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DENDEZEIROS

Pedreiro Polivalente
DENDEZEIROS

Pedreiro
Polivalente

Salvador
2010
Copyright © 2010 por SENAI DR BA. Todos os direitos reservados

Área Tecnológica: Construção Civil

Elaboração: Gleice Maria de Araújo Ribeiro

Revisão Técnica: Gleice Maria de Araújo Ribeiro


Nádia M. B. Morais Costa
Ubirajara Lira G. Junior

Revisão Pedagógica: Lucia Maria Gonçalves

Normalização: Núcleo de Documentação e Informação - NDI

Ficha Catalográfica (Núcleo de Documentação e Informação - NDI)


______________________________________________________

SENAI - DR BA. Pedreiro Polivalente. Salvador, 2010. 176 f.: il. (Rev. 00).

1. Relações Interpessoais 2. Agregados Naturais 2. Fôrmas I. Título

CDD 624.1

_______________________________________________________

SENAI DENDEZEIROS
Av. Dendezeiros do Bonfim, 99
CEP: 40.415 - 006
Tel.: (71)3310-9974
Fax. (71)3314-9661
Site: www.fieb.org.br/senai
E-mail: sacsenai@fieb.org.br
Lista de Ilustração

Figura 1 - Agregados naturais..................................................................................................... 58


Figura 2 - Agregados artificiais................................................................................................... 58
Figura 3 - Malha ......................................................................................................................... 59
Figura 4 - Blocos cerâmicos........................................................................................................ 60
Figura 5 - Blocos de concreto..................................................................................................... 60
Figura 6 - Materiais..................................................................................................................... 61
Figura 7 - Concreto Armado........................................................................................................ 62
Figura 8 - Tração......................................................................................................................... 62
Figura 9 - Compressão............................................................................................................... 62
Figura 10 - Operários nivelando piso......................................................................................... 63
Figura 11 - Pedra de mão............................................................................................................ 64
Figura 12 - Barragem.................................................................................................................. 64
Figura 13 - Bainha...................................................................................................................... 64
Figura 14 - Compressão prévia na peça concretada................................................................. 64
Figura 15 - Vigas com concreto protendido................................................................................ 64
Figura 16 - Padiola...................................................................................................................... 66
Figura 17 - Operários virando o traço........................................................................................ 66
Figura 18 - Operários preparando o concreto............................................................................. 68
Figura 19 - Lançamento do concreto na forma........................................................................... 69
Figura 20 - Concreto adensado........................................................................................ 69
Figura 21 - Operário utilizando o vibrador................................................................................... 70
Figura 22 - Colher de pedreiro.................................................................................................... 72
Figura 23 - Colher meia cana...................................................................................................... 72
Figura 24 - Esquadro.................................................................................................................. 73
Figura 25 - Prumo de face.......................................................................................................... 73
Figura 26 - Prumo de centro....................................................................................................... 74
Figura 27 - Nível de bolha........................................................................................................... 74
Figura 28 - Nível de mangueira................................................................................................... 75
Figura 29 - Nível a laser.............................................................................................................. 75
Figura 30 - Nível Alemão............................................................................................................. 75
Figura 31 - Uso de escontilhão................................................................................................... 76
Figura 32 - Ponto de referência.................................................................................................. 79
Figura 33 - Gabarito.................................................................................................................... 79
Figura 34 - Marcação.................................................................................................................. 80
Figura 35 - Locação.................................................................................................................... 80
Figura 36 - Radier....................................................................................................................... 81
Figura 37 - Sapata corrida.......................................................................................................... 82
Figura 38 - Sapata isolada com viga baldrame........................................................................... 82
Figura 39 - Detalhe de sapata..................................................................................................... 82
Lista de Ilustração

Figura 40 - Estacas de concreto................................................................................................. 83


Figura 41 - Fundação profunda................................................................................................... 83
Figura 42 - Alvenaria de pedra.................................................................................................... 84
Figura 43 - Alvenaria de pedra.................................................................................................... 84
Figura 44 - Impermeabilização ................................................................................................... 85
Figura 45 - Pilar........................................................................................................................... 86
Figura 46 - Detalhe de verga ..................................................................................................... 86
Figura 47 - Detalhe de verga e contraverga......................................................... ..................... 86
Figura 48 - Formas para viga................................................................................................... 87
Figura 49 - Armadura da laje....................................................................................................... 88
Figura 50 - Instalações antes da concretagem........................................................................... 88
Figura 51 - Montagem da laje.................................................................................................... 88
Figura 52 - Montagem da laje com vigotas................................................................................ 89
Figura 53 - Detalhe da vigota e o concreto................................................................................ 90
Figura 54 - Operários executando a Montagem da laje.............................................................. 90
Figura 55 - Montagem da laje..................................................................................................... 91
Figura 56 - Operários concretando a laje................................................................................... 91
Figura 57 - Detalhe da montagem.............................................................................................. 91
Figura 58 - Alvenaria de tijolinho................................................................................................ 92
Figura 59 - Marcação com tijolo.................................................................................................. 92
Figura 60 - Ferramentas............................................................................................................. 93
Figura 61 - Colocação de argamassa......................................................................................... 93
Figura 62 - Assentamento do tijolinho......................................................................................... 93
Figura 63 - Nivelamento.............................................................................................................. 94
Figura 64 - Alinhamento............................................................................................................. 94
Figura 65 - Assentamento........................................................................................................... 94
Figura 66 - Colocação do prumo................................................................................................ 95
Figura 67 - Detalhe de cantos de alvenaria................................................................................ 95
Figura 68 - Bisnaga..................................................................................................................... 96
Figura 69 - Colher meia cana..................................................................................................... 96
Figura 70 - Paleta....................................................................................................................... 96
Figura 71 - Colher meia-cana..................................................................................................... 96
Figura 72 - Assentamento........................................................................................................... 97
Figura 73 - Alinhamento.............................................................................................................. 97
Figura 74 - Operário utilizando escantilhão................................................................................ 97
Figura 75 - Cavalete e plataforma para andaime........................................................................ 98
Figura 76 - Blocos cerâmicos...................................................................................................... 98
Figura 77 - Detalhes de paredes................................................................................................. 99
Lista de Ilustração

Figura 78 - Chapisco com colher................................................................................................ 100


Figura 79 - Chapisco com desempenadeira............................................................................... 101
Figura 80 - Chapisco no teto....................................................................................................... 101
Figura 81 - Chapisco rolado........................................................................................................ 102
Figura 82 - Chapisco argamassa ............................................................................................... 102
Figura 83 - Colocação de talisca................................................................................................. 103
Figura 84 - Colocação de talisca................................................................................................. 104
Figura 85 - Colocação de mestras.............................................................................................. 104
Figura 86 - Sarrafeamento.......................................................................................................... 105
Figura 87 - Desempeno no teto.................................................................................................. 105
Figura 88 - Execução de desempeno......................................................................................... 106
Sumário

Apresentação..........................................................................................................................7
1. Relações Interpessoais ......................................................................................................8
2. Educação Ambiental .........................................................................................................16
3. Higiene e Segurança do Trabalho ....................................................................................16
4. Qualidade, Produtividade e Racionalização .....................................................................20
5. Leitura e Interpretação de Projetos em Edificações .........................................................26
5.1 Conceitos Básicos......................................................................................................... 26
5.2 Tipos de projetos civis.....................................................................................................36
6. Estudos dos materiais...................................................................................................... 56
6.1 Aglomerantes ................................................................................................................ 56
6.2 Agregados .......................................................................................................................57
6.3 Tipos de bloco ................................................................................................................ 60
6.4 Água .............................................................................................................................. 61
6.5 Aditivos ........................................................................................................................... 61
6.6 Argamassa ..................................................................................................................... 61
6.7 Concreto.......................................................................................................................... 61
6.8 Traço .............................................................................................................................. 66
7. Ferramentas e equipamentos .......................................................................................... 72
8. Reconhecimento do solo ................................................................................................. 77
9. Locação ........................................................................................................................... 79
10. Marcação da obra ............................................................................................................80
11. Fundação .........................................................................................................................81
12. Elementos estruturais ......................................................................................................86
13. Alvenarias .........................................................................................................................92
14. Revestimentos............................................................................................................. 100
Referência ............................................................................................................................107
Glossário ............................................................................................................................ 108
APRESENTAÇÃO

Com o objetivo de apoiar e proporcionar a melhoria contínua do padrão de qualidade e


produtividade da indústria, o SENAI BA desenvolve programas de educação profissional e
superior, além de prestar serviços técnicos e tecnológicos. Essas atividades, com conteúdos
tecnológicos são direcionadas as indústrias nos diversos segmentos, através de programas de
educação profissional, consultorias e informação tecnológica, para profissionais da área industrial
ou para pessoas que desejam se profissionalizar, visando a sua inserção no mercado de trabalho.

Este material foi preparado para funcionar como instrumento de consulta.Possui informações que
são aplicáveis de forma prática no dia-a-dia do profissional, apresentando uma linguagem simples
e de fácil assimilação. Possibilita ao profissional da área de contrução civil a aquisição de
conhecimentos técnicos, normativos e práticos, contribuindo para a sua atuação profissional.

O mercado cada vez mais competitivo está exigindo empresas e profissionais com habilidades e
atitudes diferenciadas. Busca-se continuamente a qualidade em produtos e serviços. Os temas
aqui abordados constituem conteúdo relevante na formação profissional do Pedreiro. Leia,
estude, analise, tenha como objetivos compartilhar conhecimentos e ser um bom profissional.
1 RELAÇÕES INTERPESSOAIS

1.1 O QUE VEM A SER RELAÇÕES INTERPESSOAIS?

Podemos conceituar Relações interpessoais como uma disposição interior, uma aceitação
do outro que transparece no modo de falar, de olhar, na postura e, sobretudo, na forma de
agir adequadamente.
Relações interpessoais são trocas, comunicações e contatos entre pessoas. Uns
interagindo com os outros nas mais diferentes situações que fazem parte da existência
humana.

O que envolvem?

• Pessoas
• Circunstâncias pessoais, culturais, sociais e econômicas
• Tempo
• Espaço e movimento

A base para a melhoria das relações interpessoais é a compreensão de que cada pessoa tem
uma personalidade própria, que precisa ser respeitada e que cada um traz consigo
ecessidades sociais, materiais e psicológicas que precisam ser satisfeitas, e que influenciam o
seu comportamento.

1.2 DIFERENÇAS INDIVIDUAIS

Conceito:

Diferenças individuais são as diferentes formas pelas quais o indivíduo se distingue nas ações:
agir, pensar, sentir, perceber e reagir.

Fatores que tornam as pessoas diferentes:

• Aspecto físico
• Intelectuais
• Emocionais
• Sociais
• Sistema de valores

Fatores que determinam as diferenças individuais:

• Herança biológica
• Ambiente em que se vive

A base para um bom relacionamento é compreender que cada pessoa, inclusive você, tem
uma personalidade própria, que reage diferentemente nas situações da vida e que precisa ser
respeitada.

8
1.3 COMUNICAÇÃO

Conceito:
É o processo que consiste em transmitir e receber uma mensagem, com a finalidade de
afetar o comportamento das pessoas.

Fatores necessários à comunicação:

• Emissor é a pessoa que emite a mensagem


• Receptor é a pessoa que recebe a mensagem
• Referencial é o objeto da mensagem
• Canal é o meio da comunicação pela qual a mensagem é transmitida
• Código é o sistema de sinais convencionais

O essencial para uma boa comunicação:

• Sempre que possível fale direto com a pessoa;


• Saiba ouvir, aceite críticas e opiniões dos colegas;
• Trate as pessoas pelo nome, evite apelidos;
• Olhe para a pessoa enquanto ela fala;
• Procure usar palavras que todos entendam;
• Use palavras adequadas para transmitir sua idéia

1.4 LIDERANÇA

O que é um líder?

É todo indivíduo que exerce influência junto às pessoas, utilizando-se do processo de


comunicação para a consecução de objetivos.

Características do líder:
• Postura democrática;
• Entusiasmo pelo trabalho em equipe;
• Habilidade em transmitir confiança;
• Competência técnica;
• Controle emocional.

Estilo de liderança:

• Autoritário – toma as decisões sem consultar ou ouvir seus colaboradores.


• Laissez-faire – deixa o grupo trabalhar sozinho, sem cobrança, sem estabelecer prazo e
limites.
• Democrático ou participativo – envolve o grupo na maioria das decisões. Todos se sentem
responsáveis pelas decisões tomadas.

9
1.5 TRABALHO EM EQUIPE

O trabalho em equipe é um fenômeno social que influência o ambiente e a qualidade das


interações humanas.
O trabalho em equipe tem como imperativo a existência de um “código de ética”, através do
qual as pessoas conquistam espaço para participar e discordar, sem que isso gere conflitos
pessoais.
Fundamentalmente, significa comprometimento com a verdade, nas palavras e ações.

O que são equipes?

Equipes são grupos que, compreendendo seus objetivos, estão engajadas em alcançá-los de
forma compartilhada. Desenvolvem um espírito corporativo, onde as opiniões divergentes são
estimuladas e fortalecem os grupos. Assumem-se riscos. As habilidades complementares dos
membros possibilitam alcançar resultados, os objetivos compartilhados determinam seu
propósito e direção. Respeito, mente aberta e cooperação.

Quando um grupo se transforma em equipe?

Um grupo se transforma em equipe, quando passa a prestar atenção na sua própria forma de
operar e procura resolver os problemas que afetam o seu funcionamento.

E os conflitos?

O conflito interpessoal é inerente à vida do grupo, a trajetória do grupo pode ser entendida
como uma sucessão de conflitos, os quais se bem administrados podem ser considerados
como uma oportunidade de mudança/crescimento.

Funções positivas do conflito:

• Rompe o equilíbrio da rotina;


• Desafia a acomodação de idéias e posições;
• Aguça a percepção e raciocínio.
• Excita a imaginação;
• Estimula a criatividade para soluções originais.

10
2. EDUCAÇÃO AMBIENTAL

2.1 CONCEITOS

Educação Ambiental é uma forma de educar para desenvolver a consciência ambiental.

A que se refere esta consciência ambiental?

A maneira de relacionar nossas atitudes e nosso aprendizado ao meio ambiente.

É desta forma que perceberemos que tudo o que fazemos interfere no meio ambiente, desde o
que comemos, o que vestimos, onde moramos, como nos relacionamos com plantas, animais,
com os outros; e o quanto somos dependentes dele.

Definir EDUCAÇÃO AMBIENTAL é falar sobre EDUCAÇÂO, dando-lhe uma nova dimensão:
a AMBIENTAL.

Contextualizada e adaptada à realidade interdisciplinar, vinculada aos temas ambientais locais


e Globais.

Todos fazemos parte do Meio Ambiente.


Há uma ligação em tudo. Todos
somos responsáveis pela construção
de um mundo socialmente justo e ecologicamente
Equilibrado.

E o que é ambiente?

O ambiente é a totalidade do planeta e os elementos que o compõem: físicos, químicos e


biológicos, tanto os naturais quanto os artificiais, tanto os orgânicos quanto os inorgânicos, nos
distintos níveis de sua evolução, até o homem e suas formas de organização na sociedade, no
qual a rede de inter-relações existentes entre estes elementos se encontra em estreita
dependência e influência recíprocas.
Este novo enfoque busca a consciência crítica que permita o entendimento e a intervenção de
todos os setores da sociedade, encorajando o surgimento de um novo modelo de sociedade, a
que muitos pesquisadores denominam: SOCIEDADE SUSTENTÁVEL, na qual a preservação
dos recursos naturais seja compatível com o bem-estar sócio-econômico da população.

Destacamos algumas definições formuladas em alguns eventos já realizados. Estes conceitos


são referências na prática e no fazer educação ambiental em nível mundial e no Brasil.

11
Marcos Conceituais

I CONFERÊNCIA INTERGOVERNAMENTAL SOBRE EDUCAÇÃO


AMBIENTAL TBILISI, Georgia (ex URSS)

• Educação Ambiental foi definida como uma dimensão dada ao conteúdo e prática da
educação, orientada para a solução dos problemas concretos do meio ambiente,
através de enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de
cada indivíduo e da coletividade.

• Educação Ambiental é um processo de formação e informação, orientado para o


desenvolvimento da consciência crítica sobre as questões ambientais e de atividades
que levem à participação das comunidades na preservação do equilíbrio ambiental.

ECO - 92 - COMISSÃO INTERMUNISTERIAL NA PREPARAÇÃO DA


ECO - 92

A Educação Ambiental se caracteriza por incorporar as dimensões sócio-econômica,


política, cultural e histórica, não podendo se basear em pautas rígidas e de aplicação
universal, devendo considerar as condições e estágios de cada país, região e
comunidade, sob uma perspectiva histórica.

Assim sendo, a Educação Ambiental deve permitir a compreesão da natureza complexa


do meio ambiente, com vistas a utilizar racionalmente os recursos do meio na satisfação
material e espiritual da sociedade, no presente futuro.

12
2.2 COMO SURGIU A EVOLUÇÃO AMBIENTAL?

As décadas de 60, 70 e 80, foram marcadas por fortes impactos nas relações do homem com a
natureza.
Milhares de hectares de florestas são derrubados, bilhões investidos em armamentos,
produtos tóxicos sendo usados indiscriminadamente, erosão do solo crescente em todos os
países, a poluição do ar provocando doenças, mortes e comprometendo a temperatura e o
clima do planeta.
Nos países pobres, o índice de mortalidade cresce a cada dia, esgotos correm a céu aberto, a
quantidade de lixo é assustadora, os mananciais hídricos estão em estado de degradação, a
fauna é ameaçada e indústrias pesadas e poluidoras continuam se consolidando em escala
Crescente.

Esses cenários foram os alarmes que


soaram em nível mundial nos meados
dos anos 60, chamando a atenção do
mundo para a exaustão dos recursos
naturais e fontes de energia, e que
alertam para o cmprometimento da
vida em sociedade.

Desta constatação, vários eventos marcaram o surgimento e a evolução da Educação


Ambiental no mundo e no Brasil.
Ao constatar esse cenário, o homem, através de suas organizações governamentais e não
governamentais, nas diversas áreas do conhecimento, inicia a concepção de um modelo de
desenvolvimento sustentado, pautado de forma equilibrada nos parâmetros ecológico e sócio
econômico.

