Você está na página 1de 660

volume 1

volume 1

GEORGE B. THOMAS
MAURICE D. WEIR
NAVALPOSTGRADUATESCHOOL
JOEL HASS
UNIVERSITY OF CALIFORNIA, DAVIS

TRADUÇÃO
KLEBER ROBERTO PEDROSO
REGINA CÉLIA SIMILLE DE MACEDO

REVISÃO TÉCNICA
CLAUDIO HIROFUME ASANO
INSTITUTO DE MATEMÁTICA E ESTATÍSTICA DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

PEARSON
São Paulo

Brasil Arge11tina Colômbia Costa Rica C hile Espanha


Guatemala México Pert1 Porto Rico Venezuela
©2013 by Pearson Education do Brasil
©2010, 2006, 2001 by Pearson Educa lion, Inc.
Tradução autorizada a partir ela edição e1n inglês, Thomas' Calc11lus
Ea rly ~fransccndenta ls, 12. cd., publicada pela Pcarson Education, lnc., sob o selo Addison-Wcslcy
·rodos os direitos reservados. 'enhunia parte desta publicação poderá ser reproduzida ou trans1nitida de qualquer
n1oclo 011 por qualquer outro n1eio, eletrônico 011 n1ecânico, incluindo fotocópia, gravação 0 11 qualquer outro tipo ele sistema
de armaze11a1nento e transmissão de infonnação, sen1 prévia autorização por escrito ela Pearson Education do Brasil.

DIRETOR EDITORIAL E DE CONTEÚDO Roger Trin1er


GEREl\"TE GERAL DE PROJETOS EDITORIAIS Sabrina Cairo
GERENTE EDITORIAL Kelly Tavares
GERE, rE DA CENTRAL DE CONTEÚDOS 'Tha·is Falcão
SUPERVISORA DE PRODUÇÃO EDITORIAL Si lvana Afonso
SUPERVISOR DE ARTE E PRODUÇÃO GRÁFICA Sidnei ~1oura
COORDENADOR DE PRODUÇÃO EDITORIAL Sérgio Nascimento
EDITOR DE AQUISIÇÕES \ /inícius Souza
En1TORAS DF. TF.x'To Cibele Cesario e Ana Antonio
EDITOR ASSISTENTE Luiz Salla
TRADUÇÃO Kleber Roberto Pedroso e Regi na Célia Si1nille de tlacedo
PREPARAÇÃO Beatriz Garcia
REVISÃO Carn1en Si n1 ões, Norn1a G usukun1 a, lVlaria Cecília lvladarás,
Juliana Rochetto e Raura Ikeda
ÍNDICE RE;\IISS1vo Luiz Salla
CAPA Solange Rennó
01ACRAMAÇÃO Globa ltec Editorial & Ma rketing

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP)


(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)

Cálculo, volume 1 / George B. Thomas ... (et ai.); tradução


Kleber Pedroso e Regina Simille de Macedo; revisão técnica
Claudio Hirofume Asano. - 12. ed. - São Paulo:
Pearson Education do Brasil, 2012.

Outros autores: Maurice D. Weir, Joel Hass

Título original: Calculus.


ISBN 97 8-85-8143-086-7

1. Cálculo 1. Thomas, George B. li. Weir, Maurice D. Ili. Hass, Joel.

12-11306 CDD-515

fndice para catálogo sistemático:


1. Cálculo : Matemática 515

ovcrnbro 2012
Direitos exclusivos para a língua portuguesa cedidos à
Pearson Education do Brasil Ltda.,
un1a en1presa do grupo Pearson Educa tion
Rua Nelson Francisco, 26
CEP 027 12-100 - São Paulo- SP - Brasil
Fone: 11 2178-8686 - Fax: 11 2178-8688
vendas@pearson.co111
SUMÁRIO

, . ..
Prefaao ............................................................................... V11

1 F UNÇÕES •••••••••••••••• ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• • 1


1.1 Funções e seus gráficos ......................................................................... 1
1.2 Combinando funções; transladando e mudando
a escala dos gráficos ............................................................................ 13
1.3 Funções trigonométricas ...................................................................... 21
1.4 Elaboração de gráficos usando calculadoras e computadores ............. 28
1.5 Funções exponenciais .......................................................................... 32
1. 6 Funções inversas e logaritmos ......... ............ ............... ............. ........... 37
QUESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ..................................................... 49
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ......... ....... ....... ....... ......... ...... .. ....... ........ ....... ...... 49
EXERCÍCIOS ADICIONAIS E AVANÇADOS .................................................. 51

2 LIMITES E CONTINUIDADE ••••••••••••.•.•••••••••••••••••••••••••••••.•.•.•• 54


2.1 Taxas de variação e tangentes das curvas ............................................. 54
2.2 Limite de uma função e leis do limite .................................................. 61
2.3 Definição precisa de limite .................................................................. 72
2.4 Limites laterais ..................................................................................... 81
2.5 Continuidade ........................................................................................ 87
2.6 Limites que envolvem infinidade; assíntotas de gráficos .................... 98
QUESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ......... ... ........... .. ............ ... ....... .... 111
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ......... ....... ....... ....... ......... ..... .... ...... ........ ....... .... 112
EXERCÍCIOS ADICIONAIS E AVANÇADOS ................................................ 113

~ I)ERI\!Aç:~O ...................................................................... 11'7


3 .1 Tangentes e derivadas em um ponto ............... .................................... 117
3 .2 A derivada como função .................................................................... 121
3. 3 Regras de derivação ........................................................................... 12 9
3.4 Derivada como taxa de variação ........................................................ 140
3.5 Derivadas de funções trigonométricas ............................................... 150
3.6 Reg1·a da cadeia .................................................................................. 15 6
3.7 Derivação implícita ............................................................................ 164
3. 8 Derivadas de funções inversas e logaritmos ....................................... 169
3. 9 Funções trigonométricas inversas ...................................................... 178
3 .1O Taxas relacionadas ............................................................................. 184
3 .11 Linearização e diferenciais ................................................................ 193
Q UESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ................................................... 203
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ......................................................................... 204
EXERCÍCIOS ADICIONAIS E AVANÇADOS ..... .... .......... .... .......... .... ........ ... 209

4 ÁPLICAç:ÕES DAS DERI\!ADAS ............................................. 212


4 .1 Valores extremos de funções .............................................................. 212
4.2 Teorema do valor médio ..................................................................... 219
4.3 Funções monotônicas e o teste da primeira derivada .............. ........... 227
4. 4 Concavidade e esboço de curvas ........................................................ 23 2
4.5 Formas indeterminadas e regra de l 'Hôpital ...................................... 243
4.6 Otimização aplicada ........................................................................... 25 1
4.7 Método de Newton .............. .......................... ..................................... 262
4. 8 Primitivas .. ......................................................................................... 2 6 7
QUESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ................................................... 277
EXERCÍCIOS PRÁ.TICOS ......................................................................... 2.77
EXERCÍCIOS ADICIONAIS E AVANÇADOS ................................................ 281

V1 Cálculo

5 I NTEGRAÇÃO •••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 285


,
5 .1 Area e estimativa com somas finitas .................................................. 285
5 .2 Notação sigma e limites de somas finitas .......................................... 29 5
5 .3 A integral definida ............................................................................. 301
5 .4 Teorema fundamental do cálculo ....................................................... 313
5.5 Integrais indefinidas e regra da substituição ...................................... 3 24
5.6 Substituição e área entre curvas ......................................................... 332
Q UESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ................................................... 342
EXERCÍCIOS PRÁTICOS .. .. ..... .. ...... ....... .......... .... .......... .. ............ .. ...... . .. 342
EXERCÍCIOS AD ICIONAIS E AVANÇAD OS .......... ... .......... .. ............ .. ......... 346

6 A PLICAÇÕES DAS INTEGRAIS DEFINIDAS ............................. 351


6. 1 Volumes por seções transversais .................................................... .... 351
6.2 Volumes por cascas cilíndricas .......................................................... 362
6.3 Comprimento
,
de arco ......... ... ......... ..... ....... .............. ..... ......... .... ....... . 370
6.4 Areas de superfícies de revolução ...................................................... 376
6.5 Trabalho e forças de fluidos ............................................................... 381
6. 6 Momentos e centros de massa ........................................................... 390
Q UESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO . .. .......... ... .......... .. ............ .. ......... 40 1
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ........................ .......... ..... .......... ........................ 401
EXERCÍCIOS ADICIONAIS E AVANÇADOS ................................................ 403

7 F UNÇÕES TRANSCENDENTES E INTEGRAIS ....... . .... .. ...... ...... 405


7 .1 Logaritmo definido co1no uma integral ............................................. 405
7 .2 Variação exponencial e equações diferenciais separáveis .................. 41 5
7 .3 Funções hiperbólicas .......................................................................... 424
7. 4 Taxas relativas de crescimento ...................................................... ..... 4 32
Q UESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO . ... ........ .... .......... .. ............ .. ......... 438
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ........................ . ........ ...... ......... .. ............. . ......... 438
EXERCÍCIOS ADICIONAIS E AVANÇADOS ................................................ 439

8 T ÉCNICAS DE INTEGRAÇÃO ••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••• 441


8.1 Integração por partes .......................................................................... 442
8.2 Integrais trigonométricas ................................................................... 450
8.3 Substituições trigonométricas ... ............... ...................................... .... 455
8.4 Integração de funções racionais por frações parciais..................... .... 459
8.5 Tabelas de integrais e sistemas de álgebra computacional. ................ 469
8.6 Integração numérica ........... .. ............ .. ........ ....... ........ .. ............ .. ......... 4 74
8. 7 Integrais impróprias ........................................................................... 484
Q UESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ................................................... 495
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ......................................................................... 495
EXERCÍCIOS AD ICIONAIS E AVANÇADOS .......... .... .......... . ............ .. ......... 497

9 EQUAÇÕES DIFERENCIAIS DE PRIMEIRA ORDEM•••••• ••••••••••• • 502


9. 1 Soluções, campos de direção e método de Euler ............................... 502
9 .2 Equações lineares de primeira ordem ................................................ 51 O
9.3 Aplicações .... ........ ... ........... .. ............. ......... ....... ........ .. ............ .. ........ . 516
9.4 Soluções gráficas de equações autônomas ........................................ 522
9.5 Sistemas de equações e planos de fase .............................................. 529
QUESTÕES PARA GUIAR SUA REVISÃO ................................................... 535
EXERCÍCIOS PRÁTICOS ......... .. ............ .. ......... ..... ......... .. ............ .. ......... 53 5
EXERCÍCIOS AD ICIONAIS E AVANÇAD OS ....................... .. ............ .. ......... 536

Apêndices ...•.......•..........•......•.•..•...•....•...•....•........•....•...•.... 539


Respostas
.. selecionadas ..•.•.•••..•....•.•.•....•.•.••...•.•.••.•.•...••...•.... 579
Indice remissivo ................................................................... 619
Breve tabela de integrais ....................................................... 629
PREFÁCIO

Com o propósito de atender às necessidades atuais de alunos e professores,


revisamos cuidadosamente esta edição de Cálculo. O resultado é um livro com uma
variedade maior de exemplos, mais exercícios de nível médio, mais figuras e melhor
fluxo conceitua}, bem como mais clareza e precisão. Como nas edições anteriores,
esta nova edição apresenta uma introdução moderna ao cálculo que apoia a compreen-
são conceituai e mantém os elementos essenciais de um curso tradicional.
Nesta décima segunda edição, apresentamos as funções transcendentes
básicas no Capítulo 1. Após revisar as funções trigonométricas básicas, apresen-
tamos a família de funções exponenciais, utilizando abordagem algébrica e grá-
fi ca, com a exponencial natural descrita como membro específico dessa família.
Os logaritmos foram então definidos como funções inversas das exponenciais,
e as funções trigonométricas inversas também foram discutidas. Essas funções
foram plenamente incorporadas ao nosso desenvolvimento de limites, derivadas e
integrais nos cinco capítulos seguintes do livro, incluindo exemplos e exercícios.
Essa abordagem oferece aos alunos a oportunidade de trabalhar o quanto antes
com funções exponenciais e logarítmicas juntamente com funções polinomiais,
racionais e algébricas e funções trigonométricas, à medida que conceitos, opera-
ções e aplicações do cálculo de variáveis únicas são aprendidos. Mais adiante, no
Capítulo 7, revisitamos a definição de funções transcendentes, agora com uma
apresentação mais acurada. Definimos a função logaritmo natural como uma inte-
gral que tem exponencial natural como sua inversa.
Muitos de nossos alunos estiveram em contato com a terminologia e com os
aspectos computacionais do cálculo durante o ensino médio. Apesar dessa familia-
ridade, a destreza do estudante em álgebra e trigonometria muitas vezes o impede
de ser bem-sucedido na sequência de cálculo na faculdade. Nesta edição, procura-
mos equilibrar a experiência prévia dos alunos e1n cálculo com o desenvolvimento
da habilidade algébrica que ainda pode ser necessária, sem prejudicar ou arruinar
a autoconfiança de cada um. Tomamos o cuidado de fornecer material de revisão
suficiente, acrescido de soluções completas e exercícios que oferecessem suporte ao
entendimento completo de alunos de todos os níveis.
Incentivamos os alunos a raciocinar, em vez de memorizar fórmulas, e a ge-
neralizar conceitos à medida que eles são apresentados. Esperamos que, depois de
aprenderem cálculo, eles se sintam confiantes em resolver problemas e em sua habi-
lidade de raciocínio. A recompensa é o domínio de um belo assunto, com aplicações
práticas no mundo real, mas o verdadeiro presente são as capacidades de pensar e
generalizar. Esperamos que este livro forneça apoio e incentivo a ambas.

Inovações da décima segunda edição

CONTEÚDO Ao preparar esta edição, mantivemos a estrutura básica do conteúdo


da décima primeira edição. Levamos em conta as solicitações dos leitores atuais e
dos revisores em adiar a introdução de equações paramétricas até que as coordena-
•••
V111 Cálculo

das polares fossem apresentadas. Efetuamos várias revisões na maioria dos capítu-
los, detalhadas a seguir:
• Funções Resumimos o Capítulo 1, Volume 1, para que ele tivesse como foco
a revisão dos conceitos de função e a apresentação das funções transcendentes.
Nos Apêndices 1 a 3, apresentamos os pré-requisitos materiais que abrangem
números reais, intervalos, incrementos, retas, distâncias, círculos e parábolas.
• Limites Para melhorar o fluxo do capítulo, combinamos as ideias de limites
que envolvem infinitude e as associações das assíntotas com gráficos de fun-
ções, dispondo-os juntos na seção final do Capítulo 3, Volume 1.
• Derivadas Ao usar taxas de variação e tangentes às curvas como motivação
ao estudo do conceito de limite, fundimos o conceito de derivada em um único
capítulo. Reorganizamos e aumentamos o número de exemplos relacionados a
taxas e acrescentamos outros exemplos e exercícios sobre gráficos de funções
racionais. A regra de I..:Hôpital é apresentada como uma seção de aplicação,
coerente com a abrangência anterior sobre funções transcendentes.
• Primitivas e integração Mantivemos a organização da décima primeira edi-
ção ao colocarmos as primitivas como o tópico f inal do Capítulo 4, Volume 1,
passando pelas aplicações de derivadas. Nosso foco é a "recuperação de uma
função a partir de sua derivada" como solução para o tipo mais simples de
equação diferencial de primeira ordem. Um tema novo que compõe a essência
do Capítulo 5, Volume 1, são as integrais como "somas dos limites de Rie-
mann", motivado a princípio pelo problema de determinar as áreas de regiões
gerais com limites curvos. Após o desenvolvimento cuidadoso do conceito de
integral, voltamos nossa atenção ao cálculo dela e à sua ligação com as primi-
tivas provenientes do teorema fundamental do cálculo. Assim, as aplicações
seguintes definem as várias ideias geométricas de área, volume, comprimento
de caminhos e centroides como limites das somas de Riemann que geram
integrais definidas que podem ser calculadas por meio da determinação da
primitiva do integrando. Mais adiante, retornamos ao assunto de como solu-
cionar equações diferenciais de primeira ordem mais complexas.
• Equações diferenciais Algumas universidades preferem que esse assunto
seja tratado em um curso à parte. Embora tenhamos abrangido soluções para
equações diferenciais separáveis no Capítulo 7, Volume 1, ao tratarmos as
aplicações de crescimento e decaimento exponencial de funções integrais e
transcendentes, a maior parte de nosso material foi organizada em dois capí-
tulos (passíveis de serem omitidos na sequência de cálculo). No Capítulo 9,
Volume 1, introduzimos as equações diferenciais de primeira ordem, incluin-
do uma nova seção sobre sistemas e planos de fase com aplicações relativas
aos modelos caçador competitivo e predador-presa.
• Séries Quanto à sequência e séries, mantivemos a mesma estrutura organi-
zacional e o mesmo conteúdo da décima primeira edição. Adicionamos novas
figuras e exercícios às várias seções, e, para tornar o material mais acessível
aos alunos, revisamos algumas das provas relacionadas à convergência de sé-
ries de potência. Uma das solicitações de um de nossos leitores, "qualquer
tentativa de tomar esse material mais fácil de ser compreendido por nossos
alunos será bem recebido por nosso corpo docente", guiou nosso pensamento
nas revisões do Capítulo 10, Volume 2.
• Equações paramétricas Vários leitores solicitaram que passássemos esse
tópico para o Capítulo 11, Volume 2, em que incluímos também coordenadas
polares e seções cônicas. Fizemos isso ao perceber que muitos departamentos
escolhem abordar esses tópicos no início de Cálculo III, ao se prepararem
para o assunto vetores e cálculo com multivariáveis.
• Funções vetoriais Simplificamos os assuntos do Capítulo 13, Volume 2,
para enfatizar as ideias conceituais que apoiam o material posterior sobre de-
rivadas parciais, vetores gradientes e integrais de linha. Condensamos as dis-
cussões do plano de Frenet e as três leis do movimento planetário d.e Kepler.
• Cálculo com multivariável Nos capítulos que tratam desse assunto, refor-
çamos ainda mais o projeto gráfico e adicionamos figuras novas, exemplos e
exercícios. Reorganizamos o material de abertura em integrais duplas, e com-

Prefácio lX

binamos as aplicações de integrais duplas e triplas para massas e momentos


em uma única seção, abrangendo casos bidimensionais e tridimensionais. Essa
reorganização permitiu um melhor fluxo dos conceitos básicos da matemática,
em conjunto com suas propriedades e aspectos computacionais. Assim como na
décima primeira edição, continuamos a fazer a conexão da ideia de multivariá-
veis com a ideia análoga de variáveis únicas abordada no início do livro.
• Campos vetoriais Devotamos um esforço considerável para aumentar a
clareza e a precisão matemática no trata1nento de cálculo vetorial integral,
incluindo muitos exemplos adicionais, figuras e exercícios. Os teoremas e
os resultados importantes são apresentados de forma mais clara e comple-
ta, juntamente com explicações avançadas de suas hipóteses e consequências
matemáticas. Agora, a área da superfície está organizada em uma única seção,
e as superfícies definidas implícita ou explicitamente são tratadas como casos
especiais de uma representação paramétrica mais geral. Em uma seção sepa-
rada, são apresentadas as integrais de superfície e suas aplicações. O teorema
de Stokes e o teorema da divergência continuam sendo apresentados como
generalizações do teorema de Green para três dimensões.

EXERCÍCIOS E EXEMPLOS Sabemos que exercícios e exemplos são componentes


críticos para a aprendizagem de cálculo. Devido a essa importância, atualizamos,
melhoramos e aumentamos o número de exercícios em quase todas as seções do
livro. Nesta edição, há mais de 700 exercícios novos. Como nas edições anterio-
res, continuamos a organizar e agrupar os exercícios por temas, progredindo de
problemas computacionais para problemas aplicados e teóricos. Os exercícios que
requerem a utilização de sistemas de software de computador (como o Maple® ou
Mathematica®) foram colocados ao final de cada seção de exercícios, sob o título
"Uso do computador". A maioria dos exercícios aplicados têm um subtítulo para
indicar o tipo de aplicação ao qual o problema se refere.
Muitas seções incluem novos exemplos para esclarecer ou aprofundar o sig-
nificado do tema que está sendo discutido e para ajudar os alunos a compreender
suas consequências matemáticas ou aplicações em ciência e engenharia. Ao mesmo
tempo, foram excluídos os exemplos que repetiam o material já apresentado.
PROJETO GRÁFICO Percebendo sua importância na aprendizagem do cálculo,
continuamos a aprimorar as figuras atuais nesta nova edição, e criamos um número
significativo de novas figuras. Verificamos também as legendas, prestando muita
atenção à clareza e à precisão em frases curtas.

Não impo1ta que


número positivo
seja E, o gráfico
Y entra nesta banda
emx= !€
l e permanece.
y=x /
y= E
/

N=- -E
1
,---_.__----.....---+---------.---- X
~- -
y = -E
O M=
. !€ l
/
/

/~
/

Não importa que


número positivo
seja E, o gráfico
entra nesta banda
emx= - ! I

e pe1manece.

FIGURA 2.50 Geometria por trás do argu- FIGURA 16.9 Superfície em um espaço
1nento no Exemplo 1. ocupado por um fluido móvel.
X Cálculo

Características preservadas

RIGOR O nível de rigor é consistente com o de edições anteriores. Continuamos


a distinguir entre as discussões formais e informais e apontar suas diferenças. En-
tendemos que a adesão a uma abordagem mais intuitiva e menos formal ajuda os
alunos a compreender um conceito novo ou difícil para que possam, então, apreciar
a precisão matemática e seus resultados de forma completa. Tivemos cuidado ao
definir ideias e demonstrar os teoremas de forma adequada aos alunos de cálculo,
mencionando que questões mais profundas ou sutis devem ser estudadas em um
curso mais avançado. A organização e a distinção entre as discussões formais e
informais oferecem ao professor u1n grau de flexibilidade em quantidade e profun-
didade na abrangência dos diversos tópicos. Por exemplo, enquanto não provamos
o teorema do valor intermediário ou o teorema do valor extremo para funções con-
tínuas no intervalo entre a < x < b, explicamos esses teoremas de forma precisa,
ilustrando seus significados em inúmeros exemplos e utilizando cada um deles para
provar outros resultados importantes. Além disso, para os professores que desejam
uma abordagem ainda mais profunda, discutimos no Apêndice 6 a dependência da
validade desses teoremas em relação à completude dos números reais.
EXERCÍCIOS ESCRITOS O objetivo dos exercícios escritos encontrados ao longo do
texto é estimular os alunos a explorar e explicar uma variedade de conceitos de cál-
culo e aplicações. Além disso, ao final de cada capítulo há uma lista de perguntas
que ajudam os alunos a analisar e resumir o que aprenderam.
REVISÕES E PROJETOS NO FINAL DE CAPÍTULO Além dos exercícios ao final de
cada seção, cada capítulo é encerrado com questões de revisão, exercícios práticos
que abrangem todo o capítulo e uma série de exercícios adicionais e avançados
que servem para incluir problemas mais desafiadores e abrangentes. A maioria dos
capítulos também inclui descrições de diversos projetos de aplicações de tecno-
logia que podem ser trabalhados individualmente ou em grupos durante um longo
período de tempo. Esses projetos requerem o uso de um computador que execute
Mathematica ou Maple.
REDAÇÃO EAPLICAÇÕES Como sempre, este livro continua fácil de ser lido, colo-
quial e matematicamente rico. Cada tópico novo é motivado por exemplos claros
e de fácil compreensão, e são reforçados por sua aplicação a problemas do mundo
real de interesse imediato para os alunos. O que distingue este livro é a aplicação do
cálculo em ciência e engenharia. Os problemas aplicados foram atualizados, melho-
rados e estendidos continuamente ao longo das últimas edições.
TECNOLOGIA Em um curso que utilize texto, a tecnologia pode ser incorporada de
acordo com a vontade do professor. Cada seção contém exercícios que requerem o
uso de tecnologia; eles estão marcados com um li
se forem adequados ao uso de
calculadora ou de computador, ou estão na seção "Uso do computador" se exigirem
um sistema de álgebra computacional (SAC, tal como Maple ou Mathematica ).

Para professores:
• Apresentações em PowerPoint.
• Manual de soluções (em inglês).
• Resolução dos exercícios avançados.

Para estudantes:
• Exercícios de múltipla escolha.
• Biografias e ensaios históricos.

Prefácio X1

• Capítulo adicional, exclusivamente on-line, sobre equações diferenciais de


segunda ordem.
• Exercícios avançados.

Agradecimentos

Agradecemos às pessoas que fizeram inúmeras contribuições valiosas a esta


edição em suas muitas etapas de desenvolvimento :

Revisores técnicos
Blaise DeSesa
Paul Lorczak
Kathleen Pellissier
Lauri Semarne
Sarah Streett
Holly Zullo

Revisores da décima segunda edição


Meighan Dillon, Southern Polytechnic State University
Anne Dougherty, University of Colorado
Said Fariabi, San Antonio College
Klaus Fischer, George Mason University
Tim Flood, Pittsburg State University
Rick Ford, California State University - Chico
Robert Gardner, East Tennessee State University
Christopher Heil, Georgia Institute of Technology
Joshua Brandon Holden, Rose-Hulman Institute of Technology
Alexander Hulpke, Colorado State University
Jacqueline Jensen, Sam Houston State University
Jennifer M . Johnson, Princeton University
Hideaki Kaneko, Old Dominion University
Przemo Kranz, University of Mississippi
Xin Li, University of Central Florida
Maura Mast, University of Massachusetts - Boston
Val Mohanakumar, Hillsborough Community College - Dale Mabry Campus
Aaron Montgomery, Central Washington University
Christopher M. Pavone, California State University at Chico
Cynthia Piez, University of ldaho
Brooke Quinlan, Hillsborough Community College - Dale Mabry Campus
Rebecca A. Segal, Virginia Commonwealth University
Andrew V Sills, Georgia Southem University
Alex Smith, University of Wisconsin - Eau Claire
Mark A. Smith, Miami University
Donald Solomon, University ofWisconsin - Milwaukee
John Sullivan, Black Hawk College
Maria Terrell, Cornell University
Blake Thomton, Washington University in St. Louis
David Walnut, George Mason University
Adrian Wilson, University ofMontevallo
Bobby Winters, Pittsburg State University
Dennis Wortn1an, University of Massachusetts - Boston
••
Xll Cálculo

Agradecimentos dos editores brasileiros


'
Agradecemos às professoras Helena Maria Avila de Castro e Sônia Regina Lei-
te Garcia, pelos exercícios avançados contidos na Sala Virtual; ao professor Mari-
valdo Pereira Matos, pelo apêndice sobre sistemas bidimensionais com coeficientes
constantes, também contido na Sala Virtual; e ao professor Claudio Hirofume Asa-
no, pelas suas ricas contribuições, sábias observações e explicações.
FUNÇÕES

VISÃO GERAL As funções são fundamentais para o estudo do cálculo. Neste capí-
tulo, revisaremos o que são funções e como elas são representadas por meio de
gráficos, como são combinadas e transformadas e as maneiras como podem ser
classificadas. Revisaremos as funções trigonométricas e estudaremos as distorções
que podem ocorrer ao utilizarmos calculadoras e computadores para fazer o gráfico
de uma função. Também abordaremos funções inversas, exponenciais e logarítmi-
cas. O sistema de números reais, as coordenadas cartesianas, as retas, as parábolas
e os círculos serão revisados nos apêndices.

Funções e seus gráficos


1.1
Funções são ferramentas que descrevem o mundo real em termos matemáticos.
Uma função pode ser representada por uma equação, um gráfico, uma tabela nu-
mérica ou uma descrição verbal; utilizaremos essas quatro representações ao longo
deste livro. Esta seção revisará essas ideias sobre as funções.

Funções; domínio e imagem


A temperatura em que a água ferve depende da altitude acima do nível do
mar ( o ponto de ebulição cai à medida que você sobe). Os juros pagos sobre um
investimento em dinheiro dependem do período de tempo em que o investimento
é mantido. A área de um círculo depende do raio do círculo. A distância que um
objeto viaja a uma velocidade constante ao longo de um trajeto linear depende do
tempo transcorrido.
Em cada caso, o valor de uma quantidade variável, digamos y, depende do valor
de outra quantidade variável, a qual poderíamos denominar x . Dizemos que "y é
uma função de x", e a escrevemos de modo simbólico, como
y = f(x) ("y é igual a f de x").
Nessa notação, o símbolo f representa a função, a letra x é a variável indepen-
dente que representa o valor de entrada de/, e y é a variável dependente ou valor
de saída de f em x.

- Uma função f de um conjunto D para um conjunto Y é uma


DEFINIÇAO
regra que associa um único elemento j'(x) E Ya cada elemento x E D.

O conjunto D de todos os valores de entrada possíveis é chamado de domínio


da função. O conjunto de todos os valores de f(x) conforme x varia ao longo de D
é chamado de imagem de uma função. A imagem pode não incluir todos os ele-
mentos do conjunto Y. O domínio e a imagem de uma função podem ser quaisquer
conjuntos de objetos, mas, em cálculo, eles são, frequentemente, conjuntos de nú-
2 Cálculo

meros reais interpretados como pontos de uma reta coordenada. (Nos Capítulos 13
ao 16, encontraremos funções para as quais os elementos dos conjuntos são pontos
no plano coordenado ou no espaço.)
Uma função é dada, frequentemente, por uma fórmula que descreve como
calcular o valor de saída a partir da variável de entrada. Por exemplo, a equação
A = 7Tr 2 é uma regra que calcula a área A de um círculo a partir de seu raio r (então,
r, interpretado como um comprimento, só pode ser positivo nessa fórmula). Quando
definimos uma função y = f(x) com uma fórmula e o domínio não é explicitamente
declarado ou restringido pelo contexto, presume-se que o domínio seja o maior
conjunto de valores x reais para o qual a fórmula fornece valores reais de y, o assim
chamado domínio natural. Se qui sermos restringir o domínio de alguma maneira,
precisamos ser específicos. O domínio de y = x 2 corresponde a todo o conjunto de
números reais. Para restringir o domínio da função para, digamos, valores positivos
de x, escreveríamos "y = x 2 , x > O".
Alterar o domínio ao qual aplicamos uma fórmula geralmente altera, também,
a imagem. A imagem de y = x 2 é [O, oo). A imagem de y = x 2 , x > 2, é o conjunto de
todos os números obtidos ao se elevar ao quadrado de um número maior ou igual
X )la f .----------1)11~/(x) a 2. Na notação do conjunto (veja o Apêndice 1), a imagem é {x 2 1x > 2} ou {ylY >
Entrada Saída
(dornínio) (imagem)
4 } ou [4, oo).
Quando a i1nagem de uma função é um conjunto de números reais, diz-se que
FIGURA 1.1 Diagrama que rnostra un1a a função é a valores reais. Os domínios e as imagens de muitas funções a valores
função como un1 tipo de máquina. reais de uma variável real são intervalos ou combinações de intervalos. Os interva-
los podem ser abertos, fechados ou semiabertos, e podem ser finitos ou infinitos.
Nem sempre é fácil encontrar a imagem de uma função.
Uma função fé como uma máquina que produz um valor de saída f(x) em sua
imagen1 se1npre que inserimos um valor de entrada x a partir de seu domínio (Figura
1.1 ). As teclas de função em uma calculadora fornecem um exemplo de uma fun-
ção como uma máquina. Por exemplo, a tecla Vx
em uma calculadora fornece um
valor de saída (a raiz quadrada) sempre que você insere um número x não negativo

•f(x)
e pressiona a teclaVx.
Uma função também pode ser representada por um diagrama de setas (Figura
1.2). Cada seta associa um elemento do domínio D a um único elemento no con-
D = conjunto do Y = conjunto contendo
domín io a imagem junto Y. Na Figura 1.2, a seta indica que f(a) está associado a a, f(x) está associado
a x, e assim por diante. Observe que uma função pode ter o mesmo valor em dois
FIGURA 1.2 Uma função de um conjunto elementos de entrada diferentes no domínio (como ocorre com f (a) na Figura 1.2),
D para um conjunto Y atribui um único mas cada elemento de entrada é associado a somente um valor de saída f (x).
elemento de Ya cada elemento em D.

EXEMPLO 1 Verifiquemos os domínios naturais e as imagens associadas de algu-


mas funções simples. Os domínios, em cada caso, são os valores de x para os quais
a fórmula faz sentido.

Função Domínio (x) Imagem (y)


y=x2 (- oo, oo) [O, oo)
y= 1/x (- oo, O) U (O, oo) (- oo, O) U (O, oo)
y=Vx [O, oo) [O, oo)
y=~ (- 00, 4] [O, oo)
y=~ [- 1, l] [O, 1]

Solução A fórmula y = x 2 fornece um valor real de y para qualquer número x real,


então, o domínio é (- oo, oo). A imagem de y = x 2 é [O, oo) porque o quadrado de
qualquer número real é um número não negativo, e todo número y não negativo é o
quadrado de sua própria raiz quadrada, y = ( \/y) 2 para y > O.
A fórmula y = 1/x fornece um valor real de y para todox, exceto para x = O. Para
manter a consistência nas regras da aritmética, não podemos dividir nenhum núme-
ro por zero. A imagem de y = l /x, o conjunto de recíprocos de todos os números
reais diferentes de zero, é o conjunto de todos os números reais diferentes de zero,
Capítulo 1 Funções 3

uma vez que y = l i (1/y). Isto é, para y "# O, o número x = l /y é a entrada atribuída
ao valor de saída y.
A fórmula y = Vx fornece um valor real de y somente se x > O. A imagem de
y = Vx é [O, oo), porque qualquer número não negativo é a raiz quadrada de algum
número (a saber, é raiz quadrada de seu próprio quadrado).
Em y = ~ ' a quantidade 4 - x não pode ser negativa. Isto é, 4 - x > O, ou
x < 4. A fórmula retoma valores y reais para todos x < 4. A imagem de ~ é
[O, oo), o conjunto de todos os números não negativos.
A fórmul a y = ~ fornece um valor real de y para todo x no intervalo
fechado de - 1 a 1. Fora desse domínio, 1 - x 2 é negativo, e sua raiz quadrada não é
um número real. Os valores de 1 - x 2 variam de O a 1 no domínio dado, e as raízes
quadradas desses valores fazem o mesmo. A imagem de ~ é [O, l].

Gráficos de funções
Se fé uma função com domínio D , seu gráfico consiste dos pontos no plano
cartesiano cujas coordenadas são pares de entrada/saída para f. Na notação de con-
junto, o gráfico é
{(x, /(x)) lxE D }.
O g ráfico da função f(x) = x + 2 é o conjunto de pontos com coordenadas (x, y)
para as quais y = x + 2. Seu gráfico é a linha reta esboçada na Figura 1.3.
O gráfico de uma função/ é uma imagem útil de seu comportamento. Se (x, y)
corresponde a um ponto no gráfico, então y = f(x) é a altura do gráfico acima do pon-
to x. A altura pode ser positiva ou negativa, dependendo do sinal de /(x) (Figura 1.4).

1
1
1
/(1) 1
y 1
: /(2)
X y =x2 1
1
1 X
-2 4 1
X
-1 1 o 1 2
o o f(x)
1 1
-3 -9
2 4
2 4
FIGURA 1.3 O gráfico de fi.x) = x + 2 FIGURA 1.4 Se (x, y) se encontra no gráfico
é o conjunto de pontos (x, y) para os de f, então o valor y = f(x) corresponde à
y quais y possui o valor x + 2. altura do gráfico aci1na do ponto x ( ou abaixo
de x se f(x) for negativo).
(2, 4)
4

EXEMPLO 2 Gráfico da função y = x 2 sobre o intervalo [- 2, 2].

Solução Criar uma tabela de pares xy que satisfaça a equação y = x 2 . Traçar os


pontos (x, y) cujas coordenadas aparecem na tabela e desenhar uma curva suave
(marcada com essa equação) através dos pontos traçados (veja a Figura 1.5).

-2 -1 O 1 2
Como saberemos que o gráfico de y = x 2 não se parece com uma dessas curvas?
FIGURA 1.5 Gráfico da função no
Exemplo 2.
4 Cálculo

y y

Para descobrir, poderíamos traçar mais pontos. Mas como iríamos conectá-los
em seguida? A pergunta básica continua a mesma: Como podemos ter certeza com
relação à aparência do gráfico entre os pontos que traçamos? O cálculo responde a
essa pergunta, como veremos no Capítulo 4. Enquanto isso, teremos de nos conten-
tar em traçar e ligar os pontos o melhor que pudermos.

Representação numérica de uma função


Vimos como uma função pode ser representada algebricamente por uma fór-
mula (a função área) e visualmente por um gráfico (Exemplo 2). Outro modo de
representar uma função é numericamente, por meio de uma tabela de valores. As
representações numéricas são utilizadas com frequência por engenheiros e cien-
tistas. A partir de uma tabela de valores apropriada, pode ser feito um gráfico da
função ao utilizarmos o método ilustrado no Exemplo 2, possivelmente com a ajuda
de um computador. O gráfico que consiste apenas dos pontos nas tabelas é chamado
de gráfico de dispersão.

EXEMPLO 3 Notas musicais são ondas de pressão no ar. Os dados na Tabela 1.1
fornecem o deslocamento da pressão registrado contra o tempo, em segundos, de
uma nota musical produzida por um diapasão. A tabela fornece uma representação
da função da pressão ao longo do tempo. Se fizermos, primeiramente, um gráfico
de dispersão e, em seguida, ligarmos aproximadamente os pontos referentes aos
dados (t, p) da tabela, obteremos o gráfico exibido na Figura 1.6.

p (pressão)
TABELA 1.1 Dados do diapasão
1,O
Tempo Pressão Tempo Pressão • Dados
0,8
0,6
0,00091 - 0,080 0,00362 0,2 17
0,4
0,00108 0,200 0,00379 0,480 0,2
0,00125 0,480 0,00398 0,68 1
- 0,2
0,00144 0,693 0,00416 0,8 10 - 04
'
0,00162 0,816 0,00435 0,827 - 0,6
0,00180 0,844 0,00453 0,749
0,00198 0,77 1 0,00471 0,581 FIGURA 1.6 Uma curva suave passando pelos
pontos traçados f omece um gráfico da função pressão
0,00216 0,603 0,00489 0,346
representada pela Tabela 1.1 (Exemplo 3).
0,00234 0,368 0,00507 0,077
0,00253 0,099 0,00525 - 0, 164
0,00271 - O, 141 0,00543 - 0,320
0,00289 -0,309 0,00562 - 0,354
0,00307 - 0,348 0,00579 - 0,248
0,00325 - 0,248 0,00598 - 0,035
0,00344 - 0,041
Capítulo 1 Funções 5

y y y

-1 1
-----------x
-1 o 1
-------~--x
-1 o 1
- - - - -o- - - - - x

(a) x 2 + y2 = 1 (b) y = V1 - x2 (e) y = -Yl - x2

FIGURA 1.7 (a) O círculo não é o gráfico de uma função; e]e não passa no teste de reta vertical. (b) O sen1icírculo superior é o gráfico de
uma função.f{x) = \/Í--=--?. (c) O se1nicírculo inferior é o gráfico de uma função g(x) = -YÍ--=--?.

Teste da reta vertical para uma função


Nem toda curva no plano coordenado pode ser o gráfico de uma função . Uma
função f pode possuir apenas um valor f(x) para cada x em seu domínio, de modo
y
que nenhuma reta vertical pode ter uma intersecção com o gráfico de uma função
Y = lxl
mais de uma vez. Se a estiver no domínio da função/, então a reta vertical x = aterá
uma intersecção com o gráfico de f no único ponto (a, f(a)).
Um círculo não pode ser gráfico de uma função , uma vez que algumas retas
verticais terão intersecção com o gráfico duas vezes. O círculo na Figura 1.7a, no
entanto, realmente contém os gráficos de duas funções de x: o semicírculo superior
-3 - 2 - 1 O 1 2 3
definido pela função f(x) = ~ e o semicírculo inferior definido pela função
FIGURA 1.8 A função valor absoluto g(x) = - ~ (Figuras 1.7b e 1.7c).
possui domínio (- oo, oo) e in1agen1 [O, oo).
Funções definidas por partes
y
'
y =J(x)
As vezes, uma função é descrita utilizando-se fórmulas diferentes em partes
diferentes de seu domínio. Um exemplo é a função valor absoluto
y =1 X> 0
lxl = { x,
-x X< O,
'
-2 -1 O l 2 cujo gráfico é fornecido na Figura 1.8. O lado direito da equação significa que a
função é igual a x se x > O, e igual a -x se x < O. Veja aqui alguns outros exemplos.
FIGURA 1.9 Para desenhar o gráfico da
função y =j{x) mostrada aqui, aplicamos
fórmulas diferentes a partes diferentes do EXEMPLO 4 A função
domínio (Exe1nplo 4).
-x x<O
'
y f(x) = x2 Ü <X< 1
'
1, X> l
3

2
é definida em toda a reta real, mas possui valores fornecidos por fórmulas diferen-
tes, dependendo da posição de x. Os valores de f são fornecidos por y = - x quando
1
/ x < O, y = x 2 quando O < x < l e y = l quando x > 1. A função, no entanto, é apenas
/
_ _.._____._ _,._---C>--_.____.._~ X uma função cujo domínio é todo o conjunto dos números reais (Figura 1.9).
-2 -1 / 2 3
/
/
/


/
o -2
EXEMPLO 5 A função cujo valor em qualquer número x é o maior número
,
inteiro
/
/ menor ou igual a x é chamada de função maior inteiro ou função piso. E denotada
por lx J. A Figura 1.1 Omostra o gráfico. Observe que
FIGURA 1.10 O gráfico da função maior
inteiro y = lx J fica na reta y = x, ou
debaixo dela, de modo que fornece um
l2,4j = 2, l l,9 J= l , lOJ = O, l-1,2J =-2,
piso inteiro para x (Exemplo 5). l2 J = 2, l0,2 J = o, l-0,3 J= - 1, l-2 J = - 2.
6 Cálculo

y EXEMPLO 6 A função cujo valor em qualquer número x é o menor número


,
inteiro
/
/ maior ou igual a x é chamada de função menor inteiro ou função teto. E denotada
; y=x
3 O>----;... por Ix l. A Figura 1.11 mostra o gráfico. Para valores positivos de x, essa função
/
2 o ./ pode representar, por exemplo, o custo de utilizar por x horas uma vaga de estacio-
/
; Y = íxl namento que cobra $ 1,00 por hora ou fração de hora.
10--...

-2 - 1 ; 1 2 3 Funções crescentes e decrescentes


/
o /
fl - 1
/
/
Se o gráfico de uma função sobe ou aumenta enquanto você segue da esquerda
o • -2
/
/
para a direita, dizemos que a função é crescente. Se o gráfico desce ou diminui en-
quanto você segue da esquerda para a direita, a função é decrescente.
FIGURA 1.11 O gráfico da função menor
inteiro y = 1x l está na reta y = x, ou acima
dela, de modo que f omece um teto inteiro
-
DEFINIÇOES Seja/ uma função definida em um intervalo I ex I e x 2 sejam
para x (Exe1nplo 6). dois pontos em / .

1. Se j{x2) > j{x 1) sempre que x 1 < x 2 , então diz-se que fé crescente em I.
2. Sej{x 2) <f{x_ 1) sempre que x 1 < x 2, então diz-se que/ é decrescente em/.

E' importante notar que as definições de funções crescentes e decrescentes de-


vem ser satisfeitas para todos os pares de pontos x 1 e x 2 em I com x 1 < x 2 • Uma vez
que utilizamos a desigualdade < para comparar os valores das funções, em vez de
<, diz-se, às vezes, que f é estritamente crescente ou decrescente em / . O intervalo
I pode ser finito (também chamado de limitado) e, por definição, nunca consiste de
um único ponto (Apêndice 1).

EXEMPLO 7 A função exibida em forma de gráfico na Figura 1.9 é decrescente


em (- oo, O] e crescente em [O, 1]. A função não é crescente nem decrescente no
intervalo [ 1, oo) devido às desigualdades estritas utilizadas para comparar os valores
da função nas definições.

Funções pares e funções ímpares: simetria


Os gráficos de funções pares e ímpares têm propriedades de simetria caracte-
y
rísticas.

-
DEFINIÇOES Uma função y = j{x) é uma
o função par de x se j{- x) = j{x),
(a)
função ímpar de x se j{- x) = -j(x),
para qualquer x dentro do domínio da função.
y

Os nomes par e ímpar vêm das potências de x. Se y é uma potência par de x,


como em y = x 2 ou y = x4 , é uma função par de x porque (-x)2 = x 2 e (-x)4 = x 4 . Se
y é uma potência ímpar de x, como em y = x ou y = x 3 , é uma função ímpar de x,
porque (- x) 1 = - x e (- x )3 = - x 3.
O gráfico de uma função par é simétrico em relação ao eixo y. Uma vez que
f(- x) = f(x), um ponto (x, y ) estará no gráfico se, e somente se, o ponto (- x, y ) esti-
(b) ver no gráfico (Figura 1.12a). Uma reflexão através do eixo y não altera o gráfico.
O gráfico de uma função ímpar é simétrico em relação à origem. Uma vez que
FIGURA 1.12 (a) O gráfico de y=x2 (uma f(- x) = - f(x), um ponto (x, y) estará no gráfico se, e somente se, o ponto (- x, -y)
função par) é simétrico em relação ao eixo y. estiver no gráfico (Figura 1.12b). De maneira equivalente, um gráfico é simétrico em
(b) O gráfico de y = x3 (uma função ímpar) é relação à origem se uma rotação de 180º em relação à origem não alterar o gráfico.
simétrico em relação à origem. Observe que as definições implicam que x e - x devem estar no domínio de/.
Capítulo 1 Funções 7

EXEMPLO 8
j(x) = x 2 Função par: (- x2 ) = x 2 para qualquer x; simetria em relação ao eixo y .
j(x) = x 2 + 1 Função par: (-x) 2 + 1 = x 2 + 1 para qualquer x; simetria em relação ao
eixo y (Figura 1.13a)
j(x) = x Função ímpar: (- x) = - x para qualquer x; simetria em relação à origem.
j(x) = x + I Não é ímpar:/(- x) = - x + 1, mas -/(x) = - x - 1. As duas não são iguais.
Não é par: (-x) + 1 '# x + 1 para qualquer x '# O (Figura 1.13b). •

y y
2
y =x + 1

y =x+l
y = x2

(a) (b)

FIGURA 1.13 (a) Quando adicionamos o termo constante 1 à função y = x 2, a função


resultante y = x 2 + 1 ainda é par, e seu gráfico ainda é simétrico e1n relação ao eixo y .
(b) Quando adicionamos o termo constante l à função y = x, a função resultante y = x
+ 1 não é mais ímpar. A simetria em relação à origem deixa de existir (Exemplo 8).

Funções comuns
Frequentemente, em cálculo, são encontrados diversos tipos importantes de
funções. Aqui, iremos identificá-los e descrevê-los rapidamente.
Funções lineares Uma função com a forma f(x) = mx + b, para constantes me b,
y
m =-3 m=2
é chamada de função linear. A Figura 1.14a mostra um conjunto de retas /(x) = mx,
y = 2x onde b = O, de modo que essas retas passam pela origem. A função f(x) = x quando
m = I e b = Oé chamada de função identidade. Funções constantes resultam quando o
m =-1 m= l
coeficiente angular m = O (Figura 1.14b). Uma função linear com coeficiente angular
positivo cujo gráfico passa pela origem é chamada de relação de proporcionalidade.

