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UNIVERSIDADE LUEJI A´NKONDE – ULN

FACULDADE DE ECONOMIA

DUNDO

APONTAMENTOS DE

CONTABILIDADE GERAL 1

CAP III- O PATRÍMONIO E A CONTABILIDADE

1º SEMESTRE/2013

“Mas das seguintes coisas não te deves envergonhar:


De fazer as contas com o sócio e com o
companheiro de viagem;

De fazer um sinal sobre o material depositado e de


registar no livro tudo o que deres e receber”

Eclesiastico, 42-7- Antigo Testamento

O PATRIMÓNIO E A CONTABILIDADE
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Luciano Sandongo
3.1 PATRIMÓNIO

3.1.1 Introdução

Um dos princípios contabilísticos que vimos anteriormente é o princípio de entidade. Com


base neste princípio a contabilidade deve considerar a pessoa jurídica da empresa como
distinta das pessoas físicas e ou jurídica dos proprietários. A contabilidade, nos exemplos
deste curso, é feita para a entidade (empresa) e não para seus proprietários, portanto, todo
estudo e análise que faremos neste curso, será voltado para os interesses da entidade como
distinta de seus proprietários.

3.1.2- Composição e valor.

Num património há a considerar dois aspectos: Composição, e o Valor.

3.1.2.1- Composição

Toda a entidade económica, para começar a sua actividade necessita de um conjunto de


bens tais como:

- Máquinas
- Instalações
- Mobílias
- Viaturas
- Mercadorias diversas
- Dinheiro em Caixa
- Dinheiro depositado no banco
- Etc.

 Ao conjunto de bens enumerados acima e utilizados pela entidade económica constitui


o seu património. Este reflecte a actividade a que se dedica.

 A entidade económica, no desenvolvimento da sua actividade estabelece relações que


originaram um conjunto de direitos (dívidas a receber) e obrigações (dívidas a pagar).

 Suponhamos que acrescentamos na lista acima o seguinte:

- Dinheiro a receber do senhor Pululu


- Dinheiro por pagar ao senhor Dr.Pastilha.

 Assim ao considerar a listagem completa, pode-se observar que existem elementos do


património: mercadorias, máquinas, edifícios.
 Os bens: mobílias, viaturas e dinheiro.
 Direito: o direito de receber do senhor Pululu. (o dinheiro devido).
 Obrigação: a obrigação de pagar a dívida ao senhor Dr. Pastilha.

Logo, pode-se definir o património como sendo “ um conjunto de bens, direitos e


obrigações sujeitos a uma gestão e afectos a determinado fim”.
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 Suponhamos que na lista anterior, acrescentamos os bens seguintes:
- Mobília da casa
- Hospital Josina Machel “ Maria Pia”
- Estádio Cidadela Desportiva
- Dinheiro para gastos domésticos
- Fatos, (roupas), etc.

Com os elementos incluídos nesta nova listagem pode-se distinguir três tipos de património
com diferentes características a saber:

 Património individual: mobílias da casa, roupas, dinheiro para gastos domésticos.


 O património comercial: máquinas, edifícios, viaturas, mobílias, dinheiro em caixa e
no banco, etc.
 Património público: Hospital do Chitato, Estádio da Cidadela Desportiva.

Desde já, é fácil distinguir de um lado o património individual ou particular que é o conjunto
de bens, direitos e obrigações, meramente pessoal em determinado momento, e por outro lado
o património comercial que é o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma sociedade,
directamente relacionada com a actividade de comercial para atingir determinados objectivos;
e o património público (de todos nós) pertencente ao estado angolano.

3.1.2.2 Valor

No ponto anterior vimos a composição de um património que é o conjunto de bens e valores


afectos ao exercício do comércio ou que pertencem a um indivíduo ou ao Estado, deve ser
valorizado. A valorização dos elementos do património é feita na base de documentos de
registos contabilísticos disponíveis na contabilidade como dito anteriormente (parte 1), como
por exemplo; factura, reconhecimento da dívida etc.

 Para o efeito, podemos recorrer aos documentos contabilísticos para a valorização do


património e apresentar-se a seguinte listagem:

- Mercadorias diversas Kz 212.500,00


- Instalações Kz 42.000,00
- Mobílias Kz 35.000,00
- Viaturas Kz 17.000,00
- Dinheiro em caixa Kz 1.500,00
- Dinheiro depositado no banco Kz 12.500,00
- Dinheiro a receber do senhor Pululu Kz 4.400,00
- Dinheiro por pagar ao senhor Dr. Pastilha ………………….. Kz 27.000,00

Note que: os bens são representados por:

- Mercadorias diversas Kz 212.500,00


- Instalações Kz 42.000,00
- Mobílias Kz 35.000,00
- Viaturas Kz 17.000,00

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- Dinheiro em caixa Kz 1.500,00
- Dinheiro depositado no banco Kz 12.500,00
-----------------
- Total Kz 320.500,00

O direito é representado por: dinheiro a receber do Sr. Pululu Kz 4.400,00.


Obrigação é representado por: dinheiro a pagar ao Sr. Pastilha Kz 27.000,00.

Podemos determinar o valor do património pela soma algébrica dos bens, e direitos menos
obrigações, ou seja:

O património = (320.500+4.400) -27000


= 324.900-27000
= 297.900

Verifica-se que:

O Valor Património = Bens + Direitos - Obrigações

O valor do património expresso em numerário chama – se ‛ Situação Liquida”, “


Património Liquido” ou Capital Próprio”.

O nome de património líquido nos dá a conhecer a posição patrimonial em que a empresa


ficaria se neste momento, tivesse de saldar todas as suas dívidas.

3.1.3 MASSAS PATRIMONIAIS.

3.1.3.1 Elementos Patrimoniais.

O património de uma empresa é composto dos elementos do activo e do passivo. Para ilustrar
isso, vamos agora tentar agrupar os elementos que constituem o património comercial,
conforme o esquema seguinte:

ACTIVO PASSIVO

Bens Obrigações
e
Direitos

Observa – se neste esquema de que há dois lados, o ; lado esquerdo e lado direito.
Ao aplicar os elementos do património comercial que vimos anteriormente, a este esquema,
pode – se dizer que:

● Os elementos que vão ser agrupados (ou classificados, listados) no lado esquerdo (os bens e
direitos) valorizam positivamente, o património.
Assim, os bens e direitos correspondem a um conjunto de valores positivos.

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● Os elementos que vão ser classificados no lado direito do esquema (obrigações) valorizam
negativamente o património. Assim, as obrigações correspondem a um conjunto de valores
negativos.

Logo, o nosso património pode ser representado como se segue:

ACTIVO Património da empresa X em / /200x PASSIVO

- Dinheiro em caixa 1.500

- Dinheiro depositado no banco 12.500 - Dinheiro para pagar ao Sr. Pastilha

- Mercadorias diversas 212.500


27.000,00
- Dinheiro a receber do Sr. Pululu 4.400 Total
27.000,00
- Instalações 42.000

- Viaturas 17000

- Mobílias 35.000

Total 324.900

Assim observa – se no esquema acima a uma repartição nos elementos que constituem o
património da empresa.

Logo, pode se concluir que:

● Os elementos patrimoniais representados à esquerda (bens e direitos) representam


elementos patrimoniais. ACTIVO.

● Os elementos patrimoniais representados à direita (as obrigações) representam elementos


patrimoniais. PASSIVO.

Assim, o quadro acima pode ser apresentado como se segue:

ACTIVO (+) PASSIVO (-)


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● Dinheiro em caixa 1.500,00 Dinheiro para pagar ao

● Dinheiro depositado no banco 12.500,00 Sr. Pastilha 27.000,00

● Mercadorias diversas 212.500,00 Total Passivo 27.000,00

● Dinheiro a receber do Sr. Pululu 4.400,00

● Instalações 42.000,00

● Viaturas 17.000,00

● Mobílias 35.000,00

Total Activo 324.900,00

● Substituindo assim os bens e direitos pelo activo e as obrigações pelo passivo, o valor do
património agora pode ser obtido pela diferença entre o activo e o passivo, donde resulta a
denominada Equação Fundamental do Património:

VALOR DO PATRIMÓNIO = ACTIVO – PASSIVO

VALOR DO PATRIMÓNIO = 324.900 – 27.000

VALOR DO PATRIMÓNIO = 297.900

Logo, pode – se concluir que:

● Os elementos do activo representam aquilo que possui ou se tem a receber.

● Os elementos do passivo representam aquilo que se tem à pagar.

Já sabemos que o valor do activo é aquilo que possui ou se tem a receber e o valor do passivo
correspondem aquilo que se tem a pagar, agora procura – se saber quanto restará a empresa
após o pagamento de suas dívidas?

Se recorrermos à equação fundamental do património veremos que após o pagamento de suas


dívidas, a empresa fica com Kz 297.900,00, facilmente se deduz que o capital próprio (se
deduz que este valor) corresponde ao valor do seu património ou capital próprio. Em outras
palavras, este nome dá a conhecer a posição patrimonial em que a empresa ficará, se neste
momento, tivesse de saldar todas as suas dívidas.

