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Relacionado:

 Filosofia da educação
 Pedagogia
 Didática
 Educação
Relacionado:
 Filosofia da educação
Caráter questionador e reflexivo.
 Pedagogia
Valorativa e normativa.
 Didática
Caráter técnico e a viabilização da educação.
 Educação
É a prática.
Pedagogo é a pessoa que sabe quais são as
normas da boa educação.

Filósofo da educação é o que fundamenta ou

justifica a atividade do pedagogo.


Sócrates (469 - 399 a.C)

Introduziu as questões sobre o homem e a


sua vida social, perguntas voltadas à conduta
moral e ao autoconhecimento.
“ CONHECE A TI MESMO.”
Platão (427- 348 a. C)

Discípulo de Sócrates, escreveu o livro A


República.
A República platônica foi elaborada com uma
divisão social estruturada em três grupos de
indivíduos: o dos trabalhadores manuais,
os guerreiros e os sábios.
O PENSAMENTO PEDAGÓGICO MODERNO:
ILUMINISTA
Grandes pensadores e intelectuais da época,
chamados "iluministas" ou "ilustrados" voltados à
racionalidade e à luta em favor das liberdades
individuais, contra o obscurantismo* da Igreja e a
prepotência dos governantes. Esses filósofos
também eram chamados "enciclopedistas" por
serem partidários das ideias liberais.

* oposição ao esclarecimento.
Entre os iluministas, destaca-se JEAN-
JACQUES ROUSSEAU (1712-1778), que
inaugurou uma nova era na história da
educação.
Ele se constituiu no marco que divide a
velha e a nova escola.
Rousseau resgata a relação entre a
educação e a política. Centraliza, pela primeira
vez, o tema da infância na educação. A partir dele,
a criança não seria mais considerada um adulto
em miniatura: ela vive em um mundo próprio que é
preciso compreender; o educador para educar
deve fazer-se educando de seu educando; a
criança nasce boa, o adulto, com sua falsa
concepção da vida, é que perverte a criança.
DESCARTES (1596 – 1650)

Queria desenvolver uma educação para todos


os cidadãos.

“PENSO LOGO EXISTO”


CONDORCET (1743-1794) que propôs o ensino
universal como meio para eliminar a
desigualdade.
FROEBEL (1782-1852) foi o idealizador dos
jardins da infância. Considerava que o
desenvolvimento da criança dependia de uma
atividade espontânea (o jogo), uma atividade
construtiva (o trabalho manual) e um estudo da
natureza. Valorizava a expressão corporal, o gesto,
o desenho, o brinquedo, o canto e a linguagem.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
POSITIVISTA

A ciência é o único conhecimento


possível e o método da ciência é
o único válido, só tem valor o que
recorre a ciência.
O positivismo, cuja doutrina visava à
substituição da manipulação mítica e mágica do
real pela visão científica, acabou estabelecendo
uma nova fé, a fé na ciência.
Seu lema sempre foi "ordem e progresso".
Acreditou que para progredir é preciso ordem e
que a pior ordem é sempre melhor do que
qualquer desordem. O positivismo tornou-se uma
ideologia da ordem, da resignação e,
contraditoriamente, da estagnação social. A
expressão do positivismo no Brasil inspirou a
Velha República e o golpe militar de 1964.
A teoria educacional de Durkheim opõe-se
diametralmente à de Rousseau. Enquanto este
afirmava que o homem nasce bom e a sociedade
o perverte, Durkheim declarava que o homem
nasce egoísta e só a sociedade, através da
educação, pode torná-lo solidário.
ROUSSEAU

Afirmava que o homem nasce bom e a sociedade


o perverte.

X
DURKHEIM

Declarava que o homem nasce egoísta e só a


sociedade, através da educação, pode torná-lo
solidário.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
SOCIALISTA
O pensamento pedagógico socialista formou-se
no movimento popular pela democratização do ensino.
A esse movimento se associaram alguns intelectuais
comprometidos com essa causa popular e com a
transformação social. A concepção socialista da
educação se opõe à concepção burguesa. Ela propõe
uma educação igual para todos.
HENRY DE SAINT-SIMON (1760-1825) definiu a
educação como a prática das relações sociais.
Por isso, criticava a educação de sua época que
distanciava a escola do mundo real. Reivindicava
uma educação pública supranacional.
ROBERT OWEN (1771-1858) foi um dos primeiros
pensadores a atribuir fundamental importância
pedagógica ao trabalho manual. Para ele, a
educação devia ter como princípio básico o trabalho
produtivo. A escola deveria apresentar de maneira
concreta e direta os problemas da produção e os
problemas sociais.
PIERRE JOSEPH PROUDHON (1809-1865)
concebeu o trabalho manual como gerador de
conhecimento. Afirmava que sob o capitalismo
não poderia existir uma educação
verdadeiramente popular e democrática e que a
pobreza era o principal obstáculo à educação
popular.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO DA
ESCOLA NOVA

