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NÚCLEO DE ESTUDO EM ESTETICA ANA CAROLINA PUGA -

NEPUGA

LEILA PRISCILA TORRES

EFEITOS DA CARBOXITERAPIA NO TRATAMENTO DE FIBRO


EDEMA GELÓIDE

RIBEIRÃO PRETO
2016
2

LEILA PRISCILA TORRES

EFEITOS DA CARBOXITERAPIA NO TRATAMENTO DE FIBRO


EDEMA GELÓIDE

Artigo apresentado a Núcleo de Estudos em


Estética Ana Carolina Puga como requisito
parcial para a conclusão do Curso de Pós
Graduação em Estética.

Orientadora: Prof.ª Ms. Luciana de


Araújo Mendes Silva

RIBEIRÃO PRETO
2016
3

EFEITOS DA CARBOXITERAPIA NO TRATAMENTO DE FIBRO EDEMA


GELÓIDE

RESUMO

O presente trabalho foi realizado através de um levantamento bibliográfico,


sobre o tratamento do Fibro Edema Gelóide com o uso da carboxiterapia.
Esclarecendo os tipos de tecidos, suas funções, as causas, diagnóstico e
tratamentos indicados, discutindo o uso da técnica da Carboxiterapia como
tratamento e seus efeitos no Fibro Edema Gelóide. A Carboxiterapia é um dos
tratamentos mais procurados nas clínicas de estética, é um método promissor de
fácil aplicação, que vem sendo utilizado para melhora do quadro do FEG
melhorando seus sinais e sintomas.

Palavras-chave: Celulite, Caboxiterapia, FEG, Fibro Edema Gelóide

_____________________
1Graduada em Biomedicina pela Faculdade Patos de Minas - FPM (2014). e-mail:
leilatorresbiomedica@outlook.com
2 Pós Graduanda em estética pelo Núcleo de Estudo em Estética Ana Carolina Puga - NEPUGA
4

SUMARIO

1 INTROCUÇÃO........................................................................................................05
METODOLOGIA.......................................................................................................06
2 SISTEMA TEGUMENTAR......................................................................................07
2.1 Epiderme.............................................................................................................08
2.1 Derme..................................................................................................................09
2.3 Hipoderme..........................................................................................................10
3 FIBRO EDEMA GELÓIDE......................................................................................10
3.1 Classificação do Fibro Edema Geloide............................................................12
3.1.1 Primeira fase ou Grau I.....................................................................................12
3.1.2 Segunda fase ou Grau II...................................................................................12
3.1.3Terceira fase ou Grau III.....................................................................................12
3.1.4 Quarta fase ou Grau IV.....................................................................................13
4 CARBOXITERAPIA................................................................................................14
4.1 Efeito de Borh.....................................................................................................15
5 CARBOXITERAPIA NO TRATAMENTO DO FIBRO EDEMA GELÓIDE..............16
6 CONCLUSÃO.........................................................................................................17
REFERENCIAS..........................................................................................................18
5

1 INTRODUÇÃO

O presente trabalho teve como objetivo avaliar os benefícios do uso da carboxiterapia no