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Logo, pode – se concluir que o capital próprio representa o valor do património, resultando a
equação seguinte:

Capital próprio = Activo – Passivo

Esses três elementos da equação fundamental do património designados por massa


patrimoniais, podem assim ser apresentados resumidamente:

Bens Capital Próprio


Corresponde ao que
E Está depois de

Direitos
Passivo
Obrigações
Corresponde
(corresponde ao que
ao
se deve)
Que se tem

- A representação quantitativa do património de uma empresa chama – se “


PL
Balanço Patrimonial”

3.1.4- REPRESENTAÇÃO GRÁFICA DOS ESTADOS PATRIMONIAIS.

Já vimos que o património líquido é a diferença entre o Activo (A) e o Passivo (P).
Com base na equação fundamental do balanço, isto é, A-P=P.L. pode se perguntar, então, qual
seria a natureza desta situação em dado momento?

Pode – se dizer que da comparação do activo com o passivo, o património assume de qualquer
maneira uma das quatro situações seguintes:

1º Situação:
Quando A> P e P = 0 Teremos PL> 0

A=PL

Isto quer dizer que os valores do activo são iguais aos do património
Liquido, revelando a inexistência de dividas (passivo exigível),
logo, propriedade plena do activo.

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Exemplos

Para começar, suas actividades, uma empresa comercial foi criada com bens activos, meios
fixos e meios circulantes totais de kz 43.500.000,00
a)- qual a sua situação líquida?

Activo Empresa Comercial Passivo


- Meios fixos 10.500.000,00 Obrigações
- Realizáveis 21.000.000,00
- Disponíveis 12.000.000,00 S.L 43.500.000,00
Total 43.500.00 Total 43.500.000,00

a) Situação líquida = Activa – Passivo


43.500.000=43.500.000-0
43.500.000=43.500.000
Activo = Situação líquida inicial

2º Situação

Quando A> P Teremos P.L>0

A=P+P.L

Situação liquida Activa = Activo – Passivo.


Esta situação diz se situação líquida Activa, isto quer dizer que existe um excesso de valores
activos sobre os valores passivos.

P Este gráfico mostra o excesso de valores activos sobre os valores


Passivos, revelando a existência da riqueza própria.

Exemplo

1) Numa empresa o total do activo é de 19.000.000 e o total do passivo é de Kz 10.000.000.


a) Qual é a situação liquida dessa empresa.
b) Qual é a natureza dessa situação liquida.

Resolução: Activo> Passivo.

Activo Passivo
- Imobilizado 7.000.000,00 - Passivo 10.000.000,00
- Realizáveis 7.000.000,00
- Disponíveis 5.000.000,00 - situação líquida 9.000.000,00
Total Activo 19.000.000,00 Total Sit.Líq+Passivo 19.000.000,00

Como a situação líquida é a diferença entre o activo e o passivo.


A Situação Líquida = 19.000.000-10.000.000.
Situação Líquida = 9.000.000
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Como o activo é maior de que o passivo, a situação líquida é Activa.

Activo = Passivo + Situação Líquida

19.000.000=10.000.000+9.000.000

3º Situação:

Quando A=P Teremos PL.=0.

Este caso demonstra uma situação em que numa entidade o valor do


Activo é exactamente igual ao do passivo. Nesta situação teríamos:
Activo-Passivo=0, diz – se que a situação liquida é nula.

Esta situação revela a inexistência de riqueza própria, como acontece por exemplo, com os
bens a sua disposição mas os deve pagar totalmente.

Exemplo:

60.000 60.000

SL = A- P
SL=60.000-60.000
SL=0

4º Situação:

Quando A<P Teremos PL<0.

Esta situação demonstra que existe um excesso de valores


passivos sobre os valores activos, isto é, a empresa deve
A=P
mais do que se possui e se tem a receber. Em outras
palavras, a empresa nestas circunstâncias, está numa situação
A+PL=P patrimonial desfavorável, porque os valores dos seus bens e
direitos são menores em relação os valores das suas obrigações.
Assim, teríamos A-P <0.
Neste caso, a situação líquida diz – se passiva (ou negativa). Revelando má situação, a
existência de “ Passivo a Descoberto”. Estamos a presença de uma empresa em situação de
falência técnica ou insolvência técnica. Quando ocorre esta situação, a empresa praticamente
não terá mais condições de sobrevivência, que praticamente na maioria dos casos
leva a “falência”.

Exemplo: o total activo duma empresa comercial é de kz.45.000.000 e o total do


seu passivo é de kz.52.000.000.

a) Qual a situação liquida dessa empresa.


b) Qual a natureza dessa situação liquida.

Activo Passivo
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Bens+Direito 45.000.000 Passivo 52.000.000

S.L.P 7.000.000

52.000.000. 52.000.000

A <P Situação Líquida Passivo (negativo)


A-P <0
P=A+SL

Resumindo os 4 casos podem ser apresentados no quadro seguinte:

1 A> P Implica A-P> 0 Ou seja A=PL Situação Líq. Inicial


2 A> P Implica A-P> 0 Ou seja A=P+PL Situação Líq. Activo
3 A=P Implica A-P=0 Ou seja A=P Situação Líq. Nula
4 A <P Implica A-P <0 Ou seja A+SLP=P Situação Líq.Passiva

Em qualquer dos 4 casos representados chegamos sempre a uma igualdade. Esta pode ser
representado num quadro em forma de T no qual, por convenção, do lado esquerdo 1º
membro, representamos o activo da empresa, e do lado direito-2º membro, o seu passivo
e a situação liquida, regista – se do lado mais fraco, a fim de que a igualdade entre os dois
membros se mantenha.

Lado esquerdo: 1º membro Lado Direito: 2º membro

ACTIVO PASSIVO

+ +

Situação Liquida Passiva Situação Liquida Activa

A igualdade entre dois membros representados desta maneira damos o nome de

Balanço

Como para existir um balanço terá de haver sempre uma igualdade entre os dois membros,
fácil se torna deduzir uma equação que traduz tal igualdade; basta para tanto somar os valores
inscritos nos dois membros do balanço:

A+SLP = P+SLA 10
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À equação, assim obtida, damos o nome de Equação Geral do Balanço.

3.2. O INVENTÁRIO

3.2.1- Introdução

A tarefa principal de inventariação é de rever os fenómenos, factos e operações económicos,


que não se reflectem na documentação.

Desta maneira, a inventariação contribui para que os dados de contabilidade sejam reais e
correspondentes aos volumes efectivos dos meios económicos e das suas fontes. A informação
sobre a existência de um ou de outro bem material pode ser extraído directamente através de
contas da contabilidade (por meio de dados de contabilidade).

Mas estes dados, como regra geral, não correspondem completamente a existência real, o que
resulta de diversas causa:

● Perdas naturais,
● Erros no cálculo
● Furtos etc.

É precisamente na determinação de diferença, quer dizer na comparação entre os dados de


contabilidade e a existência real para determinação dos saldos, excesso ou falta, que consiste
o objecto principal da inventariação.

3.2.2- DEFINIÇÃO

Existem várias definições relativo ao inventário, convergindo todas no essencial.

Assim e consensualmente, o inventário consiste numa relação dos elementos patrimoniais


com indiciações do seu valor; é pois toda relação discriminada dos elementos patrimoniais
activo (bens e direitos) e o passivo (obrigações) com a indicação das quantidades e valores
desses elementos.

De acordo com o Decreto nº196/79 – define se o inventário como sendo o arrolamento


dos valores activos e passivos que constituem um património.

3.2.3 FASES DA ELABORAÇÃO DO INVENTÁRIO

Em contabilidade procede – se a um inventario quando se analisam os elementos patrimoniais


de uma empresa, com vista a sua discriminação e valorização.

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● Pode – se distinguir quatro etapas na inventariação de um património, a saber:

a) A Identificação: que consiste em verificar os elementos patrimoniais existentes.


b) A Classificação: que consiste em agrupar os elementos patrimoniais em contas.
c) A Descrição: que consiste em distribuir os elementos patrimoniais pelas contas já
existentes.
d) A Avaliação: que consiste em atribuir um valor monetário aos elementos patrimoniais.
Ressalta – se aqui, que, autores há que consideram somente três etapas aglutinando as etapas
b) e c).

3.2.4 – CLASSIFICAÇÃO DE INVENTÁRIOS

► Quanto ao âmbito (ou extensão), os inventários podem classificar – se em Gerais e


Parciais.

● É Geral, quando nele figuram todos os valores constitutivos de um dado património; quando
reporta todos os elementos patrimoniais activo e passivos;

● Diz se Parcial quando abrange apenas alguns dos elementos patrimoniais.

A inventariação geral de um património é obrigatório um vez por ano, não devendo


iniciar – se antes do dia 1 de Novembro de cada ano seguinte, de acordo com o decreto já
citado.

►ORDENAÇÃO

Quanto a apresentação ou disposição os elementos patrimoniais podem ser descritos:

● Sob a forma de inventário simples ou corrido – quando os elementos patrimoniais


aparecem sem qualquer ordem ou;

● Sob a forma de inventario classificado ou selectivo: quando os elementos patrimoniais


aparecem ordenados e classificados segundo a sua natureza, característica ou função.

► APRESENTAÇÃO

● Vertical: quando os elementos patrimoniais são dispostos verticalmente.

ACTIVO PASSIVO

……
……
…… 12
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Total Activo ------ XXX
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 Horizontal: Quando os elementos patrimoniais são seriados em dois blocos
horizontais.

