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340/0001-95]

NORMA ABNT NBR


BRASILEIRA 11900-3
Primeira edição
13.10.2011

Válida a partir de
13.11.2011
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Terminal para cabo de aço


Parte 3: Olhal com presilha
Terminations for steel wire ropes
Part 3: Ferrule-secured eye

ICS 77.140.65 ISBN 978-85-07-03054-6

Número de referência
ABNT NBR 11900-3:2011
10 páginas

© ABNT 2011
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ABNT NBR 11900-3:2011

Sumário Página

Prefácio ...............................................................................................................................................iv
1 Escopo ................................................................................................................................1
2 Referências normativas .....................................................................................................1
3 Termos e definições ...........................................................................................................1
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4 Tipos de cabos de aço .......................................................................................................3


5 Presilhas .............................................................................................................................3
6 Montagem da presilha no cabo de aço ............................................................................3
7 Preparação da extremidade do cabo ................................................................................3
8 Formação do olhal .............................................................................................................4
8.1 Olhal dobrado (tipo 4) ........................................................................................................4
8.2 Olhal trançado flamengo (tipos 1 e 2) ..............................................................................4
9 Operação de prensagem ...................................................................................................6
10 Resistência à ruptura de olhal com presilha ...................................................................6
11 Ensaio de tipo .....................................................................................................................6
11.1 Amostragem .......................................................................................................................6
11.2 Ensaio de carga de ruptura ...............................................................................................7
11.3 Ensaio de fadiga .................................................................................................................7
11.4 Ensaio de fadiga em cabo de içamento de guindaste ....................................................7
12 Controle de qualidade da presilha ....................................................................................8
12.1 Inspeção durante a fabricação..........................................................................................8
12.2 Certificado do fabricante ...................................................................................................8
13 Controle de qualidade dos olhais .....................................................................................8
13.1 Inspeção após a prensagem .............................................................................................8
13.2 Ensaio de tração.................................................................................................................9
14 Marcação .............................................................................................................................9
15 Documentação....................................................................................................................9
Anexo A (informativo) Exemplos de defeitos na prensagem do olhal ...........................................10

Figuras
Figura 1 – Olhal dobrado ....................................................................................................................2
Figura 2 – Olhal trançado flamengo ..................................................................................................2
Figura 3 – Exemplo de olhal dobrado................................................................................................3
Figura 4 – Preparação de olhal trançado flamengo ........................................................................5
Figura 5 – Sapatilho ............................................................................................................................5
Figura 6 – Presilha após ensaio de prensagem ...............................................................................8
Figura A.1 – Presilha prensada fora do posicionamento correto na matriz ................................10
Figura A.2 – Presilha com o trançado flamengo exposto ............................................................10
Figura A.3 – Presilha prensada com matriz de comprimento insuficiente .................................10
Figura A.4 – Presilha com sulco ......................................................................................................10
Figura A.5 – Presilha com vinco ......................................................................................................10
Figura A.6 – Presilha prensada adequadamente............................................................................10

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ABNT NBR 11900-3:2011

Prefácio

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) é o Foro Nacional de Normalização. As Normas


Brasileiras, cujo conteúdo é de responsabilidade dos Comitês Brasileiros (ABNT/CB), dos Organismos
de Normalização Setorial (ABNT/ONS) e das Comissões de Estudo Especiais (ABNT/CEE),
são elaboradas por Comissões de Estudo (CE), formadas por representantes dos setores envolvidos,
delas fazendo parte: produtores, consumidores e neutros (universidades, laboratórios e outros).
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Os Documentos Técnicos ABNT são elaborados conforme as regras da Diretiva ABNT, Parte 2.

A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) chama atenção para a possibilidade de que
alguns dos elementos deste documento podem ser objeto de direito de patente. A ABNT não deve ser
considerada responsável pela identificação de quaisquer direitos de patentes.

A ABNT NBR 11900-3 foi elaborada pela Comissão de Estudo Especial de Cabos de Aço e Acessórios
(ABNT/CEE-113). O Projeto circulou em Consulta Nacional conforme Edital nº 07, de 21.07.2011
a 19.09.2011, com o número de Projeto 113:000.00-001/3.

