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Instrutor: Abraão Santos Silva

Por que estudar NR 13

?
ACIDENTE

O acidente ocorreu em 24/02/2009, na ilha Ximentang, Shanghai/China, no Terminal de


GNL (gás natural liquefeito) operado pela Shanghai LNG Co Ltd., durante a execução de
teste pneumático de equipamentos.
ACIDENTE
ACIDENTE
CLT- ANEXO V DA LEI 6.514 DO MTE
SEÇÃO XII
Das Caldeiras, Fornos e Recipientes sob pressão

Art. 187 –As caldeiras, equipamentos e recipientes em geral que


operam sob pressão deverão dispor de válvulas e outros dispositivos
de segurança, que evitem seja ultrapassada a pressão interna de
trabalho compatível com a sua resistência.
Art. 188 – As caldeiras serão periodicamente submetidas a inspeções
de segurança, por engenheiro ou empresa especializada, inscritos no
Ministério do Trabalho, de conformidade com as instruções que, para
esse fim, forem expedidas.
Normas Regulamentadoras
 Norma Regulamentadora Nº 01 - Disposições Gerais
 Norma Regulamentadora Nº 02 - Inspeção Prévia
 Norma Regulamentadora Nº 03 - Embargo ou Interdição
 Norma Regulamentadora Nº 04 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e
em Medicina do Trabalho
 Norma Regulamentadora Nº 05 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes
 Norma Regulamentadora Nº 06 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI
 Norma Regulamentadora Nº 07 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional
 Norma Regulamentadora Nº 07 - Despacho SSST (Nota Técnica) -
 Norma Regulamentadora Nº 08 - Edificações
 Norma Regulamentadora Nº 09 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais
 Norma Regulamentadora Nº 10 - Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade
 Norma Regulamentadora Nº 11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio
de Materiais
 Norma Regulamentadora Nº 12 - Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos
Normas Regulamentadoras
 Norma Regulamentadora Nº 13 - Caldeiras , Vasos de Pressão e Tubulações
 Norma Regulamentadora Nº 14 - Fornos
 Norma Regulamentadora Nº 15 - Atividades e Operações Insalubres
 Norma Regulamentadora Nº 16 - Atividades e Operações Perigosas
 Norma Regulamentadora Nº 17 - Ergonomia
 Norma Regulamentadora Nº 17 Anexo I -Trabalho dos Operadores de
Checkouts
 Norma Regulamentadora Nº 17 Anexo II - Trabalho em Tele atendimento /
Telemarketing
 Norma Regulamentadora Nº 18 - Condições e Meio Ambiente de Trabalho na
Indústria da Construção
 Norma Regulamentadora Nº 19 - Explosivos
 Norma Regulamentadora Nº 20 - Segurança e Saúde no Trabalho com
Inflamáveis e Combustíveis.
Normas Regulamentadoras
 Norma Regulamentadora Nº 30 - Norma Regulamentadora de
Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário
 Norma Regulamentadora Nº 30 - Anexo I - Pesca Comercial e Industrial
 Norma Regulamentadora Nº 30 - Anexo II - Plataformas e Instalações de
Apoio
 Norma Regulamentadora Nº 31 - Norma Regulamentadora de
Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura,
Exploração Florestal e Aquicultura
 Norma Regulamentadora Nº 32 - Segurança e Saúde no Trabalho em
Estabelecimentos de Saúde
 Norma Regulamentadora Nº 33 - Segurança e Saúde no Trabalho em
Espaços Confinados
 Norma Regulamentadora Nº 34 - Condições e Meio Ambiente de
Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval.
 Norma Regulamentadora Nº 35 - Trabalho em Altura.
NR-13
HISTÓRICO DA REGULAMENTAÇÃO
Explosão de uma caldeira em Brockton, Massachusetts,
USA (1905). Este acidente foi o marco na mudança de
comportamento (operação, instalação e manutenção) em
relação a operação de caldeiras a vapor, assim como vasos de
pressão.
NR 13
13.1 Introdução
13.1.1 Esta Norma Regulamentadora - NR estabelece requisitos mínimos
para gestão da integridade estrutural de caldeiras a vapor, vasos de pressão
e suas tubulações de interligação nos aspectos relacionados à instalação,
inspeção, operação e manutenção, visando à segurança e à saúde dos
trabalhadores.
13.1.2 O empregador é o responsável pela adoção das medidas
determinadas nesta NR.
13.2 Abrangência
13.2.1 Esta NR deve ser aplicada aos seguintes equipamentos:
a) todos os equipamentos enquadrados como caldeiras conforme item
13.4.1.1 e 13.4.1.2;
b) vasos de pressão cujo produto P.V seja superior a 8 (oito), onde P é a
pressão máxima de operação em kPa, em módulo, e V o seu volume
interno em m³;
c) vasos de pressão que contenham fluido da classe A, especificados no item
13.5.1.2, alínea “a”, independente das dimensões e do produto P.V;
d) recipientes móveis com P.V superior a 8 (oito) ou com fluido da classe
A, especificados no item 13.5.1.2, alínea “a”;
e) tubulações ou sistemas de tubulação interligados a caldeiras ou vasos de
pressão, categorizados conforme itens 13.4.1.2 e 13.5.1.2, que contenham
fluidos de classe A ou B conforme item 13.5.1.2, alínea “a” desta NR.
13.2 Abrangência
e) vasos de pressão sujeitos apenas à condição de vácuo inferior a 5
(cinco) kPa, independente da classe do fluido contido;
f) dutos e seus componentes;
g) fornos e serpentinas para troca térmica;
h) tanques e recipientes para armazenamento e estocagem de fluidos
não enquadrados em normas e códigos de projeto relativos a vasos de
pressão;
i) vasos de pressão com diâmetro interno inferior a 150 mm (cento e
cinquenta milímetros) para fluidos das classes B, C e D, conforme
especificado no item 13.5.1.2, alínea “a” e cujo produto P.V seja
superior a 8 (oito), onde P é a pressão máxima de operação em kPa,
em módulo, eV o seu volume interno em m³;
13.2 Abrangência
j) trocadores de calor de placas corrugadas gaxetadas;
k) geradores de vapor não enquadrados em códigos de vasos de pressão;
l) tubos de sistemas de instrumentação com diâmetro nominal ≤ 12,7 mm
(doze milímetros e sete décimos) e com fluidos das classes A e B, conforme
especificado no item 13.5.1.2, alínea “a”;
m) tubulações de redes públicas de distribuição de gás.
13.3 Disposições Gerais
13.3.1 Constitui condição de risco grave e iminente - RGI o não
cumprimento de qualquer item previsto nesta NR que possa causar
acidente ou doença relacionada ao trabalho, com lesão grave à integridade
física do trabalhador, especialmente:
a) operação de equipamentos abrangidos por esta NR sem os dispositivos
de segurança previstos conforme itens 13.4.1.3.a, 13.5.1.3.a e 13.6.1.2;
b) atraso na inspeção de segurança periódica de caldeiras;
c) bloqueio de dispositivos de segurança de caldeiras, vasos de pressão e
tubulações, sem a devida justificativa técnica baseada em códigos, normas
ou procedimentos formais de operação do equipamento;
13.3 Disposições Gerais
d) ausência de dispositivo operacional de controle do nível de água de
caldeira;
e) operação de equipamento enquadrado nesta NR com deterioração
atestada por meio de recomendação de sua retirada de operação constante
de parecer conclusivo em relatório de inspeção de segurança, de acordo
com seu respectivo código de projeto ou de adequação ao uso;
f) operação de caldeira por trabalhador que não atenda aos requisitos
estabelecidos no Anexo I desta NR, ou que não esteja sob supervisão,
acompanhamento ou assistência específica de operador qualificado.
13.3 Disposições Gerais
13.3.1.1 Por motivo de força maior e com justificativa formal do
empregador, acompanhada por análise técnica e respectivas medidas de
contingência para mitigação dos riscos, elaborada por Profissional
Habilitado - PH ou por grupo multidisciplinar por ele coordenado, pode
ocorrer postergação de até 6 (seis) meses do prazo previsto para a inspeção
de segurança periódica da caldeira.
13.3.1.1.1 O empregador deve comunicar ao sindicato dos trabalhadores
da categoria predominante no estabelecimento a justificativa formal para
postergação da inspeção de segurança periódica da caldeira.
13.3 Disposições Gerais
13.3.2 Para efeito desta NR, considera-se Profissional Habilitado -
PH aquele que tem competência legal para o exercício da profissão
de engenheiro nas atividades referentes a projeto de construção,
acompanhamento da operação e da manutenção, inspeção e
supervisão de inspeção de caldeiras, vasos de pressão e tubulações,
em conformidade com a regulamentação profissional vigente no País.
13.3 Disposições Gerais
13.3.3 Todos os reparos ou alterações em equipamentos abrangidos
por esta NR devem respeitar os respectivos códigos de projeto e pós-
construção e as prescrições do fabricante no que se refere a:
a) materiais;
b) procedimentos de execução;
c) procedimentos de controle de qualidade;
d) qualificação e certificação de pessoal.
13.3 Disposições Gerais
13.3.3.5 Todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em
partes que operem sob pressão devem ser objeto de exames ou testes para
controle da qualidade com parâmetros definidos pelo PH, de acordo com
normas ou códigos aplicáveis.
13.3.4 Os sistemas de controle e segurança das caldeiras, dos vasos de
pressão e das tubulações devem ser submetidos à manutenção preventiva
ou preditiva.
13.3.5 O empregador deve garantir que os exames e testes em caldeiras,
vasos de pressão e tubulações sejam executados em condições de segurança
para seus executantes e demais trabalhadores envolvidos.
13.3 Disposições Gerais
13.3.6 O empregador deve comunicar ao órgão regional do
Ministério do Trabalho e ao sindicato da categoria profissional
predominante no estabelecimento a ocorrência de vazamento,
incêndio ou explosão envolvendo equipamentos abrangidos nesta NR
que tenha como consequência uma das situações a seguir:
a) morte de trabalhador(es);
b) acidentes que implicaram em necessidade de internação hospitalar
de trabalhador(es);
c) eventos de grande proporção.
13.3 Disposições Gerais
13.3.6.1 A comunicação deve ser encaminhada até o segundo dia útil
após a ocorrência e deve conter:
a) razão social do empregador, endereço, local, data e hora da
ocorrência;
b) descrição da ocorrência;
c) nome e função da(s) vítima(s);
d) procedimentos de investigação adotados;
e) cópia do último relatório de inspeção de segurança do
equipamento envolvido;
f) cópia da Comunicação de Acidente de Trabalho - CAT.
13.3 Disposições Gerais
13.3.6.3.1 É dever do empregador:
a) assegurar aos trabalhadores o direito de interromper suas
atividades, exercendo o direito de recusa nas situações previstas no
item 13.3.6.3, e em consonância com o item 9.6.3 da Norma
Regulamentadora n.º 9;
b) diligenciar de imediato as medidas cabíveis para o controle dos
riscos.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
Uma segunda diferença entre os gases e os líquidos é a propriedade que
têm os primeiros de serem facilmente compressíveis, o mesmo não
ocorrendo com relação aos líquidos. Ao comprimir um gás, este armazena
“energia potencial”.
Uma terceira diferença muito importante entre líquido
e gás é a miscibilidade. Os líquidos nem sempre são
miscíveis entre si, como no caso do óleo e da água.
Os gases, ao contrário, sempre se misturam
homogeneamente entre si. Um exemplo típico é o ar
atmosférico, constituído de nitrogênio, oxigênio e
outros gases em menor proporção.
Um outro exemplo é o do maçarico oxiacetilênico. O
acetileno e oxigênio, provenientes de suas
respectivas garrafas, se misturam no interior do
maçarico.
Exercício
 O que é estabelecido pela NR-13 e de quem é a responsabilidade pela adoção das medias
determinadas nela?
 Qual a abrangência da NR13?
 Existe algum tipo de vaso de pressão que não é enquadrado na NR13, caso positivo, qual?
 O que representa na prática um RGI?
 Quais os tipos de inspeções descritos pela norma e quais os prazos?
 Um diretor geral de uma grande empresa visando a diminuição do custo modifica o prazo de
inspeção dos vasos de pressão, de acordo com a NR13 o procedimento dele foi correto, caso
negativo, qual o procedimento a seguir para realizar a modificação, é possível a modificação do prazo?
 O que deve ser respeitado para a realização de alterações ou reparo de vasos de pressão?
 No item 13.3 da NR13 diz que todas as intervenções que exijam mandrilamento ou soldagem em
partes que operam sob pressão devem ser objeto de exames ou testes para controle da qualidade do
serviço.Você concorda com a norma? Justifique.
 Em qual situação deve ser informado ao órgão regional do Ministério do Trabalho sobre a ocorrência
de vazamento, incêndio ou explosão, qual o prazo e informações necessárias?
 Quais os deveres do empregador?
 Defina pressão.
 Qual a diferença entre a força transmitida por um sólido e por um líquido?
 Qual a diferença básica entre um gás e um líquido em termos de volume de um cilindro?
13.4 Calderas
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.1 Caldeiras a vapor são equipamentos destinados a
produzir e acumular vapor sob pressão superior à atmosférica,
utilizando qualquer fonte de energia, projetados conforme
códigos pertinentes, excetuando-se refervedores e similares.
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.2 Para os propósitos desta NR, as caldeiras são
classificadas em 2 (duas) categorias, conforme segue:
a) caldeiras da categoria A são aquelas cuja pressão de operação
é igual ou superior a 1960 kPa (19,98 kgf/cm2), com volume
superior a 50 L (cinquenta litros);
b) caldeiras da categoria B são aquelas cuja a pressão de
operação seja superior a 60 kPa (0,61 kgf/cm2) e inferior a
1960 kPa (19,98 kgf/cm2), volume interno superior a 50 L
(cinquenta litros) e o produto entre a pressão de operação em
kPa e o volume interno em m³ seja superior a 6 (seis).
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.3 As caldeiras devem ser dotadas dos seguintes itens:
a) válvula de segurança com pressão de abertura ajustada em
valor igual ou inferior a PMTA, considerados os requisitos do
código de projeto relativos a aberturas escalonadas e tolerâncias
de calibração;
b) instrumento que indique a pressão do vapor acumulado;
c) injetor ou sistema de alimentação de água independente do
principal que evite o superaquecimento por alimentação
deficiente, acima das temperaturas de projeto, de caldeiras de
combustível sólido não atomizado ou com queima em
suspensão;
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.3 As caldeiras devem ser dotadas dos seguintes itens:
d) sistema dedicado de drenagem rápida de água em caldeiras
de recuperação de álcalis, com ações automáticas após
acionamento pelo operador;
e) sistema automático de controle do nível de água com
intertravamento que evite o superaquecimento por alimentação
deficiente.
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.4 Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de
fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no
mínimo, as seguintes informações:
a) nome do fabricante;
b) número de ordem dado pelo fabricante da caldeira;
c) ano de fabricação;
d) pressão máxima de trabalho admissível;
e) pressão de teste hidrostático de fabricação;
f) capacidade de produção de vapor;
g) área de superfície de aquecimento;
h) código de projeto e ano de edição.
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.6 Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver instalada, a
seguinte documentação devidamente atualizada:
a) Prontuário da caldeira, fornecido por seu fabricante, contendo as seguintes
informações:
- código de projeto e ano de edição;
- especificação dos materiais;
- procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final;
- metodologia para estabelecimento da PMTA;
- registros da execução do teste hidrostático de fabricação;
- conjunto de desenhos e demais dados necessários para o monitoramento da vida
útil da caldeira;
- características funcionais;
- dados dos dispositivos de segurança;
- ano de fabricação;
- categoria da caldeira;
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.6 Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde estiver
instalada, a seguinte documentação devidamente atualizada:
b) Registro de Segurança, em conformidade com o item 13.4.1.9;
c) Projeto de Instalação, em conformidade com o item 13.4.2.1;
d) Projeto de alteração ou reparo, em conformidade com os itens
13.3.3.3 e 13.3.3.4;
e) Relatórios de inspeção de segurança, em conformidade com o
item 13.4.4.14;
f) Certificados de calibração dos dispositivos de segurança.
13.4.1 Caldeiras a vapor –
disposições gerais
13.4.1.7 Quando inexistente ou extraviado, o prontuário da
caldeira deve ser reconstituído pelo empregador, com
responsabilidade técnica do fabricante ou de PH, sendo
imprescindível a reconstituição das características funcionais, dos
dados dos dispositivos de segurança e memória de cálculo da
PMTA.
13.4.1.8 Quando a caldeira for vendida ou transferida de
estabelecimento, os documentos mencionados nas alíneas “a”, “d”,
e “e” do item 13.4.1.6 devem acompanhá-la.
13.4.2 Instalação de
caldeiras a vapor
13.4.2.1 A autoria do projeto de instalação de caldeiras a vapor,
no que concerne ao atendimento desta NR, é de
responsabilidade de PH, e deve obedecer aos aspectos de
segurança, saúde e meio ambiente previstos nas Normas
Regulamentadoras, convenções e disposições legais aplicáveis.
13.4.2.2 As caldeiras de qualquer estabelecimento devem ser
instaladas em casa de caldeiras ou em local específico para tal
fim, denominado área de caldeiras.
13.4.2 Instalação de
caldeiras a vapor