Activo Passivo

………… X ….…..... X
………… X ……………… X
………… X …………… X
…….. X

Total do activo X Total Passivo X

3.2.5- COMPOSIÇÃO: o inventário geral de cada património compreenderá:

a) Inventário dos meios fixos e investimentos.


b) Inventario das existências.
c) Inventário dos meios monetários.
d) Inventários de terceiros.
e) Inventario de créditos.

Observação:

1) Os inventários dos meios fixos e investimentos e existências devem ser ordenados por
espécie de bens ou valores utilizado – se na nomenclatura do PGC, na sua ordem e
código.

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2) Os inventários de fornecedores e empréstimos, clientes, devedores e credores serão
apresentados através dos respectivos balancetes.

3) Os inventários de depósitos em bancos, crédito bancários e financiamentos serão


relacionados, apresentando se conjuntamente os comprovativos bancários. (anexar o
extracto bancários).

4) As reparações gerais não concluídos e as obras não acabadas serão relacionadas,


reparação a reparação e obra a obra, registando – se as respectivas despesas segundo a
sua natureza.

3.2.6- PERIODICIDADE

Os inventários efectuados:

● Periodicamente, denominam – se ordinário, em principio uma vez ao ano,

● Ao passo que os extraordinários são elaborados em consequência de condições excepcionais


nos seguintes casos:

a) Quando da mudança de instalações


b) Quando da ocorrência de qualquer catástrofe de natureza ou acidente.
c) Por determinações dos organismos fiscais para apuramento de responsabilidades, ou
para controlo de actividades económicas financeiras da empresa.

Ainda quando ao período de elaboração os inventários classificam – se em iniciais


quando se reportam ao inicio da actividade; e em finais – quando elaborados no fim de
exercício económico (anual em 31/12/X).

Para mais informações ver o decreto nº 196/79 de 20 de Junho.

Exercício de aplicação
Sociedade Industrial e Comercial, Socol, Lda

ELEMENTOS PARA INVENTÁRIO AOS 31-12-2011


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1 Edifício Industrial 2600 000
2 2 Armazéns para matéria -prima e produtos acabados 1/1 300 000
3 Edifício administrativo e comercial Kz 1800 000
4 Instalação de ar comprimido 350 000
5 Equipamento para fabrico material plástico Kz 3000 000
6 Compressor de ar Kz 150 000
7 3 Geleira em uso 1/35000
8 2 Monta-cargas em uso 1/250 000
9 4 Computadores e periféricos 1/50 000
10 Camião MAN 800 000
11 Volvo F12 1200 000
12 Secretarias 10 unidades 1/8 500
13 10 Cadeiras 1/2000
14 Valor do trespasse do estabelecimento comercial Kz 250 000
15 Acções noutras empresas Kz 580 000
16 80 000 Jardas de mangueira para fabrico 12 Kz 7 metro
17 2 Toneladas de produtos químicos ao preço médio de 0,80 Kz/ gramas
18 2000 Baldes de lits ao custo de 30 Kz/ cada
19 Bacias plásticas ao custo de 60 Kz/ cada 500 unidades
20 5 M3 de óleo alimentar ao preço de 45,00/ lit
21 600 Sacos de arroz de 50 kgs cada ao preço de 20,00/kg
22 500 Latas de leite nido de 3 libras/ cada ao preço de 80,00/ libra
23 3 Kg de ouro comercial ao preço de 220 Usd/onça ao cambio de 28 Kz/Usd
24 Saque de J. Viera, Lda Kz 85000 credor
25 Aceite de J. Pimental, Lda Kz 60000 devedor
26 Débito da interpark Kz 350 000 devedor
27 Dívida dos trabalhadores Kz 40 000 devedores
28 Mercadorias em transito 210 000
29 Empréstimo bancário Kz 12 000 000
30 Crédito da angoimport kz3 200 000 credor
31 Dívida ao estado relativo ao imposto selo Kz 30 000 e Imp. Rendim.Trab.240
32 Dívida de remunerações não liquidadas 40 000
33 Depósito no BFE em Kz 2750 000
34 Depósito no BFE em Usd 154 000 ao cambio de 32,00kz/ dólar
35 1500 Notas de Kz 100,000
36 3500 Notas de Kz 50,00
37 Cheques por depositar Kz 2300 00
38 Títulos negociáveis de dividas publicas Kz 150 000
39 Capital social actualizado Kz 13 000 000
40 25 Cartões de recarga da Unitel com 125 utt cada
TRABALHO PRETENDIDO: ELABORAR
INVENTÁRIOS GERAL CLASSIFICADO
Obs: 1 Onça = 28,3495 gr utt = 7,20 Kz 1 Jarda=0,9144m

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3.3- BALANÇO

3.3.1 Noção

Elaborado o inventário geral torna se necessário comparar o activo com o passivo, para tirar
conclusões. Esta comparação constitui o balanço.

Em outras palavras, o Balanço apresenta – se sob forma de um inventário, numa determinada


data, de todos os activos físicos e financeiros (bens e direitos) e de todas as dívidas da
empresa (obrigações) passivo. Nesta óptica, o balanço é uma conta de situação patrimonial. A
avaliação dos elementos que contem permite determinar a valor patrimonial da empresa.

Trata – se da expressão da relação existente entre o activo, o passivo e situação liquida.

Pela sua origem, o termo balanço exprime sempre “ a balança de dois pratos” utilizados
pelos comerciantes na passagem dos produtos, logo se apercebe que em contabilidade, o
balanço não pode deixar de traduzir a expressão do equilíbrio resultante da acção de duas
forças iguais e contrárias:

A igualdade: A=P

Na contabilidade, o balanço tem sempre que se atender a esta equação fundamental.

Esta equação demonstra a fórmula do balanço que indica que a soma dos valores do activo é
sempre igual a soma dos valores passivos.

Os valores activos e passivos foram o objecto do estudo anterior sobre o património e


inventário.

O balanço constitui pois o mapa da situação patrimonial da empresa num determinado


momento. Representa a fotografia da empresa nesse momento, porque refere – se sempre a
uma data. É um documento estático.

Para a contabilidade, o balanço é um documente fundamental, elaborado


obrigatoriamente uma vez ao ano e reportado a data de 31 de Dezembro. A empresa, se
tiver o interesse pode elaborar vários balanços ao longo do ano.

O balanço representa o passado da empresa até a data em que reporta. É um documento


histórico que retrata a posição patrimonial da mesma.

Podemos esquematizar o balanço na forma de massas patrimoniais.

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Capital Próprio
Activo ou
Situação Líquida

Bens
Passivo
e (Obrigações)

Direitos

O balanço é o documento que evidencia o valor do património, capital próprio ou situação


líquida.

Logo, em qualquer balanço verifica – se sempre a igualdade:

Activo + Situação Liquida Passiva = passivo + Situação Líquida Activa

Como já vimos, constitui a equação fundamental da contabilidade.

3.3.2 Constituição: o balanço é constituído de dois membros: Activos e o Passivo.

Do ponto de vista financeira: o activo representa as aplicações (utilização) dos fundos ou


investimentos. Estes bens e direitos da empresa são financiados quer pelos capitais
próprio do (s) dono (s), quer por empréstimos (capitais alheios). assim, o passivo
representa as origem a dos fundos ou financiamentos. Assim, o balanço passa a ser
representado como segue:

Activo Passivo

Aplicação de Origens de
Fundos Fundos
ou Ou
Investimento Financiamento
s s
Mantendo sempre o principio de equilíbrio, a todo momento, o total das aplicações de
recursos deve ser igual ao total de origens de recursos.

Pode se apresentar a equação fundamental da contabilidade como segue,


● Activo = capital próprio + capital alheio
● Aplicações de recursos = origens de recursos

Os elementos patrimoniais.
Como já dissemos, o balanço é constituído de dois membros: um activo, e outro passivo
sendo o valor do activo sempre igual ao valor do passivo. Cada um destes membros é
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integrado pelos seus elementos próprios, as contas do balanço, que se dispõem da maneira
mais conveniente, classificados segundo as suas categorias e características.

A contabilidade da empresa deve fornecer dados claros e concisos. Estes requisitos serão
conseguidos se as massas parciais (rubricas) integrantes do balanço apresentarem uma
disposição lógica que permite aos usuários (interessados) lê-los e analisa-los com facilidade.

Vejamos, quais os elementos que constituem o activo e o passivo e a forma como os mesmos
se agrupam na apresentação do balanço.
ESTRUTURA DO BALANÇO

O modelo do plano geral da contabilidade (P.G.C)


O plano geral da contabilidade (P.G.C) aprovado pelo decreto nº82/01 de 16 de Novembro,
apresenta o modelo normalizado do balanço (ver modelo na pagina a seguir).
As massas parciais (rubricas) integrantes do balanço devem ser escritas por determinadas
ordem:

► Activo:
De acordo com P.G.C, a ordenação do activo deve ser de cima para baixo, por ordem
crescentes de liquidez das suas rubricas e segundo o destino das aplicações, isto é, ser
representado em primeiro lugar os que apresentam menor liquidez e por ultimo os de maior
liquidez.

Liquidez: é a aptidão de um activo (bem) ser trocado por dinheiro num prazo mais ou menos
longo. O dinheiro é por definição, o bem líquido perfeito.

De acordo com P.G.C, o balanço patrimonial contem os seguintes grupos de contas do activo.
São dois grandes grupos de activos:

● Activo não corrente de menor liquidez

● Activo corrente: de maior liquidez

Passamos agora a definir duma maneira geral as características das massas patrimoniais que
devem compor o activo e o passivo.

