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PENTATEUCO
os
OS FUNDAMENTOS ÉTICOS E RELIGIOSOS
DE ISRAEL NO ANTIGO TESTAMENTO

Samuel Suana
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INSTITUTO BÍBLICO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS


©2006, Samuel Suana
Título original:
PENTATEUCO - Os Fundamentos Éticos e Religiosos de Israel no Antigo Testamento

6ª Reimpressão 2015

Todos os direitos reservados por


IBAD – Instituto Bíblico das Assembleias de Deus
Rua São João Bosco, 1114 – Santana

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12403-010 – Pindamonhangaba , SP
Telefax – (12) 3642-5188

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www.ibad.com.br

PROIBIDA A REPRODUÇÃO POR QUAISQUER MEIOS, SALVO EM BREVES CITAÇÕES,

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COM INDICAÇÃO DA FONTE.

Impresso no Brasil
os
Coordenação
Reverendo Mark Jonathan Lemos

Todas as citações bíblicas foram extraídas da versão revista e corrigida, salvo indicação ao contrário.
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Dados Internacionais de catalogação na publicação (cip)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Suana, Samuel
PENTATEUCO - Os Fundamentos Éticos e Religiosos de Israel no Antigo Testamento
Pindamonhangaba: IBAD, 2006

ISBN – 85-60068-00-7

Índice para catálogo sistemático


Pentateuco: Povo de Israel: Antigo Testamento: História: Religião.
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PENTATEUCO
os
OS FUNDAMENTOS ÉTICOS E RELIGIOSOS
DE ISRAEL NO ANTIGO TESTAMENTO

Samuel Suana
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CURSO DE TEOLOGIA A DISTÂNCIA

INSTITUTO BÍBLICO DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS


Sobre o livro

Categoria – Religião

Fim da execução – Junho de 2006


6ª Reimpressão Abril de 2015

Formato – 16 x 23 cm
Mancha – 12,3 x 19,2 cm

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Tipo e corpo: Garamond

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Papel: Offset 75/m2
Tiragem: 5 mil exemplares

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Impresso no Brasil – Printed in Brazil
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Equipe de Realização

Produção gráfica: Imprensa da Fé


Supervisão: Mark Jonathan Lemos
Fotolito: MJ Serviços de composição

Produção editorial
Coordenação
Mark Jonathan Lemos
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Normatização do Texto
Nadirce Barros dos Santos Gregório

Revisão de Português
Silvia Helena Siqueira

Capa
Heitor Galvão Souza Beckman

Todas as imagens publicadas neste livro foram cedidas pela Editora Vida

S IQUEIRA
Sumário

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A PRESENTAÇÃO 7
COMO ESTUDAR A DISTÂNCIA 9
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INTRODUÇÃO 13

UNIDADE I - UM COMEÇO ESPECIAL 15


1. A Bíblia dos Hebreus .................................................................17
2. O começo de todo ......................................................................23
3. Os juízos universais ....................................................................29
4. Gente antiga e importante .........................................................39
5. Os continuadores da promessa ..................................................49

UNIDADE II - UM POVO ESPECIAL 63


1. Na periferia das pirâmides .......................................................65
2. Moisés e sua missão ...................................................................73
3. Um “Sete de Setembro” diferente ............................................81
4. Em direção à liberdade ...............................................................89
5. A importância das leis ................................................................97

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

UNIDADE III - UM ESPAÇO ESPECIAL 107


1. A casa de Deus ..........................................................................109
2. O significado espiritual do Tabernáculo ................................... 119
3. Os homens com uniforme branco ............................................ 127
4. Os valores espirituais dos sacerdotes ....................................... 135

UNIDADE IV - TEMPOS DE CELEBRAÇÃO: AS FESTAS DE

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ISRAEL 141
1. Grãos, bolos e animais no culto .............................................. 143

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2. O significado espiritual das ofertas ........................................ 151

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3. Tempos de celebração: as Festas de Israel ............................... 157
4. O deserto: uma fonte de lições ................................................ 167
5. Uma geração diferente .............................................................. 177
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C ONCLUSÃO 187
E XERCÍCIOS 189
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 203
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Apresentação

