento do número de univer-
C) sujeito – adjetivo
sidades
D) objeto direto – adjetivo
E) sujeito - substantivo
02.(Agente de Defensoria Pública – FCC – 2013). Donos de
uma capacidade de orientação nas brenhas selvagens [
biam os paulistas como
],
sa-
GABARITO
O
segmento em destaque na frase acima exerce a mesma
01.
C
02. D
03. B
04. C
05. B
06. C
07. E
função sintática que o elemento grifado em:
A)
Nas expedições breves serviam de balizas ou mostra-
RESOLUÇÃO
dores para a volta.
B)
Às estreitas veredas e atalhos [
],
nada acrescentariam
aqueles de considerável
1-) Os trabalhadores passaram mais tempo na escola
= SUJEITO
C) Só a um olhar muito exercitado seria perceptível o sinal.
A)
o
que reduz a média de ganho da categoria. = ob-
D) Uma sequência de tais galhos, em qualquer floresta,
jeto direto
podia significar uma pista.
B)
houve
mais ofertas de trabalhadores dessa classe.
E)
Alguns mapas e textos do século XVII apresentam-nos a
= objeto direto
vila de São Paulo como centro
C)
O crescimento da escolaridade também foi impul-
sionado
= sujeito paciente
03.
Há complemento nominal em:
D)
elevando
a fatia dos brasileiros com ensino mé-
A)Você devia vir cá fora receber o beijo da madrugada.
dio
= objeto direto
B)
embora fosse quase certa a sua possibilidade de ga-
E)
impulsionado
pelo aumento do número de univer-
nhar a vida.
C)Ela estava na janela do edifício.
sidades
= agente da passiva
D)
sem saber ao certo se gostávamos dele.
2-) Donos de uma capacidade de orientação nas bre-
E)Pouco depois começaram a brincar de bandido e moci-
nho de cinema.
nhas selvagens [
],
sabiam os paulistas como
= SUJEITO
A) Nas expedições breves = ADJUNTO ADVERBIAL
04.
(ESPM-SP) Em “esta lhe deu cem mil contos”, o termo
B) nada acrescentariam aqueles de considerável
=
ad-
destacado é:
junto adverbial
A) pronome possessivo
C)
seria perceptível o sinal. = predicativo
B) complemento nominal
D)
Uma sequência de tais galhos = sujeito
C) objeto indireto
E)
apresentam-nos a vila de São Paulo como = objeto
D) adjunto adnominal
direto
E) objeto direto
33
LÍNGUA PORTUGUESA 3-) A) o beijo da madrugada. = adjunto adnominal 3- Separa itens de
LÍNGUA PORTUGUESA
3-)
A)
o beijo da madrugada. = adjunto adnominal
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de moti-
vos, decreto de lei, etc.
B)a sua possibilidade de ganhar a vida. = complemento
- Ir ao supermercado;
nominal (possibilidade de quê?)
- Pegar as crianças na escola;
C)na
janela do edifício. = adjunto adnominal
- Caminhada na praia;
D)
sem saber ao certo se gostávamos dele. = objeto
- Reunião com amigos.
indireto
E)
a brincar de bandido e mocinho de cinema = objeto
indireto
Dois pontos
1- Antes de uma citação
-
Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
4-) esta lhe deu cem mil contos = o verbo DAR é bitran-
sitivo, ou seja, transitivo direto e indireto, portanto precisa
de dois complementos – dois objetos: direto e indireto.
Deu o quê? = cem mil contos (direto)
2- Antes de um aposto
Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à
tarde e calor à noite.
-
Deu a quem?
lhe (=a ele, a ela) = indireto
3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
5-) - Amanhã ( nós ) teremos uma palestra sobre quali-
dade de vida.
- Neste ano, ( eu ) quero prestar serviço voluntário.
Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo
a rotina de sempre.
-
6-) É notável, nos textos épicos, a participação do so-
brenatural. É frequente a mistura de assuntos relativos ao
nacionalismo com o caráter maravilhoso. Nas epopeias, os
deuses tomam partido e interferem nas aventuras dos he-
róis, ajudando-os ou atrapalhando-os.
Ambos os termos apresentam sujeito simples
4- Em frases de estilo direto
Maria perguntou:
-
Por que você não toma uma decisão?
Ponto de Exclamação
1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, sus-
to, súplica, etc.