2.3 O MEIO AMBIENTE

É o conjunto de condições, leis, influências, alterações e interações de ordem física, química e


biológica, que permite, abrigar e reger a vida em todas as suas formas (art. 3o, I, da Lei 6.938,
de 31.8.81).
Com base na Constituição Federal de 1988, passou-se a entender, também, que o meio
ambiente divide-se em físico ou natural, cultural, artificial e do trabalho.

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Meio ambiente natural

Formado pelo solo, a água, o ar, flora , fauna e todos os demais elementos naturais
responsáveis pelo equilíbrio dinâmico entre os seres vivos e o meio em que vivem (art.225, cap
da CF).

Meio ambiente cultural

Aquele composto pelo patrimônio histórico, artístico, arqueológico, paisagístico, turístico,


científico e pelas sínteses culturais que integram o universo das práticas sociais das relações
de intercâmbio entre homem e natureza (art.215 e 216 da CF).

Meio ambiente artificial

É o constituído pelo conjunto e edificações, equipamentos, rodovias e demais elementos que


formam o espaço urbano construído (art. 21, XX, 182 e segs., art. 225 CF).

Meio ambiente do trabalho

É o integrado pelo conjunto de bens, instrumentos e meios, de natureza material e imaterial,


em face dos quais o ser humano exerce as atividades laborais (art.200, VIII CF).

2.4 IMPACTOS AMBIENTAIS

O comprometimento do ambiente já existe há algum tempo, embora fosse restrito a algumas


áreas, porém com o aumento dos resíduos provenientes da industrialização, mostram que a
contaminação ambiental se converteu num problema bem mais amplo, de caráter
internacional ou até mesmo planetário.
Impactos ambientais decorrentes de atividades antrópicas podem ocorrer no ar, na água e no
solo:

Poluição do ar

Presença ou lançamento no ambiente atmosférico de substâncias em concentrações sufi-


cientes para interferir direta ou indiretamente na saúde, segurança e bem estar do homem, ou
no pleno uso de suas propriedades.

Poluição na água

A poluição da água indica um ou mais de seus usos foram prejudicados, podendo atingir o
homem de forma direta, pois ela é usada por este para ser bebida, para tomar banho, para
lavar roupas e utensílios e, principalmente, para a sua alimentação e dos animais domésticos.
Exemplos: os resíduos gerados pelas indústrias; resíduos gerados pelas cidades, como o
lixo e produtos tóxicos são carregados para os rios com a ajuda das chuvas.

Poluição na no solo

A poluição do solo tem como principal causa o uso de produtos químicos na agricultura
chamados agrotóxicos. Eles são usados para destruir pragas e até ajudam na produção, mas
causam muitos danos ao meio ambiente, alterando o equilíbrio do solo e contaminando os
animais através das cadeias alimentares. 14
2.5 COMO A CONSTRUÇÃO CIVIL PODE CONTRIBUIR!!!!

Mudanças de alguns atitudes podem ajudar na preservação do planeta, a maneira mais


fácil de se cuidar do meio ambiente é ter como ferramenta a pratica dos 3R’s:
- Reduzir; Reutilizar e Reciclar

REDUZIR

Significa gerar menos resíduos e evitar desperdícios. Como fazer isso?


• Fazendo o seu trabalho bem feito da primeira vez;
• Utilizando a quantidade certa de materiais;
• Transportando os materiais corretamente;
• E, não desperdiçando.

Observação:
• A produção de areia causa degradação do solo, dos rios, das plantas e animais da área
da jazida;
• O ar é poluído devido aos gases e poeira gerados na fabricação do aço e o solo
também sofre com a deposição de resíduos sólidos;
• A produção de madeira causa desmatamento, polui o solo e água com os restos de
cola e da limpeza das máquinas e polui o ar com poeira produzida quando cortada;
• Cimento, cal e gesso quando produzidos causam poluição do ar com poeira e gases
tóxicos que vêm da trituração e queima da matéria prima, a água é poluída com o
material que sai da indústria e é jogado nos rios;
• Na produção de blocos cerâmicos a indústria polui o ar com gases tóxicos vindos da
queima e o consumo de lenha causa o desmatamento da vegetação.
Com a melhor utilização, menos materiais serão produzidos e estará ajudando a diminuir a
poluição do ar, do solo e da água, conservando a natureza.

RECICLAR

Com os resíduos gerados no processo produtivo que sobram, pode-se praticar o segundo R.
– Reciclar, que transforma materiais usados em novos. Ao reciclar evita-se que os
resíduos, chamados entulho, sejam jogados na natureza.
• Restos de argamassa, concreto e tijolos podem ser moídos e utilizados como
agregado;
• Os metais podem ser derretidos e novamente moldados, gerando novas peças;
• O vidro pode ser moído e fundido, sendo transformado em novos produtos;
• As embalagens de papel e papelão são utilizados para fabricação de papel reciclado;
• As embalagens de plásticos podem ser trituradas e derretidas e transformadas em
novos produtos;
• A madeira pode ser reutilizada na fabricação de aglomerados.

REUTILIZAR

Podemos reutilizar muitos materiais além das formas e pregos, como as louças sanitárias, as
ferragens das portas, banheiros e cozinhas, isso impede que eles sejam jogados na natureza e
em depósitos de lixo, e isso também é economia, pois é muito mais barato reutilizar, que
fabricar ou comprar um novo.

15
3 HIGIENE E SEGURANÇA DO TRABALHO

3.1 CONCEITO DA HIGIENE DO TRABALHO

A higiene estuda os meios que condicionam e mantem a saúde (manter sadio o indivíduo
sadio). O que se entende por saúde? Não é fácil emitir um conceito exato. A OMS (Organização
Mundial de Saúde) recomenda a seguinte definição: é um estado de completo bem-estar
físico, mental e social, e não apenas a ausência de doença ou de enfermidade”.

HIGIENE INDIVIDUAL

É uma das divisões da higiene, que se ocupa dos hábitos higiênicos das pessoas, objetivando
a preservação da saúde. O asseio corporal, além de evitar uma série de moléstia, evita
também a contaminação dos produtos manipulados.

ORDEM E LIMPEZA NO LOCAL DE TRABALHO

As regras básicas de ordem e limpeza têm como objetivo auxiliá-lo a se proteger contra
acidentes e, ao mesmo tempo, estabelecer uma disciplina de segurança da qual deve resultar
um ambiente onde todos possam desenvolver suas atividades com harmonia, tranqüilidade,
ordem e limpeza, que são condições essenciais para o seu bem estar no trabalho.

Ordem e Limpeza são as primeiras medidas de segurança do trabalho para evitar acidentes.
A higiene pessoal não deve ser esquecida. Cuide sempre de sua higiene pessoal, evitando
assim, contaminações que possam ser prejudiciais à saúde.

• O melhor é conservar limpo o local de trabalho.


• Lugar limpo não é aquele que mais se limpa, e sim aquele que menos se suja.
• A manutenção dos EPI’s é de sua responsabilidade, não junte os EPI’s com as ferra-
mentas de trabalho.
• O EPI ameniza a lesão, mais o acidente pode ocorrer, a não utilização do EPI, resulta
em lesões serias e até fatais.
• Comunique qualquer anormalidade ao seu superior.

HIGIENE NOS LOCAIS DE TRABALHO

Esses lugares e suas dependências devem ser conservados sempre em boas condições de
limpeza. A limpeza deve ser feita diariamente, fora do horário de trabalho e por meios
mecânicos (vácuo) ou com o mínimo de levantamento de poeiras. O lixo, resíduos industriais e
outros detritos devem ser removidos, diariamente, em recipientes fechados. Caso haja
interesse rentável, poderá ser feita a industrialização do lixo.

16
3.2 SEGURANÇA DO TRABALHO

Dentro do enfoque da prevenção, a maioria dos acidentes pode e deve ser evitada, pois não
acontece por obra do acaso: os acidentes são previsíveis.

Todo acidente tem causa definida, por mais imprevisível que possa parecer. Os acidentes, de
maneira geral, são resultado de uma combinação de causas, entre elas a falha humana e a
falha material.

Os acidentes que afetam e prejudicam o desempenho global da empresa não acontecem por
acontecer. São sempre causados e, portanto, a causa dos acidentes pode ser pré determinada
e controlada.

• Pessoas
• Equipamentos
• Material
• Ambiente

Estes quatro elementos devem inter-atuar corretamente, mas às vezes falham e daí surgem os
acidentes.

Um ato ou condição abaixo dos padrões (também chamados de atos ou condições inseguros)
é um desvio do padrão aceito como seguro. Pode envolver tanto os atos das pessoas, como as
condições das máquinas, equipamentos e meio ambiente que, na verdade, incluem a ação
humana.

Definições:

“Ato inseguro”

É a violação de um procedimento de segurança aceito, que pode ocasionar um acidente.

“Condição insegura”

É uma condição ou circunstância física perigosa em equipamentos, instalações, máquinas e


ferramentas que pode ocasionar acidente.

Daí o termo “ Ato inseguro “ ( pode vir tanto da parte de terceiros como da própria pessoa
imprudente ). Dentre esses fatores pode-se mencionar:

• falta de treinamento na tarefa;


• falta de treinamento em segurança no trabalho;
• falta de conscientização;
• local, máquina ou equipamento em condições inseguras, onde o trabalhador é
obrigado a realizar suas tarefas.

17
As causas do ato inseguro são:

• Inadaptação entre homem e função (não apresentar aptidões necessárias para o


exercício da função).
• Desconhecimento dos riscos da função e/ou da forma de evitá-los ( é comum um
operário praticar atos inseguros, simplesmente por não saber outra forma de realizar a
operação ou mesmo por desconhecer os riscos a que está se expondo. Trata-se de uma
exposição inconsciente do risco ).
• Ato inseguro pode ser sinal de desajustamento (característica de personalidade,
incluemse problemas de relacionamento com chefi a e/ou colegas), política salarial,
promocional imprópria etc.

Condições inseguras:

• Na construção e instalação em que se localiza a empresa: áreas insuficientes, pisos


irregulares, excesso de ruído e trepidações, falta de ordem e de limpeza, instalações elétricas
inadequadas ou com defeitos e falta de sinalização;
• Na maquinaria: localização imprópria das máquinas, falta de proteção em parte
móveis e pontos de agarramento, máquinas defeituosas;
• Na proteção do trabalhador: proteção insuficiente, inadequada ou ausente, roupas
não adequadas, equipamentos de proteção defeituosos, etc.

Atos inseguros por:

• Estarem desavisados de que o praticam erroneamente;


• Não considerarem as instruções importantes;
• Não entenderem as instruções que forem dadas;
• Não serem dadas as instruções específicas;
• Acharem incômodo seguir as instruções.

CONCEITO LEGAL – LEI 8.213/91 ART. 19° DA CLT

ACIDENTE DO TRABALHO – CONCEITO

É aquele que ocorre pelo exercício do trabalho, provocando lesão corporal ou perturbação
funcional que cause a morte, ou perda, ou redução permanente, ou temporária da capacidade
laborativa.

CASO DE EQUIPARAÇÃO – EXTENSÃO DO CONCEITO

Doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício do


trabalho peculiar a determinado ramo de atividade e constante da catalogação organizada
pelo Ministério da Previdência e Assistência Social, de que trata o Anexo II do Decreto de n°
611/92.

Os fatores que resultam em um Acidente do Trabalho são inúmeros, contudo são classificados
em duas categorias básicas, que facilitam a identificação dos problemas e situações que
provocam os acidentes dentro das empresas. São os Atos e Condições inseguros que estão
sempre presentes no ambiente de trabalho.

18
• O ACIDENTE SOFRIDO PELO SEGURADO NO LOCAL E NO HORÁRIO DE TRABALHO,
EM CONSEQÜÊNCIA DE :

a) ato de agressão, sabotagem ou terrorismo praticado por terceiros ou companheiro


de trabalho;
b) ofensa física intencional, inclusive de terceiros por motivo de disputa relacionada
com trabalho;
c) ato de imprudência, de negligência ou de imperícia de terceiros, ou companheiro de
trabalho;
d) ato de pessoa privada de uso da razão;
e) desabamento, inundação, incêndio e outros casos fortuitos decorrentes de força
maior.

• O ACIDENTE SOFRIDO, AINDA QUE FORA DO LOCAL E HORÁRIO DE TRABALHO:

a) na execução de ordem ou na realização de serviços sob a autoridade da empresa;


b) na prestação espontânea de qualquer serviço à empresa, para lhe evitar prejuízo ou
proporcionar proventos;
c) em viagem a serviço da empresa, inclusive para estudo, quando financiada por esta,
dentro dos seus planos para melhorar a capacidade de mão de obra, independente do
meio de locomoção utilizado, inclusive veículo propriedade do segurado;
D) no percurso da residência para o local do trabalho.

19
4 QUALIDADE E PRODUTIVIDADE

4.1 CONCEITOS SOBRE QUALIDADE E PRODUTIVIDADE

“O trabalhador deve trabalhar sem esforço físico, em condições de segurança,


produzindo mais, com qualidade e sem desperdícios”.

O HOMEM é o grande agente da PRODUTIVIDADE. Tudo se faz através do homem e para


ele.

As principais atitudes produtivas “sobre” o HOMEM, que nós podemos citar são:

• Comunicação
• Princípios
• Motivação
• Formação
• Liderança
• Planejamento
• Delegação
• Busca da qualidade

Destaco a busca da qualidade, pois está ligada diretamente a produtividade e esta estimula
toda as outras na busca de mais PRODUTIVIDADE.
Todo empresário conhece a importância da PRODUTIVIDADE em qualquer trabalho. A
crescente competitividade do mercado indica o aumento da PRODUTIVIDADE nas atividades
industriais, quaisquer que sejam elas, como único meio para que se mantenham as margens
de rentabilidade sem aumentar preços.

Porém, a PRODUTIVIDADE não aparece como por encanto. Ela é conseqüência de um


processo, que só será completo a partir de três pontos importantes:

• CONSCIENTIZAÇÃO
• COMPROMISSO
• ATITUDE

Deste modo, a PRODUTIVIDADE verdadeira e permanente decorre de atitudes produtivas


que, mesmo reconhecidamente necessárias, não são tomadas no dia-a-dia.

Qualidade - É conformidade aos requisitos especifi cados ou combinados com o cliente.


Portanto, não há qualidade boa ou má, elevada ou deficiente. Se um produto atende ao que foi
especificado ou combinado com o cliente, diz-se que é de “Qualidade”. Se não atende, não é
de “Qualidade”.

Qualidade e Produtividade - O trabalhador deverá procurar agir certo da primeira vez e


produzir a maior quantidade possível, observando a qualidade especificada e dentro do prazo
esperado.

A Produtividade está relacionada ao tempo, isto é, ao tempo gasto para fazer um serviço, na
execução do trabalho podemos dividir o tempo em produtivo e não produtivo.

20
TEMPO PRODUTIVO É O TEMPO GASTO PARA TRANSFORMAR a MATÉRIA PRIMA EM
PRODUTO A SER ENTREGUE AO CLIENTE. De uma forma mais simples, podemos dizer que
é o tempo gasto para fazer aquilo que o cliente quer.

TEMPO NÃO-PRODUTIVO É O TEMPO GASTO NAS ATIVIDADES QUE NÃO


TRANSFORMAM O PRODUTO A SER ENTREGUE AO CLIENTE. Simplificando, é o tempo
gasto para fazer aquilo que o cliente não quer.

Evidentemente, que utilizando este conceito vamos encontrar inúmeros tempos que são
necessários e que não são gastos para transformar matéria prima em produto. É o caso do
tempo gasto no transporte, na execução dos barracões, na confecção da forma de madeira,
etc. Estes são chamados de TEMPOS DE APOIO.

Também existem tempos que não são necessários nem são produtivos. São os TEMPOS
MORTOS. Um exemplo típico é o tempo gasto com o retrabalho. Estes tempos devem ser
eliminados.

4.2 RACIONALIZAÇÃO NA CONSTRUÇÃO


A racionalização da construção tem como objetivo a otimização do processo de construção
(aumento de produtividade, rentabilidade e qualidade) através da aplicação de alguns
princípios de economia. De acordo com Gehbauer (2004) a racionalização pode ser definida
como sendo um “estudo do sistema de produção estabelecido com base na realidade, com o
objetivo de definir melhorias”.

A racionalização visa principalmente:


• melhorar as inter-relações: homem – homem e homem – máquina;
• melhorar o fluxo de materiais e produtos;
• melhorar o fluxo de informações,e
• melhorar a organização do processo de produção.

É importante desmistificar a idéia de que para que aconteça a racionalização dos processos é
necessário um grande investimento financeiro por parte da organização, com a introdução de
novas tecnologias construtivas ou implementação de novos equipamentos no canteiro. A
racionalização, muitas vezes, acontece com ações simples, com pequenas alterações na
rotina de trabalho dos operários que produzirão frutos no tocante a melhoria do processo
construtivo, economia de tempo, material e mão-de-obra, além de se evitar muitas vezes, a
geração de resíduos.

Nas obras, uma grande fonte de possibilidades de racionalização é a ocorrência permanente


de “retrabalho” causadas por erros e defeitos, além de execução incompleta de trabalho que
ocorre em muitas obras, causando um aumento exagerado nos custos para sua conclusão.
Esta execução incompleta, ou seja, a falta de terminalidade na execução dos serviços, muitas
vezes é causada por um planejamento inadequado que também propicia a falta de materiais
necessários no momento da execução.

Outra causa da alta incidência de retrabalho nas obras está relacionado ao repetido manuseio
de materiais que chegam às obras antes do prazo previsto para sua aplicação ou “antes do
planejado”.

21
Para que o processo de racionalização surta efeito e se instale de forma permanente na
empresa é necessário que o estímulo venha a partir dos níveis mais altos da organização
através, por exemplo, da possibilidade de participação dos empregados na rentabilidade
melhorada.

Para refletir

Objetivos imediatos da racionalização:

• Aumento de produtividade;
• Redução de desperdícios, incluindo a geração de resíduos.