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Em 15 de Outubro de 1958, começava a tomar forma o sonho e a
visão dada por Deus aos missionários João Kolenda Lemos e sua espo-
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sa, Ruth Doris Lemos. Nesta data, nasceu o IBAD, com o objetivo de
proporcionar aos jovens vocacionados a oportunidade de se preparem
para melhor servir o Senhor.
Na trajetória destas cinco décadas, o IBAD tem se mantido fiel à
sua missão. Hoje, mais de quatro mil ex-alunos trabalham na Seara do
Mestre como pastores, missionários, evangelistas, autores, conferen-
cistas e em outras áreas do serviço cristão. Estes homens e mulheres
atuam em todos os estados do Brasil e em 31 nações. O sol nunca se
põe sobre os ex-alunos do IBAD.
Atento às necessidades educacionais da Igreja, o IBAD desenvol-
veu um projeto para atender um público que deseja um maior conhe-
cimento e preparo na Palavra de Deus. Esse projeto é denominado
Curso de Teologia a Distância, apresentado em 24 livros que oferecem
ao estudante a oportunidade de obter uma base sólida para o serviço
cristão.
Essa coleção teológica é fruto de meio século de experiência, tradi-
ção e qualidade no ensino da Palavra de Deus. Os autores dessa cole-
ção são professores e ex-alunos do IBAD, homens e mulheres ativos no

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

ministério do ensino teológico, que promovem, dessa forma, a visão e a


missão dessa Instituição.
Este livro foi produzido pelo Pastor e professor Samuel Suana.
Após concluir seus estudos teológicos no IBAD, continuou-os na área
da pedagogia.
O apóstolo Paulo declara em IITm 2.15 – “Procura apresentar-te a
Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que

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maneja bem a palavra da verdade”. Tenho certeza que este livro, bem
como toda a coleção teológica, será de grande valor para sua edificação

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espiritual e seu embasamento na formação ministerial.

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Mark Jonathan Lemos
Diretor do IBAD
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Como estudar a distância

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Caro estudante
Nosso curso a distância foi estruturado com o objetivo de atender
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a todos que desejam ter maior entendimento sobre a Bíblia. Para atingir
esse objetivo, tivemos o cuidado de planejar e produzir um material
adequado para proporcionar a você a melhor experiência educacional
possível. Nesse planejamento, chegamos à conclusão de que os livros
deveriam não só ter um bom conteúdo, mas também ser acessível a
todas as pessoas que desejam ter maior conhecimento das Escrituras
Sagradas. Também observamos a necessidade de atender pessoas de
qualquer região do país, com diferentes níveis de conhecimento. A
partir de tais critérios, desenvolvemos uma coleção de vinte e quatro
livros, a qual se constitui em um curso Médio de Teologia a distância.
Esses vinte e quatro livros, escritos de forma clara e objetiva, a-
presentam, de modo geral, vinte capítulos divididos em quatro unidades.
Em cada unidade e em cada capítulo, há sempre uma introdução para
que o leitor tenha ciência do que estudará naquela unidade e naquele
capítulo. Tudo isso foi realizado com o intuito de facilitar a leitura.
Com esse mesmo intuito, solicitamos que você observe as orientações
para o estudo.

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

1- Recomendações para melhor aproveitamento de seu curso


Esse estudo requer atitudes próprias de qualquer estudante, porém
ele tem como objetivo essencial abençoar sua vida cristã e dar-lhe ins-
trumentos para que você desenvolva o ministério cristão com maior
eficácia. Isso implica que serão necessárias, de sua parte, atitudes espi-
rituais corretas, tais como:
1) Ore sempre antes de começar a lição. Isso preparará o seu cora-

a
ção para receber não apenas as informações, mas principalmente os
princípios que serão úteis na sua vida com Deus.

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2) Tenha o cuidado de sempre consultar a Bíblia. A leitura bíblica é
primordial e insubstituível. Quanto mais você conhecer a Bíblia pela

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leitura diária, mais facilidade terá na compreensão de estudos que lhe
auxiliarão no conhecimento dela.
os3) Tenha sempre uma atitude de humildade. Deus revela verdades
importantes àqueles que mantém essa atitude em seus corações.
Além desses cuidados, atente também para a dedicação, a disciplina
e a perseverança, atitudes essenciais para a obtenção de êxito em todas
atividades. Ao iniciar este curso de Teologia, conscientize-se da impor-
tância da manutenção desses princípios para o sucesso de sua aprendi-
zagem. Concentre-se sempre no que estiver fazendo, pois a vida está
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no presente. O passado é a fonte das experiências, e o futuro, um tem-


po que deve ser planejado para que, quando transformado em presen-
te, possibilite a colheita do que foi plantado, isto é, a obtenção dos
resultados desejados. Se mantivermos tudo isso em mente, teremos
sempre grandes chances de alcançarmos nossos objetivos.