A teoria e a prática escola novistas se


disseminaram em muitas partes do mundo, fruto
certamente de uma renovação geral que valorizava
a auto formação e a atividade espontânea da
criança.
A teoria da Escola Nova propunha que a
educação fosse instigadora da mudança social
e, ao mesmo tempo, se transformasse porque a
sociedade estava em mudança.
ADOLPHE FERRIÈRE (1879-1960). Educador,
escritor e conferencista suíço, divulgador da
escola ativa e da educação nova na Europa.
Suas ideias se basearam inicialmente em
concepções biológicas, transformando-se
depois numa filosofia espiritualista.
Para ele a Educação Nova seria integral
(intelectual, moral e física); ativa; prática (com
trabalhos manuais obrigatórios, individualizada);
autônoma (campestre em regime de internato e
coeducação).
O educador norte-americano
JOHN DEWEY (1859-1952) foi o
primeiro a formular o novo ideal
pedagógico, afirmando que o ensino
deveria dar-se pela ação ("learning by
doing") e não pela instrução, Para John
Dewey, a experiência concreta da vida
se apresentava sempre diante de
problemas que a educação poderia
ajudar a resolver.
Segundo ele, há uma escala de cinco
estágios do ato de pensar, que ocorrem diante
de algum problema. Portanto, o problema nos
faria pensar. São eles:
1º) uma necessidade sentida;
2º) a análise da dificuldade;
3º) as alternativas de solução do problema;
4º) a experimentação de várias soluções, até
que o teste mental aprove uma delas;
5º) a ação como a prova final para a solução
proposta, que deve ser verificada de maneira
científica.
O suíço ÉDOUARD CLAPARÈDE (1873-
1940) preferiu dar à escola ativa outro nome:
educação funcional. Ele explicava que a mera
atividade não era suficiente para explicar a ação
humana.
Atividade educativa era só aquela que
correspondia a uma função vital do homem.
Nem toda atividade se adequaria a todos.
A atividade deveria ser individualizada —
sem ser individualista — e, ao mesmo tempo,
social e socializadora.
JEAN PIAGET (1896-1980), discípulo e
colaborador de Claparède, levou a pesquisa
do mestre adiante: investigou sobretudo a
natureza do desenvolvimento da inteligência
na criança.
Piaget propôs o método da observação para
a educação da criança. Daí a necessidade de uma
pedagogia experimental que colocasse
claramente como a criança organiza o real.
Criticou a escola tradicional que ensina a copiar e
não a pensar.
Para obter bons resultados, o professor
devia respeitar as leis e as etapas do
desenvolvimento da criança. O objetivo da
educação não deveria ser repetir ou conservar
verdades acabadas, mas aprender por si próprio
a conquista do verdadeiro.
Sua teoria epistemológica influenciou
outros pesquisadores, como a psicóloga
argentina Emília Ferreiro, cujo pensamento é
muito difundido hoje nas escolas de ensino
fundamental no Brasil.
O educador brasileiro PAULO
FREIRE (1921 - 1997), herdeiro de
muitas conquistas da Escola Nova,
denunciou o caráter conservador
dessa visão pedagógica e observou
corretamente que a escola podia
servir tanto para a educação como
prática da dominação quanto para a
educação como prática da liberdade.
Educar não é ser omisso, ser indiferente,
ser neutro diante da sociedade atual. Deixar a
criança à educação espontânea da sociedade é
também deixá-la ao autoritarismo de uma
sociedade nada espontânea. O papel do
educador é intervir, posicionar-se, mostrar um
caminho, e não se omitir. A omissão é também
uma forma de intervenção.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
FENOMENOLÓGICO-EXISTENCIALISTA
BOGDAN SUCHODOLSKI (1907-1992), em sua obra A
pedagogia e as grandes correntes filosóficas, dividiu
as manifestações pedagógicas surgidas desde a
Antiguidade até nossos dias em duas grandes
correntes: as pedagogias da essência e as
pedagogias da existência.
Na base dessa oposição estaria a
controvérsia clássica entre filosofia da
essência e filosofia da existência, filosofias
que, partindo de concepções antropológicas
opostas, determinam posicionamentos
pedagógicos também distintos.
O movimento reformista protestante
recolocou a ideia de que o homem pode ser tudo,
e que a individualidade é uma forma preciosa de
realização da essência humana. Surgiram, então,
indícios de renovação do pensamento
pedagógico, inspirando-se nos direitos e nas
necessidades das crianças.
Essa controvérsia atravessou as ideias de
Rousseau, Pestalozzi e Froebel. Em resposta à
pedagogia da essência, KIERKEGAARD (1813-
1855), STIRNER (1806-1856) e NIETZSCHE (1844-
1900), no século XIX, desenvolveram teorias
ligadas à pedagogia da existência.
PESTALOZZI (1746 -1827)