Objetivos principais a longo prazo:

• Sobrevivência no mercado;
• Mais lucro;
• Melhores condições para os operários.

Em suma, a racionalização proporciona à empresa redução significativa dos tempos e custos


das tarefas e o conseqüente aumento de produtividade e qualidade.

4.3 O 5S COMO FERRAMENTA DE TRABALHO.

É um processo EDUCATIVO que tem como fi nalidade otimizar a qualidade de vida no trabalho,
integrando os participantes quanto a valores e atitudes sobre ORGANIZAÇÃO, LIMPEZA e
HIGIENE, criando um embasamento adequado para o exercício da Qualidade Total.

O método mostra o caminho prático é a implantação dos 5Ss, cinco passos integrados, que
buscam fortalecer 5 Sensos, formando um todo único e simples que nos ajudam a encarar o
ambiente de trabalho de uma maneira totalmente nova.

A denominação “5S” é devido as cinco palavras iniciadas pela letra “S”, quando pronunciadas
em japonês, que desenvolveram esta técnica com finalidade de aumentar a produtividade e o
conforto das pessoas no seu ambiente de trabalho.

• SEIRI – Organização;
• SEITON – Ordem;
• SEISO – Limpeza;
• SEIKETSU – Padronização/Asseio;
• SHITSUKE – Disciplina.

“Senso” refere-se à habilidade de apreciar ou compreender um fato.


O maior objetivo do 5S é servir como instrumento de crescimento do ser humano.

22
SELEÇÃO=SEIRI

* Selecione os itens/objetos necessários e os desnecessários


e livre-se dos desnecessários.
* Mantenha somente os itens/objetos necessários em seu local
de trabalho.

• SEIRI - Organização

A organização ou seleção, utilização, classificação de materiais, equipamentos ou


ferramentas no local de trabalho, para manter somente o que é útil, gerando o descarte de
coisas não necessárias.

Aplica-se a todos os aspectos do ambiente do trabalho: mesas, gavetas, armários, discos de


computadores, etc.

Benefícios do SEIRI

• Elimina desperdícios;
• Eliminação do excesso de materiais e objetos;
• Maior disponibilidade de espaços;
• Diminui tempo de procura;
• Motiva outras áreas da empresa – Motivação.

ORDENAÇÃO=SEITON

* Tudo deve ser colocado em local adequado.


* Tudo deve ser ordenado, de maneira que o uso seja facilitado.
* A localização de qualquer item deve ser imediata, sem perda
de tempo.

• SEITON - Ordem

A ordem, arrumação ou sistematização, ordenação, deixa cada coisa em seu lugar para pronto
uso. Consiste em arrumar os itens de forma funcional, defi nindo um novo layout que possibilite
acessar e localizar de forma rápida e fácil, materiais e objetos.

Benefícios do SEITON

• Utilização mais racional do espaço;


• Economia de tempo;
• Melhoria do processo de comunicação;
• É uma forma de inspeção.

23
LIMPEZA=SEISO

* Mantenha limpa o seu local de trabalho, facilitando a localização de documentos e


a identifi cação de problemas nas máquinas/equipamentos.
* Elimine todo o lixo e sujeira do seu local de trabalho.
• SEISO - Limpeza

A limpeza ou inspeção, zelo, mantém tudo sempre limpo. Limpeza é a forma de inspeção, pois
possibilita a identificação de defeitos, peças quebradas, vazamentos, etc. O local de trabalho
deve ser dividido em áreas de responsabilidade, onde cada um deve cuidar da sua área.

Benefícios do SEISO

• Conserva o ambiente;
• Eliminar desperdício;
• Satisfação no trabalho;
• Conserva máquinas e equipamentos;
• Prevenção de acidentes.

HIGIENE=SEIKETSU

* Mantenha os “3(s)”(Seleção, Ordenação e Limpeza).


* Mantenha um corpo são em uma mente sã. Livre-se de preconceitos contra idéias e
pessoas.
* Esteja sempre consciente da necessidade de melhorar, continuadamente, as
condiçõesde higiene.
* Contribua para manter os ambientes de uso comum em boas condições de uso
(vestiários, sanitários, bebedouros, etc.)

• SEIKETSU – Padronização/Asseio;

A padronização ou ambientação, higiene, conservação, asseio, mantém o estado da limpeza.


A padronização inclui outras considerações, tais como: cores, formas, iluminação, ventilação,
calor, vestuário, higiene pessoal e tudo o que causar uma impressão de limpeza. A
padronização busca então manter os três primeiros Ss (organização, arrumação e limpeza) de
forma contínua.

Benefícios do SEIKETSU

• Satisfação no trabalho;
• Prevenção de doenças;
• Prevenção de acidentes;
• Combate à poluição;
• Preservação do Meio ambiente;
• Eliminação do stress pessoal;
• Defi nir responsabilidades.

24
A U T O D I S C I P LI N A = SHITSUKE

* É necessário que todos pratiquem os “4(S)” continuadamente.


* Para manter a auto-disciplina é necessário praticar e repetir até que os conceitos
sejam
incorporados e se transformem em filosofia de vida. Esta persistência ou constância
de propósitos é a essência do conceito de auto disciplina. É a prática diária dos
“4(s)”,
somada ao acatamento de todas as normas da empresa.

• SHITSUKE – Disciplina;

A disciplina ou autodisciplina, educação, harmonia, que é a arte de fazer as coisas certas, de


formanatural e cotidiana. A disciplina é a base de uma civilização e o mínimo para que a
sociedade funcione em harmonia.

Benefícios do SHITSUKE

• Satisfação no trabalho;
• Criação de novos hábitos;
• Padronização;
• Local de trabalho seguro e saudável;
• Aumenta a produtividade;
• Consolidação do trabalho em equipe

A implantação do 5S nas empresas contribui para a melhoria da qualidade no setor de trabalho.


A sua manutenção é muito importante para a conservação de locais mais organizados, limpos,
mais produtivo, e com funcionários satisfeitos e orgulhosos.

25
5 LEITURA E INTERPRETAÇÃO DE PROJETOS

Planta baixa! Corte!


Fachada! O que significa???

Para construir, o pedreiro precisa ler e interpretar projetos que envolvem uma edificação.
Estes projetos são concebidos antes de qualquer atividade de campo, de forma que todos os
detalhes construtivos possam ser visualizados e planejados durante a obra, daí a
necessidade dos profissionais envolvidos terem o cnhecimento sobre noções básicas de
leitura e interpretação de projetos, a partir dos conceitos básicos a seguir:

Polígono é a figura geométrica plana


constituída por linhas consecutivas
Formando uma poligonal fechada.
(Januário, 2006)

26
A=b.h

P=2(b+h)

A=l²

P=4.l
d=l 2

A=(B+b).h
2

A=b.h
A=D.d
2

27
A=b.h
2

A=¶r²

C=2¶.r =¶.D
Sendo
¶=3,14

A=P.a
2

P= n×l
Sendo
P= perímetro
M= mediatriz do lado
O= origem do círculo

28
5

29
30
31
32
5

33
FORMATO DIMENSÃO EM MILÍMETROS

A-4 0210x297

A-3 0420x297

A-2 0594x420

A-1 0841x594

A-0 1188x841

34
5

35
5

Arquitetônico

36
37
38
39
40
41
42
43
44
45
46
47
48
49
50
51
52
53
54
Com o projeto em mãos, o
próximo passo é conhecermos os
materiais utilizados na construção
civil.

55
6 ESTUDOS DOS MATERIAIS

6.1 AGLOMERANTES
O primeiro aglomerante utilizado pelo homem foi provavelmente a argila. Na bíblia são encontradas
citações do uso de argila nas construções (assírios e caldeus). Na antiga Grécia, a aplicação mais
simples de aglomerantes fez-se em paredes de tijolos.

Tipos de aglomerantes: Cimento portland, Gesso , Cal aérea, Cal hidratada natural e pozolonas.

Abaixo trataremos sobre alguns aglomerantes importantes e necessários para a realização de


atividades na construção civil.

Cimento Portland
O cimento pode ser definido como um pó fino, com propriedades aglomerantes, aglutinantes ou
ligantes, que endurece sob a ação de água.
O cimento Portland é composto por: calcário + argila = clínquer + gesso = cimento portland.

Cimento Portland, - referência a


Portlandstone, tipo de pedra arenosa
muito usada em construção na região
de Portland, Inglaterra.

Obs.: O gesso é adicionado no final do processo de fabricação do cimento. Sua principal função é
regular o tempo de pega quando das reações de hidratação do cimento.

No mercado existem os seguintes tipos de cimento que estão divididos conforme sua composição e
características. Ver tabela 1.

TIPO CLASSE
CPI – Cimento Portland comum 25,32 ou 40
CP I S - Cimento Portland comum com adição 25,32 ou 40
CP II E - Cimento Portland com escória 25,32 ou 40
CP II Z - Cimento Portland composto com 25,32 ou 40
pozolana
CP II F - Cimento Portland composto com filer 25,32 ou 40
CP III - Cimento Portland de alto-forno 25,32 ou 40
CPIV- Cimento Portland Pozolânico 25 ou 32
CP V – ARI** - Cimento Portland de alta resistência -
inicial
Tabela 1- Tipos de cimento

56
Dicas para recebimento e armazenamento do cimento.
Ao receber e armazenar o cimento, você deve adotar os seguintes
cuidados.
· Não receber cimento empedrado
= Rejeitar os sacos de cimento que estejam abertos ou rasgados
= Não aceitar sacos de cimento úmidos ou molhados;
= Quando estocar não empilhe mais de 10 sacos de cimento
= No depósito, não deixe que os sacos de cimento encostem-se
ao teto ou nas paredes.

57
Exemplo de agregados naturais: areia de rio, pedras, pedregulhos, areia de mina, seixo
rolado, etc. Area de mina
Area de rio

Pedras Seixo rolado


Pedregulhos

Figura 1 - Agregados naturais

Os agregados artificiais são encontrados na natureza, mas passam por um processo de


industrialização

1) 2) 3)

Areia artificial Brita Argila expandida

Figura 2 - Agregados artificiais

Entende-se por granulometria a caracterização


dos tamanhos dos agregados.

58
4,8 mm

4,8 mm
Figura 3 - Malha

( material de preenchimento) -

DIÂMETRO CLASSIFICAÇÃO
4,8 a 9,5 mm Brita 0
9,5 a 19 mm Brita 1
19 a 25 mm Brita 2
25 a 38 mm Brita 3
38 a 76 mm Brita 4
Tabela 2 Classificação das Britas

59
6.3 TIPOS DE BLOCO

O bloco pode ser de cerâmica ou de concreto de tamanhos variados conforme NBR’s específica
para blocos.

NBR 15270
NBR 6136

Figura 4 - Blocos cerâmicos

14x19x34

14x19x39

14x19x54

14x19x19

Figura 5 - Blocos de concreto

60
6

6 RETO
O concreto é um material resultante da aglomeração de agregados , cimento, água e eventualmente
concreto aditivos.iúdos e graúdos

Areia

ento
Cim

Brita

Cimento Água Agregados

61
6

Trata-se de uma

Figura 7 - Concreto Armado

A resistência do concreto
ele .

Vamos aprender sobre as forças que


atuam em uma estrutura.

Exemplo:
Figura 8 - Tração
Tração e compressão

Figura 9 - Compressão

8
9

62
6

Figura 10 - Operários nivelando piso

63
Figura 11- Pedra de mão Figura 12 - Barragem

Figura 13 - Bainha

Figura 14- compressão prévia na peça concretada Figura 15 - vigas com concreto protendido

64
Após o conhecimento sobre os diversos tipos de
materiais, utilizados na construção civil o pedriro,
precisa saber sobre a dosagem dos materiais
(argamassa e concreto).

TRAÇO??

65
6.8 Traço
É a proporção entre as quantidades utilizadas na mistura. Pode ser apresentado das seguintes
formas:
· Traço em volume de todos os materiais do concreto;
· Traço em volume só dos agregados, sendo o cimento dado em peso;
· Traço em peso de todos os materiais que constituem o concreto.
Largura
35 cm
Nas obras encontrarmos diversas formas de compor medidas,
citamos: carrinhos, latas e padiolas.

Altura
As padiolas de medição dos volumes nos traços possuem
medidas de boca (largura igual a 35 cm e comprimento igual a cm
45
=
45 cm). São confeccionadas nas obras, conforme figura ao en
to
rim
lado. m
p
Co
Figura 16 - Padiola

O traço é o volume de todos os materiais que constituem o concreto, é


o mais usado na prática, mas o mais correto ainda é o traço em peso.

Os traços são indicados nas seguintes maneiras: 1:3:3, 1:3:4, 1:3:6, sendo que o 1º algarismo indica a
quantidade de cimento a ser usado; o 2º algarismo indica a quantidade de areia e o 3º algarismo a
quantidade de brita. Assim temos para o traço 1:3:3, um volume de cimento por três volumes de areia.
A quantidade de água depende da umidade da areia, devendo-se lembrar que as argamassas e
concreto com uma dosagem excessiva de água diminuem sua resistência. De acordo com o traço
2 2
temos diferentes resistências para os concretos: 150 Kg/cm, 250 Kg/cm, etc.

ei a
Ar
to
en
im
C

Figura 17 - Operários virando o traço

66
Outras formas de medição do volume do traço.

ESQUEMA 1
Traço 1:3:3
+ +
Cimento areia brita

ESQUEMA 2
Traço 1:3:4
+ +
Cimento areia brita

Fatores que influem na resistência do concreto:

· Impurezas na água de amassamento podem impedir o endurecimento do cimento que


constitui o concreto, por essa razão a água deve ser potável e não possuir sais, graxas, sabão,
barro etc.

· Relação entre água e cimento -É a quantidade de água que se adiciona no concreto para cada
quilo de cimento empregado. Esta relação é indicada por números decimais ou em fôrma de
traço de argamassa, porcentagem, etc.
Exemplo: N.º decimal 0,48 indica que em 100 Kg de cimento serão usados 48 litros de água.
Em fôrma de traço de argamassa: 48:100 ou 48%.

Como o pedreiro pode preparar o concreto manualmente ou mecanicamente ?

Preparar concreto

É uma operação, geralmente manual, executada com freqüência pelo pedreiro e auxiliares.

Consiste em medir, reunir e misturar areia, cimento e pedra em proporções adequadas, adicionando
água e revirando com a pá até obter uma mistura plástica que, posteriormente, será lançada nas
fôrmas de madeira ou metálicas, na construção de fundações, colunas, pavimentos, lajes, etc.
Os componentes cimento, agregados, água e aditivos são intimamente misturados, obedecendo a
uma seqüência lógica, que veremos a seguir.

67
Processo de execução I
AREIA + CIMENTO + BRITA

· Coloque a quantidade de areia necessária, de acordo com o traço em volume;


· Coloque o cimento sobre a areia;

Precaução:

O cimento deverá ser lançado compassadamente e o mais perto possível da


pedra britada, para evitar que se levante o pó, penetrando no nariz e nos olhos
do operador.
O uso dos equipamentos de proteção individual é muito importante para a
realização das atividades.

· Misture a areia e o cimento com o auxílio da pá,


até que fique homogênea;
· Coloque a pedra britada sobre mistura de
areia e cimento;

Obs.: A quantidade deverá obedecer ao


traço em volume previamente estipulado.

· Misture por partes os componentes;


· Adicione água, aos poucos. Vire, com auxílio
da pá e enxada. Figura 18 - Operários preparando o concreto

NOTA
No caso de preparar concreto mecanicamente, com betoneira, a ordem de colocação dos ingredientes
é : agregado graúdo + água+ aglomerante+agregado miúdo .

Lançamento de concreto

É o processo pelo qual coloca-se o concreto nas fôrmas em caçambas, carrinho de mão (burrica) ou
bomba. A bomba está sendo largamente empregada no lançamento de concreto nas grandes obras,
tendo-se em vista o barateamento da mão-de-obra e a rapidez com que se efetua a concretagem de
grandes quantidades.

68
Figura 19 - Lançamento do concreto na forma

Obs.O lançamento do concreto deve ser feito de modo que não haja segregação(vazios).

Logo após o lançamento do concreto nas formas, é indispensável torná-lo o mais compacto possível.
É necessário eliminar os vazios por meio de um adensamento conveniente.

Adensamento do concreto

É o processo pelo qual o concreto deve ficar bem ajustado dentro da fôrma, de maneira a não deixar
vazios.Uma percentagem mínima de vazios pode acarretar uma redução de resistência significativa.
A compactação do concreto consiste na saída de ar até então aprisionado no seu interiorproporcio-
nando a arrumação interna das partículas do agregado(SOBRAL,2000).Esse processo pode ser ma-
nual ou com auxílio de ferramentas como martelo ou a improvisação de um soquete pequeno.
pequeno.

Figura 20 - Concreto adensado

69
Pode ser feito também com máquina , vibrador, consiste em um motor elétrico ou com motor de
explosão que contenha um cabo flexível por onde é transmitida a vibração do eixo.

Figura 21 - Operário utilizando o vibrador

Execução:

· Introduza a agulha do vibrador no concreto, mantendo-o alguns segundos, e retire-o


(sempre ligado).

· Repita a ação cada 20 a 25 cm de espessura, no comprimento e na largura de toda a camada'.

Obs.: O concreto deverá ser vibrado em camadas com espessura não maior que 30 cm.
O excesso de vibração desagrega o concreto e a falta não completa a compactação. Em ambos
os casos, o concreto não alcançará a devida resistência.

Precaução:

Deve-se evitar que a mangueira do vibrador se enganche na armadura, para


que não danifique a borracha;

Quando o vibrador não está sendo usado deve-se parar ou diminuir sua
marcha, fechando com o tempo de interrupção;

Ao concluir a vibração, deve-se lavar as partes da máquina que estiveram em


contato com o concreto.

Você aprendeu que a mistura dos materiais pode ser feita manual ou mecanicamente com betoneira.
O material misturado mecanicamente dá melhor homogeneidade em menos tempo.
No mercado existem firmas especializadas que fornecem o concreto pronto (bombeado) nas
dosagens desejadas, de acordo com o trabalho a ser reallizado.