2- Regras Básicas para a Compreensão do Texto


A leitura bem sucedida – compreensão de texto – requer do leitor a
observância de alguns procedimentos básicos. São eles:
• Leitura do texto - Ao iniciar seu estudo, preste atenção à apre-
sentação do livro e à introdução de cada unidade e de cada capítulo.
Isto é importante porque essas introduções facilitarão sua compreen-
são do texto.
• Leitura de unidades de pensamento - A leitura de palavras, ao
contrário da de unidades de pensamento, faz com que o leitor interpre-
te um texto erroneamente. Isto significa que não devemos ler palavra
por palavra e sim atentar para a idéia geral do texto.
• Conhecimento do vocabulário - O conhecimento do significa-

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C OMO E STUDAR A D ISTÂNCIA

do das palavras auxilia todo o processo de leitura. Por isso, tenha sem-
pre à mão um dicionário da língua portuguesa e também um dicionário
ou enciclopédia bíblica. É importante que essa consulta ao dicionário
seja feita somente após uma primeira leitura do texto para que você
não corra o risco de fazer uma leitura com interpretação inadequada.
• Leitura de diversos tipos de texto - A diversidade de textos
permite que o leitor não só amplie seus conhecimentos, como também

a
adquira maior habilidade para leitura. Procure ler outros livros que
falem sobre o mesmo assunto.

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3- Aplicação Pessoal e Avaliação

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• Questões para reflexão - Em todos os capítulos, há questões
com o objetivo de levar o estudante a refletir sobre os temas aborda-
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dos, bem como fazer uma aplicação dos mesmos à realidade atual.
• Exercícios - No final de cada livro, o estudante encontrará exercí-
cios relacionados a cada capítulo estudado para a verificação do conhe-
cimento e fixação do conteúdo. Destes exercícios, serão extraídas per-
guntas que comporão a avaliação final.
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Introdução

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Este livro apresenta as principais temáticas encontradas na Torá – à
qual damos o nome de Pentateuco (cinco rolos ou livros). A Torá, pri-
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meira parte da Revelação escrita, considerada por muitos anos a Bíblia


dos hebreus, foi suporte para gerações que serviram ao Senhor em um
passado bem distante. Esta parte da Bíblia foi o norte para a nação de
Israel durante toda a sua caminhada antes do nascimento de Jesus.
Suas orientações ajudaram Israel a cultuar a Deus, a viver em socieda-
de e também a conviver com outros povos. Os princípios norteadores
apresentados no Pentateuco ganham um significado especial no Novo
Testamento, dentro do novo projeto de Deus que foi formar um orga-
nismo muito maior que a nação de Israel, a igreja.
Devido à importância histórica, cultural e religiosa desta obra para
a nação de Israel e para a Igreja de Cristo, é de fundamental impor-
tância que examinemos esses textos, pois eles nos ajudarão a compre-
ender grandes verdades que devem ser praticadas hoje. O Pentateuco
aparece com outros títulos como: “Lei de Moisés” ou “Lei do Se-
nhor”, pois o próprio Jesus se referiu a ele assim, justificando a im-
portância deste texto sagrado. Em seus dias, os judeus debruçavam-se
sobre ele para examiná-lo, transformando-o em ensino, aplicando-o
às suas reais necessidades.

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

Neste trabalho, refletiremos sobre os principais assuntos encontra-


dos nos cinco primeiros livros de nossa Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico,
Números e Deuteronômio. Estudaremos a criação e queda do homem,
a formação da nação de Israel e os fundamentos da fé judaica, entre os
quais destacamos: o tabernáculo, as leis, os sacerdotes, as festas de
Israel e os sacrifícios oferecidos na antiga aliança. Faremos também
esforço para perceber como aquelas informações que se distanciam de

a
nós por mais de 3.500 anos se relacionam com nossa fé e prática no
começo do terceiro milênio da era cristã. É importante ressaltar que

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este livro foi elaborado com ênfase nos pontos mais relevantes desta
parte das Escrituras, pois nosso objetivo maior é que ele sirva de estí-

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mulo e base para estudos mais aprofundados.
Para facilitar esse primeiro contato do estudante com o assunto,
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dividimos o livro em quatro unidades. Com exceção da terceira unida-
de, todas elas apresentam cinco capítulos. Na primeira unidade, abor-
daremos os começos relatados no livro de Gênesis. Na segunda, trata-
remos da formação do povo de Israel. Na terceira, discutiremos a res-
peito do espaço sagrado e seus ministros. E na quarta e última unida-
de, abalizaremos o culto e sua repercussão no dia-a-dia da nação de
Israel.
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Esperamos que, ao concluir o estudo deste livro, o estudante dedi-


que tempo examinando a palavra de Deus, pois o Senhor Jesus disse
que a Palavra de Deus é o fundamento sólido para toda construção
espiritual (Mt 7.24 e 25).