tratamento do fibro edema Gelóide. Os métodos de pesquisa utilizados para o
desenvolvimento deste trabalho foram à pesquisa bibliográfica, descritiva. Além de bases de
dados tais como PUBMED, SCIELO e LILACS.
A busca incessante pelo corpo perfeito vem aumentando a cada dia, com
isso a estética vem ampliando sua área de atuação para melhor atender as
necessidades de seus pacientes, promovendo melhora na qualidade de vida física e
psicológica de seus usuários.
Uma das principais queixas nas clinicas atualmente é em relação às celulites,
que não são bem vistas pelos padrões de beleza atuais. Cada dia mais as mulheres
procuram centros estéticos para tratar essas irregularidades na pele.
Segundo Guirro e Guirro (2002), FEG (fibro edema Gelóide) foi o termo
escolhido para nomear os achados histopatológicos, popularmente conhecidos como
celulites. Pode ser encontrado nestes achados outros temos como: lipoesclerose
nodular, lipodistrofia localizada, lipodistrofia ginóide paniculose, entre outros.
acontece nesta doença.
De acordo com Ciporkin e Paschoal (1992), o FEG é uma infiltração
edematosa do tecido conjuntivo subcutâneo, não inflamatório. Esta disfunção trata
se de uma desordem localizada que afeta os tecidos subcutâneo e dérmico, sendo
mais comum em braços, coxas, abdômen e joelhos (SANTOS, 2014). Sua causa
esta ligada a diversos fatores como hereditariedade, desequilíbrio hormonal, idade,
sedentarismo, etilismo, problemas circulatórios, hábitos alimentares e tabagismo.
(CARVALHO; MEIJA, 2010)
Segundo Carvalho e Meija (2010) o mecanismo da FEG tem inicio no
acumulo de líquido nos espaços extracelulares provocados pela má circulação
linfática, promovendo a entrada de liquido para dentro do adipócito causando a
6

alteração do PH, aumentando a pressão intracelular e causando alterações


metabólicas.
A Carboxiterapia é uma técnica utilizada na maioria dos centros estético para
tratamento da FEG. A técnica utiliza o gás carbônico, injetado no tecido subcutâneo,
estimulando assim efeitos fisiológicos como melhora da circulação e oxigenação
tecidual. O mecanismo de ação do gás carbônico é, sobretudo, na microcirculação
vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da
drenagem veno-linfática, melhorando consequentemente o fluxo de nutrientes, entre
eles, (CORREIA, 2008).
A ação farmacologica do anidro carbônico sobre o tecido irá promover uma
vasodilatação local aumentado o fluxo vascular ocorrendo um aumento da pressão
parcial de oxigênio causando a potencialização do efeito de Bohr esse efeito é a
facilitação da liberação de oxigênio da hemoglobina reduzindo a afinidade da mesma
pelo organismo, resultando em uma maior quantidade de O2 induzindo o
metabolismo celular. (HARTMAN, 1997, LOPEZ, 2005).
A administração de CO2 mostrou se eficaz não apenas na melhoria local dos
parâmetros de circulação, mas também, na indução de aumento parcial do O2.
Apesar de existirem inúmeros tratamento para FEG, pode se dizer que, a
carboxiterapia é um dos tratamentos de maior eficácia, melhorando as artenopatias
e adiposidades localizadas, e a elasticidade cutânea, por meio do efeito vêno-motor
com melhora da perfusão no tecido, a circulação no local e a reorganização das
fibras de colágeno e fibras elástica.

METODOLOGIA

Os métodos de pesquisa utilizados para o desenvolvimento deste trabalho foram


á pesquisa bibliográfica, descritiva.
A pesquisa bibliográfica é aquela que permite ao pesquisador inteirar-se das
atualizações sobre o tema estudado a partir do alcance da “expressão literária do
raciocínio desenvolvido no trabalho” (SEVERINO, 2000)
7

A pesquisa bibliográfica é aquele que engloba “todos os materiais, ainda não elaborados,
escritos ou não, que podem servir como fonte de informação para a pesquisa cientifica”
(MARCONI, M. A.; LAKATOS E. M, 2001).
O presente trabalho teve como objetivo avaliar os benefícios do uso da
carboxiterapia no tratamento do fibro edema Gelóide. Além de artigos publicados
entre janeiro de 2004 e fevereiro de 2014 também foram utilizadas bases de dados
tais como PUBMED, SCIELO, LILACS.

2 SISTEMA TEGUMENTAR

O corpo humano é coberto pelo sistema tegumentar, que é constituído pela


pele e por varias outras estruturas acessórias. (Figura 1) Tem como função:
proteção, excreção, regulação da temperatura, sensibilidade tátil e produção de
vitamina D. (PACHECO, 2012)

Figura 1 – Arquitetura Típica do Tegumento


Fonte: Guirro e Guirro, (2004, p. 14).