Esta Norma foi baseada nas ISO 8793:1986, EN 13411-3:2003 e EN 13411-3:2003/ Emenda 1:2008,
e quando da sua homologação receberá a seguinte denominação ABNT NBR 11900-3.

Esta primeira edição da ABNT NBR 11900-3, em conjunto com as demais partes, cancela e substitui
a edição da ABNT NBR 11900:1991, a qual foi tecnicamente revisada e desmembrada em partes.

A ABNT NBR 11900, sob o título geral “Terminal para cabos de aço”, tem previsão de conter
as seguintes partes:

— Parte 1: Sapatilho;

— Parte 2: Soquete tipo cunha;

— Parte 3: Olhal com presilha;

— Parte 4: Grampo pesado;

— Parte 5: Grampo leve.

O Escopo desta Norma Brasileira em inglês é o seguinte:

Scope
This Standard specifies minimum requirements for ferrule-secured eye terminations for general-purpose
steel wire ropes complying with ABNT NBR ISO 2408; the ferrules are made of steel or aluminium.
The eye termination may be made either as a Flemish eye or a turn back loop.

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Terminal para cabo de aço


Parte 3: Olhal com presilha

1 Escopo
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Esta parte da ABNT NBR 11900 especifica os requisitos mínimos para olhais com presilha fabricada
em aço ou alumínio, para terminais para cabos de aço para uso geral em conformidade com a
ABNT NBR ISO 2408. A terminação dos olhais com presilhas pode ser feita sob a forma de olhal
trançado flamengo ou olhal dobrado.

2 Referências normativas
Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação deste documento.
Para referências datadas, aplicam-se somente as edições citadas. Para referências não datadas,
aplicam-se as edições mais recentes do referido documento (incluindo emendas).

ABNT NBR 13541-1, Linga para cabo de aço − Parte 1: Requisitos e métodos de ensaio

ABNT NBR ISO 2107:2008, Alumínio e suas ligas − Produtos trabalháveis − Designações das têmperas

ABNT NBR ISO 2408:2008, Cabos de aço para uso geral − Requisitos mínimos

3 Termos e definições
Para os efeitos deste documento, aplicam-se os seguintes termos e definições.

3.1
olhal
terminal para cabo de aço formado por uma volta do próprio cabo em forma de alça

3.2
olhal com presilha
olhal onde a terminação do cabo é fixada por meio de uma presilha prensada. Existem dois tipos
principais: o olhal dobrado e o olhal trançado flamengo

3.2.1
olhal dobrado (tipo 4)
olhal com presilha em que o cabo como um todo é dobrado, sendo a ponta do cabo fixada no corpo
principal sem trançamento (ver Figura 1)

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Figura 1 – Olhal dobrado


3.2.2
olhal trançado flamengo
olhal com presilha em que a ponta do cabo é dividida em dois grupos com o mesmo número de
pernas cada, que são trançadas em conjunto novamente no sentido oposto, formando um olhal que é
simétrico ao eixo do cabo. As extremidades das pernas são distribuídas igualmente em torno do corpo
principal do cabo. Elas são fixadas nessa posição através de uma presilha (ver Figura 2)

O olhal trançado flamengo pode ser com presilha de aço (tipo 1) ou com presilha de alumínio (tipo 2)

Figura 2 – Olhal trançado flamengo


3.3
entidade responsável
pessoa ou organização que assume a responsabilidade pelo material, projeto, dimensões, identificação,
ensaios de tipo e fabricação da presilha, bem como pela especificação e método de aplicação
nos cabos de aço

3.4
extremidade morta
ponta do cabo de aço após dobramento para formação do olhal (ver Figura 3)

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h/2
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Figura 3 – Exemplo de olhal dobrado

4 Tipos de cabos de aço


Todos os cabos de aço para uso geral em conformidade com a ABNT NBR ISO 2408 podem dispor
de um olhal com presilha. Contudo, o cabo deve ser pré-formado para olhais trançados flamengo,
sendo a pré-formação também recomendada para os olhais dobrados.