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UNIDADE I

UM COMEÇO ESPECIAL

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Nesta unidade, estudaremos as características gerais do Pentateuco,
a formação e as finalidades deste conjunto de livros tão importante
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do Antigo Testamento. Em seguida, discutiremos o livro de Gênesis,


o primeiro livro da Bíblia, e titulado assim pelos tradutores do texto
hebraico para a língua grega em um documento chamado Septuaginta.
Esse livro bíblico, cujo título significa origem, começo, aguça a curio-
sidade a respeito de como foi o início dessa fase da raça humana e
auxilia-nos a refletir sobre nossa própria existência e a finalidade de
estarmos aqui.
O livro de Gênesis cobre um período muito longo, mais ou menos
de dois a três mil anos. Nesse livro, são registrados, do capítulo 1 ao
capítulo 11, fatos gerais relativos a toda a humanidade e, a partir do
capítulo 12, fatos específicos relacionados à história dos patriarcas.
Nesta unidade, observaremos a importância do Pentateuco e depois
focalizaremos nossa atenção em fatos como: a criação do ser humano
e a sua experiência com o pecado; os juízos, como a grande enchente
e a confusão das línguas e, por fim, a história de quatro homens que
foram escolhidos para ser os progenitores da nação de Israel: Abraão,
Isaque, Jacó e José.

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CAPÍTULO 1

A Bíblia dos Hebreus

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Neste capítulo, apresentaremos algumas informações gerais sobre o
Pentateuco. Essas informações são importantes porque nos ajudam a
Am

entender um pouco da estrutura deste conjunto de livros, de algumas


das características que lhes são próprias e das articulações de seu con-
teúdo consigo mesmo e com o restante do Antigo Testamento.
Para tanto, discutiremos neste capítulo os seguintes tópicos: a re-
lação do Pentateuco com o Antigo Testamento; uma visão panorâmi-
ca do Pentateuco (tabela comparativa entre os cinco livros) e, por
fim, a importância da Torá (Pentateuco) na expressão religiosa do
Antigo Testamento.

1.1 - A Relação do Pentateuco com o Antigo Testamento


Para entendermos melhor a relação do Pentateuco com o Antigo
Testamento, é necessário explicar que esse conjunto de livros foi
organizado em quatro seções temáticas: Lei, História, Poesia e Pro-
fecia. Tal organização foi resultado do esforço de tradutores e edito-
res que trabalharam muito tempo depois que o texto fora escrito, e
assim foi feito para facilitar a compreensão, uma vez que os livros
que possuem temáticas semelhantes seriam mais bem entendidos se
agrupados na mesma seção.

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

Observe na tabela abaixo que a Lei, que é o nosso foco, aparece na


parte inicial do Antigo Testamento, fazendo a abertura das Escrituras.

Tabela referente às divisões do Antigo Testamento em Categoria.

Lei – Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio.


História –Josué, Juízes, Rute, I Samuel, II Samuel, I Reis, II Reis, I Crônicas,
II Crônicas, Esdras, Neemias, Ester.

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Poesia – Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cânticos dos Cânticos.
Profecia – Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias,

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Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu,
Zacarias, Malaquias.

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1.2 - Considerações gerais sobre o Pentateuco
osA lei, por ser a primeira parte da Revelação escrita e por registrar
fatos dos primórdios, ganhou profunda apreciação do crente hebreu e
por essa razão estabeleceu uma estreita relação com as demais seções
que formam o Antigo Testamento. É nessa primeira parte, também
denominada Pentateuco, que começamos a perceber as primeiras in-
formações sobre a pessoa de Deus e sua atividade criadora, Gênesis 1,
tema retomado em muitos outros livros do Antigo Testamento.
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Neste conjunto de livros, cuja contribuição foi fundamental para


o desenvolvimento das demais escrituras, encontramos relatos sobre
o plano que o Criador elaborou para a sua criatura, plano no qual o
homem ocupa uma posição de relevância apesar de sua dureza e resis-
tência. Também, nesse mesmo conjunto, há muitas histórias de pes-
soas que conheceram a Deus de um modo especial. Histórias que nos
trazem grandes ensinamentos e que nos tornarão, se aprendidas, tão
excelentes como seus personagens, entre eles Abraão, José e Moisés.
Os exemplos dados por esses personagens atrelados a orientações de
como fazer o culto ao Senhor, de como se relacionar bem com o pró-
ximo e de como lidar com os recursos materiais, transformam-se em
uma poderosa ferramenta de influência espiritual. Observemos a se-
guir, uma tabela comparativa, na qual estão relacionados os cinco
livros do Pentateuco, contendo o título do livro, a ocasião em que foi
escrito, a nota predominante que é o seu tema e a finalidade para a
qual foi escrito.