70
O uso de concreto bombeado exige misturas com características especiais, essas misturas não
podem ser nem muito secas nem muito úmidas.
O concreto após ser adensado corretamente deve passar pelo processo de cura. Ela é
importantíssima, se não for feita de modo correto, o concreto não terá a resistência e a durabilidade
desejadas.

Cura do concreto

É o tratamento dado ao concreto durante seu período de endurecimento, a fim de evitar a


evaporação da água que lhe foi adicionada por ocasião do seu preparo.
Este processo pode ser feito espalhando areia sobre a superfície concretada, que deverá
permanecer úmida cerca de 6 a 7 dias até atingir o 1º estágio de secagem.

ATIVIDADE
Como é importante entendermos sobre as fases do concreto! Existem outras formas de fazer o
adensamento e a cura do concreto. Identifique as mais utilizadas nas construções.

____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
_________________________________________________________________________

Existem situações onde a água pode circular no solo de diversas maneiras, atingindo as camadas
permeáveis, esta pode muitas vezes provocar problemas específicos de umidade nas paredes de
subsolo e pavimentos térreos. A grande maioria dos materiais de construção existente, hoje, possui
uma capilaridade elevada, fazendo com que a água possa migrar, na ausência de qualquer barreira
que iniba este deslocamento.

Após os conhecimentos aprendidos sobre


materiais, o pedreiro precisa ter em mãos
ferramentas e equipamentos necessários e em
bom estado para realização de suas atividades.

71
7 FERRAMENTAS E EQUIPAMENTOS

Cabo

Virola ou anel

Pescoço de ferro

Folha de aço

Figura 22 - Colher de pedreiro

Figura 23 - Colher meia cana

72
Teorema de Pitágoras
B=3

C=4
A=5

a² = b² +c²
Figura 24 - Esquadro

Corda

Cilindro

Noz

Figura 25 - Prumo de face

73
Corredeira

Corda

Prumo

Figura 26 - Prumo de centro

É uma ferramenta que podemos verificar a posição horizontal das superfícies que constituem
uma obra.

Existem vários tipos de níveis:

Nível de bolha

Figura 27 - Nível de bolha

74
Figura 28 - Nível de mangueira

Figura 29 - Nível a laser

Figura 30 - Nível Alemão

75
Figura 31 - Uso do escantilhão

Quantas informações Sobre as ferramentas e equipamentos!!


Agora vamos aprender sobre o reconhecimento do solo,
etapa muito importante para construir a edificação

76
8 RECONHECIMENTO DO SOLO

O reconhecimento do solo é o passo inicial para identificar a natureza das várias camadas do
solo, através de sua resistência mecânica e sua composição física.

O pedreiro precisa saber que antes de começar a executar uma edificação é necessário o estudo
para o reconhecimento do solo. Existem empresas especializadas para realizarem o estudo
necessário. Sabendo que, no laboratório, identifica-se a amostra sob o ponto de vista
geológico;Para as partículas finas, a análise é feita por sedimentação e para os pedregulhos e as
areias, emprega-se o processo de peneiramento, como se faz, também, para os agregados do
concreto

É preciso conhecer o
terreno sobre o qual se
vai construir !!!!

ARGILOSO?

ARENOSO ?
SILTOSO ?

O solo pode ser composto de :

· Blocos rochosos: dimensões superiores a 20 cm


· Seixos: entre 20 cm e 7.6 mm
· Pedregulhos: entre 7.6 mm e 4.8 mm
· Areia: de 4.8 mm a 0.05 mm
· Silte: de 0.05 mm 0.005 mm (5 microns)
· Argilas: são inferiores a 0.005 mm (compostas de grãos extremamente finos)

Influência da Água

Os solos são constituídos de partículas sólidas, água, vazios ou poros. Estes poros alinhados formam
inúmeros capilares muito finos, que aspiram a água como faz uma pessoa aspirando uma bebida
através de canudinho.

77
A água desempenha um papel importante nas características dos solos e de sua resistência.
Quando se encharca um solo com água, a resistência do mesmo é diminuída, podendo provocar
recalques.Essa é uma causa freqüente de fissuração nas construções. Este efeito é tanto maior
quanto mais argiloso for o solo.

A água pode ainda provocar deslizamentos e desmoronamentos em taludes, como decorrência da


diminuição da resistência do solo.

PARA REFLETIR!!

O processo de reconhecimento do solo através de sondagem é o


mais preciso, onde permite reconhecer a natureza das várias
camadas até encontrar um bom solo. São várias as amostras
retiradas das camadas a fim de serem ensaiadas e depois de
enviada para o laboratório.
Cada camada do solo apresenta uma particularidade. A análise
em laboratório é de suma importância para escolher o tipo de
fundação mais adequada para a edificação.

ATIVIDADE

Fazer a seguinte pesquisa sobre os tipos de solo: Arenoso, Siltoso, e massapê

______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
_________________________________________________________________

Após o reconhecimento do solo é feito o estudo para


.
escolher o tipo de fundação, onde veremos mais adiante
Agora vamos aprender a fazer a locação de um terreno.

78
9 LOCAÇÃO DA OBRA

A locação da obra consiste em traçar sobre o terreno a planta de uma obra a ser construída.
A locação é feita relacionando-se a situação da obra a pontos previamente fixados, denominados
pontos de referência, os quais poderão ser: o alinhamento da calçada, uma edificação já construída,
ou o alinhamento do terreno.

Dos pontos de referência faz-se a determinação dos alinhamentos e eixos da marcação. Geralmente
são utilizadas tábuas ou sarrafos, para facilitar a locação dos pilares e paredes por meio de pregos e
trenas etc.

Ponto de referência
3m
4m

Calçada

Figura 32 - Ponto de referência

Os cavaletes são utilizados em marcação de obras de pequeno porte, enquanto as tábuas corridas
são utilizadas em obras de médio e grande porte, como os edifícios.

Todas as marcações dos eixos e


faces são transportadas para o solo
através do prumo de centro.

Figura 33 - Gabarito 79
10 MARCAÇÃO DA OBRA

Consiste em determinar no terreno, os locais que deverão ser escavados para receber as fundações.
O terreno deve estar previamente preparado(nivelado) e estabelecidos os pontos de marcação nas
guias, para facilitar o transportes das linhas ao terreno.

L
F
· Localize os pontos nas guias de marcação que
E
cercam a ala a ser construída;
· Prenda as linhas nos pontos que correspondem à
largura da região a ser escavada (ver figura 34);
· Transfira para o terreno as linhas de marcação
com o auxílio de um prumo de centro;

Figura 34 - Marcação

· Marque no terreno, com estacas de madeira, os pontos determinados pelo prumo de centro;
· Prenda a linha nas estacas e determine o local a ser escavado.

Figura 35 - Locação

Atenção! Não se esqueça de conferir o esquadro.

Para a realizar a marcação de obra em pequeno porte é necessário a utilização cavaletes,


enquanto as tábuas corridas são utilizadas em obras de médio e grande porte, como os edifícios.

80
11 FUNDAÇÃO

Fundação é o plano sobre o qual se assenta os alicerces de uma construção.

11.1 TIPOS DE FUNDAÇÃO

Existem vários tipos de fundações, para os diversos tipos de terrenos:

Radier (Placas de Fundação) - É um tipo de fundação usada em solos pouco resistentes, como
argilas, areias fofas e locais alagadiços.
Retira-se o solo e faz-se uma laje de concreto armado, onde se apóia a construção.
Além de apoiar a construção, o radier já funciona como contrapiso e calçada.

Terreno Firme
Terreno fraco

Figura 36 - Radier

Atenção!
· Não esqueça de instalar os tubos de esgoto e os ralos
antes de concretar o radier.
· Se uma parte do solo for firme e a outra fraca, o radier não
pode ser utilizado.

81
Sapata corrida - Fundação rasa, ideal para terrenos firmes, composta de pequenas lajes armadas
que percorrem sob toda a alvenaria, recebem o peso das paredes e se distribui por toda faixa do
terreno.

Figura 37 - Sapata corrida

Sapatas isoladas - É um tipo de fundação rasa indicada para terrenos firmes, logo nas primeiras
camadas do solo.
Composta por elemento de concreto de forma piramidal, elas são construídas apenas nos pontos que
recebem a carga dos pilares. Como são isoladas umas das outras, são interligadas por vigas baldra-
Mes.
Vigas baldrame também conhecida como cinta de amarração. É um tipo de fundação rasa, construída
geralmente em em uma cava com pouca profundidade.

Figura 38 - Sapata isolada com viga baldrame

ARMAÇÃO DO PILARA

ARMAÇÃO DA SAPATA

CONCRETO ESTRUTURAL

ESCAVAÇÃO

TERRA

LASTRO DE PEDRA 2
OU CONCRETO MAGRO
3 A 5 CM

FUNDO NIVELADO
E APILOADO
Figura 39 - Detalhe de sapata

82
Estacas - É um tipo de fundação profunda, ou seja, usada em terrenos em que o solo superficial não
apresenta boa capacidade de sustentar o peso da construção. As cargas então são concentradas
sobre estacas enterradas no solo, que conduzem o peso para camadas de terras mais profundas e
resistentes.

Conforme a carga da construção, as estacas podem ser do tipo strauss (mais profundas) ou broca
(menos profundas).

Bloco de apoio

Estacas

Figura 40 - Estacas de concreto

Blocos - Elemento de fundação, que recebe a carga de um pilar, constituído de concreto simples,
pedra ou alvenaria e caracterizado por uma altura relativamente grande, necessária para que
trabalhe essencialmente à compressão. Normalmente, os blocos possuem a forma de um bloco
escalonado ou pedestal ou de um tronco de cone. A altura de um bloco é calculada de tal forma que
as tensões de tração atuantes no concreto possam ser absorvidas pelo mesmo, sem necessidade de
armar o piso de sua base.
PILAR

BLOCO
LASTRO DE BRITA 2
ARMAÇÃO OU CONCRETO MAGRO
DO BLOCO

ARMAÇÃO DA
CABEÇA DA ESTACA
CAMADA
PROFUNDIDADE DA ESTACA

MOLE

ESTACA

CAMADA
MEDIANAMENTE
COMPACTA

CAMADA
COMPACTA

SOLO RESIDUAL

Figura 41 - Fundação profunda

83
Cinta de amarração - É uma viga de concreto armado, cuja finalidade é fazer a amarração do
conjunto de estrutura da construção. As cintas de amarração podem ser moldadas in loco ou
executadas de bloco de concreto (bloco calha).

Fundação em alvenaria de pedra – É construída em terrenos firmes e resistentes. É constituída de


pedras bruta unida com argamassa de cimento e areia.

Processo de execução
A construção é feita sobre a base da vala, colocando-se uma camada de argamassa (traço 1:5 de
cimento e areia) e sobre esta camada as pedras, de modo que fiquem todas bem assentadas e
posicionadas para que as brechas (espaços vazios) sejam reduzidas ao máximo

Figura 42 - Alvenaria de pedra Figura 43 - Alvenaria de pedra

ATIVIDADE

Quais os tipos de fundação mais utilizadas em edifícios na sua cidade ?

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______________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________

Faça uma pesquisa à respeito do tipo de fundação da sua residência .

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84
11

O que o pedreiro precisa fazer


para proteger a fundação ?

Para evitar que a umidade da terra suba pelas paredes (capilaridade) é necessário fazer a
impermeabilização da fundação. Abaixo veremos algumas situações:

alvenaria
de tijolos
JUNTAS das 1ª, 2ª e 3ª fiadas Canto
Argamassa de assentamento arredondado
1,00 metro REVESTIMENTO EXTERNO

com impermeabilizantes
REVESTIMENTO INTERNO/CAMADA IMPERMEÁVEL
Revestir sempre em duas camadas CAMADAS IMPERMEÁVEL 1,5 cm 15 cm
Traço 1:3 (cimento/areia)
2 litros impermeabilizante /saco de
cimento
ACIMA DO SOLO

CERTO

Alvenaria
de tijolos

SOLO
ASSENTAR E REBOCAR Penetração
as primeiras fiadas de de Umidade Falha nos
PISO IMPERMEABILIZADO tijolos dos alicerces com cantos
Impermeabilizantes
Impermeabilizantes Tijolo - material
poroso de
grande absorção

IMPERMEABILIZAÇÃO - PAREDES DE ENCOSTA ERRADO


ZONA EM CONTATO COM O TERRENO

Figura 44 - Impermeabilização - Catálogo da Vedacit

Após o estudo de funções, abordaremos a seguir os elementos estruturais que constituem


uma edificação. Em uma hierarquia de importância, os pilares e as funções, assumem o
maior nível dentre todos os elementos estruturais de uma edificação.

85
12 ELEMENTOS ESTRUTURAIS

Figura 45 - Pilar

6 7

Verga
Altura da
Largura
janela +
Verga
da janela =
folga do Altura da
folga do contramarca

folga do
contramarco contramarco refêrencia
de nível
Altura da porta +

até a verga
Largura
da porta +
folga do
Altura do contramarco Altura do
batente piso pronto
até o nível
de 1,0 metro

PISO PISO

FUNDAÇÃO FUNDAÇÃO

Figura 46 - Detalhe de verga Figura 47 - Detalhe de verga e contraverga

86
Figura 48 - Formas para viga

87
Figura 49 - Armadura da laje Figura 50 - Instalações antes da concretagem

As taliscas devem obedecer a um espaçamento máximo


de 2 m entre si. Essa distância deriva do comprimento da
régua de alumínio.
O nível das taliscas deve ser ajustado e conferido com o
aparelho de nível a laser. Na locação de taliscas, admite-
se uma tolerância de ferro no posicionamento de até 15
cm em planta.

vigota de laje pré-fabricada Lajota


(tavela)

Capa da laje

As lajotas também servem de


guia para medir a distância
entre as vigotas.

Figura 51 - Montagem da laje

88
Apoio da vigota
na parede
Cinta de amarração

Figura 52 - Montagem da laje com vigotas

A espessura da capa de concreto deve obedecer as instruções


do fabricante da laje, que definirá a armadura complementar a
ser utilizada.

89
Capa da laje

Tábua
ou tabeira
Vigota

Cinta de amarração

Figura 53 - Detalhe da vigota e o concreto

Figura 54 - Operários executando a Montagem da laje

90
intereixo = 47 cm
vigota treliçada

Figura 55 - Montagem da laje

Figura 56 - Operários concretando a laje

Figura 57 - Detalhe da montagem

Quantas informações importantes para o


pedreiro!
O próximo passo é aprender sobre alvenarias!

91
13 ALVENARIAS

Figura 58 - Alvenaria de tijolinho

59
Ou linha;

Figura 59 - Marcação com tijolo

92
0

Figura 60 - ferramentas

Figura 61 - Colocação de argamassa

Figura 62 - Assentamento do tijolinho

93
Figura 63- Nivelamento

Figura 64 - Alinhamento

Figura 65 - Assentamento

94
s
6

Figura 66 - Colocação do prumo

Figura 67 - Detalhe de cantos de alvenaria

95
total

Figura 68 - Bisnaga Figura 69 - Colher meia cana

Figura 70 - Paleta

Procedimento:
· Prepare o local onde será construída a
parede, marcando o alinhamento;
· Umedeça a superfície, coloque a argamassa e
assente o primeiro bloco.

Obs.: O afastamento dos cordões da argamassa


deve ser da largura do bloco que se estar
trabalhando.

A argamassa desta 1ª fiada deve acomodar toda


Figura 71 - Colher meia-cana superfície inferior do bloco (espessura da parede).

96
Martelo de
borracha

Figura 72 - Assentamento
3
4

Figura 73 – Alinhamento

Escantilhão Escantilhão

Argamassa Linha Guia

Figura 74 - Operário utilizando escantilhão

97
t

Figura 75 - Cavalete e plataforma para andaime

Figura 76 - blocos cerâmicos

98
Figura 77 - Detalhes de paredes

Procedimento:

Deve-se ter atenção na construção da primeira fiada, pois


se trata da fiada que irá marcar todas as paredes (fiada
de marcação).

As aberturas de portas e janelas devem ter elementos


estruturais.

99
14 REVESTIMENTOS

Etapa da obra cujo principal finalidade é regularizar as superfícies de paredes e também tetos,
muros e fachadas, protegendo-as das interpéries e do desgaste de maneira geral.

O uso de chapisco melhora a aderência do produto

Chapisco usando a argamassa - Este processo geralmente utilizado para chapiscar


desdea altura do piso de trabalho, até a cintura do operador

· Aplique a argamassa fazendo


movimentos rápidos com o jogo da colher,
de tal forma que fique espalhada na
parede.

· A distância para lançar a argamassa é de


aproximadamente 25cm da parede. Não
se esqueça de elevar a mão para cima,
evitando que a colher se choque contra a
parede.
Figura 78 - Chapisco com colher

100
Procedimento:

· Pegue a argamassa com a colher de


pedreiro e coloque na
desempenadeira de madeira.
· Aplique na parede, como você
aprendeu anteriormente.

Figura 79 - Chapisco com desempenadeira

Obs.: As paredes serão molhadas para retirar a poeira e evitar


a absorção da água da argamassa. No caso de tetos,
geralmente dispensa-se este procedimento.

Para chapiscar o teto, o lançamento deverá ser feito sempre á


esquerda.

Figura 80 - Chapisco no teto

101
· A areia deve ser de granulometria média e
peneirada.
· A proporção do traço é de 1 volume de
cimento, para 4,5 de areia.
· A água de amassamento deve ser
misturada com resina PVA na proporção de
1:6 em volume.

Figura 81 - Chapisco rolado

Este chapisco é aplicado com a desempenadeira


dentada, formando sulcos de 6mm.

Deve-se usar argamassa industrializada própria


para chapisco.
Colocar a quantidade de água segundo
especificação do fabricante.

Figura 82 - Chapisco argamassa

102
deve ser bem dosada para se obter trabalhabilidade e evitar
retração em excesso que possa causar trincas.

(medida do sarrafo)

Obs.: Esta talisca deverá estar fazendo face com a linha, ou


seja, você deve fazer com que a linha coincida com a aresta
da talisca, e fique afastada 1mm.