O tegumento reveste toda superfície do corpo e é constituído por uma fração


epitelial, a epiderme, e uma fração conjuntiva, a derme. Abaixo e em continuação
com a derme está a hipoderme, tela subcutânea, que embora tenha a mesma
8

origem e morfologia da derme não faz parte da pele, a qual é formada apenas por
duas camadas. (CARVALHO; MEIJA, 2010)

Figura 2. Camadas da pele


Fonte: www.emaze.com

2.1 Epiderme

A epiderme é uma camada avascular da pele e a mais externa do corpo. Suas


células são estratificadas, de forma pavimentosa. È uma camada impermeável
devido á sua camada superficial morta e queratinizada, denominada como camada
córnea, suas células podem apresentar se de forma compacta ou em disfunção.
(KUHNEN, 2010)
Quanto as sua inúmeras funções, conferem ao organismo proteção contra
raios ultravioletas, proteção contra agentes físicos e químicos do meio externo,
contra microorganismos parasitas, prevenção da desidratação e perda de eletrólitos,
proteção contra o encharcamento quando em contato com água. Apesar não
apresentar vasos sanguíneos, sua nutrição ocorre por via da difusão de leitos
presentes na derme. (BORGES, 2006)
A epiderme é completamente celular, composta por um epitélio escamoso
estratificado que contém cinco tipos de células distintamente histológicas. Estas são
organizadas em camadas: estrato córneo, estrato lúcido, estrato granular, estrato
espinhoso e a camada basal. (OBAJI, 2010)
9

Figura 3. Camadas da epiderme


Fonte: www.infoescola.com

2.2 Derme

Segundo Carvalho e Meije (2010) ‘‘derme é formada por tecido conjuntivo e


fica localizada abaixo da epiderme’’. É suprida por vasos sanguíneos , terminações
nervosas e vasos linfáticos. Possuem também órgãos de sentidos e glândulas
especializadas. (GUIRRO; GUIRRO, 2002)
Sua espessura varia de acordo com as diferentes partes do corpo. Com o
envelhecimento, essa camada diminui sua espessura e sua hidratação. A é
constituída por nervos, glândulas sudoríparas e vasos sanguíneos, consiste
principalmente em colágeno ( BAUMANN, 2004, p.9)
10

Figura 4: Representação da Anatomia da pele – Derme


Fonte: www.infoescola.com
2.3 Hipoderme

A hipoderme é formada por uma camada adiposa, que é reservatório


energético, e por tecido conjuntivo frouxo. A hipoderme não faz parte da pele, porém
é de suma importância porque fixa a pele as estruturas subjacentes. (GUIRRO;
GUIRRO, 2002) Também nomeada de tela subcutânea, tem função de isolar o corpo
das variações externas do meio ambiente.(CARVALHO; MEIJA, 2010)