5 Presilhas
As presilhas de alumínio e de aço devem ser produzidas por um processo que proporcione um produto
sem costura.

As presilhas não podem apresentar defeitos como trincas ou rugosidades que possam afetar o seu
desempenho durante o serviço.

Após a prensagem, a presilha deve estar livre de qualquer tendência ao trincamento por envelhecimento.

O material selecionado pelo fabricante da presilha deve ser de aço-carbono, sem liga, ou de alumínio,
e deve ser da mesma especificação que foi aprovada no ensaio de tipo (ver Seção 11).

O aço-carbono deve ser normalizado, não envelhecido e totalmente acalmado.

O alumínio deve estar no estado de tratamento F, como fabricado, em conformidade com


a ABNT NBR ISO 2107.

6 Montagem da presilha no cabo de aço


A montagem da presilha no cabo de aço deve estar em conformidade com as instruções da entidade
responsável.

7 Preparação da extremidade do cabo


O cabo deve ser cortado de tal maneira que as extremidades dos arames não sejam soldadas.
Convém que no processo de corte as extremidades dos arames do cabo não sejam endurecidas.
Caso haja endurecimento, o comprimento da zona termicamente afetada do cabo não pode ser maior
do que uma vez o diâmetro do cabo.

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8 Formação do olhal
8.1 Olhal dobrado (tipo 4)

A entidade responsável deve fornecer instruções relativas ao posicionamento correto da extremidade


morta do cabo. Todo o comprimento da presilha deve conter a extremidade morta do cabo, devendo
tal extremidade ser visível após a prensagem (ver Figura 3). A ponta do cabo deve aparecer fora
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da presilha não mais do que a metade do diâmetro do cabo. No caso de cabos endurecidos por meio
de processo térmico, a presilha deve estar posicionada de tal maneira que, depois de prensada,
a ponta do cabo apareça fora da presilha em não mais do que uma vez o diâmetro do cabo.

O olhal deve ser formado mediante introdução da ponta do cabo através da presilha, até formar
a medida requerida do olhal.

A presilha deve ser posicionada de maneira a se ajustar com o sapatilho, evitando-se assim que este
fique frouxo ou estrangulado pelo cabo.

O olhal dobrado não pode ser utilizado:

a) em cargas suspensas que envolvam riscos humanos;

b) em temperaturas superiores a 80 0C para cabo com alma de fibra e 100 0C para cabo com alma
de aço;

c) em contato com águas salgadas;

d) em contato com superfícies abrasivas.

8.2 Olhal trançado flamengo (tipos 1 e 2)

O comprimento do trecho de cabo a ser dividido em dois grupos de pernas depende do tamanho
do olhal a ser formado. Os dois grupos de pernas devem ser trançados em direções opostas.

A alma deve permanecer no grupo que receberá as pernas para a recomposição do cabo. Ver Figura 4.

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Figura 4 – Preparação de olhal trançado flamengo


O comprimento das extremidades mortas das pernas deve ser suficiente para que a presilha possa
ser introduzida sobre elas com todo o comprimento de sua parte cilíndrica. Neste comprimento,
a permanência da alma de fibra é opcional.

A operação de posicionamento da presilha não pode deslocar as pernas de sua posição original.

Nenhuma perna do cabo deve ficar protuberante no olhal formado. A distância mínima entre as
presilhas deve ser de pelo menos 20 vezes o diâmetro do cabo.

As pernas da extremidade morta devem ser distribuídas uniformemente sobre o trecho do cabo de aço
dentro da presilha.

O posicionamento da presilha antes da prensagem deve ser feito de tal forma que a distância entre
a base do sapatilho e a presilha seja aproximadamente duas vezes o diâmetro nominal do cabo após
a prensagem. No caso de sapatilho com ponta, esta distância deve ser de aproximadamente 1,5 vez
o diâmetro nominal do cabo após a prensagem (ver Figura 5).

Sapatilho sem ponta Sapatilho com ponta

Figura 5 – Sapatilho

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O comprimento periférico de um olhal sem sapatilho para lingas deve ser no mínimo quatro vezes
o comprimento do passo.