13.4.2.3 Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a
área de caldeiras deve satisfazer aos seguintes requisitos:
a) estar afastada de, no mínimo, 3,0 m (três metros) de: -
outras instalações do estabelecimento;
- de depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios
para partida com até 2000 L (dois mil litros) de capacidade;
- do limite de propriedade de terceiros;
- do limite com as vias públicas;
b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas,
permanentemente desobstruídas, sinalizadas e dispostas em
direções distintas;
13.4.2 Instalação de
caldeiras a vapor
13.4.2.3 Quando a caldeira for instalada em ambiente aberto, a
área de caldeiras deve satisfazer aos seguintes requisitos:
c) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à
manutenção da caldeira, sendo que, para guarda-corpos
vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de
pessoas;
d) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material
particulado, provenientes da combustão, para fora da área de
operação atendendo às normas ambientais vigentes;
e) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes;
f) ter sistema de iluminação de emergência caso opere à noite.
13.4.2 Instalação de
caldeiras a vapor
13.4.2.4 Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a
casa de caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos:
a) constituir prédio separado, construído de material resistente ao
fogo, podendo ter apenas uma parede adjacente a outras instalações
do estabelecimento, porém com as outras paredes afastadas de, no
mínimo, 3,0 m (três metros) de outras instalações, do limite de
propriedade de terceiros, do limite com as vias públicas e de
depósitos de combustíveis, excetuando-se reservatórios para partida
com até 2000 L (dois mil litros) de capacidade;
b) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente
desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas;
c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não
possam ser bloqueadas; d) dispor de sensor para detecção de
vazamento de gás quando se tratar de caldeira a combustível gasoso;
13.4.2 Instalação de
caldeiras a vapor
13.4.2.4 Quando a caldeira estiver instalada em ambiente fechado, a
casa de caldeiras deve satisfazer os seguintes requisitos:
e) não ser utilizada para qualquer outra finalidade;
f) dispor de acesso fácil e seguro, necessário à operação e à
manutenção da caldeira, sendo que, para guarda-corpos vazados, os
vãos devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas;
g) ter sistema de captação e lançamento dos gases e material
particulado, provenientes da combustão, para fora da área de
operação, atendendo às normas ambientais vigentes;
h) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes e ter
sistema de iluminação de emergência
13.4.3 Segurança na
operação de caldeiras
13.4.3.1 Toda caldeira deve possuir manual de operação
atualizado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso aos
operadores, contendo no mínimo:
a) procedimentos de partidas e paradas;
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;
c) procedimentos para situações de emergência;
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação
do meio ambiente.
13.4.3 Segurança na
operação de caldeiras
13.4.3.3 A qualidade da água deve ser controlada e tratamentos
devem ser implementados, quando necessários, para
compatibilizar suas propriedades físico-químicas com os
parâmetros de operação da caldeira, sendo estes tratamentos
obrigatórios em caldeiras classificadas como categoria A,
conforme item 13.4.1.2 desta NR.
13.4.3.4 Toda caldeira a vapor deve estar obrigatoriamente sob
operação e controle de operador de caldeira.
13.4.3.5 É considerado operador de caldeira aquele que
satisfizer o disposto no item “A” do Anexo I desta NR.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.1 As caldeiras devem ser submetidas a inspeções de
segurança inicial, periódica e extraordinária.
13.4.4.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em
caldeiras novas, antes da entrada em funcionamento, no local
definitivo de instalação, devendo compreender exame interno,
seguido de teste de estanqueidade e exame externo.
13.4.4.3 As caldeiras devem obrigatoriamente ser submetidas a
Teste Hidrostático - TH em sua fase de fabricação, com
comprovação por meio de laudo assinado por PH, e ter o valor
da pressão de teste afixado em sua placa de identificação.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.3.1 Na falta de comprovação documental de que o TH
tenha sido realizado na fase de fabricação, se aplicará o disposto
a seguir:
a) para as caldeiras fabricadas ou importadas a partir da vigência
desta NR, o TH deve ser feito durante a inspeção de segurança
inicial;
b) para as caldeiras em operação antes da vigência desta NR, a
execução do TH fica a critério do PH e, caso seja necessária,
deve ser realizada até a próxima inspeção de segurança
periódica interna.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.4 A inspeção de segurança periódica, constituída por
exames interno e externo, deve ser executada nos seguintes
prazos máximos:
a) 12 (doze) meses para caldeiras das categorias A e B;
b) 15 (quinze) meses para caldeiras de recuperação de álcalis de
qualquer categoria;
c) 24 (vinte e quatro) meses para caldeiras da categoria A, desde
que aos 12 (doze) meses sejam testadas as pressões de abertura
das válvulas de segurança.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.5 Estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de
Inspeção de Equipamentos - SPIE, conforme estabelecido no
Anexo II, podem estender seus períodos entre inspeções de
segurança, respeitando os seguintes prazos máximos:
a) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras de recuperação de
álcalis;
b) 24 (vinte e quatro) meses para as caldeiras da categoria B;
c) 30 (trinta) meses para caldeiras da categoria A;
d) 40 (quarenta) meses para caldeiras especiais, conforme
definição no item 13.4.4.6.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.6 As caldeiras que operam de forma contínua e que utilizam
gases ou resíduos das unidades de processo como combustível
principal para aproveitamento de calor ou para fins de controle
ambiental podem ser consideradas especiais quando todas as
condições seguintes forem satisfeitas:
a) estiverem instaladas em estabelecimentos que possuam SPIE
citado no Anexo II;
b) tenham testados a cada 12 (doze) meses o sistema de
intertravamento e a pressão de abertura de cada válvula de
segurança;
c) não apresentem variações inesperadas na temperatura de saída dos
gases e do vapor durante a operação;
d) existam análise e controle periódico da qualidade da água;
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.6 As caldeiras que operam de forma contínua e que
utilizam gases ou resíduos das unidades de processo como
combustível principal para aproveitamento de calor ou para fins
de controle ambiental podem ser consideradas especiais quando
todas as condições seguintes forem satisfeitas:
e) exista controle de deterioração dos materiais que compõem
as principais partes da caldeira; e
f) exista parecer técnico de PH fundamentando a decisão
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.6.1 O empregador deve comunicar ao Órgão Regional
do Ministério do Trabalho e ao sindicato dos trabalhadores da
categoria predominante no estabelecimento, previamente, o
enquadramento da caldeira como especial.
13.4.4.7 No máximo, ao completar 25 (vinte e cinco) anos de
uso, na sua inspeção subsequente, as caldeiras devem ser
submetidas a uma avaliação de integridade com maior
abrangência para determinar a sua vida remanescente e novos
prazos máximos para inspeção, caso ainda estejam em
condições de uso.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.8 As válvulas de segurança instaladas em caldeiras devem ser
inspecionadas periodicamente conforme segue:
a) pelo menos 1 (uma) vez por mês, mediante acionamento manual
da alavanca, em operação, para caldeiras da categoria B, excluídas as
caldeiras que vaporizem fluido térmico e as que trabalhem com água
tratada conforme previsto no item 13.4.3.3; e
b) as válvulas flangeadas ou roscadas devem ser desmontadas,
inspecionadas e testadas em bancada, e, no caso de válvulas soldadas,
devem ser testadas no campo, com uma frequência compatível com o
histórico operacional das mesmas, sendo estabelecidos como limites
máximos para essas atividades os períodos de inspeção estabelecidos
nos itens 13.4.4.4 e 13.4.4.5.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.10 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita
nas seguintes oportunidades:
a) sempre que a caldeira for danificada por acidente ou outra
ocorrência capaz de comprometer sua segurança;
b) quando a caldeira for submetida à alteração ou reparo
importante capaz de alterar suas condições de segurança;
c) antes de a caldeira ser recolocada em funcionamento, quando
permanecer inativa por mais de 6 (seis) meses;
d) quando houver mudança de local de instalação da caldeira.
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.14 O relatório de inspeção de segurança, mencionado no
item 13.4.1.6, alínea “e”, deve ser elaborado em páginas numeradas
contendo no mínimo:
a) dados constantes na placa de identificação da caldeira;
b) categoria da caldeira;
c) tipo da caldeira;
d) tipo de inspeção executada;
e) data de início e término da inspeção;
f) descrição das inspeções, exames e testes executados;
g) registros fotográficos do exame interno da caldeira;
h) resultado das inspeções e providências;
13.4.4 Inspeção de
segurança de caldeiras.
13.4.4.14 O relatório de inspeção de segurança, mencionado no
item 13.4.1.6, alínea “e”, deve ser elaborado em páginas numeradas
contendo no mínimo:
i) relação dos itens desta NR, relativos a caldeiras, que não estão
sendo atendidos;
j) recomendações e providências necessárias;
k) parecer conclusivo quanto à integridade da caldeira até a próxima
inspeção;
l) data prevista para a nova inspeção de segurança da caldeira;
m) nome legível, assinatura e número do registro no conselho
profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que
participaram da inspeção.
EXERCÍCIO
 Defina caldeiras a vapor.
 Como é possível classificar as caldeiras?
 Quais os itens mínimos necessários para o bom funcionamento de uma caldeira?
 Quais as caldeiras que necessitam de uma placa de identificação, por que?
 O que deve conter nas placas de identificação das caldeiras?
 O que deve conter no prontuário de uma caldeira e por que?
 Se uma caldeira não tiver um prontuário, o que um técnico em mecânica deve fazer para refazer
este prontuário e o que deve ser considerado?
 Onde estiver instalado uma caldeira é necessário algum documento dela, quais, por que?
 Quais os requisitos básicos para a instalação de caldeiras em ambientes abertos e fechados?
 É necessário um manual de operação atualizado para uma caldeira? Por que? O que deve conter
neste manual na língua do país de origem da caldeira?
 Quais as condições de segurança necessárias para a operação com as caldeiras e por que?
 Um técnico em química é responsável pela manutenção de três caldeiras, quais os tipos de
inspeções necessárias para a segurança da caldeira e o que é necessário para a realização delas?
Quais os prazos máximos para a realização de cada tipo?
 Descreva a importância de um SPIE?
 Quando uma caldeira pode ser considerada como especial e qual o procedimento necessário a ser
realizado pelo empregador?
 Qual a importância de um relatório de inspeção e quais as informações mínimas necessárias que
devem ser consideradas?
Bom dia!
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
 DEFINIÇÃO DE PRESSÃO - A pressão pode ser definida
como sendo a relação entre a força exercida por unidade de
área e que atua perpendicularmente sobre uma superfície.
PRESSÃO
 Pressão estática Pressão dinâmica -Também podemos dizer que
pressão é a força exercida por um fluido nas paredes de um
recipiente.
DEFINIÇÃO DE PRESSÃO ATMOSFÉRICA
Pressão atmosférica é a pressão exercida
pela pelos gases da atmosfera num
determinado ponto (foi a primeira
pressão a ser medida realmente). É a
força por unidade de área, exercida pelo
ar contra uma superfície.
Barômetro
 É um instrumentos destinado a medir a pressão atmosférica.
O físico italiano Evangelista Torricelli (1608-1647) realizou
uma experiência para determinar a pressão atmosférica ao
nível do mar. Ele usou um tubo de aproximadamente 1,0 m
de comprimento, cheio de mercúrio (Hg) e com a
extremidade tampada. Depois, colocou o tubo , em pé e com
a boca tampada para baixo, dentro de um recipiente que
também continha mercúrio. Torricelli observou que, após
destampar o tubo, o nível do mercúrio desceu e estabilizouse
na posição correspondente a 76 cm
Barômetros
PRESSÃO x ALTITUDE
Pressão Interna de um Vaso
DEFINIÇÃO DE PRESSÃO MANOMÉTRICA
A pressão manométrica é definida como a pressão medida em
relação à pressão atmosférica existente no local, podendo ser
positiva ou negativa.
Tipos de pressão
Pressão positiva (manométrica)
Pressão “negativa” (vácuo)
Aplicação:
Médica
Postos de Gasolina Unidades de Processos (Área de Utilidades)
MANÔMETRO DE BORDON
Manômetro Aberto
Manômetro de Tubo Aberto
A pressão Absoluta
 Defini-se como a pressão real existente dentro de um
recipiente (Comparar com pressão manométrica.) É a escala
de pressão que adota como zero o vácuo absoluto, o que
justifica a afirmação que nesta escala só existe pressões
positivas, teoricamente poderíamos ter a pressão igual a zero,
que representaria a pressão do vácuo absoluto.
A pressão Relativa
 Define-se como a diferença entre a pressão
absoluta e a pressão atmosférica.
Pabs – Patm
Pint – Patm
CONCEITO DE PRESSÃO RELATIVA,
ABSOLUTA E ATMOSFÉRICA
Tabela Indicativa de Pressão Negativa
e Positiva
DEFINIÇÃO DE VÁCUO
Vácuo é a ausência de matéria (como moléculas e átomos) em
um volume de espaço. Um vácuo é expresso em unidades de
pressão e é medido em Pascal(Pa)
Algumas observações importantes: a pressão absoluta
nunca pode ser negativa e que o vácuo não deve ser
maior que a pressão atmosférica
Unidades de Pressão
Qual é a unidade padrão para pressão? O pascal (cujo símbolo é
Pa) é a unidade padrão de pressão no SI. Equivale a força de 1 N
aplicada sobre uma superfície de 1 m2 Matemático Francês –
Blaise Pascal. Na prática, usa-se o kilopascal (kPa) 103e o
megapascal (MPa)106 .
Torr – Sistema de unidade antigo, mais alguns instrumentos
apresentam esta unidade, de origem do nome Torricelli.
1 Torr = 1 mmHg
UNIDADES DE PRESSÃO
O pascal (cujo símbolo é Pa) é a unidade padrão de pressão no
SI. Equivale a força de 1 N aplicada sobre uma superfície de 1
m2.
EXEMPLOS DE CONVERSÃO DE
UNDADES EM CAMPO
Exemplo(1): Em uma unidade de processo temos vários
equipamantos submetidos a pressão, dentre eles destacam-se:
Vaso de Pressão indicando uma pressão manométrica de 30
atm, mais as informações no relatório deverão ser apresentadas
em kgf/cm2 .
Para se converter de 1atm para kgf/cm2 , o que deve ser feito?
Solução De acordo com a tabela 1 atm equivale 1,033 kgf/cm2
, com o auxílio da regra de três obtem-se o resultado, como
segue abaixo:
CALOR E TEMPERATURA
Noções Gerais: O que é calor, o
que é temperatura?
DEFINIÇÃO DE CALOR
O calor é a energia térmica em trânsito de um corpo para
outro, motivada por uma diferença de temperatura . O calor é
uma energia que se transfere de um sistema para outro, sem
transporte de massa e que não corresponde à execução de um
trabalho mecânico. A unidade do Sistema Internacional (SI) para
o calor é o joule (J)
 O calor é uma forma de
energia. Assim como
existe energia mecânica,
elétrica, química,
nuclear, existe também
energia térmica(calor). .
DEFINIÇÃO DE TEMPERATURA
 Temperatura é um parâmetro físico (uma função de estado)
descritivo de um sistema que vulgarmente se associa às
noções de frio e calor, bem como às transferências de energia
térmica, mas que se poderia definir, mais exatamente, sob
um ponto de vista microscópico, como a medida da energia
cinética associada ao movimento (vibração) aleatório das
partículas que compõem um dado sistema físico.
Diferença entre Calor e Temperatura
 Calor = Transferência de energia térmica de um corpo para
outros.
 Temperatura = Agitação da moléculas de um corpo e está
associado a mudança de estado físico.
EQUILÍBRIO TÉRMICO
 Quando dois corpos com temperaturas distintas são
colocados perto um do outro em um mesmo ambiente, há
uma troca de energia térmica entre eles. Pode-se verificar
então que, ao longo do tempo, eles passam a ter a mesma
temperatura, ou seja, adquirem o equilíbrio térmico. O
corpo que apresentava temperatura mais alta perde energia
térmica, enquanto o outro corpo ganha energia e tem sua
temperatura elevada. Essa trocada entre os corpos é o calor.
FLUXO DE CALOR
EQUILÍBRIO TÉRMICO
ESCALAS DE TEMPERATURAS
Celsius - ºC
Fahrenheit - ºF
Kelvin - K
ESCALAS DE TEMPERATURA
Termômetro
 Termômetro é um aparelho que permite medir a
temperatura dos corpos(massas ou fluidos). Termômetro
hospitalar de mercúrio.
Termômetro
 Termômetro industrial de boiler.
EQUAÇÃO PARA CONVERSÃO DE
ESCALAS TERMOMÉTRICAS
PROCESSOS DE TRANSFERÊNCIA DE
CALOR