· Coloque as outras taliscas seguindo o mesmo


exemplo da primeira, de tal forma que as
distâncias entre elas, não seja superior a
1,50m;

Figura 83 - Colocação de talisca

103
· Coloque as taliscas inferiores no mesmo
alinhamento das taliscas superiores;
· Retire a linha;

Figura 84 - Colocação de talisca

Procedimento:

· Umedeça o local entre as taliscas


verticalmente;
· Lance a argamassa, com firmeza, contra
a parede;

Figura 85 - Colocação de mestras

104
Encher panos de parede

É aplicar o emboço ou massa única na parede a


fim de dar o acabamento, ou preparação da
base, para revestimento cerâmico.
Normalmente é aplicado sobre o chapisco,
entre as mestras da parede ou teto, em
camadas sucessivas, até atingir a face das
mestras feitas anteriormente.

Procedimento:
A seguir, depois da argamassa puxar, procede-
se o sarrafeamento com régua de alumínio,
para retirar o excesso. Figura 86 - Sarrafeamento

Figura 87 - Desempeno no teto

105
· Espere a massa puxar, para fazer o
sarrafeamento, tendo sempre como guia as
mestras existentes;

· Sarrafeie fazendo movimentos de vaivém, e


inclinando ligeiramente a régua para cima, afim
de facilitar a remoção do excesso de argamassa;

Figura 88 – Execução do desempeno

Obs.: Não se deve encher o pano todo de uma só vez, lance


duas ou três camadas de acordo a espessura da camada,
para facilitar a aderência da argamassa.

106
REFERÊNCIAS

ARQUITETURA e Construção. São Paulo: Abril, v.2, n. 7, Jul. 1995.

:
. 1996.
Janeiro, José Olympio,

107
GLOSSÁRIO

ALVENARIA - Arte do pedreiro ou do alvenal. Obra composta de pedras naturais ou artificiais,


ligadas por meio de argamassa. Pode, porém, ser insossa, isto é, as pedras podem ser arrumadas
umas sobre as outras sem nenhuma argamassa.

ALVENARIA DE PEDRA - Aquela que é feita com pedras naturais de vários tamanhos e forma
diversas.

ALVENARIA DE TIJOLO - Alvenaria em que o material usado é o tijolo. Diz-se de tijolo aparente
quando é feita com juntas aparelhadas e não é rebocada.

ALVENARIA INSOSSA - Alvenaria em que as pedras são simplesmente arrumadas umas sobre as
outras, com auxílio de outras menores, sem nenhum meio plástico de ligação.

AMARRAÇÃO - Disposição dos materiais de modo a formar um todo unido e com a máxima
estabilidade. Operação de ligar e manter unidos diversos materiais por meio de grampos de ferro, de
bronze, etc.

ANDAIME - Obra provisória, constituída de plataforma elevada, destinada a sustentar os operários e


os materiais durante a elevação da alvenaria, na construção de qualquer edifício.

ARGAMASSA - Material aglutinante de assentamento ou de revestimento das alvenarias.

ARGAMASSA DE CAL - É a argamassa em que o material de ligação é a cal, em geral na relação de


uma parte para três de areia. Se tiver cal em pequena quantidade, a argamassa diz-se magra, não
faz boa pega e não adere ao tijolo se tiver grande quantidade de cal, diz-se gorda e, torna-se
pegajosa, aderindo na própria colher do pedreiro.

ARGAMASSA DE CIMENTO - É a que tem o cimento como elemento de ligação e varia conforme o
emprego que se vai fazer da argamassa.

ARGAMASSA MISTA - É a argamassa em que há dois elementos aglutinantes entre a cal e o


cimento, ou saibro e a cal.

BALDRAME - Vigota que se fixa aos pés direitos das estruturas em gaiola, altura do chão, e a qual se
prende o tabuado da parede

BATE-ESTACA - Aparelho destinado a cravar no terreno estacas de fundação, tem duas corrediças
verticais entre as quais coloca a estaca.

BETONEIRA - Máquina para preparar o concreto. Consta em essência de um tambor oco, tendo

108
internamente várias lâminas radiais, é dotado de movimento rotativo e de caçamba, elevadiça com
funil.

BLOCOS DE CONCRETO - Paralelepípedos de concreto pré-moldado que têm em geral,


interiormente, para diminuir o seu peso, furos que os atravessam.

BRITADOR - Máquina que recebe pedaços de rocha e os fragmenta. São de mandíbulas se


possuem dois pedaços de aço dotado de movimento alternativo a que esmagam a pedra, ou rotativos
se possuem peça tronco cônica, girando dentro de uma espécie de funil.

CAOLIM - Argila branca refratária e friável que serve para fabricar hidratado de alumínio.

CHAPISCAR - Revestir parede ou teto com argamassa, cimento ou barro.

DESEMPENADEIRA - Ferramenta de pedreiro com uma das faces bem aplainada e a outra contendo
alça.

EMPENA - Parte superior de unia parede com a forma de triângulo isósceles.

ESPELHO - A parte vertical do degrau da escada.

FIADA - Carreira horizontal de tijolos ou pedras. A altura da fiada é a dimensão vertical entre dois
leitos consecutivos.

PEITORIL - A peça inferior de madeira das janelas.A parede balaustrada ou grade entre o peitoril do
marco e o piso da sala (parede de peitoril).

PILAR - Elemento construtivo de suporte nas edificações e de seção quadrado ou retangular. É


construído alvenaria, de concreto ou de ferro. Quando de seção circular denomina-se coluna.

REBOCO - Argamassa de cal e areia, ou cimento e areia utilizada para revestir as parede, em uma ou
duas camadas. No caso de duas camadas, a primeira denomina emboco ou reboco, e a segunda
reboco fino.

REMATE - Ornamento que finaliza qualquer obra de arquitetura. Dar à obra os últimos acabamentos.

RODAPÉ - Cinta de proteção, na parte inferior das paredes e junto ao piso, feita de madeira,
mármore, etc.

109
DENDEZEIROS

Carpinteiro

Salvador
2010
SUMÁRIO

1. Ferramentas e instrumentos...........................................................................................112
2. Serrar a madeira........ .....................................................................................................116
3. Pregar a amdeira........ ....................................................................................................118
4. Fôrma..... ........................................................................................................................120
4.1 Considerações Gerais ..................................................................................................120
4.2 Fôrmas para Concreto Armado ....................................................................................120
4.3 Fôrmas para Concreto Aparente ..................................................................................122
4.4 Confecção de Fôrma para Pilar Quadrado ...................................................................122
4.5 Confecção de Fôrma para Pilar em L ...........................................................................127
4.6 Confecção de Fôrma paraViga .....................................................................................127
4.7 Confecção de Fôrma para Laje ....................................................................................134
4.8 Confecção de Fôrma para Escada ...............................................................................140
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 144
GLOSSÁRIO .......................................................................................................................145
1 FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS

METRO ARTICULADO Instrumento para medidas de comprimento.

TRENA Fita métrica protegida por uma caixa metálica ou plástica

MANGUEIRA DE NÍVEL Trata-se de uma mangueira plástica transparente na qual é


aplicado o princípio dos vasos comunicantes, para verificação e transferência de nível.

NÍVEL A LASER - Instrumento utilizado para alinhamento e nivelamento através da


transmissão de raio laser.

PRUMO Utilizado para verificar a verticalidade .

ESQUADRO Ferramenta que serve para o traçado de retas perpendiculares e verificação


da perpendicularidade.

112
RÉGUA Instrumento de madeira ou alumínio de seção retangular.

FURADEIRA PORTÁTIL Máquina destinada a furar e escarear.

BROCA Ferramenta de corte, cilíndrica, provida de ranhuras em forma de hélice.

BROCA CHATA- Ferramenta de corte, constituída de haste alongada e extremidade larga


e chata.

PUA Tipo de broca manual, utilizada para fazer furos na madeira.

SERROTE COMUM É também chamado de serrote de traçar, decepar ou cortar madeira.

113
SERRA TICO-TICO Utilizada para cortar madeira e outros materiais, realizando cortes
circulares, curvos e angulares.

TRAVADEIRA Serve para travar os dentes das serras e dos serrotes.

LIMA Ferramenta manual denticulada utilizada para desbastar ou dar acabamento em


superfícies.

MARTELO Ferramenta utilizada para pregar.

FORMÃO- Ferramenta de cortar madeira, freqüentemente utilizada nos encaixes e


ajustes.

BEDAME Ferramenta de cortar madeira destinada a fazer(abrir) furos.

114
PLAINA Ferramenta utilizada para eliminar irregularidades de superfícies, tornando-as
mais lisas.

GARLOPA- Ferramenta destinada a fazer juntas e desempenar grandes superfícies.

SERRA CIRCULAR- Equipamento utilizado para corte em peças de madeira de grande


comprimento.

115
2 SERRAR A MADEIRA

Processo de execução:

! Escolha e assinale a face e o canto mais convenientes.


! Meça na tábua, o comprimento a ser cortado, utilizando o metro.
! Marque a medida solicitada, usando o lápis.
! Risque pela marcação, usando o lápis e o esquadro.
! Apoie a peça sobre o cavalete ou na bancada.Inicie o corte junto ao risco marcado,
encostando o dedo polegar na lâmina para guiá-la, puxando o serrote, exercendo nele leve
pressão (obs.: o risco deve permanecer na parte aproveitável da peça).

Figura 9 Corte de madeira

! Serre aprofundando o corte lentamente junto ao risco marcado, com movimentos de


vaivém e com passadas curtas.
! Após ter aprofundado o corte, afaste o dedo da lâmina para evitar acidentes.
! Serre junto ao risco marcado, segurando o serrote com firmeza, utilizando o seu maior
curso possível, com cadência aproximada de 40 a 60 golpes por minuto.
! Em cortes transversais, a inclinação dever ser de 45º, nos longitudinais de 60º,
aproximadamente.
! O ângulo formado pela face da lâmina com a madeira deve ser de 90º.

Figura 10 - Ângulos de corte para o serrote

116
Precauções:

! Exerça pressão adequada, apenas no avanço da lamina;

! Deixe o serrote correr livre no retorno;

! No retorno, não puxe o serrote, demasiadamente, pois, ao avançar novamente, a lâmina


poderá flexionar, provocando desvio do risco e inclusive empenar.

Observação:
Nos cortes muito longos, coloque uma
palmeta ou cunha no inicio da parte já
serrada, a fim de evitar que o rasgo se feche

(figura 11: Colocação de cunha para serrar)

117
3 PREGAR A MADEIRA

Processo de execução:

! Escolha os pregos quanto aos tipos e tamanhos necessários, conforme as peças a serem
pregadas.
! Apoie devidamente as peças numa bancada ou cavalete.
! Aponte os pregos na tábua a ser pregada com uma leve pancada de martelo.

Observações:

Figura 12 como pregar

! Localização dos pregos na tábua, a distancia A, deve ser aproximadamente, uma


distância do seu bordo que corresponda, mais ou menos, à espessura da tábua B

Figura 13 - posição dos

! Procure evitar o alinhamento dos pregos no sentido das fibras da madeira, a fim de evitar
que ela rache. Alterne os pregos ao lado de um eixo imaginário.

Figura 14 Alinhamentos

!Martele os pregos, mantendo-os ligeiramente inclinados para que penetrem na madeira


com maior eficiência.

118
Martele os pregos com firmeza e precisão, segurando martele
os pregos com firmeza e precisão, segurando martele pela
extremidade do cabo, golpeando com ritmo.

Figura 16 Retirada dos pregos

! Retire um prego que tenha se envergado, quando necessário, usando a orelha do


martelo (unha), mas calce a ferramenta com pedaço de madeira de espessura igual a
altura livre do prego. Isto evitará grandes esforços e não forçará o cabo da ferramenta.

Observação:

! Quando você quer que as duas peças de madeira


fiquem bem unidades pelo prego, após o prego entrar todo na
madeira dê três pacandas firmes para as ranhuras do prego
puxarem as fibras da madeira. Já se você esta pregando madeira
em concreto semi-fresco, nas dê estas pancadas pois irá formar
uma folga e a madeira ficará solta do concreto.

119
4 FORMAS

4.1 Considerações Gerais

As fôrmas são caixas de madeira executada em obras de construção civil, e servem para dar
formato às estruturas de concreto.A fôrma para concreto deve ser:

! Executada rigorosamente de acordo com as dimensões indicadas no projeto e com a


resistência necessária para não se deformar sob a ação dos esforços que vai suportar;
isto é, sob a ação conjunta do próprio peso, do peso e da pressão do concreto fresco, do
peso das armaduras e das cargas acidentais. As fôrmas usadas nas peças de grandes
vãos devem ter a sobrelevação (contra-flecha) necessária para compensar a deformação
inevitável sob a ação das cargas.

! Estanques, para que não haja perda de nata de cimento. É preciso que as tábuas ou
chapas compensadas sejam bem alinhadas e ajustadas do melhor modo possível. No
caso de aparecerem fendas, estas devem ser vedadas cuidadosamente com papel ou
pano. A ligação das tábuas que formam ângulos (arestas de vigas e de pilares, juntas de
vigas com laje, etc.) merece cuidado especial.

! Constituída de modo que permita a retirada de seus diversos elementos com facilidade e,
principalmente, sem choques. Para isso, o seu escoramento deve apoiar-se sobre
cunhas, caixas de areia ou outros dispositivos apropriados. Deve-se, sempre que
possível, utilizar encaixes no lugar de ligações pregadas, para facilitar a desforma.

! Projetada e executada de modo que permita o maior número possível de utilização das
mesmas peças.

! Feita com madeira adequada ao acabamento necessário. (Ex: Chapa compensada


plastificada para concreto aparente).

4.2 Fôrmas para Concreto Armado

Na execução dos trabalhos de concreto armado, deverão ser tomadas precauções, para que
a resistência e o aspecto exterior da estrutura não sejam prejudicados.

Antes do lançamento do concreto:

! As fôrmas devem ser limpas internamente. Por isso devem ser deixadas aberturas
denominadas "janelas" próximas ao fundo das fôrmas estreitas e profundas.

! Deve-se aplicar desmoldante nas faces das fôrmas de chapa compensada em contato
com o concreto, de forma que estas não absorvam água necessária à hidratação do
cimento e para facilitar a desforma.

! Para o caso em que sejam utilizadas tábuas, saturar a madeira antes da concretagem,

120
! tomando o cuidado de escoar o excesso de água por furos convenientemente localizados
e vedar os furos após o escoamento da água.

! Na execução de estruturas abaixo do nível do solo ou contíguas a um parâmetro de terra,


as fôrmas verticais (paredes, colunas, pilares) podem ser dispensadas somente quando
o terreno for consistente e não houver perigo de desmoronamento. Caso contrário,
devem ser feitos revestimentos de tijolos ou concreto magro.
! Para evitar a ligação de muros ou pilares a serem construídos com outros já existente, a
face de contato deve ser recoberta com papel, feltro, reboco fraco de cal e areia ou
simplesmente pintura de cal.

! A retirada das formas e escoramentos deve obedecer aos parâmetros indicados no


projeto estrutural e/ou de fôrma. Quando não especificado, adotar como mínimos os
prazos definidos na tabela abaixo.

Tabela 1 - prazo mínimo para a retirada das fôrmas escoramentos


LOCAL PRAZO
Paredes, pilares e faces laterais
3 dias
de vigas.
Lajes de até 10 cm de
14 dias
espessura*.
Lajes de mais de 10 cm de
espessura e faces inferiores de 21 dias
vigas até 10m de vão*.
Arcos e faces inferiores de
28 dias
vigas de mais de l0m de vão.
* Nestes casos as fôrmas podem ser retiradas em menos
tempo, desde que o escoramento seja mantido.

Normalmente, as chapas de madeira compensada com revestimento resinado permitem


reutilização de aproximadamente 8 vezes e as chapas compensadas com revestimento
plastificado permitem aproximadamente 18 reutilizações. Já as tábuas podem ser utilizadas
de uma a três vezes e os pés direitos e pontaletes, de três a cinco vezes.

Compensado comum pinho

121
4.3 Fôrmas para Concreto Aparente

Quando os elementos de uma estrutura em concreto, como colunas, vigas, lajes, etc, não
recebem nenhum tipo de revestimento, são denominados de concreto aparente ou concreto à
vista.

Neste caso, as fôrmas deverão ser preparadas de tal modo que, ao serem desformadas, as
superfícies do concreto fiquem sem defeitos como furos, arestas deformadas, faces
irregulares ou outros.
Portanto, a madeira utilizada deve ser selecionada para que não apresente imperfeições
como: rachaduras, furos, nós, farpas, etc. Normalmente utilizam-se chapas compensadas
plastificadas.
Os painéis devem apresentar juntas perfeitas, as arestas das tábuas devem ser regulares.
Em determinados casos, obtém-se um bom acabamento embutindo os pregos e aplicando
massa plástica (mastique) nos locais que apresentarem irregularidade. Para o caso de
utilização de fôrmas de tábua, deve-se lixar a madeira antes após a aplicação do mastique.
As fôrmas para concreto aparente exigem do carpinteiro cuidados especiais e muita
habilidade na sua construção.

Forma para Concreto Resinada Fenólica (madeirit) Pinnus e Virola

4.4 Confecção de Fôrma para Pilar Quadrado

Ferramentas e/ou instrumentos:


Metro Lápis
Esquadro Serrote comum ou serra circular
Martelo Bancada
Prumo de face

122
Materiais necessários:
!Tábuas de pinho ou chapas compensadas;
!Sarrafos de pinho;
!Pregos (17x21 e 17x27)

Nº QUANT. DENOMINAÇÃO MATERIAIS DIMENSÕES (cm)


1 2 Painel externo Tábua de pinho 2,5x 30 x 100
2 2 Painel interno Tábua de pinho 2,5 x 25 x 100
3 8 Gravata Sarrafo de pinho 2,5 x l0 x 60
4 2 Gastalho Pontalete de pinho 8 x l0 x 110
5 2 Mão-francesa Sarrafo de pinho 2,5 x l0 x 55

Material para fôrma para pilar de tábua com dimensões de 25cm x 25cm x 100cm

Preparação inicial:
! Selecione a madeira (tábuas ou chapas compensadas e sarrafos);
! Meça e marque as peças de acordo com a planta de fabricação da fôrma ou de acordo
com o projeto estrutural. Neste último caso não esqueça de acrescentar na medida do
painel lateral a espessura da peça do outro painel;
! Serre as peças;
Preparação dos painéis (para fôrmas de tábuas de pinho):
! Faça a distribuição das gravatas entre as guias fixadas na bancada. As gravatas
devem acompanhar o alinhamento de uma lateral da bancada;
! Marque a posição da tábua lateral do pilar nas gravatas;
! Posicione a tábua sobre as gravatas obedecendo à marcação;
! Encoste a tábua lateral do pilar no encosto da bancada e acerte as marcações das
gravatas;
! Pregue as tábuas sobre a gravata.
!Repita os passos anteriores para os demais painéis.
123
Preparação do painel externo Preparação do painel interno

Preparação dos painéis (para fôrmas de chapa compensada):

! Faça a distribuição das gravatas entre as guias fixadas na bancada. As gravatas devem acompanhar
o alinhamento de uma lateral da bancada;
! Marque a posição das costelas sobre as gravatas;
! Pregue as costelas nas gravatas formando um estrado;
! Marque a posição da chapa compensada referente à lateral do pilar sobre as costelas;
! Encoste a chapa compensada no encosto da bancada e acerte as marcações das costelas;
! Pregue a chapa compensada sobre as costelas, formando um painel lateral.
! Repita os passos anteriores para os demais painéis.