ACTIVO

Activo não corrente (Imobilizado): inclui os bens detidos com continuidade ou permanência
e que não se destinam a ser vendidos ou transformados.
O activo não corrente divide – se nas quatro categorias seguintes:

► Imobilizações corpóreas: são aplicações de carácter permanente em activos tangíveis


(terrenos, imóveis, equipamentos, etc.) que não vão ser transformados em dinheiro, mas que a
empresa utiliza, quer para o exercício da sua actividade, quer como fruição, para obtenção do
mesmo.

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► Imobilizações corpóreas: são aplicações de carácter permanente (a mais de um ano) em
activo tangíveis (trespasses, patentes invenções, despesas de investigação, etc.). São valores
que representam direitos da empresa.

► Investimentos financeiros: são aplicações de capital em activos de carácter permanente e


de tipo financeiro tais como imóveis para rendimento, obrigações acções e outros títulos de
participação de capital e outros títulos adquiridos pela empresa para rendimentos, ou controlo
de outras empresas, empréstimos concedidos a empresa do grupo ou terceiros.

Estima se que transformação em dinheiro dos títulos e empréstimos concedidos seja num
período superior a um ano.

Nota – se que
► As amortizações e reintegrações aparecem deduzida, representando a perda do valor do
imobilizado resultante da sua depreciação.

► O activo não corrente (imobilizado), compreendem rubricas de natureza diferentes, ainda


que do ponto de vista financeiro, todas correspondem a elementos do activo cujo grau de
liquidez, de mobilidades, e de disponibilidade são muito fracos.

► Os empréstimos concedidos em empresas associadas e subsidiárias, na óptica financeira,


devem ser considerados investimentos financeiros e não crédito de curto ou longo prazo.

ACTIVO CORRENTES (REALIZÁVEIS)

São direitos convertíveis em valores disponíveis durante o curso do exercício seguinte àquele
do balanço ou realizáveis durante o ciclo operacional ou de exploração se este a um ano,
correspondem a direitos realizáveis a curto prazo.

Este grupo decompõe – se nos seguintes grupos:

► Existências: são bens comercializáveis adquiridos ou produzidos pela empresa e que se


destinam á venda ou ao consumo. São mercadorias, os produtos acabados deduzidos das
respectivas provisões para depreciação. Incluem ainda os adiantamentos por conta de compras
cujo preço esteja fixado.

► CONTAS A RECEBER

● Dividas de terceiros a médio e longo prazo: são as dívidas de terceiros cuja liquidação se
verificará a mais de um ano da data do balanço, deduzidas das respeitavas provisões (isto é,
da parte da divida que se estima como provável não se conseguir receber). As dívidas aqui
especificadas poderão ser de clientes, de empresa de grupo, de adiantamentos a fornecedores
do imobilizado, do estado ou subscritores do capital.

● Dívidas de terceiros a curto prazo: são dívidas de clientes, de empresas do grupo, de


fornecedores de imobilizado resultante de adiantamentos, do estado ou de subscritores de
capital que se liquidem a menos de um ano de vista da data do balanço, deduzidas as
respeitavas provisões.

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► DISPONÍVEIS
São valores mais líquidos do activo detido pela empresa, ou seja, o dinheiro em mãos da
empresa. A expressão “ disponibilidade” designa o conjunto dos meios de pagamento
imediatos, isto é, caixa, depósitos em bancos.

● DEPÓSITOS EM BANCOS E CAIXAS :são meios líquidos (dinheiro) em poder da empresa (caixa) ou
á ordem em instituições de créditos, bem como meios quase líquidos tais como depósitos com
aviso prévio e depósitos a prazo.

● TÍTULOS NEGOCIÁVEIS: são aplicações financeiras de curto prazo, também chamados de


aplicações de tesouraria. São aplicações em acções, obrigações ou outros títulos negociáveis
como Título do Banco Central (TBCs), bem como quaisquer outras aplicações de tesouraria.

► OUTROS ACTIVOS CORRENTES

● Encargo a repartir por período futuro: decompõem se em despesas com custos diferidos
(isto é, despesa efectuadas mas correspondem a custos de exercícios seguintes) e em
acréscimo o proveito (proveito do exercícios cuja receita ocorre em exercícios seguintes). Na
prática, e numa óptica da análise financeira, estas devem classificar-se em dívidas de terceiros
de curto ou longo prazo consoante o acréscimo ou diferimento for, respectivamente, inferior
ou superior a um ano.
Graficamente pode – se representar o activo como seguinte:

Imobilizações
Activo não
corrente

Activo Existências

Corrente Disponibilidades

Outros activos
Correntes

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► CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO

● CAPITAL PRÓPRIO

O segundo membro do balanço é constituído por duas grandes classes homogéneas de contas:
capital próprio e passivo.

A semelhança do activo, o passivo, segue os membros princípios de clareza e facilidade de


analise, pelo que os grupos homogéneos apresentam – se em ordem crescente de exigibilidade
e de acordo com a sua proveniência. O grau de exigibilidade é definido pelo prazo de
vencimento da divida. Quanto menor o prazo de vencimento maior o grau de exigibilidade. É
esta razão do aparecimento do capital próprio em primeiro lugar.

○ Capital próprio: corresponde as entradas pelos sócios ou accionistas (capital subscrito,


prestações suplementares e prémios de emissão de acções). É evidente que dividendos
distribuídos antecipadamente aparecem a deduzir ao capital próprio.
● PASSIVO

As rubricas do balanço referentes ao passivo ou capital alheio dividem – se em:


● Passivo não corrente

○ DIVIDA A TERCEIROS DE MÉDIO E LONGO PRAZO : são as dívidas a terceiros cuja liquidação se
efectuará a mais de um ano da data do balanço. Incluem os empréstimos por obrigações
convertíveis e não convertíveis, empréstimos por títulos de participação, empréstimos
bancários, adiantamentos por título de participação, empréstimos bancários, adiantamentos
por contas de vendas, fornecedores, empresa do grupo ou interligadas, sócios ou accionistas,
estado e quaisquer outras dividas para com terceiros.

○ Provisões para riscos e encargos: integram custos correspondentes a despesa potenciais de


exercícios posteriores. Em regras, o montante em divida é incerto (pensões de reforma,
provisões para acidentes de trabalho, etc.) são, afinal, despesas futuras certas ou incertos de
montantes incerto. Como tal, devem classificar – se como capital alheio.

● PASSIVO CORRENTE

○ CONTAS A PAGAR: são dívidas a terceiros de curto prazo. Esta rubrica é constituída pelas
dividas a terceiros, mas cuja liquidação se efectuará a menos de um ano de vista da data do
balanço. Incluem os fornecedores, clientes com saldos credores, adiantamentos de clientes,
estado, credores (compras de imobilizados), etc.

○ Empréstimos a curto prazo: são empréstimos obtidos cuja liquidação se efectuará a


menos de um ano da data do balanço. Incluem os empréstimos bancários, por obrigações, por
títulos de participações, etc.

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○ OUTROS PASSIVOS CORRENTES: são acréscimos de custos (custos que respeitam ao exercício,
cuja despesa se efectuará em exercício subsequentes) e os proveitos diferidos (receitas que
efectuaram no exercício, cujo proveito diz respeito a exercício posterior).
Incluem os encargos a pagar, proveitos a repartir por período futuros, facturação de obras de
carácter plurienais, etc. na pratica, para analise financeira, sempre que o acréscimo ou
diferimento seja superior a um ano, reclassifica – se como passivo de longo prazo, caso
contrario de curto prazo.

De igual modo como no activo, o passivo pode ser representado graficamente como segue:

Capital Próprio Capital Próprio e


Reservas

Débitos a médio e
longo Prazo

Passivo

Débitos a Curto
Prazo

Numa abordagem financeira, como foi dito, o activo corresponde ás aplicações de fundos e o
passivo, corresponde ás origens dos mesmos. Integrando os dois membros do balanço e para
uma interpretação económicos – financeiro do balanço, apresentamos o seguinte esquema:

ACTIVO BALANÇO PASSIVO


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APLICAÇÃO DE FUNDOS ORIGENS DE FUNDOS

……………………..
Capitais
Imobilizado Próprios
Activo não ……………….......
Corrente Exigível per-
Capitais A médio ma-
E longo nentes
prazo
Passivo
Não P
Corrente A
Realizáveis
Fundo de S
Activo Maneio S
Corrente I
ou ………………..
Activo Exigível passivo V
Disponível A
Circulante corrente O
Curto prazo ………………..

Analisando as estruturas de grupos de contas d activo e o passivo, observa-se que existe uma
analogia entre os dois grupos em termos de liquidez crescentes; por um lado, no activo
aparecem em primeiro lugar as contas de menor grau para maior de liquidez e, por outro lado,
no passivo, são destacados, prioritariamente as contas de menor grau de exigibilidade para as
contas que devem ser pagas rapidamente.

3.9- CONCEITUAÇOES: AS VÁRIAS CONFIGURAÇÕES DO CAPITAL

Podemos considerar quatro conceitos de capital na contabilidade, nesta altura.

3.9.1. Capital nominal o que consta na escritura: o investimento inicial feito pelos
proprietários de uma empresa é registado pela contabilidade numa “conta” denominada
Capital.