Figura 5: Hipoderme ou Tecido Subcutâneo


Fonte: saúde.umcomo.com.br
11

3 FIBRO EDEMA GELÓIDE

O FEG, popularmente conhecido como ‘celulite’, afeta cerca de 80 a 90% das


mulheres após a puberdade, é definida como desordem metabólica localizada no
tecido subcutâneo que promove alterações na forma do corpo, desencadeando
modificações nos adipócitos, na microcirculação e na derme. Manifesta se sob a
forma de nódulos ou placas, que dão origem ao aspecto de ‘casca de laranja’ na
pele. (CORRÊA, 2008)
Segundo Guirro e Guirro (2002), fibro edema gelóide foi o termo escolhido
para nomear os achados histopatológicos, popularmente conhecidos como celulites.
Pode ser encontrado nestes achados outros temos como: lipoesclerose nodular,
lipodistrofia localizada, lipodistrofia ginóide paniculose, entre outros.
De acordo com Ulrich (1982), o termo celulite é empregado de maneira
errada, já que a definição correta para a palavra é inflamação das células, o que não
acontece nesta doença.
De acordo com Ciporkin e Paschoal (1992), o FEG é uma infiltração
edematosa do tecido conjuntivo subcutâneo, não inflamatório, seguido de
polimerização da substância fundamental, que, infiltrando se nas tramas, produz
reação fibrótica consecutiva, onde, os mucopolissacarídeos que a integram sofrem
um processo de geleificação.
Esta disfunção trata se de uma desordem localizada que afeta os tecidos
subcutâneo e dérmico, sendo mais comum em braços, coxas, abdômen e joelhos
(SANTOS, 2014). Sua causa esta ligada a diversos fatores como hereditariedade,
desequilíbrio hormonal, idade, sedentarismo, etilismo, problemas circulatórios,
hábitos alimentares e tabagismo.(CARVALHO; MEIJA, 2010)
Segundo Carvalho e Meija (2010) o mecanismo da FEG tem inicio no
acumulo de líquido nos espaços extracelulares provocados pela má circulação
linfática, promovendo a entrada de liquido para dentro do adipócito causando a
alteração do PH, aumentando a pressão intracelular e causando alterações
metabólicas.
12

Os tecidos adiposos e cutâneos são afetados em diversos graus, ocorrendo


uma série de alterações estruturais na microcirculação, na derme e nos adipócitos
que não são apenas morfológicas, mas também bioquímicas, histoquímicas e ultra
estruturais (GUIRRO ; GUIRRO, 2002).

3.1 Classificação do FEG

Segundo Guirro e Guirro (2002), podemos classificar as alterações teciduais


em quatro fases histopatológicas:

Figura 6: Graus da Celulite


Fonte: www.biomodulaçãocorporal.com.br

3.1.1 Primeira fase ou Grau I: é uma fase circulatória, imperceptível para


paciente, que acomete os sistemas circulatórios e linfáticos. Esta é a fase congestiva
simples onde há hipertrofia das células adiposas devido o acumulo de lipídios,
ocasionando á diminuição na drenagem intercelular causando o inundamento do
tecido (CORREIA, 2005). Segundo Guirro e Guirro (2002), esta é a fase da
congestão onde ocorrem alterações circulatórias, que comportam essencialmente
uma estase venosa linfática.
3.1.2 Segunda fase ou Grau II: as depressões são visíveis sem a contração
muscular ou a compressão do tecido entre os dedos (CARVALHO; MEIJA, 2010).
13

Esta é considerada a fase exsudativa, a dilatação provocada pela estase aumenta,


sendo o tecido celular invadido por um composto de mucopolissacarídeos e
eletrólitos. Tal exsudato dissocia as fibras conjuntivas e altera as terminações
nervosas da região (KUHNEN, 2010). Segundo Miguel (2002) o sistema linfático
passa a ter ação limitada, sendo que o acúmulo de líquido gera a formação de
edemas e que todas as estruturas presentes na região começam a ser pressionadas
por adipócitos que aumentaram de tamanho e pelo edema do tecido.
3.1.3Terceira fase ou Grau III: classificada como a fase nodular. Esta é a fase
de reorganização fibrosa, onde segundo Guirro e Guirro (2002), afirmam que em
decorrência da fase anterior, ocorre irritação das fibras teciduais que se separam em
fibrilas que multiplicam se dando origem a uma transformação fibrinóide na derme e
hipoderme. Consequentemente aparecem os fibroblastos, que formam um
arcabouço fibroso, que vai se transformando em colágeno. Assim os sinais tornam
se visíveis, sem ser necessário a palpação para serem percebidos (MIGUEL, 2002).
3.1.4 Quarta fase ou Grau IV: Tambem conhecida como fase de esclerose.
Ocorre diminuição do aporte sanguíneo, ocasionando alterações nutricionais do
tecido (LUZ, 2003). Tem as mesmas características do grau III com nódulos mais
palpáveis e dolorosos (CARVALHO ; MEIJA, 2010)