STIRNER (1806-1856) KIERKEGAARD (1813-1855)


Nietzsche criticava as tendências
democráticas do ensino e as tentativas de ligar a
escola às necessidades econômicas e sociais do
país. Ao analisar a genealogia da moral, ele
tentava provar que o ideal e as normas morais
são obra dos homens fracos.
Em resumo, a pedagogia da essência
propõe um programa para levar a criança a
conhecer sistematicamente as etapas do
desenvolvimento da humanidade; a pedagogia
da existência, a organização e a satisfação das
necessidades atuais da criança através do
conhecimento e da ação.
O pensamento pedagógico existencialista
e fenomenológico foi muito influenciado pelos
filósofos franceses
Jean-Paul Sartre e Paul Ricoeur.
A filosofia existencialista provocou um grande
movimento de renovação da educação.
• A tarefa da educação, para a filosofia existencial,
consiste em afirmar a existência concreta da
criança, aqui e agora.
• A existência do ser humano não é igual à de
outra coisa qualquer. Sua existência está sempre
sendo, se formando; não é estática.
• O homem precisa decidir-se, comprometer-se,
escolher; precisa encontrar-se com o outro.
JEAN-PAUL SARTRE (1905 -1980)

Sua filosofia é ateísta. Segundo Sartre, o


homem é absoluto, não havendo nada de espiritual
acima dele. Por determinadas condições biológicas,
a sua existência precede a essência, o que significa
que a criatura humana chega ao mundo apenas
biologicamente e só depois, através da convivência,
adquire uma essência humana determinada.
O homem sofre a influência não só da
ideia que tem de si, mas também de como
pretende ser. Esses impulsos orientam-no para
um determinado tipo de existência, pois um
indivíduo não pode ser outra coisa senão
aquilo em que se constitui. Como não há nada
superior a ele, sua marcha se depara com o
nada.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO
ANTIAUTORITÁRIO

A crítica à escola tradicional efetuada pelo


movimento da escola nova e o pensamento
pedagógico existencial culminaram com a
pedagogia antiautoritária. Essa crítica partiu tanto
dos liberais quanto dos marxistas, que afirmavam
a liberdade como princípio e objetivo da educação.
O movimento antiautoritário teve em
SIGMUND FREUD (1856-1939) um de seus
inspiradores. Embora ele não possa ser
considerado um pedagogo, teve grande
influência na educação.
O pai da psicanálise, ao descobrir o
fenômeno da transferência, importante para a
relação professor-aluno, e ao evidenciar a prática
repressiva da sociedade e da escola em relação à
sexualidade, influenciou progressivamente a
mentalidade dos educadores.
O educador espanhol FRANCISCO
FERRER GUARDIA (1859-1909), fundador
da escola moderna, racionalista e
libertária, foi o mais destacado crítico da
escola tradicional, apoiando-se no
pensamento iluminista.
Ferrer foi um revolucionário que
acreditava no valor da educação como
remédio absoluto para os males da
sociedade.
Considerava-se um professor que amava as
crianças e queria prepará-las para, com liberdade
de pensamento e ação, enfrentar uma nova era
De acordo com Ferrer, existiriam uma
disciplina artificial, baseada num autoritarismo
cego, e uma disciplina natural, que não se utiliza
de sanções arbitrárias.
Já o educador CARL R. ROGERS (1902-1987) foi
pai da não diretividade, antes de mais nada um
terapeuta. Segundo ele, o clima psicológico de
liberdade favorecia o pleno desenvolvimento do
indivíduo. Ele valorizava a empatia, a autenticidade.
Todo o processo educativo deveria então centrar-se
na criança, não no professor, nem no conteúdo
pragmático.
Para Rogers, os princípios básicos do
ensino e da aprendizagem são: confiança nas
potencialidades humanas, pertinência do assunto
a ser aprendido ou ensinado, aprendizagem
participativa, autoavaliação e autocrítica,
aprendizagem da própria aprendizagem.
PENSAMENTO PEDAGÓGICO CRÍTICO