-
DEFINIÇAO Duas variáveis y e x são proporcionais ( entre si) se uma for
sempre um múltiplo constante da outra; isto é, y = kx para alguma constante
k diferente de zero.
(a)
Se a variável y for proporcional à recíproca 1/x, então, às vezes, diz-se que y é
inversamente proporcional a x (porque 1/x é o inverso multiplicativo de x).
y

Funções de potência Uma função f(x) = x°, onde a é uma constante, é chamada de
3 função de potência. Existem vários casos importantes a considerar.
2 y=-
2
(a) a = n, um número inteiro positivo
1
Os gráficos de f(x) = x'1, para n = I , 2, 3, 4, 5, são mostrados na Figura 1.15.
X
o 1 2 Essas funções são definidas para todos os valores reais de x. Observe que, à medida
que a potência n fica maior, as curvas tendem a se achatar sobre o eixo x no inter-
(b)
valo (- 1, 1) e, também, a subir mais rapidamente em lxl > 1. Cada curva passa pelo
FIGURA 1.14 (a) As retas passam pela ponto (1, 1) e pela origem. Os gráficos das funções com potências pares são simétri-
origem com coeficiente angular m. (b) cos em relação ao eixo y; aqueles com potências ímpares são simétricos em relação
Função constante com coeficiente angular à origem. As funções com potências pares são decrescentes no intervalo (- oo, O] e
m = O. crescentes no intervalo [O, oo); as funções com potências ímpares são crescentes ao
longo de toda a reta real (- oo, oo).
8 Cálculo

y y=x y y = x2 y y = x3 y y = x4 y y = xs

_---1...____.::,....,.::_ l . - - _ X _---1........-..-1--' - -1.....-- x ----L--,,--+-""'-l.-----+ x


-1 O - 1 O o
-1 -1 -1

FIGURA 1.15 Gráficos de.f{x) =x11 , n = 1, 2, 3, 4, 5, definidos para- oo < x < oo.

y (b) a = - l ou a = - 2
Os gráficos das funções f(x) = x- 1 = l /x e g(x) = x- 2 = llx 2 são mostrados na
Figura 1.1 6. Ambas as funções são definidas para todos os x -:t= O (nunca se pode
dividir por zero). O gráfico de y = l lx é a hipérbole xy = l , que se aproxima dos
l eixos coordenados longe da origem. O gráfico de y = l lx2 também se aproxima
dos eixos coordenados. O gráfico da função f é simétrico em relação à origem;
------+-~----x
l fé decrescente nos intervalos (- oo, O) e (O, oo). O gráfico da função g é simétrico
Domínio: x =I= O em relação ao eixo y; g é crescente em (- oo, O) e decrescente em (O, oo).
Imagem: y =I= O 1 1 3 2
(c) a=2'3'2e3

(a) As funções /(x) = x 112 = e g(x) = x 113 = ~ são funções raiz quadrada e
Vx
raiz cúbica, respectivamente. O domínio da função raiz quadrada é [O, oo), mas a
função raiz cúbica é definida para todos os x reais. Seus gráficos são mostrados na
y Figura 1.1 7, com os gráficos de y = x 312 e y = x 213. (Lembre-se de que x 312 = (x 112)3
ex2/3 = (xl/3)2.)
l
y=-
x2 Polinômios Uma função pé um polinômio se
p(x) = anxn + ªn - lxn- 1 + ... + ª1 + ªo
onde n é um número inteiro não negativo e os números a0, a I' a 2, ... , an são cons-
.=::::::....._~_J_...:::::::=+ X tantes reais (chamadas de coeficientes do polinômio). Todos os polinômios têm
o
Domínio: x =I= O domínio (- oo, oo). Se o coeficiente dominante an -:t= O e n > O, então n é denomi-
Imagem: y > O nado grau do polinômio. Funções lineares com m -:t= O são polinômios de grau 1.
Polinômios de grau 2, geralmente indicados por p(x) = ax2 + bx + e, são chamados
(b)
de funções quadráticas. De modo análogo, funções cúbicas são polinômios p(x) =
ax3 + bx2 + ex + d de grau 3. A Figura 1.18 mostra os gráficos de três polinômios.
Técnicas para desenhar gráficos de polinômios serão estudadas no Capítulo 4 .
FIGURA 1.16 Gráficos das funções de
potência./Cx) = x° para a parte (a) a = - I e Funções racionais Uma função racional é um quociente ou razão f(x) =
para a parte (b) a = - 2. p(x)/q(x), onde p e q são polinômios. O domínio de uma função racional é o con-
junto de todos os x reais para os quais q(x) -:t= O. Os gráficos de diversas funções
racionais são mostrados na Figura 1.19.
Funções algébricas Qualquer função construída a partir de polinômios por meio
de operações algébricas (adição, subtração, multiplicação, divisão ou extração de
raízes) é enquadrada na classe das funções algébricas. Todas as funções racionais
y

y
y y

1 y= rx
l
_ _ _____.__ _ _ _ _ X
----4-'c........L..-----+ X -----~--~x
o 1 1 o l O 1
Domínio: O < x < oo Domínio: - oo < x < oo Domínio: O s x < oo
Domínio: -oo < x < oo
Imagem: O < y < oo Imagem: -oo < y < oo Imagem: Os y < oo Imagem: O < y < oo

FIGURA 1•17 G ra' f.1cos das fu nçoes ~ . .f{x ) = À·""I para a = 1 , 1 3 e 2


- de potencia , .
2 3 2 3
Capítulo 1 Funções 9

x3 x2 1
y =3 - 2 - 2x +3
y

4 y
y y = (x - 2)4 (x + 1)3(x - 1)
4 3 2
y=8x - I4x -9x + llx- 1
16
2 2

- 1 2

-4 4

-2
-8
- 10
-4 -12
(a) ( b) (e)

FIGURA 1.18 Gráficos de três funções polinomiais.

y
y 8 ll x +2
y 5x + 8x - 3
2
y = 2x 3 - 1
y= 6
3x 2 +2
2
2
4
2x 3
=~
-
Y = 7x +4 1 reta y

X X i>- X
-4 2 4 -5 o 5 10 -4 -2 o 2 4 6
1 -2

-4
-2
FORA DE ESCALA
-6
-8
(a) (b) (e)

FIGURA 1.19 Gráficos de três funções racionais. As linhas retas em azul são chamadas assíntotas e não fazem
parte do gráfico.

são algébricas, mas também estão incluídas funções mais complicadas (tais como
aquelas que satisfazem uma equação como y 3 - 9xy + x3 = O, estudada na Seção 3.7).
A Figura 1.20 mostra os gráficos de três funçõe s algébricas.
Funções trigonométricas As seis funções trigonométricas básicas serão revi sadas
na Seção 1.3. Os gráficos das funções seno e cosseno são mostrados na Figura 1.21 .

y y = xll 3(x - 4)
y y = x( l - x) 215
y = ~ (x2 _ l )2/3

y
2
1
X X X
-1 o
-1
-2
-3

(a) (b) (e)

FIGURA 1.20 Gráficos de três funções algébricas.


10 Cálculo

y y

(a) j(x) = sen x (b) f(x) = COS X

y FIGURA 1.21 Gráficos das funções seno e cosseno.


y = 1ox
12
Funções exponenciais Funções com a fórmula /(x) = ax, onde a base a > O é
10 uma constante positiva e a # l, são chamadas de funções exponenciais. Todas as
8 funções exponenciais têm domínio (- oo, oo) e imagem (O, oo), logo, uma função
exponencial nunca assume o valor O. Estudaremos funções exponenciais na Seção
6
1. 5. Os gráficos de algumas funções exponenciais são mostrados na Figura 1.22.
4
Funções Logarítmicas Essas são as funções f(x) = logcf, onde a base a# l é uma
2
constante positiva. Elas são as funções inversas das funções exponenciais, e estu-
X daremos essas funções na Seção 1.6. A Figura 1.23 mostra os gráficos de quatro
-1 -0,5 o 0,5 1
funções logarítmicas com bases variadas. Em todos os casos, o domínio é (O, oo) e
(a)
a imagem é (- oo, oo).
y
y

12

Y y = log 2 x
y = log 3 x \

=-----l--------1---+ X
o = loo-x
Y o :, 1
X -1
-1 -0,5 O 0,5 1 ___................___.....___..........__ __.__......................_ X
(b) -1 o 1

FIGURA 1.22 Gráficos de funções FIGURA 1.23 Gráfico de quatro FIGURA 1.24 Gráfico de uma
exponenc1a1s. funções logarítmicas. catenária ou cabo pendente. (A palavra
latina catena significa "corrente".)

Funções transcendentes Essas são funções não algébricas. Incluem as funções


trigonométricas, trigonométricas inversas, exponenciais e logarítmicas, assim como
muitas outras. Um bom exemplo de uma função transcendente é a catenária. Seu
gráfico assume a forma de cabo, como um cabo telefônico ou um cabo de transmis-
são elétrica, estendido entre um suporte e outro, pendendo livremente sob seu próprio
peso (Figura 1.24). A função que def ine o gráfico será estudada na Seção 7.3.

Exerácios 1.1
Funções 7. a. b.
y y
Para os Exercícios 1-6, encontre o domínio e a imagem de cada função.
1. /(x) = 1 +x2 5 . .f{t) =
4
3 - t
2. f(x) = 1 - Vx 2
3. F(x) =Y5x + 10 6. G(t) =
t 2 - 16
4. g(x) = Yx 2 - 3x
Nos Exercícios 7 e 8, quais dos gráficos são de funções de x e quais
--+--------+ X
não são? Justifique suas respostas. o --+--------+ X
o
Capítulo 1 Funções 11

8. a. b. Encontre uma fó rmu la para cada função representada por meio de


y y gráficos nos Exercícios 29-32.
29. a. b.
y y

( I , I)
2 --0
' ?

~ -.....-0---t......+ - ~ t
----i~---------+X -1----------+x o 2 o l 2 3 4
o o
30. a. b.
y y
Encontrando fórmulas para funções
9. Expresse a área e o perímetro de um triângulo equilátero em
função do comprimento x do lado do triângulo.
1O. Expresse o comprimento do lado de um quadrado em função 2 5
do comprimento d da diagonal do quadrado. Depois, expresse -0-~ - - '~ -'-+ X
1
a área do quadrado em função do comprimento da diagonal.
(2, - 1)
11. Expresse o comprimento da aresta de um cubo em função do
comprimento da diagonal d. Depois, expresse a área da superfí-
cie e o volume do cubo em função do comprimento da diagonal.
12. Um ponto P no primeiro quadrante está no gráfico da função
f(x) = Vx.
Expresse as coordenadas de P em função do coefi- 31. a. b.
y y
ciente angular da reta que liga P à origem.
13. Considere o ponto (x, y) que está no gráfico da reta 2x + 4y = (- 1, 1) ( 1,1)
l o-......._
5. Sendo L a distância do ponto (x, y) à origem (O, O), repre-
sente L em fu nção de x. 3
1
14. Considere o ponto (x, y) que está no gráfico de y = ~ -
(-2, -1)
o - -••
(1, -1) (3, -1)
Sendo L a d istância entre os pontos (x, y) e (4, O), represente
L em função de x.
32. a. b.
Funções e gráficos y y

Encontre o domínio e faça o gráfico das funções nos Exercícios (T, l)


1
15-20. A.,._-o
'1 91
15. f(x) = 5 - 2x 18. g(x) = ~
-t--t---t--t---r--t
16. f(x) = 1- 2x-x2 19. F(t) = t/ltl o 3[' 2(!'

17. g(x) = \llxi 20. G(t) = 1/ltl


T T
-A LlLl
,. d x+3 2
21. Encontreo dom1n10 ey = ~·
4 - x2 - 9
2 Funções maior e menor inteiro
22. Encontre a imagem de y = 2 + x .
X
2
+ 4 33. Para quais va lores de x
23. Faça os gráficos das equações a seguir e explique por que eles a. LxJ = O?
não são gráficos de funções de x. 34. Quais núineros reais x satisfazem a equação Lx J = íx l ?
a. lyl =x b. y2 =x2 35. í-xl = - LxJ para todos os x reais? Justif ique sua resposta.
24. Faça os g ráficos das equações a seguir e exp lique por que eles 36. Faça o g ráfico da função
não são gráficos de funções de x.
a. 1X 1 + 1Y 1 = 1
Funções definidas por partes
b. 1X +Y 1= 1 f(x) = { f: t x>O
X< O.

Faça os gráficos das funções nos Exercícios 25-28. Por que f(x) é chamada de parte inteira de x?
X Ü <X< )
25. f(x) = ' Funções crescentes e decrescentes
{
2 - X, 1 <X< 2
Faça os gráficos das funções nos Exercícios 37-46. Que simetrias, se
O <x< l houver, possuem os gráficos? Especifique os intervalos dentro dos
26. g (X) = {l - X'
2- x l <x< 2 quais a função é crescente e os intervalos em que ela é decrescente.
'
x<l 37. y=-x3
27. F(x) = { 42- x2, 39. y = _l_
X + 2x, x>l X

1
28. G(x) = { l/ x, x<O 38. y =- 2
X
x, O<x
12 Cálculo

41. y = vfxj 44. y =- 4Vx Nos Exercícios 65 e 66, descubra qual gráfico corresponde a cada
equação. Não utilize um dispositivo gráfico e justifique sua resposta.
42. y = ~ 45. y = - x312
65. a. y=x4 b. y=x7 c. y=x'º
43. y = x 3/8 46. y = (-x) 213
y
Funções pares e ímpares
Nos Exercícios 47-58, diga se a função é par, ímpar ou nenhuma
delas. Justifique sua resposta.
47. f(x) = 3 54. g(x) =
X
2
48. /(x) = x- 5 X - 1
49. f(x) =x2 + 1 55. h(t) = t ~ l
50. f(x) = x 2 + x 56. h(t) = lt31
51. g(x) = x 3 + x 57. h(t) = 2t + 1
52. g(x) = xA + 3.x2 - 1 58. h(t) = 21,1+ 1
1
53. g(x) = x2 - 1

Teoria e exemplos
66. a. y = 5x b. y = 5x c. y = x 5
59. A variável sé proporcional ates = 25, quando t = 75. Deter-
mine t quando s = 60. y
60. Energia cinética A energia cinética K de uma massa é pro-
porcional ao quadrado de sua velocidade v. Se K = 12.960 jou-
les quando v = 18 m/s, qual o valor de K quando v = 1Om/s?
61. As variáveis r e s são inversamente proporcionais e r = 6 quan-
do s = 4. Determine s quando r = I O.
62. Lei de Boyle A Lei de Boyle diz que o volume V de um gás
a uma temperatura constante aumenta sempre que a pressão P
diminui, de modo que V e P são inversamente proporcionais.
Se P = 14,7 lbs/pol.2 quando V = 1000 pol. 3 , então, qual o
valor de V quando P = 23,4 lbs/pol. 2?
63. Uma caixa sem tampa será feita com um pedaço retangular
de papelão com dimensões de 14 x 22 polegadas, cortando-se
quadrados iguais de lado x em cada canto e, depois, dobrando-
-se as laterais para cima, conforme mostra a figura. Expresse 0 67. a. Façaográficodasfunções.l(x)=x/2eg(x) = 1 + (4/x) jun-
o volume V da caixa em função de x . tas para identificar os valores de x para os quais
1- - -22- -- , x> l + 4
T/ X
14
x,_
X
2 X

b. Confirme algebricamente sua resposta no ite1n (a).


l ~x~ Ix_ _ _ _ _x~'~x~
0 68. a. Faça o gráfico das funções f(x) = 3/(x - 1) e g(x) = 2/(x + 1)
juntas para identificar os valores de x para os quais

64. A figura a seguir mostra um retângulo inscrito em triângulo 3 < 2


X - l X +}
retângulo isósceles cuja hipotenusa tem 2 unidades de com-
primento. b. Confirme algebricamente sua resposta no item (a).
a. Expresse a coordenada y de P em função de x. (Você pode
69. Para que uma curva seja simétrica em relação ao eixo x, o
começar escrevendo uma equação para a reta AB.)
ponto (x, y) deverá estar na curva se, e somente se, o ponto
b. Expresse a área do retângulo em função de x. (x, -y) estiver na curva. Explique por que uma curva simétrica
y em relação ao eixo x não é o gráfico de uma função, a não ser
que a função sejay = O.
70. Trezentos livros são vendidos a $ 40 cada, resultando em uma
receita de (300)($ 40) = $ 12.000. Para cada aumento de $ 5
no preço, são vendidos 25 livros a menos. Represente a receita
R em função do número x de aumentos de $ 5.
,
71. E preciso construir um cercado na forma de um triângulo retân-
gulo isósceles com pernas de x pés de comprimento e hipote-
nusa de h pés de comprimento. Se o revestimento custa $ 5 pés
-1 o X para as pernas e $ 1Opés para a hipotenusa, represente o custo
total C de manufatura em função de h.
Capítulo 1 Funções 13

72. Custos industriais Uma usina elétrica está localizada em um a. Suponha que o cabo saia da usina em direção ao ponto Q
trecho do rio que tem 800 pés de largura. Os custos para passar do lado oposto, que fica x pés distantes do ponto P na mar-
um novo cabo da usina até uma localização na cidade 2 milhas gem oposta à usina. Escreva uma função C(x) que forneça o
rio abaixo, do lado oposto do rio, são de $ 180 por pé de cabo custo para passar o cabo em função da distância x.
cruzando o rio e $ 100 por pé de cabo estendido por terra. b. Gere uma tabela de valores para determinar se a localização
de menor custo para o ponto Q é menor ou maior que 2000
14-----2 milhas---~, pés a partir do ponto P.
P x Q Cidade

800 pés:
1
1

Usina
FORA DE ESCALA

Combinando funções; transladando e mudando a escala dos gráficos


1.2
Nesta seção, estudaremos as principais maneiras de combinar ou transformar
funções a fün de criar novas funções.

Somas, diferenças, produtos e quocientes


Assim como ocorre com números, as funções podem ser somadas, subtraídas,
multiplicadas e divididas (exceto quando o denominador for zero) para produzir no-
vas funções. Se f e g são funções, então, para qualquer x que pertença aos domínios
de ambos, f e g (isto é, para x E D(!) n D(g)), definimos funções f + g, f - g e /g
pelas fórmulas
(/ + g)(x) = f (x) + g(x).
(/ - g)(x) = f(x) - g(x).
(fg)(x) = /(x)g(x).

Observe que o sinal de + no lado esquerdo da primeira equação representa a


operação de adição de funções , ao passo que o sinal de + no lado direito da equação
significa adição dos números reais /(x) e g(x).
Em qualquer ponto de D(/) n D(g) no qual g(x) "# O, também podemos definir
a função f ig pela fórmula

f)(x) = f(x) (onde g(x) -:/= O).


(g g(x)

Funções também podem ser multiplicadas por constantes: se e é um número


real, então a função cf é definida para qualquer x no domínio de f por
(cj)(x) = cf(x).

EXEMPLO 1 As funções definidas pelas fórmulas

J(x) = Vx e g(x) = ~
têm domínios D(!) = [O, oo) e D(g) = (-oo, 1]. Os pontos comuns a esses domínios
-
sao
[O, oo) n (- oo, 1] = [O, 1].
A tabela a seguir resume as fórmulas e domínios para as diversas combinações
algébricas das duas funções. Também escrevemos f · g para a função produto fg.
14 Cálculo

Função Fórmula Domínio

f+g (J + g)(x) = Vx + ~ [O, 1] = D(f) n D(g)


f-g (J - g)(x) = Vx - ~ [O, 1]
g-f (g - J)(x) = ~ - Vx [O, 1]
f ·g (f • g)(x) = f(x)g(x) = \/x( l - x) [O, 1]

f /g f (x) = f(x) = X
[O, 1) (x = l excluído)
g g(x) 1- X

g/f
g( ) = g(x) = 1- X
(O, 1] (x = Oexcluído)
f X f(x) X

O gráfico da função f + g é obtido a partir dos gráficos de f e g ao somarmos


f(x) e g(x) em cada ponto x E D(!) n D(g), como mostra a Figura 1.25. Os gráficos
de f + g e f · g do Exemplo 1 são mostrados na Figura 1.26.

y y

y =1· + g
8 g(x)=~ f(x) = Vx
y = (j + g)(x)
6

4
-21
j(a) + g(a) y =! · g
2 g(a)
j(a)
X
o a
X
o 1
- -2 3
- 4
- 1
5 5 5 5

FIGURA 1.25 Soma gráfica de duas funções. FIGURA 1.26 O domínio da função f + g é a inter-
secção dos domínios de f e g, o intervalo [O, 1] no
eixo x onde esses domínios se sobrepõem. Esse inter-
valo também é o domínio da função f · g (Exemplo 1).

Funções compostas
A composição é outro método para combinar funções.

DEFINIÇÃO Se/ e g são funções, a função composta/º g (''/composta com


g") é definida por
(f o g)(x) = f(g(x)).
O domínio de f º g consiste nos números x no domínio de g para os quais g(x)
fica no domínio de f

A definição implica que f o g pode ser formada quando a imagem de g fica no


domínio de f. Para determinar(! o g)(x), primeiro determine g(x) e, em seguida,
determine f(g(x)). A Figura 1.27 ilustra f º g como um diagrama de máquina, en-
quanto a Figura 1.28 mostra a composição como um diagrama de setas.
Capítulo 1 Funções 15

Jog

· f(g(x))

X ) g g(x) _... f ~.......


) f(g(x))

FIGURA 1.27 Duas funções podem ser compostas


g(x)
em x sempre que o valor de uma função em x
estiver no domínio da outra. A composição tem a
notação/ g. FIGURA 1.28 Diagrama de setas para/ o g.

Para avaliar a função composta g º f (quando definida), determinamos f(x)


primeiro e, em seguida, g(/(x)). O domínio de g o fé o conjunto dos números x no
domínio de/, de modo que f(x) fica no domínio de g.
As funções de f o ge g o / costumam ser bem diferentes.

EXEMPLO 2 Se f(x) = Vx e g(x) = x + 1, determine


(a) (f º g)(x) (b) (g o f)(x) (e) (fof)(x) (e) (g º g)(x).

Solução
Composta Domínio
(a) (fog)(x) =f(g(x)) =\lgW = Vx+J [-1, oo)
(b) (g of)(x) = g(j(x)) = j{x) + 1 = Vx + 1 [O, oo)
(e) (fof)(x)=f(j(x))=VJW =\!vi= x 1/ 4 [O, oo)
(d) (g o g)(x)=g(g(x)) = g(x) + 1 = (x + l ) + 1 =x+ 2 ( - oo, oo)
Para entender por que o domínio f o g é [- 1, oo), observe que g(x) = x + l é
definida para qualquer x real, mas pertence ao domínio de f somente se x + I > O,
ou seja, quando x > - 1.

Vx, então (f o g)(x) = (°Vx )2 = x. No entanto,


Observe que, se f(x) = x 2 e g(x) =
o domínio de f o g é [O, oo), e não (- oo, oo), uma vez que Vx exige x > O.

Translado do gráfico de uma função


Uma maneira comum de obter uma nova função a partir de uma função existen-
te é adicionar uma constante a cada resultado da função existente ou a sua variável
de entrada. O gráfico da nova função é o gráfico da função original transladado
verticalmente ou horizontalmente, como segue.

Fórmulas para translação


Translação vertical
y = j{x) + /e Translada o gráfico k unidades para cima se k > O.
Translada o gráfico lkl unidades para baixo se k < O.
Translação horizontal
y = j{x + h) Translada o gráfico hunidades para a esquerda se h > O.
Translada o gráfico lhl unidades para a direita se h < O.
16 Cálculo

y
2
EXEMPLO 3
y =x + 2
y 2
=x + l (a) A adição de 1 ao lado direito da fórmula y = x 2 para obter y = x 2 + 1 translada o
gráfico para cima em 1 unidade (Figura 1.29).
y =x2
(b) A adição de - 2 ao lado direito da fórmula y = x 2 para obter y = x 2 - 2 translada
o gráfico para baixo em 2 unidades (Figura 1.29).
y = x2 - 2 (c) A adição de 3 a x em y = x 2 para obter y = (x + 3) 2 translada o gráfico 3 unidades
para a esquerda (Figura 1.30).
1 unidade (d) A adição de -2 a x em y = ~Ie, depois, a adição de -1 ao resultado, dá y = lx- 2 1- 1,
e translada o gráfico 2 unidades à direita e 1 unidade para baixo (Figura 1.31 ).

2 unidades Mudança da escala e reflexão do gráfico de uma função


Mudar a escala do gráfico de uma função y = f(x) significa alongá-lo ou com-
primi-lo vertical ou horizontalmente. Isso é possível ao multiplicar a função f , ou
FIGURA 1.29 Para transladar o gráfico a variável independente x, por uma constante e apropriada. Reflexões em torno dos
de f(x ) = x 2 para cima (ou para baixo), eixos coordenados são casos especiais em que e = - 1.
adicionamos constantes positivas (ou
negativas) à fórmula de f (Exemplos 3a Adicione uma Adicione uma
constante positiva a x . constante negativa a x . y
e 3b). y
4 y = lx- 21- 1
y = (x + 3) 2 y = x2 y = (x - 2) 2

-4

-3 o

FIGURA 1.30 Para transladar o gráfico de FIGURA 1.31 Translado do gráfico de


y = x2 para a esquerda, adicionamos uma y = lxl de 2 unidades para a direita e 1
constante positiva a x (Exemplo 3c). Para unidade para baixo (Exemplo 3d).
transladar o gráfico para a direita, adicionamos
uma constante negativa a x .

Fórmulas para mudança de escala vertical e horizontal e reflexão


Para e > 1, a escala do gráfico é alterada:
y = cf{x) Alonga o gráfico de / verticalmente por um fator de e.
y -- - 1 f{x ) Comprime o gráfico de f verticalmente por um fator de e.
e
y = !{ex) Comprime o gráfico de/ horizontalmente por um fator de e.
y = f{x/c) Alonga o gráfico de f horizontalmente por um fator de e.
Para e = -1, o gráfico é refletido:
y = -f{x) Reflete o gráfico de/ em torno do eixo x.
y = f{- x) Reflete o gráfico de/ em torno do eixo y.

EXEMPLO 4 Aqui, mudaremos a escala e refletiremos o gráfico de y = Vx.

(a) Vertical: Multiplicar o lado direito de y = Vx


por 3 para obter y = 3Vx alonga
o gráfico verticalmente por um fator de 3, ao passo que multiplicá-lo por 1/3
faz que ele seja comprimido por um fator de 3 (Figura 1.32).
(b) Horizontal: O gráfico de y = ~ é uma compressão horizontal do gráfico
de y = Vx
por um fator de 3, e y = W3
é um alongamento horizontal por
um fator de 3 (Figura 1.33). Observe que y = ~ = V3 Vx,
portanto, uma
compressão horizontal pode corresponder a um alongamento vertical por um
fator de escala diferente. Do mesmo modo, um alongamento horizontal pode
corresponder a uma compressão vertical por um fator de escala diferente.
Capftulo 1 Funções 17

y y

5 4
4
3
3 y=Vx
alongamento 2 y= Vx
2
1 compressão ' y= lVx 3 t
-alonga1nento
y = 'h/3 -3 -2 -1 2 3
X

X -1
-1 o 1 2 3 4
X
-1 o 1 2 3 4

FIGURA 1.32 Alongamento e compressão FIGURA 1.33 Alongamento e compressão


vertical do gráfico y = Vx por um fator de horizontal do gráfico y = Vx por um fator FIGURA 1.34 Reflexões do gráfico y = Vx
3 (Exemplo 4a). de 3 (Exemplo 4b). em torno dos eixos coordenados (Exemplo 4c).

(e) Reflexão: O gráfico de y = -Vx é uma reflexão de y = Vx em torno do eixo x,


ey = V- x é uma reflexão em tomo do eixo y (Figura 1.34). •

EXEMPLO 5 Dada a função f(x) = x 4 - 4x 3 + 10 (Figura 1.35a), determine fór-


mulas para:

(a) comprimir o gráfico horizontalmente por um fator de 2 e, em seguida, refleti-lo


em tomo do eixo y (Figura 1.35b).
(b) comprimir o gráfico verticalmente por um fator de 2 e, em seguida, refleti-lo
em torno do eixo x (Figura 1.35c).

y y = I6x 4 + 32x 3 + 10 Y y

f(x) = x4 - 4x 3 + 1O
20 20 y = _lx 4 + 2x 3 - 5
10 2

X X X
-l o 1 3 -2 o l -1 o
- 10 -10
- 10
- 20 -20

(a) (b) (e)


FIGURA 1.35 (a) O gráfico original de f. (b) Compressão horizontal de y = f(x) no item (a) por um fator de 2, seguida por uma reflexão
em torno do eixo y . (c) Con1pressão vertical de y = f(x) no item (a) por um fator de 2, seguida por uma reflexão em torno do eixo x
(Exemplo 5).
Solução
(a) Multiplicamos x por 2 para obter a compressão horizontal e por -1 para causar a
reflexão em torno do eixo y. A fórmula é obtida ao substituir - 2x por x no lado
direito da equação para/:
y = f(-2x) = (-2x)4 - 4(-2x) 3 + 1O
= 16x 4 + 32x3 + 1O.
(b) A fórmula é
y = - _I j(x) = - - 1 x 4 + 2x3 - 5.
2 2
Elipses
Embora não sejam gráficos de funções, os círculos podem ser alongados hori-
zontalmente ou verticalmente da mesma forma que gráficos de funções. A equação
padrão para um círculo de raio r centrado na origem é
x2 + y2 = r2.
Ao substituirmos ex por x na equação padrão para um círculo (Figura 1.36a), temos
(1)
18 Cálculo

y y y

___r-t---- x2 + y2 = ,.2 r

------------
o
-r r x r
e
r
e
---------- x
r
e
O r
e

-r -r - r

(a) círculo (b) elipse, O < e < 1 (e) elipse, e > 1

FIGURA 1.36 O alongamento ou a compressão horizontal de um círculo produz gráficos de elipses.

Se O< e < 1, o gráfico da Equação 1 alonga horizontalmente o círculo; se e> 1,


o círculo é comprimido horizontalmente. Em ambos os casos, o gráfico da Equação
1 é uma elipse (Figura 1.36). Observe que, na Figura 1.36, os interceptos do eixo y
dos três gráficos são sempre - r e r. Na Figura 1.36b, o segmento da reta que une os
y pontos (±r/c, O) é denominado eixo principal da elipse; o eixo secundário é o seg-
mento de reta que une (O, ±r). Os eixos da elipse estão invertidos na Figura 1.36c: o
eixo principal é o segmento de reta que une os pontos (O, ±r), o eixo secundário é o
segmento de reta que une os pontos (±rlc, O). Em ambos os casos, o eixo principal
b é o segmento que tem o maior comprimento.
Se dividirmos ambos os lados da Equação 1 por ,2, obteremos
Eixo principal x2 y2
- --+- - - -e--- - --i-- - ~ X - +- = 1 (2)
-a Centro a ª 2 b2
onde a = r/c e b = r. Se a > b, o eixo principal é horizontal; se a < b, o eixo principal
-b é vertical. O centro da elipse dado pela Equação 2 é a origem (Figura 1.37).
Ao substituirmos x - h por x, e y - k por y na Equação 2, o resultado é
(x - h) 2 (y - k) 2
2 + 2 = 1. {3)
FIGURA 1.37 Gráfico da elipse a b
x2 y2 A Equação 3 é a equação padrão de uma elipse com centro em (h, k). A defi-
- + - = 1, a> b, onde o eixo nição geométrica e as propriedades da elipse serão revisadas na Seção 11 .6.
ª 2 b2
principal é horizontal.

Exercidos 1.2
Combinações algébricas e. f{/{- 5)) g. f{/{x))
Nos Exercícios 1 e 2, determine os domínios e as imagens de f , g, f. g(g(2)) h. g(g (x))
f + g e f · g. 6. Se f(x) = x - 1 e g(x) = l /(x + l ), resolva:
1. f(x) = x, Vx-=---T
g(x) = a . ./{g(l /2)) e. j{/{2))
b. g(/{ 1/2)) f. g(g (2))
2. f(x) = Vx+l, g(x) = Vx-=---T
e. j{g(x)) g. j{/{x))
Nos Exercícios 3 e 4, determine os domínios e as imagens de f , g,
f ig e g/f. d. g(f{x)) h. g(g (x))

3. f(x) = 2, g(x) = x 2 + 1 Nos Exercícios 7-10, encontre a fórmula para f o g o h.


7. f(x) = x+ I, g(x) = 3x, h(x) = 4 - x
4. f (x) = 1, g(x) = 1 + Vx
8. f(x) = 3x + 4, g(x) = 2x - I, h(x) = x2
Funções compostas . V. r-:-:
9. J(x) = x -t- 1, g(x ) = x +I 4 , h(x) = x
1
5. Se f (x) = x + 5 e g(x) = x 2 - 3, resolva:

v~
2
a . .f{g(O)) e. .f{g(x)) X+ 2 x ...
1o. f (x ) = _ x, g(x ) = , , h(x) = 2 -- x
b. g(/(0)) d. g(f{x)) 3 x- + 1
Capítulo 1 Funções 19

Sejam f(x) = x - 3, g(x) = Vx, h(x) = x 3 e j(x) = 2x. Expresse cada Translado de gráficos
uma das funções nos Exercícios 11 e 12 como função composta 21. A figura a seguir n1ostra o gráfico de y = - x 2 transladado para
envolvendo uma ou mais funções de f , g, h e j. duas novas posições. Escreva equações para os novos gráficos.
11. a. y = Vx - 3 d. y = 4x
y
b. y = 2Vx e. y = v',--
(x- - 3-)3
e. y = x 114 f. y = (2x - 6) 3
12. a. y = 2x - 3 d. y = X - 6
b. y=x312 e. y= 2~
e. y= x9 f. y = ~
13. Copie e complete a tabela a seguir. Posição (a) Posição (b)
g(x) f(x) (/ º g)(x)

a. x - 7 Vx
22. A figura a seguir mostra o g ráfico de y = x 2 transladado para
b. x + 2 3x
duas novas posições. Escreva equações para os novos gráficos.
e. ? Vx-=s
X X
y
d. ?
X - l X - l

e. ? 1 + .lX X y = x -?

f. -X1 ? X

14. Copie e complete a tabe la a seguir.


o
g(x) /(x) (/ o g)(x) Posição (b)
1
a.
x- 1 lxl ?

x - I X
b. ?.
X x + 1
e. ?. Vx lxl
d. Vx ? lxl 23. Associe as equações listadas nos itens (a)-(d) aos gráficos na
15. Avalie cada expressão utilizando a tabela de valores a seguir. figura seguinte.
a. y = (x - 1) 2 - 4 e. y = (x + 2)2 + 2
X -2 -1 o 1 2 b. y = (x - 2)2 + 2 d. y = (x + 3) 2 - 2
/{x) 1 o -2 1 2
y
g(x) 2 1 o - l o

a . ./{g(- 1)) e. .f{/{- 1)) e. g(j(- 2)) Posição 2 Posição 1

b. g(j(O)) d. g(g(2)) f . ./{g( l ))


16. Avalie cada expressão utilizando as funções

-x -2 < X < 0
f (x) = 2 - x, g(x) = ' 2
X - 1, Ü <X< 2.
1

a. /{g(O)) e. g(g(- 1)) e. g(j(O))


b. g(j(3)) d . .f{/{2)) f. fig( 1/2))
Nos Exercícios 17 e 18, (a) escreva fórmulas para f o g e g o f e (- 3, - 2)
determine (b) o domínio e (e) a imagem de cada uma.
17. f(x) = 'Vx+J, g(x) = 1 (1 , - 4)

18. f(x) = x 2 , g(x) = 1 - Vx


19. Seja f(x) = x . Determine uma função y = g(x) de modo 24. A f igura a seguir mostra o gráfico de y = - x 2 transladado para
x- 2 quatro novas posições. Escreva uma equação para cada novo
que (f o g)(x) = x .
g ráfico.
20. Seja f(x) = 2x3 - 4. Determine uma função y = g(x) de modo
que (f o g)(x) =x + 2.
20 Cálculo

y a. ./{x) + 2 d. - ./(x) g. ./{- x)


(1, 4) b. ./{x) - 1 e . ./{x + 2) h. -./{x + 1) + 1
e. 2./{x) f . ./{x - 1)
56. A figura a seguir mostra o gráfico de uma função g(t) com domí-
nio [- 4, O] e imagem [- 3, O]. Encontre os domínios e as imagens
das funções a seguir e esboce os gráficos correspondentes.
(-4, - 1) y

o
(d)

-3

Os Exercícios 25-34 dizem quantas unidades e em que direções os a. g(-t) d. 1 - g(t) g. g(l - t)
gráficos das equações dadas serão deslocados. Dê uma equação para b. - g(t) e. g(- t + 2) h. -g(t- 4)
o gráfico transladado. Em seguida, faça um esboço dos gráficos e. g(t) + 3 f. g(t - 2)
originais e transladados juntos, identificando cada gráfico com sua
equação. Mudança de escala vertical e horizontal
25. x 2 + y 2 = 49 Abaixo 3, esquerda 2 Os Exercícios 57-66 dizem por qual fator e direção os gráficos das
26. x 2 + y 2 = 25 Acima 3, esquerda 4 funções dadas devem ser alongados ou comprimidos. Crie uma
27. y = x 3 Esquerda 1, abaixo 1 equação para o gráfico alongado ou comprimido.

28. y = x 213 Direita 1, abaixo 1 57. y = x 2 - 1, alongado verticalmente por um fator de 3


58. y = x 2 - 1, comprimido horizontalmente por um fator de 2
29. y = Vx Esquerda 0,8 1
30. y = - Vx Direita 3 59. y = 1 + ~' comprimido verticalmente por um fator de 2
X
31. y = 2x- 7 Acima 7
60. y = l + ~' alongado horizontalmente por um fator de 3
X
32. y = ; (x + 1) + 5 Abaixo 5, direita 1
33. y = 1/x Acima 1, direita 1 61. y = ~ ' comprimido horizontalmente por um fator de 4
34. y = 1/x 2 Esquerda 2, abaixo 1 62. y = ~ ' alongado verticalmente por um fator de 3
Faça o gráfico das funções nos Exercícios 35-54.
63. y = ~ ' alongado horizontalmente por um fator de 2
35. y = ~ 47. y= l
X - 2
36. y = ~ 1 64. y = ~ ' comprimido verticalmente por um fator de 3
48. y = X - 2 65. y = 1 = x 3 , comprimido horizontalmente por um fator de 3
37. y = lx - 21
xi - 66. y = 1 - x 3 , alongado horizontalmente por um fator de 2
38. y = 11 - 1 49. y -- X+
1 2
39. y = l + ~ 1
Montagem de gráficos
40. y = 1 - Vx 50. y = X+ 2 Faça o gráfico de cada fu nção nos Exercícios 67-74 se1n colocar seus
41. y = (x + 1) 213 1 pontos em um siste1n a de coordenadas. Comece pelo gráf ico de uma
51. y =( 2
das funções padrão apresentadas nas Figuras 1.1 4- 1.17 e aplique a
X - l)
42. y = (x - 8)213
1 mudança adequada.
43. y = 1 - x213 52. y =2- l
X 67. y = - V2x + 1 1
44. y + 4 = x 213 71. y = 2x - 1
1
53. y =2 + 1 X
45. y = ~ - 1 X 68. y = 1- - 2
72. y=2+ 1
2
1 X
46. y = (x + 2)312 +
1 54. y = - --
(x + 1)2 69. y = (x - 1)3 + 2
73. y =-\Yx
55. A figura a seguir mostra o gráfico de uma função / (x) com do- 70. y=( l - x)3 +2
74. y = (-2x) 213
mínio [O, 2] e imagem [O, 1]. Encontre os domínios e as i1nagens
das funções a seguir e esboce os gráficos correspondentes. 75. Faça o gráfico da função y = lx2 - l i.
y 76. Faça o gráfico da função y = ~ .
Elipses
Os Exercícios 77-82 apresentam equações de elipses. Coloque cada
equação no formato padrão e esboce a elipse.
77. 9x2 + 25y2 = 225 80. (x + 1)2 + 2y2 = 4
78. 16x2 + 7y2 = 11 2 81. 3(x- 1)2 + 2(y + 2)2 = 6
79. 3x 2 + (y - 2)2 = 3
Capítulo 1 Funções 21

82. 6 (x + ; Y+ 9 &- ~ Y= 54 a. fg
b. f/g
f. f
g. gof
o g

83. Escreva uma equação para a elipse (x2/ 16) + (y/9) = l trans- e. g/f h. f of
d . .f = fJ

ladada 4 unidades para a esquerda e 3 unidades para cima. l. g o g
Esboce a elipse e identifique seu centro e seu eixo principal. e. g2 = gg
84. Escreva uma equação para a elipse (x2/4) + (y/25) = 1 transla- 86. Uma função pode ser tanto par quanto ímpar? Justifique sua
dada 3 unidades para a direita e 2 unidades para baixo. Esboce resposta.
a elipse e identifique seu centro e seu eixo principal.
D 87. (Continuação do Exemplo 1.) Faça os gráficos das funções
Combinação de funções f (x) = Vx e g(x) = ~ juntamente com sua (a) soma, (b)
85. Suponha que f seja uma função par, g seja uma função ímpar produto, ( c) duas diferenças, ( d) dois quocientes.
e tanto f como g sejam definidas na reta real IR. Quais das 0 88. Seja f(x) = x- 7 e g(x) = x 2 . Faça o gráfico de/ e g juntamente
seguintes funções (quando definidas) são pares? E ímpares? com f o g eg o f.

Funções trigonométricas
1.3
Esta seção revisará a medida em radianos e as funções trigonométricas básicas.
Ângulos
"
Angulos são medidos em graus ou radianos. O número de radianos no ângulo
central A'CB' dentro de um círculo de raio r é definido como o número de ''unidades de
raio" contidas no arco s subentendidas por esse ângulo central. Se denotamos esse ângu-
()
,,,., r
.,,... .o lo central por(} quando medido em radianos, isso significa que(} = s/r (Figura 1.38), ou
(\ .
(J "'
!.o un\. \,?>-'

s = r(} ((} em radianos).

Se o círculo é um círculo unitário com raio r = I, então, a partir da Figura 1.38


FIGURA 1.38 A medida em radianos do e Equação 1, vemos que o ângulo central (} medido em radianos equivale apenas ao
ângulo central A'CB' é o número{) = slr. comprimento do arco que o ângulo corta do círculo unitário. Uma vez que uma volta
Para um círculo unitáiio de raio r = 1, 8 inteira do círculo unitário equivale a 360º ou 21r radianos, temos
corresponde ao comprimento do arco AB
que o ângulo central ACB corta do círculo 1r radianos= 180º (2)
unitário. e
1 radiano = 1!º e~ 57,3 graus) ou 1 grau = 1;0 e~ 0,017) radianos.
A Tabela 1.2 mostra a equivalência entre as medidas de grau e radiano para
alguns ângulos básicos.
"
TABELA 1.2 Angulos medidos em graus e radianos
Graus -180 -135 -90 -45 o 30 45 60 90 120 135 150 180 270 360
8 (radianos) - TT - 3'1T - '1T - '1T o -'1T -'1T -'1T -'1T 2'1T 3'1T 5'1T TT 37T 2TT
4 2 4 6 4 3 2 3 4 6 2

Um ângulo no plano xy está na posição padrão quando o seu vértice está posi-
cionado na origem e sua semirreta inicial está sobre o eixo x positivo (Figura 1.39).
São atribuídas medidas positivas aos ângulos medidos no sentido anti-horário a partir
do eixo x positivo; os ângulos medidos no sentido horário recebem medidas negativas.
"
Angulos que descrevem rotações no sentido anti-horário podem se distanciar arbi-
tra1iamente além de 21r radianos ou 360º. Do mesmo modo, ângulos que descrevem rota-
ções no sentido horário podem ter medidas negativas de todos os tamanhos (Figura 1.40).
y y

Semirreta final

Semirreta inicial
--------,---,---~--- X

Semirreta inicial Medida


Scmj1Tcta
final negativa
~

FIGURA 1.39 Ângulos na posição padrão do plano xy.


22 Cálculo

y y y y

37T

91T
4
oposto
FIGURA 1.40 Medidas em radianos diferentes de zero podem ser positivas ou negativas e
ultrapassar 211'.
adjacente
Convenção para ângulos: use radianos Daqui por diante, neste livro, assumire-
op hip
sen (J = h.. . cossec (J = -op mos que todos os ângulos são medidos em radianos, a 1nenos que se diga expli-
1p
citamente que graus ou outra unidade está sendo utilizada. Quando nos referimos
adj hip
cos (J = hip sec (J = -d. ao ângulo '1Tl3, estamos nos referindo a '1T/3 radianos (que equivalem a 60º), e não
aJ
op adj '1Tl3 graus. Usamos radianos porque isso simplifica muitas operações em cálculo, e
tg () = -d. cotg () = - alguns resultados que obtemos ao utilizarmos as funções trigonométricas não são
aJ op
verdadeiros quando os ângulos são medidos em graus.
FIGURA 1.41 Razões trigonométricas de
um ângulo agudo.
Seis funções trigonométricas básicas
Você, provavelmente, já está familiarizado com a definição das funções trigo-
y nométricas de um ângulo agudo segundo os lados de um triângulo retângulo (Figu-
ra 1.41 ). Estendemos essa definição para os ângulos obtusos e negativos quando,
primeiramente, colocamos o ângulo na posição padrão em um círculo de raio r. Em
seguida, definimos as funções trigonométricas segundo as coordenadas do ponto
_ __..__ ___.__ _ __ X P(x, y ), onde a semirreta final do ângulo cruza o círculo (Figura 1.42).
Q r y r
X
seno: sen (} = r
cossecante: cossec (} = y
X r
cosseno: cos (} = r secante: sec (} = -X
y X
tangente: tg (}=X cotangente: cotg (} = y
FIGURA 1.42 As funções trigonométricas
de um dado ângulo geral () são definidas Essas definições ampliadas estão de acordo com as definições do triângulo re-
em termos de x, y e r. tângulo quando o ângulo é agudo. Observe, também, que, sempre que os quocientes
forem definidos,
t (} = sen (}
g cos (} cotg () = t~
1 1
V3 sec (} = cossec (} =
l cos sen
Como você pode ver, tg (} e sec (} não são definidas se x = cos (} = O. Isso signi-
fica que elas também não são definidas se(} for ±'1T/2, ±3'1T/2, .... Do mesmo modo,
1 1
cotg (} e cossec (} não são definidos para valores de (} para os quais y = O, ou seja,
" (} = O, ±'1T, ±2'1T, .. . .
FIGURA 1.43 Angulos radianos e
Os valores exatos dessas razões trigonométricas para alguns ângulos podem ser
comprimentos laterais de dois triângulos
comuns. lidos a partir dos triângulos na Figura 1.43 . Por exemplo,
y
'1T
sen - = 1 '1T
sen - = -21
sen -
'1T
= \/3
S T
4 V2 6 3 2
posição sen todas as posições '1T
cos - =
1 '1T
cos - =
\/3 '1T
cos - = -
1
4 V2 6 2 3 2
X
'1T '1T 1
tg - = 1 tg - = tg; = \/3
T C
4 6 \/3
posição tg posição cos A regra CTST (Figura 1.44) ajuda a lembrar quando as funções trigonométricas
básicas são positivas ou negativas. Por exemplo, a partir do triângulo na Figura 1.45,
vemos que

FIGURA 1.44 A regra CTST nos diz quais sen


2'1T \/3 cos
2'1T 1
tg
2'1T
= - "Vr;3.
funções trigonométricas são positivas em 3 2 ' 3 2' 3
cada quadrante. Utilizando um método semelhante, determinamos os valores de sen (}, cos () e
tg (} demonstrados na Tabela 1. 3.
Capítulo 1 Funções 23

TABELA 1.3 Valores de sen e, cos () e tg () para valores selecionados de()

Graus -180 -135 -90 -45 o 30 45 60 90 120 135 150 180 270 360
-371' 7T 7T 7T 7T 271' 37T 57T 37T
(} (radianos) - 7T
4
o 6 4 3 2 3 4 6
7T
2

sen e o -V2
2
- 1
-V2 o 1 V2 \13
2 2 2 2
- 1
\13
2
V2
2
1
-
2
o - 1 o
cos o - 1
-V2 o V2 1 \13 V2 -1 o 1
--
-V2 -\13 - 1 o 1
2 2 2 2 2 2 2 2

tg e o 1 - 1 o \13
3
1 \13 -\13 -1
-\13
3
o o

Periodicidade e gráficos das funções trigonométricas


cos 2 7T, sen 2 7T - - - ,V3
1
-
3 3 2 2 Quando um ângulo de medida(} e um ângulo de medida e+ 271' estão na posição
padrão, suas semirretas finais coincidem. Os dois ângulos possue1n, portanto, os
mesmos valores de funções trigonométricas: sen (8 + 27T) = sen 8, tg (8 + 27T) = tg
8, e assim por diante. Do mesmo modo, cos (8 - 27T) = cos 8, sen (8 - 27T) = sen 8,
e assim por diante. Descrevemos esse comportamento repetitivo dizendo que as seis
funções trigonométricas básicas são periódicas.