CONDUÇÃO
CONVECÇÃO
RADIAÇÃO
CONDUÇÃO
Condução é um dos meios de transferência de calor que
geralmente ocorre em materiais sólidos. É a propagação do
calor por meio do contato de moléculas de duas ou mais
substâncias com temperaturas diferentes (metais, madeiras,
cerâmicas, etc...).
Condução do calor através de
uma parede de alvenaria.

Indivíduo queimando suas mãos em


função a condução do calor na barra
de aço
Convecção
Convecção somente ocorre em líquidos e gases. Consiste na
transferência de calor dentro de um fluído através de
movimentos do próprio fluído, ou seja, uma material aquecido
é transportado de tal maneira a deslocar outro material mais
frio.
Convecção do fluído – O ar quente é menos denso, empurra o
ar frio mais denso a descer, com isso há a troca térmica até
chegar ao equilíbrio térmico.
O mesmo acontece no
congelador – ar o ar frio
mais denso, desce
empurrando o ar quente,
menos denso; assim
havendo troca térmica o
sistema entrar em
equilíbrio térmico.
Um exemplo bastante conhecido de convecção natural é o
aquecimento de água em uma panela doméstica. Para este caso,
o movimento das moléculas de água pode ser observado
visualmente.
Radiação
Radiação consiste em um fenômeno de ondas eletromagnéticas
viajando com a velocidade da luz, é o modo de transporte de
energia calorífica no espaço vazio ou vácuo. Como a radiação é
a única que pode ocorrer no espaço vazio, esta é a principal
forma pela qual o sistema Terra-Atmosfera recebe energia do
Sol e libera energia para o espaço.
Os processos de transferência de calor ocorrendo em um
mesmo evento. O fogo transfere calor através de irradiação para
o local de aquecimento do bule e da frigideira, a água aquece-se
através de convecção e o calor da frigideira chega até a mão
através de condução do calor.
Pode-se sentir os 3 processos de
transferência de calor quando se está
próximo a uma fogueira. Provavelmente
seja necessário ficar pelo menos uns seis
metros longe de uma fogueira como essa.
O que afasta é o calor da radiação do fogo
através da radiação infravermelha. As
chamas e a fumaça se movimentam por
convecção: o ar ao redor do fogo se
aquece e sobe. Uma parte do solo, logo
abaixo do fogo, ficará quente por
condução, e um pouco mais longe a
camada superior do solo é aquecida
diretamente por radiação e o calor é
conduzido para as camadas inferiores.
Transferência de calor
A quantidade de calor que passa através de uma parede, em um
dado tempo, depende dos seguintes fatores:
 Da diferença de temperatura que existe entre ambos os lados do
material;
 Da superfície da face exposta ao calor;
 Da espessura da parede;
 Do material de construção da parede;

Em geral, os sólidos dilatam-se quando aquecidos, ou seja, suas


dimensões aumentam.
Transmissão de Calor x Dilatação
Nem todos os corpos dilatam-se ao serem aquecidos.
A borracha estendida, por exemplo, contrai-se ao ser aquecida, e a
argila, sob a ação do calor, sofre uma contração que conserva
depois de haver esfriado.
Chama-se coeficiente de dilatação linear a razão da variação do
comprimento por unidade de comprimento de um sólido, quando
sua temperatura varia de 1ºC.
Por outro lado, chama-se coeficiente de dilatação volumétrica a
razão da variação do volume deste corpo por unidade de volume,
quando sua temperatura varia de 1ºC.
Transmissão de Calor x Dilatação
Os líquidos têm um coeficiente de dilatação volumétrica maior que
os sólidos, e exercem pressão ao serem aquecidos em recipientes
fechados.
Chama-se coeficientes de dilatação
volumétrica dos gases a variação
do volume que 1cm³ de gás sofre
quando varia sua temperatura em
1ºC, mantendo-se constante sua
pressão.
FATORES NEGATIVOS DA
INTERFERÊNCIA DO HOMEM
Aquecimento global – refere-se ao aumento da temperatura
média dos oceanos e do ar perto superfície da Terra.

Efeito estufa – Gases (ozônio, gás carbônico e monóxido de


carbono,etc) formam uma camada de poluentes, de difícil
dispersão, O calor recebido pela Terra não retorna, assim
formado o planeta em uma gigantesca estufa.
DEFINIÇÕES DE CALOR

CALOR ESPECÍFICO

CALOR SENSÍVEL

CALOR LATENTE – TEMPERATURA CONSTANTE


CALOR ESPECÍFICO
Calor específico c : é quantidade de calor recebida ou cedida de
um corpo.

Onde c é o calor específico, C é a capacidade térmica e m é a


massa.
CALOR SENSÍVEL
Calor sensível é aquele que provoca variação da temperatura.

Onde Q é a quantidade calor cedida ou recebida e ∆t é a


variação de temperatura sofrida pelo corpo
CALOR LATENTE
Calor latente é aquele que provoca mudança de estado físico.
Calor latente (L) : é a quantidade de calor que a substância
troca por grama de massa durante a mudança de estado físico.

Onde Q é a quantidade de calor cedida o recebida pelo corpo e


m é a massa do corpo e L é o Calor Latente.
Gráfico de calor x temperatura
VAPOR
VAPOR - é o nome dado à matéria no estado gasoso, sendo
capaz de estar em equilíbrio com o líquido ou o sólido do qual
se fez, pela redução de temperatura ou pelo aumento de
pressão. É um conceito mais estrito do que gás porque, nas
condições habituais do meio ambiente, pode encontrar-se no
estado líquido ou sólido.
VAPOR SATURADO
VAPOR SATURADO - é a camada mais próxima da superfície
líquida, encontra-se no limiar do estado líquido e gasoso,
podendo apresentar-se seca ou úmida.
Vapor Superaquecido
Vapor superaquecido é aquele que possui temperatura mais
elevada que a do vapor saturado. Para obtê-lo, é necessário
aquecer o vapor saturado, mantendo inalterada a sua pressão. O
vapor superaquecido é isento de umidade e comporta-se nas
tubulações como gás.
EXEMPLOS DE SUAS UTILIZAÇÕES
Autoclaves - é um aparelho
utilizado para esterilizar artigos
através do calor úmido sob
pressão. Este equipamento
utiliza-se de vapor saturado
(água + vapor) para realizar sua
operação de esterilização.
(VAPOR SATURADO).
EXEMPLOS DE SUAS UTILIZAÇÕES
(CALDEIRA À VAPOR)
EXEMPLOS DE SUAS UTILIZAÇÕES
(CALDEIRA À VAPOR + CILINDRO PISTÃO)
EXERCÍCIO
 Defina pressão.
 Quais os tipos de pressões existentes e qual a diferença entre elas?
 O que é um Barômetro?
 Qual o menor valor possível de pressão de vácuo uma bomba mecânica consegui
chegar?
 Qual o valor da pressão em bar equivalente a 23,4 atm?
 Defina calor e temperatura e a diferença entre elas.
 Descreva o que é equilíbrio térmico.
 Defina fluxo de calor.
 Qual é a temperatura em K equivalente a -274ºC?
 Qual a temperatura em ºF equivalente em a 62ºC?
 Qual a diferença entre condução, convecção e radiação?
 Qual a diferença entre calor específico, sensível e latente?
 Defina vapor e quais os tipos?
Eletricidade
Matéria
É tudo aquilo que possui massa e ocupa lugar no espaço. A matéria é
constituída de moléculas, que por sua vez, são formadas de átomos. O
átomo é constituído de um núcleo e eletrosfera, onde encontramos os:
Matéria
Portanto, o átomo é formado por:

ELÉTRON: é a menor partícula encontrada na natureza, com carga


negativa. Os elétrons estão sempre em movimento em suas órbitas ao
redor do núcleo.

PRÓTON: é a menor partícula encontrada na natureza, com carga


positiva. Situa-se no núcleo do átomo.

NÊUTRON: são partículas eletricamente neutras, ficando também


situadas no núcleo do átomo, juntamente com prótons.
Molécula
É a menor parte da matéria que ainda conserva suas características.
Natureza da Eletricidade
Eletricidade é o fluxo de elétrons de átomo para átomo em um
condutor.
Natureza da Eletricidade
Para entende-la, deve-se pensar na menor parte da matéria, o átomo.

Todos os átomos têm partículas chamadas elétrons, que descrevem uma


orbita ao redor de um núcleo com prótons. O elemento mais simples é
o hidrogênio.

Como se pode ver na figura acima, seu átomo tem um único elétrons
em orbita ao redor do núcleo, com um próton. Essa conclusão pode ser
facilmente verificada observando-se a figura 2.