Montagem da fôrma

! Pregue um painel externo sobre um painel interno para formar um canto da fôrma;
! Comprove com o esquadro o ângulo de 90° formado pelos dois painéis;
! Pregue as costelas nas gravatas formando um estrado;
! Pregue as gravatas. Os pregos devem ser cravados nas gravatas de cima para baixo, isto é, da cabeça
para os pés da forma;
! Pregue os 2 painéis restantes repetindo os procedimentos anteriores;
! Una os cantos pregando os painéis e as gravatas.

124
Montagem de fôrma - passo 1 Montagem de fôrma - passo 2

Montagem da fôrma - passo 3 Forma de pilar com ferragem

Locação do pilar

! Faça a locação do pilar;


! Coloque a forma do pilar no gastalho;
! Aprume o pilar e escore com a mão francesa;

Nº. Quant. Denominações Material Dimensões


1 1 Painel externo Tábua de pinho 2,5x 30x 100
2 2 Painel interno Tábua de pinho 2,5x 25x 100
3 8 Gravata Sarrafo de pinho 2,5x l0x 60
4 2 Gastalho Pontalete de pinho 8x l0x 110
5 2 Mão-francesa Sarrafo de pinho 2,5x 10x 55
6 Prego l8x 27

125
Nº. Quant. Denominações Material Dimensões
1 2 Painel maior Chapa compensada 1,2 x 52,4 x 220
2 16 Gravata Sarrafo de pinho 2,5x 10 x 87,4
3 6 Costela Sarrafo de pinho 2,5x l0 x 220
4 2 Painel menor Chapa compensada 1,2 x 10 x 220
5 4 Costela Sarrafo de pinho 2,5x 5 x 220
6 8 Gravata Sarrafo de pinho 2,5x 10 x 220
Prego l8x 29

126
4.5 Confecção de Fôrma para Pilar em L
As ferramentas e os materiais necessários para execução de pilar em L são os mesmos já
citados p[ara a confecção de pilares quadrados. A montagem dos painéis também deve
ser feita conforme exposto anteriormente. Apresenta-se a seguir o processo para
montagem final da fôrma do pilar em L.

Montagem da fôrma:

! Separe o painel interno de maior largura (P-1). Obs. Este painel deverá ser pregado
pôr último
! Pregue o painel externo P-6 com o painel interno P-5.
! Fixe as gravatas verificando a perpendicularidade dos painéis P-6 e P-5.Separe este
conjunto de painel
! Pregue o painel externo P-4 com o painel interno P-3.
! Fixe as gravatas verificando a perpendicularidade dos painéis P-4 e P-3.
! Pregue o outro painel externo P-2 com o painel interno P-3.
! Fixe as gravatas verificando o ângulo interno dos painéis P-2 e P-3
! Pregue o primeiro conjunto de painéis P-6 e P-5 com o segundo conjunto de painéis
P-4, P-3 e P-2
! Ponteie o painel interno P-1, separado no início da montagem
! Fixe as gravatas do painel interno e painel externo, pregado anteriormente P-5 e P-4

Fôrma para pilar em L

4.6 Confecção de Fôrma para Viga


Ferramentas ou instrumentos

Metro Lápis
Esquadro Serrote comum
Serra circular Martelo
Prumo Nível bolha
Mangueira de nível

Materiais necessários

! Chapa compensada;
! Sarrafos de pinho;
! Pontaletes;
! Pregos 17x21 e 17x27

127
1) Painel lateral externo

Fôrma de vigas

Preparação inicial

! Selecione a madeira (chapas compensadas e sarrafos);


! Meça e marque as peças de acordo com a planta de fabricação da fôrma ou de acordo com
o projeto estrutural. Neste último caso não esqueça de acrescentar na medida do painel
lateral a espessura da peça do outro painel;
! Serre as peças;

Preparação dos painéis

! Distribua as gravatas entre as guias da bancada.


! Marque nas gravatas as posições das costelas.
! Pregue as costelas nas gravatas, formando um estrado.
! Marque nas costelas a posição da chapa compensada.
! Pregue a chapa nas costelas.

128
Montagem dos painéis

Montagem da fôrma

! Monte a fôrma da viga pregando os painéis laterais ao painel do fundo da viga.


! Verifique a horizontalidade no fundo da viga nos sentidos transversal e longitudinal.
! Marque nos pilares o nível da viga, utilizando a mangueira de nível.
! Coloque a fôrma de viga nos pilares.
! Coloque a forma da viga, encaixando-a nos pilares, encaixando-a nas aberturas
apropriadas.
! Escore a viga com pontaletes de madeira ou escoras metálicas, ajustando-os com cunhas
ou dispositivos próprios.
! Assegure o prumo das escoras e pontaletes.
! Pregue mãos-francesas para travar os painéis laterais da viga ou trave as laterais da viga
nos painéis da laje.

129
Montagem da fôrma

Nº QUANT. DENOMINAÇÃO MATERIAL DIMENSÕES


7 7 Costela Sarrafo de pinho 2,5x5x156,6
6 4 Gravata Sarrafo de pinho 2,5xl0x49,4
5 1 Painel de fundo Chapa compensado l,2xl2xl59
4 4 Gravata Sarrafo de pinho 2,5xl0x39,5
3 1 Painel lateral interno Chapa compensado l,2x22xl56,6
2 4 Gravata Sarrafo de pinho 2,5xl0x48,7
1 1 Painel lateral externo Chapa compensado l,2x3l,2xl56,6

Elementos auxiliares à fôrma de viga

130
Confecção da escora

Nº Quant. Denominações Material dimensões


8 1 Escora (pé-direito) Pontalete de pinho 8xl75x8
9 1 Travessa Pontalete de pinho 8x88x8
10 2 Mão -francesa Sarrafo de pinho 25x60xl0
13 2 Tala Sarrafo de pinho 2,5x30xl0
Prego l8x24
Prego l8x27

131
Confecção de formas de pilar e viga

Colocação de tensores

Consiste em reforçar os painéis das formas para evitar que elas se abram durante o
lançamento do concreto. Isto é feito por meio de ferros colocados paralelos entre si e
apertados com torniquete. Os tensores são colocados depois da armação da viga, seguindo
o procedimento descrito a seguir. É importante comentar que para pilares de seções
transversais mais compridas, também se devem utilizar tensores para manter a geometria do
pilar, ou seja, para impedir o esbojamento.

Processo de Execução:

! Faça a marcação dos ferros nos dois painéis e próximo às guias da tranca, espaçados
10cm entre si.
! Fure com a broca nos locais previamente determinados.
! Coloque os tensores através dos furos dos painéis e do torniquete.

Colocação de tensores

132
Observações:

Nas estruturas em concreto aparente é necessário retirar os


tensores. Para isso, colocam-se tubos de PVC entre os
painéis, facilitando a retirada dos tensores.

! Coloque os separadores próximos aos tensores e


amarrados na ferragem.
! Aperte os tensores com o torniquete até ficarem
esticados.
! Retire o torniquete e dobre as pontas dos ferros contra o
painel.
! Os tensores de barra rosqueada são colocados nos furos
feitos entre as guias da fôrma e são fixadas com arruela
e porcas.

133
4.7 Confecção de Fôrma para Laje

Ferramentas ou instrumentos

Metro Lápis
Esquadro Serrote comum
Serra circular Martelo
Nível a laser Nível de bolha
Mangueira de nível

Materiais necessários

! Chapa compensada;
! Sarrafos de pinho ou elementos metálicos;
! Pontaletes ou elementos metálicos;
! Pregos 17x21 e 17x27

134
** PROCESSO DE EXECUÇÃO UTILIZANDO CHAPA COMPENSADA COM
CIMBRAMENTO DE MADEIRA

Preparação das peças para o estrado da laje:


! Selecione as peças que serão utilizadas (chapas
compensadas, sarrafos e pontaletes).
! Marque a madeira de acordo com a planta da fôrma. Não
esqueça de acrescentar na medida dos painéis laterais a
espessura da chapa do fundo.
! Serre a madeira na serra circular ou serrote comum.

Observações:

Quando a laje for se repetir por diversos pavimentos, é importante identificar os


painéis para que eles sejam utilizados sempre no mesmo lugar em cada pavimento,
aproveitando eventuais furos para instalações elétricas e hidráulicas e recortes, ou
seja, racionalizando a execução da fôrma.

Tabuado para laje utilizando chapa compensada


Nº Quant. Denominações Material Dimensões (cm)
1 5 Escora (pé-direito) Pontalete de pinho 8 x l75 x 8
2 7 Travessão Pontalete de pinho 8 x 88 x 8
3 2 Guia Sarrafo de pinho 25 x 60 x l0
4 1 Guia (longarina) Sarrafo de pinho 2,5 x 30 x l0
5 10 Cunha (pontalete) l8 x 24
Prego 15x15

135
Preparação do estrado:

! Marque nas gravatas das vigas as posições das guias.


! Pregue as guias nas gravatas.
! Distribua os travessões sobre as guias.
! Faça o escoramento do tabuado com pontaletes de 8cm x 8cm.
! Faça um escoramento utilizando uma guia longarina, escoras e calços no centro do
vão do tabuado.
! Aprume e trave todo o conjunto com sarrafos.
! Pregue as guias nas escoras.
! Pregue as travessas nas guias.
! Pregue a chapa compensada sobre as travessas.
! Nivele o tabuado através das cunhas.
! Fixe as cunhas.

**PROCESSO DE EXECUÇÃO UTILIZANDO CHAPA COMPENSADA COM


CIMBRAMENTO METÁLICO

Preparação das peças para o estrado da laje:

! Selecione chapas compensadas que serão utilizadas para eventuais arremates.


! Separe equipamentos metálicos (perfis, escoras e acessórios) conforme previsto no
projeto de escoramento.
! Serre as chapas compensadas na serra circular ou com serrote comum.

Montagem do escoramento da laje:

! Marque as posições das torres de carga e/ou escoras metálicas no chão.


! Monte torres de carga conforme indicado no projeto de escoramento, observando
regulagem prevista no pé da torre. Observe que em função do terreno pode ser
necessária a colocação de tábuas para distribuir as cargas atuantes para o terreno.
! Faça regulagem dos forcados no topo das torres para receber os perfis primários.
! Ajuste a altura das escoras metálicas para a altura prevista. Observe que para obter a
abertura da escora do pé direito (piso a piso) deve-se descontar a espessura da laje, a
espessura do compensado e as alturas dos perfis metálicos.
! Posicione as escoras conforme previsto no projeto com auxílio de tripé para manter a
escora em pé. As escoras podem necessitar de tábuas para distribuição das cargas, em
função do terreno.
! Posicione as guias (perfis primários) nos forcados de escora ou forcados das torres de
carga.
! Cunhe os perfis primários para evitar risco deles torcerem ou tombarem

Forcado Cunha

Perfil C

136
! Posicione os perfis secundários (barrote) sobre as guias,
obedecendo ao espaçamento previsto entre eles. Estes perfis
podem ser fixados nos perfis primários através de pregos nas
almas de madeira destes perfis metálicos. Conforme previsto
no projeto de escoramento, os perfis secundários podem ter
apoio na lateral das vigas ou não.

Observações:

Perfis metálicos são fornecidos em comprimentos padronizados, não devem ser


cortados, mas aplicados com transpasse.

! Aprume as escoras. Escoras fora do prumo não resistem às cargas exigidas!

! Contravente todo o conjunto com sarrafos para a aumentar sua estabilidade. Estes
sarrafos podem ser fixados nas escoras com grampos de contraventamento.

! Forre o cimbramento da laje com compensado. A emenda entre as chapas deve


sempre coincidir com um perfil secundário, para evitar dentes no concreto.

! Pregue as chapas nos perfis com pregos. Os perfis possuem, para este fim, uma alma
de madeira. As chapas também devem ser pregadas nas fôrmas laterais das vigas.

! Após a conclusão da fôrma, faça o ajuste fino da altura e do nivelamento através das
regulagens nas escoras e nos forcados das torres de carga.

137
Escoramento e cimbramento de laje com equipamento metálico

Continue sucessivamente a montagem de todos painéis e escoras previstas para a laje

1) 2)

138
3) 4)

5)

Exemplo de fôrma modulada para laje (Topec®)

Execução de arremates

! Após a montagem, os arremates devem ser executados na forma convencional, usando


compensado apoiado em perfis metálicos ou sarrafos de madeira.

! No final, a fôrma pode ser nivelada perfeitamente com a regulagem fina das escoras.

139
4.8 Confecção de Fôrma para Escada

Considerações gerais e cálculos

A determinação da largura mínima das escadas é encontrada nos Códigos de Obras de cada
cidade. Por exemplo na cidade de São Paulo o Código de Obras estabelece a largura mínima
de 1,00m (um metro) para as casas de habitação particular e de 1,20m (um metro e vinte
centímetros) para os prédios comerciais ou residências, sem elevador. A existência de
elevador em um edifício não dispensa a construção de escada.
A parte horizontal de um degrau, denomina-se piso do degrau e a parte vertical perpendicular
ao piso é conhecida por espelho do degrau.

h = espelho

p = piso

Piso e espelho do degrau de escada

Dados experimentais fizeram concluir que a altura máxima recomendável para o espelho de
um degrau é de 0,19 m (dezenove centímetros). A largura do piso, raramente ultrapassa 0,30
m. (trinta centímetros).
B. Condell, arquiteto francês, estabeleceu uma fórmula empírica que permite calcular a
largura do piso em função da altura do espelho ou vice-versa. Esta fórmula é a seguinte:
p + 2h = 0,64m

Segundo Condell, a largura do piso do degrau mais duas vezes a altura do espelho do degrau
é igual a 0,64 m. (sessenta e quatro centímetros). Este valor é igual a largura de um passo
simples.
Desta fórmula, tirando o valor da largura do piso do degrau (p), temos:
p = 0,64 m - 2h

Para a altura do espelho do degrau h = 0,19m (dezenove centímetros), temos:


p = 0,64m - 2 x 0,19m
p=0,64m - 0,38m
P = 0,26m

Assim, neste caso, a melhor largura do piso do degrau (p) é igual a vinte e seis centímetros.
Para calcular o valor da altura do espelho do degrau (h) em função do valor de da largura do
piso do degrau (p), devemos utilizar a seguinte fórmula:
H = (0,64m-p)/2 140
O processo para execução de fôrmas de escada será descrito a partir de um exemplo de
uma escada com dois lances e patamar.

Ferramentas ou instrumentos

Metro Lápis
Esquadro Serrote comum
Serra circular Martelo

Materiais necessários

! Chapa compensada;
! Sarrafos de pinho;
! Pontaletes;
! Pregos 17x21 e 17x27

Preparação das peças:

! Selecione as madeiras que serão utilizadas (chapas compensadas, sarrafos e


pontaletes).
! Marque a madeira de acordo com a planta da escada. Não esqueça de acrescentar na
medida do painéis laterais a espessura da madeira do fundo.
! Serre as peças na serra circular ou serrote comum.

Preparação do estrado que vai servir como fundo da escada:

! Marque nas gravatas das vigas as posições das guias.


! Pregue as guias nas gravatas.
! Distribua os travessões sobre as guias.
! Faça o escoramento do tabuado com pontaletes de 8cm x 8cm, tanto nos lances
(inclinados) como no patamar (horizontal).
! Aprumar e travar todo o conjunto com sarrafos .
! Pregar as guias nas escoras.
! Pregar as travessas nas guias.
! Pregar a chapa compensada sobre nas travessas.
! Nivelar o tabuado do patamar através das cunhas.

Preparação dos painéis laterais.

! Marque as alturas dos degraus nos painéis externos já cortados conforme a planta da
forma.
! Marque as medidas dos degraus no lado interno dos painéis, utilizando o metro e
esquadro.
! Pregue os painéis externos no tabuado.
! Pregar externamente um sarrafo de pressão paralelo ao painel externo.

141
Preparação dos degraus:

! Coloque os espelhos dos degraus, depois de feitas as armações de ferro (deixando


altura para a passagem do concreto e escorando os espelhos).
! Pregue os chapuzes ligando os painéis laterais e os espelhos dos degraus.
! Pregue os calços no centro dos espelhos dos degraus.

Tabuado para escada utilizando chapas compensadas.