1
2 DEFINIÇÃO Uma função j(x) é periódica se existir um número positivo p tal
que j(x + p) =j(x) para qualquer valor de x. O menor valor de pé o período de f

Quando fazemos os gráficos de funções trigonométricas no plano coordenado,


geralmente denotamos a variável independente por x em vez de 8. A Figura 1.46
mostra que as funções tangente e cotangente têm período p = 7T, e as outras quatro
FIGURA 1.45 Triângulo para calcular
funções têm período 271'. Além disso, as simetrias nesses gráficos revelam que as fun-
o seno e o cosseno de 21r/3 radianos. Os
ções cosseno e secante são pares, e as outras quatro funções são ímpares (embora
comprimentos dos lados vêm da geometria
isso não prove esses resultados).
dos triângulos retângulos.
y
y = tgx
y y

y = COS X y = sen x

o 1T
2

Domínio: - co < x < co Domínio: - co < x < oo , . . x =/=+


D om1n10. 2 , +_ 31T , ...
_ 1T
2
Imagem: - 1 < y < 1 Imagem: - 1 < y < I
Período: 27T Período: 277
Image m: -oo < y < oo
Período: 77
(a) (b) (e)
y y y
y = secx ' y = cossec x y = cotg x

--~----~---x 1
,D 1 1 X
3 O 77 3 _, ~ O 77 37T ~ rr -

-n n
- 7T 1r p

/\- 2 /\

Dom'1n·o·
1 . X =I=+ + 3 1r , ...
_ 1T ,_ Domínio: x =I= O, + 17, + 277, ... Domínio: x =I= O, + 17, + 217, ...
2 2 Imagem: y < - 1 ou y > I Imagem: -oo < y < oo
Imagem: y < -1 ou y > 1
Período: 277 Período: 1r
Período: 277
(d) (e) (t)

FIGURA 1.46 Gráficos das seis funções trigonométricas básicas utilizando a medida em radianos. O
sombreado de cada função trigonométrica indica sua periodicidade.
24 Cálculo

y Identidades trigonométricas
P (cos (:}, sen O) As coordenadas de qualquer ponto P(x, y) no plano podem ser expressas consi-
~1------ x2 + y2 = l
derando-se a distância r entre o ponto e sua origem e o ângulo () que a semirreta OP
forma com o eixo positivo x (Figura 1.42). Uma vez que x/r = cos 8 e y/r = sen 8, temos
X = r COS 8, y = r sen 8.
lcos OI O l Quando r = 1, podemos aplicar o teorema de Pitágoras ao triângulo retângulo
de referência na Figura 1.47 e obter a equação

cos 2 8 + sen2 8 = 1. (3)

Essa equação, verdadeira para qualquer valor de (), é a identidade utilizada com
FIGURA 1.47 Triângulo de referência
para um ângulo geral O.
mais frequência na trigonometria. Dividindo-se essa identidade por cos2 () e depois
por sen2 8, temos

1 + tg2 8 = sec 2 8
1 + cotg2 8 = cossec2 8
1Períodos das funções trigonométricas
As fórmulas a seguir são vál idas para quaisquer ângulos A e B (Exercício 58).
Período TT: tg (x + 7T) = tg x
cotg (x + 7T) = cotg x Fórmulas para adição

Período 2TT: sen (x + 27T) = sen x cos (A + B) = cos A cos B - sen A sen B
(4)
COS (x + 27T) = COS X sen (A + B) = sen A cos B + cos A sen B
sec (x + 27T) = sec x
cossec (x + 27T) = cossec x Há fórmulas semelhantes para cos (A - B) e sen (A - B) (Exercícios 35 e 36).
Todas as identidades trigonométricas necessárias neste livro são derivadas das Equa-
ções 3 e 4. Por exemplo, ao substituir 8 por A e B na fórmula para adição, temos

Fórmulas para o arco duplo


cos 28 = cos2 8 - sen 2 8
(5)
Par sen 28 = 2 sen 8 cos 8

COS (- x) = COS X Fórmulas adicionais podem ser obtidas pela combinação de equações
sec (- x) = sec x
cos2 8 + sen2 8 = 1 cos2 8 - sen2 8 = cos 28.
'
,
lmpar Somamos ambos os lados das equações para obter 2 cos2 8 = 1 + cos 28 e
subtraímos a segunda da primeira para obter 2 sen2 8 = l - cos 28. Isso resulta nas
sen (-x) = - senx identidades a seguir, as quais são úteis no cálculo de integrais.
tg(- x) = - tgx
cossec (-x) = - cossec x
Fórmulas para o arco metade
cotg (-x) =- cotg x
cos 2 8 = 1 + cos 28 (6)
2
sen2 () = 1 + cos 28 (7)
2

Lei dos cossenos


Se a, b e e são lados de um triângulo ABC, e se 8 é o ângulo oposto a e, temos

c 2 = a 2 + b 2 - 2ab cos 8. (8)

Essa equação é chamada de lei dos cossenos.


Capítulo 1 Funções 25

y Podemos ver por que essa lei é válida ao introduzirmos eixos coordenados com
a origem em C e o eixo x positivo ao longo de um dos lados do triângulo, como
B (a cos 8, a sen 8)
mostra a Figura 1.48. As coordenadas de A são (b, O); as coordenadas de B são
(a cos (), a sen ()). O quadrado da distância entre A e B é, portanto,
c2 = (a cos () - b) 2 + (a sen () )2

= a 2 ( cos2 () + sen 2 ()) + b 2 - 2ab cos ()


1
e b A(b, O)
= a2 + b2 - 2ab cose.
FIGURA 1.48 O quadrado da distância A lei dos cossenos generaliza o teorema de Pitágoras. Se () = 'TT/2, então
entre A e B expressa a lei dos cossenos. cos () = O e c2 = a2 + b2 .

Transformações de gráficos trigonométricos


As regras para transladar, alongar, comprimir e refletir o gráfico de uma fun-
ção, resumidas no diagrama a seguir, aplicam-se às funções trigonométricas que
abordamos nesta seção.
Alongamento ou compressão Translação vertical
vertical; reflexão cm tomo do
eixo x se este for negatiYo
y = af(b(x + e)) +d

Alonga1nento ou co1npressão ~ Translação horizontal


horizontal; reflexão sobre o eixo
y se este for negativo

As regras de transformação aplicadas à função seno resultam na fórmula da


função seno geral ou senoide
2
f(x) = A sen( ; (x - C)) + D,

em que IA I é a amplitude, 1 B I é o período, C é a translação horizontal e D é a


translação vertical. Uma interpretação gráfica reveladora dos vários termos é apre-
sentada a seguir.
y

D+A
y = A sen(2;(x - C)) + D

Translação j
horizontal Ampl itude (A)
Este eixo é a
(~~-- ------ l _____ ----- reta y = D

Translação
vertical (D )

l
-----+-------------x
o
· -- Esta distância é ------,a>a1
o período (B)

Duas desigualdades especiais


Para qualquer ângulo () medido em radianos,

- e1 < sen e < 1eI


1 e - e1 <
1 1 - cos e < 1 eJ.
Para estabelecer essas desigualdades, expressamos ecomo um ângulo diferente
de zero na posição padrão (Figura 1.49). O círculo na figura é um círculo unitário,
de modo que 18 1 equivale ao comprimento do arco circular AP. O comprimento do
segmento de reta AP é, portanto, menor do que JeJ.
26 Cálculo

y APQ é um triângulo retângulo com lados de comprimento


QP = lsen OI, AQ = 1 - cos e.
A partir do teorema de Pitágoras e o fato de que AP < 181, temos
sen2 e+(l - cos e)2 = (AP) 2 < e2 . {9)

-t--------i-~rl----'t---~X
Os termos no lado esquerdo da Equação 9 são positivos, então, cada um é menor do
Q A(l , 0) que a soma destes, e, consequentemente, cada um é menor ou igual a e2 :
cos ()
cos () 1-
sen2 e < 02 e ( 1 - cos 0)2 < 02 .
Ao extrairmos as raízes quadradas, estamos dizendo que
lsen OI < eI
1 e 11- cos OI < 1e1,
FIGURA 1.49 A partir da geometria desta então
figura, desenhada para e>
O, obtemos a
desigualdade sen2 e+ ( 1 - cos 8) 2 < 82. e
- 1 1< sen e < 1 I e e - e
1 1< l - cos e < e
1 1-

Essas desigualdades serão úteis no próximo capítulo.

Exercidos 1.3
Radianos e graus Nos Exercícios 7-1 2, é dado um dos valores de sen x, cos x e tg x.
Determine os outros dois valores quando x está no intervalo espe-
1. Em um círculo de raio 1O m, qual o comprimento de um arco
cificado.
que subtende um ângulo central de (a) 411-/5 radianos e (b) 110º?
2. Um ângulo central de um círculo de raio 8 é subtendido por
um arco de comprimento 101r. E ncontre as medidas desse ân-
7. senx = ; , x E [; , 7T] 10. COS X = _ l._
13 '
X E [1T
2'
1T l
gulo em radianos e graus.
3. Você deseja fazer um ângulo de 80° ao marcar um arco no
8. tgx=2,xE[7T,;] 11. tg X = ~, X E 17T, ; l
perímetro de um disco de 12 polegadas de diâmetro e desenhar
retas a partir das extremidades do arco até o centro do disco.
Qual deveria ser o comprimento do arco com precisão de dé-
9. COS X = !,
X E [- ; , Ü l 12. sen x = - .!.2 x E [1r ' 321r]
cimo de polegada?
4. Se você girar para a frente uma roda de 1 m de diâmetro por Fazendo gráficos de funções trigonométricas
um percurso de 30 cm sobre uma superfície plana, por qual Faça os gráficos das funções nos Exercícios 13-22. Qual o período
ângulo a roda girará? Responda en1 radianos (com a precisão de cada função?
de um décimo) e graus (com a precisão de um grau).

Avaliação de funções trigonométricas


13. sen 2x
14. sen (x/2)
19. cos(x - ; )
5. Copie e complete a tabela a seguir com valores de funções. Se 15. COS 1TX 20. sen ( x +; )
a função não for definida para um dado ângulo, preencha com
16. COS 1TX
"ND". Não use calculadora ou tabe las.
17. - sen 1rx
2 21. sen(x - ; )+ 1

cos(x + 2;' )-2


(J 31r/4 3
18. - cos 21rx 22.
sen e
cose
tg e Faça os gráficos das funções nos Exercícios 23-26 no plano ts (eixo
cotg e t horizontal, eixos vertical). Qual é o período de cada função? Que
sec e simetri as os gráfi cos possuem?
cossec e 23. s = cotg 2t
6. Copie e complete a tabela a segu ir com valores de funções. Se 24. s = - tg 1Tt
a função não for definida para um dado ângulo, preencha com
25. s = sec ( ~/)
"ND". Não use calculadora ou tabelas.

(J -JTT/3 - 1r/6 1r/4 26. s = cossec (~)


sen e 0 27. a. Faça um gráfico y = cos x e y = sec x juntos para - 31r/2 <
cose x < 31r/2. Co1nente o comportamento de sec x em relação
tg e aos sinais e valores de cos x.
cotg e b. Faça o gráfico de y sen x e y = cossec x juntos para~ <
=
sec e x < 21r. Comente o comportamento de cossec x en1 relação
cossec e aos sinais e valores de sen x .
Capítulo 1 Funções 27

0 28. Faça o gráfico y = tg x e y = cotg x juntos para - 7 < x < 7. 56. ( Continuação do Exercício 55.) Deduza a fórmula para tg (A - B).
Comente o comportamento de cotg x em relação aos sinais e 57. Aplique a lei dos cossenos ao triângulo da figura a seguir para
valores de tg x. deduzir a fórmula para cos (A - B).
29. Faça o gráfico de y sen x e y
= = lsen x J juntos. Qual o domínio
e a imagem de lsen x J? y

30. Faça o gráfico de y = sen x e y = Í sen x l juntos. Qual o domínio


e a imagem de Í sen X l? 1

Utilização de fórmulas para adição


Utilize as fórmulas para adição para deduzir as identidades nos Exer-
cícios 3 1-36.
o 1
31. cosG - l ) = sen x 33. senG + ; ) = cosx

32. cos(x + ;)= - senx 34. sen(x - ;)= - cosx

35. cos (A - B) = cos A cos B + sen A sen B (o Exercício 57 fornece


uma dedução diferente).
58. a. Aplique a fórmula para cos (A - B) à identidade sen 8 =
36. sen (A - B) = sen A cos B - cos A sen B
37. O que acontece se você tomar B = A na identidade trigonomé- cos (; - e) para obter a fórmula de adição para sen (A + B).
trica cos (A - B) = cos A cos B + sen A sen B? O resultado se
parece com algo que você conhece? b. Deduza a fórmula para cos (A + B) substituindo - B por B na
fórmula para cos (A - B) do Exercício 35.
38. O que acontece se você tomar B = 27T nas fórmulas de adição?
Os resultados se parecem com algo que você conhece? 59. O triângulo possui lados a= 2 e b = 3, e ângulo C = 60º. Deter-
mine o comprimento do lado e.
Nos Exercícios 39-42, expresse a quantidade em termos de sen x ecos x.
60. Um triângulo possui lados a = 2 e b = 3, e ângulo C = 40º.
39. cos (1r + x)
Determine o comprimento do lado e.
40. sen (21r - x)
61. Lei dos senos A lei dos senos diz que se a, b e e são os lados
41. sen ( ;
3
- x) opostos aos ângulos A, B e C em um triângulo, então
senA senB senC
+ x) a
3 b c
42. cos( ;
Use as figuras a seguir e a identidade sen (1r - 8) = sen 8, se neces-
43. Avalie sen il como sen (: +; ) sário, para deduzir a lei.

44. Avalie cos i;


1
como cos (: + 2
;)
A A

45. Avalie cos ~. 46. Avalie sen ~;. h

Uso das fórmulas para arco metade


Encontre os valores das funções nos Exercícios 47-50.
47. cos2 7T 49. sen2 7T
8 12 62. Um triângulo possui lados a = 2 e b = 3, e ângulo C = 60º
(como no Exercício 59). Determine o seno do ângulo B utili-
48. cos
2 51T 50. sen2 31r
12 8 zando a lei dos senos.
Resolvendo equações trigonométricas 63. Un1 triângulo possui lado e = 2 e ângulos A = 7T/4 e B = 7T/3.
Determine o comprimento a do lado oposto de A.
Para os Exercícios 51-54, encontre o ângulo (}, onde O< (} < 21r.
64. Aproximação sen x ::::: x E' muito útil saber que, quando x é
3 53. sen 28 - cos (} = O medido em radianos, sen x ~ x para valores de x numericamen-
51. sen2 8 = -
4 te pequenos. Na Seção 3.11, veremos por que a aproximação
54. cos 28 + cos 8= O
52. sen2 8= cos2 8 se aplica. O erro na aproximação é de menos de 1 em 5000 se
lx l < O,l.
Teoria e exemplos a. Com o seu software de gráfico no modo radiano, faça o
55. Fórmula para soma das tangentes A fórmula padrão para a gráfico de y = sen x e y = x juntos em uma janela de visua-
tangente da so1na de dois ângulos é lização em torno da origem. O que acontece à medida que x
se aproxima da origem?
tg A+ tg B
tg (A + B ) = ---- b. Com seu software de gráfico em modo graus, faça o gráfico
1- tg A tgB de y = sen x e y = x juntos, novamente, em torno da origem.
Deduza a fórmula. Qual a diferença entre a figura obtida aqui e aquela obtida
no modo radiano?
28 Cálculo

Curvas senoides gerais 70. Deslocamento horizontal C Defina as constantes A = 3,

Para /(x) = A
2
sen ( ; (x - C)) + D,
B = 6, D = O.
a. Faça o gráfico de f (x) para os valores C = O, 1 e 2 no inter-
valo - 47T < x < 47T. Descreva o que acontece ao gráfico
identifique A, B, C e D para as funções seno dos Exercícios 65-68 e da função seno geral conforme os valores positivos de C
esboce seus gráficos. aumentam.
65. y = 2 sen (x + '1T) - 1 67. y= - 2 sen (7T
-2 t ) + -7T1 b. O que acontece ao gráfico para valores negativos de C?
7T c. Qual o menor valor positivo que deve ser atribuído a C de
modo que o gráfico não exiba nenhum deslocamento hori-
zontal? Confirme sua resposta graficamente.
71. Deslocamento vertical D Defina as constantes A = 3,
USO DO COMPUTADOR
B = 6, C = O.
Nos Exercícios 69-72, você explorará graficamente a função seno geral a. Faça o gráfico de j '(x) para os valores D = O, 1 e 3 no in-
tervalo - 47T < x < 47T. Descreva o que acontece ao gráfico
/(x) = A sen ( 2; (x - C)) + D da função seno geral conforme os valores positivos de D
aumentam.
enquanto altera os valores das constantes A, B, C e D. Utilize um CAS b. O que acontece ao gráfico para valores negativos de D?
ou software de gráfico para seguir as instruções dos exercícios.
72. Amplitude A Defina as constantes B = 6, C = D = O.
69. Período B Defina as constantes A= 3, C =D= O. a. Descreva o que acontece ao gráfico da função seno geral
a. Faça o gráfico de f(x) para os valores B = l , 3, 27T, 57T no conforme os valores positivos de A aumentam. Confir-
intervalo -47T < x < 47T. Descreva o que acontece ao gráfi- me sua resposta fazendo o gráfico de f(x) para os valores
co da função seno geral à medida que o período aumenta. A=l,5e9.
b. O que acontece ao gráfico para valores negativos de B? b. O que acontece ao gráfico para valores negativos de A?
Faça o teste com B = - 3 e B = - 2'1T .

Elaboração de gráficos usando calculadoras e computadores


1.4
Uma calculadora gráfica ou um computador com software gráfico nos permi-
tem fazer gráficos de funções muito complicadas com alta precisão. Muitas dessas
funções não poderiam ser representadas graficamente com facilidade de outra ma-
neira. No entanto, é preciso cuidado ao usar tais dispositivos para fazer gráficos, e,
nesta seção, abordaremos alguns dos problemas envolvidos. No Capítulo 4, vere-
mos como o cálculo nos ajuda a determinar se estamos visualizando com precisão
todas as características importantes do gráfico de uma função.

Janelas gráficas
Ao utilizarmos uma calculadora gráfica ou um computador como ferramenta
gráfica, uma parte do gráfico é exibida em uma tela ou janela de visualização
retangular. Frequentemente, a janela padrão fornece uma visualização incompleta
ou ilusória do gráfico. Utilizamos o termo janela quadrada quando as unidades ou
escalas nos dois eixos são as mesmas. Esse termo não significa que a janela de vi-
sualização em si seja quadrada (geralmente, é retangular), mas, em vez disso, signi-
fica que a unidade do eixo x é igual à unidade do eixo y .
Quando um gráfico é exibido na janela padrão, a unidade de escala do eixo x pode
ser diferente da unidade de escala do eixo y, a fim de se adequar ao gráfico que está
sendo exibido na janela. A janela de visualização é determinada ao especificarmos um
intervalo [a, b] para os valores de x e um intervalo [e, d] para os valores de y. A máquina
seleciona valores de x a intervalos regulares em [a, b] e, em seguida, traça os pontos
(x, f(x)). Um ponto é traçado se, e somente se, x estiver no domínio da função e f(x) es-
tiver no intervalo [e, d]. Um curto segmento de reta é, então, desenhado entre cada ponto
traçado e o ponto mais próximo. Apresentamos, a seguir, exemplos para ilustrar alguns
dos problemas mais comuns que podem ocorrer com esse procedimento.

EXEMPLO 1 Faça o gráfico da função f(x) = x 3 - 7x2 + 28 em cada uma das telas
ou janelas de visualização a seguir:

(a) [- 10, lO]por[- 10, 10] (b) [- 4, 4]por[- 50, 10] (e) [- 4, lO]por[- 60,60]
Capítulo 1 Funções 29

Solução
(a) Selecionamos a= - 10, b = 10, e= - 10 e d= 10 para especificar o intervalo de
valores de x e a imagem dos valores de y para a janela. O gráfico resultante é exi-
bido na Figura 1.50a. Parece que a janela corta a parte inferior do gráfico, e que
o intervalo dos valores de x é grande demais. Tentaremos então a próxima janela.

10 10 60
-4 4

-10 ' - - ~ - ' - ----+---+----+---'-"_ ____,. 10 -4 10

-10 - 50 -60
(a) (b) (e)

FIGURA 1.50 Gráfico de f(x) = x 3 - 7x2 + 28 em diferentes janelas de visualização. Selecionar uma janela que proporciona
uma imagem clara de um gráfico é, com frequência, um processo de tentativa de erro e acerto (Exemplo 1).
8
(b) Agora, vemos mais características do gráfico (Figura 1.50b), mas falta a parte
de cima, e também precisamos visualizar mais à direita de x = 4 . A próxima
janela deve ajudar.
(e) A Figura 1.50c exibe o gráfico nessa nova janela de v isualização. Observe que
obtemos uma figura mais completa do gráfico nessa janela, e se trata de um
gráfico razoável de um polinômio de terceiro grau.
-6
(a) EXEMPLO 2 Quando um gráfico é exibido, a unidade do eixo x pode ser diferente
da unidade do eixo y, conforme os gráficos mostrados nas Figuras 1.50b e 1.50c. O
4 resultado é uma distorção na imagem, que pode ser enganosa. Podemos tornar qua-
drad.a a janela de v isualização ao comprimir ou alongar as unidades de um eixo para
que se ajustem à escala do outro, obtendo o gráfico verdadeiro. Muitos sistemas
possuem funções incorporadas para tornar a janela " quadrada" . Se o seu não possui,
você terá de fazer alguns cálculos e definir manualmente o tamanho da janela para
obter uma janela quadrada ou incorporar à sua visualização alguma previsão da
imagem verdadeira.
A Figura 1.51 a mostra os gráficos das retas perpendiculares y = x e y = - x +
-4 3V2, juntamente com o semicírculo y = ~ ' e1n uma janela não quadrada
(b) [- 4, 4] por [- 6, 8]. Observe a distorção. As retas não parecem perpendiculares, e o
semicírculo parece ter um formato elíptico.
4 A Figura 1.51b mostra os gráficos das mesmas funções em uma janela quadra-
da em que as unidades do eixo x foram convertidas para ficarem iguais às do eixo
y. Observe que a escala do eixo x para a Figura 1.5 la foi comprimida na Figura
1.51 b para tornar a janela quadrada. A Figura 1.51 c apresenta uma visão ampliada
da Figura 1.51b com uma janela quadrada de [- 3, 3] por [O, 4].

Se o denominador de uma função racional for zero em algum valor de x dentro


da janela de visualização, uma calculadora ou um software gráfico poderão produ-
o zir um segmento de reta bastante inclinado, quase vertical, indo da parte superior à
(e)
parte inferior da janela. Veja um exemplo.
FIGURA 1.51 Os gráficos de retas
perpendiculares y = x e y = -x + 3V2 e EXEMPLO 3 Faça o gráfico da função y = -
1
-
o semicírculo y = ~ aparecem 2 - X
distorcidos (a) em uma janela não
quadrada, mas nítidos (b) e (e) em janelas Solução A Figura 1.52a mostra o gráfico, feito com nosso software gráfico, naj a-
quadradas (Exemplo 2). nela quadrada padrão de [- 10, 10] por [- 10, 10]. Observe o segmento de reta quase
30 Cálculo

10 vertical em x = 2. Na verdade, esse segmento não faz parte do gráfico, ex = 2 não


pertence ao domínio da função. Podemos eliminar a reta, por tentativa de erro e
acerto, ao diminuir a janela de visualização, de [- 6, 6] por [- 4, 4], proporcionando
um gráfico mais bem definido (Figura 1.52b).
-10 10
'
As vezes, o gráfico de uma função trigonométrica oscila muito rapidamente.
Quando uma calculadora ou um software insere os pontos do gráfico e os conecta,
- 10 muitos dos pontos máximos e 1nínimos são, na verdade, omitidos. O gráfico resul-
(a) tante é muito enganoso.
4
EXEMPLO 4 Gráfico da função f(x) = sen lOOx.

6 Solução A Figura 1.53a. mostra o gráfico de f na janela de visualização [- 12, 12]


por [- 1, 1]. Vemos que há algo de estranho no gráfico, pois a curva senoide deveria
oscilar periodicamente entre -1 e 1. Esse comportamento não é exibido na Figura
1.53a. Devemos tentar uma janela de visualização menor, digamos [- 6, 6] por [- 1,
-4 l], mas a aparência do gráfico não muda (Figura 1.53b). A dificuldade é que o
(b) período da função trigonométrica y = sen 1OOx é muito pequeno (21r/ l 00 z 0,063).
Se escolhermos uma janela de visualização muito menor [- 0,1, 0,1] por [- 1, 1],
FIGURA 1.52 Gráficos da função
1
obteremos o gráfico mostrado na Figura 1.53c. Esse gráfico revela as oscilações
y = · Uma reta vertical pode esperadas de uma curva senoide.
2 - X
aparecer se a janela de visualização não for
escolhida cuidadosamente (Exemplo 3).

1 l 1

- 12 O, 1

-1 -1 -1
(a) (b) (e)

FIGURA 1.53 Gráficos da função y = sen IOOx em três janelas de visualização. Como o período 21r/ IOO z 0,063 , a menor
janela vista em (e) exibe com mais facilidade os verdadeiros aspectos dessa função que oscila rapidamente (Exemplo 4).

EXEMPLO 5 Faça o gráfico da função y = cos x + ; sen 50x.


0

Solução Na janela de visualização [- 6, 6] por [- 1, 1], o gráfico se assemelha muito


à função cosseno, com algumas oscilações pontiagudas ao longo da curva (Figura
1.54a). Conseguimos uma visualização melhor quando reduzimos significativa-
mente a janela para [- 0,6, 0,6] por [0,8, 1,02], obtendo o gráfico na Figura 1.54b.
Agora, vemos as pequenas, porém rápidas, oscilações no segundo termo, 1/50 sen 50x,
juntamente aos valores comparativamente maiores da curva de cosseno.

Obtenção de um gráfico completo


Algumas ferramentas gráficas não exibirão a parte do gráfico relativa a f(x)
quando x < O. Isso ocorre, geralmente, devido ao procedimento que a ferramenta
'
utiliza para calcular os valores da função. As vezes, podemos obter o gráfico com-
pleto ao definirmos a fórmula para a função de um modo diferente.

EXEMPLO 6 Faça o gráfico da função y = x I13.


Solução Algumas ferramentas gráficas exibem o gráfico mostrado na Figura 1.55a.
Ao compararmos com o gráfico de y = x 113 = ~ na Figura 1.17, vemos que o lado
Capítu lo 1 Funções 31

1 2 2

-6 6 -3 3 -3 3

-1 -2 -2
(a) (a) (b)

1,02
FIGURA 1.55 No gráfico de y= x 113, o lado esquerdo é omitido em (a).
Em (b), fizemos o gráfico da função f (x) = -xi · 1x 11/ 3 , obtendo os dois
lados. (Veja o Exemplo 6.) 1 x

esquerdo para x < O é omitido. A razão pela qual o gráfico fica diferente é que
muitas calculadoras e softwares calculam x 113 como e< 113)lnx. Uma vez que a função
- 0,6 ' - - - - - - - - - - " 0,6
0,8 logarítmica não é definida para valores negativos de x, a ferramenta do computador
(b) pode produzir apenas o lado direito, em que x > O. (As funções logarítmicas e expo-
nenciais serão apresentadas nas próximas duas seções.)
FIGURA 1.54 Em (b), vemos de
1 Para obter a imagem completa, exibindo os dois lados, podemos fazer o gráfico
perto a função y = cos x + sen 50x da função
50
representada graficamente em (a). O termo
cos x domina claramente o segundo termo, 3
1
f (X) = 1: 1•IXI'/ .
sen 50 x, o qual produz as rápidas
50
oscilações ao longo da curva de cosseno.
Essa função corresponde a x 113, exceto em x = O ( em que fé indefinida, embora
As duas visualizações são necessárias
O113 = O). O gráfico de fé exibido na Figura 1.55b.
para se obter uma ideia clara do gráfico
(Exemplo 5).

Exerácios 1.4
12. y = x 113(x2 - 8)
8
Escolha de uma janela de visualização 22. f(x) = x2 - 9
D Nos Exercícios 1-4, utilize uma calculadora gráfica ou um computa- 13. y = 5x215 - 2x
= 6x
2
- I5x +
dor para determinar qual das seguintes janelas de visualização exibe 14. y = x 213(5 - x) 23 • f(x) 6
4x 2 - lOx
o gráfico mais apropriado da função especificada. 15. y = lx2 - 11 x2 - 3
1. f (x) = x4 - 7x2 + 6x 2 24. j(x) = X _
16. y = lx - xi 2
a. [- 1, 1] por [- 1, 1] e. [- 10, 10] por [- 10, 10] 25. y = sen 250x
X+ 3
b. [- 2, 2] por [- 5, 5] d. [- 5, 5] por [- 25, 15] 17. y = x+2
26. y = 3 cos 60x
2. f(x) = x 3 - 4x 2 - 4x + 16 1
a. [- 1, l ] por [- 5, 5] e. [- 5,5] [- 10,20]
18. y= } - X+ 3
27. y = cos(; 0
)

b. [-3, 3] por [-10, 10] d. [- 20, 20] por [- 100, 100] 19. f(x) = x2 + 2
= 1~ sen ( ( 0 )
2
3. f(x) = 5 + 12x - x3 x + 1 28. y
a. [-1, 1] por [-1, 1] e. [-4, 4] por [-20, 20] x2 - 1
20. f (x) = 2 1
+ l 29. y = x +
b. [- 5, 5] por [- 10, 10] d. [- 4, 5] por [- 15, 25] X
10 sen 30x
1
4. f(x) =V5 + 4x - x 2 21. f(x) =
X
2
x -
- X - 6 30. y = x 2 +
1
cos lOOx
a. [- 2, 2] por [- 2, 2] e. [- 3, 7] por [O, 1O] 50
b. [- 2, 6]por[- 1, 4] d. [- 10, 10] por [- 10, 10] 31. Faça o gráfico da metade inferior do círculo definido pela
equação x2 + 2x = 4 + 4y - y2.
Determinação de uma janela de visualização 32. Faça o gráfico do ramo superior da hipérbole y2 - I 6x2 = 1.
0 Nos Exercícios 5-30, determine uma janela de visualização apro- 33. Faça o gráfico para quatro períodos da função f(x) = - tg 2x.
priada para a função dada e a utilize para exibir o gráfico da função.
5. f(x) = x4 - 4x3 + 15 8. f(x) = 4x3 -x4 34. Faça o gráfico para dois períodos da função f (x) = 3 cotg; + 1.
3 2 ~~ 35. Faça o gráfi co da função f(x) = sen 2x + cos 3x.
6. f(x) = ~ - ~ _ 2x + 1 9. f(x) = x v 9 -- xx-
2 36. Faça o gráfico da função f(x) = sen3 x.
3 10. f(x) = x 2 (6 - x 3)
7. f (x) = x 5 - 5x4 + 10 11. y = 2x - 3x213
32 Cálculo

Fazendo gráficos no modo pontilhado


D Outra forma de evitar conexões incorretas ao utilizar uma ferramen- 37. y =
1 39. y =xlxJ
ta gráfica é usar o "modo pontilhado", o qual desenha apenas os x-
1 x3 - 1
pontos. Se sua ferramenta gráfica permite esse modo, utilize-o para 38. y = sen x 40. y = 2
traçar os pontos das funções apresentadas nos Exercícios 37-40. X - 1

Funções exponenciais
1.5
As funções exponenciais estão entre as mais importantes da 1natemática, e
ocorrem em uma gama de aplicações, incluindo taxas de juros, decaimento radioa-
tivo, crescimento populacional, propagação de uma doença, consumo de recursos
naturai s, pressão atmosférica da Terra, mudanças na temperatura de um objeto
aquecido colocado em um ambiente mais frio e datação de fósseis. Nesta seção,
apresentaremos informalmente essas funções por meio de uma abordagem intuitiva.
Elas serão abordadas mais a fundo no Capítulo 7, com base em ideias e resultados
importantes referentes ao cálculo.

Comportamento exponencial
Quando uma quantidade positiva P dobra, ela cresce por um fator de 2, e a quan-
tidade se toma 2P. Se ele dobrar de novo, ela se torna 2(2P) = 22P, ao passo que uma
terceira duplicação resultará em 2(22P) = 23P. Se continuarmos a duplicar dessa maneira,
chegaremos à função f(x) = 2x. Chamamos essa função de exponencial porque a variável
x aparece no expoente de 2x. Funções como g(x) = 1(}1' e h(x) = (1!2Y são outros exemplos
de funções exponenciais. Em geral, se a ,:t; 1 é uma constante positiva, a função
f(x) = ax
Não confunda 2x com a potência x2 , em que a
variável x é a base, e não o expoente. é a função exponencial com base a.

EXEMPLO 1 Em 2000, foram depositados $ 100 em uma conta poupança, sendo


remunerados com juros cumulativos pagos anualmente (uma vez por ano) a uma
taxa de juros de 5,5%. Pressupondo que nenhum valor adicional tenha sido depo-
sitado na conta e nenhum valor tenha sido sacado, determine uma fórmula para a
função que descreve a quantia A na conta após x anos terem se passado.

Solução Se P = 100, ao final do primeiro ano, a quantia na conta é a quantia original


acrescida dos juros recebidos, ou

P + (io~ )p = (1 + 0,055)? = (1 ,055)P.

Ao final do segundo ano, a conta rende juros novamente, e aumenta para


( 1 + 0,055) · (1,055P) = ( l ,055)2P= 100 · (1,055)2 . P = 100

Continuando esse processo, após x anos o valor da conta é


A = 100 · (1,055)'\
Isso é um múltiplo da função exponencial com base 1,055. A Tabela 1.4 mostra
as quantias acumuladas nos quatro primeiros anos. Observe que, a cada ano, a quan-
tia na conta é sempre 1,055 vezes o valor do ano anterior.

TABELA 1.4 Rendimento da poupança

Ano Quantia (dólares) Rendimento (dólares)


2000 100
2001 100(1,055) = 105,50 5,50
2002 100(1,055) 2 = 111,30 5,80
2003 100(1,055) 3 = 117,42 6, 12
2004 100(1,055)4 = 123,88 6,46
Capítulo 1 Funções 33

y Em geral, a quantia após x anos é determinada por P(l + r)x, em quer é a taxa
y = 1ox de juros ( expressa como um número decimal).
12
Para expoentes inteiros e racionais, o valor de uma função exponencial /(x) =
10
a:'( é obtido aritmeticamente, como segue. Se x = n é um número inteiro positivo, o
8 número an é obtido ao multiplicar a por si mesmo n vezes:
6
an = a. a . .... a.
4
n fatores
2
Se x = O, então a0 = 1, e se x = - n para um inteiro positivo n, então
X
-1 -0,5 o 0,5 1
(a) y = 2x,y = 3x, y = 1ox a-• = ; . = ( !)·.
y
y = 10-x
Se x = l /n para um inteiro positivo n, então
12

a 1/ n = efa,
8
que é o número positivo que, quando multiplicado por si mesmo n vezes, resulta em
6 a. Se x = plq é um número racional qualquer, então
ap/q = ~ = (~)P.
2
Se x é irracional, o significado de a! não é tão claro, mas seu valor pode ser de-
- 1 - 0,5 O 0,5 finido ao se considerar valores para números racionais que se aproxi1nam cada vez
mais de x . Essa abordagem informal se baseia no gráfico da função exponencial. No
Capítulo 7, definimos o significado de uma forma rigorosa.
FIGURA 1.56 Gráficos das funções
Mostramos os gráficos de diversas funções exponenciais na Seção 1.1 , tor-
exponenc1a1s.
nando a fazê-lo na Figura 1.56. Esses gráficos descrevem os valores das funções
exponenciais para todas as entradas reais de x. O valor para um número irracional x
é escolhido de modo que o gráfico de ax não apresente "buracos" ou "saltos". Essas
palavras, obviamente, não são termos matemáticos, mas transmitem informalmente
a ideia. Queremos mostrar que o valor de ax, quando x é irracional, é escolhido de
TABELA 1.5 Valores de 2\13 para racio- modo que a função /(x) = ax seja contínua, uma noção que será explorada cuida-
nais r cada vez mais próximos de V3 dosamente no próximo capítulo. Essa escolha garante que o gráfico mantenha um
comportamento crescente quando a > l, ou decrescente quando O < a < l (veja a
r 2r Figura 1.56).
1,0 2,000000000 Aritmeticamente, a ideia do gráfico pode ser descrita da seguinte maneira, uti-
1,7 3,249009585
lizando a função exponencial f(x) = 2x como ilustração. Qualquer número irracional
1,73 3,317278183 e1n particular, diga1nos x = \/3, possui uma expansão decimal
1,732 3,321880096 \/3 = 1,732050808 ....
1,7320 3,321880096 Consideramos, então, a lista de números fornecida a seguir com o intuito de
1,73205 3,321995226 acrescer mais e mais dígitos à expansão decimal,
1,732050 3,321995226 21, 21 ,7, 21 ,73, 2t ,732, 2 1,7320, 21 ,73205, ... (1)
1,7320508 3,321997068
1,73205080 3,321997068 Sabemos o significado de cada número da lista ( 1) porque as aproximações
1,732050808 3,321997086 decimais sucessivas a \/3
fornecida por 1, 1,7, 1,73, 1,732, e assim por diante, são
números racionais. Uma vez que essas aproximações decimais se aproximam cada
vez mais de \/3, parece razoável que a lista de números em (1) aproxime-se cada
. .

. de a1gum numero
vez mais ' f.1xo, o qua1 espec1.f.1camos como 2V3
A Tabela 1.5 ilustra como a obtenção de melhores aproximações de \/3 pro-
porciona melhores aproximações do número 2V3 ~ 3,321997086. É a propriedade
da co1npletude dos números reais ( abordada brevemente no Apêndice 6) que ga-
rante que esse procedimento resultará em um único número que definimos como
2V3 (embora esteja além do escopo deste texto fornecer uma prova). Do mesmo
modo, podemos identificar o número 2x (ou «, a > O) para todos x irracionais. Ao
34 Cálculo

identificar o número ax tanto para x racional quanto para x irracional, eliminamos


quaisquer "buracos" ou "lacunas" no gráfico de cr. Na prática, você pode utilizar
uma calculadora para determinar os números ax para o número x irracional ao fazer
aproximações decimais sucessivas a x e criar uma tabela semelhante à Tabela 1.5.
As funções
,
exponenciais obedecem às regras familiares dos expoentes listadas
a seguir. E fácil verificar essas regras utilizando álgebra quando os componentes
são números inteiros ou racionais. Fazemos a prova delas com relação a todos os
expoentes reais nos Capítulos 4 e 7.

Regras para expoentes


Se a > Oe b > O, as regras a seguir aplicam-se a todos os números reais x e y.
1. ª X• aY = (r+y 4. ª X• Ir= (ab)X

(~ )'
X
2. a = {l'r-y
aY
3. (crY = (aYY = axy

EXEMPLO 2 Ilustramos as regras para os expoentes.

1. 3 1, 1 • 3O,7 = 3 1, 1 + O,7 = 3 1,8


(\/10)3
2. = ( \/10)3-1= ( \/10)2= 10
\/10
3. (5vi)vi = 5vi · vi = 52 = 25
y
Y = 2x 4. 77T · 87T = (56)7T
41/2 2
91/2 3

Função exponencial natural eX


(a)
A função exponencial mais importante utilizada na modelagem de fenômenos
y naturais, físicos e econômicos é a função exponencial natural, cuja base é o nú-
mero especial e. O número e é irracional, e seu valor é 2, 718281828 com nove casas
decimais. Pode parecer estranho que utilizemos esse número como base em vez de
um número simples, como 2 ou 10. A vantagem em utilizar e como base é que ele
:::::::::::::..,L_L_ _ _--+ X simplifica muito as operações do cálculo.
o Se você observar a Figura 1.56a, poderá ver que os gráficos das funções ex-
(b) ponenciais y = cr assumem inclinações mais acentuadas à medida que a base a
aumenta. Essa ideia de inclinação é transmitida pelo coeficiente angular da reta
que tangencia o gráfico em um dado ponto. Retas tangentes a curvas em gráficos
de funções serão definidas com precisão no próximo capítulo, mas, de modo intui-
tivo, a reta que tangencia o gráfico em um dado ponto é uma reta que apenas toca
o gráfico nesse ponto, como uma reta tangente a um círculo. A Figura 1.57 mostra
o coeficiente angular do gráfico de y = ax quando ele cruza o eixo y para diversos
valores de a. Observe que o coeficiente angular é exatamente igual a 1 quando a é
(e) igual ao número e. O coeficiente angular é menor que 1 se a < e, e maior que 1 se
FIGURA 1.57 Entre as funções a > e. Essa é a propriedade que torna o número e tão útil em cálculo: o gráfico de
exponenciais, o gráfico de y = r!-. possui a y =~possui coeficiente angular 1 quando cruza o eixo y.
propriedade de que o coeficiente angular m No Capítulo 3, utilizaremos essa propriedade do coeficiente angular para pro-
da reta que tangencia a curva é exatamente var que e é o número para o qual tende a quantidade (1 + 1/x)X, à medida que x
1 quando ela cruza o eixo y . O coeficiente aumenta indefinidamente. O resultado nos fornece uma maneira de calcular o va-
angular é menor para uma base inferior lor de e, ao menos aproximadamente. O gráfico e a tabela na Figura 1.58 exibem
a e, tal como 2x, e maior para uma base
o comportamento dessa expressão e como ela se aproxima cada vez mais da reta
superior a e, tal como 3,r_
y = e ~ 2, 718281828 à medida que x aumenta (essa ideia de limite será definida de
modo mais preciso no próximo capítulo). Uma abordagem mais completa de e é
apresentada no Capítulo 7.
Capítulo 1 Funções 35

X (1 + 1/xf
o
1000 2,7169
2000 2,7176 8
3000 2,7178 J (x) = (1 + 1/x)x
6
4000 2,7179
5000 2,71 80 4
y = 2,7 1828 1...
6000 2,7181
2
7000 2,7181
_ _.____.__ __,___..,____._ __.__....______.._ __.__ _._____..___-+ X
- 10 - 8 -6 -4 -2 O 2 4 6 8 10

FIGURA 1.58 Um gráfico e urna tabela de valores para f(x) = (1 + llxr'" sugerem que, à
medida que x aumenta, f(x) se aproxima cada vez n1ais de e ::::: 2,7182818...

Crescimento e decaimento exponenciais


As funções exponenciais y = ekx, onde k é uma constante diferente de zero, são
utilizadas com frequência como modelos de crescimento ou decaimento exponencial.
A função y = y 0eh é um modelo para crescimento exponencial quando k > O, e um
modelo para decaimento exponencial se k < O. Aqui, y 0 representa uma constante.
Um exemplo de crescimento exponencial ocorre no cálculo de juros compostos con-
tinuamente que utilizam o modelo y = P· er1, em que P é o investimento inicial, r é
a taxa de juros em forma decimal e t é o tempo em unidades consistentes com r. Um
exemplo de decaimento exponencial é o modelo y = A· e- 1,2 x 1o-4,, que representa como
o elemento radioativo carbono-14 decai ao longo do tempo. Aqui, A é a quantidade
inicial de carbono-14, e t é o tempo em anos. O decaimento do carbono-14 é utilizado
para datar os restos de organismos mortos, como conchas, sementes e artefatos de
madeira. A Figura 1.59 mostra gráficos de crescimento e decaimento exponenciais.

y
y
20

15

10
0,6
5

.=l:::=::::c:::::::::t::__1__ _1__ _1-_ _J__. x


-1 - O5
'
o 0 ,5 1 1,5 2 - 0 ,5 o 0 ,5 1 1,5 2 2 ,5 3

(a) (b)

FIGURA 1.59 Gráficos de (a) crescimento exponencial k = 1,5 > O, e (b) decaimento
exponencial k = - 1,2 < O.

EXEMPLO 3 As empresas de investimento utilizam com frequência o modelo


y = Per' para calcular o crescimento de um investiinento. Utilize esse modelo para
acompanhar o crescimento de $ 100 investidos em 2000 a uma taxa de juros anual
de 5,5%.

Solução Considere que t = O representa o ano 2000, t = 1 representa o ano 2001 , e


assim por diante. Então, o modelo para o crescimento exponencial é y(t) = Per1, em
que P = 100 (investimento inicial), r = 0,055 (a taxa de juros anual expressa em de-
cimais) e t é o tempo em anos. Para fazer uma previsão do valor na conta em 2004,
depois de quatros anos, supomos que t = 4 e calculamos
y ( 4) = 1OOeo,oss(4)
= 1OOe0,22 Arredondado para o centavo mais
próx imo utilizando calculadora.
= 124,61.
36 Cálculo

Compare com os$ 123,88 na conta quando os juros são compostos anualmente,
como mostra o Exemplo 1.

EXEMPLO 4 Experimentos laboratoriais indicam que alguns átomos emitem urna


parte de suas massas como radiação, e o restante do átomo se reagrupa para formar
um novo elemento. Por exemplo, o carbono-14 radioativo decai para nitrogênio; o
rádio, eventualmente, decai para chumbo. Se y 0 é o número de núcleos radioativos
presentes no instante zero, o número remanescente em qualquer tempo t posterior será

y = Yoe_,.,, r > O.
O núinero ré chamado taxa de decaimento da substância radioativa (veremos
como essa fórmula é obtida na Seção 7.2). Para o carbono-14, a taxa de decaimento
determinada de modo experimental é de cerca de r = 1,2 x 10-4 quando t é medido
em anos. Faça a previsão da porcentagem de carbono-14 presente depois de 866 anos.

Solução Se começarmos com uma determinada quantidade y O de núcleos de carbo-


no-14, após 866 anos teremos a quantidade
y(866) = Yoe (- 1,2x 10-4)(866)

~ (0,901 )y0 . Avaliação por calculadora.

Isto é, após 866 anos, sobrará 90% da quantidade original de carbono-14, de


modo que 10% dos núcleos originais terão decaído. No Exemplo 7, na próxima
seção, você verá como determinar o número de anos necessários para que metade
dos núcleos radioativos presentes em uma amostra decaiam (o que chamamos de
meia-vida da substância). •
Você pode se perguntar por que usamos a família de funções y = e kx para di-
ferentes valores da constante k em vez das funções exponenciais gerais y = ax. N a
próxima seção, mostraremos que a função exponencial ax é igual a eh para um valor
apropriado de k. Então, a fórmula y = e kx abrange toda a gama de possibilidades, e
veremos que ela é mais fáci l de utilizar.