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Este é o capital nominal, que corresponde ao património líquido inicial. O capital nominal só
será alterado quando os proprietários realizarem investimentos adicionais (aumentos de
capital) ou desinvestimentos (diminuições de capital).
Em contabilidade, tal situação inicial será representada da seguinte forma:

Caixa (dinheiro): 800.000 (A) Capital 800.000 (PL)

3.9.2 Capital próprio – o capital, que corresponde ao conceito de património líquido, abrange
o capital inicial e suas variações. Por exemplo: após determinado período, a Sociedade
Comercial Leão Lda. Obteve um lucro de 10.000, proveniente de suas operações comerciais o
capital próprio da empresa aumentou para 810.000 (Capital + Lucro), todavia, o capital
nominal será mantido pela contabilidade, conforme vemos abaixo.

Clientes 390.000 Capital 800.000


Caixa 420.000 (A) (PL)
Lucro 10.000
810.000

3.9.3 Capital de terceiros – este capital corresponde aos investimentos feitos na empresa, com
recursos provenientes de terceiros. Por exemplo: suponhamos que a Sociedade Comercial
Leão Ltda. Tenha comprado, a prazo, móveis para escritórios por 10.000.
Teremos a seguinte situação:

Moveis e utensílios 10.000 Capital 800.000


Clientes 390.000 Lucro 10.000 (PL)
Caixa 420.000 (A)
---------- Credores 10.000 (P)
820.000 ---------
820.000

O capital de terceiros, neste caso, é representado pelo saldo da conta credores. Seria, no
sentido restrito, o passivo da entidade.

3.9.4 Capital total á disposição da empresa: numa acepção mais ampla, pode – se conceituar
o capital como sendo o conjunto dos valores disponíveis da empresa num dado momento. Por
exemplo, considera-se como capital ã disposição da empresa o somatório dos elementos
colocados á direita das situações anteriormente exposta, ou seja;

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CREDORES + CAPITAL LUCROS =820.000= (P+PL)

QUADRO
RESUMO
ACTIVO
(aplicação dos recursos) Passivo e património líquido (fontes de
Recursos)
● Bens (1) Passivo = Capital de Terceiros
● Direitos (2) Património Líquido = Capital Próprio
(2.1) Capital = Capital nominal
(2.2) Lucros e Reservas = Variações
Capital Total á Disposição (recursos
Totais) = (1) + (2)

ESTRUTURA DO BALANÇO: MODELO DO P.G.C

BALANÇO ANALITICO

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ACTIVO CAPITAL PROPRIO E PASSIVO
ACTIVO NÃO CORRENTE CAPITAL PROPRIO
• Imobilizações corpóreas • Capital…………………………………….. x
- Terreno e recursos naturais……………. x - Acções quota própria………………………… x
- Edifício e outras construções………….. x - Premio de emissão……………………………… x
- Equipamentos básicos…………………. x - Prestações suplementares……………………… x
- Equipamentos de carga e transp………. x • Reservas
- Equipamento administrativo………… x - Reserva lega
- Outras imobilizações corpóreas……….. x - Reserva de reavaliação…………………………. x
- Terras e vasilhame…………………….. x - Reservas fins especiais..………………………… x
- Imobilizado em curso………………… x - Reservas livres………………………………….. x
- Adiant. por conta de imob. corpóreas….. x • Resultados transitados…………......................... x
- Sub total………………………………. x • Resultados do exercício………………………… x
• Imobilizações corpóreas
Activo correntes
- Trespasse……………………………… x Passivo corrente.
• Existências. • Contas a pagar x
- Matérias-primas,
- Despesa subsidiárias
de investigação e de consu-
e desenv……. x - fornecedores
Total Capital correntes………………….. x x
Próprio……………………….
mo ………………………………………..
- Propriedade industrial e outros……… x x - fornecedores
PASSIVO NÃO CORRENTE título a pagar……………… x
- Produto
- Direitos e trabalho em curso…………….
de contratos………………….. x x - clientes – saldos credores
- Produto acabado e intermédio…………..
- Despesa de constituição……………….. x x - adiantamento de clientes……………….. x
- Sub-imobilizações
- Outras produtos, desperdício………………
incorpóreas…….. x - outros……………………………………
• Empréstimo de M/L, Prazo. x
- Resíduos
Sub-total e refugos……………………… x x - estado……………………………………
- Empréstimos bancários …………………… x x
- mercadorias……………………………...
• Investimentos em subsidiário x- Empréstimos
- participantes e participadas……………… x x
por obrigação………
- Matérias
e associadas - primas, merc. e prod em tran- - pessoal…………………………………
- Empréstimo por titulo de participação…….. x x
sitos……………………………………….
- Subsidiária: x - credores – compra
- Outros empréstimos……………………….. de imobilizador……… x x
Subtotal…………………………………
- Parte de capital……………………….. x x - outros credores………………………….. x
- Obrigações e outros títulos de partici- Soma 1 x
• Contas a receber
Pação…………………………………… x Sub-total………………………………
• imposto diferidos………………………… x x
- Cliente – correntes…………………….
- Empréstimos…………………………… x x • provisões para pensões…………………… x
- Clientes – títulos
- Adiantamento a receber……………. x
por conta……………….. x• provisões para outros riscos e
Soma- Clientes de cobrança duvidosa………….x
1………………………………….. xencargos
- Fornecedores – saldo devedores…………
- Associada x • Empréstimos á curto prazo. x
- Participantes e participadas
- Parte de capital……………………….. ……………. x x - empréstimos bancários ……………………
- provisões para processo juridiciais em x
- Pessoal………………………………….
- Obrigações e outros títulos de x
Curso - empréstimos por obrigação……………… x
- Devedores
Participação – vendas de imóbil…………..x
……………………………. x- provisões
- empréstimos porde
p/ acidentes título de participações ..
trabalho x
- Outros devedores………………………..
- Empréstimos ………………………….. x x - outros empréstimos……………………..
- provisões para garantias dadas a clientes x
- Provisões para
- Adiantamento cobranças duvidosas……
por conta……………….. x sub- total…………………………………. x
Sub – total………………………………..
- Soma 2 ………………………………... x x- provisões para outros riscos e encargos
• Disponibilidade…………………………
- Sub-total (1+2)………………………… x x • Outros passivos correntes.
- títulos negociáveis………………………
• Outros activos financeiros. x - encargos a pagar………………………… x
- saldos em bancos……………………….
- Investimentos em outras empresas…… x x - proveitos a repartir por períodos futuros… x
- caixa…………………………………….
- Investimentos em imóveis x x - facturação de obras de carácter
sub- total não correntes provisões outros
-provisões
- Outros ……………………………….
investimentos financeiros……… x x riscosplurienais………………………………..
e encargos x
Sub-total
Sub – Total …………………………… x - Diferenças de câmbios
• outros passivos não correntes favoráveis
• Outros activos correntes diferidas…………………………………. x
- Contratos
Outros activos nãoplurienais em curso…………..
correntes…………… x x Sub-total……………………………… x
- Encargos a repartir por períodos ………. x
………………………………………………. x
Futuros ACTIVO BALANÇO EM…./…./….(CONTINUAÇÃO) Total passivo corrente…………………….
………………………………………………. PASSIVO x x
Subtotal………………………………….. x Total do passivo………………………… x
Total de activo não correntes…………… x
Total do activo corrente…………………. xTotal passivo não corrente…………………… x
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Total do activo………………………….. x capital próprio e passivo…………… x


EXERCÍCIOS
DESIGNAÇÃO
200x 200x - 1
Activo
Activo não correntes:
Imobilizações corpóreas……………………….. x x
Imobilizações incorpóreas …………………….. x x
Investimentos em subsidiarias e associadas x x
Outros activos financeiros……………………… x x
Outros activos não correntes…………………… x x

TOTAL DO ACTIVO NÃO CORRENTE………………… X X

Activo correntes:
Existências………………………………………….. x x
Contas a receber……………………………………. x x
Disponibilidades…………………………………… x x
Outros activos correntes……………………………. x x

TOTAL DO ACTIVO CORRENTE………………………. X X

TOTAL DO ACTIVO……………………………………… X X

CAPITAL PROPRIO E PASSIVO


Capital próprio
Capital……………………………………………… x x
Reservas…………………………………………… x x
Resultados transitados…………………………….. x x
Resultado do exercício…………………………….. x x
TOTAL DO CAPITAL PRÓPRIO………………………… X X
Passivo não corrente
Empréstimo de médio e longo prazo ………………. x x
Impostos diferidos………………………………….. x x
Provisões para pensões…………………………….. x x
Provisões para outros riscos e encargos…………… x x
Outros passivos não correntes……………………… x x

TOTAL DO PASSIVO NÃO CORRENTE X X


Passivo corrente
Contas a pagar……………………………………… x x
Empréstimo de curto prazo……………………….. x 27x
Parte
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corrente dos empréstimos a médio e longo prazo x
Outros passivos correntes…………………………. x x
TOTAL DO PASSIVO
Luciano CORRENTE………………………..
Sandongo X X

TOTAL CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVO……………….. X X


3.3.4 CLASSIFICAÇÃO DE BALANÇOS

► Quanto a apresentação: Horizontal e Vertical

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● Disposição Horizontal: em que primeiro membro aparece no lado esquerdo e o 2º membro
no lado direito.