O comprimento periférico de um olhal sem sapatilho para cabo de içamento de guindaste deve ser
no mínimo seis vezes o comprimento do passo.

O olhal trançado flamengo com presilha de alumínio (tipo 2) não pode ser utilizado:
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a) em temperaturas superiores a 80 °C para cabo com alma de fibra e 100 °C para cabo com alma
de aço;

b) em contato com águas salgadas;

c) em contato com superfícies abrasivas.

9 Operação de prensagem
A operação de prensagem deve ser realizada conforme as instruções da entidade responsável.

A presilha não pode apresentar vincos, sulcos, trincas, marcas de solda, bem como outros defeitos
de prensagem. Ver Anexo A.

10 Resistência à ruptura de olhal com presilha


A resistência à ruptura do olhal com presilha (olhal dobrado ou olhal trançado flamengo) deve ser
de pelo menos 90 % da carga de ruptura mínima do respectivo cabo de aço.

11 Ensaio de tipo
Os olhais com presilha devem satisfazer os ensaios de tipo descritos em 11.2 e 11.4.

11.1 Amostragem

Onde o projeto da presilha segue uma progressão matemática em uma faixa de tamanhos, o diâmetro
de cabo a ser selecionado deve representar o primeiro e o último quartis da faixa.

Onde o projeto da presilha não segue uma progressão matemática em uma faixa de tamanhos, cada
diâmetro de cabo dentro da faixa deve ser selecionado para ensaio.

Para cada diâmetro de cabo selecionado deve ser considerado o de maior categoria de resistência
(rope grade) do arame para o qual o sistema é projetado, e pelo menos dois olhais com presilhas
devem ser ensaiados. Para cada diâmetro de cabo selecionado deve-se considerar o tipo de alma:
alma de aço e alma de fibra.

NOTA 1 Uma presilha segue progressão matemática quando o seu comprimento, o diâmetro e a espessura
têm relação constante com o diâmetro do cabo (d).

NOTA 2 O número de ensaios é considerado como dois quando o comprimento a ser ensaiado tem olhais
com presilhas em ambas as extremidades.

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Adicionalmente, a amostragem deve levar em consideração se o tipo de olhal é dobrado (tipo 4),
trançado flamengo com presilha de aço (tipo 1) ou trançado flamengo com presilha de alumínio
(tipo 2):

a) olhal dobrado (tipo 4):

— a amostragem dos ensaios deve considerar cada classe de cabos: 6x19, 6x36 e resistentes
à rotação;
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b) olhal trançado flamengo (tipos 1 e 2):

— a amostragem dos ensaios deve considerar cada classe de cabos: 6 x 19 e 6 x 36.

11.2 Ensaio de carga de ruptura

O olhal deve ser sem sapatilho e com dimensões conforme a ABNT NBR 13541-1.

A força aplicada deve ser transmitida através de pino redondo, com diâmetro de quatro vezes
o diâmetro nominal do cabo.

Após 50 % da carga mínima de ruptura do cabo ser aplicada, uma força adicional deve ser aplicada
a uma taxa não maior do que 0,5 % da carga mínima de ruptura do cabo por segundo.

O comprimento mínimo do cabo livre entre presilhas deve ser de 30 vezes o diâmetro nominal do cabo.

11.3 Ensaio de fadiga

O ensaio deve ser realizado em uma máquina de fadiga linear, sem mudança de direção do eixo
do cabo. Não é permitida rotação nos pontos de fixação da máquina.

A frequência do ensaio cíclico não pode exceder 5 Hz em um ambiente com temperatura entre 10 °C
e 40 °C.

O olhal deve ser fixado com presilha e com sapatilho compacto ou reforçado. O comprimento de cabo
livre entre as presilhas deve ser igual ao do ensaio de carga de ruptura (ver 11.2).

O ensaio deve consistir na aplicação de uma força cíclica de 15 % a 30 % da carga de ruptura mínima
do cabo ao longo do seu eixo, por 75 000 ciclos.

Após ensaiado, o olhal com presilha deve suportar uma força de pelo menos 80 % da carga mínima
de ruptura do cabo.