Exercidos 1.5
Desenho das curvas exponenciais 15. (25 118) 4 18. ( V3) 1/ 2 • ( Vl2) 1/ 2
Nos Exercícios 1-6, esboce juntas as curvas dadas no sistema de
coordenadas e identifique cada uma com sua equação.
19. (~)4
1. y = 2x, y = 4x, y = 3-x, y = ( l/5)X
2. Y = 3x, y = sx, y = 2-x, y = ( l/4)X 20. ( ~ ) '

3. y = 2-1 e y = - 21
Compostas que envolvem funções exponenciais
4. y = 3-i e y = - 31
Determine o don1ínio e a imagem para cada uma das funções nos
5. y = e'" e y = 1/é
Exercícios 21-24.
6. y = -é e y = -e-x
1 23. g(t) = \/1 + 3- t
Para cada um dos Exercícios 7-10, esboce as curvas exponenciais 21. j(x) = 2 + ex
transladas. 3
22. g(t) = cos (e- 1
) 24. j(x) = 1 2x
7. y = 2x - 1 e y = 2-x - 1 9. y = 1 - é e y = l - e-x -e
8. y = 3x + 2 e y = 3-x + 2 1O. y = - 1- é ey = - l - e-x ApUcações
Aplicação das leis de expoenciação 0 Nos Exercícios 25-28, utilize gráficos para determinar soluções
aproximadas.
Utilize as leis de exponenciação para simplificar as expressões nos
Exercícios 11-20. 25. 2x = 5 27. 3x- 0,5 = O
44,2
11. 162 • 16- 1•75 13. 37
26. e'" = 4
4· 0 Nos Exercícios 29-36, utilize um 1n odelo exponencial e uma cal-
12. 9 113 . 91 /6
35/3 culadora gráfica para estimar a resposta de cada problema.
14.
32/3
Capítulo 1 Funções 37

29. Crescimento populacional A população de Knoxville é de 33. Duplicando seu dinheiro Determine quanto tempo é neces-
500.000, e cresce a uma taxa de 3,75% ao ano. Quando, apro- sário para dobrar o valor de um investimento a uma taxa de
ximadamente, a população atingirá 1 milhão? juros anuais de 6,25º/o compostos anualmente.
30. Crescimento populacional A população de Silver Run, no 34. Triplicando seu dinheiro Determine quanto tempo é neces-
ano de 1890, era de 6250 habitantes. Suponha que a população sário para triplicar o valor de um investimento a uma taxa de
tenha crescido a uma taxa de 2,75% ao ano. juros anuais de 5,75% compostos anualmente.
a. Estime os números de habitantes em 1915 e 1940. 35. Bactéria do cólera Suponha que uma colônia de bactérias
b. Quando, aproximadamente, a população alcançou os comece com uma bactéria e dobre em número a cada meia
50.000 habitantes? hora. Quantas bactérias a colônia terá ao final de 24 horas?
31. Decaimento radioativo A meia-vida do fósforo-32 é de cer- 36. Erradicando uma doença Suponha que, em um dado
ca de 14 dias. Havia 6,6 gramas presentes inicialmente. ano, o número de casos de uma doença seja reduzido em
a. Expresse a quantidade de fósforo-32 ren1anescente em fun- 20%. Se existem 10.000 casos hoje, quantos anos serão ne-
, .
ção do tempo t. cessar1os para
b. Quando restará 1 grama? a. reduzir o número de casos para 1000?

32. Se João investe$ 2.300 em uma conta poupança com uma taxa b. erradicar a doença; isto é, reduzir o número de casos para
de juros de 6% ao ano, quanto tempo levará para que a conta menos de l?
poupança de João tenha um saldo de$ 4150?

Funções inversas e Logaritmos


1.6
Uma função que desfaz, ou inverte, o efeito de uma função fé denominada
inversa de f. Muitas das funções comuns, não todas, possuem uma correspondente
inversa. Nesta seção, apresentaremos a função logarítmica natural y = ln x como
a inversa da função exponencial y = é, e também daremos exemplos de várias fun-
ções trigonométricas inversas.

Funções injetoras
A função é uma regra que associa um valor de sua imagem a cada elemento
em seu domínio. Algumas funções associam o mesmo valor de imagem a mais de
um elemento no domínio. A função f(x) = x 2 associa o mesmo valor, 1, tanto a - 1
quanto a+ 1; tanto o seno de 'TTl3 quanto 2'TT/3 valem Y3. Outras funções não assu-
2
mem cada valor em sua imagem mais de uma vez. Raízes quadradas e cúbicas de
números diferentes são sempre diferentes. Uma função que possui valores distintos
para elementos diferentes em seu domínio é chamada de injetora. Essas funções
assumem determinado valor em sua imagem apenas uma vez.

DEFINIÇÃO Uma função f(x) é injetora em um domínio D se .f(x 1) # .f(x2 ),


sempre que x 1 # x 2 em D.

EXEMPLO 1 Algumas funções são injetoras em todo o seu domínio natural. Ou-
tras funções não são injetoras em todo o seu domínio natural, mas ao restringir a
função a um domínio menor, podemos criar uma função injetora. As funções origi-
nais e restritas não são as mesmas funções, porque elas possuem domínios diferen-
tes. No entanto, as duas funções possuem os mesmos valores no menor domínio,
então, a função original é uma extensão da função restrita ao menor domínio para
o maior domínio.

(a) f(x) = Vx é função injetora em qualquer domínio de números não negativos


porque Vx1 # Vx2 sempre que x 1 # x 2.
(b) g(x) = sen x não é função injetora no intervalo [O, 'TT] porque sen ('TT/6) = sen
(5'TT/6). De fato, para cada elemento x 1 no subintervalo [O, 'TT/2) há um elemento
correspondente x 2 no subintervalo ('TT/2, 'TT] satisfazendo sen x 1 = sen x 2, de
modo que elementos distintos no domínio são atribuídos ao mesmo valor na
imagem. A função seno é injetora em [O, 'TT/2), no entanto, por ser uma função
crescente em [O, 'TT/2], dá resultados distintos para entradas distintas.
38 Cálculo

y O gráfico de uma função injetora y = f(x) pode cruzar uma determinada reta
y = x3 horizontal no máximo uma vez. Se a função cruzar a reta mais de uma vez, ela assu-
mirá o mesmo valor de y para, pelo menos, dois valores diferentes de x, e, portanto,
---+----x
o não será injetora (Figura 1.60).

(a) Função injetora: o gráfico cruza cada reta


horizontal no máximo uma vez.
Teste de reta horizontal para funções injetoras
Uma função y = j(x) é injetora se e somente se seu gráfico cruzar cada reta
horizontal no máximo uma vez.
y y = x2
i
Mesmo
valor de y y Funções inversas
/ \ Mesmo valor de y Como cada resultado de uma função tem origem em apenas uma entrada, o
0 ,5 / \
efeito da função pode ser invertido para enviar o resultado de volta ao ponto de
-1 O 1 onde ele veio.

y = senx
(b) Função não injetora: o gráfico cruza uma ou mai s -
DEFINIÇAO Suponha que fé uma função injetora em um domínio D com
retas horizontais mais de uma vez.
imagem R. A função inversaJ- 1 é definida por
FIGURA 1.60 (a)y = x 3 ey = Vx são J- 1(b) = a sef(a) = b.
injetoras em seus domínios (- oo, oo) e
[O, oo). (b) y =x2 e y = sen x não são O domínio deJ- 1 é R, e a imagem deJ - 1 é D.
injetoras em seus domínios (- oo, oo).

O símbolo J-1 para o inverso de fé lido "função inversa de f'. O símbolo "- 1"
em 1-1 não é um expoente; 1-1(x) não significa l lf(x). Observe que os domínios e
imagens de f e 1-1 são intercambiados.

EXEMPLO 2 Suponha que uma função injetora y = f(x) seja dada por uma tabela
de valores

X 1 2 3 4 5 6 7 8

f{x) 3 4,5 7 10,5 15 20,5 27 34,5

Uma tabela para os valores de x = J- 1(y) pode ser obtida pela simples troca dos
valores nas colunas (ou nas linhas) da tabela por/:

y 3 4 ,5 7 10,5 15 20,5 27 34,5

1-l(y) 1 2 3 4 5 6 7 8

Se aplicarmos f para enviar um ponto de domínio x para a imagem f (x) e, em


seguida, aplicarmos 1-1 a f(x), voltaremos exatamente a x, onde começamos. Da
mesma maneira, se pegarmos um número y na imagem de/, aplicarmos a ele 1-1,
e em seguida aplicarmos f ao valor J- 1(y) resultante, obteremos, outra vez, o valor
de y com o qual começamos. Compor uma função e seu inverso tem o mesmo efeito
que não fazer nada.
(f- 1 º f)(x) = x, para qualquer x no domínio de f
(f o J- 1)(x) = y, para qualquer y no domínio de 1-1 ( ou imagem de f)

Somente uma função injetora pode ter uma inversa. A razão disso é que se f(x 1)
= y e f (x 2) = y para dois pontos x I e x 2 diferentes, então, não há como atribuir um
valor para J-1(y) que satisfaça tanto J- 1(f(x 1)) = x 1 quanto J- 1(/(x2)) = x 2 .
Uma função que é crescente em um dado intervalo, satisfazendo a desigualdade
f(x 2) > f(x 1) quando x 2 > x 1, é injetora e tem uma inversa. Funções decrescentes
Capítulo 1 Funções 39

também têm inversas. As funções que não são crescentes nem decrescentes podem,
ainda, ser injetoras e ter uma inversa, como é o caso da função 1(x) = 1/x para x -:f:. O
e 1(0) = O, definida em (- oo, oo) e passando no teste da reta horizontal.

Determinação de inversas
Os gráficos de uma função e sua inversa estão intimamente relacionados. Para
ler o valor de uma função a partir de seu gráfico, começamos com um ponto no eixo
x , subimos verticalmente até a curva e, depois, movemo-nos horizontalmente até o
eixo y para ler o valor de y . A função inversa pode ser lida a partir do gráfico por
meio da reversão desse processo. Comece com um ponto y no eixo y, siga horizon-
talmente até a curva de y = 1(x) e, em seguida, siga verticalmente até o eixo x para
ler o valor de x = 1-1(y) (Figura 1.61 ).

y y

y = j'(x)

_ --4,,,,_ __ _.....,_ _ _ _ _ _ _ _

o X
~ X
- ------111a--....i-1------~
o X
X

DOMÍNIO DE/ 11\1AGEM DE/- I

(a) Para determinar o valor de f em x, subimos :r


(b) O gráfico de I é o gráfico de f, mas
até a curva e, em seguida, prosseguimos até o com x e y invertidos. Para determinar o valor
e1xoy. de x que forneceu determinado y, partimos do
eixo y e, indo até a curva, descemos ao eixo x.
:r
O domínio de I é a imagem de f . A imagem
de 1 1 é o domínio de f .

X y

/
/ y =x
/
/
/
-1
'i-...,
Y = 1- (x)
1

/ UJ
/
/ o
/ 2
/ UJ
/ o
/ <t:
2
/
/ -
/
' y X
/
/
o
/ DOMÍNIO oej· - l DOMÍ IODE/-!
/
/
/
/
/
/

(c) Para fazer o gráfico de .T1 da (d) T rocamos, então, as letras x e y. Agora,
maneira habitual , refletimos o sistema :r
temos um gráfico de 1 de aparência normal
através da linha y =x . em função de x.

FIGURA 1.61 Determinamos o gráfico de y = J - 1(x) a partir do gráfico de y = .f(x).


O gráfico de J- 1 é obtido ao refletirmos o gráfico de f em torno da reta y = x.

Queremos montar o gráfico de 1-1 de modo que seus valores de entrada estejam
ao longo do eixo x, conforme é geralmente feito com relação às funções, em vez
de ao longo do eixo y . Para isso, trocamos os eixos de x e y ao refletirmos através
da reta de 45º y = x. Após tal reflexão, temos um novo gráfico que representa 1-1•
O valor de 1-1(x) agora pode ser lido da maneira usual, iniciando em um ponto x
no eixo x, subindo verticalmente até a curva e, depois, horizontalmente até o eixo y
para obter o valor de 1-1(x). A Figura 1.61 indica a relação entre os gráficos de 1 e
1-1• Os gráficos são intercambiados por reflexão em torno da reta y = x.
O processo de passar de 1 para 1- 1 pode ser resumido como um procedimento
de dois passos:
40 Cálculo

1. Resolva a equação y = f(x) para x. Isso resultará em uma fórmula x = J- 1(y),


onde x é expresso como uma função de JJ.
2. Permite x e y, obtendo uma fórmula y = J- '(x), onde 1-1 é expresso no formato
convencional, com x como a variável independente e y como a variável dependente.

y y = 2x - 2 EXEMPLO 3 Determine a inversa de y 1


= x + 1, expressa em função de x.
Solução

1. Determine x em função de y : y = 1+ x 1
y = ~X+ 1 2y=x+ 2
X = 2y-2.
2. Permite x e y: y = 2x - 2.
O inverso da função f(x) = (l/2)x + 1 é a função J- '(x) = 2x - 2. (Veja a Figura
1.62.) Para conferir, verificamos se ambas as compostas geram a função identidade:
/

FIGURA 1.62 Ao fazer o gráfico das j - 1(j(x)) = 2 (~ X + J) - 2 = X + 2 - 2 = X

funçõesj{x) = (l/2)x + 1 eJ- 1(x) = 2x - 2


juntas, é exibida a simetria do gráfico com f(J - 1(x)) = ~ (2x - 2) + 1 =x - 1 + 1 = x.
relação à reta y = x (Exemplo 3).

EXEMPLO 4 Encontre a inversa da função y = x 2, x > O, expressa como uma fun-


ção de x.

Solução Primeiro, resolvemos x em função de y:


y = x2

\/y = W = lxl = X lx l= xporqucx > O

Em seguida, trocamos x comy, obtendo


y = Vx.
O inverso da função y = x 2 , x > O, é a função y = Vx
(Figura 1.63).
Observe que a função y = x 2 , x > O, com domínio restrito aos números reais não
negativos, é injetora (Figura 1.63) e possui uma inversa. Por outro lado, a função
y = x 2 , sem restrições de domínio, não é injetora (Figura 1.60b) e, portanto, não
possui inversa.

Funções Logarítmicas
Se a é um número real positivo qualquer diferente de 1, a função exponencial
f(x) = ax de base a é injetora. Portanto, ela possui uma inversa. Essa inversa é deno-
minada fu nção logarítmica de base a.
y

y = x 2 ,x > O DEFINIÇAO
- A função logarítmica com base a, y = logª x, é a inversa da
função exponencial de base a y = cr (a > O, a =t:. 1).

O domínio de log0 x é (O, oo), que é a imagem de «. A imagem de log0 x é


(- oo, oo), que é o domínio de ax.
A Figura 1.23, na Seção 1.1 , mostra os gráficos de quatro funções logarítmicas
com a > 1. A Figura 1.64a mostra o gráfico de y = log2 x. O gráfico de y = a\ a > 1, sobe
rapidamente para x > O, então, sua inversa, y = log0 x, sobe vagarosamente para x > 1.
Uma vez que ainda não temos uma técnica para resolver a equação y = aX para x
em relação a y, não temos u.m a fórmula explícita para computar o logaritmo para
FIGURA 1.63 As funções y = e Vx um dado valor de x. Contudo, .podemos obter o gráfico de y = loga x refletindo-se o
y = x 2, x > Osão inversas uma da outra gráfico da exponencial y = ax através da reta y = x. A Figura 1.64 mostra o gráfico
(Exemplo 4). para a = 2 e a = e.
Capítulo 1 Funções 41

y Logaritmos com base 2 são comumente utilizados na ciência da computação. Lo-


Y = 2x
garitmos com base e e base 1Opossuem aplicações tão importantes que as calculadoras
possuem teclas especiais para eles. Eles também possuem notações e nomes especiais:
logex é escrito como ln x.
log 10 x é escrito como log x.
2
A função y = ln x é denominada função logaritmo natural, e y = log x é, nor-
malmente, denominada função logaritmo comum. Para o logaritmo natural,
/ {)
/
~ eY = X.
/
/ ln X = y
/
/
/
/
Em particular, se definirmos que x = e, obteremos
(a)
ln e= I
y

8 porque e 1 = e.

7 Propriedades dos logaritmos


6 Os logaritmos, inventados por John Napier, foram o mais importante avanço
no cálculo aritmético antes da computação eletrônica moderna. O que os tomou
5 /
/
tão úteis é que as propriedades dos logarit1nos reduzem a multiplicação de nú1neros
/

4 /
/
positivos à soma de seus logaritmos, a divisão de números positivos à subtração de
/

/
/
seus logaritmos, e a exponenciação de um número ( elevar um número a uma dada
/

/
/ potência) à multiplicação de seu logaritmo pelo expoente.
/
2 //
/
y = ln X Resumimos essas propriedades do logaritmo natural como uma série de regras
/
/ que forneceremos no Capítulo 3. Embora estejamos aplicando, aqui, a regra da
/ potenciação a todas as potências reais r, o caso em que r é um número irracional
/
_...=::lt::::J_+/-JL._L_._L_ _L_-+ X não poderá ser devidamente abordado até o Capítulo 4. Também estabeleceremos a
-2 -1 O 2 e 4
/
/
validade das regras para funções logarítmicas com qualquer base a no Capítulo 7.
/
/
/
/
/
TEOREMA 1 - Propriedades algébricas do logaritmo natural Para quais-
(b) quer números b > Oex > O, o logaritmo natural satisfaz as regras a seguir:

1. Regra do produto ln bx = ln b + ln x
FIGURA 1.64 (a) Gráfico de 2x e sua
função inversa, 1og2x . (b) Gráfico de e'< e 2. Regra do quociente ln -b = ln b - ln x
X
sua função inversa, ln x. 1
3. Regra da recíproca ln = - ln x
X Regra 2 com h = l
4. Regra da potenciação In xr = r ln x

BIOGRAFIA HISTÓRICA* EXEMPLO 5 Seguem alguns exemplos das propriedades no Teorema 1.


John Napier (155 0-161 7)
1$1J (a) ln 4 + ln sen x = ln (4 sen x) Regra do produto
X + I
(b) ln x _ = ln (x + 1) - ln (2x - 3) Regra do quociente
2 3
1
(e) ln -=- ln 8 Regra da recíproca
8
= - ln 23 = - 3 ln 2 Regra da potenciação
Uma vez que as funções ax e log0 x são inversas, compô-las em qualquer ordem
resulta na função identidade.

Propriedades inversas para axe Log0 x


1. Base a: a10gc,x = x, loga ax= X ' a> O, a# 1, x > O
2. Base e: e10 x = x, ln é = x, x >O

* Para saber mais sobre os personagens históricos m encionados no texto e o desenvolvimento dos prin-
cipais elementos e tópicos de cálculo, visite o site em inglês ,v,vw.aw.com/thomas.
42 Cálculo

Ao substituir cr por x na equação x = e1n x , podemos reescrever cr como uma


potência de e:
ax = eln(cf) Substituindo a,; por x c1n x = e10 ·'·.
= eX ln a Regra da potenciação para logs.
= e<ln a)x. Expoente refonnulado.

Desse modo, a função exponencial ax é a mesma que ekx para k = ln a.

Toda função exponencial é uma potência da função exponencial natural.


a'= eX ln a
Isto é, a' é o mesmo que eX elevado à potência ln a: cr = ekx para k = ln a.
Por exemplo,
2x = e(ln 2)x = ex ln 2 e 5 - 3x = e(ln 5)( - 3x) = e - 3x ln 5.

Voltando mais uma vez às propriedades de cr e Iogax, temos

ln x = ln (a 10gax) Propriedade inversa para a-" e logª x


= (log0 X )(ln a). Regra da potenciação para logarillnos, co111 r = logux

Ao reescrever essa equação como Ioga x = (ln x)/(ln a), vemos que toda função
logarítmica é um múltiplo constante do logaritmo natural ln x. Isso nos permite entender
as propriedades algébricas de ln x para 1ogªx. Por exemplo, 1ogª bx = 1ogª b + 1ogª x.

Fórmula para mudança de base


Toda função logarítmica é um múltiplo constante do logaritmo natural.
ln x
Ioga X = Ina (a > O, a =I= 1)

Aplicações
Na Seção 1.5, observamos exemplos de crescimento e decaimento exponencial.
Agora, utilizaremos as propriedades dos logaritmos para responder mais questões
relacionadas a esses problemas.

EXEMPLO 6 Se $1000 foram investidos em uma conta que rende 5,25o/o de juros
compostos anualmente, quanto tempo será necessário para que o saldo atinja$ 2500?
Solução No Exemplo 1, Seção 1.5, temos que P = I 000 e r = 0,0525, e a quantia na con-
ta em dado tempo tem anos é de 1000( 1,0525)', portanto, precisamos resolver a equação

1000(1,0525)1 = 2500.
Logo, temos
(1 ,0525) 1 = 2,5 Divida por 1000

ln (1 ,0525) 1 = ln 2,5 Aplique logaritmos e1n ambos os lados

t ln 1,0525 = ln 2,5 Regra da potenciação

ln2,5
t = ln 1,0525 z I 7,9 Valores obtidos co1n a calculadora

A quantia na conta atingirá $ 2500 em 18 anos, quando os juros anuais referen-


tes àquele ano forem pagos.

EXEMPLO 7 A meia-vida de um elemento radioativo é o tempo necessário


,
para
que metade dos núcleos radioativos em uma amostra sofram decaimento. E um fato
notável que a meia-vida seja uma constante que não depende do número de núcleos
radioativos inicialmente presentes na amostra, mas apenas da substância radioativa.
Capítulo 1 Funções 43

Para entendermos o porquê, consideremos y O o número de núcleos radioativos


inicialmente presentes na amostra. Então, o número y presente em qualquer tempo
t posterior será y = y 0e- kt. Buscamos o valor de t para o qual o número de núcleos
radioativos presente seja igual à metade do número original:

yoe- kt = 1_ Yo
2

e
- k,
= -21

- kt = ln 1_ = -ln 2 Regra dos recíprocos para logarihnos


2
t = ln 2
k (1)

Esse valor de t corresponde à meia-vida do elemento. Ele depende apenas do


valor de k; o número y 0 não possui nenhum efeito.
A vida radioativa efetiva do polônio-21 Oé tão curta que a medimos em dias em
vez de anos. O número de átomos radioativos remanescentes após t dias em urna
amostra que começa com y 0 átomos radioativos iniciais é
-3
y = Yoe-5x 10 1.

A meia-vida do elemento é
ln 2
Meia-vida = k Equação 1

ln2 Valor de k da equação do decaitnento do polônio


5 X 10- 3
~ 139 dias.

y Funções trigonométricas inversas


x = sen y
\
\
As seis funções trigonométricas básicas de um ângulo genérico de x radianos
\
\ foram revisadas na Seção 1.3. Essas funções não são injetoras (seus valores se repe-
1r \ y = sen- 1x
2 v Domínio: -1 :::a; x :::a; 1 tem periodicamente). No entanto, podemos restringir seus domínios a intervalos nos
Imagem: -1r/ 2 < y < 1r/ 2 quais elas sejam injetoras. A função seno é crescente de - 1 em x = - 'TT/2 até + 1 em
x = 'TT/2. Ao restringir seu domínio ao intervalo [- 7r/2, 7r/2], nós a tornamos injeto-
ra, de modo que ela possui urna inversa sen- 1x (Figura 1.65). Podem ser aplicadas
restrições de domínio semelhantes a todas as seis funções trigonométricas.
1T
\ 2
\ Restrições de domínio que tornam as funções trigonométricas injetoras
\
\
\
y tg x
Y sen x Y 1
1
1
1
FIGURA 1.65 Gráfico de y = sen- 1 x. 1

X
-+- --1- - - -..._ X 11 11
11 11
o
X -- -2
2 2
1
1

y = sen x y = cosx y = tgx


Do1nínio: l- 11/2, 11/ 2J Domínio: íO , 11] Domínio: (- 11/2, 11/ 2)
Imagem: (- 1, 1] Imagem: [- L, l] Image1n: (-oo, oo)

y y sec x Y cossec x
1
1
cotg x 1
1
1
1 L

----t--+----__.___-+ X ___.- - - + - - - - - '--+ X


o 11 X
o 11 11 11 o 11
1 2 2 2
1
1 1
1 1
1 1
1 1

1 1

1 1

y = cotg x y = secx y = cossccx


Domínio: (0 , 11) Domínio: lO, 11/2) U (11/2, 11J Domí nio: [- 11/2 , O) U (O, 11/2)
Imagem: (- oo, oo) I1nagem: (- oo, - 1) U (1, oo) Imagem : (-oo, -1] U [I , oo)
44 Cálculo

Uma vez que essas funções restringidas agora são injetoras, elas possuem
inversas, denotadas por
y = sen- 1x ou y = are sen x
y = cos- 1x ou y = are cos x
y = tg- 1x ou y = are tg x
"Arco" em arco seno e arco cosseno y = cotg- 1x ou y = are cotg x
y y = sec- 1x ou y = are sec x
y = cossec- 1x ou y = are cossec x
x2 + y2 = 1
_ .,....__.Arco cujo seno é x
Lemos essas equações como "y igual ao arco seno de x" ou "y igual a are sen
x" , e assim por diante.
Arco cujo
"
Angulo cujo cosseno éx
Atenção O - 1 nas expressões de função inversa significa " inversa". Não significa
seno é x
"recíproca". Por exemplo, a função reciproca de sen x é (sen x)- 1 = 1/sen x = cossec x .
o "
X 1 Os gráficos de seis funções trigonométricas inversas são mostrados na Figura
Angulo cujo
cosseno e x
~ 1.66. Podemos obter esses gráficos ao refletir os gráficos das funções trigonométri-
cas restritas através da reta y = x . Agora, detalharemos duas dessas funções.

Domínio: -1 < x < 1 Domínio: - 1 < x < 1 Dom ínio: - oo < x < oo
1T 1T
1T
I magem: - < y <
1T
Imagem: O < y < 1T Imagem: - - < y < -
2 2 2 2
A fi gura acima fornece uma interpretação y y y
geom étrica de y = sen- 1 x e y = cos- 1 x para
os ângulos radi anos no primeiro quadrante. 1T

Para um circulo unitário, a equação s = r() 2


se torna s = (), portanto, os ângulos centrais
e os arcos que e les subtende n, possuem a 1 2
mesma medida. Se x = sen y , então, a lém 1T

de ser o ângulo cuj o seno é x, y tambén1 é o 1T _______2


- - - ' - - - t - - + - --+ X
2 -1 1
cu1nprimento do arco no c írculo unitá ri o que
subtende um ângulo cuj o seno é x . Portanto, (a) (b) (c)
denom inamos y como "o arco cujo seno é x".
Domínio: x <-1 ou x> J Domínio: x < - l ou x > l Domínio: - oo < x < oo
1T
Imagem: O< y < 1T , y =/:- Imagem: - ; < y< ; ,y:;é O Imagem: O< y < 1r
2
1T 1T y y y
y y = sen x, - < x <
2 2
Do mínio: [- 1r/2 , 1r/2] 7T -1T - 1T
2
Image m: [- 1, 1) 1T
1 2 _ _.__.._--1_ _...._ _.__ X

1 2
1T
2 '' 1T _ _.___.....__--1_ _...._ _.__ X
-1 - - ' - - - - ' - - - i r -.....- - ' - - ~ X
-2 -1 1 2 2 -2 -1 1 2
(a)
(d) (e) (f)

y
FIGURA 1.66 Gráficos das seis funções trigonométricas inversas básicas.
', x = sen y
',, y = sen- 1x Funções arco seno e arco cosseno
1T ' Domínio: [- 1, 1]
2 Imagem: [-1r/2, 1r/2J Def inimos as funções arco seno e arco cosseno como funções cujos valores
são ângulos (medidos em radianos) que pertencem a domínios restritos das funções
-1 1 seno e cosseno.

1T
\ 2 -
DEFINIÇAO
\

'' y = sen- 1 x é o número no intervalo [-7T/2, 1r/2] para o qual sen y = x.


(b)
y = cos- 1 x é o número no intervalo [O, 1r] para o qual cos y = x .
FIGURA 1.67 Gráficos de (a) y = sen x ,
-7T/2 < x < 7T/2 e (b) sua função inversa, O gráfico de y = sen- 1 x (Figura 1.67b) é simétrico em relação à origem (ele se
y = sen- 1 x. O gráfico de sen- 1 x, obtido estende ao longo do gráfico dex = sen y). O arco seno é, portanto, uma função ímpar:
por reflexão em torno da reta y = x, é uma
parte da curva x = sen y. sen- 1(- x) = - sen- 1 x. (2)
Capítulo 1 Funções 45

O gráfico de y = cos- 1 x (Figura 1.68b) não possui essa simetria.

EXEMPLO 8 Avalie (a) sen- 1 ( 1) e (b) cos- 1 (-i)


y y = COS X, Ü < X < 1T
Solução
Domínio: [O , 1r]
1 Imagem: l- 1, l] (a) Vemos que

1T
/
o / X sen- 1 (V3)
/
.___ .,.. /
/ 2 3
-1

(a) pois sen (7T/3) = V312 e 7T/3 pertence à imagem [-7T/2, 7T/2] da função arco
seno. Veja a Figura 1.69a.
y
/
/
(b) Vemos que
/
x = cosy
I
/
/

1T
cos -·( 1) = --
2
27T
3
y = cos- 1
x
Domínio: [-1 , l]
Imagem: lO , 'TT] pois cos (27T/3) = - 1/2 e 27T/3 pertence à imagem [O, 1T] da função arco seno.
2 Veja a Figura 1.69b.
-----'---+-----t.,...._----+ X
-1 O I l Usando o mesmo procedimento ilustrado no Exemplo 8, podemos criar a se-
/
/
/ guinte tabela de valores comuns para as funções arco seno e arco cosseno.
( b)

FIGURA 1.68 Gráficos de (a) y = cos x , X sen- 1 x cos- 1 x


O < x < 7T e (b) sua inversa, y = cos- 1 x. O
gráfico de cos- 1 x, obtido por reflexão e1n V3; 2 7T/ 3 1T/ 6
tomo da reta y = x, é uma parte da curva
x = cosy. V2; 2 7T/ 4 7T/ 4
1/ 2 1T/ 6 1T/ 3
- 1/ 2 - 1T/ 6 21T/ 3
-V2; 2 -1T/ 4 31T/ 4
- V3; 2 - 1T/ 3 51T/ 6

y y
sen- 1\/3 - 17
cos- 1 --1 2
- 1T
2 3 -----1r--- 2 3

\/3

2
----..i~s---en 17 = \/3 cos - 'TT = --1
3 2 3 2
(a) ( b)

FIGURA 1.69 Valores das funções arco seno e arco cosseno


Springfield
(Exemplo 8).

EXEMPLO 9 Durante um voo de Chicago a St. Louis, o engenheiro de voo detecta


St. Louis
que o avião está 12 milhas fora do curso, como mostra a Figura 1.70. Determine o
e
ângulo a para um curso paralelo ao correto original, o ângulo b e o ângulo de cor-
reção e = a + b.
FIGURA 1.70 Diagrama para correção
Solução A partir da Figura 1. 70 e da geometria elementar, vemos que 180 sen a = 12
do desvio (Exemplo 9), com as distâncias
arredondadas para a milha mais próxima e 62 sen b = 12, então
(esquema fora de escala).
46 Cálculo

a = sen- 1
12
~ O 067 radianos ~ 3 8º
y 180 ' '

b = sen- 1 !; ~ 0,195 radianos ~ 11,2°

c = a+b~l5º .
- 1 - X Ü X ]

Identidades que envolvem arco seno e arco cosseno


Como podemos ver na Figura 1.71, o arco cosseno de x satisfaz a identidade
FIGURA 1.71 cos- 1 e cos- 1(-x) são
ângulos suplementares (portanto, a soma cos- 1 x + cos- 1(- x) = 1r , (3)
deles é 1r). ou
(4)

X
Além disso, podemos ver, a partir do triângulo na Figura 1.72, que para x > O,
(5)
A Equação 5 também é verdadeira para os outros valores de x em [-1, 1], mas
FIGURA 1. 72 sen- 1 x e cos- 1 x são
não podemos tirar essa conclusão a partir do triângulo na Figura 1.72. Essa conclu-
ângulos complementares (portanto, a soma
deles é 1r/2). são, no entanto, é consequência das Equações 2 e 4 (Exercício 74).
As funções arco tangente, arco cotangente, arco secante e arco cossecante serão
definidas na Seção 3.9. Nessa seção, abordaremos propriedades adicionais das fun-
ções trigonométricas inversas em um cenário de cálculo utilizando as identidades
aqui discutidas.

Exercidos 1.6

Identificação gráfica de funções injetoras Nos Exercícios 7-1 O, identifique, a partir de seu gráfico, se a fun-
Quais funções representadas graficamente nos Exercícios 1-6 são ção é injetora.
injetoras e quais não são? x<O
7. l(x) = {3 - X,
1. Y 4. Y 3, x>O
y = - 3x 3 y = int x ...
e--,o 8. l (x) = {2xX ++4,6' X < - 3
...o X> - 3
e--,o
o X
X
1 -- x<O
...o 2'
...o 9. l(x ) =
X
...o x>O
o X + 2'
2. y
5. y
1
10. l(x ) = {2 -
x2
x 2, X

x> l
< 1
y = X '
Fazendo gráficos de funções inversas
Cada um dos Exercícios 11-16 apresenta o gráfico de uma função
y = x4 - x2
y = l(x) . Copie o gráfico e sobreponha-o à reta y = x. Em seguida,
utilize a simetria com relação à reta y = x para adicionar o gráfico de
1-1 ao seu esquema (não é necessário determinar uma fórmula para
y 1-1). Identifique o domínio e a imagem de 1-1.
3. y
6. 11. 12.
y y

Y = f (x) = 1 ,X > 0 1
Y = f (x) = 1 - !, > 0
X
2
x + 1

--------'-----x
o
Capítulo 1 Funções 47

13. 15. 23. j(x) = (x + 1) 2, x>-l 24. j(x) = x 213 , x>O


y y y y
y = f(x) = sen x, 6 y = J(x)
_ 1T <x< 1T l f(x) = 6- 2x,
2 2

1T 1T
2 2 Y = 1- 1(x)
-1
o 3
14. -1 O
16.
y -1
y
)' = f(x) = tg X, x+ l , - l <x< O
_1T <x< 1T J(x) =
2 2 - 2 + ~X, Ü < X <3 Cada um dos Exercícios 25-34 fornece uma fórmula para uma função
1T 1T
y = l(x). Em cada caso, determine 1- 1(x) e identifique o domínio e a
2 2 -1 O imagem de 1- 1• Para conferir, 1nostre que 1(!- '(x)) = 1-'(f(x)) = x.

-2
25 . .f(x) = xs 31 . .f(x) =; ~ ;
26. j(x) = x 4 , x>O
27. j(x) = x3 + 1 32.
Vx
j(x) = .. r
17. a. Faça o gráfico da função.f(x) = ~ ' O< x < 1. Que
vx - 3
simetria o gráfico apresenta? 28. j(x) = (l /2)x - 7/2
33 . .f(x) = x2 - 2x, x <l
b. Mostre que a função fé sua própria inversa (lembre-se de 29. j(x) = l lx 2, x>O (Dica: complete o quadrado.)
que W = x se x > O).
30. j(x) = l /x3, x ;t: O 34. j(x) = (2x3 + 1) 115
18. a. Faça o gráfico da função .f(x) = 1/x. Que simetria o gráfico
possui? Inversas das retas
b. Mostre que a função fé sua própria inversa.
35. a. Determine a inversa da função l(x) = mx, em quem é uma
Fórmulas para funções inversas constante diferente de zero.
b. O que podemos concluir com relação à inversa de uma fun-
Cada um dos Exercícios 19-24 apresenta a fórmula de uma função
ção y = l(x) cuj o gráfico é uma reta através da origem com
y = l(x) e mostra os gráficos de 1 e 1- 1• Determine uma fórmula
um coeficiente angular m diferente de zero?
para 1- 1 em cada caso.
36. Mostre que o gráfi co da inversa de l(x) = mx + b, em quem e
19 . .f(x) = x 2 + 1, x>O 21 . .f(x) = x 3 - 1
b são constantes e m ;t: O, é uma reta com coeficiente angular
y y
l /m e intercepta y em - b/m.
y = J(x)
37. a. Determine a inversa de j"(x) = x + 1. Faça o gráfico de 1
j unto de sua inversa. Adicione a retay = x ao seu esquema,
tracejada ou pontilhada para contrastar.
b. Determine a inversa de l(x) = x + b (b constante). Como
fica o gráfico de 1- 1 em relação ao gráfico de l?
1
e. Que podemos concluir sobre as inversas das funções cujos
-+---_.__-------+ X
gráficos são retas paralelas à reta y = x?
o 1 38. a. Determine a inversa de l(x) = - x + 1. Faça o gráfico da
reta y = - x + 1 junto da reta y = x. Em que ângulo as retas
cruzam?
20 . .f(x) = x 2, x<O 22. j(x) = x2 - 2x + 1, x > 1 b. Determine a inversa de l(x) = - x + b (b constante). Que
y y ângulo a reta y = - x + b faz com a reta y = x?
e. O que podemos concluir em relação às inversas das funções
cujos gráficos são retas perpendiculares à reta y = x?
Logaritmos e exponenciais
39. Expresse os seguintes logaritmos em função de ln 2 e ln 3.
1
a. ln 0,75 d. ln \Y9
- 4 - - - -.l...ol!::..- - - - - - - - + X b. ln (4/9) e. ln 3\/2
o I
e. ln ( 1/2) f. ln \/Í3,5
40. Expresse os seguintes logaritmos em função de ln 5 e ln 7.
a. ln (1/ 125) d. ln 1225
b. ln 9,8 e. ln 0,056
e. ln 7V7 f. (ln 35 + ln (1/7))/(ln 25)
48 Cálculo

Use as propriedades dos logaritmos para simplificar as expressões Teoria e exemplos


nos Exercícios 4 1 e 42.
69. Se /{x) é injetora, podemos di zer algo a respeito de g(x) =
41. a. ln sen8 - ln (se;º) b. ln (3x 2 - 9x) + ln C~) -fix)? Ela também é injetora? Justifique sua resposta.
70. Se /{x) é injetora e j(x) nunca é zero, podemos dizer algo ares-
1 peito de h(x) = 11.f{x)? Ela também é injetora? Justifique sua
c. ln (4t 4 ) - ln 2
2 resposta.
42. a. ln sec 8 + ln cos O b. ln (8x + 4) - 2 ln 2 71. Suponha que a imagem de g fique no domínio def, de modo
c. 31n~ - ln (t + 1) que a função composta/ º g seja definida. Se f e g são inje-
toras, algo pode ser dito a respeito de f o g? Justifique sua
Determine expressões mais simples para as quantidades nos Exer-
cícios 43-46. resposta.
2 72. Se uma função composta/ o g é injetora, g deve ser injetora?
43. a. e'n 1,2 b. e- lnx c. eln x - ln y
Justifique sua resposta.
44. a. e'n (x2+y2) b. e ln 0,3 c. eln 'TTX ln 2
73. Determine uma fórm ula para a função inversa J -1 e verifique
45. a. 2ln\Íe b. ln (ln ee) c. ln (e-x2- y2) se (f o J-l)(x) = (f- 1o .f)(x) = x.
46. a. ln (esec 8) b. ln (e<e-'J) c. ln (e2 ln ·') 100 50
Nos Exercícios 47-52, resolva y em função de t ou x, conforme for a. /(x) = 1 + 2- x b. /(x) = 1 + 1 1-x
apropriado. '
74. Identidade sen- 1 x + cos- 1 x = 1r/2 A Figura 1.72 estabelece
47. ln y = 2t + 4 49. ln (y- 40) = 5t a identidade para O < x < l . Para estabelecer a identidade para
48. ln y = -t+5 50. ln( l -2y) = t o restante de [- 1, 1], verifique, por cálculo direto, que ela é
51. ln(y - 1) - ln 2 = x+ ln x verdadeira para x = 1, O, e - 1. Em seguida, para valores de
x em (-1, O) faça x = - a, a > O e aplique as Equações 3 e 5 à
52. ln (y2 - 1) - ln (y + l ) = ln (sen x)
soma sen- 1(-a) + cos- 1(-a).
Nos Exercícios 53 e 54, resolva em k.
75. Inicie com o gráfico de y = ln x. Determine uma equação para
53. a. e 2k =4 b. l 00e 10k = 200 c. ekl 1000 =a
o gráfico que resulte de:
54. a. e'-k = l b. 80ek· = 1 c. e<Ln 0,8)k = 0,8 a. translação de 3 unidades para baixo.
4
Nos Exercícios 55-58, resolva em t. b. translação de 1 unidade para a direita.

55. a. e-o,3, = 27 b. elrt = 1 c. e<10 0,2)t = 0,4


c. translação de 1 unidade para a esquerda e 3 para cima.
d. translação de 4 unidades para baixo e 2 para a direita.

56. a. e-o.oi,= 1000 b. ekt = l~ c. e<Ln 2)' = ~ e. reflexão em torno do eixo y .


f. reflexão em torno da reta y = x.
57. evi= x2 58. e<x2)e(2x+ t) = e'
76. Comece com o gráfico de y = ln x. Determine uma equação do
Simplifique as expressões nos Exercícios 59-62. gráfico que resulte de:
59. a. 5log5 7 b. 3log8V2 c. 1,31og1.3 75 a. um alongamento vertical por um fator de 2.
d. lo~ 16 e. log3V3 f. log4 ( !) b. um alongamento horizontal por um fator de 3.
c. uma compressão vertical por um fator de 4.
60. a. 2Iog23 b. 1olog10 (1 /2) e. 7Tlog,,. 7
d. uma compressão horizontal por um fator de 2.
d.log11 12l e. log121 11 f. log3 (!) 0 77. A equação x 2 = 2x possui três soluções: x = 2, x = 4, e uma
outra. Determine a terceira solução da forma mais precisa que
61. a. 2Iog4 X b. 9Iog3x C. log2( e(ln 2)(senx)) puder por meio de um gráfico.
2
62. a. 25 Iogs (3x ) b. loge(ex) e. log4 (2ex senx) 0 78. xln 2 poderia ser o mesmo que 2tn x para x > O? Faça o gráfico
Expresse as razões nos Exercícios 63 e 64 como razões de logarit- das duas funções e explique o que vê.
mos naturais e simplifique. 79. Decaimento radioativo A meia-vida de uma certa substância
log2 x log 2x log xa radioativa é de 12 horas. Há 8 gramas presentes inicialmente.
63. a. b. c. 1og,r2 a
1og3x 1og sx a. Expresse a quantidade remanescente da substância em fun-
log9x logW X
ção do tempo t.
64. a. b. b. Quando restará apenas 1 grama?
log 3x log\/2 X
80. Duplicando seu dinheiro Determine qual o tempo necessá-
Arco seno e arco cosseno rio para que um investimento de $ 500 dobre de valor em uma
Nos Exercícios 65-68, determine o valor exato de cada expressão. aplicação que rende 4,75% de juros compostos anualmente.

65. a. sen-
1
(
2
1
) b. sen-
1
( ~) e. sen-
1
(-f) 81. Crescimento populacional A população de Glenbook é de
375.000 habitantes, e cresce à taxa de 2,25% por ano. Preveja
quando a população chegará a 1 milhão.
66. a. cos-
1
(~) b. cos-
1
( ~) e. cos-
1
(1) 82. Radônio-222 A equação para o decaimento do gás radô-
nio-222 é conhecida co1no y = y 0 e 0, 181, sendo t expresso em
67. a. arccos (- 1) b. arccos (O) dias. Qual o tempo necessário para que uma amostra de ar em
recipiente hermético caia para 90% de seu valor original?
68. a. arcsen (- 1) b. arcsen ( - ~ )
Capítulo 1 Funções 49

Capítulo Questões para guiar sua revisão

1. O que é uma função? O que é o domínio de uma função? E 15. Iniciando com a identidade sen2e + cos2e = 1 e as fórmulas
sua imagem? O que é um diagrama de setas de uma função? para cos (A + B) e seno (A + B), mostre como uma variedade
Exemplifique. de outras identidades trigonométricas podem ser deduzidas.
2. O que é o gráfico de uma função de valores reais ou de uma 16. Como a fórmula para a função seno geral f(x) = A sen ((211/B)
variável real? O que é o teste da reta vertical? (x - C)) + D se relaciona com a translação, o alongamento,
3. O que é uma função definida en1 partes? Exemplifique. compressão e reflexão de seu gráfico? Exemplifique. Faça o
gráfico da curva geral do seno e identifique as constantes A,
4. Quais são os tipos importantes de função encontrados com fre-
B, C e D.
quência em cálculo? Dê um exemplo de cada tipo.
17. Cite três problemas que surgem quando as funções são re-
5. Qual o significado de uma função crescente? E de uma função presentadas graficamente utilizando uma calculadora ou um
decrescente? Dê um exemplo de cada uma.
computador com software gráfico. Exemplifique.
6. O que é uma função par? E uma função ímpar? Que proprie-
18. O que é uma função exponencial? Exemplifique. A que lei de
dades de simetria os gráficos dessa função possuem? Que van-
expoentes ela obedece? Como ela difere de uma função de
tagens podemos ter com isso? Dê um exemplo de uma função
- . ,
que nao seJa par nem 1mpar.
potência simples como f(x) = xn? Que tipo de fenômeno do
mundo real é descrito por funções exponenciais?
7. Se f e g são funções de valores reais, como os domínios de 19. O que é o número e, e como ele é definido? Quais são o do-
f + g, f - g,fg e f lg se relaciona1n con1 os don1ínios de f e g?
mínio e a imagem de f(x) = ~? Qual é a aparência de seu
Exemplifique.
gráfico? Como os valores de er se relacionam a x 2 , x3, e assi m
8. Quando é possível compor uma função com outra? Dê exem- por diante?
plos de compostas e seus valores em vários pontos. A ordem
20. Que funções possuem inversas? Como saber se duas funções
em que as funções são compostas é importante?
/ e g são inversas uma da outra? Dê exemplos de funções que
9. Como alterar a equação y = f(x) para deslocar seu gráfico são (e não são) inversas uma da outra.
verticalmente para cima ou para baixo por lkl unidades? Hori-
21. Como os domínios, imagens e gráficos de funções e suas in-
zontalmente, para a esquerda ou para a direita? Dê exemplos.
versas se relacionam? Exemplifique.
10. Como alterar a equação y = f(x) para comprimir ou alongar o 22. Que procedimento você pode, eventualmente, utilizar para ex-
gráfico por um fator e > 1? E para refletir o gráfico em tomo
pressar a inversa de uma função de x em termos de x?
de um eixo coordenado? Exemplifique.
23. O que é uma função logarítmica? Que propriedades ela satis-
11. Qual é a função-padrão de uma elipse com centro (h, k)? Qual
faz? O que é a função logarit1no natural? Quais são o domínio
é o eixo principal? Qual o eixo secundário? Exemplifique.
e a iinagem de y = ln x? Qual a aparência de seu gráfico?
12. O que é uma medida em radianos? Como ocorre a conversão
24. Como o gráfico de logª x está relacionado ao gráfico de ln x?
de radianos para graus? E de graus para radianos? O que há de verdade na afirmação de que realmente só existe
13. Faça o gráfico das seis funções trigonométricas básicas. Que uma função exponencial e uma função logarítmica?
simetria os gráficos possue1n? 25. Como são definidas as funções trigonométricas inversas?
14. O que é uma função periódica? Exemplifique. Quais são os Como você pode, às vezes, utilizar triângulos retângulos para
períodos das seis funções trigonométricas básicas? determinar os valores dessas funções? Exemplifique.