Nº Quant. Denominações Material Dimensões (cm)


1 14 Travessa Pontalete de pinho 8 x 8 x l05
6 2 Guia Sarrafo de pinho 2,5 x l0 x 176
7 2 Guia Sarrafo de pinho 2,5 x l0 x 96
8 2 Escora Pontalete de pinho 8 x 8 x l25
10 1 Tabuado Chapa compensada 1,2 x 80 x 118,5
Prego 15 x 15
Prego l8 x 27

142
Nº Quant. Denominações Material Dimensões (cm)
1 14 Travessa Pontalete de pinho 8 x 8 x l05
5 1 Tabuada Chapa compensada 1,2 x 80 x 80
6 2 Guia Sarrafo de pinho 2,5 x l0 x 176
7 2 Guia Sarrafo de pinho 2,5 x l0 x 96
8 2 Escora Pontalete de pinho 8 x 8 x l25
9 1 Tabuado Chapa compensada 1,2 x 80 x 118,5
10 1 Tabuado Chapa compensada 1,2 x 80 x 118,5
11 1 Painel Tábua de pinho 2,5 x 30 x 160
12 1 Painel Tábua de pinho 2,5 x 30 x 143
13 2 Painel Tábua de pinho 2,5 x 30 x 190
14 8 Calço Tábua de pinho 2,5 x 17 x 35
15 10 Espelho Tábua de pinho 2,5 x 17 x 80
16 20 Chapuz Sarrafo de pinho 2,5 x 10 x 17
17 3 Sarrafo de pressão Sarrafo de pinho 2,5 x 10 x 118
18 1 Painel Tábua de pinho 2,5 x 30 x 202
19 1 Chapuz Sarrafo de pinho 2,5 x 10 x 35

143
REFERÊNCIAS

CHAVES, Roberto. Como Construir uma Casa. 17. ed. Rio de Janeiro, TECNOPRINT. 157 p.

CHAVES, Roberto. Como construir uma casa. [S.L.: s.n., 199-?].

CTE. Qualidade na aquisição de materiais e execução de obras. Salvador, 1996.

GRAZIANE, francisco Paulo. Projeto e Execução de Estruturas de concreto armado. São


Paulo, 2005.

SENAI. RJ. Curso de Carpinteiro de Forma. Rio de Janeiro, 1992. 41 p.

_________. Execução de Fôrmas de Madeira para Concreto. Rio de Janeiro, 2001. 82 p.

SOUZA, Roberto de; MEKBEKIAN, Geraldo. Qualidade de Materiais e Execução de Obras.


São Paulo: PINI, 1996. 275 p.

SOUZA, Roberto. Gestão de Materiais de construção. São Paulo: Nome da Rosa, 2004.

144
GLOSSÁRIO

Amarração - disposição dos materiais de modo a formar um todo e com a máxima


estabilidade. Operação de ligar e manter unidos diversos materiais, por meio de grampos
de ferro e bronze.
Baldrame - viga de concreto armado que corre sobre fundação de qualquer tipo.
Bloco - fundação isolada de concreto simples ou ciclópico. Serve, normalmente, de apoio
aos pilares ou colunas.
Boca-de-lobo - peça cortada em um dos extremos em forma de "V" para encaixar na guia de
apoio. Serve para escorar o painel da viga. É feito de sarrafo ou pontalete. Também
chamado de mão-francesa.
Caixa de escada - repartimento do edifício em que está a escada.
Calço - peça de madeira sobra a qual se apoiam as escoras (pé direito) e cunhas que ficam as
escoras e auxiliam o nivelamento dos tabulados e vigas. Também chamado de sapata.
Chapuzes - pequenas peças que compõem o escoramento. São empregados nos andaimes
como reforço das guias.
Cinta - viga (baldrame) que solidariza os alicerces de uma fundação.
Coluna - suporte isolado de forma cilíndrica. Os suportes isolados não circulares são os
pilares.
Contraventamento - ligação destinada a evitar qualquer deslocamento de formas. Consiste
na ligação das formas entre si, por meio de sarrafos e caibros, formando triângulos de reforço.
Costela - sarrafo pregado nas gravatas, formando um estrado. Serve com reforço do painel
confeccionado com chapa de madeira compensada.
Cruzeta - peça formada pelas mãos-francesas, escoras e travessas. Servem de apoio para a
fôrma da viga e recebe todo o esforço que a forma vai suportar durante lançamento do
concreto.
Cunha - peça prismática geralmente usada aos pares para fixar o pontalete e nivelar os
tabuados por eles escorados. Evita o deslocamento das escoras durante lançamento do
concreto. Facilita a desenforma.
Escora (pé-direito) - suporte para fôrma das lajes e vigas, cujas carga são transmitidas pelas
guias (longarinas). Feita de caibro, pontalete, tora de eucalipto, com diâmetro variado, ou
escora de ferro com comprimento regulável.
Espelho - a parte vertical do degrau da escada.
Gastalho Conjunto de peças de madeira dispostas de forma a assegurar a locação e fixação
da fôrma do pilar. Fazem o contorno do pilar na base do mesmo.
Gravatas - são peças de ligação dos painéis da vigas, pilares e colunas. Sua principal
utilidade é evitar que as formas se abram ou deformem, durante a concretagem. A sua
fixação é feita em bancada e a distância entre elas varia de acordo com as dimensões das
fôrmas.
Guia de apoio - peça pregada nas cruzetas para escorar a boca-de-lobo (mão-francesa).
Feita usualmente de pontalete, caibro ou sarrafo.
Guia de travamento - travamento transversal das peças do escoramento (escorar),
destinadas a evitar o deslizamento das escoras, durante o lançamento do concreto. Feita de
tábuas ou sarrafos.
Guias - são peças de suporte dos travessões empregadas nos andaimes e escoramentos.
São utilizadas como vigas. Feitas, geralmente, de tábuas, caibros, pontaletes e vigas de
peroba.
Laje - placa de concreto que constitui o teto ou piso de um compartimento. Caracteriza-se por
uma espessura bem menor que as outras dimensões.
Longarinas - ver guias.
Mão-francesa - ver boca-de-lobo.

145
Montante - peça destinada a reforçar as gravatas das formas. É composto de um pontalete
que reforça várias gravatas de uma só vez. Os montantes são colocados nas faces das
formas e são ligados entre si por ferros e/ou tirantes de aço com rosca e porca.
Muro de arrimo- parede de alvenaria ou concreto destinada a suster o empuxo do solo. Ele
permite a execução de talude vertical ou quase vertical e evita desmoronamentos.
Palmeta - ver cunha.
Pé- direito - elemento construtivo de suporte nas edificações e seção poligonal, em geral
quadrado ou retangular. É constituído de alvenaria, de concreto ou de ferro. Quando de
seção circular, denomina-se coluna. Caracteriza-se por ter altura maior que as outras
dimensões.
Piso - chão, pavimento. Parte horizontal do degrau das escadas.
Pontalete - qualquer peça de madeira colocada de prumo ou ligeiramente inclinada e
trabalhando à compressão.
Ripa - fasquias de tábua ou lascas de pinheiro. São usadas em gradeamentos para receber
rebocos ou estuques. As telhas do telhado repousam em ripado de madeira fixado aos
caibros.
Sapata - fundação isolada em concreto armado.
Tabuado - superfície plana com dimensão variada. Formado por tábuas ou chapas de
madeira compensada, de espessura adequada, com escoramento compostos de escoras,
travessões e guias. Destina-se a construção de lajes.
Tala - peça colocada no escoramento, destinada à emenda das peças do escoramento.
Empregada geralmente nos pés - direitos, guias e travessões.
Travessões - são peças de suporte empregadas nos tabuadas das lajes e andaimes, feitas
de pontalete, vigas, etc.
Viga - peça de sustentação horizontal, normalmente apoiada em pilares e servindo de
sustentação às lajes. Caracteriza-se pelo comprimento sempre maior que as outras
dimensões.

146
DENDEZEIROS

REVESTIMENTO CERÂMICO

Salvador
2010
SUMÁRIO

1 Introdução ........................................................................................................................149
2 Processo produtivo de fabricação ....................................................................................150
3 Conhecimento técnico da cerâmica .................................................................................151
4 Classificação das cerâmicas ............................................................................................155
5 Tipos de assentamentos e revestimentos ........................................................................156
6 Simetria do conjunto ........................................................................................................158
7 Tensões no revestimento .................................................................................................159
8 Conhecimentos ou alterações do revestimentos cerâmicos ............................................160
9 Eflorescência - Como prevenir ........................................................................................ 161
10 As juntas nos revestimentos ..........................................................................................164
11 Quando execultar o rejuntamento ..................................................................................166
12 Limpeza ..........................................................................................................................167
13 Ferramentas ...................................................................................................................168
14 Processo de assentamento e revestimento cerâmico ............................................. .....170
15 Dicas para assentar cerâmica .......................................................................................172
Referência ...........................................................................................................................174
Glossário .............................................................................................................................175
1. INTRODUÇÃO

O REVESTIMENTO CERÂMICO é milenar. O primeiro exemplo de seu uso para


cobrir e decorar superfícies é mencionado no século VI A. C. na civilização da Babilônia. Após a
Mesopotâmia, Pérsia e Egito.
Através dos tempos, a tecnologia de fabricação foi ampliada e aperfeiçoada. Como resultado, o
revestimento cerâmico passou a ser uma opção para outros tipos de ambiente domésticos, tais
como: salas de estar, halls de entrada e quartos de dormir, bem como um material a ser usado em
ambientes públicos e indústriais, tanto em área interna quanto externa.

No Brasil o revestimento cerâmico foi introduzido através da colonização portuguesa.


Hoje já é muito utilizado em larga escala os diversos tipos de revestimentos para pisos e paredes.

149
2- PROCESSO PRODUTIVO DE FABRICAÇÃO

A cerâmica surge da mistura de :


Argila, caulim, rochas e outros elementos.

150
3- CONHECIMENTO TÉCNICO DA CERÂMICA

a. ABSORÇÃO DA ÁGUA

É a quantidade de água que uma peça cerâmica pode absorver sob condições experimentais
especiais. Uma estrutura porosa possui alta absorção de água. Portanto, materiais compactos e
sintetizados têm uma estrutura de baixa absorção de água.

b. TAMANHOS

Tamanho nominal - é a medida utilizada comercialmente para designar o produto.

Tamanho real - é a medida resultante da medida de uma peça segundo a norma.

Tamanho de fabricação - é a medida prevista para fabricação de uma peça e na qual deve ajustar-
se a medida real dentro dos limites de tolerância.

151
c. SSPECTO DIMENSIONAL

Está relacionado com as diferenças dimensionais e irregularidades na qualidade superficial,


podendo assim prejudicar a harmonia do conjunto das peças e defeitos que podem
comprometer à aparência e funcionalidade da superfície cerâmica.

Tipos de deformações que podem ocorrer na peça cerâmica.

d. RESISTÊNCIA

Resistência ao risco - é uma característica mecânica da superfície da peça e expressa sua


resistência em relação ao corte ou ao risco. Este efeito deteriora a superfície, especialmente
quando ela é brilhante e de uma só cor.

Resistência à abrasão - é uma característica mecânica da superfície da peça e representa a


própria resistência ao desgaste causado pelo movimento de pessoas e objetos.

152
Tabela 01 - CLASSIFICAÇÃO QUANTO A ABRASÃO

ABRASÃO RESISTÊNCIA EXEMPLOS ASSOCIATIVOS DOS AMBIENTES


Classe O - Desaconselhável para piso
Classe I Baixa Banheiros residenciais, quartos, etc.
Classe II Média Sala de estar, visita, tv etc
Classe III Média alta Cozinhas residenciais, corredores, escritórios
Classe IV Alta Estabelecimentos comerciais, entradas, hotéis
Classe V Altíssima Áreas públicas: Shopping, aeroporto etc

Resistência ao choque térmico – refere -se à tensão que o corpo sofre quando
submetido a bruscas variações de tem peraturas, tais como quando o piso de azulejo,
intencionalmente ou não, entra em contato com material quente ou frio.

Resistência química – é a característica que define a reação da superfície cerâmica


quando em contato com produtos químicos agressivos.

Resistência à gretagem – o termo é destinado a finas fissuras ou trincas como fio de


cabelo sobre a superfície esmaltada. A causa destes defeitos é geralmente mau acordo
entre o coeficiente de expansão térmica do corpo e de vidrado.

153
Resistência ao gelo – é a propriedade que alguns tipos de revestimentos cerâmicos têm
de resistir à ação do gelo em ambientes úmidos e a temperatura abaixo de oº. É uma
característica que depende muito da absorção de água.

e. EXPANSÃO

Expansão térmica linear ou dilatação – variação dimensional apresentada por todos os


materiais, como resultado de uma variação de temperatura.

Expansão por umidade – corresponde à expansão que o material sofre como resultado
da absorção de umidade. É recomendado que nos revestimentos cerâmicos seja feito
juntas com as devidas especificações quando a largura. Isto evitará o estufamento.

f. CONDUÇÃO

Condutibilidade elétrica – o material cerâmico é um clássico isolante e por isso não


conduz a corrente elétrica.

154
4- CLASSIFICAÇÃO DAS CERÂMICAS

GRÊS (assemelha-se a pedras naturais) dureza alta e absorção baixa.

SEMI-GRÊS – dureza média e absorção média

POROSOS – dureza baixa e absorção alta.

a. ACABAMENTO DA CERÂMICA

Esmaltado
Camada superficial de esmalte colorido que caracteriza o acabamento tradicional. Pode
ser liso, decorado, brilhante e fosco.

Não esmaltado
Os produtos não esmaltados são indicados para ambientes de altíssimo trafego, tais
como: aeroportos, shopping center, estações rodoviárias etc.

Antiderrapante
Em relação à sua antiderrapância, os pisos podem ser classificados de acordo com o
coeficiente de atrito em:

Tabela 02 - COEFICIENTE DE ATRITO


COEFICIENTE DE ATRITO ÚMIDO INDICAÇÃO RECOMENDADA
 0,40 Desaconselhável para áreas externas.
 0,40 Antiderrapante, recomendável para área
externa
 0,75 Recomendado para áreas externas com
aclive e declive.

b. QUALIDADE DA CERÂMICA

A qualidade da cerâmica e a durabilidade de uma superfície revestida com cerâmica está


diretamente relacionada a vários aspectos:

1. Planejamento e escolha de materiais;


2. Qualidade do material utilizado;
3. Qualidade da construção e do assentamento;
4. Manutenção do revestimento após o assentamento;
A qualidade da cerâmica está classificada em:

a) Extra ou de 1ª qualidade - cerâmica bitolada, sem imperfeições.


b) Standart ou de 2ª qualidade - pequeno desbitolamento, pequenas
imperfeições na face esmaltada.
c)Comercial ou de 3ª qualidade - grande desbitolamento, face irregular,
placa distorcida.
d) Resíduos(caco)

155
5- TIPO DE ASSENTAMENTO E REVESTIMENTO

a. ASSENTAMENTO

Damas

Escama de peixe

Prumo

156
b. REVESTIMENTO

Junta falseada ou matada

Junta a prumo reticulada

Junta em diagonal

Obs.: caso as dimensões da cerâmica sejam as mesmas do piso e parede, mantenha as


juntas.

157
6- SIMETRIA DO CONJUNTO

O assentador tem como prioridade a visualização do ambiente e disposição de peças.


Deve-se f azer uma análise da quantidade de peças distribuídas, onde deve começar o
assentamento, onde deve Ter arremates.

O arremate não deve ficar de imediato identificado, nem visível de primeira.


Em relação a entrada de um ambiente, o arremate deve ser colocad o na outra
extremidade do piso. Já em paredes é indicado o uso de arremate para o fundo da porta
ou um lugar não tão visível.
A simetria dá ao conjunto uma melhor visualização do ambiente. Cabe ao assentador
analisar a disposição das peças.

Cortes estreitos nas paredes Simetria do conjunto

158
7- TENSÕES NOS REVESTIMENTOS

As tensões no revestimento ocorrem quando os revestimentos cerâmicos entram em


contato com o meio ambiente logo após a saída do forno, e que prossegue após terem
sido assentados. Este comportamento(inchamento) é conhecido como DILATAÇÃO
HIGROSCÓPIA ou EXPANSÃO POR UMIDADE.

Inicialmente o esmalte está sob ligeira compressão. O inchamento do corpo cerâmico


introduz gradativamente tensões de tração no esmalte compreendendo os de
compressão. A partir do instante em que as ten sões se anulam pode- se iniciar o
gretamento.

A causa desta expressão é atribuída à reidratação dos minerais argilosos que compõem o
corpo cerâmico.
O aumento de dimensões das peças cerâmicas, qualquer que seja seu valor, implica
compressão gradativamente e indesejável ao revestimento, pois a argamassa de fixação
e o substrato tendem a impedir a expansão. O problema se agrava quando as peças
cerâmicas são erroneamente assentadas sem juntas.

159
8- CONHECIMENTO OU ALTERAÇÕES DO REVESTIMENTO CERÂMICO

a. REVESTIMENTO SUJEITO À TENSÕES DE TRAÇÃO

As peças do revestimento (pisos ou paredes) tenderiam a se ajustar uma das outras. As


juntas se abririam e teríamos instalado um processo de cisalhamento simples entre a
base das peças (tardoz) e o mat erial usado no assentamento. Atingida a ruptura, as
peças se soltariam simplesmente da base.

b. REVESTIMENTO SUJEITO À TENSÃO DE COMPRESSÃO

Em relação as peças sujeitas à compressão, elas tendem a se aproximarem. Esta


aproximação se dá devido a retraç ão da argamassa de assentamento. Na prática, as
peças da extremidade nunca aparecem soltas em pisos que sofrem colapso devido à
compressão a que estavam submetidas.

160
9- EFLORESCÊNCIA - COMO PREVENIR?

A luta contra a umidade sempre esteve pr esentes nos livros de construção civil. É
observado que o revestimento cerâmico não tem a finalidade de impedir a movimentação
de água – do solo para a superfície, mesmo porque ele está instalado na última camada a
ser atingida nessa direção. Para tanto, h á métodos e materiais apropriados que
constituem barreiras à intensa ação da água, não só sobre os materiais que revestem as
paredes e pisos, tais como rebocos, pinturas, revestimentos cerâmicos, tacos etc, mas
principalmente, sobre as condições de salubridade das habitações, cuja finalidade
primordial é abrigar o homem.

O uso do revestimento cerâmico esmaltado teve seu início de uso há três décadas
aproximadamente. Também para eles os defeitos de impermeabilização se manifestaram
não como manchas esbranquiçadas ou escuras, mas por afloramentos de líquido viscoso
através de furos extremamente pequenos do esmalte ou, então ao longo das juntas e
onde estas apresentavam trincas ou falhas de preenchimento.

Para identificar o fenômeno do aparecimento de manch as esbranquiçadas e afloramentos


descritos adotou-se o termo “eflorescência” entre os ceramistas.