O movimento pelo Escola Nova fez a crítica


dos métodos tradicionais da educação. O
marxismo e o positivismo, a seu modo, também
fizeram a crítica da educação enquanto
pensamento antiautoritário.
Os existencialistas e fenomenologistas, sob
o impacto de duas guerras mundiais,
perguntavam-se o que estava errado na educação
para formar homens que chegavam a se odiar
tanto. O otimismo pedagógico do começo do
século não resistiu a tanta violência.
A partir da segunda metade deste século a crítica
à educação e à escola se acentuou.
O otimismo foi substituído por uma crítica radical.
Entre os maiores críticos encontramos o
filósofo francês de origem argelina Louis Althusser
(1918-1990)
(Os aparelhos ideológicos do Estado — 1969)
Althusser sustentou que a função própria da
escola capitalista consistiria na reprodução da
sociedade e que toda ação pedagógica seria uma
imposição arbitrária da cultura das classes
dominantes; a dupla escola-família substituiu o
binômio igreja-família como aparelho ideológico
dominante. Afinal, é a escola que tem, durante
muitos anos, uma audiência obrigatória.
Este poder necessita camuflar sua
arbitrariedade de duas formas: a autoridade
pedagógica e a autonomia relativa da escola.
A autoridade pedagógica dissimula o poder
arbitrário, apresentando-o como relação
puramente psicológica.
A ação pedagógica da escola seria
precedida pela "ação pedagógica primária" no
aparelho ideológico que é a família.
Dadas as diferenças em formação e
informação que a criança recebe, conforme sua
posição na hierarquia social, ela traz um
determinado "capital cultural" para a escola.
TENDÊNCIAS PEDAGÓGICAS
Tradicional

PEDAGOGIA Renovada progressivista


LIBERAL Renovada não-diretiva

Tecnicista
A PEDAGOGIA LIBERAL

Sustenta a ideia de que a escola tem por


função preparar os indivíduos para o desempenho
de papéis sociais, de acordo com as aptidões
individuais, por isso os indivíduos precisam
aprender a se adaptar aos valores e às normas
vigentes na sociedade de classes através do
desenvolvimento da cultura individual.
Historicamente, a educação liberal iniciou-se
com a pedagogia tradicional e, por razões de
recomposição da hegemonia da burguesia, evoluiu
para a pedagogia renovada (também denominada
escola nova ou ativa), o que não significou a
substituição de uma pela outra, pois ambas
conviveram e convivem na prática escolar.
Na tendência tradicional, a pedagogia liberal
se caracteriza por acentuar o ensino humanístico,
de cultura geral, no qual o aluno é educado para
atingir, pelo próprio esforço, sua plena realização
como pessoa. Os conteúdos, os procedimentos
didáticos, a relação professor-aluno não têm
nenhuma relação com o cotidiano do aluno e muito
menos com as realidades sociais. É a
predominância da palavra do professor, das regras
impostas, do cultivo exclusivamente intelectual.
TENDÊNCIA LIBERAL TRADICIONAL

Papel da escola - A atuação da escola consiste na


preparação intelectual e moral dos alunos para
assumir sua posição na sociedade. Assim, os
menos capazes devem lutar para superar suas
dificuldades e conquistar seu lugar junto aos mais
capazes. Caso não consigam, devem procurar o
ensino mais profissionalizante.
A tendência liberal renovada acentua,
igualmente, o sentido da cultura como
desenvolvimento das aptidões individuais. Mas
a educação é um processo interno, não externo;
ela parte das necessidades e interesses
individuais necessários para a adaptação ao
meio. A educação é a vida presente, é a parte da
própria experiência humana.
A escola renovada propõe um ensino que
valorize a autoeducação (o aluno como sujeito
do conhecimento), a experiência direta sobre o
meio pela atividade; um ensino centrado no
aluno e no grupo.
TENDÊNCIA LIBERAL RENOVADA

Papel da escola - A finalidade da escola é


adequar as necessidades individuais ao meio
social e, para isso, ela deve se organizar de
forma a retratar, o quanto possível, a vida. Todo
ser dispõe dentro de si mesmo de mecanismos
de adaptação progressiva ao meio e de uma
consequente integração dessas formas de
adaptação no comportamento.
A renovada não-diretiva orientada para os
objetivos de auto realização (desenvolvimento
pessoal) e para as relações interpessoais, na
formulação do psicólogo norte-americano Carl
Rogers.
RENOVADA NÃO-DIRETIVA