Capítulo Exercidos práticos

Funções e gráficos Nos Exercícios 9-1 6, determine se a função é par, ímpar ou nenhu-
ma das duas.
1. Expresse a área e a circunferência de um círculo em função de seu
raio. Em seguida, expresse a área em função da circunferência. 9. y = x 2 + 1 10. y = x 5 - x3 - x
2. Expresse o raio de uma esfera em função da área de sua superfície. 11. y = I - cos x 12. y = secx tg x
Em seguida, expresse a área da superfície em função do volume. x
4
+ I
13. y = 14. y = x - senx
3. U1n ponto P no primeiro quadrante está na parábola y = x 2 . Ex- x3 - 2x
presse as coordenadas de P em função do ângulo de inclinação
15. y =X + COSX 16. y = X COSX
da reta que passa por P e pela origem.
4. U1n balão de ar quente subindo a partir de un1 campo horizon- 17. Suponha que f e g são ambas funções ímpares, definidas em
tal é rastreado por um telêmetro localizado a 500 pés do ponto toda a reta real. Quais das seguintes funções (quando defini-
de decolagem. Expresse a altura do balão em função do ângulo das) são pares? E quais são ímpares?
que a reta faz com o solo a partir do telêmetro. a. fg e. fi.sen x) e. lgl
Nos Exercícios 5-8, determine se o gráfico da função é simétrico em b. f3 d. g(sec x)
relação ao eixo x, à origem ou a nenhum dos dois.
18. Se/(a - x) = fi. a + x ), n1ostre que g(x) = fi.x + a) é un1a função
5. y =x 115 7. y =x2 - 2x - l par.
6. y = x215 8. y = e- x2
50 Cálculo

Nos Exercícios 19-28, determine (a) o domínio e (b) a imagem. Composição com valores absolutos Nos Exercícios 4 1-48, faça
19. y = lx l - 2 20. y = - 2 +~ os gráficos defi eJ; juntos. Em seguida, descreva como a aplicação
da função valor absoluto em fi afeta o gráfico de J.. .
21. y = \/16 - x 2 22. y = 3 2 -x + l
/1 (x) /2(x)
23. y = 2e - x - 3 24. y = tg (2x - 1T ) 41. X lx l
25. y = 2 sen (3x + 1r) - 1 26. y = x 215 42. x2 lxl2
43. x3 lx3 I
27. y = ln (x - 3) + 1 28. y = - 1 + ~
44. X
2
+X IX2 + X 1

29. Determine se cada função é crescente, decrescente ou nenhu-


ma das duas.
45. 4 - x 2 l4 - x 2 I
a. O volume de uma esfera em função de seu raio. l 1
46. X -
b. A função maior inteiro. lxl
e. A altitude acin1a do nível do mar en1 função da pressão 47. Vx vfxi
atmosférica (assumindo-se que não seja zero). 48. sen x senlx l
d. Energia cinética em função da velocidade de uma partícula.
Translado e mudança da escala de um gráfico
30. Determine o 1naior intervalo em que a função dada é crescente.
49. Suponha que seja dado o gráfico de g. Escreva equações para
4
a. /(x) =lx- 2 1+ 1 b. f( x)= (x + 1) os gráficos obtidos a partir do gráfico de g ao transladar, esca-
e. g(x ) = (3x - 1) 113 d. R(x) =~ lar ou refletir, conforme indicado.
a. _!__ unidade para cima, 3 para direita.
Funções definidas em partes 2
Nos Exercícios 3 1 e 32, determine o (a) domínio e (b) a in1agen1. b. 2 unidades para baixo, ; para a esquerda.
h,
.. r
-4 < X < Ü e. Reflexão em torno do eixo y .
31. y = { vx, O< x < 4 d. Reflexão em tomo do eixo x .
e. Alongamento vertical por um fator de 5.
-x - 2 -2 < X< - 1
' f. Compressão horizontal por um fator de 5.
32. y = x, - 1 < x < I
50. Descreva como cada gráfico é obtido a partir do gráfico de
- x + 2, 1< X < 2
Y = f(x).
Nos Exercícios 33 e 34, escreva uma fónnula por partes para a função. a. y = f(x - 5) b. y = f( 4x )
33. Y 34. Y
e. y = f ( -3x ) d. y = f(2x + 1)
(2, 5)
e. y = 1(;) - 4 f. y = - 3/(x) + 41

Nos Exercícios 51-54, faça o gráfico de cada função sem traçar


o 2
pontos, mas iniciando co1n o gráfico de mna das funções padrão
apresentadas nas Figuras 1.15-1 .17 e aplicando uma transformação
o 4
apropriada.
Composição de funções l +x - X
51. y = - 52. y = 1 -
Nos Exercícios 35 e 36, determine:
2 3
1
a. (! o g)( - 1). b. (g o /)(2). 53. y = + 1 54. y = ( - 5x ) 113
2x 2
e. (f O f)( x ). d. (g o g )(x ).
Trigonometria
1 1
35. f(x ) = X' g(x ) = . ~ Nos Exercícios 55-58, faça o gráfico da função dada. Qual o pe-
vx+2 ríodo da função?
36. f (x) = 2 - x, g (x) = ~ X
55. y = cos 2x 56. y = sen
2
Nos Exercícios 37 e 38, (a) escreva fórmulas para f º g e g o f e
1TX
determine o (b) domínio e a (e) imagem de cada uma. 57. y = sen 1rx 58. y = cos 2
37. f(x ) = 2 - x 2 , g(x ) = \h+2
59. Faça o gráfico de y = 2 cos ( x - ; ).
38. f(x) = Vx, g (x) =~
Para os Exercícios 39 e 40, desenhe os gráficos de f e f o f. 60. Faça o gráfico de y = 1 + sen(x + ; ).
-x - 2 -4 < X < -1 Nos Exercícios 61-64, ABC é um triângulo retângulo com o ângulo
'
39. f(x) = -1 -1 < X < 1 reto em C. Os lados opostos aos ângulos A , B e C são a, b e e, res-
'
X - 2 l <x< 2 pectivamente.
'
X + 1, - 2 <X< Ü 61. a. Determine a e b se e = 2, B = 1r/3.
40. f(x ) = b. Determine a e e se b = 2, B = 1r/3.
X - 1, O <x< 2
62. a. Expresse a em função de A e e.
b. Expresse a em função de A e b.
Capítulo 1 Funções 51

63. a. Expresse a em função de B e b. 0 75. Faça o gráfico das funções ln x, ln 2x, ln 4x, ln 8x e ln l 6x
b. Expresse e em função de A e a. (quantas você puder) juntas para O < x < 10. O que ocorre?
Explique.
64. a. Expresse sen A em função de a e e.
b. Expresse sen A em função de b e e. 0 76. Faça o gráfico da função y = ln (x2 + e) para e= - 4, - 2, O, 3 e
5. Como o gráfico se altera à medida que e é alterado?
65. Altura de um poste Dois fios são estirados do alto T de um
poste em posição vertical aos pontos B e C no solo, em que 0 77. Faça o gráfico de y = ln lsen xi na janela O< x < 22, - 2 < y < O.
C está 1O m mais próximo à base do poste que B. Se o fio BT Explique o que você vê. Como você poderia alterar a fórmula
forma um ângulo de 35° com a horizontal e o fio CTforma um para virar os arcos de cabeça para baixo?
ângulo de 50º com a horizontal, qual a altura do poste? D 78. Faça o gráfico das três funções y = r1, y = cr· e y = I0g 0 x juntos
66. Altura de um balão meteorológico Observadores nas posi- na mesma tela para a = 2, 1O e 20. Para valores maiores de
ções A e B distantes 2 km um do outro medem simultaneamen- x, quais dessas funções possuem os maiores valores e quais
te o ângulo de elevação de um balão meteorológico como sen- possuem os menores valores?
do de 40º e 70º, respectivamente. Se o balão está diretamente Teoria e exemplos
acima de um ponto no segmento de reta entre A e B, determine
a altura do balão. Nos Exercícios 79 e 80, determine o domínio e a imagem de cada
função composta. Em seguida, faça o gráfico das compostas em
0 67. a. Faça o gráfico da função f(x) = sen x + cos(x/2).
telas separadas. Os gráficos fazem sentido em cada caso? Justifique
b. Qual a aparência do período dessa função? suas respostas e con1ente sobre as diferenças que você vê.
e. Confirme sua conclusão sobre o item (b) algebricamente. 79. a. y = sen- 1 (sen x) b. y = sen (sen- 1x)
0 68. a. Faça o gráfico da função j(x) = sen (1/x). 80. a. y = cos- 1 (cos x) b. y = cos (cos- 1 x)
b. Qual o domínio e a imagem de f?
81. Utilize um gráfico para decidir se f é uma função injetora.
e. fé uma função periódica? Justifique sua resposta.

Funções transcendentais a. f (x) = x3 - ~ b. f(x) = x3 + ;


Nos Exercícios 69-72, determine o domínio de cada função.
69. a. f(x) = 1 + e - senx b. g(x) = ex + ln Vx D 82. Utilize um gráfi co para encontrar com previsão de 3 casas de-
2 cimais os valores de x para as quais eX > l 0.000.000.
7 O. a. f (x) = e l /x b. g(x) = ln l 4 - x 2 1
83. a. Mostre que f(x) = x3 e g(x) = ~são inversas entre si.
71. a. h(x) = sen- 1 ( ; ) b. /(x) = cos- 1 (Yx - 1) D b. Faça o gráfico de f e g sobre um intervalo de x grande o
suficiente para mostrar que os gráficos se interceptam em
72. a. h(x) = ln (cos- 1x) b. f(x) = V7r - sen- 1 x (1, 1) e (- 1, - 1). Assegure-se de que a imagem mostra a
73. Sef(x) = ln x e g(x) = 4 - x 2 , determine as funções/ o g, g o f, simetria exigida na reta y = x.
f o f, g o g e seus domínios. 84. a. Mostre que h(x) = x 3!4 e k(x) = (4x) 113 são inversas entre si.
74. Determine se/ é par, ímpar ou nenhuma das duas. D b. Faça o gráfico de h e k sobre um intervalo de x grande o
a. f(x) = e -x
2
b. f(x) = 1 + sen- 1 (-x) suficiente para mostrar que os gráficos se interceptam em
(2, 2) e (- 2, - 2). Assegure-se de que a imagem mostra a
e. f(x) = lexl d. f(x) = e1nlxl+I simetria exigida na reta y = x.

Capitulo Exercícios adicionais e avançados

Funções e gráficos 8. Explique a seguinte "prova sem palavras" da lei dos cossenos.
(Fonte: KUNG, Sidney H. Proof without words: The Law of
1. Existem duas funções f e g, de modo que f o g=g o f? Justi- Cosines [Prova sem palavras: a lei dos cossenos]. Mathematics
fique sua resposta. Magazine, v. 63, n. 5, p. 342, dez. 1990.)
2. Existem duas funções f e g com a propriedade a seguir? Os
gráficos de f e g não são retas, mas o gráfico de f o g é uma
reta. Justifique sua resposta.
3. Se f(x) é ímpar, o que se pode afirmar sobre g(x) = f(x) - 2? E
se, em vez disso, f for par? Justifique sua resposta.
4. Se g(x) é uma função ímpar definida para todos os valores de
x, o que se pode afirmar sobre g(O)? Justifique sua resposta.
5. Faça o gráfico da equação lxl + IYI = 1 + x .
6. Faça o gráfico da equação y + IY 1 = x + 1x 1.
Deduções e provas 9. Mostre que a área do triângulo ABC é dada por (1 /2)ab sen C
7. Prove as identidades a seguir. = (1/2)bc sen A = (1/2)ca sen B.
a. 1 - cos x sen x 1- COSX _ t 2X
senx 1 + cosx b. } + COS X - g 2
52 Cálculo

e 16. a. Determine o coeficiente angular da reta a partir da origem


até o ponto médio P do lado AB no triângulo na figura a
seguir (a, b > O).

B(O, b)
10. Mostre que a área do triângulo ABC é dada por
\is(s - a)(s - b)(s - c),emque s=(a+b+c)/2éo
semiperímetro do triângulo.
11. Mostre que se fé tanto par quanto ín1par, então fix) = O para
qualquer x no domínio de f o A(a , O)
12. a. Decomposição par/ímpar Sejafuma função cujo domí-
nio é simétrico em relação à origem, isto é, -x pertence b. Quando OP é perpendicular a AB?
ao domínio se x pertencer. Mostre que fé a soma de uma
17. Considere o quarto de círculo de raio 1 e os triângulos retân-
função pare uma função ímpar:
gulos ABE e ACD apresentados na figura a seguir. Utilize fór-
f(x) = E(x) + O(x), mulas de área padrão para concluir que:

em que E é uma função par e O é um a função ímpar. (Dica: I e I sen e


2 sen () cos () < 2 < 2 cos () .
seja E(x) = (f(x) + fi- x))/2. Mostre que E(- x) = E(x), de
modo que E seja ímpar. Em seguida, mostre que O(x) = y
fix) - E(x) é ímpar.)
b. Unicidade Mostre que há somente uma maneira de es- (O, 1) ....____
crever f como a soma de uma função par e uma função ím-
par. (Dica: uma forma é dada no item (a). Se tambémfix)
= E 1(x) + 0 1(x) em que E 1 é par e 0 1 é ímpar, mostre que
E - E 1 = 0 1 - O. Em seguida, utilize o Exercício 11 para
mostrar que E= E 1 e O = 0 1.)
() D
- 1 " - - - - ' ' - - - - - - - - ' - ------ - ~ X
Explorações gráficas - efeitos dos parâmetros A E ( 1, O)
13. O que acontece ao gráfico de y = ax 2 + bx + e quando
a. a é alterado, ao passo que b e e permanecem fixos? 18. Seja j'(x) = ax + b e g(x) =ex+ d. Que condição deve ser satis-
b. b é alterado (a e e fixos, a '::/= O)? feita pelas constantes a, b, e, d para que U o g)(x) = (g o f)(x)
c. e é alterado (a e b fixos, a'::/= O)? seja para todos os valores de x?
14. O que acontece ao gráfico de y = a(x + b) 3 + e à medida que: Teoria e exemplos
a. a é alterado, quando b e e permanecem f ixos?
19. Domínio e imagem Suponha que a '::/= O, b '::/= 1 e b > O. De-
b. b é alterado (a e e fixos, a '::/= O)?
termine o domínio e a imagem da função.
c. e é alterado (a e b fixos, a '::/= O)?
a. y = a(bc- x) + d b. y = a logb(x - e)+ d
Geometria 20. Funções inversas Seja
15. O centro da massa de um objeto se move a uma velocidade axb + ad - bc -=I= O.
constante v ao longo de uma reta através da origem. A figura a f(x) =ex+ d' e -=I= O,
seguir mostra o sistema de coordenadas e a reta de movimen-
to. Os pontos mostram posições separadas por 1 s. Por que as
a. Forneça um argumento convincente de que a função f é
injetora.
áreas A" A 2, .. . , A 5 na figura são iguais? Como na lei da área
de Kepler (veja a Seção 13.6), a reta que une o centro da massa b. Detennine uma fórmula para a inversa de f.
de um objeto à origem varre áreas iguais em tempos iguais. 21. Depreciação Smith Hauling adquiriu u1n caminhão de 18
y rodas por $ 100.000. O valor do can1inhão sofre depreciação à
taxa constante de $ 10.000 por ano durante 1O anos.
a. Escreva uma expressão que forneça o valor J' após x anos.
10
b. Quando o caminhão valerá$ 55.000?
V)
22. Absorção de fármaco Uma droga é administrada por via
g intravenosa para combater a dor. A função
e)

E
<O 5 f(t) = 90 - 52 ln (1 + t), O< t < 4
;:l
o
fornece o número de unidades da droga que permanecem
no corpo após t horas.
a. Qual foi o número inicial de unidades administradas?
5 10 15 b. Quanto estará presente após 2 horas?
Quilômetros c. Faça o gráfico de f
Capítulo 1 Funções 53

23. Determinação do tempo de investimento Se Juanita inves- 25. Para qual x > O temos x(x) = (~)x? Justifique sua resposta.
te $ 1.500 em uma conta aposentadoria que rende 8% de juros 0 26. a. Se (ln x)/x = (ln 2)/2, x é necessário que x = 2?
compostos anualmente, em quanto tempo esse investimento
isoladamente aumentará para$ 5000? b. Se (ln x)/x = - 2 ln 2, é necessário que x = 1?
24. A regra dos 70 Se você utilizar a aproximação ln 2 ~ O, 70 Justifique suas respostas.
(em lugar de 0,69314 .. .), poderá derivar uma regra de ouro 27. O quociente (log4x)/(logr) possui um valor constante. Que
que diz: "Para estimar quantos anos levará para que uma quan- valor é esse? Justifique sua resposta.
tia em dinheiro dobre ao ser investida a uma porcentagem r 0 28. logx (2) vs. log (x ) Como f(x) = logx (2) se compara com g(x)
2
composta continuamente, divida r por 70." Por exemplo, uma = log2 (x)? Aqui há uma maneira de descobri r.
quantia em dinheiro investida a 5% dobrará em cerca de 70/5
a. Utilize a equação logª b = (ln b)/(ln a) para expressar f(x) e
= 14 anos. Se, em vez disso, você quiser que ela dobre em 1O
g(x) em função de logaritmos naturais.
anos, você terá de investir a 70/ 1O = 7%. Mostre como a regra
dos 70 é deduzida (uma " regra dos 72" semelhante utiliza 72 b. Faça o g ráfico de f e g juntos. Comente sobre o comporta-
em vez de 70, porque 72 possui mais fatores inteiros). mento de f em relação aos sinais e valores de g.

Capitulo Projetos de aplicação de tecnologia

Unia visão geral de 11iate11iática


Uma visão geral da Matemática suf iciente para completar os módulos de Matemática está disponibilizada no site.

Módulos Mathematica/Maple
Modelage111 de variação: niolas, segurança no trânsito, radioatividade, árvores, p eixes e nia,niferos
Construa e in terprete modelos matemáticos, analise-os e aperfeiçoe-os; depois, utilize-os para fazer previsões.
LIMITES E CONTINUIDADE

VISÃO GERAL Os matemáticos do século XVII tinham um profundo interesse nos


estudos do movimento com relação a objetos na Terra ou próximos a ela e nos estudos
dos movimentos de planetas e estrelas. Esse estudo envolvia tanto a velocidade do
objeto quanto sua direção de movimento em um instante qualquer, e eles sabiam que
a direção era tangente ao percurso do movimento. O conceito de um limite é funda-
mental para determinar a velocidade de um objeto em movimento e a tangente de uma
curva. Neste capítulo, desenvolveremos o conceito de limite, primeiro intuitivamente,
e, depois, formalmente. Utilizaremos limites para descrever o modo como uma função
varia. Algumas funções variam continuamente; pequenas mudanças em x produzem
apenas pequenas mudanças emfix). Outras funções podem possuir valores que saltam,
variam erraticamente ou tendem a aumentar ou diminuir sem limitação. A noção de
limite fornece uma maneira precisa de distinguir entre esses comportamentos.

Taxas de variação e tangentes das curvas


2.1
O cálculo é uma ferramenta que nos ajuda a entender como as relações fun-
cionais variam, tais como posição ou velocidade de um objeto em movimento em
função do tempo, ou o coeficiente angular variável de uma curva sendo percorrida
por um ponto. Nesta seção, apresentaremos as ideias de taxa de variação média e
instantânea, e mostraremos que elas estão intimamente relacionadas ao coeficiente
angular de uma curva em um ponto P da mesma. Desenvolveremos esses conceitos
importantes de forma mais precisa no próximo capítulo, mas, por hora, utilizaremos
uma abordagem informal, de modo que eles o guiarão naturalmente à ideia principal
do capítulo, o limite. Você verá que os limites exercem un1 papel fundamental no
cálculo e no estudo da variação.

Velocidade média e instantânea


BIOGRAFIA HISTÓRICA No final do século XVI, Galileu descobriu que um objeto sólido que entra em
Galileu Galilei queda a partir do repouso (que não está em movimento) próximo à superfície da
( 1564-1642)
• Terra e é deixado cair livremente cairá uma distância proporcional ao quadrado do
tempo em que estiver caindo. Esse tipo de movimento é chamado de queda livre.
Supõe-se que a resistência do ar é insuficiente para retardar a queda do objeto, e que
a gravidade é a única força que atua sobre o objeto em queda. Se y indica a di stância
percorrida durante a queda em pés após t segundos, então a lei de Galileu é
y = 16t2 ,
onde 16 é a constante (aproximada) de proporcionalidade. (Se y for medido em
metros, a constante será 4,9.)
A velocidade média de um corpo em movi1nento durante um intervalo de tempo
é determinada pela divisão da distância percorrida pelo tempo transcorrido. A unidade
de medida é a distância por unidade de tempo: quilômetros por hora, pés (ou metros)
por segundo, ou o que quer que seja apropriado para o problema em questão.
Capítulo 2 Limites e continuidade 55

EXEMPLO 1 Uma rocha se desprende do alto de um penhasco. Qual sua veloci-


dade média

(a) durante os primeiros 2 segundos de queda?


(b) durante o intervalo de 1 segundo entre o segundo 1 e o segundo 2?

Solução A velocidade média da rocha durante um determinado intervalo de tempo


é a variação da distância, Lly, dividida pela duração do intervalo de tempo, Llt. (In-
crementas como Lly e Llt serão revisados no Apêndice 3.) Ao medirmos a distância
em pés e o tempo em segundos, teremos os seguintes cálculos:

. . 2 Lly 16(2)2 - 16(0)2 ,


( a) Para os pr1me1ros s: Llt ------ = 32 pes
2 - O s
Lly 16(2)2 - 16(1)2 _ ~
(b) Do segundo 1 ao 2: Llt 2 - 1 - 48 s
Queremos uma maneira de determinar a velocidade de um objeto em queda em um
único instante t0 em vez de utilizar sua velocidade média durante um intervalo de tempo.
Para isso, examinemos o que ocorre quando calculamos a velocidade média durante
intervalos de tempo cada vez menores, iniciando em t0 . O próximo exemplo ilustra esse
processo. Nossa discussão, aqui, é informal, mas será mais precisa no Capítulo 3.

EXEMPLO 2 Determine a velocidade da rocha em queda no Exemplo 1 em t = l


e t = 2 s.

Solução Podemos calcular a velocidade média da rocha em um intervalo de tempo


[t0, t0 + h], com comprimento Llt = h, como
Lly l6(to + h) 2 - l6t0 2
(1)
Llt h
Não podemos utilizar essa fórmula para calcular a velocidade " instantânea" no mo-
mento t0 exato simples1nente substituindo h = O, porque não podemos dividir por
O. Mas podemos utilizá-la para calcular velocidades médias durante intervalos de
tempo cada vez menores, iniciando em t0 = l e t0 = 2. Quando fazemos isso, verifi-
camos um padrão (Tabela 2.1 ).

TABELA 2.1 Velocidades médias durante curtos intervalos de tempo [t0, t0 + h]


2 2
, , 1 .d d ' d. Lly l6(t0 + h) - l6t0
ve oc1 a e me 1a: = --------
Llt h
Duração do Velocidade média durante o Velocidade média durante
intervalo intervalo de comprimento o intervalo de comprimento
de tempo h h iniciando em t0 = l h iniciando em t0 = 2

l 48 80
O, 1 33,6 65,6
0,01 32,16 64,16
0,001 32,016 64,016
0,0001 32,0016 64,0016

A velocidade média nos intervalos iniciando em t0 = 1 parece se aproximar de


um valor limite de 32, conforme o comprimento do intervalo diminui. Isso sugere
que a rocha está caindo a uma velocidade de 32 pés/s em t0 = l s. Confirmemos isso
algebricamente.
56 Cálculo

Se definirmos t0 = 1, depois expandirmos o numerador na Equação 1 e simplificar-


mos, determinaremos que
16(1 + h) 2 - 16(1)2 16(1 + 2h + h2 ) - 16
h h

32h + 16h2 = 32 + 16h


h .
Para valores de h diferentes de O, as expressões à direita e à esquerda são equiva-
lentes, e a velocidade média é 32 + 16h pés/s. Agora podemos ver por que a velocida-
de média possui o valor limite 32 + 16(0) = 32 pés/s à medida que h se aproxima de O.
Da mesma forma, ao definir t0 = 2 na Equação 1, o procedimento resulta em

Lly = 64 + 16h
Llt
para valores de h diferentes de O. A' medida que h se aproxima cada vez mais de O, a
velocidade média possui o valor limite 64 pés/s quando t0 = 2 s, conforme sugerido
pela Tabela 2.1.
A velocidade média de um objeto em queda é um exemplo de uma ideia mais
geral, que discutiremos a seguir.

Taxas de variação média e retas secantes


Dada uma função arbitrária y = f(x), calculamos a taxa de variação média de y com
relação ax no intervalo [xi, x2 ] ao dividir a variação do valor de y, Lly = f(x 2)-j(x1) , pelo
comprimento Llx = x 2 - x 1 = h do intervalo ao longo do qual a variação ocorre. (Utiliza-
remos o símbolo h para Llx para simplificar a notação aqui e mais adiante.)

y
DEFINIÇÃO A taxa de variação média de y = j(x) com relação a x ao longo
do intervalo [xp x 2 ] é
1
1 Lly /(x2) - /(x1)
1
h -:t= O.
1
1
Llx X2 - X1 '
1
l ôy
P(x 1 ,f (x 1) ) 1

""
....__.._-.::.-:.._ - -
ôx = h
- - - - - - ::
_J
Geometricamente, a taxa de variação de/ no intervalo [x 1, x 2 ] é o coeficiente
angular da reta que passa pelos pontos P(xi, j(x 1)) e Q(x2, /{x2)) (Figura 2. 1). Em
geometria, uma reta que une dois pontos de uma curva é uma secante em relação
--+----'----------'---X
o à curva. Portanto, a taxa de variação média de/ de x I a x 2 é idêntica ao coeficiente
angular da secante PQ. Consideremos o que ocorre à medida que o ponto Q se apro-
FIGURA 2.1 Uma secante ao gráfico xima do ponto P ao longo da curva, de modo que o comprimento h do intervalo ao
y = fl.x). Seu coeficiente angular é ó.y/ó.x, longo do qual a variação ocorre se aproxima de zero.
a taxa média de variação de f ao longo do
intervalo [xi, x 2 ]. Definição do coeficiente angular de uma curva
Sabemos o que se entende por coeficiente angular de uma reta, que nos mostra
a taxa com que ela aumenta ou diminui - sua taxa de variação, conforme o gráfico
de uma função linear. Mas o que se entende por coeficiente angular de uma curva
em um ponto P na curva? Se houvesse uma reta tangente à curva em P - uma reta
que apenas toca a curva, como a tangente de um círculo - seria razoável identificar
o o coeficiente angular da tangente como o coeficiente angular da curva em P. Então,
precisamos de um significado preciso para a tangente em um ponto na curva.
Para os círculos, a tangência é simples. Uma reta L é tangente a um círculo em
um ponto P se L passa por P perpendicularmente ao raio em P (Figura 2 .2). Essa
AGURA 2.2 L é tangente ao círculo em reta apenas toca o círculo. Mas o que significa dizer que uma reta L é tangente a
P se passa por P perpendicularmente ao
alguma outra curva Cem um ponto P?
raio OP.
Para definir a tangência para curvas em geral, precisamos de uma abordagem
que leve em consideração o comportamento das secantes por P e pontos Q, próxi-
mos à medida que Q se move em direção a P ao longo da curva (Figura 2.3). A ideia
é a seguinte:
Capítulo 2 Limites e continuidade 57

1. Inicie com o que podemos calcular, a saber, o coeficiente angular da secante PQ.
2. Investigue o valor limite do coeficiente angular secante à medida que Q se apro-
xima de P ao longo da curva ( esclareceremos a ideia de limite na próxi1na seção).
3. Se existir limite, suponha que ele seja o coeficiente angular da curva em P e
defina a tangente à curva em P como a reta por P com esse coeficiente angular.
Esse procedimento é o mesmo utilizado no problema da rocha que caía discutido
no Exemplo 2. O próximo exemplo ilustra a ideia geométrica para a tangente de
uma curva.

BIOGRAFIA HISTÓRICA

Pierre de Fer1n at
( 160 1-1665)

Secantes

FIGURA 2.3 A tangente à curva em Pé a reta que atravessa P cujo coeficiente angular é o
limite dos coeficientes angulares das secantes quando Q ~ P de ambos os lados.

EXEMPLO 3 Determine o coeficiente angular da parábola y = x 2 no ponto P(2, 4).


Escreva urna equação para a tangente à parábola nesse ponto.

Solução Começamos com uma reta secante que passa por P(2, 4) e Q(2 + h, (2 + h)2)
próximo. Em seguida, escrevemos uma expressão para o coeficiente angular da secante
PQ e investigamos o que acontece ao coeficiente angular à medida que Q se aproxima
de P ao longo da curva:
dy (2 + h) 2 - 22 h2 + 4h + 4 - 4
Coeficiente angular da secante = -
dx h h

h2 : 4h = h + 4 .

Se h > O, então Q permanece acima e à direita de P, como mostra a Figura 2.4. Se


h < O, então Q permanece à esquerda de P (não mostrado). Em ambos os casos, à
medida que Q se aproxima de P ao longo da curva, h se aproxima a zero, e o coe-
ficiente angular h + 4 se aproxima de 4 . Tomamos 4 como o coeficiente angular da
parábola em P.

y O coeficiente angular da parábola é


(2 + h)2 - 4 = h + 4.
h
Q(2 + h, (2 + h) 2)
Coefi cie nte angul ar
1 da tangente = 4
1
1

1
óy = (2 + h)2 - 4

I ÓX =h 1
:1
------1 - - ' -

o 2 2+h

FORA DE ESCALA

FIGURA 2.4 Determinação do coeficiente angular da parábola y = x 2 no ponto


P(2, 4) como o limite de coeficientes angulares das secantes (Exemplo 3).
58 Cálculo

A tangente à parábola em Pé a reta que passa por P com coeficiente angular 4:


y = 4 + 4(x - 2) Equação fundan1ental da reta

y = 4x - 4.

Taxas de variação instantâneas e retas tangentes


As taxas em que a rocha no Exemplo 2 estava caindo nos instantes t = 1 e t = 2
são chamadas taxas de variação instantâneas. As taxas instantâneas e os coefi-
cientes angulares de retas tangentes estão intimamente ligados, como veremos,
agora, nos exemplos a seguir.

EXEMPLO 4 A Figura 2.5 mostra como uma população p de mosca-das-frutas


(Drosophila) cresceu durante um experimento que durou 50 dias. O número de
moscas foi contado a intervalos regulares, os valores obtidos foram representados
em um gráfico com relação ao tempo t, e os pontos foram unidos por uma curva
lisa ( em azul, na Figura 2.5). Determine a taxa média de crescimento do dia 23
ao dia 45.

Solução Havia 150 moscas no dia 23 e 340 moscas no dia 45. Logo, o número de
moscas cresceu em 340 - 150 = 190 em 45 - 23 = 22 dias. A taxa média de variação
da população do dia 23 ao dia 45 foi

. _ 'd' l:l.p 340 - 150 190 / d'


Taxa d e var1açao me 1a: l:l. t = 45
_
23
= 22
~ 8 ,6 moscas 1a.

350
Q(45 , 340)
V)
~
300
(.)
V}
o 250 190
E
~
-o 200
o1-,
~
E 150
,;:s
z 100
50
t
o 10 20 30 40 50
Tempo (d ias)

FIGURA 2.5 Crescimento de uma população de moscas-das-frutas em


um experimento controlado. A taxa de variação média ao longo de 22
dias é o coeficiente angular D.pi D.t da reta secante (Exemplo 4).

Essa média é o coeficiente angular da secante que passa pelos pontos P e Q no


gráfico da Figura 2.5.

A taxa de variação média do dia 23 ao dia 45 calculada no Exemplo 4 não nos


revela a rapidez com que a população variou no dia 23. Para descobrir essa infor-
mação, precisamos examinar intervalos de tempo mais próximos do dia em questão.

EXEMPLO 5 A qual velocidade o número de moscas na população do Exemplo 4


estava crescendo no dia 23?

Solução Para responder a essa pergunta, examinamos as taxas médias de variação


em intervalos de tempo cada vez menores, iniciando no dia 23. Em termos geomé-
tricos, determinamos essas taxas ao calcular os coeficientes angulares de secantes a
partir de P a Q para uma sequência de pontos Q aproximando-se de P ao longo da
curva (Figura 2.6).
Capítulo 2 Limites e continuidade 59

Coeficiente angular de PQ = ll.p / llt 350


Q (moscas/dia)
(/)
C<::I
300
ü
340 - 150 </J
o 250
(45, 340) ~ 86 E
45 - 23 ' Q)
"O 200
o
330 - 150 ,.....,
,.....,
1-,

(40, 330) 10,6 Q)


150
40 - 23 ,E
::,
z 100
310 - 150 ,.....,
,.....,
(35,310) 13,3 50
35 - 23
265 - 150 t
(30, 265) ,.....,
,....., 16,4 o \ 20 30 40 50
30 - 23
A(l 4, O) Tempo (dias)

FIGURA 2.6 As posições e os coeficientes angulares de quatro secantes pelo ponto P no gráfico da mosca-das-frutas (Exemplo 5).

Os valores na tabela mostram que os coeficientes angulares das secantes vão


de 8,6 a 16,4 conforme a coordenada t do ponto Q diminui de 45 para 30, e pode-
ríamos esperar que os coeficientes angulares subissem ligeiramente conforme t
prosseguisse em direção a 23. Geometricamente, as secantes giram em torno de P
e parecem se aproximar da reta tangente azul na figura. Uma vez que a reta parece
passar pelos pontos (14, O) e (35 , 350), ela possui coeficiente angular

~;o_- 1
~ = 16,7 moscas/ dia (aproximadamente).

No dia 23, a população crescia a uma taxa de 16,7 moscas/dia.

As taxas instantâneas no Exemplo 2 foram determinadas como os valores das


velocidades médias, ou taxas de variação média, conforme o intervalo de tempo de
comprimento h se aproximava de O. Isto é, a taxa instantânea é o valor do qual a
taxa média se aproxima conforme o comprimento h do intervalo em que a variação
ocorre se aproxima de zero. A taxa de variação média corresponde ao coeficiente
angular de uma reta secante; a taxa instantânea corresponde ao coeficiente angular
da reta tangente conforme a variável independente se aproxima de um valor fixo.
No Exemplo 2, a variável independente t se aproximou dos valores t = 1 e t = 2. No
Exemplo 3, a variável independente x se aproximou do valor x = 2. Desse modo,
vemos que as taxas instantâneas e os coeficientes angulares das retas tangentes
estão intimamente relacionados. Investigaremos essa conexão minuciosamente no
próximo capítulo, mas, para isso, precisamos do conceito de limite.

Exerácios 2.1

Taxa de variação média 5. R(()) = \i4() + l; [O, 2]


Nos Exercícios 1-6, determine a taxa de variação média da função 6. P(8) = 83 - 482 + 58; [l , 2]
nos intervalos dados. Coeficiente angular em um ponto de uma curva
1. f{x) =x3 + 1
Nos Exercícios 7- 14, utilize o método no Exemplo 3 para determinar
a. [2, 3] b. [- 1, 1] (a) o coeficiente angular da curva no ponto P dado, e (b) um a equa-
2. g(x) = x 2 ção da reta tangente em P.
a. [- 1, l] b. [- 2, O] 7. y = x 2 - 3, P(2, 1)
3. h(t) = cotg t 8. y =5- x 2, P( 1, 4)
a. [1r/4, 31r/4] b. [1r/6, 1r/2] 9. y = x 2 -2x- 3, P(2 , -3)
4. g(t) = 2 + cos t 10. y= x2 -4x, P(l , -3)
a. [O, 1r] b. [- 1r, 1T] 11. y = x 3, P(2, 8)
60 Cálculo

12. y= 2 - x 3 , P(l, l) b. Qual é a taxa média de crescimento dos lucros entre 2002 e
13. y=x3 - 12x, P(l, - 11) 2004?
14. y = x3 - 3x2 + 4, P(2, O) e. Utilize o gráfico para estimar a taxa em que os lucros varia-
ram em 2002.
Taxas instantâneas de variação
D 18. Faça uma tabela de valores para a função F(x) = (x + 2)/(x - 2)
15. Velocidade de um carro A figura a seguir ilustra o gráfico nos pontos x = 1,2, x = 11 / 10, x = 101 / 100, x = 1001 / 1000,
da distância em função do tempo para carros esporte que ace- x= 10001/ 10000 ex= l.
leram a partir do repouso.
a. Detennine a taxa média de variação de F(x) nos intervalos
s [ l , x] para cada x =t= 1 em sua tabela.
650 b. Amplie a tabela, se necessário, para tentar determinar a
600 taxa de variação de F(x) em x = 1.
500 0 19. Sejag(x) =Vx parax > O.
,......._
E
_, 400 a. Determine a taxa de variação média de g(x) com relação a
·-=
Cl3
( .)
x nos intervalos [l , 2] , [l, 1,5] e [l , 1 + h].
.....
<Cll
300
·-a
/JJ
b. Faça uma tabela de valores da taxa média de variação de g
200 com relação a x no intervalo [l, 1 + h] para alguns valores
de h que se aproximem de zero, como h = O,l, 0,01, 0,001,
100 0,000 l, 0,00001 e 0,000001.
e. O que a sua tabela indica é a taxa de variação de g(x) com
o 5 10 15 20
relação a x em x = 1?
Tempo decorrido (s)
d. Calcule o limite, quando h se aproxima de zero, da taxa de
a. Estin1e os coeficientes angulares das secantes PQ 1, PQ2 , variação média de g(x) com relação a x no intervalo [ 1, 1 + h].
PQ3 e PQ4 , arranjando-as em ordem em uma tabela co1110 D 20. Sejaj{t) = 1/t para t =t= O.
a da Figura 2.6. Quais as unidades apropriadas para esses
a. Detennine a taxa de variação média de/com relação a t nos
coeficientes angulares?
intervalos (i) de t = 2 a t = 3 e (ii) de t = 2 a t = T.
b. Em seguida, estime a velocidade do carro no tempo t = 20 s.
b. Faça uma tabela de valores da taxa média de variação de/
16. A figura a seguir mostra o gráfico da distância em função do
com relação a t no intervalo [2, TJ, para alguns valores de T
tempo da queda de um objeto que caiu do módulo lunar a uma
que se aproximem de 2, como T = 2,1; 2,01; 2,001 ; 2,0001;
distância de 80 m da superfície da Lua.
2,00001 e 2,000001.
a. Estime os coeficientes angulares das secantes PQ" PQ2 ,
e. O que a sua tabela indica é a taxa média de variação de f
PQ3 e PQ4 , arranjando-os em uma tabela, como mostra a
Figura 2.6. com relação atem t = 2?
b. Qual a velocidade aproximada do objeto ao cair na superfície? d. Calcule o limite, quando T se aproxima de 2, da taxa média
de variação de f com relação a t no intervalo de 2 a T. Você
y
'~ precisará fazer alguns cálculos algébricos antes de substi-
,......._ 80 tuir T = 2.
E
'--'
e ,1,,/ P
-o
Cl3
1 r
V 21. O gráfico a seguir mostra a distância total s percorrida por um
O) 60 1 - ' .I
;::l
O"'
/"
- ciclista após t horas.
,°;; ,L-
O)
-o 40
·-.....e:
Cl3
( .)
Ql A ,......._
s
"
<Cll
20
·-a
/JJ
-
~ ~
~
/ ,_
~
-.....
.e:: 40
, t E /
o 5 10 ';' 30
-o
..... /
Tempo decorrido (s) t: V
0
~
20 ....
O)
- l.,-:::::
D 17. Os lucros de uma pequena empresa em cada um de seus cinco o..
-~(.) 10
/
primeiros anos de operação são dados na tabela a seguir: /
........e:
<~
/JJ / ,- t
a o 1 2 3 4
Ano Lucro ($ 1000) Tempo decorrido (h)
2000 6
2001 27 a. Estime a velocidade 1nédia do ciclista nos intervalos de
2002 62 te111po [O; l ], [I ; 2,5] e [2,5; 3,5].
2003 I 11
2004 174 b. Estime a velocidade instantânea do ciclista nos tempos
1
t = 2, t = 2 e t = 3.
a. Trace pontos que representem o lucro em função do ano e e. Estime a velocidade máxima do ciclista e o tempo específi-
os una com a curva mais lisa possível. co em que ela é alcançada.
Capítulo 2 Limites e continuidade 61

22. O gráfico a seguir mostra a quantidade total de gasolina A no a. Estime a taxa média do consumo de gasolina nos intervalos
tanque de combustível de um automóvel que rodou por t dias. [O, 3], [O, 5] e [7, 1O].
b. Estime a taxa instantânea de consumo de gasolina nos tem-
A pos t = 1, t = 4 e t = 8.
'~
,-...
~ 16 e. Estime a taxa máxima de consumo de gasolina e o momen-
10 r-,......,_
ro to específico em que isso ocorre.
"
01)
._ 12

"
4.)
......
e:
ro
...... \.
~ 8 \
4
·-......e: "-...
ro
~
' ' e-

-- .' f
CI O l 2 3 4 5 6 7 8 9 10
Tempo decorrido (dias)

Limite de uma função e leis do limite


2.2
Na Seção 2. 1, vimos que os limites surgem quando encontramos a taxa de
variação instantânea de uma função ou a tangente de uma curva. Agora, introdu-
ziremos uma definição informal de limite e mostraremos como podemos calcular
os valores dos limites. Uma definição precisa será apresentada na próxima seção.

Limites dos valores de uma função


ENSAIO HISTÓRICO Ao estudar uma função y = j(x), frequentemente nos vemos interessados no
comportamento da função próximo a um ponto específico x 0 , mas não em x 0 . Pode

Limites
ser esse o caso, por exemplo, se x 0 for um número irracional, como 7T ou V2,
cujos valores podem ser apenas aproximados por números racionais " próximos"
y nos quais, na verdade, avaliamos a função. Outra situação ocorre quando, ao ten-
tarmos avaliar uma função em x 0, chegamos à divisão por zero, que é indefinida.
Nós nos deparamos com essa última situação ao procurar a taxa de variação ins-
tantânea em y ao considerar a função quociente liy /h para h cada vez mais próximo
2
a zero. Segue um exemplo específico no qual exploramos numericamente como
x2 - 1 uma função se comporta próx imo a um ponto em part icular no qual não podemos
y =J(x) = -
x- 1
-
avaliar diretamente a função.

EXEMPLO 1 Como a função


o 1

J(x) = x2 - 1
y X - 1

se comporta próximo a x = 1?
2 Solução A fórmula apresentada define f para qualquer número real x, exceto x = 1
(não podemos dividir por zero). Para qualquer x # 1, podemos simplificar a fórmula
y =x+ I
ao fatorar o numerador e cancelar fatores comuns:
(x - 1 )(x + 1)
( )
fx = X - I
=x+ l para X -::P 1.

o 1
O gráfico de fé a reta y = x + I com o ponto (1 , 2) removido. Esse ponto
FIGURA 2.7 O gráfico de/ é idêntico à removido é mostrado como um "buraco" na Figura 2.7. Mesmo quej(l) não seja
reta y =x + 1, exceto emx= 1, em que/ definida, é óbvio que podemos deixar o valor dej(x) tão próximo quanto quisermos
não é definida (Exemplo 1). de 2 ao escolher x próximo o suficiente de 1 (Tabela 2.2).
62 Cálculo

TABELA 2.2 Quanto mais x se aprox ima de 1, mais perto ./{x) = (x2 - 1)/(x - 1)
parece se aproximar de 2

x2 - 1
Valores de x abaixo e acima de 1 f(x) = X - 1 = X + 1,
0,9 1,9
1, 1 2, 1
0,99 1,99
1,01 2,01
0,999 1,999
1,001 2,001
0,999999 1,999999
1,000001 2,000001

Generalizemos agora a ideia ilustrada no Exemplo 1.


Suponha que f(x) seja definida em um intervalo aberto em tomo de x 0 , exceto, pos-
sivelmente, no próprio x 0 . Se f(x) está arbitrariamente próxima a L (tão próxima de
L quanto queiramos) para todo x próximo o suficiente de x 0 , dizemos que/ se apro-
xima do limite L quando x se aproxima de x 0 , e escrevemos
lim J(x) = L ,
x-xo

que lemos como "o limite de f(x) quando x tende a x 0 é L". Por exemplo, no Exemplo
1, poderíamos dizer que j(x) se aproxima do limite 2 quando x se aproxima de 1, e
escrevemos
. x2 - 1
lim f(x) = 2, ou l1m
1
= 2.
x- 1 x -1 X -

Essencialmente, a definição diz que os valores de f(x) estão próximos do número L


sempre que x estiver perto de x 0 ( em qualquer lado de x 0). Essa definição é " infor-
mal" , porque frases como arbitrariamente p róximo e suficientemente próximo são
imprecisas; seu significado depende do contexto (para um torneiro mecânico que
fabrica um pistão, p róximo pode significar a alguns milésimos de polegada. Para
um astrônomo que estuda galáxias distantes, próximo pode significar a alguns anos-
-luz). Ainda assim, a definição é clara o suficiente para nos permitir reconhecer e
avaliar limites de funções específicas. Precisaremos da definição precisa da Seção
2.3 , no entanto, quando passarmos para os teoremas sobre limites. Seguem mais
alguns exemplos para explorar a ideia de limites.

EXEMPLO 2 Este exemplo ilustra que o valor limite de uma função não depende
de como a função é definida no ponto sendo aproximado. Considere as três funções
na Figura 2.8. A função f possui limite 2, enquanto x ~ 1, mesmo se/ não for de-
finida em x = I.
y y y

x2 - 1
--,x-=!= l
x2 -l x- 1
(a) j(x) = x- l (b) g(x) = (e) h (x) =x + I
l, X= 1

FIGURA 2.8 Os limites de./{x), g(x) e h(x) são iguais a 2 quando x se aproxima de 1. No
entanto, apenas h(x) possui o mesmo valor de função que seu limite em x = 1 (Exemplo 2).
Capítulo 2 Limites e continuidade 63

y A função g possui limite 2 quando x ~ 1, mesmo se 2 i: g (1). A função h é a única


das três funções na Figura 2.8 cujo limite quando x ~ 1 é igual a seu valor em x =
1. Para h, temos limx.-I h(x) = h(l). Essa igualdade de limite e valor de função é
significativa, e voltaremos a tratar disso na Seção 2.5.

EXEMPLO 3
(a) Se/é a função identidadef{x) = x, então, para qualquer valor de x 0 (Figura 2.9a),

(a) Função identidade


lim J(x) = lim x = xo.
x- xo x- xo
y
(b) Se fé a função constante j{x) = k ( função com o valor k constante), então, para
qualquer valor de x 0 (Figura 2.9b),

k y=k li1n J(x ) = lin1 k = k.


x-xo x-xo

Para exemplos de cada uma dessas regras, temos


---------~---x lim x = 3 e lim (4) = lim(4) = 4.
o x- 3 x- -7 x- 2

Provaremos essas regras no Exemplo 3 da Seção 2.3.


(b) Função constante

FIGURA 2.9 As funções no Exemplo 3 Algumas maneiras em que os limites deixam de existir estão ilustradas na Figu-
possuem limites e1n todos os pontos x 0 . ra 2.1 O e descritas no próximo exemplo.

y y y
O, X< o 1
X , X=#= 0
y= 1
l , x> O y=
O, x = O
1 e-- - - - - - - li 1
l 11
l 11
l 11
l 11
l 11
1
- - - - - - -0-- - - - - --+ X X X
o o o
X< Ü
11
l1 y= 1
l1 sen x, x> O
li

- 1

(a) Função escada U(x) de degrau unitá1io (b) g(x) (c) j(x)

FIGURA 2.10 Nenhuma dessas funções possui um limite quando x se aproxima de O (Exemplo 4).

EXEMPLO 4 Discuta o comportamento das seguintes funções quando x ~ O.