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A B ÍBLIA DOS H EBREUS

Tabela comparativa dos livros que compõem o Pentateuco.

Título Ocasião e Data Tema Propósito

Gênesis Terra de Midiã, depois Criação Informar sobre as origens


(Começo) que Moisés fugiu do de todas as coisas e sobre
Egito, 1460 a.C. os fundamentos das
grandes doutrinas da Bíblia

a
Êxodo Península do Sinai no Redenção Descrever a trama que
(Saída) primeiro ano depois da envolve a libertação da
saída do Egito, 1444 escravidão no Egito e

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a.C. apresentar os evidentes
atributos de Deus

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naquele momento.
Levítico No Sinai, na mesma Santificação Apresentar normas para
os
(Dos levitas) ocasião do livro do
Êxodo, 1444 a.C.
o trabalho sacerdotal dos
ministros da Antiga Aliança
(Guia do Pastor no AT)
Números Nas planícies de Moabe Disciplina Contar sobre ossucessos
(Censo) já no final das jornadas e insucessos de Israel
no deserto, 1406 a.C. no deserto e sobre a
importância do deserto
na experiência de
aprendizagem
Deuteronômio Mesmo contexto do Reflexão Levar a segunda geração a
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(2ª Lei) livro de Números, 1406 considerar os erros e acertos


a.C. de seus pais e lembrarem
dos próximos desafios

O gráfico acima, como podemos perceber, apresenta fatos ocorridos


na Arábia Pétrea (Midiã, Sinai e Moabe) em datas que oscilam entre
1406 a.C e 1460 a.C, circunstâncias e locais ligados à experiência de
Moisés, esse grande vulto da história bíblica. Tais conhecimentos fa-
zem com que o judaísmo e os principais segmentos do cristianismo
creditem a Moisés a autoria de todos esses livros, cujos títulos repre-
sentam de modo geral uma síntese do conteúdo apresentado. Assim,
foi dado o nome de Gênesis (começo) ao livro que relata a criação; de
Êxodo (saída) ao livro que registra o maior fato histórico dos hebreus:
a saída do Egito; de Levítico (dos levitas) ao texto que dá orientações
aos sacerdotes; de Números (censo) àquele cuja ênfase está na conta-
gem do povo e de Deuteronômio (literalmente, Segunda Lei) ao texto
no qual está registrada a palavra de Moisés à segunda Geração. Entre

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

esses livros, ressaltamos a inadequação do título Números por não ter


sua ênfase no censo, mas na descrição das jornadas dos israelitas no
deserto do Sinai, um palco de provisões e de tragédias que permitiu e
que ainda permite a aprendizagem das profundas experiências com o
Senhor. Essa tabela ainda nos possibilita a visualização geral do
Pentateuco, a observação das peculiaridades de cada um de seus livros
com as devidas articulações das idéias com as orientações e a percep-

a
ção de como o fio histórico alinhava toda a trama bíblica dessa época.

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O F ÉRTIL C RESCENTE

1.3 - A importância da Torá na expressão religiosa do Antigo


Testamento
A sociedade israelita foi formada basicamente a partir de sua visão
religiosa, por isso não é possível separar o que era vida religiosa e o que
não era, uma vez que em todas as dimensões da vida judaica havia um
tom daquilo que era contado ou prescrito na lei. Como ilustração, cita-
mos as comunidades orientais que, apesar de as considerarmos pagãs
por questionarmos os fundamentos de suas religiões, apresentam prin-
cípios religiosos nos diversos procedimentos adotados, tais como: ali-
mentação, modo de vestir e tratamento dos animais. Israel teve melhor
oportunidade em relação a outros povos, pois tinha recebido a Revela-

20
A B ÍBLIA DOS H EBREUS

ção do seu Criador, o Deus que fez o céu e a terra. Era intenção desse
Deus que a comunidade israelita se tornasse um modelo para as de-
mais comunidades no que se refere ao culto, à postura ética, aos com-
promissos sociais, ao modo de estruturar a família, ao jeito de adminis-
trar o dinheiro, à política e ao cuidado com a saúde. Para todas essas
situações e muitas outras, havia uma abundância de orientação, e sem-
pre que Israel atentou para isso a nação foi abençoada.