Sim! Claro que eu quero me casar com você!
2- Depois de interjeições ou vocativos
-
7-) Surgiram fotógrafos e repórteres.
O
sujeito está deslocado, colocado na ordem indireta
- Ai! Que susto!
(final da oração). Portanto: função sintática: sujeito (compos-
to); classe morfológica (classe de palavras): substantivos.
- João! Há quanto tempo!
PONTUAÇÃO
Ponto de Interrogação
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
“-
Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que
servem para compor a coesão e a coerência textual, além de
ressaltar especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos
as principais funções dos sinais de pontuação conhecidos
pelo uso da língua portuguesa.
Reticências
1- Indica que palavras foram suprimidas.
-
Comprei lápis, canetas, cadernos
2- Indica interrupção violenta da frase.
Ponto
“- Não
quero dizer
é verdad
Ah!”
1-
Indica o término do discurso ou de parte dele.
Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em
que se encontra.
-
3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida
-
Este mal
pega doutor?
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite.
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
4- Indica que o sentido vai além do que foi dito
-
Deixa, depois, o coração falar
2-
Usa-se nas abreviações - V. Exª.
- Sr.
Vírgula
Ponto e Vírgula ( ; )
1-
Separa várias partes do discurso, que têm a mesma
Não se usa vírgula
importância.
-
“Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo
*separando termos que, do ponto de vista sintático, li-
gam-se diretamente entre si:
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida;
-
entre sujeito e predicado.
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma
(VIEIRA)
Todos os alunos da sala foram advertidos.
Sujeito
predicado
2-
Separa partes de frases que já estão separadas por
vírgulas.
-
entre o verbo e seus objetos.
Alguns quiseram verão, praia e calor; outros, monta-
nhas, frio e cobertor.
-
O
trabalho custou
sacrifício
aos realizadores.
V.T.D.I.
O.D.
O.I.
34
LÍNGUA PORTUGUESA Usa-se a vírgula: 02. (CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP- -
LÍNGUA PORTUGUESA
Usa-se a vírgula:
02.
(CNJ – TÉCNICO JUDICIÁRIO – CESPE/2013 - ADAP-
- Para marcar intercalação:
a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abun-
TADA) Jogadores de futebol de diversos times entraram em
campo em prol do programa “Pai Presente”, nos jogos do
dância, vem caindo de preço.
b)
da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
c)
das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem
abrir mão dos lucros altos.
Campeonato Nacional em apoio à campanha que visa 4 re-
duzir o número de pessoas que não possuem o nome do pai
em sua certidão de nascimento. ( )
A oração subordinada “que não possuem o nome do
pai em sua certidão de nascimento” não é antecedida por
vírgula porque tem natureza restritiva.
(
) Certo
- Para marcar inversão:
(
) Errado
a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.
03.(BNDES – TÉCNICO ADMINISTRATIVO – BN-
b)
dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma.
DES/2012) Em que período a vírgula pode ser retirada,
mantendo-se o sentido e a obediência à norma-padrão?
c)
do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de
(A)
Quando o técnico chegou, a equipe começou o
maio de 1982.
treino.
(B)
Antônio, quer saber as últimas novidades dos es-
-
Para separar entre si elementos coordenados (dispos-
portes?
tos em enumeração):
(C)
As Olimpíadas de 2016 ocorrerão no Rio, que se
Era um garoto de 15 anos, alto, magro.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais.
prepara para o evento.
(D)
Atualmente, várias áreas contribuem para o apri-
moramento do desportista.
-
Para marcar elipse (omissão) do verbo:
(E)
Eis alguns esportes que a Ciência do Esporte ajuda:
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco.
judô, natação e canoagem.
-
Para isolar:
o aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira,
possui um trânsito caótico.
-
04.
(BANPARÁ/PA – TÉCNICO BANCÁRIO – ESPP/2012)
Assinale a alternativa em que a pontuação está correta.
-
o vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem.
a)
Meu grande amigo Pedro, esteve aqui ontem!
b)
Foi solicitado, pelo diretor o comprovante da tran-
Fontes: http://www.infoescola.com/portugues/pontua-
cao/
http://www.brasilescola.com/gramatica/uso-da-virgula.
htm
sação.
c)
Maria, você trouxe os documentos?
d)
O garoto de óculos leu, em voz alta o poema.
e)
Na noite de ontem o