3.2 Principais Tratametos

O tratamento da celulite consiste em: cuidados gerais, tratamento tópico,


sistêmico, fisioterápico e complementares.
Os cuidados gerais contam com dieta balanceada, vestuário adequado e
atividade física apropriada. O tratamento tópico requer utilização de produtos
anticelulites como os cremes, emulsão, gel entre outros, embora não haja estudos
comprovando sua eficácia. No tratamento sistêmico é indicado medicamentos que
atuem na circulação venosa, linfática e na microcirculação periférica. Nos
tratamentos fisioterápicos são incluídos vários tipos de técnicas, são elas:
endermologia, drenagem linfática manual, eletroterapia, ultrassom, lipossucção,
fonoforese, carboxiterapia entre outros (CARVALHO; MEIJA, 2010)
14

Por se tratar de um distúrbio estético de etiologia multifatorial, vários são os


tratamentos propostos para o FEG, envolvendo uma equipe multidisciplinar, onde os
bons resultados são obtidos quando os procedimentos e recursos são perfeitamente
integrados. Nesse contexto, tem-se a Carboxiterapia, método promissor no
tratamento do FEG. A técnica é definida como a administração terapêutica do anidro
carbônico (também denominado gás carbônico ou CO2 ) através de injeção
hipodérmica no tecido subcutâneo diretamente nas áreas afetadas (CORREIA,
2008).

4 CARBOXITERAPIA

A carboxiterapia teve inicio na França nos anos 30 através de estudo do Dr.


Jean Baptiste Romuef, algumas publicações relatam que a pesquisa durou
aproximadamente 20 anos e o método começou a ser relatado em publicações nos
anos 50 embora maior parte se concentra entre os anos de 1985 e 2002
(CARVALHO; MEIJA, 2010, LOPEZ, 2005).
Atualmente, a carboxiterapia caracteriza-se num método de fácil execução e
consiste na administração do CO2 pela via subcutânea diretamente nas áreas a
serem tratadas. (CARVALHO; MEIJA, 2010)
A técnica utiliza o gás carbônico medicinal (Dióxido de Carbono ou CO2), com
99% de pureza, injetado no tecido subcutâneo, estimulando assim efeitos
fisiológicos como melhora da circulação e oxigenação tecidual. O CO2 é um gás
inodoro, incolor, e atóxico. É o produto endógeno natural do metabolismo das
reações oxidativascelulares, produzido no organismo diariamente em grandes
quantidades e eliminado pelos pulmões durante a respiração. (SCORZA e
BORGES,2008)
15

Tecnica e mecanismo de ação da Carboxiterapia


Fonte: http://ftlarissamendes.blogspot.com.br/

O mecanismo de ação do gás carbônico é, sobretudo, na microcirculação


vascular do tecido conectivo, promovendo uma vasodilatação e um aumento da
drenagem veno-linfática. Com a vasodilatação, melhora-se o fluxo de nutrientes,
entre eles, as proteinases necessárias para remodelar os componentes da matriz
extracelular e para acomodar a migração e reparação tecidual (CORREIA, 2008).
A ação farmacologica do anidro carbônico sobre o tecido irá promover uma
vasodilatação local aumentado o fluxo vascular ocorrendo um aumento da pressão
parcial de oxigênio causando a potencialização do efeito de Bohr esse efeito é a
facilitação da liberação de oxigênio da hemoglobina reduzindo a afinidade da mesma
pelo organismo, resultando em uma maior quantidade de O2 induzindo o
metabolismo celular. (HARTMAN, 1997, LOPEZ, 2005).
O CO2 é transportado pelo sangue fisicamente dissolvido, quimicamente
associado a aminoácidos de proteínas séricas, e como íons bicarbonato. É cerca de
20 vezes mais solúvel que o oxigênio no plasma. Aproximadamente 5 a 10% do
dióxido de carbono total transportado no sangue é dissolvido fisicamente
(LEVITZKY, 2004).
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4.1 Efeito de Borh