 Natureza do solo

Nos pisos apoiados sobre o terreno há interesse em preparar o terrapleno para evitar a
umidade natural do solo. Uma boa prática será proporc ionar excelente permeabilidade
para esta camada de solo logo abaixo do lastro de concreto.

A água não subirá por capilaridade. Isso pode ser conseguido com a retirada de amada
superficial do solo pouco permeável e reaterro com o mesmo solo bem misturado c om
areia ou entulho da própria obra.

 Lastro de concreto
Sobre o terrapleno preparado é comum colocar -se uma pequena camada de pedra
britada, e sobre esta executa -se um lastro de concreto. Deve -se fazer um concreto
simples próprio para servir de barreira àágua dada sua impermeabilidade.
161
 Contrapiso

É constituído de argamassa de cimento e areia com impermeabilidade. É uma camada


niveladora, cuja função é tirar as imperfeições da superfície do concreto simples.

A superfície deve ser plana, rugosa e sem fissuras.

 Reboco

Se a alvenaria for de tijolos cerâmicos, por exemplo, esses precisam ser de boa
qualidade, limpo e assentados no prumo, com argamassa suficientemente resistente e
Ter superfície regular.
Antes de aplicar o reboco, é usual e recomendável chapiscar a superfície dos blocos com
argamassa apropriada. O chapisco amplia a área de contato de reboco com o substrato e
aumenta a sua aderência.

A cura do reboco demanda, no mínimo 14 dias. O processo de assentamento só deve ser


iniciado, preferencialmente após esse período.

É necessário observar que com o contrapiso seco e reboco também seco ( curado) onde
é aplicado “ argamassa colante” o problema da eflorescência pode ser definitivamente
eliminado.

162
Fique de olho:
De forma resumi da podemos chamar a atenção para problema da eflorescência que é
causada pela infiltração de água do solo ou vazamento. Em contato com os sais solúveis
do cimento, ocorre a solubilização e, por capilaridade, procura um caminho até a
superfície. Aí se depos ita sob o aspecto de um líquido viscoso incolor, assumindo ao
secar a forma de um pó branco que, além de deteriorar esteticamente o piso, pode
algumas vezes atacá-lo.

163
10- AS JUNTAS NOS REVESTIMENTOS

Antes de iniciar a execução dos revestimentos, uma das ta refas obrigatórias é o


Planejamento das juntas. O projeto das juntas deve levar em conta os tipos de juntas,
posicionamento, largura e materiais que devem preenchê -las.

a. JUNTAS DE ASSENTAMENTO

São juntas entre as peças que compõem o revestimento. A necessidade deste tipo de
juntas é devido as causas a seguir:
 Desbitolamento dos revestimentos cerâmicos
 Alinhamento
 Tensões higiene
 Função estética
 Remoção de peças

No mercado já existem juntas que eliminam o uso de palitos, pregos e linhas, tornando o
alinhamento muito mais perfeito e rápido. O formato pode ser em cruz e tês.

A largura das juntas deve ser feita conforme recomendação do fabricante da placa cerâmica.

164
b. JUNTAS DE DILATAÇÃO

São as que interrompem o contrapiso e tem como função permitir possíveis variações
dimensionadas. A largura deverá ser de 10mm e ser preenchida com material elástico. Essas
precisam ser colocadas:

 No encontro entre o piso e a parede:

 Em volta de pilares;

No máximo, a cada 6 metros lineares para áreas internas e externas, respeitando-se os limites de
12m² para áreas externas e 20m² para áreas internas para cada pano de revestimento.

c. JUNTAS DE DESSOLIDARIZAÇÃO

Espaço regular que tem como objetivo subdividir o revestimento do piso para aliviar tensões
provocadas pela movimentação da base ou do próprio revestimento. As juntas são indicadas em
mudanças de planos (quinas de paredes tanto internas quanto externas) e perímetro das áreas
revestidas.

d. JUNTA ESTRUTURAL

Tem como função aliviar tensões provocadas pela movimentação do concreto. É o espaço regular
entre estruturas.

Material para consulta: NBRs


13.753/13.754/13.755

165
11- QUANTO EXECUTAR O REJUNTAMENTO

Devido às condições de cura da base ou da argamassa colante, geralmente se


recomenda rejuntar no mínimo após 24 horas do assentamento, assim mesmo em piso, é
recomendável que se usem tábuas para não pisar diretamente sobre as peças.

A maioria dos materiais de rejuntamento é a base de cimento portland cinza ou branco.


Os cimentos podem receber adições de outros produtos para:

 Serem flexíveis
 Repelirem água
 Resistirem a fungos
 Permanecerem branco
 Terem dureza
 Serem impermeáveis
 Serem coloridos etc.

O rejuntamento deverá preencher as juntas perfeitamente, para que não ocorram infiltração de
água.
O processo de rejuntamento é feito utilizando-se um rolo ou uma desempenadeira
emborrachada.

Fique de olho.

“Rejuntamento pré-dosado/colorido:
6 volumes de pó de rejuntamento + água e um volume de tinta látex acrílico.”

166
12- LIMPEZA

Após o rejuntamento faça uma limpeza p révia com um pano seco retirando todo excesso
entre as juntas.

Após aplicação, limpe logo antes que o material perca sua plasticidade, porém antes de
Ter endurecido. Uma limpeza prematura poderá provocar a remoção parcial do rejunte e
uma tardia obrigará a uma limpeza agressiva, mecânica ou química, que poderá
deteriorar irreversivelmente a superfície cerâmica.

a. MANUTENÇÃO

Quanto à manutenção após o assentamento, observamos que o revestimento cerâmico


por ser um material compacto e inerte, é muito fácil de limpar. Na maioria das vezes,
basta um pano úmido.

Nos casos de maior sujeira, use um detergente. Não aplique produtos ácidos, abrasivos
ou limpeza mecânica em produtos esmaltados. Isto poderá deteriorar irreversivelmente o
revestimento cerâmico.
Evite o acúmulo de sujeira ,principalmente resíduos de cimento que após secarem são de
difícil remoção.

167
13- FERRAMENTAS

Todo o assentador de cerâmica deverá possuir uma caixa de ferramentas completa,


evitando perdas de tempo e de material.

 Cortador de cerâmica

 Rodel ou vídea

 Régua de pedreiro

 Nível de mangueira

 Nível de bolha

 Prumo

168
 Colher de pedreiro

 Martelo

 Linha de nylon

 Desempenadeira dentada 8 x 8 para piso e 6 x 6 para azulejo

 Metro

 Esquadro

169
14-PROCESSO DE ASSENTAMENTO E REVESTIMENTO CERÂMICO

REVESTIR PAREDE

 A alvenaria precisa ser chapiscada com argamassa de cimento e areia grossa traço 1:3
(superfície rugosa);

 Após secagem do chapisco é feito o reboco grosso ou emboço(cimento + areia grossa +


arenoso) ;
(mestras/encher os panos/sarrafear)

 Nivele as paredes que serão revestidas, use como referência a soleira da porta de entrada. O
ponto de referência deve ser marcado à altura de 1m para facilitar todo o nivelamento.

 Após o nivelamento, a próxima etapa é trabalhar com régua e sarrafo de alumínio, este servirá
como base de apoio para 1ª fiada.

Obs 1.: o espaço entre o contrapiso e a 1ª fiada de cerâmica assentada sobre a régua deve
corresponder à espessura do piso de acabamento, mais o rodapé ou uma fiada da mesma
cerâmica, que será assentada após o piso de acabamento.

Faça “galga” nas paredes e comece o serviço de baixo para cima, usando os espaçadores para as
juntas.

O assentamento da cerâmica deve tTer como auxílio o martelo de borracha. A tarefa de


“bater” não é apenas necessário para nivelar, mas sim, para criar meios de aderência.
Após todo o assentamento, tenha o cuidado de deixar a cerâmica sempre limpa, principalmente as
juntas, pois a próxima etapa é o rejuntamento.
O rejuntamento pode ser feito com um rodo, deixe-o secar por 15min e depois passe um pano
seco para tirar todo o excesso.

Fique de olho.

Não esquecer de verificar se existe sons ocos(retirada de peça).

REVESTIR PISO

 Limpar a superfície da laje;

Umedecer a superfície da laje ou lastro de concreto e aplicar cimento em pó formando uma


camada de aderência da argamassa a laje. Este vínculo reduzirá o efeito retração da
argamassa sobre os revestimentos.

170
 Preparar a argamassa para o contrapiso;
(cimento + areia grossa) traço 1:5

O contrapiso para sua execução:

 Nivele e talisque;
 Encha os panos, sarrafie e desempene.

Fique de olho.

“Só inicie o assentamento após a cura da base.”

Assentamento da cerâmica:

a) Coloque uma régua paralela à parede de referência e outra perpendicular a 1ª formando


um ângulo de 90º;
b) Coloque o esquadro para comprovar o ângulo formado pelas réguas.

Obs.: a distância das réguas na parede deve ser igual a largura da cerâmica mais 1cm(varia
com a junta utilizada). Utilize pregos e a linha de nylon e determine o esquadro.

Ö uso da argamassa colante é recomendado pelas seguintes vantagens:

! Capacidade de retenção de água. O que torna desnecessário molhar as peças cerâmicas;


! Elevado poder adesivo;
! Já vem pré-dosificado da fábrica, evitando-se variações, com é o caso de argamassas
preparadas em obra;
! Facilidade no assentamento;
! Incremento na velocidade de assentamento.
! As argamassas são comercializadas em pó, com os seguintes materiais: Cimento, areia e
aditivos pré-dosados adicionando-se água no momento certo da sua utilização.

Obs.: Antes de iniciar o assentamento, faça uma inspeção nas peças cerâmicas que serão
assentadas, verificando se todas são da mesma referência, tonalidade e tamanho.
Não misture peças de tonalidades e tamanhos diferentes.

( c) Umedecer a superfície que será assentada;

! Preparar a argamassa colante conforme recomendação do fabricante/ deixar descansar;


! Assentar a 1ª fiada com o uso da desempenadeira dentada (1° o lado liso após o lado
dentado formando cordões). Utilizar martelo de borracha de modo a aumentar a aderência
entre a cerâmica e a argamassa.

171
15- DICAS PARA ASSENTAR CERÂMICA

 O profissional nesta área deve ficar atendo aos detalhes abaixo como referência de uma
trabalho de " Qualidade e Produtividade ".
 Verificar a metragem, incluir 10% para cortes, acabamento e substituição posterior de peças;

 Antes de assentar o revestimento cerâmico, verifique se o tamanho e tonalidades indicados na


caixa são iguais;

 É obrigatório o uso de juntas para compensar a dilatação da cerâmica ou futura substituição;

 Teste o assentamento retirando algumas peças ainda frescas, verificando a aderência da


argamassa, e após 48 horas, fazendo o teste de som com pequenas batidas na cerâmica.

 Caso não haja necessidade de retirar todo o revestimento aplicado devido ao desgaste do
tempo, use piso sobre piso que permitem a aplicação de revestimentos novos sobre antigos;

 Não ande sobre piso recém assentado, Use uma tábua;

 Use rejunte industrializado;

 Não deixe para o dia seguinte a limpeza do piso ou rejunte.

Durabilidade

Existem locais que exigem pisos mais resistentes, pois receberão maior fluxo de pessoas e de
mercadorias, como é o caso das edificações comerciais e industriais.

Obs.: Não esqueça da qualidade do produto pois muitas vezes " o barato sai caro "

Praticidade na limpeza

O mundo atual exige uma vida mais prática. Para atender a esta exigência, a industria colocou
a disposição do consumidor, pisos cuja limpeza se tornou mais fácil

A função do cômodo

As edificações comerciais, conforme referência anterior, solicitam pisos mais resistentes. No


mercado encontramos vários tipos de cerâmica que podem ser utilizadas para os mais diversos
ambientes, desde os mais simples até os mais refinados; para estes recomendo o porcelanato.

172
Ainda para locais que exige requinte, o granito e o mármore são também uma boa opção.

Residências

Sugestões para alguns cômodos:

Salas - Levando em consideração os outros elementos e a sua preferência, faça a sua escolha:
Cerâmica, laminado, mármore, granito, pedra natural ou taboado.

Dormitórios - as cerâmicas e os laminados são bem adequados

Banheiros, Cozinhas, Copas e áreas de serviço - para estas áreas. Nada melhor do que uma
cerâmica de boa qualidade.

Garagens - Manchas de óleo e marcas de pneu costumam comprometer aparência de pisos de


garagem. Escolha pedras escuras e fáceis de limpar para amenizar o problema. Uma das mais
indicadas é a ardósia, por causa da baixa porosidade.

Outros locais

Em áreas de contorno de piscina e em rampas descobertas a pedra natural é ideal, pois é


antiderrapante é desaconselhável o uso de ardósia, pois esquenta muito, ficando impossível
tomar sol deitado sobre elas. No mercado encontramos diversos tipos de pedra tais como: Pedra
sabão, pedra goiás, quartzito, pedra luminária.

Uma advertência importante é para o uso de cerâmica em locais expostos á presença da água,
onde costuma-se secar roupas, deve-se escolher uma cerâmica com textura irregular e nunca
totalmente lisa, com o objetivo de evitar acidentes.

A harmonia com outros elementos do ambiente

É importante observar se o piso escolhido combina com os móveis; por exemplo, se a mobília for
escura, o ideal é colocar um piso claro para dar destaque aos móveis. Se a mobília for clara você
poderá utilizar um piso escuro para dar contraste, mas se mesmo assim você prefere um piso
claro, coloque outros elementos com uma cor forte de modo a dar maior realce ao ambiente.

Não esqueça também de observar a combinação de cores do piso com outros elementos como
paredes, cortinas, tapetes etc., de modo a formar um conjunto harmônico.

173
REFERÊNCIAS

ANFACER. Vamos assentar cerâmica. São Paulo, 1992

ARQUITETURA E CONSTRUÇÃO. São Paulo: Abril, Jan. 1998.

________. São Paulo: Abril, maio 1997.

CABANAS, Carlos Eduardo. Manual para Revestimento de Paredes com Pastilhas de


Porcelana. São Paulo: PINI, 1995.

ELIANE Revestimentos Cerâmicos. Manual Técnico. [S.l.: s.n., 199-?].

FIORITO, Antônio J. S. I. Manual de argamassa e revestimentos: estudos e


procedimentos de execução. São Paulo: PINI, 1994.

GUIA Weber. [ S. L.: s. n., 2008 ].

174
GLOSSÁRIO

ACESSO - rampa, escada, corredor ou qualquer meio de entrar e sair de um ambiente, uma casa
ou um terreno.

ACLIVE - Ladeira. Quando o terreno se apresenta em subida em relação à rua.

ALTO-RELEVO - Saliência criada e definida numa superfície plana.

ALVENARIA - conjunto de pedras de tijolos ou de blocos - com argamassa ou não quer forma
paredes, muros e alicerces.

ANDAIME - plataforma usada para alcançar pavimentos superiores da construção


APRUMAR - acertar a verticalidade de paredes e colunas por meio do prumo.

ARDÓSIA - pedra azulada ou esverdeada, macia e de corte fácil. Pode ser usada em
revestimentos internos ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. Risca com
facilidade.

ARENITO - rocha composta de pequenos grãos de quartzo, calcário ou feldispato, usada em


pisos externos. Nos pisos internos, o arenito normalmente recebe polimento e rejunte de
granilite ( pó de mármore e grana + cimento )

ARGAMASSA - mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes cimento e/ou
cal) e água.

ASSENTAR - colocar e ajustar tijolos, blocos, esquadrias, pisos, pastilhas e outros acabamentos.

ASSOALHO - piso de madeira de tábuas corridas.

AZULEJO - Ladrilho, placa de cerâmica polida e vidrada e diversas cores. A origem do azulejo
remonta aos povos babilônicos, com os árabes os azulejos ganharam maior difusão,
marcando fortemente a arquitetura moura na Penísula Ibérica.

CAULIM - argila branca, rica em carbonato de cálcio, base de extração o cal.

CERÂMICA - arte de fabricação de objetos de argila, tais como tijolos, telhas e vasos. Também
refere-se às lajotas usadas em piso ou com revestimento de paredes.

CHAPISCAR - lançar argamassa de cimento e areia grossa a superfície para torná-la áspera e
facilitar a aderência do emboço (massa grossa).

CONTRAPISO - camada com cerca de 3cm de cimento e areia, que nivela o piso antes da
aplicação do revestimento.

DECLIVE - quando a inclusão do terreno se apresenta abaixo do nível da rua. Plano que garante o
rápido escoamento das águas das chuvas.

DESEMPENADEIRA - instrumento formado por uma alça de madeira de base lisa, usada para
eliminar ondulações e desníveis em rebocos de paredes ou aplainar argamassa sobre
os quais serão assentados os acabamentos de pisos e paredes.

175
DILATAÇÃO - aumento de dimensão, aumento do volume dos corpos, a partir da ação do calor.

GRANILITE - mistura de cimento (geralmente branco), pó de mármore e grana, usada para


revestir paredes e pisos.

JUNTA DE DILATAÇÃO - recurso que impede rachaduras ou trincas. São réguas muito finas de
madeira, metal ou plástico que criam o espaço necessário para que materiais como
concreto, cimento, granilite etc. se expandam sem danificar a superfície.

LADRILHO - peça quadrada ou retangular, com pouca espessura, de cerâmica, barro cozido,
cimento, mármore, pedra, arenito ou metal.

MÁRMORE - rocha cristalina e compacta, tem bom polimento e poucaica, barro cozido, cimento,
mármore, pedra, arenito ou metal.

NÍVEL - instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície, a fim de evitar ondulações
em pisos e contrapisos

PASTILHA - pequeno peça de revestimento, quadrada ou hexagonal, feita de porcelana ou vidro.

PÉ-DIREITO - altura entre o piso e o teto.

PISO - base de qualquer construção. Onde se apóia o contrapiso. Andar, pavimento

REBOCO - revestimento de parede feito com massa fina, podendo receber pintura diretamente
ou ser recoberto com massa corrida.

REJUNTE - argamassa que preenche as frestas entre as peças de revestimento como cerâmica

RODAPÉ - faixa de proteção ao longo das bases das paredes, junto ao piso como cerâmica.

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