Activo Passivo
(1º membro) esquerdo direito (2º membro)

● DISPOSIÇÃO VERTICAL: em que o segundo membro vem imediatamente abaixo do


primeiro.

Activo
xx
xx
xx

Total Activo xx

Passivo
xx
xx

xx

Total Passivo xx

É claro que os membros de qualquer balanço são sempre de igual valor, o 1º membro pode ser
ao 2º e vice – versa.
► QUANTO AO GRAU DE ANÁLISE: balanço analítico e balanço sintético.

● O balanço será mais Analítico quanto maior for a sua pormenorização isto é, quanto mais
descriminados os valores activos, do capital próprio e do passivo.

● O balanço Sintético: é aquele que nos dá apenas a conhecer os valores totais do activo, do
capital próprio e do passivo, ou seja, quando os valores são sintetizados.

► QUANTO Á COMPETÊNCIAS dos exercícios (especializações)

● A necessidade de obtenção de informações regulares sobre o andamento dos negócios, de


forma a possibilitar aos seus gestores tomarem decisões, criou – se a necessidade de dividir a
vida da empresa em intervalos de tempo, no fim dos quais se apuram resultados, se elabora o
balanço. Em principio, elabora – se o balanço com uma certa periodicidade em geral um ano.

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● O BALANÇO é um mapa que esta sujeito a constantes mutações. Alias, um balanço constitui
uma fotografia da situação patrimonial da empresa na medida em que dá esta ultima um dado
momento (a data da sua elaboração).

● Estas mutações são motivadas pela própria actividade da empresa, pois somente á uma
constante alteração dos elementos patrimoniais da mesma.

● BALANÇO INICIAL E BALANÇO FINAL

Como foi dito, o balanço é elaborado com uma certa periodicidade, em geral um ano.
● No início de um exercício económico, haverá um balanço inicial com a correspondente
situação líquida inicial.

Obs: salienta – se que qualquer que sejam os tipos de operações realizados pela empresa
durante o exercício económico, a igualdade entre os membros do balanço não será desfeita.

○ Se existirem lucros estes vão aparecer no passivo.


○ Se existirem perdas estes vão aparecer no activo. Ou então no passivo como valor negativo.

O BALANÇO FINAL: é elaborado a partir do inicial. Introduzindo neste ultimo as operações


realizadas durante o exercício económico, e no fim daquele corresponderá um balanço final
que corresponderá a situação liquida final.

A situação liquida final é, na realidade, a situação liquida inicial afectada lucro ou prejuízo
registado no decorre do exercício económico.

Situação Líquida Final = SL inicial + Lucros (ou – Prejuízos)

Como a igualdade entre os dois membros (activo e passivo) é sempre mantida, podemos mais
uma vez referir que num balanço a variação de um ou mais elementos é sempre equilibrada
pela variação de um ou de outros elementos.

Conclusão: o equilíbrio do balanço nunca será desfeito.

● Balanços Intermédios

Elaborado periodicamente, dentro de cada exercício económico.

► Quanto a natureza histórico dos elementos patrimoniais

● Balanço Histórico ou Retrospectivo: é elaborado com base em importâncias retiradas da


contabilidade, reportando – se, portanto ao passado.

● Balanço Provisional: apresenta valores estimados para a data a que se refere, apresentando-
se com carácter provisional do futuro próximo (Balanço orçamentado).
► Quanto a finalidade

Os balanços são estabelecidos conforme as finalidades ou se referem a um determinado


momentos, assim poderemos ter:
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● BALANÇO DE CONSTITUIÇÃO (FUNDAÇÃO): é o balanço que corresponde á criação da empresa e
indica – nos a forma como o Capital Social foi realizado.

○ Este balanço tem interesse quando os sócios realizam as suas subscrições em bens materiais
(ocorre quando há acções de apport e sempre que uma empresa resulte da fusão de outras).
● BALANÇOS DE FUNCIONAMENTO (GESTÃO): elabora – se uma vez por ano, por força de lei, com
objectivo o apuramento dos resultados e com vista a determinação da situação patrimonial.
● BALANÇO FISCAL: é o balanço real ou de gestão corrigido de acordo com as regras da
legislação tributaria. Destinado á apresentação á administração fiscal para determinação de
matéria colectável.

Quando o imposto incide sobre os rendimentos brutos ou líquidos, o que interessa verificar
pela administração fiscal é a conta demonstração de resultados completo e não o balanço.

● O BALANÇO CESSÃO: tem por finalidade a determinação do valor de troca da


empresa, quer seja para efectuar o trespasse ou a fusão, quer se destine a transaccionar
uma parte, quer tenha por objecto negociar uma quota do capital social.

É necessário neste caso determinar valor de rendimentos da empresa, que consiste no


cálculo do valor dos bens patrimoniais adstritos aos fins lucrativos da empresa. Esse
cálculo é efectuado em fusão dos lucros esperados nas condições de exploração prevista
no futuro, actualizado a uma taxa de juro adequada e para o momento de avaliação.

Se este valor, ora determinado, for superior ao total dos valores dos diversos elementos
patrimoniais é fixado entre interessados um valor a atribuir ao que habitualmente se designa
por Chave, Trespasse ou Aviamento.

● BALANÇO LÍQUIDO: elaborado na empresa que liquide ou dissolve, quando por qualquer razão
se desfaz o pacto social que deu origem á empresa.

Neste tipo de balanço, os elementos patrimoniais são avaliados a preços de realização


provável.

● BALANÇO DE PARTILHA: é o último balanço de liquidação e é constituído por valores


definitivos, considerado como balanço mais exacto que se pode elaborar.
► REQUISITOS DOS BALANÇOS

Os balanços devem obedecer aos seguintes requisitos:


● COMPLEMENTOS: devem conter, sem excepção, todos os elementos patrimoniais da empresa;

● CLAROS: quer a estrutura, quer a terminologia, devem facilitar a analise que se pretenda fazer
do balanço;

● VERDADEIROS: os elementos patrimoniais devem estar valorizados em bases objectivas, reais,


devem traduzir uma realidade objectiva.

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Os usuários das informações contabilísticas podem socorrer – se dos balanços para deles
retirarem as informações que precisam com confiabilidade, conforme estudamos no capítulo
2.

AVALIAÇÃO DOS ELEMENTOS DO BALANÇO

O problema de avaliação é dos bens duma empresa é um problema delicado que tem
provocado vários discussões, sobretudo quando se trata de avaliar uma empresa, isto é, uma
avaliação do conjunto dos bens económicos que a empresa possui.

3.10. DINÂMICA PATRIMONIAL

O património duma empresa não se mantém estático. Está sujeito a uma contínua
transformação, por razão das operações normais da empresa como por exemplo, compras,
vendas etc. e os acontecimentos anormais como roubos, incêndios etc.

3.10.1 CLASSIFICAÇÃO DOS FACTOS PATRIMONIAIS

A actividade corrente desenvolvida pelas empresas origina factos patrimoniais que


produzem constantes alterações na estrutura das contas.

Para ilustrar a afirmação anterior, considera – se o balanço da sociedade de artigos


desportivos do centro, Lda., em 1 de Janeiro deste ano.

Balanço Inicial em 01/01/199.x.


Activo Capital Próprio e Passivo
Situação líquida
1. Imobilizações corpóreas…………………400 1. Capital………………………………..1000
2.Mercadorias ……………………………..1000 2. Reservas……………………………….200
3. Clientes ………………………………… 200 Exigível a Curto Prazo
4. Outros devedores………………………. 100 3. Fornecedores……………………………700
5. Depósitos á ordem…………………….. 140 4. Outros credores………………………….100
6. Caixa…………………………………….160

Total do capital
e passivo 2000
Total do activo 2000

Durante a primeira semana de Janeiro, a Sociedade efectuou três operações que vamos
registar seguidamente:

Operação 1: comprou mercadorias a pronto pagamento por Kz 100.

Esta operação originará uma variação em duas contas do activo:


Diminuição da conta caixa (- 100)
Aumento da conta mercadorias (+100);
BALANÇO APÓS A OPERAÇÃO 1ª
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Activo Capital próprio e passivo
Situação liquida
1. Imobilizações corpóreas ………………..400 1 Capital……………………………….1000
2. mercadorias…………………………….1100 2. Reservas…………………………….200
3.clientes………………………………….200 Exigível á curto prazo
4. Outros devedores………………………..100 3.Fornecedores………………………..700
5. Depósitos á ordem………………………140 4. Outros credores…………………….100
6.Caixa……………………………………. 60

Total do activo 2000 Total do capital próprio e passivo 2000


Operações 2: pagou Kz 50 a um fornecedor, com cheque

Esta operação afectará uma conta do activo (depósitos á ordem) e uma conta do passivo
(Fornecedores)

Diminuição da conta depósitos á ordem (-50);


Diminuição da conta fornecedores (-50)
BALANÇO APÓS A OPERAÇÃO 2ª

Activo capital próprio e passivo


Situação liquida
1. Imobilizações corpóreas…………….400 1 Capital………………………………………1000
2. Mercadorias…………………………550 2. Reservas…………………………………. 200
3.Clientes………………………………850 3. Resultado Liq. Do exercício……………… 100
Exigível á curto prazo
4. Outros devedores…………………….100 4. Fornecedores………………………………. 650
5.Depositos á ordem…………………….90 5. Outros fornecedores………………………. 100
6. Caixa…………………………………. 60
------------

Total do activo 1950 Total do capital próprio e passivo 1950


Operação 3 vendeu, a prazo, metade das mercadorias por 650. Esta operação afectará duas

Operação 3- vendeu a prazo, metade das mercadorias por Kz 650

Esta operação afectará duas contas do activo (clientes e mercadorias) e a conta resultado
liquido do exercício. Isto é, há uma diminuição da conta mercadorias (kz-550), não
corresponde igual aumento da conta cliente (Kz+650).