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O culto, exercício da dependência e da obediência ao soberano Se-
nhor, ganhou uma atenção especial na Lei para que o povo hebreu, ao

r
cultuar, assimilasse modos nobres para sua prática de vida. Os símbo-
los e representações utilizados eram levados ao altar com o objetivo de

t
fazer com que o povo percebesse a presença de Deus cotidianamente e
relacionasse essa presença com as diversas atividades executadas. As-
os
sim, cada vez que as pessoas levavam ofertas ao altar, tinham a oportu-
nidade de lembrar que o Senhor era o Deus da provisão e da sobrevi-
vência. Essa verdade era evidenciada em todos os trabalhos ocorridos
no Tabernáculo (casa de Deus) através do ministério dos sacerdotes, os
interlocutores de um povo agradecido, de uma gente que dependia ple-
namente do cuidado do Todo Poderoso.
De acordo com a orientação de Deus registrada na Torá, o povo
Am

deveria ter procedimentos humanos e humanitários. O ideal de socie-


dade justa e igualitária deveria ser perseguido com muita seriedade
para que a sociedade não fosse dividida e que não houvesse “bolsões”
de pobreza e miséria. Todos esses cuidados seriam evidências de uma
espiritualidade sadia e a garantia da continuidade da presença de Deus
no meio do povo.
No tocante aos demais aspectos da expressão religiosa, vale salien-
tar que Deus prescreveu uma alimentação adequada para a manuten-
ção da saúde do povo de Israel e estabeleceu normas para os procedi-
mentos sexuais, objetivando a saúde da mulher e sua capacidade de
procriação. Consideremos, como exemplo, a recomendação da circun-
cisão que, embora tivesse um sentido religioso e fosse símbolo do pac-
to entre Deus e seu povo, contribuiu para que as mulheres não sofres-
sem com doenças em seu aparelho reprodutor. Esses fatos, descobertas
recentes que ganham espaço no dia-a-dia dos que trabalham na área da
saúde, permite-nos perceber a dimensão do cuidado de Deus para com
seu povo e compreender melhor as orientações de Deus reveladas atra-
vés das Escrituras.

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

A partir do que foi exposto, podemos concluir que o Pentateuco,


embora se constitua nos fundamentos históricos e doutrinários da fé
judaica, é a porta de entrada da revelação divina que auxilia a compre-
ensão de outros temas importantes encontrados nos demais livros da
Bíblia. Também é necessário atentar para o fato de que essa introdução
da Bíblia, ao contrário do que muitos acreditam, apresenta ensinamentos
fundamentais para o exercício da fé cristã.

a
Questão para reflexão.

r
Como tem sido explanado, são encontrados muitos princípios e va-
lores nas histórias e ensinamentos do Pentateuco. Tais princípios e va-

t
lores foram fundamentais para o desenvolvimento da vida e da fé do
povo de Israel. Podemos aplicar os princípios bíblicos presentes no
os
Pentateuco aos diferentes aspectos de nossa vida? Exemplifique.
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22
CAPÍTULO 2

O Começo de Tudo

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Este capítulo trata de fatos primordiais que envolveram a raça hu-
mana no seu todo, isto é, nos diferentes aspectos apresentados pelas
Am

Escrituras Sagradas, referentes à Criação. Esses fatos vão desde a pre-


paração da “estrutura” pelo Senhor Criador para a chegada da huma-
nidade, criação do céu e a Terra (Gn 1.1), até o momento em que se
tornaram visíveis os resultados funestos da desobediência dos primei-
ros habitantes da terra (Gn 5).

2.1 - A criação do universo e do homem


Nossa capacidade de investigação não dá conta de perceber a magni-
tude da criação do universo e da existência da vida, por isso é de funda-
mental importância que olhemos para esse fato com os olhos da fé como
orienta o escritor da epístola aos hebreus que “pela fé entendemos que o
universo foi feito pela palavra de Deus, de sorte que aquilo que é visível, não foi
feito do que é aparente!” (Hb 11.3). Para facilitar o entendimento, tratare-
mos desse assunto observando três aspectos específicos: a pessoa do
Criador, a criação do universo e, por fim, a criação do homem.

2.1.1 - O Senhor Criador


A Bíblia diz que “No princípio criou Deus...” Gn. 1.1. Deus é o sujeito

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O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

da criação. Esta narrativa firma uma tremenda verdade: existe um Deus


e todas as coisas foram feitas por Ele. Quando paramos para pensar
sobre essa verdade somos remetidos a refletir sobre a natureza do Cria-
dor. Na linguagem teológica, isso é tratado por atributos, isto é, aquelas
qualidades que são próprias da pessoa de Deus. Dentre as qualidades de
Deus que se destacam nessa narrativa, queremos notar o seu poder, sua
racionalidade e sua bondade. Seria impossível pensar na natureza em

a
sua vasta dimensão e diversidade, incluindo o mundo animal, vegetal e
mineral, sem supormos que, de uma forma maravilhosa e através de