O átomo de cobre contem 29 prótons e 29 elétrons. Os elétrons são


distribuídos em 4 camadas ou anéis. Deve-se notar, porém, que existe
apenas 1 elétrons na ultima camada (anel exterior).
Natureza da Eletricidade
Esse é o segredo de um bom condutor de eletricidade. Elementos cujos
átomos tem menos de 4 elétrons em seus respectivos anéis exteriores
são geralmente denominados “bons condutores”.

Caso tenham mais de 4 elétrons, são maus condutores, sendo por isso,
chamados de isolantes.

Poucos elétrons no anel exterior de condutores são mais facilmente


desalojados de suas orbitas por uma baixa voltagem, para criar um fluxo
de corrente de átomo para átomo.
Natureza da Eletricidade
Já se determinou que os átomos possuem partículas chamadas prótons e
elétrons. Essas partículas têm determinadas cargas: Prótons: cargas
positivas (+) Elétrons: cargas negativas (-) Nêutrons: não possuem
cargas elétricas.
Os prótons, no núcleo, atraem os elétrons, mantendo-os em órbita.
Desde que a carga positiva dos prótons seja igual a carga negativa dos
elétrons, o átomo é eletricamente neutro. Entretanto, essa igualdade de
cargas pode ser alteradas; se elétrons são retirados do átomo, este se
torna carregado positivamente (+).
Natureza da Eletricidade
Um átomo possui várias órbitas, cada órbita contém uma quantidade de
elétrons. Átomos com:
Natureza da Eletricidade
No átomo de um material (considerado condutor), os elétrons da última
camada (elétrons livres), ficam trocando constantemente de átomo.
Natureza da Eletricidade
Num condutor os elétrons se encontram normalmente com a sua
direção desordenada.
Múltiplo e Submúltiplos
Para valores elevados, utilizamos os múltiplos e para valores muito
baixos, os submúltiplos.
Natureza da Eletricidade
Como obter uma corrente elétrica? Para obtermos uma corrente
elétrica precisamos de um Circuito Elétrico. Para obtermos um Circuito
Elétrico, são necessários três elementos:
• Gerador: Orienta o movimento;
• Condutor: Assegura a Transmissão;
• Carga: Utiliza a Corrente Elétrica.
Aparelho de medição da Corrente Elétrica
O instrumento para medir a corrente elétrica é o amperímetro e
existem três tipos mais utilizados:
• Amperímetro no multiteste;
• Alicate amperímetro;
• Amperímetro inserido no equipamento (painéis).
Amperímetro devem ser instalados em série com o condutor a ser
medido. Sempre um condutor de cada vez, se for utilizado
acidentalmente de forma errada pode inutilizar o aparelho.
Eletricidade
ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES Circuitos Elétricos Complexos, na
prática nada mais são que simples associações de 2 tipos de circuitos
fundamentais:
Circuito em Série:
• Quando as resistências são conectadas um em seguida da outra. A
corrente é a mesma em todas elas. Se retirarmos uma lâmpada do
circuito toda apagarão.
Eletricidade
ASSOCIAÇÃO EM PARALELO
Quando desligamos uma das lâmpadas... Não há interrupção da corrente
elétrica para outra lâmpada.
Corrente Contínua e Alternada

Corrente Contínua

Corrente contínua, corrente direta, corrente galvânica ou ainda corrente


constante (CC ou DC do inglês direc current) é o fluxo ordenado de elétrons
sempre numa direção. Esse tipo de corrente é gerado por baterias de automóveis
ou de motos (6, 12 ou 24V), pequenas bateria (geralmente de 9V), pilhas (1,2V e
1,5V), dínamos, células solares e fontes de alimentação de várias tecnologias, que
retificam a corrente alternada para produzir corrente contínua.
Este tipo de circuito possui um pólo negativo e outro positivo (é polarizado), cuja
intensidade é mantida. Mais corretamente, a intensidade cresce no início até um
ponto máximo, mantendo-se contínua, ou seja, sem se alterar. Quando desligada,
diminui até zero e extingue-se.
Corrente Contínua e Alternada

Corrente Alternada

Corrente alternada ou AC é a corrente elétrica na qual a intensidade e a direção


são grandezas que variam ciclicamente ao contrário da corrente contínua, DC,
que tem direção bem definida e não varia com o tempo. Em circuitos de potência
de corrente alternada a forma da onda mais utilizada é a onda senoidal, no
entanto, ela pode ser apresentar de outras formas como, por exemplo, a onda
triangular e a onda quadrada.
Caldeiras
13.4.1.4 Toda caldeira deve ter afixada em seu corpo, em local de
fácil acesso e bem visível, placa de identificação indelével com, no
mínimo, as seguintes informações:
a) nome do fabricante;
b) número de ordem dado pelo fabricante da caldeira;
c) ano de fabricação;
d) pressão máxima de trabalho admissível;
e) pressão de teste hidrostático de fabricação;
f) capacidade de produção de vapor;
g) área de superfície de aquecimento;
h) código de projeto e ano de edição.
Exemplo de placa de identificação
Caldeiras: Tipos e Partes Principais

• Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares;

• Caldeiras Aquatubulares.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Constituída de um corpo cilíndrico contendo em seu interior


um tubo central de fogo e tubos de menor diâmetro de gases,
dispostos em duas ou mais passagens.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Vantagens:
• Construção mais simples;
• Baixo custo de aquisição;
• Atendem bem a aumentos instantâneos de demanda.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Desvantagens:
• Baixo rendimento térmico;
• Limitação de pressão de operação (max 20 kgf/cm²);
• Capacidade de produção limitada.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Partes Principais:
• Corpo;
• Espelhos;
• Feixe tubular;
• Caixa de fumaça.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Corpo: Construído a partir de chapas de aço carbono


calandradas e soldadas. Define a capacidade de produção de
vapor e a pressão de trabalho da caldeira.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Espelhos: Constituem em duas chapas planas soldadas nas


extremidades do corpo. Possui furações para passagem dos
tubos, que são fixados por solda.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Feixe tubular: É composto por tubos que ligam o espelho


frontal com o posterior. É o responsável por transferir o calor
dos gases quentes para a água.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Caldeiras Flamotubulares ou Fogotubulares

Caixa de fumaça: A caixa de fumaça é o local por onde os gases


da combustão fazem a reversão do seu trajeto, passando
novamente pelo interior da caldeira (pelo feixe tubular).
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Fornalha
A fornalha, também chamada de câmara de combustão, é a
parte da caldeira onde ocorre a combustão propriamente dita .
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Queimadores
São equipamentos destinados a introduzir continuamente o
combustível e o ar dentro da fornalha, mantendo a combustão
dentro de parâmetros pré- determinados.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Dispositivo de água de alimentação
Bombas de alimentação:
Bombas são máquinas hidráulicas cuja função é movimentar
água ou outro líquido qualquer de um ponto para outro.

Bombas alternativas:
São bombas em que o movimento do fluido é causado pelo
movimento linear de um êmbolo ou pistão, que desliza no
interior de uma camisa .
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Dispositivo de água de alimentação

Bombas Alternativas,
também conhecidas
como bombas a pistão:
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Indicadores de nível
Visores de nível:
O visor de nível é um equipamento que permite ao operador
observar diretamente o nível da água da caldeira.
Visor de nível: Vaso dotado
de magote translúcido ligando
duas aberturas (superior e
inferior) onde o líquido se
faz presente; podendo ser
graduada ou não.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Sistemas de eletrodos:
Nos líquidos que conduzem eletricidade podemos mergulhar
eletrodos. Quando houver condução entre os eletrodos teremos
a indicação de que o nível atingiu a altura do eletrodo.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Sistema de controle de nível
Este controle é feito através da variação da vazão da água de
alimentação da caldeira utilizando os dados fornecidos pelos
indicadores de nível
Indicadores de pressão

Os indicadores de pressão, também chamados manômetros, são


instrumentos utilizados para medir a pressão de líquidos, gases
e vapores.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Indicadores de pressão
• Transmissores eletrônicos analógicos
– utilizam elementos de transferência que convertem o sinal de
pressão detectado em sinal elétrico.É utilizado para ligar e/ou
desligar bombas ou compressores ou abrir e/ou fechar válvulas.
• Pressostato:
É constituído por um sensor, um mecanismo de ajuste de set-
point e uma chave de duas posições (aberto ou fechado).
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Dispositivos de Segurança
Fusível térmico:
Também chamado fusível tampão, consiste em um parafuso
com um furo no centro preenchido com uma liga de metal de
baixo ponto de fusão.
Válvulas de Segurança:
São válvulas calibradas para abrir a uma pressão definida,
descarregando, assim, o excesso de vapor e, com isso, evitando
sobrepressões perigosas na caldeira.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Dispositivos de Segurança
Operação de Caldeiras
Partida da caldeira
Teste pneumático
Visa detectar vazamentos na parte de gases da caldeira.
Teste hidrostático
Este teste é realizado com o objetivo de detectar vazamentos na
parte de água da caldeira.
Operação de Caldeiras
Parada da caldeira

Despressurização Quando a pressão cair a 2kgf/cm2 , as


saídas do tubulão deverão ser abertas para evitar a formação de
vácuo dentro da caldeira devido a condensação total do vapor.

Esvaziamento Para proteção das partes metálicas, a caldeira


só deve ser esvaziada quando a temperatura da fornalha estiver
próxima da temperatura ambiente.
Operação de Caldeiras
Regulagem e Controle
Temperatura do vapor
 Excesso de ar;
● Temperatura da água de alimentação;
● Tipo de combustível;
● Posição dos maçaricos;
● Fuligem na superfície do superaquecedor.
Controle de temperatura
● Controle pelo lado dos gases;
● Controle pelolado do vapor.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Partida da caldeira
 Utilizar combustível de baixo teor de enxofre;
 Manter a temperatura dos gases de combustão acima do
ponto de orvalho;
 Garantir fluxo nos superaquecedores;
 Promover aquecimento lento e uniforme;
 Seguir gradiente de pressurização estabelecido.
Caldeiras: Tipos e Partes Principais
Partida da caldeira
 Colocação da caldeira em linha
 Drenagem e aquecimento dos coletores de saída;
 Acendimento dos queimadores;
 Abertura da válvula de saída da caldeira;
 Fechamento da válvula de partida do superaquecedor;
PREVENÇÃO CONTRA EXPLOSÃO E
OUTROS RISCOS
OBJETIVO
 Identificar os principais causas de explosão em uma caldeira.
ROTEIRO
• Superaquecimento
• Choques térmicos
• Defeito de mandrilagem
• Falhas em juntas soldadas
• Alterações na estrutura metalográfica
• Corrosão
• Erosão
• Cavitação
• Aumento da pressão
• Outros riscos
MÉTODOS INTERNOS DE TRATAMENTO DE ÁGUA
OBJETIVO
• Identificar os principais métodos de tratamento da água
Métodos Internos
• Eliminação da dureza
• Controle do pH e da sua alcalinidade
• Eliminação do oxigênio dissolvido
• Controle dos cloretos
• Teor total de sólidos.
Eliminação da dureza
• Precipitação com fosfatos
– reagem com os sais de cálcio e de magnésio formando
um produto insolúvel que não adere às partes metálicas da
caldeira.
– O precipitado forma um lodo que se acumula no
fundo da caldeira, sendo eliminado regularmente por meio de
purgas.
Eliminação da dureza
• Tratamento com quelatos
– Nesse tratamento não há precipitação do cálcio, nem
do magnésio. Forma, porém, produtos solúveis não em forma
de lama.
– Os quelantes mais utilizados são o EDTA (ácido
etilenodiaminotetracético) e o NTA.
Eliminação da dureza
• Os produtos empregados no controle do pH e da alcalinidade
são a soda (carbonato de sódio) a 50% e a soda (hidróxido de
sódio) em lentilhas.
• Via de regra não é necessário a adição de ácidos para o
controle do pH e da alcalinidade por que as águas de
alimentação são geralmente bastante ácidas.
Eliminação da dureza
• Desaeração química
• A eliminação é feita pela reação entre certos agentes redutores
e o O2 .
• Os dois produtos mais usados são o sulfito de sódio e a
hidrazína (sequestrante).
Controle do teor de cloretos e sólidos
totais
• Quando a concentração de cloretos se torna muito alta,
podem aparecer problemas de corrosão. • Quando o teor de
sólidos totais (soma de todos os sólidos dissolvidos na água) é
alto, podem aparecer problemas de arraste. • A forma de
controlar esses teores é através de purgas sempre que se fizer
necessário.
Monitoramento da Qualidade da Água
• Deve ser estabelecido um programa de coleta e execução de
análises que leve em conta principalmente a pressão de trabalho
da caldeira, a produção de vapor e as exigências de qualidade do
vapor.·
Monitoramento da Qualidade da Água
• Em geral, para caldeiras de baixa pressão, é recomendado uma
análise química pelo menos semanal e que inclua os seguintes
itens:
– pH
– Alcalinidade
– Dureza
– Fosfatos
– Sulfitos ou hidrazina
– Cloretos
– Sólidos totais.
RISCOS
OBJETIVO
• Identificar os principais causas de explosão em uma caldeira.
ROTEIRO
• Superaquecimento
• Choques térmicos
• Defeito de mandrilagem
• Falhas em juntas soldadas
• Alterações na estrutura metalográfica
• Corrosão
• Erosão
• Cavitação
• Aumento da pressão
• Outros riscos
Riscos de Explosão
• A explosão é o risco mais importante:
– Presente todo o tempo
–Violência
– Envolve operadores e pessoas da redondeza
– Considerada em toda a fase: projeto, fabricação, operação,
manutenção, inspeção.
Superaquecimento da estrutura
• Redução na resistência mecânica do aço.
• Antes da explosão, pode ocorrer envergamentos,
empenamentos e abaulamentos.
CHOQUES TÉRMICOS
• Acontecem em virtude de freqüentes paradas e recolocações
em marcha de queimadores.
• Queimadores com potência excessiva
• Queimadores que operam em on-off • Incrustações
ALTERAÇÃO NA ESTRUTURA
METALOGRÁFICA
 H2 atua sobre a cementita decompondo-a em ferrita e
carbono.
 Decomposição da água, com o conseqüente desprendimento
de oxigênio e de hidrogênio
CORROSÃO
• Um dos principais responsáveis pela degradação das caldeiras
• Pode ser causa de explosões até mesmo em pressões inferiores
à PMTA
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
OBJETIVO
• Identificar procedimentos na realização da manutenção em
caldeiras.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
ROTEIRO
• Secagem do refratário
• Limpeza química
• Sopragem
• Hibernação
• Prevenção e Inspeção
• Soldagem e Alívio de Tensões
• Mandrilamento
• Válvulas de Segurança
• Queimadores
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
SECAGEM DO REFRATÁRIO
Objetivo: retirada da umidade
• Caldeira nova ou submetido à extensos trabalhos de
manutenção na fornalha.
• Aquecimento gradual
• Tempo: quantidade de refratários, qualidade, espessura.
• Eficiência: quanto mais lento e distribuído.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
LIMPEZA QUÍMICA
Objetivo: remoção de óleos, graxas e materiais estranhos na
superfície.
• Aplicação de produtos alcalinos
• Aquecimento à pressão atmosférica e posteriormente sob
pressão.
• Realizado por empresas especializadas.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
SOPRAGEM
• Objetivo: limpeza da linhas de vapor
• Realizado normalmente em caldeiras novas
• Processo: fazer passar vapor a alta velocidade na pressão de
trabalho
• Finalidade: remover todo material estranho na linha de vapor
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
HIBERNAÇÃO
• Objetivo: evitar corrosão em caldeiras inativas.
• Dois processos: – Pressurização da caldeira com nitrogênio. –
Enchimento com água tratada e adição de hidrazina.
• No lado dos gases cobre-se as entradas de ar e distribuição de
sílica-gel, cal virgem e lâmpadas.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
PREVENÇÃO E INSPEÇÃO
Deve-se sempre obedecer os manuais de manutenção que
prescrevem os procedimentos corretos para cada caldeira em
particular.
• As inspeções devem ser regulares. A NR13 determina os
intervalos máximos para a realização de inspeções dependendo
da classe da caldeira.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
SOLDAGEM E ALÍVIO DE TENSÕES
• No processo de soldagem, o ponto da solda acumula tensões.
• Efeitos: aumento da dureza, redução da tenacidade, tensões
localizadas, risco de fissurações, redução da resistência à
corrosão, risco de fratura frágil, risco de fadiga.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
SOLDAGEM E ALÍVIO DE TENSÕES
• O alívio da tensão é realizado utilizando tratamento térmico,
aquecendo o ponto soldado até uma temperatura em torno de
600°C e realizando o resfriamento controlado.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
MANDRILAMENTO