O, x< O
(a) U(x ) = { 1, x> O

1
X' X -::f: 0
(b) g(x) =
0, X = 0

O, X< o
(c) f(x) =
1
sen X' x > O
Solução
(a) Ela salta: a função escada de degrau unitário U(x) não possui limite quando x
~ O porque seu valor salta em x = O. Para valores negativos de x arbitrariamente
próximos a zero, U(x) =O.Para valores positivos de x arbitrariamente próximos
64 Cálculo

a zero, U(x) = 1. Não há um único valor L aproximado por U(x) quando x ~ O


(Figura 2.1 Oa).
(b) Elafica "grande " demais para ter um limite: g(x) não possui limite quando x ~ O
porque os valores de g ficam arbitrariamente grandes em valor absoluto quando
x ~ O e não ficam próximos de nenhum número real fixo (Figura 2.1 Ob).
(e) Ela oscila demais para ter um limite: j(x) não possui limite quando x ~ O
porque os valores da função oscilam entre+ 1 e - 1 em todos intervalos abertos
que contêm O. Os valores não ficam próximos a nenhum número determinado
quando x ~ O (Figura 2.1 Oc).

Leis do limite
Ao discutir limites, às vezes utilizamos a notação x ~ x 0 se queremos enfatizar
o ponto x 0 que é aproximado no processo de limite (geralmente para aumentar a
clareza de uma discussão ou exemplo em particular). Outras vezes, tais como nas
afirmações dos teoremas a seguir, utilizamos a notação mais simples x ~ c ou x ~
a, o que evita o subscrito em x 0 . Em todos os casos, os símbolos x 0, c e a se referem
a um único ponto no eixo x que pode ou não pertencer ao domínio da função envol-
vida. Para calcular limites de funções que são combinações aritméticas de funções
que possuem limites conhecidos, podemos utilizar diversas regras sin1ples.

TEOREMA 1 - Leis do Limite Se L , M , c e k são números reais e

lim /(x) = L e lim g(x) = M, então


x-c x-c

1. R egra da soma: lim (/ (x) + g(x)) =L + M


2. Regra da diferença: lim (/ (x) - g(x)) =L - M

3. R egra da multiplicação lim (k . J(x)) = k · L


por constante: x- e
4. Regra do produto: lim (J(x) · g(x) ) = L · M
x- c

5. Regra do quociente: lim /(x) = 1_


x- c g(x) M'
6. R egra da potenciação: lim [f(x)]n = L n, n é um número
x- e inteiro positivo

7. Regra da raiz: lim 'efiw = efL = L t/n, n é um número


x- e inteiro positivo
(Se n for um número par, suporemos que lim/(x) =L> O.)
x-c

Ou seja, a regra da soma diz que o limite de uma soma é a soma dos limites. Domes-
mo modo, as próximas regras dizem que o limite de uma diferença é a diferença dos
limites; o limite de uma constante vezes uma função é a constante vezes o limite da
função; o limite de um produto é o produto dos limites; o limite de um quociente é o
quociente dos limites (contanto que o limite do denominador não seja O); o limite de
uma potência (ou raiz) inteira de uma função é a potência (ou raiz) inteira do limite
(contanto
, que a raiz do limite seja um número real).
E razoável que as propriedades do Teorema 1 sejam verdadeiras ( embora esses
argumentos intuitivos não constituam provas). Se x estiver próximo o suficiente de
c, então j(x ) está próximo a L e g(x) está próximo a M , a partir de nossa definição
informal de limite. E' razoável, então, quej(x) + g(x) esteja próximo a L + M;j(x ) -
g (x ) esteja próximo a L - M; /if(x) esteja próximo a kL;j(x)g(x) esteja próximo a LM;
e j(x)!g(x) esteja próximo a L/M, se M não for zero. Provamos a regra da soma na
Seção 2.3, co1n base em uma definição precisa de limite. As Regras 2-5 estão pro-
vadas no Apêndice 4. A Regra 6 é obtida ao aplicarmos a Regra 4 repetidamente. A
Regra 7 é provada em textos mais avançados. As regras da soma, da diferença e do
produto podem ser estendidas a qualquer número de funções, e não apenas a duas.
Capítulo 2 Limites e continuidade 65

EXEMPLO 5 Utilize as observações limx- c k = k e limx- c x = e (Exemplo 3) e as


propriedades dos limites para determinar os limites a seguir.
. x4 + x2 - 1
(a) lim (x 3
+ 4x 2
- 3) (b) hm 2
(e) lim Y4x 2 - 3
x-c x-c X +5 x--2

Solução
(a) lim (x 3 + 4x 2 - 3) = lim x 3 + lim 4x 2 - lim 3 Regras da so1na e da diferença
x-c x- c x- c x- c

= c3 + 4c 2 - 3 Regras da potenciação e da
n1ultiplicação
lim(x 4 + x2 - 1)
. x 4
+x - 2
1
(b) l1m 2 2
Regra do quociente
X--+C X + 5 lim (x + 5)
x- c

lim x 4 + lim x 2 - lim 1


2
Regras da soma e da diferença
lim x + lim 5

c4 + c2 - 1
2 Regra da potenciação ou do
c + 5 produto

(e) lim Y4x 2 - 3 Y lim (4x 2 - 3) Regra da raiz com n = 2


x--+-2 x--+ - 2

Y lim 4x 2 - lim 3 Regra da diferença


x --+-2 x - -2

Y4(-2) 2 - 3 Regras do produto e da


111ultiplicação
Vi6=3
Vl3

Duas consequências do Teorema 1 simplificam ainda mais a tarefa de calcular limi-


tes de funções polinomiais e funções racionais. Para avaliar o limite de uma função
polinomial quando x se aproxima de e, simplesmente substitua e por x na fórmula
para a função. Para avaliar o limite de uma função racional quando x se aproxima de
um ponto e em que o denominador não seja zero, substitua e por x na fórmula para
a função (veja os Exemplos 5a e 5b ). Exprimimos esses resultados, formalmente,
como teoremas.

TEOREMA 2 - Limites de polinômios Se P(x) = anx' + an_ 1x1 - 1


+ ··· + a0 , então
lim P(x) = P(c) = Gn C n + Gn- 1Cn - l + · · · + ao.
X--+ C

TEOREMA 3 - Limites das funções racionais


Se P(x) e Q(x) são polinômios e Q(c) i= O, então

P(x) P(c)
lim
X--+ C Q(x ) Q(c ).

EXEMPLO 6 Os cálculos a seguir ilustram os Teoremas 2 e 3 :

. x3 + 4x 2 - 3 (- 1)3 + 4( - 1)2 - 3 O
l1m 2
- - -2- - - = - - o
x --+ - 1 X + 5 (- 1) + 5 6
66 Cálculo

~ tificação de fatores comuns Eliminação algébrica de denominadores nulos


1 P~d-e-se den1onstrar que se Q(x) é um O Teorema 3 se aplica somente se o denominador da função racional não for
polinômio e Q(c) = O, então, (x - e) é um igual a zero no ponto limite e. Se o denominador for zero, ao cancelar fatores co-
fator de Q(x). Logo, se o numerador e o muns no numerador e no denominador, podemos reduzir a fração a uma cujo de-
denominador de uma função racional de
nominador não seja mais igual a zero em e. Se isso ocorrer, podemos determinar o
x forem ambos zero em x = e, eles terão
limite por substituição na fração simplificada.
(x - e) como fator comum.

EXEMPLO 7 Avalie
y
x2 +X - 2 . x2 + X - 2
y= 11m 2 -
x 2 -x x- 1 X X

3 Solução Não podemos substituir x = 1 porque isso resulta em um denominador


zero. Testamos o numerador para verificar se ele também é zero em x = 1. Desse
modo, ele tem um fator de (x - 1) em comum com o denominador. O cancela-
mento de (x - 1) resulta em uma fração simplificada com o mesmo valor que a
original para x i= 1:
x2 + X - 2 (x - 1)(x + 2) X+ 2
2
se x i= 1.
(a) x - X x(x - 1) X '

y Ao utilizar a fração simplificada, determinamos o limite desses valores quando


x+2 x ~ 1 por substituição:
y= --
x . x 2 + X - 2 _ }' X + 2 1+ 2 = 3
11m 2 - X - 1m x 1 .
3 x- 1 X x- 1

Veja a Figura 2.11.

Utilização de calculadoras e computadores para estimar limites


Quando não pode1nos usar a regra do quociente no Teorema 1 porque o limite
do denominador é zero, podemos tentar utilizar uma calculadora ou um computador
(b) para adivinhar o limite numericamente quando x se aproxima de e. Utilizamos essa
abordagem no Exemplo 1, mas calculadoras e computadores podem, às vezes, dar
FIGURA 2.11 O gráfico de f{x) = (x2 + x falsos resultados e impressões errôneas para funções que não são definidas em um
- 2)/(x2 - x) no item (a) é igual ao gráfico
ponto ou que não possuem limite nesse ponto, como ilustramos aqui.
de g(x) = (x + 2)/x no item (b), exceto em
x = l, em que fé indefinida. As funções
possuem o mesmo limite quando x ~ 1 EXEMPLO 8
. .
Estime o valor de l1m
v x2 + 1oo
2
- 1o.
x-0 X
(Exemplo 7).
Solução A Tabela 2.3 lista valores da função para uma série de valores próximos
de x = O.Quando x se aproxima de O através dos valores ±1, ±0,5, ±0, 10 e ±0,01 , a
função parece se aproximar do número 0,05 .
Ao passo que se supomos valores de x ainda menores, ± 0,0005 , ±0,0001 ,
±0,00001 e ±0,000001, a função parece se aproximar do valor O.
A resposta é 0,05 ou O, ou algum outro valor? Resolveremos essa questão no
exemplo a seguir.

2
TABELA 2.3 Valores de f(x) = V x + 1OO - 1Opróximo a x = Ono computador
x2

X .f{x)

'
±1 0,049876
± 0,5 0,049969 .
0, > se aproxima de 0,05 ?
± 0,1 049999
± 0,01 0,050000
'
'
± 0,0005 0,050000
± 0,0001 0,000000 .
O,OOOOOO > se aproxima de O?
± 0,00001
± 0,000001 0,000000
'
Capítulo 2 Limites e contin uidade 67

Utilizar um computador ou uma calculadora pod.e fornecer resultados ambí-


guos, como ocorre no exemplo anterior. Não podemos substituir x = O no proble-
ma, e o numerador e o denominador não possuem fatores comuns óbvios ( como
'
possuíam no Exemplo 7). As vezes, no entanto, podemos criar um fator comum
algebricamente.

EXEMPLO 9 Avalie

. Vx 2 + 100 - 10
11m 2 .
x- 0 X

Solução Esse é o limite que consideramos no Exemplo 8. Podemos criar um fator


comum ao multiplicar tanto o numerador quanto o denominador pela expressão ra-
dical conjugada V x 2 + 100 + 1O (obtida ao alterar o sinal após a raiz quadrada).
A álgebra preliminar racionaliza o numerador:

V x2 + 100 - 10 Vx 2+ 100 - 10 Vx 2 + 100 + 10


- - - - - - - ·-;:::=======---
x2 x2 Vx 2 + 100 + 10
x2+ 100 - 100
x 2 (Vx 2 + 100 + 10)
x2
Fator comum x 2
x2(v'x 2 + 100 + 10)
1
Cancelar x 2 para x 7' O
Vx 2 + 100 + 10 ·

Portanto,

. Vx 2 + 100 - 10 . 1
11m = 11m --:::=======---
x-o x2 x- o Vx 2 + 100 + 10
1 Denominador não Oem
x = O; substituir
V0 2 + 100 + 10
1
= 20 = 0,05.

Esse cálculo fornece a resposta correta, em contraste com os resultados ambí-


guos fornecidos pelo computador no Exemplo 8.

Não é sempre que podemos resolver algebricamente o problema de determina-


y ção do limite de um quociente em que o denominador se torna zero. Em alguns ca-
sos o limite pode, então, ser determinado com a ajuda de alguma geometria aplicada
ao problema (veja a prova do Teorema 7 na Seção 2.4), ou por meio de métodos de
j' cálculo (ilustrados na Seção 7.5). O teorema a seguir também é útil.

Teorema do confronto
O teoren1a a seguir nos permite calcular uma variedade de limites. Ele é cha-
mado de teorema do confronto porque se refere a uma função f cujos valores são
- - + - - - - - --0-- - - - - ~ x
o e "presos" entre os valores de duas outras funções g e h que possuem o mesmo limite
L em um ponto e. Estando "aprisionados" entre os valores de duas funções que se
FIGURA 2.12 O gráfico de/ é imprensado aproximam de L, os valores de/ também devem se aproximar de L (Figura 2.12).
entre os gráficos de g e h. Você encontrará uma prova no Apêndice 4.
68 Cálculo

y x2
y = l + -2 TEOREMA 4 - Teorema do confronto Suponha que g(x) < j{x) < h(x) para
todo x em um intervalo aberto contendo e, exceto, possivelmente, no próprio
2 x = c. Suponha também que
lim g(x) = lim h(x) = L.
x-c x-c
I Então, limx_c.fCx) = L.

---~---1----~---- x O teorema do confronto também é chamado de "teorema do aperto" ou "teorema


-1 o
do sanduíche".
FIGURA 2.13 Qualquer função u(x) cujo
gráfico esteja na região entre y = 1 + (x2/2) EXEMPLO 10 Uma vez que
e y = 1 - (x2/4) possui limite 1 quando
x ~ O (Exemplo 1O). x2 x2
1 - < u(x) < 1 + para qualquer x i= O,
4 2
determine limx-o u(x), por mais complicado que seja u.

Solução Como

lim(l - (x 2/ 4)) = 1 e lim(l + (x 2/ 2)) = 1,


x- o x- o
o teorema do confronto implica limx-o u(x) = 1 (Figura 2.13).

EXEMPLO 11 O teorema do confronto nos ajuda a estabelecer importantes regras


de limite:
(a)
(a) lim sen e = O (b) lim cose = l
e- o e- o
y
(e) Para qualquer função/, lim f(x) = O implica lim f(x) = O.
x- c x- c

Solução
y = 1- cos (} (a) Na Seção 1.3, estabelecemos que -181< sen e < 181 para qualquer e (veja a
Figura 2.14a).
Uma vez que lime- o (-181) = lime- o 181 = O, temos
(b) lim sen e = o.
e- o
FIGURA 2.14 O teorema do confronto (b) Da Seção 1.3, O < 1 - cos 8 < 1
81para qualquer 8 (veja a Figura 2.14b), e temos
confirma os limites mostrados no
lime-o (1 - cos 8) = Oou
Exemplo 11.
lim cos 8 = 1.
e- o
(e) Uma vez que - jf{x)I<j{x) < j/{x)I e - jf{x)I e j/{x)I possuem limite Oquando x ~ e,
ocorre que limx_c.fCx) = O.

Outra propriedade importante dos limites é fornecida pelo teorema a seguir.


Uma prova é dada na próxima seção.

TEOREMA 5 Se f{x) < g(x) para todo x em um intervalo aberto contendo e,


exceto possivelmente em x = e, e os limites de 1· e g existirem quando x se
aproxima de e, então

lim f(x) < lim g(x).


x-c X---+C

A asserção resultante da substituição da desiguald.a de menor ou igual a (<) pela


desigualdade estrita(< ) no Teorema 5 é falsa. A Figura 2.14a 1nostra que para e i=
O, - 181 < sen 8 < 181, mas no limite quando 8 ~ O, a igualidade se aplica.
Capítulo 2 Limites e conti nuidade 69

Exercícios 2.2

Limites a partir dos gráficos y


Y = f(x)
1. Para a função g(x) representada grafica1nente aqui, determine l
os seguintes limites ou explique por que eles não existem.
a. lim g(x) b. lim g(x) e. lim g(x) d. lim g(x) -1 2
x-1 x-2 x-3 x-2,5

y
-2
y = g(x)

Existência de limites
Nos Exercícios 5 e 6, explique por que o limite não existe.

2. Para a função f{t) representada graficamente aqui, determine . -X I


5 . l1m 6• 1·1m 1
x~O 1X x~\ X - 1
os seguintes limites ou explique por que eles não existem.
a. lim J(t) b. lim J(t) e. lim J(t) d. lim J(t) 7. Suponhamos que a função f{x) seja definida para todo valor
,--2 1-- 1 1-0 ,-- o,s real de x exceto para x = x0 . O que pode ser dito sobre a exis-
s tência de 1imx_x0 f{x)? Justifique sua resposta.
8. Suponhamos que a função f{x) seja def inida para todo x em
1 [- 1, 1]. O que pode ser dito sobre a existência de 1imx_ 0j{x)?
s = f(t) Justifique sua resposta.
l 9. Se limx-i f{x) = 5, f deve ser definida em x = 1? Em caso
o l
afirmativo, deve ser f{ 1) = 5? Podemos concluir algo sobre os
-1 valores de f em x = 1? Explique.
10. Sef{ l ) = 5, limx_ 1 j{x) deve existir? Em caso afirmativo, deve
ser limx_ ,f{x) = 5? Podemos concluir algo sobre limx_ ,j{x)?
3. Quais das afirmações a seguir com relação à função y = f{x) Explique.
representada graficamente aqui são verdadeiras? E quais são
Calculando limites
falsas?
a. lim f (x) existe. Determine os limites nos Exercícios 11-22.
x--+0 11. lim (2x + 5) 17. hm 3(2x - 1) 2
b. lim j(x) = O x--+-7 x--+-1
x--+0
e. lim j(x) = 1 12. lim(-x 2 + 5x - 2) y+2
x--+0 X--+2 18. lim 2
d. lim J(x) = l y--+2 y + 5y + 6
x--+1 13. lim 8(1 - 5)(t - 7)
e. lim j(x) = O t--+6 19. lim (5 - y) 413
X--+l 3 2 y--+-3
f. lim J(x) existe em todo ponto x0 em (-1, 1). 14. lim (x - 2x + 4x + 8)
X--+Xo x--+- 2 20. lim (2z - 8) l/ 3
g. lim j(x) não existe. . X+ 3 z--+0
x--+1 15. 11m 3
x--+2 X+ 6 21. lim
y 1i-o V3h + 1 + 1
16. lim 3s(2s - 1)
s--+2/3 \i5h + 4 - 2
22. lim
h--+0 h

-1 1 2 Limites de quocientes
Determine os limites nos Exercícios 23-42.
-1 X - 5 2
23. lim 2 t + 3t + 2
28. lim
x--+5 x - 25 , -- 1 12 - t - 2

X + 3 -2x - 4
4. Quais das afirmações a seguir com relação à função y = f{x) 24. lim 29. lim
representada graficamente aqui são verdadeiras? E quais são x--+-3 x 2 + 4x + 3 x--+-2 x3 + 2x2
falsas? x 2 + 3x - 10 5y3 + 8y2
25. lim 30. lim
a. lim j(x) não existe. x--+- 5 X+ 5
x~2 y--+0 3y 4 - 16y 2
b. lim j(x) =2 x2 - 7x + 10
x~2 26. lim -X1 - 1
e. lim f (x) não existe. x--+2 x-2 31. lim
x~l x--+I X- l
2
d. lim f (x) existe em todo ponto x0 em (-1, 1). 1 + I - 2 1 1
27. lim
x~ xo
e. lim f (x) existe em todo ponto x 0 em ( 1, 3). ,-1 t2 - 1 32. lim
X- 1 +x+ 1
X ~XO x--+O X
70 Cálculo

33. lim
u4 - l
38. lim
\/7+8 - 3 53. Suponha que Iimx-cfix) = 5 e limx-c g(x) = -2. Determine
u-1 u 3 - l x-- 1 x+ l a. lim J(x)g(x) e. lim (J(x) + 3g(x))
x-c x- c
v3 - 8 Vx 2 + 12 - 4
34. lim 4 39. lim b. lim 2/(x)g(x)
d r f(x)
v-2 v - 16 x-2 x-2 x-c · x~ J(x) - g(x)

35. lim
Vx - 3
40. lim
X+ 2
x- 9 x-9 x--2 W + 5 _ 3 54. Suponha que limx-4/{x) = Oe limx-4 g(x) = - 3. Determine

36. lim
4x - x 2
41. lim
2 -w-=s a. lim (g(x) + 3)
x-4
e. lim (g(x) ) 2
x-4
x-4 2 - Vx x- - 3 X+ 3 . g(x)
b. lim xf(x) d. hm /( )
l° X - 1 4-x x-4 x-4 X - 1
37. 1m 42. lim
x- 1 ~ - 2 x-4 5 - \/7+9 55. Suponha que limx_b j{x) = 7 e l imx-b g(x) = - 3. Determine
a. lim (J(x) + g(x)) e. lim 4g(x)
x- b x- b
Limites com funções trigonométricas
b. lim J(x) • g(x) d. lim J(x)/g (x)
Determine os lin, ites nos Exercícios 43-50. x-b x-b

43. lim (2 sen x - 1) 1 + x + senx 56. Suponha que limx__2 p(x) = 4, limx__2 r(x) = Oe limx--l s(x)
x-o 47. lim - - - - - = - 3. Determine
x-o 3 COS X
44. lim sen 2 x a. lim (p(x) + r(x) + s(x))
x-o 48. lim (x 2 - 1)(2 - cos x) x--2
x-o
45. lim sec x b. lim p(x) · r(x) · s(x)
x-o 49. li111 ~ cos (x + 'TT) x - -2
x - - 'TT
46. Jim tg X e. lim (- 4p(x) + 5r(x) )/s(x)
x-o 50. lim V7 + sec x 2 x --2
x-o
Utilizando regras de Limites Limites de taxas de variação média
Devido a sua conexão com retas secante, tangente e taxas instantâ-
51. Suponha que limx_0 j{x) = 1 e Ii111x-o g(x) = - 5. Especifi que
neas, os limites da forma
quais regras do Teorema 1 são utilizadas para efetuar as etapas
a, b e e do cálculo a seguir. . J(x + h) - J(x)
hm h
. 2/(x) - g(x) ,J~ (2/(x) - g(x))
h-o
hm =------- (a)
x-o (J(x) + 7)213 Iim (J(x) + 7)213 ocorrem com frequência em cálculo. Nos Exercícios 57-62, avalie
x- o esse limite para os valores dados de x e a função f
lim 2/(x) - lim g(x) 57. j{x) = x2 , x= 1
x-o x-o (b)
( lim (J(x) + 7) )2/ 3 58. j{x) = x 2, x = - 2
x-o 59. j{x)=3x -4, x= 2
2 lim J(x) - Iim g(x)
x-o x-o (e)
60. f{x) = l /x, x=- 2
( lim f(x) + lim 7 ) 2!3
x-o x-o
61. / (x) = Vx, X = 7
(2)( 1) - (- 5) 7
62. J(x) = V3x + 1, x = O
-
(1 + 7)2/3 4
Utilizando o teorema do confronto
52. Suponha que Iitnx- J h(x) = 5, limx-i p(x) = 1 e limx-i r(x) = 63. Se V5 - 2x 2 < J(x) < v's="? para - 1 < x < 1, de-
2. Especifique quais regras do Teoren1a 1 são utilizadas para termine limx_ 0 j{x).
efetuar as etapas a, b e e do cálculo a seguir.
64. Se 2 - x2 < g(x) < 2 cos x para qualquer x, determine limx-o g(x).
65. a. Pode-se demonstrar que as desigualdades
. V5hW
hm - - - - - (a) 2
x-1 p(x)(4 - r(x)) lim (p(x)(4 - r(x)))
x-I 1 _ x < x sen x < 1
6 2 - 2 cosx
\/lim 5h(x)
x- 1
(b) valem para todos os valores de x próximos de zero. O que
( lim p(x))( lim (4 - r(x))) pode ser dito a respeito de
x- 1 x- 1
. x sen x ?
1im 2
\/5 Iim h(x) x- 0 - 2 COSX .
x- I
(e)
( lim p(x) )( lim 4 - lün r(x)) Justifique sua resposta.
x-1 x- 1 x- 1
D b. Faça o gráfico de y = 1 - (x2/6), y = (x sen x)/(2 - 2 cos x)
\/(5)(5) 5 e y = 1 juntos para -2 < x < 2. Comente o comportamento
- dos gráficos quando x ~ O.
(1)(4 - 2) 2
Capítulo 2 Limites e continuidade 71

66. a. Suponha que as desigualdades a. Faça tabe las de valores de f para os valores de x que se
2 aproximam de x 0 = - l por cima e p or baixo. Em seguida,
1 x 1 - cosx < l estime limx-+- l/(x).
2 - 24 < x2 2
b. Fundamente suas conclusões do item (a) esboçando um
gráfico de f próximo de x 0 = -1 e usando os comandos
valham para valores de x próximos a zero (e elas vale m,
"Zoom" e "Trace" para estimar os valores de y no gráfico
como você verá na Seção 10.9). O que dizer a respeito de
quando x ~ - 1.
. 1- COSX?
e. Determine limx__ 1/(x) algebricamente.
11m .
x-0 X2
72. Seja F(x) = (x2 + 3x + 2)/(2 - lxl).
Justifique suas respostas. a. Faça uma tabela dos valores de F em valores de x que se
aproximam de x 0 = - 2 por cima e por baixo. Em seguida,
estime limx-+- 2 F(x).
D b. Faça os gráficos das equações y = ( 1/2) - (x2/24), y = (1 -
cos x)/x 2 e y = 1/2 juntas para -2 < x < 2. b. Apoie suas conclusões no ite1n (a) ao fazer o gráfico de F
próximo a x 0 = - 2 e utilizar os comandos "Zoom" e "Trace"
Comente o comportamento dos gráficos quando x ~ O.
para estimar os valores de y no gráfico quando x ~ - 2.

Estimativa de Limites e. Determine limx_ _2 F(x) algebricamente.


73. Seja g(O) = (sen 0)/0.
D Você achará útil utilizar uma calculadora gráfica para resolver os a. Faça uma tabela dos valores de g em valores de O que se
Exercícios 67-76.
aproximam de 80 = O por cima e por baixo. Em seguida,
67. Suponha que/(x) = (x2 - 9)/(x + 3). estime lim0_ 0 g(8).
a. Crie mna tabela de valores de/ nos pontos x = -3, I ; -3,01; b. Apoie suas conclusões no item (a) ao fazer o gráfico de g
-3,001 , e assim por diante, até onde sua calculadora permita. próximo a 80 = O.
Em seguida, estime limx__ 3 /(x). A que estimativa você 74. Seja G(t) = (1 - cos t)!t2.
chega se, e m vez disso, avaliar/ em x = - 2,9; - 2,99;
a. Faça uma tabela dos valores de G em valores de t que se
-2,999 ... ?
aproximam de t0 = O por cima e por baixo. Em seguida,
b. Apoie suas conclusões no item (a) fazendo o gráfico de estime lim,_ 0 G(t).
f próximo a x 0 = - 3 e utiliza ndo os comandos " Zoom" e b. Apoie suas conclusões no item (a) ao fazer o gráfico de G
" Trace" para estimar os valores de y no g ráfi co quando próximo a t0 = O.
x~-3.
75. Seja/(x) = x 11<1 -x) .
e. Determine limx_ _J(x) algebricamente, como no Exemplo 7.
a. Faça uma tabela dos valores de f em valores de x que se
68. Suponha que g(x) = (x2 - 2)/(x - \/2). aproximam de x 0 = 1 por cima e por baixo; f parece ter
a. Faça uma tabela de valores de g nos pontos x 1,41; = 1,4; um limite quando x ~ 1? Em caso afirmativo, qual é esse
1,414, e assim por diante, por sucessivas aproximações de- limite? Em caso negativo, por que não?
cimais de V2. Estime li m x-+V2 g(x). b. Apoie suas conclusões no item (a) ao fazer o gráfico de f
b. Apoie suas conclusões no item (a) fazendo um gráfico de próxi mo a x 0 = 1.
g próximo de xo = V2 e utilizando os comandos "Zoom" 76. Seja/(x) = (3x - l )/x.
e "Trace" para estimar os valores de y no gráfico quando a. Faça uma tabela dos valores de f em valores de x que se
x~\/2. aproximam de x 0 = O por cima e por baixo; f parece ter
e. Determine limx-+V2 g(x) a]gebrica1nente. um limite quando x ~ O? Em caso afirmativo, qual é esse
69. Seja G(x) = (x + 6)/(x2+ 4x - 12). limite? Em caso negativo, por que não?

a. Faça uma tabela dos valores de G em x = - 5,9;


- 5,99; b. Apoie suas conclusões no item (a) ao faze r o gráfico de f
- 5,999, e assim por diante. E m seguida, estime limx_ _6 próximo a x 0 = O.
G(x). A que estimativa você chega se, e m vez di sso, avaliar Teoria e exemplos
G em x = - 6,l; -6,0l; -6,001 ... ?
77. Se x 4 < j(x) < x 2 para x em [- 1, 1] e x 2 < f(x) < x 4 para x < - 1
b. Apoie suas conclusões no item (a) ao fazer o gráfico de G
e x > l, em que pontos e você conhece automaticamente que
e utilizar os comandos " Zoom" e "Trace" para estimar os
limx-cfix)? O que se pode dizer sobre o valor do limite nesses
valores de y no gráfico quando x ~ - 6.
pontos?
e. Determine limx-+- 6 G(x) algebricamente.
78. Suponha que g(x) <f(x) < h(x) para qualquer x -=1- 2, e suponha que
70. Seja h(x) = (x2 - 2x - 3)/(x2 - 4x + 3).
lim g(x) = lim h(x) = -5.
a. Faça un1a tabela dos valores de h em x = 2,9; 2 ,99;
2,999 x- 2 x- 2
e assim por diante. Em segu ida, estime limx-+ 3 h(x). A que Podemos concluir algo com relação aos valores de f, g e h em
estimativa você chega se, em vez disso, avaliar h em x = x = 2? É possível que/(2) = O? É possível que limx_ 2/(x) = O?
3,1; 3,01 ; 3,001 ... ? Justifiq ue suas respostas.
b. Apoie suas conclusões no item (a) ao fazer o gráfi co de h f(x) - 5
79. Selim = 1, determine lim J(x).
próximo a x 0 = 3 e utilizar os comandos "Zoom" e "Trace" x-4 x- 2 x-4
para estimar os valores de y no gráfico quando x ~ 3. . f(x )
80. Se l11n = l , d eterm1ne
.
e. Determine limx-+3 h(x) algebricamente. x- - 2 X 2
a. lim J(x) b. lim j(x )
71. Seja/(x) = (x2 - 1)/(lxl - l ). x- - 2 x- -2 X
72 Cálculo

J(x) - 5 USO DO COMPUTADOR


81. a. Se lim = 3 , determine lim f (x).
X--+2 x- 2 X--+2 Estimativas gráficas dos Limites
J(x) - 5 Nos Exercícios 85-90, utilize um sisten1a algébrico computacional
b. Se Iim = 4 , determine lin1 f (x ) .
x--+2 x - 2 x--+2 para realizar as etapas a seguir:
f(x) a. Trace a função próxima ao ponto x 0 que está sendo aproxi-
82. Se lim 2
= 1 , determine mado.
x -+0 X

. J(x ) b. A partir do traçado, estime o valor do limite.


a. lim J(x ) b. hm X . x4 16 x2 - 9
x--+ O X--+ Ü 85. hm
-
88. lim .. ~
x--+2 X - 2 x--+3 V x 2 + 7 - 4
0 83. a. Faça o gráfico de g(x) =x sen (1 /x) para estimar limx-og(x),
aproximando-se da origem quando necessário. . x3 - x 2 - Sx - 3 1 - CO SX
86. hm 89. lim - - -
b. Confirme sua estimativa no item (a) com uma prova. x--+- 1 (x + l ) 2 x--+O x sen x
0 84. a. Faça o gráfico de h(x) = x2 cos ( 1/x3) para estimar lill\-o h(x), ~- 1 . 2x 2
87. lim - - -
x- - 90 . 11m 3 3 CO SX
aproximando-se da origem quando necessário. x--+O
x--+O -
b. Confirme sua estimativa no item (a) com uma prova.

Definição precisa de Limite


2.3
Agora voltaremos nossa atenção para a definição precisa de limite. Substitui-
remos expressões vagas como "fica arbitrariamente próximo de" na definição in-
formal por condições específicas que podem ser aplicadas a qualquer exemplo em
particular. Com uma definição precisa, podemos provar as propriedades do limite
fornecidas na seção anterior e estabelecer muitos limites importantes.
Para mostrar que o limite de .f{_x) quando x ~ x 0 é igual ao número L, precisa-
mos mostrar que a distância entre j(_x) e L pode ser "tão pequena quanto quisermos"
se x for mantido "perto o suficiente" de x 0 . Vejamos o que isso exigiria se especifi-
cássemos o tamanho do intervalo entre.f{_x) e L.

EXEMPLO 1 Considere a função y = 2x - 1 próxin1a de x 0 = 4. Intuitivamente, pare-


y
ce que y está próximo de 7 quando x está perto de 4, de modo que limx--+ 4 (2.x - 1) = 7.
No entanto, quão próximo x deve estar de x 0 = 4 para que y = 2.x - 1 seja diferente de
7 por, digamos, menos de 2 unidades?
Limitante superior:
y= 9 Solução Pergunta-se: para quais valores de x temos lY -
71< 2? Parar determinar a
9 t-----....--- ----- resposta, primeiro temos de expressar lY - 71em termos de x:
Para
satisfazer 7 1 lY - 71= 1(2.x - 1) - 71= l2x - 81.
isto
5- - '
---- - - - - - - -
1 Limitante inferior: A questão, então, toma-se outra: que valores de x satisfazem a desigualdade
J y=5 l2x - 81 < 2? Para descobrir, resolvemos a desigualdade:
1
12x- 81 < 2
3 4 5 - 2 < 2x -8 < 2
'--v---'
Restringir
a isto
6 < 2x< 10
3 <x< 5
FIGURA 2.15 Ao mantern1os x a 1 - 1 < x - 4 < 1.
unidade de x 0 = 4, mantemos y a 2
unidades de y 0 = 7 (Exemplo 1). Ao mantermos x a menos de 1 unidade em tomo de x 0 = 4, mantemos y a menos
de 2 unidades em torno de y 0 = 7 (Figura 2.15).

No exemplo anterior, determinamos o quão perto x deve estar de um valor x 0 em


particular para garantir que os valores.f{_x) de certa função fiquem em um dado inter-
valo em torno de um valor limite L. Para mostrar que o limite de f(x) quando x ~ x 0
é, realmente, igual a L , precisamos ser capazes de mostrar que a distância entre j(_x) e
L pode ficar menor do que qualquer erro prescrito, não importando o quão pequeno
ele seja, ao se manter x perto o suficiente de x 0 .
Capítulo 2 Limites e continuidade 73

y Definição de limite
Suponha que estejamos observando os valores de uma função j{x) quando x
1 se aproxima de x 0 (sem se tornar o próprio valor de x 0). Certamente queremos ser
L + 10
J(x) capazes de dizer que j{x) fica a um décimo de unidade de L, contanto que x fique a
f(x) permanece alguma distância 8 de x 0 (Figura 2.16). Mas isso por si já não seria suficiente, uma
L neste intervalo
vez que x continua tendendo a x0, o que impede que j{x) oscile no intervalo de L -
1 (1 / 1O) a L + (1/ 1O) sem tender para L?
L - 10
para qualquer x *- x0
Talvez nos seja dito que o erro não pode ultrapassar 1/ 100 ou 1/ 1000 ou
neste intervalo 1/100.000. Em todos os casos, encontramos um novo intervalo 8 em torno de x 0 , de
a a modo que manter x dentro desses intervalos satisfaz a nova tolerância de erro. E, em
X todos os casos, existe a possibilidade de que.f{x) se afaste de L em algum momento.
X
o Xo - 8 Xo Xo +8 As figuras na página seguinte ilustram o problema. Você pode pensar nisso
como uma disputa entre um cético e um estudioso. O cético apresenta desafios de E
FIGURA 2.16 Como deveríamos definir para provar que o limite não existe ou, mais precisamente, há margem para dúvidas.
ô > O de modo que, se 1nantivésse1nos O estudioso responde a cada desafio com um intervalo 8 em torno de x 0 , que man-
x dentro do intervalo (x0 - ô, x 0 + tém os valores da função a menos de E de L.
ô),j(x) ficaria dentro do intervalo Como interromper essa série aparentemente infinita de desafios e respostas?
1 1) ?
Provando que, para cada tolerância de erro E que o cético apresente, podemos deter-
(L - 10' L + 10 . minar, calcular ou conjurar uma distância 8 correspondente que mantém x "próximo
o suficiente" de x0 para manter j{x) dentro daquela tolerância de L (Figura 2.17).
Isso nos leva à definição precisa de limite.
y

DEFINIÇAO
- Seja f{x) definida em um intervalo aberto em torno de x 0 , ex-
ceto, possivelmente, no próprio x 0 . Dizemos que o limite de f{x) quando x
L+E tende a x 0 é o número L , e escrevemos
f(x) permanece lim J(x) = L,
L neste intervalo x ~ x0

se, para cada número E> O, existir um número correspondente 8 > O, de modo
L-E que, para qualquer valor de x,
O< lx - x0 < 8
1 ~ 1/{x) - LI < E.

para qualquer x-:,:. x 0


neste intervalo Uma maneira de pensar a respeito dessa definição é supor que estejamos fabri-
cando um eixo de um gerador com uma tolerância estrita. Podemos tentar conseguir
X um diâmetro L, mas, como nada é perfeito, temos de nos satisfazer com um diâme-
- - - - j - - - -f---------+---O- --+-- ~ X
o tro j{x) que fique entre L - E e L + E. O 8 é a medida de quão precisa deve ser a nossa
configuração de controle para x, para garantir esse grau de precisão no diâmetro do
eixo. Observe que, conforme a tolerância a erros se torna menor, passamos a ter de
FIGURA 2.17 A relação de ô e E na ajustar 8. Isto é, o valor de 8, o quão rígido nosso controle precisa ser, depende do
definição de limite.
valor de E, a tolerância a erros.

Exemplos: teste da definição


A definição formal de limite não nos diz como determinar o limite de uma
função, mas nos permite verificar se um suposto limite está correto. Os exemplos a
seguir mostram como a definição pode ser utilizada para verificar hipóteses de li-
mite para funções específicas. No entanto, o real propósito da definição não é fazer
cálculos como esse, mas provar teoremas gerais de modo que o cálculo dos limites
específicos possam ser simplificados.

EXEMPLO 2 Mostre que


lim ( 5x - 3) = 2 .
x~ l

Solução Seja x 0 = 1,j{x) = 5x - 3 e L = 2 na definição de limite. Para qualquer E>


O, precisamos determinar um 8 > Oapropriado para que, se x 'i= 1 ex estiver a menos
de 8 de x 0 = 1, isto é, sempre que
O< lx - 11< 8,
74 Cálculo

y seja verdade que fi..x) está a menos de E de L = 2, de modo que


lf{x) - 21< E.
Determinamos ô ao trabalhar de trás para frente a partir da inequação E:
2 -------------
l(5x - 3) - 21= l5x - 51< E
5lx- li < E
lx - li < El5.
o 1 1 +~ Desse modo, podemos tomar ô= EIS (Figura 2.18). Se O< lx - 11 < 8 = EIS, então
5
l(5x - 3) - 21 = l5x - 51= 5lx - l i< 5(El5) = E,
o que prova que limx_, (5x - 3) = 2.
O valor de ô = EIS não é o único valor que fará O< lx - 11< ô implicar l5x - 51
< E. Qualquer ô positivo menor fará o mesmo. A definição não pede um ô positivo
"melhor", apenas um que funcione.
FORA DE ESCALA

FIGURA 2.18 SeJGx) = Sx - 3, então O<~ -


11< E/5 garante que 1/(x) - 21 < E(Exemplo 2).
y y y y

= f(x) y y = j'(x)
1
L + 10 1-- - - - -- - 1
1
L + 100 L + 100
L L L L
1 1 ----,JM __1
,_ _ _ __
1 L - 100 1
L - 10 1-~- -- --- 1
1
1
_ _ _ _ _ ____._ _ _ _ X 1
----+-----'--'---"--''--X X X
o o / Xo \ o Xo o / Xo \
xo - ô1110 xo + ô1110 Xo - ÔIJJOO Xo + Ô1fl00
O desafio: Resposta: Novo desafio: Resposta:
1
Faça IJ(x) -LI < E = ~ 1 x - xo 1 < ô 1110 (um nú1nero) Faça IJ(x) -L I < E = - 1X - Xo 1 < ÔlfJOO
1 100

y y

y = f(x)
1 1
L + 1000 L + 1000
L L
1/ 1/
L - 1000 L - 1000

_ _ _ _ _ _ ___..___ _ _ X _ _ _ _ _ _...__....._.........__ _ X
o o
Novo desafio: Resposta:
1
E= 1000 1x - xol < 8111000

y y y

y = j(x)
l
L + 100.000
""1-- -~rc--- L+E
?; l=---= = =..,..,,,C.- - - -
L i -- --7'f"T ---

1/
7
L-E
L - J00.000 L - 100.000

_ _ _ _ _ _..____ _ _ _ X
----+------'---X
o o o
Novo desafio: Resposta: Novo desafio:
1
E = 100.000 1x - xol < ô 11100.ooo E = ...
Capítulo 2 Limites e continuidade 75

y EXEMPLO 3 Prove os seguintes resultados apresentados graficamente na Seção 2.2.


(a) lim x = xo (b) lim k = k (k constante)
Xo + € x~x0 x~x0

Xo + 8 1--------,---r-- - - - Solução
Xo
Xo - 8 1----- - ---,f--.--- - t - - - - -
(a) Seja E> O dado. Precisamos determinar ô > O de modo que para todo x
O< lx-x0 1< ô implique lx-x0 1< E .
Xo - €
A implicação será verdadeira se 8 for igual a E ou a qualquer número positivo
menor (Figura 2.19). Isso prova que limx-xo x = x 0 .
- ~ i : : . . . . . . __ _ _-1--...,L__.1--_ __ ~x (b) Seja E > Odado. Precisamos determinar 8 > Ode modo que para todo x
x0 - 8 x0 x0 + 8
O< lx-x01< 8 implique lk - kl < E.
FIGURA 2.19 Para a função .f{x) =
Uma vez que k - k = O, podemos utilizar qualquer número positivo para ô, e a
x, deter1nina1nos que O< lx - x01< ô
garantirá que j/{x) - x 0 1 < E sempre que ô < in1plicação será verdadeira (Figura 2.20). Isso prova que limx- xo k = k.
E (Exemplo 3a).
Determinação algébrica de deltas para epsilones dados
Nos Exemplos 2 e 3, o intervalo dos valores em torno de x 0 para o qual l/(x)- l l era
y
' menor do que E era simétrico em relação a x 0, e podemos presumir que 8 tenha a metade
y= k do comprimento desse intervalo. Quando não houver essa simetria, como costuma aconte-
k+E cer, podemos presumir que 8 seja a distância de x0 ao extremo mais próximo do intervalo.
k l 1 1
1
k-€
EXEMPLO 4 Para o limite limx-s ~ = 2, determine um 8 > O que sirva
1
1
1
1
1
para E = 1. Ou seja, determine um 8 > O de modo que, para qualquer x,
1
1 ,' X
O<lx- 51 < 8 ~ 1~ - 21 < 1.
o Xo - 8 Xo Xo + 8
Solução Organizamos a busca em duas etapas, conforme discutido anteriormente.
FIGURA 2.20 Para a função .f{x) = k, 1. Resolva a inequação 1 ~ - 2I < 1 para determinar um intervalo con-
determinamos que j/{x) - kl < E para tendo x 0 = 5 no qual a inequação valha para qualquer x -=ft x 0.
qualquer ô positivo (Exemplo 3b).
l ~ - 21 < 1
- 1 < ~-2 < 1
3 3 1 <~< 3
_ ....
l ............. .....C:8)111....,.....,......L-1--'----'IL--~), X
2 5 8 10
1< x - I < 9
FIGURA 2.21 U1n intervalo aberto de 2 <X< 10
raio 3 em torno de x 0 = 5 ficará dentro do
intervalo aberto (2, l O). A inequação vale para todo x no intervalo aberto (2, 1O), então, vale para todo
x -=ft 5 nesse intervalo, também.
2. Determine um valor de 8 > Opara colocar o intervalo centrado 5 - 8 < x < 5 +
8 (centrado em x 0 = 5) dentro do intervalo (2, 1O). A distância entre 5 e o extre-
y
mo mais próximo de (2, 1O) é 3 (Figura 2.21 ). Se tomarmos 8 = 3 ou qualquer
número positivo menor, então a inequação O< lx - 51< 8 colocará x, automati-
y = v'x=1
camente, entre 2 e 10 para fazer 1 ~ - 2 I < 1 (Figura 2.22):
O<ix - 51<3 ~ 1~ - 21 < 1.
2 - -------
1
1
Como determinar algebricamente um 8 para dados/, L, x0 e E> O
1
1
1
O processo de determinar um 8 > O tal que para todo x
1
3
-, 1 3 O< lx - x01 < 8 1/(x) - l j < E
1
X pode ser organizado em duas etapas:
O 1 2 5 8 10
FORA DE ESCALA 1. Resolva a inequação lf(x) - L I < E para determinar um intervalo aberto (a, b)
contendo x 0 no qual a inequação valha para todo x -=ft x 0 .
FIGURA 2.22 Função e intervalos no
2. Determine um valor de 8 > O que coloque o intervalo aberto (x0 - 8, x 0 + 8)
Exe111plo 4.
centrado em x 0 dentro do intervalo (a, b). A inequação 1/(x) - LI < E valerá
para qualquer x -=ft x 0 nesse intervalo de raio 8.
76 Cálculo

y EXEMPLO 5 Prove que limx_2 fix) = 4 se


y = x2
X =/= 2
4 +€
J(x) = { x2,
1 -- - - - , - - - - - ; - - - - -
1, X = 2.

(2, 4) Solução Nossa tarefa é mostrar que, dado E > O, existe um 5 > O, tal que, para todo x
O< lx - 21< 5 lf{x) - 4 1< E.
4 - € _ _ _._ - + - - - - - -

1. Resolva a inequação lf{x)- 41< E para determinar um intervalo aberto conten-


(2, 1) do x 0 = 2 no qual a inequação valha para todo x =I= x 0 .
---~~--L---1......___ _ _ _~ x Para x =I= x 0 = 2, temosfix) = x 2 , e a inequação a ser resolvida é lx 2 - 41< E:
O ~ / 2 "'
v~4_
+_€
Jx2 - 4J < E

FIGURA 2.23 Intervalo contendo x = 2 de - E < x2 - 4 < E

modo que a função no Exemplo 5 satisfaça 4 - +E


E < x2 < 4
J/Cx) - 41 < E.
~ <lxl< ~ Pressuponha é < 4; veja adiante.
Um intervalo aberto cm tomo de x0 = 2
~<x<~. que resolve a inequação.

A inequação lf{x) - 41 < E vale para qualquer x =I= 2 no intervalo aberto


( ~ , ~ ) (Figura2.23).

2. Determine um valor de 5 > O que coloque o intervalo centrado (2 - 5, 2 + 5)


dentro do intervalo(~,~).
Tome 5 igual à distância entre x 0 = 2 até o extremo mais próximo de
(~, V4+f).Em outras palavras, suponha que 5 = min {2-~, ~ - 2},
o mínimo (o menor) dos dois números 2 - ~ e V4+c - 2. Se 5 possuir
esse ou qualquer valor positivo menor, a inequação O < lx - 21< 5 colocará x auto-
maticamente e n t r e ~ e ~ para fazer J/Cx) - 41< E.Para todo x,
O< lx - 21< 5 lf{x) - 41< E.

Isso completa a prova para E < 4.


Se E > 4, então presumimos que 5 seja a distância de x 0 =2 ao extremo mais
próximo do intervalo ( O, ~ ) . Em outras palavras, suponha que 5 = min
{ 2, ~ - 2} (veja a Figura 2.23).