r
alguém muito poderoso, isso viesse a acontecer.
As informações que temos é que tudo foi acontecendo através do

t
poder da Palavra de Deus: “Haja luz” (v.3); “Haja expansão” (v.6);
“Ajuntem as águas” (v.9); “produza a terra” (v.11); “Haja luminares”
os
(v.14); “Produzam as águas” (v.20); “frutificai e multiplicai”, v.22. O
Salmo (33.6,9) revela: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus; e todo o
exército deles pelo espírito da sua boca; porque falou e tudo se fez; mandou e logo
tudo apareceu!” O poder divino evidenciou-se na sua palavra de coman-
do. O universo e toda criatura são frutos da ação poderosa do Senhor
Criador através da Sua Palavra. Também ficou evidente no Ato Criador
de Deus a sua bondade: “E viu Deus que era bom” (v. 10, 12, 18 e 21).
Am

Acerca da criação do ser humano, temos em Gênesis (1.31): “E viu Deus


que tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom”. Tudo isso nos permite
perceber que, apesar de lidarmos com desafios e tragédias, a obra pri-
ma do Senhor Criador foi marcada com sua bondade, uma bondade
que traz sabor ao paladar, prazer aos olhos e alegria à vida.
O Criador é um Deus racional que pensa antes de suas ações, que
age com planejamento e ordem e que tem propósitos bem definidos.
Ele fez a Terra para produzir; fez os animais, plantas e peixes para
sustentar o homem; e fez o homem para cuidar da terra. Prova dessa
capacidade de Deus é que em sua criação tudo ocorreu com cuidado,
atenção e apreciação.

2.1.2 - O Universo e a Terra


O universo e a terra foram feitos antes que o homem fosse criado
(Gn 1.27). O Criador preparou a estrutura depois criou o homem para
realizar o Seu propósito. Essa estrutura foi feita gradativamente, ao
longo da “Semana Magna”, isto é, a semana da criação (Gn. 1.5,8, 13,
19,23 e 30). Por ordem, depois de dar existência à Luz, que é o começo

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O C OMEÇO DE T UDO

de toda atividade criadora, o Senhor fez o dia e a noite (v.5); distinguiu


a Atmosfera (ar) da Litosfera, isto é, da crosta (v.8); separou terra dos
mares, permitindo a porção seca (v. 10); criou os luminares, o sol, a lua
e as estrelas (v.16); criou os animais e peixes (v.21).
Algumas considerações especiais devem ser feitas. A primeira, sobre
a qualidade do verbo empregado na língua hebraica para criar (bará),
Gn 1.1,21 e 27 que pode significar “criar a partir do nada”, isto é, sem

a
ter matéria-prima, e também pode significar que não havia precedente,
ou seja, algum modelo para referência. Em ambos os casos, Deus é

r
exaltado, tanto em seu poder, quanto em sua criatividade. A segunda
consideração se refere à luz, tanto no primeiro quanto no quarto dia já

t
existia luz. Isto significa que a luz existiu antes dos corpos celestes
serem criados. Atualmente, há comentários a respeito de uma “luz cós-
os
mica” que marcou o começo da criação e que foi indispensável a todo
trabalho de Deus (no hebraico para essa primeira luz, o termo é Or e
para os corpos celestes é Ma-or). Por último, o relato da criação (Gn
1.1-2.25) não faz referência ao universo todo, mas apenas àquilo que
se relaciona com a vida no planeta. Também não faz parte da descrição
o ambiente angelical ou como esses seres foram criados.
Am

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

2.1.3 - A obra-prima: O homem


O homem é considerado a coroa da criação, não por ter sido o últi-
mo a ser criado, mas pelo grau de importância no contexto de toda a
obra de Deus. Em Gênesis (1.26), “Façamos o homem à nossa imagem,
conforme a nossa semelhança; e domine...”, podemos observar que o Cria-
dor não somente fez o homem de um modo especial para realizar uma
missão especial como também utilizou a Si mesmo como referência

a
para essa criação. É preciso observar que essa referência não está relaci-
onada a uma aparência corporal, mas espiritual. João (4.24) revela:

r
“Deus é espírito e importa que os verdadeiros adoradores o adorem em espírito e
em verdade”. Quando a Bíblia menciona braços, mãos e ouvidos do Se-

t
nhor, vale-se de um recurso de linguagem para falar do modo de Deus
nos tratar. Esse recurso, na teologia, é chamado de antropomorfismo
os
(atribuição de características humanas a Deus).
A imagem de Deus na vida do homem está nas qualidades —
espiritualidade, racionalidade e afetividade — que o diferencia dos
animais que vivem norteados por seus instintos. Deus é espiritual, lo-
go, por sermos à Sua imagem, cultuamos, adoramos e oramos. O Cria-
dor pensa, planeja e exerce sua capacidade de criatividade, ações que
também fazem parte do modo de agir do ser humano. Ser imagem de
Am