• Objetivo: fixar os tubos nos tubulões.


• Processo: expansão do diâmetro do tubo no ponto de fixação.
• Em caldeiras de alta pressão, faz-se uma solda de selagem.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
VÁLVULAS DE SEGURANÇA

• As válvulas devem ser inspecionadas e passar por regulagem


anualmente.
TREINAMENTO DE SEGURANÇA EM
CALDEIRAS
QUEIMADORES

Os maçaricos precisam de manutenção constante e adequada.


• Oxidação dos furos, abrasão e desgastes são avarias constantes
provocadas pela limpeza inadequada dos bicos.
• Não se devem usar materiais abrasivos para limpeza, a mínima
mudança no perfil dos furos provoca perdas significativas na
operação do maçarico.
EXERCÍCIO
 Descreva dois tipos de caldeiras.
 Quais as vantagens e desvantagens da caldeira flamotubulares.
 Quais as partes principais da caldeira?
 Qual a importância dos indicadores de nível e pressão?
 Qual o principal equipamento de segurança da caldeira?
 Qual a importância do teste pneumático e hidrostático nas
caldeiras?
 Quais os principais riscos no trabalho com caldeiras, descreva?
 Descreva dois métodos de tratamento da água e justifique seu
procedimento.
 Qual os principais pontos a serem verificados durante a rotina de
segurança da caldeira?
VASO DE PRESSÃO
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.1 Vasos de pressão são equipamentos que contêm fluidos
sob pressão interna ou externa, diferente da atmosférica.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados
em categorias segundo a classe de fluido e o potencial de risco:
a) Os fluidos contidos nos vasos de pressão são classificados
conforme descrito a seguir:
Classe A:
- fluidos inflamáveis;
- fluidos combustíveis com temperatura superior ou igual a 200 ºC
(duzentos graus Celsius);
- fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou inferior a 20 ppm
(vinte partes por milhão);
- hidrogênio;
- acetileno.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são
classificados em categorias segundo a classe de fluido e o
potencial de risco:
Classe B: - fluidos combustíveis com temperatura inferior a
200 ºC (duzentos graus Celsius);
- fluidos tóxicos com limite de tolerância superior a 20 ppm
(vinte partes por milhão)
Classe C:
- vapor de água, gases asfixiantes simples ou ar comprimido.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são
classificados em categorias segundo a classe de fluido e o
potencial de risco:
Classe D: - outro fluido não enquadrado anteriormente.
b) Quando se tratar de mistura deverá ser considerado para fins
de classificação o fluido que apresentar maior risco aos
trabalhadores e instalações, considerando-se sua toxicidade,
inflamabilidade e concentração;
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.2 Para efeito desta NR, os vasos de pressão são classificados
em categorias segundo a classe de fluido e o potencial de risco:
Classe D: - outro fluido não enquadrado anteriormente.
c) Os vasos de pressão são classificados em grupos de potencial de
risco em função do produto P.V, onde P é a pressão máxima de
operação em MPa, em módulo, e V o seu volume em m³, conforme
segue: Grupo 1 – P.V ≥ 100
Grupo 2 – P.V < 100 e P.V ≥ 30
Grupo 3 – P.V < 30 e P.V ≥ 2,5
Grupo 4 – P.V < 2,5 e P.V ≥1
Grupo 5 – P.V < 1
CATEGORIAS DE VASOS DE PRESSÃO

Notas:
a) Considerar volume em m³ e pressão em MPa;
b) Considerar 1 MPa correspondente a 10,197 kgf/cm².
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.3 Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes
itens:
a) válvula de segurança ou outro dispositivo de segurança com
pressão de abertura ajustada em valor igual ou inferior à PMTA,
instalado diretamente no vaso ou no sistema que o inclui,
considerados os requisitos do código de projeto relativos a
aberturas escalonadas e tolerâncias de calibração;
b) vasos de pressão submetidos a vácuo devem ser dotados de
dispositivos de segurança quebra-vácuo ou outros meios
previstos no projeto; se também submetidos à pressão positiva
devem atender à alínea “a” deste item;
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.3 Os vasos de pressão devem ser dotados dos seguintes
itens:
c) dispositivo físico ou lacre com sinalização de advertência para
evitar o bloqueio da válvula de segurança ou outro dispositivo
de segurança;
d) instrumento que indique a pressão de operação, instalado
diretamente no vaso ou no sistema que o contenha.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.4 Todo vaso de pressão deve ter afixado em seu corpo,
em local de fácil acesso e bem visível, placa de identificação
indelével com, no mínimo, as seguintes informações:
a) fabricante;
b) número de identificação;
c) ano de fabricação;
d) pressão máxima de trabalho admissível;
e) pressão de teste hidrostático de fabricação;
f) código de projeto e ano de edição.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.6 Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde
estiver instalado, a seguinte documentação devidamente atualizada:
a) Prontuário do vaso de pressão a ser fornecido pelo fabricante,
contendo as seguintes informações:
- código de projeto e ano de edição;
- especificação dos materiais;
- procedimentos utilizados na fabricação, montagem e inspeção final;
- metodologia para estabelecimento da PMTA;
- conjunto de desenhos e demais dados necessários para o
monitoramento da sua vida útil;
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.6 Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento onde
estiver instalado, a seguinte documentação devidamente atualizada:
a) Prontuário do vaso de pressão a ser fornecido pelo fabricante,
contendo as seguintes informações:
- pressão máxima de operação;
- registros documentais do teste hidrostático;
- características funcionais, atualizadas pelo empregador sempre que
alteradas as originais;
- dados dos dispositivos de segurança, atualizados pelo empregador
sempre que alterados os originais;
- ano de fabricação;
- categoria do vaso, atualizada pelo empregador sempre que alterada
a original;
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.6 Todo vaso de pressão deve possuir, no estabelecimento
onde estiver instalado, a seguinte documentação devidamente
atualizada:
b) Registro de Segurança em conformidade com o item
13.5.1.8;
c) Projeto de alteração ou reparo em conformidade com os
itens 13.3.3.3 e 13.3.3.4;
d) Relatórios de inspeção em conformidade com o item
13.5.4.14;
e) Certificados de calibração dos dispositivos de segurança,
onde aplicável.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.7 Quando inexistente ou extraviado, o prontuário do
vaso de pressão deve ser reconstituído pelo empregador, com
responsabilidade técnica do fabricante ou de PH, sendo
imprescindível a reconstituição das premissas de projeto, dos
dados dos dispositivos de segurança e da memória de cálculo da
PMTA.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.7.1 Vasos de pressão construídos sem códigos de
projeto, instalados antes da publicação desta Norma, para os
quais não seja possível a reconstituição da memória de cálculo
por códigos reconhecidos, devem ter PMTA atribuída por PH a
partir dos dados operacionais e serem submetidos a inspeções
periódicas, até sua adequação definitiva, conforme os prazos
abaixo:
a) 01 ano, para inspeção de segurança periódica externa;
b) 03 anos, para inspeção de segurança periódica interna.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.8 O Registro de Segurança deve ser constituído por
livro de páginas numeradas, pastas ou sistema informatizado do
estabelecimento com segurança da informação onde serão
registradas:
a) todas as ocorrências importantes capazes de influir nas
condições de segurança dos vasos de pressão;
b) as ocorrências de inspeções de segurança inicial, periódica e
extraordinária, devendo constar a condição operacional do
vaso, o nome legível e assinatura de PH.
13.5.1 Vasos de pressão - disposições
gerais.
13.5.1.8.1 O empregador deve fornecer cópias impressas ou
em mídia eletrônica de registros de segurança selecionadas pela
representação sindical da categoria profissional predominante
no estabelecimento, quando formalmente solicitadas.
13.5.1.9 A documentação referida no item 13.5.1.6 deve estar
sempre à disposição para consulta dos operadores, do pessoal
de manutenção, de inspeção e das representações dos
trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes - CIPA, devendo o empregador
assegurar livre e pleno acesso a essa documentação inclusive à
representação sindical da categoria profissional predominante
no estabelecimento, quando formalmente solicitado.
13.5.2 Instalação de vasos de pressão
13.5.2.1 Todo vaso de pressão deve ser instalado de modo que
todos os drenos, respiros, bocas de visita e indicadores de nível,
pressão e temperatura, quando existentes, sejam facilmente
acessíveis.
13.5.2 Instalação de vasos de pressão
13.5.2.2 Quando os vasos de pressão forem instalados em ambientes
fechados, a instalação deve satisfazer os seguintes requisitos:
a) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas, permanentemente
desobstruídas, sinalizadas e dispostas em direções distintas;
b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de manutenção,
operação e inspeção, sendo que, para guarda-corpos vazados, os vãos
devem ter dimensões que impeçam a queda de pessoas;
c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não
possam ser bloqueadas;
d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes;
e) possuir sistema de iluminação de emergência.
13.5.2 Instalação de vasos de pressão
13.5.2.4 A instalação de vasos de pressão deve obedecer aos
aspectos de segurança, saúde e meio ambiente previstos nas
Normas Regulamentadoras, convenções e disposições legais
aplicáveis.
13.5.2.5 Quando o estabelecimento não puder atender ao
disposto no item 13.5.2.2, devem ser adotadas medidas formais
complementares de segurança que permitam a atenuação dos
riscos.
13.5.3 Segurança na operação de
vasos de pressão
13.5.3.1 Todo vaso de pressão enquadrado nas categorias I ou II
deve possuir manual de operação próprio ou instruções de
operação contidas no manual de operação de unidade onde
estiver instalado, em língua portuguesa, em local de fácil acesso
aos operadores, contendo no mínimo:
a) procedimentos de partidas e paradas;
b) procedimentos e parâmetros operacionais de rotina;
c) procedimentos para situações de emergência;
d) procedimentos gerais de segurança, saúde e de preservação
do meio ambiente.
13.5.3 Segurança na operação de
vasos de pressão
13.5.3.2 Os instrumentos e controles de vasos de pressão
devem ser mantidos calibrados e em boas condições
operacionais.
13.5.3.3 A operação de unidades que possuam vasos de pressão
de categorias I ou II deve ser efetuada por profissional
capacitado conforme item “B” do Anexo I desta NR.
13.5.3 Segurança na operação de
vasos de pressão
13.5.3.2.1 Poderá ocorrer a inibição provisória dos
instrumentos e controles, desde que mantida a segurança
operacional, e que esteja prevista nos procedimentos formais de
operação e manutenção, ou com justificativa formalmente
documentada, com prévia análise técnica e respectivas medidas
de contingência para mitigação dos riscos, elaborada pelo
responsável técnico do processo, com anuência do PH.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.1 Os vasos de pressão devem ser submetidos a inspeções
de segurança inicial, periódica e extraordinária.
13.5.4.2 A inspeção de segurança inicial deve ser feita em vasos
de pressão novos, antes de sua entrada em funcionamento, no
local definitivo de instalação, devendo compreender exames
externo e interno.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.3 Os vasos de pressão devem obrigatoriamente ser
submetidos a Teste Hidrostático - TH em sua fase de fabricação,
com comprovação por meio de laudo assinado por PH, e ter o
valor da pressão de teste afixado em sua placa de identificação.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.3.1 Na falta de comprovação documental de que o Teste
Hidrostático - TH tenha sido realizado na fase de fabricação, se
aplicará o disposto a seguir:
a) para os vasos de pressão fabricados ou importados a partir da
vigência desta NR, o TH deve ser feito durante a inspeção de
segurança inicial;
b) para os vasos de pressão em operação antes da vigência desta
NR, a execução do TH fica a critério do PH e, caso seja
necessária a sua realização, o TH deve ser realizado até a
próxima inspeção de segurança periódica interna.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.4 Os vasos de pressão categorias IV ou V de fabricação
em série, certificados pelo Instituto Nacional de Metrologia,
Qualidade e Tecnologia - INMETRO, que possuam válvula de
segurança calibrada de fábrica ficam dispensados da inspeção
inicial, desde que instalados de acordo com as recomendações
do fabricante.
13.5.4.4.1 Deve ser anotada no Registro de Segurança a data da
instalação do vaso de pressão a partir da qual se inicia a
contagem do prazo para a inspeção de segurança periódica.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.5 A inspeção de segurança periódica, constituída por
exames externo e interno, deve obedecer aos seguintes prazos
máximos estabelecidos a seguir:
a) para estabelecimentos que não possuam SPIE, conforme
citado no Anexo II:
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.5 A inspeção de segurança periódica, constituída por
exames externo e interno, deve obedecer aos seguintes prazos
máximos estabelecidos a seguir:
b) para estabelecimentos que possuam SPIE, conforme citado
no Anexo II, com
sideradas as tolerâncias nele previstas:
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.7 As empresas que possuam SPIE certificado conforme
Anexo II desta Norma podem executar, em vasos de pressão de
categorias I e II, uma inspeção não intrusiva – INI, de acordo
com a metodologia especificada na norma ABNT NBR 16455,
desde que esta seja obrigatoriamente sucedida por um exame
visual interno em um prazo máximo correspondente a 50 % do
intervalo determinado no item 13.5.4.5(b) desta Norma.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.7.1 O intervalo correspondente ao prazo máximo do
item 13.5.4.7 deve ser contado a partir da data de realização da
INI.
13.5.4.8 Vasos de pressão com enchimento interno ou com
catalisador podem ter a periodicidade de exame interno
ampliada, de forma a coincidir com a época da substituição de
enchimentos ou de catalisador, desde que esta ampliação seja
precedida de estudos conduzidos por PH ou por grupo
multidisciplinar por ele coordenado, baseados em normas e
códigos aplicáveis, onde sejam implementadas tecnologias
alternativas para a avaliação da sua integridade estrutural.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.9 Vasos de pressão com temperatura de operação
inferior a 0 ºC (zero graus Celsius) e que operem em condições
nas quais a experiência mostre que não ocorre deterioração
devem ser submetidos a exame interno a cada 20 (vinte) anos e
exame externo a cada 2 (dois) anos.
13.5.4.10 As válvulas de segurança dos vasos de pressão devem
ser desmontadas, inspecionadas e calibradas com prazo
adequado à sua manutenção, porém, não superior ao previsto
para a inspeção de segurança periódica interna dos vasos de
pressão por elas protegidos.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.11 A inspeção de segurança extraordinária deve ser feita
nas seguintes oportunidades:
a) sempre que o vaso de pressão for danificado por acidente ou
outra ocorrência que comprometa sua segurança;
b) quando o vaso de pressão for submetido a reparo ou
alterações importantes, capazes de alterar sua condição de
segurança;
c) antes do vaso de pressão ser recolocado em funcionamento,
quando permanecer inativo por mais de 12 (doze) meses;
d) quando houver alteração do local de instalação do vaso de
pressão, exceto para vasos móveis.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.12 A inspeção de segurança deve ser realizada sob a
responsabilidade técnica de PH.
13.5.4.13 Imediatamente após a inspeção do vaso de pressão,
deve ser anotada no Registro de Segurança a sua condição
operacional, e, em até 60 (sessenta) dias, deve ser emitido o
relatório, que passa a fazer parte da sua documentação,
podendo este prazo ser estendido para 90 (noventa) dias em
caso de parada geral de manutenção.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.14 O relatório de inspeção de segurança, mencionado no item
13.5.1.6, alínea “d”, deve ser elaborado em páginas numeradas, contendo
no mínimo:
a) identificação do vaso de pressão;
b) categoria do vaso de pressão;
c) fluidos de serviço;
d) tipo do vaso de pressão;
e) tipo de inspeção executada;
f) data de início e término da inspeção;
g) descrição das inspeções, exames e testes executados;
h) registro fotográfico das anomalias do exame interno do vaso de pressão;
i) resultado das inspeções e intervenções executadas;
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.14 O relatório de inspeção de segurança, mencionado
no item 13.5.1.6, alínea “d”, deve ser elaborado em páginas
numeradas, contendo no mínimo:
j) recomendações e providências necessárias;
k) parecer conclusivo quanto à integridade do vaso de pressão
até a próxima inspeção;
l) data prevista para a próxima inspeção de segurança; m) nome
legível, assinatura e número do registro no conselho
profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que
participaram da inspeção.
13.5.4 Inspeção de segurança de
vasos de pressão
13.5.4.15 Sempre que os resultados da inspeção determinarem
alterações das condições de projeto, a placa de identificação e a
documentação do prontuário devem ser atualizadas.
13.5.4.16 As recomendações decorrentes da inspeção devem
ser implementadas pelo empregador, com a determinação de
prazos e responsáveis pela sua execução.
Exercício
 Descreva um vaso de pressão.
 Quais as categorias dos vasos de pressão, cite dois exemplos que
pertençam a alguma delas.
 Descreva um dispositivo de segurança do vaso de pressão e qual o valor
máximo usado.
 Quais as informações necessárias para as placas de identificação.
 Qual o procedimento a seguir quando não existir prontuário, discuta?
 Quais os requisitos para instalação de vasos de pressão em ambiente
fechados.
 O que deve conter no manual de operação de vasos de pressão das
categorias I ou II?
 Quais os prazos de inspeção para os vasos de pressão.
 O que deve conter no relatório de inspeção do vaso de pressão?
13.6 Tubulações
13.6.1 Tubulações – Disposições
Gerais
13.6.1.1 As empresas que possuem tubulações e sistemas de
tubulações enquadradas nesta NR devem possuir um programa
e um plano de inspeção que considere, no mínimo, as variáveis,
condições e premissas descritas abaixo:
a) os fluidos transportados;
b) a pressão de trabalho;
c) a temperatura de trabalho;
d) os mecanismos de danos previsíveis;
e) as consequências para os trabalhadores, instalações e meio
ambiente trazidas por possíveis falhas das tubulações.
13.6.1 Tubulações – Disposições
Gerais
13.6.1.2 As tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir
dispositivos de segurança conforme os critérios do código de
projeto utilizado, ou em atendimento às recomendações de
estudo de análises de cenários de falhas.
13.6.1.3 As tubulações ou sistemas de tubulação devem possuir
indicador de pressão de operação, conforme definido no
projeto de processo e instrumentação.
13.6.1 Tubulações – Disposições
Gerais
13.6.1.4 Todo estabelecimento que possua tubulações, sistemas
de tubulação ou linhas deve ter a seguinte documentação
devidamente atualizada:
a) especificações aplicáveis às tubulações ou sistemas,
necessárias ao planejamento e execução da sua inspeção;
b) fluxograma de engenharia com a identificação da linha e seus
acessórios;
c) projeto de alteração ou reparo em conformidade com os
itens 13.3.3.3 e 13.3.3.4;
d) relatórios de inspeção em conformidade com o item
13.6.3.9.
13.6.1 Tubulações – Disposições
Gerais
13.6.1.5 Os documentos referidos no item 13.6.1.4, quando
inexistentes ou extraviados, devem ser reconstituídos pelo
empregador, sob a responsabilidade técnica de um PH.