A diferença entre dois valores representa o aumento do capital próprio em Kz 100 (resultado
liquido do exercício (+ 100), ou seja:
Diminuição da conta mercadorias (kz-550);
Aumento da conta clientes (Kz+650)
Aumento da conta resultado liquido do exercício (+100)

33
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BALANÇO APÓS A 3ª OPERAÇÃO

Activo Capital próprio e passivo


Situação liquida
1. Imobilizações corpóreas…………400 1. Capital…………………………….1000
2. Mercadorias …………………….550 2. Reservas……………………………200
3. Clientes………………………….850 3. Resultado Liq. Do exercício……….100
4. Outros devedores……………….100 Exigível á curto prazo
5. Deposito á ordem………………90 4. Fornecedores………………………650
6. caixa……………………………60 5. Outros credores……………………100

Total do activo 2050 Total do capital próprio e passivo 2050

Da analise das operações anteriores concluímos que:

As operações 1 e 2 conduziram a uma variação qualitativa nas contas, permanecendo


invariável o valor do capital próprio. Diz se então que estas duas operações originaram factos
patrimoniais permutativas (ou qualitativas).

A operação 3 veio originar uma variação qualitativa nas contas, provocando uma alteração no
valor do capital próprio. Diz – se então que esta operação deu origem a um facto patrimonial
modificativo (ou quantitativa).

EM RESUMO:

FACTOS PATRIMONIAIS PERMUTATIVAS : provoca uma variação qualitativa nas contas mas não altera
o valor do capital próprio.

FACTOS PATRIMONIAL MODIFICATIVO: provoca uma variação qualitativa nas contas e altera (ou
modifica) o valor do capital próprio.
VARIAÇÃO DE BALANÇO

Os factos de gestão e os factos acidentais provocam variações na composição e ou no valor do


património. Por isso são designados por factos patrimoniais.

Dado o balanço ser, como já foi referido, uma igualdade (nos dois membros) que relaciona o
activo, o passivo e a situação liquida, qualquer alteração no valor destes teremos determinar,
necessariamente, uma variação igual no próprio termo ou num dos outros termos, ou
simultaneamente nestes dois.

Concluímos que no balanço, toda a variação de um dos seus termos provoca uma variação
igual e de sentido contrario no mesmo termo, ou igual e do mesmo sentido nos termos
permanentes a membros diferentes de sentido contrario se os termos permanentes ao mesmo
membros, e as variações de sentidos diversos de todos os membros de maneira a que a soma
algébrica das variações do primeiro membro seja igual á soma algébrica das variações do
segundo membro.
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Os aumentos de activos e as diminuições de passivo, constituindo estes juntamente com os
prejuízos e a redução de capital são aplicações de fundos.
São variações passivas os aumentos do passivo, as diminuições dos valores activos,
constituindo com a entrada de capital novo e os lucros, as fontes ou origens de fundos.

CAPITULO IV: A CONTA

4.1. NOÇÃO

No ponto anterior, vimos que cada fluxo económico registado provoca alterações no seu
património. Como os fluxos que a atravessam são muito numerosos, e na prática, torna-se
impraticável preparar um balanço após cada operação efectuada (ou a utilização de um quadro
de variação de contas para registos de todas as operações realizadas pela empresa).

Em qualquer empresa tais operações se sucedem a cada instante e é muito oneroso,


actualmente, um processo de registo que permita a apresentação instantânea dos seus
resultados, por outro lado, as pessoas interessadas nos balanços tais como: gestores,
accionistas, entidade governamentais, etc.… contentam-se apenas com os balanços periódicos
(anual) os quais são elaborados com dados fornecidos pelos registos das operações.

Também vimos que as operações ocasionavam aumento e diminuições no activo, no passivo e


no património líquido. Esses aumentos e diminuições são registados em contas. É assim que
surge a conta como quadro de registo e de análise dos fluxos económicos de uma empresa.

Assim, pode – se definir uma conta com sendo “um conjunto de elementos patrimoniais
expresso em unidade de valor”.

Tal procedimento visava demonstrar a continua igualdade da equação do património


(A=P+PL) e explicar os efeitos de alguns eventos sobre elementos do património.

4.1.2.1 Partes Constitutivas:

Como toda a classe de valores, as contas têm necessariamente de apresentar características


próprias:

4.1.2.1 Titulo:

Utiliza – se contas separadas para representar cada tipo de elementos do activo, do passivo e
do património liquido. Cada uma dessas contas será distinguida das demais pela sua
denominação ou “ Título”. O título é a expressão (ou palavras) pela qual se designa a conta.

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Tem como finalidade identificar a conta e distingui-la de todas as outras, pelo que será fixo e
imutável.

4.1.2.2 Valor da conta (ou extensão)

Representa a quantidade expressa em unidades monetárias, contidas, na conta no momento


em que se analisa. O valor constitui a base de toda a escrituração, porquanto é a partir dela
que se desenvolve todo o trabalho contabilístico.

4.1.3 REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS

4.13.1 Representação gráfica das contas: conceitos de débitos e credito.

A cada conta corresponde um quadro que constitui o dispositivo prático para acompanhar as
suas variações quantitativas. No aspecto gráfico a conta apresenta – se normalmente na forma
de um T, denominada conta em T ou razonete em T ou simplesmente, razonete.

A forma gráfica cujo funcionamento explicaremos mais adiante, é a seguinte:

DEBITO (DEVE) TITULO CRÉDITO ( HAVER)

Esquerdo Direito

 Sobre o traço horizontal indica-se o Título


 O lado esquerdo é designado de Débito ou Deve.
 O lado direito é designado de Crédito ou Haver.
 Os valores registados no debito denominam – se Débitos.
 Os valores registados no crédito denominam-se Créditos

4.1.3.2 Terminologia

 Débito uma conta significa inscrever um valor no lado débito.

Exemplo:
D C
500

 Creditar uma conta significa inscrever um valor no lado credita.

Exemplo: D C

300
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 Saldo: é a diferença entre o débito e o crédito.

Exemplo: 500-300=200 representa o saldo.

Ao balancear uma conta, ou seja, ao comparar o seu débito com o seu crédito, podem
ocorrer três hipóteses:
 Se o debito é superior ao credito: o Saldo é Devedor.

D C

500 300

Saldo: 500-300=200 saldo devedor.


 Se o Crédito é superior ao Débito: o Saldo é Credor.

D C
300 600

Saldo: 600-300=300 Saldo Credor.

 Se o Débito é igual ao Crédito: O Saldo é Nulo.

D C
300 300

Saldo: 300-300= O saldo nulo.

Uma vez determinado o saldo, este adiciona-se ao lado cuja soma for de menor valor, obtendo
– se assim uma igualdade entre os dois lados da conta.

Exemplo:

 Débito é superior ao Credito.

D C

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500 300

200 SD

500 500

A diferença = 500 – 300 = 200 é o Saldo Devedor, e inscreve – se do lado credito.


Donde: Débito = Crédito + Saldo Devedor,

 O crédito é superior ao débito

Débito Crédito

300 600

SC 300

600 600

A diferença: 600 – 300 = 300 é o Saldo Credor, e inscrever – se ao lado do débito.


Donde: Débito + Saldo Credor = Crédito.

O débito é igual ao crédito

Débito crédito
500 500

500 500

A diferença: 500 – 500 = 0, O saldo é Nulo


Donde: débito = crédito.

O saldo da conta corresponde á sua extensão, ou valor, num determinado momento.

 FECHAR UMA CONTA: corresponde a somar as colunas dos valores do débito e do


crédito depois de as saldar previamente, sublinhando com dois traços cada soma.

D C D C

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500 270 360 520

300 420 280 440

450
SC 320

1250 1250 960 960

 Reabrir uma conta:

A) É inscrever o saldo na coluna dos débitos, se na conta fechada o mesmo era Devedor.
B) É inscrever o saldo na coluna dos Créditos, se na conta fechada o mesmo era Credor.

D C D C

S.I 560 320 S.I

4.1.4 CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS:

4.1.4.1 CONTAS DE BALANÇOS E CONTAS DE RESULTADOS

O plano geral de contas (PGC), agrupa as contas em cinco grandes conjuntos:

 As contas do balanço;
 As contas de gestão e,
 As contas de resultados.

► CONTAS DO BALANÇO:

 Contas do Activo: incluem todos elementos patrimoniais activos, isto, é bens e


direitos.
 Classe 1 Meios fixos e investimentos
 Classe 2 Existências
 Classe 3 Terceiros
 Classe 4 Meios monetários

● CONTAS DO CAPITAL PRÓPRIO OU SITUAÇÃO LÍQUIDA: compreendem os


elementos abstractos representativos do valor património (diferença entre o activo e o
passivo)

 Classe 5 capital próprio e reservas

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Capital, reservas, resultados trânsitos e resultados do exercício.