É uma facilitação da liberação de oxigênio da hemoglobina reduzindo a


afinidade da mesma pelo organismo resultando em maior quantidade de O2
provocando assim o metabolismo celular (LOPEZ, 2005).
A afinidade da hemoglobina pelo oxigênio depende do pH do meio, a acidez
estimula a liberação de oxigênio diminuindo assim esta afinidade. Além disso, o
aumento da concentração de dióxido de carbono (CO2) no meio também abaixa a
afinidade por oxigênio (SCORZA e BORGES, 2008).
Segundo Levitzk (2004) o Dióxido de carbono é transportado no sangue
fisicamente, dissolvido quimicamente combinado a aminoácidos de proteínas séricas
e como íon bicarbonato é aproximadamente vinte vezes mais solúvel no plasma que
o oxigênio, cerca de cinco a dez por cento do dióxido de carbono total transportado
pelo sangue é fisicamente dissolvido.
O monóxido de carbono interfere no transporte de O2 do sangue ao agregar a
hemoglobina para formar carboxihemoglobina. CO2 possui 240 vezes afinidade com
a hemoglobina que o O2 (SMITH, 2004).
Quando á diminuição do pH sanguíneo ocorre um desvio de curva para a
direita e com isso afinidade do oxigênio pela hemoglobina diminui e quando ocorre
um aumenta do pH sanguíneo consequentemente aumenta a afinidade da
hemoglobina pelo O2. Em caso de alcalinidade no tecido a acontece um desvio da
curva para a esquerda; já uma acidez a curva desvia para a direita e isto melhora a
absorção do oxigênio nos pulmões e facilitando a liberação nos tecidos
(NAKAGAWA; BARBABÉ, 2006).
O principal efeito que atua na microcirculação vascular de tecido conectivo na
carboxiterapia é o efeito de Borh, este também promove vasodilatação e aumento na
drenagem veno linfática. Outro mecanismos de ação incluem uma quebra direta da
membrana adipocitária e adulteração da curva de dissociação da hemoglobina com
o oxigênio, provocando assim uma verdadeira ação lipolítica oxidativa, atuando
diretamente na causa do FEG, ocorrendo quebra do circulo vicioso que envolve a
alteração bioquímica do interstício, êxtase vênulo-capilar com hipo-oxigenação e
consequente sofrimento do adipócito levando a lipogênese e hipertrofia
(BROCKOW, et al, 2000).
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5 CARBOXITERAPIA PARA TRATAMENTO DO FIBRO EDEMA


GELOIDE

A resposta inflamatória perante uma ‘‘ agressão’’ física é imediata e atua com


o objetivo de destruir, bloquear ou diluir o agente agressor, desencadeando uma
série de eventos no tecido conjuntivo vascularizado, nas células circulantes,
inclusive no plasma, nos vasos sanguíneos e nos componentes extravasculares do
tecido conjuntivo, com objetivo de reconstruir e cicatrizar o tecido lesado. A ação
farmacológica do CO2 sobre o tecido e vasodilatação local resulta no aumento do
fluxo vascular e promove um aumento da pressão parcial de oxigênio ocorrendo a
potencialização de efeito de Bhor (BULLOCK, 1998).
Segundo Meija, no tratamento da FEG com o a carboxiterapia, o gás
carbônico é injetado por uma fina agulha. Esse gás melhora a qualidade dos tecidos
ativando a microcirculação local. O quantidade de sessões de carboxiterapia vai
variar de acordo com a resposta do organismo de cada paciente seu uso é
respaldado pela literatura cientifica e possui resultados significativos.
De acordo com Brockow (2000), a ação lipolítica oxidativa causada pelo efeito
de Borh, atua diretamente na etiologia do FEG, quebrando a alteração bioquímica do
interstício (aumento da viscosidade), estase vênulo-capilar com diminuição da
oxigenação e consequentemente sofrimento do adipócito, levando a lipogênese.
Segundo Lopez (2005), o CO2 é um gás atóxico, não embólico e
normalmente presente como intermediário do metabolismo celular; quando em
repouso o organismo produz cerca de 200 ml/Mn de CO2 o que pode aumentar em
até 10 vezes durante atividades físicas. Seu efeito causara uma destruição nas
células gordurosas facilitando a vascularização no local tratado melhorando o
aspecto do FEG.
De acordo com Brandi, et al (2001), o gás carbônico não causa efeitos
colaterais ou secundários nas estrutura nervosa, nem no tecido conectivo, pois, a
quantidade utilizada é inferior a produzida pelo organismo. Portanto, os sintomas
deorrentes da carboxiterapia são: pequenos hematomas, dor local, equimoses que
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desaparecem em 30 minutos, podendo ocorrer um aumento da temperatura local