13.6.1.6 A documentação referida no item 13.6.1.4 deve estar


sempre à disposição para fiscalização pela autoridade competente do
Órgão Regional do Ministério do Trabalho, e para consulta pelos
operadores, pessoal de manutenção, de inspeção e das representações
dos trabalhadores e do empregador na Comissão Interna de
Prevenção de Acidentes - CIPA, devendo, ainda, o empregador
assegurar o acesso a essa documentação à representação sindical da
categoria profissional predominante no estabelecimento, quando
formalmente solicitado.
13.6.2 Segurança na operação de
tubulações
13.6.2.1 Os dispositivos de indicação de pressão da tubulação
devem ser mantidos em boas condições operacionais.

13.6.2.2 As tubulações de vapor de água e seus acessórios


devem ser mantidos em boas condições operacionais, de acordo
com um plano de manutenção elaborado pelo estabelecimento.

13.6.2.3 As tubulações e sistemas de tubulação devem ser


identificáveis segundo padronização formalmente instituída
pelo estabelecimento, e sinalizadas conforme a Norma
Regulamentadora n.º 26.
13.6.3 Inspeção de segurança de
tubulações
13.6.3.1 Deve ser realizada inspeção de segurança inicial nas
tubulações.
13.6.3.2 As tubulações devem ser submetidas à inspeção de
segurança periódica.
13.6.3.4 Os intervalos de inspeção periódica da tubulação não
podem exceder os prazos estabelecidos em seu programa de
inspeção, consideradas as tolerâncias permitidas para as empresas
com SPIE.
13.6.3.5 A critério do PH, o programa de inspeção pode ser
elaborado por tubulação, linha ou por sistema. No caso de
programação por sistema, o intervalo a ser adotado deve ser
correspondente ao da sua linha mais crítica.
13.6.3 Inspeção de segurança de
tubulações
13.6.3.3 Os intervalos de inspeção das tubulações devem atender aos
prazos máximos da inspeção interna do vaso ou caldeira mais crítica a
elas interligadas, podendo ser ampliados pelo programa de inspeção
elaborado por PH, fundamentado tecnicamente com base em
mecanismo de danos e na criticidade do sistema, contendo os
intervalos entre estas inspeções e os exames que as compõem, desde
que essa ampliação não ultrapasse o intervalo máximo de 100% (cem
por cento) sobre o prazo da inspeção interna, limitada a 10 (dez)
anos.
13.6.3.6 As inspeções periódicas das tubulações devem ser
constituídas de exames e análises definidas por PH, que permitam
uma avaliação da sua integridade estrutural de acordo com normas e
códigos aplicáveis.
13.6.3 Inspeção de segurança de
tubulações
13.6.3.7 Deve ser realizada inspeção extraordinária nas
seguintes situações:
a) sempre que a tubulação for danificada por acidente ou outra
ocorrência que comprometa a segurança dos trabalhadores;
b) quando a tubulação for submetida a reparo provisório ou
alterações significativas, capazes de alterar sua capacidade de
contenção de fluído;
c) antes da tubulação ser recolocada em funcionamento, quando
permanecer inativa por mais de 24 (vinte e quatro) meses.
13.6.3 Inspeção de segurança de
tubulações
13.6.3.9 O relatório de inspeção de segurança, mencionado no
item 13.6.1.4 alínea “d”, deve ser elaborado em páginas
numeradas, contendo no mínimo:
a) identificação da(s) linha(s) ou sistema de tubulação;
b) fluidos de serviço da tubulação, e respectivas temperatura e
pressão de operação;
c) tipo de inspeção executada;
d) data de início e de término da inspeção;
e) descrição das inspeções, exames e testes executados;
f) registro fotográfico da localização das anomalias significativas
detectadas no exame externo da tubulação;
13.6.3 Inspeção de segurança de
tubulações
13.6.3.9 O relatório de inspeção de segurança, mencionado no
item 13.6.1.4 alínea “d”, deve ser elaborado em páginas
numeradas, contendo no mínimo:
g) resultado das inspeções e intervenções executadas;
h) recomendações e providências necessárias;
i) parecer conclusivo quanto à integridade da tubulação, do
sistema de tubulação ou da linha até a próxima inspeção;
j) data prevista para a próxima inspeção de segurança;
k) nome legível, assinatura e número do registro no conselho
profissional do PH e nome legível e assinatura de técnicos que
participaram da inspeção.
13.6.3 Inspeção de segurança de
tubulações
13.6.3.9.1 O prazo para emissão desse relatório é de até 30
(trinta) dias para linhas individuais e de até 90 (noventa) dias
para sistemas de tubulação.