Papel da escola - Acentua-se nesta


tendência o papel da escola na formação de
atitudes, razão pela qual deve estar mais
preocupada com os problemas psicológicos do
que com os pedagógicos ou sociais. Todo
esforço está em estabelecer um clima favorável a
uma mudança dentro do indivíduo, isto é, a uma
adequação pessoal ás solicitações do ambiente.
A tendência liberal tecnicista subordina a
educação à sociedade, tendo como função a
preparação de "recursos humanos" (mão-de-obra
para a indústria). A sociedade industrial e
tecnológica estabelece (cientificamente) as metas
econômicas, sociais e políticas, a educação
treina (também cientificamente) nos alunos os
comportamentos de ajustamento a essas metas.
TENDÊNCIA LIBERAL TECNICISTA
Papel da escola - Num sistema social
harmônico, orgânico e funcional, a escola
funciona como modeladora do comportamento
humano, através de técnicas específicas. À
educação escolar compete organizar o processo
de aquisição de habilidades, atitudes e
conhecimentos específicos, úteis e necessários
para que os indivíduos se integrem na máquina do
sistema social global.
A designação "progressivista" vem de
"educação progressiva", termo usado por Anísio
Teixeira para indicar a função da educação numa
civilização em mudança, decorrente do
desenvolvimento científico (ideia equivalente a
"evolução" em biologia).
libertadora
PEDAGOGIA
PROGRESSISTA libertária

crítico-social dos conteúdos


O termo "progressista" é usado aqui para
designar as tendências que, partindo de uma
análise crítica das realidades sociais, sustentam
implicitamente as finalidades sociopolíticas da
educação. Evidentemente a pedagogia
progressista não tem como institucionalizar-se
numa sociedade capitalista; daí ser ela um
instrumento de luta dos professores ao lado de
outras práticas sociais.
As versões libertadora e libertária têm em
comum o antiautoritarismo, a valorização da
experiência vívida como base da relação educativa
e a ideia de autogestão pedagógica.
Em função disso, dão mais valor ao
processo de aprendizagem grupal (participação
em discussões, assembléias, votações) do que
aos conteúdos de ensino. Como decorrência, a
prática educativa somente faz sentido numa
prática social junto ao povo, razão pela qual
preferem as modalidades de educação popular
"não-formal".
TENDÊNCIA PROGRESSISTA
LIBERTADORA

Papel da escola - Não é próprio da pedagogia


libertadora falar em ensino escolar, já que sua marca
é a atuação "não-formal". Quando se fala na
educação em geral, diz-se que ela é uma atividade
onde professores e alunos, mediatizados pela
realidade que apreendem e da qual extraem o
conteúdo de aprendizagem, atingem um nível de
consciência dessa mesma realidade, a fim de nela
atuarem, num sentido de transformação social.
TENDÊNCIA PROGRESSISTA LIBERTÁRIA

Papel da escola - A pedagogia libertária espera


que a escola exerça uma transformação na
personalidade dos alunos num sentido libertário. A
pedagogia libertária, na sua modalidade mais
conhecida entre nós, a "pedagogia institucional",
pretende ser uma forma de resistência contra a
burocracia como instrumento da ação dominadora
do Estado, que tudo controla (professores,
programas, provas etc.).
A tendência da pedagogia crítico-social dos
conteúdos propõe uma síntese superadora das
pedagogias tradicional e renovada, valorizando a
ação pedagógica enquanto inserida na prática
social concreta.
TENDÊNCIA PROGRESSISTA “CRÍTICO
SOCIAL DOS CONTEÚDOS”
Papel da escola - A difusão de conteúdos é a
tarefa primordial. Não conteúdos abstratos, mas
vivos, concretos e, portanto, indissociáveis das
realidades sociais. A valorização da escola como
instrumento de apropriação do saber é o melhor
serviço que se presta aos interesses populares, já
que a própria escola pode contribuir para eliminar
a seletividade social e torná-la democrática.
Entende a escola como mediação entre o
individual e o social, exercendo aí a articulação
entre a transmissão dos conteúdos e a
assimilação ativa por parte de um aluno concreto
(inserido num contexto de relações sociais);
dessa articulação resulta o saber criticamente
reelaborado.