Deus é sentir, ter prazer, alegrias, tristezas, é ter emoções. É evidente


que Deus percebe isso em um universo diferente do nosso e que Seus
sentimentos não podem ser dimensionados por nossa inteligência.
Também é verdade que toda essa semelhança do homem com o Cria-
dor ficou comprometida após o pecado, um ato que fez com que o
homem passasse a usar sua criatividade pró-destruição, produzindo,
entre outras coisas, armas e bombas. Porém, apesar de tudo isso, Deus
foi misericordioso e enviou seu próprio filho com o propósito de res-
taurar a humanidade, devolvendo-lhe a semelhança com o Criador (Ef.
1. l3-14).

2.2 - Tentação e Queda: O momento da desintegração


A tentação proposta ao primeiro casal deveria ter sido uma oportu-
nidade relevante para ele; os protótipos da humanidade poderiam ter
crescido em santidade e dedicação pessoal ao Senhor, pois se crê que o
Criador ao fazê-lo sua imagem, investiu na criatura uma capacidade
espiritual que poderia assegurar-lhe um relacionamento correto com o
Todo Poderoso. Porém, ao contrário do que poderia ter sido, o homem,

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O C OMEÇO DE T UDO

influenciado por Satanás, inimigo de Deus, abriu mão dessa possibili-


dade e resolveu percorrer o caminho da desobediência.
Satanás, para atingir seu objetivo, influenciar o homem e atrapalhar
o projeto de Deus para a humanidade, utilizou a figura da serpente
(Gn 3.1) para fazer a proposta do pecado e direcionou essa proposta
maligna para áreas estratégicas da estrutura do homem, a da concupis-
cência. I João (2.16) registra: “tudo que há no mundo, a concupiscência da

a
carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não são do Pai, mas são
do mundo”. Gênesis traz a seguinte revelação: “vendo a mulher que aquela

r
árvore era boa para se comer, e agradável aos olhos e árvore desejável para dar
entendimento, tomou do seu fruto, e comeu, e deu a seu marido, ele comeu com

t
ela” (Gn 3.6). No paralelo entre essas duas citações bíblicas, temos a
explicação do comportamento do primeiro casal ao ceder à tentação.
os
Ao perceber o fruto, sentiram a vontade de comer, foram possuídos
pelo desejo de usufruir, concupiscência da carne; ao olharem e terem
prazer, o desejo de possuir invadiu seus corações, concupiscência dos
olhos; ao pensarem na possibilidade de experimentar, o desejo de se-
rem iguais a Deus, a soberba da vida.
As conseqüências foram inevitáveis e seus efeitos estão espalhados
por entre todos os povos e dentro de cada ser humano. Deus tinha
Am

dito em Gênesis (2.17) que o homem morreria se num ato de desobe-


diência comesse o fruto da árvore proibida; e isso aconteceu. A mor-
te entrou no mundo, manifestando-se inicialmente com o rompimen-
to da comunhão com Deus – o casal escondeu-se da presença do Se-
nhor (Gn. 3.8,9). Posteriormente, a morte aconteceu de forma real e
concreta (Gn. 4 e 5). Se isso não bastasse, foi incorporada ao jeito de
viver do homem a tendência ao pecado, que muitas vezes no Novo
Testamento é denominada de cobiça, carne ou concupiscência da car-
ne. Apesar desse triste episódio, Deus fez promessa de restauração.
Gênesis (3.15) registra: “da semente da mulher nasceria um que esmagaria
a cabeça da serpente”. Abstrai-se daí que a semente é o Senhor Jesus
que, através da sua obra redentora, acabaria com a força do inimigo e
restabeleceria a beleza e a harmonia deste universo criado por Deus
para um propósito especial.
É de suma importância que as pessoas tenham conhecimento desse
propósito especial de Deus para ter a tranqüilidade na mente e no cora-
ção e não incorrer no fatalismo de que não existe uma razão especial
para se viver e que um dia tudo vai acabar.

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PENTATEUCO
O S F UNDAMENTOS É TICOS E R ELIGIOSOS DE I SRAEL NO A NTIGO T ESTAMENTO

Questão para reflexão.


A História da criação é um dos mais encantadores temas encontra-
dos nas Escrituras Sagradas, principalmente no que diz respeito à cria-
ção do ser humano. Em seu modo de pensar, qual foi o maior legado do
criador à sua criatura?

a
r
t
os
Am

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