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Estruturas de suporte de terras

Fundações e Estruturas de Suporte

Pedro Alves Costa


Estruturas de suporte de terras
As estruturas de suporte de terras podem ser agrupadas em dois grandes grupos:

Estruturas rígidas:
Enquadram-se neste grupo o tipo de estruturas cuja
deformação estrutural em serviço é negligenciável, sendo os
movimentos experimentados pela estrutura assimilados a
movimentos do tipo corpo rígido.

Estruturas flexíveis:

As estruturas de suporte flexíveis são estruturas de suporte


que experimentam em serviço deformações estruturais (por
flexão) susceptíveis de condicionar a grandeza e distribuição
das pressões de terras.
Estruturas de suporte de terras
Estruturas de suporte de terras

Cortina autoportante

ou escoras
Estruturas de suporte de terras

Estruturas rígidas:

As pressões de terras e,
consequentemente os impulsos e
esforços estruturais não são
condicionados por deformações
estruturais.

Estruturas flexíveis: Rígida Flexível

O comportamento estrutural da contenção, nomeadamente a sua rigidez, condiciona


mecanismos de transferência de tensões no maciço (efeito de arco), que por sua vez têm
implicação sobre os esforços de dimensionamento da própria estrutura.

A estrutura de suporte flexível e o maciço envolvente


constituem um sistema altamente hiperestático!
Estruturas de suporte de terras
Estruturas de suporte de terras flexíveis estão por regra associadas a obras de escavação,
sendo a estrutura de suporte materializada, em muitos casos, com o progresso dos
trabalhos de remoção de terras.
Estruturas de suporte de terras
No presente curso serão abordados 3 tipos notáveis de estruturas de suporte de terras:

i) Cortinas autoportantes;

i) Cortinas mono-apoiadas;

i) Cortinas multi-apoiadas;
Estruturas de suporte de terras
Cortinas autoportantes

Numa cortina autoportante, a estabilidade da estrutura de suporte de terras face aos


impulsos de terras induzidos pelo maciço suportado é garantida apenas pela parte
enterrada da cortina, usualmente designada por ficha.

O movimento experimentado pela


cortina durante o processo de
escavação implica que o equilíbrio
seja atingido através da mobilização de
pressões activas no maciço suportado
e pressões passivas no maciço
escavado. Por sua vez, para
profundidades superiores ao ponto de
rotação da cortina, o tipo de pressões
mobilizadas alterna.
Estruturas de suporte de terras

Cortinas autoportantes

A dimensão d’ é avaliada considerando


o equilíbrio de momentos no ponto P,
sendo posteriormente incrementada
em 20%.
d=1.2d’

Deverá ser efectuada a verificação


adicional se a força Rd consegue ser
mobilizada entre d’ e d.
Estruturas de suporte de terras
Cortinas autoportantes – Introdução da segurança EC7 R1=1.0 (pág. 132 EC7)
i) Abordagem de cálculo 1: Combinação 1 – A1”+”M1”+”R1
O valor característico da altura da escavação é dado por:
hd =hk+∆h; ∆h=0.1a<0.5 m

X1.35

X1.35
Estruturas de suporte de terras
Cortinas autoportantes – Introdução da segurança EC7 R1=1.0 (pág. 132 EC7)
i) Abordagem de cálculo 1: Combinação 2 – A2”+”M2”+”R1
O valor característico da altura da escavação é dado por:
hd =hk+∆h; ∆h=0.1h<0.5 m
Estruturas de suporte de terras
Cortinas autoportantes – EXEMPLO

Pretende-se realizar uma escavação num maciço


arenoso, com 4.0 m de altura (h), para materialização
de uma plataforma a uma cota inferior à existente.
O maciço apresenta as seguintes características:
γ=20 kN/m3;
φ=34º
O nível freático encontra-se à cota da base da
escavação.
Considere que a cortina será materializada através de
uma solução de estacas de betão armado, com
diâmetro a definir pelo projectista.

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