O ensaio de tração que segue o ensaio de fadiga deve ser conforme 11.2.

11.4 Ensaio de fadiga em cabo de içamento de guindaste

Adicionalmente, para terminal com olhal trançado flamengo utilizado em cabo de içamento
de guindaste, deve ser realizado ensaio de fadiga em um conjunto que consiste em sapatilho compacto
com comprimento periférico, pelo menos de quatro vezes o passo do cabo.

O ensaio deve ser realizado em uma máquina de fadiga linear, sem mudança de direção do eixo
do cabo. Não é permitida rotação nos pontos de fixação da máquina. O ensaio consiste em uma força
axial cíclica de 2,5 % a 20 % da carga mínima de ruptura do cabo.

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A frequência do ensaio cíclico não pode exceder 5 Hz em um ambiente com temperatura entre
10 °C e 40 °C.

O terminal com olhal trançado flamengo deve suportar o mínimo de 106 ciclos sem rompimento
completo de uma perna.

12 Controle de qualidade da presilha


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12.1 Inspeção durante a fabricação

O tubo para confecção das presilhas deve estar livre de trincas, dobras e defeitos de superfície.

Para cada lote de presilhas de aço produzido a partir de um mesmo lote e tratamento térmico,
uma amostra deve ser selecionada e prensada à temperatura ambiente (ver Figura 6). Nenhuma
trinca deve ser observada visualmente. Se a amostra falhar neste ensaio, devem ser selecionadas
aleatoriamente dez presilhas ou 3 % do lote, o que for maior, e todas devem ser aprovadas no ensaio
de prensagem caso contrário, o lote inteiro deve ser rejeitado.

Figura 6 – Presilha após ensaio de prensagem


12.2 Certificado do fabricante

O fabricante da presilha ou entidade responsável deve fornecer um certificado de cada lote de presilhas,
declarando que:

a) as presilhas são idênticas, dentro das tolerâncias de fabricação estabelecidas pela entidade
responsável, àquelas submetidas aos ensaios de tipo; e

b) as presilhas atendem aos requisitos pertinentes estabelecidos nesta parte da ABNT NBR 11900.

13 Controle de qualidade dos olhais


13.1 Inspeção após a prensagem

Após a fixação da presilha no olhal, esta deve ser inspecionada para garantir que esteja livre
de falhas ou defeitos visíveis e que tenha sido prensada e fixada em conformidade com a Seção 9
e as instruções fornecidas pela entidade responsável.

O diâmetro após prensagem da presilha, informado pela entidade responsável, deve ser confirmado
por inspeção dimensional.

Exemplos de defeitos na prensagem do olhal são mostrados no Anexo A.

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13.2 Ensaio de tração

Quando acordado entre o comprador e o fabricante, amostras de peças com olhais nas extremidades
selecionadas devem, aleatoriamente, ser submetidas a um ensaio de tração. A carga de ruptura do
conjunto não pode ser inferior a 90 % da carga de ruptura mínima especificada para esse cabo.
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14 Marcação
A presilha deve ser marcada de forma durável e rastreável para identificação do certificado do fabricante
do olhal com presilha.

15 Documentação
Se o olhal com presilha fizer parte de um cabo de aço (excluindo lingas), o documento deve incluir pelo
menos as seguintes informações:

a) nome do fabricante do olhal com presilha ou entidade responsável, incluindo a data de emissão
do certificado;

b) número desta parte da ABNT NBR 11900;

c) tipo do olhal com presilha (ver Seção 8);

d) carga mínima de ruptura do olhal com presilha;

e) código de rastreabilidade.

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Anexo A
(informativo)

Exemplos de defeitos na prensagem do olhal


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Ver figuras A.1 a A.5.

Figura A.1 – Presilha prensada fora do Figura A.2 – Presilha com o trançado
posicionamento correto na matriz flamengo exposto

Figura A.3 – Presilha prensada com matriz Figura A.4 – Presilha com sulco
de comprimento insuficiente

a) aço

Figura A.6 – Presilha prensada


adequadamente
b) aluminio

Figura A.5 – Presilha com vinco

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