devido à velocidade do fluxo limiar do paciente.
Alguns especialistas relatam que não existem contraindicações sendo,
portanto, um método seguro. Porém, Solá (2004), em seu estudo relata algumas
contraindicações, tais como: Epilepsia; Gangrena; Insuficiência cardíaco-respiratória;
Hipertensão arterial severa; Insuficiência renal/hepática; Flebite e Gestação.

6 CONCLUSÃO

No presente estudo observou-se que o FEG é um distúrbio multifatorial,


definido clinicamente como espessamento não inflamatório das camadas
subdérmicas. Seu aspectos desagradáveis, não são bem vistos pelos padrões de
beleza estabelecidos pela sociedade, levando assim, as mulheres acometidas a
buscarem tratamentos que melhorem a aparecia da pele.
A carboxiterpia é um dos tratamentos mais procurados nas clínicas de
estética, é um método promissor que vem sendo utilizado para melhora do quadro
do FEG melhorando seus sinais e sintomas. A administração de CO2 mostrou se
eficaz não apenas na melhoria local dos parâmetros de circulação, mas também, na
indução de aumento parcial do O2.
Apesar de existirem inúmeros tratamento para FEG, pode se dizer que, a
carboxiterapia é um dos tratamentos de maior eficácia, melhorando as artenopatias
e adiposidades localizadas, e a elasticidade cutânea, por meio do efeito vêno-motor
com melhora da perfusão no tecido, a circulação no local e a reorganização das
fibras de colágeno e fibras elásticas.
O mecanismo de ação do gás carbônico envolvendo a microcirculação,
alteração da curva de dissociação da hemoglobina e a ação lipolítica oxidativa. São
fatores que atuam diretamente na histopatologia do FEG que irá englobar desde
uma fase de estase venosa até a evolução para um quadro de fibrose cicatricial
atrófica irreversível. O gás carbônico ao se difundir pelo tecido gorduroso irá
promover além de uma vasodilatação local um aumento do fluxo sanguíneo, irá
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melhorar a nutrição celular, elimina toxinas, estimula o catabolismo dos triglicerídeos


(ação lipolítica, queima de gordura), atuando assim nas causas da celulite.
As mudanças alimentares nas ultimas décadas vem provocando um aumento
nos casos de pacientes com FEG, manter uma alimentação saudável, que é um dos
fatores que irão colaborar para a melhora do FEG. Ainda não há solução definitiva
ou cura para a FEG, mas pode se conseguir uma melhora significativa e a
diminuição no seu quadro através da carboxiterapia.
Este trabalho teve objetivo analisar a eficácia da carboxiterapia na melhora do
FEG, bem como revisar literaturas que mostraram os efeitos da aplicação sa técnica
de carboxiterapia no tratamento do fibro edema gelóide. Diversos autores agirmam
que a carboxiterapia é uma terapia segura e sem grandes contra indicações,
constituindo-se, portanto, em um recurso estético ao alcance daqueles que possuem
capacidade técnica para o manuseio do equipamento e do gás carbônico.

REFERENCIAS

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