13.6.3.10 As recomendações decorrentes da inspeção devem


ser implementadas pelo empregador, com a determinação de
prazos e responsáveis pela sua execução.
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
A. Caldeiras
A1 Condições Gerais
A1.1 Para efeito desta NR, será considerado operador de caldeira
aquele que satisfizer uma das seguintes condições:
a) possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de
Caldeiras e comprovação de estágio prático conforme item A1.5
deste Anexo;
b) possuir certificado de Treinamento de Segurança na Operação de
Caldeiras previsto na NR-13 aprovada pela Portaria SSMT n.° 02, de
08 de maio de 1984 ou na Portaria SSST nº 23, de 27 de dezembro
de 1994.
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
A. Caldeiras
A1 Condições Gerais
A1.2 O pré-requisito mínimo para participação como aluno, no
Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras é o atestado de
conclusão do ensino fundamental. A1.3 O Treinamento de Segurança
na Operação de Caldeiras deve, obrigatoriamente:
a) ser supervisionado tecnicamente por PH;
b) ser ministrado por profissionais capacitados para esse fim;
c) obedecer, no mínimo, ao currículo proposto no item A2 deste
Anexo
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
A. Caldeiras
A1 Condições Gerais
A1.4 Os responsáveis pela promoção do Treinamento de Segurança
na Operação de Caldeiras estarão sujeitos ao impedimento de
ministrar novos cursos, bem como a outras sanções legais cabíveis,
no caso de inobservância do disposto no item A1.3 deste Anexo.
A1.5 Todo operador de caldeira deve cumprir um estágio prático, na
operação da própria caldeira que irá operar, o qual deverá ser
supervisionado, documentado e ter duração mínima de:
a) caldeiras da categoria A: 80 (oitenta) horas;
b) caldeiras da categoria B: 60 (sessenta) horas;
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
A. Caldeiras
A1 Condições Gerais
A1.6 O estabelecimento onde for realizado estágio prático
supervisionado previsto nesta NR deve informar, quando requerido
pela representação sindical da categoria profissional predominante no
estabelecimento:
a) período de realização do estágio;
b) entidade, empregador ou profissional responsável pelo
Treinamento de Segurança na Operação de Caldeira ou Unidade de
Processo;
c) relação dos participantes do estágio.
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
A. Caldeiras
A1 Condições Gerais
A1.7 Deve ser realizada capacitação para reciclagem dos
trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com a
operação das instalações sempre que nelas ocorrerem
modificações significativas na operação de equipamentos
pressurizados ou troca de métodos, processos e organização do
trabalho.
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
A. Caldeiras
A2 Currículo Mínimo para Treinamento de Segurança na Operação
de Caldeiras. 1. Noções de grandezas físicas e unidades. Carga
horária: 4 (quatro) horas
1.1 Pressão
2. Caldeiras - considerações gerais. Carga horária: 8 (oito) horas
3. Operação de caldeiras. Carga horária: 12 (doze) horas
4. Tratamento de água e manutenção de caldeiras. Carga horária: 8
(oito) horas
5. Prevenção contra explosões e outros riscos. Carga horária: 4
(quatro) horas
6. Legislação e normalização. Carga horária: 4 (quatro) horas
ANEXO I
Capacitação de Pessoal
B. Vasos de Pressão
1. Noções de grandezas físicas e unidades. Carga horária: 4 (quatro)
horas
2. Equipamentos de processo. Carga horária estabelecida de acordo
com a complexidade da unidade, mantendo um mínimo de 4
(quatro) horas por item, onde aplicável
3. Eletricidade. Carga horária: 4 (quatro) horas
4. Instrumentação. Carga horária: 8 (oito) horas
5. Operação da unidade. Carga horária: estabelecida de acordo com a
complexidade da unidade
6. Primeiros socorros. Carga horária: 8 (oito) horas
7. Legislação e normalização. Carga horária: 4 (quatro) horas
ANEXO II
Requisitos para Certificação de Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos - SPIE
Antes de colocar em prática os períodos especiais entre inspeções,
estabelecidos nos itens 13.4.4.5 e 13.5.4.5, alínea “b” desta NR, os
"Serviços Próprios de Inspeção de Equipamentos" da empresa,
organizados na forma de setor, seção, departamento, divisão, ou
equivalente, devem ser certificados por Organismos de Certificação
de Produto - OCP acreditados pelo INMETRO, que verificarão por
meio de auditorias programadas o atendimento aos seguintes
requisitos mínimos expressos nas alíneas “a” a “h”.
a) existência de pessoal próprio da empresa onde estão instalados
caldeiras, vasos de pressão e tubulações, com dedicação exclusiva a
atividades de inspeção, avaliação de integridade e vida residual, com
formação, qualificação e treinamento compatíveis com a atividade
proposta de preservação da segurança;
ANEXO II
Requisitos para Certificação de Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos - SPIE
b) mão de obra contratada para ensaios não destrutivos
certificada segundo regulamentação vigente e, para outros
serviços de caráter eventual, selecionada e avaliada segundo
critérios semelhantes ao utilizado para a mão de obra própria;
c) serviço de inspeção de equipamentos proposto com um
responsável pelo seu gerenciamento formalmente designado
para esta função;
d) existência de pelo menos 1 (um) PH;
e) existência de condições para manutenção de arquivo técnico
atualizado, necessário ao atendimento desta NR, assim como
mecanismos para distribuição de informações quando
requeridas;
ANEXO II
Requisitos para Certificação de Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos - SPIE
f) existência de procedimentos escritos para as principais
atividades executadas;
g) existência de aparelhagem condizente com a execução das
atividades propostas;
h) cumprimento mínimo da programação de inspeção. A
certificação de SPIE e a sua manutenção estão sujeitas a
Regulamento específico do INMETRO.
Exercício
 O que é um programa e plano de inspeção de tubulação?
 O que deve conter em um plano de inspeção?
 Quais as medidas de segurança necessárias para operação com
tubulações?
 Quais as documentações necessárias para o estabelecimento que
possua tubulação?
 Quais os tipos de inspeções necessárias para a segurança da
operação com tubulação e o que deve ser considerado em cada
uma?
 O que deve conter no relatório de inspeção de segurança das
tubulações?
 Qual o prazo de emissão do relatório de inspeção e de quem é a
responsabilidade pela implementação das recomendações?
BOA TARDE!
Bomba Centrífuga
Bomba centrífuga
É uma máquina capaz de recalcar fluídos.
Bomba Centrífuga
COMPONENTES BÁSICOS DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA
Bomba Centrífuga
COMPONENTES BÁSICOS DE UMA BOMBA CENTRÍFUGA
Bomba Centrífuga - Componentes
Bomba Centrífuga - Componentes
TIPOS DE ROTORES
De acordo com o projeto do rotor, os mesmos são
considerados:
 ROTOR FECHADO para água limpa e fluido com pequena
viscosidade;
 ROTOR SEMI-ABERTO para líquido viscosos ou sujos;
 ROTOR ABERTO para líquidos sujos e muito viscosos.
Bomba Centrífuga - Componentes
AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES SOBRE UMA BOMBA
CENTRÍFUGA SÃO:
 ALTURA MANOMÉRICA;
 VAZÃO.
ALTURA MANOMÉTRICA: é o resultado da fórmula:
AMT = MAS +AMR
AMT = Altura manométrica total;
MAS = Altura manométrica de Sucção;
AMR = Altura manométrica de Recalque
Todas utilizam a unidade: m.c.a = metros de coluna d´água
Bomba Centrífuga
AS PRINCIPAIS INFORMAÇÕES SOBRE UMA BOMBA
CENTRÍFUGA SÃO:
 ALTURA MANOMÉRICA;
 VAZÃO.
ALTURA MANOMÉTRICA: é o resultado da fórmula:
AMT = MAS +AMR
AMT = Altura manométrica total;
MAS = Altura manométrica de Sucção;
AMR = Altura manométrica de Recalque
Todas utilizam a unidade: m.c.a = metros de coluna d´água
Diagrama de Funcionamento: Bomba Centrífuga
Bomba Centrífuga
AMR=perda por atrito na tubulação de recalque + soma das
perdas de pressão em cada conexão no recalque + altura de
recalque (H).

AMS=perdas por atrito na tubulação de sucção + soma das


perdas de pressão em cada conexão na sucção + altura de
sucção (h).
Bomba Centrífuga
Bomba Centrífuga
CAVITAÇÃO
A bomba centrífuga requer na sua entrada (sucção) uma pressão
suficiente para garantir o seu bom funcionamento.
Caso essa pressão seja demasiadamente baixa, atingindo a pressão de
vapor, haverá a formação de vapor.
As bolhas de vapor são conduzidas pelo fluxo até atingir pressões
mais elevadas no interior da bomba onde ocorre a implosão das
mesmas com a condensação do vapor e retorno ao estado líquido.
Este fenômeno causa a retirada de material da superfície do rotor e
da carcaça, sendo acompanhado de vibração e ruído característico ao
de um misturador de concreto.
Bomba Centrífuga
Bomba Centrífuga
VANTAGENS DAS BOMBAS CENTRÍFUGAS
 MAIOR FLEXIBILIDADE DE OPERAÇÃO
Uma única bomba pode abranger uma grande faixa de trabalho
(variando a rotação e o diâmetro do rotor);
 PRESSÃO MÁXIMA
Não existe perigo de se ultrapassar, em uma instalação qualquer, a
pressão máxima (Shutt-off) da bomba quando em operação;
 PRESSÃO UNIFORME
Se não houver alteração de vazão a pressão se mantém praticamente
constante;
 BAIXO CUSTO
São bombas que apresentam bom rendimento e construção
relativamente simples.
Bomba Centrífuga
TRANSPORTE
O transporte do conjunto moto bomba ou da Bomba, deve ser feito
obedecendo as normas básicas de segurança.
BOMBA HORIZONTAL OU MONOBLOCO
Devem ser transportadas
usando-se cinta de nylon,
cabo de aço passando
pelo pescoço do flange de
recalque ou por ganchos
colocados nos furos do
flange de recalque.
Bomba Centrífuga
TRANSPORTE
Podem ser transportadas também por dois pontos de apoio, passando
cinta de nylon ou cabo de aço no flange de sucção e na ponta do eixo.
As bombas monobloco com bocais roscados podem ser transportadas
também através de dois pontos de apoio, passando-se corda ou cabo
de aço na parte traseira do motor e no bocal de sucção ou usando-se
olhal de içamento do motor.
Bomba Centrífuga
TRANSPORTE
BOMBA HORIZONTAL MULTI-ESTÁGIO
Devem ser transportadas por dois pontos de apoio passando-se cinta
de nylon ou cabo de aço nas porcas ou no diâmetro externo do
flange da caixa de gaxeta.
Bomba Centrífuga
TRANSPORTE
BOMBA HORIZONTAL BIPARTIDA
Devem ser transportadas por dois pontos de apoio passando se cinta
de nylon ou cabo de aço nos flanges de sucção e recalque ou nos
corpos dos mancais.
Bomba Centrífuga
TRANSPORTE
Transporte do Conjunto sobre Base
Devem ser transportadas por cintas de nylon ou cabo de aço
colocado no flange de sucção da bomba e na parte traseira do motor,
ou através de cabo de aço e ganchos colocados nos olhais de içamento
da base.
COMPRESSORES
O COMPRESSOR de AR é basicamente um equipamento
eletromecânico, capaz de captar o ar que está no meio ambiente e
armazená-lo sob alta pressão num reservatório próprio do mesmo,
ou seja, eles são utilizados para proporcionar a elevação da pressão do
ar.
COMPRESSORES
AR COMPRIMIDO é o ar estocado em galões, cilindros ou botijões
(compressores) através de processos mecânicos para compressão e
armazenamento de ar, para outrora ter sua aplicação efetuada.
Podem-se ter diversas formas de aquisição e aplicação.
Em função das perdas decorrentes da transformação de energia, o ar
comprimido (energia pneumática) pode custar de 7 a 10 vezes mais
do que a energia elétrica para realizar uma aplicação similar, embora
isso seja normalmente compensado pelas vantagens de flexibilidade,
conveniência e segurança proporcionadas pela energia pneumática.
COMPRESSORES: Componentes
COMPRESSORES: Componentes
COMPRESSORES: Componentes
Tanques e Reatores
REATORES DO TIPO TANQUE:
Os reatores do tipo tanque, como o próprio nome está
indicando, são constituídos por um tanque dentro do qual
ocorre a reação.
O tanque tem normalmente um
CORPO CILÍNDRICO VERTICAL
com tampo numa ou em ambas as
extremidades. Quando o tanque tem
tempos em ambas as extremidades
eles é dito fechado, se apenas em
uma, aberto.
Tanques e Reatores
TANQUES CIÍNDRICOS HORIZONTAIS São possíveis, mas
são mais usados para armazenamento.
Tanques e Reatores - Tipos
Tanques e Reatores - Funcionamento
Tanques e Reatores - Funcionamento
Tanques e Reatores - Funcionamento
Reatores – Esquema de Funcionamento
Reatores Tipo Batelada: Funcionamento
Reatores Contínuos: Funcionamento
Reatores Contínuos: Funcionamento
Reatores Contínuos: Funcionamento
Tanque e Reatores: Métodos de Agitação
Tanque e Reatores: Métodos de Agitação
Torre de Refrigeração
Torre de Refrigeração: Tipos
Torre de Refrigeração: Funcionamento
Torre de Refrigeração: Funcionamento
Torre de Refrigeração: Funcionamento
Purgadores
Purgadores
Purgadores
Purgadores
Purgadores
Purgadores de Vapor
Purgadores de Vapor
Purgadores de Vapor
Purgadores: Cuidados na Instalação
Purgadores a Vapor: Principais Tipos
Purgadores: de Boia
Purgadores
Purgadores
Purgadores: Funcionamento
Purgadores: Funcionamento
Filtros
Filtros
Eliminadores de Ar para Vapor
Exercício
 Descreva o que é uma bomba centrífuga e para que serve?
 Quais os principais componentes de uma bomba centrífuga?
 Descreva somente três tipos de rotores e suas aplicações.
 Quais as principais informações necessárias para a escolha de uma bomba
centrífuga?
 Descreva o que é AMR e AMS quando falamos de bomba centrífuga.
 Descreva cavitação o motivo da sua ocorrência e quais as vantagens da cavitação
em bombas centrífugas em relação a outros métodos.
 Quais as vantagens das bombas centrífugas e como é possível fazer o seu
transporte?
 Descreva o que é um compressor e quais as suas aplicações.
 Descreva os componentes de um compressor e suas aplicações.
 Descreva o principio de funcionamento e aplicação de tanques e reatores.
 Descreva torre de Refrigeração, suas aplicações e princípio de funcionamento.
 O que é um purgador, quais os principais tipos, qual sua utilidade e vantagem.
 Quais os principais cuidados com a instalação dos purgadores?
 Quais os fatores que influem na seleção de purgadores?
 Qual a aplicação de um filtro em tubulação e as principais características;
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS
TÉCNICAS DE ANÁLISE DE RISCOS

 Análise Preliminar de Perigo - APP ou APR (de risco);


 Análise de Risco do Processo – Hazop – Harzard
Operability;
 Análise pela Árvores de Causas – AAC;
 Análise por Árvore de Falha – AAF;
 Análise por Árvore de Eventos – AAE;
 Análise dos Modos de Falhas e Efeitos – Amfe;
 E Se? What if?
 Lista de Verificação;
 Registro e Análise de Ocorrência –RAO.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

A Análise Preliminar de Risco (APR) é uma


metodologia indutiva estruturada para identificar os potenciais
perigos decorrentes da instalação de novas unidades e sistemas
ou da própria operação da planta que opera com materiais
perigosos. APR é uma técnica de identificação de perigos e
análise de riscos que consiste em identificar eventos perigosos,
causas e consequências e estabelecer medidas de controle.
Preliminarmente, porque é utilizada como primeira abordagem
do objeto de estudo. Num grande número de casos é suficiente
para estabelecer medidas de controle de riscos.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

O objeto da APR pode ser a área, sistema, procedimento,


projeto ou atividade. O foco da APR são todos os perigos do tipo
evento perigoso ou indesejável. APR também é conhecida por análise
preliminar de perigos – APP. Esta metodologia procura examinar as
maneiras pelas quais a energia ou o material de processo pode ser
liberado de forma descontrolada, levantando, para cada um dos
perigos identificados, as suas causas, os métodos de detecção
disponíveis e os efeitos sobre os trabalhadores, a população
circunvizinha e sobre o meio ambiente. Após, é feita uma Avaliação
Qualitativa dos riscos associados, identificando-se, desta forma,
aqueles que requerem priorização. Além disso, são sugeridas medidas
preventivas e/ou mitigadoras dos riscos a fim de eliminar as causas
ou reduzir as consequências dos cenários de acidente identificados.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