● CONTA DO PASSIVO: incluem todos elementos patrimoniais passivos, isto é, as


obrigações.

 Classe 3 terceiros

● CONTAS MISTAS: contas que aparecem simultaneamente no activo e no passivo.


São contas da classe 3 terceiros.

4.1.4.2 Contas de gestão

As contas de gestão recolhem as contas de custos e proveitos do exercício corrente


classificados de acordo com a sua natureza.

 Classe 6 proveitos e ganhos por natureza


 Classe 7 custos e perdas por natureza

4.1.4.3 AS CONTAS DE RESULTADOS:

 Classe 8 resultados

4.1.4.4 CONTAS ESPECIAIS:

 Classe 9: contabilidade analítica de exploração.


 Classe 0: contas de ordem.

São contas de uso facultativos segundo P.G.C nesta conformidade não se apresenta a
nomenclatura da classe 9.

4.1.5 REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DAS CONTAS DO BALANÇO

4.1.5.1 Contas do Activo: compreende todos os elementos patrimoniais activos.


MOVIMENTAÇÃO:

Débito Crédito
● Saldo Inicial ● Diminuições (-)

● Aumento (+)

● Saldo Devedor

As contas do activo são debitadas pelos saldos iniciais e aumentos, e creditadas pelas
diminuições. O saldo é sempre devedor.

4.1.5.2 Contas do Passivo: compreende todos os elementos patrimoniais passivos.


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Movimentação:

Débito Crédito

● Diminuições (-) ● Saldo Inicial

● Aumentos (+)

● Saldo Credor

As contas do passivo e de capital próprio são creditadas pelos saldos iniciais e aumentos e
debitadas pelas diminuições. O saldo é sempre credor.

4.1.2.3 Contas mistas (complexas): são contas referentes aos processos económicos,
transacções mútuas etc. estas contas são frequentemente de carácter misto, integrando os
elementos de contas de vários tipos, chamadas contas Activas Passivas.

São contas da classe 3 - Terceiros

Exemplo: estado participante e participadas, pessoal etc.

Nesta conta poderão ser apresentados simultaneamente os dois saldo:


● O primeiro no debito (dividas de devedores á empresa). Activo
● O segundo no credito (dividas da empresa aos credores). Passivo

4.1.6 REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DE CONTAS DE GESTÃO

4.1.6.2 CONTAS DO PROVEITO: CLASSE 6

D Proveitos e Ganhos por Natureza C

Anulações Proveitos
S.C

● As contas de proveitos por natureza devem ser creditadas pelos proveitos (vendas de
mercadorias e produtos, prestações de serviços, receitas suplementares, subsídios destinados á
exploração, receitas financeiras correntes, receitas de aplicações financeiras e outros
proveitos) e debitadas por eventuais anulações desses proveitos. O saldo é sempre credor.

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4.1.6.1 CONTAS DE CUSTOS: classe 7

D Custos e Perdas por Natureza C

Custos Anulações

SD

● As contas de custos por natureza devem ser debitadas pelos custos (custos das existenciais
vendidas, fornecimentos e serviços de terceiros, imposto, despesas com o pessoal, despesas
financeiras, outros despesas e encargos e amortizações e reintegrações do exercício) e
creditadas por eventuais anulações desses custos. O saldo é sempre devedor.

TRANSFERÊNCIAS: os saldo devedores para os custos e credores para os proveitos são


transferidos a débitos para os custos e a créditos para os proveitos da conta 82 Resultados
Operacionais.

4.16.3 CONTAS DE RESULTADOS

4.1.6.3.1 APURAMENTO DE RESULTADO

D 82 Resultados Operacionais C
TRANSFERÊNCIA
O saldo da conta “82 Resultados
todas operacionais é transferidos para
á contas

D 88 Resultados Líquidos do Exercício C

SD SC

SD= Prejuízo Activo

SC= Lucro Passivo

► As contas de resultados serão desenvolvidos mais a frente.

Resumo: Gráficas das Regras de Funcionamento das Contas

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Balanço da empresa “ X” em 31/12/N

D ACTIVO C CAPITAL PROPRIO


D PASSIVO C
+ -
- +

82 Resultados Operacionais

Custos Proveitos

D C D C

X X

QUADRO RESUMO DAS REGRAS DE MOVIMENTAÇÃO DAS CONTAS

REGRAS

Activo ● Debitam – se pelos saldos iniciais e aumentos.

● Creditam-se pelas diminuições.

Custos ● Debitam-se pelos custos.

Proveitos ● Creditam-se pelos proveitos

4.1.7 CARACTERÍSTICAS DAS CONTAS.

4.1.7.1 NOÇÃO

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A gestão da empresa não pode fazer-se somente com base nas informações gerais. O controlo,
da empresa exige o conhecimento de dados pormenorizados sobre a situação e movimentos
de cada objecto da contabilidade, com a finalidade de obter ambos os tipos de dados
(agregados e pormenorizados) ou informações agregadas e pormenorizadas. Assim, nesta
ordem de ideia teremos contas sintéticas, subcontas e analíticas, determinando o grau de cada
conta.

4.1.7.2 CONTAS SINTÉTICAS. (COLECTIVAS, GERAIS)

As contas que se aplicam para reflexão generalizada dos meios económicos, ou suas fontes,
determinam-se Sintéticas. Por exemplo:

11 Imobilizações corpóreas,
22 Matérias – primas, subsidiarias e de consumo
31 Clientes,
32 Fornecedores etc.

São contas de 1º grau. A sua característica mais importante é que a contabilidade é feita
apenas em unidades monetárias. Correspondem ao razão geral.

4.1.7.4 Subcontas (Divisionárias): são o elo de ligação contabilística entre as contas


sintéticas e as analíticas. Através das subcontas é feita a agregação com a finalidade de se
obterem indicadores mais generalizados, no âmbito de uma dada conta sintética. Por exemplo,

31.1 Clientes contas correntes


32.2 Fornecedores contas correntes

São contas do 2º grau.

Importância: no caso das contas sintéticas caracterizadas por grande volume e variedades
dos objectos ou operações que se registam nessa mesma contas.

4.1.7.3 CONTAS ANALÍTICAS (SINGULARES).

As contas que se aplicam para a concretização dos dados tirados das contas sintéticas,
denominam-se Analíticas ou (Auxiliares). Estas contas são particulares, individualizadas.

Exemplo: 31.1.1 cliente A,


31.1.2 Cliente B, etc.

São contas de 3º grau.

Importância: o controlo e recolha de dados.

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● Em qualquer momento, o total das somas inscritas no débito da conta analíticas (singulares)
é sempre igual ao total do débito inscrito na correspondente conta sintéticas.

● Em qualquer momento, o total das somas inscritas no crédito das contas analíticas é igual ao
total do crédito inscrito na correspondente conta sintética.

● O saldo duma conta sintética será em qualquer momento igual ao somatório dos saldos das
respectivas contas analíticas.

► O grau de uma conta relaciona-se com a maior ou menor generalidade de uma conta.

Conta do 1º grau, sintética, colectiva ou principal.


26 Mercadorias
Conta do 2º grau, subconta ou divisionária
26 1 Feijão

26.1.1 Feijão espera cunhado

26.1.2 Feijão branco


Contas do 3º grau,
Analíticas,
26.1.3 Feijão ………………….
Auxiliares ou subsidi-
árias.

4.1.8 CLASSIFICAÇÃO DAS CONTAS

4.1.8 SEGUNDO A SUA FINALIDADE E ESTRUTURA.

4.1.8.1 AS CONTAS BÁSICAS: aplicam-se para registo e controlo;

● Dos meios económicos pertencentes a empresa

● E das fontes da sua formação

4.1.8.2 As contas de regularização: possibilitam a rectificação das avaliações e quantias


registadas nas contas básicas cuja extensão não correspondem á realidade (Contas Regulares)

● Meios fixos (inventários)


● Amortizações
● Provisões etc.
 As amortizações e provisões aparecem no activo em dedução as contas
correspondentes, não são contas do activo, mais sim como contas de redução de
valores activos.

4.1.8.3 As contas operacionais: destinam-se a registo e controlo dos processos económicos.


Essas contas classificam-se em:
 Contas principais: contas que tratam de valores de grande generalidade.
 Contas subsidiárias: contas necessárias para explicar os saldos das principais.

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4.1.8.4 Diferença entre contas divisionárias e subsidiárias

 Quanto ao grau da conta


 As contas divisionárias são de grau imediatamente inferior ao das respectivas
contas sintéticas (1º grau).
 As contas subsidiárias terão o mesmo grau das contas principais.
 Quanto aos respectivos registos
 Um registo numa determinada subconta (divisionária) implica necessária
mente e simultaneamente um registo na conta sintética (colectiva).
 Um movimento na conta analítica (auxiliar) não implica de imediato um
movimento correspondente na conta sintética (principal).

Assim, pode-se dizer que para:

► As subcontas (divisionárias): os factos patrimoniais são registados nas contas


divisionárias e simultaneamente nas contas sintéticas (colectivas), pelo que o valor desta deve
ser igual, a qualquer momento, a soma dos saldos das subcontas.
► Contas subsidiárias: os factos patrimoniais são registados apenas nas contas auxiliares,
movimentando-se as respectivas contas principais (sintéticas) somente no final do período,
por transferência dos valores das contas subsidiárias.

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