Utilização da definição para provar teoremas


Normalmente, não nos fundamentamos na definição formal de limite para veri-
ficar limites específicos, tais como aqueles nos exemplos anteriores. Em vez disso,
recorremos a teoremas gerais sobre limites, especialmente os teoremas da Seção
2.2. A definição é utilizada para provar esses teoremas (Apêndice 4). Como exem-
plo, provamos a parte 1 do Teorema 1, a regra da soma.

EXEMPLO 6 Dado que limx-c fix ) = L e Iimx-c g(x) = M, prove que

lim (/(x) + g(x)) = L + M .


x-c

Solução Seja E > O dado. Queremos determinar um número 8 positivo de modo que
para todo x

O< lx - c l < 5 J/{x) + g(x) - (L + M)I < E.


Capítulo 2 Limites e continuidade 77

Ao reagrupar os termos, obtemos


Desigualdade
l/(x) + g(x) - (L + M)I = 1(/(x) - L) + (g(x) - M)I triangular:

< l/(x) - LI+ lg(x) - M] . la + bl < 'ªI ~ lbl

Uma vez que limx_cfix) = L, existe um número ô 1 > O, de modo que para todo x
=> l/(x) - LI < E/2.
Do mesmo modo, uma vez que limx_c g(x) = M, existe um número ô 2 > O, de modo
que para todo x
O< lx - cl < ô2 lg (x) - M] < t:.12.
Seja 8 = min {Di, 82 } , o menor de 8 1 e 82 • Se O< lx - cl < 8, então lx - e 1< 8 1, de
modo que l/(x) - LI < t:.12, e lx - cl < ô 2, e assim lg(x) - M] < E/2. Portanto
E E
1/(x) + g(x) - (L + M) 1 < + = E.
2 2

Isso mostra que limx_c(/(x) + g(x)) = L + M.

A seguir, provaremos o Teorema 5 da Seção 2.2.

EXEMPLO 7 Dado que 1imx-cfix) = L e limx_c g(x) = M , e que.f(x) < g(x) para
todo x em um intervalo aberto contendo e ( exceto, possivelmente, o próprio e),
prove que L < M.

Solução Utilizamos o método da prova por contradição. Suponha, pelo contrário,


que L > M. Então, pela propriedade do limite da diferença no Teorema 1,
lim (g(x) - /(x)) =M - L.

Portanto, para todo E> O, existe ô > O, de modo que


l(g(x) - J(x)) - (M - L)I < E sempre que O< lx - cl < ô.
Uma vez que L - M > O, por hipótese, tomamos E =L - M em particular, e temos
um número 8 > O, de modo que
l(g(x)-.f(x)) - (M- L)I < L - M sempre que O< lx - cl < 8.
Como a < lal para qualquer número a, temos
(g(x) -J(x))- (M - L) < L - M sempre que O< lx - cl < ô
o que pode ser simplificado para
g(x) < j(x ) sempre que O< lx - cl < ô.

Mas isso contradiz.f(x) < g(x). Logo, a desigualdade L > M deve ser falsa. Portanto,
L < M.

Exerácios 2.3

Centrando intervalos em torno de um ponto 2. a = 1, b = 7, x 0 = 2

Nos Exercícios 1-6, esboce o intervalo (a, b) no eixo x com o ponto 3. a = - 7/2, b = - 1/2, x 0 = - 3
x 0 dentro. Em seguida, determine um valor de ô > O, de modo que 4. a = - 7/2, b = - 1/2, x 0 = - 3/2
para todo x, O< lx - x01< ô ~ a < x < b. 5. a = 419, b = 4/7, x 0 = 1/2
l . a = 1, b = 7, x 0 = 5 6. a= 2,7591 , b = 3,2391 , x 0 = 3
78 Cálculo

Determinação gráfica de deltas 13. 14.


Nos Exercícios 7- 14, utilize os gráficos para determinar um 8 >O y y
e que para todo x
j(x) =
O< lx - x0 1< ô ==> 1/{x) - L I< E. Xo = - 1
2
f(x) = !
1
L =2 Xo = 2
2,0 1
E = 0,5 L =2
7. 10. 1
1 E = 0,01
y 2 2 ___ .l..
y y= 1
f(x) = 2v'.x+1 V-X 1 1
2,5 1 1
Xo =3 1 l 99 ___ _J_L
6 ,2 - - - - - - j(x) = 2x - 4 L=4 1
'
1
6 ----- 1 Xo = 5 E = 0,2 --r-- 1
2
5 ,8 - - - - - 1 1
111
L =6 1 1

11 1 E = 0,2 y = 2v'.x+l 1
-----1--+---- 15
1

11 1 4,2 1 1 1 '
111 4 1 1 1
11 1 1
3,8 1 1

---+--~~----x
o
1 1
1
1

/ 5 "' 1 1

4,9 5,1 1
1
1
1
1
1
1 1 1
FORA DE ESCALA
1 1 1 --11---"-'-'------- X
-----'-------'----'------+----+ X
_ _ _ _ _ __.__~-x 16 -1 16 o o 1/ .!. " ,
-- 2,0 1
2
1,99
-1 O 2,61 3 3,41 9 25
FORA DE ESCALA
FORA DE ESCALA

8.
y
Determinação algébrica de deltas
11.
f(x) = - 23 x + 3 y Cada um dos Exercícios 15-30 dá uma função .f{x) e números L, x 0
Xo = -3 e E> O. Em cada caso, determine um intervalo aberto em tomo de
L = 7 ,5 j(x) = x2
x 0 em que a desigualdade 1/{x) - LI < E seja verdadeira. Dê então um
E= 0,15 Xo =2
L=4 valor para 8 > O tal que, para todo x satisfazendo O < l.x - x0 1 < 8, a
3 l desigualdade 1/{x)-LI < E seja verdadeira.
y =--X+ 3 E =
2
7 ,65 15. .f{x) =x + 1, L = 5, x 0 = 4, E = 0,01
7,5 16. .f{x)=2x - 2, l = -6, x 0 =-2, E = 0,02
7 ,35
17. .f{x) = Vx+l, L = 1, x 0= O, E = 0, 1
18. .f{x) = Vx, L = 1/2, x 0 = 1/4, E= 0,1
19. . f { x ) = ~ , L=3, x 0 = 10, E= 1
_ _ _........._............._ _ _ _ _ _ _ _ X
20. .f{x)=~, l = 4, x 0 = 23, E= 1
/ -3 " O
- 3' 1 - 2 '9 FORA DE ESCALA 21 . .f{x) = 1/x, L = l/4, x 0 = 4, E = 0,05
FORA DE ESCALA
22. .f{x) =x2 , L = 3, xo = V3, E = 0,1
23 . .f{x) = x 2 , L = 4, x 0 = - 2, E= 0,5
24. .f{x) = l /x, L = - l, x 0 = - 1, E= 0,1
12.
25 .f{x) = x 2 - 5
9. y
. ' L = 11' x o= 4 ' E = l
26. .f{x) = 120/x, L = 5, x 0 = 24, E= 1
f(x) = Vx j(x) = 4 - x2
y Xo = l Xo = - 1 27. .f{x) = mx, m > O, L = 2m, x 0 = 2, E = 0,03
L=l L=3 28 . .f{x) = mx, m > O, L = 3m, x 0 = 3, E = e> O
1
5
E =-
4
y= Vx 1
29 . .f{x) = mx + b, m > O, L = (m/2) + b, x 0 = 1/2, E = e> O
1
4 ---------- 1
) y =4- x2 -,- - - 3 30 . .f{x) = mx + b, m > O, L = m + b, x 0 = 1, E = 0,05
1
3 1
4 1 1 Utilização da definição formal
-r----- 2,75
1
1
Cada um dos Exercícios 31-36 dá uma função .f{x), um ponto x 0 e
_ _ _ _ __.__.....__ __.__ _ X 1 um número positivo E. Determine L = lim f(x). Em seguida, de-
1 x-x0
o 9 1 25 1
16 16 1
term ine um número ô > O de n1odo que para todo x
1
1
1
O<lx - x01<8 ==> 1/{x) - Ll < E.
1
1
1
31 . .f{x) = 3 - 2x, x 0 = 3, E= 0,02
_.......__ __.__.__...___-+--- X
\/5 -1 V'3 o 32 . .f{x) = -3x- 2, x 0 =-1, E= 0,03
2 2 x2 - 4
FORA DE ESCALA 33. f(x) = x _ , x 0 = 2, E = 0,05
2
Capítulo 2 Limites e conti nuidade 79

2
5 Teoria e exemplos
34. /(x)=x :!x
5
+ , x 0 =-5, E=0,05
51. Defina o que significa dizer que lim g(x) = k.
35. /(x) = v' 1 - 5x, x 0 = -3, E= 0,5 x-o
52. Prove que lim / (x) = L se, e somente se, lim / (h + e) = L.
x-c 1,-0
36. j{x) = 4/x, x0 = 2, E= 0,4
53. Afirmação incorreta sobre limites Mostre, com um exem-
Prove as afirmações de limite nos Exercícios 37-50. plo, que a afirmação a seguir está incorreta.
O número L é o limite dej{x) quando x se aproxima de x0,
37. lim (9 - x) = 5 39. lim Yx--=--s =2
x-4 x-9 se f{x) se aproxima de L quando x se aproxima de x0 .
38. lim (3x - 7) = 2 40. litn ~ = 2 Explique por que a função em seu exemplo não possui o valor
x-3 x-O dado de L como um limite quando x ~ x 0 .
2 54. Outra afirmação incorreta sobre limites Mostre com um
X :#l
41. lim /(x) = l se / (x) = {x , exemplo que a seguinte afirmação está incorreta.
x-1 2, X = l
O número L é o limite de j(x) à medida que x se aproxima de x0, se,
42. lim /(x) = 4 se J(x) = {x2, X:# -2 dado qualquer E> O, existe um valor de x para o qual j/{x) - LI< E.
x- - 2 1, X= -2
Explique por que a função do seu exemplo não tem o valor
43 . .r1m -1 = 1 45 .
.
]im x2 - 9 = - 6 dado de L como um limite quando x ~ x 0 .
x-1 X x--3 X+ 3 D 55. Torneando cilindros para motores Antes de solicitar a
fabricação de cilindros para motores com uma área de seção
44. r1m - 12
1
-
46. lim
x2 - 1
=2 transversal de 9 pol2, você precisa saber o quanto de desvio
x-V3 x 3 x- 1 X - 1 pode aceitar em relação ao diâmetro ideal do cilindro, que é
de x 0 = 3,385 pol, e ter, ainda, a área diferindo no máximo
x< 1 0,0 1 pol2 das 9 pol2 exigidas. Para determinar isso, você faz A
47. lim /(x) = 2 se f(x) = { 4 - 2x,
x- 1 6x - 4 x> 1 = 7r(x/2) 2 e procura o intervalo no qual tem de manter x para
'
fazer IA - 91< 0,01. Que intervalo você encontra?
48. lim /(x) = O se j(x) =
x-o
{2x,
x/2,
x<O
x>O
56. Fabricação de resistores elétricos A lei de Ohm para circui-
tos elétricos, como o mostrado na ilustração a seguir, afirma
49. lim x sen ; = O que V= RI. Nessa equação, V é uma voltagem constante, I é a
x-o corrente em amperes e R é a resistência e1n oruns. Sua empresa
recebeu pedidos de fornecimento de resistores para um circuito
y em que V será 120 volts e/ deverá ser 5 ± 0,1 A. Em que interva-
lo R deve ficar para que l esteja a 1nenos de O, 1 A do valor !0 = 5?

y = x sen x 1 V~
+ u R

Quando o número L não é o limite def(x) quando x~x0 ?


Mostrando que L não é um limite Podemos provar que
l i m x--+x f(x)*L ao fornecer un1 E > O de modo que não seja
possíve~ encontrar 5 > O que satisfaça a condição
para todo x, O< l.x - x01< 5 ==> 1/{x) - LI < E.

50. lim x 2 sen ; = O Conseguimos isso para o nosso candidato E ao mostrar que para
x-o cada 5 > Oexiste um valor de x tal que
y O< l.x-x0 < 5 e 1/{x)- LI >
1 E.

y
y = j(x)

L+E

y = x 2 sen ! L
X
- 1 2 2
7T 7T L- E
j(x)

- - --+-----''--,...___.___ _ L _ __ _ _ ~x
O x0 - ô \ x0 x0 +ô
-1 a um valor de x para o qual
o< 1x - Xo 1 < ae I j(x) - L1 > E
80 Cálculo

60. a. Para a função representada graficamente aqui, mostre que


57. Seja /(x) = {x, < l
X+ l , X> l.
X
limx--I g(x) -::P. 2.
y b. Parece que limx- - t g(x) existe? Em caso afirmativo, qual o
valor do limite? Em caso negativo, por que não?
y

2
y = f(x) • 2

y = g(x)
1

_ _..___ _.__ _ _- + - - -~ X
a. Seja E= 1/2. Mostre que nenhum ô > O satisfaz a seguinte o
condição:
Para todo x, O< lx - li < ô ~ l/{x)- 21< 1/2.
Isto é, para cada ô > O, mostre que há um valor de x tal que USO DO COMPUTADOR
O< lx - 11< ô e lf{x) - 21> 1/2. Nos Exercícios 61-66, você aprofundará a exploração determinando
Isso mostrará que limx_,.f(x) * 2. deltas grafica1nente. Utilize um SAC para executar as seguintes etapas:
b. Mostre que limx_, j(x) * 1. a. Trace a função y = j(x) próximo ao ponto x0 sendo aproxi-
e. Mostre que limx-t j(x) * 1,5. mado.
x 2 X< 2 b. Descubra o valor do limite L e, em seguida, avalie o limite
' simbolicamente para verificar se está correto.
58. Seja h(x) = 3, X= 2

2, X > 2. e. Utilizando o valor E= 0,2, faça o gráfico das retas y 1 = L -


E e y 2 = L + E juntos com a função de/próxima a x 0 .
y
d. A partir de seu gráfico no item (c), estime um ô > O de
modo que para todo x
y = h(x)
4 O<lx- x0 l< ô ~ l/{x) - Ll < E.

3 Teste a sua estimativa traçando f, y I e y 2 no intervalo O< lx - x01


< ô. Para sua janela de inspeção, utilize x0 - 2ô < x < x0 + 2ô e
y=2
2 L - 2E < y < L + 2E. Se algum valor da função estiver fora do
intervalo [L - E, L + E], sua escolha de ô foi alta demais. Tente
1
novamente com uma estimativa menor.
e. Repita os itens (e) e (d) sucessivamente para E= O, 1; 0,05 e
- - li,.,,,,c;-- - - - ' - - - - - - ~ X 0,00 1.
o 2
x4 81
-

Mostre que
61. f (x) = x _
3
, xo = 3

a. lim h(x)
x-2
*4 62. J(x) = 5x3 + 9x2 xo = O
b. lim h(x)
x-2
*3 2xs + 3x2'
e. lim h(x)
x-2
*2 63. f (x) =
sen 2x
3
x , xo = O
59. Para a função representada graficamente aqui, explique por que x( l - cosx)
a. lin1 J(x)
x-3
*4 64. f (x) =
x - sen x
, xo = O
b. lim J(x)
x-3
* 4,8 65. f (x) =
~- 1
xo = l
lim f(x) * 3
,
e. x- 1
x-3
y 3x2 - (7x + I) Vx + 5
66. f (x) = X _ l , XQ = 1

4 ,8
4 • Y = f(x)
3

--i1------'------x
o 3
Capítulo 2 Limites e continuidade 81

Limites laterais
2.4
Nesta seção, estenderemos o conceito de limite para limites laterais, que são li-
mites que existem quando x se aproxima do número e somente pela esquerda (onde
x < e) ou pela direita (x > e).

Limites Laterais
Para se ter um limite L quando x se aproxima de e, uma função f deve ser definida
em ambos os lados de e, e seus valores .f{x) devem se aproximar de L quando x se
aproxima de e de cada lado. Por causa disso, limites comuns são chamados bilaterais.
Se f não tiver um limite bilateral em e, ainda pode ter um limite lateral, isto
é, um limite caso a aproximação ocorra apenas de um lado. E se aproximação for
y feita pelo lado direito, o limite será um limite à direita. Se for feita pelo lado es-
querdo, será um limite à esquerda.
X
y =~ A função .f{x) = xl lx l (Figura 2.24) possui limite 1 quando x se aproxima de O
l o-- - - - - - pela direita, e limite - 1 quando x se aproxima de Opela esquerda. Uma vez que esses
limites laterais não são iguais, não existe um único número do qual.f{x) se aproxime
quando x se aproxima de O. Logo,.f{x) não possui um limite (bilateral em O).
----------;------- x Intuitivamente, se.f{x) é definida em um intervalo (e, b) onde e < b e fica arbi-
o trariamente próxima de L quando se aproxima de e dentro desse intervalo, então f
possui limite lateral à direita em e. Escrevemos
- - - - - --<r - l
lim /(x)
x ~ c+
= L.
O símbolo "x ~ e+" significa que consideramos apenas valores de x maiores que e.
De modo similar, se.f{x) é definida em um intervalo (a, e), onde a < e e se.f{x)
FIGURA 2.24 Limites à direita e à fica arbitrariamente próxima de M, quando x se aproxima de e nesse intervalo, então
esquerda diferentes na origem. / tem limite lateral à esquerda M em e. Escrevemos
lim_ / (x) = M.
x~ c

O símbolo "x ~ e- " significa que consideramos apenas valores de x menores


que e.
Essas definições informais de limites laterais estão ilustradas na Figura 2.25.
Para a função .f{x) = xllxl na Figura 2.24, temos
lim
x~o+
f (x ) = 1 e lim
x~o-
f (x ) = - 1.

y y

f(x ) M
L J (x)

---+--....._-----J."-------~ x - - + - - - - - - " " ' - - - - - ' - " - - - -~ X


o e ..,_ X o X ...... e
y
(a) lim J(x) =L (b) lim_ f(x) =M
x~ c+ x~c

y = V4 - x2 FIGURA 2.25 (a) Limite à direita quando x se aproxima de e. (b) Limite à esquerda quando
x se aproxima de e.

EXEMPLO 1 O domínio de f (x) = ~ é [- 2, 2]; seu gráfico é o semicír-


_ . __ _ _- + - - - ---ti~ -+ X
culo que vemos na Figura 2.26. Temos
-2 o 2
lim ~ = O e lim ~ = O.
x~-2+ x~2-
FIGURA 2.26 lim ~ = Oe
x-+2-
A função não possui um limite à esquerda em x = - 2 ou um limite à direita em
lin1 ~ = O (Exemplo l).
x -+ - 2+ x = 2. A função não possui limites bilaterais em - 2 ou 2.
82 Cálculo

y Limites laterais possuem todas as propriedades listadas no Teorema 1 na Seção


2.2. O limite lateral à direita da soma de duas funções é a soma de seu s limites la-
Y = f(x) terais à direita, e assim por diante. Os teoremas para limites de funções polinomiais
2
e racionais são válidos para ambos os limites laterais, assim como o teorema do
confronto e o Teorema 5. Limites laterais estão relacionados a limites da seguinte
1 .
maneira:

-----i--o--------'------'---L----+X
o 1 2 3 4
TEOREMA 6 Uma função.f(x) possui um limite quando x se aproxima de e se,
FIGURA 2.27 Gráfico da função do e somente se, possuir um limite lateral à esquerda e um limite lateral à direita
Exemplo 2. e os dois limites laterais forem iguais:

lim f (x) = L lim_ f( x) = L e lim f (x ) = L.


X---+C X---+C X---+C+

EXEMPLO 2 Para a função representada graficamente na Figura 2.27,


Emx = O: limx-o+J(x) = 1,
limx_0-fix) e limx-ofix) não existem. A função não é definida
L+ e
f(x) à esquerda de x = O.
f(x) permanece Em x= 1: limx_ 1-fix), ainda que.f(l) = 1,
L neste intervalo limx-t+J(x) = 1,
limx_ 1.f(x) não existe. Os limites à direita e à esquerda não são
L- E . .
1gua1s.
Em x=2: 1imx_2- fix) = 1,
para todo x =I= x0
neste intervalo Iimx_2+/{x) = 1,
Iimx_ 2 j{x) = 1 ainda que /{2) = 2.
Em x= 3: limx_3-fix) = limx_3 ,f{x) = limx-~x) = !{3) = 2.
X
- - ; - - - - - 0 - -.---
o
--+- - - + X Em x= 4 limx_..-/{x) = 1 ainda que /{4) :;t: 1,
Xo + ô
limx_..+/{x) e limx_.. j{x) não existem. A função não é definida
à direita de x = 4.
FIGURA 2.28 Intervalos associados com
a definição de limite à direita. E m qualquer outro ponto de e em [O, 4],/{x) possui limite/{c).

Definições precisas de limites laterais


y A definição formal do limite na Seção 2.3 é prontamente modificada para li-
mites laterais.

-
DEFINIÇOES Dizemos que fix) possui um limite à direita L em x 0 , e escre-
vemos
L+e
j{x)
lim f(x ) = L (veja a Figura 2.28)
f(x) permanece X---+Xo+
L neste intervalo
se para qualquer número E> O existir um número correspondente ô > O, de
modo que para todo x
L- E
para todo x =I= x0
x0 < x < x0 + ô ~ lftx) - LI < E.
neste intervalo Dizemos que/tem um limite à esquerda L em x 0 e escrevemos
lim_ f(x ) = L (veja a Figura 2.29)
X X ---+Xo
- - ; - - -- t - --+-- - - - - 0 - --+ X
o se para todo número E> O existe um número correspondente ô > O, de manei-
ra que, para todos os valores de x,
FIGURA 2.29 Intervalos associados com x0 - ô < x < x0 ~ lftx) - LI < E.
a definição de limite à esquerda.
Capítulo 2 Limites e continuidade 83

y EXEMPLO 3 Prove que

f(x) = Vx
lim
x~ o+
Vx = O.

f(x)
Solução Seja E> Odado. Aqui, x 0 = Oe L = O, então, queremos determinar um B >
Ode modo que para qualquer x
- - + - -__..----'----,-----------+ X
L=O X ô= €2 O <x< B JVx-O J< E,
ou
FIGURA 2.30 lim Vx = Ono Exemplo 3.
x~o+
O< x < B Vx < E.

Se elevarmos ao quadrado ambos os lados dessa igualdade, teremos


x< E2 se O< x < B.
Se escolhermos B = E2, teremos
O<x< B= E2 Vx < E,

ou

Ü< X < E2 => 1 Vx - Ü1 < E·

De acordo com a definição, isso mostra que limx- o+ Vx = O (Figura 2.30).

As funções examinadas até agora tiveram algum tipo de limite em cada ponto
de interesse. Em geral, isso não é necessário.

EXEMPLO 4 Mostre que y = sen (1 /x) não possui limite quando x se aproxima de
zero de ambos os lados (Figura 2.31 ).

y
"
l- I',
(1
1
1 11
, l~
1l 11 1
1 ~i
1' 1 11 I
1
1, 1 111.1

',
X
o 1
1

'1
11
111
11 1
1
,1 1 y = sen -X1
1 111
!1 • ~ 1

\j
- '1 - V
FIGURA 2.31 A função y = sen ( 1/x) não apresenta limite
nem à direita nem à esquerda quando x se aproxima de
zero (Exemplo 4). O gráfico visto aqui omite valores muito
próximos do eixo y .

Solução Quando x se aproxima de zero, seu recíproco, l lx, cresce sem limitação, e
os valores de sen (1 /x) se repetem ciclicamente de - 1 a 1. Não há nenhum número L
do qual os valores da função ficam cada vez mais próximos quando x se aproxima
de zero. Isso é válido mesmo quando restringimos x a valores positivos ou a valores
negativos. A função não possui limite à direita ou à esquerda em x = O.

Limites que envolvem (sen 6)/ 6


Um fato importante sobre (sen e)le é que, medido em radianos, seu limite é 1
quando e~ O. Podemos ver isso na Figura 2.32 e confirmar algebricamente por
meio do teorema do confronto. Você verá a importância desse limite na Seção 3.5,
em que serão estudadas as taxas de variação das funções trigonométricas.
84 Cálculo

1
y = se;(} (radianos)

FORA DE ESCAL A

FIGURA 2.32 O gráfico dej(f)) = (sen 8)/() sugere que os limites à


direita e à esquerda quando () se aproxima de Osão ambos 1.

y
TEOREMA 7
T . sen 8
11m = 1 (8 em radianos) (1)
e-+O 8
p
Prova O plano é mostrar que os limites à direita e à esquerda são ambos 1. Então,
saberemos que o limite bilateral também é 1.
tg (J
1 Para 1nostrar que o limite à direita é 1, começamos com valores positivos de 8
sen O menores que '1Tl2 (Figura 2.33). Observe que
,
Area dOAP < área do setor OAP < área dOAT.
-
(J cos ()
~ . . . . . . _ _ _ _ _..i....,._ _ __,___ ___,. X Podemos expressar essas áreas em termos de 8 da seguinte maneira:
o Q A(l, O)
, 1 1 1
Area t:,.QAP = 2
base X altura = 2
( 1)(sen8) = 2
sen 8
1

FIGURA 2.33 Figura para a prova do


,
Area setor OAP = -21 r 28 = -21 (1)28 = -28
Teorema 7. Por definição, TAI OA = tg e, , 1 1 1
mas OA = 1, então TA = tg e. Area dOAT = 2
base X altura = 2
( l )(tg 8) = 2
tg 8 . (2)

Logo,
~ édia em radianos começa na Equação
1 2~ -~-
área do setor OAP é f)/2 somente se f)
for medido em radianos.
A última desigualdade segue da mesma forma se dividirmos os três termos pelo
número (1/2) sen 8, que é positivo, uma vez que O< 8 < '1Tl2:

1 < 8 < l .
sen8 cos 8

Tomando os recíprocos, a desigualdade é invertida:


sen8
1> > cos 8.
8
Uma vez que lim e-o+ cos 8 = l (Exemplo 11 b, Seção 2.2), o teorema do confronto
resultará em
. sen 8
11m
e-+o+ 8
= 1.

Lembre-se de que sen 8 e 8 são ambas funções ímpares (Seção 1.1). Portanto,
./{8) = (sen 8)/8 é uma função par, com um gráfico simétrico em relação ao eixo
x (veja a Figura 2.32). Essa simetria implica que o limite à esquerda em O existe e
possui o mesmo valor que o limite à direita:
. sen 8 . sen ()
11m
e-+o- 8
= 1 = e-o+ 8 ' 1rm

então, lim0_ 0 (sen 8)/() = l pelo Teorema 6.


Capítulo 2 Limites e continuidade 85

EXEMPLO 5 ·m cos h - I __ O e (b) lim sen2x = 2.


M ostre que (a) ll
h~o h x~o 5x 5
Solução
(a) Utilizando a fórmula do arco metade cos h = 1 - 2 sen2 (h/2), calculamos
2
.
.1m cos h - I = l1m 2 sen (h/ 2)
1 -
h~o h h~o h
. sen 8
- l1m sen() faça O = h/ 2 .
e~o 8
Equação 1 e Exemplo l l a
-( 1)(0) = O. na Seção 2.2

(b) A Equação 1 não se aplica à fração original. Precisamos de 2x no denominador, e


não de 5x. Produzimos 2x ao multiplicar o numerador e o denominador por 2/5:

. sen2x . (2/ 5) · sen2x


l1m = l1m - - - - -
x~o 5x x~o (2/ 5) · 5x
= 2 lim sen2x Agora a Equação 1 se
5 x~o 2x aplica com O- 2x.

. tg t sec 2t
EXEMPLO 6 Encontre 1un t .
t~o 3

Solução A partir da definição de tg t e sec 2t, temos

lim tg t sec 2t = l iim sen t . I . 1


t~o 3t 3 t~o t cos t cos 2t

1 1 Equação 1 e Exemplo 11b


= 3 (1)(1)(1) = 3· na Seção 2.2.

Exerácios 2.4

Definição gráfica de limites 2. Quais das afirmações a seguir sobre a função y =j{x) represen-
tada no gráfico são verdadeiras e quais são fa lsas?
1. Quais afirmações a seguir sobre a função y =j{x) representa-
das no gráfico são verdadeiras e quais são falsas? y

y
y = f(x)
y = j(x)

- 1 o 1 2
--'----4t-----'----'----L---+X
-1 O l 2 3
a. lim /(x) = 1 g. lim J(x) = 1
x-- 1+ x-o
a. lim J(x) = 1 d. lim /(x) =2
b. lim /(x) =O h. lim /(x) = 1 x--1 + x- 1-
x-o- x -1
b. lim f (x) não existe. e. lim /(x) = 1
e. lim J(x) = 1 i. lim f(x) = O x-2 x- 1+
x-o- x- 1
e. lim f(x ) =2 f. lim f (x) não existe.
d. lim f (x) = lim f (x) j. lün_ f(x) = 2 x- 2 x-1
x-o- x-o+ x-2
e. lim f (x) existe. g. lim / (x) = lim / (x)
x-o k. lim / (x) não existe. x-o+ x-o-
x-- 1
h. lim / (x) existe para qualquer e no intervalo aberto (- 1, 1) .
f. lim J(x) =O x-c
x-o
86 Cálculo

i. Iim J(x) existe para qualquer e no intervalo aberto (1, 3). b. Existe li mx-o-fCx)? Em caso afi rmativo, qual é? Em caso
X ---4 C
negativo, por que não?
j. lim J(x) = O k. lim f(x) não existe. e. Existe limx-o .f{x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
X---4 - l - X---43 +
negativo, por que não?
3 - X, X< 2
3. Seja f (x) = 6. Sejag(x) = Vxsen(l /x).
; + 1, X> 2. y
1
y

y=3-x
y = Vx sen !
/ X
y=-+
2
1
1
2'1T
X
X
o 1 2 1
o 2 4 '1T '1T

a. Detern1ine limx-z+f(x) e limx_2- j(x).


b. Existe limx-z f(x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
negativo, por que não?
-1
e. Determine limx_,.- f(x) e limx_,.+f(x).
d. Existe limx_,. f(x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
a. Existe limx_0+g(x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
negativo, por que não?
negativo, por que não?
3 - X, X< 2 b. Existe limx_0- g(x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
2, 2 negativo, por que não?
4. Seja f (x) = X=

X
e. Existe limx-o g(x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
2'
X> 2. negativo, por que não?
3 X =f. J
y 7. a. Faça o gráfico de J(x) = {x '
O, X = 1.
b. Determine limx_ 1- .f{x) e limx_ 1+.f{x).
e. Existe limx- t f(x)? Em caso afi rmativo, qual é? Em caso
negativo, por que não?
l - x2 X =t I
8. a. Faça o gráfico de J(x) = { 2, '
_......___.____.__---4-"--....,___----'---+ X X= I.
-2 O 2
b. Determine limx_ 1+.f{x) e limx_l f(x).
a. Determine limx-z+f(x), limx_2- f(x) e /(2). e. Existe limx-i f(x)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
negativo, por que não?
b. Existe 1imx_2j(x)? Em caso afi nnativo, qual é? Em caso
negativo, por que não? Faça os gráficos das funções nos Exercícios 9 e 1O. Em seguida,
responda às questões.
e. Determine limx__ 1- f(x) e limx--- i+f(x).
a. Qual é o dom ínio e a imagem de j?
d. Existe Iimx-- l f(x)? En1 caso af irmativo, qual é? Em caso
negativo, por que não? b. Em que pontos e, se houver, limx-c f(x) existe?
O, X< o e. Em que pontos existe o limite à esquerda?
5. Seja f (x) = 1 d. Em que pontos existe o limite à direita?
sen X' x > O.
y VI - x2
'
O<x< l
9. J(x) = 1, l <x<2
I
2, X= 2

X, - l <X< O, ou O<x< 1
10. J(x) = 1, x= O
O, X< - 1 ou x > l
O, X s o Determinação algébrica de limites laterais
y ={ 1
sen x, x > O
Determine os limites nos Exercícios 11-1 8.

11 . 11.m X +2 12 . 1·nn X - }

x--0,5- X + 1 X---4 l+ x+ 2
a. Existe limx-o+fCx)? Em caso afirmativo, qual é? Em caso
13.
negativo, por que não?
Capítulo 2 Limites e continuidade 87

tg3x tg ()
14. lim( 1 )(x+ 6)(3- x ) 39. lim 41. lim
x- 1- X+ 1 X 7 x-o sen8x o-o 02 cotg 3()
sen 3y cotg 5y () cotg 4()
15. lim vh2+ 4h + 5 - vs 40. lim
y- o y cotg 4y
42. lim
o-o sen2 () cotg2 2 ()
h-o+ h

. lim \/6 - 2
V 5h + 11h + 6 Teoria e exemplos
16
h-o- h
43. Uma vez que conheça limx-+a+fi.x) e limx-+c,-fi.x) em um ponto
lx + 21 lx + 21 interior do domínio de f, você poderá determinar Iimx_0 fi.x)?
17. a. lim (x
x--2+
+ 3) X
+2 b. x~im2_(x + 3) x + 2 Justifique sua resposta.
44. Se você sabe que limx-+cfi.x) existe, você pode determinar seu
. vS (x - 1) . vS (x - 1)
valor pelo cálculo de limx-c I j(x)? Justifique sua resposta.
18. a. hm
x- 1+ IX - 1I b. x-
l1m_
l
IX -
ll
45. Suponha que f sej a uma função ímpar de x. Saber que
limx-+O+j(x) = 3 diz algo sobre 1imx-o- j{x)? Justifique sua
Utilize o gráfico da função maior inteiro y = lx J, Figura 1.1 O, na Se- resposta.
ção 1.1 , para ajudar a determinar os limites nos Exercícios 19 e 20. 46. Suponha que f sej a uma função par de x . Saber que
. lBJ . l fJ J 1imx_2- f{x) = 7 diz algo sobre 1imx_ _2-j{x) ou limx_ _2+f{x)?
19. a. ltm
e-3+
e b. hm fJ
0-3- Justifique sua resposta.

20. a. lim (t - l t J) Definições formais de limites Laterais


,_4+
47. Dado E> O, determine um intervalo/ = (5, 5 + ô), ô > O, tal
Uti·t·1zan do t·1m sen 8 = 1 que se x estiver em/, então ~ < E . Qual limite é veri-
o- o 8 ficado e qual o seu valor?
Determine os limites nos Exercícios 21 -42.
48. Dado E> O, determine um intervalo I = (4 - ô, 4), ô > O, tal
lim sen \/i.e 30. lim x2 - x2 + sen x que se x estiver em ! , então ~ < E. Qual limite é veri-
21. 0- 0 \h.(} x- 0 X
ficado e qual o seu valor?
. sen ld (k constante) 1 - cos fJ Utilize as definições de limites à direita e à esquerda para provar os
22 . 11m t 31. lim
,-o e-o sen 2() limites afirmados nos Exercícios 49 e 50.
sen 3y X - X COSX X . X - 2
32. lün 49. lim - I = - 1 50. hm I = 1
23. Iim--
y-o 4y x-o sen 3x 2 x-+0 1X x-2+ X - 21
sen ( 1 - cos t) 51. Função maior inteiro Determine a) limx--ioo+ l x J e
. h 33. lim
24. 11m
h-o- sen 3h ,- o 1 - cos t b) limx--ioo- lx J; em seguida, utilize as definições de limite
para verificar seus achados; e) com base em suas conclu-
. tg 2x sen (senh) sões nos itens (a) e (b), você pode dizer algo a respeito de
25 . 1Im X 34. lim
x-o 11-0 senh limx--iool x J? Justifique suas respostas.
. 2t sene x 2 sen(I/x), x< O
26 . 11m t 35. lim 52. Limites laterais Seja f (x) = { .. r
,-o gt e-o sen2fJ V X, X > 0.

. x cossec 2x sen5x Determine a) limX----.v


.l\+f{x) e b) limX----.v
-"- f{x ); em seguida, utilize
27. I1m 36. lim
x- O COS 5X x-o sen4x as definições de limite para verificar seus achados; e) com
base em suas conclusões nos itens (a) e (b), você pode dizer
28. lim 6x 2 (cotg x)(cossec 2x ) 37. lim () cos ()
x-o e-o algo a respeito de limx-o fix)? Justifique suas respostas.
.
29 . 11m
X + X COS X 38. lim sen () cot 2fJ
x-o sen x cos x e-o

Continuidade
2.5
Quando traçamos valores de funções gerados em um laboratório ou coletados em
campo, com frequência unimos os pontos com curva não interrompida para mostrar
como seriam os valores da função nos momentos em que não houve medição (Figura
2.34). Ao fazer isso, supomos estar trabalhando com uma f unção contínua, então seus
resultados variam continuamente mediante os valores de entrada e não saltam de um
valor para outro sem levar em conta os valores entre eles. O limite de uma função
contínua quando x se aproxima de e pode ser determinado simplesmente pelo cálculo
do valor da função em e (vimos que isso também vale para polinômios no Teorema 2).
Intuitivamente, qualquer função y = j{x) cujo gráfico possa ser esboçado sobre
seu domínio em um movimento contínuo, sem levantar o lápis, é um exemplo de
função contínua. Nesta seção, investigaremos mais precisamente o que significa o
fato de uma função ser contínua.
88 Cálculo

y Também estudaremos as propriedades das funções contínuas e veremos que


1'
,-... muitos dos tipos de funções apresentadas na Seção 1.1 são contínuas.
E 80
'-" Q11 f p
(-l
.....
"O
t: 60
,,. / 1
Continuidade em um ponto
o(.)
1-<
:>:
·'l' -
(1)
O;
40 nn / Para entender a continuidade, é útil considerar uma função como a da Figura
.....
(-l
(.)
7 2.35 , cujos limites investigamos no Exemplo 2 na seção anterior.
e Q, /
~
..... 20
V)
/
o /
~

' -- t EXEMPLO 1 Determine os pontos em que a função f na Figura 2.35 é contínua e


o 5 10
os pontos em que f não é contínua.
Tempo transcorrido (s)

Solução A função f é contínua em todos os pontos de seu domínio [O, 4 ], exceto em


FIGURA 2.34 Pontos conectados por u1na
curva não interrompida a partir dos dados x = 1, x = 2 e x= 4. Nesses pontos, há saltos no gráfico. Observe a relação entre o
experimentais Q l' Q2, Q3, ... de um objeto limite de f e o valor de f em cada ponto do domínio da função.
em queda.
Pontos em que fé contínua:
y Em x = O, lim f (x) = J(O ) .
x--+O+

Em x = 3 , lim J(x ) = /(3 ) .


= f(x) X--+3
2 • y
Em O < e < 4, e =I= 1, 2 , lim f (x ) = J( c) .
x--+c
1

--1- -0---......L...---L--L---.,. X
• Pontos em que f não é contínua:
o 1 2 3 4 Em x = 1, lim f (x ) não existe.
X--+}

FIGURA 2.35 Função é contínua em Em x = 2, lim f (x ) = 1, mas 1 =/= / (2).


x--+2
[O, 4], exceto em x= l ,x= 2 ex= 4
(Exemplo 1). Em x = 4, lim_ f (x) = 1, mas 1 =/= /(4) .
X--+4

Em e< O, e> 4 , esses pontos não estão no domínio de f.

Para definir a continuidade em um ponto do domínio de uma função, precisa-


mos definir a continuidade em um ponto interior ( que envolve um limite bilateral) e
em um ponto extremo (que envolve um limite lateral) (Figura 2.36).

DEFINIÇÃO
Continuidade Continuidade Ponto interior: uma função y = f(x) é contínua em um ponto interior e de
à direita bil ateral Continuidade seu domínio se
lim J (x) = J(c) .
X--+C
y = j(x)
Extremidade: uma função y = f(x) é contínua na extremidade esquerda a ou
____. _ _ _ _ ___._ _ _ _ ____.__ X
é contínua na extremidade direita b de seu domínio se
a e b
lim J(x)
x--+a+
= J (a) ou lim_ J(x ) = J(b ), respectivamente.
FIGURA 2.36 Continuidade nos pontos x --+b
a, b e c.
Se uma função f não for contínua em um ponto e dizemos que f é descontínua
em e, e que e é um ponto de descontinuidade de f Observe que e não precisa per-
tencer ao domínio de /
Uma função f é contínua à direita em um ponto x = e em seu domínio se
limx- c+ f(x ) = !(e). Ela é contínua à esquerda em e se 1imx_ c_ f(x) = !(e). Assim,
uma função será contínua em uma extremidade esquerda a de seu domínio se for
contínua à direita em a, e contínua em uma extremidade direita b de seu domínio
se for contínua à esquerda de b. Uma função é contínua em um ponto interior e de
seu domínio se, e somente se, ela for contínua tanto à direita quanto à esquerda em
e (Figura 2.36).
Capítulo 2 Limites e continuidade 89

y
EXEMPLO 2 A função j (x ) = ~ é contínua em todos os pontos de seu
y= ~ domínio [- 2, 2] (Figura 2.37), incluindo x = - 2, onde/ é contínua à direita, ex= 2,
2
onde fé contínua à esquerda.

----------x
-2o 2 EXEMPLO 3 A função escada de degrau unitário U(x), representada graficamente
na Figura 2.38, é contínua à direita em x = O, mas não é contínua à esquerda e nem
FIGURA 2.37 Uma função que é contínua contínua em x = O.Ela apresenta descontinuidade de salto em x = O.
em todos os pontos de seu domínio
Resumimos a continuidade em um ponto na forma de teste.
(Exemplo 2).

Teste de continuidade
y ·u ma função .f{x) é contínua em um ponto interior x = e de seu domínio se, e so-
mente se, obedecer às três condições a seguir:
y =_
l.,__ U(x)
_ 1. .f{c) existir (e está no domínio de}).
2. limx- c f(x) existir ((possui um limite quando x ~ e).
- - --o-- - - - x 3. limx- c.fCx) = .f{c) (o limite é igual ao valor da função).
o
Para a continuidade lateral e a continuidade em uma extremidade, os limites
FIGURA 2.38 Uma função que possui
nas partes 2 e 3 do teste devem ser substituídos pelos limites laterais apropriados.
un1a descontinuidade de salto na origem
(Exemplo 3).
EXEMPLO 4 A função
,
y = l x J apresentada na Seção 1.1 é representada grafica-
mente na Figura 2.39. E descontínua em todo inteiro, porque os limites à esquerda
e à direita não são iguais quando x ~ n:

lim_ l x J = n - l e lim lx J = n.
x-n x-n+

Uma vez que ln J = n, a função maior inteiro é contínua à direita de cada n inteiro
y (mas não é contínua à esquerda).
A função maior inteiro é contínua em cada número real não inteiro. Por exemplo,
4 • lim lx J = 1 = ll ,5J .
x -1 ,5
3
Y = LxJ • o
Em geral, se n - l < e < n, n um inteiro, então
2 • o
lim l x J = n - 1 = leJ.
x- c
1 • o

-----1.-- - e ---O- - - ' - - - ' - - - - ' - - ~ X


A Figura 2.40 apresenta diversos tipos comuns de descontinuidade. A função
-l 1 2 3 4 na Figura 2.40a é contínua em x = O. A função na Figura 2.40b seria contínua se
tivesse .f{O) = 1. A função na Figura 2.40c seria contínua se .f{O) fosse 1 em vez de 2.
As descontinuidades nas Figuras 2.40b e 2.40c são removíveis. Cada função possui
- -o -2 um limite quando x ~ O, e podemos remover a descontinuidade ao definir.f(O) igual
a esse limite.
FIGURA 2.39 A função maior inteiro As descontinuidades na Figura 2.40d até 2.40f são mais sérias: 1imx_ 0 j(x) não
é contínua em todo ponto não inteiro. E' existe, e não há maneira de melhorar a situação trocando f em O. A função escada
contínua à direita, 1nas não à esquerda, em na Figura 2.40d possui uma descontinuidade de salto: os limites laterais existem,
cada ponto inteiro (Exemplo 4). n1as possuem valores diferentes. A função .f{x) = 1/x2 , na Figura 2.40e, possui uma
descontinuidade infinita. A função na Figura 2.40f possui uma descontinuidade
oscilante: ela oscila demais para ter um limite quando x ~ O.

Funções contínuas
Uma função é contínua em um intervalo se, e somente se, for contínua em
cada ponto do intervalo. Por exemplo, a função semicírculo representada grafica-
mente na Figura 2.37 é contínua no intervalo [- 2, 2] , que é seu domínio. Uma fun-
ção contínua é aquela que é contínua em cada ponto de seu domínio. Uma função
contínua não precisa ser continua em todos os intervalos.
90 Cálculo

y y y y

= j(x)
y
1.-----

- - --0--- - ~ x
o

(a) (b) (e) (d)


y y
y = J(x) = -I
'~ y = sen x1
l >- ~
x2
r
1~
li
\~
11!:
Ili
: X
o 1

o X
:i pIJ
h
~1 >- V
(e) (f)

FIGURA 2.40 A função em (a) é continua em x = O; as funções em (b) até (f) não são.

EXEMPLO 5

y (a) A função y = 1/x (Figura 2.4 1) é uma função contínua por ser contínua em cada
ponto de seu domínio. Ela possui, no entanto, um ponto de descontinuidade em
x = O, porque não é definida nesse ponto; isto é, ela é descontínua em qualquer
Y =-x1 intervalo que contenha x = O.
(b) A função identidade JCx) = x e as funções constantes são contínuas em todos os
pontos, de acordo com o Exemplo 3, Seção 2.3.
-------+------- x
Combinações algébricas de funções contínuas são contínuas em qualquer lugar
em que elas sejam definidas.

TEOREMA 8- Propriedades de funções contínuas Se as funções/e g são


FIGURA 2.41 A função y = 1/x é contínua contínuas em x = c, então, as combinações a seguir são contínuas em x = c.
em cada valor de x, exceto em x = O. Ela
apresenta u1n ponto de descontinuidade em 1. Somas: f+g
x = O (Exemplo 5). 2. Dife renças: f- g
3. Multiplicação por constantes: k · f, para qualquer número k
4. Produtos: f·g
5. Quocientes: jlg, desde que g(c) "# O
6. Potenciações: fn, sendo num inteiro positivo
7. Raízes: efi, desde que seja definida em um
intervalo aberto que contenha c, onde n
seja um inteiro positivo

A maioria dos resultados no Teorema 8 é provada pelas regras de limites no


Teorema 1 da Seção 2.2. Por exemplo, para provar a propriedade da soma, temos
lim (f + g)(x) = lim (J(x) + g(x))
x~c x~c
= lim J(x) + lim g(x), Regra da soma, Teorema 1
x~c x~c
= / (c) + g(c) Continuídade de/, g en1 e

= (/ + g)(c) .
Isso mostra que f + g é contínua.
Capítulo 2 Limites e continuidade 91

EXEMPLO 6
(a) TodopolinômioP(x)=a xn+a _1xn- 1+···+a0 écontínuoporque lim P(x) = P (c),
n n x e
de acordo com o Teorema 2 na Seção 2.2. -+

(b) Se P(x) e Q(x) são polinômios, então a função racional P(x)/ Q(x) é sempre
contínua em todos os pontos em que é definida (Q(e) ::/= O) de acordo com o
Teorema 3 na Seção 2.2.

EXEMPLO 7 A função/{x) = lxl é contínua em qualquer valor de x. Se x > O, temos


f{x) = x, um polinômio. Se x < O, temos f{x) = -x, outro polinômio. Finalmente, na
origem, limx-o lxl = O= 101.

As funções y = sen x e y = cos x são contínuas em x = O, de acordo com o Exem-


plo 11 da Seção 2.2. Ambas as funções são, de fato, contínuas em qualquer ponto
(veja o Exercício 70). O Teorema 8 implica que as seis funções trigonométricas são,
então, contínuas em qualquer ponto em que forem definidas. Por exemplo, y = tg x
é contínua em· · · U (- 'TT/2, 'TTl2) U ('TT/2, 3'TT/2) U · · · .