O escopo da APR abrange os eventos perigosos cujas


causas tenham origem na instalação analisada, englobando tanto
as falhas de componentes ou sistemas, como eventuais erros
operacionais ou de manutenção (falhas humanas). O grau de
risco é determinado por uma matriz de risco gerada por
profissionais com maior experiência na unidade orientada pelos
técnicos que aplicam a análise.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Aplicação
A metodologia pode ser empregada para sistemas em início de
desenvolvimento ou na fase inicial do projeto, quando apenas os
elementos básicos do sistema e os materiais estão definidos.
Pode também ser usada como revisão geral de segurança de
sistemas/instalações já em operação. O uso da APR ajuda a
selecionar as áreas da instalação nas quais outras técnicas mais
detalhadas de análise de riscos ou de contabilidade devam ser
usadas posteriormente. A APR é precursora de outras análises.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Pessoal Necessário e Suas Atribuições


A APR deve ser realizada por uma equipe estável,
contendo entre cinco e oito pessoas. Dentre os membros da
equipe deve-se dispor de um membro com experiência em
segurança de instalações e pelo menos um que seja conhecedor
do processo envolvido. É recomendável que a equipe tenha a
composição, funções e atribuições específicas como indicadas:
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Composição recomendável de uma equipe de APR:


ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Composição recomendável de uma equipe de APR:


ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Estimativa de Tempo e Custo Requeridos


Em geral, as reuniões não devem durar mais do que três
horas, sendo a periodicidade de duas a três vezes por semana. O
tempo necessário para a realização e reuniões da APR
dependerá da complexidade do sistema/ processo a ser
analisado.
O reconhecimento antecipado dos perigos existentes no
processo economiza tempo e reduz os custos oriundos de
modificações posteriores da instalação/ sistema. Isto faz com
que os custos em termos de homens-hora alceados à realização
da APR tenham um retorno considerável.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Natureza dos Resultados


Na APR são levantadas as causas que podem promover a
ocorrência de cada um dos eventos e as suas respectivas
consequências, sendo, então, feita uma avaliação qualitativa da
frequência de ocorrência do cenário de acidentes, da severidade
das consequências e do risco associado. Portanto, os resultados
obtidos são qualitativos, não fornecendo estimativas numéricas.
Normalmente uma APR fornece também uma
ordenação qualitativa dos cenários de acidentes identificados, a
qual pode ser utilizada como um primeiro elemento na
priorização das medidas propostas para redução dos riscos da
instalação/ sistema analisado.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Apresentação da Técnica de APR


A metodologia de APR compreende a execução das
seguintes etapas:
– Definição dos objetivos e do escopo da análise. – Definição
das fronteiras do processo/ instalação analisada. – Coleta de
informações sobre a região, a instalação e os riscos envolvidos.
– Subdivisão do processo/instalação em módulos de análise. –
Realização da APR propriamente dita (preenchimento da
planilha). – Elaboração das estatísticas dos cenários
identificados por Categorias de Risco (frequência e severidade).
– Análise dos resultados e preparação do relatório.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Apresentação daTécnica de APR


A realização da análise propriamente dita é feita através do
preenchimento de uma planilha de APR para cada módulo. A planilha
adotada para a realização da APR, mostrada no quadro abaixo, deve
ser preenchida conforme a descrição respectiva a cada campo.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Apresentação daTécnica de APR


ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Apresentação daTécnica de APR


No contexto da APR, um cenário de acidente é definido
como sendo o conjunto formado pelo risco identificado, suas causas
e cada um de seus efeitos. Um exemplo cenário de acidente possível
seria: grande liberação de substância tóxica devido à ruptura de
tubulação levando à formação de uma nuvem tóxica.
De acordo com a metodologia da APR, os cenários de
acidente devem ser classificados em categorias de frequência, as quais
fornecem uma indicação qualitativa da frequência esperada de
ocorrência para cada um dos cenários identificados.
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Apresentação daTécnica de APR


O quadro 12.2 mostra as categorias de frequências em uso
atualmente para a realização de APR. E quais são as categorias de
frequências em uso atualmente para a realização de APR? Veja o
quadro 12.2:

Esta avaliação de
frequência poderá ser
determinada pela
experiência dos
componentes do
grupo ou por banco de
dados de acidentes
(próprio ou de outras
empresas similares).
ANÁLISE PRELIMINAR DE RISCO - APR

 Apresentação daTécnica de APR


Os cenários de acidente também devem ser classificados em
categorias de severidade, as quais fornecem uma indicação qualitativa
da severidade
esperada de
ocorrência para cada
um dos cenários
identificados. E quais
são as categorias de
severidade em uso
atualmente para a
realização de APR?
Veja o quadro 12.3:
Principais Vantagens da APR

 Apresentação daTécnica de APR


Técnica mais abrangente, informando as causas que
ocasionaram a ocorrência de cada um dos eventos e as suas respectivas
consequências, obtenção de uma avaliação qualitativa da severidade das
consequências e frequência de ocorrência do cenário de acidente e do
risco associado na matriz de riscos.
Principais Vantagens da APR

 Apresentação daTécnica de APR


Exercício
Exercício

 Qual a importância da APR para a análise da segurança nas


operações de processos?
 Qual o princípio da APR?
 Quais as informações necessárias para a realização de uma APR de
operação de uma caldeira?
 Qual a metodologia da APR?
 Quais as vantagens de uma APR?
 Crie um cenário e faça uma APR em grupo de três participantes.
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE
DE VARIÁVEIS
ESTUDO DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGO E OPERABILIDADE
HAZARD

Hazop é a técnica de identificação de perigos e operabilidade


que consiste em detectar desvios de variáveis de processo em
relação a valores estabelecidos como normais. O objetivo do
Hazop são os sistemas e o foco são os desvios das variáveis de
processo.
ESTUDO DE IDENTIFICAÇÃO DE PERIGO E OPERABILIDADE
HAZARD

O estado normal de um processo é caracterizado por


variáveis como vazão, pressão, temperatura, viscosidade,
composição e componentes. Desvio é a diferença entre o
valor de uma variável em dado instante e o valor normal,
como, por exemplo maior vazão e menor pressão. O
conjunto de desvios possíveis contém o subconjunto dos
desvios perigosos, que podem atuar como agentes de
ruptura ou promotores de capacidade agressiva. Assim, a
pressão maior pode romper uma tubulação.
Lista de Desvios para HAZOP de processos Contínuo
Lista de Desvios para HAZOP de processos Contínuo
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS

 Método
O Hazop utiliza palavras-guia que estimulam a criatividade
para detectar desvios. As palavras-guia são seis: nenhum,
reverso, mais, menos, componentes a mais, mudança na
composição e outra condição operacional. As palavras-guia
são aplicadas às variáveis de processo. Nenhum e reverso
aplicam-se somente a variáveis que podem ter mais de um
sentido, como fluxo e diferença de pressão. Outras
condições operacionais referem-se a partidas, paradas e final
de campanha, etc.
TIPOS DE DESVIOS ASSOCIADOS ÀS “PALAVRAS – GUIAS”
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS
 Hazop pode ser aplicado tanto a processos contínuos
quanto descontínuos. Para processos contínuos o
fluxograma é requisito essencial; para os descontínuos o
requisito principal é o procedimento escrito na forma
apropriada.
 A aplicação do Hazop para processos contínuos deve
seguir uma lógica específica. Entende-se por processos
contínuos aquelas atividades que não param, por
necessidades técnicas, como as encontradas em refinarias,
siderurgias, em tratamento de água e esgoto, entre outras
atividades.
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS

 Aplicação a processos contínuos:


Selecionar uma linha de processo. As linhas e
equipamentos são elementos do sistema. Linha de processo é
qualquer ligação entre dois equipamentos principais.
Equipamento principal é qualquer equipamento que provoca
modificações profundas no fluido de processo. São exemplos
de equipamentos principais: torres, reatores e vasos.
Bombas, válvulas e permutadores de calor são considerados
elementos das linhas. A escolha dos equipamentos principais
depende do critério do analista.
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS
 Aplicação a processos contínuos:
a) imaginar a linha operando nas condições normais de projeto.
b) selecionar uma variável de processo; aplicar as palavras-guia a essa variável;
identificar desvios. Apenas os desvios perigosos devem ser selecionados para análise.
c) determinar as causas dos desvios perigosos.
d) avaliar qualitativamente as consequências dos desvios perigosos.
e) verificar se há meios para o operador tomar conhecimento de que o desvio
perigoso está ocorrendo.
f) estabelecer medidas de controle de risco e de controle de emergências.
g) selecionar outra variável de processo e aplicar-lhe as palavras-guia.
h) analisadas as variáveis, selecionar outra linha de processo e repetir o procedimento
anterior.
i) analisadas as linhas, selecionam-se os equipamentos e aplicam-se as palavras-guia às
funções por eles exercidas e a suas variáveis de processo
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS

 Aplicação a processos descontínuos:


Selecionar um passo da operação descontínua,
geralmente escrita na forma de procedimento. A forma de
escrever o procedimento é essencial para a eficácia do
Hazop. As sentenças devem ser iniciadas por verbos no
imperativo ou infinitivo. Devem ser curtas e restringir-se à
ação pretendida, evitando-se transformar em procedimento
de apostila.
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS
 Aplicação a processos descontínuos:
a) aplicar as palavras-guia ao passo selecionado para detectar
desvios; verificar se os desvios identificados são perigosos ou
prejudicam a operabilidade do sistema.
b) verificar se o operador dispõe de meios para detectar a
ocorrência dos desvios perigosos.
c) estabelecer medidas de controle de riscos e de
emergências.
d) selecionar um segundo passo do procedimento e repetir a
análise.
HAZARD OPERABILITY-OPERABILIDADE DE VARIÁVEIS

 Formulário
o Hazop deve ser registrado em formulário próprio
com campos para o registro dos desvios, causas,
consequências, medidas de controle de risco e de
emergência.
Hazop de uma torre de destilação
EXERCÍCIO
A concessionária de energia
elétrica mantém a operação de
seu sistema elétrico, dentro das
faixas operacionais de
normalidade – tensão, corrente
elétrica e potência. Em razão de
apagão que ocorre na região
norte do país, as linhas de
transmissão, que vemos na imagem seguinte, serão sobrecarregadas
repentinamente. Sabendo-se que nestas torres os
conectores/isoladores dos cabos necessitam de manutenção urgente e
ainda que com o aumento da corrente haverá elevação da temperatura
nos condutores, colocando em risco a sustentação dos cabos, pede-se
respostas para o seguinte:
EXERCÍCIO

• Os riscos podem ser analisados segundo o Hazop?


• O processo é contínuo ou descontínuo?
• Onde encontram-se os nós da operação?
• Quais as consequências do desvio operacional?
• Como evitar os acidentes?
Exercício

 Qual a importância do Hazop para a análise da segurança nas


operações de processos?
 Qual o princípio do Hazop?
 Quais as informações necessárias para a realização de um Hazop de
operação de uma caldeira?
 Qual a metodologia do Hazop?
 Quais as vantagens de uma análise por Hazop?
 Crie um cenário e aplique um Hazop em grupo de três
participantes.
ANÁLISE POR ÁRVORES DE FALHA - AAF
ANÁLISE POR ÁRVORES DE FALHA - AAF
A AAF é uma técnica de identificação de perigos e análise de
riscos que parte de um evento topo escolhido para estudo e estabelece
combinações de falhas e condições que poderiam causar a ocorrência
desse evento. A técnica é dedutiva e pode ser qualitativa e quantitativa.
O objeto da AAF são os sistemas. Os focos da AAF são o evento topo e
as sequências de eventos que o produzem.
ANÁLISE POR ÁRVORES DE FALHA - AAF
 Método
Selecionar um evento topo identificado por qualquer técnica
de identificação de perigos. Construir os níveis subsequentes ou ramos,
identificando falhas que podem causar a ocorrência do evento topo.
Podem ser falhas aleatórias de componentes, falhas de modo comum,
falhas humanas ou indisponibilidade de equipamentos. A AAF
possibilita o cálculo da frequência e de probabilidade de ocorrência de
eventos básicos (evento cuja frequência é conhecida e geralmente
obtida de banco de dados ou outro registro).
ANÁLISE POR ÁRVORES DE FALHA - AAF
Na figura seguinte vemos um esquema analítico por árvore de
falhas, onde o evento-topo é o superaquecimento de um motor
elétrico. Supondo que a frequência de falha na tensão elétrica seja 1
vez/ano e a do circuito 0,5/ano, a frequência de ocorrência de
corrente excessiva no circuito será de 1,5/ano. Se o fusível falhar em
5% do tempo, a corrente excessiva no motor ocorrerá com frequência
de (1,5/ano x 0,05) = 0,075/ano. Se a falha primária do motor
ocorrer com frequência de 0,01/ano, o motor superaquece 0,075 +
0,01 = 0,085/ano ou uma vez a cada 11,8 anos.
Evento-topo: superaquecimento de motor elétrico
Exercício
Um caminhoneiro, transportando material em canteiro de
obras, utiliza itinerário não habitual com rampa muito inclinada.
Desejando parar, pisa nos freios, que não respondem. O caminhão que
ele estava usando estava sobrecarregado, bate em um muro e ele fere a
cabeça.
a) Qual é o evento-topo?
b) Quais são as falhas?
c) As falhas se combinam ou se reforçam?
d) Quais são as combinações?
e) Comente as medidas que você, como Técnico de Segurança do
Trabalho, adotaria a partir deste acidente para que não fosse repetido.
Exercício

 Qual a importância do AAF para a análise da segurança nas


operações de processos?
 Qual o princípio do AAF?
 Quais as informações necessárias para a realização de um AAF de
operação de uma caldeira?
 Qual a metodologia do AAF?
 Quais as vantagens de uma análise por AAF?
 Crie um cenário e aplique um AAF em grupo de três participantes.