Funções inversas e continuidade


A função inversa de qualquer função contínua em um intervalo é contínua em
todo o seu domínio. Esse resultado é sugerido pela observação de que o gráfico
de 1- 1, sendo a reflexão do gráfico de f ao longo da reta y = x, não pode conter
quaisquer interrupções quando o gráfico de f não possuir interrupções. Uma prova
rigorosa de que 1- 1 é contínua sempre que f for contínua em um intervalo é forne-
cida em textos mais avançados. Isso implica que todas as funções trigonométricas
inversas são contínuas em seus domínios.
Definimos informalmente a função exponencial y = ax na Seção 1.5 por
meio de seu gráfico. Lembre-se de que o gráfico foi obtido a partir do gráfico de
y = ax para um número racional x preenchendo os vazios nos pontos irracionai s
x, de modo que a função x = ax foi definida como contínua ao longo de toda a
reta real. A função inversa y = logªx também é contínua. Em particular, a função
exponencial natural y =~e a função logaritmo natural y = ln x são ambas contí-
nuas em seus domínios.

Compostas
Todas as compostas de funções contínuas são contínuas. A ideia é que se /{x)
é contínua em x = e e g(x) é contínua em x = /{e), então g o fé contínua em x = e
(Figura 2.42). Nesse caso, o limite quando x ~ e é g(j{c)).

Contínua em e

f g
Contínua
em c emj(c)
e / (e) g (/(c))

FIGURA 2.42 Compostas de funções contínuas são contínuas.

TEOREMA 9 - Composta de funções contínuas Se/é contínua em e e g é


contínua em/{c), então a composta g º fé contínua em e.
92 Cálculo

Intuitivamente, o Teorema 9 e razoável porque se x está próximo de e, entãof(x)


fica próximo dej(c) e, como g é contínua emj(c), segue-se que g(j{x)) fica próximo
de g(j{c)).
A continuidade das compostas vale para qualquer número finito de funções. O
único requisito é que cada função seja contínua onde é aplicada. Para um resumo da
prova do Teorema 9, veja o Exercício 6 do Apêndice 4.

EXEMPLO 8 Mostre que as seguintes funções são contínuas em qualquer ponto de


seus respectivos domínios.

2 x - 2
(a) y =Vx - 2x - 5 (e) y = x2 - 2
x 2/3 x sen x
(b) y = 4
(d) y = 2
1+x x +2
Solução
y (a) A função raiz quadrada é contínua em [O, oo) porque é uma potência racional
da função identidade contínuaf(x) = x (Parte 7, Teorema 8). A função dada é,
0,4 então, a composta do polinômio f(x) = x 2 - 2x - 5 com a função raiz quadrada
g(t) = Vt, e é contínua em seu domínio.
(b) O numerador é a raiz cúbica do quadrado d.a função identidade; o denominador
o é um polinômio positivo em qualquer ponto. Portanto, o quociente é contínuo.
(e) O quociente (x - 2)/(x2 - 2) é contínuo para qualquer x :::/= ± V2,
e a função é a
composição desse quociente com a função valor absoluto contínua (Exe1nplo 7).
- 2 'TT -'TT O (d) Como a função seno é contínua em qualquer ponto (Exercício 70), o termo
numerador x sen x é o produto de funções contínuas, e o termo denominador
FIGURA 2.43 O gráfico sugere que y = x 2 + 2 é um polinômio positivo em qualquer ponto. A função dada é a composta
l(x sen x)l(x2 + 2)1é contínua (Exemplo 8d). de um quociente de funções contínuas com a função valor absoluto contínua
(Figura 2.43).

O Teorema 9 é, na verdade, a consequência de um resultado mais geral que


estabeleceremos e provaremos a seguir.

TEOREMA 10- Limites de funções continuas Se g é contínua no ponto b


e limx-+cj(x) = b, então

Prova Seja E> Odado. Como g é contínua em b, existe um número 81> Otal que
lg(y) - g(b)I < E sempre que
Uma vez que limx-+cf(x) = b, existe um ô > O tal que
J/(x) - bl < 8 1 sempre que O< lx - cl < ô.
Se considerarmos y = f(x), então temos que
lY - bl < ôl sempre que O< lx - cl < ô,

o que implica, de acordo com a primeira afirmação, que lg(y) - g(b)I = lg(f(x)) -
g(b)I < E sempre que O< lx - cl < ô.A partir da definição de limite, isso prova que
limx-+c g(j{x)) = g(b).
Capítulo 2 Limites e continuidade 93

EXEMPLO 9 Como aplicação do Teorema 10, temos os seguintes cálculos.

3 3
(a) lim cos (2x + sen ( ; + x )) = cos(x-7Tl2
lim 2x + lim sen( ; + x))
x-7Tl2 x-7Tl2
= cos ('TT + sen 27T) = cos 7T = -1.
O arco seno
(b) lim sen- 1 (
1
- x2 ) = sen- 1
( r } - X) é contínuo.
2
x-1 1- x X~ 1- X

Cancele o fator
= sen- 1 (r x~ }
1
+ X
) comu111 ( l x).

- 1 1 7T
= sen - = -
2 6
ezes denotamos e11 por exp u A exponencial
q ndo u é uma expressão matemática é contínua.
complicada.
= 1 · e0 = 1

Extensão continua a um ponto


A função y = Ax) = (sen x)/x é contínua em qualquer ponto, exceto x =O.Nesse
ponto, ela é como a função y = llx. Mas y = (sen x)/x é diferente de y = 1/x porque possui
um limite finito quando x ~ O(Teorema 7). É possível, portanto, estender o domínio da
função para incluir o ponto x = O, de modo que a função estendida seja contínua em x = O.
Definimos uma função

senx
X =/= Ü
F(x) = X '

l, X = O.

A função F(x) é contínua em x = Oporque

lim se:x = F(O)


x-o
(Figura 2.44).

y y

.----?-(O_,_1)----- f(x) ____,(_O_, 1_) ___ F(x)

(-;' ;) (
7T'
2
2)
7T

- " - - - - - - - - - + - - - - - - - ' - -_. X -"---------+-------'--_.X


7T o 7T 7T o 7T
2 2 2 2
(a) (b)

FIGURA 2.44 O gráfico (a) de.l{x) = (sen x)/x para -'TT/2 < x < 'TT/2 não inclui o ponto
(O, 1) porque a função não é definida em x = O.Podemos remover a descontinuidade do
gráfico ao definir a nova função F(x) com F(O) = 1 e F(x) = j{x) em qualquer outro ponto.
Observe que F(O) = limx_ofCx).

De modo mais geral, uma função (como uma função racional) pode ter um
limite até mesmo em um ponto em que não é definida. Se/{e) não é definida, mas
limx-+cj{x) = L existe, podemos definir uma nova função F(x) pela regra

F(x) = {/(x), se x estiver no domínio de f


L, se x = e.
A função Fé contínua em x = e. E' chamada de extensão contínua de f em
x = e. Para funções racionais f, as extensões contínuas são, geralmente, determi-
nadas pelo cancelamento de fatores comuns.
94 Cálculo

y EXEMPLO 10 Mostre que


x2 + X - 6
y=
x2 - 4 x2 + X - 6
J(x) = X i= 2
1
--- x2 - 4 '

- 1 o I 2 3 4
X possui uma extensão contínua em x = 2, e determine a extensão.
(a) Solução Embora.f{2) não seja definida, se xi= 2, temos
y
x+3 x2 + X - 6 (x - 2)(x + 3) X+ 3
y= f(x) = X+ 2.
x+ 2 x2 - 4 (x - 2)(x + 2)
---
A nova função
X
o
~
-1 1 2 3 4
F(x) = : :
(b)

FIGURA 2.45 (a) O gráfico de ./(x) e (b) é igual a.f{x) para xi= 2, mas é contínua em x = 2, tendo ali o valor de 5/4. Logo, F
o gráfico de sua extensão contínua F(x) é a extensão contínua de/ a x = 2, e
(Exemplo 1O). 2
.
11m X + X - 6 =
. /( x )
11m =
5.
x~2 X
2 - 4 x~2 4

O gráfico de/é mostrado na Figura 2.45. A extensão contínua de F possui o mesmo


gráfico, exceto pelo fato de que não possui um furo em (2, 5/4). Na prática, Fé a
função f com seu ponto de descontinuidade em x = 2 removido.

Teorema do valor ;ntermediário para funções contínuas


Funções contínu as em intervalos possuem propriedades que as tornam par-
ticularmente úteis na matemática e suas aplicações. Uma delas é a propriedade
do valor intermediário. Diz-se que uma função tem a propriedade do valor in-
termediário se sempre que ela assumir dois valores também assumir todos os
valores intermediários.

TEOREMA 11 - Teorema do valor intermediário para funções continuas


Se fé uma função contínua em um intervalo fechado [a, b], e se y 0 é qualquer
valor entre/(a) e/(b), então y 0 = f(c) para algum e em [a, b].

y
y = f(x)
ftb) --------------- --

Yo - - - - - - - - - - -

/(a) ----

-+------'--------'-----'------+X
O a e b

O Teorema 11 diz que funções contínuas nos intervalos fechados finitos têm a
propriedade do valor intermediário. Geometricamente, o teorema do valor interme-
diário diz que qualquer reta horizontal y = y 0 que cruza o eixo Jl entre os números
.f{a) e.f{b) cruzará a curvay= .f{x) ao menos uma vez no intervalo [a, b] .
A prova do teorema do valor intermediário depende da propriedade de com-
pletude do sistema de números reais (Apêndice 6), e pode ser encontrada em textos
mais avançados.
Capítulo 2 Limites e continuidade 95

y A continuidade de f no intervalo é essencial ao Teorema 11 . Se fé descontínua


mesmo em um único ponto do intervalo, a conclusão do teorema pode falhar, como
3 • • ocorre no caso da função representada graficamente na Figura 2.46 ( escolha y 0
como qualquer número entre 2 e 3).
2
Uma consequência do esboço de gráficos: conexidade O Teorema 11 implica que
o gráfico de uma função contínua em um intervalo não pode ter nenhuma quebra
1 nesse intervalo. O gráfico será conexo - uma curva única e não quebrada. Ele
não possuirá saltos, como o gráfico da função maior inteiro (Figura 2.39) ou ramos
- - + - - -------'-------'---.,___--+X separados, como o gráfico de 1/x (Figura 2.41 ).
o l 2 3 4
Uma consequência para determinação de raízes Chamamos uma solução da
FIGURA 2.46 A função equação f{x) = O de raiz da equação ou zero da função f O teorema do valor inter-
l < x < 2 mediário nos diz que se fé contínua, então qualquer intervalo em que f muda de
f(x) = {2x - 2,
3, 2 < x < 4 sinal contém um zero da função.
Em termos práticos, quando vemos o gráfico de uma função contínua cruzar o
não assume todos os valores entre f( 1) = O
e 1(4) = 3; ela não assume nenhum valor
eixo horizontal na tela de um computador, sabemos que ela não está pulando o eixo.
entre 2 e 3. Existe realmente um ponto em que o valor da função é zero.

EXEMPLO 11 Mostre que há uma raiz da equação x 3 - x - 1 = O entre 1 e 2.


Solução Sejaf{x) = x 3 - x - 1. Uma vez quef{l) = 1 - 1 - 1 = - 1 < O efi..2) = 2 3 - 2
- 1 = 5 > O, vemos que y 0 = Oé um valor entrej{l) efi..2). Uma vez que/ é contínua,
o teorema do valor intermediário diz que existe um zero de f entre 1 e 2. A Figura
2.47 mostra o resultado do "zoom" para localizar a raiz próxima a x = 1,32.

5 l

1,6
2

-2 - 1
(a) (b)

0 ,02 0 ,003

1,320 1,330 1,3240

- 002
, -0,003
(e) (d)
y
FIGURA 2.47 "Zoom" em um zero da função f(x ) = x 3 - x - 1. O zero está próximo de x =
1,3247 (Exemplo 11 ).

EXEMPLO 12 Utilize o teorema do valor intermediário para provar que a equação

y = v'2x + 5 1
Vh+5 = 4-x 2
tem uma solução (Figura 2.48).
------------------ X
o e 2
Solução Reescrevemos a equação como
FIGURA 2.48 As curvas y = V2x + 5 V 2x + 5 + x 2 = 4,
e y = 4 - x2 têm o mesmo valor em x = e
onde ~ = 4 - x 2 (Exemplo 12). e definimos f(x) = Vh+5 + x 2 . Agora, g(x) = Vh+5 é contínua no in-
tervalo [- 5/2, oo), uma vez que é composta da função raiz quadrada com a função
96 Cálculo

linear não negativa y = 2x + 5. Então,/ é a soma da função g e da função quadrática


y = x 2 , e a função quadrática é contínua para todos os valores de x . Isso resulta em
f(x) = \/'h+5 + x 2 ser contínua no intervalo [- 5/2, oo). Por tentativa e erro,
determinamos os valores /(O) = V5 ~ 2,24 e f(2) = V9 + 4 = 7, e observe
que/ também é contínua no intervalo fechado infinito [O, 2] C [- 5/2, oo). Uma vez
que o valor y 0 = 4 está entre os números 2,24 e 7, de acordo com o teorema do valor
intermediário, existe um número e E [O, 2], de modo que.f{c) = 4. Isto é, o número
e resolve a equação original.

Exerdcios 2.5

Continuidade a partir dos gráficos 5. a. Existe f{- 1)?


Nos Exercícios 1-4, diga se a função representada graficamente é b. Existe limx-+- l+f{x)?
contínua em [- 1, 3]. Em caso negativo, onde ela deixa de ser con- e. Existe limx--i+fCx) =f{- 1)?
tínua e por quê? d. fé contínua e1n x = - 1?
1. 3. 6. a. Existe f{ l )?
y y
b. Existe limx-+l f{x)?
y = j(x) y = h(x) e. Existe limx-+l f{x) =f{ l )?
2 d. fé contínua em x = 1?
7. a. f é definida em x = 2? (Veja a definição de /)
b. fé contínua em x = 2?
----+--~-~-~- x ----+--~-~---x 8. fé contínua en1 quais valores de x?
-1 O 1 2 3 -1 O 2 3
9. Que valor deve ser atribuído a/{2) para tornar a função esten-
2. 4. dida contínua em x = 2?
y y 1O. Para que novo valorf{ 1) deve ser alterada para remover a des-
continuidade?
y = g(x) y = k(x)
2 Aplicação do teste de continuidade
Em que pontos as funções nos Exercícios 1 1 e 12 deixam de ser
contínuas? Em que pontos, se houver, as descontinuidades são re-
----+--~-~--- x n1ovíveis? E não removíveis? Justifique suas respostas.
-1 O 1 2 3 -1 O 1 2 3
11. Exercício 1, Seção 2.4 12. Exercício 2, Seção 2.4

Em que pontos as funções nos Exercícios 13-30 são contínuas?


Os Exercícios 5-1 O se referem à função
1
13. y = X _ - 3x 21. y = cossec 2x
x2 - 1, - 1 <x< O 2
'TT X
2x, O <x< l 14 = 1 +4 22. y = tg 2
· y (x + 2) 2
j (x) = 1, X = 1
_ x tg x
- 2x + 4, l <x< 2 15 y= - -
+-1 -
X
23. y - x2 + 1
O, 2 <x< 3 . x 2 - 4x + 3
X+ 3 ~
16 y = 24. y=
representada grafica1nente na figura a seguir. • x2 - 3x - 10 1 + sen2 x
y
17. y = 1x - 1I + sen x 25. y = ~
y = j(x) 2
2 1 x
18· y = -,x-,+-1 - -2 26. y = ~

cosx 27. y = (2x - 1) 113


19. y = X

- ---- - 0--,L___---O---O- ~ X x+2 28. y = (2 - x) 115


O 1 2 3 20. y =- -
cosx

y = x2 - J -1 x2 - X - 6
x-3 , x* 3
29. g(x) =
Gráfico para os Exercícios 5-1 O. 5, X= 3
Capítulo 2 Limites e continuidade 97

x3 - 8 48. Para quais valores de a e b


X =F 2, X =F -2
X2 - 4' ax + 2b, x< O
30. J(x) = 3, x= 2 g(x) = x 2 + 3a - b, O <x< 2
4, X= - 2 3x - 5 x> 2
'
Limites que envolvem funções trigonométricas é contínua para qualquer x?
Determine os limites nos Exercícios 31-38. As funções são contínuas
no ponto sendo aproximado? O Nos Exercícios 49-52, represente graficamente a função/ para verifi-
car se ela parece ter uma extensão contínua na 01igem. Em caso afir-
31. lim sen(x - senx)
X-'Tr
32. }~ sen(; cos (tg t)) mativo, utilize os comandos "Trace" e "Zoom" para determinar um
bom candidato para o valor da função estendida em x = O. Se a função
33. lim sec (y sec2 y - tg 2 y - l) não parece ter uma extensão contínua, ela pode ser estendida para ser
y- 1
contínua na origem à direita ou à esquerda? Em caso afirmativo, em
sua opinião, qual deve ser o valor da função estendida?
34. ]Í_'!1/g (; cos (senx '/3)) 1ox - 1
49. f( x ) = - X-
. cos (
35. 11m 7T ) 37.
1-0 \/19 - 3 sec 2t l olxl - 1
50. j(x ) = - -X- 52. f(x) = (l + 2x) 11x
36. lim Vcossec2 x + 5V3 tg x 38. lim cos- 1 (ln Vx)
X- 'Tr/6 x-J Teoria e exemplos
53. Sabe-se que uma função contínua y = .f{x) é negativa em x = O
Extensões contínuas e positiva em x = I. Por que a equação .f{x) = O tem pelo menos
39. Defina g(3) de maneira que estenda g(x) = (x 2 - 9)/(x - 3) para uma solução entre x = Oex= 1? Exemplifique com um esboço.
torná-la contínua em x = 3. 54. Explique por que a equação cos x = x possui pelo menos uma
40. Defina h(2) de maneira que estenda h(t) = (t2 + 3t - l 0)/(t - 2) solução.
para ser contínua em t = 2. 55. Raízes de uma equação cúbica Mostre que a equação x 3 -
41. Defina.f{ l ) de maneira que estenda.f{s) = (s3 - l )/(s2 - 1) para I5x + 1 = Opossui três soluções no intervalo [- 4, 4].
ser contínua em s = 1. 56. Valor de uma função Mostre que uma função F(x) = (x - a)2
42. Defina g(4) de maneira que estenda · (x - b)2 + x assume o valor (a + b)/2 para algum valor de x .
g(x) = (x 2 - l 6)/(x 2
- 3x - 4) 57. Resolução de uma equação Se.f{x) =.x3 - 8x + 1O, mostre que há
valores e para os quaisj(c) é igual a (a) 7T; (b)- V3 ; (c) 5.000.000.
para ser contínua em x = 4. 58. Explique por que as cinco afirmações a seguir pedem as mes-
43. Para qual valor de a mas informações.
x2 I, x < 3 a. Determine as raízes de .f{x ) = x 3 - 3x - 1.
J(x) = { b. Determine as coordenadas x dos pontos em que a curva y =
2ax, X> 3
x 3 cruza a reta y = 3x + l .
é contínua em qualquer x?
e. Determine todos os valores de x para os quais x 3 - 3x = 1.
44. Para qual valor de b
d. Determine as coordenadas x dos pontos em que a curva

g(x) = {;>, X< - 2


X> - 2
cúbica y = x 3 - 3x cruza a reta y = 1.
e. Resolva a equação x3 - 3x - 1 = O.
é contínua em qualquer x? 59. Descontinuidade removível Dê um exemplo de uma função
45. Para qual valor de a .f{x) que seja contínua para todos os valores de x, exceto x = 2,
em que ela apresenta uma descontinuidade removível. Expli-
a 2x - 2a, x> 2 que como você sabe que fé descontínua em x = 2 e como você
f(x) =
12, x < 2 sabe que a descontinuidade é removível.
é contínua para qualquer x? 60. Descontinuidade não removível Dê um exemplo de uma
função g(x ) que seja contínua para todos os valores de x, ex-
46. Para qual valor de b
ceto x = - 1, em que ela apresenta uma descontinuidade não
x - b removível. Explique como você sabe que g é descontínua e por
x< O
g(x) = b + l' que a descontinuidade não é removível.
2
x + b x > O 61. Uma função descontínua em todos os pontos
'
é contínua para qualquer x? a. Use o fato de que todo intervalo não vazio de números
reais contém tanto números racionais quanto irracionais
47. Para quais valores de a e b
para mostrar que a função
-2 X< - I x) = { 1, se x é racional
' f ( o, se x e, 1rrac1ona
. . l
J(x) = ax - b, -1 <x< 1
3, x> 1
é descontínua em todos os pontos.
é contínua para qualquer x? b. fé contínua à direita ou à esquerda de algum ponto?
98 Cálculo

62. Se as funçõesf{x) e g(x) são contínuas para O< x < l ,f{x )lg(x ) 69. Prove que j'é contínua em e se, e somente se,
poderia ser descontínua em um ponto de [O, 1]? Justifique sua lim J(c + h) = J(c).
resposta. h-+O
63. Se a função produto h(x) = f{x) · g(x ) é contínua em x = O,f{x) 70. Use o Exercício 69 j untamente com as identidades
e g(x ) devem ser contínuas em x = O? Justifique sua resposta. sen (h + e) = sen h cos e + cos h sen e,
64. Composta descontínua de funções contínuas Dê um cos (h +e) = cos h cose - sen h sen e
exemplo de funções f e g, ambas contínuas em x = O, para as
quais a composta! o g seja descontínua em x = O. Isso contra- para provar que tanto f{x) = sen x e g(x) = cos x são contínuas
diz o Teorema 9? Justifique sua resposta. em qualquer ponto x = e.
65. Funções contínuas que nunca são zero E' verdade que Resolvendo equações graficamente
uma função contínua que nunca é zero em um intervalo nunca
muda de sinal nesse intervalo? Justifique sua resposta. O use o teorema do valor intermediário nos Exercícios 71 -78 para
' provar que cada equação tem uma solução. Em seguida, utilize uma
66. Esticando um elástico E verdade que, se esticarmos um
calculadora gráfica ou um computador com software gráfico para
elástico movendo uma ponta para a direita e outra para a es-
resolver as equações.
querda, algum ponto do elástico continuará em sua posição
original? Justifique sua resposta. 71. x 3 - 3x - 1 = O

67. Teorema do ponto fixo Suponha que uma função f seja 72. 2x 3 - 2x2 - 2x + 1= O
contínua no intervalo fechado [O, 1) e que O < f{x ) < 1 para 73. x(x - 1)2 = 1 (uma raiz)
qualquer x em [O, 1]. Mostre que deve existir um número e em 74. x"= 2
[O, 1), de modo quef{c) = e (e é cha1nado de ponto fixo de}).
75. Vx + ~ = 4
68. Propriedade da preservação decimal de funções contínuas
76. x3 - I5x + 1 = O(três raízes)
Seja/definida em um intervalo (a, b) e suponha quef{c) =l- 0 em
algum e onde/ seja contínua. Mostre que há um intervalo (e- ô, 77. cos x = x (uma raiz). Assegure-se de utilizar o modo radiano.
e+ ô) em torno de e onde/tem o mesmo sinal quef{c). 78. 2 sen x = x (três raízes). Assegure-se de utilizar o modo radiano.

Limites que envolvem infinidade; assíntotas de gráficos


2.6
Nesta seção, investigaremos o comportamento de u.m a função quando a magni-
tude da variável independente x se torna cada vez maior, ou x ~ ±oo. Ampliaremos
ainda mais o conceito de limite para limites infinitos, que não são limites como os
y
anteriores, mas, em vez disso, uma nova utilização para o termo limite. Limites infi-
nitos fo rnecem símbolos e linguagem úteis para descrever o comportamento de fun-
4
ções cujos valores se tornam arbitrariamente grandes em magnitude. Utilizaremos
3 essas ideias de limites para analisar os gráficos de funções que possuem assíntotas
1 horizontais ou assíntotas verticais.
2 y= x
1
Limites finitos quando x-. ±oo
X
1 2 3 4
O símbolo do infinito (oo) não representa um número real. Utilizamos oo
para descrever o comportamento de uma função quando os valores em seu domí-
nio ou imagem extrapolam todos os limites f initos. Por exemplo, a função f(x) =
1/x é definida para todo x -=ft. O (Figura 2.49). Quando x é positivo e se torna cada
vez maior, 1/x se torna cada vez menor. Quando x é negativo e sua magnitude se
torna cada vez maior, 1/x se torna menor novamente. Resumiremos essas infor-
mações dizendo que j(x) = 1/x possui limite O quando x ~ oo ou x ~ - oo, ou
FIGURA 2.49 O gráfico de y = 1/x se que O é um limite de f(x) = l /x no infinito e no menos infinito. Vemos, a seguir,
aproxima de Oquando x ~ oo ou x ~ - oo. definições precisas.
Capítulo 2 Limites e conti nuidade 99

-
DEFINIÇOES
1. Dizemos que j(x) possui o limite L quando x tende a infinito e escre-
ven1os
lim f(x) = L
x---+OO

se, para qualquer número E > O, existir um nú1nero correspondente M de


modo que para todo x
x>M ==;> 1/(x) - L I < E.

2. Dizemos que f(x) possui o limite L quando x tende a menos infinito e


escrevemos
lim J(x) = L
x- - oo
se, para qualquer número E > O, existir um número correspondente N de
modo que para todo x
x<N ==;> j/(x) - L I < E.

Intuitivamente, limx_00 f(x) = L se, quando x se afasta cada vez mais da origem na
direção positiva,/{x) fica arbitrariamente perto de L. Do mesmo modo, limx---oo j(x)
= L se x se afastar cada vez mais da origem na direção negativa,/{x) fica arbitraria-
mente perto de L.
A estratégia para calcular limites de fun ções quando x ~ ±oo é semelhante
àquela para limites finitos na Seção 2.2. Primeiro determinamos os limites da cons-
tante e da função identidade y = k e y = x. Em seguida, estendemos esses resultados
para outras fun ções ao aplicar o Teorema 1 em limites de combinações algébricas.
Aqui, fazemos a mesma coisa, exceto que as funções iniciais são y = k e y = 1/x em
vez de y = k e y = x.
As principais questões a serem verificadas pela aplicação da definição formal são

Iim k = k e lim ; = O. {1)


X---+ ± 00 X---+ ± 00

Provamos o segundo resultado e deixamos o primeiro para os Exercícios 87 e 88.

EXEMPLO 1 Mostre que


Não importa que
número positivo (a) lim ; =O (b) lim ; = O.
seja E , o gráfi co X---+00 x- - oo
Y entra nesta banda
emx= ! Solução
E
1 e permanece. (a) Seja E> O dado. Precisamos determinar um número M de modo que para qual-
y = .x
quer x
ly= E
E 1--------"k -- i -- - - - , 1 1
X > M X- 0 = X < E.
l N=-}
______..._----,--_ __.________,..._ X

O M = ! i A implicação valerá se M = 1/E ou qualquer número positivo maior (Figura


2.50). Isso prova que limx- oo (1/x) = O.
(b) Seja E > O dado. Precisamos determinar um número N de modo que para qual-
Não importa que quer x
número positivo
seja E , o gráfico 1 1
entra nesta banda x<N X - 0 = X < E.
emx =- !
E
e permanece.
A implicação valerá se N = - l i E ou qualquer número menor que - 1/ E (Figura

FIGURA 2.50 Geometria por trás do


argumento no Exemplo 1.
2.50). Isso prova que limx- - oo (1 /x) = O.
Limites no infinito têm propriedades semelhantes àquelas dos limites f initos.

100 Cálculo

TEOREMA 12 Todas as leis de limites no Teorema 1 são verdadeiras quando


substituímos limx-c por limx-oo ou limx--oo· Isto é, a variável x pode se apro-
ximar de um número finito e ou ±oo.

EXEMPLO 2 As propriedades no Teorema 12 são utilizadas para calcular limites


da mesma maneira que ocorre quando x se aproxima de um número finito e.

(a) lim (5 +;) = lim 5 + lim ; Regra da so1na


x~oo x~oo x~oo

= 5 + 0 =5 Limites conhecidos

(b) lim
x~-oo
1T \13
x2
= lim
x~-oo
1T \13 ·.!_X • .1X

x~-oo
1r\13
lim · lim ;
x~-oo
· lim ;
x~-oo
Regra do produto

... ~ Limites conhecidos


= 1r V3 ·0·0 = 0

y 5x2 + 8x - 3 Limites no infinito de funções racionais


y=
3x2 + 2
2
Para determinar o limite de uma função racional quando x ~ ±oo, primeiro di-
vidimos o numerador e o denominador pela potência de x mais alta no denominador.
1
Retay =~ O resultado, então, depende dos graus dos polinômios envolvidos.

-5 o 5 10 EXEMPLO 3 Esses exemplos ilustram o que acontece quando o grau do numera-


dor é menor ou igual ao grau do denominador.
1
2
. 5x 2 + 8x - 3 . 5 + (8/x) - (3/ x ) Divida o nun1crador e
-2 (a) lrm = l1m o dcno,ninador por ,r.
FORA DE ESCALA x ~ oo 3x 2
+ 2 x~oo 3 + (2/x 2 )

FIGURA 2.51 Gráfico da função no 5 + O- O 5 Veja a Figura 2.51 .


Exemplo 3a. O gráfico se aproxima da reta 3+O 3
y = 5/3 quando lxl aumenta.
( 11/x 2 ) + (2/x 3 ) Divida o nu1ncrador e
(b) lim 11~ + 2 lim o dcnon,inador por x 3•
x ~ -oo 2x - I x ~ -oo 2 - ( 1/ x 3 )
y
Veja a Figura 2 .52.
8
1lx +2
y = 2x 3 - 1
6 Um caso em que o grau do numerador é maior do que o grau do denominador
é ilustrado no Exemplo 1O.
4

Assintotas horizontais
Se a distância entre o gráfico de uma função e alguma reta fixa se aproxima de
.::::::r:::::~J_-U-.l-_i__::::t::==1==-+ x zero quando um ponto no gráfico se afasta cada vez mais da origem, dizemos que o
-4 -2 O 2 4 6
gráfico se aproxima da reta assintoticamente e que a reta é uma assíntota do gráfico.
-2
Ao olhar para.f{x) = 1/x (veja a Figura 2.49), observamos que o eixo x é uma
assíntota da curva à direita porque
-4
lim ; = O
-6 x~OO

e à esquerda porque
-8

FIGURA 2.52 Gráf ico da fu nção no


lim
x ~ -oo
! = O.
Exemplo 3b. O gráfico se aproxima do Dizemos que o eixo x é uma assíntota horizontal do gráfico de.f{x) = 1/x.
eixo x quando lxl aumenta.
Capítulo 2 Limites e continuidade 101

DEFINIÇÃO Uma reta y = b é uma assíntota horizontal do gráfico de uma


função y = j(x) se

lim /(x) = b ou lim /(x ) = b.


x---+OO x---+-00

O gráfico da função
2
f (x) = 5x +
8x - 3
3x 2 + 2

traçado na Figura 2.51 (Exemplo 3a) possui a reta y = 5/3 como uma assíntota hori-
zontal em ambos os lados direito e esquerdo porque
5 5
lim J(x) = e lim f(x ) = .
x-oo 3 x--oo 3

y EXEMPLO 4 Encontre as assíntotas horizontais para o gráfico de


2
y= I x3 - 2
f(x) = lxl3 + 1.
_ __.__..........__ _ _____._,____.___ X
o Solução Calculamos os limites quando x ~ ±oo.
y =- l
x3 - 2 . x3 - 2 . x3 - 2 . 1 - (2/ x 3)
---.- f(x ) = lx13 + 1 Para x > O: 1lffi 11m 3 l1m = 1.
-2 x-oo lxl3 + 1 x-oo x + 1 X-+00 1 + (1/ x 3
)

. x 3
- 2 . x 3
- 2 1 - (2/ x 3)
FIGURA 2.53 O gráfico da função Para x < O: 11m = 11m = lim - 1.
no Exemplo 4 possui duas assíntotas x--oo lx l + 3
1 x--oo (- x) 3 + 1 x--oo - 1+ (1/x 3)
horizontais.
As assíntotas horizontais são y = - 1 e y = 1. O gráfico é exibido na Figura 2.53. Ob-
serve que o gráfico cruza a assíntota horizontal y = - 1 para um valor positivo de x.

y EXEMPLO 5 O eixo x (a reta y = O) é uma assíntota horizontal do gráfico de y =


e porque
lim ex = O.
x-+-00

Para vermos isso, utilizamos a definição de um limite quando x tende a -oo. Então,
sej a E > O dado, mas arbitrariamente. Devemos determinar uma constante N de
modo que para qualquer x,

~=:=::::::::::::::=__ _ _-!-_-* X x<N


N = ln E
Agora lé - 01 = e\ então a condição que precisa ser satisfeita sempre que x < N é
FIGURA 2.54 O gráfico de y = é se é< E.
aproxima do eixo x quando x ~ - oo
(Exemplo 5). Seja x =N o número em que é= E. Uma vez que é é uma função crescente, se x <
N, então e"< E . Determinamos N ao tomar o logaritmo natural de ambos os lados da
equação e"= E, assim N = ln E (veja a Figura 2.54). Com esse valor de N, a condição
é satisfeita, e concluímos que limx--roo e= O.

EXEMPLO 6 Determine (a) lim sen ( 1/ x) e (b) lim x sen ( 1/ x).


x-+oo X-+ ±00

Solução
(a) Introduzimos a nova variável t = 1/x. Do Exemplo 1, sabemos que t ~ o+quan-
do x ~ oo (veja a Figura 2.49). Portanto,

lim sen
X-+00
!= lim sen t
/-+ Ü+
= O.
102 Cálculo

y (b) Calculamos os limites quando x --) oo ex --) - oo:


. 1 . sen t 1 . sen t
11m x sen x = 11m+ t = 1 e lim x sen x = l1m_ t = 1.
X-+ 00 f-+Ü x- -oo t-+0

1
O gráfico é mostrado na Figura 2.55, e vemos que a reta y = 1 é uma assíntota
y = x sen x horizontal.

Da mesma forma, podemos investigar o comportamento de y =/{ 1/x) quando x


--) O ao investigar y =.f{t) quando t--) ±oo, onde t = 1/x.
FIGURA 2.55 A reta y = 1 é uma assíntota
horizontal da função aqui representada
graficamente (Exemplo 6b).
EXEMPLO 7 Determine lim e l/x.
x-o-
Solução Assumimos que t = l lx. A partir da Figura 2.49, podemos ver que t --) - oo
quando x--) o- (esclareceremos melhor essa ideia adiante). Portanto,
y

I lim e I /x = lim e' = O Exemplo 5


x- o- 1- - 0 0
0,8
0 ,6 (Figura 2.56).
,

- - ' - - - - - ' - - - - - ' - - - '=--+~ X O teorema do confronto também vale para limites quando x--) ±oo. E preciso
-3 -2 -1 O ter certeza, no entanto, de que a função cujo limite você está tentando determinar
fica entre as funções delimitadoras em valores muito altos de x em magnitude con-
FIGURA 2.56 O gráfico de y = e llx para sistentes com x --) oo ou x --) - oo.
x < Omostra lim x-O_ e 11x= O (Exemplo 7).

EXEMPLO 8 Utilizando o teorem.a do confronto, determine a assíntota horizontal


da curva
y
sen x
y=2+ X .

Solução Estamos interessados no comportamento quando x --) ±oo. Uma vez que
1
O-
< senx < _!_
X - X
_ __.__ __.__ _._ _ ___.__ __.__ _.__X
-37T -27T -7T O
e limx-+±oo l1/xl = O, temos limx-+±oo (sen x)lx = Opelo teorema do confronto. Logo,
FIGURA 2.57 Uma curva pode cruzar
uma de suas assíntotas infinitas vezes
(Exemplo 8).
lim (2 + se:
X -+ ±00
x) = 2 + O = 2,
e a reta y = 2 é uma assíntota horizontal da curva tanto à direta quanto à esquerda
(Figura 2.57).
Este exemplo ilustra que uma curva pode cruzar uma de suas assíntotas hori-
zontais muitas vezes.

EXEMPLO 9 Determine lim (x -


x-+oo
Vx 2 + 16 ).

Solução Ambos os termos x e Vx 2 +


16 tendem a infinito quando x --) oo, então,
não fica claro o que acontece à diferença no limite (não podemos subtrair oo de
oo porque o símbolo não representa um número real). Nessa situação, podemos
multiplicar o numerador e o denominador pela expressão radical conjugada para
obtermos um resultado algébrico equivalente:

lim (x -
X -+ 00
Vx 2 + 16) = lim (x -
X -+ 00
v'x 2 + 16) x+
X +
'!.; + 2

X2 +
16
16

. x2 -+ 16)(x 2 - 16
= hm = lim
x -+
00
x + Vx 2 + 16 x-+
00
X +
Capítulo 2 Li mites e contin uidade 103

Quando x ~ oo, o denominador nessa última expressão se torna arbitrariamen-


te alto, então vemos que o limite é O. Também podemos obter esse resultado por
meio de um cálculo direto, utilizando as leis do limite:
16
- }6 - -X
lim00 = lim --~=== o =
Vl+o .o
x- x + Vx 2 + 16 x- x2
00
16 1 +
1+ - +x2
-
x2

Assíntotas oblíquas
Se o grau do numerador de uma função racional for 1 grau maior do que o grau
do denominador, o gráfico possuirá uma assíntota oblíqua ou inclinada. Determi-
namos uma equação para a assíntota ao dividirmos o numerador pelo denominador
para expressar f como uma função linear mais um resto que é igual a zero quando
X ~ ±oo.

x2 - 3 X 1
y = 2x - 4 =2+ 1 + 2x EXEMPLO 10 Determine a assíntota oblíqua do gráfico de
y
A distância vertical e ntre x2 - 3
a curva e a reta tende a f (x) = 2x -
6
zero quando x ~ co
5 na Figura 2.58.
4
x=2 Assíntota Solução Estamos interessados no comportamento quando x ~ ±oo. Dividimos (x 2
3 oblíqua
1
- 3) por (2x - 4):
2 Y =x+
2
l'
1 x2 - 3 l 2x -4
1
1
-x 2 + 2x X+ I
1 2
- 1 O 2 3 4 X 2x - 3
-1
- 2x + 4
-2
1
-3
Isso no diz que

FIGURA 2.58 O gráfico da função no x2 - 3 X+ I 1


Exemplo 1Opossui uma assíntota oblíqua. f( x )
2x - 4 2 + 2x - 4
g(x) linear resto

Quando x ~ ±oo, o resto, cuja magnitude dá a distância vertical entre os g ráficos


de f e g, tende a zero, tornando a reta inclinada
y X
Você pode aume ntar o g(x) =2+ 1
quanto qu iser ao fazer x
perto o suficiente de O. uma assíntota do gráfico de f (Figura 2.58). A reta y = g(x) é uma assíntota tanto à
Não importa quão alto direita quanto à esquerda. A próxima subseção confirmará que a função f{x) cresce
seja o valor de B, o
B gráfico vai mais alto.
arbitrariamente em valor absoluto quando x ~ 2 (onde o denominador é zero),
como mostra o gráfico.
1
y= x
X Observe, no Exemplo 1O, que se o grau do numerador em uma função racional é
- - - - - --+--+--+---------. X
maior do que o grau do denominador, então o limite conforme lxl aumenta é + oo ou
Não importa quão
baixo seja o valor - oo, dependendo dos sinais assumidos pelo numerador e pelo denominador.
Você pode diminuir de -B, o gráfico
o quanto quiser ,
-B
vai mais baixo. Limites infinitos
tomando x
suficientemente Vejamos novamente a função/{x) = 1/x. Quando x ~o+, os valores de/aumen-
próximo de O. tam sem limitação, f inalmente alcançando ou ultrapassando qualquer número real
positivo. Isto é, dado qualquer número positivo B, embora alto, os valores de/ ficam
FIGURA 2.59 Limites infinitos laterais: ainda mais altos (Figura 2.59).
. 1 . 1
11m x=oo e 1im - = -oo
x---+ 0+ x---+0- X
104 Cálculo

Assim sendo,/não possui limite quando x ~ o+. No entanto, é conveniente des-


crever o comportamento de f dizendo que f(x) tende a oo quando x ~ o+.· Escrevemos

lim j(x)
x-o+
= lim
x-o+
! = oo

Ao escrever esta equação, não estamos dizendo que o limite existe. Nem esta-
mos dizendo que há um número oo real, porque não existe tal número. Em vez disso,
estamos dizendo que limx-o+não existe porque 1/x cresce e se torna arbitrariamen-
te grande e positivo quando x ~ o+.
Quando x ~ o- , os valores de f(x) = 1/x se tornam arbitrariamente grandes e
negativos. Dado qualquer número real negativo - E, os valores de/finalmente ficam
abaixo de - B (veja a Figura 2.59). Escrevemos

y lim /(x) =
x-o-
lim
x-o-
! = -oo.

J Novamente, não estamos dizendo que existe limite e que ele é igual ao número
y= x - 1 - oo. Não existe um número real - oo. Descrevemos o comportamento de uma
função cujo limite quando x ~ o- não existe porque seus valores se tornam arbi-
1 trariamente grandes e negativos.
--~--+---+---~~~---+ X
- 1 o 2 3 1 1
EXEMPLO 11 Determine lim e lim .
x- 1+ X - x- l- X - 1

Solução geométrica O gráfico de y = 1/(x - 1) é o gráfico de y = 1/x transladado de


1 unidade à direita (Figura 2.60). Portanto, y = 1/(x - 1) se comporta, próximo a 1,
exatamente do modo que 1/x se comporta próximo a O:
FIGURA 2.60 Próximo de x = I, a função
y = 1/(x - 1) se comporta da maneira que a . 1 1
1im
x-1+X 1 = oo e lim - 00 •
função y = 1/x se comporta próxima a - x- 1- X -

x = O. Seu gráfico é o da função de y = 1/x


transladada 1 unidade para a direita Solução analítica Reflita sobre o número x - 1 e seu recíproco. Quando x ~ 1+, temos
(Exemplo 11 ). (x - 1) ~ o+ e ll(x - 1) ~ oo. Quando x ~ 1- , temos (x - 1) ~o- e 1/(x - 1) ~ --oo.

EXEMPLO 12 Discuta o comportamento de

1
f(x) x2
quando x ~ O.
y

Não importa quão Solução Quando x se aproxima de zero de ambos os lados, os valores de l /x 2 são
'B • --i1-- aito sej a B , o gráfico positivos e aumentam arbitrariamente (Figura 2.61 ). Isso significa que
fica ainda mais alto.

lim j(x) = lim ~= oo.


f(x) = ..l x-0 x-0 X
x2
A função y = l lx não mostra um comportamento consistente quando x ~ O.
...=:::::::::__----4.._+--+---....::::::::::::==--~ X Temos 1/x ~ oo se x ~ o+, mas 1/x ~ - oo se x ~ o - . Tudo o que podemos concluir
X Ü X
sobre limx-o (1 /x) é que ele não existe. A função y = 1/x 2 é diferente. Seus valores
tendem a infinito quando x se aproxima de zero de qualquer lado, portanto, pode-
FIGURA 2.61 O gráfico de j{x) no
Exemplo 12 tende a infinito quando x ~ O. mos dizer que limx-o ( 1/x 2) = oo.

EXEMPLO 13 Esses exemplos ilustram que as funções racionais podem se com-


portar de várias maneiras próximas aos zeros do denominador.

(x - 2) 2 (x - 2) 2 . x - 2
(a) ; ~ x 2 - 4 = J~ -(x---2-)-(x_+_2_) = ; ~ x + 2 = O

. X - 2 . X - 2 . 1 1
(b) 11m = 11m = 11m
x-2 x 2 - 4 x-2 (x - 2)(x + 2) x -2 X + 2 4
Ca pítulo 2 Limites e continuidade 105

. X - 3 . X - 3 Os valores são negativos


(e) 11m = 11m -(X)
x-2+ x2 - 4 x-2+ (x - 2)(x + 2) para x > 2, x próxitno de 2.

. X - 3 . X - 3 Os valores são positivos


(d) 11m = 11m CX)
para x < 2, x próx imo de 2.
x-2- x 2 - 4 x-2- (x - 2)(x + 2)

y . X - 3 . X - 3 - . Veja os itens (e) e (d).


(e) I1m = 11m nao ex1st e .
x-2 x 2 - 4 (x - 2)(x + 2 )
il
x-2

-(x - 2) - 1
1
1 (t) l' 2 - X = lim = lim -00
1 y = f (x) X~ (X - 2 ) 3
x-2 (x - 2) 3
(x - 2 )2
1
1
1
1
Nos itens (a) e (b), o efeito do zero no denominador em x = 2 é cancelado
1
porque o numerador também é zero. Logo, existe um limite finito. Isso não é verda-
deiro no item (f), onde o cancelam ento ainda deixa um fator zero no denominador.

Definições precisas de limites infinitos


_ __ _ __.__ _.__ __..__ _ __ X
Em vez de exigir que f{x) f ique arbitrariamente perto de um número f inito L
/ XQ \
x0 - 8 x0 + 8 para qualquer x perto o suf iciente de x 0 , as definições de limites inf initos exigem
quef{x) fique arbitrariamente distante de zero. Exceto com relação a essa mudança,
a linguagem é muito semelhante àquela que vimos anteriormente. As Figuras 2.62
FIGURA 2.62 Para x 0 - 8 < x < x 0 + 8, o e 2.63 seguem essas definições.
gráfico de j(x) fica acima da reta y = B.

DEFINIÇÕES
1. Dizemos que fl..x) tende a infinito quando x se aproxima de x0 , e es-
crevemos
y lim f(x ) = oo,

x0 - 8 x0 + 8 se para cada número B p ositivo real existir um 8 > O correspondente, de


---------~--
o ------x '\_ Xo / modo que para todo x
O< Jx - x0J< 8 ~ f{x) > B.

2. Dizemos que /{x) tende a menos infinito quando x se aproxima de x 0 ,


- Ri--- --+-- -~~ -+-~~~ e escrevemos
lim f( x ) = - oo ,

y = f(x) se para cada número - B negativo real existir um 8 > O correspondente, de


modo que para todo x
O< Jx - x0 J< 8 ~ f{x) <-B.

FIGURA 2.63 Para x 0 - 8 < x < x 0 + 8, o As definições precisas de limites laterais em x 0 são similares e enunciadas
gráfico dej(x) f ica abaixo da reta y = - B. nos exerc1' c1. os.

EXEMPLO 14 Prove que lim { = oo .


x- 0 X

Solução Dado B > O, queremos determinar 8 > O, de modo que


1
O < 1x - O1 < 8 implique 2 > B.
X

Agora,
_l_ > B se, e somente se, x 2 <l
x2 B
ou, de modo equivalente,
106 Cálculo

Logo, ao escolher ô = 1/ VB (ou qualquer número positivo menor), vemos que


lx 1 < ô implica ~>~ > B.
X Ô

Portanto, por definição,


. 1
1lffi -2 = 00.
x-0 X

y Assintotas verticais
Observe que a distância entre um ponto no gráfico de j(x) = 1/x e o eixo y se
Assíntota vertical aproxima de zero quando o ponto se move verticalmente ao longo do gráfico e se
distancia da origem (Figura 2.64). A função f(x) = 1/x é ilimitada quando x se apro-
l xima de Oporque
y= x
Ass íntota
1
horizontal lim+ lX = 00 e lim- lX = - 00.
~~oH~~
= 1 Assíntota x x- O x- O
horizontal ,
y =O Dizemos que a reta x = O( o eixo y) é uma assíntota vertical do gráfico de j(x) =
1/x. Observe que o denominador é zero em x = O, e a função é indefinida ali.
Assíntota vertical,
x =O -
DEFINIÇAO U1na reta x =a é uma assíntota vertical do gráfico de uma
função y = f(x) se
FIGURA 2.64 Os eixos coordenados são
assíntotas de ambos os ramos da hipérbole lim J(x) = ±oo o